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A Revista do AviSite

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Editorial

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Sumário

10 anos

Revista do AviSite faz aniversário e comemora com duas reportagens especiais

18 SBSA Caderno com a

olhar sobre os últimos 50 Um e os próximos 10 anos na ciência avícola

cobertura completa da programação técnica, feira de negócios e eventos paralelos

trajetória do mercado 60 Aavícola nacional e o papel desta publicação para a sua evolução

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Artigo técnico O diferencial em uma avicultura tecnológica Antonio Carlos Pedroso, Professor da UFFS

Evento Simpósio OvoSite aborda desafios na produção e comercialização de ovos

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Informes Técnico-Comercial ICC: Parede celular de levedura purificada: ferramenta nutricional para segurança alimentar

44

IDEXX: ELISA, uma arma da avicultura brasileira contra a Influenza

68

Phibro: Coccidiose, seus desafios e programa anticoccidiano; o uso de Aviax Plus®

66

Legislação 65 anos depois, um novo RIISPOA!

70

Catálogo de produtos para a Conferência Facta Uma seleção de produtos e serviços

74

Reportagem empresarial De Heus inaugura novo escritório em Campinas com conceito global inovador

06 08 09

Eventos

78

AviGuia HatchTech Brasil tem novo endereço

90

Ponto Final O desafio da gratidão Por Erica Barros

Painel do Leitor Notícias Curtas XIII Simpósio de Avicultura reúne lideranças da avicultura de corte e postura

Estatísticas e preços 83 84 85 86 87 88 89

Produção e mercado em resumo Pintos de corte Produção de carne de frango Exportação de carne de frango Oferta Interna Desempenho do frango vivo em março Matérias-primas

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Editorial

Revista do AviSite: uma década respondendo a pergunta “O que é mais importante para a avicultura hoje?”

Mundo Agro Editora Ltda. Rua Erasmo Braga, 1153 13070-147 - Campinas, SP

Uma década dos fatos mais importantes da avicultura foi relatada nas páginas da Revista do AviSite, em 112 edições, trabalhadas para levar informação de qualidade ao setor. Hoje nosso maior objetivo é agradecer a todos que escreveram conosco esta história. Se atualmente a Revista do AviSite se tornou uma referência de credibilidade é devido à confiança depositada e no respaldo técnico e econômico encontrados nos personagens que fazem deste, um dos principais setores do agronegócio brasileiro. A Revista do AviSite procura sempre trazer os temas técnicos mais relevantes , as principais análises de mercado, os números e as estatísticas do setor avícola e as matérias mais importantes para o segmento. É o que equilíbrio da informação respondida através da pergunta: “O que é mais importante para a avicultura hoje?” Este é o questionamento que ecoa mês após mês na redação da Revista do AviSite. E para nos auxiliar a respondê-la, temos o respaldo de pesquisadores, cientistas, empresas, analistas de mercado, gestores, Presidentes das principais Associações envolvidas no Agronegócio , produtores e demais personagens que colocam cada tijolinho nesta imensa construção chamada “avicultura”. Hoje, escrevemos um franco e sincero “MUITO OBRIGADO” a todos que depositam esta confiança no trabalho da Revista do AviSite! A academia, o mercado em geral, os produtores e demais atores que caminharam conosco nestes 10 anos, os convidamos a continuar ao nosso lado, a nos auxiliar a continuar contando esta história e a levar ao setor o que de mais importante acontece na avicultura. Sua história é a nossa história!

ISSN 1983-0017 nº 112 | Ano V | Maio/2017

expediente Publisher Paulo Godoy paulogodoy@avisite.com.br Redação Érica Barros (MTB 49.030) Giovana de Paula (MTB 39.817) imprensa@avisite.com.br Comercial Karla Bordin comercial@avisite.com.br Assistente de Marketing Simone Barbosa Diagramação e arte Mundo Agro e Innovativa Publicidade luciano.senise@innovativapp.com.br Internet Gustavo Cotrim webmaster@avisite.com.br Administrativo e circulação Caroline Esmi financeiro@avisite.com.br

Os informes técnicoempresariais publicados nas páginas da Revista do AviSite são de responsabilidade das empresas e dos autores que os assinam. Este conteúdo não reflete a opinião da Mundo Agro Editora.

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Editorial

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Eventos

2017 Maio 9 a 11

EXPOMEAT - Feira Internacional de Processamento e Industrialização de Aves, Bovinos, Ovinos, Suínos e Pescado Local: Pavilhão do Anhembi, São Paulo, SP Realização: Enterprise Contato: (11) 2730-0522 E-mail: contato@rofereventos.com.br

22 e 23

4ª Favesu - Feira de Avicultura e Suinocultura Capixaba Local: Venda Nova do Imigrante, ES Realização: AVES e ASES E-mail: comercial@favesu.com.br Informações: www.favesu.com.br 29

Informações: www.expomeat.com.br

Avicultor 2017

21 a 24

Realização: Avimig (Associação dos Avicultores de Minas Gerais)

One: Simpósio de Ideias Alltech

Local: Rua Pitangui, 1904, Sagrada Família, Belo Horizonte, MG Contato: (31) 3482-6403

Local: Lexington, Kentucky (EUA)

E-mail: avimig@avimig.com.br

Realização: Alltech

Informações: www.avimig.com.br/avicultor

E-mail: eventosbr@alltech.com Informações: go.alltech.com/one2017-pt

Julho

23 a 25

Festa do Ovo de Bastos

Conferência Facta 2017

Local: Recinto de Exposições Kisuke Watanabe, Bastos, SP

13 a 16

Local: Expo D. Pedro, Campinas, SP

Realização: Sindicato Rural e Prefeitura de Bastos

Realização: Facta e WPSA-BR

Contato: (14) 3478-9800

Contato: (19) 3243-6555

Informações: www.bastos.sp.gov.br

E-mail: facta@facta.org.br Informações: www.facta.org.br/conferencia2017

Junho

Agosto 8 a 10

XIII Simpósio Goiano de Avicultura

13ª TecnoCarne - Feira Internacional de Tecnologia para a Indústria da Proteína Animal

Local: Castro´s Park Hotel, Goiânia, GO

Local: São Paulo Expo, SP

Realização: Associação Goiana de Avicultura (AGA)

Realização: Informa Exhibitions

Contato: (62) 3203-3665

Informações: www.tecnocarne.com.br/pt

08 e 09

E-mail: simposiogoiano@terra.com.br Informações: www.agagoias.com.br/site/index.php 11 a 14

29 a 31

SIAVS - Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura 2017

Conbrasul - 1ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos

Local: Anhembi Parque, São Paulo, SP

Local: Wish Serrano Resort e Convention, Gramado, RS

Telefone: (11) 3095-3120

Realização: Asgav e Ovos RS

E-mail: siavs@abpa-br.org

E-mail: conbrasul@asgav.com.br

Informações: www.siavs.org.br

Realização: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Informações: www.asgav.com.br 29

Curso FACTA sobre Abate e Processamento de Aves

3ª edição Simpósio OvoSite: Desafios na Produção e Comercialização de Ovos

Local: Maringá, PR

Local: Anhembi Parque, São Paulo, Auditório 9

Realização: FACTA - Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia

Realização: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e OvoSite

Avícolas

Contato: (11) 3095-3120

Contato: (19) 3243-6555

E-mail: siavs@abpa-br.org

E-mail: facta@facta.org.br

Informações: www.avisite.com.br/Simposio-OvoSite-SIAV-EMailMkt.

Informações: www.facta.org.br

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Aviax® Plus. Dose dupla de segurança e qualidade contra a coccidiose. Tecnologia testada e aprovada por bilhões de aves no Brasil.

Aviax® Plus é o único do mercado com os dois aditivos no mesmo grânulo: Semduramicina e Nicarbazina, permitindo maior segurança na mistura, precisão no uso e eficácia no controle da coccidiose em frangos de corte.

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Painel do aLeitor Fale com gente /avisite.portaldaavicultura

Fale com a redação, peça números antigos, faça sua assinatura e anuncie na Revista do AviSite. Entre em contato pelo telefone 19-3241-9292, de 2ª a 6ª feira, das 8h às 17h30.

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As 8 notícias mais lidas no AviSite em Abril

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Forte demanda faz aumentar a exportação de ovos férteis Em março passado, alcançaram o maior volume dos últimos 24 meses. No mês foram embarcadas pouco mais de 14,2 milhões de unidades do produto (39.490 caixas de 30 dúzias), volume mais de 19% superior ao registrado um ano antes.

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Frango tem o menor custo de produção em mais de ano e meio O levantamento mensal da Embrapa do mês de março confirmou o que os produtores vêm experimentando no dia a dia: mostrou que o custo de produção do frango continua em franca redução, retrocedendo nos três primeiros meses do ano a uma média de pouco mais de 3,6% ao mês.

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Exportação de frango dos EUA cresceu quase 7% no 1º bimestre

Operação interna afetou preço externo das carnes em março

Receita cambial dos cortes de frango: +28% no 1º trimestre

Em fevereiro passado as exportações norte-americanas registraram aumento anual de quase 2%, chegando às 247.398 toneladas. Com esse resultado, o total exportado no primeiro bimestre aumentou 6,87% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em março o retrocesso foi geral. Mesmo permanecendo com valores superiores aos de janeiro, em comparação a fevereiro o preço da carne de frango caiu perto de meio por cento, o da carne bovina 0,18% e o da carne suína 0,43%.

Carro-chefe das exportações brasileiras– mais de 60% do volume embarcado no 1º trimestre– os cortes são também o principal gerador de renda. Pelo aumento de volume (+3,66% em relação ao mesmo trimestre de 2016) e pela excepcional recuperação do preço médio, quase um quarto superior ao de 1 ano atrás.

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Seminário paulista de Atualização sobre Influenza Aviária A ABPA, a APA, o Instituto Ovos Brasil, a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) realizaram ontem na sede do Instituto Agronômico de Campinas (SP) o “Seminário paulista de atualização sobre Influenza Aviária”.

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FAO: preço dos alimentos recua, mas não o das carnes

Simpósio Brasil Sul chega ao seu final

O levantamento mensal da FAO aponta que em março o Índice de Preços dos Alimentos recuou 5 pontos percentuais (ou 2,8%) em relação a fevereiro, retrocedendo a 171 pontos, o menor nível deste ano. Mesmo assim, o FFPI ficou 20 pontos percentuais (ou 13,4%) acima dos 150,8 pontos de um ano atrás.

O Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) realizado em Chapecó (SC), no mês de abril, deixou um recado bastante positivo ao setor. Existem dificuldades, porém, a avicultura, tal qual um gigante que cai, ela se levanta mais forte ainda!

Há 10 anos no AviSite www.avisite.com.br

Saem novas normas para registro de estabelecimentos avícolas Publicada no Diário Oficial da União, já está em vigor a Instrução Normativa nº 56, de 4 de dezembro de 2007. Assinada pelo Ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, ela estabelece os novos procedimentos para registro, fiscalização e controle de todos os estabelecimentos voltados à produção avícola, já que abrange as áreas de reprodução e comercial. Consolidação das propostas contidas nas Portarias 136 e 138, de junho de 2006, a IN 56 tem como principal novidade a extensão dos procedimentos de registro, fiscalização e controle oficial também aos estabelecimentos avícolas comerciais (granjas de produção de frangos e de ovos de consumo), já que a Instrução Normativa nº 4, de dezembro de 1998, que tratava do mesmo assunto e foi agora revogada, se concentrava nos estabelecimentos de reprodução. Não que as granjas comerciais estivessem ausentes da normativa, mas ela considerava os estabelecimentos produtores de frangos e de ovos comerciais “de controle eventual” (ou não-obrigatório) e, assim, as determinações em torno desse segmento eram mínimas.

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Produção Animal Avicultura


Notícias Curtas

Goiano

XIII Simpósio de Avicultura reúne lideranças da avicultura de corte e postura nos dias 08 e 09 de junho Quais as principais vantagens na retirada de antimicrobianos dos produtos avícolas? Como relaciona-se a qualidade óssea com a qualidade de ovos de poedeiras? O que diz a legislação e o que é praticado na realidade? Como as miopatias peitorais em frangos de corte influenciam no produto final e como podem ser evitadas? Estas são algumas das perguntas que serão respondidas por especialistas e líderes na produção, sanidade e venda de frango e ovos durante o XIII Simpósio Goiano de Avicultura, que vai acontecer nos dias 08 e 09 de junho, no Salão de Eventos do Castro´s park Hotel, em Goiânia, Goiás. Com o objetivo de promover um debate sobre as mais recentes pesquisas e tecnologias na área, o encontro deve reunir cerca de 300 participantes, representando todos os elos da cadeia produtiva, como produtores, médicos veterinários, zootecnistas, professores, estudantes, pesquisadores, empresários, empresas dos segmentos de nutrição, saúde, genética, biossegurança entre outros. Confira a programação e outras informações em: www.agagoias.com.br ou pelos telefones (62) 3203.3665 e pelo e-mail simposigoiano@terra.com.br.

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Notícias Curtas

Postura comercial

Simpósio OvoSite aborda desafios na produção e comercialização de ovos

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Mundo Agro Editora promovem, no dia 29 de agosto (terça-feira), a 3ª edição do Simpósio Ovosite, durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura - SIAVS (de 29 a 31 de agosto), no Anhembi Parque, em São Paulo (SP). O evento gratuito é considerado um dos mais importantes no calendário da avicultura de postura do Brasil. Nesta edição, terá como tema os “Desafios na Produção e Comercialização de Ovos”. Participam do simpósio o presidente da Câmara Argentina de Produtores Avícolas (CAPIA), Javier Prida, o empresário Leandro Pinto, da Granja Mantiqueira, e a presidente da Somai Nordeste, Maria Luiza Assunção Pimenta. O apresentador do programa Dia a Dia Rural, do Canal Terra Viva, Otávio Ceschi Júnior, mediará o debate (veja a programação abaixo). “O Simpósio Ovosite já se consolidou na programação de eventos do setor de postura nacional. As expectativas são grandes para a edição de 2017, e teremos uma programação bastante diversificada, fazendo jus à importância desta proteína para o agronegócio e para os brasileiros”, avalia Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA e presidente do Conselho Diretor do Instituto Ovos Brasil. Saiba mais sobre o evento pelo site www.siavs.com.br.

Sobre o Siavs Iniciativa da ABPA, o SIAVS é o maior e mais completo evento da avicultura e da suinocultura do Brasil. Também é considerado o maior encontro político desses setores no País, contando com a presença de governadores, ministros, senadores, deputados, prefeitos, secretários, lideranças nacionais e setoriais. Além disso, os mais influentes nomes do empresariado, da área técnica e de outros elos do agronegócio brasileiro, especialmente da cadeia produtiva de proteína animal, participam do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura. Na edição anterior, em 2015, dezenas de milhares de visitantes de mais de 40 países visitaram as mais de 100 empresas expositoras. Foi o maior e mais importante evento promovido pelo

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SIMPÓSIO OVOSITE: DESAFIOS NA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE OVOS Moderador: Otávio Ceschi Júnior Terra Viva, São Paulo/SP 14h00 - 14h30 ABRAS: venda de ovos no varejo 14h30 - 15h00 Agregação de valor na produção de ovos por meio do processamento e exportação Maria Luiza Pimenta – Somai Nordeste 15h00 - 15h30 Sanidade e qualidade como fatores de diferença Leandro Pinto - Granja Mantiqueira, Rio de Janeiro/RJ 15h30 - 16h00 Experiências exitosas do marketing do ovo na América Latina Javier Prida - CAPIA, Buenos Aires/Argentina 16h00 - 16h30 Debate

setor de proteína animal no ano, com mais de 70 palestrantes do Brasil, Europa e América Latina, além de seminários e atrações exclusivas em parceria com organizações, como a Apex-Brasil e empresas do setor. O SIAVS possui uma ampla programação de palestras voltadas à reflexão sobre os desafios e avanços técnico-sanitários e de estratégias de negócio, diante do cenário econômico do País. O evento contará ainda com uma série de atrações paralelas, já tradicionais, como o Simpósio OvoSite, o Seminário Internacional de Sustentabilidade da Feed&Food, o Projeto Produtor, e outros. O SIAVS acontecerá entre os dias 29 e 31 de agosto de 2017, no Anhembi Parque, em São Paulo (SP). Toda a programação está disponível pelo site www.siavs.com.br.


Em Campinas

Seminário paulista de atualização sobre Influenza Aviária destaca importância da biosseguridade no processo avícola A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Paulista de Avicultura (APA), o Instituto Ovos Brasil (IOB), a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) realizaram no dia 12 de abril na sede do Instituto Agronômico de Campinas (SP) o “Seminário paulista de atualização sobre Influenza Aviária”. Foram realizadas palestras sobre as implicações de mercado dos recentes surtos de Influenza Aviária na Europa, Ásia e África, os surtos da doença nos Estados Unidos em 2014 e 2015 e o que tem sido feito para evitar que isso se repita no futuro, além da situação da Influenza Aviária nas aviculturas industrial e familiar nos países asiáticos. O Secretário de Agricultura de São Paulo Arnaldo Jardim, por exemplo, destacou na abertura do evento o esforço que o estado vem fazendo para proteger seu plantel. “Para o governo a sanidade avícola é prioridade. Vamos sanear o que possa comprometê-la e reitero que temos muito orgulho dos rígidos critérios adotados para manutenção do status de nossa avicultura”, disse. Já o Presidente da APA, Érico Pozzer, destacou que o elevado status sanitário paulista e brasileiro foi responsável por evitar que as exportações de proteína animal fossem mais comprometidas, durante o recente episódio da Operação Carne Fraca. “Os responsáveis técnicos das empresas têm o compromisso de trabalhar incessantemente para manter a sanidade dos planteis de frangos, matrizes e poedeiras. O trabalho deve ser diuturno e esse seminário é uma boa oportunidade para buscar esse conhecimento”, afirmou.

Erico Pozzer: Status sanitário paulista e brasileiro foi responsável por evitar que as exportações de proteína animal fossem mais comprometidas durante o episódio da Operação Carne Fraca

Arnaldo Jardim: Orgulho dos rígidos critérios adotados para manutenção do status de nossa avicultura

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Notícias Curtas

Consulta pública

Registro genealógico para aves Atendendo ao pedido da Associação Nacional dos Criadores da Raça Índio Brasileiro (ANCRIB), o Ministério da Agricultura abriu consulta pública para avaliação de Projeto de Instrução Normativa propondo a inclusão das aves como espécies consideradas de interesse zootécnico e econômico para fins de registro genealógico animal. Justificando a abertura da consulta pública, o Secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, Luiz Eduardo Rangel, observa que a legislação existente não contempla as aves como espécies consideradas de interesse zootécnico e econômico para fins de registro genealógico animal. A propósito, explica que os programas de melhoramento genético da avicultura comercial são constituídos por linhagens, linhas de macho e fêmea, fortemente dissociados dos con-

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ceitos de raça, desenvolvidas em sistemas de produção em forma de pirâmide, com núcleos de seleção, multiplicadores e terminadores. Daí concluir que o registro genealógico não constitui atualmente uma ferramenta importante ao melhoramento genético das aves, motivo pelo qual o MAPA as excluiu da legislação pertinente. Não obstante, ouvindo o pleito da ANCRIB – que solicita registro no MAPA para execução dos serviços de registro genealógico da raça Índio Brasileiro – decidiu-se pela consulta pública, aberta pelo prazo de 30 dias contados a partir da data da publicação no Diário Oficial da União (26/04/2017). O texto do Projeto está disponível no site do MAPA (www.agricultura. gov.br).

Consulta pública avalia a inclusão das aves como espécies consideradas de interesse zootécnico e econômico para fins de registro genealógico animal


Em franca redução

Frango tem o menor custo de produção em mais de ano e meio FRANGO VIVO

Evolução do custo de produção* 2015 2016 e 2017 (2017: 1º trimestre) R$/KG

2016 2015 Fonte dos dados básicos: EMBRAPA SUÍNOS E AVES – Elaboração e análises: AVISITE * Base: aviário com climatização positiva no estado do Paraná.

O levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves relativo ao mês de março passado apenas confirmou o que os produtores vêm experimentando no dia a dia: mostrou que o custo de produção do frango continua em franca redução, retrocedendo nos três primeiros meses do ano a uma média de pouco mais de 3,6% ao mês. O custo levantado para o mês de março ficou em R$2,42/kg, valor que representou redução de 12,81% sobre março de 2016 e corresponde ao menor custo dos últimos 19 meses. A média registrada no primeiro trimestre de 2017, de R$2,52/kg, ficou quase 11% abaixo dos cerca de R$2,83/kg do mesmo trimestre do ano passado. Mas em comparação ao mesmo trimestre de 2014 (R$2,11/kg) o custo atual ainda é quase 20% superior, enquanto o frango vivo (base: interior paulista) registrou variação de não mais que 9% nesse mesmo período. A Revista do AviSite

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Notícias Curtas

USDA I

Tendências da produção mundial de carne de frango em 2017 Em novo estudo (abril de 2017) sobre as tendências da produção mundial de carne de frango no exercício de 2017, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reviu as projeções que havia apresentado em outubro de 2016 e reduziu em pouco mais de 1% a previsão de volume a ser produzido neste ano. Apesar disso, o total produzido tende a ficar 0,84% acima do que foi alcançado em 2016. Para o USDA, o maior índice de crescimento do ano está reservado ao próprio país, os EUA: incremento de 7,52% sobre 2016. De toda forma, outros oito integrantes do ranking dos “dez mais” devem aumentar sua produção em índices que variam desde 0,81% (Rússia) até 7,14% (Índia). O Brasil fica no meio termo, com expansão prevista em 4,11%. Em suma, nesse rol apenas um país tende a reduzir (e significativamente) a sua produção: a China. Mas, aqui, o que mais surpreende é constatar que, segunda produtora mundial até 2015, no ano passado a China caiu para a terceira posição – apesar de todas as vicissitudes enfrentadas o Brasil tornou-se segundo maior produtor mundial – e, neste ano, corre o risco de cair para a quarta posição. Ou seja: a produção de carne de frango chinesa pode ficar aquém não apenas de EUA e Brasil, mas também da União Europeia (UE).

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CARNE DE FRANGO

Tendências da produção mundial em 2017 (segunda previsão) MILHÕES DE TONELADAS PAÍS PRODUTOR

2016

2017 (A)

(B)

B/A

2017(B)/ 2016

EUA

18,261

18,690

19,634

5,05%

7,52%

Brasil

12,910

14,080

13,440

-4,55%

4,11%

UE

11,330

11,300

11,450

1,33%

1,06%

China

12,300

11,500

11,000

-4,35%

-10,57%

Índia

4,200

4,500

4,500

0,00%

7,14%

Rússia

3,720

3,770

3,750

-0,53%

0,81%

México

3,285

3,335

3,384

1,47%

3,01%

Argentina

2,055

2,165

2,125

-1,85%

3,41%

Turquia

1,871

1,960

1,925

-1,79%

2,89%

Tailândia

1,780

1,890

1,870

-1,06%

5,06%

Subtotal

71,712

73,190

73,078

-0,15%

1,90%

Demais

17,016

17,258

16,392

-5,02%

-3,67%

TOTAL

88,728

90,448

89,470

-1,08%

0,84%

Fonte dos dados básicos: USDA – Elaboração e análises: AVISITE 2017 (A) = 1ª previsão (outubro de 2016); 2017 (B):2ª previsão (abril de 2017)

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Notícias Curtas

USDA II

Os maiores consumidores de carne de frango do mundo Levando em conta o volume produzido internamente e as importações e exportações efetivadas, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou que em 2016 os 10 maiores

Consumo brasileiro (43,8 kg per capita em 2016, pelas projeções do USDA) corresponde a quase quatro vezes a média mundial

mercados consumidores de carne de frango foram, pela ordem, EUA, China, União Europeia, Brasil, Índia, México, Rússia, Japão, Argentina e África do Sul. Como se vê, o Brasil – primeiro exportador mundial do produto e agora confirmado pelo USDA como segundo produtor mundial, à frente da China e atrás somente dos EUA – ocupa apenas o quarto lugar no ranking dos grandes consumidores. Mas esse posicionamento muda – e radicalmente – quando se considera a população dos países arrolados e, portanto, o consumo per capita aparente. Então, apenas EUA (1º lugar) e Japão

(8º lugar) mantêm as posições originais. Entre os demais, a subversão é total. Assim, caem China (da 2ª para a 9ª posição), União Europeia (da 3ª para a 7ª) e Índia (da 5ª para a 10ª). E sobem África do Sul (da 10ª para 5ª posição), Argentina (da 9ª para a 3ª), Rússia (da 7ª para 6ª), México (da 6ª para a 4ª) e, por fim, o Brasil – que sobe do 4º lugar e se coloca como o segundo maior consumidor desse grupo. Notar, em relação ao consumo brasileiro (43,8 kg per capita em 2016, pelas projeções do USDA), que ele corresponde a quase quatro vezes a média mundial estimada a partir dos números daquele organismo norte-americano.

CARNE DE FRANGO

Consumo total e per capita nos 10 países líderes -2016 CONSUMO PER CAPITA

PAÍS

CONSUMO TOTAL MILHÕES/T

POPULAÇÃO MILHÕES/HAB

KG

POSIÇÃO

EUA

15,331

324,0

47,3

China

12,344

1.373,5

9,0

UE

10,815

515,1

21,0

BRASIL

9,024

205,8

43,8

Índia

4,196

1.266,9

3,3

10º

México

4,071

123,2

33,1

Rússia

3,836

142,4

26,9

Japão

2,394

126,7

18,9

Argentina

1,905

43,9

43,4

África do Sul

1,775

54,3

32,7

Subtotal

65,691

4.175,7

15,7

Demais países

21,217

3.147,5

6,7

Total

86,908

7.323,2

11,9

Fontes dos dados básicos: USDA (consumo total) e The World Factbook (população) Elaboração e análises: AVISITE

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Evento

Simpósio Brasil Sul chega ao seu final com recado bastante positivo ao setor avícola Avicultura celebra sua força e capacidade de recuperação durante o evento realizado em Chapecó, SC 18

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Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) realizado em Chapecó (SC), no mês de abril, deixou um recado bastante positivo ao setor. Existem dificuldades, porém, a avicultura, tal qual um gigante que cai, ela se levanta mais forte ainda! Com recorde de público – mais de mil inscritos - algumas discussões nortearam o evento, como a “Operação Carne Fraca” e a necessidade de ajustes do setor com alguns aspectos como diminuição do uso de antibióticos, sanidade, bem-estar animal, manejo e gestão de pessoas (treinamento da equipe). De acordo com Luis Carlos Peruzzo, Presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas de SC (Nucleovet, promotor do evento) o SBSA chega à 18ª edição e deixa a sua importância para o segmento. “Atingimos nossos grandes objetivos: fornecer co-


nhecimento ao setor avícola, gerar relacionamento e promover um grande encontro ao segmento. Estamos muito satisfeitos com os resultados do evento e já visualizamos seu crescimento, até mesmo para garantir a fidelização de nossos parceiros”, destacou. “Estamos trabalhando com muito otimismo e segurança, além de muita responsabilidade. Tem muita gente boa trabalhando pelo setor o que gera uma onda de positividade”, disse. Peruzzo ainda destacou a capacidade do setor em se adaptar às dificuldades. “Se tivermos que aprender a produzir de um jeito diferente, vamos aprender e ajustar às demandas e à nova realidade produtiva, avaliando

Santin: “Desde 2004 somos o maior exportador de frango em nível mundial. Chegar ao topo é fácil. Mas se manter é muito mais difícil”

Luis Carlos Peruzzo recebe das mãos da executiva de contas da Mundo Agro Editora, Karla Bordin, a última edição da Revista do AviSite, mídia oficial do Simpósio Brasil Sul de Avicultura

bem-estar, retirada de antimicrobianos, manejo, genética, sustentabilidade e logística. “A avicultura brasileira possui profissionais engajados, altamente qualificados e que grandes empresas vem contratá-los para suas sedes. Somos éticos, somos profissionais e somos humanos. Estamos evoluindo e nos adaptando às dificuldades e temos um compromisso com a qualidade que nada supera”, destaca. A redação do AviSite conversou também com a grande maioria das empresas expositoras do SBSA e houve um consenso entre elas. O SBSA é hoje o principal evento para o setor avícola devido ao seu público, localização e qualificação técnica. Muitas, inclusive, relataram que utilizam o evento para treinamento de sua equipe, tamanho o nível técnico presente em Chapecó. (Veja os destaques das empresas na sequência) Durante a abertura do evento, Rui Vargas, Diretor Técnico da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que o setor precisa continuar caminhando sob bases sólidas. “O sentimento deve ser cada vez maior de percepção de segurança. Somente conseguimos apresentar dados concretos aos compradores – que diante dos problemas de contra-informação gerados com a operação “Carne Fraca”, cancelaram momentaneamente a compra de nossa carne - porque temos um rígido processo produtivo, com total rastreabilidade”, disse. “Precisamos somente agora melhorar mais ainda, com maior padronização produtiva de toda a cadeia. Porém, o cenário é altamente positivo pela força e estrutura de toda a cadeia de produção de proteína animal”, destacou. “Estamos sempre atentos à saúde animal e à saúde pública. Vamos continuar trabalhando muito pela indústria de produção animal”, completou. Ricardo Santin, Vice Presidente da ABPA, destacou: “Temos a produção de frangos mais sustentável do mundo, com a máxima qualidade sanitária. Desde 2004 somos o maior exportador de frango em nível mundial. Chegar ao topo é fácil. Mas se manter é muito mais difícil. Todos querem tomar o nosso lugar. Somos constantemente

Peruzzo: “Estamos muito satisfeitos com os resultados do evento e já visualizamos seu crescimento, até mesmo para garantir a fidelização de nossos parceiros”

Vargas: “Precisamos somente agora melhorar mais ainda, com maior padronização produtiva de toda a cadeia”

auditados e já foi comprovada a qualidade de nossa carne”. Raimundo Colombo, Governador de SC (PSD), apontou em sua participação que o Brasil tem que valorizar muito o setor de produção de proteína animal, um dos mais respeitados e qualificados do agronegócio brasileiro. “E que faz um trabalho com grande consistência, sendo referência no mercado interno e no exterior”, disse. Veja mais informações e fotos no HotSite preparado especialmente sobre o evento: www.avisite.com.br/ simposiobrasilsuldeavicultura2017/ A Revista do AviSite

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Evento

Acompanhe mais alguns destaques do Simpósio Brasil Sul de Avicultura “O fato é que neste mercado de produção de alimentos, as mudanças ocorrem de modo cada vez mais rápido, porém é melhor arranjar tempo para cuidar da estratégia. Não se deve confundir estratégia com eficiência operacional. Estratégia tem a ver com escolha, eficiência operacional tem a ver com coisas, boas para todos e que toda empresa deveria estar fazendo. Recentemente os líderes têm enfatizado muito a eficiência operacional, deixando de perceber que somente a estratégia pode produzir vantagens duradouras”. José Maurício França, Médico Veterinário.

“O aumento na demanda por carne de aves tem forçado os melhoristas genéticos a desenvolverem aves com ganho de peso cada vez mais acelerado. Desde o início dos anos 2000, frangos e perus têm alcançado peso de abate em torno da metade do tempo, comparativamente a mais de meio século atrás. De 1957 até 2005, o peso dos frangos quadruplicou e o rendimento de peito (Pectoralis major) aumentou 80%. Nos últimos 30 anos, o ganho de peso tem aumentado 30,2 g por ano e a conversão alimentar melhorado anualmente em 0,036%. Nos últimos 15 anos, a mortalidade dos frangos caiu 0,05% ao ano e a condenação de carcaças reduziu de 1,79% para 0,24% por ano. Esta melhora anual no desempenho poderia ser ainda superior. Trabalhando com frangos de 1 a 34 dias, Camara et al. (2014), registraram que estas aves alimentadas adequadamente têm o potencial de alcançar ganho de peso diários (71 g) em torno de 20% acima dos parâmetros esperados como padrão pelas linhagens genéticas (57-60 g). Em torno de 80 a 85% desta melhora no desempenho tem sido atribuída ao melhoramento genético. Com a alta seleção genética para frangos de corte, as novas linhagens comerciais apresentam músculos formados com o dobro de fibras musculares e com maior diâmetro, em comparação com linhagens tradicionais”. Fernando Rutz, Universidade Federal de Pelotas

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“Sobre a cama a ave permanece praticamente 100% de sua vida, tendo apenas dois pequenos períodos sem contato com ela, que são o tempo que vai da eclosão no incubatório até a chegada no aviário e o período do carregamento no aviário até a chegada na plataforma do abatedouro. Neste contexto, a cama deve proporcionar o máximo de condições de conforto e bem estar às aves para garantir toda a expressão do seu potencial genético. O material selecionado para ser utilizado como cama deve apresentar características específicas, tais como: ter boa capacidade higroscópica, ser rico em carbono (celulose e lignina), ter partículas de tamanho médio (material picado ou triturado), ter baixa condutividade térmica, liberar facilmente para o ar a umidade absorvida, ser tratado com método físico (calor) para não servir de veículo de patógenos, ter baixo custo de aquisição e boa disponibilidade na região. O manejo correto da cama é essencial para a saúde e o desempenho das aves e, também, para a qualidade final da carcaça, influenciando os lucros dos produtores e dos integradores. Por esta razão, a solução não poderia passar por um único ponto de vista, porque seria desconsiderar que a estrutura da produção industrial de frangos de corte está inserida em três contextos: o ambiental, o social e o econômico. Portanto, todas as ações devem ser ponderadas para que haja um equilíbrio, minimizando os efeitos negativos na busca do melhor resultado possível” Marcos Antonio Dai Prá, BRF “Clostridium é um gênero que faz parte da microbiota intestinal das galinhas, de maneira que enfermidades associadas a ele devem ser precedidas de fatores que provoquem o desequilíbrio da microbiota e entre a relação microbiota e o hospedeiro. As toxinas produzidas pelo agente etiológico, no caso da enterite necrótica, como a alfa toxina e a netB parecem ser bastante importantes para desencadear a doença, mas ainda não existe uma padronização de como usar esse conhecimento no diagnóstico da enfermidade. O uso de um sistema de monitoria de saúde intestinal, a exemplo do ISI, pode auxiliar não somente no diagnóstico da enfermidade como também na prevenção de outras enterites que acometem frangos de corte”. Elizabeth Santin, UFPR


“O uso de antibióticos dito “prudente ou consciente” vem ganhando destaque nos últimos anos no setor de produção animal. Porém, em alguns momentos, confunde-se com a retirada total dos antibióticos. É importante destacar que o antibiótico como ferramenta de controle sanitário se faz necessário por uma questão de sobrevivência do sistema produtivo e, também, como uma garantia de bem-estar animal, em casos específicos. A experiência da agroindústria, primeiramente levada pela demanda de mercado, passa por adaptações, com as pequenas alternativas disponíveis inicialmente, até grandes modificações nos caráteres que envolvem estratégias sanitárias preventivas, nutricionais e no sistema de produção. As metodologias alternativas ao uso de antibióticos vêm crescendo e se destacando nos últimos anos. As mesmas não se limitam a medidas substitutivas e sim, envolvem tecnologias que estão distribuídas em diferentes áreas envolvidas no sistema de produção animal. Assim, passam a ser cada vez mais concretos as definições dos conceitos de uso prudente e/ou consciente dos antibióticos na produção animal”. Ivomar Oldoni, Animal Health Head and Innovation and Development Researcher, BRF

“É fato conhecido que a relação ingestão de água:ração em frangos de corte está na proporção de 2:1, em condições de termoneutralidade. Essa relação pode se elevar para três ou mais em estresse pelo calor. A ingestão de água pelas aves parece não ser afetada pelo tipo de bebedouro utilizado. Assim, não há preferência pelo bebedouro pendular ou nipple quando os mesmos são bem manejados. Contudo, se houver diferença de altura dos bebedouros as aves terão preferência a aqueles em que a posição esteja mais adequada em função da altura da ave. Esse fato é interessante de ser salientado, pois confere ao manejo avaliação sobre o bem-estar das aves. A disponibilidade de água para os pintos deve ocorrer desde o primeiro dia de vida. Como a água é um nutriente esse interfere nos processos de desenvolvimento, em especial, na mucosa intestinal. Assim, o desenvolvimento das vilosidades intestinais é maior quando do oferecimento de ração e água desde o primeiro dia de vida das aves”. Marcos Macari, Prof. do Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Unesp

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Evento

Confira os destaques das empresas durante o SBSA BioCamp “Promovemos, além da marca da BioCamp durante o SBSA, um debate de muita relevância ao setor, sobre salmonelas paratíficas. Com a IN20 no Mapa, tornou-se de extrema importância os esclarecimentos ao setor sobre a melhor forma de prevenção e a empresa, em seu papel de contribuir com o setor, vem à Chapecó com estes intuitos: levar muita informação à avicultura e estimular o conhecimento” Ivan Lee, Diretor

ALD “Nosso objetivo foi o de apresentar à avicultura nosso sistema de aquecimento GLP (Biogás), com seu diferencial de automação, totalmente ajustável às diferentes demandas de produção. É a mais alta tecnologia para aquecimento, trazida da Europa, produzida em Cherasco (Itália)” José Furtado, Gerente Comercial

Zoetis “É muito importante para a Zoetis estar próxima de nossos clientes e parceiros, trocando experiências e ajudando o avicultor a evitar perdas produtivas no seu negócio, levando produtos únicos e diferenciados que, além de ajudar na rentabilidade do produtor, colaboram com a produção de alimentos seguros.” Eva Hunka, Gerente de Produtos – Aves da Zoetis

Poli-Nutri “Destacamos a participação qualificada do público durante o SBSA, o que o torna um dos eventos mais importantes para a avicultura. Em 2017, vamos estar mais perto ainda do produtor, para entender mais as suas necessidades, dando amplo suporte técnico e atuando mais diretamente na ‘cozinha’ da granja, as fábricas de ração, com mais qualidade ainda” Lucielma Holtz, Gerente de Vendas – Aves

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Theseo “Durante o SBSA estamos divulgando a importância do TH4, um dos principais desinfetantes para a avicultura, com maior vendagem no mercado, além da linha completa para biosseguridade avícola, controle de roedores, insetos, limpeza e desinfecção e acificação da água. A Theseo apresenta ao mercado a maior gama de produtos para o sistema de biossegurança” Pablo Vilela, Diretor

Salus “Trouxemos à Chapecó uma combinação especial que melhora a saúde intestinal das aves e acompanhamos a demanda do produtor avícola. Procuramos sempre manter nosso compromisso com a qualidade e segurança no que fazemos, em um processo 100% rastreável, dentro de um conjunto de rígidas ações” Ronnie Dari, Gerente de Produtos e Marketing

ICC “O SBSA nos ajuda a fortalecer a nossa marca, dentro da tradição da ICC, de mais de 20 anos de atuação no mercado, com produtos já consolidados, privilegiando a qualidade e segurança no campo” Alexandre Filipe da Silva, Gerente Comercial – Região Sul

Vaccinar “Trouxemos ao SBSA nosso diferencial de trabalho voltado à nutrição de precisão, abordando a nossa equipe técnica diferenciada, reafirmando também a qualificação de nosso processo fabril, com total certificação para a produção do Qualifeed Aves e do Programa HD Matriz, destaques hoje da Vaccinar no mercado avícola” Geraldo José Francisco, Gerente Comercial – Aves A Revista do AviSite

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Evento Fatec “Para a Fatec este é o principal evento técnico da avicultura e participamos há mais de dez anos do SBSA, pela importância da região oeste de Santa Catarina e pela qualificação do seu público. Neste ano, optamos pela divulgação da nossa linha de adsorventes” Telmo Kitzig, Gerente Comercial

Btech “Sempre participamos do SBSA por ser um dos principais eventos da avicultura, com grande qualificação técnica e que se ‘encaixa’ com o perfil de qualidade dos produtos da Btech” Flávio Longo, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento

MCassab “A nossa estratégia durante o SBSA foi a divulgação de nosso novo produto, o ácido butírico Prophorce, em parceria com alguns parceiros, como a APC. Viemos apresentar nossas soluções e nosso compromisso com os resultados, sempre na vanguarda da tecnologia” Otto Schumacher, Diretor da Área de Nutrição

APC “Nosso foco durante o SBSA foi a divulgação do Plasma Spray Dried AP 920 (plasma nano filtrado) para as dietas dos primeiros 7 a 10 dias de vida dos frangos de corte. Essa é uma forma de melhorar o desempenho das aves para proporcionar maior o aporte de proteínas de elevada digestibilidade associado a propriedades funcionais. Permite também a redução de farelo de soja dessa dieta o que também colabora com a saúde intestinal dos pintinhos”. Luis Rangel, Gerente de Vendas

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O MAIOR EVENTO POLÍTICO, TÉCNICO E COMERCIAL DOS SETORES NO BRASIL!

29 a 31 de agosto de 2017 Anhembi - São Paulo - Brasil

Realização:

siavs@abpa-br.org +55 11 3095-3120 facebook.com/SIAVSBR

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FEIRA & CONGRESSO Visite nosso site para saber mais www.siavs.com.br

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Evento Ourofino “Em Chapecó, para o SBSA, trabalhamos em parceria com a Christian Hansen para a divulgação do Gallipro Max e Galliprotech (aditivos probióticos que contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal dos animais. Indicados para ganho de peso, melhora da eficiência alimentar em frangos de corte e reprodutoras. Em poedeiras comerciais, indicado para melhora da produção de ovos). Thiago Blanco Benedito, Gerente Regional Sul – Aves e Suínos

Agroceres Multimix “A empresa participa desde o início do SBSA, há 18 anos. É um público altamente conceituado. Nosso maior foco durante esta edição do evento foi a força da qualificação técnica da Agroceres Multimix, por isso nosso slogan ‘Muito mais que nutrição’. Hoje a empresa investe nos pilares: atendimento técnico, tecnologia (com um moderno centro experimental), laboratórios e atendimento personalizado”. Marcelo Torretta, Gerente Nacional de Vendas e Comercial - Aves

Desvet “Apoiamos o SBSA, há seis anos, por ser o grande evento técnico da avicultura, com importante presença de empresas e profissionais com alto nível presentes.” Osmar Zimmer Júnior, Diretor Comercial e de Marketing

Phibro “A qualidade do SBSA já é bastante reconhecida, com a importante atualização técnica dos nossos parceiros. Destacamos nesta edição o aplicativo Phibro Master Science, uma plataforma de interação digital e que tem propiciado melhor comunicação com nosso público-alvo, com pesquisa, experiência e conhecimento, atualizada pela própria equipe da Phibro. O endereço é www. phibromasterscience.com.br.” Daniele Vidiri, Gerente Nacional de Vendas

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Elanco “A Elanco trouxe para o SBSA todo o seu know-how de referência técnica em integridade intestinal. Aproveitamos para reunir nosso parceiros e amigos em nosso já tradicional espaço “Café Elanco” para propiciar maior interatividade”. Bruno Dias, Gerente de Marketing – Monogástricos

Yes “Destacamos durante o SBSA o crescimento da Yes, com a entrada do fundo de investimento Acqua Capital e trabalhamos também a marca do Yes Golf, criado dentro do conceito da empresa de nutrir e promover a saúde – de animais, pessoas e negócios”. Marcelo Fernandes Faria, Gerente Nacional de Vendas

Kemin “A Kemin orgulha-se em ser, mais um ano, parceiro do SBSA. Apresentamos o Food Safety Initiative, para o controle efetivo de patógenos em toda a cadeia de produção, otimizando resultados produtivos, econômicos e segurança alimentar.” Caio Fernandes, Senior Marketing Specialist, América do Sul

Eurotec “A tendência, para o mercado de alimentação animal é ter produtos naturais, livre de resíduos. Até a presente data, apenas um aditivo fitogênico totalmente natural recebeu o registro zootécnico por parte da União Europeia, e este é o produto da empresa Austriaca Delacon. Recentemente, a empresa ampliou sua estrutura de vendas na América Latina através de parceria, para produção e comercialização, com a Eurotec. Clayton Zanin Pereira, Gerente Técnico Comercial da Eurotec Nutrition A Revista do AviSite

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Evento Adisseo “A Brasil Poultry Fair foi uma excelente vitrine para a Adisseo e seus produtos! Tivemos a oportunidade de promover soluções inovadoras como Rovabio Advance, Selisseo e Alterion, e também de nos reunir com muitos clientes”. Mariana Correa, Gerente de Marketing e Comunicação America do Sul

Olmix “A Olmix, comprometida com o desenvolvimento de uma cadeia alimentar saudável, apresentou em seu estande estratégias naturais à base de algas para a redução do uso de antibióticos e para o gerenciamento de risco de micotoxinas através de seu produto MT.X+”. Gabriela Theodoro, Gerente Administrativa América do Sul

NutriQuest TechnoFeed “A TECHNOFEED (Vinhedo/SP) celebrou seus nove anos de companhia com stand no XVIII Simpósio Brasil Sul de Avicultura, nesta ocasião também foi apresentado ao mercado a joint venture com a empresa americana NutriQuest, ação que resultou na nova empresa NutriQuest TechnoFeed Nutrição Animal”. Ricardo César, Diretor Comercial

Farmabase “Nesse ano nosso principal foco foi nosso produto para o controle da coccidiose: Coxifarm®Plus. Associação única entre um ionóforo e um químico, Coxifarm®Plus promove um controle completo da coccidiose durante a fase de maior desafio (crescimento)” Vítor Franceschini – Diretor Comercial

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Para o seu negócio, biossegurança é custo ou investimento?

Linha completa para controle de pragas em granjas e fazendas

PARA MAIORES INFORMAÇÕES, CONSULTE A BULA DO PRODUTO PRODUTOS PARA USO AMBIENTAL. NÃO APLICAR DIRETAMENTE SOBRE OS ANIMAIS. CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO VETERINÁRIO.

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Evento Wisium “Wisium oferece uma verdadeira aliança focada em melhorar constantemente o desempenho de seus clientes com premix tailormade, especialidades nutricionais, rações préiniciais, aditivos e ampla gama de serviços.” Alexandre Pereira, Marketing Project Manager

Bentonita “Nosso intuito é proporcionar melhorias, apresentando soluções de baixo custo e alta eficácia para o combate a micotoxinas, que trarão um cenário melhor do que este que se apresenta ao agronegócio brasileiro, resultado da parceria continua impulsionada pelo SBSA.” Felipe Augusto Corbellini, Diretor – Presidente e Dyeska Albino, Supervisora Comercial

Nutron / Cargill “A Nutron apresentou dois lançamentos no SBSA: a plataforma de soluções NutronPoultry, que oferece tecnologias integradas ao sistema de produção de aves e o Notox Poultry, nova linha de adsorventes da companhia”. Cidinei Miotto, Líder Nacional de Avicultura da Cargill

Basf “Nosso pilar de crescimento são as enzimas, Natuphos®E e Natugrain®, as quais foram nosso foco de divulgação no evento este ano, ambas enzimas contribuem de forma sustentável para toda cadeia produtiva” André Crivelari, Gerente de Vendas Regional da BASF para Nutrição Animal

Coopermaq “Gostamos muito da realização do SBSA neste ano! O evento foi um sucesso, acompanhamos as palestras e nossa área comercial participou ativamente, realizando bons contatos” Violmar Favro, Diretor Comercial

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Evento DSM “A DSM é apoiadora do Simpósio Brasil Sul desde sua primeira edição. Atualmente, este é um dos principais eventos técnicos da cadeia produtiva, colaborando para o desenvolvimento dos profissionais do setor, geração de resultados, de empregos e da sustentabilidade da avicultura nacional. Certamente seguiremos juntos com o Núcleo de Veterinários do Oeste de SC. Mais importante do que os negócios que acabam surgindo, acreditamos que o conhecimento que circula entre todos é combustível para o futuro”. Otavio Fregonesi, Gerente de Marketing monogástricos

Boehringer Ingelheim A Boehringer Ingelheim participou ativamente do Brasil Sul Poultry Fair e apresentou seus produtos e soluções para avicultura. A equipe Boehringer Ingelheim recebeu seus clientes e parceiros em um espaço reservado a conexão e a realização de novos negócios, consolidando a liderança de seus produtos. Emerson Godinho, Gerente Regional de Avicultura

Sanphar “Destacamos nossa linha de desinfetante Germon® Plus, produto muito eficaz contra bactérias, fungos e vírus para limpeza e desinfecção de instalações e equipamentos. Nossa participação marcou ainda o início das comemorações de 25 anos da Sanphar no mercado”. Marina Moreno, Gerente de Marketing, P&D e Assuntos Regulatórios

Nutriad “A Nutriad trabalhou fortemente durante o SBSA sua linha de performance digestiva e um programa para gerenciamento de Mycotoxinas chamado Mycoman. Como sempre tivemos a presença de um grupo seleto de clientes, formadores de opinião e amigos. Encaminhamos bons negócios durante a feira e com certeza estaremos presente nas próximas edições”. Marcelo Manjabosco Nunes, Diretor Geral América do Sul

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Evento

Salmonelas Paratíficas são tema de debate promovido pela BioCamp

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urante o SBSA a BioCamp promoveu o Painel “Salmonelas paratíficas: Especialistas debatem como controlar esses patógenos. O que mudou com a IN20?” durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Participaram Alberto Back (Mercolab), Angelo Berchieri Júnior (Unesp – Jaboticabal) e pela BioCamp, Jacqueline Boldrin de Paiva, Paulo César Martins, com a mediação de Ivan Lee. De acordo com Alberto Back, o complicador das salmonelas é que não existe um controle 100% garantido. “Nosso avanço ainda é limitado no controle das salmonelas e exige uma estratégia com o uso de ferramentas como: biossegurança, limpeza, adoção de probióticos, prebióticos e vacinas”, disse. Berchieri destacou que as salmonelas são organismos de complexa epidemiologia e que, de fato, eliminá-la por completo, torna-se impossível. “É preciso diminuir ao máximo o impacto dela na avicultura, e esse é nosso trabalho”, disse. Mais de 250 pessoas estiveram presentes, dada a importância do tema. Paulo César Martins destacou que não existe uma ‘bala de prata’ capaz de colocar fim ao cuidado com as salmonelas. “Elas exigem a máxima atenção no campo”, disse.

Da esq para direita: Ivan Lee e Jacqueline Boldrin de Paiva (BioCamp), Angelo Berchieri Júnior (Unesp – Jaboticabal), Alberto Back (Mercolab) e Paulo César Martins (BioCamp)

Cobb Vantress promove debates

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Cobb-Vantress leva conhecimento ao SBSA

Cobb-Vantress trouxe para Simpósio Brasil Sul a experiência de dois especialistas internacionais. Foram eles Lu Bubba, nutricionista da Tyson na China, que apresentou palestra sobre novas tecnologias para produção avícola a partir do caso chinês, e Chance Bryant, gerente-técnico da Cobb-Vantress e especialista em frangos de corte, que abordou o manejo de aves no Século XXI. O nutricionista da Tyson apresentou as particularidades do mercado chinês, os principais produtos avícolas consumidos no país e o enorme potencial de crescimento para o frango na região. Hoje, a China é a terceira maior produtora de frango do mundo e a maior produtora de ovos, com mais de 300 unidades por habitante ao ano. Na opinião de Bubba, o país não deverá tornar-se autossuficiente em produção de carnes e deverá seguir importando frango para atender a cerca de 60% da demanda interna. Também há, em sua percepção, grande potencial para aumentar os atuais 12kg de consumo per capta de frango ao ano. No mesmo dia, Chance Bryant iniciou sua apresentação apontando a clara evolução em termos de tamanho, ganho de peso, carcaça e quantidade de carne, apontando para o aumento da eficiência das aves atuais. Para ele, o manejo intenso deve ser a chave para que a produção possa registrar desempenhos superiores. Bryant avaliou que com o maior foco em produção livre de antibióticos será necessário priorizar técnicas de manejo, já que haverá grande diferença em termos de vazio sanitário e densidade de aves. A Revista do AviSite

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Evento

Barreira contra Influenza começa com diagnósticos de rotina Palestra promovida pela IDEXX durante o SBSA 2017 revelou as experiências globais de sucesso na prevenção à IA. cia passiva e ativa e educar e/ou treinar regularmente o pessoal de todos os níveis do sistema de produção. Além disso, a cooperação e coordenação entre a indústria e agências regulatórias precisam ser atingidas de forma a enfrentar possíveis situações de emergência.”

Da prevenção à contenção A conduta diante de situações onde se confirma a presença do vírus da Influenza Aviária é de extrema importância. Segundo Dr. Rosales; “A disposição apropriada das aves mortas, ovos

Andrea Carneiro, gerente nacional da linha de Animais de Produção da IDEXX apontou que um programa de biosseguridade robusto necessita ser apoiado por um programa de vigilância sólido Idexx trouxe ao evento Gregório Rosales - Médico Veterinário formado no México, com mestrado e doutorado pelo Centro de Pesquisa e Diagnóstico de Avicultura da Universidade da Geórgia (EUA), para uma apresentação sobre Influenza Aviária

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omo é tradição todos os anos, a IDEXX trouxe ao Simpósio Brasil Sul de Avicultura um renomado especialista internacional em sanidade avícola. Gregório Rosales - Médico Veterinário formado no México, com mestrado e doutorado pelo Centro de Pesquisa e Diagnóstico de Avicultura da Universidade da Geórgia (EUA), fez uma apresentação sobre Influenza Aviária compartilhando sua rica experiência em importantes empresas globais do setor avícola. Dr. Rosales começou apresentando em dados como a Influenza Aviária

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passou a ser considerada uma das maiores ameaças à indústria avícola: “Foram centenas de surtos recentes na União Europeia, América do Norte e nos continentes Asiático e Africano, impactando severamente no lucro da indústria avícola, com efeito de longo prazo”, apontou o especialista. Em seguida o palestrante revelou que as experiências mais eficazes na prevenção à Influenza Aviária nasceram da cooperação entre indústria e governo. “Os produtores, junto aos órgãos oficiais de saúde animal, necessitam desenvolver um plano de práticas de biosseguridade, conduzir a vigilân-


e da cama através de métodos adequados é crucial para prevenir possíveis disseminações. Uma vez que o diagnóstico é realizado, se faz necessário estabelecer as zonas de controle e vigilância preconizadas pela OIE. Controle estrito do movimento de pessoas, equipamento e veículos é essencial para minimizar o risco de transmissão por fômites. A limpeza e desinfecção de instalações precisa ser realizada utilizando produtos e procedimentos aprovados.” Segundo Andrea Carneiro, gerente nacional da linha de Animais de Produção da IDEXX, é preciso reconhecer que um programa de biosseguridade robusto (primeira linha de defesa) necessita ser apoiado por um programa de vigilância (testes laboratoriais) sólido, o qual pode prontamente identificar um plantel infectado e conduzir a submissão de amostras adicionais de forma a confirmar o diagnóstico rapidamente. O diagnóstico pode então ser seguido de quarentena imediata e de outras ações de contenção. “Estudos epidemiológicos sugerem que as

Mônica Brehmer, Veterinária Especialista em Sanidade Avícola da IDEXX, destacou que as principais causas de surtos de IA são falhas de rotina na biossegurança e nos programas de monitoramento

Rosales:

“Os produtores, junto aos órgãos oficiais de saúde animal, necessitam desenvolver um plano de práticas de biosseguridade, conduzir a vigilância passiva e ativa e educar e/ou treinar regularmente o pessoal de todos os níveis do sistema de produção”. falhas de biossegurança permitiram a introdução de vírus de aves selvagens em indivíduos que se tornaram a fonte de infecção para fazendas vizinhas ou outras, sob um sistema de gestão comum”, disse.

“É preciso estar preparado nos tempos de paz” Dr. Rosales elogiou a avicultura brasileira e destacou que somos um dos países mais eficientes em termos de biossegurança, mas que isso pode gerar um grande risco. Ele enfatizou que “é necessário estar preparado em tempos de paz” para alertar à necessidade de prevenção, controle e preparação em face de uma emergência: “Os casos de Influenza Aviária nos Estados Unidos provaram que todos estão susceptíveis. Foi um despertar: todos podem ser infectados e o Brasil precisa tomar cuidado. A ideia de que ‘somos os melhores e

aqui não entra o vírus da IA’ é um risco muito grande! Cuidado! Essa falsa segurança pode gerar muito perigo”. Mônica Brehmer, Veterinária Especialista em Sanidade Avícola da IDEXX, destacou que as principais causas de surtos de IA são falhas de rotina na biossegurança e nos programas de monitoramento. Por isso a necessidade de diagnósticos rotineiros com ferramentas rápidas e precisas para monitorar e prevenir disseminação de infecções nos plantéis. “A IDEXX desenvolve ferramentas que são usadas nos programas de monitoria e vigilância adequados à necessidade de cada cliente, utilizando sempre métodos aprovados e reconhecidos. Nosso teste detecção do vírus da Influenza Aviária é o único com a tecnologia ELISA de bloqueio, sendo aprovado pelo NPIP e pelo USDA e utilizado nas indústrias e nos programas oficiais de controle e vigilância dos EUA e diversos outros países”, concluiu. A Revista do AviSite

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Evento

Mesa redonda promovida pela Vetanco debate Influenza Aviária no SBSA Empresa aproveitou sua presença no evento e comemorou os 30 anos da empresa

A Acima: Público acompanhou o debate promovido pela Vetanco sobre Influenza Aviária Ao lado, da esq. para a dir.: o Gerente Técnico da Vetanco no México, Carlos de Oliveira, Masaio Mizuno (USP), Luciane Surdi (Cidasc) e Alejandro Garcia (Avilab) Abaixo: Parte da equipe da Vetanco reunida durante o SBSA, em frente ao estande da empresa

Vetanco promoveu durante o SBSA uma mesa redonda sob o tema “Influenza Aviária – Experiências Internacionais de controle. Riscos para o Brasil. Ações práticas para contenção”. Participaram: Masaio Mizuno (USP), Alejandro Garcia (Avilab – México) e Luciane Surdi (Cidasc – Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina). A moderação ficou a cargo de Carlos Oliveira, Gerente Técnico da Vetanco México. Em uma breve análise, os pontos-chaves do debate foram: - Biossegurança é essencial e deve fazer parte da cultura de cada um envolvido no processo produtivo; - Educação e treinamento são fundamentais; - Nenhum país está livre de contaminação - É preciso desenvolver, seguir e respeitar rígidas normas produtivas de sanidade - O futuro da atividade depende do trabalho de todos. O Gerente Técnico da Vetanco no México, Carlos de Oliveira destacou que o Brasil, pelo impacto econômico que tem a atividade avícola no país, está trabalhando de maneira eficaz na prevenção. “Destaco como positivo o fato de o Brasil não ‘baixar a guarda’ em nenhum momento e de acreditar, sim, na possibilidade de infecção do plantel. O que tem gerado um clima de muita atenção no campo”, disse e explicou ainda os motivos de a Vetanco ter promovido o debate durante o evento. “A ideia foi trazer a experiência e realidade de quem passou pelo problema. Precisar ‘encurtar o caminho e aprender com as lições de outros países para manter a máxima vigilância”, afirmou.

Empresa comemora 30 anos no SBSA A Vetanco aproveitou sua presença no evento e comemorou com seus parceiros e clientes os 30 anos da empresa. De acordo com Neimar Grando, Coordenador de Comunicação da Vetanco, o diferencial da empresa é a inovação. “Atualmente a Vetanco investe 8% de seu faturamento anual em Pesquisa e Desenvolvimento, com a visão de produzir sempre os produtos com mais qualidade”.

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De Heus destaca o fortalecimento de sua marca

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epois de se estruturar com cinco unidades industriais no país, em apenas quatro anos de Brasil, a De Heus, empresa com sede em Rio Claro, no interior de São Paulo, está comemorando seu crescimento. Na terceira edição que participa no Simpósio Brasil Sul de Avicultura, a empresa destacou sua evolução no mercado avícola. De acordo com Renato Klu, Gerente de Negócios – Aves, da De Heus, a empresa está cada vez mais empenhada em desenvolver produtos com a mais alta tecnologia, através de um intenso intercâmbio com sua matriz, na Holanda. “Nosso objetivo é ampliar ainda mais nossa participação no mercado interno e as pesquisas para o desenvolvimento de produtos que atendam de forma cada vez mais exclusiva as demanda do mercado”, disse. A De Heus atua no mercado brasileiro desde 2012, mas, somente em Outubro de 2014 ela entrou no segmento avícola. “Estamos instalando nossa nova fábrica em Toledo (PR) e ratificando nosso perfil de empresa parceira da avicultura, com produtos personalizados. Hoje, 95% de nossa linha é completamente ajustável à demanda de cada cliente”, destaca Klu e completa: “Hoje nossas palavras-chaves de atuação são: qualidade, segurança, parceria, flexibilidade e transparência”.

Objetivo da De Heus é ampliar sua participação no mercado interno e também as pesquisas para o desenvolvimento de produtos que atendam de forma cada vez mais exclusiva as demanda do mercado

Safeeds destaca produção animal com uso de aditivo seguros

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urante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura, o presidente da Safeeds, Ricardo Araújo Castilho, destacou a importância do uso de aditivos seguros na produção animal. “Estamos cada vez mais alinhados com a demanda mundial e as exigências do mercado por um alimento cada vez com mais qualidade e mais seguro”, destacou. “O setor precisa ficar cada vez mais atento à produção totalmente isenta de contaminantes e a Safeeds está totalmente alinhada à esta realidade”, destacou. A Safeeds levou ao Simpósio a nova linha de aditivos líquidos: antisalmonelas, antioxidantes e antifúngicos. Os produtos de nutrição animal foram lançados alinhados à proposta de expansão física da empresa, com a construção e uma nova planta industrial e com a ampliação do portfólio de produtos da empresa. A Safeeds também patrocinou a tradução simultânea durante o SBSA. De acordo com Castilho, o SBSA se consolida a cada ano como principal evento da avicultura brasileira, por isso a empresa é parceira. “E por acreditar que a troca de experiências entre países da América Latina é diretamente responsável pelo desenvolvimento do setor avícola, é que a Safeeds patrocina a tradução simultânea durante o evento, o que garante maior interação entre os participantes e consequentemente maior produtividade nas atividades que serão realizadas”, destacou.

Segundo o presidente da Safeeds, Ricardo Araújo Castilho, a empresa está cada vez mais alinhada com a demanda mundial e as exigências do mercado por um alimento com mais qualidade e mais seguro A Revista do AviSite

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Evento

MSD promove série de ações durante Simpósio Brasil Sul de Avicultura Empresa apresentou ao mercado sua linha de produtos Innovax, além de trazer uma série de opções como a presença da chef de cozinha Dayse Paparoto, a degustação de cervejas, máquina de brinquedos e a disponibilização do telão para o que público pudesse assistir à vitória da Chapecoense contra o Atlético Nacional

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Estande da MSD durante o evento

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A Revista do AviSite

MSD realizou uma série de ações para promover a integração e contato com o público presente ao Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). De acordo com André Vinicius Siqueira Gomes, Gerente de Produtos Avicultura da MSD, a empresa optou por oferecer aos clientes e amigos a oportunidade de interagirem e relaxarem. “Sabíamos que após um dia intenso de conteúdo técnico, as pessoas gostariam de desfrutar de um momento agradável; por isso, buscamos, após breve mensagem sobre nossa empresa e mostrar ao mercado a linha de produtos Innovax, trazer uma série de opções tais quais, a presença da chef de cozinha Dayse Paparoto (vencedora do MasterChef Profissionais), a degustação de cervejas, máquina de brinquedos, etc”, detalhou Gomes. Um dos pontos altos foi também a disponibilização de um grande telão durante o Happy Hour para que o público pudesse acompanhar o jogo da Chapecoense contra o Atlético Nacional (Colômbia), pela Recopa Sulamericana. A cidade de Chapecó estava bastante envolvida pela realização do jogo, que aconteceria na Arena Condá, estádio da Chapecoense que fica ao lado do Centro de Eventos, local do SBSA.

Ainda segundo André Gomes, em linhas gerais, os principais objetivos da MSD foram atingidos. “Eles eram, em suma, interagir com nossos clientes, engrandecer e prestigiar o evento, melhorar ainda mais os conhecimentos de nossa equipe e expor ao mercado a nossa linha de produtos Innovax, que é fruto de muitos anos de pesquisa e desenvolvimento. Já temos dois produtos no mercado nessa linha, e novos produtos virão nos próximos anos”, destacou o executivo.

Os objetivos e a estratégia da MSD para o SBSA • Levar 100% de sua equipe de campo ao evento para interagir com o mercado; • Patrocinar a vinda do Prof. Dr. Harsha Trippareddi para palestrar no evento principal, falando sobre tecnologias para frigoríficos; • Stand para facilitar a interação com clientes; • Oferecer aos clientes a transmissão do jogo da Chapecoense contra o Atlético Nacional (Colômbia), pela Recopa Sulamericana; • Happy Hour aos clientes. Acompanhe as imagens das ações promovidas pela MSD durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura.


Acima: Público acompanha o jogo entre a Chapecoense e Atletico Nacional no telão disponibilizado pela MSD durante o SBSA Abaixo: Equipe da MSD junto com a MasterChef Deyse Paparoto

Acima: MSD, marca forte durante o SBSA e a marca Innovax, no telão da MSD

À direita: Música ambiente para o público do SBSA

Acima: André Vinicius Siqueira Gomes, Gerente de Produtos Avicultura da MSD e a MasterChef, Deyse Papararoto Ao Lado: No detalhe, Deyse Paparoto A Revista do AviSite

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Informe Técnico-Comercial

Parede celular de levedura purificada: ferramenta nutricional para segurança alimentar Autor: Melina Bonato (Coordenadora de P&D, ICC Brazil)

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segurança alimentar é um assunto urgente em todo o mundo. Consumidores, distribuidores e produtores estão preocupados com a contaminação e a qualidade dos alimentos, especialmente dos ovos comerciais. Diversos fatores podem afetar a qualidade dos ovos para consumo humano como, por exemplo, a nutrição, condições sanitárias, desafios ambientais, sistema de produção, entre outros; no entanto, a exigência para adotar sistemas livres de gaiolas pode levar a um aumento na contaminação dos ovos. A Salmonella Enteritidis (SE) é conhecida por colonizar o ceco e órgãos internos, particularmente em poedeiras comerciais, resultando em translocação da SE para o ovário. Como consequência, a SE pode ser encontrada nos ovos, tanto pela contaminação do ovário como do ceco. Os produtores utilizam meios para reduzir a contaminação nos ovos, no entanto a praticidade e os custos de implementação dessas intervenções, são considerações importantes durante a implementação de um programa de re-

ImmunoWall® é solução viável para melhorar a saúde intestinal e a segurança alimentar em baixas dosagens

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dução da contaminação de patógenos. Os aditivos alimentares podem ser componentes importantes em um programa/plano de intervenção para saúde animal, qualidade e segurança alimentar. Nos últimos anos, diversas alternativas aos antibióticos têm sido testadas e utilizadas comercialmente na produção animal. Contudo, diversos fatores relacionados ao metabolismo animal devem ser considerados para obter o melhor custo/benefício de uma alternativa. Entre essas alternativas, destaca-se a parede celular de levedura purificada (Saccharomyces cerevisiae). Este produto possui uma alta concentração de β-glucanas (> 35 %), e ao mesmo tempo oferece níveis excelentes de mananoligossacarídeos, MOS (>19 %). O MOS é conhecido por sua capacidade de aglutinar patógenos, já que impedirá a colonização destes no intestino, pois oferece um sítio de ligação para bactérias gram-negativas que possuem fimbrias tipo 1. Como as β-glucanas são indigestíveis, as bactérias “capturadas” serão excretadas

junto com as fezes. É importante ressaltar que, para atingir sua completa funcionalidade, as paredes celulares das leveduras devem ter uma baixa digestibilidade no intestino. Quanto maior a concentração de β-glucanas na parede de levedura, menor será sua digestibilidade e maior sua funcionalidade. Isso é o que a torna uma solução única no mercado. As β-glucanas também atuam modulando a resposta imune dos animais, pois são estimulantes naturais do sistema imune inato. Quando as células fagocíticas entram em contato com as β-glucanas, são estimuladas e produzem algumas citocinas, que acionarão uma “reação em cadeia”, induzindo a um status imune mais elevado nos animais e os tornando aptos para combater infecções oportunistas. Uma dessas respostas é multiplicação e proliferação de células caliciformes, que são responsáveis pela produção de muco. Com o aumento da produção e a liberação de muco no lúmen intestinal, a mucosa (barreira protetora dos vilos e do meio que permite a ação de diversas enzimas) aumenta, resultando em uma maior proteção das células e dos vilos intestinais. A parede de leveduras age como um agente profilático, melhorando a resistência animal e diminuindo as perdas no desempenho e as altas taxas de mortalidade. Em um ambiente extremamente desafiador, o fortalecimento do sistema imune é a chave

C: 2 M: 51 Y: 100 K: 0


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Informe Técnico-Comercial

Consumidores, distribuidores e produtores estão preocupados com a contaminação e a qualidade dos alimentos, especialmente dos ovos comerciais para melhores ganhos de produtividade. A pesquisa realizada no Southern Poultry Research (Athens, GA – EUA) por Hofacre, et al. (2017) teve como objetivo avaliar o uso de parede celular de leveduras na dieta de poedeiras comerciais para reduzir a colonização do intestino e ovários pela SE. As frangas foram alimentadas com uma dieta controle ou suplementadas com parede de leveduras a partir de 10 semanas de idade e, na 16ª semana, foram oralmente contaminadas por uma cepa de SE resistente ao ácido nalidíxico. Aos 7 e 14 dias após o desafio, as aves foram eutanasiadas e

Parede celular de levedura purificada possui alta concentração de β-glucanas e ao mesmo tempo oferece níveis excelentes de MOS 42

A Revista do AviSite

passaram por uma necropsia, onde foram obtidas amostras do ceco e dos ovários. A SE resistente ao ácido nalidíxico foi isolada e identificada. Foi necessária uma dose de SE extremamente alta nesse estudo para estabelecer uma transmissão suficiente da SE para os ovários (> 40% das aves do grupo controle foram positivas na cultura ovariana vs. 33,3% no grupo alimentado com parede de leveduras). O produto foi muito eficaz na redução da prevalência da infecção no ceco (93,8% para parede de leveduras vs. 97,9% do grupo controle, aos 7 dias pós-infecção; e 47,9% para parede de leveduras vs. 53,2% do grupo controle, aos 14 dias pós-infecção), já que houve uma redução significativa na colonização do ceco pela SE aos 7 dias (os ceco positivos para SE no grupo alimentado com parede de leveduras apresentaram uma mediana de aproximadamente 102 SE/ grama vs. 103 SE/grama de conteúdo cecal no grupo controle), resultando em reduções correspondentes na prevalência e na colonização dos ovários. É importante destacar que uma redução na colonização do ceco com o uso da parede celular de leveduras será uma diminuição na contaminação fecal da superfície dos ovos. Após a postura dos ovos, eles começam a es-

friar e incorporar as bactérias que estão na superfície pelos poros da casca. Assim, uma contaminação menor da superfície pela SE deve resultar em uma contaminação menor da parte interna do ovo. O uso deste produto pode ser uma parte integrada e viável de uma estratégia abrangente para intervenção da SE, resultando em uma redução da colonização dos ovários e da contaminação ambiental. A preocupação com a qualidade dos ingredientes e dos aditivos utilizados na ração animal é uma tendência global e irreversível, considerando que o consumidor final está se tornando mais ciente da relação entre “nutrição e saúde”. ImmunoWall®, além de ser um aditivo natural, comprovou ser uma solução viável para melhorar a saúde intestinal e a segurança alimentar em baixas dosagens, resultando em um excelente custo/ benefício.

Referências Hofacre, C., Santos, G.,Bonato, M., Mathis, G., and Berghaus, R. Use of a yeast cell wall product in commercial layer feed to reduce S.E. colonization. Proccedings of 66th Western Poultry Disease Conference, March 2017, Sacramento, CA, p. 7678, 2017.


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Informe Técnico-Comercial

IDEXX ELISA: uma arma da avicultura brasileira contra a Influenza Método garante precisão superior na detecção do vírus da Influenza Aviária

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Influenza Aviária (IA) é uma das ameaças mais significativas e constantes para a indústria avícola mundial. Como centenas de surtos recentes na União Europeia, América do Norte e nos continentes Asiáticos e Africano, a rentabilidade da indústria foi severamente danificada, em muitos casos com efeitos a longo prazo. Infelizmente, a doença que se tornou endêmica em algumas áreas do mundo e hoje representa uma ameaça real a ser tratada com prioridade pelo setor avícola brasileiro. Monitorar e detectar com precisão uma possível exposição de um plantel a esse vírus é crítico para evitar sua propagação territorial. No entanto, estamos falando de uma enfermidade reconhecidamente marcada por suas inúmeras variáveis: níveis diferentes de patogenicidade, sintomas diversos, numerosos subtipos e diferenças anti-

gênicas entre espécies. Tudo isso são verdadeiros desafios aos procedimentos de detecção, dificultando os programas de monitoramento. O teste IDEXX Influenza A Ab supera estes desafios, detectando anticorpos contra subtipos do vírus da Influenza em qualquer espécie animal (aviários, suínos, equinos, caninos e felinos, entre outras).

Testes eficientes e precisão superior nos resultados Como obter um diagnóstico consistente se, no caso da Influenza, os sintomas variam e os subtipos de antígenos diferem? O teste IDEXX Influenza A Ab Test é baseado em uma importante constante existente no universo de variáveis da Influenza: um epítopo altamente conservado da nucleoproteína de Influenza A. Ou seja, o método pode detectar a exposição, em

IDEXX Influenza A Ab Test

Influenza Aviária (IA) AI-População de frangos inoculados (n = 12)

H1N1

H5N2

H7N3

AGID positivo

1.20

S/N (média)

1.00 0.80 0.60

Negativo Positivo

0.40

Limite de Teste (0.50)

qualquer espécie animal, que gere uma resposta de anticorpos à nucleoproteína, independentemente do subtipo de Influenza ou variação antigênica entre as espécies. Especificidade e sensibilidade em Aves

Como funciona o teste IDEXX Influenza AIAAb Status Sorológico*

O IDEXX Influenza A Ab é o – + único teste que a tecnologia ELISA de bloqueio. Com ela, anticorpos da + os 1192 15 Influenza queA estão na amostra de soIDEXX Influenza Ab Test ro impedem que o conjugado se ligue – 58 tenha4992 à nucleoproteína e a amostra cor mínima. O desenvolvimento da Especificidade = 99.7% cor é inversamente proporcional à Sensibilidade = 95.4% quantidade de anticorpo na amostra. *Determinado por análise consensual da exposição ao vírus da AI e resultados do teste deas referência. sobre soluções

0.20 0 0

5

8

13 Dias Pós Inoculação

(H3N8) Revista doInfluenza AviSite 44 ACanine

21

28

Para saber mais IDEXX em sanidade avícola, entre em contato pelo SAC 0800-40-IDEXX ou e-mail: vendasbrasil@idexx.com

Canine and feline data summary


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Artigo técnico Manejo

O diferencial em uma avicultura tecnológica Autor: Antonio Carlos Pedroso, Professor da UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul)

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esde a A cadeia de produção avícola é ampla, complexa e o sucesso produtivo do frango de corte é dependente de vários fatores intermediários que ao passar dos anos conquistaram ganhos, dando posição de destaque para essa proteína animal. Entre os fatores contributivos estão a seleção genética e o bom desempenho das áreas reprodutivas (bisavós, avós, matrizes), incubatórios e nos aviários pelas mãos dos granjeiros. Paralelamente à genética, auxiliando essa grande evolução de melhorias nos indicadores zootécnicos, estão o setor de produtos biológicos e nutricionais. O setor biológico contribui na sanidade com vacinas modernas e cepas melhores e desinfetantes mais potentes. O setor nutricional sempre busca melhorias do conhecimento nutricional dos ingredientes, a busca de novos ingredientes alterna-

tivos. Além disso, a compreensão das exigências nutricionais das aves e o uso eficaz dos aditivos, foram e são uma constante busca de ações alternativas que possibilitem a formulação de rações mais eficientes e econômicas. Analisando do ponto de vista de manejo, mais especificamente do produtor, do granjeiro de frangos de corte, houve ao longo dos anos na avicultura industrial várias mudanças significativas nas melhorias das estruturas físicas dos galpões e a implantação de equipamentos modernos automatizados, que proporcionaram a possibilidade de aumentar a área de criação bem como aumentar as densidades com definições de pontos ótimos de ganho de produtividade, respeitando as recomendações de bem-estar animal. Atualmente, no Brasil, de acordo com o sistema de ventilação, encon-

A chave para ganhos superiores ou diferenciados em peso e conversão alimentar em qualquer tipo de aviário construtivo, está em estimular o consumo de ração e água na ave, de forma continuada e não estressante

tramos os modelos construtivos: aviários convencionais ou ventilação positiva, com uso de ventiladores, ao qual ainda é a maioria dos aviários presentes. Os aviários de pressão negativa com uso de exaustores e cortinas laterais amarelas, azul (blue house) ou preta-prata (dark house) existem em um percentual pequeno de galpões, assim como os de pressão negativa de parede (solid wall). Os aviários dark house mais modernos e tecnificados têm potentes painéis controladores da luminosidade, aquecimento, temperatura, umidade, ventilação mínima e transição, com controle total da pressão estática, uso de inlets e pad cooling ou placa evaporativas. Para efeito de com-

Figura 1

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Figura 2 paração, faço a pergunta: Em mesma situação de igualdade construtiva, mesma linhagem genética, densidades de alojamentos idênticas, e mesma qualidade nutricional com condições isoenergéticas e isoprotéicas dentro de cada fase das rações; qual é o diferencial de um aviário obter melhor resultado zootécnico que o outro? Quais práticas de manejos fazem o diferencial para os indicadores zootécnicos serem superiores? Não basta ter um aviário totalmente automatizado, com o pensamento de que essa tecnologia permite que o granjeiro entrará dentro do aviário somente para retirada dos mortos diariamente e manejo de cama quando necessário. Existem situações de matriz de mão de obra que em determinados momentos tem-se 1 trabalhador para cuidar de 4 ou 5 grandes aviários. A chave para ganhos superiores ou diferenciados em peso e conversão alimentar em qualquer tipo de aviário construtivo, está em estimular o consumo de ração e água na ave, de forma continuada e não estressante. Manter as aves em faixas de conforto térmico de acordo com a sua cronologia e bom qualidade de ar fornecido é o básico e o mínimo para entrar no jogo para resultados zootécnicos superiores. Um dos parâmetros genéticos selecionáveis das linhagens modernas é a voracidade para o consumo de ração dos frangos de corte. Existem duas vertentes que consideram que a voracidade pode contribuir para a obten-

ção de maior rendimento de carcaça e ao mesmo tempo o aumento da quantidade de gordura corporal depositada nestes animais pelo excesso de energia advinda dos nutrientes da dieta. Assim as linhagens atuais por apresentarem apetite voraz devem receber total atenção da nutrição com dietas balanceadas, desfavorecendo a maior deposição de gordura na carcaça, ao mesmo passo que permitam adequado rendimento de carne magra. A prática de manejo no aviário que tem maior impacto para o sucesso ou insucesso no ganho de peso e qualidade intestinal ao alojamento, é a hidratação. A Figura 1 mostra que 25% dos ovos eclodidos na etapa do nascedouro, dentro do incubatório, podem ficar em média 32 a 36 horas sem acesso à água, levando em consideração processos técnicos dentro da sala de expedição e período dentro de caminhões transportadores de pintinhos com destino aos aviários. O produtor deve ter os bebedouros automáticos regulados pontualmente no alojamento em altura e va-

Hidratação é importante para sucesso no ganho de peso; produtor deve ter os bebedouros automáticos regulados pontualmente no alojamento em altura e vazão correta

zão correta, respectivamente na altura do olho do pintinho e 40 a 50ml/ minuto, além do fornecimento de água com temperatura ideal, as citações na literatura variam de 15 a 24°C, fato que, particularmente, vejo como um detalhe que se deva novamente ser pesquisado. Partindo do pressuposto que a ave só come porque bebe, a prática de estímulo do uso de papel Kraft gramatura 80g ou uso de lonas plásticas (essas são reutilizáveis, portanto deve ter cuidado extremo em lavagem e desinfecção). Esse papel deve ser colocado dos dois lados do nipple, com quantidades de rações diárias de 5 a 8g/dia por pintinho alojado, e o mais importante é que essa distribuição seja dividida em no mínimo 5 vezes ao dia, dessa forma sempre haverá ração fresca e sem sujidades, vale lembrar que é aconselhado que se utilize “assoprador” sobre o papel para a retirada de cama ou maravalha que se mistura

Figura 3

A Revista do AviSite

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Artigo técnico Manejo

Figura 4

Comer mais para se desenvolver melhor

com a ração, o estímulo aqui é ter somente ração sobre o papel sem estar misturada com cama ou maravalha, como na Figura 2. É recomendado no 3º dia de uso retirar o papel. Uma observação realizada pela equipe da UFFS foi mensurar quais ganhos se tem com o uso adequado de ração sobre papel em comparação com grupo de aves sem uso de papel. O teste do papinho 24h após o alojamento mostrou que 96% das aves tinham papo cheio no arraçoamento sobre o papel, contra 86% nas aves sem acesso ao arraçoamento sobre o papel. Ao 7º dia o grupo de aves que tiveram acesso a ração no papel até o 3º dia foram 4% mais pesadas que as que não tiveram acesso ao arraçoamento sobre o papel. Ao avaliarmos ao 7° dia os órgãos moela e proventrículo, fígado e intestinos dos 2 grupos, as aves que tiveram acesso a ração sobre o papel tiveram esses órgãos 1,2% mais pesados sobre o grupo sem uso de ração sobre o papel. Vale a pena desmistificar o conceito de muitos produtores que não fazem o arraçoamento desejado, pela justificativa que a ração dispensada gera alta conversão alimentar sobre um ganho pequeno. Se levarmos em consideração que 5 a 8g/dia/ave representa em 3 dias 15 a 24g, uma ave fêmea com abate previsto para Griller, com 1,5kg, e conversão alimentar de 1,35kg, o uso de ração sobre o papel durante os 3 dias representa 0,7 a 1,2% da conversão alimentar total. Para uma ave com previsão de abate

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para 2,7kg e conversão alimentar de 1,6kg, representará entre 0,3 a 0,5% na conversão alimentar total. Se levarmos em consideração que a cada 1 grama a mais ganho ao 7º dia, poderá refletir em 6 a 10g no peso final ao abate. Portanto, é uma prática rentável e de ganho quando bem administrada. O uso de adensamento do prato comando desde o 1º dia de alojamento é também uma importante prática de estímulo ao consumo de ração, nos primeiros dias não se terá consumo suficiente para acionar o comando, a intenção de deixar desde o 1° dia para o produtor já deixar pronto ou saber que na rotina do preparo do cercado já faça esse procedimento. É importante o uso de luminosidade exclusiva sobre o prato comando, desta forma o estímulo luminoso fará a atração das aves sobre o prato comando, como na Figura 3. A luminosidade geral do aviário tem um papel fundamental no estímulo das aves, principalmente na 1ª semana, as linhagens divergem em seus manuais com orientações entre 25 a 50 lux nessa fase. E um dos erros mais comuns pelos produtores é a falta de limpeza das lâmpadas de criações de lotes anteriores, o acúmulo de poeira e intensa umidade, podem refletir perdas de até 35% da intensidade de lux quando da comparação de lâmpadas sujas e limpas. A Figura 4 mostra essas diferenças. O objetivo dos estímulos é fazer que as aves comam mais para se desenvolver melhor.


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Especial aniversário

Um olhar sobre os últimos e os próximos 10 anos na ciência avícola Publicação marca aniversário com a divulgação de conteúdo que mais marca a sua existência

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esde a sua fundação, a Revista do AviSite manteve certa proximidade com os pesquisadores e acadêmicos em geral que trabalham gerando conhecimento e antecipando tendências para a avicultura. É gente que por vezes dedica a maior parte de seu tempo palestrando e estudando e acreditando na importância do papel social que o setor avícola desempenha para a população mundial. Esta publicação, lançada em maio de 2007, durante a Conferência Facta, ainda realizada em Santos, aborda jornalisticamente todos os segmentos da avicultura. Mas o fato é que é lembrada principalmente por sua contribuição divulgando tendências através

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A Revista do AviSite

do conhecimento experimentado nos principais centros de ensino e também pelo acompanhamento de mercado que realiza mensalmente através da seção Estatísticas e Preços (leia mais sobre isso na página 60). Entre os pesquisadores que consultamos o ponto mais destacado para o futuro é a necessidade de concentrar esforços e estudos para a retirada total do uso de antibióticos como promotores de crescimento. É a opinião, por exemplo, de Lúcio Francelino Araújo, da USP, que diz: “Na próxima década precisaremos encontrar o equilíbrio na produção a partir da retirada completa de antibióticos promotores de crescimento das dietas e elucidar ainda mais os benefícios na

utilização das alternativas de sua substituição como os probióticos, os ácidos, as leveduras e os extratos vegetais”. A primeira parte dos comentários dos acadêmicos refere-se aos principais achados em ciência avícola nos últimos 10 anos e a segunda parte aos achados que devem surgir dentro dos próximos 10 anos. A gente agradece o apoio e a disponibilidade de todas as fontes consultadas ao longo desta caminhada de 10 anos. Na sequência, veja comentários sobre as contribuições da Revista do AviSite para os estudos avícolas. Acesse mais conteúdo sobre os 10 anos da Revista do AviSite em: www. avisite.com.br/10anos.


Anderlise Borsoi | Universidade Tuiuti do Paraná Os últimos 10 anos

A viabilidade de probióticos, prebióticos e ácidos orgânicos no controle de salmonelas a campo Contextualizo área de segurança alimentar em aves e os patógenos bacterianos Salmonella e Campylobacter presentes na cadeia avícola e nas doenças em seres humanos. Para a ciência avícola em identificação, epidemiologia e controle destas bactérias pode-se citar: 1- a aplicação das técnicas moleculares de detecção rápida e melhoria na identificação epidemiológica destas bactérias, como as técnicas de MLST (sequência multilocus) e MALDI-TOF (espectometria de massa). Estas técnicas têm sido utilizadas com sucesso na investigação e na identificação taxonômica de micro-organismos, na genotipagem e análise de polimorfismos no DNA dentre outras aplicações; 2- desenvolvimento de vacinas contra salmonelas, com possibilidade de diferenciação de cepas de campo e vacinal. As vacinas proporcionaram redução de positividade em ovos e redução de excreção da bactéria pelas aves, diminuindo a contaminação horizontal; e 3- a viabilidade de pro/prebióticos e ácidos orgânicos no controle de salmonelas a campo. Estes elementos aditivos, além de proteção das aves contra estas bactérias, possibilitou em parte a redução do uso de antimicrobianos na produção.

A professora Anderlise Borsoi é especializada em Produção, Higiene, Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal. Também atua com ênfase em Salmonella e Campylobacter na cadeia de produção industrial de aves e produtos derivados

Os próximos 10 anos

Salmonella e Campylobacter estarão em foco A possibilidade de novos achados é ampla, uma vez que o potencial de desenvolvimento de novas tecnologias também é. Apesar das tecnologias, mesmo com o desenvolvimento que se teve até hoje em ciência, Salmonella e Campylobacter são bactérias que ainda desafiam o setor. Desta forma, para estas bactérias, pode-se citar a continuidade e refinamento de alguns itens em desenvolvimento como métodos mais práticos coleta de material e diagnóstico a campo, bem como o refinamento em métodos de monitoria; melhorias em imunomoduladores para uso na alimentação das aves; avanços na nutrição e imunização in ovo; embalagens ativas contra bactérias para uso em carnes; novas vacinas contra salmonelas, vacina contra Campylobacter (visto a importância na Europa desta bactéria em humanos) e, sem dúvida, o uso da nanotecnologia, seja em nutrição, em desenvolvimento de vacinas ou mesmo desenvolvimento de embalagens para produtos a venda ao consumidor, que auxiliem no controle das bactérias citadas.

Fernando Rutz | Universidade Federal de Pelotas Os últimos 10 anos

Nutrição não caminha sozinha, está interligada a outras áreas Nutrição de precisão, interação entre nutrição e outros campos, como sanidade e ambiente, aprimoramento de exigências nutricionais. Todos os itens são importantes, visto que a nutrição não pode caminhar sozinha. Trata-se de uma parte da ciência integrada e rodeada de muitas outras intercaladas.

Os próximos 10 anos

Retirada de antibióticos como promotores de crescimento será destaque Desenvolvimento de programa de saúde intestinal livres de antibióticos; aprimoramento das exigências das aves, incorporação de nutrigenômica para melhor entender os fenômenos de nutrição.

Fernando Rutz tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em Nutrição e Alimentação Animal

A Revista do AviSite

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Especial aniversário Paulo Lourenço | Universidade Federal de Uberlândia Os últimos 10 anos

Parceria entre Universidade e indústria é fundamental A questão fundamental é “a sanidade dos plantéis avícolas brasileiros deve ser monitorada diariamente pelos técnicos de campo, com o objetivo de manter o status produtivo e sanitário alcançado nos últimos anos”. Esta é a minha opinião. Neste sentido, muitas doenças de interesse econômico e de saúde pública na indústria avícola estão associadas a grandes perdas econômicas em todo o mundo, sendo as enfermidades virais respiratórias reconhecidas como o grande desafio da avicultura moderna. Nos últimos anos, a indústria avícola tem enfrentado desafios em relação a alguns patógenos, em particular, os vírus respiratórios, os vírus imunossupressores, Salmonella Gallinarum, Salmonella Heidelberg, entre outros. As Universidades têm papel fundamental na pesquisa e na sua aplicabilidade prática do conhecimento gerado. Os programas de controle e erradicação de enfermidades avícolas devem ser baseados no conhecimento epidemiológico de cada agente etiológico envolvido. Por isso, a vigilância ativa de alguns agentes é importante para determinar a incidência, prevalência e impacto econômico causado pelo agente etiológico envolvido. As Universidades concentram em si o conhecimento mais recente disponível e têm a capacidade de produzir soluções adequadas para os problemas da indústria avícola, através da investigação científica aplicada.

Paulo Lourenço tem experiência em Medicina Veterinária Preventiva e Produção avícola, atuando principalmente nos seguintes segmentos da indústria avícola: reprodutoras, frangos de corte, incubação, desempenho produtivo e sanidade avícola

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A Revista do AviSite

Esta interação entre a Universidade e a indústria traria como resultados positivos para a indústria melhores soluções para os seus problemas, e para as Universidades mais conhecimento e financiamento para desenvolver pesquisas aplicadas, de interesse da indústria, permitindo aos profissionais do setor avícola um contato mais próximo com situações práticas de campo.

Os próximos 10 anos

Legislação deve tornar-se mais restritiva Acredito que legislações e medidas cada vez mais restritivas do setor no sentido de resguardar o maior patrimônio do Brasil - que é a saúde animal - serão os destaques desta e das próximas décadas. O bem-estar animal, o uso de produtos alternativos aos promotores de crescimento e o uso responsável dos antibióticos serão medidas que compõe as bases futuras da produção animal de uma forma mais racional e estratégica. Como já mencionado, os programas de controle das enfermidades devem ser baseados no conhecimento epidemiológico de cada agente no país. Neste contexto, a vigilância ativa é muito importante para determinar a presença e impacto causado por agentes etiológicos de interesse global. Precisamos de rapidez e precisão de diagnósticos capazes de detectar e diferenciar os agentes envolvidos. Nesse cenário atual nada animador de focos de influenza aviária em diversas partes do mundo, devemos com cautela e sem alarde, estarmos alertas, é o que mais me preocupa no momento.


Lúcio Francelino Araújo | USP Os últimos 10 anos

Enzimas estão consolidadas nas formulações Em termos de nutrição aminoacídica, com a viabilização do uso de novos aminoácidos, como a valina, foi possível atender de uma forma mais adequada a exigência protéica dos animais. Isto tem um impacto significativo no custo da dieta, no custo metabólico dos animais e na redução da carga de nitrogênio que se elimina através das excretas. Não somente isto, mas tem sido demonstrado também que a hidroxi-metionina desempenha um papel muito importante na prevenção do estresse oxidativo, o que resulta em melhor qualidade da carne após o abate das aves. Sobre as enzimas, o aumento no custo das matérias-primas e a necessidade de melhorias na eficiência de utilização dos nutrientes em uma dieta permitiu consolidarmos o uso de enzimas nas formulações. Se pensarmos, por exemplo, que uma poedeira excreta 22,5% do cálcio e 80% do fósforo que ingere, não restam dúvidas que podemos reduzir estes números quando utilizamos enzimas em uma dieta. Já sobre a nutrição de reprodutoras, com o avanço genético, as matrizes têm apresentado uma melhoria nos seus índices de produtividade como a fertilidade e a eclodibilidade. Entretanto, além da melhoria destes índices, um dos desafios que encontramos é a produção de pintinhos de qualidade que venham a expressar todo o seu potencial genético. Desta forma, pesquisas têm demonstrado que o uso de prebióticos, antioxidantes, enzimas, dentre outros, melhoram o potencial produtivo não somente das matrizes bem como de sua progênie.

Os próximos 10 anos

Precisaremos encontrar o equilíbrio na produção a partir da retirada completa de antibióticos promotores de crescimento As enzimas continuarão a ser um dos principais aditivos a serem investigados e utilizados na nutrição de monogástricos, já que precisamos melhorar ainda mais a eficiência de utilização dos nutrientes presentes em uma dieta, reduzindo, desta forma, o custo de produção. Na próxima década precisaremos encontrar o equilíbrio na produção a partir da retirada completa de antibióticos promotores de crescimento das dietas e elucidar ainda mais os benefícios na utilização das alternativas de sua substituição como os probióticos, os ácidos, as leveduras e os extratos vegetais. Como já na Europa e em algumas empresas americanas, esta é uma tendência mundial e não há como fugirmos desta realidade.

Lúcio Francelino Araújo atua nas áreas de manejo, nutrição e alimentação de aves e suínos

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Especial aniversário Masaio Mizuno Ishizuka | USP Os últimos 10 anos

Biosseguridade levada a sério A importância da biosseguridade na prevenção da Influenza Aviária, ao nível de estabelecimento avícola e a importância de implantação de biosseguridade regional envolvendo a totalidade de granjas quando se caracterizar elevada densidade de granjas e o elevado risco de disseminação de doenças emergenciais é um dos temas principais estudados nos últimos 10 anos. Outro assunto de interesse é a importância do delineamento de um adequado programa de controle da Laringotraqueite Infecciosa na avicultura de postura comercial. E por último, a importância da Compartimentação de estabelecimentos avícolas para garantia do comércio interno e externo, pelo compartimento, em caso de ocorrência de Influenza Aviária ou doença de Newcastle no território brasileiro.

Os próximos 10 anos

Diagnósticos mais rápidos

Masaio Mizuno trabalha na área de análise de Risco, ministra cursos de emergência sanitária, ministra disciplina de Epidemiologia básica e aplicada, bioestatística, Educação Sanitária, Biosseguridade.

Para o futuro precisamos do desenvolvimento de meios de diagnóstico laboratorial sensíveis, específicos e práticos para que o diagnóstico de doenças, notadamente as exóticas e infecciosas endêmicas de alto poder de disseminação, possa atuar prontamente na contenção de focos e garantir a Saúde dos planteis avícolas. Precisamos também da incorporação na rotina de manejo de aves, comercial ou reprodução, de procedimentos de epidemiologia direcionados ao diagnóstico populacional e adoção de medidas de controle ou erradicação de doenças, pois os diagnósticos clinico e patológico estão suficientemente bem consolidados. É aprimorar o olhar para a floresta (Epidemiologia) e não somente para a árvore (clínica) e a madeira (patologia). Além disso, devemos nos atentar ao desenvolvimento de maior pletora de vacinas que possibilite, no monitoramento, diferenciar aves vacinadas e infectadas.

Mariane Soares | IDEXX Os últimos 10 anos

Sanidade para controlar a entrada de doenças Os principais achados da ciência avícola foram a prática de biossegurança, o melhoramento genético e a sanidade, pois atualmente com a pressão de produção que temos, ocasionando num maior número de aves alojadas, fica iminente a ocorrência de doenças no plantel. Portanto, não significa que o sucesso estará garantido se um manejo for bem realizado e uma linhagem de excelência for utilizada, apenas. É necessário praticar a biossegurança de acordo com o nível de produção. O melhoramento genético praticado ao longo dos anos permitiu selecionar as aves com maior capacidade de desenvolvimento zootécnico, encurtando o tempo de criação. E a sanidade, envolvendo desde os métodos biológicos (práticas de vacinas e vacinações) e de conhecimento técnico para controlar a entrada de doenças e evitar que as aves manifestem sintomatologia

Os próximos 10 anos

Parceria entre poder público e privado para diagnóstico mais rápido Tecnologias e métodos cada vez mais rápidos e precisos no diagnóstico das enfermidades avícolas, pois trata-se não apenas de uma questão produtiva, mas também de saúde pública. Em razão disso deverão nascer parcerias mais consistentes entre poder público e instituições privadas no desenvolvimento de soluções sanitárias.

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Mariane Soares é Médica Veterinária na área de Sanidade Avícola da IDEXX Brasil


Ibiara Almeida Paz | Unesp Os últimos 10 anos

Zootecnia de precisão permite tomada de decisões em tempo real As áreas de bem-estar, ambiência e zootecnia de precisão desenvolveram-se muito. As pesquisas relacionando incubação e qualidade de pintinhos, principalmente no que diz respeito à formação óssea devem ser destacadas. Outro ponto muito importante são as pesquisas relacionadas à ambiência e zootecnia de precisão, que permitem decisões em tempo real melhorando a produtividade do plantel, como monitoramento de imagens do aviário para melhoria das condições de criação. Outro ponto a se destacar é o desenvolvimento, ainda que inicial, de mecanismo de avaliação de bem-estar por vocalização em frangos.

Ibiara de Lima Almeida Paz tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em produção de frangos de corte, sistema locomotor e bem-estar de aves

Os próximos 10 anos

Vocalização de frangos vai permitir inovações O desenvolvimento das metodologias para avaliação da vocalização de frangos deve contribuir sobremaneira para a produção avícola. Talvez seja possível realizar inovações bastante importantes a partir destas metodologias. Outro ponto que deverá ter grande desenvolvimento nos próximos 10 anos está relacionado com o manejo da incubação. Sabemos que este setor da cadeia avícola tem ganhado destaque, mas muita coisa ainda deve ser estudada.

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Especial aniversário Iran José Oliveira da Silva | Esalq Os últimos 10 anos

Avaliação geral do bem-estar da cadeia produtiva tornou-se fundamental Na área de atuação relacionada à ambiência, zootecnia de precisão e bem-estar animal algumas inovações ocorreram nos últimos anos relacionados à visão do pesquisador que refletiu no setor produtivo: Olhar o animal como BIOSENSOR e tratá-lo como um SER SENCIENTE (capacidade dos seres de sentir algo de forma conscientemente, sensações e sentimentos). Esse fato tem modificado os processos de condução das pesquisas junto às comissões de ética animal e nas mais conceituadas revistas internacionais que exigem a aprovação das pesquisas de acordo com esses códigos de ética. Essa mudança de visão, na verdade, foi uma quebra de paradigmas na adoção de novas técnicas de avaliação e interpretação de dados e muito mais na mudança dos conceitos que somente visavam produção e produtividade. Essas mudanças são recentes e têm reflexos em todos os elos da cadeia produtiva, desde a adoção de métodos não invasivos para avaliação animal, quanto a alterações nos manejos de granja, e operações pré-abate de frangos de corte, por exemplo. Dentre os grandes achados nessa área está a avaliação da ambiência animal como parte fundamental a ser inserida na avaliação geral do bem-estar de uma cadeia produtiva. Antes o que era visto isoladamente é hoje avaliado de forma conjunta para auxiliar o processo de tomada de decisão. O surgimento de aplicativos práticos associando a índices de conforto e bem-estar dos animais tem sido uma das grandes inovações, no qual reúne os modelos teóricos e as suas validações, em ferramentas de acesso direto do usuário ou produtor rural. A tecnologia da informação (TI) e a internet das coisas (Internet of Things – IoT) aplicados à avicultura tem sido a grande descoberta dessas últimos anos.

Os próximos 10 anos

Uma proteína ética As mudanças devem ser os ajustes da produção de um alimento ético, que respeite o bem-estar dos animais. Isso refletirá em novos lay-outs de produção, novos projetos de instalações, adequações de área e manejos produtivos, adaptação de novas linhagens, estudos que expliquem os benefícios físicos, fisiológicos, produtivos e reprodutivos provocados pelas exigências internacionais desse “tipo de proteína ética”. Vão acontecer grandes transformações no setor produtivo associando a viabilidade técnico-econômica, com a mentalidade dos consumidores, passando pela mudança dos hábitos dos produtores, que deverão ser modificados com a demanda do mercado.

Iran José Oliveira da Silva é coordenador do NUPEA (Núcleo de Pesquisa em Ambiência da USP). Tem experiência na área de Engenharia Agrícola, com ênfase em Construções Rurais e Ambiência, atuando principalmente nos seguintes temas: bem-estar de animais de produção, conforto térmico, ambiência animal, com o uso das ferramentas da zootecnia de precisão.

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A Revista do AviSite


Irenilza de Alencar Nääs | Unicamp Os últimos 10 anos

Sistemas de arrefecimento nas instalações alterou o perfil de produção avícola

Irenilza de Alencar Nääs é Presidente da Facta (Fundação Apinco de Ciências e Tecnologias Avícolas). Atua principalmente em temas relacionados à aplicação dos conceitos de engenharia na indústria de produção animal.

Na área de ambiência e bem-estar animal foram muitos os avanços tecnológicos nos últimos anos, por exemplo, na área das construções, o desenvolvimento de sistemas de arrefecimento nas instalações alterou o perfil de produção avícola. Outros desenvolvimentos foram na qualidade de cama, com sua reutilização, e a possibilidade de se encontrar métodos econômicos para atender aos princípios de bem-estar animal, inclusive aos problemas locomotores. No caso dos sistemas de arrefecimento, a importância está em se poder produzir com conforto térmico e aéreo adequados, o que leva a poder se adotar uma densidade mais alta sem comprometer o bem-estar animal em termos de conforto térmico. Estes sistemas possibilitaram também a adoção de aviários maiores tornando o alojamento mais econômico.

Os próximos 10 anos

O impacto das mudanças climáticas A preocupação nesta área se encontra em quanto as mudanças climáticas vão impactar nos custos de produção, uma vez que deve haver maior requerimento de uso de energia. O desenvolvimento de materiais com maior potencial de isolamento térmico deve ser algo que impactará positivamente no conforto térmico de aviários.

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Especial aniversário

A opinião dos acadêmicos sob Revista do AviSite em su nº 57 - janeiro/2012

Ferramenta de informação técnica de qualidade

Produção Animal-Avicultura

A Revista do AviSite

nº 59 - ano VI março/2012

A partir do acesso à Revista Avisite o leitor da área avícola atualiza-se com material técnico de qualidade e com informações de relevância para o segmento. Os materiais técnicos na revista, os e-books e encartes especiais tornaram-se fontes on line de informação e pesquisa para a comunidade avícola e também para discentes de medicina veterinária e áreas afins. Destaco os temas segurança alimentar e atualização das legislações em salmonelas os quais tive o prazer em colaborar redigindo-os. Anderlise Borsoi

NESTA EDIÇÃO Sexto volume da Revista do Ovo

Redução de sódio

Celulite em frangos

Como ficam os alimentos à base de carne de frango?

Como evitar a lesão que traz perdas de US$ 10 milhões ao ano

Artigos científicos de forma mais informal

Emprego da nutrigenômica na nutrição aviária

A revista contribui muito para a divulgação da ciência avícola. O fato de ter as versões on line e impressa permite que o leitor acesse as matérias da maneira mais conveniente. As reportagens são muito interessantes e esclarecedoras, já que são escritas de uma forma mais informal que em artigos científicos, permitindo atingir maior gama de leitores. A edição de março de 2012, que tratou do tema apanha foi muito boa, assim como a edição de setembro de 2011, sobre ambiência. E mais recentemente, a edição de novembro de 2016, que tratou da “Missão Ásia”, foi bastante esclarecedora. Ibiara Almeida Paz

Durante estes 10 anos a Revista do Avisite abordou relevantes e variados temas para a ciência avícola, como os desafios de mercado durante a crise econômica americana, no final da última década, a realização de eventos como o XX Congresso Latinoamericano de Avicultura e do Congresso Mundial de Avicultura em 2007 e 2012, respectivamente. Outros temas são os desafios de manejo abordando as perspectivas, positivas ou não, da proibição da criação de poedeiras em gaiolas pela União Europeia e o uso da vocalização para avaliar o bem-estar das aves, em 2009. Além disso, existe a necessidade de nos preparar para evitar a manifestação da gripe aviária no nosso país e o emprego da nutrigenômica na nutrição aviária. Lúcio Francelino Araújo

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A Revista do AviSite

Produção, sanidade, genética, nutrição, desinfetantes, vacinas e vacinação Do meu ponto de vista, o tema mais excepcionalmente relevante abordado é a participação no processo de Educação Continuada. Esta atividade certamente está colaborando com o aprimoramento dos conhecimentos técnico-científicos dos profissionais capacitando-os no uso do raciocínio para a solução de problemas de saúde que se apresentam na rotina de trabalho. Registro a abrangência da publicação percorrendo os mais diferentes setores da avicultura como produção, sanidade, genética, nutrição, desinfetantes, vacinas e vacinação, antibióticos e produtos alternativos, criação de aves alternativas, mercado interno e internacional, profissionais de destaque principalmente. Agradeço por estar sempre ao lado de vocês aprendendo e colaborando. Masaio Mizuno


re o conteúdo divulgado pela a caminhada de 10 anos Assuntos que interessam aos profissionais de campo A Revista do AviSite contribui para a divulgação da ciência avícola ao abordar de forma prática os fenômenos mais evidentes do campo. Entre os temas mais relevantes, me chamou muito a atenção o artigo do Professor Sergio Vieira sobre qualidade de carcaça de frangos de corte, publicado na edição de março de 2017. Fernando Rutz

Difundindo o conhecimento O grande papel desta publicação é exatamente na transferência da tecnologia para o leitor, que nem sempre se declina a ler um artigo científico, mas que absorve a totalidade do artigo técnico divulgado na revista. È importante difundir as pesquisas para elas não fiquem engavetadas ou com acesso somente a pesquisadores. Um dos principais temas abordados está relacionados com a ambiência pré-porteira e pós-porteira. Ficou claro que os problemas relacionados ao tema não existiam somente dentro das granjas, nas na logística do transporte de cargas vivas, como no transporte de pintos de um dia, de ovos férteis e de frangos para o abatedouro. A logística de carga viva foi um tema abordado pela Revista que impulsionou várias empresas a buscar um olhar diferenciado para as perdas produtivas que ocorriam nessas áreas e o mais importante: a busca de ajustes ao sistema. Iran de Oliveira

Material produzido em parceria com os principais centros acadêmicos A Revista do AviSite tem divulgado material técnico e acadêmico de grande contribuição para os profissionais ligados a indústria avícola, produzidos em parceria com diferentes Institutos e Universidades, com destaque especial para os centros mais tradicionais na pesquisa das ciências avícolas. Considero esta contribuição, de conteúdo simples e de fácil acesso, uma importante forma de educação continuada para o crescimento e desenvolvimento da atividade avícola no Brasil. Várias edições compõem minha biblioteca particular, como os encartes sobre Salmonelose aviária, Micoplasmose aviária, Doenças Imunossupressoras, Bronquite infecciosa, Incubação, Limpeza e Desinfecção e Água e Ração. Paulo Lourenço

Evolução para incubação em sistema único A divulgação de artigos técnicos leva a informação aos profissionais que se encontram no campo e precisam deste conhecimento para se atualizarem. Entre os temas relevantes destacados na Revista do AviSite eu acompanhei com afinco a discussão da questão de incubação em sistema único e outros temas da epigenética e acredito que foi muito bem colocado. Irenilza Nääs A Revista do AviSite

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Especial aniversário

A trajetória do mercado avícola nacional e o papel desta publicação para a sua evolução

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Revista do Avisite traz notáveis contribuições para a avicultura nacional, com dados estatísticos e mercadológicos relevantes para os agentes da cadeia produtiva, elevando a transparência e a acessibilidade das informações e tornando as decisões mais fáceis. Essa é a opinião de Camila Brito Ortelan, pesquisadora de Suínos, Aves e Ovos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A missão do Cepea vai de encontro à desta publicação: “Gerar conhecimento de base científica para que produtores rurais e demais agentes das ca-

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deias produtivas de alimentos, fibras e bioenergia, bem como formuladores de política, tomem decisões. Acreditamos que a informação fluida entre os agentes das cadeias produtivas, inclusive a avicultura, é essencial para decisões mais assertivas”. Já para o consultor Osler Desouzart, a Revista do AviSite tem o mérito de cobrir um amplo espectro de temas da avicultura de carne e de postura. “Mas ser uma fonte confiável de preços e estatísticas é em minha opinião o seu maior mérito”, completa, acrescentando: “A gestão que não esteja calcada em “fatos & dados” leva inevitavelmente a

empresa ao abismo”. Confira na sequência alguns destaques e opiniões que exemplificam a trajetória do mercado avícola nos últimos 10 anos e comprovam o papel que a Revista do AviSite no sentido de munir de informações os gestores e produtores avícolas. Ricardo Santin, Vice-Presidente e Diretor de Mercados, atesta: “A Revista do Avisite e todos os veículos da Mundo Agro são fundamentais para a evolução do setor. Com a disseminação de dados e análises setoriais, contribuem para que os vários players do setor naveguem em águas seguras, com informação de qualidade”.


Osler Desouzart Reconhecimento

“Meu reconhecimento pela reação do poder executivo diante da catastrófica operação carne fraca” Nutro as mais profundas dúvidas já que nesses últimos 15 anos testemunhamos políticos à testa de cargos que deveriam estar nas mãos de gente do ramo. E aqui falo no senso de todo o agronegócio. Elevamos o Brasil ao grau de segunda maior potência do agronegócio, mas reformas de anexos do Senado, movimentos supostamente sociais a serviço de ideologias que já provaram sua capacidade de gerar fracassos e a perpetuação no poder merecem mais atenções e dinheiro que o MAPA, a Embrapa e as instituições de pesquisa necessitam para embasar essa potência geradora de excedentes de alimentos exportáveis para o mundo. Não deixo, entretanto, de consignar meu reconhecimento pela reação do poder executivo diante da catastrófica operação carne fraca, cuja motivação foi determinada pelo estrelismo de uns poucos aproveitadas pelos de sempre que para desviar a atenção sobre seus desmandos, corrupção e garantir seus privilégios não hesitam em sacrificar o bem do Brasil. E estes não dormem, agem na calada da noite tentando passar leis de anistia e agora um reforço à sua impunidade com a assim chamada lei de abuso de autoridade. A avicultura aprendeu a comercializar melhor os seus produtos?

“Seguimos cometendo erros recidivos, como nossa tendência a sobre-alojar ignorando o que os bons fatos e dados recomendam” Sim e não, pois reconhecemos que o consumidor evolui e o surpreendemos com evolução de produtos. Hoje cobrimos o universo da demanda, desde a que atende aos canais de distribuição que atendem o consumidor final aos produtos de foodservice. Entretanto, seguimos cometendo erros recidivos, como nossa tendência a sobre-alojar ignorando o que os bons fatos e dados recomendam, preferindo seguir nosso nariz, que nos diz erroneamente e não o que a matemática nos diz mas o que gostaríamos que nos dissesse. É o velho “não me despertes se estou sonhando” do qual somos sacudidos até acordar por preços que caem enquanto os insumos sobem.

Evolução das condições de mercado

“O frango está para as carnes como o Iphone está para os celulares - inovação, confiança, qualidade e consequentemente preferência” Mais produtos de frango foram lançados desde a década de 90 do que de todas as outras carnes juntas. Essa inovação constante processa seu consumo viável várias vezes por semana sem monotonia para o consumidor. Frango é acessível, disponível, fácil de achar, conveniente, versátil, fácil para o consumidor preparar, podendo ser cozinhado em miríades de formas e seu sabor é normalmente universalmente aceito. Frango não sofre nenhuma restrição religiosa para seu consumo e é considerada uma carne saudável de baixo nível de gordura. Finalmente, as aves, principalmente o frango, requerem menos recursos naturais em sua produção do que todas as demais espécies animais terrestres. O frango está para as carnes como o Iphone está para os celulares - inovação, confiança, qualidade e consequentemente preferência.

Flutuações/ crises de preços dos grãos

“Ásia lidera o crescimento da demanda e a pressão sobre a firmeza de preços” Todos acompanhamos o mercado do insumo que representa 2⁄3 de nossos custos, mas diria que como espectadores mais do que como atores. Não é possível, nem mesmo para os traders de grãos adivinharem o sobe e desce das cotações diárias, mas é possível conhecer macro tendências dos dois grãos principais - soja e milho - ambos que tendem a largo prazo a uma certa firmeza de preços. Essas tendências são estimadas com base numa oferta concentrada e numa demanda que se amplia anualmente na medida da expansão da atividade pecuária em quase todos os países, com a Ásia liderando nos últimos vinte anos o crescimento da demanda e a pressão sobre a firmeza de preços. A Revista do AviSite

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Especial aniversário Camila Brito Ortelan Evolução das condições de mercado

“Há alto potencial a ser explorado no entendimento do mercado de produtos de maior valor agregado” A comercialização de carne de frango segue em constante avanço nos mercados nacional e internacional. Em termos de distribuição, os avanços nos meios de transporte e no armazenamento levaram à maior capilaridade das empresas nacionais nos canais de distribuição. Ao mesmo tempo, oferecemos produtos de qualidade e que se adaptam às demandas do consumidor final. Assim, além da produção local, o consumidor de regiões mais distantes dos grandes centros de produção e consumo pode ter acesso a uma maior gama de produtos alimentícios de aves provenientes de empresas localizadas em diferentes regiões do País. Por outro lado, a maior capacidade de distribuição aumenta a concorrência pelo mercado consumidor entre fornecedores locais e grandes empresas no ramo avícola. Aos poucos, agroindústrias e cooperativas buscam elevar sua participação no mercado e a trabalhar mais na consolidação de suas marcas na busca de agregação de valor em detrimento de se fixar apenas na comercialização do produto commodity. Nesse canário, muitas empresas se valem de dados e ferramentas de análise e, claro, da experiência de seus colaboradores para identificar quais os melhores caminhos comerciais a serem trilhados. Mas ainda há melhorias possíveis, especialmente no entendimento do mercado de produtos de maior valor agregado, que há um alto potencial a ser explorado. Com esse entendimento, é possível o incremento das ferramentas de análise, permitindo tomadas de decisões estratégicas pelas empresas de forma cada vez mais assertiva. A avicultura aprendeu a comercializar melhor os seus produtos?

“Setor avícola compreendeu e soube adequar seus produtos às evoluções nos hábitos de consumo da população brasileira” A comercialização de produtos evoluiu, assim como outras áreas do sistema agroindustrial avícola, agregando mais valor aos produtos. Houve crescimento da carne in natura embalada em porções menores, bem como o surgimento, por exemplo, de cortes congelados individualmente. Além disso, foram lançados diversos produtos industrializados à base de carne de frango. O setor avícola compreendeu e soube adequar seus produtos às evoluções nos hábitos de consumo da população brasileira, bem como às tendências do mercado internacional. No Brasil, a procura por produtos práticos, versáteis e mais saudáveis incrementaram a demanda, sem contar o preço relativamente mais baixo desta carne frente às principais concorrentes, bovina e suína, que eleva o consumo da parcela da população mais sensível a este fator. Quanto ao mercado internacional, houve, em primeiro lugar, a evolução no atendimento às exigências de qualidade, inclusive com o aumento das certificações de amplitude global para produtos e processos das indústrias nacionais. Ainda, as empresas do Brasil souberem aproveitar outras janelas de oportunidade no mercado internacional, tal como o fornecimento de carne de frango de animais abatidos dentro dos preceitos religiosos da população muçulmana e judia – abate halal e kosher, respectivamente – ou o atendimento do mercado de frango griller (carcaça mais leve que a convencional). Em termos de difusão de tecnologia, o processo de internacionalização de algumas companhias nacionais acaba também favorecendo as inovações nas áreas de pesquisa e desenvolvimento para atender às novas demandas dos mercados interno e externo.

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A Revista do AviSite

Flutuações/ crises de preços dos grãos

“Elevação dos preços e a baixa disponibilidade especialmente do milho pegaram muitos agentes de surpresa” As flutuações de preços de grãos sempre foram um gargalo para a cadeia avícola nacional, bem como para outros setores consumidores desses insumos. De um lado, claro que as adversidades trazem consigo aprendizados para os agentes e os mecanismos de governança presentes na avicultura, favorecem a gestão dos custos relacionados a esses itens. Como visto em 2016, alguns fatores produtivos e de posicionamento comercial dos vendedores podem ser difíceis de se prever e sua plenitude. No ano passado, a elevação dos preços e a baixa disponibilidade especialmente do milho pegaram muitos agentes de surpresa. Foi um comportamento bastante atípico, mas ressalta-se a importância da contínua busca pela melhor compreensão sobre o mercado de grãos, possíveis reações dos concorrentes a cada situação e como essa movimentação afeta seu negócio em particular como essencial para toda empresa. Reconhecimento

“Aumento do consumo per capita, que passou de 35,4 quilos em 2005 para 43,3 quilos em 2015” Com certeza a importância da avicultura na economia nacional ganhou ainda mais visibilidade e reconhecimento nos últimos 10 anos, inclusive frente ao governo, dada a sua relevância para as contas nacionais. Cálculos da equipe de macroeconomia do Cepea estimam que os segmentos primário e industrial da avicultura representam 3,3% do PIB do Agronegócio do Brasil. Dentro do ramo pecuário, especificamente, a participação sobe para 11,2% em 2016, dados que reforçam a relevância da atividade para o País. Quanto ao consumidor brasileiro, o reconhecimento se consolida com o aumento do consumo per capita, que passou de 35,4 quilos em 2005 para 43,3 quilos em 2015, segundo dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Vale lembrar que o consumo por habitante atingiu 47,4 quilos em 2011.


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Especial aniversário Ricardo Santin Evolução das condições de mercado

“Orgânicos e caipiras se expandiram” Na última década, vimos o perfil do consumidor mudar muitas vezes. Em determinado momento, ganhou mais espaço produtos com maior valor agregado, atendendo às demandas de tempo e praticidade que o mercado passou a exigir – famílias com menos tempo para dedicar ao preparo de alimentos ou mesmo adultos vivendo sozinhos. Por outro lado, produtos com percepção de maior e melhor saudabilidade ganharam as gôndolas – seguindo a tendência de busca por produtos mais saudáveis. Orgânicos e “caipiras” também se expandiram. Os movimentos de mercado adicionaram novas opções para o consumidor que, com melhor poder de compra, passou a investir em produtos dos mais variados nichos. Neste meio tempo, o consumo de carne de frango atingiu 47 quilos/ hab/ano em 2011 – nosso maior índice histórico. Nos anos seguintes, o índice sofreu uma acomodação. A crise econômica veio e atingiu em cheio o consumo de proteína animal. No fim do ano passado, o consumo per capita de carne de frango caiu para 41,1 quilos.

A avicultura aprendeu a comercializar melhor os seus produtos?

“Amadurecimento permitiu atender às necessidades do consumidor” A avicultura avançou em novos conceitos de produtos, mais preocupada com as oportunidades e novas demandas do mercado. Melhorou a agregação de valor e se voltou de forma mais eficiente às necessidades do consumidor. Este amadurecimento foi determinante para que o setor se consolidasse como produtor das proteínas de origem animal mais consumidas pelo brasileiro, ao mesmo tempo em que deu força para seguir resistindo aos efeitos das crises econômicas – enquanto outros segmentos produtivos sofreram impactos maiores de consumo.

Reconhecimento

“Fortalecimento de associações e entidades, com demandas prioritárias” A avicultura, como nunca, é reconhecida pelo Governo e pela sociedade. As entidades, como a ABPA, ganharam cada vez mais projeção, força e voz junto aos stakeholders. Vimos na crise desencadeada pelos equívocos na divulgação da Operação Carne Fraca que, juntamente com o Governo, a ABPA e outras associações foram determinantes para a “virada do jogo”. Hoje, somos vistos pelo Poder Público e pela sociedade como protagonistas econômicos e sociais, um justo reconhecimento ao que geramos para o país. Nossas demandas agora são prioritárias, já que falamos de 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos, US$ 7 bilhões em exportações e produtos determinantes para a segurança alimentar do país e para o controle da inflação.

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Flutuações/ crises de preços dos grãos

“Para 2017, mercado futuro é uma estratégia mais presente nas negociações das empresas” Este foi um aprendizado um pouco mais demorado. Nestes últimos 10 anos, passamos por duas grandes crises de insumos – a última delas, ocorrida em meio a uma série de problemas conjunturais, como desvalorização do dólar frente ao real e crise econômica com redução do consumo de proteínas. A baixa adesão à compra com planejamento de longo prazo trouxe uma situação quase alarmante, com escassez de grãos e a necessidade de suprimento de origem importada, especialmente da Argentina e Paraguai. Neste ano, vimos que o mercado futuro foi uma estratégia mais presente nas negociações das empresas – o que aponta para uma compra mais segura. Obviamente que o modelo tradicional de negociação é predominante, mas o fortalecimento de novas formas de negociação em uma ideia de “ganha-ganha” (preços justos para produtores e compradores) traz uma perspectiva mais otimista e de menor pressão de preços.


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Legislação

65 anos depois, um novo RIISPOA! Além de abranger agora maior número de produtos de origem animal, o novo Regulamento também trata de questões relacionadas à sustentabilidade, à preservação do meio ambiente e ao bem estar animal

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mbora fizesse jus a um “atendimento preferencial” – afinal, tem mais de 60 anos de idade – o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) de certa forma permanecia relegado a segundo plano. A Lei que o criou data do Natal de 1950. Mas sua regulamentação (o RIISPOA propriamente dito) só ocorreu em março de 1952. Apesar de eficiente, antes mesmo de completar meio século de existência já estava superado. Mas sua revisão só começou em 2007 e envolveu, como cita o MAPA, “150 servidores e 33 colaboradores, entre cientistas da Embrapa e de universidades federais”, além de passar por consulta pública e receber mais de 3.600 propostas de mudanças todas analisadas, mas não necessariamente aceitas. Definida a revisão, a consolidação do novo texto (através de instrumento legal) transformou-se em promessa a ser cumprida. Porque interfere e impõe profundas mudanças nos procedimentos de fiscalização e inspeção, industrial e sanitária, dos produtos de origem animal. Daí a demora na aprovação. Foi preciso que o segmento produtor de carnes fosse posto em xeque para que o novo RIISPOA se tornasse realidade. Agora, é o Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017, que dispõe sobre o RIISPOA. Suas disposições transcorrem através de 542 artigos – 43% menos que nas normas originais. O que não significa que exigências anteriores tenham sido abandonadas. Pelo contrário, além de abranger agora maior número de produtos de origem animal, o novo Regulamento também trata de questões relacionadas à sustentabilidade, à preservação do meio ambiente e, sobretudo, ao bem estar animal. Acesse, na edição de 30 de março de 2017 do Diário Oficial da União, a íntegra do novo RIISPOA: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=30/03/ 2017&jornal=1&pagina=3&totalArquivo s=240. Seu texto se desdobra da pagina 3 à página 26 do DOU. Informações do MAPA sobre o RIISPOA: www.agricultura.gov.br/assuntos/inspecao/produtos-animal/modernizacao-do-riispoa.

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Cerimônia de assinatura do novo RIISPOA

MEDIDAS 1º

A inspeção deverá se baseada em conceitos mais modernos, como também será possível a utilização de ferramentas de controle de qualidade de produtos mais atualizadas, por exemplo: Análise de Risco e Pontos Críticos de Controle.

Estabelece quando e em que tipo de estabelecimento será instalada – em caráter permanente – a inspeção de produtos de origem animal. Privilegiando os estabelecimentos que abatem as diferentes espécies de animais. Essa modernização da norma visa qualificar os estabelecimentos por grau de risco, priorizando as ações mais intensas de inspeção de acordo com as características do estabelecimento. Aliás, vale mencionar que inspeção industrial e sanitária de carnes e derivados, traz novos conceitos de inspeção ante mortem e post mortem.

Simplifica, racionaliza e moderniza o processo de avaliação das rotulagens dos produtos de origem animal, possibilitando a informatização no envio de informações sobre rotulagem de produtos, agilizando as respostas do Ministério da Agricultura. Todas essas novidades levam em conta o Código de Defesa do Consumidor e demais normas incidentes sobre questões de rotulagem de produtos. Outra novidade é que os registros de rótulos passam a ter validade de 10 anos, diferentemente do atual RIISPOA que não oferece prazo de validade.

Estabelece critérios de uso para os diferentes carimbos e marca do Serviço de Inspeção Federal – SIF – redefine os modelos dos carimbos e torna mais fácil para o consumidor o entendimento do significado das mesmas. Atualmente existem 18 diferentes modelos de carimbos regulamentados o novo RIISPOA simplifica e moderniza isto reduzindo para 7 modelos.

Redefine os procedimentos de análise laboratorial dos produtos e matérias primas de origem animal, detalhando os ritos processuais para análise pericial. Atualiza a norma e agrega aos procedimentos de análise laboratorial os conceitos em vigor nas normas mais avançadas do planeta.


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Informe Técnico-Comercial

Coccidiose: seus desafios e programa anticoccidiano; o uso de Aviax Plus®

Aviax® Plus. Mais segurança e eficácia no controle da coccidiose.

Autores: Patrícia Tironi Rocha, Gerente Técnica Phibro e Graziela Silva, Gerente de Produtos Phibro

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coccidiose aviária é uma doença entérica causada por parasitas do gênero Eimeria spp. Ao parasitarem os intestinos das aves causam uma série de danos à digestão, absorção e aproveitamento do alimento e também mortalidade e predisposição a outras doenças que também podem levar a mortalidade, causando prejuízos econômicos. O uso de anticoccidianos para o controle e prevenção da coccidiose é amplamente difundido e utilizado na produção de frangos de corte. Existem grandes diferenças entre as diversas drogas anticoccidianas usadas nas rações para o controle da coccidiose, como: a eficácia, o modo de ação, a capacidade de gerar cepas resistentes e a toxicidade. As drogas anticoccidianas podem ser divididas em duas diferentes classificações amplas: 1) compostos produzidos por síntese química, e 2) ionóforos poliéteres produzidos mediante a fermentação de cultura de uma variedade de microorganismos. Os compostos produzidos por síntese química, ou simplesmente químicos, tais como o amprólio, nicarbazina, clopidol, decoquinato, diclazuril, halofuginona, robenidina e zoalene, possuem mecanismos de ação bastante específicos, normalmente direcionados para o metabolismo dos parasitas, alguns destes possuem a capacidade a desenvolver resistência de modo rápido. Quanto à eficácia, estas drogas podem ser coccidiostáticas e/ou coccidicidas e variam em seus efeitos específicos sobre o parasita, desde a interferência com o meta-

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bolismo mitocondrial (exemplos: nicarbazina) até o antagonismo com vitaminas (exemplos: amprólio). Os ionóforos poliéteres, produzidos por processo fermentativo, têm sido amplamente usados em dietas de frangos de corte. Seis moléculas são utilizadas pela indústria avícola: lasalocida, monensina, salinomicina, narasina, maduramicina e semduramicina. O termo “ionóforo” significa transportador de íons. Ionóforos são compostos que facilitam a passagem de íons, tais como: o Na+, K+, Ca++, Mg++ pelas membranas biológicas das células do parasita. Sob a influência de um ionóforo, a membrana do parasita é muito mais permeável aos íons fisiologicamente ativos. Esta interação com a membrana resulta no final em intumescência, va-

cuolização interna e degradação dos estágios de esporozoíto e merozoíto graças ao dano osmótico severo. Nicarbazina foi introduzida na in25/04/17 16:58 dústria avícola em 1955, e vem sendo amplamente utilizado desde então pela indústria avícola nacional e internacional, com a vantagem de ser um químico para o qual não se tem reportado alteração no perfil de geração de resistência. Semduramicina foi lançada no ano de 1995. Produzida por fermentação de uma estirpe selecionada de Actinomadura roseorufa, foi o último anticoccidiano ionóforo lançado.

Segurança Ambas moléculas, semduramicina e nicarbazina, têm aceitação em pratica-

Tabela 1 – Limite máximo de resíduo (LMR) em tecidos de aves no Brasil, União Europeia (EU), Japão, e limite de tolerância nos EUA para semduramicina e nicarbazina. Princípio ativo

Semduramicina

Brasil*

50 ppb (músculo)

Nicarbazi- 200 ppb na (músculo)

EUA **

Japão***

UE****

400 ppb -fígado 130 ppb - músculo

90 ppb – músculo 500 ppb – gordura 500 ppb – fígado 500 ppb – rim

Não foi estabelecido LMR para semduramicina. Molécula aprovada para uso na EU.

200 ppb em todos tecidos

15000 ppb – fígado 6000 ppb – rim 4000 ppb pele + gordura 4000 ppb - músculo

4000 ppb em todos tecidos.

Fonte: 1* MAPA / PNCRC; 2** 21 CFR 556.597 – Semduramicin, 21 CFR 556.445 – Nicarbazin. 3*** The Japanese Positive List System for Agricultural Chemical Residues in Foods, 4 ****EC 1831/2003.


mente todos os países produtores e importadores de carne de aves. Para vários países há limites máximos de resíduos estabelecidos, e os mesmos podem ser verificados na Tabela 1. Tanto semduramicina quanto nicarbazina são moléculas seguras para as aves e para os seres humanos consumidores de carne de aves. Não proporcionam a seleção de agentes resistentes a antimicrobianos (AMRs), pois possuem mecanismos de ação e especificidade distintas, focadas principalmente no controle da coccidiose em aves. Nicarbazina não possui atividade antibacteriana. Todos os valores de concentração inibitória mínima (CIM) frente a microorganismos aeróbicos, anaeróbicos e bactérias microaerófilas testadas em um estudo mostraram valores acima de 256 mg/l, concluindo que nem a nicarbazina e seus componentes individuais exercem atividade antibacteriana. (5EFSA, 2003). Apesar de ser um composto seguro para várias espécies, Nicarbazina é registrada para uso apenas em frango de corte. O uso de nicarbazina não aumenta o risco de desenvolvimento de agentes resistentes a antimicrobianos (AMRs) tanto no frango quanto no ser humano. Os ionóforos são usados mundialmente para o controle da coccidiose em aves. Não há uso de ionóforos em medicina humana. As Eimeria spp. que afetam a produção de frangos de corte são específicas das aves, e não podem parasitar outras espécies. Os ionóforos têm um modo de ação muito específico nestes parasitas.

Drogas anticoccidianas podem ser divididas em duas diferentes classificações amplas: 1) compostos produzidos por síntese química 2) ionóforos poliéteres produzidos mediante a fermentação de cultura de uma variedade de microorganismos

Tabela 2- Ganho de peso, consumo de ração, conversão alimentar e mortalidade de frangos de corte suplementados com diferentes combinações de nicarbazina associada ao ionóforo no período de 1 a 28 dias Tratamento

Ganho de peso (0 – 28 dias)

Consumo de ração / ave (kg)

Conversão alimentar (0 – 28 dias)

Mortalidade (%)

Controle (Sem anticoccidiano)

0,900 c

1,694

1,592

25,834 a

Associação Nicarbazina + semduramicina (500 g / ton.)

1,125 a

1,788

1,502

7,500 b

Associação ionóforo B + nicarbazi- 1,067 b na (500 g / ton.)

1,744

1,552

7,778 b

Associação ionóforo C + nicarbazina (500 g / ton.)

1,043 b

1,710

1,555

7,223 b

P

0,0001

0,5207

0,1867

0,0001

*Letras diferentes para cada tratamento indicam que houve diferença estatística, P<0,05. Fonte: 8Estudo Interno Phibro código 151102BR, 2002.

Os ionóforos, neste caso semduramicina, também possuem certa atividade antibacteriana contra bactérias Gram positivas – CIM 10 mg/L para Clostridium perfringens (6EC, 2002) e em função disto, e por serem oriundos de processo fermentativo, há uma interpretação errônea de que são moléculas antibióticas, e por isso, alguns produtores de frango ABF (Antibiotic Free ou livre de antibióticos) decidiram, por conta própria e /ou por pressão não fundamentada de organizações de consumidores, retirar os ionóforos de suas produções ABF. Contudo não há nenhuma determinação governamental de retirada e/ou de não uso de ionóforos em produção de aves no mundo.. O uso de ionóforos na produção de frango não aumenta o risco de desenvolvimento de AMRs tanto no frango quanto no ser humano (7The BPC Antibiotic Stewardship Scheme, 2016).

Associação Nicarbazina + Semduramicina Estudos de eficácia no controle da coccidiose evidenciam diferenças estatísticas para a associação de nicarbazina + semduramicina no ganho de peso de 1 a 28 dias quando comparada a outras associações de nicarbazna + ionóforos (Tabela 2).

A associação das moléculas semduramicina e nicarbazina demonstram alta eficácia no controle da coccidiose e são seguras para as aves e seres humanos sendo amplamente utilizadas na produção de frangos de corte.

Referências Bibliográficas

(1) MAPA / PNCRC. Disponível em: http:// www.agricultura.gov.br/assuntos/inspecao/ produtos-animal/plano-de-nacional-de-controle-de-residuos-e-contaminantes/documentos-da-pncrc/pncrc-2017.pdf (2) CFR - Code of Federal Regulations. Title 21. Food and drugs. Disponível em: http:// www.accessdata.fda.gov/scripts/cdrh/cfdocs/ cfcfr/CFRSearch.cfm?CFRPart=556 (3) The Japanese Positive List System for Agricultural Chemical Residues in Foods. Disponível em: http://www.ffcr.or.jp/zaidan/ FFCRHOME.nsf/pages/MRLs-p (4) EC 1831/2003. Community Register of Feed Additives. Annex I: List of additives. Disponível em: http://ec.europa.eu/food/sites/ food/files/safety/docs/animal-feed-eu-reg-comm_register_feed_additives_1831-03.pdf (5) EFSA (European Food Safety Authority), 2003. Opinion of the Scientific Panel on Additives and products or Substances Used in Animal Feed on the request from the Commission on the efficacy and safety of the coccidiostat Koffogran”, The EFSA Journal, 16: 1-40. Adopted on 3 December 2003. (6) EC (European Commission), 2002. Report of the Scientific Committee on Animal Nutrition on the use of semduramicin sodium in feedingstuffs for chickens for fattening, Adopted on 17 April 2002. (7) The BPC Antibiotic Stewardship Scheme: Leading the way in the responsible use of antibiotics. British Poultry Council. April 2016. 16 p. (8) Estudo Interno Phibro código 151102BR, 2002. A Revista do AviSite

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Catálogo de Produtos e Serviços

Catálogo Seleção de Produtos e Serviços Atentos à grande gama de produtos disponibilizados para o mercado avícola, e aproveitando a circulação dessa edição na Conferência Facta 2017 (Campinas, SP, 23 a 25 de maio), publicamos aqui uma seleção de serviços. Nosso objetivo é auxiliar nossos clientes e leitores na busca pelas melhores seleções. Veja mais em: www.aviguia.com.br.

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Catálogo de Produtos e Serviços Trabalhando pelo desenvolvimento de produtos que respeitam a natureza , sua empresa e você. A PS Soluções nasceu com o propósito de desenvolver e levar ao mercado produtos inovadores e de alta tecnologia para auxiliar indústrias de todos os portes a lidar e controlar a gestão de seus resíduos. Produz produtos químicos e biológicos, com rigoroso Controle e Garantia de Qualidade da empresa e certificados pelo Ibama e Anvisa.

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Reportagem empresarial

De Heus inaugura novo escritório em Campinas com conceito global inovador

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(A) Público presente ao evento (B) Inauguração do novo escritório da De Heus em Campinas (C) Roberto Betancourt e Erico Pozzer (da Associação Paulista de Avicultura) (D) Isolde Eleveld é Diretora de Recursos Humanos da De Heus e esteve no Brasil especialmente para apresentar o conceito “Working at De Heus” (E) Hermanus Wigman na nova sede (F) Roberto Betancourt, Presidente do Sindirações esteve presente e declarou que a De Heus já escreveu seu nome na história da alimentação animal (G) Conceito Working at De Heus representa uma evolução em ambiência e gestão de recursos humanos

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m mais um passo na sua trajetória de crescimento no país, a De Heus inaugurou em 20 de abril uma nova Unidade Administrativa em Campinas, SP, com o objetivo de criar um novo fator de avanço no mercado. “Desde que iniciou operações no Brasil – explica o presidente Hermanus Wigman – a De Heus vem mantendo uma atitude de investimento constante, para dar sustentação a suas estratégias de crescimento acelerado e consistente nos diversos mercados de nutrição animal”. Foram quatro anos em que a empresa mais do que triplicou suas operações no Brasil, período em que também modernizou e implantou novas estruturas, somando hoje cinco unidades industriais, um moderníssimo laboratório de análi-


ses nutricionais (integrado à rede mundial laboratorial De Heus) e, agora, as novas e contemporâneas instalações de Campinas. O novo ambiente De Heus vai reunir todo o núcleo da empresa dedicado à gestão corporativa do Grupo, no País, e também ao suporte às Unidades Industriais e à força de campo dos mercados interno e externo. Sua localização e recursos foram planejados para promover ganhos de eficiência na integração e coordenação da rede De Heus, para assim dar mais dinamismo à atuação da empresa no Brasil e exterior.

Sintonia com o século 21 O projeto da nova Unidade Administrativa De Heus está alinhado com as visões e conceitos mais atuais de arquitetura funcional, que buscam priorizar o bem estar dos funcionários, a integração ágil do trabalho, o estímulo à circulação de informações e a transparência dos re-

lacionamentos e procedimentos funcionais. Uma concepção de organização social e espacial do trabalho denominada, na empresa, por “Working at De Heus”. “É o primeiro ambiente funcional que criamos no Brasil em sintonia total com o conceito mundial De Heus de bem estar e motivação laboral”, destaca Hermanus Wigman. “Representa uma evolução em ambiência e gestão de recursos humanos, em flexibilidade e eficiência funcional, e trata-se de um conceito que vamos desenvolver e adaptar gradualmente às circunstâncias e demandas funcionais de outras Unidades. No mercado e dentro de casa, a De Heus nunca para de inovar”, completa Wigman.

Sobre a estrutura De Heus Brasil • Unidade Rio Claro/SP 1 -- Produtos de nutrição para aves, suínos e bovinos

• Unidade Rio Claro/SP 2 -- Produtos de nutrição para aves, suínos e bovinos • Unidade Apucarana/PR -- Produtos de nutrição bovina • Unidade de Guararapes/SP – Produtos de nutrição bovina • Unidade Toledo/PR -- “Fábrica Dedicada” de rações pré-iniciais e iniciais para suínos e aves. • Laboratório de Análises Nutricionais/ SP • Unidade Administrativa de Campinas/SP Global O Grupo Royal De Heus, da Holanda, tem 106 anos de atuação, é vanguarda em tecnologia nutricional, conta com estruturas industriais em 13 países e realiza exportações para mais de 50 nações da Europa, Ásia, Oriente Médio, África e América Latina. A De Heus é um dos maiores fornecedores de nutrição animal, do mundo.

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Reportagem empresarial

GalliPro® Max é um probiótico com base ciêntifica comprovada por pesquisas. • Melhora a disponibilidade e absorção • Melhora a resposta imune

A tecnologia aplicada ao uso de probióticos na cadeia alimentar das aves, ajuda a atingir e manter uma microbiota equilibrada. GalliPro® Max resulta em uma microbiota mais robusta com grande diversidade de microrganismos benéficos, protegendo o intestino de eventual disbiose e melhorando a resposta imune. Converse com um representante e maximize o retorno do seu investimento.

Produtos fabricados pela Chr. Hansen e comercializados pela Ourofino Agronegócio.

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GalliPro® Tect é um probiótico com base ciêntifica comprovada por pesquisas. • Reduz o risco associado à enterite necrótica • Melhora o desempenho sob desafios de Clostridium perfringens

Quem produz sabe: a enterite necrótica, é um dos maiores desafios para a avicultura. Gallipro® Tect é um probiótico mundialmente reconhecido, tendo como função a de modular a microbiota intestinal, permitindo um melhor ambiente, reduzindo os prejuízos causados pela disbiose. Converse com um representante e maximize o retorno do seu investimento.

Produtos fabricados pela Chr. Hansen e comercializados pela Ourofino Agronegócio.

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AviGuia Chapecó

HatchTech Brasil tem novo endereço

Sede da HatchTech Brasil em Chapecó (SC)

A HatchTech apresenta sua nova sede, em Chapecó, SC. De acordo com o Gerente de Vendas da empresa, Sandro Cerqueira Leite, para a HatchTech, há somente um objetivo: fornecer aos seus clientes consistente e superior qualidade de pintinho. "Fazemos isso criando equipamentos de incubação e transporte de pintos baseados em pesquisa, e pelo serviço ao cliente efetivo na instalação e manutenção desta tecnologia", explicou. Atualmente com mais de 150 funcionários, sediada em Veenendaal, Holanda, com uma rede extensiva de distribuidores em mais de 25 países, escritório de instalação e serviço na Ucrânia, escritórios de vendas e serviço na Russia, China e Brasil. A HatchTech Brasil está prestes a completar 10 anos do seu escritório de vendas e serviço, desde 2010 sediado em Chapecó, SC. Agora está atendendo novo endereço, na Rua Oswaldo Aranha 467D, Bairro Maria Goretti , Chapecó – SC, ou através dos contatos: Gerente de Vendas Sandro Cerqueira Leite info@hatchtech.com.br scleite@hatchtech.com.br Telefone: (49) 3025-5313 (49) 99926-8902 Site: http://hatchtechgroup.com

Diretor Técnico mundial da JEFO

Safeeds apresenta experiência europeia sobre restrição de antibióticos A tendência mundial de restrição à utilização de antibióticos na nutrição animal tem sido cada vez mais debatida por profissionais do setor. E é com esse objetivo que a Safeeds Aditivos está apresentou durante a semana de 24 a 27 de abril um encontro, com visitas a seus clientes para promover a experiência europeia do banimento dos antibióticos promotores de crescimento, com a presença do diretor técnico mundial da JEFO, Jean-Christophe Bodin. Com muito know-how sobre o tema e trabalhando na inovação e desenvolvimento de produtos alternativos, o pesquisador e diretor das operações na Europa explica que desde 2006, houve uma mudança na legislação dos países europeus, que exigiu a retirada dos antibióticos. “Na época foi uma decisão das autoridades regulatórias e tivemos que cumprir. Não estávamos preparados, tivemos que encontrar soluções rápidas, como manejo, diferentes formulações, técnicas de produção e novos aditivos, mas conseguimos administrar isso, apesar do pouco tempo”, relembra. Atualmente, enfatiza Jean-Christophe, já não se trata mais de regulamentação, mas de atender as expectativas e os anseios dos consumidores, que buscam por produtos cada vez mais seguros e saudáveis. E o Brasil não deve ficar fora deste cenário, já que é reconhecido como importante exportador mundial”, comenta.

Acesse o vídeo de Marcelo Torretta em www.avisite.com.br// VideoAgroceres/cadastro-marcelotorreta-blog-2.html

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AviGuia Fortalecimento da imagem

Patrícia Schwarz é a nova diretora de Aves da Boehringer

Patrícia Schwarz é ex-Merial Patricia Schwarz atuava como gestora de Assuntos Regulatórios na organização desde 2014 e agora assume a direção da Unidade de Negócios de Aves, com a responsabilidade de comandar uma área vital para os negócios da Boehringer Ingelheim Saúde Animal. Entre suas prioridades, está o contínuo fortalecimento da imagem e das parcerias da empresa perante a indústria avícola. Graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com extensa experiência na área, Patrícia já fez parte do time da Boehringer Ingelheim do Brasil e, em seu cargo anterior na ex-Merial, fortaleceu as relações da empresa com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e entidades relacionadas às cadeias produtivas de proteínas animais.

Conteúdo ajustável

Aviagen lança novo site

A Aviagen, líder mundial em genética avícola, convida seus clientes a navegar em seu novo site, em pt.aviagen.com. A nova presença da Aviagen na rede destaca-se pelo formato amigável, assim como navegação mais intuitiva e desenhada para fácil uso de seus clientes e parceiros. Outros elementos do novo site incluem conteúdo feito sob medida para regiões específicas e o convite a "ver e experimentar". Os usuários terão acesso a um site com fotografias em alta qualidade e desenho preciso e moderno ao acessá-lo, seja de um notebook ou de um celular/tablet. Com seu novo design, o site adapta-se intuitivamente ao tipo de equipamento do usuário, de maneira que o conteúdo se ajuste sem demora em qualquer tela. "Isso significa que nossos clientes agora poderão acessar nossa ampla biblioteca de materiais técnicos sobre manejo de produção e informações diversas de qualquer lugar – desde seu local de trabalho na empresa, granja ou incubatório", disse Marla Robinson, Diretora de Marketing Global da Aviagen.

Em Incubatórios

CHICK Program garante eficácia na vacinação em Incubatórios O setor avícola está em franca expansão. O Brasil é o segundo maior produtor de frango do mundo. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, somente em 2015 o país produziu 13,1 toneladas. Em crescente avanço, o segmento aposta em novas tecnologias para garantir a biosseguridade dos plantéis avícolas. Em busca de melhores práticas de manejo, a maioria das empresas produtoras tem concentrado a vacinação das aves em um ambiente controlado, o incubatório. E a vacinação In-Ovo, além de ser altamente eficaz, proporciona maior economia para o produtor. Sempre em busca da inovação, a Ceva Saúde Animal, líder brasileira em vacinas aviárias, desenvolveu o Programa de Controle de Pontos Chaves de Imunização no Incubatório, conhecido como CHICK Program. “Um dos principais problemas enfrentados pelos produtores é a falta de padronização da vacinação em campo, pois o processo pode falhar em vários pontos que vão desde a aplicação

80 A Revista do AviSite

até o armazenamento da vacina. Nosso objetivo ao criar o CHICK Program foi desenvolver uma ferramenta que ajude nossos clientes no processo de imunização das aves, garantindo que elas sejam corretamente vacinadas e imunizadas, para que no campo possam desempenhar todo seu potencial e, consequentemente, gerar os resultados esperados”, explica o Gerente de Linha de Produtos da Unidade de Avicultura da Ceva, Alberto Inoue. “O CHICK Program é um programa reconhecido mundialmente, inclusive com certificação internacional”, ressalta Inoue. Criado para assegurar a padronização da imunização das aves, o programa inclui cinco áreas foco: vacinas, equipamentos, técnica de vacinação, monitoramento e diagnóstico, experiência e formação. O objetivo do Chick Program é garantir que todas as aves sejam vacinadas corretamente, além de assegurar a melhor utilização de vacinas da Ceva.


No AviSite

Agroceres: estratégias nutricionais para redução do custo de produção do frango de corte

A Agroceres Multimix divulgou com exclusividade no portal AviSite o artigo "Estratégias nutricionais para redução do custo de produção do frango de corte", produzido pelo Gerente Nacional de Aves, Marcelo Torretta. Segundo ele, tão longo quanto o título, é o caminho para redução dos custos de produção do frango de corte atualmente. Com a verticalização da avicultura, os executivos estão sempre em dúvida se o investimento em nutrição – buscando o melhor desempenho zootécnico – diminuirão seus custos, mais do que a visível e pontual “lei do mínimo custo”. Torreta destaca: "Se formos analisar os diversos fatores que afetam os custos de produção, como: genética, logística, nutrição, manejo, sanidade e pessoas, a nutrição continua sendo o carro chefe, respondendo por mais de 65% dos custos de produção do frango vivo. Com essa simples visão, uma redução de 1% no custo por tonelada da ração produzida em uma empresa que produz, por exemplo, 10.000 toneladas/mês de ração, representará uma redução em torno de R$55.000,00 por mês com os preços médios atuais dos insumos utilizados. Ao mesmo tempo, devemos analisar a redução de custos via investimento em densidade nutricional, buscando expressar o máximo potencial genético das aves".

NutronPoultry

Como maximizar o potencial produtivo da avicultura brasileira O cenário atual da avicultura está repleto de desafios que atingem toda a cadeia produtiva, como instabilidade financeira, variabilidade nos preços, custos de mão-de-obra, energia, segurança alimentar, entre outros. Pensando nesses desafios, a Nutron, marca de Nutrição Animal da Cargill, alinhada ao desenvolvimento do setor avícola e a constante demanda por soluções estratégicas, lança a NutronPoultry, uma plataforma inovadora que oferece soluções integradas e personalizadas que vão além da nutrição para todas as etapas da cadeia produtiva. “Nosso objetivo é ser um parceiro estratégico, ajudando os técnicos e executivos a maximizar o potencial dos ativos e recursos, com uma visão estratégica de toda cadeia produtiva e, por isso, disponibilizamos soluções personalizadas para cada necessidade do cliente”, comenta o Líder Nacional de Avicultura da Cargill, Cidinei Miotto. A Revista do AviSite

81


AviGuia Em Florianópolis

Especialistas debatem tendências e desafios no Simpósio Técnico da Nutriad Duas pautas que deixam o setor avícola global em alerta, a performance digestiva e as micotoxinas foram discutidas por um time de peso no IV Sitec- Simpósio Técnico, realizado pela multinacional belga Nutriad entre os dias 27 e 30 de março, no Resort Costão do Santinho, em Florianópolis, Santa Catarina. As micotoxinas são conhecidas como “ameaças invisíveis”estima-se hoje que cerca de 25% dos grãos de cereais do mundo estão contaminados, conforme a FAO (Food and Agriculture Organization). Com a maior incidência nos últimos anos, cresceu também a apreensão da cadeia de produção de proteína animal em relação aos seus efeitos para a saúde animal e os possíveis impactos econômicos com as restrições comerciais. Entre os palestrantes estava a médica veterinária belga, Dra. Radka Borutova, a pesquisadora da Universidade Estadual de Londrina, Profª Dra. Ana Paula Bracarense, oProfª Dr. Eduardo Micotti da Glória e o especialista em qualidade de grãos, Guilherme Bromfman, diretor de desenvolvimento de negócios da Nutriad, na Carolina do Norte, EUA. Conforme Radka, imunidade baixa é sempre seguida pela queda no desempenho. “Para minimizar os impactos negativos, além de analisar o nível de contaminação e o tipo de micotoxina presente nos ingredientes, o produtor deve contar com um técnico de confiança que indique de maneira individualizada o melhor protocolo para um combate consistente e eficaz”, afirma. A performance digestiva, apontada como chave para produção de animais saudáveis e de alto rendimento, foi abordada pela Profª Dra. Elizabeth Santin, o biotecnólogo belga Dr. Tim Goossens e o Prof. Dr. Roberto Guedes. Pioneira na utilização de produtos e ingredientes naturais, a Nutriad fornece soluções para produtores em países onde há restrição ou redução do uso de antibióticos. Para o Dr. Tim Goossens, o desafio é fazer com que os aditivos promotores da saúde intestinal tenham ação de “amplo-espectro”, em substituição aos promotores de crescimento tradicionais. Além dos benefícios

Público participou de uma programação com pautas relevantes e atualizadas para maximizar o potencial produtivo dos animais e obter bons índices

82

A Revista do AviSite

Marcelo Nunes e Roberto Rodrigues

Roberto Rodrigues: “Temos tecnologia de ponta, disponibilidade de área cultivável e profissionais qualificados” Palestrante convidado para abrir o IV Sitec, o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, falou sobre o cenário econômico nacional e internacional, exportações e os impactos da recessão no agronegócio. Segundo ele, com o horizonte global de demanda crescente, o Brasil consolida-se com o principal produtor de alimentos para o mundo: “Temos tecnologia de ponta, disponibilidade de área cultivável e profissionais qualificados, elementos que combinados criam um cenário favorável ao país”. Rodrigues pondera que os efeitos da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março, ainda não podem ser dimensionados. “Este escândalo trará prejuízos ao setor, além de manchar a imagem do agronegócio brasileiro, responsável por mais de 20% do PIB, e que puxa o saldo comercial do Brasil para cima”, alerta. em termos de qualidade intestinal, oferece mais confiança ao consumidor. Foram convidados cerca de cinquenta profissionais da América do Sul, entre nutricionistas das principais empresas do segmento, consultores, colaboradores de agroindústrias e cooperativas, produtores de ração e premixes. Segundo o anfitrião do evento, Marcelo Nunes, Diretor Geral da Nutriad na América do Sul, a 4ª edição superou as expectativas: “A intenção é sempre oferecer aos nossos clientes e parceiros uma programação com pautas relevantes e atualizadas para maximizar o potencial produtivo dos animais e obter bons índices. Os resultados deste ano são animadores: mais do que apresentar conteúdos técnicos, tivemos uma ótima integração entre público e palestrantes, além de muito relacionamento”. A escolha de Florianópolis para receber novamente o encontro da empresa- em um cenário cercado de praias e natureza exuberantes, aliada à infraestrutura do resort- consolidam o Sitec como um dos eventos que devem estar na agenda dos profissionais da área.


Estatísticas e Preços

Produção e mercado em resumo Produção de pintos de corte Fevereiro/2017 494,423 Milhões | -8,17%

Produção de carne de frango* Março/2017 1.134,631 Mil toneladas | -5,24%

Exportação de carne de frango Março/2017 374,623 mil toneladas | -5,88%

Disponibilidade interna* Março/2017 760,008 Mil toneladas | -4,92%

Farelo de Soja Abril/2017 R$931,00 | -8,00%

Milho Abril/2017 R$30,29 | -41,51%

Desempenho do frango vivo Abril/2017 R$2,50 | -6,79%

Desempenho do ovo Abril/2017 R$91,13 | +35,77%

*Os números referem-se ao potencial de produção de carne de frango e ao potencial de disponibilidade interna. Todas as porcentagens são variações anuais.

Brasil: segundo produtor mundial de carne de frango

N

o cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em novo estudo sobre as tendências da produção mundial de carne de frango para o corrente ano reviu suas projeções. Nesse sentido, o total produzido tende a ficar 0,8% acima do alcançado em 2016. O que chama a atenção no estudo é a confirmação de que a China, segunda produtora mundial até 2015, sofreu forte retração no volume produzido e caiu para a terceira posição, perdendo espaço para o Brasil. Em relação aos dez maiores volumes consumidos de carne de frango no mundo, o Brasil detém a quarta posição, ficando atrás dos EUA, China e União Européia. Mas, considerando o consumo per capita, ou seja, a população desses países, o Brasil assume a segunda posição, ficando atrás apenas dos EUA.

N

o cenário nacional, o custo do frango vivo atingiu em março o menor valor dos últimos 19 meses. De toda forma, embora no trimestre tenha alcançado 11% de redução sobre o mesmo trimestre do ano passado, ainda permanece cerca de 20% acima do mesmo período de 2014. No setor de postura comercial o produtor de ovos não tem do que reclamar: embora as exportações do produto in natura sejam decepcionantes, o mercado interno alcançou novos recordes. E, nem mesmo as fortes quedas verificadas no final de abril, tiraram o brilho especial que o mês teve. Na carne de frango, o tempo vai passando e os efeitos da Operação Carne Fraca vão sendo minimizados. Não sem forte atuação junto aos países exportadores, do Governo, de Entidades do setor e das empresas exportadoras. Com certeza, ficarão sequelas e perdas na atividade que não dá para quantificar. Diante de um país que ainda busca caminhos para sair da grave crise interna que perdura por bom tempo, e com alto desemprego, a avicultura de corte continua fazendo a sua parte social, além de proporcionar à população brasileira um produto nobre, saudável e a preços acessíveis. Só não pode mais ter seu trabalho dificultado. A Revista do AviSite

83


Estatísticas e Preços Produção de pintos de corte

Acumulado no ano acusa recuo superior a 6%

C

84 A Revista do AviSite

Evolução mensal MILHÕES DE CABEÇAS

MÊS

2015/2016

2016/2017

VAR. %

Março

523,159

561,478

7,32%

Abril

527,185

540,962

2,61%

Maio

535,525

542,145

1,24%

Junho

552,167

551,131

-0,19%

Julho

573,266

514,831

-10,19%

Agosto

551,897

546,836

-0,92%

Setembro

555,216

497,702

-10,36%

Outubro

581,602

510,632

-12,20%

Novembro

497,604

525,170

5,54%

Dezembro

572,410

560,266

-2,12%

Janeiro

560,408

535,647

-4,42%

Fevereiro

538,403

494,423

-8,17%

Em 02 meses

1.098,811

1.030,070

-6,26%

Em 12 meses

6.568,843

6.381,222

-2,86%

Fonte dos dados básicos: APINCO – Elaboração e análises: AVISITE

PRODUÇÃO REAL Produção nominal ajustada para mês de 30 dias Produção diária

17,6

17,5

17,5

Mai

Jun

Jul

2016

Ago

Set

Out

Nov

17,3

518,4

542,2

525,2 494,2

529,2 498,2

Abr

18,1

16,6 16,5

551,1

541,0

Mar

524,7

543,4

16,6

Fev

17,7

497,7

18,6 18,1 18,0

Dez

Jan

529,7

18,4

557,0

onforme a APINCO, em fevereiro passado foram produzidos no Brasil 494,4 milhões de pintos de corte, volume nominal 8,17% inferior aos 538,4 milhões de cabeças de um ano antes. Porém, como fevereiro de 2016 teve 29 dias, o índice real de recuo (isto é, considerada a produção média diária) foi um pouco menor, próximo de 5%. Com esse resultado, o volume acumulado no primeiro bimestre de 2017, pouco superior a 1,030 bilhão de pintos de corte, registra queda nominal de 6,26% e real de 4,67% (já que o bimestre passado teve um dia a menos que em 2016). Os primeiros indicativos sobre a produção de março (cujos dados oficiais serão divulgados na próxima edição) sugerem, conforme empresários do setor, volume novamente inferior ao do mesmo mês do ano passado (561,4 milhões de cabeças em março de 2016), ou, mesmo, inferior ao de janeiro de 2017 (535,6 milhões de cabeças). O recuo, neste caso, nada tem a ver com os desdobramentos da ação da Polícia Federal, mesmo porque quando a operação foi divulgada (17 de março) já se encontravam em incubação pintos que nasceriam até o encerramento de março. Ou seja: o volume previsto para março leva em conta os “feriadões” de abril, Páscoa e Tiradentes e de 1º de maio, dia do Trabalhador, quando os abates estarão suspensos. De toda forma há indícios de que, frente à quase paralisação das exportações nas duas últimas semanas de março, algumas empresas chegaram a retirar ovos das incubadoras nesse período. Se isso efetivamente ocorreu, a produção de março pode ter ficado ainda aquém do originalmente programado. Por ora, o volume acumulado em doze meses – março de 2016 a fevereiro de 2017 – se encontra em 6,381 bilhões de pintos e representa 2,86% de redução sobre o mesmo período imediatamente anterior. Considerando que lá, fevereiro teve um dia a mais, em termos reais, a redução foi menor, 2,59%.

Fev

2017


Produção de carne de frango

Redução de 3,8% no trimestre

B

Evolução Mensal MIL TONELADAS

MÊS

2015/2016

2016/2017

VAR. %

Abril

1.087,183

1.146,531

5,46% 3,29%

Maio

1.134,876

1.172,248

Junho

1.078,608

1.102,260

2,19%

Julho

1.142,342

1.172,162

2,61%

Agosto

1.192,926

1.126,977

-5,53%

Setembro

1.140,389

1.073,328

-5,88%

Outubro

1.188,835

1.125,320

-5,34%

Novembro

1.164,188

1.035,096

-11,09%

Dezembro

1.122,573

1.099,989

-2,01%

Janeiro

1.156,035

1.170,310

1,23%

Fevereiro

1.116,196

1.032,492

-7,50%

Março

1.197,361

1.134,631

-5,24%

Em 03 meses

3.469,592

3.337,433

-3,81%

Em 12 meses

13.721,511

13.391,344

-2,41%

Fonte dos dados básicos: APINCO - Projeções e análises: AVISITE

PRODUÇÃO TRIMESTRAL

I

II III IV 2014

I

II III IV 2015

I

II III IV 2016

3.337

3.260

3.372

3.421

3.470

3.476

3.476

3.301

3.295

3.375

3.265

3.123

3.183

1º Trimestre de 2014 a 1º Trimestre de 2017 Mil toneladas

I 2017

aseada na produção de pintos de corte, sobre a qual aplicou parâmetros específicos de produtividade, a APINCO estimou que em março passado a produção brasileira de carne de frango aproximou-se de 1,135 milhão de toneladas, volume que representou redução superior a 5% sobre o que foi produzido em março de 2016 (quase 1,2 milhão de toneladas). O que assusta, aqui, é que em relação ao mês anterior, fevereiro de 2017, ocorreu aumento próximo de 10%. Notar, porém, que esse aumento é apenas aparente, só existe em termos nominais. Ou seja: consideradas as médias diárias distribuídas entre fevereiro (28 dias) e março (31 dias), a produção efetiva do mês anterior recuou 0,74%. Com isso, o trimestre foi finalizado com volume de 3,337 milhões de toneladas, representando redução de 3,8% sobre o mesmo período do ano anterior. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve incremento de quase 2,4%. Mas isso, porque lá, houve um grande esforço do setor em ajustar o volume produzido à real necessidade de consumo do produto. Retrospectiva realizada em relação aos últimos sete anos (2010 a 2016) indica que o volume do primeiro trimestre representa 24,51% do total produzido no ano. Se o índice médio for alcançado no decorrer em 2017, o volume produzido pode chegar a 13,615 milhões de toneladas, o que representaria cerca de 0,7% de crescimento anual. Mas, informações colhidas no mercado sugerem que o volume de carne de frango produzido no segundo trimestre deve se confirmar abaixo do primeiro. A indicação vem da redução verificada no alojamento de frangos. Assim, somente um forte crescimento na demanda interna e na exportação no segundo semestre podem confirmar um possível crescimento para o ano. Por ora, nos últimos doze meses – abril de 2016 a março de 2017 – o volume produzido atinge 13,391 milhões de toneladas e equivale a 2,4% de redução sobre o mesmo período imediatamente anterior. A Revista do AviSite

85


Estatísticas e Preços Exportação de carne de frango

Volume cresce 3% e Receita 22% no primeiro trimestre

A

86 A Revista do AviSite

EVOLUÇÃO MENSAL MIL TONELADAS

MÊS

2015/2016

2016/2017

VAR. %

Abril

329,963

412,756

25,09%

Maio

322,186

385,579

19,68%

Junho

389,311

406,280

4,36%

Julho

440,476

356,209

-19,13%

Agosto

375,247

357,256

-4,79%

Setembro

360,974

380,502

5,41%

Outubro

324,109

308,077

-4,95%

Novembro

379,685

321,468

-15,33%

Dezembro

392,701

356,915

-9,11%

Janeiro

311,004

354,971

14,14%

Fevereiro

314,567

325,372

3,43%

Março

398,019

374,623

-5,88%

1.023,590

1.054,966

3,07%

4.338,242

4.340,008

0,04%

Em 03 meses

Em 12 meses

Fonte dos dados básicos: SECEX/MDIC

EXPORTAÇÃO TRIMESTRAL Primeiro Trimestre de 2013 a 2017

$ 1,928

2013

$ 1,706

2014

1.055

910

907

1.024

Volume em mil toneladas Receita em bilhão de dólares

901

pesar do verdadeiro caos momentâneo criado pelo episódio denominado Carne Fraca que aconteceu no início da segunda quinzena de março, a influência no volume de carne de frango exportado no mês pode ser considerada mínima. O volume embarcado atingiu cerca de 374,6 mil toneladas e representou queda de 5,9% sobre março do ano passado. De toda forma, é preciso levar em consideração que lá, no quadrimestre março a junho aconteceram os maiores embarques do ano. Diante dos problemas com Influenza Aviária que atingiram vários países exportadores, o Brasil aparecia como o grande beneficiado do momento. Aquele que tinha maiores possibilidades de atender a uma crescente demanda. Tudo caminhava para isso, até que houve a grave interferência interna que jogou por terra todas essas expectativas. Nesse sentido, embora possa se concluir que o volume exportado em março poderia ter sido um pouco maior, não pode ser considerado ruim. Com isso, o resultado final do primeiro trimestre pode ser considerado excelente. Pena, somente, que prevaleça o risco de o desempenho do primeiro trimestre não se repetir nos trimestres subsequentes de 2017. Acumulando embarques que somaram 1,055 milhão de toneladas, as exportações brasileiras de carne de frango – aqui considerados os quatro principais itens exportados: cortes, frango inteiro, carne salgada e industrializados – tiveram expansão de 3% no primeiro trimestre de 2017. Porém, como ocorreu incisiva recuperação nos preços dos dois principais itens exportados – cortes e frango inteiro – a receita do período, próxima de US$1,8 bilhão, apresentou crescimento excepcional, de 22%. Notar, de toda forma, que o alto índice de expansão se resume ao trimestre. Assim, o acumulado nos 12 meses encerrados em março de 2017 aponta estabilidade no volume embarcado (incremento de apenas 0,04% ou menos de 2 mil toneladas a mais) e incremento de apenas 1,61% na receita cambial comparativamente aos 12 meses anteriores.

$ 1,796 $ 1,568

$ 1,471

2015

2016

2017


Disponibilidade Interna de Carne de Frango

Redução de 6,7% na oferta interna do trimestre

L

Evolução Mensal MIL TONELADAS

2015/2016

2016/2017

VAR. %

Abril

MÊS

757,220

733,775

-3,10%

Maio

812,689

786,669

-3,20%

Junho

689,297

695,980

0,97%

Julho

701,866

815,953

16,25%

Agosto

817,678

769,721

-5,87%

Setembro

779,415

692,826

-11,11%

Outubro

864,726

817,243

-5,49%

Novembro

784,503

713,628

-9,03%

Dezembro

729,872

743,074

1,81%

Janeiro

845,031

815,339

-3,51%

Fevereiro

801,629

707,120

-11,79%

Março

799,342

760,008

-4,92%

2.446,002

2.282,467

-6,69%

9.383,268

9.051,336

-3,54%

Em 03 meses

Em 12 meses

Fonte dos dados básicos: APINCO - Projeções e análises: AVISITE

OFERTA TRIMESTRAL

1.990

2.021

2.155

2.170

2.287

2.282

2.446

2.384

Volume disponibilizado no primeiro trimestre – 2010 a 2017 Mil toneladas

2010

2011 2012

2013

2014

2015

2016

2017

evantamento efetuado pela APINCO tendo como base o anterior alojamento de pintos de corte apontam que, em março passado, a avicultura de corte atuou com um potencial de produção de carne de frango pouco acima de 1,134 milhão de toneladas, volume 5,2% inferior ao do mesmo período do ano anterior. As exportações de março ficaram na casa das 374 mil toneladas, equivalendo a redução anual de 5,9%. Com isso, o desfecho do mês é uma disponibilidade interna de carne de frango de 760 mil toneladas, significando recuo de quase 5% em relação ao ano passado. Aqui, também, chama a atenção o fato de a disponibilidade interna de março ter sido quase 7,5% superior à de fevereiro. Mas, levando em conta o número de dias de um e outro mês, a oferta real de março foi quase 3% inferior à do mês anterior. Com tal resultado, a oferta interna acumulada segue com resultados negativos em relação a idêntico período anterior. Assim, no primeiro trimestre de 2017 a disponibilidade interna retrocedeu 6,7% (ou 5,6% se considerado que o primeiro trimestre do ano passado teve um dia a mais). A queda, inclusive, estancou a evolução gradativa que vinha sendo verificada na oferta disponibilizada do primeiro trimestre de cada ano desde 2014. Por ora, o volume disponibilizado no primeiro trimestre projeta cerca de 9,130 milhões de toneladas para o ano, o que representa índice de redução anual próximo de 1%. Outra projeção, baseada no índice médio de 25,14% alcançado no primeiro trimestre dos últimos sete anos, indica cerca de 9,080 milhões de toneladas para o ano. Não é um resultado muito diferente do alcançado nos últimos doze meses encerrados em março de 2017 quando o volume disponibilizado ficou em 9,051 milhões de toneladas. Entretanto, o índice de redução em relação aos doze meses imediatamente anteriores é maior, 3,54%. A Revista do AviSite

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Estatísticas e Preços Desempenho do frango vivo em abril e no primeiro quadrimestre de 2017

O menor preço médio dos últimos 11 meses frango vivo comercializado no interior paulista passou pelos dois “feriadões” de abril e chegou ao primeiro de maio sem sofrer qualquer alteração no preço (referencial) alcançado em 31 de março: R$2,50/kg. No fechamento de abril completou 31 dias de vigência sem qualquer alteração, embora durante todo esse período negócios por valores inferiores tenham sido realizados.

Completado o primeiro terço de 2017, o frango vivo alcança preço médio próximo de R$2,63/kg, valor quase 4% inferior aos (quase) R$2,73/kg registrados entre janeiro e abril de 2016 Em outras palavras, o fim da Quaresma e o outrora estimulante Domingo de Páscoa não tiveram qualquer efeito sobre a demanda do setor que, diante desse comportamento, registrou o menor preço médio dos últimos 11 meses – ou, em valores reais (isto é, descontada a inflação), dos últimos 22 meses. Porém, consideradas as circunstâncias que envolveram o mercado no quarto mês do ano não foi um mau resultado. Primeiro, temia-se que os efeitos da Operação Carne Fraca - bastante visíveis nas duas últimas semanas de março – tivessem continuidade em abril. E isso não ocorreu, pois a estabilidade prevaleceu. Segundo – e principalmente – temia-se que os feriados extensos do período

determinassem queda de procura e, com ela, redução de preços. Mas isto também não ocorreu, embora possa ter ocorrido menor consumo – uma demonstração de que o setor atuou previamente para enfrentar o mês cheio de interrupções. Completado o primeiro terço de 2017, o frango vivo alcança preço médio próximo de R$2,63/kg, valor quase 4% inferior aos (quase) R$2,73/kg registrados entre janeiro e abril de 2016. No entanto, esse também não é um mau resultado, pois obtido em momento que os custos de produção são decrescentes – ao contrário de um ano atrás. Mas não só isso. Um ano atrás não havia retorno, pois o custo médio (dados da Embrapa Suínos e Aves para o 1º quadrimestre), sem ter ainda atingido seu ápice, andava por volta de R$2,84/kg. Já neste ano deve girar em torno de R$2,50/ kg, o que, mesmo tendo pouca representatividade frente aos prejuízos acumulados desde o início do ano passado, indica que o setor dá os primeiros passos a caminho da recuperação.

FRANGO VIVO

Evolução de preços na granja, interior paulista – R$/KG Média mensal e variação anual e mensal em treze meses MÊS.

MÉDIA R$/KG

Média anual em 10 anos R$/KG

VARIAÇÃO % ANUAL MENSAL 17,14%

-4,21%

2,50

15,21%

-6,79%

JUN

2,81

13,57%

12,38%

JUL

2,95

11,32%

5,00%

2011

AGO

3,16

17,08%

7,16%

2012

SET

3,10

7,94%

-1,93%

OUT

3,10

3,93%

0,00%

NOV

3,10

0,00%

DEZ

3,02

JAN/17

R$ 1,65

2010

R$ 1,92 R$ 2,08

2013

R$ 2,47

0,00%

2014

R$ 2,42

-1,04%

-2,45%

2015

2,65

-4,19%

-12,43%

FEV

2,63

-0,81%

-0,50%

MAR

2,69

-3,77%

2,26%

ABR

2,50

-6,79%

-7,22%

Jul

113,5

Ago

R$ 2,89

2016

R$ 2,63

2017

2017 Média 1995/2016 (22 anos)

117,5

Jun

107,1

102,3

93,7

Mai

R$ 2,62

116,0

Abr

R$ 1,63

2,68

116,8

86,6

95,7

93,3

100,3

88 A Revista do AviSite

Mar

2009

ABR/16

105,9 91,3

102,8 91,4

Fev

R$ 1,63

MAI

Preço relativo em 2017 comparativamente à média de 22 anos (1995/2016) Média mensal do ano anterior = 100

Jan

2008

Set

Out

Nov

119,6

O

Dez


Milho e Soja Preço do milho registra forte queda em abril

Valor do farelo de soja continua em queda

O preço do milho registrou nova queda no mês de abril. O preço médio do insumo, saca de 60 kg, interior de SP, fechou o mês cotado a R$30,29, valor 15,46% abaixo da média alcançada pelo produto em março, quando ficou em R$35,83. A disparidade de preço do milho em relação ao ano anterior continua alta. O valor atual é 41,5% menor, já que a média de abril de 2016 foi de R$51,79 a saca.

O farelo de soja (FOB, interior de SP) seguiu em abril sua trajetória de queda, registrada desde o segundo semestre de 2016. O produto foi comercializado ao preço médio de R$931/t, valor 4,32% inferior ao praticado no mês de março – R$973/t. Em comparação com abril de 2016 – quando o preço médio era de R$1.012/t – a cotação atual registra queda de 8%.

Valores de troca – Milho/Frango vivo O frango vivo (interior de SP) fechou o mês de abril cotado a R$2,50/kg. A queda maior no valor do milho contribuiu para aumentar um pouco mais o poder de compra do avicultor. Nesse mês, foram necessários 201,9 kg de frango vivo para se obter uma tonelada de milho, considerando-se a média mensal de ambos os produtos. Este volume representa um aumento de quase 10% no poder de compra em relação ao mês anterior, pois, em março, a tonelada do milho “custou” 222 kg de frango vivo.

Valores de troca – Farelo/Frango vivo A maior queda registrada no preço do frango vivo em relação ao valor do farelo de soja no mês de abril fez com que fossem necessários 372,4 kg de frango vivo para adquirir uma tonelada do insumo, significando queda de 2,9% no poder de compra do avicultor em relação a março, quando 361,7 kg de frango vivo obtiveram uma tonelada do produto.

Valores de troca – Farelo/Ovo O preço do ovo, na granja (interior paulista, caixa com 30 dúzias), registrou em abril a média de R$85,13, valor 3,3% acima do alcançado no mês anterior, quando o produto foi negociado a R$82,44. Com esta valorização, houve melhora no poder de compra do avicultor. Em abril foram necessárias 5,9 caixas de ovos para adquirir uma tonelada do cereal. Em março, foram necessárias 7,2 caixas/t, aumento superior a 22% na capacidade de compra do produtor.

Preçomédio médioMilho Milho Preço

abril abril maio maio junho junho julho julho agosto agosto setembro setembro outubro outubro novembro novembro dezembro dezembro janeiro janeiro fevereiro fevereiro março março abril abril

53,00 53,00 51,00 51,00 49,00 49,00 47,00 47,00 45,00 45,00 43,00 43,00 41,00 41,00 39,00 39,00 37,00 37,00 35,00 35,00 33,00 33,00 31,00 31,00 29,00 29,00 27,00 27,00

R$/sacade de60kg, 60kg,interior interiorde deSP SP R$/saca

2017 2017

2016 2016

MédiaAbril Abril Média Mínimo Mínimo 28,00 R$ R$28,00 R$ R$

30,29 30,29

Máximo Máximo 32,50 R$ R$ 32,50

Fonte das informações: www.jox.com.br

De acordo com os preços médios dos produtos, em abril foram necessárias aproximadamente 10,9 caixas de ovos (valor na granja, interior paulista) para adquirir uma tonelada de farelo de soja. O poder de compra do avicultor de postura em relação ao farelo registrou aumento de 7,9%, já que, em março, 11,8 caixas de ovos adquiriam uma tonelada de farelo. Em relação a abril de 2016 houve aumento de 51,4% no poder de compra, pois naquele período a tonelada de farelo de soja custou, em média, 16,6 caixas de ovos.

Preçomédio médioFarelo Farelode desoja soja Preço R$/toneladaFOB, FOB,interior interiorde deSP SP R$/tonelada

1600 1600 1500 1500 1400 1400 1300 1300 1200 1200 1100 1100 1000 1000 950 950 900 900 850 850 800 800 750 750

abril abril maio maio junho junho julho julho agosto agosto setembro setembro outubro outubro novembro novembro dezembro dezembro janeiro janeiro fevereiro fevereiro março março abril abril

Valores de troca – Milho/Ovo

2016 2016

Mínimo Mínimo 920,00 R$ R$ 920,00

MédiaAbril Abril Média R$ R$

931,00 931,00

2017 2017

Máximo Máximo 950,00 R$ R$ 950,00 A Revista do AviSite

89


Ponto Final

Desafio da gratidão

R

Érica Barros é Editora da Revista do AviSite e participou da produção do primeiro número da publicação

esgatar as coisas boas da vida e tentar ser grata por

nosso dia-a-dia. E tenho muita gratidão por fazer parte da

elas é um importante exercício pra manter uma

Mundo Agro Editora.

existência regada a sentimentos positivos. A tarefa

Fechar e completar uma edição é sempre uma correria.

nem sempre é fácil, a rotina e as dificuldades às vezes

Mesmo quando você tem tudo programado há dois meses, de

pesam. Nós, da enxuta equipe que produz a Revista do AviSite,

repente um fato novo te pega de surpresa e muda tudo. Acho

tentamos pensar dessa forma. Afinal, estamos munindo de

isso ótimo. Na última hora, um anunciante decide trocar a arte

informação um setor que alimenta a população de um mundo

que divulgaria ou então resolve não divulgar arte nenhuma.

inteiro. Mas os momentos difíceis sempre existem, na nossa vida

Bom mesmo é quando entram patrocinadores de última hora e

pessoal e também profissional.

aí é preciso refazer tudo o que já estava pronto.

A jornalista que vos escreve participou da confecção da

Aqui na Editora temos um grupo de anunciantes, fontes e

primeira edição da Revista do AviSite, ainda em 2007, em seus

colaboradores que nos acompanham desde o início. São pau

vinte e bem poucos anos. Nesse tempo, muito aconteceu. A vida

pra toda obra. Seja na hora de apresentar um novo projeto ou

mudou muito. Mas a certeza de ser importante no cargo

quando precisamos de um material de último minuto.

ocupado profissionalmente sempre falou mais alto e foi impor-

Enfim, no mês em que completamos 10 anos (maio), vale

tante nos momentos difíceis, que existem para todos. Intitulei o

apena recordar o que passou e o que vem pela frente. É este o

texto de desafio da gratidão porque considero mesmo um

papel das reportagens especiais que fazer parte dessa edição.

desafio ser grato pelas pequenas coisas que acontecem em

Aproveite o conteúdo, porque nós também aproveitamos.

90 A Revista do AviSite


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A Revista do AviSite

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Ponto Final

92

A Revista do AviSite

Edição 112 Revista do AviSite  
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