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A Revista do AviSite

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Editorial

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A Revista do AviSite


Sumário

da formação 16 Dinâmica de micotoxinas no campo e durante a armazenagem

14 Operação Carne Fraca

O desafio ao realizar um programa de amostragem de grãos com a finalidade de detectar micotoxinas

22

Artigo: Compartimentação é opção para evitar a entrada de Influenza Aviária no Brasil

24

Informe Técnico-Comercial: Fitogenia, ácidos orgânicos e desempenho das aves

34

Yes apresenta reposicionamento de marca e visão de futuro com novo produto

52

Ponto Final Acompanhamento Sistemático da Produção de Frangos Por Paulo Giovanni de Abreu, Embrapa Suínos e Aves

Técnico27 Caderno Comercial: Como

O Brasil mostra a verdade dos fatos e o tamanho da força da produção de proteína animal

produzir mais gastando menos Aspectos que influenciam na garantia da lucratividade do setor avícola

05

Eventos

06

Painel do Leitor

08

Notícias Curtas

36

AviGuia

54

AviGuia Especial

Estatísticas e preços 44 45 46 47 48 49 50 51

Produção e mercado em resumo Pintos de corte Produção de carne de frango Exportação de carne de frango Oferta Interna Desempenho do frango vivo em março Desempenho do ovo em março Matérias-primas

A Revista do AviSite

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Editorial

O setor de produção de carnes, ainda mais forte

Mundo Agro Editora Ltda. Rua Erasmo Braga, 1153 13070-147 - Campinas, SP

A Revista do AviSite, Edição de Abril, antes de seu fechamento, acompanhou diversas etapas da operação “Carne Fraca”, com toda a sua crise de informação e contra-informação. Nós, da Mundo Agro Editora, vivemos na expectativa, assim como todo o setor de produção de proteína animal, sobre os desdobramentos desta operação e quais seriam as suas consequências. Os fatos ainda não estão ‘fechados’ e, provavelmente não estarão ainda por mais

ISSN 1983-0017 nº 111 | Ano V | Abril/2017

algum tempo. Porém, já ficou claro para grandes compradores de carne e já está ficando nítida também para a sociedade brasileira que uma mínima parcela da cadeia produtiva de carnes está envolvida neste processo. Percebe-se o tamanho do setor produtivo e sua importância para a economia e seu poder de reação. Ganharemos mais força ainda! Não é permitido que uma ‘meia dúzia’ de inconsequentes possam abalar milhões de trabalhadores de uma das indústrias mais fortes do Brasil, da produção de carne. Em um dos destaques também desta edição, o trabalho feito para minimizar um dos maiores perigos do sistema nutricional avícola: as micotoxinas. A conscientização de que a contaminação de produtos agrícolas por micotoxinas é dinâmica faz surgir outro desafio: como mensurá-la? O grande desafio provém da característica extremamente heterogênea que a contaminação com micotoxinas apresenta. Normalmente, dentro de uma massa de grãos poucos destes apresentam níveis de contaminação elevados e a grande maioria não apresenta contaminação ou o nível de contaminação é reduzido. A edição de Abril da Revista do AviSite traz também uma análise sobre os principais fatores que auxiliam na manutenção de uma boa produção e sua relação direta para a obtenção dos menores custos. Com as margens de lucro cada vez mais apertadas, existe uma grande preocupação para manter a competitividade no setor avícola. E, nesta análise entra o tripé “Sanidade, Genética e Nutrição”.

expediente Publisher Paulo Godoy paulogodoy@avisite.com.br Redação Érica Barros (MTB 49.030) Giovana de Paula (MTB 39.817) imprensa@avisite.com.br Comercial Karla Bordin comercial@avisite.com.br Assistente de Marketing Simone Barbosa Diagramação e arte Mundo Agro e Innovativa Publicidade luciano.senise@innovativapp.com.br Internet Gustavo Cotrim webmaster@avisite.com.br Administrativo e circulação Caroline Esmi financeiro@avisite.com.br

E ainda, os últimos números e estatísticas do setor avícola e muito mais! Boa leitura!

Os informes técnicoempresariais publicados nas páginas da Revista do AviSite são de responsabilidade das empresas e dos autores que os assinam. Este conteúdo não reflete a opinião da Mundo Agro Editora.

Errata

Sobre a reportagem “Em tempos de consumidor cada vez mais exigente, mercado de ‘frango natural’ ganha espaço”, da edição de março da Revista do AviSite, a Korin afirma que não incentiva o uso de qualquer tipo de antibiótico, sejam eles terapêuticos ou como promotores de crescimento, na produção de frangos e ovos. Os líderes da empresa ressaltam que sempre se posicionaram críticos ao seu uso.

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Eventos

2017 Maio

Agosto

23 a 25

8 a 10

Conferência Facta 2017 Realização: Facta e WPSA-BR

13ª TecnoCarne - Feira Internacional de Tecnologia para a Indústria da Proteína Animal

Contato: (19) 3243-6555

A TecnoCarne 2017 terá 650 marcas nacionais e internacionais em

E-mail: facta@facta.org.br

exposição de segmentos que abrangem toda a cadeia produtiva de

Informações: www.facta.org.br/conferencia2017

proteína animal: Ingredientes e Aditivos, Embalagens e Tripas,

Local: Expo D. Pedro, Campinas, SP

Junho

Refrigeração, Logística, Produtos e Serviços, Rastreabilidade, Softwares, Paletes, Transporte e Armazenagem, Tratamento de

08 e 09

Efluentes e Higienização, Máquinas, Equipamentos e Acessórios,

XIII Simpósio Goiano de Avicultura

Automação Industrial e Comercial, e Reciclagem de subprodutos de

Local: Castro´s Park Hotel, Goiânia, GO

origem animal.

Realização: Associação Goiana de Avicultura (AGA)

Local: São Paulo Expo, SP

Contato: (62) 3203-3665

Realização: Informa Exhibitions

E-mail: simposiogoiano@terra.com.br

Informações: www.tecnocarne.com.br/pt

Informações: www.agagoias.com.br/site/index.php 29 a 31 11 a 14

Conbrasul - 1ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos

SIAVS - Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura 2017 Local: Anhembi Parque, São Paulo, SP

Local: Wish Serrano Resort e Convention, Gramado, RS

Realização: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Realização: Asgav e Ovos RS

Telefone: (11) 3095-3120

E-mail: conbrasul@asgav.com.br

E-mail: siavs@abpa-br.org

Informações: www.asgav.com.br

Informações: www.siavs.org.br

20 e 21

Setembro

Curso FACTA sobre Abate e Processamento de Aves

19

Local: Maringá, PR

XII Encontro de Avicultura Mercolab

Realização: FACTA - Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia

Local: Cascavel, PR

Avícolas

Realização: Mercolab

Contato: (19) 3243-6555

Informações: www.mercolab.com.br

E-mail: facta@facta.org.br Informações: www.facta.org.br

Outubro 26 e 27

22 e 23

4ª Favesu - Feira de Avicultura e Suinocultura Capixaba

III Simpósio de Bem-Estar e Comportamento Animal (SiBem) O Tema do SiBem deste ano será “Sustentabilidade na Produção

Local: Venda Nova do Imigrante, ES

Animal: Ambiência e Bem-Estar”. Neste sentido, o objetivo do evento,

Realização: AVES e ASES

no ano de 2017, será promover a atualização do bem-estar e da

E-mail: comercial@favesu.com.br

ambiência animal em um caráter multidisciplinar, sensibilizando

Informações: www.favesu.com.br

profissionais da grande área de produção animal e profissionais de

Julho 13 a 16

Festa do Ovo de Bastos Local: Recinto de Exposições Kisuke Watanabe, Bastos, SP

áreas correlatas. Local: Descalvado, SP Realização: Universidade Brasil Site: strictosensudes5.wixsite.com/sibem2017

Realização: Sindicato Rural e Prefeitura de Bastos

Novembro

Contato: (14) 3478-9800

09 e 10

Informações: www.bastos.sp.gov.br

V Workshop Sindiavipar Local: Foz do Iguaçu, PR E-mail: aviculturapr@sindiavipar.com.br Site: www.sindiavipar.com.br A Revista do AviSite

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Painel do aLeitor Fale com gente /avisite.portaldaavicultura

Fale com a redação, peça números antigos, faça sua assinatura e anuncie na Revista do AviSite. Entre em contato pelo telefone 19-3241-9292, de 2ª a 6ª feira, das 8h às 17h30.

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As 8 notícias mais lidas no AviSite em Março

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Mercados começam a ser reabertos às carnes brasileiras

Carne de frango: principais importadores no 1º bimestre

O Mapa anunciou que, além da Coreia do Sul, outros três mercados reabriram suas fronteiras às carnes brasileiras: China, Chile e Egito. Seu embargo, agora, está limitado aos 21 frigoríficos denunciados na operação da Polícia Federal.

Os resultados da SECEX/ MDIC relativos ao primeiro bimestre de 2017 mostram que mesmo tendo aumentado suas importações em pouco mais de 4%, a Arábia Saudita permanece isolada como o maior importador da carne de frango brasileira.

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Carnes: no mercado externo, só a bovina tem mau começo de ano O MAPA e a SECEX/MDIC mostram que apenas a carne bovina vem tendo desempenho negativo no mercado externo. Neste caso, caiu o volume embarcado tanto de produto in natura como de industrializados. O resultado é um volume total quase 6% menor que no mesmo bimestre de 2016.

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Exportação de carne de frango é recorde no mês e no bimestre Os resultados das exportações de carnes de frango abrangendo os quatro itens exportados acompanhados pela SECEX/ MDIC confirmam que em fevereiro passado foi obtido o melhor resultado para o mês. No mês foram exportadas 325,4 mil toneladas de carne de frango, volume 3,4% superior ao do mesmo mês de 2016.

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Agora, quem puxa o preço na exportação é o frango inteiro Sete meses atrás, o frango inteiro e os cortes de frango alcançavam, na exportação, praticamente o mesmo preço – US$1.612/t o primeiro; US$1.622/t os cortes. Porém, fechou dezembro de 2016 com um valor 16% menor que o registrado em agosto.

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Carne salgada afeta negativamente exportações de frango No primeiro bimestre de 2017 as exportações brasileiras de carne de frango aumentaram 8,76% em volume e 28,72% na receita. O único dos quatro itens exportados a registrar queda de volume e de preço médio e, por decorrência, também de receita, foi o de carne de frango salgada.

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Milho: suprimento próximo de 100 milhões de toneladas

Diário Oficial da União publica Instrução Normativa nº 8

A previsão de safra da CONAB sinaliza que o suprimento de milho em 2017 deve bater novo recorde - a despeito de um estoque inicial mais de 20% inferior ao do ano passado e ainda que as importações correspondam a apenas 15% do que foi importado em 2016.

Assinada pelo Mapa em fevereiro a IN nº 8, publicada em março no Diário Oficial da União. A Normativa altera, inclui ou exclui toda uma série de dispositivos de outra IN do mesmo gênero. Em sua essência, define programa de gestão de risco diferenciado para estabelecimentos avícolas.

Há 10 anos no AviSite www.avisite.com.br

MAPA esclarece interdição de produtos de abatedouros em seis diferentes estados Campinas, 14/12/2007: A propósito da recente interdição do comércio de frangos procedentes de seis abatedouros avícolas de seis diferentes estados brasileiros – representando os cinco maiores estados produtores, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, além do Mato Grosso, na oitava ou nona posição – o Ministério da Agricultura divulgou nota técnica com novas informações sobre o procedimento adotado. Na nota – assinada pelo Fiscal Federal Agropecuário Marcius Ribeiro de Freitas, Coordenador Geral de Inspeção do DIPOA - Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do MAPA – é informado que a suspensão determinada e a submissão das empresas autuadas a um regime especial de fiscalização se aplica à produção a partir do dia 5 de dezembro de 2007.

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Produção Animal Avicultura


Editorial

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Produção Animal Avicultura

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Notícias Curtas

Carne de frango apresenta bons resultados no mercado externo

Carnes: no mercado externo, só a bovina tem mau começo de ano queda, também, no preço médio dos industrializados, no balanço final a carne bovina apresenta redução de receita de 3,5%. Felizmente, as perdas param por aí. Porque, considerados apenas os valores relativos, a carne de peru acumula aumentos de 58% no volume, de 26% no preço médio e de 101% na receita. A

A compilação efetuada pelo MAPA junto à SECEX/MDIC mostra que apenas a carne bovina vem tendo desempenho negativo no mercado externo. Neste caso, caiu o volume embarcado tanto de produto in natura como de industrializados. O resultado é um volume total quase 6% menor que no mesmo bimestre de 2016. E como houve

suína, de, respectivamente, 17%, 30% e 52%. E a carne de frango de 8%, 18% e 28%. Sob esse aspecto, a carne de frango tem evolução inferior à das outras duas carnes. Mas, em relação ao total exportado, respondeu por 64% do volume embarcado e por quase a metade (49,11%) da receita cambial do período.

CARNES

Volume exportado, preço médio e receita cambial - 1º bimestre de 2017 TIPO DE CARNE

FRANGO

BOVINA

SUÍNA

PERÚ

VOLUME

PREÇO MÉDIO

RECEITA

MIL/T

VAR.

US$/T

VAR.

US$ MI

VAR.

INN

626,2

9,04%

1.638,69

21,15%

1.026,2

32,11%

IND

54,1

5,57%

2.313,74

0,77%

125,2

6,38%

TOT

680,3

8,76%

1.692,39

18,36%

1.151,4

28,72%

INN

166,4

-6,07%

4.076,22

4,23%

678,2

-2,10%

IND

13,8

-11,03%

4.684,41

-8,66%

64,9

-18,73%

TOT

206,8

-5,99%

3.930,36

2,60%

812,8

-3,55%

INN

98,7

18,89%

2.303,24

29,09%

227,2

53,48%

TOT

114,2

17,04%

2.193,67

30,41%

250,6

52,63%

INN

16,2

53,02%

1.936,17

18,92%

31,3

81,98%

TOT

26,3

58,77%

2.552,15

26,64%

67,2

101,06%

1.062,7

7,77%

2.205,74

10,10%

2.344,1

18,65%

TOTAL GERAL

Fonte dos dados básicos: MAPA – Elaboração e análises: AVISITE - OBS.: 1) INN: in natura; IND: industrializada; 2) Os totais não correspondem, necessariamente, à soma das parcelas; 3) inclusa, nos industrializados de frango, a carne salgada.

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Mais de 400 mil toneladas por mês

Tendência das exportações de carne de frango em 2017

Nos últimos 16 anos (2001/2016) as exportações brasileiras de carne de frango apresentaram o comportamento médio mostrado na linha inferior do gráfico abaixo. Assim, iniciaram o ano com o menor volume do exercício – no 1º bimestre, 14,5% do total anual – e foram se elevando gradativamente nos bimestres seguintes, atingindo o ápice entre julho e outubro. No bimestre final do ano há um recuo, mas com volumes ainda acima dos registrados no primeiro semestre do ano (três primeiros bimestres). Pois bem: na prática as tendências sempre têm alguma diferença. Mas se o padrão de 16 anos se mantiver no corrente exercício, as exportações de 2017 – tendo como base o que foi exportado no primeiro bimestre de 2017 – terão, aproximadamente, o comportamento sinalizado na linha superior do gráfico abaixo. Ou seja: enquanto a média mensal dos embarques entre janeiro e fevereiro ficou em 340 mil toneladas, a tendência era de que no segundo semestre não ficassem abaixo das 400 mil toneladas mensais. Com isso, no total, os embarques de 2017 chegariam aos 4,7 milhões de toneladas, aumentando pouco mais de 9% em relação ao ano passado. Mas isso foi antes da Operação Carne Fraca.

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Notícias Curtas

PR ainda é líder

Carne de frango em 2016: produção por Unidade Federativa Os dados do IBGE abrangendo 21 Unidades Federativas (20 estados + Distrito Federal) e envolvendo apenas os abates inspecionados mostram que o Paraná se isola cada vez mais como líder na produção brasileira de carne de frango. Conforme o IBGE, os abates inspecionados do Paraná em 2016 resultaram na produção de quase 4,110 milhões de toneladas de carne de frango, volume 2,89% superior ao registrado em 2015. Corresponderam a 31,02% de todos os abates sob inspeção (13,250 milhões de toneladas), índice que significou aumento de participação de 2,1% sobre o ano anterior (30,38% do total em 2015).

O distanciamento do Paraná em relação aos demais estados produtores fica mais claro na tabela abaixo. Por exemplo, no segundo estado produtor, Santa Catarina, o volume inspecionado de 2016 (ligeiramente acima de 2,120 milhões de toneladas) correspondeu a pouco mais da metade da produção paranaense. Ao mesmo tempo, a participação catarinense na produção total recuou 2,5%, de 16,43% para 16,01% do total. Compõem o rol dos 10 maiores produtores os três estados da Região Sul (perto de 60% do total), dois do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais, representando quase 19% do total), três do Centro-Oeste (Goi-

ás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, 13,5% do total), um da Região Nordeste (Bahia, 1,81%) e um da Região Norte (Pará, 1,15%). Em conjunto, os 10 responderam por 94,5% da carne de frango produzida em 2016 nos abatedouros brasileiros inspecionados. No levantamento do IBGE a produção do Acre, Tocantins, Amazonas e Rio Grande do Norte não é informada, porquanto em cada um desses estados operam três ou menos abatedouros sob inspeção, caso em que os números são desidentificados. Apenas em Roraima e no Amapá os abates são realizados sem qualquer tipo de inspeção.

CARNE DE FRANGO

Produção em estabelecimentos sob inspeção* -2016 - MIL TONELADAS

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Fonte dos dados básicos: IBGE – Elaboração e análises: AVISITE Abates em estabelecimentos sob inspeção federal (136 unidades no 4º trimestre de 2016), estadual (95 unidades) ou municipal (151 unidades).


Produtos avícolas contribuíram para a queda no IPCA

Frango e ovo na inflação (IPCA) dos últimos 12 meses O levantamento mensal do IBGE aponta que, no acumulado em 12 meses, em somente três capitais (das 13 acompanhadas pelo órgão) o preço médio de aves e ovos registrou evolução superior à inflação local: Rio de Janeiro, Porto Alegre e Campo Grande. Em Campo Grande, apenas o frango (inteiro e em pedaços) superou o IPCA local, de 6,33%. Mas a diferença a mais foi pequena, de menos de meio ponto percentual. Já no Rio de Janeiro essa diferença subiu para quase dois pontos percentuais e foi determinada pelo frango inteiro e pelos ovos. Mais significativa, porém, foi a valorização registrada em Porto Alegre. Pois, frente ao IPCA local de 4,73%, o preço de aves e ovos acumulou variação de 11,50% - diferença de 6,77 pontos per-

centuais. E, neste caso, os três itens superaram o IPCA, o mais significativo o dos ovos (+21,29%). Mas uma vez que em mais de três quartos das capitais pesquisadas o preço médio de aves e ovos teve evolução inferior à da inflação (por sinal, em São Paulo, Salvador, Curitiba e Vitória a variação foi negativa), pode-se afirmar que os dois alimentos provenientes da avicultura contribuíram de forma decisiva para que o IPCA de fevereiro alcançasse o menor índice deste século. Assim, para um IPCA que acumulou variação de 4,76% em 12 meses, aves e ovos ficaram, na média , 2,7 pontos percentuais abaixo (+2,06%). E quem mais se aproximou da inflação foram os ovos (+4,24%). Frango inteiro aumentou 2,04% e frango em pedaços apenas 0,78%.

FRANGO, OVO E INFLAÇÃO Variação % acumulada em 12 meses OVO DE GALINHA

AVES E OVOS

ÍNDICE GERAL

VARIAÇÃO DE AVES E OVOS EM RELAÇÃO AO ÍNDICE GERAL

CAPITAL

FRANGO INTEIRO

FRANGO EM PEDAÇOS

Rio de Janeiro

9,67

2,81

14,14

6,73

4,84

Porto Alegre

8,49

8,80

21,29

11,50

4,73

Belo Horizonte

3,49

-0,97

8,26

2,77

5,35

Recife

2,24

3,41

6,90

3,29

4,96

São Paulo

-1,66

-2,50

5,31

-0,39

4,65

Distrito Federal

6,82

-3,70

4,60

2,57

4,65

Belém

4,64

-1,15

-0,98

2,86

5,25

Fortaleza

1,39

-0,60

0,10

0,95

6,92

Salvador

-4,14

2,51

-12,65

-3,75

4,76

Curitiba

4,87

-1,10

-8,49

-1,30

3,61

Goiânia

1,76

-4,35

2,76

0,98

2,98

Vitória

-0,16

-11,64

0,10

-3,58

4,54

Campo Grande

10,29

7,73

0,17

6,78

6,33

MÉDIA BRASIL

2,04

0,78

4,24

2,06

4,76

Fonte dos dados básicos: IBGE – Elaboração e análises: AVISITE

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Notícias Curtas

Volume segue em recuperação

EUA iniciam ano com aumento de 12% na exportação de carne de frango Ainda que não tenha sido o melhor, o primeiro mês de 2017 correspondeu a um dos melhores janeiros para a exportação de carne de frango dos EUA. Pois, mesmo tendo recuado 9,17% em relação ao mês anterior – fato normal em todo início do ano – os embarques do mês, de pouco mais de 252 mil toneladas, aumentaram 12,13% em relação a janeiro de 2016. Em valores anualizados, o volume exportado segue (ou pelo menos seguia) em franca recuperação. O acumulado nos 12 meses encerrados em janeiro de 2017 aumentou 6,64% em relação a idêntico período anterior e, totalizando 3,042 milhões de toneladas, correspondeu ao melhor resultado dos últimos 17 meses. Porém, como fica claro pelo gráfico abaixo, à direita, o volu-

me anualizado atual permanece aquém do que foi registrado, por exemplo, dois anos atrás. Assim, em relação a janeiro de 2015 o recuo supera os 7%. Com o registro de novos focos de Influenza Aviária no país em 2017, a continuidade da recuperação torna-se uma incógnita. A maior parte dos grandes importadores de carne de frango dos EUA tem limitado seus embargos às regiões atingidas, todas fora do cinturão produtor de carne de frango. Isso, à primeira vista, tende a afetar menos o volume embarcado mensalmente e que, nos últimos 29 meses (isto é, desde setembro de 2014, quando teve início o embargo político da Rússia à carne de frango norte-americana) mantém-se, na média, em 250 mil toneladas.

EUA

Evolução mensal das exportações de carne de frango - MIL TONELADAS

Fonte dos dados básicos: USDA - Elaboração e análises: AVISITE OBS.: Os dados, relativos apenas à carne de frango in natura, excluem também as exportações de patas de frango.

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Custo em baixa

Custo de produção do frango: menor nível em 17 meses O levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves confirma que o custo de produção segue em baixa. Após atingir seu pico histórico em junho do ano passado, a partir de julho entrou em declínio e em fevereiro último – após breve interregno no mês de outubro/16 – retrocedeu ao menor valor dos últimos 17 meses. O custo levantado - R$2,53/kg – representou queda de 3% em relação ao mês anterior (R$2,61/kg em janeiro) e de, praticamente, 13% sobre o mesmo mês do ano passado (R$2,91/kg em fevereiro de 2016). Mas permanece mais de 16% acima do valor apurado para fevereiro de 2015 (R$2,17/kg). Este último índice indica que o custo levantado para fevereiro de 2017 ainda se encontra ligeiramente acima da inflação do período – 15,61% nos últimos 24 meses pelo IPCA do IBGE – e, com certeza, dos preços obtidos pelo frango. No grande atacado de São Paulo, por exemplo, o frango resfriado foi comercializado no mês passado por valor apenas 5,5% superior ao de dois anos atrás. Por sinal, as perdas do frango ficam ainda mais visíveis quando se comparam custo e preço mais recentes com aqueles de quatro anos atrás. Em fevereiro de 2013, o custo de produção do frango levantado pela Embrapa Suínos e Aves foi de R$2,03/kg. Portanto, alta de quase 25% em fevereiro de 2017. Já o frango abatido resfriado, que em fevereiro último alcançou preço médio de R$3,42/kg, foi comercializado em fevereiro de 2013 por R$3,72/kg. Ou seja: enquanto o custo ficou um quarto maior, o preço recebido retrocedeu 8%. Isto, ressalte-se, nominalmente. Pois, deflacionado pelo mesmo IPCA do IBGE, o frango abatido está valendo 30% menos que há quatro anos.

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Entrevista

Presidente da ABPA fala sobre os desdobramentos da Operação Carne Fraca Embora otimista, alerta: levaremos anos para recuperar o que foi perdido!

Francisco Turra, Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA):

“É cedo para quantificar impactos financeiros. A hora é de fazer deste limão uma limonada.”

A

VISITE - Qual é a sua avaliação sobre a forma como os últimos acontecimentos foram divulgados pela Polícia Federal? Poderia ter sido diferente? A saúde do consumidor realmente esteve em risco? FRANCISCO TURRA -Foi equivocada a disseminação de informações de resultados da Operação Carne Fraca naquela manhã de sexta-feira. Análises errôneas de questões relacionadas à qualidade de todo o sistema produtivo fizeram o País entrar em uma histeria coletiva, causando impacto a milhões de pessoas, sejam consumidores ou trabalhadores desta fundamental cadeia produtiva.

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A Revista do AviSite

A falta de análises técnicas deturpou e gerou uma série de desinformações sobre o teor do que estava em consideração. A ABPA defende os princípios da ação policial e acredita que é fundamental o combate à corrupção. Entretanto, é equivocada a postura de fazer casos pontuais se transformarem em um ato que prejudicou a imagem de todo o setor. Foram graves os equívocos de desinformação, causando danos ainda inimagináveis à imagem nacional e internacional do setor. Levaremos anos, com fortes investimentos, para recuperar o que foi perdido. E não, a saúde do consumidor nunca esteve em risco. Nós todos que dedicamos nossa vida a produzir alimentos pa-

ra nossa família, para nosso País e para o mundo, sabemos da qualidade e da seriedade que empregamos em nossos esforços diários, buscando sempre melhorar – e nunca o contrário. AVISITE – Em algum momento a ABPA obteve qualquer tipo de informação que indicasse a existência de uma investigação em curso pela Polícia Federal envolvendo a indústria da carne? FRANCISCO TURRA - Não havia qualquer informação. Nem mesmo o Ministério da Agricultura estava ciente do problema. AVISITE - Muita bobagem foi dita. Como esclarecer os fatos levantados para o grande público depois do grande estrago feito? FRANCISCO TURRA - Muito já explicamos por meio da grande imprensa, que percebeu os absurdos que se construíram em torno da divulgação da Operação. Há um longo trabalho de conscientização que, entretanto, será feito. A primeira onda de informações passou, e conseguimos atuar de forma incisiva para diminuir os danos. A próxima onda, agora, será um trabalho mais intenso e detalhado junto aos formadores de opinião de toda a sociedade – da imprensa aos profissionais da área da saúde – para lembra-los daquilo que tantas vezes já dissemos e comprovamos: a proteína animal do Brasil é uma das melhores do mundo. Poucos sistemas de inspeção e vigilância sanitária se comparam ao brasileiro. AVISITE - A ABPA já tem planos de ações para criar uma agenda positiva envolvendo a avicultura? O que vai ser feito daqui pra frente para recompor a imagem do setor?


Primeiros efeitos externos da Operação Carne Fraca na avicultura: exportação de carne de frango de março ficou aquém do inicialmente projetado Uma vez que em janeiro e fevereiro de 2017 os embarques de carne de frango in natura aumentaram 13,6% e 4,5% sobre, respectivamente, os mesmos meses de 2016 – o que, de princípio, já dava o tom das exportações do produto no transcorrer do corrente exercício – contava-se que no mês de março se alcançasse, no mínimo, o mesmo volume de um ano atrás – 368.442 toneladas, recorde para o terceiro mês do ano. Mas a divulgação da operação da Polícia Federal frustrou essa expectativa. De toda forma e à primeira vista, o resultado divulgado pela SECEX/ MDIC não chega a ser de todo ruim, visto que no mês foram embarcadas 343.272 toneladas do produto in natura, apenas 6,83% a menos que um ano antes e 14% a mais que em fevereiro passado, quando o volume embarcado mal passou das 300 mil toneladas. Lembrar, entretanto, que este último março teve 23 dias úteis (junto com agosto, é o mês mais longo do ano), enquanto fevereiro passado teve 18 dias úteis e março de 2016 teve 22 dias úteis. E isto considerado, o volume de março passado recuou mais de 11% sobre o mesmo mês de 2016, enquanto em relação a fevereiro, um dos meses mais curtos do ano, também houve queda – neste caso, de mais de 10%. Mas a verdade é que o desempenho divulgado para o mês de março não reflete toda a realidade do mercado exportador após a malfadada deflagração da operação da PF. Porque à altura de sua divulgação (17 de março), os negócios do mês já estavam fechados, não havia como voltar atrás. Em outras palavras, só o tempo mostrará os efeitos dessa intempestiva ação. Mesmo porque até 31 de março passado, de acordo com tabela divulgada pelo Ministério da Agricultura, apenas 52 países haviam se posicionado em torno da entrada das carnes brasileiras em seus respectivos territórios, 18 deles com suspensão total das importações. Ou seja: mais de 100 países importadores ainda não se manifestaram. FRANCISCO TURRA - Temos uma série de iniciativas já planejadas nas áreas de comunicação, de relações com os mercados e outras iniciativas que deverão entrar em vigor em breve. Missões internacionais estão em andamento – para novas vistorias no sistema brasileiro. Também teremos ações diretas nos mercados importadores, com apoio governamental e da Apex-Brasil – em nossos projetos setoriais. Traremos dezenas de jornalistas estrangeiros ao Brasil, durante o SIAVS, para mostrar que o Brasil é um dos mais seguros produtores de alimentos do mundo. Há um longo e detalhado trabalho que realizaremos para reduzir os danos causados em 17 de março. AVISITE - O que a avicultura poderia ter feito de diferente (se é que há algo) para evitar este estrago em sua imagem? FRANCISCO TURRA - A avicultura é uma atividade dinâmica, que

POSIÇÃO DOS PAÍSES IMPORTADORES, SEGUNDO LISTA DIVULGADA PELO MAPA EM 31/3/2017 PAÍS IMPORTADOR

SITUAÇÃO

Austrália

Egito

Jordânia

Cingapura

Hong Kong

Kuwait

Coreia do Sul

Israel

Paraguai

Argentina

Chile

Eslováquia

Estados Unidos

China

Espanha

Filipinas

Emirados Árabes Unidos

Japão

Geórgia

Finlândia

Marrocos

Malásia

Peru

Irã

Rússia

Reino Unido

União Europeia

África do Sul

Suíça

Arábia Saudita

Canadá

Vietnã

Catar

Dinamarca

Barbados

Guiana

Zimbabue

Antígua e Barbuda

México

Angola

Argélia

Santa Lúcia

Jamaica

Bahamas

São Vicente e Granadinas

Granada

Bahrein

Suriname

Dominica

Belize

Trinidad e Tobago

São Cristovão e Névis

investe e busca constantemente desenvolvimento. Não vamos nos ater ao que fizemos ou deixamos de fazer – sabemos de nossa competência e qualidade. O que precisamos fazer é uma reflexão sobre quais passos e lições podemos tirar deste triste episódio, para nos consolidarmos cada vez mais como um dos melhores sistemas de produção de alimentos do mundo. AVISITE - Os importadores brasileiros realmente tinham motivos para os embargos que foram impostos? FRANCISCO TURRA - Não. Prova disto é que a suspensão da maioria dos embargos aconteceu em um curtíssimo prazo, entre 07 e 10 dias após a Operação. Há investigações em andamento e defendemos que o que há de errado deve ser corrigido, com as devidas punições aos culpados. Esperamos, entretanto, que haja menos especulação, mais comprometimento e melhor direcio-

Medidas do MAPA aceitas. Mercado aberto (9 países)

Suspensão parcial e inspeção reforçada (25 países)

SUSPENSÃO TOTAL (18 países)

namento das informações que são divulgadas. AVISITE - Em termos financeiros, quão afetada foi a avicultura? FRANCISCO TURRA - Ainda é muito cedo para quantificar impactos financeiros. Na primeira semana, apenas com os embargos totais, calculamos um número próximo de US$ 40 milhões para aves e suínos. O número, entretanto, vai muito além disso: há prejuízos com a logística perdida ou desnecessária, com a perda de vendas no período imediato ou futuro, os custos para o trabalho de recuperação de imagens. Há uma conta intangível neste contexto, também, sobre a honra de quem dedica diariamente seus esforços por um setor que prima pela qualidade. Mas acredito, como falei, que o momento agora é de correr atrás do prejuízo. Ou, conforme o dito popular, “fazer deste limão uma limonada”. A Revista do AviSite

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Artigo técnico

Dinâmica da formação de micotoxinas no campo e durante a armazenagem Autor: Eduardo Micotti da Glória, especialista da Esalq/ USP

Nível total de micotoxinas com potencial de exercer efeito tóxico não é mensurado adequadamente se não houver a mensuração das micotoxinas modificadas e associadas

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A Revista do AviSite


D

esde a descoberta do primeiro metabólito de bolores com potencial tóxico, ou seja, a primeira micotoxina, que ocorreu em 1960 com a descoberta das aflatoxinas, muito tem sido pesquisado sobre as micotoxinas. Assuntos como, por exemplo, as condições para sua produção, a capacidade destas substâncias de causar danos à saúde de humanos e outros animais, métodos de analíticos para detecção, genômica dos fungos produtores e outros têm sido pesquisados ao redor do mundo. Como resultado desta imensa massa de dados gerados, atualmente tem-se informações, por exemplo, sobre o modo de ação tóxica de várias destas substâncias, com indicações de níveis máximos de exposição a algumas destas substâncias; condições que favorecem a produção destes compostos por bolores, que possibilitam sugestões de práticas de manejo em pré-colheita visando minimizar a ocorrência de níveis de contaminação elevados; metodologias analíticas com capacidade de detecção

de níveis mais reduzidos da contaminação e com possibilidade de análise concomitante de várias micotoxinas e a descoberta de novas micotoxinas. Publicações científicas na área citam como micotoxinas conhecidas nos dias atuais de 300 a 400 compostos. No entanto, uma avaliação realizada em 2003 por pesquisadores de várias nacionalidades reunidos em uma força tarefa, que resultou em um relatório, mostra que com base na quantidade de espécies fúngicas toxigênicas existentes entre as espécies já conhecidas e no potencial estimado de que novas espécies fúngicas venham a ser descobertas, existe um potencial de haver de 20.000 a 300.000 compostos possíveis de serem categorizados como micotoxinas na natureza. Desta maneira, os desafios e a quantidade de trabalho na área de micotoxinas são imensos e dinâmicos, assim como é dinâmica a produção das micotoxinas sobre um alimento ou ração, desde o campo até o consumo final.

Recomendação importante para avaliação da contaminação de micotoxinas é moer toda a amostra composta, homogeneizar o material moído e proceder-se à retirada da amostra analítica

A Revista do AviSite

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Artigo técnico

O desafio ao realizar um programa de amostragem de grãos com a finalidade de detectar micotoxinas deve concentrar-se em como coletar os poucos grãos afetados dentro de uma massa de grãos

Dinâmica da formação das micotoxinas A produção das micotoxinas pode ser influenciada por características do próprio organismo fúngico e fatores decorrentes do substrato e/ou do ambiente. Uma característica do organismo fúngico necessária para produção de micotoxinas é a existência dos genes em seu material genético responsáveis por esta característica. Desta maneira, não é suficiente que um fungo de uma espécie fúngica conhecida por produzir uma micotoxina esteja presente em condições ambientais ideais para produção. Se o organismo fúngico ali presente não contiver os genes necessários para capacita-lo a produzir, a produção não irá ocorrer. Como consequência disto a capacidade de produzir uma determinada micotoxina por indivíduos de uma espécie toxigênica pode variar bastante entre diferentes regiões e mesmo dentro de uma mesma área de produção. Decorrente desta variabilidade individual algumas regiões agrícolas apresentam maior risco de contaminação com uma micotoxina e outras menores, apesar da espécie fúngica toxigênica estar presente em ambas. Outra característica do fungo importante é influenciar a produção de micotoxina e a sua capacidade de adaptação ao substrato, ambiente e a capacidade de inibir outros competidores como, por exemplo, outros fungos, bactérias, insetos ou mesmo mecanismos de defesa presentes em hospedeiros vegetais. Um organismo fúngico que apre-

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A Revista do AviSite

sente genes de produção para uma micotoxina, mas que não tenha um bom nível de capacidade adaptativa ou competitiva pode não prevalecer e a micotoxina para a qual ele apresenta capacidade de produzir não estará presente ou estará em níveis de contaminação reduzidos. Estas duas características inerentes ao individuo são hoje inclusive as bases científicas utilizadas em produtos destinados a reduzir o risco de contaminação com aflatoxinas em áreas de produção de milho e amendoim. Estes produtos utilizam em sua formulação indivíduos fúngicos de uma espécie fúngica toxigênica, no caso o Aspergillus flavus, com boa capacidade adaptativa e competitiva, mas que não apresentam os genes que os capacitam para a produção de aflatoxinas. Desta maneira, o produto apresentando propágulos destes organismos é aplicado em áreas de produção e os indivíduos oriundos do produto irão se desenvolver e competir com os indivíduos da mesma espécie naturalmente presentes. Se a vantagem adaptativa e competitiva dos indivíduos provenientes do produto sobressair em uma determinada área agrícola e as condições ambientais sejam propícias ao desenvolvimento de A. flavus, os grãos produzidos ali apresentarão infecção e colonização predominante por organismos provenientes do produto e consequentemente pouca ou nenhuma contaminação por aflatoxinas ocorrerá. Vários fatores ambientais podem influenciar a produção de micotoxinas, entre eles podem ser citados: a temperatura, a disponibilidade de água, a

composição do ar atmosférico, o pH, a composição do substrato, a presença de compostos antifúngicos, a microbiota co-existente e outros. Para entender a dinâmica da produção das micotoxinas, os efeitos destes fatores não devem ser avaliados individualmente, ou seja, para melhor entender se o crescimento fúngico e a produção de micotoxinas poderá ocorrer em uma determinada situação é preciso verificar o nível de ocorrência de todos estes fatores naquela determinada situação. Como consequência disto podemos ter, por exemplo, uma situação onde os níveis de temperatura, disponibilidade de água, a composição do ar atmosférico e a composição do substrato são favoráveis ao crescimento fúngico e a produção de uma determinada micotoxina, por um fungo que apresenta a capacidade de produzi-la, mas o crescimento fúngico e consequentemente a produção não vai ocorrer, pois no substrato (por exemplo, grão ou ração) existe a presença de um antifúngico. Em várias outras situações reais na cadeia de produção e processamento de grãos e rações o nível de ocorrência de um destes fatores é utilizado como fator limitante ao desenvolvimento fúngico. Como, por exemplo, em armazenamento em silos tipo “bag”, no qual a modificação da composição do ar atmosférico interno na massa de grãos com a diminuição da quantidade de oxigênio e aumento da concentração dos níveis de dióxido de carbono (CO2), decorrentes da respiração microbiana e hermeticidade da estrutura de armazenamento, faz com que os fungos fila-


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Artigo técnico

A

B

C

0 25 50 75 100 125 150 175 200

Figura 1 – Risco da contaminação com aflatoxinas (0 – 200) na produção agrícola europeia em função de três cenários: A – temperatura média atual; B – temperatura média atual acrescida de 2°C e C – Temperatura média atual acrescida de 5°C mentosos presentes e que teriam capacidade de crescer e produzir micotoxina não cresçam, pois eles são negativamente muito afetados com o aumento do CO2. A própria secagem dos grãos e rações é outro exemplo, nesta situação o fator limitante é a baixa disponibilidade de água no substrato, o que não permite que os fungos se desenvolvam. Entretanto, os níveis de ocorrência destes fatores são de natureza dinâmica, ou seja, os grãos e rações podem apresentar uma situação desfavorável ao crescimento fúngico em certo momento, mas esta situação pode se tornar favorável em outro momento no decorrer da cadeia de produção. Temos a disponibilidade de água, muito utilizada e entendida como umidade, que pode ser reduzida, por exemplo, durante a secagem dos grãos, mas elevar-se com um armazenamento mal feito e atingir níveis favoráveis ao desenvolvimento fúngico. Outro exemplo desta situação dinâmica é a mudança dos padrões climáticos de uma determinada região. Isto é exatamente o que foi sugerido por um grupo de pesquisadores europeus, que mostraram um aumento do risco de contaminação com aflatoxinas da produção agrícola da Europa, com a elevação da temperatura média da região em função do aquecimento global (Figura 1).

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Desafios na mensuração da contaminação com micotoxinas A conscientização de que a contaminação de produtos agrícolas por micotoxinas é dinâmica faz surgir outro desafio: como mensurar esta contaminação. O grande desafio em mensurar esta contaminação provém da característica extremamente heterogênea que a contaminação com micotoxinas apresenta. Normalmente, dentro de uma massa de grãos poucos destes apresentam níveis de contaminação elevados e a grande maioria não apresenta contaminação ou o nível de contaminação é reduzido. Desta maneira, o desafio ao realizar um programa de amostragem de grãos com a finalidade de detectar micotoxinas deve concentrar-se em como coletar estes poucos grãos dentro de uma massa de grãos. A estratégia para isto é obter uma amostra representativa da massa de grãos ou ração sendo amostrada. Para isto, deve-se retirar pequenas quantidades de grãos (amostras incrementais) de diferentes partes de uma massa de grãos e reuni-las todas compondo uma amostra com grande quantidade de grãos (amostra composta). Contudo, de nada adiantará obter esta amostra composta se para o trabalho analítico retirar-se desta amostra composta uma pequena quantidade de

grãos para moer e proceder à análise. A representatividade obtida com a amostra composta será perdida. Para isto, outra recomendação muito importante para avaliação da contaminação de micotoxinas é moer toda a amostra composta, homogeneizar o material moído e proceder-se a retirada da amostra analítica. Diferentes protocolos com recomendações para o número e peso das amostras incrementais que devem ser retiradas e peso final da amostra composta existem para serem seguidos e a adoção de protocolos mais ou menos exigentes precisa ser avaliada com base na disponibilidade de recursos financeiros, do tempo disponível para se ter o resultado e a mão de obra necessária. Entretanto, é preciso estar consciente que a adoção de protocolos menos exigentes irá sempre diminuir a confiabilidade dos resultados obtidos. Contudo, a regra mais importante que deve ser sempre atendida, independente do protocolo seguido, é moer a amostra composta antes da retirada da amostra analítica. Outro ponto muito importante que atualmente tem desafiado pesquisadores e pessoas envolvidas na mensuração das micotoxinas em grãos e ração é a possibilidade de existirem as micotoxinas modificadas e as associadas. As micotoxinas modificadas são formas de ocorrência da molécula de


uma determinada micotoxina ligada à outra molécula, por exemplo, uma molécula de glicose ou a um grupo sulfato que modifica suas características originais químicas. As micotoxinas ligadas surgem como resultado do metabolismo de plantas, animais, fungos outros micro-organismos ou processos químicos aplicados ao substrato contaminado. Esta modicação faz com que em métodos cromatográficos rotineiros utilizando detecção por fluorescência, ultravioleta ou mesmo espectrometria de massas estas formas ligadas não possam ser detectadas. Para poder detectar as micotoxinas originais duas alternativas existem: primeiro utilizar um padrão analítico da micotoxina ligada, o que hoje é possível para laboratórios de rotina somente para a desoxinivalenol 3 glucosideo, pois é o único padrão de micotoxina modificado comercializado ou é preciso que as amostras ou extratos delas sofram um tratamento enzimático

ou com ácido ou álcali com a finalidade de romper a ligação dos grupos que se ligaram a micotoxina original e esta torne-se visível aos métodos de detecção rotineiros. As micotoxinas associadas por sua vez constituem a fração da contaminação de uma determinada micotoxina que está associada a constituintes do substrato, por exemplo, amido ou proteína através de ligações covalentes ou não ou mesma somente aprisionada na cadeia destes polímeros. As micotoxinas associadas ao contrário das modificadas não são extraídas da matriz do alimento ou ração por extratores utilizados rotineiramente, assim, para sua extração, um tratamento diferenciado precisa ser aplicado às amostras para liberação das micotoxinas associadas. Contudo, se forem liberadas, estas podem ser detectadas e quantificadas por métodos cromatográficos rotineiros. As micotoxinas modificadas e as associadas têm representado uma dificuldade

na mensuração das micotoxinas, pois elas não são detectadas em análises de rotina, mas podem contribuir para o efeito tóxico. As micotoxinas modificadas ou associadas podem ser liberadas dos grupos que as modificavam ou que a que estavam associadas, durante a passagem no trato gastrointestinal de animais como resultado da ação de enzimas do organismo ou da microbiota. Desta forma, o nível total de micotoxinas com potencial de exercer efeito tóxico não é mensurado adequadamente se não houver a mensuração das micotoxinas modificadas e associadas. O grupo de pesquisa coordenado pelo pesquisador Eduardo Micotti da Gloria, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da ESALQ/USP vem trabalhando com as micotoxinas há 28 anos em vários dos aspectos acima relacionados, contribuindo para o conhecimento das micotoxinas principalmente para o setor de produção animal.

O DESINFETANTE QUE TODAS AS GERAÇÕES CONFIAM

Produtores do mundo todo acreditam na desinfecção feita pelo TH4+ A Revista do AviSite

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Reportagem Saúde animalempresarial

Compartimentação é opção para evitar a entrada de Influenza Aviária no Brasil O compartimento é um conjunto de procedimentos de contenção e mitigação extra, acima dos já extremamente exigentes procedimentos de biosseguridade contemplados pelo PNSA (Plano Nacional de Sanidade Avícola) Jairo Arenazio, Diretor-executivo e Leonardo Sestak, Gerente de Qualidade Cobb-Vantress

A compartimentação passa a ser um “selo de qualidade e um passaporte para todos os mercados, oferecendo a possibilidade de o Brasil aumentar ainda mais os canais de exportação, podendo comercializar produtos para os países com critérios de biosseguridade e saúde alimentar dos mais rigorosos do planeta

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E

mbora o País nunca tenha registrado foco de Influenza Aviária, a preocupação com a entrada do vírus no Brasil tem sido uma constante, principalmente nos últimos meses, quando diversos países confirmaram registros da enfermidade. Profissionais, autoridades e setor produtivo têm estudado formas de garantir a sanidade do plantel brasileiro, suspendendo por tempo indeterminado, por exemplo, as visitas internacionais de clientes e fornecedores em estruturas produtivas com aves vivas ou que possuam relação direta com elas, tais como fábricas de ração, incubatórios e plantas processadoras. A preocupação aumentou desde que o Chile, vizinho do Brasil, também registrou foco da doença em uma granja de perus. Segundo especialistas, para que o vírus chegue em nosso País, basta que uma pessoa tenha tido contato com a doença/vírus em qualquer um dos mais de 55 países com focos confirmados para esta enfermidade e, ao chegar ao Brasil, tenha contato direto com nosso setor produtivo. Contudo, um trunfo conquistado no final do ano passado pode ajudar muito nessa batalha diária para evitar a chegada desta “peste” ao Brasil: o certificado de Compartimento de Reprodução Livre de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, concedido pela primeira vez a uma empresa privada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Leonardo Sestak

“Em um País em que o setor de avicultura movimenta, por ano, mais de US$ 20 bilhões em vendas e é líder em exportação de frango, garantir a sanidade de nossas aves e de todos os planteis comerciais deve ser uma preocupação de todo o setor produtivo e das autoridades”

Jairo Arenazio

“Nesta batalha é preciso usar todas as ferramentas possíveis para garantir a saúde de nossas aves e nossos planteis” Os estudos para a elaboração do projeto brasileiro levaram cerca de dez anos e prevêem cooperação técnica para que outras empresas brasileiras possam postular a certificação a partir de melhorias em seus sistemas de biosseguridade. O compartimento é um conjunto de procedimentos de contenção e mitigação extra, acima dos já extremamente exigentes procedimentos de biosseguridade contemplados pelo PNSA (Plano Nacional de Sanidade Avícola), que assegura ainda mais o setor produtivo quanto a estas duas tão importantes enfermidades. E nesta batalha é preciso usar todas as ferramentas possíveis para garantir a saúde de nossas aves e nossos planteis. Assim, mesmo em uma situação de emergência mundial, os produtos brasileiros estarão aptos para chegar a outros mercados, sem transmitir qualquer tipo de doença. Portanto a compartimentação passa a ser um “selo de qualidade e um passaporte para TODOS os mercados”, oferecendo a possibilidade de o Brasil aumentar ainda mais os canais de exportação, podendo comercializar produtos para os países com critérios de biosseguridade e saúde alimentar dos mais rigorosos do planeta. Em um País em que o setor de avicultura movimenta, por ano, mais de US$ 20 bilhões em vendas e é líder em exportação de frango, garantir a sanidade de nossas aves e de todos os planteis comerciais deve ser uma preocupação de todo o setor produtivo e das autoridades. A compartimentação é mais um gigante passo que o Brasil dá na vanguarda deste setor, tão dinâmico, tecnificado e robusto, consolidando ainda mais a avicultura brasileira como uma ilha de biosseguridade e saúde alimentar para todos os seus produtos. A Revista do AviSite

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Informe Técnico-Comercial

Fitogenia, ácidos orgânicos e desempenho das aves: Como poderemos avançar? Autor: Michel Magnin, DVM, PhD Conselheiro científico da MiXscience

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A Revista do AviSite


O

desempenho das aves está dramaticamente associado ao impressionante avanço genético observado desde o fim do século passado. Os índices de desempenho levam em consideração três parâmetros simples: taxa de crescimento, mortalidade e conversão alimentar (CA). O desempenho na taxa de crescimento tem uma dependência multifatorial. Os frangos de corte modernos são capazes de ingerir uma grande quantidade de ração e transformá-la em ganho de peso (peso vivo) de forma muito eficiente (baixa CA). Para serem tão eficientes quanto o limite do pacote genético os permite, eles precisam ter um trato gastrointestinal saudável e muito funcional. Saúde intestinal significa uma secreção abundante de enzimas (i. e. quantidade suficiente de enzimas endógenas) e superfície de absorção suficiente (alto desenvolvimento superficial através de vilosidades e micro vilosidades, atreladas a um baixo nível de inflamação).

Ácidos orgânicos, saúde intestinal e desempenho O interesse no uso de ácidos orgânicos na produção animal tem aumentado com a possível substituição dos promotores de crescimento e o seu modo de ação no trato intestinal de aves e suínos tem sido investigado. Para atravessar ou habitar o trato gastrointestinal os micro-organismos precisam sobreviver às condições muito ácidas do ambiente estomacal (Broom, 2015). Devemos observar que, no estômago, os micro-organismos devem passar pala ação do ácido clorídrico que é um ácido inorgânico e não um ácido orgânico. Para sobreviver a esse “stress” extremo, os micro-organismos têm que manter seu pH citoplásmico perto do neutro (pH 7) como convém às condições de sua fisiologia interna (enzimas). Os micro-organismos primariamente procuram manter o pH interno pela redução da permeabilidade da membrana ao íon (H+) ativando mecanismos de bombeamento de íons. Esses mecanismos são energeticamen-

te dispendiosos e, se a exposição a esse tipo de “stress” ácido se prolonga, outras rotas metabólicas se corrompem, o crescimento da bactéria é inibido e a morte pode ocorrer. Uma característica essencial dos ácidos orgânicos é o valor de seu pKa (pH); ácidos orgânicos são compostos por uma cadeia de carbono (onde o carbono terminal é uma carboxila – COO- dissociada), negativamente carregada e um íon de hidrogênio (H+), positivamente carregado. Quando ambos estão associados, o ácido não tem carga e é capaz de se difundir livremente através da membrana da célula microbiana. O valor do pKa é o pH onde metade do conteúdo do ácido se encontra na forma dissociada e metade na forma não dissociada (pKa = pH). Como os valores de pKa dos ácidos orgânicos são geralmente menores que 5, quando a forma não dissociada tiver penetrado na célula bacteriana, onde o pH é próximo de 7, o ácido assim se dissocia e os íons H+ resultantes acidificam o citoplasma, estressando o mecanismo regulador do pH da bactéria, como descrito acima. Diferentemente dos ácidos inorgânicos, como o ácido clorídrico, a porção aniônica dos ácidos orgânicos se acumula na célula causando outros problemas à bactéria. Como consequência do pKa, quanto maior o pH do meio, maior a proporção do ácido que se dissocia e menos capaz de penetrar a membrana microbiana. Dessa forma, dentro do trato gastrointestinal, uma dada concentração de um ácido orgânico resultará em um maior efeito antimicrobiano nas regiões de pH mais baixo do que nas regiões de pH mais alto e isso é uma consideração importante no uso de ácidos orgânicos e desenvolvimento de produtos.

Ácido benzoico, um composto antimicrobiano eficiente Que ácido orgânico escolher? Para descontaminação de ração o ácido fórmico é considerado o melhor ácido orgânico. Mas não é a melhor escolha para um micro-organismo gastrointestinal. O pKa do ácido fórmico é abaixo

Estudos têm mostrado atividade antimicrobiana de óleos essenciais selecionados contra vários sorotipos ou linhagens de Salmonella e E. coli

de 4; é uma molécula pequena e rapidamente metabolizada. O ácido benzoico tem um pKa de 4,2 e sua parte fenólica é um eficiente agente destruidor da célula bacteriana. Apesar dos benefícios propiciados pelo uso de ácidos orgânicos, uma restrição ainda persiste associada ao seu uso, que é a sua rápida absorção e metabolização nas partes proximais do trato gastrointestinal o que resulta em baixa disponibilidade para absorção e metabolização nas partes distais.

Fitogenia, avanços recentes na melhora do desempenho avícola Substâncias fitogênicas derivadas de plantas têm sido usadas na produção animal por séculos pelos seus efeitos benéficos no consumo de ração, na estimulação das secreções digestivas e proteção da parede intestinal pela sua ação antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana, anti-helmíntica e antiviral. Uma classe de substâncias fitogênicas que tem recentemente merecido a atenção de grande parte da mídia são os óleos essenciais, uma vez que muitos deles exibem essas mesmas propriedades (Johnson, 2016). A Revista do AviSite

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Informe Técnico-Comercial Zeng et al (2015) revisaram muitos estudos experimentais feitos com vários óleos essenciais adicionadas a dietas para aves. Eles relataram melhorias no desempenho (independentemente da origem dos OEs, quantidade usada e das condições ambientais das provas) da ordem de 3% para ganho de peso e 3% para conversão alimentar. Esses resultados são muito similares aos obtidos com o uso de promotores de crescimento e provavelmente podem ser explicados pelas propriedades antimicrobianas dos OEs. Os OEs e as plantas aromáticas são bem conhecidos por exercer ações antibacterianas, antifúngicas e antivirais em experimentos in vitro. Em geral as bactérias gram positivas parecem ser as mais susceptíveis à ação dos OEs do que as gram negativas, mas muitos estudos têm mostrado atividade antimicrobiana de OEs selecionados contra vários sorotipos ou linhagens de Salmonella e E. coli.

Ácidos orgânicos e substâncias fitogênicas, uma combinação sinérgica no desempenho avícola

Ácidos orgânicos e compostos fitogênicos bioidênticos, como o carvacrol e o timol possibilitam obter um espectro mais amplo de atuação antimicrobiana, sobre bactérias patogênicas, incluindo Salmonella 26

A Revista do AviSite

Os ácidos orgânicos têm uma maior atividade antimicrobiana sobre bactérias Gram negativas, (E. coli, Salmonella, Campylobacter...) enquanto as substâncias fitogênicas (óleos essenciais) são particularmente ativas sobre bactérias Gram positivas. Obviamente isso é uma boa razão para combinarmos os dois grupos para obtermos um espectro mais amplo de atividade antimicrobiana. Mas, tais combinações se desempenharam muito bem contra o grupo das gram negativas. Isso foi demonstrado por Zhou et al (2007) trabalhando com amostras de Salmonella typhimurium tratadas com carvacrol e timol e diferentes ácidos orgânicos (acético, cítrico, lático), de forma isolada ou combinada. Eles observaram efeitos sinérgicos do carvacrol e do timol com os ácidos cítrico e acético. De acordo com os autores esses efeitos sinérgicos podem ser explicados pela dissociação da maioria dos agentes antibacterianos em formas iô-

nicas na solução; a adição de ácidos orgânicos aumentou a concentração de H+ levando o carvacrol e o timol na direção de seu estado molecular. As formas moleculares do carvacrol e do timol são livremente permeáveis através da membrana plasmática. Portanto, a adição de um ácido orgânico dá condições ao carvacrol e ao timol de existir numa forma (molecular) que pode entrar na célula da bactéria e, aí, exercer sua atividade antimicrobiana (Zhou et al 2007). Concluindo, estamos diante de claras perspectivas de melhorar o desempenho avícola com ácidos orgânicos e compostos fitogênicos bio-idênticos como o carvacrol e o timol. A combinação desses dois tipos de ingredientes ativos nos possibilita obter um espectro mais amplo de atuação antimicrobiana, sobre bactérias patogênicas, incluindo Salmonella, copiando os efeitos dos antibióticos promotores de crescimento. Considerando o rápido metabolismo desses agentes, a vetorização, com técnicas diferenciadas de encapsulação, se apresenta como uma possível solução para se maximizar o desempenho com quantidades mínimas de ingredientes ativos.

Referências BROOM L.J., 2015. Organic acids for improving intestinal health of poultry. World’s Poultry science Journal, 71, 630-642. JOHNSON T., 2016. Essential oils in poultry: does scientific evidence support broad claims ? In Proceedings Midwest Poultry Federation Convention, 3 pp. ZENG Z., ZHANG S., WANG H., PIAO X., 2015. Essential oil and aromatic plants as feed additives in non-ruminant nutrition: a review. Journal of Animal Science and Biotechnology, 6 (7). ZHOU F., JI B., ZHANG H., JIAND H., YANG Z., LI J., LI J., REN Y., YAN W., 2007. Synergistic effect of thymol and carvacrol combined with chelators and organic acids against Salmonella typhimurium. Journal of Food Protection, 70 (7), 1704-1709.


Caderno Técnico-Comercial | Como produzir mais gastando menos

Aspectos que influenciam na garantia da lucratividade do setor avícola

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edição de Abril da Revista do AviSite traz uma análise para identificar os principais fatores que auxiliam na manutenção de uma boa produção, com menores custos. Com as margens de lucro cada vez mais apertadas, existe uma grande preocupação para manter a competitividade no setor avícola. E, nesta análise entra o tripé “Sanidade, Genética e Nutrição”. Jorge Chacón – Gerente Serviços Veterinários e Marco Aurélio Lopes – Gerente de Linha de Produtos (Ceva Saúde Animal) abordam a prevenção de doenças aviárias como ferramenta para maximização da produtividade. Eles destacam que o grande desafio do produtor é responder a questão: como produzir mais, a menor preço e sem uso de antimicrobianos? “Sem dúvida, os manejos nutricional, ambiental e sanitário terão que ser aperfeiçoados ainda mais para atingir este objetivo”, afirma o texto. Já a autora Jane Grosso, coordenadora de Produtos, Aviagen América Latina analisa a influência genética no processo avícola. Segundo ela, as empresas de genética devem, sempre, estar à procura de melhores alternativas de produtos para atender e surpreender os diversos mercados, em todo o mundo. “E este modelo de inovação não se encerra: hoje há outros produtos em pesquisa e desenvolvimento em laboratórios e granjas”, destaca. E já, os autores Pierre-André Geraert (Adisseo, França), Olivier Guais (CINABio, França) e Estelle Bonnin (INRA, França) em seu texto, avaliam a reformulação da fração indigestível e como forma de maximizar os benefícios das enzimas exógenas. Segundo eles, o alvo das enzimas é sobretudo a fração indigestível da ração, é nesta porção que está o valor nutricional das enzimas exógenas. “Conhecendo-se melhor esta fração indigestível e o seu potencial de liberação de nutrientes, podemos maximizar o benefício do uso destas enzimas na formulação das dietas”, destacam e ainda avaliam que a nova geração de enzimas para ração que aumenta a digestibilidade global dos nutrientes e está revolucionando a maneira como as dietas são reformuladas, sendo fundamental para a sustentabilidade da produção animal. Uma boa leitura! A Revista do AviSite

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ADISSEO

A reformulação da fração indigestível: como maximizar os benefícios das enzimas exógenas Autor: Pierre-André Geraert (Adisseo, França), Olivier Guais (CINABio, França) e Estelle Bonnin (INRA, França)

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O alvo das enzimas é sobretudo a fração indigestível da ração, é nesta porção que está o valor nutricional das enzimas exógenas. Conhecendo-se melhor esta fração indigestível e o seu potencial de liberação de nutrientes, podemos maximizar o benefício do uso destas enzimas na formulação das dietas. A nova geração de enzimas para ração, Feedase, aumenta a digestibilidade global dos nutrientes, e está revolucionando a maneira como as dietas são reformuladas, sendo fundamental para a sustentabilidade da produção animal.

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A Revista do AviSite

nzimas exógenas são usadas há mais de vinte anos para aumentar a digestibilidade da ração, permitindo o uso de maior diversidade de matérias primas para ajudar os produtores a reduzirem os custos da ração. Em relação à energia, não mais que 75% estão disponíveis para o metabolismo no final do trato gastrointestinal (TGI), ao passo que a digestibilidade ideal de proteína hoje é de 80%, o que significa que entre 20 e 25% da matéria orgânica normalmente não está disponível para o metabolismo animal. Os genótipos modernos de aves e suínos foram selecionados para aumentar o apetite e, portanto, o consumo alimentar dos animais, desafiando assim sua capacidade digestiva. A eficiência da solução enzimática depende não só da capacidade de degradar seus substratos, mas também da quantidade e importância dos nutrientes que não são digeridos quando associados com esses substratos. Os efeitos antinutricionais dos polissacarídeos não amiláceos (PNA) em dietas de aves e suínos são bem conhecidos e podem ser resumidos assim: (1) encapsular nutrientes, diminuindo o acesso das enzimas endógenas dos animais a estes; (2) aumentar a viscosidade da digesta, reduzindo a capacidade de absorção de nutrientes pelo TGI; ou (3) aumentar a população da microbiota e, assim, reduzir parcialmente a disponibilidade de nutrientes para o metabolismo do animal.

O uso eficaz dos nutrientes da ração O desenvolvimento de enzimas degradadoras de PNA para dietas à base de milho, consideradas não viscosas, mos-

trou que a viscosidade pode não ser uma questão crítica; aumentar a acessibilidade das enzimas endógenas aos nutrientes é mais crucial para a melhor utilização dos nutrientes neste tipo de ração. Dados recentes indicam que aproximadamente um terço da fração indigestível poderia ser liberado com o uso de enzimas exógenas. É sabido que os PNA diminuem a digestibilidade da ração, enquanto as enzimas que degradam PNA têm sido muito usadas para eliminar esses fatores antinutricionais, assim aumentando o valor nutricional da ração. Mas como atingir a fração indigestível de forma eficiente? Com base no melhoramento genético do fungo Talaromyces versatilis, tornou-se possível elevar significativamente a produção de xilanases e arabinofuranosidases, assim acentuando a eficiência da quebra dos arabinoxilanos altamente ramificados presentes no milho, sorgo e arroz. Outro ponto de melhoria foi a ação reforçada das pectinases focando em uma melhor digestibilidade do farelo de soja, ingrediente muito usado nas dietas brasileiras e que possui em torno de 20% (do total de matéria seca) de pectina, além de uma alta quantidade de arabinoxilanos. De fato, este enriquecimento melhorou drasticamente a eficiência das enzimas que degradam PNAs, levando a uma elevação global da digestibilidade dos nutrientes e da eficiência alimentar. Esta nova geração de enzimas, Feedase, consegue aumentar significativamente o valor nutricional da dieta em uma ampla variedade de condições de ração. A digestibilidade global é demonstrada por melhoras na digestibilidade de amido, proteína, aminoácido, lipídio e fósforo. No


entanto, é essencial entender como otimizar os benefícios dessa enzima ao reformular dietas.

Proteína Bruta

Proteína Digestível

Proteína Indigestível

Potencial Advance

Nova Proteína Digestível

Avaliar o potencial de melhora Para estimar o potencial da Feedase na melhora das dietas, os nutricionistas primeiro precisam saber qual é a fração não digerida dos nutrientes. Avaliar as metas e a melhora potencial são os objetivos do Rovabio® Advance Predictor. Ao trabalhar com uma vasta base de dados obtidos em estudos in vivo, foi possível desenvolver uma ferramenta específica, robusta e confiável para ajudar os usuários finais a avaliarem a fração indigestível de suas matérias primas, assim como de suas rações. Assim é possível avaliar o potencial de melhora da energia metabolizável, dos aminoácidos digestíveis e do fósforo disponível no intuito de otimizar os custos da ração. O modelo desenvolvido oferece uma matriz nutricional precisa e sob medida para que os nutricionistas possam usar Rovabio® Advance em suas rações. Para assegurar-se de que o desempenho não seja adversamente afetado pela redução da densidade de nutrientes nas rações em decorrência de efeitos nutricionais não relacionados ao uso de Rovabio® Advance, recomendam-se aos nutricionistas algumas precauções durante o processo de formulação. Entre estas, alguns pontos destacados a evitar: redução excessiva do conteúdo de gordura na dieta e/ou da quantidade de óleo/gordura adicionada; desequilíbrio na proporção energia / proteína; e inclusão significativa de matéria prima com baixo valor nutricional.

Função da gordura em dietas de animais Hoje a gordura já se encontra muito reduzida nas rações, e às vezes é impossível reduzir ainda mais seu teor por meio da intensificação do efeito de enzimas. Além disso, a redução excessiva do conteúdo de gordura pode promover interferência em seus conhecidos efeitos “extra-calóricos”, tais como regulação da taxa de trânsito da digesta no TGI; absorção de vitaminas lipossolúveis; fornecimento

Fig. 1 – Estimativa da matriz nutricional de Rovabio® Advance para aumentar a proteína digestível nas rações, com base no efeito sobre a fração indigestível da matéria prima de ácidos graxos essenciais, especialmente ácido linoléico, e palatabilidade (sobretudo em suínos), bem como alguns aspectos tecnológicos, como a qualidade dos pellets e a redução do teor de pó da ração. Além disso, deve-se levar em conta seu impacto significativo sobre a ingestão de energia líquida — por exemplo, quando se substitui gordura demais por carboidrato (ou mesmo fibra). Na prática, é altamente recomendado que a redução, por meio de reformulação, do conteúdo total de gordura não seja superior a 35%. O desequilíbrio energia:proteína também costuma estar associado ao uso inadequado da matriz nutricional quando se considera, por várias razões, apenas o potencial da enzima para o aumento da energia, não levando em conta o seu potencial de elevação de aminoácido. Inevitavelmente, Rovabio® Advance liberará mais aminoácidos para o animal, de forma que esses nutrientes poderiam fornecer uma quantidade de energia superior à necessária ao seu metabolismo e deposição. Este ponto enfatiza fortemente a necessidade de considerar a totalidade da matriz nutricional de aminoácidos quando se usa esta nova geração de enzimas.

Proteção da mucosa intestinal Por fim, em muitos casos, os nutricionistas tentam tirar partido da redução da densidade nutricional da ração como oportunidade para incluir algumas matérias primas menos onerosas, que podem ser excessivamente fibrosas ou de qualidade inferior. Nesses casos, o risco de lesão da mucosa intestinal devido à abra-

são causada pelas fibras altamente estruturadas (por exemplo, as da casca de soja ou de girassol) aumenta significativamente, resultando em redução da capacidade de absorção, o que abre as portas para infecções bacterianas. O mesmo fator pode gerar respostas inflamatórias intestinais, que exigem uma quantidade significativa de nutrientes corporais, em particular aminoácidos, afetando diretamente os requisitos de manutenção. Além disso, dependendo da qualidade dessas matérias primas, aumenta o risco de contaminação por micotoxinas, gorduras oxidadas e compostos alergênicos. A ação desta nova geração de enzima tem como alvo direto a fração indigestível, aumentando assim seu valor, o que diminuirá o custo da ração e melhorará o desempenho animal e a sustentabilidade da produção de proteína animal. Com uma solução enzimática assim, os nutricionistas podem obter reduções consideráveis dos custos da produção da ração, bem como benefícios diretos e indiretos no desempenho dos animais, que não estão sendo contabilizados no preço da ração em si. De maneira geral, com base nos preços atuais das principais matérias primas disponíveis no mercado mundial para a produção de ração (milho, trigo, farelo de soja, fosfato, etc.), a redução potencial de custo, levando em conta a totalidade da matriz de Rovabio® Advance, pode superar os US$10,00 por tonelada. Adotar uma estratégia nutricional com uso de uma solução enzimática eficiente é a melhor opção para atingir o máximo benefício econômico, zootécnico e ambiental.

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AVIAGEN

Ross 308 AP (AP95): Um produto vencedor Autor: Jane Grosso, coordenadora de Produtos, Aviagen América Latina

Ross 308 AP tem excepcional taxa de crescimento, excelente conversão alimentar e viabilidade, fazendo com que tenha uma larga vantagem no custo do frango vivo em relação ao principal concorrente

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Aviagen América Latina iniciou a comercialização do Ross 308 AP em 2013 com muita expectativa. Fruto de desenvolvimento de longos anos utilizando-se do estado da arte em genética animal, seu desempenho de campo confirmou o que havia sido verificado nos testes experimentais e de campo: um produto equilibrado e extremamente competitivo no mercado que valoriza muito as características de frango vivo – não deixando de atender às características da matriz e com ótimo rendimento no abatedouro. A Aviagen, empresa líder mundial em genética de aves, tem como prática usual o desenvolvimento de novos produtos antecipando-se às necessidades específicas de cada mercado; como seu próprio lema: “Alcance Global, Performance Local“. É como uma fábrica de automóveis, assim que um novo modelo com as mais modernas

inovações é lançado, ele passa a ser obsoleto na mente dos desenvolvedores de tecnologia e produtos da empresa. E isso acontece com a Aviagen, sempre à procura de melhores alternativas de produtos para atender e surpreender os diversos mercados, em todo o mundo. E este modelo de inovação não se encerra: hoje há outros produtos em pesquisa e desenvolvimento em laboratórios e granjas, que no futuro poderão substituir os atuais com vantagem. Na prática, com animais, a vida útil de um produto é muito mais longa do que um carro, contudo obedece ao mesmo raciocínio. Um produto do mesmo modelo, no caso o Ross 308 AP ou qualquer outro, não é estático, mas em constante progresso ao longo dos anos de sua existência. O melhoramento genético entrega constantemente uma vantagem zootécnica transformada em econômica pela indústria avícola. Este benefício adicio-

Gráfico 1: Nota: Resultados TOP 25% - valores com base nos melhores resultados para cada parâmetro.

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nal é proveniente do progresso genético ao nível pedigree que por meio do pipeline do produto chega as granjas e frigoríficos cerca de 4 anos mais tarde. Em meados da década passada a Aviagen começou a idealizar o Ross 308 AP. O primeiro passo foi o de reconhecer as necessidades do mercado brasileiro e suas tendências para definir os atributos deste novo produto. Sim, o Ross 308 AP é o único produto idealizado exclusivamente para atender as exigências do mercado brasileiro. Um produto superior, com características produtivas como crescimento rápido, robustez, eficiência alimentar e baixo custo na plataforma aliadas a performance de rendimento no abatedouro. O Ross 308 AP foi idealizado e aprovado para o Brasil, suas linhas básicas foram sintetizadas no programa de melhoramento genético da Aviagen nos Estados Unidos e testadas intensivamente em território nacional. Contudo, o Ross 308 AP, após seu lançamento, tem mostrado sua versatilidade, respondendo muito bem em diferentes ambientes e sistemas de criação na América Latina e em outras regiões do globo. Desde que foi disponibilizado no mercado nacional, o Ross 308 AP tem mostrado excepcional taxa de crescimento, excelente conversão alimentar e viabilidade, fazendo com que tenha uma larga vantagem no custo do frango vivo em relação ao principal concor-

Aviagen está sempre à procura de melhores alternativas de produtos para atender e surpreender os diversos mercados, em todo o mundo

Gráfico 2

Gráfico 3

rente. Por outro lado, também possui ótimo rendimento de carcaça e cortes nobres, o que completa seu benefício econômico para a indústria avícola. E quanto à matriz? O excelente desempenho da matriz Ross 308 AP contradiz o paradigma do setor de que se a matriz é boa o frango é ruim e vice-versa. Na verdade, as correlações genéticas entre as características produtivas do frango e reprodutivas da matriz, em geral, são negativas. Contudo, são apenas parâmetros populacionais, isto quer dizer que sim, se pode selecionar, ao mesmo tempo, indivíduos bons para os dois conjuntos de características. Aqui a Aviagen é especialista, com larga experiência em melhoramento genético animal (frangos, perus, poedeiras e peixes), usando as mais modernas e avançadas técnicas e metodologias de seleção. Veja no gráfico 1 o desempenho da matriz, com a média nacional e os valores de resultados TOP 25% dos principais parâmetros zootécnicos.

Já o frango, idealizado para entregar o maior benefício econômico às empresas avícolas, possui expressiva vantagem do ganho de peso diário sobre o principal concorrente (veja gráfico 2). Utilizando-se das mais efetivas técnicas de avaliação da eficiência alimentar, incluindo o sistema Lifetime FCR (estações de alimentação individuais monitoradas eletronicamente e equipadas com tecnologia transponder), a conversão alimentar do Ross 308 AP mostra significativa vantagem competitiva (veja gráfico 3). Com estas características, o Ross 308 AP mostra-se um produto vencedor, com performance consistente no ano de 2017 em diferentes clientes, sistemas de criação e regiões do Brasil, mostrando versatilidade em todas as variáveis encontradas a campo. Um produto vencedor, que se consolida por sua extrema confiabilidade e competitividade, ideal para a sua empresa. A Revista do AviSite

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CEVA

Prevenção de doenças aviárias como ferramenta para maximização da produtividade Autores:

MV MSc PhD Jorge Chacón Gerente Serviços Veterinários da Ceva Saúde Animal,

1. Demandas para a indústria avícola Especialistas garantem que o crescimento do consumo de proteína animal, principalmente de origem avícola, continuará nas próximas décadas. De outro lado, o consumidor final tem demandado a cada dia mais a produção de carne de frango e ovos sem o uso de antimicrobianos. Aqui o grande desafio do produtor: Como produzir mais, a menor preço e sem uso de antimicrobianos? Sem dúvida, os manejos nutricional, ambiental e sanitário terão que ser aperfeiçoados ainda mais para atingir este objetivo. Os patógenos aviários são responsáveis por perdas clínicas e subclínicas (normalmente imperceptíveis e de difícil diagnóstico) que afetam a produtividade e competividade das empresas produtoras avícolas. Os programas vacinais, responsáveis pela prevenção e proteção dos plantéis, representam apenas 1 a 2% dos custos totais. Porém se mal gerenciados, podem afetar significativamente os outros investimentos efetuados. A diminuição da disponibilidade de mão de obra nas granjas é outro desafio que deve ser minimizado com a aplicação das vacinas no incubatório, sem necessidade de reforço no campo e que gerem prolongada proteção. “Note-se então a relevância de ter vacinas mais eficazes e que ofereçam robusta e prolongada proteção”.

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A Revista do AviSite

MV, MSc, MBA, Green Belt, Marco Aurélio Lopes Gerente de Linha de Produtos da Ceva Saúde Animal

2. Performance de tipos de vacinas disponíveis no país 2.1 Vacinas vetorizadas Oferecem várias vantagens sobre as vacinas convencionais, tais como: - Segurança (ausência de agente vivo e consequente ausência de reação pós-vacinal); - Conveniência (mais de uma doença pode ser prevenida com uma única aplicação); - Monitoramento (a resposta sorológica à vacina pode ser diferenciada de infecções de campo); - Duração da imunidade (um vetor adequado permite que as aves estejam protegidas por mais de 70 semanas);

- Facilidade de aplicação (a vacinação pode ser realizada no incubatório, onde o processo é mais controlado). Há vacinas vetorizadas que mostraram não necessitar de reforços no campo e ser altamente eficazes (p.e. Doença de Newcastle), já outras precisam de reforços com vacinas vivas no campo (p.e. Doença de Gumboro). 2.2 Vacina Complexo Imune (antígeno – anticorpo) São vacinas com vírus vivo, cobertos temporariamente por anticorpos específicos, e aplicadas no incubatório. A liberação e replicação do vírus vacinal acontecem quando os anticorpos maternais chegam a níveis baixos.


Comercialmente, hoje existem vacinas de complexo imune (antígeno-anticorpo) apenas para o controle da doença de Gumboro. O vírus de Gumboro é um agente residente nos aviários, sendo altamente resistente no ambiente e de difícil eliminação da cama. Com isso, realiza a colonização da Bursa na primeira oportunidade. As vacinas recombinantes para Gumboro não colonizam a Bursa por não conterem vírus vivo, ficando as bursas susceptíveis quando os anticorpos maternais diminuem. No campo é muito frequente encontrar vírus de campo em aves vacinadas com vacinas recombinantes justamente por esta falta de colonização da Bursa. Hoje, para esta doença nota-se que é necessário o vírus vivo vacinal, principalmente em regiões de alta pressão de infecção. Os objetivos são: 1) Colonizar a bursa com vírus vacinal antes da entrada do vírus de campo; 2) Povoar a cama com vírus vacinal e eliminar o vírus patogênico. 2.3 Vacinas convencionais Para muitas doenças, as vacinas convencionais ainda são as mais adequadas, principalmente para agentes que apresentam elevada diversidade antigênica e baixa proteção cruzada, por exemplo Salmonelose. Para estas doenças, não é possível ter uma vacina genérica, são necessárias vacinas que sejam formuladas com vírus/bactéria homóloga ao agente de campo, para que a proteção seja total.

3. Novas abordagens e programas integrados A seguir, são listadas algumas práticas relacionadas ao uso de vacinas que estão mostrando ser eficientes no campo. 3.1 Limpeza e desinfecção auxiliando a vacinação Um claro exemplo da necessidade de uma correta limpeza e desinfecção para garantir todo o potencial de uma vacina refere-se ao controle da doença de Marek. Existe diferenças na imunogenicidade e início de proteção entre as diferentes vacinas Rispens disponíveis no mercado, porém, a vacina mais imunogênica precisa de pelo menos 10 dias para proteger adequadamente a ave. Assim, a limpeza e desinfecção devem prevenir a infecção por vírus de campo nos primeiros dias de vida da ave. 3.2 Necessidade da aplicação da dose vacinal correta

Existe uma dose mínima protetora que deve ser administrada nas aves para garantir proteção adequada. Assim, é importante garantir que as partículas vacinais cheguem viáveis na ave (vacinas vivas) ou no volume necessário (vacinas inativadas). Equipamentos bem regulados usados no incubatório ou na granja têm minimizado os erros da aplicação manual. Assim, a seleção da cepa vacinal adequada, auditoria do processo de vacinação e revisão dos equipamentos de vacinação são relevantes para ter os resultados esperados. 3.3 Proteção cruzada e prolongada Em regiões de alto desafio por Salmonella gallinarum, o controle requer de manejo e vacinação com vacinas vivas, sendo necessárias re-vacinações durante a fase de produção de ovos (muitas vezes a cada 1012 semanas). Este protocolo, embora eficiente no controle da mortalidade, requer manejo intenso que chega a afetar as galinhas poedeiras, na postura comercial. O programa que combina a primovacinação com cepa SG 9R imunogênica na recria e revacinação com cepa inativada de S. Enteritidis vem mostrando ser eficiente na prevenção de desafios de SG e quase eliminando a necessidade de revacinação na fase de produção de ovos. O sucesso desta abordagem se explica pelos epítopos comuns entre a SG e SE que levam a proteção cruzada entre estes agentes. 3.4 Compatibilidade e sinergismo entre vacinas de diferente tecnologia A cepa vacinal F do Mycoplasma gallisepticum (MG) é eficientemente utilizada em granjas de postura comercial com desafio elevado. Porém, infecções precoces foram evidenciadas em várias granjas sendo

nestes casos impossível antecipar o uso da cepa F devido às reações pós-vacinais. Para estas situações, foi avaliado um programa que combina a aplicação de uma vacina vetorizada contra MG nas primeiras semanas e revacinação com a cepa F na quinta semana de vida. Esta abordagem vem mostrando resultados satisfatórios, pois se está antecipando a resposta imunidade pela vacina vetorizada e reforçando com a cepa F altamente imunogênica. 3.5 Proteção do indivíduo e do ambiente As aves estão constantemente sendo desafiadas por fontes de infecção externa (prevenida por medidas de biosseguridade) e internas (cama contaminada pelo lote anterior). Para minimizar o impacto da fonte de infecção interna, deve-se realizar uma intensa limpeza, desinfecção e tratamento da cama. Porém, há vacinas que têm capacidade de gerar esta proteção e prevenção: da ave (prevenindo doença clínica) e do ambiente (prevenindo excreção de patógenos ao ambiente). Não são todas as vacinas que têm estas características. Assim, exames adicionais devem ser realizados para avaliar o controle da multiplicação e excreção de patógeno no ambiente pelas diferentes vacinas disponíveis no mercado. 3.6 Proteção homóloga e heteróloga Para várias doenças, a eficácia do controle depende da semelhança antigênica entre os patógenos de campo e as cepas vacinais. Por exemplo, Salmonelas do grupo D são pobremente controladas com vacinas de outro grupo, assim como o vírus da Bronquite infecciosa BR, dominante no Brasil, é inadequadamente controlado com a cepa Massachusetts. A Revista do AviSite

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Reportagem empresarial

O seu jantar de 2025

Em Convenção de Vendas, Yes apresenta reposicionamento de marca e visão de futuro com novo produto

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uitas novidades para contar. Assim aconteceu a Convenção de Vendas 2017 da Yes, em Brotas, SP, entre os dias 7 e 10 de março. Com a empresa reestruturada comercialmente e uma marca lançada para ter alcance global, a Yes apresentou aos seus colaboradores a sua nova logomarca, um novo produto e um novo gestor, Charles Boisson, antes Diretor de Operação, que assumiu a posição de CEO da empresa. A empresa, que trabalha com biotecnologia em nutrição animal, desenvolve aditivos nutri-

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cionais como adsorventes de micotoxinas, prebióticos e complexos organominerais, com o objetivo de melhorar o desempenho e sanidade dos animais. Desde 2016, ela faz parte do portfólio de investidas do fundo de investimentos Aqua Capital. A nova logomarca remete a um grande sorriso e traduz valores que são a base da personalidade corporativa da empresa, que acredita na cooperação, na inovação e na sinergia para promover a saúde de animais, pessoas e negócios, e que podem ser resumidos em um elemento principal: a positivida-

de. O slogan, “Feeding the future”, reflete mais uma concepção da Yes. “Queremos ser coparticipantes na responsabilidade de alimentar o mundo, mas não apenas hoje, e sim a algumas décadas, quando seremos nove bilhões de habitantes”, afirma Carlos Ronchi, Gerente Técnico e Marketing Global da Yes. O novo capítulo da Yes coroa o sucesso da empresa iniciada em 2008 e segue seu rumo para se tornar uma multinacional brasileira formadora de tendências. A prova do sucesso é evidente: Durante este período, de 2008 a


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(A). Juliana Tomelin, premiada na categoria melhor Gestora de Vendas - (B). Carlos Ronchi, Gerente Técnico e Marketing Global - (C). Marcelo Faria, Gerente Nacional de Vendas - (D). Charles Boisson, CEO

O novo capítulo da Yes coroa o sucesso da empresa iniciada em 2008 e segue seu rumo para se tornar uma multinacional brasileira formadora de tendências

2016, o crescimento da empresa foi de 65% ao ano. Em 2017, seis novos distribuidores fora da América Latina passam a trabalhar com a empresa. Daqui pra frente, o foco será na expansão da distribuição de produtos, modernização das unidades fabris, qualidade e estruturação da equipe. O produto apresentado durante a Convenção de Vendas é o Yes-Golf, que combina quatro componentes: FOS (Frutooligossacarídeos), MOS (Mananooligossacarídeos,) GOS (Galacto-oligossacarídeos) e Betaglucanos.

Recebido com entusiasmo e expectativa pela equipe, a tecnologia é a resposta da Yes à necessidade de substituir os antibióticos na produção de frango. Estudos e pesquisas que já acontecem há 2 anos garantem menor custo do quilo do frango vivo e rendimento zootécnico melhorado. A Convenção de Vendas 2017 da Yes também teve momentos de descontração com jantares temáticos, como a Noite Sertaneja, e um rafting no rio Jacaré Pepira, em Brotas. Além disso, uma premiação homenageou os destaques da equipe de vendas da Yes. A Revista do AviSite

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AviGuia Avanço genético

Melhoria na conversão alimentar é o destaque do novo macho MV da Cobb-Vantress

Público presente ao lançamento do MV da Cobb-Vantress, em Campinas (SP) A Cobb-Vantress realizou em março um ciclo de eventos para divulgar o seu novo produto: o macho MV. As cidades que receberam o evento foram Cascavel (PR), Chapecó (SC), Campinas (SP), Pará de Minas (MG) e Recife (PE). O grande destaque no produto fica por conta da melhoria na conversão alimentar. A nova aposta da empresa, que promete assumir o posto de produto mais vendido, está em desenvolvimento desde 2010 e é fruto de pesquisas da matriz da companhia, nos Estados Unidos, com subsídios das demais unidades de negócios do mundo. De acordo com Mathew Wilson, Diretor de Serviços Técnicos da Cobb na Europa, este lançamento representa o melhor produto já lançado pela empresa, em toda a sua existência.

Jairo Arenazio Diretor da Cobb Brasil: o produto é o resultado do constante investimento da empresa em pesquisa e inovação. “O MV não foi trabalhado para resolver um problema, mas sim para antecipar uma tendência do mercado e melhorar a competitividade no campo”

“É uma grande evolução. Os números são impressionantes e nos motivam ainda mais. A ave é totalmente adaptada às diferentes condições de mercado e com garantia da qualidade de carne. É o resultado da grande tecnologia empregada hoje em genética pela Cobb”, disse. Segundo o gerente de produto da Cobb, Rodrigo Terra, o Macho MV representa a melhoria constante proposta pela empresa em seus produtos e no pacote genético oferecido. “Este produto chega para seguir com o desenvolvimento genético proposto pela Cobb para a melhoria de índices zootécnicos de desempenho, como conversão alimentar, ganho e peso e taxa de mortalidade”, afirma. Para isso, a ave foi desenvolvida para ser mais adaptável ao meio ambiente, com maior rusticidade (característica que garante melhor adaptação a ambientes desafiadores), e possibilitará menores índices de mortalidade. Até o final de 2017 todas as unidades de negócio da Cobb estarão comercializando o Macho MV. “Este novo macho trará uma melhora de três pontos de conversão alimentar, em média, o que significa que consumirá, cerca de 30 gramas de ração a menos para produzir um quilo no peso vivo, antes do abate. Também é esperado ganho de peso de uma a duas gramas a mais, para a mesma idade de abate, assim como 0,5% a 1% em redução da mortalidade, em comparação com nosso produto atual, no mercado”, explica Terra. A expectativa é que o novo macho comece a ser entregue a clientes instalados no Brasil no mês de março e que, até o mês de outubro deste ano, corresponda a 100% dos machos comercializados no País pela Cobb. Os distribuidores de toda a América do Sul iniciarão os alojamentos do Macho MV no segundo semestre deste ano, para que o novo produto seja entregue na região a partir de 2018.

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Para aves, bovinos e suínos

Theseo lança linha de produtos nutricionais

Evento apresentou aos colaboradores as novidades da Theseo A Theseo reuniu colaboradores do setor pecuário de todo o Brasil para divulgar sua linha de produtos de higiene e desinfecção de animais. A ResulTHar, segunda convenção de vendas da empresa, foi realizada em 14 e 15 de março de 2017, no hotel Druds, em Hortolândia (SP). Durante o evento, foi lançada uma nova linha de produtos para limpeza e desinfecção. Foi dado reforço na linha de produtos com detergentes neutros e alcalinos para a lavagem de granjas de aves e suínos. O evento contou com discussões sobre biosseguridade, foco da Theseo, e processos de limpeza e desinfecção. “O ResulTHar também foi uma oportunidade de falar sobre o

TH4, exclusivo desinfetante sinérgico de amplo espectro, com ação bactericida, virucida e fungicida, com efeitos específicos contra importantes doenças epidemiológicas, como a influenza aviária. O TH4 está há 25 anos no mercado e é usado em mais de 50 países”, afirma Pablo Vilela diretor da Theseo no Brasil. Na Resulthar foram proferidas palestras do diretor comercial da empresa, Renato Souza, do gerente técnico da Theseo França, Bruno Sand, do engenheiro químico, Thiago Lopes, do analista técnico, Maurício Marchi, e do coach Alexandre Prates, fundador do Instituto de Coaching Aplicado. Para mais informações, acesse www.theseo.com.br.

Parceria

Elanco distribuirá produtos Fabiani A Elanco Saúde Animal e a Fabiani Saúde Animal firmaram um acordo de cooperação comercial que transfere à Elanco a exclusividade de comercialização e distribuição de todos os produtos Fabiani. A Fabiani, por sua vez, segue com os direitos de propriedade das marcas e produtos e continuará responsável por sua manufatura, registro e qualidade. O contrato tem validade de dois anos, com possibilidade de renovação. O propósito da operação foi aperfeiçoar o negócio de ambas as empresas, aproveitando a sinergia já existente e as melhores capacidades de cada uma. A Elanco fará uso de sua capilaridade comercial e excelência em serviços técnicos para promover a melhor difusão dos produtos. Já a Fabiani dedicará seus esforços a manufatura e qualidade, fazendo sua operação

ainda mais objetiva, ágil e eficiente. A Elanco ganha na medida em que reforça suas opções em OTC, área onde a Fabiani tem grande tradição, ao agregar marcas renomadas como Proverme, Vitagold, Tormicina e Ferrodex. A Fabiani, de sua parte, elevará a produtividade, impulsionada pela distribuição mais eficaz. A parceria entre as duas companhias não é uma novidade. No Brasil, a Fabiani já operava a manufatura de importantes produtos da Elanco, como Denagard, Ganaseg e Megamectin. O abastecimento será mantido normalmente e não haverá qualquer impacto para clientes e distribuidores. Todos os detalhes operacionais referentes à transição serão esclarecidos pelos novos representantes comerciais nos próximos dias.

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AviGuia Evento

DSM realiza “Fórum de Saúde Animal e Segurança Alimentar”

O “Fórum de Saúde Animal e Segurança Alimentar” foi um marco importante para a DSM, reforçando a sua imagem de empresa referência não somente em Nutrição, mas também em Saúde Animal, através de sua linha completa de aditivos nutricionais com ênfase aos Eubióticos.

Entre os dias 14 e 15 de março de 2017, a DSM realizou o “Fórum de Saúde Animal e Segurança Alimentar” no hotel Bourbon em Foz do Iguaçu (PR). O evento contou com a participação de cerca de 70 profissionais das áreas de avicultura e suinocultura do sul do Brasil. Dentre os temas discutidos, os elementos que influenciam na saúde intestinal de aves e suínos bem como os seus impactos sobre a eficiência produtiva e na segurança alimentar. O time de palestrantes contou com especialistas em sanidade, nutrição, qualidade, atacado e varejo. Além disso, a empresa contou com a presença do palestrante dinamarquês Olelund Svendsen da DSM – Suíça que falou sobre as tendências globais quanto ao uso de antibióticos em produção animal e também sobre a experiência europeia quase 20 anos após a retirada dos antibióticos promotores de crescimento da produção animal. Segundo os participantes o ponto alto foi a relevância do tema e o alto nível das apresentações, a avaliação geral mostrou que o evento superou as expectativas.

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Segundo os participantes o ponto alto foi a relevância do tema e o nível das apresentações Como encerramento a empresa realizou um passeio de catamarã no lago da usina de Itaipu onde pode-se desfrutar do por do sol seguido de um jantar a bordo. Para informações adicionais: www.dsm.com.br.


Contratação

Agro Select reforça a equipe da área comercial

Wendel atuará no atendimento direto aos clientes da Agro Select e na logística das vendas, tornando assim o trabalho mais rápido e eficiente A Agro Select , importadora e distribuidora exclusiva no Brasil dos equipamentos para avicultura e suinocultura das marcas Impex, Lyon e Salter , anuncia a contratação de Wendell Dauage, para reforçar sua equipe de vendas. Neusa Groot, Diretora Comercial da empresa, destaca que devido ao crescimento da empresa e um fluxo maior de pedidos, a Agro Select optou pela nova contratação. “Nosso maior objetivo é manter nosso padrão de atendimento”, diz.

30 anos

Vetanco lança selo comemorativo Em comemoração aos 30 anos da Vetanco, a ser comemorado no próximo dia 25 de maio, a companhia lança um selo comemorativo, que foi desenvolvido com o objetivo de demonstrar o crescimento da Vetanco através dos anos. O selo foi construído através do número 30, formado por 5 tonalidade de cor, representando as cores das bandeiras dos países onde a Vetanco possui filiais. O número “Zero” é construído por 3 semicírculos, do menor ao maior, que denotam a expansão da Vetanco nestes 30 anos, desde sua criação, até se tornar um laboratório multinacional. Cada elo, por sua vez, faze alusão a cada unidade de negócio da companhia: parte industrial, área comercial e pesquisa e desenvolvimento. Aproveitando esse momento, o slogan que acompanha a marca Vetanco, será unificado para toda a companhia: Produtos seguros para alimentos seguros. “Produtos seguros” representa o fruto do trabalho diário, das certificações e respeito as normas GMP, aos controles de qualidade e os testes de eficácia que os produtos enfrentam. “Alimentos seguros” por sua vez, representa o compromisso da companhia na melhoria da produção, da qualidade e da segurança dos alimentos produzidos aos consumidores mais exigentes. Mais detalhes sobre a Vetanco você encontra em www.vetanco.com.br. A Revista do AviSite

39


AviGuia Avanço no mercado

Kemin tem novo Gerente de Produtos Monogástricos

Montado especialmente para receber diversos tipos de eventos, o Caminhão da Inovação Kemin possui sala de aula para até 30 pessoas, sala de experimentos para demonstração de campo, lounge para eventos promocionais, além de estrutura de gerador e ar condicionado.

Em seu novo desafio, Leonardo Schittler Silva tem como foco novas estratégias e planos de negócios para as atividades ligadas a aves e suínos, além de acompanhar o mercado e apoiar a equipe comercial

40 A Revista do AviSite

A Kemin do Brasil apresenta Leonardo Schittler Silva como seu novo Gerente de Produtos Monogástricos. Leonardo é Doutor em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Viçosa e formação em Gestão de Empresas pela Unipam. Tem mais de quinze anos de experiência no segmento nutricional e farmacêutico, tendo passado por diversas empresas do setor. “Caminhão da Inovação”: a Kemin apresentou em março o projeto “Caminhão da Inovação”. O Caminhão tem como foco levar conhecimento e informações técnicas de altíssimo nível aos produtores das mais diferentes localidades. São esperados mais de 15 mil km rodados, passando pelas cinco principais regiões do Brasil. O gerente de marketing da Kemin, Paulo Oliveira, acredita que o Caminhão da Inovação é a melhor maneira da empresa se aproximar do cliente, levando conhecimento in loco de alto nível para todos aqueles que necessitam de produtos e serviços que estão no foco de atendimento da empresa. Com início em Indaiatuba, o Caminhão passará por Uberlândia, Triângulo Mineiro, Descalvado, Piracicaba, Bastos e São José do Rio Preto nos primeiros dois meses. Para mais informações sobre a Kemin, visite o site em português: http://bit.ly/_Kemin


A Revista do AviSite

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AviGuia Vectormune ND

Ceva destaca nova opção para o Controle da doença de NewCastle

Estudos comprovam que a proteção da Vectormune ND pode durar até 72 semanas de idade

A NewCastle é uma doença que traz grandes preocupações para os plantéis avícolas. Com grande potencial epidêmico e de rápida transmissão, a enfermidade pode causar grandes prejuízos econômicos para os produtores levando a perda de grandes quantidades de animais. Sempre em busca de soluções inovadoras, a Ceva Saúde Animal, líder brasileira em vacinas aviárias, desenvolveu a Vectormune ND, uma vacina vetorizada que confere proteção contra a NewCastle, e a doença de Marek. O produto tem como vetor a cepa do vírus de Marek HVT e parte do gene da proteína F do vírus da enfermidade de Newcastle. Dessa forma, a vacina promove proteção contra a doença por meio do bloqueio da fusão do vírus com as células do hospedeiro, reduzindo a infecção e garantindo excelência em proteção. Por ser vetorizada, a Vectormune ND proporciona mais segurança para os produtores. “Como não carrega o vírus vivo, a vacina, além de conferir proteção, ajuda no controle da Doença de NewCastle no campo. Outra vantagem é que as aves não apresentam reação pós-vacinal”, explica o Gerente de Marketing da Ceva Unidade Aves, Marco Aurélio Lopes. A Vectormune ND é indicada para utilização em incubatórios de frangos de corte, sendo aplicada In-Ovo ou subcutânea no primeiro dia de idade. A vacina age por um longo prazo no organismo das aves. Estudos comprovam que a proteção pode durar até 72 semanas de idade. O produto também oferece outras vantagens como, início de proteção precoce, sistema respiratório free e proteção e prevenção dos desafios da NewCastle, por meio da redução da excreção do vírus.

Dados e estatísticas

Agri Stats inicia parceria para otimização de custos da Itabom A Agri Stats fechou parceria com a empresa Itabom, de Itapuí (SP) para implantação de seu sistema de benchmarking. O objetivo do trabalho é avaliar os custos de produção e de abatedouro da empresa, além de analisar a eficiência e o rendimento dos cortes da empresa em comparação com outros players do mercado. “A comparação com os bons números e indicadores do mercado, em termos de custeio e rendimento de carne, darão suporte e indicarão oportunidades de melhoria nos processos da Itabom. Ao participar dos comparativos e acompanhar números e ações praticadas por empresas referências no mercado, o frigorífico será cada vez mais competitivo e lucrativo”, explica o gerente de contas da Agri Stats, José Guilherme Morschel Barbosa. A Itabom, que abate cerca de 80 mil frangos por dia, passou, recentemente, por uma reformulação interna que detec-

42

A Revista do AviSite

tou a necessidade de uma análise dos processos, incluindo a comparação dos dados da empresa com o que é praticado pelo mercado. “É importante ter essa visão de quem está fora da nossa empresa e o sistema aplicado pela Agri Stats é ideal para isso. Queremos quebrar paradigmas e construir uma nova cultura de processos”, comenta o sócio-proprietário do frigorífico, Simon Abdul Massih. Para Barbosa, a parceria com a Itabom comprova a crescente preocupação que as empresas têm demonstrado em verificar e alinhar os processos internos para se tornarem mais competitivas. “A Itabom é um exemplo disso e passa a ser um player importante na carteira de clientes da Agri Stats. Nossos relatórios comparativos contam com informações de mais de 150 empresas do mundo e, sem dúvidas, nosso benchmarking ajudará os líderes da Itabom a tomarem importantes decisões”, afirma o gerente da consultoria.


Contratação

Vitafort anuncia Rogério Nunes na coordenação Regional Sul A Vitafort anuncia o médico veterinário Rogério Nunes como novo Coordenador Comercial Regional Sul da Vitafort. Com mais de 15 anos de atuação no mercado de saúde animal, ele será responsável pela implementação das novas estratégias técnicas e comerciais da empresa no sul do país. Seu desafio será desenvolver a nova fase da Vitafort, que investe em atendimento cada vez mais próximo do cliente com o objetivo de ampliar o nível de conhecimento sobre o uso de produtos alternativos, como os simbióticos. “São produtos de alta tecnologia e estratégicos, já que atendem as exigências dos principais mercados mundiais em função do uso cada vez mais restrito de antibióticos na produção de proteína animal”, afirmou o executivo. A contratação faz parte do plano de expansão da empresa, o que exige um elevado nível técnico da estrutura de assistência técnica, além da construção de uma linguagem entre a Vitafort e seus clientes que já conhecem o segmento de terapêuticos convencionais para o uso de alternativos biotecnológicos, anuncia a gerente da Divisão Indústria da Vitafort, Andréa Silvestrim. “A contratação de um profissional como o Rogério vai contribuir para sair do conceito e colocar em uso prático e permanente estes produtos como uma ferramenta eficiente nos resultados do produtor”. Saiba mais em www.vitafort.com.br.

Nunes é Médico veterinário, especialista em saúde animal e assume o sul do país com o desafio de contribuir com o plano de expansão da empresa

Reforço da equipe

Safeeds contrata profissional na área de aditivos líquidos Com mais de 15 anos de atuação no segmento de controle de salmonela e aditivos conservantes para rações e ingredientes para alimentação animal, o biólogo Marcio André Lanzarin é o mais novo integrante da equipe de aditivos líquidos da Safeeds. A experiência técnica e de campo exercida em integradoras, frigoríficos, fábricas de rações e de farinhas, também somam ao curriculum de Marcio, que é auditor líder do Programa GMP: BPF; Sindirações e SGS e artigos técnicos publicados. Segundo ele, o mundo caminha para a produção de alimentos saudáveis e seguros, com consumidores preocupados com a qualidade de vida e práticas sustentáveis de produção, posicionamentos que estão totalmente alinhados com o espírito empreendedor e inovador da Safeeds, que atua com aditivos de alta tecnologia para a cadeia de produção de alimentos para animais. “A linha de atuação da Safeeds preconiza a produção de ração animal mais segura e saudável. E os valores e conceitos que acredito são os mesmos da Safeeds. Este é o futuro”, comenta Lanzarin. Leia mais sobre a Safeeds em www.safeeds.com.br

Lanzarin atuará na gestão da área de produtos líquidos, antisalmonellas, antioxidantes, ácidos orgânicos, antifúngicos em todo pais A Revista do AviSite

43


Estatísticas e Preços

Produção e mercado em resumo Produção de pintos de corte Janeiro/2017 535,647 Milhões | -4,42%

Produção de carne de frango* Fevereiro/2017 1.032,492 Mil toneladas | -7,50%

Exportação de carne de frango Fevereiro/2017 325,372 mil toneladas | +3,43%

Disponibilidade interna* Fevereiro/2017 707,120 Mil toneladas | -11,79%

Farelo de Soja Março/2017 R$973,00 | -7,42%

Milho Março/2017 R$35,83 | -28,91%

Desempenho do frango vivo Março/2017 R$2,69 | +2,26%

Desempenho do ovo Março/2017 R$88,44 | +4,69%

*Os números referem-se ao potencial de produção de carne de frango e ao potencial de disponibilidade interna. Todas as porcentagens são variações anuais.

44 A Revista do AviSite

RIISPOA finalmente aprovado

N

o cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) realizou novas projeções sobre a evolução da produção brasileira de carne de frango para o corrente ano. Embora com alguma incongruência nos dados de produção divulgados, o mais importante é que o índice de crescimento sugerido é de 2%. Mas, sobre 2015.

N

o cenário nacional, finalmente foi aprovado o novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal no país (RIISPOA). Além de abranger agora maior número de produtos de origem animal, o novo Regulamento também trata de questões relacionadas à sustentabilidade, à preservação do meio ambiente e, sobretudo, ao bem-estar animal. A CONAB divulgou novas previsões para a safra de milho no corrente exercício. Pelos dados levantados, se não houver imprevistos, o suprimento anual ficará próximo de 97,5 milhões de toneladas. Com isso, haverá matéria-prima em abundancia para suprir as necessidades internas da avicultura de corte e postura. Aliás, levantamento efetuado pela Embrapa Suínos e Aves confirma que o custo do frango vivo segue em baixa no primeiro bimestre. Em fevereiro atingiu R$2,53/kg e retrocedeu ao menor valor dos últimos 17 meses. E isso, principalmente, pela queda no preço de aquisição do milho. Considerando, também, a baixa verificada na outra matéria-prima utilizada, o farelo de soja. O que a avicultura de corte não contava era que fosse enfrentar uma desconfiança – nacional e internacional - sobre a qualidade da carne de frango produzida no Brasil, proporcionada pela divulgação de algumas irregularidades encontradas em “uma ou outra unidade de abate” que não refletem a realidade produtiva brasileira. Um evento midiático que deixa graves sequelas sobre o setor. Na avicultura de postura comercial, o produtor de ovos não tem do que reclamar: custo de produção em baixa e valores recordes na comercialização da caixa de ovos no decorrer de março.


Produção de pintos de corte

Ano começa com redução de mais de 4%

D

Evolução mensal MILHÕES DE CABEÇAS

MÊS

2015/2016

2016/2017

VAR. %

Fevereiro

495,889

538,403

8,57%

Março

523,159

561,478

7,32%

Abril

527,185

540,962

2,61%

Maio

535,525

542,145

1,24%

Junho

552,167

551,131

-0,19%

Julho

573,266

514,831

-10,19%

Agosto

551,897

546,836

-0,92%

Setembro

555,216

497,702

-10,36%

Outubro

581,602

510,632

-12,20%

Novembro

497,604

525,170

5,54%

Dezembro

572,410

560,266

-2,12%

Janeiro

560,408

535,647

-4,42%

560,408

535,647

-4,42%

6.526,329

6.425,202

-1,55%

Em 01 mês Em 12 meses

Fonte dos dados básicos: APINCO – Elaboração e análises: AVISITE

PRODUÇÃO REAL Produção nominal ajustada para mês de 30 dias Produção diária 18,4

17,6

17,5

17,5

Fev

Mai

Jun

Jul

2016

Ago

Set

Out

Nov

17,3

518,4

542,2

525,2

529,2

Abr

498,2

Jan

18,1

16,6 16,5

551,1

541,0

Mar

524,7

543,4

557,0

16,6

494,2

18,6 18,1 18,0

497,7

18,1

542,3

ados da APINCO mostram que o setor representado pela entidade iniciou 2017 mantendo a rédea curta na produção de pintos de corte. Em janeiro foram produzidas no Brasil pouco mais de 535 milhões de cabeças, 4,42% menos que no mesmo mês de 2016. Esse foi, também, o menor volume dos últimos três anos para o mês de janeiro. Igualmente significativa foi a queda em relação ao mês anterior, de 4,39%. Mas não só isso. Pois considerada a produção real – aquela que leva em conta o número (variável) de dias do mês – o volume registrado em janeiro correspondeu ao menor volume dos últimos três meses e, em relação a 2016, só é superado pela produção real dos meses de julho, setembro e outubro. Com esse recuo, ampliou-se a queda do volume acumulado em um período de 12 meses. No fechamento de 2016 a redução foi de 0,86%. Agora está em 1,55%. Ou em 1,82% em termos reais, visto que os 12 meses encerrados em 31 de janeiro de 2017 ainda carregam um dia a mais - do ano bissexto que passou (29 de fevereiro de 2016). E esse índice negativo deve se acentuar nos próximos meses, considerando a indicação de grandes empresas do setor em reduzir o alojamento de pintos buscando ajustar sua produção de carne de frango ao efetivo mercado consumidor. Segundo fontes do setor, a produção de fevereiro e março mostrarão essa iniciativa. Isso, devido a constatação de que a grave crise interna instalada no país por mais de dois anos atingiu sobremaneira a população brasileira que não tem mais o mesmo poder aquisitivo anterior. Aliado a isso, o setor ainda foi surpreendido com a operação deflagrada pela polícia federal que impôs um pesado ônus a todo o setor produtivo, atingindo o mercado de carne de frango, interno e externo. As sequelas dessa operação devem ser sentidas na produção de pintos de corte do segundo trimestre, que devem reduzir sensivelmente.

Dez

Jan

2017 A Revista do AviSite

45


Estatísticas e Preços Produção de carne de frango

Volume produzido no bimestre é 3% inferior ao ano passado

S

Evolução Mensal MIL TONELADAS

MÊS

2015/2016

2016/2017

VAR. %

Março

1.144,505

1.197,361

4,62%

Abril

1.087,183

1.146,531

5,46%

Maio

1.134,876

1.172,248

3,29%

Junho

1.078,608

1.102,260

2,19%

Julho

1.142,342

1.172,162

2,61%

Agosto

1.192,926

1.126,977

-5,53%

Setembro

1.140,389

1.073,328

-5,88%

Outubro

1.188,835

1.125,320

-5,34%

Novembro

1.164,188

1.035,096

-11,09%

Dezembro

1.122,573

1.099,989

-2,01%

Janeiro

1.156,035

1.170,310

1,23%

Fevereiro

1.116,196

1.032,492

-7,50%

Em 02 meses

2.272,231

2.202,802

-3,06%

Em 12 meses

13.668,655

13.454,074

-1,57%

Fonte dos dados básicos: APINCO - Projeções e análises: AVISITE

Produção bimestral

3º 4º 2015

46 A Revista do AviSite

3º 4º 2016

2.202,8

2.135,1

2.198,6

2.299,1

2.274,5

2.343,9 2.272,2

2.286,8

2.329,2

2.114,5

2.213,5

2.150,1

2.231,7

2.335,3

Mil toneladas

1º 2017

egundo a APINCO, o potencial estimado de carne de frango para fevereiro a partir do alojamento de pintos de corte – considerando viabilidade média de 96%; abate aos 45 dias de idade; peso médio, abatido, de 2,350 kg para o mercado interno e de 1,350 kg para o mercado externo, aqui inclusos os “grillers” – alcançou pouco mais de 1,030 milhão de toneladas. O volume produzido, mais exatamente 1.032.492 toneladas, representou queda de 7,5% sobre fevereiro de 2016. Entretanto, lá, foi ano bissexto e com isso, a redução efetiva foi de 4,2%. Em relação ao mês anterior, janeiro, houve redução de 11,8%. Porém, considerando que fevereiro é mês mais curto, o índice real cai para apenas 2,3%. Com isso, o volume produzido no primeiro bimestre alcançou 2,203 milhões de toneladas e representou cerca de 3% de redução sobre o mesmo bimestre do ano passado. Foi um dos menores volumes bimestrais dos últimos dois anos. Aliás, o volume tem sido baixo nos últimos três bimestres, indicando que o setor tem procurado encontrar um ponto de ajustamento às reais necessidades do mercado consumidor. Acompanhamento bimestral dos últimos nove anos indica que o primeiro bimestre representa cerca de 16,02% da produção anual. Isso indica a possibilidade de uma produção anual próxima de 13,750 milhões de toneladas, representando cerca de 1,7% de crescimento sobre 2016. Mas, provavelmente, esse volume não deve ser alcançado. As empresas entendem que a produção atual supera as necessidades do mercado interno, que absorve o maior volume da produção. Assim, a tendência é de alojamentos de pintos mais condizentes com essa realidade e que vão reduzir, no curto prazo, o volume de carne de frango dos próximos dois bimestres. Nesse sentido, o crescimento anual, se houver, deverá ser mínimo. Isso, sem considerar os desdobramentos da operação “Carne Fraca” que deixará graves sequelas sobre a atividade.


Exportação de carne de frango

Recorde no mês e no primeiro bimestre

O

EVOLUÇÃO MENSAL MIL TONELADAS

MÊS

2015/2016

2016/2017

VAR. %

Março

343,023

398,019

16,03%

Abril

329,963

412,756

25,09%

Maio

322,186

385,579

19,68%

Junho

389,311

406,280

4,36%

Julho

440,476

356,209

-19,13%

Agosto

375,247

357,256

-4,79%

Setembro

360,974

380,502

5,41%

Outubro

324,109

308,077

-4,95%

Novembro

379,685

321,468

-15,33%

Dezembro

392,701

356,915

-9,11%

Janeiro

311,004

354,971

14,14%

Fevereiro

314,567

325,372

3,43%

Em 02 meses

625,571

680,343

8,76%

4.283,246

4.363,404

1,87%

Em 12 meses

Fonte dos dados básicos: SECEX/MDIC

PROJEÇÃO DE EXPORTAÇÃO BIMESTRAL

I

III

IV

17,9%

V

17,0%

798,7

II

826,3

16,6%

778,9

14,5%

16,4%

770,4

17,6%

837,6

Considerando índices bimestrais alcançados no período 2001/2016 Primeiro bimestre de 2017 = volume real alcançado Mil toneladas

680,3

s resultados consolidados das exportações de carnes de frango abrangendo os quatro itens exportados acompanhados pela SECEX/MDIC – frango inteiro, cortes, carne salgada e industrializados – confirmam que em fevereiro passado foi obtido o melhor resultado para o mês. No mês foram exportadas 325,4 mil toneladas de carne de frango, volume 3,4% superior ao do mesmo mês de 2016. Igualmente significativos são os resultados do primeiro bimestre do ano. Também recorde para o período, o volume exportado supera ligeiramente as 680 mil toneladas, apresentando incremento de 8,76%. Já o volume acumulado nos últimos 12 meses, de pouco mais de 4,360 milhões de toneladas, apresentou crescimento modesto - +1,87% - em relação a idêntico período anterior, gerando incremento de receita também modesto: +0,71%. Porém, o que precisa ser assinalado é que esse índice positivo na receita corresponde ao primeiro resultado positivo dos últimos 20 meses. A expectativa do setor era de que os problemas relacionados à Influenza Aviária que atingiu diversos países exportadores iriam favorecer maior crescimento dos embarques no decorrer de 2017. Projeção efetuada pelo AviSite considerando os índices de evolução bimestral dos últimos 16 anos (2001/2016), indicavam a possibilidade de as exportações brasileiras atingirem cerca de 4,7 milhões de toneladas, gerando aumento anual próximo de 9%. Mas, tudo isso caiu por terra com a operação da polícia federal em algumas unidades relacionadas à avicultura, que deixou graves sequelas, internas e externas, quanto à qualidade da carne de frango brasileira. O nome dado à operação da polícia federal denominada “carne fraca” e o grande alarde criado pelos meios de comunicação impuseram pesado ônus a todo o setor. Embora governo e empresas privadas estejam esclarecendo rapidamente os fatos sobre esses casos isolados, as sequelas permanecerão. E, com elas, as expectativas de crescimento no mercado externo.

VI A Revista do AviSite

47


Estatísticas e Preços Disponibilidade Interna de Carne de Frango

Oferta interna caiu 7,5% no 1º bimestre

P

Evolução Mensal MIL TONELADAS

2015/2016

2016/2017

VAR. %

Março

MÊS

801,482

799,342

-0,27%

Abril

757,220

733,775

-3,10%

Maio

812,689

786,669

-3,20%

Junho

689,297

695,980

0,97%

Julho

701,866

815,953

16,25%

Agosto

817,678

769,721

-5,87%

Setembro

779,415

692,826

-11,11%

Outubro

864,726

817,243

-5,49%

Novembro

784,503

713,628

-9,03%

Dezembro

729,872

743,074

1,81%

Janeiro

845,031

815,339

-3,51%

Fevereiro

801,629

707,120

-11,79%

1.646,660

1.522,459

-7,54%

9.385,408

9.090,670

-3,14%

Em 02 meses

Em 12 meses

Fonte dos dados básicos: APINCO - Projeções e análises: AVISITE

OFERTA REAL

A

M

J

J

A

2016

48 A Revista do AviSite

758 S

O

719

M

714

693

745 696

F

789

791

790

761

734

774

829

Volume nominal ajustado para mês de 30 dias Mil toneladas

N

D

J

F

2017

rojeções efetuadas pela APINCO a partir da produção de pintos de corte indicam que em fevereiro passado a avicultura de corte operou com um potencial de produção de carne de frango pouco superior a 1,030 milhão de toneladas, volume 7,5% menor que o apontado para o mesmo mês de 2016. Como, no mês, as exportações de carne de frango aumentaram mais de 3%, chegando às 325,4 mil toneladas, a conclusão é a de que a produção destinada ao mercado interno não foi muito além das 700 mil toneladas, recuando quase 12% em relação a fevereiro de 2016. Mas, o que mais importa para o setor é conhecer os resultados relativos ao primeiro bimestre de 2017. E como a produção estimada para o período – cerca de 2,2 milhões de toneladas – foi 3% menor que a do mesmo período de 2016, enquanto as exportações aumentaram quase 9%, o resultado final é uma oferta 7,54% menor que a do bimestre inicial do ano passado. Mesmo assim, a grave crise brasileira que ainda não chegou ao fim - gerou alto nível de desemprego que afeta sobremaneira o consumo de alimentos. Dessa forma, o produto disponibilizado internamente pela avicultura de corte ainda se mostrou superior às reais necessidades do mercado consumidor. Por isso, grandes empresas do setor estavam reavaliando seus alojamentos de pintos para ajustá-los às reais necessidades do consumidor de carne de frango. Entretanto, não bastasse as dificuldades internas enfrentadas, foram surpreendidos pela maneira equivocada e alarmante com que vários meios de comunicação divulgaram uma operação realizada pela polícia federal, sugerindo baixa qualidade no produto disponibilizado pelo setor. Isso acarretou imensos problemas com países exportadores e é certo que, agora, as exportações não devem alcançar o ritmo de crescimento esperado para o ano. Dessa forma, se a situação no mercado interno era delicada, piorou um pouco mais.


Desempenho do frango vivo em março e no primeiro trimestre de 2017

Até agora, apenas resultados negativos omo se previa, também para o frango vivo o “Ano Novo” começou só em março. Não de imediato, é verdade, pois nas duas primeiras semanas do mês mercado e preços permaneceram estáveis. Mas no final da segunda semana - quando, teoricamente, a melhor fase de vendas do mês começava a ficar para trás - a demanda passou a dar sinais de reativação. Faltando pouco para a virada da quinzena, ocorreu uma alta de cinco centavos que – supunha-se então – seria apenas a primeira do mês. Foi então que aconteceu (dia 17, uma sexta-feira) a desastrosa divulgação da Operação Carne Fraca. A partir daí o que se viu foi o caos. E, no lugar das esperadas altas, ocorreram sucessivas quedas de preço (mais de 9% de redução em apenas uma semana). Com isso, em vez de alcançar um dos melhores preços do ano, o frango vivo comercializado no interior paulista encerrou o mês de março com a pior cotação de 2017 – R$2,50/kg, o mesmo baixo valor que havia sido registrado entre o final de janeiro e os primeiros dias de fevereiro. De toda forma, o bom desempenho das três primeiras semanas evitou que o preço médio do mês recuasse no mesmo nível. Ao contrário, ele ficou 2,26% acima do que foi registrado em fevereiro, situando-se em R$2,69/kg. Mas foi quase 4% menor do que o registrado em março de 2016. Em termos trimestrais o valor médio alcançado – R$2,66/kg – corres-

pondeu a uma queda de quase 3% sobre idêntico período de 2016. O fato de o setor encerrar os três primeiros meses do ano com resultados negativos em relação ao ano passado adquire menos importância na medida em que os custos de produção também vêm retrocedendo. Preocupante, sim, é a paralisação que o mercado enfrenta desde a divulgação da operação da Polícia Federal e que tende a prosseguir abril adentro. Abril, aliás, é mês de poucas expectativas. Os feriados do período fazem dele o mês mais curto do ano, com apenas 18 dias úteis. E isso tende a se refletir nas exportações, pois serão cinco dias úteis a menos que em março. Internamente, são os feriadões que tendem a afetar o consumo, ainda que o fim da Quaresma e a comemoração da Páscoa possam trazer algum aumento de demanda. Mas, normalmente, os feriados alongados têm resultado em baixo consumo. E, desta vez, são três – um atrás do outro: Páscoa, Tiradentes e Dia do Trabalho.

FRANGO VIVO

Evolução de preços na granja, interior paulista – R$/KG Média mensal e variação anual e mensal em treze meses MÊS.

MÉDIA R$/KG

Média anual em 10 anos R$/KG

VARIAÇÃO % ANUAL MENSAL 5,41%

17,14%

-4,21%

MAI

2,50

15,21%

-6,79%

JUN

2,81

13,57%

12,38%

2011

JUL

2,95

11,32%

5,00%

2012

AGO

3,16

17,08%

7,16%

SET

3,10

7,94%

-1,93%

OUT

3,10

3,93%

NOV

3,10

DEZ

R$ 1,65

2010

R$ 1,92 R$ 2,08

2013

R$ 2,47

0,00%

2014

R$ 2,42

0,00%

0,00%

2015

3,02

-1,04%

-2,45%

JAN/17

2,65

-4,19%

-12,43%

FEV

2,63

-0,81%

-0,50%

MAR

2,69

-3,77%

2,26%

R$ 2,62 R$ 2,89

2016

R$ 2,66

2017

2017 Média 1995/2016 (22 anos)

116,8

116,0

117,5

113,5

107,1

102,3

93,7

95,7

R$ 1,63

16,67%

2,68

Set

Out

Nov

93,3

100,3

2009

2,80

ABR

105,9 91,3

102,8 91,4

Fev

R$ 1,63

MAR/16

Preço relativo em 2017 comparativamente à média de 22 anos (1995/2016) Média mensal do ano anterior = 100

Jan

2008

119,6

C

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Dez

A Revista do AviSite

49


Estatísticas e Preços Desempenho do ovo em março e no primeiro trimestre de 2017

Novo recorde e caminho inverso ao custo

E

m que pese uma queda de preços superior a 5% nos dez últimos dias de março, o ovo fechou o terceiro mês de 2017 com o maior valor nominal de todos os tempos. Ou seja: cotado, na média, por R$88,44/caixa (valor aplicável ao ovo branco do tipo “extra” comercializado no atacado da cidade de São Paulo), superou em cerca de 2% o recorde anterior de R$86,85/caixa registrado em julho do ano passado. Não só isso, pois em relação ao mês anterior, fevereiro de 2017, foi registrada valorização de 4,69%, enquanto comparativamente a março de 2016 observou-se ganho de 7,31%, este último um desempenho que – ao contrário do que vem ocorrendo com o frango – supera e neutraliza a inflação do período, além de corresponder a um caminhar inverso ao dos custos, até aqui decrescentes. Comportamento típico de todo período de Quaresma, certo? Não tanto assim, pois já em fevereiro e antes do Carnaval o ovo atingiu valores próximos de recorde de 2016. Quer dizer: após alguns sustos iniciais, o setor corrigiu sua rota e soube manter o necessário equilíbrio entre oferta e demanda. Desde então vem colhendo bons frutos. E embora ainda de forma incipiente, vem aumentando as exportações do produto – uma oportunidade que se ampliou com o surgimento de focos de Influenza Aviária em vários países europeus e asiáticos. O fato principal é que, concluído o primeiro trimestre do ano, o ovo alcança preço médio – R$78,00/caixa no caso do branco extra – 4,41% superior ao do mesmo período de 2016. Quer dizer: não só reverteu a queda enfrentada no primeiro mês de 2017 (-3,91%),

como apresentou evolução positiva nos dois meses subsequentes (+8,84% em fevereiro; +7,31% em março). É verdade que nos últimos dias de março o mercado, até então essencialmente comprador, perdeu parte do ritmo anterior, o que determinou retrocesso nos preços praticados – sem, porém, que se retornasse aos valores do início do mês. Mas esse retrocesso é típico de todo final de mês e reflete, apenas, o exaurimento do consumidor antes da chegada de um novo salário. Em outras palavras, as baixas mais recentes tendem a ser rapidamente revertidas com o início de um novo mês. Da mesma forma que tendem a superar os índices de ganho observados em meses anteriores. Afinal, o período de Quaresma se estende por toda a primeira quinzena de abril. De toda forma, é bom que o setor se prepare para o período pós-Páscoa. Tradicionalmente e quase sem nenhuma exceção, o mercado costuma fragilizar-se transcorridas as comemorações Pascais. Para evitar que isso se repita é essencial descartar (e rapidamente) as aves com baixa produtividade.

OVO BRANCO EXTRA

Evolução de preços no atacado paulistano R$/CAIXA DE 30 DÚZIAS Média mensal e variações anual e mensal em treze meses

Média anual em 10 anos R$/CAIXA

MÊS.

MÉDIA R$/CXA

VARIAÇÃO % ANUAL MENSAL

MAR/16

82,42

28,09%

6,19%

ABR

67,12

20,85%

-18,57%

MAI

72,56

32,22%

8,10%

2010

JUN

85,38

45,21%

17,67%

2011

JUL

86,85

46,19%

1,71%

84,00

39,64%

-3,28%

SET

72,84

32,63%

-13,29%

2013

OUT

68,56

11,13%

-5,88%

2014

NOV

68,04

4,55%

-0,76%

74,00

11,93%

8,76%

JAN/17

61,42

-3,91%

-17,00%

2016

FEV

84,48

8,84%

37,54%

2017

MAR

88,44

7,31%

4,69%

A Revista do AviSite

R$ 49,11 R$ 57,86 R$ 52,70 R$ 59,47

2015

R$ 75,43 R$ 78,00

média 2017 Média 2001/2016 (16 anos)

100,2

101,2

111,3 101,7

Mai

112,6

109,3

Abr

117,2

111,5

Mar

R$ 44,61

114,7

120,7 117,50

115,2 112,23

92,5

50

Fev

R$ 37,93

2012

DEZ

Set

Out

Nov

81,60

Jan

R$ 38,63

2009

AGO

Preço relativo em 2017 comparativamente ao período 2001/2016 (16 anos) Média mensal do ano anterior = 100

R$ 43,62

2008

Jun

Jul

Ago

Dez


Milho e Soja Preço do milho registra queda em março

Valor do farelo de soja registra queda

O preço do milho registrou queda no mês de março. O preço médio do insumo, saca de 60 kg, interior de SP, fechou o mês cotado a R$35,83, valor 4,38% abaixo da média alcançada pelo produto em fevereiro, quando ficou em R$37,47. A disparidade de preço do milho em relação ao ano anterior continua alta. O valor atual é 28,9% menor, já que a média de março de 2016 foi de R$50,40 a saca.

O farelo de soja (FOB, interior de SP) seguiu em março sua tendência de queda, registrada desde o segundo semestre de 2016. O produto foi comercializado ao preço médio de R$973/t, valor 2,89% inferior ao praticado no mês de fevereiro – R$1.002/t. Em comparação com março de 2016 – quando o preço médio era de R$1.051/t – a cotação atual registra queda de 7,42%.

Valores de troca – Milho/Frango vivo O frango vivo (interior de SP) fechou o mês de março cotado a R$2,69/kg. A queda no valor do milho e o aumento no preço do frango contribuiram para aumentar um pouco o poder de compra do avicultor. Nesse mês, foram necessários 222 kg de frango vivo para se obter uma tonelada de milho, considerando-se a média mensal de ambos os produtos. Este volume representa um aumento de 7% no poder de compra em relação ao mês anterior, pois, em fevereiro, a tonelada do milho “custou” 237,5 kg de frango vivo.

Valores de troca – Farelo/Frango vivo A queda registrada no preço do farelo de soja e o aumento no preço do frango vivo no mês de março fez com que fossem necessários 361,7 kg de frango vivo para adquirir uma tonelada do insumo, significando melhora de 5,3% no poder de compra do avicultor em relação a fevereiro, quando 381 kg de frango vivo obtiveram uma tonelada do produto.

Valores de troca – Farelo/Ovo O preço do ovo, na granja (interior paulista, caixa com 30 dúzias), registrou em março a média de R$82,44, valor 5% acima do alcançado no mês anterior, quando o produto foi negociado a R$78,48. Com esta valorização, houve melhora no poder de compra do avicultor. Em março foram necessárias 7,2 caixas de ovos para adquirir uma tonelada do cereal. Em fevereiro, foram necessárias 8 caixas/t, aumento de quase 10% na capacidade de compra do produtor.

Preçomédio médioMilho Milho Preço

março março abril abril maio maio junho junho julho julho agosto agosto setembro setembro outubro outubro novembro novembro dezembro dezembro janeiro janeiro fevereiro fevereiro março março

53,00 53,00 51,00 51,00 49,00 49,00 47,00 47,00 45,00 45,00 43,00 43,00 41,00 41,00 39,00 39,00 37,00 37,00 35,00 35,00 33,00 33,00 31,00 31,00 29,00 29,00 27,00 27,00

R$/sacade de60kg, 60kg,interior interiorde deSP SP R$/saca

2017 2017

2016 2016

MédiaMarço Março Mínimo Média Mínimo R$ 30,50 R$ R$ 30,50 R$

35,83 35,83

Máximo Máximo R$39,50 39,50 R$

Fonte das informações: www.jox.com.br

De acordo com os preços médios dos produtos, em março foram necessárias aproximadamente 11,8 caixas de ovos (valor na granja, interior paulista) para adquirir uma tonelada de farelo de soja. O poder de compra do avicultor de postura em relação ao farelo registrou aumento de 8,2%, já que, em fevereiro, 12,8 caixas de ovos adquiriam uma tonelada de farelo. Em relação a março de 2016 houve aumento de 16,5% no poder de compra, pois naquele período a tonelada de farelo de soja custou, em média, 13,8 caixas de ovos.

Preçomédio médioFarelo Farelode desoja soja Preço R$/toneladaFOB, FOB,interior interiorde deSP SP R$/tonelada

1600 1600 1500 1500 1400 1400 1300 1300 1200 1200 1100 1100 1000 1000 950 950 900 900 850 850 800 800 750 750

março março abril abril maio maio junho junho julho julho agosto agosto setembro setembro outubro outubro novembro novembro dezembro dezembro janeiro janeiro fevereiro fevereiro março março

Valores de troca – Milho/Ovo

2016 2016

Mínimo Mínimo 950,00 R$ R$ 950,00

Média Março Março Média R$ R$

973,00 973,00

2017 2017

Máximo Máximo 1.000,00 R$ R$ 1.000,00 A Revista do AviSite

51


Ponto Final

Acompanhamento Sistemático da Produção de Frangos “Informações coletadas diariamente, juntamente com o acompanhamento das etapas de produção animal, produzem dados estatísticos importantes para avaliação, controle e possibilidade de melhorias” Paulo Giovanni de Abreu, Embrapa Suínos e Aves

N

os últimos anos esforços tem sido despendido

vamente ou gerencialmente as tomadas de decisão. As

para desenvolver técnicas e ferramentas que

várias tarefas que compõem as atividades executadas no

possam auxiliar o acompanhamento da produção

sistema de produção animal necessitam de acompanha-

animal. A produção animal é diretamente

mento sistemático durante todos os processos. Informações

influenciada pelo ambiente onde o animal é criado. Dessa

coletadas diariamente, juntamente com o acompanhamento

maneira, a variabilidade, seja ela espacial (dentro das insta-

das etapas de produção animal, produzem dados estatísticos

lações, como no campo) ou temporal (alterações do clima,

importantes para avaliação, controle e possibilidade de

pelas características das estações do ano) é ponto funda-

melhorias. Softwares aplicativos, proporcionam aos empre-

mental para a partida de qualquer estudo que envolva o

sários rurais, ferramentas poderosas para melhorar o geren-

animal. Para minimizar a variabilidade é necessário que se

ciamento e o controle de seus negócios. Também, pela

conheça sua magnitude, identificando e quantificando os

exigência cada vez maior do mercado internacional tem-se a

principais fatores que atuam sobre essa, para que se possa

necessidade de ampla aplicação da rastreabilidade de proce-

manejá-la. Quando se objetiva manejar a variabilidade dos

dimentos, com rigor cientifico e maior transparência.

diferentes fatores envolvidos é importante mapeá-la e

Estudos de bem estar, ambiência, meio ambiente, sanidade,

manejá-la em níveis possíveis técnica e economicamente.

que envolvam mapeamento, zoneamento, acompanha-

Para tal, equipamentos que monitoram processos, ambientes

mento e/ou monitoramento em tempo real (câmaras) do

e animais, que realizam aquisição automática e/ou análise

ambiente e do animal, aplicam de maneira sistemática as

de dados e executam ações com base nos dados coletados e

ferramentas da Zootecnia de Precisão. Essas ferramentas

analisados, possuem vasta aplicação, permitindo o conheci-

visam a rastreabilidade da criação e fornecem suporte a

mento de vários fatores que afetam a produção.

tomada de decisões. A partir da coleta, armazenamento e

Em todo sistema de produção a identificação dos animais

análise dos dados dos animais e das demais variáveis,

é fundamental para o seu acompanhamento e gerencia-

permitem a atuação nos processos por meio de ajustes de

mento. Verifica-se a necessidade cada vez maior das proprie-

parâmetros, apoiando estratégias de alimentação, promoção

dades possuírem um sistema informatizado e que utilizem

de saúde e conforto animal, aumentando a qualidade e a

um sistema de suporte à decisão para auxiliar administrati-

confiabilidade do alimento produzido.

52

A Revista do AviSite


A Revista do AviSite

53


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Ad’oro Ad’oro S.A Estrada de Acesso SP 053-332, km 4, s/n - CEP 13226-400 Caixa Postal 81 Várzea Paulista, SP (11) 4596-8400 sac@adoro.com.br www.adoro.com.br.

Agroindustrial São José

Bondio

Agroindustrial São José Ltda. Rodovia PR 317, Km 52, s/n - CEP 86770-000 Santa Fé, PR (44) 3247-3071 mppaulo@gmail.com www.agrosj.com.br

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BRF

Zanchetta Alimentos Ltda. Rodovia SP 129, Km 22 – CEP 18550-000 Boituva, SP (19) 3363-9600 zanchetta@zanchetta.com.br www.zanchetta.com.br

BRF - Brasil Foods S.A. Av. Escola Politécnica, 760 – CEP 05350-901 São Paulo, SP (11) 3718-5300 adriano.frizon@brasilfoods.com.br www.brasilfoods.com.br

Anhambi

Céu Azul

Anhambi Alimentos Ltda. Rua Abilon de Souza Naves, 61 - CEP 85580-000 Itapejara D’Oeste, PR (46) 3526-1548 aves@anhambi.com.br www.anhambi.com.br

Céu Azul Alimentos R. Laura Miello Kook, 300 – CEP 18052-445 Sorocaba, SP (15) 2101-3400 aviculturaceuazul@terra.com.br www.ceuazul.com.br

Aurora Alimentos

COAVE

Coop. Central Oeste Catarinense Ltda. R. João Martins, 219-D - São Cristóvão – CEP 89803-040 - Chapecó, SC (49) 321-3000 aurora@auroraalimentos.com.br www.auroraalimentos.com.br

Cooperativa Mista dos Avicultores do Piauí R. Talma Iran Leal, 3540 – CEP 64055-590 Teresina, PI (86) 3215-1313 coave@coave.net

Avepar

Coopavel

Aves do Parque Ltda. BR-282, CEP: 89820-000 Xanxerê, SC (49) 3441-9300 avepar@avepar.com.br www.avepar.com.br

Cooperativa Agrop. Cascavel Ltda. BR 277 km 591, Parque São Paulo – CEP 85803-490 Cascavel, PR (45) 3220-5000 coopavel@coopavel.com.br www.coopavel.com.br

Avifran Avifran Avicultura Francesa Ltda Rodovia BR 02, Km 36, DF/410, nº3 – CEP 73310-970 Planaltina, DF (61) 3595-2020 avifran@avifran.com.br www.avifran.com.br

Avigro Avigro Avícola Agroindustrial LTDA R. Vila dos Coqueiros, 520, CEP 44320-000 Conceição da Feira, BA (75) 3244-3528 avigro@avigro.com.br www.avigro.com.br

Averama Agroindustrial Parati Ltda Rodovia PR 323 – CEP: 87507.014 Umuarama, PR (44) 3621-6800 averama@averama.com.br www.averama.com.br

Big Frango Agrícola Jandelle S/A Av, Itamaraty, 2020, Pq. Industrial CafezalCEP 86600-475 Rolândia, PR (43) 2101-8200 bigfrango@bigfrango.com.br www.bigfrango.com.br

Copacol Cooperativa Agric. Consolata Ltda. R. Desembargador Munhoz de Mello, 176 – CEP 85415-000 Cafelândia, PR (45) 3241-8080 copacol@copacol.com.br www.copacol.com.br

Copagril Cooperativa Agro. Copagril Rua Nove de Agosto, 700 – CEP 85960-000 Marechal Cândido Rondon, PR (45) 3284-7500 comercial@copagril.com.br www.copagril.com.br

C. Vale Cooperativa Agrícola Mista Vale do Piqueri Ltda. Av. Independência, 2347 CEP 85950-000 Palotina, PR (44) 3649-8181 paulotorres@cvale.com.br www.cvale.com.br

Dallari Dallari S A Indústria Alimentícia Rua Romano Dallari, 115 - Juscelino – CEP 26315-090 Nova Iguaçu, RJ (21) 2686-8339 dallari@dallari.com.br www.dallari.com.br A Revista do AviSite

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Catálogo de Produtos e Serviços Flamboiã

Itabom

Nutriza Alimentos

Matadouro Avícola Flamboiã Avenida Antonio Ortega, 3604, CEP - 13315-000 Cabreúva, SP (11) 4529-8500 vendas@flamboia.com.br www.flamboia.com.br

Polifrigor Ind. e Com de Alimentos Ltda Rod. Angelo Poli, Km.01 – CEP 17230-000 Itapuí, SP (14) 3664-9100 itabom@itabom.com.br www.itabom.com.br

Nutriza Agroidustrial de Alimentos S.A Rodovia GO 330, Km 01, s/n – CEP 75200-000 Pires do Rio, GO (64) 3461-1900 friato@friato.com.br www.friato.com.br

Frangoeste

JBS

Paulista

Seara Av. Abrahão João Francisco, 3.655 - Dom Bosco CEP 88307-303 Itajaí - SC (47) 3344-7700 www.seara.com.br/

Avícola Paulista Ltda. R. Pedro Bassi, 215- CEP 13290-000 Louveira, SP (19) 3848-1815 sac@paulistaalimentos.com.br www.avicolapaulista.com.br

Jaguafrangos

Pif Paf Alimentos

Jaguafrangos ind e com de alim ltda Terezinha Ivanir de Morais, 176 – CEP 83040-480 São José dos Pinhais, PR (41) 3283-2795 supervisao.filial@jaguafrangos.com.br www.jagua.com.br

Rio Branco Alimentos S/A Av. Raja Gabaglia, 4091 – B. Santa Lucia, CEP – 30360-663 Belo Horizonte, MG (31) 3348-3567 edvaldo@pifpaf.com.br www.pifpaf.com.br

Frangoeste Avicultura Ltda Rodovia Marechal Rondon, km 159, CEP 18530-000 Tietê, SP (15) 3285-8200 frangoeste@frangoeste.com.br www.frangoeste.com.br

Globoaves Kaefer Agro Industrial. Ltda Rodovia BR 467, Km 03 CEP 85802-970 Cascavel, Paraná (45) 3218-2000 eduardo@globoaves.com.br www.globoaves.com.br

Granja Marques Marques & Caetano Ltda Rodovia MT 175, km 16 CEP 78280-000 Mirassol d’Oeste, MT (65) 241-1668 assis@granjamarques.com.br www.granjamarques.com.br

GTFoods Group Gonçalves & Tortola Rodovia BR 376 – CEP 87001-970 Maringá, PR (44) 3218-3500 www.gtfoods.com.br/

Francap Organizações Francap Ltda. Av. Presidente Vargas, 3400 CEP 35661-137 Pará de Minas, MG (37) 3233-5000 francap@francap.ind.br www.francap.ind.br

Frango Ferreira Granja União Rua Pedro Henrique Trindade da Silva,06 CEP 32015-330 Contagem, MG (31) 3390-0000 sac@frangoferreira.com.br www.frangoferreira.com.br.

Guaraves Guaraves Guarabira Aves Ltda Rodovia PB 075, Km 02 – CEP 58200-000 Guarabira, PB (83) 3271-4000 guaraves@guaraves.com.br www.guaraves.com.br

Holambra Cooperativa Agropecuaria Holambra Rua Rota dos Imigrantes, 152, Centro CEP 13825-970 Holambra, SP (19) 3802-1911 capha@dglnet.com.br

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A Revista do AviSite

Korin Korin Agricultura Ltda Rua Coronel Arthur de Godoi, 246 - Vila Mariana – CEP 04018-050 São Paulo, SP (11) 5579-9363 comercial@korin.com.br www.korin.com.br

Ksan

Regina Granja Regina S.A Rua José Hipólito, 400 Messejana CEP 60871-170 Fortaleza, CE (85) 32161500 rh@granjaregina.com.br www.granjaregina.com.br

KeikoSan produtos alimentícios ltda. R. Pinheiro Guimarães, Vila Prudente – CEP 03141-030 São Paulo, SP (11) 32459494 vicente@nossacarne.com.br www.nossacarne.com.br

Rigor

Languiru

Rivelli

Coop. Languiru Ltda. Rua Henrique Uebel, 1250, Centro - CEP 95890-000 Westfália, RS (51) 3762-4131 mac@languiru.com.br www.languiru.com.br

Nogueira Rivelli Irmãos Ltda. Rodovia BR 040, Km 700 CEP 36204-749 Barbacena, MG (32) 3339-0155 www.rivelli.ind.br

Lar

Abatedouro São Salvador Ltda Rod. GO 156, Km 0 CEP 76630-000 Itaberaí, GO (62) 3375-7000 willian.vigilato@ssa-br.com www.ssa-br.com

Cooperativa Agroindustrial LAR Avenida Paraná,412 - CEP 85887-000 Matelândia, PR (45) 3264-8800 (45) 3264-8801 giovanarosas@lar.ind.br www.lar.ind.br

Mauricéa Alimentos Mauricea Alimentos Rua Rondônia, 2, Jardim Paraiso Fase I- CEP 47850-000 Luiz Eduardo Magalhães, BA (77) 3628-0531 www.mauricea.com.br

Minuano Cia. Minuano de Alimentos Av. Senador Alberto Pasqualini, 1539 – CEP 95913-162 Lajeado, RS (51) 3710-2277 comercialmi@minuano.com.br www.minuano.com.br

Rigor Alimentos Ltda Av. Brig Faria Lima, 1912, 7º andar, Cj 7G CEP 01451-907 São Paulo, SP (11) 3034-5888 www.rigor.com.br

São Salvador Alimentos

Integra Companhia Internacional de logística S.A Rua Piratininga, 813, 5° andar, Centro -CEP 87013-100 Maringá, PR (44) 2103-6600 integra@integra.agr.br www.integra.agr.br

Vossko

Vossko do Brasil Alimentos Congelados Ltda. Rua Acy Aviano Varela Xavier, s/n CEP 88514-580 Lages, SC (49) 3221-2300 www.vosskodobrasil.com.br


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A Revista do AviSite

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Catálogo de Produtos e Serviços Agroindústrias – Postura Katayama Granja Katayama Rod. Mal. Rondon km 557 - CEP16700-000 Guararapes, SP (18) 3606-9000 katayama@katayama.com.br www.katayama.com.br

Mantiqueira

ABAG

APAVI

Associação Brasileira de Agribusiness Av. Paulista 1754 - 14º andar - Conj. 147 e 148 -01310-920 São Paulo, SP (11) 3285-3100 www.abag.com.br abag@abag.com.br

Associação Paranaense de Avicultura Praça Valentin Hildebrand – Centro, 87650-000 Cruzeiro do Sul, PR (44) 3465-1546 www.apavi.com.br apavi@terra.com.br

ABIOVE

Associação Piauiense de Avicultura Av. João XXII, 2465 - sala 06 São Cristóvão - 64051-010 Teresina, PI (86) 3232-6628

Mantiqueira Alimentos Ltda Estrada do Jardim, Km 06 - CEP 37464-000 Itanhandu, MG (35) 3361-2155 leandropinto@granjamantiqueira.com.br www.granjamantiqueira.com.br

Associação Bras. Ind. Óleos Vegetais Av Vereador José Diniz, 3.707 - 7° andar Cj. 73 Campo Belo - 04603-004 São Paulo, SP (11) 5536-0733 www.abiove.com.br abiove@abiove.com.br

Naturovos

ACAV

Solar Comércio e Agronegócio Ltda. Rodovia RST 470, km 260,3 – CEP 95750-000 Salvador do Sul, RS (51) 3638-5500 naturovos@naturovos.com.br www.naturovos.com.br

Associação Catarinense de Avicultura Avenida Prefeito Osmar Cunha, 183 – 88015-100 Florianópolis, SC (48) 3222-8734 www.acavsc.org.br acav@terra.com.br

Somai

ACEAV

Somai Nordeste S/A BR 365, km 14, Zona Rural Caixa Postal 160-505CEP 39400-970 Montes Claros, MG (38) 3214-4005/(38) 3212-7431 www.somainordeste.com.br

Associação Cearense de Avicultura Rua Osvaldo Cruz, 1.221 - 60125-150 Fortaleza, CE (85) 3261-7499 www.aceav.com.br aceav@aceav.com.br

Sohovos

AGA

Sohovos Industrial Ltda Av. Itavuvu, 4691 – CEP 18074-005 Sorocaba, SP (15) 3226-9000 www.sohovos.com.br

Minuano Cia. Minuano de Alimentos Av. Senador Alberto Pasqualini, 1539 – CEP 95913-162 Lajeado, RS (51) 3710-2277 comercialmi@minuano.com.br www.minuano.com.br

Asa Aviário Santo Antônio Ltda Av. Barbacena, 70 – CEP 30190-130 Belo Horizonte, MG (31) 3047-4382 asaeggs@asaeggs.com.br www.asaeggs.com.br

Shinoda Shinoda Alimentos Ltda. R. Turmalina, 299, Recreio Campestre Jóia – CEP 13347-040 Indaiatuba, SP (19) 3935-6767 www.shinoda.com.br

Entidades e instituições ABA Associação Baiana de Avicultura Praça da Bandeira, 172, Centro – CEP 44320-000 Conceição da Feira, BA (75) 3244-2026 www.avicultura-ba.com.br associacaobaiana@gmail.com

60 A Revista do AviSite

Associação Goiana de Avicultura Rua 250, s/n°, Parque Agropecuário Nova Vila -74653-200 Goiânia, GO (62) 3203-3665 www.agagoias.com.br aga@terra.com.br

ANA Associação Nordestina de Avicultura R. Rio de de Janeiro, 22 – Torrões - 50721760 Recife ,PE (82) 3466-3444

ANTEFFA Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária SHN, Quadra 02, Bloco J, Sobreloja 09, 13, 17 e 21, Edifício Garvey Park Hotel – 70702-909 Brasília, DF (61) 3051-4545 www.anteffa.org.br contato@anteffa.org.br

APA

APIA

APINCO Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte Avenida Andrade Neves, 2.501 - 13070-001 Campinas, SP (19) 3241-0233 apinco@apinco.org.br

ASGAV Associação Gaúcha de Avicultura Avenida Mauá, 2.011 9° Andar – 90030-080 Porto Alegre, RS (51) 3228-8844 www.asgav.com.br asgav@asgav.com.br

AVES Assoc. dos Avicultores do Estado do Espírito Santo Presidente Costa e Silva, 205, Centro – 29255-000 Marechal Floriano, ES (27) 3288-1182 associacoes@associacoes.org.br www.associacoes.org.br

AVIMIG Associação dos Avicultores de Minas Gerais Rua Pitangui, 1.904, Sagrada Família –31030-210 Belo Horizonte, MG (31) 3482-6403 www.avimig.com.br avimig@avimig.com.br

AVIPE Associação Avícola de Pernambuco Rua Rio de Janeiro, nº 22 –50721-760 Recife, PE (81) 3038-8322 avipe@avipe.org.br

AVIPLAC Associação dos Avicultores do Planalto Central SIA Trecho 2, Lote 1.630 –71200-029 Brasília, DF (61) 3244-1348 aviplac@terra.com.br

Associação Paulista de Avicultura Rua Belchior de Azevedo, 150 Vila Leopoldina, 05089-030 São Paulo, SP (11) 3832-1422 www.apa.com.br diretoria@apa.com.br

ASBRAM

APAV

Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação Av. Brigadeiro Faria Lima, 1478, 11° andar – CEP 01451-001 - São Paulo, SP (11) 3030-1353 www.abia.org.br abia@abia.org.br

Associação Paraense de Avicultura Rua Fernando Guilhon, 5.030, 67100-000 Marituba, PA (91) 3256-3014

Assoc. Brasileira das Ind. De Suplementos Minerais Rua Augusta nº2676, 13º andar - Cj 132 CEP 01412-100 Cerqueira César - São Paulo - SP 11 3061-9075 / 9077 www.asbram.org.br

ABIA


ABIOVE

CONAB

SINDIAVIPAR

Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais Av Vereador José Diniz, 3707, 7° andar 04603-004 São Paulo, SP (11) 5536-0733 www.abiove.org.br abiove@abiove.org.br

Companhia Nacional de Abastecimento SGAS 901 Bloco “A” Lote 69 - Asa Sul Cep: 70.390-010 Brasília, DF (61) 3312.6000 www.conab.gov.br/

Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná Av. Candido de Abreu, 140 Salas 303 e 304 – CEP 80530-901 Curitiba, PR (41) 3224-8737 www.sindiavipar.com.br sindiavipar@sindiavipar.com.br

ABPA Associação Brasileira de Proteína Animal Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.912 - Cj. 20L - CEP 01452-001 São Paulo, SP (11) 3812-7666 www.abpa-br.com.br abpa@abpa-br.org

AVINTO Associação de Avicultores do Norte de Tocantins Rua Prof° Virgílio, 465, Centro –77900-000 Tocantinópolis, TO (63) 3471-3693 avinto@brturbo.com.br

AVIMA Associação dos Avicultores do Maranhão Av. Jerônimo de Albuquerque, 2005, Sl. 3 65110-000 São José de Ribamar, MA (98) 3237-1093 associacaoavima@gmail.com

APTA-SAA/SP Instituto Biológico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 CEP: 04014-002 São Paulo - SP (11) 5087-1700

CDA – SSA/SP Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de SP Av. Brasil, 2.340, CEP 13070-178 Campinas, SP (19) 3045-3350 - Fax: (19) 3045-3400 www.cda.sp.gov.br/

CVE- SES/SP Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” Av. Dr. Arnaldo, 351 - 6º andar — Pacaembu 01246-000 São Paulo, SP (11) 3066-8741 Fax.:(11) 3082-9359/3082-9395 www.cve.saude.sp.gov.br/

CFMV

Coopagreste Cooperativa Agropecuária de Desenvolvimento do Agreste Ltda Rua Duque de Caxias, 147 sala 02 Centro -57300620 - Arapiraca, AL (82) 3522-1976

EAF-COLATINA Escola Agrotécnica Federal de Colatina Rodovia BR 259, KM 70, Zona Rural –29704-660 Colatina, ES (27) 3723-1200 www.eafcol.gov.br. jlbleite@terra.com.br

Embrapa Suínos e Aves Rodovia BR 153, km 110 - Vila Tamanduá 89700-000 - Concórdia, SC (49) 3441-0497 www.cnpsa.embrapa.br sac@cnpsa.embrapa.br

Escola Agrotécnica Federal de Inconfidentes Praça Tiradentes, 416, Centro – CEP 37576-000 Inconfidentes, MG (35) 3464-1200 www.eafi.gov.br eafi@eafi.gov.br

FACTA Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia Avícolas Avenida Andrade Neves, 2.501 – CEP 13070-001 Campinas, SP (19) 3243-6555 www.facta.org.br facta@facta.org.br

FAJ Faculdade de Jaguariúna Instituto Educacional Jaguary - IEJ Rua Amazonas, 504 Jd. Dom Bosco – CEP 13820000 - Jaguariúna, SP (19) 3837-8800 www.faj.br veterinaria@faj.br

MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Esplanada dos Ministérios - Bloco D Brasília-DF - CEP: 70.043-900 (61)3218-2828 www.agricultura.gov.br/

Conselho Federal de Medicina Veterinária SIA Trecho 6 – Lotes 130 e 140 Brasília-DF 71205-060 portal.cfmv.gov.br/ (61) 2106-0400 - Fax: (61) 2106-0444

PUC PR

CBNA

SINDAN

Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Rua General Osório, nº 1.212 Cj. 202 13010-111 Campinas, SP (19) 3232-7518 www.cbna.com.br cbna@lexxa.com.br

Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal Rua do Rocio, 313 - 9º and - Ed. Dornier Merkur – CEP 04552-000 - São Paulo, SP (11) 3044-4749 www.sindan.org.br sindan@sindan.org.br

Pontifícia Universidade Católica do Paraná Rod. BR 376, km 14 – CEP 83010-500 São José dos Pinhais, PR -(41) 3299-4300 www.pucpr.br kussakawa@onda.com.br

SIPARGS Sindicato das Indústrias de Produtores Avícolas do Estado do Rio Grande do Sul Avenida Mauá, 2.011 - 9o andar - CEP 90030-080 Porto Alegre, RS (51) 3228-8844 www.asgav.com.br asgav@asgav.com.br

UEMA Universidade Estadual do Maranhão Cidade Universitária Paulo VI Caixa Postal 09 – São Luís, MA. (98) 3245–5461 Fax: (98) 3245–5882 www.uema.br/

UEM Universidade Estadual de Maringá Av. Colombo, 5.790 - Jd Universitário - CEP 87020900 - Maringá, PR (44) 3011-4040 www.uem.br

UECE Universidade Estadual do Ceará Av. Dr. Silas Munguba 1700, Campus do Itaperi Fortaleza,CE - CEP: 60.714.903 (85) 3101-9600 / 9601 www.uece.br/uece/

UESPI Universidade Estadual do Piauí R. Lucídio Freitas, 2791 64003-120 Matinha, Teresina - PI http://www.uespi.br/site/

UFC Universidade Federal do Ceará Faculdade de Ciência Agrárias – Dpto de Zootecnia Campus do Pici - Blocos 808 e 809 – Fortaleza-CE 60440-900 (85) 3366 9703 Fax: (85) 3366 9694 www.ufc.br/ ccadiret@ufc.br

UFMG Universidade Federal de Minas Gerais Av. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha Belo Horizonte, MG - CEP 31270-901 (31) 3409.5000 www.ufmg.br

UFRPE Universidade Federal Rural de Pernambuco Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos CEP: 52171-900 – Recife,PE coordenacao@mv.ufrpe.br

UFV Universidade Federal de Viçosa Avenida Peter Henry Rolfs, s/n - CEP 36570-000 Viçosa, MG (31) 3899-2200 www.ufv.br reitoria@ufv.br A Revista do AviSite

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Catálogo de Produtos e Serviços UFU

FMVZ/USP - Pirassununga

Universidade Federal de Uberlândia Av. João Naves de Ávila 2121 - 38408-100 Campus Santa Mônica - CX 593 Uberlândia, MG (34) 3239-4411 / 3218-2111

Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo Av. Duque de Caxias Norte, 225 – 13635-900 Pirassununga, SP (19) 3565-4386 www.fmvz.usp.br atps@usp.br

UFPI Universidade Federal do Piauí Centro de Ciências Agrárias - CCA Campus Universitário Ministro Petrônio Portella Bairro Ininga - Teresina - PI (86)3215-5525, Fax (86)3215-5526 www.ufpi.br/ comunicacao@ufpi.edu.br

UFGD Universidade Federal da Grande Dourados Rua João Rosa Goes, n° 1761 79825-070 - Dourados, MS (67) 3411-3840 www.ufgd.edu.br anaorrico@ufgd.edu.br

UFSM Universidade Federal de Santa Maria Av. Roraima, 1000 – 97105-900 - Santa Maria, RS (55) 3220-8935 www.ufsm.br jlopes@smail.ufsm.br

UNESP – Jaboticabal Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias Via de Acesso Prof° Paulo Donato Castellane, s/n° - 14884-900 - Jaboticabal, SP (16) 3209-2693 www.fcav.unesp.br

UNESP - Botucatu Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Rua Prof. Doutor Walter Mauricio Correa, s/n 18618-681 - Botucatu, SP (14)3811-6000 www.fmvz.unesp.br

UNESP - Araçatuba Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba Rua Clóvis Pestana, 793 - 16050-680 Araçatuba, SP (18) 3636-1400 www.fmva.unesp.br

FMVZ/USP – São Paulo Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 – 05508-270 São Paulo, SP (11) 3091-7682 www.fmvz.usp.br sgrad@usp.br

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Nucleovet Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas Rua Egito, 31 - E 89801-420 Chapecó, SC (49) 3329-1640 www.nucleovet.com.br nucleovet@nucleovet.com.br

Ovos Brasil Avenida Brig. Faria Lima, 1912 20º AndarCEP: 01451-907 Jardim Paulistano São Paulo, SP (11) 3032-2030 www.ovosbrasil.com.br

SFA-SP Superintendência Federal de Agricultura SP Rua Treze de Maio, 1558 – 8º andar 01327-002 – São Paulo, SP Telefone: (11) 3251 - 0400 gab-sp@agricultura.gov.br

SFA-RS Superintendência Federal de Agricultura RS Av. Loureiro Da Silva, 515, 7º. Andar, S/701 90010-420 Porto Alegre, RS Tel (51)- 3284-9588 gab-rs@agricultura.gov.br

SFA-PR Superintendência Federal de Agricultura PR Rua José Veríssimo, 420 - Tarumã 82820-000 Curitiba- PR TEL (41) 3361-4052 gab-pr@agricultura.gov.br

SFA-SC Superintendência Federal de Agricultura SC Rua João Grumiché, n° 117Bairro Kobrasol 88102-600 São José, SC (48) 3261-9900/9901 Fax: (48) 3261-9902 gab-sc@agricultura.gov.br

Laboratórios CEDISA Centro de Diagnóstico de Sanidade Animal Rodovia BR 153, Km 110, Vila Tamanduá 89700-000 Concórdia, SC (49) 3442 8800 www.cedisa.org.br lauren@cedisa.org.br

Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti Agência de Defesa Agropecuária do Paraná Rua dos Funcionários nº 1559 80035-050 Curitiba, PR (41) 3778 6400 rrichartz@adapar.pr.gov.br www.adapar.pr.gov.br

Lanagro Laboratório Nacional Agropecuário R Raul Ferrari - Jd Stª Marcelina – 13100-105 Campinas, SP (19) 3252-0155 coor.lanagrosp@agricultura.gov.br

Instituto Biológico de Bastos Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Bastos Av. Gaspar Ricardo, 1700 –17690-000 Bastos, SP (14) 3478-1650 www.biologico.sp.gov.br updbastos@biologico.sp.gov.br

Instituto Biológico de Descalvado Centro Avançado de Tecnologia do Agronegócio Avícola Rua Bezerra Paes, 2278 - 13690-000 Descalvado, SP (19) 3583-2436 www.biologico.sp.gov.br captaa@biologico.sp.gov.br

Instituto Biológico – Sede Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 Vila Mariana - 04014-002 São Paulo, SP (11) 5087-1700 www.biologico.sp.gov.br dg@biologico.sp.gov.br

IPVDF Inst. de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor Estrada Municipal do Conde, 6000 - 92990-000 Eldorado do Sul, RS (51) 3481-3711 www.ipvdf.rs.gov.br aves@ipvdf.rs.gov.br


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