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MeuSUL REVISTA

www.meusul.com.br

Ano 2 | Nº 14 | julho 2010

EM OBRAS...

SEMPRE!

Obras no Sul do Estado não costumam ficar prontas em menos de uma década, quando saem do papel.

Distribuição gratuita - Venda proibida

Por que nossas grandes reivindicações demoram tanto?

Alimentos para combater sintomas da TPM NUTRIÇÃO

Entrevista com o reitor da Unibave MEMÓRIAS DO SUL

Diferentes soluções para diversos ambientes ESPECIAL DE ARQUITETURA


06 Espaço do Leitor

A Revista MeuSUL , pra mim, se tornou uma leitura obrigatória. A iniciativa é muito boa, ousada e tem matérias muito interessantes. Se a revista não chega até minhas mãos, afinal é distribuída gratuitamente, vou a busca dela até achar. Nem que tenha que ir até o escritório de vocês. Parabéns pela publicação.

MeuSUL REVISTA

Diretor Geral: Ivo Machado Coan Diretora de Arte: Suzana Schlickmann Designer: Jean Carlos Lehmkuhl Redator-chefe: Alvaro Dalmagro (JP1181-SC) Correção e Revisão: Terezinha Schulz Prim Fotografia: Ivo Coan Estagiária: Bárbara Soethe

Luiz Alvacir Ross Costa

Aposentado - Braço do Norte

Colaboração: Wagner Afonso Floriani da Silva, Larissa Volpato Schlickmann, Wando Ceolin, Laura Peruchi Mezani, Ana Lúcia Tonon, Yngrid P. Kulkamp, Alvani Machado Coan, Mario Coan Sobrinho, Deus.

Olá, sou supervisora escolar da E.E.F.Fábio Silva. Tive o prazer de conhecer a revista Meu SUL por intermédio de uma professora e confesso que achei um maravilhoso trabalho e mais um instrumento de pesquisa e estudos para os nossos professores. Gostaria de ressaltar que (...) este material tem sido usado como recurso em sala de aula. Parabéns pela riqueza das informações. Deixo como sugestão a abordagem de temas mais voltados a escola, tais como Educação Fiscal e Educação Ambiental, que fazem parte do eixo temático trabalhado durante o ano letivo.

Assessoria Jurídica: Valmir Meurer Izidorio (OAB/SC 9.002)

Maicon Schmoeller Fernandes (OAB/SC 27.952) www.izidorio.com.br - (48) 3658.3147 3658.4945 PUBLICIDADE

Diretor Comercial: Juliano de Oliveira • juliano@meusul.com.br • (48) 9957.2265 São Ludgero, Orleans, Lauro Müller, Urussanga, Cocal do Sul, Criciúma, Araranguá:

Tamara Soethe Daufemback • tamara@meusul.com.br • (48) 9945.5525

Gravatal, Tubarão, Capivari de Baixo, Laguna, Imbituba, Garopaba, Jaguaruna, Sangão:

Veraci Paes

Ramon Beza • ramon@meusul.com.br • (48) 9620.6217

Supervisora escolar - Tubarão

Rio Fortuna, Armazém, São Martinho, Santa Rosa de Lima, Grão-Pará, Braço do Norte:

Jean Carlos Lehmkuhl • jean@meusul.com.br • (48) 9933.3588 Outras Cidades e Planalto Serrano:

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Estou residindo em Urussanga há cerca de um mês e tive acesso à Revista MeuSul, da qual gostei muito. Tem assuntos interessantes, seu conteúdo é realmente muito bom. Terezinha Exterkoetter

Administradora de empresas Urussanga

Conheci a revista MeuSUL aqui em Criciúma quando fui com meu marido visitar uma consecionária. Fiquei lendo as matérias e vi que se tratava de assuntos interessantes, gostaria de receber esta revista em casa. Obrigada. Marlize de Souza Franca

REVISTA MEUSUL LTDA.

CNPJ: 11.320.685/0001-70 Endereço: Rua Osvaldo Westphal, 112 • Centro, Braço do Norte, Santa Catarina. Contato: (48) 3658.0091 • falecom@meusul.com.br Informações e atendimento: sac@meusul.com.br Revista On-line: www.meusul.com.br Tiragem: 10.000 exemplares Impressão: Gráfica Soller

A Revista MeuSUL é uma publicação mensal. São dez mil exemplares distribuídos gratuitamente no sul de Santa Catarina. Cidades como: Garopaba, Imbituba, Laguna, Capivari de Baixo, Tubarão, Jaguaruna, Sangão, Criciúma, Gravatal, Armazém, São Martinho, Santa Rosa de Lima, Braço do Norte, Rio Fortuna, Grão-Pará, São Ludgero, Orleans, Urussanga, Lauro Müller, Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Bom Jardim da Serra, São Joaquim, Urubici, entre outras, recebem a MeuSUL, cerca de 40 municípios e uma média de 200 mil leitores.

Professora - Criciúma

Ótima revista, com assuntos realmente interessantes e atualizados, sem falar no design moderno o que torna a revista mais interessante ainda de ser lida. Com certeza recomendo ela a todos que gostam de ficar atualizados e de um bom passa tempo. Lano Gesing

Tecnólogo em Eletroeletrônica São Ludgero

MANDE SUA OPINIÃO

Se você possui alguma sugestão ou crítica que possa contribuir com a Revista MeuSUL, mande um e-mail para falecom@meusul.com.br. Sua opinião será lida e atendida, se possível.

Os textos assinados por nossos colaboradores são de suas respectivas responsabilidades.


08 Editorial

Caro leitor, Dizem que o brasileiro, de uma maneira em geral, é imediatista, ou seja, quer as coisas tudo pra ontem. Para algumas coisas, sim, somos reconhecidamente um povo que não tem paciência de esperar e isso quase sempre não é bom. Entretanto, para outras coisas creio que somos tolerantes demais, o que também não é legal. Obras públicas quase sempre são grandiosas e envolvem vultosos recursos, mas nem por isso precisariam demorar tanto. Entretanto, demoram. No Brasil, parece que elas demoram ainda mais do que em países com economia semelhante a nossa. No Sul do Estado, então, costumam levar ainda mais tempo do que em todo o ter-

ritório nacional. Isso quando saem do papel. Na reportagem especial desta edição listamos para você quais são as principais obras em andamento na região, há quanto tempo foram iniciadas, desde quando são reivindicadas pela população e por que ainda não foram concluídas. Se você ainda não teve a sensação de que o Sul do Estado é a região mais esquecida (ou deixada de lado), possivelmente terá, após a leitura. Também temos várias outras matérias, das mais variadas editorias, que também convido a lê-las. Então, boa leitura. Ivo Coan Editor-chefe

Índice Memórias do Sul

10

Mercado

38

Opinião

12

Tecnologia

40

Saúde

14

É verdade

42

Nutrição

18

Esporte

44

Pelo sul

20

Teen

46

Feagro

22

Região

48

Moda

24

Festas

50

Especial

33

Geral

52

Entrevista com o reitor Celso de Oliveira Souza

Plásticas e mitos sobre saúde

Alimentos para o combate dos sintomas da TPM

Saiba o que aconteceu na feira braçonortense

Saiba o que é a estampa Liberty

Conceitos de profissionais para diversos ambientes

Capa

A crescente área da construção civil

Novidades do iPhone 4

Cerveja e barriga: tem a ver?

Intercambio: escolha o seu destino

Obras em Santa Catarina ficam só no papel

26


10 Memórias do Sul

Da raça à reitoria MeuSUL- Qual sua paixão? Braçonortense, mas apaixonaCelso – O estudo, a leitura e a do pela região sul, em especial por poesia. Vivi para aprender, mas Orleans, onde fincou raízes. Esta é nunca estudei para ganhar dinheiapenas uma definição do reitor da ro. Sempre tive em mente que ele Universidade Barriga Verde (Uniba(dinheiro) é a conseqüência do meu ve), o professor Celso de Oliveira trabalho. Mas o estudo deve ser vaSouza. Criado na ‘roça’ até os 18 lorizado ao máximo, é importantíssianos, iniciou os estudos aos dez mo para o caráter da pessoa. Defenanos na escola Costa Carneiro e do como principio filosófico que o sempre estudou em escola pública. desenvolvimento ocorre quando teQuando não estava em aula, ou na oria e prática acontecem ao mesmo lavoura, estava na cidade vendendo, tempo. É a cultura escolar inserida batata, laranja, rosca, lenha, e outros na dinâmica social. A cultura quem produtos que a família produzia. Secria é o povo, as gundo ele, nunca ciências, os tevoltou para casa óricos aplicam sem estar com carem fórmulas em rinho vazio. Quis Nunca estudei para ganhar laboratório. ir para o seminádinheiro. Sempre tive em mente rio, mas a mãe não

MeuSUL deixou. Quis cursar que ele é consequência do meu Sua maior evoo ensino superior trabalho”. lução pessoal e não tinha condiCelso de Oliveira Souza ocorreu na Funções. Encontrou no dação? trabalho a forma de Celso – Trabalhar com o Padre realizar seus sonhos. Foi frentista, João da Lauba era fascinante. Ele marceneiro, até chegar a Fundação era motivador, com grandes ideias. Barriga Verde. Lá, nos primeiros Sempre trabalhou para a preservaanos foi professor de datilografia, ção do patrimônio histórico regional. auxiliar de escritório e diretor exeCriou o ‘Museu ao Ar Livre’, a escutivo. Foi coordenador de escolas cola barriga verde e o supletivo na municipais de Orleans e do primeiro região. Este convívio foi essencial projeto de cursos de qualificação para mim. profissional, onde foram oferecidos os cursos de técnico contábil e MeuSUL – Você seguiu o camisecretariado. Também atuou como nho dele. Executou novos projetos? diretor do colégio Tonezza Cascaes Celso – Sim. Em 1998 iniciamos e como secretário de Educação em o ensino superior em administração três oportunidades. Formado em hisde empresas, no qual alcançamos tória e antropologia, casado e com conceito ‘A’ duas vezes consecutiquatro filhos e duas netas, o homem vas e sempre fomos bem avaliados. de 57 anos, desde cedo assumiu Depois vieram pedagogia e direito, suas responsabilidades e nunca deiaté termos a Febave e a Cesfebave, xou de trabalhar. Seu foco de atuaque se tornou a Unibave. Ampliamos ção sempre foi e será a educação. a oferta de cursos e fomos bem re“Pois as pessoas nunca deixam de cebidos pelos acadêmicos. aprender”, diz.

MeuSUL – Qual o próximo desafio? Celso – Já iniciamos. Desenvolver o projeto para o Curso de Técnico Agrícola. Ele será feito na comunidade de Invernada, interior de Grão-Pará. Hoje, as pessoas precisam trabalhar para ter condições de bancar o ensino. Acreditamos que as pessoas são mais produtivas, se tornam mais competentes quando vivem a teoria e a prática simultaneamente, aliamos isso neste curso. Eu, em particular tenho o projeto do Museu de Artes – Quinca Galego, meu bisavô de quem me orgulho . Serão 60 telas, feitas pela artista Katurra, retratando as belezas da região. 15 estão prontas. MeuSUL – O cargo de reitor mudou algo em você? Celso – Não. Não sou iludido com ele. Sou uma pessoa humilde e prefiro ser assim, sempre me apresento como professor, profissão que me orgulho. Procuro viajar para outros países em busca de novas experiências e oportunidades e lá fora eles valorizam muito esta posição. MeuSUL – Sem a presença do reitor Celso, a Unibave hoje funcio-


Memórias do Sul 11

naria sozinha? Celso – Temos uma equipe muito competente que trabalha unida e pensa a frente. Acredito que sim, ela continuaria, mas tenho muito a fazer, há muito a ser implantado, nossa região é propicia a novas oportunidades e precisamos desenvolve-la, fortalecer-la. MeuSUL – Por que se dedicar tanto ao desenvolvimento pessoal e regional? Celso – A coisa mais triste do mundo é a ignorância e não há como superar isso sem estudo. João da Lauba sempre dizia que não se conformava em ver pessoas vivendo na sombra. Estamos em uma região rica e ninguém se mexia, ele dizia. Vejo isso hoje. É preciso interesse. Despertar as pessoas da região para o desenvolvimento. Nosso objetivo é contribuir para combater isso nas pessoas. Você é aquilo que aprende. Se você não sabe, aprende, para depois tomar decisões. MeuSUL – Você acredita que a região pode ser fortalecida? Celso – Moramos em meio a beleza. Entre a serra e o mar, então posso dizer que sim. Mas, isso dependerá da união dos municípios

da encosta da serra geral. Temos experiências, competência, material humano de excelente qualidade e com vontade de trabalhar. Porém, hoje ainda somos dominados pelos centros maiores. Exemplo disso é a ferrovia Tereza Cristina. Quando foi construída ela deveria sair de Imaruí e seguir até Lauro Muller pela região

A coisa mais triste do mundo

é a ignorância, e não há como superar isso sem estudo”. Celso de Oliveira Souza

de Armazém. Os políticos da época se mobilizaram e levaram ela primeiro a Tubarão. Meu Sul – O que falta para isso ocorrer? Celso - Acredito que a Associação dos Municípios da Encosta da Serra Geral possa ser o braço forte desta união. Nossa região cresce rapidamente, temos, por exemplo, o carvão que voltará a ser explorado em breve e poderá ser a salvação e fortalecer economicamente esta área. Mas, para isso as lideranças precisam acordar. Não temos outra saída, a não ser trabalhar, lutar.

A balsa era a grande ligação entre Braço do Norte e a colônia de Grão-Pará (Autor da tela: Carlos Algulski)


12 Opinião

Panorâmica

por Alvaro Dalmagro

A ambição universal dos homens

Jornalista (JP 1181 - SC) alvaro@meusul.com.br

é viver colhendo o que nunca plantaram”.

Adam Smith

Lula veta fator previdenciário, mas assunto não encerra Como era de se esperar, o presidente Lula vetou o fim do fator previdenciário. Então as regras do jogo continuam como estão? Por enquanto. Não se sabe por quanto tempo. O veto ao projeto volta ao Congresso, que aprova ou rejeita. Se rejeitar extingue forçadamente o fator. O advogado Matusalém dos Santos (foto), especialista em Direito Previdenciário, lembra que enquanto a votação da MP com as emendas se deu por maioria simples, ou seja, metade mais um dos presentes nas sessões da Câmara e do Senado, a rejeição do veto depende de maioria absoluta, Não basta o voto da maioria dos presentes na sessão; depende do voto de metade mais um do total de congressistas. Só que, na votação da MP, diz Matusalém, “muitos deputados e senadores votaram pelo fim do fator, declaradamente, pressionados pelo processo eleitoral. No caso do veto, a votação

será secreta”, e aí muita gente que jogou pra torcida ver, usando uma expressão de boleiro, pode não repetir a dose. O advogado Matusalém também lembra de outro aspecto importante: “a votação do fim do fator previdenciário, não guarda qualquer relação com aquele projeto negociado com as centrais sindicais no primeiro semestre de 2009. Portanto, não inclui questões como a fórmula 85/95 e a mudança de cálculo do benefício pela média das 70% maiores contribuições do período de cálculo.” Portanto, é provável que ocorram novas negociações para alterar as regras de cálculo dos benefícios. Se não deu pra extinguir, quem sabe no futuro se consiga amenizar os efeitos negativos do fator previdenciário. Sendo assim, quem puder segurar mais um pouquinho a documentação para a aposentadoria, segure, pois pode ser que tenha a sorte de consegui-la com regras menos perniciosas.

AGU é contra Código Ambiental A Advocacia Geral da União – AGU deu parecer favorável à Ação Indireta de Inconstitucionalidade Adin nº 4253, movida pelo Partido Verde (PV), que julga inconstitucional o Código Ambiental Catarinense, lei 14.675, instituída em 2009, pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira. O deputado federal do PMDB de SC, Valdir Colatto (foto), ferrenho defensor do código, discorda e promete pressionar. Sangue, cigarro e cerveja Caiu de 16,2%, em 2006, para 15,5%, em 2009, o índice de brasileiros que fumam. Muito bom. Os dados são do Ministério da Saúde. Só falta o Serra atribuir o resultado à sua gestão como ministro da Saúde de FHC. A notícia ruim é que o índice dos que admitem abusar da bebida alcoólica subiu de 16,2% para 18,9% no mesmo período. Nesse caso, Serra não vai querer se meter. Diz-se até abstêmio. Bebe no máximo um bloodmary, aquele drink que parece sangue.

Quadrilha A situação política catarinense no mês de junho foi típica de quadrilha caipira. Uma hora era “todo mundo pra cá”, outra hora “todo mundo pra lá”.


14 Saúde

A moda agora é lipoescultura volume no bumbum, procura a lipoesculQuando a lipoaspiração surgiu, retura. Segundo médicos da área, ela pode volucionou. Não era pra menos. Retirar ser feita a partir da adolescência até um bocado de gordura localizada e inqualquer idade, dependendo exclusivadesejada de um dia para outro caiu nas mente do estado de flacidez do candigraças de muita gente. Ocorre que, o que dato. está sobrando num lugar pode estar falNa cirurgia, o paciente recebe anestando noutro. E se é possível matar dois tesia peridural e a internação normalcoelhos numa cajadada só, por que não? mente não passa de um dia. A lipoesAssim surgiu a lipoescultura, que é a recultura é um procedimento artesanal, modelagem corporal feita por lipoaspiraportanto é feita com calma, prudência e ção, que usa dois princípios: o primeiro muita concentração do cirurgião, e pode é de que a lipoaspiração deve ser feita durar entre duas e quatro horas. com cânulas bastante finas (3mm, no Após receber alta, na primeira semáximo 4 mm), nas camadas mais sumana o paciente perficiais da pele, pode até camiaspirando de fora nhar devagar e topara dentro, o que Na lipoescultura é possível mar ducha. A dor dá mais efeito transplantar gordura para é considerada de de modelagem média intensidado que aspirar locais que necessitam de de, praticamente profundamenmaior volume. mais um desconte, como ocorre forto do que dor, na lipoaspiração e não é constanconvencional. te. Normalmente esse desconforto se dá “Quando se aspira profundamente há quando há um movimento. uma diminuição do tecido gorduroso, mas nem sempre ocorre a modelagem que cria curvas e sinuosidades tão desejadas na cintura e nas nádegas”, diz o cirurgião plástico Luiz Carlos Serpa. O segundo princípio é a possibilidade de transplantar gordura, retirada por lipoaspiração, para locais que necessitam de maior volume. Nesse aspecto a nádega é a grande beneficiada, uma vez que boa parte das mulheres tem uma depressão funda na parte lateral da nádega, que pode melhorar muitíssimo com o transplante de gordura Por essas diferenças, a lipoescultura praticamente tomou o lugar da lipoaspiração na cirurgia de remodelagem corporal. A maioria das pessoas que necessitam modelar seu corpo, diminuindo o volume de gordura localizada em diversas áreas do corpo, acentuando a cintura, diminuindo o culote ou ganhando

Por exemplo, a pessoa está sentada e resolve levantar-se ou mudar de posição na poltrona. A dor se assemelha a uma dor muscular resultante de uma forte ginástica. Não é necessário repouso na cama, porém como a lipoaspiração faz perder sangue, sais minerais e proteínas, é bastante comum uma certa sensação de fraqueza, por isso deve-se evitar sair de casa nos três primeiros dias após a operação. Também é desaconselhado trancar-se no banheiro para ducha e realizar grandes esforços. A cicatrização das incisões, que costumam ser pequenas, se dá bastante rápido, segundo os médicos. Os pacientes que tiveram enxerto de gordura na nádega devem se deitar sobre o abdômen (decúbito ventral) e de lado por pelo menos dez dias, evitando pressão direta sobre o local enxertado O retorno às atividades deverá se dar conforme a extensão da lipoaspiração: cirurgias pequenas apenas, com duas ou três áreas corporais alteradas, o repouso de 48h costuma ser suficiente. Em lipoesculturas que cobrem grande área corporal, o ideal é afastar-se do trabalho por cinco a sete dias. Os pontos são retirados depois de uma semana e um cinto modelador é usado por no mínimo 45 dias. A partir de uma semana ou da segunda, dependendo da extensão da lipo, o cinto pode ser retirado por um período do dia.


Cuidar-se é bom,

16 Saúde

mas cuidado com os mitos po atrás, acreditava, ele mesmo, em Basta um mal-estar e não demooutro mito: o de que é preciso tomar, ra a aparecer um colega de trabalho no mínimo, oito copos de água por dia. com uma dica infalível. “Ferve água Assim como os médicos não estão com mel, limão, guaco, alho e toma”. livres de adoecer, como alguns deles Quem já não recebeu uma dica desparecem pensar ao relaxar com sua sas? Na maioria das vezes, esses consaúde, também não estão livres de selhos não têm fundamento científico acreditar em mitos. Não é por acaso e nem sabemos de onde eles surgem. que o artigo “Medical myths even docAlguns são passados dentro de casa, tors believe”, ou de geração para “Mitos médicos geração, ou vai nos quais até os dizer que “não O grande problema de se médicos acretome banho ago-

ditam”, escrito ra, você acabou acreditar em certos mitos é pelos pediatras de almoçar” não que eles podem levar a danos americanos Aate soa familiar? ron Carroll e Outros, como desastrosos”. Rachel Vreeman, “celular causa Aaron Carroll causou tanto tumor cerebral”, desconforto ao são espalhados ser publicado no British Medical Jourpela internet. Sem qualquer compronal, uma publicação especializada da vação científica, são repetidos tantas Inglaterra. Nele, os autores listaram vezes que quase viram verdades abalguns mitos divulgados em consulsolutas. Só que há certas inverdades tórios como “comer à noite engorditas por ai que chega a irritar muita da”. “Acreditamos em mitos porque, gente da área e, dentre eles, há os que na maioria das vezes, os ouvimos de se dedicam a desmentir os falsos mipessoas confiáveis como pais, protos, ou a decifrá-los. O cardiologista fessores e médicos. O problema é Fernando Lucchese, autor do livro “Faque alguns, principalmente os relaciotos & mitos sobre sua saúde” é um nados à vacina, podem trazer consedeles. “Muitos mitos são inventados quências desastrosas para a saúde”, pelas mães para amedrontar os filhos. alerta Carroll. Com o tempo, se desfazem sozinhos”, afirma Lucchese, que, até pouco tem-

Listamos alguns mitos que vão fazer você procurar um médico antes de seguí-los:

1

Usamos apenas 10% do cérebro Neurologistas afirmam que não há qualquer razão científica para se supor que apenas 10% do nosso cérebro seja utilizado. “Os neurônios estão sob permanente estimulação. Se utilizássemos apenas 10% de nossa capacidade cerebral, 90% dos nossos neurônios já teriam morrido”, afirma a neurologista Maria Eduarda Nobre.

2

Celular causa tumor cerebral Vários estudos já tentaram estabelecer uma relação entre o uso de celular e o aparecimento de tumor, mas os resultados não comprovaram qualquer associação. Por enquanto, a única comprovação científica é que celular pode, sim, causar uma pequena interferência eletromagnética em aparelhos hospitalares.

3

Doar sangue engorda Hematologistas afirmam: a doação de sangue não engorda. Mas, a propósito, por que engordaria? Nada é ingerido pelo doador ou infundido em sua veia. Nem tampouco emagrece. O volume doado, no máximo 450ml, é reposto pelo organismo nas primeiras 24 horas após o ato. A propósito, doar também não afina ou engrossa o sangue. Nem causa dependência.


Saúde 17

4

Beber água com açúcar acalma A mistura pode até gerar certo alívio psicológico, mas não produz qualquer efeito tranquilizante. Tudo não passa do famoso “efeito placebo”. Afinal, o açúcar é fonte de energia. E só. Na hora do estresse, o melhor a fazer é oferecer um chazinho de camomila ou de erva-doce a quem estiver nervoso.

5

Vitamina C previne gripes e resfriados Eis um mito que deve ter sido inventado pela indústria farmacêutica. Recente estudo australiano realizado com 11 mil pessoas testou a suposta veracidade da afirmação. Metade tomou vitamina C e metade, placebo. Ao final, não houve diferença na incidência de gripe entre os grupos.

6

Mel é bom para diabéticos Esse mito parte do princípio, equivocado, de que tudo o que é natural é seguro e saudável. Nem sempre. O mel e a geleia real, por exemplo, têm alto teor de carboidratos. Em outras palavras: não é aconselhável o seu uso livre e continuado como substituto ao açúcar comum. Em excesso, o mel também engorda e eleva o nível de glicose no sangue.

7

Sutiã apertado causa câncer de mama Não há estudo científico que comprove a relação entre o surgimento deste tipo de tumor e o uso do sutiã apertado. Para o mastologista Augusto César Lasmar, “o uso prolongado desta peça apertada pode, no máximo, causar uma inflamação na mama”.

8

Cerveja preta aumenta a produção de leite materno Há quem diga que essa bebida aumenta o leite materno porque a cevada é fonte de proteínas, fibras e vitaminas. A ciência discorda. “O que realmente influência na produção de leite é beber água”, simplifica o obstetra Bruno Derbli. Um detalhe: bebidas alcoólicas são contra-indicadas para mulheres em fase de amamentação.

9

Tomar friagem com o corpo molhado causa gripe Pegar frio com o corpo molhado não causa gripe. Nem dormir com o ventilador ligado ou tampouco ficar com a geladeira aberta. “O que causa a doença é ter contato com alguém que tenha o vírus da gripe”, sintetiza o pneumologista José Waldir Leopércio.

10

Comer muito doce provoca diabetes Vários fatores podem levar um indivíduo a sofrer de diabetes. A obesidade é um deles. O único risco que uma pessoa corre ao comer muito doce não é somente diabetes e, sim, ganhar peso. “Mas a ingestão excessiva de outros alimentos também levaria ao aumento de peso”, pondera o endocrinologista Saulo Cavalcanti.


por Karine Motta e Tamara Niehues

18 Nutrição

TPM

Ambulatório 3658-8128

Equilíbrio Natural 3658-7910

Saiba que alimentos podem prevenir sintomas dessa fase

Que mulher nunca sentiu a famosa tensão pré-menstrual? Cólicas menstruais, irritação e TPM podem afetar o relacionamento no trabalho, as relações afetivas e acabar tumultuando a rotina diária. Vários sintomas compreendem a TPM: retenção de líquidos, sensibilidade aumentada, vontade de comer doces, alterações de humor, aumento no apetite,

sensibilidade nas mamas e dor de cabeça. Artigos científicos relacionam a exacerbação desses sintomas devido a um congestionamento no fígado, deficiência de magnésio, zinco, complexo B (principalmente a B6), cálcio, vitamina A e E e deficiência de ácidos graxos essenciais. O papel dos alimentos na TPM foi descrito pela 1° vez em 1944 através

Retenção de líquidos: reduzir o consumo de sódio, tomar chá de dente de leão, cavalinha e hibiscus. Sensibilidade, irritação e indisposição: aumentando a quantidade de vitamina B6 (presente nos cereais integrais, aveia, banana, feijão, lentilha, grão de bico, castanhas, nozes, semente de girassol, abacate) magnésio (presente nas folhas verdes escuras, cereais integrais e castanhas) ácido fólico (folhas verdes, feijão, cereais integrais) e zinco (semente de abóbora e girassol, gengibre, alho, nozes e cereais integrais) a formação de serotonina (relacionado ao bem estar) é favorecida, aliviando a sintomatologia e contribuindo para melhorar a auto-estima. Tomar óleo de linhaça ou prímula e consumir sementes de girassol, abóbora e gergelim, auxiliam no equilíbrio hormonal e nervoso já que muitas mulheres são carentes desse tipo de gordura saudável.

da observação de que as mulheres estavam propensas a consumir mais açúcar e carboidratos durante esta fase. A alimentação pode fazer uma enorme diferença tanto para equilibrar os hormônios quanto para corrigir deficiências nutricionais. Alguns sintomas podem ser reduzidos com algumas modificações alimentares:

Favorecer o funcionamento do fígado: evitar o consumo de gorduras nesse período e consumir brócolis, couve-flor, lecitina de soja, chá de dente de leão, carqueja, cardo mariano, boldo composto. Dores e inchaço nas mamas: germen de trigo (vitamina E), feijão, espinafre, banana e água de coco (todos ricos em potássio). Vontade de comer doces: cereais integrais, quinoa, banana amassada com mel e aveia, abacate amassado com gotas de limão. Evite o consumo de doces, pois afetam o humor e a energia. Procure seguir as nossas orientações para ter uma ciclo menstrual mais tranquilo e aprender a lidar com esses sintomas, já que é normal sentir algum desconforto nessa fase. Porém quando os sintomas se tornam demasiadamente pronunciados é necessário fazer uma intervenção nutricional e avaliar as condições do organismo. Vários produtos para amenizar os sintomas da TPM você encontra na loja de produtos naturais Equilíbrio Natural.


20 Pelo Sul

“ “

É o mico do século”. Do procurador do Ministério Público Federal de Tubarão, Celso Antônio Três, sobre o resultado final da obra de retificação e prolongamento do molhe sul, em Laguna

Ele não podia ter tomado esta decisão, que considero pessoal. A militância do partido está perplexa e perdeu a confiança em Eduardo”.

Do deputado federal Valdir Colatto (PMDB), sobre a decisão do pré-candidato de seu partido ao governo do estado, Eduardo Pinho Moreira, de desistir da candidatura própria e se alinhar ao pré-candidato do DEM, Raimundo Colombo

Aos que acham que eu faria o que outra pré-candidatura fez, esqueçam. Se quiserem comparar, sou madeira de lei”. Da pré-candidata Ideli Salvatti (PT), no twitter, mandando um chapéu venenoso para quem quiser usá-lo

O que a economia uniu, a política não separa”.

Da ex-presidente estadual do PT e ex-deputada federal Luci Choinacki, dando uma alfinetada no ex-pré-candidato do PMDB ao governo do Estado, Eduardo Moreira, pelo apoio a Colombo. O detalhe é que a assessora de imprensa de Luci é Márcia Silva, com longos serviços prestados ao prefeito de Capivari de Baixo, Luiz Carlos Brunel Alves (PMDB)


22 Feagro

Feagro Em busca da auto suficiência, mas ainda dependente

Investir em novas tecnologias é fortifica a exposição. Alguns proum processo natural dentro de qualdutores, optaram pela criação de quer empresa, mas em algumas reanimais para produção leiteira, caso giões, o acesso dos empresários a da raça Jersey, que coloca Braço do elas é mais restrito e precisa de ‘um Norte como uma referência na qualiempurrãozinho’ para que o mercado dade do gado. Melhor adaptada a revisualize as possibilidades e oporgião com a aplicação da tecnologia tunidades. A Feira Agropecuária do aliada a ciência, os técnicos conseVale (Feagro) surgiu com este objeguem a cada ano melhorar a genétivo. tica do rebanho. Todo este avanço Os chamados colonos ou homem é apresentado na exposição dos do campo, animais e nos deixaram as torneios que Nesta última edição, passaram pela facetas de ocorrem dulado para se rante os dias feira 40 mil pessoas. O volume dos tornarem emde evento. negócios ultrapassou a casa dos preendedoPor estas res. Melhor relações é R$ 15 milhões, mas memso assim, a informados que nos úlorganização da feira ainda registra perceberam timos anos que suas a exposição prejuízos. propriedades tem atraído poderiam ser o interesse mais produtivas e para isso necestanto de empresários com de fabrisitavam se render e investir. Os mais cantes e revendedores. Com esta arrojados tiveram sucesso e foram participação, a cada ano a organiseguidos por outros . zação registra novos recordes. Não Em meio a região com forte caé menosprezar o trabalho de outros racterística agropecuária, a feigrupos, mas sim valorizar o esforra tem sido o atrativo para que os ço e desempenho, já que o resulmelhores equipamentos do mercado tado da exposição é este e não há estejam ao alcance do empreendecomo negar, é uma das informações dor rural. O mercado não se restringe mais pertinentes pós-feira. Na últiapenas a produção agrícola. ma edição mais de 40 mil pessoas A pecuária, principal motivadora passaram pela feira. O volume de para realização do evento, também negócios ultrapassou a casa dos R$

15 milhões, mesmo assim a organização feita de forma voluntária ainda registra prejuízos. Isso porque muitos acreditam que uma porcentagem dos recursos negociados ficaria para a feira, quando na verdade as despesas que chegam a R$ 350 mil por evento, são pagas, parte com o aluguel dos espaços, parte com a busca de parcerias. A participação financeiras dos maiores beneficiados, dito fabricantes, financeiras e governo, ainda é inferior ao que esperava a organização. Por exemplo, na comercialização de um trator com custo de R$ 70 mil, o governo arrecada na negociação final mais de R$ 8 mil reais. Neste contexto, vale destacar que as sete empresas que trabalham com implementos agrícolas e que operam no Sul do Estado, a maioria, senão todas, está presente na feira e comercializa por ano uma média de 350 máquinas. Parte dessas negociações é iniciada ou concluída durante a feira. Onde queremos chegar? Para a exposição realizada no mês passado, o governo do estado disponibilizou R$ 25 mil e outros R$ 150 mil devem vir da União, através de parlamentares catarinenses. Apesar disso, qualquer valor que diminua a despesa é bem vindo. É a conveniência de ambos os lados.


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por Larissa V. Schlickmann

Liberty

A estampa Liberty, além de favorecer todos os tipos de corpo, ela ainda pode ser misturada com outras estampas, o que deixa o look mais ousado!

Você provavelmente já tem no armário uma estampa liberty. Elas já apareceram no verão passado, foram febre no verão europeu e tem tudo pra ser mania por aqui também. Essa estampa de flores miúdas e coloridas não tem esse nome em vão: ela se chama Liberty por causa de uma marca inglesa chamada Liberty of London, que existe desde 1875 e já inspirou muitos estilistas do século passado, além de ter feito parcerias com marcas super bacanas como a Nike, Mac, TopShop, Alexander McQueen e muitos outros. Por serem estampas miudinnhas, elas favorecem todos os tipos de corpo, até quem está um pouco acima do peso ou grávidas, que podem apostar em batas e looks com um cheirinho de anos 70, que tem tudo a ver com a estampa. Não custa lembrar que as cores fortes e quentes dão a impressão de aumentar a silhueta, como os vermelhos, amarelos e laranjas. Já as mais escuras e frias, em tons de azul e verde, fazem o efeito contrário. Quem não gosta muito de estampas, pode investir em acessórios: cintos, lenços, sapatos ou enfeites de cabelo. Eles podem ser

Consultora de Moda larissa@meusul.com.br

uma boa opção. Mas se você se joga nos estampados, pode tentar misturar a estampa liberty com outras estampas: moderno, ousado e não é tão difícil assim, só requer paciência e bom senso! Por serem delicadas, podem ser misturadas com outros padrões como xadrez, poa, listras, riscas de giz e até oncinhas, se tiver algum cuidado: procure misturar estampas que tenham cores em comum. Podem ser fundos da mesma cor, ou tom sobre tom. Prove, tente, prove denovo, olhe no espelho e tente mil possibilidades, esse é o único jeito de aprender a misturar. O mais importante, depois de achar a combinação que agrada aos olhos é ter atitude e segurança. Ninguém fica fabulosa se não estiver se sentindo bem em ser diferente da maioria!


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Por que nossos projetos

não decolam?

A quinta ponte mais extensa do desenvolvimento de determinadas mundo, a Ponte de Donghai, fica na regiões levam duas, três ou até dez China. Tem 31,5 quilômetros, 24,6 vezes mais tempo do que na China. No deles sobre as águas e liga o novo Sul do Estado não é diferente; ou meporto de Xangai às ilhas Yangshan. lhor, é. As obras por aqui parecem deEstá suspensa a 40 metros acima das morar ainda mais do que nas demais águas, permitindo a passagem de naregiões do estado e do país. vios de qualquer tonelagem. Essa obra No final de outubro do ano passade engenharia tem outras dezenas de do, o então governador do Estado, Luiz dados impressionantes, mas o que a Henrique da Silveira foi até a comuniMeuSUL quer destacar para relacionádade do Camacho, em Jaguaruna, para -la a esta matéria é o tempo de consinaugurar a rodovia SC-487, que liga o trução: foi iniciada centro da cidade em 26 de junho de àquela comuni2002 e concluída em dade. O asfal26 de maio de 2005, tamento, reivinRodovia Interpraias prevê asportanto, em menos dicado desde a faltamento de 139 quilômetros de três anos estava década de 80 pronta. Foi um recore razão de inúde estrada, distante 1,5 a 5 km de de rapidez, apemeros protestos da orla marítima. sar das condições da população, climáticas horríveis, era aguardado com ventos, marés e com ansiedade tufões lambendo as costas dos opepor quem necessitava da estrada. A rários no local dos trabalhos. pavimentação dos menos de 20 km Brasil e China são considerados de pista durou sete longos anos. Na países em desenvolvimento, ou emersolenidade, em vez de aplausos Luiz gentes, então, em tese, temos, ou Henrique da Silveira foi xingado. A deveríamos ter características soirritação da população era com o cioeconômicas muito parecidas. Mas atraso, além do não cumprimento de parece que, quando o tema é infraoutra promessa: a de que no dia da -estrutura e agilidade na construção inauguração seria entregue também a de obras, nosso modo de agir é bem ordem de serviço para pavimentação diferente. Em solo tupiniquim, obras da SC-100, estrada entre Camacho e consideradas fundamentais para o Laguna. O governador chegou de mãos

abanando, e isso gerou o protesto. Um grupo de manifestantes tentou agredi-lo. Antes desse episódio, o governador chegou a dizer em uma entrevista a uma emissora de rádio de Tubarão que havia “um sapo enterrado nessa estrada”, referindo-se à demora das obras da SC-487. Em relação à SC-100, os editais para a obra, orçada em cerca de R$ 22 milhões finalmente foram lançados no início deste mês de julho, porém, quem já esperou tanto tempo para ver a estrada do Camacho asfaltada fica com um pé atrás para este tipo de anúncio. Uma rodovia que ligue Laguna a Passo de Torres é tida como um dos principais elementos de desenvolvimento do turismo sul catarinense. Se ela não existe ainda não é por falta de promessa. De eleição em eleição o nome “Rodovia Interpraias” costuma subir aos palanques políticos. E sempre seduz muita gente. O projeto da Interpraias prevê o asfaltamento de uma extensão de 138,94 quilômetros, mantendo uma distância entre 1,5 a 5 quilômetros da orla marítima. A Licença Ambiental Prévia - LAP já foi liberada pela Fatma. Parte do projeto da Interpraias está na Área de Preservação Ambiental da Baleia Franca, como é o caso de Laguna, sendo jurisdição do Ibama. Diante disso, a Fatma enca-


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Projeto Serramar: muito bom, mas nem dinheiro para o projeto existe

minhou o processo para ouvir o Ibama sobre o licenciamento ambiental. Somente após esta etapa é que será feito o projeto final de engenharia, para, então, buscar de recursos nas esferas estadual e federal. Não é difícil concluir que a Interpraias ficará por mais um longo tempo no campo da imaginação.

Outro projeto de extrema importância para a região e que envolve os esforços da Associação Empresarial de Tubarão – Acit, da Associação dos Municípios da Região de Laguna – Amurel e de diversas outras entidades e de políticos é o Serramar, um projeto de integração turística do Planalto Serrano com o Litoral Sul de Santa Catarina, que prevê investimentos em obras estruturais, que inclui a finalização e também da execução de obras de pavimentação das estradas e ruas que unem os municípios de Lages ao Farol de Santa Marta, em Laguna. O projeto prevê também uma ação institucional de valorização dos atrativos turísticos a ser desenvolvida nos municípios abrangidos pelo projeto, composta pela elaboração ou revisão de plano

diretor, sinalização turística, marketing e capacitação de mão-de-obra. O projeto tem como eixo central a recuperação da SC-438 e pavimentação da SC-440, entre Orleans e Pedras Grandes e entre Tubarão e o Farol de Santa Marta, e algumas ruas. São 234,5 km de estradas já existentes, dos quais pouco mais de 40 km restam asfaltar e que, segundo o projeto, “permitem a integração das ofertas turísticas e culturais dos 43 municípios localizados na área de influência da estrada”. Porém, passada mais de uma década da elaboração do projeto e apesar da persistência de seus idealizadores ainda não foram garantidos sequer os recursos para pagar o projeto das obras, avaliado em cerca de R$ 4,9 milhões.

Idéia de uma ligação férrea com o norte do estado e restante do país já tem mais de década.

Ferrovia Litorânea ligaria Imbituba a Araquari, mas... Há quem diga que o sistema ferroviário brasileiro foi deliberada e criminosamente sucateado para favorecer empresas multinacionais de pneus e empresas de veículos, sejam de passeio ou de carga. Verdade ou mentira, o fato é que, depois de fatiada e vendida toda a nossa malha ferroviária nacional começou um movimento de retomada da aposta no transporte ferroviário como alternativa mais econômica, limpa e segura de transporte de cargas. Aqui em Santa Catarina , diversas iniciativas de implantação de um sistema ferroviário que atendesse às necessidades do transporte de cargas foram feitas nas últimas décadas. Entretanto, foi somente em 2001 que o Estado de Santa Catarina, em conjunto com o Ministério dos Transportes deu inicio ao que se denominou “Estudo de Via-

bilidade do Sistema Ferroviário no Estado de Santa Catarina”. Foram identificados três corredores principais no Estado. Um primeiro corredor, no Litoral Catarinense. Um segundo corredor no Planalto Serrano e um terceiro corredor ligando o Oeste Catarinense ao Litoral, suas regiões e portos marítimos. No corredor do Litoral, também chamado de Ferrovia Litorânea foi concebido um trecho ferroviário entre Imbituba e Araquari, com 236 km, ligando os portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul, além de integrar a Ferrovia Tereza Cristina ao restante da malha ferroviária nacional, a partir de Araquari. Só que é chegada quase uma década da assinatura do convênio entre Governo do estado e Ministério dos Transportes e a Ferrovia Litorânea continua só no campo das intenções.


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ZPE de Imbituba: um fantasma que já custou R$ 15 milhões Pior do que não investir numa obra tida como importante é investir sem obter retorno algum. Sim. Estamos falando da Zona de Processamento de Exportação – ZPE - de Imbituba. Criada em 1994, consumiu nesses 16 anos mais de R$ 15 milhões do Governo do Estado (através da Codesc), dono majoritário do condomínio industrial com 99% das ações. As ZPEs são distritos industriais incentivados, nas quais as empresas instaladas contam com suspensão de impostos, liberdade cambial e procedimentos administrativos simpliÉ normal empresa que não tem ficados. A proposta original das ZPEs é de receita dar prejuízo”. atrair investimentos Manoel Vítor Cavalcanti, estrangeiros voltados presidente da ZPE para as exportações, colocar as empresas nacionais em igualdade de condições com seus concorrentes localizados em outros países, que dispõem de mecanismos semelhantes, aumentar o valor agregado das exportações e fortalecer o balanço de pagamentos, difundir novas tecnologias e práticas mais modernas de gestão e, por último, criar empregos. Pelo visto, a ZPE de Imbituba só atingiu este último item. Segundo denúncia recente da colunista econômica do jornal Diário Catarinense, Estela Benetti, os salários dos que fazem parte da diretoria e do conselho de administração da ZPE “subiram cerca de 600%”. Enquanto gastou-se “R$ 47,7 mil, em 2008”, em 2009 as despesas com salários foram para “R$ 325,7 mil”. O presidente da empresa, Manoel Vitor Cavalcanti, explicou o aumento. Disse que é normal para uma empresa que não tem receita dar prejuízo. Disse também que as despesas foram “com pessoal, serviços terceirizados de manutenção, pagamento de encargos sociais e outros.”

Aeroporto de Jaguaruna ainda não decolou A obra do Aeroporto Regional de Jaguaruna, um sonho idealizado pelo empresário Humberto Bortoluzzi há 10 anos já começou torta, segundo o Ministério Público Federal. Ainda na fase de elaboração de projetos houve ilegalidades envolvendo a ARG - Engenharia, vencedora da licitação para realizar a obra, a Iguatemi, a Locale e Governo do Estado, através do Deinfra, que culminaram num custo total de R$ 1.358.774,50, “em suma, 10% do montante da obra, quando, no máximo, serviços dessa natureza poderiam custar 5% do empreendimento”, diz o MPF. Uma auditoria do TCU em 2004 apontou que teriam havido desvios de dinheiro num total de R$ 4.353.766,98. A partir daí o TCU determinou várias tutelas, limitou os repasses de recursos federais à obra e determinou que o Estado de Santa Catarina fizesse a “compensação pelo superfaturamento”. O procurador do MPF de Tubarão, Celso Três pediu a quebra de sigilo bancário da conta da Secretaria de Estado dos Transportes e Obras, onde eram depositados os recursos federais (70% do total da obra, referentes aos repasses federais) para saber quem eram os sacadores do dinheiro. O processo ainda está em andamento. Por conta disso e de outras pendengas houve seguidas interrupções e atrasos. Depois de quase uma década, foi concluída a primeira etapa. O investimento chegou a R$ 25 milhões. A segunda etapa está caminhando, sempre a passos lentos. Faltam a pavimentação de acesso a BR101, terminais de cargas e de passageiros e equipamentos de auxílio à navegação aérea. Entre os entraves também está a desapropriação dos donos das terras. Nem todos os donos de terras receberam as indenizações.


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Retificação dos molhes de Laguna virou conto de pescador tada em três anos. Porém, como é praxe Abrir a entrada do canal da barra onde em grandes obras no Brasil, foram feitos as águas do Rio Tubarão se encontram aditivos e o valor pulou para 25 milhões. com o mar sempre foi defendido por polí“O consórcio queria mais. E o governo feticos e administradores do porto de Laguderal iria dar, mas o Tribunal de Contas da na como a redenção econômica do porto União – TCU não permitiu”, lembra o proe do próprio município. Só assim podecurador da República de Tubarão, Celso riam atracar embarcações pesqueiras de Antônio Três. O prazo também foi esticamaior porte, gerando então uma movimendo por mais seis anos. “Vou propor duas tação financeira capaz de alterar o curso ações civis públicas contra o consórcio, da acanhada e estagnada economia de a União, e outros órgãos como Ministério Laguna. Depois de anos de reivindicação dos Transportes, Departamento Nacional foi aprovado o projeto. No ano passado, de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), o Consórcio Molhe Sul, formado por três Secretaria Espeempresas, vencedor da cial de Portos e licitação deu por pronoutras. Uma será ta a obra e encerradas O governo tem que resolver a para responsabilias atividades em Lagusituação. Não se pode gastar R$ zá-los por improna, após nove anos de bidade administratrabalho – com muitas 25 milhões e deixar pior do que tiva e outra para interrupções. Contudo, estava”. que eles corrijam denúncias da Câmara Celso Três - Procurador da República os problemas exisde Vereadores de Latentes, porque do guna e do Ministério jeito que está não pode ficar”, explicou Público Federal - MPF apontam que um Celso Três. O procurador está alicerçado imbróglio judicial envolvendo a obra deve em documentos do TCU, que fez auditoter muitos e longos desdobramentos. O ria na obra e uma das constatações é que projeto previa uma profundidade de nove teria ocorrido favorecimento ao consórcio metros. Porém, hoje, há locais onde não vencedor devido aos critérios exigidos no há nem 2,5 metros” reclamou em 2009 o edital. “O consórcio formado pela Mendes suplente de vereador Sérgio Pinho Mattar Júnior e OAS foi desclassificado pela pa(PMDB). tética alegação de que tetraedro (quatro A obra foi licitada em R$ 19 milhões em faces) não é tetrápode (quatro pés). A de setembro de 1999 e deveria ser execu-

Queiroz Galvão foi inabilitada pela falta de referência a uma balança, sem que o edital pedisse isso ou que a empresa tivesse se negado a apresentar a balança no ferramental da obra. Ora, tem empresa aí que fez a Itaipu (Hidrelétrica) e foi desclassificada para retificar um molhe. É uma piada”, diz Celso. A auditoria do TCU, segundo o procurador, detectou diversas outras irregularidades, entre elas superfaturamento no preço dos tetrápodes - blocos de concreto utilizados em obras hidráulicas, em substituição à pedra. Segundo Celso Três, o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima), que custou R$ 294 mil é outra irregularidade. “Solicitei a quebra do sigilo bancário do consórcio. Além disso, o consórcio está sob investigação da Polícia Federal (PF). Só depois de finalizado o inquérito da PF é que entrarei com a ação civil pública de improbidade administrativa”, explica Celso. “O governo tem que resolver essa situação. O que não pode acontecer é gastar R$ 25 milhões e deixar a entrada do molhe pior do que estava. Houve erro do Instituto Nacional de Pesquisa Hidroviária, que não dimensionou corretamente a quantidade de material que deveria ser retirado do local, e erro do Molhe Sul, que disse possuir o equipamento necessário para tal serviço, e não tinha”, garante Celso Três.

Duplicação da BR-101 pode demorar duas vezes mais do que o anunciado Não há nenhuma obra que tenha sido tão desejada e lutada quanto a duplicação da BR-101, no trecho Sul. Aliás, a luta era tão antiga que quando o presidente Luiz Inácio lula da Silva anunciou que o governo começaria licitar a obra, a julgar pelo fluxo de veículos que trafegavam diariamente pelo trecho já seria necessário fazê-la com três pistas. Iniciou em 2005 e tinha a conclusão prevista para 2008. Só que o uma série de problemas relacionados a pedidos de aditivos por parte de

empresas vencedoras, a desistência de algumas e a demora em se resolver os impasses fizeram as obras “andar a passos de tartaruga”. Já estamos no segundo semestre de 2010 e apenas alguns trechos dos 348 quilômetros de rodovia entre Palhoça e Osório (RS) foram concluídos. Recentemente, o governo federal admitiu que não sabe se a duplicação fica pronta até o final de 2012 em função dos três pontos mais complicados e que o cidadão comum já até memorizou, de tanto ver

na mídia regional: o Morro do Formigão, em Tubarão, a Ponte de Cabeçuda, em Laguna, e o Morro dos Cavalos, em Paulo Lopes. “Todas essas obras são estruturais que foram deixadas de lado em benefício do Norte do estado. Como fazer? Eu não sei, mas temos que mudar nossa maneira de pleitear nossas reivindicações”, reclama o diretor executivo da Amurel, Jorge Leonardo Nesi, o Nardo. O diretor lembra ainda que, além destas grandes obras há outras de menor porte que


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não são feitas e isso representa um atraso no crescimento de microrregiões. “As rodovias que ligam Anitápolis a Santa Rosa de Lima, São Bonifácio a São Martinho, Grão-Pará a Serra do Corvo Branco, Imaruí a São Martinho e a própria SC-440, entre Orleans e Pedras Grandes são fundamentais para o desenvolvimento regional, escoamento de produtos e pulverização do tráfego de veículos das rodovias principais. São obras relativamente simples e baratas, mas foram deixadas para atrás”, reclama. Nardo também reclama da fraca representatividade política da região, opinião que é compartilhada com o presidente da

Acit, Eduardo Silvério Nunes. “Por muitos anos vimos o Sul deixar de usufruir inúmeras oportunidades pela falta de infra-estrutura logística, mas, principalmente, pela falta de articulação e união de forças entre as microrregiões da Amrec, Amresc e Amurel. Levando em conta que a unidade leva às conquistas, isso nos leva a crer que, com a união crescente entre as microrregiões, entendendo que o Sul é um só e dele todos fazemos parte, viveremos um novo tempo, de desenvolvimento e conquistas. Precisamos contar com maior representatividade política, o que é inerente ao processo de união”, diz Eduardo. Regiões de Criciúma e de Araranguá padecem do mesmo mal

Na região Carbonífera a luta maior é pela conclusão do anel de contorno viário. A obra se arrasta há décadas e não tem prazo para ser finalizada. São 34 quilômetros de rodovia que percorrem o entorno de Criciúma, Cocal do Sul, Siderópolis, Morro da Fumaça e Içara. “Além de produzir um benefício no tráfego nestas cidades, desviando o fluxo de veículos pesados, o anel de contorno viário tem um papel estratégico de ser uma alternativa ao desenvolvimento destas cidades da Amrec”, justifica o presidente da Associação Empresarial de Criciúma – Acic, Olvacir Bez Fontana. De acordo com Fontana, com esta ligação existe a perspectiva de instalação de novas empresas, novas áreas industriais ao longo das rodovias, que irão promover mais crescimento econômico para toda a região. Atualmente, cerca de 50% do projeto está em fase de conclusão. Calcula-se que são necessários ainda R$ 60 milhões para conclusão dos 11 quilômetros restantes, entre Siderópolis e Cocal do Sul. Na região Extremo Sul a reivindicação é pela conclusão da BR-285, na Serra da Rocinha. Oito quilômetros em solo gaúcho e 19 em Santa Catarina ain-

da não estão asfaltados. A obra está incluída no PAC e se forem aprovados os recursos, a ligação asfáltica entre Timbé do Sul e São José dos Ausentes/ RS deve mudar o cenário econômico e turístico da região. A Luta é de 30 anos. Outra reivindicação que remonta há décadas é a pavimentação da SC-450, na Serra do Faxinal. A rodovia liga Praia Grande à divisa com o município de Cambará do Sul/RS. Em terras gaúchas falta pavimentar 20 quilômetros. Aqui, é aguardada a licença ambiental de oito quilômetros finais de asfalto, que ninguém sabe quanto durará. A Barragem do Rio do Salto, em Timbé do Sul é outra aspiração antiga e importante desta região. A comunidade vê na barragem a solução no abastecimento de água para o consumo humano e irrigação das lavouras de arroz. Tem custo estimado de R$ 97,8 milhões. A previsão é que a obra garanta o abastecimento de água aos municípios de Turvo, Meleiro, Ermo, Timbé do Sul, Morro Grande e Araranguá.Está em fase de licenciamento ambiental e a Casan já iniciou o processo de indenização dos imóveis, que terá um custo total de quase R$ 19 milhões. Detalhe: a obra

somente iniciará a partir da indenização aos moradores. Observe que na maioria das obras há acusação ou suspeita de desvio de verbas. E quando há esse problema o atraso é sempre maior. “Por mais que a gente não queira aceitar, o desvio ou suspeita de desvio de recursos é o que mais atrapalha nesse processo”, diz um empresário, membro do Conselho Político Empresarial da região, que pediu para não ser identificado. Dirigentes de classes e de associações de municípios são cautelosos quando falam de obras que não saíram do papel, ou não saem do chão. Talvez não queiram se indispor politicamente. Porém, há um velho ditado popular que diz que não se faz omelete sem quebrar o ovo. Isso nos remete ao que o diretor executivo da Amurel disse lá no início: “Temos que mudar nossa maneira de pleitear nossas reivindicações”. Talvez os governos só se sensibilizem se houver manifestações como as que ocorreram pela duplicação da BR-101. Se é isso que precisa para fazer uma grande obra andar ou sair do papel, ainda que se lamente, que assim seja feito.


Especial 33

Tudo que sua

CASA merece ter... Diferentes soluçþes para diversos ambientes


Júlia Lima Michels - Arquiteta e Urbanista CREA - 68300-9 Av. Felipe Schmidt, 1982 Braço do Norte Telefone (48) 9987-0388 / 3658-2153

Um antigo sonho transformou-se em realidade com a reforma executada pela arquiteta. O projeto privilegiou o convívio familiar e a luminosidade dos ambientes. Cada espaço foi estudado para que a integração fosse total na área social e que se preservasse a área íntima. O ambiente foi trabalhado para que houvesse a integração entre a sala de estar e televisão, com perfeita sintonia com a sala de jantar e cozinha. Nos móveis foram utilizadas cores em tons de marrom e acessórios contrastando com o ambiente em cores vivas, dando um toque de alegria que caracteriza os proprietários da residência. A criação de um jardim interno foi para trazer uma visão tranquila da natureza, fazendo uma simbiose entre o verde de fora e a vida de dentro. O mobiliário mistura vidro, aço inox e madeira, dando ao ambiente harmonia e leveza.

Nanci Lemos - Arquiteta e Urbanista CREA - 084191-6 Av. Marcolino M. Cabral, 2121 Sala 204 Vila Moema Tubarão Telefone (48) 3052-4203 / 9109-9095

Integração e Amplitude. Estes foram os princípios do projeto desta cozinha – elaborado pela equipe da Petrus Arquitetura e Engenharia – que aliada à sala de jantar e estar proporciona um ambiente único. O amplo espaço e o pé-direito alto permitiram que se ousasse mais em cores e texturas sem carregar o ambiente. O MDF branco dá base à cozinha com espaçosa bancada em pedra que contrasta com o armário destinado aos eletrodomésticos e área para lanches rápidos, revestidos em laminado melamínico em tom amadeirado. O destaque fica por conta do vermelho, cor associada ao estímulo do apetite, aplicado na parede, no armário suspenso e nas banquetas.


Valdilene Werner Bittencourt - Engenheira Civil e Design de Interiores CREA - 044056-9 Av. Getúlio Vargas, 261 (anexo a Loja Vidativa) Braço do Norte Telefone (48) 3658-3901

A arquiteta Valdilene escolheu para o dormitório do casal, os tons neutros que marcam o aconchego e a sofisticação. O papel de parede em arabescos faz o revestimento até o gesso, que possibilita uma iluminação diferenciada no ambiente, com pendentes de cristal e pontos de fibra ótica no teto, tornando um ambiente romântico e acolhedor. A cabeceira da cama é em recouro marrom e as laterais dos móveis em madeira ameixa negra. Nos criados, são utilizados vidros decorflou mirror clear nas gavetas, transparente em cima e nas laterais. A cortina é em seda nos mesmos tons, com chale lateral.

Leandro Heidemann - Engenheiro Civil CREA/SC - 081673-8 Rodovia SC 482 - Km 02 - Represa Braço do Norte Telefone (48) 3658-7481 / 9956-5506

Um banheiro espaçoso, confortável e moderno. Baseado no gosto de minha cliente Kátia Ribeiro. A mobília foi toda direcionada para atender bem o flexograma do ambiente. Móveis modernos contrastando com o amadeirado no deck da banheira de hidromassagem Boa entrada de iluminação natural, mas o que dá o toque todo especial é o projeto luminotécnico e de gesso que integrados fazem confundir a beleza do teto com a perfeita iluminação do ambiente. A ventilação natural também é um ponto forte deste projeto.


Soraya Michels Richter - Engenheira Civil e Design de Interiores CREA - 042733-0 Av. Getúlio Vargas, Centro Braço do Norte Telefone (48) 3658-3644

Coube a profissional Soraya Michels Richter o desafio de montar um escritório de advocacia, em um espaço totalmente aberto, contendo duas salas para advogados, uma cozinha e uma sala de recepção. Para a divisão dos ambientes a profissional se utilizou de gesso acartonado e painéis de madeira, proporcionando uma divisão adequada nos quatro ambientes. Notadamente, na sala de recepção, vemos um ambiente em perfeita harmonia de tons e formas, com uso de móveis de madeira carvalho e branco. Se optou pela escolha de tons claros, porque o ambiente não continha luz natural e ventilação permanente. A cor vermelha das poltronas e decoração, além de se a cor da advocacia, serve para dar contraste aos tons sóbrios das madeiras utilizadas nos móveis. A iluminação tem um toque especial, pois gera conforto e sofisticação ao espaço.

Henry Oscar Demathé - Arquiteto e Urbanista CREA - 41277-5 Av. Marcolino M. Cabral, 2099, Sala 502 Ed. Medical Center (PróVida) Vila Moema Tubarão Telefone (48) 3632-5826 / 9157-0543

Com os espaços reduzidos e apartamentos cada vez mais compactos os ambientes podem ser projetados com versatilidade, chamados ambientes multifuncionais, é o caso do quarto de hóspedes/escritório apresentado a seguir. O papel de parede prolonga-se até a bancada de trabalho sob um tampo de vidro. Como apoio, foram criados gavetões para pasta suspensa, base retrátil para a utilização aparelho multifuncional com impressora e scanner. A cama box faz a vez do sofá ou duas camas de solteiro ou ainda uma de casal. A lâmina de Imbuia, e o marrom utilizado no tecido das almofadas e colcha, trazem elementos que lembram a natureza para o ambiente. A composição das cores entre tapete (uva), papel de parede (rosa envelhecido), piso laminado (pátina marfim) e a neutralidade das paredes na cor areia, determinam a contemporaneidade do projeto. Linhas simples, e design exclusivo trazem flexibilidade, praticidade ao dia a dia da vida contemporânea.


Juliana Schuelter - Arquiteta e Urbanista CREA - 084725-5 Rua Augusto Ricken, 276 Centro Rio Fortuna Telefone (48) 9171-2811 / 3653-1343

Muito além de uma bela fachada, um bom projeto arquitetônico necessita de diversos fatores. Não é a toa que se comece a fazer um projeto a partir da planta baixa. A partir disso, muito se deve ser observado, como a divisão das áreas íntimas e sociais, posição do sol, locação no terreno e, principalmente, o layout dos móveis. É impossível trabalhar numa planta baixa, sem pensar no mobiliário seguindo o gosto do cliente. Você concorda que seria muito incômodo descobrir que a sua sala é muito pequena para aquele tão sonhado sofá? Seguindo estes preceitos é que foi elaborado o projeto ao lado. Onde o grande diferencial fica por conta do pé direito duplo integrando a cozinha e sala, com o home-office na parte superior. A fachada é em estilo contemporâneo com uso de platibandas.

Carlos Ricardo Schlickmann - Engenheiro Civil CREA - 067968-3 Rua João Wessler (anexo a Tati Informática) Centro São Ludgero Telefone (48) 9976-8888 / 3657-0092

A fachada é a primeira impressão que as pessoas irão ter da sua casa, por isso devemos dar muita atenção a este ponto na hora de elaborar um projeto. Hoje em dia é possível fazer muitas coisas, usando a criatividade e utilizando os mais diversos materiais que temos a disposição. Hoje as fachadas de casas modernas representam uma alternativa de sofisticação para o seu lar, com estruturas arrojadas, linhas retas e pinturas claras. O que conta muito na decisão no modelo da fachada a ser feito é o gosto do cliente, é bom deixar extremamente claro ao profissional o que você quer e qual sua preferência, se gosta de algo mais moderno com linhas arrojadas ou algo mais retrô. Os Muros e portões complementam a fachada, indispensáveis nas casas de hoje, representam literalmente o conjunto da obra, além da segurança, também podem acrescentar beleza à fachada, evitando o ar de confinamento. (Projetos executados em São Ludgero).


38 Mercado

Há vagas Apesar do desempenho abaixo do esperado nos dois últimos anos, o acumulado da última década, da construção civil tem satisfeito o governo e muito mais as famílias. Com os incentivos, financiamentos de 100% dos imóveis, uso do FGTS e pagamento em até 360 meses, muitas delas realizam o sonho da casa própria e outros mais endinheirados, tem o setor como uma garantia de aplicação. O trabalho do governo em facilitar o crédito, além de contribuir com melhores condições de moradia tem outro objetivo, manter a economia aquecida. O resultado obtido com a oferta de financiamento e aquisição de imóvel é perceptível. Entre 2002 e 2003, os gastos com aquisição, ampliação e reforma de imóveis no orçamento familiar representava 4,8%, no ano passado este número chegou a 5,8%. O bom desempenho do setor ajudou o país a superar mais facilmente a crise mundial. Em alguns países principalmente nos Estados Unidos foi o mercado imobiliário um dos vilões na derrubada da economia. A crise passou e o Brasil voltou a ter o mercado aquecido. A perspectiva para este ano é de negociação de mais de 450 mil unidades, uma movimentação de cerca de R$ 50 bilhões apenas para o financiamento de imóveis. O ponto negativo do setor fica por conta de algo em que pou-

Construção civil é o setor que mais cresce no Brasil cos acreditariam há pouco mais de uma década, oferta de mão-de-obra. Enquanto muito se fala em desemprego no país, a construção civil é a que mais contribui com a geração de empregos. O governo espera gerar mais de 180 mil vagas em 2010, 8% a mais que o ano anterior, porém, sobram vagas para pedreiro, eletricistas, carpinteiro, motoristas, serventes de obra e até mesmo para engenheiros. Santa Catarina é o reflexo deste momento e apresenta um cenário semelhante. O estado é um dos lideres em produção imobiliária do país, gerou mais de 20 mil vagas no primeiro semestre e só não cresce ainda mais, pois a oferta de mão-de-obra esta abaixo do esperado. Nem os salários que podem ultrapassar os R$ 2 mil reais - nos casos de menor instrução- e a R$ 4 mil – em relação aos engenheiros - atrai interessados. Através do site da empresa, a estimativa da Criciúma Construções é que seriam necessários 300 funcionários a mais para cobrir a demanda atual somente da interna. O mesmo caso é apresentado pela USS construções Ltda. Há oito anos no mercado e com obras em todas as regiões do estado, hoje a empresa trabalha com a metade da capacidade, segundo o gestor de Relação Humanas, Pedro Paulo Simiano, devido a falta de mão-de-obra que

atinge todos os setores. “A empresa nunca passou por uma escassez tão grande. O trabalho é muito valorizado e mesmo com a veiculação na mídia sobre a necessidade de contratação, ao que parece não são atrativos para encontrar interessados. Nem mesmo os salários, conseguimos suprir nossa necessidade”, diz. Em geral, mesmo com incentivos na qualificação dos profissionais, o bom desempenho do setor e o compromisso de entrega de obras no prazo tem forçado os empresários a mudar de atitude. Sem encontrar profissionais para trabalhar nas obras, empresas optam pela terceirização de pessoal. Um dos motivos que tornou mais difícil a contratação para as grandes empresas é o trabalho autônomo. “Capacitamos as pessoas visando sua permanência na empresa, mas ha aqueles que optam por trabalhos sem compromisso, ou seja, serem seu próprio patrão”, enfatiza. A exigência do mercado por projetos mais luxuosos, também força as empresas a oferecer qualificação para as equipes. Mesmo com a falta de mão-de-obra, a estimativa de crescimento do setor de construção civil gira em torno de 20% para 2010.


40 Tecnologia

iPhone 4 Enquanto boa parte do mundo voltava os olhos para os preparativos para a Copa do Mundo da África do Sul, a Apple, de Steve Jobs, apresentou no início de junho o iPhone 4, a nova versão do smartphone da empresa. A exibição aconteceu durante uma feira do setor, em San Francisco, nos Estados Unidos. Entre as diferenças com o anterior o desenho do aparelho agora foge um pouco aos padrões da empresa para sua linha de celulares. As laterais, que não são mais arredondadas, foram recobertas por aço inoxidável e esta é a principal diferença. A novidade não é apenas estética. O metal também serve como uma antena, capaz de melhorar a recepção de sinais. A frente e o verso ganharam uma cobertura de vidro resistente a riscos. Outro recurso interessante é uma câmera para videoconferências localizada à frente do iPhone. Ela utiliza o sistema Facetime, que permite conversas de vídeo por WiFi. Segundo Jobs, a companhia estuda formas de estender o serviço para a rede 3G. A tela continua com os mesmos 3,5 megapixels das versões anteriores. A novidade está na tecnologia que permite um ganho de resolução quatro vezes maior em relação ao modelo

chega cheio de novidades 3Gs. Batizada de “Retina Display”, ela oferece uma qualidade similar à do iPad, com maior contraste. A câmera principal agora tem 5 megapixels e vem acompanhada de um flash de LED, que auxilia em fotografias e gravações em condições de pouca luz.

Última versão do iPhone possui câmera para vídeoconferência e ganho de resolução quatro vezes maior que o anterior.

Outra novidade é que os vídeos podem ser feitos em alta definição. A bateria ficou um pouco maior e teve sua capacidade ampliada. De acordo com a Apple, são 7 horas de conversação em 3G ou 6 horas de navegação na internet utilizando a rede. Para quem só quer escutar música, o tempo sobe para 40 horas. A reprodução direta de vídeos é de aproximadamente 10 horas. Os modelos do iPhone 4 começaram a chegar às lojas no dia 24 de junho subsidiados pela AT&T. A versão de 16 GB será vendida por 199 dólares, enquanto que a de 32 GB custará 299 dólares. Já o preço do iPhone 3Gs, com 16 Gb, caiu para 99 dólares. O plano de distribuição da Apple deve começar com os Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido e Japão. Em uma segunda etapa, agora em julho, o produto está sendo disponibilizado para outros 18 países. Aqui no Brasil e em outros 87 países, o smartphone só deve pintar nas lojas em setembro, segundo a assessoria de imprensa da Apple. As laterais, que não são mais arredondadas, ganharam cobertura de aço inoxidável.


42 É verdade

Cerveja até engorda,

mas não causa barriga

Tem três coisas nesse mundo que não dá prá dispensar: viola bem ponteada, cerveja gelada e alguém pra amar”. Música Edson e Hudson

Que essa reportagem não sirva de salvo-conduto para os amantes da cerveja abusarem dela, consequentemente do álcool. Pesquisadores alemães do Instituto de Nutrição Humana Potsdam-Rehbrucke e da Universidade de Ciências Aplicadas Fulda, em parceria com a Universidade de Gothenburg na Suécia, anunciaram recentemente que aquela famosa barriguinha de cerveja, tão comum em boa parte dos bebedores da bebida à base de cevada não está associada diretamente à cerveja. Os estudiosos investigaram cerca de 20 mil pessoas por oito anos e verificaram seus hábitos etílicos e obviamente a medida de suas barrigas. O resultado mostrou que os considerados grandes bebedores, aqueles com média de duas canecas por dia ganham peso sim, porém não obrigatoriamente em volta da cintura. Segundo o estudou, o padrão de acúmulo de gordura em determinada região do corpo é mais ligado a fatores genéticos do que a ingestão da bebida. O estudo mostrou que

durante os oito anos de observação, tanto homens bebedores de cerveja, quanto aqueles que não consumiam a loira gelada, ganharam massa gordurosa na cintura. No caso das mulheres, as apreciadoras de cerveja tiveram um crescimento mais acentuado nos quadris do que na barriga em si. Os médicos se apressaram e alertaram que isso não libera o consumo exagerado da bebida. Pelo contrário, quem quer perder peso deve cortar o álcool. Só para lembrar que um copo de cerveja tem cerca de 100 calorias, metade do que tem um copo de vinho. O problema é dificilmente a pessoa fica só numa latinha ou até mesmo numa garrafa de cerveja. Bebe mais. Outro agravante é que quase sempre ela vem acompanhada de algum tipo de salgadinho. É que quando ingerimos álcool há uma baixa de glicemia que resulta em uma fome ainda maior. Além disso, o consumo excessivo do líquido junto com outros alimentos proporciona uma dilatação do estômago, que passa a exigir um volume cada vez maior de

alimentos para que se tenha a sensação de saciedade. Se sua ida a um restaurante ou bar for muito rara,sem problema. Mas se esse ritual for freqüente, cuidado, pois sua silhueta vai ganhar formas um pouco mais arredondadas.


44 Esporte

Aeromodelismo A miniatura que virou atração em Braço do Norte

colocaram o município em rota direta com os apaixonados pelo hobby. Nem mesmo os membros imaginavam que Cerca de 140 anos depois do Frano encontro tomaria tais proporções e cês Percuror Alphonse Penaud, criar o elevariam Braço do Norte ao status de que seria o primeiro modelo miniatura hoje no cenário da atividade. Mesmo de uma aeronave e, 80 depois do Bracom a realização da Feagro Vale, uma sil conhecer o hobby, restrito a poucos das Feiras Agropecuárias mais conheciapaixonados, Braço do Norte começa das do sul do país, ocorrendo ao mesum trabalho para se tornar uma refemo tempo, no último evento realizado rência em aeromodelismo no país. O no inicio de junho, mais de 2 mil pessocrescimento se deve ao sucesso do as prestigiaram, público registrado no encontro de aeromodelismo, realizado domingo, já que pelo Grupo Flyo alto nível do Norte. Rio Braço do NorHá três anos se iniciaram os Desde 2007 te, prejudicou o quando fundado, encontros anuais da modalidaacesso ao local. os 22 integrande, colocando o município de Prova do sutes utilizam e cesso foram as Braço do Norte em rota direta investem em uma atrações que meárea particular – com os amantes do hobby. xeram muito com de um dos seus membros – para o espaço ser ocupada pelas miniaturas de aeronaves (Segundo o Wikipédia, aeromodelismo é a construção de modelos em escalas menores, também chamados de miniaturas de aeronaves reais). O trabalho do grupo tem atraído muitas outras pessoas. Que o diga o jovem Daniel Bianchini, de 11 anos. Iniciado nos automodelos, hoje leva juntamente com seu pai, o empresário Charles, o amor pelo aeromodelismo. O dia-a-dia de reuniões havia distanciado pai e filho e a reaproximação ocorreu com as atividades no espaço da associação. Este é apenas um dos exemplos que não é raro entre os outros, maioria com família formada. Todas estas situações de família foram fortificadas nos últimos três anos, tempo em que iniciaram os encontros anuais da modalidade e que

a cabeça dos espectadores. Um avião a jato que ultrapassava os 300km/h, por exemplo, chamou a atenção até mesmo daqueles que passavam próximo ao local. Para os mais nostálgicos, a visita ficou mais restrita aeromodelos em perfeição de escala – miniaturas idênticas ao de aeronaves reais -, apresentados por André Becker. O gaúcho, campeão brasileiro de F3A – manobras pré-definidas – William Moy também chamou a atenção do público com controle e perfeição. Não ficou de fora a apresentação do paulista Rossvelt com um helimodelo – helicóptero -. Há cada novo evento, mais novidades e mais pessoas prestigiam o grupo que nasceu com a finalidade de reunir amigos do aeromodelismo, mas que expandiram seu contato e hoje, vêem com mais seriedade este crescimento.


46 Teen

Conheça o mundo do Estudar língua estrangeira é uma aumento de 25%. boa forma de envolvimento com o Apesar dos atentados e da crise mundo globalizado. A possibilidade mundial, a valorização do real frente de obter a dupla cidadania, de viajar, ao dólar tem atraído a atenção de motivada também pela valorização um número maior de interessados, da moeda brasileira frente a de ougeralmente estudantes. A maior protros países tem atraído muitas pescura é por países de língua inglesa, soas a investirem no conhecimento. como Canadá, Austrália, México, Além do lazer lá fora, aqui no país Alemanha, mas o mais procurado as multinacionais também apostam é mesmo os Estados Unidos, maior na fluência para suprir quadro de promotor de intercâmbios do mundo. funcionários principalmente em áreOrganizações trabalham direas administrativas, onde o contato tamente com jovens, articulam esta com estrangeiros troca de experié mais requisitaências e possida. bilitam a eles a É uma riqueza barata. A gente Até poucos plena assimilaanos atrás, o ção da língua e aprende muito sobre o mundo mais requisitada cultura, atraatravés da troca de experiêndo nas escolas vés do convívio cias com estudantes”. de idiomas era familiar e escolar. a fluência em Os programas de Cristiane Maciel inglês, porém o intercambio vamundo mostrou uma nova dinâmiriam de seis meses a um ano. ca e proporciona hoje o estudo de São eles responsáveis pelo cavárias línguas. Apesar do aumento dastramento de famílias voluntárias na procura pelo público adulto, os aptas a receber em sua casa os ‘esjovens ainda são os mais assediatrangeiros’. Há diversos programas dos pela sua fácil assimilação de inneste sentido, mas nem todas as faformação e se tornam bilíngues em mílias estão aptas a hospedar pescurto espaço de tempo. soas. E, mesmo assim os números Um modo de aprimorar a linguade intercâmbios realizados aumenta gem esta disponível desde a seguna cada semestre. da guerra mundial. Qual o brasileiro É o que explica a professora de que não estaria interessado em relíngua estrangeira e membro de uma alizar um intercambio. Esta opção destas associações, Cristiane Masurgiu em um acordo entre nações ciel. Ela atua a seis anos com este para que houvesse entendimento departamento e comprova a inforcultura sobre as diferenças e assim mação. “Antes era uma ou duas pesbuscar a paz. A fórmula se mostrou soas. Em poucos dias serão outras eficaz e evoluiu com o passar dos cinco pessoas chegando na região. anos. Em 2009, aproximadamente Elas passam por uma análise do per90 mil brasileiros saíram do país fil, assim determinamos qual a faem busca de aprimoramento nos esmília que possui as características tudos e a previsão para 2010 é um ideais para entregar os cuidados de


Intercâmbio um destes jovens”, esclarece. Acolher um estrangeiro é a mesma coisa que aumentar a família. O convívio eles segue o cotidiano normal, com café da manhã, almoço, hospedagem, sem gerar custos ao estudante. Além disso o hospedeiro deve estimulado a participação em todas as atividades e no convívio social. A possibilidade de conhecer outras culturas sem sair do seu cotidiano é o que motiva muitas pessoas a efetuarem este trabalho. “Adoro atuar conhecer outras culturas. É uma riqueza barata. A gente aprende muito sobre o mundo através da troca de experiências com estes estudantes”, complementa. A alemã, Marie Rasser passou 11 meses e recentemente voltou ao pais de origem, com uma grande bagagem. “As pessoas são completamente diferentes. No meus país elas são mais frias, dedicam muito tempo

ao trabalho. Aqui as pessoas agem mais com o coração e não vivem somente para o trabalho, aproveitam a vida, não fazem muita distinção sobre pobre ou rico e procuram ajudar, ao contrário da Alemanha”, expõe. Consolidar novos relacionamentos e após retornar ao cotidiano dentro da sua realidade é um dos aspecto difícil de serem superados. Porém ele adquiri maior flexibilidade de analise e julgamento de situações, auto-confiança, desenvoltura e independência. Foi o que ocorreu com Marie. Ela acredita numa dificuldade de adaptação e faz planos para retornar a região. “Não acredito que será a mesma coisa. É diferente você morar no local a ser recebido e vejo que tive uma grande oportunidade, fiz grande amigos e ganhei uma família. Vou trabalhar economizar e quem sabe no próximo ano faça uma visita”.

Marie Rasser (direita) ficou 11 meses no Brasil. “Aqui as pessoas agem mais com o coração, não vivem somente para o trabalho e não fazem tanta distinção entre pobres e ricos, ao contrário da Alemanha”, diz.


48 Região

por Ana Lúcia Tonon Colunista social analucia@meusul.com.br

Para lembrar e comemorar Por mais que se fale mal do casamento, todos estão a procura de sua alma gêmea, pois não há substituição para a felicidade a dois, que pode ou não ser oficializada com o casamento. Nada mais bonito que casamentos duradouros e verdadeiros, fato este que está cada dia mais raro. Aí vai a lembrança para ser comemorado a cada ano desse feito.

1° Ano de casamento: Bodas de algodão 2°: Bodas de Papel 3°: Bodas de Couro 5°: Bodas de Madeira 7°: Bodas de Lã 10°: Bodas de Estanho 12°: Bodas de Seda 15°: Bodas de Cristal 20°: Bodas de Porcelana 25°: Bodas de Prata 35°: Bodas de Coral 40°: Bodas de Esmeralda 45°: Bodas de Rubi 50°: Bodas de Ouro 75°: Bodas de Brilhante

Foi no Céu da Boca onde ocorreu um reencontro entre alguns amigos. Na foto, Aderbal Lacerda da Rosa, mais conhecido como Tico Lacerda, filho do renomado advogado Aderbal Guarany da Rosa, o ‘’ Babá’’, pessoa

O casal Alihson Medeiros e Cintia Bertoli Medeiros comemoraram 1 ano de casamento na Europa. Ela, tubaronense e ele, criciumense. Felicidades e muito amor ao lindo casal.

de grande peso que marcou a história de Tubarão e região, foi deputado estadual e realizou grandes feitos cheio de grandes ideais. Herança e compromisso que hoje se faz presente na

Jamile Garcia e Samira Furlanetto representando a beleza tubaronense no restaurante Tigre Asiático, na praia do Rosa.

Em ritmo de copa do mundo, o casal Kayser dos Reis e Patrícia Robba dos Reis esperam seu primeiro filho, Lucca, que já nascerá com o compromisso de ser torcedor. Felicidades e boas vindas ao Lucca!

pessoa de Tico Lacerda. Os tubaronense devem ficar lisonjeados por saberem que, com a grande perda de Babá, não perderão nenhum dos seus ideais. Fica o meu apresso e minha grande admiração pela conduta peculiar de Tico Lacerda.

O casal José dos Passos M. Pedro e Fabia Barbosa Pedro vão comemorar, em grande estilo com uma festa à fantasia, no dia 03/07/2010, o aniversário de sua filha Cindy B. Pedro. Esta festa promete.


50 Festas

por Hangar Eventos Jornalista Responsável: Laura Peruchi Mezari (JP3593)

Junho mais quente E vem aí

Winter Party’10 – festa de abertura do Tourist Lounge Club As baladas no Laguna Tourist Hotel estão de volta. A Hangar Eventos, juntamente com a Rolf Krueger Entretenimento, está preparando a reabertura do Tourist Lounge Club. Localizado na Praia do Mar Grosso, em Laguna, o ambiente é conhecido pelas festas famosas que já realizou. A Winter Party’10 acontece no dia 10 de julho, às 23 horas. E para animar o público, uma atração à altura: Live Delu - House performance and live vocal. A noite contará com o agito dos DJ’s Rolf Krueger, Anderson G. e Murad. A festa ainda terá pista exclusiva hip hop chiq, com DJ Leo Oculto (Hip hop chiq), DJ Tucá Oculto, DJ Ploc Caiu a Ficha (Curitiba) e Rapper Eltin Lalurinho (Violão – Floripa). Hangar Teen Festival com Restart O maior assunto do momento é a vinda da banda Restart a Tubarão. O novo fenômeno teen nacional vai se apresentar durante o Hangar Teen Festival, festa que tem como público-alvo a galerinha de até 18 anos (mas nessa os maiores também podem entrar). Além do fenômeno Restart, as bandas Caps Lock, Belle e Mash também se apresentam no Hangar Teen Festival. Essa grande festa acontece no dia 31 de julho, sábado, a partir das 15 horas, na Hangar Eventos. Duas promoções já estão rolando para levar fãs ao camarim. Basta acessar o site da Hangar, na página do evento. Os ingressos para o Hangar Teen Festival podem ser encontrados em Tubarão, Criciúma, Braço do Norte, Laguna e Imbituba. Mais informações no site ou pelo telefone 3632-0800.

Visite nosso site: www.hangareventos.com.br

Apesar do frio dessa época do ano, o agito não para na Hangar Eventos. A casa está sempre preparando novidades e organizando as melhores festas, a fim de oferecer entretenimento de qualidade para o público de Tubarão e região. Junho começou com a casa lotada. No dia 5 de junho, um grande público curtiu a 4ª edição da Festa “To de Boa”. As atrações diversificadas agradam todos os gostos: o pop rock de Teto Fernandes, o pagode de qualidade dos Grupos Fissura e Jeito Louco e a discotecagem dos DJs Murad e Léo Bandeira. Em novembro tem mais! A Hangar Eventos não quis ver ninguém sozinho ou desanimado no fim de semana do Dia dos Namorados. Por isso, promoveu duas noites especiais no fim de semana dos apaixonados. No sábado, dia 12, edição especial da Festa Dasantigas. Os DJs Jacko e Robinho prometem embalar o público com o som dos anos 50, 60, 70 e 80. Já no dia 13, aconteceu mais uma Balada Teen Yázigi. A festa, voltada para o público mais jovem, foi sucesso em sua primeira edição, realizada em abril. Casa lotada, com uma galera animada, que gostou e pediu bis. E na segunda edição não foi diferente. A Hangar está se consolidando nesse tipo de evento, já que oferece opções de qualidade para um público carente de entretenimento.


52 Geral

por Wando Ceolin Colunista Social wando@meusul.com.br

Mercado Virtual Estudos mostram que o setor de comércio eletrônico é um dos canais de distribuição que mais cresceu no mercado brasileiro, nos últimos anos. Dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net) mostram que no ano de 2006, aproximadamente 26 mil empresas trabalharam com o comércio no varejo virtual. Considerando-se a explosão de inovações e de tecnologia, o fácil acesso à informação e ao conhecimento, tal crescimento não é tão surpreendente, se observados os fatos ocorridos no passado próximo ou distante. Segundo dados o número de empresas que vendem Patriotismo? Chega a copa do mundo todos se mostram brasileiros, chorando, fazendo loucuras, pintando rosto, enfeitando casas e carros. Pena que vemos isso só em quatro em quatro anos, pois depois que acaba a copa todos voltam a mesmices, esquecem de sua pátria. Eleições chegando, o povo nem sabe em quem votar, talvez votem por nome, ou por legendas, isso não esta certo. Vou considerar uma hipótese: isso que sentimos não é patriotismo. Não é sentimento de quem ama a pátria e procura servi-la, como diria o Aurélio. Não é. Se fosse, estaríamos também plantados em frente à tevê, assistindo o final da CPI dos Correios. Ou à votação daquela emenda que poderia pôr fim à falta de transparência no uso do dinheiro público. Ou atentos à Consulta Popular ou aos passos do deputado estadual, federal, etc, aqueles que você ajudou a eleger na última eleição. Até mesmo dia 7 de Setembro que é uma homenagem a independência do Brasil você não vê tantos patriotas assim, somente um rápido desfile cívico, que poucos vão prestigiar, talvez vá sim, familiares dos alunos e membros de associações que desfilam. Vamos acordar! Chega de ser PATRIOTAS DE COPA DO MUNDO!

seus produtos através da grande rede tem aumentado significadamente a cada ano. Várias empresas estão “copiando” o emodelo das empresas de cosméticos, que possuem consultoras vendendo de porta em porta ao consumidor final. Exemplo disso é a Bodynet onde você pode comprar todos os produtos da Bodygenics e mais de 20 mil itens de boa forma e esportes,onde o pagamento pode ser em até 10x sem juros no cartão ou à vista no boleto e a empresa envia o pedido direto para você, em todo o Brasil, e a entrega é muito rápida. Confira no site www.bodynet.com.br/silvia.

Martinho’s Pub Bar Dia 16 de julho no Martinho’s em orleans acontece a festa Holiday Party. Na pista DJ Lipous em seu novo projeto Move Floripa onde juntamente com Guilherme Ribeiro (vocalista do John Bala Jones) apresenta um set contagiante e mais os DJ’s Rafa Punk e Xande. No Espaço Acústico Aline Fernades, Morning Sun e Lua Acústica mostram seus repertórios. Feijoada Clube Dia 10 de julho acontecerá a tradicional Feijoada do Clube Cruzeiro. Uma estrutura confortável será montada no estacionamento do clube, para receber os mais de 400 participantes. DJ Rubinho, Vitor e Gabriel e Evandro Rodrigues fazem a festa com a galera. Informações pelo fone 3658-3236.


MeuSUL ed. 14 - Julho de 2010  

Em Obras... Sempre!!! Obras no Sul do Estado não costumam ficar prontas em menos de uma década, quando saem do papel. Por que nossas grand...

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