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/ JORNAL DE ABRANTES / Abrantes / Constância / Mação / Sardoal / Vila Nova da Barquinha / Vila de Rei GRATUITA

SARDOAL

ABRANTES

XIV Gala Antena Livre 11 de maio, 21H30, Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes. Um dos eventos culturais mais importantes da região. Pág. 7

Igreja Matriz precisa de obras urgentes Cobertura do edifício apresenta sinais de grande debilidade, o que já resultou na queda de uma pequena parte do teto. Pág. 21

CONSTÂNCIA Regressa Festival das Grandes Rotas Pág. 25

VILA DE REI Viagem no tempo com Mercado Medieval Pág. 29

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/ Diretora Patrícia Seixas / MAIO 2019 / Edição n.º 5579 Mensal / ANO 119 / DISTRIBUIÇÃO


A ABRIR / FOTO OBSERVADOR /

EDITORIAL /

Jerónimo Jorge

O incêndio na churrasqueira “Dona Brasa”, no Retail Parque de Abrantes, à hora de almoço, no dia 23 de abril” acabou por não sair da chaminé do estabelecimento, cujos prejuízos não apurados ficaram confinados à churrasqueira. O fumo do incêndio acabou por levar à evacuação dos estabelecimentos comerciais que ficaram encerrados ao público durante a tarde, mas não afectou a estrutura do complexo comercial da Isatel.

Patrícia Seixas DIRETORA

Em maio estamos em festa!!

119

anos é uma data de respeito. Há que comemorá-los, principalmente quando há saúde. É esse o caso do seu, nosso Jornal de Abrantes. O mês de maio é mês de aniversário e pedimos alguns testemunhos de quem tem acompanhado o percurso do JA. Uns há mais, outros há menos tempo, mas testemunhos importantes que nos fazem olhar para esta longa vida com admiração e vontade de continuar a cumprir e a escrever esta história. Mas no mês de maio há mais festa por aqui. Dia 11 traz-nos a XIV Gala Antena Livre / Jornal de Abrantes. Momento anual em que distinguimos e agradecemos a quem se destacou em diversas áreas e homenageamos vidas e carreiras em prol da comunidade. Será dia 11 de maio, às 21:30 horas, no auditório da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes. Um evento a não perder, quer seja presencialmente, quer através do 89.7 fm ou em antenalivre.pt. Não tem desculpa para não acompanhar tudo o que se vai passar em palco. Deste lado, prometemos mais uma grande noite. Nesta edição, olhamos também os 45 anos da Revolução dos Cravos. Ouvimos quem por ela passou, quisemos saber como foi vivido esse dia 25 de abril de 1974 e de como olham hoje para Portugal. Por fim, talvez devesse ter sido o começo, mas dar conta de que o Jornal de Abrantes tem uma nova direção e uma nova equipa. Comprometemo-nos a respeitar os 119 anos do seu Jornal e a cumprir o Estatuto Editorial pelo qual se rege há mais de um século. Um agradecimento final à Joana Margarida Carvalho pelo magnífico trabalho desenvolvido nos últimos anos à frente desta equipa. Votos das maiores felicidades no novo desafio que agora abraça. Até breve, Joana!

Carolina Ferreira

PERFIL /

Idade:

Sou um Viajante do Tempo que já atravessou vários Sítios em vários Estados de Ser, afinal essa coisa da Idade é apenas números registados em papéis. Viagem que marcou: PARIS, foram 4 dias de muita visita, de muita Cultura e preciso de regressar para terminar o roteiro que traçámos para visitar.

/ Ruy Damas

Inspetor de Qualidade e Músico como hobby

Um momento importante:

Há muitos momentos importantes na minha Vida, mas a VITÓRIA contra a Leucemia do meu Melhor Amigo foi algo que nunca vou esquecer. Um recanto diferente na região:

ja / JORNAL DE ABRANTES

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Capela de Santa Catarina, A tradição voltou a cumprir-se na Semana Santa de Sardoal. Uma vez mais a comunidade envolveu-se na elaboração dos tapetes de flores e os resultados foram dignos de visitação.

O Castelo de Abrantes pela sua Magia, embora pareça meio abandonado neste momento.

precisamos valorizar o que de melhor temos, não fossemos nós um dos destinos preferidos do Turismo.

Uma Música:

portuguesa: Dá-me um Abraço do Miguel Gameiro, gosto do que se fala na música; estrangeira Angel da Sarah Machalan, do filme a Cidade dos Anjos. Um Livro:

Arrisca-te a Viver do Gustavo Santos, um livro que retrata a Valorização Pessoal, estimula te a saires da tua zona de conforto e acreditares que ainda és capaz. Um País para visitar.

PORTUGAL, nós temos sítios brutais que desconhecemos,

Se fosse Presidente Câmara o que faria:

Daria prioridade aos Idosos e aos Jovens. Assegurava com dignidade uma vida melhor aos que fizeram e contribuíram até Hoje e Incentivar e motivar os que irão construir o futuro; O que mais e menos gostas na tua localidade:

Gosto de acreditar que Abrantes vai crescer, ao contrário do que menos gosto é de uma Abrantes “fantasma”, uma Abrantes sem vida.

FICHA TÉCNICA Direção Geral/Departamento Financeiro Luís Nuno Ablú Dias, 241 360 170, luisabludias@mediaon.com.pt. Diretora Patrícia Seixas (CP.6127), patriciaseixas@mediaon.com.pt Telem: 962 109 924 Redação Joana Margarida Carvalho (CP.9319), joanamargaridacarvalho@mediaon.com.pt, Telem: 962 108 759, Jerónimo Belo Jorge (CP.1907), jeronimobelojorge@mediaon.com.pt, Ana Rita Cristóvão (estagiária), anaritacristovao@mediaon.com.pt. Colaboradores Carlos Serrano, José Martinho Gaspar, Paulo Delgado, Teresa Aparício, Paula Gil, Manuel Traquina. Cronistas Alves Jana e Nuno Alves. Departamento Comercial. comercial@mediaon.com.pt. Design gráfico e paginação João Pereira. Sede do Impressor Unipress Centro Gráfico, Lda. Travessa Anselmo Braancamp 220, 4410-359 Arcozelo Vila Nova de Gaia. Contactos 241 360 170 | 962 108 759 | 962 109 924. geral@mediaon.com.pt. Sede do editor e sede da redação Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Editora e proprietária Media On - Comunicação Social, Lda., Capital Social: 50.000 euros, Nº Contribuinte: 505 500 094. Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Detentores do capital social Luís Nuno Ablú Dias 70% e Susana Leonor Rodrigues André Ablú Dias 30%. Gerência Luís Nuno Ablú Dias. Tiragem 15.000 exemplares. Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo ERC 100783. Estatuto do Jornal de Abrantes disponível em www.jornaldeabrantes.pt. RECEBA COMODAMENTE O JORNAL DE ABRANTES EM SUA CASA POR APENAS 10 EUROS (CUSTOS DE ENVIO) IBAN: PT50003600599910009326567. Membro de:

JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019


ENTREVISTA /

Um laboratório de cores, texturas e sabores no meio da natureza Foto: Carolina Ferreira

Tem uma página de facebook, “um jardim de campo”. Qual é o objetivo?

“Muito daquilo que eu faço é sensibilizar as pessoas para a existência de métodos alternativos, viáveis, para a existência de um universo gigantesco de produtos alimentares que estão cada vez mais esquecidos mas que podem providenciar uma dieta muito mais ampla, saudável e nutritiva e é nesse sentido que vou disponibilizando as fotografias, os workshops, de forma a mostrar a amplitude do trabalho que faço”.

Como é que desenvolveu o gosto pela agricultura?

Portanto tenta fazer uma agricultura que seja inofensiva para a natureza?

“Coisas como o que eu faço aqui são exceção. Tem de haver uma conciliação. Eu olho para isto e penso de que forma é que consigo fazer o meu espaço produzir de forma eficaz mas que tenha o menor impacto na natureza à minha volta. É o ‘fazer um mal menor agora para conseguir fazer um bem maior a seguir’. Eu não gosto de usar motocultivador, mas se não recorrer esporadicamente a estes meios, demorarei muito tempo a chegar ao resultado que pretendo e o trabalho exigido será brutal.

As flores acabam por complementar o trabalho agrícola?

“Isto de alguma forma complementa aquilo que faço, é como se criasse um ciclo porque tenho frutas, hortícolas, flores, ervas aromáticas e tendo a cultivar aquilo que não existe por aí com tanta facilidade [muitas sementes vêm de Inglaterra]. Quero ter flores que possam ter um lado comercializável mas que se enquadrem no espaço enquanto elementos de atração da vida selvagem. Há muitas plantas que cultivo que estão em risco de extinção”.

Alperces, aquilégias, agrião mastruço, couve frisada roxa, mostarda roxa japonesa,… entre hortícolas, plantas e ervas aromáticas, são mil e um os produtos que da terra nascem, através de uma agricultura simultaneamente produtiva, protetora da vida selvagem e respeitadora do futuro que há-de vir. Assim é na horta de Nuno Alves. Um laboratório de ideias e experiências com dois mil metros quadrados de natureza, de diferentes cores, texturas e sabores. Onde as beterrabas podem ser amarelas, as flores podem ser comestíveis e as pragas selvagens têm espaço para existir. Tem 31 anos, dedica-se à vida agrícola “de noite, de madrugada e de dia” há quatro anos. Um “passatempo” que se tornou algo sério e que começou quando, aos cinco anos, pediu as primeiras sementes à mãe.

“Tive algumas influências [familiares] e desde pequeno que tive um comportamento curioso em relação à natureza que me rodeava, fascinava-me ver o crescimento das plantas. Quando tinha cinco anos pedi as primeiras sementes à minha mãe e a partir daí comecei a cultivar, conforme podia e gostava, sempre aprendendo com aquilo que fazia. Há uns sete anos comecei a pesquisar de forma mais intensiva os princípios sustentáveis de cultivo, para perceber de que forma é que podemos produzir aquilo de que necessitamos sem prejudicar o espaço e o futuro que nos espera”.

experiência pensei ‘isto realmente fica giro’, combinar flores com legumes. Fiquei encantando e no ano a seguir comecei a brincar um bocadinho com bolbos (…) E hoje as aquilégias são uma das minhas paixões”.

O que é preciso ter para se ser agricultor?

/ Nuno Alves tem a sua horta na Rua da Fonte Quente, em Alferrarede

“Muito daquilo que eu faço é sensibilizar as pessoas para a existência de métodos alternativos”

Portanto pego no motocultivador, mexo alguma terra mas, a partir daí, tento refazer aquilo que destruí, recompor a estrutura do solo com matéria orgânica, alimentando-o e à vida selvagem que nele existe”.

Como são produtos biológicos, as pessoas acabam por ter preferência por eles?

“Mesmo aqui na nossa região, que é relativamente conservadora e tarda a aceitar algumas ideias novas, já se começa a compreender a vantagem da proximidade das produções, e com o fenómeno do retorno das mercearias há cada vez mais a procura pela novidade, pela diferença, pela frescura e pelas garantias relativamente à origem dos produtos e as pessoas estão a aderir à ideia de uma mercearia focada nos produtos locais, daí que, progressivamente, eu tenha vindo a conseguir dinamizar o meu espaço e a oferecer produtos [a restaurantes, mercearias] com os quais até então as pessoas não tinham tido contacto”.

Existe muito conservadorismo face a produtos diferentes?

“O conservadorismo é a coisa mais irreal porque ele só existe até as pessoas experimentarem. A cor é aquilo que faz os olhos apaixonarem-se. Estamos habituados a que a beterraba seja vermelha, a que a cenoura seja cor de laranja, e às vezes quando as pessoas veem uma novidade pensam ‘isso é geneticamente modificado, eu não vou comer isso’, quando, na realidade, boa parte daquilo que nós comemos hoje é que foi selecionado para que seja da forma que é”.

“É necessária perícia. Às vezes quando pensamos que a agricultura é uma profissão para aqueles que não conseguiram singrar na vida, as pessoas não podiam estar mais erradas. A agricultura é uma das atividades que exigem mais conhecimento, mais inteligência. O agricultor tem que ser uma pessoa com capacidade para observar e compreender o espaço que o rodeia e a partir daí tirar lições. Nós, hoje em dia, pensamos que a tecnologia resolve tudo. Não. Na agricultura contemporânea moderna e tecnológica a preservação do solo ainda não é uma prioridade e nós hoje em dia, só porque desenvolvemos novas tecnologias, achamos que o conhecimento que existia antigamente já não é válido.

Também dedica parte do seu tem- Deixar a agricultura está fora de po à produção de flores… questão para si?

“Eu nunca liguei muito a flores, mas quando comecei a estudar os princípios da agricultura biológica vi que um deles é a produção das hortícolas combinando-as com plantas de companhia. E as plantas aromáticas, as calêndulas, as alfazemas, as papoilas, a borragem,… atraem insetos benéficos. No primeiro ano em que fiz esta

“Eu vou continuando porque eu adoro isto. Isto para mim não é trabalho, é lazer. Eu não saio daqui cansado, nem com dores de costas. Às vezes a pressão para ter as coisas a funcionar existe, mas é circunstancial e não me inibe de querer continuar a fazer isto”. Ana Rita Cristóvão

Maio 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Sociedade

Assembleia de Abrantes evocou os 45 anos de Abril em Mouriscas

ao colo, e aproveitou para, tendo nascido depois de 74, direcionar o discurso para a necessidade do cultivo das identidades do país e da região, principalmente das locais. O mercado municipal ou figuras de Abrantes, como Solano de Abreu ou Eurico Consciência porque “temos uma cidade, uma vila, aldeias, campos agrícolas e dois rios”. Pedro Grave, pelo Bloco de Esquerda, destacou o desconhecimento crescente dos jovens sobre o 25 de Abril de 74 acrescentando que foi o 25 de Abril que criou os pilares da sociedade com algo fundamental como o livre arbítrio e a possibilidade de escolha. Pedro Grave deixou também bem vincado que a liberdade nos dá também mais responsabilidade e que os valores da revolução dos cravos podem muito bem ser a base para passarmos pelos tempos conturbados dos dias de hoje.

Os 45 anos de Abril foram comemorados com muitos cravos vermelhos e evocação da liberdade.

O ginásio da Escola Básica de Mouriscas acolheu a sessão evocativa do 45º aniversário do 25 de Abril. Não se cantou o Grandola Vila Morena mas a presença de cravos vermelhos nas lapelas dos casacos e os desenhos das crianças nas paredes da escola moldaram uma sessão evocativa de história, mas repleta de preocupações dos tempos modernos. António Gomes Mor, o presidente da Assembleia Municipal de Abrantes, fez questão de lembrar que, para ser dirigente associativo tinham de ter uma espécie de “aprovação” do ministério da tutela que agia de imediato caso pusessem o pé em ramo verde. “Cresci num Portugal amordaçado, ajudei a criar a secção de um partido político por onde viria a ser eleito na primeira eleição livre. E hoje ainda aqui estou”, vincou o autarca. Mas António Mor deixou uma mensagem aos autarcas de freguesia, já que são eles o elo mais próximo entre o poder e as populações. São também eles que do pouco fazem muito, falando em termos de recursos financeiros. Destacan-

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do as recentes descentralizações de competências do poder central para o local, de forma positiva, mas muitas vezes com almofadas financeiras muito curtas. Algo em que Abrantes não é novidade na relação entre câmara e as juntas de freguesia. Manuel Valamatos, presidente da Câmara Municipal, começou por registar o dia marcante nas memórias dos portugueses que nasceram antes de 74 e que se recordam daquele momento, deixando depois a mensagem clara que os “Capitães de Abril devolveram a dignidade ao povo português”. Da evocação dos 45 anos de Abril, Manuel Valamatos entrou na área política da atualidade destacando os dois atos eleitorais que vêm aí: Europeias e Legislativas. Manuel Valamatos afirmou ainda estar a honrar Abril quando a “Câmara abre diálogo com as Juntas de Freguesia, quando fazem protocolos de descentralização com as Juntas de Freguesia, quando investimos nas mais variada áreas e honramos Abril quando investimos nas pessoas”.

JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

/ A Assembleia Municipal foi uma das atividades do 25 de Abril Piedade Pinto, pelo PS, evocou a conquista da liberdade, lembrando outras conquistas que o Abril de 74 permitiu e acrescentou a luta diária para a credibilização do papel dos políticos na sociedade nacional e local. E destacou que dentro de famílias políticas distintas, há muito mais a aproximar os eleitos do que a separar ou a criar divergências. E

deixou o apelo às populações para que não se abstenham de exercer os seus direitos. João Fernandes, pelo PPD/PSD, elogiou a descentralização das Assembleias Municipais pelas freguesias, a começar logo por esta que evoca a liberdade. Revelou a amizade do seu pai com o Capitão Salgueiro Maia, que andou com ele

Elsa Lopes, pela CDU, enfatizou o movimento militar que fez o Abril de 74 mas realçando que nos dias de hoje germinam cada vez mais ideias fascistas pela Europa pelo que as comemorações de Abril podem, e devem, dar resposta aos problemas do país. Elsa Lopes sublinhou a necessidade de atacar os flagelos atuais da sociedade portuguesa e deixou o apelo à participação dos trabalhadores nas comemorações do 1º de Maio. Rui André, presidente da Junta de Rio de Moinhos eleito por um movimento independente, destacou a sua história e dos seus pais que foram emigrantes. Como eleito por um movimento independente, deixou a ideia de que este pode ser o caminho para uma maior participação dos cidadãos. Deixou ainda a sugestão de que os presidentes de junta de freguesia deveriam ocupar um lugar central nas assembleias municipais e fora das suas famílias políticas, que essas têm os eleitos diretos. Pedro Matos, presidente da Junta de Freguesia de Mouriscas, como anfitrião agradeceu o trabalho de professores, funcionários e crianças da escola do primeiro ciclo pelos trabalhos que fizeram para decorar a sala que acolheu a sessão evocativa do 25 de Abril em Abrantes. Jerónimo Belo Jorge


REGIÃO / Sociedade

25 de Abril é hoje de há 45 anos. O Exército que até então suportava um regime opressor foi ali, naquela noite, o Exército que construiu uma democracia efectiva. A música de qualidade oferecida aos cidadãos num concerto de eleição, a convivência entre músicos profissionais e aprendizes de música, um momento de sonho para adolescentes que tiveram uma oportunidade de estrelato efetivo, a afirmação de um modo de vida em que os galões da cidadania se sobrepõem a todos os outros por mais legítimos que sejam, o culto partilhado entre todos diferentes todos iguais da beleza e da música… Mesmo o acesso daqueles alunos ao ensino qualificado da música. Tudo isto era impensável antes daquele dia e mês de há 45 anos. Mas foi realizado naquele dia deste Abril de agora. É hoje, é agora, é dia a dia que se faz – ou desfaz – o sonho que mobilizou Portugal naquele dia inaugural de um tempo novo – este, em que uma “outra” vida é ao mesmo tempo direito e tarefa que nos está confiada. O 25 de Abril não foi apenas há 45 anos. J.A.J. PUBLICIDADE

Era 9 de Abril. No auditório da Escola Dr. Manuel Fernandes, a Banda Sinfónica do Exército dava um concerto. Não era apenas um dos seus memoráveis concertos. No caso, era o concerto de fim de período letivo desta escola que tem o Curso Básico de Música. Nos últimos dois dias, a Banda e os alunos de música da Escola tinham trabalhado em comum. E o concerto daquela noite integrava tanto os músicos da Banda como alunos do Curso de Música. Nunca, digo eu, a Banda Sinfónica do Exército desceu tão alto. Desceu: deixou o pedestal de prestígio onde se encontra e correu o risco de se aproximar de adolescentes aprendizes e integrá-los, até como solistas!, no seu concerto. Tão alto: é correndo riscos e vencendo-os que as pessoas e as organizações se elevam até onde não é fácil chegar e, assim, a Banda levou consigo aqueles alunos a alturas a que eles nunca sonharam chegar. Estavam nervosos, os alunos, e com razão. Mas venceram, com mérito, a oportunidade que lhes foi concedida. Estamos em Abril de 2019. A celebrar o Abril único e irrepetível

Maio 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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Por Carolina Ferreira

Rostos do 25 de Abril

REGIÃO / Sociedade Liberdade

25 de Abril Sempre José Alberto Marques, 80 anos Estava a caminho de Lisboa para entregar um texto literário e, quando lá chegou, “automaticamente, os microfones da estação avisaram que todos os passageiros que estivessem a chegar, podiam retomar o comboio de volta, porque estava a haver uma revolução na cidade. No entanto, eu decidi ficar por ali”. Assim que saiu do jornal, percorreu Lisboa e refere que “meti-me em táxis, levava algum dinheiro e percorri os recantos de Lisboa em que eu achava que havia grandes confusões. O que me interessava era a confusão” e chegou a dizer que “havia muitos militares sentados no chão e eu sentei-me ao pé deles”. Admite que “o 25 de abril melhorou Portugal, sem dúvida nenhuma. Sem ele, hoje seriamos o país mais atrasado da Europa”, no entanto “somos um povo enérgico e conseguiu-se dar ali à luta, e o que é certo é que aconteceu e conseguiram”.

Mário Pissarra, 70 anos. Estava em Abrantes e era professor de Filosofia no antigo liceu, junto ao castelo, na data de 25 de abril de 1974. Lembra-se de alguém passar pelo seu quarto e avisar que algo se passava em Lisboa, não sabia era muito bem aquilo que era e, quando chegou ao liceu, as pessoas na sala de professores estavam dependentes do que se ia dizendo na rádio. Lembra-se de passar à porta da GNR e da PSP e terem as portas fechadas, ao contrário dos outros dias. No entanto, diz que “o 25 de abril torna-se significativo, basicamente pelo que vem depois” e que “a experiência maior em Abrantes terá sido o 1 de maio, que é a maior manifestação, porventura, que alguma vez se fez em Abrantes”. Mário Pissarra lembra-se também do que pode ser considerado um dos primeiros movimentos que houve com o 25 de abril: foi na escola industrial, com “os rapazes e as raparigas a pularem a cerca”.

Democracia Armando Fernandes, 73 anos. Estava em Santarém quando decidiu ir para Lisboa “ver o 25 de abril”. Era vizinho de Fernando Salgueiro Maia, um dos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias. Armando Fernandes relembra uma tentativa, a 16 de março, de colocar em causa o regime salazarista, que não correu muito bem. Diz que “quem tinha estado na guerra colonial como eu, e como outros, tínhamos a ideia de que era impraticável, impossível, manter-se o regime tal como estava” e que “o 25 de abril foi uma transformação democrática de podermos pensar e expressar os nossos pensamentos”. Diz que “para quem sentiu a pressão, esse sentido de liberdade é uma coisa impossível de descrever”.

Liberdade Direito à oportunidade Isabel Cavalheiro, 68 anos. No dia 25 de abril de 1974, dormiu de rádio ligado e ouviu as duas senhas, “Depois do Adeus” e “Grândola Vila Morena” enquanto lia “Portugal e o Futuro” de Spínola. Era professora e estava a trabalhar no Liceu Nacional de Abrantes. Nesse dia, “tinha exames de militares e estava de serviço com um senhor conceituado de Abrantes, que durante muitos anos foi secretário da Câmara Municipal e, por inerência de funções, era o chefe da PIDE do concelho. Quando entrei na sala, senti que ele estava um bocado agitado e vi que estava armado”. Nesse dia não houve aulas e “passámos o tempo a ouvir o rádio, que pouco ou nada transmitia”. No entanto, admite: “o 25 de abril, para mim, não foi uma revolução, foi um golpe militar de quem estava cansado de uma guerra que não tinha fim à vista”

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JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

António Gomes Mor, 70 anos. Trabalhava na Metalúrgica Duarte Ferreira, no Tramagal. Diz que “era o tempo de uma primavera, que se dizia que estava a acontecer tudo, do ponto de vista político” e que “a comunicação social era aquilo que a censura deixava”. Foi “daqueles que á 1h, 2h da manhã ouvia a Rádio Voz da Liberdade que era emitida a partir de Argel, com a voz que sempre se caraterizou e que se mantém hoje, do Manuel Alegre”. Relembra que “aqueles que abriam a boca para dizer alguma coisa, no dia seguinte, batiam-lhes à porta” e que “quantas famílias sem saberem o porquê, deixaram de ver os seus familiares, porque havia gente que supostamente eram nossos amigos, mas que por uma relação, até de intimidação eram informadores”. Para António Mor “o direito à liberdade de expressão é, porventura, o maior ganho destes 45 anos de democracia em Portugal”.


REGIÃO / Abrantes

Gala Antena Livre & Jornal de Abrantes há 14 anos a homenagear a região! Este ano, os Galardões da noite serão nas seguintes áreas: Cultura; Desporto; Inovação; Música; Responsabilidade Social; Educação; Empresa; Personalidade Carreira e Comunicação Nacional. A Gala, que resulta num espetáculo cheio de emoções, tem trazido a Abrantes os valores empresariais, associativos e individuais dos vários concelhos da área de influência da rádio e do jornal que, por um ou outro motivo, se destacaram nas suas áreas de ação, representando uma mais-valia para a sociedade e para a região. É importante que sejam reconhecidos e que todos nós tenhamos um momento para lhes agradecer. Na área nacional, temos anualmente dois galardões:  “Música

A Gala resulta num espetáculo cheio de emoções

Nacional” e “Comunicação Nacional”. Já aceitaram receber um Galardão nomes como Diogo Piçarra, Teresa Salgueiro, Quinta do Bill; Sara Tavares, UHF, ou personalidades da comunicação nacional como Júlio Isidro, Patrícia Matos; Júlio Magalhães, Dina Aguiar, Sandra Felgueiras; Ana Leal e/ou José Rodrigues dos Santos, entre muitos

AF CA_CAMPANHA AGRICULTURA_IMPRENSA PI 210x285mm_.pdf

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10/01/2019

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outros, que ao longo destes anos estiveram connosco em Abrantes. Sendo esta gala um acontecimento que marca o calendário cultural da região, as expetativas são elevadas quanto aos galardoados que este ano foram escolhidos pela equipa dos dois órgãos de comunicação social e que serão revelados na noite de 11 de Maio. PUBLICIDADE

A 11 de maio, acontece a XIV edição 2019 da Gala Antena Livre & Jornal de Abrantes. Às 21h30 desse dia abrem-se as portas da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes, cujo auditório já recebeu a Gala na edição do ano anterior. A Antena Livre e o jornal de Abrantes, do grupo Media On Comunicação Social, voltam este ano a não levantar o véu sobre os galardoados que subirão a palco para serem galardoados. O evento, reconhecido como um dos eventos culturais mais importantes da região do Médio Tejo, assinala também este ano o 38º aniversário da rádio Antena Livre e o 119º aniversário do Jornal de Abrantes.

Sérgio de Oliveira estreia “Fandango” em Abrantes A sala esteve esgotada e, no final, a emoção falou mais alto e, em lágrimas, aplaudiu-se de pé. O Cinema Millennium, em Abrantes, encheu no final de tarde de quinta-feira, 18 de abril, para assistir à estreia do filme/documentário “Fandango”. Realizado por Sérgio de Oliveira, “Fandango” conta a história de um povo, de uma terra e de costumes muito próprios. Natural do Pego mas a residir na Alemanha, o músico e realizador, mostra a alma das gentes da sua terra através do folclore neste documentário “Fandango” que pretende agora mostrar ao resto do país e além fronteiras. Desde os Bailarinos do Pego ao Rancho Folclórico do Pego, são muitas as histórias e as caras que se relembram, bem como fica demonstrado o orgulho pegacho.

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Na apresentação, o vereador Luís Filipe Dias, também ele natural do Pego, disse que “para nós, pegachos, é muito fácil perceber o valor deste documento que homenageia e honra esta nobre arte de ser da nossa aldeia”. Luís Filipe Dias acrescentou que “este documento merece ser partilhado com todo o mundo”. Maria Florinda Salgueiro, presidente da Junta de Freguesia do Pego, disse querer “pegachos e que o

nosso Pego seja diferente. E somos diferentes porque, todos unidos, conseguimos dar isto a nós próprios e a outras pessoas”. A casa cheia foi para Sérgio Oliveira “uma grande surpresa”. O realizador do “Fandango” disse, visivelmente emocionado, ter sido “um enorme prazer fazer um registo deste tipo, que demorou muitos anos e deu trabalho mas que, com a ajuda dos pegachos e de todos os que participaram, conseguimos”.

Maio 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes

AM corrobora decisão da Câmara e recusa competências na proteção e saúde animal e segurança dos alimentos A Assembleia Municipal de Abrantes reuniu extraordinariamente no dia 29 de março, com um único ponto na Ordem de Trabalhos. Tratou-se de discutir e votar a proposta da Câmara Municipal de Abrantes em recusar a Transferência de Competências nos domínios da proteção e saúde animal e da segurança dos alimentos. A proposta de recusa foi aprovada por todas as bancadas, de forma unânime. O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos começou por afirmar que “não nos estão a perguntar se queremos ou não queremos, só nos estão a perguntar se é hoje, daqui a um ano ou se é para o outro”. O autarca esclareceu que “este diploma em específico, de acordo com aquilo que também foi o entendimento das câmaras da Comunidade Intermunicipal onde nenhuma câmara está a aceitar este diploma no momento, é extremamente complexo e invoca dificuldades de gestão enormes”. “Obrigará a que as câmaras tenham médicos veterinários a tempo inteiro, e nós que só temos um, corremos o risco de não ser suficiente para todas as respostas”, disse o presidente. Manuel Jorge Valamatos adiantou ainda que, há vários pareceres “que invocam a ideia de que estamos perante uma situação extremamente complexa para os Municípios e que iriam originar grandes dificuldades de operacionalidade em todas estas áreas”.

brecarregar os Executivos com matérias que, muitas vezes, eles nem sequer têm condições para o fazer”. Pelo facto de outras competências terem sido assumidas já pelo Executivo camarário, sem terem passado pela Assembleia Municipal, João Salvador Fernandes não deixou passar a oportunidade para dizer que “esperávamos era a mesma atitude, relativamente aos anteriores diplomas, de os termos discutido aqui”. O deputado considera que “estas são matérias que alteram profundamente o funcionamento dos Municípios, devem ser trazidas ao órgão deliberativo, porque é este que representa a expressão máxima do que foi a vontade dos eleitores”.

“Nada neste processo é claro” - BE

Do lado da bancada do Bloco de Esquerda (BE), a deputada Joana Pascoal começou por relembrar que o BE “é, em princípio, a favor de uma descentralização mas não esta, por imposição e em moldes desajustados e injustos, manifestamente prejudiciais a quem aceita as transferências”. A deputada bloquista falou em “desresponsabilização do Governo central” que “atira para cima de entidades regionais deveres acrescidos sem a necessária e atempada provisão de meios”. “Nada neste processo é claro”, afirmou, lembrando que “tudo pode mudar em poucos meses, incluindo o Governo”. O Bloco de Esquerda

“Isto é uma trapalhada” PSD

João Salvador Fernandes, líder da bancada social-democrata, começou por dizer que, “após a análise dos documentos e do relatório da Comunidade Intermunicipal, o que nós percebemos é que isto é uma trapalhada”. O deputado municipal referiu “que chega ao ponto de se estar a fazer uma espécie de transferência de competências que não é mais que uma delegação de competências. Tem situações híbridas que não se conseguem perceber exatamente o que são. Só isso já nos devia fazer pensar em rejeitar este diploma”. O deputado levantou ainda a existência das “muitas incerteza relativamente aos pacotes financeiros” e disse que estas competências iriam “so-

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/ A Assembleia Municipal de Abrantes recusou o diploma, por unanimidade.

JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

defende que se poderia “esperar confortavelmente até ser de caráter obrigatório”.

“O diploma é confuso” - PS

Bruno Tomás, presidente da Junta de Freguesia de Abrantes e Alferrarede (PS), congratulou-se pelos documentos e relatório que foram disponibilizados para análise do diploma em causa e afirmou que “independentemente de quem governe o país, temos que ter a responsabilidade de perceber o que é que é bom e o que não é bom para o nosso território”. Bruno Tomás anunciou que “o Partido Socialista entende e acompanha o que os relatórios conferem e acompanha também a ideia do Executivo da Câmara de

que, neste momento, o diploma é confuso”. No final, todos concordaram que era salutar levar as transferências de competências à discussão da Assembleia Municipal e, António Mor, presidente daquele órgão, pediu mesmo ao presidente da Câmara Municipal que “os restantes diplomas cujo prazo ainda não se esgotou, sejam devidamente observados”. Nomeadamente os diplomas referentes à Educação e à Saúde para “procurar um consenso entre as várias bancadas de forma a que as nossas decisões tenham mais força”. A Assembleia Municipal de Abrantes recusou o diploma, por unanimidade. Patrícia Seixas


REGIÃO / Abrantes

Um casal, 250kg de palha e uma relação presa pelos pés num espetáculo que trouxe vida à Praça Raimundo Soares

Um homem, uma mulher, 250kg de palha, acrobacias de cortar a respiração e a resistência de uma corda. Parece algo fora do comum mas o objetivo é simples: retratar os altos e baixos de uma relação entre duas pessoas. Assim aconteceu na noite de dia 13 de abril, na Praça Raimundo Soares, em Abrantes, por onde passou o projeto cultural “Caminhos”, com a peça de circo contemporâneo “Envá” da dupla espanhola Amer i Àfrica. O espetáculo encheu a praça junto à Câmara Municipal de Abrantes de curiosos durante cerca de uma hora de divagação humorística so-

bre as peculiaridades das relações humanas, onde o espaço e o limite do ser humano são postos à prova. A tentativa de construir uma relação através de fardos de feno, que ameaçaram cair várias vezes, levou o público a experimentar diversas emoções, entre as quais a mais comum foi a surpresa, o riso e a expressão boquiaberta. As palavras deram lugar aos atos, aos gestos e até às acrobacias no ar, com a personagem feminina a saltar para as varandas da Praça Raimundo Soares e a ficar apenas segura pelos pés através das mãos do companheiro.

/ A dupla Amer i Àfrica surpreendeu o público ao saltar para varandas dos edifícios em redor

E o público também saltou das cadeira não só para aplaudir como para integrar o espetáculo: três pessoas foram chamadas para segurar fardos de palha e colocar a personagem feminina aos ombros. Um evento gratuito que atraiu a população ao centro histórico da cidade de Abrantes e que se insere na programação cultural em rede “Caminhos” promovida pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo que pretende trazer aos 13 concelhos da região espetáculos de música, dança, teatro de rua, circo contemporâneo e percursos artísticos.

O “Caminhos” regressa a cena em julho para o percurso “Caminhos da Água”, entre os dias 12 a 14 e 19 a 21 de julho.

Em declarações ao JA, o secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Miguel Pombeiro, falou da importância de “estimular a criação de públicos para a cultura”, num projeto que tem como bandeira a gratuitidade dos eventos e que pretende ser “complementar relativamente àquilo que é a ação de cada município isoladamente”. Ainda este ano, o “Caminhos” regressa a cena em julho para o percurso “Caminhos da Água”, entre os dias 12 a 14 e 19 a 21 de julho. Em outubro chega o percurso “Caminhos da Pedra”, entre os dias 11 a 13 e 18 a 20. PUBLICIDADE

/ Momento do espetáculo de circo contemporâneo em que a dupla tentou construir uma relação com fardos de palha

Maio 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes

Escola D. Miguel de Almeida celebra 50 anos com momentos de partilha No âmbito das comemorações do cinquentenário da Escola Básica D. Miguel de Almeida (antigo Ciclo Preparatório de Abrantes), realizou-se no dia 4 de abril uma conferência subordinada ao tema “50 anos, a escola de ontem e a escola de hoje”. O painel de convidados, antigos alunos e professores, deixaram bem presente algumas memórias e recordações daquela escola, que para muitos ainda é recordada com emoção, carinho e grande estima. Carlos Grácio, professor do Agrupamento nº1, fez as honras e apresentou, perante um auditório cheio de alunos e professores, os diversos convidados que usaram da palavra para contar as vivências naquela escola. Mas antes de passar a palavra aos convidados, Jorge Costa, diretor do Agrupamento nº1, agradeceu a presença de todos e afirmou que a escola estava de parabéns, não pelo seu aniversário, “mas sobretudo pelo trabalho desempenhado ao longo destes anos”. Dirigindo-se aos professores e auxiliares de ação educativa como “heróis”, o diretor disse que todos estavam “de parabéns pelo facto de perspetivarem no futuro um trabalho sério com os alunos”. Passou-se ao painel de convidados, sob a moderação do aluno Bruno Oliveira, que deu a palavra ao escritor abrantino e ex-docente daquela escola, José Alberto Marques. “Esta escola sempre foi uma escola de retidão”, vincou o escritor, acrescentando que o Ciclo sempre foi “uma escola muito moldável e moldada pelos professores que por aqui preconizaram todo um trabalho com as crianças para que pudessem fazer algo de novo”. De seguida, foi a vez de Rui Mo-

Tim, Mafalda Veiga, Miguel Gameiro e muito mais nas Festas da Cidade 10

rais, ex-presidente do conselho diretivo e docente da escola, que fez referência ao professor António Bandos. Um homem que sempre “teve um sorriso permanente. Sempre soube estar, conviver e participar nos problemas de uma forma muito própria e responsável”. Também presente na cerimónia, Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal de Sardoal, ex-aluno e professor da D. Miguel de Almeida, recordou os seus tempos de estudante e as peripécias da altura. “Hoje, quando entro aqui nesta escola, deparo-me com uma feliz coincidência em relação aos meus tempos de estudante, uma vez que andei aqui 4 anos (…) é que rasguei as calças (risos). E isto aconteceu-me muitas vezes em 1975/76”, confidenciou Miguel

Borges, tendo salientado que aos dias de hoje “há uma diferença enorme: é que na altura quando chegava a casa tinha de dar satisfações. Hoje, acho que vou conseguir desenrascar-me melhor quando chegar a casa e o drama, certamente, não será tão grande como era na altura” (risos). “Voltar a esta casa enche-me de alegria”, vincou Miguel Borges, justificando que a D. Miguel de Almeida “foi a escola dos afetos, das primeiras brincadeiras, do primeiro beijo no canto da sala de trabalhos manuais”. Por sua vez, Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, também ex-aluno e professor da D. Miguel de Almeida, fez referência à escola, mas em concreto ao Desporto. Referiu que “o desporto é uma

“Foi a escola dos afetos, das primeiras brincadeiras, do primeiro beijo no canto da sala de trabalhos manuais”.

coisa boa se for bem feito. Se for mal feito, é uma coisa má. As escolas são coisas boas se forem bem feitas (…) e a escola D. Miguel de Almeida é uma escola boa, que tem muita gente boa e profissional, a dar tudo”. “Durante estes 50 anos, houve sempre muitos professores e auxiliares de ação educativa muito bons. Pessoas que sempre trataram da escola como se fosse a sua casa e que proporcionaram aos alunos as melhores condições de aprendizagem”, fez notar o autarca. José Heleno, professor no Agrupamento nº1, fez referência ao pessoal docente e à paisagem que envolvia aquele equipamento escolar, que provocava uma “sensação de bem estar”. Já Luís Abl ú Dias, ex-aluno e diretor geral da Antena Livre e do Jornal de Abrantes, dirigiu-se aos alunos e deixou alguns conselhos: “Pensem sempre numa possibilidade de voltar para a vossa terra, porque Abrantes, o concelho e a região, precisam de vocês”. “Nunca se esqueçam de estudar, de serem bons filhos e alunos e, portanto, bons profissionais no dia de amanhã. Uma tarefa que é cada vez mais exigente”, realçou o responsável. Por último, Conceição Colaço, coordenadora da escola, agradeceu a todos os presentes, tendo recordado o quanto foi bem recebida na D. Miguel de Almeida há 28 anos. Após os momentos de partilha, deu-se espaço à música com o Grupo de Cantares do Agrupamento de Escolas nº 1 de Abrantes e ao bolo de aniversário, que juntou alunos, auxiliares, professores e muitos outros, que irão sempre acarinhar aquele equipamento escolar. Joana Margarida Carvalho

Começam dia 12 e terminam a 16 de junho. Abrantes volta a estar em festa para receber os milhares de visitantes que habitualmente afluem ao centro histórico. Na edição 2019, os concertos vão, novamente, decorrer pelo centro histórico. No dia 13, as festas começam com a Academia de Músicos de Abrantes, com um convidado especial, Miguel Gameiro, às 22h00, no centro histórico. No dia da cidade, a 14 de junho, a dupla Tim e Mafalda Veiga vão assumir o Bravo Abrantes 2019. Já no dia 15 de junho, o centro histó-

JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

rico será animado pela Festa M80 e no dia 16, Paião a Superbanda de Homenagem a Carlos Paião. À semelhança de anos anteriores, a Câmara de Abrantes está a preparar um programa diversificado para chegar a diferentes públicos, fazendo das Festas de Abrantes’2019 o principal evento cultural e desportivo do concelho. A partir de dia 13 de junho, há modalidades para todos, desde o downhill urbano, o Abrantes na diagonal ou o uphill, ao festival de canoagem, carrinhos de rolamentos, show motorizado, atletismo, futebol e voleibol de praia e torneio de sueca.


REGIÃO / Abrantes Maioria PS aprova contas. Oposição abstém-se e com o restabelecimento das progressões das carreiras. E, assim, se vê um aumento da despesa corrente”. No que diz respeito aos SMA, é possível ler-se nos documentos do Município que no setor dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) há um “resultado negativo” que “foi fortemente penalizado pelo aumento da tarifa da VALNOR com tratamento de RSU (+ 92.400€) e pelo aumento da Taxa de Gestão de Resíduos (+8.450€), o que se traduziu num custo adicional de cerca de 100.850€”. “Para não penalizar os nossos cidadãos se regista um esforço enorme dos SMA para conter esta despesa. Este aumento deveu-se à privatização da gestão dos resíduos sólidos urbanos que aumentou brutalmente a tarifa que cada um de nós paga”, explicou Manuel Jorge Valamatos, tendo frisado que para “evitar este aumento acentuado nos cidadãos, tentámos repercutir esse valor em três anos, o que obriga a um esforço acrescido dos SMA”.

/ Manuel Jorge Valamatos disse que o relatório de contas da Câmara Municipal aproxima-se com aquilo que tem sido a prestação dos últimos anos. Após o esclarecimento de dúvidas, Rui Santos, vereador do PSD, disse abster-se por entender “que a execução orçamental do Município reflete as políticas do PS no concelho, que são diferentes daquelas que seriam as do PSD”. Relativamente aos SMA, “o PSD vai-se abster apesar de reconhecer que tem havido um esforço para equilibrar as contas”, disse.

Já Armindo Silveira (BE) também se absteve referindo que “estando em causa diversos documentos tais como: Relatório de Gestão, Demonstrações Financeiras, Mapas de Execução Orçamental, entendemos que seria mais justo uma votação desagregada”. Os relatórios da Prestação de Contas foram depois levados a Assembleia Municipal, a 24 de abril e,

no caso da Câmara Municipal, foram aprovados pela maioria socialista com a abstenção das restantes bancadas. Já as Contas dos Serviços Municipalizados de Abrantes, tiveram a mesma votação, exceto por parte da bancada da CDU que as aprovou, juntando-se assim ao sentido de voto do PS. Joana Margarida Carvalho e Patrícia Seixas PUBLICIDADE

O relatório de Prestação de Contas da Câmara Municipal e dos Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA) foi no dia 16 de abril, aprovado pela maioria PS, contando com a abstenção dos vereadores da oposição, eleitos pelo BE e pelo PSD. Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal, começou por referir que o relatório de contas da Câmara Municipal aproxima-se com aquilo que tem sido a prestação dos últimos anos, tendo salientado que a entidade fechou o ano de 2018, “com saldo positivo”, que totaliza 1.439.014,00€. Relativamente às duas entidades, Câmara e SMA, “manifesta-se um maior peso [financeiro] com a regularização dos precários. Porque tínhamos muitas situações de trabalhadores que estavam em condição precária e já conseguimos restabelecer”, salientou o autarca. Mais avançou que tanto o Município como os SMA “têm também vindo a aumentar os salários dos trabalhadores por via das novas indicações para a função pública

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REGIÃO / Abrantes

Rui Santos, vereador do PSD, na reunião de Câmara realizada no dia 2 de abril, fez referência às entradas da cidade de Abrantes, que disse estarem a necessitar de intervenção. “Os olhos também comem”, começou por referir Rui Santos, reconhecendo que apesar de não ser uma competência direta da Câmara, mas das Infraestruturas de Portugal (IP) “Abrantes merece que as suas entradas sejam completamente revistas”. “Nós devemos de ser das poucas cidades que temos uma ligação a uma autoestrada, que não está iluminada (…) Não há qualquer iluminação desde a saída da A23 até à rotunda do quartel. Não passa pela cabeça de ninguém isto”, salientou o vereador. “Relativamente à entrada de Olho de Boi, sabemos perfeitamente o que é que acontece naquela

zona quando chove. Além disso, não existem passeios e podíamos fazer ali vias para as bicicletas. Pois temos muita gente em Abrantes a andar de bicicleta”, sugeriu o responsável, dando conta que “se as coisas estiverem devidamente arranjadas, os nossos investidores também nos olham de outra maneira”. “Não é só termos projetos para que as pessoas possam vir para cá, mas é também termos uma cidade vistosa e que possamos vendê-la. Portanto,senhor presidente, isto é um alerta e é um pedido. Eu acho que Abrantes merece que as suas entradas sejam completamente revistas”, vincou Rui Santos. Em resposta, Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal, agradeceu a sugestão deixada, dando conta que é uma preocupação do atual executivo. O presidente explicou que para

Foto Carolina Ferreira

Vereador do PSD chama a atenção para as entradas da cidade

/ Zona de Olho de Boi se intervir na entrada de Olho de Boi é necessário que aquela zona passe para a competência do Município. Se assim não for, “nunca vamos conseguir intervir, nem elaborar projetos, nem avançar com as candidaturas. E temos andado aqui a perder algum tempo, porque infelizmente desclassificaram outras zonas, mas não desclassifi-

Alexandra Simão eleita presidente da Juventude Socialista A Juventude Socialista (JS) de Abrantes elegeu, no dia 20 de abril, os novos órgãos concelhios, tendo sido eleita presidente Alexandra Simão, 25 anos, psicóloga clínica. Alexandra Simão pretende que este seja “um caminho a percorrer, com a construção de um projeto com os jovens e para os jovens, pois só assim podemos fazer com que a política lhes faça sentido e que se desmistifique a ideia de que a política não é coisa de adultos: é de todos”. “O que pretendemos é envolver as freguesias do concelho de Abrantes para que, também elas, façam parte deste projeto e se sintam, naturalmente, mais envolvidas”, afirmou. Nas palavras da presidente concelhia “este é um novo ciclo para a Juventude Socialista em Abrantes. Um ciclo que se pretende que faça sentido aos jovens, que os envolva mas que, acima de tudo, este seja um projeto com que se identifiquem, daí ser construído com eles e para eles. É neste desafio que colo-

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co os melhores. É neste desafio que os desafiei também. Pretendemos que os jovens do concelho construam o seu próprio pensamento político e que, acima de tudo, saibam construir-se a si mesmos. Este é o nosso mote.” Para além da eleição de Alexandra Simão, a equipa conta como presidente da mesa da Assembleia

JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

Concelhia Eduardo Meireles, contando este com uma equipa composta por Catarina Grácio e Tiago Ricardo, também jovens abrantinos. O secretariado concelhio eleito é composto por Alexandra Simão, João Valamatos, Pedro Alves, Mariana Marques e Pedro Valamatos dos Reis. 

caram a [avenida] António Farinha Pereira”, sendo uma zona “estruturante da nossa cidade”. Relativamente à entrada da cidade junto ao RAME, o presidente admitiu que é necessário “reagir rapidamente ali em termos de iluminação”, tendo avançado “que numa das reuniões que fizemos com o senhor comandante

do RAME, ele até se mostrou disponível para conseguir eletrificar aqueles muros para dar maior luminosidade à estrada”. “Não sei se terá a nossa intervenção, se será a Infraestruturas de Portugal, mas é um espaço que deverá ser requalificado e repensado a este nível”, finalizou. Joana Margarida Carvalho

Núcleo da Liga dos Combatentes evoca Dia do Combatente e Batalha de La Lys O Núcleo de Abrantes da Liga dos Combatentes assinalou no dia 11 de abril as Comemorações do Dia do Combatente e do 101º aniversário da Batalha de La Lys. O momento decorreu no Jardim da República, em frente ao Monumento dos Mortos da Grande Guerra, e contou com a presença de várias individualidades, entre as quais, o tenente-coronel de material Joel Santos, em representação do Comandante do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), que presidiu à cerimónia . A cerimónia militar incluiu a entoação do Hino Nacional, a prestação de Honras Militares a todos os combatentes mortos ao serviço da Pátria, a deposição de coroa de flores e a alocução religiosa. O final da cerimónia ficou marcado pelo discurso do presidente da Direção do Núcleo de Abrantes da Liga dos Combatentes. António Hilário afirmou que evocar o Combatente Português e o 101º aniversário da Batalha de La Lys “tem como um dos objetivos transmitir às gerações vindouras a lembrança dos momentos em que, em tempos da Grande Guerra e da Guerra do Ultramar, muitos portu-

gueses honraram a pátria, defendendo-a de armas na mão”. “A honra, coragem, bravura, determinação, espírito de sacrifício, resistência física e psicológica, sentido do dever demonstrados em situações extremamente adversas, durante períodos prolongados, foram características e atributos daqueles que longe da sua terra natal e em condições climatéricas exigentes, enfrentaram o inimigo”, salientou o presidente da Direção do Núcleo de Abrantes. A cerimónia do Dia do Combatente e do 101º Aniversário da Batalha de La Lys terminou com uma palestra sobre o conflito no auditório da Santa Casa da Misericórdia de Abrantes com o coronel Luís Albuquerque, diretor do Museu Militar.


REGIÃO / Abrantes

Carrinhas de ataque aos incêndios contam com apoio camarário A Câmara Municipal de Abrantes aprovou no dia 16 de abril, na reunião do executivo camarário, a minuta de contrato interadministrativo que possibilita às Juntas de Freguesia ter melhores condições para o desempenho de funções no âmbito do Dispositivo Especial Contra Incêndios Rurais. Na prática, são sete as Juntas de Freguesia que dispõem de uma carrinha de primeira intervenção no combate aos incêndios florestais. Com a aprovação, a Câmara vai passar a apoiar com 15 mil euros cada Junta de Freguesia (105 mil euros no total), para que as carrinhas possam operar com todas as condições no ataque inicial. As Juntas contempladas, que dispõem de carrinhas de combate aos incêndios, são a União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, que tem duas carrinhas, a União de Freguesias de São Facundo e Vale das Mós, a freguesia de Mouriscas, Rio de Moinhos, Bemposta e a União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, que dispõem de uma carrinha cada uma. À margem da reunião de Câmara, Manuel Jorge Valamatos, presidente do Município, justificou o apoio concedido, pois considera que “as Juntas de Freguesia vão ficar mais capacitadas e com melhores condições para nos continuarem a ajudar nesta questão dos incêndios, sobretudo na ação de primeira intervenção”. “Iremos assim prestar um Foto MedioTejo.net

apoio de 15 mil euros para o funcionamento de cada carrinha, para que as Juntas possam ter pessoas e condições ao nível de equipamentos, que sejam capazes de dar uma resposta de primeira intervenção”, salientou o presidente, tendo feito notar que “aquilo que temos vindo a perceber, é que o primeiro ataque ao incêndio é decisivo sobretudo, e de acordo, com os técnicos florestais e os comandantes de bombeiros locais e distritais”. Em declarações ao JA, o presidente frisou que “num território tão grande como o concelho, precisamos de ter dispositivos para que numa ignição de um incêndio possamos ter condições para o atacar rapidamente, sendo que os primeiros minutos são decisivos”. Quando questionado sobre as restantes freguesias, o autarca abrantino explicou que “nem todas as Juntas de Freguesia têm uma carrinha para o combate. Nem todas têm estas condições e este apoio contempla as carrinhas que já estão no terreno”. No passado, “estas carrinhas não tinham uma relação objetiva com os bombeiros. Não havia um protocolo definido. O que estamos a fazer é a definir regras de gestão e organização no terreno para que as Juntas nos possam apoiar num combate, que é de todos nós”, rematou. Joana Margarida Carvalho

/ Aquapolis margem norte

Câmara celebra contrato com a União de Freguesias para manutenção do Jardim do Castelo e do Aquapolis A Câmara Municipal de Abrantes aprovou no dia 16 de abril, por maioria com a abstenção do vereador do BE, a minuta de contrato interadministrativo a celebrar com a União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, que delega na Junta novas competências nas áreas da conservação, manutenção e limpeza do Jardim do Castelo e do Aquapolis na margem norte. O contrato proposto, prevê a comparticipação financeira de 20 mil euros, terá a duração de oito meses e inicia a 1 de maio de 2019. Entre as novas competências que a União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede vai assumir destaca-se: a limpeza das infraestruturas existentes, tanto no Jardim do Castelo como no Aquapolis. A execução de trabalhos de reparação e conservação de portões, bancos, papeleiras e outro mobiliário instalado e a execução de trabalhos de reposição de muros e escadas de acesso aos diferentes talhões do Jardim.

Considera o presidente que “o cidadão, lá fora, espera respostas. O cidadão quando vai ao Castelo quer ver os bancos arranjados, as flores bonitas, a calçada corrigida, os muros em condições e é isso que estamos a fazer. Estamos a estabelecer um protocolo com a União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede para que a Junta nos possa ajudar a cuidar e a observar diariamente estes espaços”. M a n u e l J o r g e Va l a m a t o s adiantou que o Município pretende “replicar” este tipo de contratos “com outras freguesias e para outros espaços”. Quando questionado sobre a duração “curta” da vigência do contrato, o autarca explicou que esta fase inicial será uma “fase de avaliação”. “Vamos ver qual é o resultado deste protocolo (…) vamos estar atentos, vamos partilhar também as dificuldades e os problemas e daqui a 8 meses, cá estaremos para analisar se esta é um boa forma, se esta é uma boa estratégia, mas estamos convictos

que é”, salientou ao JA. Durante a reunião de Câmara, o assunto gerou alguma discórdia e algumas questões colocadas pelo vereador do BE, Armindo Silveira. “Porque é que a Câmara Municipal de Abrantes deixou chegar a este ponto os jardins? Porquê?” questionou o vereador bloquista, tendo afirmado que “que a Câmara Municipal de Abrantes direcionou o investimento dos recursos humanos para certas áreas e acabou por se desresponsabilizar de outras”. Em resposta, Manuel Jorge Valamatos disse que nos últimos anos “os espaços públicos cresceram de forma monstruosa” e que os recursos humanos existentes na Câmara Municipal não acompanharam esse crescimento. E lembrou que há 18 anos “a Cidade Desportiva, o Parque Urbano de São Lourenço, nada existia, nem o Aquapolis, nem tantos outros recantos, sítios, becos ou urbanizações”. Joana Margarida Carvalho

Maio 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes

Stop Bullying ou parar a humilhação pública Se o bullying tradicional é a humilhação pública de alguém, normalmente por outros mais fortes, o cyber bullying é o uso de informação para fins difamatórios através da internet, redes sociais, email’s e toda a panóplia de aplicações de interação que temos nos dias de hoje. O cyber bullying existe e pode estar mesmo ao nosso lado, pelo que temos de estar atentos aos desvios comportamentais, principalmente dos jovens. Quando se isolam, ou afastam dos meios tecnológicos, ou até falar com colegas podem ser os sinais de que terão problemas com alguma coisa. Estas foram uma das conclusões mais evidentes que ficaram de uma iniciativa do Bairro Convida, promovida pela Vidas Cruzadas, no cinema Millenium, no início do mês de abril. Por outro lado, o Bullying sempre existiu, eventualmente de outras formas e mais visíveis: Os mais fortes sobre os mais fracos. Hoje, contudo, os “bullies” podem ser outros. Escondidos atrás de um computador ou de um telefone podem ser aqueles que mais sofrem “fisicamente” que poderão depois ganhar uma força imensa dentro dos meios tecnológicos que permitem a ocultação de identidade. Aliás, segundo o psicólogo João Faria, especialista em perturbações associadas à dependência da internet, muitos casos identificados de cyber bullying são de jovens que sofrem com “os mais fortes” e depois tornam-se no “agressor” quando chegam ao smartphone ou ao computador. João Faria revelou que o cyber bullying afeta os comportamentos sociais e cognitivos dos jovens e revelou que os videojogos RPG, online para o mundo, constituem outro fator de dependência e de agressões aos jovens. O psicólogo aconselhou mesmo a todos um visionamento de um vídeo da norte-americana Amanda Todd em que explica na primeira pessoa a forma como “se deixou assediar” na internet e todas as consequências que levaram à consequência mais trágica, o suicídio. Já Fátima Marques, inspetora chefe da Polícia Judiciária de Leiria, deixou também os alertas muito sérios de que todos deveremos ter a consciencialização dos perigos da exposição pública através da internet e que a existência

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/ João Faria, psicólogo, aponta os videojogos como uma das preocupações nas agressões psicológicas entre os jovens

de crime pode não ser muito explicita. Aliás, bullying ou cyber bullying não existem, o que existe é a ameaça, perseguição, difamação, injúria, extorsão e outros. E são estes crimes que poderão ter condenações com penas de prisão efetiva porque o cyber bullying, por si só, como crime não existe. Fátima Marques alertou também para o acesso dos menores às redes sociais em que grande parte das vezes são os pais que criam essas mesmas contas “aldrabando” a idade dos miúdos. “Ainda a semana passada tive um caso de uma queixa de assédio através de uma rede social a uma jovem de 12 anos e quando perguntei à mãe quem tinha criado a conta, pois não tinha idade para isso, ainda mostrou alguma indignação” sustentou a inspetora da Polícia Judiciária, acrescentando que os pais devem ter uma monitorização sobre as crianças e as suas atividades nas redes sociais. Em Leira, a Polícia Judiciária tem muitas investigações em curso por pornografia e imagens sexuais e são mesmo feitas algumas detenções por este tipo de crimes. Fátima Marques vincou que a partilha ou o upload de uma imagem de cariz sexual de criança configura crime, mesmo que a captação tenha sido feita por outra pessoa do outro lado do mundo e basta ter no disco do computador uma dessas fotos para ser considerado flagrante delito. Um dos crimes mais usuais no cyber bullying é o roubo de identidade ou a usurpação das senhas após o final de um relacionamento: “Os jovens hoje, num namoro, partilham tudo, depois zangam-se e um deles zangado pode colocar nas redes ou no público informações ou fotos pessoais”. Um dos maiores riscos do bullying ou cyber bullying para as crianças tem a ver com o desprendimento dos novos tempos. Os pais ou familiares por vezes relativizam este tipo de violência como uma coisa banal, como “mais uma birra” das crianças ou uma “mania” dos adolescentes. Em conclusão, o bullying não é apenas gozar com outro, é um ataque sistemático e premeditado a alguém que vai deixando de acreditar à medida que é humilhado e pisado na sua auto-estima. Jerónimo Belo Jorge


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ESPECIAL / Aniversário

“Único, prestigiante, histórico e incontornável”

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pagar 119 velas é uma proeza considerável de uma das mais respeitáveis instituições, no restrito círculo de jornais portugueses que superaram mais de um primeiro século de existência. O Jornal de Abrantes, desde 1900, atravessou gerações e regimes políticos, sobreviveu a guerras e a revoluções, viu chegar o primeiro homem à Lua e a primeira mulher a Primeiro-ministro, por sinal abrantina, assim como resistir e adaptar-se ao advento das tecnologias de informação e comunicação. Hoje, como no futuro, a sua leitura será um complemento indispensável a qualquer estudioso e a qualquer curioso. O Jornal de Abrantes, tal como nós, mudou, o que mais não é do que um reflexo da alteração dos nossos comportamentos, da nossa relação com a informação e com os suportes e plataforma de leitura. Mas tal mudança, incluindo no ritmo e nas ligações (veja-se a frutuosa articulação com a ESTA e com a Antena Livre), não implicou a pluralidade deste notável projeto abrantino. Que as notas dominantes de crise e de dificuldades por que estão a passar os meios de comunicação (fake news, precariedade laboral, problemas financeiros,…) não tenham replicabilidade nas próximas edições dos próximos 119 anos. Que o rigor, a responsabilidade e a ética exigidas à profissão perdurem pelas próximas décadas, porque uma comunicação social em crise é uma democracia em risco. Não há democracia sem uma imprensa rigorosa e isenta. Que o Jornal de Abrantes, nos próximos 119 anos, “continue a conhecer como único limite à sua atividade o espaço privado do cidadão, exceto quando estiver em causa o interesse público” (ponto 9 do Estatuto Editorial), como tradução do reconhecimento, da qualidade, da orientação e do tratamento de conteúdos. Que o Jornal de Abrantes se continue a reinventar, continuan-

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do a reportar a vida das pessoas e das instituições de Abrantes e do seu território de influência leitora, hoje à escala-mundo. Que todos os que, em Abrantes, lutam e lutaram transparentemente por manter vivo o espírito de uma informação de proximidade, junto das nossas comunidades, num registo social e histórico que nada e nem ninguém pode substituir. E aqui cabe um aceno para as dezenas de títulos de imprensa local e regional desaparecidos desde o início do século XX e que preservamos nas nossas Bibliotecas e Arquivo Municipais; Que todos os que ao longo destes 119 anos, altruísta e generosamente, sempre dedicaram corpo e alma e dedicaram ao bem comum deste extraordinário instrumento que dá voz a muitos que nem sempre têm voz. Hoje de forma gratuita, o que lhe confere o ineditismo histórico, para além da singularidade territorial. Que o Jornal de Abrantes, no pleno respeito pelo seu estatuto editorial, perdure como projeto independente e como um dos maiores pilares da nossa história e da nossa democracia. O Jornal de Abrantes é único, prestigiante, histórico e incontornável. Luís Filipe Dias Vereador da Câmara Municipal de Abrantes

JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

Jornal de Abrantes: 119 Anos de Vida e Memórias

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Jornal de Abrantes, nascido em 29 de Maio de 1900, celebra 119 anos de vida. Curiosamente, existiu outro jornal com o mesmo nome que nasceu antes, mas que teve curta duração (32 números, no ano de 1884). Os primeiros periódicos portugueses apareceram no último quartel do séc. XIX e a sua orientação estava dirigida para a política partidária e para a formação de uma opinião pública, essencialmente republicana, no final desse século, pelo que o subtítulo do jornal era o de Semanário Democrático. O que despoletou esta movimentação política nacional foi o ultimato inglês de 1890 que transformou a propaganda republicana nacional num ataque ao regime monárquico, culminando no 5 de Outubro de 1910, que instaurou a I República em Portugal. O primeiro editor e proprietário do JA foi o farmacêutico Manuel de Oliveira Neto, com ligações em Lisboa a França Borges, que seria o fundador do mais importante periódico republicano português: O Mundo. As boas relações existentes por via ferroviária entre Lisboa e Abrantes permitiam (para

além da chegada das ideias da França a Portugal e a esta terra do interior) que os jornais da capital chegassem no mesmo dia e aqui pudessem ser lidos e comentados nas tertúlias republicanas, enquanto que os artigos dos publicistas de Lisboa eram dados à estampa no jornal local: é o caso de Heliodoro Salgado, Teófilo Braga, Jacinto Nunes, Costa Godolfim, Fazenda Júnior, Ernesto da Silva, entre outros. Esta propaganda proporcionou a realização de um segundo grande comício republicano (o primeiro foi em 1895), em 1907, em que Bernardino Machado teria prometido a elevação da vila de Abrantes a cidade, no caso da vitória das forças republicanas, o que viria a suceder mais tarde. No entanto o período de 1910 a 1926 foi caracterizado, quer no país, quer em Abrantes, pela fragmentação partidária das forças republicanas que se dividiram em democratas (Afonso Costa), evolucionistas (António José de Almeida) e unionistas (Brito Camacho). Essa divisão teve também óbvios reflexos quer nos políticos, quer na imprensa: a questão da entrada, ou não, na I Guerra Mun-

dial e a questão da elevação de Abrantes a cidade foram os dois temas mais polémicos de que a imprensa abrantina fez eco. O período subsequente ao 28 de Maio de 1926, da ditadura militar e do estado novo, trouxeram o jornal alinhado com a situação política nacional, embora no plano local se tenha colocado ao serviço dos maiorais do regime, nomeadamente do grupo do monárquico integralista Henrique Augusto da Silva Martins primeiro e, depois, de Manuel Fernandes. O seu estilo conservador predominou no período subsequente ao 25 de Abril de 1974. Posteriormente, sofre das vicissitudes inerentes ao aparecimento dos meios informáticos e do papel cada vez mais relevante das redes sociais. No entanto, dada a proliferação que tem assumido cada vez mais as denominadas “fake news” nestas redes, o seu papel ainda está muito longe de ter terminado. A bem da liberdade de imprensa e da veracidade da informação. Parabéns ao JA por este aniver/centenário e que prossiga por outros tantos! Rolando F. Silva Professor


ESPECIAL / Aniversário

JA... A caminho dos 120 (?)

T

udo no mundo tem princípio, meio e fim. Tudo nasce, cresce, morre. É a lei da vida, para que a vida se

renove. Também nos jornais. Houve tempos em que nasciam como cogumelos, porque se dizia que uma terra sem imprensa é como um corpo sem voz. Na área de influência de Abrantes também tinha de haver um jornal. E houve. Muitos, desde o século XIX, podendo contabilizar-se perto de duas centenas de títulos, se bem que a maior parte acabava por sucumbir às primeiras dificuldades. E um deles, logo o primeiro, veio justamente com este nome: Jornal de Abrantes. Este título dura, assim, há muitos, muitos anos... Tantos, que já foi considerado o mais antigo do Centro do país. No concelho, então, não tem paralelo: só muito atrás surgem duas publicações: Nova Aliança, com 66 anos, e Correio de Abrantes, com 51 (que na realidade foram 46, porque esteve parado algum tempo). Restam, todavia, algumas dúvidas... Acerca dos primórdios e da vida deste jornal, já bastante se escreveu; mas nem sempre com muita clareza, e eu próprio faço “mea culpa” pelo artigo que nele publiquei em 10.9.1999 – «Abrantes, 1884 – Os gloriosos tempos dos começos…». Ora vejamos: saiu o 1.º número com o título de

(senão o maior) repositório da e para a história abrantina. A partir de Abril de 2009 passou o Jornal a ter um novo figurino: novo editor e proprietário (Joetejo, Lda), nova sede (na Rua Gen. Humberto Delgado), novo director (Alves Jana), agora com distribuição gratuita. Aconteceu, porém, que, mantendo embora a mesma contagem numérica de edição (a partir do n.º 5460), passaram a assumir uma nova quanto ao ano de publicação (Ano 108). Ou seja, em vez de seguirem a antiguidade que vinha sendo atribuída de 124 anos, com referência a 1884, passaram a atribuir-se menos 16 anos (referência a 1900). Mais recentemente (2018), voltou o Jornal a mudar de mãos: passou a propriedade para a Media On, com gerência de Luís Ablú Dias, mas mantendo a sede e a direcção, bem como a numeração. Comemora-se, pois, o 119.º aniversário, entrando-se a partir de agora no 120.º ano de publicação consecutiva. Formalmente e em rigor, parece-nos mais correcta esta contagem. Mas não é menos verdade que o jornal, com este título, já existe desde 1884, isto é, há ...119 + 16 anos, o que perfaz a bonita idade de 135 anos! Enfim, os números valem o que valem, o que conta mesmo é este ultracentenário órgão de imprensa local permanecer vivo. Parabéns e longa vida, pois, Jornal de Abrantes! Joaquim Candeias da Silva Historiador

Jornal de Abrantes a 16 de Março de 1884; só que essa edição ou série teve vida efémera, pois durou apenas 32 semanas, até 19 de Outubro. Seria necessário esperar 16 anos para que uma nova série, com o mesmo título, voltasse, a 27 de Maio de 1900. Foi esse 2.º uma continuação do 1.º? Na verdade, as diferenças eram substanciais: de propriedade, de sede, de orientação, de formato, de conteúdo. Também a numeração mudou, com nova contagem. Mas nunca as novas gerações deixaram de avocar seus pergaminhos de antiguidade; e foi assim que celebraram o “Centenário da fundação” ou “Cem anos de vida” a 16 de Março de 1984 e os 120 anos a 16 de Março de 2004. Assim continuaram até 6 de Março de 2009, em vésperas de atingir os 125 anos por essa contagem, quando o semanário fechou portas para encetar um novo ciclo. Terminava um longo período de actividade, ininterrupto (1900-1909), com 5459 números publicados, semana a semana, assegurados basicamente por duas famílias proprietárias e cinco directores (Manuel d’Oliveira Neto, genro Adelino Lemos e neto Rómulo Neto Lemos, Armando Moura Neves e seu sobrinho Jorge Moura-Neves Fernandes). E, não obstante haver quase sempre outros jornais concorrentes na panorama informativo, pode dizer-se que o semanário cumpriu a sua missão, tornando-se, porventura, num dos principais

Resistir com independência e decência! Escrever sobre o trabalho de um Jornal, fundamental na comunicação com as Pessoas, não é uma tarefa nada fácil. Mais, se se tratar de um registo Regional, marcadamente Local que retrata com pureza o dia-a-dia das nossas Populações. É um encanto podermos ler, saber e viver a vida e os passos dos Povos que nos rodeiam. Mas, e se estes jornais não existissem? E se o Jornal de Abrantes não

resistisse às adversidades dos tempos? Satisfaz-me mencionar a sensatez com que as peças jornalísticas falam com regularidade da nossa Região, dos nossos Concelhos, das nossas Aldeias, das nossas Gentes (recordando o empenho e a dedicação aos Territórios). 119 anos de vida útil para as Comunidades, descrito por inúmeros colaboradores, representam um forte sentido de

resistência. Resistir com independência e decência! Todos nós defensores destas Terras, temos a obrigação de igualmente resistir, por forma a que estes projectos de vida, nas nossas vidas, permaneçam. Porque comunicar e informar é preciso! José Saldanha Rocha Presidente da AM de Mação

Maio 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Vila de Rei

Contas de 2018 aprovadas por maioria O relatório de Prestação de Contas da Câmara Municipal foi, no dia 1 de abril, aprovado pela maioria PSD, contando com a abstenção dos deputados do PS, na sessão ordinária da Assembleia Municipal, que se realizou no salão nobre dos Paços do Concelho. Em declarações ao JA, Ricardo Aires (PSD), presidente da Câmara Municipal, considerou que “a prestação de contas correu bem”, sendo que “ o Município em termos de execução da receita foi além dos 85%, que é o que a lei nos recomenda a fazer”. “Os membros da Assembleia Municipal constataram isso mesmo e penso que ficaram bem esclarecidos, sendo que não apresentaram dúvidas”, vincou o presidente. Ricardo Aires destacou as várias obras que estão a decorrer no concelho, tais como “o Parque da Vila que está praticamente concluído (…) a Zona Industrial do Souto que temos já 20% de execução e a obra está praticamente pronta. E em termos das ETAR`s e Saneamento na Fundada, estamos também com uma execução de 20%”. 

/ “Os membros da Assembleia Municipal constataram isso mesmo e penso que ficaram bem esclarecidos, sendo que não apresentaram dúvidas”, vincou Ricardo Aires.

“Os passadiços do Penedo Furado estão concluídos. Era uma candidatura a 85%, mas ainda não fomos ressarcidos, ou seja, avançámos nós com a obra”, salientou. “Fechámos o ano com um saldo positivo, em cerca de 400 mil euros”, referiu o autarca, lembrando que “há obra” a acontecer no concelho. No relatório de Prestação de Contas da Câmara Municipal é referido que “a situação económica e financeira da Autarquia, apesar de condicionada pela situação conjuntural que o país atravessa, apresenta indicadores financeiros que evidenciam uma boa saúde financeira, sendo de destacar a boa capacidade de endividamento e as razoáveis obrigações para com terceiros que diminuíram substancialmente em relação aos anos anteriores”. “O Município de Vila de Rei terminou novamente o ano de 2018 sem pagamentos em atraso e com fundos disponíveis positivos que permitem a assunção de novos compromissos”, pode ler-se. Joana Margarida Carvalho

Nova empresa instala-se na Zona Industrial do Souto A Câmara Municipal de Vila de Rei aprovou, na última reunião do Executivo, realizada na segunda-feira, 22 de abril, a alienação de dois lotes na Zona Industrial do Souto. Ricardo Aires, presidente da Câmara, explicou que se trata de uma empresa que já labora no concelho mas que vai aumentar por avançar com uma nova valência. “A nova valência é na triagem de materiais de construção e a empresa vai aumentar. É uma coisa nova e as instalações vão ser construídas de raiz na Zona Industrial do Souto”, disse o autarca. Ricardo Aires afirmou que “é uma ótima informação para todos os construtores civis, quer de Vila de Rei, quer de concelhos limítrofes, porque é algo que não há e, neste momento, a Valnor está deixar de fazer esse tipo de serviço”. O empresário “é um empreendedor, é uma pessoa nova, na casa dos

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30 anos, e o investimento ainda vai ser considerável porque vai para cima de um milhão de euros e vai ser bom para ele e para o concelho de Vila de Rei”. Relativamente a postos de trabalho, o presidente explicou que devem manter-se pois o “investimento é mais ao nível da maquinaria mas conta com seis ou sete postos de trabalho. Estamos a falar de um serviço imprescindível, de uma empresa que está crescer e de um empreendedor que se está a consolidar”. A Zona Industrial do Souto está a ser alvo de obras de requalificação que se iniciaram em 2018 “e está praticamente concluída, num investimento de 700 mil euros”. Tratou-se de uma empreitada que incidiu nas infraestruturas urbanísticas na Zona Industrial do Souto e que contou com a criação de arruamentos, rede de águas e esgotos, rede elétrica, iluminação e telecomunicações, “que vão dotar

JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

/ Empresa de triagem de materiais de construção vai nascer na Zona Industrial do Souto esta Zona Industrial com condições reforçadas para atrair novas empresas para o concelho”. O presidente do Município de Vila de Rei, Ricardo Aires, afirmou que “com estes trabalhos de beneficiação, a Zona Industrial do Souto vai passar a reunir todas as

condições para atrair e fixar novas empresas. Trata-se de uma obra e de um investimento que julgamos essenciais para o crescimento e desenvolvimento do concelho, possibilitando a criação de mais postos de trabalho e a dinamização da economia local. Salientou ainda

que, a aprovação da candidatura para a realização destes trabalhos, é um sinal de que o Governo Central acredita também no projeto, nas condições e no potencial que Vila de Rei apresenta para poder fixar empresas e população”. Patrícia Seixas


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REGIÃO / Vila Nova da Barquinha

Câmara recusa competências na Saúde A Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha enviou à Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL) algumas questões acerca da transferência de competências na área da saúde. Na reunião do Executivo, realizada a 10 de abril, o presidente deu conta das dúvidas da autarquia e assumiu que não vai aceitar nenhuma competência este ano enquanto não estiver tudo bem definido. Fernando Freire começou por focar “a questão dos trabalhadores”, explicando que “foi feito um levantamento das necessidades e daquilo que é a realidade do serviço”. São sete assistentes operacionais “e uma das competências que é descentralizada para o Municípios, para além do património e consumíveis, também são os assistentes operacionais. Mantendo quer os técnicos de diagnóstico e

/ “No ano de 2019, não vamos aceitar nenhuma competência” - Fernando Freire

terapêutica, quer os enfermeiros, quer os médicos, a pertencerem ao Ministério da Saúde, ao contrário do que acontece na Educação”. No entanto, as contas da Câmara Municipal não batem certo com as da DGAL. “Há uma diferença de três assistentes operacionais, ou seja, para além da contratação de serviços que eles têm e que vem lá contabilizada para efeitos de limpeza, ainda temos mais três assistentes operacionais que estão lá, no âmbito de contratos de emprego e reinserção social que não estão lá contabilizados e que nós queremos que sejam. Se vamos ficar com esta área, que sejam computados para efeitos orçamentais mais três trabalhadores porque são, de facto, aqueles que são necessários para que a Unidade de saúde Familiar funcione em condições”, avançou Fernando Freire.

No entanto, também há discrepâncias no que diz respeito ao edificado e “tem a ver com pagamento atribuído por metro quadrado ao edificado (…) porque eles têm umas áreas completamente residuais” em relação ao que existe. O autarca falou de “40% a mais” do que vem referenciado pela DGAL, “estamos a falar de muito dinheiro”. Neste momento, a Câmara Municipal está “a contabilizar tudo” e Fernando Freire afirmou que “não está em causa a transferência da competência mas sim a veracidade dos factos”. Também o número de viaturas existentes terá “de ser revisto”. Enquanto não estiver tudo definido, Fernando Freire diz que “no ano de 2019, não vamos aceitar nenhuma competência”. Patrícia Seixas

Suinicultura com ordem de encerramento Agência Portuguesa do Ambiente, com data de 22 de fevereiro. A funcionar desde início dos anos 90, a instalação suinícola foi mandada encerrar pela Direção Regional de Agricultura no mês de fevereiro. De acordo com a lei, na sequência do indeferimento do pedido de licenciamento da exploração, a empresa apresentou um plano de despovoamento, o qual foi agora comunicado ao Município. Face à missiva de 10 de abril da DRAPLVT, o Município informa que “o processo se irá desenrolar durante este ano em várias fases, tendo em conta as condicionantes relativas ao ciclo produtivo em curso, para salvaguarda do bem-estar animal e da

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Está em curso o encerramento da exploração da Agro-pecuária Valinho, na Herdade do Colmeiro, Vila Nova da Barquinha. A empresa proprietária do espaço apresentou, no início deste mês, à Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAPLVT), um plano de despovoamento da respetiva exploração, com a última saída de animais em janeiro de 2020. Recorde-se que a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha revogou a Autorização de Utilização desta suinicultura em 14 de fevereiro de 2018. Uma decisão que foi reforçada com o indeferimento do pedido de Licença Ambiental e consequente encerramento do processo por parte da

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JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

/ “Em breve ficarão reunidas as condições para o fim dos maus cheiros intensos”

própria empresa, uma vez que a saída de animais será deslocalizada para outras explorações do grupo”. Desta forma, segundo o Município, “em breve ficarão reunidas as condições para o fim dos maus cheiros intensos com origem nos efluentes pecuários, devolvendo a qualidade de vida aos residentes e visitantes de um concelho com uma forte aposta no turismo sustentável”. Os incumprimentos sucessivos, a falta de resposta por parte dos proprietários e os maus cheiros que afetam a vila foram as razões que levaram o Município a tomar uma atitude, corroborada pela Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha.


REGIÃO / Sardoal

Igreja Matriz precisa de obras urgentes A Semana Santa de Sardoal foi inaugurada no dia 18 de abril, com a presença de Pedro Machado, presidente da Turismo Centro. Na ocasião, e durante a visita realizada às igrejas e capelas da vila, o responsável ouviu as preocupações dos autarcas e padres do concelho relativas ao elevado estado de degradação da Igreja Matriz. Os problemas dizem respeito à cobertura do edifício, que apresenta já sinais de grande debilidade, o que já resultou na queda de uma pequena parte do teto e um conjunto de infiltrações que se estão a espalhar por todo o espaço, entre outras debilidades. Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal de Sardoal, referiu que é preciso sensibilizar os governantes para o património existente, “no âmbito da fé e da religiosidade, o património das igrejas, que precisa de apoio e precisa de financiamento para ser recuperado”. O autarca reconheceu que “a responsabilidade é de todos nós,  não é só dos detentores daquele património, mas também dos decisores políticos, que por exemplo, são eles que decidem quais são as linhas de financiamento no âmbito deste quadro comunitário”.

Miguel Borges disse ter “alguma dificuldade em convencer os decisores políticos da importância da recuperação da Igreja da Matriz ou da Igreja da Misericórdia”. “Há aqui uma história, uma cultura, um património, que apesar de estar nas mãos da Igreja ou nas mãos da Santa Casa da ­­­­­­­­­­Misericórdia, é um património de interesse de todos nós”, vincou. O presidente explicou ainda que a Fábrica da Igreja Paroquial da Igreja Matriz de Sardoal já realizou uma candidatura ao Programa Valorizar – Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior - para a recuperação da Igreja Matriz, contudo o Turismo de Portugal, que é a entidade tutelada para decidir, não considerou aquele espaço como património de “interesse turístico”. Também na ocasião, Carlos Almeida e Francisco Valente, padres no concelho, manifestaram a sua preocupação. “Temos o dever espiritual e o dever de preservar e de levar [esta igreja] a outras gerações conforme nos entregaram (…) ou se olha para esta Capela-mor agora, ou poderá um dia destes, e não tão longe como se possa prever, acontecer aqui uma desgraça”, fez notar Carlos Almeida. Já Francisco Valente referiu

/ Teto do edifício apresenta já sinais de grande debilidade que já foi manifestado “o interesse da diocese em candidatar esta Igreja a Monumento Nacional. Para iniciarmos esta candidatura, temos feito um trabalho na nossa diocese que pensamos ser suficiente para que isso aconteça. Esta é mais uma razão para olharmos para este monumento, não só para o edifício, mas para o seu património, que é muito importante e interessante para a região, para a diocese e para o país”. Quando questionado pelo JA sobre o assunto, Pedro Machado, presidente da Turismo Centro, sa-

lientou que “o problema da recuperação e da qualificação do património religioso ou cultural é uma preocupação nossa, atendendo a que hoje percebemos que muita da visitação que é feita na região centro em Portugal está associada ao turismo cultural e patrimonial”. “Infelizmente, não é uma responsabilidade nossa, gostaríamos muito que o fosse. Eu gostava muito que fosse, honestamente que gostava, mas junto do senhor Secretário de Estado da Administração Local, junto da senhora Secretária de Estado do Turismo,

tudo faremos para que de facto isto possa acontecer”, afirmou. Sobre o facto da Igreja Matriz não ter sido considera património de “interesse turístico”, o responsável disse que poderá ter sido uma situação “circunstancial, tem a ver ou com dificuldades orçamentais, ou com o volume das candidaturas”. “Acredito que não se trata de uma não aprovação fundamentada, porque não se reconhece este património com o valor suficiente(...) mas, confio plenamente e acredito que ainda vamos a tempo”, rematou. Joana Margarida Carvalho

“Paixão” de Emília Nadal e Projeto Capela 2019 no Centro Cultural Gil Vicente Foto: Carolina Ferreira

Tal como nos anos anteriores, a Semana Santa de Sardoal contou com vários momentos culturais, nomeadamente, duas exposições, que foram inauguradas no dia 5 de abril. No Centro Cultural Gil Vicente, Emília Nadal expõe pela primeira vez alguns dos seus trabalhos de pintura sob o tema “Paixão”. Visivelmente feliz, a artista plástica admitiu que para além da pintura, uma das suas paixões também é o Sardoal, para onde veio durante muitos anos a casa de uma amiga, na conhecida Casa do Adro. E, portanto, para Emília Nadal “foi um prazer enorme” receber o convite da Câmara municipal para expor na vila Jardim. A exposição de Emília Nadal, intitulada “Paixão” vai ficar patente no Centro Cultural Gil Vicente até ao dia 9 de junho.

/ Projeto Capela 2019

Outro momento, que norteou o dia 5 de abril em Sardoal, foi a inauguração da exposição “Projeto Capela 2019”, que o espaço Cá da Terra acolhe até dia 9 de junho. Para além da inauguração dos mais de 130 desenhos realizados pelos alunos do Agrupamento de Escolas, foram conhecidos os vencedores do Projeto Capela 2019. Em primeiro lugar, e com a oportunidade de ver o seu desenho concretizado em tapete de flores no chão da Capela do Senhor dos Remédios, ficou Beatriz Nascimento do 9º ano. Em segundo lugar ficou Maria Silva do 5º ano e na terceira posição ficou Beatriz Matos do 8º ano de escolaridade. Ana Paula Sardinha, diretora do Agrupamento de Escolas de Sardoal, explicou que o envolvimento dos alunos na Semana Santa “co-

meça a ser preparado logo no início do ano letivo. Este projeto surge articulado e há todo um contexto histórico que é trabalhado nas aulas de história, nas aulas de cidadania e desenvolvimento para apelar à participação nas tradições locais”. Sobre a forte adesão dos alunos, a diretora referiu que denota “cada vez mais empenho, mais adesão e mais motivação. Na primeira vez que fizemos esta exposição tínhamos 20 e tal projetos aqui expostos, hoje temos 130”. A cerimónia terminou com a apresentação pública do Projeto “Educação pela Arte”, com trabalhos realizados pelos alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico, no âmbito da Disciplina “Faz de Conta”, que encheu o Centro Cultural Gil Vicente.

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JMC

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REGIÃO / Sardoal

Requalificação avança no Campo de Jogos de Alcaravela O Campo de Jogos de Alcaravela está a ser alvo de obras de requalificação. Trata-se de uma candidatura feita ao IPDJ, que comparticipa metade da obra, sendo o restante assegurado pelo Município e Junta de Freguesia. O vereador com o pelouro do desporto na Câmara Municipal de Sardoal, Pedro Rosa, explicou que as obras surgem na sequência “de uma candidatura que foi efetuada pelo Grupo Desportivo de Alcaravela ao IPDJ – Instituto Português do Desporto e Juventude, no âmbito do programa PRID, para a Reabilitação de Instalações Desportivas”. A candidatura efetuada pelo Clube, foi em parceria com o Município de Sardoal e com a Junta de Freguesia de Alcaravela. No campo, estão a ser requalificados os balneários, “que já não tinham as condições desejadas para a dignidade que também é exigida aos atletas” e também a requalificação das acessibilidades, ou seja, “o espaço exterior de acesso aos balneários e às zonas das bancadas”. Segundo Pedro Rosa, “essencialmente, é criar condições para que aquele espaço tenha a dignidade que merece e que a prática desportiva também saia beneficiada”. O investimento é de cerca de 22 mil euros, sendo que “o Município comparticipa com 5 mil euros, o IPDJ com sensivelmente

/ Balneários e acessibilidades requalificados no Campo de jogos de Alcaravela

“Criar condições para que aquele espaço tenha a dignidade que merece”.

50% do montante e a Junta de Freguesia de Alcaravela com outros 5 mil euros”. O Campo de Jogos de Alcaravela é propriedade da Junta de Freguesia, “mas, neste momento, está cedido ao Grupo Desportivo através de um contrato de comodato”. O Grupo Desportivo Alcaravela, à hora de fecho desta edição do JA, tinha garantido a passa-

gem às meias-finais da Série 1 do campeonato do Inatel, após ter derrotado a equipa do Figueirense. Na reunião do Executivo, realizada a 9 de abril, o vereador socialista Pedro Duque, congratulou-se com “os bons resultados desportivos” obtidos pelo Clube nesta época desportiva, culminando agora com a participação nesta fase final. “Não é só a constatação do em-

penho de todos os atletas, dirigentes e apoiantes envolvidos, como também o reconhecimento da função social daquela atividade. Juntando aqui aos resultados desportivos, é sempre possível realçar a componente social e cívica que aqui foi evidente”. O vereador referia-se ao facto do Clube ter conseguido a melhor pontuação na disciplina, entre os clubes participantes. Pedro Duque disse que “é muito interessante constatar a movimentação, o empenho e a envolvência que está a ser ali atingida”. Referindo-se ainda às obras no campo, Pedro Duque falou de “uma melhoria significativa que vem fazer jus ao empenho que tem vindo a ser levado a cabo por aquelas gentes”. Também o presidente da Câmara se congratulou com os bons resultados desportivos obtidos pelo Grupo Desportivo de Alcaravela. “Nós ficamos sempre muito satisfeitos quando as pessoas da terra têm sucesso, seja no âmbito desportivo ou noutras áreas. O Grupo Desportivo de Alcaravela ultrapassou mais um degrau daquilo que eram os seus objetivos mas vamos aguardar pelo fim para fazermos um balanço de toda esta atividade desportiva”. Miguel Borges lembrou que também a equipa dos “os Infantis B dos Lagartos de Sardoal foram campeões na sua série”. Patrícia Seixas

Livre acesso à cultura para alunos do Concurso Nacional de Leitura A Câmara Municipal de Sardoal aprovou, por unanimidade, a entrega de 12 cupões, que vão integrar o conjunto final dos prémios a atribuir aos vencedores da final intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura. A decisão foi tomada na reunião do Executivo, realizada a 9 de abril, e trata-se de cupões que irão dar acesso gratuito a todos os eventos culturais que se realizem no concelho de Sardoal durante o ano de 2019. O vereador Pedro Rosa, respon-

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sável pelo pelouro da educação, explicou que serão atribuídos aos alunos que participam na final intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura. “Considerando que isto é um Concurso onde o mais importante é a participação e o reconhecimento da importância da leitura (…) não fazia sentido entregar prémios pecuniários. Lembrámo-nos então de juntar a parte cultural e permitir a estes alunos que possam visitar o Sardoal novamente, com as suas famílias, e terem livre

JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

acesso a todas as nossas atividades culturais, que vão desde o jazz, ao teatro, ao cinema... durante todo o ano. É garantir que estes jovens voltem ao Sardoal, acompanhados pelas famílias”. Pedro Rosa explicou que são 89 alunos que vão disputar a final intermunicipal, a realizar a 29 de abril no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. A final nacional está marcada para dia 25 de maio, em Braga. Patrícia Seixas

/ Acesso gratuito a eventos culturais para participantes e familiares do Concurso Nacional de Leitura


REGIÃO / Mação

Contas de 2018 aprovadas com voto contra do PS pesa corrente, houve um aumento de mais de 500 mil euros em relação ao ano anterior e tem muito a ver com as despesas com pessoal, devido ao aumento que tiveram e com algum significado, fruto da integração dos precários no quadro da Câmara e também com os ajustamentos salariais. Também tem a ver com o que ajudamos e disponibilizamos a outros, nomeadamente a associações”, acrescentou o presidente. Quanto à margem de endividamento, “aumentou em cerca de 600 mil euros e isto tem um significado importante porque representou uma diminuição da dívida global da Câmara superior a 500 mil euros”. Colocado o ponto a votação, a bancada do PS fez uma Declaração de Voto, lida pelo presidente da União de Freguesias de Mação, Aboboreira e Penhascoso, José Fernando Martins, que começou por dizer que “o facto do próprio Executivo reconhecer que se poderia ter ido mais além em algumas áreas, isso deveria ter acontecido (…) em particular no que respeita à área da floresta”. A “avultada soma de mais de 2 milhões de euros” que transita

para 2019 também foi objeto de crítica por parte dos socialistas que afirmaram que os “munícipes estão a necessitar da resolução dos seus problemas” e que “em oposição a isso, os seus representantes com um excelente pé-de-meia que, não por acaso, terá de ser legalmente executado em 2019”. “Com base nisto, o nosso sentido de voto, é contra”, finalizou José Fernando Martins. No final, Vasco Estrela disse-se surpreendido com a votação

socialista e que, “nos últimos 10 dez anos não há memória disto ter sucedido”. Quando à fundamentação apresentada pela bancada do PS, o presidente considerou que foi “baseada em fundamentos extremamente forçados (…) nomeadamente que a câmara terá feito pouco em termos de floresta quando, em nenhuma câmara a questão da floresta é assunto de relatório de gestão a não ser na Câmara de Mação, fruto daquilo que tem sido o nosso empenho

nessa matéria. Somos, portanto, penalizados por termos feito mais do que aquilo que está previsto na legislação”. “Sou ainda penalizado pela minha sinceridade em reconhecer que, provavelmente, poderíamos ter feito mais e penalizado por termos feito pouco em áreas que não são da nossa competência”, rematou. Vasco Estrela disse-se “estupefacto com este voto”. Patrícia Seixas

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A maioria social-democrata da Assembleia Municipal de Mação aprovou o relatório de Prestação de Contas da câmara Municipal relativo ao ano de 2018. Todos os dez elementos da bancada socialista votaram contra o documento. A Assembleia Municipal reuniu a 23 de abril e foi o presidente da Câmara, Vasco Estrela, que deu conta do exercício de 2018, começando por dizer que apresentava o relatório “com tranquilidade e sentimento de dever cumprido”. Explicou depois que “tivemos uma execução orçamental global da receita de quase 86% e da despesa de quase 71%. As contas finais traduzem-se num saldo positivo entre aquilo que recebemos e que gastámos em cerca de 2 milhões de euros, sendo certo que muito do que estava previsto e transitou para o saldo de gerência, está consignado a algumas obras em concreto, nomeadamente à questão da APA e do Fundo de Emergência Municipal (FEM)”. “Em termos do que foi a receita corrente da Câmara Municipal, com esta exceção que referi, foi muito em linha com aquilo que tem sido habitual. Relativamente à des-

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Maio 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Constância

Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem deram vida à vila poema com ruas floridas, gastronomia, artesanato e tradição Decorreram entre os dias 20 e 22 de abril as Festas do Concelho de Constância e em honra da Nossa Senhora da Boa Viagem. Durante três dias, as ruas ornamentadas por diversas associações e entidades deram vida à vila poema num ambiente de múltiplas cores, formas e temas, entre os quais se destaca o “mundo dos doces” que despertou a curiosidade de miúdos e graúdos. Desde atividades desportivas, gastronomia, artesanato, concertos, exposições e uma atuação do Lvsitanvs, o maior carrilhão itinerante do mundo, foram várias as atrações que encheram as ruas de Constância. Num cruzamento entre a inovação e a tradição, este ano o investimento das festas rondou os 130 mil euros e o objetivo é, diz o presidente do município, “exaltar a identidade cultural de um povo e a sua ligação aos rios”. E no último dia das festas, dia 22, o palco foi da tradição. Na segunda-feira da Boa Viagem, feriado municipal, as cerimónias contaram com o içar das bandeiras, com Guarda de Honra prestada pelos Bombeiros Voluntários de Constância e a presença da Banda da Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro, tendo ainda sido distinguidos os funcionários do município com 10, 20 e 30 anos de serviço. Pelas 13h00, foram muitos os visitantes que se juntaram na zona ribeirinha para assistir ao momento de chegada das embarcações engalanadas ao cais de Constância, bem como para participar nas cerimónias religiosas: a eucaristia sole-

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ne, a procissão em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem e a bênção dos barcos nos rios e das viaturas na Praça Alexandre Herculano. Este ano foram 19 os municípios ribeirinhos que marcaram presença naquele que prometia ser o maior cortejo fluvial de sempre pelos rios Tejo e Zêzere, numa celebração que representa o pedido de proteção à padroeira dos marítimos, Nossa Senhora da Boa Viagem. À semelhança do ano passado, houve pares trajados nos barcos, e ainda pares que transportaram, pela primeira vez, um andor na procissão. Em entrevista ao Jornal de Abrantes, alguns dos representantes da embarcação do Albandeio - Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Alpiarça, falaram da importância de eternizar a tradição, que vai desde os pescadores mais experientes, movidos pela “tradição, pela fé e pelo gosto”, até aos mais jovens que lhes seguem o rasto e que dizem ser uma tradição “especial, em que representamos os nossos avós e os nossos antepassados”. E nem o cansaço faz arredar pé, como nos contou uma das participantes: “Custa um bocadinho, os pés na areia já quentes e a água fria, então desde as sete da manhã estarmos aqui agora já dói”. Uma tradição que o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira, destacou como “importante e um motivo de orgulho para o município”, apesar de este ano a cerimónia ter ficado marcada por um incidente, uma vez que nem

JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

todos os barcos puderam ser descarregados devido a uma avaria da grua da engenharia militar. Sérgio Oliveira agradeceu o empenho dos envolvidos na organização e a presença dos populares, numas festas que pretendem “manter bem viva a nossa tradição, aquilo que é a essência da nossa festa aliada a uma festa que se quer moderna, que se quer dinâmica, e que com isso traga gente à nossa vila por estes dias”. António Matias, historiador pre-

sente nas cerimónias, disse que o segredo da festa é “conseguir conciliar o respeito pela sua essência com a sua capacidade de inovar e assim, respeitando a tradição íntima da vila, do tempo dos marítimos, do tempo em que Constância era um dos principais portos fluviais do Tejo, nós mantemos todas as tradições mas temos inovado” e destacou que é importante “aproximar a água da terra e aproximar os amigos que chegam dos amigos que cá estão”.

Este ano foi ainda prestada homenagem a Fernando Avelar, um dos obreiros da festa que durante 29 anos se dedicou às cerimónias e que faleceu recentemente. As festividades encerraram com o habitual espetáculo piromusical e com a certeza de que, para o ano, as Festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem estão de regresso para proporcionar aos visitantes mais momentos de tradição e inovação.

/ Enquanto os pescadores assavam enchidos, as lavadeiras juntavam-se junto ao rio

Ana Rita Cristóvão


REGIÃO / Constância

Festival das Grandes Rotas traz atividades para todos os públicos Nos dias 24, 25 e 26 de maio, Constância vai receber a IV edição do Festival das Grandes Rotas. O Festival das Grandes Rotas surgiu em 2016 como um evento que visa promover o território do concelho de Constância em geral, mas sobretudo e em particular a Grande Rota do Zêzere e a Grande Rota do Tejo, dois percursos marcados que funcionam como equipamentos de cariz turístico para a região centro do país. Este ano, o Festival conta com uma palestra intitulada “Viagens de aventura e desafios de autonomia”, passeios pedestres, o já tradicional downhill urbano pelas ruas da vila, uma aula de zumba e uma festa com a presença de dj’s. Atividades que envolvem “um número considerável de pessoas”. O presidente da Câmara Municipal de Constância explica que “as Grandes Rotas, quer do Zêzere, quer do Tejo, têm cada vez mais

visitantes” e que, para além das iniciativas anunciadas, há ainda “passeios de barco, mostra de artesanato e uma tasquinha” para receber os visitantes. Sérgio Oliveira assume que o objetivo estratégico do Festival das Grandes Rotas “é a promoção do concelho de Constância”. Relembra que os passeios pedestres são feitos por circuitos onde se pode observar “a beleza natural que temos, quer junto aos rios, quer na zona mais rural” e que, por outro lado, há “as características urbanas próprias da vila que são excelentes para a realização do downhill urbano e, com isso, trazer outros públicos que, normalmente, não conseguimos atrair com outro tipo de iniciativas”. A Grande Rota do Zêzere (GR33) é um percurso linear, com cerca de 370 km, marcado nos dois sentidos, que acompanha o rio Zêzere entre a sua nascente na Serra da Estrela

e a sua foz no rio Tejo em Constância, percorrendo no seu trajeto o território de 13 concelhos. A Grande Rota do Tejo (GR12 E7), designada de Caminho do Tejo, é um percurso, com cerca de 45 km, que se prolonga pelas margens do rio Tejo entre a estação de canoagem de Alvega no concelho de Abrantes e a vila de Constância. Apresenta uma variante que percorre a margem sul do rio, permitindo tornar o percurso circular entre Abrantes e Constância, numa distância com cerca de 70 km. A Grande Rota do Tejo é um percurso que se pretende transeuropeu. Constância assume-se como um território fulcral no desenvolvimento destas Grandes Rotas, já que para além de se localizar no início ou final dos percursos, conforme o sentido em que são percorridos, é o ponto de ligação entre as duas Grandes Rotas.

/ O downhill urbano é uma das atividades que mais pessoas trazem às ruas da vila

Contas de 2018 aprovadas com abstenção da oposição A Assembleia Municipal de Constância aprovou, por maioria, a proposta de prestação de contas do exercício de 2018. O aumento da despesa corrente, nomeadamente com o aumento do salário mínimo e a contratação de trabalhadores, foi o tema mais debatido. No entanto, o Executivo informou que o Município “baixou consideravelmente as suas dívidas, é bom pagador” e que “goza de boa saúde financeira”. Sérgio Oliveira, presidente da Câmara Municipal, explicou os números e a evolução do ano de 2018. Disse o presidente que “do lado da receita, tivemos uma execução de 89%, tivemos um aumento do FEF (Fundo de Equilíbrio Financeiro) corrente em 179 mil euros e tivemos um decréscimo a nível dos impostos diretos, menos 77 mil euros”. Sérgio Oliveira explicou que esta diminuição se traduz “na diminuição da receita do IMI em 14 mil euros e na DERRAMA, em 81 mil euros. Em impostos indiretos, tivemos também um decréscimo de 9 mil euros”. Já no que diz respeito à despesa, houve “uma execução de 82% e

tivemos um aumento da despesa corrente de 9,9%”. Este aumento da despesa focou a dever-se, “essencialmente, a novas contratações de trabalhadores para o quadro de pessoal, ao descongelamento das carreiras, ao descongelamento das horas extraordinárias e ao aumento do salário mínimo nacional”. Sérgio Oliveira adiantou ainda que, “ao nível das GOP (Grandes Opções do Plano), tivemos uma execução próxima dos 70%, sendo que 55% foi para investimento e 84% para atividades”. Em 2018, “o Município teve um equilíbrio corrente de 442.975,52 euros, a dívida total do Município teve um decréscimo de 520.692,12 euros, a dívida orçamental baixou 23%, o que dá menos 602.759,66 euros. Se excluirmos o FAM (Fundo de Apoio Municipal) e os empréstimos, a dívida orçamental baixou 65%, ou seja, 433.248,48 euros”. Depois de apresentado o exercício da prestação de contas, o presidente da Câmara Municipal de Constância considerou que “com o reforço do quadro de pessoal que foi necessário fazer, com as

/ “As câmaras municipais devem ter as contas equilibradas mas a principal função é melhorar a qualidade de vida das populações e das terras” - Sérgio Oliveira intervenções e as melhorias que o Município fez ao longo do ano de 2018, o Município tem as suas contas equilibradas, está de boa saúde financeira, consegue honrar os seus compromissos, não tem pagamentos em atraso e baixou, de forma considerável, a sua dívida”. O autarca traçou o caminho que

quer continuar a trilhar, dizendo que é “fazendo obra, melhorar a qualidade de vida dos nossos munícipes mas manter as contas do Município equilibradas e saudáveis e, acima de tudo, ter uma boa relação com os nossos fornecedores, sabendo que o Município de Constância é um bom pagador”.

O deputado Joaquim Santos, da CDU, começou por dar os parabéns pela boa saúde financeira do Município, no entanto, considerou que o Executivo “anda à velocidade de um comboio regional e está na altura de apanharmos um intercidades”. Considerou que o Executivo deverá ter a ambição de chegar a Alfa Pendular. O deputado municipal explicou que a analogia se ficou a dever “aos projetos de 2018” cuja taxa de execução “fala por si”. Sérgio Oliveira respondeu à oposição dizendo que “nunca entendi a gestão financeira como um objetivo em si mesmo. As câmaras municipais e as instituições públicas, devem ter as contas equilibradas mas a principal função que têm é melhorar a qualidade de vida das populações e das terras”, concluiu o presidente. Na votação da proposta, a prestação de contas do exercício de 2018 da Câmara Municipal de Constância foi aprovada pela maioria socialista, com a abstenção das bancadas da CDU e do Movimento Independentes por Constância (MIC). Patrícia Seixas

Maio 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO /

Rotary Clube reúne jovens e homenageia César Reis No dia 30 de março, o Rotary Clube de Abrantes realizou um evento que promoveu o encontro dos alunos do IX Curso de Liderança, o encontro dos Bolseiros do Rotary Clube de Abrantes e uma homenagem ao Coronel César Reis, anterior Comandante do RAME – Regimento de Apoio Militar de Emergência. Neste evento, estiveram presentes 97 pessoas, entre alunos do Curso de Liderança, Bolseiros, Rotários e convidados particulares e institucionais. No decurso do mesmo, foram projetados os momentos mais importantes do Curso de Liderança, bem como apresentada a versão final do vídeo promocional do Curso, produzido pelo professor Júlio Silva, da ESTA – Escola Superior de Tecnologia de Abrantes. Aos alunos do Curso de Liderança presentes, bem como aos formadores civis e militares, para recordação e memória futura, foram entregues DVD’s com o desenvolvimento do Curso. Foram enaltecidas, aos Bolseiros presentes, as suas qualidades e o facto de terem conseguido o estatuto de bolseiros do Rotary Clube de Abrantes fruto do trabalho, da competência e do mérito escolar. Os patrocinadores das Bolsas de Estudo, foram lembrados pela sua responsabilidade social para com a comunidade. No presente ano rotário, o Rotary Clube de Abrantes, com o apoio dos patrocinadores (Autarquia, Empresas e Particula-

res), patrocinou 52 Bolsas de Estudo (34 recandidaturas e 18 novas candidaturas). Considerando que o evento teve como público-alvo as novas gerações, foi dada a oportunidade à ESTA – Escola Superior de Tecnologia de Abrantes de se apresentar e falar sobre o ensino superior nesta cidade, dando a conhecer que no interior do País também existe ensino superior de qualidade, apresentando-se como uma opção credível de escolha para os alunos. O final da cerimónia foi um dos momentos altos com a homenagem e o reconhecimento ao Coronel César Reis, “pela sua atitude de extraordinária colaboração e pela

grande abertura que a Instituição Militar proporcionou à comunidade em geral e ao Rotary Clube de Abrantes em particular.” Antes de dar por encerrado o encontro, o presidente do Clube, Júlio Miguel, agradeceu a forma como decorreu a adesão às duas campanhas de solidariedade, promovidas pelo Clube, que, em tempo recorde, permitiram angariar fundos para ajuda ao povo de Moçambique e para aquisição urgente de 39 vacinas da Hepatite B, que se destinam a vacinar os colaboradores da Cooperativa Médico Sanitária da Madruga de Bissau, mais conhecida como “Clínica Madrugada”, onde já morreram dois colaboradores.

CARTÓRIO NOTARIAL DE VILA DE REI JUSTIFICAÇÃO Nos termos do artigo 100º do Código do Notariado, certifico que por escritura de 23/04/2019, lavrada a folhas 85 e seguintes do Livro de notas para escrituras diversas nº 75 – E, deste CARTÓRIO PÚBLICO, na qual, MARIA DA NATIVIDADE DA SILVA GASPAR, NIF. 147.710.820, natural da freguesia e concelho de Vila de Rei, onde reside, no lugar de Aveleira, Largo da Eira, nº 2, casada sob o regime da comunhão de adquiridos com JOSÉ LUÍS DIAS, declarou que é dona e legítima possuidora, com exclusão de outrem do prédio urbano, sito na Rua dos Lameirinhos, nº 1, no lugar de Aivado, freguesia e concelho de Vila de Rei, composto de casa, destinada a habitação, de rés-do-chão, varanda e logradouro, com a superfície coberta de oitenta e sete metros quadrados e descoberta de seiscentos e noventa e sete metros quadrados, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Vila de Rei, inscrito na matriz sob o artigo 3.409;_____________________________________________________________ ________Que o referido prédio, ainda como prédio rústico, do qual desconhece o artigo matricial, foi doado verbalmente a ela outorgante no estado de solteira, maior, por volta do ano de mil novecentos e noventa e um, em dia e mês que não pode precisar, pelos seus pais, Manuel Gaspar e Conceição Gaspar da Silva, ele atualmente já falecido, residentes que eram na Rua dos Lameirinhos, nº 3, no indicado lugar de Aivado, no qual ela outorgante, ainda no estado de solteira, maior, procedeu à construção do referido prédio urbano, no ano de mil novecentos e noventa e três, tendo posteriormente casado sob o regime da comunhão de adquiridos, no ano de mil novecentos e noventa e quatro com João Cardosa Martins, do qual se divorciou posteriormente, tendo contraído matrimónio com o atual cônjuge, no ano de dois mil e nove, não tendo porém sido reduzida a escritura pública a referida doação;______________________________________ ________Que desde essa data, em que se operou a tradição material do prédio, passou a usufruir de todos os seus frutos e rendimentos, a trazer pontualmente pagas as respetivas contribuições, a suportar os seus encargos, tanto que nele construiu a casa no indicado ano, a qual passou a utilizar como casa de habitação, nela fazendo obras de conservação e restauro, agindo com a convicção de ser proprietária daquele imóvel e como tal sempre por todos foi reputada. _______Que nos termos expostos, vêm exercendo a posse sobre o mencionado prédio, com a indicada composição, ostensivamente, à vista de todos, sem oposição de quem quer que seja, em paz, continuamente, há mais de vinte anos. ________Que assim e dadas as características da sua posse, adquiriu o identificado prédio por usucapião, que aqui invoca por não lhe ser possível provar, pelos meios extrajudiciais normais, a aquisição do seu domínio e posse._ Está conforme com o seu original Vila de Rei, 23 de Abril de 2019. O Oficial de Registos em Funções Notariais __________________________________________________________________ (Manuel Rosa Dias) Conta: Artigo 20º ----4.5 ----23,00 € São: Vinte e três euros. Registada sob o n.º _________

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JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

OPINIÃO /

q’ART José Alves Jana FILÓSOFO

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ui ver todas as exposições que a galeria municipal apresentou desde que em 2015 foi dedicada à coleção Figueiredo Ribeiro. Como é habitual, dumas gostei, doutras saí defraudado. Talvez eu não tenha conseguido chegar lá, onde o/a artista me queria levar. Ou talvez o/a artista não tenha lá chegado. Aa arte é isto mesmo. Sou, portanto, um consumidor, um beneficiário do projeto em curso na galeria municipal. Quando foi apresentado pela Câmara, a oposição política esteve contra. Mas de então para cá não deu sinais de vida a este respeito. Há perguntas que deviam ser colocadas e respondidas. O projeto está a cumprir os objetivos? Quais? Quanto custa em média cada exposição? Quantos visitantes tem? Que atividades complementares têm sido efetuadas para fazer frutificar as exposições? Desde o início, quanto já custou? Quanto se pagou em seguros, transportes, curadorias e afins? Dizem-me que a coleção está a ser alojada em Abrantes: é verdade? quanto custa da Câmara? Quanto beneficia o colecionador? Por outro lado, o projeto foi anunciado como peça de uma estratégia turística. Tem atraído turistas a Abrantes? Quantos? Logo, a que preço? Às vezes lembro uma visita ao atelier de Maria Lucília Moita e alguém disse que um quadro daqueles ficava bem como decoração na sala lá de casa. A redução instrumental da obra de arte à decoração ou ao consumo turístico casa bem com o valor da arte e com uma política culta? Numa perspetiva cada vez mais geral, que faz a Câmara e que faz a cidade e o concelho com o projeto d’ ART que ocupa a galeria? Que ganha e perde a cidade e os seus habitantes? E o colecionador? A Arte não é um autocolante que se aponha sobre a superfície da cidade, mas uma forma de a provocar, intimar a refletir, desafiar a imaginar. A Arte rasga horizontes, aponta o rei que vai nu e segura o espelho onde nos reflete. Mas, para isso, não basta abrir uma exposição de Arte contemporânea. “Ah, isto é que é Arte?”,

pergunta o visitante desprevenido, talvez indignado por sentir que estão a enganá-lo. O projeto QuARTel não está a cumprir as potencialidades que tem. Nem a interagir de modo eficiente com a vida da cidade. Mas devia. Porque usa os recursos da cidade e porque a Arte é isso mesmo, interação. E lembremos que este projeto expulsou da vida pública os artistas plásticos da cidade e da região: não têm um lugar para expor a sua produção, darem-se a conhecer, afirmar a sua mensagem. Esta despretensiosa análise quer apenas dizer algo muito simples: não há políticas, globais ou sectoriais, indiscutíveis. Quando a discussão se retira, fica a anemia social. Seja em Abrantes, seja noutro concelho qualquer, a programação de uma galeria de Arte ou outro projeto cultural qualquer não é um assunto menor, não é apenas gasto ou desperdício. Mas pode sê-lo, se os custos não forem rentabilizados em resultados, que não têm de ser financeiros, mas devem ser percebidos como reais. Mas eu devia estar calado. Porque isto não interessa a ninguém. Basta ouvir o silêncio que tudo isto tem provocado. Vou-me…

Não há políticas, globais ou sectoriais, indiscutíveis. Quando a discussão se retira, fica a anemia social.


REGIÃO / OPINIÃO /

Nuno Alves MESTRE EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS nmalves@sapo.pt

A

/ A comissão de utentes do Médio Tejo espera ter sensibilizado o ministro das infraestruturas para as acessibilidades na região As comissões de utentes do Médio Tejo deslocaram-se , no dia 10 de abril, ao Ministério das Infraestruturas para deixar mais de 12 mil assinaturas de utentes do distrito de Santarém e, em particular, do Médio Tejo contra o pagamento de portagens nas duas autoestradas que atravessam o território. Os utentes querem levar o novo ministro a olhar para as autoestradas 23 (Torres Novas/Guarda) e 13 (Tomar/Coimbra) de uma outra forma. “Aquilo que devia ser uma via para circular vida é, afinal de contas, um entrave físico, social, económico e financeiro para as populações” sustentou Augusto Figueiredo, porta-voz das comissões. Nesta reunião foram recebidos pela chefe de gabinete e pelo adjunto do novo ministro Pedro Nuno Santos, que não adiantaram muito mais do que aquilo que as comissões pretendem, que este problema seja olhado de forma diferente, tanto mais que este é um novo ministro. Como tal não deverá alegar desconhecimento desta situação que existe e afeta um número considerável de cidadãos. “Muito mais do que a forma como fomos recebidos é qual é a ação que o governo vai ter? Qual é a ação que a Assembleia da República vai ter? Vamos continuar a lutar e a sensibilizar e com certeza que as comissões vão continuar a encontrar formas de manter na agenda política a questão da abolição das portagens.” Augusto Figueiredo adiantou que este não é um problema da saúde, ou exclusivamente da saúde, embora reconheça que é a esse

nível que se sente mais esta questão. Se um cidadão tem de circular entre os três hospitais do Médio Tejo, Abrantes, Tomar e Torres Novas, tem vias com portagens entre eles. O argumento de que poderão utilizar as vias nacionais ou municipais começa a esgotar-se porque estas não estão preparadas para o aumento de tráfego e isso reflete-se no número de acidentes rodoviários que tem crescido no distrito assim como o número de vítimas mortais que é, segundo os últimos dados, uma por semana. Em Outubro, as comissões de utentes voltaram à carga com este abaixo assinado que reuniu mais de 12 mil assinaturas e prometem voltar com outras formas de luta se os governantes não olharem de outra forma para os verdadeiros problemas das comunidades. E se em 2011 a conjuntura levou à aplicação das portagens, hoje a situação é completamente diferente e Augusto Figueiredo questionou mesmo “se o dinheiro investido nos bancos falidos não chegaria para melhorar bastante serviços públicos e acessibilidades”. O porta-voz adiantou que aos representantes do ministro Pedro Nuno Santos foram transmitidas quatro grandes preocupações dos utentes do distrito de Santarém: As acessibilidades sem portagens na A23 e A13; a saúde nos cuidados primários e nos quatro hospitais do distrito; a circulação rodoviária em geral e o aumento de vítimas mortais; e também o ambiente e a qualidade de vida. Augusto Figueiredo reconheceu que já foram tomadas medidas que

pretenderam mitigar este grande problema como a diminuição das tarifas das portagens ou a diminuição do preço do gasóleo para os pesados, mas não chega. É preciso que as medidas cheguem ao cidadão para que estes não fujam das duas vias rápidas e “inundem” as vias municipais das vilas e aldeias ribatejanas. Estes movimentos de utentes têm eleições anuais e por isso estão sempre em movimento, nas lutas que as pessoas querem e ficou já meio anunciado que novas lutas de avizinham quanto à água do Tejo, à saúde, a uma melhor qualidade do serviço postal: “É isto que os utentes nos dizem. Tomem lá a nossa confiança.” A Antena Livre teve conhecimento da forma como foi agendada esta audiência. A recolha de assinaturas aconteceu quando ainda estava no Ministério do Planeamento e Infraestruturas o ministro Pedro Marques. As mesmas foram enviadas via postal para o ministro. Mas como não foram levantadas pelo governante na estação dos correios, foram devolvidas à comissão de utentes. Como depois o socialista Pedro Marques saiu para a candidatura a Bruxelas e entrou Pedro Nuno Santos, a comissão de utentes entendeu agendar uma reunião presencial e entregar, em mão, as mais de 12.200 assinaturas recolhidas no Médio Tejo a exigir a abolição das portagens. Não chegaram a falar com o novo ministro das infraestruturas, mas deixaram “o pacote” à chefe de gabinete e ao adjunto. Jerónimo Belo Jorge

Política Agrícola Comum (PAC) europeia continua a ser o grande pilar da agricultura em toda a Europa. Não é por acaso que a PAC continua a ser a grande sorvedora de fundos europeus, alocando anualmente mais de um terço do orçamento comunitário. Esse peso reflecte uma série de pressupostos: a agricultura europeia continua a ser um lobby fortíssimo nos bastidores de Bruxelas ou mesmo nos países europeus onde o sector tem um grande peso. Como me falava um antigo colega francês, em França, a agricultura pode fazer ou depor um Presidente da República; reflecte também ainda os fantasmas da escassez alimentar do pós-guerra. É muito dinheiro, mas continuará a ter de ser muito. Sem ela, a agricultura europeia não conseguiria sobreviver face aos custos inerentes à actividade e à competição internacional. Fazer agricultura é caro. Contudo, os preços que são pagos pelos alimentos junto dos consumidores estão longe de reflectir esses custos. Na realidade, os produtos alimentares são “demasiado” baratos se forem realmente medidos todos os custos directos e indirectos inerentes à produção agrícola. É aqui que intervém a PAC. A Política Agrícola Comum intervém para restituir ao agricultor a diferença entre os custos de produção e o valor pago pelo mercado. Sem a PAC, os preços dos alimentos chegariam a preços incomportáveis para muitas pessoas e a fome seria certamente uma realidade bem visível no espaço europeu.

Pacificação social Lembremo-nos sempre que a origem da Primavera Árabe se deveu ao aumento incomportável dos preços dos alimentos; revolução esta que em poucos anos trouxe violência e guerra numa dimensão como há muito não era visto em o todo o Médio Oriente e Norte de África. Olhando para o caso da Primavera Árabe ou para outros de natureza semelhante, a PAC é mais do que um mecanismo de protecção económica, é um instrumento fundamental de pacificação social na Europa. Mas há desafios para a PAC: nos próximos anos, a progressiva redução dos apoios comunitários à agricultura, a redução de contribuições estatais para o orçamento comunitário devido ao Brexit, com a quase inevitável diminuição do orçamento da PAC e, por último, os impactos das alterações climáticas e a consequente perda de colheitas numa escala cada vez maior sem que a PAC consiga suportar essas perdas. Neste cenário, a segurança alimentar na Europa poderá sair fragilizada, com consequentes riscos para a estabilidade social e política em toda a Europa.

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Utentes do Médio Tejo querem A23 e A13 sem portagens


DESPORTO / //CANOAGEM

Abrantinos remam no clube scalabitano Pedro Coelho integrou, em 2016, enquanto atleta, o Clube de Canoagem Scalabitano da Ribeira de Santarém. Com o fim da modalidade no concelho de Abrantes, juntaram-se-lhe alguns jovens atletas que já haviam iniciado a prática da mesma, os quais ganham lugar de destaque no panorama regional e também têm alcançado bons resultados nas competições nacionais.

PC: A canoagem é uma modalidade essencialmente individual, logo, muitos objetivos também o são. Nas competições regionais, pretendemos andar próximo dos primeiros lugares, enquanto nas provas nacionais o grande objetivo é atingir as finais A. Estes canoístas também realizam provas coletivas, em embarcações de dois e quatro lugares (K2 e K4), onde se procura desenvolver o trabalho de equipa e atingir os melhores resultados possíveis.

Como decorreu este processo de integração destes jovens atletas abrantinos no Clube Scalabitano?

Onde treinam habitualmente? Dispõem de boas condições de treino?

Pedro Coelho: Os atletas integraram-se com naturalidade, na medida em que procuravam um clube para poder continuar a competir e foram bem recebidos. Já haviam feito a sua formação de base, pelo que a integração foi bastante simples.

PC: Treinamos essencialmente no concelho de Abrantes. Enquanto o açude esteve em obras, treinámos na Aldeia do Mato e mais recentemente no Aquapolis, no Rio Tejo. Para além disso, fazemos ginásio. As condições de treino são razoáveis e beneficiamos de apoio da Junta de

Quais os principais objetivos deste grupo de atletas?

Freguesia do Rossio ao Sul do Tejo para guardar as embarcações. Por vezes estagiamos com os demais atletas do clube, umas vezes em Santarém e noutros locais do país.

Os atletas abrantinos beneficiam de muito apoio do Clube Scalabitano?

PC: Sim, recebem o apoio logístico necessário. No entanto, a colaboração dos pais dos jovens atletas é fundamental para estes continuarem a praticar a modalidade.

Tem condições para integrar mais jovens canoístas enquanto treinador?

PC: Não, por razões de disponibilidade pessoal e logísticas, apenas tenho possibilidade de acompanhar este grupo limitado de atletas, que já haviam iniciado a sua prática de canoagem. José Martinho Gaspar

OS CANOÍSTAS NA PRIMEIRA PESSOA CAROLINA SERRAS

RITA PEREIRA

MIGUEL SEQUEIRA

“O meu nome é Carolina Serras, tenho 16 anos e moro em Abrantes. Faço canoagem desde os 11 anos no Clube Desportivo “Os Patos”. Fiz a minha primeira prova com 11 anos e atualmente treino em média 12 horas por semana. Participo sobretudo em provas de 200m, 500m e 5000m, individuais ou em tripulações. Entre os melhores resultados que alcancei, posso destacar alguns pódios em regionais de esperanças, fundo e maratona e Final B, em 2017, na distância de 500m. A prática da canoagem para mim é uma paixão, mas também um escape da escola, sinto-me muito bem e pretendo continuar a praticar durante muito mais anos. Os meus principais objetivos são chegar a finais A e à seleção”.

Tenho 16 anos e moro em Abrantes. Faço canoagem desde os 9 anos e comecei a praticar a modalidade no Clube Desportivo “Os Patos”. Fiz a minha primeira prova com 10 anos e atualmente treino em média 12 horas por semana. Participo sobretudo em provas de 200m, 500m, 5km e 6km, tanto de forma individual como em tripulações. Entre os melhores resultados que alcancei, posso destacar o 3° lugar nacional nas Esperanças e vários primeiros lugares nos regionais. A prática da canoagem para mim é uma excelente maneira de relaxar depois de um dia de aulas, dá-me a oportunidade de ter bastantes experiências que não teria de outra forma, entre elas o facto de poder viajar pelo país todo e de poder conhecer novas pessoas. Além disso, os meus colegas de treino são quase como uma segunda família, o que torna os treinos muito mais divertidos e também me motiva. Os meus principais objetivos, nesta modalidade, são obter os melhores resultados possíveis e esforçar-me cada vez mais para os poder alcançar”.

“Tenho 16 anos e moro no Rossio ao Sul do Tejo. Faço canoagem desde os 11 anos e comecei no Clube Desportivo “os Patos”. Atualmente treino em média 12 horas por semana. Participo sobretudo em provas de 500m, 1000m, 5000m e 6000m, em distâncias individuais e tripulação. Entre os melhores resultados que alcancei, posso destacar alguns pódios regionais e uma boa classificação no controle nacional. A canoagem para mim é, sem dúvida, o melhor desporto que já pratiquei, não só pelo sentimento de liberdade, mas também pela competitividade. Os meus principais objetivos nesta modalidade são divertir-me e tentar dar o meu melhor em todas as provas que participo e venha a participar”.

PEDRO COELHO

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JORNAL DE ABRANTES / Maio 2019

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“Vivo em Abrantes, tenho 50 anos, pratico canoagem há cerca de 15 anos, enquanto federado, e tirei o urso de treinador em 2010. Sou Veterano B, participo em provas de maratona e velocidade, sendo o meu principal objetivo divertir-me, estar junto dos jovens praticantes e contribuir para a formação dos mesmos, tanto enquanto desportistas como pessoas”.


CULTURA / Vila de Rei viaja no tempo com Mercado Medieval

Abrantes Até 25 de maio – “Cadernos de Viagem de Abrantes”, desenho, literatura, fotografia, vídeo, jornalismo e multimédia – Biblioteca Municipal António Botto, Escolas e outros espaços

22 de maio – Evento “Há diversidade no parque” – ParqueTejo, 18:00 22 e 23 de maio – Jornadas Sociais – Edifício Pirâmide 23 de maio – “Entre nós e as palavras” com José Rico Direitinho, apresentação do livro “Breviário das más inclinações” – Biblioteca Municipal, 21:30

Até 16 de junho – Exposição “Sob o signo de Saturno”, de Pedro Valdez Cardoso - Quartel da Arte Contemporânea – Coleção Figueiredo Ribeiro

25 de maio – “Sabores com conta e medida” com Maria Antónia Peças e queijo artesanal Brejo da Gaia – Mercado Municipal, 10:30

Até 30 de agosto – Exposição “Parque em Macro II”, da Fundação Serralves – Parque Tejo

25 de maio – “A Bebeteca ao sábado” – “Com a tua pata na minha”, baseado no livro de Jane Chapman – Biblioteca Municipal, 10:30 e 11:30

3 de maio – “Abrantes, ida e volta: viagem pelo concelho” – Cadernos de Viagem de Abrantes – Biblioteca Municipal, 9:00 às 18:00 4 de maio – “Urban Sketchers” - Encontro de Cadernos de Viagem – Centro histórico, 10:00 às 15:30 4 de maio – Masterclass de Teresa Ruivo e apresentação do livro “Abrantes: o caderno de José María Sánchez e Bruno Vieira Amaral – Biblioteca Municipal, 16:00 4 de maio – Percurso Artístico “Abrantes que já cá não moura” com Francisco Goulão – Castelo/Fortaleza, 18:00 8 de maio – Oficina “Desenhos da minha rua e mais além” por Teresa Ruivo – Escola Sec. Dr. Solano de Abreu, 10:00 10 de maio – “Sabores com conto e medida” com chef Nuno Mota e Cerveja Ermida – Mercado Municipal, 19:00 11 de maio – “A Biblioteca ao sábado” – “Com a tua pata na minha”, baseado no livro de Jane Chapman – Biblioteca Municipal, 10:30 e 11:30 16 de maio – Encontro Infantojuvenil com Ana Ventura, apresentação do livro “O menino que gritou para dentro” – Biblioteca Municipal, 10:30 e 14:00 18 de maio – Espetáculo infantil “Um conto na floresta – A história de vida de uma rã” – ParqueTejo, 11:00 18 de maio – Recriações Histórica do “Foral de Abrantes – 500 Anos”, no âmbito do Dia Internacional dos Museus – Praça

25 de maio – “Art´andante” com Zé Mágico – Casa do Povo de S. Miguel do Rio Torto, 21:30

Constância Até 2 de maio – Exposição de fotografia “Constância aos olhos de quem por ti se apaixonou” de Ivan Nascimento – Antiga Cadeia Até 12 de maio – Festival da Fataça – Restaurantes aderentes Até 17 de maio – Exposição “Caima -130 anos” – Casa-Memória de Camões 5 de maio – Domingo de Praça – Praça Alexandre Herculano, 9:00 18 e 19 de maio – XII Feira da Primavera – Parque Ambiental de Santa Margarida 24, 25 e 26 de maio – IV Festival das Grandes Rotas 31 de maio – 6.º aniversário do Borboletário Tropical 31 de maio – Aula pública de Carrilhão pela CICO – Junto ao Anfiteatro dos Rios, 17:00

Mação Até 10 de maio – Exposição “Santo António: Entre a Devoção e a Valorização” – Átrio da Câmara Municipal 4 de maio – Espetáculo de humor “Quero Lá Saber” com Diogo Batáguas – Centro Cultural, 21:30 31 de março – “À conversa com…” –

Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira, 21:00

Sardoal Até 9 de junho – Exposição “Projeto Capela 2019” – Cá da Terra Até 9 de junho – Exposição “Paixão”, pintura de Emília Nadal - Centro Cultural Gil Vicente 3, 4 e 5 de maio – Sardoal Jazz – Centro Cultural Gil Vicente 5 de maio - Mercado Agroalimentar e Artesanato do Ribatejo Interior – Mercado de Santa Clara, Alcaravela, 8:30 às 13:00 11 de maio – Feira Medieval pelo Agrupamento de Escolas – Praça da República, 9:30 18 de maio – IV Jornadas do Associativismo – Centro Cultural Gil Vicente, 9:30 18 de maio - Workshop de Técnicas de Papel Machê – Espaço Cá da Terra, 15:00 às 18:30 18 de maio – “Frei Luís de Sousa” pelo Teatro Nacional D. Maria II – Centro Cultural Gil Vicente, 21:30

Diogo Batáguas em espetáculo de humor em Mação “Quero lá saber” é o nome do segundo espetáculo de stand-up comedy de Diogo Batáguas, título deixado como herança dos seus vídeos no Youtube e que resume o seu estado de espírito. O humorista apresenta-se a solo no auditório do Centro Cultural Elvino Pereira em Mação, num espetáculo agendado para o dia 4 de maio, às 22:00.

É no palco que Diogo Batáguas se sente absolutamente livre para dizer tudo aquilo que lhe apetece, sem amarras, sem limites, sem constrangimentos e sem “uma corja de vigilantes a denunciar, banir e censurar”. “Quero lá saber” é um espetáculo de stand-up com reflexões, medos, verdades, mentiras, absurdos e demências.

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Raimundo Soares, 21:30

AGENDA /

O Dia Internacional dos Museus, 18 de maio, é marcado em Abrantes pela recriação da assinatura da concessão do Foral Manuelino, assim como o seu anúncio e entrega à Câmara Municipal. A recriação terá lugar na Praça Raimundo Soares, a partir das 21:30, e será apresentada em dois atos distintos: o primeiro ainda no século XVI e o segundo onde as personagens do passado e do presente partilharão o mesmo espaço cénico. O evento, com conceção e interpretação do Empório Criativo, tem entrada livre.

A

Após o Cortejo Solene de Abertura da Feira, às 10:30, terá lugar a atuação da Orquestra Tradicional da Escola de Música de Vila de Rei, a dinamização de peça “Um burro na história”, pela Companhia Teatro em Caixa, e a atuação dos alunos da disciplina de Instrumento da Universidade Sénior de Vila de Rei e da Villa d’el Rei Tuna. Após o almoço, a Companhia de Teatro em Caixa volta ainda a palco para dinamizar a iniciativa “Trovas e Cantigas”. O Mercado Medieval é organizado pela Câmara Municipal de Vila de Rei, com o apoio do Agrupamento de Escolas e Junta de Freguesia de Vila de Rei.

di niv só Ve na e 2 a 1 ers nh loj m 0% d ár io a c a d tod de e on a r os sc m fra ua os on aio te ra ar to r n m t ig iza alh os rc o on ort no igã sc o. o!

Vila de Rei vai viajar no tempo com a realização da décima edição do Mercado Medieval, com data marcada para 19 de maio, no Largo da Misericórdia e na Rua Rainha Sta. Isabel. A recriação volta a contar com dezenas de expositores e mais de uma centena de figurantes, retratando figuras e momentos da Idade Média e contando com momentos de teatro, música, animação e jogos tradicionais. A abertura do Mercado vai ter lugar pelas 09:00, seguindo-se a atuação do Grupo de Concertinas da Casa do Benfica de Vila de Rei e do Grupo de Cantares “A Bela Serrana”.

Recriação Histórica do Foral de Abrantes

25 de maio – Tardes da Agulha e da Linha – Espaço Cá da Terra, 14:00

Vila de Rei Até 6 de maio – Exposição “As Memórias do Museu” com quadros de Alves Dias – Museu Municipal, de quarta a domingo 4 de maio – XVI Maio a Cantar – Auditório Municipal, 21:00 19 de maio – X Mercado Medieval – Festa da Rainha Santa Isabel – Largo da Misericórdia e Rua Rainha Santa Isabel

Vila Nova da Barquinha 5 de maio – Oficina “Mãe, vem tecer comigo” – Centro Integrado de Educação em Ciências 9 e 10 de maio – 1.ª Vila com arte e ciência - Centro Integrado de Educação em Ciências 17, 18 e 19 de maio – Instameet Arte Pública, da Fundação EDP

Maio 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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SAÚDE / Comissão de Utentes defende unidades móveis de saúde e melhorias no CHMT Foto Carolina Ferreira

Nuno Manuel Pedro Barreta USP Médio Tejo Enfermeiro Especialista Enfermagem Comunitária

A processionária ou lagarta do pinheiro finais de dezembro, sempre que possível de efetuar, é um excelente meio de limitar a praga. Na altura das procissões, de lagartas, que podem ocorrer de janeiro até abril, de acordo com as regiões do país e as condições do clima, podem intercetar-se e destruir-se as lagartas antes que se enterrem no solo. Em caso de aparecimento de sintomas de alergia, relacionados com a exposição e ou contacto com as lagartas: • Deve dirigir-se ao seu médico assistente, ou procurar ajuda / encaminhamento através da linha de saúde 24 (808 24 24 24). Os sintomas geralmente são transitórios (menos de 24 horas); as peças de roupa terão de ser lavadas a altas temperaturas (maior ou igual a 60ºC) porque a proteína dos pêlos urticantes responsável pelas alergias – a taumatopoína – só é desnaturada a partir destas temperaturas. Ou seja, a temperatura de lavagem normalmente usada, os 30 - 40º C não serve: ao vestir a roupa assim lavada corre-se o risco de nova reação alérgica! • A lagarta do pinheiro também afeta os animais domésticos, por isso se tiver um animal doméstico e notar alguma alteração (geralmente alteração na coloração da língua) recorra ao veterinário! Todo o cuidado é pouco, lagartas do pinheiro não lhes toque!

/ Os membros da Comissão de Utentes Abrantes defendem a implementação de unidades móveis de saúde A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Abrantes reuniu dia 11 de abril com a Câmara Municipal para debater a prestação de cuidados de saúde na região. Na reunião, o porta-voz da Comissão de Utentes do Médio Tejo, Manuel Soares, deu conta dos motivos que levaram ao debate: “Os cuidados primários de saúde têm essencialmente que ver com as questões de proximidade, daí que nós achemos que todas as freguesias deviam ter atendimento médico, assim como é tempo de pensar em instalar as unidades móveis de saúde que possam visitar as aldeias de todo o concelho”. Manuel Soares apontou alguns dos problemas que existem a nível de saúde em Abrantes, como “a necessidade de obras da urgência mé-

dico-cirúrgica [do CHMT]”, a instalação no CHMT de “um equipamento de ressonância magnética” e também “a questão dos transportes inter-hospitalares”. O porta-voz da Comissão de Utentes do Médio Tejo falou também da deterioração das vias secundárias que constituem “um verdadeiro perigo de saúde pública”. A Comissão de Utentes do Médio Tejo reuniu com a vereadora da Câmara Municipal de Abrantes com o pelouro da saúde, Celeste Simão, que se mostrou “sensibilizada” para com as questões colocadas, disse Manuel Soares, que acrescenta que a Câmara “também tem responsabilidades em termos de saúde, e é importante que os órgãos eleitos localmente queiram colaborar com as

estruturas de utentes que têm propostas próprias para rentabilizar os meios que existem, no sentido de haver mais cuidados de saúde em termos de proximidade e de qualidade”. Também presente nesta reunião esteve o presidente da União de Freguesia de Rossio ao Sul do Tejo e São Miguel do Rio Torto, Luís Alves que destacou que o caminho a seguir é o de “levar a saúde às pessoas e não trazer as pessoas à saúde”. Para junho deste ano ficou marcada uma nova reunião no sentido de debater novas informações e medidas que possam ser tomadas no sentido de serem cumpridos os objetivos da Comissão de Utentes do Médio Tejo até ao final do ano. Ana Rita Cristóvão PUBLICIDADE

A processionária ou lagarta do pinheiro (Thaumetopoea pityocampa Schiff ) é o principal inseto desfolhador dos pinheiros e cedros em Portugal e o seu nome advém-lhe do facto de constituir longas procissões de lagartas que se dirigem das árvores para o solo. Em ambiente urbano, este inseto obriga uma vigilância constante e combate urgente e atempado, sobretudo em caso de ataques severos e consecutivos, dadas as consequências que pode trazer em termos de saúde pública: as lagartas libertam milhares de pelos urticantes que se espalham pelo ar, podendo causar graves reações alérgicas no homem e animais e, em casos extremos, a morte. Em todo o caso, a solução não estará, nunca, no abate das árvores infestadas, tanto mais que se dispõe de uma série de medidas alternativas de controlo deste inseto! Como método preventivo do aparecimento da praga, aconselha-se a colocação de armadilhas para captura das borboletas nos pinheiros normalmente atacados, antes do final da Primavera. Os tratamentos inseticidas com os produtos autorizados só são eficazes nos primeiros estádios de desenvolvimento das lagartas, geralmente entre setembro e meados de novembro. A destruição mecânica dos ninhos até

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Maio 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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Co Cu ns ul na l t ur a te a w w sua l e D Age w. g l o b e s p n d a cm al or -a ida t i v br a an de e te m s .p t

Foral de Abrantes 500 anos Dia Internacional dos Museus Recriação histórica

...ACONTECE JUVENTUDE

...EM DESTAQUE PERCURSO ARTÍSTICO DIA 04 // 18:00 CASTELO / FORTALEZA

Abrantes que já cá não moura Com Francisco Goulão FORMAÇÃO DIA 04 // 16:00 BIB. MUN. ANTÓNIO BOTTO

Masterclass de Teresa Ruivo E apresentação do livro Abrantes: o caderno de José María Sánchez e Bruno Vieira Amaral ESPETÁCULO INFANTIL DIA 18 // 11:00 PARQUETEJO

Um conto na floresta

A história de vida de uma rã

DE 01 A 03 ESCOLAS DE ABRANTES E CENTRO HISTÓRICO

Jornadas da Juventude de Abrantes

Abrantes — Cidade das artes EVENTO

DIA 03 // 09:00-18:00 BIB. MUN. ANTÓNIO BOTTO

Abrantes ida e volta: viagem pelo concelho

DESPORTO

DIA 19 // 09:00 ARRECIADAS

6.º Tour de Abrantes

Cadernos de Viagem de Abrantes

Cicloturismo

DESPORTO

DIA 04 // 10:00 HIPÓDROMO DOS MOURÕES ROSSIO AO SUL DO TEJO DIA 18 // 10:00 LG. ESPÍRITO SANTO — MOURISCAS

Jogos Tradicionais Abrantes 2019 DESPORTO

DIA 04 // 09:00 CARREIRA DO MATO

Passeio de bicicleta

Zona norte do concelho

OFICINA

DIA 08 // 10:00 ESC. SEC. DR. SOLANO DE ABREU

Desenhos da minha rua e mais além Por Teresa Ruivo ACADEMIA DO MERCADO

DIA 10 // 19:00 MERCADO MUN. DE ABRANTES

Sabores com conto e medida

Estórias do Centro Histórico com o chef Nuno Mota, do blog Alho Francês e o produtor local Cerveja Ermida DESPORTO

DIA 12 // 09:30 BARRADA DIA 19 // 09:30 JUNTA DE FREGUESIA DE TRAMAGAL

Caminhadas Abrantes 2019 DESPORTO

DIA 19 // 13:30 E 17:30 COMPLEXO MUNICIPAL DE PISCINAS DE ABRANTES

Regional Jovem Triatlo Cross

mai

‘19

EVENTO

DIA 22 // 18:00 PARQUETEJO

Há biodiversidade no parque Consultar programa específico

ENTRE NÓS E AS PALAVRAS COM...

DIA 23 // 21:30 BIB. MUN. ANTÓNIO BOTTO

José Riço Direitinho

Apresentação do livro Breviário das más inclinações ACADEMIA DO MERCADO

DIA 25 // 10:30 MERCADO MUN. DE ABRANTES

Sabores com conto e medida

Sozinhos na cozinha receitas de Maria Antónia Peças com o queijo artesanal Brejo da Gaia ART’ANDANTE

DIA 25 // 21:30 CASA DO POVO DE S. MIGUEL DO RIO TORTO

Zé Mágico

EVENTO DIA 04 // 10:00–15:30 CENTRO HISTÓRICO DE ABRANTES

Urban Sketchers Encontro de cadernos de viagem

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EVENTO DIA 18 // 21:30 PRAÇA RAIMUNDO SOARES

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Jornal de Abrantes - Maio 2019  

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