Jornal de Abrantes - junho 2022

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/ JORNAL DE ABRANTES

/ Abrantes / Constância / Mação / Sardoal / Vila Nova da Barquinha / Vila de Rei / Diretora Patrícia Seixas JUNHO 2022 / Edição nº 5616 Mensal / ANO 122

PEDRA DE ARMAS DE D. JOSÉ MANOEL JÁ REGRESSOU A ATALAIA Pág. 5

SARDOAL TEM NOVOS CONTENTORES PARA RECOLHA DE ÓLEOS DOMÉSTICOS Pág. 6

POMONAS CAMONIANAS CELEBRAM CAMÕES EM CONSTÂNCIA

O REGRESSO DAS FESTAS / DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

ABRANTES

Pág. 4

BARQUINHA

9 a 15 junho

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122 ANOS

9 a 13 junho

Dragões de Alferrarede comemoraram 87 anos Pág. 25 PUBLICIDADE

a j ¶

MAÇÃO 29 junho a 3 julho

Grupo

uma nova forma de comunicar. ligados por natureza. 241 360 170 . geral@mediaon.com.pt www.mediaon.com.pt

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Junho marca o regresso de Festas de Concelho em peso à região. Nesta edição apresentamos três especiais sobre três festas: Abrantes, Barquinha e Mação. São dias e dias com muita atividade cultural, musical, desportiva e gastronómica. E, de certeza, com muito convívio. Escolha a gosto e divirta-se!


A ABRIR / FOTO OBSERVADOR /

EDITORIAL /

/ Patrícia Seixas / DIRETORA

Vamos a todas! As Festas estão aí e há para todos os gostos e todas as faixas etárias. Depois de dois anos em que a pandemia “fez parar” as nossas vidas, e depois de anunciado que o pico da 6.ª vaga da Covid-19 já terá passado, chega a hora de voltarmos aos convívios com a família e os amigos, aos festivais e às festas de Verão. Claro que “cuidados e caldos de galinha, nunca fizeram mal a ninguém”, portanto, se pudermos continuar a proteger-nos, tanto melhor. Como bem sabemos, “o bicho” ainda anda à solta. Mas vamos tentar viver mais um bocadinho porque a alegria também é meio caminho andado para ultrapassarmos problemas. Então, se precisa de orientações, nesta edição do seu Jornal de Abrantes vai ficar a saber tudo. De 9 a 13 de junho, a Feira do Tejo vai trazer a animação ao Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha (Págs. 9 a 12). Nenny e a banda Scorpius - Tributo aos Scorpions são os cabeças de cartaz das festas da Barquinha, onde não vão faltar o artesanato e as tasquinhas e muitos momentos culturais. De 9 a 11 de junho, Constância volta a receber as Pomonas Camonianas (Pág. 4) e a fazer-nos regressar aos tempos de Camões com muitas atividades dedicadas ao poeta maior. E de 9 a 15 de junho, são as Festas da Cidade de Abrantes que vão mobilizar todo o Centro Histórico durante sete dias (Págs. 13 a 20). Falando de música, Mickael Carreira, Bárbara Bandeira, Luís Trigacheiro, José Cid & Quinteto, Hot Play - Tributo a Coldplay e Quatro e Meia são os artistas que vão passar pelo palco do Largo 1.º de Maio que volta a receber os grandes concertos. No dia 9, as Festas abrem com o concerto de Rita Guerra e Héber Marques (HMB) com a Orquestra Ibérica e o Internacional Voices Ensemble. Este espetáculo vai ter lugar no Aquapolis Sul, no espaço do Hipódromo dos Mourões. Para além da música, pode contar com Feira de Artesanato, Tasquinhas, Palco Jovem, animação de rua, desporto e muito mais... Após todas estas festividades, tire uns dias para descansar porque o final do mês chega em grande com a Feira Mostra de Mação, de 29 de junho a 3 de julho (Págs. 21 a 24). Xutos & Pontapés são os cabeças de cartaz de um evento por onde ainda passam os VOX POPULI, a Orquestra 12 de abril com Luís Represas, Marco Rodrigues e Ana Malhoa, entre outros. As atividades desportivas e culturais, bem como os habituais restaurantes da Feira preenchem os cinco dias do certame. Como vê, oferta não falta. É só apontar na agenda onde quer estar e aproveitar ao máximo. Boas Festas (mas com cuidados)!

ja / JORNAL DE ABRANTES

No dia 12 de maio aconteceu o último exercício militar, Orion 22, com recurso a fogos reais, a culminar dez dias de operações em diversos concelhos da região. Este exercício contou com a presença de mais de 2200 militares e 346 viaturas, oriundos de quatro países da NATO. Participaram

PERFIL /

/ Maria Francisca Carvalho, 20 anos / Estudante / Estagiária

nas movimentações militares do Exército português, da Força Aérea Portuguesa, de Espanha da Brigada Extremadura XI, de França do 126.º Regimento de Infantaria e da 9.ª Brigada de Infantaria de Marinha e da Roménia o 22.º Batalhão de Infantaria e da Infantaria de Marinha.

/ Naturalidade/ Residência: Benavente, Santarém

das coisas que mais me fascinou nesse mundo.

/ Qual é o seu maior medo? Esta é uma questão em que nunca gostei de me focar ou pensar muito. Penso que os medos são coisas que, com o tempo, podemos aprender a enfrentá-los e é nisso que me foco. Mas claramente que perder as pessoas mais importantes é um grande medo.

/ Se pudesse mudar uma característica em si, o que seria? Teimosia. Às vezes é uma coisa boa, porque acabo por ser insistente em algum aspeto ou argumento que sei que estou certa, mas por vezes é mesmo um aspeto nada fácil de se lidar.

/ Que pessoa viva mais admira? A nível nacional, das pessoas que mais admiro talvez seja o Ricardo Araújo Pereira. Considero que seja uma pessoa com bastante conhecimento e que consegue pegar em temas atuais com a comédia, sem ofender. A nível internacional Tenzin Gyatso (Dalai-Lama). / Onde e quando foi mais feliz? Sinto que existem vários momentos da minha vida em que me senti bastante feliz, o que torna esta escolha difícil... / Que talento mais gostaria de ter? Um dos talentos que mais gostaria de ter é o de desenhar, sempre liguei muito às artes e desenhar e pintar sempre foi

/ Se soubesse que morreria amanhã, o que faria hoje? Saltava de paraquedas. Sempre foi uma coisa que quis fazer, que ainda não tive a oportunidade, mas sei que antes de morrer é algo que tenho de fazer. / O que mais valoriza nos seus amigos? A paciência deles, a compreensão e todos os momentos fantásticos em que me acompanharam. / Quais são os seus artistas favoritos? Tendo um gosto variado em música. Tenho também uma lista um tanto ou quanto extensa de artistas favoritos, mas penso que se tivesse de reduzir a dois seria Freddie Mercury, dos Queen e Gal Costa.

/ Quem é o seu herói da ficção? O meu herói da ficção é o Batman. Desde pequena que sempre gostei bastante deste herói da DC. / Com que figura histórica mais se identifica? Por muito que tenha pensado nesta questão e que me custe muito não ter arranjado uma resposta, aqui vai uma alternativa. Se pudesse sentar-me à mesa com três figuras históricas escolhia a Marie Curie, Cleópatra e Aristóteles. / Quem são os seus heróis da vida real? Os meus pais e a minha irmã. São pessoas que já fizeram muito por mim e sem eles não teria sido capaz de chegar aqui. / Onde gostaria mais de viver? Um meio termo entre campo e cidade. / Se fosse presidente da Câmara, o que faria? Uma das coisas que sinto que faz muita falta em algumas zonas é o turismo rural. Então, seria uma das coisas que faria, até porque é uma forma de melhorar as vilas e aldeias a níveis económicos.

FICHA TÉCNICA Direção Geral/Departamento Financeiro Luís Nuno Ablú Dias, 241 360 170, luisabludias@mediaon.com.pt. Diretora Patrícia Seixas (CP.4089 A), patriciaseixas@mediaon.com.pt Telem: 962 109 924 Redação Jerónimo Belo Jorge (CP.7524 A), jeronimobelojorge@mediaon.com.pt, Telem: 962 108 759, Maria Francisca Carvalho (estagiária). Colaboradores Berta Silva Lopes, Leonel Mourato, Paula Gil, Paulo Delgado, Taras Dudnyk, Teresa Aparício. Cronistas Alves Jana e Nuno Alves. Departamento Comercial. comercial@mediaon.com.pt. Design gráfico e paginação João Pereira. Sede do Impressor Unipress Centro Gráfico, Lda. Travessa Anselmo Braancamp 220, 4410-359 Arcozelo Vila Nova de Gaia. Contactos 241 360 170 | 962 108 759 | 962 109 924. geral@mediaon.com.pt. Sede do editor e sede da redação Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Editora e proprietária Media On Comunicação Social, Lda., Capital Social: 50.000 euros, Nº Contribuinte: 505 500 094. Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Detentores do capital social Luís Nuno Ablú Dias 70% e Susana Leonor Rodrigues André Ablú Dias 30%. Gerência Luís Nuno Ablú Dias. Tiragem 15.000 exemplares. Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo ERC 100783. Estatuto do Jornal de Abrantes disponível em jornaldeabrantes.sapo.pt RECEBA COMODAMENTE O JORNAL DE ABRANTES EM SUA CASA POR APENAS 10 EUROS (CUSTOS DE ENVIO) IBAN: PT50003600599910009326567. Membro de:

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022


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Junho 2022 / JORNAL DE ABRANTES


REGIÃO / Constância Praia Fluvial no Zêzere vai ser uma realidade já este Verão // As águas do rio Zêzere, em Constância, foram classificadas como águas balneares, depois de muitas reuniões com todas as entidades competentes. Um processo que demorou três anos mas que finalmente teve luz verde. Sérgio Oliveira, presidente da Câmara de Constância, informou que a vila terá a sua praia fluvial já na próxima época balnear. “Andávamos com o processo da Praia Fluvial há três anos. Com análises à água, reuniões na APA - Agência Portuguesa do Ambiente, reuniões na CCDR - Comissão de Coordena-

/ Zona ribeirinha do Zêzere vai ter praia fluvial já por estes dias

Cineteatro já tem licença para realização de espetáculos // O Cineteatro de Constância já tem a aprovação da ANEPC - Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e o pedido de vistoria à Inspeção Geral Das Atividades Culturais (IGAC) já foi submetido. Falta apenas “um passinho” para que o processo do Cineteatro de Constância possa ser dado como concluído e o edifício possa funcionar em pleno como sala de espetáculos. Sérgio Oliveira, presidente da Câmara Municipal, deu conta que “falta apenas a inspeção final” por parte do IGAC pois o Cineteatro já possui um número provisório de recinto de espetáculos. Isso significa que “se quisermos fazer ali algum espetáculo, já o podemos fazer. No entanto, só depois da vistoria do IGAC, “que vai verificar o projeto que na altura foi submetido e aprovado por eles e que a Câmara executou”, é que “passamos a ter o número definitivo de recinto de espetáculos que, creio, é válido por cinco anos. Ao fim desse tempo o IGAC vem cá novamente fazer nova vistoria para ver se cumpre ou não os requisitos para ser um recinto de espetáculos”. Questionado acerca da morosidade deste processo, Sérgio Oliveira confessou ao Jornal de Abrantes que “esta foi uma decisão que tomei quando cheguei à Câmara e que, se fosse hoje, não a tinha tomado”. O autarca esclareceu que “não é uma

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crítica a ninguém mas é o que sinto e é a constatação de um facto”. Explicou que “teria, pura e simplesmente, pegado no projeto que existia e tinha-o esquecido e feito um projeto de novo”. É que, disse, “o projeto que existia contemplava apenas o interior da sala de espetáculos. Não previa a pintura do edifício no exterior, não previa a pintura dos muros e muretes da parte do jardim... e todos estes aspetos levaram a atrasos consideráveis na obra. Também não posso dizer que não houve problemas a nível do empreiteiro, que também não ajudaram a que obra fosse concluída dentro do expetável e do que era normal”. Contudo, “o importante agora é que passado este tempo todo, já vemos a luz ao fundo do túnel e estamos a um passinho de ter o Cineteatro com licença para o podermos ter em funcionamento”, declarou o presidente da Câmara. Patrícia Seixas

/ Cineteatro já pode funcionar como recinto de espetáculos

JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022

ção e Desenvolvimento Regional... e finalmente as águas do rio foram classificadas como águas balneares”, disse o presidente, garantindo que “este ano, a não ser que haja um terramoto ou algo parecido, vamos a ter a nossa praia fluvial a funcionar”. A areia já está pronta para ser colocada, “com vista ao arranjo do areal e, posteriormente, serem colocados os equipamentos de apoio de praia”. A areia “vai dar outro aspeto e outra qualidade porque o que lá está é areia misturada com seixo. Queremos ter um areal limpo e aprazível para os nossos residentes e para todos os que vierem a visitar a nossa praia Ao Jornal de Abrantes, Sérgio Oliveira congratulou-se com as boas notícias, reconhecendo que “foi um processo muito longo, muito demorado, que exigiu muitas reuniões e muita sensibilização da APA e da CCDR para aquilo que se verificava aqui”. Adiantou que “todos nós andávamos em conjunto a esconder um problema porque as

pessoas usavam o rio no Verão mas sem terem condições. E não falo só de condições de bem-estar, eram também as condições de segurança porque era uma praia não vigiada”. Com a classificação das entidades competentes, já foi feita a comunicação prévia à CCDR com o plano de praia “onde descrevemos a área onde vai ser implantada a praia, os apoios de praia que vão existir... já demos andamento ao processo do nadador-salvador, da vedação onde vai ficar, dos chapéus e do posto de primeiros-socorros”. É já uma certeza que Constância terá este Verão a sua praia fluvial, contudo, Sérgio Oliveira não pode ainda garantir “que seja já no dia 15”, dia de abertura oficial da época balnear. É que, “da maneira como as coisas estão, pode existir aqui algum atraso com dificuldades dos fornecedores”. No entanto, deixa a certeza de que “mais dia, menos dia, a praia arranca este Verão”. Patrícia Seixas

Pomonas Camonianas voltam a colorir o Centro Histórico // As Pomonas Camonianas voltam a animar a vila de Constância de 9 a 11 de junho, com muitas atividades culturais e musicais e com uma componente muito forte da comunidade escolar. No dia 10 de junho, Dia de Portugal e de Camões, as evocações acontecem ao logo do dia com destaque para a tarde, às 15 horas, altura em que acontece a cerimónia de abertura das XXV Pomonas Camonianas, com a deposição de uma coroa de flores no monumento a Camões. Este evento volta a ter uma componente muito forte do agrupamento escolar de Constância que irá dinamizar o Mercado Quinhentista com a venda de frutos e flores, principalmente os muitos que o poeta refere na sua obra e, na Zona Ribeirinha, haverá animação histórica com Mesa Pedagógica de Fabrico de Cota de Malha, de Medicina e Tratamentos, Mesa Pedagógica Militar com mostra de armas e treino de armas. Às 18 horas, lugar para uma conferência na Casa Memória de Camões, intitulada “Camões - Vida pelo mundo em pedaços repartida”, por Ana Maria Dias e Máximo Ferreira. Pelas 21H30, o Anfiteatro dos Rios acolhe o espetáculo musical “Alice no País das Maravilhas”, pela companhia de teatro SDN de Palco. De referir que dirante todo

/ Mercado Quinhentista com a venda de frutos e flores, principalmente os que Camões refere na sua obra o dia de sábado, desde as 10 horas, há Feira de Antiguidades e Velharias. Estas Pomonas arrancam, no entanto, na quinta-feira, com a Comemoração dos 450 anos da I edição de “Os Lusíadas”, dinamizada pelos alunos do Agrupamento de Escolas na Antiga Cadeia. O desporto também marca presença com a realização de uma prova de orientação noturna na quinta-feira, em que a concentração está programada para as 23 horas na sede do rancho Folclórico “Os Camponeses” de Malpique, em Santa Margarida da Coutada. No sábado, dia 11, continua a Feira de Antiguidades e Velharias, bem como o Mercado Quinhentista e a animação histórica. Há ainda Concurso de Pintura ao Ar Livre - “As cores de Constância” que verá depois

os trabalhos expostos no Jardim-Horto de Camões. Este espaço acolhe ainda, a partir das 17 horas de sábado, “Uma tarde no Oriente”, com dança clássica do Sul da Índia, músicas e danças tradicionais de Goa, pinturas de henna e degustação de sabores orientais. À noite, o Pelourinho é o palco para a peça de teatro “A Comédia da Marmita” pelo grupo Fatias de Cá. Na sexta-feira e no sábado vai existir também uma taberna quinhentista para “matar” a sede aos visitantes, dinamizada pelo Agrupamento de Escuteiros 707. As Pomonas Camonianas são uma organização da Câmara Municipal de Constância com o apoio do Agrupamento de Escolas do Concelho e da Associação da Casa-Memória de Camões. Patrícia Seixas


REGIÃO / Vila Nova da Barquinha

Pedra de Armas de D. José Manoel já regressou a Atalaia // A cerimónia da entrega oficial da Pedra de Armas de D. José Manoel, Segundo Cardeal Patriarca de Lisboa, realizou-se no dia 14 de maio, na Igreja Matriz de Atalaia. Após um longo processo de doação, de retirada e tratamento, a Pedra de Armas voltou finalmente “a casa”. Fernando Freire, presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha era um homem visivelmente satisfeito e até emocionado. “É uma alegria imensa porque após uma grande entrega, a abordagem às famílias... o processo foi longo mas também foi fácil porque do outro lado encontrámos pessoas conscientes, que valorizam o património histórico e que sabem valorizar também os seus antepassados”. Depois da pedra do Pelourinho, é chegada a vez da pedra de Armas de D. José Manoel “finalmente, voltar à sua terra natal”. “Em 1935, quando a levaram, não perguntaram a ninguém e levaram o nosso património para outras terras, mas devido essencialmente à colaboração inexcedível da família Manoel, foi possível, com a boa vontade de todos (...) e chegar a este monumento nacional que é a Igreja

/ A Pedra de Armas de de D. José Manoel, Segundo Cardeal Patriarca de Lisboa, ficou colocada junto ao seu túmulo na Igreja Matriz de Atalaia da Atalaia, local de onde nunca devia ter saído”, afirmou Fernando Freire que, questionado sobre o que sentia neste dia o cidadão e não o autarca, apenas suspirou e falou de “uma

alegria imensa”. A Pedra de Armas esteve na denominada “Casa do Patriarca” na Vila de Atalaia e representa o brasão da Família Manoel. Os representantes

da família, os irmãos Diogo, Francisco e Bernardo Manoel estavam encantados por poderem dar uma ajuda à história mas, por outro lado, também pela oportunidade de reunir os vários ramos da família e de conhecerem algumas pessoas pela primeira vez. Ao Jornal de Abrantes, Diogo Manoel falou de “escrever a história pelas linhas que ela foi escrita. A pedra era daqui e aqui voltou. Foi uma ótima decisão”. Já Francisco Manoel destacou o facto de este acontecimento ser “uma maneira de criar raízes, de nos conhecermos - pois os vários ramos da família não se conheciam - e, ao mesmo tempo, é uma maneira de conhecermos um poder local ativo que não só acolheu esta ideia desde o primeiro momento, se envolveu neste projeto e ainda nos dá o prazer de ter a Igreja completamente recuperada com muita qualidade”. Bernardo Manoel disser ser “muito bonito” ver a Igreja cheia de familiares “que nós não sabíamos que eram familiares e que afinal são e ver a diversidade que a família tem e perceber que essa diversidade é uma coisa positiva nas nossas vidas”. “Decididamente que, a partir de hoje, este dia é um marco na nossa família. É uma marca que vai ficar e, no futuro, vamos repetir esta reunião”, afirmou Bernardo Manoel. Diogo Manoel complementou ao afirmar que “é o reunificar uma família que estava dispersa”. Para além da família, para Francisco Ma-

noel, “é também o criar raízes com a Atalaia, criara raízes com Tancos, criar raízes com a Barquinha”. Os irmão Manoel fizeram ainda uma revelação acerca de uma próxima doação da família: “a nossa mãe tem muito gosto em oferecer o quadro com mais de dois metros de altura de D. José Manoel, do século XVIII, para o Museu Diocesano de Santarém”. Este quadro tem a particularidade de “os olhos azuis” de D. José “seguem-nos quando estamos à frente do quadro”. Vanessa Dinis, técnica de conservação e restauro, foi a responsável pela retirada da Pedra de Armas e de lhe dar o tratamento correto para que se mantenha nas melhores condições. Contou-nos que todo o processo foi feito manualmente e “à força de braços”, com escopro e maceta. Para a técnica, o momento oficial da entrega “é encantador e tive vontade de abraçar a pedra. Fiquei muito contente de a ver porque entretanto já passaram uns meses”. De referir ainda que no Protocolo de Doação, na Cláusula 3ª, pode ler-se que «no caso de a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha vir a adquirir, no futuro e a título definitivo, a referida “Casa do Patriarca”, sita na Vila da Atalaia, as partes acordam em que a “pedra de armas” deverá então voltar a ser colocada nessa casa, uma vez que foi concebida para aí figurar». Patrícia Seixas PUBLICIDADE

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REGIÃO / Sardoal

Concelho tem novos contentores para recolha de óleos domésticos ainda segundo o vice-presidente da autarquia, é responsável por tudo, desde a recolha dos óleos, passando pela manutenção e limpeza destes “depósitos” ficando o Município apenas com a supervisão de todo o processo “para que as coisas corram bem.” Jorge Gaspar revelou ainda que os contentores têm um sensor que permite à empresa, remotamente, perceber quando está cheio para realizar a recolha. Esta e, ainda de acordo com o vereador, uma das grandes vantagens e que supera o serviço anterior. É que quando havia uma grande deposição de resíduos o “depósito” enchia e não havia indicação de que estava cheio pelo que, muitas vezes, as pessoas deixavam as garrafas no chão ao lado do oleão. “Agora isso vai mudar, remotamente, a empresa sabe que está cheio e faz a recolha.” Depois há ainda uma novidade tecnológica. A empresa disponibiliza uma aplicação que o município também vai adotar, no futuro, e que permite, por exemplo, criar incentivos para os cidadãos. De acordo com o vereador, cada um destes contentores para a receção de óleos tem o “QR CODE” associado. Haverá por isso a possibilidade de registar nessa plataforplatafor

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O concelho de Sardoal já tem no seu território 12 novos oleões que serão exclusivos para recolha de óleos domésticos. Nestes oleões não podem ser depositados óleos de oficinas. Este era um serviço que existia no concelho de Sardoal, desenvolvido pela Valnor, empresa que tem a concessão de recolha dos resíduos sólidos urbanos no concelho. A empresa deixou de fazer esta recolha de óleos alimentares usados assim como deixou de fazer a recolha de resíduos de construções e demolições, pelo que a autarquia teve de encontrar uma outra solução. Jorge Gaspar, vice-presidente da Câmara Municipal de Sardoal, explicou ao Jornal de Abrantes que perante esta situação que é, só por si, um problema já o óleo alimentar usado é um resíduo com uma “capacidade brutal de poluição”, teve que garantir a continuidade do serviço. “É claro que, com a Valnor, o serviço era mais barato, mas face ao problema não hesitámos e assumimos sós (autarquia) esse serviço”, justificou Jorge Gaspar. O vereador revelou ainda que, numa altura “em que falamos tanto de ambiente, não podíamos ficar sem este serviço” porque é um resíduo extremamente prejudicial para o sistema de saneamento, principalmente para as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Desta forma o Município de Sardoal contratualizou com uma empresa da especialidade a colocação de 12 oleões distribuídos pelo concelho, onde as pessoas poderão colocar os óleos devidamente embalados, ou em garrafas de 1 litro ou em garrafões de 5 litros. Esta empresa,

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ma as quantidades de resíduos que cada cidadão ali deixa, caso queiram fazer o registo na plataforma. Deste modo o Município pode até avançar com a criação de incentivos ou prémios para os cidadãos que mais façam a utilização destes novos oleões. “É uma situação a equacionar.” A autarquia indicou que vão ser distribuídos 12 oleões pelo concelho que vão ficar junto dos ecopontos. “Não podemos colocar um destes oleões em cada ecoponto por questões financeiras porque era um custo muito elevado para o Município. E como se trata de um resíduo que podemos armazenar em casa e depois levá-lo para um desses “depósitos”, esta foi a opção. No futuro, caso a empresa venha a reportar a necessidade de colocar mais alguns, cá estaremos para fazer a avaliação”, explicou Jorge Gaspar que revelou ainda que foi feito um estudo, em termos de habitantes, para localizar estes óleões. A localização dos óleões vai ser divulgada pela autarquia com a próxima edição do boletim informativo municipal, tratando-se de um “veículo” que chega praticamente a toda a população. Jorge Gaspar deixou ainda o apelo para que os cidadãos possam fazer a separação dos resíduos e, neste caso, fazer a sua deposição nos locais adequados. / Paulo Sousa Este é um problema ammuito grande no am biente. Jorge Gaspar disainse ao nosso jornal que ain da há muita gente que não separa este resíduo e o deita pelos esgotos. O vereador revelou que basta fazer uma pesquisa na internet para perceber os problemas ambientais que este resíduo causa. Jerónimo Belo Jorge

Município apoia FUM na aquisição de sede A Filarmónica União Sardoalense (FUM) avançou com o processo para aquisição de um imóvel na vila de Sardoal para se instalar de armas e bagagens. A FUM fez um pedido de apoio financeiro ao Município de Sardoal que foi discutido em reunião do Executivo Municipal de dia 25 de maio e aprovado por unanimidade. Este apoio municipal é de 20 mil euros para e a informação avançada na reunião é que a filarmónica vai fazer a aquisição do edifício por 85 mil euros. Na ocasião, Jorge Gaspar, vice-presidente da autarquia, justificou o apoio pela necessidade da coletividade destas instalações para que possa desenvolver a sua atividade. É que, para além de um edifício que seja a sede da FUM esta compra permitirá criar instalações próprias para a escola de música. Jorge Gaspar referiu o trabalho intenso que a FUM tem desenvolvido em iniciativas tendo em vista angariar dinheiro para fazer face, ou ajudar a fazer face, e este investimento e destacou ainda a coragem dos dirigentes em avançarem com este desafio . Já os vereadores da oposição, Pedro Duque e Patrícia Silva (ambos eleitos pelo PS)

não colocaram em causa a associação ou o seu trabalho, mas quiseram saber se, face ao valor do apoio em causa, a autarquia estaria em condições de poder ter a mesma forma de atuação caso venha a existir outros pedidos similares. Jorge Gaspar, em reposta, disse que sim e deixou nota sobre outros apoios já concedidos a outras coletividades do concelho. E mesmo em relação aquelas que estão em antigas escolas primárias o vereador sublinhou a importância destas cedências que, caso fossem quantificadas em dinheiro, representaria milhares de euros. O autarca eleito pelo PS, Pedro Duque, voltou ao assunto referindo que sabe das necessidades da FUM, mas insistiu na pergunta relacionada com a disponibilidade financeira da Câmara em conceder um apoio similar a outras associações. O vice-presidente voltou a responder e a confirmar, caso surja outra situação parecida, a disponibilidade da autarquia para poder ajudar. A proposta foi aprovada por unanimidade e o Município de Sardoal vai apoiar a FUM com 20 mil euros para aquisição de um imóvel na vila para sede da associação. Jerónimo Belo Jorge


REGIÃO / Abrantes

Ministério dá luz verde à instalação definitiva da ESTA no TAGUSVALLEY // O projeto da nova Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, apresentado em abril de 2021, vai servir de base à respetiva empreitada de obra pública, sendo que a Câmara de Abrantes vai ser a dona da obra, num investimento previsto de cerca de 5 milhões de euros. A Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, homologou, no dia 3 de maio, o parecer favorável da DGES - Direção-Geral de Ensino Superior ao projeto final para a instalação definitiva da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) no TAGUSVALLEY – Parque da Ciência e Tecnologia, em Alferrarede. A utilização das novas instalações da ESTA para ministrar os seus cursos dependia, por força de norma legal do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, de prévia autorização do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que por sua vez, dependia do cumprimento de rigorosos requisitos respeitantes às condições disponibilizadas naquelas instalações. Com esta autorização por parte da tutela e após um longo trabalho em cooperação entre projetistas da Câmara de Abrantes e do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), o projeto de

/ Pavilhão que vai ser recuperado para acolher a nova ESTA construção do complexo pedagógico da ESTA foi concluído e encontra-se pronto para servir de base à respetiva empreitada de obra pública, num futuro muito próximo. A Câmara Municipal de Abrantes vai ser a dona da obra, num

investimento previsto de cerca de 5 milhões de euros, para a intervenção de reconversão de parte do edifício E9 (antigos pavilhões da CUF), integrado no conjunto edificado do Parque de Ciência e Tecnologia.

João Coroado, presidente do Instituto Politécnico de Tomar acredita que “o complexo pedagógico da ESTA é uma peça fundamental no caminho das dinâmicas e da excelência da missão pedagógica e científica que cumpre ao IPT. O bem estar institucional e os meios e recursos que o complexo pedagógico permitem, nomeadamente de implementação das melhores metodologias pedagógicas e de realização de projeto científicos e de desenvolvimento, irão, certamente, possibilitar mais e melhor intervenção e responsabilidade na formação de ativos graduados e nos projetos de I,D&i em benefício de Abrantes, da região e do País, em contexto internacional”. Para o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, este é um momento “de afirmação da dinâmica do ensino superior no concelho de Abrantes e na região do Médio

Tejo”. O autarca sublinha a importância das novas instalações integradas no Parque de Ciência e Tecnologia, onde já se encontram a funcionar os laboratórios da ESTA, “porque garante as melhores condições para o crescimento da escola e do número de alunos e passa a reunir condições para reforçar o desenvolvimento económico da região já que vai instalar-se lado a lado com organizações e empresas que constituem um ecossistema de inovação e empreendedorismo, ganhando capacidade de alavancar as competências necessárias para o aumento e reforço da competitividade económica regional”. Em reunião de Câmara de dia 17 de maio, Manuel Jorge Valamatos acrescentou que este parecer favorável “é um passo que nos deixa mais responsabilizados”. Explicou que “neste momento estamos na fase de revisão do projeto, algo que tem que acontecer de acordo com a Lei para que depois não haja derrapagens em tempo de obra. O projeto que temos afigura-se na ordem dos 5 milhões de euros e após estes procedimentos e logo que tenhamos condições, queremos avançar com o lançamento da empreitada para que possamos concretizar aquilo que é um sonho e uma necessidade para Abrantes”. PUBLICIDADE

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04/05/2022 14:477 Junho 2022 / JORNAL DE ABRANTES


REGIÃO / Vila de Rei

Mês de junho celebrado com muita música // O próximo mês de junho em Vila de Rei vai ser marcado por uma agenda de eventos bastante diversificada, com espetáculos culturais e desportivos para todos os gostos. A abrir o mês, nos dias 3 e 4 de junho, o Festival Rock na Vila promete voltar a trazer milhares de festivaleiros ao Parque de Feiras de Vila de Rei. O evento conta com as atuações dos Artigo 21, (Re)Invention, Murta, DJ Nuno Calado e DJ Gonçalo Farinha, na sexta-feira, e de Blues e Outros Tons, Palomita e Los Gringos Locos, Plutonio, DJ Kiss Kiss Bang Bang e DJ Seadas e MC Pinkie na noite de sábado. As entradas para o 17º Festival Rock na Vila são gratuitas, tal como o campismo que apresenta excelentes condições para quem desejar acampar e usufruir do evento em toda a sua plenitude. Durante os dias do Festival, a 3 e 4 de junho, a Piscina Descoberta de Vila de Rei vai abrir as suas portas, das 10h00 às 12h00 e das 15h00 às 20h00, dando a oportunidade aos festivaleiros e a todos os interessados de se refrescarem nestes dois dias de calor. Logo ao lado, no Skate Park de Vila de Rei, vai decorrer, na sexta-feira, 3 de junho, a iniciativa ‘PARK SESH’, dinamizada pela Academia dos Patins. Das 16h00 às 20h00, irão decorrer demonstrações de desportos extremos, como skate, patins e BMX, por alguns dos melhores atletas a nível nacional. Os amantes destas modalidades terão oportunidade de conviver com os atletas e aprender com eles as manobras que sempre sonharam fazer. O evento conta ainda com animação de um DJ convidado e a apresentação por um speaker. No dia 4 de junho, sábado, o Parque da Ribeira da Vila vai receber a atuação do DJ ZukaTuga, entre as 18h00 e as 22h00, num aperitivo para o segundo dia do Festival Rock na Vila. Pelas 21h00 do mesmo dia, irá decorrer a apresentação do ‘Video-Mapping em Movimento’. Integrado no projeto Fôlego, do qual o Município da Vila de Rei é parceiro, o evento consiste num desfile de um carro a pedais com som e luz movidas a energia solar sem qualquer tipo de combustão.

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As entradas para o 17º Festival Rock na Vila são gratuitas, tal como o campismo

Toda a população é convidada a juntar-se ao video-mapping em movimento, incorporando o cortejo atrás do carro, sendo distribuídas luzes pelos participantes. No fim-de-semana seguinte, nos dias 10, 11 e 12 de junho, serão três os artistas a atuar em Vila de Rei, em iniciativas inseridas na programação do projeto ‘Caminhos da Natureza’. Na sexta-feira, 10 de junho, o Parque da Ribeira da Vila recebe a atuação de Arianna Casellas. De Venezuela a Portugal, Arianna traz consigo uma herança de narrativas e canções de outros tempos. Escutá-la é descortinar não só um conjunto de memórias pessoais, da infância em Caracas e da juventude no Porto, mas também uma noção muito pessoal do que deve ser – e soar – a dita folk. No dia 11 de junho, sábado, o concerto será na Igreja da Misericórdia e estará a cargo do músico vimaranense Rui Souza. O artista tem sido responsável por criações tanto para teatro como para cinema. Apresenta igualmente trabalhos como Dada Garbeck, com passagens por importantes salas de concertos e alguns festivais expressivos no panorama musical português. No domingo, 12 de junho, os concertos regressam ao Parque

JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022

da Ribeira da Vila, com a atuação de Tózé Bexiga. Com vários projetos já realizados, desde o rock à música experimental, fusão e música improvisada, Tózé Bexiga tem-se dedicado, nos últimos anos, à exploração do reportório tradicional e de um instrumento em particular: a viola campaniça. Tem vários trabalhos em cinema, teatro, dança contemporânea e teatro de marionetas. Bia Maria, cantora natural de

Ourém, é a artista responsável pelo concerto de 16 de junho, na Aldeia do Xisto de Água Formosa. Iniciou os estudos musicais desde cedo na escola local onde se foi apaixonando com o passar do tempo pelos mesmos. Licenciada em Direção Coral e Formação Musical, na ESML, decidiu que é altura do mundo ouvir a sua voz e as mil e uma ideias que correm por segundo na sua cabeça. No dia seguinte, a 17 de ju-

nho, o espetáculo muda-se para São João do Peso, com a atuação de Márcia. Considerada um dos maiores talentos da composição em língua portuguesa, Márcia é autora de temas como “A Insatisfação”, “Cabra Cega” e “Tempestade” e escreveu já para artistas como Ana Moura, António Zambujo e Sérgio Godinho, entre outros. Estes concertos fazem igualmente parte da programação do projeto ‘Caminhos da Natureza’. Ainda no mesmo fim-de-semana, a 18 de junho, o Parque da Ribeira da Vila vai receber a iniciativa ‘Jogos do Helder’. Desafios para todas as idades, que criam pontes geracionais e culturais, e que prometem uma tarde bastante animada para todos. A iniciativa faz parte da iniciativa ‘Caminhos das Pessoas’. Ana Bacalhau é a artista que irá atuar a 24 de junho, na Fundada. Nome incontornável da música nacional, Ana Bacalhau tornou-se conhecida do grande público como vocalista da banda Deolinda, tendo, depois disso, trabalhado já com artistas como Sérgio Godinho, Xutos & Pontapés, Pedro Abrunhosa ou Ana Moura. Em 2017 lançou o seu primeiro álbum em a solo, intitulado ‘Nome Próprio’, e atuou já nos principais palcos nacionais. No dia seguinte, a 25 de junho, o Parque da Ribeira da Vila vai receber o comediante Pedro Tochas, que apresentará o seu projeto ‘O Palhaço Escultor’. Neste espetáculo, usando nada mais do que a sua imaginação e com uma pequena ajuda do público, ele constrói uma história de amor sem dizer uma única palavra, com heróis, vilões e batalhas épicas. Uma experiência fantástica para toda a família que irá divertir e surpreender. A terminar a agenda de junho, o Parque da Ribeira da Vila vai ainda receber o concerto de ‘Homem em Catarse’, alter-ego do multi-instrumentista e compositor Afonso Dorido. O artista dará a conhecer “Sete Fontes”, disco completamente escrito ao piano e inspirado em sete lugares de Braga, cidade onde está radicado. Os espetáculos deste fim-de-semana fazem também parte da iniciativa ‘Caminhos das Pessoas’.


ESPECIAL / Vila Nova da Barquinha - Feira do Tejo FEIRA DO TEJO 2022 PROGRAMA 4 e 5 junho

Parque Ribeirinho Kuri-Kuri – Festival para crianças e famílias

10 a 12 junho

Castelo de Almourol Animação musical com Fernando Espanhol

9 junho

18h00 - Abertura dos stands de artesanato e tasquinhas 18h00 - palco ribeirinho – música: Dj Addline 21h00 - palco ribeirinho – música: Fun2Rock 23h00 - palco ribeirinho – música: Dj Addline

10 junho

10h00 – Rio Tejo - Canoagem TurisAlmourol (CNB) 10h00 - 13h00 (concentração junto ao Centro Cultural) Visita guiada ao Parque de Escultura de Contemporânea Almourol 15h00 - Abertura oficial da Feira do Tejo 15h00 - 17h00 – parque - Animação de Rua com Manus Esenas 15h30 – auditório Centro Cultural – Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de VN Barquinha (AHBVB) 16h00 – parque ribeirinho - Yoga & Mindfulness Kids: o teu momento! (CUR) 16h00 - 19h00 - Centro Estudos Arte Contemporânea conversa com o escritor Nuno Ferreira 17h00 – Palco Stº António - Grupo de Cantares "Casa do Povo" (CUR) 19h00 - palco ribeirinho – música: Ricardo Costa 20h00 - 22h00 - parque - Animação de Rua com Manus Esenas 21h30 – Aquapalco - Danças de Salão (CIR) 22h30 - palco principal – música: NENNY 00h00 - palco ribeirinho – música: Arregaita

11 junho

09h00 – parque ribeirinho (concentração junto ao Centro Cultural) – III PEETI TRAIL (Ass. Pais ECV) 10h00 - 13h00 - Centro Estudos Arte Contemporânea – Atelier de desenho e pintura (6 aos 10 anos) 10h30 - Praia do Ribatejo - Abertura da Sede Associação Cultural Paio de Pele 11h30 - Rio Tejo - Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo

15h00 - Palco Stº António - XIV Encontro de Grupos de Música Popular e Tradicional: Grupo "Barquinha Saudosa"; Grupo de música tradicional e popular "Trigueirão no relheiro" – Hortinhas, Alandroal; Grupo de música popular "Cantar D'Amigos" – Ota, Alenquer; Grupo de música tradicional e popular "Sons de Sempre" - Bom Sucesso, Alverca do Ribatejo 15h00 - Sede VespaClube - 18.ª Concentração Vespalmourol (Vespa Clube VNB) 15h00 – parque ribeirinho – "Mystic experience by Ovey and Statera" 15h00 - 17h00 - parque ribeirinho - Animação de Rua com Manus Esenas 15h30 - 18h30 – parque ribeirinho - Workshop de Canoagem (CNB) 15h30 – auditório Centro Cultural – Entrega de Prémios – Concurso de Fotografia “Marcas na história” 16h00 - 19h00 - Centro Estudos Arte Contemporânea Workshop de Iniciação à Fotografia 19h00 - palco ribeirinho – música: Ataráxia 20h00 - Palco Stº António - Desfile e Festival de Folclore: Grupo Folclórico "Os Pescadores de Tancos", Vila Nova da Barquinha; Grupo de Dançares e Cantares de Perre, Viana do Castelo; Rancho Folclórico "Flor do Sabugueiro", Tarouca; Rancho Folclórico de Avis, Portalegre 20h00 - 22h00 - parque - Animação de Rua com Manus Esenas 22h30 - palco principal – música: SCORPIUS, Tributo aos Scorpions 00h00 - palco ribeirinho – música: Old Wish

12 junho

09h00 – concentração Praça de Toiros - Trail de Santo António (GCB) 09h00 – parque ribeirinho - 18.ª Concentração Vespalmourol (Vespa Clube VNB) 10h00 - 13h00 - Centro Estudos Arte Contemporânea – Atelier de desenho e pintura (6 aos 10 anos) 10h30 – parque ribeirinho - Yoga com Fátima Passos 15h00 – auditório Centro Cultural - Entrega de diplomas Formação Ocupacional de Seniores; atuação FOS Tuna e Turma de Cavaquinhos (Essência Partilha) 15h00 - 17h00 – parque ribeirinho - Animação de Rua com Manus Esenas 15h30 - 18h30 - parque ribeirinho - Workshop de Canoagem (CNB) 16h00 - 19h00 - Centro Estudos Arte Contemporânea - Workshop de Iniciação à Fotografia 18h00 – Palco Stº António - Apresentação da Escola de Música de Vila Nova da Barquinha (Quadras e Partituras)

19h00 - palco ribeirinho – música: Fernando Espanhol Tributo à música portuguesa 20h00 - 22h00 – parque ribeirinho - Animação de Rua com Manus Esenas 21h00 - Palco Stº António - Marchas Populares: Ass. Pais JI de Atalaia; Ass. Pais JI Moita do Norte, Ass. Pais JI VN Barquinha, Ass. Pais EB1 - JI Praia do Ribatejo; Ass. Pais ECV, Fundação Dr. Francisco Cruz 22h30 - palco principal – música: THE GIFT 00h00 - palco ribeirinho – música: Rocket

13 junho

09h00 - Praça da República - Hastear da Bandeira 10h00 - 13h00 - Centro Estudos Arte Contemporânea Hora do conto (6 aos 10 anos) 10h00 - 18h00 – parque ribeirinho – EKOPÁTEO / ECOSPOT: Ação de sensibilização ambiental (Tejo Ambiente) 15h15 – parque ribeirinho – Teatro: Comédia da Marmita (AEVNB) 15h30 – auditório - Cerimónia de Atribuição de Títulos Honoríficos 16h00 - 17h00 – parque ribeirinho - Mascotes Parade 16h00 - 19h00 - Restaurante Loreto – Exposição de pintura 18h30 - Igreja Matriz - Missa em Honra de Stº António, seguida de procissão 19h00 - palco ribeirinho – música: Joaquim Roberto e a Máquina do Tempo 21h00 – Largo 1º Dezembro - dança: ETRIX/ADU (CIR) 22h00 - palco principal – música: ORQUESTRA LIGEIRA DO EXÉRCITO

Feira do Tejo

Dia 9: 18h00-24h00 Dias 10, 11, 12 e 13: 15h00-24h00 Exposição Retratos da minha terra – Geografias, de Augusto Brázio Centro Cultural Seg a sex: 09h00-12h30; 14h00-17h30 Sáb e dom: 10h00-13h00; 15h00-18h00 Magic Garden – ateliers infantis Parque ribeirinho Dias 10, 11 e 12: 16h00-20h00 Exposição “Condicionamento humano – Grupo “13 Luas” Galeria do Parque 9 jun a 24 set

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ESPECIAL / Vila Nova da Barquinha - Feira do Tejo

A desertificação combate-se com a criação de riqueza // As Festas do Concelho permitem o convívio e a convivência das famílias e amigos, mas o grande desafio dos autarcas e dos municípios aponta a uma necessidade premente de contrariar os níveis de desertificação que estes territórios, que se diz serem do interior, manifestam. Como se combate? Com infraestruturas, como o aeroporto de Tancos e as duas pontes sobre o Tejo. Atrás das empresas vem a riqueza e a fixação de pessoas. Entrevista por Jerónimo Belo Jorge Quais são as espectativas e como está a ser preparada a Feira do Tejo, com esta interrupção de dois anos, por causa da pandemia?

rinhas, com mais regularização de caudais? O rio Tejo é uma preocupação. O Tejo e o Zêzere, porque agora também já ando preocupado com o rio Zêzere. Temos feito grandes investimentos turísticos, temos agora o Trilho Panorâmico do Tejo, temos outros investimentos ribeirinhos, mas temos um problema que é a falta de água. E resolve-se a montante para conseguirmos reter água para regularização do caudal, este ano é um bom exemplo. Falo da barragem do Alvito, ou de outras…

Diria que finalmente temos a feira e estamos em festa. Obviamente com o devido cuidado, com parcimónia, com todos alertas da DGS, mas voltamos a poder ter sentimentos de partilha, de amizade, de alegria e de humanidade que é esta proximidade uns dos outros.

A pandemia provocou alguma alteração nos grandes investimentos do concelho?

Não. Vejamos, tivemos alguns processos complicados nomeadamente a gestão do teletrabalho e dos respetivos serviços autárquicos, do atendimento ao público que deixou de se fazer presencialmente, mas que nunca deixou de ser feito por videoconferência ou por telefone. Vila Nova da Barquinha nunca parou de fazer os seus investimentos, os seus projetos e, no fundo, os seus sonhos.Teve haver aqui uma simbiose perfeita entre aquilo que era possível, e que a Câmara Municipal tem o seu papel de ajudar e compor em termos sociais aquilo que era possível, sem esquecer a envolvência na assistência, quer em testes ou em máscaras ou quer em toda a logística que foi fundamental e é transversal a todas as autarquias. As autarquias foram fundamentais no combate à pandemia…

…tiveram que se adaptar…

… tivemos. Uma coisa foi certa: as pessoas ganharam confiança nas autarquias locais. A administração central está muito longe, é um conceito vago que fica no Terreiro do Paço. Em Vila Nova da Barquinha, como nas outras autarquias, as pessoas conhecem o presidente da Câmara, a assistente social ou as vereadoras.

Há três anos, a propósito de dados demográficos, disse-me que a localização estratégica da Barquinha era um dos pontos fundamentais para não acompanhar as quebras de população? Mantém essa posição?

Sem dúvida. Felizmente Vila Nova da Barquinha não sofreu muito com esta hecatombe. Tivemos uma redução de 3% em relação aos censos anteriores, não é significativo, mas é um índice de preocupação que temos. Esta

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… não há é atividade que resista a estes caudais instáveis que temos. Ora está cheio, ora vazio…

… e até os próprios ecossistemas ficam muito afetados. Este negócio da luz e da energia que nos prejudica porque não há caudais ecológicos e com isso matamos a fauna e a flora das nossas regiões deve ser uma preocupação nossa, dos cidadãos. centralidade, sendo um cruzamento a A13 com a A23, tendo ao lado a ligação rodoviária e a ferroviária é muito competitiva para outras regiões do interior. E digo isto porque até sou natural de Oleiros (distrito Castelo Branco). Dou-lhe um exemplo muito concreto: há dias alguém perguntou-me se tinha um pavilhão disponível para uma empresa. E tinha dois pressupostos. Um era junto a uma autoestrada [dois terços dos concelhos ficam logo de fora] e o outro era ser próximo da via férrea. Ou seja, então 2 ou 3% dos municípios que tinham possibilidades de acolher esta empresa, tinham sido afastados. E também tem muito a ver com preços e com mercado. Ou seja, o empresário tenta mitigar os seus esforços em termos de empresa, e tenta esmagar os preços, colocar os produtos junto das áreas de grande densidade populacional. Dou-lhe outro exemplo concreto: á água para nós [Barquinha] fica-nos a 0,72 euros, para Lisboa fica a 0,74. E a água é toda do Castelo de Bode. São estes desequilíbrios que às vezes o poder político não se apercebe que existem e que criam a concentração e desvirtuam a concorrência (entre municípios).

Dever-se-ia olhar mais para os

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territórios de acordo com alta, média ou baixa densidade?

Não iria tanto por aí. Iria mais para a distribuição de riqueza e criar condições objetivas para a instalação de grandes infraestruturas: o aeroporto de Tancos, grandes empresas da área energéticas e outras. Os PIN (Projetos de Infraestruturas Nacionais) que possam alavancar-nos e aproximar-nos da zona do litoral, onde está tudo concentrado, temos de o ultrapassar. Até na regeneração da agricultura. Só 20% do que consumimos é que é produzido cá, os outros 80% é tudo importado. Temos de fazer o contraciclo. Como? Criando incentivos às empresas para se fixarem nestas regiões porque as pessoas já perceberam, e a pandemia provou isso, que pode haver muito teletrabalho. As autarquias criaram condições para essa vida.

Mesmo assim Vila Nova Barquinha tem o Centro de Negócios lotado, uma zona industrial cheia e a precisar de ser aumentada…

… sim. Não queria fazer comparações com outras zonas do interior, mas tem a ver com isto. Ainda hoje trouxemos a reunião de Câmara um processo de uma empresa que se vai instalar aqui e as empresas que temos tem a ver com acessibilidades. Não há volta a dar.

De facto o grande rojeto que temos para a região é o Aeroporto de Tancos

E que grandes projetos é que a Câmara Municipal ou através da Comunidade Intermunicipal têm para o concelho, até no âmbito do PRR ou do Portugal 2030?

De facto o grande projeto que temos para a região é o Aeroporto de Tancos. A CIMT está de mãos dadas, já temos o aval da CIM de Coimbra e seguramente teremos da Beira Baixa e Alto Alentejo, e perseguimos o objetivo de abrir o aeródromo de Tancos ao tráfego civil. Seria uma mais-valia e isso de facto é que seria investir no interior. Precisamos de uma nova ponte, e não me interessa muito o local se é no Tramagal ou noutro lado.

O Rio Tejo continua a ser uma das marcas do concelho. É preciso apostar mais nas zonas ribei-

A regeneração urbana tem sido uma aposta do município e de particulares?

E faz sentido. Mesmo em termos meramente economicistas, do ponto de vista camarário, faz sentido aproveitar todas as redes de saneamento já instaladas em vez de construir de novo. É com muito gosto que pudemos ver no último mês 30 prédios a serem vendidos em que deram à Câmara o direito de preferência. É sinal que a Barquinha está viva, está com força e garra e, quando assim é, estamos no caminho certo. Nós queremos sempre mais. Objetivamente não podemos agradar a toda a gente, mas um autarca fica de coração cheio quando um grupo de alunos visita o território e nos dizem “parabéns presidente, tem uma vila muito bonita.”

Que obra ou projeto é que gostaria de ver a andar nos próximos 12 meses?

Gostava de concluir todos os pedidos que estão feitos para a zona industrial. Esperemos que até final do ano os 300 postos de trabalho estejam garantidos, conforme promessa do presidente da Câmara. Se conseguir concluir o projeto de instalar todas as empresas e começar a pensar no plano de pormenor para o alargamento da zona industrial, acho que cumpri o que tinha prometido e cumpri a minha missão.


ESPECIAL / Vila Nova da Barquinha - Feira do Tejo

Trilho Panorâmico do Tejo é o portal para um mundo de “histórias” 0

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Then comes the Pai-Avô Quay, a mooring spot for fishing vessels, followed by the Galiana Fountain. After that, we will contemplate the Almourol Castle (a National Monument), the Portuguese fortress with the most beautiful natural surroundings, to which visitors are carried by traditional boats. Nearby, on the left bank of the Tagus, the Nossa Senhora do Loreto Convent can be seen. Now we see the town of Tancos and the Cais d’el Rei dock, rich in natural beauty and grace. The itinerary continues until the riverside park of Vila Nova da Barquinha, a 7-hectare leisure area where the Contemporary Sculpture Park stands.

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Santa Margarida da Coutada Quinta da Cardiga

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Inícios | Starting points

PONTOS DE INTERESSE

São Caetano

POINTS OF INTEREST

Miradouro Viewpoint

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Foz do rio Zêzere Mouth of the Zêzere river

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Cais Pai-Avô Pai-avô Quay

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Fonte da Galiana Galiana Fountain

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Convento de N.a Sr.a do Loreto N.ª Sr.ª do Loreto Convent

LEGENDA DO MAPA

Carregueira

MAP LEGEND

Quinta da Labruja Ponto de início / fim

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Castelo de Almourol - Monumento Nacional Almourol Castle - National Monument

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Cais d’ El Rei - Tancos Cais d’el Rei dock - Tancos

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Igreja Matriz de Tancos Tancos Mother Church

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Parque de Merendas Picnic Park

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Parque de Escultura Contemporânea Almourol Contemporary Sculpture Park

12 Castelo de Almourol | Almourol Castle

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Starting point / end

GR12 E7 - Grande Rota do Tejo

Etapa Panorámica do Tejo- R i be i ra Almourol o Val e The Tagus Great Route Tagus-Almourol panoramic walk 50

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Parque de Escultura Contemporânea Almourol | Contemporary Sculpture Park

Fluviário Foz do Zêzere Centro Náutico The Foz do Zêzere Fluviarium Nautical Centre

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É um percurso considerado fácil. Tem 10,5 kms e pode ser feito todo o ano, faça chuva, sol ou frio. Aponta a uma duração média de 2 horas e 30 minutos. E pode ainda acrescentar-se, para os mais especializados nos percursos pedestres, que a altitude máxima é de 43 metros e a mínima de 13. Já o desnível acumulado aponta a +244 e a - 263. Já agora fica ainda a nota para os pontos de partida ou de chegada. É como se quiser: Centro Náutico ou Fluviário na foz do Zêzere e Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha podem ser partida ou chegada. Mesmo assim, como Trilho Panorâmico do Tejo aponta-se a partida entre a Ponte sobre o Zêzere e a Ponte sobre o Tejo, num cenário onde os rios se encontram. Deixando a vila de Constância como pano de fundo neste início de caminhada, pode calcorrear as encostas até Praia do Ribatejo passando perto do local onde outrora terá existido o castelo de Ozêzere, mesmo na confluência do Zêzere com o Tejo. E, neste encontro com a história, passamos por Paio de Pele, ou Praia do Ribatejo. Nesta ligação estreita entre o passeio, a natureza e a história podemos acrescentar a fauna. A observação das cegonhas e a imponência de alguns edifícios, que testemunham a época áurea da indústria da serração de madeiras, transportadas pelo rio Zêzere abaixo. Na mesma linha, sem perder de vista as águas do Tejo, encontramos o Cais Pai-Avô. É zona de atracação de embarcações piscatórias, seguido da Fonte da Galiana. Avistamos então a Joia da Coroa de Vila Nova da Barquinha: o Castelo de Almourol. O Monumento Nacional fica ali no Tejo e, dependendo dos caudais, pode situar-se numa ilha ou numa “península”. Pode ser visitável a pé ou de barco. Mas isso fica para outra viagem, até pode marcar na agenda uma visita guiada ao castelo e à história dos Templários. Na margem direita do Tejo. E a caminho de Vila Nova da Barquinha, encontramos o Convento de N. Sr.ª do Loreto. Surge depois a vila de Tancos e o Cais d’el Rei. Em Tancos tem a possibilidade de agendar outros roteiros, desta vez na água. O cais de Tancos tem embarcações para outros passeios. O percurso continua até ao parque ribeirinho de Vila Nova da Barquinha, uma área de lazer com 7 hectares onde está instalado o Parque de Escultura Contemporânea, ali ao lado do Centro Cultural. Com este trilho podemos libertar a mente e, entre o percurso natural ou “ajeitado” pela mão dos homens, podemos, facilmente, ser transportados para um outro mundo, dos Templários, dos tesouros escondidos, dos túneis de fuga, das lendas, do Castelo de Almourol ou do castelo desaparecido de Ozêzere, da localidade Paio de Pele. Mistura-se natureza, património, história e religião. E abre-se uma porta para outras experiências, sempre com o Tejo como companheiro.

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FICHA TÉCNICA

ROUTE

Entre a Ponte sobre o Zêzere e a Ponte sobre o Tejo (obra de arte de Maison Eiffel), avistamos uma paisagem deslumbrante, com o desaguar do rio Zêzere no Tejo e a vila de Constância como pano de fundo. Continuando até à Praia do Ribatejo, podemos observar as cegonhas e a imponência de alguns edifícios, que testemunham a época áurea da indústria da serração de madeiras, transportadas pelo rio Zêzere abaixo. Depois surge o Cais Pai-Avô, zona de atracação de embarcações piscatórias, seguido da Fon- te da Galiana. Avistamos então o Castelo de Almourol (Monumento Nacional), a fortificação com o mais belo enquadramento paisagístico em Portugal, visitável em embarcações típicas. Nas imediações, na margem direita do Tejo, existe o Convento de N. Sr.ª do Loreto. Surge agora a vila de Tancos e o Cais d’el Rei, com a sua beleza e graça naturais. O percurso continua até ao parque ribeirinho de V. N. da Barquinha, uma área de lazer com 7 hectares onde está instalado o Parque de Escultura Contemporânea. Between the Bridge over the Zêzere and the Bridge over the Tagus (a Maison Eiffel work of art) a dazzling landscape stretches, with the Zêzere flowing into the Tagus and the town of Constância as its background. Later, at Praia do Ribatejo, we can watch the storks and contemplate some imposing buildings, testimonies to the golden age of sawmills, when timber was carried down the Zêzere.

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PERCURSO

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GR33 - Etapa 9 Grande Rota do Zêzere The Zêzere Great Route

PR1 VNB No rasto dos templários On the templar trail walk

GR12 E7 Grande Rota do Tejo The Tagus Great Route

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Estradas Roads Estradas de terra Dirt roads Curvas de nível Contour

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PERFIL TOPOGRÁFICO TOPOGRAPHY

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Vila Nova da Barquinha - Centro de Interpretação Templário de Almourol Vila Nova da Barquinha - Templars Interpretation Center of Almourol

Jerónimo Belo Jorge

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ESPECIAL / Vila Nova da Barquinha - Feira do Tejo

Crescimento industrial no centro das acessibilidades Vila Nova da Barquinha tem um Centro de Negócios com uma área total de cerca de 30 hectares com plano de pormenor com 52 lotes de terreno com dimensões variadas. Este parque fica localizado, paredes meias, com a A23 e com o IC 13, e a uma distância curta da ferrovia (linhas do norte, beira e leste) e, consequentemente, do Terminal Multimodal de Riachos. Ou seja com excelente acessibilidade. No regulamento está definido quais os tipos de empresas que pode acolher: Indústria transformadora, preferencialmente de elevado nível de incorporação tecnológica; Transportes; Armazenagem e Logística; Comércio por grosso; Electricidade, Gás e Água; Construção e Obras Públicas; Serviços; e outras consideradas de interesse para o Município. Os investimentos em curso ou cuja instalação está em andamento com a criação de mais postos de trabalho são a fábrica de colchões Nuvens Vivazes que pretende criar 120 novos postos de trabalho. Esta unidade está a entrar em velocidade cruzeiro de produção e vai, ao que sabemos, ser inaugurada neste mês de junho. Já em fase de laboração está a Energom Lda (estruturas e construções metálicas) com previsão de criação de 300 postos de trabalho até final do ano. Ainda para 2022 está prevista a abertura de mais três empresas em Vila Nova da Barquinha: JJM Esperança (Metalomecânica) e Metric Argument (Metelomecânica) e CR Nuts (frutos secos). No global em 2022 o Centro de Negócios de Vila Nova da Barquinha deverá ter ultrapassado a meta de criação de 300 novos postos de trabalho. Em abril do ano passado o Centro de Negócios era dado como lotado pelo que houve a necessidade de fazer uma ampliação, com a colaboração do Regimento de Engenharia 1, tendo sido criados 13 lotes de 2.900 m2 e 3.600 m2. E nesta altura a autarquia, que já é proprietária de cerca de 90 hectares de terrenos contíguos à zona industrial está em negociações com alguns proprietários privados para aquisição de mais alguns terrenos. Ou seja, em breve, a autarquia poderá ser detentora de mais de cem hectares de terrenos “encostados” à A23 que poderão vir a ser alvo da realização de um plano de pormenor que permita a criação de mais uma zona para instalação de empresas.

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- 300 postos de trabalho em 2022 - 500 postos de trabalho em 2025 - 15 empresas instaladas CAIS – Espaço empresarial - 15 empresas instaladas Centro de Negócios CENTRO DE NEGÓCIOS Área total: 30 hectares Área disponível na 1.ª fase: mais de 110 000 m2 Lotes entre cerca de 1.000 e 20.000 m2 Terreno plano e infra-estruturado Alimentação eléctrica: 20,7; 33 e 50 kVA (extensível) “BARQUINHA MAIS INVESTIMENTO”  INCENTIVOS À FIXAÇÃO DE EMPRESAS - Isenção de IMT - Isenção de Derrama - Isenção de IMI - Isenção de taxas municipais das operações urbanísticas associadas ao projeto empresarial; - Condições de acesso a preços reduzidos. - Via verde na análise de candidatura ao CDN e CAIS, bem como no processo de legalização de projetos empresariais

Planta do Loteamento

Mas não é só na Zona Industrial que há a criação de empresas e de emprego. No centro da vila, o município criou o Cais – Ninho de Empresas, que tem atualmente 15 empresas com instalação física, em coworking e outras em instalação virtual. Este é um um espaço empresarial dedicado a todos os empreendedores locais de âmbito nacional e internacional. Tem como objetivo a promoção e acompanhamento de projetos e empresas inovadoras, colocando-as num mesmo espaço físico e pondo ao seu dispor um conjunto de serviços e gabinetes, proporcionando a inserção num ambiente empresarial adequado, bem como as condições necessárias ao seu sucesso Vila Nova da Barquinha acaba por ter uma localização central no meio de um “nó” de acessibilidades. De acordo com Fernando Freire esta localização permite não ter tido uma diminuição de população

JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022

como outros concelhos da região. O autarca explica: “Esta centralidade, sendo um cruzamento a A13 com a A23, tendo ao lado a ligação rodoviária e a ferroviária é muito competitiva para outras regiões do interior. E digo isto porque até sou natural de Oleiros (distrito Castelo Branco). Dou-lhe um exemplo muito concreto: há dias alguém me perguntou se tinha um pavilhão disponível para uma empresa. E tinha dois pressupostos. Um era junto a uma autoestrada [dois terços dos concelhos ficam logo de fora] e o outro era ser próximo da via férrea. Ou seja, então 2 ou 3% dos municípios que tinham possibilidades de acolher esta empresa, tinham sido afastados. E também tem muito a ver com preços e com mercado. Ou seja, o empresário tenta mitigar os seus esforços em termos de empresa, e tenta esmagar os preços, colocar os produtos junto das áreas de grande densidade populacional. E

isto é como o mapa inclinado [tudo o que é perto do mar é belo, tudo o que é interior… ], mas é lutar contra um desequilíbrio estrutural muito grande e é uma luta desigual.” Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, adianta que tem um objetivo em mente que é ter, no final deste ano, 300 postos de trabalho criados por empresas instaladas na zona industrial. E revela sobre a instalação de novas empresas que há uma, prestes a iniciar funções no setor dos colchões e “temos outras na metalomecânica, frutos secos, carnes, legumes, no canábis, na cartonagem na carteira. Se conseguir concluir o projeto de instalar todas as empresas e começar a pensar no plano de pormenor para o alargamento da zona industrial, acho que cumpri o que tinha prometido e cumpri a minha missão. Jerónimo Belo Jorge

EMPRESAS INSTALADAS • Change in Motion, Lda. • Charlotte Isabel Branco Weiss • Codigo Luminoso, Apoio à Gestão, Unipessoal, Lda. • Cristina de Deus Santos, Unipessoal, Lda. • CRNuts - Comércio e Indústria de Frutos Secos, Lda. • Dualtejo, Lda. • Energon, Lda. • Espaço Mecânico - Comércio e Manutenção de Equipamentos de Terraplanagem, S.A. • Folium Proprium, Lda. • Golden Sigma - Consulting & Engeneering, Lda. • Gonfersol - Produtos Químicos, Lda. • Indigus, Lda. • J.J.M. Esperança, Lda. • José Neves, Companhia, Lda • LEAD4B - IT Solutions, Lda. • Maike Bispo dos Santos Superlúdico • Metric Argument - Centro de Serviços de Metalomecânica, Lda. • Milha Urbana, Lda / YOOB • No Operation, Lda. • Nuvens Vivazes, Unipessoal, Lda. • Ocenfólio, Lda. • Parágrafo Exclusivo, Lda. • PreciseKarbon, Lda. • Procurement Concept Consulting, Lda. • ROOT4IT, LDA • Tugafire / Camionantunes Comércio de Viaturas, Lda. • Vegigreen, Lda. • ViviFoods, Lda. • WeldPro, Lda. • Wiisecure - Tecnologias de Segurança, Lda.


ESPECIAL / Abrantes - Festas da Cidade

festas

Abrantes As festividades estão de regresso a Abrantes! Após dois anos de interregno, estão reunidas as necessárias condições para voltarmos a realizar as tradicionais festas de Abrantes. A música, o desporto, o artesanato, a cultura, a gastronomia, a animação, a tradição, a alegria e a união característica das nossas gentes voltará a invadir a nossa cidade. Temos um programa muito diversificado e capaz de agradar ao abrantinos e a quem nos visita. Estão todos convidados. Juntem-se a nós! Manuel Jorge Valamatos, Presidente da CM Abrantes

Feira de Artesanato / Tasquinhas / Concertos / DJ’s / Animação de Rua / Animação Infantil / Desporto

+ info

http://agenda.cm-abrantes.pt Junho 2022 / JORNAL DE ABRANTES

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ESPECIAL / Abrantes - Festas da Cidade

“A comunidade reconhece o nosso trabalho” // As Festas da Cidade de Abrantes estão aí e em formato alongado. Vão ser sete dias de muitas atividades, para miúdos e graúdos e muita música. As tasquinhas voltam a marcar presença e o convívio está garantido. Para além das Festas, há mais coisas a acontecer no concelho. Fomos saber de tudo com o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos.

na formação que possa desenvolver as competências das nossas pessoas são muito importantes para o futuro do concelho, sendo a construção da nova ESTA um elemento que consideramos decisivo para o nosso futuro. Em termos de captação concreto de novo investimento, posso referir, porque já é público, que a Endesa instalará a sua sede social em Abrantes, mas há neste momento conversações adiantadas com outras empresas de grande dimensão para se instalarem em Abrantes. Mas não é só na captação de grandes empresas que trabalhamos. A título de exemplo, temos neste momento em fase de conclusão um novo edifício no Tagusvalley, que servirá de acelerador de empresas e que vai permitir dar uma grande ajuda na fase inicial de vida das nossas empresas.

2022 marca a retoma das Festas da Cidade. Como sente o pulsar da população a este respeito? Há receio ou, pelo contrário, as pessoas estão desejosas de voltar à normalidade?

Este é um momento importante e desejado há muito pela nossa comunidade. Sinto que a população está ansiosa pelas Festas, pela importância que elas têm para o concelho, mas sobretudo porque marca o regresso à “quase” normalidade, a alegria e ao convívio. As Festas são sempre um momento de grande vitalidade e de união da nossa comunidade. Além de reforçar a nossa identidade, a edição deste ano dá um grande contributo para potenciar o dinamismo económico numa série de setores que foram muito afetados nestes últimos anos, como o setor da cultura, turismo, restauração, entre outros.

Este ano marca também o regresso dos grandes concertos ao Largo 1.º de Maio. Quais as razões para esta alteração há muito desejada pela maior parte das pessoas que vêm à Festa?

Sim, exatamente. O regresso ao Largo 1º de Maio vai ao encontro do desejo dos abrantinos, porque consideramos que neste espaço estão reunidas as melhores condições para a realização destes grandes concertos. Este ano teremos novamente o Palco Jovem na Praça Raimundo Soares – com a atuação de vários Dj’s - e o Palco Tradições na Praça Barão da Batalha, onde a animação vai ser da responsabilidade das associações e coletividades do nosso concelho. Para as crianças voltamos a disponibilizar um espaço de diversão, desta vez, no Jardim da ESTA. Mas as festas não são só concertos. Temos um programa muito diversificado em

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outras áreas, como o desporto, artesanato ou gastronomia. Estamos convictos que agradará aos abrantinos e a todos os que nos visitam.

Tem três anos de presidência. Que balanço já pode ser feito a respeito da sua liderança?

Sem falsas modéstias, entendo que o balanço é muito positivo e que a nossa comunidade reconhece o nosso trabalho, como aliás demonstraram com o resultado eleitoral com que nos honraram no ano passado. A realidade é que dois terços da minha presidência são marcados por uma pandemia histórica a nível mundial, seguindo-se agora a guerra na Ucrânia, cujos efeitos já são bem visíveis na nossa economia. A conjuntura não tem sido fácil, mas julgo que temos conseguido conciliar a defesa da nossa comunidade com os necessários investimentos para o desenvolvimento do concelho, mantendo a responsabilidade financeira.

Cineteatro S. Pedro, creche municipal, pavilhão multiusos, nova ESTA... são projetos que irão ser financiados pelo PRR?

A procura por soluções de financiamento para os nossos projetos é uma constante na nossa gestão. Estamos constantemente em busca das melhores soluções financeiras que permitam onerar o menos possível o Município. Isso mesmo fica provado pelo recente reconhecimento de Abrantes como o segundo município do

JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022

país com melhor gestão financeira, atribuído pelo Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses e no qual temos muito orgulho. Os processos referidos estão em curso e a garantia que deixo aos abrantinos é que a breve prazo serão uma realidade.

Há outros na calha?

Existem certamente mais projetos na calha, nas mais diversas áreas. Os projetos referidos anteriormente, que já foram apresentados e estão agora em execução, tiveram longos períodos de desenvolvimento e análise antes de serem tornados públicos. Estamos sempre em busca das melhores soluções para o concelho, mas os abrantinos já sabem que comigo só há anúncios de novos projetos quando efetivamente estão reunidas as necessárias condições para avançarmos. É um compromisso do qual não abdico.

Qual a obra que gostava de ter no concelho e que ainda não conseguiu?

Neste momento eu diria que a grande prioridade será a conclusão do Cineteatro São Pedro, pela importância histórica que tem para a nossa comunidade e pela necessidade que temos de um espaço com estas características no concelho. Desde o início que este tem sido um processo muito complexo e no qual temos trabalhado com grande afinco. Estou convicto que brevemente conseguiremos concretizar este objetivo.

“A grande prioridade será a conclusão do Cineteatro São Pedro, pela importância histórica e pela necessidade que temos de um espaço com estas características”

Uma das apostas deste Executivo tem sido a expansão e requalificação das zonas industriais do concelho. Qual o ponto de situação de instalação de novas empresas e o que está a ser feito para cativar novos investimentos?

Sem dúvida. Temos a perfeita noção da importância que as zonas industriais têm para a economia local e esta é uma aposta que a todo o tempo reforçaremos. O desenvolvimento de infraestruturas, dos mais variados tipos, assim como os incentivos à instalação de novas empresas e a desburocratização destes processos são elementos-chave na nossa política de captação de investimento no concelho. Paralelamente, a aposta

Para além do projeto da Endesa na Central do Pego (que já é certo), quais são os outros projetos que mostraram intenção de se instalar em Abrantes no âmbito do Fundo de Transição Justa?

Como deve compreender, são negociações que estão em curso e sobre as quais eu não falo, ainda, publicamente. Quando esses processos estiverem fechados, cá estaremos para anunciar com toda a transparência. No entanto, estamos muito expectantes em relação a novos projetos que possam surgir.

O Município está a imprimir uma nova dinâmica no Mercado Municipal. Em concreto, o que se pretende que surja naquele espaço? Acredita que o Mercado poderá ser “reavivado”, em termos de bancas de venda e também de compradores?

O projeto de dinamização do Mercado Municipal encontra-se em curso de há uns meses para cá e a resposta inicial da nossa comunidade tem sido muito positiva. Sabemos que com o aparecimento das grandes superfícies comerciais, os Mercados Municipais foram perdendo clientes, que encontraram nestes grandes espaços a comodidade, diversidade de produtos ou até mesmo a facilidade de estacionamento. É um desafio que o Município e a nossa comunidade têm de encarar em conjunto, defendendo o nosso mercado. De forma cuidada e criativa, temos fomentado a ligação entre o mercado e os abrantinos. Patrícia Seixas


ESPECIAL / Abrantes - Festas da Cidade

Cineteatro S. Pedro será “equipamento de excelência” // O ano de 2024 marcará uma nova realidade na cidade de Abrantes, no concelho e mesmo na região. Este é o ano em que se prevê que o Cineteatro S. Pedro reabra as suas portas, de cara lavada e ampliado, voltando à grandiosidade de outrora. A empreitada de “Restauro, Reabilitação, Remodelação e Ampliação do edifício do Cineteatro São Pedro em Abrantes” deverá ter o seu início em novembro de 2022, uma vez que o processo de empreitada está sujeito a visto prévio do Tribunal de Contas. É com esta informação que partimos à descoberta do que será o novo Cineteatro S. Pedro. A sala de espetáculos da cidade está fechada desde 2018 e após um processo longo de negociações, o Município de Abrantes adquiriu o imóvel à Sociedade Iniciativas de Abrantes, Lda. Desde a compra que a reabilitação do edifício tem estado na ordem do dia e após concursos públicos desertos e alteração dos valores de empreitada, finalmente a obra foi adjudicada à sociedade comercial “João António Gonçalves Engenharia Unipessoal, Lda.” pelo valor de 2.645.000 euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor. O prazo previsto para a execução da obra será de 450 dias.

/ Fechado desde 2018, o Cineteatro S. Pedro vai ser alvo de obras E que Cineteatro vão os abrantinos encontrar depois desta requalificação? Segundo o vice-presidente da Câmara de Abrantes, “os abrantinos, após as obras de restauro, reabilitação, remodelação e ampliação do Cineteatro São Pedro

em Abrantes, irão encontrar um equipamento de excelência que irá criar uma nova dinâmica cultural, social e económica no centro histórico, na cidade e na região, expandindo a oferta cultural a diversos públicos e agentes”. João Gomes explica que “a obra

preserva a essência do edifício, estando prevista a reorganização dos espaços e circulações, incluindo uma ampliação em terreno contíguo, que irá criar novas circulações de ligação entre todos os espaços do edifício”. Esta obra vai “assegurar a autonomia funcional e garantir a acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada a todos os pisos através de elevador, bem como circuitos independentes de acesso aos diferentes espaços e para cargas e descargas. Este novo corpo albergará ainda instalações técnicas”. Quanto ao palco, este “será ampliado para possibilitar a realização de espetáculos que anteriormente não eram possíveis de serem realizados”. Já a sala de espetáculos “passará a ter 386 lugares, estando prevista a remodelação da plateia que terá um novo perfil de inclinação, cadeiras novas e lugares reservados para pessoas com mobilidade condicionada”. E já sabemos que quem vai as-

sistir a um espetáculo, antes, depois ou no intervalo, não dispensa um café ou qualquer outra bebida mais refrescante. Para tal, a zona da cafetaria também será remodelada e reequipada, “incluindo a criação de uma zona de esplanada no espaço exterior”. Com as preocupações de eficiência energética presentes, o Município pretende melhorar esta questão “através da instalação de novas caixilharias com isolamento térmico e acústico. Será efetuado o tratamento acústico das paredes, o restauro do teto falso, entre outros”. Para maior conforto na sala, “as infraestruturas serão novas, passando o sistema de climatização da sala de espetáculos a ser feito pelo pavimento, de modo a ter uma melhor rentabilidade e melhor conforto aos utentes do espaço”. Avança ainda João Gomes que “será instalado um sistema de Gestão Técnica Centralizada, destinado a controlar, vigiar, gerir, otimizar e racionalizar o funcionamento de todos os equipamentos previstos”. O projeto parece vir ao encontro das expetativas de quem anseia por poder voltar a entrar pelas portas do Cineteatro S. Pedro. E como já pareceu bem mais distante essa data, é aguardar mais um tempo para que o Cineteatro S. Pedro volte no seu melhor para muitos mais momentos “históricos” que também nos ficarão na memória. Patrícia Seixas

Autarquia apoia coletividades com mais de 900 mil euros // Nos últimos quatro anos, a Câmara Municipal de Abrantes apoiou as associações concelhias com mais de 2 milhões e 500 mil euros no âmbito do FINAbrantes – Programa de Apoio a Coletividades do Concelho de Abrantes. No dia 5 de maio, o Município de Abrantes assinou os Contratos-Programa com os representantes das 78 coletividades que viram as suas candidaturas aprovadas no âmbito do FINAbrantes 2021/2022, nas Medidas 1, 2, 3 e 4, Cultura, Juventude e Social, respetivamente, e também a Medida Investimento, num total de mais de 900 mil euros. A cerimónia de assinatura dos contratos-programa decorreu em Tramagal, no Largo dos Combatentes, junto à sede do Tramagal Sport União (TSU) que recentemente assinalou os seus 100 anos de vida, e contou com as presenças, entre outros, do coordenador do Plano Nacional de Ética no Desporto, José Lima, do presidente da Junta de Freguesia de

total de 172 projetos aprovados. No valor total do apoio está incluída a verba de 300 mil euros, que se veio juntar ao meio milhão de euros habitual do FINAbrantes, para apoiar as instituições desportivas, culturais e sociais com a conservação/beneficiação e construção de infraestruturas e a aquisição de equipamentos e de viaturas que, neste ano de 2022, contemplou 19 entidades. “Este é um pacote financeiro que voltaremos a ter porque foram muitas as candidaturas que recebemos este ano e não conseguimos apoiar todos”, salientou Manuel Jorge Valamatos.

/ Tramagal, António José Carvalho, e do presidente do TSU, João Serafim, que salientou “a importância destes apoios do Município para a continuação do trabalho das associações”. O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, começou por referir que “é inegável que o tecido associativo em Abrantes é a expressão organizada de um dos mais dinâmicos agentes de transmissão de identidade cultural, social e desportiva do nosso concelho” e salientou que,

apesar da pandemia, “as nossas associações foram e continuarão a ser decisivas para garantir o que de melhor o futuro nos reserva”. Nos últimos quatro anos, o Município de Abrantes investiu mais de 2,5 milhões de euros neste programa de apoio às coletividades, valor “que reconhece a importância que estas coletividades têm para o nosso concelho”. Para 2022, o total do financiamento aprovado foi de 908.095,02 euros para 78 coletividades e um

FINAbrantes distinguido com Bandeira de Ética

Durante a cerimónia, foi entregue à Câmara Municipal de Abrantes a Bandeira de Ética, atribuída pelo Plano Nacional de Ética no Desporto, pelas mãos do seu coordenador Nacional, José Lima. A Bandeira de Ética vem, assim, certificar o programa FINAbrantes por valorizar os projetos diferenciadores e inovadores que contribuem para a igualdade de género e não-discriminação, para a educação parental e para a ética dos valo-

res. “Esta bandeira é a certificação de boas práticas”, destacou José Lima, que apelou ainda a todos os dirigentes associativos presentes a “apresentarem candidatura dos seus projetos a esta certificação”. Para o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, “esta certificação orgulha-nos, mas também nos responsabiliza para continuar a fazer mais e melhor, reforçando, ainda mais, o compromisso municipal no apoio ao tecido associativo e na promoção dos valores éticos do Desporto”. “O Município de Abrantes tem confiado e continuará a confiar no papel das suas associações, entendendo-as como essenciais e determinantes para a união do nosso concelho”, concluiu Manuel Jorge Valamatos. O FINAbrantes é um programa municipal de incentivo a entidades concelhias que tem como objetivo manter e apoiar as atividades das diversas entidades nas áreas da cultura, desporto, recreio, juventude e da intervenção social, de forma regular e diversificada, uma vez que são pilares fundamentais de coesão social e de apoio aos interesses e necessidades de cada cidadão.

Junho 2022 / JORNAL DE ABRANTES

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ESPECIAL / Abrantes - Festas da Cidade

FESTAS ABRANTES 09 junho

Rita Guerra Héber Marques

Cromos da noite

10 junho

Centro histórico 18h00/24h00 Abertura da Feira de Artesanato

Centro histórico 11h00/24h00 Feira de Artesanato

Espaço família Jardim da ESTA 18h00/21h00 Abertura do espaço famílias

Espaço família Jardim da ESTA 10h00/13h00 -15h00/21h00 Atividades e espetáculos

Mickael Carreira

Palco tradições Praça Barão da Batalha 18h30 Grupo de Cantares da Sociedade Recreativa do Souto Grupo Cant'Abrantes

Aquapolis norte 10h00 TORNEIO DE PADEL

Palco tasquinhas Jardim da República 20h30 Banda Toc & Foge

Aquapolis norte 10h00 TORNEIO DE VOLEIBOL DE PRAIA

Aquapolis Sul 22h30

RITA GUERRA E HÉBER MARQUES Orquestra Ibérica International Voices Ensemble

Cromos da noite by Cidade FM

Biblioteca Municipal António Botto 16h00 Apresentação do livro CASA DE ABRANTES, CRÓNICAS DE RESISTÊNCIA com autor João de Lancastre prefaciador e debate moderado pelo jornalista José Manuel Fernandes

Palco tradições Praça Barão da Batalha 18h30 Rancho Folclórico e Etnográfico de Casais de Revelhos Rancho Folclórico da Casa do Povo de S. Miguel do Rio Torto Rancho Folclórico da Casa do Povo de Tramagal Rancho Folclórico da Casa do Povo do Pego

Animação de rua Centro Histórico 18h30 / 20h00

DJ Glue

13 junho

Hotplay

Palco principal Esplanada 1º de Maio 22h30

Centro Histórico 14h30 DOWNHILL URBANO DE ABRANTES

MICKAEL CARREIRA

14 junho Cerimónias Oficiais do Dia da Cidade Consultar programa específico

Espaço família Jardim da ESTA 15h00/21h00 Atividades e espetáculos

Centro histórico 11h00/24h00 Feira de Artesanato

Palco tasquinhas Jardim da República 20h30 4 ou 5 com fadistas convidados Palco principal Esplanada 1º Maio 22h30

JOSÉ CID & QUINTETO Palco jovem Praça Raimundo Soares 00h30 DJ Brix DJ Glue (Da Weasel)

Aquapolis norte 10h00 TORNEIO DE FUTEBOL DE PRAIA Aquapolis norte CONVÍVIO DE PESCA Alameda Carlos Lopes Cidade Desportiva 18h00 DEMONSTRAÇÃO SHOW MOTORIZADO PERÍCIA / RALLY SSV / TT / DRIFT / TRIAL

Espaço família Jardim da ESTA 10h00/13h00 - 15h00/21h00 Atividades e espetáculos Palco tradições Praça Barão da Batalha 18h30 Banda Filarmónica Mourisquense Banda da Sociedade de Instrução Musical Rossiense Palco tasquinhas Jardim da República 20h30 Toc' abrir Palco principal Esplanada 1º Maio 22h30

HOTPLAY

TRIBUTO A COLDPLAY Palco jovem Praça Raimundo Soares 00h30 Abrantes Night Party com Dj Brix + Dj Di Rosato + Dj Mossy

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022

Polidesportivo de Rossio ao Sul do Tejo 10h00 TORNEIO NACIONAL DE FUTEBOL DE RUA Jardim da República 15h00 TORNEIO DE SUECA

Centro histórico 15h00/00h00 Feira de Artesanato

Palco tradições Praça Barão da Batalha 18h30 Grupo de Cantares Brisa do Tejo Grupo de Cantares da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu

Centro Histórico 09h00 ENCONTRO DOS AMI DA CHAPA AMARELA ABRANTES

Palco tasquinhas Jardim da República 20h30 Banda T

Palco jovem Praça Raimundo Soares 00h30 Dj Di Rosato Zanova

José Cid

Bárbara Bande

Abrantes ENCONTRO DE MICROCARROS E SIDECARS

Os quatro e meia


Centro histórico 11h00/24h00 Feira de Artesanato

Centro histórico 11h00/24h00 Feira de Artesanato

Espaço família Jardim da ESTA 10h00/13h00 - 15h00/21h00 Atividades e espetáculos

Espaço família Jardim da ESTA 10h00/13h00 - 15h00/21h00 Atividades e espetáculos

Palco tradições Praça Barão da Batalha 18h30 Banda Filarmónica Alveguense Banda da Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Riomoinhense

Palco tradições Praça Barão da Batalha 18h30 Marcha do Centro de Dia de Rio de Moinhos Marcha da Companhia dos Alegres do Pego Marcha da Associação de Reformados do Tramagal ARTRAM

Palco principal Esplanada 1º Maio 22h30

LUÍS TRIGACHEIRO

Quartel de Arte Contemporânea Terça a sábado 14:00-17:30 UM FIO DE ARTE MASSIMO ESPOSITO E JUJU BENTO

Palco jovem Praça Raimundo Soares 00h30 Yellow Boom - We love party

CENTRO HISTÓRICO D CO CIS AN . FR RD

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BIBLIOTECA MUNICIPAL ANTÓNIO BOTTO

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Palco tasquinhas Jardim da República 20h30 Tens Cóvir Palco principal Esplanada 1º Maio 22h30

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CENTRO HISTÓRICO

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QUARTEL DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Espaço família Jardim da ESTA 15h00/21h00 Atividades e espetáculos Palco tradições Praça Barão da Batalha 18h30 Grupo de concertinas Sons Lusitanos de Abrantes Grupo de percussão «Arrebimbá Fundo» da Casa do Povo de S. Facundo

CONTRA-PAREDE ANA VIDIGAL, NUNO NUNES-FERREIRA E PEDRO GOMES DA VINCI SIMULACRUM MARGARIDA SARDINHA

EO 5D

Centro histórico 15h00/22h00 Feira de Artesanato

Abrantes ENCONTRO DE MICROCARROS E SIDECARS

EXPOSIÇÕES PERMANENTES MARIA LUCÍLIA MOITA COLEÇÃO DE ARQUEOLOGIA E ARTE (Coleção Municipal e Coleção Fundação Estrada) EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS OBJETOS ESPECÍFICOS. PARTE I OBRAS DA COLEÇÃO FIGUEIREDO RIBEIRO

Palco tasquinhas Jardim da República 20h30 Dora Maria - A outra face

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15 junho

Animação de rua Centro Histórico 18h30 / 20h00

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Palco jovem Praça Raimundo Soares 00h30 Dj Mossy Beatbombers (Dj Ride & Stereossauro)

Espaço Jovem ESPAÇO #VISITABRANTES Degustação de produtos locais. Promoção e valorização da Oferta Turística em Abrantes.

M O TT A

BÁRBARA BANDEIRA

Mercado Municipal ESPAÇO ABRANTES +DOCE Participação de doceiros. Promoção e divulgação da XX Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes.

IRA

Palco principal Esplanada 1º Maio 22h30

simultâneo

VIDE

Palco tasquinhas Jardim da República 20h30 Street Band

Concentração na Estação de Canoagem de Alvega 15h00 FESTIVAL DE CANOAGEM

EXPOSIÇÕES MIAA Museu Ibérico de Arqueologia e Arte Terça a domingo 10:00-12:30 e 14:00-17:30

R DA

Animação de rua Centro Histórico 18h30 / 20h00

Descida do Açude 14h00 CAMPEONATO NACIONAL DE CARRINHOS DE ROLAMENTOS

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12 junho

Luís Trigacheiro

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ESPECIAL / Abrantes - Festas da Cidade

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ESPAÇO FAMÍLIA

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ESPECIAL / Abrantes - Festas da Cidade

Mercado Municipal “é um desafio que Município e comunidade têm de encarar em conjunto” // O mês de abril, em que o novo edifício do Mercado Municipal de Abrantes comemorou sete anos, ficou marcado com o lançamento da nova imagem e da realização da Mostra de Artes e Ofícios, realizada mensalmente. O objetivo que o Município tem o Mercado Municipal, é que se torne cada vez “mais atrativo para os consumidores”, sempre valorizando os produtos locais e “incentivando ao consumo do que é cá produzido”. A principal etapa realizada, com vista a cumprir estes objetivos, foi reforçar “o número de produtores”, tendo em conta a número de bancas que tinham livres. Nesta fase, foi tido em atenção os produtores existentes na zona, “percebendo também as necessidades que havia em termos de oferta”. Joana Maia é técnica do Município e trabalha de perto com os comerciantes do Mercado. Acrescenta que esta é uma forma de tornar o mercado “mais atrativo, para quem nos visita e com maior diversidade e maior oferta”. De regresso estão também algumas atividades, que eram dinamizadas antes da pandemia e que ficaram “condicionadas”. Entre estas atividades, contam-se “iniciativas feitas para estes produtores, por estes produtores” e ainda com “associações” e entidades locais, valorizando assim os trabalhos das mesmas. Este é um trabalho que, futuramente, vai “dar frutos” e que irá passar a ser mais “regular” no que toca a estas diferentes iniciativas. Uma delas é a Mostra de Artes e Ofícios, que ocorre no primeiro sábado de cada mês e pretende “valorizar quem tem um gosto especial pelas artes”, e que, pelas palavras de Joana Maia, “acaba por complementar aquilo que existe no mercado”. “A ideia é o produto ser o principal destaque” e no mês de junho o produto em destaque é o peixe. Como forma de festejar também o Dia Mundial na Criança, realizou-se um workshop de pintura em cerâmica intitulado “Há sardinhas no Mercado!”, dedicado às crianças com mais de 5 anos. As crianças tiveram a oportunidade de pintar “a sardinha, o nosso peixe e depois fica exposto” no Mercado de Abrantes. Vai haver

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também uma exposição de diversos peixes elaborados pelos “nossos artesãos”. Todos os sábados do mês de junho vão ter “preparado um cabaz com peixes do mar”. Para se adquirir este cabaz, “as pessoas só têm de mandar email” para o mercado a

JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022

informar o dia em que o querem ir buscar. “Estes peixeiros ainda se dirigem às lotas para ir buscar o peixe”, o que faz com o que o cabaz tenha de ser sempre encomendado. Já os peixes não serão sempre os mesmos pois “depende do que o mar nos der”, tornando assim estes cabazes mais

diversificados. Os produtos de maior destaque no Mercado de Abrantes são “sempre os da época”, acrescenta Joana Maia. O facto de haver muitas bancas vazias era um dos problemas presentes nesta área e que está a ser resolvido com estas novas ati-

vidades, de forma a tornar o Mercado um local mais “dinâmico” e “atrativo”. Apesar de terem entrado em contacto com alguns dos novos comerciantes deste Mercado, sente-se que o “ponto principal é ouvir os comerciantes (que já se aqui encontravam) e perceber quais são as necessidades”. Joana Maia acredita que o mercado aos sábados acaba por ser “o momento de convívio” entre eles e até mesmo “entre os clientes”. Alguns destes comerciantes já são da velha guarda, “já passaram pelas várias fases deste mercado” e estes “queremos continuar a acarinhar”. “Temos que valorizar, em primeiro lugar, as nossas pessoas”, acentua Joana Maia, ao explicar que “nós quando vamos aos outros locais também gostamos de valorizar” os trabalhos destes territórios e por isso aqui também se deve “fazer este trabalho”. Um trabalho que ainda “não está consolidado” é juntar os próprios comerciantes a estas iniciativas de “dinamização”. O plano para o mês de julho do Mercado de Abrantes conta com o cabaz de frutas como produto do mês, e que irá ter o mesmo funcionamento que o cabaz de peixe, com encomenda prévia feita por email. Estará também disponível um workshop sobre frutíferas, onde será explicado as necessidades que algumas árvores de frutos têm e de como devem ser cuidadas ao longo do ano. O workshop destina-se ao público em geral e terá a duração de duas horas. Para o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, em relação ao projeto de dinamização do Mercado Municipal, “a resposta inicial da nossa comunidade tem sido muito positiva”. No entanto, Manuel Jorge Valamatos reconhece que “com o aparecimento das grandes superfícies comerciais, os Mercados Municipais foram perdendo clientes, que encontraram nestes grandes espaços a comodidade, diversidade de produtos ou até mesmo a facilidade de estacionamento”. Esta nova dinâmica que se quer para o Mercado Municipal é, segundo o autarca, “um desafio que o Município e a nossa comunidade têm de encarar em conjunto, defendendo o nosso mercado. De forma cuidada e criativa, temos fomentado a ligação entre o mercado e os abrantinos”. Maria Francisca Carvalho


ESPECIAL / Abrantes - Festas da Cidade

“Ter todas as crianças no ensino pré-escolar” é o grande objetivo na Educação // A requalificação do Parque Escolar do concelho é um dos objetivos do Executivo Municipal. Com a conclusão das obras na Escola Básica de Abrantes e na Escola de Alvega, fica apenas a faltar a intervenção em Tramagal, pendente devido a questões judiciais. O Jornal de Abrantes fez um ponto de situação com a vereadora responsável pelo pelouro da Educação, Celeste Simão. “Desde há 12 anos que a nossa estratégica passa por três questões fundamentais: reforçar e melhorar a dinâmica do Conselho Municipal de Educação, o Projeto Educativo Municipal, que está agora em fase de revisão, e a Carta Educativa”. São estes os pilares fundamentais para a questão da educação no concelho de Abrantes, “para além da questão das infraestruturas”. Segundo Celeste Simão, “o temos vindo a fazer é ter uma estratégia educativa para o concelho, que foi delineada a 12 anos, tem vindo a ser executada e à qual queremos dar continuidade agora, com o terminar de obras que estavam em execução e com o reforço da parte imaterial, algo que, na educação, temos que dar muita importância”.

/ Projeto da Escola Básica e Secundária Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal

A nova Escola Básica de Abrantes

/ Escola EB1/JI de Alvega

Escolas requalificadas

Mas falemos de obras... Em Tramagal, a Escola Básica e Secundária Octávio Duarte Ferreira já deveria ter visto a sua requalificação ter começado durante o presente ano letivo. No entanto, “um problema com uma providência cautelar” veio atrasar o início das obras. Conta-nos Celeste Simão que “a requalificação da escola do Tramagal, no início era para ser uma requalificação simples de maneira a melhorar as questões de eficiência energética, retirar as placas do fribrocimento... mas quando se começou a fazer um trabalho para elaborar o projeto, começou-se a perceber que havia ali naquela escola outras debilidades”. E já que se mexe, aproveita-se a oportunidade, “apesar de que nessa altura ainda não tínhamos certeza acerca dos financiamentos, (...) mas achámos por bem que fosse a Câmara a assumir e fazer-se uma intervenção com aquilo que é necessário”. A vereadora deseja que o processo possa avançar rapidamente mas lembra que “até agora, aquela escola era da responsabilidade do Ministério da Educação e nós não lhe podíamos mexer. A partir do momento que existe a transferência de competências na área da Educação, a responsabilidade passa a ser nossa”. Já a requalificação da Escola EB1/JI de Alvega, que funcionou anteriormente como Colégio, “numa altura em que as turmas eram muito pequeninas”, prende-

-se com a “mudança do primeiro ciclo e do jardim de infância para lá e tínhamos ali alguns problemas porque as turmas são maiores. Em tempos de pandemia era preciso ainda afastar mais os alunos e as salas eram pequenas”. Atualmente, os alunos foram “deslocados” para a Escola de Concavada e a expetativa é de que a EB1/JI de Alvega esteja a funcionar já na abertura do próximo ano letivo.

/ Escola Básica de Abrantes

/ Projeto da cantina da nova ESTA, no TAGUSVALLEY

Após a conclusão das obras nas escolas de Alvega e Tramagal e com o encerramento das Escolas N.º1 e N.º2 de Abrantes e do Jardim de Infância, que transitam para a nova Escola Básica da cidade, “ficamos com o parque escolar todo requalificado”. A nova Escola, situada nas instalações do antigo Colégio de Nossa Senhora de Fátima, levantou um problema pois “vai acolher duas escolas do Agrupamento N.º1 e uma do Agrupamento N.º2”. Durante este processo, “a determinada altura os pais manifestaram-se porque queriam continuar com os seus professores, dando continuidade ao trabalho que está a ser feito e eu compreendo isso perfeitamente”, declarou Celeste Simão. A vereadora explicou que o caso foi levado e discutido no Conselho Municipal de Educação, relativo ao Movimento Anual da Rede Escolar, e “que não foi fácil chegar a consenso” mas que também nuca quis “que fosse a Câmara a impôr”. Analisou-se o número de alunos de cada Agrupamento e a Comissão Permanente emitiu um parecer que visa a integração da nova Escola Básica de Abrantes no Agrupamento de Escolas n.º 1. Com o Parque Escolar requalificado e com todas as crianças a terem “as mesmas condições”, para Celeste Simão, o grande objetivo do Executivo Municipal passa por conseguir “ter todas as crianças no ensino pré-escolar, com três anos, mesmo as da comunidade cigana”. Para isso, os Serviços têm trabalhado “de perto com o Ministério Público, com a Direção-Geral dos Serviços Prisionais, com a Segurança Social, com os pais e está a correr bem”.

A ESTA no TAGUSVALLEY

Quanto ao facto de já haver luz verde para se avançar com a instalação, em definitivo, da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes no TAGUSVALLEY, Celeste Simão considera “extraordinário” por se tratar de algo “ambicionado há tanto tempo”. E assim, “qualquer família que tenha filhos, os seus filhos terão a oportunidade, em Abrantes, de fazer o seu percurso educativo todo. Desde o pré-escolar ao ensino superior, se assim quiserem”. Para a vereadora, trata-se de “uma cidade alargada, não se focando só no Centro Histórico, levando a dinâmica a toda a cidade”. E foi neste ponto que também questionámos o presidente da Câmara de Abrantes. Uma das questões que se coloca com a ida da ESTA para Alferrarede, é o “possível esvaziamento” do centro da cidade. Para Manuel Jorge Valamatos esta não é uma questão vista como problemática porque “a Câmara Municipal de Abrantes (CMA) e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) vão assinar um protocolo através do qual a autarquia vai ceder ao IPT um conjunto de edifícios que são sua propriedade, localizados no centro histórico de Abrantes, para instalação e gestão de Residência de Estudantes”. Este processo passa por uma candidatura que a Câmara vai apresentar ao Programa Alojamento Estudantil a Custos Acessíveis. Trata-se de um programa no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para acesso a financiamento na construção, ampliação, remodelação, reabilitação e/ou aquisição de edifícios que se destinem à criação de camas em alojamentos para estudantes de Ensino Superior. “Se a candidatura for bem-sucedida, serão criadas condições para aumentar a oferta de alojamento para os alunos da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes. De igual modo, será possível revitalizar o conjunto de edifícios degradados localizados no quarteirão que confina com as ruas José Estevão (junto a um dos edifícios onde estão instalados serviços camarários), Condes de Abrantes e General Manuel António Mourato”, acrescentou o presidente. Patrícia Seixas

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ESPECIAL / Abrantes - Festas da Cidade

A rede “Museus de Abrantes” é física e digital

// A ideia da rede de museus do concelho de Abrantes ganhou ganhou corpo no Dia Internacional dos Museus, assinalado a 18 de maio com o lançamento de um sítio na internet dedicado aos Museus de Abrantes. Ao digitarmos www.museusdeabrantes.pt somos remetidos para uma página que nos leva, de imediato para imagens dos três museus que integram esta rede e da Galeria Municipal. Do MIAA [Museu Ibérico de Arqueologia e Arte], ao Museu da Metalúrgica Duarte Ferreira passando pela renovada Igreja de Santa Maria do Castelo, agora Panteão dos Almeida e com um olhar sobre o que será, daqui para a frente, o “Quartel da Arte Contemporânea de Abrantes”. E há ainda, quase concluído, o MAC - Museu de Arte Contemporânea de Abrantes que vai albergar a coleção Charter’s de Almeida. Esta nova peça, no Edifício Carneiro, paredes meias com o Jardim do Castelo de Abrantes, estará concluído ainda no decurso deste ano de 2022. A esta rede pode ainda juntar-se o património religioso com a requalificada Igreja de S. Vicente, com a Igreja de S. João e com a Igreja da Misericórdia. Uma rede concelhia, com uma incidência natural na cidade, que permite uma abrangên-

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cia enorme de história e arte, desde os primórdios da humanidade até à contemporaneidade passando naturalmente na arte sacra e na religiosidade da nossa sociedade. Luís Filipe Dias, vereador com a responsabilidade pelo pelouro da Cultura da autarquia que inclui os museus e o turismo destacou esta ideia de ter uma rede destes equipamentos que permitem uma leitura territorial mais abrangente, até do ponto de vista de quem vem de fora para ficar a conhecer a “nossa história e a nossa arte”. A rede aponta aos equipamentos recentes do concelho, mas sem descurar outros núcleos museológicos emergentes no concelho ou “guardados” em associações muito ligados à etnografia à cultura deste território. Luís Filipe Dias aponta ainda aquilo que é um património industrial do concelho, com as fundições [Tramagal, Rossio e Alfer-

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rarede], a CUF ou em Mouriscas a espartaria e a cerâmica. Mas isso é uma lança para um futuro breve. Pelo presente o vereador aponta, paralelamente à rede e ás peças expostas em todos os equipamentos, uma aposta forte no digital através de duas portas, ou em linguagem futurista dois “portais”. Um desses “portais” é permitir ao visitante, através do seu smartphone ou tablet, apontar a um "QR code" junto às peças [MIAA] e ficar imediatamente com o historial dessa mesma peça literalmente “nas mãos”. E quando os códigos forem todos colocados junto a cada uma das peças há mais informação para os visitantes. Por outro lado, na página “Museus de Abrantes” deixa disponível a informação de todo o acervo digital existente. Quer isto dizer que há um objetivo de que os museus

tenham visitas presenciais, mas há a possibilidade de visitas online de qualquer parte do mundo. E o acesso ao acervo quer dizer que em qualquer lado todas as peças dos museus, a sua história, fica disponível para pesquisa. De acordo com o vereador este é o resultado do investimento no software de gestão de coleções. “Deixa de haver inventários dispersos, estudos que estão em diversos locais passam por estar juntos num agregador de conteúdos [..] e esse repositório digital passa a estar disponível, no caso da Rede de Museus, já desde o Dia Mundial dos Museus”. O autarca destacou ainda que há um conjunto de ferramentas tecnológicas e digitais que vão ser disponibilizadas nas multiplataformas que o Município vai disponibilizando para o mundo. “Qualquer um dos nossos doadores, seja a Fundação Estrada, sejam os

herdeiros de Maria Lucília Moita [...] podem saber como é que estão as suas peça e, ao mesmo tempo permitir que possam ser ‘lidas’ em qualquer parte do mundo.” Luís Filipe Dias vincou ainda o trabalho de base. “Todas as peças do inventário foram fotografadas, catalogadas e estão descritas. Há um trabalho que vai crescendo, porque os estudos não param” explicou o responsável acrescentando que há muito para conhecer nesta rede Museus de Abrantes. E se os museus, MIAA e MAC, vão ter exposições contemporâneas de artistas nacionais o Quartel de Arte Contemporânea de Abrantes vai passar a ser, em exclusividade, o local para acolher as exposições de artistas locais e regionais. Trata-se de um ajustamento daquilo que passam a ser as novas ofertas culturais de Abrantes. Jerónimo Belo Jorge


ESPECIAL / Mação - Feira Mostra

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ESPECIAL / Mação - Feira Mostra

“Acho que alguma coisa de bom ficou e vai ficar para aproveitar” // Os cabeças de cartaz são os Xutos e Pontapés mas a vontade de ver regressar a Feira Mostra a Mação é maior que qualquer nome. O entusiasmo sente-se e, afirma o presidente da Câmara de Mação, “as pessoas não se desmotivaram”. Fomos falar com Vasco Estrela. Feira Mostra de regresso após dois anos de pandemia. Como sente o pulso das gentes de Mação em relação ao maior certame do concelho? Receosas ou Ansiosas?

É um bocadinho de tudo mas penso que as pessoas estão motivadas. Há uma grande vontade, e penso que necessidade, de exteriorizar sentimentos e das pessoas conviverem. Isso sente-se quer nas conversas, quer num ou noutro evento que já vai acontecendo e penso que estão reunidas as condições para as coisas correrem bem. Um bom sinal do que estou a dizer, foi a reunião com as associações do concelho, dedicada em exclusivo à Feira Mostra, onde convidamos as associações a participarem, quer nos espaço de restauração, quer em atividades e iniciativas desportivas, recreativas e culturais. Outra reunião foi para lhes sentir o pulso e perceber a perspetiva que tinham em relação às Festas de Verão. Senti um grande entusiasmo e vontade e, que me recorde, apenas uma ou duas demonstraram um pouco mais de dificuldades e não tenham ainda arriscado a fazer o que era habitual. Mas a esmagadora maioria está com vontade de fazer coisas, por isso, acho que vai correr bem e, felizmente, as com estes dois anos de paragem. Também é obrigação da Câmara ajudar e dar o impulso necessário para que as coisas corram bem.

A parte dos expositores ficou só dedicada a pessoas do concelho ou foi aberto para fora?

Este ano vamos ter um problema, que tem a ver com o facto de estarmos a desenvolver obras na Piscina Municipal e, como tal, estamos a ser conservadores nessa medida. Dos cerca de 90 expositores que tínhamos, estamos a prever ter só 60 expositores para não causar ali constrangimentos até porque, enfim, também não temos ali espaço. Também pelo facto de termos Xutos e Pontapés, tivemos de voltar ao modelo antigo do palco e isso obriga a algumas alterações. Não podemos ter a mesma quantidade de stands, isto é uma evidência mas, mais que isso, do mesmo tipo. Vamos ter de fazer uma seriação um pouco diferente privilegiando, evidentemente, os do concelho de Mação. Como sabemos, havia uma

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Crê que com o alívio nas medidas de contenção da pandemia, o interior continue a ser opção para férias?

Eu acho que estamos todos um bocadinho à espera para ver. Tenho algumas dúvidas que assim seja, este será um bom ano, ou melhor dizendo, talvez este ainda não seja o ano ideal. Talvez para o ano tenhamos mais certezas.

Porque as pessoas estão com saudades do mar?

grande presença de pequeno artesanato, que vai ter de ter aqui alguma moderação. Vamos ter de escolher em primeiro lugar os de Mação, delimitar uma área para eles, bem mais reduzida do que era habitual, e depois, eventualmente, se não houver espaço para todos, fazer algum tipo de sorteio.

Junto ao Largo da Feira há o Museu de Mação onde está prevista uma intervenção. O que é que vai ser feito?

Vamos recuperar o piso inferior do Museu que já está fechado há cerca de três anos. Não tem condições de segurança, de salubridade, tem muitas infiltrações... estamos a falar também de um edifício já com alguma idade e que teve uma primeira recuperação no piso superior. Agora há a necessidade de fazer no piso inferior e vamos transformar toda aquela zona, incluindo as casa de banho que estão no Largo da Feira, tratar das infiltrações, de nova decoração, de um novo espaço expositivo e de um novo lay-out, também para a fachada do próprio edifício. O edifício em si não se parece bem com um museu, é assim uma coisa um bocadinho estranha que, felizmente, quem lá entra fica surpreendente-

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mente agradado com aquilo que vê. Mas realmente de fora, não atrai o suficiente. Portanto, vamos também dar uma nova imagem àquele edifício. A obra está adjudicada e provavelmente não começará antes da Feira, precisamente para não causar constrangimentos, mas após a Feira iremos também iniciar essa obra.

E como está o Arqueoparque?

O Arqueoparque está a correr bem, está a ser ainda construído, o nosso Andakatu por lá anda. Temos tido interação com o grupo sénior, da Universidade Sénior, também com a escola, no sentido de ter ali um espaço de demonstração daquilo que era a vida há muitos séculos atrás. É um projeto aprovado pelo Portugal Inovação Social, que está a fazer o seu caminho e espero que durante o verão seja mais um motivo de interesse para visitar aquela zona da vila de Mação. Com as piscinas renovadas, também com o parque do Calvário renovado em parte, depois das intempéries de 2019/2020 em que tivemos de fazer algumas intervenções para recuperar alguns caminhos, nasce também para este lado um espaço agradável e bem fresquinho nos dias de verão, que bem quente é em Mação.

Também... mas o Covid ainda está por aí e há aqui várias nuances que podem não ajudar a fazer o retrato completo. Tenho algumas dúvidas que aquilo que foi no passado, nos últimos dois anos, se mantenha. Mas acho que em qualquer circunstância será melhor do que foi em 2019 , ou seja, eu acho que alguma coisa de bom ficou e vai ficar para aproveitar. O grande desafio que nós tínhamos era receber bem as pessoas, como penso que na maioridade dos sítios foram bem recebidas, para deixar essa vontade de regressar, mesmo num período de alguma normalidade. Admito que será muito difícil bater os números anteriores, até porque, infelizmente, tudo indicia que alguma crise poderá pairar aqui sobre as nossas cabeças a nível de Portugal, na Europa e no mundo.

Isso também pode influenciar o facto das pessoas não irem de férias para fora...

Exatamente. E distorcer aqui um bocadinho a realidade.

Passemos ao investimento privado. Qual o ponto de situação de instalação de novas empresas no concelho?

Bom, neste momento temos as fábricas de cannabis, uma praticamente concluída na Ortiga, vai começar a laboração neste verão, a outra espero que comece a laboração, no Alto da Caldeirinha, ainda no final desde ano ou início de 2023 e temos mais dois projetos nesta área que estão para arrancar. Além disso, temos outras unidades de menor dimensão também a mexer e a mostrar alguns sinal de dinamismo. Ainda na última reunião de Câmara aprovámos a venda de um lote de terreno para a instalação de uma empresa de transportes

na zona industrial de Cardigos e tivemos mais três promotores que se instalaram no centro de negócios de Mação. Vai-se sentindo algum dinamismo, sempre um pouco aquém daquilo que são os nossos desejos, mas é a nossa realidade e temos de ir acarinhando aqueles que aparecem e que querem investir no nosso concelho.

Outra das apostas para este mandato era concretizar as obras de regeneração urbana. O que é que ainda falta fazer?

Nós tínhamos um projeto, tínhamos e temos, um projeto interessante de regeneração urbana de toda a vila, daquilo que é espaço público, para além do que já fizemos. Candidatámos ao PAMUS, o Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável e, infelizmente, foi reprovado. Eu antes de deixar a Câmara gostaria de fazer, ou de ter alguma intervenção nesta área. Sendo certo que tenho de viver com a realidade e a realidade diz-me que não conseguirei, salvo alguma oportunidade de financiamento nos próximos quadros comunitários ou no PRR ou algo que surja, fazer tudo aquilo que estava previsto fazer. Portanto, aquilo que tenho pensado e já agendado é durante o mês de junho, sentar-me com os técnicos e perceber daquilo que era a ambição total, ver o que é que dali é exequível, digamos que por fases. E é isso que seguramente vai ser feito. Algo vai ser feito na regeneração urbana, nomeadamente a entrada norte de Mação, a chamada reta de Mação, de quem vem da zona do Pereiro e Castelo. Parte dessa reta, também a zona do casco, mais o centro histórico de Mação, nomeadamente a zona perto da Igreja Matriz. É esse o meu objetivo. Espero ter força, coragem e meios para fazer as coisas.

No que diz respeito às ARU - Área de Reabilitação Urbana, os proprietários estão a aproveitar? Nota-se alguma diferença?

Sim, essencialmente em Mação estão a aproveitar, vamos também intensificar a divulgação nas outras sedes de freguesia que já aprovámos. Mas na vila de Mação sim, sentiu-se muito a regeneração. Sentiu-se muito movimento nessa área, muita recuperação de habitações, até um bocadinho mais do que nós pensávamos, não só fruto da ARU, mas também daquilo que foi a disponibilidade das pessoas, a vontade das pessoas e também aquilo que falámos há pouco da pandemia, das pessoas redescobrirem, digamos, um bocadinho do interior. Portanto, eu acho que foi uma boa aposta. Agora também temos da nossa parte que fazer um bocadinho mais, nomeadamente, nas sedes das outras freguesias para se intensificar esse assunto. Patrícia Seixas com Maria Francisca Carvalho


ESPECIAL / Mação - Feira Mostra

Cineteatro conta a história no Espaço Memória // No dia da inauguração das obras de requalificação do Cineteatro, a 25 de abril, foi igualmente inaugurado o Espaço de Memória que pretende guardar a memória da história do Cineteatro. O espaço tem início no fundo da escada que dá acesso ao 1.º piso, ao longo da qual se podem observar vários quadros com alguns dos grandes êxitos de cinema que o espaço acolheu nas últimas décadas do século passado. Ao cimo da escada pode ler-se “A História dos “Theatros” em Mação é anterior a este edifício. Neste espaço, damos palco à Memória, para que não nos esqueçamos de quem somos, de onde viemos e, por certo, de e para onde queremos ir!”. Voltando à esquerda, para novos degraus que dão acesso ao espaço da Exposição em si, temos, à esquerda, várias frases icónicas do cinema e, à direita, nas paredes,

num conjunto de 13 quadros, onde começa a história do Cineteatro de Mação. A recolha desta história foi feita pelo maçaense José Carlos Gueifão. Entrando no espaço em si, temos duas vitrinas com pedaços de história: componentes da máquina antiga, um convite da inauguração do espaço nos anos 80, as placas identificadoras anteriores, cartazes e bilhetes antigos, sendo de destacar um bilhete do cinema de Mação dos anos 60

Vai nascer a Carta Cultural do concelho Mação tem um imenso e valioso património imaterial que reside, na sua maioria, no saber dos mais velhos, na memória coletiva que ainda conserva uma riqueza enorme. Com o objetivo de a resgatar, ou parte dela, a Câmara Municipal de Mação iniciou em 2018 a recolha dessas memórias num projeto que integrou os membros do Clube Sénior, junto de quem foi sendo feita a recolha de histórias, lendas, orações, mezinhas, tradições, cantigas, entre outras particularidades da cultura popular do concelho de Mação. A par desta recolha, foi resgatado num arquivo da Autarquia um documento com uma outra recolha feita nos anos de 1980. Destes dois projetos nasce agora a Carta Cultural do Concelho de Mação que será sempre um projeto incompleto, em parte por muito daquilo que já desapareceu da memória da população, daquilo que caiu em desuso, que ficou com quem o viveu. Com a consciência dessa premissa, “sabemos que o que fica em livro será sempre nosso, permanecerá para o futuro

como uma parte do nosso património naquilo que sempre foram os dias, comuns ou de festa, da nossa população, dos seus jeitos, gestos, crenças e saberes”. A par da Carta Gastronómica, que resgatou os comeres, este novo documento “permite-nos resgatar a cultura popular, uma outra parte daquilo que somos e das gentes que nos antecederam”. Será, com certeza, um novo e importante elemento congregador da memória de Mação enquanto povo, num Portugal rural, com especificidades muito únicas e cativantes.

do século passado, gentilmente cedido por Preciosa Marques, antiga vereadora da Autarquia. O bilhete vem dos seus tempos de jovem aluna do Colégio de Mação e amante da sétima arte. No espaço pode ainda apreciar-se a antiga máquina de cinema, que passou filmes por mais de 30 anos, dois pares das antigas cadeiras, que têm uma história própria, tendo sido adquiridas ao Cinema Monumental de Lisboa, aquando da sua requalificação nos anos 80. O espaço expõe ainda um conjunto dos antigos cortinados do Cineteatro, costurados numa alfaiataria em Mação nos anos 50. Quando o Cineteatro entrou em obras, alguns elementos foram logo guardados pois o presidente da Câmara, Vasco Estrela, definiu que dentro do espaço deveria ser dado palco à memória de um dos edifícios mais icónicos do concelho. O resultado está lá, para quem quiser conhecer melhor esta história, uma parte da memória coletiva de Mação.

160 anos de Filarmónica A Sociedade Filarmónica União Maçaense (SFUM) foi fundada em 1862 por um grupo de maçaenses como Banda de Música e com instrumentos adquiridos por subscrição pública. Em 8 de Janeiro de 1906 teve o seu alvará do Governo Civil de Santarém como “Sociedade União Maçaense”. Participa, desde sempre e muito ativamente, no acompanhamento de Arraiais, Cerimónias Religiosas e Festas Populares. Já marcou também presença em Concursos de Bandas Civis e participa frequentemente em Encontros de Bandas. Até ao ano de 1920 dava um concerto por semana na Vila de Mação. Desde sempre que a formação musical e a divulgação da cultura musical são um dos grandes propósitos da SFUM, tendo quase sempre em funcionamento uma escola de música, constituída maioritariamente por jovens alunos. Ao longo da sua história teve sempre um importante papel na formação e desenvolvimento pessoal de várias gerações. A Sociedade Filarmónica União Maçaense promove regularmente, pelo menos desde 1998, um ciclo de Encontros de Bandas Civis em Mação. Uma iniciativa que se realiza anualmente no segundo domingo

de setembro, com o apoio da Câmara Municipal de Mação. Mais recentemente houve reestruturação da sua escola com a criação, em 2018, de um regulamento interno e de um protocolo de parceria com a Firmação / Canto Firme. Em 2020 foi assinado um protocolo de colaboração com a Câmara Municipal de Mação de forma a reforçar a sua escola de música. Procurou-se estruturar e reforçar a escola autónoma e simultaneamente proporcionar aos potenciais interessados o ensino de música oficial ministrado pelo conservatório da Canto Firme. Desde 2018 que, para além da banda filarmónica, tem em atividade regular uma fanfarra (Funfarra da SFUM) e um grupo coral (Grupo Coral da SFUM). Neste virar de rumo em relação à pandemia, a SFUM tomou a iniciativa de criar uma comissão organizadora das comemorações dos seus 160 anos de vida, estando já previstas vários eventos ao longo de 2022. É mais de um século e meio de atividade, com dedicação, persistência e amor à Música. Cento e sessenta anos de vida, traçada no tempo e na história do Concelho de Mação.

Piscinas descobertas para o séc. XXI As piscinas descobertas de Mação vão reabrir renovadas e com cara nova. Após as obras de requalificação de que foi alvo, num valor “na casa dos 550 mil euros”, as piscinas apresentam agora um ar mais moderno com novos balneários e um bar que não tinha anteriormente. Como explicou Vasco Estrela, presidente da Câmara, as piscinas contavam com 50 anos de utilização ininterrupta e “poucas ou nenhumas obras de manutenção” tiveram. “Estão muito carenciadas de intervenções, a vários níveis, desde balneários, sistema de canalização, pavimentos, uma série de infraestruturas, melhoria de acessibilidades que não existem, questões de segurança, construção de um bar... No fundo, modernizar aquele equipamento que faz parte da história do nosso concelho e que tanta utilização tem tido ao longo dos anos”, disse Vasco Estrela aquando do anúncio em reunião de Câmara. Agora, apesar de não poder dar como uma certeza, afirmou que “vão estar prontas para época balnear, penso eu... acho que sim,

acho que vão estar. Não garanto é que estejam prontas, conforme era nosso objetivo, para a Feira Mostra. Era nossa intenção fazer-mos a inauguração por volta dessa altura, mas ao dia de hoje não posso garantir isso. Houve alguns problemas relacionados com a chegada de materiais, que a crise e guerra também criaram. Enfim, se não conseguirmos, será muito perto disso, espero que esteja aberta na época balnear. Espero que este ano se possa já tomar banho na nova piscina de Mação”. A época balnear das praias fluviais abre, normalmente, a 15 de junho, “mais dia menos dia, 12 a 15 de junho”. As piscinas abrem sempre, ou abriam, na segunda ou na terça-feira após a Feira Mostra. “É nossa intenção, agora que a piscina tem outras condições, começar a abrir um pouco mais cedo”. Contudo, isso também está sempre dependente daquilo que é a disponibilidade dos «trabalhadores», que são estudantes, na ocupação de tempos livres da escola. Portanto, “o calendário escolar tem aqui relevância para este efeito”. Patrícia Seixas

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ESPECIAL / Mação - Feira Mostra

A mudança da paisagem é uma necessidade Mação tem aprovadas nove Áreas Integradas de Gestão da Paisagem que são conhecidas pela sigla AIGP e que em maio tiveram apresentações públicas junto dos proprietários. E para falar destes projetos de modificação da paisagem tem de se perceber que este é, atualmente, um desígnio nacional, com vontade política e, acima de tudo, com pacote financeiro e, em parte, legislativo que permitirá colocar no terreno projetos que mudem “verdadeiramente” o abandono das zonas florestais e interiores. António Louro, vice-presidente da autarquia de Mação, não está satisfeito por ver este programa a avançar porque há20 anos que o seu concelho apontou esta estratégia como a mais correta para ajudar a resolver o drama de todos os verões em Portugal. Mas António Louro é um homem satisfeito com estas AIGP’s porque é a solução para resolver os problemas da floresta. E é a solução com dinheiro para poder ser

aplicada no terreno. Em Mação são nove áreas que estão aprovadas e desenhadas em cada uma das “antigas” freguesias. É uma área considerável a ser intervencionada. O que se pretende com as AIGP é olhar para o território nas suas

mais variadas valências e potencialidades, e tirar o melhor partido delas, não apenas em termos florestais, mas também em termos agrícolas, turísticos, valorizar a pastorícia e ainda aproveitar a capacidade de produção energética, através de

Praias, rotas e passadiços para descobrir nas aldeias este Verão Com o Verão a aproximar-se a passos largos, em Mação a época está a ser planeada para receber todos os que visitem o concelho. Com as praias fluviais a serem o chamariz para os dias quentes, este ano os veraneantes têm mais um local de passagem obrigatória: a Rota das Pesqueiras e das Lagoas do Tejo, ou seja, os passadiços em Ortiga. Diz-nos Vasco Estrela, que “conforme era expectável, as coisas estão a correr bem. A época da lampreia também ajudou a que as pessoas aparecessem. O resultado é positivo. As pessoas ficaram agradadas com aquilo que viram e que visitaram”. Agora vem outra época alta, com a época balnear e proximidade da praia fluvial. “Sei que o tempo é muito agreste mas numa manhã ou num final de tarde, há tempo bastante para desfrutar daquele espaço”, disse o autarca, referindo-se aos passadiços. Vasco Estrela afirmou que “foi uma boa aposta da Câmara e agora há que rentabilizar e tirar o devido partido. A futura ligação entre a praia e os passadiços também vai ser um chamariz para

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/ Passadiços de Ortiga já são um sucesso e é mais uma oferta deste Verão em Mação que as pessoas tenham alguma curiosidade em visitar”. Quanto à preparação do Verão no concelho, “as coisas estão a andar conforme previsto. Procuramos uma nova concessão para a Praia Fluvial do Carvoeiro e fizemos algumas obras na Praia de Ortiga, melhoramentos no bar e na ve-

JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022

dação. Isto é uma primeira fase de uma intervenção que tem que estar concluída até final do ano e que é mais abrangente, abarcando todo o espaço envolvente, como espaços verdes, iluminação, a criação de um caminho devidamente sinalizado entre os passadiços e a praia fluvial... para que a praia

parques eólicos ou solares. As nove AIGP definidas e já aprovadas “são áreas onde será feita uma abordagem territorial integrada, planeando uma Paisagem mais resiliente melhorando o ordenamento e aumentar a sua sustentabilidade económica e ambiental.” A solução que se apresenta como mais viável é a constituição de “Sociedades de Aldeia” que permitam a gestão empresarial conjunta do território. Estas Sociedades promoverão a reflorestação e atividades agrícolas e outras, mantendo, no entanto os proprietários a posse da terras, mas cedendo o seu uso através de um contrato de arrendamento que em troca lhe garantirá uma participação na sociedade constituída. Agora, até setembro ou outubro, de acordo com o vice-presidente da Câmara de Mação segue-se a constituição das estruturas orgânicas em cada aldeia que vão gerir estas áreas. Trata-se da criação das OIGP que traduzido se designam por Operações Integradas de Gestão da Paisagem. Ou seja, a cada AIGP corresponde uma OIGP. Este pode ser o passo decisivo, a última oportunidade, para concretizarmos tudo aquilo que o Município de Mação defende desde 2003. O financiamento já assegurado de 100% do custo das operações agrícolas e florestais permite das nove

“Conforme era expectável, as coisas estão a correr bem

tenha um outro aspeto já neste verão, sendo certo que ainda não é o aspeto final”. A recuperação de casas em aldeias para Alojamento Local está a surgir um pouco por todo o país e o concelho de Mação não é exceção. Vasco Estrela explica que “o investimento privado está dentro daquilo que tem sido normal. Sentiu-se um aumento nos últimos tempos, as coisas ainda estão a mexer e há projetos que ainda se estão a desenvolver. Há boas razões para acreditar que vamos ter alguma capacidade instalada”. A recuperação de casas “tem sido generalizada, um pouco por todo o concelho”. Referindo que “a oferta que tem surgido é muito na base do Alojamento Local”, Vasco Estrela apontou ainda “que há espaço para outro tipo de investimento. No concelho de Mação, e digo isto

AIGP, permitirá níveis de execução nunca antes possíveis. A gestão das AIGP, que representam quase metade do espaço do Concelho de Mação, será feita a uma escala que promova a resiliência aos incêndios, a valorização do capital natural e a promoção da economia rural. A Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia terão um papel fundamental contribuindo para a mobilização de vontades e assumindo o papel de “Provedores” dos proprietários, promovendo e defendendo a transparência de todo o processo. Como é referido num dos folhetos promocionais destas operações “a responsabilidade está nas nossas mãos, promover as profundas mudanças necessárias e através da mobilização das vontades dos habitantes e proprietários do Concelho, encontrar novos caminhos mais sustentáveis em termos ambientais, económicos e sociais para estes territórios e para o Concelho de Mação.” O Governo estabeleceu numa primeira fase a implementação de 70 AIGP em termos nacionais que se encontram já aprovadas e para as quais assegurou um orçamento de 270 milhões de euros do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). Jerónimo Belo Jorge

sem nenhum problema, há espaço para algum tipo de restauração diferente daquela que o concelho tem. Ou seja, uma unidade hoteleira diferente da que já existe. Acho que há margem para crescermos nesta área”. Contudo, reconheceu que “provavelmente, é mais o coração do presidente da Câmara e do munícipe a falar... mas gostaria que algo do género pudesse vir a surgir. O concelho de Mação, por algum dinamismo que tem demonstrado a vários níveis, com a aposta que temos feito na valorização dos nossos recursos, tem margem para ser um destino com alguma qualidade. Evidentemente, percebendo a nossa dimensão e a nossa relativa pequenez face a outros destinos”. A Câmara, através do Gabinete Empreendedor, “disponibiliza todo o tipo de apoios, nomeadamente para aquilo que é necessário para a submissão de candidaturas aos temas de incentivos, bem como outro tipo de apoios até na infraestruturação daquilo que for, ou que são e tem sido os investimentos nesta área. Trata-se de desonerar um bocadinho os investidores de alguns custos que possam eventualmente ter e muitas vezes sinalizando, com este gesto, o nosso interesse e o nosso empenho para que as coisas se concretizem”, avançou Vasco Estrela. Patrícia Seixas


SOCIEDADE /

87 anos de “Os Dragões” com muita história mas com confiança no futuro // São 87 anos de uma história feita de altos e baixos, de muitos sucessos e também de algumas travessias no deserto. O Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede “Os Dragões” comemorou 87 anos no dia 10 de maio e, no dia 14, festejou com pompa e circunstância. A Toca do Dragão recebeu os convidados para mais uma Gala dos Dragões, com um jantar comemorativo. Helena Martinho é a primeira mulher presidente do Clube mas isso não a assusta, bem pelo contrário, e até lhe traz mais motivação. Disse-se uma “privilegiada por poder liderar um conjunto de homens e mulheres, de diferentes gerações, com conhecimentos, habilidades e interesses muito diferentes mas com um objetivo único e partilhado que é o de regenerar, reinventar e recolocar o nome do Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede novamente nas bocas do povo por boas razões e por factos importantes”. A presidente da Direção disse que “queremos arriscar e queremos crescer” mas que os 15 elementos que compõem os Corpos Sociais “são poucos”. “Precisamos da ajuda de cada um de vós”, apelou. “87 anos é, efetivamente, uma bonita idade para um Clube que já teve muitas conquistas, vitórias e alegrias mas que também já teve que se defrontar com alguns obstáculos, dificuldades, esforço e superação”, disse a presidente. Quanto ao facto de, em 87 anos de vida, ser a primeira presidente mulher, “acreditem que não me assusta, não me melindra nem me deixa receosa. Nem a mim, nem à minha equipa. Nada acontece por acaso e acreditamos que temos que partir agora para uma nova missão”. Os objetivos de Helena Martinho e dos Corpos Sociais dos Dragões para este mandato passam “por uma nova liderança e uma mudança para melhor”. Reconheceu que “ainda não temos as me-

/ Francisco Pires de Oliveira recebe prémio como sócio mais antigo dos Dragões

/ 87 anos comemorados na Gala do Dragão lhores condições para prestarmos um serviço de qualidade à nossa comunidade, mas também sabemos que estamos no caminho certo para lá chegar. É preciso muito esforço mas estamos conscientes que não há sucesso sem trabalho”. O maior aplauso da noite foi mesmo para Vítor Falcão, falecido em 2019 e que foi o grande obreiro da Toca do Dragão. Segundo Helena Martinho, “se fosse vivo, estaria certamente connosco nesta batalha. Acredito que esta orgulhoso de nós e do nosso trabalho e do legado que nos deixou”. Bruno Tomás, presidente da União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, disse ser fácil para a Junta de Freguesia “quando temos organizações e coletividades destas”. Afirmou que o Clube “pode contar sempre com a Junta de Freguesia, como sempre contou, até nas fases mais difíceis”. Também Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, referiu ser “muito bom

“Precisamos da ajuda de cada um de vós”

ver esta malta nova (...) juntar-se a este grupo de pessoas para aquilo que é o futuro dos Dragões. Isso inspira-nos muita confiança e deixa-nos, seguramente, cheios de orgulho daquilo que este grupo faz perante a nossa comunidade”. A cerimónia contou ainda com a entrega de prémios a alguns elementos que se têm destacado no Clube.

Os sócios

Francisco Pires de Oliveira tem exatamente 2 meses e quatro dias de diferença dos Dragões. É atualmente o sócio vivo mais antigo do Clube e falou à Antena Livre do sentimento que vive ao celebrar

/ Zélia e Josete Lopes, as sócias mais antigas no feminino mais um aniversário dos Dragões, a pouco menos de dois meses de celebrar os seus próprios 87 anos. “Segundo se consta, sou o mais antigo. Eu faço anos no dia 14 de julho e os Dragões a 10 de maio. Temos pouca diferença”, diz Francisco Pires de Oliveira que acrescenta que “sempre fui Dragão”. No entanto, faz questão de ressalvar que é “Dragão de Alferrarede, nada de confusões”. Francisco Pires de Oliveira tem uma longa ligação ao Clube pois “fiz parte de várias Comissões de Festas, de várias Direções, de várias Comissões, entre elas Os Amigos da Bola. Angariámos muito dinheiro nessa altura e até demos um automóvel”. Lamenta que já não consiga estar tão presente na vida do Clube “mas hoje é dia festa e vamos come-

morar o melhor possível e sempre bem-disposto”, remata. No feminino, é Josete Lopes quem ergue a bandeira de sócia viva mais antiga. Revela-nos que viveu os Dragões intensamente e que inscreveu a sobrinha Zélia pouco depois desta ter nascido. “Para mim é uma alegria muito grande porque vivíamos mesmo os Dragões, a sério”, lembra. Em tom de brincadeira, adianta que “também era a única coisa que havia na terra, para além de passar o comboio”. Contudo, não era apenas vir ver os jogos em casa. Josete Lopes acompanhou os Dragões por esse país fora e lembra os jogos em Castelo Branco, no Estoril ou em Campo Maior. Com o entusiasmo pelo Clube da terra, Josete fez sócia a sobrinha Zélia Lopes pouco depois desta ter nascido. Zélia lembra-se “de ser miúda e de vir à bola, vínhamos às festas... As Festas dos Dragões era um dos pontos altos e toda a gente vinha de todos o lado”. Reconhece que “com o tempo as coisas foram-se perdendo” mas “agora o Clube está a revitalizar-se e ainda bem”. Como segunda sócia mulher mais antiga, Zélia afirma que “não vou cá estar daqui a 87 anos mas daqui a 50 ainda cá espero estar”. Josete Lopes contou ainda que foi ela quem desenhou o símbolo do Dragão que ainda hoje marca presença na bandeira do Clube. “Foi feito há 55 anos, creio eu, e bordado na Singer, em Abrantes”. Isto porque, como explica, “o diretor era o Manuel Bento que, no escritório, tinha uma parte dedicada aos Dragões, com as fotografias dos passes, dos jogadores. Havia lá de tudo”. Josete trabalhava com Manuel Bento, na Singer, e foi desafiada a desenhar o símbolo do Clube “porque íamos ter equipamentos novos. Fiz o desenho e ele ainda me perguntou porque é que tinha a língua do Dragão vermelha. E eu respondi que era a língua de fogo que os Dragões têm. Já as três bolinhas em baixo, não sei o que é que me deu para lá as colocar”. Certo é que, ao fim destes anos, ainda é o Dragão desenhado por Josete Lopes que perdura na bandeira dos Dragões de Alferrarede. Patrícia Seixas PUBLICIDADE

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SOCIEDADE / Está de volta o Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo Com início no Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova, a dia 4 de junho, prolonga-se por 15 dias, com o dia 19 de junho a marcar o fim em Oeiras. Entre as diversas paragens, uma delas ocorre em Abrantes, em Rossio ao Sul do Tejo, a dia 5 de junho pelas 18h00. Como forma de receber os que aqui chegam, Rui Rodrigues irá ocorrer uma "receção à imagem" que conta com um "convívio da população", assim como uma "exposição de automóveis e motas". O cruzeiro, que se estende por "mais de 280 km", passa por três localidades espanholas antes de dar

entrada em águas lusitanas. Sendo este um cruzeiro religioso, ocorre em honra "das nossas Senhoras dos Avieiros e do Tejo" tendo como objetivo "difundir as diversas culturas ribeirinhas do Tejo", fazendo assim com que estas zonas "interajam entre elas". O cruzeiro que não teve lugar nos dois últimos anos devido à pandemia, volta este ano, apesar de "ainda estando em tempo de pandemia", o que leva a que algumas medidas de precaução sejam tomadas. Por isso, "as paragens são sempre muito curtas", até porque como são cerca de 280 km "seríamos um fator de risco de propagação da doença". Rui Rodrigues confessa que apesar destas limitações, o cruzeiro foi "pedido por várias zonas ribeirinhas". As atividades que ocorrem nas paragens feitas pelo cruzeiro, são

promovidas por casa região, sem ser necessária uma inscrição para que se possa assistir à chegada dos barcos nas ribeirinhas. Será feita uma paragem de cinco dias, pois, sendo o objetivo "haver uma participação da população, haver uma interligação", o cruzeiro apenas corre pelo rio aos fins de semanas e feriados “de forma que as pessoas possam vir ao rio, possam conviver e estar em conjunto quando nós passamos”. Ao longo do cruzeiro, existem alguns obstáculos, sendo eles “duas barragens” e “principalmente dos dois açudes”, sendo um deles o de Abrantes. Estes obstáculos conseguem ser ultrapassados com a ajuda “de uma quantidade de entidades que participam no cruzeiro”. Maria Francisca Carvalho

JUSTIFICAÇÃO NOTARIAL Cartório Notarial em Vila Franca de Xira Notária, Licenciada RUTE CARLA VALENTE DA ENCARNAÇÃO Certifico narrativamente, para efeito de publicação que, neste Cartório Notarial, sito na Rua Sacadura Cabral, no 13 — A, Vila Franca de Xira, a folhas cento e vinte e um e seguintes do Livro de Notas para escrituras diversas número Cento e Trinta e Seis A, se encontra exarada uma escritura de justificação notarial, outorgada hoje, por JUSTO PIMENTA ANACLETO, casado com Aurélia Lima da Piedade Anacleto sob o regime da comunhão de adquiridos, ABEL PIMENTA ANACLETO, casado com Lucinda Luísa Pedro Pimenta sob o regime da comunhão de adquiridos (outorgando por si e na qualidade de procurador de Maria Adélia Duarte Gomes Anacleto, viúva e Vanessa Cláudia Gomes Pimenta, solteira, maior), SILVINO PIMENTA ANACLETO, casado com Cremilde Augusta Martins Rodrigues Pimenta sob o regime da comunhão de adquiridos e MARCO TELMO GOMES PIMENTA, solteiro, maior, na qual declararam que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do prédio urbano sito em Souto, freguesia de Souto, concelho de Abrantes, com a área total de setecentos e cinquenta e quatro metros quadrados (sendo cinquenta e quatro metros quadrados de área coberta e setecentos metros quadrados de área descoberta), composto de casa térrea com cinco divisões e quatro vãos e quintal, destinado a habitação, confrontando a norte com António Pedro, a sul com a Rua da Milheiriça, a nascente com José Baptista e a poente com Justo Marques, omisso na Conservatória do Registo Predial de Abrantes e inscrito na matriz predial urbana sob o artigo 473 da união de freguesias de Aldeia de Mato e Souto, com o valor patrimonial tributário de 7.165.90 euros; que, o referido prédio urbano foi adquirido por Adelino Anacleto e mulher, Olimpia Pimenta, casados que foram sob o regime da comunhão geral de bens, no ano de mil novecentos e noventa, em mês que não conseguem precisar, por partilhas verbais efetuadas com os demais interessados por morte de António Anacleto e Maria do Rosário (casados que foram sob o regime da comunhão geral de bens) — estes, pais de Adelino Anacleto, falecidos respetivamente em mil novecentos e trinta e três e mil novecentos e quarenta e três; que, dada a forma de aquisição, não existe titulo formal que permita efetuar qualquer registo, mas, desde logo, Adelino Anacleto e mulher, Olímpia Pimenta, entraram na posse e fruição do referido prédio, em nome próprio, posse essa que desde o referido ano de mil novecentos e noventa, tem sido exercida sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja. A posse foi adquirida e mantida sem violência e sem oposição, ostensivamente, com conhecimento de toda a gente, em nome próprio e com aproveitamento de todas as utilidades do prédio, nomeadamente usando, habitando o prédio, agindo sempre por forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, quer usufruindo como tal o imóvel, quer suportando os respetivos encargos. Que, há mais de trinta anos que o identificado prédio urbano é usufruido, em todas as suas utilidades, sendo nele guardados bens pessoais, tendo sido, o Adelino Anacleto e mulher reconhecidos como seus donos por todos, caracterizando-se a posse por ter sido adquirida e mantida sem violência e sem oposição, nomeadamente, pelas entidades oficiais públicas, ostensivamente, com conhecimento de toda a gente, em nome próprio e com aproveitamento de todas as utilidades, agindo sempre por forma correspondente ao exercicio do direito de propriedade, quer usufruindo como tal o imóvel, quer suportando os seus encargos. Que, após o falecimento de Adelino Anacleto e mulher, Olimpia Pimenta, o referido prédio continuou a ser usufruído nas condições acima referidas por eles, ora justificantes e seus únicos herdeiros, os quais continuaram, em conjunto, a posse que aqueles vinham exercendo, praticando da mesma forma os atos acima descritos, pelo que invocam expressamente essa posse, iniciada há mais de trinta anos, posse na qual sucederam a partir do falecimento de Adelino Anacleto, do qual se encontram devidamente habilitados, como já referido, motivo pelo qual declaram para todos os efeitos legais, que adquiriram o referido prédio urbano por USUCAPIÃO, que invocam, não podendo fazer prova disso pelos meios extrajudiciais normais, razão pela qual recorrem à presente escritura de justificação. Está conforme o original na parte que se transcreve. Vila Franca de Xira, dois de maio de dois mil e vinte e dois. A NOTÁRIA, Rute Carla Valente da Encarnação

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022

Médio Tejo com 13 praias de grau Ouro da Quercus A associação ambientalista Quercus atribuiu a bandeira de “Qualidade de Ouro 2022” a 440 zonas balneares portuguesas, o maior número de sempre, sendo mais 47 praias face ao ano anterior. Em comunicado hoje divulgado, a Quercus revelou a listagem das 440 praias distinguidas com a qualidade de ouro, “um valor recorde na história deste galardão”, que avalia a qualidade das águas balneares nacionais. Das 440 praias galardoadas em 2022, 359 são costeiras, 72 interiores e nove de transição. No que diz respeito a praias interiores, ou em água doce, o Médio Tejo, integrado na região do Tejo e Oeste, conquistou 13 medalhas. Vila de Rei repete as suas cinco praias [Bostelim, Fernandaires, Pego das Cancelas, Penedo Furado e Zaboeira], Tomar tem três [Alvarangel, Montes e Vila Nova da Serra], Mação continua com duas [Cardigos e Carvoeiro], Abrantes [Aldeia do Mato], Ourém [Agroal] e Sertã [Ribeira Grande] têm uma praia. Segundo os critérios definidos para a atribuição do galardão em 2022, está a qualidade da água “excelente” nas épocas balneares de 2017 a 2020 (não são ainda conhecidas as classificações de 2021) e não ter sido registado qualquer tipo de ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da pratica balnear e/ou interdição temporária da praia na época balnear de 2021. Também todas as análises realizadas na época balnear de 2021 devem ter resultados melhores do que os valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Directiva relativa às águas balneares. Isto é, para águas costeiras e de transição, todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100ufc/100ml (unidade formadora de colónias/mililitro) para os enterococos intestinais e inferiores a 250ufc/100ml para a Escherichia coli; e para águas interiores, 200ufc/100ml e 500ufc/100ml, respectivamente. Jerónimo Belo Jorge c/ Lusa

OPINIÃO /

A democracia, aqui

M

acron lá conseguiu ganhar. E nas próximas eleições presidenciais, em que nem poderá ser candidato? Aliás, e já nas eleições deste mês? Não será a terceira volta da eleição presidencial, mas será mais uma volta da eterna discussão sobre quem tem (o) poder. E sobretudo para quê. Marine Le Pen já avisou: “Esta é uma escolha de civilização”. Em termos ainda mais gerais: até há pouco, a democracia parecia ser o futuro; hoje parece estar em queda livre. Em Portugal, a maioria ainda opta pela democracia, mas é uma maioria cada vez mais pequena. Até que… Não há como iludir: ou a democracia se reforça de modo a reconquistar os eleitores ou estes abandonam-na. Também não há como iludir: é a nível local que pode ser jogado o essencial desta partida. Mas os partidos insistem em ignorar esta evidência. Se não fosse assim, fariam da “participação” na política local uma charneira do futuro. Porque a nível local é mais fácil implicar as pessoas e é mais fácil estas fazerem a experiência da importância, do valor, da utilidade… da sua participação e da própria política. Mas o que vemos parece apontar em sentido contrário. Sim, vemos os políticos locais a participarem das festas, das inaugurações, dos jogos, enfim, de mil e uma ocasiões sociais das suas terras. Há algum mal nisso? Nenhum. A proximidade é um valor? É, e tem efeitos eleitorais (a favor dos políticos, é claro). Mas sejamos honestos: vemos os políticos a abrirem espaço para a participação dos cidadãos nos processos políticos a nível local? Pouco, muito pouco. Lembro uma experiência de proximidade na política local: descentralização da reunião de Câmara. O circo deslocava-se para uma freguesia rural: eleitos, secretariado e os montes de processos que iam à reunião. E os cidadãos? Podiam ir VER os políticos a decidirem processos tão administrativos que eram aprovados por unanimidade. De boas vontades está o inferno cheio.

/ José Alves Jana / FILÓSOFO

O que está em jogo é, sim, uma civilização que não dá boa conta de si, que está a caminhar para o precipício. Democracia parece querer dizer o poder do povo (demos), mas tem sido uma forma de manter o povo à distância do poder. De que nos queixamos quando o povo se afasta? Não há alternativa democrática à participação: há é alternativa à democracia. E não será viável, por ser infinitamente mais complexo, apostar na participação a nível europeu ou mesmo nacional. Não é que seja desaconselhável promover a participação a estes níveis, é apenas pouco eficaz face à imensidão do problema. Por isso, o global não é alternativa ao local: ou a participação é desenvolvida com sucesso ao nível local ou a democracia perdese a nível global. Basta olhar para o movimento profundo que nos está patente. Observemos, então, a nossa política local: é verdade que cuida disto e daquilo, mas se não faz uma aposta decisiva na participação – em novas e eficazes formas de promover a participação – dos cidadãos (não em ilusões de participação), está a comprometer até as supostas conquistas que parece estar a realizar. Este é um problema central. Se não o vemos a progredir para a solução é apenas porque não investimos nele de modo inteligente. Se é humanamente possível, é realizável. Dramatizemos: participação ou morte – da democracia. Curioso é que nem se ouve falar disto.

Não há alternativa democrática à participação: há é alternativa à democracia.


SOCIEDADE /

Adelino Gomes e José Curado recebem Medalha de Mérito

Os ex- comandantes dos bombeiros de Constância, Adelino Gomes, do Sardoal, José Curado, de Almeirim, José Vitorino, e da Chamusca, Manuel Rufino, vão se agraciados com a Medalha de Mérito de Proteção e Socorro, no grau cobre e distintivo laranja. A proposta foi feita pela presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil, Anabela Freitas, e teve o despacho do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro esta quinta-feira. O despacho de atribuição das medalhas está já publicado em Diário da República. No despacho assinado por José Luís Carneiro, pode ler-se, em relação aos quatro comandantes que no decurso da sua carreira tiveram um desempenho “altamente profissional, discreto, metódico e rigoroso, dotado de um elevado espírito de missão e capacidade de trabalho” e adianta que conseguiram “granjear dos seus pares e dos seus comandados um elevado reconhecimento pelo sentido de missão e competência que sempre colocou em todos os atos de serviço, demonstrando sempre uma capacidade de análise digna de realce, o que aliado a um elevado dinamismo, eficiência e liderança nas inúmeras solicitações operacionais, lhe permitiu tomar decisões e apresentar com oportunidade propostas adequadas e fundamentadas para os inúmeros e por vezes complexos problemas a resolver, sendo por isso um exemplo na prossecução dos objetivos da proteção civil,

/ José Curado

/ Adelino Gomes nomeadamente na salvaguarda de pessoas e bens.” Nos quatro despachos pode ainda ler-se que “por tudo o que foi dito anteriormente, pelas excecionais qualidades, virtudes profissionais e humanas que possui, pela afirmação constante de elevados dotes de caráter, lealdade, abnegação, espírito de sacrifício e competência profissional, bem como, pelo extraordinário zelo colocado em todos os atos de serviço, o comandante Manuel Rufino é digno de ser apontado como sendo um exemplo a seguir, dando-se pública nota de que os serviços por si prestados sejam considerados relevantes e

Jerónimo Belo Jorge

Maio

/ Armando Fernandes

D

as flores, do deslumbramento paisagístico, das odes à luz, das músicas do Maio na voz inconfundível de José Afonso existem registos patrimoniais a reforçarem a memória da Nação apesar dos graves prejuízos provocados pela inércia das autoridades, pelo comodismo imbecil de proprietários, técnicos fiscalizadores sem esquecer a falta de conhecimentos da maioria das populações muito mais atraídas perante o que reluz em detrimento da essência dos aludidos patrimónios. Todos os patrimónios sofrem trato de polé, reina a maior das desbundas, desde a linguagem à catastrófica degradação de duas vertentes, edifícios públicos e privados, passando pelos artísticos e industriais. Reina a maior das indiferenças, se Almeida Garrett voltasse e viesse ao concelho de Abrantes, choraria lágrimas de repulsa ante o que visse às escancaras aos pés dos senhores do mando a empunhar as varas da Vereação. Sempre que passo no outrora centro de Alferrarede lembro-me das ruínas de Palmira alvo das torpes investidas dos imitadores de Átila e bárbaros de igual ferocidade contra a civilização seja ocidental, oriental, e/ ou de qualquer parte do Mundo. O leitor dirá: se fado em Alferrarede, e/ou fico com o coração agrilhoado ante o visto e observado na anteriormente fabril e industrial aglomerado da extinta UFA, devo

estender a visita, pelo menos, ao Rossio ao Sul do Tejo, para carpir mágoas perto da margem do rio Tejo que bordeja aqueles célebres vestígios «romanos» avalizados por auréola certeza professoral que o saudoso Fernando Salgueiro Maia se encarregou de desmascarar exibindo e doando à cidade dita florida o documento bem posterior ao anunciado pelo enfatuado aprendiz de arqueólogo, dadas as ruínas existentes. A revolução digital continua no tinteiro seco, por isso o inventário das mazelas patrimoniais concelhias não passa de uma miragem do rio grávida de grossa corda de água no Verão, escondendo documentalmente o desleixo dos proprietários e da Autarquia. Em tempos disse e escrevi que em Abrantes não existe uma política cultural assente na Paideia, tudo indica que assim vamos continuar cantando e rindo em torno das mesas repletas de frango assado e febras por altura das festas da cidade, freguesias, lugares e lugarejos ouvindo-se a famosa música arroz pró pote nos intervalos dos conjuntos musicais da retoma pós pandemia. O poder agradece comovido enaltecendo a herança romana, esta verdadeira, resumida em duas palavras pão e circo.

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/ Ministro condecora Duarte André Teodoro

de elevado mérito, deles tendo resultado prestígio e honra para os bombeiros e para a proteção civil.” O comandante dos Bombeiros Voluntários de Constância, Adelino Lourenço Gomes, ingressou como aspirante nos Bombeiros Voluntários de Constância há 45 anos, tendo cumprido funções no quadro de Comando dos Bombeiros Voluntários de Constância durante 29 anos, 20 dos quais no exercício do cargo de comandante. Já o comandante dos Bombeiros Municipais do Sardoal, José Rosa Reis Curado, desempenhou funções no quadro de Comando dos Bombeiros do Sardoal durante 32 anos, 20 dos quais no exercício do cargo de comandante. No mesmo dia foram ainda publicados despachos idênticos para homenagem a José Alberto Almeida Vitorino, 34 anos comandante Bombeiros Voluntários de Almeirim, e a Manuel Domingos Andrade Rufino, comandante dos Bombeiros Voluntários da Chamusca ao longo de 40 anos. Já no dia 8 de Abril, no âmbito das comemorações do 15.º aniversário da Autoridade Nacional de Proteção Civil o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Abrantes, André Teodoro, foi condecorado pelo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, com a Medalha de Mérito de Proteção e Socorro, no grau prata e distintivo laranja. André Teodoro iniciou funções em 1991, no Corpo de Bombeiros Municipais de Abrantes, agora Bombeiros Voluntários. No despacho de atribuição da distinção é referido o trabalhos que André Teodoro desenvolveu “no âmbito das operações de proteção e socorro e no combate aos incêndios nos mais variados locais onde esteve presente, destacando -se, entre muitos outros, os complexos incêndios de Mação, em 2017, e Odemira, em 2021.” É também considerado um elemento “de imprescindível importância nas Equipas de Posto de Comando do Distrito de Santarém, na Célula de Planeamento, é ainda um exímio formador da Escola Nacional de Bombeiros, nas aéreas da Emergência Pré-Hospitalar e Salvamento e Desencarceramento, demonstrando uma permanente disponibilidade para, entre outras atividades, formar nas referidas áreas muitos dos bombeiros do distrito de Santarém.”

OPINIÃO /

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SOCIEDADE / Casa Chef Victor Felisberto em novas instalações

OPINIÃO /

// A Casa Chef Victor Felisberto mudou de localização, estando agora situada ao fundo da Calçada de S. José, ao lado do cruzamento do Francês (como é conhecida a zona). Uma relocalização que coloca esta oferta de restauração mais central e mesmo ao lado da Estrada Nacional 2 (itinerário original). O novo restaurante do Chef Victor Felisberto pretende “preservar os menus mais económicos”, o Chef confessa que “não há diferenciação” entre quem quer “gastar mais” e quem quer “gastar menos”. Este novo espaço é também de fácil acessibilidade “para pessoas com deficiências motoras, com tudo o que é necessário para que possam aceder ao restaurante”. Uma diferença neste novo espaço é que terá “uma sala 100% privada”, onde os clientes podem ser realizadas “reuniões” ou onde podem “falar do que quiserem”. Este é um espaço onde “só eles é que estão” e “não precisam de passar pela sala principal”. O Chef Victor Felisberto acredita que este era um conceito “que fazia falta em Abrantes”. “A garrafeira é uma coisa importante num restaurante”, este foi um elemento “pensado pelo arquiteto (Pedro Gaspar)” e assim têm “uma coisa diferente” nas salas. A deco-

ração do restaurante aponta a um tema muito ligado à “madeira” e à “pintura”, os “candeeiros foram todos feitos à mão”, a maioria das coisas foram feitas especificamente para este restaurante. Ou seja, não existem no mercado. “O meu principal objetivo é que o cliente saia contente”, neste estabelecimento o cliente tem a possibilidade de ver o seu empratamento da sua refeição através da bancada dos chefes. “Quando há um bocadinho de atraso num prato,as pessoas

percebem porque é que há.” Aqui os clientes tem a possibilidade de perceber o motivo destes atrasos e também de que “as vezes não é possível fazer as coisas mais rápido do que estamos a fazer”. A nível de pratos vão “manter os mesmos registos”, mudaram alguns vinhos, pois “a garrafeira merecia isso”, assim como também foram feitas alterações em algumas entradas. O Chef Victor Felisberto afirma que mantêm o “forno rústico” e que este “não é só para fazer comida”, mas que também é “bom a nível da pegada ecológica”. Acrescenta que “foi aproveitado a nível energético para produzir águas quentes”. Victor Felisberto sente que a nova localização do restaurante “acaba por estar mais perto de toda a gente” e que “é completamente diferente” dando um “outro ambiente” ao espaço. Jerónimo Belo Jorge

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EXTRACTO DE JUSTIFICAÇÃO

EXTRACTO DE JUSTIFICAÇÃO

Certifico narrativamente, para efeitos de publicação, que por escritura outorgada em cinco de maio de dois mil e vinte e dois, exarada a cento e quarenta e um e seguintes, do livro de notas para escrituras diversas número catorze – A, ISIDRO PIRES ALAGOA PEDRO, NIF 109.069.617 e mulher LÍDIA DO ROSÁRIO DA SILVA PEDRO ALAGOA, NIF 164.921.753, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Souto, concelho de Abrantes, residentes habitualmente na Rua Nossa Senhora da Assunção, número 551, lugar e freguesia de Fontes, concelho de Abrantes, declararam que são donos e legítimos proprietários, com exclusão de outrem, do seguinte imóvel: Prédio urbano, composto de casa de habitação, garagem, arrecadação e logradouro, com a área total de mil trezentos e onze vírgula vinte metros quadrados, sendo cem metros quadrados de superfície coberta e mil duzentos e onze vírgula vinte metros quadrados de área descoberta, sito na Rua Nossa Senhora da Assunção, número 551, lugar e freguesia de Fontes, concelho de Abrantes, a confrontar do norte Nuno Miguel do Rosário Serras, do sul com Armando da Costa Lino, do nascente e do poente com Estrada Pública, omisso na Conservatória do Registo Predial de Abrantes, inscrito na matriz em nome do justificante marido, sob o artigo 7, com valor patrimonial tributário de 31.300,00 euros. Que desconhecem a proveniência do artigo apesar das buscas efetuadas. Que o imóvel acima identificado foi adquirido pelos justificantes, já no estado de casados entre si no indicado regime de bens, por doação meramente verbal que dele lhes fizeram os pais da justificante mulher, Mário Pedro e Conceição do Rosário, casados sob o regime da comunhão geral, já falecidos, residentes que foram na Rua da Nossa Senhora da Assunção, lugar e freguesia de Fontes, concelho de Abrantes, feita em data que não sabem precisar, mas que situam no ano de mil novecentos e oitenta e sete e, portanto, há mais de vinte anos. Que desde que a mesma foi efetuada até esta data, sempre os ora justificantes usufruíram do citado imóvel, ininterruptamente à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, com a consciência de utilizarem e fruírem coisa exclusivamente sua, adquirida de anteriores proprietários, pagando as respetivas contribuições, utilizando-o, habitando-o e procedendo às obras necessárias à manutenção e conservação do mesmo. Que em consequência de tal posse, em nome próprio, pacífica, pública e contínua, adquiriram sobre o dito imóvel o direito de propriedade por usucapião, não tendo em face do modo de aquisição, documento que lhes permita comprovar o seu direito de propriedade perfeita. Está conforme. Cartório Notarial de Vila de Rei, a cargo da Notária Maria da Conceição Fernandes Ribeiro, cinco de maio de dois mil e vinte e dois.

Certifico narrativamente, para efeitos de publicação, que por escritura outorgada em dez de maio de dois mil e vinte e dois, exarada a folhas sete e seguintes, do livro de notas para escrituras diversas número quinze – A, FERNANDO MANUEL PEDRO, NIF 134.351.142, divorciado, natural de freguesia de Souto, concelho de Abrantes, residente habitualmente na Rua Nossa Senhora da Assunção, número 583, lugar e freguesia de Fontes, concelho de Abrantes, declarou que é dono e legítimo proprietário, com exclusão de outrem, do seguinte imóvel: Prédio urbano, composto de casa de habitação com dois pisos e logradouro, com a área total de seiscentos e quarenta e oito vírgula oitenta metros quadrados, sendo cento e um vírgula oitenta e cinco metros quadrados de superfície coberta e quinhentos e quarenta e seis vírgula noventa e cinco metros quadrados de área descoberta, sito na Rua Nossa Senhora da Assunção, número 583, lugar e freguesia de Fontes, concelho de Abrantes, a confrontar do norte com herdeiros de Mário Pedro, do sul com herdeiros de Deolinda Rosário Pedro Serras, do nascente com Estrada Pública e do poente com herdeiros de Vítor Santos, omisso na Conservatória do Registo Predial de Abrantes, inscrito na matriz em nome do justificante, sob o artigo 18, com valor patrimonial tributário de 32.310,00 euros. Que desconhece a proveniência do artigo, apesar das buscas efetuadas. Que o imóvel acima identificado foi adquirido pelo justificante, ainda no estado de solteiro, maior, por doação meramente verbal que dele lhes fizeram os seus pais, Mário Pedro e Conceição do Rosário, casados sob o regime da comunhão geral, já falecidos, residentes que foram na Rua da Nossa Senhora da Assunção, freguesia de Fontes, concelho de Abrantes, feita em data que não sabe precisar, mas que situa no ano de mil novecentos e oitenta e cinco e, portanto, há mais de vinte anos. Que desde que a mesma foi efetuada até esta data, sempre o ora justificante usufruiu do citado imóvel, ininterruptamente à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, com a consciência de utilizar e fruir coisa exclusivamente sua, adquirida de anteriores proprietários, pagando as respetivas contribuições, utilizando-o, habitando-o e procedendo às obras necessárias à manutenção e conservação do mesmo. Que em consequência de tal posse, em nome próprio, pacífica, pública e contínua, adquiriu sobre o dito imóvel o direito de propriedade por usucapião, não tendo em face do modo de aquisição, documento que lhe permita comprovar o seu direito de propriedade perfeita. Está conforme. Cartório Notarial de Vila de Rei, a cargo da Notária Maria da Conceição Fernandes Ribeiro, dez de maio de dois mil e vinte e dois.

A Notária,

A Notária,

Maria da Conceição Fernandes Ribeiro

Maria da Conceição Fernandes Ribeiro

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022

A Europa para lá do Brexit

U

m ano após o referendo, deu-se início às negociações para a saída do Reino Unido da UE. Dentro de dois anos, tudo indica que a União Europeia terá perdido a sua segunda maior economia, um das suas duas potências nucleares, um dos seus dois membros com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU, a sua maior potência militar, o seu único centro financeiro mundial e terá ganho um buraco anual de dez mil milhões de euros no orçamento comunitário. O Reino Unido tem, aparentemente, muito a perder com a saída da UE, já que quase metade das suas exportações são absorvidas pelo mercado europeu. Porém, para a UE, são vários os desafios a ter em conta. Na esfera internacional, com a saída do Reino Unido, a Europa irá, provavelmente, perder grande parte da sua capacidade para se projetar internacionalmente. Não apenas porque vai perder poder financeiro, económico ou militar, ou porque não tem uma política externa ou de defesa conjuntas. A União Europeia é um projeto de construção supranacional que, durante boa parte da sua existência, foi moldado pela articulação entre Paris e Berlim. Porém, historicamente, a vocação, tanto da Alemanha como da França, é europeísta. Durante séculos, estes países focaram boa parte da construção da sua visão do mundo numa lógica eurocen-

/ Nuno Alves / MESTRE EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS / nmalves@sapo.pt

trista. Pelo contrário, o Reino Unido assumiu uma vocação globalista há já vários séculos. Esta limitação poderá criar barreiras à forma como a União Europeia se integrará na política internacional sem o Reino Unido. Internamente, os desafios são outros. A União Europeia foi criada para ser um projeto de unificação da Europa e não de desagregação. Porém, a saída do Reino Unido poderá por em causa o poder de agregação da UE e certamente levantará muitas questões quanto ao caminho seguido até aqui. Na prática, o Brexit mostra que a UE poderá ser um projeto questionável tal como ele é. Muitos países europeus, especialmente da Europa central, onde o eurocepticismo é prevalecente e que adotaram a União Europeia como a sua âncora económica, poderão vir a questionar igualmente a sua presença na UE e olhar para leste, onde a Rússia aguarda o enfraquecimento da Europa e a oportunidade para expandir a sua influência. A UE pós-Brexit poderá ser promotora da paz no mundo, da diminuição das desigualdades económicas e defensora de uma política ambiental global, enquanto que, internamente, poderá reforçar a sua coesão se conseguir falar a uma só voz. Conseguirá?


SOCIEDADE /

“É preciso aproximar o cidadão às juntas de freguesia”

Grupo

// No último domingo, 29 de maio, realizaram-se as eleições para os Órgãos da Delegação de Santarém da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE). A votos apresentou-se uma única lista liderada pelo presidente da União das Freguesias de Abrantes e Alferrarede, Bruno Tomás.

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uma nova forma de comunicar. ligados por natureza.

/ O distrito de Santarém tem 141 freguesias e 75% integram a ANAFRE salvou que a associação que representa estará sempre ao lado das pessoas. “O freguês é que tem de ter a palavra. Se quer ou se não, quer. A ANAFRE dará todo o apoio às pessoas que queiram avançar com processos concretos de intenção de criação de freguesias” adian-

241 360 170 . geral@mediaon.com.pt www.mediaon.com.pt

tou Bruno Tomás vincando que há o objetivo de informar bem as pessoas antes e durante processos de eventual criação de novas freguesias. O distrito de Santarém é composto 21 concelhos e 141 freguesias. Jerónimo Belo Jorge PUBLICIDADE

A lista agora eleita para mais um mandato tem no conselho diretivo e assembleia geral a representatividade eleitoral do distrito de Santarém, entre partidos políticos o movimentos cívicos ou de cidadãos. Foi dessa forma que o reeleito coordenador distrital classificou a lista única que se apresentou a votos. De acordo com Bruno Tomás os objetivos para este mandato passam pela continuidade do trabalho de proximidade com as Juntas de Freguesia, interrompido nos últimos dois anos pela pandemia. Ou seja, os autarcas de freguesia estiveram sempre no terreno, mas em termos associativos da ANAFRE foi mais complicado pela necessidade de reuniões presenciais. Há um outro objetivo para este mandato e que passa muito pela formação de autarcas e funcionários das juntas de freguesia. O novo coordenador sublinhou que “hoje em dia é cada vez mais necessário dar mais conhecimento aos trabalhadores das juntas de freguesia, tanto administrativos como operacionais, porque os desafios cada vez são maiores.” Há ainda uma ideia clara sobre a descentralização e em começar a comunicar melhor com os fregueses porque, como está na ordem do dia, “não é só a estrada e o passeio, mas também a estrada digital. E temos cada vez mais de aproximar o cidadão às juntas de freguesia ao nível digital. Assim como a partilha das boas práticas que se vão fazendo em cada um dos locais”, destacou Bruno Tomás. Questionado sobre a Lei de novas freguesias que vem colocar em cima da mesa a possibilidade de criação de novas freguesias por via da agregação ou desagregação o coordenador deixou a posição da ANAFRE: “Toda a gente sabe o que é que a ANAFRE disse. São as pessoas que têm de decidir o que querer. E depois têm de perceber se as agregações estão a funcionar bem ou mal. A nova lei veio colmatar uma lacuna que havia na legislação original. Não havia nada a prever criar novas freguesias. E esta Lei veio colmatar essa lacuna que existia. Não é para desagregar é para criar novas freguesias.” Neste campo Bruno Tomás res-

MUNICÍPIO DE MAÇÃO AVISO ALTERAÇÃO DO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DE MAÇÃO Torna-se público ter a Câmara Municipal de Mação, em reunião de 29 de Abril de 2022, deliberado mandar iniciar o procedimento de alteração pontual do Plano Director Municipal de Mação, nos termos do artigo 118.º do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio, na redação conferida pelo Decreto-Lei n.º 25/2021, de 29 de Março, com vista a possibilitar a instalação de infraestruturas de produção e transporte de energias renováveis, nomeadamente eólica e solar, em terrenos localizados em espaço rural, e em particular classificado como florestal na planta de ordenamento do PDM de Mação, ratificado pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 72/94, de 23 de Agosto, procedendo às alterações ao regulamento que se revelem necessárias, e fixar o prazo de um ano para a elaboração da proposta de alterações ao PDM.. Mais deliberou que esta alteração não é susceptível de ter efeitos significativos no ambiente e por isso não ser objeto de avaliação ambiental. Nos termos do artigo 88.º do RJIGT, decorrerá durante um prazo de 15 dias úteis, a contar a partir da data de publicação deste aviso na 2.ª série do Diário da República, um processo de audição ao público por forma a permitir a formulação de sugestões, bem como a apresentação de informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do respectivo procedimento de alteração, devendo essas observações ou sugestões ser apresentadas em ofício devidamente identificado, dirigido ao Presidente da Câmara Municipal de Mação. Serão facultados aos interessados todos os elementos relevantes para que estes possam conhecer o estádio dos trabalhos e a evolução da tramitação procedimental, bem como formular sugestões à autarquia. Mação, 11 de Maio de 2022 O Presidente da Câmara Municipal de Mação Digitally signed by VASCO ANTÓNIO MENDONÇA SEQUEIRA ESTRELA Date: 2022.05.13 10:19:39 +01:00

Vasco António Mendonça Sequeira Estrela, Dr.

Junho 2022 / JORNAL DE ABRANTES

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SAÚDE /

Saúde em tempos de pandemia / Foto: Freepik

/ Cláudia Bernardo Médica de Medicina Geral e Familiar Diretora Médica da OPFC – Clínica Médica do Porto O velho ditado “mais vale prevenir do que remediar” nunca fez tanto sentido como agora, sobretudo no que diz respeito à nossa saúde. As realizações dos habituais exames médicos de rotina, o chamado check-up médico, nunca foram tão importantes. A pandemia não só trouxe consigo toda uma realidade desconhecida que nos obrigou a mudar a forma como vivemos e convivemos, como também mudou a forma como lidamos com a saúde. Deixámos de vigiar e saber ouvir o nosso corpo e mente. Todo e qualquer sinal não era mais do que o efeito de um vírus do qual todos falavam mas ninguém conhecia. Abriu-se, assim, a porta à obesidade, aos problemas cardiovasculares, às neoplasias por diagnosticar e aos problemas mentais, entre outros. Tudo passou a ser normal e justificável com o Covid-19.

Hoje, passados mais de dois anos, apesar de retomarmos parte das rotinas e termos a segurança de uma vacina, a verdade é que continuamos a encontrar no Covid-19 o fácil diagnóstico para tudo. Ninguém nega o seu impacto na saúde mental, na obesidade, no agravar de muitas doenças diagnosticadas e muitas outras que ficaram por diagnosticar, mas é importante retomar a vigilância e perceber que os antigos riscos não

só se mantêm como, em alguns casos, se agravaram. O último relatório sobre a Saúde na Europa revela que a pandemia influenciou negativamente os comportamentos de saúde da população europeia, nomeadamente no que diz respeito aos padrões de consumo de álcool, tabaco, aumento sedentarismo e adoção de hábitos alimentares pouco saudáveis. Apesar vivemos num limbo de incertezas

"Continuamos a encontrar no Covid-19 o fácil diagnóstico para tudo" em relação ao vírus que persiste em se manter, a verdade é que não podemos continuar a adiar a saúde. É urgente retomar as rotinas anuais de check-up médico, as quais devem incluir um conjunto de análises e exames clínicos, de modo a permitir determinar a existência de fatores de risco associados a doenças cardiovasculares, diabetes, Acidente Vascular Cerebral (AVC), osteoporose, obesidade,

hipertensão arterial e doença hepática, entre outros. E porque cada idade acarreta os seus riscos há que ter em consideração a especificidade de alguns exames: no caso das mulheres, após os 40 anos, é recomendável a realização de uma mamografia a realizar-se anualmente ou de dois em dois anos, de acordo com histórico familiar. No caso dos homens é importante a realização de exames à próstata a partir dos 50 anos nos homens. A par da normal vigilância é fundamental adotar estilos de vida saudáveis, baseados numa alimentação equilibrada, na atividade física, num sono reparador, na gestão de stresse e na eliminação de hábitos nocivos como o tabagismo. É o mais comum dos “clichés” dizer que a saúde é o que cada um tem de mais precioso. Ninguém nega, ninguém contesta e todos concordam, mas a verdade é que a saúde acaba por ser uma das questões que muitos de nós negligenciamos. Quando estamos bem é algo que, inconscientemente, acabamos por assumir como garantido. Nada poderia estar tão errado!

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Para acalmar a mente é preciso acalmar o corpo / Filipa Serra / Higienista Oral da Unidade Saúde Pública do Médio Tejo

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JORNAL DE ABRANTES / Junho 2022

A vida é uma montanha-russa, tanto experienciamos alegrias como a seguir situações inesperadas que nos podem causar grande stress. O stress crónico pode contribuir para dores de cabeça, ansiedade, depressão, doenças cardíacas e até mesmo morte prematura. O stress não se vê e não se toca, mas conseguimos sentir os seus efeitos na nossa mente e no nosso corpo. Aprender a gerir com sucesso a forma como ele nos afeta é o caminho para uma boa saúde física e mental. Práticas diárias e consistentes de meditação e programas de mindfulness/ atenção plena ajudam a minimizar a nossa resposta ao stress. Estas práticas consistem em apenas estarmos presentes no momento, em nos concentrarmos, durante um período de tempo, num determinado objeto, tarefa ou reação

do corpo como a respiração ou os batimentos cardíacos. Existem várias maneiras de adicionarmos estas práticas, às nossas rotinas: ▶ Antes de iniciar uma reunião, uma aula, o dia de trabalho, antes de atender um paciente faça uma PAUSA DIÁRIA para respirar e “chegar”. Basta uma inspiração profunda e uma expiração lenta. ▶ ESCOVAR OS DENTES em atenção plena – foque a mente apenas nos movimentos, nas sensações, no sabor da

pasta dos dentes. Este exercício ajuda ao foco numa só tarefa, sem divagações, sem agitações; ▶ Fazer uma REFEIÇÃO em atenção plena – foque-se no sabor de cada alimento, na sua textura saboreie, disfrute de uma refeição sem pressas; ▶ Fazer uma MEDITAÇÃO guiada diária. Existem várias aplicações de telemóvel onde se podem encontrar meditações. Explore e escolha a que melhor se adequa a si. (Exemplos de algumas APPs: CALM, Lojong); ▶ Fazer uma CAMINHADA MEDIDATIVA – esvazie a mente e foquese no meio envolvente. Vai ajudar a controlar a pressa do dia a dia; ▶ Escrever um DIÁRIO DE GRATIDÃO, basta mencionar 3 coisas, não importa se é algo grandioso ou pequeno. Importa é sentir-se realmente grato por isso; ▶ Ter uma ROTINA DE NOITE como um banho relaxante, ver uma série, ouvir música, fazer uma meditação. Além de reduzir o stress e ansiedade, promove uma melhor noite de sono. “Podemos não saber parar as ondas, mas podemos aprender a surfar nelas”. (Kabat-Znin)


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• FORNECIMENTO • MONTAGEM

• ASSISTÊNCIA TÉCNICA

Tel.: 241 379 850 Fax: 241 379 859 Av. 25 de Abril, 675 2200-299 Abrantes Portugal geral@abranfrio.pt

NUTRICIONOSTA DRA. MARIANA TORRES

ENFERMAGEM ENF. MARIA JOÃO LANÇA; ENF. BRUNO FERREIRA; ENF. HUGO MARQUES

OBSTETRÍCIA/GINECOLOGIA DRA. LÍGIA RIBEIRO; DR. JOÃO PINHEL

FISIOTERAPIA/OSTEOPATIA DRA. PATRICÍA MASCATE

OFTALMOLOGIA DR. LUÍS CARDIGA

OSTEOPATIA DR. GONÇALO CASTANHEIRA

PENEUMOLOGIA DR. CARLOS LOUSADA PROVA F. RESPIRATÓRIA TÉCNICA PATRÍCIA GUERRA PSICOLOGIA DRA. ODETE VIEIRA; DRA. ANA TORRES PSIQUIATRIA DR. CARLOS ROLDÃO VIEIRA; DRA. FÁTIMA PALMA REUMATOLOGIA DR. JORGE GARCIA TERAPIA DA FALA DRA. SUSANA CORDA UROLOGIA DR. RAFAEL PASSARINHO

Junho 2022 / JORNAL DE ABRANTES

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