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/ Diretora Patrícia Seixas ABRIL 2021 / Edição nº 5602 Mensal / ANO 120

/ DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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VILA DE REI Autarquia vende hotel e comprador investe 1 milhão

ENTREVISTA Padre Francisco Valente fala de Páscoa em tempos de pandemia Págs. 16 e 17

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/ Abrantes / Constância / Mação / Sardoal / Vila Nova da Barquinha / Vila de Rei

VN BARQUINHA Concelho atinge 97% de cobertura de saneamento básico

// CHMT investe mais de 5ME no Hospital de Abrantes

Urgência vai finalmente para obras Pág. 15

MAÇÂO Urbanização dos Atoleiros foi aprovada Pág. 19 ABRANTES Concurso de ideias para o antigo mercado diário com 53 projetos, Pág. 6

Grupo

uma nova forma de comunicar. ligados por natureza. 241 360 170 . geral@mediaon.com.pt www.mediaon.com.pt

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/ JORNAL DE ABRANTES

a j

SARDOAL Faturação da Tejo Ambiente volta a falhar


A ABRIR / FOTO OBSERVADOR /

EDITORIAL /

Era uma encosta de erva que começou a ter carros quando os parques de estacionamento do Hospital de Abrantes estavam cheios. O espaço foi sendo adotado pelos automobilistas e a autarquia acabou por nivelar a terra e por cortar a erva. Este mês (25 de março), num trabalho desenvolvido pela União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, protocolado com a Câmara de Abrantes, a barreira de terra foi transformada numa bolsa de estacionamento. Levou alcatrão, gradeamento em madeira e sinalização vertical. Já agora, como não tem sinalização ou marcação pintada, que os automobilistas não abusem nos espaços e saibam usá-lo com o bom senso de que não são os únicos a estacionar naquele local.

/ Patrícia Seixas / DIRETORA

Estamos em ano de Eleições Autárquicas e já se nota. Não só pelos sucessivos anúncios dos candidatos, que poderá conhecer nas páginas do nosso Jornal, mas mais pelo tom das intervenções a que vamos assistindo. Como se diz pela minha terra, começam “a cantar de galo”. Não sei se será benéfico ou não, mas é mais que certo que acontece sempre em ano de eleições. Aguardemos para ver... ainda é cedo e sabemos que, por aqui, muito teremos ainda que escrever. Também vos quero falar da “nossa casa”. A Rádio Antena Livre, do grupo Media On, ao qual também pertence o Jornal de Abrantes, comemorou em janeiro 40 anos de existência e prometemos algumas novidades. E elas começam a surgir. Agora, pode-nos ouvir em 96.7 FM. Uma alteração que serve essencialmente para podermos chegar às vossas casas com uma maior qualidade. É um regresso às origens pois esta foi a frequência da rádio, antes da legalização. Ao longo do ano, outras mudanças estão previstas mas também dessas lhe darei conta em devido tempo. Temos desconfinamento à vista mas, quanto a isto, apenas vos deixo uma pergunta: É desta que vamos ter juízo? E afinal, é fácil “parar” o mundo. Não são necessárias pandemias, nem guerras. Basta encalhar um cargueiro no Canal do Suez. Se for adepto da teoria da conspiração, com um navio encalhado no Suez e outro no Canal do Panamá, e “está o baile armado”. O mundo não chegou bem a perceber as consequências do efeito deste acontecimento porque não durou assim tanto tempo. Mas bastavam mais uns dias para alguns produtos começarem a escassear na Europa. Parece que poucos estão disposto a passar as Tormentas e dobrar o Cabo da Boa Esperança. Infelizmente para Bartolomeu Dias, não havia Canal do Suez. Mas houve um mundo inteiro por descobrir. E já que falo em tempos modernos, aqueles que nos facilitam a vida, e na era da tecnologia, como é que se aceita que em competições internacionais, essas tecnologias pura e simplesmente não existam? Se nos campeonatos de cada país, há sensores e na maior parte já existe VAR (do inglês, Video Assistant Referee), ou árbitro assistente de vídeo, como é que em competições da UEFA tal tecnologia é dispensável? Numa modalidade que envolve milhões, como é o caso do futebol, é aceitável que voltemos anos atrás e que a decisão de uma única pessoa seja a lei? Imaginemos que um erro deste género deixa de fora da competição uma seleção... com todas as implicações financeiras que isso acarreta. Inadmissível, meus senhores! Aos leitores do nosso JA, desejo um bom mês de abril e, como sempre, fica o desejo de que nos possamos voltar a encontrar todos daqui a um mês.

ja / JORNAL DE ABRANTES

Esta é a Rua Fonte Duque de Loulé e fica localizada em Abrantes, a seguir ao matadouro da empresa Margaridos. Só que é uma rua sem saída. O caso foi levantado na reunião do executivo municipal de Abrantes pelo vereador do BE Armindo Silveira. Disse o vereador que a instalação de uma outra unidade industrial cortou o acesso que existia às vias do Parque Industrial de Abrantes. A solução passará, de acordo com o presidente da Câmara, pela aquisição de alguns terrenos para ampliar o loteamento destinado a empresas e nessa altura construir o troço de ligação que agora foi cortado.

PERFIL /

/ Telma Fernandes, 36anos / Professora

/ Naturalidade/Residência? / Uma viagem já feita ou por fazer Santa Margarida da Coutada (Cons- Já fiz algumas e gostaria de fazer tância) outras tantas. Adorei visitar os Açores - São Miguel. Pela companhia, / Prato preferido? pela gastronomia, pelas pessoas Bacalhau à Brás e Sushi maravilhosas que lá conheci, pela paisagem e por tudo o que pode/ Um recanto para descobrir? mos ver e fazer. Gerês. Já lá estive e foi inesquecível quer ao nível da diversão quer a / Uma figura da História nível humano. Há qualquer coisa Luís de Camões. Porque cresci a de diferente e bom naquelas pes- ouvir falar de Camões e na sua passoas. Mas sinto que ficou muito por sagem por Constância. Pela forma descobrir. Assim que a pandemia o como “narrou” uma parte da nossa permitir, vou voltar. História. / Um disco Qualquer um do Miguel Gameiro, com e sem Pólo Norte. Escreve e interpreta canções que contam uma história de uma forma diferente e intensa.. / Um filme Milagre na cela 7. Um filme com uma mensagem universal e tocante, que nos fala de forma verdadeira e genuína do amor e das barreiras que pode ultrapassar. Chorei do início ao fim.

critica os Presidentes de Câmara que o fossem por um dia. / O que mais e menos gosta na sua cidade? Mais: Parque ambiental de Santa Margarida e das maravilhosas paisagens que observo aquando dos meus passeios pela natureza. Menos: Os despejos de “monos” que as pessoas fazem na natureza quando a Câmara Municipal faz essa recolha.

/ Uma proposta para um dia diferente na região? Iniciar a manhã com uma visita ao / Um momento marcante Centro de Ciência Viva de ConsO nascimento da minha filhota Lara tância e passear um pouco pelas numa fase tão difícil da minha/nos- margens dos Rios Tejo e Zêzere. sa família. Almoçar num dos maravilhosos restaurantes do concelho de Cons/ Um sonho por realizar? tância. Visitar o Parque Ambiental Ser professora titular – um dia ainda de Santa Margarida e o Borboletário vai acontecer... eu sei. Tropical. Poderíamos terminar o dia com uma visita ao maravilho/ Se fosse presidente de Câmara o so Castelo de Almourol e com um que faria? passeio pelo Parque de Vila Nova Dava a oportunidade a quem tanto da Barquinha.

FICHA TÉCNICA Direção Geral/Departamento Financeiro Luís Nuno Ablú Dias, 241 360 170, luisabludias@mediaon.com.pt. Diretora Patrícia Seixas (CP.4089 A), patriciaseixas@mediaon.com.pt Telem: 962 109 924 Redação Jerónimo Belo Jorge (CP.7524 A), jeronimobelojorge@mediaon.com.pt, Telem: 962 108 759. Colaboradores Berta Silva Lopes, Leonel Mourato, Paula Gil, Paulo Delgado, Taras Dudnyk, Teresa Aparício. Cronistas Alves Jana e Nuno Alves. Departamento Comercial. comercial@mediaon.com.pt. Design gráfico e paginação João Pereira. Sede do Impressor Unipress Centro Gráfico, Lda. Travessa Anselmo Braancamp 220, 4410-359 Arcozelo Vila Nova de Gaia. Contactos 241 360 170 | 962 108 759 | 962 109 924. geral@mediaon.com.pt. Sede do editor e sede da redação Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Editora e proprietária Media On - Comunicação Social, Lda., Capital Social: 50.000 euros, Nº Contribuinte: 505 500 094. Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Detentores do capital social Luís Nuno Ablú Dias 70% e Susana Leonor Rodrigues André Ablú Dias 30%. Gerência Luís Nuno Ablú Dias. Tiragem 15.000 exemplares. Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo ERC 100783. Estatuto do Jornal de Abrantes disponível em www.jornaldeabrantes.pt. RECEBA COMODAMENTE O JORNAL DE ABRANTES EM SUA CASA POR APENAS 10 EUROS (CUSTOS DE ENVIO) IBAN: PT50003600599910009326567. Membro de:

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JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021


ENTREVISTA /

“O grande investimento do Sport Abrantes e Benfica é nas pessoas” Como se vive a realidade de um clube desportivo por estes dias?

Estas incertezas fazem com que nós estejamos, nesta altura, de braços cruzados, à espera do desenrolar da Associação de Futebol de Santarém, através da Federação Portuguesa de Futebol. Sei que andam a envidar esforços no sentido de retomarmos a atividade com as devidas precauções e é disso que estamos à espera. Aguardamos por ordens da Associação para podermos começar os treinos e, de seguida, as competições.

// De braços cruzados, à espera de uma decisão e a viver na incerteza. Esta é a realidade dos responsáveis pelos clubes desportivos de todo o país. Em Abrantes, o Sport Abrantes e Benfica (SAB) é o clube que alberga mais atletas, desde os escalões da formação aos seniores. Paulo Neto é o presidente do clube e falou ao Jornal de Abrantes. por Ricardo Beirão e Patrícia Seixas

Mais do que um anseio, é o meu receio de que as coisas não voltem à normalidade esta época. Não sabemos nada, o futuro mais próximo o dirá. Só sabemos que estamos à espera a todo o momento que possamos abrir as portas para começar a treinar e poder constituir a equipa para o campeonato. É isso que nos interessa, é preparar jogadores, técnicos, diretores. Esta situação não é benéfica para ninguém e nós sabemos mas vamos tentar dar o nosso melhor.

Pois, isto está muito complicado porque está tudo estagnado. Todos os compromissos que assumimos foram na eventualidade de os campeonatos serem normais, mas nesta altura não há nada normal. Há um futuro de incerteza e, como tal, está tudo parado, tanto os patrocínios como os compromissos que tínhamos.

Como tem sido a relação com os patrocinadores? Têm sido compreensivos, tendo em conta o panorama que se vive, não só no desporto mas a nível nacional?

Visto que os seniores ainda vão tendo alguma atividade, como se gerem as expetativas dos atletas mais novos, da formação, e dos pais? São crianças que gostavam de ter alguma atividade e não têm…

É muito difícil até porque temos pais a fazerem-nos perguntas constantemente e para as quais não temos respostas. Vamos tentando passar a informação que nos é facultada e é esperar… esperar para ver no que isto vai dar. Ainda hoje, não podemos fazer qualquer previsão porque o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira. Estamos a pensar que em abril haja novidades, mas é tudo uma incerteza.

No início desta época, como só houve futebol sénior, só constituímos equipas técnicas e de direção nos seniores. Também foi só o que fizemos a nível de jogadores e com esses contamos e sabemos que também estão a contar connosco.

Como presidente do Sport Abrantes e Benfica, qual é o seu principal anseio, tendo em conta a conjuntura que se está a viver?

Há compromissos que foram assumidos com atletas e com patrocinadores. Como é que tudo isto é gerido?

Nesta altura estamos parados e não estamos a fazer grandes esforços porque não temos novidades nem informações para dar. Sabemos que, como sempre, e esse é um trabalho nosso, mas não temos grande mobilidade financeira nem como dizer aos nossos patrocinadores para continuarem a apoiar a equipa porque está tudo parado. Quando iniciarmos, teremos que voltar à carga, sabendo que a cidade de Abrantes ao nível do futebol, não é uma cidade apetecível para esta modalidade. Há muitos constrangimentos e agora temos as empresas com falta de liquidez, o que também vai ser outro grande problema mas havemos de lutar e chegar a bom porto.

Esta paragem trouxe o afastamento de diretores e potenciais diretores?

/ “Como não damos o passo mais longo do que a perna, estamos preparados para tudo”

Perspetivando-se em abril a abertura dos campeonatos mas para os mais velhos, vamos ter uma geração de mais novos a perderem um ano, ou mais, de atividade desportiva…

Sim, no fundo são duas épocas desportivas que se perdem nas camadas de formação mas, em Portugal, estamos todos em pé de igualdade. Foi igual para todos. No entanto, sabemos que os nossos atletas perdem forma e perdem a qualidade técnica devida. São dois anos da vida desportiva que eles perdem e não sei se será fácil recuperá-los. Tenho ouvido comentários que dizem que se perde qualidade com esta paragem. Temos que esperar para ver como vai ser no futuro.

Atualmente, o Sport Abrantes e Benfica tem seniores, algo que já tinha acontecido no passado, mas a rica história do clube centenário é de formação. Como é que um clube que é formador, se vê sem aquilo para que nasceu?

A nossa índole é a formação, sem dúvida. Arriscámos na competição com os séniores, não estamos arrependidos e estamos com toda a força neste escalão. Mas relembro que é tudo por carolice

dos nossos diretores e treinadores de quem esperamos sempre o bom senso e o bom profissionalismo de quem está no futebol por prazer.

Muitas vezes ouvimos os dirigentes dos clubes dizerem que está difícil o recrutamento de novas pessoas para ajudar no dirigismo. Esta pausa, que afasta também os pais do dia-a-dia do clube, poderá ser também prejudicial na angariação de novas pessoas?

Sim, nomeadamente houve muitos atletas que enveredaram por outros desportos que se podiam fazer nesta altura, mais isolado e mais individual, e vai ser difícil trazê-los de volta porque foi a atividade deles nestas duas épocas. No entanto, sabemos que a maioria tem o sonho do futebol e há-de voltar para o futebol. Mas, mais uma vez, estamos de igual para igual. Os nossos problemas também hão-de ser os problemas dos outros clubes. Até agora, era apanágio do Sport Abrantes e Benfica ter as equipas todas, e alguns escalões até com mais do que uma equipa, vamos ver o que conseguimos fazer mas tenho a certeza que tenho o pessoal todo empenhado e cada vez com mais vontade de retornar ao futebol.

Ouvimos os responsáveis pelos clubes dizerem que, com esta situação no futebol distrital, a situação financeira dos clubes se agrava e alguns colocam mesmo em causa a sua continuidade. O Sport Abrantes e Benfica também está nesta situação? Poderão estar em risco alguns escalões de formação na próxima época, caso haja futebol? Como está a saúde financeira do clube?

Como nós nunca demos o passo mais longo do que a perna, posso dizer que o clube não está bem, mas também não estamos mal. Não devemos nada a ninguém, até porque o grande investimento do Sport Abrantes e Benfica é nas pessoas. Não temos as normais despesas com atletas nem com treinadores. As nossas despesas são com combustíveis para as carrinhas que transportam os jogadores, são com taxas de jogos, e taxas inerentes à competição. Como tal, como não há jogos, não temos receitas mas também não temos despesas. E como não damos o passo mais longo do que a perna, estamos preparados para tudo. Planeamos época a época, nunca podemos antecipar a época seguinte. Se tudo voltar à normalidade, nós vamos até ao fim da época sem problema nenhum. Não quero falar em muita saúde financeira, mas com o esforço de todos da direção, técnicos, jogadores – porque não fazemos investimentos nem entramos em loucuras salariais nem coisas do género – vamos conseguir. Se começarmos a jogar, as despesas são as inerentes aos treinos e à competição.

Abril 2021 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes

Francisca Laia regressa ao Clube Desportivo “Os Patos” // A canoísta olímpica Francisca Laia volta a ser atleta do Clube Desportivo “Os Patos”. O anúncio foi feito em reunião de Câmara de Abrantes de 23 de março pelo presidente da Câmara Municipal de Abrantes. Manuel Jorge Valamatos destacou o regresso da atleta ao clube do concelho em ano de mundiais de canoagem e desejou que a atleta seja bem-sucedida no apuramento para estes dois importantes momentos desportivos. A 28 de janeiro, a atleta olímpica abrantina dava conta que o Sporting Clube de Portugal, clube que representava há cinco anos, rescindiu a ligação que havia entre ambos. “É com uma enorme tristeza que vejo ser-me comunicado pelo Sporting Clube de Portugal o terminus da minha ligação com o Clube. Foram 5 anos de dedicação e empenho diário em prol do clube. Até que, num ano tão importante como o ano de Jogos Olímpicos - e a apenas 7 meses daquele que é o maior evento multi-desportivo do mundo - foi-nos comunicado que não havia verba para dar continuidade à modalidade de canoagem no Clube. Sempre entendemos estar salvaguardados pela excecionalidade das circunstâncias, como tantos outros atletas que viram o seu ano desportivo condicionado pela pandemia! As competições foram efetivamente adiadas, mas foi-nos transmitida a cessação do contrato. Dei tudo para honrar a enorme instituição que é o Sporting CP e representá-lo todos os dias, com a máxima dedicação. Pelo clube conquistei 23 medalhas, nacionais e internacionais e consegui a minha primeira participação olímpica, no Rio 2016”, comunicou, na altura, Francisca Laia nas redes sociais.

Município renova protocolo com "Os Patos" e Federação Portuguesa de Canoagem

O executivo da Câmara Municipal de Abrantes aprovou, por unanimidade, o texto do protocolo a celebrar entre o Município de Abrantes, a Federação Portuguesa de Canoagem e o Clube Desportivo “Os Patos”. Este protocolo acaba por ser a renovação do que tinha sido firmado o ano passado entre estas três entidades e que permitiu o regresso do clube de Rossio ao Sul do Tejo. De acordo com a informação revelada na reunião de Câmara, tem “o objetivo de relançar e con-

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/ Francisca Laia vai disputar apuramento para os Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo

solidar a modalidade da Canoagem, a partir do plano de água no rio Tejo e colocar o clube do Rossio ao Sul do Tejo nos melhores patamares desportivos, nacionais e internacionais”. Este protocolo “aponta ao desenvolvimento da modalidade, mas também a dar mais respostas de apoio para que a atleta Francisca Laia se possa envolver também com o clube na dinamização da canoagem”, nos meses que antecedem os Jogos Olímpicos e os Campeonatos do Mundo. De acordo com o estabelecido no protocolo, a Federação de Canoagem disponibiliza recursos humanos para a formação técnica da modalidade e promove a modalidade junto dos Agrupamentos

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

e Escolas. O Clube Desportivo “Os Patos” assume o compromisso de fomentar e dinamizar a prática da Canoagem, através da Escola de Canoagem, e é responsável pela aquisição de materiais e equipamentos para o desenvolvimento da modalidade.

O Município concede um envelope financeiro único de 13.500 euros.

Ainda de acordo com a informação do Município de Abrantes, o Clube Desportivo “Os Patos” deu a conhecer o relatório de atividades do ano transato, já apoiadas pelo protocolo inicial. Este relatório indica que foi retomada a escola de canoa-

“É uma honra para o Município de Abrantes e um orgulho para os abrantinos” - Manuel Jorge Valamatos

gem contando com 20 atletas, sendo que desses há 11 que se encontram no quadro competitivo. Foi ainda assegurado o enquadramento técnico através da formação de treinadores de modalidade e registou-se um esforço no reequipamento do clube com material específico para a prática da canoagem. Manuel Jorge Valamatos disse que “é uma honra para o Município de Abrantes e um orgulho para os abrantinos” o regresso da atleta Francisca Laia ao seu clube de origem, na véspera dos Jogos Olímpicos e dos campeonatos do mundo. “Pela primeira vez, ou desde há muitos anos, podemos ter uma abrantina, filiada num clube de Abrantes, nos Jogos Olímpicos e nos Campeonatos do Mundo e isso seria algo extraordinário”, disse o autarca. Armindo Silveira, vereador eleito pelo Bloco de Esquerda, deixou o seu apoio a este protocolo porque, como recordou, defendeu “que o Município de Abrantes deveria abrir uma secção para a canoagem em Rossio ao Sul do Tejo para o que estava na altura fechado, fosse reativado. A solução encontrada foi outra mas não tenho dúvidas de que é uma boa solução pois a canoagem nasceu no seio do Clube Desportivo “Os Patos”, considerou. Disse o vereador que “além da renovação do protocolo” também se tratava de aprovar o apoio à atleta Francisca Laia “que dispensa apresentações, tal como o seu palmarés”. Armindo Silveira, apesar de votar favoravelmente o texto do protocolo, deixou o alerta para que haja igualdade na atribuição de apoios a clubes e atletas. “Concordamos com este apoio mas sabemos que não irá ser uma exceção pois, de outra forma não seria aceitável a dualidade de critérios”, relembrando que “existem outros atletas que podem vir a necessitar de algum tipo de apoio e para os quais esperamos que haja esta abertura”. O presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, deixou claro que nenhum atleta que represente clubes de Abrantes em eventos internacionais fica sem apoio municipal.


SOCIEDADE / Valorizar artes e ofícios tradicionais para criação de emprego e fixação de população // O Executivo Municipal ratificou o despacho do presidente da Câmara de Abrantes que aprovou o protocolo de parceria entre a TAGUS, coordenadora da parceria e os parceiros Municípios de Abrantes, Constância e Sardoal, no âmbito de uma candidatura ao programa FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional -, para a execução, em parceria, da estratégia de valorização das artes e ofícios tradicionais do Ribatejo Interior. A candidatura irá focar-se na valorização das artes e ofícios tradicionais do Ribatejo Interior, procurando dinamizar um conjunto de iniciativas que contribuam por um lado, para a sua preservação e, por outro, para a sua diferenciação e adaptação às necessidades atuais, complementando a oferta dos produtos turísticos do Médio Tejo. Visará ainda potenciar a oferta turística existente na expetativa de, através destes ativos, “contribuir para a atração de novos públicos, para o aumento de visitantes e da estada média de turistas e, por conseguinte, para a afirmação e maior competitividade deste destino”. Será também um forte contributo para sensibilizar os artesãos para o trabalho conjunto e para o cruzamento das diferentes artes, permitindo o aparecimento de novas áreas de expressão e de criação

cultural e artística. Salienta-se ainda que esta intervenção pode representar novas oportunidades de criação de emprego e, consequentemente, contribuir para a fixação da população, também um dos desígnios assumidos por esta associação de desenvolvimento local na sua estratégia territorial que, na candidatura, afirma ainda que o objetivo temático é “promover a integração social e combater a pobreza e qualquer discriminação”. E ser um atrativo para que faixas etárias mais novas, cada vez mais despertas para esta temática, possam apostar nesta área, evitando-se que muitos dos usos e costumes desapareçam dada a idade avançada dos “mestres artesãos”, que fiquem obsoletos e que a identidade territorial possa ficar comprometida pela perda da sua autenticidade.

Em suma, com a presente candidatura, pretende-se alcançar 4 objetivos: 1 - Valorizar as artes e ofícios tradicionais do Ribatejo Interior, enquanto elementos

/ A arte de entrelaçar, de Mouriscas, já é um dos projetos apoiados e em desenvolvimento

diferenciadores deste território, que contribuem para o aumento da sua competitividade territorial, dinamização turística, cultural e económica; 2 – adaptar as artes e ofícios às tendências atuais de mercado e a novas áreas de expressão, criação cultural e artística; 3 - complementar a oferta dos produtos turísticos integrados do Médio Tejo, tornando a experiência do visitante mais enriquecedora e atrativa, pela possibilidade de conhecer a cultura do Ribatejo Interior refletida nas diferentes manifestações artesanais, na maior proximidade e contacto com as comunidades e territórios; 4 - fomentar o trabalho em rede daqueles que contribuem para a preservação das tradições locais e dos que estejam interessados em investir nesta área, abraçando o artesanato do Ribatejo Interior como seu novo projeto de vida. Conforme definido no protocolo, o investimento previsto na operação será financiado a 85%, no valor máximo de 61.591,69 euros, cofinanciado pelo FEDER, sendo que os parceiros se comprometem a financiar os 15% remanescentes, na proporcionalidade de 50% pelo Município de Abrantes (no valor de 5.434,55 euros) e os restantes 50%, divididos pelos Municípios de Constância e de Sardoal, no valor de 2.717,28 euros, cada. PUBLICIDADE

Abril 2021 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes

Concurso de ideias para o antigo mercado diário com 53 projetos // A segunda-feira, dia 22 de março, foi o dia em que fechou o prazo para a entrega dos trabalhos para o concurso de ideias para o projeto de requalificação do antigo Mercado Diário de Abrantes. Tratou-se de um concurso internacional teve uma participação de 53 trabalhos que vão agora ser avaliados por um júri que escolherá os três primeiros para poderem receber os prémios previstos no regulamento. Recorde-se que este concurso de ideias foi lançado para que os arquitetos e criativos interessados pudessem apresentar soluções inovadoras, ou não, para aquele espaço que está encerrado para venda de produtos alimentares frescos há mais de 10 anos. Mesmo assim, os participantes tinham no regulamento alguns pressupostos que teriam de cumprir, desde logo o custo da obra com um teto máximo de 2,7 milhões de euros e um preço base superior a 135 mil euros. O Município lançou o concurso de ideias em parceria com a Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitetos e aquilo que foi pedido aos concorrentes foi: “O Município de Abrantes pretende proceder à reconversão do antigo Mercado

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Municipal de Abrantes, sito na Avenida 25 de Abril, em Edifício Multiusos, na perspetiva da sua reutilização como equipamento de resposta a uma nova realidade. Pretende ainda requalificar a área envolvente a este mercado, nomeadamente a entrada no Centro Histórico da cidade, dotando-a de uma identidade urbana. A reconversão do edifício do antigo Mercado Municipal e a requalificação da área envolvente, convergem assim na oportunidade de consolidação de uma estratégia que tem vindo a ser implementada pelo Município de Abrantes nos últimos anos, centrada na Regeneração Urbana e na Reabilitação Urbanística, Social e Económica do Centro Histórico de Abrantes”. O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, afirmou em reunião do executivo não conhecer os trabalhos, mas mostrou-se satisfeito pelo interesse que o concurso despertou. E acrescentou que foram 53 os tra-

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

balhos apresentados, ressalvando que as ideias dos mesmos devem ter em linha de conta que aquele edifício será, no futuro, um pavilhão multiusos, mas com a manutenção da fachada do edifício. O vereador do BE, Armindo Silveira, vincou que na ótica do partido que representa, qualquer projeto deveria ter como base o regresso dos vendedores ao espaço que agora vai entrar em requalificação. E reforçou que o Bloco de Esquerda será contra qualquer solução que não enquadre o regresso do mercado aquele local. Ainda assim, Armindo Silveira disse esperar que o concurso siga agora o seu caminho e as ideias (projetos escolhidos) sejam debatidas em Assembleia Municipal. O presidente da Câmara de Abrantes respondeu ao vereador da oposição e voltou a informar ainda não ter visto nenhum dos projetos. Valamatos reforçou aquilo que tem dito ao longo dos últi-

mos tempos, que “há um mercado a funcionar” e que esse mercado precisa é de pessoas a vender e a comprar. Apesar de tudo, deixou a nota de que vão ser feitas algumas pequenas intervenções no atual edifício por forma a poder melhorar cada vez mais as condições daquele imóvel. Disse que são pequenas intervenções que visam melhorar as condições para quem ali se desloca, sejam vendedores ou compradores. Rui Santos, vereador eleito pelo PSD, voltou a vincar a posição que sempre teve sobre esta matéria. Afirmou que o PSD sempre defendeu que o mercado diário deveria ficar no mesmo edifício, mas depois voltou a referir que não se pode andar sempre a mudar. “Não se pode andar a demolir coisas feitas por um partido quando outro, da oposição, chega ao poder.” E afirmou concordar com a construção de um espaço multiusos “que faz muita falta ao concelho de Abrantes”.

Das 53 ideias, vão ser escolhidas três que terão prémio, nomeadamente 10 mil, 5 mil e três mil euros. Os critérios de seleção que o júri vai analisar serão divididos da seguinte forma: qualidade da solução proposta (70%), adequabilidade ao programa funcional (15%) e exequibilidade da solução (15%). O júri que vai analisar estes projetos é constituído pelo Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, Victor Mestre, arquiteto convidado pela Câmara Municipal de Abrantes; e Luís Pedro Pinto, arquiteto indicado pela Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitetos. Como membros suplentes do concurso estão registados João Gomes, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, e Luís Costa Valente, arquiteto indicado pela Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitetos. Jerónimo Belo Jorge


REGIÃO / Abrantes

Rotary Club de Abrantes entrega 66 bolsas de estudo // Em tempos de pandemia, não há reuniões mas encontra-se forma de dar seguimento a atividades, nem que seja online. Foi o que aconteceu no sábado, 20 de março, com a habitual cerimónia de entrega das bolsas de estudo por parte do Rotary Club de Abrantes (RCA). Na cerimónia de entrega das bolsas de estudo do Rotary Club de Abrantes (RCA), Carolina Baptista, aluna finalista de Sociologia, agradeceu aos patrocinadores “a oportunidade, que é também confiança”, depositada nela e nos restantes jovens estudantes que beneficiam deste apoio. A jovem reconheceu que esta iniciativa do RCA se trata de uma “ajuda fundamental para a educação”, que introduz mais justiça, mas também mais competitividade, entre os jovens. O presidente do Conselho de Administração da Fundação Rotária Portuguesa e Governador do Distrito Rotário 1960, Roberto Carvalho, sublinhou a importância que a atribuição destas bolsas tem para o movimento rotário. O RCA é um dos clubes que mais apoios deste tipo atribui, abrangendo 66 jovens do ensino secundário e superior, oriundos de Abrantes , Sardoal e Mação. Os estudantes candidatam-se e são selecionados por critérios que incluem o mérito académico e as necessidades económicas dos agregados familiares. Para além de 13 empresas e pessoas em nome individual, a Câmara de Abrantes patrocina 42 das bolsas atribuídas. O presidente da Autarquia aproveitou para anunciar que não só pretende manter esta parceria, como também é sua intenção reforçar o número de bolsas, tendo em conta que as famílias vivem agora momentos ainda mais difíceis. Manuel Jorge Valamatos evidenciou o papel que o RCA tem, enquanto “estrutura de grande sensibilidade”, com “homens e mulheres disponíveis para ajudar na área social”, justificando, assim, a parceria com o clube. Paulo Estrada, filho de um dos fundadores do RCA, é um dos patrocinadores destas bolsas de estudo. Sendo um empresário que prati-

/ Dulce Neto, diretora-executiva do jornal Observador

/ A cerimónia deste ano realizouse online devido à pandemia de Covid-19

/ Imagem de Arquivo (2019-2020) ca a verdadeira responsabilidade social com os seus colaboradores, entende que “não podemos ficar fechados na nossa bolha”. Por isso, atribui uma bolsa em nome da sua empresa, a Sofalca, e outra em seu nome individual. Dirigindo-se aos bolseiros que participavam na sessão via zoom, o empresário manifestou “alegria e satisfação, felicidade mesmo”, por poder ver o rosto dos jovens que recebem estas bolsas de estudo. Pediu-lhes que “sejam empenhados” e que a humildade que tiveram quando pediram esta ajuda os acompanhe na vida.

As fakenews e os cuidados a ter

Os cerca de 70 participantes na cerimónia, que se realizou online, no sábado, dia 20 de março, tive-

ram ainda a oportunidade a assistir a uma palestra sobre “Fakenews em tempo de Covid”, apresentada por Dulce Neto, diretora-executiva do jornal Observador. Mais do que apresentar conceitos, a jornalista – que foi também ela bolseira da Fundação Rotária e, ainda, rotária – fez uma apresentação com sentido pedagógico, apresentando estratégias para identificar notícias falsas e recheando a palestra com exemplos concretos. Sublinhando que “as pessoas têm direito a dar as suas opiniões e a apresentar as suas perspetivas”, Dulce Neto alertou para a importância de não se partilhar conteúdos sem os verificar. Como? Confirmando as fontes e colocando os títulos das supostas notícias nos motores de busca para verificar

quem está a produzir e a reproduzir esses conteúdos. Muito frequentemente são “estórias fabricadas para se obter um certo objetivo”. E acrescentou que, se a informação é estranha, os cuidados devem ser redobrados, sobretudo quando, em tempos como os que vivemos, apresentam remédios e dietas supostamente milagrosos. Um dos principais problemas apontados por Dulce Neto é o excesso de informação, fazendo com que as pessoas não saibam como selecionar e no que acreditar. Reconhecendo que, por vezes, os jornalistas também cometem erros, a jornalista distinguiu-os de informações falsas. Nalguns casos estas “fake news” são deliberadas, noutros casos resultam de falta de informação. Frequentemente

surgem porque “tomamos atitudes de acordo com aquilo em que acreditamos”. Para concretizar, contou o caso de uma influenciadora brasileira que começou por ser negacionista. Quando foi infetada pelo vírus mudou completamente o seu discurso, chamando a atenção para a necessidade de as pessoas se protegerem dele, mas acabou por não resistir. A cerimónia de atribuição de bolsas de estudo do RCA foi também marcada por uma apresentação do movimento rotário. Manuel Paulo Silva, membro do RCA, enquadrou o movimento a nível internacional, referindo diferentes ações, como o combate à poliomielite e a promoção da paz. Por seu turno, o atual presidente do RCA, Joaquim Melo dos Santos, recordou as atividades deste clube no apoio à comunidade onde se insere. Para além das bolsas de estudo, o RCA organiza cursos de liderança para jovens, cursos de suporte básico de vida entre outras iniciativas. PUBLICIDADE

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REGIÃO / Mação

Rua das Fábricas não muda de nome // Há uma rua em Ortiga, no lugar da Estação e junto à fábrica de pimentão que tem um nome que tem andado para trás e para a frente. Trata-se da Rua das Fábricas que teve uma proposta para mudar o nome para Rua Manuel Rosa Eusébio. Esta ideia foi apresentada pelo anterior executivo da Junta de Freguesia de Ortiga, em acordo com a família do empresário, para homenagear aquele empresário. O processo não é novo e tem tido avanços e recuos. No lugar da Estação, em Ortiga, a Rua das Fábricas teve uma proposta para alteração de nome com o anterior Executivo da Junta de Freguesia. Tratava-se de mudar o nome para Rua Manuel Rosa Eusébio e assim homenagear o empresário. Só que esta alteração não teve a concordância dos moradores e mesmo com a alteração aprovada, estes nunca adotaram o nome de Rua Manuel Rosa Eusébio e o atual elenco da Junta de Freguesia apresentou uma outra proposta para que o nome daquela rua voltasse a ser de Rua das Fábricas. “A Câmara Municipal tem tido, penso eu, uma boa prática relativa a esta matéria”, começou por explicar o presidente da Autarquia. Vasco Estrela afirmou que “apesar de ser da competência da Câmara a atribuição do nome das ruas, temos sempre respeitado, ou tentado respeitar, aquilo que são as sugestões e opiniões das Juntas de Freguesia, tendo em conta a

proximidade que as mesmas têm” com a população. O autarca acrescentou que, “logo na altura, houve algumas manifestações de desagrado de algumas pessoas que vivem naquela zona mas as coisas foram seguindo o seu caminho, nomeadamente alguns obstáculos que foram levantados em termos de custos e dos incómodos com todas as alterações dos respetivos documentos para o novo nome”. Entretanto, a nova Junta de Freguesia que tomou posse em 2017, apresentou, em 2018, uma proposta em Assembleia de Freguesia, que foi aprovada, “para que retomássemos o nome antigo”. “Como o nome de Manuel Rosa Eusébio não tinha praticamente produzido efeitos na vida e na esfera jurídica das pessoas, a Câmara entendeu repor a situação previamente existente”, avançou Vasco Estrela, que ainda disse que “a placa com o novo nome chegou, efetivamente, a ser colocada mas como as pessoas também não trataram

/ A Rua das Fábricas vai manter o nome mas Manuel Rosa Eusébio vai ser homenageado logo dos documentos, continuava a ser a Rua das Fábricas”. Só que, de acordo com o presidente da Câmara Municipal de Mação, os familiares de Manuel Rosa Eusébio informaram a Câmara de sentirem algum incómodo

pelo nome do empresário andar “para trás e para a frente”. “De uma forma legítima, os herdeiros e familiares de Manuel Rosa Eusébio têm levantado questões que têm a ver com o respeito e a preservação da memória da pessoa

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em causa, com o tirar o nome, pôr o nome, e eu admito que não é agradável e compreendo perfeitamente o incómodo que tal situação causa”, esclareceu Vasco Estrela. Neste sentido, explicou o presidente da Câmara, “aquilo que propus é que possamos encontrar aqui um meio termo, ou seja, a rua manter-se-ia como Rua das Fábricas mas deveríamos perpetuar e homenagear esse grande empresário que foi Manuel Rosa Eusébio”. Assim sendo, e para que o empresário Manuel Rosa Eusébio seja homenageado, a Câmara de Mação vai encontrar uma forma de deixar uma marca no local da Fábrica do Pimentão que pode ser uma placa ou um busto “para que fique bem vincado o trabalho que ali foi desenvolvido por aquele homem”. Esta é uma proposta, de acordo com Vasco Estrela, que parece ser “equilibrada e que protege os interesses das várias partes envolvidas”. Patrícia Seixas


REGIÃO / Vila de Rei

Município investe mais de 3 milhões de euros em empreitadas // O Município de Vila de Rei encontra-se a desenvolver e a preparar um conjunto de trabalhos “com vista à melhoria das condições de vilarregenses e visitantes do concelho”, num investimento total superior a três milhões de euros. Encontram-se já terminados os trabalhos de reparação das calçadas de Portela, Salavisa e Zaboeira (84.303,37 euros) e a 2ª Fase dos Passadiços do Penedo Furado (110.230 euros). Em fase de conclusão encontram-se as empreitadas da nova plataforma de captação de água, em Zaboeira (127.112 euros), e a ampliação do Skate Park de Vila de Rei (47.695,76 euros). A decorrer a bom ritmo encontram-se os trabalhos de requalificação da Estrada Municipal entre a EN2 e a aldeia de Seada (306.976 euros), a 3ª Fase dos Passadiços do Penedo Furado (158.465,29 euros), a construção do Terminal Rodoviário (144.096,14 euros), a requalificação da Calçada da Fonte, com criação de anel ciclável e pedonal até à aldeia de Cidreiro (529.292,25 euros), requalificação do Miradouro de Seada (14.612,10 euros) e instalação do novo emissário de águas residuais do Carrascal (189.393,56 euros). Os trabalhos de requalificação do reservatório de água em Orgueira (157.813,36 euros) e a empreitada

de alargamento de curvas em Casal Novo e pavimentações em Milriça (119.248,94 euros) vão ter início muito em breve. Encontra-se igualmente em apreciação a candidatura com vista à 2ª Fase da Ampliação da Zona Industrial do Souto e criação de um Centro de Instalação Empresarial, num investimento previsto em 1.256.276,57 euros. O Município tem ainda um projeto para a requalificação do Miradouro de Fernandaires, que aguarda aprovação por parte da APA – Agência Portuguesa do Ambiente. No total, o conjunto de trabalhos mencionados representam um investimento de 3.245.515,34 euros e “darão novas e importantes condições de bem-estar à comunidade vilarregense e a todos os visitantes do concelho”, afirma o presidente da Autarquia vilarregense. Ricardo Aires refere que “o Município de Vila de Rei continua a sua missão de fornecer as melhores condições possíveis aos vilarregenses. Este conjunto de trabalhos - que engloba áreas tão diversas como o transporte, a mobilidade, a indústria, o turismo, o desporto, a saúde, entre outros - vai traduzir-se em importantes mais-valias para a nossa comunidade, com melhores condições para a fixação de população, o desenvolvimento turístico e, consequentemente, a atração de novas empresas, novos postos de trabalho e maior riqueza para o nosso concelho”. PUBLICIDADE

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REGIÃO / Sardoal

Faturação da Tejo Ambiente volta a ter falhas // Voltaram os constrangimentos com a faturação da empresa Tejo Ambiente a Sardoal. O problema foi comunicado pelo presidente da Câmara Municipal que revelou que houve problemas na leitura. Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal de Sardoal, informou na reunião do Executivo de 24 de março que houve novamente problemas com a faturação da empresa Tejo Ambiente e que “é algo que nos preocupa”, tendo “alguns munícipes têm-nos feito chegar alguns lamentos pelo facto de as coisas não terem entrado ainda nos eixos”. Situação que tinha sido assumida pela direção da empresa, aquando dos primeiros problemas com as faturas. O autarca reencaminhou para a Tejo Ambiente todas as reclamações que lhe foram feitas e afirmou que “houve cerca de 170 clientes a quem o operador/contador não fez a leitura. Ou seja, alguém que estava a desempenhar uma função, e a ser pago para tal, mas não fez estas leituras” aos cerca de 170 clientes. Esta falta de leitura levou a que a faturação que apareceu a estes clientes, “venha com consumos a zeros e única e simplesmente traga as tarifas fixas”. Miguel Borges disse estar a aguardar o reporte da empresa que está a fazer este trabalho, explicando que é uma empresa que está a trabalhar em todos

os concelhos que integram a Tejo Ambiente e que “houve novamente aqui este percalço nos municípios de Mação e Sardoal. Nos outros locais não tem havido problemas”. O presidente da Câmara falou mesmo em “azar com os operacionais que estão a fazer estas leituras” e deu conta de que já houve um procedimento disciplinar em relação à pessoa “que estava a fazer este trabalho e que não cumpriu”. C omo soluç ão e re s o l uçã o deste problema, “ainda este mês [março] vai ser novamente feita a leitura destes 170 contadores” para que ainda este mês seja feita a faturação dos consumos da água referentes ao período em questão. Assim, o valor em causa, não será somado aos consumos do próximo mês. “Esta faturação que irá chegar agora, terá só a ver com o consumo, não trará as tarifas”, explicou. Miguel Borges reconheceu que toda esta situação “é desagradável” e deu conta de que “como presidente de Câmara de um município que é acionista – assumindo todas as nossas responsabilidades neste processo – mas neste momento pouco mais

/ Empresa contratada pelo Tejo Ambiente para fazer leituras de contadores, volta a falhar em Sardoal

Miguel Borges fala em “azar com os operacionais que estão a fazer estas leituras”

podemos fazer do que alertar a administração e a direção técnica da empresa porque estas coisas não podem acontecer”. Ainda que, como afirmou, “nenhuma destas entidades será pessoalmente responsável porque, na verdade, há essa terceira entidade que devia cumprir um serviço para o qual a Tejo Ambiente está a pagar e não o está a fazer nas devidas condições, com prejuízos para os nossos munícipes, mais uma vez, o que é de lamentar”.

Para já, a Câmara Municipal vai aguardar pelo relatório que a Tejo Ambiente pediu à empresa que presta este serviço e “depois então vamos perceber se há aqui mais alguma coisa a fazer”, voltando a referir ser “muito desagradável quando estas coisas estão a acontecer tantas vezes, continuadamente”. “Não deviam de acontecer e já é tempo de se ultrapassar estes problemas”, concluiu Miguel Borges. Patrícia Seixas

A estabilização e proteção do talude na entrada sul da vila de Sardoal, teve início na segunda-feira, dia 29 de março, o que levará à interdição da circulação rodoviária entre o Parque do Ribeiro Barato e a Ponte. Durante quatro meses, período de conclusão dos trabalhos, a circulação rodoviária efetuar-se-á nos dois sentidos pela EN 358 (Rua de S. Sebastião) e pela EN 244-3, ficando o acesso permitido apenas a moradores da zona histórica, acesso ao Parque de Merendas e acesso à ETAR. Recorde-se que o talude desmoronou-se parcialmente levando ao corte de uma faixa de rodagem da via. O Município de Sardoal, “desde logo, providenciou todos os esforços para que o processo decorresse com a maior brevidade possível, não ficando indiferente ao transtorno que tal situação provocou”, informa o Município em nota de imprensa.

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/ Paulo Sousa

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Obras de estabilização de talude na entrada sul avançam

/ Obras no talude vão prolongar-se por quatro meses


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REGIÃO / Abrantes

Estudo da DECO sobre peço da água leva Câmara e oposição a manifestar-se // A DECO apresentou no mês de março um estudo comparativo entre concelhos de Portugal e que no Médio Tejo dá conta de que os concelhos com a fatura da água mais cara são Ourém 332 euros e Abrantes 327 para um consumo médio de 120 metros cúbicos anuais de água. / CMA

do que outros concelhos”. Para Rui Santos, “houve aqui uma falha de comunicação com os nossos munícipes. Nunca conseguiram explicar porque é que tínhamos uma fatura da água muito mais cara do que os municípios ao nosso lado”.

ALTERNATIVAcom pede “verdade e transparência”

/ Estação de Tratamento de Água em Cabeça Gorda, na União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto Explicou depois aquilo que é o sistema de abastecimento de água que cobre 100% do concelho “com água de qualidade”. Referiu as “29 captações de água, os 61 reservatórios, as 22 estações elevatórias

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Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes e que é igualmente presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA), levou à reunião de Câmara de dia 23 de março o estudo da DECO e começou por dizer que já contactaram a Defesa do Consumidor no sentido de fazer alguns esclarecimentos. Disse o presidente da Câmara de Abrantes que o estudo “nos deixou preocupados e sem saber qual era a intenção deste estudo, se alguém anda a defender a agregação”. Segundo o autarca, “para quem conhece esta matéria, um estudo com estas características deixa muito a desejar, até porque falam na fatura da água e não é da água, é a fatura do Ambiente”. Explicou Manuel Jorge Valamatos que, em Abrantes, a fatura engloba três serviços: tarifas de água, saneamento e resíduos sólidos urbanos. “E misturar isto tudo, não é um estudo muito aceitável”, afirmou o presidente que ainda acrescentou o facto “de não haver diferenciação entre os domésticos e os não domésticos. Confundir isto tudo não faz sentido”.

e os 759 quilómetros de conduta” espalhados pelo concelho, bem como todos os equipamentos dos SMA. Manuel Jorge Valamatos afirmou não querer colocar em causa ou comentar decisões de outros municípios vizinhos em relação à agregação na Tejo Ambiente “mas não queiram que Abrantes faça parte desse processo porque manifestámo-nos contra e continuamos contra porque os Serviços Municipalizados são património dos abrantinos”. E ainda apresentou alguns valores cobrados, só no consumo de água, por forma a tentar explicar aos vereadores que o estudo comparativo divulgado pela DECO terá, na sua ótica, de ser corrigido.

A oposição

O vereador do Bloco de Esquerda, Armindo Silveira, disse que as análises dos estudos dependem sempre do ângulo com que são feitas e vincou que o cidadão não terá muito interesse em qual o sistema adotado por cada município. Em relação à DECO, afirmou o vereador, “não tem por norma ser uma instituição que não tenha credibilidade”. Acrescentou depois que “o problema de Abrantes continua a ser a fatura do Ambiente”, referiu a posição do BE acerca da empresa Abrantaqua “ e outros problemas, re-

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“Um estudo com estas características deixa muito a desejar”

lembrando que “votámos contra no Orçamento”. De acordo com Armindo Silveira “o cidadão está, infelizmente, pouco preocupado com o sistema que cada município adota. O que lhe interessa é, no fim do mês, ver a fatura, ver o que consumiu e o que tem a pagar”. Já o vereador eleito pelo PSD afirmou que “enquanto não houver uma revisão do contrato com a Abrantaqua, teremos sempre muita dificuldade em aprovar a subida das tarifas, que foi o que aconteceu este ano”. Rui Santos disse que o partido sempre foi contra a integração de Abrantes na Tejo Ambiente e afirmou que “ao longo de todos estes anos, em que Abrantes tem Serviços Municipalizados próprios, numa gestão sua, teve, provavelmente, necessidade de ter água mais cara

Em comunicado, o movimento autárquico independente ALTERNATIVAcom, que candidata Vasco Damas às próxima eleições autárquicas, começa por afirmar que “em vez de se focar no essencial – identificar os problemas e seus verdadeiros motivos, reconhecer genuinamente os erros e resolvê-los, e esclarecer com rigor e transparência os cidadãos – apostam os dirigentes do PS em montar uma máquina de propaganda sofisticada e cara que nenhuma falta faz à verdade e à transparência, paga pelos próprios munícipes por ela manipulados”. Relativamente às declarações do presidente da Câmara de Abrantes acerca do estudo da DECO, o movimento independente deu conta que “assim, ficaram os cidadãos perplexos e sem saber se a exorbitante fatura do ambiente se deve à desculpa de que o «estudo da DECO é confuso, deixa muito a desejar e está a ser corrigido», à acusação de que «outros se aproveitam de ‘fake news’ para fazer extrapolações desnecessárias», ou ao reconhecimento de que, afinal, o preço da água, do saneamento e da recolha de resíduos sólidos é efetivamente elevado, o que seria justificado «pela taxa de cobertura da rede, pela qualidade da água e dos serviços prestados, pelos investimentos efetuados e pela grande quantidade de equipamentos e trabalhadores dos SMA». Tudo isto dito com um ar muito sério…”, pode ler-se. Ainda segundo o ALTERNATIVAcom, “contradizendo estas justificações, foi avançada a surpreendente promessa de baixar o preço da água, apesar de esse preço aumentar todos os anos”. Questiona o movimento, “à beira de eleições autárquicas e acumulando cargos por natureza temporários, com que ética democrática e credibilidade se faz tal promessa eleitoralista?” Patrícia Seixas


REGIÃO / Abrantes Na apresentação, Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes e presidente do Conselho de Administração dos SMA, lançou a nova mascote num dia que, sem pandemia, teria centenas de crianças a visitar a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Cabeça Gorda, no local que é considerado “o coração dos Serviços Municipalizados”. Como a pandemia não deixa fazer essas ações, foi feito o lançamento da mascote que pretende chegar a todos os cidadãos, mas particularmente aos mais novos, pois são eles que começam por garantir uma consciência ambiental para os nossos dias, mas sobretudo para o futuro. “Este boneco tenta captar a atenção dos mais novos, porque os mais novos são um elemento fundamental para estas questões da sustentabilidade ambiental”, disse o presidente da Câmara de Abrantes. E depois disse que esta campanha terá uma incidência grande nas escolas, para chegar aos mais novos. “O Smart é um boneco muito bem pensado (…) o braço azul tem a ver com a água e o verde com os resíduos sólidos urbanos”, explicou Manuel Jorge Valamatos. E se Abrantes tem água de qualidade, captada no Castelo de Bode, e que chega a quase todo o concelho, as outras áreas de proteção ambiental têm de ganhar mais atenção. Manuel Jorge Valamatos diz que a campanha visa também a melhoria dos desempenhos de todos no consumo ou gasto da água. “Há que ter a perceção que não se pode ter as torneiras abertas a todo o tempo” disse o autarca, que manifesta esperança para que Abrantes possa ter um forte contributo naquilo que é a sustentabilidade ambiental. Se o concelho, através da Valnor, já tem implementada a recolha seletiva do vidro, embalagens e papel, muito brevemente a recolha indiferenciada vai ter um novo passo. Manuel Jorge Valamatos disse que está em curso uma candidatura a fundos comunitários para recolha de resíduos orgânicos. Ou seja, será feita a introdução de novos contentores, castanhos, para recolha de resíduos orgânicos por forma a melhorar ainda mais a gestão dos lixos. Paralelamente, o presidente dos SMA indicou que estão a ser reforçadas as equipas de recolhas dos monos. Apesar da recolha de eletrodomésticos, móveis ou outro tipo de estruturas de maior dimensão ser gratuita ainda há quem não utilize os serviços e os “despeje” junto aos contentores. Quanto à introdução da recolha dos biorresíduos ou resíduos orgânicos, deverá avançar em três áreas piloto antes de ser implementada em todo o território concelhio. Os contentores castanhos serão colocados na cidade e em duas freguesias rurais com o objetivo de recolher os “restos da cozinha”. Quer isto

SMA lançam campanha de sustentabilidade ambiental

// Os SMA

// Chama-se Smart e é um simpático e sorridente boneco que numa mão tem o azul da água e na outra o verde da terra e do ambiente. Foi apresentado na manhã do Dia Mundial da Água, 22 de março, pelos Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA) como imagem de uma nova campanha que pretende sensibilizar a população para a promoção de um ambiente mais sustentável. dizer que o cidadão passará a ter a separação ainda mais apurada, pois os resíduos orgânicos passarão pela compostagem para poderem regressar sob a forma de adubos ou fertilizantes à natureza. Manuel Jorge Valamatos diz que os cidadãos poderão fazer compostagem, nas zonas mais rurais, ou depositar os orgânicos no sítio próprio. E depois deixou a nota que, financeiramente, tem de ser esse o caminho, pois a recolha e o tratamento dos resíduos indiferenciados está cada vez mais cara. Manuel Jorge Valamatos deu um exemplo dos tempos atuais. Há quilos e quilos de laranjas que caem das árvores e são despejadas nos contentores do lixo. Quando a recolha de orgânicos estiver no terreno, é aí que os cidadãos têm que as depositar e não nos contentores verdes, onde as colocam até aqui. Nesta altura ainda não há certezas da forma como vai funcionar a recolha dos biorresíduos. Manuel Jorge Valamatos diz que os SMA es-

tão a articular com a Valnor, empresa que tem a concessão de recolha e tratamento dos resíduos no concelho de Abrantes, a melhor forma de colocar o processo em marcha. Se vai existir alguma estação de triagem ou ponto de compostagem no concelho ainda não se sabe. A campanha tem como mote: Ser Smart é evoluir.

Água do Castelo de Bode já chega a quase todo o concelho

Em Dia Mundial da Água, 22 de março, como está o abastecimento de água a partir da Albufeira do Castelo de Bode?

Este foi desde sempre um dos grandes objetivos do Município de Abrantes e dos Serviços Municipalizados: fazer chegar a água do Castelo de Bode a todo o concelho. Se a 20 de outubro de 2002 foi inaugurado o sistema de abastecimento de água a partir da albufeira de Castelo do Bode, passando a servir 42% da população do concelho, em 2021 a cobertura está em quase todo o concelho. Mesmo que nalguns locais não esteja ligado à rede em baixa, ou seja, ao consumidor, a água do Castelo de Bode chega a quase todo o concelho. Manuel Jorge Valamatos explicou que há situações em que a água tem qualidade, como em Vale das Donas, por isso não misturam com a do Castelo do Bode. Mas vincou que, havendo um qualquer problema nesses locais, já lá está a ligação para o abastecimento a partir do Castelo de Bode. E o autarca deu o exemplo de Tramagal em que há dois ou três anos houve um problema com a rede e o recurso foi as cisternas dos

De acordo com os SMA o abastecimento de água ao concelho de Abrantes, “dada a extensão e dispersão demográfica é feito, através de captações de águas subterrâneas através de nascentes, drenos e poços e de captações águas superficiais na albufeira de Castelo de Bode e na Barragem do Negrelinho - Mouriscas. A água captada, em função da sua natureza físico-química é objeto de tratamento e desinfeção e, nas situações em que não é possível a adução gravítica aos reservatórios que servem as redes de distribuição, a mesma é elevada com o apoio de estações elevatórias”. Ainda de acordo com os SMA a “adução entre as cerca de 40 captações, 27 estações de tratamento, 48 estações elevatórias e 63 reservatórios envolve cerca de 150 Km de condutas. Todas estas infraestruturas permitem a distribuição de água praticamente a todos os aglomerados populacionais do concelho, através de uma rede de condutas com extensão superior a 500 Km’s”. bombeiros. Hoje seria mais fácil. Seria apenas ligar a conduta que vem da ETA de Cabeça Gorda. De acordo com Manuel Jorge Valamatos “até há três anos a água do Castelo de Bode estava só no norte do concelho, ou seja, só chegava à cidade. E nessa altura [2017-2018] conseguimos passar a água para o sul, através do açude. E conseguimos levar a água a Tramagal, a S. Miguel, ao Rossio, ao Pego, Concavada, Alvega (…) e estamos a trabalhar, neste momento, para conseguir levar a água para Barrada e, nesse seguimento, para Vale das Mós, S. Facundo e Bemposta”. O responsável pelos SMA refere que o concelho fica igualmente com todo o sul do concelho ligado à rede do Castelo de Bode, embora insista que se mantêm as atuais captação em funcionamento. “Há é mais água, qualidade de água e uma alternativa caso os pequenos sistemas que existem tenham algum problema”, vincou o presidente da Câmara. E nesta linha a única freguesia que, por agora, fica fora do radar do abastecimento a partir do Castelo de Bode é Mouriscas que tem abastecimento próprio a partir da Barragem do Negrelinho. Mesmo assim, Manuel Jorge Valamatos diz que vai ser feito o projeto para fazer chegar a água proveniente de Cabeça Gorda a Mouriscas. Quando esta última ligação estiver feita, todo o concelho ficará coberto pelo abastecimento de água a partir da albufeira do Castelo de Bode, seja abastecimento seja como reserva para substituir as captações que estão agora a fazer o fornecimento. Jerónimo Belo Jorge

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REGIÃO / Vila Nova da Barquinha

Câmara reforça apoio à Loja Social // A Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha aprovou, por unanimidade, a proposta de reforço de 8 mil euros para apoio à Loja Social do concelho. / Pérsio Basso

Trata-se de uma medida que visa” apoiar famílias carenciadas”, disse Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, referindo-se à proposta apresentada pela vereadora Marina Honório. A Loja Social “é um elemento fundamental no apoio às famílias carenciadas do concelho, destacando a sua atuação no acudir a situações de carência económica, combate à pobreza e exclusão social e satisfação de necessidades primárias”. O autarca informou que no ano de 2020, foram apoiadas mensalmente uma média de 33 famílias, “através da entrega de cabazes de alimentação e de apoios pontuais como pagamento de luz, água, renda ou medicação, sendo estas medidas de apoio essenciais para a recuperação social de cada um dos agregados”. Fernando Freire deu ainda conta que, no âmbito dos cabazes de Natal, “foram apoiadas 57 famílias”.

/ Loja Social de Vila Nova da Barquinha

Em termos comparativos, no ano de 2019 foram apoiadas mensalmente uma média de 48 famílias e, em 2018, foram apoiadas mensalmente 45 famílias. O presidente da Câmara avançou que “acresce ainda o facto de que os pedidos de apoio de urgência e pontuais têm aumentado, considerando a situação de carência económica e fragilidade social das famílias devido aos efeitos sociais e económicos da pandemia Covid-19 nos rendimentos e contextos familiares”. Em 2021, e até meados de março, encontravam-se inscritos na Loja Social de Vila Nova da Barquinha 47 famílias, “que correspondem a 67 adultos, 10 jovens e 18 crianças”. Fernando Freire informou que este número de famílias está distribuído pelas várias freguesias do concelho, sendo 27 em Vila Nova da Barquinha, nove em Atalaia, nove em Praia do Ribatejo e duas em Tancos. “Tendo em consideração a importância deste projeto social desenvolvido no concelho em prol da população carenciada”, foi aprovada a proposta da atribuição “de um reforço, um apoio excecional face à situação de pandemia que vivemos no valor de 8 mil euros, divididos em dez tranches mensais para fazer face às despesas já mencionadas”. Patrícia Seixas

Autarquia investe 1,1 ME em saneamento básico e atinge 97% de cobertura // O município de Vila Nova da Barquinha anunciou o lançamento do concurso público de 1,1 milhões de euros para construção do sistema de drenagem de águas residuais Limeiras e Matos, investimento que fixa a cobertura de saneamento básico em 97%.

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/ Pérsio Basso

Esta era “uma velha ambição do Município de Vila Nova da Barquinha que vai finalmente ser materializada”. O concurso público já foi publicado em Diário da República e o investimento refere-se à construção do sistema de drenagem de águas residuais de Limeiras e Matos, na freguesia de Praia do Ribatejo. Para Fernando Freire, a concretização da empreitada em Limeiras e Matos é “motivo de grande regozijo para a população e para a Junta de Freguesia de Praia do Ribatejo”, pois “permitirá melhorar a qualidade das massas de água, protegendo e valorizando o ambiente natural e humano”. A obra será adjudicada pela empresa Tejo Ambiente – Empresa Intermunicipal de Ambiente do Médio Tejo, pelo valor base de 1 097 931,74 euros. O investimento representa um aumento da cobertura de saneamento básico no concelho de Vila Nova da Barquinha para uma taxa próxima dos 97%, uma das

Zona norte da Praia quase toda coberta com saneamento básico mais elevadas na região do Médio Tejo. “Temos problemas históricos na nossa região de qualidade da água devido ao tratamento insuficiente de águas residuais urbanas ou industriais, sendo que, com a obra lançada agora a concurso público para as localidades de Limeiras e Matos, e com execução no corrente ano 2021, ficamos com a zona norte da freguesia da Praia quase toda coberta com saneamento básico, um sonho antigo destas populações”, disse Fernando Freire. O prazo para a apresentação de propostas para a execução da empreitada está a decorrer e apre-

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

/ Igreja de Limeiras

senta um plano de execução a 240 dias, sendo esta uma das intervenções que constam no Plano de Investimentos da recém-criada empresa intermunicipal Tejo Ambiente, à qual o concelho de Vila Nova da Barquinha aderiu, em 2020, com uma quota de 7,6% do capital social. A empresa, que abrange ainda Tomar, Ourém, Ferreira do Zêzere, Sardoal e Mação, assume as responsabilidades relacionadas com a água, saneamento e recolha de resíduos. Com este investimento, o saneamento de Limeiras e Matos ficará ligado ao Sistema Intercetor de Águas Residuais - ETAR da Praia do Ribatejo, infraestrutura a funcionar desde dezembro de 2016. Em 2020, ficou também concluído o Sistema de Drenagens de Águas Residuais e Domésticas da zona norte da freguesia da Praia do Ribatejo, nas povoações de Portela das Laranjeiras, Laranjeira, Casal dos Pintainhos, Casal Jacinto, Vale Poços, Fonte Santa e Madeiras, com ligação à mesma ETAR.


ATUALIDADE /

É desta! Nova urgência do Hospital de Abrantes apresentada // É desta vez que a renovação e alargamento da urgência da unidade de Abrantes do Centro Hospitalar do Médio Tejo vai mesmo avançar. Os ministérios da Saúde e das Finanças já validaram a obra que terá um custo de 2,9 milhões de euros. Depois segue-se a requalificação da Consulta Externa e da Gastroenterologia. Há mais de quatro anos que estava prometida a obra de requalificação das urgências da unidade de Abrantes do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT). Com a definição das estratégias deste Centro Hospitalar, a unidade de Abrantes assumiu a Urgência Médica e Cirúrgica, ou seja, a urgência diferenciada, mas faltava um complemento que era a renovação, o alargamento do espaço físico do serviço. De lá para os dias de hoje, esta obra aparecia sempre como intenção por parte do Conselho de Administração, mas o desbloqueio das verbas impedia a sua concretização. Mas desta vez é certo e os procedimentos concursais para a empreitada estão a ser preparados depois dos ministérios da Saúde e das Finanças terem validado o investimento que vai ser da ordem de 2,9 milhões de euros. O anúncio da intervenção e apresentação do projeto em 3D daquilo que será o novo serviço, aconteceu a 30 de março de 2021 na unidade de Abrantes. Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo destacou este investimento que se segue à nova coluna de água da unidade [700 mil euros], à adaptação do espaço e instalação da Ressonância Magnética [1.3 ME] que deverá entrar em fase de testes no próximo verão, previsivelmente em agosto. O presidente do CA do CHMT destacou o facto das intervenções serem faseadas porque “temos várias obras de vulto e não queremos transformar o Hospital num estaleiro de obras. Agora é a Ressonância, depois a Urgência e numa outra fase a Consulta Externa e o serviço de Gastroenterologia, que terá mais um milhão de euros de investimento”. Carlos Andrade Costa referiu que este foi um processo longo, em que todo o corpo clínico e de enfermagem foi ouvido para que os técnicos do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) pudessem fazer o projeto adequado à unidade. E o que foi feito, disse o administrador, foi um projeto moderno e que separa no mesmo serviço a Urgência Médica e a Urgência Cirúrgica. Carlos Andrade Costa revelou mesmo que este processo começou a ser desenhado antes da pandemia e, como deve acontecer,

/ Carlos Andrade Costa e Manuel Jorge Valamatos, bem como a representante do SUCH, na apresentação da obra da Urgência os serviços adaptam-se às novas necessidades. Por isso, destacou, será uma urgência preparada e equipada para os desafios futuros. Tratando-se de um investimento avultado, deverá começar em obra física ainda este ano, mas o grosso dos trabalhos deverá acontecer em 2022. Nesta apresentação, o SUCH mostrou, em vídeo 3D, o que vai ser este novo serviço. E no complemento foi também apresentada a próxima fase, cujos projetos ainda estão a ser elaborados. Trata-se da requalificação das Consultas Externas e do serviço de Gastroenterologia, que avançará logo que termine a obra da Urgência. Nesta reformulação de serviços, a Urgência vai alargar e ocupar todo o piso 2 – onde se encontra atualmente – enquanto que a Consulta Externa e a Gastroenterologia serão transferidas para o piso 3.

Carlos Andrade Costa vincou a necessidade de um planeamento cuidado destas intervenções que serão feitas sem encerrar ou deslocalizar qualquer serviço, pelo que haverá necessidade de algumas adaptações. Questionado sobre os prazos, o administrador disse que a Ressonância Magnética estará concluída no verão e que a obra na Urgência terá a duração de cerca de um ano. Carlos Andrade Costa, que entrou na administração do CHMT em situação financeira delicada, explicou que “a sustentabilidade das organizações hospitalares não está na sua retração. Está na sua expansão e na sua capacidade de responder cada vez mais aos utentes e a quem precisa de cuidados hospitalares”. Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, esteve presente na apresentação

/ Investimentos no Hospital de Abrantes ▶ Painéis Solares – 113 mil euros – concluído ▶ Coluna de água – 700 mil euros – em curso ▶ Ressonância Magnética – 1,3 M euros – em curso ▶ Renovação e alargamento Urgência – 2,9 M euros – lançamento dos concursos ▶ Renovação Consulta Externa e Gastroenterologia – 1 M euros – preparação do projeto

e mostrou satisfação por, finalmente, haver luz verde para este investimento “de fulcral importância” para Abrantes, mas, acima de tudo, para o Médio Tejo. O autarca destacou os investimentos e, com eles, “uma cada vez maior afirmação desta unidade na prestação dos cuidados de saúde na região e no país”. De relembrar que o processo de aquisição do equipamento de Ressonância Magnética (RM) para o Centro Hospitalar do Médio Tejo, está concluído e será instalado na Unidade Hospitalar de Abrantes, devendo entrar em testes ainda durante o próximo verão. Este processo representa um investimento de 1,3 milhões de euros e vem colmatar a inexistência destes equipamentos em hospitais do Serviço Nacional de Saúde no distrito de Santarém. Jerónimo Belo Jorge

Abril 2021 / JORNAL DE ABRANTES

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ENTREVISTA /

A Fé Pascal nos confinamentos pandémicos // Nestes tempos de pandemia e de confinamentos, os templos religiosos seguem as linhas do fecho aos fiéis. Como é que um sacerdote vive estes dias de maior recolhimento e introspeção, mas simultaneamente, momentos que têm uma importância enorme para os cristãos. As perguntas foram respondidas por Francisco Valente que, com 60 anos de idade, tem a seu cargo as Paróquias de Santiago de Montalegre, Alcaravela e Mouriscas. por Jerónimo Belo Jorge

Estamos numa época [Quaresma] de recolhimento e introspeção. Como é que que um Padre vive estes tempos, em nome da saúde pública, de afastamento dos fiéis?

A Quaresma é um tempo muito importante na vida da igreja, um tempo de renovação e revitalização que pretende tocar-nos na totalidade do nosso ser, tanto humanamente como cristãos. Assim, é também um tempo fundamental para todos os filhos da igreja, mesmo uma oportunidade, para reforçar o sentido do caminho que se deseja percorrer com novas forças, novo entusiasmo e encorajamento. Diz-nos que sempre podemos avançar para alcançar novas metas. Se a pandemia e a sua gravidade nos obrigou a alterar os nossos ritmos e formas de viver, não eliminou a Quaresma, ela continuou a estar presente e a trazer-nos desafios. O Espírito de Deus é dinamismo permanente, deste modo ela fez-nos as propostas do fundamental neste novo contexto. O cultivo da interioridade, nesta circunstância, pode ser um desafio, tivemos até um tempo mais dilatado. A contenção do consumo sem desviar

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JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

olhos de quem perdeu muito do essencial que tinha. O fortalecimento do espírito relativamente à corrente que nos arrasta tantas vezes de forma inconsciente. A comunidade é um elemento fundamental para a vivência da nossa fé, este afastamento constitui motivo de muita tristeza, sabemos, e sei, que é uma realidade temporária e que, mesmo não estando acompanhado numa presença física, nunca me senti isolado da comunidade e continuo, mas de outro modo, a acompanhar as suas vivências.

As pessoas estavam habituadas a ver-nos em cada dia com o nosso frenesim e correrias para estarmos em todo lado, tornámo-nos “mais invisíveis”, mas os laços da comunhão sempre se mantiveram e fortaleceram até nalguma saudade, tenho bem presente que caminhamos sempre juntos na aventura da vida.

As celebrações litúrgicas têm, para muitas pessoas, uma importância extrema. Sente que este “afastamento” prejudica esta ligação aos atos de Fé,

mais públicos?

As celebrações litúrgicas são encontro da comunidade, são a reunião da família, unida pelos laços da fé, por isso não só são importantes, mas absolutamente necessárias, temos a promessa de Jesus, se dois ou três estiverem reunidos Ele está connosco. Também somos seres sociais, precisamos de encontro, é da nossa natureza. Este afastamento, que não é desligar, isso não é natural e sentimo-lo com a nossa necessidade de estar


ENTREVISTA /

Sentimos falta dos actos de fé públicos, dessas manifestações de profundo sentir religioso, como as procissões e outas festividades, e que são funda mentais. juntos, de olhar nos olhos, de sentir a força das palavras, do cumprimento próximo, amigo ou mais formal. No entanto, e apesar do distanciamento e confinamento que nos é imposto, isso não destrói a comunhão que nos une. Sentimos falta dos actos de fé públicos, dessas manifestações de profundo sentir religioso, como as procissões e outas festividades, e que são fundamentais. Eles cimentam a comunidade, num âmbito muito mais alargado. Nem todos estão nos mesmos níveis de consciência e vivência da fé, mas em todos há o apelo e o sentimento do religioso, essas manifestações que ocorrem no espaço público têm a capacidade da inclusão e promoção na experiência religiosa, são resposta mais ou menos consciente à necessidade de Deus. Formas em que todos e cada um à sua maneira podem tocar o sagrado.

E o Padre, dentro da sua espiritualidade, costuma celebrar a palavra para os fiéis, como se sente ao celebrar no seu íntimo?

A palavra de Deus é alimento para o crente, para todos, sendo padres ou leigos. Por isso, em cada dia a Palavra de Deus é central, como se fosse uma mesa sempre posta da qual nos aproximamos e nos alimentamos. O padre não celebra só para os outros, não exerce o seu ministério de forma profissional ou exercendo uma função. O padre celebra o encontro com Deus, escuta a voz de Deus, acolhe essa mensagem para si antes de mais e depois partilha-a com a comunidade como um dom, uma riqueza excelente e esta palavra escutada e acolhida tem a força de fermentar os ambientes. Celebrar sozinho ou celebrar com a comunidade é acolher a presença de Deus, o mundo em que vivemos, na sua dureza, tem necessidade de que haja quem a receba e a torne presente.

Vamos ao caso das suas Paróquias, há muitos fiéis que, apesar de tudo, o abordam, pedem ajuda espiritual, conselhos?

Sim, as pessoas sentem necessidade de compreender e agir de um modo humano cristão, logo, em inúmeras situações precisam de luz, de capacidade de discernir, de viver a vida adequadamente. Em momentos de grande escuridão e desolação pro-

O que poderá mudar é a roupagem da linguagem e das manifestações que sempre se adaptam à realidade huma na para dizer aquilo que na essência é de sempre, é inalterável. as igrejas têm os cuidados propostos para defender as pessoas do contágio. Podemos afirmar na generalidade que são locais seguros. A diferença que efetivamente faz diferença é a ausência das famílias que se deslocam para celebrar as grandes festividades, num ambiente familiar mais alargado. Mas mesmo aqui existe a boa consciência de que esta perda garante maiores ganhos, há um adiamento de desejo de encontro e celebração, que, com certeza, potenciará a celebração, quando as restrições estiverem ultrapassadas.

Está a preparar um sermão, uma sessão, diferente ou mais intenso quando a Igreja puder receber os Fiéis nas suas celebrações?

curam o padre, não para substituir a sua inteligência, nem a sua consciência, mas para verem com maior clareza o que é o mais importante. E tanto jovens como pessoas adultas, e mesmo idosos, procuram muitas vezes este apoio no meio do turbilhão que é o estilo de vida que hoje nos envolve. Sinto que o padre, não sendo perfeito, continua a ser uma referência de confiança.

Procuram esse “aconselhamento” por via das tecnologias?

Entendo que as tecnologias são mais uma forma de presença, de partilha, de informação. As novas tecnologias, na pandemia que nos isolou, em muitos lugares, permitiu dar continuidade a uma ligação. No entanto, não são uma solução absoluta. No contexto da nossa realidade, verificamos que a grande maioria das pessoas que enchem as nossas igrejas e pertencem às nossas comunidades não têm acesso a esses meios. No entanto, há alguns casos em que as abordagens são feitas através destes meios e algumas respostas ficam mais facilitadas e próximas. Não me parece que faça sentido o uso exclusivo destes meios, como forma de relacionamento em detrimento da proximidade pessoal e social.

E a despedida dos defuntos, esta alteração nas cerimónias fúnebres, é também uma marca profunda que a Pandemia deixa?

Este é um dos pontos fulcrais, a morte e a sua vivência é de extrema importância

na nossa existência. Deriva da nossa consciência de ser e atribui-nos uma grandeza particular. Por isso, os rituais da morte são tratados tão cuidadosamente e com uma presença que nos irmana na mesma condição de mortalidade, sofrimento e tristeza. Precisamos de fazer lutos, gerir perdas… As limitações de presença e de despedida são de tal maneira estranhas que as sentimos como agressões à nossa natureza, inquietam-nos e deixam-nos infelizes duplamente. É uma marca muito profunda que esta pandemia nos deixa. Por isso, no contexto da morte é necessária, ainda mais agora, a proximidade possível junto dos que sofrem perdas e não pode faltar nas palavras a força da esperança na vida, que vence todas as expressões da morte.

E a Semana Santa e Páscoa, que tem uma importância muito grande da Igreja, ser vivida sem as pessoas torna-a diferente?

A Páscoa é a festa central. A mais importante na celebração da Igreja. A Páscoa é a fonte de toda a vida da Igreja e de todo o seu agir. Tudo surge da vida e ainda mais de uma vida renovada pela ressurreição de Cristo. Felizmente que apesar das restrições podemos celebrar a Páscoa com as nossas comunidades cristãs. Há um despertar de confiança e encorajamento, consequência da vacinação que está em curso, as práticas de proteção já estão interiorizadas nos comportamentos individuais e

Não estou a preparar – melhor -, não preparei nada de diferente no reencontro com a comunidade. A palavra comunicada, até porque esse domingo o inspirava, foi no sentido da força de uma aliança que nenhuma pandemia poderá revogar ou pôr em causa. A fidelidade de Deus no amor pela humanidade é para sempre, é para todos, o apelo é, da nossa parte, correspondência a essa aliança. Talvez estivesse presente alguma intensidade, mas essa é consequência da saudade e do poder sentir de mais perto o afeto que nos une e reúne como família de Deus.

Padre Francisco Valente, esta pandemia vai mudar a forma de vivermos em sociedade e até naquilo que é a nossa Fé, que são as nossas crenças?

O futuro afigura-se-nos como uma realidade imprevisível. Não somos detentores de conhecimentos, que nos permitam definir vivências claras no pós-pandemia. Ainda não alcançámos esse lugar. Não sabemos o que é viver depois desta crise estar controlada. As atitudes que possam vir a alterar-se relativamente à vida social não terão, com certeza, grandes diferenças nas vivências religiosas. No que diz respeito à crença, ao núcleo da fé, não haverá alterações. O que poderá mudar é a roupagem da linguagem e das manifestações que sempre se adaptam à realidade humana para dizer aquilo que na essência é de sempre, é inalterável.

Abril 2021 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Vila de Rei

Autarquia vende hotel e comprador investe 1 milhão na sua ampliação // O Executivo Municipal de Vila de Rei aprovou, na reunião de 19 de março, a venda do edifício do Hotel Vila de Rei à empresa AlmaRei Unipessoal, Lda. Esta empresa detém a exploração da estrutura hoteleira desde 31 de março de 2017 e vai agora adquirir o imóvel pelo valor de 300 mil euros. A decisão de venda do edifício do Hotel Vila de Rei tinha já sido aprovada por maioria do Executivo Municipal a 5 de março e foi agora ratificada. De acordo com a explicação do presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Ricardo Aires, ao Jornal de Abrantes, o contrato-promessa de compra e venda agora aprovado, prevê um investimento por parte da empresa AlmaRei da ordem de um milhão de euros. Segundo o autarca, com esta intervenção, o hotel vai aumentar a sua capacidade de 17 para 40 quartos, inclui a criação de uma piscina exterior coberta e no interior um SPA (piscina, sauna, banho turco e jacuzzi). De realçar ainda que o projeto prevê também arranjos exteriores e a aquisição de equipamentos, mobiliários e roupas. De acordo com Ricardo Aires, com este investimento no edifício e nos novos equipamentos de oferta aos clientes, o hotel deverá passar para a categoria de quatro estrelas. Na informação da autarquia de Vila de Rei, a empresa AlmaRei Unipessoal, Lda tem agora um prazo de 90 dias, a partir da assinatura do contrato, para dar início a estes trabalhos e um prazo final de 18 meses para a conclusão das obras. Ainda de acordo com a autarquia, a empresa terá ainda a obrigação de manter a atividade de hotelaria e restauração até ao final do ano de 2030. O não cumprimento destas condições determinará a reversão do terreno e do edifício, incluindo as benfeitorias realizadas, para o Município de Vila de Rei, sem qualquer tipo de pagamento.

Hotel vai passar a 4 estrelas com 40 quartos, SPA e piscina exterior Ricardo Aires, explica que “o Hotel Vila de Rei*** “é o maior espaço hoteleiro do concelho e a sua requalificação e melhoramento é uma ótima notícia. O funcionamento deste espaço na sua plenitude vai dar um importante contributo para o desenvolvimento turístico e económico do Concelho e de toda a região, reforçando igualmente o serviço e os equipamentos das áreas da restauração e do alojamento”. Aliás, Ricardo Aires recordou que este investimento da autarquia num espaço turístico remon-

ta a 1995 e, na altura, a uma necessidade de ter uma unidade de alojamento no concelho, quando não havia alojamento local ou interesse de privados em investir no concelho. O turismo começava a ter algum movimento, mas ainda era muito rudimentar. Ricardo Aires recordou ainda as tragédias de 2003 e 2017 que afetaram o concelho e a região. Mas o que é certo é que o turismo floresceu e Vila de Rei passou a estar nas rotas do interior do país, quer seja pelo Centro Geodésico de Portugal, pela centralidade da Estrada Na-

O hotel deverá passar para a categoria de quatro estrelas

cional 2, pelo pinhal interior, ou mais recentemente pelas praias fluviais ou pelos passadiços do Penedo Furado que têm a segunda e terceira fases em andamento. Ricardo Aires deixou bem claro que, na sua ótica, as praias fluviais e os passadiços, com um investimento da ordem do meio milhão de euros, contribuem, atualmente, para um florescimento do turismo e da procura deste território. E o presidente não esquece a Praia Fluvial do Bostelim, que é a única bandeira Azul do distrito de Castelo Branco, e Fernandaires [albufeira do Castelo de Bode], “que tem uma estação de Wakeboard fantástica”. Tudo isto são contributos que permitem, agora, encarar o futuro de uma outra forma por parte do investidor. Mesmo assim, o presidente da Câmara de Vila de Rei frisou que foram feitas duas operações de hasta pública sem que tenham aparecido interessados na aquisição. Com a proposta da empresa AlmaRei há uma continuidade do trabalho de uma unidade que fica à beira da Estrada Nacional 2 “de onde pode vir a tirar muitos dividendos”. Se na década de 90 teve de ser a autarquia a construir uma unidade hoteleira para tentar incrementar a oferta de camas, hoje a situação acaba por ser diferente, para melhor. Há uma quantidade considerável de novos investimentos em empresas, em criação de emprego e criação de riqueza. Há várias unidades de alojamento local na vila, que reforçam esta posição. Jerónimo Belo Jorge

Pelo 12º ano consecutivo, Vila de Rei é “Município + Familiarmente Responsável” O Município de Vila de Rei recebeu a bandeira de “Município + Familiarmente Responsável”, distinção atribuída pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis, que pretende premiar os Municípios que desenvolvem uma eficaz política de apoio e ajuda às famílias mais numerosas. Vila de Rei recebe a bandeira pelo 12º ano consecutivo e é apenas uma das seis autarquias a nível

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nacional que recebem esta distinção desde a sua primeira edição. Num ano atípico, marcado pela pandemia da Covid-19, não houve lugar à tradicional cerimónia de entrega das Bandeiras, tendo as mesmas chegado aos Municípios distinguidos via correio postal. Vila de Rei foi um Município “pioneiro em muitas medidas de apoio social às famílias e manteve estas políticas como prioritárias

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

ao longo do tempo”, com destaque, por exemplo, para medidas como os Apoios à Fixação da População (nascimento, casamento, união de facto, fixação, fertilização in-vitro e aquisição de produtos de puericultura); Cartões Etários com descontos em diversos serviços; lotes, apartamentos e arrendamentos a custos controlados; Creche e Jardim-de-Infância gratuitos (incluindo refeições); Manuais Escolares

gratuitos para todos os alunos dos Estabelecimentos de Ensino de Vila de Rei; Bolsas de Estudo, de Mérito, de Mérito do Percurso Escolar e Bolsa de Permanência ‘Vila de Rei +’; comparticipação nos custos de deslocação em táxi para os hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo; “entre muitos outros apoios” que o Município tem disponíveis e que podem ser consultados e solicitados através dos meios online.


REGIÃO / Mação

Ufa! 20 anos depois Urbanização dos Atoleiros foi aprovada // 20 anos depois o Plano de Pormenor da Urbanização dos Atoleiros, em Mação, foi aprovado por unanimidade. Falta agora a aprovação em Assembleia Municipal para que a Câmara possa avançar para o registo dos lotes de terreno nos nomes dos proprietários. O executivo Municipal de Mação avaliou o relatório da consulta pública que contou com reclamações ou sugestões de quatro munícipes, mas que as equipas jurídica e técnica, da Autarquia entenderam não ter razão. Desta forma, em termos processuais, está concluído o processo urbanístico que, na altura, após o ano 2000 [era presidente da Câmara de Mação Elvino Pereira] pretendeu garantir espaço para a construção da Escola de Mação e, na altura, permitir ao Município ter intervenção urbanística que fizesse baixar o preço dos lotes de terreno que escasseavam na vila. Vasco Estrela, presidente da Câmara de Mação, revela que este é o ponto final num projeto de larga escala que tem uma escola, uma piscina e seis dezenas de lotes de terreno para prédios e moradias. Houve muitos contratempos ao longo de todos estes anos, com muita mudança de legislação e de outros planos de ordenamento do território. E tudo começou com a necessidade de construção da nova escola de Mação. Na altura, as entidades da Educação entenderam que aquela era a melhor localização e nasceu a urbanização. Vasco Estrela revela que são mais de seis dezenas de lotes, moradias e prédios em altura, mas com uma densidade menor do que a prevista no início, devido às alterações de legislação. E depois tem dois equipamentos públicos: a escola e a piscina. Neste momento, à partida, os lotes serão todos para construção, embora exista nas traseiras da escola uma área de cedência para este equipamento que não está utilizado e que poderá ainda ser para a instalação de algum equipamento de utilização pública.

/ “Um plano (...) fundamental para o crescimento da vila no futuro”

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729,62

HAB

170,00

77

678,43

HAB

170,00

78

451,15

HAB

150,00

79

520,97

HAB

150,00

80

517,40

HAB

150,00

81

419,27

HAB

150,00

82

535,28

HAB

150,00

83

557,80

HAB

150,00

84

441,96

HAB

150,00

85

492,78

HAB

170,00

86

460,40

HAB

170,00

87

728,68

HAB

220,00

88

442,21

HAB

89

440,81

HAB

150,00

90

559,43

HAB

150,00

91

563,13

HAB

150,00

92

552,26

HAB

150,00

93

540,46

HAB

150,00

94

527,02

HAB

95

407,31

HAB

96

439,71

HAB

330,00

97

438,67

HAB

160,00

98

534,37

HAB

160,00

99

597,04

HAB

160,00

483,74 483,10

HAB HAB

150,00

165,00

165,00

330,00

150,00

102

578,92

HAB

150,00

103

686,98

HAB

160,00

104

389,86

HAB

160,00

105

493,00

HAB

200,00

106

605,24

HAB

200,00

107

531,16

HAB

200,00

108

519,04

HAB

200,00

109

512,36

HAB

200,00

110

539,94

HAB

200,00

111

533,77

HAB

200,00

112

1164,14

HAB

304,00

113

908,48

HAB

450,00

114

0

300,00

11

101

61

300,00

12

100

59 60

74

AI

(m²)

355,24

44

92

QUA

UTILIZAÇÃO

1

43

750,00

HAB

525,00

115

763,10

HAB

425,00

116

422,08

HAB

150,00

117

440,08

HAB

150,00

118

603,35

HAB

250,00

119

247 meses de percurso até à aprovação final

O Plano de Pormenor da Zona Envolvente à Nova Escola EB 2,3+S de Mação, também designado Plano de Pormenor dos Atoleiros, começou numa deliberação do Executivo Municipal em 13 de setembro de 2000. Seguiu-se a publicação em Diário da República em 26 de setembro de 2001. De acordo com a informação municipal, este plano foi desenvolvido de forma intermitente, em função da disponibilidade dos

LOTE

17

111 103 99 102

Águas de Lisboa e Vale do Tejo; Eletricidade de Portugal (EDP); Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ); Valnor; Tagusgás e Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE). Ainda deram parecer o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG); a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC); o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF); a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC); Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Direção-Geral do Território (DGT). Depois dos pareceres, houve lugar a uma nova reformulação do plano que foi novamente enviado à CCDR-LVT em novembro de 2019. Após várias correções e ajustes, em outubro de 2020 o plano teve finalmente condições de avançar para discussão pública. Este processo fechou já este ano de 2021, após a consulta pública que teve quatro reclamações ou sugestões que não tiveram acolhimento, nem pelos serviços técnicos do Município nem pelos serviços jurídicos que fizeram a assessoria deste processo. De acordo com Vasco Estrela, os interessados podem sempre, se assim o entenderem, avançar para os tribunais. O autarca diz que não há lugar a zangas, pois se alguém se sentir lesado neste processo “os tribunais servem para resolver estas questões”. Agora falta a aprovação em Assembleia Municipal para que o Plano de Pormenor seja efetivamente aprovado e para que o Município avance com os registos. Ainda segundo o presidente da Câmara, será o Município a avançar com os registos porque já são muitos anos de espera por parte dos privados que ali têm os seis lotes. Se contarmos o tempo desde a decisão de lançamento da urbanização em reunião da Câmara de Mação (13-09-2000), até a aprovação final no mesmo órgão (24-03-2021), qualquer coisa como 247 meses e mais de 7 500 dias. Mas como referiu o autarca de Mação, este é um plano que vem desbloquear uma nova e extensa área de expansão urbana no concelho de Mação. Será fundamental para o crescimento da vila no futuro. 1144,02

HABCOL

120

12355,08

EQUIP

5600,00

Total

67648,66

---

30271,00

121

122

12889,00

EQUIP

2020,10

EQUIP

350,00

Indice Médio de Utilização (IMU)

serviços do município, tendo sido apresentada uma versão provisória aos proprietários envolvidos em julho de 2006. Nove anos depois, em 2015, os serviços da Câmara de Mação revelaram incapacidade em concluir uma versão do plano para poder ser apreciado, levando a Câmara Municipal de Mação a adjudicar a sua conclusão ao gabinete MODO Arquitetos Associados.

Quer isto dizer que o gabinete pegou no trabalho feito e deu-lhe continuidade, tendo formalizado uma proposta final. A proposta já desenvolvida pelo gabinete de arquitetura contratado foi submetida às entidades que têm de dar o aval a um plano de pormenor, pelo que o mesmo foi à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT).

A CCDR apresentou uma série de correções que se mostraram necessárias e, em março de 2017, o documento foi apresentado às entidades que têm de dar parecer sobre o mesmo. E no que toca a pareceres, depois da CCDR, a autarquia de Mação tem de ter os pareceres da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo; Infraestruturas de Portugal (IP); EPAL/

Jerónimo Belo Jorge

Abril 2021 / JORNAL DE ABRANTES

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SOCIEDADE / / A Grande Rota das Ribeiras de Arcês, Rio Frio e Rio Tejo (GR 55) foi inaugurada a 26 de setembro de 2020

Estado deve mais de 50 mil euros a Associação de Mouriscas // Os deputados do PSD eleitos por Santarém enviaram uma série de perguntas à ministra da Cultura onde criticam também a violação dos compromissos assumidos pelo Estado com a Rota Cultural Etnográfica das Ribeiras de Arcês e Rio Frio e do Rio Tejo. Ou seja, o estado ainda não pagou os mais de 50 mil euros que já deveria ter pago, colocando em situação complicada a associação de Mouriscas e a empresa que executou os trabalhos na rota. Em 2017 o projeto da Rota Cultural Etnográfica das Ribeiras de Arcês e Rio Frio e do Rio Tejo, que teve como proponente o mourisquense António Louro, foi um dos projetos que teve luz verde na votação nacional. Depois do projeto executado, os trabalhos técnicos no terreno foram desenvolvidos pela empresa Floema - Sinalética e equipamentos sustentáveis com apoio dos dirigentes da ACROM que sempre acompanharam de perto todas as ações desenvolvidas no terreno. A 26 de setembro de 2020 a Grande Rota foi inaugurada, apesar dos constrangimento da pandemia, só que o Estado ainda não transferiu o envelope financeiro para a ACROM. E a questão é que não é apenas a associação de Mouris-

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cas a ficar com constrangimentos. Também a empresa Floema tem aguentado, mesmo nos difíceis tempos da pandemia, esta ausência de pagamento. O presidente da direção da ACROM, António Louro, disse que “na sequência do protocolo assinado em 2019 entre a ACROM, a DGPC e os três municípios, foi libertada a primeira verba, cerca de 28 mil euros, e os trabalhos globais foram adjudicados a uma empresa mas, apesar da inauguração da Rota em 2020 e das faturas enviadas à DGPC, nunca mais recebemos verba alguma e remetem-se ao silêncio e à consequente falta de justificações, apesar dos inúmeros ‘emails’ que enviámos”. A situação é tanto mais preocupante que a própria ACROM, não

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

tendo recebido até à data a subvenção do Orçamento Participativo a que tinha direito, entrou em contacto com os três Municípios no sentido de pedir apoio para a resolução deste “imbróglio” da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC). Recorde-se que o valor que está protocolado é 80 mil euros. A ACROM recebeu menos de 30 mil euros, logo no inicio de 2020, faltando receber o remanescente: 53 mil euros. Neste sentido, os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Santarém tiveram conhecimento da situação e querem que o Ministério de Graça Fonseca responda às perguntas e que possa desbloquear as verbas. Os deputados vão mais longe e, para além do caso da ACROM,

querem saber como é que estão todos os outros projetos aprovados pelo Orçamento Participativo de Portugal. Ao Jornal de Abrantes o deputado Duarte Marques explica que, para além das respostas, esperam que possa “haver vergonha” e que o Estado desbloqueie este processo e faça o pagamento. E uma das perguntas é mesmo como é que o Ministério da Cultura, através da DGPC justifica o “um atraso desta natureza no pagamento das suas responsabilidades relativamente à Proposta Regional Centro N.º 529 – Rota Cultural Etnográfica das Ribeiras de Arcês e Rio Frio, e do Rio Tejo aprovada no Orçamento Participativo de Portugal para 2017?” E depois a pergunta subsequente de quando prevê o Governo que esta dívida esteja saldada. No requerimento dirigido ao Ministério da Cultura, os deputados social-democratas lembram que “ nos últimos quatro anos, o único valor que os promotores do projeto receberam da parte da DGPC foram 8.820 euros, em 2019, como adiantamento. O Estado está em falta com dezenas de milhares de euros”. Duarte Marques diz ainda que estas associações assinaram de boa-fé os protocolos com o Gover-

no e com a Administração Central e avançaram com os investimentos acordados e, entretanto, “desesperam com os atrasos no pagamento e vêm a sua imagem denegrida por incumprimento dos seus compromissos”. Recorde-se que a Rota Cultural e Etnográfica das Ribeiras da Arcês, do Rio Frio e do Rio Tejo, foi um dos projetos que ganhou o Orçamento Participativo Portugal, em 2017, e que teve como promotor António Louro. Foi inaugurada no dia 26 de Setembro de 2020, em Mouriscas, concelho de Abrantes, junto à milenar Oliveira do Mouchão. A ACROM (Associação Cultural das Rotas de Mouriscas) foi a promotora grande dinamizadora deste projeto que envolve a maior parte do percurso no concelho de Abrantes e tem passagens pelos concelhos de Mação e Sardoal. Com 47 quilómetros (km) de extensão, a Grande Rota das Ribeiras de Arcês, Rio Frio e Rio Tejo (GR 55) atravessa várias aldeias e pontos de interesse cultural e natural nos concelhos de Abrantes, Mação e Sardoal. O projeto inclui 5 pontes em madeira, no atravessamento das duas ribeiras, três painéis centrais, um em cada concelho, 12 painéis mais pequenos. Jerónimo Belo Jorge


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POLÍTICA / Autárquicas / Partido Socialista

Manuel Jorge Valamatos é o candidato do Partido Socialista em Abrantes...

A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Abrantes, reunida no dia 25 de março, aprovou, por unanimidade, o nome de Manuel Jorge Valamatos como candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Abrantes, para as Eleições Autárquicas de 2021. Manuel Jorge Valamatos assumiu a presidência da Câmara Municipal de Abrantes em fevereiro de 2019, tendo, ao longo destes dois anos, “centrado a sua ação na proximidade à comunidade, às Juntas de Freguesia e na democratização do território”. A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Abrantes manifesta “total confiança e grande satisfação na escolha do candidato”, Manuel Jorge Valamatos, que pela primeira vez vai encabeçar a lista candidata à Câmara Municipal de Abrantes. “Estão assim reunidas as condições para iniciar um novo projeto autárquico”, afirma a Comissão Política em comunicado. Militante do Partido Socialista desde 2003, Manuel Jorge Valamatos, começou o seu percurso autárquico em 2002, como adjunto do presidente da Câmara, tendo assumido as funções de vereador em 2004, função que exerceu até 2019, altura em que assumiu a presidência da Câmara Municipal de Abrantes.

de Constância, para ser candidato ao segundo mandato à presidência da Câmara Municipal de Constância, nas eleições autárquicas deste ano. Sérgio Oliveira, 35 anos, natural e residente em Santa Margarida da Coutada, nas últimas eleições autárquicas de 2017, pôs termo a 32 anos de gestão CDU.

… E Pedro Duque volta a ser o candidato socialista em Sardoal

/ Sérgio Oliveira

/ Manuel Jorge Valamatos

… Sérgio Oliveira recandidata-se à Câmara de Constância...

Sérgio Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Constância, foi escolhido, por unanimidade, pela concelhia do Partido Socialista

Partido Socialista anuncia candidatos na região / Pedro Duque

A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Sardoal, reunida no dia 27 de março, aprovou por unanimidade, o nome do atual vereador Pedro Duque como candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Sardoal para as Eleições Autárquicas de 2021. Pedro Miguel Lobato Duque, de 47 anos de idade, natural de Alcaravela, licenciado em Gestão de Empresas e atual vereador da Câmara Municipal de Sardoal, eleito pelo Partido Socialista, foi a escolha dos militantes socialistas no Sardoal. A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Sardoal, manifesta “total confiança no nosso candidato, amplo conhecedor do nosso concelho, associativista e homem de caráter”.

/ Partido Social Democrata

Miguel Borges, Vasco Estrela e Ricardo Aires são recandidatos às Câmaras pelo PSD

No início do mês de março, o PSD apresentou uma lista de 101 nomes homologados pela Comissão Política Nacional do partido como candidatos a presidentes de outras tantas câmaras nas próximas autárquicas, 77 dos quais são atualmente os presidentes em exercício nas respetivas autarquias. Assim sendo, Vasco Estrela, em Mação, Miguel Borges, em Sardoal e Ricardo Aires, em Vila de Rei, avançam com a candidatura a um terceiro mandato à frente dos respetivos municípios.

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/ Vasco Estrela

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

/ Miguel Borges

/ Ricardo Aires


GALERIA /

Telmo Martins Nnasceu e vive em Vila de Rei. Começou a ter o gosto pela fotografia em 2010. Desde então, passou por várias máquinas de bolso até chegar à sua actual Nikon. Adora fotografar concertos, eventos, natureza e pessoas. Em 2020, com a pandemia, dedicou-se a participar em concursos nacionais e internacionais onde venceu 11 prémios, viu uma fotografia sua exposta em Berlim e ser considerado um dos 50 melhores fotógrafos da comunidade ViewBug. Este ano conta já com seis prémios internacionais e pretende continuar o seu trabalho que faz este ano 11 anos de carreira na fotografia.

Abril 2021 / JORNAL DE ABRANTES

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SOCIEDADE /

// O PSD denunciou, em 9 de março, através de um requerimento com quatro perguntas dirigido ao ministro da Administração Interna, a inoperacionalidade do sistema de videovigilância florestal do distrito de Santarém. O requerimento, apresentado por vários deputados social-democratas, tem como primeiro subscritor o deputado Duarte Marques e para além da denúncia pede esclarecimentos e apela a uma rápida resolução do problema. Ao Jornal de Abrantes, o deputado Duarte Marques explicou que o distrito de Santarém tem um sistema de vigilância da área florestal composto por 16 câmaras ligadas à CDOS de Santarém, ou seja, à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Este sistema, chamado “Ciclope”, foi oferecido ao Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) pelas duas Comunidades Intermunicipais da Lezíria e do Médio Tejo através de uma candidatura a fundos europeus. Ainda de acordo com o deputado Duarte Marques, apesar do “Ciclope” estar no CDOS, a Guarda Nacional Republicana (GNR) também tem acesso autónomo e independente na sua sala de operações em Santarém. Duarte Marques explica que os deputados do PSD tiveram informação, e depois confirmaram junto das entidades envolvidas, que o sistema encontra-se “em baixo”, não estando a funcionar por caducidade do contrato de manutenção. Duarte Marques diz que “esta situação é grave e inaceitável, já que reduz o nível de segurança das pessoas e dos seus bens”. O deputado social-democrata vai mais longe e pormenoriza que das 16 câmaras de vídeo apenas 13 estão em funcionamento o que põe em causa a vigilância da floresta, mesmo que estejamos numa época considerada de menor risco de ocorrência de incêndios. Na pergunta, o PSD escreve mesmo que “apenas as três que pertencem à ANEPC, e que asseguram apenas cerca de 20% da capacidade de cobertura do território, estão operacionais”. Segundo Duarte Marques, a aquisição e manutenção tem sido feita pelas comunidades intermunicipais com recurso aos serviços de uma empresa privada, o que é do conhecimento do Ministério.

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Ora, Duarte Marques diz que o ministro Eduardo Cabrita não consegue arrumar a sua casa, o Ministério da Administração Interna, porque “há um claro desentendimento de competências e responsabilidades entre a ANEPC e a GNR quanto à assunção da operação deste sistema, ao seu acesso e à contratação/ renovação da respetiva manutenção, que tão útil se tem revelado nos últimos anos”. Na sua pergunta dirigida ao MAI, os deputados do PSD esclarecem que “de acordo com o Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios (SDFCI), compete à Guarda Nacional Republicana a vigilância das florestas. Por outro lado, a Lei 1/2005 de 10 de janeiro, alterada pela Lei.º 9/2012, atribui de facto a responsabilidade às forças de segurança pelo uso e gestão dos sistemas de videovigilância. No entanto, de acordo com as competências da ANEPC as imagens e a informações obtidas graças à videovigilância são uma ferramenta fundamental para o apoio à decisão operacional da Proteção Civil e dos Bombeiros”. Os deputados esclarecem que lhes é

“Situação é grave e inaceitável” - Duarte Marques

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

“indiferente quem aloja o equipamento, quem é o seu proprietário ou quem faz a sua manutenção. A única e exclusiva preocupação é que este sistema esteja disponível e ao serviço da segurança das populações”. O que não compreendem, por isso questionam, é que o sistema esteja suspenso por falta de um contrato de manutenção o que coloca em causa a proteção e segurança do território do distrito de Santarém. Duarte Marques é mais contundente na crítica ao MAI porque tanto a GNR como a ANEPC são entidades tuteladas pelo mesmo ministério. O PSD diz que o ministro deveria “obrigar as duas instituições a chegar a um entendimento, ou evidentemente propor uma solução que assegure o normal funcionamento do sistema. O que é inqualificável é que as populações fiquem desprotegidas por falta de articulação, ou demasiado ego, entre duas instituições e por falta de autoridade da tutela”. Os deputados do PSD entendem que, “à falta de uma solução definitiva - até porque este problema se irá colocar noutros distritos – seja de imediato a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna a assumir o contrato de manutenção do sistema de videovigilância no distrito de Santarém. Destacamos ainda que, tal como candidatado pelas CIM Lezíria e Médio Tejo, o Ministério da Administração Interna tem a possibilidade e a oportunidade de financiar esta despesa recorrendo também a fundos europeus”.

EXTRATO CERTIFICO, para fins de publicação e em conformidade com o seu original, que por escritura de justificação lavrada neste Cartório, no dia quinze de março de dois mil e dois mil e vinte e um, de folhas cento e três a folhas cento e trinta e quatro verso do respectivo Livro e de Notas para Escrituras Diversas número TREZENTOS E SETENTA E DOIS, Ana Cristina Alves Leal, casada, natural da freguesia de Torres Novas (Salvador), concelho de Torres Novas, residente na Rua 25 de Abril, nº 13, 2º esqº, Torres Novas, que outorga na qualidade de procuradora de Agostinho Manuel Costa Martins, NIF 145.664.120, casado sob o regime da comunhão de adquiridos com Maria Margarida da Costa Passo Móra Martins, NIF 114.227.853, natural da freguesia de Cardigos, concelho de Mação, residente na Rua António Gomes Soares Pereira, n.º 190, 4º Esq., Maia, declarou:------------------------------ Que, o seu representado é com exclusão de outrem, dono e legítimo possuidor do seguinte imóvel:---------------------------------------------Prédio rústico, mato, pinhal, pastagem ou pasto e cultura arvense, com a área de três mil cento e sessenta metros quadrados, sito em Vale Coberto, freguesia de Cardigos, concelho de Mação, a confrontar do norte com herdeiros de Abílio Fernandes, do sul e do poente com Agostinho Manuel Costa Martins e do nascente com José Costa, inscrito na matriz cadastral sob o artigo 130 Secção L, com o valor patrimonial de € 40,09 e a que atribui valor igual ao patrimonial.------------------------------------------------------------------Que o prédio não se encontra descrito na Conservatória do Registo Predial de Mação e veio à posse do seu representado, ainda no estado de solteiro, maior, por compra verbal feita a José Alves, viúvo, residente que foi em Cardigos, Mação, em mil novecentos e oitenta e dois, sem que dela ficasse a dispor de título suficiente e formal que lhe permita fazer o respectivo registo. Que, o seu representado possui o indicado prédio, em nome próprio, há mais de vinte anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu início, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente da freguesia de Cardigos, lugares e freguesias vizinhas, traduzida em actos materiais de fruição, conservação e defesa, nomeadamente usufruindo dos seus rendimentos, cultivando e recolhendo os respectivos frutos, limpando-o de mato, pagando os respectivos impostos e contribuições, agindo sempre pela forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sendo, por isso, uma posse pública, pacífica, contínua e de boa fé, pelo que adquiriu o dito prédio por USUCAPIÃO. Que da presente escritura não resulta acto contrário ao disposto no artigo 1376.º do Código Civil.---------------------------------------------Cartório Notarial de Ourém, a cargo da Notária Alexandra Heleno Ferreira, quinze de março de dois mil e vinte e um.--------------------A Colaboradora autorizada pela Notária em 25/10/2019, Cátia Patrícia Baptista Vieira, n.º 260/10, __________________________

CARTÓRIO NOTARIAL DE MARIA DA CONCEIÇÃO RIBEIRO Rua Dr. Eduardo de Castro, n.019, r/c, 6110-218 Vila de Rei Telf: 274.898.162 Tim: 927.735.540 EXTRACTO DE JUSTIFICACÃO Certifico narrativamente, para efeitos de publicação, que por escritura outorgada em dezoito de março de dois mil e vinte e um, exarada a folhas SETENTA E SEIS do livro de notas para escrituras diversas número SEIS — A, ARTUR JORGE MARTINS MENDES, NIF 191.514.098, divorciado, natural da freguesia e concelho de Vila de Rei, onde reside habitualmente na Rua do Cabeço, número 5, lugar de Casal Cimeiro, declarou que é dono e legítimo proprietário, com exclusão de outrem, do seguinte imóvel: Prédio urbano, composto de casa de um andar para habitação com seis divisões, com a área total de duzentos e noventa e dois vírgula sessenta metros quadrados, sendo a superficie coberta de cento e vinte e um vírgula sessenta metros quadrados e a área descoberta de cento e setenta e um metros quadrados, sito na Rua do Cabeço, Lugar de Casal Cimeiro, freguesia e concelho de Vila de Rei, a confrontar do norte, sul, nascente e do poente com Artur Jorge Martins Mendes, ora justificante, omisso na Conservatória do Registo Predial de Vila de Rei, inscrito na matriz em nome da herança de Júlia Martins Silva Mendes, sob o artigo 1620, com valor patrimonial tributário de 13.672,05 euros. Que desconhece qualquer proveniência do artigo, apesar das buscas efetuadas junto do Serviço de Finanças. Que o imóvel acima identificado, foi adquirido pelo justificante, ainda no estado de solteiro, maior, por doação meramente verbal, que lhe foi feita por Júlia Martins da Silva Mendes e marido José Mendes (pais do justificante), casados sob o regime da comunhão geral, ela já falecida, residentes que foram na Rua do Cabeço, lugar de Casal Cimeiro, freguesia e concelho de Vila de Rei, feita em data que não sabe precisar, mas que situa no ano de mil novecentos e noventa e oito, e portanto há mais de vinte anos, iniciou a posse no estado de solteiro, tendo vindo posteriormente a casar com Fernanda Maria Santos Silva, sob o regime da comunhão de adquiridos, atualmente dela divorciado. Que desde que a mesma doação foi efetuada até esta data, sempre ele justificante usufruiu do citado imóvel, ininterruptamente à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, com a consciência de utilizar e fruir coisa exclusivamente sua, adquirida de anteriores proprietários, pagando as respetivas contribuições, habitando-o e procedendo às obras necessárias à manutenção e conservação do mesmo. Que em consequência de tal posse, em nome próprio, pacífica, pública e contínua, adquiriu sobre o dito imóvel o direito de propriedade por usucapião, não tendo em face do modo de aquisição, documento que lhe permita comprovar o seu direito de propriedade perfeita. Está conforme. Cartório Notarial de Vila de Rei, a cargo da Notária Maria da Conceição Fernandes Ribeiro, dezoito de março de dois mil e vinte e urn. A Notária, Maria da Conceição Fernandes Ribeiro

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PSD denuncia que sistema de vídeovigilância da floresta no distrito está “em baixo”

advogados

Bruno Paradela de Oliveira

ADVOGADO Escritório em Mação Av. Vicente Mendes Mirrado 557 6120-725 Mação Telefone: 916670979 bruno@paradeladeoliveira.com www.paradeladeoliveira.com


SOCIEDADE /

Os efeitos da pandemia // Inquérito internacional revela que portugueses estão deprimidos: Jovens e famílias com filhos são os mais afetados Com o objetivo de continuar a avaliar o impacto social e económico da pandemia a nível mundial foi lançado há cerca de seis meses a segunda fase do inquérito mundial denominado «Life with Corona» que, em Portugal, tem como parceiro o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S). Os dados já obtidos mostram que uma parte considerável da população apresenta sintomas ligeiros de depressão e que cerca de 50 % dos inquiridos de Portugal, Argentina, Indonésia, Reino Unido e Estados Unidos, assim como 40% dos alemães, revelam sintomas mais graves de depressão. A geração mais jovem e as famílias com filhos são os mais afetados. “O “Life with Corona” foi lançado a 23 de março de 2020 e, nesta segunda fase, que começou a 1 de outubro, «tentámos perceber os efeitos psicológicos que a pandemia e as medidas preventivas têm tido sobre as pessoas. Até 4 de março recebemos um total de 21.552 respostas de 136 países e, até ao momento, Portugal é segundo país com mais participações» no estudo, depois da Alemanha, salienta Liliana Abreu, investigadora portuguesa na Universidade de Constança (Alemanha), uma das instituições que lidera o projeto.

“50% dos participantes apresentam níveis de depressão moderada”

Liliana Abreu, que já foi investigadora no i3S e com o qual mantém a colaboração através deste projeto, explica que analisaram os dados relativos a Portugal e verificaram que

/ Liliana Abreu, doutorada em Saúde Pública, obteve uma bolsa de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, tendo como Instituição de Acolhimento o i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde. «50% dos participantes apresentam níveis de depressão moderada», o que, diz, «é significativo». Uma das causas identificadas tem a ver com a diminuição dos rendimentos mensais. «Percebemos também, ao contrário do que se pensava, que os mais jovens são mais propensos a apresentar níveis mais elevados de depressão em comparação com os mais velhos, o que expõe o fardo adicional que as gerações mais jovens estão a sofrer», acrescenta. «Existem imensos estudos a decorrer sobre a pandemia, termos um bom nível de participação num estudo internacional, demonstra o interesse dos portugueses em nos ajudarem a compreender o impacto que esta crise está a ter nas suas vidas», salienta Liliana Abreu. Os dados que chegaram de Portugal são

semelhantes aos obtidos nos restantes países e torna-se evidente que a saúde mental foi fortemente afetada pela pandemia. «Só o facto de ter sintomas da doença pode desencadear problemas de saúde mental. Isto sugere que o medo de estar doente com COVID pode estar a causar níveis mais elevados de stress», acrescentam os investigadores. A equipa internacional de investigadores está agora a comparar como estão a reagir aqueles que vivem sozinhos e aqueles que vivem com outros, e também aqueles que vivem com crianças e aqueles que não vivem. Segundo os dados já disponibilizados no site «Life with Coronoa» (https://lifewithcorona.org/ how-we-experience-the-pandemic-is-shaped-by-who-we-live-with/), as pessoas que vivem sozinhas «emer-

gem como o grupo que teve as piores experiências durante a pandemia. São mais propensos a relatar níveis mais baixos de satisfação de vida do que a média geral da amostra e são também mais propensos a sentir ansiedade ou depressão». Pelo contrário, os indivíduos que vivem com uma outra pessoa «têm, geralmente, lidado melhor com a pandemia e as suas contra-medidas. Em comparação com a média da amostra, relatam um maior bem-estar subjetivo, e têm menos probabilidades de sentir depressão, ansiedade ou demonstrarem comportamentos agressivos».

Inquérito continua em curso

Quanto às pessoas que vivem com um ou mais adultos e com crianças, em comparação com a média da

Liliana Abreu PUBLICIDADE

Os portugueses estão deprimidos?

amostra, «têm os piores indicadores de consumo alimentar. É mais provável que tenham ganho peso, petiscam mais frequentemente e fumam e bebem mais do que qualquer outro grupo. Também apresentam níveis mais elevados de ansiedade e agressividade. É também mais provável que tenham experimentado maior tensões entre os membros das suas famílias». O objetivo dos investigadores passa por «gravar» as vozes e as experiências dos cidadãos de todo o mundo durante este período invulgar de pandemia. Sem fins lucrativos, e baseado em métodos académicos rigorosos, o projeto visa populações adultas em todo o mundo e está traduzido em 27 línguas. O inquérito continua em curso (https://lifewithcorona.org/survey/) pelo menos até finais de 2021, pelo que ainda é possível participar. Maria Rui Correia, investigadora no i3S responsável por disseminar o projeto em território português, apela “a todos os portugueses para responderem ao inquérito, pois, só com a participação dos cidadãos se consegue uma imagem real do que se passa na nossa população neste tempo de pandemia”. A iniciativa do «Life with Corona» partiu de uma equipa de investigadores internacionais da área das ciências sociais, nomeadamente do Centro de Segurança e Desenvolvimento Internacional (ISDC), na Alemanha, do Instituto Mundial de Investigação em Economia do Desenvolvimento da Universidade das Nações Unidas (UNU-WIDER), na Finlândia, do Instituto Leibniz de Culturas Vegetais e Ornamentais (IGZ), na Alemanha, da Universidade de Constança, na Alemanha, e do Instituto de Estudos de Desenvolvimento (IDS), no Reino Unido. O projeto é liderado por Tilman Brück (ISDC/IGZ), Patrícia Justino (UNU-WIDER), Anke Hoeffler (Universidade de Constança) e Wolfgang Stojetz (ISDC). Para além do i3S, este projeto de Ciência Cidadã contou com a participação de instituições e organizações de vários países. Os investigadores pretendem obter dados relevantes para apoiar respostas socioeconómicas sustentáveis à pandemia causada pelo novo coronavírus.

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Abril 2021 / JORNAL DE ABRANTES

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POLÍTICA / OPINIÃO /

ALTERNATIVAcom defende que Abrantes precisa de uma nova identidade Oportunidades / José Alves Jana / FILÓSOFO

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// “Sabemos bem quem somos, mas, em termos institucionais, temos definido e comunicado mal a nossa identidade territorial”, informa o movimento autárquico independente, ALTERNATIVAcom em comunicado. Defende que a “identidade é aquilo que permite reconhecer um território como único, distintivo e marcante. É a sua essência, o seu código genético, a sua vantagem competitiva face aos outros territórios, potenciando a capacidade de atração, satisfação e fidelização de visitantes. Ela contribui decisivamente para afirmar o território – suas pessoas e agentes económicos –, criar oportunidades e reforçar a resiliência perante as dificuldades”. Afirmam depois que Abrantes “já foi a «cidade florida». Deixou de ser, por não perceber que as conquistas precisam de ser defendidas, conservadas e renovadas. Já se propôs, sem consistência nem sucesso, afirmar outras identidades: capital disto e capital daquilo – centenária, do basebol, dos doces, da energia, da criatividade, etc. – sem capitalizar absolutamente nada, a não ser abandono e decadência (com fina ironia, houve até quem sugerisse «capital da ferrugem»)”. No comunicado, o movimento afirma que Abrantes “precisa de uma nova identidade – integradora e não segregadora – e, para isso, questionámos recentemente os abrantinos e escutámos a sua sensibilidade. Sem surpresa, recebemos contributos diversificados porque Abrantes tem uma riqueza tangível e intangível, natural e edificada, muito variada. Ou não estivéssemos nós no centro de Portugal e de importantes eixos de transição, cruzados por múltiplas vias de comunicação,

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culturas e influências socioambientais”. O movimento ALTERNATIVAcom quer, pois, “neste caminho que nos leva às próximas eleições autárquicas, propor ao povo abrantino que esta seja a nossa identidade territorial, a marca que a próxima autarquia deve trabalhar para afirmar externamente Abrantes, com outra eficácia e outro benefício”. Neste contexto, “fará sentido apoiar a construção do novo aeroporto de Tancos, acelerar a extensão do IC9 a Ponte de Sor, com travessia do Tejo em Abrantes, patrocinar o Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo, valorizar o espelho de água e o Aquapolis (norte e sul), requalificar a envolvente das estações ferroviárias e apeadeiros do concelho, explorar o potencial turístico de Castelo do Bode e das estradas nacionais, em especial da Rota da EN2, e lançar uma iniciativa municipal – de investigação e debate – sobre Rotas Turísticas na Era Digital”. Para o ALTERNATIVAcom, “a ideia de «cidade florida», sendo hoje necessária mas não suficiente identidade, merecerá também valorização enquanto indelével dimensão identitária, como ficou demonstrado na manifestação popular de 2019 em defesa do antigo Mercado. Nesse sentido, propomos aos abrantinos, não só florir a nossa cidade, como também recuperar a antiga Festa da Flor e instalar uma estufa-fria floral, visitável, num dos parques ou jardins”.

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

CARTÓRIO NOTARIAL DE MARIA DA CONCEIÇÃO RIBEIRO Rua Dr. Eduardo de Castro, n.019, r/c, 6110-218 Vila de Rei Telf: 274.898.162 Tim: 927.735.540 EXTRACTO DE JUSTIFICACÃO Certifico narrativamente, para efeitos de publicação, que por escritura outorgada em vinte e seis de março de dois mil e vinte e um, exarada a folhas NOVENTA E QUATRO do livro de notas para escrituras diversas número SEIS — A, ANABELA MARIA DE OLIVEIRA APARÍCIO BERNARDINO, NIF 187.649.006, casada com Adriano António Gaspar Bernardino (NIF 130.966.630), sob o regime da comunhão de adquiridos, natural da freguesia e concelho de Vila de Rei, onde reside habitualmente na Rua António Martins Cobra, lote 24, número 20, declarou que é dona e legítima proprietária, com exclusão de outrem, do seguinte imóvel: Prédio urbano, composto de casa de dois pisos para habitação, dependências para arrecadação e logradouro, com a área total de cento e sessenta e cinco metros quadrados, sendo sessenta e cinco metros quadrados de superfície coberta e cem metros quadrados de área descoberta, sito em Borreiros, freguesia e concelho de Vila de Rei, a confrontar do norte com Ana Luísa, do sul com Herdeiros de Francisco Martins Salgueiro, do nascente com Manuel Vicente Madeiras e do poente com Via Pública, omisso na Conservatória de Registo Predial de Vila de Rei, inscrito na matriz em nome do Estado Português, sob o artigo 338, com valor patrimonial tributário de 9.256,80 euros. Que desconhece o artigo da anterior matriz, em virtude de não ter obtido qualquer informação nesse sentido, apesar das buscas efetuadas. Que o imóvel acima identificado foi adquirido pela justificante por doação meramente verbal, que lhe foi feita ainda no estado de solteira, maior, por seus pais, Izidro dos Reis Aparício e mulher Idalina de Oliveira Mendes, casados sob o regime da comunhão geral, ele já falecido, residentes na Rua Quente, número 3, lugar de Vale da Urra do Meio, freguesia e concelho de Vila de Rei, feita em data que não sabe precisar, mas que situa no ano de mil novecentos e oitenta e cinco, e portanto há mais de trinta anos. Que desde que a mesma doação foi efetuada até esta data, sempre ela justificante usufruiu do citado imóvel, ininterruptamente à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, com a consciência de utilizar e fruir coisa exclusivamente sua, adquirida de anteriores proprietários, usando-o e procedendo às obras necessárias à manutenção e conservação do mesmo. Que em consequência de tal posse, em nome próprio, pacífica, pública e contínua, adquiriu sobre o dito imóvel o direito de propriedade por usucapião, não tendo em face do modo de aquisição, documento que lhe permita comprovar o seu direito de propriedade perfeita. Está conforme. Cartório Notarial de Vila de Rei, a cargo da Notária Maria da Conceição Fernandes Ribeiro, vinte e seis de março de dois mil e vinte e um. Maria da Conceição Fernandes Ribeiro

pandemia mostrou muita coisa: 1) a dureza de permanecer fechado num apartamento; 2) a experiência do medo do vírus circulante; 3) o teletrabalho como alternativa; 4) o novo valor do espaço rural; 5) o interesse por outras formas simples de viver a vida; 6) o desejo de aproveitar a vida antes que o pior nos aconteça; 7) etc., etc., etc. Todos sabemos como o interior tem vindo a despovoar-se. Isso quer dizer que as nossas aldeias e vilas têm inúmeras habitações vazias, algumas a pedir reabilitação. E têm também muitos terrenos agrícolas abandonados. Se virmos bem, há nas mesmas vilas e mesmo aldeias uma rede de serviços de proximidade já montada e a funcionar: apoio domiciliário; abastecimento diário ou semanal de pão, carne, peixe, mercearias, etc. Sabemos como as nossas aldeias sentem necessidade de pessoas que venham criar mais vida e, por isso, tendem a ser acolhedoras. Há casos de perfeita integração de pessoas que vieram da cidade instalar-se na aldeia. É isso! Pessoas que descobriram que podem passar numa aldeia uma velhice mais livre e mais saudável que num apartamento fechado na cidade. E pessoas que perceberam que podem funcionar em teletrabalho e, assim, viver melhor, e por vezes mais barato, até porque podem cultivar uma pequena horta ou mesmo criar algum animal. Sendo assim, se nos organizarmos para procurar, arranjar e vender oportunidades a este tipo de pessoas, criamos vantagens para todos. Vêm novas pessoas, com mais recursos (ordenados ou reformas, saberes e experiências de vida) que depois trazem outros a visitá-las ou mesmo a fixarem-se também; valoriza-se o património habitacional e fundiário, e criam-se oportunidades de trabalho (arquitetura, construção civil, carpintaria…), há mais consumidores para o comércio local, e assim por diante. Esta é também uma oportunidade para as nossas aldeias se abrirem – em acolhimento – a um outro tipo de vida. Receber as pessoas, integrá-las, contar com elas. Há, para isso, gente

disponível e associações que podem enquadrar esta linha de trabalho social. Com gente nova, é possível que surjam novas ideias e que outras perspetivas se desenvolvam. É importante percebermos que a vida não tem de ser – não pode ser – a repetição do que sempre foi. Esse tem sido o caminho que conduz ao quase nada. Precisamos de inovação, embora isso seja cada vez mais difícil com pessoas cada vez mais velhas e com uma visão das coisas focada no que tem sido. Se o mundo rural quer ter futuro, não será na repetição do que já foi, nem sequer com as mesmas pessoas que lá estão hoje, pois a estrutura etária fará um desbaste natural a breve prazo. Estamos à espera de quê? É fácil perguntar. Mais difícil é responder. Mas está tudo aí, clientes, oportunidades de negócio, material para criar as respostas em falta. Faltam… iniciativa? ideias? líderes? capital? visão? organização? Muitas pessoas da cidade só não se mudam porque não sabem como poderiam fazê-lo: não conhecem os locais, nem os serviços disponíveis, nem poderiam acompanhar de perto o processo… Mas há aí quem saiba e possa fazê-lo. Ou seja, há aí quem esteja em condições de vender sonhos de “chave na mão”.

Se o mundo rural quer ter futuro, não será na repetição do que já foi, nem sequer com as mesmas pessoas que lá estão hoje


REGIÃO / CIMT submete candidatura para Desenvolvimento Territorial Estratégico

OPINIÃO /

// A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo submeteu, recentemente, ao Programa Operacional Regional Centro 2020 a candidatura Médio Tejo Online 2020 e Médio Tejo – Desenvolvimento Territorial Estratégico – 2ª fase. um conjunto de investimentos que consistem na aquisição de equipamentos informáticos e software necessário para a devida atualização do parque tecnológico da CIM Médio Tejo e dos seus 13 municípios, e que são fulcrais para a implementação da candidatura e da estratégia intermunicipal a nível de modernização administrativa. A região do Médio Tejo é dotada de uma plataforma SIG, que permite o acesso a diversas ferramentas técnicas especializadas que são utilizadas no desempenho de funções no dia a dia, quer em ambiente interno municipal, quer em trabalhos de campo. De referir também que a plataforma é essencial também para responder a questões de ordem jurídica, nomeadamente, o da disponibilização online de planos (Ex: PDM). No âmbito da presente candidatura, é um dos seus objetivos a reestruturação dessa mesma plataforma, com vista a disponibilizar novas funcionalidades, mas acima de tudo responder às necessidades atuais que passam pela visualização em dispositivos móveis. Por último, com a execução desta candidatura, promover-se-á a desmaterialização da fatura emitida pelos 13 municípios, o que é essencial para a vida das empresas e do Estado e para o incremento do comércio eletrónico em geral, na medida em que a sua adoção, uma vez estabilizada, permite, entre outras coisas, uma redução de custos de processamento, reduzindo erros de lançamento e os consequentes custos de correção, facilitando o arquivo e o acesso à

faturação por meios informáticos e permitindo aumentos de eficiência da gestão contabilística e financeira. A concretização da presente candidatura reveste-se de grande importância, pois “é uma garantia de uma governação mais inteligente e multidimensional”. Pretende-se desenvolver um trabalho que incida “na modernização administrativa e na simplificação de procedimentos relacionados com os cidadãos e as empresas”, como também que preveja “a implementação progressiva de uma gestão territorial inovadora, planeada e executada a uma escala supramunicipal”, afirma Miguel Pombeiro, secretário executivo da CIM do Médio Tejo. Recorda ainda o secretário executivo que a “crise pandémica que, atualmente, assola todo o mundo, veio demonstrar que a forma de relacionamento da Administração Pública, nomeadamente, a portuguesa, com o cidadão e/ou a empresa, tem de ser reinventada. Logo, urge a implementação de novos canais de atendimento, os quais têm de ser adequados, céleres e seguros, para dar uma resposta eficaz às necessidades da população”. Neste sentido, a estratégia de modernização administrativa levada a cabo pela CIM do Médio Tejo e pelos seus 13 municípios está centrada em facultar novas formas de governabilidade, mais ganhos de escala, reduzindo custos, efetuando a devida gestão da mudança face aos serviços públicos, atualmente disponibilizados e a disponibilizar no futuro.

/ Nuno Alves / MESTRE EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS / nmalves@sapo.pt

E

m fevereiro de 2020, a Administração Trump assinou, em Doha, um acordo com os taliban para a retirada total americana do país, em maio de 2021. O presidente Biden ainda não se pronunciou quanto a uma saída ou permanência, apesar da proximidade da data limite. No fim de contas, que consequências poderia ter a retirada total americana? Muitas! O “jogo de xadrez” geopolítico que envolve a região é particularmente complexo. Para os americanos, o Afeganistão é uma peça fulcral na estratégia de contenção da China. Sem a presença americana, o Afeganistão transformar-se-á num Estado pivô que permitirá à China ter acesso ilimitado ao gás e petróleo da Ásia Central, ou ter acesso privilegiado ao oceano Índico, através do corredor Afeganistão-Paquistão, que lhe permitirá deixar de depender do Estreito de Malaca, muito próximo da presença naval americana, para ter acesso ao Índico. Neste cenário, a China não só conseguirá consolidar a primazia da sua influência em toda a Ásia Central, como conseguirá usufruir de recursos económicos que permitirão dinamizar a sua economia face à economia americana. Sabe-se também que o território afegão está repleto de vastas reservas de minérios, avaliadas em 3 biliões de dólares, em particular as chamadas “terras raras”, um conjunto de alguns dos metais mais raros no planeta e indispensáveis para a indústria eletrónica. São os metais na vanguarda da quarta revolução industrial. A história

Até sempre, Afeganistão? diz-nos que o país que liderar uma revolução industrial assume-se como a potência capaz de liderar o mundo nas décadas por vir. A liderança americana na terceira revolução industrial permitiu aos EUA a supremacia global, desde a II Guerra Mundial até ao início do século XXI. Atualmente, a China detém a maior reserva conhecida destes metais e tem a capacidade de ditar os preços nos mercados internacionais. No Afeganistão, devido à guerra e à ausência de infraestruturas, estas reservas não têm qualquer valor económico. Contudo, deixar estas reservas à disposição da China permitir-lhe-ia reforçar o monopólio internacional sobre os preços e, numa situação de conflito, impedir o acesso americano a estes metais, tão valiosos para as indústrias de ponta americanas. A doutrina subjacente à política externa americana diz-nos que os EUA devem controlar os recursos de um país, não tanto para seu benefício, mas para impedir que uma potência rival tenha acesso a eles. Com este cenário, poderão os EUA sair do Afeganistão? Não. Contudo, a ficar, a presença militar terá de ser reforçada, o que poderá provocar descontentamento interno depois de dois presidentes terem prometido já o regresso definitivo a casa e o fim da mais longa guerra da história americana.

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/ Fotos: Pixnio

A presente candidatura, que prevê um investimento global na ordem dos 3 milhões de euros, tem como objetivo “a concretização do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da CIM do Médio Tejo, no âmbito de uma das suas prioridades de investimento, que prevê o reforço das Tecnologias de Informação e Comunicação na administração pública”. Direcionada aos 13 municípios da região e à própria CIM do Médio Tejo, a aprovação da candidatura irá garantir um conjunto de ações de investimento, tais como: Atendimento Digital; Gestão Integrada da Informação e Implementação do Arquivo Digital; Faturação eletrónica; Reestruturação da plataforma de sistema de informação geográfica (SIG); Reestruturação das Infraestruturas Tecnológicas; Gestão e Coordenação. Entre as várias ações previstas, destaque para o Atendimento Digital, que prevê aos municípios e à CIM “a execução de um conjunto de tarefas de forma mais célere e profícua”, nomeadamente: atender por chat ou vídeo no site os munícipes; receber formulários submetidos de forma anónima ou autenticada; disponibilizar agendamento online; definir área de atendimento e respetivos operadores; configurar os horários de atendimento por área/ operador; configurar respostas rápidas; emitir referências multibanco e enviar mensagens de email ou SMS a munícipes, com possibilidade de retorno. Já no que diz respeito à reestruturação das infraestruturas, prevê-se

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DESPORTO /

Associação ROTAS DE MAÇÃO quer reforçar vias de escalada no concelho // Associação Rotas de Mação pretende unir esforços na promoção da oferta turística do concelho de Mação. Via Ferrata na zona do Cabril (Vale da Mua) e novas vias de escalada estão a ser estudadas e deverão tornar-se realidade até 2023. A escalada em rocha é uma atividade com tradição na zona de Envendos desde há mais de uma década. Com vários sectores identificados, são cada vez mais os praticantes deste desporto de natureza a procurarem Mação com regularidade. Para a Associação Rotas de Mação, o concelho tem potencial para reforçar as atuais vias de escalada e criar uma Via Ferrata na zona do Cabril, nos arredores da aldeia de Vale da Mua, também na freguesia de Envendos.

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As vias de escalada já identificadas e aprovadas para a prática deste desporto em Envendos são já perto de uma dezena, com diversos graus de dificuldade, a que se junta uma outra via na zona do Coadouro. Pedras Amarelas, Santuário, Zimbreira, Setor do Zé, Pedras Altas, Cabril e Moinho Velho, entre outros, são alguns dos sectores já bem conhecidos dos montanhistas em Envendos. A ARM acredita que novos locais podem ser explorados pe-

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

los praticantes deste desporto no concelho de Mação, levantamento esse que está a ser levado a cabo neste momento. Além disso, equaciona-se também a criação de uma Via Ferrata, percurso vertical em paredes rochosas, preparado com escadas, cabos e pitões, junto ao Pego Negro do Cabril. Em ambos os casos, há trilhos pedestres a passar nas proximidades dos referidos locais, o que pode potenciar tanto as caminhadas como a escalada. Umas e

outra podem ser praticadas por todas as pessoas, das mais novas às mais velhas, desde que sintam capacidade para tal. No caso da escalada, sendo um desporto mais exigente tecnicamente, pede-se apenas que as pessoas não tenham vertigens e possuam alguma destreza física. Neste último caso, o objetivo do praticante é alcançar o topo ou um determinado ponto elevado de uma escarpa ou falésia rochosa, seguindo um percurso na

face rochosa (via) com determinada dificuldade. Quando praticada com equipamento adequado é uma atividade completamente segura e que permite aos seus praticantes descobrir e explorar a riqueza natural de uma região. Segundo a ARM, Mação possui paisagens deslumbrantes, lugares incríveis prontos a serem descobertos a caminhar ou a escalar. A promoção e preservação do seu património natural é o motor desta iniciativa.


PATRIMÓNIO / NOMES COM HISTÓRIA /

Grupo

Rua D. Nuno Álvares Pereira (antiga Rua da Barca de Cima) / Teresa Aparício

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Queres fazer parte da nossa equipa comercial? Envia o teu currículo para: geral@mediaon.com.pt Juntos fazemos uma região muito mais forte! colocado no Regimento de Artilharia 8, então aquartelado no Castelo o que, segundo o neto, teve uma importância definitiva no rumo que mais tarde deu à sua vida. Frederico Delgado Rosa, na biografia que escreve sobre o avô, refere que esta mudança do pai para Abrantes teve grande repercussão no futuro do filho. O pequeno Humberto acompanhava muitas vezes o pai, que o levava consigo para o quartel de mão dada pelo coração desta então vila populosa, até à colina do castelo. Ensinava-lhe canções da tropa… e em Abrantes se cumpriu, com a primeira ida à caça, a sua integração muito precoce num universo de homens… Dada esta ligação à cidade, em Outubro de 1974, o seu nome foi proposto para ser atribuído à Rua da Barca de Baixo, o que não aconteceu, dado que muitos e bem quiseram preservar o antigo topónimo, mas mais ou menos pela mesma altura, o seu nome entrou realmente na toponímia, desta vez atribuído a uma então ainda recente artéria da cidade, que conduz hoje à escola Dr. Manuel Fernandes. Um pouco abaixo da confluência das duas ruas, no local onde foi depois construído o antigo Dispensário, existiu um outro topónimo hoje desaparecido: o Jardim de Santo André. O nome adveio-lhe pelo facto de ocupar o espaço onde existira anteriormente uma igreja dedicada a este santo, cuja

construção era certamente anterior a 1640, pois há registos deste ano que já a referem. Em 1864 foi destruída e a Câmara transformou o local num passeio público, como era hábito então chamar aos jardins. Como era na altura um sítio isolado, passado pouco tempo já se encontrava imundo e vandalizado, pelo que a Câmara da época mandou vir de Lisboa um portal de cantaria com um portão de ferro, para que o espaço pudesse ficar fechado durante a noite. Mas talvez porque o local continuasse a ser mal frequentado e a não atrair muito a população, passado algum tempo aconteceu com o jardim o que acontecera com a capela e ambos desapareceram da memória dos abrantinos. Tal como a ainda hoje denominada Rua da Barca, esta foi também uma rua cheia de vida, mas presentemente tem muitos espaços degradados e encontra-se bastante vazia sobretudo de crianças, que outrora a animavam com as suas brincadeiras e alegria.

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Esta rua, cuja entrada se faz pelo largo Motta Ferraz, vai convergir com a Rua da Barca de Baixo, seguindo depois como via única, que os mapas antigos referem como Estrada do Porto, em direcção ao Tejo, até ao local onde se encontrava a barca que lhes deu o nome e que transportava pessoas e mercadorias, quando ainda não havia qualquer ponte que ligasse as duas margens. A Rua da Barca de Cima, em 11 de Maio de 1927, passou a ter o nome oficial de Rua D. Nuno Álvares Pereira, figura importante da nossa história, que desde o século XIV se encontra muito ligada a Abrantes. Com efeito, rezam as crónicas da época, que foi aqui em Abrantes que acampou com as suas tropas e se reuniu em conselho de guerra com D. João I, antes de partirem ambos em direcção a Aljubarrota, onde a 14 de Agosto de 1385, se deu a célebre batalha contra os castelhanos que aí foram estrondosamente derrotados. Durante o século XX, sobretudo até à década de sessenta, D. Nuno foi por aqui especialmente celebrado. Já nos anos trinta a imprensa local referia que se pensava em abrir uma subscrição pública, com a finalidade de arranjar fundos para a construção de um monumento em sua honra. Mas o tempo foi passando e em 1961, quando passaram em Abrantes as suas relíquias, o monumento ainda não estava construído e, só em 1968, este já tão antigo projecto foi finalmente concretizado. O sítio escolhido foi o Outeiro de S. Pedro, local onde segundo uma tradição pouco fundamentada, ele teria acampado. No interior do memorial foi colocada uma escultura figurativa, da autoria de Lagoa Henriques, que passados poucos anos foi roubada e possivelmente fundida, para venderem o bronze de que era feita. O ambiente era pois propício a que o nome do Condestável entrasse na toponímia da cidade e esta rua foi o local escolhido. O General Humberto Delgado é outra figura notável também associada a este local, pois numa destas duas ruas teria vivido nos seus verdes anos. Nascido em 1906, em Boquilobo, concelho de Torres Novas, para Abrantes veio residir com a família, em 1911, quando o pai, que era militar, foi

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Consultas: - Campos, Eduardo, Toponímia Abrantina, edição C.M.A., 1989 - Morato, Manuel António e Mota, João Valentim da Fonseca, Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes, edição C.M.A.,1981 - Rosa, Frederico Delgado, Biografia do General Sem Medo, Esfera dos Livros, 2015

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SAÚDE / CHMT avança com instalação de Ressonância Magnética em Abrantes... / Heloísa Oliveira / Higienista Oral, Unidade Saúde Publica do ACES Médio Tejo

Máscaras que escondem mais que sorrisos

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São comuns as piadas com olhares magníficos cuja máscara esconde bocas de aspeto degradante. Termo atual é a disgeusia como consequência da infeção pelo vírus. Trata-se da alteração/ausência de paladar e que poderá acatar outras complicações: petéquias do palato, lábios, mucosa jugal e descamação das gengivas. Designou-se por “língua covid” o dorso lingual do paciente COVID-19 que apresente aspeto de mapa, com zonas mais claras delineadas das mais escuras, com papilas inflamadas e sensação de secura e queimadura permanente ou ao contacto com determinadas bebidas e/ou alimentos. O uso contínuo da máscara vem agravar a sensação de ardor e secura, pelo que deve: higienizar as mãos antes de tocar na máscara; colocar um lembrete no telemóvel/ecrã do computador para ingerir água; assinalar de h a h a quantidade a beber e ter a garrafa ao lado do computador; optar por alimentos húmidos e rijos, (pouco condimentados), que estimulem a mastigação e produção de saliva. Estima-se que 45%, dos portugueses passe mais tempo em casa a comer entre refeições, lave menos ou não lave os dentes e tenha desmarcado consultas de controlo. Saibamos que quanto menor a saúde oral mais agressiva a carga viral a que somos sujeitos, em caso de infeção. Também neste caso as infeções respiratórias e complicações associadas em indivíduos com doença periodontal, se agravam. Mais ainda, no caso do uso de ventiladores que promovem a inalação de bactérias. (50% da população mundial acima dos 30 anos de idade tem doença periodontal). Assim, mantenha a execução da higiene oral duas a três vezes ao dia sendo uma delas sempre antes de dormir e retome as consultas de controlo uma vez que está comprovado que é seguro ir ao Médico Dentista/ Higienista Oral. Entre os mil cuidados a ter, pouco se fala de Saúde Oral. Considero e aconselho, que estes devem ser reforçados como medida a manter para reduzir complicações da doença assim como o risco de quadros graves da COVID-19.

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JORNAL DE ABRANTES / Abril 2021

O processo de aquisição do equipamento de Ressonância Magnética (RM) para o Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE, está concluído, avança o CHMT em comunicado. De acordo com a informação disponibilizada os trâmites processuais de aquisição estão concluídos e a compra foi validada pelo Tribunal de Contas. Ainda de acordo com fonte do CHMT, o início das obras para a colocação “deste importante e diferenciado equipamento de diagnóstico” está para breve. Assim que este equipamento estiver instalado e a funcionar, o CHMT deixa de estar dependente de entidades externas para a realização deste tipo de exames. Outra nota importante é que o CHMT passa a ter uma cobertura que vai além do Médio Tejo. Ou seja, passa a fazer cobertura do norte do distrito de Portalegre e do sul do distrito de Castelo Branco. O equipamento de Ressonância Magnética será instalado na Unidade Hospitalar de Abrantes e deverá entrar em testes ainda durante o próximo verão. De acordo com o CHMT, a instalação deste equipamento “vem aumentar a diferenciação do diagnóstico e de apoio à decisão clínica dos três hospitais do CHMT, uma instituição de saúde de referência numa vasta área territorial que abrange os distritos de Santarém, Castelo Branco e Portalegre”. Recorde-se que a aquisição e instalação deste equipamento de Ressonância Magnética representa um investimento superior a 1 Milhão de Euros e que vem colmatar a inexistência

destes equipamentos em hospitais do Serviço Nacional de Saúde no Distrito de Santarém. O investimento foi autorizado pelo Ministério da Saúde o que vem provar “os elevados níveis de investimento. Níveis de investimento que traduzem a constante articulação entre e o Centro Hospitalar do Médio Tejo e a Tutela”.

… e vê equipamento de TAC autorizado para Torres Novas A Unidade Hospitalar de Torres Novas vai ter um Equipamento de Tomografia Axial Computorizada (TAC). Um equipamento que ultrapassa os 400 mil euros e que se prevê possa estar em funcionamento a seguir ao verão deste ano. Pedro Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, deslocou-se ao CHMT para ver as instalações onde será colocado o TAC, na Unidade Hospitalar de Torres Novas. Um momento que considerou de uma “importância relevante, muito ansiado pela população”. Em declarações no final da visita, Pedro Ferreira afirmou estar “imensamente satisfeito. É uma valorização das especialidades já existentes e mais uma resposta. Torres Novas tem muito orgulho nesta sua Unidade Hospitalar e nas pessoas que aqui trabalham”, disse o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas. Pedro Ferreira referiu, igualmente, sentir que “com estes passos não se fecham ciclos, cada vez se abrem mais. O aparelho que estamos a falar era uma necessidade não só para a

região, mas em particular para Torres Novas. E por isso não tenho palavras senão agradecer imenso o empenho deste Conselho de Administração, pela forma como comunicam com os municípios e eu sinto-me um privilegiado." Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, assumiu a ambição deste Conselho de Administração de dotar as três Unidades Hospitalares com este equipamento. “Sempre dissemos que não se compreenderia ter um Hospital sem este equipamento. E hoje temos este equipamento para as três Unidades”. Carlos Andrade Costa apontou o final do verão como o tempo do início de funcionamento do TAC em Torres Novas, sublinhando que a pandemia que estamos a viver “vai-nos acompanhar ainda durante muito tempo. Temos de nos preparar cada vez mais e melhor para acompanhar os doentes, em particular os que ficaram com sequelas do SARS-Cov-2”, reforçou o presidente do Conselho de Administração do CHMT. Carlos Andrade Costa sublinhou ainda que “a pandemia absorveu-nos muito, mas nós não parámos. À margem do que foi o trabalho de fazer face à pandemia continuámos a trabalhar naquilo que era o pós pandemia e naquilo que seria o futuro do CHMT. Continuámos a projetar o CHMT que tínhamos na nossa perspetiva e que a pandemia veio condicionar, mas não nos podia limitar e não nos limitou", sendo estes investimentos prova disso, concluiu o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo.


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Abril 2021 / JORNAL DE ABRANTES

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Jornal de Abrantes - abril 2021  

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