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Sede: São Paulo Av. Brig. Luiz Antônio, 2504, conj. 151 01402-000 – São Paulo – SP Tel 11 3107-5557 Fax 11 3107-5557 email: abrasca@abrasca.org.br site: www.abrasca.org.br

Rio de Janeiro Av. Rio Branco, 12/6º andar 20090-000 Rio de Janeiro – RJ R. Conceição, 105 salas 1304/1305 20051-010 Rio de Janeiro – RJ Tel 21 2223-3656 Fax 21 2233-2741

DIRETORIA BIÊNIO 2013-2015 Executive Board 2013-2015 PRESIDENTE President Antonio D. C. Castro Souza Cruz S.A. 1º VICE-PRESIDENTE 1st Vice President Frederico Carlos Gerdau Johannpeter Gerdau S.A. VICE-PRESIDENTES Vice Presidents Alfried Plöger Cia Melhoramentos de São Paulo Paulo Setubal Neto Itaúsa Investimentos Itaú S.A. Luiz Spínola Cremer S. A.

DIRETORES / Directors Flávio Donatteli Duratex S.A. Maurício Perez Botelho Energisa S.A. Morvan Figueiredo Paula e Silva Nadir Figueiredo Indústria e Comércio S.A. Henry Sztutman Pinheiro Neto Advogados Paulo Cezar Castello Branco Aragão Barbosa, Müssnich e Aragão Assoc. José Salim Mattar Localiza S.A. Maria Isabel do Prado Bocater Bocater Camargo Costa e Silva Advogados Assoc. SUPERINTENDENTE GERAL General Manager Eduardo Lucano da Ponte

Sumário Summary Projeto desenvolvido e editado pela CCRio Comunicação para a Abrasca A publishing project by CCRio Comunicação for ABRASCA DIRETOR DE REDAÇÃO Content & Editing Director Cleber Cabral Reis (R.P. nº 12.567) REPÓRTERES Reporters Martha Corazza, Adriana Braz, Michelle Andrade e Jéssica Barros (estagiária) PROJETO GRÁFICO Graphic Design Raquel Ponte REVISÂO Revision Wendell Setubal TRADUÇÃO Translation Marcus Peter Carlyon DIRETOR DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Institutional Affairs Director Epaminondas Baptista EXECUTIVA DE CONTAS Accounts Executive Karla Guerreiro FOTOS gentilmente cedidas por: Photographs kindly provided by: Desempenho setorial / Sectorial performance: Rodolfo Clix (açúcar); Niki Michailov (alimentos); Christoph Hardes (bancos); Sanja Gjenero (educação e serv. médico-hosp.); Rafael Leal (embalagens); Ben Earwicker (lazer); Keith Wilson (máquinas); Tom Def (mineração); Carole Nickerson (papel); Douglas Enry (gás); Martin Walls

(saneamento); Peter Mueller (serv. financ.); Sarp Sencer Saygýver (siderurgia); Pavel Matoušek (ti); Richard Sweet (transporte); Spencer Ritenour (util. domésticas).

As análises setoriais e os dados estatísticos deste Anuário foram produzidos pela SABE CONSULTORES ASSOCIADOS, empresa dedicada ao negócio de consultoria, treinamento e dados para o mercado de capitais desde 1995. The sectorial analyses and statistical data for this Yearbook were produced by SABE Associated Consultants; since 1995 the company has been working in the area of consulting, training and data for the capital markets. DIRETOR DE OPERAÇÕES Director of Operations Marcelo Dias DIRETOR TÉCNICO Technical Director Carlos Antônio Magalhães

Editorial

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Antonio D. C. Castro, Presidente da Abrasca Antonio D. C. Castro, President of ABRASCA

Conversa com o leitor Conversation with the reader

12 13 14 16

Um ano difícil para as companhias abertas A difficult year for publicly held companies Os principais números das companhias abertas em 2012 Main results for public companies in 2012 As 20 maiores empresas segundo critérios selecionados Brazil’s 20 Largest Companys by Selected Criteria Rankings setoriais Sector Rankings

DIRETOR EXECUTIVO Executive Director Luiz Guilherme Dias Este Anuário pode ser adquirido nos escritórios da Abrasca ou através do email atendimento@abrasca.org.br This annual can be purchased at the Abrasca offices or via the email atendimento@abrasca.org.br

Visão econômica Economic viewpoint

CONSELHO EDITORIAL Editorial Board PRESIDENTE / President Antonio D. C. Castro CONSELHEIROS Advisers Cleber Cabral Reis CCRio Comunicação

Editorial

Eduardo Lucano da Ponte Abrasca (superintendente geral) Epaminondas Baptista R&B Eventos

19 21

A nova fase da economia brasileira The new phase of the Brazilian economy Brasil: Principais indicadores macroeconômicos (2003-2012) Brazil: main economic indicators (2003 to 2012)


Artigos e entrevistas

Desempenho setorial

Articles and interviews

Sectorial performance

25 32 34

Inovar para competir Innovate to compete Stock Option Plan: Incentivo de Longo Prazo ou Salário? Stock Option Plan: Long term incentive or salary? Petrobras completa 60 anos e comemora recorde de produção no pré-sal Petrobras completes 60 years and commemorates record pre-salt production

Retrospectiva do mercado Market retrospective

39 40 42

Oferta de ativos Offer of assets Oferta de recursos Offer of resources Mercado de dívida Debt market

80 82 83 86 87 88 89 90 92 93 94 95

Mineração Mining Papel e celulose e madeira Wood, pulp and paper Petróleo e gás, petroquímica e plástico Oil and gas and derivates Saneamento e serviços de água e gás Sanitation, water and gas services Serviços financeiros Financial services Serviços médico-hospitalares Wealth services Siderurgia e metalurgia Steel and metallurgy Tecidos, vestuário e calçados Textile, clothing and footwear Tecnologia da informação Information technology Telecomunicações Telecommunication Transporte e logística Transport and logistics Utilidades domésticas Household utilities

Estatísticas Matéria de capa

Statistics

Cover story

99

44 54

Novos desafios e oportunidades da gestão financeira das companhias abertas New challenges and opportunities for the financial management of publicly held companies Diversidade nos conselhos de administração em empresas sem controlador majoritário Diversity within boards of directors of companies without controlling majorities

Desempenho setorial Sectorial performance

67 68 69 70 72 73 74 76 77 78

Açúcar e álcool Sugar and ethanol Alimentos, bebidas e fumo Food, beverage and tobacco Atacado e varejo Wholesale and retail Bancos e crédito Banking Construção civil e mercado imobiliário Real estate Educação Education Embalagens Packaging and labeling Energia elétrica Electricity Lazer, turismo e hotelaria Leisure industry Máquinas e equipamentos Machinery and equipment

104 108 116 130 131 132 133 134 135 136 137 138

Recessão e intervenções do governo afetaram desempenho da indústria Recession and government intervention affected performance of industry Notas metodológicas Methodological notes Denominação social das empresas Companies’ names Resultado das empresas por setor de atuação Corporates’ results (by sectors) Evolução real do ativo total médio Total average assets performance Evolução real do patrimônio líquido médio Average shareholders’ equity Evolução real do lucro/prejuízo líquido médio do período Average net income/loss performance Evolução real da receita de venda de bens e/ou serviços Average net revenue performance Evolução real do resultado antes dos tributos sobre o lucro Average ebit performance Evolução real do endividamento médio Average indebtedness performance Evolução do giro do ativo médio (%) Average asset turnover performance (%) Evolução real do grau de endividamento médio (%) Average degree of indebtedness performance (%) Evolução real do capital de giro médio Average working capital performance

Associados da Abrasca Abrasca associates

139

Nome e site das companhias associadas da Abrasca Name and site of quoted companies associated to Abrasca


metas barreiras recordes dificuldades sucesso São numerosos os desafios que ano após ano as companhias que estão neste Anuário enfrentam. Superá-los é o que torna seus nomes relevantes na história do mercado de capitais brasileiro.


A Abrasca agradece o apoio à 9ª edição do Anuário Estatístico das Companhias Abertas. Uma fonte de informações e dados relevantes que demonstram a importância e a contribuição dessas empresas na formação da riqueza nacional.

Master:

Platina:

Ouro:

Participação:


Editorial

Editorial

Para crescer, Brasil precisa acelerar investimentos To grow, Brazil needs to speed up investments

O excesso de carga tributária, The excessive tax burden, o reduzido nível de investimentos the low level of investments e poupança, além da baixa and savings, in addition to poor produtividade do setor industrial productivity in the industrial seguem comprometendo o sector continue to compromise crescimento da nossa economia. our economic growth. Tax breaks Desonerações tributárias e redução and interest cuts, among other dos juros, entre outros estímulos incentives launched by the lançados pelo governo em 2012, government in 2012, were not não foram capazes de evitar o fraco enough to avoid the weak growth crescimento de apenas 0,9% do of just 0.9% of GDP (growth in Produto Interno Bruto Brasileiro (o 2011 had been 2.7%). This was crescimento em 2011 foi de 2,7%). the worst performance since 2009, Este foi o pior desempenho desde when GDP growth was negative 2009, quando houve um decréscimo (-0.3%). The result for industry do PIB (-0,3%). O resultado da was even more disappointing indústria em 2012 foi ainda mais (-0.8%). decepcionante (-0,8%). Brazilian GDP was lower Antonio D. C. Castro O PIB brasileiro se posicionou than that of other emerging Presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) em patamar inferior aos dos demais economies, only improving on e do Conselho Editorial do Anuário emergentes, superando apenas o dos that of European countries severely Estatístico das Companhias Abertas países europeus, combalidos pela crise affected by the crisis of 2008, such President, Brazilian Association desde 2008, tais como Itália (-2,2%), as Italy (-2.2%), Spain (-1.4%), of Publicly-Held Companies (ABRASCA); Espanha (-1,4%), Reino Unido the United Kingdom (-0.1%) and Chairman of the Editorial Board, Listed Companies Statistical Yearbook (-0,1%) e França (+0,1%). O Brasil France (+0.1%). Brazil was also the também foi o pior colocado no grupo worst placed among the BRICS: dos BRICS: a China cresceu 7,8%, a Índia, 5%, Rússia, China grew by 7.8%, India by 5%, Russia by 3.4% and 3,4%, e a África do Sul, 2,5%. South Africa by 2.5%. A perda de ritmo da atividade econômica no ano The lower rate of economic activity last year does passado não reflete apenas os efeitos da crise mundial. not only reflect the effects of the world crisis. Emerging Países emergentes, inclusive da América Latina, cresceram economies, including in Latin America, grew more than mais que o Brasil. Segundo dados da Cepal, a evolução foi Brazil. According to figures from the Cepal, Peru grew a seguinte: Peru, 6,2%; Chile 5,5%%; Venezuela, 5,3%%; by 6.2%; Chile by 5.5%; Venezuela by 5.3%; Bolivia by Bolívia, 5,2%%; Equador, 4,8%%; Colômbia, 4,5%%; 5.2%; Ecuador by 4.8%; Colombia by 4.5%; Uruguay Uruguai, 3,8%; Argentina, 2,2% e o Brasil, apenas 0,9%. by 3.8%; Argentina by 2.2% and Brazil, by a mere 0.9%. Esses países têm, como denominador comum, taxas de These countries have as a common denominator investimento significativamente maiores que a nossa e níveis significantly higher investment rates than ours, and a tax de carga tributária substancialmente inferiores a do Brasil, burden substantially lower than Brazil’s, which explains o que explica a diferença no desempenho. the difference in performance. PROBLEMA CRÔNICO

CHRONIC PROBLEM

Na verdade, a estagnação da produtividade da indústria brasileira convive com um problema crônico: o alto custo

The truth is that stagnation in the productivity of Brazilian industry goes hand-in-hand with a chronic

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de produzir. Esta questão por sua vez esbarra em barreiras históricas, principalmente impostos muito elevados que oneram diretamente os custos e drenam a capacidade de investimento do setor privado. Outras barreiras são:excesso de burocracia, juros muito elevados e o baixo nível de investimento do setor público, principalmente em infraestrutura. Segundo dados Banco Mundial, a nossa taxa de poupança doméstica é mais de oito pontos percentuais inferior à taxa do México e do Chile. No Brasil, tanto a poupança pública como a privada são extremamente baixas para os padrões internacionais. Em 2012, a taxa de poupança do país ficou em 14,8% contra 17,2% no ano anterior. A poupança das famílias, por exemplo, corresponde a apenas 5% do PIB, a das empresas gira em torno de 15% e a do setor público praticamente inexiste. Apesar da nossa elevada carga tributária, que atualmente representa cerca de 36% do PIB, o setor público não pode aumentar sua poupança devido ao acentuado crescimento dos gastos de custeio observados nos últimos anos.Segundo a maioria dos especialistas, o aumento da poupança passa pela redução do crescimento dos gastos correntes. Outro dado desfavorável e correlato é a reduzida taxa de investimento que, em 2012, foi de 18,1% do PIB, inferior a do ano anterior (19,3%). Segundo estudo do FMI, a taxa de investimento brasileira (formação bruta de capital fixo/PIB) é significativamente mais baixa que a taxa das demais economias emergentes. Entre 2003 e 2011, a taxa brasileira registrou valor médio de 17,5% do PIB. A taxa de investimentos na China ficou, na média do mesmo período, em 42,4%, Índia, 31,6%; México, 24,7%; Chile, 22,1% e Rússia, 21,2%

problem: the high cost of production. This problem in turn is due to long-standing impediments, above all very high taxes that directly affect costs and exhaust the investment capacity of the private sector. The other impediments are: excessive bureaucracy, very high interest rates and the low level of public sector investments, particularly in infrastructure. According to data from the World Bank, our domestic savings rate is more than eight percentage points lower than Mexico’s and Chile’s. In Brazil, both public and private savings are extremely low by international standards. In 2012 the rate of savings in the country was 14.8%, compared to 17.2% the previous year. Family savings, for example, correspond to only 5% of GDP; corporate savings to around 15% and public sector savings are virtually nonexistent. Despite our high tax burden, which currently represents around 36% of GDP, the public sector is unable to increase its savings due to the sharp increase in its running costs over recent years. According to most specialists increased savings will require reducing the growth in administrative costs. Another, unfavorable correlated figure is the low investment rate, which in 2012 was 18.1% of GDP, lower than the previous year (19.3%). According to a study by the IMF, the Brazilian rate of investment (GFCF/GDP) is significantly lower than that of other emerging economies. Between 2003 and 2011, the average Brazilian rate was 17.5% of GDP. For the same period the average investment rate in China was 42.4%; in India 31.6%; in Mexico 24.7%; in Chile 22.1% and in Russia 21.2% EXCESSIVE SPENDING

EXCESSO DE GASTOS Os gastos públicos têm crescido significativamente acima da taxa de crescimento do PIB nas últimas décadas. A despesa primária federal, que representava 14% do PIB em 1997, subiu para 18,2% em 2012, puxada pelos gastos com custeio, reduzindo assim o espaço para o investimento público. Os gastos de investimento do governo federal seguem representando apenas 1% do PIB.

Public spending has increased at a significantly higher rate than GDP over the last decades. Federal primary expenditure, which represented 14% of GDP in 1997, rose to 18.2% in 2012, driven by running costs, reducing opportunities for public investment. Federal government spending on investment continues to stand at just 1% of GDP. EXCESSIVE TAXATION

EXCESSO DE IMPOSTOS O quadro acima descrito de elevado nível de gastos públicos de custeio condiciona a excessiva carga tributária que caracteriza a economia brasileira e se constitui no principal fator de aumento do custo de produção do setor privado. No ano passado, a carga tributária atingiu seu recorde ao alcançar o patamar de 36,3% do PIB. Segundo

The high level of government administrative costs described above is responsible for the excessive tax burden that characterizes the Brazilian economy and is the main factor in the increase in private sector production costs. Last year the tax burden broke a new record, reaching 36.3% of GDP. According to the Brazilian Institute for Tax Planning (IBPT) this is higher

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Editorial

o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) o percentual é maior que o registrado em 2011 (36%). Em 2002, ou seja há 10 anos, a carga tributária era de 32,6%. Os tributos cobrados no Brasil, segundo dados do IBPT, só perdem para países altamente desenvolvidos, tais como Dinamarca, 45%; França, 44,2%; Bélgica, 44% e Suécia, 44%. Os tributos cobrados no Brasil se mantêm acima, inclusive, dos Estados Unidos, cuja carga tributária é de 25,1%. Se situam também significativamente acima de outras economias emergentes com as quais o Brasil concorre no mercado externo, tais como Rússia (19%), China (18%), e nossos vizinhos latinos americanos (entre 15% e 24% do PIB). INVESTIMENTO POTENCIAL Para crescer de forma sustentável e próximo a 4% ao ano é preciso aumentar substancialmente os investimentos em infraestrutura e logística. A redução dos gargalos nesse setor é um objetivo que traz dois resultados: aumenta os investimentos em si e, ainda, contribui para o necessário incremento da produtividade. Vale citar que o investimento total em infraestrutura representou apenas 2,3% do PIB em 2012 (correspondente a R$ 100,6 bilhões). O auge de aportes no setor ocorreu entre 1971 e 1980 (média de 5,4% do PIB), se reduzindo na década seguinte em função da crise financeira e fiscal dos anos 80. Desde o inicio da década de 90, ou seja, há mais de 20 anos, a taxa anual de investimento em infraestrutura e logística oscila de 2% a 2,5% do PIB. Fatos recentes indicam que o governo está empenhado em alterar este quadro. O passo inicial foi dado com o lançamento de medidas para estímulo ao investimento público e privado no programa de concessão de aeroportos, rodovias e ferrovias. No entanto será necessário atuar com criatividade e flexibilidade, para contornar obstáculos e superar dificuldades de forma a viabilizar a execução de tais projetos. O crescimento consistente da nossa economia só poderá ser alcançado por meio da aceleração de investimentos, em diversos setores, principalmente com ênfase em infraestrutura pela sua força em gerar mais negócios, empregos e, o importante crescimento de renda. O atual nível de carga tributária – condicionado ao excessivo gasto governamental com custeio – absorve um substancial volume de recursos que o setor privado, certamente, destinaria a investimentos produtivos. Portanto em uma visão de maior prazo se torna imprescindível e inadiável a aprovação de uma reforma tributária que absorva menor volume de recursos do setor privado.

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Editorial

than the percentage for 2011 (36%). In 2002, ten years ago, the percentage was 32.6%. According to figures from the IBPT, only highly developed countries charge higher taxes than Brazil: Denmark (45% of GDP); France (44.2%); Belgium (44%) and Sweden (44%). The taxes charged in Brazil are even higher than those in the United States, where the tax burden is 25.1% of GDP. They are also significantly higher than those of other emerging economies, Brazil’s competitors on the international market, such as Russia (19%), China (18%), and our Latin American neighbors (between 15% and 24% of GDP). INVESTMENT POTENTIAL In order to grow in a sustainable way at around 4% per year, investments in infrastructure and logistics need to be substantially increased. Working towards reducing the bottlenecks in this sector will achieve two results: increasing investment itself and contributing to the required growth in productivity. It should be pointed out that total investment in infrastructure represented just 2.3% of GDP in 2012 (corresponding to R$100.6 billion). The highest investment in the sector took place between 1971 and 1980 (an average of 5.4% of GDP), falling off during the next decade due to the financial and fiscal crisis of the 80s. Since the beginning of the 1990s, over 20 years ago, the annual investment rate in infrastructure and logistics has oscillated between 2% and 2.5% of GDP. Recent occurrences have indicated that the government is committed to changing this picture. The first step was taken with the launching of incentives to encourage public and private investment in the program of airport, highway and railway concessions. The government will, however, need to be both creative and flexible to avoid obstacles and overcome difficulties in order to make these projects feasible and ensure their execution. Consistent growth of our economy can only be achieved by means of accelerating investments, in a number of sectors, above all with emphasis on infrastructure due to its role in creating businesses, employment and, particularly, higher wages. The current level of the tax burden, resulting from the excessive running costs of the government, drains a substantial amount of resources that the private sector, without doubt, would use for productive investments. Thus, taking a longer term view, a reformation of the tax system is essential and can no longer be delayed, to stop the drain on private sector resources.


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Conversa com o leitor

Conversation with the reader

Um ano difícil para as companhias abertas A difficult year for publicly held companies

Os dados reunidos neste Anuário mostram claramente os efeitos que a retração econômica de 2012 causou no desempenho das companhias abertas brasileiras. A receita liquida de 354 empresas listadas na BM&FBovespa, de acordo com os dados analisados pelo SABE Consultores, totalizou no ano passado R$ 1,74 trilhão, com crescimento de apenas 0,34% e o lucro líquido somou R$1,64 trilhão, com queda de 32,66%. Ainda assim, as empresa recolheram R$ 75,7 bilhões em impostos, valor 16,21% superior ao de 2011. A participação no Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 17,90% para 17,30%. No ano passado, as companhias abertas contribuíram com a geração de mais de 2,47 milhões de empregos diretos no país. Apesar do fraco desempenho de 2012, as perspectivas parecem mais animadoras. O economistachefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, acha que a economia brasileira encontra-se numa nova fase, cuja ênfase desloca-se para mais investimento e produtividade para crescer. Ele estima um crescimento em torno de 2,5% a 3% até o fim da década.

The data brought together in the Yearbook clearly shows the effects that the economic contraction in 2012 had on the performance of Brazilian publicly held companies. The net revenue of the 354 companies listed on the BM&FBovespa, according to the figures analyzed by SABE Consultores, totaled R$ 1.74 trillion last year, an increase of just 0.34%, and net income totaled R$ 1.64 trillion, a drop of 32.66%. Even so, the companies paid R$ 75.7 billion in tax, 16.21% more than in 2011. GDP share fell from 17.9% to 17.3%. Last year the publicly held companies contributed to the creation of over 2.47 million direct jobs in the country. Despite the weak performance in 2012, the outlook is more encouraging. The head economist at Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, thinks that the Brazilian economy has entered a new phase, with emphasis on higher investment and productivity for growth. He forecasts growth of around 2.5 to 3% by the end of the decade. EXCLUSIVE STUDIES

ESTUDOS EXCLUSIVOS A matéria de capa desta edição é assinada por Carlos Rocca e Lauro Modesto, Diretor e Superintendente do Ibmec. Eles fizeram um trabalho mostrando que a redução dos juros resgata a importância da gestão financeira na geração de valor para as companhias abertas. Eles lembram que, a partir do Plano Real, em 1994, os resultados reais de receitas financeiras eram equivalentes e, algumas vezes, superiores aos ganhos operacionais de algumas companhias. Segundo os economistas, nos próximos anos, a taxa de juros deverá acompanhar o provável retorno das taxas internacionais e atingir o patamar de 2,25% ao ano até 2016. Outro trabalho que merece atenção é o de João Batista Fraga e Vinícius Augusto Brunassi Silva que realizaram a primeira pesquisa no Brasil sobre os efeitos da diversidade nos conselhos de administração em empresas sem controlador majoritário. Cleber Cabral Reis Diretor de Redação clebercabral@ciasbrasil.com.br

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The cover article of this edition was written by Carlos Rocca and Lauro Modesto, Director and Division Head of Ibmec. They undertook a study that demonstrates that the reduction in interest rates highlights the importance of financial management for value creation in publicly held companies. They recall that, since the Plano Real of 1994, the real results for financial revenue have been equal to, and at times greater than, the operational earnings of some companies. According to the two economists, in the coming years the base rate should fall in line with international rates, reaching the level of 2.25% per year by 2016. Another study worthy of mention is that undertaken by João Batista Fraga and Vinícius Augusto Brunassi Silva, the first research in Brazil into the effects of diversity on the Boards of Directors of companies without a majority controller.

Cleber Cabral Reis Editor in chief clebercabral@ciasbrasil.com.br


OS PRINCIPAIS NÚMEROS DAS COMPANHIAS ABERTAS EM 2012 Main results for public companies in 2012 2011

2012

(var, %)

367

354

-3,54

1.743,4

1.749,4

0,34

-7,7%

0,32%

104,23

5.947,6

5.779,4

-2,83

1.588,6

1.648,2

3,75

207,0

139,4

-32,66

30,2%

10,7%

-64,40

11,9%

8,0%

-32,90

13,0%

8,5%

-35,10

3,5%

2,4%

-30,70

69,6

75,7

16,21%

11,9%

12,7%

--

17,90%

17,30%

--

2011

2012

(var, %)

2.474.874

2.471.116

-0,15%

8.241.459

8.381.564

1,70%

188

178

--

63,00%

61,00%

--

46.008.355

46.310.631

0,66%

17,9%

18,1%

--

2011

2012

(var, %)

7,5

7,4

-0,94

11,7

1,5

-87,18

59,1

50,0

-15,35

78,2

8,9

-88,62

378

362

-4,23

2.294,4

2.455,3

7,01

6,05

6,78

11,98

-15,7%

6,6%

-142,05

6.490

6.727

3,65

Consolidação dos dados da amostra (*) / Sample data consolidation (*) Número de empresas analisadas Number of analysed companies Total de receitas líquidas (R$ bilhões) Total net revenues (R$ billion) Crescimento real (%, deflator IPCA) Real growth (%, IPCA deflated) Ativo total (R$ bilhões) Total assets (R$ billion) Patrimônio líquido consolidado (R$ bilhões) Total equity (R$ billion) Total de lucros acumulados (líquido, R$ bilhões) Total net profits (R$ billion) Margem operacional (% sobre a receita líquida) Operational margin (% over net revenues) Margem líquida (% sobre a receita líquida) Net margin (% over net revenues) Retorno sobre PL (%) Return on equities (ROE, %) Retorno sobre ativos (%) Return on assets (ROA, %) Recolhimento tributário total (R$ bilhões) Total tax burden (R$ billion) Participação na arrecadação total (%) Contribution to Total Tax Burden (%) Participação no Produto Interno Bruto (PIB, %) Contribution to Gross Domestic Product (GDP, %)

(*) Os dados de 2012 foram consolidados com base na amostra de 354 empressas. (*) 2012 data were consolidated based on the sample of 354 companies.

Geração de empregos (**) / Jobs supplied (**) Empregos diretos Direct jobs Emprego total Total employment Total das respostas Total answers Representatividade da amostra (% do Ativo Total) Sample representativeness (% of Total Assets) Empregos formais (RAIS - Relação Anual de Informações Sociais) Formal jobs (RAIS - Social Employment Report) Participação da amostra no emprego Total (% da RAIS) Contribution from sample to total employment (% of RAIS)

Informações sobre o mercado de capitais / Capital market information Volume de recursos captados (R$ bilhões) Total fund raised (R$ billion) Emissões primárias de ações Primary stocks launch Emissões secundárias de ações Secundary stocks launch Emissões de debêntures Private bonds launch Emissões privadas totais Total private launch Número de empresas listadas na Bovespa Number of Bovespa’s listed companies Valor de mercado total das empresas (R$ bilhões) Total market capitalization (R$ billion) Valor de mercado médio das empresas (R$ bilhões) Average company’s market capitalization (R$ billion) Variação real (%, deflator IPCA) Real growth (%, IPCA deflated) Volume médio diário transacionado na Bovespa (R$ milhões) Average daily Bovespa’s volume negotiation (R$ million)

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Conversa com o leitor

Conversation with the reader

AS 20 MAIORES EMPRESAS SEGUNDO CRITÉRIOS SELECIONADOS Brazil’s 20 Largest Companys by Selected Criteria As 20 Maiores por Ativo Total 20 Largest: Total Assets 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

As 20 Maiores por Patrimônio Líquido 20 Largest: Net Equity

Empresa

Ativo Total (R$ mil)

Empresa

Patrimônio Líquido (R$ mil)

Company

Total Assets (R$ 000)

Company

Net Equity (R$ 000)

BCO BRASIL ITAUUNIBANCO BRADESCO PETROBRAS SANTANDER BR VALE ELETROBRAS BTG PACTUAL BRASIL TELEC TELESP AMBEV GERDAU MET GERDAU JBS SID NACIONAL BANRISUL BRASKEM CEMIG P. AÇÚCAR-CBD USIMINAS

1.049.283.624 1.014.425.000 879.092.178 677.716.287 473.448.707 266.921.654 172.195.578 124.425.734 77.791.271 70.254.667 54.159.769 53.370.116 53.093.158 49.756.193 49.295.228 46.840.127 41.163.578 40.772.961 35.396.234 32.774.219

As 20 Maiores por Receita Líquida 20 Largest: Net Revenues 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

14

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

PETROBRAS VALE ITAUUNIBANCO BRADESCO ELETROBRAS SANTANDER BR BCO BRASIL TELESP ITAUSA AMBEV GERDAU GERDAU MET JBS BRASIL TELEC BMFBOVESPA USIMINAS EMBRATEL PAR FIBRIA BRF FOODS TIM PART S/A

345.433.653 155.633.216 75.998.000 70.047.459 67.280.593 65.904.444 65.776.796 44.681.120 30.027.000 29.923.817 28.797.917 26.818.352 21.433.306 19.826.618 19.413.882 18.513.073 15.879.684 15.192.965 14.576.040 13.832.870

As 20 Maiores por Lucro Líquido 20 Largest: Net Profits

Empresa

Receita Líquida (R$ mil)

Empresa

Lucro Líquido (R$ mil)

Company

Net Revenues (R$ 000)

Company

Net Profits (R$ 000)

PETROBRAS VALE JBS P. AÇÚCAR-CBD ELETROBRAS GERDAU GERDAU MET BRASKEM TELESP AMBEV BRF FOODS BRASIL TELEC MARFRIG VIAVAREJO (Antiga GLOBEX) EMBRATEL PAR TIM PART S/A CEMIG SID NACIONAL CPFL ENERGIA USIMINAS

281.379.482 93.511.482 75.696.710 50.924.461 39.538.861 37.981.668 37.981.668 35.513.397 33.931.422 32.231.027 28.517.383 25.169.230 23.726.394 22.846.250 18.781.235 18.763.947 18.460.375 16.896.264 15.055.147 12.708.799

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

PETROBRAS ITAUUNIBANCO BCO BRASIL BRADESCO AMBEV VALE ITAUSA TELESP CEMIG SANTANDER BR CIELO BTG PACTUAL BR MALLS PAR SABESP SOUZA CRUZ TRACTEBEL GERDAU TIM PART S/A GERDAU MET CPFL ENERGIA

20.959.362 13.191.000 12.309.870 11.381.244 10.642.555 9.232.934 5.040.000 4.452.181 4.271.685 3.187.378 2.320.618 2.154.126 1.925.524 1.911.900 1.641.371 1.499.923 1.496.240 1.448.888 1.332.677 1.256.734


Pgto de Proventos (Dividendos + Juros sobre Capital Próprio) 20 Largest: Payouts (Dividendos + Interest on Equity)

As 20 Maiores por EBIT 20 Largest: EBIT Empresa Company

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

PETROBRAS VALE AMBEV TELEF BRASIL ITAUSA CEMIG BR MALLS PAR BRASIL TELEC P. AÇÚCAR-CBD SABESP CPFL ENERGIA CIELO JBS TRACTEBEL CCR SA SOUZA CRUZ GERDAU TIM PART S/A GERDAU MET BR PROPERT

Company

EBIT (R$ 000)

31.476.031 14.996.191 13.860.479 7.212.289 4.539.000 4.082.602 3.409.403 3.324.608 2.869.207 2.845.260 2.771.113 2.765.265 2.720.529 2.539.289 2.497.436 2.374.604 2.348.205 2.321.445 2.320.455 2.278.125

As 20 Maiores por Criação de Valor ao Acionista* 20 Largest: Shareholder Value Creation* Empresa

Empresa

EBIT (R$ mil)

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

MINERVA EQUATORIAL MARCOPOLO ESTACIO PART HELBOR GRENDENE AMIL CIA HERING ODONTOPREV SABESP EZTEC AMBEV LE LIS BLANC SOUZA CRUZ ANHANGUERA LOJAS RENNER TEGMA CIELO LOJAS AMERIC LOCALIZA

* Média dos últimos 3 anos.

% of net income

OI COMGAS USIMINAS AES TIETÊ TRANS PAULISTA AES TIETÊ METAL LEVE TELEFÔNICA BRASIL COELCE INDUSVAL LIGHT ETERNIT ELETROPAULO BANCO DO BRASIL BANCO PINE CEMIG BICBANCO POSITIVO PROFARMA PARANÁ BANCO

20,3% 14,4% 10,7% 9,8% 9,4% 9,1% 8,3% 8,3% 7,7% 7,7% 7,6% 7,5% 7,5% 7,4% 7,3% 7,1% 6,9% 6,8% 6,7% 6,7%

As 20 Maiores por Retorno sobre Ativo Total 20 Largest: Return on Total Assets Empresa

%

Company

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

% sobre lucro líquido

%

Company

88,61% 71,73% 62,17% 52,24% 51,45% 46,62% 45,86% 45,34% 44,64% 41,43% 40,99% 37,67% 37,56% 33,66% 31,27% 31,26% 30,90% 30,87% 29,25% 29,02%

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

TARPON INV SONDOTECNICA BRASMOTOR* SOUZA CRUZ CIA HERING IGB S/A HAGA S/A CIELO AES TIETE AFLUENTE* ALFA HOLDING AMBEV AFLUENTE T* GRENDENE SENIOR SOL MULTIPLUS* NATURA BRASIL TELEC EZTEC UNICASA

51,76% 45,04% 28,29% 26,80% 26,31% 23,73% 23,62% 23,12% 22,85% 21,49% 20,93% 19,65% 18,98% 18,76% 17,66% 17,23% 16,02% 15,82% 15,69% 15,38%

*Average for the last 3 years.

15


Conversa com o leitor

Conversation with the reader

RANKINGS SETORIAIS Sector Rankings 10 Maiores: Ativo Total 10 Largest: Total Assets 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Setor / Sector Bancos e crédito / Banking Petróleo e gás / Oil and gas Energia elétrica / Electricity Holdings / Holdings Mineração / Mining Telecomunicações / Telecommunication Sid. e metalurgia / Steel and metallurgy Construção civil / Real estate Alimentos / Foods Atacado e varejo / Wholesale and retail

10 Maiores: Patrimônio Líquido 10 Largest: Shareholder´s Equity R$ 3.786.768.533 763.089.856 433.437.090 397.408.648 280.462.624 247.565.157 195.987.837 169.890.192 129.028.570 118.486.920

10 Maiores: Receita 10 Largest: Net Revenues 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Setor / Sector Petróleo e gás / Oil and gas Energia elétrica / Electricity Alimentos / Foods Atacado e varejo / Wholesale and retail Telecomunicações / Telecommunication Sid. e metalurgia / Steel and metallurgy Mineração / Mining TI / Information Technology Máquinas e equip./ Machinery Construção civil / Real estate

Setor / Sector Bancos e crédito / Banking Petróleo e gás / Oil and gas TI / Information Technology Bebidas e fumo / Beverages and tobacco Mineração / Mining Telecomunicações / Telecommunication Holdings / Holdings Serv. médico-hospitalares / Wealth services Serviços financeiros / Financial services Energia elétrica / Electricity

R$ 328.904.988 172.891.775 145.609.114 143.914.101 120.180.993 111.600.362 96.781.214 49.212.642 46.601.398 43.712.008

16

R$ 374.371.174 316.844.049 171.414.739 160.987.469 106.099.252 86.535.534 69.648.781 49.585.228 49.270.907 48.213.651

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Setor / Sector Petróleo e gás / Oil and gas Saneamento / Sanitation Telecomunicações / Telecommunication Bebidas e fumo / Beverages and tobacco Mineração / Mining Energia elétrica / Electricity Atacado e varejo / Wholesale and retail Construção civil / Real estate TI / Information Technology Alimentos / Foods

R$ 31.977.852 28.762.175 17.431.772 16.178.121 15.050.809 12.647.983 10.648.958 9.097.644 8.834.812 6.677.012

10 Maiores: Endividamento 10 Largest: Total indebtedness R$ 45.385.755 18.683.870 12.987.549 12.227.656 8.510.370 7.925.439 6.551.112 6.454.105 5.031.496 4.885.748

10 Maiores: Criação de Valor 10 Largest: Shardeholder Value Creation 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Setor / Sector Petróleo e gás / Oil and gas Bancos e crédito / Banking Energia elétrica / Electricity Mineração / Mining Telecomunicações / Telecommunication Sid. e metalurgia / Steel and metallurgy Construção civil / Real estate Alimentos / Foods Holdings / Holdings Papel e celulose / Paper and pulp

10 Maiores: LAJIR 10 Largest: Ebit

10 Maiores: Lucro 10 Largest: Total profits 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Setor / Sector Tecidos, vestuário, calçados / Textile, clothing, footwear Máquinas e equip./ Machinery Construção civil / Real estate Educação / Education Serv. médico-hospitalares / Wealth services Papel e celulose / Paper and pulp Alimentos, bebidas, fumo / Food, beverages, tobacco Saneamento / Sanitation Açúcar e álcool / Sugar and ethanol Transporte e logística / Transport and logistics

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Setor / Sector Bancos e crédito / Banking Petróleo e gás / Oil and gas Holdings / Holdings Energia elétrica / Electricity Mineração / Mining Sid. e metalurgia / Steel and metallurgy Bebidas e fumo / Beverages and tobacco Construção civil / Real estate TI / Information technology Telecomunicações / Telecommunication

R$ 3.480.367.252 388.718.682 348.137.741 262.022.351 119.475.155 109.452.303 108.415.165 100.241.411 82.750.016 81.525.855

10 Maiores: Margem 10 Largest: Net Margin (% Net Revenues) % 48.31% 48.02% 47.57% 42.01% 38.32% 35.66% 32.57% 31.05% 25.46% 25.01%

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Setor / Sector Serv. médico-hospitalares / Wealth services Bebidas e fumo / Beverages and tobacco Tecnol. da informação / Information technology Serviços financeiros / Financial services Embalagens / Packaging and labeling Saneamento / Sanitation Educação / Education Petróleo e gás / Oil and gas Construção civil / Real estate Mineração / Mining

% 34,63% 30,69% 23,39% 22,08% 14,32% 13,62% 10,64% 9,61% 9,08% 8,79%


Alegria, desânimo e novas expectativas Em 2012 o governo e o mercado estimavam que o Produto Interno Bruto brasileiro iria crescer entre 3% a 4%. Entretanto, o prolongamento da crise na Europa, a desaceleração na China e a lenta recuperação dos Estados Unidos esfriaram esta expectativa logo no final do primeiro trimestre. Além disso, a alta da inflação, que levou o governo a subir os juros para conter os preços, foi um fator decisivo para comprometer definitivamente a meta inicial. Resultado, o ano fechou com uma alta de apenas 0,9% do PIB. Para Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco a economia brasileira se desloca agora para uma nova fase, caracterizada por mais investimento e produtividade. Ele estima, inclusive, um crescimento econômico de 2,5% a 3% até o final desta década. In 2012 the government and the market thought that Brazil’s GDP would grow between 3 and 4%. However, the continuation of the European crisis, the slowing down of the Chinese economy and the slow recovery of the United States led to a cooling off of expectations by the end of the first quarter. Furthermore, higher inflation, which led the government the increase interest rates to contain prices, was the decisive factor in making the original target unfeasible. As a result the year closed with GDP up just 0.9%. For Ilan Goldfajn, chief economist at Itaú Unibanco, the Brazilian economy is now entering a new phase, characterized by greater investment and productivity. For the end of the decade he forecasts growth of between 2.5 and 3%.

Joy, disappointment and new expectations

18


Visão econômica

Economic viewpoint

ILAN GOLDFAJN

A nova fase da economia brasileira The new phase of the Brazilian economy

A

pós um forte desempenho em 2010, quando a economia brasileira cresceu 7,5%, a atividade desacelerou para 2,7% em 2011 e para 0,9% em 2012. As perspectivas para 2013 são de crescimento moderado, em torno de 2,0%-2,5% no ano. O que explica a desaceleração da economia brasileira no período mais recente? E quais são as perspectivas para a frente? No início de 2011, sob o risco de aceleração da inflação, o governo adotou medidas monetárias e fiscais contracionistas. Os juros foram elevados, medidas macroprudenciais (aumento do compulsório e requerimento de capital) implementadas e o ritmo de aumento dos gastos correntes do governo reduzidos. Esses fatores levaram a uma redução do ritmo de atividade da economia brasileira ao longo daquele ano.

After a strong performance in 2010, when the Brazilian economy grew 7.5%, economic activity slowed to 2.7% in 2011 and to 0.9% in 2012. The prospects for 2013 are for moderate growth (around 2.0% to 2.5%). What is the explanation for the slowing down of the Brazilian economy in the recent past? And what are the prospects for the period ahead? At the beginning of 2011, due to the risk of inflation, the government adopted restrictive monetary and fiscal measures. Interest rates were raised, macroprudential measures implemented (increase in reserve requirements and capital requirement) and the rate of increase in government expenses reduced. These factors led to a reduction in economic activity that year.

AVERSÃO AO RISCO RISK AVERSION Num segundo momento, em meados de 2011, o mundo passou por um período de desaceleração do crescimento. Havia muitos riscos no cenário global: volta à recessão nos EUA, uma desaceleração mais forte na China, e a possibilidade de crise na Europa. Felizmente, nenhum desses riscos se concretizou, mas a maior aversão ao risco pesou no cenário global. A economia brasileira, que já se encontrava sob efeito das políticas contracionistas, viu seu ritmo de crescimento ser novamente reduzido. Apesar da desaceleração do PIB, o mercado de trabalho manteve-se aquecido. Normalmente, uma economia em desaceleração reduz a demanda por trabalho, tendo impactos negativos no emprego e nos salários. Não obstante, o desemprego tem oscilado em torno do seu mínimo histórico e os salários têm mantido sua tendência de alta. Isto ocorreu porque há menor oferta de mão de obra (por questões demográficas) e porque o setor de serviços (que é o principal empregador) manteve-se relativamente firme, o que garantiu a demanda por trabalho. A robustez do mercado de trabalho representa uma boa notícia: a manutenção de empregos e salários em nível elevado contribui para estimular o consumo, que se manteve como um dos fatores de sustentação do

During the second semester of 2011 the world entered a period of slower growth. There were many risks in the global scenario: a return to recession in the Unites States, hard landing in China and the possibility of a crisis in Europe. Fortunately none of these risks materialized, but the greater risk aversion impacted the international scenario. The Brazilian economy, already feeling the effects of the restrictive policies, was witness to a further growth slowdown. Despite lower GDP growth, the labor market remained healthy. Normally, a drop in economic activity reduces in labor demand, with a negative impact on jobs and wages. However, unemployment has oscillated around its historic minimum and wages have maintained their upward trend. This occurred because labor supply is lower (due to demographic issues) and because the service sector (which is the largest employer) remained relatively stable, ensuring the demand for labor. The healthy labor market represents good news: the maintenance of job creation and increasing wages contributed to stimulating consumption, which remained one of the factors that sustained the level of economic activity. However, the healthy labor market

19


Visão econômica

Economic viewpoint

ritmo de atividade econômica. No entanto, o mercado de trabalho aquecido levou também a um aumento de custos e piora na indústria. A mudança no cenário global, combinada com a desaceleração da atividade doméstica, levou a uma mudança na condução da política econômica. O Banco Central reduziu fortemente a taxa Selic, que alcançou os mínimos históricos em 2012. A política fiscal passou a estimular a economia, principalmente a partir do uso de desonerações. Como resultado, houve recuperação do crescimento nos últimos dois trimestres, mas menos que as perspectivas mais otimistas.

also led to higher labor costs with consequently poorer results for the industry. The change in the global scenario, combined with the slowdown in domestic activity, led to a change in economic policy. The Central Bank reduced the base rate (Selic). Fiscal policy became more stimulative, mainly through the use of tax breaks. As a result, growth recovered in the last two quarters, albeit less than optimistic forecasts projected.

OPORTUNIDADES NÃO FALTAM

What are the long term prospects? We expect the Brazilian economy to grow at around 2.5 to 3% by the end of the decade. Given the lower contribution of the labor factor (in other words, given the lower labor supply) to maintain this growth rate the economy will require higher investments and productivity gains. In other words, future growth will depend on measures that increase production frontier. There is no lack of investment opportunities: apart from the sports events, there is demand for infrastructure and investments in the pre-salt oil fields, among other sectors. To fund this increase in investment, savings will need to be increased. Currently the rate of domestic savings is not enough to meet the country’s investment requirements. Higher savings are required from families, companies, and above all the government, increasing the overall level of domestic savings. Or there is a need to absorb more foreign savings (current account deficit). In the absence of an increase in domestic savings, the external deficit may reach around 3.5% of GDP over the coming years, depending on the availability of foreign funding. Finally, the Brazilian economy has entered a new phase, where the emphasis has shifted to growth through higher investment and productivity. Recently investment has shown signs of recovery. Infrastructure sector concessions, if successful, will not only allow greater investment, but also productivity gains which could materialize in every productive sector of the Brazilian economy. And this is what the Brazilian economy requires in order to grow.

Quais as perspectivas de longo prazo? Esperamos que a economia brasileira cresça em torno de 2,5%-3% até o fim da década. Dada a menor contribuição do fator trabalho (em outras palavras, dada a menor oferta de mão de obra), para manter esse ritmo a economia precisa contar com mais investimentos e com ganhos de produtividade. Ou seja, o crescimento futuro dependerá mais de medidas que afetem a capacidade produtiva. Oportunidades de investimento não faltam: além dos eventos esportivos, há demanda por infraestrutura e investimentos nos campos de petróleo do pré-sal, entre outros. Para financiar o aumento de investimento, será necessário aumentar a poupança disponível. No momento, a taxa de poupança doméstica é insuficiente para fazer frente às necessidades de investimento do país. É necessário mais poupança das famílias, empresas e, principalmente, do governo, elevando assim a poupança doméstica. Ou é necessária uma maior absorção de poupança externa (déficit em conta corrente). Na ausência de ajuste na poupança doméstica, o déficit externo pode alcançar em torno de 3,5% do PIB ao longo dos próximos anos, caso haja também disponibilidade de financiamento externo. Enfim, a economia brasileira encontra-se numa nova fase, cuja ênfase desloca-se para mais investimento e produtividade para crescer. Recentemente, o investimento vem dando sinais de recuperação. As concessões de setores de infraestrutura, caso bem-sucedidas, possibilitarão não só mais investimento, como também um ganho de produtividade que poderá difundir-se por todo o setor produtivo da economia brasileira. É disso que a economia brasileira precisa para crescer. Ilan Goldfajn, Economista-chefe do Itaú Unibanco Holding S.A.

20

NO LACK OF OPPORTUNITIES

Ilan Goldfajn, Head Economist Itaú Unibanco Holding S.A.


BRASIL: PRINCIPAIS INDICADORES MACROECONÔMICOS (2003-2012) Brazil: Main economic indicators (2003 to 2012)

Indicador / Indicator

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

Contas nacionais / National accounts PIB Total Total GDP

1,2%

5,7%

3,2%

4,0%

6,1%

5,2%

-0,6%

7,5%

2,7%

0,9%

PIB Industrial Industrial GDP

1,3%

7,9%

2,1%

2,2%

5,3%

4,1%

-6,4%

10,1%

3,7%

-0,8%

Extrativa mineral Mining

4,7%

4,3%

9,3%

4,4%

3,7%

3,5%

-1,1%

15,7%

5,7%

-1,1%

Construção civil Real estate

-3,3%

6,6%

1,8%

4,7%

4,9%

7,9%

-6,3%

11,6%

4,2%

1,4%

Indústria de transformação Manufacturing industry

1,9%

8,5%

1,3%

1,0%

5,6%

3,0%

-8,2%

9,7%

3,5%

-2,5%

Serviços de utilidade pública Utilities

4,0%

8,4%

3,0%

3,5%

5,4%

4,5%

-2,6%

7,8%

2,8%

3,6%

PIB Agropecuário Agriculture GDP

5,8%

2,3%

0,3%

4,8%

4,8%

6,1%

-4,6%

6,5%

2,3%

-2,3%

PIB Serviços Services GDP

0,8%

5,0%

3,7%

4,2%

6,1%

4,9%

2,2%

5,4%

2,0%

1,7%

Comércio Commerce

-0,5%

7,5%

3,5%

6,0%

8,4%

6,1%

-1,8%

10,7%

3,9%

1%

Transporte Transports

-3,1%

5,9%

3,5%

2,1%

5,0%

7,0%

-2,5%

8,9%

3,2%

0,5%

4,4%

5,5%

4,0%

1,7%

7,4%

8,8%

3,8%

3,8%

1,4%

2,9%

-4,8%

3,7%

5,3%

8,4%

15,1%

12,7%

7,1%

10,7%

3,9%

0,5%

9,3% 7,7% 6,3%

7,6% 12,1% 14,7%

5,7% 1,2% -1,0%

3,1% 3,8% 4,3%

4,5% 7,9% 9,4%

5,9% 9,1% 9,8%

4,3% -1,4% -4,1%

5,9% 11,3% 13,8%

6,5% 5,0% 4,1%

5,84% 8,1% 9,13%

Comunicações Communications Instituições financeiras Financial institutions

Índices de preços / Prices index IPCA / CPI IGP-DI / GPI IPA-DI / WPI

Taxa de câmbio / Exchange rate R$ / US$ – fim de ano R$ / US$ – year end

2,89

2,65

2,34

2,14

1,77

2,34

1,74

1,67

1,62

2,04

R$ / US$ – média no ano R$ / US$ – average

3,08

2,93

2,43

2,18

1,95

1,83

2,00

1,76

1,67

1,95

SELIC Efetiva – fim do ano Effective SELIC rate – end of year

16,4%

17,7%

18,1%

13,2%

11,2%

13,7%

8,7%

10,7%

10,0%

7,25%

SELIC Efetiva – média no ano Effective SELIC rate – average for year

23,5%

16,2%

19,1%

15,3%

12,0%

12,4%

10,0%

9,8%

11,6%

5,44%

JURO REAL (Selic / IPCA) Real interest rate (Selic / IPCA)

13,0%

8,0%

12,7%

11,8%

7,2%

7,3%

4,2%

4,5%

4,8%

1,41%

Taxa de Juros / Interest rates

Setor público / Public accounts Dívida líquida pública consolidada total (R$ bilhões) Net public debt (R$ billion) Dívida líquida pública consolidada total (% do PIB) Net public debt (% of GDP) Resultado fiscal primário (% do PIB) Primary fiscal result (% of GDP) Resultado nominal (% do PIB – c/ câmbio) Nominal fiscal result (% of GDP – w/ exchange rate)

932,1

982,5

1.040,0

1.120,1

1.211,8

1.168,2

1.362,7

1.475,8

1.508,5 1550,1

54,8%

50,6%

48,4%

47,3%

45,5%

38,9%

43,4%

39,2%

36,4%

35,2%

3,3%

3,7%

3,8%

3,2%

3,3%

3,5%

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2,7%

3,1%

2,38%

-5,2%

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-2,5%

-2,6%

2,47%

24,8

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44,7

46,5

40,0

24,8

25,3

20,3

29,8

4,2

11,7

14,0

13,6

1,6

(28,2)

(24,3)

(47,5)

10,1

18,1

15,1

18,8

34,6

45,1

25,9

48,5

Setor externo / Foreign accounts Balança comercial (US$ bilhões) Trade balance (US$ billion) Transações correntes (US$ bilhões) Current account (US$ billion) Investimento estrangeiro direto no País (US$ bilhões) Foreign direct investment in the country (US$ billion)

Fontes: BACEN, IBGE, FGV, FIPE, MDIC, Tesouro Nacional, Anbima, JP Morgan

19,43

(52,5) -54,24 66,7

65,27

Sources: BACEN, IBGE, FGV, FIPE, MDIC, Tesouro Nacional, Anbima, JP Morgan

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Para ser bom pra gente, tem que ser bom para o meio ambiente.

@bancodobrasil

/bancodobrasil

bb.com.br/aguabrasil

Central de Atendimento BB 4004 0001 ou 0800 729 0001‡6$&0800 729 0722‡2XYLGRULD%%0800 729 5678‡'H¿FLHQWH$XGLWLYRRXGH)DOD0800 729 0088


Pensar no futuro das pessoas ĂŠ LQYHVWLUQDSUHVHUYDomRGRPHLR DPELHQWHSDUDFRQVWUXLUXP PXQGRFDGDYH]PDLVERPSUD WRGRV3RULVVRR%DQFRGR%UDVLO WUDEDOKDSHODFRQVHUYDomRGDV iJXDVEUDVLOHLUDVFRPR programa Ă gua Brasil. %DQFRGR%UDVLO&DGDYH]PDLV bom pra todos.


Inovação tecnológica e relacionamento com empresas “Há muito que inovação não é mais um privilégio dos países avançados. A estrutura industrial brasileira está mudando e um número crescente de empresas passa a internalizar a inovação em suas estratégias de crescimento”. É o que relata Glauco Arbix e Pedro Paulo Dias Mesquita, presidente e assessor da presidência da FINEP, no artigo que detalha os objetivo do “Plano Inova Empresa”que aloca R$ 32,9 bilhões para geração de tecnologia e inovação. O objetivo é aumentar a produtividade e a competitividade da economia brasileira. Fernando Zorzo e Andréa Pinheiro, sócios de Pinheiro Neto Advogados, analisam os polêmicos os stock option plans . São programas de outorga aos executivos de opções de compra de ações de uma companhia, que passam a ser exercíeis após um determinado período ou por alcançar resultados específicos. “For a long time innovation has not been restricted to advanced countries. Brazil’s industrial structure is changing and an increasing number of companies are innovating internally as a part of their growth strategy.” These are the words of Glauco Arbix and Pedro Paulo Dias Mesquita, President and Presidential Adviser at FINEP, in an article that outlines the aims of the Company Innovation Plan, which allocates R$ 32.9 billion for the generation of technology and innovation. The aim is to increase the productivity and competitiveness of the Brazilian economy. Fernando Zorzo and Andréa Pinheiro, partners in Pinheiro Neto Advogados, analyize the controversial stock option plans. These are programs that offer share purchase options to executives that can be redeemed after a certain period of time or when the company achieves a given result.

Technological innovation and corporate relations

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Artigos e entrevistas

Articles and interviews

GLAUCO ARBIX E PEDRO PAULO DIAS MESQUITA Glauco Arbix and Pedro Paulo Dias Mesquita

Inovar para competir Innovate to compete

O

Plano Inova Empresa, lançado em 14 de março de 2013 pela presidente Dilma Rousseff, aloca R$ 32,9 bilhões e representa a prioridade dada pelo governo brasileiro à geração de tecnologia e inovação em áreas prioritárias, com destaque para a elevação dos gastos em P&D das empresas, com vistas ao aumento da produtividade e da competitividade da economia. O Inova Empresa vai disponibilizar recursos para investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) que serão executados principalmente por meio de programas de financiamento da Agência Brasileira da Inovação (FINEP) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Plano foi construído a partir de uma forte articulação de ministérios, agências e demais instituições, e sua concepção está baseada em quatro pilares: Foco em inovação; Prioridade nos setores definidos pelo Brasil Maior; Integração dos Instrumentos de crédito, subvenção, cooperativo não reembolsável e investimento em participação; e Descentralização do crédito e da subvenção para micro, pequenas e médias empresas. FINANCIAMENTO EM ALTA No Brasil, tudo indica que o investimento em PD&I deixou de ser o primeiro sacrificado em tempos de crise. Há muito que inovação não é mais um privilégio dos países avançados. A estrutura industrial brasileira está mudando, e um número crescente de empresas passa a internalizar a inovação em suas estratégias de crescimento. Mesmo com o ritmo lento da economia nos últimos dois anos, os pedidos de financiamento para inovação seguiram em ritmo crescente. O debate que se arrasta há anos sobre as variáveis macroeconômicas – câmbio, juros, inflação – continua importante, mas insuficiente. O Brasil precisa aumentar a produtividade da economia. E isso se faz, fundamentalmente, com tecnologia e inovação. O Brasil possui um núcleo de empresas que inova por meio da geração de conhecimento que é suportado por centros de excelência de universidades

The ‘Plano Inova Empresa’ (‘Company Innovation Plan’), launched by Brazilian President Dilma Rousseff on March 14, 2013, has a budget of R$ 32.9 billion and is a sign of the priority the Brazilian Government is giving to power generation and innovation in priority areas. This is especially evident in the increase in spending on companies’ R&D, with a view to increased productivity and a more competitive economy. ‘Inova Empresa’ will make resources available for investment in Research, Development and Innovation (RD&I), the majority being implemented through funding programs run by FINEP (Agência Brasileira da Inovação/ Brazilian Innovation Agency) and the BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social/National Economic and Social Development Bank). The foundation for the construction of the Plan was a very close working group of government ministers, agencies and institutions, the basic concept being grounded on four platforms: a focus on innovation; priority given to the sectors defined in the ‘Brazil Maior’ (‘Greater Brazil’) program; the integration of credit instruments, subsidies, non-refundable cooperative and equity investments; and the decentralization of credit and of subsidies for micro, small and medium-sized companies. INCREASED INVESTMENT In Brazil, everything suggests that RD&I has ceased to be the first to have its investment cut in times of crisis. Indeed, it has been a long time since innovation was a privilege of developed countries. Brazil’s industrial structure is changing and an increasing number of companies have included innovation in their growth strategies. Even though the economy has been moving at a slow pace over recent years, the number of requests for the financing of innovation has been rising. The debate that has dragged on for years about macroeconomic variables (rates of exchange, interest, and inflation) continues to be important, but it is not enough. Brazil needs to increase its economic productivity and this is basically done through technology and innovation.

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GLAUCO ARBIX E PEDRO PAULO DIAS MESQUITA Glauco Arbix and Pedro Paulo Dias Mesquita

que conseguem acompanhar, quando não se conectar, com a pesquisa avançada em nível mundial. Apesar dos enormes avanços, em geral as empresas brasileiras ainda inovam pouco. Precisamos construir um ambiente amigável à inovação, capaz de expandir toda a economia, em especial esse núcleo dinâmico, e estimular o desenvolvimento de competências tecnológicas de modo a impulsionar a geração de valor agregado. As empresas possuem um papel chave nesse processo, pois estão inseridas no ambiente competitivo, possuindo maior conhecimento quanto às necessidades e características dos mercados. São pressionadas por fatores que naturalmente direcionam o investimento em inovação para projetos com maiores oportunidades de sucesso, como, por exemplo, a constante pressão por redução de custos e aumento da produtividade. Contam com evolução organizacional capaz de gerir e executar com maior eficiência projetos de desenvolvimento de produtos e processos, contando para isso com mecanismos consolidados de controle e avaliação de resultados. As relações entre empresas na venda e compra de bens e serviços, no licenciamento de tecnologias, na contratação de recursos humanos, em todos os níveis, são facilitadas por estarem submetidas a regras de mercado, que exigem delas maior agilidade para tomada de decisões, facilitando o provimento de recursos necessários ao desenvolvimento dos projetos. Por essas e outras razões, as empresas são agentes fundamentais para a execução e a indução dos investimentos em tecnologia e inovação que o Brasil precisa, devendo dialogar com as universidades, que tradicionalmente foram e continuarão sendo os agentes responsáveis por fazer ciência e estimular a infraestrutura de pesquisa básica. UM PLANO COM ÓTIMAS CONDIÇÕES O Plano Inova Empresa possui foco em inovação empresarial e oferece ótimas condições para o financiamento de projetos de investimento. Contempla programas setoriais específicos para a inovação em áreas estratégicas como agropecuária, energia, petróleo e gás, saúde, aeroespacial e defesa, tecnologias da informação e comunicação (TICs), e sustentabilidade socioambiental. Os programas preveem a integração de diferentes instrumentos de apoio e têm o objetivo de fomentar planos de negócios que contemplem atividades de pesquisa, desenvolvimento, engenharia e absorção tecnológica; produção e comercialização de produtos;

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Brazil has a core of companies that innovate through the generation of knowledge; this core is supported by university centers of excellence which, when not directly involved, manage to monitor advanced global research. Despite enormous leaps forward, Brazilian companies are generally still not very innovative. We need to build an environment that is conducive to innovation, capable of expanding the economy as a whole, but especially this dynamic core, and which will encourage the development of technological skills in such a way as to boost the creation of added value. Companies play a key role in this process, since they are an integral part of the competitive environment, and have a greater understanding of the market’s needs and characteristics. They are pressured by factors that naturally direct investment in innovation towards projects with greater chances of success, such as, for example, the constant pressure to reduce costs and increase productivity. They rely upon an organizational evolution that is able to generate and implement products and process development projects with greater efficiency, something which is in turn dependent upon consolidated mechanisms of control and the evaluation of results. Relations between companies in terms of the purchase and sale of goods and services, in the licensing of technologies and the hiring of human resources, at all levels, are facilitated by the fact that they are subject to the rules of the market. These basic rules demand that the companies take decisions more quickly, thus enabling provision of the resources necessary for the development of the projects. As a result of this together with other reasons, companies are essential agents for the introduction and implementation of the investments in technology and innovation that Brazil needs, and they ought to be engaging with universities, institutions that have traditionally been, and continue to be, responsible for performing scientific research and encouraging the infrastructure of basic research. A PLAN WITH EXCELLENT CONDITIONS The Company Innovation Plan is focused on corporate innovation, offering excellent conditions for the financing of investment projects. It includes specific sector-based programs for innovation in strategic areas such as farming, energy, oil and gas, healthcare, aerospace and defense, information and communication technologies (ICTs), and socio-environmental sustainability. The programs envisage the integration of different tools for support, and aim to foster business plans that include activities including research, development, engineering


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GLAUCO ARBIX E PEDRO PAULO DIAS MESQUITA Glauco Arbix and Pedro Paulo Dias Mesquita

e processos e serviços inovadores. Estimulam a formação de parcerias entre empresas líderes, parceiras e instituições de ciência e tecnologia (ICTs) com o objetivo de fortalecer os planos de negócio, promovendo maior complementaridade tecnológica e empresarial, e aumentando as condições para que as inovações cheguem efetivamente ao mercado. A integração de instrumentos de financiamento é um importante avanço institucional e uma conquista da Agência Brasileira da Inovação (FINEP), que iniciou esse processo em 2011 com o lançamento do programa PAISS. Executado pela parceria entre a FINEP e o BNDES, o programa vai alocar R$ 3,3 bilhões para o apoio ao desenvolvimento, produção e comercialização de novas tecnologias industriais destinadas ao processamento da biomassa oriunda da cana-de-açúcar, incluindo tecnologias para produção do bioetanol de segunda geração. Os diversos instrumentos para financiamento à disposição da FINEP (crédito, subvenção, não reembolsável e participação acionária) e de demais instituições de apoio ao investimento em PD&I são capazes de cumprir funções distintas, sendo a oferta de programas integrados a melhor forma de atender assertivamente às reais necessidades dos planos de investimento das empresas. Nesse âmbito, foram lançados também os programas integrados Inova Petro, Inova Energia, Inova Saúde e Inova Aerodefesa. Está previsto o lançamento de programas integrados também para as demais áreas estratégicas do Inova Empresa, Agropecuária, TICs e Sustentabilidade Socioambiental. Para participar, as empresas devem estar atentas às condições definidas pelos programas, disponíveis no site da FINEP. A presidenta Dilma Rousseff sempre repete: não vão faltar recursos para inovação. E, até agora, não faltaram. Além dos programas setoriais integrados, a FINEP trabalha com programas transversais, que apoiam a inovação nos diversos setores da economia e estão continuamente abertos para o envio de propostas. As condições de financiamento são inéditas. Além de prever o apoio com subvenção econômica, que são recursos não reembolsáveis para empresas, e recursos não reembolsáveis para projetos cooperativos com instituições de pesquisa, potencializando o investimento em áreas críticas de tecnologia, o plano prevê o apoio com participação acionária, na qual o governo divide o risco da inovação com as empresas, e crédito em condições extremamente favoráveis, eliminando o custo do capital: financiamento de até 90% do valor do

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and technology absorption; product manufacturing and commercialization; and innovative processes and services. They encourage the creation of partnerships between leading companies, partners and science and technology companies, aiming to strengthen business plans, promote greater technological and business compatibility, and increase the conditions that will allow the innovations to have an effective impact upon the market. The integration of financing instruments is an important institutional advance and represents a victory for FINEP, which started this process in 2011 with the launch of the ‘PAISS’ program. Implemented through a partnership between FINEP and the BNDES development bank, the program will make R$ 3.3 billion available to support the development, production and commercialization of new industrial technologies intended for use in the processing of the biomass resulting from sugarcane, including technologies for the production of second generation bio-ethanol. The various financing instruments made available by FINEP (credit, subsidies, non-refundable and equity investments) and other institutions working with RD&I investment support, are capable of fulfilling different functions, with the offer of integrated programs being the best way of confidently meeting the real needs of companies’ investment plans. Along similar lines, other integrated programs were also launched in the form of ‘Inova Petro’ (oil and gas sector), ‘Inova Energia’ (power generation), ‘Inova Saúde’ (healthcare) and ‘Inova Aerodefesa’ (air defense). Plans are under way for the launch of integrated programs focusing on the other strategic areas involved in the ‘Inova Empresa’’ plan – farming, ICTs and socio-environmental sustainability. In order to participate, companies should be aware of the conditions established for the programs that are available on the FINEP website. Brazilian President Dilma Rousseff always says that there will never be a shortage of funding for innovation. Indeed, so far, there hasn’t been. In addition to the integrated sectorbased programs, FINEP works with a number of cross-sector programs that support innovation in the various sectors of the economy and are always open to receiving proposals. The funding conditions offered are unique. As well as providing support in the form of financial subsidies (nonrefundable resources for companies), and non-refundable resources for cooperative projects with research institutions, thus creating conditions for investment in critical areas of technology, the plan also provides support through equity interest (whereby the government shares the innovation risk with the companies) and credit with extremely favorable conditions, thus eliminating the capital cost. This means


investimento, com taxas de juros fixas de 2,5% a 5% ao ano, até 12 anos para pagar, com até 4 anos de carência. DESCENTRALIZAÇÃO DO CRÉDITO

financing of up to 90% of the sum of the investment, with fixed interest rates of 2.5% to 5% per year and up to 12 years to pay the sum back, as well as a grace period of up to four years.

O plano prevê também a descentralização do crédito e da subvenção para micro e pequenas empresas, buscando maior eficiência na alocação dos recursos. Assim, fortalece as estruturas estaduais e regionais de apoio à inovação e confere maior relevância aos Bancos com carteira de Desenvolvimento e Agências de Fomento estaduais e regionais para a execução de Políticas de Desenvolvimento Nacional. Dessa forma, o Plano Inova Empresa já está impulsionando os investimentos em inovação, com reflexos diretos na produtividade e na competitividade das empresas brasileiras. O desafio é muito grande e o aumento da eficiência e da qualidade na alocação de recursos para a inovação é chave para a FINEP, que está aperfeiçoando seus processos e melhorando sua eficiência operacional. Segundo levantamentos realizados em 2011 e 2012, houve uma enorme redução do tempo médio para análise e contratação de operações de crédito em relação ao período compreendido entre 2009 e 2010. A meta é ampliar o ganho de eficiência e qualidade já ocorrido no processamento das operações de crédito, por meio da padronização e do aperfeiçoamento dos processos de análise e contratação, de forma a realizar a análise das propostas em até 30 dias, na qual os projetos serão enquadrados e serão fornecidas as condições financeiras e de contratação às empresas. Trata-se de um novo modelo de operação que confere maior eficiência, qualidade e transparência aos processos de análise e contratação, impulsionando as decisões de investimento das empresas em grandes projetos de inovação. A economia brasileira nos anos recentes apresenta uma qualidade diferente de crescimento, com diminuição da desigualdade e da pobreza, um desenvolvimento inclusivo caracterizado pela redução de desigualdades em todos os sentidos, desigualdade social, desigualdade regional, desigualdade entre cidades pequenas, grandes, médias, e em gênero. O esforço para inovar se mescla com o esforço pela qualidade de nossa educação. Essa combinação entre diminuição de desigualdades e capacitação das pessoas e instituições é o que permitirá ao país vencer os desafios de construir um Brasil maior.

DECENTRALIZATION OF CREDIT

Glauco Arbix, presidente da Agência Brasileira da Inovação – FINEP. Pedro Paulo Dias Mesquita, assessor da presidência da FINEP.

Glauco Arbix, President of the Brazilian Innovation Agency – FINEP. Pedro Paulo Dias Mesquita, advisor to the President’s Office, FINEP.

The plan also provides for the decentralization of credit and subsidies for micro and small companies in a bid for greater efficiency in the allocation of resources. As such, state and regional support for innovation is strengthened, whilst more importance is conferred on those banks with development portfolios as well as on state and regional Development Agencies for the implementation of National Development Policies. In this way, the ‘Inova Empresa’ plan is boosting investment in innovation, and the effects are being seen directly in Brazilian companies’ productivity and competitive edge. The challenge is enormous and increased efficiency and quality in the allocation of resources for innovation is key for FINEP, which is perfecting its processes and improving its operational efficiency. According to surveys carried out in 2011 and 2012, there has been an enormous reduction in the average time spent on the analysis and contracting of credit operations compared to the period between 2009 and 2010. The goal is to further improve the gains in efficiency and quality that have already been achieved in the processing of credit operations through the standardization and improvement of analytical and contracting processes. With this in place, it is hoped that proposals will be able to be analyzed within 30 days, with the projects being categorized and companies being provided with financial and contracting conditions. This means a new operations model which confers greater efficiency, quality and transparency on the analysis and contracting processes, providing a boost for the investment decisions of companies involving large innovation projects. The Brazilian economy over recent years has shown growth with a difference, including a reduction in inequality and poverty, the development of social inclusion characterized by a reduction of inequalities in all senses of the word – social, regional, gender, and between small, medium and large towns. The efforts being made to innovate are combined with the efforts made to improve the quality of our education. This combination of the reduction of inequalities and the training of people and institutions is what will allow the country to overcome the challenges in constructing a ‘Greater Brazil’.

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Microcrédito muda a vida das pessoas e das comunidades. Por isso o Itaú apoia_ Microcredit changes people’s lives and communities. That’s why Itaú supports it_

Já são mais de R$140 milhões em financiamentos de microcrédito. More than 140 million reais have already been invested in microcredit finance.

Mais do que viabilizar investimentos, os agentes do Itaú Microcrédito ajudam as pessoas a transformarem seus negócios nas comunidades. Com negócios estruturados, as comunidades se desenvolvem mais. Investir no desenvolvimento das comunidades é uma forma de mudar o mundo para melhor. Investir nas pessoas e comunidades também é uma forma de ser o banco feito para você. More than just making investments possible, Itaú’s Microcredit agents help people change businesses in their communities. With developing businesses, communities develop more. Investing in community development is a way of changing the world for the better. Investing in people and communities is another way of being a bank made for you.

Conte com o Itaú para mudar o seu mundo_:-) Count on Itaú to change your world_:-)


Educação/Education

Cultura/Culture

Bike

Esporte/Sports

Itaú. Feito para você.


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FERNANDO DOS SANTOS ZORZO E ANDRÉA PINHEIRO

Stock Option Plan Incentivo de Longo Prazo ou Salário? Stock Option Plan: Long term incentive or salary?

U

m dos grandes e mais interessantes desafios da governança corporativa nas companhias abertas é o alinhamento dos interesses de seus acionistas e executivos. E os planos de incentivo de longo prazo, em especial os baseados em opções de compra de ações, ou “stock option plans”, inserem-se neste desafio como poderosas ferramentas de convergência de interesses. Em linhas gerais, os stock option plans constituemse em programas de outorga aos executivos de opções de compra de ações da companhia, que passam a ser exercíveis (vested) após o trânsito de determinado período ou a verificação de determinado evento de performance da companhia. Ao se tornarem vested, espera-se que as ações da companhia tenham se valorizado, como resultado do empenho dos executivos frente à gestão das atividades da companhia, despertando no executivo o interesse em exercer suas opções e realizar um investimento na companhia, mediante o desembolso do valor de pagamento das ações predeterminado no plano (strike price), que normalmente corresponde ao valor de mercado (com ou sem desconto) das ações no momento da outorga das opções. Ao alienar as ações que adquiriu como resultado do exercício das opções, o executivo então realizará seu ganho, na exata medida da valorização das ações para a qual terá contribuído.

One of the largest and most interesting challenges of the corporate governance of publicly held companies is the alignment of share holders’ and executives’ interests. And within this challenge long term incentive plans, especially stock options, become a powerful tool for aligning interests. In general terms, stock option plans consist of granting executives the option to purchase shares in the company, which become vested after a predetermined period of time or the achievement of a performance goal established by the company. By the time they become vested it is hoped that the shares in the company will have increased in value as a result of the efforts of the executives in their administration of the company’s activities, thus increasing the executive’s interest in taking up his or her stock option at the strike price, formerly established in the plan. The strike price normally corresponds to the market value (with or without a discount) of the shares at the time of the granting of the option. When the executive sells the shares that he acquired through the stock option, the profit he will make will be precisely that of the increase in share value to which he (or she) has contributed.

DISCUSSÃO JURÍDICA

Currently the legal aspects of stock option plans have been much discussed, due to blatant attempts by fiscal and national insurance authorities to characterize these plans as a form of additional salary, with the corresponding increase in income tax, national insurance contributions and labor law liabilities. Those that defend the characterization of stock option plans as part of the executive’s salary base their argument on a superficial interpretation of the norms of the Securities and Exchange Commission (CVM) and the

Atualmente tem-se discutido muito a natureza jurídica dos stock option plans, face à evidente tentativa das autoridades fiscais e previdenciárias de caracterização de tais planos como contraprestação salarial, com os correspondentes impactos fiscais, previdenciários e trabalhistas. Os defensores de que os stock option plans caracterizam-se como salário dos executivos baseiam-se na superficial interpretação de normas da Comissão de

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LEGAL DISCUSSION


Valores Mobiliários e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis que tratam, por seu turno, não da natureza jurídica das opções, mas da disponibilização ao mercado de informações (disclosure) sobre pagamentos aos executivos e da contabilização dos stock option plans nas demonstrações financeiras das companhias abertas. Ora, normas sobre disclosure e contabilização não devem nortear a caracterização da natureza jurídica de uma relação contratual que, a nosso ver, equipara-se a uma opção de investimento e não a uma contraprestação salarial.

Accountancy Committee for Judicial Decisions, which do not concern themselves with the legal nature of stock options, but rather the disclosure of information on payments to executives and the inclusion of stock option plans in the financial statements of publicly held companies. It is clear to us that norms governing disclosure and accounting do not provide a basis for the legal characterization of a contractual agreement which is the equivalent of an investment option and not an additional form of salary.

O QUE DIFERE DE OUTROS PLANOS Diversos são os elementos intrínsecos que diferenciam os stock option plans de outros planos de incentivo, como (i) a onerosidade, tendo em vista que o exercício da opção é condicionado ao efetivo desembolso do preço da ação pelo beneficiário; (ii) a voluntariedade, pois o executivo tem a faculdade de participar ou não do plano de incentivo e de exercer no futuro as opções que lhe foram outorgadas; e (iii) a inexistência de garantia de que o beneficiário terá um real ganho financeiro como resultado da outorga das opções ou mesmo da compra das ações – o beneficiário corre o mesmo risco do acionista em relação à valorização das ações. Certo é que os termos e condições dos stock option plans, para que possam ser defendidos como verdadeiros planos de incentivo de longo prazo, não devem se afastar dos elementos acima, sendo, por exemplo, fundamental que exista real onerosidade para o beneficiário no exercício da opção. Parece-nos claro, assim, que os stock option plans caracterizam-se como uma oportunidade para o executivo participar na valorização do negócio na exata medida da sua contribuição para tal valorização e não como uma mera contraprestação salarial pelo trabalho realizado para a companhia. A caracterização dos planos de incentivo de longo prazo baseados em opções de compra de ações como sendo de natureza salarial é, sem dúvida, uma equivocada interpretação de sua natureza jurídica, que impõe ônus severos tanto para a companhia como para os executivos e dificulta a utilização desta tão eficiente ferramenta de alinhamento de interesses entre acionistas e executivos, o que acaba por prejudicar o desenvolvimento das companhias brasileiras e sua contribuição para a economia nacional.

HOW STOCK OPTIONS DIFFER FROM OTHER PLANS.

Fernando dos Santos Zorzo e Andréa Pinheiro, sócio e associada da área de mercado de capitais do Pinheiro Neto Advogados

Fernando dos Santos Zorzo and Andréa Pinheiro, executive partner and associate in the capital markets division of Pinheiro Neto Advogados.

Stock option plans intrinsically differ from other incentive plans due to a number of factors, including (1) the cost, as taking up the option requires that the beneficiary pay the price of the shares; (2) it is voluntary, as the executive can participate or not in the incentive plan and to take up the options he or she has been granted in the future; and (3) there is no guarantee that the beneficiary will receive a financial profit as a result of being granted the option or even from the purchase of shares – the beneficiary runs the same risk as any other share holder. It is clear that the terms and conditions of stock option plans, in order for them to be defended as authentic long term incentive plans, must respect the above items, as, for example, the requirement for the beneficiary to bear the cost when taking up the option. It would thus appear obvious that stock option plans in fact consist of an opportunity for the executive to participate in the appreciation of the value of the business in precise proportion to his or her contribution to that appreciation, and not merely a form of additional salary for work undertaken for the company. The characterization of long-term incentive plans based on stock options as a form of salary is, without doubt, a mistaken interpretation of their legal nature, imposing heavy costs on both the company and the executives, impeding this highly efficient tool for aligning the interests of share holders and executives, with the effect of damaging the prospects of Brazilian companies and their contribution to the domestic economy.

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Artigos e entrevistas

Articles and interviews

Petrobras completa 60 anos e comemora recorde de produção no pré-sal Petrobras completes 60 years and commemorates record pre-salt production

E

m 3 de outubro de 2013 a Petrobras completou 60 anos estruturando-se para dobrar de tamanho até 2020, com um Plano de Negócios e Gestão que prevê investimentos de US$ 236,7 bilhões, até 2017, envolvendo um portfólio de 947 projetos, o maior entre as empresas do setor no mundo. Os recursos que estão sendo aplicados no ano do seu 60º aniversário são os maiores da sua história e somam R$ 97,75 bilhões, a maior parte (53,1%) destinada aos projetos do segmento de exploração e produção, envolvendo áreas do pós-sal, do pré-sal e em terra. Ao ser criada, em 1953, a Petrobras recebeu o acervo do Conselho Nacional de Petróleo (CNP), então responsável pela condução das atividades do setor: 2.700 barris de produção de petróleo por dia em terras da Bahia, 170 mil barris de petróleo em reservas. Hoje, como a maior operadora mundial em águas profundas (22% das operações neste horizonte), suas descobertas de petróleo e gás no pré-sal abriram uma nova fronteira exploratória no setor, com potencial para colocar o Brasil entre os países com as maiores reservas de petróleo e gás. Com as novas descobertas, as reservas provadas da Petrobras, atualmente de 16,4 bilhões de barris equivalentes de petróleo e gás, poderão dobrar em alguns anos. A Petrobras integra, atualmente, o pequeno grupo de companhias que produzem mais de 2,6 milhões de barris equivalentes de petróleo e gás por dia (boed). Seu Planejamento Estratégico prevê uma produção, em 2020, de 5,2 milhões de boed no Brasil e no exterior.

On October 3, 2013, Petrobras celebrated its 60th anniversary; the company is restructuring in order to double in size by 2020, with a Business and Management Plan that foresees investments of US$ 236.7 billion by 2017, with plans for 947 new projects, the highest number for any company in the sector worldwide. The investments being made in the year of its anniversary are the highest in the company’s history, totaling R$ 97.75 billion, most of which (53.1%) are in the exploration and production segments, in shallow water (post-salt), deep water (pre-salt) and on land. When it was founded in 1953, Petrobras inherited the assets of the National Oil Council (CNP), which had previously conducted business in the sector: production of 2,700 barrels of oil per day from land wells in Bahia, and reserves of 170,000 barrels. Today, as the world’s largest deep-water operator (22% of its operations), its discovery of oil and gas in the pre-salt layer have opened up a new exploratory frontier in the sector, with the potential to place Brazil among the countries with the highest reserves of oil and gas. With the new discoveries, Petrobras’ current proven reserves of 16.4 billion barrels of oil and gas could double within a few years. Petrobras is currently included in the small group of companies that produce more that 2.6 million barrels of oil and gas equivalent per day (boed). Its strategic plan forecasts production of 5.2 million boed in Brazil and overseas in 2020.

PRÉ-SAL PRE-SALT Importante ressaltar que o pré-sal já é uma realidade e, em junho de 2013, a Petrobras atingiu a marca de 326 mil barris de petróleo por dia (bpd) nas bacias de Santos e Campos, registrando o novo recorde de produção de petróleo da camada pré-sal. A produção de mais de 320 mil bpd foi alcançada apenas sete anos após a primeira descoberta de petróleo no pré-sal, ocorrida em 2006.

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It is important to stress that the pre-salt is already a reality, and in June 2013 Petrobras produced 326,000 bpd in the Santos and Campos basins, breaking a new record in oil production in the pre-salt layer. The production of 320 bpd was achieved only seven years after the first discovery of oil in the pre-salt


Um intervalo de tempo inferior ao que foi necessário para se chegar ao mesmo patamar em outras importantes áreas de produção marítima no mundo, como na porção americana do Golfo do México, onde foram necessários 17 anos e no Mar do Norte, nove anos. Diferentemente dessas áreas, na camada pré-sal toda a produção de petróleo ocorre em águas ultraprofundas, o que torna esse resultado ainda mais expressivo. A Petrobras estima que a produção na camada pré-sal, já em 2017, supere 1 milhão de barris de petróleo por dia, e atingirá 2,1 milhões em 2020. A Companhia também se prepara para atender à crescente demanda por derivados no mercado brasileiro, projetada para três milhões e 380 mil de barris/dia em 2020. Para isso, existem dois grandes projetos de refinarias no país já em implantação – RNEST, em Pernambuco, e a primeira etapa do COMPERJ, no Rio de Janeiro, que adicionarão mais 395 mil barris por dia à capacidade de processamento, até 2016. Com as novas refinarias em fase de projeto, serão acrescidos até 2020, 1,2 milhão de barris por dia à capacidade de processamento. A Petrobras também investe em fontes de energias renováveis, especialmente em biocombustíveis. De 2013 a 2017, a empresa investirá US$ 2,9 bilhões no setor, com um aumento substancial em suas participações nas atividades de etanol e biodiesel. Graças ao volume de investimentos previsto no Plano de Negócios e Gestão, à gestão integrada de projetos e aos programas estruturantes de aumento da eficiência e otimização de custos, a Petrobras atingirá um novo patamar como empresa de energia.

layer, in 2006. This interval was considerably shorter than in other maritime production areas of the world, such as the American portion of the Gulf of Mexico, where it was 17 years, and the North Sea, where it was 9. And in the case of Brazil, oil production in the pre-sat layer takes place in ultra deep waters, which makes the achievement even more impressive. Petrobras forecasts that in 2017 pre-salt production will be more than a million bpd, and will reach 2.1 million in 2020. The company is also preparing to meet the growing demand from the Brazilian market for derivatives, forecast at 3,380,000 bpd by 2020. With this in mind there are two major refinery projects underway in Brazil: RNEST, in Pernambuco, and the first phase of COMPERJ, in Rio de Janeiro, which will add a further 395,000 bpd to the company’s processing capacity by 2016. With the new refineries under construction, a further 1.2 million bpd will be added to the company’s processing capacity by 2020. Petrobras also invests in sources of renewable energy, especially in bio-fuels. Between 2013 and 2017 the company will invest US$ 2.9 billion in the sector, with a substantial increase in its ethanol and biodiesel business. Due to the high investments foreseen in the Business and Management Plan, to the integrated project management and to the structural programs for increased efficiency and cost optimization, Petrobras will become a ground-breaking company in the sector.

PESQUISA & DESENVOLVIMENTO

RESEARCH AND DEVELOPMENT

Criado em 1963, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) é o maior complexo de pesquisa do Hemisfério Sul, de uso privado da Petrobras. Localizado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, o Centro de Pesquisas foi ampliado em 2010 e hoje ocupa área de mais de 300 mil m², com diversos laboratórios destinados a atender as demandas tecnológicas das áreas de negócio da Petrobras, inclusive modernos laboratórios que atendem exclusivamente às demandas do pré-sal. Somando os investimentos em projetos próprios da Petrobras e aqueles em parceria com instituições nacionais de ciência e tecnologia, a Companhia, em 2012, aplicou R$ 2,2 bilhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Este montante tem feito a Petrobras figurar, nos últimos anos, entre as empresas que mais investem em P&D no mundo, na indústria de petróleo, gás e energia, sendo a que mais investe no Brasil.

Founded in 1963, the Leopoldo Américo Miguez de Mello Research and Development Center (Cenpes) is the largest research complex in the southern hemisphere. Located alongside Rio de Janeiro’s Federal University campus, the Research Center was expanded in 2010 and today occupies an area of more than 300,000 m², with laboratories dedicated to meeting the technological demands of Petrobras’ activities, including modern laboratories exclusively dedicated to the pre-salt layer. In 2012 Petrobras invested R$2.2 billion in Research and Development (R&D) – including investments in projects of its own and those in partnership with Brazilian science and technology institutions. These figures have led, in recent years, to Petrobras being included among the companies that most invest in R&D in the oil, gas and energy sector, and making it the highest investor in R&D in Brazil.

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Uma das maiores bolsas do mundo Padrão internacional em governança Referência mundial em gerenciamento de risco Diversidade de produtos e serviços

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Ibovespa reverte parte da perda de 2011 Apesar do fraco desempenho econômico o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) encerrou 2012 com alta de 7,40% aos 60.952 pontos, revertendo parte da baixa do ano anterior de 18,11%. O volume financeiro total da Bovespa atingiu o recorde histórico de R$ 1,78 trilhão contra R$ 1,61 trilhão em 2011, com a média diária de R$ 7,25 bilhões. O número total de negócios também foi recorde histórico 191.973.773 com uma média diária de 780.381. Um dos fatos que marcou o ano na Bolsa foi a crise de confiança enfrentada pelo grupo EBX do empresário Eike Batista, que surpreendeu analistas e investidores ao anunciar resultados decepcionantes em testes de vazão do Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos. As empresas do grupo sofreram um fortíssimo processo de desvalorização. Os papéis da OGX recuaram 67,84%, as da MMX 33,10% e as da LLX 28,78%. Despite the poor economic performance, the Sao Paulo Stock Exchange Index (Ibovespa) closed 2012 up 7.4% at 60,952 points, recovering part of the losses of the previous year of 18.11%. Total volume traded broke a historic record: R$ 1.78 trillion, as compared to R$ 1.61 trillion in 2011, with a daily average of R$ 7.25 billion. The number of transactions also broke a new record: 191,973,773, with a daily average of 780,381. One event that impacted the Stock Exchange was the confidence crisis faced by the EBX Group, owned by entrepreneur Eike Batista, which took both analysts and investors by surprise when it announced disappointing results of drilling tests in the Tubarão Azul field in the Campos basin. The companies of the group suffered very heavy losses: OGX securities fell by 67.84%, MMX by 33.1% and LLX by 28.78%.

Ibovespa recovers some of the losses of 2011

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Retrospectiva do mercado

Market retrospective

OFERTA DE ATIVOS / Offer of assets

Desempenho em 2012 / Performance in 2012 Indicadores

Resultados

Variação sobre 2011

Results

Variation X 2011

60.952 pontos R$ 1,78 trilhões R$ 148,33 bilhões R$ 7,25 bilhões R$ 191.973 milhões 780.381 R$ 2.000.644 milhões

7,40% 10,56% 10,12% 11,71% 35,93% 37,59% -12,80%

Indicators

Ibovespa (variação acumulada) / Ibovespa (accumulated variation) Volume financeiro / Financial volume Volume médio mensal / Average monthly volume Média diária negociada / Average daily trading Número de negócios / Number of trades Média diária do número de negócios / Average daily number of trades Valor de mercado das empresas / Market value of companies

Source: São Paulo Stock Exchange (Bovespa)

Fonte: Bovespa

Novas empresas na Bovespa / New listed companies Empresa

Segmento de listagem

Data

No de investidores

Company

Listing segment

Date

Number of investors

Trading volumes

Serviços financeiros / Financial services Programas de fidelização / Loyalty programs Energia elétrica / Electricity Açúcar e álcool / Sugar & ethanol Tecnologia da informação / Information technology Tecnologia da informação / Information technology Utilidades domésticas / Household utilities Transporte e logística / Transport and logistics

25/04/2013 25/04/2013 18/06/2008 12/07/2012 26/04/2012 06/02/2013 25/04/2012 30/12/2011

4.096 6.293 785 246

R$ 10.200 milhões R$ 1.132 milhões R$ 740 milhões R$ 700 milhões R$ 56 milhões R$ 528 milhões R$ 370 milhões R$ 273 milhões

BB Seguridade Smiles Alupar Biosev Senior Sol Linx Unicasa Locamerica Fonte: Bovespa

Volume negociado

Source: São Paulo Stock Exchange (Bovespa)

Ofertas primárias e secundárias registradas na CVM – volume em R$ mil Primary and secondary offering recorded in the Brazilian Securities Commission – volume in R$ 1.000 Ano

Ações

Debêntures

Notas promissórias

FIDC

Year

Stocks

Private bonds

Commercial papers

Receivable funds

Total

2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

11.141.255 26.983.911 67.322.943 34.003.995 32.280.348 152.007.567 18.315.637 8.888.263

41.538.852 69.464.083 46.533.786 37.458.538 11.080.348 15.634.956 3.180.000 50.047.485

2.631.545 5.278.500 9.725.500 25.907.750 9.510.629 100.000 670.000

8.579.125 12.777.399 9.961.555 10.020.850 8.212.657 10.233.600 7.128.150 3.324.529

71.526.070 124.961.643 166.977.532 130.661.114 87.607.056 193.670.211 28.723.787 62.930.277

Fonte: CVM

Total

Source: Brazilian Securities Commission (CVM)

Registros na CVM: Cias abertas / Registrations with the Brazilian Securities Commission (CVM): Public companies Ano / Year 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Fonte: CVM

Concedidos / Granted 23 52 91 40 16 41 40 17

Cancelados / Cancelled 146 64 61 12 17 85 48 27

Total de Companhias / Total No Companies 617 620 650 680 679 657 656 663 Source: Brazilian Securities Commission (CVM)

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Retrospectiva do mercado

Market retrospective

OFERTA DE RECURSOS / Offer of resources

Índices de Mercado / Indexes – Exchange-traded funds market Índice de Governança (IGC) / Corporate Governance Index Variação (%) / Variation (%) Índice de Sustentabilidade (ISE) / Business Sustainability Index Variação (%) / Variation (%) Índice Brasil 50 (IBrX-50) / Brazil-50 Index Índice do Setor Industrial (INDX) / Industrial Sector Index Índice Financeiro (IFNC) / Financial Index Índice Small Cap (SMLL) / Small Cap Index Índice Mid-Large Cap (MLCX) / Mid-Large Cap Index

2008 3.697 -45,6% 1.185 -41,1% 5.546 5.307 1.889 494 566

2009 6.779 83,4% 1.972 66,4% 9.563 10.020 3.388 1.173 959

2010 7.629 12,5% 2.087 5,8% 9.634 10.945 3.745 1.439 979

Fonte: Bovespa

2011 6.679 -12,2% 2.018 -3,2% 8.279 9.618 3.468 1.200 877

2012 7.950 19,0% 2.432 20,5% 9.096 12.147 4.014 1.544 983

Source: São Paulo Stock Exchange (Bovespa)

Ativos EFPC X PIB (%) Pension Fund assets x GDP

Fundos de pensão X PIB (IBGE) – Em R$ mi Pension funds x GDP (IBGE) – R$ million

2006

Ano

Ativos das EFPCs

PIB

Year

Assets of EFPCs

GDP

2007

2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

374.726 456.565 444.822 515.392 558.000 602.629 668.256

2.369.484 2.661.344 3.031.864 3.185.125 3.674.964 4.143.013 4.403.000

2008

Fonte: IBGE / Abrapp

15,8 17,2 14,7

2009

16,2

2010

15,2

2011

14,5

2012

Source: IBGE / Abrapp

15,2

Fonte: IBGE / Abrapp

Source: IBGE / Abrapp

Principais empresas em valor de mercado – posição 31/12/2012 / Market capitalization ranking – position in 31/12/2012 Empresa

Total (R$ mil)

Partic. (%)

Empresa

Total (R$ mil)

Partic. (%)

Company

Total (R$1.000)

Participation (%)

Company

Total (R$1.000)

Participation (%)

Ambev Petrobras Vale Itauunibanco Bradesco Banco do Brasil Santander BR Itausa Telefonica Souza Cruz

264.356.211 254.851.854 223.871.960 147.564.233 132.165.777 73.354.676 56.132.570 55.930.075 53.113.004 47.091.560

10,47% 10,10% 8,87% 5,85% 5,24% 2,91% 2,22% 2,22% 2,10% 1,87%

37.333.934 36.809.646 34.340.671 29.387.940 27.720.000 25.287.870 25.199.535 23.838.602 21.768.952 20.592.669

1,48% 1,46% 1,36% 1,16% 1,10% 1,00% 1,00% 0,94% 0,86% 0,82%

Cielo BRF Foods CCR S.A. Grupo Gerdau BMF Bovespa Natura Ultrapar Pão de Açúcar-CBD Tractebel CPFL Energia

Fonte: Bovespa

Source: São Paulo Stock Exchange (Bovespa)

Saldo da posição de clubes de investimento / Club positions Ano

Quantidade de clubes

Quantidade de membros

Patrimônio líquido (R$ mil)

Year

Number of clubs

Number of members

Shareholders equity (R$ 1.000)

2007 2008 2009 2010 2011 2012

2.160 2.776 2.955 3.054 2.852 2.266

154.102 148.637 140.037 131.521 115.866 82.781

14.782,5 8.217,2 14.128,7 11.394,6 9.021,2 9.425,5

Fonte: Bovespa

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Source: São Paulo Stock Exchange


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Retrospectiva do mercado

Market retrospective

MERCADO DE DÍVIDA / Debt market

Emissões de Debêntures em 2012 / Private bonds launch in 2012 Registros por setor / Registrations X Sector

Total de emissões / Total issues 15,9% 14,5% 12,2% 6,3% 6,1% 5,7% 39,3%

Energia Elétrica / Power Transporte e Logística / Transport and Logistics Emp. Adm. Participações / Holding Companies Construção Civil / Civil Construction Comércio Varejista / Retail Trade Cimentos / Cement Outros / Others

Ano

Quantidade

Year

Quantity

Vol. financeiro (R$) Financial volume (R$)

2008 2009 2010 2011 2012

36 59 19 17 18

41,93 bilhões / billion 15,37 bilhões / billion 52,29 bilhões / billion 48,50 bilhões / billion 86,61 bilhões / billion

Destino das emissões / Allocation of issues Refinanciamento do passivo / Refinancing of liabilities Investimento ou aquisição de participação societária / Investment or acquisition of corporate stockholding Capital de giro / Working capital Recompra ou resgate de debêntures de emissão anterior / Repurchase or redemption of previous debenture issue Implantação de projetos / Project implementation Investimento em infraestrutura / Investment in infrastructure Investimento imobilizado / Investment in fixed assets Fonte: Sistema Nacional de Debêntures

45,4% 19,3% 18,9% 4,3% 8,6% 2,1% 0,9%

Source: National Debentures System

Evolução dos FIDCs / Development of the Credit Rights Investment Funds (FIDCs) Ano / Year Dez/07 Dez/08 Dez/09 Dez/10 Dez/11 Dez/12

No fundos / Number of funds PL (milhões) / Shareholders equity (millions) 28.707,45 150 43.530,60 193 52.814,97 210 50.072,20 144 74.375,30 228 64.291,05 397

Fonte: Anbima

Variação do PL (%) / Variation in net worth (%) 45,00 51,64 21,33 -5,19 48,54 13,55 Source: Anbima

Evolução dos Fundos de Ações / Share Fund Development Ano / Year Dez/07 Dez/08 Dez/09 Dez/10 Dez/11 Dez/12 Fonte: Anbima

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No fundos / Number of funds 1.053 1.265 1.491 1.722 1.989 2.002

PL (milhões) / Net worth (millions) 226.083 129.603 194.314 199.061 179.552 206.156

Variação do PL (%) / Variation in net worth (%) 76,27 -42,67 49,93 2,44 -9,80 15,00 Source: Anbima


Carlos A. Rocca Diretor do Centro de Estudos do IBMEC e Sócio diretor da CRC Consultores Associados. Director at the IBMEC Study Center and Executive Partner of CRC Consultores Associados. crocca@uol.com.br Lauro Modesto Santos Jr. Superintendente do Centro de Estudos do IBMEC e sócio da CRC Consultores Associados. Division Head at the IBMEC Study Center and Partner of CRC Consultores Associados. lauromsj@uol.com.br

Novos desafios e oportunidades da gestão financeira das companhias abertas

O artigo assinado por Carlos Rocca e Lauro Modesto, respectivamente, Diretor e Superintendente do Centro de Estudos do Ibmec, mostra que a redução da taxa de juros resgata a importância da gestão financeira na geração de valor para as companhias abertas. Eles lembram que, a partir do Plano Real, em 1994, os resultados reais de receitas financeiras eram equivalentes e, algumas vezes, superiores aos ganhos operacionais de algumas companhias. Tudo indica que este cenário não irá se repetir a médio prazo. Segundo os economistas, nos próximos anos, a taxa de juros deverá acompanhar o provável retorno das taxas internacionais, em particular as dos títulos do Tesouro dos EUA. Na simulação que fizeram até 2016, a taxa real estará em torno de 2,25% ao ano. Rocca e Modesto sugerem, no caso de companhias abertas, que a adequação da estrutura de capital pode ser buscada via aumento de capital ou recompra de ações. 44


Matéria de capa

A redução da taxa de juros para níveis mais baixos e compatíveis com a taxa de retorno dos ativos da maioria das empresas deve produzir impacto da maior relevância na gestão financeira das empresas e especialmente das companhias abertas. Os dois casos mais evidentes têm a ver com a necessidade de evitar o excesso de disponibilidades e a possibilidade de buscar a otimização da estrutura de capital, facultada pela redução do custo financeiro de instrumentos de dívida corporativa. Faz parte da história recente da economia brasileira, pelo menos a partir do Plano Real em 1994, a observação de que em algumas empresas os resultados reais de receitas financeiras parecem ser equivalentes ou mesmo superiores aos resultados operacionais. A taxa real de juros de títulos públicos, que se manteve acima de 10% a.a. até 2006, oferecia a oportunidade de aplicações financeiras de elevada rentabilidade, frequentemente superior à dos ativos reais, combinada ainda com alta liquidez e risco de crédito virtualmente nulo. No Gráfico 1 é apresentada a evolução da taxa real de juros de 360 dias (swap DI) descontada pela expectativa de

Cover story

variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), segundo a pesquisa FOCUS do Banco Central, desde janeiro de 2000. Dada a forte redução da taxa de juros a partir de agosto de 2011, essa realidade ficou para trás. Atualmente, a

taxa de juros real “ex.ante” da maioria das aplicações financeiras líquidas tem sido negativa, após o desconto do Imposto de Renda (IR) e da taxa de administração no caso de fundos de investimento. Como se observa no Gráfico 1, em fevereiro de 2013 a taxa

Gráfico 1 / Chart 1

Taxa Real de Juros (Ex Ante sem desconto de tributos) swap DI 360 dias por IPCA Focus % ao ano Real Interest Rate (Ex Ante before tax) 360 day swap DI less IPCA – FOCUS – % per year

New challenges and opportunities for the financial management of publicly held companies

The article signed by Carlos Rocca and Lauro

will not be repeated in the mid-term. In the opinion

Modesto, Director and Division Head of the Ibmec

of economists, over the coming years interest rates

Studies Center, shows that the reduction in the base rate

should align themselves with projected international

has restored the importance of financial management

rates, particularly those of U.S. Treasury Bonds. In their

for the creation of value in publicly held companies.

simulation for the period up to 2016, the effective rate is

They recall that, since the Plano Real of 1994, the real

projected at around 2.25% a year. Rocca and Modesto

results for financial revenues had been the same, and

suggest that, in the case of publicly held companies, the

sometimes greater, than operational earnings in some

required alterations to their capital structure could be

companies. All the indications are that this scenario

achieved via increase in capital or repurchase of shares.

45


Matéria de capa

real bruta de 12 meses era de apenas 2% a.a. e o imposto de renda incide sobre a taxa nominal. TENDÊNCIA DOS JUROS Não se ignora que as taxas de juros atuais devam subir no curto prazo para enfrentar a inflação. Por outro lado, nos próximos anos sua elevação deverá acompanhar o provável retorno das taxas de juros internacionais e, em particular, as taxas dos títulos do Tesouro dos EUA aos níveis anteriores à crise de 2008. Entretanto, não se acredita que após esses movimentos a taxa de juros aumente até os elevados patamares que se observavam antes de 2011. Apenas para simular essa perspectiva, apresenta-se no Gráfico 2 um indicador da taxa real de juros no Brasil, construído a partir da adição do prêmio de risco país ( Embi Br) à taxa real dos títulos do Tesouro dos EUA indexados ao CPI (TIPs) de 10 anos. Na simulação para os próximos anos, admite-se que a taxa real de juros dos TIPs (Treasury Inflation Protected Securities ) retornem gradativamente

ao nível médio observado entre 2003 e 2009 (2,25% a.a. ) até 2016. Admitindo que o risco país permaneça em 190 bp, valor médio dos últimos três anos, o indicador utilizado para a taxa real de juros no Brasil seria de 4,15% a.a., ainda compatível com custos financeiros de

dívida corporativa em nível adequado para a maioria das empresas. Nesse novo ambiente, muito diferente do que prevaleceu anteriormente, a manutenção de níveis de disponibilidade mais elevados que os necessários para manter a operação da empresa, além

Gráfico 2 / Chart 2

Cenário de Juros Reais – 2003 a 2012 efetivo e 2013 a 2016 projetado Scenario for Real Interest Rates – 2003 to 2012 effective rates and 2013 to 2016 projected rates

The reduction in interest rates to levels that are more compatible with the rate of return on the majority of companies’ assets will produce a major impact on the financial management of companies, above all publicly held ones. The two most evident cases in point are the requirement to avoid excess cash and the quest to optimize capital structure, aided by a reduction in the financial cost of corporate debt instruments. It is a well known fact in recent Brazilian economic history, at least since the 1994 Plano Real, that the real financial results of some companies have surpassed their operational ones. The real interest on government securities, which remained at over 10% per year until 2006, offered the opportunity for financial investments with high return, frequently higher than that on real corporate assets, combined with high liquidity and virtually no credit risk. Chart 1 shows the evolution of the real 360 day interest rate (swap DI) since January 2000, after discounting projected inflation registered

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in the General Consumer Price Index (IPCA), according to the Central Bank’s FOCUS research. All this was changed by the large reduction in interest rates from August 2011 on. Currently the ex ante real interest rate for the majority of liquid financial investments has been negative after deduction of income tax, and the administration fee in the case of investment funds. As is shown in Chart 1 the 12 month real gross rate was just 2% per year and income tax is charged on the nominal rate. THE TREND FOR INTEREST RATES It is clear that current interest rates must rise in the short term to contain inflation. However, over the coming years they should rise according to the projected return from international interest rates, notably the rates that were paid on U.S. Treasury Bonds before the 2008 crisis. After these adjustments it is believed they will not return to the high levels seen before


de representar grande desafio para a obtenção de alguma rentabilidade positiva, certamente implica redução de seus resultados. Num ambiente macroeconômico ainda marcado por incerteza e volatilidade elevada, operar com menores níveis de disponível requer mudança dos processos e sistemas de gestão financeira de modo a atingir esse objetivo com adequado controle de riscos de liquidez. A análise cuidadosa dos fatores que condicionam o comportamento dos fluxos de entrada e saída de caixa e de sua correlação com as principais variáveis macroeconômicas são componentes importantes desse novo modelo de gestão, sem contar a provável utilização de instrumentos de hedge. NOVO DESAFIO Por outro lado, o novo nível da taxa de juros coloca em evidência a necessidade de reavaliar a estrutura de capital visando agregar valor à empresa. No passado recente, a elevada taxa básica de juros, acrescida ainda do prêmio de risco dos títulos de dívida

privada, praticamente retirava da agenda do gestor financeiro das empresas a utilização desses instrumentos para reduzir o custo médio ponderado do capital (WACC1). Na prática, essa oportunidade se limitava, na maioria dos casos, à contratação de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ou à emissão de dívida no mercado internacional. No primeiro caso, tratase tipicamente do acesso a linhas voltadas para o financiamento de projetos de investimento, num processo relativamente longo de aprovação, enquanto que o acesso ao mercado internacional de capitais é reservado apenas a um pequeno número de grandes empresas. É importante observar que o mercado de dívida corporativa tem respondido positivamente à queda das taxas de juros e às mudanças favoráveis ocorridas no âmbito do quadro regulatório e tributário. A redução da taxa de juros de títulos públicos teve repercussão imediata no mercado de dívida privada. No caso das debêntures, as taxas médias calculadas a partir dos

preços praticados no seu mercado secundário aproximam-se das taxas médias do BNDES2, como indicado no Gráfico 3. Para fins de comparação, apresenta-se no mesmo gráfico a evolução das taxas médias de juros do crédito bancário de recursos livres, que também têm apresentado tendência de queda a partir do segundo semestre de 2011, mas ainda se encontram em nível elevado. CRESCE EMISSÃO DE DEBÊNTURES Além da redução da taxa de juros, a partir de 2009 o mercado tem respondido também aos efeitos da Instrução CVM 476, que autorizou a emissão de títulos de dívida por parte de sociedades anônimas de capital fechado. Verifica-se a partir dessa data elevação significativa do número de emissões de debêntures, como se observa no Gráfico 4. Não obstante algumas dessas emissões não tenham sido colocadas no mercado, tendo permanecido na carteira dos bancos3, essa constatação

Notas:

2011. In order to simulate this projection, an indicator of the real interest rate is given in Chart 2, created from adding the Brazilian risk premium (Embi Br) to the real rate of tenyear U.S. treasury bonds linked to the Consumer Price Index (CPI) – (TIPs – Treasury Inflation-Protected Securities). In the simulation for the next few years, the premise is a gradual return of the TIPs’ real interest rate, by 2016, to the average level paid between 2003 and 2009 (2.25% per year). Accepting that the country’s risk will remain at 190 bp, the average value of the last three years, the indicator used for the real interest rate in Brazil would be 4.15% per year, a rate that would still be compatible, for the majority of companies, with the financial costs of corporate debt. In this new environment, very different from that which previously prevailed, the maintenance of cash rates higher than those required to maintain the company’s operation, in addition to representing a major challenge to obtaining positive returns, will certainly imply poorer results. In a

1

O custo médio ponderado de capital considera o valor de mercado do patrimônio líquido e do capital de terceiros.

2 Adota-se como taxa média do BNDES a TJLP acrescida de 3% aa.; as taxas das debentures são calculadas pelo Centro de Estudos do IBMEC e disponíveis no site www.cemec.ibmec.org.br. 3

Dados da CETIP permitem estimar em 30% essa parcela.

macroeconomic environment still characterized by uncertainty and high volatility, operating with lower cash levels demands altering financial management processes and systems in order to achieve this objective with the required risk and liquidity controls. Careful analysis of the factors that condition the behavior of cash inflow and outflow, and their correlation to the variable macroeconomic principles, are important components of the new management model, without excluding the probable use of hedging instruments.

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Gráfico 3 / Chart 3

Taxas de Debêntures, BNDES e Média Geral PJ (% nominal ao ano) Debentures – BNDES (TJLP+3%) – General Corporate Average (nominal % per year)

Fonte: BACEN e Centro de Estudos do IBMEC

não invalida a importância desse movimento. Em apenas três anos e meio, de 1/2009, quando foi adotada a ICVM476, até 7/2012, 193 empresas fechadas emitiram debêntures. No período de sete anos e meio, de 2005 até 7/2012, 99 companhias abertas fizeram

Source: Central Bank and IBMEC Study Center

emissões de debêntures com registro (ICVM400) e sem registro (ICVM 476). Na Tabela 1 são apresentados os dados obtidos com base em 299 companhias abertas não financeiras e 908 maiores empresas fechadas (fonte Maiores e Melhores e internet)

NEW CHALLENGE However, the new level of interest rates emphasizes the need to reevaluate capital structure with the aim of aggregating corporate value. In the recent past the high basic interest rate, combined with the risk premium of private debt securities, virtually excluded the use of these instruments for the reduction of the weighted average capital cost (WACC1) from financial managers’ agendas. In practice, in the majority of cases this opportunity was limited to contracting funding from the National Development Bank (BNDES) or floating debt on the international market. In the former case, this would typically involve access to credit lines for financing investment projects, a process whose approval requires a relatively long period of time, whereas access to the international capital markets is reserved to a limited number of large corporations. It is important to note that the corporate debt market has responded positively to the drop in interest rates as well as to

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que cobriram quase a totalidade das empresas não financeiras e não holdings emissoras de debêntures para o período de 2005 a 2012 (julho). Levando em conta que somente após 2009 a regulação permitiu a emissão de títulos de dívida por sociedades anônimas de capital fechado, o número médio anual de emissões no período de 3,5 anos (2009 a 7/2012) é de 53,1 emissões. Desse modo, 4,5% das 908 empresas fechadas consideradas na base de dados emitiram debêntures por ano. Curiosamente, essa média anual é praticamente idêntica à obtida para as companhias abertas: o número médio anual de emissões no período de 7,5 anos (2005 a 7/2012) é de 13,2 emissões, ou seja, 4,4% das 299 companhias abertas emitiram debêntures por ano no período de 2005 a 2012. CUSTO DE CAPITAL Considerado o desconto do imposto de renda, a média de custo financeiro das debêntures se situa atualmente abaixo da taxa de retorno

the favorable changes that have taken place in regulation and taxation areas. The reduction in the interest rate on government bonds had an immediate impact on the private debt market. In the case of debentures, the average rates calculated from the prices practiced on the secondary market are close to the average rates of BNDES2, as shown in Chart 3. For the sake of comparison the chart also shows the evolution of the average bank credit interest rates for available funds, which have also shown a downward trend since the second quarter of 2011, although they still remain high. INCREASE IN DEBENTURE ISSUES In addition to the drop in interest rates, from 2009 the market has also reacted to the effects of Instruction nº 476 of the Securities Commission (CVM) which authorizes the issue of debt securities by limited liability companies. Since this date a significant increase in the number of debenture issues has been noted, as shown in Chart 4.


dos ativos da maioria das companhias abertas, observação que provavelmente se aplica também a outros instrumentos de dívida corporativa. Por exemplo, a distribuição acumulada da taxa de retorno do ativo (ROA), calculada para companhias abertas não financeiras com base nas demonstrações financeiras4 de 2012, mostra que isso é verdadeiro para cerca de 2/3 das empresas consideradas na amostra, como indicado no Gráfico 5. É relevante notar que a taxa média de retorno dos ativos das companhias abertas em 2012 foi a menor dos últimos anos, da ordem de 8,4 a.a., contra a média de 12,6% a.a. nos três anos

Gráfico 4 / Chart 4

Número de Emissões de Debêntures Number of Debenture Issues

Fonte: ANBIMA

Source: ANBIMA

Tabela 1 / Table 1

Emissões de Debêntures de Empresas Fechadas e Cias Abertas Debenture Issues by Limited Liability and Publicly Held Companies Empresas (1)

%

Companies (1)

Aberta

Emitiu Debêntures (número) (2)

%

% (2)/(1)

Issued Debentures (number) (2)

Emitiu Debêntures (valor R$ milhões)

%

Issued Debentures (amount in R$ millions)

Publicly Held

299

24.8%

99

33.9%

33.1%

102.728

51.6%

S.A. de capital fechado

908

75.2%

193

66.1%

21.3%

96.350

48.4%

1207

100.0%

292

100.0%

24.2%

199.078

100.0%

Limited Liability

Total / Total

Fonte: ANBIMA e Centro de estudos do IBMEC

Source: ANBIMA and IBMEC Study Center

Nota:

The fact that some of these issues were not placed on the market, remaining in the banks’ portfolios3, does not alter the importance of this trend. In just three and a half years, from January 2009, when the CVM Instruction was adopted, until July 2012, 193 limited liability companies issued registered (ICVM 400) and unregistered (ICVM 476) debentures. Table 1 shows the data obtained from 299 non-financial publicly held companies and 908 major limited liability companies (Source: Maiores e Melhores and the Internet), that include almost all the non-financial and non-holding companies that issued debentures during the period from 2005 to 2012 (July). Considering that it was only after 2009 that the regulation allowed the issue of debt securities by limited liability companies, the annual average number of issues during the three and a half year period (Jan 2009 to July 2012) was 53.1. Thus 4.5% of the 908 limited liability companies used in the calculation issued yearly debentures. Curiously, this annual average is virtually identical to that obtained from the publicly

4

Exclusive Petrobras, Vale e Eletrobras.

held companies: the average annual number of issues for the seven and a half year period from Jan 2005 to July 2012 was 13.2 issues, which means that 4.4% of the 299 publicly held companies issued annual debentures between 2005 and 2012. COST OF CAPITAL Considering the deduction of income tax, the average financial cost of the debentures is currently lower than the rate

1 The weighted average capital cost considers the market value of net equity and debt capital. 2

The long-term interest rate (TJLP) + 3% is used as the average rate for the National Development Bank (BNDES); the debenture rates are calculated by the IBMEC Study Center and are available here: www.cemec.ibmec.org.br.

3

Data from CETIP allows for an estimate of 30%.

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anteriores. Desse modo, passa a existir para a maioria das empresas a opção de acesso a operações de dívida no mercado doméstico a custos compatíveis com a taxa de retorno dos ativos, situação essa que provavelmente será mantida daqui por diante. Note-se que a colocação de instrumentos de dívida no mercado de

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capitais não necessariamente se vincula ao financiamento de um particular projeto de investimento, o que agrega a essas operações uma característica de maior flexibilidade, além do fato de que as mesmas podem ser executadas em prazos relativamente curtos. Isso justifica examinar com maior atenção a

Gráfico 5 / Chart 5

ROA e Custo de Debêntures Líq. IR – Cias Abertas 2012 ROA and Cost of Debentures after Income Tax – Publicly Held Companies 2012

Fonte: Economática e Centro de Estudos do IBMEC

Source: Economática and IBMEC Study Center

of return on the majority of publicly held companies’ assets; an observation that is likely to also apply to other corporate debt instruments. For example, the accumulated distribution of the return on asset (ROA) rate calculated for non-financial publicly held companies4, based on 2012 financial statements, shows that this is true for approximately two thirds of the companies considered in the sample, as shown in Chart 5. It should be noted that the average rate of return on publicly held company assets in 2012 was the lowest in recent years, around 8.4%, compared to an average of 12.6% per year for the previous three years. Thus the majority of companies now have the option of access to debt operations on the domestic market at costs compatible with the rate of return on assets, a situation that is likely to continue from now on. It can be seen that the placement of debt instruments on the capital markets is

4

Excluding Petrobras, Vale and Eletrobras.

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estrutura de capital, visando identificar a oportunidade de sua adequação, com o objetivo de otimizar o custo médio ponderado do capital. Embora uma avaliação realista dos benefícios potenciais em termos de agregação de valor para os acionistas deva ser feita com base em projeções de fluxos de caixa que incorporem as estratégias e cenários de cada empresa, algumas simulações de natureza estática sugerem que os benefícios podem ser relevantes. No Gráfico 6 é apresentado o resultado de uma simulação do impacto de níveis crescentes de endividamento financeiro (leverage) sobre o custo médio ponderado do capital e daí sobre o valor da empresa. Nessa simulação, leva-se em conta o impacto de maior endividamento sobre o custo de capital próprio, refletido na elevação dos “betas” imputáveis às ações da companhia, que na simulação crescem de 0,7 para 2,93 quando a alavancagem se eleva de 0 para 80%. Por sua vez, admite-se que o custo do exigível financeiro líquido do imposto de renda suba de 5,5% a.a. para 9,7% a.a. nesse mesmo intervalo de endividamento.

not necessarily linked to the funding of a particular investment project, allowing these transactions to acquire a greater degree of flexibility, in addition to the fact that they can be executed in a relatively short period of time. Thus it is beneficial to examine the capital structure in greater detail, with an aim to identifying the opportunities for alterations with the aim of optimizing the weighted average capital cost. Although a realistic assessment of the potential benefits in terms of aggregating value for the shareholders should be undertaken based on cash flow projections that incorporate the strategies and scenarios of the company concerned, a few simulations of a statistical nature indicate that these benefits can be considerable. Chart 6 shows the result of a simulation of the impact of growing levels of leverage on the weighted average capital cost and consequently on the value of the company. In the simulation, the impact of greater debt on equity capital is taken into consideration, reflecting the increase of the ‘betas’ attributable to the company’s shares, which in the


CONCLUSÃO Como se observa, à medida que se eleva o endividamento da empresa o aumento da proporção da dívida tem efeito de reduzir o custo médio ponderado capital (WACC), efeito que é progressivamente compensado pelo aumento do risco. Essa elevação do risco é revelada pelo aumento dos “betas” e seus efeitos sobre o custo de capital próprio e pela elevação do custo financeiro de seus instrumentos de dívida. Quando esses dois movimentos se compensam, o custo médio ponderado do capital atinge seu valor mínimo (11,3% a.a. ) e o valor da empresa é o máximo, na simulação cerca de 25% superior ao observado na situação de “leverage” nulo. Como é óbvio, daí por diante o aumento do nível de risco passa a predominar, do que resulta forte elevação do custo médio de capital, fazendo com que no nível de “leverage” de 80% o valor da empresa seja 42% inferior ao valor máximo. Em conclusão, essas observações mostram de modo resumido e simplificado que a redução da taxa

de juros resgata a importância da gestão financeira na geração de valor da empresa. Embora as questões relacionadas com a gestão do disponível e da estrutura de capital tenham sido tratadas de modo independente, é importante registrar que, em qualquer caso concreto, trata-se de questões interdependentes a serem examinadas em conjunto levando em conta também

os preços de mercado. Por outro lado, deve-se lembrar de que, especialmente no caso de companhias abertas, a adequação da estrutura de capital pode ser buscada por medidas relacionadas com a dívida ou com o capital próprio, seja mediante aumento de capital seja via recompra de ações, dependendo das condições de mercado e da estratégia da empresa.

Gráfico 5 / Chart 5

ROA e Custo de Debêntures Líq. IR – Cias Abertas 2012 ROA and Cost of Debentures after Income Tax – Publicly Held Companies 2012

Fonte: Economática e Centro de Estudos do IBMEC

simulation increase from 0.7 to 2.93 when leverage increases from 0 to 80%. In turn the cost of financial liabilities after income tax rises 5.5% per year to 9.7% per year during the same interval of indebtedness. CONCLUSION As has been seen, to the extent to which the company indebtedness is increased the increase in the proportion of the debt has the effect of reducing the weighted average capital cost (WACC), an effect that is progressively offset by the increase in risk. This increase in risk is revealed by the increase in the ‘betas’ and their effects on the cost of equity capital and by the increase in the financial cost of its debt instruments. When these two trends offset each other, the weighted average of capital cost reaches its lowest value (11.3% per year) and the company value is the maximum; in the simulation approximately 25% higher than that observed in a situation of zero leverage.

Source: Economática and IBMEC Study Center

Obviously, from then on the increase in the level of risk becomes predominant, with the consequent large increase in the average capital cost, in such a way that with the level of leverage at 80% the value of the company is 42% less than its maximum value. To conclude, these observations demonstrate in a resumed and simplified way that the reduction in the interest rate makes financial management important again for aggregating company value. Although questions related to cash and capital structure management have been dealt with separately, it is important to note that in any real scenario the two are interdependent and require joint examination, taking market prices into consideration. However, it should be borne in mind that, especially in the case of publicly held companies, the adaptation of capital structure may be attempted through measures related to the debt or to equity, whether via capital increase or via repurchase of shares, depending on the market conditions and the strategy of the company.

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Diversidade nos conselhos de administração em empresas sem controlador majoritário Diversity within boards of directors of companies without controlling majorities

O artigo investiga a composição de Conselhos de Administração de empresas brasileiras, sem controlador majoritário, no que se refere à diversidade de sexo, etária, educacional e independência ou não dos integrantes. Afere ainda se existe relação entre diversidade e o desempenho da empresa. O trabalho, realizado por João Batista Fraga e Vinícius Brunassi, conclui que maior diversidade na independência dos conselheiros afeta negativamente o desempenho da empresa, enquanto a diversidade nos anos de escolaridade tem efeito positivo. Por outro lado, empresas com pelo menos um integrante do sexo feminino apresentaram desempenho de mercado significativamente superior ao das demais. 54


João Batista Fraga e Vinícius Augusto Brunassi Silva O resultado da pesquisa sobre a composição dos conselhos de administração (CA) das empresas brasileiras sem controle majoritário, sob o ponto de vista da diversidade de sexo, etária, educacional e de independência ou não dos integrantes é o foco do presente artigo. Essa pesquisa foi o primeiro estudo no Brasil a empreender tal investigação. É um fenômeno relativamente recente no Brasil empresas sem controlador majoritário. A primeira empresa listada a apresentar esse tipo de estrutura societária foi a Lojas Renner, após a oferta de ações realizada em junho de 2005. A estrutura que vigorava no mercado acionário brasileiro, e ainda predomina, era da empresa com controle majoritário. No âmbito da governança corporativa, a ausência da figura do majoritário desloca o problema de agência do

relacionamento entre controladores e acionistas para a forma clássica definida em 1978 por Michel Jensen e William Meckling: o conflito entre executivos e acionistas. Nessa mudança de foco, ganha em importância a função de mediação e controle exercida pelo conselho de administração. PROCESSOS COMPORTAMENTAIS A literatura sobre governança corporativa tem grande interesse no estudo dos conselhos de administração, mas quase toda ela se pauta pela teoria da agência. Há necessidade do estudo mais profundo dos processos comportamentais que ocorrem dentro e ao redor dos conselhos de administração, que se constituem em grupos de pessoas interagindo entre si e sujeitos a vieses, como comportamento de manada e pensamento de grupo. O conceito de pensamento de grupo foi criado por Irving Janis,

This article investigates the makeup of the Boards of Directors of Brazilian companies without controlling majorities, in relation to the diversity of sex, age, education and the independence of the members. It also assesses whether there is a relationship between diversity and the performance of the company. The investigation, carried out by João Batista Fraga and Vinícius Brunassi, concludes that greater diversity in the independence of the board members negatively affects the performance of the company, whilst diversity of levels of education has a positive effect. On the other hand, companies with at least one female board member achieve a level of market performance that is significantly better than those without.

em 1972, para explicar processos de tomada de decisão que levam a erros, a catástrofes e a formas de extremismo. Erros estratégicos, como a invasão nazista à União Soviética, em 1941, seriam exemplos de pensamento de grupo causados por uma análise incompleta das alternativas e dos objetivos, falha no exame dos riscos da alternativa escolhida e informação insuficiente processada de forma tendenciosa. Em 2009, Cass Sunstein, professor da Universidade de Harvard e assessor de regulação do governo Obama, propôs o que considera um conceito mais útil para explicar o extremismo e o erro: a polarização de grupo. Membros de um grupo, usualmente, terminam em posição mais extrema, na mesma direção de suas inclinações, do que a posição que tinham antes de começar a deliberar. De acordo com o pesquisador, é um padrão que não está limitado a épocas, a nações ou a culturas particulares. Pelo contrário, pode ser encontrado em centenas de estudos envolvendo

The focus of this article is the results of research conducted into the makeup of the Boards of Directors (BD) of Brazilian companies without controlling majorities, from the perspective of diversity of sex, age, education and the independence, or otherwise, of the members. This study was the first to undertake such an investigation in Brazil. Companies with no majority shareholder are a relatively new phenomenon in Brazil. The first listed company with this type of corporate structure was ‘Lojas Renner’ following its public share offering in June 2005. The structure that was usual on the Brazilian stock market, and which still prevails, was that of companies with a majority shareholder. Within the sphere of corporate governance, the absence of a majority shareholder alters the agency dilemma of the relationship between the controlling parties and the shareholders to the classic form defined by Michel Jensen and William Meckling in 1978: conflict between executives and shareholders. With this shift in focus, the functions of mediation and control performed by the board of directors become increasingly important.

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dezenas de países. Os membros do grupo tendem ao extremismo e, se é dominado por pessoas autoconfiantes, o grupo caminha na mesma direção. A defesa contra o extremismo está em um sistema de liberdade de expressão, de diversidade de opiniões e de freios e contrapesos (checks and balances), em que um poder controla o outro. Para grupos menores, o remédio é diversidade cultural e intelectual. DIVERSIDADE A preocupação com a diversidade dos CA não é recente, embora a literatura ainda seja escassa. Alguns estudos mostraram que a presença de mulheres e minorias (afro-americanos, hispânicos e asiáticos) no conselho aumentava o valor da empresa. Os pesquisadores Renée Adams e Daniel Ferreira, da London School of Economics, observaram que a presença de mulheres parecia ter um impacto significante na governança dos CA, sendo elas mais dispostas a participar de comitês relacionados

à atividade de monitoração da administração. Nossa pesquisa considerou todas as empresas listadas na BM&FBOVESPA que tinham, no último dia de cada ano, mais de 50% de ações em circulação no mercado. Foram analisados dados dos anos de 2005 a 2009. Ao todo, foram incluídas duas empresas em 2006, 13 em 2007, 26 em 2008 e 30 em 2009, totalizando 71 observações. Nosso objetivo foi verificar se a diversidade do conselho de administração afeta ou não o desempenho de mercado da empresa. O desempenho de mercado da empresa foi medido pelo q de Tobin que é basicamente a razão entre o valor de mercado da firma, aí considerados equity e dívida, e o valor contábil dos ativos. A diversidade foi medida por índices que variavam entre zero e 1. Por exemplo, se o CA era composto somente por homens ou somente por mulheres, o índice de diversidade em sexo era igual a zero; se composto por metade de integrantes do sexo

BEHAVIORAL PROCEDURES The literature on corporate governance is largely concerned with the study of boards of directors, but almost all of it is based on the theory of agency dilemma. There is a need for a more in-depth study of the behavioral procedures that take place within and around the boards of directors that are made up of groups of people interacting with each other and which are subject to tendencies such as a herd mentality and ‘groupthink’. Irving Janis came up with the concept of groupthink in 1972 to explain the decision making processes that lead to errors, catastrophes and forms of extremism. Strategic errors, such as the Nazi invasion of the Soviet Union in 1941, would be examples of groupthink caused by an incomplete analysis of the alternatives and objectives, flaws in the examination of the risks inherent in the chosen alternative, and a biased processing of insufficient information. In 2009, Cass Sunstein, a professor at the University of Harvard and regulatory advisor to the Obama administration, offered what is considered to

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masculino e metade feminino, o índice era igual a 1. Sobre a educação formal, quanto mais díspares eram os conselheiros em anos de educação, e quanto maior o número de áreas de formação, maior a diversidade. Quanto à independência ou não dos conselheiros, o índice de diversidade seria igual a 1 se os integrantes se dividissem igualmente entre as duas qualificações. Seria zero, se um dos grupos predominasse. A Tabela 1 apresenta os registros estatísticos da amostra. A média do número de integrantes independentes no CA foi de 40,3%. O número médio de membros dos CA foi de 6,9, ou 488 conselheiros no total. O percentual médio de ações em circulação foi de 73,6%. O percentual das observações em que não havia acúmulo dos cargos de presidente do CA e de CEO foi de 81,7%. Sobre os índices de diversidade, a Tabela 1 mostra que é baixa no caso do sexo dos integrantes, em virtude da pouca presença feminina nos CA, situa-se no nível intermediário, no caso dos anos de escolaridade, e é elevada

be a more practical approach to explaining extremism and error: polarization of the group. Members of a group usually end up with a more extreme position, in accordance with their inclinations, than the position they held before starting to consider the issue. According to the researcher, this is a pattern that is not limited to time-periods, nations or particular cultures. On the contrary, it can be found in hundreds of studies involving dozens of countries. The members of the group tend towards extremes and, if it is dominated by self-confident individuals, the group tends towards same direction. Protection against extremism requires a system of checks and balances: freedom of expression and diversity of opinions so that one power balances the other. For minority groups, the solution lies in cultural and intellectual diversity. DIVERSITY Concern with the diversity of BDs is not new, even though the literature on the matter is scarce. Some studies show that the presence of women and ethnic minorities (African-


Tabela 1 / Table 1

Descrição das variáveis / Description of variables

Anos de escolaridade / Years of schooling Áreas de educação formal / Areas of formal education Sexo / integrantes do sexo feminino(%) / Sex / female members (%) Idade / Age Independência (%) / Independence (%) Número de integrantes por CA / Number of members per BD Cargos não acumulados – CEO e Presidente CA (%) / Separated roles - CEO and Chairman of the Board (%) q de Tobin / Tobin’s q Retorno sobre os ativos – Roa (%) / Return on assets (ROA) Ativos totais (milhões de Reais) / Total assets (millions of Reais) Ações em circulação no mercado (%) / Shares circulating in the market (%) Número total de integrantes dos CA / Total number of members of the BD Número de observações / Number of cases observed Fonte: Economática e BM&FBOVESPA. Dados processados pelos autores

para as áreas de educação formal, a idade e a mescla entre integrantes independentes ou não independentes nos CA. RESULTADOS Os resultados do nosso estudo indicam que diversidade em anos de

Índice diversidade

Results

Variation X 2011

16,9 4,2 4,4 53,0 40,3 6,9 81,7 1,14 5,8 3.462,1 73,6 488 71

0,53 0,79 0,15 0,74 0,83

Source: Economática and BM&FBOVESPA. Data processed by the authors.

escolaridade apresenta relação positiva com o desempenho da empresa, diversidade das áreas de educação dos conselheiros possui relação negativa com o desempenho da empresa, e este, por fim, também é negativamente relacionado com a diversidade entre membros independentes e não independentes.

Americans, Hispanics and Asians) on the board increases the company’s value. The researchers Renée Adams and Daniel Ferreira, of the London School of Economics, have observed that the presence of women appears to have had a significant impact upon the governance of the BDs, since they are more willing to participate in committees concerned with monitoring and administration. Our study took into account all the companies listed on the BM&FBOVESPA (São Paulo Stock Exchange) that, on the last day of each year, have had more than 50% of their shares being traded on the market. Data was analyzed from between 2005 and 2009. Altogether, two companies were considered in 2006, 13 in 2007, 26 in 2008 and 30 in 2009, a total of 71 companies studied. Our aim was to ascertain whether the diversity of the board of directors did or did not affect the company’s market performance. The company’s market performance was measured by ‘Tobin’s q’, which is basically the ratio between the company’s market value, considering equity and debt, and the book value of its assets. The diversity was measured by indices that varied

Variáveis

Em p re s a s c o m c o n s e l h o s integrados por pessoas com formações educacionais diversas teriam desempenho inferior, resultado que a princípio nos intrigou. Na Tabela 1, vê-se que a diversidade média das empresas da amostra é elevada e pode-se cogitar se os CAs seriam integrados por membros não só

between zero and one. For example, if the BD was made up solely of men or solely of women, the diversity index in relation to sex was zero; if the composition was half men and half women, the index was one. In formal education, the wider the variety in levels of education and the areas of study for university graduation, the greater the diversity of the members of the board. In terms of their independence or otherwise, the diversity index would be equal to one if the members were divided equally between the two qualifications. It would be zero if one of the groups predominated. Table 1 shows the statistical records of the sample. The average number of independent members of a BD was 40.3%. The average number of members of a BD was 6.9, or 488 board members in total. The average percentage of shares on the market was 73.6%. The percentage of cases where the positions of Board Chairman and CEO were not accumulated was 81.7%. In relation to diversity indices, Table 1 shows that they are low in the case of the sex of the members, due to the small presence of women on BDs, medium level in the case of the number of years of education, and high in the areas of

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Matéria de capa

Os resultados do estudo indicam que diversidade em anos de escolaridade apresenta relação positiva com o desempenho da empresa.

com distintas áreas de formação escolar, mas também que pouco contribuiriam, em alguns casos, para dotar os conselheiros das habilidades necessárias para compreender os negócios da empresa. Nesse caso, a variável estaria captando, parcialmente, os efeitos de outra variável, omitida, mas com ela correlacionada negativamente, que seria a capacidade dos conselheiros de entenderem as atividades da empresa e sobre elas se manifestarem com autoridade nas reuniões do CA e seus comitês. Cabe aqui a observação de Luigi Zingales de que, na “nova firma”, a competição em nível mundial demanda um processo de inovação e

de busca da qualidade, que só podem ser gerados por empregados talentosos. Estes exigiriam liderança tecnicamente qualificada. É possível que integrantes dos CAs só consigam contribuir positivamente para os resultados da empresa se forem capazes, no nível estratégico e no de monitoração, de se impor tecnicamente. O resultado também é inesperado no caso da diversidade entre conselheiros independentes e não independentes. Embora a literatura registre resultados contraditórios em relação à presença de independentes nos CA, nesse caso, a exemplo da diversidade nas áreas de educação, pode-se considerar a possibilidade de que a presença de conselheiros independentes, com conhecimentos deficientes sobre os negócios das empresas, afete o desempenho. Novamente, uma variável que medisse a capacidade dos membros do CA de entender as atividades da empresa estaria omitida. Outra possibilidade é de que a dispersão do capital das empresas – em média,

formal eduction, age and the mixture of independent or nonindependent BD members. RESULTS The results of our study show that diversity in the number of years of schooling is positive for the company’s performance, whilst diversity in the fields of the board members’ education has a negative effect on the company’s performance and this, in turn, is negatively related to the diversity amongst independent and non-independent members. Companies with boards made up of people who have graduated in different fields would have lower performance levels, a result that puzzled us at first. In Table 1, it can be seen that the average diversity of the sample companies is high and could be considered if the BDs were made up of members who had not only graduated in distinct academic fields, and also where those areas contribute little, in some cases, to providing the members with the abilities necessary to understand the business of the company.

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Cover story

73,6% das ações das empresas da amostra estavam em circulação, como mostra a Tabela I – esteja levando ao entrincheiramento da administração, aí compreendendo conselheiros independentes que atenderiam mais aos interesses próprios ou da alta diretoria do que os das empresas. DIVERSIDADE DE SEXO No que se refere à diversidade de sexo dos integrantes do conselho, identificamos que não foi possível rejeitar a hipótese que esse item da diversidade não afeta o desempenho de mercado. Ressalte-se que os índices de diversidade de sexo dos CAs das empresas brasileiras são muito baixos, sendo os CAs caracterizados por uma esmagadora predominância masculina: dos 71 conselhos/ano observados, apenas 20 eram integrados por pelo menos uma mulher. A Tabela 2 mostra a comparação das médias das variáveis para conselhos com ou sem mulheres que são significativas para o q de Tobin e para os retornos

In this case, the variable would partially be capturing the effects of another, omitted, variable, but with this one correlated negatively, which would be the capacity of the members to understand the activities of the company and act upon this with authority in the meetings of the BD and its committees. An observation made by Luigi Zingales should be mentioned here, in which he notes that in a “new company”, the competition at a global level requires a process of innovation and pursuit of quality that may only be found through talented employees. These require technically qualified leaders. It is possible that the members of the BDs only manage to contribute positively to the company’s results if they are capable, at the strategic and monitoring levels, of imposing themselves technically. The result is also unexpected in the case of diversity amongst independent and non-independent board members. Despite published works recording contradictory results in relation to the presence of independent members of BDs (in this case, the example of the diversity in the fields of education), it could be considered that the presence of independent board members, with deficient understanding


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Tabela 2 / Table 2

Descrição das variáveis / Comparison of BD averages for companies with and without women members Variáveis

CA sem mulheres CA com mulheres

Variable

Número de observações / Number of cases observed Integrantes do CA – número total / BD members – total number Integrantes do CA – número total de mulheres / BD members – total number of women Anos de escolaridade – média dos integrantes do CA / Years of schooling – average of BD members Áreas de educ. formal – média dos integrantes do CA / Areas of formal education – average of BD members Idade – Índice de diversidade / Age – Diversity index Idade – média dos integrantes do CA / Age – average of BD members Independência ou não – Índice de diversidade / Independent of not – Diversity index Independência dos integrantes do CA (%) / Independence of BD members (%) Número de integrantes do CA / Number of members of BD Cargos não acumulados – CEO e Presidente CA (%) / Separated roles – CEO and Chairman of the Board (%) q de Tobin / Tobin’s q Retorno sobre os ativos - ROA (%) / Return on assets (ROA) (%) Ativos totais (milhões de Reais) / Total assets (millions of Reais) Ações em circulação no mercado (%) / Shares circulating in the market (%) Fonte: Economática e BM&FBOVESPA. Dados processados pelos autores

sobre os ativos. Por essa comparação de médias, o desempenho de mercado das empresas seria superior quando o CA é integrado por mulheres. É possível inferir também, pela Tabela 2, que tais empresas têm

DIVERSITY OF SEX In reference to the different sexes of the board members, we recognized that it was impossible to reject the hypothesis that this area of diversity does not affect market performance. It should be stressed that the rates of diversity of sex on the BDs of Brazilian companies are very low, being overwhelmingly dominated by men: of the 71 boards/year observed, only 20 had at least one female member. Table 2

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BDs with women

51 351 0 16,9 4,0 0,76 52,4 0,82 39,3 6,88 80,4 1,0 4,8 3.933,7 71,3

20 137 21 17,0 4,5 0,71 54,3 0,83 42,9 6,85 85,0 1,5 8,2 2.259,4 79,5

Source: Economática and BM&FBOVESPA. Data processed by the authors

um percentual maior de ações em circulação. Tais resultados trazem à tona uma possibilidade, levantada por alguns autores, de que há uma relação endógena entre desempenho da empresa e estrutura de propriedade – e

of the companies’ businesses, affects the performance. Once again, a variable that would measure the ability of the members of the BD to understand the activities of the company would be omitted. Another possibility is that the spread of the companies’ capital – on average, 73.6% of the shares of the sample companies were being traded, as shown in Chart I – is leading to the entrenchment of the administration, here including independent board members who concern themselves more with their own interests or those of senior management than with those of the company.

BDs without women

governança – em que o desempenho da empresa tem tanta probabilidade de afetar a estrutura de propriedade quanto esta, entre outros fatores, de determinar o desempenho. Pode-se cogitar se empresas com melhor

shows the comparison of the averages of the variables for boards with or without women that are significant for ‘Tobin’s q’ and for returns on shares. By this comparison of averages, the companies’ market performances would be higher when the BD has female members. From Table 2 it can also be inferred that such companies have a higher percentage of shares being traded. These results bring one possibility to light, raised by several authors, that there is an endogenous relationship between the company’s performance and its ownership structure – and governance. In this relationship the performance of the company has as much likelihood of affecting the ownership structure and goverance as these have of determining the performance, amongst other factors. One may wonder whether companies that invite women to take positions on their BDs may not be more likely to perform better. The variable referring to the percentage of shares being traded shows a positive effect, albeit small, on the company’s results. The variable concerning the accumulation, or otherwise, by a single individual, of the roles of Chairman


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No que se refere à diversidade de sexo, o estudo aponta que o desempenho de mercado da empresa seria superior quando o CA é integrado por mulheres.

desempenho não estariam mais propícias a convidar mulheres para fazer parte dos CAs. A variável referente ao percentual de ações em circulação mostrou impacto positivo, embora pequeno, no resultado da empresa. A variável referente ao acúmulo ou não, por uma mesma pessoa, dos cargos de presidente da empresa e de presidente do CA apresentou coeficiente negativo. A separação dos dois cargos teria efeito negativo sobre o desempenho de mercado da empresa, um resultado que contradiz as recomendações de boas práticas dos códigos de governança.

CONCLUSÃO Os resultados da nossa pesquisa têm implicações para o aperfeiçoamento da governança corporativa no Brasil. O surgimento de empresas sem controlador majoritário é geralmente associado à implantação do Novo Mercado cujas regras têm a intenção declarada, por parte da bolsa, de exigir das empresas listadas o cumprimento de algumas práticas de governança corporativa consideradas por ela como recomendáveis. Quando foram implantadas, em dezembro de 2000, as regras não contemplavam a possibilidade de que surgissem empresas sem controlador ou grupo de controle majoritário, estrutura societária inexistente no País até então. Também a legislação para sociedades por ações, consolidada na década de 70, foi toda concebida na suposição de que as empresas têm um controlador. Reformas recentes das regras de governança foram numa direção contrária a alguns resultados apresen-

of the Board and CEO, presented a negative coefficient. The separation of the two roles would have a negative effect upon the company’s market performance, a result that contradicts the recommendations of best practice within corporate governance codes. CONCLUSION The results of our research have implications for the improvement of corporate governance in Brazil. The appearance of companies without a controlling majority is generally associated with the implementation of the ‘Novo Mercado’ (‘New Market’) category on the BM&FBOVESPA, the stock exchange having declared its intention to demand that listed companies comply with certain corporate governance practices that it considers advisable. When they were implemented in December 2000, the regulations did not include the possibility that companies could appear without a controlling individual or group, a corporate structure that simply did not exist in the country at that time. Furthermore,

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tados no nosso artigo. O Código do IBGC passou a recomendar que os cargos de Presidente e Presidente do CA sejam ocupados por pessoas diferentes e a incentivar que os CAs sejam, crescentemente, formados por membros independentes. Dispositivos semelhantes introduzidos no regulamento do Novo Mercado foram na mesma direção. É quase unanimidade de que tais regras contribuem para a melhoria da governança. Os resultados do nosso estudo recomendam uma segunda reflexão, pelo menos para as empresas brasileiras com características mencionadas neste estudo, ou seja, empresas onde não existe o controlador majoritário.

OBS.: O artigo acadêmico Diversidade no conselho de administração e desempenho na empresa: uma investigação empírica foi publicado na edição especial de dezembro de 2012 da Brazilian Business Review.

the legislation for corporations, consolidated in the 1970s, was entirely established upon the supposition that a company would have a controlling majority. Recent reforms in governance regulations went against some of the results presented in our article. The IBGC Code recommended that the roles of Chairman of the Board and CEO be occupied by different individuals and encouraged the idea that BDs be increasingly composed of independent members. Similar arrangements introduced in the regulation of the New Market followed the same trend. It is almost unanimous that such regulations contribute to improving governance. The results of our study would suggest that a rethink be advisable, at least for those Brazilian companies with profiles similar to those mentioned in the study, or rather, for companies where there is no controlling majority. N.B.: The academic article ‘Diversidade no conselho de administração e desempenho na empresa: uma investigação empírica’, was published in the special edition of the Brazilian Business Review dated December 2012.


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Um ano de perda expressiva de lucro e rentabilidade A persistência da crise econômica internacional, as pressões inflacionárias no país e o esgotamento do modelo de aumento de consumo para manter o crescimento foram os principais fatores para o pífio desempenho do PIB de 2012. Além disso, algumas atividades enfrentaram as constantes medidas intervencionistas do governo, como o setor elétrico, atropelado por uma nova regulamentação; a Petrobras que mais uma vez sofreu congelamento de preços enquanto os bancos foram pressionados a baixar juros. Estes fatores afetaram fortemente o resultado das empresas. A análise das demonstrações financeiras de 354 companhias abertas, feita pelo SABE Consultores, mostrou quem no ano passado a receita liquida dessas empresas cresceu apenas 0,34%, o lucro líquido caiu 32,66% e o retorno sobre ativos ficou em -30,70%. The persistence of the international economic crisis, domestic inflationary pressures and the exhaustion of the increased consumption model for maintaining growth were the main factors for the negligible performance of GDP in 2012. Furthermore, some industrial activities faced constant interventionist measures by the government: the electric sector, taken by surprise by new regulation; Petrobras, which once again suffered price freezing, and the banks that came under pressure to lower interest rates. These factors impacted company results. An analysis of the financial statements of 354 publicly held companies, undertaken be SABE Consultores, showed that last year the net revenue of these companies grew by just 0.34%, net income fell by 32.66% and ROA was -30.70%.

A year of significant loss for income and profitability

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Desempenho setorial

Sectorial performance

AÇÚCAR E ÁLCOOL / Sugar and ethanol

Preço do açúcar afeta o setor Price of sugar affects the sector

O

ano de 2012 não foi um dos melhores para o setor. O preço do açúcar na Bolsa de Nova York caiu quase US$ 90 por tonelada. Dentre as commodities, o produto teve um desempenho ruim, acumulando desvalorização, no ano, de mais de 18% perdendo apenas para o café, com queda de 36%, e o suco de laranja, com -22%. Segundo analistas, a queda no preço do açúcar deve privilegirar a produção do etanol na próxima safra. Aliás, estudo recente divulgado pela Organização Internacional do Açúcar (OIA) prevê que nos próximos anos a produção de etanol no Brasil crescerá a um ritmo bem superior à de açúcar. A entidade estima que a produção de etanol deve passar dos 23,4 bilhões de litros (safra 2012/13) para 26,6 bilhões de litros na safra 2013/14, o que significa um aumento de quase 14% em apenas uma safra. O estudo prevê que a produção de etanol chegará a 28,5 bilhões de litros em 2015. Já o ritmo do aumento da produção de açúcar será mais lento ficando em cerca de 41 milhões de toneladas em 2013/14, valor 2,5% maior que o observado na safra anterior. Para o período seguinte, a produção deve se manter neste patamar. As companhias do setor com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo registraram ativo total de R$ 76 bilhões, uma alta de 44% frente a 2011 e patrimônio líquido de R$ 30,22 bilhões, com aumento de 33,07%. Já o lucro líquido caiu 61,6%, somando R$1,65 bilhão, o que reflete a forte queda no preço do açúcar. Os especialistas estimam que a produção do etanol deve aumentar 13,7% na safra 2013/14 de cana-de-açúcar, em fase de colheita, e 7,1% no período de 2014/15. O ritmo é bem mais intenso que a previsão de aumento da produção de pouco mais de 2% para o açúcar.

2012 was not the best of years for the sector. The price of sugar on the New York Stock Exchange fell by almost US$ 90 per ton. Among the commodities the product’s performance was poor, amounting to a loss of 18% during the year, with only coffee (down 36%) and orange juice (down 22%) performing worse. According to analysts the drop in the price of sugar should benefit the production of ethanol during the next harvest. A recent study by the International Sugar Organization (ISO) forecasts growth in ethanol production in Brazil at a much higher rate than that of sugar for the coming years. The organization forecasts that ethanol production will go from 23.4 billion liters (for the 2012/13 crop) to 26.6 billion liters for the 2014/14 crop, representing an increase of almost 14% for just one crop. The study forecasts that ethanol production should reach 28.5 billion liters in 2015. Sugar production, however, will increase at a lower rate, at around 41 million tons in 2013/14, 2.5% up on the previous harvest. This figure should remain stable for 2014/15. The companies in the sector listed on the Sao Paulo Stock Exchange registered total assets of R$ 76 billion, 44% up on 2011 and net equity of R$ 30.22 billion, up 33.07%. Net income, however, fell 61.6%, totaling R$ 1.65 billion, as a result of the sharp drop in the price of sugar. Specialists estimate that ethanol production will increase 13.7% for the 2013/14 crop, currently being harvested, and 7.1% for 2014/15. The rate of increase is far greater than the forecast of a little over 2% for the increase in sugar production.

Açúcar e álcool / Sugar and ethanol Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

2011 (R$1.000) 51.806.438 5.447.672 0,96 22.411.801 49.876.375 4.776.510 8.206.862 27.942.303

2012 (R$1.000) 75.933.731 4.376.363 0,82 30.282.586 62.478.424 1.650.286 3.445.559 45.651.145

Variação % / variation % 43,86% 33,07% 23,79% -61,63% -54,63% -

67


Desempenho setorial

Sectorial performance

ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO / Food, beverage and tobacco

Um ano lucrativo para as empresas A profitable year for companies

A

s empresas do setor com ações negociadas na Bovespa registraram um aumento de 16,76% no lucro líquido de 2012, totalizando R$13,86 bilhões. A receita líquida também acompanhou o ritmo de crescimento, ao subir 15,67% (R$185,44 bilhões), enquanto o Ebit chegou a R$ 22,019 bilhões, 6,04% maior do que no ano passado. Entretanto, o desempenho da indústria de alimentos foi marcado pela desaceleração no ano. O setor, que representa 9% do PIB nacional, registrou queda real de 4,96%. O investimento caiu 29,3% ao totalizar R$ 11,1 bilhões, contra os R$ 15,7 bilhões de 2011. O menor resultado desde 2006. O cenário também não foi positivo no mercado externo. A exportação de alimentos caiu 3,3%, de US$ 44,8 bilhões em 2011 para US$43,4 bilhões em 2012. No entanto, as importações tiveram uma alta de 2,3%, totalizando US$ 5,6 bilhões. Já no segmento de fumo, as exportações bateram recorde no ano e somaram US$ 3,26 bilhões, alta de 10,9% sobre o ano anterior. Até agora, o melhor desempenho do setor havia sido registrado em 2009, com embarques de US$ 3,09 bilhões, segundo o Sindicato Interestadual da Indústria de Tabaco (Sinditabaco). Por sua vez, o comércio de bebidas movimentou cerca de R$ 17,7 bilhões em 2012, com a venda de produtos como água, refrigerante, suco, refresco, cerveja, vinho, champanhe e destilados. Segundo a Abrabe, o desempenho do setor de bebidas “resultou de um círculo virtuoso que permitiu o crescimento consistente dos investimentos, da arrecadação e do acesso cada vez maior de consumidores ao mercado”. Para 2013, as expectativas são positivas, especialmente com o verão e os grandes eventos esportivos que impulsionam os investimentos nesse mercado.

The companies with shares traded on the BM&FBovespa registered an increase of 16.76% in net income in 2012, totaling R$ 13.86 billion. Net income also increased by 15.67% (R$ 185.44 billion), with the Ebit reaching R$ 22.019 billion, 6.04% up on the previous year. The performance of the food industry, however, fell during the year. The sector, which represents 9% of domestic GDP, registered a real drop of 4.96%. Investment fell by 29.3% to a total of R$ 11.1 billion, compared to R$ 15.7 billion in 2011. This was the lowest figure since 2006. The overseas scenario was also unpromising. Food exports fell 3.3%, from US$ 44.8 billion in 2011 to US$ 43.4 billion in 2012. However, imports increased by 2.3%, totaling US$ 5.6 billion. In the tobacco segment exports broke a new record in the year, totaling US$ 3.26 billion, 10.9% up on the previous year. The previous record was in 2009, with exports of US$ 3.09 million, according to figures from the Interstate Tobacco Industry Union (Sinditabaco). The turnover of the beverage sector was R$ 17.7 billion in 2012, with the sale of products including mineral water, soft drinks, fruit juice, squash, beer, wine, champagne and spirits. According to Abrabe, the performance of the beverage sector “resulted from a virtuous circle that allowed a steady growth in investment, revenue and increasingly larger access to the consumer market.” The outlook is promising for 2013, above all in the summer and during the major sporting events that have been driving investments in this sector.

Alimentos, bebidas e fumo / Food, beverage and tobacco Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

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2011 (R$1.000) 175.948.583 16.284.387 0,90 80.139.148 158.994.607 11.772.792 20.704.469 1,20

2012 (R$1.000) 190.370.092 18.568.995 0,97 81.954.927 185.448.419 13.868.565 22.019.419 1,34

Variação % / variation % 7,72% 2,13% 15,67% 16,76% 6,04% -


ATACADO E VAREJO / Wholesale and retail

Vendas garantem bons resultados Sales ensure good results

A

pesar da fragilidade econômica, que afetou a indústria brasileira e reduziu as projeções do PIB, o setor de atacado viveu em 2012 um excelente momento. No ano, as empresas faturaram R$ 178,5 bilhões, com vendas registrando crescimento de 2,6%, segundo a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad). No comércio varejista, setor que mais cresce no Brasil, não foi diferente. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas neste segmento registrou alta de 8,4% e a receita nominal subiu 12,3% frente ao ano anterior. O bom desempenho foi decorrente do crescimento do emprego, do rendimento e da disponibilidade de crédito. Além disso o setor foi beneficiado pela redução dos preços, sobretudo dos eletrodomésticos, estimulado pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca e para móveis. Mas o principal impacto no resultado anual do setor veio do segmento de hipermercados, supermercados, que cresceu 8,4%. O segmento representa 44,6% das vendas do setor. O varejo também vem se mostrando o segmento que mais gera empregos. Segundo dados do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), o consumo do brasileiro vem crescendo regularmente nos últimos 10 anos. As empresas com ações listadas na BM&FBovespa apresentaram resultados positivos em 2012. Os principais destaques foram: lucro líquido de R$ 4,43 bilhões; receita líquida de R$143,91 bilhões e Ebit de R$10,64 bilhões. Em 2013, o comércio espera um bom desempenho. Especialistas alertam, contudo, que a inflação e a alta dos juros podem reduzir o poder de compra do consumidor brasileiro.

Despite the weakness of the economy that affected Brazilian industry and lowered forecasts for GDP, the wholesale sector showed excellent results for 2012. Sales for the year reached R$ 178.5 billion, up 2.6%, according to figures from the Brazilian Association of Wholesalers and Distributers (Abad). The sector with the highest growth in Brazil, the retail sector, also performed well. According to data from the Brazilian Statistics Bureau (IBGE), total sales in this segment were up by 8.4% and nominal revenue up 12.3% on the previous year. The good performance was the result of higher employment, income and credit availability. The sector also benefited from lower prices, above all of household appliances, due to the reduction in the Tax on Industrial Products (IPI) for kitchen appliances and furniture. However, what most affected the annual result for the sector was the 8.4% growth of hypermarkets and supermarkets, which represent 44.6% of sales in the sector. The retail sector was also the sector which generated the most employment. According to data from the Retail Development Institute (IDV) Brazilian consumption has increased regularly over the last ten years. The results of the companies with shares listed on the BM&FBovespa were positive in 2012. The main figures are: net income R$ 4.43 billion; net revenue R$ 143.91 billion and Ebit R$ 10.64 billion. In 2013 prospects are good for the sector. Specialists warn, however, that inflation and higher interest rates may reduce the Brazilian consumer’s purchasing power.

Atacado e varejo / Wholesale and retail Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

2011 (R$1.000) 107.663.597 18.287.082 1,16 34.414.387 124.960.365 2.739.749 8.277.548 2,13

2012 (R$1.000) 118.486.920 19.970.776 1,21 37.854.342 143.914.101 4.432.585 10.648.958 2,13

Variação % / variation % 9,47% 9,41% 14,28% 58,19% 26,98% -

69


Desempenho setorial

Sectorial performance

BANCOS E CRÉDITO / Banking

Lucratividade do setor recua Lower profits for the sector

P

ela primeira vez em 15 anos, o setor, que se acostumou a acumular recordes, registrou queda na lucratividade, principalmente entre os grandes bancos do país. O resultado refletiu, principalmente, a desaceleração do ritmo de expansão das carteiras de crédito das instituições. No ano passado, a inadimplência, que obrigou os bancos a fazerem pesadas provisões contra perdas, foi a grande vilã da expansão do crédito, que cresceu apenas 4,4% em 2012, após expansão superior a 20% em 2011. Além disso, todos os bancos brasileiros foram afetados pela redução da taxa básica de juros (Selic) para os menores níveis da história do País (7,25% ao ano). A taxa de juros tradicionalmente elevada permitia aos bancos um ganho expressivo aplicando em títulos públicos, nos quais o risco é praticamente zero. O lucro líquido dos bancos, com ações cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 2%, indo de R$ 46,37 bilhões para R$ 45,38 bilhões e a receita líquida passou de R$ 363,88 bilhões para R$ 367,99 bilhões, uma alta de 1,06%. Por sua vez, o patrimônio líquido registrou uma elevação de 11,58% no ano passado, ao passar de R$ 282,14 bilhões para R$ 316,84 bilhões. A rentabilidade também foi a mais baixa dos últimos anos para os grandes bancos, passando para 16,8%. Em 2011, a rentabilidade sobre ativos (ROA, em inglês) foi de quase 19,6% e acumula cinco anos de baixa, desde os 25,7% de 2007, segundo a empresa de análise de mercado Economatica. Para 2013, a perspectiva é de maior estabilidade, retomada do crescimento da economia e estabilidade na taxa de juros, um cenário mais favorável para os bancos. A inadimplência já está em queda.

The sector, accustomed to breaking records, showed lower profits for the first time in 15 years, affecting above all the larger banks. This was chiefly the result of the slower growth of their credit portfolios. Default levels last year, which forced the banks to make major provisions against losses, were the main culprit for the lower credit growth, up just 4.4% in 2012 as compared to growth of more than 20% in 2012. In addition, all the Brazilian banks were affected by the reduction in the base rate (Selic) to its lowest level ever (7.25%). The previous high levels of interest rates meant that banks received very favorable returns from government securities, with virtually zero risk. The net income of the banks listed on the Sao Paulo Stock Exchange was down 2%, from R$ 46.37 billion to R$ 45.38 billion and net revenue fell from R$ 363.88 billion to R$ 367.99 billion, up 1.06%. Net worth, however, rose 11.58% last year, from R$ 282.14 billion to R$ 316.84 billion. Returns were also the lowest for the last few years for the major banks, falling to 16.8%. In 2011 return on assets (ROA) was almost 19.6%, falling for five consecutive years from the 25.7% of 2007, according to figures from the market analysis firm Economatica. Greater stability is forecast for 2013, with renewed growth for the economy and stable interest rates, a more favorable scenario for the banks. Default levels are already falling.

Bancos e crédito / Banking Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

70

2011 (R$1.000) 3.249.178.864 0,11 282.147.620 363.885.242 46.372.172 10,50

2012 (R$1.000) 3.786.768.533 0,10 316.844.049 367.999.774 45.385.755 10,98

Variação % / variation % 15,58% 11,58% 1,06% -2,00% -


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Desempenho setorial

Sectorial performance

CONSTRUÇÃO CIVIL E MERCADO IMOBILIÁRIO / Real estate

Crescimento menor em 2012 Lower growth in 2012

A

o contrário do que esperava o mercado, o setor de construção civil, um dos mais prósperos da economia brasileira, reduziu o ritmo de alta em 2012. A expectativa era de crescimento de 5%, mas acabou ficando em 4%, segundo dados do SindusCon-SP. Apesar do desempenho mais fraco, o segmento comemorou a geração de empregos, que apresentou alta de 5,8% em relação ao ano anterior, o que significa que há atualmente cerca de 3,415 milhões de trabalhadores atuando formalmente nas obras espalhadas pelo país. O desempenho no ano poderia ser melhor, conforme os técnicos SindusCon-SP, se não tivesse ocorrido a redução de investimentos por parte das empresas e do setor público nas obras de infraestrutura. Além disso, houve um baixo ritmo de contratações de moradias para a Faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida. A expansão das construções imobiliárias entre 2008 e 2011 também continuou gerando pressão de custos ao longo de 2012, com aumento nos preços dos materiais e, principalmente, do custo da mão de obra. O custo nacional da construção, calculado pelo SINAPI, chegou a R$ 855,64 por m2, sendo 53% relativo às despesas com materiais e 47% com a mão de obra. Para reverter esse quadro, a Fiesp propôs ao governo federal a adoção de medidas que estão no programa Compete Brasil. Trata-se de um plano para impulsionar a construção civil nos próximos dez anos e que sugere a superação de gargalos da cadeia produtiva, através de mudanças na área de planejamento e gestão, mão de obra, tributação e produtividade. As companhias abertas do setor fecharam o ano com queda de 37,46% no lucro líquido e de 1,30% na receita líquida. Já o patrimônio líquido teve alta de 3,89%, somando R$69,71 bilhões.

Contrary to market expectations, the civil construction sector, one of the most prosperous in the Brazilian economy, showed lower rates of growth in 2012. Forecasts were for growth of 5%, but actual growth was 4% according to data from SindusCon-SP. Despite this weaker performance, the segment was able to commemorate job generation, 5.8% up on the previous year, which means there are currently 3.415 million workers in the formal economy working on building projects around the country. Performance during the year would have been better, according to the analysts of SindusCon-SP, had it not been for the reduction in investments by companies and by the public sector in infrastructure projects. In addition few contracts were signed for the first phase of the government’s housing program ‘Minha Casa, Minha Vida.’ The increase in residential and commercial constructions between 2008 and 2011 continued to exert pressure on prices throughout 2012, with increase in the price of materials and, above all, labor costs. The domestic construction cost, calculated by the SINPI, reached R$ 855.64 per m², of which 53% is accounted for by the cost of materials and 47% by labor costs. To reverse this trend, the Sao Paulo Federation of Industry (FIESP) has proposed that the Federal Government adopt the measures laid out in the ‘Compete Brazil’ program. This is a plan to boost civil construction over the next ten years and which proposes resolving bottlenecks in the productive chain by promoting changes in the areas of planning and administration, labor law, taxation and productivity. The publicly held companies in the sector closed the year with a drop in net income of 37.46% and of 1.30% in net income. Net worth, however, rose 3.89%, totaling R$ 69.71 billion.

Construção civil e mercado imobiliário / Real estate Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

72

2011 (R$1.000) 146.606.020 36.928.814 0,30 66.946.316 44.360.437 6.506.524 8.938.740 1,18

2012 (R$1.000) 170.677.185 38.849.937 0,26 69.712.098 43.746.801 3.918.630 9.067.546 1,44

Variação % / variation % 15,46% 3,89% -1,30% -37,46% 1,06% -


EDUCAÇÃO / Education

O preferido dos investidores em 2012 The preferred option for investors in 2012

D

iante de um cenário macroeconômico desafiador, o setor de educação foi um dos destaque, de 2012, na BM&FBovespa. A valorização registrada pelas ações do segmento foi muito superior ao resultado geral da economia brasileira no ano. Enquanto indicadores macroeconômicos como crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e Produção Industrial ficaram abaixo das expectativas (0,9% e -0,8%), os papéis das empresas de educação acumularam variações expressivas que chegaram a 102,3%, como foi o caso da Kroton. Anhanguera subiu 71% e a Estácio, 99%. Segundo analistas, o ano foi um dos melhores para o setor, em especial no ensino superior, que se beneficiou de uma forte entrada de alunos por causa do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). De acordo com a Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (ABMES), a média de crescimento em 2012 foi de 4%, incluindo médias e pequenas companhias. Entre as gigantes do ramo, porém, os resultados foram mais expressivos. Outro destaque no setor foi a expansão eficiente das empresas. Preocupadas em não repetir os erros que outros setores cometeram ao se expandir, como foi o caso das incorporadoras, as aquisições foram realizadas com bastante parcimônia e, desta forma, as sinergias se refletiram positivamente nos balanços. O desempenho operacional do segmento foi o que mais se destacou, entre as companhias com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Ao longo do ano passado, o lucro líquido dessas empresas subiu 173,93% e o Ebit 112,49%. Para 2013, o setor não deve repetir a mesma performance, mas os analistas ainda esperam bons resultados.

Faced with a challenging macroeconomic scenario, the education sector was one of the best performers on the BM&FBovespa in 2012. The increase in the value of shares in the sector was well above the general result for the Brazilian economy for the year. While macroeconomic growth indicators like GDP and Industrial Production were lower than expected (0.9% and -0.8%), the securities of education companies showed remarkable growth that reached 102.3% in the case of Kroton. Anhanguera rose 71% and Estácio 99%. According to analysts 2012 was one of the best years for the sector, especially for higher education, which benefitted from the considerable increase in new students as a result of the Student Finance Fund (Fies). According to the Brazilian Association for Conductors of Higher Education (ABMES), the average growth for 2012 was 4%, including medium-sized and small companies. The results were higher, however, for the major companies. Another highlight for the sector was the efficient growth of the companies. Concerned with not repeating the errors committed by other expanding sectors, as for example property developers, acquisitions were undertaken with caution, with the resulting synergy positively affecting the financial statements. The operational performance of the segment was the most outstanding among the companies listed on the Sao Paulo Stock Exchange. During 2012 the net income of these companies rose 173.93% and the Ebit 112.49%. For 2013 the sector is unlikely to perform as well, but analysts forecast good results.

Educação / Education Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

2011 (R$1.000) 9.288.838 880.873 0,42 5.740.024 3.887.266 197.369 358.976 0,62

2012 (R$1.000) 10.605.000 1.274.809 0,50 6.208.091 5.279.761 561.902 787.802 0,71

Variação % / variation % 13,34% 7,68% 33,73% 173,93% 112,49% -

73


Desempenho setorial

Sectorial performance

EMBALAGENS / Packaging and labeling

Bom desempenho para as S.A. Good corporate performance

A

produção da indústria de embalagem caiu 1,19% em 2012. Esse desempenho, conforme dados da Associação Brasileira de Embalagens (ABRE), reflete a baixa atividade industrial brasileira, que teve um primeiro semestre de quedas generalizadas, principalmente entre os setores de bens de capital e bens de consumo duráveis. As principais indústrias usuárias de embalagem também apresentaram queda na produção em comparação com 2011, o que impactou diretamente no resultado do setor. As indústrias de bens de consumo que tiveram melhor desempenho em volume de produção foram as de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (3,32%), bebidas (1,32%) e farmacêutica (0,52%). Apesar da queda na produção, os fabricantes nacionais de embalagens registraram receitas líquidas de vendas de R$ 46,1 bilhões no ano, superando os R$ 44,7 bilhões gerados em 2011. O valor bruto da produção física de embalagens atingiu R$ 46,9 bilhões, uma alta de um pouco mais de 3% sobre os R$ 45,6 bilhões em 2011. Os plásticos representam a maior participação no valor da produção correspondente a 37,08% do total. As exportações do setor de embalagem chegaram a US$ 498,3 milhões com alta de 5,85% em relação a 2011. Só a indústria de plásticos, respondeu por 39,59% do total exportado. Entre as empresas listadas na BM&FBovespa, o resultado foi bem melhor. O lucro líquido no ano foi de R$ 310,20 milhões, uma alta de 177,74%. A receita líquida subiu 112,88% ao totalizar R$ 1,87 bilhão. Para 2013, as perspectivas para o setor são positivas, pois a produção de embalagens deverá crescer até 2% neste ano e a receita líquida de venda atingir R$ 48 bilhões contra R$ 46,1 bilhões de 2012.

The production of the packaging industry fell by 1.19% in 2012. This performance, according to the Brazilian Packaging Association (ABRE), is a reflection of the low level of industrial activity in Brazil, with an overall decline during the first semester, above all in the capital goods and durable goods sectors. The main packaging using industries also showed a drop in production in comparison to 2011, which had a direct impact on the sector. The consumer goods industries that showed the best results were perfume, soaps, detergents and cleaning products (3.32%), beverages (1.32%) and pharmaceuticals (0.52%). Despite the drop in production, Brazilian packaging manufacturers registered net revenues from sales of R$ 46.1 billion for the year, higher than the R$ 44.7 billion registered in 2011. The gross value of the physical production of packaging reached R$ 46.9 billion, a little more than 3% up on the R$ 45.6 billion in 2011. Plastics represented the largest share in this amount, corresponding to 37.08% of the total. Exports in the packaging sector reached R$ 498.3 million, an increase of 5.85% on the figure for 2011. The plastics industry alone accounted for 39.59% of total exports. Among companies listed on the BM&FBovespa the result was much better. The net income for the year was R$ 310.20 million, an increase of 177.74%. Net income rose 112.88% to a total of R$ 1.87 billion. For 2013 the outlook for the sector is positive; the production of packaging should grow by up to 2% during the year and net income from sales reach R$ 48 billion, as compared to R$ 46.1 billion in 2012.

Embalagens / Packaging and labeling Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

74

2011 (R$1.000) 1.923.046 104.813 0,44 542.892 851.886 107.433 128.969 2,54

2012 (R$1.000) 2.420.734 299.106 0,77 702.142 1.873.068 310.205 140.476 2,45

Variação % / variation % 24,37% 27,62% 112,88% 177,74% 8,40% -


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Desempenho setorial

Sectorial performance

ENERGIA ELÉTRICA / Electricity

Regulamentação afeta o setor Regulation affects the sector

A

s ações do setor elétrico continuam seguindo na contramão do crescimento do país. Segundo os dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo de energia elétrica na rede fechou 2012 com expansão de 3,5%, totalizando 448.293 gigawattshora (GWh). O segmento de comércio e serviços liderou o crescimento, refletindo o aquecimento das atividades terciárias da economia brasileira, subindo 7,9% no período. O consumo da classe comercial superou 79 mil GWh, correspondendo a 17,7% de toda a energia consumida na rede. Nas residências, o consumo também registrou forte crescimento no ano, de 5%. A indústria, por sua vez, não apresentou variação em 2012 e permaneceu com consumo total de 183,5 mil GWh. Foi no Sudeste a maior elevação regional, somando 235.299 GWh. Já o resultado mais baixo foi na região Norte, 25.875 GWh. O Sul e o Nordeste também apresentaram consumos relevantes no ano, de 78.085 GWh e 75.280 GWh, respectivamente. Esse desempenho, porém, não foi acompanhado pelas empresas do setor listadas na Bovespa, que encerraram o exercício de 2012 com uma queda de 73,81% no lucro líquido, que somou R$ 4,07 bilhões. As empresas foram afetadas pela Medida Provisória 579, publicada em setembro, com a nova Regulamentação do Setor Elétrico. No final de 2012, as empresas tinham perdido R$ 48 bilhões em valor de mercado. Para 2013, a tendência é de que o consumo de energia continue crescendo, principalmente em função de projetos que o governo tenta alavancar na área de infrastrutura, com as concessões de rodovias, ferrovias e portos. A expectativa da EPE é de crescimento de 6,8% para o segmento comercial, 4,7% residencial e 3,2% na indústria.

Share prices in the electric sector continuing going in the opposite direction from the country’s economic growth. According to data from the Energy Research Company (EPE), consumption of electric energy in the network closed 2012 up 3.5%, totaling 448,293 gigawatthours (GWh). The commerce and services segment led the growth, reflecting the increase in tertiary activities in the Brazilian economy, up 7.9% during the period. Consumption of the commercial segment was over 79 thousand GWh, corresponding to 17.7% of all the energy consumed in the network. Residential consumption also grew sharply during the year, up 5%. Industry, however, maintained its consumption level of 2012, totaling 183.5 thousand GWh. The largest regional increase was in the Southeast, totaling 235,299 GWh. The lowest regional growth was in the North, totaling 25,875 GWh. The South and the Northeast also registered considerable consumption during the year, totaling 78,085 and 75,280 GWh respectively. This performance, however, was not achieved by the companies listed on the BM&FBovespa, which closed the 2012 fiscal year with net income down 73.81%, totaling R$ 4.07 billion. The companies were affected by the government’s Provisory Measure nº 579, issued in September, with the new Regulation of the Electric Sector. By the end of 2012 the companies had lost R$ 48 billion in market value. For 2013 the tendency is for energy consumption to continue to grow, mainly due to the projects by which the government hopes to boost the infrastructure area, with concessions of highways, railways and ports. The EPE projects growth of 6.8% for the commercial segment, 4.7% for the residential segment and 3.2% for industry.

Energia elétrica / Electricity Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

76

2011 (R$1.000) 433.033.483 6.857.638 0,37 180.727.052 161.615.408 18.868.934 33.540.778 1,37

2012 (R$1.000) 433.896.551 19.059.779 0,40 169.295.600 172.958.873 4.079.381 11.857.806 1,56

Variação % / variation % 0,19% -5,96% 6,61% -73,81% -60,88% -


LAZER, TURISMO E HOTELARIA / Leisure industry

Companhias abertas têm ano difícil Difficult year for publicly held companies

P

esquisa divulgada pelo Ministério do Turismo mostra que em 2012 as 80 maiores empresas do setor de turismo no Brasil faturaram R$ 57,6 bilhões, com crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior. O setor empregou cerca de 115 mil pessoas nos 27 estados brasileiros. O levantamento do Ministério indica significativa melhoria na evolução de preços. No último ano, os preços do setor registraram alta de 9,6% e a expectativa apurada para 2013 indica uma elevação de 3,8%, abaixo inclusive da estimativa para a inflação oficial, de cerca de 6%. “O setor está saudável e demonstra vitalidade”, diz Vinícius Lummertz, Secretário Nacional de Políticas de Turismo. O ano passado foi também especialmente bom para organizadoras de eventos e promotores de feiras. Esses ramos de atividade viram seu faturamento crescer, respectivamente, 23,2% e 14,9%, acima do esperado pelo mercado. Agências de viagem e hotéis também tiveram crescimentos expressivos: 21,9% e 14,6%, respectivamente. A quantidade de viagens domésticas subiu de 190,8 milhões em 2011 para 197 milhões no ano passado, contabilizando 60 milhões de passageiros. Já para as empresas com ações cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo, 2012 foi bastante difícil. Elas fecharam o ano com prejuízo de quase 400%. Apenas a receita líquida e o patrimônio líquido apresentaram melhores resultados no período. Segundo o presidente da Apimec-Rio, Carlos Antônio Magalhães, este resultado se explica pela queda acentuada do dólar, que baliza os preços do setor, e o elevado endividamento dessas empresas. Para 2013, este cenário deve mudar com a alta da moeda americana, a realização da Jornada Mundial da Juventude e a proximidade da Copa do Mundo, em 2014.

Figures announced by the Ministry of Tourism show that in 2012 the 80 largest companies in the tourism sector billed R$ 57.6 billion, up 13.1% on the previous year. The sector employed approximately 115 thousand people in Brazil’s 27 states. The Ministry’s figures show a considerable improvement in prices. Last year prices in the sector rose by 9.6%, with forecast for a further rise of 3.8% in 2013, lower than official estimates for inflation, at around 6%. “The sector is healthy and shows vitality” says Vinícius Lummertz, National Secretary for Tourism Policy. Last year was also particularly good for the organizers of events and promoters of fairs. The turnover of these segments was up 23.2% and 14.9% respectively, higher than market expectations. Travel agencies and hotels also registered considerable increases: 21.9% and 14.6% respectively. The number of domestic trips rose from 190.8 million in 2011 to 197 million last year, involving 60 million travelers. For the companies listed on the Sao Paulo Stock Exchange, however, 2012 was a very difficult year. They closed the year with losses of almost 400%. Only net revenue and net worth improved during the period. According to the president of Apimec-Rio, Carlos Antônio Magalhães, the losses were the result of a much lower dollar, the currency which serves as a benchmark for the sector, and the high levels of corporate debt. The scenario for 2013 is brighter, with a strong dollar, the World Youth Day and the approach of the World Cup in 2014.

Lazer, turismo e hotelaria / Leisure industry Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

2011 (R$1.000) 4.032.000 73.173 0,56 1.749.868 2.253.399 13.218 94.903 0,97

2012 (R$1.000) 4.022.562 -132.566 0,64 1.882.342 2.594.275 -39.029 -16.452 1,14

Variação % / variation % -0,23% 7,57% 15,13% -395,27% -117,34% -

77


Desempenho setorial

Sectorial performance

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS / Machinery and equipment

Faturamento menor em um ano difícil Lower turnover in a difficult year

O

setor encerrou 2012 com queda de 3% no faturamento, que somou R$ 80 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Apesar desta recuo, o consumo aparente no segmento foi de R$ 109,5 bilhões, 2,9% acima do registrado em 2011. Dois dos principais indicadores do segmento – utilização da capacidade instalada e número de pedidos – registraram baixas ao longo do ano. A média para a capacidade instalada foi de 75,6%, uma redução de 5,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Esse resultado indica que a indústria está com capacidade ociosa elevada, refletindo a falta de pedidos das indústrias. A balança comercial do setor registrou deficit de R$ 16,8 bilhões, valor 5,9% inferior ao de 2011. Esse resultado reflete o aumento de 11,2% das exportações, que totalizaram US$13,2 bilhões, e o contínuo crescimento das importações, em 0,9%, que somaram US$30 bilhões. No emprego, o setor registrou um recuo de 1,3%, fechando o ano com 255.834 trabalhadores contratados. Desde outubro de 2011 até dezembro de 2012 a indústria de bens de capital no Brasil fechou 7.755 vagas. O cenário também não foi positivo para as companhias com ações cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo, que fecharam o ano com um lucro líquido de R$1,04 bilhão, valor 38,49% menor que o de 2011 (R$1,76 bilhão). Por sua vez, a receita líquida subiu 15,22%, e o patrimônio cresceu 6,18%. Já para 2013, os resultados negativos não devem se repetir. Para a Abimaq, se a economia na Europa se estabilizar, será “o ano da virada”. As linhas de financiamento de crédito do governo federal e a busca pela redução de juros são fatores que estimulam a expectativa do setor.

The sector closed 2012 with billing down 3%, totaling R$ 80 billion, according to data from the Brazilian Machinery and Equipment Association (Abimaq.) Despite this fall, apparent consumption in the segment totaled R$ 109.5 billion, up 2.9% on 2011. Two of the segment’s main indicators – utilization of installed capacity and number of orders – fell throughout the year. The average for installed capacity was 75.6%, down 5.2% on the previous year. This figure shows that the industry’s idle capacity is high, reflecting the lack of orders from industry. The sector’s trade balance showed a deficit of R$ 16.8 billion, 5.9% lower than in 2011. This figure reflects an 11.2% increase in exports, which totaled US$ 13.2 billion, as well as the steady growth in imports, up 0.9%, totaling US$ 30 billion. Employment in the sector fell by 1.3%, closing the year with 255,834 workers hired. Between October 2011 and December 2012 Brazil’s capital goods industry reduced the number of vacancies by 7,755. The scenario was also unpromising for companies listed on the Sao Paulo Stock Exchange, which closed the year with a net income of R$ 1.04 billion, down 38.49% on 2011 (R$ 1.76 billion). However, net income rose 15.22% and net worth 6.18%. The outlook is more promising for 2013. According to the Abimaq, if the European economy stabilizes, it will be the year when the segment’s fortunes change. The favorable projections are partly due to credit lines offered by the Federal Government and efforts to reduce interest rates.

Máquinas e equipamentos / Machinery and equipments Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

78

2011 (R$1.000) 59.220.651 13.395.698 0,68 17.174.572 40.307.245 1.762.779 3.504.623 2,45

2012 (R$1.000) 66.556.003 12.784.925 0,70 18.301.160 46.820.209 1.042.287 3.573.756 2,64

Variação % / variation % 11,66% 6,18% 15,22% -38,49% 1,86% -


79


Desempenho setorial

Sectorial performance

MINERAÇÃO / Mining

Empresas registram perda de 77% Companies register losses of 77%

O

ano de 2012 foi difícil para o setor de mineração, prejudicado, principalmente, pelas condições climáticas adversas que afetaram a produção de minério de ferro no Brasil. As chuvas atingiram níveis anormais em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o que restringiu seriamente as atividades de mineração e logística. A produção no ano somou 319,96 milhões de toneladas, uma queda de 0,8% ante 2011. O lucro líquido das empresas listadas na BM&FBovespa caiu 77,30% no fim do ano, indo de R$37,48 bilhões para 8,51 bilhões. O Ebit somou apenas R$15,05 bilhões, uma retração de 72%. O patrimônio líquido, por sua vez, registrou discreta melhora, de 5,67%, totalizando R$ 160,98 bilhões. Apesar do agravamento da crise, a previsão de investimentos de US$ 75 bilhões no setor de mineração no Brasil, de 2012 a 2016, está mantida. Os investimentos fazem parte de projetos em implantação. A atividade mineral será responsável pelo maior investimento do setor privado no País no período de 2011 a 2015, com aportes de US$ 68,5 bilhões. É o que revela o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) junto às mineradoras brasileiras. O mercado doméstico também se apresenta como promissor. Especialistas reforçam que os programas de desenvolvimento da infraestrutura e a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas vão manter a demanda por produtos minerais aquecida no mercado interno. Para superar estes e outros obstáculos e garantir um setor forte, competitivo e preparado para o desenvolvimento, o Governo Federal lançou o Plano Nacional de Mineração 2030. O programa norteará a atividade mineral nos próximos 20 anos.

2012 was a difficult year for the mining sector, chiefly due to the unfavorable climatic conditions that affected iron ore production in Brazil. Rainfall was above average in the states of Minas Gerais, Rio de Janeiro and Espírito Santo, severely affecting mining activities and logistics. Production for the year was 319.96 million tonnes, 0.8% down from 2011. The net income of the companies listed on the BM&FBovespa fell by 77.3% at the end of the year, going from R$ 37.48 billion to R$ 8.51 billion. The Ebit was just R$ 15.05 billion, a drop of 72%. Net worth, however, showed a slight improvement, of 5.67%. Despite the worsening of the crisis, the forecast for investments of US$ 75 billion in the Brazilian mining sector from 2012 to 2016 stills stands. The investments are part of installation projects. Mining activity will be responsible for the largest private sector investment in the country for the period 2011 to 2015, totaling US$ 68.5 billion. The figure was announced by the Brazilian Mining Institute (Ibram) after contacting Brazilian mining companies. The outlook for the domestic market is also promising. Specialists emphasize that the infrastructure development programs and the realization of the World Cup and the Olympics will ensure high levels of demand for mining products on the domestic market. In order to meet these and other challenges and ensure the sector is strong, competitive and prepared for expansion, the Federal Government has launched the 2030 National Mining Plan. The program will orient mining activity for the next 20 years.

Mineração / Mining Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

80

2011 (R$1.000) 253.484.058 21.610.845 0,42 152.352.817 106.549.994 37.485.588 53.540.027 0,66

2012 (R$1.000) 280.462.624 20.877.981 0,35 160.987.469 96.781.214 8.510.370 15.050.809 0,74

Variação % / variation % 10,64% 5,67% -9,17% -77,30% -71,89% -


81


Desempenho setorial

Sectorial performance

PAPEL, CELULOSE E MADEIRA / Wood, pulp and paper

Setor reverte prejuízo e lucra em 2012 Sector converts losses into profits in 2012

A

pós amargar um prejuízo líquido de R$ 149,5 milhões em 2011, as companhias abertas que compõem o setor conseguiram reverter o cenário negativo em 2012 e fechar o ano com lucro líquido de R$ 280,7 milhões. A geração de caixa do período também ficou positiva, subindo 32,06%, ao passar de R$ 3,27 bilhões para R$ 4,32 bilhões no período. O cenário econômico, porém, ainda prejudica o segmento. Pressionado pela crise da dívida na Zona do Euro, a lenta recuperação econômica dos EUA e a desaceleração na China, o mercado de papel e celulose, fortemente dependente do comércio internacional, fechou o ano com queda de 7,4% nas exportações, que totalizaram US$ 6,6 bilhões. Foram exportadas 8,5 milhões de toneladas de celulose e 1,8 milhão de toneladas de papel, segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). O mercado interno, por sua vez, assegurou o bom desempenho do setor, que manteve a produção estável em relação aos níveis de 2011. No acumulado, a produção de celulose totalizou 13,8 milhões de toneladas e a de papel somou 10,1 milhões. As vendas de papel no mercado doméstico somaram 5,5 milhões de toneladas, com alta de 3,6% em comparação com o ano anterior, o que contribuiu para manter o segmento equilibrado. O cenário para 2013 é promissor. Os fatores que pressionaram o mercado em 2012 podem até estar presentes no ano, mas com menor força. O setor de celulose pode ver uma melhora nas exportações, nos preços da commodity e uma redução nos níveis de endividamento de suas principais empresas no Brasil, mas ainda não o suficiente para trazer total alívio ao segmento.

After suffering net losses of R$ 149.5 million in 2011, the publicly held companies that make up the sector managed to recuperate from the negative scenario of 2012 and close the year with a net income of R$ 280.7 billion. Cash generation for the period was also positive, up 32.06%, from R$ 3.27 billion to R$ 4.32 billion during the year. The economic scenario, however, is still an adverse factor. Under pressure from the Euro Zone debt crisis, slow economic recovery in the United States and slowdown in growth in China, the paper and cellulose market, which depends to a large extent on international trade, closed the year with exports down 7.4%, totaling US$ 6.6 billion. According to data from the Brazilian Association for Cellulose and Paper (Bracelpa) 8.5 million tons of cellulose and 1.8 million tons of paper were exported. It was the domestic market that ensured a good result for the sector, with production stable compared to 2011 levels. Cellulose production totaled 13.8 million tons and paper production 5.5 million tons, up 3.6% on the previous year, which contributed to maintaining a balanced result. The outlook for 2013 is promising. The factors that put pressure on the market in 2012 may still be present, but to a lesser degree. The cellulose sector is likely to see an improvement in exports, in commodity prices and a deduction in debt levels of leading Brazilian companies, but not yet to the extent of completely freeing up the segment.

Papel, celulose e madeira / Wood, pulp and paper Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

82

2011 (R$1.000) 95.587.022 10.918.706 0,25 44.739.108 23.919.007 -149.536 3.276.829 1,06

2012 (R$1.000) 105.529.417 15.205.424 0,24 48.213.651 25.664.263 280.737 4.327.449 1,11

Variação % / variation % 10,40% 7,77% 7,30% 32,06% -


PETRÓLEO E GÁS, PETROQUÍMICA E PLÁSTICO / Oil and gas and derivates

Empresas enfrentam um ano de perdas A years of losses for companies

A

indústria de petróleo e gás no Brasil, apesar de ser uma das mais bem posicionadas no mercado global, não apresentou bom desempenho em 2012. No ano passado, as empresas com ações cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo perderam 22,43% de valores de mercado. De certa forma isso reflete a conjuntura internacional adversa e a queda de quase 3% na produção de petróleo e gás natural no País, que somou 2,58 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/ dia), conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras, que responde por mais de 80% do mercado brasileiro de petróleo, fechou 2012, com lucro de R$ 21,18 bilhões, uma queda de 36% em relação a 2011 (R$ 33,31 bilhões). O resultado do ano passado foi o menor desde 2004, quando a empresa registrou lucro líquido de R$ 17,86 bilhões, segundo levantamento da Economatica. Em comunicado ao mercado, a presidente da Petrobras Maria das Graças Foster afirmou que o resultado de 2012 “é explicado pelo aumento da importação de derivados a preços mais elevados, pela desvalorização cambial, que impactou tanto nosso resultado financeiro como nossos custos operacionais, pelo aumento de despesas extraordinárias como a baixa de poços secos e pela produção de petróleo que, embora dentro da meta estabelecida no PNG 2012-2016, foi de 1.980 mil bpd no Brasil, 2% inferior à de 2011”. Os resultados no balanço das empresas cotadas na Bovespa também não foram positivos. As companhias fecharam o ano com queda de 38,38% no lucro frente a 2011, indo de R$ 31,8 bilhões para R$18,8 bilhões.

The oil and gas industry in Brazil, despite being one of the strongest on world markets, did not perform well in 2012. Last year the companies listed on the Sao Paulo Stock Exchange lost 22.43% of their market value. To some extent this reflects an unfavorable international scenario and the drop of almost 3% in the production of oil and natural gas in the country, totaling the equivalent of 2.58 million barrels of oil per day, according to data from the ANP (National Agency for Oil, Natural Gas and Bio-fuels). Petrobras, which is responsible for over 80% of the Brazilian market’s oil, closed 2012 with income of R$ 21.18 billion, down 36% on 2011 (R$ 33.31 billion). Last year’s result was the lowest since 2004, when the company registered a net income of R$ 17.86 billion, according to data from Economatica. In an announcement to the market, the President of Petrobras, Maria das Graças Foster, stated that the result for 2012 “is explained by the increase in imports of derivatives at higher prices, by the fall of the real, which affected both our financial result and our operational costs, by the increase of exceptional expenses, including the closing of dry wells and oil production, which, although within the target established by the 20122016 PNG (Business and Administration Plan), was 1,980,000 bpd in Brazil, 2% down on 2011.” The results for the companies listed on the Bovespa were also negative. The companies closed the year with income down 38.38% on the previous year, falling from R$ 31.8 billion to R$ 18.8 billion. Cash flow generation also fell, from R$ 45.3 billion to R$ 31.9 billion, down almost 30%.

Petróleo e gás, petroquímica e plástico / Oil and gas and derivates Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

2011 (R$1.000) 672.666.369 63.364.616 0,43 362.214.921 289.070.172 31.830.397 45.329.827 0,86

2012 (R$1.000) 761.685.751 52.381.633 0,43 373.570.829 328.704.129 18.857.065 31.998.146 1,04

Variação % / variation % 12,46% 2.95% 12,91% -38,38% -27,80% -

83


Cinto de seguranรงa salva vidas.


_09/13

O real valor de uma empresa está na prática de seus valores.

Marcopolo, vencedora do Prêmio Abrasca de Criação de Valor 2013. Este mérito é atribuído à Gestão da Marcopolo, norteada por valores sólidos de respeito e valorização das pessoas, satisfação dos clientes, solidez econômico-financeira, meio ambiente e comunidades, ética e parcerias.


Desempenho setorial

Sectorial performance

SANEAMENTO E SERVIÇOS DE ÁGUA E GÁS / Sanitation, water and gas services

Lucro das empresas cresceu 40% Company profits increased 40%

O

ano de 2012 foi marcado pelo bom desempenho operacional das companhias abertas do setor de saneamento e serviços de água e gás. O lucro líquido apresentou evolução de 37,74%, somando R$ 3,4 bilhões, enquanto a receita líquida subiu 13,65%, ao totalizar R$ 25 bilhões no ano. O ativo total chegou a R$ 52,1 bilhões, o que representa um acréscimo de 8,81% sobre os R$ 47,6 bilhões obtidos em 2011. Segundo o presidente da Apimec-Rio, Carlos Antônio Magalhães, parte deste resultado se explica pelo elevado reajuste das tarifas conseguido ano passado por essas empresas. Além disso, são companhias, embora estatais, eficientes e muito produtivas e muito bem posicionadas no mercado de capitais. No ano passado, algumas delas frequentaram a lista de recomendações das principais corretoras. Em uma conjuntura adversa, como a que marcou 2012, as empresas que operam no segmento de saneamento são consideradas uma opção de investimento defensiva, com bom histórico de pagamento de dividendos, o que ganha maior atratividade no atual período de volatilidade dos mercados financeiros. Os avanços no setor são evidentes, mas ainda em ritmo lento. Os investimentos realizados nos últimos anos estão muito aquém das necessidades para alcançar a universalização dos serviços no prazo previsto pelo Governo Federal (2030) no Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Os números do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento 2011 (SNIS) apontam que o atendimento por redes de água atingiu a média nacional de 82,4% da população, e as redes coletoras de esgotos, 48,1%; e do esgoto gerado no país apenas 38% recebem tratamento.

2012 was a particularly good year for the operational performance of publicly held companies in the sanitation, water services and gas sector. Net income increased 37.74%, totaling R$ 3.4 billion, and net revenue increased by 13.65%, totaling R$ 25 billion for the year. Total assets reached R$ 52.1 billion, up 8.81% on the R$ 47.6 billion of the previous year. According to the president of Apimec-Rio, Carlos Antônio Magalhães, part of this result was due to the high tariff increases achieved by the companies. In addition, although state owned, these are efficient and very productive companies, very well placed on the capital markets. Last year several of them appeared on leading brokers’ lists of recommended companies In adverse economic conditions, as was the case in 2012, companies in the sanitation sector are seen as a defensive investment option, with a good track record for paying dividends, an added point in their favor during the current period of volatility on the financial markets. There are clear indications of advances in the sector, albeit slow. The investments made in recent years fall far short of the requirements for meeting the Federal Government’s deadline for universal coverage (2030) in its National Basic Sanitation Plan (PLANSAB). Figures from the National Sanitation Information System 2011 (SNIS) show that water supply networks serve a national average of 82.4% of the population, and sewage networks 48.1%; only 38% of the total sewage produced in the country is treated.

Saneamento e serviços de água e gás / Sanitation, water and gas services Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

86

2011 (R$1.000) 47.685.233 -1.181.627 0,46 21.523.176 21.854.832 2.432.806 4.474.373 1,21

2012 (R$1.000) 52.148.175 -1.020.342 0,48 23.514.569 25.022.555 3.407.829 5.374.176 1,22

Variação % / variation % 8,81% 8,71% 13,65% 37,74% 18,94% -


SERVIÇOS FINANCEIROS / Financial services

Renda em alta gera bons ganhos Higher salaries produce good results

N

os últimos anos, o aumento da renda do trabalhador e o desemprego menor permitiram o acesso de milhões de pessoas à classe média, ativando vários tipos de serviços financeiros, principalmente cartões de crédito e seguros. Um dos termômetros do setor é o comércio, que no ano passado registrou aumento de 8,4% nas vendas, garantindo resultados expressivos para empresas como Cielo e Redecard, que processam as compras feitas com cartões de crédito e débito. Outro segmento importante é o de seguros que, em 2012, repetiu a boa performance dos últimos anos. O faturamento dos itens seguros, previdência e capitalização alcançou R$ 157 bilhões, 21% a mais que em 2011, quando cresceu 16%. Descontando a inflação pelo IGP-M, o crescimento real no ano passado foi de 15%. Os produtos para pessoas físicas (vida, VGBL, PGBL e previdência) atingiram receita de R$ 92 bilhões, crescimento de 27% sobre 2011 e representando 59% de market share. Os produtos de capitalização ( R$ 16,6 bilhões) aumentaram 18%, ao passo que os seguros gerais subiram 13%, com receita de R$ 47,9 bilhões. Cabe destacar também os crescimentos das carteiras de seguro habitacional (R$ 1,8 bilhão), de 27% e rural (R$ 1,5 bilhão) com 19%. Esses desempenhos têm forte ligação com a expansão dos créditos concedidos ao longo do ano, pelos agentes públicos dirigidos para essas atividades. As empresas do setor financeiro listadas na BM&FBovespa apresentaram resultado operacional positivo. O lucro líquido das companhias subiu 20,63%, ao passar de R$ 4,12 bilhões para R$ 5,03 bilhões. O Ebit ficou em R$ 4,87 bilhões, com alta de 27,27% em relação a 2011. O ativo total chegou a R$ 87,03 bilhões, expandindo 12,94% em relação ao ano anterior.

In recent years the increase in the salaries of employees and lower unemployment rates have made it possible for millions of people to enter the middle class, utilizing a number of financial services, above all credit cards and insurance. Commerce is one of the benchmarks for the sector, which last year registered an increase of 8.4% in sales, ensuring highly favorable results for companies such as Cielo and Redecard, which process purchases made with credit and debit cards. Insurance is another important segment, which repeated the good performance of recent years in 2012. Turnover in the insurance, pensions and funding items reached R$ 157 billion, 21% up on 2011, when the increase was 16%. Discounting inflation (according to the General Price Index for the Markets - IGP-M), real growth last year was 15%. Products for individuals (life, free benefit and pension plans) achieved revenue of R$ 92 billion, 27% up on 2011, representing a 59% market share. Capitalization products (R$ 16.6 billion) were up 18%, and general insurance was up 13%, with revenue of R$ 47.9 billion. The increase in home insurance portfolios should also be mentioned (R$ 1.8 billion), up 27% and rural portfolios (R$ 1.5 billion) up 19% These results derive from the considerable increase in credit made available during the year by the respective public agencies. The financial sector companies listed on the BM&FBovespa registered a positive operational result. The net income of the companies rose 20.63%, from R$ 4.12 billion to R$ 5.03 billion, and Ebit at R$ 4.87 billion, 27.27% up on 2011. Total assets reached R$ 87.03 billion, 12.94% up on the previous year.

Serviços financeiros / Financial services Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

2011 (R$1.000) 76.521.648 7.924.529 0,38 35.681.464 28.952.262 4.127.308 3.776.676 0,85

2012 (R$1.000) 87.039.484 13.619.609 0,26 37.697.606 22.788.099 5.031.496 4.870.375 0,98

Variação % / variation % 12,94% 5,32% -20,05% 20,63% 27,27% -

87


Desempenho setorial

Sectorial performance

SERVIÇOS MÉDICO-HOSPITALARES / Wealth services

Perspectivas continuam favoráveis Outlook continues bright

O

ano de 2012 foi especialmente desafiador para as empresas que atuam no mercado de equipamentos, produtos e suprimentos médicohospitalares. O setor registrou aumento de 4,2% nas vendas, abaixo, porém, da alta de 19% registrada no ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed). A produção nacional cresceu 1% em relação ao ano anterior e o faturamento do setor chegou a US$ 16,5 bilhões. Além do cenário econômico adverso, as empresas ainda enfrentaram greve na Anvisa, o que atrasou inspeções para liberação de materiais importados. Apesar das dificuldades, são boas as perspectivas de crescimento das empresas em função de dois fatores básicos: envelhecimento da população e um mercado onde apenas 26% dos brasileiros têm algum plano de saúde. No setor de planos de saúde médicos e odontológicos, conforme dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a receita em 2012 chegou a R$ 95 bilhões, um aumento de 12,2% em relação ao ano anterior. Um fato que marcou o setor em 2012 foi a compra do controle acionário da Amil pelo grupo americano UnitedHealth. Segundo os analistas que acompanham o setor de saúde na BM&FBovespa, o negócio sinaliza uma tendência de valorização de todas as companhias de capital aberto que atuam neste segmento. As companhias com ações listadas na BM&FBovespa refletiram este quadro adverso registrado ao longo do ano. Em 2012, o ativo total das empresas subiu 3,3%, indo de R$ 17,72 bilhões para R$ 18,34 bilhões e o patrimônio líquido somou R$9,11 bilhões, uma variação de apenas 0,51%.

2012 was a particularly challenging year for the companies that work in the medical/hospital equipment, products and supplies market. The sector registered an increase of 4.2% in sales, well below the 19% figure for the previous year, according to the Brazilian Association for the High Technology Industry of Medical/Hospital Equipment, Products and Supplies (Abimed). Domestic production grew by 1% compared to the previous year and turnover for the sector reached US$ 16.5 billion. In addition to the adverse economic scenario, the companies were also faced with a strike of the government regulatory body Anvisa, that delayed inspections and the release of imported materials. Despite the difficulties, prospects for company growth are good due to two basic factors: an ageing population and a market where only 26% of Brazilians have health insurance. In the health and dental plan sector, according to figures from the National Health Agency (ANS), revenue in 2012 reached R$ 95 billion, up 12.2% on the previous year. A notable event in the sector in 2012 was the acquisition of the control of Amil by the American group UnitedHealth. According to analysts of companies in the sector listed on the BM&FBovespa, the purchase indicates a tendency for an increase in the value of all the publicly owned companies in the sector. The companies with shares listed on the BM&FBovespa reflected this adverse scenario throughout the year. In 2012 the total assets of the companies rose 3.3%, from R$17.72 billion to R$18.43 billion with net worth totaling R$9.11 billion, a rise of just 0.51%.

Serviços médico-hospitalares, análises e diagnósticos / Wealth services Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

88

2011 (R$1.000) 17.719.659 1.438.034 0,86 9.070.221 15.319.547 582.971 1.111.259 0,95

2012 (R$1.000) 18.342.414 751.302 1,02 9.119.604 18.639.548 227.648 687.839 1,01

Variação % / variation % 3,31% 0,51% 20,41% -57,40% -35,90% -


SIDERURGIA E METALURGIA / Steel and metallurgy

Empresas sob os efeitos da crise Companies affected by crisis

O

setor atravessa um dos piores momentos de sua história, com retração nas margens de lucro, devido à elevada ociosidade, aumento nos custos das matérias-primas e excesso de oferta internacional, o que ocorre desde a crise de 2008. Após um início de ano marcado por lentidão na atividade econômica doméstica, a produção brasileira de aço bruto encerrou 2012 com queda de 1,5% frente ao ano anterior, somando 34,7 milhões de toneladas. Já a produção de laminados foi de 26,2 milhões de toneladas, com expansão de 4% frente a 2011. As vendas internas de produtos siderúrgicos apresentaram discreta elevação, de 0,7%, totalizando 21,6 milhões de toneladas. O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos atingiu 25,2 milhões de toneladas, um aumento de 0,5%. Por sua vez, as exportações chegaram a 9,7 milhões de toneladas, ou US$ 7 bilhões, um recuo de 10,4% em volume e de 16,8% em receita. E as importações somaram 3,8 milhões de toneladas, volume estável em relação ao ano anterior. O lucro líquido das companhias do setor listadas na Bolsa de Valores de São Paulo totalizou R$ 1,59 bilhão no ano passado, com queda de 75,90%. O Ebit seguiu a mesma linha e caiu 54,82%. Por sua vez, a receita líquida subiu 5,44% e o patrimônio líquido 4,86%. Para 2013, as siderúrgicas contam com um tão esperado alívio na concorrência de material importado. As medidas tomadas no ano passado pelo governo, como elevação de alíquota e eliminação de incentivos fiscais estaduais nos portos, vão causar um grande baque nas importações, podendo reduzir pela metade o volume de material estrangeiro.

The sector is undergoing one of the worst phases of its history, with lower profit margins, due to the high level of idle capacity, increase in the cost of raw materials and the excess in international supply, which started with the crisis of 2008. After the sluggish domestic economic activity of the beginning of the year, Brazilian production of raw steel closed 2012 down 1.5% on the previous year, totaling 34.7 million tons. Production of rolled steel, however, was up 4% on the previous year, totaling 26.2 million tons. Domestic sales of steel products showed a slight increase, at 0.7%, totaling 21.6 million tons. Apparent domestic consumption of steel products totaled 25.2 million tons, up 0.5% Exports totaled 9.7 million tons, or US$ 7 billion, down 10.4% in volume and 16.8% in revenue. Imports totaled 3.8 million tons, equal to the volume for the previous year. The net income of the companies of the sector listed on the Sao Paulo Stock Exchange totaled R$ 1.59 billion last year, down 75.90%. Ebit also fell, by 54.62%. Net revenue, however, was up 5.44% and net worth 4.86%. In 2013 the steel companies are hopeful of achieving the long awaited relief from competition from imports. The measures taken last year by the government, including increased import tax and an end to state fiscal incentives at the ports, will have a major impact on imports.

Siderurgia e metalurgia / Still and metallurgy Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

2011 (R$1.000) 187.512.656 46.728.624 0,56 82.291.277 105.505.726 8.210.146 12.269.532 1,28

2012 (R$1.000) 195.987.837 37.084.096 0,57 86.535.534 111.600.362 1.593.147 5.127.610 1,26

Variação % / variation % 4,26% 4,86% 5,44% -75,90% -54,82% -

89


Desempenho setorial

Sectorial performance

TECIDOS, VESTUÁRIO E CALÇADOS / Textile, clothing and footwear

Recuperação do setor Recovery of the sector

O

Brasil é o terceiro principal produtor de malha e tem a sexta maior indústria têxtil e de confecção do mundo. Entretanto, o setor vem sendo afetado com o crescimento das importações de produtos estrangeiros e perdendo competitividade. Em 2012, o faturamento do setor foi de US$ 56,7 bilhões, uma queda de 15,4% em relação à receita de US$ 67 bilhões obtida em 2011, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). No ano, o setor registrou recuo de 4,6% em volume de venda se comparado a igual intervalo de 2011. Na confecção, a redução no período foi de 10,5%. Em contrapartida, as vendas no varejo cresceram 3,4%. A diferença no volume da indústria e do varejo está relacionada ao aumento das importações. De janeiro a novembro a importação de vestuário subiu 19,6%. O total de investimentos caiu de US$ 2,4 bilhões para US$ 2,2 bilhões. A ABIT calcula ainda que a indústria tenha perdido 130 mil postos de trabalho. Estes números estão refletidos na queda de 154,86% no lucro líquido das companhias listadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Ainda assim, o desempenho operacional pode ser considerado positivo. A receita líquida somou R$ 18,13 bilhões, uma alta de 10,07% frente aos R$16,38 bilhões obtidos no ano anterior. O Ebit também apresentou expansão de quase 61%, somando R$1,86 bilhão, contra R$1,10 bilhão em 2011. Medidas tomadas em 2012, como desoneração da folha de pagamento, redução do custo da energia e fim da guerra dos portos devem “amadurecer e trazer resultados positivos para o setor em 2013”, segundo previsão da Abit. A estimativa para este ano é de crescimento de até 2% na produção.

Brazil is the third largest fabric producer and has the sixth largest textile and clothing industry in the world. However, the sector has been affected by the increase in imports of overseas products and declining competitively. Sales for the sector in 2012 totaled US$ 56.7 billion, a drop of 15.4% compared to sales of US$ 67 billion in 2011, according to data from the Brazilian Textile Industry Association (ABIT). During the year sales volume for the sector fell by 4,6% compared to the same period in 2011. In clothing the figure for the period was down 10.5%. However, retail sales increased by 3.4%. The difference between the result for the industry and for the retail segment is due to the increase in imports. Between January and November clothing imports increased by 19.6%. Total investments fell from US$ 2.4 billion to US$ 2.2 billion. The ABIT also calculates that 130 thousand jobs were lost in the industry. These figures are reflected in the 154.86% fall in the net income for the companies listed on the Sao Paulo Stock Exchange. Even so, operational performance can be considered positive. Net income totaled R$ 18.13 billion, an increase of 10.07% compared to the R$ 16.38 billion of the previous year. The Ebit also increased almost 61%, totaling R$ 1.86 billion, as compared to R$ 1.1 billion in 2011. Measures taken in 2012, such as the lowering of wage deductions, reduction in energy costs and the end of the ‘port war’ should “come to fruition and bring positive results for the sector in 2013”, according to the projections of the ABIT. The forecast for this year is for growth of up to 2% in production.

Tecidos, vestuário e calçados / Textile, clothing and footwear Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

90

2011 (R$1.000) 24.114.504 1.319.661 0,68 10.382.982 16.384.399 -748.374 1.101.949 0,85

2012 (R$1.000) 24.300.374 886.824 0,75 10.525.468 18.136.689 482.339 1.868.632 0,83

Variação % / variation % 0,73% 1,29% 10,07% 65,50% -


Desempenho setorial

Sectorial performance

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO / Information technology

Um setor onde faltam profissionais A sector with a shortage of professionals

N

em a crise internacional, nem o desaquecimento da economia brasileira foram capazes de abalar o crescimento do mercado de Tecnologia da Informação (TI) do Brasil. O setor cresceu 10,8% em 2012, na comparação com o ano anterior, praticamente o dobro da média mundial, 5,9%. Esse crescimento foi alavancado principalmente pela venda de hardware. Em relação a outros países, o avanço do setor brasileiro perdeu apenas para a China, com crescimento de 15%. O Brasil já é considerado o quarto maior mercado de tecnologia da informação e comunicação (TIC) do planeta e o sétimo, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). No ano passado, o faturamento do setor chegou a US$ 123 bilhões. As exportações de TI alcançaram US$ 3 bilhões. Entre os segmentos, o de serviços já corresponde a 26% do mercado. O número de fusões e aquisições em 2012 também foi, mais uma vez, o destaque entre os setores da economia do país, com 104 transações, um crescimento de 15,6%. O bom cenário do segmento é refletido no resultado das companhias com ações cotadas na BM&FBovespa. No ano passado, o patrimônio líquido das empresas subiu 7,69%, somando R$ 1,83 bilhão. O ativo total chegou a R$ 3,29 bilhões, um acréscimo de 9,78%. O setor se ressente, porém, da falta de mão de obra qualificada. Existem pesquisas que mostram um déficit de 700 mil vagas até 2020. Isso é um dado preocupante diante dos R$ 500 milhões que o governo vai investir no setor nos próximos três anos e da meta das empresas de responder por 6,5% do PIB até 2020.

Neither the international crisis, nor the slowing down of the Brazilian economy were able to diminish the growth of Brazil’s Information Technology (IT) market. Growth in the sector in 2012 was up 10.8% on the previous year, almost double the worldwide average of 5.9%. The growth was mainly due to the sale of hardware. Compared to other countries, the growth of the sector in Brazil lost only to China, where growth was 15%. Brazil is already considered to be the fourth largest information technology and communication market (ITC) on the planet, and the seventh largest according to data from the Association of Brazilian Information Technology and Communication Companies (Brasscom). Last year the sector’s sales totaled US$ 123 billion. IT exports totaled US$ 3 billion. The service segment already corresponds to 26% of the market. The number of mergers and acquisitions in 2012 was also the largest for any segment of the Brazilian economy, totaling 104 transactions, up 15.6% on the previous year. The favorable scenario for the segment is reflected by the results of the companies listed on the BM&FBovespa. Last year the net worth of these companies rose 7.69%, totaling R$ 1.83 billion. Total assets reached R$ 3.29 billion, up 9.78%. However, the sector suffers from a lack of qualified labor. There is research that shows that by 2020 this shortfall with reach 700 thousand jobs. This is a worrying figure considering the R$ 500 million that the government will invest in the sector over the next three years, and for the companies’ target to represent 6.5% of GDP in 2020.

Tecnologia da informação / Information technology Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

92

2011 (R$1.000) 2.981.606 14.638.742 0,93 1.700.395 2.785.080 325.963 462.207 8,34

2012 (R$1.000) 3.291.310 18.081.218 0,92 1.839.293 3.013.387 355.433 543.183 8,19

Variação % / variation % 9,78% 7,69% 7,72% 8,51% 16,50% -


TELECOMUNICAÇÕES / Telecommunication

Lucro menor não afetou investimentos Lower profits didn’t affect investment

A

s operadoras de telecomunicações investiram R$ 25,3 bilhões em 2012, quantia 11% superior a de 2011 e 54% maior que a média anual de aportes realizados desde a privatização das telecomunicações, em 1998. A maior parte deste dinheiro, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), foi empregada na expansão das redes e melhoria na qualidade dos serviços prestados aos usuários. O setor de telecomunicações já é um dos importantes vetores da economia, com participação de 5% no PIB brasileiro. Segundo balanço da Telebrasil, nos últimos 15 anos as prestadoras privadas já investiram mais de R$ 284 bilhões. De janeiro a dezembro de 2012, o setor registrou recorde na receita operacional bruta, que totalizou R$ 214 bilhões. O serviço de TV por assinatura foi o que mais cresceu no ano, 23,1%, com receitas de R$ 20,3 bilhões; seguido pelo de banda larga fixa, que teve alta de 11,7% e faturou R$ 25,1 bilhões. Já o de telefonia fixa, caiu 6,7%, com receita de R$ 48,6 bilhões. O mesmo ocorreu com serviço de trunking, que baixou 2,2%, para R$ 8,2 bilhões. A telefonia móvel continua a ser o serviço de maior faturamento, com R$ 89,7 bilhões, crescimento de 9,1% em relação a 2011. Apesar dos números positivos, as companhias abertas de telecomunicações tiveram perdas significativas. O valor de mercado caiu 8,6% ao passar de R$ 161,5 bilhões para R$ 147,6 bilhões. O lucro líquido das sete operadoras que compoem o setor na Bolsa de Valores de São Paulo registrou uma queda de 1,34% em 2012. Segundo analistas, 2013 deve ser mais favorável para o setor, principalmente no segmentos de Banda Larga Móvel, com a ampliação da venda de smartphones e tablets, e a TV por assinatura.

The telecommunications companies invested R$ 25.3 billion in 2012, an increase of 11% on the figure for 2011 and 54% higher than the annual average for investments made since the privatization of the telecommunication sector in 1998. Most of these funds, according to data from the Brazilian Telecommunications Association (Telebrasil) were invested in the expansion of the networks and improvements in the quality of the services offered to clients. The telecommunications sector is already one of the important benchmarks for the economy, with a 5% share of Brazilian GDP. According to calculations of Telebrasil, over the last 15 years private telecommunication companies have already invested R$ 284 billion. Between January and December 2012 the sector registered a record for gross sales, totaling R$ 214 billion. Cable TV subscriptions was the service that increased most during the year, 23.1%, with sales of R$ 20.3 billion; followed by fixed broad band, that increased 11.7% with sales of R$25.1 billion. Landlines, however, fell by 6.7%, with sales of R$ 48.6 billion. The same occurred with the trunking service, that fell 2.2% to R$ 8.2 billion. Mobile phones continued to be the service with the highest sales, R$ 89.7 billion, up 9.1% on 2011. Despite the positive figures, the publicly held telecommunications companies suffered considerable losses. Their market value fell 8.6%, from R$ 161.5 billion to R$ 147.6 billion. The net income of the seven companies listed on the Sao Paulo Stock Exchange fell by 1.34% in 2012. According to analysts, 2013 should be a better year for the sector, above all in the Mobile Broad Band segment (with the increase in sales of smart phones and tablets), and cable TV subscriptions.

Telecomunicações / Telecommunication Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

2011 (R$1.000) 188.931.931 2.747.037 0,47 105.097.016 89.469.303 8.039.605 13.792.396 0,71

2012 (R$1.000) 247.565.157 5.131.783 0,49 106.099.252 120.180.993 7.925.439 17.431.772 0,77

Variação % / variation % 29,22% 0,90% 32,33% -1,34% 24,85% -

93


Desempenho setorial

Sectorial performance

TRANSPORTE E LOGÍSTICA / Transport and logistics

Na mira dos investidores estrangeiros Interest from foreign investors

O

setor, atualmente responsável por transportar 60% do que é produzido no país, movimenta R$ 350 bilhões por ano e mais do que duplicou na última década. O bom momento do mercado nacional tem impulsionado empresas estrangeiras a investir no setor. A participação desses investidores no volume de transações realizadas no ano passado chegou a 39%, o que configurou recorde histórico. Em 2011, eles responderam por 28%. O forte aumento foi provocado pelas concessões no setor aeroportuário e por transações no transporte de cargas rodoviárias fracionadas envolvendo grandes multinacionais. Esses investimentos são reflexo do crescimento do mercado brasileiro nos últimos anos, em comparação com o atual cenário econômico mundial. Já o número de fusões e aquisições no segmento recuou 35% em 2012. Foram realizadas 28 transações contra 43 em 2011. Neste caso, o setor enfrenta dificuldades por conta das incertezas mostradas pelo mercado internacional. Mesmo com este recuo, foram realizadas grandes transações. Dentre elas, a aquisição da TNT Express pela UPS e a compra da Rapidão Cometa pela Fedex. Destaque também para a fusão entre a Trip e a Azul Linhas Aéreas; as concessões dos aeroportos de Brasília, Viracopos (SP) e Guarulhos (SP) e a compra do Centro Logístico e de Distribuição Anhanguera, localizado em Jundiaí (SP), pelo fundo de investimentos BR Properties. Contudo, o desempenho das companhias do setor com ações cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo não se mostrou tão positivo. O grupo das empresas encerrou 2012 com queda de 22% no lucro líquido e de 7,25%, na geração de caixa, medida pelo Ebit. Já o patrimônio líquido subiu ligeiramente 0,86%, indo de R$22,07 bilhões para R$22,26 bilhões.

The sector, currently responsible for transporting 60% of everything produced in Brazil, has a turnover of R$ 350 billion per year and has more than doubled over the last decade. The favorable scenario for the domestic market has led foreign companies to invest in the sector. The share of these investors in the number of transactions undertaken last year reached 39%, an historical record. In 2011 this share was 28%. The sharp increase was the result of concessions in the airport sector and transactions in break-bulk highway transport involving major multinationals. These investments are a reflection of the growth of the Brazilian market over the last years, despite the current international economic scenario. However, the number of mergers and acquisitions fell 35% in 2012; 28 as against 43 in 2011. The difficulties were due to uncertainties on the part of the international market. Despite this drop major transactions were undertaken. These include the acquisition of TNT Express by UPS and the purchase of Rapidão Cometa by Fedex. Equally significant were the merger between Trip and Azul Linhas Aéreas; the concession of the airports of Brasilia, Viracopos (SP) and Guarulhos (SP), and the purchase of the Centro Logístico e de Distribuição Anhanguera, located in the town of Jundaí (SP) by the BR Properties investment fund. However, the performance of the companies of the sector listed on the Sao Paulo Stock Exchange was not so promising. The group of companies closed 2012 with net income down 22% and cash flow generation down 7.25%, calculated according to the Ebit. But the net worth increased slightly, by 0.86%, moving from R$ 22.07 billion to R$ 22.26 billion.

Transporte e logística / Transport and logistics Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

94

2011 (R$1.000) 71.895.851 331.266 0,45 22.074.176 32.502.068 1.682.506 6.183.345 2,26

2012 (R$1.000) 82.979.419 -2.003.254 0,46 22.264.201 37.889.837 1.313.707 5.735.320 2,73

Variação % / variation % 15,42% 0,86% 16,58% -21,92% -7,25% -


UTILIDADES DOMÉSTICAS / Household utilities

Redução do IPI beneficia setor Reduction in IPI benefits sector

O

faturamento do setor de Utilidades Domésticas no Brasil – que faz parte do setor eletroeletronicos – atingiu, em 2012, o montante de R$17,84 bilhões, o que significa acréscimo de 11% em relação a 2011. O resultado foi estimulado, pelo desconto do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e tanquinhos), conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Só no quarto trimestre do ano passado, o segmento faturou 23% a mais. Esse movimento positivo, porém, não conseguiu segurar a queda das exportações no setor, que somaram US$ 365 milhões em 2012, 20% abaixo das realizadas em 2011. O mesmo ocorreu com as importações, que somaram US$ 2 bilhões 4% a menos que no ano anterior. No total da indústria eletroeletrônica, o faturamento subiu 5% em comparação com os resultados do ano anterior ao atingir R$145,4 bilhões. O maior destaque no período foi o segmento de telecomunicações com faturamento de R$ 22,6 bilhões, contra R$19,9 bilhões do ano anterior. Por sua vez, a área de informática ficou estagnada. De acordo com o balanço da Abinee, o segmento encerra 2012 com faturamento de R$43,5 bilhões, a mesma receita obtida em 2011. Para o ano de 2013, a previsão é de que o faturamento do segmento de utilidades domésticas atinja R$ 19,62 bilhões, 10% acima do apontado em 2012. Essas perspectivas foram refletidas no desempenho das companhias cotadas na BM&FBovespa ao longo do ano passado. A geração de caixa das empresas medida pelo Ebit somou para R$1,43 bilhão, um salto de 115,47% frente aos R$663,16 milhões registrados em 2011. O lucro líquido no ano também deu um pulo, ao passar de R$527 milhões para R$1,06 bilhão, um acréscimo de quase 102%

Sales in the Domestic Utilities sector in Brazil – which is a part of the electro/electronics sector – topped R$17.84 billion in 2012, representing an increase of 11% on the previous year. The result was partially due to the exemption of IPI (tax on industrialized products) on kitchen appliances (cookers, fridges, and washing machines), according to data from the Brazilian Association of Electric and Electronic Industries (Abinee). In the last quarter of the year alone, the sales for the segment were up by 23%. This increase, however, did not help to break the fall of exports in the sector, which totaled RS$365 million in 2012, 20% down on the previous year. The same occurred with imports, which totaled US$ 2 billion, 4% down on the previous year. Turnover in the electro/electronic sector rose 5% compared to the previous year, totaling R$145.4 billion. The outstanding performer during the period was the telecommunications sector with sales of R$22.6 billion, compared to R$19.9 billion the previous year. The IT sector remained stable. According to figures from the Abinee, the segment closed 2012 with a turnover of R$43.5 billion, the same as the previous year. The forecast is for sales in the domestic utility sector to reach R$19.62 billion in 2013, 10% up on 2012. These forecasts were reflected in the performance of the companies listed on the BM&FBovespa throughout the year. EBIT cash generation totaled R$1.43 billion, a leap of 115.7% compared to the R$663.16 million recorded for 2011. Net income for the year also increased sharply, going from R$527 million to R$1.06 billion, up by almost 102%.

Utilidades domésticas / Household utilities Ativo total / Total assets Capital de giro / Working capital Giro do ativo / Asset turnover Patrimônio líquido / Net Worth Receita líquida / Net revenue Lucro / Prejuízo / Net Profit (-loss) LAJIR / EBIT Grau de endividamento / Debt to equity ratio

2011 (R$1.000) 11.204.835 1.644.687 1,08 3.661.423 12.076.750 527.639 663.162 2,06

2012 (R$1.000) 12.163.123 1.702.604 1,10 4.171.923 13.385.895 1.065.275 1.428.906 1,92

Variação % / variation % 8,55% 13,94% 10,84% 101,89% 115,47% -

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Economia reagirá, em 2013, mas de forma ainda lenta Nem a série de medidas de estímulo ao consumo, como desonerações tributárias e redução dos juros, foi capaz de reverter o pífio desempenho da economia brasileira em 2012. O Produto Interno Bruto cresceu apenas 0,9% para grande decepção do mercado que projetava, no início do ano, expansão entre 3% a 4%. Para 2013 o quadro interno não é muito animador. As estimativas são de baixo crescimento e inflação elevada. No mercado externo, existe a expectativa da retirada dos estímulos monetários à economia americana e desaceleração da economia chinesa, fatores que sinalizam um cenário difícil para a Bovespa. De qualquer forma, este ano não será igual ao que passou. Os analistas estimam que o PIB deverá crescer entre 2% a 2,5% este ano. Not even the series of measures to encourage consumption, including tax breaks and reduction in interest rates, was enough to avoid the negligible performance of the Brazilian economy in 2012. GDP grew just 0.9%, to the great disappointment of the market which, at the beginning of the year, had forecast growth of between 3 and 4%. Neither is the domestic outlook for 2013 very encouraging. Forecasts are for low growth and high inflation. On the international scenario, the prospects of the withdrawal of monetary incentives from the American economy and the slowing down of the Chinese economy are both problematic for Bovespa. However, 2013 will not be as bad as 2012. Analysts forecast GDP growth of 2 to 2.5%.

Economy will fight back in 2013, but recovery will be slow

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Estatísticas

Statistics

Recessão e intervenções do governo afetaram desempenho da indústria Recession and government intervention affected performance of industry Carlos Antônio Magalhães*

N

o ano passado a economia brasileira continuou desacelerando. Depois de um resultado excepcional em 2010 (+7,5%) e 2011 (+2,7%), o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 veio bem abaixo das estimativas do governo, fechando em +0,9%. Com este resultado, a soma das riquezas produzidas no país chegou a R$ 4,403 trilhões e o PIB per capita a R$ 22.402. O setor de serviços foi o único a apresentar alta de 1,7%, enquanto a indústria caiu 0,8% e a agropecuária 2,3%. A taxa de investimento foi de 18,1% do PIB, abaixo da registrada em 2011, de 19,3%. A taxa de poupança recuou de 17,2% em 2011 para 14,8% em 2012. O setor externo registrou alta de 0,5% nas exportações e 0,2% nas importações de bens e serviços. A inflação atingiu 5,84% (IPCA de 2012) a taxa de desemprego, 5,5% (taxa média anual de 2012). As exportações de US$ 242,58 bilhões e as importações de U$$ 223,14 bilhões geraram um superávit de US$ 19,43 bilhões, -34,75% em relação a 2011.

Last year the Brazilian economy continued slowing down. After an exceptional result in 2010 (+7.5%) and 2011 (+2.7%), GDP for 2012 was well below government estimates, closing at +0.9% This outcome brings the overall wealth produced by the country to R$ 4.403 trillion and GDP per head to R$ 22,204. The services sector was the only one to show growth of 1.7%, while industry fell 0.8% and agriculture 2.3%. The rate of investment was 18.1% of GDP, lower than the figure for 2011, 19.3%. The domestic savings rate fell from 17.2% in 2011 to 14.8% in 2012. Foreign trade grew by 0.5% for exports and 0.2% for imports of goods and services. Inflation reached 5.84% (National Consumer Price Index - IPCA) and the unemployment rate 5.5% (average annual rate for 2012). Exports of US$ 242.58 billion and imports of US$ 223.14 billion generated a surplus of US$ 19.43 billion, 34.75% below the figure for 2011. PERFORMANCE OF THE CAPITAL MARKETS

DESEMPENHO DO MERCADO DE CAPITAIS Neste cenário, o Ibovespa encerrou 2012 aos 60.952 pontos, com alta de 7,40%, revertendo parte da baixa do ano anterior de 18,11%. O volume financeiro total do segmento Bolsa atingiu o recorde histórico de R$ 1,78 trilhão contra R$ 1,61 trilhão em 2011, com a média diária de R$ 7,25 bilhões. O número total de negócios também foi recorde histórico 191.973.773, com uma média diária de 780.381. As maiores altas do Ibovespa foram Hypermarcas ON (+95,53%), B2W Varejo ON (+88,89%); Sabesp ON (+73,79%), Duratex ON (+71,16%); e Lojas Renner ON (+70,38%). As maiores baixas do Ibovespa foram OGX Petróleo ON (-67,84%); Eletrobras ON (-61,36%), Eletrobras PNB (- 57,51%); Eletropaulo PN (- 47,40%) e PDG Realty ON (- 41,89%). O setor de comércio teve a maior variação, +64,06%; já os setores de petróleo e gás (-26,29%) e energia elétrica (-17,32%) registraram as maiores perdas.

The Ibovespa closed 2012 at 60,952 points, a rise of 7.4%, recuperating part of the losses of the previous year of 18.11%. Total trading on the stock exchanges reached an historic high of R$ 1.78 trillion, as against R$ 1.61 trillion in 2011, with a daily average of R$ 7.25 billion. The total number of transactions was also an historic record: 191,973,773 with a daily average of 780,381. The greatest increases on the Ibovespa were Hypermarcas ON (+95.53%), B2W Varejo ON (+88.89%); Sabesp ON (+73.79%), Duratex ON (+71.16%), and Lojas Renner ON (+70.38%). The largest falls were OGX Petróleo ON (-67.84%); Eletrobras ON (-61.36%), Eletrobras PNB (- 57.51%); Eletropaulo PN (- 47.40%) and PDG Realty ON (- 41.89%). Commerce showed the greatest growth (+64.06%), whereas oil and gas (-26.29%) and electric power (-17.32%) showed the greatest losses.

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Estatísticas

Statistics

DESEMPENHO DAS COMPANHIAS ABERTAS

PERFORMANCE OF PUBLICLY HELD COMPANIES

A crise econômica global, principalmente na Europa, as pressões inflacionárias no país e o esgotamento do modelo de aumento de consumo por parte do governo foram os principais fatores para o pífio crescimento do PIB. Além disso, tivemos como agravante para o mercado financeiro e alguns setores da Bovespa as constantes medidas intervencionistas do governo federal que prejudicaram em muito alguns segmentos e, principalmente, as empresas estatais, afastando muitos investidores do mercado. A Medida Provisória n° 579, publicada em 11 de setembro de 2012, com a nova Regulamentação do Setor Elétrico afetou o mercado, levando o índice de Energia Elétrica (IEE) a registrar baixa de 8,17% no dia seguinte e de 11,72% no ano. No final de 2012, as empresas do setor tinham perdido R$ 48 bilhões em valor de mercado. As empresas de Telecomunicações também foram prejudicadas (de forma indireta), pelas ações rígidas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspendendo temporariamente as vendas de planos, o que levou a TIM a figurar entre as maiores quedas de 2012. Os setores de Bancos e de Petróleo também foram atingidos negativamente pelas medidas governamentais. A Petrobras foi afetada pelo congelamento dos preços dos combustíveis, adotado pelo governo para conter a inflação, comprimindo as margens da estatal. Além disso, as metas de produção foram revisadas para baixo.

The global economic crisis, above all in Europe, domestic inflationary pressures and the exhaustion of the government model of stimulating consumption were the main factors responsible for the negligible growth of GDP. The situation was further aggravated by the financial market and some sectors of the Bovespa, the constant intervention measures from the government that did great damage to a number of segments and, above all, state-owned enterprises driving many investors away from the market. Provisional Measure nº 579, published on September 11, 2012, with the new regulation of the electric sector, affected the market, with the Electric Energy Index (IEE) falling by 8.17% the following day and 11.72% during the year. By the end of 2012 companies in the sector had lost R$ 48 billion in market value. Telecommunications companies were also affected (albeit indirectly) by the inflexible intervention of the National Telecommunications Agency (Anatel) temporarily suspending the sale of mobile phone plans, resulting in the shares of TIM registering among the greatest losses in 2012. The banking and oil sectors were also negatively affected by government measures. Petrobras was affected by the freezing of fuel prices, adopted by the government to control inflation, reducing the profits of the SOE. Production targets were also lowered.

Gráfico 1 / Chart 1

Receita Liquida x Lucro/Prejuízo Acumulados em R$ Mil Net Income x Profit/Accumulated Losses in R$ thousands

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O setor bancário sofreu a pressão exercida pelo governo para que as instituições financeiras baixassem juros, num momento em que a inadimplência afetava o setor. Este clima propiciou um acirramento da concorrência entre os bancos públicos e os privados, gerando uma grande insegurança no setor. O cenário internacional para as commodities metálicas também não foi animador, o que prejudicou bastante o setor siderúrgico brasileiro. Foi um ano marcado pela sobreoferta mundial de aço (a preços baixos), alta de mão de obra, elevação do preço do minério de ferro e do coque, compressão das margens e dificuldades de repasse de despesas, componentes que levaram o segmento siderúrgico a um péssimo desempenho em 2012. O ano também foi difícil para as empresas do setor de construção civil. Depois de um período de alta expressiva, os valores dos imóveis ficaram estagnados em patamar elevado, o que afetou as vendas e lançamentos de novas unidades. Outro fato que também marcou 2012 foi a crise de confiança enfrentada pelo grupo EBX do empresário Eike Batista, iniciada em junho do ano passado. Na época, a empresa de petróleo OGX surpreendeu o mercado ao anunciar resultados decepcionantes em testes de vazão do Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos. As projeções de produção foram revisadas para baixo e as ações da companhia caíram 44% em apenas dois dias. A petroleira concluiu que a vazão da área era de 5 mil barris de óleo equivalente por dia por poço, já os analistas projetavam de 15 mil a 20 mil barris/dia. O fato afetou todas as empresas do grupo, que também tiveram resultados bem abaixo do prometido. Com isso, as empresas do grupo sofreram um fortíssimo processo de desvalorização de suas ações. Em 2012, os papéis da OGX recuaram 67,84%, as da MMX 33,10% e as da LLX 28,78%. A OGX liderou as baixas do ano.

The banking sector came under pressure from the government to reduce interest rates at a time when default was affecting the sector. This led to heightened competition between banks in the private and public sectors, creating a climate of insecurity in the sector. The international scenario for metallic commodities was also not encouraging, with a considerable negative effect on the Brazilian steel sector. It was a year marked by a worldwide excess of steel supply (at low prices), increase in labor costs, higher iron ore and coke prices, lower profits and difficulties in absorbing costs by adjusting prices, all of which resulted in a very weak performance for the steel sector in 2012. It was also a difficult year for companies in the civil construction sector. After a period of considerable price rises, the cost of real estate remained stagnated at high levels, affecting sales and the launching of new building projects. Another factor that marked 2012 was the confidence crisis faced by entrepreneur Eike Batista’s EBX group, which began in June last year. At the time the oil company OGX surprised the market by announcing disappointing results after drilling tests in the Tubarão Azul field, in the Campos basin. Production projections were revised downwards and the company’s shares fell 44% in just two days. The company concluded that the reserves in the area were the equivalent of 5000 barrels of oil per well per day, whereas the analysts had projected between 15 and 20 thousand barrels per day. The occurrence affected all the companies of the group, which also showed results well below those expected. As a result the companies of the group suffered severe losses in the prices of their shares. In 2012 OGX securities fell 67.84%, MMX’s 33.1% and LLX’s 28.78%. OGX suffered the greatest losses of the year. POSITIVE HIGHLIGHTS

DESTAQUES POSITIVOS Considerando todas as empresas da BM&FBovespa (as que compõem o índice e as outras) os destaques positivos de alta em 2012 foram as empresas de Educação, Kroton ON +151,50% e Estácio ON +134,21%. Essas empresas tiveram excelentes desempenho, além de estarem colocadas entre as 10 maiores do mundo no segmento em que atuam. A ampliação do FIES (programa governamental de financiamento para estudantes) deve estimular a procura por cursos de ensino superior, bem como a abertura de novos centros de aprendizagem. A Minerva ON (frigorífico) com valorização de 122,57% foi a terceira maior alta do ano. O frigorífico, que foi destaque do setor de alimento, além de se beneficiar

Considering all the companies listed on the Bovespa (Ibovespa and the others) the positive highlights for 2012 were the companies Educação, Kroton ON (+151.50%) and Estácio ON (+134.21%). The performance of these companies was excellent, in addition to being placed among the 10 best in the world in their respective segments. The expansion of the government student finance program (FIES) should encourage enrolment in higher education courses, as well as the opening of new educational institutions. Minerva ON (cold storage), whose shares rose 122.57%, showed the third largest increase of the year. The company, which was the highlight of the food sector, in addition to benefitting from the recuperation of the

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Statistics

Estatísticas

da recuperação no ciclo de gado, conseguiu ganhos de margens e ser referência na gestão de capital de giro. Grendene ON +132,82%, fabricante de calçados, e Valid ON +121,03 (companhia de sistemas de identificação e certificação), Hypermarcas ON+95,53, Mills ON +93,48%, Lojas Marisa ON +92,98, Helbor 89,41% e B2W Varejo ON +88,89 completam as 10 maiores valorizações do ano.

cattle cycle, increased its profit margin and became a model for cash flow administration. Grendene ON (+132.82%), a footwear manufacturer, and Valid ON (+121.03), an identification and certification systems company, Hypermarcas ON (+95.53), Mills ON +93.48%, Lojas Marisa ON (+92.98), Helbor (89.41%) and B2W Varejo ON (+88.89) complete the ten largest increases of the year.

OS 10 MELHORES RETORNOS DE 2012

THE 10 BEST RESULTS IN 2012

Empresas / Companies CIELO SOUZA CRUZ SONDOTÉCNICA NATURA PORTOBELLO AES TIETÊ CIA. HERING AMBEV CEMIG CCR S.A.

ROE =

Patrimônio Líquido / Net Equity

Lucro / Profit

ROE / ROE

2.286.107 2.365.463 144.626 1.306.097 127.127 1.808.262 784.000 29.923.817 12.044.062 3.362.332

2.320.618 1.641.371 99.890 861.222 65.675 901.263 311.014 10.642.555 4.271.685 1.192.373

101,50% 69,40% 69,10% 65,90% 51,70% 49,80% 39,70% 35,60% 35,50% 35,50%

Lucro Líquido Patrimônio Líquido

ROE = Net Profit Net Equity

PERSPECTIVAS

OUTLOOK

Para 2013, o quadro interno não é animador. As estimativas são de baixo crescimento econômico e inflação elevada. No mercado externo, existe a expectativa da retirada dos estímulos monetários à economia nos Estados Unidos e desaceleração da economia chinesa, fatores que sinalizam um cenário difícil para a Bovespa. Acreditamos que os segmentos de bebidas, fumo, bancários (maiores bancos), logística, celulose, educação sejam os menos prejudicados pelo quadro acima. O investidor deve procurar, nos diversos setores, empresas com baixo endividamento, boa geração de caixa e liderança em seus mercados de atuação. É recomendável ficar atento para quais setores serão direcionados os recursos governamentais e torcer para que o governo federal não interfira no mercado, como vem fazendo ultimamente.

The outlook for 2013 is not encouraging. Estimates are for low economic growth and high inflation. On the foreign market it is expected that the monetary stimuli to the US economy will be withdrawn and China’s growth will slow down, factors that augur a difficult scenario for the Bovespa. We believe that that the following segments will be the least affected by these factors: beverages, tobacco, banks (the largest), logistics, cellulose and education. Among the various sectors, investors should look for companies with low debt levels, healthy cash flow and that are leaders in their respective markets. It is advisable to watch carefully to which sectors government resources are directed and hope that the government will not interfere in the market as it has been doing.

Carlos Antônio Magalhães é Presidente da APIMEC-Rio e SócioDiretor da SABE Consultores Associados

Carlos Antônio Magalhães is President of APIMEC-Rio and Executive Partner of SABE Consultores Associados

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$TMAŽ?AF?LBMOSCDMQQCMK…VGKM OSC?JES�KNSBCQQCQCBCBGA?P Sabesp 300%: 100% de ågua tratada, 100% de esgoto coletado e 100% de esgoto tratado. Levar qualidade de vida para a população Ê um compromisso da Sabesp com o Estado de São Paulo. Por isso, o 2?@CQN serå implantado, atÊ 2014, em todos os municípios atendidos do interior. Depois, atÊ 2016, serå a vez do litoral. E, atÊ o Ânal da dÊcada, todas as cidades do Estado atendidas por nós serão 300%. É o saneamento transformando a vida das pessoas. 2?G@?K?GQ?ACQQ?LBMUUUQ?@CQNAMK@PPQ

,?RFCSQ &?@PGCJC3FG?EM trigĂŞmeos, Ă‚lhos do funcionĂĄrio da Sabesp Nivaldo A. Curralo

2?@CQN4K?CKNPCQ?BM&MTCPLMBM$QR?BMBC2‡M/?SJM

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Estatísticas

Statistics

Notas metodológicas Methodological notes

O

Anuário Estatístico das Companhias Abertas visa detalhar, em termos contábeis e financeiros, o comportamento dos setores mais significativos e subsetores da economia brasileira, considerando as empresas de capital aberto listadas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e com ações cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). As estatísticas reunidas para o presente Anuário foram consolidadas a partir das Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP) divulgadas anualmente à CVM, conforme a Instrução nº 480 de 2009. As informações são consultadas junto à BM&FBovespa, cujo banco de dados replica as informações arquivadas junto à CVM. As informações contidas neste Anuário foram consolidadas até o dia 1 de julho de 2013. As empresas que não possuem informações para o ano de 2012 não divulgaram suas demonstrações financeiras até o encerramento desta edição. COMO CONSULTAR AS TABELAS

Foram selecionadas todas as empresas presentes na BM&FBovespa em 31 de dezembro de 2013, totalizando 354 companhias. As empresas são listadas por seu nome comercial e agrupadas setorialmente, conforme classificação utilizada pela BM&FBovespa. As informações sobre as empresas foram dispostas em valores correntes (em milhares de reais) para os anos de 2011 e 2012. As informações de evolução histórica (2003 a 2013) foram consolidadas para os setores e calculadas em valores reais de 2012, deflacionada pelo índice do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). DESCRIÇÃO DOS INDICADORES E CONTAS UTILIZADOS NAS TABELAS Ativo Total – Valor Declarado no Balanço Patrimonial Patrimônio Líquido – Valor Declarado no Balanço Patrimonial Receita Líquida – Receita Bruta excluindo-se deduções como devoluções, abatimentos e impostos sobre vendas. LAJIR – Lucro / Prejuízo antes dos encargos financeiros e impostos – resultado líquido do período, acrescido dos tributos sobre o lucro e das despesas financeiras líquidas das receitas financeiras.

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The main purpose of Statistical Yearbook of Public Held Companies is to detail economic and financial performance of Brazilian economic sectors and subsectors. The compendium shows information from public held companies listed in BM&FBOVESPA. Statistics gathered for this yearbook were consolidated from the Standardized Financial Statements (DFP) which are annually handed in to CVM, according to It’s Instruction 480/09. The numbers was consulted at BM&FBOVESPA website witch reproduces the information storage at CVM. All data were consolidated at July, 1st 2013. The publication excluded companies that didn´t published your financial data until the end of this yearbook. HOW TO CONSULT THE TABLES: Was selected all companies listed at BM&FBOVESPA in December 31, 2013. Aiming to expand the transparency of the process and increasingly align the publication to the capital market expectations, Abrasca introduced a stage of information counterchecking with the companies. In this process some companies asked for It´s exclusion so the final sample was 354 companies. The companies are listed by its corporate name and grouped by sectors, following the classification used by BM&FBOVESPA. Individually information on the company was provided in current values (in thousands of reais) for the years 2012 and 2011. The historic data (2003 to 2013) was consolidated for sectors and expressed in prices of 2012. DESCRIPTION OF THE INDICATORS AND ACCOUNTS USED IN THE TABLES Total Assets – Value Declared in the Equity Balance Sheet Net Worth – Value Declared in the Equity Balance Sheet Revenues brought in through Sales of Goods and/or Services – Value Declared in the Earnings Statement Earnings before interest and taxes – total profits plus taxes and net financial revenues. Consolidated Profits/Losses during the Period – Value Declared in the Earnings Statement after Tax and Interest on Equity. Total Indebtedness – Total Assets (less) Net Worth


DURATEX. COMPROMISSO COM A SUSTENTABILIDADE E A CRIAÇÃO DE VALOR. Entre as dez maiores empresas mundiais nos mercados de construção civil e moveleiro, a Duratex também lidera a produção de painéis de madeira, louças e metais sanitários no Brasil e no Hemisfério Sul. Deca, Hydra, Durafloor e Duratex são marcas reconhecidas e duradouras, assim como nossos produtos, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Estamos construindo o futuro, cada vez mais apaixonados por inovação, design e excelência.

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Estatísticas

Resultado antes dos tributos – Valor declarado na Demonstração de Resultado Lucro / Prejuízo Líquido – Valor declarado na Demonstração de Resultado após impostos e juros sobre capital próprio. Endividamento Total – Ativo Total (menos) Patrimônio Líquido. Capital de Giro – Ativo Circulante (menos) Passivo Circulante Ativo Circulante: Valor declarado no Balanço Patrimonial Passivo Circulante: Valor declarado no Balanço Patrimonial Giro do Ativo – Receita Líquida operacional (dividido por) Ativo Total. No caso do grupo “bancos”, o calculo é feito em relação à Receita Intermediação Financeira. Grau de Endividamento – Endividamento Total (dividido por) Patrimônio Líquido Variação Real (%) – Taxa de variação de cada um dos indicadores, levando-se em conta a taxa de inflação medida pelo IPCA que totalizou 5,83% em 2012. Este valor foi calculado de forma que variações positivas indicam melhoras no resultado da empresa, mesmo quando existem dois valores negativos, ou um negativo em 2011 seguido de por um valor positivo. Ou seja, caso a empresa registre um prejuízo em 2011 e reduz esse prejuízo em 2012, a taxa de variação será positiva, indicando que o prejuízo diminuiu, ou seja, houve uma melhora no resultado da companhia. Variações negativas devem ser lidas como uma redução do indicador. Lembrando que sobre o valor de 2011 incide a inflação verificada no ano passado, de forma que em pequenos ganhos nominais pode haver variação negativa, em função da correção aplicada. A variação real em 2012 para o acumulado de cada setor desconsidera as empresas que não estão na amostra; trata-se da variação real da média de cada variável, considerando somente as empresas que apresentam valores para 2011 e 2012. Receita da Intermediação Financeira – Valor Declarado na Demonstração de Resultado Alavancagem – Endividamento Total (dividido por) Patrimônio Líquido. Depósitos Totais – Passivo Circulante (mais) Passivo Exigível a Longo Prazo. Crédito Total – Ativo Circulante (mais) Ativo Realizável a Longo Prazo Investimentos – Investimento em Subsidiárias e Outros

Statistics

Working Capital – Current Assets (less) Current Liabilities Net Operating Revenues: Value Declared in the Equity Balance Sheet Current Liabilities: Value Declared in the Equity Balance Sheet Asset Turnover – Net Operating Revenues (divided by) Total Assets. If for bank sector, it is calculated by the Intermediation Revenue. Debt-to-equity ratio – Total Indebtedness (divided by) Shareholders’ Equity. Real Variation (%) – is a rate of variation for each indicator, taking into account the rate of inflation, measured by a mixed indicator using IGP-M, IPCA and INPC that was 5,83% in 2012. This value was calculated so that positive variations indicate improvement in the company’s outcome even if there are two negative values, or one negative in 2011 followed by a positive one. For instance, if the company recorded loss in 2011, and if this loss decreased in 2012, the variation rate will be positive, indicating a smaller loss, that is, there has been an improvement for the company. Likewise, negative variations must be interpreted as a reduction on the indicator. Over the value of 2011 incurs last year inflation, so that there may be negative variation on small face values gains, due to the restatement applied. The actual variation in 2012 in the accumulated figures for each sector disregards companies that do not disclose their accounting information. This is consequently the real variation in the average for each variable, considering only companies presenting figures for 2011 and 2012. Intermediation Revenue – amount stated in the Income Statement. Leverage – Total Indebtedness (divided by) Shareholders’ Equity Total Deposits – Demand deposits (plus) Savings deposits (plus) Interfinancial deposits (plus) Notice Account deposits. Total Credit – short term Credit Operations (plus) short term Leasing Operations (plus) short terms Other Credit. Investments – Investment in Subsidiaries and others.

TABLES OF SECTOR´S TIME SERIES TABELAS DAS SÉRIES HISTÓRICAS SETORIAIS As tabelas para as séries históricas de indicadores, como o ativo total, de cada subsetor foram calculadas com base na média, isto é, dividindo-se o somatório do indicador, pela quantidade de empresas declarantes em cada ano. Esse valor foi trazido a valores reais de 2011, levando-se em conta a taxa acumulada de inflação medida pelo IPCA.

106

The tables for the historical series of indicators, as the Total Assets, Shareholders’ Equity, Net Income/ Loss, Net Revenue, etc of each sub-sector were calculated based on the average, that is, dividing the sum of the indicator by the number of the companies returning data each year. This value was put into 2011 values.


Estatísticas

Statistics

DENOMINAÇÃO SOCIAL DAS EMPRESAS Companies’ names Nome de pregão Trading name

Denom. social Company name

ABC BRASIL

BCO ABC BRASIL S.A.

Cód. negociação Trading code

Cód. CVM CVM code

CNPJ CNPJ

Setor / segmento Sector / segment

UF State

ABCB - N2

020958

28.195.667/0001-06

Bancos & Crédito

SP

ABRIL EDUCAÇÃO ABRIL EDUCAÇÃO S.A. ACO ALTONA ELECTRO ACO ALTONA S.A.

ABRE - N2 EALT

022551 005380

02.541.982/0001-54 82.643.537/0001-34

Educacão Máquinas e Equipamentos

SP SC

AES ELPA AES TIETE

AES ELPA S.A. AES TIETE S.A.

AELP GETI

019313 018350

01.917.705/0001-30 02.998.609/0001-27

Energia Elétrica Energia Elétrica

SP SP

AFLU

AFLUENTE

AFLUENTE GER.E TRANSM.ENERG.ELETR. S.A.

020150

07.620.094/0001-40

Energia Elétrica

RJ

AFLUENTE T AGRENCO

AFLUENTE TRANSM. DE ENERGIA ELÉTRICA S.A. AFLT AGRENCO LTD. AGEN - DR3

022179 080080

010.338.320/0001-00 08.943.312/0001-40

Energia Elétrica Atacado & Varejo

RJ SP

ALFA CONSORC ALFA FINANC

CONSORCIO ALFA DE ADMINISTRACAO S.A. FINANCEIRA ALFA S.A. – CRED FINANC E INVS

BRGE CRIV

004707 003891

17.193.806/0001-46 17.167.412/0001-13

Serviços Financeiros Bancos & Crédito

SP SP

ALFA HOLDING

ALFA HOLDINGS S.A.

RPAD

009954

17.167.396/0001-69

Holdings Diversificadas

SP

ALFA INVEST ALIANSCE

BCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. ALIANSCE SHOPPING CENTERS S.A.

BRIV ALSC - NM

001384 021300

60.770.336/0001-65 06.082.980/0001-03

Bancos & Crédito Construção Civil e Mercado Imobiliário

SP RJ

ALIPERTI ALL AMER LAT

SIDERURGICA J. L. ALIPERTI S.A. ALL AMERICA LATINA LOGISTICA S.A.

APTI ALLL - NM

012823 017450

61.156.931/0001-58 02.387.241/0001-60

Siderurgia e Metalurgia Transporte e Logística

SP PR

ALL ORE ALPARGATAS AMAZONIA

ALL ORE MINERAÇÃO S.A. SAO PAULO ALPARGATAS S.A. BCO AMAZONIA S.A.

AORE ALPA - N1 BAZA

021725 010456 000922

10.345.009/0001-98 61.079.117/0001-05 04.902.979/0001-44

Serviços Financeiros Tecidos, Vestuário e Calçados Bancos & Crédito

SP SP PA

AMBEV AMIL

CIA BEBIDAS DAS AMERICAS – AMBEV AMIL PARTICIPACOES S.A.

AMBV AMIL - NM

018112 021172

02.808.708/0001-07 36.461.242/0001-20

Alimentos, Bebidas & Fumo Serviços Médico-Hospitalares

SP RJ

AMPLA ENERG ANHANGUERA

AMPLA ENERGIA E SERVICOS S.A. ANHANGUERA EDUCACIONAL PART. S.A

CBEE AEDU - NM

003050 018961

33.050.071/0001-58 04.310.392/0001-46

Energia Elétrica Educação

RJ SP

AREZZO CO AUTOMETAL AZEVEDO

AREZZO INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A. AUTOMETAL S.A. AZEVEDO E TRAVASSOS S.A.

ARZZ - NM AUTM - NM AZEV

022349 022381 011975

16.590.234/0001-76 59.104.513/0001-95 61.351.532/0001-68

Atacado & Varejo Máquinas e Equipamentos Construção Civil e Mercado Imobiliário

MG SP SP

B2W VAREJO BAHEMA

B2W – COMPANHIA GLOBAL DO VAREJO BAHEMA S.A.

BTOW - NM BAHI

020990 000701

776.574/0001-56 45.987.245/0001-92

Atacado & Varejo Holdings Diversificadas

SP SP

BANESE BANESTES BANPARA BANRISUL

BCO ESTADO DE SERGIPE S.A. – BANESE BANESTES S.A. – BCO EST ESPIRITO SANTO BCO ESTADO DO PARA S.A. BCO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL S.A.

BGIP BEES BPAR BRSR - N1

001120 001155 001171 001210

13.009.717/0001-45 28.127.603/0001-78 04.913.711/0001-78 92.702.067/0001-96

Bancos & Crédito Bancos & Crédito Bancos & Crédito Bancos & Crédito

SE ES PA RS

BARDELLA BATTISTELLA BAUMER BEMATECH BHG

BARDELLA S.A. INDUSTRIAS MECANICAS BATTISTELLA ADM PARTICIPACOES S.A. BAUMER S.A. BEMATECH S.A. BHG S.A. – BRAZIL HOSPITALITY GROUP

BDLL BTTL BALM BEMA - NM BHGR - NM

001520 015458 001562 020656 020907

60.851.615/0001-53 42.331.462/0001-31 61.374.161/0001-30 82.373.077/0001-71 08.723.106/0001-25

Máquinas e Equipamentos Holdings Diversificadas Máquinas e Equipamentos Máquinas e Equipamentos Lazer, Turismo e Hotelaria

SP PR SP PR SP

BIC MONARK BICBANCO BIOMM BMFBOVESPA BOMBRIL BR BROKERS

BICICLETAS MONARK S.A. BCO INDUSTRIAL E COMERCIAL S.A. BIOMM S.A. BMF BOVESPA S.A. BOLSA VALORES MERC FUT BOMBRIL S.A. BRASIL BROKERS PARTICIPACOES S.A.

BMKS BICB - N1 BIOM BVMF - NM BOBR BBRK - NM

001694 021113 019305 021610 012190 021180

56.992.423/0001-90 7.450.604/0001-89 04.752.991/0001-10 09.346.601/0001-25 50.564.053/0001-03 8.613.550/0001-98

Utilidades Domésticas Bancos & Crédito Serviços Médico-Hospitalares Serviços Financeiros Atacado & Varejo Construção Civil e Mercado Imobiliário

SP SP MG SP SP RJ

BR INSURANCE

BRASIL INSURANCE PART. E ADMIN. S.A.

BRIN - NM

022217

11.721.921/0001-60

Serviços Financeiros

RJ

BR MALLS PAR BR PHARMA BR PROPERT BRADESCO BRADESPAR BRASIL BRASIL TELEC BRASILAGRO BRASKEM BRASMOTOR BRAZILIAN FR BRB BANCO BRF FOODS BROOKFIELD BTGP BANCO BUETTNER CACIQUE CAF BRASILIA CAMBUCI CASAN CCR SA CEB CEDRO CEEE-D CEEE-GT CEG

BR MALLS PARTICIPACOES S.A. BRAZIL PHARMA S.A. BR PROPERTIES S.A. BCO BRADESCO S.A. BRADESPAR S.A. BCO BRASIL S.A. BRASIL TELECOM S.A. BRASILAGRO – CIA BRAS DE PROP AGRICOLAS BRASKEM S.A. BRASMOTOR S.A. BRAZILIAN FINANCE E REAL ESTATE S.A. BRB BCO DE BRASILIA S.A. BRF – BRASIL FOODS S.A. BROOKFIELD INCORPORAÇÕES S.A. BCO BTG PACTUAL S.A. BUETTNER S.A. INDUSTRIA E COMERCIO CIA CACIQUE DE CAFE SOLUVEL CAFE SOLUVEL BRASILIA S.A. CAMBUCI S.A. CIA CATARINENSE DE AGUAS E SANEAM.-CASAN CCR S.A. CIA ENERGETICA DE BRASILIA CIA FIACAO TECIDOS CEDRO CACHOEIRA CIA ESTADUAL DE DISTRIB ENER ELET-CEEE-D CIA ESTADUAL GER.TRANS.ENER.ELET-CEEE-GT CIA DISTRIB DE GAS DO RIO DE JANEIRO-CEG

BRML - NM BPHA - NM BRPR BBDC - N1 BRAP - N1 BBAS - NM BRTO AGRO - NM BRKM - N1 BMTO BFRE BSLI BRFS - NM BISA - NM BPAC BUET CIQU CAFE CAMB CASN CCRO - NM CEBR CEDO - N1 CEED - N1 EEEL - N1 CEGR

019909 022500 019925 000906 018724 001023 011312 020036 004820 001970 017922 014206 016292 020265 022616 002038 002909 002062 002100 016861 018821 014451 003077 020648 003204 016616

06.977.745/0001-91 11.395.624/0001-71 6.977.751/0001-49 60.746.948/0001-12 03.847.461/0001-92 00.000.000/0001-91 76.535.764/0001-43 07.628.528/0001-59 42.150.391/0001-70 61.084.984/0001-20 2.762.113/0001-50 00.000.280/0001-00 01.838.723/0001-27 07.700.557/0001-84 30.306.294/0001-45 82.981.912/0001-20 78.588.415/0001-15 25.869.736/0001-21 61.088.894/0001-08 82.508.433/0001-17 02.846.056/0001-97 00.070.698/0001-11 17.245.234/0001-00 08.467.115/0001-00 92.715.812/0001-31 33.938.119/0001-69

Construção Civil e Mercado Imobiliário Atacado & Varejo Construção Civil e Mercado Imobiliário Bancos & Crédito Holdings Diversificadas Bancos & Crédito Telecomunicações Construção Civil e Mercado Imobiliário Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Utilidades Domésticas Serviços Financeiros Bancos & Crédito Alimentos, Bebidas & Fumo Construção Civil e Mercado Imobiliário Bancos & Crédito Tecidos, Vestuário e Calçados Alimentos, Bebidas & Fumo Alimentos, Bebidas & Fumo Tecidos, Vestuário e Calçados Saneamento e Serviços de Água e Gás Transporte e Logística Energia Elétrica Tecidos, Vestuário e Calçados Energia Elétrica Energia Elétrica Saneamento e Serviços de Água e Gás

RJ

108

SP SP SP DF DF SP BA SP SP DF SP RJ RJ SC PR MG SP SC SP DF MG RS RS RJ


Giânia Maria Melo da Silva, graduada em Serviço Social pela Estácio, Rio de Janeiro, RJ, com suas filhas Mayara e Mylena.

Quem recebeu o diploma foi a Giânia. Mas a família inteira subiu no palco junto com ela. Mudar a história de uma pessoa já faz diferença, mas em muitos casos a Estácio ajuda a mudar a de famílias inteiras. A Giânia é um exemplo disso. Com a sua dedicação e a nossa ajuda, ela conseguiu se formar na Estácio depois de vinte anos sem estudar. E sua vida melhorou muito. E ela não é a única, vários de nossos alunos conseguem o mesmo. A Estácio se orgulha de fazer parte de momentos como este. E espera construir mais 40 anos de histórias assim, por isso investimos tanto no futuro de cada aluno, junto com ele.

Estácio. Investindo no seu futuro junto com você.

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Estatísticas

Nome de pregão Trading name

Denom. social Company name

Cód. negociação Trading code

Statistics

Cód. CVM CVM code

CNPJ CNPJ

Setor / segmento Sector / segment

UF State

CELESC

CENTRAIS ELET DE SANTA CATARINA S.A.

CLSC - N2

002461

83.878.892/0001-55

Energia Elétrica

SC

CELGPAR CELPA

CIA CELG DE PARTICIPACOES – CELGPAR CENTRAIS ELET DO PARA S.A. – CELPA

GPAR CELP

021393 018309

08.560.444/0001-93 04.895.728/0001-80

Energia Elétrica Energia Elétrica

GO PA

CELPE CELUL IRANI

CIA ENERGETICA DE PERNAMBUCO – CELPE CELULOSE IRANI S.A.

CEPE RANI

014362 002429

10.835.932/0001-08 92.791.243/0001-03

Energia Elétrica Papel & Celulose e Madeira

PE RS

CEMAT

CENTRAIS ELET MATOGROSSENSES S.A.-–CEMAT CMGR

014605

03.467.321/0001-99

Energia Elétrica

MT

CEMEPE CEMIG

CEMEPE INVESTIMENTOS S.A. CIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS - CEMIG

MAPT CMIG - N1

013854 002453

93.828.986/0001-73 17.155.730/0001-64

Holdings Diversificadas Energia Elétrica

RJ MG

CENT MIN-RIO CESP

CENTENNIAL ASSET PARTICIP.MINAS-RIO S.A. CESP – CIA ENERGETICA DE SAO PAULO

CTMI CESP - N1

020176 002577

07.949.970/0001-87 60.933.603/0001-78

Mineração Energia Elétrica

RJ SP

CETIP

CETIP S.A. – BALCÃO ORG. DE ATIVOS E DERIV.

CTIP - NM

021792

09.358.105/0001-91

Serviços Financeiros

RJ

CHIARELLI CIA HERING

CERAMICA CHIARELLI S.A. CIA HERING

CCHI HGTX - NM

002488 014761

52.736.840/0001-10 78.876.950/0001-71

Construção Civil e Mercado Imobiliário Tecidos, Vestuário e Calçados

SP SC

CIELO CIMS

CIELO S.A. CIMS S.A.

CIEL - NM CMSA

021733 014818

01.027.058/0001-91 00.272.185/0001-93

Serviços Financeiros Serviços Financeiros

SP RJ

CLARION COARI PART

CLARION S.A. AGROINDUSTRIAL COARI PARTICIPACOES S.A.

CLAN COAR

018490 019089

24.956.666/0001-86 04.030.087/0001-09

Alimentos, Bebidas & Fumo Holdings Diversificadas

MT RJ

COBRASMA

COBRASMA S.A.

CBMA

004448

61.080.313/0001-91

Máquinas e Equipamentos

SP

COELBA COELCE

CIA ELETRICIDADE EST. DA BAHIA – COELBA CIA ENERGETICA DO CEARA – COELCE

CEEB COCE

014524 014869

15.139.629/0001-94 07.047.251/0001-70

Energia Elétrica Energia Elétrica

BA CE

COMGAS CONST A LIND CONTAX

CIA GAS DE SAO PAULO – COMGAS CONSTRUTORA ADOLPHO LINDENBERG S.A. CONTAX PARTICIPACOES S.A.

CGAS CALI CTAX

015636 004723 019100

61.856.571/0001-17 61.022.042/0001-18 04.032.433/0001-80

Saneamento e Serviços de Água e Gás Construção Civil e Mercado Imobiliário Telecomunicações

SP SP RJ

COPASA COPEL

CIA SANEAM. DE MINAS GERAIS-COPASA MG CIA PARANAENSE DE ENERGIA – COPEL

CSMG - NM CPLE - N1

019445 014311

17.281.106/0001-03 76.483.817/0001-20

Saneamento e Serviços de Água e Gás Energia Elétrica

MG PR

COR RIBEIRO COSAN COSAN LTD

CORREA RIBEIRO S.A. COMERCIO E INDUSTRIA COSAN S.A. INDUSTRIA E COMERCIO COSAN LIMITED

CORR CSAN - NM CZLT - DR3

004863 019836 080071

15.101.405/0001-93 50.746.577/0001-15 8.887.330/0001-52

Construção Civil e Mercado Imobiliário Açúcar e Álcool Açúcar e Álcool

BA SP SP

COSERN COTEMINAS

CIA ENERGETICA DO RIO GDE NORTE – COSERN CSRN CIA TECIDOS NORTE DE MINAS COTEMINAS CTNM

018139 003158

08.324.196/0001-81 22.677.520/0001-76

Energia Elétrica Tecidos, Vestuário e Calçados

RN MG

CPFL ENERGIA CR2 CREMER CRUZEIRO SUL

CPFL ENERGIA S.A. CR2 EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS S.A. CREMER S.A. BCO CRUZEIRO DO SUL S.A.

CPFE - NM CRDE - NM CREM - NM CZRS - N1

018660 020630 020141 020753

02.429.144/0001-93 7.820.907/0001-46 82.641.325/0001-18 62.136.254/0001-99

Energia Elétrica Construção Civil e Mercado Imobiliário Serviços Médico-Hospitalares Bancos & Crédito

SP RJ SC SP

CSU CARDSYST CYRE COM-CCP CYRELA REALT DHB DASA

CSU CARDSYSTEM S.A. CYRELA COMMERCIAL PROPERT S.A. EMPR PART CYRELA BRAZIL REALTY S.A.EMPREEND E PART DHB INDUSTRIA E COMERCIO S.A. DIAGNOSTICOS DA AMERICA S.A.

CARD - NM CCPR - NM CYRE - NM DHBI DASA - NM

020044 021040 014460 005150 019623

01.896.779/0001-38 8.801.621/0001-86 73.178.600/0001-18 92.825.900/0001-96 61.486.650/0001-83

Tecnologia da Informação Construção Civil e Mercado Imobiliário Construção Civil e Mercado Imobiliário Máquinas e Equipamentos Serviços Médico-Hospitalares

SP SP SP RS SP

DAYCOVAL DIMED DIRECIONAL DOC IMBITUBA DOCAS

BCO DAYCOVAL S.A. DIMED S.A. DISTRIB. DE MEDICAMENTOS DIRECIONAL ENGENHARIA S.A. CIA DOCAS DE IMBITUBA DOCAS INVESTIMENTOS S.A.

DAYC - N1 PNVL DIRR - NM IMBI DOCA

020796 009342 021350 003174 003182

62.232.889/0001-90 92.665.611/0001-77 16.614.075/0001-00 84.208.123/0001-02 33.433.665/0001-48

Bancos & Crédito Atacado & Varejo Construção Civil e Mercado Imobiliário Transporte e Logística Holdings Diversificadas

SP RS MG SC RJ

DOHLER DTCOM-DIRECT DUFRY AG DURATEX ECORODOVIAS ELEKEIROZ ELEKTRO ELETROBRAS ELETROPAR ELETROPAULO EMAE EMBRAER EMBRATEL PAR ENCORPAR ENERGIAS BR ENERGISA EQUATORIAL ESTACIO PART ESTRELA ETERNIT EUCATEX EVEN EXCELSIOR EZTEC FAB C RENAUX FER C ATLANT FER HERINGER FERBASA

DOHLER S.A. DTCOM – DIRECT TO COMPANY S.A. DUFRY A.G. DURATEX S.A. ECORODOVIAS INFRAESTR. E LOGÍSTICA S.A. ELEKEIROZ S.A. ELEKTRO – ELETRICIDADE E SERVICOS S.A. CENTRAIS ELET BRAS S.A. – ELETROBRAS ELETROBRÁS PART. S.A. – ELETROPAR ELETROPAULO METROP. ELET. SAO PAULO S.A. EMAE – EMPRESA METROP.AGUAS ENERGIA S.A. EMBRAER-EMPRESA BRAS DE AERONAUTICA S.A. EMBRATEL PARTICIPACOES S.A. EMPRESA NAC COM REDITO PART S.A.ENCORPAR EDP – ENERGIAS DO BRASIL S.A. ENERGISA S.A. EQUATORIAL ENERGIA S.A. ESTACIO PARTICIPACOES S.A. MANUFATURA DE BRINQUEDOS ESTRELA S.A. ETERNIT S.A. EUCATEX S.A. INDUSTRIA E COMERCIO EVEN CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A. EXCELSIOR ALIMENTOS S.A. EZ TEC EMPREEND. E PARTICIPACOES S.A. FABRICA TECIDOS CARLOS RENAUX S.A. FERROVIA CENTRO-ATLANTICA S.A. FERTILIZANTES HERINGER S.A. CIA FERRO LIGAS DA BAHIA – FERBASA

DOHL DTCY DAGB - DR3 DTEX - NM ECOR - NM ELEK EKTR ELET - N1 LIPR ELPL - N2 EMAE EMBR - NM EBTP ECPR ENBR - NM ENGI EQTL - NM ESTC - NM ESTR ETER - NM EUCA - N1 EVEN - NM BAUH EZTC - NM FTRX VSPT FHER - NM FESA

005207 018597 080110 005274 019453 004359 017485 002437 015784 014176 016993 020087 017647 016497 019763 015253 020010 021016 008427 005762 005770 020524 001570 020770 005827 015369 020621 003069

84.683.408/0001-03 03.303.999/0001-36 11.423.623/0001-93 97.837.181/0001-47 04.149.454/0001-80 13.788.120/0001-47 02.328.280/0001-97 1.180/0001-26 01.104.937/0001-70 61.695.227/0001-93 02.302.101/0001-42 07.689.002/0001-89 02.558.124/0001-12 01.971.614/0001-83 03.983.431/0001-03 864.214/0001-06 03.220.438/0001-73 8.807.432/0001-10 61.082.004/0001-50 61.092.037/0001-81 56.643.018/0001-66 43.470.988/0001-65 95.426.862/0001-97 8.312.229/0001-73 82.981.671/0001-45 00.924.429/0001-75 22.266.175/0001-88 15.141.799/0001-03

Tecidos, Vestuário e Calçados Tecnologia da Informação Atacado & Varejo Papel & Celulose e Madeira Transporte e Logística Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Energia Elétrica Energia Elétrica Energia Elétrica Energia Elétrica Energia Elétrica Máquinas e Equipamentos Telecomunicações Tecidos, Vestuário e Calçados Energia Elétrica Energia Elétrica Energia Elétrica Educação Utilidades Domésticas Construção Civil e Mercado Imobiliário Papel & Celulose e Madeira Construção Civil e Mercado Imobiliário Alimentos, Bebidas & Fumo Construção Civil e Mercado Imobiliário Tecidos, Vestuário e Calçados Transporte e Logística Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Siderurgia e Metalurgia

SC PR SUI SP SP SP SP DF RJ SP SP SP RJ MG SP RJ MA RJ SP SP SP SP RS SP SC MG ES BA

110


Nome de pregão Trading name

Denom. social Company name

Cód. negociação Trading code

Cód. CVM CVM code

CNPJ CNPJ

Setor / segmento Sector / segment

UF State

FIBAM

FIBAM COMPANHIA INDUSTRIAL

FBMC

006017

61.410.395/0001-95

Siderurgia e Metalurgia

SP

FIBRIA FINANSINOS

FIBRIA CELULOSE S.A. FINANSINOS S.A.- CREDITO FINANC E INVEST

FIBR - NM FNCN

012793 006076

60.643.228/0001-21 91.669.747/0001-92

Papel & Celulose e Madeira Bancos & Crédito

SP RS

FLEURY FORJA TAURUS

FLEURY S.A. FORJAS TAURUS S.A.

FLRY - NM FJTA

021881 006173

60.840.055/0001-31 92.781.335/0001-02

Serviços Médico-Hospitalares Máquinas e Equipamentos

SP RS

FRAS-LE

FRAS-LE S.A.

FRAS - N1

006211

88.610.126/0001-29

Máquinas e Equipamentos

RS

GAFISA GENERALSHOPP

GAFISA S.A. GENERAL SHOPPING BRASIL S.A.

GFSA - NM GSHP - NM

016101 021008

01.545.826/0001-07 08.764.621/0001-53

Construção Civil e Mercado Imobiliário Construção Civil e Mercado Imobiliário

SP SP

GER PARANAP GERDAU

DUKE ENERGY INT. GER. PARANAPANEMA S.A. GERDAU S.A.

GEPA GGBR - N1

018368 003980

02.998.301/0001-81 33.611.500/0001-19

Energia Elétrica Siderurgia e Metalurgia

SP RJ

GERDAU MET

METALURGICA GERDAU S.A.

GOAU - N1

008656

92.690.783/0001-09

Siderurgia e Metalurgia

RS

GOL GP INVEST

GOL LINHAS AEREAS INTELIGENTES S.A. GP INVESTMENTS. LTD.

GOLL - N2 GPIV - DR3

019569 080020

06.164.253/0001-87 07.857.850/0001-50

Transporte e Logística Serviços Financeiros

SP SP

GPC PART GRAZZIOTIN

GPC PARTICIPACOES S.A. GRAZZIOTIN S.A.

GPCP CGRA

016632 004537

02.193.750/0001-52 92.012.467/0001-70

Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. RJ Atacado & Varejo RS

GRENDENE

GRENDENE S.A.

GRND - NM

019615

89.850.341/0001-60

Tecidos, Vestuário e Calçados

CE

GRUCAI GUARARAPES

GRUCAI PARTICIPACOES S.A. GUARARAPES CONFECCOES S.A.

GRUC GUAR

015695 004669

01.258.945/0001-70 08.402.943/001-52

Transporte e Logística Atacado & Varejo

SP RN

HABITASUL HAGA S/A

CIA HABITASUL DE PARTICIPACOES HAGA S.A. INDUSTRIA E COMERCIO

HBTS HAGA

003298 013366

87.762.563/0001-03 30.540.991/0001-66

Holdings Diversificadas Construção Civil e Mercado Imobiliário

RS RJ

HELBOR HERCULES HOTEIS OTHON

HELBOR EMPREENDIMENTOS S.A. HERCULES S.A. FABRICA DE TALHERES HOTEIS OTHON S.A.

HBOR - NM HETA HOOT

020877 006629 006700

49.263.189/0001-02 92.749.225/0001-63 33.200.049/0001-47

Construção Civil e Mercado Imobiliário Utilidades Domésticas Lazer, Turismo e Hotelaria

SP SP RJ

HRT PETROLEO HYPERMARCAS

HRT PARTICIPACOES EM PETROLEO S.A. HYPERMARCAS S.A.

HRTP - NM HYPE - NM

022187 021431

10.629.105/0001-68 02.932.074/0001-91

Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. RJ Atacado & Varejo SP

IDEIASNET IGB S/A IGUACU CAFE

IDEIASNET S.A. IGB ELETRÔNICA S.A. CIA IGUACU DE CAFE SOLUVEL

IDNT - NM IGBR IGUA

018414 006815 003336

02.365.069/0001-44 43.185.362/0001-07 76.255.926/0001-90

Serviços Financeiros Utilidades Domésticas Alimentos, Bebidas & Fumo

RJ AM PR

IGUATEMI IMC HOLDINGS

IGUATEMI EMPRESA DE SHOPPING CENTERS S.A. IGTA - NM INTERNATIONAL MEAL COMPANY HOLDINGS S.A. IMCH - NM

020494 022438

51.218.147/0001-93 08.936.792/0001-12

Construção Civil e Mercado Imobiliário Lazer, Turismo e Hotelaria

SP SP

IND CATAGUAS INDS ROMI INDUSVAL INEPAR

CIA INDUSTRIAL CATAGUASES INDUSTRIAS ROMI S.A. BCO INDUSVAL S.A. INEPAR S.A. INDUSTRIA E CONSTRUCOES

CATA ROMI - NM IDVL - N1 INEP

003395 007510 020885 007595

19.526.748/0001-50 56.720.428/0001-63 61.024.352/0001-71 76.627.504/0001-06

Tecidos, Vestuário e Calçados Máquinas e Equipamentos Bancos & Crédito Máquinas e Equipamentos

MG SP SP SP

INEPAR TEL INVEST BEMGE IOCHP-MAXION ITAITINGA ITAUSA

INEPAR TELECOMUNICACOES S.A. INVESTIMENTOS BEMGE S.A. IOCHPE MAXION S.A. ITAITINGA PARTICIPACOES S.A. ITAUSA INVESTIMENTOS ITAU S.A.

INET FIGE MYPK - NM SQRM ITSA - N1

015423 006041 011932 015865 007617

00.359.742/0001-08 01.548.981/0001-79 61.156.113/0001-75 01.258.943/0001-81 61.532.644/0001-15

Telecomunicações Holdings Diversificadas Máquinas e Equipamentos Holdings Diversificadas Holdings Diversificadas

PR SP SP SP SP

ITAUTEC ITAUUNIBANCO J B DUARTE JBS JEREISSATI

ITAUTEC S.A. – GRUPO ITAUTEC ITAU UNIBANCO HOLDING S.A. INDUSTRIAS J B DUARTE S.A. JBS S.A. JEREISSATI PARTICIPACOES S.A.

ITEC ITUB - N1 JBDU JBSS - NM MLFT

012530 019348 012319 020575 008672

54.526.082/0001-31 60.872.504/0001-23 60.637.238/0001-54 2.916.265/0001-60 60.543.816/0001-93

Utilidades Domésticas Bancos & Crédito Holdings Diversificadas Alimentos, Bebidas & Fumo Telecomunicações

SP SP SP SP SP

JHSF PART

JHSF PARTICIPACOES S.A.

JHSF - NM

020605

8.294.224/0001-65

Construção Civil e Mercado Imobiliário

SP

JOAO FORTES JOSAPAR JSL KARSTEN KEPLER WEBER

JOAO FORTES ENGENHARIA S.A. JOSAPAR-JOAQUIM OLIVEIRA S.A. – PARTICIP JÚLIO SIMÕES LOGÍSTICA S.A. KARSTEN S.A. KEPLER WEBER S.A.

JFEN JOPA JSLG - NM CTKA KEPL

007811 013285 022020 004146 007870

33.035.536/0001-00 87.456.562/0001-22 52.548.435/0001-79 82.640.558/0001-04 91.983.056/0001-69

Construção Civil e Mercado Imobiliário Alimentos, Bebidas & Fumo Transporte e Logística Tecidos, Vestuário e Calçados Máquinas e Equipamentos

RJ RS SP SC RS

KLABIN S/A KROTON LA FONTE TEL LAEP LARK MAQS

KLABIN S.A. KROTON EDUCACIONAL S.A. LA FONTE TELECOM S.A. LAEP INVESTMENTS LTD. LARK S.A. MAQUINAS E EQUIPAMENTOS

KLBN - N1 KROT - N2 LFFE MILK - DR3 LARK

012653 017973 012262 080098 007978

89.637.490/0001-45 2.800.026/0001-40 53.790.218/0001-53 8.904.552/0001-36 60.631.090/0001-40

Papel & Celulose e Madeira Educação Telecomunicações Alimentos, Bebidas & Fumo Transporte e Logística

SP MG SP SP SP

LE LIS BLANC LF TEL LIGHT S/A LINX LIX DA CUNHA LLX LOG LOCALIZA LOCAMERICA LOG-IN LOJAS AMERIC LOJAS HERING LOJAS MARISA LOJAS RENNER LOPES BRASIL LUPATECH M G POLIEST M.DIASBRANCO

LE LIS BLANC DEUX COM CONFEC ROUPAS S.A. LF TEL S.A. LIGHT S.A. LINX S.A. CONSTRUTORA LIX DA CUNHA S.A. LLX LOGISTICA S.A. LOCALIZA RENT A CAR S.A. COMPANHIA DE LOCAÇÃO DAS AMÉRICAS LOG-IN LOGISTICA INTERMODAL S.A. LOJAS AMERICANAS S.A. LOJAS HERING S.A. MARISA LOJAS S.A. LOJAS RENNER S.A. LPS BRASIL – CONSULTORIA DE IMOVEIS S.A. LUPATECH S.A. M G POLIESTER S.A. M.DIAS BRANCO S.A. IND COM DE ALIMENTOS

LLIS - NM PITI LIGT - NM LINX - NM LIXC LLXL - NM RENT - NM LCAM - NM LOGN - NM LAME LHER AMAR - NM LREN - NM LPSB - NM LUPA - NM RHDS MDIA - NM

021440 017442 019879 023035 004774 021482 019739 022691 020710 008087 008117 022055 008133 020370 020060 014559 020338

49.669.856/0001-43 02.390.206/0001-09 03.378.521/0001-75 06.948.969/0001-75 46.014.635/0001-49 08.741.499/0001-08 16.670.085/0001-55 10.215.988/0001-60 42.278.291/0001-24 33.014.556/0001-96 82.640.632/0001-84 61.189.288/0001-89 92.754.738/0001-62 8.078.847/0001-09 89.463.822/0001-12 56.806.656/0001-50 7.206.816/0001-15

Atacado & Varejo Telecomunicações Energia Elétrica Tecnologia da Informação Construção Civil e Mercado Imobiliário Transporte e Logística Transporte e Logística Transporte e Logística Transporte e Logística Atacado & Varejo Atacado & Varejo Atacado & Varejo Atacado & Varejo Construção Civil e Mercado Imobiliário Máquinas e Equipamentos Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Alimentos, Bebidas & Fumo

SP SP RJ SP SP RJ MG SP RJ RJ SC SP RS SP RS SP CE

111


Estatísticas

Nome de pregão Trading name

Denom. social Company name

Cód. negociação Trading code

Statistics

Cód. CVM CVM code

CNPJ CNPJ

Setor / segmento Sector / segment

UF State

MAGAZ LUIZA

MAGAZINE LUIZA S.A.

MGLU - NM

022470

47.960.950/0001-21

Atacado & Varejo

SP

MAGNESITA SA MANGELS INDL

MAGNESITA REFRATARIOS S.A. MANGELS INDUSTRIAL S.A.

MAGG - NM MGEL - N1

020842 008397

08.684.547/0001-65 61.065.298/0001-02

Mineração Siderurgia e Metalurgia

MG SP

MARCOPOLO MARFRIG

MARCOPOLO S.A. MARFRIG ALIMENTOS S.A.

POMO - N2 MRFG - NM

008451 020788

88.611.835/0001-29 3.853.896/0001-40

Máquinas e Equipamentos Alimentos, Bebidas & Fumo

RS SP SP

MELHOR SP

CIA MELHORAMENTOS DE SAO PAULO

MSPA

003654

60.730.348/0001-66

Papel & Celulose e Madeira

MENDES JR

MENDES JUNIOR ENGENHARIA S.A.

MEND

004782

17.162.082/0001-73

Construção Civil e Mercado Imobiliário

MG

MERC BRASIL MERC FINANC

BCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. MERCANTIL BRASIL FINANC S.A. C.F.I.

BMEB MERC

001325 008540

17.184.037/0001-10 33.040.601/0001-87

Bancos & Crédito Bancos & Crédito

MG MG

MERC INVEST

BCO MERCANTIL DE INVESTIMENTOS S.A.

BMIN

001309

34.169.557/0001-72

Bancos & Crédito

MG

MET DUQUE METAL IGUACU

METALURGICA DUQUE S.A. METALGRAFICA IGUACU S.A.

DUQE MTIG

008648 008605

84.683.762/0001-20 80.227.184/0001-66

Siderurgia e Metalurgia Embalagens

SC PR

METAL LEVE METALFRIO

MAHLE-METAL LEVE S.A. METALFRIO SOLUTIONS S.A.

LEVE FRIO - NM

008575 020613

60.476.884/0001-87 4.821.041/0001-08

Máquinas e Equipamentos Máquinas e Equipamentos

SP SP

MTSA

SC

METISA

METISA METALURGICA TIMBOENSE S.A.

008753

86.375.425/0001-09

Máquinas e Equipamentos

MILLENNIUM MILLS

MILLENNIUM INORGANIC CHEMICALS BR S.A. TIBR MILLS ESTRUTURAS E SERV. DE ENGENHARIA S.A. MILS - NM

011398 022012

15.115.504/0001-24 27.093.558/0001-15

Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. BA Construção Civil e Mercado Imobiliário RJ

MINASMAQUINA MINERVA MINUPAR

MINASMAQUINAS S.A. MINERVA S.A. MINUPAR PARTICIPACOES S.A.

MMAQ BEEF - NM MNPR

008818 020931 013765

17.161.241/0001-15 67.620.377/0001-14 90.076.886/0001-40

Atacado & Varejo Alimentos, Bebidas & Fumo Alimentos, Bebidas & Fumo

MG SP RS

MMX MINER MONT ARANHA

MMX MINERACAO E METALICOS S.A. MONTEIRO ARANHA S.A.

MMXM - NM MOAR

017914 008893

02.762.115/0001-49 33.102.476/0001-92

Mineração Holdings Diversificadas

RJ RJ

MPX ENERGIA MRV MULTIPLAN

MPX ENERGIA S.A. MRV ENGENHARIA E PARTICIPACOES S.A. MULTIPLAN – EMPREEND IMOBILIARIOS S.A.

MPXE - NM MRVE - NM MULT - N2

021237 020915 020982

4.423.567/0001-21 8.343.492/0001-20 7.816.890/0001-53

Energia Elétrica Construção Civil e Mercado Imobiliário Construção Civil e Mercado Imobiliário

RJ MG RJ

MULTIPLUS MUNDIAL

MULTIPLUS S.A. MUNDIAL S.A. – PRODUTOS DE CONSUMO

MPLU - NM MNDL

021946 005312

11.094.546/0001-75 88.610.191/0001-54

Serviços Financeiros Tecidos, Vestuário e Calçados

SP SP

NADIR FIGUEI NATURA NET NORD BRASIL

NADIR FIGUEIREDO IND E COM S.A. NATURA COSMETICOS S.A. NET SERVICOS DE COMUNICACAO S.A. BCO NORDESTE DO BRASIL S.A.

NAFG NATU - NM NETC - N2 BNBR

009040 019550 014621 001228

61.067.161/0001-97 71.673.990/0001-77 00.108.786/0001-65 07.237.373/0001-20

Utilidades Domésticas Atacado & Varejo Telecomunicações Bancos & Crédito

SP SP SP CE

NORDON MET ODERICH ODONTOPREV OGX PETROLEO OHL BRASIL

NORDON INDUSTRIAS METALURGICAS S.A. CONSERVAS ODERICH S.A. ODONTOPREV S.A. OGX PETROLEO E GAS PARTICIPACOES S.A. OBRASCON HUARTE LAIN BRASIL S.A.

NORD ODER ODPV - NM OGXP - NM OHLB - NM

009083 004693 020125 020168 019771

60.884.319/0001-59 97.191.902/0001-94 58.119.199/0001-51 7.957.093/0001-96 02.919.555/0001-67

Máquinas e Equipamentos Alimentos, Bebidas & Fumo Serviços Médico-Hospitalares Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Transporte e Logística

SP RS SP RJ SP

OSX BRASIL P.ACUCAR-CBD PANAMERICANO PANATLANTICA PAR AL BAHIA PARANA

OSX BRASIL S.A. CIA BRASILEIRA DE DISTRIBUICAO BCO PANAMERICANO S.A. PANATLANTICA S.A. CIA PARTICIPACOES ALIANCA DA BAHIA PARANA BCO S.A.

OSXB - NM PCAR - N1 BPNM - N1 PATI PEAB PRBC - N1

021342 014826 021199 000094 018708 020729

09.112.685/0001-32 47.508.411/0001-56 59.285.411/0001-13 92.693.019/0001-89 01.938.783/0001-11 14.388.334/0001-99

Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Atacado & Varejo Bancos & Crédito Siderurgia e Metalurgia Serviços Financeiros Bancos & Crédito

RJ SP SP RS BA PR

PARANAPANEMA

PARANAPANEMA S.A.

PMAM - N1

009393

60.398.369/0001-26

Siderurgia e Metalurgia

SP

PATAGONIA PDG REALT PET MANGUINH PETROBRAS PETROPAR PETTENATI PINE PLASCAR PART POLPAR PORTO SEGURO PORTOBELLO POSITIVO INF PQ HOPI HARI PRO METALURG PROFARMA PROVIDENCIA QGEP PART QUALICORP RAIA DROGASIL RANDON PART RASIP AGRO RECRUSUL REDE ENERGIA REDENTOR RENAR RENOVA RIOSULENSE RODOBENSIMOB ROSSI RESID

BCO PATAGONIA S.A. PDG REALTY S.A. EMPREEND E PARTIC. REFINARIA DE PETROLEOS MANGUINHOS S.A. PETROLEO BRASILEIRO S.A. PETROBRAS PETROPAR S.A. PETTENATI S.A. INDUSTRIA TEXTIL BCO PINE S.A. PLASCAR PARTICIPACOES INDUSTRIAIS S.A. POLPAR S.A. PORTO SEGURO S.A. PORTOBELLO S.A. POSITIVO INFORMATICA S.A. HOPI HARI S.A. PRÓ METALURGIA S.A. PROFARMA DISTRIB PROD FARMACEUTICOS S.A. CIA PROVIDENCIA INDUSTRIA E COMERCIO QGEP PARTICIPAÇÕES S.A. QUALICORP S.A. RAIA DROGASIL S.A. RANDON S.A. IMPLEMENTOS E PARTIC. RASIP AGRO PASTORIL S.A. RECRUSUL S.A. REDE ENERGIA S.A. REDENTOR ENERGIA S.A. RENAR MACAS S.A. RENOVA ENERGIA S.A. METALURGICA RIOSULENSE S.A. RODOBENS NEGOCIOS IMOBILIARIOS S.A. ROSSI RESIDENCIAL S.A.

BPAT - DR3 PDGR - NM RPMG PETR PTPA PTNT PINE - N1 PLAS PPAR PSSA - NM PTBL - NM POSI - NM PQTM PMET PFRM - NM PRVI - NM QGEP - NM QUAL - NM RADL NM RAPT - N1 RSIP RCSL REDE RDTR - NM RNAR - NM RNEW - N2 RSUL RDNI - NM RSID - NM

080063 020478 009989 009512 013412 009539 020567 013471 013447 016659 013773 020362 015377 001686 020346 020974 022365 022497 005258 014109 018279 012572 003190 022128 019658 021636 013439 020451 016306

08.884.213/0001-35 2.950.811/0001-89 33.412.081/0001-96 33.000.167/0001-01 91.820.068/0001-72 88.613.658/0001-10 62.144.175/0001-20 51.928.174/0001-50 59.789.545/0001-71 02.149.205/0001-69 83.475.913/0001-91 81.243.735/0001-48 00.924.432/0001-99 56.994.924/0001-05 45.453.214/0001-51 76.500.180/0001-32 11.669.021/0001-10 11.992.680/0001-93 61.585.865/0001-51 89.086.144/0001-16 94.789.468/0001-50 91.333.666/0001-17 61.584.140/0001-49 12.126.500/0001-53 86.550.951/0001-50 08.534.605/0001-74 85.778.074/0001-06 67.010.660/0001-24 61.065.751/0001-80

Bancos & Crédito Construção Civil e Mercado Imobiliário Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Embalagens Tecidos, Vestuário e Calçados Bancos & Crédito Máquinas e Equipamentos Holdings Diversificadas Serviços Financeiros Construção Civil e Mercado Imobiliário Utilidades Domésticas Lazer, Turismo e Hotelaria Utilidades Domésticas Atacado & Varejo Embalagens Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Serviços Médico-Hospitalares Atacado & Varejo Máquinas e Equipamentos Alimentos, Bebidas & Fumo Máquinas e Equipamentos Energia Elétrica Energia Elétrica Alimentos, Bebidas & Fumo Energia Elétrica Máquinas e Equipamentos Construção Civil e Mercado Imobiliário Construção Civil e Mercado Imobiliário

ARG RJ RJ RJ RS RS SP SP SP SP SC PR SP SP RJ PR SP SP SP RS RS RS SP RJ SC SP SC SP SP

112


113


Estatísticas

Statistics

Nome de pregão Trading name

Denom. social Company name

Cód. negociação Trading code

Cód. CVM CVM code

CNPJ CNPJ

Setor / segmento Sector / segment

UF State

SABESP

CIA SANEAMENTO BASICO EST SAO PAULO

SBSP - NM

014443

SANEPAR SANSUY

CIA SANEAMENTO DO PARANA – SANEPAR SANSUY S.A. INDUSTRIA DE PLASTICOS

SAPR SNSY

018627 012696

43.776.517/0001-80

Saneamento e Serviços de Água e Gás

SP

76.484.013/0001-45 14.807.945/0001-24

Saneamento e Serviços de Água e Gás PR Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. BA

SANTANDER BR SANTANENSE

BCO SANTANDER S.A. CIA TECIDOS SANTANENSE

SANB - N2 CTSA

020532 004081

90.400.888/0001-42 21.255.567/0001-89

Bancos & Crédito Tecidos, Vestuário e Calçados

SP MG

SANTOS BRP

SANTOS BRASIL PARTICIPACOES S.A.

STBP - N2

017892

2.762.121/0001-04

Transporte e Logística

SP

SAO CARLOS SAO MARTINHO

SAO CARLOS EMPREEND E PARTIC. S.A. SAO MARTINHO S.A.

SCAR - NM SMTO - NM

013781 020516

29.780.061/0001-09 51.466.860/0001-56

Construção Civil e Mercado Imobiliário Açúcar e Álcool

SP SP

SARAIVA LIVR SAUIPE

SARAIVA S.A. LIVREIROS EDITORES SAUIPE S.A.

SLED - N2 PSEG

010472 015261

60.500.139/0001-26 00.866.577/0001-80

Atacado & Varejo Lazer, Turismo e Hotelaria

SP BA

SCHLOSSER

CIA INDUSTRIAL SCHLOSSER S.A.

SCLO

003549

82.981.929/0001-03

Tecidos, Vestuário e Calçados

SC

SCHULZ SEB

SCHULZ S.A. SEB – SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO S.A

SHUL SEBB - N2

014664 017906

84.693.183/0001-68 2.762.122/0001-40

Máquinas e Equipamentos Educação

SC SP

SEG AL BAHIA SENIOR SOL

CIA SEGUROS ALIANCA DA BAHIA SENIOR SOLUTION S.A.

CSAB SNSL - NM

003115 022799

15.144.017/0001-90 04.065.791/0001-99

Serviços Financeiros Tecnologia da Informação

BA SP

SERGEN SID NACIONAL

SERGEN SERVICOS GERAIS DE ENG S.A. CIA SIDERURGICA NACIONAL

SGEN CSNA

010596 004030

33.161.340/0001-53 33.042.730/0001-04

Construção Civil e Mercado Imobiliário Siderurgia e Metalurgia

RJ RJ

SIERRABRASIL

SONAE SIERRA BRASIL S.A.

SSBR - NM

022357

05.878.397/0001-32

Construção Civil e Mercado Imobiliário

SP

SLC AGRICOLA SOFISA

SLC AGRICOLA S.A. BCO SOFISA S.A.

SLCE - NM SFSA - N2

020745 020680

89.096.457/0001-55 60.889.128/0001-80

Alimentos, Bebidas & Fumo Bancos & Crédito

RS SP

SONDOTECNICA SOUZA CRUZ SPRINGER

SONDOTECNICA ENGENHARIA SOLOS S.A. SOUZA CRUZ S.A. SPRINGER S.A.

SOND CRUZ SPRI

010880 004057 010960

33.386.210/0001-19 33.009.911/0001-39 92.929.520/0001-00

Construção Civil e Mercado Imobiliário Alimentos, Bebidas & Fumo Utilidades Domésticas

RJ RJ SP

SPRINGS SPTURIS

SPRINGS GLOBAL PARTICIPACOES S.A. SAO PAULO TURISMO S.A.

SGPS - NM AHEB

020966 009415

7.718.269/0001-57 62.002.886/0001-60

Tecidos, Vestuário e Calçados Lazer, Turismo e Hotelaria

MG SP

SUL AMERICA SULTEPA SUZANO HOLD

SUL AMERICA S.A. CONSTRUTORA SULTEPA S.A. SUZANO HOLDING S.A.

SULA - N2 SULT NEMO

021121 013030 009067

29.978.814/0001-87 89.723.993/0001-33 60.651.809/0001-05

Serviços Financeiros Construção Civil e Mercado Imobiliário Papel & Celulose e Madeira

RJ RS SP

SUZANO PAPEL TAESA

SUZANO PAPEL E CELULOSE S.A. TRANSM. ALIANÇA DE ENERGIA ELÉTRICA S.A.

SUZB - N1 TRNA - N2

013986 020257

16.404.287/0001-55 7.859.971/0001-30

Papel & Celulose e Madeira Energia Elétrica

BA RJ

TARPON INV TEC BLUMENAU TECEL S JOSE TECHNOS

TARPON INVESTIMENTOS S.A. TECBLU TECELAGEM BLUMENAU S.A. FIACAO TEC SAO JOSE S.A. TECHNOS S.A.

TRPN - NM TENE SJOS TECN - NM

021717 011215 005983 022519

05.341.549/0001-63 08.424.178/0001-71 17.159.005/0001-64 09.295.063/0001-97

Serviços Financeiros Tecidos, Vestuário e Calçados Tecidos, Vestuário e Calçados Tecidos, Vestuário e Calçados

SP RN MG SP

TECNISA TECNOSOLO TECTOY TEGMA TEKA

TECNISA S.A. TECNOSOLO ENGENHARIA S.A. TEC TOY S.A. TEGMA GESTAO LOGISTICA S.A. TEKA-TECELAGEM KUEHNRICH S.A.

TCSA - NM TCNO TOYB TGMA - NM TEKA

020435 011207 014133 020800 011223

8.065.557/0001-12 33.111.246/0001-90 22.770.366/0001-82 2.351.144/0001-18 82.636.986/0001-55

Construção Civil e Mercado Imobiliário Construção Civil e Mercado Imobiliário Utilidades Domésticas Transporte e Logística Tecidos, Vestuário e Calçados

SP RJ AM SP SC

TEKNO TELEBRAS TELEF BRASIL TEMPO PART TEREOS

TEKNO S.A. – INDUSTRIA E COMERCIO TELEC BRASILEIRAS S.A. TELEBRAS TELEFÔNICA BRASIL S.A TEMPO PARTICIPACOES S.A. TEREOS INTERNACIONAL S.A.

TKNO TELB VIVT TEMP - NM TERI - NM

011231 011258 017671 019917 022136

33.467.572/0001-34 00.336.701/0001-04 02.558.157/0001-62 6.977.739/0001-34 11.566.501/0001-56

Siderurgia e Metalurgia Holdings Diversificadas Telecomunicações Serviços Médico-Hospitalares Alimentos, Bebidas & Fumo

SP DF SP SP SP

TEX RENAUX TIM PART S/A TIME FOR FUN TOTVS TRACTEBEL TRAN PAULIST TREVISA TRISUL TRIUNFO PART TUPY ULTRAPAR UNICASA UNIPAR USIMINAS USIN C PINTO V-AGRO VALE VALID VIAVAREJO VICUNHA TEXT VIVER VULCABRAS WEG WEMBLEY WETZEL S/A WHIRLPOOL WILSON SONS WLM IND COM

TEXTIL RENAUXVIEW S.A. TIM PARTICIPACOES S.A. T4F ENTRETENIMENTO S.A. TOTVS S.A. TRACTEBEL ENERGIA S.A. CTEEP – CIA TRANSM. E ELETTRICA PAULISTA TREVISA INVESTIMENTOS S.A. TRISUL S.A. TPI – TRIUNFO PARTICIP. E INVEST. S.A. TUPY S.A. ULTRAPAR PARTICIPACOES S.A. UNICASA INDÚSTRIA DE MÓVEIS S.A. UNIPAR PARTICIPACOES S.A. USINAS SID DE MINAS GERAIS S.A.-USIMINAS USINA COSTA PINTO S.A. ACUCAR ALCOOL VANGUARDA AGRO S.A. VALE S.A. VALID SOL. E SERV. SEG. MEIOS PAG. IDENT. S.A. VIA VAREJO S.A. VICUNHA TEXTIL S.A. VIVER INCORPORADORA E CONSTRUTORA S.A. VULCABRAS / AZALEIA S.A. WEG S.A. WEMBLEY SOCIEDADE ANONIMA WETZEL S.A. WHIRLPOOL S.A. WILSON SONS LTD. WLM – INDUSTRIA E COMERCIO S.A.

TXRX TCSL SHOW - NM TOTS - NM TBLE - NM TRPL - N1 LUXM TRIS - NM TPIS - NM TUPY UGPA - N1 UCAS - NM UNIP - N1 USIM - N1 UCOP ECOD - NM VALE - N1 VLID - NM VVAR VINE VIVR - NM VULC WEGE - NM WMBY MWET WHRL WSON - DR3 SGAS

007544 017639 022454 019992 017329 018376 008192 021130 019330 006343 018465 022780 011592 014320 012220 020354 004170 020028 006505 005991 020702 011762 005410 011800 011991 014346 080047 011070

82.982.075/0001-80 02.558.115/0001-21 02.860.694/0001-62 53.113.791/0001-22 02.474.103/0001-19 02.998.611/0001-04 92.660.570/0001-26 8.811.643/0001-27 03.014.553/0001-91 84.683.374/0001-49 33.256.439/0001-39 90.441.460/0001-48 33.958.695/0001-78 60.894.730/0001-05 44.689.123/0001-57 05.799.312/0001-20 33.592.510/0001-54 33.113.309/0001-47 33.041.260/0652-90 07.332.190/0001-93 67.571.414/0001-41 50.926.955/0001-42 84.429.695/0001-11 25.329.319/0001-96 84.683.671/0001-94 59.105.999/0001-86 05.721.735/0001-28 33.228.024/0001-51

Tecidos, Vestuário e Calçados Telecomunicações Lazer, Turismo e Hotelaria Tecnologia da Informação Energia Elétrica Energia Elétrica Transporte e Logística Construção Civil e Mercado Imobiliário Transporte e Logística Máquinas e Equipamentos Holdings Diversificadas Utilidades Domésticas Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Siderurgia e Metalurgia Açúcar e Álcool Petr. & Gás, Quím. & Petroq., Borr. & Plást. Mineração Tecnologia da Informação Atacado & Varejo Tecidos, Vestuário e Calçados Construção Civil e Mercado Imobiliário Tecidos, Vestuário e Calçados Máquinas e Equipamentos Tecidos, Vestuário e Calçados Máquinas e Equipamentos Utilidades Domésticas Transporte e Logística Atacado & Varejo

SC RJ SP SP SC SP RS SP SP SC SP SP RJ MG SP RJ RJ RJ RJ CE SP SP SC MG SC SP SP RJ

114


115


Estatísticas

Statistics

Resultado das empresas por setor de atuação INFRAESTRUTURA / INFRASTRUCTURE Empresa Company

Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

Var. Real % Actual Var. %

Construção Civil e Mercado Imobiliário / Real Estate ALIANSCE AZEVEDO BR BROKERS BR MALLS PAR BR PROPERT BRASILAGRO BROOKFIELD CHIARELLI* CONST A LIND COR RIBEIRO CR2 CYRE COM-CCP CYRELA REALT DIRECIONAL ETERNIT EVEN EZTEC GAFISA GENERALSHOPP HAGA S/A HELBOR IGUATEMI JHSF PART JOAO FORTES LIX DA CUNHA LOPES BRASIL MENDES JR* MILLS* MRV MULTIPLAN PDG REALT PORTOBELLO RODOBENSIMOB ROSSI RESID SAO CARLOS SIERRABRASIL SONDOTECNICA SULTEPA TECNISA* TECNOSOLO*** TRISUL* VIVER SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

2.394.961 137.095 923.772 14.081.717 6.439.379 735.273 9.048.749 20.662 24.477 21.449 787.859 1.421.639 13.416.769 2.451.913 691.935 3.489.080 1.774.278 9.506.624 1.281.828 35.584 2.630.337 2.897.032 2.545.388 1.801.495 330.395 1.132.888 9.130.626 1.280.619 9.160.646 4.751.637 17.253.079 575.502 2.031.159 7.450.240 1.740.095 3.266.176 93.174 937.943 3.943.761 185.269 1.664.719 3.118.797

3.940.665 144.503 916.524 17.904.891 15.399.541 735.762 10.279.040 20.350 28.943 20.431 669.990 1.858.560 13.829.895 3.027.111 810.120 3.773.681 2.142.761 9.070.994 1.883.041 39.246 3.449.668 3.572.195 3.266.354 2.623.695 342.770 1.190.912 9.230.789 1.664.061 11.108.742 5.684.512 16.034.172 695.321 1.743.154 8.231.963 2.074.121 4.069.681 221.789 766.643 4.167.991 N/A 1.467.385 2.575.218

60.8% 5.1% -0.7% 25.6% 131.0% 0.1% 12.8% -1.4% 17.2% -4.5% -14.1% 28.9% 2.9% 22.1% 16.1% 7.7% 19.6% -4.3% 44.2% 9.7% 29.3% 21.9% 26.7% 43.0% 3.5% 4.8% 1.0% 28.2% 20.0% 18.5% -6.7% 19.6% -13.4% 9.9% 18.1% 23.2% 130.0% -17.2% 5.4% -11.2% -16.4%

1.357.980 29.658 756.762 7.242.727 7.197.350 576.923 3.023.857 -156.162 -7.667 9.983 441.015 552.508 4.922.766 1.232.483 450.106 1.594.474 1.417.361 2.747.094 339.480 -100.678 908.993 1.578.861 1.168.023 428.266 49.863 530.956 4.254.148 736.140 3.670.089 3.216.360 6.436.886 94.049 736.785 2.822.486 757.145 2.430.395 68.424 275.452 1.632.314 70.490 468.098 984.073

1.865.442 41.721 760.340 8.814.956 8.015.267 558.968 2.853.739 -160.477 -4.384 7.426 413.615 721.083 5.393.306 1.421.358 479.534 1.805.093 1.676.491 2.692.367 242.873 -92.298 1.128.181 1.773.269 1.298.382 715.741 41.721 636.485 3.773.909 859.326 4.087.973 3.205.340 5.030.113 127.127 776.597 2.298.112 896.658 2.677.242 144.626 223.794 1.433.298 N/A 488.271 589.513

146.606.020 170.677.185

15.5%

66.946.316

69.712.098

56,9% 0,9% 25,9% 24,1% 8,7% -8,7% 14,1% 1,4% 47,4% 19,4%

4.087.561 3.214.215 98.934 1.940.130 1.536.105 2.227.522 -236 841.566 -11.726 905.622 1.120.583 158.916 536.602 1.398.451 1.285.652 398.088 79.964 1.360.542 895.685

4.276.422 3.362.332 N/A 2.125.487 1.372.955 732.828 -117 949.921 N/A 947.166 1.324.753 301.795 530.067 1.607.084 1.368.901 415.175 82.405 1.843.747 1.023.280

14,5%

22.074.176

22.264.201

35.2% 38.3% 0.4% 20.4% 10.7% -2.9% -5.3% -2.6% 40.3% -24.1% -5.9% 28.7% 9.0% 14.4% 6.2% 12.4% 17.2% -1.9% -26.8% 7.8% 22.7% 11.6% 10.5% 63.2% -15.4% 18.7% -10.6% 15.8% 10.7% -0.3% -20.6% 33.1% 5.1% -17.5% 17.4% 9.6% 104.9% -17.7% -11.5%

253.545 187.672 407.711 861.475 343.464 79.544 3.727.273 13 18.686 4.950 195.616 309.297 6.126.781 1.072.312 820.238 1.908.348 744.185 2.940.506 137.341 35.139 1.178.528 329.522 909.436 644.959 14.709 432.388 1.918 677.592 4.015.063 676.252 6.877.380 586.806 746.684 3.072.160 344.191 219.185 89.755 161.462 1.596.145 102.512 782.288 727.419

336.795 218.242 383.127 1.123.612 630.825 156.125 3.253.445 0 32.496 2.417 157.399 484.895 5.837.953 1.367.773 906.317 2.162.240 799.451 3.953.282 182.357 29.752 1.432.311 410.521 898.380 580.796 15.398 423.091 2.835 879.274 4.265.885 961.873 4.358.499 706.471 798.696 2.714.588 554.066 256.851 117.293 34.793 1.355.405 N/A 627.471 333.801

3.89% 44.360.450

43.746.801

4.1% -37.8%

30.9% 152.729 249.987 15.3% 7.454 11.447 -5.7% 139.909 53.953 28.7% 1.445.374 3.409.403 78.8% 733.074 2.278.125 90.7% 7.647 -13.219 -12.0% 611.969 -153.203 -4.449 -634 69.6% -1.918 5.091 -48.2% 307 -1.359 -18.4% 26.035 -11.834 53.5% 171.776 224.789 -4.4% 730.779 921.483 25.9% 177.770 225.422 9.9% 117.301 155.553 12.5% 280.707 326.279 7.0% 288.502 309.999 32.4% -602.924 171.805 30.9% 85.491 108.156 -14.4% 13.543 14.631 20.3% 236.683 317.837 23.1% 209.293 365.094 -1.1% 268.872 263.458 -9.4% 101.048 -11.542 4.4% 8.255 -4.431 -2.0% 91.232 81.200 45.0% -25.484 -552.574 28.0% 161.968 249.884 5.9% 893.023 641.617 39.8% 394.899 541.021 -34.5% 910.969 -1.846.090 19.2% 66.349 116.862 6.6% 119.911 124.733 -11.0% 376.298 6.749 57.4% 176.892 361.679 16.2% 450.453 416.661 28.9% 5.748 99.909 -73.9% -9.533 -29.464 -14.2% 129.795 -87.259 22.942 N/A -18.6% 21.635 74.585 -51.0% -53.584 -348.257 -1.30% 8.938.740

9.067.546

60.0% 50.4% -57.9% 128.0% 198.5% -257.0% -117.7% 80.8% 344.1% -511.0% -137.0% 29.1% 24.6% 25.2% 30.7% 15.3% 7.0% 121.0% 25.0% 7.6% 32.3% 70.1% -1.9% -104.9% -144.7% -10.4% -1947.7% 51.1% -26.5% 34.8% -285.0% 71.7% 3.8% -92.5% 98.4% -7.1% 1542.6% -196.9% -157.5% 230.5% -517.9% 1.06%

Transporte e Logística / Transport and Logistics ALL AMER LAT CCR SA DOC IMBITUBA ECORODOVIAS FER C ATLANT GOL GRUCAI JSL LARK MAQS LLX LOG LOCALIZA LOCAMERICA LOG-IN ARTERIS (EX OHL) SANTOS BRP TEGMA TREVISA TRIUNFO PART WILSON SONS SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

116

14.142.108 12.851.366 269.250 4.156.437 2.671.747 10.655.141 40 3.844.849 23.620 2.280.869 4.009.554 929.714 1.507.111 5.534.283 2.408.421 953.130 135.218 3.403.687 2.119.306

17.652.417 14.305.826 N/A 6.195.956 3.303.709 9.027.098 8 4.568.939 N/A 3.658.738 4.045.908 1.185.423 1.892.747 6.048.420 2.187.002 1.095.528 137.237 5.117.924 2.556.539

71.895.851

82.979.419

23,4% 10,7% 46,2% 22,3% -14,4% -75,3% 17,7%

4,4% 4,3%

6,4% 17,2% 84,7% -1,1% 14,0% 6,1% 4,0% 2,9% 33,4% 13,4%

3.173.215 5.134.296 927 1.827.371 1.010.269 7.539.308 0 2.408.237 20.785 15.649 2.918.130 390.682 658.720 2.712.120 1.124.670 1.509.364 53.517 695.417 1.309.391

3.568.578 5.767.698 N/A 2.409.107 1.113.378 8.103.559 0 4.021.596 N/A 68.727 3.166.800 444.063 718.125 3.118.797 1.293.169 1.799.681 47.381 930.454 1.318.724

319,4% 8,0% 12,9% 8,5% 14,1% 14,1% 18,1% -10,8% 31,8% 0,7%

0,8%

32.502.068

37.889.837

15,6%

9,0% -10,0% -63,2% -47,5% 3,2%

11,7% 11,6% 30,0% 9,6% 7,0% 63,1%

1.149.000 1.198.729 2.277.019 2.497.436 -14.300 N/A 788.268 956.053 -182.767 -164.028 -244.504 -905.613 -256 -176 229.748 303.627 -4.349 N/A -123.640 -69.025 595.707 465.828 113.683 74.352 -71.338 44.283 808.155 836.900 346.500 -175 178.253 154.573 10.627 8.330 132.867 160.684 194.672 173.542 6.183.345

5.735.320

4,1% 9,1% 20,0% -9,7% 254,6% -29,4% 30,3% 41,6% -20,5% -32,6% 152,6% 3,3% -12,5% -20,4% 19,7% -10,2% -6,8%


Corporates’ results (by sectors)

R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

103.189 8.077 117.860 789.655 335.409 14.663 326.831 -20.865 -5.142 823 14.795 128.185 592.186 181.590 97.193 232.782 328.967 -905.189 -38.001 6.311 213.345 151.995 220.769 69.419 -636 150.631 578.906 92.177 816.291 308.919 708.007 24.381 57.893 339.725 96.359 364.307 6.278 559 144.411 6.935 -38.538 -114.928

131.161 8.796 95.361 1.925.524 1.227.428 -6.600 -388.004 -4.314 3.031 -1.965 -23.175 171.326 778.719 230.167 113.004 270.564 336.166 -76.363 -90.240 9.269 272.116 268.308 184.163 25.953 -7.800 130.118 -555.228 151.516 574.837 389.362 -2.172.855 65.675 84.357 -205.718 221.047 309.795 99.890 -47.046 -170.948 N/A 27.629 -436.396

6.506.524

3.918.630

251.282 910.769 -14.514 383.017 -175.196 -751.538 -256 56.856 -12.294 -52.877 291.642 22.576 -78.095 404.396 246.336 99.070 6.953 10.888 69.999

243.367 1.192.373 N/A 427.045 -163.150 -1.512.915 -176 77.713 N/A -36.580 240.936 3.722 -24.841 403.566 270.212 80.476 4.481 9.338 98.118

1.669.014

1.313.685

25.5% 8.4% -18.0% 135.5% 250.4% -136.6% -206.0% -74.7% 149.7% -319.0% -241.7% 31.7% 29.7% 25.2% 15.3% 15.3% 2.1% 86.2% -129.5% 44.1% 25.9% 72.1% -15.6% -59.0% -1060.7% -12.8% -184.5% 60.6% -27.9% 24.5% -383.2% 159.5% 43.0% -151.2% 121.9% -14.1% 1404.2% -8019.6% -205.6%

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

1.036.981 107.437 167.010 6.838.990 -757.971 158.350 6.024.892 176.824 32.144 11.466 346.844 869.131 8.494.003 1.219.430 241.829 1.894.606 80.957 6.759.530 942.348 136.262 1.721.344 1.318.171 1.377.365 1.373.229 280.532 601.932 4.876.478 544.479 5.490.557 1.535.277 10.816.193 481.453 953.084 4.627.754 982.950 835.781 24.750 662.491 2.311.447 114.779 1.196.621 2.134.724

2.075.223 102.782 156.184 9.089.935 7.384.274 176.794 7.425.301 180.827 33.327 13.005 256.375 1.137.477 8.436.589 1.605.753 330.586 1.968.588 141.743 6.378.627 1.640.168 131.544 2.321.487 1.798.926 1.967.972 1.907.954 301.049 554.427 5.456.880 804.735 7.020.769 2.479.172 11.004.059 568.194 573.853 5.933.851 1.177.463 1.392.439 77.163 542.849 2.734.693 N/A 979.114 1.985.705

94.3% -4.1% -6.1% 31.0% -1011.6% 11.0% 21.9% 2.1% 3.5% 12.6% -24.6% 29.1% -0.6% 29.8% 34.6% 3.7% 70.7% -5.3% 69.7% -3.3% 32.8% 34.3% 40.4% 36.7% 6.9% -7.4% 11.2% 51.5% 26.2% 57.9% 1.6% 17.0% -37.5% 26.6% 18.6% 61.7% 199.4% -17.0% 17.2%

79.042.454

100.247.856

6,7% -16,4% -78,6% 64,2% -0,2% 9,1% -17,7% -33,5% -13,4% 37,8%

10.054.547 9.637.151 170.316 2.216.307 1.135.642 8.427.619 276 3.003.283 35.346 1.375.247 2.888.971 770.798 970.509 4.135.832 1.122.769 555.042 55.254 2.043.145 1.223.621

13.375.995 10.943.494 N/A 4.070.469 1.930.754 8.294.270 125 3.619.018 N/A 2.711.572 2.721.155 883.628 1.362.680 4.441.336 818.101 680.353 54.832 3.274.177 1.533.259

-20,0%

49.821.675

60.715.218

-161.7% -263.4% -37.46%

-3,0% 29,1% 10,8% 6,5% -95,4% 29,4% 34,6%

458.068 43.253 165.377 -168.906 103.174 108.369 1.845.411 -169.484 6.026 16.387 198.198 501.045 5.447.726 1.725.612 217.937 2.484.490 1.458 4.339.100 253.802 5.034 1.257.320 762.677 1.133.203 645.805 70.134 128.025 -14.904 259.150 3.267.055 301.910 5.922.971 32.855 778.543 3.453.155 233.970 460.758 125.901 -115.449 1.302.970 N/A 597.276 379.602

106.5% 1.2% 8.6% -42.0% -83.8% -28.0% -9.9% -2.3% 235.8% -12.9% -11.1% 2072.0% 9.7% 36.2% 14.8% 17.7% 6770.8% 69.4% 345.3% 158.5% 29.9% 29.0% 47.7% 65.0% -5.6% -5.4% 3.7% 423.6% 4.3% -33.8% -21.1% 199.1% -31.1% 6.9% 31.5% 44.7% 299.5% -43.2% -18.2%

-17.1% -6.6%

214.923 42.695 151.601 -116.818 938.201 154.342 2.061.681 -165.527 1.720 18.981 224.758 21.782 4937769 1.246.194 188.301 2.091.171 20 2.498.419 54.384 -7.372 954.644 583.180 752.165 382.066 74.541 135.868 -15.519 47.132 3.125.745 471.161 7.633.478 -29.480 1.162.332 3.218.756 175.388 312.519 30.114 -79.132 1.614.130 46.525 536.412 849.517

24.6%

36.538.767

38.849.937

89,0% -3,1% 13,8% 38,1% 9,2% -25,6% 21,3% -3,7% 56,7% 23,8%

1.020.853 -1.531.332 -69.680 15.702 -78.686 -457.362 39 427.126 -13.133 -42.149 353.858 -39.657 96.078 444.853 -104.163 252.048 -3.329 -198.336 258.536

1.193.512 -2.140.007 N/A -124.655 135.001 -1.973.710 -27 256.706 N/A -217.837 514.166 221.021 43.935 -145.762 -47.360 132.921 548 -111.263 259.557

20,6%

331.266

-2.003.254

31,1% 12,8% 78,8% 65,9% -1,5% -51,5% 22,3%

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

10.7% -52.1%

0.11 1.37 0.44 0.06 0.05 0.11 0.41 0.76 0.23 0.25 0.22 0.46 0.44 1.19 0.55 0.67 0.31 0.11 0.99 0.45 0.11 0.36 0.36 0.04 0.38 0.00 0.53 0.44 0.14 0.40 1.02 0.37 0.41 0.20 0.07 0.96 0.17 0.40 0.55 0.47 0.23

0.09 1.51 0.42 0.06 0.04 0.21 0.32 1.12 0.12 0.23 0.26 0.42 0.45 1.12 0.57 0.45 0.44 0.10 0.76 0.42 0.11 0.28 0.22 0.04 0.36 0.00 0.53 0.38 0.17 0.27 1.02 0.46 0.33 0.27 0.06 0.53 0.05 0.33 N/A 0.43 0.13

0.76 3.62 0.22 0.94 -0.11 0.27 1.99 -1.13 -4.19 1.15 0.79 1.57 1.73 0.99 0.54 1.19 0.06 2.46 2.78 -1.35 1.89 0.83 1.18 3.21 5.63 1.13 1.15 0.74 1.50 0.48 1.68 5.12 1.29 1.64 1.30 0.34 0.36 2.41 1.42 1.63 2.56 2.17

1.11 2.46 0.21 1.03 0.92 0.32 2.60 -1.13 -7.60 1.75 0.62 1.58 1.56 1.13 0.69 1.09 0.08 2.37 6.75 -1.43 2.06 1.01 1.52 2.67 7.22 0.87 1.45 0.94 1.72 0.77 2.19 4.47 0.74 2.58 1.31 0.52 0.53 2.43 1.91 N/A 2.01 3.37

5.5%

0.30

0.26

1.18

1.44

0,20 0,40

-392,5% 42,7% 619,0% -51,1% -125,0% 51,4% -44,5% 109,7% 41,3% 0,4%

0,22 0,40 0,00 0,44 0,38 0,71 0,00 0,63 0,88 0,01 0,73 0,42 0,44 0,49 0,47 1,58 0,40 0,20 0,62

0,02 0,78 0,37 0,38 0,52 0,59 1,64 0,35 0,18 0,52

2,46 3,00 1,72 1,14 0,74 3,78 -1,17 3,57 -3,01 1,52 2,58 4,85 1,81 2,96 0,87 1,39 0,41 1,50 1,37

-663,6%

0,45

0,46

2,26

15,9% -37,4% -841,8% 255,7% -312,2% -159,4% -37,6%

0,39 0,34 0,90 0,00 0,88

3,13 3,25 1,92 1,41 11,32 -1,07 3,81 2,86 2,05 2,93 2,57 2,76 0,60 1,64 0,40 1,78 1,50 2,73

117


Estatísticas

Statistics

UTILIDADE PÚBLICA / UTILITIES Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Empresa Company

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

Var. Real % Actual Var. %

Energia Elétrica / Electricity AES ELPA AES TIETE AFLUENTE AFLUENTE T AMPLA ENERG CEB CEEE-D CEEE-GT CELESC CELGPAR CELPA CELPE CEMAT CEMIG CESP COELBA COELCE COPEL COSERN CPFL ENERGIA ELEKTRO ELETROBRAS ELETROPAR ELETROPAULO EMAE ENERGIAS BR ENERGISA EQUATORIAL GER PARANAP LIGHT S/A MPX ENERGIA REDE ENERGIA REDENTOR RENOVA TAESA TRACTEBEL TRAN PAULIST SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

11.538.858 11.227.983 4.130.033 3.944.215 50.153 50.599 92.604 93.210 4.658.509 5.229.122 2.170.285 2.424.419 3.829.171 3.492.784 3.762.340 3.676.747 5.365.230 5.369.248 4.918.542 459.574 4.358.111 4.518.762 4.057.518 3.870.985 3.547.055 3.816.497 37.357.746 40.772.961 17.300.019 16.889.872 6.137.842 7.107.647 3.352.968 3.560.488 21.211.554 13.764.708 1.681.638 1.750.332 27.413.057 31.075.687 3.418.815 4.558.718 163.142.432 172.195.578 243.224 183.423 10.765.981 10.499.218 1.132.142 1.067.195 13.662.280 5.218.819 4.258.403 5.059.373 3.410.430 9.433.461 4.410.468 4.174.371 10.981.660 11.726.571 8.781.488 9.451.180 12.935.830 2.385.757 448.957 431.653 1.579.501 2.678.039 6.490.580 9.636.364 12.028.563 12.264.416 8.409.496 9.836.575

-2,5% -4,2% 0,8% 0,6% 11,5% 11,0% -8,3% -2,1% 0,1% -85,4% 3,5% -4,3% 7,2% 8,6% -2,2% 14,9% 5,8% -33,1% 3,8% 12,6% 31,4% 5,2% -23,2% -2,3% -5,4% -58,2% 17,7% 166,3% -5,0% 6,4% 7,2% -76,8% -3,6% 65,5% 45,6% 1,8% 16,0%

4.804.317 4.296.721 1.954.076 1.808.262 45.056 45.165 86.259 79.668 1.709.852 2.052.826 746.031 821.986 1.225.918 1.055.154 2.168.734 2.265.143 2.258.968 1.900.780 -1.259.496 -2.119.139 414.048 116.369 1.607.294 1.560.698 1.277.396 1.238.556 12.374.223 12.044.062 10.118.127 9.879.937 2.465.396 2.653.672 1.591.141 1.560.330 12.069.528 12.497.498 769.748 832.502 8.552.510 8.407.061 1.326.928 1.936.372 77.202.321 67.280.593 215.872 161.683 4.009.711 3.576.844 788.546 646.632 6.547.638 4.463.343 1.372.688 1.501.245 1.304.136 2.527.525 2.919.553 2.467.554 3.361.436 3.025.683 1.370.075 2.704.575 1.888.645 -47.630 451.831 424.220 650.560 991.397 2.348.294 4.097.243 5.450.258 5.462.840 4.539.434 5.078.230

433.033.483 433.896.551

0,2%

180.727.052 169.295.600

-9,9% -7,0% 0,2% -7,2% 18,9% 9,6% -13,1% 4,2% -14,9% -64,3% -67,7% -2,7% -2,9% -2,5% -2,2% 7,2% -1,8% 3,3% 7,7% -1,6% 43,3% -12,1% -23,6% -10,2% -16,9% -30,0% 8,8% 88,3% -14,6% -9,4% 91,7% -96,5% -5,8% 49,3% 70,1% 0,2% 11,2%

9.835.578 1.878.997 20.733 32.008 3.312.371 1.377.619 2.028.501 762.484 4.191.414 2.211.465 2.433.800 2.914.133 2.009.768 15.814.227 2.957.525 4.967.359 2.627.212 7.776.165 1.149.671 12.764.028 3.564.093 33.061.356 9.835.578 164.093 5.401.662 2.426.613 1.980.528 958.003 6.944.785 168.279 7.782.422 37.938 997.244 4.326.951 2.900.805

9.959.198 2.108.325 23.520 28.242 3.690.989 1.628.678 2.188.950 952.863 4.545.214 71.208 2.349.951 3.545.861 2.344.799 18.460.375 3.354.005 5.813.614 2.893.720 8.532.217 1.418.335 15.055.147 3.569.543 39.538.861 9.959.198 174.509 6.567.283 2.919.079 2.987.183 1.103.168 7.613.096 490.940 0 115.639 1.223.676 4.912.499 2.818.988

1,2% 11,5% 12,7% -11,1% 10,8% 17,2% 7,4% 23,5% 7,9% -91,1% -3,2% 20,4% 15,7% 15,8% 12,6% 16,0% 9,6% 9,2% 22,0% 16,9% 0,1% 18,5%

2.296.433 1.302.532 7.857 20.410 580.245 144.133 -109.499 133.640 438.832 -119.840 70.423 430.532 394.117 4.412.165 919.371 1.046.095 621.343 1.359.148 268.817 3.050.547 774.902 4.625.627 18.310 2.344.514 -131.004 1.188.496 423.485 357.431 465.839 873.199 -337.084 909.067 39.686 77 892.710 2.408.598 1.419.624

155.930 -87,8% 1.379.736 5,6% 11.260 40,8% 17.167 -15,0% 706.408 20,5% 55.482 -57,9% -143.772 -29,5% 226.914 65,7% -499.210 -201,3% -782.164 -520,5% -547.469 -826,2% 81.305 -76,4% 147.818 -58,9% 4.082.602 -7,0% 954.786 3,6% 1.051.830 0,5% 542.556 -11,9% 1.000.519 -24,8% 260.987 -2,7% 2.771.113 -8,6% 557.684 -26,4% -7.948.635 -256,0% 8.717 -49,3% 204.679 -85,9% -131.244 0,2% 970.162 -17,3% 501.247 17,3% 427.444 18,4% 545.142 16,0% 1.097.814 24,2% -421.551 -23,6% -568.465 -153,1% 53.670 33,2% 22.683 27646,8% 1.087.244 20,5% 2.539.289 5,1% 1.438.128 1,2%

1,2% 6,0% 20,3% 19,1% 47,9% 14,3% 9,1% 180,6% 192,9% 21,4% 12,7% -2,7%

-6,0% 161.615.408 172.958.873

6,6%

33.540.778 11.857.806

-60,9%

12,4% 17,6% 27,0% 8,6% 7,7% 20,6%

37.775 51.517 429.225 470.568 475.689 671.752 735.828 763.103 2.354.387 2.845.260 441.469 571.976

34,3% 9,1% 38,8% 3,5% 19,6% 27,8%

Saneamento e Serviços de Água e Gás / Sanitation and Water and Gas Services CASAN CEG COMGAS COPASA SABESP SANEPAR SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

2.288.511 1.928.016 4.307.670 8.267.308 25.214.984 5.678.744

2.247.279 2.057.090 5.968.107 9.028.137 26.675.793 6.171.769

47.685.233

52.148.175

-1,7% 6,3% 36,3% 8,7% 5,5% 8,2% 8.8%

1.276.270 1.236.641 867.918 885.984 1.319.987 2.257.273 4.618.857 4.990.264 11.037.809 11.715.577 2.402.335 2.428.830 21.523.176

23.514.569

-2,9% 2,0% 66,9% 7,6% 5,8% 1,0%

539.155 2.304.053 4.102.660 3.224.932 9.941.637 1.742.395

610.342 2.735.833 5.279.523 3.519.027 10.754.435 2.123.395

8.7% 21.854.832

25.022.555

13.6% 4.474.373

5.374.176

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

18.94%

BENS PRIMÁRIOS / RAW MATERIAL Empresa Company

Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Var. Real % Actual Var. %

Açúcar e Álcool / Sugar & Ethanol COSAN COSAN LTD SAO MARTINHO V-AGRO (ANTIGA BRASIL ECODIESEL) SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

22.124.135 22.168.119 4.787.167 2.727.017

33.800.035 33.796.311 5.633.110 2.704.275

49.7% 49.4% 16.6% -0.8%

51.806.438

75.933.731

43.9%

9.616.374 13.395.672 9.481.623 13.295.975 2.024.678 2.100.617 1.289.126 1.490.322 22.411.801

37.0% 24.096.881 37.9% 24.096.881 3.5% 1.366.990 14.7% 315.623

30.016.488 30.016.488 1.635.955 809.493

30.282.586

33.1% 49.876.375

62.478.424

23.1% 4.229.142 1.598.538 23.1% 3.781.094 1.579.620 18.5% 228.841 198.810 147.4% -32.215 68.591 23.8% 8.206.862

-58.6% -54.8% -12.4% -294.7%

3.445.559

-54.6%

-4.574 4.172 5,9% 291.425 249.205 -20,9% 165.752 -198.759 -8,8% 53.087.424 14.996.191

180,1% -13,6% -207,1% -67,6%

Mineração / Mining CENT MIN-RIO MAGNESITA SA MMX MINER VALE SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

118

113.700 118.271 5.334.169 5.683.465 6.253.077 7.739.234 241.783.112 266.921.654

3,8% 6,2% 22,4% 9,8%

102.008 103.180 2.653.161 2.810.859 2.907.281 2.440.214 146.690.367 155.633.216

1,1% 5,6% 2.318.903 -15,1% 1.035.684 5,7% 103.195.407

2.463.719 806.013 93.511.482

253.484.058 280.462.624

10,0%

152.352.817 160.987.469

5,3% 106.549.994

96.781.214

-8,6%

53.540.027 15.050.809

-67,7%


R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

1.521.537 844.864 7.535 21.162 210.352 46.132 -202.892 88.173 323.887 -662.286 -391.162 283.416 146.884 2.415.450 108.581 750.490 471.182 1.176.854 232.128 1.582.384 492.436 3.762.019 23.655 1.572.105 -40.815 691.716 212.054 159.996 281.261 310.647 -401.862 -730.983 38.411 2.572 495.399 1.448.106 915.260

43.840 901.263 10.872 17.691 493.376 74.679 -308.680 -130.256 -258.366 -797.324 -696.863 15.128 -52.879 4.271.685 147.982 805.497 420.000 726.520 245.872 1.256.734 357.677 -6.925.652 13.335 107.946 -125.253 341.644 291.065 215.070 324.648 423.923 -434.454 -665.816 50.944 -6.017 589.182 1.490.880 843.488

-91,5% 6,3% 41,7% -15,4% 126,7% 58,3% 49,1% -233,3% -169,3% -19,2% -73,6% -89,1% -128,1% 72,4% 34,2% 6,9% -10,2% -36,0% 5,6% -19,4% -25,8% -267,5% -41,1% -87,7% -194,8% -47,7% 35,1% 32,4% 14,5% 34,3% -7,6% 8,4% 30,7% -314,5% 17,8% 2,8% -7,4%

6.734.541 2.175.957 5.097 6.345 2.948.657 1.424.254 2.603.253 1.593.606 3.106.262 6.178.038 3.944.063 2.450.224 2.269.659 24.983.523 7.181.892 3.672.446 1.761.827 9.142.026 911.890 18.860.547 2.091.887 85.940.111 27.352 6.756.270 343.596 7.114.642 2.885.715 2.106.294 1.490.915 7.620.224 7.411.413 11.047.185 -2.874 928.941 4.142.286 6.578.305 3.870.062

6.931.262 2.135.953 5.434 13.542 3.176.296 1.602.433 2.437.630 1.411.604 3.468.468 2.578.713 4.402.393 2.310.287 2.577.941 28.728.899 7.009.935 4.453.975 2.000.158 1.267.210 917.830 22.668.626 2.622.346 104.914.985 21.740 6.922.374 420.563 755.476 3.558.128 6.905.936 1.706.817 8.700.888 6.746.605 2.433.387 7.433 1.686.642 5.539.121 6.801.576 4.758.345

2,8% 10,0% 6,2% 106,8% 7,3% 11,8% -6,0% -10,8% 11,0% -54,9% 10,9% -3,5% 12,8% 14,1% -11,5% 20,0% 12,7% -81,1% 0,6% 19,0% 23,9% 20,8% -19,3% 2,5% 21,1% -84,2% 21,9% 214,6% 13,6% 13,4% -8,4% -73,4% 337,7% 76,8% 31,8% -4,1% 24,4%

500.474 144.985 2.868 63.447 -291.986 -200.481 359.719 688.967 146.771 -2.938.027 -1.191.873 292.077 -82.136 -3.637.697 -630.295 90.977 80.744 1.643.192 -153.841 863.618 295.556 10.537.863 70.701 455.944 29.785 26.676 680.262 266.613 -305 739.747 76.462 -2.197.576 13.208 233.073 -92.137 53.510 -83.247

534.001 -242.244 5.496 69.064 -207.540 -44.757 756.742 1.410.890 34.464 -972.976 -33.510 52.180 -438.922 -2.317.293 -714.860 -30.341 112.219 1.851.437 61.091 436.845 189.761 13.492.896 61.748 511.022 140.244 234.918 408.458 724.792 -305.400 252.102 -1.306.431 -924.343 29.557 298.999 3.131.070 294.632 1.503.768

6,3% -251,5% 86,3% 8,3% 27,2% 73,1% 103,9% 98,7% -72,1% 63,0% 91,5% -77,3% -409,1% 34,2% -12,6% -125,6% 36,7% 11,9% 131,6% -46,5% -33,7% 26,4% -11,9% 11,4% 349,2% 735,1% -37,6% 161,8% -94199,3% -62,1% -1703,2% 54,6% 116,6% 26,6% 3294,3% 424,3% 1795,3%

0,85 0,45 0,41 0,35 0,71 0,63 0,53 0,20 0,78 0,45 0,56 0,72 0,57 0,42 0,17 0,81 0,78 0,37 0,68 0,47 1,04 0,20 0,91 0,14 0,40 0,57 0,58 0,22 0,63 0,02 0,60 0,02 0,15 0,36 0,34

0,89 0,53 0,46 0,30 0,14 0,67 0,63 0,26 0,85 0,15 0,52 0,92 0,61 0,45 0,20 0,82 0,81 0,62 0,81 0,48 0,78 0,23 0,95 0,16 1,26 0,58 0,32 0,26 0,65 0,05 0,04 0,13 0,40 0,29

1,40 1,11 0,11 0,07 1,72 1,91 2,12 0,73 1,38 -4,91 9,53 1,52 1,78 2,02 0,71 1,49 1,11 0,76 1,18 2,21 1,58 1,11 0,13 1,68 0,44 1,09 2,10 1,62 0,51 2,27 5,41 5,85 -0,01 1,43 1,76 1,21 0,85

1,61 1,18 0,12 0,17 1,55 1,95 2,31 0,62 1,82 -1,22 37,83 1,48 2,08 2,39 0,71 1,68 1,28 0,10 1,10 2,70 1,35 1,56 0,13 1,94 0,65 0,17 2,37 2,73 0,69 2,88 2,49 -51,09 0,02 1,70 1,35 1,25 0,94

18.206.648

4.079.381

73,81%

252.306.431

264.600.951

4,6%

6.857.638

19.059.779

167,6%

0,37

0,40

1,37

1,56

7.904 251.667 236.139 464.507 1.223.419 249.170

21.418 290.377 366.655 481.723 1.911.900 335.756

161,0% 14,5% 52,0% 3,5% 53,0% 32,7%

1.010.613 1.060.098 2.987.683 3.648.451 14.177.175 3.276.409

1.010.638 1.171.106 3.710.834 4.037.873 14.960.216 3.742.939

-0,1% 15,0% 22,8% 10,1% 5,2% 13,4%

51.296 -228.289 -530.860 -145.934 -242.835 -85.004

16.147 -206.414 -793.280 385.590 -460.505 38.120

-64,5% 9,0% -46,6% 343,0% -84,4% 136,4%

0,24 1,20 0,95 0,39 0,39 0,31

0,27 1,33 0,88 0,39 0,40 0,34

0,79 1,22 2,26 0,79 1,28 1,36

0,82 1,32 1,64 0,81 1,28 1,54

2.432.806

3.407.829

26.162.057

28.633.606

-1.181.626

-1.020.342

0.46

0.48

1.21

1.22

37.7%

9.1%

12.9%

R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

2.644.790 2.192.332 126.611 -187.223

868.315 837.145 72.950 -128.124

-63.3% -58.2% -39.9% 29.7%

11.829.744 12.686.496 1.988.172 1.437.891

20.404.363 20.500.336 3.532.493 1.213.953

68.3% 58.0% 73.1% -18.9%

2.637.197 2.679.117 145.853 -14.495

1.853.205 1.898.420 368.020 256.718

-28.0% -27.4% 143.4% 1762.0%

1.09 1.09 0.29 0.12

0.89 0.89 0.29 0.30

1.23 -0.36 0.98 1.12

1.52 1.54 1.68 0.81

4.776.510

1.650.286

-61.6%

27.942.303

45.651.145

59.7%

5.447.672

4.376.363

-18.5%

0.96

0.82

1.25

1.51

-11.033 98.550 -2.153 37.400.224

-2.642 75.781 -795.703 9.232.934

71,6% -21,8% -34709,1% -70,9%

11.692 2.681.008 3.345.796 95.092.745

15.091 2.872.606 5.299.020 111.288.438

27,4% 6,7% 55,0% 16,0%

-62 1.374.794 365.971 19.870.142

-54 1.441.984 -935.268 20.371.319

-12,2% 4,6% -334,8% 2,4%

0,43 0,17 0,43

0,43 0,10 0,35

0,11 1,01 1,15 0,65

0,15 1,02 2,17 0,72

37.485.588

8.510.370

-72,8%

101.131.241

119.475.155

17,1%

21.610.845

20.877.981

-3,19%

0,42

0,35

0,66

0,74

119


Estatísticas

Statistics

BENS PRIMÁRIOS / RAW MATERIAL Empresa Company

Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

Var. Real % Actual Var. %

Papel & Celulose e Madeira / Pulp & Paper CELUL IRANI DURATEX EUCATEX FIBRIA KLABIN S/A MELHOR SP SUZANO HOLD SUZANO PAPEL SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

1.181.754 6.814.150 1.713.986 27.853.536 12.741.595 1.517.988 22.048.580 21.715.433

1.208.090 7.758.598 1.779.674 28.133.166 14.097.903 1.503.931 25.694.618 25.353.437

2,1% 13,1% 3,6% 0,9% 10,0% -0,9% 15,6% 15,8%

95.587.022 105.529.417

9,8%

467.727 454.005 3.692.810 4.023.605 1.012.648 1.068.651 14.539.675 15.192.965 4.958.302 5.420.921 820.210 833.429 9.501.855 10.217.997 9.745.881 11.002.078 44.739.108

48.213.651

-2,8% 8,4% 5,2% 4,2% 8,8% 1,5% 7,1% 12,1%

481.513 2.970.365 899.120 5.854.300 3.889.151 124.307 4.852.263 4.847.988

483.449 3.394.399 963.468 6.174.373 4.163.670 98.021 5.194.591 5.192.292

0,4% 13,4% 6,7% 5,1% 6,6% -19,9% 6,6% 6,7%

7,3%

23.919.007

25.664.263

6,9%

58.105 75.246 576.366 692.566 156.610 172.774 377.659 706.495 797.134 1.618.391 1.520 14.265 633.078 503.357 676.357 544.355 3.276.829

27,8% 19,0% 9,7% 82,0% 97,0% 789,6% -19,3% -18,4%

4.327.449

30,2%

-19,1% 67,2% -32,2% -126,1% 19,1% 98,5% 47,1% -46,2% 67,9%

14,3% 14,7% 56,5% 15,5% 2,7%

1.929.905 1.538.603 1.217 2.085 306.054 201.409 25.876 -8.787 -506.897 -404.184 32.478 66.447 45.631 68.452 -733.994 -1.093.722 -125.608 -35.062 14.086 N/A 44.228.720 31.476.031 57.274 89.028 36.857 40.021 1.435 -1.348 16.793 59.173

12,91%

45.329.827 31.998.146

-27,8%

79.768 707.402 109.358 37.981.668 37.981.668 474.319 113.096 374.837 4.025.774 16.896.264 147.409 12.708.799

9,8% 9,5% -10,3% 6,8% 6,8% -32,4% 10,8% 2,4% -1,7% 2,1% 1,6% 6,4%

12.286 15.988 62.327 69.968 4.031 -707 2.879.008 2.348.205 2.868.471 2.320.455 2.724 33.624 12.259 14.029 8.720 15.767 -46.604 -209.832 5.756.922 641.697 16.569 16.891 692.819 -138.475

28,4% 11,5% -110,7% -17,4% -18,0% 1068,2% 13,6% 76,1% -329,8% -83,7% 1,8% -113,0%

4,9% 105.505.726 111.600.362

5,4%

Petróleo & Gás, Química & Petroquímica e Borracha & Plástico / Oil & Gas and Derivates BRASKEM ELEKEIROZ FER HERINGER GPC PART HRT PETROLEO M G POLIEST MILLENNIUM OGX PETROLEO OSX BRASIL PET MANGUINH PETROBRAS PROVIDENCIA QGEP PART SANSUY UNIPAR SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

37.354.161 41.163.578 653.537 678.008 2.594.203 3.061.670 765.369 702.401 5.390.091 4.256.468 1.714.944 1.686.001 499.844 608.513 14.350.197 17.116.348 4.448.401 9.799.718 602.377 N/A 599.149.983 677.716.287 1.180.143 1.300.170 2.729.723 2.434.042 343.574 392.974 889.822 769.573

9,6% 3,5% 17,0% -7,7% -19,8% -1,6% 20,5% 18,2% 113,3% 12,3% 9,6% -10,2% 13,5% -12,7%

9.951.218 8.663.800 477.225 476.152 476.765 471.146 208.179 163.127 3.913.844 3.659.377 187.319 177.821 399.925 412.375 8.869.033 7.731.076 2.700.307 3.332.778 -209.115 N/A 332.223.611 345.433.653 689.285 689.977 2.175.763 2.227.797 -229.731 -280.156 381.293 411.906

672.666.369 761.685.751

12,5%

362.214.921 373.570.829

405.921 1.307.001 76.727 53.093.158 53.370.116 676.999 203.293 345.354 4.186.697 49.295.228 253.124 32.774.219

-0,5% 2,9% -3,0% 5,9% 6,0% -17,8% 4,2% 16,2% 10,2% 4,9% -6,8% -1,7%

324.779 246.833 1.097.106 1.162.929 26.565 23.402 26.519.803 28.797.917 24.550.988 26.818.352 193.919 27.201 88.722 78.778 162.223 174.065 1.661.756 1.461.730 8.417.170 9.007.513 234.041 223.741 19.014.205 18.513.073

187.512.656 195.987.837

4,3%

-12,2% -0,2% -1,1% -20,4% -6,1% -4,8% 2,9% -12,1% 22,1% 3,7% 0,1% 2,3% -20,7% 7,6%

33.176.160 35.513.397 776.693 899.809 4.704.007 5.310.833 615.248 611.078 9.937 6.746 1.724.330 1.908.003 381.413 455.774 0 325.393 144.233 433.773 2.355.539 N/A 244.176.142 281.379.482 526.614 608.634 289.007 462.306 372.112 433.515 345.351 355.386

3,0% 289.596.786 328.704.129

6,6% 14,9% 12,1% -0,6% -30,2% 10,0% 18,4% 189,0%

-27,2% 52,2% 8,1% -182,6% 237,7%

Siderurgia e Metalurgia / Steel & Metallurgy ALIPERTI FERBASA FIBAM* GERDAU GERDAU MET MANGELS INDL MET DUQUE PANATLANTICA PARANAPANEMA SID NACIONAL TEKNO USIMINAS SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

408.117 1.267.599 79.280 49.981.794 50.172.211 834.845 194.666 294.757 3.776.337 46.869.702 272.923 33.360.425

82.291.277

86.535.534

-22,6% 5,6% -11,2% 8,1% 8,7% -81,0% -10,6% 6,9% -11,3% 6,6% -4,1% -2,5%

72.227 642.334 122.798 35.406.780 35.406.780 722.904 101.437 365.581 4.098.356 16.519.584 144.986 11.901.959

12.269.532

5.127.610

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

-54,8%

BENS DE CAPITAL / CAPITAL GOODS Empresa Company

Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Var. Real % Actual Var. %

Máquinas e Equipamentos / Machinery and Equipment ACO ALTONA AUTOMETAL BARDELLA BAUMER BEMATECH COBRASMA DHB EMBRAER FORJAS TAURUS FRAS-LE INDS ROMI INEPAR IOCHP-MAXION KEPLER WEBER LUPATECH

120

238.009 2.312.562 835.574 88.433 465.793 172.262 271.085 16.616.375 1.126.657 777.178 1.781.434 3.760.059 2.492.614 651.348 1.448.961

254.190 2.588.601 768.680 100.514 477.338 169.799 237.103 19.393.667 1.263.747 897.342 1.614.560 4.331.681 5.785.582 587.901 1.632.002

6,4% 11,2% -7,5% 12,9% 2,3% -1,3% -11,8% 15,7% 11,5% 14,6% -8,8% 14,3% 124,4% -9,2% 11,9%

55.440 1.181.193 447.171 53.582 348.822 -4.084.028 -183.370 5.848.433 325.235 350.904 677.776 633.091 929.217 300.345 -43.734

63.144 1.262.340 406.830 62.735 374.705 -4.499.495 -305.572 6.846.482 360.900 368.980 635.527 548.444 1.090.910 320.973 -189.750

13,1% 6,5% -8,5% 16,1% 7,0% 9,6% -62,8% 16,1% 10,3% 4,9% -5,9% -12,6% 16,4% 6,5% 314,4%

172.191 1.562.671 610.185 93.512 295.032 53 304.117 9.858.055 617.968 545.585 631.054 1.536.493 2.905.139 422.126 542.154

183.783 1.613.063 393.184 99.746 328.390 55 218.811 12.201.715 700.971 662.758 617.561 1.867.964 5.698.513 424.441 619.691

6,3% 3,0% -33,5% 6,3% 10,6% 3,6% -26,4% 22,4% 12,6% 20,2% -2,0% 20,3% 90,5% 0,5% 13,5%

18.150 17.247 -4,7% 239.791 213.968 -10,1% 62.132 -16.111 -118,6% 9.937 13.133 30,3% -65.656 44.860 158,5% -60.289 -72.827 -19,6% 19.990 -4.571 -115,7% 521.728 1.217.431 125,6% 100.975 115.185 13,3% 41.058 50.479 21,6% -11.064 -51.875 -347,4% -47.808 102.097 295,3% 358.253 278.510 -21,0% 39.063 42.130 7,4% 2.310 -302.328 -12418,9%


R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

9.354 374.860 88.176 -868.114 182.721 -4.455 38.031 29.891

26.383 459.711 88.379 -697.970 751.965 3.244 -168.849 -182.126

171,4% 21,3% 0,2% 18,5% 293,4% 162,7% -512,3% -667,9%

714.027 1.915.490 701.338 13.313.861 5.297.336 697.778 12.546.725 12.041.884

754.085 2.401.787 711.023 12.940.201 6.035.104 670.502 15.476.621 14.351.359

5,3% 23,9% 1,3% -2,6% 13,1% -3,7% 22,5% 18,1%

17.991 726.159 -52.789 3.338.231 2.152.570 5.235 2.293.833 2.201.307

29.790 1.032.077 -56.104 3.770.678 2.667.077 -3 3.868.880 3.831.099

61,8% 39,7% -5,9% 12,2% 22,5% -94,2% 64,7% 69,7%

0,41 0,54 0,52 0,21 0,31 0,08 0,22 0,22

0,40 0,52 0,54 0,22 0,30 0,07 0,20 0,20

1,53 0,52 0,69 0,92 2,40 0,85 0,57 1,24

1,66 0,60 0,67 0,85 2,40 0,80 0,60 1,30

-149.536

280.737

271,0%

47.228.439

53.340.682

12,2%

10.682.537

15.143.494

39,3%

0,25

0,24

1,06

1,11

-516.839 -738.305 14.827 459 63.890 -2.466 -38.845 -36.522 -304.035 -277.566 -72.128 -9.498 32.810 50.118 -509.885 -1.172.774 4.685 -32.724 -22.135 N/A 33.109.612 20.959.362 29.451 45.071 92.137 82.468 -57.596 -49.840 4.448 39.282

-40,4% -91,3% -97,8% 5,6% 8,2% 81,8% 49,7% -122,4% -751,9%

32.499.778 201.856 2.590.524 539.274 597.091 1.508.180 196.138 9.385.272 6.466.940

17,5% 13,6% 21,0% -3,0% -56,1% -1,2% 90,7% 67,1% 254,2%

-7,9% -21,2% 16,1% 13,2% -29,9%

0,89 1,19 1,81 0,80 1,01 0,76 0,00 0,03 3,91 0,41 0,45 0,11 1,08 0,39

0,42 0,47 0,19 1,10 0,46

2,75 0,37 4,44 2,68 0,38 8,16 0,25 0,62 0,65 -3,88 0,80 0,61 0,25 -2,50 1,33

3,75 0,42 5,50 3,31 0,16 8,48 0,48 1,21 1,94

23,1% 25,4% -59,1% 16,4% -27,5%

35.700 228.865 -282.993 -96.723 818.924 -33.368 203.095 2.421.133 -874.026 N/A 48.481.229 174.636 1.010.280 115.409 179.472

0,86 1,33 1,73 0,87 1,13 0,75 0,02 0,04

332.282.634 535.707 206.245 673.130 357.667

1.110.189 227.099 -39.359 -44.930 2.258.075 -39.498 130.155 4.854.422 639.209 91.030 52.951.349 225.416 862.759 101.240 262.876

-91,1% 0,7% -582,9% -108,6% -60,0% 14,6% 52,8% -47,2% -222,9%

-34,6% 49,9% -9,9% 12,7% 737,5%

27.402.943 176.312 2.117.438 557.190 1.476.247 1.527.625 99.919 5.481.164 1.748.094 811.492 266.926.372 422.007 553.960 573.305 508.529

0,96 0,78 0,09 -2,40 0,87

31.830.397 18.857.065

38,38%

310.382.597

388.040.436

23,6%

63.590.032

52.381.633

-16,6%

0,43

0,43

0,86

1,04

8.511 90.880 54 2.097.576 1.979.649 -32.601 3.233 13.306 -47.711 3.667.234 25.882 404.133

13.224 85.544 -4.325 1.496.240 1.332.677 -148.897 191 15.470 -206.488 -480.574 21.385 -531.300

52,1% -5,5% -7636,5% -27,0% -30,8% -335,9% -88,6% 15,3% 313,4% -106,5% -16,4% -218,0%

83.338 170.493 52.715 23.461.991 25.621.223 640.926 105.944 132.534 2.114.581 38.452.532 38.882 14.346.220

159.088 144.072 53.325 24.295.241 26.551.764 649.798 124.515 171.289 2.724.967 40.287.715 29.383 14.261.146

85,6% -14,6% 1,1% 3,3% 3,4% 1,3% 16,5% 27,5% 27,2% 4,5% -23,0% -0,6%

12.945 556.574 10.152 10.542.148 10.561.639 150.480 -24.725 134.787 646.512 15.447.359 165.981 8.524.772

25.627 537.873 3.519 8.587.215 7.298.167 50.315 -27.574 141.897 232.823 14.713.869 142.641 5.377.724

92,3% -3,2% -61,5% -17,5% -29,1% -62,7% -10,9% 5,0% -60,3% -4,5% -13,2% -34,8%

0,18 0,51 1,55 0,71 0,71 0,87 0,52 1,24 1,09 0,35 0,53 0,36

0,20 0,54 1,43 0,72 0,71 0,70 0,56 1,09 0,96 0,34 0,58 0,39

0,26 0,16 1,98 0,88 1,04 3,31 1,19 0,82 1,27 4,57 0,17 0,75

0,64 0,12 2,28 0,84 0,99 23,89 1,58 0,98 1,86 4,47 0,13 0,77

8.210.146

1.593.147

-75,9%

105.221.379

109.452.303

3,8%

46.728.624

37.084.096

-19,4%

0,56

0,57

1,28

1,26

R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

8.698 193.974 38.632 8.170 -42.428 -497.902 36.464 171.254 37.315 44.246 4.326 -5.993 223.436 28.254 -241.911

7.704 159.295 -26.650 9.054 32.513 -531.994 -121.841 699.008 41.910 25.059 -37.369 -76.148 105.706 31.281 -560.357

-10,8% -16,8% -159,1% 10,2% 166,3% -6,4% -408,8% 290,2% 11,6% -40,8% -907,6% -1102,4% -49,6% 10,1% -124,0%

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

182.569 1.131.369 388.403 34.851 116.971 4.256.290 454.455 10.767.942 801.422 426.274 1.101.690 3.126.968 1.563.397 351.003 1.492.695

191.046 1.326.261 361.850 37.779 102.633 4.669.294 542.675 12.547.185 902.847 528.362 979.033 3.783.237 4.694.672 266.928 1.821.752

5,9% 16,2% -6,4% 7,9% -11,5% 9,1% 18,3% 15,6% 13,1% 22,6% -10,6% 19,8% 188,6% -22,6% 20,8%

20.652 590.668 128.526 40.390 151.717 -4.266 -218.922 4.366.104 284.450 265.678 437.424 -83.573 139.379 191.805 -373.849

30.224 869787 115.295 37.846 129.607 -4.297 -341.309 5.259.095 294.389 202.277 378.347 -346.009 346.131 132.272 -474.357

43,6% 44,5% -9,7% -5,9% -13,7% -0,7% -52,6% 19,3% 3,3% -22,5% -12,7% -295,7% 139,7% -29,2% -25,3%

0,72 0,68 0,73 1,06 0,63 0,00 1,12 0,59 0,55 0,70 0,35 0,41 1,17 0,65 0,37

0,72 0,62 0,51 0,99 0,69 0,00 0,92 0,63 0,55 0,74 0,38 0,43 0,98 0,72 0,38

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

3,29 0,96 0,87 0,65 0,34 -1,04 -2,48 1,84 2,46 1,21 1,63 4,94 1,68 1,17 -34,13

3,03 1,05 0,89 0,60 0,27 -1,04 -1,78 1,83 2,50 1,43 1,54 6,90 4,30 0,83 -9,60

121


Statistics

Estatísticas

BENS DE CAPITAL / CAPITAL GOODS Empresa Company

Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

Var. Real % Actual Var. %

Máquinas e Equipamentos / Machinery and Equipment (cont.) MARCOPOLO METAL LEVE METALFRIO METISA NORDON MET PLASCAR PART RANDON PART RECRUSUL RIOSULENSE SCHULZ TUPY WEG WETZEL S/A SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

3.381.131 2.649.332 951.102 286.568 25.125 969.278 4.016.536 77.215 194.917 830.513 3.497.845 9.105.861 196.884

3.512.075 2.347.729 980.021 261.794 25.154 996.635 4.321.295 92.198 860.025 182.120 3.801.254 8.873.550 199.446

59.220.651

66.556.003

3,6% -10,7% 2,9% -8,1% 0,1% 2,7% 7,1% 18,3% 321,3% -73,5% 8,2% -2,4% 1,2% 11.66%

1.171.492 1.342.078 257.169 170.572 -59.758 283.486 1.861.358 -50.674 22.006 290.579 1.138.679 3.906.589 919

1.312.444 1.362.226 279.517 178.462 -67.345 421.834 1.857.657 -35.490 315.195 6.457 1.185.855 4.151.626 -14.431

17.174.572

18.301.160

11,3% 1,4% 8,2% 4,4% 12,0% 46,0% -0,2% -28,2% 1254,6% -92,1% 3,9% 5,9% -1572,9% 6.18%

3.368.876 2.236.756 755.241 209.956 0 1.020.111 4.156.396 8.685 143.152 702.750 2.185.548 5.189.409 234.030

3.817.134 2.228.803 701.789 224.630 0 910.815 3.501.921 12.951 646.558 109.373 2.671.120 6.173.878 190.591

40.307.245

46.820.209

12,5% -0,3% -6,7% 6,6% -10,1% -14,8% 46,3% 331,2% -79,5% 20,9% 17,9% -17,5%

428.482 242.078 28.141 18.940 -13.295 96.857 459.779 -21.508 19.494 89.292 256.912 663.125 7.756

391.256 269.728 1.302 24.743 -6.472 -7.292 167.919 -6.658 84.874 2.100 188.988 808.411 7.529

-8,2% 10,8% -89,8% 28,9% 48,3% -101,3% -59,8% 65,0% 315,8% -92,0% -24,9% 20,6% -2,8%

3.504.623

3.573.756

1.9%

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

15.22%

BENS INTERMEDIÁRIOS / INTERMEDIATE GOODS Empresa Company

Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Var. Real % Actual Var. %

Embalagens / Packaging and Labeling METAL IGUACU PETROPAR SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

68.926 1.854.120

81.210 2.339.524

16,8% 24,7%

47.494 495.398

45.638 656.504

-3,7% 30,6%

69.056 782.830

51.691 1.821.377

-23,7% 124,9%

-9.074 138.043

-13.583 154.059

-46,8% 10,9%

1.923.046

2.420.734

24,4%

542.892

702.142

27,6%

851.886

1.873.068

112,9%

128.969

140.476

8,4%

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

BENS DE CONSUMO NÃO CÍCLICO / NON-CYCLE CONSUMPTION GOODS Empresa Company

Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Var. Real % Actual Var. %

Alimentos / Food BRF S.A. CLARION EXCELSIOR JBS JOSAPAR LAEP M.DIASBRANCO MARFRIG MINERVA MINUPAR ODERICH RASIP AGRO RENAR SLC AGRICOLA TEREOS SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

29.983.456 1.179.758 38.083 47.410.884 1.031.095 1.089.989 3.058.156 23.823.441 3.527.452 274.914 303.083 148.612 182.416 3.584.453 8.366.000

30.772.248 N/D 39.625 49.756.193 1.210.282 461.518 3.426.892 25.589.454 4.367.073 280.032 320.613 186.527 156.691 3.715.631 9.364.000

2,5% 3,8% 4,7% 16,4% -54,3% 11,4% 7,0% 22,4% 1,8% 5,4% 24,0% -13,3% 3,4% 11,2%

124.001.792 129.646.779

4,2%

14.322.829 14.576.040 1.022.843 5.080 8.231 21.599.188 21.433.306 468.178 495.549 388.180 -413.840 2.112.271 2.410.618 5.898.521 4.305.092 796.466 754.307 16.705 -183.338 93.355 99.799 64.241 64.999 46.812 27.944 1.920.236 1.993.625 3.463.000 3.627.000 52.217.905

49.199.332

1,7%

28.517.383

10,3%

95.813 75.696.710 930.344 184.654 3.545.152 23.726.394 4.379.891 300.631 323.487 98.566 49.316 1.118.743 6.876.000

37,1% 21,2% 24,7% 21,6% 20,5% 7,9% 9,5% 61,5% 20,8% 14,8% -5,7% 10,6% 19,7%

2.001.129 1.388.915 35.592 5.036 7.936 1.780.620 2.720.529 61.729 80.236 269.431 -823.294 415.660 544.411 1.032.276 1.161.626 282.346 418.428 -6.750 -226.063 -6.493 29.024 8.114 8.849 -6.407 -12.420 256.880 145.121 283.000 398.000

-5,4% 124.624.286 145.843.084

16,0%

6.412.163

58,4% -0,7% 5,5% -194,6% 13,3% -25,4% -5,0% -1127,7% 6,5% 1,1% -38,0% 3,6% 4,5%

25.706.238 113.950 68.746 61.796.761 737.262 150.243 2.911.033 21.884.909 3.976.977 181.852 264.965 85.188 52.522 1.005.640 5.688.000

-28,8% 54,2% 49,7% 28,2% -381,9% 29,2% 11,8% 45,4% 3059,7% -515,1% 8,5% -88,4% -41,0% 38,3%

5.841.298

-8,4%

17,7% 11.709.923 13.860.479 25,6% 7.583 52.573 418.137 -29,9% -37.190 -109.535 9,9% 2.193.853 2.374.604

17,3% 558,7%

Bebidas & Fumo / Beverage & Tobacco AMBEV CACIQUE CAF BRASILIA IGUACU CAFE SOUZA CRUZ SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

122

46.139.418 532.590 299.868 721.062 4.253.853

54.159.769 542.581 N/D 514.491 6.124.681

16,4% 1,8% -27,0% 41,4%

51.946.791

61.341.522

17,0%

25.828.845 29.923.817 217.177 227.664 -278.148 74.074 -147.245 2.079.295 2.365.463 27.921.243

32.369.699

14,9% 4,5%

32.231.027 715.918

-281,4% 13,0%

27.126.719 562.670 15.465 1.115.289 5.550.178

15,0%

34.370.321

39.839.305

761.229 6.131.131

15,0%

14.292.306 16.178.121

183,2% 7,8% 12,4%


R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

344.023 189.287 11.126 17.754 -19.843 11.548 380.337 -33.242 -2.919 49.059 203.384 607.021 -1.291

302.357 179.514 13.680 22.288 -7.586 -57.668 101.052 -14.746 45.934 -15.549 66.357 664.864 -15.381

-11,4% -4,9% 21,6% 24,0% 58,2% -564,4% -69,1% 52,4% 1576,0% -124,0% -63,4% 9,0% -1027,8%

2.209.639 1.307.254 693.933 115.996 84.883 685.792 2.155.178 127.889 172.911 539.934 2.359.166 5.199.272 195.965

2.199.631 985.503 700.504 83.332 92.499 574.801 2.463.638 127.688 544.830 175.663 2.615.399 4.721.924 213.877

1.762.779

1.042.287

38.49%

42.044.111

48.254.843

-0,4% -23,2% 0,9% -26,5% 8,4% -15,2% 13,5% -0,1% 202,6% -63,5% 10,2% -8,6% 8,6% 12.5%

973.578 288.860 340.748 124.095 -40.939 -177.529 1.479.671 -36.906 -59.177 184.461 1.262.440 3.114.101 6.112

740.071 346.210 306.773 108.928 -47.008 -55.001 1.303.370 -26.756 187.860 -74.193 336.180 2.697.193 -9.309

13.395.698

12.784.925

-22,6% 18,7% -9,4% -11,5% -14,0% 65,0% -11,2% 25,9% 393,1% -132,0% -69,1% -12,6% -237,6% -4.3%

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

1,00 0,84 0,79 0,73 0,00 1,05 1,03 0,11 0,73 0,85 0,62 0,57 1,19

1,09 0,95 0,72 0,86 0,00 0,91 0,81 0,14 0,75 0,60 0,70 0,70 0,96

1,89 0,97 2,70 0,68 3,38 2,42 1,16 -2,52 7,86 1,86 2,07 1,33 213,24

1,68 0,72 2,51 0,47 3,68 1,36 1,33 -3,60 1,73 27,21 2,21 1,14 -14,82

0.68

0.70

2.45

2.64

R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

1.053 106.380

-3.484 313.689

-405,7% 183,5%

21.432 1.358.722

35.572 1.683.020

62,1% 22,5%

25.706 79.107

28.713 270.393

11,0% 227,7%

1,00 0,42

0,64 0,78

0,45 2,74

0,78 2,56

107.433

310.205

177,7%

1.380.154

1.718.592

23,1%

104.813

299.106

174,6%

0,44

0,77

2,54

2,45

R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

1.367.409 5.784 2.151 -322.885 22.278 218.465 366.544 -746.683 41.715 -12.550 -17.251 3.979 -21.599 159.992 196.000

820.667

-37,7%

4.109 762.890 38.557 -833.593 470.538 -233.231 -198.818 -231.210 8.031 3.946 -23.034 38.430 157.000

1.263.349

8.719.764 -9.978 242.156 -45.208 1.602.709

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

R$ milhares / R$ thousands

16.196.208

3,2%

85,7% 316,7% 68,8% -453,5% 26,7% 64,8% -543,0% -1640,7% 138,0% -0,8% -6,3% -71,6% -18,7%

15.660.627 156.915 33.003 25.811.696 562.917 701.809 945.885 17.924.920 2.730.986 258.209 209.728 84.371 135.604 1.664.217 4.903.000

4.125.762

29,7%

-4,6% 9,2% 25,4% 23,3% 7,0% 17,6% 30,4% 74,8% 5,0% 41,5% -4,8% 3,3% 16,0%

3.135.922 104.184 -5.361 7.535.582 223.211 158.649 280.862 2.686.014 722.475 -43.601 48.187 1.766 -17.378 169.503 335.000

0,93

36,7% 3,9% 60,0% -184,9% 112,6% -4,9% 67,9% -501,6% 2,9% -544,0% 70,1% 58,4% -80,4%

0,86 0,10 1,81 1,30 0,72 0,14 0,95 0,92 1,13 0,66 0,87 0,57 0,29 0,28 0,68

31.394 28.322.887 714.733 875.358 1.016.274 21.284.362 3.612.766 463.370 220.814 121.528 128.747 1.722.006 5.737.000

784.282

-35,7%

71.783.887

10.642.555 11.833

20,8% 205,8%

-68.103 1.641.371

10.509.443 12.227.656

2,42 1,52 0,77 0,40 1,03 0,93 1,00 1,07 1,01 0,53 0,31 0,30 0,73

1,09 0,15 6,50 1,20 1,20 1,81 0,45 3,04 3,43 15,46 2,25 1,31 2,90 0,87 1,42

1,11 0,00 3,81 1,32 1,44 -2,12 0,42 4,94 4,79 -2,53 2,21 1,87 4,61 0,86 1,58

-3.271 7.845.826 365.430 -152.930 616.742 2.547.332 1.243.045 -275.853 49.652 -8.436 -4.446 274.610 49.000

80.447.447

11,4%

15.335.015

16.672.463

8,2%

1,01

1,12

1,37

1,64

24.235.952 314.917

18,2% 0,9%

-47,7% 2,3%

20.310.573 315.413 578.016 646.988 2.174.558

737.243 27.062 0 -282.785 1.415.012

161,5% -26,7%

2,1% 68,6%

271.527 37.747 -438.200 -188.703 1.267.001

0,60 1,32 1,48 1,00

0,79 1,45 -2,08 8,73 1,05

0,81 1,38

-47,0% 11,0%

0,59 1,06 0,05 1,55 1,30

661.736 3.759.218

-4,49 1,59

15,4%

24.025.548

28.971.823

19,4%

949.372

1.896.532

94,0%

0,66

0,65

0,86

0,90

123


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BENS DE CONSUMO CÍCLICO / CYCLE CONSUMPTION GOODS Empresa Company

Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

Var. Real % Actual Var. %

Atacado e Varejo / Wholesale and Retail AGRENCO AREZZO B2W VAREJO BOMBRIL BR PHARMA DIMED DUFRY AG VIAVAREJO (EX GLOBEX) GRAZZIOTIN GUARARAPES HYPERMARCAS LE LIS BLANC* LOJAS AMERIC LOJAS HERING LOJAS MARISA LOJAS RENNER MAGAZINE LUIZA MINASMAQUINA NATURA P.ACUCAR-CBD PROFARMA RAIADROGASIL SARAIVA LIVR WLM IND COM SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

726.249 510.628 4.090.027 685.229 1.049.250 442.155 6.627.402 11.674.930 425.975 3.710.950 13.325.286 542.893 9.550.056 28.347 2.432.599 2.983.504 4.877.354 167.092 3.793.012 33.769.005 1.227.338 3.168.308 1.294.402 561.606

N/D 636.591 4.786.747 719.917 2.903.094 500.816 7.875.214 12.082.472 457.101 4.240.672 12.656.511 973.059 11.080.294 30.530 2.440.691 3.770.028 5.664.755 132.948 5.375.379 35.396.234 1.430.602 3.340.186 1.334.941 658.138

23,2% 16,0% 4,8% 166,4% 12,5% 17,7% 3,3% 6,9% 13,4% -4,7% 74,6% 15,1% 7,3% 0,3% 24,8% 15,2% -19,2% 39,3% 4,5% 15,6% 5,1% 2,9% 16,2%

-996.226 384.047 453.899 1.095.745 969.013 -48.415 -15.692 723.262 1.543.120 209.028 233.640 1.980.172 1.328.295 2.659.179 2.995.588 297.153 318.616 2.288.755 2.526.929 6.691.561 6.868.366 211.048 208.045 1.158.428 1.169.305 2.355 3.874 866.054 1.039.049 1.170.182 1.305.683 620.945 615.992 68.972 72.527 1.250.245 1.306.097 10.094.425 11.067.951 555.000 570.929 2.201.174 2.264.659 466.207 515.941 465.091 492.516

107.663.597 118.486.920

9,5%

34.414.387

37.854.342

17,1% -10,9% 63,6% 106,7% 11,1% -31,0% 11,9% 6,8% 9,8% 2,5% -1,3% 0,9% 60,7% 18,8% 10,9% -0,8% 4,9% 4,2% 9,1% 2,7% 2,7% 10,0% 5,6%

10.805 678.907 4.232.137 845.814 1.000.665 1.345.632 5.009.541 21.016.716 291.223 3.046.024 3.324.630 471.100 10.201.624 2.284 2.450.315 3.238.543 6.419.371 314.605 5.591.374 46.594.486 3.317.048 2.729.392 1.888.967 939.162

860.335 4.812.439 984.038 2.685.741 1.524.000 6.580.804 22.846.250 318.642 3.545.995 3.873.683 635.914 11.334.061 2.486 2.877.388 3.862.508 7.665.112 315.104 6.345.669 50.924.461 3.802.677 5.380.728 1.923.585 812.481

25,2% 12,9% 15,4% 158,6% 12,5% 29,5% 8,2% 8,9% 15,5% 15,6% 32,9% 10,5% 8,3% 16,4% 18,1% 18,3% 0,1% 12,7% 8,8% 13,8% 91,5% 1,7% -12,7%

9,4% 124.960.365 143.914.101

14,3%

-403.436 113.671 236.613 56.528 23.275 57.245 405.546 850.224 37.474 479.414 421.009 91.081 1.140.573 4.788 277.217 472.633 213.660 17.675 1.315.070 2.137.363 66.279 79.557 139.592 44.497

128.205 159.847 41.964 76.123 68.792 574.350 1.213.930 39.117 504.504 770.585 63.803 1.243.794 2.658 355.416 559.250 148.265 11.583 1.369.550 2.869.207 84.388 160.624 143.899 59.104

12,0% -30,6% -24,3% 213,8% 19,0% 39,2% 40,3% 4,1% 4,9% 78,2% -28,2% 8,5% -41,9% 26,6% 17,3% -28,8% -32,5% 3,9% 32,2% 25,7% 96,0% 2,9% 30,9%

8.277.548 10.648.958

27,0%

Educação / Education ABRIL EDUCA ANHANGUERA ESTACIO PART KROTON SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

1.751.985 3.501.663 1.068.718 2.966.472

1.856.749 3.724.521 1.239.810 3.783.920

5,6% 6,0% 15,1% 25,9%

959.018 2.005.599 618.935 2.156.472

1.045.713 2.209.139 707.035 2.246.204

8,5% 9,6% 13,4% 3,9%

772.108 1.232.168 1.148.437 734.553

883.524 1.607.383 1.383.288 1.405.566

13,6% 28,7% 19,3% 86,0%

150.844 86.096 84.272 37.764

186.331 209.725 148.690 243.056

22,2% 135,2% 72,0% 511,9%

9.288.838

10.605.000

13,34%

5.740.024

6.208.091

7,7%

3.887.266

5.279.761

33,7%

358.976

787.802

112,5%

761.953 -165.867 879.037

4,0% 22,9% 6,6%

237.141 152.651 1.172.427

25,3% 16,2% 28,7%

-9,8% 93,0% 71,3%

-3315,5% 6,7% 149,8%

132.150 205.670 694.236

7,1% -0,9% 13,0%

33.609 -35.551 33.838 10.592 -11.038 -6.860 102.209

30.095 -446 59.458

-14.121 75.897 345.443

186.931 130.295 898.606 97.257 122.914 207.571 609.825

-18.994 7.258 -4.716

-67,9% 193,8% -98,5%

1.882.342

7,1%

2.253.399

2.594.275

14,2%

94.903

-16.452

-110,5%

Lazer, Turismo e Hotelaria / Leisure Industry BHG HOTEIS OTHON IMC HOLDINGS PQ HOPI HARI SAUIPE SPTURIS TIME FOR FUN SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

1.016.102 520.338 1.334.855 330.434 29.547 278.921 521.803

1.132.949 517.900 1.430.213 N/D 33.446 288.299 619.755

10,8% -0,4% 6,7% 12,4% 3,2% 17,7%

730.879 -133.467 821.353 127.310 -390 70.865 133.318

4.032.000

4.022.562

-0,2%

1.749.868

Tecidos, Vestuário e Calçados / Textile, Clothing and Footwear ALPARGATAS BUETTNER CAMBUCI CEDRO CIA HERING COTEMINAS DOHLER ENCORPAR FAB C RENAUX GRENDENE IND CATAGUAS KARSTEN MUNDIAL PETTENATI SANTANENSE SCHLOSSER SPRINGS TEC BLUMENAU TECEL S JOSE TECHNOS TEKA TEX RENAUX VICUNHA TEXT VULCABRAS WEMBLEY SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

124

2.442.554 207.645 233.865 640.145 1.108.026 3.371.430 520.521 218.062 146.227 2.045.624 287.241 365.555 887.487 314.540 342.993 114.822 2.679.424 7.713 21.191 463.585 508.312 252.505 1.839.260 1.546.520 3.549.257

2.740.729 220.804 260.991 627.992 1.182.334 3.110.364 552.446 181.747 136.821 2.291.452 272.803 420.893 870.769 320.106 324.874 115.109 2.467.974 7.520 19.118 505.254 837.479 198.523 2.002.573 1.375.440 3.256.259

11,5% 6,0% 10,9% -1,8% 6,3% -7,3% 5,8% -15,7% -6,1% 11,3% -4,7% 14,3% -1,8% 1,7% -5,0% 0,2% -7,4% -2,4% -9,2% 8,5% 61,0% -20,1% 8,4% -10,4% -7,8%

1.489.859 -46.127 40.544 311.018 710.811 1.708.293 405.065 182.510 -133.680 1.800.952 146.726 36.235 34.434 123.678 230.954 -92.175 1.206.497 -30.545 -109.594 366.814 -830.008 -120.534 887.985 212.903 1.850.367

1.660.898 -56.309 29.566 321.272 784.000 1.651.192 411.442 160.794 -163.216 1.953.562 142.960 36.367 32.330 123.363 245.031 -109.416 1.217.533 -34.192 -117.660 407.784 -756.164 -179.640 985.741 5.649 1.772.581

10,8% -20,8% -25,5% 3,1% 9,7% -3,1% 1,5% -11,2% -20,8% 8,0% -2,4% 0,3% -5,8% -0,2% 5,7% -17,6% 0,9% -11,2% -6,9% 10,5% 8,4% -46,2% 10,4% -91,7% -4,0%

2.574.700 47.277 278.773 527.276 1.353.233 1.739.039 301.088 3.363 38.966 1.482.636 224.486 354.591 363.699 304.734 370.375 749 1.407.841 0 0 262.030 264.810 142.176 1.070.957 1.529.197 1.742.403

3.006.982 60.850 274.172 504.939 1.491.316 2.045.150 313.678 3.080 17.039 1.882.326 193.083 346.503 368.142 299.027 371.627 173 1.682.909 0 0 312.715 186.239 75.142 1.170.243 1.483.125 2.048.229

15,8% 27,0% -1,6% -4,0% 9,6% 16,6% 3,9% -7,9% -53,0% 25,4% -13,2% -2,1% 1,2% -1,8% 0,3% -72,4% 18,4% 18,2% -27,9% -44,4% 8,7% -2,8% 16,5%

311.815 -96.877 20.414 42.593 365.118 75.478 23.236 46.107 -16.264 187.293 12.448 -37.562 14.845 -2.099 34.595 -16.079 62.301 -428 -3.584 98.500 -36.216 24.929 113.457 -239.263 117.192

291.759 -5.807 7.210 31.421 373.130 120.591 22.584 -9.025 -14.601 362.813 4.635 36.167 27.483 -4.568 52.271 -7.713 113.742 -381 -4.082 64.759 288.074 12.125 100.065 -104.465 110.445

-6,1% 88,5% -60,9% -24,7% 2,1% 56,3% -2,6% -112,6% 9,6% 88,3% -59,1% 184,8% 80,2% -110,8% 48,1% 49,0% 77,8% 10,3% -13,1% -32,3% 843,2% -48,4% -11,1% 53,1% -5,4%

24.114.504

24.300.374

0,7%

10.382.982

10.525.468

1,29%

16.384.399

18.136.689

10,1%

1.101.949

1.868.632

65,5%


R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

-584.388 91.613 -89.168 -18.670 8.228 37.422 212.129 103.854 35.577 363.852 -54.651 37.657 303.766 3.005 177.493 336.907 11.666 12.250 830.901 719.656 28.885 68.696 64.921 38.148

96.874 -170.667 -24.589 2.974 47.105 328.456 322.159 37.876 365.551 203.913 11.645 346.574 1.607 229.914 355.401 -6.745 8.143 861.222 1.156.436 42.284 104.855 77.015 34.582

5,4% -86,1% -29,9% -60,1% 24,4% 51,6% 197,9% 6,1% 0,4% 445,5% -65,0% 13,3% -43,8% 27,8% 5,2% -148,6% -31,6% 3,4% 57,2% 43,7% 49,6% 17,5% -8,8%

1.722.475 126.581 2.994.282 733.644 325.988 233.127 4.647.230 9.015.751 128.822 1.422.195 6.633.725 331.845 8.391.628 25.992 1.566.545 1.813.322 4.256.409 98.120 2.542.767 23.674.580 672.338 967.134 828.195 96.515

182.692 3.817.734 735.609 1.359.974 267.176 6.546.919 9.086.884 138.485 1.713.743 5.788.145 765.014 9.910.989 26.656 1.401.642 2.464.345 5.048.763 60.421 4.069.282 24.328.283 859.673 1.075.527 819.000 165.622

41,7% 25,9% 0,3% 298,7% 13,8% 38,5% 0,7% 7,1% 19,3% -12,0% 122,9% 17,1% 2,4% -9,9% 33,8% 17,5% -36,2% 39,6% 2,6% 26,2% 10,6% 0,3% 67,4%

-191.926 330.058 1.400.808 -289 394.708 147.297 399.918 1.524.486 130.690 1.132.094 3.118.532 154.334 2.206.729 582 966.371 969.980 399.992 45.652 928.540 3.775.190 631.140 -834.563 431.838 224.921

386.144 1.489.384 26.820 565.495 172.487 1.002.044 1.073.170 148.672 1.377.013 2.352.822 245.531 2.449.610 1.011 1.074.778 771.678 462.956 52.151 963.605 3.295.291 608.648 830.588 411.889 208.989

16,0% 6,0% 8833,4% 40,7% 16,1% 141,8% -27,9% 13,0% 20,4% -23,1% 55,6% 10,4% 69,4% 10,6% -19,3% 14,8% 13,4% 3,6% -12,0% -3,4% 187,9% -4,4% -6,7%

0,01 1,33 1,03 1,23 0,95 3,04 0,76 1,80 0,68 0,82 0,25 0,87 1,07 0,08 1,01 1,09 1,32 1,88 1,47 1,38 2,70 0,86 1,46 1,67

1,35 1,01 1,37 0,93 3,04 0,84 1,89 0,70 0,84 0,31 0,65 1,02 0,08 1,18 1,02 1,35 2,37 1,18 1,44 2,66 1,61 1,44 1,23

-1,73 0,33 2,73 -15,15 0,45 1,12 2,35 3,39 0,43 0,62 0,99 1,57 7,24 11,04 1,81 1,55 6,85 1,42 2,03 2,35 1,21 0,44 1,78 0,21

0,40 3,94 -46,88 0,88 1,14 4,93 3,03 0,43 0,68 0,84 3,68 8,48 6,88 1,35 1,89 8,20 0,83 3,12 2,20 1,51 0,47 1,59 0,34

2.739.749

4.432.585

58,2%

73.249.210

80.632.578

9,5%

18.287.082

19.970.776

8,7%

1,16

1,21

2,13

2,13

47.702 42.137 70.155 37.375

98.123 152.048 109.687 202.044

99,5% 245,6% 53,1% 414,9%

792.967 1.496.064 449.783 810.000

811.036 1.515.382 532.775 1.537.716

2,1% -7,3% 28,5% 84,6%

381492 268.363 357.571 -126.553

393.141 391.767 317.915 171.986

2,9% 43,3% -10,4% 222,1%

0,44 0,35 1,07 0,25

0,48 0,43 1,12 0,37

0,83 0,75 0,73 0,38

0,78 0,69 0,75 0,68

197.369

561.902

173,9%

3.548.814

4.396.909

19,1%

880.873

1.274.809

42,1%

0,42

0,50

0,62

0,71

9.644 -47.652 1.875 3.960 -11.381 -4.299 61.071

-7.477 -27.889 17.854

-167,2% 39,1% 802,5%

370.996 683.767 551.176

28,3% 4,3% 766,0%

-9,2% -2,1% -108,5%

-100,3%

55,5% 2,0% -27,7%

-14.460 -50.231 151.210

14,8% -72,2% -25,8%

3,95 0,71 1,12

0,39 -4,90 -0,09 1,60 -76,76 2,94 2,91

0,49 -4,12 0,63

47.567 212.402 274.312

0,18 0,25 0,67 0,29 4,16 0,74 1,17

0,21 0,29 0,82

-60,4%

-68.971 -127.682 84.993 22.218 -17.153 -28.429 208.197

-75.689 -130.483 -12.913

-18.682 1.122 -3.957

285.223 653.805 -77.253 203.124 29.937 208.056 388.485

13.218

-39.029

-372,2%

1.691.377

2.140.220

25,0%

73.173

-132.566

-264,8%

0,56

0,64

0,97

1,14

309.067 -109.257 6.559 15.929 297.274 -374.732 24.124 46.128 -36.179 305.446 14.435 -69.439 -39.953 -10.742 24.372 -27.984 -407.166 -7.031 -15.543 88.957 -194.662 -15.116 80.264 -315.997 -337.128

280.536 -16.970 -12.317 16.418 311.014 -136.292 21.001 -8.408 -37.434 429.003 4.681 -2.469 -5.745 -4.330 32.024 -24.398 -144.165 -4.749 -8.065 63.764 101.658 -42.125 126.827 -307.957 -149.163

-8,7% 79,5% -271,0% 2,9% 4,4% 59,9% -12,2% -111,3% -3,3% 38,1% -63,6% 90,8% 80,6% 56,2% 29,6% 12,1% 60,8% 30,6% 45,3% -26,7% 143,3% -168,3% 54,6% 2,4% 52,5%

952.695 253.772 193.321 329.127 397.215 1.663.137 115.456 35.552 279.907 244.672 140.515 329.320 853.053 190.862 112.039 206.997 1.472.927 38.258 130.785 96.771 1.338.320 373.039 951.275 1.333.617 1.698.890

1.079.831 277.113 231.425 306.720 398.334 1.459.172 141.004 20.953 300.037 337.890 129.843 384.526 838.439 196.743 79.843 224.525 1.250.441 41.712 136.778 97.470 1.593.643 378.163 1.016.832 1.369.791 1.483.678

12,6% 8,7% 18,6% -6,4% 20,7% -11,5% 20,8% -38,7% 6,8% 32,3% -7,2% 15,8% -1,6% 2,9% -27,1% 8,0% -14,2% 8,5% 4,3% 0,7% 18,0% 1,3% 6,5% 2,6% -11,9%

943.240 -105.996 69.125 30.589 519.814 861.049 186.979 -7.786 -78.686 1.416.596 96.787 -44.555 -144.048 66.958 92.529 -85.268 682.189 -435 -126.553 238.097 -757.550 -105.166 417.164 180.907 860.837

1.083.528 -129.598 90.287 39.604 536.207 687.679 187.920 -1.396 -121.999 1.310.195 98.434 83.518 -147.506 67.127 126.620 -121.081 538.018 -413 -131.966 97.470 -690.683 -222.931 577.366 106.305 688.498

14,0% -21,0% 28,8% 27,8% 3,0% -19,0% 0,5% 77,3% -51,8% -7,1% 1,6% 270,7% -2,3% 0,2% 34,7% -39,6% -19,9% 4,8% -4,0% -55,6% 8,3% -105,5% 36,2% -38,8% -18,9%

1,05 0,23 1,19 0,82 1,22 0,52 0,58 0,02 0,27 0,72 0,78 0,97 0,41 0,97 1,08 0,01 0,53 0,00 0,00 0,57 0,52 0,56 0,58 0,99 0,49

1,10 0,28 1,05 0,80 1,26 0,66 0,57 0,02 0,12 0,82 0,71 0,82 0,42 0,93 1,14 0,00 0,68 0,00 0,00 0,62 0,22 0,38 0,58 1,08 0,63

0,64 -5,50 4,77 1,06 0,56 0,97 0,29 0,19 -2,09 0,14 0,96 9,09 24,77 1,54 0,49 -2,25 1,22 -1,25 -1,19 0,26 -1,61 -3,09 1,07 6,26 0,92

0,65 -4,92 7,83 0,95 0,51 0,88 0,34 0,13 -1,84 0,17 0,91 10,57 25,93 1,59 0,33 -2,05 1,03 -1,22 -1,16 0,24 -2,11 -2,11 1,03 242,48 0,84

-748.374

482.339

155,0%

8.796.833

8.708.058

-1,0%

1.319.661

886.824

-30,9%

0,68

0,75

0,85

0,83

-3,37 2,80 0,79

125


Statistics

Estatísticas

BENS DE CONSUMO CÍCLICO / CYCLE CONSUMPTION GOODS Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Empresa Company

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

Var. Real % Actual Var. %

Utilidades Domésticas / Domestic Utilities BIC MONARK BRASMOTOR ESTRELA HERCULES IGB S/A ITAUTEC NADIR FIGUEI POSITIVO INF PRO METALURG SPRINGER TECTOY UNICASA WHIRLPOOL SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

251.554 792.529 150.238 13.641 804.367 1.176.438 666.508 1.568.041 1.801 206.925 56.399 258.219 5.258.175

231.087 928.386 164.477 6.482 745.013 1.075.649 720.594 1.815.432 2.140 169.192 62.078 274.219 5.968.374

-7,7% 16,1% 8,9% -49,4% -6,9% -8,1% 7,6% 14,9% 17,7% -17,2% 9,5% 5,8% 12,7%

210.422 845.905 -200.625 -340.311 -232.517 550.812 301.020 629.698 -268.299 144.020 14.375 195.739 1.811.184

194.952 922.122 -213.481 -380.277 -55.710 543.832 305.862 640.032 -278.935 131.321 8.364 222.130 2.131.711

-6,9% 8,5% -6,0% -11,1% 71,6% -1,2% 1,5% 1,5% -3,7% -8,3% -39,4% 12,7% 16,7%

34.572 0 106.078 3.104 0 1.542.292 372.910 2.081.291 4.633 68.711 103.148 294.677 7.465.334

35.460 0 120.521 3.903 13.318 1.545.338 495.416 2.195.474 9.483 87.991 141.649 279.441 8.457.901

2,4% 12,8% 24,2% 0,2% 30,9% 5,2% 98,6% 26,4% 35,1% -4,9% 12,5%

7.770 162.869 -8.501 -351 2.328 32.232 27.575 -52.823 1.480 62.173 -5.289 73.378 360.321

1.260 265.937 79 4.173 171.001 -6.506 22.075 62.277 746 -5.546 -5.869 47.754 871.525

-78,9% 59,6% 95,0% 1213,7% 6823,0% -113,2% -18,8% 205,2% -46,7% -102,6% -10,3% -32,9% 133,6%

11.204.835

12.163.123

8,1%

3.661.423

4.171.923

13,1%

12.076.750

13.385.895

10,2%

663.162

1.428.906

108,7%

SERVIÇOS / SERVICES Balanço / Balance Sheet Depósitos Totais Crédito Total Total deposits Total credit

Ativo Total Operacional Total Assets

Empresa Company

2011

2012

Var. Real % Actual Var. %

2011

2012

Var. Real % Actual Var. %

2011

2012

Patrimônio Líquido Shareholders’ Equity

Var. Real % Actual Var. %

2011

2012

Var. Real % Actual Var. %

Bancos & Crédito / Banking ABC BRASIL* ALFA FINANC* ALFA INVEST* AMAZONIA* BANESE* BANESTES* BANPARA* BANRISUL* BICBANCO* BRADESCO* BRASIL* BRB BANCO* BTGP BANCO DAYCOVAL* FINANSINOS* INDUSVAL* ITAUUNIBANCO* MERC BRASIL* MERC FINANC* MERC INVEST* NORD BRASIL* PANAMERICANO* PARANA* PATAGONIA* PINE* SANTANDER BR* SOFISA* SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

Empresa Company

10.499.984 13.472.934 3.976.783 6.091.012 10.765.077 13.730.123 9.871.604 10.517.798 2.760.668 2.942.073 10.027.608 12.308.952 2.740.013 3.728.257 37.830.643 46.840.127 17.230.483 18.552.309 753.336.888 879.092.178 890.352.257 1.049.283.624 8.308.214 9.330.762 82.392.059 124.425.734 12.066.216 12.990.019 24.535 30.386 4.279.495 4.022.788 851.331.535 1.014.425.000 10.171.332 13.341.267 297.347 685.333 628.890 248.568 26.435.588 31.888.888 12.010.952 16.248.265 3.084.751 3.783.980 8.087.124 10.875.179 11.025.088 10.440.446 465.225.117 473.448.707 4.418.613 4.023.824 3.249.178.864

2011

3.786.768.533

26.7% 50.1% 25.9% 6.2% 6.2% 21.4% 34.0% 22.4% 7.2% 15.7% 16.8% 11.6% 48.0% 7.2% 22.5% -5.6% 18.0% 29.3% 122.9% -56.9% 19.4% 33.2% 21.3% 32.5% -5.0% 1.7% -8.4%

3.316.026 2.285.489 3.976.011 2.337.650 2.223.170 5.995.498 2.239.387 22.644.284 8.957.099 317.521.554 428.804.742 6.540.427 51.877.168 4.615.615 0 1.660.344 242.636.422 6.893.337 141.913 568.668 8.964.499 5.229.254 1.709.453 5.802.288 3.602.812 169.377.903 2.596.723

11.768.155 4.252.194 5.122.408 8.487.635 2.684.237 11.434.700 3.308.420 41.945.916 16.576.243 774.330.511 983.135.459 8.384.488 76.539.818 10.777.105 0 3.435.477 243.200.000 12.514.193 536.763 192.708 29.205.137 13.694.313 2.567.970 9.376.200 9.164.429 407.322.168 3.242.769

15.58% 1.312.517.736 2.693.199.416

Investimentos Investments 2012 Var. Real % Actual Var. %

240.0% 81.0% 27.2% 247.7% 19.5% 85.4% 45.0% 80.3% 80.1% 135.5% 121.7% 26.6% 44.8% 125.7% 100.7% 0.2% 76.8% 262.0% -62.3% 212.6% 152.4% 47.3% 58.0% 145.4% 132.3% 23.4%

7.239.970 13.312.705 2.764.083 3.687.375 3.441.060 3.997.006 2.243.661 10.295.256 1.431.080 2.863.744 3.194.176 12.106.093 1.536.088 3.675.944 19.751.542 46.197.085 9.382.531 17.996.306 195.240.880 715.351.708 364.757.302 1.012.726.353 4.691.036 9.064.875 53.492.572 79.349.026 7.186.179 12.804.784 17.962 17.552 1.904.300 3.948.778 345.482.782 426.595.000 5.597.897 12.914.568 234.853 680.874 95.343 248.568 11.212.168 31.687.326 5.550.248 14.979.185 1.910.774 3.187.399 4.815.870 2.569.579 4.105.808 10.251.564 146.209.701 433.477.187 1.931.438 3.564.093

120.6% 1.205.421.304

Balanço / Balance Sheet Ativo Total Operacional Total Assets 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

2011

2.887.549.933

79.0% 31.5% 15.2% 337.9% 94.3% 262.7% 131.2% 126.1% 86.5% 250.9% 167.3% 87.8% 45.5% 73.6% -2.1% 101.1% 22.1% 123.1% 178.8% 151.3% 172.0% 160.0% 62.9% -43.9% 141.0% 185.0% 79.6%

1.499.606 635.362 1.092.497 1.934.215 228.580 835.556 373.157 4.399.511 2.002.099 55.581.664 58.148.690 779.933 6.545.485 1.952.427 18.521 577.135 71.343.333 714.087 137.166 52.309 2.329.499 1.398.350 1.093.513 1.081.641 1.015.081 65.613.700 764.503

1.679.473 703.839 1.141.249 2.030.163 257.807 872.573 419.837 4.894.211 1.954.218 70.047.459 65.776.796 946.274 10.442.769 2.203.507 21.785 586.275 75.998.000 825.930 148.442 55.860 2.683.751 2.552.409 1.215.957 1.480.919 1.219.946 65.904.444 780.156

11.3% 10.1% 4.2% 4.7% 12.0% 4.2% 11.8% 10.6% -2.3% 24.5% 12.4% 20.1% 56.1% 12.1% 16.6% 1.5% 6.1% 14.7% 7.7% 6.4% 14.3% 77.7% 10.5% 34.8% 19.0% 0.4% 1.9%

169.8% 282.147.620 316.844.049

12.2%

Patrimônio Líquido Shareholders’ Equity 2012 Var. Real % Actual Var. %

Resultado / Results EBIT EBIT 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

Holdings / Holdings ALFA HOLDING BAHEMA BATTISTELLA BRADESPAR CEMEPE DOCAS HABITASUL INVEST BEMGE ITAITINGA ITAUSA J B DUARTE MONT ARANHA POLPAR TELEBRAS ULTRAPAR SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

126

3.225.612 67.386 564.993 10.739.426 773 499.581 1.303.145 144.635 4 31.043.000 103.988 1.223.402 8.854 898.578 13.742.739

3.343.524 62.655 496.336 11.060.825 773 550.058 1.305.968 154.941 2 31.964.000 117.113 1.317.491 12.680 986.848 15.299.925

3,4% -6,6% -11,4% 2,8% 0,0% 9,5% 0,2% 6,7% -47,1% 2,79% 11,9% 7,2% 40,7% 9,3% 10,7%

63.566.116

66.673.139

1,2%

652.428 704.176 56.835 50.968 -30.533 -65.314 8.674.653 9.316.345 -4.274 -4.417 -366.371 -420.265 524.619 508.728 142.075 149.794 -89 -114 29.341.000 30.027.000 25.571 35.071 1.108.559 1.235.572 6.015 8.656 -77.998 262.543 5.577.236 6.015.736 45.629.726

47.824.479

7,5% -9,7% -107,3% 7,0% 3,2% -13,9% -2,9% 5,1% 26,5% 2,20% 35,0% 10,8% 41,3% 411,1% 7,4%

11.190 0 948.616 0 0 24.051 80.054 0 0 0 0 0 99 48.661.304

10.135 0 819.566 0 0 23.052 79.872 0 0 0 1.304 0 2.292 53.919.424

-8,9% -12,8% -3,9% -0,2% 2086,0% 10,2%

14,5%

49.725.314

54.855.645

0,2%

-45.229 -51.533 -4.047 -6.891 29.926 46.278 2.167.700 570.436 -375 -141 -116.789 -35.838 20.928 10.716 -498 -497 -100 -126 4.805.000 4.539.000 -15.117 -8.565 201.797 139.898 112 169 -45.083 -4.101 1.451.999 1.708.926

13,1% 66,2% 51,5% -69,4% -58,8% -65,3% -46,0% -0,2% 24,5% -5,21% -40,8% -28,9% 47,9% 85,6% 16,7%

8.450.224

-22,5%

6.907.731


R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

23.676 164.594 -48.519 -36.357 -31.396 43.588 24.419 -67.907 -12.303 45.165 -6.777 57.792 371.664

10.627 262.672 -24.452 -31.366 176.807 1.500 9.005 30.190 -14.154 -4.310 -10.359 42.164 616.951

-51,9% 56,1% 46,7% 12,9% -624,5% -90,9% -59,4% 136,0% -14,2% -103,2% -49,8% -25,5% 62,1%

41.132 -53.376 350.863 353.952 1.036.884 625.626 365.488 938.343 270.100 62.905 42.024 62.480 3.446.991

36.135 6.264 377.958 386.759 800.723 531.817 414.732 1.175.400 281.075 37.871 53.714 52.089 3.836.663

-11,4% -105,2% 7,3% 8,7% -21,4% -14,1% 12,7% 23,8% 3,8% -37,5% 26,2% -15,7% 10,6%

223.658 2.621 -187.619 -8.269 -32.011 501.260 150.110 490.242 -192.139 83.582 12.509 72.645 528.098

206.330 -1.406 -215.665 -2.680 -38.695 422.933 70.347 406.662 -204.025 76.395 8.554 89.738 884.116

-7,3% -144,7% -14,1% 63,6% -19,7% -14,7% -50,0% -16,1% -5,8% -8,1% -29,8% 22,2% 63,5%

0,14 0,00 0,71 0,23 1,31 0,56 1,33 2,57 0,33 1,83 1,14 1,42

0,15 0,00 0,73 0,60 0,02 1,44 0,69 1,21 4,43 0,52 2,28 1,02 1,42

0,20 -0,06 -1,75 -1,04 -4,46 1,14 1,21 1,49 -1,01 0,44 2,92 0,32 1,90

0,19 0,01 -1,77 -1,02 -14,37 0,98 1,36 1,84 -1,01 0,29 6,42 0,23 1,80

527.639

1.065.275

96,0%

7.543.412

7.991.200

5,6%

1.644.687

1.702.604

3,3%

1,08

1,10

2,06

1,92

R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Receita Intermediação Financeira Lucro/Prejuizo do Período Revenue from Financial Intermediation Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

1.213.536 1.325.109 636.223 844.223 1.074.773 992.184 972.658 927.393 483.285 508.308 1.247.192 1.227.470 545.104 674.579 5.928.533 6.343.001 2.544.877 2.590.617 80.446.592 78.684.684 90.080.002 90.745.179 1.646.363 1.751.429 5.267.859 8.067.816 1.895.689 2.231.908 6.395 6.853 628.262 635.775 101.366.445 101.582.000 2.026.828 2.275.399 53.074 76.722 116.512 46.646 3.347.864 3.804.675 2.551.314 2.814.155 477.932 591.006 1.310.642 1.244.845 1.368.381 1.212.298 55.788.210 55.829.354 860.697 966.146

8.7% 30.8% -7.2% -4.4% 4.9% -1.5% 22.4% 6.6% 1.7% -2.1% 0.7% 6.0% 50.1% 16.7% 6.7% 1.1% 0.2% 11.5% 42.0% -56.5% 12.8% 9.7% 22.3% -4.7% -10.7% 0.1% 11.5%

236.037 76.923 67.509 78.568 90.963 87.892 124.868 904.349 232.543 11.028.266 12.247.330 96.040 1.339.564 305.060 631 -31.745 14.620.621 90.662 8.649 5.361 314.799 60.238 359.474 266.756 161.514 3.570.747 28.553

226.619 94.365 66.187 165.949 87.991 81.395 129.022 818.590 108.820 11.381.244 12.309.870 215.389 2.154.126 357.464 1.394 14.254 13.191.000 55.027 16.768 5.431 508.363 -603.926 196.692 402.501 187.453 3.187.378 26.389

-3.8% 21.4% -1.8% 104.7% -3.1% -7.0% 3.1% -8.9% -50.1% 3.0% 0.5% 117.0% 57.3% 16.2% 113.9% 136.5% -9.2% -37.0% 88.4% 1.2% 57.9% -1038.3% -42.6% 47.9% 15.1% -10.1% -7.1%

363.885.242 367.999.774

1.06%

46.372.172

45.385.755

-2%

Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Giro do Ativo Alavancagem Total indebtedness Asset Turnover Leverage 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 2011 2012 Actual Var. %

9.000.378 3.341.421 9.672.580 7.937.389 2.532.088 9.192.052 2.366.856 33.431.132 15.228.384 697.755.224 832.203.567 7.528.281 71.949.290 10.113.789 6.014 3.702.360 779.988.202 9.457.245 160.181 576.581 24.106.089 10.612.602 1.991.238 7.005.483 10.010.007 399.611.417 3.654.110

11.793.461 5.387.173 12.588.874 8.487.635 2.684.266 11.436.379 3.308.420 41.945.916 16.598.091 809.044.719 983.506.828 8.384.488 124.425.733 10.786.512 8.601 3.436.513 938.427.000 12.515.337 536.891 192.708 29.205.137 13.695.856 2.568.023 9.394.260 9.220.500 407.544.263 3.243.668

29.2% 57.7% 28.4% 6.5% 5.7% 23.0% 37.5% 24.0% 8.5% 10.3% 17.1% 10.7% 68.7% 6.3% 40.5% -6.8% 47.7% 30.5% 221.5% -62.7% 19.9% 27.4% 27.3% 32.1% -7.4% 1.9% -10.6%

0.12 0.16 0.10 0.10 0.18 0.12 0.20 0.16 0.15 0.11 0.10 0.20 0.06 0.16 0.26 0.15 0.12 0.20 0.18 0.19 0.13 0.21 0.15 0.16 0.12 0.12 0.19

0.10 0.14 0.07 0.09 0.17 0.10 0.18 0.14 0.14 0.09 0.09 0.19 0.06 0.17 0.23 0.16 0.10 0.17 0.11 0.19 0.12 0.17 0.16 0.11 0.12 0.12 0.24

6.00 5.26 8.85 4.10 11.08 11.00 6.34 7.60 7.61 12.55 14.31 9.65 10.99 5.18 0.32 6.42 10.93 13.24 1.17 11.02 10.35 7.59 1.82 6.48 9.86 6.09 4.78

7.02 7.65 11.03 4.18 10.41 13.11 7.88 8.57 8.49 11.55 14.95 8.86 11.92 4.90 0.39 5.86 12.35 15.15 3.62 3.45 10.88 5.37 2.11 6.34 7.56 6.18 4.16

2.963.133.960 3.480.367.252

14.2%

0.11

0.10

10.50

10.98

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

47.835 -2.774 -47.872 2.023.552 -378 -34.295 9.713 9.595 -100 4.837.000 -7.106 181.048 227 -47.909 854.787

52.406 -2.048 -34.159 476.737 -143 -46.595 507 7.793 -126 4.539.000 -2.125 172.670 247 40.754 1.017.864

9,0% 24,6% 27,0% -72,0% 58,5% -33,8% -89,3% -17,7% -24,5% -5,80% 66,0% -4,4% 8,3% 174,3% 18,0%

641.238 56.835 -979.149 8.674.653 -4.274 -390.422 444.565 142.075 -89 1.702.000 25.571 1.108.559 6.015 -78.097 8.165.503

694.041 50.968 -884.880 9.316.345 -4.417 -443.317 428.856 149.794 -114 1.937.000 35.071 1.234.268 8.656 260.251 9.284.189

2,4% 10,1% 33,8% -14,6% 11,4% 2,3% 95,2% 20,8% 13,00% 4,4% 10,7% 39,3% 27,7% 12,9%

-80.021 64.774 25.800 1.875.380 -37 -181.420 73.650 95.517 5 -191.000 15.942 -312.210 566 227.915 2.238.629

60.866 56.028 -47.534 -128.480 -3 -60.729 51.717 142.976 -34 -196.000 24.795 440.175 646 460.658 2.278.401

-165,8% -12,7% -267,7% -100,6% 86,5% 62,6% -28,0% 46,8% -734,5% -2,47% 52,3% 226,9% 13,3% 96,2% 1,7%

1,68 0,05 0,06 3,54

1,65 0,04 0,06 3,52

0,98 1,00 32,07 1,00 1,00 1,07 0,85 1,00 1,00 0,06 1,00 1,00 1,00 1,00 1,46

0,99 1,00 13,55 1,00 1,00 1,05 0,84 1,00 1,00 0,06 1,00 1,00 1,00 0,99 1,54

7.823.323

6.222.782

-20,3%

19.514.983

22.066.711

16,8%

3.853.490

3.083.482

3,3%

0,78

0,82

0,39

0,40

127


Estatísticas

Statistics

SERVIÇOS / SERVICES Empresa Company

Balanço / Balance Sheet Ativo Total Patrimônio Líquido Operacional Total Assets Shareholders’ Equity 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % Actual Var. % Actual Var. %

Resultado / Results Receita de Venda de Bens e/ou Serv. Net Revenue 2011 2012 Var. Real % 2011 Actual Var. %

EBIT EBIT 2012

Var. Real % Actual Var. %

Serviços Financeiros / Financial Services ALFA CONSORC ALL ORE (EX STEEL BRASIL) BMFBOVESPA BR INSURANCE BRAZILIAN FR CETIP CIELO CIMS GP INVEST IDEIASNET MULTIPLUS PAR AL BAHIA PORTO SEGURO SEG AL BAHIA SUL AMERICA TARPON INV SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

5.286.483 52.058 23.589.922 604.200 2.414.294 2.586.682 5.081.182 180.253 3.122.543 783.123 1.308.434 757.918 16.794.820 414.235 13.418.826 126.675

6.470.110 41.444 24.147.114 805.300 2.695.856 2.633.784 10.037.189 154.242 3.578.547 866.602 1.302.109 697.614 18.739.955 425.988 14.365.026 78.604

76.521.648

87.039.484

21,1% -19,2% 2,2% 31,3% 11,0% 1,7% 91,9% -13,6% 13,8% 10,0% -0,5% -7,5% 10,9% 2,7% 6,6% -35,7% 12.9%

1.032.274 1.108.127 -1.434 -18.386 19.257.491 19.413.882 475.698 506.267 779.347 795.223 1.181.025 1.428.082 1.637.280 2.286.107 128.785 59.679 2.312.550 2.698.687 131.649 96.221 152.802 149.246 569.772 548.995 4.703.315 5.069.387 179.442 178.524 3.076.514 3.352.047 64.954 25.518 35.681.464

6,9% -1113,2% 0,8% 6,1% 1,9% 19,7% 37,3% -50,5% 15,7% -25,3% -2,2% -3,4% 7,3% -0,5% 8,4% -57,2%

15.429 79.706 2.115.983 145.376 67.853 844.396 4.208.726 0 -489.043 1.386.926 1.246.812 196.142 9.884.365 62.845 8.944.547 242.199

27.616 0 2.064.750 227.977 60.140 917.137 5.427.406 0 80.386 1.704.627 1.476.014 207.017 0 57.830 10.440.295 96.904

5.32%

28.952.262

22.788.099

37.697.606

74,4% -2,3% 53,5% -10,7% 8,1% 27,3% 109,6% 21,6% 17,3% 5,2% -7,5% 15,7% -56,5%

-75.227 -96.251 28.893 -21.166 1.307.481 1.450.940 76.580 104.960 -65.937 -201.842 452.974 483.556 2.150.716 2.765.265 -58 -177 -577.949 -75.029 24.462 7.784 310.249 235.404 -2.439 -2.767 -74.108 9.311 10.757 4.296 45.805 149.888 164.477 56.203

-20.0% 3.776.676

-26,3% -163,2% 10,3% 34,9% -194,1% 6,4% 26,9% -193,2% 81,9% -64,2% -22,7% -12,7% 106,0% -56,6% 214,0% -62,0%

4.870.375

27.3%

Serviços Médico-Hospitalares, Análises e Diagnósticos / Wealth Services AMIL BIOMM CREMER DASA FLEURY ODONTOPREV QUALICORP TEMPO PART SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

5.392.361 12.550 809.275 4.282.796 2.831.721 993.258 2.855.306 542.392

5.894.976 8.328 769.680 4.272.175 2.738.159 998.701 3.095.251 565.144

8,8% -31,7% -4,6% -0,2% -3,1% 0,5% 7,9% 4,0%

1.521.567 -10.752 305.034 2.578.718 1.664.027 764.040 1.938.120 309.467

1.576.020 -21.995 279.656 2.607.192 1.705.908 701.301 1.992.203 279.319

3,4% -98,5% -7,8% 1,0% 2,4% -7,7% 2,6% -11,4%

9.008.826 0 457.761 2.179.874 1.125.741 835.263 680.464 1.031.618

10.464.332 0 618.026 2.264.142 1.501.783 955.483 920.674 1.915.108

15,2% 33,0% 3,6% 31,5% 13,6% 33,2% 80,6%

340.891 -4.123 45.824 374.552 141.045 179.155 11.331 22.584

-29.258 -11.836 -44.239 244.951 214.511 199.928 79.179 34.603

-102,3% -176,2% -185,1% -32,6% 49,1% 10,9% 563,9% 50,1%

17.719.659

18.342.414

3,3%

9.070.221

9.119.604

0,51%

15.319.547

18.639.548

20,4%

1.111.259

687.839

-35,9%

157.201 5.894 247.155 10.375 749.867 529.903

161.317 4.828 233.443 14.110 913.146 512.449

2,5% -17,0% -5,2% 33,9% 20,5% -3,1%

397.603 11.149 184.501 38.748 1.279.160 873.919

372.976 12.061 230.989 46.246 1.413.976 937.139

-5,8% 7,7% 23,7% 18,2% 9,9% 6,8%

39.166 15 36.354 4.763 226.199 155.710

35.791 -8,1% 1.813 11287,8% 34.229 -5,5% 8.300 69,9% 296.820 29,4% 166.230 6,4%

1.700.395

1.839.293

2.785.080

3.013.387

462.207

543.183

16.5%

24.443.735 498.141 10.507.796 -21.489 3.671.260 5.244.303 4.187.839 43.330.785 13.234.646

19.826.618 504.422 15.879.684 -23.322 2.842.399 3.973.920 4.581.541 44.681.120 13.832.870

-17,8% 1,2% 48,1% 8,0% -21,3% -22,8% 8,9% 2,9% 4,3%

9.245.255 2.956.199 12.233.264 0 4.793.332 7.330.651 6.695.885 29.128.740 17.085.977

25.169.230 3.619.013 18.781.235 0 4.731.937 7.245.013 7.939.196 33.931.422 18.763.947

162,2% 21,1% 50,4% -1,2% -1,1% 17,5% 15,5% 9,2%

1.567.287 103.378 1.190.031 -358 1.489.666 697.655 879.929 5.797.366 2.067.442

3.324.608 161.452 2.260.115 -472 471.076 748.076 933.183 7.212.289 2.321.445

105,6% 52,9% 84,7% -30,0% -64,4% 6,8% 5,7% 23,0% 11,6%

105.097.016 106.099.252

0,90%

89.469.303 120.180.993

32,3%

13.792.396 17.431.772

24,8%

Tecnologia da Informação / Information Technology CSU CARDSYST DTCOM-DIRECT LINX SENIOR SOL TOTVS VALID SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

330.937 15.861 356.486 24.873 1.337.848 915.601

337.259 15.702 375.443 33.704 1.420.621 1.108.581

2.981.606

3.291.310

1,8% -0,9% 5,0% 33,4% 5,8% 19,8% 9.8%

7.7%

7.7%

Telecomunicações / Telecommunication BRASIL TELEC CONTAX EMBRATEL PAR INEPAR TEL* LA FONTE TEL LF TEL NET TELEF BRASIL TIM PART S/A SUBSECTOR ACCUMULATED ACUMULADO DO SUBSETOR

128

31.664.031 2.647.457 22.074.821 486 13.923.306 20.768.236 8.925.400 65.489.973 23.438.221

77.791.271 2.479.819 28.828.094 513 12.981.459 19.361.177 9.759.180 70.254.667 26.108.977

137,2% -6,0% 28,8% 5,2% -6,4% -6,4% 8,8% 6,9% 10,7%

188.931.931 247.565.157

29,2%


R$ milhares / R$ thousands Resultado / Results Lucro / Prejuízo do Período Net Income / Loss 2011 2012 Var. Real % Actual Var. %

79.672 18.902 1.048.529 106.753 74.630 220.517 1.810.327 -45.751 -603.286 -18.875 274.246 -1.961 580.167 28.253 445.682 109.503

97.509 -24.703 1.074.256 117.528 -16.311 275.395 2.320.618 -169.106 -67.831 -20.613 224.305 2.797 679.998 13.718 483.248 40.688

4.127.308

5.031.496

178.763 -4.675 18.639 145.455 100.647 145.670 -33.670 32.142

-160.563 -14.140 -10.476 84.728 106.588 145.763 23.386 52.362

582.971

21,1% -217,2% 2,3% 9,5% -114,8% 23,4% 26,5% -253,9% 83,6% -8,7% -17,1% 228,5% 16,2% -48,4% 7,9% -59,2%

Indicadores Econômicos / Financeiros Economic / Financial Indicators Endividamento Total Capital de Giro Giro do Ativo Total indebtedness Working Capital Asset Turnover 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Var. Real % 2011 2012 Actual Var. % Actual Var. %

4.254.209 53.492 4.332.431 128.502 1.634.947 1.405.657 3.443.902 51.468 809.993 651.474 1.155.632 188.146 12.091.505 234.793 10.342.312 61.721

5.361.983 59.830 4.733.232 299.033 1.900.633 1.205.702 7.751.082 94.563 879.860 770.381 1.152.863 148.619 13.670.568 247.464 11.012.979 53.086

40.840.184

49.341.878

-178,8% -190,7% -147,1% -39,3% 5,6% 0,1% 159,6% 59,2%

3.870.794 23.302 504.241 1.704.078 1.167.694 229.238 917.186 232.925

4.318.956 30.323 490.024 1.664.983 1.032.251 297.400 1.103.048 285.825

227.648

57,40%

8.649.458

22.646 -1.393 21.036 2.951 168.903 111.820

22.195 5 17.304 5.952 207.148 102.829

-1,9% 94,5% -16,7% 95,8% 21,3% -7,6%

325.963

355.433

1.005.750 23.285 413.375 -469 845.233 -264.169 373.173 4.362.199 1.281.228

837.477 50.303 795.846 -1.833 -18.485 -32.640 393.702 4.452.181 1.448.888

-15,8% 109,3% 87,1% -273,9% -96,2% 82,5% 5,2% 1,9% 12,3%

8.039.605

7.925.439

-1,3%

20.6%

8.5%

24,5% 11,2% 8,7% 125,0% 15,3% -13,4% 117,8% 78,9% 8,1% 17,2% -0,2% -19,8% 12,3% 5,1% 6,2% -13,2%

99.865 -9.914 471.188 308.542 -148.440 63.242 544.232 174.950 -202.250 13.046 72.314 309.554 2.386.304 -106.965 3.899.815 49.046

338.140 -27.404 1.875.673 237.154 390.151 24.317 1.711.172 104.710 584.610 34.011 63.661 295.928 3.233.843 117.422 4.612.667 23.554

0,00 1,53 0,09 0,24 0,03 0,33 0,83 0,00 -0,16 1,77 0,95 0,26 0,59 0,15 0,70 1,91

0,00 0,00 0,09 0,28 0,02 0,35 0,54 0,00 0,02 1,97 1,13 0,30 0,00 0,14 0,75 1,23

4,12 -37,30 0,22 0,27 2,10 1,19 2,10 0,40 0,35 4,95 7,56 0,33 2,57 1,31 76,67 0,95

4,84 -3,25 0,24 0,59 2,39 0,84 3,39 1,58 0,33 8,01 7,72 0,27 2,70 1,39 77,07 2,08

7.924.529

13.619.609

0.38

0.26

0.85

0.98

10,9% 28,4% -2,7% -2,2% -10,9% 28,0% 19,1% 25,6%

-189.719 -5.461 194.988 413.006 493.947 133.092 179.776 218.405

-696.891 -15.113 192.343 592.472 419.234 121.038 -24.516 162.735

-251,7% -166,4% -1,3% 40,9% -14,2% -8,5% -107,0% -24,0%

1,67 0,00 0,57 0,51 0,40 0,84 0,24 1,90

1,78 0,00 0,80 0,53 0,55 0,96 0,30 3,39

2,54 -2,17 1,65 0,66 0,70 0,30 0,47 0,71

2,74 -1,38 1,75 0,64 0,61 0,42 0,55 1,02

9.222.810

6,2%

1.438.034

751.302

-45,0%

0,86

1,02

0,95

1,01

173.736 9.967 109.331 14.498 587.981 385.698

175.942 10.874 142.000 19.594 507.475 596.132

1,2% 8,6% 28,1% 33,1% -12,9% 51,4%

5.621 -3.620 62.344 1.722 305.809 244.349

5.236 -3.133 56.796 11.225 410.964 159.129

-6,5% 12,7% -8,4% 519,6% 32,4% -32,8%

1,20 0,70 0,52 1,56 0,96 0,95

1,11 0,77 0,62 1,37 1,00 0,85

1,11 1,69 0,44 1,40 0,78 0,73

1,09 2,25 0,61 1,39 0,56 1,16

1.281.211

1.452.017

616.225

640.217

0.93

0.92

8.34

8.19

7.220.296 2.149.316 11.567.025 21.975 10.252.046 15.523.933 4.737.561 22.159.188 10.203.575 0 74.465.303

57.964.653 1.975.397 12.948.410 23.835 10.139.060 15.387.257 5.177.639 25.573.547 12.276.107

661,8% -7,6% 11,2% 8,0% -1,0% -0,8% 12,0% 14,5% 19,1%

3.626.396 -29.704 -971.124 -5.437 1.490.390 1.907.332 -235.475 -930.145 1.491.496

4.077.899 43.524 -379.960 -5.938 805.145 847.995 -1.462.425 2.734.471 2.592.495

11,7% 232,2% 57,3% -8,7% -43,3% -52,3% -490,7% 371,0% 69,5%

0,29 1,12 0,55 0,00 0,34 0,35 0,75 0,44 0,73

0,32 1,46 0,65 0,00 0,36 0,37 0,81 0,48 0,72

0,30 4,31 1,10 -1,02 2,79 2,96 1,13 0,51 0,77

2,92 3,92 0,82 -1,02 3,57 3,87 1,13 0,57 0,89

81.525.855

-2,4%

2.747.037

5.131.783

-18,0%

0,47

0,49

0,71

0,77

-8.6%

12.6%

224,7% -166,1% 280,7% -21,8% 341,7% -58,0% 201,9% -37,8% 366,4% 151,3% -11,3% -4,1% 33,4% 197,5% 17,2% -48,9%

Grau de Endividamento Debt-to-equity ratio 2011 2012

33.9%

3.7%

129


Statistics

Estatísticas

EVOLUÇÃO REAL DO ATIVO TOTAL MÉDIO Total average assets performance (IPCA deflated) Setor / Sector

2003

2004

2005

Construção Civil e Mercado Imobiliário Real Estate

-1,0%

-5,9% -10,5%

Transporte e Logística Transport and Logistics

-8,8%

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

12,8%

87,7%

23,5%

50,9%

31,5%

11,9%

15,0%

42,5%

21,7%

17,4%

9,6%

8,4%

8,4%

14,5%

Infra-Estrutura / Infrastructure 8,9%

16,2%

Utilidade Pública / Utilities Energia Elétrica Electricity

-9,6%

-5,6% -13,1% -10,5%

0,0%

2,4%

-2,8%

0,2%

2,2%

1,2%

Saneamento e Serviços de Água e Gás Sanitation and Water and Gas Services

-5,2%

-3,0%

8,8%

1,4%

5,7%

2,0%

4,7%

1,4%

4,4%

3,5%

Açúcar e Álcool Sugar & Ethanol

9,0% -32,1% 376,2%

53,2%

12,3%

85,2%

28,3%

-4,4%

13,9%

Mineração Mining

3,3%

8,4%

23,2% -46,7%

-8,7%

31,4%

-9,1%

14,6%

6,9%

10,0%

Papel & Celulose e Madeira Pulp & Paper

-3,5%

-5,5%

19,8%

1,5%

6,2%

29,5%

-2,6%

-0,6%

9,8%

Petróleo & Gás, Química & Petroquímica, Borracha & Plástico Oil & Gas and Derivates

10,5%

7,3%

3,1% -10,3%

13,9%

21,6%

6,7%

36,6%

10,2%

12,5%

Siderurgia e Metalurgia Steel and Metallurgy

-1,3%

11,1%

5,3%

8,7%

19,2%

26,0% -21,4%

0,3%

9,0%

4,3%

-3,9%

4,9%

3,4%

-5,8%

19,4%

20,9% -12,7%

2,8%

9,2%

11,1%

-7,4%

31,7%

25,4%

31,4%

8,0%

3,1%

-8,7%

10,3%

35,4%

24,4%

35,8%

2,6%

4,3%

9,1%

26,4%

45,0%

4,3%

2,3%

8,0%

-1,3%

-5,9%

7,0%

16,3%

1,8%

17,7%

39,4%

15,0%

9,5%

-0,8% 4880,5% 608,1%

27,1%

21,7%

30,0%

44,4%

11,7%

-2,2% -24,7%

0,9%

-0,2%

-0,5%

-1,8%

0,7%

6,2%

8,1%

Bens Primários / Raw Material

11,2%

Bens de Capital / Capital Goods Máquinas e Equipamentos Machinery and Equipment

Bens Intermediários / Intermediate Goods Embalagens Packaging and Labeling

Bens de Consumo Não Cíclico / Non-Cycle Consumption Goods Alimentos, Bebidas & Fumo Food, Beverage & Tobacco

2,1%

Bens de Consumo Cíclico / Cycle Consumption Goods Atacado e Varejo Wholesale and Retail Educação Education Lazer, Turismo e Hotelaria Leisure Industry Tecidos, Vestuário e Calçados Textile, Clothing & Footware Utilidades Domésticas Household Utilities

-7,6%

4,3% -50,2% -12,2%

-9,4%

-7,5%

-3,4%

69,2% -17,9%

9,5%

1,2%

-2,4%

16,7%

-3,7%

-6,5% -10,4%

2,8% -17,8% -18,8%

-0,9%

-1,4%

3,3%

2,6%

-5,7%

Serviços / Services 9,9%

-4,6%

1,9%

-0,7%

18,8%

57,0%

4,6%

11,7%

Holdings Holdings

-7,5%

-0,9%

7,8%

23,0%

27,6%

96,4%

-5,6%

15,7%

-5,8%

1,2%

Serviços Financeiros Financial Services

10,4%

7,9% -17,7% 294,1%

12,8%

92,6%

10,3%

9,9%

0,8%

12,9%

98,9%

57,8%

8,8%

26,2%

2,9%

37,0%

3,3%

Bancos & Crédito Banking

Serviços Médico - Hospitalares, Análises e Diagnósticos Wealth Services Tecnologia da Informação Information Technology Telecomunicações Telecommunication

130

--- -32,0% -21,9%

9,8% -11,8%

-24,5% -17,7%

-8,5%

31,4%

39,7%

23,2%

17,9%

17,7%

1,1%

9,8%

-9,5% -11,0%

-6,0%

6,8%

0,6%

16,2%

-0,9%

-3,1% -42,5%

29,2%


EVOLUÇÃO REAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÉDIO Average shareholders’ equity (IPCA deflated) Setor / Sector

2003

2004

2005

2006

2007

Construção Civil e Mercado Imobiliário Real Estate

-9,1%

-5,3%

-1,4%

Transporte e Logística Transport and Logistics

18,7% -48,4%

-6,3% -306,6%

Energia Elétrica Electricity

-4,7%

-2,6%

-3,2%

-1,4%

4,2%

Saneamento e Serviços de Água e Gás Sanitation and Water and Gas Services

-0,1%

1,9%

1,2%

11,4%

Açúcar e Álcool Sugar & Ethanol Mineração Mining

2008

2009

2010

2011

2012

2,9%

55,1%

24,1%

12,6%

3,6%

43,6% -18,8%

47,6%

22,8%

-6,2%

0,8%

-0,9%

-7,5%

-3,0%

-0,3%

-4,9%

3,5%

-1,7%

2,8%

5,6%

5,6%

8,7%

7,5% -51,2% 202,1% 176,9%

63,2%

92,3%

-5,9%

-8,1%

23,7%

7,2%

13,0%

14,8%

55,4%

-5,5%

11,8%

18,8%

5,3%

Papel & Celulose e Madeira Pulp & Paper

17,2%

0,4%

3,8%

16,1%

3,9% -35,0%

64,9%

1,7%

-2,2%

7,3%

Petróleo & Gás, Química & Petroquímica, Borracha & Plástico Oil & Gas and Derivates

26,8%

18,0%

16,7%

-5,7%

14,6%

15,0%

9,5%

71,5%

1,4%

3,0%

Siderurgia e Metalurgia Steel and Metallurgy

22,1%

13,3%

17,6%

13,8%

14,5%

27,9% -12,6%

-6,1%

12,6%

4,9%

-1,7%

13,3%

-2,4%

0,7%

37,0%

22,3%

-9,2%

12,1%

2,1%

7,8%

65,4% -10,6%

38,0%

8,3%

-0,5%

-5,0%

27,6%

Infra-Estrutura / Infrastructure 79,1% 107,1%

Utilidade Pública / Utilities

Bens Primários / Raw Material 25,3% -59,5%

Bens de Capital / Capital Goods Máquinas e Equipamentos Machinery and Equipment

Bens Intermediários / Intermediate Goods Embalagens Packaging and Labeling

19,9% -61,0% -369,9%

Bens de Consumo Não Cíclico / Non-Cycle Consumption Goods Alimentos, Bebidas & Fumo Food, Beverage & Tobacco

3,0% 102,7%

11,4%

-6,3%

11,8%

3,3%

59,7%

4,2%

4,1%

1,6%

0,5%

1,0%

21,5%

10,0%

21,7%

37,6%

18,5%

9,4%

-6,9% 6408,5% 524,6%

24,3%

18,5%

38,0%

21,7%

7,7%

37,0% -294,9% -57,3% -41,1%

3,8%

0,4%

7,1% 1,4%

Bens de Consumo Cíclico / Cycle Consumption Goods Atacado e Varejo Wholesale and Retail Educação Education Lazer, Turismo e Hotelaria Leisure Industry Tecidos, Vestuário e Calçados Textile, Clothing & Footware

-2,9%

2,7%

3,9% -58,9%

-65,1% -135,8% 349,9% 17,7%

1,3%

-0,7%

39,4%

-5,8% -10,3%

5,8%

1,1% -14,6%

-12,6%

-8,8%

-8,0%

23,7%

3,1% -10,6%

3,4%

3,1%

0,6%

13,1%

16,2%

5,1%

9,0%

-0,5%

17,7%

48,5%

14,7%

8,0%

8,3%

14,9%

Holdings Holdings

3,8%

14,5%

5,2%

25,3%

31,5%

1,2%

32,0%

0,2%

-5,8%

14,5%

Serviços Financeiros Financial Services

3,3%

19,2% -16,7%

66,3%

99,5% 463,3%

3,4%

1,4% -10,5%

5,1%

Utilidades Domésticas Household Utilities

Serviços / Services Bancos & Crédito Banking

Serviços Médico - Hospitalares, Análises e Diagnósticos Wealth Services Tecnologia da Informação Information Technology Telecomunicações Telecommunication

--- -15,7% -33,1% 188,7% 101,6% 2095,6% -24,9% -296,3% -19,5% -14,9%

-0,8%

-6,9%

30,2%

-2,3%

44,9%

0,1%

8,0%

9,4%

7,7%

3,6% -10,7%

0,8%

73,1%

60,8%

1,2%

20,1%

16,9%

2,9%

-4,8%

6,4%

131


Statistics

Estatísticas

EVOLUÇÃO REAL DO LUCRO/PREJUÍZO MÉDIO DO PERÍODO Average net income/loss performance (IPCA deflated) Setor / Sector

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

Construção Civil e Mercado Imobiliário Real Estate

-81,8% -161,6% -118,2% 5534,5%

59,5%

59,6%

88,9%

Transporte e Logística Transport and Logistics

-59,3% -133,2% -148,0% -569,2% -22,4% -155,0% 322,4% -19,1% -62,8% -20,0%

Infra-Estrutura / Infrastructure 42,8% -28,1% -36,9%

Utilidade Pública / Utilities Energia Elétrica Electricity

-124,8%

64,8%

50,6%

-4,2%

36,1%

15,5% -22,9% -22,6%

Saneamento e Serviços de Água e Gás Sanitation and Water and Gas Services

-361,7% -11,9%

28,2%

0,2%

12,3%

-3,0% 114,0%

4,7% -69,8%

0,3% -29,0%

37,7%

Bens Primários / Raw Material Açúcar e Álcool Sugar & Ethanol

-246,1% -538,1% -89,4% -681,1% 148,8% -149,1% -31916% -37,7% 162,7%

Mineração Mining

101,9%

Papel & Celulose e Madeira Pulp & Paper

607,6% -22,4% -23,2%

Petróleo & Gás, Química & Petroquímica, Borracha & Plástico Oil & Gas and Derivates Siderurgia e Metalurgia Steel and Metallurgy

83,9%

33,1%

-1,7%

298,2% 118,4%

53,0% -38,1% -39,2% -10,5% -51,4% 183,4% 14,8%

15,8% -72,8%

11,8% -256,0% 210,4% -39,5% -104,3% 271,0%

18,7% -10,5% -21,4%

22,5%

-7,0%

10,7% -17,9% -38,5%

-2,0% -16,4%

24,3% -69,3%

40,8% -13,1% -75,9%

14,6%

Bens de Capital / Capital Goods Máquinas e Equipamentos Machinery and Equipment

-19,3%

98,4% -50,9%

0,2%

48,0% -31,6%

14,8%

29,7% -40,9% -32,0%

19,0% 363,0%

-7,9% -12,7% 177,7%

Bens Intermediários / Intermediate Goods Embalagens Packaging and Labeling

-58,0% -64,5% -540,6%

-7,9% -67,8%

Bens de Consumo Não Cíclico / Non-Cycle Consumption Goods Alimentos, Bebidas & Fumo Food, Beverage & Tobacco

-4,7% -18,5%

15,5%

20,3%

-0,9% -65,6% 119,4%

9,6%

12,7%

9,9%

86,2%

16,0%

-8,7%

58,2%

54,6% 202,0%-1127,8% 572,2% 163,0%

32,8%

-0,4% 173,9%

Bens de Consumo Cíclico / Cycle Consumption Goods Atacado e Varejo Wholesale and Retail Educação Education Lazer, Turismo e Hotelaria Leisure Industry

9,3%

74,0% -26,0% -23,1%

-449,3% -77,3% 43,0% -19,7%

9,4%

-7,7%

32,5%

-3,3%

-4,0% -91,3% 148,4% -160,2% -21,8% -372,2%

Tecidos, Vestuário e Calçados Textile, Clothing & Footware

-261,0%

13,5% -42,7% -320,5%

15,3%

38,1% 580,7%

-1,4% -172,3% 155,0%

Utilidades Domésticas Household Utilities

-151,3% -72,6% -413,1% 256,3%

86,1%

20,3% -41,6%

79,7% -60,8%

96,0%

20,8%

-6,9%

Serviços / Services Bancos & Crédito Banking Holdings Holdings Serviços Financeiros Financial Services

31,3%

11,3%

-19,5% 115,2%

35,0%

3,4%

1,6% 105,3% -26,0% -30,1%

--- 106,6% -171,2% -37,2%

35,1% -10,0%

46,4%

47,2% -10,9% -24,3%

Tecnologia da Informação Information Technology

-74,2% -91,9% -809,0% -53,0%

59,4% -75,6%

95,0%

Telecomunicações Telecommunication

245,0%

46,4%

132

22,6%

48,3%

-5,8% -20,3%

22,4% -23,8%

21,1%

94,5%

19,3% -38,2%

0,7%

-0,3%

34,2%

22,4%

8,3%

87,2%

Serviços Médico - Hospitalares, Análises e Diagnósticos Wealth Services

22,1% -14,0%

37,3% -24,7%

-6,2% -29,5%

3,4%

20,6%

8,2%

3,9%

-4,4% -77,5%

-1,3%


EVOLUÇÃO REAL DA RECEITA DE VENDA DE BENS E/OU SERVIÇOS Average net revenue performance (IPCA deflated) Setor / Sector

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

0,5% -13,1% -15,6%

18,8%

58,7%

19,0%

45,0%

9,2%

-1,4%

Infra-Estrutura / Infrastructure Construção Civil e Mercado Imobiliário Real Estate

-5,7% 7,8%

-2,0%

7,1% -14,6%

11,5%

19,9%

-5,9%

11,5%

8,8%

15,6%

Energia Elétrica Electricity

3,3%

4,9%

-7,6% -16,9%

-7,6%

7,0%

-1,0%

3,5%

1,2%

8,0%

Saneamento e Serviços de Água e Gás Sanitation and Water and Gas Services

9,7%

2,6%

4,4%

9,0%

1,5%

0,4%

-0,7%

13,6%

17,7% -15,1%

24,6% 115,9%

1,4%

25,1%

Transporte e Logística Transport and Logistics

Utilidade Pública / Utilities 6,7%

8,6%

Bens Primários / Raw Material Açúcar e Álcool Sugar & Ethanol

-6,3% -31,7% 4720,4%

Mineração Mining

11,2%

21,5%

23,6% -46,6% -55,6%

5,1% -33,0%

60,5%

16,7%

-8,6%

Papel & Celulose e Madeira Pulp & Paper

18,2%

-6,9%

-2,3%

2,5%

14,2%

13,3%

-2,1%

6,9%

Petróleo & Gás, Química & Petroquímica, Borracha & Plástico Oil & Gas and Derivates

28,8%

6,9%

12,7%

-7,2%

-3,3%

17,2% -18,5%

12,2%

10,8%

12,7%

Siderurgia e Metalurgia Steel and Metallurgy

20,4%

11,1%

2,1%

0,5%

17,6%

20,2% -35,8%

12,1%

4,7%

5,4%

-12,3%

31,3%

-7,9%

-7,9%

22,6%

13,2% -14,8%

8,2%

3,9%

14,6%

-0,6%

14,1%

26,9%

11,3%

-2,3%

-8,4%

-1,6%

15,5%

8,8% 112,9%

19,1%

12,0%

-0,6%

9,7%

35,4%

11,0%

27,4%

7,9%

15,8%

2,5%

-4,2%

3,2%

0,5%

14,2%

9,4%

15,8%

20,3%

29,9%

14,3%

---

---

---

---

---

92,2%

16,7%

9,7%

17,2%

33,7%

13,2% -18,0%

-2,7%

-8,8%

15,9%

3,9%

5,9%

9,9%

14,2%

13,2% -11,2% -19,1%

1,2%

-8,6%

-8,3%

3,5% -14,2%

10,1%

-0,1%

18,0%

-7,2% -30,6%

6,2%

3,1%

5,3%

4,4%

-6,5%

10,2%

-14,6%

-8,7%

9,0% -16,5%

7,9%

49,1%

8,9%

9,5%

10,5% -24,4%

---

---

---

---

---

---

45,6% -29,3% 113,4%

88,4% 153,0%

7,8%

1,9%

12,2%

-9,2%

-4,9%

-6,4%

17,0%

9,2%

32,0%

10,1%

20,4%

Tecnologia da Informação Information Technology

29,5% -13,9%

2,1%

13,9%

24,0%

28,9%

31,7%

3,2%

6,0%

7,7%

Telecomunicações Telecommunication

-0,7%

0,6%

9,4%

1,7%

12,4%

-7,9%

-5,8% -52,0%

32,3%

7,3% -11,0%

Bens de Capital / Capital Goods Máquinas e Equipamentos Machinery and Equipment

Bens Intermediários / Intermediate Goods Embalagens Packaging and Labeling

Bens de Consumo Não Cíclico / Non-Cycle Consumption Goods Alimentos, Bebidas & Fumo Food, Beverage & Tobacco

8,7%

Bens de Consumo Cíclico / Cycle Consumption Goods Atacado e Varejo Wholesale and Retail Educação Education Lazer, Turismo e Hotelaria Leisure Industry Tecidos, Vestuário e Calçados Textile, Clothing & Footware Utilidades Domésticas Household Utilities

-4,4% 4,0%

Serviços / Services Bancos & Crédito Banking Holdings Holdings Serviços Financeiros Financial Services Serviços Médico - Hospitalares, Análises e Diagnósticos Wealth Services

-45,6% ---

-1,0%

---

---

-5,8%

0,2%

-3,5% -20,0%

133


Statistics

Estatísticas

EVOLUÇÃO REAL DO RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Average ebit performance (IPCA deflated) Setor / Sector

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

Construção Civil e Mercado Imobiliário Real Estate

-7,5%

-6,6% -14,5% -10,4%

48,9%

52,8%

Transporte e Logística Transport and Logistics

15,2%

11,5%

-9,7% -138,3%

Energia Elétrica Electricity

-0,6%

-2,8% -15,7% -12,3%

Saneamento e Serviços de Água e Gás Sanitation and Water and Gas Services

-1,6%

2010

2011

2012

76,2%

40,5% -18,0%

1,6%

81,7%

-6,5%

2,4%

21,8% -29,2%

-9,5%

5,0% -58,8%

5,4%

-2,0%

1,3%

2,8% -52,5%

Infra-Estrutura / Infrastructure -2,7%

4,3%

-9,4%

-6,8%

Utilidade Pública / Utilities 3,8%

11,4%

9,7%

66,4%

Bens Primários / Raw Material Açúcar e Álcool Sugar & Ethanol Mineração Mining

-60,4% -90,7%62626,8% 28,1% 3,8%

18,6%

-9,7% -108,8%-1793,2% -31,6% 158,8%

19,3% -47,0% -58,5% -19,1% -30,6% 134,9%

23,6% -67,7%

Papel & Celulose e Madeira Pulp & Paper

22,5% -15,4% -21,8%

Petróleo & Gás, Química & Petroquímica, Borracha & Plástico Oil & Gas and Derivates

57,4%

-1,4%

17,8%

-8,8%

-5,3%

11,5%

-4,9%

6,2% -14,0% -27,8%

Siderurgia e Metalurgia Steel and Metallurgy

10,4%

29,7%

-9,6% -13,2%

15,9%

43,7% -78,1%

49,0% -16,8% -54,8%

5,7%

-7,0% -259,2% 254,0% -25,1% -32,9%

30,2%

Bens de Capital / Capital Goods Máquinas e Equipamentos Machinery and Equipment

-27,5%

28,5% -31,5%

-3,5%

8,7% -10,0% -31,7% 102,9% -10,5%

2,4%

Bens Intermediários / Intermediate Goods Embalagens Packaging and Labeling

1,8% 107,7%

9,5%

-0,2% -23,9% -35,5% 510,8%

-9,5%

1,5%

8,4%

4,5%

12,3%

6,0%

60,5%

25,7%

8,9%

27,0%

--- 746,0% 107,7%

3,2%

35,8% 112,5%

-2,1% -87,6% 157,4% -85,4%

-0,6% -110,5%

Bens de Consumo Não Cíclico / Non-Cycle Consumption Goods Alimentos, Bebidas & Fumo Food, Beverage & Tobacco

4,2%

17,9%

19,5%

1,7%

4,1%

-0,7%

-2,6%

-9,9%

---

---

---

---

9,8% -64,5% 134,4%

Bens de Consumo Cíclico / Cycle Consumption Goods Atacado e Varejo Wholesale and Retail Educação Education

26,2%

Lazer, Turismo e Hotelaria Leisure Industry

4,5%

33,8% -24,4% -10,9%

Tecidos, Vestuário e Calçados Textile, Clothing & Footware

1,3%

17,7% -15,1% -16,1%

4,1%

-16,3%

14,7% -10,1% -25,7%

19,6%

Utilidades Domésticas Household Utilities

14,6%

63,6% 378,0%

43,9% -24,1%

65,5%

12,7% -48,6% 136,5% -61,2% 108,7%

Serviços / Services Bancos & Crédito Banking Holdings Holdings Serviços Financeiros Financial Services Serviços Médico - Hospitalares, Análises e Diagnósticos Wealth Services Tecnologia da Informação Information Technology Telecomunicações Telecommunication

134

---

---

---

---

6,3%

4,1%

-3,4%

17,9%

18,4% -108,8% 1594,9% -38,8%

45,6% -29,3%

77,5%

57,3%

92,5%

-3,1%

25,7% -31,3%

---

17,5%

-9,1%

-9,9%

-7,4%

8,8%

32,8%

45,0%

34,1%

-7,8%

-8,5%

19,9%

23,9% -48,8% 106,1%

3,4%

7,9%

3,7%

5,9%

6,6%

-45,6%

---

5,1%

---

---

7,4% -35,0%

---

5,9%

---

-5,8% -22,5% 27,3%

14,2% -35,9% -1,4%

16,5%

-1,5% -63,0%

24,8%


EVOLUÇÃO REAL DO ENDIVIDAMENTO MÉDIO Average indebtedness performance (IPCA deflated) Setor / Sector

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

3,9%

-1,3%

9,9%

10,2%

73,4%

49,2%

47,7%

38,1%

11,4%

24,6%

-0,7%

2,5%

11,6% -16,9%

12,5%

33,9%

-1,4%

2,9%

14,4%

20,6%

-7,8% -12,7% -13,9%

-7,4%

5,5%

1,1%

2,8%

4,1%

5,7%

0,4%

11,6%

0,1%

3,5%

1,8%

9,1%

7,1% -36,9%

80,6%

54,1%

Infra-Estrutura / Infrastructure Construção Civil e Mercado Imobiliário Real Estate Transporte e Logística Transport and Logistics

Utilidade Pública / Utilities Energia Elétrica Electricity

-12,8% -9,1%

-7,2%

Açúcar e Álcool Sugar & Ethanol

11,4%

-3,8% 506,8%

Mineração Mining

-0,2%

3,9%

-14,0%

-0,5%

16,9%

22,3%

1,6%

0,1%

-7,8%

-10,0%

10,0%

-1,1%

2,3%

Saneamento e Serviços de Água e Gás Sanitation and Water and Gas Services

1,6%

0,4%

Bens Primários / Raw Material

Papel & Celulose e Madeira Pulp & Paper Petróleo & Gás, Química & Petroquímica, Borracha & Plástico Oil & Gas and Derivates Siderurgia e Metalurgia Steel and Metallurgy

20,9% 169,8%

-5,2%

-2,1% -59,3%

13,3% -12,8%

18,1%

-7,0%

17,1%

0,0%

30,7%

17,9%

-6,3%

0,8%

12,2%

6,5%

13,0%

27,5%

4,5%

6,3%

22,6%

23,6%

-1,1%

5,5%

22,2%

24,7% -27,5%

5,7%

6,4%

3,8%

5,3%

-1,5%

5,9%

20,5% -13,8%

-0,7%

12,3%

12,5%

31,7% -12,8% -16,7%

21,6%

57,3%

23,1%

Bens de Capital / Capital Goods Máquinas e Equipamentos Machinery and Equipment

Bens Intermediários / Intermediate Goods Embalagens Packaging and Labeling

2,1%

12,3% -51,9% -16,7%

Bens de Consumo Não Cíclico / Non-Cycle Consumption Goods Alimentos, Bebidas & Fumo Food, Beverage & Tobacco

8,1%

24,9%

-4,8%

20,5%

6,8%

43,8%

34,4%

4,4%

0,8%

13,3%

-4,1%

-4,3%

34,4%

6,2%

-2,3%

15,6%

40,3%

12,2%

9,5%

25,8% -26,1%48492,5% 34,3%

29,3%

14,1%

84,9%

19,1%

-1,8% -45,5%

25,6%

25,0%

-2,1%

11,3%

-1,0%

7,7%

5,6%

Bens de Consumo Cíclico / Cycle Consumption Goods Atacado e Varejo Wholesale and Retail Educação Education

-10,7%

49,3% 1192,1%

Lazer, Turismo e Hotelaria Leisure Industry

6,6%

5,4%

6,7%

3,4%

10,6%

Tecidos, Vestuário e Calçados Textile, Clothing & Footware

7,4%

1,1%

-3,9%

-3,0%

-4,7%

Utilidades Domésticas Household Utilities

-2,1%

8,2% -14,5% -38,3% -12,5%

0,8%

-4,6% -18,2% 5,5%

3,3%

2,3%

Serviços / Services Bancos & Crédito Banking Holdings Holdings Serviços Financeiros Financial Services Serviços Médico - Hospitalares, Análises e Diagnósticos Wealth Services Tecnologia da Informação Information Technology Telecomunicações Telecommunication

9,4%

-0,1%

6,6%

38,9%

23,2%

57,8%

3,7%

12,1%

10,2% -13,9%

-24,3% -17,2%

13,2%

18,5%

12,9% 104,8%

-7,4%

19,9%

-5,8%

16,8%

24,0%

12,9%

15,4%

16,0%

4,8%

-8,6%

15,5%

0,5%

8,6% 545,8%

---

15,5% 120,8%

36,7%

12,5%

27,8%

22,9%

7,4%

-10,1%

1,3% -33,9%

4,7%

17,4%

53,1%

15,5%

28,5%

-7,6%

14,2%

0,1%

-1,2%

25,2%

-3,3%

-5,9% -54,4%

-2,4%

5,6%

-2,3%

-9,1%

29,6% -23,4%

135


Statistics

Estatísticas

EVOLUÇÃO DO GIRO DO ATIVO MÉDIO (%) Average asset turnover performance (%) Setor / Sector

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

Infra-Estrutura / Infrastructure Construção Civil e Mercado Imobiliário Real Estate

0,17

0,18

0,18

0,13

0,23

0,57

0,29

0,32

0,30

0,26

Transporte e Logística Transport and Logistics

1,29

1,16

1,07

0,64

0,54

0,57

0,49

0,50

0,51

0,46

Energia Elétrica Electricity

0,27

0,30

0,32

0,29

0,35

0,36

0,37

0,38

0,38

0,40

Saneamento e Serviços de Água e Gás Sanitation and Water and Gas Services

0,34

0,36

0,38

0,39

0,40

0,39

0,50

0,48

0,46

0,48

Açúcar e Álcool Sugar & Ethanol

0,06

0,06

0,58

0,45

0,45

0,30

0,90

0,95

0,98

Mineração Mining

0,33

0,37

0,37

0,37

0,47

0,37

0,28

0,39

0,42

0,35

Papel & Celulose e Madeira Pulp & Paper

0,45

0,44

0,39

0,35

0,35

0,32

0,22

0,25

0,25

0,24

Petróleo & Gás, Química & Petroquímica, Borracha & Plástico Oil & Gas and Derivates

0,65

0,64

0,70

0,73

0,75

0,72

0,52

0,43

0,43

0,43

Siderurgia e Metalurgia Steel and Metallurgy

0,58

0,58

0,56

0,52

0,70

0,66

0,53

0,59

0,57

0,57

0,60

0,75

0,67

0,65

0,78

0,72

0,65

0,69

0,68

0,70

0,78

0,68

0,68

0,58

0,78

0,70

0,69

0,72

0,45

0,77

Utilidade Pública / Utilities

Bens Primários / Raw Material

Bens de Capital / Capital Goods Máquinas e Equipamentos Machinery and Equipment

Bens Intermediários / Intermediate Goods Embalagens Packaging and Labeling

Bens de Consumo Não Cíclico / Non-Cycle Consumption Goods Alimentos, Bebidas & Fumo Food, Beverage & Tobacco

0,79

0,69

0,75

0,72

0,86

0,88

0,71

0,87

0,91

0,97

1,13

1,09

1,20

1,13

1,15

1,27

1,22

1,05

1,18

1,21

---

---

---

---

0,48

0,73

0,64

0,54

0,41

0,50

Lazer, Turismo e Hotelaria Leisure Industry

0,26

0,33

0,29

0,29

0,16

0,31

0,25

0,35

0,56

0,64

Tecidos, Vestuário e Calçados Textile, Clothing & Footware

0,68

0,76

0,69

0,48

0,89

0,86

0,78

0,81

0,68

0,75

Utilidades Domésticas Household Utilities

0,97

1,11

1,25

1,07

1,13

1,29

1,20

1,22

1,07

1,10

0,12

0,12

0,13

0,11

0,12

0,11

0,11

0,11

0,00

0,09

---

---

---

---

---

---

---

---

-5,8%

0,84

Serviços Financeiros Financial Services

0,10

0,14

0,12

0,07

0,06

0,23

0,26

0,24

0,32

0,26

Serviços Médico - Hospitalares, Análises e Diagnósticos Wealth Services

1,04

1,71

1,99

0,95

1,23

1,31

0,94

1,20

0,84

1,02

Tecnologia da Informação Information Technology

0,69

0,72

0,80

0,70

0,69

0,84

0,78

0,68

0,99

0,92

Telecomunicações Telecommunication

0,51

0,57

0,60

0,62

0,63

0,59

0,52

0,51

0,42

0,49

Bens de Consumo Cíclico / Cycle Consumption Goods Atacado e Varejo Wholesale and Retail Educação Education

Serviços / Services Bancos & Crédito Banking Holdings Holdings

136


EVOLUÇÃO REAL DO GRAU DE ENDIVIDAMENTO MÉDIO (%) Average degree of indebtedness performance, % (IPCA deflated) Setor / Sector

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

Infra-Estrutura / Infrastructure 0,80

0,84

0,93

0,57

0,80

1,32

1,12

1,25

1,21

1,43

-1,96

-3,89

-4,64

1,86

2,20

3,45

2,61

2,18

2,51

2,73

Energia Elétrica Electricity

1,21

1,15

1,03

0,90

1,11

1,23

1,24

1,32

1,36

1,53

Saneamento e Serviços de Água e Gás Sanitation and Water and Gas Services

1,16

1,06

1,06

0,96

0,93

1,15

1,29

1,27

1,22

1,22

Açúcar e Álcool Sugar & Ethanol

0,68

1,33

2,68

1,04

1,51

1,33

1,59

1,69

0,49

Mineração Mining

0,21

0,19

0,18

1,22

1,32

0,96

0,80

0,85

0,66

0,74

Papel & Celulose e Madeira Pulp & Paper

1,31

1,30

1,46

1,54

1,67

3,06

1,18

1,09

1,13

1,11

Petróleo & Gás, Química & Petroquímica, Borracha & Plástico Oil & Gas and Derivates

1,18

1,00

0,79

0,89

1,13

1,25

1,15

0,71

0,86

1,04

Siderurgia e Metalurgia Steel and Metallurgy

1,98

1,92

1,62

1,50

1,51

1,47

1,19

1,34

1,26

1,26

3,01

2,71

2,93

2,86

3,41

3,37

2,66

2,36

2,45

2,56

-2,03

-5,84

1,04

0,52

2,21

2,13

0,96

1,18

3,05

2,45

Construção Civil e Mercado Imobiliário Real Estate Transporte e Logística Transport and Logistics

Utilidade Pública / Utilities

Bens Primários / Raw Material

Bens de Capital / Capital Goods Máquinas e Equipamentos Machinery and Equipment

Bens Intermediários / Intermediate Goods Embalagens Packaging and Labeling

Bens de Consumo Não Cíclico / Non-Cycle Consumption Goods Alimentos, Bebidas & Fumo Food, Beverage & Tobacco

1,74

1,07

0,92

1,18

1,32

1,40

1,21

1,21

1,18

1,34

Atacado e Varejo Wholesale and Retail

1,06

0,99

0,94

1,25

1,99

1,91

1,95

1,99

2,00

2,13

Educação Education

0,00

0,12

0,16

0,00

0,38

0,42

0,50

0,42

0,85

0,71

Lazer, Turismo e Hotelaria Leisure Industry

6,86

-20,18

-4,78

-3,61

2,11

---

1,37

0,72

0,94

1,14

Tecidos, Vestuário e Calçados Textile, Clothing & Footware

1,15

1,15

1,11

0,77

1,93

2,08

0,99

0,96

1,28

0,83

Utilidades Domésticas Household Utilities

1,97

2,34

2,17

1,09

1,13

1,45

1,99

1,97

2,12

1,92

Bancos & Crédito Banking

7,44

7,07

6,91

9,64

10,34

10,94

9,65

10,02

0,00

7,73

Holdings Holdings

0,68

0,49

0,53

0,50

---

---

3,66

4,38

-5,8%

0,38

Serviços Financeiros Financial Services

0,77

0,65

0,84

3,28

4,65

1,37

1,39

1,59

1,25

0,98

Serviços Médico - Hospitalares, Análises e Diagnósticos Wealth Services

0,27

0,36

1,20

0,57

0,82

1,23

1,18

1,30

0,95

6,28

-3,44

-4,64

1,56

0,94

0,74

0,91

0,89

1,06

0,80

34,32

1,41

1,62

1,49

1,27

2,33

3,07

2,42

2,20

1,16

0,77

Bens de Consumo Cíclico / Cycle Consumption Goods

Serviços / Services

Tecnologia da Informação Information Technology Telecomunicações Telecommunication

137


Statistics

Estatísticas

EVOLUÇÃO REAL DO CAPITAL DE GIRO MÉDIO Average working capital performance (IPCA deflated) Setor / Sector

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

38,9%

30,3%

3,8%

5,5%

Infra-Estrutura / Infrastructure Construção Civil e Mercado Imobiliário Real Estate Transporte e Logística Transport and Logistics

-165,4%

84,4%

78,2% -193,2% 191,3%

7,9%

-34,3% -84,9% -403,8% 204,8%

-8,4% -111,7% 391,0% -15,6% -208,9% -663,6%

-12,9% -73,9% -168,5% 137,0%

73,8% -18,8%

Utilidade Pública / Utilities Energia Elétrica Electricity Saneamento e Serviços de Água e Gás Sanitation and Water and Gas Services

6,4%

6,4%

-6,5% -42,2%

98,4%

10,3% -65,0% -64,6% -41,1% -531,8% -49,1%

53,7% -47,0%

12,9%

Bens Primários / Raw Material Açúcar e Álcool Sugar & Ethanol

-37,0%

7,0% 4587,4% 214,5% -64,6% 126,0% -60,8% -30,1% 128,9%

Mineração Mining

-988,1%

54,9% 122,1% -70,7%

Papel & Celulose e Madeira Pulp & Paper

-217,3% 289,4% -33,1% 145,3%

Petróleo & Gás, Química & Petroquímica, Borracha & Plástico Oil & Gas and Derivates

-53,9%

Siderurgia e Metalurgia Steel and Metallurgy

132,7% 104,5%

15,5% 1421,9% -50,9%

25,2% -20,3%

-3,2%

-8,8% -22,6%

51,3% -19,0%

39,3%

97,5% -86,2% -77,2% 2920,2% 83,7%

-1,6% -14,6%

31,3%

4,6% 156,9% 115,9% 59,2% -20,9%

0,9%

-0,1% -16,6% 15,3% -19,4%

Bens de Capital / Capital Goods Máquinas e Equipamentos Machinery and Equipment

317,8% -495,0% -51,0% 452,8%

28,5%

26,1%

3,0%

15,7%

-1,9%

-4,3%

Bens Intermediários / Intermediate Goods Embalagens Packaging and Labeling

49,4% -26,0% -140,2%

90,2% -10,8%

-6,2% -15,8% -16,5%

94,8% 174,6%

55,9%

24,3%

-7,2% 158,6%

3,4%

-2,2%

13,2%

14,9% -14,0%

59,9%

61,2%

98,6%

11,8%

8,7%

50,5% -51,8%

42,1%

Bens de Consumo Não Cíclico / Non-Cycle Consumption Goods Alimentos, Bebidas & Fumo Food, Beverage & Tobacco

-46,9% -188,9% -203,8%

Bens de Consumo Cíclico / Cycle Consumption Goods Atacado e Varejo Wholesale and Retail Educação Education Lazer, Turismo e Hotelaria Leisure Industry Tecidos, Vestuário e Calçados Textile, Clothing & Footware Utilidades Domésticas Household Utilities

-39,9% 128,4% 3,4% -54,6% -16,7% -13,1% 96,0%

-4,1% -95,5%184910% 12,9%

16,4% -15,6%

-31,7% -11,8%

19,3%

-8,1% 109,5%

17,4% -168,1% -196,8%

44,0% -20,8% -25,5% -264,8%

22,4%

-5,4% -16,4% -10,4%

15,0%

-0,5% -30,9%

81,5%

-4,0%

52,2%

-8,1%

9,8%

---

---

---

---

10,9%

---

17,0% 110,9% -14,2%

14,1%

-5,8%

3,3%

44,6% -34,7%

33,9%

7,7% -19,6%

3,3%

Serviços / Services Bancos & Crédito Banking Holdings Holdings Serviços Financeiros Financial Services Serviços Médico - Hospitalares, Análises e Diagnósticos Wealth Services

---

---

---

---

21,3%

-1,6%

18,4%

28,7%

-55,1% -110,1% 101,1%-2054,1% 137,2% ---

88,0% -81,1% 966,7%

35,9%

42,5%

3,5% -26,2% -21,5%

23,4%

16,8%

6,8%

11,4%

22,2%

Tecnologia da Informação Information Technology

-12,7% -25,0% -131,6%

54,4%

-2,8%

Telecomunicações Telecommunication

-59,3% -316,7% -34,7% 233,4%

35,7%

138

15,6%

-5,6% -69,0%

46,3% 139,3% -295,5% 245,2% -18,0%


Associados da Abrasca

AES ELETROPAULO S.A. www.aes.com

A

Abrasca associates

BRASIL BROKERS PARTICIPAÇÕES S.A. www.brbrokers.com.br

AES TIETÊ S.A. www.aes.com

BRASKEM S.A. www.braskem.com.br

AIDAR & RIBEIRO DO VALE SOCIEDADE DE ADVOGADOS www.aidarsbz.com

BRB – BANCO DE BRASÍLIA S.A. www.brb.com.br

B

BRF S.A. www.brf.com.br

ALIANSCE SHOPPING CENTERS S.A. www.aliansce.com.br

BROOKFIELD INCORPORAÇÕES S.A. www.brookfield.com

AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA S.A. www.all-logistica.com.br

BTG PACTUAL www.btgpactual.com

AMERICEL S.A. www.claro.com.br AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S.A. www.ampla.com

CAIS, DONIAK, RANGEL RIBEIRO & MATTA NEPOMUCENO ADVOGADOS www.caisadvocacia.com.br

ANHANGUERA EDUCACIONAL PARTICIPAÇÕES S.A. www.unianhanguera.edu.br

C

CAMPOS MELLO ADVOGADOS www.camposmelloadv.com.br BANCO BRADESCO S.A. www.bradesco.com.br

B

CCR S.A. www.grupoccr.com.br

BANCO DA AMAZÔNIA S.A. www.bancoamazonia.com.br

CELULOSE IRANI www.irani.com.br

BANCO DO BRASIL S.A. www.bb.com.br

CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. – ELETROBRAS www.eletrobras.gov.br

BANCO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL www.banrisul.com.br BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S.A. www.bnb.gov.br BANCO INDUSVAL S.A. www.indusval.com.br BANCO PANAMERICANO S.A. www.panamericano.com.br BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. www.santander.com.br BARBOSA, MÜSSNICH E ARAGÃO ADVOGADOS www.bmalaw.com.br BARDELLA S.A. INDÚSTRIAS MECÂNICAS www.bardella.com.br BIOSEV S.A. www.biosev.com BM&F BOVESPA S.A. www.bmf.com.br BNDESPAR PARTICIPAÇÕES S.A. www.bndespar.com.br BNY MELLON www.bnymellon.com BOCATER, CAMARGO, COSTA E SILVA ADVOGADOS ASSOCIADOS www.bocater.com.br BR PROPERTIES S.A. www.brpr.com.br

CENTRAIS ELÉTRICAS DE SANTA CATARINA S.A. – CELESC www.celesc.com.br CETIP S.A. www.cetip.com.br CHEDIAK, LOPES DA COSTA, CRISTOFARO, MENEZES CORTES, RENNÓ ARAGÃO ADVOGADOS www.clcmra.com.br CIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO www.gpari.com.br CIA CELG DE PARTICIPAÇÕES S.A. www.celg.com.br CIA DE BEBIDAS DAS AMÉRICAS – AMBEV www.ambev.com.br CIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO www.sabesp.com.br CIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS – COPASA www.copasa.com.br CIA DE SANEAMENTO DO PARANÁ – SANEPAR www.sanepar.com.br CIA DE TECIDOS NORTE DE MINAS – COTEMINAS www.coteminas.com.br CIA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PAULISTA www.cteep.com.br CIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG www.ceg.com.br

139


Associados da Abrasca

CIA ENERGÉTICA DE BRASILIA – CEB www.ceb.com.br

C

Abrasca associates

DEMAREST E ALMEIDA ADVOGADOS www.demarest.com.br

CIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS – CEMIG www.cemig.com.br

DIAGNÓSTICOS DA AMÉRICA S.A. (DASA) www.dasa.com.br

CIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO – CESP www.cesp.com.br

DIRECIONAL ENGENHARIA S.A. www.direcional.com.br

CIA ENERGÉTICA DO CEARÁ – COELCE www.coelce.com.br

DURATEX S.A. www.duratex.com.br

CIA ESTADUAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA www.ceee.com.br

EBX BRASIL S.A. www.ebx.com.br

CIA ESTADUAL DE GERAÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA www.ceee.com.br

ECORODOVIAS INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA S.A. www.ecorodovias.com.br

CIA HABITASUL DE PARTICIPAÇÕES www.habitasul.com.br

EMBRAER S.A. www.embraer.com.br

CIA HERING www.hering.com.br

EMBRATEL PARTICIPAÇÕES S.A. www.embratel.com.br

CIA IGUAÇU DE CAFÉ SOLÚVEL www.iguacu.com.br

ENERGISA S.A. www.energisa.com.br

CIA INDUSTRIAL CATAGUASES www.cataguases.com.br

ERNST & YOUNG TERCO www.ey.com/BR/pt/Home

CIA MELHORAMENTOS DE SÃO PAULO www.melhoramentos.com.br

ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES S.A. www.estacio.br

CIA PARANAENSE DE ENERGIA – COPEL www.copel.com

ETERNIT S.A. www.eternit.com.br

CIA PROVIDÊNCIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO www.providencia.com.br

EUCATEX S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO www.eucatex.com.br

CIA SIDERÚRGICA NACIONAL – CSN www.csn.com.br

EVEN CONSTRUTORA INCORPORADORA S.A. www.even.com.br

CIMENTO TUPI S.A. www.cimentotupi.com.br

EZTEC EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. www.eztec.com.br

CONCESSIONÁRIA RODOVIAS DO TIETÊ www.rodoviasdotiete.com.br CONCESSIONÁRIA ROTA DAS BANDEIRAS S.A. www.rotadasbandeiras.com.br

FELSBERG, PEDRETTI, MANNRICH E AIDAR ADVOGADOS E CONSULTORES LEGAIS www.felsberg.com.br

CONSTRUTORA SULTEPA S.A. www.sultepa.com.br

F

FIBRIA CELULOSE S.A. www.fibria.com.br

CPFL ENERGIA S.A. www.cpfl.com.br

FIPECAFI – FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS www.fipecafi.org

CR2 EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIO S.A. www.cr2.com.br

FLEURY S.A. www.fleury.com.br

CREMER S.A. www.cremer.com.br

FORJAS TAURUS S.A. www.taurus.com.br

CYRELA BRAZIL REALTY S.A. EMPREENDIMENTOS E PART. www.cyrela.com.br

GAFISA S.A. www.gafisa.com.br

140

E

ECONORTE – EMPRESA CONCESSIONÁRIA DE RODOVIAS NORTE S.A. www.econorte.com.br

CIA FIAÇÃO E TECIDOS CEDRO CACHOEIRA www.cedro.com.br

DELOITTE TOUCHE TOHMATSU AUDITORES INDEPENDENTES www.deloitte.com.br

D

D

GENERAL SHOPPING BRASIL S.A. www.generalshopping.com.br

G


GERDAU S.A. www.gerdau.com

G

GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S.A. www.globo.com.br

LLX LOGISTICA S.A. www.llx.com.br

L

LOBO E IBEAS ADVOGADOS www.loboeibeas.com.br LOCALIZA RENT A CAR S.A. www.localiza.com

GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S.A. www.voegol.com.br

LOJAS RENNER S.A. www.lojasrenner.com.br HELBOR EMPREENDIMENTOS S.A. www.helbor.com

H

LUPATECH S.A. www.lupatech.com.br

HOTÉIS OTHON S.A. www.othon.com.br M. DIAS BRANCO S.A. www.mdb.com.br IGUATEMI EMPRESA DE SHOPPING CENTERS S.A. www.iguatemi.com.br

I

M

MACHADO, MEYER, SENDACZ E ÓPICE ADVOGADOS www.mmso.com.br MAGAZINE LUIZA S.A. www.magazineluiza.com.br

INDÚSTRIAS ROMI S.A. www.romi.com.br

MANGELS INDUSTRIAL S.A. www.mangels.com.br

INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES EM INFRAESTRUTURA S.A. – INVEPAR www.invepar.com.br

MARFRIG ALIMENTOS S.A. www.marfrig.com.br

IOCHPE-MAXION S.A. www.iochpe.com.br

MARISA LOJAS S.A. www.marisa.com.br

ISOLUX INFRASTRUCTURE S.A. www.isoluxcorsan.com

MATTOS FILHO, VEIGA FILHO, MARREY JR E QUIROGA ADVOGADOS www.mattosfilho.com.br

ITAU UNIBANCO HOLDING S.A. www.itau.com.br

MENDES JÚNIOR ENGENHARIA S.A. www.mendesjunior.com.br

ITAÚSA INVESTIMENTOS ITAÚ S.A. www.itausa.com.br

METALÚRGICA GERDAU S.A. www.gerdau.com

ITAUTEC S.A. – GRUPO ITAUTEC www.itautec.com.br

MILLS ESTRUTURAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA S.A. www.mills.com.br JBS S.A. www.jbs.com.br

J

MINERVA S.A. www.minerva.ind.br

JOÃO FORTES ENGENHARIA S.A. www.joaofortes.com.br

MMX MINERAÇÃO E METÁLICOS S.A. www.mmx.com.br

JSL S.A. www.jsl.com.br

MONTEIRO ARANHA S.A. www.monteiroaranha.com.br MOTTA, FERNANDES ROCHA & ASSOCIADAS www.mfra.com.br

KEPLER WEBER S.A. www.kepler.com.br

K

KLABIN S.A. www.klabin.com.br

MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A. www.multiplan.com.br

KPMG AUDITORES INDEPENDENTES www.kpmg.com.br

LEFOSSE ADVOGADOS www.lefosse.com LIGHT SERVICOS DE ELETRICIDADE S.A. www.light.com.br LILLA, HUCK OTRANTO, CAMARGO ADVOGADOS www.lhm.com.br

MRV ENGENHARIA E PARTICIPAÇÕES S.A. www.mrv.com.br

MULTIPLUS S.A. www.multiplusfidelidade.com.br

L

NADIR FIGUEIREDO IND E COMÉRCIO S.A. www.nadir.com.br

N

NATURA COSMÉTICOS S.A. www.natura.com.br NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S.A. www.ri.netservicos.com.br

141


Associados da Abrasca

OGX PETRÓLEO E GÁS PARTICIPAÇÕES S.A. www.ogx.com.br

O

Abrasca associates

TARPON INVESTIMENTOS S.A. www.tarponinvest.com.br

OI S.A. www.oi.com.br

TECNISA S.A. www.tecnisa.com.br

OSX BRASIL S.A. www.osx.com.br

TEGMA GESTÃO LOGÍSTICA S.A. www.tegma.com.br

T

TELEFÔNICA BRASIL S.A. www.telefonica.com.br PARANAPANEMA S.A. www.paranapanema.com.br

P

PDG REALTY S.A. EMPREENDIMENTOS E PART www.pdgrealty.com.br

TIM PARTICIPAÇÕES S.A. www.timpartri.com.br

PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. – PETROBRAS www.petrobras.com.br

TOTVS S.A. www.totvs.com.br

PINHEIRO NETO ADVOGADOS www.pinheironeto.com.br

TOZZINI, FREIRE, TEIXEIRA E SILVA ADVOGADOS www.tozzinifreire.com.br

PLANNER CORRETORA DE VALORES S.A. www.planner.com.br

TRENCH, ROSSI E WATANABE ADVOGADOS www.trenchrossiewatanabe.com.br

POSITIVO INFORMÁTICA S.A. www.positivo.com.br

TRISUL S.A. www.trisul-sa.comj.br

PWC www.pwc.com.br

TRIUNFO PARTICIPAÇÕES E INVESTIMENTOS S.A. www.tpisa.com.br

PROFARMA DISTRIB DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS www.profarma.com.br

RAIA DROGASIL S.A. www.raiadrogasil.com.br

R

RANDON S.A. www.randon.com.br

S

U

USINAS SIDERÚRGICAS DE MINAS GERAIS S.A. – USIMINAS www.usiminas.com.br

VALE S.A. www.vale.com

SÃO PAULO ALPARGATAS S.A. www.alpargatasonline.com.br

V

VALID SOLUÇÕES E SERVIÇOS DE SEGURANÇA EM MEIOS DE PAGAMENTO E IDENTIFICAÇÃO S.A. www.valid.com.br

SONAE SIERRA BRASIL S.A. www.sonaesierrabrasil.com.br

VIA VAREJO S.A. www.globex.com.br

SOUZA CRUZ S.A. www.souzacruz.com.br

VIVER INCORPORADORA E CONSTRUTORA S.A. www.viver.com.br

SOUZA, CESCON, BARRIEU & FLESCH www.scbf.com.br SUL AMÉRICA S.A. www.sulamerica.com.br

WEBFILINGS BRASIL RELATÓRIOS EMPRESARIAIS ONLINE LTDA www.webfilings.com

SUZANO HOLDING S.A. www.suzano.com.br

WEG S.A. www.weg.com.br

SUZANO PAPEL E CELULOSE S.A. www.suzano.com.br

142

ULHÔA CANTO, REZENDE E GUERRA ADV www.ulhoacanto.com.br

UNIPAR PARTICIPAÇÕES S.A. www.unipar.ind.br

SANTOS BRASIL INCORPORAÇÕES S.A. www.santosbrasil.com.br

TAESA – TRANSMISSORA ALIANÇA S.A. www.taesa.com.br

TUPY S.A. www.tupy.com.br

ULTRAPAR PARTICIPAÇÕES S.A. www.ultra.com.br

ROSSI RESIDENCIAL S.A. www.rossiresidencial.com.br

SALUSSE, MARANGONI ADVOGADOS www.salussemarangoni.com.br

TEREOS INTERNACIONAL S.A. www.tereosinternacional.com.br

WILSON SONS www.wilsonsons.com

T

WLM INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A. www.supergasbras.com.br

W


DESIGN, CONTEÚDO E TECNOLOGIA REUNIDOS EM UM SÓ LUGAR WEBSITES RI, SUSTENTABILIDADE E CORPORATIVOS PLATAFORMA DE CONSTRUÇÃO DE RELATÓRIOS CRM PARA RI (IRM) MOBILE SISTEMA DE ELEIÇÕES RELATÓRIOS ANUAIS IMPRESSOS E ON-LINE RELATO INTEGRADO GRI-G4 SISTEMAS DE COLETA DE INDICADORES GRI MATERIALIDADE ENGAJAMENTO

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