(coletivo: grupo aberto de indivíduos "afins", isto é, cujo tipo de experiência sejam da mesma natureza em que o ponto comum seriam as surpresas do desconhecido guiados por uma não imposição de uma idéia estética grupal e a fuga de um condicionamento social opressivo, dando-lhe através da prática uma nova dimensão que encontre uma resposta no seu comportamento, ou seja, a descoberta da vontade pelo exercício experimental da liberdade.)
É um coletivo audiovisual fundado por Murilo Romão que hoje atua como skatista profissional, comunicador social, videomaker e diretor. Faz parte do coletivo também os skatitas Luís Apelão, Diego Wanks, Leonardo Fagunes, Gustavo Dias, Pedro Volpi, André Porto (que também é designer e diretor de arte), Klaus Bohms e Daniel Marques (que criam também nas trilhas sonoras), além de vários colaboradores pelo Brasil, que enviam imagens que podem ser usadas nos vídeos. O Flanantes surgiu de forma espontânea em meados de 2015 após a lançamento de "Ser do Centro" que foi a primeira produção do coletivo que questiona o direito a cidade, através das sessões de skate pelas ruas e praças da cidade, muitos conflitos e debates são levantados principalmente após a estréia da nova Praça Roosevelt que restaurou a noção de espaço público na área central. É um grupo aberto que busca inspiração na arte de flanar e ler a cidade, torná-la um objeto de investigação e apropriação. Flanantes fazem "botânica no asfalto”, buscam re-inventar o cotidiano através das descobertas de novos lugares e possibilidades para a prática do skate, registrando essas sessões de maneira fiel, potente e com movimentos dinâmicos de câmera para conseguir acompanhar os caminhos feitos pelos skatistas, assim como as manobras. É uma busca constante de alterar e ser alterado no espaço urbano, é brincar com a materialidade da urbe e talvez se perder, buscando o que alguns urbanistas modernos se esquecem diante de tantas preocupações e que é imprescindível para os amantes das grandes cidades: poetizar o urbano. Os vídeos, mostras e eventos buscam o reconhecimento, por parte dos espectadores e atores, de seus direitos humanos, sociais e culturais, principalmente para aqueles os quais a oferta de serviços públicos e de cultura é precária.Tornar espectadores em atores que moldam os usos e se apropriam do meio; mentes criativas transgressoras à regra.
11.09.2015 Ser do Centro Tretas e trutas pela Praça Roosevelt e arredores. Vídeo que registra os conflitos e disputas pelo espaço da Praça Roosevelt, logo após sua reforma, pelos diversos atores sociais que a integram, tais como moradores dos arredores (principalmente idosos), skatistas, funkeiros, ciclistas e crianças das escolas da região. Propõe a associação do ambiente caótico encontrado nas metrópoles e a prática do skate urbano, para assim trazer a necessidade de repensar a maneira como a qualidade do espaço físico influencia nessas dinâmicas. Expõe o caos, não sendo este necessariamente de caráter negativo, uma vez que a tensão e o conflito são aspectos inerentes à cidade viva e estes necessitam de um espaço físico e temporal para serem digeridos. "No meio da miséria que se amontoa nas calçadas, uma inestimável riqueza pulsa no centro de São Paulo, sempre mais bonita de se ver de cima de um skate." Douglas Prieto, editor chefe da Revista 100% Encontra-se, com 13,708 visualizações, disponível no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=FfdGbMSSbAQ), sendo o primeiro trabalho do coletivo. Abaixo, alguns frames do Ser do Centro.
19.06.2016 Flanantes Baseado no texto Elogio aos Errantes da autora, e arquiteta-pesquisadora da UFBA, Paola Berenstein. Criou-se a partir das reformas urbanas que aconteceram em São Paulo de 2014 em diante, culminando com a reforma da Praça Roosevelt e a “concretação” (concreto) da Avenida Paulista, onde enxergaram neste espaço a pluralidade e contrastes que muito ajudam na disseminação de uma produção criativa. Define-se os skatistas como cidadãos que buscam conhecer a cidade, redefini-lá e reinterpretá-la, extraindo das características desta aquilo de mais produtivo na composição do espaço urbano, assim como os flanêurs, dérives e deambulantes; teorias de arte e urbanismo as quais são apresentadas no vídeo, e até então pouco discutidas em áreas de interesse do street skate e seus praticantes, os quais dificilmente tem acesso a temas acadêmicos. Abaixo, alguns frames do Flanantes. Encontra-se, com 48,059 visualizações, disponível no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=l3ci7hVxF1M&t=4s).
19.06.2016 Mostras públicas do video Flanantes Houveram algumas exibições do vídeo, tanto em território nacional, como internacional. Nos encontros de lançamento, o filme foi seguido de discussões sobre o direito à cidade, tendo base em vivências pessoais dos espectadores, situações que estavam acontecendo na cidade de São Paulo e investigações de profissionais dos campos da arquitetura e das artes visuais. Compareceram nos eventos adolescentes, jovens e adultos dos mais diversos grupos sociais, que possivelmente não têm fácil acesso a tais informações e debates. As mostras pretendem oferecer aos espectadores o compartilhamento de experiências, o diálogo entre as diferenças e o questionamento dos consensos e aspectos da sociedade contemporânea.
06.2016 Publicações e mídias sobre o video Flanantes Foi publicada uma matéria na revista CemporcentoSKATE sobre a produção do vídeo independente "Flanantes" do coletivo do skatista profissional Murilo Romão, que conta com participação da “nata” do street skate brasileiro: Luiz Apelão, Diego Wanks, Marcelo Doh-Doh, Leo Fagundes, Peter Volpi, Daniel Marques, entre tantos outros. O vídeo também foi usado como referência de trabalhos acadêmicos da arquiteta Marina Frúgoli, sociólogo Theo Barbosa e do antropólogo Giancarlo Carraro. O site BlackMedia entrevistou os integrantes do coletivo quando houve a premier do Flanantes.
2015.2016 Trilhas sonoras coletivo Flanantes A parceria que o coletivo Flanantes mantém com bandas, selos musicais, djs e produtores procura manter uma relação com cenas independentes e produção autoral, as trilhas dos videos são usadas sempre com autorização, fomentando e divulgando os artistas independentes, como Klaus Bohms, Daniel Marques, Thiago Frugoli, bandas como Hurtmold e HAB.
26.09.2016 Sob a Aparente Desordem Criado com influência do “balé da boa calçada urbana” e outros conceitos encontrados no livro Morte e Vida das Grandes Cidades da autora americana Jane Jacobs. O vídeo procura comparar o skate à dança, além de propor um espaço público, inclusivo e democrático, que visa a troca de experiências entre os cidadãos e o encontro de diferenças, afim de trazer questionamentos e vitalidade à cidade de São Paulo. "Sob a aparente desordem da cidade tradicional, existe, nos lugares em que ela funciona a contento, uma ordem surpreendente que garante a manutenção da segurança e a liberdade. É uma ordem complexa. Sua essência é a complexidade do uso das calçadas, que traz consigo uma sucessão permanente de olhos. Essa ordem compõe-se de movimento e mudança, e, embora se trate de vida, não de arte, podemos chamá-la na fantasia, de forma artística da cidade e compara-la a dança. O balé da boa calçada urbana nunca se repete em outro lugar, e em qualquer lugar está sempre repleto de novas improvisações." Abaixo, alguns frames do Sob a Aparente Desordem. Encontra-se, com 17,250 visualizações, disponível no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=H-jjHmE9Z1g).
26.09.2016 Publicações sobre o video Sob a Aparente Desordem Sob a aparente desordem teve matéria publicada na Vice, que é o maior grupo de mídia global do mundo focada em jovens e que está presente em 25 países. A premier do vídeo aconteceu no Ideário S.A - coworking e espaço cultural localizado no Bairro do Sumaré; o evento contou com debates e shows finalizando com a exibição do video.
27.03.2017 Situacionistas Tem como base as teorias e manifestos do grupo avant-garde francês liderado por Guy Debórd encontrados principalmente na análise e conceito do mapa The Naked City, tais como a psicogeografia, mapas psico-afetivos, a deriva. Em meio a um caos aparente ou diante de uma ordenação inesperada, os skatistas estão a ocupar as brechas do urbano valendo-se, pois, daquilo que poucos notam. A materialidade da cidade é explorada de maneira astuciosa por aqueles que não medem esforços para perscrutar suas infinitas possibilidades. Verdadeiros flanantes e apreciadores das texturas, eles não se comportam em seus lugares em virtude das missões que planejam cumprir: conquistar toda sorte de espaços, esgarçar os significados de seus equipamentos, ampliar as vozes daquilo que é público. Trata-se de mais uma produção focada em apresentar não apenas o exercício de uma prática corporal — o skate —, mas também os usos criativos que podem ser feitos das cidades. Todos buscam picos nos mais variados locais, das pedras portuguesas do centrão paulistano aos mármores de Paris, das profundezas de Porto Alegre ao calor de Salvador. Entre manobras técnicas e conflitos, entre a sensação de se perder em ambientes familiares e o exercício da alteridade. Situacionistas nada mais mostra as situações cotidianas que fazem dos skatistas sujeitos urbanos de difícil captura. Abaixo, alguns frames do Situacionistas. Encontra-se, com 18,599 visualizações, disponível no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=n19Fbv1yB_U&t=5s). bv
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17.03.2017 Publicações e exibições sobre o video Situacionistas A primeira exibição do video Situacionistas encerrou um seminário que ocorreu na câmara municipal sobre a Praça Roosevelt. Foram convidados grupos de diversos backgrounds e faixas etárias, tais como arquitetos, skatistas, moradores, atores, poetas e pessoas que frequentam e disputam a praça; buscando incentivar o diálogo entre todos eles, contribuindo assim para o fortalecimento das identidades culturais, dinamizando o debate sobre a cidade. A TV câmara fez uma reportagem sobre o seminário disponível na internet.
27.03.2017 Zine Situacionistas O coletivo Flanantes fez uma parceria com o Prensado, que é um coletivo visual baseado na cidade de SP, para desenvolver a embalagem do DVD em formato de zine, contribuindo assim para a produção de artefatos culturais e ações de registro nas áreas artísticas em que atuam.
p.s.: o Flanantes convidou para participar do vídeo Situacionistas o grupo multidisciplinar de intervenção urbana que trabalha para acolher pessoas, preenchzer espaços e trazer novas MHIMEW ß ß %XVEZqW HI JMSW MQEKMRjVMSW I reais, ligam presente, passado, pessoas e memórias. Buscamos o valor de elementos ignorados e esquecidos da cidade com o objetivo de construir um futuro viável, acolhedor e convidativo.
30.10.2017 Flanights “A alma das rua só é inteiramente sensível a metrópole para conter cansaços, do fluxo, enquanto muitos voltam para para as suas missões. Para os ruas estão sempre disponíveis. O detalhes que passam suas condições tangíveis, suas texturas de seus equipamentos. desestabilizar aquilo que está outros ritmos e experiências. Um pelos picos. É o que o Flanights apenas um contexto espacial – as temporal: o período noturno. continua explorando o skate de manobras criativas e técnicas, além das de uma sessão bem-sucedida em diversos vitalidade do dia a dia, aproveitando as encorajando o uso dos espaços de forma apresenta como um ponto de luz nas noites caóticas, mas frames do Flanights.
horas tardias”. A noite entra em cena na correrias e ansiedades. Na contramão as suas respectivas casas, eles partem skatistas, não importa a hora, as que lhes interessam nelas são os desapercebidos para muitos. As materialidades, suas asperezas, as Eles querem, afinal, é constituído nas paisagens com flanar. Uma caça interminável revela. Coloca em tela não ruas – mas também um foco Filmado inteiramente a noite, maneira inteligente ao evidenciar tantas artimanhas acionadas em prol picos paulistanos, celebrando a riqueza e potencialidades existentes, intensicando e alternativa e empírica. O skate, portanto, se igualmente divertidas, da metrópole. Abaixo, alguns
Encontra-se, com 11,963 visualizações, disponível no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=1jPiChBKpmk). Para o lançamento do video Flanights foram produzidas uma série limitada de 10 fitas cassetes para distribuição gratuita. Essa parceria foi com o músico Tiago Frugoli que além de fazer a trilha do vídeo, ofereceu seu selo musical Ukiyo beatstapes com a finalidade cultural de criar e desenvolver processos criativos continuados e integrar-se a com outras esferas artísticas.
10.2017 Publicações e exibição sobre o vídeo Flanights A primeira exibição do Flanights aconteceu na abertura do Cine Void, localizado no Largo da Batata, Zona Oeste de São Paulo, que é um local de convergência da juventude. Contou com um público expressivo, e se fez necessária 2 sessões do video. Flanights teve uma boa repercussão tanto da premier, quanto do vídeo ao ser lançado na internet, alcançando cobertura da mídia especializada no segmento, que fizeram entrevistas com membros do coletivo: Vice Sports, Cemporcentoskate, Tribo Skate e Black Media.
11.06.2018 Deambulações Inspirado pelas experiências de delírio ambulatório dos artistas Flávio de Carvalho e Hélio Oiticica, cujas ideias procuram sair do “lugar banal”. Sobre a escabrosa materialidade do urbano pairam muitas sensações e afetos. E por entre desníveis acentuados, solos rugosos e texturas irregulares circulam aqueles que fazem a cidade por meio de suas linhas tortuosas e indecorosas. São skatistas de rua, flanantes por opção, sujeitos que não se intimidam com o controle das propriedades. Fazem de suas manobras uma válvula para suavizar toda a rigidez que impera no cotidiano citadino. Desestabilizar é o imperativo. É o que Deambulações se propõe a registrar. Apresenta avanços em relação aos anteriores, sobretudo pela qualidade de suas imagens. Mas, no que toca ao skate, Deambulações mantém o espírito astucioso e aguerrido daqueles streeteiros já muito habituados com a cena do centro paulistano. O som produzido e o desgaste do mobiliário urbano causado pelo contato do skate com as superfícies incomodam uma parte da população, que considera a prática um ato de vandalismo. Porém, na realidade, essa expressão é uma micro-resistência que mantêm as tensões e conflitos do meio urbano, e que geram uma nova interpretação da cidade por parte dos vivenciadores da mesma. Abaixo, alguns frames do Deambulações. Encontra-se, com 9,953 visualizações, disponível no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=kSRpRrYmE54&t=5s).
24.05.2018 Deambulações A premier do Deambulações ocorreu também no formato de cinema de rua, o local escolhido foi o Centro Cultural Ouvidor 63, que fica ao lado do terminal bandera, no centro de São Paulo. No mesmo dia da exibição ocorreram campeonatos de skate na garagem do prédio que hoje em dia se tornou o "skate point" e organiza diversos eventos juntando o skate a outros elementos artísticos como circo, saraus, shows, debates e cursos. Ouvidor 63 é a maior ocupação artística da america latina e contribui para o acesso e integração da população de baixa renda com précarias ofertas de serviço público e de cultura. Houve, também, outra exibição no recém-inaugurado Scar Bar, na Barra Funda.
05.11.2018 Mitos Vadios Mitos Vadios é o nome de uma perfomance idealizada por Ivald Granato em 1978 que aconteceu na Rua Augusta em São Paulo. Em 2018, o coletivo Flanantes resignificou e homenageou essa perfomance com uma associação com a prática de skate na cidade. O vídeo teve uma ótima recepção do público, levando o coletivo a ser convidados para encontros sobre Arquitetura e Urbanismo promovidos por universidades, e ainda o convite para integrar o acervo de Ivald Granato, filha do artista. "Mitos Vadios é o caminhar entre. Pelas brechas cavadas, pela fresta, o perfil do espaço. A fenda nos locais institucionalizados: um fio fino de equilibrio precário. É lá que está o humor: quem vive inventa pois viver é inventar: para quem quer." Lygia Pape. Abaixo, alguns frames do Mitos Vadios Encontra-se disponível no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=6_I-cS7Ow0s).
2018 Eventos O encontro CORPOCIDADE propõe um debate em estética urbana, entre o campo das artes e do urbanismo, articulando políticas culturais a territórios urbanos. Pretende-se estimular uma discussão acerca dos modos como se processam as noções de corpo, arte, ambiência e cidade nas práticas e discursos produzidos em diferentes campos do conhecimento e, em particular, nas artes visuais, dança, arquitetura e urbanismo. Pretende-se discutir as diferentes articulações possíveis entre corpo e cidade como estratégia de redesenho das suas condições participativas no processo de formulação da vida pública em que estão co- implicadas. Pretende-se instaurar uma arena de debates para a confrontação de idéias e experimentação coletiva de hipóteses em formatos teóricos e artísticos. Na edição deste ano, o coletivo Flanantes foi convidado para exibir o "Mitos Vadios”. 2016.2017.2018 mimpi festival Mimpi é um festival significativo de videos de surf e skate que ocorre anualmente no Rio de Janeiro. O coletivo Flanantes ganhou o prêmio de melhor curta-metragem com o vídeo Sob a Aparente Desordem na edição de 2016, e na edição de 2017 levou o prêmio de melhor longa-metragem com o vÍdeo Situacionistas. Em 2018, alguns vídeos do coletivo foram selecionados como finalistas do festival.
Arte cidade e agora? No mês de dezembro será realizado uma série de encontros abertos dentro da residência que está sendo realizada no Contemporão SP, buscando dar vazão a nossa existência arte-política na cidade de São Paulo e guiados pela vontade de estar junto e de discutir sobre como nessa nova configuração governamental, neste novo contexto histórico, conseguiremos resistir enquanto artistas/atuantes/interventores do
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13.10.2015 atividade dia das crianças na Escola Estadual Conselheiro Antônio Prado No Dia das Crianças, os Flanantes participaram como voluntários, de atividades tais como: oficina de skate, demonstrações de manobras, distribuição de revistas na Escola Estadual Conselheiro Antônio Prado, na Barra Funda, em São Paulo. Com essa vivências as crianças que tem em média de 6 a 12 anos foram apresentadas ao universo do skate, tiveram acesso a seus quesitos esportivos, culturais e de entretenimento. Atividades como estas enriquecem a bagagem cultural dessas crianças que dificilmente teriam acesso a esse tipo de informação. Abaixo, alguns fotos do evento.
02.08.2016 atividade Festival Bike Arte Alguns integrantes do Flanantes participaram do festival Bike Arte que aconteceu na região da cracolândia, este que oferece oficinas, shows e vivências visando promover auto estima e pertencimento a cidade para essa comunidade em situação de vulnerabilidade social. Os integrantes do coletivo ensinaram a população residente do local a andar de skate.
Zonzo: sobre perder tempo e ganhar espaços
A produção da vez intitula-se Zonzo e tem como inspiração as ideias do arquiteto italiano Francesco Careri. No livro “Walkscapes: o caminhar como prática estética”, Careri revela a potencialidade do andar na condição de uma prática espacial que contribui para questionar as relações de poder e controle que perpassam os espaços urbanos. Em sua visão, “quem perde tempo, ganha espaço”. Os skatistas usam e abusam dessa perspectiva e fazem da busca pelos picos uma maneira de colocar em xeque a cidade. Ao resistirem as suas normatizações, ela se torna, portanto, uma obra em permanente construção. Zonzo se destaca pelo nível de skate de seus protagonistas – skatistas como Luiz Apelão, Didi Wanks, Peter Volpi, Alexandre Cotinz, Klaus Bohms, o próprio Murilo Romão, dentre muitos outros –, mas também pela sua parte musical e artística.Trata-se, assim, de uma fascinante produção que fará com que os skatistas e o público geral busquem outras conexões na cidade para além de seus lugares comuns. Texto por Giancarlo Machado Premiere: 15/05 no Kingston Online: 30/05 Visualizações: 3,526 views
Publicações nas midias:
Produção de um Zine do Zonzo em parceria com o selo Sob influência.
Flanantes no Instituto Singularidades - 03 de junho de 2019
Os sentidos do skate nas manifestações culturais juvenis e a sua relação com a educação. Fomos convidados pelo Instituto Singularidades para conversarmos sobre os sentidos do skate nas manifestações culturais juvenis e a sua relação com a educação.
Debate no Itaú Cultural
Brechas Urbanas – Experimentar a Cidade Quarta 26 de junho de 2019 às 20h Caminhar, observar, representar, desafiar. São vários os modos de entrar em contato com os percursos urbanos; cada um deles apresenta uma potência distinta dos locais. Em 26 de junho, às 20h, o ciclo de debates Brechas Urbanas explora essas possibilidades: com o tema Experimentar a Cidade, o programa convida a diretora e fundadora do projeto SampaPé, Leticia Sabino, e o skatista profissional Murilo Romão, membro fundador do coletivo Flanantes. Fábricas de Cultura - 03 a 08 de maio de 2019
No inicio de maio de 2019 o coletivo Flanantes, percorreu seis unidades das Fábricas de Cultura (Brasilândia, Jd São Luis, Capão Redondo, Diadema, Cachoerinha e Jacanã), fez exibição de vídeos do coletivo, levou vários livros para leitura e apresentação, elaborou uma vivência com o público participante envolvendo também leitura e pratica com o skate, além das filmagens.
Flanantes na Jornada do patrimônio 2019
Organizada pelo Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, a Jornada do Patrimônio tem como principal objetivo estimular a população a reconhecer os patrimônios históricos e culturais paulistanos, que tratam da memória e identidade dos diferentes grupos sociais presentes na cidade. A Jornada do Patrimônio 2019 vai celebrar todos os cantos da cidade de São Paulo, por meio das histórias, memórias, pessoas e lugares que traduzem o nosso patrimônio histórico e cultural. O objetivo é compartilhar e fortalecer iniciativas de valorização do patrimônio cultural paulistano que procuram trabalhar os distintos territórios, evidenciando as particularidades históricas e aspectos contemporâneos das cinco regiões da cidade: centro, norte, sul, leste e oeste.
18/08 - Roteiro de memória Deslizando pela cidade: o olhar e a prática do skate de rua no centro de São Paulo
Campanha Salve o Vale Através de mobilização popular, petição online, audiências públicas, protestos e diálogos com o poder público, o coletivo Flanantes conseguiu se envolver no projeto para revitalização do Vale do Anhangabaú que já havia iniciado as obras mas estava destruindo os mármores do vale que são super icônicos para a pratica do street skate, as arquibancadas surgem em meados dos anos 90, a nossa principal reivindicação era de preservar os mármores e conseguir re-introduzir eles em outro local, como no novo projeto havia uma pista de skate, então conseguimos conversar com o pessoal da SP Urbanismo e elaborar uma nova área para skate que respeitará a tradição do Vale e usará como base a planta original do projeto para fazer uma adaptação e um novo desenho usando o mesmo material que foi retirado, vai ser um memorial do Vale. O projeto já foi desenhado detalhadamente e aprovado pela SP Urbanismo junto aos skatistas.
Mostra CINECUBO
Ponto de Cultura O Cultura Viva é uma política cultural voltada para o reconhecimento e apoio às atividades e processos culturais já desenvolvidos, estimulando a participação social, a colaboração e a gestão compartilhada de políticas públicas no campo da cultura.
Participação no ENEA 2020 O Encontro Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (ENEA) é um projeto da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FeNEA) que acontece anualmente. Nos ENEAs são tratados assuntos sobre a formação em Arquitetura e Urbanismo através de vivências, oficinas, rodas de discussão, mesas plenas, congressos, e outras atividades. Os ENEAs tem papel fundamental na construção e estruturação do movimento estudantil, além de proporcionar acúmulo de debate e troca de experiências que fortalecem a reflexão acerca das problemáticas que envolvem ensino, pesquisa, extensão e prática profissional. O ENEA LGNA, acontecerá nas terras de Anita Garibaldi e do boto pesqueiro (Laguna - Santa Catarina) do dia 28 de janeiro a 3 de fevereiro de 2020 abordando a temática TRANSURB NCIA.
Mostra Flanantes na LAPA, 2019
A Mostra Flanantes na Lapa tem como objetivo principal a re-ativação lúdica das arquibancadas da praça do Terminal Lapa tanto para a prática de skate quanto para outros usos espontâneos, fortalecendo assim a noção de pertencimento e cidadania. Para isso organizamos esse evento com exibições de nossos vídeos, música, campeonato de melhor manobra com direito a premiações em produtos e também um bazar com brechós ocupando a própria praça.
Lançamento online do filme “RIZOMAS”, maio 2020 Aproveitamos o período de confinamento da quarentena provocada pela pandemia da covid-19 para fazer um vídeo colaborativo, com envio de imagens de colaboradores por todo o Brasil, desenvolvimento de trilha sonora, edição, pesquisa e artes nesse tempo de isolamento social.
Rizoma é um caule subterrâneo que tem crescimento horizontal. Suas principais características são as ramificações, as multiplicidades e as linhas de fuga. O novo vídeo dos Flanantes pega o termo emprestado da botânica e o traz pra paisagem urbana da prática do skate de rua, em que o Rizoma ocorre através das conexões, alianças, interações e fugas. Não há motivos para seguir uma linha reta; as linhas tortas se ligam e, por meio das ruas, o Rizoma se espalha.
FLANANTES 2020 contatos Murilo Romao muriloromao@gmail.com @instamolusco 55 11 974273776