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EDITORIAL A revista mensal do Curso de Economia da FAE Centro Universitário, conhecida como Vitrine da Conjuntura, apresenta a edição, referente a agosto de 2013, constituída pelas seções permanentes – Panorama Econômico e Indicadores – e por dois textos que buscam ampliar e enriquecer, sem esgotar, a discussão técnica de eventos políticos que vêm dominando o cenário econômico e social do País e do Estado do Paraná, nos últimos meses. A primeira incursão procura justificar o esgotamento da representação sindical no Brasil, evidenciada, dentre outros pontos, pela diminuta adesão e participação voluntária da sociedade ao “dia nacional das lutas”, organizado e capitaneado pelas Centrais em 11 de julho de 2013, quando cotejada com as encorpadas manifestações populares, acontecidas no País em junho deste ano, que, por sinal, rechaçaram o apoio de partidos políticos e instituições sindicais. No segundo artigo, são descritos e avaliados os esforços empreendidos pelas lideranças do setor produtivo paranaense, na tentativa de apressar a aprovação, por parte das instâncias do governo federal, dos projetos em infraestrutura econômica e social encaminhados pelo executivo paranaense, para a obtenção de financiamentos, já aprovados por agências financeiras nacionais e internacionais. A publicação continua no aguardo de reflexões de professores e estudantes da FAE, docentes e pesquisadores de outras instituições de ensino, membros de entidades de classe empresarial e trabalhista e outros atores da comunidade regional, atentos a assuntos ligados ao funcionamento do sistema econômico e social mundial, nacional e local. Ótima Leitura. Gilmar Mendes Lourenço Editor.

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 1


EQUIPE TÉCNICA

Carlos Ilton Cleto Economista, doutor em Engenharia da Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina e Professor da FAE.

Gilmar Mendes Lourenço Economista, mestre em Gestão de Negócios pela Universidade Federal de Santa Catarina, professor da FAE, colunista do Jornal do Estado, eleito “O Economista Paranaense Acadêmico do Ano de 2011”, pelo Corecon/PR, e vencedor do “Prêmio Imprensa”, em novembro de 2011, e do “Prêmio Imprensa – Especial Brasília 52 anos", em abril de 2012, e do “Prêmio Quality TV”, em maio de 2013, oferecidos pela Quality TV & Jornais.

Heloísa de Puppi e Silva Economista, doutoranda em Tecnologia e Desenvolvimento pela Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR), Mestre em Organizações e Desenvolvimento pela FAE e professora da FAE.

Joanice de Moura Andrade Revisão Textual Licenciada em Letras-Português e Respectivas Literaturas pela Faculdade Estadual de Filosofia Ciências e Letras de Paranaguá (Fafipar), cursando especialização em Educomunicação pela FAE Centro Universitário e professora do Colégio Bom Jesus Centro.

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A REPRESENTATIVIDADE SINDICAL NO BRASIL Gilmar Mendes Lourenço

O movimento que aglutinou menos de 100 mil pessoas em 68 cidades, englobando 18 capitais e o Distrito Federal, e bloquearam algumas rodovias, em 11 de julho de 2013, chamado de “dia nacional das lutas”, foram liderados por algumas centrais e outros sindicatos atuantes no País, objetivando recuperar o espaço político perdido por tais instituições, na última década, por conta de atuações pouco funcionais e evidenciado pela onda de manifestações populares, ocorridas no mês de junho, orquestradas e incitadas por intermédio das redes sociais. Diga-se de passagem, os esforços e protestos brotados das ruas arregimentaram, no auge das passeatas, mais de um milhão de pessoas que carregaram anseios, queixas e pedidos múltiplos, rechaçaram os apoios oportunistas emanados das bases sindicais e da classe política, e buscaram transmitir, dentre outras anomalias, a autêntica falência do modus operandi das entidades que, supostamente, deveriam representar ou responder pela interlocução das abrangentes e robustas demandas dos diferentes atores sociais. Lembre-se aqui de que os brados das multidões enfeixaram a intransigente vontade de manutenção das conquistas sociais obtidas desde a implantação da Constituição de 1988, acrescentaram exigências vinculadas à redução do preço e à melhoria da qualidade dos serviços públicos, notadamente urbanos e, particularmente, o transporte coletivo, e lançaram bandeiras na direção de profundas reformas no aparato de intermediação de interesses no País, dominado pela garantia de benefícios a uma minoria de apaniguados protegidos no governo e no congresso nacional. Curiosamente, no afã de não perder lugar na locomotiva dos protestos de junho, a jornada dos líderes sindicais – acostumadas a agregar massas de pessoas apenas no dia 1.º de maio, mais pela oferta de shows e prêmios, com a proliferação de camisetas, bonés e faixas, e menos pelo apelo histórico da data – permaneceu rigorosamente fiel à liturgia conservadora, caracterizada por decisões de cima para baixo, incluindo a contratação de participantes ou manifestantes e preservando, na medida do possível, os desejos dos poderes constituídos, especialmente da presidência da república. Parece claro que desde o seu ressurgimento, especificamente na área mais industrializada do estado de São Paulo, notabilizada como ABCD (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema), em fins dos anos 1970, o curso das organizações sindicais no Brasil, obedeceu alguns poucos estágios que exibiram, como extremos, a renovação, impregnada na autonomia defendida por Lula, entre 1978 e 1982, e a rendição aos favores dos governos de plantão. Este último encaixe foi apelidado, por alguns cientistas políticos, de novo peleguismo, que restaurou, em uma atmosfera contemporânea, os ditames da era Vargas, que subordinava o sindicalismo ao aparelho de Estado e amparava-o financeiramente no regime tributário de incidência compulsória, conhecido como imposto sindical – correspondendo a um dia de trabalho por ano do empregado com carteira assinada – cuja arrecadação chegou a quase R$ 2 bilhões em 2012, se consideradas as receitas de sindicatos, federações, confederações e centrais, incluindo as patronais. Mais precisamente, trata-se de um sistema centralizado, burocrático, que demonstra reduzida aderência às aspirações, interesses e pleitos das classes que deveria representar. Ademais, o aparelhamento das entidades, exercido, sobretudo, pelas agremiações partidárias, retratado na operação, de algumas associações, como verdadeiros braços de siglas ou até degraus para carreiras políticas, serviu para o envelhecimento precoce desse tipo de representação, que abdicou do amadurecimento por etapas de modernização expostas, por exemplo, nas experiências vividas pelas nações avançadas. Os casos mais notórios dos laços do sindicalismo com o poder constituído compreendem a Central Única dos Trabalhadores (CUT), máquina ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT), com expressiva presença e participação nos governos comandados pela sigla, e a Força Sindical, cujo ex-presidente e ex-parlamentar, Paulo Pereira da Silva, apelidado de Paulinho da Força, já pertenceu aos quadros do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e almeja constituir uma nova agremiação.

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Por tais razões, a despeito da ocorrência da combinação de um conjunto de fatores virtuosos, como o expressivo incremento do emprego formal, verificado nos últimos dez anos, a impulsão do setor de serviços, grande absorvedor de mão de obra, e a ampliação da inserção sindical dos servidores públicos, a filiação e manutenção de vínculos dos trabalhadores com os órgãos sindicais vêm declinando no País, tendo passado de 18,6% do contingente ocupado em 2006 para 17,2% em 2011. Nesse sentido, a reconquista, pelos sindicatos, do efetivo papel de defesa das reivindicações das distintas categorias, perdido com a submissão (ou escolha) ao caminho fácil trilhado pelos requerimentos minoritários efetuados pela órbita política, exige uma criteriosa revisão de diretrizes, objetivos e estratégias de ação em um novo paradigma econômico e social, com um ambiente aperto do mercado de trabalho, sintetizado em reduzidos patamares de desemprego, salários médios reais crescentes, ampliação da formalização e queda da produtividade média, esta derivada predominantemente da insuficiente e deficiente qualificação e capacitação da mão de obra.

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G7 E DEMANDAS DO PARANÁ Gilmar Mendes Lourenço

Em reunião com o governador Beto Richa, em 26 de junho de 2013, o conjunto de representantes da base econômica do Paraná, conhecido como G7, manifestou apoio às iniciativas do poder público estadual, no sentido do compartilhamento de ideias e ações com as instâncias privadas, e defendeu, em documento encaminhado à Ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, a desobstrução do aval aos empréstimos de R$ 3,54 bilhões, destinados à implantação de projetos prioritários ao desenvolvimento local. Apenas para esclarecer, o G7 é formado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Sistema Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Associação Comercial do Paraná (ACP), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap) e Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar). O grupo apregoa, dentre outros avanços, a instituição e intensificação de parceiras entre o setor público e a iniciativa privada, aqui operante, para a recuperação, ampliação e modernização da malha rodoviária estadual. Na verdade, os financiamentos pleiteados já foram acertados entre o governo estadual e as entidades financeiras nacionais e internacionais, particularmente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial (Bird), e a autorização, por parte das autoridades federais, estaria emperrada na Secretaria do Tesouro Nacional, pelo fato de o Estado possuir pendências no Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias para Estados e Municípios (Cauc) e ter descumprido os limites prudencial e total de comprometimento de 46,55% e 49,0%, respectivamente, da receita corrente líquida com gastos de pessoal do poder executivo, estabelecido pela lei de responsabilidade fiscal (LRF). No caso do Cauc – um pedaço do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), formado para propiciar a averiguação do preenchimento, pelos elementos federados, dos requisitos legais para o recebimento dos repasses voluntários da União –, a maior parte dos organismos estaduais identificados com pendências já teriam efetuado a adequação ou compreenderiam unidades extintas, como o Tribunal de Alçada e a Secretaria de Obras Públicas, cujos débitos foram transferidos para as entidades que as sucederam na matriz administrativa do Paraná. Já no que se refere à ultrapassagem do limite de participação dos salários dos servidores, a circunstância é análoga à de outros estados que, curiosamente, estão desprovidos de restrições à obtenção de haveres financeiros de terceiros. Mais que isso, observa-se flagrante superdimensionamento do peso da folha de pagamento estadual, em razão da inclusão de 7 instituições de ensino superior estaduais e outros três hospitais universitários (10,5% do total), fenômeno que desapareceu, há bastante tempo, do cotidiano financeiro de unidades como Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com a federalização das entidades de terceiro grau locais. Presentemente, partindo do princípio de que educação superior é função precípua da esfera federal, os mineiros possuem 17 universidades federais, os gaúchos 10 e os paranaenses apenas 3. Na mesma linha, há a manutenção do volume de proventos que abrangem as aposentadorias e pensões dos servidores no montante das remunerações totais, computado para efeito de cálculo da fração da LRF, mesmo com a existência de receitas próprias do fundo de previdência vinculado, ao contrário do procedimento empregado para Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia, por exemplo. Sem contar a permanência de um enorme passivo financeiro da União para com o Paraná, por conta do deslocamento, para o quadro geral do Estado, em 1991, e, mais adiante, para o grupo de aposentados, daqueles funcionários regidos pela consolidação das leis do trabalho (CLT), que antes contribuíram para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

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Do ponto de vista essencialmente matemático, a extrapolação do teto fixado para dispêndios com a massa salarial dos funcionários estaduais pela LRF envolve também a depreciação do denominador da equação. Mais precisamente, constatou-se perda de arrecadação corrente de mais de R$ 1 bilhão no Paraná, decorrente da aplicação de um conjunto de renúncias tributárias, promovido pela União, na tentativa de promover a recuperação da economia brasileira, sustentada no consumo. Especialmente verificou-se declínio nos valores do Fundo de Participação dos Estados (FPE), com a desoneração do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para veículos, eletrodomésticos de linha branca, móveis e materiais de construção; diminuição dos encargos federais incidentes sobre as tarifas de energia elétrica (sacrificando mais de R$ 350 milhões em ICMS do Paraná); e eliminação da contribuição de intervenção no domínio econômico (Cide), incidente sobre a comercialização de combustíveis, retirando cerca de R$ 140 milhões que poderiam ser destinados prioritariamente a inversões na malha de transportes do estado. O pior é que o Paraná desfruta de diminuta presença nas obras e investimentos efetivados pela administração federal. No biênio 2011-2012, os pagamentos realizados com investimentos da união no Estado, constantes do orçamento geral da união (OGU), representaram 2,6% do total nacional, contra 2,0% para Santa Catarina e 3,9% para o Rio Grande do Sul. Nos desembolsos restritos ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), coube 1,3% ao Paraná, também 1,3% a Santa Catarina e 2,4% ao Rio Grande do Sul. Outros nós que carecem de desate com o Palácio do Planalto dizem respeito ao indexador utilizado para a atualização da dívida contraída pelo tesouro estadual com o Banco Central para o saneamento e posterior desestatização do Banestado, em 1998. Como o saldo devedor é corrigido a um custo de 14% ao ano, versus 7,2% a.a., adotado para a rolagem da dívida mobiliária da União, o Paraná teria emprestado R$ 5,0 bilhões, amortizou R$ 10,5 bilhões e continua devedor de R$ 9,5 bilhões, sendo que a instituição foi vendida ao Itaú por R$ 1,6 bilhão. Acrescente-se a impossibilidade de o Paraná realizar uma operação financeira com uma agência internacional, para permuta de uma dívida de R$ 1,3 bilhão, registrada em conjunto por diversos órgãos da máquina do Estado, junto à Companhia Paranaense de Energia (Copel), a juros de 15% a.a. por 6% a.a.; além da não liberação de financiamento contratado pela Copel junto ao BNDES, justificada por uma absurda ligação com débitos do Banco de Desenvolvimento do Paraná (Badep), extinto em 1991. Por tudo isso, a explicitação de uma postura mais incisiva das forças produtivas organizadas paranaenses acontece em um momento de identificação dos desdobramentos negativos, em âmbito regional, do aprofundamento das marcas de improvisação e voluntarismo carregadas pela política econômica da gestão de Dilma Rousseff, sintetizadas na perigosa combinação entre leniência com o recrudescimento da inflação e com o retorno dos déficits nas contas externas e relaxamento das metas fiscais. Não por acaso, o Brasil ocupa o 130.º lugar em facilidades para a realização de negócios, em um ranking de 185 países selecionados e acompanhados por pesquisa do Banco Mundial. No tocante à inflação, segundo o Fórum Econômico Mundial, o País caiu do 42.º posto (em um painel de 132 nações) em 2008-2009 para o 97.º (de 144) em 2012-2013. Ademais, o contingenciamento orçamentário de R$ 38 bilhões, prometido pelo governo federal para o restante de 2013, será provavelmente engolido pelas despesas financeiras, derivadas da elevação dos juros, justamente na tentativa de sufocar as pressões inflacionárias. Pela ótica dos indicadores conjunturais relativos ao nível de atividade, nota-se perda de ímpeto do mercado de trabalho, atestada pela elevação da taxa de desemprego, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 5,8% da população economicamente ativa (PEA), em maio de 2013, para 6,0% da PEA, em junho de 2013, contra 5,9% em junho de 2012, o que representou a primeira elevação desde 2009, no confronto com o mesmo mês do ano anterior e, no caso de configurar uma tendência, pode vir a abrandar as pressões inflacionárias oriundas do mercado de trabalho.

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O abandono da política econômica orientada pelo tripé formado por metas de inflação, câmbio flutuante e superávits primários, e sua substituição por uma denominada “nova matriz” baseada no imprudente intervencionismo das políticas setoriais seletivas e de eficácia desprezível, foi um dos grandes responsáveis pela exacerbação das expectativas negativas expressas pelos agentes sociais, atestada pela queda de 3,6% no índice de confiança da indústria, mensurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em julho de 2013 frente ao mês de junho. Em semelhante sentido, verificou-se vertiginoso recuo da popularidade da presidente e da aprovação popular ao governo. Conforme levantamento da MDA Pesquisa, preparado a pedido da Confederação Nacional do Transporte (CNT), a aprovação (conceitos bom e ótimo) da gestão Dilma despencou de 54,2% em junho para 31,3% em julho de 2013, contra 56,6% em agosto de 2012. No inquérito realizado pelo Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a popularidade desceu de 55,0% em junho para 31,0% em julho de 2013.

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INDICADORES

EXPECTATIVA MÉDIA ANUAL DO MERCADO PARA A ECONOMIA BRASILEIRA: PIB, JUROS, CÂMBIO E INFLAÇÃO - 2013-2017 ANO

TAXA DE CRESCIMENTO DO PIB

TAXA DE JUROS SELIC

TAXA DE CÂMBIO R$/US$

TAXA DE INFLAÇÃO IPCA

2013

2,22

8,26

2,16

5,76

2014

2,56

9,34

2,27

5,85

2015

2,89

9,43

2,28

5,46

2016

3,15

9,30

2,34

5,23

2017

3,24

8,87

2,38

5,20

FONTE: Banco Central do Brasil, GERIN. Com base nas expectativas de 02/08/2013.

INDICADORES CONJUNTURAIS DA INDÚSTRIA BRASILEIRA, SEGUNDO REGIÕES E UNIDADES DA FEDERAÇÃO –MAI/2013 FOLHA DE PAGAMENTO REAL

PESSOAL OCUPADO ASSALARIADO GRANDES REGIÕES E UNIDADES DA FEDERAÇÃO SELECIONADAS

Últimos Acumulado

Acumulado

98,74

105,80

102,75

103,91

99,87

99,00

98,44

100,45

99,84

107,07

105,08

106,26

101,26

99,55

99,15

96,77

95,63

96,27

104,52

100,28

102,62

96,39

95,70

95,85

Ceará

99,46

99,22

98,52

101,45

102,51

105,68

98,42

99,14

98,12

Pernambuco

94,68

91,90

93,66

96,44

96,32

99,53

96,24

92,69

93,34

Bahia

95,46

95,35

96,50

111,01

101,29

102,75

93,66

94,81

95,16

Região Sudeste

99,30

99,48

98,87

106,69

102,94

103,56

100,65

99,70

98,89

Minas Gerais

100,11

100,12

100,31

102,35

101,90

103,71

100,65

100,03

100,34

Espírito Santo

95,82

96,03

97,62

93,08

98,51

100,51

94,46

95,46

96,39

Rio de Janeiro

98,87

99,46

99,23

120,52

107,32

105,61

100,80

100,18

99,24

São Paulo

99,28

99,46

98,43

105,94

102,61

103,29

100,92

99,73

98,51

Região Sul

99,82

99,78

99,34

103,33

102,49

104,73

99,40

99,05

98,58

Paraná

100,41

101,19

101,23

102,65

102,58

106,05

99,15

100,54

100,41

Santa Catarina

101,18

100,89

99,93

105,24

102,52

104,82

101,90

100,33

99,50

Rio Grande do Sul 98,08 97,54 97,12 102,47 102,41 FONTE: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria. Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (www.ibge.gov.br)

103,46

97,44

96,57

96,12

Região Nordeste

99,31

99,16

101,38

12 meses

12 meses

Últimos Mensal

Região Norte e Centro-Oeste

Acumulado

Últimos Mensal

Brasil

Mensal

NÚMERO DE HORAS PAGAS

12 meses

NOTAS: Número índice base = 100 Índice Mensal: compara os dados do mês de referência do índice com os de igual mês do ano anterior;

Índice Acumulado 12 Meses: compara os dados acumulados nos últimos 12 meses de referência do índice, com os dos 12 meses imediatamente anteriores.

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INDICADORES

EVOLUÇÃO DIÁRIA DO ÍNDICE BOVESPA (IBOVESPA) – AGO/2012–JUL/2013 DIA

JAN/13

1 2 3 4

9 10 11

ABR/13

60.351,16

56.883,99

55.902,18 55.321,93

63.312,46

55.562,74

55.488,08

16 17 18

23 24

31 Mínimo Máximo

56.291,93

9.570,80

45.228,95

55.520,40

59.222,08

53.944,36

45.044,03

57.255,22

57.563,23

55.050,60

52.798,63

45.210,49

56.863,91

58.571,59

58.951,07

57.940,14

55.429,88

52.884,83

58.344,61

61.932,54

58.372,46

58.846,81

56.274,66

51.618,63

57.725,66

61.127,84

58.497,83

58.432,75

61.578,58

55.912,04

55.447,56

61.678,31

56.186,56

55.107,80

61.497,43

45.075,50

51.316,65

45.483,43

58.382,68

58.202,35

55.950,73

55.804,80

58.321,24

58.209,76

57.678,62

59.458,59

57.656,42

58.517,35

58.487,32

58.950,98

59.317,15

57.524,45

58.797,13

58.939,46

57.357,71

59.280,93

DEZ/12

58.627,33

59.444,97

55.092,31

NOV/12

57.281,45

58.458,00

58.404,10

58.456,28

59.248,23

59.161,72

59.623,34

58.544,79

55.400,91

49.769,93

46.626,26

59.422,55

58.208,61

54.962,65

49.180,58

45.533,24

59.921,80

57.064,31

59.474,18

58.405,74

57.385,90

54.447,77

50.414,89

59.122,74

61.958,12

57.486,07

59.316,75

62.080,79

58.077,31

57.281,02

54.666,82

49.332,34

58.082,92

62.105,47

56.279,36

59.604,92

61.727,61

57.903,30

56.869,28

52.949,93

54.936,41

46.738,90

58.189,28

59.601,71

61.787,35

53.990,83

54.772,62

46.869,29

59.445,79

59.743,87

62.194,06

52.881,96

55.164,27

49.088,65

47.407,31

59.082,37

55.402,33

61.805,98

60.087,29

59.566,52 60.460,73

57.613,90

56.972,96

53.165,91

49.464,94

47.656,92

61.804,33

59.733,90

57.314,40

56.361,24

53.928,92

47.893,06

47.400,23

61.651,83

58.922,04

56.177,60

56.030,03

55.700,77

48.214,43

59.283,09

61.687,97

61.899,71

56.154,68

55.576,67

56.265,32

47.056,04

58.917,73

61.320,07

61.692,29

56.697,06

55.243,40

61.956,14

56.450,86

56.242,12

56.429,27

48.574,09

59.380,76

58.700,30

56.436,97

61.966,26

54.884,75

56.349,91

48.819,52

58.511,55

57.690,24

57.574,03

61.169,83

54.984,23

56.406,21

45.965,05

48.374,23

58.425,76

60.027,07

61.909,99

57.160,74

56.617,56

54.873,12

54.963,32

46.893,04

49.066,75

60.501,10

57.836,78

56.948,87

55.671,39

54.252,04

47.171,98

49.422,05

60.478,05

57.276,81

57.273,88

56.034,29

56.395,94

47.609,46

58.111,46

57.424,29

56.352,09

56.036,26

47.457,13

58.406,40

60.406,33

54.887,25

59.336,70

55.910,37

59.761,49

54.634,69

53.506,08

60.998,34 61.276,12

54.297,73

27

30

47.229,59

56.233,90

26

29

OUT/12

45.763,16

25

28

SET/12

54.017,90

20

22

AGO/12

54.648,15

19

21

JUL/13

56.499,17

13

15

JUN/13

59.575,66

62.523,06

12

14

MAI/13

54.889,10

6

8

MAR/13

62.550,10

5

7

FEV/13

61.007,03

56.737,10

60.959,79

60.239,79

56.248,09

60.415,95

59.175,86

56.539,40

60.952,08

49.212,33

57.369,19

57.176,58

57.852,53

48.561,78

57.256,43

57.683,76

57.474,57

48.234,49

57.061,45

57.068,18

59.336,70

56.154,68

54.873,12

52.881,96

53.506,08

45.965,05

45.044,03

55.520,40

56.233,90

57.068,18

55.402,33

57.563,23

63.312,46

60.351,16

58.846,81

56.186,56

56.429,27

54.017,90

49.422,05

59.445,79

62.105,47

60.087,29

59.458,59

61.276,12

FONTE: Bovespa NOTA: Índice Ibovespa é o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira teórica de ações constituída em 2/1/1968 (valor-base: 100 pontos), a partir de uma aplicação hipotética. Supõe-se não ter sido efetuado nenhum investimento adicional desde então, considerando-se somente os ajustes efetuados em decorrência da distribuição de proventos pelas empresas emissoras (tais como reinversão de dividendos recebidos e do valor apurado com a venda de direitos de subscrição, e manutenção em carteira das ações recebidas em bonificação). Dessa forma, o índice reflete não apenas as variações dos preços das ações, mas também o impacto da distribuição dos proventos, sendo considerado um indicador que avalia o retorno total de suas ações componentes (IBOVESPA).

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INDICADORES

INDICADORES CONJUNTURAIS DA INDÚSTRIA BRASILEIRA, SEGUNDO TIPO DE INDÚSTRIA – PESSOAL OCUPADO ASSALARIADO – MAI/2013 INDÚSTRIA

MENSAL

ÚLTIMOS

ACUMULADO

12 MESES

Indústria Geral 99,31 99,16 Indústrias Extrativas 101,36 102,00 Indústria de Transformação 99,26 99,08 Alimentos e Bebidas 102,41 101,94 Fumo 104,06 105,42 Têxtil 97,76 95,89 Vestuário 97,54 95,05 Calçados e Couro 93,55 94,51 Madeira 95,31 94,78 Papel e Gráfica 100,23 98,90 Coque, Refino de Petróleo, Comb. Nucleares e Álcool 97,96 97,96 Produtos Químicos 101,09 100,59 Borracha e Plástico 102,74 102,85 Minerais Não-Metálicos 97,80 98,73 Metalurgia Básica 100,34 99,81 Produtos de Metal - exclusive máquinas e equipamentos 100,07 100,70 Máquinas e Equips - excl. elétr., eletrôn., de precisão e de comun. 96,72 98,30 Máquinas e Aparelhos Elétr., Eletrôn. de Precisão e de Comunicações 96,48 99,01 Fabricação de Meios de Transporte 100,68 99,27 Fabricação de Outros Produtos da Indústria de Transformação 95,59 95,72 FONTE: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria. Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (www.ibge.gov.br) : Número índice base = 100 Índice Mensal: compara os dados do mês de referência do índice com os de igual mês do ano anterior; Índice Acumulado: compara os dados acumulados no ano, de janeiro até o mês de referência do índice, com os de igual período do ano anterior; Índice Acumulado 12 Meses: compara os dados acumulados nos últimos 12 meses de referência do índice, com os dos 12 meses imediatamente anteriores. BRASIL - DESEMBOLSOS DO SISTEMA BNDES, SEGUNDO OS GÊNEROS INDUSTRIAIS - 2008-2012 GÊNERO INDUSTRIAL Indústria de Transformação Produtos Alimentícios Bebidas Produtos do Fumo Produtos Têxtil Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios Couros, Calçados e Artefatos Produtos de Madeira Celulose, Papel e Produtos de Papel Impressão, Reprodução de Gravações Refino Petróleo, Coque e Biocombustíves Produtos Químicos Produtos Farmaquímicos e Farmacêuticos Produtos de Borracha e Material Plástico Produtos Minerais Não-Metálicos Metalúrgica Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos Equipamentos de Informática, Produtos de Eletrônica e Ópticos Máq. Aparelhos e Mat. Elétricos Máquinas e Equipamentos Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias Outros Equipamentos de Transporte, exceto Veículos Automotores Móveis Produtos Diversos Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos FONTE: BNDES

2009 31.615 4.314 396 0 204 143 137 186 1.675 35 12.157 1.170 114 545 660 2.318 436 220 637 1.417 3.166 1.502 109 57 14

2010 44.419 6.967 677 3 890 335 412 302 925 63 16.736 2.187 759 1.065 945 2.183 635 537 659 1.846 3.284 2.527 260 182 37

2011 23.842 3.135 912 7 931 596 374 312 853 76 2.657 1.438 133 906 1.156 1.491 727 177 835 1.647 2.799 2.072 391 173 44

2012 23.056 2.381 711 3 623 746 417 387 2.157 91 3.114 1.009 125 1.124 1.110 1.270 672 478 614 1.714 2.317 1.196 518 197 82

98,74 102,84 98,63 103,04 99,58 94,51 92,02 94,30 93,60 97,71 97,53 100,83 101,17 99,74 97,74 99,37 99,32 98,21 97,98 95,91

(Em US$ milhões) VAR. (%)

2013 JAN/ABR 9.881 1.148 167 4 223 152 103 109 979 31 1.443 192 43 639 433 341 328 201 364 672 1.625 433 167 46 38

(JAN/ABR) 2013/2012 94,7 63,7 13,2 73,0 -4,2 108,3 9,3 7,0 30,6 334,7 -32,8 14,2 247,4 72,9 44,8 90,0 324,8 319,6 100,3 375,2 15,8 46,5 29,8 115,4

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INDICADORES NÍVEL MÉDIO DE UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA POR GÊNEROS DA INDÚSTRIA BRASILEIRA Nível Médio de Utilização da Cap. Instalada (%) * 2012 DISCRIMINAÇÃO Média Média Média 2010 2011 2012 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Indústria de 84,8 84,1 83,9 82,1 82,9 83,0 83,5 83,7 83,6 83,6 84,4 84,9 85,4 85,2 Transformação Minerais Não89,2 88,4 87,7 86,4 87,6 86,9 87,9 88,5 87,2 87,6 86,6 87,7 88,3 88,4 Metálicos

Dez

Jan

Fev

2013 Mar

Abr

84,8

82,8

83,3

83,3

83,8

88,9

88,7

88,6

88,9

88,0

Metalúrgica

87,9

85,7

85,1

82,4

84,1

83,9

84,4

85,3

84,7

84,3

86,7

86,5

87,1

86,0

85,9

84,5

86,5

84,9

85,5

Mecânica

83,4

85,0

82,8

82,4

83,2

85,9

83,6

83,6

83,2

83,1

81,6

81,4

82,7

82,1

81,0

81,5

82,7

85,0

83,9

81,5

83,3

83,9

82,5

83,0

82,6

83,6

84,4

83,9

83,9

85,7

84,9

84,9

83,5

83,4

82,7

84,2

84,7

85,7

89,0

87,8

86,4

83,5

84,6

85,5

86,0

85,7

85,0

84,2

89,0

89,2

88,4

88,3

87,8

86,1

86,0

87,0

87,3

...

75,5

77,4

74,6

76,9

80,1

76,5

77,3

77,7

74,7

72,9

78,2

78,9

79,9

81,1

76,6

76,3

80,3

...

Mobiliário

76,6

91,3

92,1

90,8

91,0

91,1

92,6

93,6

91,1

91,4

91,8

91,7

92,8

93,2

93,6

92,3

92,7

92,9

79,0

Celulose e Papel

92,4

84,6

84,4

83,5

83,8

83,4

83,7

84,4

85,1

85,3

84,6

84,9

84,8

84,9

83,9

83,6

84,5

83,6

93,3

Borracha

...

68,0

75,1

65,1

72,0

72,8

73,4

75,0

78,1

79,4

78,1

76,9

77,1

76,9

76,0

70,6

76,4

78,6

84,1

Couros e Peles

...

84,8

84,7

83,8

83,5

83,2

85,3

83,9

83,3

82,0

84,7

85,8

85,7

88,0

87,2

84,5

82,0

83,1

...

84,4

84,4

82,7

81,4

84,6

83,6

83,3

84,4

80,9

81,8

82,4

82,2

82,5

83,4

81,7

79,2

81,5

83,3

...

74,3

84,1

87,3

85,1

87,0

86,5

87,3

85,6

85,5

88,2

87,2

88,9

89,0

89,3

88,0

86,8

87,0

86,3

76,5

...

82,1

82,2

80,1

79,7

78,8

79,9

81,1

81,4

82,8

83,8

84,4

85,7

84,9

84,2

77,3

...

...

88,1

80,9

80,3

79,9

79,5

80,2

81,0

79,4

79,2

78,5

77,8

80,6

82,1

81,9

83,7

81,4

82,0

83,1

84,7

87,4

88,4

87,7

86,4

87,6

86,9

87,9

88,5

87,2

87,6

86,6

87,7

88,3

88,4

88,9

88,7

81,5

83,3

84,0

86,3

86,7

76,0

77,6

Mat. Elétr. e de Comunicação Material de Transporte Madeira

Química Farmacêutica e Veter. Perfumaria, Sabões e Velas Prod. Matérias Plásticas Têxtil

Vestuário, Calç. e 87,1 85,7 85,1 82,4 84,1 83,9 84,4 85,3 84,7 84,3 86,7 86,5 87,1 86,0 85,9 84,5 87,0 Art.Tec. Produtos 82,7 85,0 82,8 82,4 83,2 85,9 83,6 83,6 83,2 83,1 81,6 81,4 82,7 82,1 81,0 81,5 77,4 Alimentares Bebidas/Álcool ... 83,3 83,9 82,5 83,0 82,6 83,6 84,4 83,9 83,9 85,7 84,9 84,9 83,5 83,4 82,7 ... Carburante Fumo ... 87,8 86,4 83,5 84,6 85,5 86,0 85,7 85,0 84,2 89,0 89,2 88,4 88,3 87,8 86,1 ... Manufaturado Indústrias 80,9 75,5 77,4 74,6 76,9 80,1 76,5 77,3 77,7 74,7 72,9 78,2 78,9 79,9 81,1 76,6 79,5 Diversas FONTE: FGV/SECEX (disponível em: www.mdic.gov.br) NOTA: Porcentagem da capacidade máxima operacional utilizada no mês. O complemento de 100 representa o nível médio de ociosidade. Sinal convencional utilizado: ... Dado não disponível.

...

...

...

...

...

80,0

80,9

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INDICADORES

BALANÇA COMERCIAL POR GÊNEROS DA INDÚSTRIA BRASILEIRA DISCRIMINAÇÃO Exp. 128.317 24.199 19.220 7.189 1.891 2.158 1.499 6.322 912 1.166 1.816 115 2.961 2.549 298 385 1.106 4.009 281 1.453 ... ... ... ... ... ... 1.341

2011 Imp. 194.163 3.448 10.280 2.129 179 604 493 6.831 885 1.382 2.037 578 4.461 4.001 2.104 2.688 4.200 8.105 4.689 6.499 ... ... ... ... ... ... 1.084

Saldo -65.846 20.751 8.940 5.061 1.712 1.555 1.006 -509 26 -215 -221 -463 -1.500 -1.453 -1.806 -2.303 -3.094 -4.095 -4.408 -5.046 ... ... ... ... ... ... 257

Exp. 123.750 21.847 17.351 6.657 1.877 2.175 1.286 7.503 1.064 1.129 1.832 132 3.219 2.412 243 371 1.015 3.148 350 1.495 12.787 3.703 8.349 12.358 1.524 8.880 571

2012 Imp. 193.867 3.559 9.555 1.945 175 587 614 6.904 1.079 1.495 2.163 600 4.591 3.877 2.579 2.895 4.172 7.968 5.122 6.841 18.643 9.457 22.550 28.649 19.023 26.988 1.348

Saldo -70.117 18.288 7.796 4.712 1.702 1.588 672 599 -15 -366 -331 -468 -1.372 -1.465 -2.336 -2.524 -3.157 -4.820 -4.772 -5.346 -5.856 -5.754 -14.201 -16.291 -17.499 -18.108 -777

Balança Comercial - (US$ Milhões Fob) Variação (%) 2012/2011 Jan-MAI/2013 Exp. Imp. Saldo Saldo Exp. Imp. -3,6 -0,2 6,5 46.678 84.942 -38.264 -9,7 3,2 -11,9 7.947 1.580 6.367 -9,7 -7,1 -12,8 6.737 3.493 3.244 -7,4 -8,6 -6,9 2.878 763 2.115 -0,7 -2,4 -0,6 809 68 741 0,8 -2,7 2,1 1.054 197 857 -14,2 24,6 -33,2 528 281 247 18,7 1,1 2.579 2.906 -327 16,7 21,9 -157,0 323 480 -157 -3,2 8,2 69,9 439 716 -277 0,9 6,2 49,9 766 895 -129 14,8 3,8 1,1 62 203 -141 8,7 2,9 -8,5 1.160 2.050 -890 -5,4 -3,1 0,8 874 1.711 -837 -18,5 22,6 29,4 101 1.244 -1.143 -3,7 7,7 9,6 146 1.292 -1.146 -8,2 -0,7 2,0 431 1.698 -1.267 -21,5 -1,7 17,7 1.370 3.683 -2.313 24,6 9,2 8,3 143 1.755 -1.612 2,9 5,3 5,9 586 3.201 -2.615 ... ... ... 5.492 8.328 -2.836 ... ... ... 1.350 4.367 -3.017 ... ... ... 2.338 11.369 -9.031 ... ... ... 4.034 11.819 -7.785 ... ... ... 573 8.288 -7.715 ... ... ... 3.500 10.769 -7.269 -57,4 24,4 -402,2 458 1.786 -1.328

Total de Produtos Industrializados Produtos Alimentícios Metalurgia Celulose e Papel Madeira Couros e Peles Calçados e Componentes Outros Equip. de Transporte, Exc. Autoveículos Mobiliário Perfumaria, Sabões e Velas Minerais Não-Metálicos Bebidas Outros Prod. de Metais Ferrosos e não- ferrosos Borracha Confecções e Acessórios Equip. e Instrumentos Médicos-hospitalar e Ópticos Têxtil Prod. Matérias Plásticas Equip. de Informática e Maq. p/ Escritório Farmacêutica e Veterinária Veículos Autom., Reboques, Carroc. Partes/Peças Máquinas e Aparelhos Elétricos Derivados de Petróleo e Biocombustível Máquinas e Equipamentos (Mecânicos) Material/Compon. Eletrônicos e Equip.de Telecomun. Produtos Químicos Outros Produtos da Indústria FONTE: FGV/SECEX (disponível em: www.mdic.gov.br) NOTA: Porcentagem da capacidade máxima operacional utilizada no mês. O complemento de 100 representa o nível médio de ociosidade. Sinal convencional utilizado: ... Dado não disponível.

Jan-MAI/2012 Saldo Exp. Imp. 48.997 79.396 -30.399 7.325 1.502 5.823 7.792 4.084 3.708 2.756 823 1.933 791 70 721 875 210 665 522 252 270 2.437 2.954 -517 469 403 66 481 560 -79 708 883 -175 49 216 -167 1.219 1.930 -711 1.075 1.593 -518 101 1.173 -1.072 149 1.181 -1.032 404 1.641 -1.237 1.583 3.271 -1.688 124 2.154 -2.030 578 2.956 -2.378 5.322 7.874 -2.552 1.470 3.997 -2.527 3.371 9.464 -6.093 4.729 11.709 -6.980 593 7.754 -7.161 3.474 9.163 -5.689 600 1.579 -979

Variação (%) 2013/2012 Saldo Exp. Imp. -4,7 7,0 25,9 8,5 5,2 9,3 -13,5 -14,5 -12,5 4,4 -7,3 9,4 2,3 -2,9 2,8 20,5 -6,2 28,9 1,1 11,5 -8,5 5,8 -1,6 -31,1 19,1 -8,7 27,9 250,6 8,2 1,4 -26,3 26,5 -6,0 -15,6 -4,8 6,2 25,2 -18,7 7,4 61,6 0,0 6,1 6,6 -2,0 9,4 11,0 6,7 3,5 2,4 -13,5 12,6 37,0 15,3 -18,5 -20,6 1,4 8,3 10,0 3,2 5,8 11,1 -8,2 9,3 19,4 -30,6 20,1 48,2 -14,7 0,9 11,5 -3,4 6,9 7,7 0,7 17,5 27,8 -23,7 13,1 35,6

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INDICADORES

PREÇO MÉDIO MENSAL E NOMINAL NO ATACADO EM REAIS (R$) DE PRODUTOS AGRÍCOLAS SELECIONADOS – DEZ/2000–MAI/2013 PERÍODO

SÃO PAULO Arroz (30 kg)

Dez/2000 Dez/2001 Dez/2002 Dez/2003 Dez/2004 Dez/2005 Dez/2006 Dez/2007 Dez/2008 Dez/2009 Dez/2010

PARANÁ Feijão Preto (30 kg)

20,69 28,00 38,00 52,36 33,78 30,00 34,01 43,67 52,54 48,34 54,40

Soja (em farelo) ( t)

19,08 49,95 48,47 43,16 48,65 60,01 33,47 72,29 85,72 44,14 56,57

Trigo (em grão) (60 kg)

434,03 496,42 745,55 756,77 522,76 513,04 506,57 682,33 736,91 740,11 734,82

15,03 17,80 34,94 28,58 21,26 21,96 29,23 34,35 28,50 27,50 27,40

Milho (60 kg) 10,30 11,78 24,37 17,73 15,00 14,26 19,44 28,69 17,93 17,66 22,69

Jan/2011

53,20

54,49

754,04

27,02

23,81

Fev/2011

50,60

752,45

752,45

28,41

25,20

Mar/2011

48,00

58,60

676,02

29,03

25,72

Abr/2011

48,40

51,26

608,77

30,38

26,38

Mai/2011

49,13

50,34

595,12

29,80

26,36

Jun/2011

48,46

51,21

599,32

29,24

26,88

Jul/2011

49,80

49,73

607,00

29,85

27,19

Ago/2011

47,88

49,10

611,82

29,42

25,19

Set/2011

46,25

50,30

647,85

28,86

26,00

Out/2011

45,75

50,45

643,81

28,75

24,86

Nov/2011

43,64

50,35

629,40

27,45

24,80

Dez/2011

44,28

52,75

584,62

26,43

23,20

Jan/2012

44,98

63,35

617,22

26,99

26,02

Fev/2012

47,76

67,48

647,45

26,58

26,09

Mar/2012

48,50

64,86

694,79

27,75

25,69 24,21

Abr/2012

49,00

64,58

745,63

28,42

Mai/2012

49,84

65,89

835,97

28,94

23,67 23,87

Jun/2012

51,13

75,56

953,54

29,98

Jul/2012

50,63

74,61

1.192,59

31,03

26,58 30,19

Ago/2012

52,00

73,82

1.400,13

33,92

Set/2012

53,25

78,90

1.392,13

37,45

28,87

Out/2012

56,26

76,77

1.268,26

36,88

28,00

Nov/2012

66,20

79,74

1.233,35

38,65

30,12

Dez/2012

65,00

80,81

1.239,97

41,50

31,00

Jan/2013

62,20

84,37

1.121,56

44,06

29,86

Fev/2013

61,19

85,21

923,84

45,47

29,24

Mar/2013

61,00

82,47

851,76

44,14

26,33 23,17

Abr/2013

61,00

85,27

823,94

43,35

Mai/2013

59,98

90,39

875,56

43,84

22,73

1.035,92

45,87

24,16

Jun/2013

59,11

98,64

FONTE: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); CONAB; SEAB-PR NOTA: Cotação para o arroz longo fino agulinha. Sinal convencional utilizado: ... Dado não disponível.

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INDICADORES

PREÇO MÉDIO DO ALUMÍNIO, SOJA E PETRÓLEO, BRASIL – 2000 A ABR/2013

(Em US$)

ALUMÍNIO

SOJA EM GRÃO

PÉTROLEO BRUTO

(US$ centavos por tonelada)

(por tonelada)

(por brent, barril)

2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Jan/2010 Fev/2010 Mar/2010 Abr/2010 Maio/2010 Jun/2010 Jul/2010 Ago/2010 Set/2010 Out/2010 Nov/2010 Dez/2010 Jan/2011 Fev/2011 Mar/2011 Abr/2011 Mai/2011 Jun/2011 Jul/2011 Ago/2011 Set/2011 Out/2011 Nov/2011 Dez/2011 Jan/2012 Fev/2012 Mar/2012 Abr/2012 Mai/2012 Jun/2012 Jul/2012 Ago/2012 Set/2012 Out/2012 Nov/2012 Dez/2012

1.551,5 1.446,7 1.351,1 1.432,8 1.718,5 1.900,5 2.573,1 2.382,8 1.504,4 1.669,18

183,0 168,8 188,8 233,3 276,8 223,2 217,4 423,0 318,81 378,50

28,6 24,5 25,0 28,9 38,3 54,6 65,2 90,9 35,8 61,78

2.230,20 2.053,30 2.210,50 2.314,30 2.044,70 1.929,40 1.989,00 2.110,40 2.171,20 2.342,20 2.324,00 2.356,70 2.439,70 2.515,30 2.555,50 2.667,40 2.587,20 2.557,80 2.525,40 2.381,00 2.293,50 2.180,60 2.080,00 2.024,40 2.151,50 2.208,00 2.184,20 2.048,50 2.002,50 1.885,50 1.876,30 1.843,30 2.064,10 1.974,30 1.948,80 2.086,80

359,00 345,00 349,00 358,00 349,00 349,00 371,00 379,00 390,00 427,00 460,00 484,00 511,00 512,00 499,00 501,00 499,00 500,00 502,00 501,00 491,00 446,00 429,00 420,00 442,00 462,00 496,00 529,00 521,00 522,00 609,00 623,00 615,00 566,00 533,00 535,00

77,12 74,72 79,30 84,14 75,54 74,73 74,52 75,88 76,11 81,72 84,53 90,07 92,66 97,73 108,65 116,31 108,18 105,85 107,88 100,46 100,83 99,92 105,36 103,43 106,97 112,73 117,80 113,75 104,16 90,73 96,75 105,28 106,32 103,39 101,17 101,17

Jan/2013

2.037,60

526,00

105,04

Fev/2013

2.053,60

536,00

107,66

Mar/2013

1.911,30

536,00

102,61

Abr/2013

1.861,00

518,00

98,85

PERÍODO

FONTE: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); Fundo Monetário Internacional (FMI)

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INDICADORES

INDICADORES DO MERCADO FINANCEIRO NACIONAL E INTERNACIONAL BRASIL DATA

2005 2006 2007 2008 Jan/2009 Fev/2009 Mar/2009 Abr/2009 Maio/2009 Jun/2009 Jul/2009 Ago/2009 Set/2009 Out/2009 Nov/2009 Dez/2009 Jan/2010 Fev/2010 Mar/2010 Abr/2010 Maio/2010 Jun/2010 Jul/2010 Ago/2010 Set/2010 Out/2010 Nov/2010 Dez/2010 Jan/2011 Fev/2011 Mar/2011 Abr/2011 Mai/2011 Jun/2011 Jul/2011 Ago/2011 Set/2011 Out/2011 Nov/2011 Dez/2011 Jan/2012 Fev/2012 Mar/2012 Abr/2012 Mai/2012 Jun/2012 Jul/2012 Ago/2012 Set/2012 Out/2012 Nov/2012 Dez/2012 Jan/2013 Fev/2013 Mar/2013 Abr/2013 Mai/2013 Jun/2013

Fundo de Investimento Financeiro – FIF (PL mensal, R$ milhões)(1)

Valor das empresas listadas no Ibovespa (R$ bilhões)(3)

653.714 794.875 912.869 917.297 927.196 939.198 949.924 963.744 975.756 980.245 1.006.823 1.026.501 1.049.954 1.062.805 1.072.345 1.086.267 1.100.463 1.114.809 1.134.363 1.147.753 1.156.564 1.171.362 1.183.868 1.197.778 1.237.295 1.265.504 1.278.228 1.286.654 1.306.523 1.329.588 1.360.175 1.375.621 1.386.367 1.396.879 1.410.899 1.439.972 1.461.453 1.474.985 1.502.119 1.501.728 1.542.347 1.568.573 1.621.833 1.646.160 1.656.235 1.672.151 1.695.397 1.720.216 1.731.276 1.758.620 1.779.219 1.786.186 1.836.788 1.852.863 1.864.287 1.877.294 1.895.304 1.880.342

841 1.181 1.765 1.088 1.121 1.116 1.178 1.308 1.440 1.381 1.429 1.461 1.581 1.584 1.708 1.740 1.733 1.738 1.815 1.748 1.665 1.600 1.776 1.715 2.037 2.071 2.000 2.071 2.005 2.075 2.086 2.010 1.949 1.927 1.819 1.753 1.688 1.821 1.807 1.834 1.979 2.055 2.050 1.970 1.793 1.796 1.842 1.829 1.867 1.832 1.874 1.962 1.983 1.918 1.932 1.925 1.907 1.740

EUA Índice Ibovespa fechamento mensal (pontos) (2) 33.455 44.473 63.886 37.550 39.300 38.183 40.926 47.290 53.197 51.465 54.765 56.488 61.517 63.720 67.044 68.588 65.402 66.503 70.317 67.529 63.046 60.936 67.515 65.145 69.429 70.673 67.705 69.304 66.574 67.383 68.586 66.132 64.620 62.403 58.823 56.495 52.324 58.338 56.874 56.754 63.072 65.811 64.510 61.820 54.490 54.354 56.097 57.061 59.175 57.068 57.474 60.952 59.761 57.424 56.352 55.910 53.506 47.457

Emissão Primária de Debêntures (R$ milhões) 41.538 69.463 46.535 37.458 610 0 0 3.600 0 312 2.728 0 100 1.010 0 2.720 915 0 3.216 6.138 0 0 3.041 0 0 300 0 2.025 0 200 950 810 0 0 500 0 0 500 0 220 20.000 405 3.350 3.250 0 0 6.300 0 316 15.576 0 850 0 2.141 2.160 2.551 0 0

Dow Jones – NYSE fechamento (pontos) (3)

Nasdaq fechamento (pontos) (4)

10.718 12.463 13.265 8.776 8.001 7.063 7.609 8.168 8.500 8.447 9.172 9.496 9.712 9.713 10.310 10.428 10.067 10.325 10.857 11.009 10.068 9.774 10.466 10.015 10.788 11.119 11.043 11.578 11.892 12.226 12.320 12.811 12.570 12.414 12.143 11.614 10.913 11.955 12.046 12.218 12.633 12.952 13.212 13.213 12.393 12.880 13.009 13.091 13.437 13.097 13.026 13.104 13.861 14.054 14.579 14.804 15.116 14.910

2.205 2.415 2.652 1.577 1.476 1.378 1.529 1.717 1.774 1.835 1.979 2.009 2.122 2.049 2.138 2.269 2.147 2.238 2.398 2.461 2.247 2.109 2.255 2.114 2.369 2.507 2.505 2.653 2.700 2.782 2.781 2.874 2.835 2.774 2.756 2.579 2.415 2.684 2.620 2.605 2.814 2.967 3.092 3.046 2.827 2.935 2.940 3.067 3.116 2.977 3.010 3.020 3.142 3.160 3.268 3.329 3.456 3.403

FONTES: (1) Banco Central do Brasil, (2) Bovespa (Índice de Fechamento do último dia útil do mês), (3) Dow Jones, (4) Nasdaq NOTA: Para os anos de 2005 a 2008, os valores referem-se ao mês de dezembro, exceto para emissão de debênture que é o total do ano. Sinal convencional utilizado: ... Dado não disponível.

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INDICADORES

VOLUME E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES - 10 PRINCIPAIS PAÍSES E BRASIL - NO COMÉRCIO MUNDIAL DE BENS – 2009 (Em bilhões de dólares e percentual) RANKING

EXPORTADORES

VALOR

PARTICIPAÇÃO

RANKING

IMPORTADORES

VALOR

PARTICIPAÇÃO

1

China

1.202

9,6

1

Estados Unidos

1.605

12,7

2

Alemanha

1.126

9,0

2

China

1.006

7,9

3

Estados Unidos

1.056

8,5

3

Alemanha

938

7,4

4

Japão

581

4,6

4

França

560

4,4

5

Holanda

498

4,0

5

Japão

552

4,4

6

França

485

3,9

6

Reino Unido

482

3,8

7

Itália

406

3,2

7

Holanda

445

3,5

8

Bélgica

370

3,0

8

Itália

413

3,3

9

Coréia do Sul

364

2,9

9

Hong Kong, China

352

2,8

10

Reino Unido

352

2,8

10

Bélgica

352

2,8

24

Brasil

153

1,2

26

Brasil

134

1,1

FONTE: Organização Mundial do Comércio, International Trade Statistics 2010 (www.wto.org)

EXPORTAÇÕES MUNDIAIS DE BENS POR REGIÕES E PAÍSES SELECIONADOS - 1948, 1953, 1963, 1973, 1983, 1993, 2003 e 2009 REGIÃO

1948

1953

1963

1973

1983

(Em bilhões de dólares e percentual) 1993

2003

2009

Valor (Bilhões de dólares) Mundo

59

84

157

579

1.838

3.676

7.376

12.178

Participação (%) Mundo

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

28,1

24,8

19,9

17,3

16,8

18,0

15,8

13,2

21,7

18,8

14,9

12,3

11,2

12,6

9,8

8,7

0,9

0,7

0,6

0,4

1,4

1,4

2,2

1,9

11,3

9,7

6,4

4,3

4,4

3,0

3,0

3,8

Brasil

2,0

1,8

0,9

1,1

1,2

1,0

1,0

1,3

Argentina

2,8

1,3

0,9

0,6

0,4

0,4

0,4

0,5

35,1

39,4

47,8

50,9

43,5

45,4

45,9

41,2 3,7

América do Norte Estados Unidos México América do Sul e Central

Europa Comunidade dos Estados Independentes (CEI)

-

-

-

-

-

1,5

2,6

África

7,3

6,5

5,7

4,8

4,5

2,5

2,4

3,2

Oriente Médio

2,0

2,7

3,2

4,1

6,8

3,5

4,1

5,7 29,4

Ásia

14,0

13,4

12,5

14,9

19,1

26,1

26,2

China

0,9

1,2

1,3

1,0

1,2

2,5

5,9

9,9

Japão

0,4

1,5

3,5

6,4

8,0

9,9

6,4

4,8

Índia

2,2

1,3

1,0

0,5

0,5

0,6

0,8

1,3

FONTE: Organização Mundial do Comércio, International Trade Statistics 2010 (www.wto.org)

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 9


INDICADORES

IMPORTAÇÕES MUNDIAIS DE BENS POR REGIÕES E PAÍSES SELECIONADOS - 1948, 1953, 1963, 1973, 1983, 1993, 2003 e 2009 REGIÃO

1948

1953

1963

1973

(Em bilhões de dólares e percentual)

1983

1993

2003

2009

Valor (Bilhões de dólares) Mundo

62

85

164

595

1.882

3.786

7.689

12.421

Participação (%) Mundo América do Norte Estados Unidos México América do Sul e Central Brasil Argentina Europa

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,00

18,5

20,5

16,1

17,2

18,5

21,4

22,4

17,5

13,0

13,9

11,4

12,3

14,3

15,9

16,9

12,9

1,0

0,9

0,8

0,6

0,7

1,8

2,3

1,9

10,4

8,3

6,0

4,4

3,8

3,3

2,5

3,6

1,8

1,6

0,9

1,2

0,9

0,7

0,7

1,1

2,5

0,9

0,6

0,4

0,2

0,4

0,2

0,3

45,3

43,7

52,0

53,3

44,2

44,6

45,0

41,6 2,7

Comunidade dos Estados Independentes (CEI)

-

-

-

-

-

1,2

1,7

África

8,0

7,0

5,2

3,9

4,6

2,6

2,1

3,3

Oriente Médio

1,7

2,0

2,2

2,6

6,2

3,3

2,7

4,0 27,4

Ásia

13,9

15,1

14,1

14,9

18,5

23,7

23,5

China

0,6

1,6

0,9

0,9

1,1

2,7

5,4

8,1

Japão

1,1

2,8

4,1

6,5

6,7

6,4

5,0

4,4

Índia

2,3

1,4

1,5

0,5

0,7

0,6

0,9

2,0

FONTE: Organização Mundial do Comércio, International Trade Statistics 2010 (www.wto.org) CRESCIMENTO DO VOLUME DE EXPORTAÇÕES E PRODUÇÃO DE BENS – 2000-2009

(Em % ao ano)

2000-09 Exportações mundiais de bens

2007

2008

2009

3,0

6,5

2,0

Produtos agrícolas

3,0

5,5

2,0

-3,0

Combustíveis e produtos das indústria extrativas

2,0

3,5

0,5

-4,5

Produtos industrializados

3,5

8,0

2,5

-15,5

Produção mundial de bens

1,5

0,5

1,0

-5,0

Agricultura

2,0

2,5

3,5

0,5

Indústria extrativa

1,0

0,0

1,0

-2,0

Produtos industrializados

1,0

0,0

1,0

-7,0

2,0

3,5

1,5

-2,5

PIB mundial

-12,0

FONTE: Organização Mundial do Comércio, International Trade Statistics 2010 (www.wto.org) CRESCIMENTO DO VOLUME DO COMÉRCIO MUNDIAL DE BENS POR REGIÕES SELECIONADAS – 2000-2009 REGIÃO

EXPORTAÇÕES

(Em % ao ano) IMPORTAÇÕES

2000-09

2008

2009

Mundo

3

2

-12

3

2

-13

América do Norte

1

2

-15

1

-3

-17

América do Sul e Central

4

1

-8

6

13

-17

Europa

2

0

-15

1

-1

-15

2

0

-15

1

-1

-15

Comunidade dos Estados Independentes (CEI)

6

2

-5

11

17

-26

Ásia

8

6

-11

6

5

-8

China

17

9

-11

15

4

3

Índia

12

15

-3

13

18

-3

Japão

2

3

-25

1

-1

-13

União Europeia (27)

2000-09

2008

2009

FONTE: Organização Mundial do Comércio, International Trade Statistics 2010 (www.wto.org)

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 10


INDICADORES

COMÉRCIO INTRARREGIONAL E INTER-REGIONAL DE BENS – 2009 ORIGEM

América do Norte

(Em bilhões de dólares e percentual) DESTINO

América do Sul e Central

2.026

Europa

CEI

Valor (Bilhões de dólares) 437 5.105

África

Oriente Médio

Ásia

Mundo

311

391

510

3.197

12.178

América do Norte

769

128

292

9

28

49

324

1.602

América do Sul e Central

115

120

90

6

13

11

96

459

Europa

366

75

3.620

147

162

154

426

5.016

Comunidade dos Estados Independentes (CEI)

23

5

239

87

7

14

63

452

África

66

9

149

1

45

12

85

384

Oriente Médio

60

5

76

4

34

107

357

690

627

95

641

57

102

163

1.846

3.575

Mundo

Ásia

Participação dos fluxos de comércio regional nas exportações totais de bens de cada região (%) 16,6

3,6

41,9

2,6

3,2

4,2

26,3

100,0

América do Norte

48,0

8,0

18,2

0,6

1,8

3,1

20,2

100,0

América do Sul e Central

25,0

26,1

19,6

1,3

2,8

2,5

20,8

100,0

7,3

1,5

72,2

2,9

3,2

3,1

8,5

100,0

Mundo

Europa Comunidade de Estados Independentes (CEI) África Oriente Médio Ásia

5,2

1,1

52,9

19,2

1,6

3,2

13,9

100,0

17,1

2,4

38,8

0,3

11,7

3,0

22,2

100,0

8,7

0,7

11,0

0,5

4,9

15,5

51,8

100,0

17,5

2,7

17,9

1,6

2,8

4,6

51,6

100,0

Participação dos fluxos de comércio regional nas exportações mundiais de bens (%) 16,6

3,6

41,9

2,6

3,2

4,2

26,3

100,0

América do Norte

6,3

1,1

2,4

0,1

0,2

0,4

2,7

13,2

América do Sul e Central

0,9

1,0

0,7

0,0

0,1

0,1

0,8

3,8

Europa

3,0

0,6

29,7

1,2

1,3

1,3

3,5

41,2

Comunidade de Estados Independentes (CEI)

0,2

0,0

2,0

0,7

0,1

0,1

0,5

3,7

África

0,5

0,1

1,2

0,0

0,4

0,1

0,7

3,2

Oriente Médio

0,5

0,0

0,6

0,0

0,3

0,9

2,9

5,7

Ásia

5,2

0,8

5,3

0,5

0,8

1,3

15,2

29,4

Mundo

FONTE: Organização Mundial do Comércio, International Trade Statistics 2010 (www.wto.org)

BALANÇA COMERCIAL DO PARANÁ - 1996-2013 ANO

(Em US$ 1.000 FOB - ACUMULADO - e variação % anual)

EXPORTAÇÃO (X) Valor

IMPORTAÇÃO (M)

Var. %

Valor

Var. %

SALDO (X-M) VALOR

1996

4.245.905

47

2.434.733

2

1.811.172

1997

4.853.587

14

3.306.968

36

1.546.619

1998

4.227.995

(13)

4.057.589

23

170.406

1999

3.932.659

(7)

3.699.490

(9)

233.169

2000

4.394.162

12

4.686.229

27

-292.067

2001

5.320.211

21

4.928.952

5

391.259

2002

5.703.081

7

3.333.392

(32)

2.369.689

2003

7.157.853

26

3.486.051

5

3.671.802

2004

9.405.026

31

4.026.146

15

5.378.879

2005

10.033.533

7

4.527.237

12

5.506.296

2006

10.016.338

(0)

5.977.971

32

4.038.367

2007

12.352.857

23

9.017.988

51

3.334.870

2008

15.247.252

23

14.570.222

62

677.030

2009

11.222.827

(26)

9.620.837

(34)

1.601.990

2010 2011

14.176.010 17.394.228

26 22,70

13.956.180 18.766.895

45 34,46

219.831 -1.372.667

2012

17.709.585

1,81

19.387.410

3,30

-1.677.825

Jun/2013

8.552.018

-3,30

9.389.318

-1,36

-837.300

FONTE: MDIC/SECEX

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 11


INDICADORES

BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL - 1996-2013

(Em US$ 1.000 FOB – ACUMULADO - e variação % anual)

EXPORTAÇÃO (X) Valor Var. % 47.746.728

ANO 1996

IMPORTAÇÃO (M) Valor Var. % 53.345.767

...

...

SALDO (X-M) Valor -5.599.039

Var. % ...

1997

52.982.726

10,97

59.747.227

1998

51.139.862

(3,48)

1999

48.012.790

(6,11)

2000

55.118.920

14,80

55.850.663

13,28

-731.743

(43,22)

2001

58.286.593

5,75

55.601.758

(0,45)

2.684.835

(466,91)

2002

60.438.653

3,69

47.242.654

(15,03)

13.195.999

391,50

2003

73.203.222

21,12

48.325.567

2,29

24.877.655

88,52

2004

96.677.497

32,07

62.835.616

30,03

33.841.882

36,03

2005

118.529.184

22,60

73.600.376

17,13

44.928.809

32,76

2006

137.807.470

16,26

91.350.841

24,12

46.456.629

3,40

2007

160.649.073

16,58

120.617.446

32,04

40.031.627

(13,83)

2008

197.942.443

23,21

172.984.768

43,42

24.957.675

(37,66)

2009

152.994.743

(22,71)

127.715.293

(26,17)

25.279.450

1,29

2010

201.915.285

31,98

181.722.623

42,28

20.192.662

(20,12)

2011

256.039.575

26,81

226.245.113

24,47

29.794.462

...

2012

242.579.776

-5,26

223.154.429

-1,37

19.425.346

242.579.776

114.424.132

-2,38

117.515.809

6,68

-3.091.676

...

Jun/2013

12,00

-6.764.501

20,82

57.763.476

(3,32)

-6.623.614

(2,08)

49.301.558

(14,65)

-1.288.768

(80,54)

FONTE: MDIC/SECEX Sinal convencional utilizado: ... Dado não disponível.

CUSTO MENSAL DE PRODUÇÃO NOMINAL DE FRANGO DE CORTE NO PARANÁ POR TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO – JAN-DEZ/2009 CLIMATIZADO - 15.000 AVES POR LOTE

AUTOMÁTICO - 14.000 AVES POR LOTE

MANUAL - 12.500 AVES POR LOTE

R$/kg

R$/Frango

R$/kg

R$/Frango

R$/kg

R$/Frango

PREÇO DO FRANGO VIVO R$/KG

Janeiro

1,74

4,34

1,70

4,24

1,74

4,34

1,65

Fevereiro

1,72

4,31

1,69

4,21

1,73

4,31

1,72

Março

1,63

4,07

1,59

3,98

1,63

4,08

1,69

Abril

1,62

4,04

1,58

3,95

1,62

4,05

1,66

Maio

1,66

4,16

1,63

4,07

1,67

4,17

1,61

Junho

1,61

4,02

1,57

3,94

1,61

4,03

1,73

Julho

1,62

4,06

1,59

3,98

1,63

4,06

1,71

Agosto

1,62

4,04

1,59

3,98

1,63

4,05

1,62

Setembro

1,60

3,99

1,56

3,90

1,60

3,99

1,61

Outubro

1,55

3,87

1,51

3,78

1,55

3,88

1,57

Novembro

1,55

3,87

1,51

3,79

1,55

3,88

1,59

Dezembro

1,54

3,86

1,51

3,78

1,55

3,87

1,59

TECNOLOGIA/MÊS

FONTE: CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento; EMBRAPA SUÍNOS E AVES (www.conab.gov.br)

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INDICADORES

OFERTA E DEMANDA DOS PRINCIPAIS PRODUTOS AGRÍCOLAS BRASILEIROS - SAFRAS 2005/2006 - 2010/2011 CULTURA

Algodão em Pluma

Arroz em Casca

Feijão em Cores

Milho

Soja em Grãos

Farelo de Soja

Óleo de Soja

Trigo

SAFRA

ESTOQUE INICIAL

PRODUÇÃO

IMPORTAÇÃO

SUPRIMENTO

(Mil toneladas) CONSUMO

EXPORTAÇÃO

ESTOQUE FINAL

2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11

524,4 355,9 567,3 661,1 400,8 200,0 3.532,1 2.879,3 2.021,7 1.081,3 1.197,5 957,8

1.037,8 1.524,0 1.602,2 1.213,7 1.194,1 1.694,0 11.971,7 11.315,9 12.059,6 12.602,6 11.260,3 12.237,4

81,6 96,8 33,7 14,5 70,0 200,0 827,8 1.069,6 589,9 908,0 1.100,0 800,0

1.643,8 1.976,7 2.203,2 1.889,3 1.664,9 2.094,0 16.331,6 15.264,8 14.671,2 14.591,9 13.557,8 13.995,2

983,4 990,0 1.009,2 983,6 1.014,9 1.058,5 13.000,0 12.930,0 12.800,0 12.500,0 12.200,0 12.200,0

304,5 419,4 532,9 504,9 450,0 460,0 452,3 313,1 789,9 894,4 400,0 600,0

355,9 567,3 661,1 400,8 200,0 575,5 2.879,3 2.021,7 1.081,3 1.197,5 957,8 1.195,2

2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11

92,9 176,2 81,4 180,0 267,7 208,8

3.471,2 3.339,7 3.520,9 3.502,7 3.265,1 3.465,8

69,8 96,0 209,7 110,0 80,0 100,0

3.633,9 3.611,9 3.812,0 3.792,7 3.612,8 3.774,6

3.450,0 3.500,0 3.630,0 3.500,0 3.400,0 3.500,0

7,7 30,5 2,0 25,0 4,0 4,0

176,2 81,4 180,0 267,7 208,8 270,6

2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11

3.135,4 2.838,6 2.540,7 11.312,8 11.405,0 12.432,6 2.734,7 2.469,7 3.675,6 4.540,1 675,0 2.863,2 1.824,6 1.782,6 2.306,0 3.053,0 2.087,8 2.537,7 279,0 214,5 275,1 246,2 289,8 351,3 2.370,4 2.071,8 1.849,9 1.508,7 2.854,7 2.418,5

42.514,9 51.369,9 58.652,3 51.003,8 56.048,6 52.276,8 55.027,1 58.391,8 60.017,7 57.161,6 68.688,2 68.345,3 21.918,0 23.947,0 24.717,0 23.187,8 25.949,9 26.018,3 5.479,5 5.909,0 6.259,5 5.872,2 6.571,5 6.589,1 4.873,1 2.233,7 4.097,1 5.884,0 5.026,2 5.601,8

956,0 1.095,5 808,0 1.132,9 300,0 400,0 48,8 97,9 96,3 100,0 200,0 100,0 152,4 101,2 117,3 100,0 100,0 100,0 25,4 44,1 27,4 30,0 50,0 50,0 5.844,2 7,164,1 5.926,4 5.676,4 5.922,2 5.500,0

46,606,3 55.304,0 62.001,0 63.449,5 67.753,6 65.128,9 57.810,6 60.959,4 63.789,6 61.801,7 69.563,2 71.308,5 23.895,0 25.830,8 27.140,9 26.340,8 28.137,7 28.656,0 5.783,9 6.167,6 6.562,0 6.133,4 6.911,3 6.990,4 13.087,7 11.469,6 11.873,4 13.069,1 13.803,1 13.520,3

39.829,7 41.829,8 44.288,2 44.279,1 45.821,0 46.500,0 30.383,0 33.550,0 34,750,0 32.564,0 36.800,0 37.090,0 9.780,0 11.050,0 11.800,0 12.000,0 12.200,0 12.700,0 3.150,0 3.550,0 4.000,0 4.250,0 4.980,0 5.200,0 10.231,0 9.600,0 9.618,0 9.863,0 10.214,2 10.451,4

3.938,0 10.933,5 6.400,0 7.765,4 9.500,0 8.000,0 24.957,9 23.733,8 24.499,5 28.562,7 29.900,0 31.300,0 12.332,4 12.474,2 12.287,9 12.253,0 13.400,0 13.400,0 2.419,4 2.342,5 2.315,8 1.593,6 1.580,0 1.380,0 784,9 19,7 746,7 351,4 1.170,4 700,0

2.838,6 2.540,7 11.312,8 11.405,0 12.432,6 10.628,9 2.469,7 3.675,6 4.540,1 675,0 2.863,2 2.918,5 1.782,6 2.306,6 3.053,0 2.087,8 2.537,7 2.556,0 214,5 275,1 246,2 289,8 351,3 410,4 2.071,8 1.849,9 1.508,7 2.854,7 2.418,5 2.368,9

FONTE: CONAB – Levantamento: Nov/2010 (disponível em: www.conab.gov.br)

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INDICADORES

PRODUÇÃO, ÁREA COLHIDA E RENDIMENTO MÉDIDO DA SOJA - BRASIL E MAIORES ESTADOS PRODUTORES - 1990-2009

(Mil toneladas e mil hectares)

BRASIL ANO

Produção

Área Colhida

MAIORES ESTADOS PRODUTORES Rendimento Médio (kg/ha)

Mato Grosso Produção

Área Colhida

Paraná Produção

Goiás

Área Colhida

Produção

Mato Grosso do Sul

Área Colhida

Produção

Área colhida

Minas Gerais Produção

Área colhida

1989/1990

20.101

11.551

1.740,16

2.901

1.503

4.572

2.286

1.411

941

1.934

1.209

875

583

1990/1991

15.395

9.743

1.580,00

2.607

1.100

3.617

1.966

1.659

790

2.300

1.013

963

472

1991/1992

19.419

9.582

2.027,00

3.485

1.452

3.415

1.798

1.804

820

1.929

970

1.003

456

1992/1993

23.042

10.717

2.150,00

4.198

1.713

4.720

2.000

1.968

984

2.229

1.067

1.159

552

1993/1994

25.059

11.502

2.179,00

4.970

1.996

5.328

2.110

2.387

1.090

2.440

1.109

1.234

600

1994/1995

25.934

11.679

2.221,00

5.440

2.295

5.535

2.121

2.133

1.123

2.426

1.098

1.188

600

1995/1996

23.190

10.663

2.175,00

4.687

1.905

6.241

2.312

2.046

909

2.046

845

1.040

528

1996/1997

26.160

11.381

2.299,00

5.721

2.096

6.566

2.496

2.478

991

2.156

862

1.176

523

1997/1998

31.370

13.158

2.384,00

7.150

2.600

7.191

2.820

3.372

1.338

2.282

1.087

1.383

601

1998/1999

30.765

12.995

2.367,00

7.134

2.548

7.723

2.769

3.418

1.325

2.740

1.054

1.336

577

1999/2000

32.890

13.623

2.414,00

8.801

2.905

7.130

2.833

4.073

1.455

2.501

1.107

1.397

594

2000/2001

38.432

13.970

2.751,00

9.641

3.120

8.623

2.818

4.158

1.540

3.130

1.065

1.496

642

2001/2002

42.230

16.386

2.577,00

11.733

3.853

9.502

3.291

5.420

1.902

3.279

1.192

1.949

719

2002/2003

52.018

18.475

2.816,00

12.949

4.420

10.971

3.638

6.360

2.171

4.104

1.415

2.333

874

2003/2004

49.793

21.376

2.329,00

15.009

5.241

10.037

3.936

6.147

2.572

3.325

1.797

2.659

1.066

2004/2005

52.305

23.301

2.245,00

17.937

6.105

9.707

4.148

6.985

2.662

3.863

2.031

3.022

1.119

2005/2006

55.027

22.749

2.419,00

16.700

6.197

9.646

3.983

6.534

2.542

4.445

1.950

2.483

1.061

2006/2007

58.392

20.687

2.822,66

15.359

5.125

11.916

3.979

6.114

2.191

4.881

1.737

2.568

930

2007/2008

60.018

21.313

2.816,00

17.848

5.675

11.896

3.977

6.544

2.180

4.569

1.731

2.537

870

2008/2009(1)

57.166

21.743

2.629,00

17.963

5.828

9.510

4.069

6.836

2.307

4.180

1.716

2.751

929

2009/2010(2)

68.688

23.468

2.927,00

18.767

6.225

14.079

4.485

7.343

2.550

5.308

1.712

2.872

1.019

FONTE: CONAB (1) Preliminar.(2) Estimativas

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 14


INDICADORES

TAXA DE CRESCIMENTO DO PIB REAL PARA PAÍSES SELECIONADOS – 1999-2009 PAÍSES

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

Mundo

3,8

4,8

2,2

Alemanha

2,0

3,5

1,4

2,6

3,4

4,8

4,4

4,9

4,8

2,5

-2,2

0,0

-0,2

0,7

0,9

3,4

2,6

1,0

Argentina

-3,4

-0,8

-4,9

-4,4

-10,9

8,8

9,0

9,2

8,5

8,7

7,0

0,7

Bolívia

0,4

Brasil

0,3

2,5

1,7

2,5

2,7

4,2

4,4

4,8

4,6

6,1

...

4,3

1,3

2,7

1,2

5,7

3,2

4,0

6,1

5,1

-0,2

Canadá

5,5

5,2

1,8

2,9

1,9

3,1

3,0

2,8

2,2

0,5

-2,5

Chile

-0,8

4,5

3,4

2,2

3,9

6,0

5,6

4,6

4,6

3,7

-1,5

Colômbia

-4,2

2,9

2,2

2,5

4,6

4,7

5,7

6,9

7,5

2,5

0,3

Coréia do Sul

10,7

8,8

4,0

7,2

2,8

4,6

4,0

5,2

5,1

2,3

0,2

Equador

-6,3

2,8

5,3

4,2

3,6

8,0

6,0

3,9

2,5

6,5

...

Estados Unidos

4,8

4,1

1,1

1,8

2,5

3,6

3,1

2,7

2,1

0,4

-2,4

França

4,8

4,1

1,8

1,1

1,1

2,3

2,0

2,4

2,3

0,1

-2,5

Indonésia

0,8

4,9

3,6

4,5

4,8

5,0

5,7

5,5

6,3

6,0

4,5

Itália

1,9

3,9

1,7

0,5

0,1

1,4

0,8

2,1

1,4

-1,3

-5,1

Japão

0,0

2,8

9,2

0,3

1,5

2,7

1,9

2,0

2,3

-1,2

-5,3

México

3,8

6,6

0,0

0,8

1,4

4,0

3,3

5,0

3,4

1,3

-6,5

Paraguai

-1,5

-3,3

2,1

0,0

3,8

4,1

2,9

4,3

6,8

5,8

-3,8

Peru

0,9

2,9

0,2

4,9

4,0

5,6

6,4

8,0

8,7

9,8

0,9

Reino Unido

3,5

3,9

2,5

2,1

2,8

3,0

2,2

2,9

2,6

0,5

-4,9

Tailândia

4,4

4,8

2,2

5,3

7,0

6,2

4,5

5,6

4,9

2,5

-2,2

Uruguai

-2,8

-1,4

-3,4

-11,0

2,2

11,8

6,6

4,3

7,5

8,5

2,9

Venezuela

-6,0

3,7

3,4

-8,9

-7,8

18,3

10,3

10,3

8,4

4,8

...

FONTE: Fundo Monetário Internacional, International Financial Statistics Sinal convencional utilizado: ... Dado não disponível.

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 15


INDICADORES

TAXA DE INFLAÇÃO ANUAL MÉDIA PARA PAÍSES SELECIONADOS – 1999-2009 PAÍSES

1999

2000

2001 4,3

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

Mundo

5,6

4,6

3,6

3,8

3,7

3,8

3,6

3,9

5,9

2,2

Alemanha

0,6

1,5

2,0

1,4

1,0

1,7

1,6

1,6

2,3

2,6

0,3

Argentina

-1,2

-0,9

-1,1

25,9

13,4

4,4

9,6

10,9

8,8

8,6

6,3

Bolívia

2,2

4,6

1,6

0,9

3,3

4,4

5,4

4,3

8,7

14,0

3,3

Brasil

4,9

7,0

6,8

8,5

14,7

6,6

6,9

4,2

3,6

5,7

4,9

Canadá

1,7

2,7

2,5

2,3

2,8

1,9

2,2

2,0

2,1

2,4

0,3

3,3

3,8

3,6

2,5

2,8

1,1

3,1

3,4

4,4

8,7

1,5

10,9

9,2

8,0

6,4

7,1

5,9

5,0

4,3

5,5

7,0

4,2

Chile Colômbia Coréia do Sul

0,8

2,3

4,1

2,8

3,5

3,6

2,8

2,2

2,5

4,7

2,8

52,2

96,1

37,7

12,5

7,9

2,7

2,4

3,0

2,3

8,4

5,2

EUA

2,2

3,4

2,8

1,6

2,3

2,7

3,4

3,2

2,9

3,8

-0,4

França

0,5

1,7

1,6

1,9

2,1

2,1

1,7

1,7

1,5

2,8

0,1

20,5

3,7

11,5

11,9

6,6

6,2

10,5

13,1

6,3

10,1

6,4

1,7

2,5

2,8

2,5

2,7

2,2

2,0

2,1

1,8

3,3

0,8

Japão

-0,3

-0,7

-0,8

-0,9

-0,2

0,0

-0,3

0,2

0,1

1,4

-1,4

México

16,6

9,5

6,4

5,0

4,5

4,7

4,0

3,6

4,0

5,1

5,3

Equador

Indonésia Itália

Paraguai

6,8

9,0

7,3

10,5

14,2

4,3

6,8

9,6

8,1

10,2

2,6

Peru

3,5

3,8

2,0

0,2

2,3

3,7

1,6

2,0

1,8

5,8

2,9

Reino Unido

1,6

2,9

1,8

1,6

2,9

3,0

2,8

3,2

4,3

4,0

-0,6

Tailândia

0,3

1,6

1,6

0,7

1,8

2,8

4,5

4,6

2,2

5,5

-0,8

Uruguai Venezuela

5,7

4,8

4,4

14,0

19,4

9,2

4,7

6,4

8,1

7,9

7,1

23,6

16,2

12,5

22,4

31,1

21,7

16,0

13,7

18,7

31,4

28,6

FONTE: Fundo Monetário Internacional, International Financial Statistics Sinal convencional utilizado: ... Dado não disponível.

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 16


PANORAMA ECONÔMICO – JULHO/2013

Carlos Ilton Cleto

COMÉRCIO INTERNACIONAL BALANÇA COMERCIAL MENSAL (JULHO/2013) – MDIC 

Fato Em julho, a Balança Comercial fechou com déficit de US$ 1,90 bilhão, resultado de exportações de US$ 20,81 bilhões e importações de US$ 22,70 bilhões. A corrente do comércio atingiu US$ 43,51 bilhões, no mês, e US$ 275,45 bilhões no ano. O déficit comercial acumulado no ano é de US$ 4,99 bilhões, 166,20% inferior ao do mesmo período no ano anterior. 22.382 19.155

20.000

20.632

21.766 20.104

25.000

19.749 17.499

16.827

21.227

21.626

15.551

22.704 20.807 18.833

15.000 10.000 5.000 0 -5.000

ago/12

set/12

out/12

nov/12

dez/12

jan/13

fev/13

mar/13

abr/13

mai/13

jun/13

jul/13

-10.000 Exportações

Importações

Saldo da BC em US$ milhões

FONTE: MDIC 

Causa Utilizando o critério da média diária, com relação ao mesmo mês do ano anterior, as exportações apresentaram queda de 5,2% e as importações, crescimento de 19,7%. Pelo mesmo critério, na comparação com junho de 2012, houve redução de 14,4%, nas exportações, e aumento 4,8% nas importações. O saldo comercial caiu 163,3%, com relação a julho de 2012, e 171,7% sobre junho de 2013. A corrente do comércio, pela média diária, registrou avanço de 6,3%, com relação ao mesmo mês do ano anterior, e queda de 5,3% na comparação com junho de 2013. No acumulado no ano, as exportações diminuíram 1,5%, sobre igual período de 2012, e as importações, na mesma comparação, aumentaram 10%. Em julho de 2013, na comparação com igual mês do ano anterior, as exportações de produtos semimanufaturados, caíram 24,5%, e a de básicos, 4,4%, por outro lado, aumentaram as vendas de manufaturados, 0,6%. Em termos de países, os cinco principais compradores foram: China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos e Japão. Pelo mesmo critério de comparação, houve crescimento de 67,5% nas importações de combustíveis e lubrificantes, 11,0% nas importações de bens de consumo, 12,0% nos bens de capital e 10,4% nas matérias-primas e intermediários. Os cinco principais fornecedores para o Brasil foram: China, Estados Unidos, Nigéria, Argentina, e Alemanha.

Consequências O resultado da nossa Balança Comercial aponta desaquecimento da atividade econômica tanto no mercado interno como no resto do mundo. No mês, o crescimento das importações foi condicionado, principalmente, pela contabilização de Combustíveis e Lubrificantes.

ATIVIDADE PRODUÇÃO INDUSTRIAL MENSAL (MAIO/2013) – IBGE 

Fato Em maio, a produção industrial recuou 2,0%, eliminando parte da expansão acumulada nos meses de março e abril. Na comparação com maio do ano passado, houve crescimento de 1,4%. No acumulado do ano, a produção industrial avançou 1,7% e, em doze meses, recuou 0,5%.

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 1


Causa Na comparação com o mês anterior, por categoria de uso, o setor de bens de capital registrou a maior queda, 3,5%, interrompendo quatro meses de resultados positivos consecutivos. Os bens de consumo duráveis recuaram 1,2%, seguido por bens intermediários, 1,1%, e bens de consumo semi e não duráveis, 1,0%. Comparativamente a maio de 2012, o segmento de bens de capital teve o maior crescimento, 12,5%, com destaque para bens de capital para equipamentos de transporte. O segmento de bens de consumo duráveis avançou 4,1%, influenciado pela maior fabricação de automóveis, telefones celulares e eletrodomésticos. Os bens de consumo semi e não duráveis cresceram 0,8% e os bens intermediários tiveram queda de 0,6%. Produção Indus trial BRASIL

150 140 130 120 110 100 90 80 jan

f ev

mar

abr 2008

2007

mai

jun

2009

jul

ago

2010

set

2011

out 2012

nov

dez

2013

FONTE: IBGE - Índice de base fixa mensal sem ajuste sazonal (Base: média de 2002 = 100) 

Consequência A principal origem do desaquecimento da atividade econômica no Brasil tem sido proveniente da atividade industrial, que não ameaça apresentar recuperação mais intensa nos próximos meses.

PESQUISA INDUSTRIAL – REGIONAL – BRASIL (MAIO/2013) – IBGE 

Fato Entre abril e maio, a produção industrial caiu em nove das quatorze regiões pesquisadas. Na comparação com maio de 2012, nove regiões apresentaram avanço e, no acumulado no ano, oito regiões tiveram crescimento na produção. No Paraná, a produção industrial avançou 0,9% frente ao mês anterior, terceiro resultado positivo consecutivo, período que acumulou ganho de 6,5%. No comparativo com o mesmo mês do ano anterior, houve crescimento de 4,7%, no acumulado do ano, queda de 0,1%, e, em doze meses, o recuo foi de 7,0%. Produção Indus trial BRASIL

150 140 130 120 110 100 90 80 jan

f ev 2006

mar

abr 2007

mai 2008

jun

jul 2009

ago 2010

set

out 2011

nov

dez

2012

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 2


Produção Indus trial PARANÁ 200 180 160 140 120 100 80 jan

f ev

mar

2006

abr 2007

mai 2008

jun

jul 2009

ago 2010

set

out 2011

nov

dez

2012

FONTE: IBGE - Índice de base fixa mensal sem ajuste sazonal (Base: média de 2002 = 100) 

Causa Na comparação com o mês anterior, os locais que registraram recuo foram por ordem: São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Região Nordeste, Pará, Espírito Santo, Amazonas e Bahia. As regiões com expansão na produção foram: Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Na comparação com maio de 2012, destacam-se como ganhos mais intensos: Amazonas, Bahia, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Região Nordeste, São Paulo e Minas Gerais. Por outro lado, os recuos ocorreram no Pará, Espírito Santo, Santa Catarina, Ceará e Goiás. No Estado do Paraná, em relação a maio de 2012, sete das quatorze atividades pesquisadas assinalaram taxas positivas. Os maiores impactos ascendentes vieram dos setores de veículos automotores, edição e impressão, minerais não metálicos e de máquinas e equipamentos.

Consequência A indústria nacional segue apresentando oscilação com retomadas seguidas de recuo. O mesmo se repete na indústria paranaense, porém com resultados mais positivos do que a média nacional. Para os próximos meses é esperada retomada, porém com intensidade moderada.

ATIVIDADE PESQUISA MENSAL DE EMPREGO (JUNHO/2013) – IBGE 

Fato Em junho, a taxa de desocupação foi de 6,0%, crescendo 0,2 p.p. em relação ao mês anterior e 0,1 p.p. com relação a junho de 2012. O rendimento médio real habitual da população ocupada foi estimado em R$ 1.869,20, reduzindo-se 0,2%, com relação a maio, e crescendo 0,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A massa de rendimento real habitual dos ocupados ficou em R$ 43,4 bilhões, permanecendo estável no mês e crescendo 1,5% no ano.

Causa Regionalmente, não houve variações significativas nas comparações com maio de 2013 e junho de 2012. O nível de ocupação, estimado em 53,7% da população em idade ativa, não registrando variações nas comparações mensal e anual. Na análise por grupamento de atividade entre maio e junho, apenas a Indústria apresentou variação, com queda de 3,3%. Na comparação com junho do ano passado, foi verificada elevação em Educação, saúde, administração pública e queda em Serviços domésticos. Com relação ao rendimento médio habitual dos trabalhadores, na análise regional, frente ao mês anterior, houve acréscimo em Recife, Porto Alegre e Salvador, ficou estável no Rio de Janeiro e caiu em Belo Horizonte e em São Paulo. Frente a junho de 2012, houve queda em Belo Horizonte, Salvador e Recife, por outro lado foram registrados crescimentos em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 3


14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 Janeiro

Fevereiro

Março

Abril 2006

Maio 2007

Junho 2008

Julho

2009

Agosto

2010

Setembro

2011

2012

Outubro

Novembro Dezembro

2013

FONTE: IBGE 

Consequência Apesar do desaquecimento da atividade econômica, principalmente no segmento industrial, o aumento na taxa de desocupação foi breve. Para os próximos meses, a trajetória deve permanecer em crescimento, porém com variações pouco intensas.

ATIVIDADE PESQUISA INDUSTRIAL MENSAL DE EMPREGO E SALÁRIO – PIMES (MAIO/2013) – IBGE 

Fato A Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do mês de maio apresentou as seguintes informações: BRASIL

MAI-13 / ABR-13

MAI-13 /MAI-12

Acumulado no Ano

Acumulado em 12 meses

Pessoal Ocupado Assalariado

-0,5%

-0,7%

-0,8%

-1,3%

Nº. de Horas Pagas

-0,7%

-0,1%

-1,0%

-1,6%

Folha de Pagamento Real

1,7%

5,8%

2,8%

3,9%

Pessoal ocupado assalariado

FONTE: IBGE – Índice de base fixa mensal sem ajuste sazonal (Base: janeiro de 2001 = 100)

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Causa Na comparação com igual mês do ano passado, o indicador de Pessoal Ocupado Assalariado registrou queda em dez dos quatorze locais pesquisados. Os principais impactos negativos vieram de Região Nordeste, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco. Por ramo de atividade, nove dos dezoito segmentos reduziram o pessoal ocupado, as principais variações negativas foram em calçados e couro, máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, vestuário e minerais não metálicos. Por outro lado, apresentaram variações positivas: alimentos e bebidas, borracha e plástico, meios de transporte e produtos químicos. Quanto ao Número de Horas Pagas, também na comparação com o mesmo mês do ano anterior, oito dos quatorze locais pesquisados e oito dos dezoito ramos, tiveram variação negativa. No corte setorial, as maiores reduções vieram de calçados e couro, outros produtos da indústria de transformação, vestuário, máquinas e equipamentos e produtos têxteis. Comparativamente a maio de 2012, a Folha de Pagamento Real, registrou crescimento em doze dos quatorze locais pesquisados, com destaques para São Paulo, Rio de Janeiro, Região Norte e Centro-Oeste, Rio Grande do Sul e Paraná. As quedas ocorreram em Pernambuco e Espírito Santo. Nacionalmente, treze dos dezoito setores investigados, registraram crescimento: indústrias extrativas, meios de transporte, alimentos e bebidas, refino de petróleo e produção de álcool, máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, máquinas e equipamentos, e produtos químicos, foram os destaques positivos. Os setores que apresentaram as maiores reduções foram: calçados e couro e metalurgia básica.

Consequência A PIMES reflete o comportamento de queda da atividade industrial, decorrente do menor crescimento da economia nacional. Para o próximo mês a expectativa ainda não é de retomada no crescimento, devendo este iniciar-se no segundo semestre.

ATIVIDADE SONDAGEM DA INDÚSTRIA (JULHO/2013) – FGV 

Fato Na passagem de junho para julho, o Índice de Confiança da Indústria de Transformação – ICI – registrou redução de 4,0%, passando de 103,8 para 99,6 pontos, o menor nível desde julho de 2009. Com redução de 4,0% no Índice da Situação Atual – ISA – que passou de 104,8 para 100,6 pontos e recuo no Índice das Expectativas – IE – de 4,1%, atingindo 98,6 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada – NUCI –manteve-se estável em 84,4%.

120,0 115,0 110,0 105,0 100,0

Índice de Confiança

Índice da Situação Atual

jul/13

jun/13

mai/13

abr/13

mar/13

fev/13

jan/13

dez/12

nov/12

out/12

set/12

ago/12

jul/12

jun/12

mai/12

abr/12

mar/12

fev/12

jan/12

dez/11

nov/11

out/11

set/11

ago/11

jul/11

95,0

Índice de Expectativas

FONTE: FGV

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 5


90,0 88,0

84,4

86,0

83,6

84,0

83,5

83,9

83,7

83,4

84,2

84,0

83,8

84,1

84,4

84,2

84,1

82,0 80,0

jul/13

jun/13

mai/13

abr/13

mar/13

fev/13

jan/13

dez/12

nov/12

out/12

set/12

ago/12

jul/12

jun/12

mai/12

abr/12

mar/12

fev/12

jan/12

dez/11

nov/11

out/11

set/11

ago/11

jul/11

78,0

Nível de Utilização da Capacidade Instalada - NUCI

FONTE: FGV 

Causa O ISA foi fortemente influenciado pela avaliação com relação ao nível atual de demanda, com a parcela das empresas que a julgam como fraca aumentando de 11,3% para 16,2%, e a das que a julgam como forte caindo de 13,4% para 12,0%. No que tange ao IE, destaca-se a expectativa referente ao emprego previsto, com redução de 20,8% para 16,0% na proporção das empresas que preveem aumento no total de pessoas ocupadas nos três meses seguintes, e crescimento de 10,6% para 10,9% na parcela das empresas que têm expectativa de diminuição.

Consequências Em meio ao desaquecimento da atividade econômica interna e as turbulências internacionais, o otimismo da indústria segue abalado. Para os próximos períodos, a expectativa é de lenta e gradual retomada.

ATIVIDADE SONDAGEM DE SERVIÇOS (JULHO/2013) – FGV 

Fato O Índice de Confiança de Serviços – ICS – recuou 6,4% entre junho e julho, passando de 119,4 para 111,7 pontos, menor patamar desde junho de 2009. O Índice da Situação Atual – ISA – diminuiu 6,4%, atingindo 96,0 pontos. O Índice de Expectativas – IE – reduziu-se 6,5% atingindo 127,3 pontos.

160,0 140,0 120,0 100,0 80,0

jul/13

jun/13

mai/13

abr/13

mar/13

fev/13

jan/13

dez/12

Índice da Situação Atual

nov/12

out/12

set/12

ago/12

jul/12

jun/12

mai/12

abr/12

mar/12

fev/12

jan/12

dez/11

nov/11

out/11

set/11

ago/11

jul/11

Índice de Confiança

Índice de Expectativas

FONTE: FGV 

Causa No ISA, o indicador que avalia a situação atual dos negócios foi o que mais contribuiu para a queda, com 20,4% das empresas avaliando a situação como boa, frente a 26,7% em junho. A parcela das empresas que a consideram como fraca aumentou 2,9 p.p., atingindo 20,7%. Nas expectativas, houve redução de 6,1 p.p. no percentual das empresas que preveem melhora nos negócios, chegando a 35,0% de respostas e aumento de 3,4 p.p., nas que esperam piora, fechando com 9,1%.

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 6


Consequência Os índices de expectativas continuam captando os efeitos do desaquecimento econômico interno. Para os próximos períodos, embora a expectativa seja de melhora, esta não deverá ser tão intensa.

ATIVIDADE ICC – ÍNDICE DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR (JULHO/2013) – FGV 

Fato Entre os meses de junho e julho, o ICC recuou 4,1% passando de 112,9 para 108,3 pontos, menor nível desde maio de 2009. O índice da Situação Atual caiu 9,7%, passando de 120,9 para 109,2 pontos, e o Índice das Expectativas, 1,6%, de 108,4 para 106,7 pontos.

160,0 150,0 140,0 130,0 120,0 110,0 100,0 90,0

jul/13

jun/13

mai/13

abr/13

mar/13

fev/13

jan/13

dez/12

nov/12

out/12

Índice da Situação Atual

set/12

ago/12

jul/12

jun/12

mai/12

abr/12

mar/12

fev/12

jan/12

dez/11

nov/11

out/11

set/11

ago/11

jul/11

Índice de Confiança

Índice de Expectativas

FONTE: FGV 

Causa Com referência à situação presente, a proporção de consumidores que avaliam a situação econômica atual como boa diminuiu 3 p.p. e a dos que a consideram ruim aumentou 12,1 p.p., atingindo 14,9% e 47,1%, respectivamente. No que tange ao futuro, houve aumento de 3,4 p.p. na proporção de informantes que preveem piora nos próximos meses, chegando a 24,5% e recuo de 1,4 p.p. na parcela dos que preveem melhora, fechando com 27,9%.

Consequência O Índice de Confiança do Consumidor continua em queda. Para os próximos períodos, dado o patamar baixo que se encontra, a expectativa é de que comecem a ocorrer avanços.

ATIVIDADE ICOM – SONDAGEM DO COMÉRCIO (JULHO/2013) – FGV  

Fato O Índice de Confiança do Comércio – Icom – reduziu-se 3,4% na comparação entre a média do trimestre encerrado em julho, com o mesmo período do ano anterior, passando de 125,3 para 121,1 pontos. Nesta comparação, o Índice a Situação Atual – ISA – teve a queda de 7,7%, atingindo 92,6 pontos, e o Índice de Expectativas – IE – reduziu-se 2,6%, chegando a 149,5 pontos.

Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 7


170,0 150,0 130,0 110,0 90,0

jul/13

jun/13

mai/13

abr/13

mar/13

fev/13

jan/13

dez/12

nov/12

out/12

Índice da Situação Atual

set/12

ago/12

jul/12

jun/12

mai/12

abr/12

mar/12

fev/12

jan/12

dez/11

nov/11

out/11

set/11

ago/11

jul/11

Índice de Confiança

Índice de Expectativas

FONTE: FGV 

Causa Também na comparação entre a média dos trimestres, encerrado em junho de 2012 e de 2011, no ISA, destacou-se a avaliação menos favorável sobre o nível atual da demanda, com a parcela das empresas que a avaliam como forte diminuindo de 20,1% para 15,7%, e a das que a avaliam como fraca permaneceu em 23,0%. Nas expectativas, na mesma comparação anterior, houve piora nas expectativas em relação às vendas nos três meses seguintes, ao passar de uma variação de negativos 2,8% para negativos 3,3%.

Consequência A queda no índice, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, confirma desaceleração da atividade do setor Comércio e a esperada recuperação tem demorado a apresentar resultados mais intensos.

ATIVIDADE LEVANTAMENTO SISTEMÁTICO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA (JUNHO/2013) – IBGE PREVISÃO DA SAFRA DE GRÃOS 

Fato Em junho, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA – a safra de 2013 foi estimada em 185,7 milhões de toneladas, 14,7% acima da obtida em 2012 e 0,1% menor que a estimativa de maio. A área cultivada em 2013 deve apresentar crescimento de 7,8% em comparação ao ano anterior, chegando a 52,6 milhões de hectares.

Causa Das três principais culturas de grãos, soja, milho e arroz, que respondem por 86,2% da área plantada, deverão apresentar variação positiva de: 7,2% e 11,1%, para o milho e a soja, respectivamente, e queda de 0,4% para o arroz. Quanto à produção, destas culturas, que representam 92,2% do total produzido, o arroz, o milho e a soja, deverão registrar avanços por ordem, de 3,1%, 9,7% e 23,8%. Na comparação entre a estimativa de junho em relação a 2012, dezesseis entre os vinte e seis produtos devem registrar crescimento, amendoim em casca 1.ª e 2.ª safras, arroz em casca, aveia em grão, batatainglesa 1.ª e 2.ª safras, cana-de-açúcar, cevada em grão, feijão em grão 2.ª e 3.ª safras, milho em grão 1.ª e 2.ª safras, soja em grão, sorgo em grão, trigo em grão e triticale em grão. Por outro lado, verificou-se uma diminuição na produção de: algodão herbáceo em caroço, batata-inglesa 3.ª safra, cacau em amêndoa, café em grão – arábica, café em grão – canephora, cebola, feijão em grão 1.ª safra, laranja, mamona em baga e mandioca. Regionalmente, em termos percentuais, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, deverá ficar distribuída da seguinte forma: Centro Oeste, 40,9%, Sudeste, 10,5%, Nordeste, 6,6%, Norte, 2,5% e Sul, 39,5%. Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com participação de 23,8%, seguido pelo Paraná, 20,4% e Rio Grande do Sul, com 15,7%.

Consequência O prognóstico da produção agrícola vem apresentado variações positivas, levando a crer que a safra de grãos em 2013, deverá surpreender positivamente.

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ATIVIDADE PESQUISA MENSAL DO COMÉRCIO (MAIO/2013) – IBGE 

Fato No mês de maio, o volume de vendas do comércio varejista, com ajuste sazonal, permaneceu estável em relação a abril. Nesta análise, a receita nominal apresentou crescimento de 0,7%. Nas demais comparações, sem ajustamento, as taxas para o volume de vendas foi de crescimento de 4,5% sobre maio de 2012, 3,3%, no acumulado do ano, e de 6,1% no acumulado dos últimos doze meses. A receita nominal obteve taxas de 13,4% com relação à igual mês de 2012, 11,6%, no acumulado no ano, e 12,1% no acumulado em doze meses. No comércio varejista ampliado, houve queda de 0,8%, no volume de vendas com relação ao mês anterior, e queda de 0,1% na receita nominal. Nas demais comparações, os resultados para o volume de vendas foram 4,4%, frente a maio do ano anterior, 5,0%, no acumulado em 2013, e 7,6% em doze meses. Na receita nominal, as variações foram: 9,6%, 9,5% e 10,2%, frente a igual mês do ano anterior, no acumulado no ano e em doze meses respectivamente.

FONTE: IBGE Índices de volume e de receita nominal de vendas no comércio varejista por tipos de índice (2003 = 100) 

Causa No confronto com maio de 2012, as atividades do varejo que tiveram maior contribuição na taxa global foram por ordem: 2,6%, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, 8,8% Combustíveis e lubrificantes, 6,8% Móveis e eletrodomésticos, 8,4%, Outros artigos de uso pessoal e doméstico, 8,1%, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, 1,3% Tecidos, vestuário e calçados e 0,5% para Livros, jornais, revistas e papelaria. Apenas Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou queda 0,5%. Ainda na comparação com o mesmo mês do ano anterior, no comércio varejista ampliado, houve crescimento de 4,1% para Veículos e motos, partes e peças e 5,0% para Material de Construção.

Consequência O desempenho do Comércio Varejista começa a refletir mais intensamente a redução da atividade econômica, embora o aumento do poder de compra da população, decorrente do aumento da massa real efetiva dos assalariados, mitigue os efeitos da crise.

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INFLAÇÃO IGP-10 (JULHO/2013) – FGV 

Fato O IGP-10 registrou variação de 0,43% em julho 0,20 p.p. abaixo do índice de junho. O acumulado em doze meses ficou em 5,62%, e no ano, 2,10%.

FONTE: FGV 

Causa No mês de julho, os componentes do IGP-10 apresentaram os seguintes comportamentos: o IPA acelerou-se 0,06 p.p., apresentando variação de 0,49%, o IPC desacelerou-se 0,26 p.p. e o INCC, 1,77 p.p., o primeiro com variação de 0,13%, e o segundo com 0,71%. No IPA, o principal recuo foi proveniente dos Bens Intermediários, 0,53 p.p., com destaque para materiais e componentes para a manufatura. Os Bens Finais avançaram 0,57 p.p.com o maior aumento no subgrupo alimentos in natura, e as Matérias-Primas Brutas 0,27 p.p., com destaque para aves, bovinos e milho. O grupo Alimentação foi o principal recuo no IPC, com destaque para os hortaliças e legumes. Também tiveram variações menores: Vestuário, Habitação, Transporte e Saúde e Cuidados Pessoais. No INCC, Materiais, Equipamentos e Serviços recuaram 0,19 p.p., e a Mão de Obra 3,25 p.p.

Consequência O IGP-10 voltou a recuar, demonstrando que a inflação deve retornar a patamares mais comportados. A expectativa para os próximos períodos é de continuidade nesta trajetória, porém sem variações muito intensas.

INFLAÇÃO IGP-M (JULHO/2013) – FGV 

Fato O IGP-M variou 0,26%, em julho, 0,49 p.p. abaixo da variação de junho. Em doze meses o acumulado é de 5,18% e, no ano, 2,01%.

Causa Dos índices que compõem o IGP-M, o IPA, que responde por 60% na composição do índice, registrou desaceleração de 0,38 p.p. com variação de 0,30%, as Matérias-Primas Brutas, recuaram 0,69 p.p., principalmente em decorrência da menor variação dos preços dos itens soja, minério de ferro e milho. Os Bens Finais reduziram a taxa de variação em 0,66 p.p., com consequência do decréscimo no preço dos alimentos in natura, e os Bens Intermediários tiveram aceleração de 0,15 p.p., decorrente dos materiais e componentes para a manufatura. O IPC recuou 0,46 p.p., com o principal decréscimo em Alimentação, com destaque para hortaliças e legumes. Também tiveram recuo em suas taxas de variação: Transportes, Habitação, Vestuário, Saúde e Cuidados Pessoais, e Comunicação e. O INCC apresentou desaceleração de 1,23 p.p., com menores variações em Materiais, Equipamentos e Serviços, 0,21 p.p. e Mão de Obra, 2,19 p.p.

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FONTE: FGV 

Consequência O IGP-M voltou a apresentar desaceleração, demonstrando que a inflação tende a convergir para patamares mais comportados. Para os próximos meses, a expectativa é que o arrefecimento dos preços continue.

INFLAÇÃO IGP-DI (JUNHO/2013) – FGV 

Fato O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna – IGP-DI – registrou variação de 0,76% em junho, 0,44 p.p. acima do registrado em maio. Nos últimos doze meses, o índice acumula alta de 6,28% e, no ano, 1,85%.

Causa Em junho, os componentes do IGP-DI registraram as seguintes variações, o IPA acelerou-se 0,84 p.p., com variação de 0,85%; o grupo Matérias-Primas Brutas, com variação de 1,39%, teve avanço de 1,61 p.p., com destaque para maiores variações em soja, milho e aves; os Bens Intermediários, variação de 1,19%, também apontaram crescimento na taxa de variação com forte influência do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, e os Bens Finais variaram 0,08%, repetindo a variação do mês anterior. O IPC apresentou aceleração de 0,03 p.p. chegando a 0,35%, tendo contribuído para este aumento, principalmente o grupo Transporte, com destaque para tarifa de ônibus urbano. Também tiveram avanço no mês: Habitação, Educação, Leitura e Recreação e Comunicação. Na composição do INCC, Mão de Obra apresentou aceleração de 2,03 p.p., por outro lado, Materiais, Equipamentos e Serviços recuou 0,14 p.p., fazendo com que o INCC recuasse 1,10 p.p., chegando a 1,15%.

2,0% 1,52%

1,5% 1,02% 1,0%

0,76% 0,75%

0,5% 0,0%

-0,13%

-0,16% -0,31%

ju n/ 11 ju l/1 ag 1 o/ 1 se 1 t/1 1 ou t/1 no 1 v/ 1 de 1 z/ 11 ja n/ 1 fe 2 v/ 12 m ar /1 ab 2 r/1 2 m ai /1 2 ju n/ 12 ju l/1 ag 2 o/ 1 se 2 t/1 2 ou t/1 no 2 v/ 1 de 2 z/ 12 ja n/ 1 fe 3 v/ 1 m 3 ar /1 ab 3 r/1 3 m ai /1 3 ju n/ 13

-0,5%

FONTE: FGV

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Consequência O IGP-DI, diferentemente do apontado pelo IPCA, registra avanço pelo segundo mês consecutivo, refletindo o impacto dos preços no atacado que têm puxado o indicador para cima e que devem influenciar o comportamento da inflação futura.

INFLAÇÃO IPCA (JUNHO/2013) – IBGE 

Fato O IPCA variou 0,26% em junho, ficando 0,11 p.p. abaixo da variação de maio. O índice acumulado em doze meses é de 6,70%, acima do registrado nos doze meses imediatamente anteriores (6,50%). No ano, o acumulado ficou em 3,15%, 0,83 p.p. acima do acumulado no mesmo período do ano passado. Em Curitiba, a variação do índice caiu 0,31 p.p., registrando variação negativa de 0,01% em junho, positivos 2,42% no ano e 6,11% em doze meses.

Causa A desaceleração registrada no mês se deve principalmente aos grupos Alimentos e Bebidas, com vários produtos custando menos de um mês para outro, chegando à variação de 0,04%, o menor resultado desde julho de 2011, e Saúde e Cuidados Pessoais, que recuaram 0,58 p.p., com a principal influência vindo dos remédios. O grupo que apresentou a maior pressão ascendente foi o de Transporte, que partiu de variação negativa de 0,25% em maio, para positiva de 0,14% em junho, efeito decorrente principalmente da variação no preço das tarifas de ônibus urbanos, uma vez que gasolina e etanol apresentaram recuo no mês.

8,00

1,00

7,00

0,90 0,80

6,00 0,70 5,00

0,60

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0,50

3,00

0,40 0,30

2,00

0,20 1,00

0,10

0,00

0,00

jun/13

mai/13

abr/13

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jan/13

dez/12

nov /12

out /12

set /12

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jul/12

jun/12

mai/12

abr/12

mar/12

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jan/12

dez/11

nov /11

out /11

set /11

ago/11

jul/11

jun/11

IPCA acumulado em 12 meses

IPCA variação mensal

FONTE: IBGE 

Consequência A segunda queda consecutiva do índice, após o pico de abril, aponta que a inflação, medida pelo IPCA, tende a retornar a patamares mais comportados, embora os valores acumulados devam comprometer as variações futuras.

INFLAÇÃO IPCA-15 (JULHO/2012) – IBGE 

Fato O IPCA-15 registrou variação de 0,07% em julho, diminuindo 0,31 p.p. com relação a junho. Nos últimos doze meses, o acumulado é de 6,40% e, no ano 3,52%. Em Curitiba, o índice foi de 0,11%, 0,13 p.p. abaixo do registrado em junho, acumulando variação de 5,90%, em doze meses, e 2,98% no ano.

Causa Os grupos Alimentação e Bebidas e Transportes foram os principais responsáveis pelo recuo do índice no mês. O primeiro passando de positivos 0,27% para negativos 0,18%, e o segundo de positivos 0,10% para negativos 0,55%. Dentre os Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 12


alimentos, o destaque foi o tomate, que ficou 16,78% mais barato, todavia, a queda foi generalizada com redução de preços em vários itens. Nos Transportes, as quedas mais intensas foram, no etanol, gasolina, ônibus urbano e intermunicipal, seguro voluntário, metrô e trem. 

Consequência Novamente a inflação dá sinais de arrefecimento, aumentando as expectativas de novos recuos e convergência para dentro de meta.

INFLAÇÃO CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL (JUNHO/2013) – IBGE – CAIXA ECONÔMICA FEDERAL 

Fato O Índice Nacional da Construção Civil variou 7,80% em junho, 12,92 p.p. acima da variação de maio, em decorrência do retorno da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento de empresas do setor da construção civil. Em doze meses, o acumulado é de 6,54% e, no ano, 4,10%. O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 826,34, em maio, para R$ 890,76 em junho sendo R$ 460,89 relativos aos materiais e R$ 429,87 à mão de obra. No Estado do Paraná, as variações foram de 7,37%, no mês, 1,31%, no ano, e 7,97%, em doze meses, e o Custo Médio atingiu R$ 908,91.

10 8 6 4 2 0 -2

jan

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-4 -6 2008

2009

2010

2011

2012

2013

FONTE: IBGE e Caixa 

Causa Na composição do índice, a parcela dos materiais variou 0,10%, 0,36 p.p. abaixo do índice de maio, e a componente mão de obra, por outro lado, avançou 13,12 p.p., passando de negativos 11,32% em maio, para positivos 1,80% em junho. Nos últimos doze meses, os acumulados foram: 3,04% para materiais e 10,57% para mão de obra. No mês, as variações regionais foram: 6,45%, na Região Norte, 6,73%, na Região Nordeste, 8,66%, no Sudeste, 7,48%, no Centro-Oeste, e 8,75% no Sul. Ainda na verificação regional, os custos foram os seguintes: Sudeste, R$ 939,23, Sul, R$ 906,77, Norte, R$ 886,83, Centro-Oeste, R$ 884,59 e Nordeste R$ 828,76.

Consequência A maior variação no mês ocorreu na região Sul, decorrente principalmente do reajuste salarial causado pelo dissídio coletivo em Santa Catarina. Para os próximos meses, não são esperadas variações intensas, devendo o índice manter comportamento semelhante ao dos anos anteriores.

INFLAÇÃO IPP – ÍNDICES DE PREÇO AO PRODUTOR (JUNHO/2013) – IBGE 

Fato O IPP apresentou variação de 1,33% em junho, ficando, portanto, 1,09 p.p. superior à variação do mês anterior, 0,24%, e 0,22 p.p. maior do que a do mesmo mês do ano anterior 1,11%. No acumulado em doze meses, a variação foi de 4,25%.

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Causa No mês, dezenove das vinte e três atividades apresentaram variações positivas, as maiores variações foram em fumo, papel e celulose, outros equipamentos de transporte e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos. No acumulado em doze meses, sobressaíram-se as variações positivas em papel e celulose, fumo, têxtil, e metalúrgica.

Consequência Embora tenha aumentado no mês, os preços ao produtor seguem em patamares menores que nos anos anteriores, devendo assim, exercer menor influência nos preços ao consumidor final.

OPERAÇÕES DE CRÉDITO NOTA À IMPRENSA (JUNHO/2013) – BACEN 

Fato O estoque das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$ 2.531 bilhões em junho. A relação entre o crédito total e o PIB cresceu 0,5 p.p. frente ao mês anterior e 4,3 p.p. na comparação com junho de 2012, atingindo 55,2%. A taxa média geral de juros das operações de crédito do sistema financeiro, computadas as operações com recursos livres e direcionados, avançou 0,4 p.p. no mês e diminuiu 1,6 p.p. nos últimos doze meses, situando-se em 18,5% a.a., e a taxa de inadimplência caiu 0,2 p.p. no mês e 0,4 p.p. em doze meses.

Causa O volume total das operações de crédito em abril apresentou crescimento de 1,8% no mês e 16,4% em doze meses. Os empréstimos contratados com recursos livres, que representam 57,1% do total, atingiram R$ 1.446 bilhões, aumentando 0,9% no mês. No segmento de pessoa jurídica, houve crescimento de 1,7% chegando em R$ 730 bilhões. Os empréstimos realizados às pessoas físicas cresceram 0,2%, atingindo R$ 715 bilhões. No crédito direcionado houve avanço de 2,9% no mês, chegando a R$ 1.086 bilhões. Esse desempenho resultou de acréscimos mensais respectivos de 3,3% e 2,6% nos financiamentos a pessoas físicas e jurídicas. As taxas médias geral de juros avançaram 0,4 p.p. no mês e recuaram 1,6 p.p. nos últimos doze meses. Para pessoa física, a taxa média de juros atingiu 24,3% a.a., com aumento 0,3 p.p no mês. Nas pessoas jurídicas, houve aumento e 0,8 p.p. no mês chegando a 19,3%. A taxa de inadimplência do sistema financeiro permaneceu em 3,4%, declinando 0,2 p.p. no mês e 0,4 p.p. em doze meses, posicionando-se em seu menor nível desde julho de 2011. No índice relativo a pessoas físicas, houve redução de 0,3 p.p. e no de pessoas jurídicas 0,2 p.p.

Consequência A relação crédito/PIB segue em ascensão, porém há taxas mais módicas que no passado. Seguindo o crescimento mais módico da atividade econômica, a expansão do crédito deve seguir em patamares moderados nos próximos meses.

SETOR EXTERNO NOTA À IMPRENSA (JUNHO/2013) – BACEN 

Fato Em junho, o Balanço de Pagamentos registrou déficit de US$ 1,3 bilhão. As reservas internacionais diminuíram US$ 3,3 bilhões, totalizando US$ 371,1 bilhões e a dívida externa somou US$ 321,7 bilhões.

Causa No que tange ao Balanço de Pagamentos, o saldo da conta de transações correntes foi negativo em US$ 4 bilhões, acumulando, nos últimos doze meses, déficit de US$ 72,5 bilhões, equivalente a 3,17% do PIB, decorrente, no mês, principalmente da conta de serviços, com déficit de US$ 3,3 bilhões. As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$ 3,2 bilhões no mês. Na conta capital e financeira destacaram-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros diretos, US$ 7,2 bilhões, e em títulos de renda fixa negociados no País, também US$ 7,2 bilhões. A movimentação das reservas, durante o mês de janeiro, foi consequência, principalmente, de variações por preços e paridade que reduziram o estoque em US$ 2,7 bilhões e US$ 1 bilhão, respectivamente. Por outro lado, a remuneração das reservas somou US$ 280 milhões. A dívida externa diminuiu US$ 3,1 bilhões frente a março, sendo que a de curto prazo aumentou US$ 457 milhões e a médio e longo prazo diminuiu US$ 3,5 bilhões, totalizando, US$ 40 bilhões, e US$ 281,7 bilhões, respectivamente. Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v. 6, n. 6, agosto 2013 | 14


Consequência Apesar da crise financeira internacional, ainda não resolvida, o volume de investimento direto para a economia brasileira ainda é significativo, o que ameniza o excessivo déficit em transações correntes.

POLÍTICA FISCAL NOTA À IMPRENSA (JUNHO/2013) – BACEN 

Fato Em junho, o setor público não financeiro registrou superávit de R$ 5,4 bilhões, considerando o fluxo de doze meses, o acumulado atingiu R$ 91,5 bilhões (2,00% do PIB). A dívida líquida do setor público alcançou R$ 1.580,3 bilhões (34,5% do PIB), diminuindo 0,3 p.p. como proporção do PIB em relação ao mês anterior. No ano, a relação Dívida/PIB registrou queda equivalente a 0,7 p.p. O montante dos juros apropriados atingiu R$ 17,6 bilhões, no mês, e R$ 220,9 bilhões (4,82% do PIB) em doze meses. O resultado nominal registrou déficit de R$ 12,2 bilhões e, no acumulado em doze meses, o déficit atingiu R$ 129,5 bilhões, 2,83% do PIB.

Causa Na composição do superávit primário, o Governo Central atingiu superávit de R$ 1,4 bilhão, os governos regionais, R$ 3,2 bilhões e as empresas estatais, R$ 836 milhões. Com relação aos juros apropriados em junho, R$ 17,6 bilhões, houve redução de R$ 2,6 bilhões em relação ao total apropriado em maio. No ano, os juros nominais chegaram a R$ 118,1 bilhões, 5,10% do PIB, reduzindo-se 0,1 p.p. do PIB em relação ao mesmo período de 2012, esta redução foi decorrente da trajetória de queda da taxa Selic. Com relação à Dívida Líquida do Setor Público como percentual do PIB, a queda no ano foi consequência do superávit primário, do efeito do crescimento do PIB corrente e da desvalorização cambial, estas reduções foram compensadas, parcialmente, pelo aumento nos juros nominais.

Consequência Apesar da geração de superávits primários, o pagamento de juros continua gerando déficits nominais, todavia é positiva a queda da Dívida Líquida do Setor Público. Para os próximos meses, é aguardado maior resultado primário, tendo em vista os anúncios do Governo da intenção de cortar de gastos.

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v.6, n.º 06, agosto de 2013