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Livro da Programação e dos Resumos Maria Fabíola Vasconcelos Lopes Nadja Paulino Pessoa Prata Diana Costa Fortier Silva Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos Marílio Salgado Nogueira (Org.)

20 e 21 de setembro

2012 Fortaleza-CE ISSN 2316-7424


I Encontro sobre Gramática: Saberes e Fazeres Fortaleza, CE – 20 e 21 de setembro de 2012

LIVRO DA PROGRAMAÇÃO E DOS RESUMOS

Maria Fabíola Vasconcelos Lopes Nadja Paulino Pessoa Prata Diana Costa Fortier Silva Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos Marílio Salgado Nogueira (Org.)

Departamento de Letras Estrangeiras

Fortaleza – CE


©Universidade Federal do Ceará Grupo de Estudo em Modalidade Deôntica - GEMD EXPEDIENTE Revisão geral Maria Fabíola Vasconcelos Lopes Nadja Paulino Pessoa Prata Diana Costa Fortier Silva Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos Marílio Salgado Nogueira Revisão de texto Carlos Alberto de Souza

Projeto editorial Grupo de Estudos em Modalidade Deôntica - GEMD Projeto gráfico e diagramação Maria Fabíola Vasconcelos Lopes Nadja Paulino Pessoa Prata Diana Costa Fortier Silva Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos Marílio Salgado Nogueira Capa Marílio Salgado Nogueira

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Universidade Federal do Ceará Biblioteca de Ciências Humanas U51g

Universidade Federal do Ceará. Grupo de Estudo em Modalidade Deôntica. Encontro(1. : 2012 : Fortaleza,CE). Gramática e saberes : livro da programação e dos resumos / I Encontro sobre Gramática : saberes e fazeres / organizadoras, Maria Fabíola Vasconcelos Lopes, Nadja Paulino Pessoa Prata, Diana Costa Fortier Silva, Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos, Marílio Salgado Nogueira. – Fortaleza : s.n., 2012. 81 p. : il. ; 21 cm. Título da capa: Livro da programação e dos resumos. ISSN 2316-7424 1.Língua portuguesa – Gramática – Estudo e ensino. 2.Análise linguística. 3.Linguística aplicada. I. Lopes, Maria Fabíola Vasconcelos. II. Prata, Nadja Paulino Pessoa. III. Silva, Diana Costa Fortier. IV. Vasconcellos, Maria Manolisa Nogueira. V. Nogueira, Marílio Salgado. VI.Título. VII.Título: Livro da programação e dos resumos. CDD 469.5


Comissão Organizadora Coordenação Geral Profa. Dra. Maria Fabíola Vasconcelos Lopes - UFC Profa. Dra. Nadja Paulino Pessoa Prata - UFC Profa. Ms. Diana Costa Fortier Silva - UFC Profa. Ms. Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos – UFC Prof. Esp. Marílio Salgado Nogueira - UFC

Comissão Científica Profa. Dra. Ednúsia Pinto de Carvalho - UFC Prof. Dr. Francisco Edi de Oliveira Sousa - UFC Prof. Dr. Josenir Alcântara de Oliveira - UFC Profa. Dra. Maria Cristina Micelli Fonseca - UFC Profa. Dra. Maria Fabíola Vasconcelos Lopes - UFC Profa. Dra. Maria Valdênia Falcão do Nascimento Profa. Dra. Nadja Paulino Pessoa Prata - UFC Profa. Ms. Diana Costa Fortier Silva - UFC Profa. Ms. Germana da Cruz Pereira - UFC Profa. Ms. Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos - UFC Prof. Ms. Paulo Roberto Nogueira de Andrade - UFC

Equipe de Trabalho Ana Carine Maia de Oliveira Camille Feitosa de Araújo Carolina Mota Capasso Clarisse Magno da Silva Débora Fernandes da Silva Edina Maria Araújo da Silva Francisco Wilton Lima Cavalcante Jefferson Cândido Nunes Jéssica Fontenele Júlia Salvador Argenta Juliana de Sousa Volak

Larisse Carvalho de Oliveira Luana de Sousa Gomes Maria da Glória Ferreira de Sousa Maria Liliana Silva de Sousa Rayanne Karla Silva Barboza Rodrigo Emanuel Martins Viana Samuel Freitas Holanda Sara Naiara Camurça Torres Suzane Gomes da Cunha Victoria Glenda Yuri Santos Monteiro

Créditos Prof. Ms. Carlos Alberto de Souza - Revisão Textual do Blog Prof. Ms. Diana Costa Fortier Silva - Criação do Blog Prof. Esp. Marílio Salgado Nogueira - Editoração Antônio José Azevedo - Servidor Técnico - Administrativo (DLE/UFC) Lilyanne Leitão Soares - Criação dos Logotipos


Universidade Federal do Ceará Reitor: Prof. Jesualdo Pereira Farias Vice-Reitor: Prof. Henry de Holanda Campos Pró-Reitor de Graduação: Prof. Custódio Luís Silva de Almeida Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação: Prof. Gil de Aquino Farias Pró-Reitor de Extensão: Prof. Antônio Salvador da Rocha Pró-Reitor de Assuntos Estudantis: Prof. Ciro Nogueira Filho Pró-Reitor de Planejamento: Prof. Ernesto da Silva Pitombeira Pró-Reitora de Administração: Profa. Denise Maria Moreira Chagas Correa

Centro de Humanidades Diretora do Centro: Profa. Vládia Maria Cabral Borges Vice-Diretor: Prof. Cássio Adriano Braz de Aquino Departamento de Letras Estrangeira Chefe do Departamento: Orlando Luiz de Araújo

OBS: Todos os resumos deste livro foram elaborados por seus autores, não cabendo qualquer responsabilidade legal sobre seu conteúdo à comissão organizadora do evento.


SUMÁRIO

Apresentação Programação Geral ............................................................................................................................................11 Seção de Comunicações .................................................................................................................... 14 Seção de Oficinas ................................................................................................................................. 18 Resumos das Comunicações ..........................................................................................................................20 Resumos das Oficinas .......................................................................................................................................74


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APRESENTA ÇÃO É com imensa satisfação que publicamos o Livro da Programação e dos Resumos do I ENCONTRO SOBRE GRAMÁTICA: SABERES E FAZERES, uma iniciativa do grupo de pesquisa GEMD/UFC (Grupo de Estudo em Modalidade Deôntica), com realização bianual. O grupo GEMD, criado desde 2009, se ocupa de duas linhas de pesquisa, análise e descrição e linguística aplicada. Em seu primeiro evento ocorrido no ano de 2012, intitulado I ENCONTRO SOBRE GRAMÁTICA: SABERES E FAZERES, tenta manter um diálogo entre as diferentes vertentes que se ocupam da gramática, seu ensino e aplicações bem como acolhe pesquisas, relatos e experiências na área. Instituições como a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Estadual do Ceará (UECE), Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), Universidade Federal do Piauí (UFPI), Instituto Federal do Ceará (IFCE), Secretaria de Educação do Estado do Ceará (SEDUC), Colégio Militar de Fortaleza (CMF) se fizeram representar por meio de seus pesquisadores e estudiosos. Dentre os ouvintes, as Instituições participantes foram as seguintes: Faculdade 7 de Setembro (FA7), Universidade Estácio de Sá, Centro Universitário Augusto Mota (Unissuam), Universidade do Vale do Acaraú (UVA), Faculdade Integrada da Grande Fortaleza (FGF), Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF), Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (FAFIDAM), Escola de Ensino Fundamental e Médio Hermínio Barroso (EEFM), UFC Virtual EAD, Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará, Jornal Inverta, Colégio Shalon, Prefeitura Municipal de Russas - SEMED, Polícia Civil, Prefeitura Municipal de Tianguá, SER-VI, Universidade Federal de Juíz de Fora (UFJF), APILCE, Colégio 7 de Setembro e Universidade Politécnica e Artística do Paraguay. Tais participações fizeram do evento um encontro nacional e aponta na direção de uma necessidade de discussão em âmbito nacional sobre a gramática. O I ENCONTRO SOBRE GRAMÁTICA: SABERES E FAZERES realizado em Fortaleza, contou com duas Conferências Magnas, uma de abertura proferida pela Profª Drª Maria Helena de Moura Neves e outra de encerramento, proferida pela Profª Drª Maria Medianeira de Souza, duas mesas-redondas, cinco grupos temáticos distribuídos entre cinquenta e cinco comunicações e oficinas. Os trabalhos apresentados no evento de 2012 estão reunidos nessa edição e constituem a legitimação acadêmica como evento nacional de relevância sobre a gramática, ensino e sua aplicação. Agradecemos a todos os organizadores e monitores, palestrantes, participantes, patrocinadores e apoiadores do evento, que não mediram esforços para que esse projeto se concretizasse de forma exitosa.

Profª Drª Maria Fabiola Vasconcelos Lopes (Coordenadora Geral)

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PROGRAMAÇÃO GERAL DIA 20/09/2012 – Quinta-feira HORÁRIO

EVENTO

PALESTRANTE

8h – 9h15min

Credenciamento e inscrição para as oficinas2

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Abertura

Profa. Dra. Maria Fabiola Vasconcelos Lopes – Coordenadora Geral do evento (DLE/UFC), Prof. Dr. Orlando Luiz de Araújo – Chefe do Departamento de Letras Estrangeiras (DLE/UFC), Profa. Dra. Vládia Maria Cabral Borges, Diretora do Centro de Humanidades (UFC)

9h15min – 10h

10h – 10h30min

Apresentação Cultural

10h30 – 12h

Conferência Magna de Abertura 
"Gramática na escola: Como saber fazer?"

Voz e violão: Claudio Matos e Marcos Nunes

Profa. Dra. Maria Helena Moura Neves Universidade Presbiteriana Mackenzie e Universidade Estadual Paulista – UNESP

LOCAL1 Bloco 125(11), Térreo (Prédio do Departamento de Letras Vernáculas e Departamento de Literatura)

Auditório José Albano (Prédio da Diretoria do Centro de Humanidades e do Departamento de Letras Estrangeiras (10))

Auditório José Albano (Prédio da Diretoria do Centro de Humanidades e do Departamento de Letras Estrangeiras (10))

Auditório José Albano (Prédio da Diretoria do Centro de Humanidades e do Departamento de Letras Estrangeiras (10))

Intervalo 14h – 15h45

Sessão de Comunicações

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Bloco Didático (12) e Bloco 125 (11) (Térreo)/Auditório de

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Os números sobrescritos e entre parênteses indicam onde os prédios e salas se localizam no mapa. Em caso de dúvida, consulte os nossos monitores. 2 Vagas limitadas. Faça sua inscrição no credenciamento.

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Defesa do PPGL 15h45 – 16h15

Intervalo – coffee break Profa. Dra. Lívia Márcia Tiba Rádis (DLE/UFC), Coordenadora

16h15 – 17h45

Mesa-redonda

17h45 – 18h

18h – 20h

20h – 21h30

Mesa-redonda

8h – 10h

Sessão de Comunicações

10h – 10h30

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ADUFC – BENFICA (Av. da Universidade, 2346)

Prof. Dr. Gabriel de Ávila Othero (UFRGS), Prof. Dr. Leonel Figueiredo de Alencar Araripe (DLE/UFC), Prof. Ms. Tito Lívio Cruz Romão (DLE/UFC)

DIA 21/09/2012 – Sexta-feira PALESTRANTE

EVENTO

14h – 15h45 15h45 – 16h15 16h15 – 18h 18h – 18h30 18h30 – 20h

Profa. Dra. Massília Lira Dias (DLE/UFC) Profa. Dra. Ednúsia Pinto de Carvalho (DLE/UFC) Prof. Dr. Rafael Ferreira da Silva (DLE/UFC) Deslocamento para a ADUFC Profa. Dra. Márcia Teixeira Nogueira (DLV/UFC) Coordenadora


ADUFC – BENFICA (Av. da Universidade, 2346)

Lançamento de Livros

HORÁRIO

10h:30– 12h

Auditório José Albano (Prédio da Diretoria do Centro de Humanidades e do Departamento de Letras Estrangeiras (10))

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LOCAL Bloco Didático(12) e Bloco 125(11) (Térreo)/Auditório de Defesa do PPGL

Intervalo – coffee break Sessão de Comunicações Oficina – Parte1

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Bloco Didático(12) e Bloco 125(11) (Térreo)/Auditório de Defesa do PPGL

Intervalo - Almoço ----------

Bloco Didático(12)

Intervalo – coffee break Oficina – Parte 2 Conferência Magna

---------Bloco Didático(12) Intervalo – coffee break Profa. Dra. Maria Auditório José Albano


de Encerramento 
"Sabendo e fazendo gramática em diferentes gêneros."

Medianeira de Souza
 Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

(Prédio da Diretoria do Centro de Humanidades e do Departamento de Letras Estrangeiras) (10)

Quarteto de Violões - UFC Prof. Dr. Marco Tulio Ferreira da Costa (ICA– UFC), Coordenador 20h – 20h:30

Victor de Oliveira Costa Ícaro Vieira Francelino Alves Fernando Anselmo Ventureli Alisson Davyd da Silva Barroso Yure Pereira de Abreu

Encerramento

Auditório José Albano (Prédio da Diretoria do Centro de Humanidades e do Departamento de Letras Estrangeiras) (10)

ATENÇÃO: O Lançamento dos livros acontecerá na ADUFC, um prédio que fica a dois quarteirões de onde as atividades do evento estarão se realizando. Por favor, peça informação aos monitores ou os acompanhem até o local. MAPA DO CAMPUS – BENFICA - Centro de Humanidades Av. 13 de Maio

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Av. Da Universidade

Rua Mal. Teodoro

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Rua Juvenal Galeno LEGENDAS 1- Casa de Cultura Alemã 2- Casa de Cultura Britânica 3- Casa de Cultura Britânica (Anexo) 4- Coordenação dos cursos de Letras e os C.A.s de letras

5- Bloco Tupi 6- Casa de Cultura Hispânica 7- Bosque 8- Casa de Cultura Francesa 9- Bloco em construção 10- Departamento de Letras Estrangeiras 11- Departamento de Letras Vernáculas

12- Bloco do Didático 13- Biblioteca 14- Bloco da Pedagogia 15-Quadra Poliesportiva 16- Anexo - Bloco de Pedagogia - Entradas e Saída

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SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÕES 01 HORÁRIO: 08h – 10h BLOCO: Bloco 125(11), Térreo SALA: Auditório de Defesa (Prédio do Departamento de do Programa de PósLetras Vernáculas e graduação em Linguística (11) Departamento de Literatura) COORDENADOR(A): HEBE MACEDO DE CARVALHO (DLV-UFC) 1. HEBE MACEDO DE CARVALHO (DLV - UFC) VARIAÇÃO EM CATEGORIA MODO-TEMPORAL: A ALTERNÂNCIA PRESENTE DO SUBJUNTIVO/PRESENTE DO INDICATIVO 2. IZABEL LARISSA LUCENA SILVA (UFC) A EXPRESSÃO DA EVIDENCIALIDADE NA CONSTRUÇÃO DO DISCURSO ARGUMENTATIVO 3. LORENA DA SILVA RODRIGUES (SEDUC-CE) A GRAMATICALIZAÇÃO DO PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO NO PORTUGUÊS DOS SÉCULOS XV, XVI E XVII 4. CLEBER ALVES DE ATAÍDE (UFPB-UPM) AS CONSTRUÇÕES V SN EM MANUSCRITOS E IMPRESSOS DE PERNAMBUCO: HISTÓRIA, DESCRIÇÃO E USO

21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÕES 02 HORÁRIO: 08h – 10h BLOCO: Didático (12) COORDENADOR(A): GERMANA DA CRUZ PEREIRA (DLE-UFC) 1. CLÁUDIA RAMOS CARIOCA (UFC)

SALA: 16 (Altos)

REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DA SINTAXE PELA GRAMÁTICA NORMATIVA: UMA PROPOSTA DE APLICAÇÃO DA COLOCAÇÃO SINTÁTICA NO ENSINO MÉDIO SOB O VIÉS FUNCIONALISTA 2. VICTOR FLÁVIO SAMPAIO CALABRIA (SOCIOLIN – UFC)/ TÉRCIA MONTENEGRO LEMOS (DLV-UFC) UMA IDEOLOGIA CHAMADA GRAMÁTICA TRADICIONAL 3. ROBSON LUIS BATISTA RAMOS (UECE)/ PEDRO HENRIQUE LIMA PRAXEDES FILHO (UECE) A GRAMÁTICA: FAZER, SABER OU SABER-FAZER? – O PAPEL DA GRAMÁTICA NO DESENVOLVIMENTO DA LÍNGUA 4. ANA PATRÍCIA DE SANTANA (URCA)/ANA LUZIA LUCAS DE ALMEIDA (URCA)/LORENA DE ARRUDA BARBOSA (URCA) O ENSINO DE GRAMÁTICA E O USO SOCIAL DA LÍNGUA

21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÕES 03 HORÁRIO: 08h – 10h BLOCO: Didático (12) SALA: 17 (Altos) COORDENADOR(A): TICIANA TELLES MELO (DLE-UFC) 1. ANTONIO KLEBER AMARAL GOMES JUNIOR (UFC)/MARIA MANOLISA NOGUEIRA VASCONCELLOS

(ORIENTADORA - DLE/UFC) VERBOS MODAIS EM LÍNGUA INGLESA: UMA PROPOSTA DE CATEGORIZAÇÃO CIRCUNSTANCIAL GRADUAL 2. ANTONIO KLEBER AMARAL GOMES JUNIOR (UFC)/MARIA MANOLISA NOGUEIRAVASCONCELLOS (ORIENTADORA - DLE/UFC) VERBOS MODAIS SOCIAIS DEONTICAMENTE MODALIZADOS: ANÁLISE DE UMA PROPOSTA DE ATIVIDADES EM LÍNGUA INGLESA 3. EDINA MARIA ARAÚJO DE VASCONCELOS (SEDUC-CE) MULTIMODALIDADE NA SEÇÃO DE GRAMÁTICA DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA INGLESA: UMA ANÁLISE DOS ASPECTOS COMPOSICIONAIS 4. MARILIO SALGADO NOGUEIRA (UFC)/MARIA FABIOLA VASCONCELOS LOPES (ORIENTADORA – DLEUFC) ANÁLISE DE ATIVIDADES GRAMATICAIS EM MATERIAIS DIDÁTICOS EM EAD

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21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÕES 04 HORÁRIO: 08h – 10h BLOCO: Didático (12) SALA: 18 (Altos) COORDENADOR(A): MICHAEL EMMANUEL FELIX FRANÇOIS (DLE-UFC) 1. LUCINEUDO MACHADO IRINEU (UERN)/WALISON PAULINO DE ARAÚJO COSTA (UFPB) A GRAMÁTICA EM AULAS DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: SEU ESPAÇO, SUAS REPERCUSSÕES.

2. FRANCISCA LÍVIA AGUIAR DOS SANTOS (UFC)/EVELINE DE SOUSA MONTENEGRO (UFC)

A REALIDADE DO ENSINO DE ESPANHOL EM ESCOLAS BRASILEIRAS: GRAMÁTICA VERSUS O ENFOQUE COMUNICATIVO 3. ANDRÉ SILVA OLIVEIRA (UFC) A MODALIDADE DEÔNTICA EM EDITORIAIS: ENTRE A GRAMÁTICA E O DISCURSO EM LÍNGUA ESPANHOLA 4. REJANE APARECIDA DO NASCIMENTO (UFC), MARIA FABIOLA VASCONCELOS LOPES (ORIENTADORA, DLE-UFC) NORMAS DE CONDUTA EM BRANCA DE NEVE

HORÁRIO: 10h:30 – 12h

21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 01 BLOCO: 125(11), TÉRREO

SALA: Auditório de Defesa do Programa de Pós-Graduação em Linguística (11)

COORDENADOR(A): NADJA PAULINO PESSOA PRATA (DLE-UFC) 1. NADJA PAULINO PESSOA PRATA (DLE-UFC)

A MODALIDADE DEÔNTICA EM LÍNGUA ESPANHOLA: ASPECTOS GRAMATICAIS E DISCURSIVOS EM CORPUS ORAL 2. LARISSE CARVALHO DE OLIVEIRA (UFC)/ NADJA PAULINO PESSOA PRATA (ORIENTADORA, DLE-UFC) A MODALIDADE DEÔNTICA NOS CONTOS DE EDGAR ALLAN POE

3. JÉSSICA FONTELE SALES (UFC), MARIA MANOLISA NOGUEIRA VASCONCELLOS (ORIENTADORA, DLEUFC) O TRATAMENTO DADO À GRAMÁTICA NO LIVRO DIDÁTICO PARA O ENSINO DE INGLÊS COMO LE 4. ANDREZZA ALVES QUEIROZ (UECE)/MARIA HELENICE ARAÚJO COSTA (ORIENTADORA, UECE) EXPRESSÕES POLIDAS EM CARTAS DE AMOR

21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 02 HORÁRIO: 08h – 10h BLOCO: DIDÁTICO (12) SALA: 16 COORDENADOR(A): MARIA VALDÊNIA FALCÃO DO NASCIMENTO (DLE-UFC) 1. VICENTE DE PAULA DA SILVA MARTINS (UFC)

O FENÔMENO DA LEXICALIZAÇÃO NA FORMAÇÃO DAS EXPRESSÕES CRISTALIZADAS VERBAIS 2. ALANA KERCIA BARROS DEMÉTRIO (UECE)/MARIA HELENICE ARAÚJO COSTA (ORIENTADORA, UECE) A ESCASSEZ DO SIGNIFICANTE E A NOÇÃO DE LITERALIDADE NA LINGUAGEM 3. JOSEFA FRANCISCA HENRIQUE DE JESUS (UERN) PRONOMES PESSOAIS E COMUNICAÇÃO ESPAÇO-VISUAL: AS PESSOAS DO DISCURSO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS 4. DIEYSON DA SILVA COSTA (UFC) O USO DO GERÚNDIO A PARTIR DE DUAS PERSPECTIVAS

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21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 03 HORÁRIO: 08h – 10h BLOCO: Didático (12) SALA: 17 COORDENADOR(A): BEATRIZ ALENCAR FURTADO LEITE (DLE-UFC) 1. MARIA FABIOLA VASCONCELOS LOPES (DLE-UFC)

REDUÇÃO DA POBREZA SEMÂNTICO-GRAMATICAL EM FÓRUNS 2. SUZANE GOMES DA CUNHA (UFC)/MARIA FABIOLA VASCONCELOS LOPES (DLE-UFC) O ESTUDO DE ATIVIDADES EM GRAMÁTICAS 3. CLARISSE MAGNO DA SILVA (UFC)/ MARIA FABIOLA VASCONCELOS LOPES (ORIENTADORA, DLE – UFC) DISCUTINDO DUAS VIAS DE ACESSO NO ENSINO DE GRAMÁTICA 4. EDMAR PEIXOTO DE LIMA (UERN)/ GLÁUCIA MARIA MARQUES BASTOS (CMF) AS CONCEPÇÕES DE GRAMÁTICA QUE FUNDAMENTAM A PRÁXIS DOCENTE NO CURSO DE LETRAS

21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÃO 04 HORÁRIO: 08h – 10h BLOCO: Didático (12) SALA: 18 COORDENADOR(A): DIANA COSTA FORTIER SILVA (DLE-UFC) 1. DIANA COSTA FORTIER SILVA (DLE-UFC)

AVALIAÇÃO AUTÊNTICA DA APRENDIZAGEM DE GRAMÁTICA EM LÍNGUA INGLESA: PRÓS E CONTRAS

2. MARIA MANOLISA NOGUEIRA VASCONCELLOS (DLE-UFC)

GERANDO INFERÊNCIAS A PARTIR DE ELEMENTOS LINGUÍSTICOS GRAMATICAIS

3. PAULO ROBERTO NOGUEIRA DE ANDRADE (DLE-UFC) COESÃO TEXTUAL: ANÁLISE DE MECANISMOS DE COESÃO

4. ÍTALO TAVARES DE MATOS RIBEIRO (UFC)

O USO DO FOCO ATENCIONAL PARA ENSINO DAS RESULTATIVAS DO INGLÊS

HORÁRIO: 10h:30 – 12h

21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÕES 01 BLOCO: 125(11), TÉRREO

COORDENADOR(A): CARLOS ALBERTO DE SOUZA (DLE-UFC) 1. NATÁLIA DE SOUSA LOPES (UFC)/LARYSSA NUNES MOURA (UFC)

SALA: Auditório de Defesa do Programa de Pós-Graduação em Linguística

OS DIFERENTES CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA CLASSIFICAÇÃO DE PALAVRAS NAS GRAMÁTICAS TRADICIONAIS 2. NÁDIA MARIA DOS SANTOS PINHO (URCA)/CRISTIANA MARIA FERREIRA DA SILVA LIMA (URCA)/SANDRA ESPÍNOLA DOS ANJOS ALMEIDA (ORIENTADORA – URCA) O TEXTO NA PERSPECTIVA DA GRAMÁTICA SISTÊMICO-FUNCIONAL 3. SÂNIA TEREZA COSTA (UFMA)/ VANDINALVA COELHO CAMPOS (UFMA) MARCAS DA ORALIDADE NAS PRODUÇÕES TEXTUAIS DOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA C.E HUMBERTO DE CAMPOS NA CIDADE DE HUMBERTO DE CAMPOS – MA 4. ANDRESSA VIEIRA DA COSTA IDALINO (URCA)/LAVINIA BEZERRA RODRIGUES (URCA)/FCO. EDMAR CIALDINE ARRUDA (ORIENTADOR, URCA) ORALIDADE ESCRITA NO PROCESSO DE PRODUÇÃO TEXTUAL: UMA ANÁLISE DOS GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA MATERNA

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21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÕES 02 HORÁRIO: 10h30 – 12h BLOCO: Didático (12) SALA: 16 COORDENADOR(A): DIANA COSTA FORTIER SILVA (DLE-UFC) 1. DIANA COSTA FORTIER SILVA

ENSINAR GRAMÁTICA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA: POR QUE, QUANDO, O QUÊ, COMO? 2. SUZANE GOMES DA CUNHA (UFC)/MARIA MANOLISA NOGUEIRA VASCONCELLOS (ORIENTADORA, DLEUFC) UM BREVE ESTUDO SOBRE AS MARCAS DA MODALIDADE DEÔNTICA: RELAÇÕES INTERSUBJETIVAS 3. DANIEL FERREIRA DA SILVA (UFC)/ANDREIA TUROLO DA SILVA (DLE-UFC) ENSINO DE GRAMÁTICA NA INTERAÇÃO EM CHATS DE UM AVA DESTINADO A ATIVIDADE DE MONITORIA PARA ALUNOS DO CURSO DE LETRAS 4. LARISSE CARVALHO DE OLIVEIRA (UFC) / MARIA FABIOLA VASCONCELOS LOPES (ORIENTADORA, DLEUFC) É POSSÍVEL REDUZIR ERROS GRAMATICAIS?

21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÕES 03 HORÁRIO: 10h30 – 12h BLOCO: Didático (12) SALA: 17 COORDENADOR(A): ANDREIA TUROLO DA SILVA (DLE-UFC) 1. KLÉBIA ENISLAINE DO NASCIMENTO E SILVA (UFC) MODOS DE PARTICIPAÇÃO DO OUVINTE NO TURNO DO FALANTE

2. ANA PAULA SILVA VIEIRA TRINDADE (UFC)

O PROCESSO DE RELATIVIZAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA: APRESENTANDO A ORAÇÃO PSEUDORRELATIVA MODALIZADORA COMO UMA DAS ESTRATÉGIAS DE RELATIVIZAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA 3. CLARISSE MAGNO SILVA (UFC)/ MARIA FABIOLA VASCONCELOS LOPES (DLE – UFC) ENTENDENDO A GRAMÁTICA NO GÊNERO CONTO 4. VANDINALVA DE JESUS COELHO CAMPOS (UFMA) CONTRIBUIÇÕES DO PIBID/LETRAS PARA A FORMAÇÃO DO PROFESSOR E PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA

21/09/2012 SESSÃO DE COMUNICAÇÕES 04 HORÁRIO: 10h30 – 12h BLOCO: Didático (12) SALA: 18 COORDENADOR(A): MARIA MANOLISA NOGUEIRA VASCONCELLOS (DLE-UFC) 1. BENEDITA CONCEIÇÃO BRAGA MONTEIRO (UECE)/MARIA HELENICE ARAÚJO COSTA (ORIENTADORA – UECE) A CATEGORIA TEMPO NA REVISTA SIARALENDO: UMA VISÃO SOCIOCOGNITIVISTA 2. MARIA DAÍSE DE OLIVEIRA CARDOSO (UFPI) A RESSIGNIFICAÇÃO DO ENSINO DA GRAMÁTICA: ESTRATÉGIAS METOLÓGICAS PRESENTES NA OBRA EMÍLIA NO PAÍS DA GRAMÁTICA 3. MARIA MANOLISA NOGUEIRA VASCONCELLOS (DLE – UFC) A GRAMÁTICA E A ABORDAGEM COMUNICATIVA PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS: UMA REFLEXÃO CRÍTICA

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OFICINAS 21/09/2012 OFICINA 01 BLOCO: Didático (12)

HORÁRIO: Part 1: 14h – 15h40 Part 2: 16h15 – 18h PROPONENTE(S): Gabriel de Ávila Othero – UFRGS TÍTULO: Estrutura Sintática do Português NÚMERO DE PARTICIPANTES: 25

21/09/2012 OFICINA 02 BLOCO: 125(11), térreo

HORÁRIO: Part 1: 14h – 15h40 Part 2: 16h15 – 18h PROPONENTE(S): Nadja Paulino Pessoa Prata – DLE/UFC TÍTULO: Gramática Funcional do Espanhol NÚMERO DE PARTICIPANTES: 25 21/09/2012 OFICINA 03 BLOCO: Didático (12)

HORÁRIO: Part 1: 14h – 15h40 Part 2: 16h15 – 18h PROPONENTE(S): Diana Costa Fortier Silva – DLE/UFC TÍTULO: Ensino de Gramática em LE - Foco na Forma NÚMERO DE PARTICIPANTES: 25 21/09/2012 OFICINA 04 BLOCO: Didático (12)

SALA: 18

SALA: Auditório de Defesa do Programa de PósGraduação em Linguística

SALA: 16

HORÁRIO: Part 1: 14h – SALA: 17 15h40 Part 2: 16h15 – 18h PROPONENTE(S): Expedito Wellington Chaves Costa – IFCE TÍTULO: Gramática Funcional do Português, a Partir de Gêneros Discursivos NÚMERO DE PARTICIPANTES: 25

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21/09/2012 OFICINA 05 BLOCO: Didático (12)

HORÁRIO: SALA: 04 Part 1: 14h – 15h40 Part 2: 16h15 – 18h PROPONENTE(S): Maria Fabíola Vasconcelos Lopes – DLE/UFC, Marílio Salgado Nogueira UFC, Rachel Uchôa Batista – UFC TÍTULO: Gramática e Compreensão Textual: Ações Integradas NÚMERO DE PARTICIPANTES: 30 21/09/2012 OFICINA 06 BLOCO: Didático (12)

HORÁRIO: SALA: 05 Part 1: 14h – 15h40 Part 2: 16h15 – 18h PROPONENTE(S): Edilene Rodrigues Barbosa - UERN, Marta Jussara Frutuoso da Silva - UERN, Vanúzia Maria de Medeiros - UERN TÍTULO: Gramática em Língua Espanhola e Enfoque Comunicativo: Reflexões e Propostas Didáticas NÚMERO DE PARTICIPANTES: 15 21/09/2012 OFICINA 07 BLOCO: Didático (12)

HORÁRIO: SALA: 06 Part 1: 14h – 15h40 Part 2: 16h15 – 18h PROPONENTE(S): Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos - DLE/UFC TÍTULO: LINGUA INGLESA: O ENCONTRO ENTRE A GRAMÁTICA E A FONOLOGIA NÚMERO DE PARTICIPANTES: 30 21/09/2012 OFICINA 08 BLOCO: Didático (12)

HORÁRIO: SALA: 11 Part 1: 14h – 15h40 Part 2: 16h15 – 18h PROPONENTE(S): Patrícia Araújo Vieira -UECE, Matheus Oliveira da Silva Rocha –UECE, Andréa Michiles Lemos –UECE TÍTULO: GRAMÁTICA DA LIBRAS: Uma Modalidade de Língua Gesto-visual NÚMERO DE PARTICIPANTES: 25

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RESUMOS DE COMUNICAÇÕES OBS: Os resumos encontram-se em ordem alfabética. A CATEGORIA TEMPO NA REVISTA SIARALENDO: UMA VISÃO SOCIOCOGNITIVISTA Benedita Conceição Braga Monteiro (UECE) Maria Helenice Araújo Costa (UECE)

Este trabalho visa a analisar expressões adverbiais e formas verbais indicadoras da noção de tempo, enquanto fenômenos referenciais vinculados à instância discursiva em que se manifestam. A reflexão que propomos ampara-se em pressupostos teóricos que concebem a língua como uma ação interlocutiva situada, na qual os processos referenciais são entendidos como atividades discursivas construídas em práticas interacionais que requerem colaboração dos interlocutores (MONDADA E DUBOIS,2003). Nesse sentido, os recursos gramaticais mobilizados na elaboração desses processos não devem ser estudados como um fim em si mesmo nem dissociados dos efeitos de sentido que produzem nos textos em que estão inseridos. No entanto, essa perspectiva de análise dos fenômenos referenciais ainda é pouco contemplada no universo escolar, sobretudo no que concerne ao trabalho com a referência, cuja abordagem, em boa parte dos manuais destinados ao ensino da língua materna, restringe-se a descrever formas referenciais tomadas apenas como elementos gramaticais de retomada e sequenciação de informações, não dando a devida atenção aos aspectos que não são passíveis de descrição gramatical (COSTA 2007). Analisa-se a abordagem de marcadores temporais em atividades de leitura da revista Siaralendo, material didático desenvolvido no âmbito do projeto PreparAÇÃO para alunos do 9º ano das escolas públicas estaduais do Ceará. Constata-se que a revista contempla, em sua proposta de leitura e escrita, a construção sociocognitivista dos fenômenos eferenciais, entre eles os marcadores temporais, fato que ampara o reconhecimento de que se trata de um material didático coerente com os princípios teóricos que anuncia. PALAVRAS-CHAVE: Tempo;referência;sociocognição. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: APOTHÉLOZ, D.; PEKAREK-DOEHLER, S. Novas perspectivas sobre a referência: das abordagens informacionais às abordagens interacionais. Verbum, São Paulo, n.2, p. 109-136, 2003. COSTA, M. H. A. Acessibilidade de referentes: um convite à reflexão. 214 p. Tese (Doutorado em Linguística).Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2007. DUBOIS, D.; MONDADA, L. Construção dos objetos de discurso e categorização: Uma abordagem dos processos de referenciação. In: CAVALCANTE, M. M.; RODRIGUES, B. B.; CIULLA, A. (orgs.). Referenciação. São Paulo: Contexto, 2003. p. 17-52. CEARÁ. Secretaria da Educação. Revista Siaralendo. In: Preparação: rumo ao ensino médio Caderno da Aluna e do Aluno. Fortaleza: SEDUC, 2009. v. 3. p. 74-76

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SALOMÃO, M. M. Gramática e interação: o enquadre programático da hipótese sociocognitiva sobre a linguagem. Veredas, Juiz de Fora, v.1, n. 1, 1997, p. 23-39.

A ESCASSEZ DO SIGNIFICANTE E A NOÇÃO DE LITERALIDADE NA LINGUAGEM Alana Kercia Barros Demétrio (UECE) Maria Helenica Araújo Costa (UECE) Pretendemos, com este trabalho, refletir sobre a noção de sentido literal na perspectiva sociocognitiva, analisando como o princípio da escassez da forma linguística, discutido por Salomão (1997), contribui para a desconstrução da dicotomia (literal vs não literal) legitimada pelos estudos clássicos da significação. De acordo com Ariel (2002), se o sentido literal fosse puramente linguístico, deveria ser livre de contexto. No entanto, o modo como construímos sentidos envolve uma série de elementos, dos quais, na maior parte das vezes, sequer nos damos conta, e, por essa razão, tendemos a crer que significados cristalizados são sentidos produzidos na ausência de contexto. Sobre essa questão, Searle (1978 apud ARIEL, 2002) esclarece que a única razão para crermos em interpretações livres de determinações contextuais reside no fato de serem alguns contextos tão automáticos, que é como se fossem transparentes. Salomão (1999) afirma que “o ‘significado literal’ não mora em parte alguma; não está ‘na linguagem’. Significações comuns e, a rigor, desinteressantes resultam do trabalho local da interpretação, guiada pelo sinal linguístico e pelos outros sinais que o refinam e o complementam.” (SALOMÃO, 1999, p. 67). Propondo a anulação de uma relação dicotômica, Ariel (2002) sustenta que nem sempre é possível distinguir um sentido literal de um sentido não literal, uma vez que características tradicionalmente atribuídas a cada uma dessas categorias não se aplicam a elas de forma rígida. Ciente dessa fluidez entre os conceitos e adepto da concepção de que podemos apenas entender uma expressão linguística tomando-a em seu contexto de uso, Marcuschi (2008) define o sentido literal como aquele que construímos como preferencial. Tendo em vista nossos objetivos, observamos exemplos encontrados nos enunciados produzidos pelos usuários do site de rede social Twitter. Utilizamos um corpus com 44 tweets, que vem sendo composto por nós desde 2010. Os dados vêm demonstrando, em conformidade com a hipótese da sociocognição, que os sentidos construídos pelos falantes são apenas subdeterminados pelas formas linguísticas. Não se trata de uma questão de polissemia das expressões referenciais. Ocorre, na verdade, que as possibilidades de interpretação são negociadas entre os interactantes a partir de uma variedade de fatores contingenciais. Esse fenômeno, por sua vez, indica que a instabilidade é uma condição da língua e não de categorias ou usos pretensamente não literais. PALAVRAS-CHAVE: Linguagem; literalidade; sociocognição. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ARIEL, M. The Demise of a Unique Concept of Literal Meaning. Journal of Pragmatics, 34, 2002, p. 361-402. 21


MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. SALOMÃO, M. M. A questão da construção de sentidos e a revisão da agenda dos estudos da linguagem. Veredas, Juiz de Fora, v.3, n.1, 1999, p. 61-79. _______. Gramática e interação: o enquadre programático da hipótese sociocognitiva sobre a linguagem. Veredas, Juiz de Fora, v.1, n. 1, 1997, p. 23-39.

A EXPRESSÃO DA EVIDENCIALIDADE NA CONSTRUÇÃO DO DISCURSO ARGUMENTATIVO Izabel Larissa Lucena Silva (UFC) Este trabalho visa a descrever e analisar a expressão da evidencialidade e seus efeitos de sentido no contexto de gêneros textuais da ordem do argumentar. Esse estudo faz parte de uma pesquisa mais ampla que investiga a expressão da evidencialidade no contexto de gêneros textuais da ordem do narrar, do relatar, do argumentar, do expor e do prescrever, escritos em Portugal e no Brasil no século XX. Os pressupostos teórico-metodológicos que norteiam a investigação da evidencialidade nesta pesquisa são os da Gramática Discursivo-Funcional (GDF - HENGEVELD & MACKENZIE, 2008). Segundo essa perspectiva funcionalista, a estrutura morfossintática das línguas naturais reflete propriedades pragmáticas e semânticas originadas na cognição humana e na comunicação inter-humana, levando a crer que muitas das propriedades linguísticas das línguas naturais são condicionadas por fatores cognitivos e/ou discursivo-pragmáticos. Neste estudo, assume-se que a evidencialidade constitui um fenômeno cognitivo-comunicativo que tem por função básica a indicação da fonte do conhecimento, expressando também graus de comprometimento do sujeito enunciador com seu discurso. As amostras textuais que formam o corpus de análise deste trabalho foram selecionadas do Corpus Mínimo de Textos Escritos da Língua Portuguesa – COMTELPO, organizado por Figueiredo-Gomes e Pena-Ferreira (2006). Esse banco de dados é constituído por textos escritos em Portugal (do século XII ao XX) e no Brasil (dos séculos XIX e XX), agrupados em cinco categorias de gêneros textuais, segundo a classificação proposta por Dolz e Schneuwly (1996): gêneros da ordem do narrar (domínio social da cultural literária ficcional), do relatar (domínio social da memória e da documentação das experiências vividas), do argumentar (domínio social da discussão de temas controversos), do expor (domínio social da sistematização do conhecimento humano em diferentes áreas do saber) e do instruir ou prescrever (domínio social da instrução, da normatização, da prescrição ou regulamentação de ações). Para esta comunicação, foram selecionados gêneros textuais da ordem do argumentar pertencentes ao português escrito no Brasil no século XX. Acredita-se que esta investigação da evidencialidade no contexto de gêneros textuais da ordem do argumentar permite descrever e analisar as propriedades textual-discursivas da evidencialidade na construção do discurso argumentativo. Palavras-Chave: Evidencialidade. Discurso Argumentativo. Gramática Discursivo-Funcional 22


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: FIGUEIREDO-GOMES, J.B.; XXX. (orgs.) Corpus mínimo de textos escritos em língua portuguesa. Lisboa, 2006. (no prelo) HENGEVELD, K.; MACKENZIE, L. Functional Discourse Grammar. A typologically-based theory of language structure. Oxford: Oxford University Press, 2008.

A GRAMÁTICA E A ABORDAGEM COMUNICATIVA PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS: UMA REFLEXÃO CRÍTICA Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos (DLE/DLV – UFC) Esta comunicação, especialmente elaborada para professores de línguas estrangeiras em geral e graduandos do Curso de Letras de qualquer habilitação, objetiva empreender uma reflexão crítica sobre as nossas práticas pedagógicas para o ensino de gramática dentro da Abordagem Comunicativa (AC) para o ensino de línguas. A AC, ou ensino de língua comunicativo, deixa-se nortear pelo funcionalismo linguístico, tendo em sua gênese a noção de que a língua é usada para fins de interação comunicativa. Há uma priorização do significado em detrimento da forma e o reconhecimento de que uma mesma forma linguística, por exemplo, pode exercer várias funções dependendo do contexto situacional no qual se insere ou que uma função pode ser expressa por diferentes formas dependendo, a título de ilustração, do nível de formalidade do evento comunicativo no qual se manifesta ou das intenções comunicativas do usuário. O ensino de gramática interpretado como ensino das estruturas e formas linguísticas é, portanto, relativizado, porque o importante na AC é o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno (cf. CANALE, 1983; CANALE & SWAN, 1980). Dessa maneira, a gramática é compreendida como um dos componentes da língua, mas agora, diferentemente dos métodos e abordagens que antecederam a AC, a forma não é ensinada/aprendida desvinculada do seu contexto de uso, isto é, de sua função comunicativa. Sendo assim, torna-se obrigatória a tarefa de explicar o elemento gramatical com base nas relações que, no contexto sócio-interacional, contraem falante/escritor, ouvinte/leitor e a pressuposta informação pragmática de ambos. Apesar do exposto, verifica-se que, mesmo atualmente, muitos professores atuando dentro de cursos que se declaram explicitamente norteados pela AC e, portanto, também pelo funcionalismo linguístico, insistem na ministração de elementos gramaticais descontextualizados e desprovidos de sentido comunicativamente relevantes. Durante minha comunicação, discutirei dois tipos de dificuldades por mim enfrentadas como professora formadora de professores surpreendentemente em pleno século XXI: (a) a de fazer uso de uma abordagem funcionalista para o ensino de elementos gramaticais por resistência da grande maioria de meus alunos de Graduação em Letras e (b) a de desenvolver neles, alguns já atuando no mercado como professores de língua inglesa, a consciência de que o conhecimento gramatical só é útil se o indivíduo que o possui também tiver a habilidade para utilizá-lo em situações comunicativas não-controladas. PALAVRAS-CHAVE: Abordagem Comunicativa; Funcionalismo linguístico; ensino de LE 23


REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS: CANALE, M. From communicative competence to communicative language pedagogy. In: RICHARDS, J.; SCHMIDT, R. Language and communication. London: Longman, 1983. __________; SWAIN, M. Theoretical bases of communicative approaches to second language testing and teaching. Applied linguistics. Vol. 1, n.1, 1980, p. 1- 47. CELCE-MURCIA, M. Language teaching approaches: an overview. In: CELCE-MURCIA, M. (Ed.). Teaching English as a second language. Boston: Heinle & Heinle, 1991, p. 3 – 11. CUNHA, Maria Angélica Furtado da; OLIVEIRA, Mariangela Rios de; MARTELOTTA, Mário Eduardo (Orgs.). Linguística funcional: teoria e prática. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. DUTRA, Deise P.; MELLO, Heliana (Orgs.). A gramática e o vocabulário no ensino de inglês: novas perspectivas. Belo Horizonte: FALE – UFMG, 2004. PEZATTI, Erotilde Goreti. O funcionalismo em linguística. In: Mussalim, Fernanda; BENTES, Anna Christina (Orgs.). Introdução à linguística: fundamentos epistemológicos. Vol. 3, SP: Cortez Editora, 2004, p. 165 – 218.

A GRAMÁTICA EM AULAS DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: SEU ESPAÇO, SUAS REPERCUSSÕES Lucineudo Machado Irineu (UERN) Walison Paulino de Araújo Costa (UFPB) Este trabalho tem por objetivo apresentar considerações teóricas e metodológicas sobre a discussão a respeito do papel da gramática nas aulas de línguas, através da análise de atividades em materiais didáticos voltados para o ensino de espanhol e de inglês como línguas estrangeiras, no contexto brasileiro. Sabe-se que, por muito tempo, o ensino do código foi o único protagonista dentro do cenário educacional das línguas estrangeiras modernas. Hoje, ao contrário, o código continua em evidência, no entanto segue subsidiado por outros mecanismos didáticos, sem os quais a gramática, pelo menos na acepção tradicional, não seria mais que uma massa amorfa de conteúdos utilizados para aferir a erudição de quem possivelmente detém os conhecimentos linguísticos estruturais. Para alcançarmos o objetivo do presente trabalho, empreendemos uma retomada do percurso histórico do ensino de línguas em termos gramaticais a partir da análise de duas atividades de linguagem propostas em dois livros didáticos selecionados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para o ano de 2012, a saber: Síntesis (Editora Ática), em língua espanhola, e Links (Editora Ática), em língua inglesa. Para a análise dos dados selecionados, adotamos procedimento da Linguística Aplicada e da Didática de Língua, no que diz respeito à análise de materiais didáticos e questões relacionadas, recorrendo, principalmente, aos trabalhos dos seguintes autores: Carmagnani (1999), Chiaretti (2005), Lobato (2005), dentre outros. A análise dos dados revelou-nos, através do exame de referidas atividades, que a gramática tem, ainda hoje, seu lugar garantido nas aulas de língua estrangeira, tanto espanhol como inglês, bem como nos materiais didáticos nelas utilizados. 24


Porém, esse papel se ressignificou ao longo dos anos, dado seu alinhavado com categorias linguístico-discursivas indispensáveis para o momento em que vivemos em torno do ensino de línguas estrangeiras na perspectiva comunicativa, a exemplo dos gêneros discursivos, da consciência semântico-pragmática e das novas tecnologias. PALAVRAS-CHAVE: gramática; ensino de línguas; atividades em línguas estrangeiras. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CARMAGNANI, Anna Maria G. Concepções de professor e de aluno no livro didático e o ensino de redação em LM e LE. In: CORACINI, Maria José. (Org.) Interpretação, Autoria e Legitimação do livro didático. Campinas, SP: Pontes, 1999. CHIARETTI, Avany Pazzini. A performance do diálogo no livro didático. In: PAIVA, Vera Lúcia de Menezes de Oliveira e. (Org.). Ensino de Língua Inglesa: reflexões e experiências. Campinas, SP: Pontes Editora, 2005. LOBATO, JESUS SANCHEZ; GARGALLO, Isabel Santos. Vademécum para la formación de profesores: enseñar español. São Paulo: SGEL, 2005.

A GRAMATICALIZAÇÃO DO PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO NO PORTUGUÊS DOS SÉCULOS XV, XVI E XVII Lorena da Silva Rodrigues (SEDUC–CE) Observamos, em língua portuguesa, o processo de gramaticalização do pretérito perfeito composto (PPC) em que se vê a passagem de ter/haver + particípio adjetival + objeto direto, como em tenho lidas as cartas, para ter/haver + particípio verbal + objeto direto, como em tenho lido cartas. Essa mudança aponta para o caráter emergente da gramática de uma língua, proposta por Hopper (1991), através do qual novas funções surgem para explorar formas já existentes no sistema linguístico. A partir dessas transformações, de acordo com Givón (1995), não há uma relação biunívoca entre formas e funções, o que pode gerar expansão de sentidos. Tendo isso em vista, nossa pesquisa volta-se para os séculos XV, XVI e XVII e tem por objetivo investigar o processo de gramaticalização do PPC. Para isso, elencamos fatores de controles pautados, principalmente, nos parâmetros de gramaticalização propostos por Lehmann (2002), a saber, Integridade, Paradigmaticidade, Variabilidade Paradigmática, Conexidade, Variabilidade Sintagmática. Além disso, investigou-se ainda a modalidade, o tempo – referência e o tipo de verbo. Utilizamos como corpus narrativas da época em questão. A partir da análise dos dados, verificamos a atuação dos grupos de fatores condicionantes na passagem de ter/haver (pleno) + particípio adjetival + ter/haver (auxiliar) + particípio verbal. Assim sendo, chamou-nos a atenção as funções de passado imperfectivo, cotemporal ao momento da fala, de passado perfectivo, anterior ao momento da fala e de passado de referenciação textual. Além disso, constatamos o período de instabilidade no sistema, em que há alternância das categorias nominais do particípio adjetival, no que tange a categoria gênero. 25


PALAVRAS-CHAVE: gramaticalização.

gramaticalização;

pretérito

perfeito

composto;

parâmetros

de

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: GIVÓN, T. Functionalism and Grammar: a prospectus. University of Oregon, 1995 a. HOPPER, P. On some principles of grammaticization. In: E.C.. Traugott e B. Heine (eds). Approches to Grammaticalization. Amsterdam/ Philadélfia: John Benjamins Publishing Co, 1991. LEHMANN, C. Thoughts on grammaticalization. 2ª Seminar Für Sprachwissenschaft der Universität, 2002.

edição

revisada.

Erfurt:

A MODALIDADE DEÔNTICA EM EDITORIAIS: ENTRE A GRAMÁTICA E O DISCURSO EM LÍNGUA ESPANHOLA André Silva Oliveira (UFC) A modalidade constitui uma “gramaticalização das atitudes e opiniões (subjetivas) do falante”. Sendo assim, com base em uma abordagem funcionalista da modalidade, que entende que os enunciados comunicativos dependem em parte das reais intenções do falante em relação ao que espera ser compartilhado pelo ouvinte, foi feita uma busca das marcas formais da categoria linguística em editoriais em língua espanhola difundidos em jornais publicados na internet. Melo (1985, p.79 apud Pereira e Rocha), caracteriza o editorial como sendo um tipo de gênero jornalístico que expressa a opinião oficial de uma determinada empresa diante dos fatos de maior repercussão na atualidade. Diferente de outros tipos de gêneros textuais, o editorial é de inteira responsabilidade da instituição que o editora. Escrever um editorial não implica que o autor seja o dono da empresa, nem que represente a opinião de todos aqueles que a compõe (PEREIRA e ROCHA, 2010). Assim, buscamos verificar a relação entre as formas de expressão e os valores deônticos (obrigação, permissão e proibição) em língua espanhola. Percebemos que a modalidade deôntica é manifestada por meio de modais (i) como os verbos auxiliares (poder, deber, haber, tener que), (ii) por alguns tipos de advérbios e (iii) outras categorias modais. Para a realização deste trabalho, realizamos uma coleta de textos de editorial de dois jornais publicados on-line, Periódico I (P1) e Periódico II (P2), em língua espanhola, perfazendo um total de 10.642 palavras, divididas de modo equânime. Após a leitura dos textos e coleta dos dados, realizamos a análise quantitativa das formas de expressão de modalidade deôntica através de um software, a partir do qual pudemos constatar o uso de setenta e dois (72) casos de formas de expressão da modalidade deôntica nos textos de editorial, sendo que 65,3% expressaram obrigação, 22,2% expressaram permissão, 9,7% expressaram proibição e 2,8% expressaram negação de obrigação. Analisando os resultados obtidos, constatamos que o tipo de expressão de modalidade deôntica nos textos de editorial se dá, principalmente, por meio de obrigação, visto que o editorial tem por objetivo dissertar sobre determinado tema e apresentá-lo, pois o redator expõe e analisa seu ponto de vista. Vale salientar que o editorial tem em si a característica da criticidade e do caráter informativo, ou seja, além de informar sobre determinada obrigatoriedade, esta é colocada criticamente, procurando ressaltar uma verdade já conhecida pela maioria dos leitores. PALAVRAS-CHAVE: Funcionalismo; Modalidade Deôntica; Editorial.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: MARTELOTTA, Mario Eduardo. Manual de linguística. São Paulo: Contexto, 2008. MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Ana Christina. Introdução epistemológicos. Vol. 3. 5º ed. São Paulo: Cortez, 2011.

à

Linguística:

fundamentos

NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática funcional. São Paulo: Martins Fontes, 1997. PEREIRA, Rose Mary Ferreira; ROCHA, Thaís Ferreira. Discurso midiático: análise retóricojornalística do gênero editorial. 2006. 93f. Monografia (Graduação em Jornalismo) – Centro de Comunicação Social, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2006. Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/pag/pereira-rose-mary-rocha-thais-discurso-midiatico.pdf>. Acesso em: 06 de jul. de 2012. PESSOA, Nadja Paulino. Modalidade deôntica e discurso publicitário: a construção da persuasão. In: NOGUEIRA, Márcia Teixeira; LOPES, Maria Fabíola Vasconcelos. Modo e modalidade: gramática, discurso e interação. Fortaleza, CE: Edições UFC, 2011.

A MODALIDADE DEÔNTICA EM LÍNGUA ESPANHOLA: ASPECTOS GRAMATICAIS E DISCURSIVOS EM CORPUS ORAL Nadja Paulino Pessoa Prata (DLE/UFC) O presente trabalho, que está vinculado ao projeto de pesquisa Modalidade deôntica em língua espanhola, desenvolvido no Departamento de Letras Estrangeiras (DLE/UFC), tem como objetivo a descrição e a análise das expressões linguísticas da modalidade deôntica em espanhol a partir de amostras reais retiradas de um corpus oral, com base em uma perspectiva funcionalista. A modalidade deôntica (do grego deon = obrigatório), categoria linguística desta investigação, está relacionada à obrigação, à permissão e à proibição, ou melhor, a atos realizados por agentes moralmente responsáveis, cujos efeitos (perlocucionários) dependem do reconhecimento da força ou autoridade do falante por parte do ouvinte (LYONS, 1977). Para a análise dos dados encontrados, adotamos o enfoque teórico funcionalista de análise linguística, na tentativa de integrar os componentes sintáticos, semânticos e pragmáticodiscursivos, e em virtude da proposta de que a estrutura frasal estaria organizada em camadas (HENGEVELD & MACKENZIE, 2008), o que possibilita analisar os diversos valores deônticos em vários níveis de atuação. Além disso, por meio dessa organização em camadas, seria possível observar as relações de cada valor deôntico com outras categorias como modo, tempo e aspecto. Em relação à metodologia adotada, recorremos a um corpus oral efetivamente realizado em língua espanhola, a partir do qual identificamos (i) os meios de expressão, (ii) os valores deônticos e (iii) os aspectos pragmático-discursivos de cada ocorrência, que contribuem para a construção textual dos falantes. Desta feita, o trabalho desenvolvido está relacionado, portanto, à descrição e à análise linguística da língua espanhola, de modo a servir de subsídios para possíveis comparações entre as variedades linguísticas deste idioma, no que se refere aos níveis morfológico, sintático, semântico e pragmático-discursivo. Tais análises podem nortear também a construção de materiais didáticos de Espanhol como Língua 27


Estrangeira (ELE), a compreensão do sistema linguístico e auxiliar o professor nas explicações em sala de aula. PALAVRAS-CHAVE: funcionalismo; modalidade deôntica; língua espanhola; corpus oral. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: HENGEVELD, K; MACKENZIE, J. L. Functional Discourse Grammar: a typologically-based theory of language structure. Oxford: Oxford University Press, 2008. LYONS, J. Semantics. Vol. 2. Cambridge: Cambridge University Press, 1977. MARTÍNEZ DÍAZ, E. La expresión de la modalidad de obligación en el Corpus del español conversacional de Barcelona y su Área Metropolitana. Disponível em: http://www.lllf.uam.es/clg8/actas/pdf/paperCLG73.pdf. Acesso: 09 de set. 2012. SILVA-CORVALÁN, C. Contextual conditions for the interpretations of ‘poder’ and ‘deber’ in Spanish. In: BYBEE, J.; FLEISCHMAN, S. (Org.). Modality in grammar and discourse. Amsterdam/ Philadelphia: John Benjamins Publishing Company, 1995. p. 67-105.

A MODALIDADE DEÔNTICA NOS CONTOS DE EDGAR ALLAN POE Larisse Carvalho de Oliveira (UFC) Com o crescente fluxo de estudos funcionalistas em diversas áreas do saber, escolhemos a Literatura, que abriga notórias produções de diversas épocas e lugares como uma das hastes superiores de nosso trabalho. Desse cômpito nos deparamos com os textos de Edgar Allan Poe, autor americano que se encaixa no período romântico de seu país. Partindo do ponto no qual a teoria funcionalista colabora com a análise linguística e do formato do conto, uma narrativa breve, utilizamos, como categoria linguística de análise, a modalidade deôntica, a fim de podermos analisar as “argumentações” do narrador, que aparece, na maioria das vezes, em primeira pessoa, uma das principais características dos contos de Poe. Sendo assim, utilizamos os estudos em modalidade de LOPES (2009), NOGUEIRA & LOPES (2011) PESSOA (2011), além do aparato funcionalista fornecido por NEVES (1997) para apoiar a nossa pesquisa de cunho qualitativo. Focamos em cinco dos mais conhecidos contos de Poe, a saber: “O Coração Delator” (1843), “O Gato Preto” (1843), “O Caso do Senhor Valdemar” (1845), “O Barril de Amontilado” (1846) e “A Queda da Casa de Usher” (1839). Analisamos qualitativamente o uso dos modalizadores no decorrer dos textos, de modo a identificar os valores modais que as ocorrências adquiriram no texto, comparando-as com o tipo de fonte, quais sejam: narrador, personagem-narrador, personagem secundário. Avaliamos ainda, o nível de obrigação exercido pelos personagens (secundários ou não) dando prioridade àqueles com a função de narradorpersonagem, que exerce maior força sobre o leitor, transpondo-o para dentro da história e fazendo dele seu narratário. Após a análise, pudemos constatar até o momento que o narradorpersonagem impõe-se ao leitor, como que indagando qual seria a atitude do mesmo frente aos fatos narrados, praticamente obrigando o leitor a tomar o seu lugar dentro da obra. Pode-se até 28


pensar que os narradores idealizados de Edgar Allan Poe indagam o leitor se o que faz é certo ou errado, mesmo agindo na sua loucura, perseguindo suas obsessões. PALAVRAS-CHAVE: Modalidade Deôntica; Conto; Edgar Allan Poe. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: LOPES, Maria Fabiola Vasconcelos. A modalidade deôntica na aula de inglês ministrada em português. Fortaleza, CE, 2009. 263f.: Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Ceará. Programa de Pós - Graduação em Linguística, Fortaleza - CE, 2009. NEVES, Maria Helena de Moura. A Gramática Funcional. São Paulo: Martins Fontes, 1997. NOGUEIRA, Márcia Teixeira; LOPES, Maria Fabiola Vasconcelos. Modo e modalidade: gramática, discurso e interação. Fortaleza: Edições UFC, 2011. PESSOA, Nadja Paulino. Modalidade deôntica e discurso midiático: uma análise baseada na gramática discursivo-funcional. 2011. (p. 46-52) Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Lingüística, Fortaleza-CE. POE, Edgar Allan Poe. The Complete Tales and Poems of Edgar Allan Poe. New York:Barnes & Noble Inc, 2006.

A ORDENAÇAO VS NO PORTUGUÊS PERNAMBUCANO: HISTÓRIA, DESCRIÇÃO E USO Cleber Alves de Ataíde (UFPB/UPM) Neste trabalho abordo o fenômeno da ordenação verbo-sujeito a partir de uma interpretação funcionalista. Acredito que a inversão do sujeito manifesta estratégias discursivas e que tais motivações de uso estão relacionadas a uma possível mudança na classificação tipológica do português brasileiro de VSO para SVO (PEZZATI, 1997). As amostras de nossa análise são textos manuscritos e impressos da esfera pública e privada do Estado de Pernambuco dos séculos XVIII, XIX e XX, que selecionei junto com a equipe regional do projeto Para História do Português Brasileiro (PHPB). Os dados armazenados para análise totaliza um volume de 120.000,00 palavras. Para essa investigação, selecionei apenas os fatores de natureza discursiva como O princípio de marcação, o estatuto informacional do SN, a sequência tópica e o plano discursivo. Os resultados apontam que nos gêneros escritos, como o editorial e a carta do leitor, as construções VS cumprem, principalmente, a função de introduzir informação nova e de figurar o cenário secundário, não-central nos textos. Essas construções introduzem um novo tópico ou elemento novo no discurso, que pode tanto fornecer material de suporte quanto ser abandonado, servindo meramente para montar o cenário para o desenvolvimento do discurso. As análises aqui apresentadas estão baseadas em pesquisas já empreendidas sob diversas orientações teórico-metodológicas: Berlinck (1988 e 1995), Coelho (2000/2006), Duarte (1995), Freitas Junior (2011), Lira (1996), Marques (2008), Pádua (1960), Pedrosa 29


(2004), Pezzati & Camacho (1997), Pontes (1983 e 1987), Tarallo et al (1996), Votre & Naro (1991/1999). PALAVRAS-CHAVE: ordenação SV, diacronia, função . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTILHO, Ataliba T. de; HORA, Dermeval. (orgs.). História do Português Brasileiro: versão preliminar. João Pessoa: Ideia/Editora Universitária, 2010. COELHO, Izete Lehmkuhl. A ordem V-NP em construções monoargumentais: uma restrição sintático-semântica. Tese de doutorado. Universidade Federal de Santa Catarina, 2000. ______. Variação na sintaxe: estudo da ordem do sujeito no PB. In: RAMOS, Jânia. (org.). Estudos sociolinguísticos: quatro vértices, do GT da ANPOLL. Belo Horizonte: FALE, UFMG, 2006 (p. 84-99). GIVÓN, Talmy. Syntax: a functional-typological introduction. Amsterdam: John Benjamins, 1984. ______. Funcionalism ad grammar. Amsterdam: John Benjamins, 1995. ______. Sintax I: and introduction. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins Publishing Company, 2001. ______. Syntax II: a functional-typological Introduction. Amsterdam: John Benjamins, 2001. GUEDES, Marymárcia; BERLINK, Rosane de Andrade. E os preços eram commodos...: anúncios de jornais brasileiros século XIX. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 2000. PESSOA, Marlos de Barros (org). Língua, texto e história: manuscritos e impressos na história do português brasileiro. Recife: Programa de Pós-graduação da UFPE, 2005. NARO, A. & VOTRE, S. A base discursiva da ordem verbo-sujeito em Português. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras da UFRJ, 1991. ______. Discourse Motivations for Linguistic Regularities: verb/subject order in spoken brazilian Portuguese. Probus, 11 (1). (1999, p. 76-100) SPANO, Maria. A ordem V SN em construções monoargumentais na fala culta do português brasileiro e europeu. Dissertação de Mestrado em Língua Portuguesa. Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2002. ______. A ordem verbo-sujeito no português brasileiro e europeu: um estudo sincrônico da escrita padrão. Tese de doutoramento em Língua Portuguesa. Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008.

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PEZATTI, Erotilde Goreti. Uma abordagem funcionalista da ordem de palavras no português falado. ALFA: Revista de Linguística. São Paulo: Editora da Unesp, 1994 (p. 37-56) PEDROSA, Juliene. A ordem sujeito verbo/verbo sujeito na fala pessoense. In: HORA, Dermeval (org.). Estudos sociolingüísticos: perfil de uma comunidade. João Pessoa: Idéia, 2004. PONTES, Eunice. Sujeito: da sintaxe ao discurso. São Paulo: Ática, 1987. ______. (1987). O tópico no Português do Brasil. Campinas: Pontes Editora. VALIN, Robert Van; LAPOLLA Randy J. Sintax: structure, meaning and function. United Kingdom: Cambrige press, 1997.

A REALIDADE DO ENSINO DE ESPANHOL EM ESCOLAS BRASILEIRAS: GRAMÁTICA VERSUS O ENFOQUE COMUNICATIVO Francisca Lívia Aguiar do Santos (UFC) Eveline de Sousa Montenegro (UFC) Este trabalho tem por objetivo analisar o ensino de espanhol/língua estrangeira nas escolas de ensino regular. O eixo principal de análise deste trabalho é o ensino gramatical do espanhol desvinculado do enfoque comunicativo. Desse modo, investigamos as vantagens e as desvantagens que essa metodologia de ensino oferece aos alunos, a fim de que possamos chamar a atenção para as vantagens da aplicação do enfoque comunicativo. Partimos de um pressuposto que é de consenso geral: o ensino da língua espanhola está aquém do esperado, pois no cenário atual, ainda predomina em muitas instituições de ensino, especialmente as de ensino regular, procedimentos de ensino tradicional acompanhados com a metodologia de base estrutural. Tal afirmação nos instigou a buscar possíveis respostas para os seguintes questionamentos acerca dessa metodologia: Quais as deficiências que a metodologia aplicada apresenta? Quais suas vantagens/desvantagens? A metodologia aplicada favorece o desenvolvimento da competência comunicativa? Em contrapartida a essa metodologia, queremos saber a aceitação do enfoque comunicativo tanto pelos responsáveis pelo ensino, os professores, como pelos alunos. Nossa pesquisa encontra sua base em muitos teóricos, como Henry Widdowson (1978), Canale (1973), Hymes (1974), Givón (1979) e Gargallo (1999) que ressaltam a importância do enfoque comunicativo e de seus inúmeros pontos positivos, ressaltamos também o fato de que a experiência docente é extremamente importante para buscar e pôr em prática novos métodos de ensino de línguas estrangeiras. Para a constituição de nosso corpus, aplicamos questionários distintos a professores de espanhol e a alunos, os quais estão compostos de cinco perguntas. Nosso material de trabalho foi colhido a partir da análise das entrevistas feitas com 20 professores de língua estrangeira: Espanhol e 50 alunos da escola regular (fundamental, médio e profissional) de instituições públicas e privadas de Fortaleza. Como esperado muitos professores atribuem suas dificuldades no ensino de espanhol ao fato de que ele é feito de modo descontextualizado, ou seja, se ensina gramática, para quem não se comunica no espanhol, o que converge com o pensamento dos alunos “para que aprender gramática se eu não sei falar espanhol”. Logo percebemos que há uma grande 31


aceitação do enfoque comunicativo pelos professores e pelos alunos, apesar de os professores chamarem a atenção para diversas dificuldades na implantação dessa metodologia de ensino. PALAVRAS-CHAVE: ensino de espanhol; enfoque gramatical; enfoque comunicativo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: QUINTANA, Esther Gutiérrez. Enseñar español desde un enfoque funcional. Madrid, Arco Libros SL, 2007. NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática funcional. São Paulo. Martins Fontes, 1997. GARGALLO, Isabel Santos. Lingüística aplicada a la enseñanza – aprendizaje del español como lengua extranjera. Madrid. Arco Libros SL, 1999. CUNHA ANTUNES, Glaydes Gisele. Análise do método comunicativo moderado no Processo ensino/aprendizagem como língua espanhola. Monografia. Diretoria de Pósgraduação da Universidade do Extremo Sul Catarinense – Unesc. Criciúma, 2009. Disponível em:< http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/00003D/00003DF9.pdf>. Acesso em: 04 de ago. 2012.

A RESSIGNIFICAÇÃO DO ENSINO DA GRAMÁTICA: ESTRATÉGIAS METOLÓGICAS PRESENTES NA OBRA EMÍLIA NO PAÍS DA GRAMÁTICA. Maria Daíse de Oliveira Cardoso (UFPI) Este artigo tem por objetivo analisar as estratégias metodológicas presentes na obra de Monteiro Lobato, intitulada Emília no País da Gramática, considerando que a personagem dialoga com as classes gramaticais e adquire, progressivamente, consciência do funcionalismo dos conceitos gramaticais. De igual modo pretendeu-se investigar a ressignificação do ensino na busca por um ensino contextualizado, identificar o processo evolutivo da língua e ensino na escola, bem como averiguar o efeito da ortografia e prática da escrita no cotidiano escolar. Para a realização da análise, utilizou-se como embasamento teórico as orientações para o ensino ortográfico, as perspectivas psicológicas e implicações educacionais no ensino da ortografia, o dinamismo do processo de ensino-aprendizagem da ortografia, a funcionalidade das regras e sua relação com o texto bem como as abordagens sobre o texto na sala de aula e exemplos de ações pedagógicas cujo foco está no ensino de gramática, buscando assim, o aperfeiçoamento na leitura e na escrita. As estratégias metodológicas privilegiadas para realização desse trabalho foram análise da obra, bem como a exploração de literaturas que abordam as questões teóricas que estão em consonância com o tema, de igual modo realizou-se a análise de periódicos, que de forma semelhante, estão relacionados com a prática educacional. Após a análise da obra e investigação das estratégias metodologias para o ensino de gramática, percebeu-se que na obra de Monteiro Lobato, o que torna a assimilação dos conceitos significativa é sua aplicabilidade ao cotidiano da personagem, Emília, que busca, por meio de analogias, compreender as regras da gramática normativa, ainda é possível identificar o 32


posicionamento do autor sobre a evolução da língua, considerado-a um organismo vivo e por isso, mutável, evidenciando assim, o que os teóricos sobre o ensino de gramática consideram de contextualização, a ressignificação do ensino e a inserção dos conceitos gramaticais em práticas discursivas de uso social. PALAVRAS-CHAVE: gramática; ensino; estratégias metodológicas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FERNANDES, Elisângela. Gramática a favor da leitura e da escrita. Revista Nova Escola. São Paulo, ano XXVII, n. 254, p. 48-55, 2012. LOBATO, Monteiro. Emília no país da gramática. Edição comentada. São Paulo: Globo, 2008. MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. 4ª edição. São Paulo: Editora Ática. 2003. NEVES, Maria Helena de Moura. Gramática de usos do português. São Paulo: Editora UNESP, 2000. POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas: Mercado de Letras, 1996. TEBEROSKY, Ana. Aprendendo a escrever. São Paulo: Editora Afiliada, 2002.

ALTERNÂNCIA MODAL ENTRE INDICATIVO E SUBJUNTIVO EM ORAÇÕES INDEPENDENTES DUBITATIVAS NO ESPANHOL Júlio Cesar Lima Moreira (UFC) Tendo em vista a discrepância entre as prescrições da gramática normativa e a ocorrência do vernáculo quanto à ocorrência do modo subjuntivo e do indicativo em contextos prédeterminados como preferenciais de um ou de outro esboçamos nesse estudo uma descrição e análise dessa variação. Particularmente nos deteremos em orações independentes (simples e coordenadas) com valor dubitativo. Buscaremos testar e tecer considerações sobre a influência nesse contexto de grupos de fatores que privilegiem ou restrinjam a forma subjuntiva. Os dados de língua falada são abordados em perspectiva sincrônica. O objetivo deste estudo é investigar em que medida fatores linguísticos e extralinguísticos atuam na alternância das formas indicativo/subjuntivo, em orações independentes com valor dubitativo enunciadas em entrevistas realizadas entre documentador e informante. Os pressupostos de análise seguem a abordagem da Sociolinguística Variacionista que concebe a língua como um fenômeno que se constitui na heterogeneidade sistemática, sendo motivada por fatores internos e externos (LABOV, [1972] 2008), e os estudos funcionalistas de Givón (1995; 2001), em especial, aqueles dedicados à modalidade. Na presente análise, a qual se encontra em estágio embrionário dentro de sua proposta geral, foram controlados os fatores linguísticos: tipo de item modal dubitativo, tempo verbal, distância entre item dubitativo e a forma verbal e; o fator extralinguístico: faixa 33


etária. Realizamos inicialmente controlando apenas um fator extralinguístico considerando somente indivíduos de nível de escolarização alto, todos com formação superior com mais de 11 anos de estudos. Tomamos como base para análise o banco de dados de entrevistas coletadas pelo LEF (laboratorio de estúdios fónicos) um dos integrantes do Projeto PRESEEA, o qual é um projeto para a criação de um corpus de língua espanhola falada representativo do mundo hispânico em sua variedade geográfica y social. As entrevistas seguem os moldes labovianos, ao coletar dados de fala em situações comunicativas semiespontâneas, visando a amenizar a influência do paradoxo do observador (LABOV, 1972). Foram considerados 36 informantes, estratificados em gênero/sexo, faixa etária e anos de escolaridade, moradores da Cidade do México metrópole mais importante e mais populosa do México. Os dados analisados foram submetidos ao pacote de programa estatístico GOLDVARB (Sankoff, Tagliamonte e Smith, 2012). Os resultados da análise, apesar de parcial e incipiente dentro de nosso projeto de pesquisa, evidenciaram que a forma indicativa é a preferencial em relação a todos os grupos de fatores porém com uma certa restrição nos grupo de fatores item dubitativo: tal vez e quizá e também no grupo fator idade: idosos. Em geral, a forma subjuntiva, em orações independentes dubitativas, codifica preferencialmente a modalidade irrealis, contudo há um grau escalar dessa intencionalidade inserida na submodalidade epistêmica do falante selecionando ora indicativo ora subjuntivo. Interferem nessa seleção fatores linguísticos como observamos tipo de item dubitativo, sugerindo um certo valor inerente a cada item dubitativo com os traços de (+incerteza). Assim como a distância do item dubitativo em relação à forma verbal, confirmandose a descrição da gramática tradicional de que formas antepostas ao item dubitativo tendem a ser do modo indicativo e já as pospostas sendo que quanto mais distantes do item dubitativo maior a possibilidade de ocorrência do indicativo. A análise também demonstrou que falantes com mais de 55 anos tendem a usar mais a forma subjuntiva do que falantes de 20-34 e 35-54 anos. Não podemos afirmar de acordo com resultados do programa GOLDVARB se os fatores linguísticos tem mais relevância para entender essa alternância uma vez que controlamos apenas um grupo de fatores extralinguístico. Parcialmente verificamos que a forma indicativa vem ganhando espaço mesmo em orações independentes dubitativas no espanhol mesmo sendo um item codificador de modalidade epistêmica irrealis e que tradicionalmente regem a forma verbal subjuntiva no entanto como observamos o vernáculo vem demonstrando a neutralização do subjuntivo em alguns contextos nessas orações como já fora demonstrado em trabalhos dessa natureza em orações subordinadas. PALAVRAS-CHAVE: sociolinguística; alternância indicativo/subjuntivo; categorias verbais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: GIVÓN, T. Functionalism and grammar. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 1995. GIVÓN, T. Syntax: an introduction. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 2001. LABOV, W. Padrões Sociolinguísticos. Tradução Marcos Bagno, Maria Marta Pereira Scherre, Caroline Rodrigues Cardoso. São Paulo, Parábola Editorial, 2008. SANKOFF, David; TAGLIAMONTE, Sali A. & SMITH, E. Goldvarb X - A multivariate analysis application. Toronto: Department of Linguistics; Ottawa: Department of Mathematics. 2005.

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ANÁLISE DE ATIVIDADES GRAMATICAIS EM MATERIAIS DIDÁTICOS EM EAD Marílio Salgado Nogueira Maria Fabiola Vasconcelos Lopes Um dos desafios do professor de língua estrangeira é tentar transmitir o conteúdo gramatical de uma forma suave e inteligível aos alunos. Contudo, algumas atitudes em sala de aula continuam enraizadas a um conhecimento e a um método de explicação das normas gramaticais, causando um aumento nesse desafio. Segundo Antunes (2009), apesar de o docente possuir conhecimento sobre diferentes tipos de gramáticas, de modo que venha facilitar o acesso à compreensão da estrutura linguística, não há como o professor muitas vezes se desvencilhar da maneira de ministrar suas aulas, voltando o foco do ensino da língua em sua forma. Por outro lado, Neves (2005), considera que outros conhecimentos gramaticais, como a Gramática Funcional, que norteia os estudos deste trabalho, e pode ser um meio de facilitar a compreensão linguística, tem o interesse de estudar a estrutura da língua na qual se atribui funções a cada unidade, levando em conta a competência comunicativa do falante, ou seja, a comunicação do indivíduo. Também, Halliday (1990), mais moderado, advoga em favor da compreensão da estrutura da língua, aplicando um pouco de formalismo e funcionalismo. Tal postura tem ganhado adeptos por muitos acadêmicos. Assim, com o advento das novas tecnologias, emerge uma expectativa de melhorar o ensino de gramática nas instituições de ensino por possuir recursos diferentes e mais diversificados do material impresso. Criam-se então, os cursos em modalidade de Ensino a Distância – EaD – que disponibilizam materiais eletrônicos expostos em um Ambiente Virtuais de Ensino – AVA, com o fim de ensinar a gramática. Tendo em vista essa nova modalidade de ensino, o presente trabalho, em andamento, tem como objetivo verificar em que medida as vertentes teóricas, formalista, funcionalista ou moderada, são empregadas nas atividades hipertextuais, por meio do método de levantamento. Para tanto, foram selecionadas dez atividades, três de interpretação e sete de gramática, de quatro disciplina de EaD. Até então, de acordo com a análise dos dados, constatou-se que as atividades aplicadas aos alunos são 20% funcionalista, 80% formalistas (estruturalista) e nenhuma segue a linha moderada. PALAVRAS-CHAVES: Atividades gramaticais; Funcionalismo; Ensino a Distância; Material Virtual; Ambiente Virtual de Aprendizagem. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ANTUNES,I. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. 4ª Ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. HALLIDAY, M.A.K. An Introduction to Functional Grammar. Melbourne: Hodder & Stoughton, 1990. MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Anna Christina (Org.). Introdução a Linguística. Vol. 3: Fundamentos epistemológicos. São Paulo: Cortez, 2004 NEVES, Maria Helena de Moura. A Gramática Funcional. São Paulo: Martins Fontes, 2005. OLIVEIRA, Luciano Amaral. Formalismo e funcionalismo: fatias da mesma torta. Sitientibus. Feira de Santana, n.29, p. 95-104, jul./dez., 2003. 35


AS CONCEPÇÕES DE GRAMÁTICA QUE FUNDAMENTAM A PRÁXIS DOCENTE NO CURSO DE LETRAS Edmar Peixoto de Lima – UERN Gláucia Maria Marques Bastos – CMF O objeto de ensino da Língua Portuguesa tem sido alvo de muitas preocupações por parte de estudiosos e pesquisadores. Acreditamos que a concepção de linguagem a que o professor se filia norteia as ações pedagógicas em sala de aula, determinando a postura dos sujeitos (professor e aluno) envolvidos no processo ensino-aprendizagem. Portanto, este artigo se propõe a investigar qual a concepção de linguagem que o docente do curso de Letras defende quando discute o ensino de gramática em sua práxis na graduação e, consequentemente, qual a concepção de gramática que utiliza em sala de aula. Esse trabalho está vinculado ao Programa de Pós-graduação (PPGL) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), haja vista termos participado do Projeto de Cooperação Acadêmica: Disciplinas voltadas às Metodologias de Ensino de Língua Portuguesa (PROCAD), uma vez que nosso corpus faz parte das entrevistas realizadas com os docentes do curso de Letras das três IES participantes do projeto. Utilizamos como aporte teórico os estudos realizados por Neves (2007) ao discutir os conhecimentos que permeiam o ensino de gramática, Antunes (2003 e 2007) que nos leva a refletir no objeto de ensino de Língua Portuguesa e, consequentemente o ensino de gramática e Geraldi (2006) quando defende a concepção de linguagem como embasamento para as ações dos docentes de Língua Portuguesa, entre outros autores que nortearão nossas reflexões. Percebemos nos discursos dos informantes a preocupação com a formação do aluno como sujeito social, sujeito atuante e consciente de sua função do ser professor. Para os docentes, a linguagem se configura como elemento de acesso ao conhecimento e está envolvida diretamente nas relações sociais, embora a concepção de gramática ainda não apresente muita clareza nas definições que norteiam o ensino no curso de Letras, pelo menos não percebemos uma definição unânime presente nos discursos. Em outras palavras, o ensino de gramática está pautado no ensino da norma padrão para um dos informantes, que busca o parâmetro “certo” da língua. O segundo destaca a necessidade de o aluno saber manipular os conhecimentos linguísticos na produção de texto. E, por fim, o terceiro docente demonstra em seu discurso a preferência pela gramática descritiva. Acreditamos que esse trabalho proporcionará debates acerca da gramática como objeto de ensino na universidade e, mais especificamente no curso de Letras, levando-nos a questionar qual gramática está sendo abordada nas aulas de graduação e qual o objetivo de ensino. PALAVRAS-CHAVE: Ensino; Concepções de linguagem; Gramática; Língua Portuguesa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANTUNES, A. Aula de Português: encontro e interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.

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_________. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. AZEREDO, J. C. Ensino de Português: fundamentos, percursos e objetos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2007. GERALDI, J. W. O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 2006. SILVIA, R. V., SILVIA, F. B. Ensino de gramática: descrição e uso. São Paulo, Contexto, 2008.

AS CONSTRUÇÕES V SN EM MANUSCRITOS E IMPRESSOS DE PERNAMBUCO: HISTÓRIA, DESCRIÇÃO E USO Cleber Alves de Ataíde (UFPB/UPM) Neste trabalho pretendo abordar o fenômeno da ordenação verbo-sujeito a partir de uma interpretação funcionalista. Acredito que a inversão do sujeito manifesta estratégias discursivas e que tais motivações de uso estão relacionadas a uma possível mundaça na classificação tipológica do português brasileiro de VSO para SVO (PEZZATI, 1997). Para confirmar a minha hipótese, organizei um conjunto de textos escritos de sincronias passadas do português brasileiro. As amostras são manuscritos e impressos da esfera pública e privada do Estado de Pernambuco, que selecionei junto com a equipe regional do PHPB. O corpora compreende os gêneros de língua escrita recortados por séculos e pertencentes ao corpus mínimo comum do Projeto. Os dados armazenados para análise totaliza um volume de 120.000,00 palavras e serão tratados, codificados e processados segundo a metodologia variacionista. Numa etapa inicial, serão computadas todas as ocorrências da inversão VS. Os fatores observados compõem dois grupos de variavéis: 1) de natureza gramatical e 2) de natureza discursiva. Estão inseridos no primeiro grupo aspectos como a organização das construções (tipo de cláusula e voz verbal), transitividade, número de argumento, extensão, estrutura e representação do SN. Fazem parte do segundo grupo, aspectos como a marcação, o estatuto informacional, a sequência tópica e o plano discursivo. Servirão de parâmetro para as análises as pesquisas já empreendidas sobre a ordem sob diversas orientações teóricometodológicas: Berlinck (1988 e 1995), Coelho (2000/2006), Duarte (1995), Dik (1981), Freitas Junior (2011), Lira (1996), Marques (2008), Mattos e Silva (1989), Neves (1996), Pádua (1960), Pedrosa (2004), Pezzati & Camacho (1997), Pontes (1983 e 1987), Spano (2002/2008), Tarallo et al (1996), Votre & Naro (1991/1999). Palavras-chave: SV, diacronia, fatores discursivos

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AVALIAÇÃO AUTÊNTICA DA APRENDIZAGEM DE GRAMÁTICA EM LÍNGUA INGLESA: REFLETINDO SOBRE PRÓS E CONTRAS Diana Costa Fortier Silva (DLE-UFC) O valor do ensino explícito de gramática na sala de aula de língua estrangeira (LE) está na origem de uma discussão teórico-metodológica que perpassa, entre outros aspectos, as formas de avaliação da aprendizagem gramatical. Estabelecida a importância do trabalho específico sobre as estruturas de uma língua estrangeira para garantir sua aprendizagem de modo mais eficaz, resta ainda definir as estratégias de avaliação mais adequadas para aferição do conhecimento gramatical adquirido pelos aprendizes, sem desvinculá-lo do conjunto geral de conteúdos e habilidades envolvidos no aprendizado de uma LE. A avaliação autêntica, definida como o conjunto dos “múltiplos meios de avaliação que refletem a aprendizagem, as realizações, a motivação e as atitudes do aluno dentro de atividades instrucionais relevantes” (O’MALLEY & PIERCE, 1996), propõe-se como alternativa especialmente adequada para esse fim, ao reconhecer que aprender a lidar com os diversos aspectos do conhecimento gramatical significa adquirir a competência gramatical (ou formal) que é necessária para a aprendizagem efetiva de uma língua - juntamente com três outros tipos de competência: sociolinguística, estratégica e discursiva (McNAMARA, 2000). As atividades autênticas de avaliação, neste contexto, caracterizam-se por valorizar aspectos antes negligenciados, tais como a resposta construída, o emprego de níveis superiores de raciocínio, a integração das diferentes habilidades linguísticas, o foco no processo e a ênfase sobre a profundidade da aprendizagem, em comparação à sua abrangência (O’MALLEY & PIERCE, 1996). Esta comunicação tem como objetivo motivar a reflexão sobre essas questões, focalizando a análise sobre os méritos e limitações da avaliação autêntica em termos gerais e propondo alternativas mais autênticas para a avaliação da aprendizagem de habilidades gramaticais em LE, especificamente de Língua Inglesa. PALAVRAS-CHAVE: ensino de gramática em Língua Inglesa; avaliação autêntica; avaliação da aprendizagem de gramática em Língua Inglesa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: HEATON, J. B. Classroom Testing. New York: Longman, 1990. McNAMARA, Tim. Language Testing. UK: Oxford University Press, 2002. O’MALLEY, J. Michael & PIERCE, Lorraine Valdez. Authentic Assessment for English Language Learners. USA: Addison-Wesley, 1996. WEAVER, Constance. Teaching grammar in context. Portsmouth: Heinemann, 1996.

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COESÃO TEXTUAL: ANÁLISE DE MECANISMOS DE COESÃO Paulo Roberto Nogueira de Andrade (UFC-DLE) No intuito de contribuir para a atualização e aperfeiçoamento de professores de inglês como língua estrangeira e para a promoção do intercâmbio de teorias e práticas acerca da produção textual entre professores, pesquisadores e estudantes de Letras, este trabalho objetiva abordar mecanismos de coesão textual em língua inglesa, tendo como ponto de partida a proposta de Guy Cook (2001).O ensino de compreensão e produção textual em língua inglesa pode ser abordado sob inúmeras e diversas óticas e abordagens, conforme Richards, Jack C. & Theodore S. Rodgers (2001) em seu livro Approaches and Methods in Language Teaching. O papel da gramática deve ser profundamente discutido para que se evitem leituras equivocadas de metodologias de ensino de línguas estrangeiras no que diz respeito à utilização ou não da gramática e a forma de sua utilização em uma perspectiva contemporânea. Adoto aqui um pressuposto discursivo do processo de tessitura do texto (Brown& Yule,1983; Coulthard, 1994, Richards, 2001). Acredito que, através de tarefas aplicadas e tarefas recomendadas, os participantes terão a oportunidade de: i) identificar os principais mecanismos de coesão encontrados em diversos gêneros textuais, ii) discutir sobre seus usos e efeitos e iii) refletir sobre as práticas pedagógicas como professores de inglês como língua estrangeira. Os principais mecanismos de coesão abordados serão: formas verbais, paralelismo, expressões referenciais, repetição, cadeias lexicais, substituição, elipse, conjunções. Ao final deste breve trabalho, os participantes terão analisado diversos mecanismos de coesão e poderão fazer reflexões sobre suas próprias práticas docentes. Adicionalmente, poderão se inserir em grupos de pesquisa para aprofundamento deste tema. PALAVRAS-CHAVE: coesão textual; mecanismos de coesão; produção textual. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CAVALCANTE, Mônica Magalhães. Referenciação: sobre coisas ditas e não ditas. Ed. UFC Fortaleza, 2011. COOK, Guy. Discourse. Oxford. Oxford University Press, 1989. HALLIDAY, M.A.K.; HASA, Ruqaiya. Cohesion in English. London. Longman, 1976. KOCH, Ingedore V. A Coesão Textual. 2 ed. São Paulo. Contexto, 1990. _____; TRAVAGLIA, Luiz C. Texto e Coerência. São Paulo. Cortez. 1989. DISCUTINDO DUAS VIAS DE ACESSO NO ENSINO DE GRAMÁTICA Clarisse Magno Silva (BOLSISTA DE EXTENSÃO -UFC) Maria Fabiola Vasconcelos Lopes (DLE/UFC) O ensino de gramática, em contexto de sala de aula de língua inglesa (LI), de escolas públicas, principalmente, parece ser mais voltado para a estrutura. Assim, faz-se necessário procurarmos 39


entender os direcionamentos dados aos discentes no ambiente virtual em curso de graduação. Para tal fim, analisamos a produção escrita nos fóruns de morfossintaxe de língua inglesa em ensino de graduação, tendo em vista investigar os vestígios formalistas, funcionalistas ou de outro tipo, nas explicações e respostas dos tutores e alunos. A intenção é saber se o uso de uma vertente em detrimento da outra não causa lacunas na aprendizagem dos alunos, que nesse caso, são futuros profissionais do ensino. Segundo Marcuschi (2008), para os formalistas, o sistema é entendido como autônomo. Já a abordagem funcionalista concentra-se nos aspectos que conduzem de maneira mais adequada os processos interativos e comunicativos nas relações entre os interlocutores que se dão em contextos comunicativos. Atrelado a isso, podemos destacar o contexto de uso, o que nos permite abstrair o funcionamento da língua. Dessa forma, no contexto de ensino, a escolha por uma determinada corrente pode influir na orientação ao aluno, no repasse do conteúdo, nas explicações, por exemplo. Assim, um professor que se utiliza da gramática e suas regras orienta o aluno quanto às formas. A partir desse pensamento, buscamos, em Marcuschi (2008), Mussalim & Bentes (2004), Lock (2005) e Oliveira (2003), os preceitos das vertentes estudadas para esse fim e consideramos as postagens do tipo explicações, comentários e correções. Dos resultados, podemos dizer que 7,0% se utilizam da abordagem funcionalista, 15,5% da formalista e 4,3% formalista com inclinação ao funcionalismo. Os comentários lideram o ranking formalista com 10,7%. Já as explicações conteudísticas se apresentam com 9,7% contra 6,7%, encontradas dentre as correções. Constatamos que dentre os casos observados, quanto ao tipo de orientação, 26,7% envolvem os sentidos e o uso, sendo que 14,9% focam nos sentidos e na forma. Contudo, 58,4% concentram-se exclusivamente na forma. Tais constatações reforçam a primazia dos aspectos formais da língua, fazendo-nos refletir acerca do desconhecimento de vertentes outras pelos tutores. PALAVRAS –CHAVE: Formalismo; Funcionalismo; Ensino. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: LOCK, Graham. Functional English Grammar: An introduction for second language teachers. City University of Hong Kong, Cambridge University Press, 2005. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo : Parábola Editorial, 2008. MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Anna Christina (Orgs.). Introdução à linguística: fundamentos epistemológicos. São Paulo: Cortez. 2004. OLIVEIRA, Luciano A. Formalismo e Funcionalismo: Fatias da mesma torta. Sitientibus, Feira de Santana, no. 29, p.95-104, Jul/dez, 2003. É POSSÍVEL REDUZIR OS ERROS GRAMATICAIS? OLIVEIRA, Larisse Carvalho de – UFC LOPES, Maria Fabíola Vasconcelos – UFC Como se sabe, para ser um bom escritor é necessário antes de tudo escrever e ter um bom conhecimento das normas da língua na qual se escreve. Frente a essa necessidade decidimos 40


incentivar os alunos da disciplina ‘Compreensão e Análise de Língua Inglesa’ do curso de Letras da UFC a escrever mais. Dessa forma, foi desenvolvido um projeto pela monitoria ligando às redes sociais a interação fora da sala de aula ao conteúdo estudado na disciplina. O grupo foi criado para discussões via facebook. Nesse espaço digital, os alunos deveriam postar suas impressões, que teriam sido discutidas em sala ou estudadas em casa pelos mesmos. No grupo foram postados três vídeos que agiram como um complemento catalisador ao material de sala. Durante o período de um mês, a monitoria postou perguntas que estigavam a discussão de temas trabalhados em sala. Aos alunos, foi solicitado a participação em forma de respostas por extenso, às indagações, exemplos comentados e comentários às postagens dos colegas. O trabalho exercido pela monitoria foi desenvolvido em quatro partes: a) seleção dos vídeos e preparação dos questionamentos; b) observação das postagens e análise dos equívocos de conteúdo, sendo os erros gramaticais também considerados; c) checagem das correções feitas pelo aluno, e d) interações. Sob a orientação da monitoria os alunos tinham a chance de aprender com os seus erros. Não era possível simplesmente apontar os erros cometidos pelos alunos, os estudantes deveriam ficar atentos às correções e aos contextos onde ocorriam, compreendendo os diferentes usos da língua. Como aparato teórico utilizamos os trabalhos de Halliday & Hasan (1976), LOPES (2010), e também de GOULD (2006). Todos os alunos apresentaram problemas com a escrita e a gramática no primeiro fórum. Assim, no fórum 1 obtivemos 41% de erros no total (Conjugação[C] 13%; Ortografia [O] 6%; Uso de preposição [P] 8%; Estrutura de frase [F] 14%), 62% no fórum 2, ([C] 18%; [O] 23%; [P] 3%; [F] 18%), 20% no fórum 3, ([C] 4%; [O] 11%; [P] 2%; [F] 3%. Após treino de atividades de escrita, um artigo foi produzido. Observamos uma queda dos erros cometidos pelos alunos.Dentre eles, apenas 3% precisou reescrever o artigo e 7% obteve média igual ou maior que 7. PALAVRAS-CHAVE: Facebook; gramática; erros. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GOULD, Mike. Focus on comprehension 2. Singapura. Learners Publishing Pte Ltd. 2006. GREEN, Mary & GOULD Mike. Focus on comprehension 3. Singapura. Learners Publishing Pte Ltd. 2006. HALLIDAY, M.A.K, HASAN, Ruqayia . Cohesion in English. London: Longman, 1976. LOPES, Maria Fabiola V. Compreensão e Produção escrita - Instituto UFC Virtual - Copyright, 2010.

ENSINAR GRAMÁTICA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA: POR QUE, QUANDO, O QUÊ, COMO? Diana Costa Fortier Silva (UFC) Acompanhando o movimento pendular que parece reger a evolução dos estudos em metodologia de ensino de Línguas Estrangeiras (LE), o ensino de gramática tem passado por sucessivas mudanças de status dentro da área, da posição de elemento central na 41


aprendizagem de uma língua até o quase total banimento das salas de aula, nos primeiros anos após o advento da abordagem comunicativa, representante mais famosa das abordagens cognitivistas. O movimento comunicativo, no entanto, passou (e continua passando) por sucessivas reavaliações desde a publicação dos principais trabalhos que assinalaram seu surgimento. Após o arrefecimento do radicalismo inicial, a abordagem comunicativa amadureceu atualizou-se. A atual posição do pêndulo, no que diz respeito ao ensino de gramática, aponta para o restabelecimento de grande parte de seu antigo status dentro da área, com a constatação de que a reflexão gramatical efetivamente contribui para o desenvolvimento das habilidades comunicativas do aprendiz, exercendo, portanto, um papel importante no processo de aprendizado de uma língua. Assim, as investigações referentes ao ensino de gramática em LE começaram a deslocar-se para a busca de modelos de abordagem gramatical mais eficazes e condizentes com as novas metodologias de ensino de LE. O que nos leva à questão que pretendemos discutir com o presente trabalho: após tantas idas e vindas, qual deve ser a posição da gramática dentro da sala de aula de língua inglesa? Se concordamos que devemos ensinar gramática a nossos alunos, o que dizem os mais importantes teóricos sobre como e quando devemos fazê-lo? Apoiados em diversos estudos sobre o tema, pretendemos fundamentar a discussão sobre por que, quando, o quê, e como ensinar gramática em LE. PALAVRAS-CHAVE: ensino de LE, metodologia de ensino de LE, ensino de gramática em LE. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BORG, Simon. Second language grammar teaching: practices and rationales. Ilha do Desterro. Florianópolis, n. 41, pp. 155-183, julho-dezembro de 2001. NUNAN, David. Grammar. In: NUNAN, David (ed.) Practical English language teaching. New York: McGraw Hill, pp. 153-171, 2003. SWAN, Michael. Seven bad reasons for teaching grammar - and two good ones. In: RICHARDS, Jack e RENADYA, Willy. Methodology in language teaching – an anthology of current practice. Cambridge: Cambridge University Press, pp. 148-152, 2001.

ENSINO DE GRAMÁTICA NA INTERAÇÃO EM CHATS DE UM AVA DESTINADO A ATIVIDADES DE MONITORIA PARA ALUNOS DO CURSO DE LETRAS Daniel Ferreira da Silva (PID-UFC) Andreia Turolo da Silva (DLE-UFC) Esta pesquisa tem como objetivos estudar a interação em chat entre monitor/tutor e alunos dos semestres iniciais do Curso de Letras com habilitação em língua inglesa, como parte do projeto de monitoria em língua inglesa vinculado a este curso. Com embasamento teóricometodológico de natureza qualitativa, buscamos analisar como se dá o ensino da gramática em atividades no chat com foco na forma linguística utilizando a língua inglesa. Observou-se as implicações das aulas-chat para o desenvolvimento da competência gramatical nos alunos do curso através da construção do conhecimento de natureza implícita e explícita da gramática da 42


língua alvo, assim como descritos em Ellis (2002). Apoiamos-nos, também, nas perspectivas sócio-cognitiva e situada presentes nas teorias pedagógicas da EaD conforme Filatro (2004), nas teorias de aprendizagem colaborativa mediada por computadores e de gêneros que lhes dão suporte, respectivamente em Warschauer (1997) e em Marcuschi e Xavier (2005); e nas premissas teóricas da Abordagem Comunicativa conforme Brown (2000). O universo desta pesquisa compreendeu 15 dos 24 chats cadastrados. Desses, dois foram selecionados para uma análise comparativa: um chat com foco na relação forma-significado e outro com foco exclusivamente na forma. Buscamos observar a colaboratividade em relação ao tópico conversacional em destaque. Nos resultados da análise, observamos que os aprendizes sentemse livres para transitar entre o foco na forma e o foco no significado, ou manter os dois mutuamente, de acordo com suas necessidades. Contudo, no decorrer da interação, alguns fatores podem direcionar o foco da conversa apenas para a forma, permitindo que a língua seja tratada como objeto de análise. O reajuste de foco contribui para a reflexão crítica sobre a gramática da língua-alvo por meio da metalinguagem. O resultado é a construção de conhecimento explícito e implícito através da discussão tanto de tópicos gramaticais previstos no material didático de uso presencial como das lacunas na gramática interna dos alunos reveladas na conversa. PALAVRAS-CHAVE: Ensino/aprendizagem de língua; Interação online; diálogo colaborativo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BROWN, D. Teaching by Principles: an interactive approach to language pedagogy. New Jersey: Prentice Hall Regents, 2000. ELLIS, Rod (2002). “The place of grammar instruction in the second/foreign language curriculum”. In Hinkel and S. Fotos (Eds), New Perspectives on Grammar Teaching in Second Language Classrooms. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum. FILATRO, A. Design instrucional contextualizado: educação e tecnologia / Andrea Filatro. – São Paulo : Editora Senac São Paulo, 2004. LONG, M.; ROBINSON, P. (1998). "Focus on form: Theory, research and practice". In Doughty, Catherine; Williams, Jessica. Focus on form in classroom second language acquisition. Cambridge: Cambridge University Press. (p. 15–41). SWAIN, M. (2000). The output hypothesis and beyond: mediating acquisition through collaborative dialogue. In: Lantolf, J. Sociocultural theory and second language learning. Oxford: Oxford University Press, (p. 97-114). WARSCHAUER, M. Computer-mediated collaborative learning: theory and practice. In: The modern language journal. Vl. 81, 1997 (p. 470-481). ENTENDENDO A GRAMÁTICA NO GÊNERO CONTO Clarisse Magno Silva - UFC De acordo com Lopes (2009), os modalizadores se fazem presentes em contexto de ensino, sendo usados tanto por professores como por alunos. Tais modalizadores são entendidos como 43


veiculadores de uma carga semântica que auxilia na compreensão de uma gramática mais contextualizada. Assim, trazemos uma discussãoacerca dagramática integrando a categoria gramatical modalidade eo gênero conto, aqui ilustrado pormeio de The Garden Party, de Katherine Mansfield. Dessa forma, objetivamos discutir em particular, se,os modalizadores deônticos, afetam ou auxiliam o desenrolar do enredo no que diz respeito à construção da imagem da mulher na sociedade dos anos 20. Dos materiais e métodos adotados,procedemos a múltiplas leituras, selecionamos o conto a ser trabalhado, coletamos os modalizadores encontrados, categorizamos os dados,e em seguida,realizamos a análise qualitativa e quantitativa dos valores empregados no conto. A investigação fundamenta-se nos estudos de Lyons (1977), dando suporte ao nosso entendimento quanto à modalidade, em Palmer (1986), que nos auxilia na compreensãoda utilização dos modalizadores deônticos e,em Lopes (2009 e 2011), que apresenta a importância da investigação do uso dos modalizadores no ambiente de sala de aula. O estudo se debruça ainda sobreÁvila (2007), que mostra como se dá a construção do papel da mulher nos anos 20. Os resultados, apontam para a inferiorização da mulher na sociedade sendo os modalizadores um dos responsáveis pela construção dessa inferiorização. Também, ocorre a predominância do verbo auxiliar, em 80% dos casos, os quaisexpressam a submissão da mulher, seguidade 20% do uso do imperativo. Encontramos dentre os enunciados modalizados, 66,6% foram proferidos pela personagem protagonista, Laura. E por fim, a análise do conto por meio do entendimento da gramática, vista sob à luz dos modalizadores, permite uma melhor compreensão não somente da gramática inserida em um contexto real de uso, mas também, dos personagens e da obra como todo. PALAVRAS-CHAVE: Gramática; modalidade; ensino. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ÁVILA, Simone Moreira. A construção da subjetividade feminina na obra literária de Francisca Clotilde, Emília de Freitas e na revista “A Estrela” (1899-1921). Dissertação de pós-graduação. Brasília: Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília. Universidade de Brasília, 2007. LOPES, Maria Fabíola V. A modalidade deôntica na aula de inglês ministrada em português. 2009. 263 f. Tese (Doutorado) – Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2009. _____. Relação modal no discurso do professor. In: NOGUEIRA. Márcia Teixeira & LOPES, Maria Fabíola V. (Org.) Modo e Modalidade: gramática, discurso e interação. Fortaleza: Edições UFC, 2011. MANSFIELD, Katherine. The garden party. In: HINDMARSH, Roland. Waiting and other modern stories. Cambridge University Press, 1981, p.47-65. LYONS, John. Modality. In: Semantics.v.2. Cambridge: Cambridge University Press, 1977, p. 787 – 849. PALMER, F. R. Mood and Modality. London: Cambridge University Press, 1986.

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ENTENDENDO A GRAMÁTICA NO GÊNERO CONTO Clarisse Magno da Silva(UFC) Maria Fabíola Vasconcelos Lopes (UFC) De acordo com Lopes (2009), os modalizadores se fazem presentes em contexto de ensino, sendo usados tanto por professores como por alunos. Tais modalizadores são entendidos como veiculadores de uma carga semântica que auxilia na compreensão de uma gramática mais contextualizada. Assim, trazemos uma discussão acerca da gramática integrando a categoria gramatical modalidade e o gênero conto, aqui ilustrado por meio de The Garden Party, de Katherine Mansfield. Dessa forma, objetivamos discutir em particular, se, os modalizadores deônticos, afetam ou auxiliam o desenrolar do enredo no que diz respeito à construção da imagem da mulher na sociedade dos anos 20. Dos materiais e métodos adotados, procedemos a múltiplas leituras, selecionamos o conto a ser trabalhado, coletamos os modalizadores encontrados, categorizamos os dados, e em seguida, realizamos a análise qualitativa e quantitativa dos valores empregados no conto. A investigação fundamenta-se nos estudos de Lyons (1977), dando suporte ao nosso entendimento quanto à modalidade, em Palmer (1986), que nos auxilia na compreensão da utilização dos modalizadores deônticos e, em Lopes (2009 e 2011), que apresenta a importância da investigação do uso dos modalizadores no ambiente de sala de aula. O estudo se debruça ainda sobre Ávila (2007), que mostra como se dá a construção do papel da mulher nos anos 20. Os resultados, apontam para a inferiorização da mulher na sociedade sendo os modalizadores um dos responsáveis pela construção dessa inferiorização. Também, ocorre a predominância do verbo auxiliar, em 80% dos casos, os quais expressam a submissão da mulher, seguida de 20% do uso do imperativo. Encontramos dentre os enunciados modalizados, 66,6% foram proferidos pela personagem protagonista, Laura. E por fim, a análise do conto por meio do entendimento da gramática, vista sob à luz dos modalizadores, permite uma melhor compreensão não somente da gramática inserida em um contexto real de uso, mas também, dos personagens e da obra como todo. PALAVRAS-CHAVE: Gramática; modalidade; ensino. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ÁVILA, Simone Moreira. A construção da subjetividade feminina na obra literária de Francisca Clotilde, Emília de Freitas e na revista “A Estrela” (1899-1921). Dissertação de pós-graduação. Brasília: Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília. Universidade de Brasília, 2007. LOPES, Maria Fabíola V. A modalidade deôntica na aula de inglês ministrada em português. 2009. 263 f. Tese (Doutorado) – Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2009. _____________________. Relação modal no discurso do professor. In: NOGUEIRA. Márcia Teixeira & LOPES, Maria Fabíola V. (Org.) Modo e Modalidade: gramática, discurso e interação. Fortaleza: Edições UFC, 2011. MANSFIELD, Katherine. The garden party. In: HINDMARSH, Roland (Ed.). Waiting and other modern stories. Cambridge University Press, 1981, p.47-65. 45


LYONS, John. Modality. In: Semantics. v.2. Cambridge: Cambridge University Press, 1977, p. 787 – 849. PALMER, F. R. Mood and Modality. London: Cambridge University Press, 1986.

EXPRESSÕES POLIDAS EM CARTAS DE AMOR Andrezza Alves Queiroz (UECE) Maria Helenice Araújo Costa (UECE) Considerando a língua como um instrumento de interação social, utilizada para estabelecer as relações comunicativas entre os interactantes, Dik (1978; 1989 apud NEVES, 1997) coloca que a expressão linguística é mediada pelo propósito do falante e pela interpretação do destinatário. Dessa forma, a língua não poderia ser vista como uma entidade autônoma que não considera a intenção e a informação pragmática do falante e a informação pragmática do destinatário, assim como a suposição do falante sobre qual seja a informação pragmática de seu destinatário. Durante essa interação, os participantes vão construindo os significados das formas linguísticas, as quais podem adquirir novos sentidos nas negociações realizadas pelos envolvidos no processo da comunicação (SANTOS, 2011). Nesse processo, os participantes fazem escolhas linguísticas que podem ser entendidas através de seu contexto de uso. Algumas dessas escolhas, segundo Brown e Levinson (1987 apud PAIVA, 2008), poderiam prejudicar as faces do interlocutor, do próprio falante e/ou de outros indivíduos envolvidos na ação. Com o propósito de minimizar os possíveis efeitos dessas ameaças, os interactantes podem recorrer a diferentes estratégias de polidez e, assim, garantir o sucesso da interação comunicativa. Considerando esses pressupostos, pretendemos, com este trabalho, discutir a escolha de determinadas expressões linguísticas em cartas pessoais trocadas entre um casal de namorados, enfocando as estratégias de polidez linguística que estariam subjacentes a esses usos. Para isso, tomamos como amostra três cartas particulares escritas por um casal dos anos trinta, retiradas da página virtual Laboratório de História do Português Brasileiro (Laborhistórico PB). A partir da análise dessa amostra, verificamos que a manifestação dos sentimentos apareceu marcada pelo uso de vocativos e de expressões linguísticas no diminutivo, e o formalismo da linguagem apareceu representado pelo uso do pronome tu, que, provavelmente, consistia em um parâmetro utilizado na década de trinta, e do pronome você, que, possivelmente, tratava-se de uma forma linguística que ainda carregava traços de respeito e de cerimônia provenientes da forma original Vossa Mercê. Com este trabalho, tentamos mostrar que através dos elementos linguísticos foi possível interpretar os sentidos enunciados pelos participantes do evento comunicativo. Este estudo está inserido dentro de uma pesquisa maior, o trabalho de conclusão de curso intitulado Estratégias de polidez linguística em cartas de amor, apresentado ao curso de Letras da Universidade Estadual do Ceará. PALAVRAS-CHAVE: língua; expressão linguística; polidez linguística. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 46


NEVES, Maria Helena de Moura. A Gramática de usos é uma gramática funcional. Alfa, São Paulo, v. 41, n.esp., p.15-24, 1997. Disponível em: < http://seer.fclar.unesp.br/alfa>. Acesso em: 29/08/2012. PAIVA, Geórgia Maria Feitosa e. 2008. A polidez linguística em sala de bate-papo na Internet. Dissertação (Mestrado em Linguística) - Programa de Pós-Graduação em Linguística, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2008. SANTOS, Juliana dos. A polidez indiciando a multifuncionalidade do verbo achar. PERcursos Linguísticos, Vitória, v. 3, n.1, p. 119-136, 2011. Disponível em:< http://periodicos.ufes.br/percursos >. Acesso em: 29/08/2012.

GERANDO INFERÊNCIAS A PARTIR DE ELEMENTOS LINGUÍSTICOS GRAMATICAIS Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos (DLE/DLV – UFC) Esta proposta de comunicação tem por objetivo destacar o papel desempenhado pelos elementos gramaticais na geração de inferências durante o processamento leitor. A inferência é entendida aqui como produto cognitivo-discursivo gerado durante a leitura de um texto (cf. KEMBO, 2001), podendo ser resultante de três fontes geradoras: (a) o conjunto de saberes acumulados como, por exemplo, os conhecimentos enciclopédico, sóciointeracional, procedural, textual, etc., (b) o contexto linguístico ou co-texto que compreende os elementos linguísticos ou léxico-gramaticais do texto e (c) o contexto, ou seja, tudo aquilo que, de alguma forma, contribui para ou determina a construção do sentido textual. Essas fontes podem atuar de forma individualizada ou interativa para a efetivação da compreensão inferencial durante a leitura. Este trabalho se volta para os elementos linguísticos gramaticais para além de suas formas estruturais, considerando seus significados e sentidos no âmbito do contexto imediato e/ou abrangente. Questões de Provas de Inglês de Vestibulares da Universidade Federal do Ceará serão utilizadas para demonstrar a relevância dos elementos gramaticais quando não tomados como meras formas desprovidas de sentido, bem como sua função de itens portadores de sentidos implícitos e, consequentemente, elementos colaboradores no estabelecimento da compreensão efetiva. Palavras-chave: inferência; elementos gramaticais; leitura REFERÊNCIAS: BLANCAFORT, Helena Calsamiglia & VALLS, Amparo Tusón. Las cosas del decir: manual de análisis del discurso. Barcelona: Editorial Ariel, S. A., 1999. CAVALCANTE, Mônica Magalhães. Referenciação: sobre coisas ditas e não ditas. Fortaleza: Edições UFC, 2011.

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KEMBO, Jane A. Testing of inferencing (reading) behaviour in a second language and its implications for the classroom and testers of reading. In: International Literacy Conference. Cape Town, 2001. Disponível em: <http://www.literacy.uct.ac.za/Papers/KemboPaper.html>. Acesso em: 24.06.2012. KOCH, Ingedore Villaça. Introdução à linguística textual. SP: Martins Fontes, 2004. _____________________ & ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto. SP: Editora Contexto, 2006.

GRAMÁTICA: FAZER, SABER OU SABER-FAZER? – O PAPEL DA GRAMÁTICA NO DESENVOLVIMENTO DA LÍNGUA Robson Luis Batista Ramos Pedro Henrique Lima Praxedes Filho (UECE) O ensino de Língua Portuguesa, durante as últimas décadas, limitou-se à repetição e à reprodução de modelos gramaticais, a chamada Gramática Normativa (e, portanto, prescritiva). Na realidade, grande parte do material produzido para a disciplina de Língua Portuguesa destina-se quase sempre ao ensino de gramática, no entanto, conforme ressalta Perini (2002, p. 27, 28), “somos forçados a concluir que o estudo da gramática não oferece um instrumento para atingir o grande objetivo da língua portuguesa [levar os alunos a ler e escrever razoavelmente]” (grifos do autor). Pode-se facilmente constatar a ineficácia dessa abordagem, uma vez que grande parte dos egressos escolares sente dificuldade quando chamados a interpretar ou produzir textos escritos. Dados do Índice Nacional de Analfabetismo Funcional (INAF) edição 2009 revelam que apenas 40% dos jovens brasileiros metropolitanos possuem nível de alfabetismo pleno, ou seja, conseguem desenvolver “a leitura de textos mais longos, relacionando suas partes, comparam e interpretam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses” (INAF JOVENS, 2009, p. 6 – 7). Com o avanço dos estudos linguísticos, particularmente da Linguística Aplicada e das áreas que a compõem como a Sociolinguística, os Estudos do Letramento e a Análise do Discurso, por exemplo, tornou-se ainda mais evidente tal discrepância entre o ensino da língua e a sua vivência (NEVES, 2010; MATTOS E SILVA, 1995, 2004). O que é, afinal, a gramática; qual é, ou deveria ser, seu papel para o aprendizado e, por consequência, para o ensino de língua? Proponho a discussão da visão de gramática de duas das principais correntes linguísticas, o Estruturalismo e o Gerativismo, associando-as, respectivamente, ao fazer (gramática como estrutura a ser reproduzida) e ao saber (gramática como componente inato), a fim de combater o mito de que aprender uma língua é aprender gramática da língua. Partindo dos preceitos da Semiose Social (HALLIDAY, 1978), advogo que a língua é uma prática social situada historicamente, cuja função primordial é possibilitar a interação consigo (significados ideacionais) e com outros (significados interpessoais). Sendo a língua um sistema semiótico (HALLIDAY & MATTHIESSEN, 1999;) e complexo (CILLIERS, 2004), a mera descrição de suas partes não é suficiente para explicar os sofisticados mecanismos de sua organização. Em verdade, a língua (do adulto), como a conhecemos, é o mais sofisticado sistema semiótico porque, diferente dos demais, é também um sistema semântico, ou seja, capaz de não apenas reproduzir mas também 48


de criar significados (meaningmaking); neste sentindo, a (léxico)gramática é o construto semiótico estruturador do sistema, constituindo não um fazer ou um saber, mas um saberfazer, conforme Halliday (2005, p. 216) ressalta, a gramática das línguas naturais tem como propriedades básicas: i) construir as experiências humanas (internas e externas à consciência) e ii) viabilizar as relações sociais. O aprendizado e o ensino da língua são, em última instância, reflexos diretos das experiências linguísticas, que só podem ser adquiridas na vivência, sendo, portanto, o papel da escola possibilitar o acesso aos vários registros e gêneros existentes nas diversas culturas (CHRISTIE, 2009; COFFIN, 2010; MARTIN & ROSE, 2008) das quais os alunos participam. PALAVRAS-CHAVE: LINGUÍSTICA SEMIÓTICO COMPLEXO

SISTÊMICO-FUNCIONAL;

GRAMÁTICA;

SISTEMA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: NEVES, Maria Helena de Moura. Ensino de língua e vivência de linguagem: temas em confronto. São Paulo: Contexto, 2010. HALLIDAY, M. A. K.; MATTHIESSEN, Christian. Construing experience as meaning: a language based approach to cognition. London: Cassell, 1999. MARTIN, J. R..; ROSE, David. Genre Relations: Mapping culture. London: Equinox, 2008. MATTOS E SILVA, Rosa Virgínia. Contradições no ensino de português: a língua que se fala x a língua que se ensina. São Paulo: Contexto, 1995. MATTOS E SILVA, Rosa Virgínia. “O Português são dois....”: novas fronteiras, velhos problemas. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.

MODOS DE PARTICIPAÇÃO DO OUVINTE NO TURNO DO FALANTE Klébia Enislaine do Nascimento e Silva (UFC) O presente trabalho visa a analisar as manifestações do ouvinte durante o turno do falante, em microinterações intraturno (HILGERT 2010), isto é, em interações dentro de um único turno, em diálogos entre dois informantes, na Norma oral do Português popular de Fortaleza. Partindo da concepção discutida em Güilich (1986) de que a formulação do enunciado do falante é determinada pelo comportamento do ouvinte durante a realização de seu turno, analisaremos tal comportamento quando refletido em termos linguísticos, observando como esse tipo de manifestação influencia o desenvolvimento do tópico discursivo. Seguimos como postulado o funcionalismo linguístico que busca observar a função que desempenha a expressão linguística em seu contexto real de utilização. Procuramos discutir o papel discursivo da colaboração intraturno com base nas ideias apresentadas por Hengeveld e Mackenzie (2008), na obra Functional Discourse Grammar, principalmente no que diz respeito ao componente contextual da língua, que é responsável pela formulação dos enunciados. Estes 49


autores assumem como objeto de análise o ato discursivo, o que permite o tratamento dos parâmetros referentes à colaboração, já que esta focaliza unidades linguísticas que, muitas vezes, são maiores ou menores que a oração. O corpus analisado corresponde a uma amostra de 10 inquéritos do tipo D2 do NORPORFOR que foram lidos e as ocorrências identificadas e analisadas qualitativamente. Nossa análise mostra que o ouvinte manifesta-se utilizando desde marcas de confirmação ou negação do tipo: sim, não, isso, é até expressões linguísticas completas que vão além da frase. Estes modos de participação do ouvinte no turno do falante desempenham várias funções como monitoramento do desenvolvimento do tópico discursivo; colaborações para completar a fala do outro, parafraseá-la ou corrigi-la evidenciando o envolvimento por parte do ouvinte no que está sendo formulado. PALAVRAS-CHAVE: funcionalismo; interação intraturno; gramática da fala. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: GÜILICH. Elisabeth. L. Organisationconversationnelledêsenoncésinachevéset de leursacèvementinteractif en ‘situation de contact’. DRLAV Revue de Linguistique, n. 34/5, p. 161-82, 1986. HENGEVELD, K. MACKENZIE, J. L. Functional Discourse Grammar: a typologically-based theory of language structure. Oxford: Oxford University Press, 2008. HILGERT, J. G. A colaboração do ouvinte na construção do enunciado do falante – um caso de interação intraturno. In: PRETTI, D. (org). Interação na fala e na escrita. São Paulo, FFLCH/USP, 2002.

MULTIMODALIDADE NA SEÇÃO DE GRAMÁTICA DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA INGLESA: UMA ANÁLISE DOS ASPECTOS COMPOSICIONAIS Edina Maria Araújo de Vasconcelos (SEDUC) O ensino de estruturas gramaticais é parte importante para a aprendizagem de uma língua estrangeira, pois tais estruturas também estão relacionadas ao desenvolvimento da competência comunicativa na língua alvo. Reconhecendo a importância do ensino de gramática e o fato de que ela não pode ser descrita como sistema autônomo (NEVES, 2010), o Livro Didático (LD) em geral, dedica pelo menos uma seção para apresentação de estruturas gramaticais. Seguindo a orientação dos estudos funcionalistas da linguagem, este artigo tem por objetivo apresentar uma análise dos aspectos composicionais (cores, tipografia, imagem) que co-ocorrem com a modalidade escrita, na seção de gramática do LD, pois reconhecemos que tais aspectos contribuem para o letramento visual do aluno também no que diz respeito ao estudo das estruturas gramaticais. Considerando que os textos são multimodais em sua essência, pois a comunicação humana se utiliza de mais de um modo semiótico na sua realização, a análise descrita neste artigo utilizou-se do aporte teórico da teoria da Multimodalidade de Kress e Van Leeuwen (2006), que considera os diferentes modos semióticos presentes na composição textual como elementos que requerem diferentes olhares 50


e percepções a cerca dos significados propostos através destes vários modos semióticos, e a perspectiva de Letramentos (SOARES, 2010; NOVELLINO, 2006), para analisar o corpus da pesquisa, que é constituído de uma coleção de livros didáticos de língua inglesa para o Ensino Médio, composta de três volumes e produzida por um autor nacional; o exame do corpus serviu para identificar os recursos multimodais utilizados na seção de gramática, observando-se a frequência e a relação entre as informações visuais e verbais na diagramação da página. Os resultados demonstraram que o LD investe em aspectos multimodais, e utiliza cores e recursos tipográficos como modos semióticos para explicar a gramática em 100% dos casos. Também foi observado que a imagem é utilizada para explicar tempos verbais, ilustrar exemplos descritos pela modalidade escrita, e ocupa o espaço de informação nova no layout da página. PALAVRAS-CHAVE: gramática; Multimodalidade, livro didático. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: KRESS, Gunther; VAN LEEUWEN, Theo. Reading images: the Grammar of Visual Design. London: Routledge, 2006. 2ª ed. NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática Funcional. São Paulo: Martins Fontes, 1997. NOVELLINO, Márcia Olivé. Gramática Sistêmico-Funcional e o estudo de imagens em livro didático de inglês como língua estrangeira. In: INTERNATIONAL SYSTEMIC FUNCTIONAL CONGRESS, 33, 2006, São Paulo. Proceedings...São Paulo: PUCSP, 2006. P. 373-403 Disponível em: <http://www4.pucsp.br/isfc/proceedings/Artigos%20pdf/18m_novellino_373a403.pdf >. Acesso em: 28 dez. 2010 SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010, 4ª ed. NORMAS DE CONDUTA EM BRANCA DE NEVE Rejane Aparecida do Nascimento (UFC) Maria Fabiola Vascocelos Lopes (UFC) O estudo aqui desenvolvido encontra-se dentro da linha de análise e descrição, e tem por objetivo analisar a manifestação da modalidade deôntica no conto infantil Branca de Neve de J. Grimm & W. Grimm (1825), levando-se em consideração a relação dos modalizadores deônticos com as normas de conduta dos personagens dentro do conto. Partindo desse intuito, a metodologia se deu a partir da análise dos meios pelos quais essa modalidade se manifesta, levando-se em consideração os valores expressos pelos modalizadores, a fonte da qual eles procedem, o alvo sobre o qual eles incidem e os tipos de frases, a fim de melhor entendermos se a modalidade empregada afeta o conto, no desenrolar do enredo, na intenção do narrador, e ainda, se reforça ou não a conduta de tais personagens. Para tal análise, utilizamos conceitos funcionalistas da linguagem sob o prisma de Dik (1989) sendo que, no que tange à modalidade deôntica, destacamos Neves (1997), Lopes (2009) e Pessoa (2007). Contabilizamos a ocorrência de 19,6% de modalizadores deônticos denotativos de proibição, 32,60% de obrigação, 19,56% de volição, 23,91% de permissão e 4,34% de não permissão. Dentre os 51


modalizadores deônticos que expressaram obrigação, constatamos 60% dos casos sob a forma de imperativo. Dessa forma, atestamos por meio dos resultados, haver uma hierarquia estabelecida entre os personagens Caçador, pertencente à uma classe menos favorecida e a Madrasta, classe superior. Na escala de autoridade, a hierarquia, se revela também, pela faixa etária como fator decisivo no estabelecimento de normas de conduta, observadas na relação de Branca de Neve e os sete anões, que por ser mais jovem, é quem sofre a imposição de conduta. Assim, a investigação contribui para o entendimento do conto, quanto ao estabelecimento da relação hierárquica como forma de imposição de conduta. E auxilia os professores, no trabalho desenvolvido por meio de contos, junto aos alunos. PALAVRAS-CHAVE: Funcionalismo; normas de conduta; conto infantil. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: DIK, S. The theory of functional grammar. Parte I: The structure of the clause. Dordrecht: Foris, 1989. LOPES, Maria Fabíola Vasconcelos. A Modalidade Deôntica na Aula de Inglês Ministrada em Português. Fortaleza, 2009. Tese (Doutorado em Linguística) – Programa de Pós-Graduação em Linguística, Universidade Federal do Ceará. _____. Relação Modal no Discurso do Professor. In: Modo e Modalidade Gramática, Discurso e Interação, p. 77-89. Fortaleza: Edições UFC, 2011. _____. Modalidade Deôntica e Língua Inglesa: Uma Interface. In: Revista Intercâmbio. Vol. XVII, P.344-357, 2008. São Paulo: LAEL/PUC – SP. NEVES, M.H.M. A gramática funcional. São Paulo: Martins Fontes, 1997. PESSOA, Nadja Paulino. Modalidade Deôntica e Discurso Publicitário: A Construção da Persuasão. In: Modo e Modalidade Gramática, Discurso e Interação, p. 91-116. Fortaleza: Edições UFC, 2011. _____. Um Estudo dos Valores Deônticos no Discurso Publicitário. In: Dissertação “Modalidade Deôntica e Persuasão no Discurso Publicitário”. 2007. _____. Modalidade Deôntica e Persuasão no Discurso Publicitário. Fortaleza, 2007. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Programa de Pós-Graduação em Linguística, Universidade Federal do Ceará. MENEZES, Léia Cruz. As Expressões Lingüísticas Modalizadoras Deônticas na Construção da Argumentação – Um Exercício de Análise em Discursos Políticos. In: Modo e Modalidade Gramática, Discurso e Interação, p. 165-187. Fortaleza: Edições UFC, 2011. ALVES, Rosangela Jovino. A Modalização nos Discursos de uma Autoridade Política e de uma Autoridade Religiosa. In: Revista de C. Humanas. Vol. 7, N° I, p. 57-67, 2007. PERRAULT, et alii; Contos de Fadas. Apresentação: Ana Maria Machado. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Ed.2010. Zahar. Rj. 52


O ENSINO DE GRAMÁTICA DENTRO DA ABORDAGEM COMUNICATIVA PARA O ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS: UMA REFLEXÃO CRÍTICA Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos (DLE/DLV – UFC) Esta comunicação, especialmente elaborada para professores de línguas estrangeiras em geral e graduandos do Curso de Letras de qualquer habilitação, objetiva empreender uma reflexão crítica sobre as nossas práticas pedagógicas para o ensino de gramática dentro da Abordagem Comunicativa (AC) para o ensino de línguas. A AC, ou ensino de língua comunicativo, deixa-se nortear pelo funcionalismo linguístico, tendo em sua gênese a noção de que a língua é usada para fins de interação comunicativa. Há uma priorização do significado em detrimento da forma e o reconhecimento de que uma mesma forma linguística, por exemplo, pode exercer várias funções dependendo do contexto situacional no qual se insere ou que uma função pode ser expressa por diferentes formas dependendo, a título de ilustração, do nível de formalidade do evento comunicativo no qual se manifesta ou das intenções comunicativas do usuário. O ensino de gramática interpretado como ensino das estruturas e formas linguísticas é, portanto, relativizado, porque o importante na AC é o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno (cf. CANALE, 1983; CANALE & SWAN, 1980). Dessa maneira, a gramática é compreendida como um dos componentes da língua, mas agora, diferentemente dos métodos e abordagens que antecederam a AC, a forma não é ensinada/aprendida desvinculada do seu contexto de uso, isto é, de sua função comunicativa. Sendo assim, torna-se obrigatória a tarefa de explicar o elemento gramatical com base nas relações que, no contexto sócio-interacional, contraem falante/escritor, ouvinte/leitor e a pressuposta informação pragmática de ambos. Apesar do exposto, verifica-se que, mesmo atualmente, muitos professores atuando dentro de cursos que se declaram explicitamente norteados pela AC e, portanto, também pelo funcionalismo linguístico, insistem na ministração de elementos gramaticais descontextualizados e desprovidos de sentido comunicativamente relevantes. Durante minha comunicação, discutirei dois tipos de dificuldades por mim enfrentadas como professora formadora de professores surpreendentemente em pleno século XXI: (a) a de fazer uso de uma abordagem funcionalista para o ensino de elementos gramaticais por resistência da grande maioria de meus alunos de Graduação em Letras e (b) a de desenvolver neles, alguns já atuando no mercado como professores de língua inglesa, a consciência de que o conhecimento gramatical só é útil se o indivíduo que o possui também tiver a habilidade para utilizá-lo em situações comunicativas não-controladas. PALAVRAS-CHAVE: Abordagem Comunicativa; Funcionalismo linguístico; ensino de LE REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: CANALE, M. From communicative competence to communicative language pedagogy. In: RICHARDS, J.; SCHMIDT, R. Language and communication. London: Longman, 1983. __________; SWAIN, M. Theoretical bases of communicative approaches to second language testing and teaching. Applied linguistics. Vol. 1, n.1, 1980, p. 1- 47. CELCE-MURCIA, M. Language teaching approaches: an overview. In: CELCE-MURCIA, M. (Ed.). Teaching English as a second language. Boston: Heinle & Heinle, 1991, p. 3 – 11. 53


CUNHA, Maria Angélica Furtado da; OLIVEIRA, Mariangela Rios de; MARTELOTTA, Mário Eduardo (Orgs.). Linguística funcional: teoria e prática. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. DUTRA, Deise P.; MELLO, Heliana (Orgs.). A gramática e o vocabulário no ensino de inglês: novas perspectivas. Belo Horizonte: FALE – UFMG, 2004. PEZATTI, Erotilde Goreti. O funcionalismo em linguística. In: Mussalim, Fernanda; BENTES, Anna Christina (Orgs.). Introdução à linguística: fundamentos epistemológicos. Vol. 3, SP: Cortez Editora, 2004, p. 165 – 218.

O ENSINO DE GRAMÁTICA E O USO SOCIAL DA LÍNGUA Ana Patrícia de Santana (URCA) Ana Luzia Lucas de Almeida (URCA) Lôrena de Arruda Barbosa (URCA) No presente trabalho, objetivamos discutir o papel da gramática no ensino de língua materna, associado ao uso dos gêneros e tipos textuais no material didático utilizado pelo professor em sala de aula. Acreditamos que o ensino de gramática tanto poderá ser mais produtivo quanto mais se aproximar do seu uso real, assim sendo partimos das várias concepções de gramática e da relação de cada uma com o ensino de língua e com alguns conceitos a ele relacionados. Tomamos como referencial para a base teórica desta pesquisa autores que apresentam uma visão de língua a qual privilegia a interação entre os sujeitos participantes do processo comunicativo; a heterogeneidade dos textos, e também a contextualização dos conteúdos gramaticais, a saber: Antunes (2003; 2007), Marcuschi (2008), Travaglia (2009), Possenti (1996) entre outros. Desenvolvemos um trabalho junto ao Ensino Médio, em três escolas públicas estaduais, nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Farias Brito, todas localizadas no sul do Ceará, que participam junto à Universidade Regional do Cariri, do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID/CAPES – subprojeto de Língua Portuguesa. Tal trabalho tem nos mostrado, na prática, a necessidade de nós, professores, trabalharmos, nas aulas de língua portuguesa, a gramática contextualizada. Por meio da noção de texto e da sua (do texto) função sócio-comunicativa, viabilizada pelo uso dos mais diferentes gêneros textuais orais, escritos e virtuais, além de incentivarmos a produção escrita, também promovemos a leitura e, consequentemente, a aquisição do conhecimento pelo aluno. Dessa forma, concluímos que essa prática aproxima o aluno e a sua realidade sócio-linguística-cultural do modelo culto e do padrão normativo prescrito pela Gramática Tradicional, e adotado na escola e no material didático, permitindo que esse aluno amplie sua competência gramatical ou linguística e também sua competência textual. PALAVRAS-CHAVE: Ensino de língua materna; Gramática; Gêneros textuais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. 54


_____. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas, SP: Mercado de Letras: Associação de Leitura do Brasil, 1996. (Coleções Leitura no Brasil). TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 13.ed. São Paulo: Cortez.

O ESTUDO DE ATIVIDADES EM GRAMÁTICAS Suzane Gomes da Cunha (UFC) Maria Fabiola Vasconcelos Lopes (DLE/UFC) Ao nos darmos conta de que a gramática constitui muitas vezes, um problema no que diz respeito ao desenvolvimento de atividades e/ou na explicação de conteúdos nas práticas pedagógicas de professores da atualidade, faz-se necessário um estudo que se dedique à melhoria do ensino de gramática. Por esse motivo, nosso estudo consiste na avaliação de duas gramáticas utilizadas por professores como ferramenta no processo ensino-aprendizagem com o intuito de verificar se as atividades destas gramáticas apresentam atividades, que facilitam a apreensão do conteúdo gramatical por parte dos alunos. As gramáticas selecionadas foram Intermediate Grammar (1996) e Grammar Dimensions (2000) doravante IG e GD, sendo seis unidades de GD avaliadas nos aspectos sintáticos, semânticos e sintático-semânticos para esse fim. Marcuschi (2008), Mussalin & Bentes (2004), Conejo (2007) Felder & Henriques (1995) e Liberali (2009) fundamentam nossa pesquisa. E embora o trabalho se encontre em andamento, já é possível apresentaremos alguns dados. Do estudo depreendemos, quanto às atividades de GD que, 28,4% ocorrem entre as atividades estritamente sintáticas, 17,8% figuram entre as semânticas e 53,9% se apresentam em meio às atividades que contemplam as sintáticosemânticas. Os resultados obtidos até o momento nos possibilitam compreender que as atividades envolvem os preceitos formais da língua nos fazendo questionar se vertentes outras, como o Funcionalismo, pode ou precisa ser trabalhado e difundido uma vez que tem se mostrado eficiente no processo ensino-aprendizagem. Assim, a fim de que a apropriação de preceitos variados, possam ser inseridos nas aulas de gramática de forma integrada, apresentamos algumas atividades que, ao serem usadas por professores, respeitem a heterogeneidade que cada sala apresenta. Entendemos que as atividades devam ser variadas e abrangentes, atendendo às necessidades de cada aluno individualmente. Dessa forma, sugerimos a utilização de filmes, histórias em quadrinho e a gramática em si como reforço ao ensino de gramática. PALAVRAS-CHAVE: ATIVIDADES; GRAMÁTICA; LÍNGUA ESTRANGEIRA.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BLAND, Susan Kesner . Intermediate Grammar: From Form to Meaning and Use. USA: Oxford University Press,1996. STANCHINA, Henner- & BADALAMENTI, Victoria. Grammar dimensions 1: Form, meaning and use. Canada: Thomson- Heinle, 2000. FELDER, Richard M. & HENRIQUES, Eunice R. Learning and Teaching Styles. In: Foreign and Second Language Education, 1995. Disponível em: http://www4.ncsu.edu/unity/lockers/users/f/felder/public/Papers/FLAnnals.pdf MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Cortez, 2008. LIBERALI, Fernanda Coelho. Atividade nas Aulas de Língua Estrangeira. Richmond, 2009.

São Paulo:

CONEJO, Cássia Rita. O estruturalismo e o ensino de línguas. In: CELLI – COLÓQUIO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS. 3, 2007, Maringá. Anais... Maringá 2009, p. 12331244. Disponível em: http://www.ple.uem.br/3celli_anais/trabalhos/estudos_linguisticos/pfd_linguisticos/016.pdf

O FENÔMENO DA LEXICALIZAÇÃO NA FORMAÇÃO DAS EXPRESSÕES CRISTALIZADAS VERBAIS Vicente de Paula da Silva Martins (UFC – PPGL/FUNCAP) No âmbito dos estudos fraseológicos, a fixação é o processo de gramaticalização mediante o qual se consolida paulatinamente o uso, exclusivo ou não, de certas palavras de uma expressão dada até formar-se um significado conjunto indecomponível ou não composicional. As características globais das unidades fraseológicas, decorrentes de um continuum de gramaticalização e lexicalização, são fundamentalmente as seguintes: (a) a pluriverbalidade, por tratarem de expressões formadas por várias palavras; (b) a institucionalização, caracterizam-se por estarem institucionalizadas na langue e na parole; (c) a fixação, por serem estáveis em graus diversos; (d) especialização semântica, por apresentarem certa particularidade sintática ou semântica; e (e) a lexicalização, pela possibilidade de variação de seus elementos integrante, seja com variantes lexicalizadas na língua ou como modificações ocasionais no contexto. São objetivos de nossa comunicação: (a) Apontar, a partir de expressões idiomáticas tipicamente do Português Brasileiro (PB), que a formação, o funcionamento e o desenvolvimento da linguagem são determinados não apenas pelo sistema de regras livres, senão também por todo tipo de estruturas pré-fabricadas as quais se servem os falantes em produções linguísticas; (b) Mostrar que, sob a perspectiva funcional, as expressões idiomáticas resultam de continuum de gramaticalização e lexicalização; e (c) Apoiar os professores de português como primeira ou segunda língua, com uma proposta de modelo de ensino, a partir das expressões idiomáticas, que possa vir a servir 56


como insumo em sala de aula. Para subsidiar esta vertente do trabalho, elegemos a Semântica da Enunciação, uma vez que essa linha apresenta o significado formado pelas contribuições de fragmentos do discurso, e não apenas por sentido e referência. Especificamente, recorremos, em nosso estudo, à Teoria Enunciativa (Benveniste, 1966, 1974) em que o enunciado é observado com seus constituintes externos: locutor, interlocutor, tempo e espaço. PALAVRAS-CHAVE: expressões idiomáticas, lexicalização, gramaticalização. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BENVENISTE, Émile. Problemas de lingüística geral I. Campinas, SP: Pontes, [1966] 2005. ______. Problemas de lingüística geral II. Campinas, SP: Pontes, [1974] 2006. CORPAS PASTOR, Gloria. Manual de fraseología española. Madrid: Gredos, 1996. FERNANDES, Eugênia Magnólia da Silva. Expressões idiomáticas no português do Brasil: análise funcional-tipológica e seu ensino no âmbito de segunda língua. 2011. 229p. Dissertação (Mestrado em Linguística do Departamento de Linguística, Línguas Clássicas e Português). Instituto De Letras - Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas Programa de Pós-Graduação em Linguística, Universidade de Brasília, Brasília, 2011.

O PROCESSO DE RELATIVIZAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA: APRESENTANDO A ORAÇÃO PSEUDORRELATIVA MODALIZADORA COMO UMA DAS ESTRATÉGIAS DE RELATIVIZAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA Ana Paula Silva Vieira Trindade (UFC) Este trabalho tem o objetivo de apresentar a Oração Pseudorrelativa Modalizadora como uma das estratégias de relativização em Língua Portuguesa. Partindo de um exemplo fornecido por Bechara (1999), decidimos proceder à investigação desse tipo de oração, com a finalidade de acrescentá-la ao grupo das estratégias existentes em Língua Portuguesa com a função de relativização, apresentado pelo célebre estudo de Tarallo (1983), que constatou a existência de três tipos de orações relativas em Língua Portuguesa: a oração relativa padrão; a oração relativa copiadora; e a oração relativa cortadora. Adotando o enfoque teórico funcionalista, este trabalho apresenta o fenômeno e procede a uma pequena descrição de algumas propriedades semântico-discursivas. Para o exame dessas propriedades, utilizamos os exemplos de Trindade (2009), elencados a partir de páginas de blogs para ilustração do fenômeno, totalizando 12 ocorrências. As propriedades semântico-discursivas da oração pseudorrelativa modalizadora foram observadas com enfoque no verbo e no argumento 1 pertencentes à construção referida. A análise dos dados revelou-nos que os verbos das construções em foco encontram-se nos subgrupos dos verbos de cognição, já que, além da factualidade da proposição oracional, tais verbos expressam julgamento, opinião, crença do falante; e dos verbos de elocução, por serem introdutores de discurso (direto e indireto). Assim sendo, tais construções relativas se organizam a partir de verbos que introduzem as pessoas do discurso ou a partir de verbos que expressam algum julgamento epistêmico do falante. Quanto às propriedades semântico57


enunciativas do Argumento 1 do verbo da oração em destaque, constatamos que os verbos de cognição (ou de julgamento), geralmente, estão acompanhados de um sujeito expresso, ainda que seja de primeira pessoa, ou seja, expresso pela desinência verbal; já, com relação aos exemplos que trazem verbos de elocução, constatamos que também se apresentam com sujeito expresso, mas, no caso dos exemplos analisados, isso se deve a outra explicação: à necessidade de se evitar a ambiguidade. Dessa forma, a opção de se expressar o sujeito, ainda que este seja explícito pela desinência verbal, tem duas explicações: com verbos de cognição, marcar de fortemente o julgamento daquele que fala; ou, com verbos de elocução, evitar ambiguidade quanto à fonte da informação. Apresentadas essas propriedades, vale ressaltar que tratamos aqui de tendências, preferências condicionadas pela pela sintaxe, pela semântica e pela pragmática, e não de regras determinantes que devam ser seguidas. PALAVRAS-CHAVE: funcionalismo; estratégias de relativização; modalização. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999. NEVES, Maria Helena de Moura. Gramática de usos do português. São Paulo: Editora UNESP, 2000. ______. Texto e gramática. São Paulo: Contexto, 2006. TARALLO, F. Relativization Strategies in Brazilian Portuguese. University of Pennsylvania, Ph.D. dissertation, 1983. TRINDADE, Ana Paula S. V. As orações pseudorrelativas modalizadoras: aspectos formais e funcionais, 2009. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2009.

O TEXTO NA PERSPECTIVA DA GRAMÁTICA SISTÊMICO-FUNCIONAL Nádia Maria dos Santos Pinho (URCA) Cristiana Maria Ferreira da Silva Lima (URCA) Sandra Espínola dos Anjos Almeida (URCA) O seguinte trabalho objetiva analisar a construção do texto na perspectiva da Gramática Sistêmico-Funcional; observando os aspectos linguísticos, textuais, contextuais, situacionais e sócio-histórico. A partir desse viés de pesquisa, a acepção de Texto transita entre a esfera teórica e a empírica, sendo assim, um sistema entrecruzado por um emaranhado de situações enunciativas. Como pressupostos teóricos, utilizaremos as teorias da Gramática SistêmicoFuncional propostas pelo americano Michael Halliday (2010) e o enunciado para Mikhail Bakhtin (1997). Desta forma, o texto passa a ser visto como uma entidade prática e realizável no cotidiano, não somente a união coesiva e coerente de frases dissociadas do contexto social do qual emerge. Um Texto surge da necessidade de comunicação “real” que os falantes de uma língua apresentam na realização de suas atividades diárias. Como Corpus de análise para esta 58


pesquisa usamos textos na modalidade oral, visual e escrita. Neste estudo, como delimitação do material, nos servirmos dos gêneros música e tirinha. Verificamos como os enunciados constroem o texto e de que forma se organizam tanto no plano linguístico como social, sendo que cada um se realiza num contexto diferente. Notamos que no gênero música não é somente a escrita que se faz presente, mas a oralidade é um dos principais componentes de significação desse Texto; citemos como exemplo a entonação, que em alguns casos entra na construção do sentido. No gênero tirinha, percebemos tanto a linguagem visual como a escrita na formulação da unidade enunciativa. PALAVRAS-CHAVE: Texto; Gramática Sistêmico-Funcional; Enunciado. REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS: BAKHTIN, M.; VOLOSHINOV, V. N. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec, 1997. CABRAL, Cristiane. CABRAL, Sara Regina. (org.). Introdução à gramática sistêmico-funcional em língua portuguesa. Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Artes e Letras, Departamento de Letras Vernáculas, Núcleo de Estudos em Língua Portuguesa, 2010. HALLIDAY, M. A. K.; MATTHIESSEN, C. An introduction to functional grammar. 3th. Ed. London: Arnold, 2004. MARCUSCHI, Luiz Antonio. Produção textual, análise de gênero e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

O TRATAMENTO DADO À GRAMÁTICA NO LIVRO DIDÁTICO PARA O ENSINO DE INGLÊS COMO LE Jéssica Fontenele Sales (UFC) Este trabalho, que se encontra em fase de desenvolvimento, tem por objetivo analisar, comparar e contrastar as atividades propostas, as estratégias de resolução requisitadas por essas mesmas atividades e as técnicas/metodologias adotadas por duas séries didáticas para o ensino de inglês como língua estrangeira no que concerne aos aspectos gramaticais contemplados. Foram considerados como unidades de análise os livros World English (2010), volume 1, da Editora Heinle e o New English File (2007), elementar, da Editora Oxford. Enquanto o primeiro é utilizado nos semestres I e II da Licenciatura diurna e no semestre I da Licenciatura noturna em Letras, Habilitação em Língua Inglesa da Universidade Federal do Ceará, o segundo é adotado como livro-base dos três primeiro semestres da Casa de Cultura Britânica da Pró-Reitoria de Extensão da UFC. Os syllabi dos dois volumes considerados foram cuidadosamente estudados, comparados e contrastados, dando-se destaque às seções de gramática (conteúdos e atividades) de cada um. Em seguida, foram considerados, a priori, para efeitos de análise, comparação e contraste dos aspectos supracitados, apenas os tópicos gramaticais comuns aos dois volumes, seguindo critérios compilados a partir de Travaglia 59


(2002) e Antunes (2007). O trabalho pauta-se nos preceitos básicos da Abordagem Comunicativa (AC) que se caracteriza por ter o foco no sentido, no significado e na interação propositada entre os sujeitos em situação de aprendizagem da língua estrangeira. O ensino comunicativo é aquele que organiza as experiências de aprender em termos de atividades/tarefas de real interesse e/ou necessidade do aluno para que ele se capacite a usar a língua-alvo para realizar ações autênticas na interação com outros falantes-usuários dessa língua. Além disso, este ensino não toma as formas da língua descritas nas gramáticas como modelo suficiente para organizar as experiências de aprender outra língua, embora não descarte a possibilidade de criar na sala de aula momentos de explicitação de regras e de prática rotinizante dos subsistemas gramaticais, como o dos pronomes, as terminações de verbos, etc. (ALMEIDA FILHO, 1993). Os primeiros resultados obtidos já nos revelam que as explicações apresentadas e as atividades propostas ressaltam o valor estrutural da gramática em detrimento do valor semântico, explorando-a a partir de textos e não com base neles e sem, na sua grande maioria, levar em consideração os contextos linguísticos. PALAVRAS-CHAVE: ensino de gramática; livros didáticos; abordagem comunicativa REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA FILHO, J. C. P. de. Dimensões comunicativas no ensino de línguas. Campinas, SP: Pontes, 1993. ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. BROWN, H. D. Teaching by principles: an interactive approach to language pedagogy. New Jersey: San Francisco State Univesrsity, 1994. WIDDOWSON, H. G. O ensino de línguas para a comunicação. Campinas, SP: Pontes, 1991. TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. São Paulo: Cortez, 2002.

O USO DO FOCO ATENCIONAL PARA ENSINO DAS RESULTATIVAS DO INGLÊS Ítalo Tavares de Matos Ribeiro O presente trabalho apresenta dados parciais de uma pesquisa de cunho qualitativo e quantitativo (mixed methods) ainda em desenvolvimento que trata do ensino e aprendizagem das construções resultativas (LEVIN e RAPPAPORT:1995, 33 a 78) em língua inglesa através da investigação dos efeitos do direcionamento atencional de alunos adultos ao aspecto estrutural e conceitual das estruturas emolduradas por satélite (TALMY, 2000). Partimos da pressuposição que o Português do Brasil não apresenta esta estrutura. Marcelino (2007) estudou a aquisição do parâmetro da composição (SNYDER, 1995) na aquisição de L2 inglês por falantes nativos do português, em nível avançado, e conclui que alguns aspectos desse parâmetro são adquiridos 60


por imersão. Spada (2011) ao discutir o foco na forma, coloca que a instrução trabalhada sob a perspectiva do foco na forma pode ser benéfica para os aprendizes, contudo ainda faltam trabalhos para melhor investigar que tipo de conhecimento é advindo da instrução explícita em ambiente formal. Realizamos um trabalho pedagógico tendo como base a percepção consciente de aspectos linguísticos através das teorias de Foco na Forma discutidas por Doughty e Williams (1998) e SPADA (2011), além da noção de Noticing apresentada por Schmidt (1993) e GASS (1997) como forma de desencadear a ‘percepção consciente’ dos alunos a uma estrutura sintática típica da língua inglesa para expressar resultado (Ex. They danced the carpet thin.). As práticas pedagógicas se deram através de atividades/tarefas que consistiam principalmente em leitura e compreensão de textos com ocorrências das estruturas em destaque. As perguntas propiciavam a saliência do tema em foco, levando a atenção dos alunos às estruturas resultativas. Após o entendimento do texto, as estruturas foram explicadas e trabalhadas em sala. Os dados foram colhidos através de Teste de Julgamento de Aceitabilidade, que consistia de 52 perguntas randomizadas, com uma sentença-contexto com estrutura resultativa, sendo uma pergunta sobre essa sentença e três respostas diferentes para a mesma pergunta, com o objetivo de medir a que parte da estrutura a interlíngua do aprendiz se atinha para a compreensão da sentença. Cada sentença-contexto deu origem a três perguntas. Além disso, foram colocadas 26 perguntas distratoras. Foram realizados um pré-teste e um teste após o tratamento pedagógico. Serviram de informantes um grupo de 25 alunos de inglês da Casa de Cultura Britânica do Centro de Humanidades da Universidade Federal do Ceará em Fortaleza. Os resultados parciais mostram que atividades geradoras de percepção consciente produzem uma mudança significativa na interlíngua dos aprendizes. PALAVRAS-CHAVE: foco na forma; noticing; resultativas. REFFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: MARCELINO, Marcelo. O Parâmetro da Composição e a Aquisição/Aprendizagem de L2. Tese de doutoramento Inédita. Campinas: IEL/Unicamp. 2007. SLABAKOVA, Roumyana. The Compunding Parameter in Second Language Acquisition. Studies in Second Language Acquisition, 24, p.507-540, 2002. SLOBIN, Dan. Relations between Paths of Motion and paths of vision: A cross linguistic and developmental Exploration. In GATHERCOLE, Virginia (Org.). Routes to Language: Studies in Honor of Melissa Bowerman. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates P. 197-221. 2008. SNYDER, William. Language Acquisition and Language Variation: the role of morphology. Tese de doutoramento inédita. Cambridge, Ma: Department of Brain and Cognitive Sciences/MIT, 1995. SPADA, Nina. Beyond form-focused instruction: Reflections on past, present and future research. Language Teaching. 44.2, p. 225-236, 2011. TALMY, Leonard. Toward a Cognitive Semantics. 2 volumes. Cambridge: MA, IMT, 2003.

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O USO DO GERÚNDIO A PARTIR DA PERSPECTIVA FORMALISTA E FUNCIONALISTA Dieyson da Silva Costa (UFC) Por haver tanto questionamentos e dúvidas na explicação e no uso do gerúndio, escolhemos esse tópico para esclarecermos alguns pontos, como o uso do gerúndio logo após os verbos to like, to hate and to love que são normalmente vistos seguidos ou não de verbos no infinitivo e no gerúndio. Iremos também discutir como esse assunto pode ser abordado, e ensinado em sala de aula levando em consideração a visão formalista e funcionalista como perspectivas de ensino. Decidimos usar as duas visões: funcionalistas e formalista por serem visões que ainda são usadas para o ensino da gramática e por terem abordagens diferentes que objetivam um resultado igual que é a aprendizagem. Para realizar esta pesquisa foram analisados dois capítulos de duas gramáticas em inglês SEATON (2007) e BLAND (1986), com foco em apenas um tópico, gerúndio. Utilizamos também NOGUEIRA & LOPES (2011) e LOCK (1986) como material de aparato formalista e funcionalista para o aprofundamento e desenvolvimento da nossa pesquisa. Gerúndio é conhecido como um substantivo verbal e pode atuar de diversas formas em uma sentença. Ele pode funcionar como sujeito, verbo, adjetivo e objeto. No entanto, analisando esse assunto nas duas gramáticas, notamos que os autores abordaram algumas características do gerúndio de diferentes maneiras, chegando até a contradição em certos pontos. BLAND (1986), por exemplo, mostrou-se mais adepta ao funcionalismo, focando na função e nos significados possíveis para o gerúndio enquanto SEATON (2007) mostrou-se mais adepta ao formalismo, focando-se mais na forma e nas classificações possíveis do termo. Sendo assim, a partir desse trabalho, comparamos e também mostramos como os autores trataram formalismo e funcionalismo, além de termos nos concentrado nas diferenças e no uso de gerúndio após alguns verbos, como: to hate, to love and to like afim de esclarecermos o porquê da existência tanto da forma infinitiva e gerúndio após esses verbos. PALAVRAS-CHAVE: Gerúndio; Formalismo e Funcionalismo. REFERÊNCIAS: BLAND, Susan Kesner. Intermediate Grammar: From Form to Meaning and Use. 3. ed. Oxford University Press, 1996. SEATON, Anne. Focus on Grammar: A comprehensive course in English grammar for intermediate and advanced students. Singapore: learners publishing, 2007. Oxford Dictionary, 2010. Disponível http://oald8.oxfordlearnersdictionaries.com/dictionary acessado em 18/04/2011

em:

Gerunds-OrInfinitive, 2011.Disponível em: http://www.algosobre.com.br/ingles/gerunds-orinfinitive.html acessado em 18/04/2011 LOCK, Graham. Functional English Grammar: an introduction for second language teachers. Cambridge: CUP, 1996. NOGUEIRA, Márcia Teixeira; LOPES, Maria Fabiola Vasconcelos. Modo e modalidade: gramática, discurso e interação. Fortaleza: Edições UFC, 2011. 62


OS DIFERENTES CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA CLASSIFICAÇÃO DE PALAVRAS NAS GRAMÁTICAS TRADICIONAIS Natália de Sousa Lopes (UFC) Laryssa Nunes Moura (UFC) Por muitos anos gramáticos de todo mundo vêm tentando trazer uma classificação satisfatória das palavras para sua língua. E no Brasil antes Norma Gramatical Brasileira (NGB) predominava uma confusão terminológica nas gramáticas, então a NGB uniu gramáticos no intuito de dar uma classificação padrão para o vocábulo no português. Mas estudiosos da língua afirmam que essa classificação não atendeu as necessidades de cada classe, pois para se classificar as palavras é preciso usar critérios que levem em conta a significação, a função sintática e o comportamento. Por isso, o trabalho se iniciou com a seguinte questão: Qual critério é aplicado nas gramáticas tradicionais para classificar as palavras, e esse critério é satisfatório? Questão que nos leva a alcançar os objetivos de apresentar os critérios utilizados nas gramáticas tradicionais para classificar as palavras e mostrar se estes critérios são satisfatórios para compreensão dos estudantes. Então para fomentar a discussão sobre os critérios de classificação (semântico, funcional, formal e distribucional) foram utilizados teóricos como Perini (1996), Camara (1982), Neves (2006) e Mosânio & Lima (2003). Em nossa pesquisa de cunho bibliográfico e exploratório analisamos numa amostra de quatro gramáticas tradicionais as dez classes de palavras do português estabelecidas pela NGB que são: substantivo, adjetivo, artigo, verbo, advérbio, preposição, pronome, numeral, conjunção e interjeição. Na análise apresentamos dez tabelas, uma para cada classe de palavra, que contém as definições dadas à classe pelas quatro gramáticas. Por meio dos trechos das definições exemplificamos que critério foi utilizado pelo gramático. Como resultado da pesquisa, apresentamos um gráfico que demonstra a utilização dos critérios de modo heterogêneo, com um predomínio da aplicação do critério semântico, que com base nos teóricos acima citados tal critério é bastante fluido e sujeito a generalizações excessivas, por isso não consegue trazer uma boa compreensão dos conceitos das classes para aqueles que a estudam. PALAVRAS-CHAVE: critérios; classes; gramáticas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CAMARA JR., Joaquim Matosso. Estrutura da língua portuguesa. Petrópolis: Vozes, 1982. CIPRO NETO, Pasquale; INFANTE, Ulisses. Gramática da língua portuguesa. São Paulo: Scipione, 2003. MOSÂNIO, Paulo T.D.; LIMA, Maria Claudete. Classes e categorias em português. 2. ed.rev. e ampl. Fortaleza: Editora UFC, 2003. NEVES, Maria Helena de Moura. Como as palavras se organizam em classes. Portal da Língua Portuguesa, 2006. Disponível em: <www.poiesis.org.br/files/mlp/texto_11.pdf.> Acesso em: 08 jun. 2010. PERINI, Mario A. Gramática descritiva do português. 2. ed. São Paulo: Editora Ática, 1996. 63


ORALIDADE ESCRITA NO PROCESSO DE PRODUÇÃO TEXTUAL: UMA ANÁLISE DOS GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA MATERNA Andressa Vieira da Costa Idalino (URCA) Lavinia Bezerra Rodrigues (URCA) Francisco Edmar Arruda (ORIENTADOR - URCA) O trabalho objetiva analisar os gêneros textuais na relação fala e escrita voltados ao ensino de língua materna, tendo como objeto empírico a produção textual e domínios discursivos da linguagem de alunos do ensino médio de duas determinadas escolas situadas, respectivamente, em Juazeiro do Norte e Crato-CE. Buscaremos compreender como esses elementos se constituem e se complementam no universo da sala de aula. Para a realização deste trabalho, nos baseamos nos estudos de Marcuschi (2008A) (2010B). Segundo o autor a concepção de língua e de texto é vista como conjunto de práticas sociais, onde toda e qualquer atividade produzida verbalmente se dá por meio de gêneros textuais. Outra importante contribuição diz respeito aos domínios discursivos quanto as modalidades de usos da língua, pois cada situação desencadeia um tipo de fala ou escrita. Como lembra Bronckart (2001) os textos são um objeto legítimo de estudo e a análise de seus níveis de organização permite trabalhar a maioria dos problemas relativos à língua em todos os seus aspetos. Esta é uma pesquisa em fase inicial, na qual um dos métodos adotados é a observação da participação e do desempenho dos alunos nas aulas voltadas para a produção textual, atentando às formas de verbalização e domínios discursivos, bem como a análise de textos produzidos no decorrer das aulas. Como passo sequencial, com base nos textos produzidos pelos alunos, exploraremos como foi construída a habilidade de escrita na formação escolar com intuito de identificar as capacidades adquiridas relativas às ações discursivas linguísticos-textuais (IDEM, 2001). Entre o falar e o escrever há sutilezas que delineiam os limites onde cada um dos processos passa para o papel ou na fala os domínios discursivos sobre cada tema, seja na verbalização ou na escrita. O que há na verdade, e podemos verificar nos textos produzidos assim como na fala dos alunos sobre os temas, é que esses dois processos, fala e escrita, se entrelaçam na produção textual, em que não há preponderância de um em relação ao outro e sim uma complementariedade. Os gêneros textuais surgem dessa perspectiva como uma consequência desta simbiose de acordo com cada situação ou contexto, tornando-se assim um mote para reflexões sobre a língua materna. PALAVRAS-CHAVE: gêneros textuais; oralidade e escrita; língua materna. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BRONCKART, J. P. Atividades de linguagem, textos e discursos. Por um interacionismo sóciodiscursivo. Trad: A. R. Machado e P. Cunha. São Paulo Educ, 1999. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção Textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábolas Editorial, 2008 _______. Da fala para escrita: atividades de retextualização-10 ed. São Paulo: Cortes, 2010

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PRONOMES PESSOAIS E COMUNICAÇÃO ESPAÇO-VISUAL: AS PESSOAS DO DISCURSO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS Josefa Francisca Henrique de Jesus (UFRN) Este trabalho tem por objetivo discutir os critérios de classificação e flexão dos pronomes pessoais na Língua Brasileira de Sinais, comparando-os com os da Língua Portuguesa e enfatizando os aspectos espaço-visuais daquela como componente multimodal indispensável à interação comunicativa entre seus usuários naturais e/ou entre videntes/sinalizantes e ouvintes/falantes. Categorias como pessoa, número e gênero serão discutidas enquanto princípios norteadores das estruturas sintático-semânticas de uma língua de sinais e necessários à compreensão de sua funcionalidade na comunicação. É um trabalho de natureza funcionalista que busca investigar o comportamento que o uso dessas formas linguísticas assume na interação entre as pessoas. Partindo da concepção de Câmara Jr. (1999) e de Felipe (2001), do que seja pronome pessoal será feita uma análise descritiva para observar como ocorre sua flexão e qual o seu papel no contexto da situação comunicativa: se se equivalem na Língua Portuguesa e na Língua Brasileira de Sinais ou se se distanciam; se os aspectos verbais, não verbais e verbo-visuais, que servem de recursos expressivos para a comunicação face a face são marcas discursivas que podem ser identificadas tanto no uso da fala quanto no do sinal na construção do enunciado. Para dar sustentabilidade teórica às reflexões aqui esboçadas, serão utilizados, além dos trabalhos de Câmara Júnior (1999) e Felipe (2001), os aportes de Cunha e Souza (2007), Gesser (2009), Martelotta (2011) e Perini (2008). Apesar de ser um estudo principiante, esta discussão é pertinente e contribuirá para o ensino-aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais no meio acadêmico, vez que possibilita o estudo da linguagem como forma de inclusão e letramento social e o reconhecimento desta como a língua natural da comunidade surda do Brasil. PALAVRAS-CHAVE: Língua Brasileira de Sinais; Pronomes pessoais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CÂMARA JR., Joaquim Mattoso. Estrutura da língua portuguesa. 30. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999. FELIPE, Tanya A. Libras em contexto: curso básico, livro do estudante. Brasília: Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos, MEC; SEESP, 2001. CUNHA, Maria Angélica Furtado e SOUZA, Maria Medianeira. Transitividade e seus contextos de uso. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007. GESSER, Audrei. LIBRAS?: que língua é essa?; crenças e preconceitos em torno da língua de sinais e da realidade surda. São Paulo: Parábola, 2009. MARTELOTTA, Mário Eduardo. Mudança linguística: uma abordagem baseada no uso. São Paulo: Cortez, 2011. PERINI, Mário A. Estudos de gramática descritiva: as valências verbais. São Paulo: Parábola, 2008. 65


REDUÇÃO DA POBREZA SEMÂNTICO-GRAMATICAL EM FÓRUNS Maria Fabiola Vasconcelos Lopes (UFC) É inquestionável a inquietude de professores com a pobreza semântico-gramatical de seus alunos. Nesse sentido, nos voltamos para um estudo, a partir de fóruns desenvolvidos entre estudantes universitários de língua inglesa com o objetivo de perceber primeiramente, quais os erros mais recorrentes, entender como se dá o percurso para saná-los e por fim, prover sugestões de atividades na área. Para tal fim, contamos com doze alunos do curso de letras e grupo de estudo GEMD em sua fase inicial, levando em conta as opções gramaticais dos alunos em resposta às perguntas criadas no ambiente virtual. As atividades propostas nos fóruns, solicitavam do aluno a leitura prévia de textos acadêmicos e/ou assistir a um vídeo. A partir daí, os alunos registravam suas impressões em forma de texto, sendo exigido o mínimo de três postagens, que incluíam respostas à perguntas dos fóruns, comentários às respostas dos colegas, e adições oriundas de leituras outras, que trouxessem novas contribuições à discussão gerada pela pergunta motivadora. Por último, era também solicitado, a correção dos erros dos textos redigidos pelos alunos, sob a orientação do tutor. A análise dos erros envolviam os tipos preposições, concordância verbal, estrutura da sentença, dentre outros. Contudo, o erro não era corrigido de imediato ou de forma direta. De fato, ocorria uma orientação para tentar entender o erro cometido e consequentemente reduzir o desvio gramatical. o Feedback em forma de direcionamentos, nortearam os alunos na reestruturação das respostas dos textos nos fóruns, ocasionando o emprego da gramática de uso e de forma contextualizada. Obtivemos uma incidência maior de erros na estrutura das sentenças com 21,1%, seguida de inadequação nos sintagmas verbais com 11,1%. Ao final, os alunos foram levados à redigir um pequeno artigo, o que ocasionou a redução dos 60% de erros encontrados no primeiro fórum, para 38,6% no momento da produção escrita desse artigo. Como aparato teórico consideramos Lock (2005), Pezzatti (2004) e Halliday (1994). PALAVRAS-CHAVE: Ensino; gramática; atividade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: HALLIDAY, M.A.K. An introduction to Functional Grammar. London: Edward Arnold, 1994. LOCK, Graham. Functional English Grammar: An introduction for second language teachers. City University of Hong Kong, Cambridge University Press, 2005. PEZATTI, Erotilde Goreti. O funcionalismo em linguística. In: MUSSALIM, Fernanda & BENTES, Anna Christina (Org.) Introdução à linguística 3: fundamentos epistemológicos. São Paulo: Cortez Editora, 2004.

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REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DA SINTAXE PELA GRAMÁTICA NORMATIVA: UMA PROPOSTA DE APLICAÇÃO DA COLOCAÇÃO SINTÁTICA NO ENSINO MÉDIO SOB O VIÉS FUNCIONALISTA Cláudia Ramos Carioca (UFC) Este trabalho tem por objetivo refletir sobre o uso da gramática normativa no Ensino Médio, especificamente no que concerne à sintaxe, tencionando fornecer sugestões para um manual didático que revigore o ensino da língua portuguesa sem desmerecer o ensino da gramática, promovendo a integração de todas as áreas linguísticas e servindo para ensinar o professor a levar o aluno a compreender e a produzir um texto. Para construir uma proposta de aplicação sintática aos estudos de língua portuguesa, apresenta-se uma neovisão dos estudos sintáticos à luz dos pressupostos funcionalistas difundidos por Mackenzie (1992), Dik (1989, 1997) e Neves (2006), dentre outros, que amplificam a noção pragmático-discursiva de uso do texto com vista a uma aprendizagem eficaz e eficiente do e no processo de construção e produção textual. O estudo desmitifica a sintaxe como “aquela” parte da gramática que muitos preferem esquecer não só por conta de sua dificílima assimilação, mas também por não ter esclarecida sua utilidade prática, ficando claro que a sintaxe pela sintaxe não serve para nada, porém devendo ser entendida como um dos aspectos que levam à obtenção da competência textual, por isso inicia-se com uma discussão acerca do estatuto atual da sintaxe e seus conceitos básicos e apresentam-se algumas sugestões de aplicação da colocação sintática que reformulam o ensino tradicional da sintaxe, sendo o uso da colocação aqui empreendido não de forma restrita, como na maioria dos livros didáticos analisados que especifica apenas a colocação pronominal. A reflexão empreendida demonstra que a recursividade como processo interrelacional da sintaxe com a produção textual é o fundamento para o aprimoramento da escrita. Desse modo, a base do poder expressivo da linguagem consiste na interação entre os diversos procedimentos recursivos da sintaxe, o que, na prática, corrobora no desenvolvimento da escrita, que, junto com a leitura, são as atividades fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, sociocultural, profissional, situacional e interacional do homem do Século XXI. PALAVRAS-CHAVE: gramática normativa; funcionalismo; sintaxe. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AZEREDO, J. C. de. Iniciação à sintaxe do português. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990. BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Lucerna, 2000. NEVES, M. H. de M. Texto e gramática. São Paulo: Contexto, 2006. ______. Gramática de usos do português. São Paulo: UNESP, 2000. PERINI, M. A. Gramática do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2010. (Coleção Educação Linguística; n. 4).

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UM BREVE ESTUDO SOBRE AS MARCAS DA MODALIDADE DEÔNTICA: RELAÇÕES INTERSUBJETIVAS Suzane Gomes da Cunha (UFC) Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos (DLE/UFC) A modalidade deôntica, que se situa no domínio do “dever”, relacionando-se aos eixos do obrigatório, do proibido e do permitido, é o fenômeno pelo qual o sujeito expressa sua atitude sobre ações e eventos que podem se manifestar sob diferentes graus de valores nas relações intersubjetivas. Assim, em qualquer que seja o texto, oral ou escrito, é possível percebermos, por meio da escolha dos modalizadores utilizados, qual a atitude do falante/escritor na defesa do que pretende expor. Também é possível entendermos se o falante/escritor atenua ou impõe algo que diz/escreve. Realiza-se intersujeitos e pressupõe uma relação hierárquica entre o falante, que se constitui na origem deôntica e o ouvinte, o alvo deôntico. Para este trabalho, fomos buscar a manifestação da modalidade deôntica entre os três personagens principais do romance The Picture of Dorian Gray (versão original), de autoria do irlandês Oscar Wilde. O excerto escolhido localiza-se logo no início do segundo capítulo, tratando-se mais especificamente do diálogo (escrito para ser produzido como se falado), estabelecido entre os personagens Dorian Gray (modelo inspirador do retrato), Basil Hallward (o artista que pinta a tela) e Henry Wotton (observador, cujas opiniões permitem Basil concluir o quadro). Nosso objetivo é descrever a manifestação da modalidade deôntica no discurso dos personagens supracitados e os efeitos de sentidos causados por suas escolhas. Para nortear nossas pesquisas sobre o assunto, fundamentamos este trabalho, ainda em andamento, nas pesquisas de Lopes (2009), Nogueira & Lopes (2011) e Koch (2004 e 2006). O levantamento empreendido por nós revelou que a relação de hierarquia se manifesta no excerto analisado essencialmente por meio dos modalizadores deônticos. Dentre as 26 ocorrências de modalizadores identificadas, apenas 05 eram de modalizadores epistêmicos. Os dados serão analisados à luz do enfoque teórico funcionalista: uma tentativa de integração dos componentes semântico-sintáticos e pragmático-discursivos. PALAVRAS-CHAVE: modalidade deôntica, relações intersubjetivas, oralidade REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: KOCH, Ingedore Villaça. A Inter-ação pela Linguagem. 10ª edição. SP: Editora Contexto, 2006. KOCH, Ingedore Villaça. Introdução à Linguística Textual. 19ª edição. SP: Martins Fontes, 2004. NOGUEIRA, Márcia Teixeira & LOPES, Maria Fabíola Vasconcelos. (org.) Modo e Modalidade: Gramática, Discurso e Interação. CE:Edições UFC, 2011. LOPES, Maria Fabíola Vasconcelos. A Modalidade Deôntica na Aula de Inglês Ministrada em Português. Tese de Doutorado CE: PPGL, 2009.

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UMA IDEOLOGIA CHAMADA GRAMÁTICA TRADICIONAL Victor Flavio Sampaio Calabria (SOCIOLIN-UFC) Prof.ª Dr.ª Tércia Montenegro Lemos (DLV-UFC) A presente produção acadêmica tem por objetivo problematizar acerca do tema proposto e, baseado em discussões, entender as diferentes concepções de gramáticas, considerando a importância de suas diferenciações para o processo de aprendizagem. Com isso, pretendemos demonstrar a força de uma ideologia dentro de uma comunidade, sobretudo a ideologia linguística que segrega a ideia de “certo” ou “errado”, impulsionando uma atmosfera, dividida em falares prestigiados e naqueles depreciados socialmente. É ainda necessário ressaltar que a presença do preconceito linguístico é bem forte, porém, diferente de outros preconceitos, este, muitas vezes, não é entendido como tal, prova disso são as diversificadas formas de preconceito proferidas sem ônus para os seus proliferadores. A fim de um bom arcabouço teórico, fundamentamo-nos nas ideias de Bagno (2008) e Chaui (1984), com isso podemos inferir com maior propriedade o conceito de ideologia e relacioná-lo com a concepção de Gramática Tradicional (doravante GT), entendendo, assim, que ideologia não é subjetiva, mas é um fato e um fato social. O presente trabalho conta com uma metodologia que tem o intuito de organizar melhor as ideias a serem desenvolvidas. Tal produção é de cunho bibliográfico e, baseados nas concepções de teóricos como os já mencionados e, de posse de algumas gramáticas escolares, tais como: Bechara (2009), Cunha e Cintra (2009) e Almeida (2009); pretendemos corroborar a concepção de GT enquanto ideologia, relacionada a percepções pessoais e comportamentos quotidianos de falantes e utilitários da língua portuguesa. Com base em conversas informais e posicionamentos espontâneos, pretendemos observar a força desta ideologia, entendendo as suas consequências, dentre as quais, o aumento desmedido do preconceito linguístico. Acreditamos que tal produção seja de fundamental importância àquilo a que se presta. PALAVRAS-CHAVE: Gramática tradicional; Ideologia; Preconceito linguístico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BAGNO, Marcos. Dramática da língua portuguesa: tradição gramatical, mídia e exclusão social. 4ed. SP: Edições Loyola, 2008. CHAUI, Marilena de Souza. O que é ideologia. 15ed. SP: Brasiliense,1984. CUNHA, Celso; CINTRA, Luis F. Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 5ed. SP: Lexikon, 2009. MARTELOTTA, Mário Eduardo. (org.). Manual de Linguística. 1. Ed., 3ª reimpressão. SP: Contexto, 2010.

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VARIAÇÃO EM CATEGORIA MODO-TEMPORAL: A ALTERNÂNCIA PRESENTE DO SUBJUNTIVO/PRESENTE DO INDICATIVO Hebe Macedo de Carvalho – UFC Este estudo discute a atuação da forma do modo subjuntivo no fenômeno de variação modotemporal presente do indicativo versus presente do subjuntivo, em orações substantivas. Os dados de língua falada são abordados em perspectiva sincrônica. O objetivo deste estudo é investigar em que medida fatores linguísticos e extralinguísticos atuam na alternância das formas indicativo/subjuntivo, em orações substantivas enunciadas em entrevistas realizadas entre documentador e informante. Os pressupostos de análise seguem a abordagem da Sociolinguística Variacionista que concebe a língua como um fenômeno que se constitui na heterogeneidade sistemática, sendo motivada por fatores internos e externos (LABOV, [1972] 2008), e os estudos funcionalistas de Givón (1995; 2001), em especial, aqueles dedicados à modalidade. Na análise foram controlados os fatores linguísticos tipo verbo da oração matriz tempo e modalidade e os fatores extralinguísticos gênero/sexo, faixa etária e anos de escolarização. Para a análise dos dados contou-se com as entrevistas do banco de dados do Projeto PROFALA, sediado na Universidade Federal do Ceará. As entrevistas seguem os moldes labovianos, ao coletar dados de fala em situações comunicativas semiespontâneas, visando a amenizar a influência do paradoxo do observador (LABOV, 1972). Foram considerados 60 informantes, estratificados em gênero/sexo, faixa etária e anos de escolaridade, moradores do Cariri, região que fica ao sul do estado do Ceará. Os dados analisados foram submetidos ao pacote de programa estatístico VARBRUL (PINTZUK, 1988). Os resultados da análise evidenciaram que o fenômeno é motivado pelo tipo de verbo da oração matriz, pela modalidade realis/irrealis. Em geral, a forma subjuntiva, em orações complexas substantivas, codifica preferencialmente a modalidade irrealis, contudo essa forma pode exprimir modalidade realis, em sentenças cujos eventos estão ancorados no passado ou o pressuposto é dado. A análise demonstrou que falantes com mais de 50 anos tendem a usar mais a forma subjuntiva do que falantes de 15-25 e 26-49 anos. Os grupos de fatores gênero/sexo e os anos de escolarização não foram selecionados pelo programa VARBRUL como significativos. Assim, o fenômeno em estudo, na comunidade de fala em foco, tende a ser motivado muito mais por fatores linguísticos do que sociais. PALAVRAS CHAVE: sociolinguística; alternância indicativo/subjuntivo; categorias verbais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: GIVÓN, T. Functionalism and grammar. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 1995. GIVÓN, T. Syntax: an introduction. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 2001. LABOV, W. Padrões Sociolinguísticos. Tradução Marcos Bagno, Maria Marta Pereira Scherre, Caroline Rodrigues Cardoso. São Paulo, Parábola Editorial, 2008. PINTZUK, S. Programs VARBRUL. Tradução de Ivone Isidoro Pinto. Rio de Janeiro, 1988.

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VERBOS MODAIS EM LÍNGUA INGLESA: UMA PROPOSTA DE CATEGORIZAÇÃO CIRCUNSTANCIAL GRADUAL Antonio Kleber Amaral Gomes Junior (UFC) Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos (DLE/UFC) Os verbos modais em língua inglesa parecem ser considerados como de alta complexidade por alunos brasileiros, aprendizes de inglês como língua estrangeira. Talvez essa compreensão dos verbos modais se deva ao fato de que, segundo Neves (2000, p. 1), a polissemia desses verbos seja “negligenciada nas gramáticas pedagógicas do português”. Diante disso e na tentativa de contribuirmos para com a construção da compreensão dos sentidos e usos dos verbos modais, resolvemos, desse universo, contemplar, para fins de investigação, os modais sociais da língua inglesa (BLAND, 1996), que veiculam um pedido, uma sugestão, um conselho, uma opinião, também que expressam uma solicitação de permissão, uma necessidade, uma obrigação e uma proibição. Este trabalho, ainda em fase embrionária, tem dois objetivos principais, a saber: (a) analisar o contexto semântico-pragmático de ocorrência dos verbos modais sociais em língua inglesa, que se realizam dentro do eixo deôntico, ou seja, aqueles verbos que estão inseridos nos contextos pragmático-discursivos da ordem, da proibição, da obrigação e da permissão; e (b) categorizar esse mesmos verbos, por meio de uma escala de gradação, quanto ao seu grau de autoridade, formalidade e polidez tendo como moldura contextual diferentes tipos de situações sociais. Para tanto, fundamentamos nosso trabalho na abordagem funcionalista, que integra os componentes semântico-sintáticos e pragmático-discursivos de ocorrência do item linguístico considerado. A análise foi realizada com base no estudo de duas gramáticas, Azar (1996) e Larsen-Freeman (2008;2009), das quais a segunda é fasciculada em quatro volumes. Ambas adotam uma abordagem interativa para o ensino-aprendizagem de gramática, integrando forma, significado e uso e, portanto, em conformidade com a abordagem funcionalista. Após a seleção das gramáticas, coletamos todos os exemplos de realização de cada um dos verbos modais introduzidos e tratados por elas que se manifestassem deonticamente, criando assim um corpus de análise considerável. Deste ponto, passamos a comparar, contrastar e classificar cada uma destas realizações, para a elaboração de uma proposta de escala de gradação no que diz respeito aos níveis de autoridade, formalidade e polidez. Antecipamos como uma possível conclusão que a proposta de categorização aqui apresentada poderá vir a se constituir em uma ferramenta facilitadora de ensino-aprendizagem dos verbos modais sociais em língua inglesa, porque entendemos que aprendizes de LE que aprendem a forma, o sentido e o uso de cada estrutura gramatical - e, neste caso, nos referimos mais especificamente às formas modais, estarão habilitados para interagir em eventos comunicativos, orais e/ou escritos, significativa e apropriadamente. PALAVRAS-CHAVE: verbos modais, modalidade deôntica, escala, funcionalismo linguístico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AZAR, B. S. Understanding and using English grammar, New Jersey, Prentice-Hall, 1989. LARSEN-FREEMAN, D.; BADALAMENTI, V.; HENNER-STANCHINA, C. Grammar Dimensions 1, Stamford: Cengage Learning, 2008. 71


_______________________.; WISNIEVSKA, I.; RIGGENBACH, H,; SAMUDA, V. Grammar Dimensions 2, Stamford: Cengage Learning, 2007. _______________________; THEWLIS, S.; Grammar Dimensions 3, Stamford: Cengage Learning, 2007. _______________________; FRODENSEN, J.; EYRING, J. Grammar Dimensions 4, Stamford: Cengage Learning, 2007.

VERBOS MODAIS SOCIAIS DEONTICAMENTE MODALIZADOS: ANÁLISE DE UMA PROPOSTA DE ATIVIDADES EM LÍNGUA INGLESA Antonio Kleber Amaral Gomes Junior (UFC) Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos (DLE/UFC) Este trabalho, ainda em sua gênese, complementa proposta de comunicação intitulada VERBOS MODAIS DEÔNTICOS EM LÍNGUA INGLESA: UMA PROPOSTA DE CATEGORIZAÇÃO CIRCUNSTANCIAL GRADUAL. Temos dois objetivos principais, quais sejam: (a) identificar e classificar as ocorrências dos verbos modais sociais deonticamente modalizados em proposta de atividades elaborada pelo ITE (Initial Teacher Education) English e disponibilizada no website http://www.ite.org.uk/ite_topics/language_study_key_stages_2_3/003.html e (b) analisar o contexto semântico-pragmático de ocorrência dos verbos modais sociais ali contemplados. Os modais sociais da língua inglesa, segundo classificação de Bland (1996), são aqueles que expressam uma solicitação de permissão, uma necessidade, uma obrigação e uma proibição, enquadrando-se, portanto, no eixo deôntico de realização. Este trabalho deixa-se nortear pelos fundamentos teóricos da abordagem funcionalista, integrando os componentes semântico-sintáticos e pragmático-discursivos de ocorrência dos itens linguísticos considerados. A análise foi realizada com base na categorização de Bland (1996) para os modais sociais da língua inglesa. A autora defende uma abordagem funcionalista para o ensinoaprendizagem de gramática e consequentemente a integração dos três elementos que considera fundamentais no contexto de ensino-aprendizagem da língua em questão: forma, significado e uso. Para o desenvolvimento deste trabalho, foram coletados todos os exemplos de realização de cada um dos verbos modais apresentados e explorados na atividade proposta pelo ITE English, sendo considerados para fins deste estudo apenas aqueles deonticamente modalizados. Deste ponto, passamos a analisar as devidas realizações de maneira descritiva, tentando compreender a relação entre a ideia encerrada pelo verbo modal e seu contexto de realização, classificando assim cada uma destas realizações. Salientamos que uma análise crítica das atividades também foi empreendida. Como conclusão preliminar, podemos destacar que aprendizes de Língua Estrangeira que aprendem a forma, o sentido e o uso de cada estrutura gramatical - e neste caso nos referimos mais especificamente às formas modais, estarão habilitados para interagir em eventos comunicativos, orais e/ou escritos, significativa e apropriadamente. Exatamente por isso nós, professores, precisamos compreender a modalidade deôntica e aprender a melhor trata-la e explorá-la em sala de aula. PALAVRAS-CHAVE: verbos modais sociais; modalidade deôntica; ensino-aprendizagem de LE 72


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AZAR, B. S. Understanding and using English grammar, New Jersey, Prentice-Hall, 1989. LARSEN-FREEMAN, D.; BADALAMENTI, V.; HENNER-STANCHINA, C. Grammar Dimensions 1, Stamford: Cengage Learning, 2008. _______________________.; WISNIEVSKA, I.; RIGGENBACH, H,; SAMUDA, V. Grammar Dimensions 2, Stamford: Cengage Learning, 2007. _______________________; THEWLIS, S.; Grammar Dimensions 3, Stamford: Cengage Learning, 2007. _______________________; FRODENSEN, J.; EYRING, J. Grammar Dimensions 4, Stamford: Cengage Learning, 2007.

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RESUMO DE OFICINAS ESTRUTURA SINTÁTICA DO PORTUGUÊS

Gabriel de Ávila Othero ( UFRGS) Objetivos: Geral: instrumentalizar os participantes com os conhecimentos básicos acerca da estrutura sintagmática da frase em português. Específicos: 1. Apresentar o modelo da Teoria X-barra na descrição dos sintagmas em português. 2. Relacionar a teoria de descrição gramatical da língua à aplicação computacional de processamento de linguagem natural. Metodologia: aula expositiva-dialogada, com exercícios de análise gramatical. Conteúdo Programático: 1. Descrição sintática da gramática do português. 2. Estrutura sintática da frase em PB em sua ordem canônica. 3. Regras de reescrita para a descrição da sentença e dos sintagmas que formam. 4. Estrutura sintagmática do sintagma preposicional (SP), sintagma adjetival (SAdj), sintagma adverbial (SAdv), sintagma nominal (SN), sintagma verbal (SV), sintagma flexional (IP) e sintagma determinante (DP). Material utilizado: Data-show, quadro negro Número de vagas: 30 participantes

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GRAMÁTICA DA LIBRAS: UMA MODALIDADE DE LÍNGUA GESTO-VISUAL

Objetivos:

Patrícia Araújo Vieira Matheus Oliveira da Silva Rocha Andréa Michiles Lemos

I- Apresentar os aspectos linguísticos da Libras; II-. Discutir as semelhanças e as diferenças entre as línguas de modalidades oral e visual; Metodologia: Em primeiro momento, apresentação do conteúdo de forma expositiva e dialogada. No segundo momento, será a realização de exercícios práticos com a participação dos cursistas. Conteúdo programático:  Aspectos linguísticos da LIBRAS:  Fonética e fonologia;  Morfologia;  Sintaxe;  Semântica e pragmática Material utilizado: Data-show Computador Pincel e quadro branco Número de vagas ofertadas: 25

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GRAMÁTICA E COMPREENSÃO TEXTUAL: AÇÕES INTEGRADAS. Maria Fabiola Vasconcelos Lopes (DLE/DLV– PPGL-UFC) Marílio Salgado Nogeuira (DLV/PPGL - UFC) Rachel Uchôa Batista (DLE - UFC) Objetivos: Geral: O propósito principal dessa oficina é o de compartilhar com professors e futuros professors, formas de levar o aluno a desenvolver a lingua, considerando a gramática de uso, e Contexto real, contribuindo para a formação de professores de lingua materna e/ou estrangeira. Específicos: 1. Conscientizar o aluno de que a gramática pode ser usada como meio para se compreender um texto e não vista isoladamente. 2. Propor uma orientação didática e pedagógica que leve em conta o uso real da lingua e que trabalhe a gramática e o texto de forma a comporem um, o suporte do outro. Metodologia: Aula expositiva-dialogada com apresentação e discussão de atividades;elaboração de atividade pelos participantes; discussão de aspectos positivos e negativos sentidos pelos participantes durante a execução de tais atividades. Conteúdo Programático: 1. Aspectos teóricos acerca da gramática, em particular se volta para o papel dos participantes, sintagmas nomeadores de pessoas e coisas e sintagmas nomeadores de processos (verbos de fazer, de atividades mentais, verbo de dizer, de sentimento e de relação), tudo posto à serviço da compreensão textual. 2. Apresentação da gramática sob o enfoque de gêneros textuais variados como por exemplo, tirinhas, narrativas, explicações científicas, procedimentos ou processos, para citar alguns. 3. Apresentação de atividades relacionadas. 4.

Atividades práticas

4.1. identificação e produção de atividades de gramática nomeadoras de pessoas. 4.2. Desenvolvimento e discussão de uma atividade de gramática nomeadora de processos. 4.3. Reflexão sobre o uso de atividades do tipo apresentado e discutido na oficina. Material utilizado: Data-show, tablado de jogo, dado e material impresso. Número de vagas: 30 participantes

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LINGUA INGLESA: O ENCONTRO ENTRE A GRAMÁTICA E A FONOLOGIA Maria Manolisa Nogueira Vasconcellos (DLE/DLV – UFC) Objetivos: Geral: instrumentalizar os participantes com os conhecimentos básicos do sistema de entoação e perceber sua relação com os sentidos veiculados por aspectos gramaticais específicos. Específicos: 1. Conscientizar os participantes da relação existente entre os padrões entoacionais e aspectos gramaticais específicos 2. Manipular a entoação conscientemente sem correr o risco de comprometer os sentidos veiculados pelos aspectos gramaticais que a determinaram. Metodologia: Aula expositiva-dialogada, elaboração de material didático pelos participantes, apresentação da produção didática pelos participantes Conteúdo Programático: 1. Entoação: definição e descrição dos tipos de padrões entoacionais 2. Apresentação de inventário elaborado por Prator & Robinnet (1985) relacionando os padrões entoacionais a sentidos expressos por aspectos gramaticais específicos. 3. Atividades práticas 3.1. identificação e produção dos padrões entoacionais apresentados em 2. 3.2. Atividade de relacionamento dos padrões entoacionais e os sentidos veiculados por aspectos gramaticais específicos. 4. Elaboração de atividades práticas para a sala de aula que contemplem os conteúdos ministrados e discutidos nesta oficina. Material utilizado: Data-show, material impresso Número de vagas: 30 participantes Referências: BRADFORD, Barbara. Intonation in context: intonation practice for upper-intermediate and advanced learners of English. Cambridge: CUP, 1988. CELCE-MURCIA, M.; BRINTON, D. M.; GOODWIN, J. M. Teaching pronunciation: a reference for teachers of English to speakers of other languages. Cambridge: Cambridge University Press, 1996. PRATOR, Clifford H.; ROBINETT, Betty Wallace. Manual of American English Pronunciation. Fourth edition, Orlando: Harcourt Brace & Company, 1985.

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GRAMÁTICA FUNCIONAL DO ESPANHOL Nadja Paulino Pessoa Prata (UFC)

Objetos: Geral: Compreender os aspectos linguísticos relacionados à gramática da língua espanhola, a partir da perspectiva funcionalista. Específicos: 1. Ampliar conhecimentos sobre a perspectiva funcionalista de análise linguística e suas contribuições para o ensino-aprendizagem de línguas. 2. Conhecer e entender os diversos conceitos de “gramática” e os seus níveis de análise. 3.Compreender a estrutura do espanhol em relação ao português. 4. Entender a inter-relação entre os aspectos pragmático-discursivos e o nível morfossintático em espanhol. 5. Relacionar a teoria com a prática no ensino de línguas, especificamente o espanhol. Metodologia: A oficina a ser desenvolvida organiza-se do seguinte modo: (i) discussão de textos; e (ii) análise da língua espanhola a partir de mostras reais em diversos gêneros textuais, tendo em vista os parâmetros estabelecidos com base nos textos teóricos. Conteúdo programática: Aspectos gerais sobre o funcionalismo linguístico: visão geral dos estudos hispânicos. Aspectos morfossintáticos e pragmático-discursivos dos tempos verbais em espanhol. Aspectos morfossintáticos e pragmático-discursivos das construções passivas em espanhol. Material utilizado: Data-show, fotocópias de textos em língua espanhola, tiras de papel com textos, pincel, quadro. Número de vagas ofertadas: 25

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GRAMÁTICA EM LÍNGUA ESPANHOLA E ENFOQUE COMUNICATIVO: REFLEXÕES E PROPOSTAS DIDÁTICAS Edilene Rodrigues Barbosa (UERN) Marta Jussara Frutuoso da Silva (UERN) Vanúsia Maria de Medeiros (UERN) Objetivos: Esta oficina tem como objetivo geral realizar, junto aos participantes inscritos, discussões teórico-práticas sobre o ensino de gramática nas aulas de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE) no que diz respeito a metodologias relacionadas ao enfoque comunicativo, entendido nesta proposta como uma prática de ensino de línguas com foco no desenvolvimento de habilidades pragmáticas de uso de referida língua, com ênfase em seus aspectos sociais e culturais. Objetiva ainda, de modo mais específico, o desenvolvimento de atividades (propostas didáticas) relacionadas ao uso da gramática na aula de ELE entendida não como um conjunto isolado de regras, mas como um material de análise linguística, a partir do qual é possível o trabalho com as destrezas comunicativas (leitura e escrita, fala e audição). Metodologia: Para a realização desta oficina, em um primeiro momento, realizar-se-á uma apresentação expositivo-dialogada de questões relacionadas ao ensino de gramática em língua estrangeira, tais como os conceitos de gramática, de norma, de função, de regra, de ensino, de enfoque comunicativo, dentre outros. Referida apresentação será precedida de atividade de sondagem para que seja possível verificar os conhecimentos dos inscritos no tema em questão. Em um segundo momento, realizar-se-á um conjunto de atividades teórico-práticas a respeito do ensino de gramática em ELE, levando em conta temas gramaticais em interface com temas sociais, culturais e pragmáticos de uso da língua. Ao passo em que se realizarão as atividades, serão realizadas também reflexões sobre o desenvolvimento destas atividades em sala de aula, ou seja, em situações reais de ensino. Conteúdo programático: 1. Ensino de gramática em ELE: conceitos-chave; 2. Enfoque comunicativo: conceito e implicações para o ensino de ELE; 3. Análise gramatical de itens fonéticos e fonológicos de ELE: propostas didáticas em torno ao falar e ao ouvir; 4. Análise gramatical de itens morfológicos e morfossintáticos de ELE: propostas didáticas em torno ao ler e ao escrever. Material utilizado: Datashow, computador, fotocópias, aparelho de som, CD, pincel, papel ofício. Número de vagas ofertadas: 15. 79


ENSINO DE GRAMÁTICA EM LE - FOCO NA FORMA Diana Costa Fortier Silva (DLE-UFC) Objetivos: i. apresentar e caracterizar detalhadamente a abordagem Focus on Form; ii. estabelecer um contraste entre a proposta da abordagem Focus on Form e as demais plataformas metodológicas disponíveis para o ensino de gramática em LE, especificamente em Língua Inglesa; iii. apresentar exemplos de atividades para o ensino de gramática em Língua Inglesa fundamentadas nos princípios da a abordagem Focus on Form; iv. elaborar, junto com os participantes, atividades para o ensino de gramática em Língua Inglesa fundamentadas nos princípios da a abordagem Focus on Form. Metodologia: i. Discussão inicial sobre metodologia de ensino de gramática em Língua Estrangeira (LE), especificamente de Língua Inglesa; ii. Investigação informal, por meio de conversa com os participantes, dos conhecimentos prévios que estes possam apresentar a respeito da abordagem Foco na Forma para o ensino de LE; iii. Exibição de slides em que serão apresentadas as características e princípios básicos da abordagem Foco na Forma e como a referida abordagem pode ser empregada no ensino de gramática em LE; iv. Análise e discussão, juntamente com o participantes divididos em pares ou grupos, de exemplos de atividades para o ensino de gramática em LE baseadas em Foco na Forma; v. Elaboração, em pares ou grupos, de atividades para o ensino de gramática em LE baseadas em Foco na Forma. onteúdo programático: i. Revisão geral sobre metodologia de ensino de gramática em LE, especificamente em Língua Inglesa; ii. A abordagem Foco na Forma: origens, princípios, características distintivas; iii. Aplicação da abordagem Foco na Forma no ensino de gramática em LE; iii. Elaboração de atividades para o ensino de gramática em LE baseadas na abordagem Foco na Forma. Material utililizado: i. Projetor multimídia e notebook; ii. Quadro branco e pincel; iii. Handouts com atividades-exemplo; iv. Revistas em Língua Inglesa; v. Livros didáticos de Língua Inglesa. Números de Vagas ofertadas: 25

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Gramática funcional do Português, a partir de gêneros discursivos. Expedito Wellington Chaves Costa (IFCE) Objetivos: 1. Propiciar aos participantes os conhecimentos sobre as funções sociais e comunicativas de diferentes gêneros discursivos; 2. Desenvolver capacidades para elaboração de atividades de Língua Portuguesa, a partir de gêneros discursivos. 3. Conhecer os mais importantes critérios de avaliação de atividades oriundas de gêneros discursivos. Metodologia: Serão distribuídos aos participantes diferentes gêneros discursivos e conduzida a discussão sobre as funções sociais, os espaços de circulação e a importância deles no ambiente em que os falantes e autores estão inseridos. A seguir, formam-se grupos com dois ou três participantes, que, sob orientação dos proponentes, elaborarão atividades de Língua Portuguesa, conforme o gênero discursivo que receberam. Posteriormente, cada grupo expõe as atividades à apreciação de todos, para debates e contribuições. Por fim, serão apresentados diversos critérios de avaliação aos quais as atividades elaboradas serão submetidas, com objetivo de detectar as competências comunicativas que elas desenvolvem. Conteúdo programático: 1. Teoria dos gêneros discursivos; 2. Metodologias para elaboração de atividades discursivas de Língua Portuguesa; 3. Estratégias de avaliação para atividades discursivas de Língua Portuguesa. Material utilizado: Jornal impresso, cordel, encartes, charges e papel A4. Além desses, será utilizado datashow, para exposição da teoria dos gêneros discursivos. Número de vagas: 25

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REALIZAÇÃO

PATROCÍNIO

APOIO


Universidade Federal do Cearรก


Livro da Programação e dos Resumos  

Livro da Programação e dos Resumos do I Encontro sobre Gramática: Saberes e Fazeres, realizado em Fortaleza, ano 2012.

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