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ÍNDICE EDITORIAL

Mais um mês, mais um Revista. Muita gente me pergunta o motivo de eu continuar fazendo essa Revista, pois “o povo hoje me dia não lê muito, poucas pessoas vão acompanhar” e tal. A resposta é bem simples: É a realização de um sonho de um cara que passou praticamente a vida toda cercado por Revistas de Games (Ação Games, SuperGamePower, Gamers e tantas outras). E enquanto eu tiver prazer em continuar escrevendo sobre o que eu amo, ela vai continuar existindo. E na Edição desse mês, que é toda Old School, Trazemos Kenseiden, um jogo épico do Master System, Rise to Honor, uma ótima surpresa do PS2, o destruidor de controles do Atari, Decathlon, além de novas colunas na Revista: a História do Leitor e Nossas Histórias. Ainda não decidi se a Revista virará apenas Old School, mas estou pensando sériamenrte nisso. Agradeço de coração a vocês, Carvalho, Elinewton, Lucas, Ygor Freire Fabio Santana, Renato Almeida e ao Marcelo Tavares e ao @asegavoltou por mais essa edição !!

- KENSEIDEN (MASTER SYSTEM) .................................. PÁG. 04 - RISE TO HONOR (PS2) .................................................... PÁG. 06 - OLD SCHOOL: A COMPRA DO MEU PS2 .................... PÁG. 08 - BGS 2020 ADIADA .......................................................... PÁG. 09 - HISTÓRIAS DO LEITOR ................................................... PÁG. 12 - ATARI VCS .......................................................................... PÁG. 14 - VIDEOGAME: NOSSAS HISTÓRIAS ............................ PÁG. 16 - DECATHLON (ATARI) ....................................................... PÁG. 22

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Retro Review

AVENTURE-SE PELO JAPÃO FEUDAL COM ESTILO

PorLUCIANO Luciano COELHO Coelho POR

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xistem jogos que irão nos acompanhar por toda a nossa vida. Você pode até não ter termi nado, mas mesmo assim ele está sempre na sua lista de favoritos. E com certeza, para os donos de Master System, me arrisco a dizer que esse vai figurar na lista de todos que tiveram o console e tiveram o prazer de jogar. Estou falando de Kenseiden.

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Na época, a Sega era uma empre sa que só dependia dela mesma e dos seus talentosos Produtores e Criadores para manter o Master System. A Sega produzia todos os jogos do console e graças ao acordo da Nintendo com as Pro dutoras, as empresas estavam proibidas de produzirem jogos para outro console.

E aqui podemos afirmar isso: Kenseiden não fez o Master System explodir de vendas, mas ele foi incrível o suficiente para se tornar um dos jogos favoritos de praticamente todos que tiveram a chance de jogar.

Mas a Sega estava bem serivda de jogos para o seu console. Altered Beast, Out Run, Golden Axe, A franquia “Great” nos esportes: Great Soccer, Great Volleyball, Great Basketball... Nos RPGS, tínhamos o maravilhoso Phantasy Star. Mas faltava algo.

Controlamos Hayato, um Samurai com a missão de livrar o Japão de vários feiticeiros do mal. A atmosfera de Kenseiden é bem sombria. Começamos em um bambuzal a noite, e como inimigos nós temos caveiras, cabeças voadoras e outras coisas sombrias.

Se quiserem saber o nome dos lugares por onde Hayato passa, terão que recorrer ao Manual do jogo. Na tela nós só temos os ideogramas. A segunda fase se passa em um templo em ruínas infestado de inimigos e lá temos o primeiro chefe do jogo: Uma roda de fogo demoníaca, que solta faíscas no chão enquanto voa pela tela. Parece complicado no início, mas depois que você pega o padrão de ataque, não é mais tão complicado. Derrotando, nós ganhamos um pergaminho com uma nova habilidade para Hayato.


Se você seguir o padrão das

fases, você irá para uma fase que se passa em uma caverna de fundo vermelho, bem demoníaca com um easter egg bem pertubador: A cabeça de Alex Kidd pode ser vista nas paredes. Confiram:

Algum dos Produtores parece que já sabia do terrível destino de Alex Kidd... Passando por essa fase, temos a primeira fase de treinamento do jogo, que vai te fazer sofrer até você conseguir pegar o jeito e passar. E pode ter certeza: os talismãs que você recebe ao concluir essas fases, irão ser de extrema ajuda, pois eles aumentam a sua vida e acredite, você vai precisar muito dessa ajuda se quiser terminar.

Kenseiden é aquela jóia rara que, pelos meios originais, ficou preso ao Master System. Não o acha mos em nenhuma colêtanea e infelizmente não tenho nenhuma esperança de uma volta ou um remake. Mas podem ter certeza de que quem teve o prazer de jogar, adoraria ter a chance de retornar ao Japão de Kendeisen e mais uma vez mostrar quem manda.

KENSEIDEN Console: Master System Desenvolvedora: Sega Lançamento: 1988

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REVIEW

POR LUCIANO COELHO

UM JOGO INOVADOR QUE MARCOU ÉPOCA NO PLAYSTATION 2

Em 2004, o PlayStation 2 rece

beu um jogo inovador. Era um Beat 'em up que não usava nenhum botão, que tinha partes de tiro em terceira pessoa e que abusava da captura de movimen tos. Esse jogo marcou a geração do PS2 pela sua inovação. Estou falando de Rise to Honor. Rise to Honor foi um jogo bem surpreendente desde o início. Primeiro, pelo fato de que o personagem principal ser Jet Li, um dos melhores artistas marciais de todos os tempos. Só isso, já prometia bastante. Todas as imagens que foram reveladas nas revistas da época empolgavam pelo fato de que os movimentos pareciam estar ficando rrealmente incríveis. E quando foi revelado que o Corey Yuen era quem estava coreografando as lutas e os movimentos do jogo, isso empolgou mais. Para quem não sabe, Corey Yuen é um dos melhores coreógrafos de luta de filmes de todos os tempos e isso era incrível. 6

Mas o mais impressionante foi o fato de que o jogo não usava os botões convencionais para os movimentos da luta no jogo. Sim, isso mesmo. Nada de soco no quadrado, chute no triângulo, pulo no X... Isso estava nos jogos convencionais. Mas a ideia da Sony e dos Diretores e Atores do jogo era inovar, revolucionar, buscar novas formas de jogar de maneira mais interativa, fazendo com que os movimentos fossem bem naturais e livres.

E para nos impressionar ainda mais, o jogo ainda contava com várias partes de tiro em terceira pessoa, também não utilizando os botões convencionais. Muita gente estava com o pé atrás, mas elas estavam enganadas.


A história era a seguinte: Jet Li é Kit Yun, um policial difarçado que recebe a missão de ser o guarda costas de Chiang, líder de uma das mais famosas gangues de Hong Kong. Um ano depois na missão secreta de Kit, Chiang decide deixar a vida do crime organizado, mas Kwan, um associado, não aceita bem essa ideia e Chiang começa a sofrer tentativas de assassinato, e infelizmente,Kit não consegue evitar a morte de Chiang. Com o seu assassinato, Kit deve levar uma importante mensagem para a filha do criminoso em São Francisco. No caminho ele se envolve com as gangues e entra em muitas lutas, que se passam em vários locais cheios de ação localizados em Hong Kong e São Francisco. O jogo surpreenden pelo fato de toda movimentação de luta, os golpes, serem exclusivamente feitos no analógico. Socos, chutes e combinações eram todos executados no analógico direito. Isso nos dava uma liberdade de poder atacar em todas as direções dos analógicos e a poder atacar vários inimigos ao mesmo tempo.

E sim os inimigos surgiam de todas as direções e se você fosse ágil o suficiente, você poderia bater em todos de uma levada só. Claro, é bem mais fácil falar do que fazer. Demorava um pouco para se acostumar com esse novo estilo de gameplay, e isso siginifcava várias e várias tentativas antes de se tornar um Jet Li virtual. O jogo também tinha várias partes em que o jogador usava armas com munições infinitas, usando o analógico como forma para se mirar nos inimigos, além de partes em Stealth, onde não poderíamos ser vistos senão, já era.

No geral, Rise to Honor é um jogo que diverte bastante e que era impressionante para época. Mas dá para afirmar que se você o jogar hoje, ele vai te divertir da mesma maneira. Pode confiar.

RISE TO HONOR Console: PlayStation 2 Desenvolvedora: Sony Lançamento: 2004 7


Retro Review

Por Luciano Coelho

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ocês já se empolgaram tanto com um console que não conse guiam aguentar ficar mais um dia sem ter o aparelho e começaram a fazer tudo que podiam para conseguir comprar?? Eu sim, com o saudoso PlaySta tion 2; E tudo graças a um jogo. Sim, um jogo foi o suficiente para me fazer criar um verdadeiro plano de batalha para conseguir comprar o console. É uma história doida e com um final que eu preferia ter esquecido. Vamos lá. Foi uma época interessante que eu, acreditem se quiser, era um Jogador de PC. Eu parti para o PC não por causa dos games principalmente, mas por um motivo que quem é daquela época vai entender: MiRC. Jogava muitos jogos via emuladores, os jogos de PC, principalmente FIFA e passava as madrugadas conversando no 7 Deadly Sins. Mas eu sentia falta de ter um console e de jogar com a galera. Pois a minha casa sempre foi o point de reunião do povo. E com o PC, era um jogando e o outro olhando. Até que um dia, meu amigo Moyses me disse que tinha um PS2 e me convidou para ir a casa dele jogar METAL GEAR SOLID 2.

Como eu simplesmente adorei o primeiro jogo e joguei muito no meu PS1, fiquei bem empolgado para finalmente poder jogar a continuação. E a cada minuto que eu jogava, mais eu me empolgava e mais eu pensava: “Eu preciso de um PS2”. Depois de algumas horas de jogatina, eu voltei para casa com uma idéia fixa de comprar um para mim. No dia seguinte eu comecei a pesquisar o preço no camelódromo de Campos. Lembrando que na época, o PS2 não era nada barato. Só para vocês terem uma idéia, só o Memory Card custava 80 reais. Então de onde viria o dinheiro para comprar o PS2? Acreditem se quiser, o que eu fiz foi o seguinte: EU VENDI O MEU PC.

Sim, isso mesmo que você leu. Vendi sem remorso nenhum e parti para a compra. Comprei um PS2 com dois controles, Memory Card e alguns jogos, entre eles um Winning Eleven, e claro, o Metal Gear Solid 2. Foram 3 meses de diversão pura até ele morrer e parar de funcionar. E o pior: Garantia de 3 meses e ele morre com 3 meses e 1 DIA. Acabei ficando sem PC e sem Console. Por muito tempo. Ainda bem que aquela era a época das Revistas. Depois de vários meses, juntando grana do trabalho, eu comprei outro em um lugar mais confiável e que ficou comigo por 7 maravilhosos anos em que a alegria reinou, os campeonatos de Winning Eleven eram constantes e a vida era só diversão.

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EDIÇÃO 2020 É ADIADA DEVIDO A EPIDEMIA DO COVID-19 POR GEORGE BERNARDO DA SILVA

A Brasil Game Show decidiu vir a público anunciar o adiamento da BGS 2020, em decorrência da evolução da covid-19 no País.

O evento estava programado para acontecer entre os dias 8 e 12 de Outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, e foi transferido para os mesmos dias de 2021. Desde o dia 11 de Março, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o estado de pandemia, a equipe da Brasil Game Show acompanha os esforços no país para combater o novo coronavírus, se solidariza com as famílias das milhares de vítimas e torce pelo controle da doença. Têm sido meses de expectativa, trabalho e vontade de oferecer a todos um pouco de diversão e lazer. Adiar a 13ª edição da BGS para 2021 foi uma decisão bem difícil. Foram ouvidos visitantes, expositores, parceiros, patrocinadores, colaboradores e equipe interna. Apaixonados por games, todos gostariam de estar juntos novamente esse ano.

Mas, nesse momento triste e sem precedentes, temos total convicção de que essa era a decisão responsável a tomar, pensando na saúde e bem-estar de todos. Em um cenário de incertezas, a BGS optou por não surpreender expositores, patrocinadores e público com mudanças repentinas que inviabilizem o planejamento e a organização, provocando ainda mais decepções e transtornos em um ano que já está tão difícil para todos.

Os visitantes que já adquiriram os ingressos para a BGS 2020 têm suas entradas garantidas na 13ª edição da Brasil Game Show, em outubro de 2021. Eles contarão com bônus e benefícios exclusivos, o Superingresso, cujas vantagens estão detalhadas na página oficial da BGS. No aquecimento para a 13ª edição da BGS acontecerão várias atividades digitais, cuja programação será detalhada nas próximas semanas. 09


Por Luciano Coelho

Pรกg. 6


HISTÓRIAS DO LEITOR

por MOYSES FRAZAO

MINHA HISTÓRIA COM O NINTENDO 64

O ano de 1996 ficou marcado em minha história no mundo dos games. Eu tive minhas primeiras experiências com o Atari 2600, Master System II e o Super Nintendo mas nada havia me preparado para o que estava por vir. Algo havia mudado nessa indústria que revolucionaria o mundo dos games. Era uma mudança de paradigma. Eu acompanhava diversas revistas e percebia que um mundo novo estava chegando. Jogos poligonais que eu havia experimentado de forma incipiente com Star Fox para Super Nintendo estavam ganhando forma e prometiam que nós entraríamos dentro do game... literalmente.

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Ficaríamos de frente para castelos imensos e sentiríamos a sensação de interagir com um mundo tridimensional formado por polígonos. Era difícil de imaginar essa realidade, mas ela estava chegando. O projeto da Nintendo, conhecido pelo codinome Project Reality e logo depois sendo chamado de Ultra 64, estava em todas as revistas da época e eu, claro, tinha todas elas.

Eu lembro que no ano de 1996 eu vi o anúncio de venda do Nintendo 64 com fotos grandes em jornais e fui logo recortando e colando as imagens em papelão simulando que eu podia jogar esse console e que eu já tinha. Meu pai me viu brincando com esse papelão que tinha a imagem do aparelho e então me perguntou o que era. Eu falava daquilo o dia inteiro com ele, sonhando com a possibilidade de conquistar esse presente. Ele meio que dava de ombros e mudava de assunto. Chegado novembro de 1996, eu viveria um momento inesquecível que me marcaria para sempre.

Lembro-me eu falando daquele aparelho por dias com meu pai e ele finalmente me perguntou: É isso mesmo que vc quer? Resolveu enfim que iríamos no dia seguinte na tal loja ver. Eu nem dormi. Naquele fim de tarde do dia seguinte saímos e fomos a tal loja MW Games. Entramos lá e o dono chamado Júnior, quando perguntado por meu pai sobre o tal aparelho colocou a caixa dele em cima da bancada. Eu me lembro bem que a caixa era muito grande e que ele falou que não tinha isopor porque veio direto dos EUA e retiraram o isopor pra diminuir o volume.


Meu pai perguntou o valor. Ele disse: R$ 650,00 reais. Nessa época lembro que o salário mínimo era em torno de 112 reais. Meu pai reclamou do alto valor como que demonstrasse não ter interesse em efetivar a compra. Também pudera, quase 6x o valor de um salário mínimo era um absurdo de caro. Eu fiquei nervoso com a possibilidade de não conseguir ganhar o tão sonhado presente. Meu pai tentou argumentar, mas o vendedor ficou irredutível. Principalmente vendo minha ansiedade. Eu não conseguia me conter. Meu pai insistia em algum desconto, mas o rapaz disse que não poderia tirar nada pois o aparelho tinha acabado de ser lançado. Aí meu pai olhou para mim e resolveu então pagar pelo aparelho. Ao sair dali em seguida, dentro do carro, ele me contou que compraria o aparelho porque eu queria muito, mas que o meu nervosismo e ansiedade não o deixaram pressionar o dono da loja em obter um desconto. Enfim quando fomos para casa, meu pai demonstrou interesse em saber se essa revolução tão cara que eu declarava aos 4 ventos a vários e vários dias, que esse console representava, era mesmo verdadeira. O fato de ser tão caro o deixou curioso. Fui pra casa do meu pai e comecei a instalar o aparelho na TV da casa dele. Eu estava prestes a experimentar algo totalmente novo e revolucionário e, para minha sorte, tive o privilégio de testar o videogame em uma TV de tubo de 37 polegadas que era gigante para a época (as TVs costumavam ser de 14'' e no máximo 21"). Após instalado, coloquei no console o único cartucho que veio com ele.

Liguei o aparelho e depois de alguns segundos veio a logo em letras coloridas e garrafais. SUPER MARIO 64.

Quando meu pai viu a cara do Mario e o que poderíamos fazer com ela achou legal mas disse em seguida: "Esse negócio caro pra cabrunco só faz isso"? Eu curioso apertei o start e iniciei a aventura no menu. Após o clichê da leitura da carta da Peach, a câmera começou uma viagem onde foi iniciada a maior e mais fantástica aventura que eu poderia viver naquela época. Meu pai assistia sem entender o que estava acontecendo. Ele perguntava. "Mas como você pode ir assim pro fundo da TV?!? Como pode isso? Os outros jogos que nós tínhamos eram apenas andar para o lado. Mas agora nós poderíamos ir até o fundo da tela! Como pode isso?!? Vai ali ... sobe naquela árvore. Pule na água. CARAMBA que coisa louca! Realmente é impressionante". Eu estava vivendo algo novo. Explorar um mundo totalmente tridimensional. Um mudança de paradigma do mundo 2D para o 3D, em uma TV gigante e se isso tudo já não bastasse estava ali ainda com meu pai de platéia assistindo apavorado a revolução que aquilo representava. Esse momento realmente foi muito inesquecível para mim! E eu tenho o meu console até hoje.

É um tesouro que me lembra meu querido pai e esses dias eu contei essa história pra ele que se disse feliz por ter me proporcionado essa emoção! O Nintendo 64 é o meu xodó e o guardo e jogo até hoje. Inclusive meu cartucho original daquela época. Eu pude mostrar esse console para vários amigos, pois por ser algo muito caro, eu fui o único que tive por um longo tempo e desconhecia pessoas que o tinham. Inclusive como ganhei ele logo no lançamento só tinham dois cartuchos disponíveis na época. O Super Mario 64 e Pilotwings 64. Hoje em dia eu tenho também o Everdrive 64 da Krikkz em que posso usufruir todos os lançamentos oficiais, os protótipos nunca lançados e também as traduções que os fãs fazem tudo isso diretamente no console. Com ele, eu tenho a disposição toda a biblioteca do aparelho em um único cartucho. Inclusive recentemente, a fabricante Krikkz disponibilizou um update que nos permite jogar os games do 64DD (Disk Drive) direto no console, sem a necessidade do caríssimo periférico. O jogo que mais tenho jogado é o F-zero X Expansion Kit que tem um incrivel editor de pistas! De vez em quando eu pego meu cartucho original do Super Mario 64 e chamo meus dois filhos e juntos jogamos e enfrentamos os desafios, derrotamos o Bowser e ouvimos aquela música do final do game onde viajamos pelos mundos que passamos! Sou um eterno apaixonado por este jogo e esse console! Vida longa ao Nintendo 64 !!

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ESPECIAL por lUCIANO

O QUE PODEMOS ESPERAR DO NOVO CONSOLE DA ATARI

A Atari revelou em 2018 a sua

volta aos consoles com o anúncio do Atari VCS, o primeiro console da produtora em muito, mas muito tempo. O Atari VCS usa um processador Ryzen de terceira geração da AMD e uma placa gráfica Radeon Vega. Ele tem 32 GB de armazenamento interno, além da opção de expansão por cartão de memória ou por um HD externo.

Com conectividade USB 3.0, HDMI, Wi-Fi, Ethernet e Bluetooth, o novo Atari VCS oferece níveis sem precedentes de flexibilidade e controle, transformando a maneira como interagimos com nossas TVs, assim como o Atari 2600 original, quatro décadas atrás. O poderoso processador AMD Ryzen com a Radeon Graphics Technology pode lidar com tudo, incluindo streaming de vídeo 4K HDR. 14

O VCS traz um joystick clássico no estilo dos antigos do Atari, e também um controle moderno, com analógicos, ao estilo do controle do Xbox One. Ele também tem USB compatível com mouses e teclados comuns e entradas HDMI 2.0. O Atari VCS é um meio termo entre o console e o PC, com capacidade de funcionar como um computador comum, inclusive com a opção de instalar Linux ou Windows 10. Assim você poderá atualizar o hardware, personalizar sua experiência de jogo e pode customizar o sistema do seu jeito.

O Atari VCS promete rodar vários jogos clássicos de Atari em 4K, além de ganhar várias versões remasterizadas de títulos como Missile Command e games exclusivos, além, de como foi dito anteriormente, permitir a instalação de múltiplos sistemas operacionais.


O Atari VCS também vai ter sua própria loja com jogos desenvolvidos para a plataforma. Mais de 100 games clássicos de Atari também vão estar disponíveis no Atari Vault, que virá em Linux por padrão e vai permitir ao jogador instalar a Steam e nos deixar acessar jogos AAA mais recentes do PC, rodar emuladores tendo assim um PC completo para fazer o que você quiser. O Atari VCS acabou de entrar em fase de pré-venda. Ele tem um preço de US$ 249 (R$ 1.340) para o modelo com 4 GB de memória RAM e vai até US$ 399 (R$ 2.145) para o de 8 GB. Pois bem, depois de todas essas informações, agora fica a dúvida: O que podemos esperar desse novo console da Atari? Ele vale esse preço? Ele vai entregar tudo que promete? Teremos jogos exclusivos para o console? Podemos esperar ver franquias clássicas do Atari de volta nesse novo console com uma nova roupagem? A Atari está se arriscando bastante com esse novo console e deve ter algum coelho na manga.

Seria realmente muito bom ver alguns dos jogos clássicos do Atari em nova roupagem. Imaginem um H.E.R.O, Seaquest, Space Invaders, River Raid e outros jogos maravilhosos do Atari 2600 de volta a vida. Não precisaria nem de muito trabalho. Os jogos 2D estão em alta e esses jogos podem ficar perfeitos nesse formato. Lembrando que esse jogos provavelmente são da Activision, e eles teriam que entrar em um acordo. Mas se for promissor, quem sabe ??

Eu vou aguardar para ver. Se você está interessado, só importando. E com o dólar no valor que está, vai doer no bolso. Mas, de repente, vai que dessa vez, valha a pena...

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ESPECIAL

NOSSAS HISTÓRIAS por ELINEWTON

O QUE ELES SIGNIFICAM PARA NÓS, JOGADORES ?? Leitores e leitoras desta revista, nestes dias estive observando vários vídeos e fotos em redes sociais e por diversas vezes me percebi alheio ao tema do vídeo ou foto, mas muito focado no ambiente onde aquelas imagens haviam sido gravadas. As salas montadas para nos levar a um local aconchegante aos nossos olhos de jogadores, com inúmeras Action Figures, Revistas, coleções de consoles e jogos, pôsteres e demais quinquilharias gamers.

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Mas comecei a prestar atenção em algumas repetições depois que vi uma corrente de temas circulando sobre ítens ou games que guardamos e que tem uma carga emocional muito grande para nós. Muitos destes cenários montados possuem certas coisas que não escapam aos olhos de quem realmente curte esse nosso universo, como uma coleção impecável de cartuchos de Mega Drive, mas uma destas caixas é um pouco mais surrada, mas mesmo assim, foi deixada neste cenário de utopia colecionista. O que fez esse cara, que criou esse cenário perfeito ir atrás deste cartucho, mesmo ele estando bem desgastado?

Porque em meio a uma coleção de consoles brilhosos e bonitos, tem um NES lá atrás, amarelado e com adesivos de criança colados nele? As vezes numa estante cheia de Action Figures da moda, tem ali um bonequinho, por vezes menor que os outros, as vezes faltando um braço ou com arranhões, mas ele é deixado ali, provavelmente a âncora que faz aquela estante toda valer a pena e o único item que não será vendido no futuro. O Início Era meados de 1983 e minha mãe, para poder trabalhar deixava eu e meus irmãos na casa de uma Tia Avó e lá tivemos muitas brincadeiras incríveis, mas um dia foi diferente de todos. Um dos filhos dela havia acabado de

voltar de uma viagem e tinha trazido um aparelho muito peculiar que eu nunca havia visto. Ele estava embaixo da TV, naqueles móveis antigos com armação de ferro. Ele perguntou se eu queria ver funcionando e disse que era um jogo eletrônico. Ligou o bicho e um rio apareceu na tela da TV com um pequeno avião. Meu primo pegou a caixa de plástico ao lado com um botão vermelho e o avião saiu sobrevoando o rio, atirando em inimigos, destruindo caças e helicópteros, com os sons de explosões e turbinas ecoando pelo quarto.

Eu acabara de ter meu primeiro contato com o ATARI 2600 e acreditem, foi muito incrível. Minha irmã também ficou maravilhada, mesmo sendo ainda muito pequena, e dali para frente ninguém sossegou até ter uma maravilha daquelas em casa.


Após muito tempo, nossos pais conseguiram comprar um Clone de ATARI, o DACTAR, pois Meu pai era eletricista, a minha mãe era professora e videogame no Brasil sempre foi um artigo de luxo. Dali para frente os presentes de todas as datas especiais eram certos, CARTUCHOS. Nada mais importava além de marcar mais pontos e vencer o placar dos amigos da escola, sem essa de foto em rede social ou dados salvos em servidores online, era tudo na confiança dos amigos.

E durante uns bons 3 anos, eu e minha irmã (meu irmão ainda era muito novo pra segurar o joystick) travamos batalhas contra hordas de alienígenas, enfrentamos dragões, desbravamos labirintos, selvas e pilhamos tesouros, tudo em busca da pontuação mais alta. E daí vem minha lembrança com o ATARI. As noites esperando as novelas acabarem para ligar o console (O horário político era pausa pra jogatina). O ATARI era o esforço financeiro dos meus pais para nos ver com sorrisos, a festa das pontuações na escola e com os colegas da rua. Mas uma viagem de férias mudou tudo. Cogumelos, Tartarugas e Encanadore Nas férias escolares de fim de ano viajamos todos para a casa de uma Tia em Recife e chegando lá, meu primo me perguntou se eu curtia videogames e me chamou para o quarto dele.

Eu fui todo animado pra jogar no ATARI dele e quando cheguei lá era um outro aparelho, o glorioso Phantom System. Ele veio e me entregou o controle e logo senti o primeiro choque; não havia o manche e eu estava diante do primeiro D-pad que peguei na vida. Eram vários botões, cada um servia pra uma coisa diferente e quando ele ligou o aparelho, um nome estranho (Nintendo) piscou e apareceu na tela.

Mas é claro, minhas condições financeiras não permitiam ter, nem mesmo, um dos clones da Nintendo nessa época e ficamos ainda bastante tempo com o ATARI, jogando Phantom System durante as férias. E essa é minha história nos 8bits com o meu primo, e os vizinhos, pegando cartuchos nas casas dos amigos, as risadas, pizza a noite com todo mundo junto ao redor do console. Um Ouriço Muito Rápido

Vi a tela de entrada do Super Mario Bross e fiquei maravilhado, pois as imagens não eram mais blocos coloridos, mas desenhos muito detalhados e ao entrar no game, o segundo e o terceiro choques. Uma música muito icônica tocava e a tela não se apagava para surgir a próxima, mas o cenário rolava muito suavemente em uma progressão incrível de fantasia e descoberta. Tudo cheio de cores e movimentos, e com diversas fases aparecendo, uma após a outra, me mostrando que agora o objetivo não eram mais os pontos, mas vencer o jogo, chegar ao final da aventura. Aquele verão foi incrível, pois neste mesmo ano foi lançado o cartucho das Tartarugas Ninja que pegamos emprestado em outro bairro, indo escondidos de bicicleta. Ainda neste mesmo verão jogamos Bomberman, Contra, Galaga e Robocop. Tudo isso no console da Nintendo.

O tempo passou e os interesses da adolescência acabaram por deixar o videogame meio de lado, mas paixão antiga sempre volta. Após o ginásio fomos passar um fim de semana na casa de um amigo e todo mundo ia levar alguma coisa, filmes, revistas, discos (estávamos na era do vinil ainda) e claro, jogos. Eu estava meio afastado dos videogames mas fui pela saudade mesmo. Chegando lá meu amigo ligou o aparelho, mais uma vez um console que eu nunca havia visto, preto brilhante, com um disco ressaltado sobre ele num design muito moderno quase agressivo. A tela clareou e de repente a TV grita SEEEEEGAAAAAA. Quarto choque, o videogame estava falando.

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A TV se encheu de cores, com cachoeiras, montanhas, um céu azul com muitas nuvens passando e uma bateria nervosa tocando a música tema do jogo. Eu havia acabado de conhecer minha primeira namorada, o Mega Drive.

Jogamos juntos esse game de luta, assim como Super mario World e Battletoads Battlemaniacs. O mundo do videogame estava cada vez maior e melhor. E juntando um pouquinho todo mês, no fim do ano ganhamos um Mega Drive da nossa Mãe.

Sonic The Hedgehog era um soco na cara de tão espetacular. Dezenas de cores na tela e um efeito de fundo que dava uma profundidade incrível aos cenários, nenhum de nós ali jamais havia visto nada igual, e mais uma vez, amigos todos juntos ao redor de um console.

A Família se Divide e a SEGA me Ajuda

E que fim de semana amigos. Sonic The Hedgehog, Golden Axe, Streets of Rage, Super Hang On, entre outros. E minha mãe sempre de olho em nós. Ela percebeu que íamos todo fim de semana, dali em diante, para alguns locais que estavam surgindo com bastante frequência na cidade, as locadoras. Havia uma ao lado da casa nova do meu primo, que se mudara de Recife e agora morava na mesma cidade que eu. Ou seja, parentes, colegas de videogame e agora, colegas de locadora.

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Chegando nesta locadora em particular, vimos um console novo qua havia chegado. Era um Nintendo como o que meu primo tinha, mas esse era mais poderoso e o pessoal estava jogando um jogo em particular, chamado Street Fighter II, nada demais.

Após brigas e discussões, meu Pai saiu de casa e então ficamos apenas eu, minha mãe e meus irmãos. Nossa mãe com o salário de professora para segurar todas as contas da casa, nossas escolas, roupas, etc. Certo dia vi ela chorando no quarto quando após pagar todas as contas percebeu que não havia dinheiro para comprar comida e, pela primeira e única vez, naquele fim de semana passamos fome, pois só havia água pra beber, e tomei uma decisão. Eu já era frequentador assíduo de locadoras, conhecia todos os consoles, lia revistas e sabia como o negócio funcionava. Peguei parte da poupança que meu avô havia feito para meus estudos antes de morrer e gastei para comprar material. Fiz eu mesmo, as mesas, a instalação elétrica e com um amigo que trazia os consoles para os camelôs da cidade, comprei outro Mega Drive (eu já tinha um nessa época), catei alguns cartuchos emprestados com amigos da velha guarda das jogatinas e abri minha locadora. Com duas TV’s, dois Mega Drives e muita vontade, caí dentro do negócio dos games. Com a locadora, passei a ter dinheiro pra ajudar minha mãe com as contas, comprava meus próprios cartuchos e consoles e com tempo e esforço nos torna-

mos a referência em games da SEGA na cidade, com já várias TV’s e diversos consoles. Num resumo, a paixão pelos games e a SEGA, salvaram nossa família. Então amigos, quando quiserem perguntar alguns dos motivos pelos quais eu ainda curto a SEGA e só ler o texto acima. Discos Digitais e o Mundo dos Games Muda de Novo A locadora ia bem, e eu apostava na diferença, pois todas tinham Super Nintendo e somente a nossa era especializada em Mega Drive, mas havia uma novidade chegando, os Discos Laser ou CD’s. Passamos um tempo lendo sobre as maravilhas desta novidade e vendo algumas investidas das empresas de games, mas uma locadora em outro bairro havia colocado um Sega CD e nós fomos lá ver a novidade.

Pegamos uma horas de jogo no Sega CD e colocamos um game chamado Sewer Shark, me trazendo ao outro choque. Os videogames podiam rodar filmes e ter atores nos jogos. Tudo era incrível, grandioso e com músicas orquestradas. Eu precisava de um Sega CD como precisava de ar para respirar. E não deu outra: no nosso bairro, a única locadora com jogos em CD era a nossa.


Todo mundo queria ver e jogar a novidade e isso nos deu muitos recursos para comprar jogos e ter uma vida melhor. Junte isso as maravilhosas disputas durante a Guerra dos Consoles, já que aqui haviam locadoras rivais. Acredite, tínhamos espiões para ver o que os concorrentes estavam fazendo, quais eram as novidades deles, etc. Foi de fato uma época de ouro. Foi aí que olhamos para longe e vimos um planeta. Era Saturno. Polígonos Fizeram o Mundo dos Games dar Voltas Numa locadora dessas mais chiques, vimos o SEGA Saturn funcionando pela primeira vez, rodando Daytona USA. Neste mesmo dia eu estava devolvendo o Virtua Racing que aluguei pro Mega Drive (imaginaram o choque né?) e senti vontade de atirar o cartucho longe.

Procurei saber dos preços na época e eram no mínimo astronômicos, na casa dos R$600,00 aqui na cidade. O salário da minha mãe mais o que eu ganhava na locadora só dava para pagar a metade. Conseguimos um Sega Saturn através de um consórcio e uma das coisas que esse console tem de muito especial pra mim, é a lembrança das noites frias, comigo e minha mãe indo para a locadora para ver se nós havíamos sido os sorteados.

Para muitos, o Saturn foi um fracasso, mas para nós, foi família, foi luta, foram risadas. O Saturn foi nosso arcade dentro de casa e por quatro anos, nada que fosse lançado nas outras plataformas nos atraía porque éramos felizes simplesmente jogando com nossos irmãos e amigos. Mas aí veio a Nintendo de novo. E o Mario anda em todas as Direções Super Mario 64, o que dizer desse jogo e de seu console? O que dizer sobre um aparelho que tinha quatro controles para uma galera que basicamente amava jogar todos juntos?

O 64bits da Nintendo foi grandioso para nós, com seu Mario Kart 64, Turok, Doom, Star Fox 64 e tantos outros títulos. Sempre com 4 controles e todo mundo ali junto. Eu já estava gostando bastante de JRPG’s, mas nada havia me preparado para Ocarina of Time. E digo senhores, ninguém estava preparado para aquele jogo, ninguém. Foi a maior aventura que vi na vida, um jogo tão intenso que senti tristeza ao ver o Link devolver a Master Sword para o pedestal e ir embora. Era a sensação de se despedir de um amigo, totalmente nova para mim em videogames.

Zelda era a descoberta, o desconhecido logo a frente, os novos povos para visitar. Doom era o medo em cada corredor, a sensação de solidão. Mario Kart era a pirraça de criança correndo com os amigos. E Veio a SONY É estranho, mas eu fui ter um Playstation apenas após metade da era do Nintendo 64, e simplesmente porque já haviam jogos que me interessavam.

E mesmo tardiamente, que console. Ali no armário, de cabeça para baixo já com leitor cansado de tantas aventuras, mas firme e forte. Foi nele que conhecemos Alucard, Cloud, Tifa, Spyro, Crash e todos esses novos amigos e heróis. Era um console muito popular e sua biblioteca já era enorme, nos dando muitas escolhas, mas acima de tudo, nos dando diversão a perder de vista. Trabalho Videogames me deram amigos, me deram vários momentos, experiências e aventuras. Videogames me ensinaram Inglês, Modelagem 3D, desenho e me levaram a aprender animação. Através dos jogos, mantive meu contato com a literatura, a arte, a música. Hoje em dia trabalho com arte e desenvolvimento de jogos, continuo jogando e me divertindo, continuo jogando e aprendendo e continuo jogando, hehe.

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Hoje em Dia É engraçado ver comunidades hoje em dia, despejando insultos em redes sociais, em um total desprezo pelos gostos dos outros. Esse pessoal deveria estar se reunindo e jogando, assim como nós fazíamos com nossos colegas. Éramos Seguistas indo na casa de Nintendistas para curtir o Mario, Sonistas se divertindo com Street Fighter VS X-Men no Saturn. Tínhamos, claro, nossas batalhas, mas muito na zoeira

. Voltando Então, Jogadores, Vocês já pararam pra pensar, que coisas que vocês ainda tem guardado, possuem valores que vão além do que alguém paga nesses sites de leilão? Qual controle gasto pelo tempo permanece com vocês, guardado a todo custo? 22

Talvez uma revista de games que é, para você, mais especial que as outras ou um bonequinho, que pode não ser muito vistoso, mas que é o herói na sua estante?

É no videogame que saltamos 10 vezes nossa própria altura e onde corremos mais rápidos do que o som! É no videogame que nós sonhamos!

Sabem porque o Videogame nos impacta tanto? Porque somos nós que seguramos as espadas junto com nossos cavaleiros. O herói do jogo pode estar segurando a arma, mas é você quem puxa o gatilho e decide o combate!

Por isso, sempre que puderem, apertem START. Boa jogatina !!

É o videogame que te faz participar de cada Copa do Mundo, de cada campeonato de Formula 1.


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ESPECIAL

POR LUCIANO COELHO

O DESTRUIDOR DE CONTROLES DO ATARI Quem teve um Atari, ou um Gemini, como foi o meu caso, com certeza jogou esse clássico. E se jogou com certeza acabou com bolhas nas mãos, mais precisamente no meio da palma da mão, e com um ou outro controle com a alavanca molenga ou quebrada. E mesmo assim, isso nunca foi tão divertido. Claro que estou falando de Decathlon. Decathlon foi um dos mais populares jogos de esporte do Atari 2600. Decathlon trazia dez modalidades para a nossa diversão: os 100 metros rasos, salto a distância, arremesso de peso, 110 metros com barreiras, lançamento do disco, lançamento de dardos, 400 metros rasos, salto com vara, salto em altura e a longa e torturante prova dos 1500 metros rasos. Até quatro jogadores podiam competir. Naquela época boa, em que um jogo de videogame reunia os amigos em frente à TV na sala de estar, nós não víamos a hora para começar a competir nos vários esportes olímpicos que o jogo nos oferecia, tudo de uma forma divertida e claro, um pouco sofrida. Eu até hoje imagino quem o foi o inteligente que criou essa maneira “deliciosa” de se jogar as Olimpíadas.

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Para vocês que não pegaram essa época, e para vocês que ao se lembrar a mão começa a doer, tudo isso era por conta da forma de jogar, que consistia basicamente em chacoalhar a alavanca de um lado para o outro o mais rápido possível e apertar o botão. E o resultado era esse que vocês podem ver abaixo:

Me lembro como se fosse hoje das várias competições que rolaram lá em casa, com a partici pação dos meus amigos, meu Padrinho, que foi o responsável por me jogar nesse mundo, e a diversão e a dor eram garantidos. Olha, eu não sei vocês, mas nós fugíamos dos 1500 metros rasos com o diabo da cruz. As nossas mãos já sofriam com os 100 metros, imaginem 1500 metros. Quando nos arriscávamos ao final da corrida estávamos com uma “tauagem” da alavanca no meio da mão. Só que mesmo assim, dá para afirmar: Nunca o sofrimento foi tão divertido.


Com Decathlon aconteceu uma coisa semelhante ao que viria a acontecer com Jogos de Verão: Ele também foi lançado para outros consoles na época, mas em nenhum deles ele chamou tanta atenção e foi tão bom quanto no Atari. Como foi dito, o jeito de jogar era chacoalhando a alavanca de um lado para o outro e apertando o botão. Mas isso a gente descobria depois de um tempo que não era tão necessário. Os 100, 400m e 1500m, exigiam muito mais consistência do que propriamente agilidade e velocidade: pois ao balançar a alavanca, o jogador enchia a barra de velocidade do corredor. E se nós conseguíssemos manter uma concistência no balançar do controle, nós mantíamos a velocidade sem destruir mais um controle.

No geral, Decathlon era o jogo para se reunir os amigos, começar as competições, e ser o mais ágil e rápido possível, sem destruir o controle.

Já nas outras modalidades, tipo salto em altura, arremesso de dardo e salto em distância, a dificuldade era, além de manter a velocidade certa e constante, conseguir apertar o botão na hora certa.

Decathlon pertence aquela época em que o melhor momento do dia, ou da semana, era reunir os amigos em um mesmo lugar, rir, se divertir e jogar a valer. Uma época que a cada dia está mais distante e dá mais saudade...

DECATHLON Console: Atari 2600 Desenvolvedora: Activision Lançamento: 1983 23


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