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Histórias compart com voc

Nesse meio século de vida, gost

parceiros, que participaram e pa

Se não fosse por vocês, não esta data tão especial para nós.

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Conteúdo Especial Nordeste

34 Nos caminhos da bicicleta pelo Nordeste

Cicloturismo - Patagônia

12

Expedição solidária

SEÇÕES Editorial........... 06 Correio............. 08 Eventos..............18

Lançamentos.......26 Gente....................30 Esporte.................96

22 Daniel Lau

Não adianta querer vencer a China estando fora dela


Editorial Diretoria Osmar Silva José Haroldo G. Santos

Edição 174 - Março 2012

Editor Osmar Silva osmar@luanda.com.br

Diretor José Haroldo G. Santos haroldo@luanda.com.br

Redação Hylario Guerrero (MTB 13468) Renato F.V. dos Santos Filho (MTB 59161) Rosangela Hilário (MTB 46219) redacao@luanda.com.br Arte e Diagramação Bruno R. Mello dos Santos Diego Igor de Oliveira midia@luanda.com.br arte@luanda.com.br Publicidade: Luanda Brasil Serviços de publicidade Ana Paula Lima Edmar Santos José Ricardo Gomes Raphael Garcia vendas@luanda.com.br Administração Fernanda Oliveira Jhonnatan da Silva André Juici Monteiro luanda@luanda.com.br Assessoria gráfica Pavagraph Impressão Nywgraf

A

violência do transito nas cidades brasileiras continua vitimando pessoas. Seja por imprudência ou por acidente. Em São Paulo, no cartão postal da cidade, Avenida Paulista, onde está o maior percentual do PIB do país, têm ocorrido acidentes fatais envolvendo ciclistas. O local dá maior visibilidade para qualquer fato que nela aconteça. Não é diferente quando se trata da intolerância do maior contra o menor. No caso, os ônibus de linhas convencionais que circulam por lá, contra pessoas que optaram pela bike como meio de transporte individual e escolhem a via por ser plana em uma região onde a maioria das ruas e avenidas é repleta de subidas e descidas. A Avenida Paulista serve de ligação para importantes bairros, onde estão em uma ponta residências de classe média alta, em seu percurso, escritórios de grandes empresas nacionais e multinacionais e o grande centro financeiro da América do Sul. Seu transito é intenso, com automóveis, enxames de motocicletas com os indefectíveis motoboys e sua pressa de chegar. As bicicletas ainda são minoria neste universo e sofrem com a sua fragilidade de menor de todos. Indefesa ante aos brutamontes. Principalmente, os ônibus. Seus condutores estressados pela carga horária desumana a que são submetidos pelas empresas concessionárias dos serviços, expostos por horas ao intenso calor que emana dos motores que estão dentro dos veículos e ao lado de suas pernas, nos dá a impressão que reagem com ódio e violência à liberdade, conforto e prazer daqueles que pedalam suavemente por este cenário caótico. Então, irresponsavelmente, vão à caça. Resultado: novas e mais vitimas desta guerra desigual. As autoridades municipais prometem desenvolver soluções que beneficiem os ciclistas. Ciclovias, ciclo faixas, rotas exclusivas são apenas pequenos trechos que levam do nada a lugar nenhum. Há! Aos finais de semana, existe ciclo faixas que ligam os parques da Zona Sul da cidade, além da muitas vezes inaugurada, jamais concluída ciclovia paralela ao mal cheiroso rio Pinheiros e as linhas de trens da CPTM. Pouco para uma cidade que já conta com mais de 350.000 usuários de bikes diariamente nos horários de pico de trânsito. Resta a população que ainda se indigna, protestar. Ciclistas em numerosos grupos reúnem-se nos locais dos acidentes. Interrompem o trafego em artérias já comumente congestionada e criam mais insatisfação aos condutores de veículos e passageiros. A solução? Não chega nunca. Resta lamentar a indiferença dos poderes constituídos e seus engomados participantes. Prefeitos, vereadores, secretários e tantas outras autoridades na verdade só lembram-se das necessidades mínimas dos ciclistas em épocas de eleição. Todos nós

R. Joaquim de Almeida Moraes, 273 Jd. Magali - CEP 02844-000 - São Paulo/SP Tel.: +55 (11) 3461-8400 / 3461-8401 Fax + 55 (11) 3923-5374

A cyclomagazine aceita matérias técnicas como colaboração. Os artigos deverão vir acompanhados de fotos ilustrativas com as respectivas legendas e curriculum do autor. A revista não se reponsabiliza por opiniões e artigos assinados que podem ou não expressar a mesma opinião do editor. As opiniões emitidas em artigos assinados são de responsabilidade do autor. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios veiculados, nem por aquisições em função destes. Todos os direitos reservados, sendo proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sob pena de procedimentos legais. A revista cyclomagazine é uma publicação mensal da Luanda Editores Associados LTDA., e tem sua marca registrada no INPI sob o número 820.332.593

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Email: redacao@luanda.com.br Site: www.luanda.com.br Endereço: R. Joaquim de Almeida Morais, 273 - CEP: 02844-040, São Paulo - SP

Resp.: Não foi possível comparecer ao evento. pedimos desculpas. Todas as terças, com saída às 20h em frente à Igreja Matriz, na Praça da liberdade, em rio claro, a FpmtB realiza, em parceria com a Guarda municipal de rio claro, sEst sEnat e Sport Bike, um passeio ciclístico noturno voltado para bikers de todas as idades. a pedalada é em ritmo leve e ninguém é deixado para trás. conta com o acompanhamento de monitores da FpmtB, carro de apoio e sorteio de brindes no final.

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caros, eu pude ter acesso ao site de vocês, o qual eu os parabenizo, e que também me ajudou bastante numa pesquisa que estou realizando para entrar no mercado. Eu gostaria de saber o seguinte: vocês poderiam me ceder um exemplar da cyclomagazine, edição 167? Gilberto da Costa São Paulo- SP Por e-mail

Resp.: agradecemos os elogios e ficamos felizes em ter contribuído para a sua pesquisa. o exemplar solicitado, foi enviado via correios. seja bem vindo ao segmento.

EvEntos

segue convite do sheraton para o evento Bike it! Carolina Neves ÓGUI - Simplificando Relações São Paulo-SP

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Federação Paulista de Mountain Bike Rio Claro-SP Por e-mail

Resp.: parabéns a FpmtB por mais esta realização

sEminário técnico “plus” Em são paulo

a capital paulista recebeu a temporada 2012 dos Seminários técnicos da shimano. E a novidade é que os seminários de são paulo aconteceram em dois dias no “Bike Parque Cancioneiro” para os níveis básico e intermediários. o seminário, destinado a mecânicos de bikes, vendedores e representantes técnicos, tem o objetivo de atualizálos sobre os produtos e tecnologias da marca, além de aprofundar o conhecimento do grupo sobre o ciclismo. com duração de quatro horas, durante o curso os participantes recebem apostila e certificado de participação. Na temporada 2012 dos Seminários técnicos shimano as aulas são ministradas pela dupla de técnicos

da marca japonesa Gleidson slompo e ronaldo Huhm. de acordo com a dupla, um dos destaques dos seminários são as informações sobre a tecnologia de transmissão eletrônica de marchas, Di2; os novos freios a disco hidráulico, Ice Tech e o cubo de marcha interna, nexus. Os seminários de 2012 também serão realizados em diversas outras cidades do Brasil, algumas ainda não visitadas anteriormente. até agora mais de mil pessoas participaram dos cursos da shimano o que, para João magalhães, gerente de marketing da marca, reflete o interesse do mercado pelo ciclismo. As inscrições para os Seminários técnicos da shimano podem ser feitas no site: http://bike.shimano.com.br Donata Lustosa Giornate Comunicação São Paulo- SP Por e-mail

Resp.: a shimano, empresa que conquistou ao longo dos anos expressivos índices de preferencia tanto dos profissionais do segmento quanto dos consumidores, com esta iniciativa mais uma vez reafirma sua politica de efetiva participação no segmento. Sugerimos aos profissionais que ainda não participaram dos seminários, que não percam esta nova oportunidade de qualificação e conhecimento. Aos que já estiveram presentes, repitam. sempre é bom renovar e acrescentar conhecimentos.


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Correio Um forte abraço a todos que fazem parte da família Luanda. Marcos Maia M. Maia Representações Paulista-PE

Resp.: Quando o assunto é verdadeiramente importante, fica facíl escrevcr sobre. Então, fizemos apenas a nossa obrigação: retratar com fidelidade. Gratos pelo reconhecimento do nosso trabalho.

matérias Em cYclomaGaZinE

Ficou excelente a matéria publicada na edição 173 de cyclomagazine. obtivemos excelente repercussão. Obrigado pela força e pelo cuidado nas colocações. Rinaldo Marcato Muristamp Indústria Metalurgica Diadema-SP Por e-mail

mais uma vez agradecemos seu apoio com a publicação de matéria sobre a nossa loja e nossas novas atividades na área de software. Jian Carlos e Jeime Celso Framartinho Ciclo Peças Ribeirão Preto- SP Por e-mail

parabéns a cyclomagazine, por mais uma edição de sucesso. Que nesses 22 anos de trabalhos voltados ao setor de duas rodas, vem fazendo acontecer, inovando, criando, produzindo e mantendo bons relacionamentos com seus parceiros em prol de um único objetivo, que é manter o setor sempre unido e informado.

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Resp.: a “invasão asiatica” é inevitavel. Então, resta ao empresariado nacional a possibilidade de unirem-se a eles e tirar proveito de suas qualidades.


Cicloturismo // Patag么nia

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Português lança-se em aventura de 21 dias pelas belezas naturais da Patagônia, com o objetivo de arrecadar fundos para à Operação Nariz Vermelho, criada em Portugal para levar alegria a crianças enfermas

Expedição solidária Por Renato Vasques Reportagem Hylario Guerrero Fotos Arquivo Pessoal

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onhecer a Patagônia, região que abrange o território argentino e chileno e localiza-se ao sul da Cordilheira dos Andes, é o sonho de muitas pessoas.Repleta de paisagens naturais, que misturam neve e belas montanhas, desperta a curiosidade e o espírito de aventura, principalmente dos aficionados por ciclismo. Para o português Ricardo Mendes não

foi diferente. Mesmo após estar diversas vezes na região , para ele, cada aventura tem suas peculiaridades. Isso o instiga a ser figura constante em expedições que tenham a Patagônia como destino. Ricardo e sua esposa, Filomena Gomes, partiram, no inicio deste ano, em pedalada por estas inóspitas regiões, não só da Patagônia, mas também da Terra do Fogo, um arquipélago na extremidade sul da América do Sul. Para isso, se prepararam nos meses de novembro e de dezembro de 2011. Período mais que necessário para encarar um percurso de mais de 2.200 Km, completado em 21 dias. Tudo saiu nos conformes. Se aven-

cyclomagazine 13


Cicloturismo

// Patagônia

turaram apenas com o auxilio de bicicletas e GPS. Entretanto, mais que desafio, a expedição teve fins solidários. “Fizemos uso do envolvimento que a bicicleta promove junto às pessoas para darmos um sentido beneficente a esta viagem. Associamos nossa expedição à Operação Nariz Vermelho. Trata-se de uma instituição particular, criada em Portugal em 2002, sem vinculos politicos ou religiosos, que atua em alas pediátricas de hospitais por meio de pessoas vestidas de palhaço, com o objetivo de levar alegria”, explica o expe-

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Os ciclístas enfrentaram isolamento e dificuldades para alimentação na região inóspita. Porém, gozaram da vista de paisagens deslumbrantes

dicionário português. Para contribuir, foi arrecadado 1 Euro para cada quilômetro percorrido. Isso foi possível através do financiamento coletivo em uma plataforma online crowfunding – sistema de captação de recursos, feito a partir de doações coletivas. Nessa viagem, foi o próprio Ricardo Mendes que idealizou o itinerário, previsto para ser completado em um mês. “Entretanto, sabíamos que não passava de um rascunho, pois na prática, muitas vezes nada termina como planejamos. Por necessidade, nos esforçamos e aumentamos a quilo-

metragem diária para vencermos o isolamento e procurarmos alimentação e conforto. Com essas mudanças, nosso trajeto foi abreviado em sete dias” relata, enfatizando a todo instante seu deslumbramento ao percorrer paisagens tão lindas e cheias de aventura. Os bastidores da preparação O expedicionário português conta que, para lançar-se a um desáfio dessa magnitude, é preciso muita preparação e, sobretudo, pesquisa. “Buscamos saber mais informações na internet e outros meios de comunicação. Também pro-


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Cicloturismo

// Patagônia

“Fizemos uso do envolvimento que a bicicleta promove junto às pessoas para darmos um sentido beneficente a esta viagem. Associamos nossa expedição à Operação Nariz Vermelho. Ricardo Mendes

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curamos entrar em contato com quem já realizou o desafio, para que possam transmitir suas experiências”, conta. Devido ao alto custo, Mendes não deixa de destacar a importância de patrocinadores. De acordo com o português, é preciso sempre fazer contatos para conseguir alguém disposto a contribuir. “Para se ter uma ideia, gastamos cerca de 1.500 Euros por pessoa. Só com passagens de avião, foram com investidos 800 Euros. Fora gastos com alojamentos e alimentação para os 21 dias que ficamos por lá”, destaca. Ricardo Mendes e Filomena, mostraram que qualquer pessoa pode passar por sua experiência. Eles são ciclistas amadores e utilizaram bicicletas comuns, atirando-se em diversos terrenos. Uma verdadeira aventura em duas rodas. “Porém, são bicicletas de excelente qualidade, que estavam preparadas para carregar alforges e cargas”, reitera, sem deixar de alertar sobre a importância do preparo físico. “Convém estar fisicamente preparado, pois o território é muito desnivelado. Uma espécie de agreste (lembrando que há pouca neve devido ao verão no hemisfério sul). Também é preciso percorrer grandes extensões, devido ao isolamento do percurso”. 


Acontece

// Feiras e cursos

Inscrições abertas de aulas de ciclismo para crianças e adolescentes em SP As inscrições 2012 para o Projeto BMX, parceria da Shimano e da Associação Esportiva SP X, já estão abertas. O projeto, que consiste em aulas de BMX para crianças a partir de quatro anos e jovens até os 17, acontece no Bike Park Cancioneiro, localizado na Vila Olímpia, em São Paulo. As aulas são gratuitas para alunos de rede pública e têm o custo de R$ 120,00 mensais para associados CDC/ SP X, e R$149,00 mensais para não associados. Os interessados devem comparecer à secretaria do CDC Arena Radical, no Bike Park, acompanhados dos pais ou responsável, preencher uma ficha de inscrição e termo de responsabilidade e apresentar atestado médico. Para alunos da rede pública, é também necessária a apresentação da carteira de estudante. Neste primeiro trimestre, quatro turmas serão formadas em dois diferentes níveis. O primeiro nível, chamado de Fase 1, é indicado para as crianças e jovens que sabem apenas andar de bicicleta. Nesta fase será trabalhado o uso de equipamentos de segurança, mãos de trânsito, coordenação motora global, coordenação geral com bike e todo o processo de desenvolvimento cardiorrespiratório geral. A Fase 2 é voltada para quem tem familiaridade com obstáculos ou para os que já passaram pela primeira fase. Neste módulo, os alunos terão sinalização de trânsito, mecânica básica, consciência coletiva,análise de riscos, trabalho de resistência muscular global e localizada, primeiros passos de técnicas básicas em curvas, passagens de obstáculos e transposição de rampas de pequeno e grande portes. Além dessas duas fases, o Projeto BMX também oferece um módulo de aperfeiçoamento, onde os alunos têm treinamentos de alto rendimento com bike e se preparam para competições.

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Bike Park Cancioneiro - Praça Augusto Randemarker Grunewald, 37 – Vila Olímpia, São Paulo. Informações: (11) 3045-1824.http:// bike.shimano.com.br Brasil Cycle Fair 2012 A Brasil Cycle Fair entra no mês de março com uma ótima notícia: 87% de todo o espaço destinado para os expositores já está comercializado, segundo informações dos organizadores. Dos 4.850m2 de espaço reservado para os estandes, 4.266m2 já foram vendidos. Ao todo, são 56 expositores confirmados, entre fabricantes nacionais e importadores de bicicletas, peças, vestuário e acessórios. A entidade representativa Aliança Bike, organizadora do evento, esta em negociação com outras 20 empresas que também demonstraram interesse em participar da Brasil Cycle Fair 2012, qur irá acontecer entre os dias 14 e 16 de outubro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo-SP. www.aliancabike.org.br Adventure Sports Fair 2012 Com data marcada para abril neste ano, evento do setor de aventura contará com diversas atrações Entre os dias 18 e 21 de abril, a Bienal Ibirapuera, em São Paulo, será sede da Adventure Sports Fair 2012. Durante os quatro dias, os visitantes poderão conhecer diversas tendências e novidades do setor. O evento, que já está em sua 14ª edição, contará com muitas atrações para toda a família, incluindo a prática de mergulho, caiaque, slackline e escalada, além de uma pista para test-drive de veículos 4x2, entre muitos outros. Além disso, destinos de todo o Brasil

serão apresentados durante a Adventure Sports Fair, com direito a roteiros de aventuras, esportes e cenários exuberantes. Empresas de equipamentos, vestuário e calçados também marcarão presença, garantindo que os aventureiros possam encontrar todas as novidades e lançamentos do setor. Mais informações podem ser obtidas no site www.adventuresportsfair.com.br Eventos orientais Os empresários brasileiros do segmento de bicipeças, antenados com a globalização da economia, já estão preparando as malas para ir visitar as feiras que acontecerão em Taipei, Taiwan e, também em Shanghai, na China. Ambos os eventos são de fundamental importância para o desenvolvimento dos negócios no Brasil, já que os produtos de originários da Ásia, com seus preços minimizados pela cadeia de mão de obra intensiva disponível nestes países e a politica de expansão dos volumes de exportação implementada por seus governos, são o contra ponto aos ofertados pelos produtores nacionais. Segundo informações abalizadas, o problema de qualidade nos itens ofertados principalmente pelas fábricas da China Continental, nem sempre de acordo com as exigências do mercado nacional, está sendo superado pelas indústrias asiáticas. Taipei Cycle Local:Taipei World Trade Center Nangang Exhibition Hall - Taipei City 11568, Taiwan (R.O.C.) Data: 07 a 10/03/2012 China Cycle Local: Shanghai New International Expo Center Data: 26 a 29/04/2012


ARTIGO Daniel Lau Diretor da Prática Chinesa da KPMG do Brasil

Não adianta querer vencer a China estando fora dela

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om a chegada do Ano Novo chinês, o país tem muitos motivos para comemorar quando o assunto é o que eles mais têm interesse: negócio empresarial. Nunca foram tão fortes os acordos comerciais fechados entre a segunda maior potencia mundial e o Brasil, hoje o seu maior parceiro. A relação entre os dois é de benefício mútuo e cada vez mais importante à medida que os vínculos comerciais se aprofundam. Somente no ano passado, o fluxo de comércio entre os dois países alcançou, incluindo exportações e importações, U$ 77 bilhões, o que representa um aumento de quase 39% se comparado com 2010. Somente as exportações do Brasil para a China cresceram 44% de 2010 para 2011, e as importações aumentaram 29% no mesmo período. Isso é reflexo de um longo ciclo de crescimento do comércio exterior entre as duas nações e que em 2011 atingiu uma marca histórica de superávit para o Brasil de U$ 11 bilhões. Esse fluxo positivo vem sendo alcançado pelo Brasil nos produtos que a China mais precisa: minério de ferro, celulose, madeira, petróleo, carnes, açúcar, algodão, e outros produtos. O crescimento do PIB chinês em 2011 foi de 9,2% e a tendência a longo prazo é que a demanda aumente cada vez mais. Da mesma forma, também temos visto por aqui um grande aumento de investimentos chineses, sejam diretos ou indiretos.

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Mas para que esse casamento continue dando certo – sob a ótica do brasileiro é preciso conhecer a realidade asiática. E por incrível que pareça, os maiores e principais obstáculos na relação entre o Brasil e a China não são a língua e nem a distância geográfica, e sim um maior conjunto de medidas e ações de aproximação entre eles e em todos os níveis da economia brasileira pública e privada. Apesar da boa relação entre os dois países, ainda é preciso melhorar o nível de cooperação entre eles porque a ajuda mútua ainda é pequena diante do oceano de oportunidades que temos dos dois lados. As câmaras de comércio e entidades do setor têm ajudado pequenas e médias empresas, o que representa apenas uma parte economia brasileira. Muitos empresários brasileiros têm ido à China querendo fazer negócios, mas a presença de fato ainda é muito tímida frente a milhares de empresas asiáticas, européias e americanas que já se estabeleceram por lá. Até o ano de 2011, mais de 300 mil companhias estrangeiras investiram no país. Atualmente, ainda existem poucas empresas brasileiras na China, que é um país que possui um mercado que está cada vez mais competitivo e seletivo. E, com isso, a janela de oportunidades para os empresários brasileiros está ficando cada vez mais restrita. É preciso ir à China e conhecer de perto a realidade dos chineses: como eles fazem negócios, a sua cultura empresarial, o nível de competição, o ambiente em que os empresários fabricam os produtos, conhecer fornecedores, saber onde


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investir, avaliar muito bem a empresa que está sendo comprada, etc. O mercado chinês é bem dinâmico e está em constante mudança e não adianta querer vencer na China estando fora da China. Além disso, o mercado chinês tem uma particularidade: É obrigatório para quem quer investir no país saber se o tipo de indústria que vai ser desenvolvida possui prioridade dentro do Plano Quinquenal Chinês. Por isso, o empresário tem necessariamente que saber no que o governo está dando prioridade no momento. Atualmente, há alguns setores como tecnologia, energia limpa e biotecnologia que estão em alta e outros setores que não estão recebendo incentivos. Outra questão muito importante diz respeito à logística na China. A formulação da estrutura comercial do local não fornece uma logística integrada nacional. Soma-se a isso, a grande competição que pode ser encontrada em praticamente quase todos os níveis da economia. O empresário encontrará dificuldades para colocar o seu produto em todos os lugares. A rede de parceiros e distribuidores é essencial. Entretanto, apesar da parceria comercial crescente e tantos objetivos em comum, na maioria dos casos não podemos ter a China como espelho para

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o desenvolvimento do Brasil porque a base de comparação é muito diferente. O principal desafio está no entendimento e na adaptação. Não existe uma fórmula única. Nem todos os aspectos podem ser copiados ou ignorados já que muita coisa que funciona aqui não funciona lá e vice-versa. É importante ver a China como uma sugestão; observar como as coisas são feitas por lá e adaptá-las às necessidades brasileiras. Já em relação ao o empresário chinês e o brasileiro, há mais semelhança do que diferença entre eles. Ambos têm uma visão empreendedora. O chinês passa pelas mesmas dificuldades que os brasileiros como: concorrência, busca por espaço para venda do produto, obtenção de crédito, etc. Outra semelhança interessante é que as duas partes são bem criativas na busca de soluções para enfrentar os desafios e problemas. Já a diferença está na base cultural, no ensino e na formação de valores. Mas apesar disso, os dois conseguem se adaptar perfeitamente à realidade do mercado e ao ambiente do outro. Conheço vários empresários chineses que aprenderam muito com os brasileiros e vice-versa. A maior riqueza em uma relação é a troca de experiências e aprendizados. •


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Gente que movimenta o mercado

A Cidade Olímpica 2012, seu Prefeito e as Bikes Por Osmar Silva Fotos Arquivo Luanda

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ondres está intensivamente mostrada na mídia atualmente, por conta da proximidade das Olimpíadas que lá serão realizadas. A cidade recebeu um verdadeiro ‘banho de loja’ e muitas novas atrações paras seus visitantes atletas ou espectadores. Os jornalistas que já chegaram para o trabalho de

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cobertura do evento, antecipando noticias e dicas, mostram sua admiração pela bela cidade e seus habitantes, além da organização competente de seus responsáveis. O prefeito Boris Johnson é uma destas figuras notáveis. Declaradamente amante da bike e ciclista, tem implantado quilômetros de vias e serviços especiais para a utilização de bicicletas como meio de transporte para os cidadãos londrinos e também os visitantes da cidade. Eleito pelo partido Conservador, suas atitudes, porém, nada tem de comum aos seus parceiros de sigla. A bicicleta é o seu

veiculo usual, deixando de lado os automóveis oficiais disponíveis ao seu cargo. Mas ele não fica só nisso. Inaugurou a “London Cycle Hire Scheme", um novo modelo de sistema de aluguel de bicicleta com cerca de 6.000 bicicletas e 350 estações, semelhantes aos já existentes em Paris, Barcelona e algumas outras cidades da Europa. Implementou as "auto-estradas" ou a super rodovia para os ciclistas, que são maiores, tem duplo sentido e uma bela cor azul. Desta maneira, Londres foi incluida em um ranking como uma das cidades mais amigáveis para os ciclistas.


Gente

que movimenta o mercado

Nova empresa, antigo profissional Luis Roberto Caresia ficou por 16 anos gerenciando as atividades comerciais de uma distribuidora na região do ABC Paulista. Agora ele anuncia a sua integração a empresa Sciulli Importação e Exportação, como diretor comercial. A nova

Criar novas oportunidades ampliando possibilidades Depois de longo tempo de dedicação à uma importante empresa do segmento bicipeças, renomado profissional anuncia alterações em suas atividades O mercado de bicipeças está realmente aquecido. Pelo menos no que diz respeito a movimentação de profissionais que ora trocam de emprego, são promovidos ou mudam de atividade. Ricardo Tadeu Rovesta é um destes casos. Ele está anunciando novos rumos em sua já vitoriosa carreira no segmento. Após 18 anos de serviços no Grupo Selle Royal, 10 deles como sócio e outros 8 como gerente de vendas, se desliga da empresa e funda o seu próprio negocio. Rovesta continuará prestando serviços para o Grupo Selle Royal como consultor e supervisor de vendas. No entanto, a Rovesta

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empresa tem suas instalações na cidade de São Paulo e entra no mercado nacional distribuindo pneus, câmaras e válvulas importadas destinadas a bicicletas. Luis está otimista com o desempenho atingido até o momento e projeta excelente crescimento nas vendas neste ano, pois os produtos estão tendo excelente receptividade e os volumes de importações têm aumentado consideravelmente.

Representações também colocará os seus serviços e conhecimentos do profissional a dispor de outras empresas que queiram fazer uso do cabedal de experiência adquirida nestes muitos anos de atividades. Para a Selle Royal, inicialmente estará atuando nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e ainda prestando atendimento para uma gama de clientes especiais. Porém,no caso de outras empresas que venham futuramente fazer parte de seu port folio, estará disponível para desenvolver atendimento também em outras áreas do território nacional. Desta maneira, o mercado de bicipeças ganha a possibilidade de contar de forma mais geral da capacidade empreendedora de Ricardo Rovesta, sem que a empresa catarinense deixe de utilizar os seus serviços. Para contatos: Cel. (47) 9922.7659 e-mal 1 – ricardo@royalciclo.com.br e-mail 2 – ricardorovesta@gmail.com


Especial // Nordeste

Nos caminhos da bicicleta pelo Nordeste Em viagem por 14 cidades, a Cyclomagazine visitou algumas empresas do segmento que, com trabalho e perseverança, cresceram e levaram consigo a economia dos Municípios em que atuam

Por: Renato Vasques e Osmar Silva Fotos: Equipe Luanda

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entro do segmento de bicicletas, em especial de bicipeças, o Nordeste é um dos maiores e promissores mercados. Milhares de pessoas utilizam a magrela como meio de lazer, transporte e, principalmente, trabalho. Dentro desse cenário, várias empresas escrevem seus nomes na história desse setor, oferecendo produtos e serviços de qualidade à população local. Com o objetivo de contar alguns desses casos de sucesso, a Cyclomagazine percorreu algumas cidades da região para trazer a tona histórias daqueles que realmente lutam pelo crescimento, não somente da própria empresa, como também pelo uso da bicicleta em todas suas vertentes.


Especial

// Nordeste

Antonio Machado | Cris Cicle

Bahia

Salvador Fundada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos, capital do estado da Bahia foi primeira capital do Brasil. Os habitantes são chamados de soteropolitanos, gentílico criado a partir da tradução do nome da cidade para o grego: Soterópolis, ou seja, "cidade do Salvador”,com mais de 2,6 milhões de habitantes, sendo o município mais populoso do Nordeste, terceiro mais populoso do Brasil e o oitavo mais populoso da América Latina (superada por São Paulo, Cidade do México, Buenos Aires, Lima, Bogotá, Rio de Janeiro e Santiago). Sua região metropolitana, conhecida como "Grande Salvador", possui 3.574.804 habitantes, o que a torna a terceira cidade mais populosa do Nordeste, sétima do Brasil e uma das 120 maiores do mundo. Centro econômico do estado, é também porto expor-

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tador, centro industrial, administrativo e turístico. Salvador , chamada de Bahia, inclusive por moradores do próprio Estado, é um importante destino turístico do país. Quanto ao turismo internacional, fica atrás apenas do Rio de Janeiro em procura segundo a EMTURSA. O interesse pela cidade se dá pela beleza do conjunto arquitetônico e da cultura local (música, culinária e religião).Outro grande atrativo da cidade é o Carnaval, considerado a maior festa popular do mundo (o Guinness Book, em 2004, registrou o carnaval da Bahia como sendo o maior do mundo). Cris Cicle Salvador não é apenas local de festas, carnaval e sincretismo. Empreendedores capazes estão transformando seu destino, com muita fé e coragem para substituir a tendência natural da dedicação aos setores de turismo, lazer, ar-

tesanatos e outras afins. Como Antônio Machado, que depois de servir nas fileiras do Exército Nacional por quatro anos, resolveu seguir o caminho de um irmão que já era proprietário de uma loja de bicicletas. Arriscou, não se deixou abater pelas dificuldades que surgiram, insistiu, persistiu e obteve sucesso. A sua pequena loja de 30 m2, se transformou na Cris Cicle Atacado, com um galpão de 350 m2 , ainda alugado, mas, muito em breve estará instalada em sede própria de 800 m2 que está em construção. Não precisou de muito tempo para concretizar estas conquistas. Foram 11 anos de trabalho, iniciado como varejo. Agora, para atender esta demanda, montou uma filial na mesma cidade. Par atingir as suas metas contou com a ajuda da esposa, Cristiane Machado e no inicio com 2 funcionários. O número de funcionários aumentou. São 14, agora. “ Não é fácil trabalhar com pouco capital de giro, cumprir com os valores destinados aos impostos e ainda,


Especial

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Leones Silva (a esquerda) e funcionários | New World Bike

enfrentar a concorrência” comenta Machado. A Cris Center mantém estoque de produtos nacionais e importados . Vende principalmente aros, pneus e câmaras, com grande giro dos produtos do fornecedor Viper. “As correntes e pedivela, não tem opção, tem que ser importados e o volume é grande” explica. Para atender o mercado em um raio de 100 km de Salvador, mantém uma equipe de vendedores externos e realiza serviço de entregas com veículos próprios. “Estamos analisando a viabilidade de oferecer bicicletas de maior valor para os nossos clientes. Pois, esta variedade de produtos tops tem obtido crescimento no mercado, ainda assim a população contia comprando os modelos tradicionais, mesmo que não haja incentivos e os projetos oficiais estejam engavetados” encerra Machado, com uma dose de critica. New World Bike Um imprevisto fez com que Le-

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ones Silva começasse o seu negócio. Vindo em 1996 do interior do estado, trabalhava em uma bike shop juntamente com o seu irmão, quando os seus patrões resolveram encerrar as atividades no setor e partir para outra. Como sempre trabalhara com bicicletas, conclui que deveria montar a sua loja. Daí surgiu a New World Bike, tendo o irmão Benilio Silva como sócio. Bendito imprevisto! São seis anos no exercício das atividades que realmente gostam, empregando 5 funcionários em 200 m2 de espaço na loja. Quatro vezes o espaço ocupado no inicio. Tiveram que superar muitas dificuldades, a maior delas a falta de capital de giro. “Procuramos comprar e vender sem recorrer a empréstimos bancários. Administrar com sabedoria, sabendo como e o que comprar, assim evitando encalhe de mercadorias” explica Leones. Atletas do ciclismo,competindo em provas de mountain bike e estrada, especializaram-se na

venda de produtos de maior valor agregado como: Merida , Specialized, Shimano, Sram,Continental, Vzan, Giro, Beel e toda Linha Top. Capacetes,luvas e pneus são os produtos de maior giro na loja. “O mercado nordestino ainda está engatinhando no que diz respeito às bicicletas e produtos de alto valor agregado. Então, nós temos que orientar os clientes para que não acabem comprando produtos sem adequação ao seu uso. O objetivo da New World Bike é também instruir o consumidor sobre qual produto especifico ele deve adquirir e utilizar em cada modalidade que venha a praticar” afirma, consciente de sua atribuição enquanto formador de opinião, até porque vendem bikes que variam de preços de R$ 878,00 até R$9.000,00. Muitas expostas na loja e outras tantas vendidas sob encomenda e com valores ainda maiores. Isso é reflexo do crescimento do MTB e do ciclismo de estrada no Estado, segundo a sua opinião que é confirmada pelos títulos conquistados


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Ailton Almeida Brito | A&M Atacadão das Bicicletas

por atletas baianos, campeões do Nordeste e vice campeões do Norte/ Nordeste. Lauro de Freitas Lauro de Freitas é um município do estado da Bahia, compõe a Região Metropolitana de Salvador e faz parte do chamado "Litoral Norte". Segundo o IBGE, sua população é estimada em 156.936 habitantes espalhados em quase 60 km2, resultando em aproximadamente 2,5 mil hab./km2. O município é dono do segundo PIB que mais cresce no país e é considerado também o quarto município que mais gerou empregos no ano de 2009. Originalmente, Lauro de Freitas pertencia a Salvador, até que em 1880 passou a distrito de Montenegro, atual Camaçari. Em 1932 retornou a Salvador, até que em 31 de julho de 1962 foi transformado em município. Onze anos depois passou a integrar a Região Metropolitana de Salvador.

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Lauro de Freitas está localizado ao norte da capital baiana, na região do Litoral Norte da Bahia. Faz divisas com Salvador, ao sul e a oeste; ao norte com Camaçari, Simões Filho, e a leste com o Oceano Atlântico. Lauro de Freitas possui um PIB de mais de um bilhão de reais. É considerado um dos municípios mais industrializados da Bahia. A&M Atacadão das Bicicletas Decidido a trocar de profissão, Ailton Almeida Brito, criteriosamente se propôs a realizar uma pesquisa para descobrir qual mercado poderia ter potencial de crescimento e significasse boa oportunidade para o desenvolvimento de negócios. Verificou vários ramos, entre eles bombonieres e padarias e decidiu optar por montar uma bicicletaria. Totalmente diverso do setor no qual trabalhava, o segmento têxtil. Sua busca mostrou-se muito acertada, pois mesmo com as dificuldades inerentes aos que arriscam em

novos projetos, onde não possuem vivencia anterior , após 17 anos sua empresa é considerada uma das melhores do Estado. Com sede administrativa em Lauro de Freitas, município da Grande Salvador, tem filial na Capital Soteropolitana, a A&M Bicicletaria. “A maior dificuldade que encontramos no inicio, foi encontrarmos fornecedores” conta Ailton que continua “Por acaso fomos visitar a distribuidora De Angeli, empresa que já não existe, em São Paulo, durante um final de semana e por coincidência naquele período estava acontecendo o Salão Duas Rodas. Aproveitei e fui visitar o evento onde realizei muitos e importantes contatos com fornecedores. A maioria, até hoje são nossos parceiros comerciais”. As empresas empregam 30 funcionários diretos e Ailton tem um sócio, José Milton Almeida. No inicio, eram só ele e um mecânico, toda a equipe e ocupavam um espaço de 55 m2. Hoje, a A&M Atacadão das Bicicletas, está em um prédio próprio de 380m2, mantém uma equipe de vendedores


Especial

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Leandro da Silva Araujo | Pererê Varejo

externos para atender os clientes localizados em raio de até 150 km. Os pedidos são no prazo de 24 horas na cidade de Salvador e no máximo em 3 dias para as regiões mais distantes. “Distribuímos todas as marcas de produtos nacionais e também algumas importadas e seguramente, oferecemos a maior variedade de produtos da Shimano na região” enfatiza. Pneus, camarás e aros são os produtos de maior circulação e entre os importados correntes , câmbios, roda livre e pé de vela . Quanto às marcas mais solicitadas são:Kenda e Levorin. As bicicletas comuns, ainda são as mais vendidas em nossos estabelecimentos, no entanto, a chamada ‘Linha Top’ tem aumentado gradativamente seus volumes e por isso a empresa está investindo cada vez mais neste nicho, informou o diretor.

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Feira de Santana Com população de 556.642 habitantes, é um município que passou por intensa industrialização à partir da década de 1970, período em que houve crescimento da indústria automobilística. Diversas indústrias se instalaram no município, formando o Centro Industrial de Subaé e o Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS). Está sediada na região industrial de Salvador, e é o primeiro município do interior do Nordeste a abrigar uma unidade da Defensoria Pública Federal. Também é região promissora no setor de bicipeças. Pererê Varejo É um dos estabelecimentos pioneiros em bicipeças no município. De acordo com o diretor Leandro da Silva Araújo, tudo começou pelo empreendedorismo de seu pai,

Edmundo Lopes de Araújo. “Ele tinha uma oficina e vendia peças para Vespa. Então, em uma de suas viagens a São Paulo, decidiu trazer bicipeças e revender na região”, conta. Nesse período, Edmundo tinha como principal dificuldade a distância. “Naquela época, não existia transportadoras como hoje. Então, ele viajava em uma Brasília, que voltava carregada de mercadorias em estradas em condições precárias”, relata o diretor. Iniciaram em um espaço de 50 m². 49 anos se passaram e, segundo Leandro, as dificuldades mudaram. “Agora são os altos impostos cobrados, dificuldades vencidas com boas parcerias e compras”, diz, dando destaque ao crescimento alcançado em todos esses anos. “Atualmente, temos 25 funcionários, que trabalham em prédio próprio de 1100 m²”. Oferecem produtos nacionais e importados para bicicletas e mo-


José Ruival G. Pinto (Rui) | IBL Iguatemi Bicicletas

tos, além de bicicletas das marcas Caloi e Monark e esteiras e bicicletas ergométricas. “Os itens de maior saída são pneus e câmaras de ar, especialmente da marca Pirelli. Há também muita demanda por itens importados, como aros, cabos e correntes. Isso acontece devido ao custo, que é mais barato. O que vem ganhando cada vez mais espaço no segmento são as bicicletas consideradas top, porém, as vendas de bicicletas com menor valor agregado ainda prevalece”, explica Leandro.

Apesar dos bons ventos que ‘sopram’ sobre o segmento na cidade, com o crescimento no número de ciclistas, Leandro faz um alerta: “Ciclovia é algo que não existe em Feira de Santana. É algo que precisa ser mudado”, conclui. IBL Iguatemi Bicicletas Há 14 anos no mercado, é comandada por José Ruival G. Pinto, mais conhecido como Rui, e ocupa uma área total de 400 m². Possui filial na mesma cidade e oferece todas as marcas nacionais e importadas,

além de ter um diferencial: atender de maneira rápida clientes que residem a até 300 km de distância. “Sempre tive o desejo de entrar nesse mercado, que é muito competitivo. Por esse motivo, temos que trabalhar arduamente e criar diferenciais. Iniciamos com quatro funcionários em um espaço de 240 m². Hoje contamos com 16 colaboradores”, afirma o proprietário. Rui ressalta que o produto de maior venda são as câmaras de ar. “Oferecemos itens de alta qualidade. Fazendo uma análise geral,

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Especial

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José Valdir | Asa Ciclo

vejo que, hoje, o cliente ainda opta por produtos de menor preço. Pensando nisso, fazemos o possível para aliar qualidade a custo acessível”, explica. O empresário afirma também que o número de ciclistas em Feira de Santana tem aumentado muito. Entretanto, nada é feito quando o assunto é estrutura. “O prefeito até fez promessas, mas não cumpriu”, enfatiza. Asa Ciclo Dirigida por José Valdir A. Batista, completou 18 anos de mercado. “Entrei no ramo através de meu irmão mais velho, que possuía uma oficina de bicicletas. Conquistamos nosso espaço com escolha de produtos, parcerias certas e aprimoramento constante na gerência dos negócios. Sem contar o foco que sempre tivemos em melhor atender nossos clientes”, relembra Valdir. Iniciaram as atividades com um funcionário, número que subiu para 12. A sede também cresceu, saltando de 19 m² para 400 m². Hoje,

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Maria Lobo e Antonio Lobo | Casa do Ciclista

oferecem todas as marcas nacionais e importadas, com destaque para a linha popular, que, segundo Valdir, é a que tem maior índice de venda. “Há muita procura por corrente e catraca. Também trabalhamos com linha de bicicletas em uma faixa de até R$ 2 mil, porém, há maior demanda por bikes de até R$ 1 mil”, explica Valdir, sem deixar de destacar a inexistência de ciclovias na cidade. “Existe é um desincentivo por parte do Governo. É uma situação que se repete nas principais cidades da Bahia, como Vitória da Conquista e Itabuna”, desabafa. Vitória da Conquista Vitória da Conquista é um município da Bahia. Sua população, conforme o IBGE, em 16 de outubro de 2011, é de 310.129 habitantes, o que a torna a terceira maior cidade do estado e do interior do Nordeste juntamente com Caruaru(excetuando - se as regiões metropolitanas).Possui um dos PIBs que mais crescem no interior desta região. Capital regional de uma área que abrange

aproximadamente oitenta municípios na Bahia e dezesseis no norte de Minas Gerais. Tem a altitude, nas escadarias da Igreja Matriz, de 923 metros, podendo atingir mais de 1.000 metros nos bairros mais altos. Possui uma área de 3.743 km2. Casa do Ciclista Marla Candida Pithon Lobo, sócia da Casa do Ciclista, tem nas veias o ‘virus’ da bicicleta herdado de seu pai, Antônio Lobo, antigo componente deste universo contagiante e que fundou a empresa. Ela conta com entusiasmo toda a saga que fez surgir o empreendimento há 43 anos. “A Casa do Ciclista, surgiu em 1971, tendo como fundador o meu pai Antônio João Lemos Lobo. Surgiu da necessidade em atender a cidade com uma loja diferenciada e especializada, com as marcas tradicionais da época, dentre elas a Monark e Caloi.” Ela vai discorrendo, deixando perceber o orgulho que sente pela figura paterna :“Antônio Lobo é uma daquelas pessoas visionárias, empreendedoras e com


Especial

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vasto conhecimento do mercado. Dado a sua experiência e dedicação, viabilizou e fomentou as regiões circunvizinhas a terem lojas de peças e bicicletas através da Casa do Ciclista que passou, em intervalo curto de tempo, a ser a pioneira na Bahia no ramo de distribuição de peças de bicicletas.” Hoje, trazendo o espírito empreendedora do pai e, juntamente com ele e o seu esposo, José Eduardo Rocha, dá continuidade a historia familiar, inovando e diferenciando, tendo a preocupação de não perder o foco, seguindo como lema o slogan: “ A tradição que se renova”. A exemplo da maioria das empre-

sas do segmento, se depararam com os mais variados tipos de dificuldades, até atingir o atual estagio de estabilidade. “ A globalização, movimento econômico disseminado sem limites, viabiliza o mercado para aqueles que se atualizam e se empenham, ao mesmo tempo fomenta a concorrência; novas empresas surgem, novos produtos com mesmas características e qualidade com preços bons e, na contra mão do mercado, encontramos as empresas afoitas, apressadas, que começam suas atividades e tão logo encerram, devido a falta de planejamento nos custos, praticando preços muito baixos, fora

da realidade do mercado, abaixo inclusive, em determinadas ocasiões do que os preços dos próprios fabricantes. Esses chegam rápidos e, também, encerram suas atividades na mesma velocidade. Mas, a cada dia surgem outros com as mesmas características, tumultuando o mercado, prostituindo os preços. Esta é, apenas uma dificuldade a mais que enfrentamos no dia-a-dia” e explana, com embasamento histórico, Marla. Como receita para superar qualquer tipo de contra tempo nos negócios, ela indica com sabedoria: “Trabalhe firme, estabeleça parcerias e não interrompa os projetos. Se atualize

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Jaqueline dos Anjos Ferraz e Antônio Cesar Lobo | Center Bike

constantemente sobre as tendências do mercado e produtos”. A empresa que iniciou atividades contando com 3 colaboradores, em apenas 62 m2, tem uma equipe de 127 profissionais exercendo funções no espaço de 5340 m2, em prédio próprio. Shimano, Duque, Specialized, Scott, Kona, ASW, são aquelas que menos estacionam nas prateleiras da Casa do Ciclista. “A nossa marca própria, Cooper Max, estará com lançamentos de novos produtos ainda no primeiro semestre de 2012” informa Marla. Pneus, pedivela,pedais e selins são os itens de maior volume de vendas. Os importados são os mais competitivos e os produtos básicos que compõem a bicicleta, têm maior giro. “Geralmente, as peças de maior desgaste, cujos custos são menores, proporcionam movimentação nos serviços de oficina. Cones, eixos, conjuntos de movimento central e direção” destaca. Segundo suas observações a demanda por bicicletas de maior valor agregado, obedece ainda há

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certa sazonalidade, porém, as bikes comuns, devido ao valor mais acessível, o giro é interessante. A seu ver, existem grande número de usuários de bicicletas na cidade e com demanda crescente. “Há uma percepção dos ciclistas de que o simples pedalar na bicicleta, seja para conduzi-lo ao trabalho, para o passeio ou lazer em geral, produzirá sempre uma melhoria na qualidade de vida”. Neste diapasão e impulsionado pela necessidade e interesse público, a Prefeitura local tem incentivado a pratica deste esporte com a construção de ciclovias e ciclofaixa nos principais pontos de circulação da cidade. “Ficamos muito felizes com esta percepção dos gestores e órgãos responsáveis” finaliza Marla. Center Bike Com longa experiência no setor, proveniente de sua atividade desde os 13 anos de idade nas empresas de seu pai, Antônio Cesar Pithon Lobo, é um dos proprietários das empre-

sas que fazem parte do Grupo Center Bike constituído também pela Center Fitness e a Companhia Conquistense de Bicicleta. Sua esposa, Jaqueline dos Anjos Ferraz Lobo, é sua sócia nos empreendimentos. “Meu pai entrou no segmento em 1970, fui seguindo suas atividades, iniciando como atendente no balcão da loja, verificando as mercadorias e outras tantas atribuições diárias, chegando a gerencia da empresa. Quando casei, percebi a necessidade de ter o meu negócio e então, contando com o apoio dele dei inicio aos meus empreendimentos.” conta Antônio Cesar. Mesmo com este inestimável apoio, faltava capital de giro e encontrar pessoas capacitadas para colaborar no processo de gerir os negócios. Foi buscar conhecimentos teóricos ao lado da esposa, montou parcerias com bons fornecedores e ativou as atividades de marketing da empresa. A partir disto, implementou rígido controle de gastos. As providencias deram bons resultados e a empresa deslanchou conquistando o seu es-


Especial

// Nordeste

Antonio Raimundo | Bike Total

paço. Emprega 17 funcionários e comercializa todas as marcas de produtos nacionais e importados, monta bicicletas, oferece serviços especializados na oficina, e ainda vende equipamentos para fitness. Pneus, câmaras e pedivela são os itens mais procurados e seus clientes, de maneira geral, tem estreita relação de confiança em sua equipe, adquirindo produtos ouvindo principalmente as sugestões dos atendentes no balcão. Comercializa apenas correntes e roda livres importados, por não haver opção nacional. As bicicletas que oferece são as de modelos comuns, além de uma linha de preços intermediários que está conquistando uma gama de clientes de poder aquisitivo que possibilita desembolsar o valor de até R$ 2.000,00. “Este publico está aumentando. Eles utilizam as bicicletas para o lazer e estão mais preocupados com a qualidade. Em razão disso, estamos planejando incrementar nossa variedade de modelos destinados a este segmento.”

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coloca Antônio Cesar. Ele credita a prefeitura local, que tem realizado intenso trabalho para dispor ao uso ciclovias e ciclo faixas, a evolução do consumo de bicicletas no lazer, trilhas e competições. “ A prefeitura tem incentivado o uso de bicicletas com campanhas na televisão, jornais e outdoor. Hoje, Vitoria da Conquista possui 19 km de ciclovias. O publico que utiliza a bicicleta como meio de transporte, está se mantendo em relação aos anos anteriores.” analisa. Bike Total Antônio Raimundo Almeida da Silva é proprietário da Bike Total há 22 anos quando iniciou uma sociedade com o irmão que já atuava no segmento. Ele não. Era bancário e por estes percalços que às vezes nos deparamos, ficou desempregado. Soube aproveitar com sabedoria a chance de entrar no negócio, no decorrer do tempo seu irmão deixou a sociedade e ele continuou a ‘carreira solo’. Cresceu e abriu outras duas lojas. Uma em Ilhéus

e outra em Itabuna. Excelentes mercados potenciais. A razão de seu bom desempenho é simples, segundo suas também simples explicações. “Sempre procurei fazer meu trabalho, evidenciando meus diferenciais no atendimento e na qualidade dos produtos que disponibilizo para os meus clientes”. A lamentar, apenas o comportamento de alguns concorrentes que conduzem seus negócios de forma desleal, sem politica de preços e vendendo produtos ruins. “Isto causa problemas para todos que trabalham com critério, queimar os produtos no mercado” avalia. A sede da empresa em Vitória da Conquista, com 1.000 m2 é própria e atualmente, 23 funcionários atendem as suas necessidades. Para quem no inicio empregava apenas três, e ocupava 100 m2, pode ser um bom parâmetro par analise de seu desenvolvimento. A Bike Total distribuí todas as marcas e produtos nacionais e importados, mas os itens mais vendidos são as câmaras e pneus,


Especial

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Oséias Caires dos Santos | Raiociclo

sendo que os líderes em vendas são os produtos da Pirelli, segundo as informações de Antônio Raimundo. Porém, em sua opinião, os clientes exigem qualidade, necessariamente, não optam pelo produto importado. No entanto, itens como correntes e roda livre, obrigatoriamente tem origem estrangeira. “O mercado atravessa um bom momento e as vendas de bicicletas estão em ascensão, sendo que as de preços intermediários e modelos comuns atingem maior número de vendas” explica o empresário. “Em Conquista a prefeitura tem contribuído positivamente para este quadro, com a implantação de ciclo faixas e ciclovias e anuncia projetos para aumentar o número delas” conta o otimista Antônio Raimundo. Raiociclo Uma loja de 100 m2, em imóvel alugado tem sido o local de trabalho de Oseias Caires dos Santos. Não poderia ser de outra forma. Desde menino sua atividade é ligada as bi-

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José da Costa Soeiro | O Pedal

cicletas. Trabalhava com o seu pai, até que resolveu ter a sua loja em 1998. A Raio Ciclo, está estabelecida há 14 bons anos. No entanto, Oseias não foge a regra. Acha que o maior empecilho nos negócios é o volume de impostos taxados pelo governo. De bom, existem as parcerias com empresas que concedem condições e prazos que lhe permitem fortalecer e continuar e até manter seus quatro funcionários. Também como os demais, o forte de seus negócios são as vendas de pneus e câmaras, assim, Pirelli e Premium são seus principais fornecedores. Porém, procura ter todas as marcas e produtos dentro de suas possibilidades. Tanto nacionais quanto importados. A atual tendência de consumo de bicicletas tops e de marcas internacionais, também tem influenciado os seus negócios, apesar de ser em números menores. Apesar de cético em relação a contribuição dos poderes públicos para o incremento dos negócios, reconhece os esforços em implantar meios para a mobilidade através das bikes.

O Pedal O português José da Costa Soeiro há 31 anos montou a sua loja na cidade por gostar muito de bicicletas. Acertou na decisão e continua no mercado. Adotou como politica comprar buscando sempre preços mais competitivos , assim consegue boas margens no custo e no decorrer dos anos, seu poder de compras aumentou. “A grande dificuldade para qualquer empresário no Brasil são os impostos abusivos". comenta Soeiro. Os produtos Shimano, são os que tem a preferencia de seus clientes, mesmo que haja outras alternativas. As câmaras de ar e pneus são os de maior giro no estoque da empresa que funciona em um espaço de 600m2 e 14 funcionários. A procura por bicicletas está diminuindo por que muitos estão migrando para as motocicletas, segundo Soeiro. Somente, os modelos Top, tem aumentado suas vendas. Talvez, em função do incentivo que está sendo materializado pelas campanhas da prefeitura para que


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// Nordeste

Fernando Costa de Oliveira | Super Bike

as pessoas usem mais as bicicletas como meio de transporte. Super Bike Todos conhecem alguma historia de pessoas que iniciaram seu negócio vendendo de porta em porta, suprindo as necessidades imediatas dos clientes. Muitos instalados em lugares de difícil acesso ou ainda, longínquo. O mais famoso deles, Samuel Klein se notabilizou como o iniciador do maior varejo nacional: a Casas Bahia. Fernando Costa de Oliveira segue esta trilha. Fazia um serviço de pronta entrega, após ter atuado como balconista em bicicletaria. Destemido, seguiu em frente em busca do sonho, da meta. Enfrentou as armadilhas que sempre aparecem aos lutadores, superou as negativas de concessão de crédito de instituições financeiras e alguns fornecedores e não se deu por vencido. Comprava a vista em grande quantidade e seguia para atender os clientes que ia fazendo. Há cinco anos é o proprietário da Super Bike, conseguiu! A loja tem

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80 m2, é alugada e foi ali mesmo que começou. Vende de tudo, produtos nacionais e importados. Também, como tantos outros, tem como principal produto de venda as câmaras e pneus. Premium e Nek são os seus principais fornecedores, mas fornece os produtos da Shimano. As bicicletas que são mais procuradas na Super Bike são as intermediarias, de preço até R$ 1.300,00, as comuns continuam sendo vendidas em bons volumes e tendem a crescer. “Pena que temos poucas ciclovias na cidade”, disse o incansável Fernando Costa Oliveira, exemplo de persistência e dignidade, como diria aquele famoso apresentador global. Jequié Localizada a 365 Km de Salvador, tem população de 151.895 habitantes. Desenvolvida com base na pecuária e agricultura - destaque para as plantações de cacau, café, cana-de açúcar, maracujá, melancia, entre outros –é uma cidade cujo comércio é diversificado. Ao todo,

Carlos Eduardo Neto | Bahia Bike

são 302 empresas do setor industrial, 1020 do setor de comércio e 1230 do setor de prestação de serviço. Na área de bicicletas, conheça uma delas: Bahia Bike Carlos Eduardo de Carvalho comanda o empreendimento, que conta com 10 colaboradores em um espaço próprio de 1500 m. Possui também uma montadora, localizada na cidade. O proprietário decidiu ingressar no setor por seu amor às bicicletas. “Quando começamos, tínhamos grande dificuldade de encontrar fornecedores. Antigamente, há 21 anos, alguns atacadistas dominavam o mercado e só conseguíamos comprar através deles. Dificilmente conseguíamos bons preços. Passamos a procurar sempre fazer compras com bons preços e prazos, e, então, tivemos a oportunidade de ter maior contato com fornecedores”, relembra Carlos. Nesse período, ocupavam um estabelecimento de 24 m² com


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// Nordeste

Eduardo Andrade | Silver Bike

apenas um funcionário. Hoje, trabalham com todas as marcas nacionais e importadas. “Os itens de maior procura são pneus e câmaras de ar, da marca Levorin. Vendemos bicicletas em um raio de 700 Km por meio de representantes. Fazemos entrega rápida e com frota própria”, enfatiza o diretor. A Bahia Bikes trabalha com bikes de até R$ 2 mil. Em uma análise do mercado, Carlos mostra-se pessimista. “O mercado está em baixa. Hoje, quem se locomovia por meio de bicicleta devido à facilidade, está adquirindo motos de 50cc, o que afeta nosso segmento. Isso acontece e o Governo não toma nenhuma medida. Após os aumentos de impostos, o que ocorreu é que a bicicleta ficou mais cara”, alerta, sem deixar de dizer que há investimentos quase nulos em ciclovias. Teixeira de Freitas Teixeira de Freitas é um município da Bahia. Sua população estimada é de 138.491 habitantes numa área de 1.154 km², sendo a maior ci-

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dade do extremo sul baiano, apesar de ser a mais recentemente emancipada em relação aos municípios vizinhos de história centenária. A emancipação do município foi estabelecida pela Lei 4.452 de 9 de maio de 1985. A instalação se deu em 1º de janeiro de 1986, tendo a sua população aumentado enormemente desde então. O povoado de Teixeira de Freitas teve sua origem em consequência do grande volume de madeira de lei existente na região, o que proporcionou a formação de casas. Com o grande comércio de madeira de lei, o povoado se desenvolveu, atraindo comerciantes, agricultores e pecuaristas de outras regiões. Estes núcleos atraíram contingentes migratórios consideráveis e, no ano de 1980 Teixeira de Freitas era um expressivo centro regional, com mais de 60.000 habitantes, sem mesmo ser emancipado politicamente . A partir da década de 70, com a construção da BR 101, a mata vai sendo derrubada e substituída por

pastagens. A chegada das serrarias foi decisiva no grande aumento do movimento na já dinâmica região e reforçou a tendência de expansão de todo o comércio. O solo se mostrava adequado para a agricultura. A fase do “milagre brasileiro” promove a expansão do mercado consumidor. As terras de Teixeira de Freitas passam a atrair migrantes agricultores e empresas cooperativas. O beneficiamento da madeira, a agricultura produtiva, um mercado comprador assegurado, o gado se reproduzindo nas pastagens e a rodovia abrindo as portas ao migrante ávido de oportunidades aceleram o crescimento do povoado. Silver Bike Apaixonado por bicicletas e motos, Eduardo Andrade uniu o útil ao agradável ao adquirir a montadora Silver Indústria de Bicicletas, em 2007. A partir daí investiu em qualidade e atendimento, trabalhando com seriedade e dedicação, buscando inovações no designe con-


Especial

// Nordeste

Armando A. Passos e Neide | Automopeças Aline

forto e segurança. “Começamos em um espaço alugado e hoje graças a Deus construímos nosso próprio galpão, onde montamos mais de quarenta modelos de bicicletas, utilizando os melhores componentes do mercado. Buscamos nos fornecedores uma interação no sentido de sempre inovar e melhorar nossas bicicletas, o que tem trazido bons resultados” explana Eduardo. Atualmente atendem os estados da Bahia, Espírito Santo e Sergipe. Em 2011 criou a Daros e Andrade, atacado de peças de Bicicletas e Motos, para atender os mercados do sul da Bahia e norte de Espírito Santo. Como diferencial oferecido para conquistar os clientes, tem uma enorme variedade de componentes, funcionários especializados, entrega rápida e preços competitivos. “Acreditamos que a bicicleta tem um encanto especial e interage com o ciclista, tornando-se um só elemento. Em cada pedalada sente-se a emoção de transpor a distancia

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de forma prazerosa. Produzimos bicicletas com amor e essa energia boa passa dos funcionários para os clientes.” comenta. “Acredito que promovemos esta interação dos ciclistas e suas ‘magrelas’ que lhes proporciona uma sensação de liberdade sobre pedais”, finaliza.

Sergipe

São Domingos Ganhou esse nome em homenagem à antiga congregação da cidade, que tinha como padroeiro São Domingos de Gusmão. Com 10.271 habitantes, segundo os dados de 2010 do IBGE, está localizada a 76 Km da cidade de Aracajú, capital de Sergipe. No setor de bicicletas, cresce aos poucos, mas já ocupa um espaço significativo. Automotopeças Aline Segundo o proprietário Armando Andrade Passos, que ingressou no ramo por meio de um amigo que lhe ofereceu uma oficina, iniciaram com apenas um funcionário em uma área de 115 m². “Tínhamos

pouco capital de giro e também pouco conhecimento dentro do próprio segmento. Um fato curioso, é que eu possuo experiência em pintura automotiva e, na época, adquiri uma velha bicicleta e resolvi pintá-la. Foi uma pintura metalizada, que chamou muita atenção por onde eu passava. Então, muitas pessoas vieram, solicitando pintura em suas bikes e, assim, aproveitei a ocasião para vender peças durante o momento da pintura”, relata o diretor. O crescimento foi inevitável. 28 anos depois, o número de colaboradores cresceu para 18, e o espaço ocupado para 1400 m². Também criaram uma filial em Itapicuru (BA), com 12 colaboradores. A Automotopeças Aline oferece marcas nacionais e importadas, e, de acordo com Armando, os produtos mais procurados são pneus e câmaras de ar. Em marcas, as mais procuradas são Levorin, Kalf e Cairu. “Analisando o mercado na cidade, o crescimento está lento. Tem aumentado o número de ci-


Adilson Marques Lima Jr. (à dir.) | Pedal Bike Moto

clistas, mas é um crescimento considerado devagar”, opina.

Alagoas

Maceió Capital do Estado de Alagoas, tem população de 932.748 habitantes, segundo as últimas pesquisas do IBGE. Economicamente, é rica em sal-gema e possui um diversificado setor industrial. O índice de percentual de consumo da cidade é de 0,52977, que representa a quarta posição entre as cidades nordestinas e a vigésima colocação entre todos os municípios brasileiros. São dados que mostram o potencial do município em todos os setores. Pedal Bike Moto Administrada por Adilson Marques de Lima Jr, a Pedal Bike Moto completou 5 anos de muito sucesso. Ingressou no segmento ao inspirar-se em seu sogro, que já atuava no segmento de bicipeças. “Dizia ele, na ocasião, que ainda havia muito espaço a ser explorado. Iniciamos o negócio e, no começo, representan-

Rosangela Souza e Valmir Oliveira (à dir.) e funcionários | Lojão do Ciclista

tes que não nos conhecia vinham para a cidade e visitavam apenas os estabelecimentos mais antigos. Os que nos visitavam, não nos indicavam para seus amigos, com receio de terem produtos concorrentes”, relata Adilson, que passou a ligar diretamente para as empresas e pesquisar produtos e fábricas na internet. Cresceram. Hoje, possuem espaço próprio de 1000 m² e 11 colaboradores. “Foi uma vitória, pois começamos dentro de um mercado público, em uma barraca de 10 m², de maneira informal. Hoje oferecemos todas as marcas, tanto do Brasil quanto do exterior”, ressalta. De acordo com o proprietário, pneus e câmaras de ar são os itens de maior saída. “A marca Pirelli se destaca, devido à tradição na região”, finaliza. Lojão do ciclista Desenvolvida há 10 anos por Valmir Oliveira de Souza em conjunto com sua esposa, Rosângela Maria Dias de Souza, o Lojão do Ciclista

oferece marcas nacionais e importadas de diversos itens. “Fui incentivado por amigos que já eram do ramo. Passamos por alguns problemas, como a falta de incentivo por parte do Governo para as empresas que iniciam as atividades; os altos juros bancários, muitas vezes abusivos...São fatores que atrapalham e acabam nos apertando. Apesar de tudo, superamos com trabalho e força de vontade”, afirma Valmir. Iniciaram em um espaço de 80 m² e hoje contam com uma área alugada de 300 m². Segundo Valmir, pneus, câmaras de ar e raios são os itens de maior saída, ênfase para a marca Pirelli. “A procura é grande também por corrente, roda livre, cubo e cabo de aço. O que contribui também com isso é o aumento no número de ciclistas na cidade. Nossos clientes buscam muito bikes para meio de transporte, mesmo com pouco investimento no uso da bicicleta por parte do poder público. Ainda há apenas projetos. O que existe são as ciclovias nas orlas da praia, apenas”, conclui.

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Especial

// Nordeste

Ismael Andrade da Fonseca | Maceió Bicicletas

Maceió Bicicletas Mais um caso que comprova a potencialidade do ‘vírus celífero’. Normalmente é congênito e hereditário. Ele acometeu Ismael Andrade da Fonseca por herança de seu pai que trabalhava no segmento de bicicletas. Forte, indefensável, fez com Ismael também se dedicasse à atividade. Montou a sua Maceió Bicicletas há 22 anos e como de hábito, as instituições financeiras e os fornecedores demoram em reconhecer um empreendedor. Por longo tempo não conseguiu crédito. “Hoje em dia, junta-se a esta realidade as altas cargas tributarias vigentes que penalizam o pequeno empresário.” comenta Ismael. A loja que no início tinha apenas 112 m2, está muito bem estruturada em 180 m2 e seis funcionários que desempenham funções no estabelecimento. “Superamos os problemas com trabalho, organização e a convicção de nunca desistir.” exemplifica Ismael. Os clientes podem adquirir na Maceió Bicicletas qualquer pro-

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Carlos Freire e Carlos Freire Silva. | Display Bike

duto de mais variadas marcas, tanto produzidas no Brasil quanto os importados, sendo que, aqui também, pneus e câmaras são os itens mais procurados. Consequentemente, Pirelli e Levorin são as marcas mais procuradas, com destaque também para os produtos da Shimano. Ismael afirma que as motos de 50 cc. tem sido a maior concorrente das bicicletas em sua área de atuação, por não necessitar de habilitação para pilotar, tão pouco, ser emplacada para transitar pela cidade. Além do que, seu preço e condições de compra são muito acessíveis. “Antigamente as bicicletas eram o principal meio de transporte popular. Mas os modelos destinados à carga e transporte continuam sustentando o mercado. No entanto, aquelas de maior valor tem ganho espaço a cada dia” evidencia. Display Bike É comandada por Carlos Freire Sobrinho, que entrou para o segmento por incentivo de um amigo.

“Trabalhava como representante em uma distribuidora de peças. Com esse incentivo, montei minha própria loja”, detalha. Carlos conta que, no início, sofreu uma grande perda. Houve um incêndio no galpão em que trabalhava. “Passei por sérias dificuldades, mas, com muito trabalho e com a ajuda de Deus, tive força e capacidade para recomeçar”. Nessa batalha, o empresário saiu vitorioso. Hoje, toca seu negócio em prédio próprio de 760 m² e conta com a colaboração de 18 funcionários. “Comercializamos pedal, movimento central, eixo, câmaras, pneus...Vários itens, destacando as marcas Metalciclo, Pirelli e Levorin, que são as mais procuradas”, enumera. Carlos relata que o mercado tem crescido muito e muitas pessoas na cidade estão adotando a bike como meio de locomoção, o que impulsiona o setor. “Em contrapartida, o poder público não oferece incentivo algum aos ciclistas. Fizeram uma ciclovia na praia, mas que tem pouco uso”, opina.


Especial

// Nordeste

Vera Lúcia (centro) e Decrécio Luize Sarabia Jr. e esposa | Juba Ciclo

Pernambuco Recife Capital do Estado do Pernambuco, é uma das economias mais fortes da região. Em 2010, foi eleita por uma pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide como uma das 65 cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes do mundo. Das cidades brasileiras, ficou atrás apenas de Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Com 1.537.704 habitantes, tem dois terços do PIB ( que em 2008 atingiu os R$ 22 bi) provenientes de comércios e serviços. Juba Ciclo Nos últimos anos, tem sido normal o caminho de volta dos migrantes que durante longos anos procuravam no ‘Sul Maravilha’ melhores condições de vida. O Nordeste está oferecendo oportunidades de trabalho em todas as áreas em função dos maciços investimentos em in-

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Adriano Falcão Barros e Manuel Barros | Pedal Ciclo

fraestrutura, destinados pelos governos pós Real. Bom, assim eles não precisam abandonar as suas origens, cultura, familiares e amigos. Lá mesmo podem obter bom padrão de vida. Viver em paz . Decrecio Luiz Sarabia Junior , fez o caminho inverso. Paulista, foi para Pernambuco ainda muito jovem para se estabelecer, conquistar melhor espaço, atingir outros horizontes. Foi feliz. Está em Recife, onde há 19 anos comanda a Juba Ciclo, atacado de peças e acessórios de bicicletas, juntamente com a sua mãe e sócia Vera Lucia Sarabia. Mudança radical do jovem empreendedor e, como soe acontecer a todos aqueles que desafiam as coisas preestabelecida, não foi fácil. Dinheiro para capital de giro? Difícil e caro. Afinal estávamos ainda vivendo os períodos de inflação e pacotes milagrosos que nada resolviam. Como o passar dos anos as coisas foram mudando, a economia se estabilizou e a Juba Ciclo ficando conhecida, aumentado

a sua participação no mercado. A empresa possui prédio próprio de 450 m2, emprega 14 funcionários diretamente e comercializa produtos nacionais, preferencialmente, sem deixar de vender itens importados. Os de borracha, por exemplo. “O mercado está em uma fase de total modificação. São muitos os usuários de bicicletas que exigem produtos de maior valor e qualidade. A lamentar apenas a falta de incentivo das instituições governamentais para as empresas do setor e também para a utilização da bicicleta como meio transporte” critica veemente Decrecio Sarabia, o conhecido Juba. Pedal Ciclo Tem como proprietário Manoel Batista Vieira de Barros, que administra em conjunto com Maria de Lourdes Falcão de Barros e Adriano Falcão de Barros. Com 18 anos de atividades, conta com a colaboração de quatro funcionários,


Especial

// Nordeste

Roberto de Andrade | T. F Bike

que atuam em uma área própria de 80 m², mesmo espaço de quando começaram, em 1994. “Anteriormente, trabalhei em uma loja com 34 anos de existência, localizada na mesma rua. Adquiri experiência no setor e decidi montar meu próprio negócio. Passamos por dificuldades, como a grande quantidade de impostos, que aumentam ano a ano. Vencemos essas entraves com controle nas compras e redução de despesas”, relembra Manoel. Atualmente, a Pedal Ciclo comercializa pneus, câmaras, correntes, quadros e roda livre, com destaque para as marcas Levorin, Pirelli, Monaco, JKS e Duque, além de Cairu, Vzan e Eninco. “Os produtos de maior saída são nacionais: pneus, câmaras. Em marcas, posso citar a Monaco, Pirelli, Kenda e Levorin”, explica o proprietário. Manoel conta que Recife concentra grande quantidade de ciclistas. “Deveria haver um número maior de ciclovias, até mesmo para a segurança para quem pedala”, conclui.

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Gilberto Lopes (à dir.) e equipe | New Bike

T.F Bike Com quatro anos de mercado, é comandada por Roberto de Andrade Barros, ingressou no setor devido ao momento das bicicletas. “Nesse período, conseguimos um espaço significativo. Ocupamos área de 112 m² e contamos com oito colaboradores. No início éramos em três. Nosso objetivo é estarmos em constante crescimento”, relata o diretor. Entre as marcas que comercializa, Roberto destaca: Monaco, Glometal, Duque, Cairu, Royal Ciclo, Levorin, DNZ e Pirelli. Com trabalho, dedicação, e constantes investimentos, a T.F. Bike oferece opções variadas para aqueles que desejam dar um upgrade em suas bikes. New Bike Funciona em um espaço de 1000 m² e é administrada por Gilberto Lopes da Silva, que possui longa experiência no segmento. “Comecei como representante comercial da fábrica de quadros New Bike e,

com o incentivo de amigos, montei a loja. Passei por problemas comuns a qualquer empresa, que foram superados com esforço, luta e redução de custos”, afirma Gilberto. Iniciaram as atividades com quatro funcionários. Hoje, são seis. Oferecem peças e bicicletas das marcas Monaco, Projema, Protek, DNZ, Sans’Bike, Gallic, Glometal, Duque e Pirelli, entre outros. “Os produtos nacionais são os de maior procura, principalmente da marca Monaco”, especifica Gilberto, ressaltando que o mercado em sua área de atuação ainda está um pouco lento e ainda há pouco s investimentos em estrutura cicloviária por parte do poder público. “Seja em ciclovias, parques, e mesmo em academias, a prática do ciclismo cuida da saúde e estimula o convívio social”, opina.


Especial

// Nordeste

Alvaro Guerra Dantas | LTG Bicicletas

Janaina Torres | Impacto Bike

Impacto Bike Com oito anos de mercado, a Impacto Bike tem três filiais, distribuídas em Recife, Santa Cruz e Caruaru. Ingressar no ramo de bicicpeças foi novidade total para Janaina dos Santos Torres, que comanda a empresa em conjunto com Antonio Fernandes. Sempre tive a curiosidade de trabalhar no segmento. Então, investi nisso. Sofri um pouco com a falta de experiência, mas nos esforçamos muito para chegar onde estamos”, relata Janaina. Ao todo, a empresa conta com 112 funcionários e ocupa uma área de 1.500 m². Comercializa as principais marcas de bicicletas, como: Konna, Specialized, Caloi, Monark, ASW e Giant, entre outras. “Em bicipeças, temos como itens de maior giro pneus, câmaras de ar, quadro e guidão”, complementa. Em relação ao mercado, no ponto de vista de Janaina, está em crescimento gradativo. “O que colaborou também é que, na cidade, a prefeitura está construindo quilômetros

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de ciclovias, o que ajuda muito as empresas do setor, pois, consequentemente, aumenta o número de ciclistas”, conclui Caruaru Conhecida como ‘capital do agreste’ e ‘ princesinha do agreste’, é a cidade mais populosa do interior do Estado de Pernambuco, com 314.951 habitantes. Está localizada a 130 Km de Recife e é destaque em todo Brasil pelos festejos de São João, que lhe rendeu o título de ‘capital do forró’. Tem como ponto central de sua economia o comércio, destaque para feira livre de confecções. As lojas de bicicleta não ficam à margem dessa realidade, pois contribuem de form a efetiva com o transporte, lazer e esporte da região. LTG Bicicletas Com 50 anos de mercado, a LTG é um dos mais tradicionais estabelecimentos da região. Oferece marcas nacionais e importadas de câmara de ar, pneu, pedivela-eixo,

selins, entre outros itens de marcas como: Pirelli, Kenda, Levorin, Duque e Zummi. Comandada por Álvaro Vieira Guerra Dantas, que herdou do pai o amor pelo segmento, ocupa uma área total de 480 m² em prédio próprio. “No início, trabalhávamos em apenas 30 m² e contávamos com dois colaboradores, número que subiu para 10. A grande dificuldade que enfrentamos foi a alta carga tributária e inadimplência. Não diria que são problemas superados, mas estamos vencendo com muito trabalho”, explica Álvaro. O diretor da LTG também alerta para uma pequena queda das vendas. “Isso se deve, principalmente, ao aumento do consumo de motos 50cc. As pessoas que adquirem um pouco mais de capital estão optando pela moto em detrimento da bike.


Especial

// Nordeste

Jair Vitor da Silva e filho | Jair Bike

Jair Bike Na cidade Caruaru, há 18 anos está instalada a ‘Jair Bike’ de Jacy e Jair Vitor da Silva que iniciou as suas atividades vendendo peças de bicicletas e fogões. As bicipeças, no entanto, superaram a procura e fizeram com que eles optassem por continuar exclusivamente com o segmento que lhes proporcionava maior giro. Com o tempo, tiveram também que mudar o local da loja, que inicialmente estava instalada em uma área de 9 m2, no mesmo endereço de sua residencia. Isto passou a ser um problema a mais para os seu objetivo de crescimento, sendo que um deles já foi alcançado: a compra de prédio próprio, com 60 metros quadrados e a instalação de uma filial em Agrestina, em Pernambuco. O casal também emprega 5 funcionários para proporcionar atendimento ágil e eficiente para a clientela que tem aumentado sensivelmente, mesmo sem contar com o desejado incentivo tão prometido nas ocasiões de eleições pelos políticos interessados apenas

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Tulio Ricardo Claudino Bezerra e Juliana Bastos da Silva (à esq.) | Tulio Bicicletas

e tão somente nos votos, segundo os empresários Jacy e Jair. Os produtos que tem a preferência dos clientes que frequentam a loja Jair Bikes, são: Shimano, Monaco, Cairu, Pirelli, Levorin, Nek, Eninco e Zummi, entre outros. Sendo que, os de maior rotatividade são: camarás de ar, pneus, coroas, e vários itens importados. Os modelos comuns de bicicletas ainda são os mais vendidos.

Paraíba

João Pessoa Possui a maior economia do Estado, com PIB duas vezes maior que a segunda colocada, Campina Grande. O turismo e o comércio são as grandes fontes de renda, além de um parque industrial complexo, formado por diversos segmentos. As belezas naturais, e o clima quente e úmido faz com que a bicicleta seja um dos meios de transportes preferidos da população, contribuindo para o sucesso das empresas que atuam no segmento.

Tulio Bicicletas Há 24 anos no mercado, a Tulio Bicicletas tem como diretores Tulio Ricardo Claudino Bezerra e Maria Auxiliadora Claudino Braga. É gerenciada por Juliana Bastos da Silva e conta com 15 colaboradores. “Comercializamos as principais marcas do mercado, como: Shimano, Monaco, Gios, ASW, FOX, Konna, Kalf, Cairu, Kenda e Levorin, entre outros. Vendemos mais pneus e câmaras de ar. Em relação a marcas, os produtos Shimano são os de maior saída”, explica Juliana, que relatou as principais dificuldades enfrentadas no período de atividades. “Enfrentamos muitas concorrências desleais e o crescimento dos grandes magazines na área de bicicletas. Superamos com divulgação na mídia, campanhas promocionais e qualificação profissional”, destaca. A gerente finaliza com uma análise: “o mercado em João Pessoa está em alta e há investimentos em estruturas cicloviárias, o que contribui para o segmento”, finaliza.


Especial

// Nordeste

Edvaldo Lins (segundo da esq. para dir.)e sua equipe | Center Bike

Center Bike Dirigida por Edvaldo Lins de Albuquerque e Verônica Bezerra Guedes Cunha Lins, completou oito anos de mercado. Contam com 18 funcionários e ocupam uma área alugada de 640 m². Antes de iniciar o negócio, já possuía experiência no setor. “Trabalhei em uma empresa de bicicletas, onde cheguei ao cargo de gerência. Me especializei melhor na área de comércio e o sucesso não parou. É claro que enfrentamos dificuldades, como pouco capital, por exemplo. Entretanto, à partir do terceiro ano, com planejamento bem feito a implantação de metas, conseguimos superar todos os desafios”, relembra Edvaldo. Atualmente, a Center Bike atende a todos os públicos, desde aqueles que utilizam a bike como meio de transporte, até para ciclistas que a utilizam como lazer e esporte.

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Aluizio Prudencio e esposa | Aluizio Bicicletas

“Todas as marcas têm seu valor, é obvio. Nossa responsabilidade é colocar o que há de melhor em nossa loja, seja nacional ou importado”, enfatiza o diretor. Na opinião de Edvaldo, o mercado está aquecido e muita gente está descobrindo a bicicleta como meio de transporte prazeroso. “Alia lazer e saúde, e não apenas transporte. Nos últimos anos, foram criados alguns poucos quilômetros de ciclovia pela prefeitura. É claro que foi feito muito pouco, mas o suficiente para provocar o aumento de ciclistas em nossa cidade. Esperamos mais investimentos não só em ciclovias, mas em ciclofaixas e toda uma estrutura criada para podermos pedalar com segurança”, conclui.

Campina Grande Com 385.213 habitantes, segundo dados do IBGE de 2010, possui uma agenda cultural variada, com destaque para os festejos de São João, considerado o maior do mundo. É destaque também em sua economia, que a categoriza como um dos principais polos industriais do Nordeste conforme publicado em uma renomada revista de economia norte-americana. Oferece estrutura para proporcionar sucesso a empresas de vários setores, incluindo bicicletas. Aluízio Bicicletas Com 20 anos de atividades, 6 deles em Campina Grande, a Aluízio Bicicletas transformou-se em uma das referências da região. Ocupa uma área total de 380 m² e contam com a colaboração de oito funcionários. “Todo sucesso que conquis-


Especial

// Nordeste

Carlos Antonio Alves Moreira e filho | RaptyFire

tamos foi a base de muito trabalho. Desde criança eu pedalava. Assim, quando consegui um dinheiro, que hoje equivale a R$ 1200,00, mais ou menos, investi em peças e montei uma oficina. Era somente eu e minha esposa em um local de 9 m². Crescemos com muita garra, pois amo meu trabalho e sempre acreditei no amanhã”, relata o diretor José Aluísio Prudencio. Atualmente, a Aluízio Peças oferece quase todos os itens, nacionais e importados, que existem no mercado. “Graças a Deus, quase tudo que coloco em minha loja é vendido. Vejo o segmento de uma forma muito otimista. O mercado cresce a cada dia, e temos um passeio noturno que reúne cerca de 150 ciclistas, duas vezes por semana. Não sabemos quantos grupos há na cidade, mas temos certeza que são muitos. Por parte do poder público,

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temos promessas e projetos. Ano passado, os governantes enxergaram as necessidades dos ciclistas e tivemos muito apoio. Tudo isso incentiva as pessoas a utilizarem esse veículo e, consequentemente, alavanca o setor”, finaliza.

Ceará

Fortaleza Segundo dados de 2010 do IBGE, a capital do Estado atingiu o número de 2.452.185 habitantes. Turisticamente, é um dos destinos maisprocuradosnoBrasil,porproporcionar belezas naturais e históricas. Também é conhecida por sua força econômica,sendoconsideradaumdos maisimportantescentrosindustriaise comerciaisdoNordesteedoBrasil.Diversas empresas do setor investem na cidade e obtém êxito e crescimento.

Esposa e filha de Carlos A.A. Moreira | Maydany

RaptyFire Criada há 23 anos, tem como proprietário Carlos Antonio Alves Moreira, que aproveitou toda sua experiência adquirida como vendedor em uma distribuidora para abrir seu próprio negócio. No início, procurou ajuda de órgãos que tem a finalidade de auxiliar na criação de uma empresa, porém, algo o decepcionou nesse período. “a burocracia era muito grande, então, não consegui essa ajuda. Trabalhamos muito. 24 horas por dia, sete dias por semana, e 365 dias por ano, com ou sem feriado. Trabalhei sozinho nos três primeiros anos, e só crescemos”, relembra Carlos. Atualmente, contam com uma área construída de 1200 m² - 1188 a mais de quando começaram – e filial na mesma cidade, a Ciclopeças Maydany. As duas lojas empregam 36 pessoas. Trabalham com as


Especial

// Nordeste

Francelino Gomes Filho | Okara

principais marcas nacionais. “Cito a Nek, Projema, Levorin, Monaco, Eninco e Viper, além de algumas importadas. Em vendas, há maior procura por pneus, câmaras de ar e aros”, afirma. Carlos enfatiza que, nos dois últimos anos, teve um aumento na procura por bikes de maior valor agregado, porém, a saída de bicicletas comuns ainda é grande. De maneira geral, segundo o diretor, as vendas caíram, porém, o número de adeptos da bicicleta só cresceu. “As pessoas tem utilizado muito a bike como meio de transporte e, aqui na região, muitas empresas dão bicicletas de brinde afim de agitar o comércio, finaliza. Okara Industrial Produz rolamento central, cones para rolamento, kits aro 16” e 20”, e manoplas e manetes. Funciona em

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Geraldo Chagas Mota | Mota Ciclo

sede própria de 2.000 m² e é dirigida por Francelino Gomes Filho. Com 15 anos de mercado, tem como produto de maior demanda o rolamento central. “Entrei nesse segmento porque enxerguei uma necessidade dentro desse mercado. Sofremos no início com falta de capital, mas superamos com muito trabalho. Hoje, vejo que o mercado está promissor e em total crescimento”, diz Gomes, que vê no aumento do número de ciclistas a melhor fórmula para o sucesso do setor. Mota Ciclo De acordo com Geraldo Chagas Mota, proprietário, a empresa completou 19 anos de existência e só tem o que comemorar. “ Tudo começou quando fui à cidade de Guaiub para trabalhar na prefeitura. O dono da casa alugada pos-

suía um ponto nas proximidades e me deu a ideia de abrir uma loja, pois, no mesmo local, havia existido uma empresa do segmento. Iniciei as atividades e tive muitas dificuldades de conseguir crédito junto aos fornecedores. Investi, trabalhei, visitei feiras e procurei estar por dentro das novidades do mercado. Hoje somos sucesso total”, relata Mota, que comanda o empreendimento junto com Francinira Benevides Costa. Hoje, a Mota Ciclo tem sede própria de 1000 m² e filial de 200 m² e oferecem todas as marcas nacionais e importadas. Contam com 10 colaboradores. Mota afirma que os produtos de maior demanda são pneus, câmara de ar e movimento central. “Os produtos Shimano são os que mais vendemos. O mercado está aquecido, e tem aumentado muito


Especial

// Nordeste

Jocieudo Pereira Vilarouca | Megaciclo

Equipe Amiguinho Shopping

o número de adeptos da bike como transporte, o que também contribui muito com nosso sucesso”, opina. Megaciclo Comandada por Jocieudo Pereira Vilarouca, possui 25 anos de mercado e uma filial de 80 m², localizada em Icó (CE), a 375 Km de Fortaleza. Entrar no mercado de bikes sempre foi o sonho de seu proprietário. “Desde pequeno gostei de bicicletas, e meu objetivo era ingressar nesse mercado. Realizei esse sonho, porém, passei por dificuldades no início, como prazo com duplicatas de fornecedores, que sempre chegavam atrasadas e, é claro, os impostos abusivos. São entrave vencidos com esforço, dedicação e trabalho”, conta Jocieudo. Toda perseverança deu resultado. Hoje, a Megaciclo conta com a colaboração de 14 funcionários,

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tem prédio próprio de 600 m² e comercializam todas as marcas nacionais e importadas. “Os produtos de maior demanda são pneus e câmaras da marca Levorin. Noto também que há muita procura por produtos importados, principalmente garfos, suspensão e aro de ferro. Creio que isso ocorre devido ao baixo custo”, analisa. O diretor classifica o mercado como estável, e acredita que tem muito a melhorar ao longo do ano. Amiguinho Shopping No varejo desde 1984 e no atacado à partir de 1986, a Amiguinho transformou-se em destaque na região. Criada por Francisco Queiróz Nobre e Gleydson Mendes Nobre, oferece aos consumidores peças para toda linha de bicicletas e motos. A empresa conta com 62 colaboradores e sede própria de 2.600 m².

“Entretanto, no início, éramos apenas em duas pessoas em um espaço de 20 m². Nossa grande dificuldade foi conquistar reconhecimento do mercado, além da concorrência desleal. Utilizamos meios de propaganda da época, como jornais e panfletos para conquistar mais clientes”, conta o diretor comercial Gleydson Mendes Nobre. Esse reconhecimento chegou, e a Amiguinhos Shopping não para de crescer. Tem como itens de maior venda pneus, câmaras, entre outros. “Destaco as marcas Duque e Cairu como as mais procuradas”, complementa. Segundo Gleydson, apesar dos bons índices de sua empresa, o mercado se encontra estável, com previsão de crescimento para o decorrer dos meses.


Especial

// Nordeste

Carlos Alberto Torres Rodrigues (à dir.), esposa e filho | Kaciclista Peças

Kaciclista Peças Com 21 anos de mercado, a empresa escreveu seu nome no comércio de Fortaleza com árduo trabalho, muitas vezes, de domingo a domingo, conforme relata Carlos Alberto Torres Rodrigues. “Só assim foi possível ser o que somos hoje. No início, eu trabalhava em uma distribuidora de peças e meu irmão já possuía uma loja. Com seu falecimento, assumi as responsabilidades. Enfrentamos a falta de capital e muita burocracia para conseguir crédito. Lutamos e criamos parcerias e conquistamos esse patamar”. A Kaciclista funciona em sede própria de 600 m² e tem 12 funcionários. Os produtos de maior giro são pneus e câmara de ar. “Pirelli, Levorin, Kenda e Shimano são as marcas mais procuradas”, complementa o diretor.

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Marcos Rogério e esposa | Beach Bike

Quanto ao mercado, Carlos Alberto vê com bons olhos: “Vejo em crescimento contínuo. O número de bicicletas vendidas para lazer tem sido muito grande, assim como as comercializadas para a finalidade de transporte”, conclui. Beach Bike Com 14 anos de mercado, é dirigida por Marcos Rogério da Silva e possui uma filial situada em Messejana (CE). “Iniciei a empresa quando vim de São Paulo para Fortaleza. Notei o fluxo de bicicletas que passava em frente a meu terreno e resolvi montar uma loja”, relembra Marcos. A decisão foi acertada. Hoje, a empresa conta com uma sede de 600 m² e comercializa produtos nacionais e importados. “Vendemos mais câmaras de ar e pneus. A maioria de nossos clientes procuram preço

baixo, mas acabam escolhendo, na maioria das vezes, as marcas Pirelli e Levorin”, reitera. Em uma análise do mercado, Marcos vê o crescimento na venda das motocicletas como a maior entrave do setor. “Esse fator faz com que o mercado de bicicletas fique instável, principalmente no interior do Ceará”, conclui. Maracanaú Faz parte da região metropolitana de Fortaleza e, com 209.057 habitantes, tem o segundo maior PIB per capita do Ceará ( R$ 15.620,27), ficando atrás apenas do município de Eusébio. Tem atrativos que chamam a atenção de muitas empresas, entre elas, indústrias, que movimentam a economia da região.


Especial

// Nordeste

Allan Jone Pinheiro da Silva | Metalúrgica Ajax

Metalúrgica Ajax Conforme o diretor Allan Jones Pinheiro da Silva, a ideia de montar seu próprio negócio veio da vontade de dar a seu pai - que já atua no segmento – um melhor suporte. O negócio deu certo, e já completaram dois anos de atuação. “Confeccionamos quadros, garfos, guidões e canotes. Estamos sediados em um espaço de 800 m² locado, e contamos com 10 colaboradores”, afirma Allan. Para o proprietário da Metalúrgica Ajax, o segmento em sua região passa pelo melhor momento. “Vejo que está em uma crescente e, devido as altas cargas tributárias de produtos que vêm de fora do Estado, o comércio local fica aquecido”, opina.

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Rio Grande do Norte

Natal Segundo as estatísticas de 2010 do IBGE, a capital do Rio Grande do Norte tem em seu território 803.739 habitantes e tem o 36º maior PIB municipal do País, com R$ 8.656.932,020. É a capital com melhor qualidade de vida do Norte e Nordeste, e não tem a economia baseada apenas no turismo, mas também no comércio e na indústria. Real Ciclo Fundada há 17 anos por Mirraele dos Santos Pontes e Pedro Pontes, é gerenciada por Raimundo Paulo do Nascimento Filho. Conta com espaço de 220 m², onde trabalham oito funcionários. “Tudo começou com Pedro Pontes, que vendia bicicletas na feira e, posteriormente, montou uma oficina. Enfrentou

Raimundo Paulo do N. Filho e Mirraele Pontes | Real Ciclo

problemas que ainda persistem, como a concorrência e a perda de clientes que trocam moto por bicicleta. Para superarmos, estamos nos estruturando para aumentar a gama de clientes e atender todo o Estado do Rio Grande do Norte por meio de vendedores externos e entregas rápidas. Também estamos informatizando toda a empresa”, afirma o gerente. Os produtos que mais comercializam são pneus, catracas e raios. “Em relação às marcas, cito a Levorin e a Monaco, além da Shimano. Outro fator interessante é que o mercado de bicicletas top está cada vez maior. Nos últimos dois anos, cresceu de 50% a 60%. Por isso estamos pensando em nos aprimorar mais nesse segmento”, complementa.


Especial

// Nordeste

Getúlio Pinheiro da Silva | Túlio Peças

Aderaldo Felix Bezerra Neto (á dir.) e irmão | Pedal Peças

Parnamirim Pertencente à região metropolitana de Natal (RN), tem 202.456 habitantes e o terceiro maior PIB do Estado ( R$ 1.654.984,717), atrás apenas de Natal e Mossoró. Tem grande parte de suas receitas geradas pela indústria e por empresas de diversos segmentos, incluindo as bicicletas.

bicicletas, oferece também itens para moto. Trabalham com marcas nacionais e importadas. “Os itens que mais vendemos são pneus e câmaras. Em relação a marca, vejo que os clientes não estão muito preocupados. Só querem que o produto dure. Porém, vendemos em maior número itens da Shimano e GTS”, analisa.

Túlio Peças Com 20 anos de mercado, o empreendimento idealizado por Getúlio Pinheiro da Silva e Josineide Barros de Lima Silva já se transformou em nome de tradição na cidade. Começou em um espaço de 12 m² e cresceu a passos largos. “Entrei no segmento por influência de meu irmão, que comercializava peças. Com trabalho e ajuda divina, aumentamos nossa área para 450 m² e inauguramos uma filial de 400 m² em Mipimbu (RN)”, relembra Getúlio. Atualmente, além de peças para

Mossoró É uma das principais cidades do interior do Nordeste, e está localizada entre Natal e Fortaleza (CE). De acordo com dados de 2010 do IBGE, possui uma população de 259.815 habitantes e é considerada a cidade de médio porte mais atraente para investimentos dentro do País. É o município que mais produz petróleo e sal marinho. Também é forte no setor de bicicletas, sendo o local escolhido por várias empresas.

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Pedal Peças O ramo de bicicletas é algo que está no sangue. Segundo Aderaldo Felix Bezerra Neto, proprietário, alguns de seus tios já atuavam no segmento, e isso lhe serviu de inspiração. Porém, enfrentou dificuldades, principalmente em relação à concorrência. “A maior delas foi em relação a franquias, que acabam monopolizando regiões. O jeito é continuar trabalhando e esperar novas oportunidades”, desabafa o empresário. Apesar das entraves, 18 anos se passaram e a Pedal Peças conquista cada vez mais clientes. Comercializa diversos produtos, 90% deles importados, e funciona em uma área própria de 210 m². Oferece quadro de alumínio e roupas, “com destaque para a marca Shimano, mais procurada”, complementa. Em relação à estrutura da cidade, Felix acredita que ainda falta muito a ser feito. “Não existem ciclovias e, se precisarmos de policiamento


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Especial

// Nordeste

Diretoria Luciano Peças

para qualquer passeio ciclístico, temos que pagar. É o que fazemos”, alerta o diretor, que finaliza: “É um segmento que está em alta, com crescimento muito grande de ciclistas”. Luciano Peças Com 19 anos de mercado, é dirigida por Luciano Alves do Nascimento, gerente comercial, que adquiriu toda sua experiência através do esporte. “Sempre participei de competições, e isso me deu base para conhecer a fundo o setor”, explica Luciano, que, enumera como principais dificuldades enfrentadas a falta de capital de giro e de crédito. Juntamente com Luiz Alves do Nascimento, Luciano fez a empresa crescer, e aumentar seu quadro de funcionários, que saltou de quatro para 20. Possuem instalação própria de 360 m² e oferecem grande variedade de marcas, nacionais e importadas. “O que mais vendemos são

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Dorgival Moraes | Ceará Peças

pneus e câmara de ar, com destaque para as marcas Pirelli e Kenda. Vejo que, cada vez mais, cresce também a procura por bicicletas top na região, principalmente para a prática do esporte, nicho que evolui em conjunto com o mercado”, analisa o gerente comercial. Ceará Peças Dorgival Morais de Lima criou, há 21 anos, a Ceará Peças ao perceber a alta demanda durante seu trabalho anterior, que nada tinha a ver com o setor de bicicletas. “Trabalhava em uma empresa de sal, onde fazia venda de porta em porta aos finais de semana. Então, percebi que, em muitos lugares, pediam-me peças de bicicletas, então decidi por comprar e revender. Enfrentei concorrências desleais, porém, consegui uma estabilidade e, o mais importante, crescimento”, relembra, revelando as fórmulas que utilizou. “Comprava o estoque de bicicleta dos concorrentes que faziam promoções a preços muito baratos.

Delbio Soares Vale | DT Peças

Além disso, passei a oferecer grande variedade de produtos”. A Ceará Peças conquistou espaço e, hoje, conta com oito funcionários e oferece produtos nacionais e importados em um espaço de 600 m² “Nossa maior venda é em pneus, câmaras de ar e coroa. Pneu Levorin é o mais procurado, enquanto em câmaras o destaque é a marca Kenda”, enfatiza Dorgival. Em relação ao mercado, o empresário afirma que está em crescimento, principalmente devido ao aumento do número de ciclistas. “Entretanto, a cidade não possui nenhuma ciclovia. Nem mesmo nas novas avenidas e praças, o que desacelera um pouco as vendas. Já conversamos com a associação para que se faça pelo menos uma, que vá até a praia”, desabafa. DT Peças Tem como proprietário Delbio Soares Vale, que comanda em conjunto com Teresa Cristina Fernandes Soares.


Especial

// Nordeste

João Paulo Nunes e Valdemar Nunes | Autobike

Delbio era Militar e, ao sair do cargo, optou por dedicar-se ao segmento, abrindo uma loja. “Tive pouco incentivo por parte dos bancos. Porém, conseguimos tocar o negócio, que completou 18 anos”, relembra. Hoje, a DT Peças funciona em um espaço de 200 m², com seis funcionários. Oferece diversos produtos, com destaque para os importados. “Nacionais, vendemos muito pneus e câmaras de ar, principalmente das marcas Levorin e Pirelli. Já quando o assunto é produtos importados, há muita saída de eixo, correntes, catraca e coroa”, explica. Quanto ao mercado, considera em crescimento. “Há muitas pessoas utilizando a bike como meio de transporte”, finaliza. Autobike Trata-se de uma loja com história peculiar. Dirigida por João Paulo Nunes e Valdemar Nunes neto,

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Danilo Robinson Bezerra | DM Ciclo

foi inaugurada em 1992, porém, teve as atividades interrompidas. “Paramos para nos dedicarmos ao segmento de caminhões. Retornamos ao mercado de bikes a um ano”, afirma Valdemar, que decidiu pelo setor de bicicletas por influência de seu pai, que já possuía uma oficina. Nesse novo momento, a empresa conta com três colaboradores e funciona em um espaço de 150 m². Comercializa produtos nacionais e importados, principalmente produtos da marca Pirelli e Levorin. “Retornamos em um momento em que o setor está em alta. As pessoas estão se conscientizando que a bicicleta é saúde e, mesmo sem nenhum incentivo por parte do poder público, como o investimento em estrutura,, começam a pedalar. Isso só contribui para o setor e para os negócios”, conclui Valdemar.

DM Ciclo Há 12 anos no mercado, funciona em um espaço de 300 m² e conta com sete colaboradores. Comandada por Danilo Robinson Bezerra que tem uma filial na mesma cidade – comercializa peças nacionais e marcas de maior valor agregado. Para a montagem da loja, Danilo fez valer toda sua experiência adquirida como representante comercial. “Meu cliente, na época, resolveu vender seu negócio...Então, comprei. Contratei um profissional para cuidar do trabalho e continuei a atuar como representante por um ano, até poder me dedicar exclusivamente a meu negócio”, relata Danilo. O empresário afirma que as marcas mais comercializadas em sua loja são Levorin, Pirelli, Kenda e Monaco. “Quanto as marcas de maior valor agregado, consideradas top, tem sido muito comercializadas. Considero que já são uma


Especial

// Nordeste

José Biratan, Jussara Pinheiro Saraiva e equipe

tendência. As pessoas estão adquirindo mais bicicletas para passeio e transporte, e querem os melhores produtos. É o que procuramos oferecer”, enfatiza.

Mauricio Silva Cruz | Mauricio Representações

Profissionais que desbravam o mercado Para a realização dessa matéria, a contribuição de representantes foi fundamental. São profissionais que desbravam os locais mais longínquos em busca de clientes e novos parceiros.

Tecind, Bravvos, Protek, Neopak e Colorart”, enumera Bira. De acordo com o representante, as principais dificuldades que enfrentou foram os planos econômicos do Governo, além da inadimplência e a falta de valorização. “70% não valorizam nossa categoria”, desabafa. Bira venceu, e hoje dirige dois funcionários internos e quatro externos. “Trabalho e humildade são as melhores receitas do sucesso. O segmento está em ascensão e vejo só alegria pela frente”, opina.

Ubiratan Representações Comandada por José Biratan Vieira Costa, em conjunto com Jussara Pinheiro Saraiva, está sediada na cidade de Maracanaú (CE) e tem em sua pasta grande variedade de marcas. José Biratan, conhecido como Bira, já soma 21 anos de experiência no segmeCnto, sendo sete anos atuando pela Tomaz Representações e 14 anos por sua própria empresa. “Tenho clientes em aproximadamente 50 cidades dos Estados do Ceará. Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe e trabalho com as marcas Monaco, Nek, Glometal,

Mauricio Representações Mauricio Silva Cruz é a chamada ‘figurinha carimbada’ no estado da Bahia. Diretor da Mauricio Bike Representações, entrou no segmento pela paixão que desde criança tem pela bike, causada por suas características únicas de associar agilidade, preservação ecológica e ainda proporcionar lazer e competições. Mauricio circula por todo o Estado, oferecendo aos seus muitos clientes, além de personalizado atendimento, sua alegria e descontração. Assim, cada vez mais a sua lista amigos/clientes vai aumentando pelas cidades que visita. O escritório está baseado em Salvador, em sede

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própria e tem dois funcionários no atendimento interno. “Apesar do pequeno número de produtores baianos, a única dificuldade que me preocupa, temos superado cada um dos problemas que encontramos no dia a dia, tendo como receita a total dedicação ao nosso trabalho” explica, justificando até com humildade o sucesso de suas atividades. Mauricio justifica o seu intenso otimismo afirmando que tem surgidos novas e competentes empresas de distribuição, varejo e até mesmo, fabricantes no Estado. Mesmo com o pouco tempo lhe sobra para o lazer, ele encontra tempo para incentivar o uso das bicicletas em Salvador. Como diretor da ASBEB- Associação......promove passeios ciclísticos, reunindo consideráveis números de participantes. No mais recente, foram 600 ciclistas que pedalaram pelas ruas e avenidas, apesar da pouca quilometragem de ciclovias e ciclofaixas disponíveis. “A minha reposição de energias, faço pescando no meu barquinho e na casa da ilha, meu refugio” explica cheio de entusiasmo.




Rápidas Nacionais Fabiano Mota é campeão em Macapá

Alexandre Milanetti/Ex-Líbris Comunicação Integrada

São Carlos será a capital nacional do triathlon O Parque Eco Esportivo Damha, em São Carlos, São Paulo, receberá o GP Brasil Extreme de Triathlon, em abril. Reunindo os melhores triatletas do país, servirá de preparo para o Ironman Brasil, que ocorre no final de maio em Florianópolis (SC). O percurso da prova será dividido em um quilômetro de natação, 100 quilômetros de ciclismo e dez quilômetros de corrida, percorridos na área do Parque. A competição será feita no formato contra relógio, o mesmo modelo adotado do GP Internacional.

Atletas do todo o Brasil se reuniram em Macapá (Amapá) para participar da VI Corrida Cidade de Macapá de Ciclismo. Conquistada pelo carioca Fabiano Mota (FW Engenharia) que completou o percurso de 100 quilômetros com o tempo de 2h15min28s. Mais de 100 ciclistas se alinharam para a largada da prova que pontua para o ranking nacional de estrada (Classe 3). Na segunda colocação terminou o paraense Geraldo da Silva Junior (São Lucas Americana-SP) e, na terceira posição, o paulista Halysson Henrique Ferreira (Velo-Rio Claro-SP).

Pré-calendário de provas de FPMTB Organizadores de eventos e associações filiadas a FPMTB já disponibilizaram as datas de suas provas. As provas somam pontos para o ranking paulista e brasileiro de MTB, critério exclusivo de convocação dos atletas para a Seleção Brasileira Permanente de Mountain Bike. Os organizadores que possuem provas que ainda não estão no ranking (seja pela falta de cadastro na FPMTB ou pela indefinição da data), devem entrar em contato com urgência para sanar pendências e inserir as provas no calendário.

Programação do Pedal da Integração 2012

Campeonato Sul Fluminense de Mountain Bike - 2012 1ª Etapa Quatis. O percurso de 60 km tem início na cidade Quatis em sentido a São Joaquim, Falcão, retornando ao local de partida, descendo pelo Morro Grande. A altimetria varia entre 392m e 775m. Medalhas para todos participantes que completarem a prova. Troféus e brindes para os 5 primeiros de cada categoria. Premiação em dinheiro para categoria Elite Masculina.

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Como o próprio nome já diz, o Pedal da Integração vem integrando e unindo os bikers da região em um cicloturismo voltado para iniciantes e experientes, pedalando por trilhas do interior de São Paulo. Já existem 06 edições agendadas. Consultar http://www.cbmtb.com/ noticiasDentro.php?cod=ODU0


Brasil é campeão do Fast Triathlon masculino Em Búzios, RJ, praia da Armação, foi disputado o 14º Mundialito de Fast Triathlon Masculino, vencido pela equipe brasileira. Ao todo foram três baterias: 750 metros de natação, 12 km de pedalada e 3,6 km de corrida. A equipe do Brasil conquistou o título com um ponto à frente dos espanhóis e os ingleses terminaram em terceiro.

Triathlon Internacional de Santos Tradicional prova do triathlon olímpico, realizada em Santos (SP), abriu a temporada nacional da modalidade na corrida pela vaga olímpica nos Jogos de Londres 2012. Vencedora de diversas provas do triathlon brasileiro, Carla Moreno completou os 16 anos de carreira com "show de competência" na 21ª edição do Triathlon Internacional de Santos, conquistando seu sexto título com o tempo de 2h03min545seg, cerca de 4 minutos mais veloz das demais, ultrapassando a marca da australiana Michele Jones, pentacampeã na competição.

Estréia de peso Contratado da Specialized, o triatleta mineiro Adriano Sacchetto, de 24 anos, conquistou o Top 4 na categoria Elite na prova do triathlon olímpico, realizada em Santos (SP). Nadou e pedalou junto dos primeiros colocados. Embora tenha se saído bem na corrida, não foi o suficiente para vencer. Sacchetto, campeão do Iroman Brasil 70.3 (2011), ficou em quarto lugar com o tempo de 1h48min49seg, pouco mais de dois minutos do primeiro colocado, Reinaldo Collucci.

MTB agora é modalidade oficial A Secretaria de Esporte do Estado de São Paulo inseriu o Mountain Bike como modalidade oficial para os Jogos Abertos do Interior, a partir de 2012. A especialidade escolhida foi o Cross Country, modalidade olímpica desde 1996 em Atlanta. O que dá novas perspectivas para o esporte nos municípios e contribui para a profissionalização dos atletas e das equipes. A FPMTB está cadastrando as equipes e dando diretrizes para que elas se estruturem junto às Prefeituras Municipais.

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Rápidas Nacionais Equipe Sunbikes na prova Sram 50K Abrindo a temporada de provas do Mountain Bike Cross Country Brasileiro de 2012, a equipe Sunbikes, participou da 4ª Edição do Sram 50K, que aconteceu na Represa II, em Vinhedo. Estiveram presentes no evento cerca de 400 atletas de oito estados brasileiros, com um público de três mil pessoas. A prova contou pontos para a 2ª Copa SRAM de Mountain Bike, sem validade para o ranking estadual da modalidade.

10ª Descida das Escadas de Santos A “10ª edição da Descida das Escadas de Santos” aconteceu nas escadarias do Monte Serrat em Santos, SP, com os pilotos buscando descer no menor tempo possível os mais de 400 degraus do morro. Completando dez anos de existência, a prova equiparou-se a pioneira do esporte “Lisboa Down Town” no número de edições e bateu recorde de audiência em sua história, atingindo 142 países, transmitida ao vivo para 53 países. Mais de 20 mil pessoas passaram pelo Monte Serrat durante os três dias de prova, que empregou 200 pessoas para sua realização. A prova movimenta o mercado do mountain bike “extremo” e reúne lojistas, pilotos, artistas e grande público expectador. Este ano, contou com a participação de 120 atletas de várias partes do Brasil e do mundo.

1° Copa Mosso Feira Com a participação de 190 atletas de vários estados, como Alagoas,Bahia Pernambuco e Sergipe e nível excelente dos atletas, a prova de 42km com trechos de estradão e single track. Depois de 1:25:555, Jose Elenildo ( Ninho ), da cidade de Alagoinhas Bahia, foi o vencedor. Foram distribuídas premiações no valor de R$ 2.790,00 em dinheiro para diversas categorias.

Pré-calendário de provas de FPMTB

Prova do Complexo do Alemão Cerca de 300 competidores participaram da última etapa do Circuito CX de Favelas, no Complexo do Alemão. Celsinho Figueira de Mello, de 16 anos, foi destaque na competição ao vencer a prova na categoria Junior, largando ao lado dos líderes da Sub-23 e Sub30. A estrada que ficou conhecida em 2010 como rota de fuga de bandidos da Vila Cruzeiro, em 2010, durante a ocupação pelas tropas do BOPE e do Exército, virou pista de competição.

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Organizadores de eventos e associações filiadas a FPMTB já disponibilizaram as datas de suas provas. As provas somam pontos para o ranking paulista e brasileiro de MTB, critério exclusivo de convocação dos atletas para a Seleção Brasileira Permanente de Mountain Bike. Os organizadores que possuem provas que ainda não estão no ranking (seja pela falta de cadastro na FPMTB ou pela indefinição da data), devem entrar em contato com urgência para sanar pendências e inserir as provas no calendário.



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