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MARÇO 2018


A Liga Portugal volta a assinalar o Dia Internacional da Mulher, selecionando uma equipa de 11 rostos femininos do futebol profissional português. Rostos que, diariamente, nas mais diversas funções, contribuem para o sucesso desta indústria e das competições. Quarenta e um anos depois de a Assembleia Geral das Nações Unidas ter reconhecido o papel da Mulher nos esforços de paz e de desenvolvimento, apelando ao fim da discriminação e ao aumento do apoio à participação plena e igualitária das mulheres, permanece atual a necessidade de um esforço que permita cumprir aquele desiderato. Estes são valores em que a Liga Portugal acredita, contribuindo, juntamente com as Sociedades Desportivas/clubes, para uma sociedade mais justa.


SELEÇÃO 2017-18 1 Célia Falé 2 Diana Fontes 3 Elsa Bicho 4 Emifer Freitas 5 Letícia Neto 6 Ornella Bellia 7 Rafaela Santiago 8 Rosa Duarte 9 Serafina Pereira 10 Sílvia Nunes 11 Sofia Teles


Após ter trabalhado nove anos no Departamento Jurídico da Federação Portuguesa de Futebol, surgiu a oportunidade de ingressar na SAD do Sport Lisboa e Benfica. Sendo este o meu Clube de coração, foi um sonho tornado realidade. Confesso que, apesar de gostar muito de futebol, nunca imaginei que, ainda estagiária há 16 anos atrás, seria esta a área na qual iria trabalhar e muito menos que seria um desafio tão compensador e que me tornaria uma pessoa feliz e realizada. Posso dizer com sinceridade que faço o que gosto e, mais que isso, faço-o no Clube dos meus sonhos, tendo tido o privilégio de assistir, ao longo de sete anos, a várias vitórias e conquistas de títulos que me enchem de orgulho e, para as quais ajudei a contribuir. A colaborar desde 2011 com este grande Clube, como Assessora Jurídica da SAD, tenho como principal função a elaboração dos contratos dos nossos jogadores profissionais e de formação e a minha grande motivação e compromisso é servir da melhor forma aquele que eu considero ser o maior Clube português. Penso que o tenho conseguido ao longo destes sete anos. Ter assistido e ajudado o clube a conquistar um inédito Tetra foi até agora a minha maior alegria. Com o meu trabalho e postura profissional procuro dignificar a presença das mulheres neste magnífico desporto e mostrar às novas gerações que o futebol é universal, no qual todos podem ter o seu lugar, não sendo apenas um mercado de trabalho para homens. Não vou mentir e dizer que é fácil, pois em algumas situações ainda temos que lutar mais para conseguir o nosso lugar, mas felizmente o mundo está a mudar e com competência e perseverança as mulheres estão a conseguir entrar neste mercado e deixar a sua marca, mas há que continuar a demonstrar a nossa garra e provar que as mulheres são uma mais valia para o desporto. Há 16 anos neste mundo, continuo fortemente empenhada e motivada tal como no primeiro dia. Para isso muito contribui o facto de ter o privilégio de trabalhar com uma equipa com a qual aprendo todos os dias. Não posso terminar este texto sem agradecer à Administração da SAD todas as condições que nos oferece para realizarmos o nosso trabalho e, especialmente, ao Dr. Paulo Gonçalves pela oportunidade e confiança depositada. NÓS NO FUTEBOL 4

DIA DA MULHER


COMPROMISSO

Célia Falé | Assessora Jurídica SAD do Sport Lisboa e Benfica


Diana Fontes | Assessora de Imprensa e Coordenadora de Planeamento Media do FC Porto

SOBRIEDADE Entrei para o FC Porto muito jovem, com apenas 23 anos, mas já trazia uma larga bagagem desde que terminei a faculdade. Fui jornalista estagiária n’O Jogo, escrevi sobre modalidades n’A Bola, colaborei com a Agência Lusa, e ainda fui professora de Informação e Jornalismo num curso técnico profissional. Ser Mulher num mundo de homens é a única realidade que conheço e nunca tive problemas em aceitá-la e integrar-me da melhor maneira. Não posso dizer que existe igualdade de tratamento – há muito a melhorar; o futebol, principalmente, continua a ser um desporto que os homens pensam que só eles entendem, mas pelo menos posso-me orgulhar de já ter recebido muitas NÓS NO FUTEBOL 6

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palavras de apreço e admiração pela forma como vejo e vivo o futebol. A característica que melhor me define é a sobriedade. Sempre encarei as minhas funções com responsabilidade e proatividade e sempre demonstrei grande respeito pelos outros, mas acima de tudo por mim própria. Dar-se ao respeito neste meio é fundamental para sobrevivermos com elegância e competência. A paixão pelo jogo é que me motiva todos os dias. Estou cá para avaliar, analisar, contribuir, mas especialmente para desfrutar. E ganhar. Felizmente já ganhei muito no FC Porto. Tenho um enorme orgulho na minha história.

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Elsa Bicho | Jornalista no jornal A BOLA

ALVOROÇO


Vem uma alentejana para Lisboa cheia de sonhos e o futebol depara-se-lhe como um trovão. Um feliz acaso. Uma descarga de adrenalina. A rolar como a bola, chegam dias de intenso alvoroço. Monotonia? Que é isso? Nunca um dia é igual a outro. Quando se pensa que o trabalho vai ser calmo, lá se vai o jantar em casa. Quando já nos preparamos para intensa jornada no terreno, eis que tudo é cancelado. Quando o jogo caminha para o fim sem sobressaltos, eis que se engalfinham (em bom alentejano) dentro de campo. Quando um clássico promete, afinal dá insonso empate. Trabalhar futebol é um alvoroço. Tão depressa nos cruzamos com mediáticos nomes dos principais palcos como percebemos que também é campeão quem tem as pernas queimadas do pelado. Tão depressa nos queixamos do cansaço como nos envergonhamos com as lágrimas que caem ao escrever uma emocionante história. Tão depressa ansiamos pelo feedback de uma qualquer crónica ou reportagem que nunca chega, como recebemos inesperada mensagem que nos enche o coração e faz tudo valer a pena. Como escrever e viver futebol sem alvoroço quando é ele quem faz vibrar multidões, que é tema maior de conversas de cafés e repartições de finanças, que alfineta avós e netos, que conquista mulheres e homens nas bancadas e em todas as esferas de atividade? Que desporto é este que nos deixa extasiadas? Que jogo é este que todos discutem e todos têm razão? Que fenómeno é este que nos faz subir a tensão? Que raio de alvoroço é este que faz parar um país? É o futebol, que une raças, credos e géneros, combativo e charmoso como os homens, elegante e irresistível como o sorriso de uma mulher feliz. Quem não gosta de alvoroço? NÓS NO FUTEBOL 9

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Se é verdade que há uns anos atrás se afirmava convictamente que o mundo de futebol, era apenas um “mundo de homens”, hoje é o dia em que a distinção de géneros é praticamente nula. O ser mulher nesta área surge agora – e cada vez mais - de forma muito natural, havendo por isso cada vez menos espaço para qualquer tipo de discriminação. O inicio da minha história no futebol português deu-se em 2013, quando surgiu a oportunidade de me tornar Assessora de Imprensa do CD Feirense, papel que abracei com grande entusiasmo e que continuo a desempenhar com todo o orgulho até ao momento presente. É uma profissão desafiante e ao mesmo tempo mágica. A exigência desta profissão, onde inevitavelmente acabamos por criar laços com diversas pessoas que se vão cruzando no nosso caminho (jornalistas, atletas, responsáveis de outros clubes) leva-nos a entrar em campo com a equipa que representamos, e a vibrar com ela, como poucas as profissões são capazes de o fazer. Leva-nos a suar a camisola pelos “nossos” que disputam a bola dentro das quatro linhas. Mas a magia do futebol não é isso mesmo? Há seis meses a vida deu-me a oportunidade de envergar outra camisola: a de ser mãe. Retomei recentemente a minha atividade profissional, da qual sempre senti imensa falta, e apesar da conciliação de ambas as minhas vertentes ser um constante desafio, dedico-me de corpo e alma a cada uma delas – pois não sou de meios-termos. Ou é tudo, ou nada. Não foi pela delicadeza e sensibilidade que uma mulher pode dar a qualquer ambiente de trabalho, que nós (mulheres) nos começamos a integrar na industria do futebol, mas sim pela competência que possuímos e pela capacidade de fazer um trabalho tão profissional como qualquer homem. É esse o caminho da igualdade de géneros.

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DESAFIO Emifer Freitas | Assessora de Imprensa do CD Feirense


LetĂ­cia Neto | Diretora de imprensa do Estoril Praia

EURO 2004


Eu era a miúda que gostava muito de barbies mas que nunca trocava as bonecas por uma ‘peladinha’ com o irmão, os primos ou os coleguinhas da escola. Na minha infância esse gosto não tinha tanto a ver com o futebol, mas antes com a rua. Atividades físicas sempre me entusiasmaram e tenho a certeza que essa foi a génese da minha opção pelo jornalismo e mais tarde pela assessoria na área do desporto rei. O futebol “da televisão” sempre foi estando presente na minha vida, não porque o meu pai me levasse à bola mas porque sempre me despertou fascínio o modo como nos habituamos a ouvir falar dele. Como dá que falar, como distrai, como desperta emoções nas pessoas. O Euro 2004 deixou-me memórias muito boas e fez com que procurasse aquelas sensações nos mundiais e europeus que se seguiram. Esperei 12 anos e valeu a pena! Agora espero sempre até ao jogo seguinte, seja ele qual for. Trabalhar na assessoria do Estoril Praia, onde estou há quase dois anos, tem sido o melhor de dois mundos e uma aventura cheia de aprendizagem, ponderação, crescimento e orgulho. O clube preconiza valores nos quais me revejo e deu-me sempre bastante autonomia para desenvolver o meu trabalho e as minhas ideias. Acredito que as mulheres podem trazer alguma sensatez ao futebol sem deixar de viver o que ele tem de melhor. Claro que há ainda um longo caminho a percorrer, mas se fosse fácil não era para nós!

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Desde criança que o futebol sempre foi a minha grande paixão. Cresci indo assistir, com o meu pai, aos jogos da minha equipa local favorita. Nessa altura, os jogos não eram transmitidos e, como tal, tínhamos o hábito de ir ao estádio com muita frequência. Tudo começou ali. 15 anos depois, consegui um emprego no mesmo clube que, entretanto, tinha sido promovido à primeira divisão italiana. Foi um grande sonho que se tornou realidade, e o primeiro passo da minha carreira profissional no futebol. Desde jovem fiquei impressionada com o poder do futebol em inspirar e unir as pessoas, assim como as grandes lições que o futebol nos pode ensinar. O futebol ensina que se pode tornar o impossível em possível, que se se trabalhar duro e acreditar em nós próprios, é possível ir longe na vida. O futebol ensina lealdade e amor incondicional: vais amar sempre a tua equipa, mesmo quando ela perde três jogos seguidos. Dediquei a minha vida ao campo do direito e ao futebol, e sinto-me privilegiada pela oportunidade de juntar a minha paixão ao meu trabalho. Desde que comecei a trabalhar para a EPFL, a minha motivação no futebol até duplicou: ganhei uma melhor compreensão dos aspetos financeiros e políticos da indústria, e percebi os imensos desafios que o futebol enfrenta. Na EPFL, a nossa missão é proteger os valores básicos do futebol e criar um sistema equilibrado para todos os clubes, para todos os adeptos, em todos os países e em todas as divisões, para que possam manter o seu sonho vivo: o sonho de serem capazes de competir ao mais alto nível. Nunca devemos esquecer que o futebol é tudo sobre a emoção, e este deve permanecer sempre o ingrediente principal do jogo que todos nós amamos. NÓS NO FUTEBOL 14

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EMOÇÃO

Ornella Bellia | Diretora de Assuntos Jurídicos da EPFL


Rafaela Santiago | Assessora de Imprensa do Boavista FC

AFICIONADA


Não consigo dizer quando é que futebol entrou na minha vida pois sempre fez parte dela. O meu pai foi jogador de futebol e treinador - incluindo no Boavista - o que fez com que soubesse o que era um fora de jogo quando ainda tinha dentes de leite. Ir ao Bessa de mão dada com ele, traduz-se numa das memórias mais queridas da minha infância. Mesmo quando, em tenra idade, não percebia na totalidade as nuances do desporto rei, já me fascinava a paixão que um esférico suscitava nos demais. Cresci sabendo que gostava de comunicar e quando surgiu a oportunidade de trabalhar no clube do meu coração (o Boavista) não hesitei. Sendo a minha única experiência no futebol, posso dizer que me sinto em casa. Uma casa na qual vejo que as mulheres podem, ainda, não ser muitas, mas onde todas têm um papel preponderante no dia a dia do Clube. Alegra-me ver que, de uma forma geral, somos cada vez mais e que, paulatinamente, ainda mais seremos. NÓS NO FUTEBOL 17

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Quem diz que o futebol não é para senhoras, engana-se. Basta ver o pleno de títulos que o Sporting CP conquistou na época passada no futebol feminino. Feito este introito, o que me motiva e apaixona, antes de tudo o mais, é o Sporting Clube de Portugal. Trabalho no meu Clube do coração há 25 anos. Vivo, há um quarto de século, 24 horas por dia, a experiência única e intransmissível de respirar e sentir o significado de palavras que nos são gratas como Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Tive o privilégio de ver nascer e crescer para o futebol alguns dos mais emblemáticos jogadores da história do Clube. De Luís Figo a Gelson Martins, de Cristiano Ronaldo a William Carvalho, de Nani a Rui Patrício, de Adrien Silva a Rafael Leão, são exemplos de grandes atletas que, alguns, começaram no pelado em frente à mítica 10A e que depois chegaram ao patamar dos melhores do mundo, muito graças ao mestre Aurélio Pereira. Tive ainda a honra de testemunhar a consolidação do ecletismo, marca indelével do ADN do Sporting Clube de Portugal. Hoje, com 55 modalidades competitivas, e com mais de 20 mil títulos nacionais e internacionais conquistados, sinto que trabalho num Clube que, mais do que ser tão grande como os maiores da Europa, é tão grande como os maiores do mundo. Ser mulher neste mundo que muitos gostam de dizer que é de homens, é uma mais valia. Sensibilidade, bom senso, paixão sem limites, amor incondicional, são características e sentimentos que a condição feminina impôs como ingredientes desta união de aço que, desde que me conheço, partilho com o Sporting Clube de Portugal. NÓS NO FUTEBOL 18

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PRIVILÉGIO Rosa Duarte | Departamento de Relações Institucionais


Serafina Pereira | Presidente da Assembleia Geral do Moreirense FC

NOVIDADE


Através do convite pessoal do atual Presidente da Direção do Moreirense Futebol Clube, Sr. Vítor Magalhães, ingressei em 2008, na qualidade de Presidente da Assembleia Geral, na agremiação desportiva cuja face mais visível é o futebol profissional. Sendo este clube o “expoente máximo da pequenez”, tornou-se conhecido pela simpatia, cordialidade, desportivismo e civismo dos seus associados e simpatizantes, mantendo, no entanto, um espírito de luta constante, necessária para atingir qualquer objetivo. Destaco como um dos meus maiores momentos de emoção e orgulho, desde que ingressei no clube há 10 anos atrás e enquanto Presidente da Assembleia Geral e adepta do Moreirense Futebol Clube, a vitória da Taça da Liga na época 2016/2017. O conhecimento adquirido na advocacia são uma mais-valia para o exercício das minhas funções no clube, sendo certo também que esta experiência me trouxe outras aprendizagens igualmente enriquecedoras. É sempre com muito orgulho que falo no meu clube como sendo pequeno na sua dimensão, mas grandioso no talento e na humildade de todos os que nele participam. Na altura (2008), este cargo, ocupado por uma mulher, num clube que à data almejava atingir a divisão principal do futebol português, foi recebido pelos associados com algum ceticismo, surpresa, mas também como uma lufada de ar fresco, dada a novidade e a limpidez que a minha estreia neste mundo representou. No entanto, é evidente que o progresso das mulheres na prática e gestão do futebol é lento e que os homens tendem a ser preferidos, existindo uma desvalorização do sexo oposto. Felizmente, cada vez mais os preconceitos são ultrapassados e os benefícios que advêm da presença das mulheres em lugares de destaque, especialmente em áreas de tradicional dominância masculina, tornam-se preponderantes, sendo notória a calma e ponderação que as mesmas transmitem a todos os intervenientes, difundindo ainda que o futebol é desporto e deve ser praticado com paixão, determinação e sempre com o desejo de vencer.

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Sílvia Nunes | Diretora de Comunicação do Varzim SC

HONRA


Posso dizer que nasci e cresci no Futebol. O meu avô paterno, o meu pai e o meu irmão foram praticantes da modalidade no clube da minha terra natal e que, hoje, tenho a honra de servir. O Varzim, neste caso, faz parte da minha vida desde sempre e nas minhas memórias de criança estão os momentos em que acompanhava o meu pai – na altura dirigente da Formação do Varzim, aos treinos das Camadas Jovens, nos finais de tarde. A paixão pelo futebol levou-me também a ser praticante da modalidade durante dezenas de anos. E a minha motivação diária vem de todo este histórico. Trabalhar no futebol e no Clube da minha terra, era um sonho que pude concretizar, em 2003, poucos meses depois, de concretizar a minha licenciatura em Jornalismo. Nessa altura não eram muitas as mulheres a exercer cargos com visibilidade nos Clubes portugueses. Uma realidade que foi mudando, assente na qualidade e na competência que, nós, Mulheres conseguimos demonstrar num meio difícil que, a nós, exige muito estofo, persistência, autoestima, inteligência, astúcia e força interior. Trabalho diariamente para aprender, crescer e ser cada vez melhor na execução das minhas tarefas. A modernização e o rigor que a Liga Portugal está a impor no Futebol Português aumenta a vontade, a motivação e a ambição de por aqui ficar e fazer parte deste mundo apaixonante. Todos os dias são um desafio e um privilégio. Porque é mesmo assim que me sinto, uma privilegiada por trabalhar no Futebol e ter a sorte de, através do meu trabalho, viver o amor por aquele que, para mim, é o melhor clube do mundo, o Varzim Sport Club. Fundado 25 de Dezembro de 1915. São 102 anos de uma grande história.

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Desde sempre que o futebol fez parte da minha vida: enquanto espectadora, enquanto praticante, enquanto dirigente, enquanto profissional, no futebol amador e no futebol profissional, no masculino e no feminino. Ser mulher no futebol é uma aprendizagem constante e uma responsabilidade acrescida de abrir portas para que mais mulheres tenham a hipótese de fazer parte deste fenómeno que é cada vez mais global. Acredito que caminhamos para uma modalidade que respeita a igualde de género e sinto-me realizada por estar ligada a um desporto verdadeiramente apaixonante, tanto no feminino como no masculino. Neste momento, a minha motivação passa por transpor para o futebol amador o maior número de experiências e aprendizagens que adquiri no futebol profissional. No futebol, seja ele profissional ou amador, só tem sucesso quem acredita que o trabalho de equipa é o combustível para o veículo das conquistas. Por isso, às pessoas com quem trabalhei nos clubes e nas instituições que representei, só posso agradecer pelas oportunidades que me deram, por me permitirem aprender com elas e me fazerem acreditar no lado bom do futebol.

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RESP


PONSABILIDADE Sofia Teles | | Directora do Departamento de Futebol Feminino do S. C. Braga


Rua da Constituição 2555 4250-173 PORTO

T: +351 228 348 740 www.ligaportugal.pt

Brochura Dia da Mulher 2018  

A Liga saúda o Dia Internacional da Mulher, pelo segundo ano consecutivo, com uma publicação digital, onde goleamos a favor da igualdade de...

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