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Luminotécnica - trabalho final de Habitabilidade 2

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PROJETO DE ILUMINAÇÃO | MAISON CITROHAN

LE CORBUSIER

Charles-Edouard Jeanneret-Gris, mais conhecido pelo pseudónimo de Le Corbusier foi um arquiteto, urbanista, escultor e pintor de origem suíça e naturalizado francês em 1930. É considerado um dos mais importantes arquitectos do século XX, por seus protótipos de habitação mínima e concepção dos chamados ‘cinco pontos da arquitetura moderna’ (pilotis, terraço jardim, planta livre, fachada livre e janela em fita).

MAISON CITROHAN

O CONCEITO DO PROJETO

A casa Citrohan, Stuttgart Alemanha- 1927, é resultado da criação de protótipos básicos idealizados por Le Corbusier, com o intuito de criar uma habitação que possa ser reproduzida em série; como máquinas de morar. Seu conceito original era viabilizar novas formas de habitação, sob uma concepção lógica e econômica, a partir da técnica construtiva de pré-fabricação. Seus estares têm boa iluminação natural, proporcionada pelas peles de vidro na fachada principal e oposta. As empenas adjacentes, com baixo percentual de aberturtas, oferecem opequenas janelas que equilibram a iluminação vinda das fachadas principais, diminuindo o ofuscamento.

A proposta para o uso da Maison Citrohan será uma casa de exposições das pinturas e croquis produzidos por Le Corbusier em concomitância com sua produção arquitetônica- e um bar/ café de apoio. Os móveis ue darão definicão aos espaço serão os de sua autoria e também de outros protagonistas da bauhaus. O intuito geral do projeto é proporcionar uma perspectiva histórica e uma releitura artística do espaço, através da integração de luz natural – com os grandes painéis de vidro originais – e luz artificial, especialmente de destaque para as obras em exposição. O conceito do projeto consiste, portanto, em oferecer ambientes com luzesgeral e de destque apropriada para uma casa-museu

iluminação geral

ilum. sala de exposição

ilum. para obras de arte

iluminação bar/café

iluminação estar

iluminação de destaque

REFERÊNCIAS


ATIVIDADES VISUAIS E CRITÉRIOS DE ILUMINAÇÃO

A sala principal agrega os espaços de recepção, estar e exposição. As atividades visuais da recepção permeiam visualizar com clareza tanto elementos à distância, como as pessoas que chegam, quanto próximos, como a leitura e a escrita. Em comparação, o espaço de estar não precisa de uma luz eficaz para esse tipo de atividade, mas sim uma iluminação confortável e acolhedora, que proporcione uma maior interação entre os usuários. Já as áreas expositivas têm como quesito funcional a adequada percepção das obras de arte, com a maior qualidade visual possível e sem interferências. Na questão estética, tais áreas podem ter diversos critérios requisitados, de acordo com as sensações que o espaço propõe ao usuário.

planta baixa 1o pavimento | escala 1:50

O CONCEITO LUMINOTÉCNICO O projeto propõe uma iluminacão ambiente indireta, com linhas de luminárias paralelas ao plano da janela principal. Tal decisão proporciona a economia de energia, pois as luzes podem ser acesas gradualmente de acordo com a distancia da fonte de luz natural. Em outras palavras, as linhas de luminárias serão acesas individualmente e somente quando necessário, de acordo com a incidência de luz natural no decorrer das horas do dia. A temperatura de cor da iluminacão geral será branca, com o objetivo de não interferer na percepção de cor nas exposições. Para as áreas de trabalho, serão utilizadas luzes pontuais e difusas, garantindo ambientes propícios para as atividades realizadas. Complementando o sistema de iluminacão artificial, luzes pontuais e periféricas serão dispostas como destaque às obras de arte. O índice de reprodução de cor precisa ser alto para garantir uma boa percepção das nuances das obras expostas. Para isso, serão utilizadas luminárias de led que, mesmo tendo custo inicial maior, compensam com alta durabilidade e vida útil, menor dissipação de energia térmica, consumo energético baixo e pouca manutenção. Essas luminárias também terão luz branca para não interferir na percepção das cores dos quadros. A iluminação pontual ganha destaque ao apresentar dramaticidade com grandes contrastes entre as áreas iluminadas e as áreas de penumbra. O café terá uma iluminação geral e também pontual em cima de cada mesa.

planta baixa 2o pavimento | escala 1:50

Belux Flat-34 Belux KOI-30 Belux ARBA-10 Belux MID SIZE-30 ERCO Oseris for track Delta Light Orbit

corte esquemático luminárias | sem escala

Belux ARBA-40


TABELA DE LUMINÁRIAS Luminárias

Qtde.

Lâmpada

IRC Potência Instalada

Dimensão

Temperatura de cor

Acabamento

OBS (usos)

ERCO Oseris for track 15

1 Lâmpada LED 6W

90

11 W

131 mm x 116 mm x 182 mm

3000 K

Alumínio fundido, revestido a pó luz usada nos corredores de exposição. linha de luminárias voltadas para a parede

13

4 Lâmpadas FDH (Ø16) 54 W

80

216 W

1256 mm x 292 mm x 30 mm

4000 K

Alumínio fundido

iluminação geral direta e ndireta

7

1 Lâmpada HSG (Ø13) 25 W

90

25 W

Ø 100 mm x 80 mm

2900K

Alumínio escovado

iluminação de destaque para a circulação vertical; extremidade entre a escada e a parede

4

1 Lâmpada CLASSIC A 70 W

80

70 W

Ø 282 mm x 282 mm

3000 K

Alumínio

luminárias posicionadas em cima de cada mesa do café

4

4 Lâmpadas FSMH 42 W

80

162 W

576 mm x 576 mm x 100 mm

4000 K

Alumínio vaporizado

iluminação para a área de trabalho da recepção

2

1 Lâmpada TL5C 60W

80

69 W

500 mm x 500 mm x 165 mm

3000 K

Refletor de cetim em policarbonato acrílico

luz mais íntima para o estar

1

1 Lâmpada FC 22W

80

25 W

400 mm x 400 mm x 120 mm

3000 K

Refletor de cetim em policarbonato acrílico

iluminação pontual para a mesa de trabalho da recepção

Belux Flat-34

Delta Light Orbit

Belux MID SIZE-30

Belux KOI-30

Belux ARBA-10

Belux ARBA-40

MEDIÇÕES NO RELUX - CÉU CLARO luz natural sem elemento de proteção

Nessa situação, as medições do software Relux apresentaram resultados aceitáveis de iluminância pela norma na região próxima às janelas duplas. Entretanto, em parte do espaço analisado, os valores não são satisfatórios.


luz natural com elemento de proteção

Nessa situação de medição, o valor das iluminâncias diminuiu muito em relação ao dia ensolarado sem o uso de elemento de proteção. Isso ocorreu pois tais elementos foram instalados na janela que era a principal fonte de luz do ambiente. As iluminâncias são satisfatórias principalmente nas regiões próximas às aberturas que não foram encobertas e a luz é mais difusa do que nos casos anteriores.

luz natural com elemento de proteção + luz artificial

Nesse caso, os valores obtidos pelo software apresentam uma luz difusa na maior parte do ambiente. Nas áreas de destaque, há luminárias com pontos de luz direcionados. As iluminâncias são satisfatórias e bem distribuídas.


MEDIÇÕES NO RELUX - CÉU ENCOBERTO luz natural sem elemento de proteção

Nesse caso, os valores máximos de iluminância ficaram próximos de 20. Isso significa que pouquíssima luz penetra no ambiente, estando ele muito abaixo do valor mínimo de iluminância necessário.

luz natural com elemento de proteção

Os resultados apresentados pelo Relux demonstraram níveis baixos de iluminância, com valores que chegam a, no máximo, 10lux. Devido às iluminâncias muito pequenas, essa situação é a que a apresenta as piores condições de trabalho.


luz natural com elemento de proteção + luz artificial

Esse resultado remete ao descrito anteriormente, por trazer uma boa distribuição das iluminâncias. Apesar dos valores serem menores, ainda apresenta um nível adequado de iluminação.

somente luz artificial

As medições demonstram iluminâncias satisfatórias e bem distribuídas no espaço principal e no café. A luz é majoritariamente difusa, com alguns pontos direcionados para as zonas de trabalho. Essas áreas atendem à norma e apresentam condições satisfatórias para espaços de trabalho e estar. No corredor de exposições oeste, as iluminâncias são mais baixas em decorrência da presença única das luminárias direcionadas às obras de arte. Tal ênfase proporciona uma experiência de imersão na produção de Le Corbusier.


CONCLUSÃO O projeto de iluminação para a Maison Citrohan teve como diretriz o desenvolvimento do espaço como uma casa museu. A partir disso, foram definidas as zonas de trabalho (recepção e café), de exposição e de estar, norteando as resoluções do sistema de iluminação. Tais escolhas definiram parâmetros tanto funcionais quanto estéticos para o projeto, influenciando na escolha das luminárias e no seu posicionamento. Também foram consideradas questões de eficiência energética. A iluminação consiste em uma combinação de iluminação geral difusa e aconchegante, áreas de trabalho eficientes e pontos de luz contrastantes e dramáticos para os espaços expositivos, mas que não interferem na interpretação das obras. Para isso, utiliza-se de temperaturas de cor próximas ao branco e índices altos de reprodução de cor, com diferentes níveis de difusão. A proposta demonstra a importância de uma boa iluminação para que um edifício se constitua como uma obra de qualidade arquitetônica, em diversos parâmetros. Em outras palavras, projetar a luz é imprescindível para um desenvolvimento proveitoso do espaço e pode ser decisivo para um projeto ser bom ou ruim em termos funcionais e estéticos.

HABITABILIDADE II | Profa. Silvia Morel UFRGS | Faculdade de Arquitetura SEMESTRE 2017.1 | Beatriz Arruda, Letícia Bettio e Matheus Samuel


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