Livreto Fórum Educação 5.0 – Rio de Janeiro

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PROGRAMAÇÃO DO FÓRUM

Confira a programação e participe das discussões que estão moldando o futuro da educação.

8h30

9h00

10h00

Credenciamento & Welcome Coffee

Painel 1

Mercado de trabalho e futuro do ambiente profissional

| Rafael Nascimento (Instituto Coca-Cola Brasil)

| Vinicius Ribeiro (SC Johnsons)

| Camila Martins (Grupo Cataratas)

Painel 2

O futuro do setor da educação

| João Alegria (Fundação Roberto Marinho)

11h00

12h00

13h00

14h30

Painel 3

A geração alpha e as perspectivas para o futuro da educação

| Viviane Mosé (Academia Brasileira de Cultura)

Painel 4

Elaboração de cenários e futuros possíveis

| Marco Aurélio Rodrigues (ESPM)

Intervalo para Almoço no Restaurante Casa da Glória

Workshop

Cenários futuros: o jovem do amanhã

16h30

Fim do Evento

BIOGRAFIA DOS PALESTRANTES

CAMILA MARTINS

HEAD DE MARKETING NO GRUPO CATARATAS

Pós-Graduada em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral (FDC) e Graduada em Marketing pela ESPM. Atua como Head de Marketing no Grupo Cataratas, a maior empresa de gestão de atrativos turísticos do Brasil, responsável pela gestão das Cataratas do Iguaçu, Fernando de Noronha, Cristo Redentor, AquaRio, entre outros.

JOÃO ALEGRIA

SECRETÁRIO-GERAL DA FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO

Doutor em Educação Brasileira e Graduado em História. Atuou como Professor da Educação Básica; Autor (literatura infantojuvenil – com títulos distribuídos pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola, PNBE/MEC Literário) e Diretor de televisão (Canal Futura), tendo escrito e dirigido documentários, programas e séries de TV na produção independente com emissoras de televisão no Brasil. É Professor licenciado do Departamento de Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO); Pesquisador e Especialista nas relações entre educação, comunicação e tecnologia.

BIOGRAFIA DOS PALESTRANTES

MARCO AURÉLIO RODRIGUES

PROFESSOR DO CURSO DE MESTRADO EM GESTÃO DE ECONOMIA CRIATIVA DA ESPM-RIO

Doutor e Mestre em Administração de Empresas pelo Instituto COPPEAD de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com ênfase em Organizações, Estratégia e Sistemas de Informação. Cursou o programa de intercâmbio e extensão da Wharton School of the University of Pennsylvania. Tem MBA em Marketing pela EPGE/ FGV-RJ e é Graduado em Comunicação Social pela UFRJ. Grande experiência em empresas de marketing e publicidade; é Pesquisador em Planejamento Estratégico, com trabalhos publicados em revistas acadêmicas e apresentados em congressos nacionais e internacionais. Foi vencedor do Prêmio de Melhor Trabalho do Encontro de Marketing da ANPAD (2012). É Membro do Laboratório de Economia Criativa da ESPM e do Centro de Estudos em Estratégia e Inovação do COPPEAD e Coordena o programa Executive MBA Consortium for Global Innovation pelo COPPEAD. Atualmente, leciona nos cursos de pós-graduação em Marketing, Estratégia e Gestão de Inovações na ESPM-RIO, no IBMEC-RJ, no COPPEAD-UFRJ e na Fundação Dom Cabral (FDC), e atua como Consultor em Planejamento Estratégico e Facilitador de treinamentos in-company.

BIOGRAFIA DOS PALESTRANTES

RAFAEL NASCIMENTO

HEAD DE COMUNICAÇÃO E MARKETING NO

INSTITUTO COCA-COLA BRASIL

Doutorando em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) e Mestre em Gestão pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Experiência em comunicação, marketing, trade e operações.Atuou em empresas como Embratel, L’Oréal, Dufry, Ancar Ivanhoe e Nokia Siemens. Atualmente, é Professor de Marketing e Comunicação na graduação e pós-graduação da ESPM-RIO Celso Lisboa e FGV.

VINICIUS RIBEIRO

GERENTE DE MARKETING NA SC JOHNSON

Mestrado Profissional em Administração de Empresas pelo Instituto de Administração e Gerência da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IAG-PUC -RIO) e Graduado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela ESPM. Tem grande experiência na área de marketing. Atualmente, é Gerente de Marketing na SC Johnson, multinacional de bens de consumo, sendo responsável pelas marcas OFF! e Exposis no Brasil. É também Professor no MBA da IAG, em Gestão de Marketing, e da ESPM, em Marketing.

VIVIANE MOSÉ

FILÓSOFA, PSICANALISTA, POETISA. MEMBRO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CULTURA

Doutora e Mestra em Filosofia e Graduada em Psicologia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em elaboração e implementação de políticas públicas; Autora de livros de poesia, filosofia, educação, com indicações ao prêmio Jabuti, e da série “Ser ou Não Ser (Programa Fantástico – TV Globo). Foi Comentarista na Rádio CBN, do ICL e do Programa Encontro com Fátima Bernardes. Traz como principais temas em suas palestras a sociedade em rede e os desafios do mundo contemporâneo, especialmente aplicados à educação e à gestão pública e privada.

TRANSFORMAÇÕES DA SOCIEDADE, TRANSFORMAÇÕES NA EDUCAÇÃO.

texto por:

O Núcleo de Inovação Pedagógica (NIP) está subordinado à Diretoria de Excelência Acadêmica (DEA) da ESPM. Orientado pelos desafios implicados no processo que aproxima o ensino da aprendizagem, colabora para o desenvolvimento de competências didático-pedagógicas do corpo docente da Instituição.

Introdução à Conversa

Sabe-se que as instituições educacionais refletem as características de seu tempo. Em ritmos diferentes, elas promovem transformações e, ao mesmo tempo, se transformam. Para alguns, as referidas transformações respondem às pressões exercidas pelas forças externas, particularmente, pelo ambiente econômico. Nessa trilha, Lengel (2013) assumiu a tese de que a educação está intrinsecamente associada às sucessivas revoluções industriais. E, com base nessa ideia, organizou o processo educacional em períodos históricos que nomeou de Educação 1.0, Educação 2.0 e Educação 3.0, respectivamente. Frente a um processo de transformação cada vez mais rápido, alguns estudiosos do campo têm mapeado macromudanças e elas justificam atualizações nessa taxonomia.

“o fenômeno educacional é complexo, envolve uma combinação sofisticada de fatores que compõem um ecossistema”.

Assim, propuseram desdobramentos para a Educação 3.0, na direção da Educação 4.0 e Educação 5.0. O texto em tela, por caracterizar cada fase desse processo, pode dar a entender que existe linearidade nesse movimento de transformação. Contudo, cabe destacar que o fenômeno educacional é complexo, envolve uma combinação sofisticada de fatores que compõem um ecossistema. Por envolver instituições muito distintas, em múltiplos estágios de maturidade, apesar de ser um setor altamente regulado, essas etapas se mesclam revelando que a Educação 2.0, 3.0, 4.0 e 5.0 estão presentes com diferentes intensidades na dinâmica de funcionamento das instituições educacionais.

Além de oferecer uma visão panorâmica do processo de transformação que aproxima fatores econômicos e educacionais, o texto busca relacionar as características da Educação 5.0 com a Geração Alpha, justamente a que habita as escolas do Ensino Médio e, muito em breve, estarão nas instituições de Ensino Superior. E essa compreensão nos leva a propor um diálogo entre professores e gestores presentes no Fórum Educação 5.0 – 2025.

Educação 1.0

Anterior à Revolução Industrial

Caracterização do Ensino no Período

No período anterior à Revolução Industrial, a população era predominantemente rural, as pessoas trabalhavam a terra, ao ar livre, fazendo uso de ferramentas que produziam manualmente, e o tempo dedicado ao trabalho correspondia ao tempo necessário para gerar o próprio sustento. Havia, portanto, pouca variação em termos de ocupação e uso de recursos tecnológicos, o processo de mudança era lento, a mobilidade social era praticamente inexistente. Trabalhava-se em pequenos grupos, especialmente derivados do núcleo familiar, prevalecendo um ambiente comunitário, e os jovens realizavam o trabalho da mesma maneira que seus pais, avós ou bisavós, mas havendo espaço de diálogo entre as diversas gerações, apesar da variação de idade. Essa breve descrição reúne características típicas do ambiente de trabalho 1.0 (Lengel, 2013). Mas de que modo tais características repercutiram sobre

“As ocupações se perpetuavam de geração para geração na cultura do artesanato.”

a concepção de educação que prevaleceu nos países localizados na Europa Ocidental? O acesso à educação formal era restrito a poucos, a grande maioria dos jovens era orientada pelos parentes mais velhos e experientes no treinamento de um ofício, a oralidade era associada ao aprender fazendo. Com isso, as ocupações se perpetuavam de geração para geração na cultura do artesanato. Uma minoria, predominantemente composta por homens brancos, nobres e representantes da burocracia eclesiástica ou militar contava com professores tutores. E essa dualidade cristalizava as distâncias sociais. As atividades educacionais, por sua vez, incluíam pessoas de distintas idades; assim sendo, recorrentemente, pais e filhos vivenciavam as mesmas experiências, eram expostos aos mesmos métodos de ensino e a conteúdos semelhantes. Não havia um lugar dedicado às atividades de ensino, em geral, os aprendentes formavam pequenos grupos, e todos usavam as mesmas ferramentas. Lengel (2013) nomeia essa experiência educativa de Educação 1.0.

Educação

Caracterização do Ensino na Era Industrial

Com a emergência da Revolução Industrial, parte da população que vivia no meio rural migrou para as cidades (burgos), trazendo, assim, expressiva alteração na organização do trabalho. Pelo fato de o trabalho ser organizado em linha de produção, sofreu uma espécie de esmigalhamento, pois o trabalhador passou a realizar uma fração desse processo de produção, consequentemente, o trabalho perdeu grande parte de seu significado social (Friedmann, 1972). O trabalhador então se submeteu a uma rígida disciplina, em um ambiente marcado pela hierarquia. Para viabilizar a supervisão de homens e mulheres, crianças e adultos eram confinados em fábricas capazes de reunir expressivo contingente de operários que, por sua vez, respeitavam uma grade horária, organizada em turnos. Sozinhos, em silêncio, enfileirados, uniformizados, cada um em uma máquina, os trabalhadores desenvolviam as mesmas atividades, submetidos a uma racionalização do tempo e dos movimentos (Harari, 2018). Em síntese, o trabalho industrial assumiu um caráter mecânico, repetitivo, isolado, controlado; características típicas do ambiente de trabalho 2.0 (Lengel, 2013). De que modo tudo isso repercutiu sobre a concepção de educação que prevaleceu nessa

época e que, com intensidades diferentes, alguns traços permanecem vivos em algumas instituições? Inicialmente, entre os países que lideraram essa transformação social e organizacional, a universalização do acesso à educação formal ganhou urgência e se tornou um direito. Afinal, o trabalho sofreu expressivas modificações e isso exigiu o desenvolvimento de habilidades até então desconhecidas, mas com chance de influir sobre a racionalização do trabalho orientada pela redução do tempo empregado e do custo “o trabalhador então se submeteu a uma rígida disciplina, em um ambiente marcado pela hierarquia”.

de produção envolvido. Frente ao desafio de atingir um número crescente de estudantes, com investimentos relativamente modestos, a educação foi fortemente padronizada, reproduzindo a cultura do trabalho fabril. Separados por gênero e faixa etária, uniformizados, confinados em ambientes fechados e enfileirados em salas de aulas, os alunos se submetiam à mesma grade curricular e a uma rígida disciplina, memorizavam os conteúdos e os devolviam em forma de exames.

“a educação formal cresceu na mesma velocidade com que cresceu a obsessão por padronização e controle”.

Individualmente, todos realizavam as mesmas atividades, usando as mesmas ferramentas (papel e lápis, cartilhas e livros didáticos, quadro negro e giz), regidos pelo mesmo relógio e avaliados pela mesma régua (Harari, 2018). Lengel (2013) nomeia essa experiência de Educação 2.0. Compreensivelmente, a educação formal cresceu na mesma velocidade com que cresceu a obsessão por padronização e controle. E isso potencializou o desinteresse pelos estudos, as dificuldades de aprendizagem e a evasão escolar (Santos, 2024). Afinal, essa concepção de educação desconsiderava as particularidades dos estudantes, seus interesses e respectivos propósitos, o desejo de ser desafiado, a possibilidade de se transformar (autoformação) e de transformar o meio (ecoformação).

3.0

Educação

Pós-Industrial

do Ensino na Era

Com o avanço da internet e a popularização das tecnologias digitais, a realização do trabalho exigiu que as atividades fossem realizadas em times, de forma mais interativa, para que os integrantes se mobilizassem pelo desafio de formular problemas inéditos e elaborassem soluções criativas, de forma colaborativa. Para tanto, trabalham orientados pelo conceito de design de projeto, em times flutuantes, porque se configuram e reconfiguram em redes, de acordo com as competências requeridas pelos desafios presentes em cada novo projeto (Mota; Scott, 2014). Dessa forma, os trabalhadores são desafiados a conquistar diversos letramentos e múltiplas linguagens (poliglotismo cultural) (Ribeiro, 2001), a desenvolver um repertório teórico e metodológico transversal (multi-inter-transdisciplinar) (Morin, 2013), além de ter disposição para trabalhar com ferramentas digitais que colaborem para a coleta e tratamento dos dados que, quando interpretados, fundamentem alternativas de solução para problemas inéditos e relevantes (Demo, 2009). O uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação interfere cada vez mais na forma como se vive, particularmente, sobre como se ensina, aprende e trabalha.

“os trabalhadores são desafiados a conquistar diversos letramentos e múltiplas linguagens”. Caracterização

Observa-se que indivíduos fluentes em tecnologia da informação estão mais instrumentalizados para aprender permanente e criativamente, com mais velocidade e autonomia (auto-heteroformação).

Consequentemente, a fluência em tecnologia da informação favorece o processo de aprendizado vitalício, permitindo que os indivíduos utilizem o que sabem para promover e se adaptar às mudanças e sejam mais efetivos no uso da tecnologia da informação, não apenas nos ambientes acadêmico e profissional, mas também na vida cotidiana (Rosa; Dias, 2012, p. 44). E essa concepção de trabalho pressupõe aprendizagem contínua e ausência de separação entre vida, estudo e trabalho. Estas são características típicas do ambiente de trabalho 3.0. Nesse

contexto, os currículos ganham flexibilidade na direção de trilhas que respeitam os interesses dos estudantes; os objetivos educacionais que justificam a oferta das disciplinas se orientam por competências que ajudam os estudantes a viver em um mundo marcado por rápidas transformações; as experiências de ensino levam em conta os estilos de aprendizagem e as múltiplas inteligências dos estudantes ao explorarem os recursos derivados dos métodos ativos (flipped classroom, aprendizagem por projeto, aprendizagem por problema, design thinking, discussão de casos de ensino etc.) e dos recursos de multimídia (áudio, vídeo, plataformas educacionais etc.); os ambientes de aprendizagem se diversificam revelando que se aprende o tempo todo e em qualquer lugar; a avaliação ganha em complexidade porque se orienta pela combinação entre conhecimento (saber), habilidade (saber fazer) e atitude (saber fazer bem).

“as experiências de ensino levam em conta os estilos de aprendizagem e as múltiplas inteligências dos estudantes”.

Compreensivelmente, espera-se contar com um professor sensível à necessidade de desenvolver múltiplas competências, consciente de que precisa continuar aprendendo para se exercer enquanto educador, mestre, tutor, mentor, mediador, facilitador, orientador, curador, designer educacional, instrutor e até mesmo influenciador digital. Ao estabelecer algum nível de comparação entre a Educação 2.0 e a Educação 3.0, é possível afirmar que enquanto a primeira está orientada por uma ideia simples, singular, linear, unitária, fragmentada, delimitada e analítica do conhecimento, a segunda reconhece o conhecimento como algo complexo, heterogêneo, não linear, integrativo, conectado, irrestrito, dialogado e colaborativo. Assim sendo, a concepção de Educação 3.0 se orienta pelo desafio de mobilizar um conjunto de recursos que contribua para a promoção da aprendizagem significativa entre os estudantes, rumo à autonomia responsável.

4.0 e 5.0

Educação

O que tem sido nomeado de Educação 4.0 e Educação 5.0 é uma evolução da Educação 3.0. No centro do processo educacional estão o estudante e os desafios requeridos pela aprendizagem. Agora, a aprendizagem é adjetivada, inteligente e personalizada, porque o ensino faz uso de recursos derivados da inteligência artificial e envolve o aprendizado adaptativo. E isso remete à personalização das experiências que aproximam o ensino da aprendizagem, levando em conta os interesses, o ritmo e os estilos de aprendizagem dos estudantes. As inquietações dos visionários que pensam a educação do futuro justificam a presença dos elementos associados à Educação 5.0, defendendo a importância de se trabalhar com projetos educacionais flexíveis, híbridos e personalizados, sensíveis à complexidade intrínseca aos desafios locais e globais – crise climática, conflitos armados, desigualdade social, crise imigratória etc. – enfrentados pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O paradigma que orienta a Educação 5.0 atribui grande importância à aprendizagem associada a um propósito capaz de justificar a experiência formativa, sem prescindir de uma cultura colaborativa – prioriza o uso de métodos que favoreçam o trabalho em grupo e investe em projetos educacionais comprometidos com valores

“No centro do processo educacional estão o estudante e os desafios requeridos pela aprendizagem.”

éticos e com a formação de cidadãos sensíveis aos problemas locais e globais. Compreensivelmente, coloca o ser humano no centro, preocupa-se com o bem-estar, a sustentabilidade, a responsabilidade social e, por isso mesmo, investe em projetos que gerem impacto social. Coerente com os desafios do século 21, a Educação 5.0 transcende a transmissão de conteúdo por meio de tecnologias avançadas e se compromete com aspectos éticos, socioemocionais e de sustentabilidade na formação dos jovens. Diferentemente da Educação 2.0, que enfatiza a padronização, a reprodução e o controle, a Educação 5.0 prioriza a personalização, o aprendizado significativo

e a autonomia dos estudantes. As tecnologias educacionais são utilizadas não apenas como ferramentas de suporte, mas como elementos estruturantes do ensino, promovendo experiências significativas que estimulam a criatividade e a resolução de problemas; é o ensino que explora os recursos derivados da inteligência artificial, da realidade aumentada e das metodologias ativas e permite que os estudantes se aprofundem em temas de interesse, ajustando-se às suas necessidades e ritmos de aprendizagem de forma personalizada. Nesse contexto, observa-se que os recursos didáticos mobilizados promovem expressiva integração entre o mundo digital e o físico, a exemplo da gamificação, robótica educacional e realidade aprimorada por meio do uso de smartphones, tablets, óculos, headsets e outros dispositivos com câmera. Recursos estes que requerem criatividade na solução de problemas reais. Mais do que um aprimoramento da Educação 4.0, que enfatizava a digitalização e a personalização da aprendizagem, a Educação 5.0 propõe um equilíbrio entre avanços tecnológicos e desenvolvimento de competências socioemocionais, éticas e colaborativas. Assim sendo, os projetos educacionais dialogam com as características que singularizam os estudantes da Geração Alpha.

Imagem 1 Objetivos de Desenvolvimento

Sustentável (ODS)

Fonte: Instituto Compartilhar, 2024.

A Geração Alpha é formada por pessoas nascidas a partir de 2010, portanto, caracteriza-se pelo contato precoce com dispositivos inteligentes e pela capacidade de interagir de forma intuitiva com os ambientes digitais. Enquanto estudantes, a aprendizagem entre eles não se restringe ao espaço escolar, ao contrário, acontece em redes sociais, plataformas de ensino gamificadas, e experiências imersivas que transcendem as barreiras que separam o real e o virtual. Nesse contexto, é imprescindível compreender como esse novo paradigma educacional dialoga com a Geração Alpha, a primeira a crescer totalmente imersa no ecossistema digital. Em um mundo cada vez mais automatizado, a capacidade de se comunicar, de se relacionar e de trabalhar em equipe ganha relevância, por isso, a Educação 5.0 é sensível à importância de colaborar para o desenvolvimento das competências socioemocionais. E para a Geração Alpha, familiarizada com interações digitais instantâneas, o desenvolvimento dessas habilidades tem como objetivo evitar o isolamento social e promover o espírito de colaboração, já presente na Educação 4.0. Em sociedades intensivas de conhecimento, é fundamental valorizar a educação formal sem desconsiderar os desafios da educação ao longo da vida.

5.0

Educação

E a Geração

“Em um mundo cada vez mais automatizado, a capacidade de se comunicar, de se relacionar e de trabalhar em equipe ganha relevância.”

E, considerando a Educação 5.0, a ideia de um percurso educacional linear é radicalmente substituída por uma abordagem flexível, que favoreça a construção de itinerários formativos capazes de dialogar com trajetórias profissionais, explorando os múltiplos campos do conhecimento, consoantes às necessidades derivadas dos propósitos que movem cada estudante. Em síntese, a Educação 5.0 surge como uma resposta às demandas e características da Geração Alpha, oferecendo um ambiente de aprendizagem que alia tecnologia de ponta a uma abordagem centrada no desenvolvimento humano integral. Corresponde a um paradigma educacional preocupado em integrar tecnologia, humanização e sustentabilidade ao processo de formação de jovens

expostos aos desafios de um mundo em constante transformação. Essa concepção de educação está em sintonia com a realidade da Geração Alpha, que, desde cedo, consome e produz conteúdo de maneira independente, utilizando plataformas interativas e colaborativas. Não por acaso, os textos que tratam desse tema revelam, recorrentemente, conceitos como tecnologias, aprendizagem, estudantes, professor, Geração Alpha, conforme pode ser observado na Imagem 2.

Imagem 2

Nuvem de palavras Educação 5.0

Fonte: Elaborada pelo autor, 2025.

Para que as ideias que dão forma à concepção de Educação 5.0 se concretizem, é necessário que haja alterações estruturais na forma como concebemos o ensino. E isso implica em romper com modelos hierárquicos e conteudistas e adotar práticas que valorizem os interesses e a autonomia do estudante. Para tanto, a escola do futuro deve construir ambientes de ensino-aprendizagem flexíveis, interconectados e abertos às inovações tecnológicas e pedagógicas. Por isso mesmo que sua implementação enfrenta toda a sorte de desafios. Muitas instituições de ensino sofrem pressões externas e internas para manter estruturas curriculares rigidamente organizadas, e isso freia a adoção de abordagens interdisciplinares e a mobilização de métodos de ensino orientados para uma aprendizagem significativa. Além disso, a aproximação entre tecnologia e educação ainda é objeto de controvérsias até mesmo no Ensino Superior. O pouco investimento em programas de formação pedagógica dos professores se torna um fator crítico quando se deseja implantar um paradigma educacional orientado para e pela aprendizagem dos estudantes, porque isso requer um repertório técnico, teórico e metodológico cada vez mais sofisticado. Nesse contexto, torna-se difícil os professores exercerem o papel de mediadores da aprendizagem, utilizando tecnologia de forma crítica e criativa. No momento em que a crescente substituição do trabalho humano pelas máquinas tem colaborado para imprimir um caráter cada vez mais imaterial ao trabalho, levando a natureza cognitiva das atividades profissionais, questiona-se: em que medida as instituições educacionais estão colaborando para formar pessoas capazes de atuar nesse ambiente? Até que ponto os órgãos reguladores da educação têm compreendido a extensão e a profundidade das mudanças requeridas pela sociedade intensiva de conhecimento e exigente em aprendizagem? Até que ponto instituições educacionais, lideranças acadêmicas, professores e estudantes estão sensíveis à necessidade de imprimir transformações substantivas à educação do século XXI, assumindo o desafio intrínseco ao processo de mudança e às novas responsabilidades requeridas de cada sujeito implicado no processo que envolve ensino e aprendizagem?

Nesse contexto, cabe às instituições educacionais liderarem um movimento de transformação em algumas direções. Na sequência, reunimos algumas pistas:

Os gestores acadêmicos precisam entender o contexto do processo de transformação que tem requerido um novo paradigma pedagógico, orientado pela e para a aprendizagem dos estudantes.

Os programas de formação pedagógica dos professores precisam contribuir para a ampliação das competências docentes à medida que – além de domínio técnico, teórico e metodológico em determinado campo de conhecimento – se faz mister que os professores tenham familiaridade com as teorias da aprendizagem que imprimirão sentido à escolha dos recursos didático-pedagógicos e atinjam elevado nível de letramento digital para que possam explorar o potencial aberto pelas redes sociais, ao passo que as plataformas, a produção e a comunicação colaborativas ganham especial destaque no processo de ensino e aprendizagem.

Cultivar uma cultura acadêmica e pedagógica que colabore para um processo capaz de promover o autoconhecimento, a autonomia, a autoformação e a autorregulação de estudantes e professores.

Investir em arquiteturas curriculares flexíveis, modulares, afeitas a abordagens transversais e à construção de itinerários formativos capazes de respeitar os propósitos (projetos) que mobilizam não apenas a atenção, mas o interesse dos estudantes.

Investir na ampliação e diversificação dos espaços de aprendizagem, sejam eles físicos, virtuais, sejam híbridos.

Considerações Finais

A evolução educacional reflete a transformação da sociedade, passando de um paradigma que valorizava um currículo rígido e experiências de ensino centradas na transmissão de estoques de conteúdo (Educação 2.0) para uma abordagem mais flexível, colaborativa, personalizada e digital (Educação 3.0 e 4.0), culminando na Educação 5.0, que busca equilíbrio entre tecnologia e humanização.

Cada fase incorpora avanços e desafios, evidenciando que a educação é um processo contínuo de adaptação e de inovação.

Referências Consultadas

DEMO, P. Educação hoje: “novas” tecnologias, pressões e oportunidades. São Paulo: Atlas, 2009.

FRIEDMANN, G. O trabalho em migalhas: especialização e lazeres. São Paulo: Editora Perspectiva, 1972.

HARARI, Y. N. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

LENGEL, J. G. Education 3.0: steps to better schools. New York: Teachers College Press, 2013.

MORIN, E. A religação dos saberes: o desafio do século XXI. 11ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013.

MOTA, R.; SCOTT, D. Educando para a inovação e aprendizagem independente. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.

RIBEIRO, R. J. Humanidades: um novo curso da USP. São Paulo: Edusp, 2001.

SANTOS. E. R. dos. Desinteresse escolar: revisão de literatura (2007–2021) em teses, dissertações e artigos de periódicos da América Latina. Revista Brasileira de Educação, v. 29, 2024. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbedu/a/ fDRHWsVDj9bR4Kp6TXs9bRD/?lang=pt&format=pdf>. Acesso em: 17 mar. 2025.

ROSA, F. R.; DIAS, M. C. N. Por um indicador de letramento digital: uma abordagem sobre competências e habilidades em TICs. São Paulo, 2012. Dissertação (Mestrado profissional em Gestão e Políticas Públicas) – Escola de Administração de Empresas de São Paulo. Disponível em: <https://repositorio.fgv. br/items/dbbd81ec-57ed-4f2a-94f9-a8e7b7a1e462>. Acesso em: 17 mar. 2025.

LEITURAS INSPIRADORAS SOBRE A EDUCAÇÃO 5.0

Educação 5.0: promovendo inclusão e aprendizagem significativa para todos. Monumenta – Revista Científica Multidisciplinar, v. 6, n. 6, p. 38-44. Disponível em: <https://doi.org/10.57077/monumenta.v6i1.164>. Acesso em 13 mar. 2025.

RESUMO

O presente artigo científico aborda a importância da inclusão e da aprendizagem significativa no contexto educacional atual. A Educação 5.0 é uma abordagem que busca promover a igualdade de oportunidades para todos os estudantes, independentemente de suas habilidades e necessidades individuais. O artigo discute como a inclusão pode ser alcançada por meio da implementação de práticas pedagógicas diferenciadas, que atendam às necessidades específicas de cada aluno. Isso envolve o uso de tecnologias educacionais, como a inteligência artificial e a realidade virtual, para criar ambientes de aprendizagem adaptativos e personalizados. Além disso, o artigo destaca a importância da aprendizagem significativa, que é aquela que relaciona o conteúdo ensinado com situações do cotidiano do estudante, tornando o aprendizado mais relevante e motivador. Essa abordagem estimula a participação ativa dos alunos, promovendo a construção de conhecimento e habilidades que podem ser aplicadas fora da sala de aula. No contexto da Educação 5.0, os professores desempenham um papel fundamental como facilitadores da aprendizagem, utilizando metodologias inovadoras e colaborativas. Ao invés de serem apenas transmissores de informações, eles incentivam os alunos a explorarem, experimentarem e refletirem sobre os conteúdos, estimulando o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e de pensamento crítico. Por fim, o artigo ressalta que a Educação 5.0 não se trata apenas de utilizar novas tecnologias, mas sim de repensar os objetivos e práticas educacionais de forma a atender as necessidades de todos os estudantes. Isso implica em criar ambientes de aprendizagem inclusivos, que valorizem a diversidade e promovam a formação de cidadãos autônomos e preparados para os desafios do século XXI.

BRASIL, M. S. Uma análise reflexiva do avanço para educação 5.0: desafios e possibilidades de uma nova versão. Revista Científica

Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, Ed. 10, ano 7, v. 5, p. 16-27, out., 2022. ISSN: 2448-0959. Disponível em: <https://www. nucleodoconhecimento.com.br/educacao/avanco-para-educacao>. Acesso em 13 mar. 2025.

RESUMO

No ensejo de compreender as transformações globais em razão da evolução tecnológica, esse estudo aponta desafios e possibilidades com a chegada da Educação 5.0. A necessidade de superação do professor imigrante digital quanto ao uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) é um fator que implica formação e inclusão digital, ao passo que os estudantes, nativos digitais, são naturalmente predispostos à realidade virtual, dominando o ciberespaço. Como superar o descompasso em razão do conflito geracional entre educadores e educandos para a adesão à Educação 5.0? O propósito deste estudo visa a analisar os desafios e as possibilidades do avanço para a Educação 5.0, pautando tecnologias educacionais emergentes, estratégias e soluções que aproximem educadores e educandos por um caminho de aprendizagem criativa e colaborativa. Esse estudo se fundamenta numa revisão de literatura descritiva, pautando alguns conceitos e características da Educação 5.0 a partir de análises na legislação brasileira, trabalhos acadêmicos em formato de artigo/ dissertação e algumas obras clássicas; os autores Mello; Almeida Neto e Petrillo (2020) e Prensky (2001) são os que mais se destacam. Os apontamentos buscam compreender a necessidade de superação quanto aos entraves e desafios da Educação 5.0, com o propósito de explorar as possibilidades mediante o diálogo para o desenvolvimento holístico, as competências socioemocionais e a interdisciplinaridade numa abordagem que combina aprendizagem colaborativa e customizada.

FELCHER, C. D. O.; BLANCO, G. S.; FOLMER, V. Educação 5.0: uma sistematização a partir de estudos, pesquisas e reflexões. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, p. e186111335264, 2022. DOI: http://dx.doi. org/10.33448/rsd-v11i13.35264. Disponível em: <https://rsdjournal.org/index.php rsd/article/view/35264>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

O presente ensaio tem como objetivo apresentar e explicar um conceito de Educação 5.0, resultado de uma sistematização a partir de estudos, pesquisas e reflexões. A Educação 5.0 é uma evolução das abordagens educacionais 1.0, 2.0, 3.0 e 4.0, as quais estão atreladas a acontecimentos históricos de impacto mundial. Essa é uma abordagem educacional ampla, que integra as tecnologias digitais e a inteligência artificial em contextos onde o estudante é ativo, criativo, crítico e reflexivo e seus interesses, dificuldades e potencialidades são considerados, visando ao desenvolvimento de competências para viver no século XXI; um século marcado por inúmeros desafios, os quais se intensificaram com a pandemia da Covid-19. No entanto, a Educação 1.0 é ainda predominante em muitas escolas do Brasil e do mundo, pois o processo educacional resume-se ao ensino e teste. Sendo assim, aponta-se para a necessidade de (re)pensar os processos de ensino e aprendizagem, começando com o desenvolvimento de pesquisas e formações para professores sobre a temática da Educação 5.0.

FELCHER, C.

D.

M. J. da. Os desafios da implementação da educação 5.0 na educação básica, 2024. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.10807>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

O presente artigo tem como objetivo analisar os desafios relacionados à implementação da Educação 5.0 no contexto da Educação Básica. A Educação 5.0 é uma abordagem que integra tecnologias digitais e inteligência artificial para desenvolver competências essenciais para o século XXI. Os dados foram produzidos a partir de um grupo focal com sete professores de escolas públicas, em que foram discutidos os principais desafios da implementação da Educação 5.0. Estes dados foram estudados a partir da análise de conteúdo e organizados em três categorias e subcategorias. Os resultados mostram que, embora os docentes reconheçam o potencial das tecnologias digitais, eles enfrentam dificuldades para o uso pedagógico desses instrumentos e necessitam de formação continuada. Além disso, a falta de investimentos limita o avanço da Educação 5.0. E para os participantes da pesquisa, os desafios para a implementação da Educação 5.0 ocorrem em razão do professor, do estudante e/ou da mantenedora.

FELCHER, C. D. O.; FOLMER, V. Educação 5.0: reflexões e perspectivas para sua implementação. RETER - Melhores artigos SENID 2021, Santa Maria, v. 2, n. 3, 2021. ISSN: 2675-9950. Disponível em: <https:// periodicos.ufsm.br/reter/article/view/67227>. Acesso em: 17 mar. 2025.

RESUMO

O presente artigo tem por objetivo apontar reflexões sobre a Educação 5.0, bem como as perspectivas iniciais para sua implementação. A Educação 5.0 é uma abordagem educacional, que tem como características a formação integral, o aluno ativo e a essência humana. Em uma pesquisa qualitativa realizada foram identificados dados por meio de um levantamento bibliográfico, e os resultados apontam que ainda estamos longe de uma efetiva Educação 5.0, pois a Educação 1.0 ainda é muito presente nas salas de aula, visto que o professor dono do saber toma as decisões referentes ao processo educacional, cabendo ao estudante, de modo passivo, receber os ensinamentos. Como perspectiva para sua implementação, salienta-se a necessidade da formação de professores, de modo que haja articulação do currículo, metodologias de ensino e tecnologias digitais, com ênfase na sala de aula invertida. Por fim, destaca-se a importância da Educação 5.0 no sentido de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, ética, produtiva, onde todos tenham seus direitos garantidos e sua humanidade respeitada.

FERREIRA, A. P. Educação 4.0 e 5.0: fundamentos filosóficos, históricos, sociais e culturais e a influência do conectivismo. 1º Congresso Nacional de Educação e Produção Científica. ISBN: 9786588884539. Disponível em: <https://ime.events/conapec/pdf/43201>. Acesso em: 17 mar. 2025.

RESUMO

O presente resumo expandido é originário de um artigo escrito pela pesquisadora, cujo teor explora a evolução dos enfoques educacionais em resposta às transformações tecnológicas e sociais. A Educação 4.0 integra as tecnologias digitais e a Educação 5.0 busca combiná-las à humanização e à personalização do aprendizado. O propósito do artigo que originou este resumo foi o de analisar a origem dos conceitos de Educação 4.0 e 5.0 a partir de contextos filosóficos, históricos, sociais, culturais e explorar a influência da Teoria Conectivista, destacando as mudanças educacionais advindas da evolução tecnológica. Identificando e compreendendo os fundamentos desta mudança de padrão, trazemos luz às mudanças nas práticas pedagógicas e nas experiências de aprendizagens dos alunos. Este estudo utilizou abordagem básica, qualitativa e descritiva, focando na análise de literatura e incluindo revisões bibliográficas, artigos acadêmicos, em portais internacionais e nacionais. A análise e a discussão dos resultados foram realizadas em dois movimentos: no primeiro movimento comparando as principais diferenças e semelhanças entre a Educação 4.0 e 5.0 e no segundo movimento comparando as influências do Conectivismo na Educação 4.0 e 5.0, por meio dos fundamentos filosóficos, históricos, sociais e culturais. Tanto a Educação 4.0 quanto a 5.0 utilizam abordagens de tecnologias digitais avançadas, plataformas on-line, softwares educacionais, porém, a ênfase e os enfoques são diferentes. Na Educação 4.0 o foco é tecnológico, no qual o Conectivismo maximiza a eficiência. Já na Educação 5.0 o foco e a influência do Conectivismo incluem o desenvolvimento socioemocional. Ambas as abordagens são moldadas por extensões filosóficas, históricas, sociais e culturais, mas a Educação 5.0 busca um equilíbrio que integra tanto a inovação tecnológica quanto o desenvolvimento humano.

FÜHR, R. A tecnopedagogia na esteira da educação 4.0: aprender a aprender na cultura digital. In: Educação no Século XXI - Tecnologias/ Organização, Volume 31. Belo Horizonte: Poisson, 2019. Disponível em: <https://www.poisson.com.br/livros/educacao/volume31/Educacao_no_ seculoXXI_vol31.pdf>. Acesso em: 17 mar. 2025.

RESUMO

Este capítulo tem como objetivo analisar a contribuição da tecnopedagogia no contexto da Educação 4.0 e as interfaces do aprender a aprender na cultura digital. A metodologia utilizada para o desenvolvimento da pesquisa é de cunho bibliográfico e qualitativa a partir das fontes encontradas em diversos livros em que os autores aprofundam a temática em estudo.

GRIEBLER. G; FELCHER C. D. O.; FOLMER, V. Formação continuada de docentes de Institutos Federais: entendimentos e reflexões da educação 5.0. #Tear: Revista de Educação, Ciência e Tecnologia, Canoas, v. 13, n. 2, 2024. DOI: 10.35819/tear.v13.n2.a7427. Disponível em: <https://periodicos.ifrs.edu.br/ index.php/tear/article/view/7427>. Acesso em: 17 mar. 2025.

RESUMO

Este artigo problematiza o conceito de Educação 5.0 com docentes de diferentes campi dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. A partir de uma formação sobre o tema ofertada aos docentes, colheram-se respostas deles por meio de quatro questionários sobre o tema. Os dados produzidos foram analisados e estão apresentados sob três linhas de discussão: Perfil dos Professores; Entendimentos de Educação 5.0 e Práticas Pedagógicas. Os docentes vinculam a Educação 5.0 a tecnologias digitais, mas outros pontos também aparecem, entre os quais, componentes da própria Educação 5.0, como habilidades comportamentais e protagonismo discente.

GUIMARÃES, U. A. et al. (2023). Educação 5.0: novos desafios educacionais em tempos de evolução tecnológica. Recima21 - Revista Científica Multidisciplinar, v. 4, n. 12. Disponível em: <https://doi.org/10.47820/ recima21.v4i12.4355>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

Este estudo tem como propósito trazer à tona os desafios e possibilidades oportunizados a partir do surgimento da Educação 5.0, principalmente no que tange à necessidade de compreender as transformações globais em virtude do processo de evolução das tecnologias digitais e sua inclusão no campo educacional. Nesse sentido, elucida-se que é fundamental que os docentes considerados imigrantes digitais busquem suplantar os desafios apresentados em relação ao uso das tecnologias digitais, uma vez que a sociedade atual requer uma formação adequada, a qual se mostre verdadeiramente capaz de inclui-las no meio educacional, pois alunos digitais, também conhecidos como nativos digitais, já estão acostumados com esses mecanismos, afinal, vivem em um ambiente totalmente virtual, que os torna capacitados para usá-lo com eficácia. Para poder discutir tal temática, a construção deste estudo buscou desenvolver uma pesquisa de caráter teórico-bibliográfico, com base nos conceitos apresentados por autores da literatura, objetivando-se, com isso, refletir e analisar os desafios e possibilidades trazidos pela evolução tecnológica para o campo educacional, a qual gerou o surgimento da Educação 5.0, listando-se, nesse panorama, as tecnologias educacionais emergentes, que são estratégias e soluções capazes de integrar docentes e alunos, mediante uma trajetória pedagógica que envolva uma aprendizagem criativa e colaborativa.

GUIMARÃES, U. A.; BUENO, V. G. L.; MARINHO, B. A.; OLIVEIRA, J. C. da S.; LOPES, L. L.; SOUZA, E. D. F. Educação 5.0: novos desafios educacionais em tempos de evolução tecnológica. Recima21 - Revista Científica

Multidisciplinar, [S. l.], v. 4, n. 12, p. e4124355, 2023. ISSN 2675-6218. DOI: 10.47820/recima21.v4i12.4355. Disponível em: <https://recima21.com.br/ index.php/recima21/article/view/4355>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

Este estudo tem como propósito trazer à tona os desafios e possibilidades oportunizados a partir do surgimento da Educação 5.0, principalmente no que tange à necessidade de compreender as transformações globais em virtude do processo de evolução das tecnologias digitais e sua inclusão no campo educacional. Nesse sentido, elucida-se que é fundamental que os docentes considerados imigrantes digitais busquem suplantar os desafios apresentados em relação ao uso das tecnologias digitais, uma vez que a sociedade atual requer uma formação adequada, a qual se mostre verdadeiramente capaz de inclui-las no meio educacional, pois alunos digitais, também conhecidos como nativos digitais, já estão acostumados com esses mecanismos, afinal, vivem em um ambiente totalmente virtual, que os torna capacitados para usá-lo com eficácia. Para poder discutir tal temática, a construção deste estudo buscou desenvolver uma pesquisa de caráter teórico-bibliográfico, com base nos conceitos apresentados por autores da literatura, objetivando-se, com isso, refletir e analisar os desafios e possibilidades trazidos pela evolução tecnológica para o campo educacional, a qual gerou o surgimento da Educação 5.0, listando-se, nesse panorama, as tecnologias educacionais emergentes, que são estratégias e soluções capazes de integrar docentes e alunos mediante uma trajetória pedagógica que envolva uma aprendizagem criativa e colaborativa.

PEREIRA, M. R.; FRANÇA, D. C. S. de; ANDRADE, B. V. DE; BEZERRA, T.

C. G. (2022). Educar para os direitos humanos: perspectivas e abordagens a partir da educação 5.0. Revista Ensino de Geografia, Recife, v. 5, n. 2, p. 178-188. Disponível em: <https://doi.org/10.51359/2594-9616.2022.253582>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

A Educação 5.0 se caracteriza como uma nova proposta educacional disposta a unir as diversas aplicações que as tecnologias oferecem ao ensino, à formação para o mercado de trabalho aliados ao bem-estar dos indivíduos e à construção de uma consciência socioambiental individual, coletiva e integradora. Pensar em um avanço educacional é também pensar um processo que engloba o direito universal à educação de qualidade, pautada na cidadania e autonomia dos estudantes perante os avanços tecnológicos e seus reflexos no tempo e espaço. O presente trabalho constrói relações entre os encaminhamentos presentes na BNCC, a formação de professores e as suas decorrências, vide a complexidade de um sistema educacional fundado sob a égide do sistema capitalista. Encaramos o desafio de desenvolver reflexões sobre repensar o ensino de geografia, tal que seja capaz de se conectar com as múltiplas vivências dos sujeitos escolares – muitas destas negligenciadas por séculos –, consolidando formas de educar mais acessíveis e menos reprodutoras de desigualdades. Dessa maneira, a reflexão acerca dos paradigmas que a sociedade enfrenta em tempos de uma modernidade líquida, em que o poder, o direito e a verdade ditam o rumo da educação idealizada nos documentos oficiais, revela a real face de como o educar para os direitos humanos é uma realidade que necessita de planejamento tanto quanto de engajamento de todas as instâncias que tangem à sua realização.

A. B.; FERLA, T.; CURTULO, J. P.; GUIMARÃES, J. C.; CAMPOS, V.; SILVA, D. R. da. (2024). Cultura na era da educação 5.0. Revista Políticas Públicas & Cidades, v. 13, n 2, p. e1386. Disponível em: <https://doi. org/10.23900/2359-1552v13n2-356-2024>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

Este artigo apresenta uma revisão bibliográfica que investiga a complexa interação entre a Educação 5.0 e a cultura. A Educação 5.0, impulsionada por tecnologias como inteligência artificial e realidade virtual/aumentada, promete revolucionar a aprendizagem, mas sua implementação requer uma compreensão profunda dos contextos culturais. A análise explora como a cultura digital, com suas desigualdades de acesso e valores específicos, influencia a adoção e o impacto das tecnologias educacionais. A pesquisa destaca a importância da inclusão digital para garantir que todos os alunos possam participar plenamente do processo educativo. A preservação e difusão de culturas por meio da digitalização de acervos e criação de plataformas colaborativas online também são analisadas, enfatizando o potencial da Educação 5.0 para promover a diversidade cultural. No entanto, a revisão aponta para desafios significativos, incluindo a necessidade de investimentos em infraestrutura tecnológica, formação docente em pedagogia digital e políticas públicas que promovam a inclusão e a equidade. A falta de recursos, a resistência à mudança e a necessidade de desenvolver recursos culturalmente sensíveis são obstáculos que precisam ser superados para garantir o sucesso da Educação 5.0. O estudo conclui que a construção de uma Educação 5.0 eficaz e inclusiva exige uma abordagem holística que considere as dimensões pedagógicas, éticas e culturais da integração de tecnologias na educação, promovendo a colaboração entre educadores, governos e a sociedade civil.

POSSATO, A.

V.; SILVA, D. R. da. (2024). Educação 5.0 e inclusão: explorando o potencial das tecnologias emergentes para pessoas com deficiência. Revista Políticas Públicas & Cidades, v. 13, n 2, p. e1390. Disponível em: <https://doi. org/10.23900/2359-1552v13n2-353-2024>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

Este artigo apresenta uma revisão bibliográfica sobre a intersecção entre Educação 5.0 e inclusão de pessoas com deficiência, analisando as principais tendências e os desafios observados nos últimos cinco anos. A Educação 5.0, com sua ênfase na colaboração humano-máquina e na resolução de problemas complexos, oferece um potencial transformador para a educação inclusiva, permitindo a criação de ambientes de aprendizagem mais flexíveis, personalizados e acessíveis. Tecnologias emergentes como inteligência artificial, realidade virtual e realidade aumentada podem ser utilizadas para atender às necessidades diversificadas dos estudantes, em especial daqueles com deficiência. No entanto, a mera incorporação dessas tecnologias não garante a inclusão. A revisão destaca a importância do Design Universal para a Aprendizagem (DUA) como princípio norteador na concepção de recursos e práticas pedagógicas inclusivas, bem como a necessidade de investir na formação de professores para o uso ético e eficaz das tecnologias na Educação 5.0. O artigo discute os desafios da inclusão na era digital, como o acesso equitativo à tecnologia, a necessidade de desenvolver recursos educacionais digitais acessíveis e os riscos de exclusão digital. A análise da literatura revela a importância da colaboração entre educadores, famílias, pessoas com deficiência e especialistas em tecnologia para garantir que a Educação 5.0 seja verdadeiramente inclusiva e equitativa, promovendo a participação plena de todos os estudantes. A pesquisa futura deve focar em estratégias para superar as barreiras existentes e em investigar o impacto das tecnologias emergentes na aprendizagem e no desenvolvimento de estudantes com deficiência.

O uso de games: uma prática discutida como inovadora na educação 5.0. Interação Revista de ensino, pesquisa e extensão, Varginha, v. 24, n. 3, p. 23-41, 2022. ISSN 1517-848X/ISSN 2446-9874. Disponível em: <http:// periodicos.unis.edu.br/index.php/interacao>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

O processo de ensino e aprendizagem demanda constante inovação, técnica e metodológica, tendo em vista que a internet, seus recursos e ferramentas pautam a vida de muitas pessoas na sociedade contemporânea. Este estudo realizou uma revisão de literatura sobre a gamificação e a Educação 5.0 a partir da análise comparativa de desenhos produzidos por alunos de uma escola pública sobre como se sentem com o uso de games nas disciplinas da escola. Gamificar a educação tem se mostrado como uma estratégia de ensino eficaz para atrair a atenção dos estudantes, os estimulando à autonomia e à competitividade colaborativa, qualidades preconizadas na formação dos estudantes. O acesso à internet e às ferramentas tecnológicas para toda a população ainda se mostra como um desafio a ser superado, com a criação de políticas públicas que garantam acessibilidades a todos.

SOARES JÚNIOR, N.; BOTELHO, R. O Pedagogo e suas multifunções na educação 5.0: uma abordagem teórica. Educação Básica Revista, [S. l.], v. 7, n. 1, p. 181-202, 2021. Disponível em: <https://www.educacaobasicarevista. com.br/index.php/ebr/article/view/45>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

O artigo tem como objetivo discutir as multifunções exercidas pelo professor mediante o tipo de educação que permeia o contexto atual, traçando os tipos de educação anteriores até chegar à Educação 5.0. Como arcabouço teórico, foram utilizados materiais bibliográficos variados. E os resultados obtidos permitem concluir que na Educação 5.0, apesar de o pedagogo exercer várias funções, assume um papel mais maleável no que se refere ao ensino, pois o aluno passa a ser o construtor do seu próprio conhecimento, tendo em vista que o pedagogo passa a ser apenas o facilitador de tal conhecimento.

VILELA JÚNIOR, G. de B. et al. (2019). Você está preparado para a educação 5.0? Revista CPAQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, v. 12, n. 1. Disponível em: <https://doi.org/10.36692/cpaqv-v12n1-1>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

A complexidade de todo sistema educacional fascina, intriga e incomoda milhões de professores, estudantes e gestores da área mundo afora. Primeiro através do reconhecimento, pela maioria da população, dos inquestionáveis avanços que a consolidação dos sistemas educacionais propiciou ao longo dos tempos, em primeiro lugar a serviço dos reis, mas depois de um longo período de elitização, houve, pela primeira vez na história, a massificação da educação, seja ela presencial, seja virtual. O refluxo deste cenário é óbvio e até clichê: conhecimento para as massas é perigoso, afinal, o conhecimento continua a ser uma forma de poder inconteste. O objetivo deste artigo é refletir sobre como diferentes estruturas educacionais e as mudanças que ocorreram nelas, e em velocidades distintas, formaram uma superestrutura, no sentido althusseriano do termo, capaz de reforçar valores, ideologias e talvez isso seja não educar; até o desmoronamento da distopia consolidada durante séculos de que essa superestrutura nunca ruiria. É nesse cenário transfenomenal que veremos como a Educação 5.0 está chegando com a sagacidade de uma fera faminta. Nosso desafio? Alimentá-la.

LEITURAS INSPIRADORAS SOBRE A GERAÇÃO ALPHA

BRITTO, V. B. As peculiaridades do desenvolvimento infantil nas gerações z e alpha. In: CONTE, J. C. B; MARINHO, M. M; ANDRADE, A. E. N dos; PAIVA, L. L. G. Tecnologia da informação e comunicação no ensino: desafios contemporâneos. Ed. formação continuada. 1ª ed., v. 1. p. 92-109, ISBN 978.65.89928.07-2. Disponível em: <EBOOK TECNOLOGIAS

DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS.pdf>. Acesso em: 17 mar. 2025.

RESUMO

O desenvolvimento tecnológico ao longo dos séculos agiu com o estopim de grandes transformações socioculturais ao redor do mundo. Com a introdução das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no cotidiano das pessoas, foram vistas grandes mudanças nos perfis geracionais da população, levando a uma necessidade de entender melhor cada grupo e suas peculiaridades. Este artigo busca trazer uma compreensão maior sobre as principais peculiaridades do desenvolvimento das gerações Z e Alfa, assim como analisar o papel das tecnologias na sua formação.

CARVALHO, S. M. S. de; CARDDOSO, A. L. M. de S.; MIGUEL, M. C. A geração alpha no (re)iventar da nova biblioteca escolar: um chamado à ‘missão’ da biblioteca, um chamado ao real ofícios dos bibliotecários. Comunicação & Informação, Goiânia, v. 24, 2021. DOI: 10.5216/ ci.v24.64527. Disponível em: <https://revistas.ufg.br/ci/article/view/64527> Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

Analisa as projeções imaginárias do estudante da Geração Alpha no processo de significação discursiva ao explanar o construto da biblioteca escolar e, assim, se alcança as representações oratórias das descobertas que a ambiência arquiteta nos novos nativos digitais. A análise de discurso é a base teórica e metodológica que fundamenta o estudo, e as entrevistas com os estudantes são o fio condutor do processo de significação discursiva acerca da ambiência e suas transformações. O resultado sumariza a historicidade do discurso e abre reflexões acerca do corpus temático de sentidos embutindo na fala dos discentes. Conclui-se que as crianças veem a biblioteca como um lócus específico de livros – novos, de diferentes estilos, de distintos suportes, com dever lúdico e interativo e, portanto, a instituição deve ter o bibliotecário como um mediador da informação, um ser capaz de se reinventar constantemente e atuar em multivias dinâmicas e sociodigitais de cidadania e da prática leitora.

M. M. S. dos; NASCIMENTO, M. S. N. do. (2023). Modernidade líquida de Zygmunt Bauman e, gerações de veteranos, baby boomers, x, y, z e alpha. Revista Ilustração, v. 4, n. 4, p. 39-46. Disponível em: <https://doi. org/10.46550/ilustracao.v4i4.185>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

Este trabalho de iniciação do curso do mestrado em Tecnologias Emergentes em Educação tem como objetivo discorrer sobre a modernidade atual e a geração atual de estudantes, como deve ser tal educação, seus aspectos, suas características. Como as instituições e os professores devem se conduzir diante dessa realidade. Constituindo-se em um trabalho de pesquisa bibliográfica e análise. Considerando a Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman e as Gerações de Veteranos, Baby Boomers, X, Y, Z e Alpha, de modo representativo e explanatório, como indica Zygmunt Bauman e alguns outros autores. Mais do que analisar como deve ser a educação atual, diante dessas mudanças de gerações, procuramos encorajar o leitor a enfrentar a realidade atual para que venha desejar, planejar, aspirar novas reflexões, novos métodos de ensino-aprendizagem mediante um mundo complexo, com mudanças frequentes, e que sejam eficientes nos tempos atuais. A complexidade da modernidade líquida, na esfera educacional, nos obriga a refletir sobre a práxis. E mais ainda: instigar a criticidade no alunado, para que este pense além das paredes da escola, à sua realidade e vivência em sociedade.

FURTADO, C. C. Geração alpha e a leitura literária: os aplicativos de literatura – serviços incentivam a prática? Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 15, 418-431, 2019. Disponível em: <https://rbbd.febab.org.br/ rbbd/article/view/1342>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

Estudo sobre um contexto singular e original, onde o fluxo da leitura é entremeado com interação, partilha e produção de conteúdo, a partir do uso de aplicativos e streamings. A associação entre essas novas tecnologias no oferecimento de livros literários interativos é denominada de plataformas de literatura-serviço, já que seu conteúdo é oferecido pela tecnologia digital e móvel e apresentado em forma de serviços, transmutando o comportamento e a experiência do leitor no processo de leitura. A Geração Alpha chega às instituições educacionais com um desempenho instrumental elevado das tecnologias, para uso multifuncional, com destaque para a interação, comunicação e produção síncrona, mas com pesada lacuna em relação à competência literária. Apresenta-se um recorte de investigação, em desenvolvimento, que tem como objetivo analisar o comportamento e a experiência do leitor infantil de aplicativos de literatura-serviço. Neste artigo, destaca-se, além do referencial teórico, a análise de hotspots do aplicativo TecTeca, objeto da pesquisa. Conjectura-se que os aplicativos de literatura-serviço, por usar mídias dinâmicas e ferramentas de interação, expressão e comunidade de leitores, ocasiona pontos relevantes no estímulo à prática de leitura literária para a Geração Alpha. Portanto, recomenda-se seu uso, nas bibliotecas escolares, como um novo instrumento para as atividades com a literatura.

KAWAMURA, C. A. D. Geração alfa e o ensino da língua inglesa: percepções dos professores a respeito da mudança de perfil geracional. Revista BTecLE, v. 5, n 1, 200-217. Disponível em: <https://revista.cbtecle.com.br/index.php/ CBTecLE/article/view/316>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

Este trabalho objetiva analisar o impacto das mudanças geracionais no perfil do aluno da Geração Alpha, as influências que sofreu da Geração Z, bem como as percepções que os professores especialistas de uma escola estadual de tempo integral envolvidos na pesquisa têm dessa mudança e no que isso implica em suas práticas em sala de aula, especialmente no ensino da Língua Inglesa. Inicialmente, apresenta-se uma breve leitura das classificações geracionais, seguida do perfil da Geração Alpha e suas especificidades na aprendizagem geral e na da Língua Inglesa. A produção de dados para este estudo envolve entrevistas com professores e notas de campo de aulas ministradas para alunos de terceiros e quintos anos do ensino fundamental I, cujo intuito foi o de entender qual o atual perfil de estudante da Geração Alpha, enquanto aluno do Ensino Fundamental I, levando os profissionais a uma reflexão sobre a metodologia aplicada em sala de aula e sua eficácia na abordagem com tais alunos.

OLIVEIRA, V. A. de; CRUZ, B. de P. A. Geração alfa e as possibilidades de futuras pesquisas em marketing. XI CONGRESSO INTERNACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DA ESPM e XI SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO E MARKETING. Artigo completo nº 33, 2020. Disponível em: <(PDF) GERAÇÃO ALFA E AS POSSIBILIDADES DE FUTURAS PESQUISAS EM MARKETING>. Acesso em: 17 mar. 2025.

RESUMO

Este ensaio teórico apresenta o conceito de Geração Alpha, composta por indivíduos nascidos a partir de 2010, com o objetivo de propor estudos de comportamento do consumidor no Brasil. Algumas das principais características dos membros deste grupo são analisadas, entre as quais destacam-se: altamente conectados à tecnologia; possuem maior análise crítica, em função da disponibilidade de informações, associada a um maior nível de educação; e utilizam plataformas digitais no consumo, influenciando na Experiência do Usuário. São apontadas, brevemente, as perspectivas de consumo de algumas gerações como Baby Boomers, X, Y, Z e C. Busca-se evidenciar algumas particularidades referentes ao consumo da Geração Alpha que, na maioria das vezes, são construídas por especialistas e pela mídia, tornando possível a projeção de um padrão de comportamento para estas pessoas nos próximos anos. Portanto, a contribuição deste trabalho é discutir o conceito de Geração Alpha na perspectiva de consumo, expondo ao final algumas questões para futuras pesquisas na área de marketing.

ROCHA. P. G. da. A variação linguística nos livros didáticos de língua portuguesa da geração alpha. Web - Revista Sociodialeto - Núcleo de Pesquisa e Estudos Sociolinguísticos e Dialetológicos (NUPESD). Laboratório Sociolinguístico de Línguas Não-Indo-europeias e Multilinguismo (LALIMU), v. 11, n. 31, jun. 2020, ISSN: 2178-1486.

RESUMO

O objetivo deste estudo é analisar os livros didáticos de Língua Portuguesa utilizados na rede pública municipal de Campo Grande – MS, no quadriênio 2020-2023, aprovados e disponibilizados pelo Programa Nacional do Livro didático de 2020 (PNLD/2020), observando como os livros da Geração Alpha para o Ensino Fundamental, anos finais, tratam a variação linguística em sua coleção de quatro volumes. Considerando a tendência entre os livros didáticos a tratar a variação linguística apenas como conteúdo de ensino, dando um tratamento muito superficial ao tema, muitas vezes limitando-se à apresentação folclorizada da variação geográfica ou um tanto estereotipada das falas rurais, a intenção é verificar se a referida coleção consegue ir além dessa superficialidade previsível e se alcança tratar da variação social. A análise que se propõe tem duas orientações: uma quantitativa e outra qualitativo-discursiva, baseando-me no roteiro para análise de livros didáticos sugerido por Bagno (2007). Entre os resultados encontrados, destaca-se que a Coleção apresenta uma proposta que se aproxima bastante dos pressupostos de uma Pedagogia da Variação Linguística (ZILLES e FARACO, 2015), embora haja alguns pequenos equívocos e lacunas.

SILVA, A. M.; da SILVA, F. A. (2022). A utilização das tecnologias de informação e comunicação na educação: geração z e alpha (The use of information and communication technologies in education: generation z and alpha). Brazilian Journal of Development, v. 8, n. 1, p. 5645–5651. Disponível em: <https://doi.org/10.34117/bjdv8n1-381> Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) revolucionaram o campo educacional e as relações sociais. De tal modo que os professores tiveram que buscar novas formas de aperfeiçoamento na utilização das TICs para mediarem o conhecimento aos alunos. A era digital fez com que o professor deixasse de ser o detentor único do conhecimento e o transformou em um mediador. Além disso, o aluno da Geração Z e Alpha passou a ser o protagonista no processo de ensino-aprendizagem. Diante disso, o objetivo do presente estudo é analisar a prática docente e a utilização das TICs no processo de ensino-aprendizagem dos alunos das Gerações Z e Alpha. Para buscar respostas e ampliar as reflexões, têm-se os referenciais epistemológicos com Andrade et. al. (2020), Marques (2017), Monteiro e Rosário (2019), Pecegueiro e Furtado (2017), Lima et. al. (2019), Maciel (2020), Mussio e Validório (2019), Passero e Engster (2016), que possibilitam pensar o uso de novas tecnologias digitais de acordo com o comportamento dos estudantes da Geração Z e Alpha. Diante disso, notamos que o educador precisa manter-se atualizado para atender as demandas dos novos educandos e ressignificar o ensino e transformar esses indivíduos em protagonistas no ambiente escolar.

ZANBELLO, B. L. et al. (2021). Alpha, a geração hiperconectada e a educação emocional. Saber e Educar, v. 30, n. 1. Disponível em: <https://doi.org/10.25767/se.v30i1.29504>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

A denominada Geração Alpha é encontrada por todos os cidadãos nascidos a partir do ano de 2010. Estudos afirmam que esta geração é a primeira 100% tecnológica e hiperconectada, no entanto, apesar de todas as tecnologias oferecidas, essa geração carece de habilidades socioemocionais. Para que a aprendizagem de habilidades socioemocionais ocorra entre jovens, é preciso que ela seja estimulada. Nesse sentido, a educação socioemocional visa a desenvolver competências e habilidades que promovam pessoas aptas e confiantes para lidar com medos e angústias. Assim, este artigo tem por objetivo discutir sobre a educação socioemocional dos jovens, considerando um mundo cada vez mais tecnológico.

ZANINELLI, Thais, et al. Veteranos, baby boomers, nativos digitais, gerações x, y e z, geração polegar e geração alfa: perfil geracional dos atuais e potenciais usuários das bibliotecas universitárias. Brazilian Journal of Information Science: Research Trends, v. 16, jun. p. e02143, 2022. Disponível em: <https://revistas.marilia.unesp.br/ index.php/bjis/article/view/12991>. Acesso em: 13 mar. 2025.

RESUMO

Este artigo apresenta o resultado de uma revisão de literatura realizada em torno dos termos utilizados para caracterizar as gerações, em especial, aquelas que fazem parte da comunidade universitária. O foco da pesquisa foi entender as características e os comportamentos desse grupo de usuário com o objetivo de entender as reais necessidades dos acadêmicos no que consiste na utilização dos serviços de informação das bibliotecas universitárias. A pesquisa de caráter teórico e utilizou-se de bases de dados nacionais e internacionais na busca por artigos sem intervalo temporal. Os termos encontrados para classificar as gerações foram: Veteranos, Nativos Digitais, Geração Polegar, Millennials, Gerações Z, Y e X, Baby Boomers e Geração Alpha. Uma característica importante dos universitários é que a maioria já nasceu no mundo da web ou ciberconectados e não conhece outra forma de realizar suas atividades e de se relacionar que não seja por meio da conexão. Dessa forma, as bibliotecas universitárias precisam entender em profundidade as características, necessidades e os comportamentos desses usuários de modo a desenvolver serviços informacionais inovadores que vão ao encontro, para além das necessidades dos desejos informacionais, dessa geração.

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