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PARTE - 2 PÁGINAS 483-567

Esporte A CANCHA DE ESPORTES A memorável cancha, antes da existência do Ginásio de Esportes, era um dos principais locais de apresentações, festividades juninas e torneios esportivos do município. Era também um principal ponto de encontro e lazer da juventude das décadas de 1970, 1980 e 1990 nos domingos à tarde, uma vez que nos dias de semana, o local estava reservado às atividades escolares do Colégio Ambrósio Bini. Ali se localizava o ponto final do ônibus Tamandaré/Curitiba. Era uma cancha-praça. De um lado do muro, se dispunha a cancha de concreto multimodalidades (futebol, basquete, voleibol e handebol), uma cancha de futebol de areia e uma pequena cancha de areia ao lado onde se jogava vôlei. No meio do terreno tinha uma casa, onde de um lado se guardavam as bolas, redes e outros materiais para a prática esportiva. Do outro lado ficava o vestiário (com chuveiro e banheiro). No outro lado do muro, ficavam os pontos (ônibus e táxi), a banquinha de doce, os bancos onde a turma ficava namorando e duas pedras comemorativas cívicas, que tratavam de uma homenagem prestada em outubro de 1985 pelo município, na época administrado pelo Prefeito Ariel Buzzato, aos 14 Bravos de Almirante Tamandaré, que foram convocados para lutar na Segunda Grande Guerra. Os quais eram: Afonso Herberto Wolfergrand, Antonio Schartz, Bonifácio Wotekoski, Deodolino Souza, Eduardo Brunick, João Sachacheviski, Joaquim Arnaldo Franco Ribas, José Francisco dos Santos, José Guedes de Carvalho, José Mathozo da Silva, José Ribeiro Schulchaski, Jurandir Aleixo de Cristo, Pedro Chipanski e Roque de Cristo. Outra personalidade histórica que lutou na guerra, mas que não aparece na placa de bronze porque era filho de Colombo, porém mora em Almirante Tamandaré há mais de 40 anos, é o Sr. Pedro Goinski. Por sorte, tiveram a consciência de reservar um espaço na atual praça para a pedra que homenageia os nossos heróis de guerra nascido em solo tamandareense. Inicialmente, o terreno onde se encontrava a antiga cancha pertencia à prefeitura municipal, comprado de seu Benjamin Cailesso na década de 1960 para ser loteado, e a área próxima ao Rio Barigui (onde é atualmente) seria uma praça. Por ser uma área plana 483


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serviu por muito tempo como um campo de futebol. Em seguida, para atender a prática de Educação Física do recém-criado Colégio Ambrósio Bini, em substituição à denominação existente da Escola Normal Regional Alvarenga Peixoto, observou-se a necessidade de se construir uma quadra esportiva. Por iniciativa do professor José Schlichting (Professor Zeca) e da Diretora Roza Bini de Oliveira, foi desenvolvido um projeto para arrecadar fundos para a construção da quadra. Neste contexto, uma das formas de arrecadação foi a realização do Concurso da Rainha dos Minérios, o qual ocorreu nos anos de 1974, 1975 e 1976. A obra iniciou-se no final de 1974 e foi concluída no começo de 1975. Na gestão do Prefeito Ariel Buzzato, a cancha, se transformou em cancha-praça, sendo o local reservado à prática esportiva, remodelado com um vestiário, refletores e quadras de areia. Recordo de uma Festa Junina que foi feita em 1983, à noite, que contou até com uma fogueira de 5,5 metros na cancha de areia. Porém, no ano de 1985, em comemoração ao aniversário da cidade, foi realizado o "Rock in Rio Barigui" (nome do evento inspirado no histórico Rock in Rio de 1985), que era uma espécie de sarau, realizado à noite, na quadra de concreto. O sarau teve como animação a Equipe de Som Sabotagem. Porém, em termos de eventos esportivos, era em suas quadras que se realizavam alguma modalidades dos jogos escolares do município. Como também foi Foto: Mariza Johnson, 1970 nela que se realizou o primeiro Campeonato Municipal de Futebol de Salão em 1989, pela Secretaria de Educação e Esporte do Município, tendo como primeiro campeão o Caldeirão. Tinha até bateria de fogos de artifício para saudar a entrada do "Rubro-Negro do Sumidouro" em quadra. Em 19 de junho de 2004, é inaugurada a Praça Vice-Prefeito Frederico Manfron, estabelecida pela Lei nº 971/2003, sancionada pelo então Prefeito Cezar Manfron (neto do Sr. Frederico). Porém, coVice-Prefeito Frederico Manfron. nhecida como Praça do Skate, construída onde se encontrava a saudosa Cancha de Esportes. Em referência ao homenageado, o "Jornal da Cachoeira, de 19 de outubro de 1968, nº 13", traz as seguintes informações sobre o saudoso Frederico Manfron que era natural da Lamenha Pequena, filho do casal formado por João Manfron e Maria Govatiski. Nasceu aos 14 de maio de 1917. Seus pais eram pobres e viviam com dificuldades, Frederico começou a trabalhar na lavoura com idade de 6 anos. Por este motivo, frequentou aulas uma vez por semana. Aos 20 anos, casou-se com Rosa Dalazuana com quem teve sete filhos. Até seu casamento sempre ajudou seu pai. Passou então a trabalhar em casas comerciais (em Capivara) e depois montou um moinho de cereais. Mas tarde, uma indústria de cal (um forno) e depois, mercearia. Em 1947, ingressou na política, foi vereador, Presidente da Câmara e Vice-Prefeito na chapa que formou com o Dr. Antonio Johnson. Assinou a Ata de Instalação do município de Timoneira.

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O GINÁSIO MUNICIPAL BUZATÃO Fonte: Folha de Tamandaré, 29 de outubro de 1988, p. 7

Ginásio de Esportes Buzatão em outubro de 1988.

Com o desenvolvimento econômico e populacional do município, foi possível investir mais em esporte e cultura. Tal fato pode ser observado no próprio objetivo da construção de um ginásio de esportes para atender de forma apropriada e confortável, as diversas manifestações culturais e esportivas do município. Diante disto, em 17 de dezembro de 1988 é inaugurado na gestão do Prefeito Ariel Buzzato, o Ginásio Municipal Buzatão, o qual em sua programação de solenidades, contou com um jogo amistoso de voleibol entre os times profissionais e de maior destaque da década de 1980: Sadia de Santa Catarina contra o Banespa de São Paulo. Porém, antes deste evento oficial de inauguração, na última semana de outubro ocorreu um evento para a criançada, que foi uma apresentação de telequete (luta livre de mentira), que fazia muito sucesso na época, contando com a presença do comerciante do ramo de farmácia na cidade, o Sr. Jorge Silva (Pirata). O qual, por muitos anos com este apelido, foi juiz destas animadas "lutas". "Lembro que com o término do telequete, ocorreu uma distribuição para o público (criançada) de pão com mortadela". Fonte: Folha de Tamandaré, 29 de outubro de 1988, capa

Sr. Jorge Silva (Pirata) comandando a solenidade e posterior apresentação de telequete (luta livre de mentira).

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Com o advento do Ginásio de Esportes, ocorreu uma diversificação de esportes no município. O voleibol municipal cresceu muito, a ponto de ter sempre fortes equipes masculinas no contexto de disputas dos Jogos Abertos do Paraná, os quais são sempre candidatos a título na fase regional. E com um detalhe, sem precisar se reforçar de jogadores de fora, como outras equipes. Este mesmo ginásio possibilitou o desenvolvimento de campeonatos de futebol de salão com melhor estrutura e conforto para quem assiste. Porém, como é um esporte que depende dos programas esportivos realizados pelo município, infelizmente morreu a partir do início do século XXI. Porém, existem ainda no ginásio programas de atividades físicas e ginástica para a população interessada. No entanto em seu auge, 1992-1993-1994, existia no ginásio aulas de Kung-Fu, Karatê e dança, que atraía pessoas de outros municípios. Em 1997, chegou a abrigar uma academia de musculação. Mas, apesar do ginásio de esporte estar passando por certos problemas na atualidade relativos a sua manutenção e apropriado uso para que lhe foi idealizado (pois, abrigou o DETRAN, um posto de auxílio-desemprego, assistência jurídica). Ele sempre atendeu e foi um importante palco para as manifestações culturais históricas na cidade, como o já referenciado Festival Folclórico. Teve início no final da segunda gestão do Prefeito Roberto Perussi e sabiamente continuado na gestão do Prefeito Cide Gulin. Ele representa o principal centro para as atividades dos Jogos Escolares Municipais. No ano de 2002, o Ginásio foi dado por força da Lei Ordinária nº 913, de 22 de agosto de 2002, como parte de um pagamento de uma divida gigante que o município possuía com o Instituto de Previdência Municipal de Almirante Tamandaré, posteriormente comprado na forma que tange a Lei Ordinária nº 1.154, de 23 de março de 2006. O CAMPÃO Paralelo em importância para eventos esportivos e culturais, porém pioneiro, o "Campão", como era chamado o terreno onde se encontrava um campo de futebol o qual era um tradicional espaço de lazer oficializado pela Lei Municipal nº 015/1971, publicada na Tribuna dos Minérios de 31 de dezembro de 1971, nº 87, dispunha o seguinte texto legal: "A Câmara Municipal de Almirante Tamandaré, Estado do Paraná, decretou e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte lei: Art. 1º - Fica criado o Estádio Municipal na área usada há mais de 25 (vinte e cinco) anos para a prática de esportes. Art. 2º - Terá a denominação de "Estádio Municipal Joaquim Daledone" em homenagem a este ilustre industrial que destinou uma área de 12.464 metros quadrados no quadro urbano desta cidade. Art. 3º - Fica declarada de "utilidade pública" para todos os efeitos legais a área utilizada pelo estádio, dividida por cerca por seu proprietário. Art. 4º - Revogam-se disposições ao contrário. Edifício da Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré, 30 de novembro de 1971. Antonio Johnson - Prefeito. Carlos Augusto Rose - Secretário". 486


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Depois, esta praça esportiva foi modernizada e necessitou seguir específica burocracia, a qual foi registrada pela Folha de Tamandaré. "Estádio Joaquim Dalledone" realização do tamandareense". Ano I, nº 32, primeira quinzena de novembro 1985, que confirmou o texto legal da Lei nº 15/1971, no sentido que o mesmo foi doado de boca para a prefeitura na década de 1930 para a prática do futebol pelo Sr. Joaquim Antonio Dalledone. Em novembro de 1985, a doação foi efetuada de forma legal para a prefeitura, pelo seu Diomar Augusto Dalledone, que manteve a palavra de seu pai. Esta doação deu-se necessária, porque naquele terreno de área de 18.000 m², seria construído de forma oficial um Estádio capaz de abrigar a grandeza do futebol tamandareense. Diante disto, segundo a "placa fundamental", em 16 de outubro de 1988, era inaugurado o Estádio Municipal Joaquim Antonio Dalledone, cercado, com arquibancada para 5.000 pessoas, vestiários, espaço para imprensa. Ou seja, uma praça esportiva capaz de atender as exigências da Federação Paranaense de Futebol, no contexto de sediar eventos futebolísticos de porte profissional naquele momento histórico. Antes da infraestrutura proporcionada pelo novo estádio, os jogos mais importantes eram disputados no Estádio Valentin Kokot, no Jardim Apucarana. Um exemplo disso foi o jogo de entrega de faixa na década de 1980, entre o campeão Calcoagro da Copa Folha Tamandaré contra o Expressinho profissional do Coritiba. Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, abril de 2011

Sede do Tupã Futebol Clube, localizado nas margens da Rua Alberto Piekas, este estádio se confunde com a própria história do futebol tamandareense.

Na data de 28 de junho de 1991, o novo Estádio recebeu o evento mais importante de sua história até então. Naquela noite, o SERAT (Sociedade Esportiva Recreativa Almirante Tamandaré), receberia o time profissional do Coritiba em um amistoso que marcava a inauguração de seus refletores. Infelizmente, o time da casa, levou uma sonora goleada de 8X0, alegrando a gigante maioria da torcida que ali se fazia presente em favor dos Coxas. Porém, os jogadores do SERAT receberam o apoio de uma pequena, mais barulhenta torcida de 20 torcedores, que foram lá ver o espetáculo. No entanto, esta torcida era formada por atleticanos, com camisa, bandeira e corneta. 487


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Porém, este não foi o único time profissional a pisar nos gramados do Estádio, o Pinheiros (atual Paraná Clube) se fez presente em 1988 (no dia da inauguração), e ganhou do SERAT por 4X0. Em 1993, o time profissional do Clube Atlético Paranaense, trouxe seu plantel para treinar; o coletivo treino principal era contra o time do Cobra (grupo de exprofissionais e jogadores amadores que jogavam aos sábados no Campo do Kotoviski), o jogo terminou 6X1 para o Atlético. Em 22 de agosto de 2002, o Estádio Joaquim Antonio Dalledone é dado pela Prefeitura sob a luz das disposições da Lei Ordinária nº 913 como parte de pagamento da dívida que o município possuía com o IPMAT, depois recuperado com o advento da Lei Ordinária nº 1.154, de 23 de março de 2006. TIMES PROFISSIONAIS TAMANDAREENSES No ano de 2000, após um convênio entre a prefeitura e a Universidade Tuiuti do Paraná, ocorreu a realização de um sonho antigo. A cidade seria representada profissionalmente por um clube, ou seja, a agremiação Tamandaré Esporte Clube. Em sua estréia em torneio profissional tornou-se vice-campeão da série bronze (terceira divisão do futebol profissional paranaense), perdendo o título para o time do Nova Estrela. Em 13 de agosto de 2004, surge a Associação dos Amigos do Paraná Clube (ADAPAR), com sede na Rua Nossa Senhora Aparecida, 501, Parque São Jorge, Almirante Tamandaré, PR, que ocupou o lugar do Tamandaré Esporte Clube, pois o convênio entre a prefeitura e a universidade se exauriu. Sendo assim a ADAPAR, representou o município na Série Prata (por lei deveria começar na terceira divisão ou a divisão mais inferior existente, porém, em 2004 só ocorreu o certame da Série Ouro e Prata, então a ADAPAR se inscreveu na segundona). Porém, em 2006, acabava o sonho, pois a ADAPAR, depois de realizar uma pífia campanha no certame da Série Prata (Segunda Divisão do Campeonato Paranaense de Futebol), mudou de nome para Dínamo Adapar, e se retirou das disputas profissionais de futebol, pelo município. FUTEBOL AMADOR TAMANDAREENSE O futebol na cidade é um esporte centenário, porém não existem até o momento referências de quem introduziu esta prática esportiva na região. No entanto, a mais antiga informação oficialmente relatada se dispõe no periódico curitibano Gazeta do Povo, de 21 de fevereiro de 1931, p. 7, que cita, entre outras coisas, que na localidade de Rio Branco ocorreu um jogo em um domingo datado de 15 de fevereiro de 1931, às 13h30min entre Tamandaré União F.C. (não foram referenciados os jogadores derrotados) contra o Rio Branco F.C. (Alberto; João e Tonico; Zillo, Sylas e Fonseca; Dinart, Juca e Victor; Brandt e Quinquinho), cujo ganhador foi o time da casa por 4X1 (um placar em desacordo com a expectativa geral). O juiz foi o Sr. Benedicto Faria. Em 1970, com apoio da prefeitura local, o futebol ganhou incentivo e o time do Tamandaré Futebol Clube respondeu sendo bicampeão (1970 e 1971) do Campeonato Rádio Marumby/Sesi que reunía as principais forças do futebol amador da Capital e região. 488


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Fonte: Mariza Johnson, 1970

Plantel Campeão de 1970 em solenidade comemorativa realizada na extinta Sociedade Recreativa Almirante Tamandaré.

Tradicionalmente, o futebol tamandareense é reconhecidamente muito forte na Região dos Minérios, esta condição se deu devido a sua trajetória na Liga dos Minérios e na Taça Paraná. Seu auge ocorreu no ano de 1986, quando ficou muito próximo do principal título do futebol amador do Brasil (Taça Paraná). Porém, se o futebol tamandareense possuiu uma história gloriosa, foi graças aos ilustres cidadãos tamandareenses que tiravam "dinheiro do bolso" ou que dispunham de seu precioso tempo, para organizar o time ou torneios, para ajudar seus atletas a realizarem o sonho de disputar um torneio oficial. Cito os principais: Tiago Francisco Costa, Arzemir Francisco Gulin, Vicente Romano Lovato, Joaquim Antonio Dalledone, Leônidas Antonio Rodrigues Dias, Antonio Rodrigues Dias, Luciano Perussi, Juvino da Cruz, Família Kokott. Porém, o futebol não é exclusivo da Sede. Há também a Sociedade Educativa Tanguá, fundada em 08 de agosto de 1943, com sede no Bairro do Tanguá, onde manda seus jogos no Estádio Francisco Thiago da Costa; a Sociedade Operária Beneficente Esportiva Areias (do bairro de Areias); o Tupã Futebol Clube, desde a década de 1950, que possui o Estádio Valentin Kokot (Jardim Apucarana); o Grêmio Esportivo 7 de Setembro, fundado em 07 de setembro de 1985, que manda seus jogos no Estádio Leopoldina Dias Farias (talvez o único estádio de futebol no Brasil e até no mundo que possui uma patronesse como denominação); além de outros clubes. Porém, na década de 1950 e 1960 existiram times que marcaram época, mas que não existem mais: O 1º de Maio (Cachoeira), cujo campo ficava onde hoje se encontra a Escola Municipal Coronel João Candido de Oliveira e o Supermercado Quiti; o Cachoeira, fundado pioneiramente pelo Sr. Antonio Rodrigues Dias e amigos; o Bracatinga Futebol Clube (Lamenha Pequena); o Continental (Mato Dentro); a Tranqueira (mandava seu jogos em um campo próximo à antiga Estação Ferroviária). 489


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Foto: Arquivo do Jornal Estado do Paraná

O Estádio Francisco Tiago da Costa foi inaugurado solenemente com um jogo amistoso Tanguá x Clube Atlético Paranaense em abril de 1979.

CENTRO ESPORTIVO LAMENHA GRANDE A partir do contexto noticiado pela Folha de Tamandaré. Lamenha grande ganha centro de referência ao esporte. Ano XVII, nº 437, outubro de 2002, p. 10, em 26 de outubro de 2002 na Lamenha Grande foi inaugurado pela prefeitura municipal mais um estádio de futebol para atender as necessidades não só do futebol tamandareense. O estádio com 2.500 m² contava com uma arquibancada para acomodar 500 pessoas, vestiário, sala para imprensa e dois banheiros. No evento de inauguração se apresentaram a Fanfarra do Colégio Estadual Professora Maria Lopes de Paula e dois times (Associação Desportiva Lamenha Grande e o Casemira Clube, ambos de Almirante Tamandaré). O jogo inaugural foi entre os veteranos do Lamenha Grande contra um time de veteranos da Prefeitura Municipal (4x1 para Prefeitura). Marcaram presença na inauguração o Prefeito Cezar Manfron, a Primeira Dama Neli Simões, o Vice-Prefeito Ariel Buzato, e os Vereadores: Lourenço Buzato, Zair José, Amauri Lovato, João Antonio Bini, Osvaldo Stival e a Sra. Matilde Czorne, além do diretor de esporte Arley Bini. PIONEIROS TIMES DE FUTEBOL DE FIM DE SEMANA No entanto, existem grupos de futebol em Tamandaré, que não disputam campeonato, porém há décadas se reúnem para jogar futebol. O mais antigo é o time (grupo) do Cobra, que desde 1976 joga na Chácara do Kotovski, onde segundo a "Folha de Tamandaré. Kotovski reune cobrões da bola. Ano V, nº 89, 30 de janeiro de 1990", p. 3, craques e personalidades do futebol brasileiro lá jogaram e fizeram parte do grupo, cito: Assis (do AtléticoPR, Fluminense), Levir Culpi (técnico consagrado), Serginho (Atlético-PR, Paraná, Coritiba, Pinheiros), Leomir (Coritiba, Fluminense), Carlinhos Neves (preparador físico da Seleção Brasileira). 490


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O time do Cobra é grupo particular com sede na Chácara do Kotovski no Botiatuba, o qual seu campo é denominado de Ninho da Cobra. Seu fundador foi Antonio Ilson Kotoviski no ano de 1976, mas só em 1985 foi estabelecido um uniforme personalizado. O jogo de estréia do uniforme foi batizado por uma bela vitória de 5 contra um gol do time do Bairro Alto (agremiação tradicional do futebol amador curitibano). Participaram pelo Cobra deste histórico jogo, o goleiro Otavio Kotovski, Imério Milek, Antonio Kotovski, Aldnei Siqueira, João Antonio Bini, Carlinhos, Marcão, Tico, Fratone, Gilberto (Gil), Roberto, Biro-Biro. O treinador era o Polaco. Com o passar dos anos muitos jogadores profissionais vestiram a camisa do Cobra, sendo: Claudio Marques (Coritiba), Caxias (Paraná), Edson Borges (Coritiba), Reinaldo Xavier (Palmeiras), Dionísio (comentarista), Assis (AtléticoPR), Marlon (Paraná), Alexandre Totó (Coritiba), Pedrali (Atlético-PR). Nos finais de ano, se fazia a festa de encerramento, era sempre realizado um jogo contra um grupo de jogadores profissionais treinado pelo Levir Culpi e Carlinhos Neves. Os jogos mais importantes do grupo Cobra foram: a entrega de faixa ao Tupã (campeão municipal em 1995) e contra o Clube Atlético Paranaense nos festejos 103º aniversario da cidade. No ano de 2004, o Cobra se torna o Grupo Formol, onde num contexto de grupo restrito e fechado é formado por atletas com mais de 40 anos, realizando suas atividades sempre aos domingos pela manhã. Não realiza mais amistosos. Fonte: Acervo do Cobra, 1985

F.V.Cobra, em pé: Polaco, Imério Milek , Antonio Kotoviski, Moizés, Otavio Kotoviski, Carlinho, Marcão. Agachados: Aldinei Siqueira, Tico, Antonio Fratone, Biro-Biro, João Antonio Bini, Gilberto (Gil) e Roberto.

Outro grupo que ainda persiste desde o ano de 1978 é o Clube Butantan, fundado por Antonio Rodrigues Dias e continuado por seu filho o Sr. Leônidas Dias o qual disputou muitos jogos pelo interior do Estado (Maringá, Londrina, Foz do Iguaçu) e países vizinhos como Argentina e Paraguai. Seu primeiro jogo foi no Tanguá (Estádio Francisco Tiago da Costa) e o segundo no campo do União Ahú. Mais de 500 personalidades fizeram parte do grupo Butantan, sendo políticos, jogadores profissionais, cartolas do futebol, atletas, funcionários públicos. O ano de 2012 foi marcante para este grupo, pois foi o ano do jogo 1.000, o qual se realizou no contexto das solenidades de inauguração do Estádio Municipal de Tunas do Paraná realizada em 20 de maio, onde o Butantan ganhou de 4X2 do Tunas. Porém, as festividades do milésimo jogo ocorreram em 27 de maio de 2012 no Complexo Esportivo Beto Buzato, com vários jogos, relatos dos 55 fatos mais curiosos da história do grupo. 491


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Existem e existiram outros, porém, estes são os mais tradicionais da cidade. No entanto, são grupos fechados. FESTIVAIS DE FUTEBOL Pioneiramente, as competições futebolísticas começaram a ser organizadas na cidade nas décadas de 1960 e 1970, as quais eram denominadas de Festivais de Futebol, que na verdade eram torneios realizados sempre em um domingo de cada mês, em localidades diferentes. Além do futebol, contavam em algumas edições com apresentações de dança ao ar livre. A princípio, os organizadores mandavam um convite (ofício) para os líderes de time de cada localidade de Almirante Tamandaré. "Segundo relatos de moradores antigos, um desses torneios seria realizado no campo do São Miguel (onde hoje é a garagem da TABA, junto à atual Rua Pedro Jorge Kotoviski). E por indisciplina de sua torcida e jogadores, a localidade do Botiatuba não foi convidada. Torcedores do time da localidade revoltados com tal atitude dos organizadores resolveram se vingar. Eis que, na madrugada de sábado para domingo, eles araram o campo. No domingo de manhã, quando os organizadores chegaram e viram aquilo, ficaram loucos. Porém, com um pequeno mutirão conseguiram arrumar o campo. No entanto, já passava das duas horas, segundo um dos relatores que era morador da localidade e era piá na época, o qual foi solicitado para ver como estava o clima. Chegando lá, viu todos bravos, mas sequer desconfiavam de quem havia feito tal sacanagem. Voltou até a Igreja do Botiatuba e informou que o festival ia começar e que ninguém desconfiava do autor daquela sacanagem. Diante disso, se reuniram os jovens do Botiatuba e foram ver o festival. Chegando lá, perceberam que apesar do pessoal não saber quem foi, desconfiavam deles. No tocante desse clima hostil, a turminha do Botiatuba subiu no caminhão e estava indo embora. Foi neste instante que, por destino a bola (a única) passou em frente ao caminhão. Resultado: O motorista ao invés de desviar, passou por cima e fugiu, para evitar confusão. Neste contexto todo, o Festival do São Miguel não teve um campeão naquele dia. LIGA DOS MINÉRIOS Em referência à Tribuna dos Minérios, de 23 de abril de 1971, p. 3, a Liga dos Minérios foi uma ideia colocada em prática em um Arbitral realizado em 03 de abril de 1971, nas dependências dos Salões da Sociedade Bocaiuvense; o representante da Federação Paranaense de Futebol Edgar Lesnau que orientou a reunião garantiu que, se o torneio se desenvolvesse bem, seria oficializado. Em respeito às informações da Tribuna dos Minérios, de 07 de maio de 1971, nº 50, presente na Coluna do Esporte Amador, p. 3 é noticiado que os mesmos que participaram da origem da Liga Regional dos Minérios se fizeram presentes no evento inaugural da mesma no Campão, em Almirante Tamandaré. Na ocasião estavam o Prefeito Dr. Antônio Johnson, Dr. Dino Brassac (representado o SESI do Paraná), Luiz Carlos Basseti, Antônio Rodrigues Dias, Florismundo Alberti, Leônidas Antônio Rodrigues Dias, Carlos Augusto 492


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Rose, João Candido de Oliveira Neto, Renê Vaz, José Pedroso de Morais, João da Silva, Aristides Elias, Otávio Stocchero, Tadeu Viczs, Azemir Gulin e tantos outros que entenderam a grandiosidade desta Liga Regional de Futebol para a Região dos Minérios. A competição foi patrocinada pelas prefeituras de Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul, Bocaiuva do Sul e SESI. A Liga teve seu pontapé inaugural com uma grande festa esportiva na forma de torneio realizada em 25 de abril de 1971. Neste histórico momento, com a coordenação do Sr. Leônidas Dias, que foi designado pelo SESI e a presidência do Dr. Antônio Johnson, desde as primeiras horas da manhã dirigentes, rainhas, torcedores, atletas e autoridades se faziam presentes ao estádio de Almirante Tamandaré (antigo Campão) para a grande festa que todos aguardavam com muita ansiedade pela motivação que tal campeonato trouxe ao município e à toda região. Participaram do torneio e depois do campeonato: C.E. Ermírio de Morais (Cia. De Cimento); Itaperuçu F.C; G.E. Municipal (Rio Branco do Sul); Almirante Tamandaré; América; União do Norte; C.E. Bocaiuvense (Bocaiuva do Sul); Colônia Marques Abrantes (Bocaiuva do Sul/atual Tunas do Paraná); Continental F.C (Almirante Tamandaré) e Tupã F.C. (Almirante Tamandaré). A solenidade contou com a presença da Banda da Corporação do Corpo de Bombeiros e as seguintes autoridades: Dino Brassac, diretor de esporte do SESI, Dr. Diniz Mehl Andrusko, Sr. Edgard Lesnau, Edmar Barone, Zair Candido de Oliveira (presidente da ARENA), atleta Pedrinho do C. A. Seleto (Paranaguá), Srs. Prefeitos e delegados de polícia, Sr. Representante da S. Ex.a Coronel Hamilton de Oliveira Castro e outras dezenas de figuras importantes do esporte, política e da sociedade paranaense. O festivo dia contou inicialmente com um desfile das agremiações, sendo o G. E. Municipal o grande campeão do mesmo. O título do Torneio Início ficou com o Almirante Tamandaré, vice: C. E. Ermírio de Morais; terceiro Marquês de Abrantes e o quarto lugar ficou com o América. No que tange o campeonato, o seu primeiro campeão foi a Bocaiuvense. A Tribuna dos Minérios, 12 de novembro de 1971, nº 76, p. 5, informava que em 09 de novembro de 1971, na cidade de Rio Branco do Sul, dentro da maior harmonia foi realizada a Reunião do Arbitral com a presença de todos os clubes participantes, quando os senhores dirigentes prometeram que tudo fariam para que o segundo Campeonato dos Minérios conseguisse o objetivo, uma vez que os distúrbios "acabaram" com o primeiro campeonato, esta competição tinha a responsabilidade de Rio Branco do Sul com o líder Renê Vaz Bittencourt. Ficou decidido também que os interesses das agremiações de Rio Branco do Sul seriam resolvidas por Renê Vaz e os demais na sede da Liga com o Sr. Leônidas Dias. Os participantes da 2ª edição da Liga dos Minérios eram: G. E. Municipal, Itaperuçu E.C., C. E. Ermírio de Morais, Santa Cruz F.C., Cia. Itaú, A.M.E, Almirante Tamandaré, Tupã F.C, G. E. Juventude, Gloria F.C., Cachoeira e União do Norte F.C. A mesma notícia da Tribuna dos Minérios destacava a seguinte perspectiva da comunidade futebolística da região: "O campeonato que deverá ser diferente do primeiro, uma vez os 'donos' do campeonato não darão 'ordens' em prejuízo de uma competição". Esta competição teve cobertura da Rádio Marumby, Tribuna dos Minérios e Diário Popular. 493


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Em 21 de novembro de 1971, ocorreu a abertura em Rio Branco do Sul da segunda edição com o tradicional Torneio Início, sendo o Campeão do mesmo o Almirante Tamandaré ao ganhar do Municipal de Rio Branco do Sul por 1X0. Na data de 25 de agosto de 1972, era publicado o texto de Leônidas Dias na p. 3 da Tribuna dos Minérios, nº 49, que era "criada" e oficializada a Liga Regional de Futebol dos Minérios, sendo seu primeiro Presidente o Dr. Antonio Johnson; Vice-Presidente Renê Vaz Bittencourt; relações públicas e representante junto à Federação Paranaense de Futebol Leônidas Antonio Rodrigues Dias, Dr. Diniz Mehl Andrusko (presidente da J.D.D); Lauro Amarante (departamento de árbitros); João da Silva no Conselho Deliberativo entre outros. Neste mesmo espaço era informado que, em 1972, a Liga dos Minérios garantia uma vaga na Taça Paraná. Com esta nova configuração, é considerado como primeiro campeão o Almirante Tamandaré Futebol Clube, e por efeito, o primeiro clube da cidade a disputar a Taça Paraná. Ou seja, por muitos anos ser campeão da Liga era um requisito indispensável para participar da Taça Paraná de futebol amador. Merece destaque a contagem de ponto do certame, os clubes começavam com a pontuação máxima, o campeão do grupo ou do turno era aquele que perdia menos pontos. Atualmente, o padrão é os clubes partirem de zero e somarem o maior número de pontos possível. Em referência ao Almirante Tamandaré, campeão de 1972, temos segundo a Folha de Tamandaré, de 1º de maio de 1985, que em 1º de outubro de 1972 ele pioneiramente estreou na Taça Paraná no Estádio Erondi Silvério ganhando de 2X1 do Trieste de Santa Felicidade. Os gols do Tamandaré foram marcados pelo Marília e Jair. O time que disputou esta histórica partida estava assim formado: Arnaldo, Hélio, Roldão, Vagalume, Bequinha, Chemim, em seguida substituído por Joãozinho, Cisso, Jair, Marília, Padreco e Laertes, substituído por Moizés. No ano de 1975, não ocorreu o torneio por motivos de transição política administrativa nos municípios. Em respeito às informações da Tribuna dos Minérios, de 08 de fevereiro de 1981, nº 304, é noticiado que em assembleia realizada na data de 06 de fevereiro de 1981, na sede da Federação Paranaense de Futebol, com toda a diretoria da Liga dos Minérios e presidentes e representantes dos clubes filiados, foi decidido pela extinção da mesma e a Criação da Liga de Futebol de Almirante Tamandaré. Esta decisão ocorreu para atender as determinações da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que não mais aceitaria ligas oficiais com a denominação diferente de suas cidades sedes. A Liga dos Minérios foi a primeira a acatar tal decisão. A Liga de Futebol de Almirante Tamandaré, independentemente de nome, continuou legando a sorte do interesse das administrações municipais. Nos anos de 2011 e 2012, não foi disputada em virtude de um brutal assassinato que ocorreu na final do torneio realizada em 20 de dezembro de 2010, no Estádio Municipal Joaquim Dalledone "não ligado à briga de torcida", mas a problemas particulares que vitimaram terceiros. Em virtude deste incidente, a final entre Comando Vermelho e o Navegantes foi finalizada antes de seu término quando ainda o jogo se encontrava em 0x0. Diante deste fato, não houve campeão neste ano. 494


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Foto: Tribuna dos Minérios, 18/02/1972

Elenco base da Associação Esportiva Bocaiuvense (uniforme rubro-negro) que foi o campeão da primeira edição da Liga dos Minérios em 1971, que deu origem à oficial em 1972 (a fonte não identificou os jogadores).

Campeões até 2008: 1971 - Bocaiuvense; 1972 - Almirante Tamandaré Futebol Clube; 1973 - Municipal (Rio Branco do Sul); 1974 - Juventus (Colombo), campeão invicto; 1976 Combate Barreirinha; 1977 - Combate Barreirinha; 1978 - Viação Colombo; 1979 - Juventus (Colombo); 1980 - Almirante Tamandaré Futebol Clube; 1981 - Almirante Tamandaré futebol Clube; 1982 - Combate Barreirinha; 1983 - Bocaiuvense (Bocaiuva do Sul); 1984 - Bocaiuvense; 1985 - Bocaiuvense; 1986 - Almirante Tamandaré Futebol Clube; 1987 - Tupã Futebol Clube; 1988 - Sociedade Esportiva Recreativa Almirante Tamandaré (SERAT); 1989 - SERAT; 1990 - SERAT; 1991 - SERAT; 1992 - Vasco da Gama (Almirante Tamandaré); 1995 - Tupã Futebol Clube (Almirante Tamandaré); 1996 - Tupã Futebol Clube; 495


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2004 - Associação Atlética Napoli (Almirante Tamandaré); 2008 - Boca Junior (Almirante Tamandaré). A Liga dos Minérios foi o marco inicial de muitos profissionais do futebol, como é o caso do ex-árbitro de futebol profissional Valdir de Córdova Bicudo. O atual Presidente da Federação Paranaense de Futebol Hélio Cury exerceu a função de presidente da Comissão Disciplinar da Liga de Futebol Minérios. Destaca-se o tamandareense Marcos Camargo que, antes de se tornar árbitro profissional do quadro da Federação Paranaense de Futebol e de reconhecimento nacional, fez parte da seleção de árbitros da COBRAF em 2007, apitou muitos jogos da Liga de Tamandaré. Ele é filho de Juvenal e da saudosa pioneira candidata a vereadora, professora Terezinha Camargo. COPA FOLHA DE TAMANDARÉ Leônidas Dias criou em 1985, a Copa Folha de Tamandaré, inicialmente abrigando agremiações da cidade de Almirante Tamandaré, e da região Norte de Curitiba. A feliz iniciativa foi crescendo e ganhou notoriedade abrangendo maior número de participantes, não só da cidade como também de toda a Região Metropolitana. Grandes clubes amadores de renomes compostos por elencos de ex-profissionais passaram a tomar parte na referida competição tornando-se um evento futebolístico tradicional e um dos mais importantes e de referência no Brasil, depois da Taça Paraná ou paralela a ela no contexto do futebol amador. Foto: Folha de Tamandaré, 01/11/1985

Calcoagro, o primeiro campeão. Iniciou a competição com uma derrota para o Vasco por 3X1. Em pé: Luiz Carlos Lovato (Ito), Imério Milek, Pulo Lovato (Pararaca), Willer Ariel Chevônica, Oilson Cordeiro (Cissão), Jorge Lovato, Amarildo Gulin, Vicente Lovato. Agachados: Otavio Kotoviski, Adilson Mocelim, (...), Adilson (Cobrinha), Marcos Marodin, Daniel Lovato, (...).

A histórica primeira edição da competição começou no último domingo de outubro de 1985, contando com a participação de 14 equipes: Tranqueira A, França Machado, Unidos do 14, Caldeirão, São Jorge, Guaraituba, Novo Horizonte, Tanguá, União Ahú, XIV de Dezembro, Calcoagro, Vasco da Gama, Tranqueira B e América de Colombo. A decisão ocorreu em março de 1986, quando sagrou-se campeão o Calcoagro, representante da própria cidade sede (Almirante Tamandaré). O vice- campeão foi o União Ahú, de Curitiba. 496


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O ano de 1989 trouxe várias novidades que acabaram se tornando uma solenidade tradicional e indispensável que marca oficialmente a abertura da Copa Folha de Tamandaré. A 5ª Edição contou com a apresentação em forma de desfile das 31 agremiações participantes, seguida da eleição da Rainha da Copa Folha e um posterior Torneio Início realizado em 08 de outubro no Estádio do União Ahú. A participação no desfile até a presente pesquisa é obrigatória, caso a agremiação não participe ocorre a eliminação da mesma. A 11ª Edição da Copa Folha, contou com a maior eliminação de sua história, foram 8 agremiações eliminadas do torneio das 28 inscritas. Foto: Folha de Tamandaré, 15 de outubro de 1989, nº 84, capa

Pioneira solenidade de abertura da Copa Folha em 08/10/1989.

Foto: Folha de Tamandaré, 15 de outubro de 1989, nº 84, p. 4

A solenidade inaugural desta nova fase contou com a presença de ilustres autoridades, como o Deputado Estadual Algaci Tulio, o Prefeito de Curitiba Jaime Lerner e o Prefeito de Tamandaré Roberto Perussi, além de outros. A agremiação campeã do desfile foi a Associação Campo Largo. O pioneiro concurso da Rainha da Copa Folha foi ganho pela representante do Independente Roma Futebol Clube (Almirante Tamandaré). Outra característica que marca a Copa Folha de Tamandaré é a homenagem em forma de denominação dos grupos da competição com nomes de pessoas saudosas que colaboraram com ações para melhorar o esporte e a sociedade. Para efeitos de curiosidade duas personalidades da cidade disputaram como atletas a copa antes de serem prefeitos, ou seja, Cezar Manfron e Aldnei Siqueira (Caldeirão).

1º Concurso Rainha Copa Folha de Tamandaré 1ª Princesa Luciana (Associação Campo Largo), Rainha Luciane (Independente Roma), Coordenadora do Concurso Ariete Mocelim Perussi e a 2ª Princesa Suzana (Municipal de Rio Branco do Sul).

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Em 1996, ocorreu o reconhecimento do trabalho sério desenvolvido pelos organizadores da Copa Folha de Tamandaré. A partir de sua 12ª edição, ela passou a fazer parte do Calendário Oficial da Federação Paranaense de Futebol. Os Campeões e vices até a presente pesquisa: 1ª edição (85/86) - Calcoagro (Almirante Tamandaré) campeão e vice União Ahú (Curitiba) - 14 participantes; 2ª edição (86/87) - Calcoagro (Almirante Tamandaré) bicampeão e vice União Roça Grande (Colombo) - 24 participantes; 3ª edição (87/88) - Cal Gulin (Almirante Tamandaré) campeão e vice 7 de Setembro (Almirante Tamandaré); 4ª edição (88/89) - 7 de Setembro (Almirante Tamandaré) campeão e vice Barriqueiros do Ahú (Curitiba) - 30 participantes; 5ª edição (89/90) - Barriqueiros do Ahú (Curitiba) campeão e vice: União São Jorge (Colombo) - 31 participantes; 6ª edição (90/91) - Mako Modelo (Almirante Tamandaré) campeão e vice Viação Tamandaré; 7ª edição (91/92) - Supermercado Loro (Curitiba) campeão e vice Barriqueiros do Ahú (Curitiba); 8ª edição (92/93) - Supermercado Loro bicampeão e vice Colombo FC; 9ª edição (93/94) - Combate Barreirinha (Curitiba) "campeão invicto" e vice Arizona (Piraquara) - 29 participantes; 10ª edição (94/95) - Combate Barreirinha bicampeão e vice Tanguá (Almirante Tamandaré) - 33 participantes; 11ª edição (95/96) - Capão Raso (Curitiba) e vice Supermercado Reis (Curitiba) - 20 participantes - 20 participantes; 12ª edição (96/97) - Tanguá (Almirante Tamandaré) campeão e vice Capão Raso (Curitiba); 13ª edição (97/98) - Tanguá bicampeão e vice: Quatrobarrense FC (Quatro Barras) - 22 participantes; 14ª edição (98/99) - Vasco da Gama (Curitiba) campeão e vice Tanguá (Almirante Tamandaré); 15ª edição (99/2.000) - Renove (Fazenda Rio Grande) campeão e vice Boca Júnior (Almirante Tamandaré) - 33 participantes; 16ª edição (2.000/01) - Garotos Unidos (Pinhais), vice Quatro Barras, 3º Renove e 4º Bocaiuvense (Bocaiúva do Sul) - 30 participantes; 17ª edição (2.001/02) - Colombo FC (Colombo) campeão e vice Renovicente (Curitiba) - 24 participantes; 18ª edição (2.002/03) - Colombo FC campeão, vice Perugia Bairro Alto (Curitiba), 3º Madereira Santa Cândida e 4º Garotos Unidos (Pinhais) - 40 participantes (recorde); 19ª edição (2.003/04) - Clube Independente (Curitiba) campeão "invicto", vice Perugia Bairro Alto (Curitiba), 3º. Colombo FC e 4º Quatro Barras - 30 participantes; 20ª edição (2.004/05) - Perugia Bairro Alto (Curitiba) campeão, vice Vasco da Gama (Curitiba), 3º Colombo FC e 4º Santiago (Piraquara) - 31 participantes; 21ª edição (2.005/06) - Clube Independente (Curitiba) campeão, vice Roça Grande (Colombo), 3º Pioneiro (Campo Magro) e 4º Ana Terra (Colombo) - 36 participantes; 498


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22ª edição (2.006/07) - Ana Terra (Colombo) campeão, vice Clube Independente (Curitiba), 3º Pioneiro (Campo Magro) e 4º União Ahú (Curitiba) - 27 participantes; 23ª edição (2.007/08) - Independente / Olympique (Curitiba) campeão, vice Garotos Unidos (Pinhais), 3º Bairro Alto (Curitiba) e 4º Pioneiro (Campo Magro) - 39 participantes; 24ª edição (2.008/09) - Ana Terra FC (Colombo) campeão; vice XV de Novembro (Colombo); 3º lugar Olaria / Palmeirinha (Curitiba); e 4º lugar Maracanã (Colombo) - 43 participantes; 25ª edição (2.009 / 2.010) - Ana Terra (Colombo) campeão; vice Combate Barreirinha (Curitiba); 26ª edição (2.010/2011) - Desportivo Bordignon (Pinhais) campeão; vice Palmeirinha (Curitiba) - 50 participantes; 27ª edição (2.011/2012) - Desportivo Bordignon (Pinhais) bicampeão; vice 7 de Setembro (Almirante Tamandaré) - 56 participantes; 28ª edição (2011/2012) - Vila Torres (Curitiba) campeão; vice Quatro Barras; 3º lugar Palmeirinha (Curitiba); e 4º lugar Bocaiuvense - 54 participantes.

Protagonistas da final da 28ª Copa Folha de Tamandaré realizada em um dia chuvoso de 30 de junho de 2013, ganho pelo Vila Torres (de vermelho) por 2x1 frente ao Quatro Barras (cinza). Esta partida foi marcada por confusões que acarretaram com seu término aos 31 minutos do segundo tempo /Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, 2013.

PIONEIROS JOGADORES PROFISSIONAIS DA TERRA Apesar de o futebol ser uma paixão da maioria dos brasileiros, jogar em nível profissional é para poucos. Pois, nem sempre quem tem talento, consegue seguir a carreira futebolística, como também nem todos que tem condição e disposição conseguem alcançar o 499


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profissionalismo. No entanto, existem aqueles que em época onde o trabalho estava acima de tudo, a ponto de ofuscar a importância do estudo e, consequentemente, marginalizar o esporte, conseguiram se destacar, vencer e realizar um sonho. Um dos pioneiros foi o esportista de coração e atitude Leônidas Antonio Rodrigues Dias, Jornalista de profissão, natural de Almirante Tamandaré, nascido em 11 de agosto de 1944, o qual jogou profissionalmente futebol pelo Palestra Itália (atual Paraná Clube). Porém, na entrevista realizada com ele em uma tarde memorável do dia 19 de abril de 2011, ele não se considerava profissional, pois explicava que jogou no time profissional meio tempo contra o Olímpico de Irati e meio tempo contra o Seleto de Paranaguá. No entanto, ele era ainda Juvenil (na época equivalia à categoria Junior). Em novembro de 1969, a Tribuna dos Minérios noticiava: "Leônidas no Atlético", com o seguinte teor: "Todo jovem de Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul e Colombo, que tenha por objetivo tornar-se um astro da pelota, agora poderá ter sua grande oportunidade no Clube Atlético Paranaense, pois um filho desta região, Sr. Leônidas A. R. Dias, foi convidado (e aceitou) pelo Dr. José de Siqueira Junior, presidente do rubro-negro, para ocupar o cargo de Diretor de Futebol Juvenil desta tradicional equipe do futebol do Paraná. Leônidas, que é filho de Almirante Tamandaré, revolucionou aquele departamento, e com esta indicação a terra do Dr. Johnson marcou novo feito, pois pela primeira vez um cidadão de Almirante Tamandaré vem ocupar um cargo diretivo em equipe profissional do Paraná". Fonte: Acervo de Leônidas Dias

Foto do final da década de 1950, onde aparece o atleta do Palestra, Leônidas Dias, em dia de jogo no antigo Estádio do Palestra Itália no bairro do Tarumã, Curitiba (não existe mais).

Existe um fato marcante preservado pela oralidade de um jovem apelidado de Dico "Patudo", centroavante de qualidade rara, porém com uma característica que o impediu de ser profissional, ou seja, só jogava descalço. Segundo seu José Maria Soares, jogador profissional na década de 1960 do Britânia (Paraná Clube) e do Operário Ferroviário (Ponta 500


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Grossa): "O moço na década de 1960 foi fazer teste no Coritiba F. C., no primeiro tempo do treino mal pegou na bola, porém, na etapa final resolveu tirar as chuteiras e por efeito "barbarizou" no teste. Terminado o teste, os examinadores falaram: Você está aprovado, desde que jogue de chuteiras!" Outro tamandareense, mas do Botiatuba que vestiu a camisa 1 de goleiro do Pinheiros (atual Paraná Clube) em 1977, foi o esportista Otavio Kotoviski, com maior destaque devido ao acidente sofrido no clássico Pinheiros e Coritiba, onde veio a fraturar a perna na dividida com o jogador e atual comentarista Dionísio Filho, foi o tamandareense da Sede, o professor de Educação Física Vitor Lovato, que vestiu a camisa do Coritiba em 1985-86 (estava no plantel que foi Campeão Brasileiro), Iguaçu de União da Vitória e do Fantasma (Operário Ferroviário Esporte Clube). No ano de 1994, o tamandareense Marcelo Oilson Cordeiro Junior (Italiano), vestiu a camisa de zagueiro do Coritiba. Na década de 1990, também representou o futebol tamandareense no futebol profissional, o goleiro Willer Ariel Chevônica, que jogou no Batel de Guarapuava. O jogador tamandareense que mais teve destaque no futebol a partir de 1998, foi o atacante Marcelo Tamandaré (Edson Marcelo de Faria Manfron), que teve passagem pelo Coritiba, Malutron, América do México, Ajaccio da França, Beleneses de Portugal, Vasco da Gama-RJ, Portuguesa, Atlético-PR, Fortaleza, Ionikos da Grécia e Rio Branco de Paranaguá (elenco do Centenário). Porém, foi uma mulher tamandareense que chegou à Seleção Brasileira de Futebol Feminino. A dona dessa façanha foi a zagueira Angela Marcia Ferreira da Silva, que em 1996 foi convocada para a Seleção Olímpica de Futebol Feminino, que disputaria o torneio de futebol nas Olimpíadas de Atlanta. No entanto, foi cortada. Foto: Álbum da Família Kotoviski

Goleiro Otavio Kotoviski, jogando no antigo campão, 1975.

É lógico que existiram mais jogadores profissionais em Tamandaré, principalmente a partir do ano de 2000. Porém, há de se destacar que estes citados foram os pioneiros. Porém, nas categorias de base dos times da capital, não raro era encontrar um tamandareense, a tal ponto que se for citar nomes, vai faltar espaço no livro. OLIMPÍADA TAMANDARÉ 85 Porém, o esporte em Almirante Tamandaré não se resume só ao futebol. A partir do que foi noticiado pela Folha de Tamandaré. Olimpíada Tamandaré 85. Ano I, primeira 501


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quinzena de novembro de 1985, p. 7, em outubro de 1985, o departamento de Esporte da Prefeitura de Almirante Tamandaré, realizou a Olimpíada Tamandaré 85, a qual estava aberta a todos os atletas da cidade e região, para disputar diversas modalidades. CICLISMO E O MONTAIN BIKE Em Almirante Tamandaré merece destaque o ciclismo, pois teve em Marcos Aurélio Tavares seu pioneiro representante, o qual iniciou nesta modalidade em 1976. Em 1978, fez parte da Equipe Peugeot de Ciclismo. Em referência à Folha de Tamandaré. "Paranaense de Mountain Bike". Ano VIII, 31 de dezembro de 1993, nº 200, p. 20, na data de 05 de dezembro de 1993 ocorria a 6ª e última etapa na cidade de Almirante Tamandaré do primeiro Campeonato Paranaense de Mountain Bike realizado na história desta modalidade esportiva no Estado. A prova foi promovida pela Federação Paranaense de Ciclismo em parceria com a Prefeitura, e foi patrocinada pela Calais Indústria Química S/A, Cal Hidra e Posto Vanelli. Neste dia participaram dois tamandareenses: José Luciano Lopes, na Categoria Cadete e Marco Aurélio Tavares na Categoria Master. A Gazeta Ancorado. Campeão Paranaense de Ciclismo. Ano II, nº 31, 24 de dezembro de 1996, p. 7, noticiava que em 1996, o ciclista tamandareense Maicon Jean de Freitas (Kito), foi campeão Paranaense de Ciclismo, categoria infantil, assim como na mesma categoria, a ciclista Taís Tavares, recebeu o troféu de terceira melhor ciclista paranaense da temporada de 1996. A partir das informações da Folha de Tamandaré. O Mountain Bike Tamandareense nos Jogos Abertos do Paraná. Ano XIV, nº 360, 1º de dezembro de 1999, em 16 de outubro de 1999, a cidade teve pela primeira vez em sua história esportiva representante na modalidade de Mountain Bike nos Jogos Abertos do Paraná, realizado em Toledo, graças ao apoio de Vitor Lovato, Secretário de Esporte da época, que inscreveu Antonio Ilson Kotoviski Filho (001) e Cleverson Ribeiro (002). Porém, foi um tamandareense que corria por Colombo, que ficou com a medalha de prata (José Luciano Lopes), quebrando a dobradinha dos maringaenses (Campeões Paranaenses e do Sul do Brasil). O Jornal da Unibrasil. Mountain bike. Ano II, nº 09, maio de 2002, p. 2, traz a informação que no ano de 2001, na região da "tríplice fronteira do município" (Almirante Tamandaré/Campo Magro, Curitiba/Campo Magro e Almirante/Curitiba), foi realizado o Campeonato Brasileiro Universitário de Mountain Bike, promovido pioneiramente pela FPDU (Federação Paranaense do Desporto Universitário), em parceria com a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) e FPC (Federação Paranaense de Ciclismo). O atleta tamandareense da UNIBRASIL, Antonio Ilson Kotoviski Filho, conquistou a medalha de Bronze desta competição, a qual só tinha o nome de "universitária", pois todos os atletas que disputaram esta competição de Cross Country de Mountain Bike, pertenciam à categoria Elite de seus respectivos Estados. ENCONTRO DOS DESPORTISTAS TAMANDAREENSES Foi noticiado pela Folha de Tamandaré. Tamandaré promove encontro dos desportistas 502


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com homenagem. Ano XVIII, nº 459, agosto de 2003, p. 4, que no ano de 2003, ficou claro que Almirante Tamandaré não é só futebol, pois a Secretaria de Esporte, promoveu o encontro dos Desportistas com homenagens aos atletas tamandareense, entre eles o cross-motociclista Paulo Stedile (Paulinho), Campeão Brasileiro de Motocross na categoria MX2, no ano de 1997; Campeão Brasileiro de Supercross categoria 250cc em 2001; Bicampeão Brasileiro Supermotard SM2 (2006/2007); Campeão Brasileiro em 2009 de Velocross VX1 e VX2. TENISTAS Em observação ao "Ranking" da Federação Paranaense de Tênis, aparecia no ano de 2007, o tenista Leonel Wandley de Siqueira, alcançou o 11º posto no Ranking Geral da Federação Paranaense de Tênis, com 150 pontos, sendo o 4º na Classe 6MB. Em 2010, o Sr. Arnaldo Sergio Buzato terminou em 7º posto no ranking geral, somando 300 pontos, na categoria 6MB. CORRIDAS DE RUA E DUATHLON Outra manifestação do esporte que se tornou tradicional no município foi a Corrida de Rua ou Prova de pedestre da Lamenha Grande organizada pela família Bugalski que devido a sua regularidade fez parte do calendário da Federação Paranaense de Atletismo. Iniciada no ano de 1982, se realizava sempre na data de 7 de Setembro, com hino nacional, premiação com medalhas até o quinto lugar. Sua última edição ocorreu em 1998. Fonte: Jornal do Bugalski (propaganda de candidato), setembro de 1992

Corrida de Rua da Lamenha, pelotão entrando na Av. Wadislau Bugalski.

Em referência às informações da Folha de Tamandaré. Duathlon em Tamandaré. Ano IX, nº 221, 15 de fevereiro de 1994, p. 5, em 26 de março de 1995, foi disputada a primeira prova de Duathlon Terrestre na cidade, valendo para a 1ª etapa do Campeonato Paranaense. Foi realizado no percurso da Rodovia do Calcário. 503


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Em dezembro de 1999, ocorreu outra prova de Duathlon na cidade, sendo o percurso de três quilômetros de corrida (prefeitura à igreja matriz), 20 quilômetros de ciclismo (Tamandaré/Colombo via Rodovia do Calcário) e três quilômetros (prefeitura matriz), esta prova contou com a participação de tamandareense em diversas categorias (Marcos Aurélio Tavares, Maicon Jean de Freitas (Kito); Antonio Ilson Kotoviski Filho 1º colocado na categoria sub-23 Mountain Bike). ATLETISMO/ARREMESSO DE PESO A Folha de Tamandaré nº 413, de 15 de dezembro de 2001, p. 8, destacava que o garoto Josias A. da Silva (na época com 12 anos), conquistou em Poços de Caldas, Minas Gerais, a medalha de ouro, e por efeito, o título de Campeão Brasileiro em sua respectiva categoria, na modalidade de Arremesso de Peso. Em decorrência deste pioneiro feito, a Câmara Municipal, através da sugestão do vereador Piva, promoveu uma homenagem ao campeão. Nesta mesma solenidade foi homenageado o professor Celso Macionk (treinador do atleta e treinador de atletismo do Paraná Clube) e a ginasta Andressa Walter (destaque na época por conquistar várias medalhas na modalidade). Foto: Folha de Tamandaré, 15 de dezembro de 2001, p. 8

No primeiro plano homenageados: Professor Celso Macionk; ginasta Andressa Walter e o Campeão Brasileiro de Arremesso de Peso Josias A. da Silva.

ACADEMIAS PIONEIRAS No ano de 1982, existiu no Haras Tamandaré, uma pequena academia de musculação (sem aparelhos, só alteres, barras e anilhas) e de Karatê, porém com efêmera duração. No ano de 1983, na Av. Emilio Johnson, 806, abriu a Academia Dragões do Karatê, tendo como professor o Mestre Amauri. Esta academia só funcionava a partir das 18h00, pois o Mestre era caixa do extinto Banco Banestado. Em 16 de dezembro de 1983, graduou a primeira turma ao nível de faixa amarela. No ano seguinte, se estabeleceu no Sindicato 504


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dos Comerciários. "Uma das coisas que aprendi e nunca me esqueci desta época foi contar em japonês até dez!" Neste mesmo local, em 1984, a professora Rita Joseli da Cruz, promovia aulas de Ginástica Estética. Em 1986, passou a ser na sede da Assemat como informava a Folha de Tamandaré. Ginástica Estética. Ano II, nº 36, novembro de 1986, p. 7. Com advento do Ginásio de Esportes, as atividades foram transferidas para o mesmo. Com o desenvolvimento da cidade, as atividades físicas começaram a fazer parte do cotidiano da população. Em 2000, se concretizaram academias na Sede, Monte Santo, Tanguá, Tranqueira e em Cachoeira. Apareceram outras escolas de modalidades de artes marciais. No ano de 2006, na Rua Francisco Busato, nº 11, Mato Dentro, começa a funcionar a primeira escola de natação do município, denominada de Escola de Natação Reinaldo Busatto. O JOGO DE BOCHA Também em Tamandaré é tradicional o Jogo de Bocha, trazido pelos imigrantes italianos na década de 1930. Uma das pioneiras quadras do município pertencia à antiga Sociedade localizada na Sede na Rua Coronel João Candido de Oliveira, onde sempre eram realizados torneios que movimentavam a cidade. Os destaques desta época eram: Francisco de Lara Vaz (Chiquinho Vaz), Atílio Bini, Antonio Candido de Siqueira (seu Tono), Ambrósio Bini, José Ido da Cruz. Existia na Cachoeira onde era o Bailão Minuano uma cancha de bocha. Em referência à Folha de Tamandaré. Torneio de Bocha. Ano I, nº 32, novembro de 1985, p. 8, no dia 12 e 13 de novembro de 1985, no Bar do Milek, junto à Rua Fredolin Wolf (Sede), foi realizado um pioneiro Torneio de Bocha, promovido pela prefeitura municipal. O Sr. José Ido da Cruz foi o campeão da repescagem. Na data de 09 de abril de 1989, no mesmo local, porém, com nova denominação "Lanches Graciosa", foi realizado outro torneio de Bocha. Atualmente, as principais quadras deste esporte no município se encontram no Restaurante Castelinho na Sede, Clube 21 de abril, no Botiatuba, e no estabelecimento comercial do Sr. Aldo Manfron, no Juruqui. Foi notícia na Folha de Tamandaré. Bocheiros de Tamandaré agradecem Prefeito Vilson Goinski: Paranaense. Ano XX, nº 515, junho de 2005, p. 4, que no ano de 2005, a equipe do Sr. Arlei Bini, além de disputar o Campeonato Paranaense, também disputou os Jogos Abertos do Paraná, em Guaratuba. Também merece destaque, o fato da cidade possuir representantes femininos neste esporte. PUNHOBOL Outra personalidade esportiva, morador e casado com uma filha da terra, que colaborou com o desenvolvimento do Punhobol não só no Paraná e, consequentemente, no Brasil, é o professor de Educação Física Gilberto Martins Queluz Junior. Foi técnico das 505


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equipes masculinas adultas do Clube Duque de Caxias e do Clube Rio Branco. Em 1995, foi técnico do Duque de Caxias, onde disputou torneios na Suíça, Áustria e Alemanha (tradicionais países representantes destes esportes); em 2005, participou do Sul-americano de Clubes no Chile. O DESPORTISTA LEÔNIDAS RODRIGUES DIAS O esporte na cidade é feito por cidadãos anônimos, que muitas vezes conseguem grandes feitos, mas que infelizmente não são divulgados ou são timidamente divulgados, ou seja, caem em esquecimento. Na década de 1960, um visionário rapaz da Cachoeira começou a escrever textos relatando o futebol amador da região dos Minérios e outros destaques esportivos, sociais e locais nos jornais Tribuna dos Minérios e Diário Popular, e na Rádio Marumby. Após, em 1985, com a fundação do Jornal Folha de Tamandaré, uma parte da história esportiva tamandareense começou a ser registrada e eternizada. É por este motivo que o Cidadão Benemérito da cidade, o Sr. Leônidas Dias, é sempre homenageado por várias instituições, pois divulga o esporte amador da região metropolitana através de seu periódico e outros meios de comunicação. É lógico que prevalece o futebol, pois é um esporte popular, barato, e que pode ser jogado por qualquer pessoa. No entanto, sempre que existe um fato marcante em outras modalidades ou o simples apoio com uma nota de apresentação de um atleta para a comunidade, seu Leônidas não nega espaço em seu jornal. Neste contexto, é possível observar, que o esporte tamandareense não foi construído só por atletas, mas por pessoas que possibilitaram aos atletas desenvolverem os seus dons. Seja como patrocinador, treinador, colaborador, divulgador, organizador, ou seja, é neste sentido que também merece destaque novamente seu Leônidas, pois no que tange às informações da "Indicação a Mérito Esportivo/proposição 1999" proposto pela Câmara Municipal de Curitiba, em seu contexto é citado: "Foi fundador das Ligas dos Minérios, Bocaiúva do Sul, Rio Branco do Sul, Colombo, Almirante Tamandaré e Campo Magro. Sua dedicação ao esporte é a sua história de vida, pois fez e ainda está fazendo muito pelo esporte de Curitiba e da Região Metropolitana. Ainda jovem, coordenou de 1967 a 1972 o Campeonato de Futebol do SESI; idealizou e coordenou o Campeonato de Futebol Varzeano; lançou em sua primeira edição o Campeonato Feminino de Futebol; foi de iniciativa em Curitiba por Leônidas Dias, em parceria com o Jornal Diário Popular e Rádio Capital, o Campeonato Veterano de Futebol, "O Veteranão"; realizou o Campeonato Super-Praião - Shangrilá e idealizou seu maior legado, o Campeonato Copa Folha de Tamandaré e o Campeonato Cobrinhas. Por sua dedicação, fez parte da Federação Paranaense de Futebol, ocupando o cargo de diretor do Departamento de Interior, coordenando à Taça Paraná por dois anos".

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Diversão É equivocado pensar que nas décadas anteriores a 1950, a vida era um tédio por falta do que fazer, simplesmente porque não existia televisão, baladas ou outras atividades que nos prendem atualmente. Naqueles tempos, a diversão existia e era muito apreciada. Existiam as práticas esportivas (futebol), desfiles cívicos, conversas de fim de tarde nas mercearias, pessoas que se reuníam para escutar rádio à tarde na casa de quem tinha, bailes, matinês, circo, festas de igreja, aniversários, eventos de pic-nic (muito realizado no período de 19091915). Dentro da realidade da época existia diversão. O entretenimento da criançada nas décadas anteriores a 1950 nada pareciam com o que se tem na atualidade. Pois, as crianças brincavam e muitas vezes produziam seus próprios brinquedos. Aguçavam a criatividade através disto. Da mesma forma que desenvolviam espontaneamente a coordenação motora. Não raro, nos relatos de entrevistados, foi possível perceber, principalmente, quando eles observavam seus netos brincarem ou ganharem brinquedos sofisticados, uma unânime e descritiva confirmação de um fato comum. Relatos espontâneos que no tempo deles (décadas anteriores a 1960) as brincadeiras eram mais sadias e os brinquedos eram feitos em casa. Com rara exceção. A maioria comentou ou conheciam a brincadeira da perna-de-pau, cujo brinquedo era feito por eles mesmos. Como também brincavam de corrida, atravessar banhado, jogar bola, tudo utilizando a perna-de-pau. Esta brincadeira não era exclusiva só de piás, as meninas também brincavam. No contexto da pesquisa, descobri que a brincadeira da perna-de-pau é milenar e praticada por vários povos no mundo. Ela é derivada de atividades ligadas à sobrevivência. Esta ganhou impulso nas apresentações circenses que, por efeito, foram imitadas por populares no contexto de suas brincadeiras na Europa, chegou ao Brasil enraizado na própria cultura do colonizador português e espanhol. Outra brincadeira era empurrar argola com um pedaço de pau. Ou seja, a criança precisava de uma argola e um cabo de vassoura, o qual tinha um arame na ponta dobrado em forma de gancho. O objetivo era controlar a argola enquanto se andava ou corria. Esta era uma brincadeira praticamente de menino. 507


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Com o aparecimento das latas de leite ou de outro produto, começa a se difundir a carretinha de lata desde 1960. Várias latas eram preenchidas com areia ou barro, e ligada uma na outra com um arame, que atravessavam a lata. Estas eram puxadas como se fosse um "carrinho de plástico moderno". Poderia ser feita com uma única lata. Esta brincadeira conseguiu sobreviver até o início da década de 1980. Este brinquedo era também feito pelas próprias crianças. Era uma brincadeira de piá. Existiu também a brincadeira de carrinho de roda de madeira, parecida com os carrinhos de rolimã. Porém, os rolamentos eram caros e de difícil acesso, além de não existir estrada com descida asfaltada, o que inviabilizava o rolamento naquela época, mas que na década de 1980 começou a se difundir. As crianças ficavam horas subindo e descendo as ladeiras. No entanto, quando se morava perto de uma colina com grama ou mato de inclinação acentuada, as crianças desciam em cima de tábuas ou papelão. As meninas brincavam com bonecas de pano, de casinha e escola. Imitavam o cotidiano doméstico das mães. Brincavam de rodas e cantavam em meio a esta atividade infantil. Também brincavam de cobra-cega junto com os meninos. Existiam os brinquedos: Raias (pipa), peão, ioiô e o bilboquê, os quais eram fabricados pelas próprias crianças. Como também as brincadeiras de faz de conta, os quais elas imaginavam uma personagem e imitavam e se organizavam para imitar o que imaginavam e observavam na realidade. Muitas crianças, principalmente os meninos não saíam de casa sem a setra (estilingue), para caçar passarinho. Daí tinha a temporada da pesca, tomar banho em rio, jogar bola, alguns com bola de meia, outros com bola costurada. Existia o jogo de búlica. Era comum passeio com cavalos na época, mas esta era uma prática reservada aos adolescentes. É lógico que a criançada também fazia malvadeza, como amarrar capim nas trilhas, para os distraídos caírem. Os meninos faziam arco e flecha para caçar e acertar paina nos outros. Tinha as tradicionais brincadeiras de pega-pega e esconde-esconde e amarelinha ou caracol (praticado pelas meninas). Nas nostálgicas lembranças de Otavio Kotoviski de contexto ilustrativo é relatado "(...) que um dia seus primos (Milto e Ari) ganharam um arco semiolímpico. Por ser mais sofisticado era mais potente que os "inofensivos" arcos de galho de árvore, por este motivo não podiam mirar em pessoas! Então saíram para procurar alvo, e resolveram tentar acertar os cabos de transmissão de energia elétrica. Resultado, deixaram praticamente meia cidade sem luz. Porém, ninguém percebeu a traquinagem. Passado um dia resolveram colocar fogo na ponto de uma flecha para ver se acontecia como nos filmes! Resultado, sem querer acertaram o moinho de cereal do tio José Kotoviski (pai de Ari e Milto)! O agravante foi que a flecha ficou acesa e cravou em local alto e para piorar não conseguiam chegar perto da casa para ajudar tentar tirar a flecha, pois o tio José estava muito bravo. Por sorte, o moinho não pegou fogo! Resumindo, em virtude dos acontecimentos, o arco foi confiscado". Outro relato ilustrativo, só que da década de 1930, foi feito por Odete Basso da Cruz, que citou que em sua infância não existia luz elétrica, e por este motivo as noites eram iluminadas por luz de velas ou lamparinas. Nesta condição, costumavam brincar de fazer sombra na parede, ou seja, conforme se colocava a posição das mãos em frente à vela, surgia uma imagem na sombra. Existiam os milenares jogos de tabuleiro presentes no cotidiano do século de 1920. Os jogos de dama, ludo e trilha, apesar de difundidos, eram feitos caseiramente, seu tabuleiro 508


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era desenhado e as pedras eram botões de roupa. O jogo de xadrez, por ter suas peças mais complexas, era mais raro. Porém, já se conhecia. As crianças se divertiam, apreendiam e se desenvolviam física, criativa e socialmente com as brincadeiras. Por isto que estas eram sadias. Quanto aos brinquedos mais sofisticados e industrializados, eram feitos de lata e à base de corda; outros brinquedos como o cavalinho, ou miniatura de carros na década de 1930, eram feitos artesanalmente de madeira. As bonecas eram de porcelana. Não existiam brinquedos de plásticos ou à pilhas. Existia bicicleta, porém esta era cara e restrita, no entanto na década de 1960, era comum vê-las pelas ruas da cidade, mas sendo usada por adultos. Até a década de 1950, não era tão comum ver criança se alimentando com doces o dia inteiro. Vários motivos colaboravam com isto, pois a venda desse alimento até este período era pouco praticada. Porém, não raro era ver crianças comendo balas caseiras, o caramelo, que era feito de forma simples, com açúcar derretido na panela. A partir da década de 1960, os doces industrializados começam a se difundir e ficar acessíveis. Neste contexto, marcaram época as Balas Zequinha, Chiclete Americano, Bala Rainha, Campeão, Bala de Gasosa, Sete Belo, Rintintim, Pirulito Psicodélico, os doces tradicionais: cocada, pé-demoleque, maria-mole, chocolate de licor, diamante negro e maria cachucha. Alguns desses doces também eram feitos em casa. Dentro de um contexto ilustrativo, Josélia Kotoviski conta que quando era menina e sua mãe ia para Curitiba, geralmente trazia um chocolate Diamante Negro (uma barrinha de 21 gramas), o qual era dividido os pequenos tabletes entre ela e seus irmãos. Na época, o preço do chocolate era caro. Não era como hoje, que existe barra de 80 e 170 gramas a preço acessível. Até o começo da década de 1980, era possível ver as crianças jogando bets ou beteombro (um jogo derivado do Cricket, criado por jangadeiros no Brasil no século XVIII), brincando de se esconder à noite, rodas de voleibol, jogando bola tendo as latas como gol dispostas no meio das ruas. Não raro era ver mães indo buscar seus filhos na antiga cancha de esporte. Nesta época, na saudosa cancha de esporte se jogava o trave a trave (gol a gol) que se consistia em um adversário chutar a bola de sua meta e tentar marcar o gol no outro e viceversa. Tinha a dupla de pênalti, onde os participantes se revezavam entre cobranças e goleiro, o qual se desse rebote ficavam driblando até sair o gol ou o goleiro segurar a bola, da mesma forma, se o rebote tivesse origem no travessão era uma pontuação, na trave outra e no ângulo outra. Desde que fizesse o gol. Tinha o controlinho, que consistia em uma dupla ficar tocando dentro de um limite de três ou quatro toques na bola sem invadir a área. O objetivo era fazer o gol. Caso a bola fosse direto para fora por três vezes, o último que chutava tinha que ir para o gol ou se alguém da linha ultrapassasse os três ou quatro toques. Também era comum a corrida de tampinha de garrafa jogada na areia, sob uma pista com rampa e obstáculos a serem desviados pelos participantes. Cada participante só poderia dar três toques na tampinha por vez. Caso não conseguisse saltar a rampa e cair na pista, tinha que voltar onde estava, da mesma forma se esbarrasse nos obstáculos ou saísse do traçado da pista. Existia a brincadeira do garrafão onde se desenhava uma grande garrafa, um participante ficava dentro do garrafão tentando pegar os que tentavam atravessar o mesmo. Se por acaso isto ocorresse, a pessoa pega tinha que correr até o pique para não ser 509


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malhado. Depois tinha que ficar dentro do garrafão tentando pegar alguém. No início da década de 1980, ocorre a febre do videogame Atari 2600 (para os mais abastados) e o Dactar (similar nacional mais barato). No entanto, mesmo o Dactar sendo mais barato, eram poucas pessoas que possuíam. Outro problema eram os cartuchos de jogos que eram caros e limitados, os principais e tradicionais jogos comercializados nesta época eram Enduro, Pac-Mam, River Raid, Space Invaders, Atlantis, Megamania e Donk Kong. O terceiro problema era que nem sempre se tendo dinheiro se conseguia comprar o aparelho. Para se ter uma ideia, na extinta Loja Mesbla na capital, existia a necessidade de se ficar em uma fila de espera para comprar o aparelho (isto no início, dois anos depois esta realidade mudou). Mas, relevando os problemas citados, os que possuíam o videogame na cidade, independentemente de variedade de jogos, tinham que conviver com as visitas de fim de tarde. Existia a opção de jogar fliperama na Rua Domingos Scucato, que pertencia ao saudoso Edson Dalke pelo ano de 1982. Infelizmente, esta realidade mudou devido à violência, ao trânsito de veículos e as novas tendências ditadas pela televisão. AS RAIAS DE CORRIDA DE CAVALO Foto: João Domingos Scucato, final da década de 1960 Na década de 1890 até meados de 1970, existiam na Sede e principalmente no interior de Almirante Tamandaré, raias de corrida de cavalos. Era uma opção de diversão que ocorria aos domingos. Vinham pessoas de todas as partes do município e também de outros municípios. Não possuía os moldes do turf, mas informalmente corriam muitas apostas durante a realização das corridas, as quais muitas vezes terminavam com muita confusão entre os apostadores. Raia dos Perussi. Uma destas brigas ocorrida no Marmeleiro acabou parando na polícia, como destaca o edital oficial lavrado pelo subcomissário Honorio Jorge de Christo, publicado no periódico "A República, de 06 de setembro de 1910". Durante a existência da Vila Tamandaré, as corridas de cavalo pagavam tributos municipais para poderem ser realizadas. Se destacaram duas raias neste período: a Raia do Sr. Arlindo de França, no Marmeleiro, localizada atrás da Escola Municipal Rural Vereador Osvaldo Avelino Trevisan, e a Raia dos Perussi, localizada no Marmeleirinho, onde hoje se encontra a pequena Capelinha do Marmeleirinho.

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JOGOS DE AZAR A jogatina na cidade sempre foi um fato que ganhou destaque nos meios jornalísticos da capital devido ser uma atividade ilegal. O jornal "Correio do Paraná datado de 28 de setembro de 1932" expressou o descaso policial no que toca o combate ao jogo de aposta que corria livremente em estabelecimentos comerciais além de muitos dos praticantes serem menores de idade. A pesar das constantes denúncias o vício era notório que a realidade que se apresentava na cidade já extrapolava a passividade policial, pois segundo o artigo do "Correio do Paraná de 17 de março de 1942" o jogo era realizado na sombra, na beira de estradas,... Porém, nesta oportunidade foi registrada a dificuldade que as autoridades policiais tiveram para recolher o material da jogatina (baralho, dinheiro,...). Alguns moradores adultos da cidade até a década de 1950, se divertiam com o jogo de azar denominado de Cachola. O qual possuía uma pequena gangorra, onde se colocava em uma das extremidades uma moeda. Na outra extremidade, o jogador batia com a mão, e esta moeda era arremessada para cima. Porém, antes de bater se apostava se a moeda quando caía ao chão mostrava a face cara ou coroa. Quem ganhava continuava batendo e levando o dinheiro das apostas até perder. Esta prática era tradicionalmente realizada aos domingos e feriados, onde a "homarada" se reunía para praticar este jogo em vários locais do município. Um estabelecimento comercial que ocorria esta prática era o de propriedade do Sr. Randolfo Siqueira (Lulo), no Pacotuba. Porém, uma diversão que persiste até os dias de hoje, trazida pelos espanhóis, aprendido com os jesuítas e propagados pelos bandeirantes foi o jogo de truco desde o século XVII, em 08 de setembro de 1822 é fundado o Conselho Mundial de Truco em Santos (SP). Outro jogo de carta tradicional no município é jogo de Escopa e Vinte e Um introduzido na cidade pelos imigrantes italianos no século XIX. Existe também o jogo de Pif ou Cacheta, muito jogado em festas, bares e nas residências. O jogo de carta é tão difundido na cidade, principalmente os que envolvem apostas, que não raro é escutar notícias referentes à prisão de seus jogadores que estavam reunidos na casa de alguém. Porém, estes acontecimentos transcendem a década de 1980. Outro detalhe é o sensacionalismo da imprensa, que quando divulga a notícia, geralmente utiliza a expressão: "Polícia estourou mais um cassino em Almirante Tamandaré". Cassino! Quem escuta isto imagina máquina caça níquel, roleta, bacará, ou seja, utilizam uma denominação errada para uma simples mesa onde se encontram seis ou oito jogadores apostando, tomando cerveja, fofocando e falando besteira. Porém, esta prática é ilegal, por isto é que muitos respondem judicialmente. Independentemente do tipo de diversão desenvolvida pelos diferentes habitantes e sua respectiva idade na cidade, ela sempre é diversão. Se sadia ou não, não cabe a este texto julgar. Porém, é fato evidente no município que ela sofre variações conforme a localidade, porém existe um padrão de semelhança, a qual é possível presenciar nos hábitos populares nos dias atuais. GINCANA DO PROGRAMA TELEVISIVO MÁRIO VENDRAMEL Um programa da televisão paranaense muito popular do final da década de 1970 e 511


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meados de 1980, que agitava os sábados era o Programa Mário Vendramel. No repertório de suas atrações se destacavam as gincanas que envolviam escolas, torcidas e cidades. Um destes programa ganhou destaque na região dos minérios, em 24 de outubro de 1981, pois envolveu na gincana quatro cidades do Estado: Almirante Tamandaré, Mafra, Piraí do Sul e Rio Branco do Sul. Segundo a "Tribuna dos Minérios, de 29 de outubro de 1981", Tamandaré ficou em 4º lugar, pois só obteve 150 pontos. Nesta oportunidade, o município foi representado pelo Prefeito em exercício Sebastião Natal Colodel, que esteve à frente de uma caravana de 6 ônibus. A participação da cidade neste evento foi possibilitada graças a intervenção do Sr. Leônidas Dias.

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Considerações ambientais ATERRO SANITÁRIO DA LAMENHA PEQUENA O desativado Lixão da Lamenha Pequena pertencente à Curitiba, porém divisa com a localidade do Juruqui, em Almirante Tamandaré, à margem da Rua Alexandre Meguer, por muitas décadas causou transtornos para os moradores da região. A sua desativação foi um processo desencadeado pela luta dos moradores da Comunidade da região da Lamenha Pequena, que inicialmente conseguiram fazer parar o descarregamento do lixo de Curitiba no Aterro Sanitário em 1989. Aproveitando este fato e a notória reivindicação também dos moradores da região da Comunidade do Juruqui pela desativação do "Lixão", o Vereador João Carlos Bugalski, no mês de março de 1989, apresentou à Câmara dos Vereadores do Município para ser votado e depois aprovado, o requerimento que solicitava ao Sr. Prefeito Roberto Luiz Perussi, que não mais depositasse o lixo coletado da cidade no Aterro Sanitário. Como consequência desta atitude do município tamandareense e posteriores reuniões entre lideranças políticas das duas cidades envolvidas, em 15 de junho de 1989, por determinação do Prefeito de Curitiba Jaime Lerner, foi desativado o Aterro Sanitário de Lamenha Pequena, que funcionava desde 1964. Porém, segundo a Gazeta do Povo, de 20 de setembro de 2010, mesmo após 20 anos fechado, o Aterro Sanitário da Lamenha Pequena, ainda produz graves passivos ambientais, causado pelo chorume e gás, custando quase meio milhão de reais (R$ 423.177,14) para os cofres do município de Curitiba para realizações de obras dos sistemas de drenagem das águas pluviais, dos acessos internos e do sistema de tratamento de efluentes, além da recuperação do sistema de monitoramento de água subterrânea. Engana-se quem pensa que só foi por causa do cheiro e da proliferação de animais peçonhentos que ocorreu a desativação do lixão. Segundo relatos ilustrativos do cidadão tamandareense, o Sr. Virgilino Vieira que mora no Juruqui e trabalhou no aterro no ano de 1975 a 1977 na função de guardião e serviços gerais, "o cheiro era o menor dos problemas, pois perigoso era o gás que saía da terra, já que queimavam as pessoas. Tal fato era tão 513


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grave, que em uma noite de inverno, uma pessoa alcoolizada, parou às margens da rua para se esquentar no bafo desse calor, o problema foi que devido à embriaguez da pessoa, ela não percebeu uma súbita evacuação violenta desse gás. Consequentemente, a pessoa sofreu várias queimaduras graves, ficando com sequelas até os dias atuais". Porém, o mesmo Sr. Virgilino relata um fato curioso. Na época que ficava como guardião do local, "tinha que tocar um pessoal que ia roubar o lixo reciclável dos catadores que, por não terem condições de levar em uma mesma viagem o fruto de seu trabalho de separação no mesmo dia para vender nas reciclagens, deixavam guardados lá o material para buscar no outro dia". A QUESTÃO DA USINA DE RECICLAGEM DA COLÔNIA ANTÔNIO PRADO O problema de se conviver com um novo "lixão", assustou os moradores tamandareenses, em especial os da região da Colônia Antonio Prado. Em meados de 1989, se propôs a criação de uma Usina de Reciclagem, a qual forçou alguns representantes da câmara municipal e lideranças do município a visitar uma usina de reciclagem em funcionamento em São Paulo, para sua posterior instalação no município. Após, em decorrência da mencionada visita, a votação da lei de autorização para criação da usina de reciclagem na região da Cachoeira não logrou êxito na reunião dos vereadores em 1º de março de 1989. Tal fato se deu, principalmente pela característica, modelo e forma de funcionamento da usina que se queria implantar na cidade e com relevante pressão da comunidade local expressada através do "Movimento Lixo Não em Tamandaré", sob a coordenação do Sr. Nazário Schimiguel e do professor Luiz Romero Piva. FUNDAÇÃO RURAL DE EDUCAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FREI) Na mesma época, se apresentava simultaneamente ao subcapítulo referido, mais especificamente 10 de janeiro de 1990 no distrito tamandareense de Campo Magro, um projeto ambiental da Fundação Rural de Educação e Integração (FREI), de recolhimento do lixo que não é lixo de Curitiba, e posterior separação para envio à reciclagem, o que espantou qualquer suspeita de possíveis transtornos ambientais e para a sociedade campo magrense. Esta reunião serviu de parâmetro na decisão de implantação de uma suposta "usina de reciclagem" na Cachoeira, a qual tinha um projeto totalmente divergente ao apresentado pela FREI. Tal fato se confirma na atualidade, onde este projeto desenvolvido pela FREI se tornou referência mundial no processo de reciclagem, sendo um ponto turístico educacional do atual município de Campo Magro. O DEPÓSITO DE EXPLOSIVO NO JURUQUI Em 1993 a empresa Spigma Comércio e Representação de Produtos para Mineração queria implantar no Juruqui um depósito de explosivos. Porém, o Prefeito Cide Gulin, 514


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homem experiente do ramo de extração de calcário e conhecedor do potencial destrutivo do produto que seria armazenado, pois o utilizava no advento de sua atividade profissional antes de ser Prefeito, foi contra a instalação do depósito confirmando em reunião com a comunidade e em assembleia com a presença do Deputado Algaci Túlio e do Tenente Nobuaki Morodone, da Divisão do Exército encarregado da concessão de licença para instalação de empreendimento desta categoria no Estado. O resultado desta empreitada foi que na primeira quinzena do mês de setembro de 1993, era negada a licença pelo Exército à referida empresa, a qual ficou impossibilitada legalmente de armazenar explosivo na cidade. Porém, o Tenente comentou que mesmo com a liberação do Exército, a empresa necessitaria do Alvará Municipal para funcionar. O LIXO SÓLIDO EM BEIRA DE ESTRADAS Notoriamente na atualidade, é possível perceber a falta de consciência de algumas pessoas no contexto destas jogarem lixo sólido no terreno alheio ou na beira de estrada. Porém, não estou tecendo sobre jogar papel no chão, mas sim de jogar sacos cheios de lixo (40 a 100 litros). E o mais curioso, é que em muitos dos lugares que são jogados estes sacos, existe uma placa da prefeitura municipal avisando que é proibido jogar lixo com a seguinte frase complementar "de acordo com a Lei nº 865/2001, artigo 20, denuncie 3657-3034". É hilário, porém preocupante, pois, querendo ou não, existe a coleta de lixo no município desde a primeira gestão do Prefeito Roberto Luiz Perussi, em 1977, ou seja, são mais de 35 anos de existência do serviço de coleta. Independentemente de motivo deste ato, esta situação se agrava mais na Rodovia do Calcário, que entre o km 2 ao km 4 jogam até restos de boi. A MONTANHA DE PNEUS NA CAPIVARA DOS MANFRON Um fato criminoso contra o meio ambiente ocorreu em 2002 na localidade Rural da Capivara dos Manfron, segundo a reportagem da Folha de Tamandaré. Tamandaré dá adeus à montanha de pneus. Ano XVIII, nº 493, outubro de 2004, p. 6, devido ao descarte de 60.000 pneus em terreno particular. Porém, como o suposto depósito estava irregular e o risco da propagação do mosquito transmissor da dengue se tornava grande, ocorreu a intervenção da Secretaria Municipal de Saúde, que em 26 de novembro de 2002, formalmente pediu providências urgentes junto ao Ministério Público sob a responsabilidade na época do promotor Diego Fernandes Dourado. Porém, só em outubro de 2004, após várias denúncias e reportagens de alertas e pedidos de providências através dos mais diversos meios de comunicação, que a montanha de pneus foi removida da localidade. REAÇÃO DOS RIOS TAMANDAREENSES As pessoas só lembram que devem proteger o meio ambiente quando este começa a reagir contra o seu agressor. Um fato curioso na cidade que a acompanha desde sua cria515


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ção são as constantes inundações. A cada ano os alagamentos ocorrem cada vez maiores e vorazes, no entanto, existem vários fatores para diminuí-lo, mas não existe uma forma de contê-los, pois foi o rio que escolheu passar pela cidade. No entanto, se a lei for aplicada sobre aqueles que aterram dolinas, várzeas ou que constroem casas na beira de riachos ou rios, talvez ocorra uma diminuição destas constantes enchentes. Da mesma forma, remanejar o pessoal invasor instalado nas áreas de várzeas, não manilhar rio ou riacho, dragar e limpar os rios, não jogar lixo nos rios, cobrar da fiscalização responsável ações enérgicas contra infrações ambientais, denunciar ações contra o meio ambiente. Ou seja, o rio não pode se tornar um vizinho indesejado simplesmente porque não respeitamos seu território e a sua natureza. Ele estava ali antes do estabelecimento de povoamento na região. Neste caso, então o vizinho indesejado somos nós. É triste, mas a ação humana contra a natureza sempre se reverte contra o próprio homem. E o mais triste é que existem pessoas que afrontam o ambiente sabendo disso e hipocritamente inflamam os atingidos pelas consequências de suas ações contra um "laranja", tudo para ocultar seus atos. Mas, existem pessoas que percebem isto, porém... Proteger, entender, respeitar as regras de convivência com os elementos da natureza é proteger o futuro da própria cidade. Ela ainda está avisando. O problema é quando ela deixar de avisar. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ESTADUAL DO PASSAÚNA (APA) No contexto das informações relativas às Áreas de Proteção Ambiental (APAs) colhidas junto à artigos elaborados pela Universidade Livre do Meio Ambiente, 1997, temos que as APAs, são parte das UCs (Unidades de Conservação), que são áreas de configuração e tamanhos variáveis abrangentes a áreas terrestres e/ou marinhas, submetidas à modalidade de manejo diverso, podendo compreender ampla gama de paisagens naturais, seminaturais ou alteradas, com características notáveis e dotadas de atributos bióticos, estéticos ou culturais que exijam proteção para assegurar o bem-estar das populações humanas, conservar ou melhorar as condições ecológicas locais ou preservar paisagens e tributos naturais e culturais importantes. A criação de APAs visa a proteção da natureza e a manutenção dos valores naturais e humanos em mesma proporção, fazendo com que a maioria destas áreas se mantenha protegida da ação humana colaborando para a sobrevivência do homem. Seu objetivo principal é conservar a diversidade de ambientes, de espécies e de processos naturais pela adequação das atividades humanas às características ambientais da área, seus potenciais e limitações. Porém, no contexto da política ambiental do Governo do Estado Paraná, 1995, ao contrário de outras unidades de conservação, as APAs podem incluir terras de propriedade privada, não exigindo, portanto, a desapropriação de terras. Assim, uma APA não impede o desenvolvimento de uma região, permite a manutenção das atividades humanas existentes e apenas orienta as atividades produtivas de forma a coibir a predação e a degradação dos recursos naturais. Diante desta síntese introdutória, na data de 05 de junho de 1991, por força do Decreto Estadual nº 458, era criada a APA do Passaúna, como é possível observar no corpo legal do 516


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Art. 1º: "Fica instituída a Área de Proteção Ambiental, denominada APA Estadual do Passaúna, localizada nos municípios de Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo e Curitiba, Estado do Paraná, com área de 16.020,04 ha (dezesseis mil e vinte hectares e quatro ares)". O objetivo dessa área de proteção inicialmente foi dado pelo Art. 2º: "A APA Estadual do Passaúna tem por objetivo a proteção e a conservação da qualidade ambiental e dos sistemas naturais ali existentes, em especial a qualidade e quantidade da água para fins de abastecimento público, estabelecendo medidas e instrumentos para gerenciar todos os fenômenos e seus conflitos advindos dos usos variados e antagônicos na área da Bacia Hidrográfica do Rio Passaúna". A APA Estadual do Passaúna está localizada entre os paralelos 25°15' e 25°35' Sul e os Meridianos 49°25' e 48°20' Oeste de Greenwich e, abrange os municípios de Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo, Campo Magro e Curitiba, Estado do Paraná. Com área de 16.020,04 ha (dezesseis mil e vinte hectares e quatro ares) é parte integrante do Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Alto Iguaçu e do Sistema Integrado de Proteção dos Mananciais da Região Metropolitana de Curitiba (Lei Estadual nº 12.248/ 1998). Na cidade de Almirante Tamandaré, ela abrange as áreas dos seguintes bairros: Caximba, Juruqui, Ressaca, Alto São Sebastião, Campina de Santa Rita e Marmeleiro. Ou seja, no que tange à força legal do Decreto nº 458, em seu Art 6º: Na APA Estadual do Passaúna ficam proibidas ou restringidas: I - A implantação de atividades industriais potencialmente poluidoras, capazes de afetar ou colocar em risco os mananciais de água; II - O exercício de atividades, capazes de provocar erosão das terras ou assoreamento das coleções hídricas; III - A realização de obras de terraplenagem e a abertura de canais, quando essas iniciativas importarem em sensível alteração das condições ecológicas locais; IV - O desenvolvimento de atividades minerárias capazes de afetar ou colocar em risco a qualidade da água do manancial; V - O uso de agrotóxicos e outros biocidas em desacordo com as normas ou recomendações técnicas e legislação pertinente. Com advento do Decreto Estadual nº 5.063/2001, ocorreu a alteração e atualização do Zoneamento Ecológico Econômico da Área de Proteção Ambiental denominada APA Estadual do Passaúna da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA). Suas principais mudanças ocorreram no contexto do Capítulo IV (Da ocupação do solo urbano) e Capítulo VII (Das proibições). Ou seja, segundo as novas regras legais, existem restrições e observações mais amplas e rígidas quanto à criação de loteamento, construções, atividades industriais e agrícolas, além de cuidados específicos com a fauna e flora. A RECICLAGEM Destinar o lixo ao lugar certo, separar o lixo reciclado e levar até uma reciclagem (existem várias na cidade), não é vergonhoso, é um ato nobre. O qual não se faz um favor só para a Natureza, mas para si próprio, uma vez que o ser humano é um agente transforma517


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dor que faz parte de um ecossistema de ações inter-relacionadas, onde toda ação gera uma reação. Em 24 de agosto de 2007, a Lei Ordinária nº 1.266/2007 criou a Associação Solução Ambiental de Catadores (ASSOL) para desenvolver o projeto pioneiro entre os municípios da Região Metropolitana, para organizar, capacitar e valorizar o trabalho dos catadores de lixo reciclável. Da mesma forma, este projeto visa fomentar as atividades de reciclagem estabelecendo vínculo com a sociedade e gerando emprego e renda, além de se desenvolver como empreendimento solidário. Para atender este projeto, a prefeitura cedeu em comodato um barracão de 420 m² localizado na Rua Aides A. de Oliveira, nº 183, Jardim Roma, para desenvolver as atividades de separação e armazenamento do lixo. Com esta iniciativa a prefeitura contribui para reduzir a exploração dos atravessadores na compra pelo lixo reciclável, possibilitando ao catador melhores preços, além de incentivar a proteção ao meio ambiente. Fonte: Folha de Tamandaré, agosto de 2007, capa.

Sede da ASSOL. Inauguração em agosto de 2007.

No entanto, a atividade de reciclagem do lixo é uma prática cotidiana no município desde meados da década de 1970, sendo um dos pioneiros dessa nobre e importante atividade o Sr. Otavio Kazeker, o qual relata que até o aparecimento do Depósito de Recicláveis do Dalmir, no Jardim Maria Claudia e do Sr. José Antonio da Cruz, na Sede em meados da década de 1980, o produto coletado tinha que ser levado para Curitiba, e os mais próximos eram no Taboão (lado Curitiba) e na Cachoeira (lado Curitiba). Porém, segundo seu Otavio Kazeker, ele não era o único a sobreviver com esta atividade, pois em seu tempo existiam outros que prestavam este serviço à sociedade e ao meio ambiente. A PREOCUPAÇÃO LEGAL COM O MEIO AMBIENTE Há de ressaltar que a preocupação com o meio ambiente não é nova, da mesma forma 518


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que a conscientização de proteção ao mesmo. No contexto da publicação dos atos oficiais do município de Almirante Tamandaré exposto no Jornal Tribuna dos Minérios de 23 de setembro de 1979, aparecia a Lei nº 037, de 18 de setembro de 1979, sancionada pelo Prefeito Municipal Roberto Luiz Perussi, que criava o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA). Em seu artigo 11º, ocorreu a previsão de obrigatoriamente contar nos currículos escolares, nos estabelecimentos de ensino da Prefeitura, noções, conhecimentos e providências relativos à preservação do meio ambiente. Ou seja, a preocupação e a consciência social relativo ao meio em que estamos integrados é antiga, pois esta lei revogava disposições antigas e em contrários. Diante disto, ninguém pode dizer que é leigo no contexto de não saber que é errado poluir. A Lei Ordinária nº 865, de 14 de dezembro de 2001, sancionada pelo Prefeito Cezar Manfron, instituiu o Código de Meio Ambiente do Município de Almirante Tamandaré, o qual pela também Lei Ordinária nº 1.260, assinada pelo Prefeito Vilson Goinski, acrescentou novos dispositivos à lei original. Diante deste fato, basta agora o cidadão de bem ajudar fazer se cumprir a lei. Além das leis municipais existem as leis estaduais e federais de proteção ao meio ambiente. Neste contexto, foi notícia nacional publicada no "Jornal do Brasil, de 13 de dezembro de 1979", o processo sofrido fundado no Artigo 134 do Código Penal vigente na época, pelas empresas Calcário Amazonas e Incaflor por terem poluído o ar a ponto de prejudicarem toda a população da sede de Tamandaré. Este artigo previa punições para quem põe em perigo a vida e a saúde das pessoas. Segundo o Delegado Pedro Andreolli da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, a ação da empresa estava provocando o aparecimento da pneumoconicose nas pessoas próximas a estas empresas. Antes do processo, as duas empresas foram advertidas pela Superintendência de Recursos Humanos e Meio Ambiente, que exigiu colocação de equipamento antipoluente. Porém, nenhuma cumpriu a exigência. Em seguida, as empresas foram fechadas.

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Segurança pública Havia um tempo em que a imagem de Almirante Tamandaré não era manchada pelas manchetes de jornais policiais. Havia um tempo que se alguém pronunciasse a palavra vandalismo, esta seria interpretada como atitude do povo vândalo (povo bárbaro), não como depredador, baderneiro, pichador, quebrador de lâmpada, furtador de placa de bronze, ou seja, criminoso! Estes tempos se foram, culpa de um progresso desordenado e da omissão de muitos, que se prendem em grandes ocorrências, se cegando aos pequenos acontecimentos, os quais quando somados, se tornam gigantes perto do "grande problema" que prendia a atenção de muitos. Tudo neste contexto merece atenção, não a devoção exclusiva. Apesar de cidade de Almirante Tamandaré ter sido considerada um lugar pacato até a década de 1960, alguns fatos isolados marcaram sua história, pois quando ocorreram ganharam repercussão estadual. O primeiro fato foi a morte do lendário criminoso Diamiro Furquim de Siqueira (Dijamiro Furquim), o qual segundo consta na p. 13 do "Relatório Apresentado ao Exmo Sr. Dr. José Pereira dos Santos Andrade Governador do Paraná pelo Bacharel Augusto Chaves Secretário d'Estado do Interior, Justiça e Instrucção em 31 de dezembro de 1898", em fevereiro de 1898 foi de emboscada assassinado o criminoso Diamiro Furquim de Siqueira. O Subcomissário de Polícia do Distrito Joaquim da Costa Cabral procedeu as necessárias diligências, sem que pudesse descobrir o autor do crime. Segundo informações que foram colhidas junto ao histórico trabalho de Francisco Negrão, conhecido por "Genealogia Paranaense", Volume III, 11, Diamiro nascido em 1873, filho de Vidal José de Siqueira, foi assassinado em emboscada que lhe foi feita por questões políticas. Porém, a oralidade popular colhida a partir de Otavio Kotoviski que escutava as histórias do saudoso Sr. José Real Prado Sobrinho (seu Zezinho ou Espanholzinho), confirmadas por relatos do saudoso Sr. Generoso Candido de Oliveira que até possuía um livro de época que citava o ocorrido, ilustrava o fato da seguinte forma: "Diamiro Furquim não era uma pessoa boa, pois sempre estava metido em confusão. Acabava com as festas que parti521


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cipava, agredia os outros na rua, usava as pessoas como alvo, prestava serviço de pistolagem, matou e decapitou o alemão Henrique Henning (a história da Cruz do Alemão), fora outras atrocidades que lhe garantiram fama. Tinha até prêmio por sua cabeça! Diamiro e seu comparsa Julio um belo dia mexeram e humilharam em frente aos filhos um pacato senhor de identidade não identificada, mas morador da região. Passado um tempo este senhor resolveu se vingar. Sabedor que o mesmo passava pela Estrada do Assunguy na região da Volta Grande com sua pequena tropa de gado, aguardou o momento e atirou nele. Ocorreu que, apesar de desmaiado, não caiu do cavalo e por este motivo foi carregado involuntariamente (pelo cavalo viciado no trajeto) até sua residência, onde agonizou por 21 dias. Morria o bandido mais famoso do Estado do Paraná na época. Porém, sabedor que Diamiro tinha um comparsa (Julio) muito ligado a ponto de quando eles estavam juntos serem chamados de "Irmãos Furquim", o senhor fugiu para a Lapa para não sofrer os efeitos de seu ato. Segundo consta, com sentimento de vingança, Julio, o comparsa de Diamiro descobriu seu paradeiro e foi atrás. Porém, foi surpreendido. Pois, no local onde parou para pedir informação sobre quem caçava, já na Lapa, era por coincidência a mercearia de um compadre do homem caçado que se encontrava no local, porém, em sala separada, mas que viu Julio chegar e tramou outra emboscada. Ou seja, enquanto o bandido fazia uma volta demorada até o lugar informado, o senhor caçado seguia por um atalho para o emboscar, o qual veio a ocorrer. Segundo consta, o corpo abatido de Julio ficou lá, sendo comido pelos bichos. Mesmo as autoridades sabendo disso, não foram buscar o dito defunto. Chegava ao fim a dupla dos "Irmãos Furquim". Continuando com os fatos inusitados, mas se prendendo às informações oficiais, em 17 de maio de 1931 é notícia de capa da 2ª Edição da Gazeta do Povo de mesma data o relato da ocorrência de uma grande rebelião na Penitenciária Central do Estado (atual Penitenciária do Ahu), ou seja, a primeira da história da instituição, onde um grupo de presos fugiu de forma violenta e se escondeu nas matas e morros de Colombo e Tamandaré, causando pânico nas pacatas cidades citadas, pois os mesmos estavam fortemente armados com fuzis e mosquetões. Foto: Gazeta do Povo, 21 de maio de 1931

Grupo de perseguição aos fugitivos escondidos nas matas do Boixininga na estrada TamandaréColombo (não foram referenciados os nomes dos par ticipantes da foto).

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Na data de 18 de maio de 1931, quatro fugitivos foram cercados em uma casa colonial na Lamenha Grande. Em decorrência da gravidade da situação, um destacamento policial especial foi enviado para Tamandaré e Colombo onde os bandidos estavam escondidos. A perseguição foi acompanhada de perto pela Gazeta do Povo que durou mais de dez dias até seu desfecho. Passado o susto e o terror provocado na pacata cidade de Tamandaré pelos fugitivos da penitenciária, ocorreu que na data de 18 de junho de Fonte: Gazeta do Povo, 18 de junho de 1932, p. 6. 1932 a Gazeta do Povo publicou na p. 6 a seguinte manchete: "Mila, o eterno pesadelo dos municípios de Bocaiuva e Tamandaré voltou ao cartaz", ou seja, em 16 de junho de 1932 um pistoleiro famoso e protegido por muitos políticos resolveu cumprir suas ameaças atacando o Prefeito Joaquim Age e o Delegado Jaime Nascimento à base de tiro. Ou seja, promoveu um tiroteio em frente à prefeitura velha e cadeia pública (ficava no mesmo local) que durou aproximadamente 30 minutos, causando pânico na localidade. O grupo do bandoleiro sofreu uma baixa, Silvano Prestes de 20 anos atingido por um tiro de fuzil. Segundo informações da reportagem, o motivo de tal agressividade foi a negativa das autoridades em permitir que o bandido Mila (Emilio José dos Santos) realizasse o sonho de ser político e governar Tamandaré. Mila (Emilio José dos Santos), pessoa peEm 15 de julho de 1932, a Gazeta do Povo em sua rigosa descrita como portadora de patop. 6, publicava o assassinato do bandoleiro Mila em logia (psicopata), pois o mesmo sentia prazer e satisfação de sua fama e crueldasua residência em Rio Branco (do Sul), ocorrido dia de. Sempre atacava suas vítimas pelas cos14 de julho. tas.

O INSPETOR DE QUARTEIRÃO Para garantir a lei e a ordem em lugares povoados, em 1832 surge a figura do Inspetor de Quarteirão, que era um morador do próprio quarteirão que recebia uma parcela considerável de poder para coibir a prática de atos delituosos, devendo zelar pelas propriedades e pelo sossego de todos que moravam em seu quarteirão. Segundo o contexto do Código de Processo Criminal de 1832, eles tinham autoridade para efetuar prisões em flagrante, para admoestar e, até mesmo, para obrigar a assinar "termos de bem viver" a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, viviam pelas ruas ofendendo os bons costumes e perturbando o sossego público, como os vadios, mendigos, bêbados, desordeiros e prostitutas. Em suma, os inspetores eram a primeira instância do policiamento em seus quarteirões. Foram Inspetor de Quarteirão em 1836 nas seguintes localidades os Srs.: Pacotuba, Pedro Monteiro; Tranqueira, Antônio Francisco Guimarães; Butiatuba, Jeronimo Cardoso Pazes; Boixininga, Antônio Manuel de Abreu, Marmeleiro, Manuel José Ávila. 523


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OS SUBCOMISSÁRIOS O cargo de Comissário e Subcomissário de polícia não era muito bem recebido pelas pessoas, como é possível perceber no "Relatório do Chefe de Polícia Interino Benedicto Pereira da Silva Carrão enviado ao Secretário dos Negócios do Interior, Justiça e Instrucção Pública do Paraná, em 30 de setembro de 1895", p. 8:"Como sempre, e actualmente ainda mais pronunciada, é a negação por parte de pessoas qualificadas, de respeito e de posição social, para os cargos de autoridades policiais no Estado do Paraná. Por empenho, apellando muitas vezes para o sentimento de amizade particular, tendo conseguido que alguns cidadãos de accenttuada posição acceitem os cargos policiaes, em que são verdadeiras garantias. É por isso de toda a justiça que tributemos n'este capítulo os louvores aos cidadãos que sem retribuição pecuniária alguma, com dedicação e desinteresse achão-se servindo cargos policiaes em diversos districto de nosso Estado". Em decorrência da não simpatia pelo cargo, geralmente era o Subcomissário o cargo oferecido na Vila de Tamandaré, e o município era um Distrito Policial subordinado ao Termo de Curitiba, indicado pelo Prefeito ao Chefe de Polícia, que solicitava a nomeação deste para o governador, como definia o Artigo nº 177, da Lei nº 191, de 14 de fevereiro de 1896. Segundo consta em um "Termo de Bem Viver" lavrado oficialmente no Cartório de Pacotuba, em 27 de janeiro de 1877, respondia ao cargo de Subdelegado do Distrito de Pacotuba, o Sr. Gustavo Von Krüger. O jornal "O Paranaense, de 07 de agosto de 1881", informava a nomeação de Theolindo Baptista de Siqueira para o cargo de subdelegado do Distrito de Pacotuba. No ano de 1889, para atender o Distrito do Pacotuba é nomeado Subdelegado o Capitão Antônio Candido de Siqueira. Após, em 15 de julho de 1890, é nomeado ao cargo o Sr. Manoel Francisco Dias. Em março de 1891 foi nomeado subdelegado do Distrito de Tamandaré João Candido de Oliveira, sendo depois exonerado em 1º de abril de 1890 junto com o suplente Frederico Augusto de Souza e Vasconcellos. Diante disso, por Ato Governamental, de 17 de abril de 1891, foram nomeados como 1º, 2º e 3º suplentes do subdelegado os respectivos Srs.: Souza Machado, Mathias Propryá e Manoel Ignacio de Faria Sobrinho. Em 04 de junho de 1892, foi nomeado o Subcomissário do Distrito Policial de Tamandaré, Tibúrcio de Paula Cabral, ficando como 1º Suplente Sr. Manoel Furquim Pereira (nomeado em 14 de dezembro de 1894), 2º Suplente Joaquim de Araujo Farias (nomeado na mesma data) e Sr. João Teixeira de Farias. Em 1895, a Vila de Tamandaré contava com 5 "praças" (soldados de fato) para dar apoio ao Subcomissário. Em 21 de julho de 1897, é aceito o pedido de exoneração do Sr. Tiburcio de Paula Cabral. Por efeito o Acto nº 192, de 07 de agosto de 1897, são nomeados para o cargo de Subcomissário o Sr. Joaquim da Costa Cabral, e como 1º suplente o Sr. Adolpho Lamenha de Siqueira. Por Decreto nº 165, de 12 de julho de 1900, é exonerado Joaquim da Costa Cabral e nomeado Subcomissário o Capitão Antônio Candido de Siqueira. Seus suplentes e posteriores Subcomissários foram: Bento Alves da Conceição, nomeado em 12 de julho de 524


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1900, Octavio Francisco Dias, nomeado na mesma data. Em 26 de novembro de 1900, era nomeado Adolpho Lamenha de Siqueira. Em 26 de setembro de 1904, em decorrência do Decreto nº 343, foi nomeado subcomissário o Sr. Adolpho Lamenha de Siqueira. No período de 1908-1912, foram subcomissários os Srs. João Evangelista Artigas, Laurindo José Cordeiro (nomeados em 19 de fevereiro de 1908), João Evangelista dos Santos Ribas e Francisco Lino Freitas. Por Decreto nº 31, de 19 de janeiro de 1909, é nomeado o Sr. Geraldo Euclides de Christo, depois substituído por José Teixeira de Farias, que foi exonerado e substituído na data de 28 de fevereiro de 1910, sendo nomeado o Sr. José Agostinho da Silva. Pelo Decreto nº 232, de 27 de março de 1912, era nomeado a exercer a função de subcomissário o Sr. Jorge Agner Kendrick. No ano de 1919, o cargo era exercido pelo Sr. Emílio Johnson e Joaquim Pereira de Andrade. No período de 1920-1923, exerceu a função o Major Antônio Baptista de Siqueira, sendo seus suplentes os Srs. João Evangelista dos Santos Ribas, Octavio Ribas Machado e Joaquim de Barros Teixeira. OS DELEGADOS "CALÇAS CURTAS" No contexto de muitos relatos de vários ilustres moradores entrevistados, a ordem até a década de 1970 só era rompida às vezes por brigas entre clientes nas mercearias que bebiam um pouco além do limite; nos períodos de políticas e raros casos de assassinatos, com exceção dos realizados por pistoleiros contratados. Para se ter uma ideia, a maioria dos que ficavam presos no porão da Prefeitura Velha era por motivo de "rompimento da ordem" (bagunça ou briga) e pequenos furtos. Nestes tempos, os delegados eram nomeados pelo governador por indicação do Prefeito, geralmente alguém de respeito e que soubesse lidar com a desordem sem exercer de violência. Eram tempos que o delegado apenas ganhava a responsabilidade, o status de ser um homem da lei e um muito obrigado, pois não se recebia salário. Em referência às informações de Hermenegildo de Lara, publicada na Folha de Tamandaré. Delegados de Polícia e Suplentes. Julho de 1988, nº 65, p. 3, foram Delegados e Suplentes de Tamandaré entre os anos de 1928 à 1942 os seguintes Srs.: "Joaquim Araújo Faria Junior, Tenente Elysio da Costa Marques, Tenente Francisco A. Guimarães, Tenente Jayme Gonçalves do Nascimento, Capitão Rodolfo Tobias Pinto, Avelino Gonçalves de Oliveira (suplente), Tenente José Henrique Dias, Tenente Luiz Scheleder, Catharino Natal (suplente), Olegário Pires de Sá Ribas, Tenente Epitácio Brandão Machado, Coronel João Candido de Oliveira, Zair Candido de Oliveira, Emílio Johnson (suplente), Tenente Nerinho Silva, José Manikowske Junior, João Baptista de Siqueira, Tenente Manoel Pinheiro Dantas, Hermenegildo de Lara e João Antunes de Lara". No período Timoneira e Almirante Tamandaré foram delegados (calça curta) os Srs.: José Ido da Cruz, Theolindo Batista de Siqueira, Antonio Dalazuana, Luiz J. Perroti, Generoso Cândido de Oliveira, João Siqueira. Quanto aos policiais, eram indicados praças (militares de fato), para fazer a função de auxiliar do delegado. Somente em 1922, pela Lei nº 3.052, é criada a polícia de carreira. 525


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OS TEMPOS DE REVOLUÇÃO Segundo relato de seu Antonio Candido de Siqueira, o qual contou que na época dos confrontos mais acirrados das disputas políticas entre os Pica-Paus e Maragatos era comum os soldados deste período histórico em Tamandaré confiscar os cavalos das pessoas na rua, sem nenhum motivo. Como também, não raro era escutar comentários que mulheres eram violentadas e pessoas atacadas. Esta condição é ressaltada no texto publicado no livro "Nos Rastros dos Imigrantes Poloneses", p. 102, que cita o relato do saudoso Estanislau Pupia, que aproximadamente no ano de 1924, ajudou a empurrar e esconder no meio do mato a carroça de seu tio Vadeco Melanski. Se esta providência não tivesse sido tomada, os policiais tomariam os cavalos e a carroça sem motivo algum. A DELEGACIA E O MÓDULO DA POLÍCIA MILITAR Segundo consta em ofícios e despesas governamentais, os pioneiros prédios que abrigaram quartéis de destacamento de polícia e cadeias em Tamandaré antes da construção da prefeitura e, após, da delegacia e do módulo militar, foram imóveis particulares. Esta condição pode ser observada no requerimento feito pelo Sr. João Candido de Oliveira junto ao Estado solicitando o pagamento do aluguel de seu imóvel por quatro meses ao destacamento de polícia, que foi publicado no periódico "A República, de 09 de março de 1909". O citado destacamento policial chegou na cidade em 12 de abril de 1908, composto de quatro praças (soldados), segundo a publicação do periódico "A Notícia, de 16 de abril de 1908". Em observação da "Ata da 53ª sessão ordinária, de 09 de abril de 1913", do Congresso Legislativo do Estado do Paraná, foi decretada a autorização para o Poder Executivo construir uma cadeia na Vila de Tamandaré. Mais organizado administrativamente e evoluído politicamente, o recém-autônomo município de Timoneira, segundo o livro comemorativo elaborado pela Câmara de Expansão Econômica do Paraná, denominado de "1º Centenário de Emancipação Política do Paraná", p. 16, foi agraciado pelo Estado em 1952, com Delegacia de Polícia e cadeia com quatro celas, a qual ainda se localiza na atual Rua Coronel João Cândido de Oliveira. A partir desta época, a prefeitura deixou de servir também como cárcere. Porém, tanto policiais militares como policiais civis, compartilhavam o mesmo prédio. No entanto, ainda nesta época, os delegados não recebiam salários, somente os policiais militares. No mês de agosto de 1988, o Prefeito Ariel Adalberto Buzato entrega o prédio construído com recursos do próprio município, que abriga o atual Destacamento da Polícia Militar, referente à 5ª Companhia do 17º Batalhão da Policia Militar. A Delegacia de Polícia se torna prédio exclusivo da Polícia Civil. POLÍCIA RODOVIÁRIA ESTADUAL Na data de 02 de maio de 1979, se instala em Tranqueira, a Polícia Rodoviária Estadu526


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al, inicialmente no km 21, na margem sentido Curitiba/Rio Branco do Sul para fiscalizar a crescente demanda de veículos que circulam na Rodovia dos Minérios. Atualmente, o Posto Rodoviário se localiza no km 22 na margem contrária, o qual recebe o nome de Cabo Patrulheiro Manoel Cesar Nascimento, morto em serviço na Rodovia dos Minérios, atropelado por um caminhão desgovernado no início das curvas em "s" na proximidade da ponte sobre o Rio Barigui, sentido Curitiba- Tamandaré. Esta fatalidade foi ocasionada por um bloqueio que se fazia necessário referente à manutenção da pista. DEFESA CIVIL E CORPO DE BOMBEIRO Na data de 08 de agosto de 2006 foi entregue a população tamandareense, a primeira unidade do Corpo de Bombeiro, que inicialmente funcionou na rua Frei Mauro, nº 300. Esta unidade faz parte do Programa Bombeiro Comunitário, que é uma parceria entre o Estado do Paraná e a Prefeitura de Almirante Tamandaré, cujo contingente apresentou 12 agentes da defesa civil mantidos pela prefeitura. Em 29 de junho de 2007, foi inaugurado nas esquinas da Av. Rafaela com a rua Rio Ouro Fino, o Posto de Bombeiro Comunitário, que recebeu o nome de Dr. Wallace Tadeu de Mello e Silva. O patronato do Posto foi uma homenagem ao médico e político que nasceu em Curitiba no ano de 1908. Em 1946, foi eleito vereador para a Câmara Municipal de Curitiba e Prefeito da cidade em 1951. Filho do coronel Wallace de Mello e Silva, natural do Sergipe, foi chefe da estação ferroviária de Curitiba e fundador do Centro dos Ferroviários do Paraná e Santa Catarina, e de Joanna Thadeu de Mello e Silva (Giovanna Thadeo, nascida em Porto de Cima no Paraná, ela filha de imigrantes italianos). Wallace Thadeu casou-se com Lucy Requião em Curitiba em 1940. O casal teve cinco filhos, um dos quais Roberto Requião de Mello e Silva, ex-governador do Estado do Paraná e senador eleito em 2010. GUARDA MUNICIPAL Em decorrência do Decreto nº 1.701, de 14 de julho de 1932 Manoel Ribas Interventor Federal "atendendo a que por Decreto nº 1.690, de 12 de julho de 1932 toda Força Pública do Estado foi posta a disposição da 5ª Região Militar para ser incorporada as tropas do exército, em operação de guerra; e considerando que em tais condições o Estado não pode manter destacamentos policiais nos municípios, competindo a estes a organização da Guarda Municipal a fim de que possa manter-se a mesma e encarregar-se da manutenção da ordem, segurança e integridade do município." Neste contexto, o policiamento da localidade de Tamandaré anexada ao território de Rio Branco seria de competência do município rio-branquense, e as nomeações e demissões eram de competências do Prefeito, como dispunha o art. 3 do supracitado decreto. Os guardas municipais deveriam, segundo os respectivos artigos do Decreto 1.701/1932, estarem subordinados ao Delegado local nomeado pelo Prefeito, receber um salário de 527


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140$000 (cento e quarenta mil réis) mensais; usar um uniforme de brim mescla, calça, túnica e boné tipo americano, com pala de couro preto e jugular branco, tendo uma faixa vermelha no braço esquerdo; quando em serviço trarão sabre e um revólver à cinta. A Guarda Municipal existiu enquanto durou os conflitos referentes à Revolução Paulista de 1932. Em 12 de novembro de 2010, como iniciativa para conter o vandalismo e proteger o patrimônio público, surge o Núcleo de Proteção e Vigilância Municipal, que tem como objetivo, a missão de fazer a guarda e vigilância de todos os prédios públicos municipais, 24 horas por dia. Inicialmente, 40 agentes de segurança passaram por treinamento e capacitação para atuar na área de segurança e proteção, com ronda e monitoramento ininterruptos, ou seja, os antigos "guardiões" de prédios públicos. Estes agentes recebem o apoio de uma central de monitoramento localizada ao lado do Centro Administrativo Vereador Dirceu Pavoni, a qual é equipada com sistemas de controle e observação de alarmes instalados em todas as Escolas Municipais (CMEIs), Unidades de Saúde e outros prédios públicos. Além disso, os agentes fazem as rondas em veículos e motocicletas, cobrindo todo o perímetro do município. Ou seja, com esta ação foi criada a Guarda Municipal.

4º ESQUADRÃO DO REGIMENTO DE POLÍCIA MONTADA DA POLÍCIA MILITAR Com o advento do Parque Estadual Ambiental Aníbal Khury, se estabeleceu no local devido a sua infraestrutura herdada do antigo Haras Tamandaré Ltda existente na década de 1970, a sede do 4º Esquadrão do regimento de Polícia Montada da PM, o qual colabora com a ronda no município. MÍDIA SENSACIONALISTA Apesar da cidade ter uma notória presença de forças estaduais de contenção a violência civil, o município é na atual realidade uma grande fonte de notícia que forjam a fama e a glória de muitos apresentadores de televisão e rádio de característica sensacionalista. Um deles, que atualmente é deputado estadual e de grande votação na região, instituiu ironicamente em seu programa o título de denominação de "Cidade da Bala", como "prêmio irônico" a cidade com maior ocorrência de mortes violentas. É de consciência que contra notórios e contínuos fatos não existe argumento. Porém, este sensacionalismo não atinge o "bandido", mas sim o cidadão de bem, que possui vergonha na cara e zela por respeito, simplesmente por ser morador da cidade. Não raro é escutar comentário rotuladores recaírem em pessoas honestas pelo simples fato de que muitos que não conhecem a cidade, criarem a imagem em suas cabeças que aqui é como nos filmes de faroeste ou como os filmes policiais. Ilustrando tal fato, "um dia um ser iluminado de forma séria me perguntou se eu não tinha medo de morar em Tamandaré. Levei tal comentário na esportiva porque percebi 528


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que não era deboche. Porém, refleti sobre o quanto as informações podem ser daninhas se propagadas sem responsabilidade ou com um objetivo específico". Houve um tempo, em que ocorreu a morte em série de 20 mulheres no município (período de 1999-2002), o qual gerou protesto dos familiares e acabou se vinculando com política, polícia, uma mina de ouro a ser explorada. Tanto é que este número de vítimas foi aumentado para 23, pois infelizmente ocorreram neste período outras 3 mortes. No entanto, segundo as informações policiais e judiciais, estas 3 mulheres a mais eram casos que não se relacionavam com as outras 20. Infelizmente, há de se destacar que uma das vitimadas por latrocínio foi a professora Teresinha Elizabete Kepp, a qual lecionava na escola do loteamento São João Batista. Devido a este trágico incidente, colegas e moradores resolveram prestar uma homenagem, denominando a Escola Estadual que funciona no prédio onde ela trabalhava com o seu nome. Resultado, não raro era escutar pai de família reclamando ou desabafando triste para os conhecidos ou colegas, que quando chegava ao trabalho em Curitiba, começavam as piadinhas: "Fique de olho na secretaria!"; "Mulherada, fujam! O homem de Tamandaré chegou!" Isto sem contar os relatos de jovens e boêmios dessa época, que percebiam na expressão facial ou de movimentos involuntários de medo que as mulheres nas danceterias deixavam transparecerem quando falavam que eram de Tamandaré. Algumas eram educadas e diziam que iam ao banheiro e não voltavam mais. Outras desconversavam e iam se afastando. Ou seja, quando se perguntava de onde era, tinha que mentir ou dizer que morava no prolongamento da Mateus Leme! Resumindo, eram as pessoas de bem que sofriam este tipo de ação e que mesmo contando isto de forma séria, muitas vezes são levadas na brincadeira. No entanto, para quem não é leigo e entende bem deste contexto, sabe que isto é uma ação involuntária de medo, criada por um sensacionalismo que se fundamenta no "direito de liberdade de expressão" sem contemplar o dever de prever as consequências e o ônus que dele resultam direta e indiretamente. Ou seja, os sensacionalistas só consideram o inciso IV do artigo 5º da Constituição Federal, porém, se esquecem de ler o inciso V do mesmo artigo, como também o título do Capítulo I do Título II que começa no já citado artigo. Porém, que fique claro que eu não sou contra a propagação destas informações. Mas, sim, sou contra a forma que elas são passadas. Principalmente, pelos motivos já elucidados. PROIBIÇÕES DE BAILÕES E DANCETERIAS Para amenizar a violência na cidade, foi votada e sancionada a Lei Ordinária de Almirante Tamandaré-PR, nº 1.137, de 01/12/2005, que estabelecia a proibição de bailões e eventos dançantes em estabelecimentos comerciais. A referida lei entrou em vigor em 15 de fevereiro de 2006. Antes deste evento funcionou o pioneiro bailão 9 de Junho na Cachoeira e após, o Bailão do Minuano, Clube dos Amigos e o Bailão do Purkote na Cachoeira, que mais tarde foi denominado de Estúdio P. Outro local na localidade era o Magistral; na Campina do Arruda existia o Bailão Lauro 21; o Salão Bracatinga, o qual recebia este nome porque no meio do salão de dança existia um enorme tronco de bracatinga; na 529


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localidade de Tranqueira existiu o Bailão do Juvino e, após, o Bailão Bem-te-vi; na Sede existiu o tradicional Bailão da Tia Tede (década de 1980 e 1990), e também nesta mesma época, o Bailão do Siqueira (o qual contou com uma apresentação de Teodoro e Sampaio e Gaúcho da Fronteira ainda em tempos que sonhavam com a fama). Na década de 1990, também na Sede, porém na margem sentido Curitiba da Rodovia dos Minérios, abriu o Big Baile, o qual contou com a apresentação da cantora Gretchen. Existiram outros, porém os citados foram os que marcaram época. Independentemente se bailão é bom ou ruim para a sociedade, o grande problema é a crescente violência que contamina tudo que toca. E que infelizmente acaba gerando consequências diretas e indiretas ao cidadão de bem, que muitas vezes tem que ficar preso em casa, quando na verdade deveria ser o contrário, o bandido estar preso. Mas, este é um evento que tem que ser vencido, porém não existe uma fórmula pronta e mágica que mude tudo da noite para o dia. OS SÁBADOS DE ALELUIA! Afirmar que Tamandaré era um paraíso é errôneo. Porém, as calamidades que ocorrem atualmente, não podem ser comparadas as anteriores às da década de 1960. Existia "vandalismo", porém este estava mais ligado às brincadeiras de mau gosto dos Sábados de Aleluia, do que propriamente a depredação espontânea cotidiana. Segundo relatos de diversos moradores, um dos costumes dos jovens mais exaltados era de arrancar os portões das chácaras e colocar no meio da rua para atrapalhar o pessoal que ia à missa no domingo de manhã. Às vezes, soltavam as criações de animais durante a noite, escondiam carroças. Porém, isto era feito por algumas pessoas e exclusivamente no Sábado de Aleluia. No entanto, não deixava de ser uma coisa errada. Muitos moradores das comunidades onde esta prática existia reclamavam e até faziam tocaia no Sábado de Aleluia para pelo menos impedir a brincadeira de mau gosto. Porém, não se comparava ao atual vandalismo. Um fato ilustrativo das travessuras dos Sábados de Aleluia foi relatados espontaneamente por vários moradores entrevistados: "Segundo consta, um grupo de rapazes durante a madrugada entrou em uma propriedade e trocou a vaca que estava no curral por um touro. Sabedores que os donos costumavam ordenhar a vaca de madrugada (antes do sol nascer), se esconderam para ver o que acontecia. Eis, que já previsto, a polaca foi ordenhar a "vaca", porém nem percebeu que era um touro devido à pouca iluminação. Resultado, ao apertar as "partes sensíveis" do animal ocorreu o incidente."

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Escritores tamandareenses HARLEY CLÓVIS STOCCHERO Foto: Josélia Ap. Kotoviski, 2001

Harley Clovis Stocchero nasceu na antiga Vila de Tamandaré em 22 de outubro de 1926, filho de Bôrtolo Ferreira Stocchero e Hercília de Oliveira Stocchero. Foi Professor e Advogado, ocupou importantes funções nas secretarias da fazenda e da saúde e bem-estar social do Estado do Paraná. É detentor da medalha cultural "Jornalista E. D'Almeida Vitor" que lhe foi outorgada pela revista Brasília em 1987. Fez parte da Academia Paranaense de Letras, na qual foi o 5º ocupante da Cadeira nº 6; da Academia Sul-Brasileira de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, além de ter criado a letra do Hino atual de Almirante Tamandaré. No ano de 1992, a Câmara Municipal de Almirante TaDr. Harley Clovis Stocchemandaré aprovou por unanimidade o projeto de autoria do ro ministrando uma palesVereador João Carlos Bugalski que conferiu o Título de Vultra no Colégio Estadual to Emérito do Município. Jardim Paraíso, no contexGostava de relatar o cotidiano do povo tamandareense em to do Projeto Pintando um Verso Bem Diferente. seus versos. Em seu currículo, ostenta a criação das obras poéticas: Ermida Pobre; Os dois Mundos; O pouso dos Guaraipos, Recordações de Clevelândia; Andanças na Terra Tingui; Seleção Poética e Novas Cantigas; Do fundo da Bateia; Sete Poetas e a Vingança da Terra. Além de ter redigido a letra do Hino oficial da cidade em parceria com Didio Santos, elaborarou em 1951 a obra técnica: "Estudo histórico, estatístico, econômico, descritivo do município de Timoneira".

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Escrevam que Fui Poeta Quando eu morrer, escrevam que fui poeta, que muito amei e fui temente a Deus; e que fiz da poesia a flor dileta para brindar aos nobres e aos plebeus... Eu procurei cumprir com minha meta: Servir a todos, não somente aos meus; levando a vida sempre em linha reta, sem ofender aos crentes ou ateus... Vou repousar aos pés da magnólia junto aos meus pais, no alto da colina, sentindo a brisa com força eólica... Quando lá fores visitar-me um dia, e ao perceber da flor os seus olores, lembrai de mim rezando a Ave Maria! Esta poesia tem uma particularidade: O pé da magnólia que por ele é relatado não cobre mais o túmulo, pois secou e foi cortado no início do inverno de 2011. Coincidência ou não, o Sr. Generoso Candido de Oliveira (o Tio Nenê), relatou um afeto pelo mesmo pé de magnólia com a seguinte frase: "Hoje o Coronel João Candido de Oliveira descansa num túmulo ao lado da cruz principal do cemitério de Almirante Tamandaré, tem como sombra uma bela árvore de magnólias que em época de florada cobre seu túmulo com flores". Porém, o saudoso acadêmico deixou um último legado para a cidade, pois na data de 22 de outubro de 2012, às 17h30, no Centro Administrativo Dirceu Pavoni, junto às comemorações do aniversário da cidade foi lançada a obra técnica-histórica: "Raízes históricas de Almirante Tamandaré". Esta obra ganha destaque porque é um livro de história que possui uma história! Segundo a Coluna Gente Nossa "Um escritor prata da casa" publicado na Folha de Tamandaré, de 15 de abril de 1985, nº 3, p. 6, é citado que o "livro "Raízes Históricas de Almirante Tamandaré", um trabalho de pesquisa e estudo que virá preencher uma lacuna bibliográfica de nossa terra e que está em fase de final elaboração". Em decorrência das eleições e posterior vitória do Prefeito Roberto Perussi, o lançamento ficou programado para ser realizado junto às festividades do Centenário do Município, em 1989, como destaca a publicação da "Folha de Tamandaré, de 31 de março de 1985, nº 1, p. 6". Porém, isto não ocorreu. Três gestões se passaram, mas nenhuma acolheu o sonho do acadêmico de preservar a história local. Com o advento da gestão do Prefeito Vilson Goinski, esta realidade mudou, posto que o livro ganhou um novo impulso. Segundo o discurso do Prefeito Goinski no dia do lançamento "ele havia feito uma promessa a seu Harley e por efeito assumido um compromisso em apoiar a publicação da obra". Porém, seu Harley faleceu em 23 de março 532


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de 2005. Apesar desse fato, existia um compromisso e neste contexto havia a necessidade de terminar o livro. Algumas tentativas se fizeram, mas sem êxito, pois uma das exigências da família era a não alteração do que foi redigido até então como também manter a filosofia da pesquisa, ou seja, se nortear apenas por documentos oficiais. Foi neste contexto e com o apoio da Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré que se concretizou o sonho de seu Harley. ANTÔNIO THEOLINDO TREVIZAN Merece as devidas considerações por suas colaborações com a literatura paranaense, o Sr. Antônio Theolindo Trevizan, que apesar de ser um filho de tradicional família estabelecida no município, poucas pessoas o reconheciam como escritor devido à falta de memória ou de conhecimento sobre sua atividade literária. Suas obras publicadas são as seguintes: "Antônio Theolindo: um autor no teatro da vida" (1998); "Qualificação profissional através da empresa pedagógica" (1983) ; "Qualificação profissional dirigida a populações urbanas de baixa renda" (1982); "A formação profissional e os serviços sociais autônomos (Novas ideias e novos rumos)"(1983); "A aceleração do desenvolvimento econômico e a qualificação profissional não Antônio Theolindo Trevizan formal"(1984); "Conceito da formação profissional formal, informal e não formal e sistema nacional de formação de mão-deFoto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, 2011. obra"(1984); "Serviços federais de formação profissional não formal - críticas e sugestões"(1985) e "SENAI Paraná 50 anos: 1943 a 1993" (1996). O ilustre escritor, segundo sua biografia "Antônio Theolindo: um autor no teatro da vida", p. 7-8, é filho do casal Antonio Eduardo Trevisan e Juvina de Siqueira Trevisan. Nasceu no Quarteirão do Marmeleiro, na localidade da Vila Tamandaré, na data de 14 de fevereiro de 1916. Foi casado com Monika Maria Ruth Hoffmann Trevizan. Tiveram três filhos: Carlos, Ernesto e Marcia. Faleceu em uma quarta-feira, datada de 10 de abril de 2013. Exerceu várias funções na indústria e no comércio. Em 1940, formou-se pela Escola de Professores de Curitiba. Em 1952, Segunda imagem: capa do bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná livro "Antônio Theolindo: um autor no teatro da (UFPR). Exerceu várias funções de chefia no Serviço Nacional vida". de Aprendizagem Industrial do Paraná (SENAI-PR). Foto: Acervo da Família Trevivan [s/d]

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ZELIANE APARECIDA DE CHRISTO Foto: Folha de Tamandaré, 15/04/2002, p. 9

Outro filho de Tamandaré, ou melhor, filha da terra que escreve é a poetisa Zeliane Aparecida Stival de Christo, nascida em 10 de fevereiro de 1982, autora das obras poéticas: Estranho Sentimento (1999); Eterno Amor Crônicas, Poesias, Pensamentos e Contos (2000), Coisas do Coração (2002), e Drogas: uma opção de prazer, um passo para a destruição (2005). No ano do centenário da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Almirante Tamandaré, é publicada no periódico paroquial "Brasinha nº 29, novembro de 1999", p. 2, uma homenagem poética da poetiza Zeliane que resumia bem a sua personalidade:

Poetiza Zeliane de Christo.

Nossa Senhora da Conceição Exemplos de amor e perfeição, representa sua linda imagem; que lutou com toda dedicação, para a todos levar coragem... Nossa Senhora da Conceição, é o maior exemplo de amor e fé. É uma das maiores partes do coração, da grande Almirante Tamandaré. Sua vinda trouxe-nos imensa felicidade. Foi muito especial; por isso, digo isto: Foi bom ter unido todos em comunidade, e lá do céu, sorri e abençoa o Cristo. Imagem peregrina, a brilhar na imensidão; tens uma história que fascina, e desperta fé em todo coração... Espero sempre em ti encontrar, paz, amor e compreensão; e esta poesia venho lhe ofertar, Nossa Senhora da Conceição! A história vai cumprindo com prosperidade, seu lindo e inigualável fadário; unindo todas as comunidades, no primeiro Centenário... 534


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AMAURI DOMAKOSKI O escritor técnico-científico nasceu em Almirante Tamandaré em 02 de março de 1970. Segundo seu Currículo Lattes/Cnpq disponível na internet é informado que ele é "Bacharelado em Ciências Contábeis pela Fundação de Estudos Sociais do Paraná - FESP (1995). Especializado em Controladoria - MBA pela FESP (2004), Mestre em Gestão Urbana pela Universidade Católica do Paraná - PUCPR. Foi Diretor de Compras e Licitações na Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré, entre janeiro de 2005 a dezembro de 2010. Coordenador do Curso de Graduação de Ciências Contábeis das Faculdades FAPAR e FAC. (2008/2011). Atualmente, Amauri Domakoski. Professor Universitário da PUCPR, onde já ministrou aula das disciplinas de Contabilidade Introdutória I e II, Análise das Demonstrações Financeiras I, Gestão de Custos, Finanças e Contabilidade Pública I e II, Contabilidade Geral, Análise de Investimentos, Tópicos Especiais em Finanças. Outras disciplinas ministradas em outras instituições de ensino; (graduação e pós graduação) Análise de Balanço, Auditoria Contábil, Controladoria, Contabilidade Fundamental I e II, Gestão de Finanças Pública e Finanças Públicas, Introdução a Administração Pública, Licitações e Contratos Administrativos". Até a presente pesquisa possui uma enorme gama de publicações acadêmicas, artigos científicos e citações em diversas obras científicas. Merece destaque as seguintes obras de sua autoria: "Como o governo compra: análise e procedimentos adotados,(2013); Coletânea do edital, (2013). v. 1. 280p ; Coletânea de termo de referência, (2013). v. 1. 284p" . Foto: Currículo Lattes, 2013

ESCRITORES NÃO NASCIDOS NA CIDADE O Historiador Pedro Martins Kokuszka, nasceu em 12 de novembro de 1947 na cidade de Áurea-RS, é casado com a Professora Flavia Irene Biesek (Flavia Kokuszka). É morador de Almirante Tamandaré há mais de 30 anos. Ele lembra que quando chegou na cidade (setembro de 1980), existiam muitas casas de madeira e o ônibus era vermelho e muito velho, e ele passava só quando não estava estragado, fazia a linha Rio Branco do Sul a Curitiba. Formado em Administração de Empresas pela FADEPS, Especialista em Economia Agroindustrial pela UEPG, Especialista em Metodologia da Ciências pela Faculdade Espírita de Curitiba e Licenciado em Matemática pelo CEFET. Profissionalmente, atuou na ACARPA (atual EMATER) desde 1972, Professor da Rede Pública Estadual desde 1985. Incentivador de exposições fotográficas tendo organizado as comemorações dos 120 anos da imigração polonesa na Lamenha Grande, Almirante Tamandaré. Além de colaborar com a história de Almirante Tamandaré, participou diretamente de muitos fatos históricos no contexto de assessorar os produtores rurais e elaborarem muitos 535


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projetos de eletrificação da zona rural tamandareense, os quais foram concretizados pela COPEL. Em referência à esta notória atividade no município, em 24 de outubro de 2008, é agraciado com o título de Cidadão Honorário. Em seu rol de obras, encontramos: Nos Rastros dos Imigrantes Poloneses; Áurea Primórdios; Os Poloneses de Gaurama; Lendas de Gaurama, Causos e Contos Gauramenses; Áurea e Suas Comunidades Rurais, Coleção Literatura Infanto-juvenil de Almirante Tamandaré-PR e o livro Botiatuba e seus encantos. O universo de contemplação das obras do Sr. Pedro se reflete na epígrafe da obra "Nos Rastros dos imigrantes poloneses": "Quisera ter encontrado os rastros das carroças. Mas eles são tantos que se confundem. Há os de hoje, os de ontem e de anteontem. Uns mais apagados e outros mais evidentes nas estradas do Taboão, Botiatuba, São Miguel, Pacotuba e Largo da Ordem. Quisera adentrar dessa alma polaca e saber o que tanto rezas a Matka Boska Czenstohowa. Quisera saber, você, mãe do lenço polaco, Por que choras enquanto trabalhas ao lado do fogão. Quisera saber por que esses rastros polacos se apagam tão depressa..." Foto: Anderson Ferreira da Silva, 2012

Flavia Irene Kokuszka, o Escritor Pedro Martim Kokuszka e segurando a obra "Botiatuba e seus encantos" o Cônsul Geral da Polônia em Curitiba, Sr. Marek Makowski que participou do lançamento do livro citado no Bairro do Botiatuba, na data de 15 de junho de 2012.

O catarinense Wellesley Nascimento, nascido em Caçador-SC em 15 de agosto de 1950, 536


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colaborou com a cultura local ao criar a obra Exaltação à Tamandaré. No entanto, o seu acervo até o momento conta com: Lendas Caboclas do Contestado (1988); Impressões (1994); Cânticos dos cânticos do contestado (1994); Contestado, a saga dos bravos (2001), além de outras 22 obras a serem lançadas. Saudoso morador de Almirante Tamandaré, porém, filho de Divisa Nova é o mineiro José Tomáz da Silva, nascido em 1928, que em sua obra Zé do Correio - Minha Vida... Minha Luta! (2006), destaca sua passagem por diversas cidades do Brasil, inclusive reserva um capítulo especial onde fala de sua volta à Almirante Tamandaré. Por fim, colaborando com mais uma obra de preservação da memória histórica da cidade, os pesquisadores Jorge Antonio de Queiroz e Silva e Zélia Maria Bonamigo, em uma tarde de quinta-feira, datada de 08 de novembro de 2012, no Centro Administrativo Dirceu Pavoni, lançaram o livro: "Almirante Tamandaré: uma história em constante construção". PROJETOS LITERÁRIOS Produzir um livro não é barato e nem sempre o sonho de transformar pensamentos em palavras que ganhem o mundo se torna real. Diante desta condição, é necessário destacar que muitos alunos das Escolas Públicas de Almirante Tamandaré (Colégio Estadual Jardim Paraíso; Colégio Estadual Professora Jaci Real Prado de Oliveira, Colégio Estadual Vila Ajambi, além de outros), tiveram em sua história educadores que colaboraram e permitiram que este sonho fosse concretizado. No ano de 2001, sob a coordenação da professora mestra Josélia Aparecida Kotoviski e os professores colaboradores Delta Izar Garcia e Antonio Ilson Kotoviski Filho, foi desenvolvido no contexto do programa educacional Vale Saber, o projeto "Pintando um verso bem diferente", o qual resultou na publicação de uma coletânea de poemas e poesias dos alunos e professores do Colégio Estadual Jardim Paraíso, cuja obra foi denominada "Pintando um verso bem diferente". Foto: Arquivo da Família Kotoviski

Lançamento do livro: "O amor descrito por um apaixonado pela vida", do professor Antonio Ilson Kotoviski Filho, no Colégio Jardim Paraíso em 08 dezembro de 2001, junto com o livro "Pintando um verso diferente", coletânea de poesias feitos pelos alunos, coordenados pela professora Josélia Kotoviski com posterior distribuição de autógrafo.

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No ano de 2002, também sob a coordenação da professora Josélia Kotoviski, e os professores colaboradores Antonio Ilson Kotoviski Filho e Mariusa da Cruz Becker, se desenvolveu no contexto do programa Vale Saber, o Projeto "Tamandaré: Causos e lendas de um povo", o qual involuntariamente se tornou um material histórico-cultural, muito apreciado e importante, a ponto de ser plagiado e até ser apossado indevidamente por pessoas que buscavam promoção ou satisfação junto aos seus chefes de repartição pública, que ignoraram a fonte primária (autor original do conto) e se intitularam autores. Isto gerou alguns transtornos, uma vez que pela legislação vigente, toda produção literária, musical, artística, para serem publicadas, necessitavam de autorização de seus autores ou devida referenciação da fonte oral e registro junto ao Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional. Destaca-se também o trabalho realizado pelo professor José Carlos Morer, que apesar de ser um filho de Itaperuçu-PR, enquanto prestou serviço ao Colégio Estadual Vila Ajambi, em Almirante Tamandaré, coordenou a produção da obra "Antologia Poética Ajambi 2002", que reuniu poesias dos alunos no Projeto Vale Saber, promovido pela Secretaria de Educação do Paraná. Em relação as suas produções literárias, se destacam: Da amizade ao amor (1984) e Momentos de Silêncio (1986). Em 2003, a curitibana professora Vera Regina Barbosa Cardoso, do Colégio Estadual Professora Jaci Real Prado de Oliveira, desenvolveu um projeto na disciplina de Língua Portuguesa com seus alunos, que resultou na antologia poética: "Brilho de Nossas Estrelas". No dia 20 de dezembro de 2010, a professora mestra Flavia Irene Kokuszka apresentou um trabalho que constituiu expor ao público os frutos do desenvolvimento de seus esforços em prol da Educação e da preservação da História e Cultura local, gerando um livro composto pela história do município e também pela biografia dos escritores de Almirante Tamandaré, além de contar com a presença do compositor da melodia do hino tamandareense, "Do presente ao passado: assim se faz história", produzido pelos alunos da 5ª série D, do Colégio Estadual Professora Jaci Real Prado de Oliveira. Neste mesmo dia, a professora mestra Maria Aurora B. Manganaro lança o livro: "Nossa história em versos", como coordenadora dos trabalhos realizados e colhidos como coletânea junto aos alunos da 5ª série A. BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL DE ALMIRANTE TAMANDARÉ Ligado à Educação, Cultura e à difusão de conhecimento, a população se manifestou de forma mais explícita no município em 18 de março de 1972, quando nas dependências da Inspetoria de Ensino Municipal realizou-se às 17 horas a inauguração da pioneira Biblioteca Municipal de Almirante Tamandaré. Segundo a reportagem da "Tribuna dos Minérios, de 24 de março de 1972", estiveram presentes na solenidade o Prefeito Antonio Johnson, Frei Nereu, Pároco de Campo Largo, a inspetora do ensino primário Municipal Sra. Maria Luiza Cavalheiro, o coordenador Alípio José Gonçalves representando a Editora Broliani, pais de alunos e professores. Inicialmente, essa Biblioteca contava com um número de aproximadamente 380 volumes; sendo 180 conseguidos através da campanha entre os industriais, professores e pais de alunos, e os demais volumes foram uma doação exclusiva da Prefeitura local. 538


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No início da década de 1980, a Biblioteca Municipal foi fechada, porém reaberta novamente em dezembro de 1986 no prédio vago da antiga prefeitura, em uma das salas destinadas à Secretaria de Educação com a denominação de Biblioteca Municipal Santos Dumont, a qual foi remanejada para o prédio da Estação Ferroviária da Cachoeira em 2006, em virtude da inauguração da Biblioteca Municipal Dr. Harley Clóvis Stocchero (com um acervo inicial de 1.711 livros), em 27 de abril de 2006.

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Preservação da história tamandareense Fonte: Folha de Tamandaré, A história de Almirante Tamandaré inicialmente foi contada por novembro de 1985 pessoas não nascidas na cidade. Ela se apresentava oficial, mas dispersa em relatórios governamentais, eclesiásticos e notícias de jornais. O primeiro resumo histórico da cidade foi elaborado em caráter oficial por João Alberto Munhoz, porém este se resumia a um quadro onde estavam as leis e decretos pertinentes à evolução territorial, seguindo o padrão de apresentação de outras localidades nos relatórios oficiais a partir de 1893. Em seguida, estes resumos históricos e estatísticos foram usados Didio Santos, imcomercialmente como propaganda dos municípios no periódico Alportante figura política da década de manach dos Municípios de 1896, organizado por José Gonsalves de 1940 a 1960. Nasceu Moraes. Com o tempo outros periódicos como a revista Ilustrações em Paranaguá em 14 Paranaenses, Álbum do Paraná, publicaram informações históricas, de novembro de geográficas, econômicas, autoridades, personalidades e até algumas 1894, foi secretário do município na gesfotos, porém bem resumidamente. tão do Prefeito João Em 1926, é lançada a obra científica histórica do Sr. Agostinho Wolf e nas duas adErmelino de Leão denominada de Diccionario Histórico e Geograministrações do Prephico do Paraná, que trouxe uma gama de informações em um confeito Ambrósio Bini. Faleceu em 25 texto mais amplo e aprofundado sobre a origem da cidade e do pode maio de 1962. voamento. Tal resumo foi tão bem elaborado que foi copilado, parafraseado e complementado por muitos historiadores, autoridades, escritores e instituições governamentais até a atualidade. Porém, não só o resumo da cidade, mas os de outros municípios. O primeiro livro específico que contou a história da cidade teve origem em um relatório oficial elaborado pelo município e remetido ao Estado, cujos autores foram Didio Santos em parceria com Harley Clóvis Stocchero. Este importante documento sobre as características do município foi denominado "Estudo histórico, estatístico, econômico, descritivo do município de Timoneira", publicado no ano de 1951.

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Após, a história do município começou a ser contada através de artigos do cotidiano administrativo e geral publicados na Tribuna dos Minérios desde a década de 1967 e Folha de Tamandaré a partir de 1985. Porém, os artigos publicados de Hermenegildo de Lara chamavam atenção porque eles destacavam fatos históricos da vida municipal anteriores à década de 1940. Na década de 1980, começaram a ocorrer projetos de nível escolares e municipal que visavam resgatar a história local. No final da década de 1990, com a maior acessibilidade de moradores da cidade em universidades, houve uma produção de um elevado número de monografias tratando sobre diversos assuntos envolvendo a realidade do município. No entanto, apesar destas pesquisas colaborarem com o resgate histórico, existem restrições quanto a algumas informações prestadas por elas, pois os projetos escolares se prendem muito às fontes orais. As monografias, dissertações e até teses se prendem às fontes bibliográficas questionáveis ou superadas (sobre a cidade), da mesma forma que se fiam em informações orais como fonte principal e não como fonte norteadora ou meramente ilustrativa. No contexto de elaboração de um dossiê histórico de exposição simples com fotos e fatos diversos sobre a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Almirante Tamandaré em 1998, para a comemoração do "Centenário da Paróquia" em 1999, o Frei Euclides Bonamigo preservou um fragmento norteador da história de elevada importância para as futuras gerações do município, além de citar uma nova fonte de credibilidade para pesquisa, que é o "Livro Tombo da Paróquia" e documentos do gênero em outras instituições. Pois, se engana quem pensa que nele só existem fatos exclusivos de contexto cristão católico. No ano de 2000, o Historiador Pedro Martim Kokuszka lança o livro "Nos Rastros dos Imigrantes Poloneses...", em solenidade realizada no Salão de Festa da Capela de São Miguel. Apesar de aparentar ser uma obra específica da colonização polonesa, ela traz muitas informações ligadas diretamente à História de Almirante Tamandaré. A colônia polonesa também deixou seu legado na trajetória histórica do município. Outra importante colaboração deste filho de Áurea-RS é a sua coleção de fotos da paisagem colonial e cotidiano de Almirante Tamandaré, a qual foi exposta em 1997 junto às comemorações dos 120 anos da imigração polonesa na Lamenha Grande, além da coleção infanto-juvenil de Almirante Tamandaré, que resgata e protege as histórias e lendas locais. Em 2004, Sérgio Roberto Calado lança a obra histórica "Campo Magro: um município para ser conhecido e amado", o qual apesar de ter como foco a cidade vizinha, retrata uma parte da história tamandareense enquanto o território daquele município fez parte de Almirante Tamandaré. Atualmente, na busca em preservar a cultura e história local, o vereador Osvaldo Stival conseguiu êxito em suas proposições. A Lei Municipal nº 1.498/2010, tornou obrigatório que a história do município de Almirante Tamandaré e região seja incluída no currículo escolar das escolas municipais abrangendo todas as séries do Ensino Fundamental. Da mesma forma que a Lei Municipal nº 1.576/2011, dispõe a obrigatoriedade do estabelecimento no calendário oficial do município, o Projeto Resgatando a História dos Bairros de Almirante Tamandaré. Em agosto de 2011, é elaborada a primeira obra que fala especificamente do município de forma geral, desde antes de sua pioneira autonomia até os dias atuais, denominada de "Relatos de um tamandareense: história do município de Almirante Tamandaré". 542


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Junto às comemorações do aniversário do município em 2012, com o mesmo teor e fundado exclusivamente em documentos oficiais, é lançada a aguardada e pioneira obra "Raízes históricas de Almirante Tamandaré" elaborada pelo saudoso Harley Clóvis Stocchero. No mês de novembro do mesmo ano, Jorge Antonio de Queiroz e Silva e Zélia Maria Bonamigo lançaram o livro: "Almirante Tamandaré: uma história em constante construção", o qual também abrange a cidade de forma geral. Resumindo, Almirante Tamandaré possui uma história relatada. Porém existem mais fatos históricos a serem descobertos e contados. ORGANIZAÇÃO DA LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO Uma fonte histórica de credibilidade que fundamenta os contextos históricos expostos em uma pesquisa é a legislação. Diante disto, o jornal curitibano "A República" foi o primeiro periódico a preservar os principais atos legais do município no período de 1889 a 1932, e após, o Correio Oficial e o Diário Oficial do Paraná. A partir do final da década de 1960, a Tribuna dos Minérios prestou este serviço. Com o advento da Folha de Tamandaré, a legislação tamandareense foi preservada desde 1987. Merece destaque que antes da existência do município de Tamandaré, notícias e atos oficiais no que tange alguns quarteirões e colônias que futuramente formariam o município eram informados pelos periódicos O Paranaense, Gazeta Paranaense e o Dezenove de Dezembro. Porém, esta legislação deveria ser organizada, e é neste contexto que a Folha de Tamandaré. Inédito: Prefeito Gulin entrega coleção de Leis. Ano IX, nº 202, 30 de abril de 1994, capa, p. 2 e 23, noticiava que ocorreu um fato inédito no município, ou seja, em 29 de abril de 1994, o Prefeito Cide Gulin entrega a Coleção de Leis Municipal à Câmara de Vereadores de Almirante Tamandaré e à Biblioteca Pública Santos Dumont, para registrar de maneira organizada as Leis sancionadas. Inicialmente, foram citadas nesta Coleção as 71 Leis Municipais sancionadas no período de 07 de janeiro de 1993 a 23 de dezembro de 1993. Depois, outros volumes foram surgindo anualmente até a presente pesquisa. A elaboração da Coleção foi feita pelo Chefe de Gabinete do Prefeito, Vilson Goinski, nesta época acadêmico de Direito da PUC/PR e ex-assessor da Câmara Municipal. Vilson Goinski, em entrevista concedida à Folha de Tamandaré destacou a importância de tal obra com a relevante frase: "Sem uma efetiva organização da legislação e dos atos administrativos, não temos história". A pioneira obra teve como justificativa a dificuldade encontrada pela gestão Cide Gulin no que tangia a falta de organização e a inexistência de um arquivo público municipal. GALERIA DOS EX-PREFEITOS O Jornal do Estado de 29 de novembro de 2004 anunciava em sua página 9, a solenidade de inauguração da Galeria dos ex-Prefeitos da cidade de Almirante Tamandaré, criada pelo Decreto nº 090/2004, ocorrida em 27 de novembro de 2004, a qual foi mais uma iniciativa de fato do poder público local, de resgatar e preservar uma pequena parte da história política municipal. Infelizmente, as imagens dos Srs. Vidal José de Siqueira, Antô543


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nio Candido de Siqueira, Manoel Francisco Dias, Frederico Augusto de Souza Vasconcellos, João Evangelista dos Santos Ribas, Manoel Miguel Ribeiro, Pedro Moacyr de Gracia Gasparello e Joaquim Age, não estavam presentes em seus respectivos quadros, devido ao não êxito da pioneira pesquisa de encontrá-las. Em decorrência das novas pesquisas foram detectados que o Sr. Vidal José de Siqueira não foi Prefeito. Da mesma forma, está faltando a justa menção ao segundo Prefeito de Tamandaré, Antonio Ennes Bandeira (1890-1892); João de Barros Teixeira (1920-1924); Miguel Pupia (1928); João Baptista de Siqueira (1928-1930) e Natal Colodel (1981). PROJETOS ESCOLARES SOBRE A HISTÓRIA LOCAL Merece destaque para o resgate histórico, o trabalho das escolas estaduais e municipais que no processo do ensino-aprendizagem desenvolvem projetos de resgate da história da comunidade a partir da oralidade e imagens. Os principais arquivos disponibilizados e que foram de extrema utilidade para norteamento e identificações de fontes documentais se referem aos trabalhos realizados por professores da Escola Estadual Lamenha Pequena (1999), Colégio Estadual Ângela Sandri (1986), Colégio Estadual Jardim Paraíso (20012002), Escola Jaci Real Prado de Oliveira (2010) e da Escola Alvarenga Peixoto na década de 1980. Em consequência desses trabalhos, resgataram bem mais que objetivaram inicialmente. É necessário ressaltar que os Projetos Político Pedagógico (documento burocrático oficial escolar) também carregam em seu contexto, importantes marcos norteadores que inspiram novas informações, averiguações e conclusões. HISTORIADOR OFICIAL? Contar a história do município aparenta ser fácil, no entanto, às vezes, se torna difícil e dificultada, pois se torna uma disputa entre quem vai ser o historiador oficial, como se isto existisse e fizesse alguma diferença na ordem do dia. Mas, em 1989, em decorrência da centenária comemoração municipal entrou em pauta na Câmara Municipal um Projeto de Lei que esclarecia que a data de comemoração de 11 de outubro estava errada e mudava a data comemorativa para 28 de outubro. Para se comprovar tal fato, havia a necessidade de apresentar argumentações históricas. Neste contexto, a Folha de Tamandaré nº 83, de 30 de setembro de 1989, publicou em seu Editorial Tamandaré 100 anos, na página 2, o seguinte título: "Vereador Jarek pode entrar para a história do município", da mesma forma foi referenciado um resumo histórico feito por Hermenegildo de Lara. No contexto da notícia, seu Harley indignado escreveu uma carta à Folha de Tamandaré, a qual foi publicada na edição nº 84, de 15 de outubro de 1989, p. 6, sob o título "Dr. Harley diz que todos os méritos na realização da pesquisa sobre Almirante Tamandaré são seus./10 de outubro de 1989", onde apresentou seus argumentos contestando tal fato, o qual revelou que seu pai havia feito um resumo histórico, e este foi disposto dentro de um tubo de PVC e enterrado junto à pedra fundamental da atual Prefeitura. De certa forma, o vereador Gerônimo Jarek, entrou e fez a história do município, pois a sua proposição logrou êxito e corrigiu uma injustiça histórica com o advento da Lei nº 544


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31/1989, sancionada pelo Prefeito Roberto Perussi em 05 de outubro de 1989. A partir deste dia, a comemoração oficial da data festiva, se daria no dia 28 de outubro. E o ano de emancipação política, se contaria a partir de 1889. Porém, o resumo da história municipal existia e foi preparada com a parceria de Didio Santos e Harley Clóvis Stocchero no contexto do estudo histórico, estatístico, econômico, descritivo do município de Timoneira. Era um relatório oficial da Prefeitura Municipal de Timoneira, publicado em dezembro de 1951, o qual se fundamentou nos relatórios apresentados oficialmente ao governo do Estado em décadas anteriores e na obra de Augustinho Ermelino de Leão, de 1926. Mas, este não é o mais antigo, era apenas um aperfeiçoamento de outros resumos elaborados em relatórios para o governo estadual ou em periódicos de propaganda de cidades. O problema neste caso talvez tenha sido a forma como foi divulgado e interpretado o acontecimento que, a propósito, foi involuntário e superficial, pois se vinculou ao autor da lei em uma época em que todos estavam presos às "tensões" dos preparativos para as festividades dos 100 anos do município.

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Resumo biográfico do autor Meu nome é ANTONIO ILSON KOTOVISKI FILHO. Nasci às 10 horas do dia 10 de outubro do ano de 1976, domingo de primavera no hemisfério sul, com cara de inverno, no Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, localizado na Av. Visconde de Guarapuava, nº 3077, Curitiba, Paraná. Sou o primeiro filho do casal formado por Antonio IIson Kotoviski e Josélia Aparecida da Cruz Kotoviski. Este casal está casado há 38 anos. Antonio Ilson Kotoviski, filho de Pedro Jorge Kotoviski (filho de Damião Kotovcz (meu bisavô, filho de Nestor Kotovcz e Anastácia Kotovcz) com Francisca Brzezinski Kotovcz (minha bisavó, filha de Pedro Brzezinski com Paulina Ponezek) e Noêmia Cordeiro Kotoviski (minha avó, filha de Antônio de Paula Cordeiro, filho de Manoel de Paula Cordeiro com Geralda Gouveia) e Belarmina de França Dias, filha de Honorato Dias da Rosa e Dina de Lara), respeitada senhora da sociedade tamandareense, era comerciante. Meu avô, na sua juventude participou como soldado artilheiro do Exército Brasileiro no famoso e histórico "Cerco de Itararé", que foi consequência da Revolução Constitucionalista de 1932. Meu pai é industrial e empresário do setor de iluminação pública, foi presidente do PSC (Partido Social Cristão), é uma pessoa com grande influência política nos municípios de Almirante Tamandaré, Campo Magro, Bocaiúva do Sul, Rio Branco do Sul e Itaperuçu. Foi criador do primeiro Guia de rua e serviços do município de Almirante Tamandaré, no ano de 1993 e em 2011 elaborou o Guia de rua e ceps de Campo Magro. É irmão da exVereadora de Almirante Tamandaré Clarice Gulin, que teve a honra de ser uma das primeiras mulheres a exercer o cargo de vereadora do município e casada com o ex-Prefeito de Almirante Tamandaré Cide Gulin (Arcidíneo Felix Gulin), com quem teve três filhos Luciano Gulin, Rogério Gulin e Alessandro Gulin. Meu pai ainda possui outros irmãos: Otavio Kotoviski, comerciante do ramo de vidraçaria que foi jogador de futebol profissional na posição goleiro (1977) do Pinheiros (atualmente Paraná Clube), protetor do meio ambiente, casado com Jussara Pavin, prima da exprefeita e deputada estadual do município de Colombo, Elisabete Pavin, que possuem dois filhos, Phablo Kotoviski e Flavia Kotoviski. Irmão de Francisca Kotoviski Manfron, 547


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professora do Estado do Paraná, três vezes Secretária de Educação do município de Campo Magro, casada com Sérgio Manfron, que geraram três filhos: Fabio Manfron, Karina Manfron e Jerusa Manfron. Irmão de Adriano Wilson Kotoviski, comerciante e soldado do Exército Brasileiro servindo em Brasília (Capital da República Federativa do Brasil), casado com Lúcia Margarida Bini Kotoviski (filha do ex-Prefeito Atílio Bini), geraram três filhos: Thais Adriana Kotoviski, Lincoln Adriano Kotoviski e Débora Laís Kotoviski. Irmão de Leonice Kotoviski Milek, respeitada senhora da sociedade tamandareense (minha madrinha), casada com o comerciante Albino Milek, criaram dois filhos: Imério Milek e Luciana Milek. Josélia Aparecida da Cruz Kotoviski (minha mãe), é professora de Língua Portuguesa, Inglês e Literatura. Foi Diretora, Vice-Diretora, Coordenadora do Colégio Estadual Jardim Paraíso. Mestra em Ciência da Educação, bancária do extinto Banco do Estado do Paraná (BANESTADO), pintora, coordenadora de ensino especial do município de Almirante Tamandaré, coordenadora municipal do projeto Paraná Alfabetizado no ano de 2005, e coordenadora de Curso Técnicos a Distância ofertados pelo ITDE da Universidade Federal do Paraná no município tamandareense. Foi comerciante do ramo de confecções. É filha de José Ido da Cruz (filho de Rodolfo Estevão da Cruz, filho de Adolfo Estevão da Cruz e Juvina C. da Cruz) com Irene Colodel da Cruz, filha de José Colodel e Filomena Lugarini Colodel), comerciante do ramo de supermercado, ex-delegado do município de Almirante Tamandaré. Odete Basso da Cruz (minha avó, filha de Frederico Manosso Basso, filho de Francisco Basso e Maria Hercule Basso) com Vitória Manosso Basso (filha de Davi Manosso e Silvia Justi Manosso), comerciante do ramo de confecção, enfermeira do Hospital Pequeno Príncipe (hospital especializado em atendimento às crianças), e senhora muito respeitada na sociedade tamandareense. Irmã de Rita Joseli da Cruz, ex-Diretora do Colégio Estadual Jardim Paraíso, professora de Educação Física, Especialista em Educação Especial, casada com Gilberto Martins Queluz Junior, geraram um filho, Felipe Heron Queluz. Irmã de Carlos Rodolfo da Cruz, comerciante, político do município de Almirante Tamandaré, casado com Foto: Álbum Familiar, 2004 Juçara Daluz Dalazuana, geraram um filho Carlos Rodolfo da Cruz Junior e Fernanda Augusta da Cruz (filha do primeiro casamento com Amarilda Gulin). Irmã de José Antonio da Cruz, comerciante e empresário do ramo de reciclagem, professor do Estado do Paraná da disciplina de Matemática, gerou uma filha, Isis Danniele Cur y da Cruz. Irmã de Luiz Arcélio da Cruz, funcionário público do Estado Família Cruz. Em pé: Josélia, José Antonio, Rodolfo, Rita, Célio. Sentado Paraná, bancário do dos: Odete e José Ido. 548


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quinto maior banco do mundo (HSBC), Secretário de Obras do Município de Campo Magro e oficial de justiça da Comarca de Almirante Tamandaré, casado com Djanane Pedroso da Cruz, funcionária pública, na função de secretária escolar, geraram dois filhos, Gabriel Henrique da Cruz e Lucas da Cruz. Possuo um irmão mais novo, Jeann Carlo Kotovski, engenheiro eletricista, católico atuante, ex-soldado do Exército Brasileiro e músico (toca teclado, piano e órgão), casado com Melissa Camargo Kotovski, pedagoga, proprietária de empresa de treinamento e desenvolvimento profissional/organizacional. Estudei no centenário Colégio Vicentino São José (fundado em 1904), que se localiza na Rua Padre José Joaquim Goral, nº 182, bairro Abranches, Curitiba, PR, do ano de 1981 a 1993. Cursei o Ensino Médio no Colégio Unificado, que se localiza na Rua 13 de Maio, nº 450, Centro, Curitiba, PR, no ano de 1994. Terminei os estudos no Colégio Estadual Ambrósio Bini, que se localizava na Av. Emilio Johnson, nº 1.152, cidade de Almirante Tamandaré, PR, nos anos de 1995 a 1996. Cursei e me formei em Estudos Sociais em 03 de julho de 1998, pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), localizada na Rua José Bongiovani, nº 700, cidade de Presidente Prudente, SP. Cursei e me formei em História, também pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), em 30 de junho de 2000. Cursei e me tornei Mestre em Ciência da Educação no ano letivo 2000-2001 pela Universidade Internacional, que se localiza na Rua Vasco da Gama, nº 14, 2.685, Portela, Loures, Portugal. Cursei Direito e me tornei bacharel em 2007, pelo Complexo de Ensino Superior do Brasil (UNIBRASIL), que se localiza na Rua Konrad Adenaur, nº 442, bairro Tarumã, Curitiba, PR. Tornei-me Especialista em História do Brasil em 2010, pela Faculdades Integradas de Jacarepaguá, localizada na Ladeira da Freguesia, nº 196, Freguesia, Jacarepaguá, Rio de Janeiro, RJ. No dia 17 de fevereiro de 1997, fui admitido pelo Estado do Paraná para lecionar inicialmente na Escola Estadual Jardim Paraíso e na Escola Jaci Real Prado de Oliveira, ainda em tempos que esta instituição compartilhava o espaço com a Escola Municipal São Francisco. As primeiras disciplinas que lecionei: Educação Física e História no Jardim Paraíso; Português (6ª e 8ª séries), Matemática (5ª série) e Ciências (8ª série) na Escola Jaci. Ou seja, 36 horas aulas semanais e mais 3 horas aulas para ajudar fechar o quadro de aulas. Trabalhei como professor de História do Brasil, História do Paraná, História Geral, Geografia do Brasil, Geografia do Paraná, Geografia Geral, Filosofia, Educação Física, Matemática, Língua Portuguesa, Química, Ensino Religioso e Ciências nas seguintes escolas de ensino médio e fundamental: Colégio Estadual Jardim Paraíso, Escola Estadual Professora Jaci Real Prado de Oliveira, Escola Estadual Jardim Apucarana, Escola Estadual Lamenha Pequena, Escola Estadual Pedro Piekas, Colégio Estadual Tancredo Neves, Escola Estadual Floripa Teixeira, Colégio Estadual Vila Ajambi e Colégio Ângela Sandri Teixeira, todas localizadas em Almirante Tamandaré no período de 1997 até os dias atuais (2011). Fui Professor do Curso de Pós-graduação em História, ofertado pela Faculdades Integradas de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, RJ. Trabalhei também como comerciante de artigos de presente e confecções, fui proprietário de uma loja e oficina de peças e equipamentos para bicicleta e proprietário da empreiteira de iluminação pública Comercial Saturn, todas localizadas na cidade de Almirante Tamandaré nos anos 1989 a 1996. 549


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Fui um grande desportista. Como aprendiz de Karatê, graduei-me na faixa amarela no ano de 1982. Como aprendiz de Kung-Fu, conquistei o nível azul nos anos de 1992 a 1994. Fui jogador de futebol do Clube Atlético Paranaense na posição de zagueiro-central, quarto-zagueiro e médio volante, da categoria "cobrinha" (sub-12) na temporada de 1987 e 1988. Também vesti as cores da Sociedade Recreativa Almirante Tamandaré nos anos de 1989 a 1990. Porém, foi no Mountain Bike que eu mais me destaquei. Tive a honra de disputar mais de 100 competições nos anos de 1995 a 2003. Entre estas competições de Mountain Bike destaco a competição dos Jogos Ciclísticos Universitários (2000) onde alcancei a medalha de bronze. Fui o primeiro ciclista a participar dos Jogos Abertos do Paraná em Toledo (1999) como representante da cidade de Almirante Tamandaré, fiz parte da Seleção Paranaense de Mountain Bike montada pela extinta APRMTB (Associação Paranaense de Mountain Bike). Disputei e consegui a primeira posição em uma competição de Duathlon realizada em Almirante Tamandaré (1999). Como praticante de mountain bike disputei campeonatos nacionais, estaduais, regionais, metropolitanos, provas festivas, nas categorias Cadete (1995), Estreantes (1995-1997), Expert (1998), Sub-23 (1999), Pró-Elite (1999-2003). Também fui atleta das modalidades dos 100 metros rasos, 200 metros rasos, revezamento 4X100 e salto à distância, quando integrava o time de atletismo do Colégio Vicentista São José (1990 a 1993), onde tive a oportunidade de disputar os Jogos Escolares de Curitiba. Mas, uma paixão me despertou o dom da poesia, cheguei até a escrever um livro para explicitar o meu amor que sentia por uma senhorita de minha cidade. Acreditem, não adiantou muito! Sendo assim, comecei a tomar gosto pelo mundo das palavras e lancei outro livro. Os livros lançados foram "Amor descrito por um apaixonado pela vida" (2001) e "Sonhando escrevi sobre o amor" (2002). Estes livros foram distribuídos às diversas bibliotecas espalhadas pelo Brasil e mundo. Mas, existem outros livros prontos, mas que não foram lançados até o momento (2010), são eles: Versos imperfeitos. Intenções verdadeiras (poesia); Viagem versada (poesia); Poesias: o refúgio de uma alma romântica (poesia); Inspiração derradeira (poesia); Escrituras românticas (poesia); Voz interior! (poesia); Ref lexos de muitos momentos (poesia); A história da humanidade em versos (poesia); A história brasileira em versos (poesia); Os países do planeta Terra em versos (poesia); Livro negro: o lado oposto do amor (poesia); Horizonte terminal (romance ficção científica); A indisciplina no contexto escolar (técnico-pedagógico); O Integralismo no Brasil (técnico-histórico); e o Librorum Prohibitorum (filosófico e Nova Era). Atualmente, são mais de 1.850 poesias inéditas criadas por mim. Escrevi artigos sobre futebol (mais especificamente sobre o Clube Atlético Paranaense) para os sites www.furacao.com e www.rubronegro.net, além de escrever artigos históricos sobre a cidade de Almirante Tamandaré e Campo Magro na Coluna "Nossa História" do Jornal Folha de Tamandaré e artigos sobre assuntos gerais na Coluna "Opinião" da Tribuna da Barreirinha e Tribuna do Centro. Porém, a minha produção de maior destaque até este momento foi o livro "Relatos de um tamandareense: A História do Município de Almirante Tamandaré", lançado em 17 de agosto de 2011 e pioneiramente na história da cidade na data de 16 de agosto de 2011, liberado gratuitamente para download e leitura on-line no endereço eletrônico http:// 550


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issuu.com/exceuni/docs/relatosdeumtamandareense. Em 10 de dezembro de 2011, atingiu a marca de 1.000 visitas. Por efeito desta obra, ocorreu uma positiva repercussão, e através do Ofício nº 073/ 2011, foi informado que na 27ª Sessão Ordinária de 23 de agosto de 2011, da Câmara Municipal de Almirante Tamandaré, por unanimidade de votos, é aprovado o Voto de Congratulações na forma de Requerimento nº 011/2011, por ocasião do lançamento do livro Relatos de um tamandareense. O Voto de Congratulações foi solicitado pelo Vereador Leonel Siqueira junto ao Presidente da Câmara Aldnei Siqueira com a seguinte justificativa: "Parabenizar e exaltar através desta o escritor e historiador Antonio Ilson Kotoviski Filho, que com o lançamento de seu livro enriquece a história de nosso município. Que fique registrado nos anais desta Casa Legislativa a determinação, empenho e competência deste digno cidadão, expressando o orgulho da comunidade tamandareense". Escrevi um breve histórico de minha vida desde o meu nascimento até este momento em que possuo 40 anos. O que vier depois disso tentarei descrever e colocar em outra obra literária. Foto: Arquivo da Família Kotoviski, 2011

Mestre Antonio Ilson Kotoviski Filho.

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Circulo de Estudos Bandeirantes (bibliografias, legislação de época, periódicos e informações); Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (bibliografias, mapas e informações); Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Junior (Cidade de Tibagi) (informações); Museu de História Natural de Curitiba (informações oficiais científicas; Museu de Imagem e Som do Paraná; Museu Maçônico Paranaense (informações de antigos associados das Lojas Extintas); Museu Paranaense de Curitiba (informações, bibliografias e periódicos); Paróquia Anjo da Guarda (São Venâncio “Cachoeira”) (informações); Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Almirante Tamandaré (informações); Paróquia Nossa Senhora da Luz dos Pinhais (Curitiba) (informações); Polícia Militar do Paraná (informações oficiais); Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré (informações oficiais); Secretaria de Cultura do Município de Almirante Tamandaré (informações); Tribunal de Justiça do Paraná (informações oficiais); Tribunal Regional do Paraná (informações oficiais).

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Índice Agradecimetntos ..................................................................................................................................................... 5 Prefácio ................................................................................................................................................................... 7 Introdução e observações ....................................................................................................................................... 9 Localização territorial .......................................................................................................................................... 13 Evolução territorial’ ............................................................................................................................................. 15 • Fundação da Vila de Tamandaré .................................................................................................................. 21 • Território autônomo ...................................................................................................................................... 24 • Instalação do município de Timoneira ......................................................................................................... 27 Características geológicas e geomorfológicas ..................................................................................................... 31 Aquífero Karst ...................................................................................................................................................... 33 O relevo cárstico e sua história marcante no município ...................................................................................... 37 • A teoria que se sente na prática .................................................................................................................... 40 • História ou Estória? ...................................................................................................................................... 46 Hidrografia tamandareense .................................................................................................................................. 47 • A fauna fluvial .............................................................................................................................................. 49 Vegetação natural de Almirante Tamandaré ......................................................................................................... 51 • Vegetação alienígena .................................................................................................................................... 53 A flora tamandareense na medicina doméstica .................................................................................................... 55 A fauna terrestre ................................................................................................................................................... 59 Clima tamandareense ........................................................................................................................................... 65 Fenômenos climáticos históricos ......................................................................................................................... 67 • Neve, granizo e frio ...................................................................................................................................... 69 • Enchentes ...................................................................................................................................................... 71 • Secas ............................................................................................................................................................. 72 Povoadores da região ........................................................................................................................................... 73 • Os nativos da terra tamandareense ............................................................................................................... 75 • Os Ibéricos .................................................................................................................................................... 79 • Os africanos .................................................................................................................................................. 79 • Os imigrantes ................................................................................................................................................ 81 • Os sobrenomes estrangeiros ......................................................................................................................... 82 • Os migrantes regionais ................................................................................................................................. 84 • Características étnicas atuais ........................................................................................................................ 85 • O cartório ...................................................................................................................................................... 87

Casa para pessoas com baixa renda ...................................................................................................... 88

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Bairros oficiais do município ............................................................................................................................... 89 • Bairro Água Boa ........................................................................................................................................... 89 • Bairro Alto São Sebastião ............................................................................................................................ 90 • Bairro de Araras ........................................................................................................................................... 91 • Bairro Areias ................................................................................................................................................ 92 • Barra de Santa Rita ....................................................................................................................................... 93 • Betara ............................................................................................................................................................ 94 • Betarinha ....................................................................................................................................................... 95 • Boixininga .................................................................................................................................................... 95 • Boixininga dos Franças ................................................................................................................................ 97 • Bomfin .......................................................................................................................................................... 97 • Botiatuba ...................................................................................................................................................... 99 • Cachoeira .................................................................................................................................................... 102 • Campina de Santa Rita ............................................................................................................................... 104 • Campina do Arruda .................................................................................................................................... 105 • Campo Grande ............................................................................................................................................ 106 • Capivara dos Manfron ................................................................................................................................ 107 • Caximba ...................................................................................................................................................... 108 • Centro ......................................................................................................................................................... 109 • Cercadinho .................................................................................................................................................. 111 • Colônia Antônio Prado ............................................................................................................................... 111 • Colônia Santa Gabriela ............................................................................................................................... 117 • Colônia São Venâncio ................................................................................................................................ 123 • Córrego Fundo ............................................................................................................................................ 125 • Humaitá ...................................................................................................................................................... 126 • Juruqui ........................................................................................................................................................ 127 • Lamenha Grande ........................................................................................................................................ 129 • Lamenha Pequena ....................................................................................................................................... 132 • Marianã ....................................................................................................................................................... 133 • Marmeleiro ................................................................................................................................................. 134 • Mato Dentro ............................................................................................................................................... 136 • Morro Azul ................................................................................................................................................. 137 • Pacotuba ..................................................................................................................................................... 138 • Ressaca ....................................................................................................................................................... 141 • Restinga Seca .............................................................................................................................................. 141 • São Felipe ................................................................................................................................................... 142 • Parque São Jorge ........................................................................................................................................ 143 • São Miguel .................................................................................................................................................. 144 • Sumidouro .................................................................................................................................................. 145 • Taboão ........................................................................................................................................................ 146 • Tanguá ........................................................................................................................................................ 148 • Tijuco Preto ................................................................................................................................................ 150 • Tranqueira ................................................................................................................................................... 150 • Varova ......................................................................................................................................................... 153 • Venda Velha ................................................................................................................................................ 155 Localidades que pertenceram a Almirante Tamandaré ...................................................................................... 157 • Conceição ................................................................................................................................................... 157 • Campo Magro ............................................................................................................................................. 160 • Distrito de Cruzeiro .................................................................................................................................... 164 A política ............................................................................................................................................................ 167 • Relatos do Agente Administrativo Hermenegildo de Lara ........................................................................ 173

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• Emissão de título de eleitor ........................................................................................................................ 173 • Fórum Eleitoral Desembargador Jorge Andriguetto .................................................................................. 174 • Aumento de vereadores .............................................................................................................................. 175 • Deputados da terra ...................................................................................................................................... 176 • Coronelismo ............................................................................................................................................... 178 • Pica-Paus X Maragatos .............................................................................................................................. 184 Sistema de Governo ........................................................................................................................................... 189 • A Intendência Municipal ............................................................................................................................ 189 • O Prefeito municipal .................................................................................................................................. 191 • Quadriênio 21-09-1892 a 21-09-1896 ....................................................................................................... 192 • Quadriênio 21-09-1896 a 21-09-1900 ....................................................................................................... 193 • Quadriênio 21-09-1900 a 21-09-1904 ....................................................................................................... 194 • A instituição da Prefeitura Municipal ........................................................................................................ 194 • Quadriênio 21-09-1904 a 21-09-1908 ....................................................................................................... 195 • Quadriênio 21-09-1908 a 21-09-1912 ....................................................................................................... 196 • Quadriênio 21-09-1912 a 21-09-1916 ....................................................................................................... 197 • Quadriênio 21-09-1916 a 21-06-1920 ....................................................................................................... 197 • Quadriênio 21-09-1920 a 21-09-1924 ....................................................................................................... 198 • Quadriênio 21-09-1924 a 21-09-1928 ....................................................................................................... 198 • Quadriênio 21-09-1928 a 21-09-1932 ....................................................................................................... 199 • O Cargo de Prefeito Interventor ................................................................................................................. 200 • Os Interventores pós-restauração ............................................................................................................... 201 • A efêmera democracia ................................................................................................................................ 204 • O último Interventor ................................................................................................................................... 206 • Agentes Administrativos ............................................................................................................................ 207 • Município de Timoneira ............................................................................................................................. 208 • Período democrático ................................................................................................................................... 209 • Pleito de 16 de novembro de 1947 (Timoneira) ........................................................................................ 210 • Pleito de 22 de julho de 1951 (Timoneira) ................................................................................................ 211 • Pleito de 03 de outubro de 1955 (Timoneira) ............................................................................................ 211 • Pleito de 04 de outubro de 1959 (Almirante Tamandaré) .......................................................................... 212 • Pleito de 06 de outubro de 1963 ................................................................................................................ 213 • Pleito de 15 de novembro de 1968 ............................................................................................................. 214 • Pleito de 15 de novembro de 1972 ............................................................................................................. 215 • Pleito de 15 de novembro de 1976 ............................................................................................................. 216 • Pleito de 15 de novembro de 1982 ............................................................................................................. 217 • Pleito de 15 de novembro de 1988 ............................................................................................................. 217 • Pleito de 03 de outubro de 1992 ................................................................................................................ 218 • Pleito de 03 de outubro de 1996 ................................................................................................................ 220 • Pleito de 1º de outubro de 2000 ................................................................................................................. 221 • Pleito de 03 de outubro de 2004 ................................................................................................................ 221 • Pleito de 05 de outubro de 2008 ................................................................................................................ 222 • Pleito de 07 de outubro de 2012 ................................................................................................................ 222 • Galeria do Prefeito ..................................................................................................................................... 224 As Casas dos Poderes ......................................................................................................................................... 225 • Poder Executivo ......................................................................................................................................... 225 • Poder Legislativo ........................................................................................................................................ 227 O Poder Judiciário .............................................................................................................................................. 229 • Justiça Federal ............................................................................................................................................ 232 • Fórum Regional de Almirante Tamandaré ................................................................................................. 235 Servidores Públicos ............................................................................................................................................ 235 • Instituto de Previdência do Município de Almirante Tamandaré .............................................................. 235

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• Associação dos Servidores Municipais de Almirante Tamandaré ............................................................. 236 Símbolos do município ....................................................................................................................................... 237 • O Hino ........................................................................................................................................................ 237 • O Brasão ..................................................................................................................................................... 242 • A Bandeira .................................................................................................................................................. 243 • A Árvore Símbolo ...................................................................................................................................... 244 Toponímia ........................................................................................................................................................... 245 • Um mesmo lugar, mas diversificadas denominações ................................................................................. 246 • O Patrono Almirante Tamandaré ................................................................................................................ 248 Estradas históricas .............................................................................................................................................. 251 • Estrada do Assunguy .................................................................................................................................. 253 • Estrada da Cachoeira .................................................................................................................................. 258 • Rodovia dos Minérios ................................................................................................................................ 260 • Estrada do Cerne ........................................................................................................................................ 263 • Rodovia do Calcário ................................................................................................................................... 264 • Contorno Norte ........................................................................................................................................... 264 • Estrada do Juruqui ...................................................................................................................................... 264 • Estradas do Marmeleiro ............................................................................................................................. 266 • Estradas e ruas importantes ........................................................................................................................ 267 • Estrada de Ferro Norte do Paraná (Curitiba-Rio Branco do Sul) .............................................................. 270 • Guia de Ruas e Serviços ............................................................................................................................. 276 Meios de transporte ............................................................................................................................................ 277 • Carroças ...................................................................................................................................................... 277 • Transporte coletivo ..................................................................................................................................... 278 • Automóveis ................................................................................................................................................. 281 • O último motorneiro ................................................................................................................................... 283 • Transporte dutoviário ................................................................................................................................. 283 Comunicações .................................................................................................................................................... 285 • Correios e telégrafos .................................................................................................................................. 285 • Telefone ...................................................................................................................................................... 287 • Telefone público ......................................................................................................................................... 288 • Telefone celular .......................................................................................................................................... 290 • Internet ........................................................................................................................................................ 290 Os jornais tamandareenses ................................................................................................................................. 293 • TRIBUNA DOS MINÉRIOS ..................................................................................................................... 293 • FOLHA DE TAMANDARÉ ...................................................................................................................... 296 • GAZETA ANCORADO ............................................................................................................................. 299 • PACTO E FATOS ....................................................................................................................................... 300 • O REPÓRTER ............................................................................................................................................ 300 • BRASINHA ................................................................................................................................................ 300 • Jornais efêmeros ......................................................................................................................................... 300 Terra dos minérios .............................................................................................................................................. 301 • O Ouro ........................................................................................................................................................ 302 • O Saibro ...................................................................................................................................................... 303 • Cal e calcário .............................................................................................................................................. 304 • O forno contínuo ........................................................................................................................................ 306 • Considerações gerais sobre a cal e calcário ............................................................................................... 307 • Associação para a venda de cal virgem ...................................................................................................... 311 • O petit-pavê (mármore branco) .................................................................................................................. 311 • O Carvão mineral e o Xisto Betuminoso ................................................................................................... 312 • A água mineral ............................................................................................................................................ 313

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CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR

Comércio ............................................................................................................................................................ 315 • Lei nº 16, de 28 de agosto de 1928 ............................................................................................................ 319 • Cobrança de tributos .................................................................................................................................. 322 • Barreira fiscal ............................................................................................................................................. 323 Atividades econômicas gerais ............................................................................................................................ 325 • Olarias ......................................................................................................................................................... 325 • Serrarias ...................................................................................................................................................... 326 • Negociantes de lenha .................................................................................................................................. 327 • Ferraria ....................................................................................................................................................... 328 • Fábricas de sapatos e tamancos .................................................................................................................. 328 • Fábrica de banha e derivados ..................................................................................................................... 329 • Padarias ...................................................................................................................................................... 329 • Bancos ........................................................................................................................................................ 331 • Atividades gerais ........................................................................................................................................ 331 • Evolução econômica................................................................................................................................... 332 Agricultura .......................................................................................................................................................... 335 • Obstáculos para a agricultura ..................................................................................................................... 335 • O Trigo ....................................................................................................................................................... 336 • O Milho ...................................................................................................................................................... 337 • Erva-Mate ................................................................................................................................................... 338 • O Feijão ...................................................................................................................................................... 339 • A Batata ...................................................................................................................................................... 339 • Hortifrutigranjeiros ..................................................................................................................................... 340 • A uva ........................................................................................................................................................... 340 • Cultivo de fumo .......................................................................................................................................... 341 • Tecnologia agrícola .................................................................................................................................... 341 • O associativismo rural ................................................................................................................................ 342 • Os moinhos ................................................................................................................................................. 343 • Os monjolos ................................................................................................................................................ 345 • A criação de gado ....................................................................................................................................... 346 Saneamento básico ............................................................................................................................................. 347 • Rede pública de abastecimento de água ..................................................................................................... 347 • Saúde pública ............................................................................................................................................. 349 • Hospital ...................................................................................................................................................... 350 • Ambulâncias ............................................................................................................................................... 351 • Médicos que fizeram história na cidade ..................................................................................................... 352 • Atendimento dentário ................................................................................................................................. 353 • Associação de Proteção à Maternidade e à Infância .................................................................................. 354 • A epidemia de Bexiga (Varíola) no século XIX ......................................................................................... 355 • A epidemia de escarlatina 1895-1896 ........................................................................................................ 357 • O surto de malária em 1898 ....................................................................................................................... 358 • A epidemia de gripe de 1918-1919 ............................................................................................................ 358 • A pandemia de Gripe Suína ........................................................................................................................ 359 A energia elétrica ................................................................................................................................................ 361 • O Rádio ....................................................................................................................................................... 362 • A energia elétrica pública ........................................................................................................................... 363 • Energia elétrica pública na Cachoeira ........................................................................................................ 364 • Energia pública em Vila Formosa .............................................................................................................. 365 • Energia elétrica pública no Jardim São João Batista ................................................................................. 365 • Considerações sobre a Energia Elétrica Pública ........................................................................................ 366 • Iluminação pública ..................................................................................................................................... 366 • Cinema ........................................................................................................................................................ 367

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CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR

O ensino em Almirante Tamandaré .................................................................................................................... 369 • Escolas que foram fechadas ....................................................................................................................... 374 • Resumo geral .............................................................................................................................................. 375 • Os obstáculos para a Educação .................................................................................................................. 378 • A Educação na Sede Municipal .................................................................................................................. 379 • Ensino no Bairro do Botiatuba ................................................................................................................... 384 • A Educação na localidade de Tranqueira ................................................................................................... 387 • A Educação no Bairro de Areias ................................................................................................................ 389 • A Educação na Barra de Santa Rita ........................................................................................................... 391 • Educação na Capivara dos Manfrom ......................................................................................................... 392 • A Educação no Bairro São Felipe .............................................................................................................. 392 • A Educação na Lamenha Pequena ............................................................................................................. 392 • A Educação no Bairro de São Miguel ........................................................................................................ 394 • A Educação na localidade do Córrego Fundo ............................................................................................ 395 • A Educação no Bairro do Tanguá ............................................................................................................... 395 • A Educação no Bairro do Mato Dentro ..................................................................................................... 397 • A Educação no Marmeleiro ........................................................................................................................ 397 • A Educação no Bairro Campo Grande ....................................................................................................... 398 • A Educação no Morro Azul ........................................................................................................................ 399 • A Educação no Bairro do Pacotuba ........................................................................................................... 400 • A Educação no Bairro do Bomfin .............................................................................................................. 401 • A Educação no Bairro do Boixininga ........................................................................................................ 401 • A Educação no Bairro do Cercadinho ........................................................................................................ 402 • A Educação no Bairro da Cachoeira .......................................................................................................... 402 • A Educação no Bairro São Jorge ................................................................................................................ 405 • A Educação no Bairro Campina do Arruda ................................................................................................ 405 • A Educação na Colônia Antônio Prado ...................................................................................................... 406 • A Educação no Bairro Colônia São Venâncio ............................................................................................ 408 • A Educação no Bairro Restinga Seca ......................................................................................................... 411 • A Educação no Bairro Humaitá .................................................................................................................. 412 • A Educação no Bairro Venda Velha ........................................................................................................... 413 • A Educação no Bairro Campina de Santa Rita .......................................................................................... 413 • A Educação no Bairro Lamenha Grande .................................................................................................... 414 • A Educação na Colônia Santa Gabriela ..................................................................................................... 417 • Curso Profissionalizante ............................................................................................................................. 417 • Programa Acorda Brasil ............................................................................................................................. 418 • Programa Criança na Escola ...................................................................................................................... 418 • A Educação a Distância no Município ....................................................................................................... 419 Religião .............................................................................................................................................................. 421 • Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Almirante Tamandaré ............................................................. 422 • Os Freis Capuchinhos ................................................................................................................................. 423 • Capela Nossa Senhora da Luz .................................................................................................................... 424 • Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição ............................................................................................... 426 • As tradições católicas ................................................................................................................................. 427 • Paróquia Anjo da Guarda ........................................................................................................................... 428 • Paróquia de São João Batista – Lamenha Grande ..................................................................................... 429 • Igreja Nossa Senhora do Rocio no Bairro do Juruqui ............................................................................... 429 • Bispo filho da antiga Tamandaré ................................................................................................................ 430 • As doutrinas pentecostais ........................................................................................................................... 430 • Igreja Assembleia de Deus ......................................................................................................................... 431 • Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma ......................................................................... 434

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CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR

• Outras manifestações religiosas ................................................................................................................. 436 • Estatísticas .................................................................................................................................................. 435 • Cemitérios e sepultamentos ........................................................................................................................ 435 • Vandalismo e vilipêndio ............................................................................................................................. 438 • Crendices de repercussão ........................................................................................................................... 438 Os Oratórios ....................................................................................................................................................... 441 • Oratório São Carlos Borromeu .................................................................................................................. 441 • Oratório São João Batista ........................................................................................................................... 442 • Oratório do Tanguá ..................................................................................................................................... 443 • Oratório Santo Isidoro ................................................................................................................................ 444 • Capelinha do Sumidouro ............................................................................................................................ 444 • Oratórios em funcionamento ...................................................................................................................... 445 Cultura tamandareense ....................................................................................................................................... 447 • Comemorações dos 100 anos da cidade ..................................................................................................... 448 • Aniversário da cidade (considerando 11 de outubro de 1947) .................................................................. 448 • Comemorações considerando 28 de outubro de 1889 ............................................................................... 450 • Desfiles cívicos de 7 de Setembro ............................................................................................................. 452 • Festa de São Cristóvão ............................................................................................................................... 452 • Festa de Santo Antônio e de Santa Luzia ................................................................................................... 453 • Festa de Corpus Christi .............................................................................................................................. 453 • Mesada dos Anjos ....................................................................................................................................... 454 • Festa do Morango ....................................................................................................................................... 455 • Festa dos Cavaleiros ................................................................................................................................... 455 • Jantar dançante da quirera .......................................................................................................................... 455 • Festa de Nossa Senhora da Conceição ....................................................................................................... 456 • Procissões católicas .................................................................................................................................... 456 • As festas do Botiatuba ................................................................................................................................ 457 • Festa de Santo Reis .................................................................................................................................... 457 • Apresentações teatrais ................................................................................................................................ 458 • As Capelinhas ............................................................................................................................................. 458 • Concurso de Boneca Viva .......................................................................................................................... 459 • Aniversário da Folha de Tamandaré .......................................................................................................... 460 • 1ª Mostra de Artista da Terra ...................................................................................................................... 460 • Albano Agner de Carvalho ......................................................................................................................... 461 • Mari Ines Piekas ......................................................................................................................................... 462 • Fundação Cultural de Almirante Tamandaré .............................................................................................. 462 • Casa Velha dos Siqueira ............................................................................................................................. 462 • Tamandaré no Carnaval Curitibano de 1997 ............................................................................................. 463 • Carnaval na cidade ..................................................................................................................................... 463 • Centro de Convenção Edson Dalke ............................................................................................................ 464 • Salão Paroquial da Igreja Matriz ............................................................................................................... 464 • Cantores da Terra ....................................................................................................................................... 464 • Sociedades Literárias ................................................................................................................................. 465 • Sociedades Educativa ................................................................................................................................. 465 • Sociedades Beneficentes ............................................................................................................................ 466 • Rotary Clube de Almirante Tamandaré ...................................................................................................... 468 • Os Dinossauros de ferro ............................................................................................................................. 468 • Contos e lendas tamandareenses ................................................................................................................ 469 Potencialidades Turísticas .................................................................................................................................. 471 • Parque Recreativo Clube Atlético Primavera ............................................................................................ 471 • Clube Campestre dos Comerciários de Curitiba Adalberto Massa ............................................................ 473 • Clubes diversos ........................................................................................................................................... 474

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CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR

• “Piscina dos Padres” ou Recanto Santo Antônio ....................................................................................... 475 • Parque Aquático Clube de Campo Águas do Valverde .............................................................................. 475 • Parque Santa Maria (Recanto Marista Santa Maria) ................................................................................. 476 • Parque Ambiental Aníbal Khury ................................................................................................................ 476 • Parques Ambientais e esportivos municipais ............................................................................................. 478 • Circuito da Natureza ................................................................................................................................... 478 • Turismo de Aventura .................................................................................................................................. 478 • Spa Clínica do Lago ................................................................................................................................... 479 • Clínica Naturalista Oasis Paranaense ......................................................................................................... 479 • Os hotéis e motéis ....................................................................................................................................... 480 • Observatório Astronômico Professor Dr. Leonel Moro ............................................................................. 481 Esporte ................................................................................................................................................................ 483 • A Cancha de Esportes ................................................................................................................................. 483 • O Ginásio Municipal Buzatão .................................................................................................................... 485 • O Campão ................................................................................................................................................... 486 • Times profissionais tamandareenses .......................................................................................................... 488 • Futebol amador tamandareense .................................................................................................................. 488 • Centro Esportivo Lamenha Grande ............................................................................................................ 490 • Pioneiros times de futebol de fim de semana ............................................................................................. 490 • Festivais de futebol ..................................................................................................................................... 492 • Liga dos Minérios ....................................................................................................................................... 492 • Copa Folha de Tamandaré .......................................................................................................................... 496 • Pioneiros jogadores profissionais da terra ................................................................................................. 499 • Olimpíada Tamandaré 85 ........................................................................................................................... 501 • Ciclismo e o Montain Bike ......................................................................................................................... 502 • Encontro dos Desportistas tamandareenses ............................................................................................... 502 • Tenistas ....................................................................................................................................................... 503 • Corridas de rua e Duathlon ........................................................................................................................ 503 • Atletismo/Arremesso de peso ..................................................................................................................... 504 • Academias pioneiras ................................................................................................................................... 504 • O Jogo de Bocha ........................................................................................................................................ 505 • Punhobol ..................................................................................................................................................... 505 • O desportista Leônidas Rodrigues Dias ..................................................................................................... 506 Diversão .............................................................................................................................................................. 507 • As raias de corrida de cavalo ..................................................................................................................... 510 • Jogos de azar .............................................................................................................................................. 511 • Gincana do programa televisivo Mário Vendramel ................................................................................... 511 Considerações ambientais .................................................................................................................................. 513 • Aterro Sanitário da Lamenha Pequena ....................................................................................................... 513 • A questão da usina de reciclagem da Colônia Antônio Prado ................................................................... 514 • Fundação Rural de Educação e Integração (FREI) .................................................................................... 514 • O Depósito de Explosivo no Juruqui ......................................................................................................... 514 • O lixo sólido em beira de estradas ............................................................................................................. 515 • A montanha de pneu na Capivara dos Manfron ......................................................................................... 515 • Reação dos rios tamandareenses ................................................................................................................ 515 • Área de Proteção Ambiental Estadual do Passaúna (APA) ....................................................................... 516 • A reciclagem ............................................................................................................................................... 517 • A preocupação legal com o meio ambiente ............................................................................................... 518 Segurança Pública .............................................................................................................................................. 521 • O Inspetor de Quarteirão ............................................................................................................................ 523 • Os Subcomissários ..................................................................................................................................... 524 • Os Delegados “Calças Curtas” ................................................................................................................... 525

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CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR

• Os tempos de revolução ............................................................................................................................. 526 • A Delegacia e o Módulo da Polícia Militar ............................................................................................... 526 • Polícia Rodoviária Estadual ....................................................................................................................... 526 • Defesa civil e Corpo de Bombeiro ............................................................................................................. 527 • Guarda Municipal ....................................................................................................................................... 527 • 4º Esquadrão do Regimento de Polícia Montada da Polícia Militar ......................................................... 528 • Mídia sensacionalista ................................................................................................................................. 528 • Proibições de Bailões e danceterias ........................................................................................................... 529 • Os Sábados de Aleluia! .............................................................................................................................. 530 Escritores tamandareenses ................................................................................................................................. 531 • Harley Clóvis Stocchero ............................................................................................................................. 531 • Antônio Theolindo Trevizan ...................................................................................................................... 533 • Zeliane Aparecida de Christo ..................................................................................................................... 534 • Amauri Domakoski ..................................................................................................................................... 535 • Escritores não nascidos na cidade .............................................................................................................. 535 • Projetos literários ....................................................................................................................................... 537 • Biblioteca Pública Municipal de Almirante Tamandaré ............................................................................ 538 Preservação da história tamandareense .............................................................................................................. 541 • Organização da legislação do município ................................................................................................... 543 • Galeria dos ex-Prefeitos ............................................................................................................................. 543 • Projetos Escolares sobre a história local .................................................................................................... 544 • Historiador oficial? ..................................................................................................................................... 544 Resumo biográfico do autor ............................................................................................................................... 547 Referências bibliográficas .................................................................................................................................. 553

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Thomas Guedes/Foto intitulada “Um brilho que poucos enxergam” premiada no 2º Concurso de Fotografia Revelando Tamandaré, 2012.

Considerações históricas e geográficas sobre o município de Almirante Tamandaré-PR (PARTE-2)  

História sobre a cidade de Almirante Tamandaré e informações geográficas. PARTE-2 páginas 483 até 567.

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