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A Hist贸ria Brasileira em versos. Direitos autorais reservados.

Antonio Ilson Kotoviski Filho 2008

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“Em especial a todas as pessoas que repassaram seus conhecimentos históricos através de livros, pesquisas e aulas”.

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APRESENTAÇÃO

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a perspectiva de contar a História do Brasil, fugindo de um repertório técnico. Mas respeitando a narrativa histórica oficial. “A História brasileira em versos” é uma obra poética que se redigiu não como uma contextualização histórica inédita. Pois, a poesia é um grande

resumo versado de um passado, que é todos os dias despertados. Nesse sentido, o conhecimento básico sobre a História do Brasil é necessária. Como também um maior aprofundamento, sobre um momento histórico nesta obra destacado, que ganhou sua atenção. Isto tudo para melhor interpretar cada expressão. Como fundamento norteador, a história não pode ser encarada como uma única opinião definitiva e encerrada. Ela sempre tem algo para ser questionado. Sendo assim estas poesias são ilustrativas de um tempo que não conheci, mas que por força do processo de instrução, fui conhecendo. A história do Brasil, como qualquer outra história, deve sempre ser lembrada, contada e questionada. Pois se a memória da humanidade desaparecer, o ser humano correrá o risco de desaparecer. Assim como a população que não conhece a origem de sua união e evolução.

Antonio Ilson Kotoviski Filho kotovski@ig.com.br

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CAPÍTULO I

DESCOBRIMENTO E COLONIZAÇÃO (1500 d.C. á 1822 d.C)

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Introdução a História do Brasil. Quinhentos e oito anos de civilização, E milhões de anos desconhecidos antes dessa condição, Se escreve sobre o que foi relatado, Mas tem muito mais que não foi mostrado. O Brasil não é um reino encantado, Tão pouco renegado. Ele tem uma historia, Que forjou sua memória. O que o Brasil é, Foi fruto de quem aqui colocou o pé, Se culpado ou inocente, Se deve viver apenas o presente. O passado, Não são passos certos ou errados. É o Brasil com a alma de criança, Que renasce no sonho e na esperança. O contexto europeu pré-descobrimento. Marcado por guerras, A européia terra, Sofria com as devastações, Nos campos das plantações. Doenças, fome, miséria,... Corromperam a Idade Média. Provocando profundas alterações, No modo de vida das populações. Descontentamentos tornavam-se populares contestações, Alimentando centenas de revoluções, Causando reflexos no campo político e social, Mudando a visão universal. A expansão comercial européia, no contexto dos descobrimentos. Conseqüência positiva, Da Crise Européia, No final da Idade Média. O desenvolvimento comercial, Surgiu da necessidade fundamental. Para solucionar a baixa produção, E a exaustão de minerais que sofriam exploração. Conjugada com transformações intelectuais, Progresso técnico e mudanças de mentalidades,

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Contribuíram para desenvolver as atividades navais, Possibilitaram refazer a realidade. Principalmente após a tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos, Prejudicando rotas comerciais navais de anos, Utilizadas pelos italianos. Expansionismo português. A partir da independência, Fruto da influencia, Das guerras contra Castela e da Reconquista, Criou condições para planejar navais conquistas. O interesse de grupos mercantis fortalecidos, O espírito de Cruzadas estabelecido, O Estado centralizado, Foi o incentivo para novos horizontes comerciais serem explorados. D. Henrique foi o grande incentivador, Criando a Escola de Sagres, como instituto pesquisador, De novas técnicas e instrumentos que facilitaram a vida do navegado. Os frutos colhidos por Portugal, Foi uma lucrativa expansão territorial, Tornando-se um poderoso Império Colonial! Dividindo as terras descobertas. O Reino de Portugal, Tinha no mar e nas descobertas um rival. Era o Reino da Espanha, Que também possuía uma expansionista campanha. Com a descoberta de novas terras, E com o objetivo de evitar uma dispendiosa guerra, Discutiu-se uma divisão, Dos descobrimentos territoriais em questão. O primeiro tratado, Entre Portugal e Espanha, Não agradava o rei português. Um novo tratado realizado na cidade de Tordesilhas, Promoveu uma satisfatória partilha, Estabelecendo de quem era os novos territórios e ilhas. A terra secreta. Os segredos de Estado, Só com o passar do tempo são divulgados. Assim também aconteceu no passado, Estratégia para algum interesse ser preservado.

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Os rivais da Península Ibérica, Atiçaram-se com a descoberta da América. Os portugueses de forma inteligente, Agiram coerente. Primeiro esperaram ser consolidado, O Tratado de Tordesilhas assinado. Esperando o momento exato, Para divulgar o mesmo território que tinham achado. Duarte Pacheco Pereira foi o primeiro navegador, Que sigilosamente do Brasil foi descobridor. Porém seu feito não foi oficializado, Porque aquelas terras eram um segredo de Estado! A Descoberta do Brasil. Treze embarcações partiram de Portugal, No comando; Pedro Álvares Cabral. Tinha como destino a rota para a Índia oriental, Porém sua trajetória ganhou rumo ocidental. Como ordem expressa de D.Manuel, Cabral assumiu o papel, Para oficializar, A porção territorial que iria encontrar. Na parte austral, Da América Continental, Mais especificamente no nordeste brasileiro, Chegou o saudoso marinheiro. A partir daquele momento, O Brasil se tornou um prolongamento, Do reino lusitano, Em continente americano. Denominação Brasil. Pedro Álvares Cabral, Primeiramente batizou a terra de Monte Pascoal. Tendo a Páscoa como inspiração, Pois os lusitanos eram um povo cristão. Perceberam que o que viram de longe, Não era apenas um simples monte. Era a Ilha de Santa Cruz, que recebeu esta denominação, Devida a uma precipitada observação. Mas aquela territorial porção, Necessitavam de uma melhor medição, Para definir a Terra de Vera Cruz,

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Em que o olhar português reluz. Porém a madeira lucrativamente explorada, Que uma idéia de paraíso em seu nome expressava, Foi inspiração convencionada, De Brasil para aquelas terras serem chamadas. Habitantes do Brasil. Descrito pelo escrivão da Esquadra de Cabral, O nativo era humano com característica especial. Pois divergiam da realidade cultural, Existente em Portugal. Com linguagem diferente, Eram totalmente inocentes. Um povo pacífico, Com traços perfeitos físicos. Andavam pelados, Sem se quer ficarem envergonhados, Viviam num sistema comunitário. O sonho de qualquer social visionário. Desconheciam a noção de propriedade territorial, E sua religião estava ligada a fenômenos naturais, Repleto de rituais, Que mantinham vivas as concepções tradicionais. História dos indígenas americanos. A luta por sobrevivência, Foi a principal influencia, Para impulsionar, Grupos nômades a migrar. Estas migrações, Alcançaram distantes regiões, Em especial, Atravessaram o Estreito de Bering entre a Ásia e a América Setentrional. Já na América; caminhando para outras regiões, Se adaptando as novas condições. Alguns grupos se sedentarizaram, Outros a jornada continuaram. Na região da América austral, Povoaram o litoral. Também o interior, Tendo a sobrevivência como guia orientador, Desenvolveram avançadas e simples organizações, Diversas tradições. Tinham uma história, Feita em cada trajetória. Reveladas em arqueológicas memórias.

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A catequização dos indígenas. A rivalidade entre o cristianismo, E o crescente islamismo. Fez a Igreja Católica o índio proteger, Pois havia um grande potencial em cristãos os reverter. Os jesuítas implantaram a catequização. Porém outros conhecimentos também foram ensinados as nativas populações. Inconscientemente destruindo culturas e tradições, Nas históricas reduções. Não eram considerados pagãos, Apenas desconhecedores de verdadeiras religiões. Apesar da boa intenção, Os jesuítas corromperam uma natural evolução. Os massacres e doenças. O choque cultural, Sempre é fatal. Para os indígenas não foi diferente, Mesmo estes sendo resistentes. As doenças inexistentes, Deixaram os indígenas doentes. Exterminando populações, Facilitando as lusitanas intenções. Os nativos perceberam as pretensões, Da maléfica invasão, Impuseram resistência, Com trágica conseqüência. Os indígenas debilitados, Foram exterminados. Outros para o interior fugiram, Pois sabiam que não resistiriam. Contribuições dos indígenas. É notória a contribuição, Das indígenas populações. Palavras nativas são utilizadas, Para ruas, regiões e cidades serem denominadas. A culinária e a alimentação, É uma grande cultural transmissão, Para a atual civilização. Conhecimentos de ervas e recursos naturais, São utilizadas de formas especiais, Na medicina e outros ramos das ciências atuais.

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As lendas e mitos que enriquecem nossa cultura. Certos costumes que são utilizados na agricultura. O habito do banho e a idéia de identidade, São traços indígenas na brasileira realidade. Yanomani. Grupo indígena da Amazônia setentrional, Que entraram para a historia nacional, A partir de encontro casuais, Com desbravadores do espaço amazônico natural. Os Yanomanis ou “seres Humanos”, Chegaram na região a mais de setecentos anos. Formando uma sociedade de caçadores-agricultores, Com uma cultura que se fundamenta em valores. É uma sociedade em extinção, Ocasionado pelo progresso da Região, Pelos programas de colonização, E pela loucura da mineração. Brasil: o paraíso terrestre. O Brasil era o paraíso, Para o leigo juízo. Pois as discrições, Atiçaram as imaginações. Os alimentos se encontravam com facilidade, E a terra era de extrema fertilidade. Clima agradável, Sendo para a saúde muito favorável. Não possuía uma civilizada realidade, Era o lugar para se viver com liberdade, Sem as preocupações mundanas, Que recaiam sobre as vidas cotidianas. A América era representada como uma bela mulher, Que possuía tudo a que um homem quer. Porém a terra dadivosa, Aos poucos se mostrou uma propaganda enganosa. A colonização do Brasil. Com o declínio do comércio oriental, E as potenciais invasões das terras de Portugal, Na América Austral. O reino lusitano viu-se forçado a desenvolver um sistema colonial. Martim Afonso de Sousa; o capitão povoador,

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Recebeu três incumbências de seu real senhor. Estabelecer núcleos de povoamentos, Combater os franceses e explorar o litoral naquele momento. Porém apenas uma parte da costa estava protegida, E a pirataria francesa não estava sendo contida, Além de ser expandida. Para este problema a única solução, Era a total colonização, De toda a brasileira lusitana possessão. As Capitanias Hereditárias. Para uma colonização eficiente, Era necessário a criação de uma administração coerente, Para desenvolver um organizado povoamento, E colher o desenvolvimento. A criação do sistema de Capitanias Hereditárias, Remetia-se a doze administrações donatárias, Quinze grandes lotes territoriais, Sob condições especiais. O donatário tinha a obrigação, De proteger a região, Ocupar de forma lucrativa a real concessão, Fazendo-a prosperar dentro de uma lógica organização. Mas a realidade, Se fez encima de dificuldades, O que não permitiu que o sistema prosperasse, Porém o modelo fez com que o território luso se conservasse. Governo-Geral O Governo-Geral, Tinha como objetivo principal, Estabelecer uma administração central, Para coordenar o sistema colonial. Tomé de Souza, o primeiro governador, Fundou a cidade de Salvador. Estabelecendo esta como capital, Da colônia de Portugal. Um ano depois, chegaram os jesuítas, Com a missão de serem dos índios seus catequistas. Criou-se o primeiro bispado, O Brasil começava a ficar organizado. As capitanias continuaram a existir, Pois elas faziam a colônia resistir,

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Como também foram importantes para coibir, Qualquer povo que tentasse o território invadir. Invasão Francesa. Desde o inicio da colonização, Os franceses rondavam a região, Cobiçavam um espaço na possessão territorial, Pertencente a Portugal. Chegaram a fundar uma colônia no Brasil, Denominada de França Antártica, Mas que pouco resistiu. Invadiram onde hoje é o Rio de Janeiro, Porém só gastaram tempo e dinheiro, Pois foram expulsos sem muita resistência, Sendo traídos pela própria eloqüência. Não satisfeitos invadiram a região do atual Maranhão, Fundaram a cidade de São Luiz, Mas foram novamente expulsos da lusitana possessão. O Nordeste Açucareiro. O açúcar trouxe a prosperidade, Definiu os traços de uma sociedade, Mudou a colonial realidade, Fazendo vingar importantes cidades. O engenho era uma grande propriedade rural, Onde vingavam os canaviais, E funcionavam as rústicas “fábricas açucareiras” coloniais. O trabalho pesado, Era e predominava o escravo. Já o trabalho especializado, Era assalariado. O açúcar foi um investimento experimento de Portugal, Que vingou em sua possessão colonial, Trazendo lucros excepcionais. União Ibérica. A união entre Espanha e Portugal, Foi um passo importante da expansão colonial, Quanto ao lado lusitano, Sobre as demarcações hispânicas na América Austral. A ausência de fronteiras, Extravasou as ultimas barreiras, Para a interiorização colonial,

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Mesmo que apenas superficial. Porém o rei espanhol proibiu negócios com os holandeses em suas possessões, Esta retaliadora situação, Provocou uma contra reação de invasão, Imposta pelos holandeses na nordestina região. Pois os holandeses tinham muitos investimentos, Na produção açucareira naquele momento, Que poderiam ser atrapalhadas em seu andamento, Já que a Espanha e Holanda possuíam um mau relacionamento. Os holandeses no Brasil. O açúcar tornou a colônia lucrativa, E o investimento estrangeiro foi uma alternativa. Os espertos portugueses, Receberam bem o capital e os projetos holandeses. A parceria entre Holanda e Portugal, Tornou viável o desenvolvimento colonial, Principalmente no Nordeste brasileiro, Onde melhor se adaptou o agrário universo açucareiro. Pernambuco foi o grande favorecido, Pois aos poucos viu erguido, Suas cidades, Consolidando uma colonial sociedade. Porém com o advento da União Ibérica, Os Holandeses temendo prejuízo na austral América, Promoveram uma suposta invasão, Na nordestina possessão. O ataque a Bahia. A resistência colonial em Salvador, Não conteve o invasor. Porém as operações de guerrilhas interioranas, Limitavam o avanço holandês em terras “baianas”. Uma poderosa armada, E uma estratégia bem planejada, Expulsou os holandeses da capitania, Enfraquecendo sua hegemonia. Os prejuízos da Companhia das Índias Ocidentais, Resultado das derrotas holandesas capitais, Foi recuperada com o aprisionamento, De uma frota espanhola carregada de prata, agravando o momento.

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Os holandeses em Pernambuco. A resistência pernambucana, Não foi feliz como a baiana. Pois limitada de condições, Não impediu a perda de importantes possessões. A tática de guerrilha estava surtindo efeito, Porém a traição fez os avanços serem desfeitos. Os holandeses começaram a tomar conta da situação, Era o caminho para estabelecer a dominação. O traidor foi em uma batalha encontrado, E logo após executado. Porém a resistência colonial, Não impediu a invasão territorial. O Brasil holandês. Com a consolidação, Da holandesa invasão, O domínio se estendeu desde Sergipe até o Maranhão. Não era uma disputa por territórios, Era apenas uma jogada de negócios. O que fez com que os muitos que estavam a contestar, Começassem com os flamengos a colaborar. Foi um período de desenvolvimento, Resultado de grandes investimentos, Nos setores de infraestrutura e culturais, O que refletiu nos setores sociais. Porém algumas dificuldades da Nova Holanda, Ocasionaram medidas duras e uma nova administração, O que acendeu a velha contestação. A Insurreição Pernambucana. A insatisfação, Gerou a grande insurreição. Movimento marcado pela união, Das raças que fundamentaram a nossa atual nação. Olinda foi tomada, E aos poucos a colônia foi reconquistada. Nas duas Guerras de Guararapes, As forças holandesas foram derrotadas. Os flamengos entraram em guerra contra a Inglaterra, Importante fator que facilitou a tomada das invadidas terras. Na Campina do Taborda a invasão chegou ao final, E a Holanda definitivamente rompeu negócios com Portugal.

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Agora os lusitanos tinham um novo concorrente, Na corrida açucareira da época vigente. Ocorreu também o arrocho colonial, Acelerava-se a decadência de Portugal. Negros: mãos e pés do Brasil colonial. Com a cana-de-açúcar sendo plantada, A colonização do Brasil começou ser consolidada, Porém a mão-de-obra foi uma questão, Resolvida com a escravidão. Os indígenas foram escravizados em grandes proporções, Porém, esta condição, Sofria contestações, Da Igreja Católica que os viam como cristãos. Já os negros africanos, Não eram considerados seres-humanos, Foram escravizados, Exaustivamente explorados. A África Mãe. A História da negra escravidão, Se relaciona com a própria tradição, Desenvolvida na forma estatal de organização, Da africana civilização. Na África Negra existiam dois tipos de escravidão, A comercial caracterizada por vantajosas negociações, E a patriarcal fundada nas dominações, De um Estado sobre rivais populações. Sabedores dessa cultura escravista, Os europeus mercantilistas, Aproveitaram-se da situação, Lucrando com a humana comercialização. Mas o que colaborou para que não houvesse contestações, Foi a rivalidade entre as religiões. Pois os negros eram islâmicos ou pagãos, E isto não agradava o alto clero dos cristãos. Tráfico de escravos. A obtenção de escravos na África era facilitada, Pois reinos escravistas como Mali e Congo que muito lucravam, Já que com os europeus comercializavam. Os escravos eram mercadorias, Utilizados em trocas de quinquilharias,

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Dando origem ao comércio triangular, Que fazia Portugal integralmente lucrar. Após serem no Brasil desembarcados, Os negros eram engordados, Depois eram vendidos e leiloados, As vezes trocados. O preço geralmente era definido pela qualidade, Mas sofria com a demanda de quantidade, Ou com a própria econômica realidade. A contribuição negra. A expressão cultural, Do atual momento nacional, Carrega os traços raciais, Nos seus mais diversos universos sociais. O ritmo da musica e dança, Que qualquer ser humano balança. A culinária picante e exótica, Porém saborosamente histórica. O trabalho contribuiu com a construção, Dos alicerces da nação, Assim como os traços de sua religião, Que se misturou aos hábitos cristãos. Os quilombos. A expressão de resistência, Da negra consciência, Que se organizava, Para não ser mais escravizada. Os escravos fugidos, Ficavam em bandos escondidos, Em lugares afastados, Para não serem nunca encontrados. O Quilombo dos Palmares, Resistência lendária que cruzou os mares, Foi a inspiração, Para diversas escravas rebeliões. O quilombo tinha realidade de cidade, Porém sua prosperidade, Se limitava a segurança, Pois ele representava a esperança. Muitos outros quilombos foram estabelecidos, Mas poucos obtiveram êxito, em terem sobrevividos,

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Pois foram destruídos, Pelos portugueses enfurecidos. Zumbi dos Palmares. No período da portuguesa colonização, Se aceitava a escravidão. Nasceu em terra da atual Nação, Um afro descendente com personalidade de Leão. Nasceu livre em Palmares, mas foi capturado. Foi entregue a missionários portugueses para ser “civilizado”, Onde recebeu conhecimento e sacramentos, mas não foi escravizado. Zumbi “escapou” e voltou para sua terra, Para buscar através da guerra, Uma nova realidade, Que só escreveria com a liberdade. Apesar de sua heróica resistência, Caiu frente a portuguesa imponência, Hoje ele representa a negra consciência. Interiorização do Brasil. O crescimento populacional, Em terra colonial, Ampliou as fronteiras territoriais, Por vários motivos especiais. A busca por minerais preciosos; Povoar os limites territoriais ociosos, Desenvolver a pecuária, Explorar e tomar as terras espanholas além das fronteiras precárias. A caça ao indígena, As missões jesuítas, E o bandeirantismo, Resultaram em um grande expansionismo. Vilas foram criadas, Freguesias e capelas curadas, Arraiais e povoações, Distantes das litorâneas possessões. A pecuária nordestina. O açúcar era um produto importante, Para o desenvolvimento colonial, Mas a carne era primordial. Pois sem alimento, Não haveria povoamento.

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A pecuária, Foi uma conseqüência da economia agrária, Desenvolvida nas capitanias, Como forma de garantir os dias. Porém as plantações de cana-de-açúcar, Estavam sendo prejudicadas pelo avanço das criações, Isto forçou o governo português a legislar, Que as criações de gado deveriam se afastar das litorâneas possessões. Esta medida teve conseqüência positiva, Possibilitando que se desenvolvessem uma nova alternativa, Para a vida econômica do colonizador, E forçasse o povoamento do brasileiro interior. A conquista do Vale Amazônico. O interesse estrangeiro pelas “drogas do sertão”, Atiçou os anseios dos portugueses pela amazônica região. Pois o cacau, pau cravo, baunilha, anil,... Eram as novas especiarias providas do Brasil. O Capitão Pedro Teixeira, Foi o encarregado de explorar e expandir novas fronteiras, Garantindo a presença portuguesa, Satisfazendo os anseios da classe burguesa. O Rio Amazonas foi assim denominado, Devido as lendárias estórias contadas, Sobre guerreiras amazonas que na antiguidade eram assim chamadas, E por um explorador espanhol supostamente naquela região foram avistadas. O Rio Amazonas colaborou com a interiorização, Da lusitana colonização, Mesmo que de forma moderada, Já que colaborava como guia para as bandeiras e entradas. Bandeiras e entradas. Importantes expedições, Patrocinadas por particulares ou pelas próprias administrações, Que tinham por objetivo, A busca por metais preciosos e a caça de nativos. As entradas eram expedições estatais. Já as bandeiras eram particulares e na teoria não oficiais. As duas formas colaboraram com a expansão colonial, E a povoação estratégica além dos limites convencionais. A Capitania de São Vicente, Foi o grande expoente, Provedora dos principais bandeirantes, Que exploravam lugares desconhecidos e distantes.

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O bandeirantismo. A Capitania de São Vicente, Não possuía em seu inicio uma economia eficiente, Tinha uma realidade deficiente, E muitas vezes dependente. O povo vicentino teve que achar uma alternativa, A pecuária e a produção agrícola foram positivas. Porém, começaram a lucrar, Com a atividade de caçar e explorar. O “animal” caçado era o indígena, E a desbravação era feita entre terras alienígenas. Estas atividades chamadas de bandeirantismo, Promoveu o colonial ocidental expansionismo. O bandeirantismo serviu aos interesses reais, E recebeu missões especiais, Trouxe prosperidade, E uma capitania que sofria com sua econômica realidade. A caça ao índio. Atividade lucrativa, Encontrada como alternativa, Para trazer recursos, E mudar o curso, Da realidade dependente, Da Capitania de São Vicente. As Reduções Jesuítas eram muito cobiçadas; Pois concentravam a bugrada, Praticamente domesticada, Que não ofereciam resistência, As empreitadas de caçada. Virando uma mão de obra escrava muito valorizada. Mais tinha os índios selvagens, Que dificultavam a preagem, Pois não estavam domesticados, E eram difíceis de serem encontrados, Pois resistiam com eficiência, Contra as bandeirantistas diligências. O ouro. Os rios do litoral, Carregavam um mineral especial, Muito cobiçado, Que rapidamente foi explorado.

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A descoberta dos bandeirantes, Fez brilhar um novo horizonte. Principalmente na região meridional, Proporcionando um desenvolvimento natural. Já o ouro de mina foi importante, Pois tornou o interior colonial brilhante, Atraindo colonos e aventureiros, Expandido o território brasileiro. Não importa a região, Se é ouro de mina ou aluvião, Esta descoberta foi uma grande colaboração, Para garantir a dispersão da colonial população. Sertanismo de contrato. Os bandeirantes além de desbravadores, E hábeis exploradores; Eles eram contratados para combater e explorar, Indígenas que resistiam ou atrapalhavam a idéia de colonização. A experiência em caça de nativos, Era um grande motivo, Para serem contratados para exterminar, Os quilombos e escravos que conseguiam encontrar. Por causa dessa atitude, A Igreja Católica ostentava isto tudo como ilicitude, Não considerava os bandeirantes homens de virtude. O sertanismo de contrato, É mais um histórico fato, Que possuía vários retratos. A Colônia do Sacramento. Disputada entre Espanha e Portugal, Esta região tornou-se especial, Devido a sua localização estratégica, No extremo sul da América. O Rio da Prata foi outro fator importante, Pois era navegável, E num futuro próximo seria economicamente interessante. O avanço português, Aos poucos se fez, Com a povoação do litoral paranaense, Curitiba e litoral catarinense. Atingiram a região do atual Uruguai, via interior e litoral, Sacramento foi fundada sob protesto espanhol,

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Que invadiram a lusitana possessão colonial. O Tratado de Madrid (1750). Os limites das colônias ultramarinas espanholas e portuguesas, Estavam gerando conflitos que traziam despesas. Ciente desse fato ocorre amplas negociações, Para definir os novos limites das coloniais possessões. O Tratado de Tordesilhas foi abolido, E um novo tratado, foi estabelecido. Os limites naturais das terras já colonizadas, Seriam as fronteiras oficializadas. Portugal perdeu Sacramento, E a exclusividade de navegação no Rio da Prata, Nesse histórico momento. Porém oficializou-se a expansão territorial, Da colônia de Portugal, Que praticamente definiu o desenho atual. A febre do ouro. Foram os bandeirantes que concretizaram, As primeiras grandes descobertas auríferas, Que muitos colonos e aventureiros empolgaram. Em busca do “Eldorado”, E com toda riqueza nunca sonhado, Os portugueses invadiram as Gerais, Modificando as relações sociais coloniais. Muitas foram as descobertas, Mas as encontradas em Ouro Preto, Trouxeram uma prospera oferta, De organização, cultura e desenvolvimento. O ouro promoveu a sobrevivência, Da colônia que sofria com as conseqüências, Do sistema açucareiro em franca decadência. O controle sobre a mineração. A Coroa Portuguesa, Para controlar a nova riqueza, Estabeleceu um órgão de fiscalização, Que organizava e policiava a exploração. As novas descobertas, Deveriam ser imediatamente comunicadas, Para serem divididas em datas, Facilitando a forma como eram fiscalizadas.

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O descobridor tinha quarenta dias para iniciar a exploração, Caso contrário perdia o direito sobre o local de mineração, Principalmente sobre suas datas, Que seriam para outros repassadas. Os tributos. Todo ouro encontrado, Tinha que ser oficialmente pesado, Para ser cobrado, O imposto do “Quinto” sobre o metal explorado. Cem arrobas de ouro anuais; Este foi o tributo sobre os mineradores coloniais, Que valeu na metade do século dezoito, Como um novo imposto. Porém a escassez do metal, Não alcançava a meta do imposto real. As “derramas” surgiram para garantir as cota oficial. Que ia em mineral para Portugal. A sociedade do ouro. Como explicar a pobreza, Em meio a tanta riqueza? Assim era a Capitania de Minas Gerais, Em tempos coloniais. As grandes fortunas estavam nas mãos de comerciantes, E não de mineradores errantes. A prostituição, Remediava a solidão. Casamentos ilegais, Devido as altas taxas burocráticas legais, Existia a família patriarcal, Porém com costume mais liberal. A Guerra dos Emboabas. Foram os paulistas que descobriram ouro nas Gerais. Tal noticia soou em todos cantos coloniais, Atraindo milhares de aventureiros para a região, Com o sonho de riqueza com a mineração. Os forasteiros chamados de emboabas, Entraram em conflito com os paulistas, Pelo domínio da terra explorada. Os paulistas sofreram varias derrotas, Mas continuaram na região.

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Porém com limitada ação, O que facilitou a sua expulsão. Cercados num capão, Os paulistas em situação de rendição, Conheceram a morte no episodio do “Capão da Traição”. Outras regiões auríferas. Derrotados na Guerra dos Emboabas, Os paulistas encontraram outras terras para serem exploradas. O Mato Grosso nasceu junto com o horizonte dourado, Reflexo do brilho do ouro encontrado. Mas os desafios presenciados na região, Geravam a situação. Dos aventureiros que sonhavam com os resultados da mineração, E não se intimidavam com os ataques dos indígenas na ocasião. O ouro em Goiás, Não trouxe a prosperidade como em Minas Gerais. Mas foi suficiente, Para atrair muita gente. As novas regiões, Apesar de suas limitações, Promoveram a expansão, Da colonial possessão. A decadência da mineração. O exaurimento do ouro era uma previsão natural. Porém não foi o motivo principal, Da decadência da mineração colonial. Técnicas arcaicas de mineração, A constante estatal opressão, Os altos impostos e taxação, Foram os grandes vilões da ocasião. Povoados com o ouro apareceram, Sem o ouro desapareceram. Cidades prosperaram, Cidades no tempo pararam. A decadência foi conseqüência da desorganização, Que se refletia na própria colonização, Devido a mercantilista administração, Que ocorreu na lusitana possessão. Para onde foi o ouro do Brasil? O ouro do Brasil aparentemente foi para Portugal,

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Mas não a arrecadação total! Pois os gostos da população portuguesa, Enriqueciam a economia inglesa. O Tratado de Methuen entre ingleses e portugueses, Fez a alegria dos britânicos burgueses, Pois seus produtos manufaturados, Eram livremente com os portugueses negociados. Porém o vinho português, Era pouco comprado pelos ingleses. Déficit na balança comercial portuguesa, Transferência de riquezas! Aclamação de Amador Bueno da Ribeira. O comércio no Rio da Prata se desfez, Com a restauração do governo português; A colônia comemorava! Com exceção dos paulistas que choravam! Insatisfeitos com a nova situação, Os paulistas aclamaram Amador Bueno rei da região. Este não aceitou a posição, E foi perseguido pela população. A Coroa Portuguesa como reação, Mandou tropas para a pacificação, Para proteger a administração. E promover uma nova organização. A Revolta de Beckman. A insatisfação, Explodiu no Maranhão, Resultado do combate a nativa escravidão, Combatida pelos jesuítas na colonial possessão. Outro fator de contradição, Era relativa a Companhia Geral do Comércio do Maranhão, Que não cumpria com suas obrigações, Provocando a insatisfação na própria população. A insurreição, Não buscava a separação, Apenas forçava a resolução, Da atual situação que gerava a confusão. Apesar da intenção, Os lideres da insurreição, Foram enforcados por suas ações, E os problemas contestados, conquistaram parciais soluções.

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A Guerra dos Mascates. A emancipação do Recife não era bem vinda, Para a aristocracia de Olinda. Pois estes queriam manter seus privilégios políticos. Muito cobiçados pelos comerciantes recifenses ricos. Com a fixação territorial, Recife ganhou autonomia municipal. Contestada fervorosamente pelos olindenses, Que aproveitaram o momento para impor outros interesses. O conflito se desencadeou, E uma grande confusão se formou. O Governador da Capitania teve que para Bahia fugir, Por não conseguir a revolta impedir. Tal situação, Gerou a real intervenção. Que decidiu que Recife teria autonomia, A partir daquele dia. Rebelião de Vila Rica. A política fiscal opressiva, Gerou conseqüências negativas, Eis que o fim da circulação do ouro em pó, E somente o ouro quintado, Poderia ser comercializado. Inflamaram a insatisfação popular, Que começou a se formar, Principalmente após à ação violenta da força de cavalaria, Que ao invés de manter a ordem na região, Apenas a população reprimia. Os revoltados se aglomeravam no largo da Câmara, Apresentando um documento com diversas solicitações, Aceitas pelo Governador das Minas Gerais na ocasião. Porém dezoitos dias depois foram caçados os lideres da rebelião, Esta ação contribuiu para aumentar a conscientização contra a lusitana dominação. A Inconfidência Mineira. A Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento a manifestar, De forma clara a intenção da colônia se libertar, Da dominação portuguesa, Que parasitava as brasileiras riquezas. A Conjuração aconteceu em época de grandes mundiais mudanças, Principalmente as ocorridas na França, E da norte-americana independência, Que alimentava a nova consciência.

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Os inconfidentes, Lançaram as sementes, Que mais tarde contribuiriam com a emancipação, Da brasileira possessão. Seus heróis eram pessoas influentes, Que planejaram as idéias de uma capitania independente. Mas que foram traídos por um ato inconseqüente, Que deixou mártires como Tiradentes. A Conjuração Baiana. Conhecida como Inconfidência Baiana, Ela defendia mudanças nas condições humanas. Os rebeldes ousaram a defender o fim da escravidão, A igualdade da raça e cor, e os privilégios da elite da população. A Revolta dos Alfaiates era composta, Por gente exposta, A sorte das conseqüências da realidade social, Renegadas pelos poderosos de Portugal. Aproveitando-se da ocasião, Os Cavaleiros da Luz, ricos carregadas de intenções, Exigiram uma republicana proclamação, E até liberdade de religião. Vários boletins inundaram Salvador, Conclamavam as pessoas a aderirem à revolução, Que sofreu uma grande repressão, E seus lideres e principais participantes, o enforcamento como punição. A Igreja Católica no Brasil. Instrumento de ajustamento cultural, Usada para auxiliar a organização colonial, Impôs o aculturamento da nativa população, Encontrada na lusitana possessão. Os jesuítas iniciaram a missão, De catequização, Forjando novos cristãos, Evitando o avanço de outras religiões. A Igreja Católica fundamentou os alicerces morais da sociedade, Enfrentando obstáculos e desafios fora da realidade, Em um território sem lei e desconhecido, Onde até o colono era um ser banido.

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A Igreja e a Educação. A Igreja Católica teve um papel importante na Educação, Durante todo o processo de colonização. Pois Portugal fundou uma colônia de exploração, E não de povoamento da região. O ensino era essencialmente literário, Erudito, humanista e autoritário. Porém os locais de ensino eram precários, Assim como o material didático era raro. Era difícil educar; Pois o povo colonial com isto não queria se preocupar, Poucos eram os que queriam estudar, Reflexo da idéia de que no Brasil ninguém queria para sempre morar. A Inquisição no Brasil A Inquisição, Visitou a lusitana possessão. Centenas de colonos foram presos e para Lisboa enviados, Para serem julgados. A Inquisição deve ser compreendida dentro da mentalidade, De uma intolerante e violenta realidade, Que marcou o período colonial, Legalizado pelo próprio Direito Penal. Apesar de no Brasil não seguir-se os hábitos morais, Vigentes na civilizada rotina social. O medo dos atentos olhos inquisicionais, Funcionavam como um controlador dos atos pessoais. As Religiões Africanas. Além do catolicismo, Entrou no Brasil o paganismo, Assim denominado pela sociedade colonial, Que via a religião africana como coisa do mal. Muitas crenças africanas se fundiram, Pois a diversidade de culturas de povos africanos, Aos se definiram, Em um único, como traços das que resistiram. A religião africana foi uma das contribuições, Que ajudou a moldar as coloniais tradições, Influenciando até certos hábitos do cristianismo, Dando origem a um rico religioso sincretismo.

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Mudanças em Portugal e no Brasil. Subordinados economicamente a Inglaterra, Portugal e suas terras, Sofreram uma reorganização, Para mudar a situação. O Marquês de Pombal, Decidido a proteger a economia nacional, Definiu medidas para fazer, O Reino Lusitano crescer. Para a colonial população, A pombalina administração, Não agradou, Mesmo que em certos setores a colônia prosperou. A transferência da Corte Portuguesa para o Brasil. O Bloqueio Continental, Colocou em cheque os interesses de Portugal, E os compromissos com os ingleses; Inimigos mortais dos franceses. A não subordinação, Da portuguesa nação, Causou a sua invasão, Pelas tropas de Napoleão. D. João, Em desesperada decisão, Transferiu a Capital lusitana, Para a sua possessão americana. Rio de Janeiro capital de Portugal! Começava a se fortalecer a história colonial, Que muito prosperou, E a partir daquele momento se destino se alterou. A nova colonial administração. A colônia prosperou, Quando a capital do reino nela se fixou. Pois ela estruturalmente progrediu, Como nunca antes se viu. Criação da Junta de Comércio, Agricultura e Navegação, E outras importantes instituições. Fundou-se o Banco do Brasil e a Escola Anatômica Cirúrgica, Como também o Jardim Botânico e a Biblioteca Pública. Porém esta reestruturação, Muitas vezes não se preocupou,

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Com a adaptação, Da realidade da colonial possessão. O Rio de Janeiro na época de D.João. A cidade maravilhosa, Que hoje é esplendorosa; Em tempos coloniais foi extremamente perigosa. A desorganização, A falta de higiênicas condições, Resumiam as precárias situações. Sua população impressionava, Pois o numero de escravo superava, As pessoas livres que nela moravam. Uma situação que muito preocupava. Com a chegada da Coroa portuguesa tudo mudou, Pois com as novas medidas a cidade se transformou, Até a própria realidade cultural se alterou. O Brasil indiretamente com este fato ganhou. Insurreição pernambucana. Foi o movimento mais sério de contestação, Enfrentado por D.João. Conseqüências da crise do açúcar e do algodão, Além de uma terrível seca que agravou a situação. Isso sem contar com a cobrança de pesados impostos, Que diminuíam o poder político da elite nos seus postos, Que se apegaram a idéias iluministas, Que pelo Rei era mal vista. Os rebeldes chegaram a formar um governo provisório, Efêmero e ilusório, Que foi contido rapidamente, Já que a união dos rebeldes não era consistente. Foi uma insurreição feita pela elite, Para promover a manutenção do poder, O qual muitos não queriam perder, Como não queriam ver uma nova oligarquia nascer. A volta de D. João VI para Portugal. Com a derrota de Napoleão; Exauriu-se seu poder de dominação, E o território lusitano ganhava libertação. A população simples, nobreza e burguesia, Exigiam a volta do Rei,

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E estabelecer a sua soberania. Junto com tudo isto eclodia a Revolução Liberal Portuguesa, Gerando divergências entre a elite colonial, E a elite metropolitana liberal, Representada principalmente pela classe burguesa. Esta nova situação, Gerou condição, Para a libertação, Da colonial brasileira possessão. A Regência de D. Pedro I. Com a volta da família real, Para o território de Portugal, O Brasil ganhou uma nova administração, Regida por D. Pedro, que se identificou com a colonial possessão. Porém o Brasil ficou debilitadamente quebrado, Já que quase todos os recursos foram para a metrópole levado, Além do próprio declínio na produção, Dos produtos que traziam dinheiro para a população. Tomando medidas acertadas, D. Pedro da passos firmes na estrada, Que levava para a independência, Que no atual estagio do Brasil, já seria uma conseqüência. O fico! As divergências entre D. Pedro, E as Cortes Portuguesas, Dividiam a burguesia e a nobreza, Definindo os seus interesses com clareza. Em meio a esta disputa de poder, Os colonos começaram a colher, Assinaturas para a permanência do Príncipe Regente. Um ato de um povo que via a oportunidade de ser independente. Com a seguinte declaração: “como é para o bem de todos e felicidade da Nação, Estou pronto: diga ao povo que fico”. Foi um marco histórico magnífico. A partir daquele momento, O processo de emancipação político ganhou rápido desenvolvimento, E as leis portuguesas não tiveram mais acolhimento. Estava deflagrado o processo de rompimento.

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O “Grito”. Revoltado com as lusitanas decisões; Não fundado em ilusões, As margens do rio Ipiranga, D. Pedro expressou sua zanga. Em um ato de consciência, Proclamou ali mesmo a independência, Sem temer as conseqüências. Independência ou morte! Este era o novo norte, Desse país que nascia para ser o mais forte. Se nada ou algo mudou; O importante é que o Brasil independente ficou, E um novo horizonte raiou, Para quem nesse episódio acreditou. Reconhecimento externo da Independência. Os nortes-americanos foram os primeiros a reconhecer, O novo país americano que com a metrópole, Conseguiu romper. Porém no continente europeu, O reconhecimento aos poucos aconteceu, Devido a política da Santa Aliança, Que recomendava a recolonização das colônias americanas. Apesar de ser um bom negocio para a Inglaterra, O reconhecimento da independência das brasileiras terras, Poderia ferir a notável relação, Com a lusitana nação. Portugal só fez o reconhecimento, Após o pagamento, De um grande valor para aquele momento.

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CAPÍTULO II

BRASIL INDEPENDENTE. O IMPÉRIO. (1822 d.C à 1889 d.C)

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O Primeiro Reinado. Apesar de independente, O Brasil continuou doente. Pouca coisa mudou, Pois quase tudo Portugal levou. D. Pedro pouco conseguiu solucionar, Os problemas que persistiram em continuar, Muitos deles causados pela transição, Que passava a nossa Nação. Com a economia debilitada, O país entrava numa jornada, Que aos poucos a população condenava. Pois a Independência, Virou uma notória dependência, De recursos com premeditada procedência. Noite da Agonia. Um povo independente, Deve possuir uma constituição regente, Que seja com a realidade, coerente. Noventa Deputados, Foram encarregados, De criar uma legislação, Que norteasse a nação. Com um texto antiluzitano; Que limitava o poder do soberano, Excluía grande parte da população; A Assembléia sofre a dissolução. A Noite da Agonia, Foi a primeira divergência entre os interesses das oligarquias, Em relação ao poder da imperial soberania. A Constituição de 1824. A Assembléia Constituinte foi dissolvida, Porém a necessidade de uma legislação tinha que ser resolvida, D.Pedro então encarregou um grupo de juristas, Para fazer a Constituição aos moldes de seu ponto de vista. Com a Constituição Terminada, Ela foi outorgada, Mas a realidade foi pouco inovada. Permaneceu a monarquia hereditária, A eleição era censitária,

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E a divisão do poder prevaleceu para o imperador, Que era o chefe do judiciário, executivo e do poder moderador. Foi a primeira constituição, De uma nação, Comandada por poucos ativos cidadãos. A Confederação do Equador. Os liberais pernambucanos, Com ideais republicanos, Revoltaram-se contra a dissolução, Da Assembléia Constituinte da nação. Mas a contestação, Se fazia também quanto a forma de administração, Que era absolutista, E não aceitava ideais liberalistas. A Confederação do Equador, Foi sufocada pelas tropas do imperador, Pois as classes dominantes que contestavam o autoritarismo imperial, Temeram uma verdadeira revolução social. Muitos latifundiários abandonaram a causa da Confederação, Enfraquecendo a União. Frei Caneca, uns dos lideres da revolução, Foi executado sem perdão. A crise econômica do Primeiro Reinado. A herança colonial, Foi um problema para a administração imperial. Pois formalmente o país era independente, Mas economicamente era dependente. O déficit na balança comercial, Atrapalhava o plano imperial. Já que dependiam da exportação, Mas não podia travar a importação. O endividamento estatal, No cenário internacional, Refletia-se nas condições sociais, Dos empobrecidos nacionais. A inflação, Os gastos para conter revoluções, Os prejuízos com a Guerra da Cisplatina, Alimentavam a popular insatisfação.

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Guerra da Cisplatina. As diversas divergências, Entre a língua, costumes e consciência, Alimentavam a luta pela independência, Contra a brasileira regência. A Guerra da Cisplatina foi prejudicial, Para a economia nacional, Que perdeu a possessão territorial, Na região mais meridional. Era uma situação sem solução, Já que aquela possessão, Foi uma inconseqüente anexação, Da época de D.João. A crise política do Primeiro Reinado. O Primeiro Reinado, Foi um período tumultuado. Principalmente pela condição, Que raiou com a nova nação. O autoritarismo do imperador, Foi o questionamento mais inferior, Perto de muitas questões, Que se levantavam em todas as regiões. D.Pedro era herdeiro do trono português, Porém abdicou este direito em favor de sua filha. No entanto, o seu irmão, rei de Portugal se fez. A crise econômica, a Guerra da Cisplatina, a queda do absolutismo, O reaparecimento do liberalismo, Marcaram o popular inconformismo. A Abdicação. Crise econômica e política, Criticas em cima de criticas, Problemas em Portugal, Insatisfação nacional. O episódio da Noite das Garrafadas, Foi derradeiramente contornada, Com a nomeação de um Ministério de brasileiros natos. Que quinze dias depois foi substituído pelo Ministério dos Marqueses, Politicamente ao soberano ligado. Esta nova situação, Mobilizou membros importantes da nação, Que exigiam a restauração, Do ministério, para o bem da população.

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Irredutível, o imperador abdicou, Em favor de seu filho, E para Portugal se mandou, Para recuperar o trono, Que seu irmão de sua filha roubou. O Período Regencial. Com a abdicação do imperador, E a menoridade do príncipe herdeiro, Houve a necessidade de um governo administrador, Para manter unificado o território brasileiro. Durante o Período Regencial, A disputa político partidária no território nacional, Causou transtornos para a vida social. A participação popular, Não agradava a elite dominante que queria “governar”; Autoritarismo e violência, Foi a marca do período das regências. Porém a crise econômica, Esta continuava tônica. E se propagava de forma sônica. A Regência Trina Provisória. Posterior a abdicação, A jovem nação, Não poderia ficar sem administração. Três regentes receberam a responsabilidade, De manter a ordem e a unidade, E criar condições, Para a eleição de uma regência que governasse a nação. O Ministério de brasileiros foi reconduzido ao poder, E um novo Brasil começou a nascer. Foi eleita a Regência Trina Permanente, Sob o limite de poder a ela pertinente. A Regência Trina Provisória, Não foi notória, Pois pouco escreveu na brasileira história. A Regência Trina Permanente. A Regência Trina Permanente. Não era mais competente, Para dissolver a Câmara de Deputados, Ou conceder títulos de condecorações por serviços prestados.

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Foi criada a Guarda Nacional, Para afastar o perigo de perder o controle estatal, Como também foi aprovado o Código de Processo Criminal. Ocorreram algumas modificações na Constituição, Porém a situação, Da empobrecida população, Não sofreu alteração! Foi nessa época que se origina o poder dos coronéis, Com seus estratégicos papéis, De manter e controlar “fiéis”. A Regência Uma de Feijó. Conforme o Ato Adicional, Foi feita a eleição regencial. Que definiu o Padre Feijó, Como o Regente nacional. Seu governo não conseguiu encontrar soluções, Para os problemas políticos e sociais da Nação. Que se manifestavam através de rebeliões, Pelas mais diversas regiões. As divergências entre a Câmara de Deputados, E o Regente Feijó, Causou a Separação do Partido Moderado. Sem apoio da maioria, O Regente perdeu sua autonomia, E sabiamente oficializou sua renuncia. A Regência de Araújo Lima. O regente das classes dominantes, Tinha na Câmara a maioria constante. Criou o Ministério das Capacidades, Para tentar alterar a realidade. Porém seu governo foi muito agitado, Pois por muitas rebeliões foi contestado, Promoveu a Lei de Interpretação do Ato Adicional, E a reforma do Código de Processo Criminal. Porém a crise política, Já estava critica, E a monarquia plena foi vista como a solução, Para salvar a nação. O Golpe da Maioridade, Foi na verdade,

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Um acordo proposital, Para por fim às agitações do Período Regencial. A Cabanagem. A população paraense, Totalmente descontente, Com os comerciantes portugueses e seus atos inconseqüentes. E a não tomada de providencias pelos regentes. Levantaram-se em rebelião, Principalmente após o agravo da situação, Não combatida pelo governador, Que foi executado pelo povo contestador. Um novo governador foi instituído, Mas por não atender as reivindicações dos rebeldes, Também foi destituído. Com o movimento rebelde em processo de radicalização, As classes dominantes apelaram para as autoridades regenciais, Que violentamente, resolveram a situação. A Sabinada. Em território baiano, Ideais republicanos, Fundaram uma rebelião, Que contou com ampla adesão. O líder dessa rebelde jornada, Dr. Francisco Sabino Álvares da Rocha, Daí o nome “Sabinada”, Contou inicialmente com o apoio da média camada. Que fundaram a República Bahiense, Não aceitando o governo dos regentes. Que intervieram na região, Com violenta repressão. A Balaiada. Foi no Maranhão, Que eclodiu um movimento de insatisfação, Que envolveu os populares que apoiavam os liberais, Contra os grandes proprietários rurais. Esta revolta saiu de controle da classe dominante, Que viu nesse movimento, um perigo constante. Já que seus lideres tinham a simpatia da população, Que podiam transformar a revolta em uma real revolução. Adotando táticas de guerrilhas,

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Os balaios conquistaram a cidade de Caxias. Porém as forças da regência, Pacificaram os rebeldes radicais. A Balaiada, Foi assim denominada, Por causa de Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, O qual fazia balaios. A Guerra dos Farrapos. Não foi uma insignificante contestação, Mas uma guerra entre uma província, E a imperial nação, Que gerou uma grande nacional evolução. A elite econômica gaúcha descontente, Com a falta de interesse. Do governo central, Com o território gaúcho provincial. Reagiu as baixas taxas de importação, Sob o charque estrangeiro, Que concorria com o produto da nacional região, Agravando a situação financeira da população. Bento Gonçalves, herói rio grandense, Lutou por um Rio Grande do Sul independente. Porém o Conde de Caxias foi designado para fazer a pacificação, Onde conseguiu por fim na conflituosa região. O Golpe da Maioridade. O Golpe da Maioridade, Foi uma forma de acalmar a realidade, Que fugia ao controle das autoridades. Um adolescente foi proclamado imperador, Para manter o poder centralizador. E afastar os ideais conspiradores, Que deixavam de soar como rumores. O Segundo Reinado, Foi iniciado, Sob um jogo de interesses, Até hoje vivenciado. Esta ação de conservadores e liberais, Foram na verdade atitudes pessoais, Para se manter interesses especiais.

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Eleições do Cacete. Uma eleição, Para definir a nova Câmara Legislativa da Nação, Já que houve uma natural dissolvição, Promovida pela nova imperial administração. Porém os Liberais, Para superar seus rivais, Apelaram para fraudes e arbitrariedades, Que marcaram a imperial realidade. D. Pedro II num justo ato, anulou o pleito, Causando um desesperado efeito, Nos ganhadores, suspeitos. O inconformismo com a nova situação, Ocasionou uma armada contestação, Promovida pelos Liberais que eram oposição. Leis Reacionárias. É dissolvido o Gabinete Liberal, Os conservadores auxiliariam a administração imperial. Surge o Conselho de Estado, O imperador tem seus poderes limitados. A reforma do Código de Processo, Foi um instrumento elitista que representava o arbitrarismo e o regresso. Eram marcas da consolidação conservadora, Que tornou-se ditadora. Mas o golpe fatal, Na elite liberal, Foi a Lei de Interpretação do Ato Adicional, Que pôs fim a autonomia provincial. Percebia-se a conservadora manipulação, Sob o jovem e inexperiente líder da nação, Que ainda não tinha um poder ativo, Já que sua idade lhe deixava no estado passivo. As Rebeliões Liberais de 1842. O Partido Liberal, Insatisfeito com as decisões imperiais, Mas consciente da manipulação conservadora sobre a administração central. Promoveu no Brasil várias rebeliões, Liderados por ex-regentes e pessoas de oposição, Que incitavam a população, Para tumultuar o governo da rival situação.

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Porém os revoltosos foram vencidos com facilidade, Já que na verdade, Grande parte dos conflitos foram resolvidos com simples discussões, Que envolvia mais interesses pessoais do que nacionais. Os liberais voltaram ao poder, E novamente pertencer, A um Estado para seus interesses satisfazer. Rebelião da Praieira. Mantendo a velha tradição, Em Pernambuco estourou outra rebelião. Um movimento promovido pelo setor radical, Do Partido Liberal. O estopim da revolução, Foi a troca de liberais por conservadores, Na provincial administração. Outros fatores também influenciaram, Principalmente as novas tendências revolucionarias européias, Que os praieiros se inspiravam. A luta armada foi deflagrada, E para os rebeldes a vitória foi conquistada. No “Manifesto ao Mundo”, defenderam, Propostas muito avançada que poucos entenderam. Porém os rebeldes foram vencidos, E seus lideres perseguidos, Presos e traídos, Por homens que pelo poder estavam corrompidos. A Política da Conciliação. O Segundo Reinado, Foi marcado, Pela disputa do poder nacional Pelo Partido Conservador e o Partido Liberal. As diferenças entre eles inexistiam. Pois na verdade o que seus integrantes queriam, Era garantir privilégios e poder. Sem se preocupar com que poderia acontecer. Diante desta situação, O líder da nação, Promoveu a Política da Conciliação, Para evitar uma real revolução. Foi um período de muita agitação, E muita pressão, Que viravam contestações, Sem fundamentações.

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A economia do Segundo Reinado. Uma economia ainda em transição. Que carregava fortes traços da colonização. O sistema agrícola prevalecia, Enquanto a indústria timidamente e pouco crescia. O café, o grande produto de exportação, Era o que trazia o dinheiro para a nação. E por conseqüência ferrovias, portos e estradas, Para esta riqueza ser mais rápido transportada. Tinha também a borracha, cacau e o algodão, Que eram exclusivos do norte e nordeste da nação, Como também o açúcar trazia divisas com sua comercialização. Mas o mercado interno brasileiro era fraco e pequeno, E a falta de dinheiro para empreendimentos era extremo. O que colocava o imperador em perigoso terreno. O surto industrial. O processo de industrialização, Deu seus primeiros passos na nação, Graças ao aumento da tarifação, Dos produtos oriundos de importação. Mas foi com o Visconde de Mauá, Que o surto industrial começou a se manifestar. Porém o extremo conservadorismo da elite nacional, Foi um grande obstáculo “natural”. Apesar de Mauá não possuir muitos admiradores, Seus ideais foram propulsores, Para uma nascente industrial mentalidade, Que ainda não estava compatível com a realidade. Mesmo assim muitos investimentos vinham com o café, Mas apenas de poucos fazendeiros que tinham fé, Que a industrialização, Seria o futuro da nação. A abolição dos escravos. A escravidão, Que persistiu por séculos na nação, Começou perder força devido a pressão, Da Inglaterra que não mais via lucro nessa condição. Ideais abolicionistas, Misturavam-se aos ideais capitalistas. As mudanças européias sociais, Alteravam os comportamentos nacionais.

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O fim do trafico, A lei do ventre-livre, Marcava a derrocada deste sistema trágico. A abolição foi pela Princesa Isabel promulgada, Não foi conquistada. Foi apenas conseqüência de uma nova elite capitalizada. A imigração. Com o fim da escravidão, E o aumento da cafeeira produção. Necessita-se de mão-de-obra para trabalhar nas plantações, Como também buscou-se colonizar novas regiões. A solução encontrada, Foi promover a imigração, De colonos europeus no território da nação. Mesmo que esta imigração fosse subvencionada. Poloneses, ucranianos e alemães, Russos, franceses e italianos, Deixaram suas pátrias mães, Para tentarem uma nova vida em solo americano. A cultura brasileira se diversificou, Uma nova cara, o país ganhou. Porque o imigrante prosperou, E uma nova alvorada raiou. As Questões Platinas. A política externa brasileira, Ultrapassavam as platinas fronteiras. Pois a manutenção da independência uruguaia era fundamental, Para garantir a navegação pelo Prata até a região do Pantanal. A tensão na platina região, Podia colocar em risco os interesses da brasileira nação. Pois a ditadura na Argentina, implantada, O Uruguai contaminava. A intervenção brasileira no Uruguai gerou reação, Do ditador argentino que não aceitou esta situação. A guerra foi deflagrada, E a ditadura de Rosas foi derrotada. Porém no Uruguai, Aguirre subiu ao poder, E a Missão Saraiva tentou lhe convencer, Que algumas atitudes o governo teria que proceder, E com os brasileiros teria que se comprometer. Mas a diplomacia da força falou mais alto, E foram bloqueados os portos de Payssandu e Salto, Além da terrestre invasão, Que promoveu a renuncia,

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Do governante da uruguaia nação. Guerra do Paraguai. Brasil, Argentina e Uruguai, Formaram uma aliança para guerrear contra o Paraguai. Com o objetivo de conter a expansão, Desta emergente nação. Que na verdade atrapalhava os comerciais interesses, Dos imperialistas ingleses. Que aproveitaram a conflituosa situação, Para lucrar vendendo produto bélico para a ocasião. Batalhas sangrentas se sucederam, Mas de setenta e cinco por cento de paraguaios morreram. O Paraguai foi devastado, E os sonhos de Solano López, massacrados. Parte do território paraguaio foi repartido, E seu parque industrial destruído. O Brasil ficou ainda mais endividado, Porém administrativamente ficou mais organizado. A queda do Império. A política imperial, Não conseguia acompanhar as novas tendências internacionais. Que provocavam mudanças econômicas e sociais, Gerando crises fora do normal. O republicanismo, Nasce para estabelecer o progresso e o nacionalismo, Em uma nação, Que necessitava de uma nova direção. Questões militares e religiosas, A abolição sem a devida indenização dos proprietários, Tornou a elite desgostosa, E as atitudes do império, interpretada como danosa. Em XV de Novembro ocorreu a proclamação, De uma republica desconhecida da população, Que mais parecia um desfile militar do que uma revolução, Já que poucos entendiam o que ocorria na ocasião.

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CAPÍTULO III

A REPÚBLICA DA ESPADA. (1889 d.C. à 1894 d.C.)

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A República da Espada. Cinco anos de duração, Marcaram um período de transição, No sistema político da Nação. Foi um governo provisório, Com um desafio nada ilusório, Criar condições, Para as futuras administrações. Porém a crise econômica e social, Era um desafio quase mortal. Que influenciavam as reformulações, Das novas legislações. O governo militar, Apesar das dificuldades, conseguiu implantar, A República sem a elite radicalmente contestar. O governo provisório republicano. A República no Brasil raiou, E Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente se tornou. Tendo a incumbência de guiar a transição, Da mudança do sistema político da nação. Era uma mudança de mentalidade, Dentro de uma mesma realidade. Era o fim do Estado unido com a religião, Que se refletia na nova legislação. Ganha força o casamento civil, O estrangeiro aqui residente poderia se naturalizar e ser cidadão no Brasil, Reformou-se o arcaico código criminal, E se convocou a constituinte para fazer a Constituição federal. A Crise do Encilhamento. Rui Barbosa tinha a boa intenção, De trazer o progresso para a nação, Facilitando o avanço da industrialização, Que tentava no Brasil ganhar chão. Era para ser uma necessária reforma bancaria, Mas acabou se tornando uma desordem diária. Pois Rui Barbosa com um ato inconseqüente, Passou por cima de uma questão que deveria ser analisada de forma coerente. Vários bancos poderiam imitir papel-moeda sem restrições, O que abriu uma terrível margem para as especulações. Cedia-se empréstimos sem garantia, Para a malandragem foi a maior alegria.

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Porém a economia brasileira sentiu a conseqüência, Pois muita gente foi a falência, E a crise se estendia. Pois uma nova era nascia. Constituinte e Constituição de 1891. Deodoro convocou uma eleição, Para a escolha da Assembléia Constituinte da nação, Que posteriormente organizaria a nova constituição. Fraudes e desmandos marcaram esta eleição, Que formou um Congresso Constituinte bem diversificado para a ocasião, Já que contou com representantes do centro, oposição e situação. Sobre a influencia da Constituição Norte-Americana e doutrinadores franceses, Os debates duraram apenas três meses. Pois em 24 de fevereiro de 1891 a Constituição foi promulgada, Para guiar a nação na nova alvorada. Uma caminhada comandada por um presidente, E representantes dos poderes Legislativo e Judiciário, todos independentes. O Brasil agora era uma federação, E o voto se estendia ao ativo, masculino e alfabetizado cidadão. A eleição e a renuncia de Deodoro. Como estabelecia a Constituição, O Congresso Nacional faria a eleição, Para escolher o presidente e o vice da Nação. Devido a militar pressão, Deodoro ganhou a votação, Num período de política transição. A crise econômica e a falta de experiência, Trouxeram conseqüências. Deodoro se tornou-se impopular, E nada que fazia conseguia a situação consertar. Enfraquecido politicamente, Pressionado por seus colegas de farda e doente, Deodoro renuncia o cargo de forma consciente, Assumindo Floriano Peixoto, o vice-presidente. O Marechal de Ferro. Com o presidente Deodoro da Fonseca renunciando, Um novo governo ia se formando, Com o Marechal Floriano Peixoto no comando. Pelo artigo 42 da Constituição,

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Deveria haver uma nova eleição. Mas Floriano não entendeu assim esta disposição, Alegando que seu mandato não foi concebido pela população. Para não sofrer mais contestação, Promoveu a restauração, Do congresso da Nação. Buscando atender interesses das baixas camadas sociais, Mas sem deixar de lado as oligarquias regionais. Um apoio feito por um estrategista, Que serviu contra a Revolta da Armada e contra os federalistas. A Revolta Armada. A transição política que vivia a nação, Dividia setores da Nação, Que por força de suas ideologias, Deixavam tensos os dias. Com marcas visíveis nas Forças Armadas, O Exercito defendia a república implantada. Já a Marinha formada por integrante oriundos da aristocracia, Defendia a volta da monarquia. Sob a alegação, Que Floriano não obedecia a Constituição, O contra-almirante Custódio de Melo, iniciou uma revolta, Junto com os Federalistas do Sul, queriam o Império de volta. A situação foi contornada, Mas a administração do Brasil continuou sendo contestado. Os federalistas se fortaleceram, Muitos rebeldes morreram. Revolução Federalista. A Proclamação da Republica, Dividiu a opinião publica rio grandense, Principalmente os políticos, Que divergiam devido a vários interesses. Com o poder na mão dos Castilhistas, A perseguição foi clara contra os oposicionistas. Isto foi o estopim para os federalistas, Formado por republicanos, monarquistas e até separatistas. Sem objetivos políticos definidos, Mas por vários interesses unidos. Os maragatos avançaram com a revolução, Mesmo sem coesão. No Paraná se enfraqueceram,

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E seus planos faleceram. Apesar de vitorioso, o governo de Floriano se desgastou, E o fim da Republica da Espada chegou. O significado da República. O cenário econômico mundial, Esta lançando sua base estrutural, Nesta nova condição para a administração publica, Foi providencial a proclamação da Republica. Pois o Brasil se inseria na divisão internacional do trabalho, Mas tinha uma economia com sistema de produção falho. Já que necessitava de uma reestruturação, Para se adaptar a esta nova condição. Como país agroexportador, A Nação tinha que dispor, De uma grande produção, E uma infraestrutura para encaminhar o seu produto para a exportação. A República foi importante porque rompeu com a classe conservadora, Que era detentora, Do poder político de decisão, Que guiava a Nação. Os primeiros anos da República. O Brasil era um país independente, Mas totalmente dependente, Do capital estrangeiro que vinha com a agroexportação, Que mantinha a estrutura funcional da Nação. Por falta de recursos, A República teve um inicial percurso, De dificuldades financeiras, O que atingia indiretamente a população brasileira. A falta de saneamento, Agravava o momento, Já que ocorria a proliferação, De casos de varíola e outras doenças que ceifaram a população. Analfabetismo, baixo salário e a agiotagem, Se aliavam as conseqüências da politicagem, E o que era popular e culturalmente nacional, Era desprezado por uma elite conservadora e tradicional.

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CAPÍTULO IV

A REPÚBLICA DOS FAZENDEIROS. (1894 d.C. à 1930 d.C.)

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A República dos Fazendeiros. A herança deixada pela monarquia, Foi uma poderosa aristocracia, Que carregavam nas costas a economia, Do Brasil que pouco crescia. Não importava se agora era republica, Pois era os fazendeiros que definiam a política publica, Pois o progresso era fruto, Do café que era um valioso produto. São Paulo e Minas Gerais, Eram Estados poderosos por serem fundamentais, Para a economia nacional, Além de controlarem a maquina eleitoral. A república dos Fazendeiros, Marca uma fase no cenário político brasileiro, Marcada pela política do café-com-leite, Que definia o presidente. Prudente de Morais. Primeiro presidente civil, Que governou o Brasil, Assumiu um país com sérias crises financeiras, Por causa de guerras e dividas que atravessavam fronteiras. Com medidas antiprotecionistas, Para defender interesses da oligarquia paulista, Transformou o Brasil em exportador de produtos básicos, E importador de produtos manufaturados. A crise se agravou, Pois o preço do café despencou, Aumentando o descontentamento popular, Que em Canudos tentou revolucionar. Mesmo sofrendo muitas pressões, Teve sucesso na questão do Território das Missões. Sofreu atentado, Mas cumpriu seu mandato. A Guerra de Canudos Foi no sertão da Bahia, Que um beato gritou com ousadia, Que era enviado por Deus, Para diminuir o sofrimento dos filhos seus. Fundou a comunidade de Belo Monte, O qual foi fonte,

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De esperança de uma multidão de desesperado, Que viam em Antonio Conselheiro, um homem bem aventurado. Por seus ideais pró-monarquia, E seu poder que assustava as oligarquias, E por desentendimento com a Igreja e com as autoridades, Belo Monte teve que enfrentar uma bélica realidade. A primeira expedição de pacificação, fracassou. A segunda e a terceira nada alterou. Porém a quarta expedição de pacificação, Arrasaram Canudos, acabando com este foco de revolução. Campos Sales. Mal foi eleito, Foi para a Europa resolver os efeitos, Ocasionados pelo endividamento, Do Brasil naquele momento. A negociação da divida, Deu uma nova vida, A economia nacional, Que foi o objeto de preocupação primordial. Sob um rigoroso programa econômico de caráter recessivo, O resultado e conseqüências foi expressivo. Atingindo principalmente as classes baixas da sociedade, Que sofriam com esta nova realidade. Criou a “Política dos Governadores”, Diminuindo o poder dos opositores, Apesar de ter se tornado impopular, Seu governo fez a política e a economia se normalizar. Rodrigues Alves. O novo presidente brasileiro, Que no passado foi do Império conselheiro, Empreendeu uma política de renovação, Da capital da Nação. Contraiu muitos empréstimos junto a bancos europeus, E a nossa dependência externa cresceu. Mas as obras realizadas, Compensavam esta nova empreitada. O grande destaque foi o saneamento, Que ganhou desenvolvimento, Nos projetos de Osvaldo Cruz, Que para a saúde, foi uma grande luz. O combate de animais transmissores de doenças nocivas,

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Ganhou relevantes perspectivas. Até a obrigatória vacinação, Foi motivo de confusão gerada pela desinformação. A Revolta da Vacina. O saneamento era uma novidade, Vista com desconfiança pela população que vivia uma triste realidade. Pois não entendia o que acontecia, Porque a importância da saúde, pouco se conhecia. Porém a depressão, A miséria da população, E a constante manipulação, Causou conseqüência de uma grande rebelião. Que não foi em busca de poder, Mas por não entender, Que a obrigatória vacinação, Era para proteger o cidadão. Uma generalizada confusão, Que trouxe destruição, Onde muitos acabaram no caixão ou foram para prisão. Porém o governo revogou a obrigatoriedade da vacinação. Questão do Acre. Na época que o Acre pertencia a Bolívia, A borracha era uma lucrativa via. Muitos brasileiros, Exploravam no território boliviano, os seringueiros. Devido a intervenção, De uma empresa americana que impôs a manipulação, E vantagens na exportação, Os brasileiros promoveram uma armada contestação. Este conflito colocou em xeque o domínio boliviano, Que depois de três anos, Venderam para o Brasil o território acreano. Porém pelo Tratado de Petrópolis o Brasil se comprometia, Em construir uma ferrovia, Que com o fim do ciclo da borracha, teve pouca serventia. Afonso Pena. Com um caráter progressista, Tomando medidas protecionistas, Para desenvolver a indústria nacional, Que estava caminhando lentamente e mal.

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Preocupado com os baixos índices demográficos, Procurou povoar melhor o nacional espaço geográfico. Com incentivo a imigração, Para realizar o processo da interiorana colonização. O sistema monetário foi reformado, Para enfrentar a crise do Estado. Enfrentou uma greve geral, E o sindicalismo anarquista radical. Sua política para tentar diminuir as forças das oligarquias, Pouco efeito surtia. O apoio a jovens deputados contribuiu para um período agitado, Falecendo antes de completar seu mandato. Nilo Peçanha. Seu curto governo não permitiu ações administrativas, Notoriamente ativas, Criou o Ministério da Agricultura, E o Serviço de Proteção ao Índio para preservar a natural cultura. Herdou a difícil tarefa de articular a política nacional, Carregada de influentes governadores regionais, Que buscavam satisfazer seus interesses na capital. Era período eleitoral, E a política foi fundamental, Para definir o candidato da situação, Após grande agitação. Nilo Peçanha não soube controlar as articulações, Que definiriam o seu sucessor no comando da Nação, Mesmo tendo Rui Barbosa como candidato da oposição. Hermes da Fonseca. Fruto de uma política articulação, E de conseqüente manipulação, O governo de Hermes da Fonseca sobre a Nação, Foi marcado por grave contestação. O episodio da “Política das Salvações”, Foi o maior traço de manipulações, Que o inexperiente presidente, Sofreu por desconhecer as regras do poder político vigente. O desastre da Política das salvações, Só gerou contestações, Além de revoltas que assustaram o Estado, Como a Revolta da Chibata e a Guerra do Contestado.

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A Guerra Sertaneja do Contestado. Um beato contestador, Foi o organizador, De uma poderosa rebelião, Que assustou a classe dominante da nação. José Maria, utilizando-se da religião, Manipulou uma revoltada população, Que fora expulsa de seu chão, Por causa de uma ferrovia em construção. Achavam que a Republica era culpada, Por permitir que suas terras fossem tomadas, E por ideologia do beato José Maria, Lutaram para ter de volta a monarquia. Porém a ação do Governo Federal, Foi essencial para o desfecho final. Foi a primeira vez no Brasil empregada a aviação, Que ajudou as tropas nacionais a liquidar a rebelião. A Revolta da Chibata. Uma revolta de marinheiros, Que contestavam a sua condição humilhante, Que não merecia um patriota guerreiro. O Almirante Negro comandou os encouraçados, Que para a capital mantivera seus canhões apontados. Quando foi aberta negociação, Para colocar um fim em tal situação. O Regime da Chibata então foi revogado, Assim como as condições dos marinheiros deveria ser melhorado, E que o perdão do presidente fosse antecipado. Para evitar que os rebeldes fossem condenados A anistia durou pouco, pois ocorreu outra revolta, E nessa, muitas pessoas foram mortas. Já que dessa vez, não se discutiam propostas. Venceslau Brás. Seu governo sofreu as conseqüências da Primeira Guerra Mundial, Mas a neutralidade só durou até quando as Potencias Centrais, Afundaram navios nacionais, Que navegavam para fins comerciais. O Brasil integrou-se as forças aliadas, Mandando médicos e oficiais das Forças Armadas. Com a diminuição das importações, Ocorreu o crescimento da industrialização em varias regiões.

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O Contestado foi pacificado, E o Código Civil promulgado. Porém a gripe espanhola virou epidemia, E por falta de estrutura, muita gente morria. Nesse período se manteve, A política café-com-leite. Que foi beneficiada pela maquina eleitoral, Que sempre foi notória na política nacional. Epitácio Pessoa. Buscando dar ao seu governo credibilidade, Epitácio compôs seus ministérios com pessoas de incontestável capacidade, Porém com a queda das exportações, Empréstimos do exterior foram as soluções. Devido a problemas com a posse do governo baiano, Teve que intervir para garantir o principio republicano. Tentou resolver o problema da seca no Nordeste, Enquanto tinha que se preocupar com o anarquismo no Sudeste. Enfrentou a Revolta dos 18 do Forte, Mas os problemas corriam de sul a norte. Surge o Partido comunista, O qual assustava os oligarquistas. Foi a época da Semana da Arte Moderna, Visto pelos conservadores como baderna. Mas foi a evolução cultural, Que abriu espaço para a valorização da arte nacional. A Semana da Arte Moderna. A revolução cultural, No contexto nacional, Rompeu o fevereiro de mil novecentos e vinte e dois, Com perspectivas que deram frutos em décadas depois. Apesar de não ter havido boa recepção, Pelos eruditos e interessados da população, Foi dado um grande passo para a evolução, Da arte que não representava a Nação, até então. O pioneirismo, Afrontou o conservadorismo, Delineou os novos traços da gente brasileira, Que fortaleceu as nacionais fronteiras.

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Artur Bernardes. Eleito após dura eleição, Onde enfrentou uma forte coligação, Assumiu só o episódio da Revolta Tenentista, Que tentaram evitar seu governo oligarquista. A decretação de estado de sitio o possibilitou governar, Com amplos poderes, sem ninguém contestar. Seu mandato com amplos poderes de ação, Durou toda a sua gestão. Uma grave econômica depressão, A notória popular insatisfação, A constante violência, Foram traço de seu período na presidência. Movimento Tenentista. A nova geração, De militares da Nação, Não viam com bons olhos a situação, Que vivia a população. O descontentamento com a política café-com-leite, Os programas de governo ineficientes, Os descasos dos presidentes, Deixavam o Brasil doente. A revolta dos 18 do Forte, Repercutiu de sul a norte, Que fez o povo questionar, Por quem o governante devia governar. Com maior ousadia a Coluna Prestes, Percorre o Brasil de leste a oeste, Tentando conscientizar a população brasileira, Porém tiveram que se exilarem além da nacional fronteira. Washington Luiz. Suspendeu o Estado de Sitio, mais não deu anistia, Aos rebeldes tenentistas. Para calar a oposição antigovernista, Criou a Lei Celerada, que punia a contraria ideologia. Reformulou as finanças nacionais, Para atrair capitais, Buscou melhorar a infraestrutura do transporte rodoviário, Como objetivo prioritário. A questão social, Era para ele um mal.

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Os sindicatos sofreram uma dura repressão, Amparada por uma opressiva legislação. A Quebra da Bolsa de Valores de Nova York, Causou um prejudicial choque, Na economia nacional, Que alimentou um golpe estatal.

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CAPÍTULO V

A ERA VARGAS. (1930 d.C à 1945 d.C)

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A Era Vargas Por meio de um movimento armado, Subiu ao poder um presidente que foi por muitos odiado, Mas pela grande parte da população foi amado. Getulio Vargas assumiu um governo que deveria ser provisório, Porém a articulação para ser permanente foi notório. Mesmo com o Movimento Constitucionalista, Que foi uma rebelião sem êxito dos oposicionistas. Recebeu da Assembléia Constituinte mais um mandato, Que abriu condição para um futuro Golpe de Estado. Foi um período de grandes transformações, Que ocorreu em todas as regiões. Foram quinze anos no poder, Que o Brasil viu muitas coisa acontecer. Era uma nova Nação que começava nascer. A Crise da Republica Velha. Os anos da década de vinte foram marcados por varias contestações, Que ocorreram com fortes rebeliões, No campo social, econômico e cultural, Que repercutiam pelos quatro cantos do território nacional. A Crise de 1929 gerou uma grande depressão, Que atingiu a economia da Nação, Que dependia da exportação, Enquanto o povo sofria conseqüências dessa nova situação. A Revolta Tenentista, E as dissidências oligarquistas, Marcaram o fim da política café-com-leite, Tendo Washington Luís como seu ultimo presidente. A Revolução de 1930. Tudo começou com o rompimento da política tradicional, Que mexeu com muitos interesses da elite nacional, O que acirrou a eleição, Entre os pretendentes do comando da Nação. A Aliança Liberal, Rompia com o tradicionalismo eleitoral. Os situacionistas, Ainda tinham o apoio de alguns oligarquistas. A vitória da situação, Foi bem aceita pelos candidatos da oposição, Que repudiavam a idéia de revolução, No entanto os partidários não descartavam esta situação.

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O assassinato de João Pessoa, foi o estopim revolucionário, Aproveitado pelos radicais partidários, Que venceram os legalistas, Marcando o inicio do período varguista. O Governo Provisório. Com o Governo Provisório no poder, O Congresso Nacional e as Camadas Municipais foram dissolvidos, Porque a revolução não reconhecia os direitos adquiridos, E uma grande reformulação na administração começou acontecer. O povo estava eufórico, Pois acreditavam numa grande mudança no panorama histórico. Porém começou ocorrer uma desilusão, Já que o novo governo não conseguia atender a necessidade da população. As divergências entre os revolucionários sobre reformas, Foi sentida de certa forma, Pela diminuição de poder dos “tenentes”, Que trazia problemas para o presidente. Com diplomacia e uma política guiada pelas tendências, Getulio Vargas conseguia diminuir as conseqüências, De uma insatisfatória administração, Que gerou um movimento por uma nova constituição. O Movimento Constitucionalista de 1932. O descontentamento em relação ao governo federal, Especialmente pelos paulistas que não aceitaram um pernambucano como interventor estadual, Apoiados por ampla parcela da população, Os paulistas iniciaram a revolução. Inferiorizado em termos numéricos, E sem apoio dos outros Estados e sem poderio bélico, Vivendo uma situação insustentável, A derrota foi inevitável. Após negociação, Os lideres da revolução, Foram exilados, E o Estado de são Paulo pacificado. A Constituição de 1934. Em vigor o Código Eleitoral, Que trazia mudanças na ordem jurídica-institucional, Que dera base para a elaboração, De uma nova Constituição. Com a eleição da Assembléia Constituinte,

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254 Deputados foram eleitos competentes, Para discutir a máxima legislação, Que legalizava a situação. Inspirada na Constituição de Weimar, A Constituição Nacional tentou renovar, Com um texto liberal, Que não agradou a política tradicional. A oposição. Além da tradicional oposição, Getulio Vargas enfrentou a contestação, De dois movimentos de tendência inédita no cenário nacional, Que ganharam simpatia populacional. Os integralistas, Defendiam idéias nacionalistas, Combatiam o socialismo, E não aceitaram o liberalismo. Já a Aliança Nacional Libertadora, Era uma coligação defensora, Das idéias marxista, Que assustavam os capitalistas. Mas antes de ser oposição, o integralismo de Plínio Salgado, Foi usado por Vargas, para contar o avanço comunista, O qual era pregado, Por Carlos Prestes em sua campanha revolucionaria nacionalista. O Golpe de 1937. Vargas em seu ultimo ano de mandato, Não poderia mais ser candidato, Porém ele queria no governo continuar, Até seus planos conseguir realizar. Procurando arranjar pretexto, Procurou motivos dentro do conturbado contexto, Para se afirmar no poder, Sem ninguém perceber. O Plano Cohen denunciado pelos Integralistas, E um suposto projeto nacionalista, Iludiram os integrantes da AIB a apoiar, O presidente num plano para o Brasil revolucionar. Com o fechamento do Congresso Nacional, E um novo processo constitucional, Vargas se garantia na presidência com o apoio do povo, A partir de um golpe que deu origem ao Estado Novo.

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A Constituição de 1937. Apelidada de polaquinha, A Constituição tinha, Traços que permitiam o autoritarismo, E o nacionalismo. Foi uma constituição outorgada, Praticamente uma legislação de fachada, Que só interessava, Quando Vargas dela precisava. Os partidos políticos foram extintos, O que gerou muitos conflitos, Pois somado com o governo ditatorial, Estava a defesa pela soberania nacional. A Reação Integralista. Revoltados com a traição, Expressada na extinção, Dos partidos políticos da Nação. Os integralistas, Tentaram se vingar do presidente golpista, Atacando o Palácio Guanabara , onde residia o presidente, Num frustrado incidente. Sem apoio popular, E sem um plano que pudesse funcionar, Os integralistas, Foram taxados de terroristas. Foi um fiasco, Mostrando que a oposição tinha um poder fraco, Que naquele momento não poderia ser alterado. Características do Estado Novo. Foi um período de desenvolvimento industrial, Alavancados por importantes estatais, Como a Companhia Siderúrgica Nacional. Foi o período dos interventores estaduais, Que seguiam ordens do governo central, Diminuindo o poder político regionais. O período era de repressão, Marcado pela fiscalização, Dos meios de comunicações, Que não permitiam nenhuma forma de contestações. Surge o Sindicalismo Corporativista,

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Junto com a legislação trabalhista, Que era uma forma de controlar o trabalhador, Não dando margem para o surgimento de um ideal conspirador. O Brasil na Segunda Guerra Mundial. Apesar de Vargas não ter simpatia com os americanos, O Brasil dependia economicamente desse mercado. Já que os japoneses, alemães e italianos, Tinham um mercado consumidor limitado. Ao romper relações com os paises do Eixo, No Brasil ocorreu o desfecho, Do torpedeamento de navios mercantes, O que fez o Brasil entrar na Guerra naquele instante. As Forças Expedicionárias Brasileiras, Integraram as aliadas fileiras, Com brilhante participação, Que limitou o avanço alemão. A participação do Brasil na Segunda Guerra, Apressou a queda do Regime Vargas em nossa terra. Pois não se admitia que soldados morressem lutando contra regimes totalitários, Enquanto que aqui se vivia um governo autoritário. A queda de Getulio Vargas. Na década de quarenta, o Estado Novo entrou em decadência. Getulio um político de muita experiência, Promoveu uma lenta abertura democrática, Para se tornar uma personagem política fantástica. Os seus aliados faziam pressão, Para ele deixar o governo da nação. Já os seus antigos inimigos comunistas, Agora eram varguistas. Vargas era hábil em manipular qualquer situação, Tanto que propôs a formação, De uma Constituinte para elaborar uma nova Constituição. Apesar da a favor manifestação popular, Getulio Vargas foi pressionado a não aceitar, A atividade de o Brasil continuar governar.

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CAPÍTULO VI

REPUBLICA POPULISTA. (1946 d.C à 1964 d.C)

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República Populista. Resultado de um período de transição, Da arcaica estrutura política a moderna manifestação, A República Populista foi fruto do desenvolvimento industrial, Que se sobrepôs a evolução rural. Líderes carismáticos marcaram esta época, Com discursos demagógicos que até pareciam réplica, Sempre carregados de promessas e intenções. Que na pratica transformavam-se em poucas realizações. Continuou a estagnação política social, O movimento operário continuou sob o domínio estatal, O latifúndio continuava a imperar, E a rapinagem estrangeira não parava de aumentar. Dois presidentes tentaram isto modificar, Mas forças ocultas não deixaram continuar, Pois havia muitos interesses em questão, Que corrompia a Nação. As eleições de 1945. Com a deposição de Getulio Vargas, Se abriu a vaga, Para um novo presidente, Que sairia de uma votação popular coerente. Três candidatos concorreram a eleição, Dutra foi o preferido da população, Pois era o candidato que Getulio Vargas apoiava, E isto, neste momento pesava. O Congresso Nacional, Foi formado pela classe dominante rural, E pela elite industrial, Que controlavam 80% da política estatal. A Constituição de 1946. Num processo constituinte formal, Se elegeu e discutiu a nova ordenação constitucional, Que guiaria a administração e a vida nacional. Com o texto promulgado, Assuntos ficaram inalterados, Outros modificados, E alguns inovados. A nova Constituição, Não resolveu os graves problemas da Nação, Pois foi conservadora,

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E favorecia as classes dominadoras. A grande inovação, Foi a deposição, Que traziam os direitos individuais do cidadão. O Governo Dutra. Gaspar Dutra em sua administração, Promoveu a pavimentação da rodovia Rio-São Paulo, além de programas referente a alimentação. Com destaque para a saúde e energia da Nação. Ocorre um aumento da inflação, E a diminuição do poder de compra da população, Além da aceitação sem contestação, Da norte–americana dominação. O Partido Comunista foi fechado, E seus deputados, Perderam o mandato. Foi notória a incapacidade, Do presidente como liderança sem parcialidade, Para promover uma unidade, De uma democrática sociedade. O governo populista de Getulio Vargas. Getulio Vargas conseguiu se eleger, E dentro da lei, alcançar o poder. Desenvolvimento político nacionalista, O que irritou os estrangeiros capitalistas. Criou a Petrobras, E fundou a Eletrobrás. Além de proteger a indústria nacional, Promovendo a infraestrutura territorial. O salário mínimo foi em 100% aumentado, E isto foi muito contestado. E por causa dessa administração, Sofre da elite política uma dura contestação. Exigindo a renuncia, a oposição, Joga sujo e fazia pressão, Porém Getulio se suicida e derruba a contestação, Que sente a revolta da população. O Governo Café Filho. Getulio Vargas não terminou o mandato, Com seu suicídio, ele foi completado, Pelo vice-presidente conservador,

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Que foi manipulado pelo grupo opositor. Tentou derrubar as leis protecionistas, Mas não teve sucesso entre os congressistas, Porém conseguiu a decretação da Instrução 113, que foi um mecanismo que facilitou, O envio de remessa dos lucros de empresas estrangeiras para o exterior. Café Filho era um bom capacho dos Estados Unidos, Que devido ao tempo, não deixou o Brasil falido. Pois aceitou a política de dominação americana, Para beneficiar uma minoria de “bacanas”. A eleição de 1955. Com três candidatos, Para concorrer a um mandato, Teve um resultado, Que deixou o Brasil agitado. Pois Jucelino havia sido eleito, Dentro do contexto, De muita contestação, Desencadeada pela derrotada oposição. Para agravar a situação, Café Filho sofreu um ataque do coração, E deixou o cargo de presidente, Antes de terminar seu mandato vigente. Em seu lugar ficou Carlos Luz provisoriamente, Até a posse do novo presidente. Porem devido a tensão, Nereu Ramos foi provisoriamente o líder da Nação. Kubitschek. O lema 50 anos de progresso, Em cinco de governo, foi um sucesso. Devido a sua política desenvolvimentista, Com uma equilibrada e coerente política nacionalista. Porém para incentivar a industrialização, Jucelino concedeu fiscais isenções, E uma política cambial favorável, Que deu resultado positivo a Nação. A pesar da dependência econômica externa, Afirmou-se industrialmente, Diminuindo as tradicionais manifestações de baderna, Gerado por políticos dissidentes. Mudou a capital, Para o Planalto Central,

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Foram os anos dourados, Criados por um crescimento acelerado. Jânio Quadros. Jânio venceu as eleições de sessenta com facilidade, Para enfrentar uma realidade, De econômica gravidade. Tendo que governar, Tomando medidas impopulares. A população começou a se decepcionar. Buscando se aproximar do bloco socialista, Afrontou o ideal capitalista, O que fez os situacionistas, Tornarem-se contrario a gestão janista. Devido a reação, Do congresso da Nação, Com pouco mais de um ano de duração, Jânio renunciava sua presidencial posição. A posse de João Goulart. A renúncia de Jânio causou muita confusão, No episodio da posse de João, Na presidência da Nação, Já que ocorria a formação de uma conspiração. Pois havia uma divisão, Entre os lideres da União, Já que uns eram a favor da legalidade, Outros de uma nova realidade. Com um clima de guerra civil se armando, A direita recua evitando, Uma revolta verdadeira, Que alteraria a política brasileira. O governo João Goulart. Assumindo com poderes limitados, Pois o parlamentarismo havia sido no Brasil implantado, Formou um Ministério Moderado, Para deixar as forças de direita e esquerda equilibrado. Por meio de um Plebiscito, Goulart conseguiu a volta do presidencialismo, E a volta dos poderes que lhe foram restritos. Sua política voltada a questão agrária, E melhoria da condição camponesa e operaria,

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Lutou contra as forças retrogradas que se opunham contra sua política, Sofrendo constante repressão e critica. Pois seus inimigos tinham apoio dos nortes-americanos, Que tinham diferentes planos, Já que os ideais de Jango eram para o capitalismo; profano! A Reforma de Base. Se entende como Reforma de Base Nacional, Desde a reforma sindical, política partidária eleitoral, Até os programas que definem a infraestrutura fundamental. Esta reforma evidentemente mexia com muitos interesses, E afrontava o direito de quem os exercesse. Mais havia um consenso por mudanças nas estruturas, Mas ninguém tinha força para criar esta ruptura. Enquanto uns defendiam um processo não traumático, Outros eram favoráveis a movimentos radicais drásticos. O que tornou o período turbulento, E o processo de reforma praticamente parado e lento. O grande erro da força progressista, Foi a luta antiimperialista, De cunho nacionalista e com influencia comunista. A queda de João Goulart. A cada dia que passava, O descontentamento se acentuava, Na expressão das Forças Armadas, E de poderosas sociais camadas. O motim dos marinheiros foi um fato marcante, Que se tornou um agravante, Pois o governo foi favorável aos manifestantes, E isto foi um motivo desencadeante. Que se tornou uma revolta, Quando Jango deu a resposta, As criticas que sofrera dos militares. Era o fim dos governos populares.

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CAPÍTULO VII

O REGIME MILITAR (1964 d.C à 1985 d.C.)

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O Regime Militar. A revolta militar, Tinha objetivo de por ordem no país, E após isto, entregar, O poder novamente aos civis. Porem o objetivo mudou, E um novo regime vigorou. Exercido por governantes militares, Calando as expressões democráticas populares. Ocorre um rápido econômico crescimento, Um rígido controle da imprensa e de outros segmentos. Além de reformas moderadas, Para não prejudicar interesses da dominante camada. O Governo Militar foi um momento de transição, Que resguardou o processo de industrialização, Colocando ordem nas diversas camadas da população, E abriu caminho para uma política que deu um novo rumo a Nação. Castelo Branco. O Congresso declarou o cargo da presidência vago. O Deputado Raniere Mazzilli ocupou o cargo, Porém provisoriamente, Até o general Castelo Branco assumir interinamente. Comprometido a efetuar eleições diretas, Mas seguindo os grupos que o elevaram ao poder de forma indireta, Dissolveu as Ligas Camponesas e a reforma agrária nacional, E a legislação que feriu os interesses das multinacionais. Ex-presidentes, governadores e deputados, Tiveram seus direitos políticos suspensos e foram caçados. Os partidos foram extintos, Dando lugar a dois únicos partidos distintos. Com a prorrogação de seu mandato, Desenvolveu um programa para sanear os problemas do Estado, Que estavam muito agravados, E tinham que ser radicalmente afrontados. Programa de Ação econômica do Governo. Com graves problemas econômicos que se refletiam no social, Havia a necessidade de mudar a política nacional. Nesta perspectiva, Se elaborou cinco metas básicas com ação objetiva. Acelerar o ritmo de desenvolvimento, Corrigir os déficits do balanço de pagamentos,

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Conter a inflação, Atenuar os desníveis regionais e assegurar trabalho para o trabalhador da Nação. O programa teve êxito, E foi possível sentir os efeitos, Recuperou-se a agricultura, Diminuiu-se a inflação mas se repreendeu a cultura. O governo Costa e Silva. Artur da Costa e Silva foi eleito pelo Colégio Eleitoral, Mais um general, Na presidência nacional, Que governou o Brasil num clima de agitação política e social. Era notória a oposição ao regime militar, Na contestação de Carlos Prestes e João Goulart, De muitos deputados, E da própria Igreja Católica que apoiou o Golpe de Estado. Na impossibilidade de calar os deputados do rebelde Congresso Nacional, O Governo promulgou o Ato Institucional, Que dava poderes presidenciais, Para intervir nas Câmaras Legislativas e nos Governos municipais e Estaduais. Vitimado por um derrame cerebral, Costa e Silva deixou a presidência nacional. Pedro Aleixo, o vice-presidente civil, Foi impedido por ministros militares a governar o Brasil. A Constituição de 1967. A Constituição semi ortogada , Foi elaborada, Por uma Assembléia Constituinte pressionada, Pelas Forças Armadas. É uma Constituição que surgiu para legalizar, O regime militar, Dando poderes ilimitados ao presidente, O que gerou muitos incidentes. Os Atos Institucionais, Foram os que substituíram os princípios constitucionais, A Constituição só servia para legalizar a ditadura, Que era exercida de forma dura. Programa Nuclear Brasileiro. A tecnologia nuclear, Começou a raiar, Ainda na década de cinqüenta na Nação, Com respaldo tecnológico alemão.

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Em 1969, ocorre a implementação, Para a construção, De uma termonuclear nacional, Que teria a principio um propósito experimental. Pois as hidroelétricas possuíam um potencial, Que atendiam a evolução da economia nacional. Porém devido ao governo militar, Se desenvolvia um paralelo programa nuclear. O Brasil ingressou no clube das potencias atômicas, Já que tem que dar sustentação a sua economia biônica, Atualmente se encontra em fase de construção, Mas uma nuclear estação. Governo Emilio Garrastazu Médici. Com a impossibilidade do vice-presidente assumir e governar, Assumir uma Junta Militar, Que baixou a Emenda Constitucional, Que tornava o regime legal. Médici foi eleito pelo congresso, Para realizar um governo que trouxe muito progresso. Marcado pelo “milagre econômico” nacional, Ocorrido pelos investimentos na infraestrutura e no campo industrial. Com objetivo de tornar o Brasil uma nação desenvolvida, Se realizou uma campanha que foi bem sucedida, Que se propagava a idéia do Brasil potencia. Tendo o lema “Brasil, ame-o ou deixe-o”, como referencia. Sob a ação “Segurança e Desenvolvimento”, A repressão, violência marcaram este histórico momento. Ocorreu a Reforma do Ensino, Mas que não conteve o analfabetismo. As Reações Armadas. Com a notória repressão, E os direitos civis que sofreram supressão, Começou a se formar grupos de rebelião, Pelos quatro cantos da Nação. Com estratégia de guerrilhas, Pessoas de boa índole e de família, Que buscavam formar grupos de desestabilização, Da militar situação. A Guerrilha Urbana, Queria a volta da tendência democrática republicana, Porém estes grupos foram aniquilados,

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Mas seus esforços serão eternamente lembrados. Xisto betuminoso. O “petróleo” brasileiro, Que serve como reserva estratégica, No caso de declínio da produção do petróleo verdadeiro, Como também é fonte de enxofre, muito importante para a industria de qualquer Nação. O Brasil é líder na tecnologia de extração do óleo de xisto betuminoso, O que lhe permite um processo mais rendoso. Que dão fruto notáveis em termo de produção, Já que se aumentou a necessidade de energia da nação. A industrialização do xisto recebe atenção, Para conter o processo de degradação, Supervisionado pelo setor de Proteção ao Meio Ambiente, Que se fundamenta em projetos de recuperação ambiental coerente. O governo Ernesto Geisel. O governo Ernesto Geisel foi fundamental, Para a abertura política nacional. Mesmo que esta procedesse de forma lenta, segura e gradual, O que permitiu a propaganda áudio-visual da oposição legal. A Arena foi derrotada, E a lei foi alterada, Proibindo os candidatos de falar nos meios de comunicação, Além da alteração da Constituição. Com o aumento da inflação, Ocorreu uma generalizada inquietação. Teve-se que esperar a redemocratização, Porém ela aconteceria, já que a AI-5 sofrera revogação. Programa Nacional do Álcool. Uma contribuição do Regime Militar, Foi o de criar, Um combustível alternativo e renovável, Para substituir o petróleo que já começava se tornar inviável. O Proálcool foi uma revolução, Que ganhou a simpatia da população, Pois o álcool anidro diminuía o custo do combustível, Já que era mais acessível. Foi criado para fins de diminuir o impacto na economia nacional. Porém devido o seu baixo impacto ambiental, Ele se tornou um combustível ecológico, Um grande evento tecnológico.

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O governo Figueiredo. Figueiredo assumiu sob o compromisso, De a economia restaurar, E a democracia plena instaurar, Mas para isto, teria muito serviço. Ocorre a anistia, E uma nova perspectiva surgia. É legalizado o pluripartidarismo, E a oposição foi fonte de otimismo. Devido ao aumento da inflação, E os escândalos financeiros que pesaram para a situação, Foi desencadeada a campanha “Diretas Já” para presidente da Republica. Que teve uma grande recepção publica. Porém não houve aprovação desta idéia pelo Congresso Nacional, E a oposição lutou pela eleição indireta, A qual em 1985 se tornou concreta, Iniciando uma nova era no cenário político-social.

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CAPÍTULO VIII

A NOVA REPÚBLICA. (1985 d.C ao século XXI)

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A Nova República. Com o advento da eleição indireta, Formou-se a Aliança democrática, Que teve ação direta, Na abertura política que ganhava uma situação dramática. O Colégio Eleitoral, Criado pelo regime ditatorial, Elegia um opositor, Desse regime opressor. Tancredo Neves foi eleito, E a abertura se tinha feito. Porém ele não assumiu, Já que adoeceu e sua vida se exauriu. José Sarney assumiu a presidência, Já que a lei lhe dava esta competência. Começava a Nova Republica, Com uma nova perspectiva publica. José Sarney na presidência. Mas uma vez um vice-presidente, Recebe por força de um incidente, O comando da Nação. Mas só que desta vez não ocorreu contestação. Seu governo foi marcado pela transição, Da ditadura militar, Para um regime de participação popular. A imprensa ganhou liberdade, Assim como ocorre a mudança da social realidade. Os sindicatos começaram a ser respeitado, E uma nova Constituição surge para fundamentar o Estado. Os problemas econômicos foram agravados, E não foram contidos pelo Plano Cruzado. O povo ficou muito decepcionado. A Constituição de 1988. Com a Nova Republica, A opinião publica, Esperava por uma nova Constituição, Que guiasse o rumo da Nação. Ela surge atendendo as perspectivas, De uma democracia livre e ativa. Carregada de direitos fundamentais, Além dos normais.

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Se protegeu o meio ambiente, Com dispositivos coerentes. Se protegeu o pensamento e sua expressão, Além dos excluídos dentro da nacional população. A Eleição de 1989. A tão esperada eleição presidencial, Mexia com o território nacional, Diante da disputa corrida eleitoral. Uma gama de candidato, Disputavam o presidencial mandato, Apresentando propostas e programas governamentais, Buscando a resolver certos problemas estruturais. O processo eleitoral acabou revelando o desejo de mudança, Expressado na esperança, De um povo que tinha o poder de mudar, Com o importante ato de votar. Collor e Lula tiveram que passar por uma nova eleição, O qual provocou uma democrática divisão na população, Mas que deu a Fernando Collor a responsabilidade de governar a Nação. Fernando Collor. Buscando acabar com a inflação, Collor teve que tomar uma impopular decisão, Que gerou muita contestação. O Plano Econômico Brasil Novo, Foi criado em torno, De um conjunto de regras administrativas, Que tiveram ações extremamente ativa. O confisco da poupança e da conta-corrente, Foi estrategicamente pertinente, Mas se tornou nocivo a sua administração, Que foi agravada pela liberalização da importação. Com escândalos de imensa corrupção, E a própria manipulação da mídia sobre a população, Collor sofreu impeachment antes de completar sua gestão. Itamar Franco. Buscando uma democrática situação, As lideranças políticas da Nação, Optaram pelo respeito a Constituição, E pelo anseio democrático da população.

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Itamar Franco, o vice-presidente, Recebeu de forma coerente, O direito de liderar democraticamente, O resto do mandato pertinente. A economia nacional, Foi salvo Pelo Plano Real. Que foi a maior contribuição, Deste governo para a Nação. Fernando Henrique Cardoso. Numa democrática eleição, Que foi ganha já no primeiro turno de votação, Fernando Henrique se tornou presidente, Com uma popularidade surpreendente. Apoiado no Plano Real, Deu novos rumos ao desenvolvimento nacional. Implantou uma política new-liberalista moderada, O que permitiu a Nação, a dar uma importante avançada. Disputou um outro mandato como presidente, Para que seu governo tivesse uma seqüência coerente, Foi reeleito para enfrentar a desigualdade social, O qual deu passos importantes para diminuir este problema nacional. O Brasil ganhou respeito no cenário internacional, No entanto ocorreu o processo de privatização estatal, O que gerou muita contestação, Estava se concretizando a globalização. Agencia Espacial Brasileira. Com o objetivo de promover o desenvolvimento da atividade espaciais, E auxiliar o mundo na resolução de mistérios universais, O Brasil entra com tecnologia própria, Neste contexto ainda de pouca história. Atuando na coordenação, Do Sistema Nacional de Atividade Espaciais, O Brasil ganha oportunidade de participação, Em projetos internacionais. Atualmente o Brasil com satélites artificiais, E desenvolvimento de foguetes experimentais, Confeccionados com tecnologia nacional, Para atingir não apenas o sonho cósmico espacial. Luís Inácio Lula da Silva. Chegava ao poder um trabalhador, Um eterno opositor,

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Das políticas radicais capitalistas, Já que era um notório socialista. Com um programa governamental, Que visavam resolver a crise social, Modificou programas tradicionais, E ampliou as reformas estruturais. Conseguiu aumentar sua popularidade, Pois a vida do brasileiro ganhou uma nova realidade. Se candidatou a reeleição, E recebeu mais um mandato da população. A política externa, Aliada ao bom desempenho da administração interna, Aumentou a confiança do investidor internacional, Nos projetos e no empresariado nacional. Missão Centenária. Um astronauta brasileiro, rompe o firmamento, Um histórico momento, Que marcou a comemoração, Do centenário do brasileiro Santos Dumont, que inventou o avião. Marcos Pontes foi escolhido para fazer história, E ficar na memória, De uma nação que viu a Soyuz partir, Rumo a Estação espacial Internacional, que o Brasil ajudou a construir. Além de marcar uma nova fase para a ciência nacional, Pontes realizou experiências no espaço sideral. Não foi um simples passeio sem compromisso, Mas sim uma missão com um propósito e muito serviço. O país do samba e do futebol? Com um rico repertório cultural, O Brasil tem a simpatia Global, Principalmente por causa da alegria de seu carnaval. Mas a Nação, Possui sua maior expressão, Em sua futebolística seleção. Porém o Brasil não é só carnaval, Mas um repertório de manifestações musicais, Que encontram na cultura regional, Os seus ritmos e danças mais especiais. É o país do futebol, Mas poderia ser o país do vale-tudo, automobilismo ou do voleibol. Pois o povo brasileiro é um esportista,

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E naturalmente um artista.

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PARTE II

HISTÓRIA DO ESTADO DO PARANÁ. (1549 d.C. ao século XXI)

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Introdução a história do Paraná. A história do Paraná parte de sua ocupação. Promovida pela lusitana nação, Que aos poucos foram traçados, Pelos quase duzentos mil quilômetros quadrados. Começou no século dezesseis, E aos poucos se fez, Nos caminhos feitos por tropeiros e bandeirantes, Que fundaram vilas importantes. Nos Campos Gerais, Floresceu comunidades especiais, Mas foi no século dezenove, Que na Europa o Paraná ganhou renome. A cultura e a tradição, Se formou na população, Influenciada pela imigração, Que venho crescer nesse chão. Já o século vinte trouxe uma nova perspectiva, De uma economia ativa, Praticamente auto-suficiente, Marcas de um povo independente. O branco chega no Paraná. As Grandes Navegações, Que descobriram muitas terras e civilizações, Chegaram no território brasileiro, E com ele vieram muitos estrangeiros. Com o advento da colonização, Apareceram os jesuítas com uma missão, O da catequização, Da exótica nativa população. Relatórios descreviam, As maravilhas e os perigos que viam, Nas terras do Paraná, Onde florescia a atual cidade de Paranaguá. Já no oeste do território paranaense, As reduções se faziam presentes. Pois Portugal não queria parecer ausente, Nas terras onde era regente,

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Aos poucos os portugueses foram chegando, As vilas foram se formando, A população paranaense se formava, Na história de ibéricos e índios que se misturavam. Os donos das terras paranaenses. Quando os portugueses avistaram as terras do Paraná, Já existia alguém lá, Eram nativos que formavam uma população, Representantes de diversas indígenas nações. Xetas, kaingange, xokléng, carijós, tupis,... Muitas culturas e tradições, Que surpreendiam colonos em suas missões, Eram dois mundos entrando em contradições. Os indígenas habitavam vários lugares, Nas mais diversas regiões do território, Possuíam lares! Infelizmente foram sub-julgados, Covardemente exterminados, Mas seus costumes e tradições não foram apagados. Trabalho, fé e lazer, a vida nas reduções. A colonização, Chegava na paranaense região. Mas como viver com a população nativa? A Igreja achou uma alternativa. A catequização, Era uma grande missão, Em transformar o índio em um ser civilizado, Para viver no espaço colonizado. Foi nas reduções, Que muitas tradições, Desapareceram em nome da civilização, Que sub-julgava a primitiva população. Foi uma mudança radical, Do índio visto como animal, Porém que não conhecia o mal, Até a chegada de homens vindo de Portugal.

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Procura-se ouro e índios, Mas o perigo vem do mar. A febre do ouro fervia, E muita gente por ele morria, Mas graças a isto vilas apareceram, E nosso território protegeram. Na falta de riquezas minerais, A caça ao índio se tornou lucrativa, E uma alternativa, Para as povoações coloniais. Mas o grande perigo, vinha do mar, De nações que também queriam algum lucro ganhar, E se possível uma colônia formar, Para a invasão facilitar. A pirataria, Era um mal que se desenvolvia, Mas que forçou o processo de colonização, Na paranaense região. A vida no Paraná no século dezesseis. Tudo se resumia em Paranaguá, Era ali que se concentrava a sociedade do Paraná. Pois ali se comercializava, Ali se administrava. As outras regiões, Possuíam pouca população, E viviam na dependência, De um local com mais eficiência. Era em Paranaguá que se concentravam, As famílias mais abastadas, Devido aos serviços que prestavam, Dentro de uma administração organizada. E alimentação, Era conseguida na própria região, Apenas os produtos sofisticados, Eram importados. As festas e tradições Paranaenses. Nos séculos iniciais, Ainda em tempos coloniais,

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Os moradores do Paraná se divertiam, Com as festas religiosas e portuguesas que pouco existiam. As festas eram diurnas, Pois não existia vida noturna, Manifestação artística ou outra opção, Eram raras na região. O panorama só mudou, Quando o Paraná, província se tornou, Pois ocorreu uma alteração, No desenvolvimento da região. Curitiba era a capital, E isto fez o Paraná um lugar especial, Pois havia o reconhecimento, Que a arte era parte do progresso e desenvolvimento. Os tropeiros. Os tropeiros, Correio, transportadores, vaqueiros, Grandes difusores de tradição, Da paranaense população. Foram mais do que um elemento de colonização, Pois a sua ocupação, Trazia o progresso para a região. De sul a norte, De leste a oeste, Não temiam a morte. Por onde passavam, Uma vila formavam, Não era a sua missão, Mas sua atividade forçou tal situação. O Paraná antes do século vinte. A vida rural, Era o cotidiano normal. Vida urbana, só na capital, E no portuário litoral. A economia agrícola forçava esta situação, E não havia ainda sinal de industrialização, Vida simples e rústica, Nem precisava de musica.

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Pouco luxo e muita hospitalidade, Esta era a realidade. Uma época de pouco progresso material, Já que o tempo passava mais lento que o normal. Os tropeiros eram a principal atração, Pois eram eles que traziam desenvolvimento para a região, Já que havia a necessidade de repouso para a criação, E para os tropeiros, comida, pouso e diversão. Trabalho e castigo, Era o tempo da escravidão. O trabalho no território, Era de certa forma notório, Pois se fundava na escravidão, Como o principal meio de produção. Porém o trabalho livre era bem explorado, Pois devido a falta de recursos, Poucos tinham condições de manter pessoal escravizado. A mão-de-obra indígena escrava, Era mais utilizada, Pois era mais barata, Já que podia ser facilmente caçada. Até a abolição, Esta foi a situação, Aceita pela população. Mate: a erva proibida. Um símbolo paranaense, A erva-mate já foi proibida, De ser tomada como bebida. Até o delicioso chimarrão, Já sofreu perseguição, Imposto pela católica religião. Mas esta situação foi alterada, E a erva passou até a ser exportada. Trazendo uma nova fonte de riqueza, Para os súditos paranaenses de vossa alteza. A erva-mate é uma contribuição, Deixada pela indígena população,

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Que passa de geração a geração, No simples chá ou no chimarrão. Curitiba: ar de província, Brilho de capital. Até a separação, Do Paraná de São Paulo, Curitiba não tinha tanta expressão. No entanto possuía um brilho europeu, Diferente de qualquer cidade brasileira, Que nessa é poça se conheceu. Um pequeno vilarejo, Que cresceu com os desejos, De sua perseverante população, Que sempre buscou uma melhor situação. Depois do século dezenove Curitiba cresceu, Se desenvolveu, Ganhou fama e projeção internacional, Este é o brilho dessa maravilhosa capital. Para o Paraná meus sentimentos Me levam. O século dezenove marcou, Pelo grande numero de imigrante que desembarcou, E pelos que queriam se mudar, Porque aqui perceberam ser um bom lugar. Na Europa se escutavam canções e poesias, De encantada magia, Recitada por muitos da européia população, Que buscavam uma melhor situação. O Paraná era visto como um paraíso, Que traria o sorriso, Para o povo sofrido, Que das guerras e perseguições vieram fugidos. Um futuro melhor, Era o sonho maior, De estrangeiros, Que se tornaram brasileiros.

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De imigrantes para serem paranaenses. Poloneses, alemães, italianos,... Todos paranaenses e brasileiros, É este o espírito humano, Que se propagou entre os estrangeiros. Aqui vieram para crescer, Para sobreviver, Para fazer da esperança, A sua confiança. Não tiveram medo de trabalhar, De novas terras desbravar. Aqui plantaram e colheram, Aqui venceram. Hoje são seus descendentes, Que tornam esta terra mais independente, Porque dizem sorridentes, Sou brasileiro, sou paranaense. O Cerco da Lapa. Guerra civil, Esta era a situação do Brasil. Os federalistas, Queriam fora os florianistas. Os maragatos avançaram, E o sul dominaram, Mas se enfraqueceram na Lapa, Não tendo força para as próximas etapas. A resistência paranaense foi derrotada, Mas deixou a revolução marcada. E o governo de Floriano Peixoto continuou, Já que a revolução na capital nacional não chegou. Muitos heróis morreram, Porque não perderam, Seus ideais de fidelidade, Mesmo na pior realidade. Trabalho e disciplina, O Paraná começa a mudar. O Paraná republicano tinha dois lados. A floresta tropical no oeste pouco explorado,

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E o leste já em faze de crescimento, Devido ao seu estratégico desenvolvimento. Era a época da questão do Contestado, Disputa jurídica proposta por Santa Catarina visando um pedaço do Estado, Que acabou ganhando, Já que seu pequeno tamanho acabou influenciando. Foi uma época de muito trabalho, Estradas apareciam onde eram atalhos, Foi disciplinada a vida social, Principalmente na capital. Nesta nova perspectiva do que vivia toda a nação, O povo paranaense elegeu o trabalho e a disciplina, Como valores supremos e universais em sua tradição, Os quais até hoje se ensina. A colonização do Norte Do Paraná. Um sonho antigo de povoamento, Só ocorreu com o desenvolvimento, Da cultura e condições, Do governo e algumas instituições. O povoamento do norte do Paraná era estratégico, E não um ideal poético, Empresas de povoamento particulares, Possibilitaram a colonização de muitos lugares. Muitos prosperaram, Outros estagnaram, Mas colaboraram, Porque o norte povoaram. Onde haviam colônias, há cidades, Desfrutando de uma nova realidade, Que acompanha o progresso, Espantando o regresso. Fazendas de café, O Paraná descobre o ouro verde. A colonização do norte foi providencial, Pois em seu solo vingou um fruto especial, Que muitas riquezas proporcionou, E o Paraná despertou.

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Fazendas de café, Era o paranaense firmando o pé, Na sua auto-sustentação, Sem depender tanto da União. É o ouro verde plantado, Extremamente suado, Mas que faz o trabalho ser recompensado, Mesmo para os mais atrapalhados. Estas fazendas viraram cidades, Que esbanjaram prosperidade, Mostrando que seu povo aproveitou a oportunidade, Mesmo frente as iniciais dificuldades. Paranaenses do Oeste. Uma terra que parecia de ninguém, Onde o dono era alguém, Mas quem? Um lugar a ser desbravado, E ser colonizado, Entre o atalho, E o árduo trabalho. Não assustaram os desbravadores, Que eram grandes sonhadores, Numa tarefa complicada, Mas que podia ser realizada. O oeste prosperou, No coração de quem acreditou, Pois seu sonho não abandonou. A saga do sudoeste. A última fronteira, Só na metade do século vinte foi rompida esta barreira. Era uma aventura, Chegar até tal “altura”. A região, Tinha população, Mas parecia abandonada, Pela própria dificuldade encontrada. Nestes tempos faltava condições para administração, Tudo era na base da improvisação,

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Até chegar uma melhor solução. Mas os tempos mudaram, E as coisas no sudoeste se alteraram, E as condições para esta região melhoraram. Surgem fabricas e operários. Uma tendência natural, Foi o desenvolvimento industrial, Que só no século vinte ganhou destaque, Com um estrangeiro sotaque. A capital do Estado, Foi o lugar mais beneficiado, Com esta nova condição, Que alterava toda nação. A vida de operário não era legal, Já que o trabalho era anormal, Para o padrão atual. Mas as novas tendências, Trouxeram uma nova consciência, Que fez parte da vivencia. Tempos difíceis. Na década de mil novecentos e quarenta, O mundo esquenta, A Europa explode em guerra, E indiretamente recaem conseqüências sobre nossa terra. Falta produtos que no Brasil não são fabricados, E o ouro verde é pouco exportado. A crise econômica traz recessão, O que descontentava a população. Muitos emigrantes fugiram de guerra, Para tentar a sorte em nossa terra, Aqui chegaram para ficar, Para a Europa nunca mais voltar. Mas o final da guerra trouxe euforia, E o Estado saiu da nostalgia, Já que uma consolidação se fazia, Com o Centro Cívico que na capital nascia.

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Surgem lugares para o Paraná pensar sobre si mesmo. Nos primeiros tempos, As coisas sobre o Paraná vinham com o vento. Eram os estrangeiros que descreviam o Estado, Mas este acontecimento demorou para ser mudado. Pois com a fundação da Escola de Belas Artes, O Paraná começou a ser recontado por partes, A Impressora Paranaense difundia os pensamentos, De paranaenses sobre o momento. Universidade Federal do Paraná, Foi lá! Que a história paranaense ganhou credibilidade, Dentro do ponto de vista de uma nova realidade. A Academia Paranaense de Letras que tanto defende, O que é produzido por nossa gente, Deixando gravado na memória, A nossa história. O Paranismo. Tendência artística que defende, A cultura paranaense, Explorando todas as manifestações, E diversas tradições. O Paranismo é fruto de um grande historiador, Que por este Estado dedicou seu amor, Valorizando intensamente, O dia-a-dia da nossa gente. O Paranismo, Não é bairrismo, É a proteção, De nossa tradição. É a tendência que nos faz respeitado, Em outros Estados, Porque somos reconhecidos por uma realidade, Somos um povo com personalidade.

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BIOGRAFIA Antonio Ilson Kotoviski Filho, nascido em uma primavera austral na data do dia 10 do mês de Outubro do ano de 1976 em Curitiba, capital modelo do gigante Estado do Paraná/Brasil. É formado em Estudos Sociais licenciatura de História, Direito, especialista em História do Brasil, Geografia do Brasil e Mestre e Ciência da Educação. Professor da Rede Pública de Ensino do Estado do Paraná, onde leciona História, para alunos do Ensino Fundamental e Médio. Morador da cidade de Almirante Tamandaré, município que integra a Grande Curitiba (Região Metropolitana de Curitiba).

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Divulgando.

A satisfação de um escritor é saber que suas criações foram bem aceitas pelos leitores. E mais ainda, é saber que existe uma busca e curiosidades sobre novas obras. Diante de tal fato meus livros são:

1. AMOR DESCRITO POR UM APAIXONADO PELA VIDA! (Poesias); 2. SONHANDO ESCREVI SOBRE O AMOR, (Poesias); 3. VERSOS IMPERFEITOS. INTENÇÕES VERDADEIRAS, (Poesias); 4. VIAGEM VERSADA, (Poesias); 5. POESIAS: O REFUGIO DE UMA ALMA ROMÂNTICA, (Poesias); 6. INSPIRAÇÃO DERRADEIRA, (Poesias); 7. ESCRITURAS ROMÂNTICAS, (Poesias); 8. VOZ INTERIOR! (Poesias); 9. REFLEXOS DE MUITOS MOMENTOS, (Poesias); 10. A HISTÓRIA DA HUMANIDADE EM VERSOS, (Poesias); 11. A HISTÓRIA BRASILEIRA EM VERSOS, (Poesias); 12. OS PAÍSES DO PLANETA TERRA EM VERSOS, (Poesias); 13. LIVRO NEGRO. O LADO OPOSTO DO AMOR, (Poesias); 14. HORIZONTE TERMINAL. (Romance); 15. A INDISCIPLINA NO CONTEXTO ESCOLAR. (Dissertação); 16. O INTEGRALISMO NO BRASIL. (Monografia); 17. RELATOS DE UM TAMANDAREENSE. HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ, (Histórico Científico).

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A historia brasileira em versos  

Poesias inspiradas em fatos históricos brasileiros.

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