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Edição 105 - JUL/SET 2019

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Informativo do Instituto de Radiologia - HCFMUSP

Inteligência Artificial abre as comemorações dos 25 anos do InRad

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om a palestra “Inteligência Artificial e Radiologia”, proferida pela profa. Claudia da Costa Leite, o Instituto de Radiologia abriu a agenda comemorativa dos

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seus 25 anos de atividades, que será celebrado no dia 04 de novembro, data em que foi reconhecido como Instituto do Complexo HC. O slogan “A Prata da Casa entrega o Ouro”, tem a intenção

de marcar esse importante momento comemorativo na história da instituição e ao mesmo tempo, por meio de uma programação científica e cultural, que se desenvolverá até aquela data, dará uma

oportunidade aos profissionais da casa para que compartilhem seus conhecimentos e experiências com a plateia, formada por colaboradores e demais interessados, ligados à instituição. Leia na página 2.

HC investe em parcerias para alavancar projetos de inovação

projeto Inova HC acaba de formalizar acordo de colaboração com o Centro de Inovação do Governo da China para desenvolver projetos na área de saúde pública, focados na realidade comum aos dois países. Uma visita de representantes do governo da China concluiu esses entendimentos, ato que contou com a presença do prof. Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho diretor do InRad, do dr. Cesar Higa

InRad disponibiliza na internet laudo e imagens dos exames

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rograma de gerenciamento do paciente avança em mais uma etapa, e, a partir de agora, os pacientes do Instituto de Radiologia já tem acesso às imagens de RM, CT, e Ultrassonografia (foto) realizados na instituição, através do Portal do Paciente. Com os recursos da Internet -- esse programa, que vem sendo implantado desde 2018, com amplo sucesso consolida mais uma etapa, trazendo mais conforto para o paciente. Em entrevista no InRad News sobre o processo em andamento, e os benefícios ao paciente, na página 10, Cleiton Caldeira e Kleber Garcia, falam sobre essa nova etapa, “uma decisão muito estudada, que vai ao encontro a uma tendência do setor, criar conforto e facilidade para o paciente”. Mais de 6.000 pacientes já acessaram o Portal do Paciente e até o momento mais de 40 interações foram completadas. Veja matéria na pág. 10.

Casos, Cursos e Teses Confira nesta edição mais dois relatos de casos, sobre Embolização Pulmonar por Cianoacrilato após obliteração de varizes gástricas e Espondilite Anquilosante, apresentados nas reuniões científicas; os Cursos promovidos pelo Centro de Estudos Radiológicos Rafael de Barros e as teses defendidas no Departamento de Radiologia e Oncologia da FMUSP. Págs. 4, 9 e 11.

Nomura, diretor do Serviço de Imagem do InCor, e do engº Marco Bego, diretor executivo do InRad. Em entrevista ele fala sobre “essas parcerias, seus objetivos que em comum visa a construção de um ecossistema para desenvolvimento de projetos inovadores no Complexo HCFMUSP, conectando instituições por meio do Inova HC, para que a instituição realmente seja o lugar onde acontece a inovação na saúde no Brasil. Saiba mais nas páginas 3 e 4.

InRad tem novo diretor clínico

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om grande experiência na área de Radiologia Intervencionista, ligado ao HC FMUSP desde o ano de 1993, o prof. José Guilherme P. Caldas acaba de assumir o cargo de diretor clínico do InRad, com planos de fortalecer a interação com os profissionais da área e demais institutos. E, justamente com todo esse conhecimento, que se iniciou na Universidade Federal do Espírito Santo, onde se formou, em 1984, até a livre docência em Neurorradiologia Intervencionista, na FMUSP, em 1982, passando por experiência internacional, com Pós Doutorado e Assistente Estrangeiro da Universidade Paris XI - CHU-Bicetre (1997), que pretende desenvolver o seu trabalho, na intenção de buscar mais interação do InRad com os demais Institutos e demais Diretores Clínicos. “Como foi a tendência nos últimos anos no HC, devemos trabalhar mais próximo aos Diretores Executivos para que as ações práticas tenham mais sinergia encarando o InRad como um todo. O meu papel de interface do corpo clínico do InRad com a estrutura organizacional do mesmo é fun-

damental no sentido de que as propostas e demandas de quem está na Assistência e Pesquisa chegue a quem coordena o processo executivo”, enfatizou ao InRad News. A função do diretor clínico não é só assinar as frequências dos médicos e ficar apagando incêndios ou outras coisas do gênero… e sim participar das decisões estratégicas de funcionamento do InRad deixando quem está trabalhando satisfeito”, concluiu. Tempos difíceis se avizinham para a pesquisa e para a educação de uma forma geral, prevê o novo diretor, pois, “não teremos muita margem de manobra para evoluir, mas, devemos continuar a fazer a nossa parte e a resistir a qualquer desmantelamento do que já progredimos até hoje”. Sobre o futuro, destaca que a “Intervenção era o futuro, mas, na realidade já é o presente… Com a falência dos investimentos do estado na saúde é a única área que as empresas ainda estão interessadas em investir. Nesse sentido há que aproveitar esse interesse para inovar e melhorar a assistência com essa interface. Um bom exemplo é o atendimento ao AVC nas parcerias público – privadas”, concluiu.


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NOVAÇÃO

Inteligência Artificial abre as comemorações dos 25 anos do InRad Com o slogan “A Prata da Casa entrega o Ouro”, o Instituto de Radiologia abriu o calendário de comemorações dos seus 25 anos – que é celebrado no dia 04 de novembro - com a palestra “Inteligência Artificial e Radiologia”, proferida pela profa. Dra. Claudia da Costa Leite, livre docente do Departamento de Radiologia e Oncologia da FMUSP e Diretora de Ensino e Pesquisa do InRad.

As comemorações se desenvolverão em diversas iniciativas, que estão sendo planejadas e executadas internamente.

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o abrir a programação, em 25 de junho, a profa. Claudia Leite destacou que o evento teve a “intenção de marcar a data e, ao mesmo tempo, dar oportunidade aos profissionais da casa para que compartilhem seus conhecimentos e experiências com a plateia, formada por colaboradores e demais interessados, ligados à instituição”. Enfatizou também o aspecto cultural da iniciativa, levando a todos uma temática envolvendo Inteligência Artificial, que está na ordem do dia e é de relevância em todas as áreas de atuação. Assim, “na Radiologia, onde a urgência no diagnóstico e a pressão pela constante atualização profissional gera ansiedade nos profissionais do setor, a discussão sobre o futuro da especialidade tem sido fundamental, principalmente pela introdução das novas tecnologias digitais, que estão transformando a medicina, para trazer mais eficiência e eficácia e, consequentemente, mais benefícios aos pacientes”.

do paciente e próximos do A conceituar “a inteliaparelho”, pontua a doutora, gência artificial ressaltou complementando que “é hora que ela chega para transde voltar a atenção ao pacienformar a forma e a rotina de te e ao colega médico solicitrabalho. É uma revolução tante. O papel que teremos é tanto na forma de atender muito importante, somos o o paciente, quanto no enmédico que ajuda no diagnóssino e na pesquisa. Todos tico, e além de ajudar o colega devem estar preparados no exame que vai escolher, para a transformação da teremos que trabalhar para sua profissão e os pacientes que ele possa interpretar o prontos para usufruírem dos resultado da melhor maneira, benefícios dessa inovação e isso significa ter um papel tecnológica”. mais humano na radiologia”. Para a profa. Claudia Presentes ao evento, o Leite, embora a área de raprof. Giovanni Guido Cerri, diologia tenha a inovação Prof. Dra. Claudia da Costa Leite presidente do Conselho Deliberativo do InRad, dr. em seu DNA, atualmente, essa mudança tem um Cesar Higa Nomura, diretor do Serviço de Imagem caráter muito mais disruptivo, mais ampla e está do InCor, dr. Marco Bego, diretor executivo do muito mais acelerada. “Percebemos que é preciso InRad HCFMUSP, entre outros, que prestigiaram ter uma mudança de postura e de cultura por parte o início das comemorações. do radiologista, pois trabalhamos mais distantes

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E P E D IENT E InRad News: Órgão informativo editado pelo Centro de Estudos Radiológicos Rafael de Barros para o Instituto de Radiologia - HCFMUSP Travessa da Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 75 (ligação entre a Rua Dr. Enéas de Carvalho Aguiar e a Rua Dr. Ovídio Pires de Campos) - Cerqueira César São Paulo - SP - CEP 05403-010 homepage: www.hcnet.usp.br/inrad Centro de Comunicação Institucional/INRAD - HCFMUSP E-mail: imprensa.inrad@hc.fm.usp.br Edição 105 Contato do leitor: (11) 2661-7675

Conselho Editorial: Giovanni Guido Cerri Claudia da Costa Leite Eloisa Maria Melo Santiago Gebrim Leandro Lucato Manoel de Souza Rocha Maria Cristina Chammas Nestor de Barros Regina Lucia Elia Gomes Diretor Responsável: dr. André Scatigno Neto

Editor e Jornalista responsável: Luiz Carlos de Almeida (MTb 9313) Edição: ID Editorial Tel. (11) 3285-1444 - id@interacaodiagnostica.com.br Arte: Marca D´Água - mdaguabr@yahoo.com.br Colaboraram: Valéria de Souza André Santos (fotos) Angela Miguel Cleber de Paula (fotos) Agnaldo Dias (fotos) Igor Souza (fotos) Osmar Bustos/CREMESP (foto)


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HC investe em parcerias para alavancar projetos de inovação Acordo de colaboração do Inova HC celebrado com o Centro de Inovação do Governo da China para desenvolver projetos de saúde pública, que foca na realidade comum aos dois países vence mais uma etapa, com a visita do grupo chinês ao InRad HCFMUSP.

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m entrevista ao InRad News, o engº Marco Bego, novo diretor executivo do InRad, faz um balanço do projeto Inova HC e da visita à instituição. InRad News – Qual o objetivo dessa reunião? Marco Bego – Essa reunião é parte de um projeto do Inova HC, em desenvolvimento com o Laboratório AstraZeneca, que consiste na montagem conjunta de um programa de inovação em saúde. A AstraZeneca tem centros de inovação ao redor do mundo e um deles está sediado na China, o qual visitamos recentemente, e agora, eles vieram conhecer a nossa estrutura e os trabalhos em andamento. A intenção é essa integração de projetos do Brasil, Inova HC, AstraZeneca e a China, a partir desse acordo de colaboração. InRad News – Como avalia sua visita à China e o que pôde ver e ser aplicado no Brasil? Marco Bego – O que chamou a nossa atenção na apresentação dos projetos chineses foi ver a semelhança com os problemas que temos no Brasil. A China, por ser um país grande e com muitas diferenças sociais, tem problemas típicos de país em desenvolvimento, portanto, a forma de resolver alguns dos seus problemas da saúde pode ser aplicada aqui. O Centro de Inovação faz a análise, prepara um Projeto Piloto e depois se isso funcionar, expandirá para o restante do sistema e, consequentemente, para a rede, para o Estado e para o país. ID – Pode falar sobre o projeto do Inova HC, o Distrito HC, que foi apresentado na Hospitalar e a inauguração, em breve, de um espaço na instituição dedicado a inovação? Marco Bego – Na realidade, a liderança na Inovação é do Prof. Giovanni Cerri, que realmente pensa a Inovação no Complexo HC FMUSP, e que tem condições de fazer isso da melhor forma

devido ao seu conhecimento nessa área, e nos dá o direcionamento necessário para concretizar o projeto. O meu trabalho é na parte executiva, ou seja, é fazer isso funcionar e transformar as ideias em realidade. É para isso que eu e minha equipe temos trabalhado até aqui, isso há mais de um ano, e agora vindo para o InRad, tudo fica mais conectado. A parceria com o Distrito Inova HC é mais uma das entregas do projeto de inovação que é o local, um ambiente onde estarão presentes as startups, os pesquisadores, os alunos, os médicos e toda comunidade do HC, para se pensar e fazer inovação. A Distrito atendeu todos os requisitos da chamada pública e são os nossos parceiros para fazer toda essa engrenagem funcionar. Assim, estamos fazendo uma reforma num prédio anexo que tem 900 metros quadrados de área projetada exclusivamente para as atividades de inovação e, também, de discussão de como podemos resolver problemas complexos de uma forma diferente para trazer sustentabilidade para o HC, idealizar projetos novos, e fomentar o ecossistema de inovação. A inauguração desse espaço, até segunda ordem, acontecerá dia 10 de setembro deste ano. ID – Qual o papel do InRad nesse projeto do Inova HC? Marco Bego – Na verdade as lideranças são por seguimentos, por exemplo, o InCor lidera as que são da área cardíaca, o IMREA da reabilitação, e assim por diante, e o InRad, que tem esse viés de tecnologia da imagem e de inovação, é um piloto para vários projetos da instituição. Como aqui tudo é digital, trabalha com muita tecnologia - Health Techs – então, sentimos que existe um ambiente adequado dentro do Instituto, também sob a liderança do prof. Giovanni Cerri, o que torna natural o apoio para sediar os pilotos de inovação, verificar se as ideias ligadas ao seu segmento funcionam, e auxiliar os outros

institutos a fazê-lo, como o ICR na área que diz respeito à pediatria, o IOT na de ortopedia, o IPq na psiquiatria e assim por diante. Nossa função é ajudar para que a inovação faça sentido dentro do HC e traga os benefícios que esperamos, tanto institucional, quanto para os pacientes. ID – Esse trabalho em busca da inovação já tem reflexos na estrutura do InRad ? Marco Bego – Eu diria que a inovação não se faz somente com palavras. Para funcionar ela tem que acontecer dentro da estrutura da empresa, como se vem fazendo no InRad onde ela é parte do processo de gestão. Inovação é realmente fazer coisas em prol do negócio, do paciente, da pesquisa, do ensino, e a nossa intenção é essa, a nossa forma de ser. Então, o nosso propósito é que o InRad realmente continue sendo quem pensa nas questões inovadoras, na alta tecnologia, e que isso venha para direcionar ou indicar quais são os caminhos adequados para essa nova medicina que vem se apresentando, e todos tenham condições para pensar a qualidade que já tem e o conhecimento que existe. O InRad está trazendo isso: a inovação como parte do processo da sua operação. ID – Quais os próximos passos da inovação dentro da estrutura do HC? Marco Bego – O mais importante é que a inovação já está funcionando mas sempre podemos melhorar o procedimento. Agora, estamos com duas grandes entregas para acontecer: uma é a que o Instituto Tellus está trabalhando conosco para organizar toda a governança do nosso programa de inovação. É um instituto bem conhecido e com bastante capacidade, visto os projetos entregues. Eles são especialistas no governo, em trabalhar com áreas públicas para fazer grandes projetos. Nos próximos meses organizaremos toda essa parte de como a inovação funciona, isto é, de como nosso programa funciona dentro do mapa HC. CONTINUA


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HC investe em parcerias para alavancar projetos de inovação Em paralelo, tem um escritório de advocacia que está analisando toda a segurança jurídica do que estamos fazendo na inovação, e no final desses próximos quatro meses vamos ter um programa juridicamente adequado ao que o HC espera e está, o que eu diria, o mais inovador na área para a gente prosseguir. Consonante a isso o Distrito Inova HC vai dar o local onde isso vai acontecer, onde estamos organizando toda a área de processo e organizacional. O Distrito é parte disso, então é uma das entregas. A outra entrega se refere a um projeto com o professor Geraldo Busato para inserção dos pesquisadores nessa área de inovação. É dar

instrumentos para que eles saibam qual o melhor caminho para os seus projetos, produtos e serviços inovadores. Até o final do ano isso estará totalmente estruturado, então teremos várias entregas desses projetos para lançar o nosso programa de inovação do Inova HC de 2019 a 2021, que vão mostrar toda a nossa estrutura, organização e de onde sairão as estórias de sucesso. ID – Dentro dessa estrutura podemos falar que o InRad está aberto a parcerias externas? Dr. Marco – A intenção é exatamente essa, pois inovação não se faz sozinho. Assim, existe uma obrigatoriedade de parcerias internacionais

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como a que temos com a Medical Valley, e agora essa com a China. Ainda temos um projeto de estabelecer parceria com a Coreia; parcerias internacionais com empresas multinacionais e locais, como no caso da AstraZeneca, do grupo Mafra, do grupo Aliar, que estão se conectando com a gente. Nossa ideia é que esse ecossistema de vários parceiros e de várias empresas farão a inovação aqui no Sistema HC, e como nós não temos conflito de interesses com nenhum hospital privado ou com entidades, a nossa ideia principal é que outros hospitais também se conectem com o InovaHC e que aqui, realmente seja o lugar onde acontece a inovação na saúde no Brasil.

4º IDKD no Brasil será sobre Doenças Musculosqueléticas

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e 31 de outubro a 3 de novembro o Instituto de Radiologia do HCFMUSP – InRad será a sede do 4º IDKD América do Sul 2019 - Doenças Musculosqueléticas. O Curso Internacional de Diagnóstico de Davos (IDKD) se realiza anualmente, na Asia, na Europa e na América do Sul, sendo o Brasil o País sede, contando com o apoio do InRad HCFMUSP e da Faculdade de Medicina da USP. Tem um forrmato interativo e dividido em subespecialidades da radiologia, com oficinas e palestras ministradas por renomados especialistas. Nesta edição, que contará com a participação dos brasileiros, Marcelo Bordalo Rodrigues, do InRadHCFMUSP e Abdalla Skaf, do

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Dr. David Rubin

Dra. Mini Phatria

Hospital do Coração, o Curso do IDKD receberá dois convidados dos Estados Unidos, o dr. David Rubin, com intensa atuação na área de musculo esquelético, com intensa atuação cientifica, com

mais de 60 artigos publicados, onde lidera equipe de consultores de RM na medicina esportiva, em Saint Louis, Missouri, e a dra. Mini Phatria, chefe e professora de imagem em musculo esquelético, na

Universidade da Califórnia. Os participantes contarão com 14 oficinas de radiologia e 6 conferências que cobrem a atual abordagem de imagens médicas para o diagnóstico das Doenças Musculosqueléticas. Mais informações e inscrições podem ser obtidas no site http:// www.idkd.org/cms/idkd-south-america. Na direção do curso os professores Juerg Hodler, Zurich (CH); Rahel A. Kubik-Huch, Baden (CH) e Gustav K. von Schulthess, Zurich (CH), e conta com um comitê local formado por Giovanni Cerri, Chairman, São Paulo (BR); Carlos Alberto Buchpiguel, São Paulo (BR); Cesar Nomura, São Paulo (BR) e Romeu Côrtes Domingues, Rio de Janeiro (BR); e o dr. Marcelo Queiroz, na organização do evento.

47ª edição do Congresso do CBR

ste ano o XLVIII Congresso Brasileiro de Radiologia será realizado em Fortaleza, no Centro de Eventos do Ceará, de 10 a 12 de outubro, e a grande novidade será a participação de 10 dos melhores professores do European Congress of Radiology (ECR) em uma iniciativa inédita chamada “Best of ECR”, fruto da parceria do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) com a European Society of Radiology (ESR). Para a comissão científica o CBR se esforça para organizar um evento dinâmico, informal, em um ambiente amigável e de fácil convivência para todos os profissionais que atuam nessa área como radiologistas, aperfeiçoandos e residentes em Radiologia, profissionais de áreas correlatas e graduandos de Medicina. Nessa edição o foco central está nos temas atuais como o impacto das novas tecnologias e da Inteligência Artificial na prática radiológica e

na missão de provedores de conteúdo e formação médica com os cursos hands-on, os de imagem nos AVEs, Bi-RADS®, densitometria óssea, ultrassonografia e Pi-RADS, e novos como o LI-RADS. Mais uma vez, a programação científica contará com expressiva participação da equipe do InRad-HC FMUSP, em palestras, e em sessões de painéis e temas livres. Serão três dias intensos de muitas atividades como cursos diversos, atividades hands on, aulas com importantes professores da Radiologia e do Diagnóstico por Imagem, tanto nacionais quanto internacionais, além de muitas outras novidades que prometem um congresso repleto de oportunidades, de interação e atualização.. A programação preliminar já está disponível no site do congresso para consulta dos interessados em participar deste grande evento da Radiologia brasileira. As inscrições para o congresso já estão abertas e mais informações no site: www.congressocbr.com.br


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ELATO DE CASO

Embolização Pulmonar por Cianoacrilato após obliteração de varizes gástricas História Clínica Paciente masculino de 65 anos, com diagnóstico de cirrose hepática alcoólica há 6 anos. Apresentava episódios recorrentes de hematêmese e melena, sendo submetido à endoscopia digestiva alta (EDA) que diagnosticou a presença de varizes de fundo gástrico de grosso calibre. Em seguida foi realizada obliteração das varizes por meio de injeção de solução de cianoacrilato e Lipiodol. O paciente recebeu alta assintomático no mesmo dia, no entanto algumas horas depois evoluiu com dispneia, dor torácica à esquerda e picos febris não aferidos. Apresentava no momento da consulta de retorno exame físico pulmonar sem alterações significativas, sendo realizada uma tomografia computadorizada do tórax para investigação.

Condução do Caso/ Propedêutica Radiológica: A tomografia computadorizada de tórax realizada sem contraste endovenoso evidenciou material hiperatenuante preenchendo múltiplos ramos segmentares e subsegmentares das artérias pulmonares em ambos os pulmões, remetendo no contexto clínico à embolia pulmonar por cianoacrilato. Não foram evidenciados, entretanto, sinais tomográficos de hipertensão pulmonar, oligemia ou infarto pulmonar.

Figura1: Tomografia sem contraste em corte axial do tórax (a) evidencia preenchimento de artérias pulmonares por material hiperatenuante (solução de cianoacrilato e lipiodol). Nota-se também material de mesma atenuação na topográfia do estômago na janela óssea (b) e de abdome (c).

Figura 2: Tomografia sem contraste no corte coronal, na janela de mediastino evidencia o preenchimento de múltiplas artérias pulmonares por material hiperatenuante (solução de cianoacrilato e lipiodol).

Figura 3: Tomografia sem contraste no corte sagital, na janela de mediastino, mostrando os mesmos achados

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ELATO DE CASO

Discussão: O tratamento endoscópico de varizes gástricas com Cianoacrilato mostrou-se eficaz no controle de sangramentos em pacientes hepatopatas, geralmente resultando na hemostasia imediata e diminuição do calibre das varizes na primeira aplicação. Em dois pequenos estudos randomizados o Cianoacrilato mostrou-se mais efetivo e seguro do que a ligadura elástica ou injeções de álcool (1,2) para esclerose das varizes. O Cianoacrilato é um monômero líquido que passa por rápida polimerização quando em contato com o sangue, resultando em coagulação sanguínea e oclusão vascular quase imediata. Para evitar o risco da agulha injetora grudar no vaso e causar um sangramento grave ao ser retirada, geralmente Lipiodol é associado à injeção de Cianoacrilato. Como resultado dessa mistura, ocorre um atraso no processo de polimerização e coagulação do Cianoacrilato. Isso pode aumentar o risco de embolização do procedimento. (6) Dentre as complicações inerentes ao procedimento, a embolização do polímero resultante para artérias pulmonares, coronárias, cerebrais e outros vasos têm sido descritas. Tsokos M et al.(3) descreveu uma embolia fatal após escleroterapia de varizes gástricas com Cianoacrilato, comprovada através de autópsia. Sabe-se que essa modalidade de tratamento também pode resultar em embolização do material para veia porta, esplênica e veias mesentéricas. Andreas Turler et al.(4) descreveu em 2001 o caso de um jovem de 18 anos em que o material embolizado atravessou shunt esplenorrenal espontâneo, alcançando a veia adrenal esquerda, veia cava inferior, câmaras cardíacas direitas e finalmente, artérias pulmonares. Esse mesmo paciente apresentou complicações sépticas provavelmente associadas a possível contaminação do material e/ou do procedimento. A Embolização Pulmonar pode ocasionar diferentes quadro clínicos. Philips G et all descrevem um espectro de apresentações que varia do paciente assintomático até quadro clínico de dispneia, dor pulmonar pleurítica, tosse, taquicardia, hipóxia e instabilidade hemodinâmica evoluindo com parada cardiorrespiratória e morte. É importante salientar que os achados de imagem nem sempre se associam diretamente com a gravidade dos sintomas e que as alterações radiográficas podem persistir após a melhora clínica do paciente. (3) No caso apresentado, apesar das alterações exuberantes no exame de tomografia, o paciente apresentou sintomas leves com resolução espontânea após poucos dias. Isso pode ocorrer pois nem sempre o cianoacrilato obstrui completamente as artérias pulmonares, por vezes artefatos de endurecimento do feixe de RX, relacionados à alta atenuação do cianoacrilato, dificultam a avaliação da perviedade dos vasos. A incidência exata de ocorrência da embolização associada ao uso de Cianoacrilato não é bem estabelecida, uma vez que a avaliação por exame de imagem não é sempre realizada. O risco de embolização pode ser maior em pacientes com varizes extensas, que exigem maiores volumes de materiais esclerosantes. Associa-se, também, com a proporção dos outros constituintes, como o Lipiodol. (5) As complicações embólicas secundárias ao uso de Cianoacrilato parecem ser infrequentes e apresentam um diverso espectro de sintomas, geralmente sem cursar com importante morbimortalidade para o paciente, sendo portanto um procedimento seguro e eficaz para o objetivo proposto. No caso apresentado, o paciente foi encaminhado ao pronto atendimento do serviço, recebeu medidas de suporte e ficou em observação por 12 horas, recebendo alta estável e assintomático.

Referências bibliográficas 1 D’Amico G, Pagliaro L, Bosch J The treatment of portal hypertension: a meta-analytic review. Hepatology. 1995;22(1):332. 2 Sarin SK, Jain AK, Jain M, Gupta R A randomized controlled trial of cyanoacrylate versus alcohol injection in patients with isolated fundic varices Am J Gastroenterol. 2002;97(4):1010. 3 Tsokos, M, Bartel, A, Schoel, R, Rabenhorst, G, and Schwerk, WB. Fatal pulmonary embolism after endoscopic embolization of downhill esophageal varix. Dtsch Med Wochenschr. 1998; 123: 691–695 4 Andreas T, Martin W, Dorothee D, Andreas H. Embolic and septic complcations after sclerotherapy of fundic varices with cyanoacrylate. Gastrointestinal Endoscopy, 2001; Volume 53, Issue 2, Pages 228-230 5 Philips, G, Georgios, A, Anca S, Shahid, S. Pulmonary Glue embolism. An unusual complication following endoscopic scleroherapy for gastric varices. Sultan Qaboos Univ Med J. 2018 May; 18(2): e231–e235. 6 Alexander S, Korman MG, Sievert W. Cyanoacrylate in the treatment of gastric varices complicated by multiple pulmonary emboli. Intern Med J. 2006;36:462–5.

Apresentação Julliana dos Santos Frassei, Camila Soares Franco, Vinicius Roéffero Brambilla, Bruna Loureiro e Carolina Kiebert - Médicos Residentes Orientação: Dr. Márcio Sawamura e Dr. Ricardo Guerrini

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Espondilite Anquilosante História Clínica Paciente com 37 anos de idade, masculino, refere dor lombar associada a rigidez matinal com início aos 17 anos de idade. Realizou uso de analgesia simples, sem melhora. Em 2006 foi realizado o diagnóstico de espondilite anquilosante em serviço de saúde externo. Atualmente refere algia e limitação da movimentação ao nível da coluna cervical, com maior limitação para extensão e rotação. Refere ainda dor no quadril esquerdo.

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(1) Em 2011 foram realizadas radiografias da coluna lombar em incidências anteroposterior e lateral evidenciando formação de sindesmófitos nos níveis lombares de L1 a L3, com perda da concavidade habitual dos corpos vertebrais (squaring), associado a esclerose e redução dos espaços articulares intereapofisários.

Sinais de sacroileíte bilateral e simétrica, caracterizada por esclerose e redução do espaço articular.

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Imagens de ressonância magnética da coluna cervical, sagitais, ponderados em T2 evidenciam fusão dos corpos vertebrais de C5-C6, platôs vertebrais com alteração do sinal habitual (hipersinal), compatível com entesite.

Em 2016 foram repetidas as radiografias da coluna lombar, evidenciando piora dos achados previamente descritos, destacandose a formação dos sindesmófitos e esclerose das articulações interapofisárias. Nota-se ainda aparente fusão dos sindesmófitos marginais, configurando aspecto de “coluna em bambu”.

Cortes sagitais da coluna lombar STIR e T1 após a injeção de contraste, respectivamente, evidenciam alteração do sinal habitual (hipersinal) na borda anterior dos platôs vertebrais justapostos de D12-L1, representando lesão de Romanus. Ao nível de L4-L5 notam-se irregularidades corticais e alteração de sinal e realce do disco intervertebral, representando acometimento inflamatório espondilodiscal não infeccioso (lesão de Andersson).

(5) CONTINUA


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Discussão:

Imagem axial ponderada em T2 evidencia alterações crônicas de sacroiliíte, caracterizado por anquilose das articulações sacroilíacas. Não há sinais de erosões ou edema ósseo nos segmentos avaliados.

Imagem axial ponderada em T2 da coluna lombar no nível T12-L1 evidencia fusão da articulação interapofisária associado a edema ósseo.

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A Espondilite Anquilosante (ES) faz parte do grupo de doenças chamado Espondiloartropatias Soronegativas, grupo este que caracteristicamente apresenta alterações inflamatórias das articulações sacroilíacas e dos corpos vertebrais, assim como apresentam Fator Reumatóide negativo. No caso da ES, relata-se ampla relação com a presença do antígeno leucocitário humano HLA-B27. Os pacientes acometidos tipicamente manifestam os primeiros sinais da doença entre a segunda e a quarta década de vida, havendo predileção pelo sexo masculino. A doença ocorre devido a inflamação das enteses, locais de fixação óssea de ligamentos, tendões, cápsulas e fáscias, bem como os locais de fixação dos discos intervertebrais. O processo inflamatório nessas regiões resulta em lesões ósseas erosivas que posteriormente evoluem com proliferação óssea. Costumeiramente, as primeiras alterações visíveis pelos métodos de imagem são as das articulações sacroilíacas, caracterizadas por, em um primeiro momento, alargamento do espaço interarticular que evolui para erosão subcondral e esclerose e, posteriormente, para fusão das estruturas apostas, que ocorre de forma bilateral e simétrica. Na coluna vertebral, o processo inflamatório promove a formação dos característicos entesófitos e da esclerose óssea vertebral, alterações que determinam os achados radiográficos conhecidos Shiny Corner Sign (Esclerose das Margens anterior e superior dos platôs dos corpos vertebrais), Squaring dos corpos vertebrais (reabsorção óssea marginal anterior dos corpos vertebrais, determinando perda de sua concavidade habitual) e a formação do sinal da coluna em bambu (fusão dos corpos vertebrais devido a formação dos entesófitos). Outros achados inespecíficos também são encontrados nas radiografias, como por exemplo, alterações inflamatórias das articulações interapofisárias e interespinhosas. Na ressonância magnética ficam evidentes os achados conhecidos como lesão de Romanus (erosão e irregularidades das margens superior e inferior dos platôs vertebrais que se manifestam como alteração do sinal habitual do osso acometido) e de Andersson (alteração do sinal habitual da porção central de platôs vertebrais apostos, bem como do disco intervertebral, representando espondilodiscite não infecciosa). Tais achados são de grande valia na avaliação da presença ou não de atividade inflamatória aguda, uma vez que tais lesões, em aquisições pós contraste, mostrar-se-ão com realce. Além das lesões descritas, achados inespecíficos que indiquem alterações inflamatórias das articulações interapofisárias e das estruturas ligamentares da coluna vertebral, principalmente dos ligamentos interespinhosos e supraespinhosos, são encontrados nas imagens de ressonância magnética. A tomografia computadorizada tem papel importante na avaliação do paciente com diagnóstico de ES e história de trauma, uma vez que esse método apresenta maior sensibilidade e especificidade para avaliação de possíveis fraturas. É importante destacar que o paciente com ES, uma vez que apresenta redução da mobilidade da coluna vertebral, a depender do grau de evolução da doença, é mais vulnerável aos traumas. Sendo confirmada a presença de fratura, a complementação com ressonância magnética se faz necessária para avaliação do restante das estruturas da coluna, principalmente das estruturas nervosas.

Referências bibliográficas 1 MRI in Seronegative Spondyloarthritis: Imaging Features and Differential Diagnosis in the Spine and Sacroiliac Joints American Journal of Roentgenology. 2013;200:149-157. 10.2214/AJR.12.8858 2 Sacroiliitis Associated with Axial Spondyloarthropathy: New Concepts and Latest Trends 3 RadioGraphics Jun 29 2013 ( https://doi.org/10.1148/rg.334125025 ) 4 MR Imaging of the Spine and Sacroiliac Joints for Spondyloarthritis: Influence on Clinical Diagnostic Confidence and Patient Management - Radiology Oct 1 2013 (https://doi.org/10.1148/radiol.13121675)

Apresentação Victor Maldi Rodrigues de Souza, Lucas Otoni Lima Rocha e Diogo Leão Edelmuth - Médicos Residentes Orientação: Luiz Fernando Vitule, Dr. Márcio Sawamura e Dr. Ricardo Guerrini


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“Implementação do formalismo para dosimetria de campos pequenos, TRS-483, e avaliação do impacto na radioterapia”

A física médica Ana Paula Vollet Cunha submeteu-se a concurso para obtenção do titulo de Doutor, no Departamento de Radiologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da USP, com o trabalho intitulado “Implementação do formalismo para dosimetria de campos pequenos, TRS 483, e avaliação do impacto da Radioterapia”.

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ste estudo teve como objetivo realizar medidas dosimétricas baseadas no TRS-483 e avaliar o impacto desses dados em quatro algoritmos de cálculo de dose em condições de não referência ou campos pequenos. Na metodologia foi utilizado um objeto simulador de varredura automática; foram realizadas medidas de perfis (transversal e radial) e porcentagem de dose em profundidade (PDP) dos feixes de tamanhos de campo entre 5 mm x 5 mm e 100 mm x 100 mm nos aceleradores lineares 6 EX e 2100 CD, Varian. Aproximando os perfis dos campos por uma gaussiana e considerando a função-peso adequada ao formato do detector, foi avaliado o efeito de média volumétrica dos detectores utilizados, e em seguida, considerando as recomendações do TRS-483. Foram coletadas as medidas necessárias para o comissionamento dos algoritmos do sistema de planejamento. Com as medidas iniciais de perfis e PDP foi possível avaliar o desempenho dos diferentes detectores. O trabalho concluiu que para campos maiores que 10 mm x 10 mm, em ambos os sistemas de planejamento, Eclipse® e iPlan®, os algoritmos de cálculo de dose apresentam-se adequados e correspondentes entre si quando comissionados para campos pequenos e, avaliando as incertezas desse processo, houve uma redução de 2,2 %.

A banca examinadora presidida pela dra. Laura Natal Rodrigues com a dra. Ana PaulaVollet Cunha, ao centro foi composta pelos membros: Elisabeth Mateus Yoshimura; Heloisa de Andrade Carvalho e Renato Assenci Ros.

“Avaliação do desempenho da tomografia computadorizada de pelve com contraste no estadiamento local do câncer de reto para seleção de pacientes com fatores de alto risco para recidiva local.” A médica Cinthia Denise Ortega defendeu tese de doutorado no Departamento de Radiologia e Oncologia da FMUSP, que teve como orientador e presidente da banca, o prof. Manoel de Souza Rocha, e os profs. Jorge Sabbaga; Carlos Alberto Buchpiguel e Luciana Costa Silva, como membros.

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trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho da TC no estadiamento local da neoplasia de reto para seleção de pacientes com fatores de mau prognóstico associados a alto risco para recidiva local, considerando a escassez de recursos e baixa disponibilidade da RM no contexto atual da saúde pública, no qual a tomografia computadorizada (TC) poderia auxiliar nesta seleção de pacientes com fatores de mau prognóstico, agindo como um método de triagem para detecção de lesões avançadas que teriam indicação de tratamento neoadjuvante. Foram selecionados para o estudo 180 pacientes com diagnóstico histopatológico de adenocarcinoma de reto e sem tratamento

prévio, que foram retrospectivamente analisados por dois radiologistas cegos a outros dados clínicos. As imagens de tomografia foram submetidas à reconstrução

multiplanar, e a lesão primária foi analisada no eixo axial do reto, semelhante ao que é utilizado para análise por RM. Os critérios avaliados por TC foram: estadiamento

T3c-d ou T4, estadiamento N2, acometimento da fáscia mesorretal, presença de invasão vascular extramural ou linfonodos pélvicos laterais acometidos. Esclarece a dra. Cinthia que “os achados da TC foram comparados aos obtidos por RM, e os resultados mostraram que a tomografia foi capaz de detectar 108 de 128 pacientes com critérios de mau prognóstico, e teve um desempenho superior quando avaliou tumores a mais de 5 cm da borda anal, mostrando sensibilidade de 89%, especificidade de 86%, valor preditivo positivo de 93% e valor preditivo negativo de 80%, concluindo que caso fosse utilizada para seleção dos critérios de mau prognóstico nesta população, teria reduzido o número necessário de exames de RM em 52%”.


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NOVAÇÃO

InRad disponibiliza laudo e imagens dos exames na internet

Os pacientes do HC já podem acessar seus exames de imagem pela internet através do Portal do Paciente. Com essa decisão, a instituição avança mais uma etapa no programa de gerenciamento do paciente, que vem sendo implantado gradativamente desde o final de 2018, com amplo sucesso. Em entrevista ao InRad News, Kleber Garcia, gerente do Núcleo de Diagnóstico por Imagem, e Cleiton Caldeira, diretor de Engenharia Clínica, responsáveis pelo processo, dentro do InRad, analisam o andamento dos trabalhos realizados até agora, e os benefícios para o paciente. InRad News – Como vai funcionar esse novo fluxo de acesso aos exames radiológicos via internet? Kleber Garcia – Em maio o InRad liberou o Portal do Paciente, onde ele consegue entrar através do site do HC e acessar as imagens e o laudo dos seus exames e, também fazer a impressão desse laudo e visualizar as imagens. Essa ação vai beneficiar a experiência do paciente, que não mais precisa vir até o hospital para retirar o resultado do seu exame, o que até agora era comum. Até o momento, o InRad disponibiliza recursos físicos, tecnológicos e humanos para fazer essa impressão do laudo e da imagem. Essa decisão foi muito estudada e na nossa visão, estamos atendendo a uma tendência do setor: criar conforto e facilidade para o paciente. Esse serviço feito via web, fará com que o paciente não precise mais vir até o hospital, e isso beneficia a experiência dele. Ainda vamos manter esse serviço de entrega dos resultados para casos muito específicos, como por exemplo, pacientes que necessitam da imagem para uma perícia médica, mas isso, estamos falando de uma minoria. Para a grande maioria dos pacientes, a via web, é o fluxo que a gente está valorizando, que vai beneficiá-lo e, também, a sua experiência. InRad News – Eles vão poder consultar os exames via computador, celular ou por algum aplicativo? Cleiton Caldeira – O paciente vai poder acessar o sistema por qualquer browser, computador ou smartphone, com uma senha individual. Por questões de segurança da informação, entra com os seus dados, e assim, vai poder consultar todo o seu histórico, como por exemplo, visualizar todos os seus exames, da imagem ao laudo, realizados nos últimos sete anos no InRad. Então, nosso mecanismo de retirada do laudo, é na verdade uma abertura de parte do prontuário eletrônico do paciente, para que ele tenha acesso a esse dado que é dele, de todos os resultados de exames que ele fez nesse período na instituição. Kleber Garcia – E, em breve vamos disponibilizar um novo serviço que vai permitir ao paciente acompanhar o status do seu agendamento. Ele vai entrar no portal e verificar qual a data do seu agendamento, que também vai informar qual é o preparo para a realização do exame. Assim, a gente dá continuidade ao fluxo que dispensa o paciente de vir aqui agendar. E ele, à distância, da sua casa, monitora e verifica essas informações. InRad News – O paciente leva esses resultados para o seu médico, ou o profissional tem de solicitar essas informações?

Kleber Garcia – Nós verificamos como o mercado funciona atualmente. Quando é do SUS e do HC, ele já faz o retorno aqui no hospital, e o médico consegue acessar esses dados no sistema na consulta. Agora, o paciente, seja via SUS ou Saúde Suplementar, que vai fazer o retorno fora do HC, não precisa mais levar CD e a imagem impressa, basta fazer o login no portal na consulta e o médico visualiza a imagem e o laudo do seu exame. InRad News – Então, é a estrutura do InRad que já é totalmente digital? Cleiton Caldeira – Sim, principalmente, as formas de contato com o paciente, levados para um mundo digitalizado, através de dispositivos remotos para ele acessar da casa dele. Até pouco tempo a marcação de exame remota era restrita a ressonância. Agora, além da ressonância, podem ser marcados os exames de tomografia e ultrassom. No nosso cronograma a cada mês uma nova modalidade será integrada ao INTERRAD, e assim, contemplamos o fluxo que beneficia a experiência do paciente. InRad News – Já é possível fazer uma avaliação desse processo, se é funcional, se o paciente está se ajustando ao acesso digital? Kleber Garcia – Existe aquela curva de aprendizado que a gente havia contextualizado que agora vem acontecendo. O primeiro mês que a gente iniciou o INTERRAD - com o modelo que o paciente recebe a data e horário do seu agendamento via SMS ou Portal, tivemos um nível de falta maior do que no modelo tradicional. Mas, o que percebemos é que com ações pontuais esse absenteísmo - que é a falta do paciente, vem diminuindo e chegando ao nível do modelo presencial, e através do feedback dos pacientes, essa ação foi considerada muito melhor comparada a anterior. Para o paciente é muito mais cômodo sair da consulta, ir para casa e ficar aguardando a data e horário do exame que precisa ser realizado, do que ele buscar ativamente esse agendamento, que era muito complicado. InRad News – Esse novo processo refletiu na rotina do Instituto? Kleber Garcia – Sim, reflete na rotina porque o INTERRAD é um produto agregado do GEDI, que está sendo estruturado para ser uma área de inteligência, que a todo momento vai verificar a demanda desses exames e oferecer a melhor oferta, pois o nosso objetivo é sempre ter um ponto de equilíbrio entre a demanda e a oferta. Por isso a gente reestrutura setores que estão com uma demanda menor e tem uma quantidade de pessoas maior do que deveria. Assim, alocamos as pessoas de um setor para o outro para manter esse equilíbrio. Também estamos integrando novos canais de

contato com o paciente, que até então, era o SMS, e agora já estamos usando o Whatsapp. InRad News – Vocês tem estatísticas sobre esse novo formato de atendimento? Cleiton Caldeira – O paciente já está procurando essas tecnologias e pergunta por essa solução. Nós temos, por exemplo, na casa a gente disponibiliza WI-FI para o visitante. Fez agora um ano que essa ferramenta está disponível, e soma 15 mil pessoas cadastradas, ou seja, 15 mil pacientes - a maioria são todos pacientes. São pessoas que usam a tecnologia, usam smartphone e organizam a sua vida por meio de aplicativos, sites, de forma remota. Kleber Garcia – O processo de digitalização do InRad tem sido constante. Esse movimento já tem uns dois anos e a sua continuidade é importante. A gente não pára por aqui, em breve, vamos ter outras novidades que sempre visarão o bem estar do paciente e a sua experiência no Instituto. Tanto um lado quanto o outro vai ganhar com as ações que idealizamos e estamos colocando em prática. InRad News – Esse programa poderá agilizar os laudos ? Cleiton Caldeira – A diretoria do InRad está tomando providências, justamente para diminuir o tempo da emissão do laudo. A solução está em andamento. Kleber Garcia – Hoje temos um indicador que é laudar os exames do SUS em até quinze dias úteis, mas verificamos que não é o melhor indicador a ser utilizado, pois enxergamos que a nossa entrega tem que ser quando o paciente volta para o retorno e precisa ter o seu exame disponibilizado e laudado. Então, é esse indicador que está na mira e a gente entrega como INTERRAD, que existe as solicitações priorizadas, ou seja, o médico tem que enxergar no sistema o exame priorizado como zero, pois é esse exame que ele precisa laudar primeiro. As outras prioridades, que não são urgentes, ele deixa para depois. O nosso objetivo é que todo paciente que volte ao seu retorno tenha o laudo disponibilizado, que é o nosso produto final. As imagens dos exames de radiologia dos pacientes do HCFMUSP ficam disponíveis logo após a realização do exame e já podem ser consultadas até mesmo pelo celular ou tablet. Mais de 6.000 pacientes do SUS e Saúde Suplementar já acessaram o Portal do Paciente, que permite visualizar essas imagens e, até o momento, mais de 40.000 interações foram completadas. O registro do cadastro na plataforma atinge, em média, mais de 100 pacientes por dia. O Portal do Paciente pode ser acessado no endereço eletrônico: http://portaldopaciente.hc.fm.usp.br


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Cursos Avançados em Diagnóstico por Imagem

O Instituto de Radiologia do Hospital das Clinicas - FMUSP realizará neste segundo semestre, em seu Centro de Treinamento, com o apoio do Centro de Estudos Radiológicos Rafael de Barros, uma ampla programação de Cursos Avançados em Diagnóstico por Imagem. Serão 17 cursos, com temas específicos para médicos e residentes e temas para áreas da saúde, como física médica para técnicos e tecnólogos.Confira, faça sua inscrição antecipadamente e garanta sua vaga. 2 e 3

AGOSTO

9 e 10

Curso Hands On de RM Membros Inferiores Coordenação: Dr. Paulo Victor Partezani Helito

10

Curso Teórico-Prático de Mamografia e Tomossíntese para Técnicos e Tecnólogos Coordenação: Cátia Comin

17 e 18

Curso Básico de Ecocardiografia e Ultrassonografia Point-Of-Care em Emergência e UTI Coordenação: Dr. Pedro Vitale Mendes - Intensivista - Diarista da UTI PSM HCFMUSP; Dra. Livia Melro - Intensivista - Assistente da UTI da Clínica Médica - HCFMUSP; Dr. Leandro Utino Taniguchi - UTI PSM - HCFMUSP; Dra. Ana Clara Tude Rodrigues - PhD - Assistente da Ecocardiografia do InRad HCFMUSP e Dr. Dalton de Souza Barros - Assistente da UTI PSM e Ecocardiografia do InRad - HCFMUSP

23 e 2

Curso Bi-Rads de Ressonância Magnética de Mama Coordenação: Dr. Nestor de Barros / Dra. Érica Endo e Dra. Su Jin Kim Hsieh

14

SETEMBRO

20 e 21

Curso de Análise Multidisciplinar das Doenças das Mamas (Correlação Anátomo Radiológica) Coordenação: Dra. Su Jin Kim Hsieh, Dr. Marcelo A. Giannotti e Dr. Nestor de Barros

Curso Hands On de TC e RM dos Ossos Temporais Coordenação: Dra. Eloisa Maria Melo S. Gebrim e Dra. Regina Lúcia Elia Gomes

Estadiamento de Neoplasia de Reto - Hands On Coordenação: Dra. Cinthia Denise Ortega

20 e 21 Curso Ultrassonografia Avançada Sistema Musculoesquelético (Prático) Coordenação: Dr. Felipe Carneiro 20 e 21 Curso densitometria óssea para médicos Coordenação: Dr. Flávio Spinola de Castro e Dr. Rubens Schwartz 27 e 28 Curso Hands On de Imagem Vascular Angio TC e Angio RM Coordenação: Dr. Thiago Dieb Ristum Vieira 25 e 26

OUTUBRO Curso Hands On em Radiologia Torácica Coordenação: Dr. Ricardo M. Guerrini e Dr. Márcio V. Y. Sawamura

26

V Curso de Atualização em RM (para profissionais da saúde) Coordenação: Evandra Lucia da Cruz Souza, Gabriela Montezel Frigério, Leila Lima Barros e Rosana Aparecida de Oliveira Maurelli

NOVEMBRO 8e9 Curso Ultrassonografia Mamária - ACR Bi-Rads e Intervenções Coordenação: Dr. Nestor de Barros, Dra. Erica Endo, Dr. Flavio Spinola Castro, Dra. Vera Christina C. S. Ferreira, Dra. Su Jin Kim Hsieh, Dr. Carlos Shimizu 8

Curso de Física em RM Coordenação: Maria Concepción García Otaduy – PHD

22 e 23

Curso Hands On Coluna Vertebral e Plexo Braquial e Lombossacro Coordenação: Dr. Paulo Victor Partezani Helito

29 e 30

Curso Ultrassom com Doppler Vascular com Aprimoramento da Técnica Diagnóstica Coordenação: Joseph Elias Benabou

29 e 30

Curso Prático de Imagem Neurovascular Coordenação: Dra. Paula Ricci Arantes, MD e PHD e Dra. Livia Morais

30

Curso Teórico Prático Aplicação das Tecnicas de Arcoterapia Volumétrica (VMAT) e Radioterapia Coordenação: Tecnólogos em Radiologia Kátia Brito de Araujo e Robson Luiz de Souza, Física Médica Ana Paula Volet Cunha

Informações e inscrições Inscreva-se antecipadamente e garanta sua vaga, através do site: www.sympla.com.br/centro de treinamento Outras informações: (11) 2661-7067 – 2661-8190 Veja também no site do InRad – centro de treinamentoinrad.hc.fm.usp.br Endereço: Centro de Treinamento do InRad – Travesa Ovidio Pires de Campos, 75 – portaria 1 – Bairro Cerqueira Cesar


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EGISTRO

Radioterapia aposta no lúdico para o tratamento do câncer infantil

A confecção de máscaras infantis decoradas, entre outras ações de Humanização na Radioterapia, está mudando a rotina das crianças, que precisam de tratamento e tem que se submeter à anestesia no InRadHCFMUSP. Além de dispensar o procedimento, o programa aprimora e agiliza o atendimento desses pacientes.

A

s máscaras decoradas com personagens de desenhos animados e história em quadrinho, escolhidas pelas crianças, desenvolvidos pelos tecnólogos Robson Luiz de Souza e Katia Brito de Araújo, trouxeram para o ambiente hospitalar um pouco do mundo lúdico e de fantasia vividos na infância, resgatando o tempo e minimizando as terapias prolongadas desses pacientes na luta contra a doença. O projeto desenvolvido foi inspirado em experiências realizadas em instituições estrangeiras e brasileiras, que começaram a personalizar a máscara usada nas sessões de radioterapia em crianças, com o objetivo de não precisar submetê-las ao procedimento diário de anestesia e mantê-las imóveis durante as aplicações para que a radiação atinja os seus objetivos. Nessa fase as crianças são muito agitadas, por isso, muitas vezes é necessária a aplicação de anestesia geral diariamente durante todo o tratamento, o que torna as sessões de radioterapia mais demoradas e complicadas. Com anestesia, o tempo do procedimento é de 40 a 50 minutos. “Hoje, na agenda sem anestesia, o paciente entra na sala para a aplicação de radioterapia em 10 minutos”, informa a tecnóloga Katia Araújo. De acordo com os tecnólogos o protocolo em Radioterapia Pediátrica, em quase todos os hospitais, é acionar a equipe de anestesia, o que automaticamente fica pré-definido que esse paciente vai fazer o procedimento durante todo o seu tratamento, que é prolongado, de 28 a 30 dias, conforme o caso. “A nossa ideia surgiu para que a criança não precisasse de anestesia? E aí surgiram várias opções para distraí-lo e, após algumas pesquisas, tomei conhecimento que no exterior e aqui no Brasil, alguns locais já utilizavam a pintura de personagens nas máscaras como recurso para esse fim”, explica Robson. O tecnólogo complementa que “já no início o resultado foi positivo, pois as primeiras crianças que usaram a máscara personalizada fizeram a radioterapia sem anestesia. A máscara é de material termoplástico e na cor branca, é moldada no formato do rosto do paciente para que o encaixe seja perfeito. Seu uso é indicado para o tratamento radioterápico contra tumores na cabeça, pescoço ou face. Ela assusta e aperta um pouco, mas quando se transforma num acessório de um

super-herói diminui o impacto. No imaginário delas, por exemplo, não é mais uma máscara, é o Homem-Aranha em mais uma missão”, pondera. O intuito do projeto é permitir que a criança vista a máscara e incorpore o personagem para esquecer da anestesia, e, com isso, todos ganham. O hospital não precisa de uma equipe de anestesia lá durante trinta dias, por exemplo, e a criança não precisa se submeter à anestesia, o que também para os pais, ao longo do tratamento, torna-se bem exaustivo.

A equipe percebeu que as crianças não queriam tirar as máscaras quando terminavam o tratamento. Sendo assim, elas levam para casa a máscara. “A gente tira, corta e ela fica uma máscara que não é mais para tratamento e, sim, para brincar”, diz. Segundo Katia “fica uma lembrança não traumática, mas de algo que foi necessário, porém, divertido”, conclui. De acordo com Katia Brito é importante lembrar que essas crianças são pacientes com uma enfermidade grave e por isso estão aqui todos os dias para tratamento. “Elas e seus responsáveis estão fora do ambiente de moradia e restrito a um ambiente hospitalar. Então, a gente se coloca no lugar dessas famílias para trazer o mínimo de atenção e conforto que elas merecem”, enfatiza a tecnóloga.

I Congresso de Radioterapia Aplicado em Pediatria Sob a coordenação dos tecnólogos em Radiologia Robson Luiz e Kátia Brito de Araújo, em 27 de abril, o Serviço de Radioterapia do InRad realizou o I Congresso de Radioterapia Aplicado em Pediatria, que contou com público de cerca de 200 participantes e palestrantes de instituições como Hospital de Amor de Barretos, GRAAC,

Beneficência Portuguesa, Santa Marcelina, para compartilharem as suas experiências. “O nosso evento foi mais voltado para a Humanização Hospitalar, no que pode ser melhorado, e implementado no atendimento do paciente pediátrico”, diz Katia Araújo. A programação contou com temas diversos explorados por uma equipe multidisciplinar, na qual cada participante dentro do processo do atendimento - desde a chegada até o tratamento, pôde falar sobre a sua experiência. “O congresso também foi fundamental para divulgação e conhecimento, principalmente no Complexo HC, de muitas ações realizadas de forma isolada no Instituto. Como resultado do evento, além da confecção das máscaras personalizadas, já foi implantado no serviço outras ações para as atividades lúdicas”, completa Robson. Segundo Angela Melo, assistente Social e responsável pela Humanização da Radioterapia, as pinturas, passatempo, e outros tipos de recreação para as crianças em tratamento é possível devido a parceria com a Associação de Voluntárias do HC (AVOHC) e materiais disponíveis no Instituto, “A intenção é deixar os materiais, jogos, passatempos, certificados e calendários de tratamento nos prontuários das crianças da radioterapia, e a disposição da equipe no Hospital dia, onde as crianças passam diariamente até o final das sessões, assim, elas se distraem e saem um pouco do ambiente e vai para o lúdico, com momento de brincadeiras e distração”, justifica. A equipe, que conta com o apoio da diretoria, representada pela Dra. Herbeni Cardoso Gomes, a colaboração de funcionários, voluntários e familiares, considera fundamental sinalizar que isso é importante para o tratamento, pois a criança portadora de uma patologia desse nível perde um pouco do direito de ter infância. Então o papel da humanização é exatamente, tornar o ambiente hospitalar mais afável para que essa infância não seja perdida. As experiências para dar mais conforto ao paciente não param por aí. Em breve a equipe pretende criar um protocolo para levar a criança até o equipamento, que muitas vezes assusta a criança, principalmente pelo seu tamanho, e para atender as crianças que fazem uso de outros tipos de acessórios, que também podem ser personalizados como o acessório que molda o corpo para tratamento de doença no abdome, que foi transformado em uma carruagem.

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