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O FUTEBOL PARA LER COM TODA A MAGIA DO DEZ

“AMOR PERFEITO”

Nº31


“Quem vai ser titular? Depende de como me levante no Domingo� Toschack

publicidade@jornaldez.com


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AMOR PER

Texto: Eduardo Per


RFEITO

reira e Nuno Almeida Fotos: Getty Images

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B

enfica e F.C. Porto não desarmam. Iguais em quase tudo, até ao momento, no que à Liga portuguesa diz respeito, os velhos rivais empataram também em campo, fechando as contas do clássico com um 2-2 que se ajusta melhor aos interesses dos azuis-ebrancos. Os dragões estiveram por duas vezes na frente do marcador mas, em ambas as ocasiões, o Benfica demorou apenas dois minutos a repor a igualdade. A partir do quarto golo, os esquemas tácticos abafaram o espectáculo e levaram o jogo para mais longe das balizas. A luta pelo primeiro lugar segue dentro de momentos. Dezassete minutos. Foi este o tempo de que Benfica e F.C. Porto precisaram para materializar todos os argumentos que levavam na manga para o clássico. No momento em que Gaitán disparou para o 2-2, com pouco mais de um quarto de hora e ao ritmo alucinante a que o jogo se disputava, o mais difícil seria acreditar que o resultado já estivesse fechado. Mas estava. Nem águias nem dragões voltaram a encontrar o caminho do golo, muito por culpa da água lançada na fervura pelos técnicos, em prol de um maior rigor táctico. Jorge Jesus terá tentado arriscar por mais tempo, durante a primeira parte, mas a formação portista nunca permitiu espaços aos encarnados, que ocupavam áreas mais adiantadas do terreno sem daí retirarem qualquer proveito. Era bem perceptível que, sempre que o F.C. Porto recuperava a bola, levava muito menos tempo a criar perigo junto das redes de Artur do que o Benfica a fazer o mesmo na grande área contrária. Mas comecemos pelo princípio. Num Estádio da Luz com mais de

60 mil espectadores, foi o Benfica o primeiro a tentar a sua sorte, com Salvio a rematar à figura de Helton. Seria, no entanto, o F.C. Porto a retribuir o golo madrugador do último clássico. Nessa altura, foi Maxi a dar vantagem aos encarnados, ao minuto 4; desta vez, coube a Mangala abrir as hostilidades, ainda antes dos 10 minutos, e lançar os azuise-brancos em busca da terceira vitória consecutiva no terreno do eterno rival, em jogos a contar para o campeonato. No seguimento de um livre cobrado por Moutinho, na esquerda, o francês surgiu totalmente livre de marcação, nas costas da defesa, a cabecear para o fundo das redes à guarda de Artur. O jovem central vem demonstrando um nítido amadurecimento no eixo da defesa portista, apesar de ainda necessitar de afinações à impetuosidade com que disputa alguns lances. Quem dificilmente poderia ter desejado melhor início para o clássico era Vítor Pereira. O técnico dos dragões voltava a ver a sua equipa ganhar vantagem na Luz, mas estaria longe de imaginar que se tratava apenas de fogo de vista. Dois minutos volvidos, Melgarejo tirou um cruzamento no lado esquerdo, Cardozo cabeceou para Lima e este, de igual modo, assistiu Matic para um vólei indefensável. Surpreendido, Helton limitou-se a acompanhar a trajectória da bola com os olhos, não esboçando qualquer reacção ao potente remate do sérvio. Com ambas as equipas em busca de mais golos, percebia-se que o clássico estava em máxima rotação e que, de parte a parte, os riscos corridos nas investidas ofensivas podiam resultar em mais golos para o adversário. Lima teve mesmo o 2-1 na bota direita mas Jackson Martinez mostrou que também sabe


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ser decisivo em terrenos que não são os seus e evitou o remate do homem do Benfica no último momento. Seria a primeira intervenção de destaque do colombiano que, ao minuto 15, aproveitaria da melhor forma um erro clamoroso de Artur. O guardião benfiquista tentou tocar com o pé esquerdo para Maxi mas acabou por deixar a bola muito curta e à mercê de Jackson. O colombiano agradeceu a oferta, deixou Artur pelo caminho e seguiu imparável em direcção ao golo, de nada valendo o esforço de Garay, que ainda se atravessou no caminho do goleador. 1-2 a favor do F.C. Porto e delírio instalado nas hostes nortenhas, acomodadas na já célebre caixa de segurança do terceiro piso da Luz. Mas havia mais. Apanhado a perder pela segunda vez na noite, o Benfica teve nova reacção demolidora e, à semelhança da primeira vez, voltou a demorar apenas dois minutos a repôr o equilíbrio nas contas do jogo. O lance começou, dessa vez, pela ala direita, com Eduardo Salvio a ganhar a linha de fundo a Alex Sandro e a cruzar, à flor da relva, para uma dupla intervenção incompleta da defensiva portista. Helton deixou a bola solta, Otamendi falhou o alívio para longe e Gaitán, livre de marcação, no coração da área, encheu o pé esquerdo para nova igualdade. A Luz voltava a explodir, rejubilando com a capacidade de resposta da equipa e pedindo mais àquele que é o melhor ataque da Liga portuguesa. E, num jogo com quatro golos em menos de 20 minutos, quem arriscaria dizer que não se marcariam mais? Poucos, porventura, mas esses estariam certos. A partir deste momento, talvez convencidos por completo de que o rumo dos acontecimentos, a manter-se, teria consequências imprevisíveis, os dois técnicos optaram por refrear um pouco os ânimos. Fê-lo mais cedo Vítor Pereira, com o meio-campo portista a mover uma implacável marcação aos homens do Benfica, que passaram a dispor de menos espaços para inventar jogo e a não retirar dividendos da sua maior percentagem em termos de posse de bola. Os azuis-e-brancos, por seu lado, acercavam-se menos vezes das redes de Artur mas, quando o faziam, eram quase

sempre mais rápidos a desenhar os lances do que o seu adversário. Jesus acabou por ceder a esta “imposição” táctica e promoveu aquilo que mais parecia uma perseguição a Lucho. Matic não deixava que El Comandante pensasse sequer em vaguear sozinho pelo relvado da Luz e, em abono da verdade, poucas foram as vezes em que o argentino conseguiu produzir algo de útil para o seu colectivo. Moutinho, privado do apoio do seu capitão, começou também a evidenciar dificuldades na criação de jogo. Ainda assim, nada que tenha “tirado o sono” ao camisola oito dos dragões, autor de (mais uma) exibição de pura classe. O mesmo não se pode dizer de Lima, que esteve quase sempre em apuros com a adaptação à posição que lhe foi destinada. Colocado como uma espécie de híbrido, a deambular entre as tarefas de ponta-de-lança e de segundo organizador de jogo, o brasileiro não estava a conseguir desempenhar com qualidade nenhuma das duas e andou sempre perdido entre Fernando, Mangala e Otamendi. Ao intervalo, o 2-2 traduzia bem o que se tinha passado dentro das quatro linhas e demonstrava, também, que depois daquele início estonteante, o jogo tinha adquirido outro ritmo. Se outra confirmação fosse necessária, bastaria dizer que o último remate da primeira parte foi de Gaitán... no segundo golo do Benfica. No reatamento, sem substituições à vista, a partida voltou a mudar de face. As equipas mantiveram a mesma atitude de contenção que tinham levado para as cabines mas o Benfica começava a apresentar sinais evidentes de falta de discernimento. O F.C. Porto, bem mais esclarecido, conseguia superiorizar-se na posse de bola e levava o Benfica a praticar um futebol muito directo. Os homens de Jesus estavam a ter mais dificuldades em construir lances apoiados, facto a que não seriam alheios o sub-rendimento de peças como Lima e Enzo Pérez e alguma fadiga evidenciada por Matic. Aos 57 minutos, o técnico dos encarnados mexeu na equipa, trocando Enzo por Carlos Martins e, dez minutos mais tarde, foi a vez de Aimar render Lima, que nunca chegou a entrar verdadeiramente no jogo. Com


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este sangue novo, a equipa pareceu ganhar maior dimensão na luta pelo meio campo, em particular porque Martins veio posicionarse mais perto de Matic, ajudando o trinco a povoar uma zona que estava a escapar ao seu controlo. Do lado dos portistas, a falta de frescura por parte de alguns elementos também se fazia já notar, mas Vítor Pereira tardava em fazer alterações. Quando finalmente mexeu na equipa, decidiu-se por Marat Izmaylov (agora escreve-se assim), por troca com Defour. Esta opção deu alguma vida ao F.C. Porto, ajudando os dragões a suster o ímpeto final das águias. Para isso contribuíram também as entradas de Abdoulaye para o lugar de Varela, com a subida de Alex Sandro para o meio campo, e de Castro para o lugar de Lucho. O português veio refrescar o miolo do terreno, onde El Comandante correu quilómetros (muitos deles a tentar desenvencilhar-se de Matic), tendo saído compreensivelmente esgotado. Neste novo cenário, o encontro ia acabando por ter o protagonista do costume aos 77 minutos, quando Cardozo escapou à armadilha do forade-jogo e, isolado, galgou terreno em direcção à baliza do F.C. Porto. Tentando colocar a bola em jeito, para o seu lado esquerdo, o paraguaio acabou por permitir a defesa da noite a Helton que, com a ponta dos dedos, desviou a bola para o poste e garantiu um precioso ponto para os azuis-e-brancos. Foi o canto do cisne no que a lances de perigo dizia respeito, já que, apesar de se ter mantido a emoção até final, nem Helton nem Artur voltariam a ser verdadeiramente incomodados. No final de contas, e apesar das declarações inconformadas de ambas as partes, este empate acaba por ser mais favorável ao F.C. Porto que, caso saia vencedor do jogo que tem em atraso, diante do Vitória de Setúbal, pode voltar a igualar o Benfica no comando da classificação, tendo já realizado as duas saídas teoricamente mais complicadas da Liga: Luz e Braga. Os encarnados, com este resultado, seguem na liderança da prova, é certo, mas vêem-se na contingência de ter fazer uma segunda volta melhor do que a do F.C. Porto. E, se no caso dos dragões, as visitas mais difíceis já pertencem

ao passado, para as águias continuam a conjugar-se no futuro. E convém recordar que o clássico da Invicta, que pode ser “o tal” jogo decisivo, em ano de tamanho equilíbrio, vai ser disputado na penúltima jornada, facto que não torna o cenário mais animador para as hostes encarnadas. No que aos destaques individuais diz respeito, o melhor em campo pelo Benfica foi Matic, que apontou um golo fantástico e correu quilómetros na marcação a Lucho, não permitindo ao argentino assumir papel de destaque nas manobras do conjunto portista. Gaitán esteve, igualmente, em bom plano, voltando a marcar ao F.C. Porto e nunca virando a cara ao envolvimento em todo o esquema de ataque benfiquista. Pior estiveram Lima e Artur, o primeiro bastante apagado e este último com culpas directas no segundo golo dos visitantes. Do lado do F.C. Porto, cinco jogadores merecem destaque. O incansável João Moutinho (classe e músculo, cada qual no tempo certo), Alex Sandro (foi uma sombra para Salvio e uma assombração para Maxi), Mangala (um golo a coroar uma exibição categórica), Helton (defesa soberba num momento crucial) e Jackson Martinez (marcou, defendeu e colou-se ao topo da lista dos goleadores). Na próxima jornada, última da primeira volta da Liga Zon Sagres, o Benfica desloca-se a Moreira de Cónegos, onde já jogou por duas vezes nesta temporada. Primeiro, para a Taça de Portugal, a equipa de Jorge Jesus bateu o Moreirense por 2-0; mais recentemente, em encontro a contar para a Taça da Liga, registou-se um empate a uma bola, que apurou os encarnados para as meias-finais da prova. O F.C. Porto, por sua vez, joga diante do seu público mas não espera facilidades frente a um surpreendente Paços de Ferreira. Os castores ocupam a quarta posição, a um mero ponto do Sp. Braga, tendo mesmo vencido em Alvalade há bem pouco tempo. O técnico Paulo Fonseca, mesmo falando de “brincadeira” quando o assunto é a ida à Liga dos Campeões, deverá andar a tirar as medidas a nova surpresa em casa de um “grande”.


NOVA E

Fran Fotos: G


ERA

ncisco Baião Getty Images

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Sporting regressou este domingo, em Olhão, aos triunfos fora de portas, ao bater o Olhanense por 0-2, em jogo a contar para a 14ª jornada da Liga Zon Sagres. Esta foi apenas a terceira vitória na prova para os leões que fogem, desta forma, aos perigosos lugares do fundo da tabela. Depois do triunfo, a meio da semana, sobre o Paços de Ferreira, em jogo a contar para a Taça da Liga, na partida que marcava a estreia de Jesualdo Ferreira como novo treinador da equipa, o Sporting voltou a vencer, alcançando dois feitos de uma só vez: para além de conquistar a primeira vitória fora de portas no espaço de oito meses, conseguiu também, no mesmo espaço, a segunda vitória consecutiva.

a passe de Capel, a disparar, ainda fora da área, para o fundo das redes contrárias, fazendo o 0-1. Era o primeiro golo do internacional marroquino para o campeonato português e o segundo em jogos oficiais pelo Sporting, ele que já tinha marcado frente ao Videoton para a Taça da Liga, em jogo disputado em Alvalade em inícios de dezembro.

Só depois dos primeiros dez minutos o Olhanense conseguiu responder a uma entrada forte do Sporting, que tinha no marroquino Labyad a sua arma mais eficaz para criar perigo para as redes algarvias. Até à meia hora de jogo, a equipa local conseguiu equilibrar as operações, que assim se mantiveram até final da primeira parte. Apesar de algumas boas ocasiões junto de ambas as balizas, o marcador não voltaria a sofrer alterações antes do Jesualdo Ferreira lançou, de início, uma intervalo. equipa constituída por Patrício na baliza, com Miguel Lopes a estrear-se a titular A segunda parte arrancou como a na lateral direita, Insúa a regressar para primeira, com o Sporting a entrar forte e o lado esquerda da defesa e a dupla a pressionar o seu adversário. Os leões de centrais foi formada por Rojo e só não aumentaram a vantagem antes Boulahrouz. O meio-campo foi entregue a dos dez minutos porque Bracali e os Adrien e Rinaudo na parte central e, para seus colegas conseguiram adiar o golo, as alas, o técnico leonino chamou Capel e que acabaria por chegar aos 55′ através Jeffren. Na frente o holandês Wolfswinkel de Adrien, após assistência de Labyad. tinha, desta feita, o apoio do marroquino Era também o primeiro golo do médio do Labyad, que seria decisivo, começando Sporting que, na época passada, brilhou a dar provas do seu valor num momento ao serviço da Académica de Coimbra e em que, se o seu processo de adaptação que, esta temporada, depois de um início ao futebol português estivesse a ser um em que alinhou várias vezes a titular, foi sucesso e se as suas exibições fossem desaparecendo do onze e mesmo das de encher o olho, nem estaria disponível convocatórias, regressando à equipa pois faria parte da convocatória da pela mão de Jesualdo Ferreira. selecção marroquina para a CAN 2013. A partir do segundo golo, o Olhanense O Sporting entrou em campo pressionado começou a ter mais dificuldades para pelos resultados da jornada, que deixavam chegar à área leonina pois, por um lado, a equipa de Alvalade a um pequeno sentiu que dificilmente conseguiria passo dos lugares de despromoção evitar a derrota e, por outro, o Sporting (ocupava o 14º posto) e cedo mostrou ganhou mais confiança, algo que, esta que queria afastar-se dessas posições, temporada, não tem abundado para os chegando ao primeiro golo da partida lados de Alvalade. A razão para esta nova logo aos 2 minutos de jogo, com Labyad, atitude era simples: nunca esta época,


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em jogos a contar para o campeonato, o Sporting tinha tido uma vantagem superior a um golo. É preciso recuar até à goleada ao Horsens por 5-0, ainda na pré-eliminatória da Liga Europa, para encontrar a última vez em que tal acontecera. Com este resultado, o Sporting salta para a oitava posição com apenas três pontos de avanço sobre a linha de água, mas também a apenas três pontos da sexta posição, pelo que qualquer vitória ou derrota poderá fazer a equipa subir ou descer vários lugares. Os dados estão lançados: o Sporting conseguiu quebrar o enguiço de vencer fora, conseguiu a melhor série da temporada ao alcançar duas vitórias consecutivas e tem, no próximo jogo, um bela oportunidade para ampliar esse registo, recebendo o Beira-Mar. Depois de dois triunfos e de dois jogos sem sofrer golos, a turma leonina pode encontrar nos aveirenses um adversário ideal para alcançar novo triunfo e começar a cavar um fosso para os lugares de despromoção, terminando a primeira volta do campeonato com mais serenidade e mais perto dos lugares europeus. Se o conseguir, tem via aberta para um quarto triunfo consecutivo quando, no primeiro jogo da segunda volta, voltar a atuar perante o seu público, frente ao Vitória de Guimarães. O arranque da segunda volta poderá, assim, marcar o assalto aos lugares europeus por parte da equipa agora liderada por Jesualdo Ferreira.


TIKI-TAKEN Texto: Carlos Maciel Fotos: Getty Images


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omo jogador já era alternativo nas suas escolhas após deixar o Barça, não surpreende então que Guardiola tenha escolhido o Bayern de Munique. O colosso da Baviera tem tudo aquilo que Pep gosta e tudo o que ele necessita neste momento.Num momento em que ainda se encontra a recarregar as baterias, o Bayer apresenta-se como o sitio ideal para reencontrar-se com o futebol de forma tranquila, longe do frenesim da Premier e ainda mais com a possível chegada de José Mourinho. O Bayern tem história, hierarquia, estabilidade e infra-estruturas. Sobretudo tem um grupo de jogadores que se adapta ao futebol do treinador catalão. Porque Guardiola não pode simplesmente repetir aquilo que fez no Barça, não tem Busquets, Xavi, Iniesta e Messi. Agora veremos a esse treinador que numa entrevista ao El Pais onde dizia que desfrutava com o Ajax de Van Gaal, Lavolpe, Crouch ou a Argentina de Bielsa. Guardiola será mais vertical, incisivo, mais parecido com a Alemanha de Low. O plantel alemão é dos melhores do mundo a par de Real Madrid e Barcelona, mais compacto que Chelsea ou o City. O núcleo duro do plantel leva 3 anos a jogar ao máximo nível e estão famintos de êxitos: perderam duas finais da Champions e a Liga tem ido para o Borussia de Dortmund de Klopp. São jovens, alemães e estão acostumados ao estilo de posse de Van Gaal. Daí que Pep tenha optado por um projecto a meio prazo, o tempo que precisa para amadurecer este grupo cuja idade ronda os 25 anos. Analisando, o Bayern tem aquilo que Pep procura: um guarda redes, Neuer (26), que joga bem com os pés; laterais, Lahm (29) e Alaba (20), que aproveitam a profundidade e a amplitude com maestria; um médio posicional que entende o jogo como Luiz Gustavo (25), vantagens através da condução selvagem e da desmarcação levada a cabo por Schweinsteiger (28), a quem se juntam o resto de jogadores para sair a jogar, a verticalidade e a ruptura de Kroos (23); também tem extremos, a posição fetiche de Pep. Com eles pode dar amplitude ao campo e gerar vantagens no interior como Robben (28) e Ribéry (29), tem uma “espécie” de Pedro em Müller (23) e ainda o talento emergente de Shaquiri (21). Á frente tem tudo aquilo que Messi lhe tirou, a possibilidade de jogar com um 9 grande, criando vantagens de costas para a baliza, fazendo girar o adversário como Kanu ou Kluivert no Ajax,

Crouch na Inglaterra ou mesmo Ibrahimovic no Barcelona. Mario Gomez (27) ou Mandzukic (26) são as opções. O único problema que poderá encontrar são os centrais: ponto fraco deste plantel. Não criam vantagens a sair apesar de terem bons pés e de comprometerem pouco como Badstuber. Ainda tem Javi Martinez que será uma incognita. Jogará de central ou de médio tipo Busquets? Esperemos pelo Bayern de Guardiola.


DIAMANTES BELGAS Texto: Bruno Miguel Espalha Fotos: Google Images

Depois dos portos das Flandres exportarem mercadorias preciosas para toda a Europa e o Mundo durante a Era dos Descobrimentos, a Bélgica volta, no século XXI, a ser uma grande exportadora. Desta vez de um dos bens mais valiosos deste século: os jogadores de futebol. Ausente das grandes competições internacionais desde o Mundial de 2002, a Bélgica possui todas as condições para se tornar uma das surpresas do Mundial de 2014 e do Europeu de 2018. Talento tem de sobra, especialmente do meio campo

para a frente. Resta saber se conseguirá formar uma equipa coesa e capaz de se qualificar para estas duas competições. Com uma política de imigração bastante favorável e condições económicas bastante acima da maior parte dos países europeus a Bélgica criou as condições ideais para acolher imigrantes vindos maioritariamente de países africanos de língua francófona como a sua ex-colónia da República Democrática do Congo (ex-Zaire) ou Marrocos. Também não podemos descurar a proximidade


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“Trabalho como um preto, para viver como um branco” Samuel Eto’o


REPORTAGEM


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da Holanda como influência nesta política imigratória favorável. A mais recente geração de ouro da Bélgica é composta por um misto de jogadores de origem francófona e jogadores descendentes de imigrantes que chegaram ao país nos últimos 20 anos. Talentos como Vincent Kompany, Anthony Vanden Borre, Romelu Lukaku ou Christian Benteke todos com raízes na República Democrática do Congo, Nacer Chadli e Marouane Fellaini de origem marroquina ou Moussa Dembélé de raízes malianas são o expoente máximo desta política de formação e integração que começa agora a dar frutos no futebol. O próprio Axel Witsel tem o pai com origens na Martinica. Mas nem só de estrelas com raízes africanas vive a selecção belga. Os talentos de origem belga ajudam a equilibrar a rebeldia natural dos jovens de origem africana. A ponderação e temperamento mais calmo dos jogadores belgas contrabalança o entusiasmo dos jovens de origem africana. BALIZA Na baliza, posição com grande tradição na Bélgica onde pontificaram nomes como Jean-Marie Pfaff ou Michel Preud’homme, Thibaut Courtois jovem jogador do Chelsea emprestado ao Atlético de Madrid é a grande esperança para a defesa das redes belgas. Simon Mignolet, guarda-redes com mãos de ferro do Sunderland é outra das excelentes opções para o lugar. DEFESA Na defesa Thomas Vermaelen do Arsenal e Jan Vertonghen capitão do Ajax juntam-se a Vincent Kompany e Vanden Borre para formar um quarteto defensivo fortíssimo onde ainda pontifica o experiente Van Buyten já com 34 anos. São ainda excelentes opções o lateral-esquerdo Pocognoli, Toby Alderweireld do Ajax e Nicolas Lombaerts do Zenit. MEIO CAMPO A partir da linha média há qualidade para dar e para vender. Eden Hazard a grande pérola da equipa e que é comparado a Zidane, Moussa Dembélé o bamboleante médio do Tottenham, o experiente Timmy Simons, Axel Witsel que é dos melhores do mundo a transportar a bola do ataque para a defesa, Steven Defour, Nacer Chadli extremo

capaz de dribles estonteantes, Dries Mertens que está em excelente forma na liga holandesa sendo um dos melhores marcadores da sua equipa e também da liga e ainda o jovem Kevin de Bruyne já contratado pelo Chelsea mas emprestado ao Werder Bremen. ATAQUE Na frente de ataque a Bélgica possui qualidade e variedade mas não em grande quantidade. Há jogadores para todos os gostos. Temos Lukaku, Benteke e De Camargo com um físico impressionante, rápidos e possantes que impõem respeito a qualquer defesa. Depois temos Kevin Mirallas, mais um descendente de imigrantes, jogador tecnicista e que gosta mais de jogar pelos flancos. Há ainda Jelle Vossen que tem despontado esta época no Genk. Este grupo de jogadores tem tudo para evoluir e formar uma grande equipa mas resta saber se o seleccionador Marc Wilmots será capaz de formar um grupo coeso de forma a qualificarse pela primeira vez desde 2002 para uma grande competição internacional. Se o fizerem, a Bélgica poderá ser uma das grandes surpresas do Mundial de 2014 e uma equipa a ter em conta não para ganhar o Mundial mas para chegar pelo menos até aos quartos-de-final.


LA LIGA Francisco Baião Fotos: AP

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isputou-se, este fim-de-semana, entre as passadas sexta e segunda feira, a 19ª e última jornada da prim eira volta da Liga Espanhola, marcada por mais uma perda de pontos da equipa de Mourinho, mais um bom resultado para a de Domingos e mais um triunfo, o décimo-oitavo, para o Barcelona que vai batendo recordes de pontuação numa temporada, até ao momento, quase perfeita para os catalães. A jornada arrancou na sexta-feira, com o Athletic Bilbau - Rayo Vallecano (1-2), jogo que opunha o 14º ao 7º classificados e que tinha como ponto de interesse saber se a equipa forasteira conseguia, pelo menos à condição, ascender aos lugares europeus, dos quais distava dois pontos. Depois de uma primeira parte sem golos, foi mesmo a equipa de Madrid que se adiantou no marcador, logo aos 48 minutos, através de um golo de Bangoura. O Rayo Vallecano dilataria a vantagem aos 65’, por intermédio de Medina na cobrança de uma grande penali-

dade, e o golo de San José, aos 77’, apenas serviria para encurtar distâncias, uma vez que a equipa forasteira conseguiria mesmo somar os três pontos. Beneficiando das derrotas das equipas que estavam imediatamente à sua frente, o Rayo termina a primeira volta num fantástico sexto lugar que, caso estivéssemos no final da temporada, daria acesso à Liga Europa da época seguinte, enquanto o Athletic Bilbau continua num penoso 14º posto, mais perto dos lugares de descida que dos europeus. Para sábado, estavam agendadas quatro partidas que terminariam com três triunfos caseiros e o empate do Real Madrid no terreno do lanterna vermelha Osasuna, em mais uma demonstração da péssima temporada dos comandados de José Mourinho que, desta feita, sem o castigado Ronaldo, não conseguiram bater o último classificado. O primeiro encontro de sábado colocou frente-a-frente Valladolid e Maiorca, com Sereno a levar a melhor perante Nunes por números que não espe-


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lham o equilíbrio do marcador até bem perto do final. A equipa da casa venceu por 3-1 e os dois portugueses estiveram em campo durante os 90 minutos. O jogo chegaria ao intervalo empatado a uma bola, com golos de Ebert para os locais, aos 21’, e de Víctor, aos 38’, para os forasteiros, e a igualdade só seria desfeita em cima do minuto 90. Óscar González fez o 2-1 aos 88’ e Ebert bisou mesmo em cima da hora, fazendo o 3-1 final, que permite ao Valladolid manter o 11º posto, enquanto o Maiorca, com a derrota averbada, volta a cair para os lugares de despromoção, sendo 18º com os mesmos 17 pontos que o Granada, que é a primeira equipa acima dos lugares perigosos. Seguiu-se o Espanyol - Celta (1-0), jogo onde o português Simão Sabrosa voltou a ser titular, jogando cerca de 85 minutos e ajudando a sua equipa a sair da zona de despromoção, ao amealhar três preciosos pontos, fruto de um golo solitário apontado por Sergio García ainda no primeiro tempo (aos 23’). Foi o quinto jogo, nos últimos seis, em que a equipa não perdeu (apenas foi derrotado pelo rival Barcelona) e a segunda vitória nos últimos três encontros, permitindo à equipa saltar para o 15º posto da classificação, embora com apenas um ponto de vantagem

sobre as equipas da linha de água. Quanto ao Celta, com esta derrota, soma os mesmos 18 pontos que o Espanyol, caindo para a 16ª posição. Às 19 horas portuguesas, tinha início mais uma jornada de pesadelo para o Real Madrid de Mourinho, que tarda em acertar o passo, cedendo um empate, desta feita, no terreno do Osasuna, nada mais que o último classificado da Liga Espanhola. Sem Ronaldo e Pepe mas com Coentrão, os comandados de Mourinho deram mais uma pálida imagem do seu real valor e o jogo tornou-se um longo bocejo, sem motivos de interesse e com um Real Madrid sem ideias para ultrapassar a defensiva contrária. A época tem sido de tal modo negativa para o Real Madrid que, para o campeonato, apenas venceu um dos últimos três jogos, não conseguindo séries de mais de 4 triunfos consecutivos numa época que até começou com a conquista da Supertaça. O 0-0 final deixa a equipa a impensáveis 18 pontos da liderança quando ainda só se atingiu o final da primeira volta, estando a preparar-se a maior diferença de sempre entre os dois rivais do futebol espanhol. Quanto à equipa da casa, nem com este empate conseguiu deixar a última posição do campeonato que, apesar de incómoda, não é ainda definitiva, uma vez que a


diferença para os lugares acima da linha de água é de apenas 2 pontos. O sábado terminaria com mais um triunfo do renovado Valência (a sétima nos últimos oito jogos, desde que chegou Valverde) sobre o Sevilha, por duas bolas a zero, com mais dois golos do inevitável Soldado que, na segunda parte do encontro, resolvia a partida ao abrir o ativo aos 51’ e selar o triunfo aos 88’. Se o Valência está em franca recuperação, o Sevilha continua em queda livre, ao averbar a quarta derrota nos últimos cinco jogos, levando à saída do técnico Michel e à entrada de Emery, que havia estado no Spartak Moscovo. Os portugueses João Pereira e Ricardo Costa voltaram a alinhar os 90 minutos e, apesar da equipa permanecer no oitavo lugar, está agora a apenas um ponto dos lugares europeus. Para domingo estavam agendados mais quatro encontros, que terminaram com dois triunfos caseiros, um empate e mais um triunfo do Barcelona. Para a parte da manhã estava marcado o interessante Bétis – Levante, duas equipas que, à entrada para esta jornada, estavam posicionadas em lugares europeus, com a equipa de Sevilha a ocupar o quinto posto enquanto os de Valência eram sextos. O Bétis fez valer o fator casa para somar mais três pontos, saltando para a quarta posição, ao ultrapassar o Málaga, num jogo em que Salvador Agra só entrou bem perto do final e em que a equipa da casa marcou um golo em cada parte: Joel Campbell fez o 1-0 logo aos 7’ e Rubén Castro decidiria a partida aos 63’. Com esta derrota, o Levante caiu para o sétimo lugar, fora do acesso às competições europeias, mas a apenas 1 ponto do quinto posto. Seguiu-se o segundo jogo com um técnico português no banco (Domingos), naquela que seria a sua segunda partida à frente do Deportivo e que resultaria no segundo empate da jornada. Com quatro portugueses como titulares (Zé Castro, André Santos, Bruno Gama e Pizzi) e mais dois no banco (Sílvio e Nélson Oliveira), a equipa de Domingos Paciência deslocava-se ao País Basco para defrontar a Real Sociedad que, à entrada para esta jornada, se encontrava num tranquilo nono lugar. Mas o conjunto mais português do campeonato espanhol não se intimidou com a classificação do seu oponente e colocou-se em vantagem aos 27’, através de mais um golo de Pizzi que, no entanto, seria insuficiente para a conquista dos três pontos, pois o mexicano Carlos Vela, já em cima do intervalo, chegaria ao golo da igualdade com que terminaria a partida. Mais tarde, seria a vez do Atlético Madrid - Saragoça (2-0), mais um jogo com portugueses em campo (Tiago, pelo Atlético Madrid, e Hélder Postiga, pelo Saragoça, foram titulares), com o médio dos colchoneros, apesar de alinhar apenas 65 minutos, a ser decisivo ao apontar, de cabeça e na sequência de

um pontapé de canto, o primeiro golo da partida. O segundo viria pouco depois, aos 38’, por intermédio de Falcao, na conversão de uma grande penalidade, e o Atlético Madrid aproveitava o empate do Real Madrid para voltar a fugir na classificação, tendo agora sete pontos de avanço sobre os merengues. O domingo terminaria com o confronto entre o quarto classificado (Málaga) e o líder incontestado (Barcelona) e o resultado final de 1-3 traduziu-se na 18ª vitória em 19 partidas para os catalães que, desta forma, não perderam nenhum jogo na primeira volta e conseguiram um recorde de 55 pontos ameaçando, desde já, os 100 pontos com que o Real Madrid venceu o campeonato passado. Os catalães colocaram-se em vantagem aos 27’, por intermédio de Messi, e seria na segunda parte que se fixaria o resultado final, com golos de Fàbregas e Thiago, para os catalães, e de Buonanotte, para os da casa. Com esta derrota, o Málaga perdeu o quarto posto para o Rayo Vallecano, sendo agora quinto classificado. A jornada terminaria na segunda-feira, com o jogo entre o 10º (Getafe) e o 17º (Granada), com o resultado final a cifrar-se numa igualdade a duas bolas. A equipa da casa deixou fugir a vantagem por duas vezes, fruto de outras tantas grandes penalidades convertidas por Siqueira, aos 28’ e aos 90+3’, que assim respondeu aos golos de Juan Rodríguez, aos 19’, e de Paco Alcácer, aos 42’. A próxima jornada acontece já este fim-de-semana, entre sexta e segunda, com destaque para os jogos entre Osasuna e Deportivo (os dois últimos enfrentam-se), Atlético Madrid – Levante (2º frente ao 7º) e Valência – Real Madrid (8º frente ao 3º). 1º 2º 3º 4º 5º

Barcelona (55 pontos) Atlético Madrid (44 pontos) Real Madrid (37 pontos) Betis (34 pontos) Rayo Vallecano (31 pontos)


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INTERNACIONAL

PREMIER LEAGUE Eduardo Pereira Fotos: Getty Images

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fim-de-semana também foi de clássico em Inglaterra, onde se disputou a 22ª jornada. O líder Manchester United recebeu o Liverpool e não vacilou, batendo a equipa de Brendan Rodgers por 2-1. Em Londres, o Manchester City já sabia deste resultado quando entrou em campo para defrontar o Arsenal e também não deixou os seus créditos por mão alheias. Os citizens revelaram-se intratáveis e venceram por 2-0 em pleno Emirates Stadium, mantendo os londrinos fora da zona de acesso à Europa. Ontem à noite, Chelsea e Southampton empataram a dois, em encontro em atraso referente à ronda 17. Instalado no topo da tabela há várias semanas e com uma vantagem razoavelmente confortável sobre o rival e campeão em título City, o Manchester United recebeu um Liverpool arredado dos seus melhores dias. A turma da cidade dos Beatles fez a curta viagem até à vizinha Manchester ocupando a oitava posição na Premier League, a uns virtualmente irrecuperáveis 21 pontos do primeiro classificado - que, para não facilitar, era precisamente o seu adversário do dia. No regresso, e apesar da derrota,

pouco tinha mudado, à excepção da diferença pontual entre os clubes, alargada para 24. Em campo, o United demonstrou vários argumentos que costumam apontar no sentido do título: um goleador inspirado, uma formação muito rotinada e uma pontinha de sorte para ajudar a decidir o jogo. Os red devils, com Nani fora das opções para este encontro, adiantaram-se no marcador ao minuto 18, por intermédio do inevitável Robbie van Persie. Décimo golo nos últimos dez jogos para o internacional holandês, que tem no Liverpool uma vítima preferencial: das últimas cinco vezes que defrontou os reds, cinco golos tiveram a sua marca. José Mourinho, que esteve em Old Trafford a espiar o clássico britânico, quase viu van Persie a bisar, à beira do intervalo, num toque de calcanhar que teria resultado num golo soberbo mas que Skrtel conseguiu interceptar. Não houve golo antes do descanso mas houve logo depois. Ao minuto 53, Evra surge solto de marcação ao segundo poste, após livre na esquerda cobrado por van Persie, e cabeceia forte para a baliza, levando a bola a acertar de raspão na face de Vidic e a trair por completo Pepe Reina. Esperava-se que, a partir daí, tudo ficasse ainda


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mais fácil para o United mas essa ideia rapidamente se dissipou. O Liverpool reduziu aos 56 minutos, por Sturridge, que aproveitou da melhor forma uma defesa incompleta de De Gea a remate de Gerrard e colocou pressão sobre os red devils para o que restava do segundo tempo. Kagawa ainda obrigou Reina a uma defesa brilhante para evitar o 3-1, mas acabou por ser o Liverpool quem dispôs de mais ocasiões para marcar, causando vários calafrios a De Gea e seus companheiros de defesa. O resultado não mais se alteraria, contudo, e o United somou mesmo a 18ª vitória na Premier League. Mais a sul, em Londres, Arsenal e Manchester City entraram em campo logo depois do apito final em Old Trafford. Os citizens, a sete pontos da liderança da prova, não se podiam dar ao luxo de outro resultado que não fosse a vitória, sob pena de verem essa desvantagem ampliar-se para dois dígitos. E as coisas começaram a compor-se para os homens de Mancini logo aos 9 minutos. Koscielny viu o cartão vermelho directo por falta sobre Džeko dentro da grande-área dos gunners mas, na cobrança do castigo máximo, o avançado bósnio permitiu a defesa de Szczesny. O guardião polaco acabaria, porém, por ser impotente para travar a entrada fulminante de Millner, ao minuto 21, que atirou a contar para o primeiro do City. Galvanizados com o golo, os azuis de Manchester chegariam ao segundo pouco depois da meia-hora, em jogada desenhada pela direita e finalizada por Džeko que, completamente solto sobre a linha de golo, apenas teve de encostar para o fundo das redes. No segundo tempo, o Arsenal evidenciou bastantes problemas para travar o City, facto a que a expulsão de Koscielny não foi alheia. Os comandados de Arsène Wenger iam permitindo sucessivas incursões dos citizens à área de Szczesny e pode dizer-se que só com alguma felicidade conseguiram evitar males maiores. Ainda assim, o filme até poderia ter sido diferente nos 15 minutos finais, altura em que Kompany teve uma entrada mais dura sobre Wilshere e recebeu, também ele, ordem de expulsão. Restabelecido o equilíbrio em número de jogadores, o Arsenal dispôs de uma excelente ocasião para, pelo menos, assinar o tento de honra, mas a bola foi afastada no último momento por Lescott. O City quebrou, dessa forma, um longo ciclo de 38 anos sem vencer em casa do Arsenal. Na luta pelos restantes lugares cimeiros, nomeadamente os que dão acesso à Liga dos Campeões, o Chelsea entrou em campo por duas vezes. Primeiro, no sábado, deslocou-se a Stoke-on-Trent para bater o City local por 4-0, com dois dos golos a serem apontados por Jonathan Walters... na própria baliza! Lampard e Hazard também inscreveram os nomes na lista de marcadores. Já na noite de ontem, Chelsea e Southampton encontraram-se em Stamford

Bridge para disputar o jogo que tinham em atraso desde a jornada 17, mas o factor casa de pouco valeu aos londrinos. A formação orientada por Rafa Benítez cedeu um empate a duas bolas e perdeu a oportunidade de se aproximar do Manchester City e deixar o Tottenham um pouco mais para trás. Os golos do encontro foram apontados por Demba Ba e Hazard, para o Chelsea, e Lambert e Puncheon, para os visitantes. De notar que, ao intervalo, o placard assinalava 2-0. A jogar no terreno do último classificado, o Tottenham de André Villas-Boas também não foi além de um empate a zero. O Queens Park Rangers não facilitou a vida ao técnico português, que assim perdeu a oportunidade de pressionar o Chelsea no terceiro lugar. Em caso de vitória, os spurs estariam agora em igualdade pontual com os blues. Para não destoar, o Everton alinhou pela bitola dos adversários mais directos e empatou a zero frente ao Swansea, nono classificado da Premier League. Em Goodison Park, os homens de David Moyes tiveram oportunidade para encurtar a distância que os separa do Tottenham mas o melhor que conseguiram foi ganhar um ponto ao Arsenal e consolidar a quinta posição. No jogo com mais golos de toda a ronda, o Reading recebeu e venceu o West Bromwich Albion por 3-2, resultado que não deixa de ser algo surpreendente, dado o percurso destas formações na presente temporada. Kebe, Le Fondre e Pogrebnyak marcaram para a equipa da casa e permitiram que esta abandonasse o último lugar da tabela, enquanto que, pelos forasteiros, foi Lukaku o autor de ambos os golos. O West Brom mantém-se na sétima posição, a um ponto do Arsenal. No Stadium of Light, o Sunderland deu um passo importante na fuga aos últimos lugares da classificação, batendo o West Ham por 3-0 e estando agora 6 pontos acima da linha de água. Johnson, Larsson e McClean foram os marcadores de serviço. A Premier League prossegue este fim-de-semana e as emoções fortes prometem continuar: domingo, às 13h30, há derby londrino, com o Chelsea a receber o Arsenal e, logo depois, também na capital britânica, Tottenham e Manchester United medem forças, num encontro que tem tudo para ser electrizante. 1º 2º 3º 4º 5º

Manchester United (55 pontos) Manchester City (48 pontos) Chelsea (42 pontos) Tottenham (40 pontos) Everton (37 pontos)


INTERNACIONAL

CAN Francisco Baião Fotos: Getty Images

CAN 2013 A edição número 29 da Taça das Nações Africanas (CAN) terá lugar na África do Sul. Na verdade, dado o passado recente, não haveria nenhum outro país daquele continente tão bem equipado para uma competição desta importância. Ainda assim, inicialmente, a prova estava atribuída à Líbia, mas a situação da segurança naquele país levou a que a CAN 2013 fosse transferida para a África do Sul. A prova tem o começo agendado para o dia 19 de janeiro, estando a final marcada para 10 de fevereiro. Se, para a maioria dos europeus, esta competição não passa de algo problemático, considerando que se realiza a meio da temporada na Europa e que desgasta (ainda) mais os atletas, para os africanos, os 22 dias desta competição são um motivo de união e de alegria, em vez do habitual clima de opressão que paira em muitos países. Nesta competição, mais do que em muitas outras do quadro internacional de seleções, vive-se o futebol como uma forma de existência. De forma a garantir que a competição não entra em rota de colisão com outros grandes torneios, a or-

ganização da CAN decidiu que esta se realizará, a partir de agora, em anos ímpares, mantendo o actual modelo bienal. Dessa forma, a edição que corresponderia a 2014 foi antecipada para este ano e a próxima terá lugar em 2015, em Marrocos. Na edição sul-africana, a competição desenrolar-se-á em cinco estádios: Soccer City, em Joanesburgo (94.000 lugares, palco do jogo de abertura e da final), Mbombela Stadium, em Nespruit (43.500 lugares), Nelson Mandela Bay Stadium em Port-Elizabeth (46.082 lugares), Royal Bafokeng Stadium, em Rustenburg, (38.000 lugares) e Moses Mabhida Stadium, em Durban (70.000 lugares). As equipas que participarão neste torneio são África do Sul, Marrocos, Angola, Cabo Verde, República Democrática do Congo, Gana, Mali, Níger, Burquina Faso, Etiópia, Nigéria, Zâmbia, Argélia, Costa do Marfim, Togo e Tunísia. Uma vez mais, as poderosas seleções do Egito e dos Camarões ficaram de fora. Edição de 2012 Disputada no Gabão e na Guiné Equatorial, a CAN 2012 foi rica em surpresas, sobretudo porque o ven-


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cedor foi um verdadeiro outsider. Quando a seleção da Zâmbia bateu a Costa do Marfim na final, por 8-7, na marcação de grandes penalidades, o mundo não queria acreditar que teria sido possível David derrotar Golias. Sem grandes talentos, os zambianos conseguiram superar-se graças à sua força coletiva. No derradeiro encontro, frente a uma poderosa Costa do Marfim que, sem Egito, Camarões e Nigéria em prova, era a grande favorita à vitória final, a Zâmbia, que também eliminou o Gana nas meias-finais, agarrou-se com unhas e dentes ao empate a zero nos 90 minutos e no prolongamento. Nessa partida, Didier Drogba prolongou a agonia dos seus compatriotas, ao falhar uma grande penalidade. Para os derrotados, foi o desperdiçar de uma oportunidade de ouro e, pela enésima vez, os “Elefantes” sucumbiram na hora de confirmar o seu favoritismo e potencial. O seleccionador Hervé Renard entrou na história da CAN e da Zâmbia ao ter conquistado o primeiro título de campeão africano para este país, que perdera nas finais de 1974 e 1994. Palmarés A seleção do Egito é a verdadeira potência da CAN, uma vez que já venceu o torneio em sete edições (1957, 1959, 1986, 1988, 2006, 2008 e 2010). O conjunto do Nilo é, sem dúvida, o alvo a abater no palmarés da competição. Além de ser um dado adquirido que ninguém conseguirá chegar já ao mesmo número de títulos, também é certo que os egípcios não perderão, por enquanto, o recorde de três vitórias consecutivas (2006, 2008 e 2010). Na verdade, desde 1957, só duas equipas, além do Egito, conseguiram vencer em duas edições seguidas: o Gana (1963 e 1965) e os Camarões (2000 e 2002). Do lote destas três equipas, só o Gana participa na edição de 2013, pelo que, em caso de vitória, se isolará no segundo lugar, com cinco triunfos. Por agora, reparte essa classificação com os Camarões, que também venceram quatro vezes a CAN (em 1984, 1988, 2000 e 2002). No entanto, a tarefa do Gana (vencedor em 1963, 1965, 1978 e 1982), não será fácil, já que não festeja uma vitória na final há mais de 30 anos. Em perseguição a esta dupla, surge a Nigéria, que venceu a competição em duas edições (1980 e 1994). Além destas quatro seleções, houve outras que já conheceram o sabor da vitória na CAN, sendo que todas essas só têm um título: Argélia (1990), África do Sul (1996), Zâmbia (2012), Tunísia (2004), Costa do Marfim (1992), Marrocos (1976), Etiópia (1962), República Democrática do Congo (1968), Sudão (1970), Congo (1972) e Zaire (1974).

Distribuição dos grupos O Grupo A, cujos jogos começam a 19 de janeiro, é composto pelas seleções de Marrocos, Angola, Cabo Verde e África do Sul e terá para nós, portugueses, o interesse de conter, por um lado, duas selecções lusófonas (Angola e Cabo Verde) e, por outro, vários jogadores a atuar no nosso país. Se, na selecção angolana, apenas Mateus alinha no nosso campeonato (no Nacional da Madeira), na selecção de Cabo Verde, o difícil é encontrar jogadores que não estejam ligados a equipas portuguesas. Olhanense (com 3 jogadores) e Marítimo, são os clubes mais representados, com David Silva, Babanco e Djaniny pelo lado dos algarvios e Gegé e Héldon pelos insulares. Da Primeira Liga, temos ainda Nivaldo (Académica) e Pecks (Gil Vicente) e, do segundo escalão, Sténio Santos (Feirense), Rambé (Belenenses) e Platini (Santa Clara) são os restantes elementos “lusitanos”. O Grupo B, cujos jogos arrancam a 20 de janeiro, é composto pelas selecções da República Democrática do Congo, o Gana, o Mali e Níger. Neste grupo apenas o F.C. Porto e Vitória de Guimarães se encontram representados, respectivamente, pelo avançado Atsu e pelo defesa N’Diaye. O grande favorito a seguir em frente é a seleção do Gana, que conta com jogadores como Asamoah (Juventus), Boateng (Fulham) e Gyan (Al Ain). No Grupo C, que tem início a 21 de janeiro, encontramos as selecções do Burquina Faso, da Etiópia, da Nigéria e da Zâmbia. Os grandes favoritos a seguir em frente serão a Zâmbia, campeã em título, e a Nigéria mas, se tivermos em conta que os nigerianos não estiveram presentes na última edição da CAN, as contas talvez não sejam assim tão lineares. Por fim, o Grupo D, que entra em cena a 22 de janeiro, é formado por Argélia, Costa do Marfim, Togo e Tunísia. Merecem destaque, neste grupo, as presenças dos “portugueses” Halliche (Académica de Coimbra) e Soudani (Vitória de Guimarães), ambos pela selecção Argelina, e de Adebayor que, após dar o dito pelo não dito, alinhará pela selecção do Togo. A magia do futebol africano está aí, a não perder entre 19 de janeiro e 10 de fevereiro.


INTERNACIONAL

SERIE A Tiago Soares Fotos: AP

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Inter foi o primeiro dos cinco clubes de topo da tabela a entrar em campo, para receber o Pescara no Giuseppe Meazza. O clube visitante, que tão boa conta de si deu na jornada anterior (derrotando a Fiorentina em Florença), prometia jogar da mesma forma para se aproveitar da malapata do Inter nos jogos em casa. O Inter entrou em campo ciente desse facto e, aos seis minutos, já havia criado uma boa oportunidade, num remate a rasar o poste de Palacio. Sabendo da soberba exibição do guarda-redes Perin na jornada anterior, os “nerazzurri” continuaram a pressionar e, à passagem do quarto-de-hora, Cassano colocou o guarda-redes visitante à prova, após um passe de Chivu, tendo o ressalto ainda sobrado para o central romeno que rematou a bola para fora. Quase à passagem da meia-hora de jogo, o Inter pediu pénalti numa queda de Guarín na área (não parece haver razão para tal) e, pouco depois, Palacio abriu a contagem: Chivu colocou a bola na área, Cassano simulou um toque e o argentino recebeu, rodou e rematou para a baliza do desamparado Perin. Golaço do argentino que é, cada

vez mais, uma das figuras da época da equipa “nerazzurra”. O “interista” Jonathan podia ter feito melhor pouco depois numa oportunidade flagrante, mas optou por rematar em vez de entregar ao mais bem colocado Palacio e a bola saiu ao lado da baliza do Pescara, no que foi o canto de cisne da primeira parte. A segunda metade foi mais monótona e, praticamente, pode reduzir-se a dois momentos: o primeiro, o golo de Guarín (aos 54 minutos), após uma jogada notável de Palacio que, após “sentar” um defesa contrário, ofereceu o golo ao colombiano; o segundo, num remate de Álvaro Pereira correspondido por uma defesa brilhante do guarda-redes Perin. O Inter ganhou e mantém-se na luta pelos lugares da Champions. É grande a expectativa em Itália para as próximas jornadas face à aparente quebra de forma da Juventus de Antonio Conte. Com efeito, a “Vecchia Signora” perdeu em casa com a Sampdoria na semana passada e, nesta jornada, não conseguiu ir além de um empate em Parma. A equipa parmesã começou o jogo numa nota cla-


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ramente superior aos campeões italianos e teve duas boas hipóteses de inaugurar o marcador, com Palleta e Gobbi a enviarem dois remates muito perigosos (um por cima e outro ao lado) à baliza de Buffon. Mas a verdade é que a equipa “bianconera” acabou por tomar conta dos acontecimentos e, apesar de não as concretizar, teve boas oportunidades para abrir o activo através de Pogba, Bonucci, Pirlo e Quagliarella (esta última com uma defesa incrível de Marante, guardião do Parma). E se o marcador não teve alterações na primeira parte, a segunda abriu com o golo de Pirlo, num livre directo com um ressalto na barreira do Parma. Seis minutos após o intervalo, os campeões pareciam poder começar a controlar ainda mais as operações. O jogo abrandou o ritmo e tudo parecia seguro para a Juventus até que, aos 77 minutos, Sansone aproveitou um passe fantástico (após recuperação de bola no meio-campo do Parma) de Palleta para alcançar o empate e ajudar manter a invencibilidade da equipa de Donadoni em casa. Até ao final do jogo pouco houve a reportar e a Juventus marcou passo, novamente, na Serie A. A Lazio, por seu lado, capitalizou o empate da Juventus a seu favor com uma vitória sobre a Atalanta, no Olimpico de Roma, por 2-0. No entanto, o jogo até começou melhor para a Atalanta, pois Cigarini podia ter feito o 0-1 com uma desmarcação notável, não tendo porém conseguido bater Marchetti. Hernanes respondeu com um remate frouxo e ao lado da baliza da Atalanta e, até ao final da primeira parte, viram-se mais duas boas oportunidades - uma para cada lado, por parte de Maxi Moralez (Atalanta) e de Giuseppe Biava (Lazio) - mas nenhuma fez funcionar o marcador. Já na segunda parte, Cana deu o primeiro aviso à defesa da “La Dea” e, logo de seguida, destaque para um livre de Hernanes à figura do guarda-redes e um remate de Cana desviado acrobaticamente por um defesa da Atalanta em cima da linha de baliza. Mas, aos 68 minutos, a Lazio marcou mesmo: jogada pela esquerda dos “laziale”, corte de um defesa da “Dea” para a própria barra e, no ressalto, Floccari dominou a bola com o braço e fez o 1-0. Muitos protestos da equipa visitante (e com razão de ser), mas o árbitro validou mesmo o lance; pouco depois, a Atalanta recebeu o golpe final nas suas aspirações, com Brivio a desviar um cruzamento de Mauri para a sua própria baliza e a fazer o 2-0 final para os segundos clas-

sificados da Serie A, que estão agora a apenas três pontos da líder Juventus. O Nápoles recebeu o Palermo no S. Paolo e continua a mostrar que é uma das equipas mais apaixonantes a jogar futebol em toda a Itália. O jogo começou melhor para a equipa da Sardenha, pois foi o Palermo que teve as melhores chances iniciais através de Dossena e de Morganella. Mas, para agudizar a crise instalada na equipa de Miccoli, à passagem da meia-hora de jogo e no seguimento de um canto, foi a equipa da casa que chegou à vantagem, com um cruzamento de Hamsik a potenciar o cabeceamento poderoso de Maggio. E o Palermo nem teve tempo para respirar pois, apenas quatro minutos depois, Inler marcou um golo fantástico com um remate de longe, mesmo que a beneficiar de alguma apatia na defesa visitante. A partir desta altura, o jogo foi todo do Nápoles: Cavani, Hamsik e Maggio foram constantes quebra-cabeças para a equipa da Sicília e foi com naturalidade que, já na segunda parte e após uma bela combinação dos três jogadores referidos anteriormente, Insigne fez o 3-0 num belo remate já dentro da área do Palermo. Os visitantes apenas conseguiram ter algum destaque nas bolas paradas, com um livre de Barreto (ainda na primeira parte) e outro de Miccoli (já bem dentro da segunda parte) a saírem ambos bem desviados da baliza napolitana – muito pouco para uma equipa com a história recente da formação siciliana. O Nápoles recuperou o fôlego depois da penalização de pontos da semana passada e continua em terceiro, a cinco pontos dos líderes. Por fim, a Fiorentina jogou em Udine e foi derrotada pela formação da casa. O jogo começou com um lance discutível na área da Udinese, com Aquilani a rematar e a bola a embater num braço de um defensor da equipa da casa, mas o árbitro nada assinalou. Aos 20 minutos, um livre de Borja Valero deu origem a um cabeceamento de Gonzalo Rodriguez que embateu na barra, ressaltando depois na cabeça do azarado guarda-redes Brkic para fazer o 0-1 para a equipa de Florença. A tarde do sérvio piorou pouco depois, saindo com um dedo partido – mas mesmo com essas contrariedades a equipa “zebrette” não desanimou. Aos 45 minutos, e após alguma pressão ofensiva, o florentino Migliaccio derrubou de forma desastrada o central da casa Domizzi na área da Fiorentina e, chamado a co-


brar o pénalti, o veterano Di Natale não perdoou. Na segunda parte, e após alguns ataques pouco esclarecidos da Fiorentina, a Udinese fez mesmo a “remontada” e chegou à vantagem, aos 66 minutos, com mais um golo de Di Natale (em posição duvidosa), desmarcado por um passe soberbo de Lazzari. Mas a história da recuperação do “zebrette” ainda não estava terminada pois, logo de seguida, chegou o 3-1, com um “frango” de Neto a remate de Muriel, dando a sensação de que, realmente, não era um bom dia para se ser guarda-redes no Estádio Friulli. Até ao final, ambas as equipas tiveram as suas oportunidades, mas o resultado não sofreu alterações e a Fiorentina somou a sua segunda derrota seguida na Serie A. Noutros jogos, o Milan empatou em Génova com a Sampdoria (0-0) e a Roma perdeu em Catania (1-0), sendo que o Siena (do português Neto, que voltou após castigo e fez uma exibição discreta) perdeu 3-2 em Turim, com o Torino, na batalha dos aflitos para a descida de divisão. Classificação:

1 2 3 4 5

Juventus (45 pontos) Lazio (42 pontos) Nápoles (40 pontos) Inter (38 pontos) Fiorentina (35 pontos)


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“Só se houvesse uma praga de peste bubónica é que eu convocaria o Di Canio” Giovanni Trapattoni

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ÁREA SCOUT

JÚNIOR FERNANDES Texto: Bruno Sol Pinto Fotos: google.com

A Pantera Azul chilena é o jogador desta semana da nossa coluna de Scout. Descendente de pais brasileiros mas nascido em Tocopilla, no Chile, Júnior Fernandes conta com 24 anos e representa o Bayer Leverkusen, da Alemanha. Muito jovem, começou a jogar em clubes de divisões baixas chilenas, conseguindo atingir a equipa B do Cobreloa, onde alinhou ao lado de Alexis Sánchez, actual futebolista do Barcelona. Em 2007, Junior é emprestado ao Mejillones (3ª Divisão), onde fez 12 golos em apenas 20 jogos. Regressou ao Cobreloa, onde se manteve até 2010, altura em que o Magallanes o contrata e faz dele titular indiscutível. Após belíssimas exibições, Júnior Fernandes assina pelo Palestino, da 2ª Divisão. A qualidade e a titularidade continuaram a ser um hábito e, sem grandes surpresas, é contratado por um dos clubes mais fortes do país: a Universidad de Chile. Em 2012, venceu o torneio Apertura e foi chamado à selecção do seu país. Não tendo mais margem de progressão no futebol chileno, a Europa esperava-o, com vários potenciais interessados. O Bayer Leverkusen pagou sete milhões de euros e deu-lhe a camisola número 7. Tem feito alguns jogos como suplente utilizado, mas ainda não atingiu o patamar da titularidade. Rápido e muito técnico, é um perigo constante para qualquer adversário. Com a raça chilena, o drible brasileiro e a frieza alemã, Junior é um atleta desenhado para altos voos.


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“Só treinaria o Barça se os meus filhos precisassem disso para viver” José António Camacho

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EDITORIAL

INTERNET

Coordenação: Carlos Maciel e Francisco Baião Editor Chefe: Francisco Baião Direcção de arte e maquetização: Carlos Maciel Redação: Tiago Soares, Bruno Miguel Espalha, Pedro Martins, Bruno Sol Pinto, Pedro Pinto, João Silva, Francisco Gomes da Silva, Carlos Maciel, Nuno Pereira, Eduardo Pereira, Francisco Baião, José Lopes, Pedro Vinagreiro, Nuno Almeida Publicidade: Ricardo Sacramento

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Jornal Dez 31  

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