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O FUTEBOL PARA LER COM TODA A MAGIA DO DEZ

Nº33

“O SMOKING DE ANDRÉS”


“Um amigo meu diz que com todas as pedras que me atiram, podia-se fazer um monumento” José Mourinho

publicidade@jornaldez.com


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DRAGテグ MAN


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NDÃO Nuno Almeida Fotos: Getty Images

A

pós a vitória – algo surpreendente - do Benfica em Braga, o F.C. Porto tinha de vencer o Gil Vicente para não descolar do rival da Luz. Assim o fez com uma goleada de 5-0 que lhe permitiu não só alcançar as águias, como voltar ao primeiro lugar, graças à melhor diferença entre golos marcados e sofridos. Em mais um jogo disputado no Estádio do Dragão, o segundo consecutivo, e com Liedson ainda na bancada (o processo de inscrição não estava concluído), os portistas entraram a todo o gás e brindaram os cerca de 24 mil adeptos com uma grande partida de futebol. Logo aos 4 minutos, Danilo, após uma boa jogada individual em que passou por vários adversários, colocou os bicampeões nacionais em vantagem, num remate que ainda contou com o desvio involuntário do defesa Gilista, Cláudio. O F.C. Porto continuou a pressionar o Gil Vicente e aos 11 minutos Vítor Vinha com um desvio infeliz, fez um autogolo, na sequência de um cruzamento de Otamendi. Estava feito o 2-0 e ainda faltavam 80 minutos de jogo. Os gilistas não conseguiam respirar, nem sequer fazer uma sequência de passes correctos, tal como comprovam os 80% de posse de bola do F.C. Porto durante a primeira parte. Estes números impressionam, mas só para quem não assistiu à partida, uma vez que o ritmo imposto por João Moutinho e companhia e as constantes trocas de bola, principalmente do meio campo portista, foram baralhando e desgastando os jogadores de Barcelos. Defour (saiu aos 64 minutos para a entrada de Izmaylov) realizou um excelente jogo, tanto a médio, como

a extremo e para coroar a exibição, marcou aos 54 minutos um grande golo com o pé esquerdo após driblar Luís Martins, não dando hipótese ao guarda redes gilista, Adriano. Com este golo, o terceiro, o F.C. Porto já era líder do Campeonato. Os adeptos estavam entusiasmados e queriam mais, Vítor Pereira queria mais e os jogadores também queriam mais e Varela fez-lhes a vontade ao apontar o 4-0 aos 75 minutos, respondendo de cabeça a um excelente cruzamento de Castro (entrou aos 68 minutos para o lugar de Fernando). Para acabar com chave de ouro, faltava o melhor marcador do campeonato picar o ponto. Jackson Martinez com um subtil desvio de pé direito aproveitou da melhor maneira a assistência de Sebá (substituiu Varela aos 80 minutos). Foi o 15º golo do internacional colombiano na Liga Zon Sagres e a prova que Liedson terá muito que trabalhar para entrar na equipa. Foram 5, mas podiam ter sido mais, tivesse o árbitro Paulo Baptista assinalado a falta cometida dentro da área por César Peixoto sobre Danilo, logo aos 15 minutos, mas também porque o guarda redes gilista realizou um punhado de boas intervenções. Este jogo serviu ainda para a redenção de dois jogadores que têm sido alvo de algumas dúvidas por parte dos adeptos. Danilo que demora a provar que vale os 19 milhões, mas que desta vez fez uma bela partida e marcou um grande golo. Mas também Varela, que tem sido alvo de algumas críticas e que realizou um bom jogo e até marcou mais um golo para a sua conta pessoal. Destaque ainda para o maestro João Moutinho, que mais uma vez fez uma grande exibição, pautando todo o jogo com pormenores de enorme


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classe e talento. Da equipa de Paulo Alves, pouco mais há acrescentar, já que só conseguiu ter a bola em seu poder 25% do tempo útil de jogo e que em 90 minutos apenas rematou duas vezes (ambas para fora) à baliza defendida por Helton, que mais não teve que ir repondo algumas bolas em jogo. Concluída que está a primeira jornada da segunda volta do Campeonato, fica a certeza que o campeão será decidido entre F.C. Porto e Benfica, uma vez que Braga já está a 13 pontos destes dois clubes. Até agora os benfiquistas orgulhavam-se do seu clube estar em 1º lugar e de praticar o melhor futebol. Mas agora são os adeptos portistas que podem reclamar a liderança e de poderem afirmar que o F.C. Porto não só é a melhor equipa a pressionar os adversários e a defender, mas que também massacra os seus opositores até os golear.


JESUS EXPULSA FANTASMA BRA

Fotos: G


A DE AGA

Pedro Pinto Getty Images

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M

aldição quebrada. Jugo deitado por terra. Jorge Jesus bem dizia que alguma vez haveria de vencer na pedreira. Foi desta. O Benfica entrou forte, foi cínico, letal a aproveitar as oportunidades de que dispôs, e depois deu à luz um filho do tiki-taka do Barcelona, com um estilo de jogo controlador na segunda parte. Podia ter corrido mal porque o menino ainda é muito pequenino mas o técnico encarnado venceu pela primeira vez em Braga e as águias continuam a partilhar a liderança com o Porto, após uma das deslocações mais perigosas da temporada. Soava o apito final de Bruno Esteves e toda a comitiva do Benfica festejava efusivamente. Vitória fundamental para não deixar o Porto fugir na luta pelo título da Liga Zon Sagres, título esse que está a ser disputado com a intensidade de pequenas crianças na luta por um brinquedo. O brinquedo favorito, claro. Fechava-se a batalha do Minho e o marcador registava 2-1 a favor dos visitantes, um resultado que foi desenhado logo nos primeiros minutos de jogo. José Peseiro havia preparado um feitiço durante a semana para a maldição de Jorge Jesus continuar. O problema é que o feitiço estava pronto para funcionar na táctica habitual dos encarnados. Cardozo lesionou-se no último treino em solo lisboeta e o técnico das águias foi obrigado a inovar. Uma inovação que acabou por funcionar como antídoto para a maldição. Nico Gaitán foi chamado à acção mas no centro do terreno, livre para criar ataque, algo que falhou, por exemplo, no jogo diante do Porto, onde Enzo Pérez andou perdido. Com o argentino solto na zona de construção dos encarnados de Lisboa, Lima preocupavase só com a frente do ataque, enquanto Ola John e Salvio tentavam fazer as asas da águia funcionar. Foi na asa direita que se construiu o

primeiro golo, logo aos 5 minutos, fruto de um bom entendimento entre Gaitán e Salvio, que resultou num primeiro remate de Salvio e na recarga com sucesso do mesmo jogador, muito por culpa da enorme passividade de Haas e da falta de habilidade de Beto. A verdade é que o estreante Sasso até disfarçou o facto de Peseiro ter sido obrigado a implementar uma defesa renovada de novo, mas Haas borrou a pintura. Mais do que uma vez. Ainda assim, foi da cabeça do alemão que quase surgiu o empate, no seguimento de um canto aos 11 minutos, caso Artur não tivesse brilhado. Depois foi a vez de Alan vacilar e deixar que o outro central do Benfica, Jardel - a substituir Garay -, impedisse o golo. Quem não marca, sofre. Haas e Alan não marcaram. Lima não falhou. Gaitán voltou a ser preponderante com uma arrancada e uma abertura de génio, o ex-Braga trabalhou a defesa bracarense e com calma, muita calma, fez o 2-0 aos 35 minutos. Beto voltava a ficar mal na figura, Lima não festejava por respeito aos momentos passados no Minho. A verdade é que o Benfica não apresentava o rolo compressor mas sim um futebol estruturado, respirado, com os espaços bem preenchidos. Éder tentava inventar espaços e arranjar oportunidades de golo, Mossoró corria, corria, corria. Mas a verdade é que Peseiro via o intervalo chegar com uma desvantagem de dois golos atrelada. Hélder Barbosa não estava no banco para ajudar, Ruben Micael via sentado mas estava limitado. Ainda assim, era nos suplentes dos guerreiros que estava o desequilibrador. O Benfica entrou a tentar dominar o encontro com muita posse de bola, o Braga continuava asfixiado sem saber bem o que fazer, mas João Pedro entrou para dar alguma clarividência. Entrou o avançado irrequieto, Jorge Jesus respondeu com André Almeida para o lugar de Ola John aos 67 minutos, pouco depois de Salvio ter obrigado Beto


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a uma boa intervenção. Os encarnados tentavam dominar mas acabariam por recuar de forma perigosa, sem conseguirem gerir um tiki-taka como o Barcelona gere. Por isso mesmo, João Pedro apareceu desmarcado no lado direito da defesa do Benfica a passe de Éder e estava feito o resultado final no minuto 77. Mas só foi final quando soou o apito para os 90 minutos, claro, porque os visitantes começaram a ficar desnorteados e o Braga começou a acreditar. A questão é que a crença, por si só, não chega. E chega ainda menos quando, numa altura em que o relógio de Bruno Esteves marcava 85 minutos, Lima foi rasteirado por Haas, que teve, imediatamente, ordem de expulsão. Ficou a polémica sobre se o avançado do Benfica ficaria isolado ou não, perante a proximidade de Sasso, polémica desnecessária num jogo intenso, bem disputado, com emoção até ao apito final. A acreditar ou não, quem festejou foi o Benfica, que arrancou a segunda volta da guerra pelo campeonato com uma vitória absolutamente fundamental. Não a nível pontual, claro, mas a nível anímico. Jorge Jesus estava orgulhoso no final da partida, descansado por finalmente poder dizer que já venceu em todos os estádios onde se disputa futebol ao mais alto nível em Portugal. Descansado por continuar na frente, descansado por contar com jogadores como Salvio, que continua a brilhar, Gaitán, que parece renascido das cinzas e com a confiança de volta, Lima, que permanece com a veia goleadora bem quente, e até Melgarejo, exemplar na noite de Sábado. Já José Peseiro estava incrédulo, longe de resignado, com a derrota. Falou de um domínio a nível estatístico, mas a verdade é que não dominou no registo mais importante. O Braga fica agora a 13 distantes pontos da liderança. É o “primeiro dos outros”, segundo as palavras de Jesus. Estavam três pontos em jogo, mas, com a vitória, os encarnados enchem-se de confiança daqui para a frente. Segue o campeonato, segue a luta pelo brinquedo favorito entre águias e dragões. A tensão promete continuar, de dentes cerrados e com a concentração ao máximo. Um deslize pode ser fatal. Um rasgo de genialidade pode dar o título.


OUTRA VE

Fotos: G


EZ?

Pedro Pinto Getty Images

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utra vez, Sporting? Com vontade de fazer as pazes e empurrar a equipa para uma série positiva, os adeptos bem puxaram pela turma de Jesualdo Ferreira mas o Vitória de Guimarães foi o responsável pelo primeiro resultado negativa da nova era dos leões. Depois de três vitórias consecutivas, de três lufadas de ar fresco, aí estão os primeiros pontos perdidos, aí está o primeiro tropeço da era Jesualdo. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Costuma dizer-se assim em Portugal. De facto, se há algo que mudou nos jogadores do Sporting é a nova vontade, a nova confiança existente nos passos dados pelo relvado. Vontade de inovar teve Jesualdo Ferreira, que não teve qualquer receio em lançar Joãozinho para substituir Insúa, com Miguel Lopes do outro lado, ficando assim com as laterais completamente renovadas. Mais para a frente, Carrillo e Capel tentavam fazer o leão correr mais rápido, Adrien e Rinaudo eram os pulmões, Labyad continuava solto a apoiar Van Wolfswinkel, o predador do costume no ataque do Sporting. No outro lado do terreno, o Vitória aparecia recuado, a respeitar os leões, um pouco expectante. E era dessa forma que começava o encontro: morno. O ritmo era baixo mas quem tentava tomar mais iniciativa era o Sporting, de forças renovadas, de espírito cheio, a querer assumir a partida. Capel insistia, os verde-e-brancos tinham mais bola, o Vitória tentava ocupar todos os espaços e fechar o caminho da baliza de Douglas, abdicando do ataque por vezes, até. Ainda assim, nota de destaque para a grande oportunidade de golo da primeira parte, quando Carrillo dançou e depois rematou de forma muito potente, apenas para esbarrar em cheio na trave. O Sporting tentava acelerar o ritmo de jogo mas o Vitória estancava as tentativas de desequilíbrio, acabando mesmo por empurrar o encontro empatado

para o intervalo. Ainda assim, era um jogo mais condizente com o “antigo” Sporting, a tentar ser mandão, a mostrar mais apetência ofensiva, mesmo que não concretizasse o domínio em várias grandes oportunidades. Chegava a segunda parte e com ela já vinha Pedro Mendes, a substituir o lesionado Boulahrouz. Tirando essa troca, tudo continuava igual. Até a toada. O Sporting tentava acelerar o jogo através de Capel e companhia, mas foi Xandão a fazer funcionar o marcador. O problema é que o fez funcionar ao contrário daquilo que os adeptos leoninos estavam à espera. Apareceu um cruzamento tenso vindo do lado esquerdo, Baldé não aproveitou mas o central brasileiro esteve infeliz no desvio e pôs o Vitória a vencer por 1-0 aos 53 minutos. Os fantasmas rapidamente voltavam à mente de todos os adeptos mas também eram exorcizados em apenas dois minutos. Wolfswinkel fez de Madjer e usou o calcanhar de forma muito subtil para enganar Doulgas e fazer o empate logo aos 55 minutos. Miguel Lopes foi o responsável pelo cruzamento, o holandês finalizou com propriedade e os mais de 25 mil adeptos presentes em Alvalade rejubilavam pelo empate alcançado. O problema? Iria voltar tudo ao cenário da primeira parte. O Sporting pressionava, Jesualdo arriscava a tirar Labyad e lançar Viola, a tirar Adrien e a pôr Jeffren em jogo. Muitas vezes foi ao moinho mas em nenhuma das ocasiões conseguiu realmente trazer água de volta. As oportunidades não surgiam, a vontade não se traduzia em chances de real perigo para a baliza do Vitória. A estratégia de Jesualdo moía... mas não matava. Na verdade, as coisas até podiam ter terminado de forma desastrosa para o conjunto leonino. Fica a dúvida no ar sobre se Carlos Xistra devia ter assinalado ou não uma falta do estreante Joãozinho sobre Ricardo, falta essa que


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daria grande penalidade já em tempo de compensação. Ainda assim, é de lembrar que, mesmo que Xistra tivesse assinalado a grande penalidade, seria ingénuo pensar de forma segura no triunfo do Vitória. É que Sporting e Beira-Mar trocaram grandes penalidades falhadas no final do encontro da semana passada. Contas feitas, os leões escorregaram para o nono lugar, com 19 pontos em 16 jogos, a três do Rio Ave, que se senta no quinto lugar, o último de acesso à Europa. Entre os dois, está o Vitória, logo a um ponto do vila-condenses. Foi interrompida a série de vitória de Jesualdo, ficaram novamente expostos os problemas de criatividade e de finalização do Sporting. Mas a vontade, essa, parece estar de volta, de mãos dadas com a motivação, ainda que só as vitórias as alimentem.


IMPERADOR VARANE Texto: Carlos Maciel Fotos: Getty Images


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ndrés Iniesta já não corre: desliza. Não lê nem tampouco analisa os jogos, comprime tudo num arquivo, guarda o jogo numa pen, veste o smoking e passeia-se em campo. Iniesta já não é um jogador de futebol é uma entidade divina que abrange todo o campo. Ao seu lado dois grandes imperadores de nome Varane e Pique. Os últimos escudeiros de cada exercito. O francês não só cobre as baixas da equipa, se não que as supera. Não só pelo golo do empate, mas porque tapa, cobre, trava, corta, seca e despeja uma série de ataques que lançam Iniesta e companhia. Varane mostra-se numa grande noite e revela todas as virtudes de Pepe e Ramos. Já Piqué regressa ao trono do qual tinha caído a temporada passada.

Pedro. No centro tanto Callejon como Benzema vivem uma noite pouco lúcida. Mais atrás Xabi e Khedira tapam buracos e cortam bolas.

Acaba a primeira parte e o Real Madrid vai para os balneários cansado mas feliz. Os maus augúrios não eram tão pessimistas quanto pareciam. O Barcelona deixa espaços tendo em Xavi o grande sacrificado que perde a posição demasiadas vezes em comparação a outros clássicos. Os primeiros minutos da segunda parte foi um símbolo do que se passaria. O Barcelona troca a bola e o Real persegue-a, ainda a recuperam e assustam Pinto, mas algo mudou na história do jogo. O Real do primeiro tempo não voltará a aparecer, mas continuará a ser brilhante no O Barcelona sai com a equipa habitual mais corte, rápido e um perigo pelos flancos. Pinto e o Real com muitas baixas tenta travar o lado mais forte dos culés: o esquerdo. Com Iniesta vest o smoking e sobrevoa o Bernabéu vontade consegue. Essien e Callejon tentam de forma subtil. Deixa pegadas de gigante sem travar Iniesta e Jordi Alba, com o ganês a tentar pisar o campo, como se controlasse o tempo fechar as entradas de Iniesta por dentro. com as suas botas. Converte-se no rei do jogo e Como costume, os primeiros quinze minutos tudo gira á sua volta. são da equipa de Mourinho. Pressão alta e erros Chega o golo de Cesc e podiam chegar muitos de principiante do Barça, especialmente de Xavi mais… para os dois lados. O Barcelona tem as que está acostumado a receber de costas e ocasiões mais flagrantes e parecia questão de demora mais do que deve a soltar a bola. Com tempo até sentenciar o jogo. Varane e Diego os centrais do Real adiantados no circulo central Lopez, sólidos, imperiais protagonizam uma e com muito espaço entre Xabi, Khedira e Ozil, noite que os habituais titulares gostariam de ter o Madrid recupera, sai para a frente e ameaça vivido. a área catalã. São minutos de um Barcelona Mourinho numa boa jogada, põe Modric na apático procurando a sorte num masoquismo zona central e manda Ozil para o lado direito de tentar sair organizado de forma vertical. para arrastar até aí a Sergio Busquets que sofre Depois desses quinze minutos, Iniesta faz a bastante nessa zona. O croata foi fundamental radiografia e posiciona-se no centro do campo e para dar nova vida aos madrilenos e o alemão começa a criar perigo. O Real desce um metros genial, criando caos na direita. e solta as correntes ao Barcelona, que começa a Chega o empate e com ele a vontade de fazer o seu jogo de toque e combinações. conclusões, tendo como horizonte a segunda Xavi ao poste, Xavi contra Varane de baliza mão que se jogará dentro dum mês. O Real aberta e o campo começa a inclinar-se. Até que Madrid sai motivado com as exibições de Ozil, Ozil descobre as fragilidades de Alba. A fórmula Lopez, Modric e Varane. O Barcelona sai com ilumina o campo: se o lado forte do Barça é o uma pequena dúvida sobre o lado esquerdo mas esquerdo, então em força contra ele. Para esse com a certeza do homem do smoking chamado lado vão Ozil, Essien, Callejon e até Khedira. Por Iniesta. momentos até Cristiano apareceu nessa zona, onde Alba padecia com Iniesta a tentar ajudar. O Real consegue eliminar o lado forte do Barça, mas deixa em liberdade a Dani Alves que sobe sem sobressaltos. Péssima gestão de espaços por Jordi Alba que não acerta nem com Ozil nem Essien. Do outro lado Arbeloa naufraga, por culpa de Alves ou de


UMA BRINCADEIRA DE CRIANÇAS Texto: Bruno Miguel Espalha Fotos: Google Images

Todos nós guardamos, nas memórias da nossa infância, a imagem daquele miúdo rico e mimado que monopolizava as brincadeiras porque tinha muito dinheiro e tinha sempre os melhores brinquedos. Era sempre ele que escolhia os amigos com quem gostava de brincar, geralmente os mais aptos para cada brincadeira, e quando se cansava deles ou não faziam o que ele queria deitava-os fora e escolhia outros. Por vezes, não havendo nenhum desses “amigos preferenciais” escolhia outros menos aptos para uma brincadeira

momentânea. Também temos memória daquele miúdo muito popular que, nos jogos por equipas, tinha sempre a preferência de todos nós. Todos queríamos estar associados a ele e por isso o escolhíamos sempre para a nossa equipa ou queríamos ser escolhidos para a equipa dele. Roman Abramovich é a versão adulta desses miúdos. Dando largas ao seu espírito infantil, adquiriu um clube de futebol que transformou numa brincadeira. Rico, poderoso e influente,


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“Comigo, ou ‘sem-migo’, o Porto vai ser campeão!” João Pinto, ex-jogador


REPORTAGEM


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transformou um clube, o Chelsea, com poucas “suplentes” – Avram Grant e Roberto di Matteo – conquistas até à sua chegada num dos clubes que atingiram o objectivo supremo da brincadeira, com mais poder do futebol mundial. ao chegarem à final da Liga dos Campeões. O Avram, coitado, morreu na praia e foi posto Para o fazer utilizou as mesmas artimanhas de lado mas o Roberto conseguiu alcançar o desses miúdos da nossa infância. feito histórico de “ultrapassar o último nível” da brincadeira. Ganhou a Liga dos Campeões, Com a sua inesgotável fonte de dinheiro e a sua inclusivamente com a ajuda preciosa de um influência aliciou os amigos mais aptos para a brinquedo proscrito, Fernando Torres. sua brincadeira – José Mourinho, Luiz Felipe Scolari, Carlo Ancelotti, André Villas-Boas – e No entanto, o Roberto, que depois de ultrapassar quando os mais aptos não estavam disponíveis o último nível já estava à espera de chegar ao chamou os menos aptos – Avram Grant, Roberto “boss final” da brincadeira – o Campeonato do di Matteo, Rafael Benitez – para os substituírem Mundo de Clubes – e que pensava ter conseguido momentaneamente. alguma influência sobre o Roman, voltou a por de lado o brinquedo Fernando Torres. O Roman, O seu dinheiro comprou também os melhores que tinha gasto muito, mas mesmo muito dinheiro e mais cobiçados brinquedos – Didier Drogba, neste brinquedo decidiu descartar também o Michael Ballack, Ashley Cole, Ricardo Carvalho, Roberto. Fernando Torres, Andriy Shevchenko, Eden Hazard, Petr Cech – de forma a que a brincadeira Entretanto chamou para a brincadeira o Rafael, fosse divertida para ele. que é o único menino que gosta de brincar com o Fernando Torres. Contudo, o Rafael sabe que Os problemas começaram sempre quando esta brincadeira será apenas momentânea pois o os amigos que brincavam com o Roman não Roman já há muito que anda a tentar convencer gostavam dos brinquedos que ele comprava. Por um dos meninos mais aptos para a brincadeira, exemplo, o José não gostava de brincar com o o Pep Guardiola. Andriy Shevchenko porque achava que ele não acrescentava nada de novo à brincadeira. O Resta saber se o Rafael não prova novamente Carlo não gostava de brincar com o Fernando ao Roman que nem sempre os melhores e mais Torres porque também não achava que ele fosse caros brinquedos são aqueles que nos fazem adequado para a brincadeira. No entanto, o Roman mais felizes, porque não importa o preço dos tinha gasto tanto dinheiro nesses brinquedos brinquedos mas sim a felicidade que com eles que os tentava impor à força aos seus amigos. conseguimos obter. Outros, como o Luiz, tinham um feitio demasiado difícil para que Roman conseguisse brincar com eles muito tempo. A brincadeira do Roman, como todas as brincadeiras, tem um propósito, tem objectivos intermédios e objectivos supremos. Como tal, os amigos que Roman escolhe para brincar também são mantidos na brincadeira ou descartados conforme atinjam, ou não, esses objectivos. O José e o Carlo conseguiram atingir os objectivos intermédios – ganhar a Liga Inglesa e algumas Taças internas – e por isso mantiveram-se mais tempo na brincadeira. O Luiz e o André, coitados, não atingiram nenhum desses objectivos e por isso foram rapidamente descartados. Curiosamente,

ou

não,

foram

os

amigos


INTERNACIONAL

CAN David Baltazar Basto Fotos: Getty Images

Na 22ª jornada, as equipas que se situavam nos lugares cimeiros da tabela, sabiam que era muito importante não perder pontos em relação aos seus adversários na luta pelo título. A jornada abriu logo com um confronto entre uma das equipas candidatas ao título - o Lyon - e o Valenciennes, atual 12º. O jogo disputava-se no reduto do Valenciennes, logo não se adivinhava uma tarefa fácil para os homens orientados por Rémi Garde. A equipa forasteira adiantou-se no marcador logo aos 8 minutos, por intermédio de Fofana, num bom remate à entrada da área. A equipa da casa desorientou-se com o golo sofrido, e aos 28’ Bafétimbi Gomis ampliou a vantagem. O Lyon fez o seu dever, e graças a esta vitória, passou para a liderança do campeonato, ficando à espera dos seus opositores na luta pelo 1º lugar. O jogo grande da ronda era entre o 4º classificado, o Stade Rennais, e o 3º, o Olympique de Marseille. Foi um jogo muito bem disputado, no “Route de Lorient”, reduto do Rennais, em que a vitória poderia cair para qualquer dos lados. Foi a equipa da casa a começar melhor o jogo, mas o Marselha foi mais eficaz, ao adiantar--se no marcador por André Ayew,

aos 38’. Já no segundo tempo, o Renes empatou, através de um pontapé de canto, concretizado pelo defesa Théophile-Catherine, aos 59’. Jordan Ayew fez juz ao seu apelido, e tal como o irmão também marcou, já perto do fim, aos 83’. Quando tudo já fazia pensar que o jogo não ia mudar, surge um cruzamento, onde o guarda-redes do Marselha, Mandada, teve uma grande falha e Alessandrini só teve de encostar para o 2-2 final. Olhando mais para o fundo da tabela, surgiam Evian e Ajaccio, dois aflitos que lutam para não descer e viam neste jogo uma boa oportunidade para aumentar distâncias para as outras equipas situadas junto da linha de água. Aos 36’, Dennis Oliech aproveita um escandaloso erro da defesa e a equipa visitante adiantou-se no marcador. Entretanto, aos 54’, o lateral direito, Daniel Wass (ex-Benfica), surge em posições mais avançadas, e com um cabeceamento em chapéu, faz o golo da igualdade para o Evian. Com este resultado as duas equipas mantêm-se nos lugares perigosos tendo em vista a descida de divisão. Outro jogo da ronda opôs o último classificado, o Nancy, e o oitavo, o Lorient. Aos 36’ Efoulou faz


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o primeiro para o Nancy após uma excelente jogada coletiva. Aos 50’ Alidière empata, num golo que certamente foi um dos melhores da jornada: após passar o meio campo, consegue penetrar a defesa “tirando” da frente três adversários para depois rematar colocado. Porém, aos 71’, o defesa Puygrenier desfaz a igualdade em favor do Nancy, na sequência de um livre e de muitos ressaltos, a bola sobra para este rematar a contar. Mesmo com esta vitória, o Nancy ainda é lanterna vermelha, estando a seis pontos dos lugares fora da zona de despromoção. O campeão em título mas também a desilusão da presente época, o Montpellier, está a tentar subir alguns lugares na tabela e conseguiu graças a uma importante vitória sobre o Sochaux, por 2-0. Os golos surgiram na 1ª parte, primeiro por Herrera e depois por Utaka. Com esta vitoria o Montpellier subiu para o 9º lugar e o Sochaux desceu para 16º. Em mais um jogo entre aflitos da Ligue 1, o Troyes e o Brest disputavam pontos importantes de forma a conseguirem-se manter na 1ª divisão. Já perto do intervalo, Fabien Camus fez o 1-0 para a equipa da casa. O Troyes voltou a entrar forte e ampliou a vantagem para 2-0 por intermédio de Darbion. Mesmo a perder por uma diferença de dois golos, o Brest ainda conseguiu encurtar para um golo, pelo israelita Ben Basat aos 61’. Mas apesar do esforço, o Brest sai desta jornada sem qualquer ponto conseguido. No encontro entre outro dos “lanternas vermelhas”, o Stade de Reims defrontou em casa o Toulouse, atualmente em décimo lugar. Com Yannick Djaló titular, foi a equipa do português a marcar primeiro através de Capoue aos 56’. Já sem Djaló, a equipa da casa restabelece o empate, com o polaco Krychowiak a marcar. O Stade de Reims continua em zona de despromoção e o Toulouse num pouco convincente 10º lugar, contudo, com apenas uma vitória pode saltar para o sexto lugar. No passado domingo registou-se o jogo da 22ª jornada com a maior diferença de golos. O Saint-Étienne venceu o Bastia por 3-0. A vitoria começou a desenhar-se cedo, com o avançado brasileiro Brandão a rematar certeiro. O resultado pode enganar dando a ideia que o jogo foi fácil, pois na realidade os outros golos foram só marcados nos últimos dez minutos, primeiro por Aubameyang e depois pelo recém entrado Guilavogui. Num jogo entre candidatos ao lugares de qualificação para as competições europeias, o Bordéus foi a casa do Nice vencer pela margem mínima. O golo solitário foi apontado pelo ponta de lança do Bordéus, Henri Saivet, aos 58’. A jornada da Liga Francesa encerrou com o milionário e maior candidato ao título, Paris Saint-Germain, a ter a oportunidade de se encostar ao líder provisório, o Lyon. O clube de Paris não defraudou

as expectativas e venceu o decepcionante Lille, a fazer uma época muito abaixo do esperado. Mesmo assim o jogo foi equilibrado, com várias oportunidades para cada lado, mas a clara superioridade dos jogadores do PSG a vir ao de cima, apesar do golo ter surgido numa grande infelicidade do guarda-redes do Lille, que numa saída a punhos num cruzamento de Lavezzi, atira a bola contra o corpo do capitão Chedjou que a envia para dentro da baliza, aos 68’. Com esta vitória os homens comandados por Ancelotti regressam à liderança acompanhados pelo Lyon; o Lille prossegue no 11º lugar. Os jogos da próxima jornada serão teoricamente fáceis para as equipas da frente pois encontram as equipas mais no fundo da tabela, portanto uma jornada que os líderes não podem perder pontos na corrida pelo 1° lugar. Classificação: 1. 2. 3. 4. 5.

Paris SG (45 pontos) Lyon (45 pontos) Marselha (42 pontos) Rennes (36 pontos) Bordéus (35 pontos)


INTERNACIONAL

SERIE A Tiago Soares Fotos: AP

Un’Oppinione Rossonera – Milan em quinto, Balotelli contratado (!) e um nasceu um novo Milan! E o Milan já está em quinto! Numa época normal, colocar uma frase inicial destas era motivo para o leitor ficar abismado, mas tendo em conta a renovação do plantel e o modo como esta Serie A começou, confesso que já tinha saudades de colocar o nome do gigante milanês na tabela classificativa com que termina o artigo... A vitória, fora, contra a Atalanta dá continuidade à belíssima recuperação que os “rossoneri” têm vindo a encetar – com efeito, se contabilizássemos apenas as últimas 14 jornadas, o Milan estaria em primeiro. Mérito para Allegri, que tem vindo a fazer um trabalho excelente com o grupo de jogadores que tem disponível. A partida disputada contra “La Dea”, no Atleti Azzurri d’Italia, começou a um ritmo lento e a primeira meia-hora de jogo ficou marcada por uma falta de oportunidades de perigo para ambas as equipas, com Abbiati a ter apenas uma interven-

ção a sacudir um cruzamento de Bonaventura para longe. Conforme o jogo se aproximou dos 30 minutos, o Milan começou a ter mais posse de bola e, aos 29 minutos na jogada mais bonita da primeira parte, o 15º golo de El-Shaarawy no campeonato (após passe de Niang) deu a vantagem ao clube milanês. Até ao final da primeira parte a Atalanta tentou chegar ao empate, mas com pouca arte e engenho num jogo de qualidade francamente sofrível. O Milan continuava com a maioria da posse de bola, situação que se continuou a registar na segunda parte e que mais se agudizou após a expulsão de Brizio aos 58 minutos. A partir deste momento, o Milan teve mais oportunidades (mas não muitas...) e a equipa da casa apenas ia conseguindo assustar a defesa “rossonera” a fogachos. Não surpreende que o resultado não tenha sofrido alterações, tendo em conta que o momento mais bonito da segunda parte foi o corte fantástico de Mexes aos 87 minutos em escorpião. Mais três pontos, aproximação aos lugares mais cimeiros e nota ainda para o regresso de Robinho (substituiu El-Shaarawy) às opções de Allegri.


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Entretanto, o Milan foi ao mercado e contratou Zaccardo (31 anos, que pode jogar a lateral-direito ou a central, ex-Parma), com Mesbah a ser utilizado como moeda de troca e a fazer o caminho inverso. Mas a grande novidade à hora do fecho desta edição era a confirmação de Balotelli como reforço do seu clube do coração, tendo o Man. City aceite a proposta de 20 milhões de euros do Milan pelo avançado italiano. A Serie A fica, assim, mais imprevisível - o que esperar de Mario “troublemaker” Balotelli?. O brasileiro Kaká é que parece fora, de vez, das cogitações “rossoneras”. Por outro lado, o centrocampista Nocerino, que ultimamente tem perdido espaço na equipa principal, tem sido avançado pela imprensa como provável reforço do Nápoles. Na próxima semana já teremos o balanço das movimentações do mercado em Itália, visto a janela de transferências estar mesmo perto do fecho. De realçar ainda o nascimento de um novo Milan: um dos momentos mais divertidos da passada semana no mundo do futebol foi o comunicado oficial do clube devido a Shakira e Piquet darem o nome de “Milan” ao filho. Numa intervenção com humor, em que apelida a escolha do nome como “fantástica”, o clube deu os parabéns ao casal e explicou, para os mais incautos, que Milan é um nome bastante comum, de inspiração eslava e que significa “amável” e “gentil”. E, claro, nunca se sabe se não é uma forma de Piquet dizer que até veria com bons olhos uma mudança para Milão.. Juventus eliminada da Taça e empata na Serie A A ironia da semana vem da equipa da Juventus. Só mesmo uma equipa com pouca capacidade de auto-análise a todas as decisões a seu favor nesta época (e nas restantes..) é que pode ter a reacção que teve no final do jogo de sábado, fora, com o Génova, após lhe ver um penálti negado, aos 93 minutos, por mão de Granqvist. Um chorrilho de acusações à actuação do árbitro, vinda de um exaltado Conte e restantes jogadores, foi ainda corroborado por Marotta, dirigente, ao referir que árbitros napolitanos como Guida não deveriam apitar novamente jogos dos “bianconeri” (numa clara referência ao segundo lugar do Nápoles). Naturalmente, alguns outros lances desta partida, incluindo uma mão de Vucinic na

própria área, foram esquecidos pela equipa de Turim, que se limitou a atacar o árbitro da partida de forma extremamente agressiva. O empate com que terminou o jogo quase que passou para segundo plano, não fosse ele permitir a aproximação do Nápoles. A equipa da Juventus marcou primeiro (num golo de Quagliarella que ainda foi desviado por um defesa adversário) e sofreu o golo do empate aos 67 minutos num grande golo da equipa visitante (cruzamento de De Ceglie e golo de Borriello). Apesar do domínio territorial e de estar a jogar contra 10, a equipa “bianconera” não foi capaz de marcar mais nenhum golo e, no final do jogo, teve a reacção relatada acima. Resultado? Dois jogos de suspensão para Conte e três semanas para Marotta. Aliás, esta semana foi um pouco difícil para a equipa de Turim, visto que foi eliminada nas semifinais da Taça de Itália com a Lazio. A primeira mão, disputada na passada semana, terminou empatada a uma bola, com golos de Peluso para a equipa da casa e de Mauri para a equipa “laziale”; na segunda mão, ontem, a Juve foi derrotada por 2-1, golos de González e Floccari para a Lazio e de Vidal para a “Vecchia Signora”. Em termos de mercado de transferências, realce para a confirmação do negócio de Llorente (Bilbau) para Junho, para a contratação de Cevallos (jovem sub20 do Equador), para o regresso de Anelka por cinco meses (!) e, finalmente, para as propostas recusadas por Lisandro Lopez (Lyon). Inter perde na Taça de Itália e empata em casa na Serie A A outra equipa de Milão também não teve uma semana muito auspiciosa. Com efeito, a meio da semana foi derrotada na Taça de Itália pela Roma por 2-1, com golos de Florenzi e Destro para os “gialloblu” e de Palacio para o Inter, estando a segunda mão marcada para 17 de Abril. Na jornada do fim-de-semana, começou a vencer no Giuseppe Meazza contra o Torino (belo livre de Chivu aos cinco minutos), mas dois ex-jogadores do F.C. Porto decidiram ajudar a equipa visitante: Guarín (ex-F.C. Porto) perdeu uma bola infantil à entrada da área no golo do empate e Álvaro Pereira foi displicente no 1-2, já na segunda parte, tendo ambos os golos sido marcados por Meggiorini. O Inter ainda empatou, aos 67 minutos, e até ao final houve várias oportunidades para ambas as equipas, mas ninguém conseguiu desfazer o empate. Entretanto, o Inter tem esta-


do calmo neste defeso, vendendo nesta semana Coutinho ao Liverpool e procurando reforçar (por agora, sem sucesso) a equipa com Paulinho, do Corinthians, jovem promessa brasileira. Nápoles, Lazio, Fiorentina e Roma O Nápoles, segundo classificado da Serie A, ganhou em Parma e está, de novo, mais perto da Juventus na perseguição que lhe tem feito. O médio “partenopei” Hamsik marcou primeiro para os visitantes, mas Sansone empatou a partida (já na segunda parte) ainda antes de, aos 84 minutos, Cavani fazer o 1-2 final. Por seu lado, a Lazio atrasou-se na corrida ao “scudetto” ao perder em casa com o Chievo por 0-1 (golo de Palloschi), num jogo marcado por uma intervenção de Marchetti (guarda-redes da Lazio) que soltou as redes da sua baliza e por várias oportunidades não concretizadas pela equipa da casa. A Fiorentina desceu ao sexto posto ao perder 2-1 com o Catania (que assim subiu ao sétimo lugar!) e a Roma empatou a três bolas, num jogo incrivelmente intenso no reduto do Bolonha, descendo para o oitavo lugar. Por fim,

menção para o Siena, de Neto, que perdeu em Udine com a Udinese e continua em último da classificação. A figura da semana - Icardi (Sampdoria): quatro golos no mesmo jogo são sempre de realçar. Brilhante exibição na vitória da Sampdoria contra o Pescara. O flop da semana - Antonio Conte e direcção da Juventus: a reacção pouco dignificante no final do jogo com o Génova é um péssimo cartão de visita para o “calcio”. Classificação: 1 2 3 4 5

Juventus (49 pontos) Nápoles (46 pontos) Lazio (43 pontos) Inter (40 pontos) Milan (37 pontos)


10/01/13

“Cresci num bairro privado... Privado de água, luz e gás.” Diego Maradona

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ÁREA SCOUT

FRANK ACHEAMPONG Texto: Bruno Sol Pinto Fotos: google.com

Talento escondido no recôndito futebol tailandês, Frank “Messi” Acheampong chega ao futebol europeu, sendo emprestado por 6 meses ao líder do campeonato belga, o RSC Anderlecht. Nascido em Acra, capital do Gana, basta ver a sua alcunha para saber que estamos na presença de um jovem com potencial elevadíssimo. Com 19 anos de idade, Acheampong começou na formação do King Faisal Babes, sob o comando técnico de Romain Krider, o seu primeiro treinador. Como é cada vez mais prática corrente, os clubes europeus enviam emissários para a observação de jovens africanos totalmente desconhecidos nos tórridos pelados africanos. Numa investida pelo Gana, responsáveis do Palermo gostaram de Frank Acheampong, mas acabaram por nunca entrar em negociações mais profundas. Passado pouco tempo, o jovem prodígio rumava ao Berekum Chelsea, um clube modesto do Gana. Em 2011, Sheikh Mansour, dono do Manchester City, convidou o atleta para prestar provas no AlJazeera, outro clube comandado por si e com base no Dubai. Acabaria por seguir para o futebol tailandês, onde assinaria pelo Buriram United, fazendo mais de 50 jogos. No final de 2012, Acheampong foi prestar provas ao Celtic, mas acabaria por não impressionar Neil Lennon, voltando de novo ao longínquo campeonato da Tailândia. Mas seria por pouco tempo, pois o Anderlecht fechou o seu empréstimo e conseguiu tê-lo durante 6 meses. Tempo mais que suficiente para se ver a sua habilidade de pé esquerdo e a sua estonteante velocidade e poder de aceleração. Com uma internacionalização pela selecção do Gana, Acheampong só depende de si para se enraizar na Europa. Talento… Esse corre-lhe nas veias…


10/01/13

“Parecia um miúdo de 5 anos com uma pistola nas mãos” Jesus Gil y Gil, referindo-se ao árbitro Andujar Oliver

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EDITORIAL

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Jornal Dez 33  

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