Skip to main content

Edição Especial

Page 1

especial

especial EDIÇÃO

EDIÇÃO

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

anos

/jornaldefatorn

@defato_rn

De Fato vale a pena ousar e desafiar

CÉSAR SANTOS

O

Diretor-presidente do Jornal de Fato

ano era 2004. Palco do Ibirapuera, São Paulo. Final do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalis-

mo. Entre os cinco finalistas de todo o país estava o JORNAL DE FATO, dividindo os refletores com a Folha de S.Paulo, Época, Superinteressante e Caminhos da Terra. O Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo é um dos mais conceituados e respeitados do país, que premia os melhores trabalhos da mídia nacional nas categorias Jornal, Revista, Televisão, Rádio, Internet e Fotojornalismo. Para chegar à final, o JORNAL DE FATO venceu a etapa regional (Norte/Nordeste), com uma série de reportagens sobre o trabalho infantil doméstico, publicadas em seguidas edições da revista DOMINGO, suplemento encartado aos domingos. A premiação do JORNAL DE FATO veio com a decisão do Instituto Ayrton Senna de ampliar o número de crianças assistidas em Mossoró pelo programa Acelera Brasil. A re-

portagem, assinada pela jornalista Janaína Holanda e que teve o suporte de toda a equipe de redação, despertou Viviane Senna, presidente do instituto, a reforçar o atendimento de crianças carentes através de projetos sociais. O fato, por si só, prova que valeu a pena ousar e desafiar com a fundação do JORNAL DE FATO, quatro anos antes daquela noite memorável do Ibirapuera. Mais do que fazer o bom jornalismo, o impresso nasceu para – também – cumprir o seu papel social. O jornalismo tem a missão que vai muito além da atividade de informar e formar opinião. Tem um sentido mais amplo, como promover a reflexão na sociedade do consumo, e isso só é possível quando a produção de um bem intelectual oferece ao receptor a possibilidade de refletir. A ideia de criar um jornal na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte como meio transformador, a partir do jornalismo de opinião, crítico e alicerçado nos deveres éticos, nasceu de uma geração de jornalistas em meados da década de 80. Todos formados na redação de jornal. Todos com um ideal em comum, há anos reprimido pelo jornalismo tra-

18

dicional praticado na época por impressos em circulação. O JORNAL DE FATO foi lançado no dia 28 de agosto de 2000, apresentado ao leitor com linha editorial inovadora e planejado para cumprir etapas que transformariam o jornalismo local e estadual. Inicialmente, tinha circulação semanal, chegando às mãos do leitor nas segundas-feiras. Logo, a necessidade da circulação diária, abrangendo 82 cidades do estado, a partir de Mossoró. O crescimento e a consolidação, em curto tempo, foram possíveis pela forma como o jornal foi concebido, dentro do ideal de fazer jornalismo de verdade, como afirma seu slogan, e sem abrir mão de suas convicções. Nestes 18 anos de existência, o JORNAL DE FATO segue firme o seu propósito, no ofício diário da informação e distribuição da notícia de interesse da coletividade. A edição especial dos 18 anos do JORNAL DE FATO, que chega às bancas pela generosidade do leitor, conta a história do único impresso em circulação do Rio Grande do Norte editado no interior do estado, com a mesma fidelidade que fez consolidar a marca do Jornalismo de Verdade.

/photos/jornaldefatorn

O jornalismo tem a missão que vai muito além da atividade de informar e formar opinião. Tem um sentido mais amplo, como promover a reflexão na sociedade


2) especial EDIÇÃO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

18

anos

Raimundo Nunes/Arquivo Jornal de Fato

28/08/2000 - Vereador Vicente Rêgo, deputado federal Laíre Rosado, deputada estadual Sandra Rosado, jornalista Carlos Santos, governador Garibaldi Filho, jornalista César Santos, prefeita Rosalba Ciarlini, juiz Cornélio Alves e Padre Sátiro Cavalcante Dantas

Em suas falas, os jornalistas-fundadores afirmaram o compromisso de o DE FATO estabelecer uma nova forma de fazer jornalismo

O sonho de uma geração de jornalistas

O

JORNAL DE FATO nasceu do sonho de uma geração de jornalistas da década de 80, todos formados na redação de jornal impresso, sem diploma da academia, mas com o jornalismo na veia e no coração. Essa geração, que passou pela redação do centenário O Mossoroense, ganhou experiência em outras redações, mas sabia do espaço aberto para o surgimento de um jornal que viesse a estabelecer nova fase no jornalismo de Mossoró e do Rio Grande do Norte. O início da década de 2000 foi marcante, porque abriu caminho para a realização desse sonho, com a fundação da Santos Editora de Jornais Ltda., que deu vida ao JORNAL DE FATO. Coube aos jornalistas César Santos e Carlos Santos, que juntos iniciaram carreira no jornal O Mossoroense, em 1985, planejar e executar o projeto do novo jornal. César Santos tinha acabado de se despedir da redação da Gazeta do Oeste, na qual passou 12 anos de sua vida profissional e respondia pela direção de redação. Carlos Santos, que também foi editor-chefe da Gazeta do Oeste, já caminhava em carreira solo, com o seu informativo “Herzog Press”, distribuído para assinantes através de telefax. Daí, juntos, entenderam que havia chegado o momento de oferecer

um novo veículo de comunicação impresso ao leitor. O 28 de agosto de 2000 foi a data memorável. Era lançada a primeira edição do JORNAL DE FATO, numa solenidade bastante concorrida no auditório do Sesiclube, com a presença de autoridades públicas e de leitores que esperavam pela boa-nova. O evento foi prestigiado pelo governador Garibaldi Alves Filho (PMDB), hoje senador da República; prefeita RosalbaCiarlini; presidente do Fórum Municipal Silveira Martins, hoje desembargador Cornélio Alves; deputados federais Betinho Rosado e Sandra Rosado, além de tantas outras autoridades do mundo político, jurídico, empresarial e de vários segmentos da sociedade. Em suas falas, os jornalistas-fundadores afirmaram o compromisso de o DE FATO estabelecer uma nova forma de fazer jornalismo, sem abrir mão de princípios básicos como respeito à notícia, ao leitor, anunciantes e, acima de tudo, sem abrir da ética e da boa informação. “Esse é um projeto de uma geração que sonhou o sonho de fazer um jornalismo diferente, com linha editorial ampla, sem abrir mão dos fatos, mas sempre respeitando o leitor, com responsabilidade, ética e, acima de tudo, aptidão pelo jornalismo de verdade”, disse César Santos, logo após a distribuição dos

primeiros exemplares do jornal ao público presente. Carlos Santos reafirmou o compromisso, garantindo que o JORNAL DE FATO não abriria mão de suas convicções, porque seria conduzido por jornalistas de uma geração que sonhou com um projeto diferente dos impressos que já existiam. Carlos ressaltou que o DE FATO não estava nascendo para eliminar os matutinos existentes, mas, sim, para somar o jornalismo potiguar com uma proposta inovadora. A convicção dos jornalistas-fundadores estava certa. O JORNAL DE FATO trilhou o caminho traçado por eles, e hoje chega aos 18 anos praticando o bom jornalismo. O jornal cresceu, ganhou novo formato gráfico, novas editorias, novos cadernos, ampliou a circulação, o número de assinantes, mas sem abrir mão do compromisso único de fazer o Jornalismo de Verdade. “Essa proposta é inegociável. O JORNAL DE FATO assim continuará, praticando o jornalismo com responsabilidade e ética”, garante César Santos, que desde o segundo ano de fundação do jornal passou a conduzir a sua direção, com a saída de Carlos Santos para novos projetos pessoais. E assim, hoje, Mossoró e o Rio Grande do Norte comemoram os 18 anos do JORNAL DE FATO.

O JORNAL DE FATO trilhou o caminho traçado, e hoje chega aos 18 anos praticando o bom jornalismo.


especial EDIÇÃO

U

m projeto inovador e pioneiro no jornalismo mossoroense e até no Rio Grande do Norte deu vida à revista Domingo. A proposta de um suplemento diferenciado, com conteúdo voltado aos principais acontecimentos da semana em reportagens elaboradas, estreou a edição em cores do JORNAL DE FATO no dia 2 de junho de 2002, no segundo ano do jornal. Com a participação de especialistas, colaboradores convidados e histórias de vida das pessoas, a revista sempre traz enfoques criativos para assuntos abordados na semana. Temas da História, Educação, Comportamento, Cultura, Saúde, Culinária, Literatura, Política e até Ciência são trabalhados de maneira a propor ao leitor a discussão com profundidade dos mais variados assuntos. As reportagens da revista destacam o uso de imagens, ilustrações e de

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

Domingo

é do leitor DE FATO

desde 2002

infográficos feitos especialmente para o conteúdo jornalístico e que dão leveza e beleza ao material, além de ajudarem a compreensão dos assuntos tratados de uma maneira diferenciada. Nestes oito anos, a revista ganhou lei-

tores fiéis que colecionam o material e percebem o seu crescimento. VARIEDADES A revista DOMINGO te-

ve como primeiras editoras as jornalistas Daiany Dantas e Afra Valle (2002). Na época, sob a supervisão do então editor-chefe William Robson.

Desde 2003, a editoria da revista e a produção das matérias passaram pelas mãos de jornalistas como Izaíra Talita, Sandra Monteiro, Higo Lima, Paulo Sérgio, Magnos Alves, Nara Andrade, entre outros. A partir de reportagens publicadas na revista Do-

)3

mingo, Izaíra Thalita conquistou importantes prêmios para o JORNAL DE FATO: Prêmio de Jornalismo José Martins de Vasconcelos, concedido pela Uern (2005); Prêmio Mão Amiga sobre Meio Ambiente, da ONG DNA (2007); e Prêmio Fapern de Jornalismo Científico (2008). Outra importante conquista se deu através de série de reportagens escritas pela jornalista Janaína Holanda abordando a infância e a educação, fazendo que, por duas vezes, a revista Domingo ficasse entre as cinco melhores do País como semifinalista no Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, concorrendo com veículos de todo o Brasil nos anos de 2004 e 2006. Todos esses prêmios mostram a responsabilidade de que a equipe que produz a revista Domingo é comprometida com o jornalismo de qualidade e pensa no melhor para seus leitores.


4) especial EDIÇÃO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

César Santos fala sobre os 18 anos do JORNAL DE FATO, comemorados neste dia 28 de agosto, e dos seus mais de 30 anos de jornalismo

O

jornalista César Santos percorreu as redações de emissoras de rádio e de jornais de Mossoró em mais de 30 anos de profissão, até fundar o JORNAL DE FATO, junto com o jornalista Carlos Santos. Ambos da mesma geração dos anos 80 e companheiros das mesmas redações. César Santos já está na história do jornalismo de Mossoró e do Rio Grande do Norte, mas não coloca essa condição na sua conta pessoal. Prefere assumir a posição de jornalista, na mais pura concepção do exercício, com uma história para contar ainda inacabada. O diretor-presidente da Santos Editora de Jornais Ltda, além de ter fundado o JORNAL DE FATO, criou o portal de notícias defato.com e a revista Contexto. Nesta entrevista, César Santos fala sobre os 18 anos do JORNAL DE FATO, comemorados neste dia 28 de agosto, e dos seus mais de 30 anos de jornalismo. Conta como descobriu o amor pelo jornal impresso; passa pela ideia de fundar o próprio jornal; fala das armadilhas da profissão; e afirma que viu e ouviu muitas coisas, várias publicadas em reportagens ao longo de três décadas, outras guardadas em caixinha para, um dia, quem sabe, serem reveladas em livro.

DESCOBRIR o jornalismo e o empreendedorismo tem alguma explicação? SOU jornalista, formado na redação, na prática mesmo. Costumo dizer que o jornalismo está na veia e um dia você descobre. Assim foi comigo. Descobri a vocação e me apaixonei. O empreendedorismo veio por consequência, com a ideia de criar um novo jornal para Mossoró e o Rio Grande do Norte. Nasceram aí a Santos Editora de Jornais e o desafio de gerir uma empresa de comunicação. Chegamos há 15 anos, passamos no teste da primeira década. O desafio agora é estabelecer o papel do jornal impresso no contexto do novo leitor, que mostra-se cada vez mais aberto às novas tecnologias, e dentro desse universo, promover a leitura através das mais variadas plataformas.

era semanal (nas segundas-feiras). Mas, aos poucos, fomos investindo, passamos à circulação diária e implantar uma série de mudanças que serviram, inclusive, para os outros jornais.

DESDE cedo, o senhor imaginava que um dia pudesse ser dono de jornal ou essa ideia foi construída com o passar do tempo? TALVEZ eu já respondo esta pergunta acima. A ideia de criar o JORNAL DE FATO veio do sonho de uma geração que nascera nos anos 80, na redação de O Mossoroense. Essa geração sonhava com um novo modelo de jornalismo, diferente do que era praticado em Mossoró e no Estado. Um jornalismo moderno, tanto do ponto de vista editorial quanto gráfico. Existia uma lacuna, ocupamos com essa nova mentalidade. O leitor entendeu e abraçou a causa.

OS 18 anos de fundação mostram a aprovação do leitor pelo produto. Esse produto tem um segredo para o sucesso? O LEITOR aprovou o JORNAL DE FATO de imediato. Desde a primeira edição, naquele 28 de agosto de 2000. Para se ter ideia, é grande o número de assinantes que estão conosco desde o primeiro número. Não há segredo para explicar o sucesso. É fazer o bom jornalismo, oferecer ao leitor um jornal bem editado, com linhas gráfica e editorial bem produzidas e sempre respeitando o nosso maior patrimônio, que é o jornalismo de verdade.

AQUI ou em qualquer outro lugar, as dificuldades são imensas para colocar um jornal. Quais foram as principais delas? EDITAR um jornal foi o mais fácil. É nossa profissão. Os jornalistas da primeira fase do JORNAL DE FATO já tinham larga experiência de redações de outros jornais. Agora, fazer jornal com uma estrutura tímida era o grande desafio. Contávamos com uma sede pequena, nossa redação se resumia a uma salinha e a gráfica contava apenas com uma impressora e uma gravadora de chapa. Por isso, tivemos que queimar etapas. A circulação

QUE mudanças foram essas? MUDANÇAS gráfico-editoriais. Passamos a valorizar editorias que até então não eram priorizadas, como economia, saúde, comportamento, sem esquecer as notícias de política, esporte e policial. Renunciamos o noticiário policialesco, evitando os manchetões. Passamos a valorizar mais a notícia que interessa o leitor assíduo de jornal. As inovações gráficas aconteceram com a policromia (fomos o primeiro jornal do interior do RN a trabalhar com cores), a infografia, além de quesitos que implantamos no jornalismo impresso local.

A LINHA editorial de fazer o jornal para a família, sempre em defesa da sociedade, é um dos segredos? TEMOS essa visão. A parti daí, é possível oferecer um jornal que possa ser lido na mesa do café da manhã. As pessoas hoje estão mais interessadas em saber como anda a economia no País e no mundo, querem ler sobre saúde, educação, comportamento, esporte, lazer e, também, política e polícia. Pensamos assim. Por isso, costumamos dizer que editamos vários jornais dentro do jornal. São as editorias que cuidam de seus segmentos. A nossa edição do domingo, por exemplo, chega às mãos do leitor com os cadernos

.com

especial EDIÇÃO

18

anos

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

'Jornalismo

)5

nunca estará completa'

Marcos Garcia

O JORNAL DE FATO nasceu

INTERNET, celular, computador e outras ferramentas mudam o hábito de consumo da informação das pessoas. Como o JORNAL DE FATO está convivendo com esse novo momento? HÁ UM exagero de alguns quando preveem o fim dos jornais impressos. Fizeram isso quando surgiu a televisão em relação ao rádio. Os jornais terão vida longa, pode acreditar, porque estão inseridos no novo contexto de veículo de comunicação, que reúnem todas as plataformas, todas mídias. Erra quem desprezar essa nova realidade. É preciso estabelecer uma convergência de todas as mídias. Os jornais impressos tiveram de se adaptar ao jornalismo virtual, saber conviver com o imediatismo e os novos apelos de mercado. Nós promovemos essa integração, através do portal de notícias defato.com, para atender ao leitor cada vez mais exigente e ávido por novidades.

MAS é provável que o senhor, como diretor-presidente do jornal, tenha sofrido algum tipo de assédio. Ou isso não ocorre? OCORRE, sim, mas posso garantir que hoje é bem menos. Esse tipo de assédio, com interesse de influenciar a notícia, ele

/photos/jornaldefatorn

não sai do jornalista; nossa missão

“Sua Vida Mulher”, “Estado”, “Mossoró” e as revistas “Domingo” e “Televisão”. O leitor sabe onde buscar a notícia que lhe interessa.

Em quase duas décadas o JORNAL DE FATO passou por cinco eleições municipais e quatro estaduais e nacionais. Os interesses político-eleitorais, de alguma forma, influenciaram a linha editorial do jornal? NÃO. O Jornal de Fato não pertence a grupo político nem sofre essa dependência. A linha editorial é única e não perece diante de interesses outros. Observe que, como colunista político que sou, emito a minha opinião e deixo claro as minhas opções, sejam elas políticas, religiosas ou esportivas. Mas essa condição não afeta a linha editorial do jornal por uma simples, porém, forte razão: sou jornalista por excelência, não me permito que a minha vontade se sobreponha à notícia.

@defato_rn

do sonho de uma geração de jornalistas na década de 80, que se materializou em 2000 com a não ocorre apenas com interesse político. Outros setores também se manifestam. Agora, a direção do Jornal de Fato nunca dobrou os joelhos diante de ataques ao bom jornalismo, porque nunca permitimos, nem deixamos margem para tal iniciativa. A marca do Jornalismo de Verdade permanece intacta e assim continuará em nome do bom jornalismo e de sua credibilidade. COMO conduzir essa situação em ano eleitoral, por exemplo? DA MESMA forma que se conduz em qualquer momento. O assédio é maior ou menor de acordo com interesses de pessoas ou de grupos. No entanto, a postura séria, correta, reta, diminui as chances daqueles que tentam, de alguma forma, buscar algum interesse alheio ao bom jornalismo. É POSSÍVEL contar algum episó-

dio que deixou o jornal em situação delicada? PASSAMOS por várias eleições e saímos de cada uma delas com a nossa linha editorial preservada. Agora, situações delicadas sempre existem. Não são exclusivas do Jornal de Fato. Imagine a pressão que sofrem os grupos detentores dos grandes jornais como O Globo, Folha, Estadão, entre outros. E, guardadas as devidas proporções, é o que acontece aqui. Cabe, a cada um, saber enfrentar as situações e decidir o que é melhor para o seu veículo de comunicação e para o leitor. O SENHOR alcança 33 anos de profissão, com atuação em jornais, revistas, rádios e televisão. Missão cumprida? NÃO. Ainda tenho muita estrada, sonhos a realizar, além, claro, do desejo ávido pela notícia. O jornalismo não sai do jornalista. Portanto, a missão estará incompleta,

sempre. Enquanto o jornalista carregar a caneta no bolso e um bloquinho acompanhando, a sua aposentadoria estará retardada e a missão renovada. DIZEM que o jornalista não pode ter muitos amigos. A notícia X quem é notícia estabelece um fosso. É verdade? O JORNALISTA pode ter amigos, como qualquer outro ser humano. O jornalista não pode é ser influenciado por essa amizade para desviar dos conceitos básicos de sua profissão. Talvez, e provavelmente, se justifica aí a máxima de que jornalista não tem nem pode ter amigos. Fonte de notícia, por exemplo, não é amigo; é fonte e deve ser respeitada como tal. Agora, cabe a cada um de nós, jornalista ou não, construir e respeitar as suas amizades, que vão muito além do exercício profissional. E de interesses outros. O QUE o senhor viu e ouviu nesses

33 anos? MUITAS coisas. Assinamos reportagens importantes. Outras, nem tanto. Mas contamos história, de fatos verdades, somos testemunhas através da nobre profissão. E muitas coisas deixaram de ser contadas, se transformaram em segredo. Vimos e ouvimos muito; somos uma caixinha de fatos importantes. Segredos que talvez mudariam o rumo de algumas histórias. PODE contar agora? NÃO. Quem sabe, um dia. EM livro? QUEM sabe. PARA finalizar, um conselho aos novos jornalistas. SE UM dia você abrir o computador e não sentir a mesma emoção da primeira reportagem, desligue a máquina e procure outra profissão.

marca do Jornalismo de Verdade


4) especial EDIÇÃO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

César Santos fala sobre os 18 anos do JORNAL DE FATO, comemorados neste dia 28 de agosto, e dos seus mais de 30 anos de jornalismo

O

jornalista César Santos percorreu as redações de emissoras de rádio e de jornais de Mossoró em mais de 30 anos de profissão, até fundar o JORNAL DE FATO, junto com o jornalista Carlos Santos. Ambos da mesma geração dos anos 80 e companheiros das mesmas redações. César Santos já está na história do jornalismo de Mossoró e do Rio Grande do Norte, mas não coloca essa condição na sua conta pessoal. Prefere assumir a posição de jornalista, na mais pura concepção do exercício, com uma história para contar ainda inacabada. O diretor-presidente da Santos Editora de Jornais Ltda, além de ter fundado o JORNAL DE FATO, criou o portal de notícias defato.com e a revista Contexto. Nesta entrevista, César Santos fala sobre os 18 anos do JORNAL DE FATO, comemorados neste dia 28 de agosto, e dos seus mais de 30 anos de jornalismo. Conta como descobriu o amor pelo jornal impresso; passa pela ideia de fundar o próprio jornal; fala das armadilhas da profissão; e afirma que viu e ouviu muitas coisas, várias publicadas em reportagens ao longo de três décadas, outras guardadas em caixinha para, um dia, quem sabe, serem reveladas em livro.

DESCOBRIR o jornalismo e o empreendedorismo tem alguma explicação? SOU jornalista, formado na redação, na prática mesmo. Costumo dizer que o jornalismo está na veia e um dia você descobre. Assim foi comigo. Descobri a vocação e me apaixonei. O empreendedorismo veio por consequência, com a ideia de criar um novo jornal para Mossoró e o Rio Grande do Norte. Nasceram aí a Santos Editora de Jornais e o desafio de gerir uma empresa de comunicação. Chegamos há 15 anos, passamos no teste da primeira década. O desafio agora é estabelecer o papel do jornal impresso no contexto do novo leitor, que mostra-se cada vez mais aberto às novas tecnologias, e dentro desse universo, promover a leitura através das mais variadas plataformas.

era semanal (nas segundas-feiras). Mas, aos poucos, fomos investindo, passamos à circulação diária e implantar uma série de mudanças que serviram, inclusive, para os outros jornais.

DESDE cedo, o senhor imaginava que um dia pudesse ser dono de jornal ou essa ideia foi construída com o passar do tempo? TALVEZ eu já respondo esta pergunta acima. A ideia de criar o JORNAL DE FATO veio do sonho de uma geração que nascera nos anos 80, na redação de O Mossoroense. Essa geração sonhava com um novo modelo de jornalismo, diferente do que era praticado em Mossoró e no Estado. Um jornalismo moderno, tanto do ponto de vista editorial quanto gráfico. Existia uma lacuna, ocupamos com essa nova mentalidade. O leitor entendeu e abraçou a causa.

OS 18 anos de fundação mostram a aprovação do leitor pelo produto. Esse produto tem um segredo para o sucesso? O LEITOR aprovou o JORNAL DE FATO de imediato. Desde a primeira edição, naquele 28 de agosto de 2000. Para se ter ideia, é grande o número de assinantes que estão conosco desde o primeiro número. Não há segredo para explicar o sucesso. É fazer o bom jornalismo, oferecer ao leitor um jornal bem editado, com linhas gráfica e editorial bem produzidas e sempre respeitando o nosso maior patrimônio, que é o jornalismo de verdade.

AQUI ou em qualquer outro lugar, as dificuldades são imensas para colocar um jornal. Quais foram as principais delas? EDITAR um jornal foi o mais fácil. É nossa profissão. Os jornalistas da primeira fase do JORNAL DE FATO já tinham larga experiência de redações de outros jornais. Agora, fazer jornal com uma estrutura tímida era o grande desafio. Contávamos com uma sede pequena, nossa redação se resumia a uma salinha e a gráfica contava apenas com uma impressora e uma gravadora de chapa. Por isso, tivemos que queimar etapas. A circulação

QUE mudanças foram essas? MUDANÇAS gráfico-editoriais. Passamos a valorizar editorias que até então não eram priorizadas, como economia, saúde, comportamento, sem esquecer as notícias de política, esporte e policial. Renunciamos o noticiário policialesco, evitando os manchetões. Passamos a valorizar mais a notícia que interessa o leitor assíduo de jornal. As inovações gráficas aconteceram com a policromia (fomos o primeiro jornal do interior do RN a trabalhar com cores), a infografia, além de quesitos que implantamos no jornalismo impresso local.

A LINHA editorial de fazer o jornal para a família, sempre em defesa da sociedade, é um dos segredos? TEMOS essa visão. A parti daí, é possível oferecer um jornal que possa ser lido na mesa do café da manhã. As pessoas hoje estão mais interessadas em saber como anda a economia no País e no mundo, querem ler sobre saúde, educação, comportamento, esporte, lazer e, também, política e polícia. Pensamos assim. Por isso, costumamos dizer que editamos vários jornais dentro do jornal. São as editorias que cuidam de seus segmentos. A nossa edição do domingo, por exemplo, chega às mãos do leitor com os cadernos

.com

especial EDIÇÃO

18

anos

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

'Jornalismo

)5

nunca estará completa'

Marcos Garcia

O JORNAL DE FATO nasceu

INTERNET, celular, computador e outras ferramentas mudam o hábito de consumo da informação das pessoas. Como o JORNAL DE FATO está convivendo com esse novo momento? HÁ UM exagero de alguns quando preveem o fim dos jornais impressos. Fizeram isso quando surgiu a televisão em relação ao rádio. Os jornais terão vida longa, pode acreditar, porque estão inseridos no novo contexto de veículo de comunicação, que reúnem todas as plataformas, todas mídias. Erra quem desprezar essa nova realidade. É preciso estabelecer uma convergência de todas as mídias. Os jornais impressos tiveram de se adaptar ao jornalismo virtual, saber conviver com o imediatismo e os novos apelos de mercado. Nós promovemos essa integração, através do portal de notícias defato.com, para atender ao leitor cada vez mais exigente e ávido por novidades.

MAS é provável que o senhor, como diretor-presidente do jornal, tenha sofrido algum tipo de assédio. Ou isso não ocorre? OCORRE, sim, mas posso garantir que hoje é bem menos. Esse tipo de assédio, com interesse de influenciar a notícia, ele

/photos/jornaldefatorn

não sai do jornalista; nossa missão

“Sua Vida Mulher”, “Estado”, “Mossoró” e as revistas “Domingo” e “Televisão”. O leitor sabe onde buscar a notícia que lhe interessa.

Em quase duas décadas o JORNAL DE FATO passou por cinco eleições municipais e quatro estaduais e nacionais. Os interesses político-eleitorais, de alguma forma, influenciaram a linha editorial do jornal? NÃO. O Jornal de Fato não pertence a grupo político nem sofre essa dependência. A linha editorial é única e não perece diante de interesses outros. Observe que, como colunista político que sou, emito a minha opinião e deixo claro as minhas opções, sejam elas políticas, religiosas ou esportivas. Mas essa condição não afeta a linha editorial do jornal por uma simples, porém, forte razão: sou jornalista por excelência, não me permito que a minha vontade se sobreponha à notícia.

@defato_rn

do sonho de uma geração de jornalistas na década de 80, que se materializou em 2000 com a não ocorre apenas com interesse político. Outros setores também se manifestam. Agora, a direção do Jornal de Fato nunca dobrou os joelhos diante de ataques ao bom jornalismo, porque nunca permitimos, nem deixamos margem para tal iniciativa. A marca do Jornalismo de Verdade permanece intacta e assim continuará em nome do bom jornalismo e de sua credibilidade. COMO conduzir essa situação em ano eleitoral, por exemplo? DA MESMA forma que se conduz em qualquer momento. O assédio é maior ou menor de acordo com interesses de pessoas ou de grupos. No entanto, a postura séria, correta, reta, diminui as chances daqueles que tentam, de alguma forma, buscar algum interesse alheio ao bom jornalismo. É POSSÍVEL contar algum episó-

dio que deixou o jornal em situação delicada? PASSAMOS por várias eleições e saímos de cada uma delas com a nossa linha editorial preservada. Agora, situações delicadas sempre existem. Não são exclusivas do Jornal de Fato. Imagine a pressão que sofrem os grupos detentores dos grandes jornais como O Globo, Folha, Estadão, entre outros. E, guardadas as devidas proporções, é o que acontece aqui. Cabe, a cada um, saber enfrentar as situações e decidir o que é melhor para o seu veículo de comunicação e para o leitor. O SENHOR alcança 33 anos de profissão, com atuação em jornais, revistas, rádios e televisão. Missão cumprida? NÃO. Ainda tenho muita estrada, sonhos a realizar, além, claro, do desejo ávido pela notícia. O jornalismo não sai do jornalista. Portanto, a missão estará incompleta,

sempre. Enquanto o jornalista carregar a caneta no bolso e um bloquinho acompanhando, a sua aposentadoria estará retardada e a missão renovada. DIZEM que o jornalista não pode ter muitos amigos. A notícia X quem é notícia estabelece um fosso. É verdade? O JORNALISTA pode ter amigos, como qualquer outro ser humano. O jornalista não pode é ser influenciado por essa amizade para desviar dos conceitos básicos de sua profissão. Talvez, e provavelmente, se justifica aí a máxima de que jornalista não tem nem pode ter amigos. Fonte de notícia, por exemplo, não é amigo; é fonte e deve ser respeitada como tal. Agora, cabe a cada um de nós, jornalista ou não, construir e respeitar as suas amizades, que vão muito além do exercício profissional. E de interesses outros. O QUE o senhor viu e ouviu nesses

33 anos? MUITAS coisas. Assinamos reportagens importantes. Outras, nem tanto. Mas contamos história, de fatos verdades, somos testemunhas através da nobre profissão. E muitas coisas deixaram de ser contadas, se transformaram em segredo. Vimos e ouvimos muito; somos uma caixinha de fatos importantes. Segredos que talvez mudariam o rumo de algumas histórias. PODE contar agora? NÃO. Quem sabe, um dia. EM livro? QUEM sabe. PARA finalizar, um conselho aos novos jornalistas. SE UM dia você abrir o computador e não sentir a mesma emoção da primeira reportagem, desligue a máquina e procure outra profissão.

marca do Jornalismo de Verdade


especial EDIÇÃO

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

)7

A variedade de no�ícias do JORNAL DE FATO pode ser comprovada nas editorias e cadernos criados para diferentes segmentos

O leitor encontra economia, polí�ica, O

esporte e cultura

JORNAL DE FATO teve papel importante no processo de transformação do jornalismo impresso de Mossoró. Com a sua linha editorial, que contempla todas as editorias e formato grá�ico, o jornal acabou in�luenciando os demais impressos que exis�iam na cidade. Hoje, o DE FATO é o único impresso em circulação no Rio Grande do Norte com origem e sede no interior do Estado. O ponto de par�ida, segundo o diretor-presidente César Santos, foi eliminar a ideia de que o fato policial deveria ser destacado diariamente, evitando a imagem policialesca do impresso. A editoria de Polícia, desde o primeiro número do JORNAL DE FATO, tem espaço de acordo com a importância da no�ícia, assim como as editorias de Polí�ica, Esporte, Comportamento, Cidades, Gerais, e assim sucessivamente. No lançamento do jornal, no dia 28

de agosto de 2000, o jornalista Carlos Santos a�irmou que o novo impresso não abriria mão da �idelidade com o leitor, preservando a credibilidade da informação. "Vamos fazer jornalismo de verdade", assegurou. Jornalismo de Verdade, inclusive, é o slogan do JORNAL DE FATO nesse 18 anos. "Não vamos mudar, porque essa é a nossa missão principal", garante César Santos, sobre o papel do jornal. O diretor-presidente a�irma que o JORNAL DE FATO, logo no primeiro ano de circulação, decidiu que evitaria manchetes de capa que não levariam bom sen�imento ao leitor, principalmente de no�ícias policiais graves, como suicídio, por exemplo. Segundo ele, a manchete policial sensacionalista chama a atenção do leitor �lutuante, mas nunca agrada o leitor diário, o assinante. “Quem toma café da manhã olhando um jornal com sangue na capa?”, ques�iona. Par�indo desse princípio, o JOR-

No lançamento

NAL DE FATO valoriza editorias como Comportamento, Saúde, Economia, Variedades. “O leitor está cada vez mais ávido por no�ícias de economia, porque essa área in�luencia diretamente na sua vida. As no�ícias de comportamento e saúde são tão interessantes quanto o fato polí�ico, por exemplo, já que atrai um segmento que costuma passar os olhos pela página de Polí�ica”, diz. A variedade de no�ícias do JORNAL DE FATO pode ser comprovada nas editorias e cadernos criados para diferentes segmentos: Polí�ica, Esporte, Gerais, Estado, Cultural (Total), Mulher e a revista Domingo. “O importante é que esses cadernos e a revista são preparados para atender a cada segmento, com no�ícias e informações que levam mais conhecimento ao leitor”, explica o editor-chefe Edilson Damasceno. “As edições são construídas a par�ir das reuniões de pauta, em que toda a redação se envolve para levar o melhor ao leitor”, destaca. Marcos Garcia

“O importante é que esses cadernos e a revista são preparados para atender a cada segmento, com no�ícias e informações que levam mais conhecimento ao leitor”, explica o editor-chefe Edilson Damasceno

do jornal, no dia 28 de agosto de 2000, o jornalista Carlos Santos a�irmou que o novo impresso não abriria mão da �idelidade com o leitor


especial EDIÇÃO

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

)9


10)especial EDIÇÃO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

18

anos

Por duas vezes, a revista DOMINGO �icou entre as cinco melhores do País, como semi�inalista no Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo

No�ícias premiadas que venceram a

barreira do tempo

E

screver é um exercício diário de sabedoria. Antes mesmo de o jornal chegar até a mão do leitor, uma maratona de descobertas e inquietações perpassa a consciência do repórter na sua árdua tarefa de informar, sendo capaz de catalisar as informações e contá-las com responsabilidade. Algumas dessas no�ícias que enchem as páginas do jornal, no dia seguinte, �icam velhas - fadadas ao mero papel de embrulho. Já, outras, vencem a barreira do tempo e se tornam especiais. Com um olhar mais apurado, mais analí�ico e tratamento grá�ico personalizado, as séries de reportagens e matérias especiais sempre foram uma preocupação do JORNAL DE FATO. O sucesso dessas reportagens é comprovado pelos prêmios que a redação conquistou nesta trajetória de 18 anos. Por duas vezes, a revista DOMINGO �icou entre as cinco melhores do País, como semi�inalista no Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, concorrendo com veículos de todo o Brasil, nos anos de 2004 e 2006, com matérias produzidas pela jornalista Janaína Holanda – hoje atuando nos quadros da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). Uma das reportagens premiadas pelo Grande Prêmio Ayrton Senna foi

Prêmio Ayrto

n Senna de Jo

Prêmio Petro

rnalis-

is bras de Jornal

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

mo

sobre o trabalho infan�il domés�ico. A revista DOMINGO contou histórias de crianças que cuidavam de casa enquanto os pais saiam para trabalhar. O resultado desse material jornalís�ico não apenas premiou a qualidade da redação do Jornal de Fato, mas contemplou a cidade de Mossoró com mais crianças atendidas pelo programa Acelera Brasil, do Ins�ituto Ayrton Senna. A revista trouxe ainda o Prêmio de Jornalismo José Mar�ins de Vasconcelos, concedido pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN (2005); Prêmio Mão Amiga sobre Meio Ambiente, da ONG DNA (2007); e o Prêmio Fapern de Jornalismo Cien�í�ico (2008), com reportagens produzidas pela jornalista Izaíra Thalita. Em 2008, o caderno especial “Novas Energias”, editado pelo jornalista Esdras Marchezan, hoje professor da Uern e assessor de Gabinete do reitor Pedro Fernandes, recebeu os prêmios de jornalismo concedido pela Fiern e Petrobras. Em 2005, ele, juntamente com os repórteres Paulo Sérgio Freire, Edilson Damasceno e Janaína Holanda, foram destaque no Prêmio BNB de Jornalismo com uma reportagem que mostrou a agricultura familiar no Rio Grande do Norte. As premiações do DE FATO comprovam o seu potencial no RN. Os pro�issionais do periódico também mar-

Prêmio Fapern

Prêmio BNB de

de Jornalismo

Jornalismo

caram presença no Prêmio Dorian Jorge Freire de 2007, com o repórter e hoje editor-chefe Edilson Damasceno, e em 2008, com o jornalista Higo Lima. FOTOJORNALISMO O visual do JORNAL DE FATO é o seu grande diferencial. Para conseguir êxito nessa proposta, o periódico sempre contou com competentes repórteres fotográ�icos, vencedores de inúmeros prêmios de dimensão nacional. Em 2009, o repórter-fotográ�ico Fred Veras foi o grande vencedor do Concurso Fotográ�ico Leica-Fotografe, um dos mais importantes do Brasil, com par�icipantes do País e do exterior. Em 2008, mais uma vez, Fred Veras venceu o Prêmio Fiern de Jornalismo e obteve a segunda colocação do prêmio de fotogra�ia da Secretaria Nacional An�idrogas, da Presidência da República. Naquele mesmo ano, o fotógrafo Marcos Garcia �icou na �inal do Prêmio Idema de Jornalismo e foi agraciado com o Prêmio Dorian Jorge Freire de Jornalismo e, também teve uma foto entre as 10 fotogra�ias escolhidas na Maratona Cultural de Fotogra�ia, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura.

Prêmio Petro

bras de Jornal is

Prêmio UERN

de Jornalismo

mo

Reportagem sobre trabalho infan�il domés�ico fez o Acelera Brasil aumentar o número de crianças atendidas em Mossoró.


especial EDIÇÃO

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

)11

/photos/jornaldefatorn


12) especial EDIÇÃO

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

especial EDIÇÃO

18

anos

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

)13

/photos/jornaldefatorn


12) especial EDIÇÃO

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

especial EDIÇÃO

18

anos

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

)13

/photos/jornaldefatorn


14) especial EDIÇÃO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

18

anos

Site promove a convergência dentro de um padrão aprovado pelo leitor, a par�ir do Jornalismo de Verdade, que é o slogan desde a fundação do matu�ino

defato.com insere o bom jornalismo

em novas mídias

A

no�ícia em tempo real, sem se afastar do no�iciário impresso. Essa é a missão do portal defato.com, o site do JORNAL DE FATO na rede mundial de computadores. A convergência das mídias dentro de um padrão aprovado pelo leitor, a par�ir do Jornalismo de Verdade, que é slogan desde a fundação do matu�ino.

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

O defato.com está no ar há seis anos, com um formato leve, de leitura direta, fazendo convergir todas as plataformas que acabem produzindo a edição impressa do dia seguinte. “Os jornalistas já estão devidamente adaptados às novas ferramentas, porém sempre resguardando a qualidade da no�ícia”, a�irma o jornalista Edilson Damasceno, editor-chefe do JORNAL DE FATO. O site atualiza a no�ícia em

tempo real, u�ilizando as mais variadas ferramentas, com textos, fotogra�ias, imagem de vídeos e áudios. A implantação do defato.com foi uma necessidade para acompanhar a velocidade da no�ícia, a par�ir da explosão do jornalismo on-line. “A nossa missão é permi�ir que o leitor receba no computador, tablet ou celular a no�ícia em tempo real, mas que seja convidado a acompanhar a cobertura

completa na edição impressa do jornal”, explica o diretor-presidente do JORNAL DE FATO, jornalista César Santos. Segundo César, a convergência das mídias deve ser feita com muito zelo, para que a verdade dos fatos não seja atropelada pela ansiedade. Quando o defato. com foi para o ar, em 2012, a redação �inha a pressa de colocar a no�ícia no ar, correndo o risco de perder detalhes importantes do

fato. Foi preciso preparar a equipe para trabalhar essa fase, que era nova e que muitos não �inham o devido entendimento. “O jornalista, por natureza, tem essa coisa do furo de reportagem, de chegar primeiro etc.. No jornalismo on-line, essa condição a�lora de forma muito agressiva, por isso, é preciso inibir a ansiedade para que os fatos sejam no�iciados de forma limpa e transparente”, comenta.


especial EDIÇÃO

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

)15

/photos/jornaldefatorn

A cobertura online explora todas as editorias com destaque para Polí�ica, Esportes, Polícia, Saúde, Comportamento e Cultura

A marca do JORNAL DE FATO permite a

con�iança do leitor

O

site defato.com explora todas as editorias, com destaque para política, e s p o r te, p o lí ci a , saúde, comportamento. Também conta com a parceria de agência de notícia que oferece toda a cobertura do noticiário nacional. “Os acontecimentos de Brasília, por exemplo, têm cobertura em tempo real, sem perder um lance”, destaca o jornalista Edinaldo Moreno, editor do site. O sucesso do site não é por acaso. Ele acompanha a credibilidade do JORNAL DE FATO. Como se sabe, o jornalismo on-line, num ambiente em que a notícia é oferecida gratuitamente, faz que o leitor procure observar a credibilidade do veículo. “A marca do JORNAL DE FATO permite a confiança do leitor, por isso, o site foi aceito de imediato”, explica César Santos. O jornalista ressalta que quando o produto é oferecido gratuitamente, o consumidor geralmente desconfia. Isso acontece também com a notícia. “Daí, a importância de um site de notícia ter por trás uma marca de sucesso, de credibilidade, como é o caso do defato.com”, diz.

E o sucesso do defato.com é confirmado pelos números de pesquisa. O site alcança em pouco tempo a marca de segundo mais acessado do Rio Grande do Norte, sendo superado apenas pelo portal de notícias do jornal Tribuna do Norte. BLOG DO CÉSAR SANTOS No portal defato.com existe o espaço para a publicação de várias colunas assinadas por jornalistas respeitados e de credibilidade confirmada em Mossoró e todo o Rio Grande do Norte. O leitor tem acesso às colunas e blogs de várias jornalistas como Edinaldo Moreno (esporte), Chrystyan de Saboya (social), Marcos Dantas (política, Caicó), Dr. Ney Robson (saúde), Eduardo Colin (política, Brasília), O Câmera (polícia), Brito (charge), Comida, Diversão e Arte, Gol de Placa (esportes). Mas um blog é exclusivo do defato.com. Trata-se do espaço online do jornalista César Santos, que assina uma coluna diária no impresso desde a sua fundação. No “Blog do César Santos”, o leitor tem a oportunidade de receber em tempo real as notícias dos bastidores da política. Geralmente, são

notas que revelam os fatos em primeira mão, devido à experiência e às bem informadas fontes que o jornalista tem. “Procuro selecionar a notícia, levando em conta a importância de cada uma. Tem notícia que é preciso ir logo para o blog, e outras que deixo para a edição impressa”, revela César Santos. “No blog, o leitor tem a primazia da notícia imediata, por isso, seleciono bem o que deve ir logo ao ar”, explica o jornalista. Além das notas curtas e notícias em forma de reportagem, o Blog do César Santos também contempla o leitor com entrevistas na seção “Cafezinho com César Santos”. Políticos, empresários, autoridades, personalidades religiosas já tomaram o cafezinho e permitiram a produção de entrevistas importantes. O Blog do César Santos é um dos mais acessados no Rio Grande do Norte. Ele entende que o prestígio do leitor se justifica pelo tempo de jornalismo que tem e pela marca de credibilidade, da qual não abre mão. “Temos mais de 30 anos de jornalismo, dos quais, são 20 anos assinando coluna, o que transmite segurança e confiança ao leitor”, define.

Site atualiza a no�ícia em tempo real, u�ilizando as mais variadas ferramentas, com textos, fotogra�ias, imagem de vídeos e áudios.


16) especial EDIÇÃO

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

18

anos


especial EDIÇÃO

18

anos

www.

)17

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

A primeira capa destacou polí�ica com as eleições de 2000, social, com a fome nos lixões, economia, com o arrocho �iscal e as no�ícias policiais

Fatos importantes dos úl�imos 18 anos na capa do

Jornal de Fato

N

os 10 anos d o J O RNAL DE F AT O , completados no dia 28 de agosto de 2010, uma edição especial retratava a história de uma década de circulação do impresso, mostrando os fatos, através da reprodução de capas que marcaram a vida das pessoas para sempre. O trabalho de pesquisa por uma equipe de jornalistas da redação do jornal resgatou os principais

acontecimentos na polí�ica, religião, comportamento, social, esporte, polícia, ciência, tecnologia, educação, entre outros. Na polí�ica, o JORNAL DE FATO no�iciou e registrou para a história, ao longo desses anos, mais de uma dezena de eleições municipais, estaduais e gerais. Fatos importantes, como a eleição das primeiras mulheres governadora e senadora do Rio Grande do Norte – Wilma de Faria, em 2002, e RosalbaCiarlini, em 2006. Da primeira mu-

lher presidente da República do Brasil – Dilma Rousse�f, em 2010. A eleição do primeiro presidente de origem polí�ica na luta dos trabalhadores, Luís Inácio Lula da Silva, também ganhou destaque no JORNAL DE FATO, em 2002; e depois em 2006, quando Lula conquistou a reeleição. O JORNAL DE FATO registrou, em 18 anos de existência, a sucessão de dois papas – Bento XVI e Francisco, depois da morte do João Paulo II.

No esporte, o pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira em 2002 está nas páginas do jornal, assim como os �ítulos inéditos de campeão estadual de futebol conquistados pelos dois clubes de Mossoró – Po�iguar (2004) e Baraúnas (2005). A decisão do presidente Lula de transformar a Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) em Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) está registrada nos arquivos do JORNAL DE FATO.

1ª

de Fato, 28 capa do Jornal

As páginas do JORNAL DE FATO registraram momentos di�íceis, tristes, mas que marcaram a vida das pessoas, como a emboscada ao prefeito de Caraúbas, Agnaldo Pereira, em que ele morreu ao lado da primeiradama Nieta e de três seguranças. A morte de Dr. Carneiro, o líder da tradicional

de agosto de

2000

família de Caraúbas, que se tornou famoso em todo o Nordeste, através das páginas policiais. Muitos fatos relevantes em Mossoró, no Rio Grande do Norte, no Brasil e no mundo, todos contados com fidelidade à notícia nas páginas do JORNAL DE FATO.


18) especial EDIÇÃO

3

de abril de 2005. O JORNAL DE FATO circula com edição especial para no�iciar a morte do papa João Paulo II. A no�ícia que comoveu o mundo religioso também alterou o ritmo da redação do jornal, com toda a equipe envolvida na confecção de um caderno que contaria o fato e a vida do papa mais popular da Igreja Católica. A capa da edição publicou a foto de João Paulo II, saindo da vida para a eternidade, com o �ítulo: “O adeus do Papa da Paz”. No texto da capa, o De Fato destacou: o papa João Paulo II, que conduziu a Igreja Católica por mais de um quarto de século, morreu aos 84 anos. O pon�í�ice faleceu depois de sofrer insu�iciência cardíaca e renal. O papa esteve internado em um hospital por duas vezes nos dois úl�imos meses. Veja, nesta edição, tudo sobre os úl�imos momentos do papa, os procedimentos do Va�icano para a sucessão e a repercussão em Mossoró e no mundo. Nas chamadas em segundo plano, a capa desta-

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

18

anos

A edição especial que no�iciou a morte do Papa João Paulo II foi selecionada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) entre as 100 melhores capas do País

De Fato é escolhido entre as melhores capas do País

cou: 1 – “O polonês que surpreendeu o mundo inteiro”; 2 – As viagens, as visitas ao Brasil e a história de todos os papas”; 3 – O per�il daqueles que têm mais chances de sucederem João Paulo II”. O trabalho da equipe, supervisionada pelo então editor-chefe William Robson, com direção de diagramação e arte de Augusto Paiva, recebeu o reconhecimento da Associação Nacional de Jornais (ANJ), sendo escolhida para compor o livro “As melhores primeiras páginas dos jornais brasileiros”, organiza-

do pela então presidente da en�idade, jornalista Judith Brito, e pelo jornalista Ricardo Pedreira. Brito e Pedreira destacaram o trabalho e a importância das primeiras capas bem elaboradas. Eles escreveram: “Compor o mosaico de melhores páginas de mais de 100 associados para este livro signi�ica, de alguma forma, ra�i�icar a importância dessa defesa do papel dos jornais e da liberdade de imprensa ao longo da história brasileira.” E mais: “Cada empresa jornalís�ica teve a di�ícil

missão de escolher, entre tantas páginas importantes que integram suas trajetórias de tantas décadas – em certos casos, mais de um século –, aquela que considerasse a mais representa�iva. Alguns pinçaram episódios polí�icos de grande impacto no plano nacional ou na região de suas respec�ivas circulações; outros mostraram denúncias que resultaram em mudanças na administração pública. Outros, ainda, retratam fatos marcantes nos esportes, na economia e na vida co�idiana dos cidadãos eleitores. Houve, também, es-

colhas relacionadas à beleza e à competência do projeto grá�ico. E de�iniram: “Mas o que todas as primeiras páginas reunidas neste livro têm em comum é o correto exercício dos jornais como testemunhas da História, como meio de informação dos cidadãos. A ANJ tem orgulho do cenário montado neste livro com as primeiras páginas de importantes jornais brasileiros. É um espelho da nossa missão diante da sociedade brasileira: contribuir com o jornalismo para a permanente construção da cidade.”

A no�ícia que comoveu o mundo religioso também alterou o ritmo da redação do jornal em abril de 2005


especial EDIÇÃO

O

JORNAL DE FATO jus�i�icou o trabalho que resultou na capa premiada pela Associação Nacional de Jornais, com texto do então editor-chefe William Robson, que está publicado na página 128 do livro da ANJ: “Em 2003, o JORNAL DE FATO entrou numa nova fase. Mudou o visual e aderiu às cores. Na verdade, o diário já vinha u�ilizando cores em seus cadernos especiais. Porém, par�iu para um projeto mais audacioso. Uma das capas mais importantes publicadas no jornal foi a que no�iciou a morte do papa João Paulo II, em 3 de abril de 2005. A situação do papa era grave e na quarta-feira da mesma semana ele receberia a extrema-unção. Seu estado de saúde abriu espaço para muitas especulações e no JORNAL DE FATO exis�ia um cuidado com relação às informações que chegavam frequentemente. A no�ícia da

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

O adeus do papa da paz foi no�ícia em edição especial

morte do papa se concre�izou mesmo no sábado à tarde, período que normalmente a edição dominical está fechada. Mas, nesse dia, um novo sistema de plantão foi montado para garan�ir a publicação de informações mais atuais acerca do religioso. O JORNAL DE FATO teve de adaptar um caderno especial e buscar novas informações sobre a morte do papa, provável sucessor e as repercussões em torno do acontecimento.

O departamento de diagramação do JORNAL DE FATO, em reunião com a direção de redação, propôs que a capa mostrasse não apenas a importância do papa junto à sociedade mossoroense, mas também produzisse rapidamente o que aconteceu. Foi quando optou-se por uma foto produzida por Plínio Leppri, da Associated Presse, que manifestava todo o sen�imento de luto daquele momento. Uma imagem de João Paulo II de costas, caminhando. O �ítulo ‘O Adeus do Papa da Paz’ dialogava com a foto, sugerindo a ideia de que sua missão havia sido cumprida.”

Capa da edição especial do dia 3 de abril de 2005

CULTURA

CIDADANIA

ESPORTE

A NOSSA MISSÃO É FAZER O MELHOR PELO DESENVOLVIMENTO DE BARAÚNA, COM DIGNIDADE E RESPEITO À NOSSA GENTE!

)19

/photos/jornaldefatorn

Em 2003, o JORNAL DE FATO entrou numa nova fase. Mudou o visual e aderiu às cores

OBRAS ESTRUTURANTES


20)especial EDIÇÃO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

especial EDIÇÃO

18

anos

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

)21

/photos/jornaldefatorn

DIVERSIDADE CULTURAL

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO


20)especial EDIÇÃO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

especial EDIÇÃO

18

anos

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

/jornaldefatorn

@defato_rn

)21

/photos/jornaldefatorn

DIVERSIDADE CULTURAL

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO


22) especial EDIÇÃO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

18

anos

PESQUISA

FACULDADE DIOCESANA ESTIMULA A INICIAÇÃO CIENTÍFICA Congresso Científico foi realizado com proposta de desenvolver trabalhos voltados à prestação de serviços

Acreditando que boa parte do conhecimento dos futuros profissionais é um caminho de descoberta constante, a Faculdade Diocesana de Mossoró (FDM) incentiva a pesquisa científica, na intenção de provocar também uma reflexão baseada nos benefícios que os estudos no ensino superior podem repercutir na sociedade. Um dos passos para este desafio acadêmico é a realização do Congresso Científico da instituição, que este ano teve a sua segunda edição nos dias 22, 23 e 24 de agosto, reunindo alunos e professores em três dias de programação intensa em todas as áreas de graduação que são ofertadas. O tema central do II Congresso Científico foi pautado nesta ideia de prestação de serviço, proporcionada pelas descobertas acadêmicas: ‘Ensino superior, pesquisa e sociedade: uma abordagem ética envolvendo esse tripé’. “A Faculdade Diocesana não é uma instituição que direciona seus olhares internamente. Aqui nós pensamos em serviços também para fora das salas de aula, que tenham uma repercussão social, beneficiando a comunidade com atividades de pesquisa e extensão protagonizadas pelos nossos alunos e professores”, destaca o diretor geral Pe. Charles Lamartine. “Não tem sentido uma faculdade se resumir apenas às atividades teóricas. É preciso despertar uma responsabilidade social ativa nos estudantes e essa é uma contraprestação do ensino superior, sempre com o compromisso ético de gerar benefícios a partir CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Bruno Mar�ins

Minicursos aconteceram em cada uma das áreas de graduação da Faculdade Diocesana de Mossoró

das pesquisas científicas”, reforça a diretora acadêmica da FDM, Érika Benjamim. A abertura do Congresso aconteceu no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, com palestra do Prof. Dr. César Nunes, da Unicamp-SP. No segundo dia foram ministrados os minicursos, divididos de acordo com as áreas de graduação. Já no encerramento os alunos apresentaram seus trabalhos em duas modalidades. “Os alunos já estão trabalhando desde o semestre passado junto com os professores, escrevendo seus artigos, e a culminância do Congresso acontece com essas apresentações. Temos trabalhos na modalidade banner, que são os resumos, e também os da comunicação oral, que são os trabalhos completos”, explica Érika Benjamim. César Nunes, convidado especial do Con-

Bruno Mar�ins

Alunos da faculdade foram envolvidos em práticas durante os minicursos

gresso Científico da FDM, é um grande incentivador das pesquisas e foi o criador do tema que conduziu o evento. Durante entrevista a

seguir, o professor fala sobre a importância da iniciação científica e do papel humanizador que a Faculdade Diocesana assume, com essa pos-

tura de prestação de serviço à sociedade. Para César, “a instituição que se destaca na docência, na pesquisa e na extensão, sobretudo nos ni-

chos sociais que mais precisam. Esse é o caminho. Não tem outro. É preciso crescer consolidado”. Confira entrevista ao lado.


especial EDIÇÃO

18

anos

www.

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

ENTREVISTA

/jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

)23

- Prof. Dr. CÉSAR NUNES

'Pesquisa é um trabalho intelectual' Prof. Dr. César Nunes, da Unicamp-SP foi o palestrante da abertura do Congresso Científico da Faculdade Diocesana de Mossoró (FDM) no Teatro Municipal Dix-huit Rosado O que foi pensado na construção do tema ‘Ensino superior, pesquisa e sociedade: uma abordagem ética envolvendo esse tripé’, para esse Congresso Científico da FDM? César Nunes: Queríamos que, coerente com a sua vocação, a Faculdade Diocesana fosse um ensino com uma alma, com um projeto.Aí nós tentamos colocar esse tema para entender a dinâmica da sociedade, as carências regionais. Mossoró é uma cidade localizada em uma região que demanda pesquisa sobre a questão da educação, da saúde primária, da habitação, do saneamento, do acesso à justiça, da violência doméstica, o preconceito...então pensamos a instituição como ensino superior que fosse um polo humanista e humanizador, como o Colégio Diocesano já é. Pensamos o ensino superior, compreendendo a sociedade como adversidade, e compreendendo também a pesquisa, a iniciação científica. 98% das pesquisas no Brasil são feitas pelas universidades públicas. Todas as universidades particulares do país juntas são responsáveis por 2%.É muito pouco. Então, embora a Faculdade Diocesana seja uma parte pequena diante da estrutura de mais de dez mil instituições de ensino superior, queria que a gente já nascesse com vontade de produzir um outro tipo de crescimento e que fosse ensino, que é o primeiro tripé da universidade; pesquisa, que é o segundo tripé; e extensão. A extensão significa serviços para a sociedade. Queremos fazer ensino superior de maneira orgânica, humanista e capaz de ter sensibilidade social. Foi essa a intensão, quando nós planejamos o tema. Uma faculdade que começa a promover a iniciação científica, ela já se inova com relação a outras tantas. A iniciação científica é você resolver alguns questionamentos. É assim que tem que ser, para que muitos trabalhos acadêmicos não virem somente alpinismo acadêmico, subir na carreira, e que não tenham nada a ver com a vida real. É lógico que temos que fazer coisa para subir na carreira, mas fazer de maneira artificial não é a vocação.

Guilherme Ricarte

Qual o principal desafio da faculdade privada para incentivar a pesquisa entre os alunos? CN: É um longo e demorado processo. Mas ele sempre começa com uma boa vontade, como esse Congresso quer. Primeiro nós temos que romper com a tradição brasileira, que é de que as faculdades só têm a obrigação de formar um profissional e que a pesquisa já é uma coisa própria de outro tipo de coisa. Não! A ideia da profissionalização é muito importante. Todo mundo precisa. Mas uma profissionalização que carregue, como qualificante, a investigação. É preciso desmistificar um pouco a palavra ‘pesquisa’, porque parece aquela figura do cientista de branco, centrado, dedicado plenamente. Aquilo também é pesquisa de alta produtividade, mas a pesquisa significa ter uma boa pergunta e identificar fontes que possam respondê-la. Perguntar coisas para a realidade e depois desenvolver fontes investigativas. Para que uma faculdade como a Diocesano consiga constituir isso, ela tem que ter um planejamen-

to, esclarecido como esse de hoje, gestores motivados e adesão da comunidade acadêmica. O aluno entra como aluno, mas ele vira estudante. Ele mesmo vai se provendo de informações e virando estudante, e quando ele vê a importância da leitura....quem lê um livro na faculdade tá fazendo pesquisa. Pesquisa bibliográfica. Está lendo o pensamento de um autor. Quem analisa dois autores e compara os pensamentos está fazendo pesquisa, uma análise comparativa entre duas visões de mundo. Tudo isso eu senti ressoando no coração dos professores e dos jovens que estudam na Faculdade Diocesana. Como isso pode acontecer, de uma forma que o aluno se sinta instigado a desenvolver pesquisas que colaborem com o bem social? CN: Aprendi, com o próprio professor Paulo Freire, onde ele falava “ninguém dá o que não tem. Ninguém tem o que não cultiva”. Para formar alunos pesquisadores, nós vamos ter que constituir primeiro uma prá-

tica investigativa na instituição. Alunos pesquisadores são derivações de professores que pesquisam, e professores que pesquisam são aqueles que também se inserem em grupos de pesquisa e de extensão. Então o crescimento que eu vejo da Faculdade Diocesana, é exatamente nesse caminho, de constituir uma cultura do conhecimento através de congressos, que são de sociabilizar o que se produz, através de um jornal para prestar conta do que está sendo feito, um centro de justiça, de assistência social, um núcleo de proteção à criança e adolescente, que vê a gravidez na adolescência e encaminha para um equipamento social. Isso tudo é papel da universidade em parceria com a sociedade. O professor Paulo Freire dizia: “se é verdade o que escreveu Platão, que tudo que está na minha alma toca na alma do outro que comigo convive, como pode uma professora que não gosta de ler, passar o gosto da leitura? Como pode um professor que não escreve, passar o gosto da

escrita? Como pode um professor que não pesquisa, formar um aluno pesquisador?”. Ninguém aprende a fazer pesquisa sozinho. Não é uma inspiração mágica que vem numa tarde de brisa suave. É um trabalho intelectual, que tem que ser conquistado a partir de uma prática institucional. No dia que encontrarem um ambiente de pesquisa, os alunos podem chegar de um jeito, mas eles vão sair de outro. Lembrei a raiz da palavra ‘aluno’, aquele que não tem luz própria. Então ele pode entrar como aluno na faculdade, mas aí em contato com os professores, com grupos de pesquisa, com a biblioteca, ele tem que virar estudante. Se ele entender que aquilo vai fazer o sucesso da vida dele, ele já vira um estudioso, que é aquele que estuda não só para ter nota, mas porque sabe que não tem outro caminho. Assim ele não vai largar nunca mais. Pode ter qualquer profissão, mas nunca mais vai deixar de investigar as coisas para além das fontes do senso comum.

Qual a sua percepção, como professor, sobre o futuro da Faculdade Diocesana? O que dá para enxergar daqui para frente? CN: Trabalhei no Ministério da Educação por alguns anos, tenho alguns amigos que ainda estão lá e pela minha proximidade e amizade com a Faculdade Diocesana, eu sempre tenho procurado, nos índices do MEC...ela por ser nova, não aparece muito naquelas avaliações a cada cinco anos, mas aí conversando com os amigos de lá, eu perguntei se há alguma que eles estão observando e que se destaca. Um dado que eles me deram é que no número 37 de um bloco de faculdades que eles me deram, está a Diocesana, que enquanto está se fechando sala no Brasil, enquanto se disputa, de cabo a rabo, a EaD de uma tal contra a outra, a Diocesana tem garantido o crescimento orgânico. Tem mantido os professores, tem colocado coordenador para cada uma das áreas, então o que eu vejo é o que me dá sustentação para dizer que eu acredito nela, porque, enquanto todo mundo está tirando investimento, ela está investindo, enquanto todo mundo está fechando biblioteca, ela está construindo uma nova, enquanto todos estão terceirizando virtualmente as coisas, ela faz a sua plataforma. Acho que a direção está correta, e agora, com a qualificação do corpo docente eu diria que nesse caminho, é mais duro e mais demorado, mas ela chega lá. Quem sabe, mudando para Faculdade Católica do Rio Grande do Norte, possa ter uma trajetória serena e segura como está fazendo. Tem uma frase famosa, atribuída aoBertolt Brecht, que diz: “quem quer ir rápido, vai sozinho, e quem quer ir mais longe, vai devagar, vai coletivamente”. Não é questão de chegar rápido, é questão de chegar mais longe.Nessa trilha, vai ser uma instituição que se destaca na docência, na pesquisa e na extensão, sobretudo nos nichos sociais que mais precisam. Esse é o caminho. Não tem outro. É preciso crescer consolidado. Com gestores esclarecidos, professores motivados e alunos laboriosos, não tem quem segure.


24)especial EDIÇÃO

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

www. /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

.com

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

18

anos


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Edição Especial by Jornal de Fato - Issuu