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AGRÍCOLA

Agosto 2021

Biodefensivos (“on farm”) nas fazendas e usinas! Como viabilizar logística com qualidade? Segundo estudos da Blink Strategies, o mercado de biodefensivos no Brasil deverá crescer 34% em 2021, e atingir por volta de R$5 bilhões daqui a quatro anos. A liderança no crescimento das taxas de adoção segue com a cultura da soja seguida pela cana−de− açúcar, milho, algodão e café. Os levantamentos mostram que para a produção de cana−de−açúcar, 40% dos biodefensivos já são provenientes de produção própria pelas unidades de produção de cana. Mas, será que o aporte atual de tecnologia pode suportar grandes áreas de manejo? De fato, é possível produzir biodefensivos com qua− lidade e alta performance no sistema de produção própria (“on−farm”)? Sim, já é tanto possível que já é realidade! A tecnologia Multibacter® de multiplicação de microrganismos passa a compor a rotina agrícola a partir do estudo da logística operacional já pratica− da nas unidades de produção. Neste seguimento, a Agrobiológica Sustentabilidade, se destaca como pioneira e líder de mercado ao passo que pondera, para o sucesso de tal prática, os seguintes aspectos: • As estruturas de produção de bioinsumos (“on−farm”), denominadas bio−Salas, levam em consideração as necessidades específicas de cada uni− dade de produção: transporte e abastecimento, im− plementos de aplicação, ritmos operacionais, épocas do ano para cada alvo no manejo.

• As vazões de bioprodução, em litros por dia ou por semana, são planejadas para sistemas práticos e enxutos focados em qualidade e facilidade de ma− nuseio; • Os projetos se aderem à logística operacio− nal sem interferir na rotina já pré−estabelecida de forma que as aplicações de campo levem microrga− nismos com total manutenção das adequadas con− centrações para sua eficácia. • O monitoramento da qualidade é realizado de forma a garantir segurança à grandes extensões de área que, pelo sucesso contínuo do manejo, geram efetivas e expressivas reduções de custos.

Portanto, no correto emprego da tecnologia, me− diante assistência focada em qualidade, a aplicação dos microrganismos associados aos defensivos convencionais, melhora a eficácia dos manejos agronômicos, além de aumentar a vida útil das moléculas químicas por retar− dar a resistência das pragas e doenças mediante sua apli− cação conjunta ou rotacionada com os biodefensivos. Enfim, podemos dizer que a redução de custos, somadas as novas tecnologias para produção, arma− zenamento, transporte e aplicação de biodefensivos (“on farm”), garantem alta performance na prote− ção de plantas e acréscimos significativos na renta− bilidade agrícola.

Ridesa liberou 21 novas variedades de cana-de-açúcar em evento virtual Rede lançou livro 50 anos de variedades RB de cana-de-açúcar e comemorou 30 anos de existência A Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento Sucroenergético (Ridesa) liberou, oficialmente, 21 no− vas variedades em evento online reali− zado no dia 28 de julho. Na ocasião, o presidente da Rede, o reitor da Uni− versidade Federal de Goiás, Edward Madureira, destacou o investimento feito em pesquisas para entregar os no− vos produtos. O coordenador−geral da Rede, o professor Hermann Paulo Hoffmann, explicou que o processo de melhora− mento genético demora em torno de 15 anos, desde o início das pesquisas até a descoberta de uma nova variedade, mas que os pesquisadores contam com avanços tecnológicos para acelerar esse

tempo e contribuir com o setor su− croenergético. A Universidade Federal de Alagoas (Ufai) foi a primeira a expor os produ− tos desenvolvidos pela equipe do Cam− pus de Engenharias e Ciências Agrárias (Ceca). O professor Geraldo Veríssimo fez a introdução sobre o processo de melhoramento genético e o engenhei− ro agrônomo Antônio José Rosário Santos detalhou cada uma das seis va− riedades lançadas pela universidade. O cruzamento entre genótipos de interesse é realizado para desenvolver variedades mais produtivas, resistentes às pragas e outras doenças, além de terem maior adaptação aos diferentes solos. Das outras novas variedades, quatro foram desenvolvidas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), cinco pela Federal de São Carlos (UFSCar), três pela Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e cada uma das universida− des federais de Goiás (UFG), Viçosa (UFV), e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) produziram uma variedade, completando as 21 apresentadas.

Ridesa como fonte econômica para o setor sucroenergético Este ano, a produção das pes− quisas completou cinco décadas e o evento virtual foi uma oportu− nidade para lançar o livro 50 anos de variedades RB de cana−de− açúcar, 30 anos de Ridesa. A Rede é formada por coo− peração técnica de dez universi− dades, que produzem inovação científica para o setor sucroener− gético de todo o país, sendo res− ponsável pelo cultivo de varieda− des em 60% da área canavieira. Somando a safra de 2020, isso equivale a 8,5 milhões de hectares, conforme estimativa da Compa− nhia Nacional de Abastecimento (Conab), representando a contri− buição de mais de 12% na matriz energética do Brasil. A Ridesa substituiu o Progra−

ma Nacional de Melhoramento da Cana−de−açúcar (Planalsucar), li− gado ao governo federal, criado na década de 1970 para promover a melhoria dos rendimentos da cul− tura, no campo e na indústria, pa− ra garantir maior produtividade e resistência às pragas. A Rede tem pesquisadores em todas as regiões produtoras de ca− na−de−açúcar e conta com 72 bases de pesquisas, contemplando Estações de Cruzamento, Estações Experimentais, Centros de Pes− quisas e Subestações de Seleção em parceria com o setor. A parceria público−privada já existia desde o Planalsucar e, hoje, a Ridesa possui 300 empresas conveniadas, o que representa 95% das empresas atuantes na área.


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