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ANO CXX EDIÇÃO 16 DOMINGO, 18.04.2021

R$ 3.20 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA

FUNDADO EM 1901

CBB divulga mensagem de solidariedade e fé sobre a COVID-19

O texto, divulgado no início do mês, traz uma mensagem da diretoria da CBB às famílias enlutadas, aos recuperados da COVID-19 e o compromisso de oração em relação à pandemia. Confira o texto completo no editorial da semana.

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Convenção Batista do Planalto Central tem novo diretor executivo

Seminário do Sul inicia aulas de sua primeira turma EAD

Chegada da família Cowsert ao Brasil completa 100 anos

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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/04/21

EDITORIAL

Mensagem de solidariedade e fé da CBB A Diretoria da Convenção Batista Brasileira registra sua mensagem de solidariedade, fé e amor cristão a quantos têm sido atribulados pela pandemia da COVID-19 que assola nosso país e, praticamente, o mundo inteiro. A cada momento ficamos abalados, com o coração apertado, diante das notícias alarmantes de um vírus que não poupa crianças, jovens, adultos, idosos, em sua trajetória macabra de tristeza e morte para milhares de brasileiros. Vimos nos solidarizar com tantos

irmãos em Cristo atingidos por essa tragédia: pais, mães, famílias inteiras, líderes religiosos e, agora também, crianças e jovens. Preocupa-nos ainda a vida ceifada de tantos pastores subtraídos de seus ministérios, deixando subitamente os rebanhos órfãos de pastoreio. Pelos que se recuperaram, manifestamos nossa gratidão a Deus. Aos que sofrem neste momento com os revezes terríveis dessa moléstia, nossa solidariedade. Pelos que se foram, apresentamos a manifestação vinda de nossos

corações entristecidos, rogando que o Espírito Santo atue confortando e amenizando a tristeza de tantos que terão que conviver com as perdas e com a saudade que permanecerá. Continuaremos em oração, como exarado em Mateus 6.6 - “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. Dobramos nossos joelhos, clamando ao Senhor e apresentando ao nosso

Deus nossa disposição em reconhecer nossas faltas e arrependimento, aguardando confiantes que o poder vindo do Alto nos ajudará a continuar a caminhada de serviço, na esperança de que Ele continuará animando e confortando cada pessoa e família até vencermos essa crise. Senhor, sara a nossa terra!  n Pela Diretoria da Convenção Batista Brasileira,

Pr. Fausto Aguiar de Vasconcelos

( ) Impresso - 120,00 ( ) Digital - 50,00

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

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FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Fausto Aguiar de Vasconcelos DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza

REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557

Fax: (21) 2157-5560 Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940);

Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Folha Dirigida


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DICAS DA IGREJA LEGAL

Questionário eclesiástico com respostas - parte 2 Jonatas Nascimento Na edição anterior apresentei as primeiras respostas para o questionário eclesiástico. Nesta semana finalizaremos este conteúdo. Agora chegou a hora de você demonstrar os seus conhecimentos mais uma vez. Vamos lá: 17. Pode a Igreja manter cantina, livraria, bazar, bem como receber aluguel de imóvel? A Igreja pode manter cantina, livraria, bazar etc sem riscos desde que seja apenas para atender aos fiéis nos horários de reuniões. Condição essencial é que o resultado (lucro) seja aplicado integralmente na consecução dos seus objetivos, os quais previstos nos seus estatutos. 18. Pode a igreja fazer aplicações financeiras? Do ponto de vista legal, sim. 19. Quais são as atribuições do tesoureiro? a) Participar das assembleias gerais e reuniões da diretoria; b) Receber, pagar e escriturar todas as entradas e saídas dos recursos financeiros, mantendo atualizado o caixa da Igreja; c) Elaborar e apresentar relatórios periódicos e anuais das receitas e despesas da Igreja, sempre que solicitado; d) Manter organizados e em ordem cronológica todos os documentos que derem origem à movimentação financeira da Igreja; e) Abrir, movimentar e encerrar contas bancárias, com o presidente, ou mediante procuração por este outorgada, podendo, para tanto, assinar cheques, requerer talões de cheques, enfim, praticar todos os atos necessários para tal fim;

f) Efetuar pagamentos autorizados pela Igreja; g) Em hipótese alguma conceder favores a quem quer que seja (emprestar dinheiro, trocar cheques, adiantar lançamento de dízimo ou oferta); e h) Comunicar imediatamente ao presidente qualquer fato novo ou inusitado que envolva a tesouraria.

rio financeiro elaborado pela tesouraria; j) Confrontar as despesas com o orçamento aprovado; l) Conferir extratos bancários com os livros da tesouraria, verificando a sua exatidão e conciliação; m) Orientar o tesoureiro quando houver erros ou omissões; n) Conferir o cumprimento das obrigações financeiras assumidas pela Igre21. Um contribuinte /dizimista não ja e demais entidades que estejam sob membro pode ter acesso aos relatórios a sua responsabilidade; e financeiros da Igreja? o) Abastecer o profissional contábil Via de regra, não. com documentos e demais informações necessários ao fiel cumprimento das 22. Está a Igreja obrigada a realizar suas obrigações fiscais e legais. assembleia geral? Sim. 26. Quem pode ser voluntário em ambiente eclesiástico? 23. Em caso afirmativo, quem pode Embora seja nos templos religiosos votar? que se concentra a maior massa de voOs civilmente capazes. luntários, a Lei do Voluntariado não os contempla. 24. Está a Igreja obrigada a manter Conselho Fiscal ou Comissão de Finan27. Quais precauções a Igreja deve ças? tomar em relação aos cargos ocupados Sim. pelos membros? Sugiro que a Igreja insira em seu esta25. Caso a Igreja adote o Conselho tuto o seguinte preceito: Toda e qualquer Fiscal, quais são as suas atribuições? atividade desenvolvida pelos membros a) Elaborar a proposta orçamentária; no âmbito da Igreja, tais como diacob) Analisar o movimento financeiro; nia, ensino, liderança ou composição c) Propor dotações orçamentárias ministerial ou departamental, atuação das contas; em bazares, cantinas, estacionamentos, d) Manter atualizado o estudo sobre motorista de veículos da Igreja, terão o potencial financeiro; caráter voluntário e por isso jamais see) Emitir parecer sobre assuntos fi- rão objeto de reclamação trabalhista ou nanceiros extraordinários encaminhados qualquer outro direito. para estudos; f) Apresentar parecer sobre o relató28. Do ponto de vista administratirio da tesouraria; vo, como deve a igreja tratar assuntos g) Assessorar o tesoureiro na elabo- éticos, como a) O cristão e a homosração do relatório; sexualidade; b) O cristão e o aborto; h) Zelar para que os compromissos c) O cristão e a união homoafetiva; da Igreja sejam honrados regularmente; d) O cristão e a pena de morte; e) O i) Examinar cuidadosamente o relató- cristão e a eutanásia; f) O cristão e

o porte de arma; g) Estado x igreja; h) O cristão e a ideologia de gênero; i) O cristão (evangélico) e o ecumenismo; j) Divórcio e novo casamento; k) Teologia inclusiva; l) Surgimento de novas igrejas “evangélicas”; e m) Jogos de azar. Para os assuntos elencados acima, a Igreja deve posicionar-se através do seu estatuto ou do regimento interno. 29. Qual deve ser o tempo de mandato da diretoria? Não há previsão legal, mas sugiro que o mandato seja sempre acima de um ano, podendo ser dois, três ou até quatro. Isto porque toda vez que a Igreja elege a sua diretoria, há custo de legalização e burocracia. 30. Qual deve ser o tempo de mandato dos ministérios auxiliares, comissões, departamentos e outras atribuições? Por se tratar de matéria regimental, cada Igreja deve estabelecer o tempo. 31. Está o ministro religioso isento de IR? (Qual é a base de cálculo?) O ministro religioso não está dispensado da tributação do Imposto de Renda sobre os seus ganhos. Afora, outros pronunciamentos que endossam esse entendimento, prefiro citar o mais clássico de todos: “A imunidade, isenção ou não incidência concedida às pessoas jurídicas não aproveita aos que delas percebem rendimentos sob qualquer título e forma (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 31). n Empresário contábil, diácono Batista e autor da obra “Cartilha da Igreja Legal” E-mail: jonatasnascimento@hotmail.com WhatsApp: (21) 99247-1227


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/04/21

A nutrição da alma Edgar Silva Santos

pastor, colaborador de OJB

A alma não se nutre de coisas materiais, tal como pensava o homem da Parábola. “E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga” (Lc 12.17-19). Deus nos deu Sua Palavra para ser o alimento de nossa alma. Desta forma, mais que estudar a Bíblia, é necessário que a “comamos”. “Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te falo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou. Então vi, e eis que uma mão se estendia para mim, e eis que nela havia um rolo de livro” (Ez 2:8, 9). Esta Palavra bendita é a nutrição genuína de que necessitamos todos os dias. D. L. Moody disse certa vez: “Se você vai a seu jardim e lança ao solo um pouco de pó de serra, os pássaros não se fixarão nele; porém, se em troca, joga pedaços de pão, verá como eles descerão das árvores para arrebatá-las”. Diz ainda Moody: “O filho de Deus co-

José Manuel Monteiro Jr.

Olavo Feijó

nhece bem a diferença, por assim dizer, entre o pó e o pão. Muitos que se dizem cristãos estão comendo o pó de serra do mundo, em lugar de ser alimentados pelo Pão que desce do céu”. Vivemos, amados em Cristo, uma época de ostentação de bens materiais, mesmos nos arraiais religiosos. Há algum tempo, construiu-se em São Paulo, como se sabe, uma espécie de réplica do templo de Salomão, uma estrutura colossal. Devíamos lembrar que Jesus olhou para o templo de Jerusalém que era motivo claro de orgulho para os judeus e disse: “… não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada.” Caiu o templo, mas o orgulho continuou em pé e continua em nossos dias, vestindo-se muitas vezes de cores religiosas. Mesmo os símbolos sagrados não são alimento para a alma imortal. É vital alimentá-la, e isto só é possível através da Palavra de Deus. Quando deixamos de ouvi-la, lê-la e estudá-la, ficamos fracos, vulneráveis aos inúmeros ataques e tentações de Satanás, que contra nós são lançados todos os dias. Precisamos, sim, manter vivo o anelo pela Palavra de Deus. “Desejai, como meninos recém-nascidos o genuíno leite espiritual, para que por ele cresçais para a salvação.” (I Pe 2.1-2). “... nem só de pão vive o homem, senão de toda a palavra que sai da boca de Deus.”

“Vale a pena ocupar seu tempo em buscar as coisas que movem a sua alma”, bem afirmou Roy Bennet. E o que move e alimenta a alma não se

acha no plano físico, não são os valores materiais, mas a Palavra que é viva e eficaz, e é verdadeiro maná do céu. n

de elencarmos alguns pontos para a nossa reflexão, gostaria de fazer um pequeno apontamento. Nossa posição econômica e religiosa não nos livra do sofrimento (Marcos 5.22). Jairo era um homem de prestígio na comunidade religiosa, tinha influência e poder, mas o sofrimento bateu a sua porta. Não importa nossa condição social ou religiosa, mais cedo ou mais tarde o sofrimento virá. O expositor bíblico João Charles Ryle diz: “A morte vem aos casebres e aos palácios, aos chefes e aos servos, aos ricos e aos pobres. Somente no céu a doença e a morte não podem entrar”. Nestas poucas linhas gostaria de extrair algumas lições importantes para a nossa reflexão, tendo como pano de fundo a narrativa de Jairo. Em primeiro lugar, as aflições tornam-se fontes de bênção quando nos conduzem até Jesus (Marcos 5.22-23). Jairo está em uma

situação desesperadora. Sua filha está à beira da morte e ele busca a Jesus com um profundo senso de urgência. Se formos sinceros, verificaremos que muitas vezes é o sofrimento que pavimenta nosso caminho a Deus. Muitas pessoas passam a vida desconsiderando a Deus e Sua palavra, mas na hora que bate a dor, o desespero, busca o socorro que vem do Senhor. Foi o sofrimento que levou este homem a dobrar os joelhos. Em segundo lugar, Jesus não nos deixa só com nossas dores (Marcos 5.23-24). Um simples gesto faz toda a diferença. Jesus, ao se disponibilizar ir com Jairo, mostra que ele não estaria sozinho neste momento de dor. Jesus sempre se importa com as pessoas; Ele caminha no meio da multidão que o comprime para ir à casa de Jairo ver sua filha. Em alguns momentos temos a impressão de que estamos sós, aban-

donados à própria sorte. Entretanto, isso não corresponde com a verdade, pois, Ele prometeu que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mateus 28.20). Em último lugar, Jesus trabalha a paciência no coração de Jairo (Marcos 5.30-32). Jesus, ao se dirigir à casa de Jairo, interrompe a caminhada para atender a mulher hemorrágica. Enquanto a mulher era atendida por Jesus, a filha de Jairo estava desfalecendo. Imagine a aflição de Jairo quando percebeu que Ele estava com suas atenções para esta mulher desconhecida. A demora de Jesus é pedagógica. Jairo precisava acalmar seu coração e confiar plenamente no que Jesus estava fazendo. Jesus estava ensinando a este religioso a ter paciência. Aguarde, tenha paciência. Deus está no controle de tudo, inclusive de sua vida. n

pastor & professor de Psicologia

Com Cristo temos o essencial “E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6.35). Cristo nos conhece e sabe quais são nossas necessidades básicas. João nos descreve um episódio, no qual Jesus alimentou espiritualmente uma grande multidão, além de providenciar pão e peixe para todos. Isso ocorreu nas margens do lago da Galiléia, sendo conhecido como “o milagre da multiplicação dos pães”. “Estavam ali quase cinco mil homens. Em seguida, Jesus pegou os cinco pães, deu graças a Deus e os

repartiu com todos, fazendo o mesmo com os peixes. E todos comeram à vontade. Quando já estavam satisfeitos, Ele disse aos discípulos – Recolham os pedaços que sobraram a fim de que não se perca nada. Eles ajuntaram os pedaços e encheram doze cestos com o que sobrou dos cinco pães” (Jo 6.10-13). Quando cremos em Cristo e alimentamo-nos das Suas palavras, nada do essencial nos falta. A experiência dos fiéis seguidores de Jesus comprova o poder absoluto do Senhor e como Ele garante nossa subsistência. É pela fé que podemos cantar: “O Senhor é meu Pastor: nada me faltará” (Sl 23.1).

Jesus, a nossa esperança Marcos 5.21-24; 35-43

pastor, colaborador de OJB

Estamos em um momento crítico no Brasil e no mundo por conta da pandemia que se instalou e tem ceifado inúmeras vidas. O medo se apoderou do coração da maioria, inclusive de nós, os cristãos. O medo tem feito com que muitas vezes coloquemos nossa fé em xeque, e de certa forma duvidemos do amor e da bondade do Senhor. Um dos relatos mais chocantes que temos nas Escrituras é do chefe da sinagoga, chamado Jairo, que vê sua filha adoecer e ir a óbito. Seu “chão” se abre. Sua estrutura fica abalada com a notícia de que sua filha morrera. É neste contexto de luto, de falta de esperança que Jesus entra em ação e mostra que tem poder até sobre a morte. Jesus foi para Jairo o motivo de sua esperança. Antes


REFLEXÃO

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Recalculando as rotas Mônica Coropos

educadora cristã e musicista; membro da Primeira Igreja Batista em Mesquita - RJ

Nem sempre as condições do mar ou do vento serão permanentes e propícias. Ao contrário do que alguém possa pensar, as mudanças no percurso são previsíveis e os mais experientes já contam com elas. As rotas planejadas e pensadas antecipadamente são o norte, a direção, e apontam o objetivo, a meta, a linha de chegada e a vitória. Sem rota, já saímos do ponto zero à mercê dos ventos uivantes e dos mares a serem navegados, sem diretriz, bússola, mapa. Verdade seja dita: não é isso que queremos! Nosso ser utópico deseja um percurso sem incidentes. Viver a adversidade, a falta, os desvios, o recalcular da rota não é algo bem-vindo quando queremos que um plano dê certo. Acontece, que viver é risco. Planejar faz parte do processo, e o processo deve prever as intempéries da trajetória. São elas que vão nos forjar, amadurecer, fazer nossa casca engrossar, dar-nos experiências e, mais tarde, expertise.

Quando pensamos a Educação Cristã, temos o imutável, o essencial: Jesus Cristo, o Verbo, a Palavra. E temos a nossa humanidade, com suas formações e formas, os métodos e as metodologias, os diversos campos de atuação, o perfil e as faixas etárias das pessoas… E que fique bem frisado: quem não quer viver perigosamente, que busque outro ministério! É tempo de recalcular as rotas. Olhar para o que tínhamos, visualizar o que temos, analisar o contexto com coragem e, só então, reescrever, planejar, projetar. Algumas sugestões que podem ser úteis às diversas realidades:

Roteirizar eficientemente o crescimento dos crentes Estabelecer uma rotina diária de leitura da Bíblia e oração. Realizar visitas estratégicas aos novos crentes, aos alunos da EBD, aos desanimados, hospitalizados e aos moradores do entorno, trará afetividade e comunhão, ocupará pessoas no serviço do Senhor, fazendo com que haja alegria e sentimento de colaboração. Desta forma, o crescimento será alcançado em mais quantidade de pessoas em menos tempo. Tudo porque o planejamento foi pensado para realização de todos para todos, com atividades certas e envolvimento.

Desvendar a riqueza de novos alunos e discípulos potenciais Aproveitar o retorno para “nivelar” a Igreja através de um plano de estudos e discipulado é pensar uma educação abrangente. Um plano de ensino que vá da EBD ao púlpito, aos cânticos, aos grupos pequenos em todas as faixas etárias, trará um senso de pertencimento a cada participante da comunidade de fé, crescimento bíblico e espiritual.

Mobilizar os líderes mais experientes para atendimento e oração Convenhamos, nenhum pastor sozinho dará conta de tantas demandas e corações entristecidos, ansiosos e buscando renovo. Por isso, mais que literatura e eventos, os atendimentos extras a pessoas em situações assim poderão ser realizados numa verdadeira força tarefa. A secretaria criará uma agenda com a disponibilidade dos que

atenderão e, posteriormente, dos que serão atendidos. Para estes encontros, prepare uma ficha concisa para anotações do nome e breve relato do pedido ou situação. Se a situação exigir um atendimento pastoral, deverá ser sinalizado na ficha também. A partir deste tempo de cuidado mútuo, avalie e prepare-se para dar os próximos passos. Creia: não será perda de tempo tratar as pessoas, desde a liderança, para seguir o caminho. No tempo de cuidado, é certo que Deus apontará a você novas pessoas e líderes em potencial para seguir crescendo e sendo braço forte no ministério. Alegre-se no percurso! Conte com a constante presença do Comandante e quebrante-se para receber dele as instruções necessárias e assertivas para alcançar os objetivos. Pare de correr. Respire. Ouça. Recalcule as rotas. Lembre-se que o Deus de toda esperança é aquele que abençoará plenamente com toda alegria e paz, à medida de sua fé, para que você também transborde esperança, pelo poder do Espírito Santo (Romanos 15.13). n

Dai-lhes vós a vacina

Roberto Celestino

diácono da Primeira Igreja Batista em Taquaritinga do Norte - PE

“Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer” (Mc 6.37). Numa situação onde uma multidão faminta necessitava de alimento, ao ver a preocupação dos 12 discipulos para que aquelas pessoas se alimentassem, Jesus respondeu: Dai-lhes vós de comer. O que Ele nos diria (ou está dizendo)

hoje, ao vermos milhares de pessoas desesperadas pela ameaça da pandemia do coronavírus? A pandemia causada pela COVID-19 continua fazendo milhares e milhares de vítimas todos os dias. No início, tudo parecia apenas números nos telejornais, mas agora é nosso parente, nosso vizinho, nosso colega de trabalho. Pessoas que nem de longe imaginávamos que hoje tivemos o nosso último contato, nossa última conversa. Se os números assustam a cada

novo boletim, nos causa terror a realidade próxima a nós, pessoas próximas e queridas sendo ceifadas por este mal terrível. Diante disso, temos percebido a urgência de pregarmos o Evangelho aos que nos rodeiam. A expectativa de receber as doses da vacina para toda a população é muito grande para salvar tantas vidas. A salvação de almas também é urgente e, para isso, temos a “vacina”; já está pronta, sem custos, só precisa de quem a distribua. Nós, cristãos, precisamos imunizar a

alma das pessoas infectadas pelo vírus do pecado e livrá-las da morte eterna. Todos os dias, milhares e milhares de vidas vão para o inferno, infectadas pelo pecado. Temos visto os profissionais da saúde abrindo mão do tempo, do lazer, da família, para salvar vidas desse mal atual, a COVID-19. E nós, Igreja de Cristo, o que estamos fazendo para salvar vidas? A palavra de Deus apresenta o antídoto que anula o pecado. Então: Dai-lhes vós a vacina. n


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/04/21 VIDA EM FAMÍLIA

Família e oração em últimos lugares Isso mesmo. Foi o que constatou o Instituto Barna, (www.barna.org) em uma pesquisa realizada com 614 pastores evangélicos, de várias denominações, nos Estados Unidos. Os pesquisadores perguntaram aos pastores quais são suas prioridades ministeriais, a partir de uma lista de 12 diferentes ênfases ministeriais. O ranking de ênfases ministeriais ficou mais ou menos assim: Discipulado, evangelismo, pregação, visitação, aconselhamento, adoração, ministério com adolescentes, missões, ação social, ministério com crianças, ministério com famílias e oração. Não resta dúvida que cada pastor tem a sua paixão por uma área do ministério. Para alguns pastores, o ministério se resume ao evangelismo. Outros em fazer missões. Então, toda a Igreja é desafiada a se envolver na ênfase ministerial que domina o coração do líder.

Creio, porém, que o grande desafio na vida de um pastor é saber equilibrar as várias ênfases ministeriais. Não podemos aceitar que é saudável uma Igreja, por exemplo, ter na lista de prioridades, a oração em último lugar. Nós, que temos o ministério com famílias no coração, nos entristecemos quando percebemos que essa ênfase ministerial está em penúltimo. Quando a liderança pastoral perceber que a família pode servir de plataforma para a evangelização, missões, adoração, serviço e discipulado, tenho a certeza que a Igreja, como um todo, ganhará. No Novo Testamento, se olharmos com atenção, nós podemos perceber que a evangelização e o crescimento da Igreja tiveram a família como seu núcleo básico. Na área missionária, podemos nos reportar à família de Abraão que foi chamada para abençoar todas as

famílias da terra. Se incentivarmos e trabalharmos com a família para que seja o núcleo central do discipulado, a EBD servirá de apoio somente. Deuteronômio (6. 4-9), é uma lembrança da responsabilidade que a família tem na questão da educação da fé. Se olharmos para o Novo Testamento, encontramos na família de Timóteo o exemplo positivo de quando Deuteronômio 6.4-9 é aplicado de forma correta, se torna uma grande bênção para a Igreja. Se pensarmos em adoração, a família também é chamada para prestar uma grande contribuição. Quando Deus é adorado no lar, de segunda a sábado, a adoração dominical passar a ser uma coroação dessa devoção. No serviço cristão, a família também exerce o papel principal. Na Igreja primitiva encontramos o exemplo de Dorcas e de famílias inteiras exercendo a filantropia e abençoando outros

através da ajuda ao próximo. Quando procuramos dar uma ênfase à família, não estamos adotando uma proposta “familista”, onde tudo se resume na família. Longe disso. O que queremos lembrar é que quando a família é chamada a desempenhar o seu papel, à luz da Bíblia, ela não faz apenas um papel de coadjuvante, como muitas vezes verificamos em muitas Igrejas. Ela, a família, junto com a própria Igreja, são nas mãos de Deus poderosas instituições que realizarão os projetos divinos para a humanidade. n Gilson Bifano Preletor, escritor na área de família e casamento. Siga-me no Instagram e no Twitter: @gilsonbifano. Facebook: facebook/gilsonbifano E-mail: oikos@ministeriooikos.org.br

Direitos Autorais reservados Rubin Slobodticov

pastor, colaborador de OJB

Todas as coisas que uma pessoa faz podem ser garantidas por lei, como sendo de sua propriedade particular. Essa prerrogativa permite que obras fruto da intelectualidade tenham a autoria reservada. Então, o direito autoral abrange prerrogativas que permitem a seu autor permitir que outros desfrutem de suas obras. O Dia Mundial dos Direitos do Autor, como do Livro também, destaca o dia 23 de abril para ser lembrado a fim de reverenciar os direitos autorais de seus executores. E as Escrituras Sagradas se destacam com obra-prima que garante os direitos autorais de seus escritores, por graça do Criador Supremo. E, dentre muitos, se destacam, desde a antiguidade, a Moisés, a quem se atribui os escritos cinco primeiros livros da história bíblica, aos Reis Davi e Salomão os escritos dos Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares, os profetas Isaías, Jeremias, Joel, Amós, Miquéias, Ageu, Sofonias e Malaquias, dentre outros. E, após o ad-

vento de Jesus, os escritos pelos evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João como autores de vários livros canônicos, além de Tiago, Paulo e Pedro. Assim, pois, autores de obras intelectuais têm seus escritos protegidos por lei, inclusive nos tempos atuais. No Brasil, o artigo 5º da Constituição Federal protege a liberdade de manifestação do pensamento, dentre outras, que têm como objetivo assegurar uma vida digna, livre e igualitária a todos os cidadãos de nosso país. No Brasil a Lei nº. 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, protege os direitos autorais. O verdadeiro inspirador e iluminador dos cerca de 40 autores que escreveram os livros sagrados foi Deus, como lembra Pedro em sua segunda carta: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (1. 20-21). Seus 66 livros têm direitos autorais garantidos pela Fonte Supre-

ma cuja escrita percorreu cerca de 1500 anos e manteve sua mensagem central: o amor criador do Senhor, tudo fez para manter a salvo sua criação pela presença de Jesus Cristo, sua obra perfeita para a redenção de tudo. Paulo, o apóstolo, reafirma a autoria e poder das Escrituras ao ministrar a Timóteo ao dizer: “Porque desde a infância sabes as Sagradas Letras que têm o poder de fazer-te sábio para a salvação, por intermédio da fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver; a fim de que todo homem de Deus tenha capacidade e pleno preparo para realizar todas as boas ações. Porque desde a infância sabes as Sagradas Letras que têm o poder de fazer-te sábio para a salvação, por intermédio da fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver; a fim de que todo homem

de Deus tenha capacidade e pleno preparo para realizar todas as boas ações” (II Tm 3.15-17). Todos os autores bíblicos reafirmam a inspiração divina a ponto de tornar sua Palavra proveitosa para ministrar a verdade, repreender o mal, corrigir os erros e ensinar a maneira certa de viver, sempre com o objetivo capacitar as pessoas e prepará-las plenamente para todas as boas ações. Os autores tinham, portanto, algo em comum pois proclamavam as verdades divinas sob perspectivas e em cenários distintos e nunca deixaram de falar sob a iluminação do único e verdadeiro Deus. Seus direitos autorais estão preservados na sua essência ao revelar todas as vontades e atributos do seu Criador e especialmente sua ligação profunda com a humanidade, como expressam: “Deus amou de tal maneira o mundo que deu Seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna; Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (Jo 3.16 e 1.18). n


MISSÕES NACIONAIS

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Ação Jesus Transforma abençoa moradores do Amazonas e de Roraima A ação aconteceu nos dias 03 e 04 de abril, em diversos municípios da Região Norte do nosso país. Durante os dois dias, uma equipe que contou com mais de 300 pessoas se organizou para levar o cuidado e amor de Cristo para pessoas que têm vivido dias difíceis, sobretudo, por conta das dificuldades trazidas e aumentadas no tempo de pandemia. Assim, esta ação foi uma forma de dar continuidade ao trabalho que já vem sendo feito nos hospitais e nas cidades da região, tanto por meio do trabalho missionário já existente, quanto por meio da Campanha do S.O.S. Brasil, que começou em Manaus, mas se expandiu pelo país. As atividades aconteceram em Manaus, Manacapuru, Caapiranga, Coari, Tefé, Nova Olinda do Norte, todos no estado do Amazonas, e em Boa vista, Roraima. A equipe atuou em todos esses lugares de forma simultânea e distribuiu 10 mil unidades do Evangelho de João, 1500 Novos Testamentos, 10 mil folhetos evangelísticos, 150 Bíblias, 150 cestas básicas, 10 mil kits com álcool e máscaras e 5 mil garrafas de água. Desta vez, por conta da pandemia, a Ação Jesus Transforma não ocorreu por meio da visitação de casa em casa, mas sim nos faróis das cidades, nas ruas e nas portas dos hospitais. Germana Matheus, missionária Coordenadora do Projeto Amazônia, conta que esses dois dias foram uma grande bênção. “Vivemos a experiência de

encontrar pessoas que nós tínhamos servido um lanche na porta do hospital quando as ações do S.O.S. começaram. Encontramos um senhor chamado Francisco, que estava andando o dia todo para tentar conseguir alimento para a família. Ele nos viu e veio correndo! Nós

entregamos alimento, oramos por ele e falamos sobre a morte e a ressurreição de Cristo”, lembra Germana. No domingo de Páscoa, os missionários encontraram muitas pessoas sem alimento e sem esperança. Pela graça de Deus, muitas delas puderam voltar

para casa com uma cesta básica e com uma palavra de esperança, pois Jesus Cristo morreu, ressuscitou e garantiu que estaria conosco todos os dias! Deus seja louvado pelas ações de compaixão e graça realizadas na Ação Jesus Transforma! n


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JBB

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A Criatividade de Deus “No princípio criou Deus” Sergio Almeida

coordenador de Comunicação e Marketing da JBB

No dia 21 de abril, próxima quarta-feira, será comemorado o Dia Mundial da Criatividade e Inovação. Esse tema tem tudo a ver com Juventude e Reino de Deus. Por isso, a Juventude Batista Brasileira separou alguns textos que podem inspirar você e sua Igreja a permitirem que a atividade do Criador flua por suas vidas, transbordando assim em seus ministérios. Boa Leitura! Você já ouviu isso muitas vezes, mas deixe essa verdade se aprofundar por apenas um momento. A primeira coisa que Deus revela sobre Si mesmo nas Es-

crituras não é que Ele seja amoroso, santo, onipotente, gracioso ou justo. Não, a primeira coisa que Deus nos mostra na gênesis do tempo é que Ele é o Deus Criador! Nos primeiros seis dias, Deus nos revela Seu espírito criador ao falar e levar à existência as estrelas, animais e oceanos. Então, no sexto dia, Ele criou o homem “à Sua imagem e semelhança” e ordenou-lhe que “enchesse a terra e a dominasse”. Isso é mais do que apenas um chamado à reprodução. Este é um chamado explícito para criar, um convite para que a humanidade reflita a imagem do Deus Criativo para o mundo! Trabalho de forma voluntária na área criativa há 10 anos e nesse tempo

ouvi muita gente me questionar sobre o tempo que invisto nos trabalhos para Deus. A cobrança é sempre nesse tom, de perder tempo ou dinheiro. A minha resposta é sempre pra mim mesmo, no secreto do meu coração. E a resposta sempre foi a mesma: - Fui chamado para Criar! Em uma pesquisa pela internet, descobri que apenas um terço dos cristãos “se sentem chamados para o trabalho que desempenham atualmente”. Enquanto alguns de nós se sentem chamados ao trabalho que fazemos, quase todos nós desejamos que o trabalho seja como uma vocação. Nós adoramos um Deus que cria e nos chama para criar como um meio de

glorificá-lo. Mas mesmo uma vez que aceitamos o que a Bíblia tem a dizer sobre a bondade e o significado do trabalho, permanece o fato de que o nosso trabalho só pode ser um chamado se alguém nos chama a ele, e trabalhamos em função da sua agenda e não da nossa. Qual é a agenda Daquele que nos chama? Jesus resumiu isso em Marcos 12: Amar a Deus e amar os outros. Seja criativo. Crie. Faça algo por sua comunidade local. Seja voluntário em alguma área criativa que Deus colocou em você. Você tem um potencial incrível. Você é criação de Deus e precisar usar isso a serviço d’Ele. n

O mindset de Jesus Alan Costa

desenvolvedor estratégico da Juventude Batista Brasileira

Muitas vezes perdemos oportunidades de fazer o melhor para o Reino de Deus. Eu tenho observado algo que gostaria de compartilhar. Não aprendemos a enxergar a vida como Jesus enxergava porque não procuramos pensar como Ele pensava; e Ele nos deu a graça de nos revelar como Ele pensa a nosso respeito. Mas, mesmo assim, a gente insiste em não desenvolver o mindset de Jesus. Vamos pensar juntos sobre criatividade, marketing e beleza. Jesus foi um grande inovador. Ele não tinha limites. Transformar água em vinho, andar sobre as águas, cuspir no chão, fazer um barro, por no olho do cego e curá-lo. Multiplicar

pães e peixes. Pagar o imposto com a moeda que estava na boca do peixe. Meu amigo, se isso não te inspira, realmente você precisa repensar sua relação com Jesus. Jesus pensa com inovação e criatividade; Ele tem respostas criativas, tem empatia e preocupação com a experiência que nós temos com Ele. É detalhista, surpreende, não é sistemático, nos desafia a viver o extraordinário sempre. Certa vez Jesus, ao conversar com um doutor da lei, percebeu que ele não estava entendendo o que dizia. Jesus fez grandes esforços para explicar coisas do Reino de Deus aos discípulos também. A razão é obvia. Nós só conhecemos a realidade material. Mas assim como foi possível o próprio Deus se materializar para nos revelar aquilo que é espiritual, também é possível representar as

diferentes emoções e experiências com Deus com criatividade. Também é possível entender, ainda que limitadamente, dos valores dessa realidade divina. Por isso a comunicação é tão importante. Nessa época, o testemunho pessoal tinha um grande poder de marketing. Na verdade é assim até hoje. As empresas investem bastante em captação de depoimentos positivos para o marketing. Já dizia o saudoso Chacrinha: “Quem não se comunica se trombica”. Penso sempre que o marketing, na verdade, é uma oportunidade que você gera na comunidade de ser abençoado com o que você e sua equipe está produzindo. Não ponha seu trabalho no âmbito da superexposição barata de imagem que tem mais valor do alto ego. Mas entenda que essa ferramenta pode inspi-

rar outras pessoas, abençoar um jovem, mudar o dia de alguém. Então faça com excelência. Jesus tinha um jeito incrível de resolver problemas. Seu repertório é ilimitado. Nós somos muito limitados, por isso precisamos estudar mais, seguir outros designers, estudar outras metodologias, experimentar coisas novas. Jesus fez coisas que ninguém nunca fez e falou de um jeito que ninguém nunca ouviu. Isso é suficiente para você sair da zona de conforto e criar coisas novas para comunicar o Reino. Promover novas experiências e vivências. Novas combinações de cores. Novas perspectivas de imagens. Novas fontes. Novos movimentos. Busque inspiração naquele que desenhou o universo e cada detalhe do nada. n


JBB

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Sobretudo CriAtividade Amnom de Souza S. Lopes

coordenador geral da Juventude Batista Brasileira

Esse texto foi publicado há algum tempo. Trata-se de uma “Carta aos Líderes de Juventudes” feita assim que comecei esse projeto. Por ocasião da situação que temos passado, e aproveitando o Dia Mundial da Criatividade, que será comemorado dia 21, gostaria de retornar uma conversa com vocês, sobre a “Atividade do Criador”. Quando lemos a Bíblia, e parto de um pressuposto de que a Bíblia é a Palavra de Deus, enxergamos Nela a imagem do Deus que está sobre todas as coisas, e que é o Criador de todas as coisas. A ideia de que Deus dá forma a partir do “nada”, e faz existir a partir da “não existência”, deve ser, no mínimo, inspiradora para nós.

A arte é divina, porque Deus é um artista. Deus arquitetou o mundo. Planejou, aperfeiçoou e, ao final, viu que era bom! A arte do Criador é perfeita. Do fundo do oceano até toda a extensão do Universo, tudo o que Deus criou é perfeito e em tudo vemos sua Graça e majestade. E quando nós, humanos, somos criados, Ele diz que somos feitos à sua imagem e semelhança, ou seja, somos seres essencialmente criativos. Caminhando e convivendo com líderes de juventude é comum ouvirmos muitas queixas quanto às dificuldades para o ministério. Essas dificuldades geralmente são dinheiro (no caso, a falta dele) e engessamento na estrutura da Igreja. A maioria dessas conversas são em tom de lamento e expressam cansaço e estresse demasiado pela falta de agilidade nas ações. Neste caso, nossa

fala é uma tentativa de reanimação e encorajamento. Talvez, você também esteja desta forma, e nossa resposta é: “Quando tudo lhe faltar, que lhe sobre criatividade”. Nós não precisamos de dinheiro sobrando, (é bom quando tem, mas não essencial). Não precisamos esbanjar equipamentos e nem pessoas técnicas em todas as áreas de atuação. Tudo isso é muito bom, mas não é a base do trabalho. O que nós precisamos, de fato, é de coragem, força de vontade e CRIATIVIDADE. A juventude é dotada de força e todo ser humano é dotado de arte, e com isso, só o que precisamos é um meio de despertarmos o uso dessa força e de sua arte. Quantos exemplos nós temos de pessoas e empresas que cresceram em meio à crise? Quantos casos já vimos

de comunidades (às vezes países), que se reergueram após tragédias e catástrofes? A crise é uma oportunidade de crescimento, para aqueles que conseguem perceber o contexto em que estão, e CRIAR a partir do caos. Pense no Deus que criou TUDO a partir do nada. Pense no quão perfeito Ele é e como tudo foi planejado. Agora pense que você é dotado de capacidades e habilidades e seus liderados também são dotados de outros dons e talentos, e vá viver o “Novo de Deus” para a sua vida. Finalizando esse pequeno escrito, eu desejo a você a Força da Juventude, a Arte do povo, amigos valiosos que te ajudem na missão, e sobretudo, Criatividade. Não desanime e não culpe as condições de funcionamento do seu ministério. Quando tudo lhe faltar, que lhe sobre Criatividade. n

tes das quais era habituado até então. Não sabemos por quanto tempo tudo isso durará. Talvez, nesses meses todos que estamos isolados, você já até tenha tomado algumas iniciativas para ajudar no bem-estar ou tenha tentado adotar novos hábitos, retomar alguns, mas a incerteza somada aos alarmantes noticiários pode ter resultado em desânimo ou no impulso de querer retomar um cotidiano barulhento e agitado.

3 - Limite seu tempo nas redes sociais. Precisamos entender a preciosidade do agora e manter um equilíbrio nas nossas atividades cotidianas. Não existe nada de errado em usar as redes sociais, mas o seu exagero pode indicar falta de prioridade. Que tal reservar um tempo para refletir em qual é realmente o seu propósito?

“Uma alternativa à produtividade” Gabriela Filete

Vem pra Vida - Juventude Batista Brasileira

Passamos o ano trabalhando, estudando e esperando ansiosamente as férias. Tem algo de muito prazeroso em passar o dia inteiro em casa sem fazer nada, viajar para o destino dos sonhos ou partir para um lugar isolado e tranquilo. Mas não é bem essa a situação agora. Nós não estamos de férias. O cenário é de pandemia. Só ouvimos notícias ruins e estamos isolados em nossas casas à procura de qualquer atividade que nos faça ocupar o tempo livre que temos; ou então, pressionados a sermos ainda mais produtivos que antes. Essa mudança de cenário cria uma atmosfera de inquietação e ansiedade, e, consequentemente, todo este tempo “livre” contribui para aumentar, ainda mais, a tensão e o medo. Há quem ainda esteja se entorpecendo e rolando a tela do celular muitas vezes ao dia ou maratonando séries e filmes numa tentativa de amenizar a situação. Por outro lado, há os que ainda buscam cumprir prazos e têm uma lista gigantesca do que precisa fazer - e nem sempre as 24 horas dão conta. Em meio a uma confusão de sentimentos, buscamos ser produtivos porque é uma forma de mantermos o controle sobre nossas vidas, sentir que a vida continua e que, de alguma

forma, ainda somos úteis. Porém, essa busca exagerada, muitas vezes resulta em expectativas não correspondidas, frustração e um enorme desânimo. Não há como manter os padrões de produtividade de um mundo que não mais existe. Com isso, eu não estou te dizendo para encarar esse isolamento social como férias, seria um grande equívoco. Ele é o que é, um isolamento social. Enxergá-lo como é pode ser assustador, mas Jesus nos garante que não há o que temer: existe paz em meio ao caos. A paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4.7), porque não é uma paz como a que o mundo nos oferece. Em João 14.27, Ele nos diz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. Nós não podemos saber se o mundo será o mesmo, se nós seremos pessoas melhores ou até mesmo quando isso tudo passará. São muitas incertezas, muitos questionamentos e dúvidas. Mas existe certeza até mesmo em meio à insegurança. “Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.3). Então, em vez de ser superprodutivo na quarentena, em uma forma de tentar lidar com os sentimentos deste período, se reinvente. Há muitas formas de se viver, mesmo que sejam maneiras diferen-

1 - Adote uma rotina. A rotina pode parecer chata, mas é uma das coisas mais reconfortantes para um ser humano. Ter uma rotina te ajuda a passar o tempo de maneira equilibrada. A monotonia é igualmente tediosa e previsível e sua previsibilidade nos faz sentir confortáveis e seguros. Além disso, ela é essencial para cumprir as tarefas que você têm de maneira leve, sem buscar uma superprodutividade inalcançável. 2 - Inclua momentos de descanso na sua rotina. O texto de Oséias diz que Ele virá a nós como chuva. Chuva que revigora e traz crescimento. Sinta-se revigorado pela visita do Espírito Santo, se permita parar, respirar e viver intensamente esse momento contando com o sustento do Pai Celestial. Às vezes, só precisamos descansar um pouco. Jesus é nosso descanso.

4 - Por último e o mais importante: aproveite esse momento para fortalecer relacionamentos. Temos uma ótima oportunidade de estreitarmos nosso relacionamento com Deus e com nossa família. Passamos tanto tempo envolvidos em tantas atividades diferentes que sobra pouco tempo para nos dedicarmos àquilo que é mais importante. Esse isolamento e introspecção pode ser fortalecedor e edificante. Provavelmente, na sua cabeça já se passou o pensamento: “só quero que tudo volte ao normal”. Eu sei que eu já pensei isso. É confortável sermos nostálgicos e desejarmos que o passado retorne. Porém, é preciso equilíbrio. Precisamos aprender a viver o agora e a nos reinventarmos. Será mesmo que depois de tudo isso devemos desejar que as coisas voltem a ser como eram? Será que não deveríamos sair diferentes? O que é que Deus espera de nós nesse momento e depois dele? n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

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Colégio Americano Batista, em Sergipe, realiza adequações por conta da pandemia Instituição completa 70 anos em 2021. Sheyla Morales

assessora de Comunicação da Convenção Batista Sergipana

A Convenção Batista Sergipana (CBS) possui em sua estrutura organizacional a administração do Colégio Americano Batista (CAB), que surgiu em 1951, quando era o Instituto Pan-Americano, localizado na Avenida Barão de Maruim, onde seus fundadores foram: Josué Costa, Manoel Simeão Silva, Hilda Sobral de Faria, Benjamita Santos Silva, Ruth Cunha Amaral e Maria de Lourdes Oliveira, membros da Segunda Igreja Batista em Aracaju. Com valores voltados à formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, preocupados com o desenvolvimento da sociedade, o CAB manteve uma visão futurista de crescimento institucional, e, por isso, em 1982, vendeu o antigo prédio, adquirindo, assim, sua nova sede, na Avenida Gonçalo Rollemberg Leite, esquina com Rua Maye Bell Taylor. De fato, o colégio prosperou e mais alunos começaram a fazer parte da sua rede de ensino. O CAB marca épocas, pois, ao longo de sua história, sempre esteve atento às necessidades do país e dos seus estudantes. A gestora de Rede Hoteleiras, natural de Caldas de Cipó-BA, Thais Rocha, veio de longe para estudar no CAB. Ela levou, além de uma bagagem educacional rica, uma rede de amizades que jamais, segundo ela, deixará de existir. “O CAB foi o lugar que me trouxe não só aprendizado acadêmico para hoje ser quem sou profissionalmente, mas, principalmente, o lugar que formou muito da minha personalidade e o lugar onde pude praticar todos os valores que eu trazia de casa. Levo os momentos vivi-

dos no CAB como um dos melhores da minha vida. Tenho vínculos fraternos verdadeiros e duradouros e professores que jamais sairão da minha memória”, declarou a ex-estudante do CAB. CAB NA COVID-19 O mundo se transformou e precisou se adequar à nova conjuntura trazida pela nefasta pandemia de COVID-19, que impactou todos os campos e do ensino não foi diferente. “O cenário de Pande-

mia em virtude da COVID-19 surpreendeu a todos, mas, graças às práticas que adotamos nos últimos anos, investindo em capacitação, equipamentos tecnológicos, sistemas e processos de comunicação, conseguimos nos adaptar rapidamente para que nossas atividades de ensino tivessem continuidade”, declarou a diretora, Rosemeire Marinho, que está há nove anos à frente do colégio. O CAB se adaptou realizando o distanciamento social, uso de álcool em gel

e outras medidas sanitárias de combate à COVID-19. E, em 2021, ainda em contexto de pandemia, iniciou o ano letivo com o retorno presencial parcial dos alunos, no formato híbrido, atendendo todos os protocolos sanitários. É preciso ter fé e por que não planejar e sonhar com dias melhores? “Temos muitos projetos para esse ano em que comemoramos os 70 anos do CAB, assim como temos projetos de crescimento da nossa estrutura física, os quais já estão em andamento e em breve realizaremos. Para tanto, contamos com o apoio e orações de todos os irmãos Batistas. E, assim, seguimos com o nosso propósito de educar com excelência, pautados na palavra de Deus, ensinando valores e princípios cristãos aos nossos educandos, seja em qual cenário for, para honra e glória do nosso Criador”, planejou a diretora do CAB. Para o diretor executivo da CBS, diácono Judson Barros, é preciso que os Batistas sergipanos caminhem juntos em um mesmo sentimento, na firmeza em Cristo e na sã doutrina Batista, sendo apoiadores para que o CAB continue formando cidadãos éticos para um amanhã melhor. “O Colégio Américo Batista, assim como outras instituições de ensino, têm sua história de luta e perseverança. Nós, da CBS, temos muito orgulho de manter esta instituição que ao longo das décadas formou cidadãos agentes de transformação social. Temos um resultado positivo e animador no processo do Enem, ficando em 6º lugar, e vemos seu empenho educacional em seguir todas as normas sanitárias de combate à COVID-19. O CAB não desanimou, mas se adaptou, é como nosso povo Batista deve se inspirar frente à COVID-19”, ressaltou o executivo. n

Pr. Luís Cláudio Pessanha, assume o cargo de diretor executivo interino da CBPC

Adenildo Souza

Comunicação da Convenção Batista do Planalto Central

Em reunião ordinária online, realizada nesta quarta-feira (31) o Conselho da Convenção Batista do Planalto Central (CBPC), recebeu o pedido de exoneração do Pr. Robério Soares, que serviu o campo desde 2014, entendendo com tranquilidade e alegria no coração que

Deus o chama para uma nova jornada. Conforme nosso estatuto (art 27) vago o cargo de diretor executivo, sem a posse imediata de seu substituto, cabe ao Conselho as providências, no sentido de nomear e empossar um novo Diretor Executivo interino. Sendo assim, o Conselho aprovou por unanimidade o nome do Pr. Luís Cláudio Pessanha, então presidente da CBPC, para assumir esse nobre cargo. n


MISSÕES MUNDIAIS

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Alvos ousados e de fé Jamile Barros

Redação de Missões Mundiais

O amor por Missões move Igrejas de todo o Brasil neste momento em que Missões Mundiais realiza a campanha Viva o Poder de Transformar. Independentemente do número de membros, todas têm um alvo para fazer mais e melhor pela obra missionária transcultural. A Igreja Batista em Tabua, São Fidélis-RJ, sob a liderança do pastor Marcos Vinicios Braga da Silveira, tem aproximadamente 100 membros, é bom exemplo desse amor que supera limitações. Quando o irmão Cláudio Márcio Rodrigues de Jesus, hoje integrante da Equipe de Missões, chegou à Igreja anos atrás, o seu comprometimento dela com a obra missionária era nulo. Mas aos poucos, ele e sua esposa montaram e treinaram uma equipe com 10 irmãos para despertar e mobilizar os outros membros a contribuir com missões. Eles começaram montando um planejamento de atividades e cultos a serem realizados durante o tempo da Campanha e estabelecendo o alvo da oferta do Dia Especial sempre acima do estabelecido no ano anterior. Com o empenho e envolvimento de toda a igreja e as bênçãos do Senhor, os alvos vêm sendo ultrapassados ano após anos. Para este ano de 2021, os 100 membros se comprometeram com o desafio de alcançar R$ 90 mil para a Oferta do Dia Especial de Missões Mundiais. Dentre as atividades que realizam, estão os almoços missionários que incluem a Igreja e a comunidade local, em média 200 pessoas. Desta vez, a meta é realizar dois almoços com 300 quentinhas em cada. E contam também com uma parceria formada com os irmãos da Quarta Igreja Batista de Cardoso Moreira, no interior do Rio de Janeiro. Os irmãos vizinhos compram as quentinhas da IB em Tabua, e em retorno eles participam do almoço missionário da QIB de Cardoso Moreira, presidida pelo pastor

Jonazelton Nogueira da Silva. As Classes de EBD também contribuem, fazendo cantinas missionárias durante os dois meses de campanha. A Equipe de Missões incentiva cada classe a ter o seu próprio alvo, assim como os irmãos têm o seu individual. A Classe de Jovens, no dia 21 de março, conseguiu vender 250 pavês e à noite fez uma cantina especial na qual arrecadaram mais ofertas para somar à sua meta. Outra proposta de mobilização foi dividir os membros da IB em Tabua em dois grupos, Polo Norte e Polo Sul, que semanalmente realizam cultos domésticos nas casas de irmãos e amigos. Eles aproveitam para falar de missões e se encontram em ocasiões de celebrações, como aniversários de idade e aniversá-

rios de casamento. Durante o culto há o momento de consagração de ofertas ao som do Hino 243 HCC “Ó Deus, venho te agradecer”. As pessoas depositam suas contribuições no cofrinho missionário, que tem por alvo levantar R$ 4 mil em cada grupo. Outra atividade da Igreja é o Leilão. Por estar localizada em uma área rural, o Leilão Missionário da Igreja é composto por doações de cabras, bezerros, galinhas, galos, porcos e até cavalos e éguas. A equipe de Missões sempre busca parceiros para doar os animais e/ ou comprá-los, entre eles está o pastor João Marcos B. Soares, diretor executivo de Missões Mundiais. Neste ano, as doações chegaram a 120 arrobas de bezerros que serão leiloados e podem

arrecadar cerca de metade do alvo missionário da IB em Tabua. Além disso há também o Bazar Missionário, que está recolhendo doações dos membros, vizinhos e quem mais puder ajudar com itens fora de uso para serem vendidos a preços acessíveis, ajudando a arrecadar ainda mais ofertas. (Se deseja doar para Bazar da IB em Tabua, entre em contato com a Rose Novo - 22 99988-1070) Para o momento missionário nos cultos, os promotores buscam informações de projetos e missionários da JMM para serem apresentados aos membros nos cultos domésticos durante a semana anterior; uma forma de todos conhecerem, orarem e ofertarem para eles. Além disso, eles convidam missionários e mobilizadores para falarem e motivarem ainda mais os membros. (Para agendar um missionário para a sua Igreja, envie um e-mail para agendamento@jmm.org.br) Apesar de pequena, a Igreja entende que a oração é fundamental para alcançar as metas. Eles oram antes dos cultos, nos momentos missionários e nos cultos domésticos, sempre colocando diante de Deus a missão de levar o Evangelho a todos os povos e nações do mundo. “A oração é fundamental nisso tudo. Sabemos que Deus que vai operar, abrir portas, levantar parceiros e também dar aos nossos irmãos condições para ofertarem e generosidade. Sem generosidade não se consegue fazer nada” (Cláudio Márcio Rodrigues de Jesus, membro da Equipe de Missões da IB em Tabua). “A Igreja Batista em Tabua respira missões todos os dias do ano. Toda agenda anual é voltada para obra missionária. O amor por missões não é algo natural. Eu diria que é sobrenatural, espiritual. É impactante ver a mobilização de todos os irmãos, pessoas simples, mas com alvos ousados e de fé”, diz o pastor Marcos Vinicios. “A cada campanha, novas ideias, muita criatividade e parcerias vão surgindo. Existe um compromisso de todos, desde crianças, adolescentes, jovens, adultos e anciãos; todos querem dar sua parte. Tudo com esforço e muita dedicação. Ninguém fica de fora, inclusive a própria comunidade quer participar, ajudar e apoiar. Tenho visto um mover de Deus na Campanha de Missões. Não fique de fora! Viva o poder de transformar”, encerrou. Faça como a Igreja Batista em Tabua e mobilize sua Igreja a contribuir com a obra e Viver o Poder de Transformar. *Compartilhe com a gente como está sendo a mobilização missionária na sua igreja! Envie para redacao@jmm. org.br Importante: não esqueça seu nome, nome da Igreja e uma breve descrição das fotos. n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

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Seminário do Sul inicia aulas do Bacharel em Teologia EAD

Líderes Batistas que foram alunos da instituição participaram deste momento histórico. 05 de abril de 2021, uma data que será sempre relembrada na história da Faculdade Batista do Rio de Janeiro | Seminário do Sul. Foi o dia em que Deus virou a chave do ensino, através da Educação de Ensino à Distância, fazendo com que a Teologia ministrada nessa casa, alcançasse, além do Brasil, mais sete países: Angola, Canadá, Colômbia, Chile, Estados Unidos da América, Espanha e Suíça. No momento de abertura, após a leitura do Salmo 96, o Reitor desta casa, pastor Fernando Brandão, deu boas-vindas aos alunos em um tom de muito entusiasmo, ressaltando se tratar de um momento histórico: “O Seminário tem formado líderes e não só Batistas, a todos damos boas-vindas”. Convidados especiais participaram desta aula inaugural, que foi marcada por iniciar com um período de oração. E, para a primeira oração da noite, tivemos o pastor Edgar Barreto Antunes, ex-aluno da turma de 1968. Também esteve oran-

do por este início o também ex-aluno Pedro Capela, que tem seu neto Pedro Luis Barreto matriculado no curso. Para honrar este momento em que o Seminário forma gerações, pastor Fernando Brandão o convidou para ser o preletor da formatura desta turma. Sempre fazendo parte dos momentos especiais e também apoiando nos momentos de dificuldades, tivemos a presença do ex-aluno e também presidente da Convenção Batista Brasileira (CBB), pastor Fausto Aguiar de Vasconcelos. Ele saudou a todos e deu uma palavra muito altruísta, assim como o diretor executivo da CBB, pastor Sócrates Oliveira. No chat da sala de aula virtual, eram vários os comentários dos alunos. Alan César expressou: “Uma honra fazer parte deste marco histórico”. Para mais informações entre em contato através do WhatsApp: (21) 987205716 n

Segunda Igreja Batista em Barra do Piraí - RJ comemora 45 anos Mudanças e conquistas marcaram o aniversário da Igreja.

Bruna Silva

co-líder do Ministério de Comunicação da Segunda Igreja Batista em Barra do Piraí - RJ

No mês de março, a Segunda Igreja Batista em Barra do Piraí-RJ comemorou seu 45º aniversário (Jubileu de safira). Este acontecimento, por si só, seria um grande motivo de comemoração, mas este mês foi ainda mais especial, pois, comemoramos também o 42º aniversário de ministério do pastor Celso Martinez. Desde 2020, o mundo tem enfrentado a pandemia da COVID-19, que tem afetado a população, independente de faixa etária de idade.. Por esta razão, várias medidas de segurança precisaram ser tomadas, o mundo precisou se adaptar e para os cristãos não foi diferente. Por este motivo, entendendo a situação atual, não realizamos a “XX caminhada pela família”, como acontece anualmente, intitulada “Família eu Acredito”. No entanto, uma carreata aconteceu no primeiro sábado de março, quando as famílias participantes declararam que família é projeto de Deus percorrendo as ruas da cidade. No centro do município foi respeitado um minuto de silêncio em memória a todos aqueles que tombaram na luta contra a COVID-19.

Carreata e celebração no templo foram algumas das atividades do aniversário de 45 anos da SIB em Barra do Piraí – RJ Além disso, em meio a tantos problemas, a Igreja conseguiu concluir as parcelas da compra do terreno, hoje chamado de Espaço Vida, que durante 20 anos foi alvo de oração do pastor Celso Martinez e Igreja por sua aquisição. Finalmente, há três anos foi conquistado este sonho e, pela graça de Deus, no dia do 45º aniversário, a Igreja concluiu o pagamento. A grande comemoração aconteceu no templo, respeitando o distanciamento social. O pastor ministrou uma breve mensagem bíblica contando um pouco da história da Igreja. Ele, que liderou 42 dos 45 anos de existência da SIBBP, falou a respeito do primeiro grande desa-

fio, que foi sair de um templo pequeno e alugado no centro da cidade para construir em um espaço próprio e amplo, e, agora, enfrentou outro grande projeto e teve o privilégio de vê-lo realizado. Para muitos, a compra do terreno era uma imprudência. O Brasil enfrentava uma crise financeira, pessoas perdiam seus empregos; contudo, a SIBBP encarou como uma missão e um ato de fé, crendo que Deus estava no controle, e assim foi até o final da campanha. Os membros da Igreja puderam presenciar um milagre, pois, o Bazar da Igreja, que vendia roupas, móveis e eletrodomésticos usados conseguiu quitar algu-

mas parcelas; além disso, foram feitos almoços, festas e ofertas em prol da campanha, vários irmãos empenhados contribuíram da forma que podiam, alguns com dinheiro outros com trabalho, mas todos com oração. Embora o mundo inteiro esteja passando por um momento difícil, o nosso coração se mantém grato, porque até aqui o Senhor tem nos guiado e sustentado. Em Salmos 136.1 está escrito “Deem graças ao Senhor, porque ele é bom. O seu amor dura para sempre!” Gratidão a Deus por permitir que mais um sonho fosse realizado e já colhermos os frutos desse espaço. n


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100 anos da Família Cowsert no Brasil - parte 1

Parque gráfico da antiga Casa Publicadora Batista (JUERP), que Cowsert comandou a construção e foi o seu gerente

Última foto do casal em solo brasileiro antes de seu retorno aos Estados Unidos da América Desirée Aguiar

jornalista da Junta de Missões Nacionais (com a colaboração da Família Cowsert e do pastor Guy Key)

No mês de janeiro de 1921, o casal Jack Jimmerson Cowsert e Grace Bagby Cowsert, junto com sua filha Helen Elizabeth Cowsert, chegou ao Rio de Janeiro. Eles haviam sido nomeados e comissionados em 15 de julho de 1920 para serem missionários no Brasil, por meio da Junta de Richmond, hoje chamada International Mission Board (IMB), da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos. Após uma longa viagem, vindos de Nova Iorque (EUA), eles iniciaram o que hoje é considerado um grande legado missionário. J. J. Cowsert, como ficou conhecido, foi secretário-executivo da Convenção Batista do Distrito Federal, na época localizado na cidade do Rio de Janeiro, por vários anos na década de 20. Em relatório de 1925, quatro anos após sua chegada, o Distrito Federal tinha 18 Igrejas organizadas e 27 Congregações. O missionário também foi responsável pela construção do Parque Gráfico da Casa Publicadora Batista no Rio de Janeiro, a conhecida JUERP, que, então, era o maior parque gráfico da América Latina. Naquela época, a instituição produzia a literatura para a Escola Bíblica Dominical, a União de Treinamento, a União Feminina Missionária, a Mocidade Batista, além de O Jornal Batista. Em 1934, enquanto Cowsert cuidava da área administrativa de OJB, o número de exemplares desta publicação dobrou. Junto com o missionário T. B. Stover,

J.J. Cowsert segurando uma Bíblia impressa pela Imprensa Bíblica Brasileira

Família Cowsert na esquina da Rua J. J. Cowsert, no Família do pastor George Cowsert em 1973 bairro de Tomás Coelho, no Rio de Janeiro

J. J. Cowsert desejava criar uma entidade para imprimir Bíblias no Brasil. Por causa da Segunda Guerra Mundial, as Bíblias em português, que vinham da Europa e Estados Unidos, não chegavam mais ao Brasil. Assim, em 1942, foi organizada a Imprensa Bíblica Brasileira (IBB), a primeira a imprimir Bíblias no território nacional. Em 1956, a IBB já havia alcançado a marca de meio milhão de Bíblias impressas. Cowsert dirigiu o parque gráfico até 1960 e, nesse período, produziu mais de um milhão de Bíblias, o que, nas palavras dele, o fazia um verdadeiro milionário, pela quantidade de Bíblias produzidas. Em reconhecimento ao seu trabalho, a Prefeitura do Rio de Janeiro deu, à rua ao lado da antiga JUERP, no bairro de Tomás Coelho, o nome de Rua J. J. Cowsert. Durante os 40 anos que passou no Brasil, Cowsert pastoreou Igrejas, entre elas a Quarta Igreja Batista do Rio de Janeiro, hoje, na Praça da Bandeira-RJ; a Igreja Batista de Tomás Coelho, hoje Igreja Batista da Redenção-RJ, e também a Primeira Igreja Batista de Belford Roxo, na Baixada Fluminense-RJ. Enquanto J. J. Cowsert marcava a história da publicação cristã no Brasil, sua esposa, a missionária Grace, também traçava sua história como obreira. Graça - como ficou conhecida no Brasil - foi professora de música no Colégio Batista Shepard e uma das idealizadoras do Instituto de Treinamento Cristão para Moças (ITC), que depois se tornou o Instituto Batista de Educação Religiosa (IBER) e agora é o Centro Integrado de Educação e Missões (CIEM).

Graça, que era prima do primeiro missionário ao Brasil, William B. Bagby, sempre foi envolvida na área de música das Igrejas tocando órgão, piano e regendo corais no Rio de Janeiro. Ela foi a primeira missionária americana a traduzir e publicar partituras de diversos hinos e canções infantis para o português, era professora de Escola Bíblica Dominical e também foi diretora da União Feminina Missionária. Durante o tempo no Brasil, a família Cowsert cresceu com o nascimento de mais dois filhos: Esther Ruth, que nasceu em 1922, e George Bagby, em 1924. Depois de 40 anos, o casal se aposentou do Brasil no dia 30 de setembro de 1960, após o histórico congresso da Aliança Batista Mundial no Rio de Janeiro. O legado missionário da família Cowsert no Brasil continuou por meio do filho mais novo dos pioneiros, George Bagby Cowsert. Ele foi criado no Rio de Janeiro, onde nasceu, e estudou no Colégio Batista Shepard, na Tijuca. Na juventude, foi para os Estados Unidos onde fez a sua graduação na Wake Forrest College, no estado da Carolina do Norte, e, em seguida, seguiu para o seminário no Texas. Enquanto seminarista, conheceu aquela que viria a ser a sua esposa, Hilda Kathryn Bean. Depois de os dois terminarem o seu preparo ministerial, foram nomeados missionários da Junta de Richmond para o Brasil, em 10 de julho de 1952. O casal foi morar em Campinas-SP. George pastoreou e liderou a construção dos templos da Igreja Batista de Vila Arenas, em Jundiaí, e a Igreja Batista em Ouro Fino, em Minas Gerais, enquanto Hilda

aprendia o português. Eles mudaram-se para Santa Maria-RS, onde foram trabalhar no Acampamento Batista Estadual; depois foram para Rio Grande-RS, onde George foi usado para trazer reconciliação a uma Igreja que se dividira três vezes, e também liderou a Segunda Igreja Batista em Pelotas-RS. Nesse tempo, George foi eleito secretário- executivo da Convenção Batista Gaúcha e a família precisou se transferir para Porto Alegre-RS, onde ele também pastoreou a Igreja Batista Gaúcha; Hilda atuou na liderança da União Feminina Missionária da Convenção Gaúcha e foi professora no Colégio Batista em Porto Alegre. Nesse período no Rio Grande do Sul, o casal teve os seus quatro filhos: Naomi, Norma, Elena e Jack. Em 1965, a Junta de Richmond muito se preocupou com as divisões que estavam acontecendo, promovidas pelo movimento da “renovação espiritual” no meio das Igrejas Batistas do Brasil, então, eles mudaram-se para Goiânia-GO, onde o missionário pastoreou em Jardim Novo Mundo, Vila Redenção, Goiabeiras e Itumbiara, além de ter fundado a Igreja em Nova Canaã. Ainda em Goiás, George dirigiu o Acampamento Batista do estado, foi o secretário-executivo da Convenção Batista Goiana por vários anos e atuou em várias comissões da Convenção Batista Brasileira, incluindo o Conselho Executivo. Hilda também atuou no Conselho Executivo, nos anos seguintes, como diretora da União Feminina Missionária em Goiás e também serviu no Conselho Executivo da União Feminina Missionária Batista do Brasil. Continua na próxima edição. n


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PONTO DE VISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/04/21

Matriz SWOT na EBD? O relato de uma experiência Moema Crisóstomo Guimarães Vargas organização, bem como as oportunidaeducadora cristã e mestre em Educação; des e ameaças do ambiente externo à membro da Igreja Batista Ágape - SP organização. Para um grupo de Igreja como o meu, Quando nos reunimos com os pro- pensar e refletir a prática não são atitufessores da EBD, sempre pensamos na des comuns. Ouvir críticas do trabalho necessidade de mudanças e aperfei- feito e ter que se movimentar do lugar çoamento. Mas, como fazer isso sem onde está para buscar novas práticas impulsionar inovações, sem desmerecer não é fácil. Afinal de contas, “sempre o que já foi feito até então? Isso é o que fizemos dessa maneira e deu certo, por muitos educadores estão buscando, que mudar?” atualizar o sistema, a metodologia e o Mas, queremos que o ensino crisalcance da EBD. tão tenha alto significado na vida dos Na minha experiência pessoal bus- nossos alunos, que a leitura bíblica seja quei apresentar a ferramenta para meus constante nos lares, que a vida das pesprofessores e mostrar que ela poderia soas seja transformada pela Palavra ennos dar alguns indicativos de pontos a sinada e vivida por seus professores. melhorar e aperfeiçoar. Inicialmente, não Por isso, propus-me a trabalhar a mapercebi que eles viam necessidades de triz SWOT com o meu grupo de profestantas mudanças quanto eu, educadora. sores da EBD, que chegou às seguintes Mas, se não fizermos um autoexame, conclusões iniciais: como desejar as mudanças? Quanto a participação de cada um A Matriz SWOT é uma ferramenta “faz bem pensarmos juntos, traz alegria, clássica de gestão que pode ser usada renovação e conhecimento das outras nas organizações de maneira geral. É pessoas; é bom poder analisar os pontos simples, mas estrategicamente inteli- fortes que devemos manter e melhorar gente. A palavra é uma sigla que, em os fracos; faz-nos ter um olhar crítico inglês, significa S= forças, W= fraque- ao nosso desempenho, aos desafios zas, O = oportunidades e T= ameaças. e como poderemos lidar com eles; exBusca mostrar as forças e fraquezas da periência válida; me senti desafiado. É

importante visualizar as oportunidades que surgem para auxiliar-nos na obra e precisamos aproveitá-las; me sinto bem quando me é permitido opinar, sugerir, compartilhar as dificuldades; motivada, pois tivemos que olhar além do olhar de professor…fazer um mapeamento dos problemas e chegar às melhorias necessárias é muito importante”. Quanto à participação dos outros do grupo - “Vejo-os como inteligentes, rápidos e construtivos; alguns foram mais participativos do que outros, talvez por não compreenderem bem a proposta ou por receio de não saber opinar de maneira correta; ideias interessantes e possíveis de se aplicar; a presença dos irmãos nos motiva, a experiência de cada um quando compartilhada enriquece os outros; foi uma reflexão objetiva das metas e propósitos - como poderemos alcançá-los e o aprendizado constante que precisamos nessa caminhada; ouvir os outros amplia a nossa percepção das coisas, até mesmo das discordâncias”. Quanto à finalidade da análise: “Vamos chegar com mais facilidade à compreensão dos problemas, sua solução e aulas de qualidade; atender às

necessidades de nossa Igreja; estágio onde poderemos eleger, utilizar e aplicar mais assertivamente os recursos disponíveis, proporcionando conteúdo de qualidade; poderemos implementar mudanças tendo um ‘mapa’ das causas - melhorias e capacitação dos professores; EBD mais rica em conhecimentos, participação e evangelização; vamos fazer a nossa parte e Deus dará o crescimento; vamos melhorar muito, a obra é do Senhor e dele também os recursos”. Dessas respostas, pude concluir, nesse primeiro momento, que: • O meu grupo gostou de participar da análise da organização EBD, deu-lhes sentimento de pertença; • O meu grupo aprende na interação com os outros, mesmo em processos avaliativos; • O meu grupo demonstra fé em mudanças significativas com resultados na vida de todos. “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria” (Ec 9.10 - NVI). n


PONTO DE VISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 18/04/21

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Quatro lições de um educador na pandemia Luciane de Freitas

escritora, educadora cristã, missionária da Convenção Batista Baiana, membro da Igreja Batista em Santa Brígida - BA

O ano de 2020 começou como todos os outros, cheio de sonhos e projetos, mas uma bomba caiu sobre a cabeça de todos: a pandemia da COVID-19. E agora, como desenvolver esses projetos? Essa foi a pergunta feita por muitos educadores, pastores, Igrejas e instituições missionárias, uma delas foi a Convenção Batista Baiana (CBBA), da qual faço parte como missionária. Todos buscavam soluções para essa situação/problema. Outras perguntas surgiram: Como desenvolver a campanha de missões infantil? O que fazer para envolver as crianças e alcançar o alvo? Era possível fazer uma lista de obstáculos a serem vencidos: distanciamento social, incertezas, o hábito de fazer tudo sempre do mesmo jeito, falta de conhecimento tecnológico, resistência à mudança e muitos outros. Se esses obstáculos não fossem ultrapassados não seria possível avançar e alcançar o objetivo. Para isso, foi necessário reconstruir o conceito de Campanha de Missões Infantil, nas seguintes áreas:

Levar a Campanha de Missões às crianças em casa - A metodologia usada para desenvolver a Campanha, de modo geral, costuma realizar cultos temáticos, murais, gincanas e atividades desenvolvidas nas dependências da Igreja/prédio/templo. Era necessário sair das quatro paredes, fazer algo diferente e inovador. Como? Motivando as crianças a desenvolverem todas as atividades em casa. Foi criado um calendário com 31 tarefas para serem realizadas durante o mês de julho de 2020, uma por dia. O mural da campanha, que era confeccionado na sala do Ministério Infantil, foi montado na casa de cada criança. Mas para que isso acontecesse era necessário… Envolver os pais - Alguns pais têm o hábito de transferir a Educação Cristã para a Igreja, mas ela estava fechada, por isso foram incentivados a cumprir a ordem dada em Deuteronômio 6.6-8 “E estas palavras que hoje te ordeno, ensinarás aos teus filhos”. Os pais se motivavam a desenvolver as atividades diariamente com os filhos por ver a alegria e empolgação das crianças. Todos os domingos utilizavam as devocionais missionárias (era uma das atividades) para fazer o

culto doméstico. Assim, a consciênNão podemos parar! Sempre aparecia missionária, necessidade de in- cerão obstáculos para serem ultrapastercessão e de ofertar, começou a ser sados. desenvolvida na família. Mas, para ter uma comunicação com as famílias foi Precisamos sair das quatro paredes! imprescindível… Algumas Igrejas ainda não voltaram às atividades presenciais, mas a Igreja Usar as mídias digitais - As crian- pode ir até as crianças por meio de: EBD ças da Geração Alfa são nativas digi- ou EBF na caixa; Mala viajante do culto tais. Mídias digitais são coisas comuns no lar; Drive-thru e Drive-in infantil. e naturais para elas, mas boa parte dos adultos não é, gerando preconceito e Envolver os pais! Capacitar, orientar resistência. O meio usado para vencer e envolver os pais para, em parceria com essas dificuldades foi: a cada tarefa o Ministério Infantil, desenvolver uma realizada, as crianças precisavam pos- educação Cristocêntrica em seus lares. tar em suas redes sociais usando a #campanhaeucreio para que todos no Usar as mídias digitais! A pandeestado pudessem acompanhar o que mia empurrou todas as pessoas para as crianças Batistas baianas estavam o mundo digital, então, vamos tirar profazendo. As promotoras de missões veito: fazer EBD, Culto Infantil e outras e professoras do Ministério infantil atividades online; reuniões de oração de cada Igreja faziam reuniões online com as crianças por chamada de vídeo; para orientar e incentivar as crianças programas infantis; compartilhar vídeos de histórias bíblicas; e aproveitar a expena realização das atividades. riência vivida na pandemia para propor Resultado: muitas Igrejas ultrapas- uma alfabetização digital para aqueles saram o alvo, famílias mais unidas, que precisam. crianças comprometidas com oração e Essas são apenas quatro lições destrabalho missionário. tacadas da pandemia, que é possível O que é possível aprender com essa usar no Ministério Infantil. Claro que essa experiência? lista poderia ser bem maior, mas hoje ficaremos por aqui. Até a próxima! n


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OJB EDIÇÃO 16 - ANO 2021  

A CBB divulgou uma mensagem de solidariedade e fé a todos os que têm sofrido por conta da COVID-19. No editorial desta semana, o texto traz...

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