ANO CXXV EDIÇÃO 01 DOMINGO, 04.01.2026
ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901
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Reflexão
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Saúde de Corpo e Alma
Batistas no Brasil
História
Mudanças
Recomeço?
Artigo do Pr. Marcelo Santos relembra o início do trabalho Batista no Brasil
Convenção Batista Maranhense celebra 92 anos de organização com um culto
Convenções Fluminense e Alagoana aprovam mudanças em seus estatutos
Coluna Saúde de Corpo e Alma fala sobre a “Compulsão à repetição”
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REFLEXÃO
O JORNAL BATISTA Domingo, 04/01/26
EDITORIAL
Somos Um - Tema CBB 2026 “Somos um” é o tema da Convenção Batista Brasileira para o ano de 2026. Ele marca o início do novo quinquênio 2026–2030, cuja temática geral é UNIDADE. A divisa do ano está em João 17.11 (NAA):“...para que sejam um, assim como somos um”. A música oficial é “Juntos”, do grupo musical Vencedores por Cristo, com arranjo de Marcelo Nelles. Mais do que um tema anual, “Somos um” é um convite à vivência prática da unidade em Cristo — uma unidade que nasce do próprio coração de Deus e se expressa na comunhão, no serviço, na cooperação e na missão. Jesus orou para que o Seu povo fosse um, e essa oração continua ecoando em nossos
dias, desafiando-nos a viver como corpo, com um só propósito e uma só fé. Neste novo ciclo, a CBB deseja conduzir toda a família Batista brasileira em uma jornada de fortalecimento dos laços que nos unem em Cristo. Cada Igreja, Convenção e Organização Batista é convidada a participar ativamente, refletindo e aplicando esse chamado à unidade em todas as suas ações ministeriais. Para isso, preparamos uma série de materiais de apoio que ajudarão nossas Igrejas a desenvolverem o tema ao longo do ano: conteúdos para crianças, adolescentes, jovens e adultos; devocionais, esboços de mensagens e roteiros para pequenos
O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901
grupos; sugestões de cultos temáticos, campanhas de oração, peças, esquetes e muito mais. Além disso, em nosso site estarão disponíveis materiais complementares, como artes para redes sociais, apresentações em PowerPoint, partitura e cifra da música oficial. Também serão produzidos itens personalizados: camisetas, bottons, adesivos, squeezes e outros. A liderança Batista em todo o Brasil é fundamental para que esta mobilização alcance seu propósito. Convidamos presidentes, executivos, líderes de organizações e ministérios a incorporarem o tema em seus encontros, eventos e comunicações, ins-
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade
INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB
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FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Paschoal Piragine Jr. DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão
REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2157-5557
pirando suas comunidades a viverem a unidade do corpo de Cristo. Com o engajamento de cada membro, igreja e liderança, cremos que o novo quinquênio será um tempo de comunhão, crescimento e testemunho vivo do amor que nos une. Afinal, somos um e juntos, somos melhores! Faça o download do material da campanha:
Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946);
Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA
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DICAS DA IGREJA LEGAL
O retrato das Igrejas evangélicas no Brasil – VIII
Jonatas Nascimento Dando continuidade à entrevista que concedi à professora Liliane Ravani, criadora do podcast “O x da coisa” (www.oxdacoisa.com.br), vou responder à sétima pergunta: Pergunta: Jonatas Nascimento, como a regularidade jurídica e contábil pode ser, além de uma obrigação, um testemunho para a sociedade? Resposta: A regularidade jurídica e contábil das instituições religiosas transcende o simples cumprimento de obrigações legais; ela representa um compromisso ético profundo e um verdadeiro testemunho público diante da sociedade. Do ponto de vista legal, a observân-
cia das normas que regulam a constituição, funcionamento e prestação de contas das igrejas é imprescindível para garantir a sua legitimidade, proteger seus líderes e assegurar os direitos dos fiéis e da coletividade. A conformidade com a legislação, como o registro do estatuto, a escrituração contábil e a transparência fiscal, estabelece a organização religiosa como uma pessoa jurídica reconhecida, capaz de atuar com segurança e responsabilidade no âmbito social. Contudo, essa regularidade vai além do aspecto jurídico: ela traduz, na prática, valores éticos fundamentais, como a honestidade, a justiça, a transparência e o respeito ao próximo, que devem estar intrinsecamente ligados à missão espiritual da igreja. Ao
gerir seus recursos de maneira clara e responsável, a instituição demonstra que sua fé não se limita a preceitos teóricos, mas se manifesta também na conduta administrativa, na prestação de contas e no zelo pelo bem comum. Nesse sentido, a regularidade jurídica e contábil torna-se um testemunho ético e social, que inspira confiança, fortalece a credibilidade da instituição e serve como exemplo para outras organizações e para a sociedade em geral. Ela confirma que a liberdade religiosa está associada à responsabilidade social, reforçando a ideia de que a fé se expressa também na integridade das ações. Portanto, mais do que uma obrigação imposta pela lei, a conformidade jurídica e contábil é uma expressão
concreta dos valores espirituais professados pela igreja. É um testemunho vivo de que a ética e a legalidade caminham juntas, reforçando a legitimidade da missão religiosa e contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e transparente. (Esta coluna é publicada aos primeiros e terceiros domingos de cada mês aqui n’O Jornal Batista). n Jonatas Nascimento, diácono, profissional contábil. Autor da obra Cartilha da Igreja Legal. Pedidos pelo WhatsApp: (21) 99247-1227. E-mail: jonatasdesouzanascimento@ gmail.com
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Liderança servidora: autoridade que nasce do cuidado
Olavo Feijó
pastor & professor de Psicologia
Em Cristo nós somos uma só realidade espiritual
Jesus Cristo nos deu uma poderosa responsabilidade: além de pregar o Evangelho a toda criatura, devemos viver os seus ensinamentos e termos comunhão uns com os outros, de maneira que manifestemos a glória do Pai. Consequentemente, nossa responsabilidade, diante de Jeová, não é a de atrair mais membros para nossa denominação. O
nosso compromisso bíblico é “viver de tal maneira que as pessoas vejam nossas boas obras e glorifiquem ao nosso Pai, que está no céu” (Mateus 5.16). Antes de se reunir com o Seu Pai, Jesus orou por nós e intercedeu por nossa comunhão: “Agora estou indo para perto de ti. Eles continuam no mundo, mas eu não estou mais no mundo. Pai santo, pelo poder do Teu nome, o nome que me deste, guarda-os para que sejam um, assim como Tu e Eu somos um” (Jo 17.11). Cumpramos, então, a ordenança de Jesus e tenhamos unidade na diversidade.
nuinamente e que não se colocam acima da comunidade. A liderança servidora constrói confiança porque é marcada por proximidade, verdade e responsabilidade. Outro aspecto central da liderança servidora é o cuidado com o outro. Jesus conhecia Seus discípulos pelo nome, sabia de suas limitações e caminhou pacientemente com eles. Liderar servindo é pastorear pessoas reais, com histórias, dores, dúvidas e processos distintos. O apóstolo Pedro exorta os líderes da Igreja a “pastorear o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade” (I Pedro 5.2). A liderança servidora também se expressa na formação de novos líderes. Quem serve não centraliza, não retém poder e não teme compartilhar responsabilidades. Paulo orienta Timóteo dizendo que aquilo que recebeu deveria ser confiado a pessoas idôneas, capazes de en-
sinar a outros (II Timóteo 2.2). Liderar servindo é investir em gente, preparando o futuro da igreja com humildade e visão. Em tempos marcados pelo imediatismo e pela busca constante por resultados rápidos, a liderança servidora exige perseverança. Servir cansa, muitas vezes não é reconhecido e quase nunca é aplaudido. Ainda assim, é esse tipo de liderança que permanece, que sustenta a Igreja local e que atravessa gerações. Como nos lembra o apóstolo Paulo, “sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (I Co 15.58). A liderança servidora não é fraqueza, é maturidade espiritual. Não é perda de autoridade, é expressão do Reino de Deus. É o modelo deixado por Cristo e reafirmado pelas Escrituras. Em um mundo carente de referências confiáveis, a Igreja é chamada a testemunhar uma liderança que serve, cuida e permanece. n
“E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós” (Jo 17.11).
Raphael Abdalla
pastor da Primeira Igreja Batista em Guarapari - ES; presidente da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo
A liderança servidora é uma contracultura. Em um mundo que associa liderança a visibilidade, poder e reconhecimento, o evangelho apresenta um caminho diferente. Jesus não negou a liderança, mas redefiniu profundamente o seu significado. Ele ensinou que a verdadeira autoridade nasce do serviço, do cuidado com pessoas e da disposição de se doar. Quando Jesus afirma que “o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10.45), Ele estabelece um princípio que atravessa toda a prática cristã de liderança. Liderar, à luz das Escrituras, não é ocupar o lugar mais alto, mas assumir o compromisso mais profundo. É compreender que pessoas
não são meios para projetos, mas o próprio propósito do ministério cristão. A liderança servidora começa no coração. Antes de qualquer função exercida publicamente, o líder cristão é chamado a uma vida governada por Deus. Oração, leitura das Escrituras, sensibilidade espiritual e obediência moldam o caráter daquele que lidera. Provérbios 4.23 nos lembra que “sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. Sem esse fundamento interior, o serviço se transforma em ativismo e a liderança perde sua essência espiritual. Servir não significa ausência de autoridade. Pelo contrário, a autoridade do líder servidor é firme justamente porque nasce da coerência entre discurso e prática. Jesus mesmo afirmou: “aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mateus 11.29). Pessoas seguem líderes que caminham com elas, que escutam com atenção, que se importam ge-
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Das tentativas iniciais à consolidação nacional: as origens do trabalho Batista no Brasil Marcelo Santos
pastor, historiador, professor e escritor; pastor da Igreja Batista da Graça - SP
O início do trabalho Batista no Brasil está profundamente ligado aos movimentos missionários, políticos e sociais do século XIX, tanto no contexto brasileiro quanto no norte-americano. Em 1851, o Brasil surge, pela primeira vez, como possível campo missionário dos Batistas do Sul dos Estados Unidos. A proposta foi discutida pela Junta de Richmond, mas não resultou, naquele momento, em uma decisão oficial. Nos anos seguintes, especialmente em 1857 e 1859, o país voltou a ser cogitado como destino missionário, em um contexto marcado também por debates sobre a possível migração de parte da população negra norte-americana para territórios fora dos Estados Unidos. A primeira tentativa concreta de implantação do trabalho Batista em solo brasileiro ocorreu com o missionário Thomas J. Bowen. Em 11 de janeiro de 1859, Bowen escreveu à Junta de Richmond colocando-se à disposição para servir no Brasil. Em novembro do mesmo ano, ele, sua esposa e a filha pequena foram oficialmente nomeados missionários, tornando-se os primeiros Batistas
enviados com essa finalidade ao país. Contudo, sua recepção esteve longe de ser favorável. Registros da imprensa da época revelam resistência e hostilidade por parte de setores da sociedade brasileira, que viam a presença Batista como uma ameaça religiosa e cultural. Além da oposição local, o trabalho de Bowen foi prejudicado por sua frágil condição de saúde e pela ausência de resultados significativos em termos de conversões ou organização eclesiástica. Após apenas oito meses e dezenove dias de ministério, Bowen foi chamado de volta aos Estados Unidos para avaliação. Seu relatório final sobre o Brasil foi desanimador, levando a Junta de Richmond, em 1861, a descartar temporariamente o país como campo missionário. Paradoxalmente, foi nesse mesmo período que um evento histórico decisivo abriu caminho para a presença Batista duradoura no Brasil: a Guerra da Secessão Americana. Fugindo do conflito, grupos de imigrantes sulistas buscaram refúgio em outros países, entre eles o Brasil, onde o governo imperial autorizou a formação de colônias agrícolas. Uma dessas colônias foi estabelecida em Santa Bárbara, na então província de São Paulo, composta por famílias meto-
distas, presbiterianas e Batistas. No caso dos Batistas, esses imigrantes foram, depois de Bowen, os primeiros a se estabelecerem de forma contínua em território brasileiro. Mesmo antes da organização formal de uma Igreja, os batistas imigrantes já demonstravam vida religiosa estruturada. O reverendo Richard Ratcliff, integrante desse grupo, celebrou casamentos e exerceu funções pastorais, sendo responsável pelo primeiro casamento oficiado por um ministro Batista no Brasil. A organização da Igreja Batista de Santa Bárbara ocorreu em 10 de setembro de 1871, com cerca de 27 membros fundadores. Esta Igreja é considerada a primeira igreja Batista em solo brasileiro. Essa mesma Igreja teve papel decisivo no avanço do trabalho missionário. Em 1872, enviou um apelo oficial à Junta de Richmond solicitando missionários para o Brasil, pedido que seria atendido apenas oito anos depois. Nesse intervalo, em 1879, foi organizada a Igreja Batista da Estação, também em moldes semelhantes aos de Santa Bárbara. Um marco na expansão do trabalho Batista nacional ocorreu em 1882, com a chegada de missionários enviados especificamente para evangelizar
os brasileiros. Com a atuação de William Buck Bagby, sua esposa Anne, e posteriormente Zacarias e Kate Taylor, foi organizada, em Salvador, a Primeira Igreja Batista em Salvador, na Bahia, em 15 de outubro daquele ano. Sua missão era claramente evangelística e nacional. A partir desse marco, o crescimento foi constante. Nas décadas seguintes, diversas Igrejas foram organizadas em cidades estratégicas, como Rio de Janeiro - RJ, Recife - PE, Maceió - AL, Juiz de Fora - MG e várias localidades da Bahia. Esse avanço culminou, no início do século XX, na organização da Convenção Batista Brasileira, em 1907, sinalizando maturidade institucional, expansão missionária e consolidação doutrinária. Hoje, os Batistas figuram entre os protestantes históricos de maior crescimento no país, mantendo forte ênfase na autonomia da Igreja local, no governo congregacional e na obra missionária, inclusive além das fronteiras nacionais. Compreender essas origens históricas é fundamental para entender a identidade teológica, eclesiológica e missionária dos Batistas no Brasil, formada ao longo de um percurso marcado por desafios, perseverança e compromisso com a proclamação do Evangelho. n
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REFLEXÃO
O JORNAL BATISTA Domingo, 04/01/26 VIDA EM FAMÍLIA
Sob a mesma canga
Pr. Gilson Bifano “Acaso duas pessoas podem andar juntas se não estiverem de acordo?” Essa pergunta surge em Amós 3.3. Não se trata de um versículo escrito especificamente para a vida conjugal, com certeza. No entanto, podemos afirmar que o texto, escrito pelo profeta, sugere que uma jornada compartilhada exige harmonia e consenso. O contexto revela que Amós argumenta que Deus não age ou se relaciona com o povo sem um propósito ou uma aliança estabelecida. Nesse trecho, o profeta condena a conduta falsa do povo de Israel, que “andava” com Deus de forma superficial, sem um acordo genuíno de submissão, obediência e busca pela Sua vontade. Embora o texto não seja uma exortação direta para a vida conjugal, seu
princípio pode ser aplicado perfeitamente à dinâmica do casamento. Amós, natural de Tecoa, era um pastor de ovelhas quando foi chamado ao ministério profético. Ele lidava com rebanhos e plantações, e é provável que tenha evocado uma imagem familiar: dois bois unidos por uma canga, arando a terra juntos. A canga, ou jugo, era uma peça de madeira que unia os animais pelo pescoço, permitindo que trabalhassem em equipe, com sincronia e ritmo harmoniosos. Esse é o pano de fundo literal de Amós 3.3. Na vida conjugal, podemos interpretar essas palavras de Amós em duas direções principais. A primeira é que se prender a um jugo com alguém cujos valores e crenças são desiguais não é uma prática recomendada pela Bíblia. Paulo, em II Coríntios 6.14, adverte que um crente não deve se aliar a quem não
compartilha da mesma fé e princípios. Unir-se a um jugo desigual representa um risco sério, podendo levar até ao desvio da fé. A segunda direção aplica-se à essência do casamento: ele só se torna produtivo e feliz quando marido e esposa se esforçam pela sincronia harmoniosa. Assim como dois bois sob a mesma canga são compelidos a um ritmo unificado, o casal deve buscar acordos e caminhar juntos rumo aos mesmos objetivos. Se cada um puxar para um lado diferente – seja nas finanças, na educação dos filhos, na sexualidade ou na espiritualidade –, o casamento sofrerá, a desarmonia crescerá e criará um terreno fértil para a infelicidade e, possivelmente, o divórcio. Note que Amós usa a expressão “andarão” evocando a ideia de movimento e caminhada. Na jornada conjugal, marido e esposa devem realizar
ajustes constantes, valorizar o diálogo e a negociação para alcançar unidade e harmonia. Além dessas atitudes positivas, é essencial abandonar o egoísmo, o individualismo e o desprezo na relação. Tais comportamentos apenas prejudicam o “andar de acordo”. Acima de tudo, para buscar essa sincronia, casais cristãos precisam da orientação do Espírito Santo em todas as áreas da vida a dois. Que as palavras de Amós ecoem em cada casamento: como dois bois sob a mesma canga, arando campos férteis, assim sejam os casais, unidos em acordo harmonioso e guiados pelo sopro do Espírito Santo, colhendo frutos de alegria, paz e amor duradouro em sua sagrada jornada a dois. n Por: Gilson Bifano Diretor do Ministério OIKOS oikos@ministeriooikos.org.br
MISSÕES NACIONAIS
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Carreta Missionária: uma ferramenta poderosa nas mãos de Deus
Redação de Missões Nacionais Olha só que história linda! Há dois anos, quando a Carreta Missionária passou pela primeira vez em Sapiranga, no Rio Grande do Sul, muitas vidas foram abençoadas. Uma delas foi a do jovem Gabriel de Souza, que trabalhava como segurança do parque onde a Carreta ficou. “Ele me disse assim: ‘Eu esta-
va falando com Deus que eu estava afastado, que eu tinha que tomar uma posição. Na noite passada, eu tive um sonho e Deus falou que algo grande ia acontecer na minha vida’. Aí, eu disse para ele: Então, hoje você vai cuidar de uma ferramenta muito preciosa para o Senhor. Ele se emocionou e orei com ele”, compartilha Fabio Leites, pastor da Primeira Igreja Batista em Sapiranga.
Nesse mesmo dia, Gabriel perguntou quando seria o próximo culto, pois queria levar a sua família. Eles participaram do culto na Carreta e ele ficou de visitar a igreja. Desde então, estão congregando na PIB em Sapiranga. Hoje, ele serve na Igreja, se tornou membro e, agora, é um seminarista da Igreja. “A passagem da Carreta Missionária foi o instrumento de Deus para tra-
zer o Gabriel para nós”, conta o pastor. Damos graças a Deus pelo ministério desse veículo missionário, que tem sido uma bênção para inúmeras vidas, levando ações de compaixão e graça, e compartilhando a mensagem mais importante de todas: Jesus Transforma! Continue orando e investindo na Carreta Missionária para que mais vidas sejam alcançadas. n
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
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Igreja Batista Emanuel em Caruaru - PE comemora 30 anos de proclamação do Evangelho Celebração trouxe a temática “30 anos sendo aperfeiçoados pelo amor de Deus”. Jénerson Alves
jornalista, membro da Igreja Batista Emanuel em Caruaru - PE
A Igreja Batista Emanuel em Caruaru - PE (Ibec) celebrou três décadas de organização com uma série de conferências realizada nos dias 13 e 14 de dezembro, com a temática “30 anos sendo aperfeiçoados pelo amor de Deus”. Situada no bairro das Rendeiras, localidade composta por áreas residenciais e comerciais em expansão, a Batista Emanuel apresenta uma ótica de inserção e participação nas várias dimensões da comunidade, com o intuito de expandir os valores do reino e o cumprimento da Grande Comissão. Sintonizada com essa perspectiva de participação, a programação no sábado (13) ocorreu em frente ao templo, na via pública, mediante autorização do poder público municipal. O culto ao ar livre contou com a presença da cantora Poly Freire, uma jovem conhecida por desenvolver um profícuo ministério musical em Caruaru e região. A prédica ficou por conta do pastor Edilson Fernandes, vice-presidente da Associação Batista do Agreste (Assobagre), o qual
Celebração em frente ao templo da Igreja ressaltou a importância da comunhão e da unidade para o avanço da proclamação do Evangelho no ambiente em que a igreja está inserida. No domingo (14), a celebração adquiriu um caráter mais intimista, no interior do santuário. A programação musical foi direcionada pelo Ministério de Louvor da Ibec; e a ministração do sermão, pelo pastor Silvio Lima, presidente da Assobagre. “Quem está sendo aperfeiçoado por Cristo aponta para Aquele que é perfeito. Compartilhar de Jesus e pregar o Evangelho são ações que dão sabor à vida. Deus tem nos dado a oportunidade de apontarmos para Ele, não podemos deixar passar essa oportunidade”, salientou Silvio Lima, ao longo da pregação.
Ainda integrando as comemorações, a Ibec promoveu uma exposição com elementos históricos utilizados pela comunidade religiosa. Fotografias impressas, boletins, ordens de cultos e camisas alusivas a eventos são alguns dos itens que integram a mostra, prevista para funcionar até o fim do ano de 2025. O Ministério de Mídia, liderado pela jornalista Mylena Macêdo, produziu um videodocumentário cujo mote é a influência que membros da Igreja realizam diariamente na comunidade em que vivem, promovendo uma profunda reflexão, em consonância com o que afirma a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, que as Igrejas são constituídas por pessoas regeneradas “com finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para a edificação mútua e para a propagação do evangelho.” O pastor Marcos Santos, líder da Ibec, destacou uma série de histórias e vivências que deixaram legados e muitas lições para o crescimento espiritual e social dos que fazem parte da comunidade religiosa. “O envolvimento de
cada membro traduz o crescimento da igreja, que apresenta um testemunho exemplar em toda a cidade. Tenho certeza de que vamos avançar ainda mais, para a glória do Senhor. Para crescer, vamos expandir a unidade, pois somos uma igreja que vive o amor de Deus”, concluiu Marcos Santos. Histórico Em 9 de dezembro de 1995, o hino ‘O Estandarte’ (456 CC) servia de fundo musical da emancipação da Igreja Batista Emanuel em Caruaru. A decisão aconteceu por intermédio de uma sessão extraordinária, realizada a partir das 21h daquela data, agendada pela ‘mãe’ da Ibec: a Primeira Igreja Batista em Caruaru. Após o exame da Mesa, a então congregação tornou-se Igreja, adquirindo atribuições autônomas. Ao longo dos anos, passaram pela Ibec pastores como Dário Teodósio, Ednaldo Morais, Levir Perêa, Célio Correia, Nelsino Ribeiro e Eliezer Bezerra. Os fiéis permanecem como afirma o hino: resolutos, trabalhando por Jesus, levantando o estandarte, “espalhando a sua luz”. n
COBAPA homenageia Iolanda Pinto Leão pelos 80 anos e reconhece seu legado missionário no Pará Seminário Equatorial recebeu a celebração.
Helioenay Alves Pantoja
bacharelendo em Jornalismo; membro do Departamento de Comunicação e Marketing da Convenção Batista do Pará
Em uma noite marcada por emoção, reconhecimento e profunda gratidão, a Convenção Batista do Pará (COBAPA) participou da celebração dos 80 anos professora Iolanda Pinto Leão, realizada na capela do Seminário Teológico Batista Equatorial (STBE), no dia 03 de dezembro. A homenagem reuniu familiares, amigos, lideranças e representantes denominacionais, evidenciando a relevância histórica e missionária da trajetória da aniversariante. A COBAPA esteve representada pelo seu presidente, pastor Raimundo Anselmo Lobato, pelo diretor-executivo, pastor Ruy Gonçalves Ferreira, e por membros da Equipe Executiva, que formalizaram a entrega de uma Placa de Menção Honrosa a aniversariante. A honraria reconhece seus 28 anos de liderança relevante como diretora-exe-
cutiva da União Feminina Missionária Batista do Pará (UFMB-PA) e sua contribuição preciosa para o avanço da obra missionária no Pará e no Brasil. Uma vida dedicada ao serviço e à missão Convertida em outubro de 1967, Iolanda Pinto Leão permanece há mais de cinco décadas servindo fielmente ao Senhor e à doutrina Batista. Membro da Primeira Igreja Batista do Pará, exerce o diaconato e lidera, desde 1995, o Grupo da Terceira Idade, trabalho que se expandiu para diversas Igrejas no estado. Educadora de formação, licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), atuou como professora e coordenadora na Instituto Federal do Pará (IFPA), influenciando gerações de estudantes com ética, vocação e excelência acadêmica. No âmbito familiar, é esposa dedicada do professor Gelson Leão, mãe de quatro filhos, avó de onze netos e
destacou o legado da irmã Iolanda e encerrou o momento com oração, reafirmando o apreço da Convenção e das igrejas batistas do estado. A celebração evidenciou a graça de Deus derramada sobre sua vida e o impacto de sua caminhada no fortalecimento da missão batista no Pará. “Seu Familiares, amigos e trabalho não foi em vão”, afirmaram liderança Batista do Pará líderes presentes, ecoando o versículo participaram da celebração de I Coríntios 15.58, que sintetiza sua bisavó de uma menina. Sua vida, mar- trajetória de fé e compromisso com a cada por serviço, virtude e compromis- obra do Senhor. so missionário, tornou-se referência para as mulheres batistas e para toda Homenagem oficial a família de fé do Pará. A Convenção Batista do Pará, ao conferir a Menção Honrosa, reafirmou Celebração com mensagem sua gratidão institucional à serva de bíblica e gratidão coletiva Deus que há décadas dedica seus O culto festivo foi conduzido com dons, sua liderança e seu amor ao momentos de louvor e testemunhos avanço do Reino. de gratidão. O pastor Raimundo AnCom fé, reconhecimento e celebraselmo Lobato, foi o pregador da noite ção, a COBAPA honra a vida da ilustre e trouxe uma mensagem bíblica enfo- líder Iolanda Pinto Leão, cujo testecando reconhecimento, perseveran- munho inspira gerações e fortalece a ça e gratidão a Deus. Em sua palavra, missão batista no Pará. n
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Convenção Batista Maranhense celebra 92 anos com culto comemorativo Lideranças Batistas de todo o estado do Maranhão participaram.
Líderes Batistas maranhenses participaram da comemoração Pr. Hugo Zica foi o preletor da celebração Convenção Batista Maranhense Na noite de 22 de novembro de 2025, a Igreja Batista Getsemani - MA foi palco do Culto em comemoração aos 92 anos da Convenção Batista Maranhense (CBM). A celebração foi marcada por momentos de gratidão, memória e reafirmação do propósito missionário da Convenção.
A mensagem da noite foi ministrada pelo pastor Hugo Zica, que conduziu os participantes à reflexão sobre identidade e missão, destacando quem a Igreja é em Cristo e para onde Deus a envia. O culto contou ainda com a presença de executivos e lideranças Batistas do estado, que celebraram juntos os frutos do trabalho desenvolvido pela CBM ao longo de sua história. O presidente da CBM, pastor Jedaías Azevedo, também participou da
Envio dos missionários Isabella e Winycius para a Missão Itália
programação por meio de uma mensagem em vídeo enviada diretamente dos Estados Unidos, na qual reforçou o compromisso da Convenção em seguir avançando de forma unida. Durante a celebração, a CBM realizou o envio dos missionários Isabella e Winycius para a Missão Itália, em um momento marcado por alegria e reverência ao chamado de Deus. A noite foi marcada ainda por homenagens especiais. O pastor José Marques foi reconhecido pelos seus
40 anos de ministério pastoral, exercidos com fidelidade e dedicação, e o pastor André Israel recebeu homenagem pelos 10 anos à frente da direção do Colégio Batista, contribuindo para a formação de gerações com excelência. O culto foi encerrado com uma celebração pelos 92 anos da Convenção Batista Maranhense, reafirmando a gratidão a Deus pelo caminho percorrido e a confiança no que Ele ainda realizará por meio da CBM. n
Semana Batista 2025 da Convenção Batista de Roraima reúne fé, comunhão e adoração Durante o evento, foi realizada a 34a Assembleia da CBRR.
Paulo Cézar, do grupo Logos, e sua esposa Artemis Convenção Batista de Roraima A Igreja Batista Jardim das Flores (IBJF) recebeu, ao longo de uma semana, a Semana Batista 2025 34a Assembleia da Convenção Batista de Roraima (CBRR), marcada por momentos de espiritualidade, comunhão e edificação cristã. A programação reuniu líderes, membros e convidados em uma série de cultos e atividades que forta-
Coral da UBAERR
leceram a fé e o compromisso da Igreja. A abertura aconteceu no dia 25 de novembro, com a ministração do pastor Antônio Sidney, da Igreja hospedeira, que trouxe uma mensagem inspiradora e deu início oficial à Semana Batista. No segundo dia, o pastor Joversi Xavier, conduziu a reflexão bíblica, promovendo profundas exortações espirituais à Igreja. Em ambos os dias, o louvor foi
Mensagens edificaram os participantes da Semana Batista
conduzido pelo Ministério de Louvor da IBJF, proporcionando momentos de adoração congregacional. A partir da quarta-feira, a programação contou com a participação especial do cantor Paulo Cezar, do grupo Logos, enquanto a mensagem ficou sob a responsabilidade do pastor José Hilário, da Igreja Batista no Jardim Imperial, em Atibaia - SP, que trouxe direcionamento e renovação espiritual aos presentes.
O encerramento ocorreu no sábado, com a realização da 34ª Assembleia da Convenção, marcada por organização, unidade e senso de propósito. À noite, o culto de encerramento foi abrilhantado pela apresentação do Coral da União Batista de adolescentes do Estado de Roraima (UBAERR), emocionando o público e concluindo a Semana Batista 2025 com uma celebração memorável. n
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Convenção Batista Fluminense realiza Assembleia Geral Extraordinária Batistas do Estado do Rio de Janeiro aprovaram a reforma do seu Estatuto. Rodrigo Zambrotti
pastor, coordenador de Comunicação da Convenção Batista Fluminense
No último sábado, 13 de dezembro, a Convenção Batista Fluminense se reuniu em assembleia geral extraordinária no Acampamento Batista Fluminense, para deliberar sobre a reforma de seu estatuto. O encontro aconteceu num clima de cooperação e participação, reunindo líderes, pastores e representantes de diversas igrejas cooperantespara discutir e aprovar importantes ajustes estatutários. A Convenção Batista Fluminense, que organiza e apoia o trabalho de milhares de igrejas batistas no Estado do Rio de Janeiro, reafirma com essa assembleia o seu compromisso com os princípios democráticos que caracterizam o modelo batista de organização e decisão. Nesse modelo, as decisões são tomadas coletivamente, com voz e voto dos representantes das igrejas,
Pastores e líderes participaram da Assembleia Extraordinária realizada pela Convenção Batista Fluminense refletindo a responsabilidade compartilhada pela missão e pelos rumos da obra batista em nosso campo. O Acampamento Batista Fluminense foi o cenário ideal para esse momento de diálogo, oração e decisões importantes, reforçando o propósito de fortalecer a união, a transparência e a participação ativa dos membros no processo de construção e atualização das normas que regem a Convenção n
Momento de deliberações e orações
CBAL aprova reforma do Estatuto e do Regimento Interno em decisão histórica Medida fortalece a missão da Convenção Batista Alagoana e marca um novo tempo de unidade e avanço na obra cristã. Gerência de Comunicação da Convenção Batista Brasileira No dia 13 de dezembro de 2025, a Convenção Batista Alagoana (CBAL) viveu um momento significativo com a aprovação da reforma do Estatuto e do Regimento Interno. A decisão representa um passo importante para o fortalecimento institucional da Convenção, reafirmando sua missão e o compromisso coletivo com a obra do Senhor Jesus Cristo. A atualização dos documentos foi celebrada como um marco histórico para a denominação em Alagoas, consolidando caminhos e apontando para novos desafios e oportunidades no avanço do trabalho cristão no estado. Para o presidente da Convenção Batista Alagoana, pastor Carlos Ruben, a aprovação simboliza unidade e visão de futuro. “Amados irmãos Batistas alagoanos, hoje, 13 de dezembro, estamos vivendo um marco especial, um marco histórico para nós. Acabamos de aprovar a reforma do Estatuto e do Regimento Interno da
Igreja Batista do Bebedouro recebeu a CBAL e os representantes para a Assembleia
Decisão representa um passo importante para o fortalecimento institucional da Convenção Convenção. É um momento de avanço, juntos possamos caminhar, avançar e de consolidar o trabalho e de olhar cumprir a obra do nosso Senhor Jesus para frente, reconhecendo que ainda Cristo”, afirmou. temos uma grande obra a realizar. Que A CBAL destaca que a reforma for-
talece a caminhada da Convenção e renova o compromisso das igrejas e lideranças com a missão, a cooperação e o serviço cristão em Alagoas. n
MISSÕES MUNDIAIS
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Um novo ano, uma esperança viva Diana Sampaio
nações. Porque o Filho vive e voltará, a Igreja segue em movimento, proclamando a melhor notícia: Jesus Cristo é o Senhor da história e da eternidade.
Redação Missões Mundiais
O novo ano sempre traz expectativas, planos e perguntas sobre o futuro. Para a Igreja de Cristo, esse tempo também é marcado pela reafirmação do compromisso com a missão. É nesse cenário que a Junta de Missões Mundiais (JMM) apresenta aos Batistas brasileiros a Campanha de 2026: “Porque o Filho Vive e Voltará, Vamos Completar a Missão”. A Campanha é inspirada em Apocalipse 22.20: “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Sim, venho em breve! Amém. Vem, Senhor Jesus!” e convida cada cristão a viver o presente à luz da promessa da volta de Cristo. Esse livro bíblico é uma revelação da soberania de Deus sobre a história e como ela é demonstrada no retorno triunfal de Jesus. Ao lê-lo, é possível entender que, apesar das forças do mal, não há poder que se compare ao Todo Poderoso. A vinda de Jesus é o que deve mover o coração dos crentes. Por isso, é importante que essa promessa não caia no esquecimento, mas seja proclamada aos povos, pois a volta de Cristo acontecerá quando todos ouvirem o Evangelho como testemunho (Mateus 24.14). Nesse tempo de espera, nossa missão é alcançar os que ainda estão distantes e não sabem quem é Jesus. Hoje, em todo o mundo, há pelo menos 4,6 bilhões de pessoas que não conhecem a mensagem da salvação. Guerras e desastres naturais estão cada vez mais frequentes, a falta de empatia e amor acontece em várias situações, como no tráfico humano e na exploração sexual. Homens, mulheres
Por dentro da Campanha O conceito que inspira a identidade visual e a narrativa da Campanha traça uma tensão entre o crescimento aparente das trevas e o avanço do Evangelho. O cartaz principal simboliza o cumprimento da promessa com Jesus, o Filho que venceu a morte e prometeu voltar. Em 2026, desafios e campos de atuação da JMM expressam o coração da missão: 1. Infâncias - Cuidar das crianças é plantar o Evangelho no solo mais fértil da Terra. 2. Países Fechados - Proclamar o nome de Jesus onde o Evangelho é proibido e a fé precisa ser vivida em segredo. 3. Grandes Religiões - Levar o amor de Cristo onde outras crenças tentam preencher o vazio que só Ele pode ocupar. 4. Plantação de Igrejas - Multiplicar comunidades de fé que transformam cidades, povos e nações. 5. Povos Não Alcançados - Avançar onde o nome de Jesus ainda não foi anunciado.
Nosso convite é o de seguirmos e crianças sofrem com a desesperança. Mas há um Reino de justiça, paz e juntos para completar a missão. Fazer alegria no Espírito Santo que precisa parte disso é ser conduzido pela certeza do que Deus já está fazendo nas ser compartilhado.
Cada pilar é um convite para os cristãos se envolverem na missão. Tudo foi preparado para inspirar, ensinar e mobilizar a sua igreja, seja para adultos ou crianças. Neste ano, contamos com alguns conteúdos exclusivos e que, pela primeira vez, se tornam o material de mobilização. Confira:
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Estreia em rede nacional o programa De volta às Escrituras com o Pr. Raphael Abdalla na TV Brasil Programação vai ao ar todos os domingos. Equipe de Comunicação da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo A TV Brasil estreou em sua programação um novo espaço de estudo e reflexão bíblica com alcance em todo o país. De volta às Escrituras, apresentado pelo pastor Raphael Abdalla, vai ao ar todos os domingos, às 6h30, oferecendo ao público brasileiro um conteúdo cristão profundo, acessível e centrado na Palavra de Deus. O programa, exibido em canal aberto na rede nacional, convida os telespectadores a uma jornada sePr. Raphael Abdalla compartilha conteúdo cristão profundo, acessível e centrado na Palavra de Deus manal de ensino bíblico, com estudos orientados que buscam resgatar a compreensão das Escrituras e sua mas com foco em fé, espiritualidade tativa entre comunidades de fé que promete abordar temas centrais da fé aplicação prática no dia a dia. Com e relevância para os desafios atuais. acompanham estudos do pastor Ra- cristã com profundidade, ao mesmo uma abordagem clara e reflexiva, o A iniciativa tem sido compartilhada phael Abdalla tanto na internet como tempo em que dialoga com a realidade pastor Raphael Abdalla conduz os te- nas redes sociais e já desperta expec- agora na televisão aberta. A produção do público. n
Primeira Igreja Batista em Frexeiras - PE promove Culto de Reconhecimento de Posto da Embaixada Culto reuniu familiares, membros da Igreja e convidados. Gerson Alves
conselheiro Responsável da Embaixada Pr. Aristides Ribeiro de Souza, da Primeira Igreja Batista em Frexeiras - PE
No dia 06 de dezembro de 2025, a Primeira Igreja Batista em Frexeiras - PE realizou o Culto de Reconhecimento de Posto da Embaixada Pastor Aristides Ribeiro de Souza, sob a liderança do conselheiro Gerson Alves. O momento foi marcado por gratidão, compromisso cristão e reconhecimento do crescimento espiritual dos embaixadores. O culto foi dirigido pelo pastor presidente da Igreja, pastor Sérgio Roberto Marinho, e a mensagem foi ministrada pelo embaixador Breno Vinícius da Primeira Igreja Batista em Escada - PE. O culto reuniu familiares, membros da Igreja e convidados, que prestigiaram a solenidade em um clima de alegria e reverência. Durante a celebração, os Embaixadores do Rei foram oficialmente reconhecidos por sua dedicação, disciplina e avanço dentro do programa, subindo de posto conforme sua trajetória de aprendizado e serviço cristão. A cerimônia destacou a importância do ministério dos Embaixadores do Rei na formação espiritual, moral
Cerimônia destacou a importância do ministério dos Embaixadores do Rei em várias áreas da vida dos meninos
Embaixada Pastor Aristides Ribeiro de Souza, da PIB em Frexeiras - PE e social de crianças e adolescentes, reforçando valores como responsabilidade, fé, liderança e serviço ao próximo. A presença das famílias tornou o momento ainda mais significativo,
evidenciando o apoio e incentivo ao crescimento dos embaixadores na caminhada cristã. O Culto de Reconhecimento reafirmou o compromisso da Primeira
Igreja Batista em Frexeiras - PE com o discipulado e o investimento na nova geração, celebrando conquistas e renovando propósitos para os desafios futuros. n
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PONTO DE VISTA
Quando perdoar parece injusto Valtair Afonso Miranda
doutor em História, doutor em Ciências da Religião, professor no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil
“Davi ordena a Joabe, Abisai e Itai que tratem Absalão com brandura, por amor a ele” (II Sm 18.5). Absalão não apenas causou sofrimento ao seu pai. Ele arquitetou uma conspiração que obrigou Davi a fugir às pressas de Jerusalém, abandonando o palácio e tudo o que tinha. O que começou como vaidade e charme político virou golpe de Estado, e Davi se viu fugindo do próprio filho. O mais surpreendente é que, mesmo após tamanha dor e humilhação, Davi não demonstra ressentimento contra Absalão. Quando a guerra civil se torna inevitável e o confronto se aproxima, o coração do pai fala mais alto que o trono do rei. Antes da batalha decisiva, Davi reúne seus generais, Joabe, Abisai e Itai, e lhes dá uma ordem tocante: que tratem Absalão com brandura, por amor a ele. Davi ainda amava aquele jovem rebelde com a intensidade de um pai que nunca deixou de esperar por reconciliação. À luz da vida de Davi, percebemos que o perdão não nasce do nada. Ele se constrói a partir de experiências
profundas com Deus e com os outros, e se manifesta nos nossos relacionamentos, seja em casa, na Igreja ou no trabalho. Esse caminho começa quando discernimos o tamanho do amor de Deus por nós. Imagine que você entre em uma livraria e encontre ali um homem que, anos atrás, adulterou com a esposa de um funcionário e que agora está lançando um livro sobre “como viver uma vida piedosa”. Você compraria esse livro? Davi é esse homem. Ele deixou para a posteridade tanto a memória do seu pecado com Bate-Seba quanto salmos profundos que continuam inspirando gerações. Ainda assim, seguimos lendo seus escritos porque reconhecemos que ele experimentou a graça do perdão de Deus. Davi já havia passado pelo caminho do arrependimento. E quem experimenta o perdão aprende, pouco a pouco, a perdoar. Uma antiga história ilustra bem essa verdade. Em uma cidade europeia do período medieval, corria o boato de que uma mulher conversava diretamente com Deus. O arcebispo da região decidiu interrogá-la e fez um pedido ousado: que ela perguntasse a Deus quais haviam sido os pecados confessados por ele em sua última
oração. Dias depois, ao retornar à casa da mulher, ouviu uma resposta simples e desconcertante. Segundo ela, Deus havia dito: “Eu não me lembro mais”. O profeta Isaías nos ajuda a compreender essa afirmação. Deus diz que apaga nossas transgressões por amor de Si mesmo e que não se lembra mais dos nossos pecados. Não é que Deus seja desmemoriado. Ele é onisciente. O que isso significa é que, depois do perdão, Deus não nos trata mais com base em nossas faltas. Ele não lança em nosso rosto aquilo que já foi perdoado. Se Deus age assim conosco, por que temos tanta dificuldade em agir da mesma forma com os outros? O problema é que, mesmo conhecendo esse perdão tão amplo, muitas vezes não conseguimos praticá-lo. Alimentamos um falso moralismo, fruto de uma visão distorcida sobre nós mesmos. Achamos que estamos acima de qualquer queda e, por isso, temos dificuldade em compreender as quedas alheias. Davi sabia disso. Ele se reconhecia um pecador necessitado de graça, e esse reconhecimento tornava mais fácil olhar com compaixão para os erros do filho. Absalão errou gravemente, mas Davi sabia que ele mesmo também não era exemplo de santidade.
Um miserável pecador compreende melhor outros miseráveis pecadores. Essa dificuldade em perdoar não é novidade. Um cronista narrou certa vez a história de uma senhora que dissera que a única coisa que a incomodava em ir para o céu era não poder escolher quem se sentaria ao seu lado no banquete do Reino. Sentia-se santa demais para dividir a mesa com certas pessoas. Se não conseguia nem sentar ao lado, imagine perdoar. Essa história, com sua pitada de humor, revela algo profundo sobre o perdão de Deus. Trata-se de um perdão tão amplo que chega a nos desconcertar. Com o tempo, porém, esse perdão acabou sendo reinterpretado por uma teologia popular que criou uma espécie de tabela moral. Alguns pecados parecem facilmente perdoáveis. Outros, em nossa sabedoria seletiva, julgamos imperdoáveis. A pergunta permanece: em que momento assumimos o papel de Deus e passamos a decidir o que merece ou não ser perdoado? No fim das contas, não escolhemos as feridas que recebemos, mas somos chamados a escolher o que faremos com elas. Podemos permitir que infeccionem a alma ou deixar que a graça as transforme em marcas de cura. n
PONTO DE VISTA
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SAÚDE DE CORPO E ALMA
A ilusão do recomeço - compulsão à repetição e as felicitações de Ano Novo Pr. Ailton Desidério Como seria bom se uma simples virada de página do calendário fosse suficiente para mudar atitudes, pensamentos e sentimentos que prejudicam a nossa vida. Mas por que isso não acontece? Será por falta de vontade? De postura? De determinação? Será por falta de fé? Por que, depois da euforia da virada do ano, repetimos os mesmos padrões de comportamento? Por que não conseguimos fazer o bem que desejamos, mas acabamos repetindo, quase automaticamente, o mal que não queremos? “Feliz Ano Novo!” Essa é, talvez, a expressão mais repetida nesta época do ano. Mas a felicidade existe? Se existe, como podemos defini-la? No livro Sobre o prazer na vida, Anselm Grün afirma: “Hoje em dia queremos compreender cada atitude. Ǫueremos saber como podemos aprender a felicidade, como podemos praticar o prazer na vida. Mas quanto mais queremos produzir alguma coisa, mais desaparecem a felicidade e o prazer” (2007, p. 46). Muito embora o marketing insista em afirmar que a felicidade pode ser adquirida por meio desta ou daquela
compra, desta ou daquela atitude, o fato é que a felicidade, se é que ela existe, não pode ser produzida. Só pode ser fugidiamente sentida. Felicidade não existe, pelo menos enquanto um estado contínuo da vida. O sábio Salomão dá testemunho disso quando diz: “Eu disse a mim mesmo: ‘Vamos! Prove a alegria; procure ser feliz’. Mas também isso era vaidade” (Ec 2.1). Observamos assim que a felicidade não é uma meta a ser alcançada, também não é um lugar, um ponto de chegada; é um modo de caminhar. O apóstolo Paulo expressa bem essa compreensão ao afirmar: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.11). Outro fator que impede que o ano novo se estabeleça como novo, apesar de toda boa intenção e força de vontade, é um fenômeno psíquico que a psicanálise denomina “compulsão à repetição”, expressão utilizada por Sigmund Freud no texto Recordar, repetir e elaborar (1914). Segundo ele, algumas experiências dolorosas, quando não elaboradas, deixam de ser lembradas conscientemente e reaparecem na forma de atitudes e padrões
de comportamento. Ou seja, a pessoa repete sem perceber que está repetindo. Nesse sentido, o que impede que o novo seja realmente novo não é falta de vontade, nem mesmo falta de fé, mas a não elaboração de experiências difíceis do passado. Não são frases de efeito nem afirmações positivas genéricas — do tipo “neste ano tudo vai ser diferente” — que transformam uma vida infeliz numa vida feliz. Muito pelo contrário, essa ação impositiva da felicidade só serve para aumentar a frustração e a tristeza da pessoa que almeja a tão famigerada felicidade. Também não é pelo uso de textos bíblicos fora de seu contexto que, de repente, como num passe de mágica, mudam atitudes e comportamentos, como se tudo dependesse apenas de Deus, sem qualquer envolvimento humano. Não existe mudança sem iniciativa, comprometimento e responsabilidade pessoal. Jesus só ressuscitou Lázaro depois que a pedra foi retirada. A ação sobrenatural de Deus acontece em cooperação com a ação responsável e natural do ser humano. Portanto, para que o Ano Novo seja realmente novo, e não apenas uma ilusão, uma
repetição, duas atitudes de fazem necessárias. Primeiro: rever o conceito de felicidade. Não espere da vida aquilo que ela não pode oferecer. O próprio Senhor Jesus afirmou: “No mundo tereis aflições” (Jo 16.33). É essencial distinguir, como bem fez o apóstolo Paulo, felicidade de contentamento. Segundo: observar os padrões de comportamento que insistem em se repetir, impedindo que mudanças reais se estabeleçam. É preciso buscar ajuda, conversar, refletir e dar nome aos sentimentos. É necessário, a partir de uma boa escuta e de um adequado processo de análise, a partir da fala livre, elaborar experiências passadas como caminho para reconstruir a própria história, interrompendo assim o fatídico ciclo da repetição — ou da “maldição”, como alguns religiosos, de modo equivocado, costumam chamar. É dentro dessa perspectiva que desejo, de forma sincera, um Feliz Ano Novo para você e sua família. n Ailton Gonçalves Desidério Pastor titular da PIB Lins - RJ Pastor interino da IB do Méier - RJ Psicólogo clínico e palestrante
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