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ISSN 1679-0189

o jornal batista – domingo, 11/03/18

Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira

Ano CXVII Edição 10 Domingo, 11.03.2018 R$ 3,20

Fundado em 1901

Missões Nacionais

Notícias do Brasil Batista

IB Atitude - RJ realiza Impacto de Carnaval em dois pontos da cidade

Aracaju - SE recebe Multiplique de Verão e reúne Igrejas do Nordeste

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Notícias do Brasil Batista

Coluna Observatório Batista

Colégio Batista Shepard inaugura nova Casa Administrativa

Veja mais um capítulo da série “A maior prioridade de Deus - a vida

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reflexão

EDITORIAL O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Luiz Roberto Silvado DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Paloma Silva Furtado (Reg. Profissional - MTB 36263 - RJ) CONSELHO EDITORIAL Celso Aloisio Santos Barbosa Francisco Bonato Pereira Guilherme Gimenez Othon Avila Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557 Fax: (21) 2157-5560 Site: www.batistas.com A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Folha Dirigida

Evangelista Batista Billy Graham morre aos 99 anos

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e acordo com o obituário oficial publicado pela Billy Graham Evangelistic Association, William Franklin “Billy” Graham Jr., mundialmente conhecido como Billy Graham, faleceu na manhã do dia 21 de fevereiro de 2018 (quarta-feira) em sua casa em Montreat, na Carolina do Norte (EUA). Billy Graham foi um dos evangelistas cristãos mais conhecidos e influentes do século XX. Ele será lembrado por suas “Cruzadas Evangelísticas”, que reuniam milhões de pessoas, e também pelo seu jeito leve e íntegro de pregar o Evangelho. Segundo a Associação, ao longo de sua vida, Billy Graham organizou mais de 400 Cruzadas, pregou para cerca de 215 milhões de pessoas em aproximadamente 185 países, e impactou muitas outras vidas através dos meios de comunicação e dos seus 34 livros. Sua mensagem de paz e esperança apresentou o cristia-

nismo a todas as etnias, credos e níveis sociais. Ele acreditava que Deus não conhecia fronteiras ou nacionalidades. Durante seu ministério, ele teve a oportunidade de ser conselheiro de vários presidentes dos Estados Unidos da América do Norte. A sua primeira cruzada evangelística oficial foi realizada em 1947. Porém, foi em 1949, que aconteceu um grande marco em seu ministério: a cruzada de Los Angeles. Ela estava planejada para três semanas e foi estendida para oito, impactando milhares de vidas. A sua influência chegou até os evangélicos brasileiros. Tivemos o privilégio de recebê-lo duas vezes na cidade do Rio de Janeiro. Em 1960, ele participou do X Congresso da Aliança Batista Mundial, que reuniu mais de 170 mil pessoas. E em 06 de outubro de 1974, realizou uma Cruzada no Maracanã, que durou quatro dias e conseguiu reunir mais de 600 mil pessoas. Em uma ocasião, ao re-

lembrar sua juventude, Billy Graham declarou que detestava ir à Igreja. Criado em uma fazenda, ele preferia os jogos de beisebol aos cultos. Mas, em 1934, isso mudou. Com 15 anos, Billy Graham aceitou a Jesus como Salvador, através do trabalho de um evangelista itinerante chamado Mordecai Fowler Ham. Depois de estudar no Instituto Bíblico da Flórida (agora Trinity College of Florida) ingressou no Wheaton College, em Chicago, onde conheceu sua esposa, Ruth McCue Bell, filha de missionários médicos na China. No ano de 1939, Billy foi ordenado pastor pela Igreja Batista Peniel em Palatka, no Estado da Flórida, e depois pastoreou a Igreja Batista da Vila Western Springs no Estado de Illinois, e assim aprofundou-se nas Sagradas Escrituras e confirmou o seu chamado missionário. A formatura e o casamento de Billy e Ruth aconteceram no verão de 1943. Eles tiveram cinco filhos e foram casados por 64 anos,

até a morte de Ruth, em 2007. Billy Graham deixa a irmã Jean Ford; as filhas Gigi, Anne e Ruth; filhos Franklin e Ned; 19 netos; e inúmeros bisnetos. A fidelidade de Graham ao seu chamado será resumida na inscrição a ser colocada em sua lápide: “Pregador do Evangelho do Senhor Jesus Cristo”. Os Batistas brasileiros se solidarizam com a família Graham pelo falecimento do pastor e evangelista Billy Graham, esse grande homem de Deus. Exaltamos ao Senhor pela sua influência mundial, pelo profícuo trabalho de evangelização e pelo exemplo de integridade pessoal e ministerial que deixou para as próximas gerações. O nosso conforto é saber que ele “está mais vivo do que nunca”, assim como todo aquele que crer em Cristo! “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5.24)

AviSO imPOrTanTE As inscrições para a 98ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira, que será realizada em Poços de Caldas - MG, entre os dias 26-29 de abril de 2018, deverão ser feitas pelo site www. convencaobatista.com.br. Para esta edição do evento, não teremos a ficha de inscrição publicada em O Jornal Batista. Fique atento para não perder o prazo das inscrições!


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bilhete de sorocaba JULIO OLIVEIRA SANCHES

Os semblantes das ovelhas

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nosso semblante transmite mensagens de como está o nosso mundo interior, o estado da alma. Nem sempre um sorriso confirma uma vida feliz e alegre. Algumas pessoas sorriem para não chorar em público. José, na prisão, conseguiu ver o drama nos semblantes tristes do copeiro e do padeiro. Tentou ajudá-los ao interpretar seus sonhos, que ofereciam conclusões diferentes. No convívio com as ovelhas, o pastor consegue ver no semblante de cada uma o seu grau de alegria e felicidade. Algumas estão sempre sorrindo, mas, no íntimo, sofrem e derramam lágrimas. Os motivos que produzem aparente felicidade são diversos. Conflito entre o prático e o Evangelho que professam. Ouvem sempre que a experiência com Jesus

gera alegria, que a salvação é fator de alegria permanente e paz de espírito. Mas, entre a alegria do Evangelho e o suportar um casamento repleto de desilusões, persiste grande diferença. Eli conseguiu ver no semblante de Ana uma mulher e um casamento infeliz. Embora o marido, polígamo, tentasse convencê-la que o amor que lhe devotava supria a ausência de dez filhos, não era suficiente para estancar-lhe as lágrimas. Declarações de amor, vazias do amor prático, não alimentam a alma. A dor da alma ferida pela decepção de um sonho e desiludida não consegue ser aplacada com uma pseuda - declaração de amor. Mas o causador do sofrimento não consegue entender isso; que o digam as mulheres casadas com machistas e dominadores,

sempre prontos a impor suas vontades ferinas. No ministério, o pastor se defronta a cada dia com esse tipo de viver dúbio na experiência das ovelhas. O Evangelho resolve o problema da salvação, mas nem sempre resolve todos os problemas que a vida coloca em nosso caminho. As ovelhas não entendem isso. Por isso, algumas ovelhas são alegres e gratas por natureza. A alegria oferecida por Cristo preenche todos os vácuos do viver diário. Inclusive, quando aprendemos a viver com as dificuldades insolúveis. Os obstáculos existentes são trabalhados com redobrada comunhão com Cristo. Dedicação à causa de Cristo, não como fuga, mas como o melhor que possuem, auxilia a prosseguir. Assim conseguem suplantar as decepções de um casamento com a pessoa

errada, compreendendo que o resultado é fruto de uma escolha intempestiva. Aceitam as afrontas e agressões como espécie de castigo ao erro cometido. Não deveria ser assim. Mas entre “eu tenho direito a ser feliz” e o cumprimento do pacto feito no altar perante Deus, prevalece o último. Seguem à risca a expressão do Salmo 15.4b. Há milhares de cônjuges a viver essa experiência dolorosa. Alguns semblantes são tristes por não conseguir unir a teoria do Evangelho à vida prática. O conflito da aparência com a realidade gera distúrbios emocionais, físicos, mentais e espirituais. O Evangelho que dizem crer não suporta o “cadinho” da verificação prática. São salvos que aprenderam a mentir quando não convertidos. Agora, salvos, não conseguem se libertar do relaciona-

mento com a filha do Diabo. A personalidade do indivíduo sofre transformação tal que a mentira passa a ser “verdade”. Até pastores não conseguem abandonar a mentira; mentem a si mesmos, crendo ser honestos, mas, praticando fatos desonestos e antiéticos. O pecado transtornou toda a natureza, especialmente a humana. É o que vemos na sociedade atual. As provas dos erros cometidos são visíveis. Mas, os malfeitores continuam negando o erro praticado. Isto ocorre em todas as áreas da sociedade. Não era para ser assim, contudo, é. O seu olhar triste, o seu semblante com sorriso forçado diz algo que você não quer admitir. A única solução é reconhecer seu estado de alma e confiar a Jesus as suas desditas. Caso não consiga fazê-lo sozinho, procure ajuda.

ma de vivermos para a Glória de Deus. Vivemos para a Glória de Deus quando pulsa em nosso coração a amor pelos perdidos. O texto diz: “E Ele morreu por todos”. Jesus se entregou e morreu por amor a nós. Enquanto em nossa alma não houver o profundo desejo de anunciar a Cristo, não poderemos viver para a Glória de Deus.

Vivemos para a glória de Deus quando deixamos de viver egoisticamente. O texto afirma: “Para que os que vivem não vivam mais para si”. A vida não pode girar em torno de nós mesmos, e o Evangelho de Jesus nos leva a direção do outro, ao encontro do outro. Podemos ser instrumentos de Deus para abençoar vidas em nome de Jesus.

Vivemos para a Glória de Deus quando a vida de Cristo é percebida por meio de nossa vida. O texto diz: “Mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” Isso implica dizer que o nosso linguajar, nossos gestos, nossa forma de ser, a maneira como nos relacionamos com os nossos semelhantes, deve expressar a vida de Jesus. Só assim poderemos viver para a Glória de Deus.

Vivo para a Glória de Deus José Manuel Monteiro Jr., pastor, colaborador de OJB “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (II Cr 5.15)

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uando penso acerca deste tema, o que me vem à mente logo de iní-

cio é a ideia de que precisamos urgentemente devolver a Deus a glória que lhe pertence. Há estrelas demais em nosso meio, gente que se acha importante e não entende que o apóstolo Paulo nos diz em Romanos 11.36: “Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém” O texto do início traz lições preciosas sobre a for-


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Cuidadores de almas Celson Vargas, pastor, colaborador de OJB “Obedecei a vossos guias, e sede submissos para com eles; pois velam por vossas almas, como quem deve prestar contas.” (Hb 13.17a)

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odos sabemos das implicações de ser por alguém convocado para cuidar de algo de grande valor: responsabilidades, dedicação, trabalho, perigos e compromisso de prestar contas ao final da missão. O texto nos fala de pessoas chamadas para cuidar de algo muitíssimo precioso para Deus, que é a nossa alma. Por isso, quero voltar nossos sentidos para as duas partes: cuidado e cuidador. Os cuidados somos todos nós, seres humanos, que recebemos do Criador um espírito de natureza eterna, ou seja, que não deve perecer ou entrar para um estado de sofrimento eterno no Juízo Final, condenação esta, decretada por Deus para todas as pessoas que passarem por essa vida

sem buscarem a justificação para essa natural condenação - falo de natural condenação porquê a Bíblia diz que todos que chegamos a esse mundo, chagamos sob ela. “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23); “Quem nele crê não é condenado, o que não crê já está condenado” (Jo 3.18a). Ambos os textos falam da carência que todos temos de Jesus. Os cuidadores são os que o texto em destaque chama de guias, na missão de velar pelas almas, que deverão prestar contas dessa missão, ao Senhor das almas. Isso implica em grandes responsabilidades, tais como: responsabilizar-se de cuidar de algo muito precioso para Deus: almas. Cuidados esses que consistem em levar essas almas à única forma de serem salvas: Jesus. Lidar com as resistências que os portadores dessas almas, que somos nós, temos para ir a Jesus para obtermos essa salvação. Prestar contas dessa missão ao Senhor das almas. Lidar com quem é absolutamente justo e implacável na

aplicação de sua justiça. Vejamos a fundamentação bíblica de tudo isso: “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei. Mas, se avisares o perverso, e ele não se converter da sua maldade e do seu caminho perverso, ele morrerá na sua iniquidade, mas tu salvaste a tua alma.” (Ezequiel 18.4; 3.17-20). Sua alma precisa ser cuidada, para que isso aconteça, você precisa aceitar a orientação da Palavra de Deus em destaque: obedecer as orientações dos verdadeiros guias convocados por Ele, para te levar a Jesus e Nele perseverar.

GOTAS BÍBLICAS NA ATUALIDADE

OLAVO FEIJÓ pastor, professor de Psicologia

Deus trabalha por nós “Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós.” (Sl 124.2)

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uitos de nós temos experimentado situações críticas e perigosas. Nelas, a única certeza que nos vem é a da tragédia final. Por isso, como último recurso, no auge do medo, sentimos que o único meio de sobrevivência é agarrar o socorro que Deus nos oferece. Foi o que o salmista vivenciou. “Se o Senhor não estivesse do nosso lado, quando os inimigos nos atacaram, eles já nos teriam engolido vivos...” (Sl 124.2-3). A única maneira de não experimentar a ajuda divina é a atitude de ignorá-la. Por natureza, gostamos de assumir a

postura da autossuficiência: ela alimenta nosso orgulho pessoal. Só que, cada vez mais, à media que vamos acreditando em nossos superpoderes, vamos desaprendendo as estratégias bíblicas de vitória “Contra as astutas ciladas de Satanás” (Efésios 6.11). Deus trabalha por nós, na vitória e na derrota. O Senhor “está do nosso lado”, ainda que não o vejamos. “Não pela força, nem pela violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor” (Zacarias 4.6). Exercitar nossa dependência de Deus é a ginástica espiritual mais difícil, por isso, ela exige regularidade, constância. Às vezes, é muito cansativo mesmo. Mas é o caminho da saúde espiritual, que sempre impede de “sermos engolidos vivos pelos inimigos”.

Sonhos de Deus Edvar Gimenes de Oliveira, pastor, colaborador de OJB

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onhamos sonhos que estão no coração de Deus, estão explícitos em Sua Palavra. São facilmente identificados nos exemplos e palavras do Seu filho unigênito. Sonhamos sonhos que fazem parte não somente de um desejo abstrato, mas que podem ser transformados em “Planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” (Jr 29.11) Sonhamos sonhos que in-

cluem crianças, pois delas é o reino dos céus; que incluem idosos e jovens, pois, pelo agir do Espírito, eles podem ter sonhos e visões; que incluem quem tem fome, quem tem sede, quem é imigrante, quem não tem vestimenta, quem está enfermo ou aprisionado e tantos mais que não foram citados, mas, como todos, por Deus são amados, por isso, aqueles que os abençoa serão por Deus abençoados, aqueles que os tratam com honra, por Deus também serão honrados (Mateus 19.14; Joel 2.28; Atos 2.17; Mateus 25).

Sonhamos sonhos que incluem ricos que se deram conta de sua pobreza, que se aperceberam de sua pequenez, que subiram a árvore da humildade, que desceram de sua altivez, que abriram as portas de suas casas e escancararam o coração, que admitiram seus pecados e redefiniram sua suprema devoção, que reconheceram de quem haviam roubado e enxergaram empobrecidos como irmãos, que, com isso, mostraram que em sua casa já entrou a salvação (Lucas 19; Gálatas 2.10) Sonhamos sonhos que não

são sonhos de uma pessoa, de um partido político, de uma ideologia de esquerda ou de direita, de uma Igreja, de uma denominação. São sonhos de Deus que borbulham em nosso coração. Se são sonhos de Deus, também serão meus sonhos. Vez por outra, uma Igreja, um partido, uma pessoa torna-se capaz de catalisar esses e outros sonhos de Deus. Muito comumente, por descuido, maldade ou limitação se perde pelo caminho da insensibilidade, do descaso, até da corrupção. Eles fica-

rão no passado, no esquecimento cairão. Mas os sonhos continuarão vivos, pois não são de uma pessoa, de uma Igreja, de um partido, de uma ideologia apenas política ou de qualquer instituição. São sonhos de Deus e, por isso, sempre serão nossos. Nada nem ninguém pode descartá-los, aprisioná-los, muito menos matá-los, ainda que a golpes consiga adiá-los. São sonhos de Deus, Ele sempre irá ressuscitá-los, reinclui-los, libertá-los, revigorá-los. Se são sonhos de Deus, repito, também serão sonhos meus.


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Vivendo o Reino de Deus até os confins da terra Levir Perea Merlo, pastor, colaborador de OJB “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunha, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.” (Atos 1.8)

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tema da Campanha de Missões Mundiais é bastante sugestivo: “Eu Sou Esperança às Nações”. Sabemos que essa expressão não

saiu da boca do Mestre e nem se encontra na Bíblia, mas, pela declaração do Senhor Jesus em João 14.6 “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim”, expressa perfeitamente a esperança que cada discípulo possui e que Ele também quer dar a todos os povos ainda não alcançados pela mensagem dos que vivem o Reino de Deus. Assim como aqueles discípulos “ainda” tímidos receberam o poder e a ordem para anunciar o Evangelho da graça e da esperança

para todos os povos, somos também convocados e desafiados para a mais importante mensagem que a raça humana precisa ouvir. Com o desenvolvimento fantástico das comunicações, o mundo hoje, na pós-modernidade, realmente é uma “aldeia global”; são poucos os lugares onde o advento da tecnologia das comunicações não tenha atingido. Por isso, a Igreja do Senhor não pode perder tempo, precisamos pedir a Ele a visão global da Sua obra. Precisamos so-

mar esforços para ajudar a alcançar aqueles que ainda desconhecem, ou estão adormecidos quanto ao poder maravilhoso do Senhor das Nações. E quando pensamos nos adormecidos e desconhecedores do Senhor, pensamos naqueles que estão nos grandes centros urbanos e no conforto dos seus materialismos exacerbados e indiferentes a situação do seu próximo, pensamos nas massas migratórias fugindo da fome, da miséria e das guerras, pensamos naquelas distantes e isoladas aldeias

e vilarejos que ainda não tiveram a oportunidade de vislumbrar a Glória de Deus. São esses desafios que devem impulsionar os verdadeiros servos e discípulos do Senhor Jesus Cristo a engajar-se nessa obra do Reino, até os confins da terra. Porque Ele é o grande “EU SOU”, esperança para todas às Nações! Que todos estejamos completamente envolvidos nessa Campanha de Missões Mundiais para que os povos possam conhecer a Esperança das Nações: Jesus Cristo!

Deus, o Sustentador de missões Manoel de Jesus The, pastor, colaborador de OJB

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im, Deus foi o primeiro sustentador de Missões. E, acrescente-se ainda, de Missões Mundiais. O que é “Missões Mundiais”? Não é quando alguém deixa a sua Pátria e vai a um povo distante, buscando salvar almas, de um povo que não o seu? Pois bem, vejamos esse arrazoado, se é valido ou não. Onde estava Abraão quando Deus o chamou? Não estava no meio de um povo idólatra? Deus não fez a promessa de

que o sustentaria? Não lhe prometeu que, através de sua semente, todas as famílias da terra seriam abençoadas? Centenas de anos depois, a promessa é cumprida e os descendentes de Abraão dirigem-se a terra prometida. O que o Sustentador de Missões faz? Salva, antes, Raabe e sua prole. Quem era Raabe? Uma estrangeira em comparação ao povo escolhido. Através da graça do Sustentador de Missões ela foi incorporada a Israel e tornou-se herdeira de todas as bênçãos prometidas ao povo da aliança. Vamos ao outro exemplo:

Rute, a moabita. Noemi, israelita desobediente, demonstrando infidelidade à Aliança, foi proteger-se da fome em terra idólatra. Mesmo assim, Deus a usa como missionária. Rute percebeu a falta de um altar dedicado aos deuses moabitas, debaixo do teto de Noemi e Elimeleque. Em virtude disso, Rute deseja conhecer o Deus invisível de Israel. Deus a aceita e vai mais além, dá a ele um lugar de honra entre os ancestrais do Messias. Rute foi mencionada em Mateus 1.5, na mesma galeria, diante dos escolhidos descendentes de Abraão.

Agora, um exemplo muito mais marcante. Quem foi Jonas senão um missionário de Missões Mundiais? O que Deus fez em relação a esse missionário? Corrigiu-o, salvou-o do ventre do peixe. Tudo fez até que ele fosse à outra nação e pregasse a mensagem de arrependimento, salvando a todos da condenação eterna. Ainda perguntamos: “É ou não é, o nosso Deus, um Sustentador de Missões Mundiais? Vamos, finalmente, a um grandioso exemplo: Jesus. Quem é Ele, senão o enviado do Pai? E para quem Ele foi enviado? A Israel, mas

não deixou também de ir a outros povos; Ele foi aos samaritanos. Que colheita gloriosa de Missões Mundiais! Quem recebeu de seus lábios o maior elogio senão o centurião romano? Ele era um israelita? E Paulo, um de seus escolhidos? A quem Ele o enviou? E, a quantos heróis poderíamos mencionar, no primeiro século? Sem dúvida, Deus é o maior de todos os sustentadores de Missões Mundiais. Vamos a uma última pergunta: e nós, os sustentadores atuais, temos oferecido nossos bens, nossas vidas, nosso tempo?


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A vergonha da cruz quero sempre levar e sofrer Edson Landi, pastor, colaborador de OJB “Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o Poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Rm 1.16)

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or patrocínio árabe, Real Madrid tira cruz cristã do escudo”, dizia o título de uma matéria em um site esportivo. O clube passará a usar o seu distintivo

sem a cruz cristã nos países islâmicos e manterá a cruz nos países ocidentais. Isso mesmo, o gigante clube espanhol, que é o clube mais vencedor na história do futebol, que sempre joga no ataque, diante da fortuna dos patrocinadores árabes, recuou e abriu mão de uma marca importante de sua história e da história de seu país: a cruz, símbolo do cristianismo. A cruz é o nosso símbolo. Não é a pomba, nem o candelabro, nem a estrela de Davi ou a bandeira de Israel.

É a cruz. Foi nela que o nosso Salvador padeceu para nos garantir a vida eterna. Mas, infelizmente, muitos cristãos, sejam instituições ou indivíduos, estão abrindo mão da cruz em busca de outras conquistas. Há jovens que escondem a cruz, a fé, a Bíblia, escondem o fato de pertencer a uma iIreja, no intuito de serem aceitos pela galera. Isso é lamentável! Quando você e eu estávamos mortos em nossos pecados (Efésios 2.1), separados de Deus, condenados à perdição eterna e, baseado

na perfeita justiça divina, era necessário que um justo e santo se tornasse sacrifício por nós. Ele, o justo e santo Jesus Cristo, não se escondeu, não se envergonhou, não se omitiu. Antes, tomou a forma de servo e, por amor a nós, foi à morte, e morte de cruz (Filipenses 2.8). O próprio Jesus nos ensina a tomarmos a nossa cruz e o seguirmos (Lc 9.23). Lembrando que cruz, na Bíblia, tem o sentido de morte. Ou seja, Jesus nos ensina que aqueles que O seguem estão morrendo para si

mesmos e para o mundo. Sendo assim, não tenhamos medo da cruz. Não sintamos vergonha por sermos seguidores de Cristo. Isso é algo inegociável. Dinheiro, poder ou prestigio algum vale mais do que ser um seguidor de Jesus Cristo. “Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus.” (Mt 10.32-33)

Perseguição religiosa Cleverson Pereira do Valle, pastor, colaborador de OJB

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m nosso país temos liberdade religiosa, podemos pregar o Evangelho abertamente sem sofrer quaisquer sanções. Temos o direito garantido na Constituição Federal. O artigo V, Inciso VI, diz: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” Nem sempre foi assim; já houve perseguição religiosa

no Brasil. No começo do século XX, os Batistas sofreram muito para plantar Igrejas. Estou lendo a história de Salomão Ginsburg, na autobiografia “Um judeu errante no Brasil”, quando ele relata que várias vezes foi ameaçado de morte. Conheci pessoalmente o pastor Silas da Silva Melo, de saudosa memória, que sofreu perseguição na Paraíba e foi ameado muitas vezes também. Em seu livro “Deus quis e fez assim” temos diversos relatos a respeito. Jesus, em Mateus 10.22, assim expressou: “Sereis odiados de todos por causa do meu

nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo”. Sofrer por amor a Cristo é prazeroso, saber que está sendo perseguido pelo seu amor a Ele e ao Evangelho é gratificante. O apóstolo Pedro, em sua primeira carta, no capítulo 4, versos 12 a 16, diz: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na

revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso, antes, glorifique a Deus com esse nome.” (I Pe 4.12-16). Somos bem-aventurados se sofremos pelo nome de Cristo, em vez de nos sentir envergonhados, temos motivo para glorificar o nome de Deus.

Hoje há muitos irmãos nossos sofrendo perseguição religiosa em muitas nações. O nosso papel é orar, interceder pela Igreja Sofredora. Enquanto estamos em um país aberto ao Evangelho, há muitas nações fechadas que precisam do nosso clamor a Deus para que abram as portas. Que Deus abençoe a vida de nossos irmãos que vivem em zona de risco, que estão sofrendo por amor a Cristo. Que façamos a nossa parte; enquanto temos liberdade, proclamemos em alto e bom som o Evangelho de Cristo.


missões nacionais

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A Era Pós Missionário na Plantação de uma Igreja entre os índios Xerentes

Estudo bíblico de 18-02-18 na aldeia Salto

Relato do missionário e pastor Rinaldo de Mattos

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Igreja da aldeia Salto, da etnia Xerente, no estado do Tocantins, nasceu no ano de 1996, por iniciativa de Silvino Sirnãwe Xerente. Silvino e sua esposa, Ilda Kuzê di Xerente, haviam se convertido por nosso intermédio, em viagens esporádicas que fazíamos à aldeia. Eles começaram os cultos de adoração a Deus na

casa de um parente seu, de forma espontânea, justamente quando estávamos fora, ministrando em outras aldeias. Com a iniciativa deles, decidimos incrementar nosso ministério naquela aldeia, reformando a casa de trabalho que tínhamos lá, para podermos dar uma assistência mais contínua à nova Igreja. Foi quando iniciamos o programa de discipulado e preparo da liderança, que durou até o ano de 2011.

Culto da noite na aldeia Salto

Hoje, morando em Brasília e com o programa de formação de liderança para as demais Igrejas da área indígena (o que fazemos em estadias periódicas), não temos mais condições de dar assistência contínua à aldeia Salto. Por isso, a Igreja está vivendo a sua experiência na era pós missionário. Todavia, Silvino Sirnãwe, que hoje tem curso superior e é pastor, devidamente consagrado ao ministério da

Palavra, continua conduzindo a Igreja, a qual prospera a cada dia. Ele possui e-mail e WhatsApp e está sempre fazendo consultas e mandando notícias para nós. A última notícia que recebemos foi do domingo, dia 18 de fevereiro, no qual ele conta que a Igreja estava lotada e houve três conversões. Eles haviam realizado também a reunião de estudos bíblicos, esta, igualmente, bem frequentada. Aqui, de longe, louvamos

a Deus por saber que a Igreja na aldeia Salto, mesmo não tendo mais um missionário lá, permanentemente, está viva, crescendo e se multiplicando. A Igreja está recebendo também o apoio de fim de semana do casal Almir Joaquim de Souza e Marilda Rodrigues de Souza, membros da Primeira Igreja Batista de Taquaruçu - TO. Isso tem ajudado bastante. Somos gratos a Deus pela disposição desse querido casal!


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notícias do brasil batista

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460 Acampamento das Mensageiras do Rei do campo Carioca - UFMBC Rita de Cássia S. Ferreira do Nascimento Líder do setor de MR da UFMBC

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ntre os dias 26 e 28 de janeiro de 2018, o Acampa me nto Batis ta Fluminense, localizado no município de Rio Bonito, uma cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro, recebeu 210 mensageiras do Rei, representando 12 associações cariocas, para o seu 460 acampamento. Conduzidas pelo tema “Tempo de conectar com Deus” e

tendo como base o versículo “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3.1), as mensageiras foram levadas à reflexão sobre a busca da espiritualidade e de uma vida que agrade a Deus. A preletora convidada para o acampamento foi Sirlene Capetini Alves, esposa do pastor Isaías Santos Alves (PIB Leblon). Também estiveram presentes as irmãs que fazem parte da diretoriadas Mensageiras do Rei do campo carioca e a executiva da UFMBC, Ana Caroline da

Silva Martins. Entre os cultos, foram realizadas algumas atividades para promover a comunhão das mensageiras, como a festa das estações, o festival de coreografia, os concursos de rainhas das estações e de pintura em telas, oficinas e gincanas bíblicas. Minha oração como líder deste setor é que Deus continue fortalecendo as organizações de Mensageiras do Rei espalhadas por todo o campo carioca. Louvo a Deus pela oportunidade de servi-lo através desta organização missionária.


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Líderes das mulheres batistas da Bahia se reúnem para capacitação sobre a nova proposta da UFMBB Selma Guedes Presidente estadual da UFMB da Bahia

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Imagens do idoso no Salmo 92.12-15

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egundo a Mishná Tamid, o salmo 92, de que destacamos os versículos 12 a 15, era designado para o culto do sábado e era cantado de manhã. Ele celebra os sons festivos da grandeza das obras de Deus e, especialmente, o seu justo governo, que se revela na destruição dos ímpios e na prosperidade e triunfo final dos justos, pois a aparente prosperidade daqueles semelha o verdor da erva do campo, que logo secará; a real prosperidade destes, porém, é semelhante à palmeira e ao cedro do Líbano. Das quatro divisões do salmo propostas por Perowne, cuidamos da quarta, dos versículos 12 a 15. Acerca desse texto, diz ele: “O que é verdadeiro em relação ao salmista, também é em relação a todos que partilham da mesma fé. A palmeira e o cedro são escolhidos como as mais graciosas imagens de verdor, frutuosidade, vigor imperecível e perpetuidade”. Ele ainda cita Tholuck, que diz: “Durante o ano inteiro, sob frio rigoroso ou intenso calor, a palmeira continua verdejante; por outro lado, a idade dos cedros é contata por séculos, não por alguns anos”. “Os justos florescerão como a palmeira”, significa que “estarão sempre verdes e produzirão frutos abundantemente”. Ao comentar o versículo 15, outro teólogo assinala: “a glória do idoso crente é mostrar a seus filhos, e a todos, com a autoridade de suas cãs – para que nunca percam a serenidade a confiança em Deus – quão infalível é a providência do Senhor, cujos caminhos às vezes nos parecem tão obscuros. O idoso já sabe por experiência que, no trem da vida e da história que parece precipitar-se num abismo, há um condutor, que é Deus. Sem ele nada prospera. Ele de tudo pode tirar o maior bem (Rm 8.28)”. A Bíblia na Linguagem de Hoje assim traduz os versículos 12-15: “As pessoas corretas florescerão como a palmeira e crescerão como o cedro do Líbano. Elas são como árvores plantadas na casa do Eterno, que florescem no templo do nosso Deus. Na velhice essas pessoas ainda produzirão frutos: estarão sempre fortes e cheias de vida, dispostas a anunciar que o Eterno é justo. Deus é o meu defensor e ele nunca é injusto”. Que com a seiva, a força, a vida e a beleza que dele procedem, o Senhor nos permita produzir frutos, frutos copiosos, ainda em nossa velhice. Porque disse Jesus: “nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto” (Jo 15.8).

município de São Gonçalo dos Campos, na Bahia, recebeu entre os dias 23 e 25 de fevereiro 167 mulheres, líderes de associações de todo o estado, para mais uma capacitação sobre a nova proposta de ensino da UFMBB, atualizada

para este tempo. As facilitadoras deste encontro foram as líderes estaduais Eliane Vila Flor (Amigos de Missões), Meg Matos (Mensageiras do Rei) e Selma Guedes, presidente estadual da UFMB da Bahia. A liderança expressa sua alegria pela receptividade da nova proposta entre as mulheres batistas de todo o estado ali presentes. Além disso, reconhecem em gratidão, todo o esforço feito para que estas pudessem com-

parecer, visto que algumas viajaram mais de 12 horas, vindas do extremo sul da Bahia para fazer parte do que Deus tem feito entre as mulheres, através da nova proposta, nas igrejas batistas da Bahia. “Foi uma grande oportunidade. Através desta capacitação, as reuniões da Mulher Cristã em Missão serão reativadas na igreja em que faço parte” – disse uma jovem de 27 anos participante do encontro.


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IB Atitude realiza Impacto de Carnaval na Barra da Tijuca e em Copacabana

Fotos: Comunicação IBA

Liza Lourenço e Camil Miguel

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esde 2014, a Igreja Batista Atitude - RJ tem colocado em prática estratégias evangelísticas com o objetivo de ganhar vidas para Jesus no período de Carnaval. O Impacto é realizado através do Bloco Sou Cheio de Amor, que este ano saiu às ruas do Rio de Janeiro espalhando amor e evangelizando os foliões ao som do samba enredo “Sou Felicidade”, composto por Gabriel Oliveira e Walmir Junior. O evento contou com a participação de mais de 300 voluntários divididos em três grupos: evangelismo, integração e apoio. Em 2018, pela primeira vez, o Impacto de Carnaval da IBA teve duas edições. No sábado, dia 10, a Igreja saiu pela praia da Barra da Tijuca proclamando a Palavra de Deus com muita alegria e espalhando o Amor de Jesus. Na segunda-feira, dia 12, o Projeto aconteceu na orla de Copacabana, onde vidas sedentas foram impactadas com a mensagem de Jesus. O trio elétrico percorreu toda a orla nos dois dias de

Pastor José Valandro Jr. ministrou a Palavra em cima de um trio elétrico

Crianças foram evangelizadas com material específico para a faixa etária

Mais de mil foliões entregaram suas vidas a Deus

Momentos de intercessão também marcaram o evento

evento, acompanhado dos músicos, da bateria composta por aproximadamente 80 componentes, todos da IBA, dos voluntários e também dos grupos de evangelismo criativo e evangelismo kids. Além de orarem por quem estava aos arredores, os participantes

escrita, o Amor de Deus por cada um que ali estava. O pastor Josué Valandro Júnior, junto a sua esposa, Bianca Valandro, também estava lá para levar a mensagem “Alegria Verdadeira, Jesus Cristo, a alegria que dura o ano inteiro”. Foram dois dias de muito

também distribuíram copos de água, Bíblias e folhetos aos foliões ao longo do percurso. Os voluntários estavam devidamente identificados com a blusa do Projeto, uma forma de destacar o grupo da Igreja no meio da multidão e anunciar, através da mensagem

trabalho, amor e oração, que resultaram em mais de 1.200 vidas que se entregaram a Jesus. Todas as fichas de conversão já foram contatadas e essas vidas preciosas estão sendo cuidadas e amadas pela Igreja Batista Atitude, para a honra e glória do nome de Jesus.

Curso Anual de Formação de Conselheiros de ER é realizado na SIB de Campo Grande -MS Henrique Ramos, coordenador Estadual dos Embaixadores do Rei

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ntre os dias 23 a 25 de fevereiro de 2018, na Segunda Igreja Batista de Campo Grande MS, foi realizado o Curso Anual de Formação de Conselheiros de Embaixadores do Rei. O evento foi organizado pelo Departamento Convencional dos Embaixadores do Rei com apoio da Convenção Batista Sul Mato Grossense, UMHBMS, UNICENTRO, DAERCENTRO e DAERPANTANAL. Foram três dias de estudo e treinamento intensivo com es-

Evento reuniu participantes de diversas Igrejas da região

Programação forma novos Conselheiros

pecialistas em várias áreas de conhecimento, como História dos Batistas, Missões, Estrutura Denominacional, Psicologia dos Juniores e Adolescentes

o trabalho de Embaixadores do Rei nas Igrejas Batistas do nosso estado. Estamos felizes com o resultado alcançado, aguardando em Deus, com ânimo

meninos, o Ensino Pedagógico, Educação Física, Sistema de Postos da Organização, entre outros. Onze novos conselheiros foram preparados para liderarem

redobrado, o que Ele realizará na vida dos Embaixadores do Rei através desses homens valorosos. Toda a Glória ao Rei Jesus Cristo!


missões mundiais

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Dia de Oração por Missões Mundiais Marcia Pinheiro - Redação de ja, amigos e familiares a parMissões Mundiais ticipar do Dia de Oração por Missões Mundiais, que este odos os anos, no se- ano será celebrado no dia 11 gundo domingo de de março. Acompanhe em março, celebramos o nosso site e mídias digitais os Dia Especial de Mis- motivos de oração apresensões Mundiais e o Dia de Ora- tados e envolva ainda mais a ção por Missões Mundiais. As sua Igreja com o Programa de ações desta agência missio- Intercessão Missionária (PIM). “Antes de tudo, recomendo nária da Convenção Batista Brasileira para os povos estran- que se façam súplicas, orageiros produzem frutos para a ções, intercessões e ações de eternidade. Por isso, nossa Or- graças por todos os homens; ganização com seus pastores, pelos reis e por todos os que missionários, colaboradores, exercem autoridade, para que estratégias, patrimônio, Igre- tenhamos uma vida tranquila e jas e parceiros precisam estar pacífica, com toda a piedade e constantemente cobertos por dignidade.” (I Tm 2.1-2). Assim temos agido, antes orações. O envolvimento de irmãos em Cristo ao longo dos de qualquer passo em direção nossos 110 anos de história aos povos que anseiam pela tem sido um dos principais esperança que há em Cristo. apoios ao nosso trabalho que Colocamos nossas orações envolve mais de 1.800 mis- diante do Pai. Contamos com gelho de Cristo. E se você ainda não é um sionários espalhados por 75 você, amigo de Missões Muncampos em cinco continentes. diais, nesta batalha contra as intercessor oficial de Missões Convidamos você, sua Igre- ameaças ao avanço do Evan- Mundiais, escreva para pim@

soesmundiais.com.br/relacionamento. Diariamente, milhares de pessoas morrem em todas as partes do mundo sem conhecer a Cristo. Com nossos pés, não podemos chegar a todos estes lugares onde ainda há pessoas distantes do Evangelho, mas com nossas orações podemos mover o sobrenatural. Organize vigílias de oração na sua Igreja, na sua casa, no seu trabalho. Onde quer que esteja, ore com a gente. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mt 18.20).

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jmm.org.br informando nome completo, CPF e telefones para contato. O cadastro também pode ser feito em www.mis-

Motivos de oração Você pode acompanhar os desafios que precisam ser colocados diante de Deus em nosso site www.missoesmundiais.com.br/ore e em nossas mídias digitais (Facebook, Instagram e Twitter).

Venezuela: refugiados no Brasil José Calixto Patrício missionário em Portugal, atuou de 1977 a 1994 na Venezuela

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número de refugiados da Venezuela aumenta a cada dia, especialmente nas fronteiras de Brasil, Colômbia e Peru. Em nosso país, o estado de Roraima é o que mais recebe venezuelanos todos os dias. Boa Vista, capital de Roraima, está abarrotada de venezuelanos que deambulam pelas ruas, praticando a mendicância e clamando pela misericórdia dos brasileiros para poder levar alguma comida para os familiares. Segundo um pastor de Boa Vista, existe uma rua que já ficou conhecida como a “Rua dos 80 reais”, pois a l i ma i s de uma cen ten a de jovens venezuelanas se prostituem todos os dias para poder comprar algum alimento para suas famílias. Muitas das pessoas que hoje estão mendigando em Roraima são profissionais:

Crise na Venezuela traz refugiados para países vizinhos, como o Brasil

médicos, engenheiros, arquitetos, professores, executivos, etc. Pessoas altamente qualificadas em suas profissões, mas que, diante da crise que enfrentavam em seu país, decidiram fugir com suas famílias para o Brasil, esperando ter uma vida melhor. Em setembro de 2017, uma antiga ovelha venezuelana, a irmã Gisela Elvira Gonzalez, que é esposa do pastor Bladimir Rodriguez, me enviou uma mensagem compartilhando o que estava passando. Ela, o marido, três filhos

e seis netos chegaram a Boa Vista praticamente com a roupa do corpo, buscando um lugar para sua família e, ao mesmo tempo, sentindo nos seus corações o desejo de compartilhar o Amor de Cristo com seus compatriotas na diáspora. Graças ao amor e à generosidade de um grupo de pastores em Roraima, Gisela e sua família foram acolhidos. Na Igreja Batista da Liberdade, em Boa Vista, todos os domingos se reúne um bom grupo de venezuelanos que, além da fome física, manifes-

ta também fome espiritual. O pastor Bladimir e Gisela estão trabalhando com seus compatriotas todos os dias na esperança de amenizar a dor que compartilham. E graças à ajuda de alguns pastores de várias partes do Brasil e de amigos pessoais, temos podido, pela graça e misericórdia de Deus, providenciar sustento para essa família durante os últimos cinco meses. Tenho orado e conversado com alguns líderes da Junta de Missões Nacionais para que o pastor Bladimir e Gisela sejam convidados para atuar como missionários, a fim de ministrar aos milhares de venezuelanos, em Boa Vista ou Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. O sonho desses irmãos seria alugar alguma fazenda para poder preparar uma hospedagem provisória para abençoar os venezuelanos, especialmente no seu primeiro mês como refugiados, para oferecer-lhes café da manhã, almoço e jantar, enquanto os refugiados procuram algum trabalho e lugar para morar.

Ore por Missões Nacionais e seus planos de começar um ministério que possa abençoar os milhares de venezuelanos na fronteira com o Brasil, tanto em Pacaraima quanto em Boa Vista. Ore pelo pastor Bladimir e Gisela, para que o Senhor os abençoe e sejam usados como instrumentos nas mãos de Deus para mostrar aos refugiados de sua Pátria o amor, a compaixão e a misericórdia do Senhor. Ore pelos milhares de venezuelanos que abandonam todos os dias o seu país e se dirigem para o Brasil, Colômbia, Peru e outros países da América do Sul buscando pão, teto e um trabalho para alimentar suas famílias. Ore pela Convenção Batista Brasileira, para que o Espírito Santo mova o coração dos nossos líderes e pastores, a fim de que uma ação de misericórdia sem precedentes seja realizada no estado de Roraima, onde um grupo de pequenas Igrejas não tem os recursos necessários para fazer frente a um tsunami de gente desesperada.


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Congresso de verão Multiplique Sergipe reúne Igrejas do Nordeste Coordenação de Comunicação CBS

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s Batistas sergipanos viveram dias de grande crescimento espiritual no período de 02 a 04 de fevereiro de 2018, através de uma parceria entre a Convenção Batista Sergipana (CBS) e a Junta de Missões Nacionais (JMN). Na ocasião, estiveram conosco os pastores Flávio Lucius (Igreja Batista Alameda, Curitiba - PR) e Diogo Carvalho (Primeira Igreja Batista de Cabo Frio - RJ), bem como a missionária Rute Goulart (Primeira Igreja Batista do Rio Seco, Rio Bonito - RJ) e o missionário Jamerson Silva (Igreja Batista em Recife - PE). As ministrações temáticas levaram os Batistas sergipanos a refletirem sobre o chamado, a importância do discipulado e a evangelização de crianças. Vivenciamos um momento muito oportuno para o avanço

Templo da PIB em Aracaju - SE lota durante Congresso Multiplique

do Evangelho no estado de Sergipe; é tempo de multiplicar. As Igrejas em Sergipe estão abraçando a visão de Igreja Multiplicadora e outras estão migrando para este projeto de Deus. De acordo com o diretor Executivo, pastor Marivaldo Queiroz, o Congresso de Verão Multiplique Sergipe alcançou as expectativas, reunindo mais de 400 pessoas nos dois primeiros dias e no último dia 600 pessoas no templo da Primeira

Igreja Batista em Aracaju. “Esse foi mais um ano do Multiplique em Sergipe com grande êxito. A Igreja Multiplicadora incentiva a não somente ter um conhecimento teórico, mas de vivenciar o Evangelho. Pela Graça de Deus, lotamos a PIBA e espero que com o evento consigamos alcançar o nosso objetivo”, disse o pastor Williams Prata de Jesus, presidente da ConPalestrantes abordaram temas como Discipulado e Evangelização venção Batista Sergipana.

Batistas de Goiás ganham a chance de cursar Especialização em Missão da Igreja Marcos José Rodrigues, aluno do Curso de Pós-Graduação do STBG

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Seminário Teológico Batista Goiano - STBG, através do seu Instituto Missiológico Robert Lee Henley, oferece desde de 24 de novembro de 2017 a Especialização em Missão da Igreja - Pós-Graduação Lato Sensu Livre. O Curso visa desenvolver a missionaridade da Igreja, entender a característica da Igreja e realizar a missão de Deus, a Igreja missional. “O alvo do Curso é ajudar aos obreiros a serem mais efetivos na prática ministerial”, disse o gerente de Missões em Goiás e coordenador do Instituto, pastor Leandro Tinoco. O público-alvo são pastores, missionários, seminaristas e líderes cristãos. O corpo docente é composto por: Leandro Peixoto, Leandro Tinoco, Rob Cheeley, Carlos André, Rodrigo

Pastor Leandro Peixoto ministrando aula de pregação

Professora Iracides no centro da sala ensinando

Pereira, Iracides Quixabeira e outros (http://stbg.com.missao-da-igreja-lato-sensu-livre/). “Todos os professores selecionados foram pensados levando em conta a experiência comprovada de ministério e o trabalho consagrado na área que atua”, disse o pastor Genivaldo. O foco principal da Especialização é compreender a missão de Deus, isso não é necessariamente aprender a fazer missões: evangelizar, plantar Igrejas, levar a mensagem do Evangelho para outro país ou para outra

dentro desse âmbito da missão tem uma área chamada missões. “Temos diferentes tarefas, mas a missão é uma só, levar a mensagem de Jesus Cristo ao perdido. E podemos fazer isso de diversas formas, através da educação cristã, da música, do evangelismo, de missões, da pregação, das profissões, e dentre outras que Deus nos colocar na sociedade”, comentou. A administração do STBG colocou toda a sua estrutura física à disposição, salas, biblioteca, equipamentos, pessoal e ainda

cultura; mas ir além, é estudar o sentido mais amplo da palavra, missão. Efésios 4.13 define esta forma de missão, quando diz: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Almeida Século 21). Ou seja, a nossa missão ou a missão de Deus é formar Cristo em nós. Segundo o pastor Tinoco, Deus tem uma missão e nos chama a cooperar com Ele;

pretende investir o máximo que puder na criação de novos espaços pedagógicos e na melhoria de outros já existentes, como a transformação da capela do Seminário em um moderno auditório para eventos denominacionais e atividade acadêmicas. Desde já parabenizamos e nos congratulamos com o pastor Genival Félix, reitor do Seminário, com a irmã Marlucia, secretária do STBG, e com toda a equipe que trabalha nesta renomada instituição de ensino teológico Batista em Goiás.


13 Nova sede administrativa do Colégio Batista Shepard abre novas salas para o ensino notícias do brasil batista

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Wellison Magalhães, gestor de Marketing do CBC

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manhã do dia 14 de novembro de 2017 foi de grande expectativa no Colégio Batista Shepard, por parte de toda a direção. Depois de uma exaustiva reunião do Conselho da Convenção Batista Carioca, que se propôs a ouvir tudo que marcou a administração do Colégio, ao longo do ano de 2017, todos foram convidados para a reinauguração da antiga casa do diretor do Shepard. A nova “Casa Administrativa” foi totalmente reformada, como afirma o pastor Alexandre Aló, atual diretor do Colégio, “Por uma inspiração de Deus”. A ideia para a reforma da antiga casa surgiu no momento em que ele e Ana Laura Defáveri, diretora pedagógica, subiram ao restaurante, e ouviram nitidamente Deus chamar a atenção para a estrutura antiga e abandonada: “Entre!”. Ele obedeceu, entrou e vislumbrou a necessidade de transformar aquele lugar na nova sede administrativa do Colégio. Na verdade, a demanda por um novo espaço para todo o staff da administração nasceu muito mais pela necessidade do que pelo desejo da instituição em abrir novos espaços

Nova fachada; Recuperação total foi um sucesso

pedagógicos. As salas que então abrigavam departamentos como secretaria, tesouraria, sala de reuniões foram todas preparadas para serem novas salas de aula, e a antiga casa do diretor, aglutinou em um só lugar, toda administração do Colégio. A emoção foi grande em reinaugurar a casa. Para o diretor, “Tudo foi ação de Deus”. A cerimônia foi emocionante, como não poderia deixar de ser. A nova Casa Administrativa recebeu o nome de Pastor Erotildes Malta do Nascimento, em homenagem ao último diretor que, por muitos anos, viveu neste espaço, agora, revitalizado. Para o evento foram convi-

Professora Leira e o diretor, Alexandre Aló, inauguraram a Casa

dados a esposa, irmã, filhos, sobrinhos e parentes próximos do professor Erotildes. Cercados de emoção, a palavra foi dada ao presidente da Convenção Batista Carioca, pastor José Maria de Souza, que lembrou ser histórico aquele momento, já que a casa completou cem anos de construção em 2017. Para ele, foi “Uma honra e é um momento histórico. Ter o privilégio de colocar esta casa em uso é algo extraordinário e a Deus damos toda honra e toda glória”. A irmã Leila, viúva do antigo diretor, emocionada, lembrou os momentos vividos por mais de 15 anos. “É uma mistura de alegria e muita emoção. E um coração

agradecido. Aqui tivemos muito trabalho e muita recompensa”, afirmou a professora Leila. A filha do casal, também em lágrimas, disse como trazia fartas lembranças sobre aquele imóvel e sobre o tempo vivido ali, suspirando para que a obra continuasse sendo feita naquele lugar. O pastor Alexandre Aló convidou para orar o capelão Celmir Guilherme e o ex-aluno, hoje membro da diretoria da CBC, pastor Maurício Bossois. Depois da oração, o pastor Alexandre Aló descerrou, junto a professora Leila, a placa que homenageia o professor Erotildes, dando à Casa o seu nome.

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO O Pastor Juracy Carlos Bahia – Presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil – OPBB, no desempenho de suas atribuições que lhe confere o Estatuto, no seu artigo 14 – caput e artigo 18, inciso II, CONVOCA todos os Pastores Batistas do Brasil, filiados à OPBB, para se reunirem, devidamente credenciados, em Assembleia Geral Ordinária da OPBB, a realizar-se no Centro de Convenções na Av. Vereador Edmundo Cardillo, 3500 - Jardim Del Rey - Poços de Caldas – MG, no dia 23/4/2018 a partir das 19h, no dia 24/4/2018, das 8h às 22h e no Templo da Igreja do Evangelho Quadrangular de Poços de Caldas, situado na Rua Dr. Mário de Paiva, 290 – Vila Nova – Poços de Caldas – MG no dia 25/4/2018, das 8h às 17h. Consta na pauta desta Assembleia Geral a Reforma de Estatuto, Reforma de Regimento Interno, Reforma do Código de Ética, homologação do Novo Diretor Executivo e Eleição da nova Diretoria, entre outros assuntos. Rio de Janeiro, 26 de Fevereiro de 2018

Aplausos, lágrimas e palavras emocionadas marcaram a inauguração da nova sede administrativa do Colégio Batista Shepard. Antigos funcionários e novos se misturaram no evento, dando o tom nostálgico e, ao mesmo, tempo desafiador, já que a nova Casa Administrativa dinamizará o atendimento aos pais, alunos e colaboradores. Segundo a administradora do Colégio, Daniele Campos, a nova casa foi um grande desafio, já que era necessário usar os recursos que possuía, aliado ao prazo e uma boa dose de criatividade, com o fim de entregá-la pronta principalmente para um período importante no calendário escolar: as novas matrículas. Segundo Campos, o espaço aconchegante e adequado proporcionará um melhor ambiente para todos. Toda obra foi planejada pelo arquiteto Amurabe Farel e contou com a equipe de construção do pastor Fernando Leiros. Após a cerimônia, todos foram convidados para visitarem o ambiente interno da nova casa, com todas as mudanças que foram implantadas. Um coquetel foi servido aos homenageados e toda a equipe pedagógica foi convidada a participar, encerrando com chave de ouro, a grande festa. Um novo tempo e novos sonhos acontecendo.


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ponto de vista

A Igreja que trabalha cresce “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um, e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós.” (I Co 3.6-9)

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ão é possível crescermos como Igreja se não trabalhamos para fora das quatro paredes do templo. Nada cai do céu se não houver um trabalho de fé (Hebreus 11.6). Em nosso texto acima, o apóstolo Paulo está sendo muito claro aos coríntios e a nós, hoje. Cada um tem a sua função na Igreja. Um planta, o outro rega, mas o crescimento vem de Deus. O crescimento não vem sem orarmos e

trabalharmos juntos, como uma equipe bem articulada no Espírito Santo (I Coríntios 12.12-14; Efésios 4.11-16). Somos o Corpo Vivo de Cristo, membros uns dos outros, trabalhando neste mundo (Romanos 12.3-8). O Senhor faz prosperar o Seu trabalho quando oramos intensamente e trabalhamos unidos, em amor, tendo compaixão dos perdidos, agindo com misericórdia neste mundo que jaz no maligno (I João 5.19). Deus exige de nós uma vida santa, na contramão do mundo (Levítico 19.2; I Pedro 1.16; I João 2.15-17). Como podemos ver a Igreja crescer se não há oração, vida santa e trabalho árduo? O Senhor Jesus nos deu uma missão clara de irmos por todo o mundo e pregarmos o Seu Evangelho (Marcos 16.15). Somos cooperadores de Deus para administrarmos a Sua obra. Somos mordomos e cada um de

nós deve ser encontrado fiel (Mateus 25.21-23). O Senhor requer de cada um de nós o uso dos talentos (naturais) e dos dons (espirituais) para que o Seu Reino cresça em toda a parte. Não podemos, em hipótese alguma, nos acomodar ou estagnar diante das mazelas terríveis deste século. Há fome de pão, paz, amor, integridade, segurança e esperança. Nós temos a solução, que é Cristo Jesus no coração. Jesus Cristo é a nossa suficiência. Ele é a única esperança. Precisamos ter a consciência de que somos apenas coadjuvantes nessa obra tão magnífica. Somos homens e mulheres comuns chamados para um trabalho extraordinário. Paulo, no texto, deixa claro que o que planta e o que rega não são tão relevantes quanto Deus, que dá o crescimento. Somos servos inúteis porque fizemos o que apenas devíamos fazer. Esse foi o veredito do Senhor Jesus (Lu-

cas 17.10). O nosso trabalho é imenso, contínuo e deve ser feito sempre na dependência de Deus. A Obra de Deus não é feita com o nosso suor, mas com o poder de Deus em Cristo Jesus. A Obra de Cristo por nós na cruz e na ressurreição é que nos habilita a trabalhar para Ele. A nossa suficiência vem de Deus (II Coríntios 3.5). O poder de Deus não se aperfeiçoa em nossa fortaleza, mas em nossa fraqueza (II Coríntios 12.9-10). Contribuímos para o crescimento da Igreja à medida que temos consciência de que somos cooperadores de Deus. Somos lavoura (agricultura, comida, alimento) e edifício (morada, abrigo) de Deus (I Coríntios 3.9). Deus trabalha pelo Seu Espírito Santo na vida daqueles que dizem com convicção: “Eis aqui, Senhor; envia-me a mim” (Isaías 6.8). Deus não deu aos anjos a responsabilidade de pregarem o

Seu Evangelho, mas a deu a nós por Sua graça. Nós somos responsáveis por aquilo que conhecemos, pela Revelação que recebemos de Deus. Como Pedro e João diante do Sinédrio Judeu, testemunhemos: “Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.” (Atos 4.20) Trabalhemos, irmãos. A vitória é certa! “Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (I Coríntios 15.57-58). O nosso trabalho cristão dignifica, exalta e engrandece o Senhor Jesus Cristo. Quando estivermos diante dEle, do Seu trono, ouçamos de Seus lábios: “Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.” (Mt 25.21-23)

Pastores: colecionadores de desafetos Alonso de S. Gonçalves, pastor da Igreja Batista Central em Pariquera-Açu SP

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m conversa com um colega pastor, falávamos de como o ministério tem seus bons momentos, sendo esses, relacionados com a promoção humana. Ambos concordávamos de que um ministério pastoral “produtivo” precisava estar focado nos relacionamentos com efetiva participação do pastor na vida dos integrantes da comunidade de fé e a estrutura, obviamente importante, uma vez que estamos inseridos nela (prédio, recursos, denominação), não constava como a primeira na nossa agenda, mas tendo o seu lu-

gar minimizado e o humano maximizado. A participação efetiva do pastor na vida dos membros da comunidade passa, inevitavelmente, a lidar com problemas, conflitos e dificuldades dos participantes da mesma, quando solicitado para uma intervenção (aconselhamento). Nessa lista constam casamentos desajustados e mal resolvidos; frustrações por perdas reparáveis; doenças das mais agressivas e complicadas de lidar como um câncer; pessoas com síndrome do pânico e depressão; a sexualidade; violência doméstica; disputas judiciais. Esses são alguns dos problemas e conflitos dos quais o pastor está, direta ou indiretamente, envolvido. A tomada de decisão em al-

guns desses casos, acarretam enormes desgaste emocional e físico, alguns sucumbindo em problemas depressivos e, lamentavelmente, tirando a própria vida. Além disso, a família é uma preocupação, principalmente quando há filhos e eles acompanham a rotina do ministério pastoral. Infelizmente, em alguma Casa Pastoral, os filhos não são, devidamente, “blindados” quanto aos problemas e desafios do ministério, principalmente quando assuntos que envolvem pessoas da comunidade surgem na mesa do almoço em um domingo depois da EBD. Ainda em conversa com esse colega, chegamos ao ponto de falar dos desafetos. Uma frase que chamou a minha atenção

foi: “Somos colecionadores de desafetos”. “Isso também!”, concordei. Os pastores, na caminhada ministerial, colecionam, não como mérito ou honra pessoal, inúmeras vitórias quando envolvidos com pessoas que conseguem vencer suas dificuldades. Não obstante a isso, eles também colecionam desafetos. Esses desafetos são originados, geralmente, por situações em que os envolvidos não gostaram ou não concordaram com certos posicionamentos do pastor. Há pessoas que nutrem desafetos com o pastor por conta do sermão de domingo à noite; outros, ainda, porque o pastor não valorizou, devidamente, o filho que é um “prodígio” na música; desafeto declarado porque

a visão ministerial do pastor não encontrou ressonância em um membro mais antigo da comunidade. Enfim, esses são os possíveis desafetos que o pastor, ao longo da sua trajetória, pode(rá) colecionar. Alguns desses desafetos causam danos, outros são irrisórios, mas todos deixam marcas, de alguma maneira. Um amigo pastor no Nordeste, quando conversou comigo sobre a sua saída da Igreja da qual estava já algum tempo no pastoreio, disse-me que deixou a Igreja com algumas mágoas. O trato não foi cordial para com ele e sua família. Mesmo assim, ele alertou: “Deixei bons amigos lá e isso que conta no final”. Por onde o pastor passa, deixa desafetos, mas amigos também.


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ponto de vista

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OBSERVATÓRIO BATISTA LOURENÇO STELIO REGA

A maior prioridade de Deus - a vida (parte 4): a Igreja como terreno fértil para nos suprir da vida

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os três artigos anteriores procuramos demonstrar que Deus não nos criou para a morte, mas foi Ele o criador e doador da vida. No seu Plano da Criação, nos fez para vivermos em harmonia e comunhão com Ele, conosco, com o próximo e com a natureza criada. A isso os teólogos têm chamado de viver para a Glória de Deus. Lá no início (Gênesis 3), o ser humano rompeu com o Plano Criador e, considerando os resultados desta ruptura, vemos que afetaram exatamente estes quatro elementos constituintes da finalidade pela qual existimos, como já explicamos. Como o Plano Criador teve como prioridade a vida, naquele mesmo momento de ruptura e rebelião, Deus promete restaurar a situação trazendo de novo a vida por meio do descendente da mulher - seu filho Jesus Cristo (Gênesis 3.15 - chamado pelos intérpretes da Bíblia como “proto-evangelho”). Assim, vimos que o Plano Redentor surgiu para restaurar a ordem das coisas, de modo a trazer a história humana para o Plano Criador, o plano original surgido no coração de Deus desde antes da fundação do mundo. Este é “O” Plano, é o foco principal de Deus. O Plano Redentor, é meio, instrumento para pôr tudo em ordem e trazer o ser humano restaurado de volta às origens e ao cumprimento das finalidades para o qual foi criado. No artigo anterior demonstramos que o discipulado é “A” estratégia que Deus utiliza para as pessoas que se arrependem e entregam de volta a sua vida a Deus por meio da redenção por ele providenciada pelo Seu filho Jesus Cristo. Mas é preciso mais. Na narrativa da criação temos que não era bom que o ser humano vivesse só, então, Deus formou do ho-

mem a mulher e demonstrou a vivência colegiada e relacional (veja artigo meu nesta Coluna publicado em 11/05/2014 - “A mulher na criação”). Então, a vivência discipular, o desenvolvimento para a vida madura que readquire o caminho para o Plano da Criação, há de se desenvolver no âmbito relacional dentro de uma comunidade - a Igreja. Ao estudarmos com mais profundidade a natureza da Igreja e as finalidades para as quais ela existe (veja a série de artigos meus nesta Coluna sobre a Igreja em 14 capítulos, a partir de 13/03/2016) descobrimos que ela é o ambiente fértil e saudável para que essa busca pelo Plano da Criação possa ocorrer. Infelizmente, com o correr do tempo, a transformação essencial e integral de vidas pelo discipulado, a vivência comunitária como geradora e recuperadora de vida foram esquecidas como tal e substituímos tudo isso em estruturas, estratégias, atividades e eventos como se fossem fim em si mesmos, em vez de meio, provavelmente como herança dos nossos precursores (que fizeram um grande trabalho, mas temos esta herança). O Cristianismo começa ser reduzido em atividades e estruturas. E isso foi desde bem cedo na sua história, pois a Igreja foi se formalizando e se institucionalizando demais, em vez de cumprir os alvos para os quais foi “gestacionada” no plano divino (a isso chamamos na Teologia como “missão da Igreja”). Além disso, começamos a colocar como seu foco principal, em algumas situações como alvo único, a “salvação dos perdidos”, centralizando tudo o mais em sua vida interna e no seu relacionamento com o mundo na doutrina da salvação (Soteriologia), ao que temos chamado em nossos artigos de

“salvacionismo”. Nossa Teologia, vivência pessoal, vivência eclesiástica passam assim a ser “soteriocêntricas”, em vez de ser “teocêntricas”, centralizada em Deus e seu Plano Criador, que passam a ser tema de nota de rodapé em nossa pregação, ensino e ação dando lugar, como principal foco, ao Plano Redentor, que, originalmente, foi criado para nos trazer de volta para o principal - o Plano da Criação. A Igreja deixa de ser esse ambiente fértil para a formação integral de vida, trazendo-a de volta ao Plano da Criação e tornando-a influente e instrumento de transformação do mundo de forma ampla, e passa a ser, em geral, um ambiente de pregação da salvação - o meio se torna em fim e o fim nem sempre é lembrado. Nesta Coluna, no segundo artigo da série sobre Igreja, publicado em 27/03/2016, procurando responder as perguntas “Qual é a missão da Igreja?” e “Para que existe a Igreja?”, procuramos detalhar, e até ilustrar com figuras, as razões pelas quais Deus intencionou em seu coração nos

dar de presente esta comunidade fértil para o nosso retorno ao caminho de onde nos afastamos do Plano da Criação. Procure ler esse artigo. Então, aqui, apenas diremos que a Igreja, diante da missão que Deus lhe deu, além de ser este ambiente fértil para o desenvolvimento de vida (temos aqui a educação, o aconselhamento, a assistência social, etc.), também deveria ser uma comunidade terapêutica, desenvolvendo relacionamentos saudáveis e curativos, uma comunidade profética que deveria denunciar os desmandos deste mundo, uma comunidade responsiva às necessidades do mundo. Claro que temos cumprido, de certo modo, o nosso papel como Igreja evangelizante e missionária, especialmente pelo foco “soteriocêntrico”, mas acredito que ainda neste item poderíamos fazer muito mais, pois a salvação é tremendamente importante como meio para nos trazer de volta ao Plano da Criação (veja o segundo artigo desta série). Diante de tudo isso ficamos nos perguntando: se continuarmos como estamos como Igreja,

diante do Plano da Criação, diante da missão que Deus nos deu, onde chegaremos? Que tipo de influência, como sal/luz, realizaremos diante deste mundo corrompido e cruel? Como poderemos entender as novas gerações e lhes demonstrar o Evangelho bíblico e simples, não apenas de forma conceitual e abstrata, mas concreta por meio de vidas transformadas? Já há quem defenda uma era pós-Igreja, pós-cristã. Como poderemos evitar isso? Creio que readquirindo a essência do Evangelho, colocando tudo em seu devido lugar, ressignificando, a partir das Escrituras, nossa visão “soteriocêntrica” e “pragmatocêntrica” e trazendo de volta Deus para o centro e tudo, consequentemente revalorizando a vida, em vez de prepararmos as pessoas apenas para a morte e para o futuro. Muito mais poderíamos dizer sobre este tema, mas estes quatro artigos são um ponto de partida. Esperamos que você possa continuar a reflexão nestes “antigos-novos” caminhos. Até a próxima.

CONVOCAÇÃO À 19ª ASSEMBLEIA DA ASSOCIAÇÃO DOS DIÁCONOS BATISTAS DO BRASIL Como Presidente da Associação dos Diáconos Batistas do Brasil, no desempenho das atribuições, conforme ao que preceitua os artigos 11º, 12º e 14º do capítulos III VII do Estatuto em vigor, convoco os Diáconos Batistas do Brasil para sua 19ª Assembleia Geral Anual da Associação dos Diáconos Batistas do Brasil, a realizar-se na Cidade de Poços de Caldas - MG, no dia 24 de abril de 2018, às 08 horas, no Centro de Convenções em Poços de Caldas (CENACON) - Avenida Vereador Edmundo Cardillo, 3.500 - Jardim Del Rey, constando do programa oficial o Inspirativo, Estudos, Relatórios, Eleição de 1/3 dos membros do Conselho e outros. Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 2018 Damares Beatriz de Luna Rodrigues Presidente ADBB


OJB Edição 10 - Ano 2018  

A edição de O Jornal Batista deste segundo domingo de março está muito especial, pois traz como chamada principal dois temas de extrema rele...

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