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JORNAL DO BAIXO GUADIANA | ABRIL 2013 |

JORNAL DO

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Baixo

Guadiana Director: Carlos Luis Figueira Propriedade da Associação ODIANA Fundado pela Associação Alcance em 2000

Jornal Mensal Ano 12 - Nº155

ABRIL 2013 PREÇO: 0,85 EUROS

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS AUTORIZADO A CIRCULAR EM INVÓLUCRO FECHADO DE PLÁSTICO OU PAPEL PODE ABRIR-SE PARA VERIFICAÇÃO POSTAL DE 01132011 SNS/GSCS

TAXA PAGA

PORTUGAL CEM NORTE

“O Teatro em Alcoutim é um meio de desenvolvimento social” Francisco Braz é responsável há três anos pelo Teatro Experimental de Alcoutim (TEA); uma aposta cultural da câmara municipal local. O grupo conta atualmente com 12 elementos e prepara-se para estrear duas peças, uma delas infanto-juvenil, embora encenada de modo a ser apetecível para o público de todas as idades. É ao público que Francisco Braz dispensa mais atenção e energias. É para ele que trabalha, é a ele que forma e é dele que espera o retorno dos projetos levados à cena. Este grupo existe não apenas pela arte em si mesma, mas com a função social de tornar esta expressão artística num instrumento de desenvolvimento do concelho.

Sal de Castro Marim ganha novo fôlego na Alemanha


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JORNAL DO BAIXO GUADIANA |ABRIL 2013

ABERTURA

JBG

Editorial

* O autor não escreve ao abrigo do acordo ortográfico

Jornal do Baixo Guadiana Diretor: Carlos Luis Figueira Sub-Diretor: Vítor Madeira Chefe de Redação: Susana Helena de Sousa CP 9621 Redação: Antónia-Maria, Carlos Brito, Joana Germano, José Cruz Victoria Cassinello Colaboradores da Edição: Ana Lúcia Gonçalves Eusébio Costa Fernando Pessanha Humberto Fernandes João Raimundo Maria Celeste Santos Miguel Godinho Pedro Pires Rui Rosa Associação Alcance Associação GUADI Associação Rodactiva Cruz Vermelha Portuguesa VRSA DECO NEIP Europe Direct Algarve - CCDRAlg e Associação Odiana

Como diz a propaganda de uma das maiores empresas de comunicação do País, há uma linha que nos divide entre o passado e o presente. Parafraseando o slogan, e mesmo tratando-se de acordo com o anúncio, de uma linha imaginária, existe de facto uma fronteira real que divide um país de ausência de liberdade, atrasado económica e socialmente de um outro, integrado numa comunidade pertencendo a um conjunto de Países que constituem a maior fortaleza económica mundial, que acertaram viver entre si, com base em Tratados nos quais eram explícitos princípios de respeito por diferenças de desenvolvimento económico, social, cultural e que, aceitando-as, se governavam

ancorados em normas fundadas em solidariedade mútua porque delas todos, os mais e menos desenvolvidos, retiravam de tais princípios vantagens para os seus povos e países. Os últimos acontecimentos que nos atingiram com a aceitação das exigências que nos foram, sem resistência, impostas por quem nos financiou, na situação difícil que o País atravessava, não tiveram em conta o respeito por tais princípios. O que acaba de acontecer com Chipre ultrapassa a linha divisória que nos mobilizou para a construção de uma União Europeia, tal como a imaginamos, eventualmente porque fomos demasiadamente crentes nos fundamentos em que assentava a sua constituição ou porque, na circunstância presente, quem a dirige, não está à altura dos desafios que países e povos se dispuseram enfrentar. Na linha divisória que divide o País real dos discursos e medidas tomadas por quem nos governa, também nos damos conta das diferenças existentes entre um realidade virtual, próxima dessa linha imaginária que divide passado e futuro, marcada uma, por

flagelos de desemprego, trabalho sem futuro, desqualificação do valor do trabalho, economia estagnada, roturas de obrigações sociais e, uma outra, que remando contra ventos e marés, figuras singulares de resistência às dificuldades que nos são impostas, se transfiguram em auto emprego, refugiando-se na arte, objecto singular de independência a exigir forte vontade e persistência, para através da modificação de objectos reciclados em figuras históricas, ou transformando bolos de comemoração em peças de arte conseguem, a custo, sobreviver. São jovens que se recusaram a abandonar o País. Essas pessoas existem e têm de ser apoiadas, mais que não seja pelo exemplo de resistência à adversidade que à maioria (não a todos) nos toca. Linha divisória também existe nos que não baixam braços e procuram no poder que exercem, abrir caminho para, tirando partido dos parcos recursos existentes, resolver problemas estruturais ou promover iniciativas que ajudem a economia local. O êxito da presença do Sal de Castro

Departamento Comercial: baixoguadiana@gmail.com e/ou joanagermano@gmail.com Sede e Redação: Rua 25 de Abril, N.º 1 Apartado 21 8950-909 Castro Marim Tel: 281 531 171 Fax: 281 531 080 966 902 856 baixoguadiana@gmail.com

Marim numa feira destinada a apresentação na Alemanha de produtos orgânicos, apoiada por fundos comunitários, o investimento de um milhão de euros para resolver problemas de saneamento básico na Aldeia Nova, a presença de mais de 4000 crianças e respectivas famílias, de 54 nacionalidades, na maior manifestação mundial de futebol infantil, realizada no complexo desportivo de Vila Real de Santo António, na semana da Páscoa, evento cujos reflexos na economia local foram por demais evidentes, são sinais de diferença que têm de ser valorizados. No mês de Abril também existe uma linha divisória que importa não esquecer entre passado e presente. A que divide os que aspiram a um País livre, democrático, respeitando, sem insultos nem demagogia opiniões diferentes, País desenvolvido, justo socialmente, independente e solidário, honrando compromissos, mas não se vergando à agiotagem chantagista, e o regresso a um passado que embora com nuances que o diferenciem, nos remeta para o fundo do nosso atraso secular.

Carlos Luis Figueira cluisfigueira@sapo.pt

Vox Pop Como viu a «invasão pacífica» que marcou a semana da Páscoa em VRSA com o Mundialito 2013?

Propriedade: Associação Odiana Rua 25 de Abril, N.º 1 Apartado 21, 8950-909 CASTRO MARIM Tel: 281 531 171 Fax: 281 531 080 geral@odiana.pt Pessoa Colectiva: 504 408 755 Direção Executiva: Associação Odiana Design e Paginação: Rui Rosa Impressão: Postal do Algarve, Lda Rua Dr. Silvestre Falcão, nº 13 C 8800-412 TAVIRA Tel: 281 320 900

Nome: Joaquim Félix

Nome: Susana Pinto

Nome: Bertília da Conceição

Nome: Carina Rosa

R: Vejo de maneira positiva, pois foram cerca de 4 mil crianças e familiares que deram um certo ânimo à indústria hoteleira e colocaram a cidade de VRSA na «boca do mundo».

R: Vejo como um bom cartão-de-visita para a nossa cidade. Os jogadores trazem as famílias que por sua vez aproveitam para passear e acabam por contribuir para a economia local.

R: Creio que é uma mais valia para a nossa terra só que, com a crise, provocada pelos maus governantes que temos, as pessoas não têm dinheiro para gastar como antes.

R: Vejo com bons olhos. Foi uma semana animada e saudável, para aqueles que praticam futebol e para aqueles que assistem. Sendo o maior torneio de futebol infantil do mundo, Vila Real de Santo António encheu, o que é também uma boa oportunidade para os turistas visitarem os pontos fulcrais do concelho nesta semana de Páscoa.

Profissão: Técnico Comercial Reformado

Profissão: Gerente comercial

Profissão: Secretária Administrativa

Tiragem desta edição: 3.000 exemplares

Profissão: Jornalista/Escritora

Registo no ICS: 123554 Depósito legal: 150617/00 JBG ONLINE http://issuu.com/jornalbaixoguadiana e Facebook

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Foram efetuadas transferências bancárias para validação de assinatura do Jornal do Baixo Guadiana cujo jornal desconhece a identidade do remetente/ assinante. Agradecemos ao visado que contacte o JBG de modo a proceder à atualização e faturação da respetiva assinatura. 2012/2013 - TRANSF Jornal do Baixo Guadi, 04 Maio 2012, € 10,00 - TRANSF Alexandre Carlos, 1 Junho 2012, € 10,00 - TRANSF Maria Isabel Gois, 15 Janeiro 2013, € 20,00


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CRÓNICAS Vítor Madeira

* Os autores não escrevem ao abrigo do acordo ortográfico

O insubmisso

Os delírios de Mário Soares “O Governo tem de se demitir. Esta é a boa oportunidade para o fazer, antes que o Tribunal Constitucional se pronuncie, os portugueses se enfureçam e a democracia desapareça” Mário Soares No momento em que o líder do Partido Socialista apresenta na Assembleia da República uma moção de censura ao Governo de Pedro Passos Coelho, a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) contrata José Sócrates como comentador político e a última sondagem da Universidade Católica indica um empate técnico entre PS e PSD, gostaria de reflectir acerca da conduta política de Mário Soares. Ao arrepio das responsabilidades que devem assistir a um ex-chefe de Estado, o mesmo é dizer recato e parcimónia nos comentários relativos à vida político-partidária, Mário

Soares, animal político experimentado, aproveitando a volúpia da comunicação social em atiçar o Governo, usa com uma frequência inusitada alguns impropérios para se referir ao primeiro-ministro: “Este Governo não é legítimo nem democrata. Pelo contrário, está contra o povo, é inimigo dos pobres” ou “o Governo continua alegremente a roubar as pensões dos portugueses” Já sabíamos que Mário Soares se intitulava o pai da democracia portuguesa, o que não sabíamos e ficamos a saber é que esse estatuto lhe confere o direito de atacar e insultar politicamente e pessoal-

mente o chefe do Governo. Receio bem que Mário Soares, tenha tido algum acesso de amnésia política. Em 1974, quem desprezou os portugueses em África, aquando do processo de descolonização? Quem foi o político responsável pela vinda do FMI a Portugal duas vezes em 1977 e em 1983-1985, quando a inflação estava próxima dos 30%? Nessa altura em que faltava gasolina, leite e açúcar tiraram-se os subsídios de Natal, congelaram-se salários, não se podia levantar dinheiro, as importações ficaram limitadas e o Governo impedia a RTP de filmar pessoas na cidade de Setúbal a tirar restos de comida

dos contentores do lixo. É de questionar Mário Soares se o Governo de então não destruía Portugal, não enfurecia os portugueses, nem fazia desaparecer a democracia. Não vou dizer ao antigo Presidente da República que desapareça como ele disse a um militar da GNR que acompanhava uma das suas presidências abertas, muito menos, caso seja autuado por excesso de velocidade na condução, vou ser insurrecto com os agentes da autoridade e dizer que o Estado paga a multa. O que os portugueses esperam de Mário Soares é que use da sua magistratura de influência para

os ajudar a sair do atoleiro onde foram colocados pelo Governo de José Sócrates e do Partido Socialista, fazendo Portugal perder a independência financeira, ao invés de pedir a demissão de Pedro Passos Coelho, e acicatar o povo para a conflitualidade social. Se o não fizer, estará simplesmente a potenciar a austeridade e a recessão económica e o Povo não poderá ordenar mais se a derrapagem orçamental não for corrigida e o endividamento público e privado não baixar. Como escreveu João César das Neves, “Quem protesta são não os mais atingidos, mas os mais influentes.”

Carlos Brito

O espírito do 25 de Abril Passados 39 anos sobre o derrubamento da ditadura fascista, é ainda o espírito do 25 de Abril que se levanta como exemplo para enfrentar e superar a crise profunda em que o país está mergulhado. Quando falamos em exemplo não estamos pensar, é claro, na parte militar da revolução e na sua força operacional, o movimento dos capitães – o glorioso MFA – que teve nas circunstâncias de então um papel absolutamente decisivo. O país estava em guerra e grande

parte da juventude em armas. Era a guerra colonial, em três frentes, que dominava a vida nacional, tornava ainda mais pesado o fardo da ditadura, atirava para a morte dezenas de milhar de jovens e exauria os recursos do país. Mas além da componente militar, a revolução teve uma componente popular e democrática também decisiva para a vitória sobre a ditadura. É a esta componente que nos referimos especialmente quando aqui invocamos o espírito e o exemplo do 25 de Abril. São quatro, a meu ver, os seus

traços exemplares para a luta que travamos nos dias de hoje: a determinação combativa das forças políticas democráticas e de largas camadas do nosso povo; a audácia com que arriscaram acompanhar e apoiar os militares; o sentido de convergência e de unidade entre as forças oposicionistas que se conseguiu construir; a plataforma com as linhas essenciais de uma política alternativa progressista de largo alcance social. Recordar a exemplaridade da atitude assim assumida parece-me especialmente oportuno na encruzilhada política em que o país está

Miguel Godinho

Qualquer coisa diferente, qualquer coisa melhor É um sentimento que atravessa a generalidade dos «jovens», essa massa disforme que hoje em dia abarca pessoas até aos trinta e muitos anos: esqueceram-se de nós, não querem saber o suficiente de nós, ainda que digam que estão a lutar por nós. Agora, mais que nunca, sente-se que é já tempo de fazer alguma coisa para contrariar isso mesmo, é já tempo de arriscar, de não ter medo de perder tudo porque já quase tudo se perdeu, de nos livrarmos do medo, esse medo que paralisa tudo e que todos trespassa, de dizer tudo aquilo que nos vai na alma, de cumprir com aquilo que sabemos que

nos vai na alma, é já tempo de lembrar (e de nos lembrarmos) que anda tudo muito mais preocupado em estabilizar o sistema financeiro do que uma geração inteira. Agora, mais que nunca, sente-se que é já tempo de acabar com a dor daqueles que têm filhos e não sabem o que vai ser dos filhos, dos que querem ter filhos e sentem que não devem ter filhos, dos que são filhos e não sabem o que vai ser de si próprios. Andamos todos de cabeça perdida, andamos todos perdidos, muito mais perdidos do que julgamos, ainda pouco preocupados em salvar esta nossa geração que está a ruir, que não tem emprego, que estudou convencida que seria recompensada, que teria trabalho, um trabalho de acordo

com o esforço que empreendeu, e que agora quer sentir-se útil e não sabe como nem o que mais fazer, que quer viver e não consegue. É já tempo de merecermos uma vida, é já tempo de mudarmos o rumo à nossa vida, é já tempo de ser tempo que alguma coisa aconteça, que alguma coisa mude, que tudo isto mude, de nos concentrarmos em fazer tudo aquilo que estiver ao nosso alcance para que tudo isto mude. Porque tudo isto tem de mudar. Não para que tudo fique na mesma, mas para que tudo mude mesmo. Não foi só a economia que contraiu, também nós contraímos, uma contracção acentuada, perdemos as forças, o vigor, o viço, encolhemos, como encolhem as roupas depois de lavadas, manchou-se

colocado. O Governo de Passos Coelho falhou em toda a linha. Os principais resultados que tem para apresentar são o desemprego medonho, a atingir os 19 por cento, as falência em massa, a espiral recessiva, o empobrecimento generalizado e forçado da população. Nem sequer conseguiu controlar o défice e a dívida, os objectivos invocados para os sacrifícios impostos aos portugueses. Mas, por outro lado, a oposição de esquerda, no seu conjunto, tem hesitado em colocar abertamente a demissão do Governo e agora que

ultrapassou essa hesitação, falta-lhe audácia para reclamar em uníssono a realização de eleições antecipadas, sem as quais não se vê qual é a alternativa possível à desgraçada situção presente. O que falta de todo é o entendimento à volta de uma plataforma política de resposta à crise, que enfrente as suas principais causas e garanta um novo curso à vida nacional. Falta até que os partidos desta área conversem uns com os outros. Esperemos que as proclamações favoráveis à moção de censura anunciada pelo PS modifiquem esta situação.

tudo de negro, como se mancham os tecidos numa máquina. Vivemos agora um tempo que nos obriga a saltar num instante de jovens para velhos, até aos trinta e nove dizem que somos jovens, aos quarenta já estamos velhos. Já não há um tempo intermédio, um meiotermo etário, uma meia-idade. Da juventude caímos de repente para dentro da velhice, tombamos lá para dentro, o sistema empurra-nos pelas costas. Jovens demais para merecermos um emprego, velhos de mais para nos oferecerem um emprego, pobres de mais para que nos paguem condignamente, fracos de mais para exigirmos mais consideração, calados de mais porque queremos manter um emprego, falando de mais (e, segundo nos querem fazer crer, fazendo de menos) quando não temos direito a esse emprego. Gostamos de culpar a sociedade, o sistema, “eles” isto, “eles” aquilo, mas esse “eles” fomos nós que o criámos, nós somos parte desse mesmo sistema, esse “eles” é da nossa responsabilidade. “Eles” existem porque nós deixamos que “eles” existam. Porque

nunca nos importámos com isso. Porque nunca prestámos a devida atenção, nunca quisemos verdadeiramente saber. “Eles” são “eles” porque nós permitimos que “eles” sejam “eles”. Não fazemos mais porque não queremos fazer mais. Porque ainda não tentámos realmente fazer mais. Se nós quisermos, ainda é possível fazer mais. Gosto de acreditar que se nós quisermos ainda é possível fazermos mais, fazermos diferente, fazermos melhor. E parece-me que tudo isto vai mudar, tudo isto tem de mudar, tudo isto está a mudar. Parece-me que esta sociedade está a acordar, que estes jovens estão a renascer, uma primavera jovem, um despontar de consciências, um despertar da mente, um processo de reconquista – eh! Estás acordado? – um caminho que temos de trilhar. Parece-me que é mais que tempo de qualquer coisa. Parece-me que é mais que tempo de qualquer coisa acontecer. Acreditemos que é mais que tempo de qualquer coisa acontecer. Qualquer coisa nova, qualquer coisa diferente, qualquer coisa melhor.


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EDUCAÇÃO&JUVENTUDE  Encontro OIKOS

Encontro juvenil em Alcoutim debateu futuro

Jovens querem ter voz ativa em Castro Marim Meia centena de jovens respondeu ao apelo da ECOS e debateu e apresentou propostas pelo futuro do concelho. O projeto regional quer dar voz e participação ativa aos jovens da região.

Encontro ibérico serviu para a partilha e aprendizagem para o futuro sobre o papel dos jovens por um mundo melhor A organização do encontro foi da OIKOS, Organização não-governamental para o desenvolvimento, que contou com a colaboração da associação andaluza CICBata e da câmara municipal de Alcoutim. O evento teve caráter ibérico e enquadrou-se no projeto de educação para a cidadania global, sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, intitulado «Cinema Documental ODM». De acordo com a OIKOS o encontro serviu para a “partilha e aprendizagem para o futuro sobre o papel dos jovens na luta por um mundo mais justo”.

A primeira ação passou pela tertúlia mensal que tem lugar em Alcoutim. Na sexta-feira, dia 1 de Março os jovens reuniram-se na Biblioteca Municipal de Alcoutim (Casa dos Condes), e integraram a «Palavra Sexta à Noite», onde apresentaram os seus objetivos de desenvolvimento do Milénio através da apresentação dos microfilmes, resultado da participação no concurso «Curtas de Cinema Documental Jovem». Durante o sábado os cerca de 60 jovens portugueses e espanhóis dividiram-se entre workshops de vídeo, teatro, pintura, tai chi e

Agrupamento de Escolas de Alcoutim: Lições de vida

“Este é o melhor dia da minha vida !” rematava assim o João do 1º ciclo, o último dia de aulas do segundo período na EBI de Alcoutim. Mas esse dia havia começado bem cedo… Às 9 da manhã, a 15 de março, no centro da vila de Alcoutim, alunos, professores e funcionários da EBI de Alcoutim dinamizaram uma Feira Solidária destinada a apoiar a aluna Beatriz Rosário. Esta atividade contou com a contribuição das famílias que ofereceram diversos produtos locais desde frutas, legumes, azeite, vinho, entre outros, e ainda doces confecionados por mães talentosas. O entusiasmo era visível. A alguns movia-os a novidade, noutros via-se autonomia. Em todos se mobilizou o espirito de entreajuda. A ação foi um enorme sucesso não apenas no montante angariado mas, também, porque um dia vivido através da solidariedade é uma lição

ganha de cidadania. Outra facto a assinalar, foi a Feira do Brinquedo Usado realizada na mesma semana, organizada pela turma do 8ºA e alguns dos seus professores, da EB professor Joaquim Moreira, em Martinlongo. O mesmo objetivo e uma excelente adesão por parte de todos os que contribuiram, colaboraram, bem como da população local. Ações destas fortalecem a comunidade e dão visibilidade ao importante papel da Escola pública na criação de espaços de cidadania. Esta ideia de vamos ajudar a Beatriz transforma-se. Cada vez mais a Beatriz está ajudar-nos. Em cada momento que nos mobilizamos é ela que nos ajuda a ser melhores. Prof. ª Cristina Crista

música, ministrados pelos quatro formadores alcoutenejos Vítor Teixeira, Francisco Braz, Carlos Luz e Irma Lopes, e pelo andaluz Daniel Sanchez, onde desenvolveram as apresentações artísticas que levaram à noite à Igreja de Nossa Sra. da Conceição, num espetáculo para a comunidade alcouteneja. De acordo com a ONG “muitas são as acções que a Oikos tem desenvolvido junto das escolas e municípios portugueses utilizando para tal os vossos vídeos como um material pedagógico precioso no trabalho de sensibilização para o desenvolvimento”.

 Até 10 Abril

Concurso «Logótipo Jovem» No âmbito das comemorações do Dia do Associativismo Jovem (30 de abril) o Instituto Português do Desporto e Juventude promove um concurso nacional «Logótipo do Associativismo Jovem». O desafio foi já lançado publicamente aos jovens. A candidatura a este concurso prevê a apresentação logótipo, alusivo a matérias que se prendam com o associativismo jovem, para ser utilizado pelo IPDJ.IP no exercício das suas funções, bem como integrado em iniciativas ou atividades da área da juventude. Podem participar jovens residentes em Portugal, em nome individual ou em coletivo, com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos, inclusive. As candidaturas decorrem até 10 de abril de 2013 inclusive e devem ser enviadas, por correio, para os serviços centrais do IPDJ, IP.

Para fomentar a cultura de participação juvenil no Baixo Guadiana a ECOS - Cooperativa de Educação, Cooperação e Desenvolvimento, com a colaboração do município castromarinense, realizou uma consulta aos jovens de Castro Marim. Meia centena de jovens marcou presença no dia 25 de Março na Biblioteca de Castro Marim e já participa no desenvolvimento da região através da sessão «Algarve 2020 – Uma Proposta Jovem». O projeto está a correr os concelhos algarvios e quer que os jovens participem nas tomadas de decisão local e regional. Tratou-se de uma sessão marcada pela informalidade e irreverência que caracteriza a juventude, mas não só; não se ouviu apenas, debateu-se e trocaram-se ideias e propostas para uma cultura e participação juvenil ativa e proactiva. Segundo Rui Afonso e Sofia Martins da ECOS, o objetivo fulcral é «dar voz aos jovens». “Queremos saber o que os jovens pensam sobre o seu concelho e o que podem fazer por ele, pois é um projeto sobre e para os jovens,”, explicam adiantando o carater da sessão. “Isto é uma consulta onde se quer auscultar os jovens, sendo que queremos dar-lhes voz”. Quem são os jovens do Algarve? A panóplia é diversa e de acordo com os censos de 2011 o Algarve tem 73.597 jovens dos 15 aos 30 anos de idade, mas também 45% desemprego jovem do algarve e 26% de abandono escolar. De acordo com Filomena Sintra, vereadora com o pelouro da Juventude em Castro Marim, uma das grandes preocupações é “o não já rejuvenescimento no caso do concelho de Castro Marim, sendo que atualmente são 650 os jovens do concelho, sendo

que inversamente às tendências, são mais homens que mulheres”, disse a autarca. O encontro foi multidisciplinar, diversificado e numa metodologia assente em grupos de trabalho saíram já algumas propostas para o concelho e para a região que tocam sobretudo as sinergias entre as entidades e associações existentes, bem como no aproveitamento das instalações concelhias que podem ser utilizadas pelos jovens. Recorde-se que entre os objetivos do «Algarve 2020» está a partilha de boas práticas sobre participação juvenil e abordagens para aumentar o envolvimento dos jovens na vida local e regional, o desenvolvimento de estratégias que visem minimizar o desemprego jovem e o abandono escolar. Estão ainda em marcha consultas a outros concelhos, um documentário sobre a juventude na região e o 1.º Encontro de Juventude no Algarve. Recorde que Vila Real de Santo António já recebeu uma sessão no passado dia 30 de Janeiro e em Alcoutim poderá acontecer nas próximas semanas. Mais informações sobre o projeto: www.facebook.com/Algarve2020 | www.algarve2020.ecos.pt/

IDPJ em Castro Marim a 12 de Abril No próximo dia 12 de Abril a delegação regional do Instituto Português do Desporto e da Juventude vai estar em Castro Marim. Uma visita no âmbito de um périplo que a entidade está a realizar na região com o objetivo de divulgar as suas iniciatias, bem como a necessidade de serem criadas sinergias em prol da juvente.

Alunos marcaram presença em concurso nacional O Agrupamento de Escolas do Concelho de Alcoutim esteve representado por seis alunos do 3º ciclo, três de cada uma das escolas, na final distrital de Faro do Concurso Nacional de Leitura, no passado dia 13 de Março no Cineteatro de São Brás de Alportel. Os representantes da Escola Básica Professor Joaquim Moreira foram os alunos Ana Dias (7ºA), Hugo Palma (7ºA) e Tatiana Custódio (9ºA). Por sua vez, os alunos Pedro Cavaco (8ºA),

Márcia Jacob (9ºA) e Rui Pereira (9ºA) representaram a Escola Básica Integrada de Alcoutim. Os concorrentes responderam a questões sobre as obras lidas: «A Sara mudou de visual», de Maria Teresa Maia González e «A bicicleta que tinha bigodes», do escritor angolano Ondjaki. Recorde-se que em 2012 o aluno Vasco Martins obteve o segundo lugar na final distrital deste concurso.


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LOCAL

1 milhão de euros beneficia saneamento na Aldeia Nova Vão ser beneficiados 250 moradores. A obra vai acabar com as fossas séticas. A câmara municipal de Vila Real de Santo António já deu seguimento a mais uma obra no concelho. Desta vez para a beneficiação do saneamento básico na localidade de Aldeia Nova. No total, é preciso investir 1 milhão de euros na rede de saneamento básico naquela zona da freguesia pombalina, sendo que vão ser beneficiados 250 moradores. A obra vai ser levada a cabo pela empresa municipal VRSA – Sociedade de Gestão Urbana (SGU) e terá início em Abril. “A obra permitirá acabar com as fossas séticas ainda existentes, ligando-as ao Sistema Intercetor de Manta Rota / Altura / Monte Gordo / Vila Real de Santo António”, explica a autarquia em comunicado enviado às redações. De acordo com o presidente da

Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Luís Gomes, “a intervenção põe fim a um problema que se arrastava há vários anos e responde a uma justa reivindicação dos moradores”.

POUPANÇA CRIATIVA

Moradores esclarecidos De forma a minimizar os incómodos, a autarquia levou a cabo a 9 de Março uma sessão de esclarecimento com todos os moradores da Aldeia Nova, onde se procuraram definir soluções personalizadas para cada uma das habitações que vierem a ser beneficiadas. Os trabalhos têm a duração prevista de cinco meses, e sem interrupções, sendo que com esta intervenção vai ser possível “ampliar

Luís Gomes encabeçou sessão de esclarecimento aos moradores de Aldeia Nova os níveis de atendimento do conceDe referir que a obra faz parte lho relativamente ao saneamento de uma candidatura comunitária, de águas residuais, protegendo os inserida no Programa Operacional aquíferos e melhorando a qualidade Temático de Valorização do Territóambiental do município”, garante o rio (POVT), ao abrigo do Quadro de município. Referência Estratégica Nacional.

Lojas da água já chegam a Monte Gordo e Vila Nova de Cacela As lojas da água do concelho de Vila Real de Santo António pretendem concentrar serviços de água e saneamento e torná-los mais acessíveis aos munícipes. As freguesias de Monte Gordo e Vila Nova de Cacela já possuem a «Loja da Água». Esta iniciativa surgiu em Janeiro de 2012 na sede de freguesia e agora estende-se ao restante concelho. “Nestes pontos de atendimento, que se juntam ao já existente na Rua Conselheiro Frederico Ramirez, em Vila Real de Santo António, será possível efetuar serviços como pagamentos, celebração de contratos, reclamações, requerimentos,

 VRSA Obras no cemitério municipal terminam em Junho As obras do cemitério em Vila Real de Santo António deverão estar concluídas em Junho próximo. A notícia é avançada pela câmara municipal pombalina que explica que os atrasos da obra devem-se a incumprimento da empresa contratada para o efeito. “Considerando a pouca disponibilidade apresentada pela Empresa em concluir a obra, bem como por terem retirado todo o equipamento e material da mesma aquando do seu abandono no início de dezembro de 2012 e tendo o prazo para execução da mesma concluído em 31/12/2012, a Câmara Municipal decidiu não fazer mais prorrogações à Empresa”, pode ler-se numa nota no site da autarquia.

alteração de dados, entre outros”, explica a autarquia em comunicado de imprensa. Em Vila Real de Santo António e em Vila Nova de Cacela a Loja da Água está aberta entre as 9h30 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 16h00. Já em Monte Gordo, encontra-se a funcionar entre as 9h30 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 15h30.

Loja da Água representa

«Projeto Alcoutim»

O «Projeto Alcoutim» arrancou em Fevereiro 2013 e tem como entidades parceiras a Câmara Municipal de Alcoutim, a Universidade do Algarve e a Associação Alcance. O Projeto pretende apresentar propostas inovadoras e sustentáveis para dinamizar económica, social e culturalmente o concelho de Alcoutim. Para tal, o projeto tem uma coordenação científica e executiva e durante nove meses, estarão cinco jovens licenciados em várias áreas (Gestão

“eficiência” Para o presidente da Câmara Municipal de VRSA, Luís Gomes, as novas lojas permitem, de uma forma mais eficiente, “concentrar todos os serviços num único local, poupando tempo e aumentando a proximidade entre os munícipes e a SGU”. A abertura das novas lojas enquadra-se no processo de transferência da gestão da rede de abas-

de Empresas, Engenharia Alimentar, Biologia, Ciências da Comunicação e Turismo) a realizar estágios profissionais (IEFP), onde irão desenvolver as suas competências e envolver-se na vida local para “perceber” as suas potencialidades, desenvolver atividades, estimular negócios e projetos empresariais sustentáveis a longo prazo. Todas as atividades têm presente a valorização da cultura, das tradições locais e dos recursos endógenos. Em menos de dois meses de funcionamento já foram realizados inúmeros contatos nomeadamente, visitas a locais de interesse histórico-cultural, contato com a população da vila e dos montes. Houve uma aproximação à comunidade local, aos corpos autárquicos e aos empresários o que permitiu começar a conhecer a realidade do concelho. O Projeto já tem um vasto leque de atividades orientadas, que vão desde percursos turísticos, seminários e workshops, concursos de fotografia e doçaria, exposições, eventos culturais, sociais e apoio aos produtores

tecimento de água e saneamento do concelho de VRSA para a empresa municipal Sociedade de Gestão Urbana (SGU). Todas as dúvidas e sugestões podem ser esclarecidas através do email lojadaagua@sgu.cmvrsa.pt, em www.vrsa-sgu.pt ou ainda pela linha de apoio ao cliente 808 200 013. Os mesmos contactos podem ser utilizados para a comunicação de leituras.

locais. A coordenadora executiva do Projeto, Maria Luísa Francisco, refere que “coordenar uma equipa multidisciplinar e motivá-la diariamente é um desafio muito estimulante”. Acrescenta que “ver como a cada dia há novos avanços e oportunidades e como as ideias conseguem fluir e ter um horizonte de concretização a curto prazo, apesar de poucos recursos financeiros, é algo que só se faz quando há entrega e espirito de missão.” O lema escolhido, “um contributo sustentável”, surge no sentido de que o desenvolvimento só existe se for sustentável. Conclui ainda a coordenadora executiva e simultaneamente investigadora na área da Sociologia Rural, que “é nessa senda que se pode começar a vislumbrar um contributo, ainda que a uma escala muito pequena, para alterar o rumo da desertificação do interior, apostando nas potencialidades do nordeste algarvio.” O site do projeto Alcoutim é: www.projetoalcoutim.pt.vu

Nesta edição gostaria de partilhar convosco como criar um pequeno jardim de ervas aromáticas. As ervas aromáticas são um ingrediente essencial da nossa dieta mediterrânea e têm funções importantes no funcionamento do nosso organismo. É sempre uma vantagem tê-las “à mão” e, o que é ainda melhor, fresquinhas e acabadinhas de colher. Mesmo que viva num pequeno apartamento decerto terá uma pequena varanda. Se não tem varanda aproveite o parapeito da janela e use vasos que possam ficar pendurados no parapeito da mesma. Existem alguns supermercados que vendem estas ervas já germinadas e crescidas. Quando comprar qualquer erva aromática envasada não se esqueça de a transferir para um ou mais recipientes maiores. Pode optar por germinar todas as suas ervas! Eu acho esta opção mais divertida, pois podemos ver a evolução das plantinhas até ao momento de serem colhidas. Como fazer? Eu comecei por usar o velho truque que se ensina às crianças nas escolas: o algodão. Com um pequeno disco de algodão humedecido num pequeno recipiente, deite algumas sementes ( entre 10 a 15 sementes) e mantenha o algodão apenas humedecido. Se for salsa leva cerca de duas semanas a germinar, o coentro apenas uma semana. Se decidir deitar a semente diretamente à terra pode usar pequenos tabuleiros de plástico com cerca de 5 cm de altura, com drenagem adequada. Os resultados nem sempre são imediatos mas com a experiência e aprendendo com os erros eles acabam por aparecer! Eu posso dizer que sou afortunada pois tenho uma varanda que recebe sol durante todo o dia (quando há sol!) e tendo iniciado esta divertida experiência há cerca de 7 meses atrás tenho neste momento na minha varanda salsa, coentros, hortelã, mangericão, cebolinho, endro... Com o tempo pode experimentar outras coisas como alfaces e até tomateiras! As alfaces, depois de germinadas e quando têm cerca de 2cm de altura, passo-as para tabuleiros de plástico (com buracos para a drenagem) de 40cmX50cm e espero que vão crescendo. A rega diária em tempo seco é essencial. Neste momento já vou no terceiro tabuleiro de alfaces! Tudo o que puder colher da sua “horta” é dinheiro que poupa! Divirtam-se e até à próxima edição.

Maria Celeste Santos * devido a problemas técnicos repetimos em Março a rubrica de Fevereiro. Pedimos desculpa à autora e leitores


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LOCA L | EL ANDEVALO SUR-OCCIDENTAL *

ESPANHA por Antónia-Maria

Mujeres empresarias andaluzas… En el Día Internacional de la Mujer, hay que valorar y celebrar la importancia, cada vez mas, presente de la mujer, en el tejido empresarial de Andalucía. La Asociación Empresarial de Mujeres de Huelva, AME, se formalizó, en 1972 con el firme propósito de defender los intereses de las mujeres en este campo de negocios, tan exclusivo del hombre. Esta Asociación busca la seguridad y el apoyo para la mujer en la realización de sus proyectos y actividades dentro del mundo empresarial, y para definir estrategias de futuro. Su presidenta es Soledad Mora Abril desde 2005, y abarca a un colectivo de mas de 100 empresarias que

representan a diferentes sectores económicos en la provincia de Huelva. Dice su presidenta que “es un hecho que las mujeres emprendedoras mas jóvene, se arriesgan por un tipo de negocio que no son los tradicionalmente femeninos: guarderías, peluquerías, mercerías…y que su formación y ambición, es cada día mayor”. Mujeres emprendedoras que recibieron el distintivo por la Igualdad del Instituto Andaluz de la Mujer, en este año 2013, como la empresaria sevillana, Maria Belén Parra o la presidenta de la Fundación Persán, Concha Yoldi, y Carmen Fernández, premiada por la Cámara de Comercio de Sevilla, por su empresa Jaboteca,

El Guadiana a su paso por Calatrava La Vieja ¡Que gran tristeza al contemplar tus soberbios muros, tan poderosos en otras épocas! La antigua ciudad islámica de Calatrava la Vieja, llamada, ya, en el año 785, Qal at Rabah , época del emir omeya Abderramán I, fue en la alta Edad Media, la ciudad mas importante del Al-Andalus en el curso del río Guadiana. Situada en la Comunidad de Castilla - la Mancha, en un cruce de caminos entre Andalucía y Castilla la Vieja, la fortaleza, con 1500 metros de muralla, era protegida por el río en su frente norte, y el gran foso que rodeaba el recinto, tenía 750 metros de longitud y una profundidad de 10 metros. El foso era alimentado directamente por las aguas del Guadiana. Otro río, el Valdecano también la rodea estratégicamente. La fortaleza

está fortificada, a su vez, por 44 torreones y cuatro corachas. El recinto amurallado se divide en dos zonas: la medina y el alcázar. La ciudad fue un importante cruce de caminos entre Córdoba y Toledo y fue sede de la Orden de los Templarios del reino y, mas tarde, sede de la primera orden militar hispana, la Orden de Calatrava Desde 1984, esta antigua ciudadfortaleza, es objeto de investigación por los historiadores y está considerada la ciudad islámica de mayor interés por su conservación y sus abundantes testimonios, muchos de ellos expuestos en el Museo Provincial de Ciudad –Real. Su historia paralela al Guadiana, transcurrió entre los siglos VIII y XV.

El Guadiana a su paso por Calatrava la Vieja

dedicada a la fabricación de jabón y cosmética natural, también en este año. En la localidad de Punta Umbria, en la provincia de Huelva, fue premiada también Angélica Miranda, jubilada que, ya viuda, montó su pequeño negocio en su barrio, como ayuda para sacar adelante a su familia, con sus únicos ingresos y su determinación. Dentro del marco del convenio de colaboración entre el Instituto Andaluz de la Mujer y la Federación Andaluza de Mujeres Empresarias, se realizan numerosas actividades y cursos para la mejor formación y oportunidades de las mujeres en Andalucía.

La Asociación Empresarial de Mujeres de Huelva, AME, se formalizó, en 1972

En el día de Andalucia… Semana Santa en Ayamonte Coincidiendo con la señalada fecha del día de Andalucía, 28 de Febrero, el colectivo del Grupo poético “Los Cuadernos de Roldán”, representantes de la Asociación Al-Idrissi, con su presidente Ahmed Tahiri y amigos en general, viajaron a Marraquekch, la Ciudad Roja, para visitarla tumba, y rendir homenaje al rey - poeta Al Mutamid , rey de Silves, en Portugal, y rey de Sevilla, que acabó sus días en la prisión de Agmat, en 1095. Blas Infante, Padre de la Patria Andaluza, homenajeado en este día, sintió una gran admiración por la figura de Almutamid, al que consideraba un símbolo de pacifismo y convivencia en aquellos tiempos convulsos de la historia del Al-Andalus.

En el día de Andalucía

Viajo a Agmat en 1924, para buscar su tumba y encontrarse con sus descendientes mas directos; años mas tarde viajó a Silves, donde este rey se había educado y vivido sus años de juventud. Almutamid, es el nuevo poemario del grupo de poetas de “Los Cuadernos de Roldán” editado para conmemorar este acontecimiento. Han participado 28 poetas y 28 pintores, siendo la portada, obra de Ahmed Ben-Yessef, pintor marroquí, asentado en Sevilla desde hace tiempo. La obra fue coordinada por Serafin Madrigal y José María Bedoya. Un rendido homenaje de la poesía, para un rey de leyenda y máximo representante de la poesía andalusí en todas las épocas.

La Semana Santa ayamontina está considerada “Fiesta de Interés Turístico Nacional en Andalucía”. Las Hermandades y Cofradías, con sus Juntas de Gobierno, son las encargadas de los “pasos procesionales”desde el domingo de Ramos al domingo de Resurrección, a través de veintitrés tronos que, desde el punto de vista estético y patrimonial, son de un valor extraordinario por su orfebrería, bordados, y tallas realizadas por extraordinarios artistas como los renombrados Antonio León Ortega o José Vázquez, ambos ayamontinos. La Asociación Juvenil El Solá, ha expuesto una muestra en miniatura sobre la Semana Santa en esta localidad, en el Centro Comercial “La Plaza”. Recrea, en concreto, la Real, Ilustre y Muy Fervorosa Hermandad del Salvador” a su paso por la Plaza del Rosario en esta localidad fronteriza. La Exposición estará presente hasta el 31 del mes de Agosto.

La Semana Santa ayamontina está considerada «Fiesta de Interés Turístico Nacional en Andalucía»


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LOCAL  Reforço no apoio

Há mais munícipes a usufruir do «Cartão do Idoso» em Castro Marim A iniciativa nasceu em 2011 e desde então a divisão de ação social da câmara municipal já atribui cerca de 200 cartões aos idosos mais carenciados. Este cartão representa para muitos idosos um apoio sem qual não estaria garantida a condição mínima de vida. Desde logo se atentarmos ao facto de os beneficiários do «Cartão do Idoso» usufruírem da comparticipação pelo Município em 50% na aquisição de medicamentos nas farmácias do concelho, bem como da redução de 50% no pagamento de taxas e demais tributos devidos pelos serviços prestados pela autarquia e, ainda, na redução de 50% relativa à taxa do fornecimento de água, quando o consumo do agregado

familiar não ultrapassar os 10 m3. Os benefícios são assim da esfera mais básica e em Março o município castromarinense decidiu renovar e atribuir mais cartões desta natureza aos munícipes seniores do concelho. A autarquia, liderada pelo sosical democrata José Estevens, garante que está “atenta às crescentes dificuldades socioeconómicas de muitas famílias do concelho, em especial, os idosos que vivem em estado de carência devido a questões que se prendem com a idade avançada e a saúde frágil”. Recentemente foi

aprovada “a atribuição de dezenas de Cartões do Idoso e renovação de outros tantos”, pode ler-se numa nota da câmara municipal à comunicação social.

200 cartões em menos de dois anos Desde Junho de 2011, a Câmara Municipal já emitiu mais de duas centenas de Cartões do Idoso, acreditando que está a contribuir “para a melhoria das condições de vida e do conforto de muitos castroma-

rinenses”. A criação do Cartão do Idoso insere-se num vasto conjunto de políticas sociais que a Câmara Municipal de Castro Marim tem em desenvolvimento, que “visam propiciar qualidade de vida e bem-estar às famílias desfavorecidas do concelho que, estando a viver situações de grande debilidade económica, necessitam da ajuda e da solidariedade do executivo municipal”.

Outros apoios sociais E para além deste cartão do idoso

Bispo visitou Alcoutim

 «Cinema em Movimento» nos montes

Alcoutenejos recebem comédia portuguesa à porta de casa Está de regresso para mais uma temporada a iniciativa «Cinema em Movimento». Desta vez os filmes portugueses são de comédia e o objetivo é “resgatar sorrisos” aos idosos alcoutenejos. A solidão já não é o que era! Isso é um facto constatável quando num concelho deprimidos do Interior do Algarve, como é Alcoutim, o cinema está em movimento. O projeto consiste em levar até às cerca de uma centena de dispersas povoações alcoutenejas a sétima arte. Tal tornou-se possível há cerca de quatro anos, desde que a ideia de transformar um autocarro em cinema móvel tornou-se numa iniciativa bem-sucedida porque muito bem aceite pela comunidade-alvo, respondendo a uma carência existente. Quantos alcoutenejos nunca tinham visto um filme é uma pergunta que impera nestas circunstâncias. Muitos nunca conheceram uma sala de cinema e muito menos jamais lhes tinha atravessado o pensamento receber longas metragens à porta de casa. Estes habitantes, na esmagadora maioria idosos, assim não estão isolados como muitos outros estão ao longo deste nosso Portugal.

«Cinema em Movimento» está de regresso Desde meados de Março que o «Cinema em Movimento» regressou às estradas de Alcoutim. A iniciativa é totalmente municipal e já sofreu algumas inovações. Por exemplo, até ao final do ano passado o autocarro, para além da projeção de filmes, contou com a animação de teatro de fanto-

O «Cinema em Movimento» nasceu em 2009 e percorre as 100 povoações dispersas ches e sessões de acordeão. Desta feita a dinamização foi possível graças a um amigo de Alcoutim que se disponibilizou gratuitamente a fazê-lo; o médico aposentado José Pepo. Agora «o cinema à minha porta» é o mote para esta temporada e vai levar às diferentes povoações filmes portugueses de comédia. E tal não acontece por acaso, é que Francisco Amaral, presidente da câmara municipal de Alcoutim quer “resgatar um sorriso” aos idosos”. O autarca que é também médico lembra que “o riso é uma das formas mais eficazes de prevenir e combater estados depressivos, que são muito frequentes na idade avançada

e aqui agravados pelo isolamento”. Além disso, termina o autarca, “é uma forma de aproximar as pessoas e de lhe oferecer momentos culturais e de lazer a que dificilmente acederiam de outra forma”.

Cinema num autocarro Iniciativa da Câmara Municipal de Alcoutim, o Cinema em Movimento é um autocarro transformado num auditório móvel, equipado com uma tela e com capacidade para 25 lugares sentados, que exibe, nas cerca de 100 povoações dispersas do concelho, filmes portugueses.

D. Manuel Netos Quintas O Bispo do Algarve, D. Manuel Netos Quintas, esteve em Alcoutim até ao dia 10 de março em visita pastoral às paróquias de Alcoutim, Pereiro e Giões. No quartel dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim, onde deu a bênção à imagem de S. Marçal, padroeiro dos Bombeiros. D. Manuel Quintas realçou a importância do reconhecimento e apoio dado aos bombeiros, “benfeitores, que nos amam, nos protegem e de modo admirável estão em comunhão connosco”. O Bispo do Algarve visitou o infantário, Santa Casa da Misericórdia, Lar de Idosos e Escola de Alcoutim. Ao longo da sua visita D. Manuel Quintas passou por diversas povoações das paróquias de Giões, Alcoutim e Pereiro para orar com a população local. A conclusão da visita pastoral foi assinalada pela eucaristia em Giões e em Alcoutim.

“A paz e o amor nos nossos corações” A direção da Associação Himanitária de Alcoutim, os funcionários e os idosos disseram ao JBG estar “gratos ao Bispo D. Manuel Netos Quintas, ao Senhor Padre Atalívio e aos Irmãos pela visita à instituição que foi do agrado de todos os presentes”. Especialmente os idosos demonstram a sua “satisfação e agrado pela Vossa presença, não apenas durante a visita pastoral mas também pela presença semanal que mantêm nestas valências”. Esta associação humanitária lembrou a visita como “a Paz e o Amor que trazem aos nossos corações”.

a câmara municipal faz questão de relembrar outros apoios criados e que abarcam os munícipes de todas as faixas etárias. Apoios esses, frisa a autarquia, são “resultado de um esforço financeiro muito significativo”. Tais como, a recuperação e qualificação de casas de habitação a idosos, o transporte para consultas ao médico, a rede de transportes coletivos «Castro Marim Mais perto», o «Castro Marim Amigo», «Bibliomóvel» (biblioteca itinerante), subsídios de incentivo à natalidade e atribuição de bolsas de estudo.

 Saúde

Palestras encheram em Martinlongo e no Pereiro Aprender a lidar com a menopausa e as alterações do climatério, foi o tema da palestra proferida em Martinlongo, pela enfermeira Patrícia Jerónimo. A assistência, maioritariamente feminina, mostrou-se muito interessada e participativa. No final, ficou acertada nova vinda da palestrante, acompanhada pela enfermeira alcouteneja Deonilde, para nova palestra sobre o diagnóstico precoce do cancro da mama, patologia muito frequente nesta região. Esta iniciativa foi do município de Alcoutim, do Centro de Saúde de Vila Real de Santo António e da Unidade de Cuidados na Comunidade Santo António de Arenilha. Já a 18 de março realizou-se no Centro de Dia do Pereiro uma sessão sobre as demências, com a médica Isabel Valente, neurologista do Hospital de Faro. A palestra, que contou também com a presença do médico e autarca Francisco Amaral, clarificou os diferentes tipos de demência e as características de diagnóstico e deixou ainda alguns conselhos aos familiares sobre a melhor forma de lidar e tratar estes doentes. “Todos nós teremos demência, depende da nossa longevidade”, focalizou neurologista, prendendo a atenção da sala lotada. “Em Portugal nasce-se com muita dignidade, mas envelhece-se com muito pouca”, continuou, caracterizando o quadro geral das demências no país. “O alzheimer é cada vez mais frequente”, lembrou a médica numa sessão aberta ao debate.


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G RA ND E P L ANO

Sal de Castro Marim ganha novo fôlego na Alemanha Entre 13 e 16 de Fevereiro na cidade de Nuremberga, Alemanha, o sal de Castro Marim esteve presente na «BioFach», a maior Feira Internacional de Produtos Orgânicos do mundo. Os produtores de sal presentes neste certame trouxeram boas expetativas e ganharam novo fôlego para dar continuidade a esta produção. O stand do Baixo Guadiana foi bastante procurado e os contactos feitos chegaram dos quatro cantos do mundo. Agora é hora de dar continuidade às relações comerciais estabelecidas. Susana H. de Sousa O stand do sal do Baixo Guadiana em Nuremberga foi patrocinado pela Associação Terras do Baixo Guadiana [ATBG] que no âmbito do «Plano de Aquisição de Competências e Animação PACA – Subprograma3 – Dinamização das Zonas Rurais» do Programa PRODER, conseguiu verbas para levar até a este certame o sal e a flor de sal de Castro Marim. Esta entidade contou com a parceria da Associação Odiana a quem coube estabelecer um contacto direto com todos os produtores, dinamizar a comunicação e organização logística para a presença na Alemanha. Para este stand aceitaram o convite e marcaram presença a cooperativa «Terras de Sal», que congrega 11 produtores de sal de Castro Marim e a empresa «Pedaços de Mar», que levou até a Alemanha a sua marca registada «Baesuris» - também conhecida como «Baesurisal».

BioFach é barómetro para «Pedaços de Mar» «Baesuris» é uma marca registada da empresa «Pedaços de Mar» que surgiu no ano de 2005. A produção do sal e flor de sal tem o escoamento assegurado numa estratégia que tem vindo a ser definida na base do mercado externo. “70% das nossas vendas corresponde a exportação”, declara o empresário Fernando Reis que aponta os quatro cantos do mundo como potencial para a compra deste «ouro branco» de Castro Marim, como muitos já lhe chamam. Os produtos que a «Pedaços de Mar» levou para a BioFach foram muito variados, sendo que para esta, que é a maior feira de produtos orgânicos do mundo, prepararam um conjunto de novos produtos que denotam a evolução desta empresa ao nível do setor produtivo, mas também do marketing. “Preparámos muitos produtos novos, bem como uma nova imagem”, contanos Fernando Reis. Sal de escama natural, mas também sal de escama natural com vinho tinto biológico, Flor de sal com azeitona, com algas, com xitaque (espécie de cogumelo) e outras misturas fizeram parte de um conjunto de inovações desta empresa que adquire somente ervas

aromáticas mediterrânicas no mercado biológico nacional Esta foi já a segunda vez que a «Pedaços de Mar» foi até à BioFach (a primeira em 2007). Na primeira vez fez dois clientes que ainda hoje se mantêm e se a partir desta edição conseguir “um ou dois clientes, então já será muito positivo”, avança Fernando Reis. É que este negócio “não é a galinha dos ovos de ouro”, afiança, lembrando que singrar enquanto produtor de sal é possível “mas com muito trabalho, organização e, sobretudo, persistência”. O empresário sublinha que há muita oferta deste produto noutras partes do mundo, sendo a concorrência forte. Apesar de “o sal de Castro Marim ser de excelente qualidade no mercado internacional tem concorrentes diretos”, sinalizando países como a Espanha, França, Itália, Grécia, Chipre, Croácia, Indonésia, África de Sul e Brasil. Superar este obstáculo é possível, frisa “com uma estratégia articulada em que produtores, cooperativa e empresa municipal tenham como meta a promoção deste enquanto um produto de excelência”. O empresário está convicto que este caminho é possível se houver concertação. “A empresa municipal de Castro Marim deverá assumir um papel de promoção e não de concorrência direta”, defende, acreditando também no papel da cooperativa «Terra de Sal», de Castro Marim “enquanto entidade escoadora, mas também catalisadora”.

Produção: 100 toneladas de sal e 10 de flor de sal O retorno de uma feira como a BioFach “é sempre uma incógnita”, afiança Fernando Reis que estabeleceu na Alemanha cerca de 50 contactos oriundos de destinos tão variados como Alemanha, Áustria, Suécia, Filândia, Noruega, Espanha, Taiwan, Brasil, Israel, Emirados Árabes Unidos, Tailândia, Rússia, Bulgária e Croácia. O empresário avança que nesta fase as negociações estão “a decorrer”. No total a «Pedaços de Mar» produz anualmente 100 toneladas de sal e 10 toneladas de flor de sal. A

«Pedaços de Mar» tem duas salinas, num total de 74 talhos. Emprega a tempo inteiro duas pessoas, uma na recolha, outra no embalamento, e quando há mais trabalho recorre a contratos temporários. Fernando Reis garante que face há uma década atrás a produção quase que triplicou. Está também mais confiante no papel da Cooperativa “que tem uma visão mais aberta e que gere melhor o interesse de todos” . O empresário gostaria de ver contempladas nas candidaturas de entidades como a Odiana e Terras do Baixo Guadiana, mais verba para a promoção dos empresários em feiras porque “para além da presença no stand deveria ser financiada a deslocação e a estadia aos promotores que muitas vezes não conseguem fazer face aos elevados custos em causa”.

Presença na feira na Alemanha traduz-se em encomendas para Cooperativa A BioFach foi lugar de “muito boa aceitação” dos visitantes à presença da «Terras de Sal», ao seu conceito e produtos. O resultado foi o contacto de cerca de 50 empresas de todos os continentes. “Desde quase todos os países europeus, até China, India, Tailândia, Austrália, Japão, Israel, Líbano, USA, Peru, Brasil, Bolívia, Chile e Gana”, discrimina Luís Horta Correia, presidente da Cooperativa acrescentando que destes, alguns contactos já tiveram seguimento, concretizados em encomendas. “Outro aspeto também muito importante e positivo foi a possibilidade de perceber o mercado mundial atual de produtos biológicos e do sal em particular. Esta perceção é essencial para a nossa atividade. Perceber as tendências de produtos e preços desta forma só é possível num evento desta natureza. Neste aspeto foi muito gratificante observar a excelente reação dos compradores ao Sal Tradicional e à Flor de Sal de Castro Marim. Apreciaram não só a qualidade do produto, comparando muito positivamente com outros produtos concorrentes de outras origens, mas também a história de Castro Marim, das suas

Os produtores de Castro Marim que estiveram presentes na BioFach - a maior feira de produtosorgânicos do mundo - garantem que o certame é bastante importante para a promoção do sal. Da Alemanha a «Pedaços de Mar» e a «Terras de Sal» trouxeram inúmeros contactos e agora encontram-se a estabelecer conversações com o objetivo de criar novas relações comerciais. O sal de Castro Marim é, de acordo com estes produtores, requisitado nos quatro cantos do mundo.


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GR AN D E P LAN O

Sinergias em prol do «Ouro Branco» de Castro Marim gentes e das suas salinas”, testemunha aquele responsável. Foram também encetados contactos “muito importantes com entidades certificadoras de produtos biológicos no sentido de sensibilizálos para a necessidade de introduzir o Sal Tradicional e a Flor de Sal nos cadernos de normas de produtos biológicos, de forma a tentar evitar esse fenómeno estranho que é o de os mercados certificados como 100% biológicos incluírem sal industrial, sem qualquer tipo de orientação biológica, nos seus ingredientes”. De acordo com este responsável é urgente travar a desregulação do mercado mundial da Flor de Sal. “Surgem produtos dos mais variados tipos, origens e modos de produção classificados como Flor de Sal, até sal de mina”, denuncia Luís H. Correia que recorda que esta tendência “é uma clara contrafação do produto, que pode prejudicar muito a imagem da Flor de Sal junto dos consumidores, mas também leválos a desvalorizar o produto”. Na Alemanha os responsáveis da Cooperativa tentaram sensibilizar as grandes certificadoras biológicas mundiais. Esperam agora que “esta iniciativa tenha seguimento, particularmente pelas associações de defesa do setor do sal, como seja a TRADISAL [Associação de Produtores de Sal do Sotavento algarvio]”.

O papel comercial e social da Cooperativa O papel da «Terras de Sal», Cooperativa de sal de Castro Marim é tanto comercial como social. São duas vertentes de atuação que estão interligadas para a defesa dos pequenos produtores, pressupondo o escoamento da sua produção. Um papel que o atual presidente da Cooperativa assegura que “tem sido possível executar de forma continuada e satisfatória”. A «Terras de Sal» agrega a maioria dos produtores de Castro Marim e tem-se revelado “um instrumento precioso no desenvolvimento desta atividade em Castro Marim”. Luís Horta Correia, também produtor de sal, afirma que “individualmente teria sido muito difícil a presença destes produtores no mercado global”. A linha é ascendente no que diz respeito à exportação do sal e flor de sal de Castro Marim. Aliás, a Cooperativa de produtores de sal de Castro Marim está muito focada na exportação, sendo o seu principal mercado que representa atualmente cerca de 70% das vendas. Estes são os dados mais recentes a que o JBG teve acesso e que dão conta de uma fase positiva que a linha cooperativista neste concelho de origens medievais está a viver. “A presença internacional do Sal de Castro Marim é um aspeto fundamental para o desenvolvimento da produção de sal e flor de sal do concelho, que no fundo representa uma das nossas principais razões de existir. A participação em feiras internacionais é o principal meio para esta divulgação e para

o estabelecimento de novas relações comerciais. Sendo a BioFach o maior evento mundial na área dos produtos biológicos – o nosso principal mercado – percebe-se o quão importante é esta participação na nossa estratégia”, esclarece Luís H. Correia.

A inovação com os produtos «Raw» A «Terras de Sal» levou até à Alemanha a linha «Raw», que consiste numa imagem mais cuidada das embalagens e em novos produtos. Um dos novos produtos é o sal líquido, baseado nas «águasmãe», que são as águas que permanecem nas salinas após o final da época de produção. É um produto que possui elevada proporção de minerais muito importantes para a saúde, como o magnésio e o potássio, e pretende ser um substituto aos comprimidos que existem no mercado de complemento mineral, ainda com a vantagem de ser algo completamente natural. Esta linha enquadra-se no nosso novo conceito de marketing que pretende distinguir Castro Marim no mercado do sal de alta qualidade”. O dirigente frisa que Castro Marim “além de produzir um sal de altíssima qualidade, tem características históricas, culturais, sociais e ambientais únicas a nível mundial”. Poucas localidades terão uma relação tão próxima e tão antiga com o sal como Castro Marim e a nova estratégia da «Terras de Sal» foca-se muito na potenciação destes valores.

«Terras de Sal» aumenta vendas A atual direção tomou posse em Setembro de 2011 e é constituída por Luís Horta Correia, Rosa Dias e João Pedro Grelha. O presidente lembra que a «Terras de Sal» atravessou momentos menos bons, derivados principalmente de alguma dificuldade na obtenção de capacidade de investimento, “tão necessária para desenvolver as nossas capacidades logísticas e comerciais”, frisa Luís H. Correia, que garante que desde que a nova direção assumiu funções tem sido feito um esforço principalmente no desenvolvimento das capacidades comerciais, na manutenção dos clientes existentes e na garantia de ser produzido sal e flor de sal de qualidade única. “Os nossos produtores têm sido exemplares no apoio a estes esforços”, elogia o responsável que como resultado declara que a Cooperativa aumentou as vendas em países já clientes, “como é o caso da Alemanha”, tendo sido alargado o leque de clientes internacionais com exportação para o Reino Unido, Brasil, Hong-Kong e Israel. Estarão também em curso negociações em estado avançado com França, Noruega e Holanda. Atualmente a Cooperativa Terras de Sal conta com cinco trabalhadores diretos.

Associação Terras do Baixo Guadiana no apoio financeiro ao sal “A aposta no sal tem sido significativa na medida em que se trata de um produto de qualidade certificada e um dos poucos produtos locais que apresenta uma escala suficiente que justifique uma tentativa de se procurar novos mercados de consumo”, confirma Ricardo Bernardino, coordenador da Associação Terras do Baixo Guadiana (ATBG) avançando que os “recursos financeiros da associação são escassos para promoção deste e outros produtos”, mas que a oportunidade de o sal de Castro Marim marcar presença na BioFach justificou o investimento. “A nossa estratégia local de desenvolvimento, para além do turismo, património, cultura e apoio social, assenta bastante na promoção e desenvolvimento dos produtos locais. Para além das ações de promoção e divulgação, temos também apoiado projetos relacionados com esta temática”. A certificação do sal foi cofinanciada no anterior quadro comunitário ao abrigo do PIC LEADER+. No atual quadro comunitário a ATBG já apoiou “documentários sobre o sal e a extração de sal; vários projetos de requalificação das salinas e infraestruturas de apoio; projetos relacionados com a comercialização e marketing, entre outros”. Há cerca de 15 anos que a ATBG tem vindo a apoiar financeiramente diversos programas ligados ao sal. “Ao abrigo do subprograma 3 do PRODER já foram aprovados alguns projetos que vão desde o apoio à produção e extração de sal e flor de sal, como sejam requalificação e adaptação das salinas e infraestruturas de apoio; apoio à comercialização como caixas, paletas, viaturas, e apoio na área de marketing, como imagem do produto, páginas de internet, e também projetos de promoção e divulgação, como por exemplo um documentário sobre a produção de sal e flor de sal tradicional”, esclarece Ricardo B. Convicto que “muito já foi feito, se compararmos a realidade há 10 ou 15 anos atrás” o responsável é da opinião que “ainda não se recebeu o devido retorno” desse investimento. Ricardo Bernardino está confiante que “num curto espaço de tempo o sal e a flor de sal se possam afirmar ainda mais como produtos de qualidade e de excelência, o que lhes permita ganhar a importância que tiveram noutros tempos, não só a nível económico como de fator identitário deste território”. Quanto a feiras internacionais, para já, não está prevista qualquer participação desta associação. “Neste momento a prioridade são pequenos eventos de promoção e divulgação de produtos locais/regionais, uma vez que, como foi referido anteriormente, o orçamento disponível é limitado”, explica o coordenador.

Odiana destaca a prioridade dada ao sal A associação Odiana tem tido, igualmente, um papel de desenvolvimento no que toca a este produto de excelência. Entre Abril de 2004 e Fevereiro de 2005 teve lugar na associação um curso de formação de Sal tradicional no qual participaram 18 formandos que tiveram oportunidade de se deslocar a Guèrande, cidade francófona geminada com Castro Marim e conhecida como a capital do sal em França, para ali se aperceberem da dinâmica de produção salineira. Mais tarde a associação teve a oportunidade de assegurar a certificação do sal como produto biológico através de uma entidade certificadora francesa. Vários têm sido os eventos e certames em que esta associação tem participado para promover o sal de Castro Marim. “Consideramos que o sal tem de ganhar o seu papel de destaque a título local, mas também nacional e internacional”, defende Valter Matias, diretor executivo da Odiana. Este responsável garante que “muito já foi feito, mas que muito há ainda a fazer” por este produto de excelência. Apela à união dos produtores e afiança que a associação irá “fazer tudo ao seu alcance em prol da valorização do sal de Castro Marim”.

Empresa municipal investe na promoção Recorde-se que a título local a câmara municipal de Castro Marim tem previsto a construção de um museu do sal. A obra deste Centro, junto ao parque de estacionamento da vila, está parada devido à insolvêcia do empreiteiro, tendo a autarquia tomado posse administrativa da obra. O equipamento será dotado de meios tecnológicos de ponta e servirá como um espaço museológico interativo para promover o sal marinho tradicional de Castro Marim. No total este investimento rondou os 800 mil euros. A empresa municipal de Castro Marrim explora uma salina com o objetivo de promover o sal, nomeadamente, através de «operações de charme», oferecendo sal e saleiros à restauração e hotelaria locais. São medidas que, de acordo com José Estevens, presidente da câmara e do conselho de administração da empresa municipal “servem para ajudar a tornar este produto mais consumido e apetecível”. De referir que em Castro Marim apenas está aproveitada uma décima parte do potencial salineiro.


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P OLÍTICA

David Murta é o candidato do PS à câmara de VRSA A apresentação oficial de David Murta contou com a presença do deputado à Assembleia da República Miguel Freitas, de Jamila Madeira, em representação do secretariado do partido, António Eusébio presidente da federação regional, Célia Paz, líder concelhia da estrutura rosa e João Guerreiro que é o mandatário desta candidatura. Célia Paz apresentou David Murta como o “candidato esforçado para combater a desigualdade que reina em Vila Real de Santo António”. A líder rosa diz que “o concelho está carente de valores que fazem falta à democracia”, apontando o dedo acusatório ao atual executivo camarário liderado por Luís Gomes. “Vila Real de Santo António vive em compadrio, com uma dívida monstruosa e sem património – que foi vendido ao desbarato”. Célia Paz apontou David Murta como “jovem capaz, trabalhador, honesto, com conhecimento na gestão e devoto à causa pública”. «David Murta, Um novo rumo» é o slogan desta campanha apoiada também pelo presidente da federação António Eusébio. “Ele é o melhor candidato que o PS poderia ter para Vila Real de Santo António”, afirmou o também presidente da câmara municipal de São Brás de Alportel. O líder regional do PS lembrou as dificuldades da conjuntura atual e frisou “que não virão tempos melho-

pessoas, como é o caso da habitação social”, acusando que a este nível “nada foi feito”.

Candidatura elaborada sob auscultação popular: 4 eixos de atuação

Candidato do PS vai auscultar a população para criar programa eleitoral res, pelo contrário”, reportando a Lei das Finanças Locais “que vai trazer um corte de 25% das verbas canalizadas para a autarquia”, sublinhou, dizendo que “com a coragem e políticas novas desta equipa liderada por David Murta é possível mudar o rumo de Vila Real”.

Campanha “construtiva, positiva e serena”

Por seu lado, David Murta garante que vai levar a cabo “uma campanha construtiva, positiva e serena”. Admitindo que “os tempos não são fáceis” e que “o PS não vai deixar de assumir as suas responsabilidades” o candidato quer “ouvir os cidadãos, as instituições e as empresas para quem se destina o projeto autárquico”. Criticou “as promessas do atual executivo que mexem com os sentimentos das

O candidato explicou que o programa autárquico vai ser construído através de uma auscultação à população. Reuniões regulares que já terão tido início passarão por uma maior proximidade com os munícipes, empresas e instituições várias. A atividade económica, as infraestruturas e equipamentos, bem como as políticas sociais e apoio às coletividades são os quatro eixos de atuação a partir do qual David Murta vai construir o seu projeto autárquico. “120 milhões de euros de dívida em sete anos é hediondo”, acusa o socialista, dizendo que a economia de VRSA “está hipotecada para os próximos 30/40 anos”, lembrando que “o PS sempre chamou a atenção do executivo, mas nunca foi tido em conta”. Acusa também o atual executivo de responsabilidade sobre o desemprego “galopante” e aponta o dedo a “uma taxa de execução do QREN [fundos comunitários] baixíssima”. David Murta considera urgente criar um Gabinete de Apoio

ao Empresário. “Os nosso empresários estão estrangulados pelas dívidas contraídas pelo engenheiro Luís Gomes”. Na ótica das infraestruturas e equipamentos David Murta reclama para “o PS a nível local e nacional a responsabilidade na construção da maior parte dos equipamentos” em VRSA. “Em oito anos nada foi feito em relação ao desassoreamento do Guadiana, à reabilitação dos bairros sociais, aos esgotos escoados para o rio às piscinas municipais, ao pavilhão multiusos, ao mercado de Monte Gordo, ao nó da Via do Infante. Em quatro anos nada foi feito em relação à habitação social e veja-se onde se permitiu chegar em relação à escola secundária”, discriminou David Murta que quer trabalhar “em concertação com a comunidade, nomeadamente com as coletividades locais que atravessam momentos muito difíceis”, afirma. No que diz respeito à empresa municipal SGU, David Murta garante que não está contra a existência desta estrutura, mas afiança que necessita de “uma boa gestão e melhor aproveitamento dos recursos existentes”. No que diz respeito à agricultura o PS prepara-se para apresentar um projeto para as localidades de Hortas e Vila Nova de Cacela. “É a nossa hora, acreditemos que é possível”, aclamou o socialista.

Candidato do PSD em Alcoutim aposta na ação social e na criação de emprego José Carlos Pereira, atual vice-presidente da câmara municipal de Alcoutim é o candidato do PSD local às autárquicas. O atual numero dois de Francisco Amaral avança com “um projeto de continuidade, com prioridades dirigidas para a ação social e para a criação de emprego”, lembrando que integra uma equipa há já 16 anos, cujo projeto implementado “ainda não está terminado. Muito foi feito, mas muito ainda há por fazer. Essa é uma das razões por que sou candidato à Câmara de Alcoutim”, afirmou José Carlos Pereira à agência Lusa. O autarca acredita que é possível criar uma “economia mais forte, mais justa e criadora de mais emprego”, acreditando em “um caminho de sucesso no concelho, onde cada vez valha mais a pena viver”. José Carlos Pereira, que entrou na autarquia em 1998 como adjunto do presidente e passou a vereador eleito no ano seguinte,

disse que a câmara tem também sido “pioneira num conjunto de iniciativas nas áreas da ação social, saúde, educação ou cultura” e vem promovendo a “qualidade de vida das populações com investimento no saneamento básico, rede viária, habitação, desporto ou turismo”. “Em termos de gestão financeira somos uma referência nacional, temos feito uma gestão séria e responsável, somos dos municípios com menor endividamento líquido e somos referência em termos de contenção orçamental e estabilidade financeira”, destacou. José Carlos Pereira, que preside à concelhia social-democrata de Alcoutim, frisou que, apesar da crise, que o município também sente, a “câmara tem estabilidade financeira e recursos para poder continuar o trabalho que tem sido feito”. “Queremos continuar a promover o crescimento económico,

José Carlos Pereira, atual vice-presidente da câmara municipal de Alcoutim é o candidato do PSD local às autárquicas

criando mais riqueza, e esta é uma prioridade, com o objetivo claro de, a curto prazo, criar mais emprego”, considerou. O candidato do PSD alcoutenejo às autárquicas deste ano prometeu uma aposta forte na construção de lares e de uma unidade de cuidados continuados caso vença as eleições num dos concelhos mais desertificados do país. “Vamos apostar seriamente em infraestruturas sociais e de saúde, estou a falar de lares e de uma unidade de cuidados continuados. É a forma que temos de, mais urgentemente e a curto prazo, criarmos emprego. Cada lar emprega entre 25 e 30 pessoas”, afiançou. José Carlos Pereira recordou que, no início deste mandato, a câmara se propôs a construir quatro lares, o que representa, segundo o candidato, “à volta de 100 postos de trabalho”.


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LO CAL  Castro Marim

Tertúlia sobre as mulheres deste século pôs a nu evolução e fragilidades No passado dia 8 de Março a biblioteca municipal de Castro Marim recebeu uma tertúlia subordinada ao tema «Mulheres do Século XXI – o papel da mulher na sociedade atual». A organização foi da câmara municipal local. Cerca de 70 pessoas, de ambos os sexos (embora sendo a maioria mulheres) marcaram presença para ouvir falar sobre a mulher em toda a sua condição. Foram convidadas para a tertúlia quatro nomes bem conhecidos da comunidade, sendo quatro mulheres com papel ativo na sociedade. Isabel Soares, administradora delegada da empresa Águas do Algarve; Elsa Cordeiro, deputada na Assembleia da República; Nélia Mateus, presidente da Junta de Freguesia de Altura, em Castro Marim, e Rita Pires, professora e membro executivo da Junta de Freguesia de Vila Real de Santo António. A moderar também uma mulher, desta feita a jornalista castromarinense Almerinda Romeira. O proposto foi refletir abertamente acerca do papel social e profissional da mulher nas transformações ocorridas no mundo, a sua emancipação e a conquista de lugares de decisão, seja na economia, na política, na ciência ou no conhecimento. Questionadas sobre o papel da mulher na sociedade atual Isabel Soares realçou a sua posição quanto à lei da paridade, sendo que se opõe a este mecanismo que obriga à contemplação de 33% de mulheres nas listas políticas. A ex-presidente da camara municipal de Silves é da opinião que as mulheres devem ser destacadas politicamente pelo seu real valor. A deputada Elsa Cordeiro lembrou que a lei da paridade é “uma lei de género, não foi feita para as mulheres”, considerando que “é um erro continuar a pensar que esta lei é para as mulheres”. A percentagem de mulheres na maioria dos parlamen-

Romeira moderou A moderar esta tertúlia esteve a jornalista Almerinda Romeira. Esta castromarinense lembrou que algumas das conquistas das mulheres em termos legislativos durante a I República foram perdidas no período do Estado Novo. A ditadura de Salazar “representou um retrocesso”, disse, lembrando que a situação mudou após a Revolução de 1974. “Só em 1976 foi abolido o direito de o marido abrir acorrespondência da mulher e apenas em 1978 a mulher casada deixou de ter um estatuto de dependência para ter um estatuto de igualdade”, recordou a jornalista, sublinhando que “avançou-se muito, mas uma coisa são as leis e outra é a realidade da vida”. Almerinda Romeira tem 52 anos e é jornalista do jornal Económico «Oje», desde 2008, depois de ter passado pelo Correio da Manhã e «A Capital». É autora do conto «A Estrela do Avô» - da antologia «50 Histórias de Quem Foi Criança» e recentemente publicou o livro com o título «Portugal Entre Gerações».

Quatro mulheres convidadas a debater o papel feminino na sociedade Almerinda Romeira moderou o debate tos dos países da Europa “é de 20 por Soares, perante esta conjuntura família”. Do seu ponto de vista um cento. Em Portugal é ligeiramente global, a mulher receia, mais do que desafio de relevo que as mulheres superior”, destacou Elsa Cordeiro. tudo, “a questão do desemprego”. A enfrentam é “ter mais tempo para Por sua vez Nélia Mateus conside- deputada à Assembleia da República, os filhos”. A docente garante que rou que as mulheres “já mostraram Elsa Cordeiro, recorda que os desafios observa com regularidade “muitas que são capazes de exercer funções do secúlo XXI nos países europeus famílias com muitas dificuldades em diversas áreas”, considerando passa pela “educação, participação para acompanhar os filhos”, preoque “esta mistura entre homens e pública e mercado de trabalho”. Na cupada com esta realidade a docente mulheres é muito mais produtiva. sua opinião a autarca de Altura, insiste que “é importante olhar para Cada um tem as suas características Nélia Mateus, instigue as mulheres isto como um desafio muito sério”. e sensibilidades”. Por sua vez, a pro- a ousarem mais, a arriscarem mais fessora Rita Pires frisou o facto de e a deixarem de lado “a ideia de que Jornalista Almerinda que “há mais mulheres a entrar para muitas das oportunidades existentes as universidades”, estando expec- na sociedade existem apenas para os tante em conhecer uma sociedade de homens”. Rita Pires preferiu lembrar futuro onde haverá mais mulheres o papel importante que a mulher tem qualificadas do que homens. no seio familiar e que cada vez mais A violência contra as mulheres esteve também em destaque neste encontro que durou cerca de duas horas. E onde também foi referido que nos é partilhado pelo homem. “Há cada países menos desenvolvidos o grande desafio é a educação. Quanto mais as Quais os desafios que vez mais homens a executar tarefas se colocam à mulher no que antes eram apenas femininas”, mulheres entrarem para a escola e estudarem, mais capacitadas vão ficar século XXI? destacou a docente, que não quis, para o mercado de trabalho. Em Portugal a percentagem de mulheres que no entanto, deixar de recordar que ocupa cargos nos conselhos de administração de grandes empresas em As mulheres do século em que ainda são as mulheres que mantém Portugal é de 6 por cento, muito inferior à realidade do resto da Europa. nos encontramos têm de enfrentar a maioria das tarefas de gestão famiEm Portugal, as mulheres têm que trabalhar, em média, mais 65 dias por os graves problemas económicos liar, e ainda são “mais as mulheres ano para receber o mesmo do que os homens. da Europa, sendo que para Isabel que têm que cuidar dos idosos da

Dia da Mulher assinalado em Odeleite No passado dia 8 de Março a Associação de Bem-Estar Social da Freguesia de Odeleite com o apoio da Junta de Freguesia local e câmara municipal levaram a cabo uma iniciativa que teve como grande objetivo mimar as senhoras de Odeleite. A surpresa foi um tratamento cabeleireiro gratuito. Aderiram à iniciativa cerca de 15 senhoras que aproveitaram o mimo para naquele dia ficarem mais belas. Foi o caso da senhora Fernanda Gonçalves de 88 anos (os 89 serão cumpridos a 8 de Junho!) que lavou e penteou o seu cabelo e

que com uma simpatia que lhe caracteriza mostrou-se agradecida pela iniciativa. Costuma “ir ao cabeleireiro de três em três meses” e assim evita uma deslocação até à vila porque o cabeleireiro foi até Odeleite. Mas o dia naquela aldeia não ficou por ali. No local onde teve lugar o tratamento de cabeleireiro as senhoras tiveram um direito a um lanchinho. As entidades promotoras encarregaram-se também de oferecer flores às senhoras e à noite teve lugar um tradicional baile da Pinha.

Mimos um pouco por todo o lado O Dia da Mulher caracterizou-se por dar lugar a mimos um pouco por todo o Baixo Guadiana e de género variado. À sede do Jornal do Baixo Guadiana, na associação Odiana, chegaram flores oferecidas pela Junta de Freguesia de Castro Marim, bem como uma flor em artesanato urbano e uma resenha histórica acerca do «Dia Internacional da Mulher» oferecidas pela Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim. As senhoras agradecem!

Uma dezena de senhoras aderiu à iniciativa de estética


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LOCA L  VRSA

Curso de competências parentais deixa saudades a formandos Decorreu em Vila Real de Santo António entre 26 de Fevereiro e 26 de Março a terceira edição do curso «Desenvolvimento de Competências Parentais». Tratou-se de uma parceria de várias instituições do concelho que se pretende que seja útil para dotar de mais ferramentais educativas os pais que estão sinalizados. Os formandos consideram que cursos como estes nunca são demais O JBG teve a possibilidade de assistir à sessão de encerramento da terceira edição do curso «Desenvolvimento de Competências Parentais» que desta vez decorreu na biblioteca municipal de Vila Real de Santo António. No total a iniciativa decorreu ao longo de 11 sessões, em que cada uma durou duas horas. Muitas são as problemáticas que envolvem as famílias no que toca ao processo educativo dos mais pequenos. Os pais que integraram este curso estão sinalizados por dificuldades várias e quis o conjunto de entidades envolvidas na produção do curso ajudar estes pais e mães que, para além da aquisição de competências, quiseram de forma aberta partilhar experiências de vida, angústias e conhecimento. Este terá sido mesmo a edição do curso onde o grupo foi mais coeso e de maior entrega. Nenhum membro faltou às sessões e em todas o debate foi intenso e o esforço meritório para não deixar escapar nenhuma informação importante.

Educação: um percurso com altos e baixos O maior objetivo deste curso foi dotar os formandos de mais ferramentas para ultrapassarem dificuldades com que se deparam na educação dos seus filhos. Através do módulo «Estilos Educativos» uma das mães que deu o seu testemunho ao JBG recolheu ensinamentos sobre qual a melhor forma de comunicar com o seu filho mais velhos, bem como estabelecer uma relação mais próxima com os seus problemas na escola. Tal como nos explicou, a criança de 13 anos é vítima de “gozos por parte dos colegas na escola”. O bullying de que é alvo está a fazer com que tenha uma elevada taxa de absentismo escolar. No sétimo ano conta com oito negativas e até “que ele não é mau aluno, pois gosta de estudar”, mas “foge dos colegas e por isso não quer ir às aulas”, conta. Mãe também de uma criança de 4 anos garante que o curso foi “bastante importante para gerir melhor o dinheiro todos os meses”. Aqui o módulo «Economia Doméstica» foi determinante para dar algumas dicas acerca da temática, mostrando que “apesar de ser muito difícil ainda se

pode poupar em algumas coisas”. Para esta formanda “toda a formação foi importante”, destacando, igualmente, o módulo que focou a sexualidade. José Ramos é pai de cinco filhos, em que o mais velho tem 15 anos e o mais novo 16 meses. De etnia cigana garante que o mais difícil passa por controlar a rebeldia dos filhos, mas a qual associa também “ao estilo de vida”. Gostava de “ter uma casinha, pois viver numa barraca sem água nem luz torna as crianças revoltadas e isso não é nada bom”. Este pai quer “dar a melhor educação” aos filhos e por isso considerou que o curso de desenvolvimento de competências parentais “foi bastante útil”. Permitir que os filhos cresçam de uma forma

No total participaram 15 formandos num curso feito de parcerias de entidades de VRSA

equilibrada é o seu objetivo de vida. “Quero que estudem para terem um futuro melhor”, diz-nos João Ramos que teve oportunidade de aprender a ler e a escrever, tal como a sua mulher, já na idade adulta.

Ferramentas para uma vida melhor A vereadora da ação social da câmara municipal de Vila Real de Santo António, Sílvia Madeira, regozijou-se pela forma como decorreu a terceira edição deste curso. “A entrega dos formandos permitiu que o curso corresse muito bem”, salientou, dando conta das alterações introduzidas. “Antes o curso era ministrado no projeto «Escolhas

Vivas» e agora decorreu na biblioteca que é um sítio mais familiar aos formandos e também conseguimos na parceria estabelecida assegurar a animação dos filhos dos formandos que assim estiveram ocupados de uma forma lúdica e didática na biblioteca”. A vereadora referiu ainda que “este curso é importante pelo facto de permitir conhecer melhor a realidade das famílias”. Cursos como estes vão ter continuidade em Vila Real de Santo António. Essa é a convicção da parceria.

Parceria deu origem ao curso O curso de desenvolvimento de

competências parentais foi organizado pela Câmara Municipal, Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, Projeto Escolhas Vivas, Instituto de Segurança Social – Equipa do Protocolo do Rendimento Social de Inserção e Agrupamento de Centros de Saúde do Sotavento (ACES) e abrangeu áreas como Economia Doméstica, Alimentação Saudável, Violência Doméstica, Internet Segura - nível 1 e 2, Estilos Educativos, Vigilância de Saúde Infantil, Sexualidade, Prevenção de Comportamentos Aditivos e Família e Sucesso Escolar. A população destinatária deste curso são famílias que, de algum modo, são acompanhadas por estas instituições.


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“O Teatro em Alcoutim é um instrumento de desenvolvimento social” Susana H. de Sousa

Francisco Braz é responsável há três anos pelo Teatro Experimental de Alcoutim (TEA); uma aposta cultural da câmara municipal local. O grupo conta atualmente com 12 elementos e prepara-se para estrear duas peças, uma delas infanto-juvenil, embora encenada de modo a ser apetecível para o público de todas as idades. É ao público que Francisco Braz dispensa mais atenção e energias. É para ele que trabalha, é a ele que forma e é dele que espera o retorno dos projetos levados à cena. Este grupo existe não apenas pela arte em si mesma, mas com a função social de tornar esta expressão artística um instrumento de desenvolvimento do concelho.

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Jornal do Baixo Guadiana: O Teatro Experimental de Alcoutim prepara-se para estrear não uma, mas duas peças em breve. Promete agitar a vida cultural do concelho… Francisco Braz: Exatamente. São duas peças; uma infanto-juvenil que se chama «Era uma vez um dragão» - de António Manuel Couto Viana. Trata-se de uma peça muito divertida que eu representei imenso quando me estreei no teatro…! Estreamos em meados de Abril e entre Maio e Junho faremos uma digressão pelas escolas, infantários, instituições de apoio à terceira idade e montes. JBG: E do trata esta peça? FB: É uma peça com três personagens. Uma é o «Catrapaz», um fanfarrão; outro é o «Catrapiz», um mentiroso e também há o «Catrapuz», que é a consciência daqueles dois! A moral desta história é que não se deve mentir. Foca também temas atuais como o bullying e promove a aceitação entre as pessoas e as suas diferenças. Nesta peça temos dois apresentadores. A encenação que preparei está adaptada à realidade dos dias de hoje, nomeadamente através de uma música rap, o cenário é um parque de campismo. As roupas são também dos dias de hoje… Houve uma adaptação desta peça que é dos anos 60 [do século XX]. Do princípio ao fim as falas são em verso, o que a torna mais engraçada! Posso adiantar que é uma peça que tem ingredientes que vão agradar aos públicos de todas as idades. JBG: A outra peça «Monte Demo» estava prevista estrear há precisamente um ano, de acordo com o que nos avançou na altura... FB: Estava previsto, mas o facto de sermos um grupo amador significa que os elementos fazem isto por gosto, mas no seu tempo livre e depois do trabalho... Acontece que tivemos elementos que saíram, por razões várias, outros entraram; o que não permitiu concretizar o projeto nas datas previstas. Mas agora estamos em condições de apresentar

“Para além de formarmos o público, e de proporcionar momentos de prazer e alegria aos elementos do grupo é extraordinária a aceitação

que temos tido em Alcoutim

esta peça. JBG: Com quantos elementos conta o TEA neste momento? FB: Somos 12 elementos. JBG: A equipa consegue ser plural e multifacetada? FB: Claro que sim; aliás é isso que se pretende. Nem todos os elementos gostam de interpretar personagens, tendo apetências várias como na área das tecnologias, do cenário, guarda-roupa... Numa estrutura amadora todos fazem tudo e isso é muito importante. Há um sentido de coletivo muito grande o que torna este projeto em algo muito saudável porque envolve a solidariedade, a entreajuda, a partilha. JBG: Não deve ser fácil gerir um grupo que tem passado por várias mutações!? FB: Não é, de facto, mas o que posso dizer é que os que agora estão, estão de pedra e cal. Eu costumo dizer que a difiuldade destes projetos é manter; temos de lutar contra as adversidades inerentes a um grupo amador. O TEA tem vivido como um grupo em autoformação. E a verdade é que não podemos estar presos ao calendário. Conseguimos esticar o «Auto das Pinduronas» que esteve em digressão dois anos! O mais importante é que o que é feito

seja-o com diversão e alegria. É o caso desta peça que foi bastante aceite pelo público, precisamente, porque transparece essa alegria. JBG: Um dos objetivos do TEA é contribuir para dias mais enriquecidos deste público alcoutenejo. ... Isso passa pela diversão?! FB: Também. Há um compromisso com este público porque em Alcoutim têm muito pouco, pois vive-se um isolamento intenso que apenas é contrariado pela televisão e pela conversa de café... O que damos ao nosso público é alegria, confraternização e quebras na rotina solitária. E temos tido uma excelente aceitação. JBG: Têm várias apresentações ao longo do ano, participando nos eventos locais. Já marcam a esfera cultural do concelho... FB: Essa tem sido uma forma ótima para mostrarmos o nosso trabalho e estarmos junto da comunidade. Participamos na animação da Praça às quartas-feiras à noite, integrámos o desfile etnográfico no Dia do Município; representámos no projeto «Cinema em Movimento» também. JBG: E quando saem fora do concelho onde costumam

apresentar o vosso trabalho? FB: Já participámos no Festival de Teatro de Vila Real de Santo António, vamos também a sociedades recreativas, como é o caso do Campesino, no Monte Francisco [concelho de Castro Marim] de onde já nos contactaram para voltarmos. Uma coisa importante é que onde temos ido temos deixado raízes. JBG: Apesar de o TEA trabalhar para o público-alvo de Alcoutim os vossos espetáculos direcionam-se para um público generalista... FB: Sem dúvida que sim. E é muito importante sabermos para que público estamos a trabalhar, de modo a irmos de encontro às suas expectativas. Não podemos dar o que não gostam, o que não percebem, mas também não podemos oferecer peças de fasquia baixa. Claro que o público também se educa e é essa formação que temos levado a cabo aqui em Alcoutim. JBG: Produz as peças de modo a que a encenação aproxime o trabalho das pessoas? FB: Se trabalhamos para a diversão e entendimento das pessoas significa que recorremos a uma linguagem o mais adaptada possí-

vel a estas pessoas. O sucesso do «Auto das Pinduronas» teve que ver com o facto de ser uma história que aborda temas comuns, onde as personagens representam pessoas comuns em que o público se revê ou de algum modo conhece alguém semelhante. Essa é a virtude do teatro de Gil Vicente [século XVI] que criou um estilo a pensar no povo; que abordou o povo, a sua história, cultura e quotidiano. JBG: E para além do «Auto das Pinduronas» [uma adaptação do «Auto da Índia] tem previsto mais adaptações do teatro de Gil Vicente para Alcoutim? FB: Está nos meus horizontes fazer uma montagem do «Auto da Barca do Inferno», que seria representada no rio Guadiana. Já começámos a ensaiar e o objetivo é estrear no Verão. No fundo, a minha ideia é utilizar os recursos existentes como palco para os espetáculos. Em carteira está também a tragédia de Inês de Castro que seria representada no castelo. Enquanto não houver em Alcoutim uma estrutrura para receber as peças de teatro irei recorrer também a estes espaços disponíveis. JBG: Está em Alcoutim há três anos, como vê hoje a opção de apostar na vida cultural local? FB: Olhe, não estou nem desiludido nem muito ansioso em relação ao projeto TEA. É preciso ter serenidade para resolver contratempos e caminharmos sempre em prol de uma integridade plena na comunidade. JBG: E como avalia a recetividade que o TEA tem atualmente na comunidade alcouteneja? FB: Tem sido fabulosa e essa é a parte mais gratificante de todo o projeto. Para além de formarmos o público e de proporcionar momentos de prazer e alegria aos elementos do grupo, é extraordinária a aceitação que temos tido. As pessoas reconhecem e valorizam a dedicação da nossa equipa, elogiam-nos


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constantemente. É muito bom! JBG: E como é que se consegue colocar uma equipa de amadores do teatro a trabalhar com o brio e rigor profissionais? FB: A minha grande preocupação é que os que participam neste projeto saibam o que estão a fazer e ganhem confiança na sua prestação. E essa é uma preocupação que vem de trás; de um projeto que eu levei a cabo ao longo de 21 anos com um grupo de teatro exclusivamente constituído por pessoas com deficiência. O TEA é muito heterogéneo. Temos pessoas de variadas formações e de faixas etárias diversas. Fazem isto por amor e a título voluntário. A eles cabe ter a vontade e a mim dirigi-los da melhor maneira. Costumo dizer que no teatro não há democracia porque quem dirige é quem decide! (risos). No trabalho artístico como o teatro tem de se trabalhar no coletivo, não podendo sobressair o individual e só o diretor artístico é que pode fazer esse trabalho, pois é quem melhor conhece o material humano de que dispõe. JBG: E qual tem sido a entrega dos seus pupilos em Alcoutim?! FB: Tem sido enorme. O que lhes digo é que apesar de sermos um grupo amador temos de incutir no nosso trabalho uma postura profissional. JBG: Considera que passados três anos o público em Alcoutim está mais formado para o teatro? FB: Ainda é cedo para dizer isso... O que posso afiançar é que há uma grande generosidade do público que reconhece o trabalho que desenvolvemos. JBG: Este agora é o seu público, mas a verdade é que esta é desde sempre a sua terra! Nasceu nas Cortes Pereiras de onde saiu com apenas um ano de idade. Voltar às origens como acontece? FB: Eu reformei-me da formação e ao nível da representação há cada vez menos trabalho em Lisboa. Eu movo-me tanto no teatro, como na televisão e cinema, mas a crise é muito grande, sem dúvida. O último trabalho que fiz em televisão foi uma participação especial na série «Morangos com Açucar». As produtoras estão a cortar bastante nas contratações, e por conseguinte isso nota-se na qualidade das produções. Em detrimento dos profissionais estão a recorrer a amadores, sem experiência, que não cobram os mesmos valores. Eu tenho um mínimo que cobro pelo meu trabalho e não posso baixar a fasquia porque sou profissional da representação e esse é o meu sustento. JBG: Começou há 37 anos e passou por todos os estilos de representação. O que diferencia mais outros tempos da atualidade na área da representação? FB: A grande diferença são os valores que norteiam esta profissão em que não existe a valorização do ator com formação e/ou experiência. Facilmente se troca um ator experiente por uma pessoa sem conhecimento; ou porque é famosa do grande público ou até porque quase trabalha de graça. Sempre se ganhou mal no teatro; o grande

suporte dos atores foi sempre a televisão, o cinema e a publicidade, por exemplo. Mas atualmente a situação está mesmo decadente. JBG: O que costuma dizer aos que ambicionam seguir a área da representação? FB: Digo que se formem e não se iludam com a fama e o sucesso fácil. Nada surge de geração espontânea; tem de haver muito trabalho e dedicação. JBG: A par da sua carreira de ator esteve sempre a de formador, esta última, precisamente, para assegurar o sustento. Algo improvável surgiu na sua vida quando teve oportunidade de iniciar formação a um grupo de teatro de pessoas com Síndrome de Down. A direção artística do grupo de teatro da Crinabel é um dos maiores marcos da sua carreira? FB: Sem dúvida que sim. Durou 21 anos, mas ainda hoje faz parte da minha vida. Corremos mundo com um grupo de cerca de 12 pessoas portadoras de deficiência e que mostraram todo o seu valor. JBG: O que conseguiu fazer neste grupo? FB: Conseguíamos levar à cena até duas produções por ano. Corremos o mundo. Cada espetáculo era um passo a mais na integração daquelas pessoas. JBG: Sentiu-se reconhecido pelo trabalho que desenvolveu junto dessas pessoas? FB: Ah sim, muito! Este projeto foi o livro que não escrevi, o monumento que não construí... marcou-me para toda a vida. Sem veleidade nenhuma digo-lhe que considero que consegui fazer muito por pessoas com Síndrome de Down; pela sua integração. Foi comigo que houve pessoas com esta deficiência a integrarem elencos em televisão e cinema. Um deles ganhou o prémio de melhor ator no Festival de Montereal pela sua prestação do filme «A Outra Margem», de Luís Filipe

Rocha [Francisco Braz foi responsável pela direção artística do ator neste filme]. JBG: E quais as características fundamentais para dirigir um grupo de teatro constituído exclusivament por pessoas com Síndrome de Down? FB: Persistência e muita dedicação. Simultaneamente uma grande auto-disciplina, até porque mantive sempre a minha profissão enquanto ator. Depois uma grande vontade em partilhar afetos, porque estas pessoas têm muito para dar; e não nos devemos esquecer disso. JBG: Teve uma vida muito preenchida sempre ligada à representação. Agora está fixado em Alcoutim. Como olha para a realidade deste concelho? FB: Há muito para continuar a fazer. É preciso agitar os agentes culturais de modo a não deixar estagnar o desenvolvimento a este nível. É preciso continuar a lutar contra o isolamento. O investimento que a edilidade tem feito no TEA está a ter resultados muito gratificantes e é preciso continuar a trilhar este caminho. Sinto-me muito acarinhado por cá e por isso desejo continuar com este projeto durante muito tempo. JBG: Para além do teatro, que outras atividades desenvolve por cá? FB: Apesar de estar aqui mais tempo desloco-me com frequência a Lisboa, mas cada vez que lá vou já me faz confusão aquele corropio! Por cá tenho a serenidade que gosto e que me dá espaço fazer caminhadas e para escrever. Dedico-me muito à escrita e quem sabe um dia não torno público os meus contos e a minha poesia...!

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LOCAL  Apresentada a 27 de Fevereiro

«Um Outro Algarve...» em prol do Turismo de Natureza O projeto PRODER «Um Outro Algarve…» uniu os Grupos de Ação Local (GAL) do Algarve e os 16 municípios da região. O objetivo é reforçar a projeção do Turismo de Natureza no território algarvio. Foi apresentada na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) a imagem regional para o Turismo de Natureza. Este ato teve lugar por ocasião de inauguração do certame, a 27 de Fevereiro, no stand do Turismo do Algarve. Trata-se de um dos primeiros resultados públicos da Cooperação entre os Grupos de Acção Local (GAL) do Algarve, dinamizados pelas associações «Vicentina», «In loco» e «Terras do Baixo Guadiana» e envolvendo a totalidade dos municípios do Algarve, no âmbito do projecto PRODER «Um outro Algarve…». O objetivo deste projeto é ambi-

cioso porque prevê a criação de uma estratégia regional para o Turismo de Natureza, articulando e integrando as iniciativas empresariais, autarquias e organizações sectoriais.

«Carta de qualidade» Este acordo prevê a avaliação de potencial das principais tipologias de potencialiades do território e criação de uma marca de qualidade que confira coerência e confiança mas que assegure a diversidade territorial e sectorial. Nesta lista estão os percursos

pedestres, paisagens e locais de elevada qualidade ambiental e cultural, produtos locais genuínos e de qualidade e atividades e serviços de apoio (restauração, animação turística, alojamento). Está prevista a criação de uma «Carta de Qualidade» que, por sua vez, vai balizar os critérios de qualidade para cada tipologia de recurso. Em curso está também a promoção interna e externa das Rotas&Produtos «Puro Algarve». O sítio da internet de cada entidade promotora tem informações disponíveis acerca deste projeto.

Nasceu o projeto «Um outro Algarve...» para fomentar turismo de natureza

Produtos tradicionais cativaram visitantes na «Feira Pão Quente e Queijo Fresco» A «casa» esteve cheia na aldeia de Vaqueiros, a 10 de Março, durante a 15ª edição da Feira do Pão Quente e Queijo Fresco, um dos eventos promotores dos produtos alcoutenejos. O pão cozido no decorrer da feira e o queijo fresco foram reis do evento, mas as outras iguarias tradicionais, como os doces e os enchidos, atraem, ano após ano, mais visitantes a esta aldeia do concelho de Alcoutim. Só durante a manhã, o evento

recebeu cerca de 400 pessoas, participantes na marcha-passeio regional. Com a gastronomia e o artesanato, também presente no certame, houve animação musical, com os grupos «Bailasons» e «Banza», que prolongou o convívio até ao cair do dia. A Feira do Pão Quente e Queijo Fresco é uma iniciativa da Junta de Freguesia de Vaqueiros, organizada com o apoio da Associação “A Moira” e da Câmara Municipal de Alcoutim.

Dia Aberto no Sapal de Castro Marim

Peddy paper invade Alta Mora

O ICNB, através da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António está a organizar um «Dia Aberto» destinado aos residentes, coletividades locais e visitantes, com o objetivo de promover a valorização e fruição destes espaços e dar a conhecer os valores naturais a elas associadas. Esta iniciativa, realizar-se no dia 6 de abril na Sede do Centro Interpretativo desta Área Protegida, entre as 14h e as 20h e conta com um leque muito diversificado de atividades disponíveis ao público, incluindo comes e bebes e espectáculos musicais. Vai ter lugar a realização de uma exposição de fotografia, resultante do final do Curso de «Iniciação à Fotografia da Natureza», promovido pela Associação Odiana e ministrada pelo fotógrafo Agostinho Gomes.

A Associação Recreativa Cultural e Desportiva dos Amigos de Alta Mora (ARCDA) está a preparar mais uma iniciativa. É já a 14 de Abril que vai ter lugar a 10.ª edição do Peddy Paper «Cumeada de Alta Mora». O número de inscrições está limitado às 40 equipas, que deverão ter no mínimo quatro elementos e no máximo seis. O valor da inscrição é de 13 «pegadas» por participante e inclui t-shirt, seguro, abastecimento de líquidos, almoço, lembranças e prémios para as cinco primeiras equipas. Para as crianças dos 6 aos 12 anos a inscrição é de 10 pegadas. O ponto de encontro está marcado para as 9 horas da manhã na localidade de Corte Pequena, junto ao Café Romeira. As inscrições podem ser feitas até 10 de Abril. Para mais informações estão disponíveis os contactos www.arcdaa.com, 965284657 ou e-mail: arcdaa@gmail.pt

Certame vai já na 15.ª edição

Convívio juntou amigos «PróFuturo de Alcoutim» Decorreu no dia 16 de Março uma actividade do grupo “Amigos p’ró futuro de Alcoutim”, que para além do almoço incluiu uma apresentação do Projeto Alcoutim e uma visita ao castelo de Alcoutim. As intervenções começaram com as palavras de Carlos Brito, um dos principais responsáveis pelo grupo, que referiu a importância do encontro e da preocupação por todos os assuntos que dizem respeito ao concelho. Seguidamente passou a palavra ao Presidente da Câmara de Alcoutim, que valorizou o papel das associações no concelho destacando algumas delas. Disse que é importante trazer mais jovens para Alcoutim, mas que lamenta por exemplo que jovens profissionais da GNR ou enfermeiros naturais do concelho vão trabalhar noutras localidades e não mostrem interesse em ficar na terra que os viu nascer. Seguidamente um elemento do grupo, Cristina Ahrens, salientou o abaixo-assinado contra o encerramento dos Correios de Alcoutim, um Workshop sobre Literatura Portuguesa com a escritora Teresa Rita Lopes e um Seminário “Pró Futuro de Alcoutim” realizado no Guadiana River Hotel em finais de 2012. A seguir deu-se a intervenção de António Covas, professor universitário e coordenador científico do Projeto Alcoutim. Este foi o tema principal do almoço dos “Amigos P’ró Futuro de Alcoutim” e teve a intervenção estimulante do mentor do projeto que explicou a origem do mesmo e as suas preocupações com o desenvolvimento das zonas mais desertificadas do país [ver pag.5].


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D ESEN VO LVIMEN TO

Junta de Andaluzia vai apoiar Eurocidade Ayamonte – Vila Real Santo António Os autarcas de Vila Real de Santo António e de Ayamonte querem integrar a recém-criada Eurocidade Ayamonte – Vila Real de Santo António nos projetos elegíveis do Quadro de Referência Estratégica Nacional 2014-2020, dando seguimento às metas do Plano Estratégico de Cooperação Transfronteiriça Andaluzia-Algarve-Alentejo. Para conseguir este objetivo, os presidentes dos dois municípios do Guadiana reuniram-se em meados de Março em Ayamonte (Espanha), com a Conselheira da Presidência e Igualdade da Junta da Andaluzia, Susana Díaz, que se comprometeu a desenvolver esforços «para conduzir ao êxito» todos os projetos da Eurocidade. Em calendário já se encontra a celebração do Dia Europeu de Cooperação Transfronteiriça, assinalado a 21 de setembro, estando em carteira a realização de diversos mercados tradicionais no território da Eurocidade. Para o presidente da Câmara

Municipal de Vila Real de Santo António, Luís Gomes, o envolvimento da Junta de Andaluzia mostra “o impacto que a Eurocidade já tem junto das entidades públicas e da população”, tendo o autarca assumido o compromisso de manter contactos com a homóloga Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve. “O projeto Eurocidade representa um universo de 40 mil pessoas e é o exemplo de uma nova política de cooperação e desenvolvimento social e económico. Todos os mecanismos de financiamento que vierem a ser encontrados serão por isso multiplicados pelas duas cidades e pelas regiões do Algarve e de Huelva”, destaca Luís Gomes numa nota de imprensa enviada às redações. Este encontro bilateral foi precedido por reuniões de trabalho com os técnicos das Câmaras Municipais de VRSA e de Ayamonte responsáveis pelas áreas

Conselheira da Presidência e Igualdade da Junta da Andaluzia, Susana Díaz, que se comprometeu a desenvolver esforços para conduzir ao êxito todos os projetos da Eurocidade da cultura, desporto, comércio e turismo, educação, ambiente, entre outras, que manterão sessões de trabalho conjuntas durante os próximos meses. A criação da Eurocidade surge no âmbito do plano de atividades apresentado pelo Presidente da CCDR-Algarve, durante a II Reunião do Conselho da Eurorregião, quando assumiu a presidência da Eurorregião Alentejo-Algarve-

 Fundos comunitários

Algarve recebe mais 75 milhões de euros A região do Algarve vai receber dinheiro comunitário extra num total de 75 milhões de euros. O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDRAlg). A notícia surgiu após uma reunião com a representante da Política Regional da União Europeia (DG Regio), Rosalina Bernon que no início do mês de Março esteve em visita de trabalho ao Algarve, para inteirar-se da situação actual da região e perspectivas futuras, integrada no acompanhamento regular ao Programa Operacional Regional do Algarve (PO Algarve 21). O encontro serviu para apresentar um ponto de situação dos trabalhos e contributos que a CCDR desde o início do ano, está a recolher junto dos mais variados setores para enriquecer o diagnóstico prospetivo da região, no quadro da preparação da próxima

tranche de Fundos Comunitários, para o período 2014 – 2020. «Foi definido para o País um envelope financeiro extra de mil milhões e o Algarve será a única região de Transição em Portugal pelo que poderá ambicionar a um reforço de 75 milhões de euros», revelou David Santos, durante a reunião. Recorde-se que o Algarve era uma região em phasing out, ou seja, estaria excluída agora do grosso dos fundos comunitários. Ao ser atribuída esta classificação a região ganha um fôlego diferente para enfrentar os próximos anos.

Reunião conjunta e

vista a empresas No dia 5 de março Rosalina Bernon reuniu-se em Faro com o presidente da CCDR Algarve, David Santos, entidades públicas e associações empresariais regionais e, no segundo dia visitou projetos financiados por fundos estruturais em Olhão, Tavira, Lagoa e Vila do Bispo. Rosalina Bernon e comitiva, visitaram a empresa Sparos, em Olhão, o Núcleo Museológico Islâmico, a Igreja da Nossa Senhora das Ondas, em Tavira, a Requalificação da Baixa e do Litoral no Carvoeiro, em Lagoa e a visita terminou em Sagres na Fortaleza e no Martinhal Resort.

Andaluzia, a 28 de setembro de 2012, em Sevilha, por um período de dois anos. A Eurocidade Ayamonte – Vila Real de Santo António é um projeto que vai além da cooperação institucional e pretende o fortalecimento da ligação já existente entre os dois municípios, promovendo a convergência económica, social, cultural, turística e ambiental entre as duas cidades.

Marcha lenta em Abril A marcha lenta vai ter lugar na Estrada Nacional 125, entre Faro e Olhão, e embora a data ainda não estivesse definida em fecho de nossa edição, a Comissão de Utentes divulgou, desde logo que seria para finais de Abril e o objetivo é exigir o fim do pagamento das portagens. Num comunicado enviado às redações a Comissão de Utentes da Via do Infante informa que decidiu realizar no final de Abril a marcha lenta após uma reunião em Armação de Pera, no concelho de Silves. A CUVI condena “autênticos crimes que se estão a cometer sobre o Algarve e as suas populações devido à imposição das famigeradas portagens”, lembrando que “em pouco mais de dois meses, desde o início do ano, já se verificaram nas estradas algarvias 13 mortes, onde se inclui cinco atropelamentos mortais em apenas um mês.

Campanha de desobediência civil Além desta medida, os membros da CUVI decidiram na mesma reunião “desenvolver e apelar, a partir de agora, a uma campanha de desobediência civil de todos os utentes e demais população – que se prolongará até e durante o verão – que poderá passar por diversas iniciativas envolvendo a EN 125, a Via do Infante e outras localidades do Algarve”.

NO ALGARVE

NOVA FÁBRICA EM OLHÃO — Uma das novidades do mês de Março é a entrada em laboração de uma nova fábrica de conservas de peixe em Olhão, por iniciativa de um empresário da Figueira da Foz, José Freitas. A empresa Freitas Mar, já instalada na cidade algarvia, utiliza tecnologia de ponta no fabrico da conserva e dá de novo trabalho a uma centena de operárias da antiga fábrica J. A. Pacheco para além de mais vinte novos postos de trabalho. O investimento total é de 5,5 milhões de euros, sendo 2 milhões de fundos comunitários e o resto de compromissos do empresário com a Banca. A empresa produzirá conservas de atum, cavala e sardinha, a maior parte com destino à exportação. PARTOS DIMINUEM — A acompanhar uma tendência nacional, os partos realizados no Algarve, diminuíram de 4.723 para 4.329, entre 2010 e 2011, e para 3.912 em 2012. A maior parte dos observadores explicam esta diminuição da natalidade com a falta de incentivos às famílias, o aumento do desemprego e da estabilidade nos postos de trabalho, que criam incerteza na vida dos casais. IMPLANTE INÉTIDO — O Hospital Particular do Algarve, em Alvor, foi pioneiro, no sector privado, na realização de um implante percutâneo da válvula aórtica. É um procedimento inovador que impede o refluxo do sangue da artéria aorta para o coração (estenose aórtica), sem que o doente tenha de ser submetido a uma cirurgia de coração aberto, sempre muito arriscada. A novidade é principalmente para o sector privado da saúde. Existem já em Portugal quatro hospitais públicos com capacidade de realizar esta cirurgia. Um em cada 15 portugueses com mais de 80 anos sofre de estenose aórtica. ELEIÇÕES NA ACRAL A 5 DE ABRIL — O presidente João Rosado anunciou que vai recorrer da decisão da Assembleia Geral de não aceitar a sua recandidatura ao cargo. João Rosado disse à agência Lusa que o presidente da Assembleia Geral, Álvaro Viegas, que integra a lista do outro candidato, Vítor Guerreiro, decidiu não aceitar a candidatura da lista que encabeçava por, alegadamente, ter dado entrada nos serviços da ACRAL após o prazo definido. A lista de Vítor Guerreio já lamentou que as ilegalidades processuais não permitam a lista de João Rosado de concorrer e sejam o impedimento a que, pela primeira vez, como se desejava, as eleições tivessem mais que uma lista concorrente.

José Cruz


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DESENVOLVI ME N TO

«Perto da

Europa»

Transporte ferroviário: Comissão procura torná-lo mais acessível às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida A Comissão Europeia quer tornar a acessibilidade um requisito essencial para as infraestruturas ferroviárias que venham a ser construídas, modernizadas ou renovadas. Pode assegurar-se a acessibilidade prevenindo a criação de obstáculos ou eliminando os existentes e implementando outras medidas, como a prestação de assistência. As regras aplicam-se à infraestrutura (itinerários livres de obstáculos, sistemas de bilheteira, balcões de informações, instalações sanitárias, meios de informação visuais e sonoros, largura e altura das plataformas, ajudas ao embarque/ desembarque, etc.) e às carruagens (portas, instalações sanitárias, espaços para cadeiras de rodas, prestação de informações, etc.). Ambiente: Que fazer a respeito dos resíduos de plástico? Novo Livro Verde lança reflexão à escala da UE O plástico tornou-se um material imprescindível no nosso mundo moderno. Os plásticos são versáteis e duráveis, mas essa durabilidade pode tornar problemática a sua eliminação. O Livro Verde publicado pela Comissão Europeia visa lançar um debate estruturado sobre o modo de tornar os produtos de plástico mais sustentáveis durante todo o seu ciclo de vida e de reduzir o impacto dos resíduos de plástico no ambiente. Uma vez libertados no ambiente, em especial no meio marinho, os resíduos de plástico podem persistir durante centenas de anos. Anualmente, são lançados cerca de 10 milhões de toneladas de lixo, principalmente de plástico, para todos os oceanos e mares, que assim se tornam o maior vazadouro de plástico do mundo. Na nossa sociedade do desperdício, o plástico é visto, frequentemente, como um material barato e descartável, pelo que a taxa de reciclagem é baixa. Metade dos resíduos de plástico produzidos na Europa é depositada em aterros, mas esta prática deve ser evitada, já que os plásticos podem ter componentes perigosos e a sua eliminação pode originar emissões indesejáveis e resíduos concentrados e poluentes. Produtos farmacêuticos: Novo símbolo para identificar medicamentos que necessitam de monitorização adicional Um triângulo invertido irá em breve constar do folheto interior de determinados medicamentos no mercado da UE, na sequência de um ato jurídico adotado pela Comissão Europeia. O símbolo permitirá que os doentes e os profissionais da saúde identifiquem facilmente os medicamentos sujeitos a monitorização adicional; o seu texto de acompanhamento incentivará a notificação de reações adversas inesperadas através de sistemas nacionais de notificação.

Centro de Informação Europe Direct do Algarve Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional - CCDR Algarve

Rua do Lethes nº 32, 8000-387 Faro tel: (+351) 289 895 272 fax: (+351) 289 895 279 europedirect@ccdr-alg.pt

www.ccdr-alg.pt/europedirect

Todos vamos usar óculos digitais José Cruz Ainda este ano, segundo anúncio já efetuado pelo cofundador da Google, Sergey Brin, vão ser colocados à venda óculos com camara integrada, ligada à Internet. Trata-se de uma inovação futurista, já a causar polémica, porque permite fotografar as pessoas num piscar de olhos, sem que estas se apercebam. O lançamento do produto, de nome “Google Glass”, previsto para 2014, foi antecipado, devido a uma ampla participação no teste experimental. A câmara integrada e o microfone podem ligar-se à Internet através de wi-fi ou bluetooth, exibindo nas lentes pequenos troços retangulares, com informação relevante sobre os lugares onde se encontrar o utilizador.

Durante a conferência, realizada em Los Angeles, com o objetivo “propagar as ideias que valem a pena”, Sergey Brin vangloriou-se das vantagens dos óculos para libertar os clientes dos telemóveis, que classificou como “castradores”, e dos comportamentos antissociais que geram. Estes óculos libertam os olhos e as mãos, nas situações em que queremos estar ligados à Internet fora de casa, anunciou e disse mais: “É por isso que colocamos um écran fora da linha de visão. Se o utilizador colocar um boné, o écran estará na pala e não onde olha, enquanto o som passa através da sua cabeça. No começo parece estranho, mas a pessoa acostuma-se com facilidade”. O dispositivo do Google será comercializado ao público por um

Sergey Brin, com os óculos da Google preço inferior a 1.500 dólares. Este lançamento demonstra que os mundos paralelos em que as grandes corporações da eletrónica e da informática viviam, a Google com a Internet, a Microsoft com os sistemas operativos e a Apple com os seus revolucionários tablets e smartphones, está a ficar mais misturado, procurando cada uma destas empresas abarcar todos os nichos destes mercados. Os óculos da Google é um esforço desta empresa para desenvolver um

óculo de realidade aumentada. Exibem informações na pequena tela de vidro dos óculos, como se fosse um telemóvel, deixando as mãos livres. São comandados por voz ou gestos com os dedos na armação. A interecção com a Internet é feita através de telemóvel com o sistema operativo Android. Necessitam apenas de uma armação de óculos e uma pequena tela de vidro aonde as informações serão projetadas.

Economia

Isenção de IRS na Agricultura, Silvicultura e Pecuária

A coordenadora do recentemente criado movimento «Amigos Prófuturo de Alcoutim» tem discutido e tentado encontrar soluções que facilitem o escoamento e comercialização de produtos agrícolas, diretamente pelos pequenos agricultores. Pensamos nós que a grande dificuldade para a maioria das pessoas é precisamente a parte fiscal, e como tal foi nesse sentido que procurámos encontrar na Lei, algum regime que fosse de fácil aplicação e vantajoso para os pequenos produtores. Assim, o nº. 4º. do Artº. 3º. do Código do IRS, dispõe: “... são excluídos de tributação os rendimentos resultantes de atividades agrícolas, silvícolas e pecuárias quando o valor dos proveitos ou das receitas, isoladamente ou em cumulação com os

rendimentos ilíquidos sujeitos, ainda que isentos, desta ou de outras categorias que devam ser ou tenham sido englobados, não exceda por agregado familiar quatro vezes e meia o valor anual do IAS (Indexante de Apoios Sociais)...”. No ano de 2013 o valor excluído de tributação é de € 22.637,88 (4,5 x 12 x 419,22). No ano de 2012 era de € 26.410,86 (4,5 x 14 x 419,22). Estes valores estão sujeitos a ser alterados pelo Orçamento do Estado. O facto de existirem outro tipo de rendimentos, e não exclusivamente rendimentos de atividades agrícolas, silvícolas e pecuárias, não obsta à aplicação da isenção, desde que naturalmente não se exceda o limite estabelecido. Um exemplo prático. Um agregado familiar com um rendimento anual, de qualquer proveniência, no montante de € 15.000,00, ainda pode beneficiar da isenção de rendimentos da sua atividade agrícola, silvícola ou pecuária no montante de € 7.637,88, não podendo nunca ultrapassar este limite sob pena de ser tributado em IRS pela sua totalidade. Para isto basta o produtor coletar-se como tal no Serviço de Finanças, naturalmente passando fatura

das vendas efetuadas. Quanto ao IVA pode estar isento nos termos do Artº. 53º. do respetivo Código, desde que: • Não tenham nem sejam obrigados a ter contabilidade organizada para efeitos do IRS ou IRC; • Não pratiquem importações, exportações ou actividades conexas com alguma destas operações; • Não exerçam atividades que consistam em transmissões de bens ou prestações de serviços do sector de desperdícios, resíduos e sucatas recicláveis, mencionados no anexo E (sucatas) do CIVA; • Não tenham atingido, no ano civil anterior, um volume de negócios superior a € 10.000,00. No caso que nos importa focar, desde que não ultrapasse uma facturação superior a € 10.000,00 esta isenção está salvaguardada. A Lei diz que “não tenham atingido, no ano civil anterior, um volume de negócios superior a € 10.000,00”. Como no ano inicial não existe o “ano civil anterior” foram criados mecanismos sobre a forma e procedimentos, bem esclarecidos no Of. Circulado Nº. 30138/2012, de 2012-12-27 da Autoridade Tri-

butária e Aduaneira, Direção de Serviços do Iva, que contempla as várias hipóteses. Visto tratar-se de documento de várias páginas não vamos transcrevê-lo. Quanto à faturação a mesma é obrigatória, em fatura simplificada, fatura ou fatura/recibo. Para o caso que focamos a faturação poderá ser feita de forma manual. Também a comunicação mensal à Autoridade Tributária, do total das faturas emitidas, a entregar até ao dia 25 do mês seguinte, poderá ser feita de forma eletrónica ou por declaração em impresso próprio. Com isenção do IVA, em todas as transações, não haverá lugar à cobrança do imposto. Se for consumidor final será emitida fatura simplificada. Sendo comerciante emitirá fatura/recibo. Tais são os esclarecimentos que obtivemos junto das competentes fontes oficiais. Achamos que contém pistas muito importantes para dinamizar a pequena produção agrícola e incentivar a comercialização dos seus produtos, o que também redundará em benefício do consumidor.

José Serafim

Natural de Alcoutim e aposentado da banca


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C ULTUR A  «As três Viagens – livro I»

Filipe Baptista cativa novos leitores Filipe Baptista lançou o primeiro livro de uma triologia. O jovem vilarealense garante que já contribuiu para o surgimento de novos leitores. «A três viagens – Livro I» está a ter uma aceitação “inesperada”. JBG: És um jovem escritor que se iniciou com o lançamento do livro «As três viagens» - Livro I. Mas assumes um compromisso que se traduz numa triologia. Como surgiu esta vontade? Filipe Baptista: Inicialmente o meu plano era escrever um só livro, colocando as três viagens de Telmo numa só obra. Mas ao longo do tempo fui percebendo que seria impossível falar de tantos assuntos, de tantas personagens e de tantas histórias num só livro. Fazer uma triologia tornou-se inevitável. JBG: Na apresentação do teu livro fizeste questão de afirmar que o mesmo é de leitura fácil. Já colocaste não-leitores a ler!? FB: Curiosamente foram os “nãoleitores” os primeiros a terminar de ler o livro. Em menos de uma semana! Para mim é uma vitória, um objectivo cumprido. Colocar pessoas que não gostam de ler a folhear as páginas do meu livro e a reclamar já pelo segundo da triologia é muito compensador para mim, que sempre me preocupei bastante em tornar «As Três Viagens» um livro para todo o tipo de público. JBG: Qual o feedback que estás a ter do teu livro? FB: Muito melhor do que alguma

vez poderia imaginar. Há já muita na ferida e suscitar conversas e expectactiva para a segunda parte curiosidade. Trata-se sobretudo de da história. mostrar o impacto que estes assuntos JBG: Percorres temas de grande densidade psicológica como o bullying, a depressão, o aborto clandestino e a exclusão social. Porque escolheste este caminho na literatura? E que mensagens pretendes passar? FB: Desde que me conheço que abordo assuntos polémicos nas minhas histórias. Sei que são esses temas tabu que mais entu- Jovem vilarealense lançou primeiro livro de uma triologia siasmam tanto o autor como o leitor. Mas não se tão íntimos e complexos têm na vida trata apenas de tocar com o dedo de alguém.

JBG: A ideia criativa da tua triologia passa por segredos que os leitores terão de desvendar. Como te surgiu esta ideia? FB: Foi mais uma estratégia para colar o leitor às páginas da obra. Quando lemos um livro gostamos de um elemento surpresa, de descobrir, de desvendar e decifrar. Gostamos de ser entusiasmados pelas palavras. E para além de serem um ingrediente misterioso no livro, os três segredos da família de Telmo são também grandes lições de vida. JBG: Quanto tempo levaste a produzir «As três Viagens» Livro I? FB: Cerca de três anos, embora não tenha escrito durante muitos meses.

JBG: É habitual ouvirmos os autores lamentarem que em Portugal não é fácil publicar um livro. O que nos podes dizer da tua experiência? FB: Muitas vezes o que me impedia de escrever era o receio de estar a trabalhar para nada. De estar a gastar o meu tempo e a minha imaginação num projecto que poderia, muito provavelmente, resultar em nada. Portanto foi uma surpresa bastante grande quando recebi respostas positivas de duas editoras. Estudei as propostas e acabei por escolher aquela que achava melhor para mim. E até agora não me posso queixar. A experiência tem sido bastante boa e muito compensadora. JBG: Estás a conseguir agendar apresentações do teu livro noutros espaços? FB: Estou a elaborar algumas propostas para apresentar o meu livro em outros lugares e talvez até em outras cidades,provavelmente durante o próximo Verão. JBG: Gostavas que o teu futuro passe pela escrita? FB: Sei que vou escrever até ao fim dos meus dias. É uma paixão, um autêntico prazer. Conciliar a escrita e a produção de livros com uma profissão segura é um dos meus objectivos de vida.

«Fech’Ó Pano» projeta parque temático em Monte Gordo Desde o mês de agosto do ano passado que a companhia de teatro vilarealense «Fech’Ó Pano» ocupou um espaço cedido pela câmara municipal de Vila Real de Santo António e com o aval do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Desde então que o espaço está a ser composto e atualmente conta já com diversas iniciativas e pequenas casas de madeira onde têm lugar os pequenos empresários que ali podem fazer o seu negócio. Depois de um iniciativas temáticas relacionadas com o Carnaval e a Páscoa a equipa está a projetar um verão “animado” e, igualmente, “temático” num parque que “se pretende ser palco para várias atividades temáticas”, avança Pedro Santos, diretor artístico da compa-

nhia. Para ali está também projetado um parque de diversões para toda a família. “Os pais podem trazer as crianças e enquanto tomam algo na nossa esplanada podem deixar os mais pequenos a brincar”, Trata-se de um espírito comunitário que Pedro Santos faz questão de encabeçar num concelho onde está há 15 anos. “Ainda não foram criadas as condições para vivermos apenas na criação de espetáculos de teatro, por isso voltámo-nos para a formação e dinamização de parcerias na comunidade”. O responsável da companhia explica que mantém a sede onde para além da formação tem lugar para outras associações e grupos que ali têm um espaço de dinamização da atividade.

A importância da formação O mentor desta companhia teatral realça da panóplia de ações que têm sido levadas a cabo “a importância da formação de públicos”, mas também a formação de executantes de teatro e artes de circo. A «Fech’Ó Pano» dinamiza uma escola de teatro-circo que conta com cerca de 20 alunos e uma escola de teatro tem uma dezena de formandos”.

Nova peça para breve Quanto a espetáculos em breve vai estrear em VRSA uma nova peça da companhia que dá pelo nome de «As Usadas».

«Fech’Ó Pano» dinamiza parque das merendas desde agosto de 2012


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CULTURA

Tertúlias do JBG em Abril

Casa da Marioneta e Jardim Municipal convidam à cultura O jardim municipal de Vila Real de Santo António recebeu uma iniciativa cultural que reuniu associações da cultura local. Ao longo de uma semana os momentos lúdicos e culturais multiplicaram-se. No período de 23 de a 30 de Março de 2013 decorreu o evento “A CASA da MARIONETA (CON) VIDA…E O LIVRO NO JARDIM ” no jardim municipal de Vila Real de Santo António, junto ao complexo desportivo, organizado pela Livraria Lusíada, a Associação Cultural Boneco Sabichão com o apoio da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. Esta iniciativa teve como principal objectivo a promoção e o incentivo da leitura, e atividades lúdicas relacionadas com o teatro de fantoches e marionetas e o imaginário infantil e juvenil. Constam do seu programa diverso atividades cultural entre estas uma Feira do Livro, exposições de artes plásticas, palestras, espetáculos de dança e música, construções escotistas e teatro. Os promotores do evento contam com a parceria de associações e individualidades das cidades de Vila Real de Santo António e de Ayamonte, como a associação de dança SPLASH, a associação cultural de Vila Real de Santo António, o grupo de escoteiros n.º 60 de VRSA., o historiador Hugo Cavaco, a Capitania do porto de Vila Real de Santo António, entre outros. Neste ciclo marcaram presença vários escritores de renome nas letras portuguesas. Para a próxima edição queremos fazer um balanço desta iniciativa e dar a conhecer melhor as parcerias envolvidas.

O Jornal do Baixo Guadiana vai participar no mês de Abril em dois eventos de bastante relevância no panorama cultural e social no concelho de Vila Real de Santo António. O JBG vai dinamizar uma tertúlia a 8 de Abril , integrada no Festival Cultural do projeto «Escolhas Vivas» [ver pág. 12]. Mais tarde, a 23 de Abril será a vez da tertúlia em volta do livro na segunda edição do ciclo «Sinónimos de Leitura», organizado pela biblioteca municipal Vicente Campinas. As tertúlias, que são dinamizadas desde 2010 nos três concelhos do Baixo Guadiana [Alcoutim, Castro Marim e VRSA], pretendem ser um instrumento cívico de maior proximidade com a comunidade, colocando à disposição momentos de conversa sobre temáticas que contribuam para o desenvolvimento do território. A entrada nas tertúlias é livre e para mais informações estão à disposição os contactos: baixoguadiana@gmail.com e 966902856

João Frizza trouxe Vanessa para comemorar «Dia da Mulher»

João Frizza e Vanessa Silva num momento de partilha no espetáculo comemorativo do «Dia Internacional da Mulher»

Depois do sucesso alcançado em «O MELHOR DE LA FÉRIA», João Frizza, regressa à sua terra natal num espetáculo memorável, em que homenageou os grandes nomes da música, do teatro e do cinema. O espetáculo, do passado dia 9 de Março, aconteceu no âmbito do Dia Internacional da Mulher e cativou muitas senhoras, e não só. O centro cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, encheu para assistir a um evento de cultura na cidade que contou a participação de uma artista de renome nacional. Vanessa Silva, cantora e atriz, foi a

grande convidada da noite. De referir que Vanessa interpreta o papel de Amália Rodrigues em «Uma noite em casa de Amália», de Filipe La Féria. Ao som de uma orquestra comandada pelo maestro José António Rosa o espetáculo prestou homenagem às senhoras, mas foi também espaço de aclamação dos grandes nomes da música, do teatro e do cinema, através da interpretação de temas que fazem parte da memória de todas as gerações. João Frizza regressa a VRSA Depois do sucesso alcançado em

AGENDA Alcoutim «Fins-de-semana Doces» - Mercado de Doces Típicos Abril e Maio, 10h às 18h O Cinema à Minha Porta 21h Dia 9 – Filme da Treta – Pessegueiro Dia 10 – Fátima – Diogo Dias Dia 11 – Toma Lá Revista – Barrada Dia 15 – Amália – Castelhanos Dia 16 – Filme da Treta – Santa Justa Dia 17 – Fátima – Lutão Dia 18 – Toma Lá Revista – Alcaria Alta Dia 22 – Amália – Giões Dia 23 – Filme da Treta – Farelos Dia 24 - Fátima – Alcaria Cova de Cima Dia 29 – Filme da Treta – Fonte Zambujo Dia 30 – Toma Lá Revista – Pereiro Exposição «Maquetes em Paus de Fósforo», de Carlos Porfírio Gonçalves Até 12 Abril Casa dos Condes Exposição «Homenagem 80 anos, Carlos Brito» Até 09 Maio Casa dos Condes Mercado de Vaqueiros 11 Abril, 09h Rua do Poço Novo - Vaqueiros

Teatro-Revista «Bordeira não é só isto!» 13 Abril, 21h30 Salão da Junta de Freguesia de Martinlongo Feira de S. Marcos 24 Abril, 09h Largo da Feira, Pereiro Comemorações 25 de Abril – Sessão Solene 25 Abril, 10h Pereiro “Workshop de Marketing e Empreendedorismo em Meio Rural” 30 Abril 14h Alcoutim www.projetoalcoutim.pt.vu

Castro Marim Serões do Acordeão 06 Abril, Vale do Pereiro 13 Abril, Funchosa de Cima 20 Abril, S. Bartolomeu 27 Abril, Junqueira Peddy Paper Alta Mora 14 Abril, 09h Alta Mora Dia Nacional dos Moinhos Passeios Pedestres, BTT, Parque Aventura 7 Abril www.cm-castromarim.pt Tel: 281 510778

Dia dos Monumentos e Sítios 18 Abril www.cm-castromarim.pt Tel: 281 510778 Comemorações 25 Abril Programa Desportivo e Cultural www.

VRSA Exposição «Zero Figura sobre o 25 de Abril» 5 a 30 de Abril Exposição de jovens dos 16 concelhos algarvios Integrado nas comemorações do 25 de Abril em VRSA Parceria IPDJ

E na Biblioteca Vicente Campinas... Exposição “Bordados Lausin a cabelo ou seda” de Carmén Muñoz Montero De 01 a 30 Exposição Educação + financeira org. PmatE / Universidade de Aveiro De 09 a 11 das 9h30 às 12h30 13h30 às 18h00 Conferência “Educação financeira: é comigo?” por Sérgio Cruz - PmatE/ Universidade de Aveiro Dia 11 às 18h00

«O MELHOR DE LA FÉRIA», João Frizza, regressa à sua terra natal num espetáculo memorável, em que homenageou os grandes nomes da música, do teatro e do cinema. Um espetáculo que contou com as cantoras Rita Livramento, Nádia Catarro e Catarina Claro e que interpretaram músicas que fazem parte da memória de todas as gerações! Diogo Chamorra abrilhantou o espetáculo com momentos de humor que animaram o público. A produção do espetáculo foi de «II ACTO – Produções Artísticas».

POR CÁ ACONTECE Palestra “Autoestima - amando o eu” por Braham Kumaris – Academia para um mundo melhor Dia 13 às 15h00 Hora do conto Ter. a Sex. às 11h00 Conta lá! * Pré-escolar, 1º ano “Cotãozinho e os seus irmãos” de Daniel Barradas e il. de Carla Pott Visitas guiadas à Biblioteca Seg. a Sex. Partilha de saberes* Atividades criativas com público sénior Seg. a Sex. SINÓNIMOS DE LEITURA - 2ª edição De 18 a 24 de Abril Na Biblioteca, os escritores, os contadores, os editores, os livreiros e os leitores juntam-se numa semana de atividades que congregou, na sua primeira edição, mais de 1 000 participantes. - Sessões de conto - Sessões de animação à leitura - Concertos - Apresentação de livros - Concertos comentados - Tertúlia


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COLUNA CULTURAL

C ULTUR A

Garcia de Melo – Alcaide-mor de Castro Marim e anadel-mor dos besteiros Já aqui referimos - na edição de Novembro de 2011 – a figura de António Leite, Senhor de Arenilha, enquanto protótipo do cavaleiro português da era de quinhentos que, através da carreira das armas e dos serviços prestados à Coroa no Algarve Dalém, viu os seus esforços serem coroados com honras e títulos no Algarve Daquém. Outro desses casos foi o de Garcia de Melo, alcaide-mor de Castro Marim e anadel-mor dos besteiros. Com efeito, as conquistas portuguesas em Marrocos implicaram, desde logo, a fixação de oficiais régios, muitas vezes pertencentes à pequena nobreza, para desempenharem cargos de chefia militar e administrativa nas praças lusas do Norte de África. Garcia de Melo foi um desses cavaleiros que, bem ao espírito da época, procurou promoção social através da carreira das armas no teatro de guerra hostil que era a presença portuguesa em Marrocos. Sabemos que, em 1504, liderou um vitorioso ataque a Larache (‫)شئارعلا‬, na altura um conhecido ninho de piratas que incansavelmente atacava as costas do Algarve. Nesse ataque capturou cinco galeotas, dois bergantins e uma caravela, tendo incendiado uma galé e três outras caravelas. Segundo “Garcia de Melo em Castro Marim…”, de Luís Miguel Duarte, o fidalgo terá ajudado na construção da fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Gué (actual Agadir ‫)ريداڭأ‬, em 1505. Em 1508, encontramo-lo como anadel-mor dos besteiros de Arzila (‫)ةليصأ‬, e no mesmo ano participou na conquista de Safim (‫)يفسآ‬, tendo depois sido encarregado da defesa marítima da praça recémconquistada. Não sabemos, ao certo, em que ano foi investido com a alcaidaria de Castro Marim, contudo, uma carta que foi datada de 1509 (A.N.T.T., Gaveta 20, Maço V, nº 14), apresenta-o como alcaide-mor desta praça de guerra do Algarve, nesse mesmo ano. Nos anos seguintes voltamos a encontrá-lo em Marrocos: em 1513 está presente na conquista de Azamor (‫)رومزأ‬, e ano seguinte socorre Safim com os seus barcos, perante a ameaça de um cerco inimigo. Em 1515 conheceu, finalmente, o travo da derrota, na malograda expedição portuguesa à barra de Mamora (‫ )ةيدهملا‬e, em1516 socorreu o cerco a Arzila com doze caravelas, juntamente com Rui Barreto, vedor da fazenda do Algarve. Não sabemos quando nem onde morreu este bellator português. Porém, a sua extraordinária vida de aventuras e de serviços prestados à Coroa, acabou por ser coroada com a capitania da praça mais temida e importante do dispositivo português no sul de Marrocos; a capitania de Safim, entre 1526 e 1529.

Fernando Pessanha Formador de História do Algarve

* O autor não escreve ao abrigo do acordo ortográfico

Artesã recria figuras históricas Dora Nunes é mais uma, entre muitas, professoras sem colocação. Atualmente o tempo disponível permite-lhe dar asas à imaginação e a uma grande paixão: o artesanato. Se à habilidade artesanal juntarmos a recriação de figuras históricas isso é «ADorArte» na sua mais recente performance. A «AdorArte» surgiu da ideia de criar uma marca própria para divulgar o trabalho de uma jovem no desemprego. Em grande parte o seu trabalho artesanal dedica-se a reciclar e a reutilizar, criando peças únicas. A mentora sabe que a ideia não é nova, mas este é o contributo que quer deixar no sentido de parar com o desperdício urbano. Seguiu a vontade, como diz, de “coração aberto” neste desafio. O atelier de Dora Nunes, 35 anos, é improvisado. É a sua casa, o espaço onde a imaginação flui e onde a vontade não tem hora marcada para chegar. Assim tem crescido o projeto ADorArte em Vila Real de Santo António. Da esfera familiar e de amizades para os mercadinhos e feiras foi um pequeno grande passo. Atualmente esta artesã pertence à família da Associação Cultural de Vila Real de Santo António que lhe ter permitido marcar presença em inúmeros eventos. A crise domina a carteira dos potenciais compradores, mas o coração desta jovem palpita pela oportunidade em realizar um sonho e com a perspetiva de se aperfeiçoar e oferecer produtos diferenciadores. Artesanato urbano, reciclagem e reutilização de materiais, bonecos e fantoches temáticos (medievais, islâmicos, contos infantis), fadas, deusas e outros seres em lã feltrada e muito mais estão disponíveis na banca e na imaginação que parece não ter limites em Dora Nunes. Tem artigos temáticos que têm tomado quase a totalidade do tempo disponível com “muita vontade de inovar, criar e fazer coisas novas”. “Sempre tive uma paixão imensa no artesanato, mas é agora que me encontro desempregada que consigo ter tempo para criar os meus bonecos, os meus utilitários”, explica-nos a artesã que também nos conta a opção de vir morar para terras pombalinas. “Esta foi uma opção que surge por razões económicas, mas que me fez descobrir um cantinho maravilhoso onde a qualidade de vida é muito superior em relação ao centro da região e onde acredito que terei espaço para crescer na área do artesanato”. Dora Nunes está neste momento a também a direcionar o seu projeto para a formação dos mais novos. “Será interessante que possam conhecer a História através de uma dinâmica diferente que possa passar por este processo criativo”, advoga.

Figuras históricas Dora Nunes criou o projeto «ADorArte» A mais recente aposta de Dora Nunes passa pela criação de figuras históricas que poderão mais tarde vir a dar corpo a um elenco. “Está nos meus planos criar algo virado para a encenação com um conjunto de bonecos da nossa história. Para já estão à venda, mas gostaria muito de criar uma encenação com as várias figuras”, avança Dora Nunes que conta com o apoio do seu companheiro para elaborar um pequeno texto de contextualização história que é vendido com o boneco representativo da história de Portugal. “Tenho várias figuras medievais que nos remetem para a história de Castro Marim, por exemplo”. Como é o caso de D. Inês de Castro, o cavaleiro da Ordem de Cristo, entre outros.

Redes sociais ajudam na promoção O objetivo de Dora Nunes passa por expandir a sua presença em feiras e mercadinhos por todo o país. “Não podemos parar e temos de estar presente em todo o lado não apenas para motivar as vendas, mas também para partilhar conhecimento e dicas de inovação”. A artesã tem investido também nas novas tecnologias, criando uma página de facebook e um blog. “As redes sociais têm sido fantásticas para divulgar o meu trabalho”, assegura.

 Carimbo euro-cidade

Dança uniu margens do Guadiana A Associação Cultural de Dança Espanhola de VRSA e o Grupo de Danza del Patronato Municipal de Deporte de Ayamonte realizaram um espetáculo que uniu entidades artísticas dos dois lados do rio Guadiana. O espetáculo chama-se «Casual» e vai fazer digressão a 12 de Abril em Ayamonte, na vizinha Espanha, depois do bom acolhimento que teve em Vila Real de Santo António, no passado dia 23 no Centro Cultural António Aleixo. O projeto promove o encontro e a partilha entre dois grupos que, unidos pelo Rio Guadiana, partilham as suas cidades, sonhos, ilusões, técnicas, formação e a arte do baile através de diferentes estilos e histórias. O espetáculo tem a direção artística das bailarinas e coreógrafas Gracia Díaz, Carolina Caetano e Susan Oliveira «Casual» é composto por um reportório diversificado de coreografias, técnicas, formações a solo e conjuntas, através de fusões e tradições. A estes três elementos juntam-se doze jovens alunas com idades entre os 12 e os 22 anos.

Projeto nasceu em Dezembro de 2012 Na noite de estreia em declarações ao JBG as coreógrafos mostraram-se bastante satisfeitas com esta união que teve início enquanto projeto em Dezembro de 2012. Gracia Diaz, mentora da ideia, referiu a importância de integrar «Casual» na dinâmica da euro-cidade Ayamonte/Vila Real de Santo António. “É muito importante estarmos unidos também na cultura”, salientou e em conjunto com as restantes coreógrafas prometeu manter esta união para futuros espetáculos. Em atividade na área, mas no outro lado do rio, Carolina Caetano, de nacionalidade brasileira, sublinhou o “encanto” destas terras raianas que considera que devem manter-se “unidas também pela arte”.

As três coreógrafas juntaram-se em dezembro e coordenaram 12 bailarinos


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JORNAL DO BAIXO GUADIANA |ABRIL 2013

COLABORADO R E S CARTÓRIO NOTARIAL DE CASTRO MARIM A CARGO DA NOTÁRIA MARIA DO CARMO CORREIA CONCEIÇÃO Nos termos do art.º 100, n.º 1, do Código do Notariado, certifico que no dia vinte e sete de Março de dois mil e treze foi lavrada neste Cartório, de folhas sessenta e dois a folhas sessenta e três verso do Livro de Notas para Escrituras Diversas número vinte e três - A, uma escritura de justificação, na qual compareceram: Gilberto Pereira Neves e mulher, Clarisse do Carmo Dores, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais, ele da freguesia e concelho de Castro Marim, ela da freguesia de São Sebastião dos Carros, concelho de Mértola, residentes em Ribeiro, Pisa Barro de Cima, na dita freguesia de Castro Marim, contribuintes fiscais números 105 686 697 e 137 211 511. Que declararam ser donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do prédio rústico sito no Curral Velho, na freguesia e concelho de Castro Marim, não descrito na Conservatória do Registo Predial deste concelho, composto por cultura arvense de sequeiro, alfarrobeiras, figueiras, amendoeiras, mato, oliveiras e leitos de curso de água, com a área de cento e quinze vírgula seiscentos e quarenta metros quadrados, a confrontar a Norte com Herdeiros de Jorge Pereira Neves, a Sul com Herdeiros de José António Joaquim, a Nascente com Herdeiros de António Raposo, e a Poente com Herdeiros de Jorge Pereira Neves e José Sousa Neves, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 9, secção AL, com o valor patrimonial tributável, calculado para efeitos de IMT e de Imposto do Selo, de dois mil oitocentos e vinte e um euros e sessenta e um cêntimos, igual ao atribuído. Que o referido prédio entrou na posse dos primeiros outorgantes, já no estado de casados, por partilha verbal, nunca reduzida a escrito, em data imprecisa do ano de mil novecentos e noventa, feita com os demais interessados, por óbito dos pais do primeiro outorgante marido, José de Horta Neves e Mariana Pereira, casados que foram sob o regime da comunhão geral de bens, residentes que foram no já referido Sítio do Ribeiro, Pisa Barro de Cima, na dita freguesia e concelho de Castro Marim. E que, sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado os primeiros outorgantes na posse do referido prédio, cuidando da sua manutenção, arando suas terras, colhendo os seus frutos, pagando suas contribuições e impostos, enfim usufruindo-o no gozo pleno de todas as utilidades por ele proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorar lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que os primeiros outorgantes adquiriram o referido prédio por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, títulos extrajudiciais normais capazes de provar o seu direito. Está conforme o original. Castro Marim, aos 27 de Março de 2013. A Colaboradora, (Joana Isabel da Silva de Gouveia e Sousa)

(Colaboradora inscrita sob o n.º 400/4, conforme despacho de autorização da Notária Maria do Carmo Correia Conceição, publicado a 16.01.2012, no portal da Ordem dos Notários, nos termos do disposto no artigo 8º do Estatuto do Notariado e da Portaria n.º 55/2011, de 28 de Janeiro)

Ideias e Pensamentos Castro Marim és velhinho Mostras bem a tua idade São as tuas casas branquinhas Que são alegres na verdade A vila de Castro Marim Nunca me esqueci de ti Meu querido povo Natal Foi terra onde eu nasci Na vila de Castro Marim Duas coisas lhe dão graça São as lindas torres da Igreja E muita gente na praça Minha terra para mim Não há outra terra igual Foi localidade sem fim Hoje vila e povo Natal. António Victor Severo Martins

Conta registada sob o n.º 88/03 Factura n.º 3454

Jornal do Baixo Guadiana, 01 Abril 2013

O Romper da Madrugada Canta o melro à desgarrada Poisado no ramo da Oliveira Anuncia o «Romper da Madrugada» Cantando daquela maneira.

A Crise do País Só se fala é na crise. Agora pergunto eu Que foi feito do dinheiro, Será que alguém o comeu?

Responde lá longe a cotovia Em tom de desafio Exibe excelente melodia Que executa com todo o brio

Os políticos que nos governam E os que já nos governaram A culpa não é deles E dos que já passaram? Quando a coisa corre mal Dizem que foi um deslize Mas isso é o prato do dia, Só se fala é na crise! Desde a esquerda à direita. Para mim não há distinção Cada um que diga o que quiser É a minha opinião. Se a coisa está tão mal, E isto deu no que deu Porque é que todos querem governar?! Agora pergunto eu? Eles querem é bons tachos Do doutor ao engenheiro E têm um saco azul Para somar de mealheiro Havia dinheiro para todos, Nacional ou estrangeiro Agora todos reclamam. Que foi feito do dinheiro?! Meia dúzia tem tudo Os outros estão como eu Comem uma sopinha à noite E é porque alguém lha deu! Eu ainda questiono Como isto aconteceu. Para onde foi o dinheiro? Será que alguém o comeu?! António Teresa Mariano

Pega na batuta o Rouxinol Mestre da melhor canção Ensaia em tom menor Músicas do coração. Está assim formada a cantoria Em plena madrugada Num dia lindo de Primavera

QUE TEMPO?

Nunca se viu tanta alegria Como o desta passarada Com trinados que são só dela.

Relógio -Alô!... é Passo Dias Aguiar? -Sim! Quem fala? -Pinto Ramos de Oliveira, como tens passado o tempo? -Passo o meu tempo, dentro do tempo, pois agora, são outros os tempos, há maus tempos e bons tempos, mas…vão mal os tempos. -Mas ai, havia bom tempo. -Há que tempos, isso eram outros tempos. -E tu como tens passado o tempo? -Vou passando, outros tempos dentro do meu tempo. -Ainda pintas? -Sim sempre que tenho tempo. -Tu tens todo o tempo. -Já se foi o tempo, e não perco tempo, pois é precioso o meu tempo. -O que tens mais, é tempo. -Que tempo? -O teu tempo! -O meu tempo? -Tens visto o Domingos Dias Santos? -Sim, está cá a passar um tempo, na terra dele está mau o tempo. -Que tempo! Manuel Tomaz

Ano Internacional para a Cooperação pela Água Por decisão da Organização Mundial das Nações Unidas, 2013 foi declarado o “Ano Internacional para a Cooperação pela Água”. As Nações Unidas esperam, melhorar significativamente as condições de vida de uma larga franja da população mundial que não tem acesso à água potável e/ou ao saneamento básico, se os países cooperarem. Todos sabemos que mais ou menos 70% do nosso planeta é constituído por água, mas desses 70 % só 3 % são de água doce, dois terços acumulados nos glaciares, ficando apenas 1% de água para consumo humano. Estes 1% de água doce disponível, representam cerca de 13 600 000 km3, seriam, de acordo com a Organização das Nações Unidas, mais do que suficientes para as necessidades de toda a população mundial, não fosse o desperdício e à poluição deste recurso em todo o mundo. Por cá bem sabemos como é: fábricas descarregam os seus resíduos muitas vezes tóxicos para ribeiras que levariam a água para as populações regarem os campos, que matam os peixes, que mesmo que não sirvam para comer oxigenam a água. Em Julho de 2010, a Organização das Nações Unidas declarou o acesso à água um direito humano essencial, mas como muitos outros direitos humanos não passa de letra morta. Sabe-se que uma pessoa pode sobreviver vários dias sem comer, mas não sem beber. Lembremos aquela tragédia dos mineiros chilenos – quando foi possível fazer-lhes chegar água foi o começo da sua salvação com vida. A Resolução das Nações Unidas apela a que as nações se empenhem na melhoria da situação actual e que as cooperações internacionais sejam reforçadas para que se cumpram os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio na data acordada de 2015. Na sequência desta resolução, a ONU declarou, em Dezembro de 2010, que o ano de 2013 fosse o Ano Internacional da Cooperação da Água, o que não impede que o dia 22 de Março de 2013, normalmente celebrado como o Dia Mundial da Água, o seja também este ano. Um dos mais graves problemas da Humanidade, é a falta de água própria para consumo humano e animal, bem como a falta de saneamento para cerca de um terço da população mundial. A falta de água potável leva à morte de cerca de 5 mil crianças por dia devido a doenças, como a gastrenterite. “Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio são oito objectivos específicos, estabelecidos oficialmente durante a Cimeira do Milénio das Nações Unidas, em 2000, visando o combate à pobreza e a procura do desenvolvimento sustentável. Foram subscritos por todas as 193 nações que integravam a ONU à data e por mais de 23 organizações internacionais, que se comprometeram a atingi-los no ano de 2015”. Mas se estas questões assumem um carácter de maior urgência nos países em desenvolvimento, os países desenvolvidos enfrentam também enormes dificuldades, devido ao desenvolvimento tecnológico, ao uso de fertilizantes e outros poluentes oriundos da actividade agrícola. A agricultura é também a actividade com maior intensidade hídrica, com cerca de 50 a 60 % do consumo total de água, quantidade essa que atinge os 80% nos países do Sul da Europa, e nomeadamente em Portugal e Espanha. Portugal, sendo um país mediterrâneo, encontra-se numa situação particularmente vulnerável a fenómenos extremos decorrentes das alterações climáticas, nomeadamente secas, ou inundações, mas quando vemos o que se passa noutros países, devemos dar graças a Deus.

Maria Fernanda Barroca


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PAT R IMÓ N IO &C O LAB O R AD O R ES Rubrica de pATRIMÓNIO

A platibanda no Baixo Guadiana: função arquitectónica e social a que até algumas famílias mais modestas aplicassem uma parte do seu orçamento na construção de uma platibanda, em parte

O uso da platibanda generalizou-se a partir do final do século XIX e prolongou-se até às primeiras décadas do século XX, altura em que se afirma como um dos elementos mais característicos da arquitectura popular algarvia. A platibanda remata a cobertura, escondendo o telhado ou a açoteia. É um fenómeno mais comum no litoral, embora se encontrem alguns exemplares na zona serrana do Baixo Guadiana, sobretudo nas principais aldeias, como Odeleite ou as Furnazinhas. No Baixo Guadiana, como na restante região, as platibandas são um reflexo da pujança económica da província no início do século XX, em grande parte devido à indústria conserveira ou corticeira, e à agricultura e comércio de frutos secos. O desafogo económico leva

“O telhado pode ser cercado de um parapeito, como o do terraço ou soteia, de modo que da rua nem sempre se sabe se a cobertura é telhado ou terraço. Chamam-se estes parapeitos platibandas.” José Leite de Vasconcelos

devido ao estatuto social que a mesma concedia. Este elemento adquiriu então uma função social e cultural que demonstrava a prosperidade e o bom gosto do proprietário. Para além disso, permitia o escoamento das águas pluviais directamente nas ruas através de canais, constituindo um aspecto mais sofisticado em ruas de contexto urbano. A platibanda é o elemento arquitectónico decorativo que personaliza o edifício e anima o branco da cal, em harmonia com a cor da barra de rodapé, que pode ser azul-cobalto, ocre e, de modo menos frequente, os amarelos e verdes. A decoração, feita

com baixos-relevos, é dominada por motivos geométricos, isolados ou em trechos repetidos, como o losango e o círculo; e por motivos florais e vegetalistas. Tem cerca de um metro de altura e forma variável, podendo ser construída em adobe, tijolo ou cerâmica. O final dos anos 20 foi trágico para a região algarvia. A crise de 1929, com origem nos Estados Unidos da América, afectou a antiga burguesia da região, que era a principal encomendadora das platibandas. Apesar de se verificar a sua construção até meados do século XX, a Grande Depressão marcou o início do fim da platibanda na arquitectura popular. A partir dos anos 70 assistimos, um pouco por todo o território, à sua destruição em nome do progresso. Contudo, ainda podemos encontrar vários exemplares nos principais núcleos urbanos do litoral, como Castro Marim, e junto à principais vias de comunicação.

Pedro Pires Técnico de Património Cultural Membro do CEPHA / UALg

CARTÓRIO NOTARIAL DE CASTRO MARIM A CARGO DA NOTÁRIA MARIA DO CARMO CORREIA CONCEIÇÃO Nos termos do art.º 100, n.º 1, do Código do Notariado, certifico que no dia vinte e dois de Março de dois mil e treze foi lavrada neste Cartório, de folhas cinquenta e quatro a folhas cinquenta e cinco verso do Livro de Notas para Escrituras Diversas número Vinte e Três- A, uma escritura de justificação, na qual compareceram: José António Guilherme e mulher, Lizabete Estrela de Oliveira Guilherme, casados sob o regime de comunhão de adquiridos, naturais, ele da freguesia de Conceição, concelho de Tavira, ela da freguesia de Vila Nova de Cacela, concelho de Vila Real de Santo António, residentes na Rua Monte da Pita, Manta Rota, na dita freguesia de Vila Nova de Cacela, contribuintes fiscais números 170 536 203 e 170 536 190. Que declararam ser donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do prédio rústico sito no Buraco, na freguesia de Vila Nova de Cacela, concelho de Vila Real de Santo António, não descrito na Conservatória do Registo Predial daquele concelho, composto por cultura arvense e oliveiras, com a área de duzentos e oitenta metros quadrados, a confrontar a Norte com Vítor Manuel dos Reis Garcia, a Sul e a Poente com António de Sousa e a Nascente com Manuel Madeira Batista, inscrito na matriz rústica sob o artigo 124, secção AD, com o valor patrimonial tributável, calculado para efeitos de IMT e de Imposto do Selo, de setenta euros e trinta e dois cêntimos, igual ao atribuído. Que o referido prédio lhes pertence por o mesmo ter entrado na sua posse por compra verbal, nunca reduzida a escrito, em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e quatro, já no estado de casados, feita a Arminda Rita Madeira, viúva, Maria Fernanda Rosário Balbina, viúva, Carlos Manuel Rosário Mariano, ao tempo, solteiro, menor, e Maria Graciete Madeira Mariano, casada com Marcelino da Conceição Domingos sob o regime de comunhão geral de bens, residentes, os primeiros três, no Sítio do Buraco, e a quarta no lugar de Corte António Martins, todos na freguesia de Vila Nova de Cacela, concelho de Vila Real de Santo António. E que, sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado os primeiros outorgantes na posse do referido prédio, cuidando da sua manutenção, arando suas terras, colhendo os seus frutos, pagando suas contribuições, enfim usufruindo-o no gozo pleno de todas as utilidades por ele proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorar lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que os primeiros outorgantes adquiriram o referido prédio por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, títulos extrajudiciais normais capazes de provar o seu direito. Está conforme o original. Castro Marim, aos 22 de Março de 2013. A Colaboradora, (Joana Isabel da Silva de Gouveia e Sousa)

(Colaboradora inscrita sob o n.º 400/4, conforme despacho de autorização da Notária Maria do Carmo Correia Conceição, publicado a 16.01.2012, no portal da Ordem dos Notários, nos termos do disposto no artigo 8º do Estatuto do Notariado e da Portaria n.º 55/2011, de 28 de Janeiro)

Conta registada sob o n.º69/03 Factura / Recibo n.º3444

Jornal do Baixo Guadiana, 01 Abril 2013

Os Brinquedos e o Brincar Nos tempos que correm, os pais parecem A brincadeira tem como função favo- brinquedos mais didáticos que podem almofadas, com caixas de cartão, com os tem um “quarto-museu”. Ter espalhados obcecados pelo sucesso escolar dos filhos, recer a autoestima, possibilitar o desen- comprar para os filhos, quais os que os dedos, transformar um bocado de madeira cubos, puzzles ou blocos coloridos na hora o que não é de admirar se pensarmos na volvimento da linguagem oral e gestual, vão fazer ficar mais inteligentes que os num cavalo. Porque mais importante que de brincar são um passaporte para que a competitividade do meio profissional, ajudar na elaboração dos sentimentos e outros meninos. Esta questão é muito sim- o brinquedo é o que se pode fazer com ele. criança venha a estar entre os primeiros no desemprego e na da turma, pois estes brinquesociedade de condos para construir estimulam a criatividade da criança, uma sumo em que vivemos. A estes fatores Os pais que sugerirem uma brincadeira ao filho, não devem tentar impor a sua vez que se podem transformar podemos acrescentar em inúmeras coisas diferenvontade, dizendo-lhe que era mais giro se ele fizesse assim ou assado, ou ainda a quantidade de atites. As crianças têm direito a vidades extracurricudesarrumar todos os brinquelares que as crianças serem os pais a fazer tudo sozinhos. A criança terá muito mais orgulho na torre dos (e de seguida arrumá-los frequentam como à maneira deles). pouco equilibrada que fez com as próprias mãos do que uma grande obra de arte, Poder brincar é um processo forma de desenvolterapêutico, brinca-se com ver aptidões necestoda perfeitinha, feita pelos pais. sárias para terem um o que não se pode entender, “futuro promissor”, brinca-se para se poder entender melhor e brinca-se para dar pais que trabalham novos significados às coisas. Na muitas vezes até tarde e crianças que brincadeira, a criança estimuficam expostas a canais de televisão onde na construção de regras sociais. Enquanto ples e sem custos. Uma boa brincadeira Uma caixa cheia de areia, uma bisnaga, la-se cognitivamente, socialmente e afesão bombardeadas com uma programação brincam, as crianças assumem diferentes não exige nada de muito dispendioso ou material para pintar e papel, plasticina e tivamente. E porque “não há crianças se vinte e quatro horas com inúmeros estímu- papéis sociais que podem proporcionar sofisticado. Mesmo durante a rotina da roupas velhas com que possam inventar não houver brincar”. los de consumismo e informações inade- o estabelecimento de vínculos, de rela- vida diária de uma família, existem muitas máscaras e personagens estimulam a imaquadas e que muitas vezes substitui o lugar ções e uma interiorização de modelos e oportunidades para brincar e estimular o ginação e são muito mais baratos. Os pais que sugerirem uma brincadeira NEIP (Núcleo de Estudos e do brincar. Este brincar fica quase sempre valores dos adultos. Além disso, possibi- pensamento das crianças e para torná-las adiado para o fim-de-semana. E brincar só lita o desenvolvimento da identidade e da mais confiantes (por exemplo na hora do ao filho, não devem tentar impor a sua Investigação Psicológica) – ao fim-de-semana não é brincar... autonomia. Ao perceberem as diferentes banho podem ser organizadas brincadei- vontade, dizendo-lhe que era mais giro Ana Ximenes, Catarina CleTalvez poucos pais saibam o quanto é formas de pensar e de agir, podem com- ras com brinquedos, bolinhas de sabão, se ele fizesse assim ou assado, ou ainda mente, Dorisa Peres, Fabrícia serem os pais a fazer tudo sozinhos. A importante o brincar para o desenvol- parar aquilo que é seu e aquilo que é do etc.). Gonçalves, Patrícia Santos, E quando falamos em brincar com o criança terá muito mais orgulho na torre vimento físico e psíquico do seu filho e outro, tendo a possibilidade de incluir Pedro Costa, Sílvia Cardoso. têm ideia que o ato de brincar se limita essas semelhanças e diferenças na cons- seu filho, isso significa brincar mesmo, pouco equilibrada que fez com as próprias Colaboração: Dina Figueira, a um simples passatempo, sem funções trução de sua personalidade. de verdade. Têm que se sentar no chão mãos do que uma grande obra de arte, Ana Sofia Gonçalves, Surge muitas vezes aqui uma preo- e mergulhar no mundo das crianças. toda perfeitinha, feita pelos pais. mais importantes que entreter a criança Daniela Santos cupação dos pais em encontrar quais os Têm que ser capazes de brincar com as E não se preocupem se o vosso filho não em atividades divertidas.


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JORNAL DO BAIXO GUADIANA |ABRIL 2013

PASSATEMPO S & L AZER

Autor: João Raimundo

Quadratim - n.º106

Jogo da Paciência n.º 112

Portugal não pode ser miséria, fome, doenças. Desemprego, falências de empresas, mas sim produtor, industrial, comercial, exportador, fomentar a agricultura, pescas e suas indústrias de construção naval, metalurgias, serviços e tecnologia (…) austeridade não desenvolve, só empobrece.

“ILUSTRES PORTUGUESES ”

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

Andorinha Pardal Pintassilgo Codorniz Coruja Morcego Águia Milhafre

9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20.

Pelo caminho correto do Quadratim vá ao encontro do «PORTUGAL SEMPRE»

Soluções Jogo da Paciência - n.º111

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO “Estou a passar algumas dificuldades e tenho um Plano de Poupança Reforma. Vale a pena pagar a prestação do crédito à habitação com estas quantias?”

Não vá sozinho! Vamos consigo… Esta actividade nasceu em 2010, quando a Direcção da Delegação tomou consciência da necessidade de acompanhar pessoas idosas em deslocações a outras cidades para consultas, exames médicos ou tratamentos. Desde então, com a colaboração de alguns voluntários, o serviço tem sido assegurado com regularidade. O utente é transportado desde a sua residência até ao local desejado. Para além do condutor, há sempre uma voluntária, que o acompanha, faz as marcações para as consultas ou exames seguintes e regista as indicações ou cuidados necessários. Está previsto proporcionar a estas pessoas um acompanhamento noutras pequenas diligências necessárias no seu dia-a-dia e aumentar o raio de acção, alargando o transporte à zona rural do concelho. Av. Ministro Duarte Pacheco s/n Vila Real S. António 281541827 – 913771910

Abutre Gaivota Pombo Perdiz Mocho Corvo Tordo Colibri Canário Piriquito Gralha Rola

A DECO INFORMA...

Em teoria é possível pagar as prestações do crédito à habitação com o plano de poupança-reforma, mas, na prática, alguns bancos não deixam. Desde o princípio do ano que, teoricamente, os portugueses podem usar o saldo dos seus planos de poupança-reforma para pagar as prestações do crédito à aquisição de habitação própria e permanente. Para usufruir do direito, os aforradores têm de pedir no banco uma declaração com o montante das prestações e entregá-la na instituição que gere o plano de poupança-reforma. Esta instituição encarrega-se de transferir o dinheiro para o banco, que liquida as prestações. O pagamento é apenas das prestações em atraso ou das que se vão vencendo. O planos de poupança-reforma não pode ser usado para reduzir a dívida, ao invés do que defendemos e como muitos consumidores nos têm questionado. Não há uma antecipação do prazo de pagamento do crédito. Em princípio, só vale a pena usar o plano de poupança-reforma para pagar a prestação do empréstimo se o rendimento do plano for inferior à taxa de juro do crédito à habitação, assumindo que não existe comissão de reembolso. Por exemplo, se o seu PPR rende 1% por ano e está a pagar 5% de taxa de juro pelo crédito, deve usar o plano para pagar as prestações. Pelo contrário, se o PPR rende 5% e a taxa de juro cobrada pelo crédito for apenas de 1%, então é mais rentável manter o PPR e ir capitalizando para a sua reforma. De um modo genérico, quem tem crédito há alguns anos (quando os spreads eram reduzidos), as taxas de juro são bastante inferiores, estando, de momento, a pagar taxas inferiores a 1 por cento. Nestes casos, poucas vezes compensará resgatar o PPR, só se a família não tiver qualquer outro recurso financeiro.

Susana Correia jurista

Porquê comprar, quando pode adotar? Visite o canil/gatil Intermunicipal de VRSA/Castro-Marim TAMMY (Gata adulta)

YARA

GUADI Centro de Animais Rua D. Pedro V, Nº 38 – 2º andar 8900 – 283 Vila Real de Santo António Contribuinte Nº 507 534 328 Contactos: 964773101 e 968079025 guadivrsa@hotmail.com/ http://associacaoguadi.blogspot.com FACEBOOK associacaoguadi@gmail.com


JORNAL DO BAIXO GUADIANA | ABRIL 2013 |

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P UBLIC IDAD E CARTÓRIO NOTARIAL DE ALCOUTIM A cargo da Adjunta de Notário Lic. Margarida Rosa Molarinho de Brito Simão Certifico para efeitos de publicação que por escritura outorgada hoje neste Cartório Notarial, a folhas cento e oito do Livro de Notas paras Escrituras Diversas número “trinta e três – D”, António Francisco Jerónimo, N.I.F. 129.410.667, natural da freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim e mulher, Dilar Rosa Cavaco, N.I.F. 129.410.691, natural da freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, casados sob o regime de comunhão de adquiridos, residentes em Zambujal, freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim: Que são donos e legítimos possuidores com exclusão de outrem do prédio urbano, sito em Zambujal, freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, denominado Moinho do Vento Branco, de nome «Moinho do Vale da Caieira». O qual se encontra em estado de ruínas, com a superfície coberta de dez metros quadrados e descoberta de duzentos metros quadrados, a confrontar do norte e poente com herdeiros de José Gonçalves, do sul e nascente com José Costa e Manuel da Palma, inscrito na matriz em nome de Francisco Cavaco Teixeira, sob o artigo 1308, com o valor patrimonial tributário de três mil e seiscentos e setenta euros e sessenta e três cêntimos, a que atribuem igual valor. Que o prédio supra identificado não se encontra descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim. Que casaram entre si no ano de mil novecentos e setenta e dois, tendo o referido prédio entrado na sua posse em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta, por compra verbal e nunca reduzida a escrito feita a Francisco Cavaco Teixeira e mulher, Augusta da Assunção Bartolomeu Teixeira, casados no regime de comunhão geral e residentes em Alcaria Queimada, freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, pelo que o indicado prédio tem a natureza de bem comum do casal. E que sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado na posse do referido prédio, procedendo à sua demarcação, vedação e vigilância, pagando as contribuições e impostos, enfim extraindo algumas utilidade por ele proporcionadas, sempre com ânimo de que exercita direito próprio, posse essa exercida de boa fé, por ignorarem lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica por que sem violência, e contínua, pelo que adquiriram o prédio por usucapião não tendo todavia, dado o modo de aquisição, título extrajudicial, capaz de provar o seu direito de propriedade para fins de registo. Está conforme o original. Cartório Notarial de Alcoutim, aos vinte de Fevereiro de dois mil e treze. A Adjunta do Notário, em substituição legal, (Margarida Rosa Molarinho de Brito Simão)

Conta: Art.º 20.º n.º 4.5……€ 23,00 São: Vinte e três euros. Conta Registada sob o nº 07

Jornal do Baixo Guadiana, 01 Abril 2013

CARTÓRIO NOTARIAL DE CASTRO MARIM A CARGO DA NOTÁRIA MARIA DO CARMO CORREIA CONCEIÇÃO Nos termos do art.º 100, n.º 1, do Código do Notariado, certifico que no dia dezoito de Março de dois mil e treze foi lavrada neste Cartório, de folhas quarenta e quatro a folhas quarenta e cinco verso do Livro de Notas para Escrituras Diversas número vinte e três - A, uma escritura de justificação, na qual compareceram: João Pereira e mulher, Olívia Maria Inácio, casados sob o regime da comunhão geral de bens, ele natural da freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, ela natural da freguesia de Pereiro, concelho de Alcoutim, residentes no lugar de Furnazinhas, na freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, contribuintes fiscais números 102 066 949 e 102 066 930. Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do prédio urbano sito em Furnazinhas, na freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, composto por uma morada de casas térreas destinada a habitação, ramada, palheiro e logradouro, com a área total de cento e vinte e quatro metros quadrados, dos quais sessenta e quatro são de área coberta, a confrontar a Norte e a Nascente com caminho, a Sul com Manuel Valente e a Poente com Manuel Martins Mónica, não descrito na Conservatória do Registo Predial deste concelho, inscrito na matriz predial urbana sob o artigo 1010, com o valor patrimonial tributável de 6.200,00€, igual ao atribuído. Que o referido prédio lhes pertence, por o terem adquirido por partilha verbal, e nunca reduzida a escrito, feita com os demais interessados, em data imprecisa do ano de mil novecentos e setenta, por óbito dos pais do primeiro outorgante marido, Manuel João Dias e mulher, Francisca Isabel, casados que foram sob o regime da comunhão geral de bens, e residentes em Furnazinhas, na dita freguesia de Odeleite, ambos actualmente já falecidos. E que, sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mais de vinte anos, têm estado os justificantes na posse e fruição do referido prédio, habitando nele enquanto esteve habitável, cuidando da sua manutenção, pagando contribuições e impostos, suportando os encargos com obras de conservação, enfim usufruindo-o no gozo pleno de todas as utilidades por ele proporcionadas, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorar lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém, pacífica, porque sem violência, e contínua, pelo que os primeiros outorgantes adquiriram o prédio por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, títulos extrajudiciais normais capazes de provar o seu direito. Está conforme o original. Castro Marim, aos 18 de Março de 2013. A Colaboradora, (Joana Isabel da Silva de Gouveia e Sousa) (Colaboradora inscrita sob o n.º 400/4, conforme despacho de autorização da Notária Maria do Carmo Correia Conceição, publicado a 16.01.2012, no portal da Ordem dos Notários, nos termos do disposto no artigo 8º do Estatuto do Notariado e da Portaria n.º 55/2011, de 28 de Janeiro) Conta registada sob o n.º 58/03 Factura n.º3435 Jornal do Baixo Guadiana, 01 Abril 2013

EXTRACTO PARA PUBLICAÇÃO Nos termos do artigo 100º, nºs. 1 e 2, do Código do Notariado, CERTIFICO: - Que, no dia seis de Março de dois mil e treze, a folhas 40, do Livro de notas para escrituras diversas 144-A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de justificação, na qual, JOSÉ TEIXEIRA DOMINGOS, NIF 159.927.072, natural da freguesia de Santiago, concelho de Tavira, e mulher MARIA DE LURDES LOPES MACHADO DOMINGOS, NIF 159.927.080, natural da freguesia de Santana de Campos, concelho de Mértola, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes em Praça da Paz, Acesso 2, 5.º Dt.º B, em Faro, declarou o outorgante marido, com a autorização da outorgante mulher: - Que é dono e legítimo possuidor com exclusão de outrem dos seguintes bens imóveis: I – Prédio rústico, composto por terra de cultura com árvores, sito em Cerro das Casas, na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, com a área de seiscentos e oitenta metros quadrados, que confronta do Norte com José João Teixeira e João Rodrigues, do Sul com Manuel Rodrigues, do Nascente com José Teixeira Domingos, e do Poente com João Domingos Barão, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 26 secção 059, com o valor patrimonial tributário de 24,54 €, igual ao atribuído. II – Prédio rústico, composto por terra de cultura com árvores, sito em Cerro das Casas, na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, com a área de quinhentos e sessenta metros quadrados, que confronta do Norte com José João Teixeira e João Rodrigues, do Sul com Manuel Rodrigues, do Nascente e do Poente com José Teixeira Domingos, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 29 secção 059, com o valor patrimonial tributário de 41,40 €, igual ao atribuído. III – Prédio rústico, composto por terra de cultura com árvores, sito em Portela da Amoreira, na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, com a área de catorze mil quinhentos e vinte metros quadrados, que confronta do Norte com Manuel José, do Sul com Manuel Custódio, do Nascente com Custódio Maria, e do Poente com Manuel Cesário, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 23 secção 059, com o valor patrimonial tributário de 132,48 €, igual ao atribuído. IV – Prédio rústico, composto por terra de cultura com árvores, sito em Cerro do Anjo, na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, com a área de dezoito mil setecentos e vinte metros quadrados, que confronta do Norte com José Manuel Pedro, do Sul e do Nascente com João Júlio, e do Poente com Manuel Martins Justo, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 13 secção 078, com o valor patrimonial tributário de 360,23 €, igual ao atribuído. V – Prédio rústico, composto por terra de cultura com árvores, sito em Cerro dos Urros, na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, com a área de doze mil quinhentos e vinte metros quadrados, que confronta do Norte e do Nascente com José Fernandes Pereira, do Sul com Herdeiros de João Cavaco, e do Poente com José Teixeira Domingos, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 16 secção 074, com o valor patrimonial tributário de 86,49 €, igual ao atribuído. VI – Prédio rústico, composto por terra de cultura com árvores, sito em Portela da Amoreira, na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, com a área de quatro mil quatrocentos e quarenta metros quadrados, que confronta do Norte com Isabel Maria das Neves Pereira, do Sul com Manuel Miguel Teixeira, do Nascente com Manuel Pedro Valente, e do Poente com José Teixeira Domingos, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 68 secção 059, com o valor patrimonial tributário de 36,31 €, igual ao atribuído. VII – Prédio rústico, composto por terra de cultura com árvores, sito em Monte de Monchique, na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, com a área de cento e sessenta metros quadrados, que confronta do Norte e do Poente com Via Pública, do Sul com Manuel Rodrigues, e do Nascente com João Domingos Barão, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 28 secção 059, com o valor patrimonial tributário de 22,55 €, igual ao atribuído. - Que estes prédios vieram à posse dele primeiro outorgante marido por volta do ano de mil novecentos e setenta e oito por partilha verbal feita com os demais interessados, por óbito dos avós do outorgante marido, Francisco Domingos e mulher Maria Antónia Teixeira, já falecidos, casados que foram sob o regime da comunhão geral, e residentes que foram em Monchique, Vaqueiros, Alcoutim, não tendo, porém, sido reduzida a escritura pública. - Que desde aquela data em que se operou a tradição material dos identificados prédios, ele primeiro outorgante marido os vem utilizando, e plantando-os, cultivando-os e colhendo os seus frutos, agindo com a convicção de ser o proprietário daqueles imóveis e como tal sempre por todos foi reputado. - Que, assim, há mais de vinte anos de forma pública, pacífica, contínua e de boa fé, ou seja, com o conhecimento de toda a gente, sem violência, nem oposição de ninguém, reiterada e ininterruptamente, na convicção de não lesar quaisquer direitos de outrem e ainda convencido de ser titular dos respectivos imóveis e assim o julgando as demais pessoas, tem possuído aqueles prédios – pelo que tendo em consideração as referidas características de tal posse os adquiriu por usucapião; estando impossibilitado de comprovar a referida aquisição pelos meios extrajudiciais normais. - Está conforme o original. Cartório Notarial do Notário Privado Nuno Manuel Santos Louro em Vilamoura, freguesia de Quarteira, Concelho de Loulé, em 06 de Março de 2013. A Colaboradora autorizada a praticar este acto pelo Notário Nuno Manuel Santos Louro, autorização publicada no sítio da Ordem dos Notários em 03/01/2013, Rita Marta da Silva Cabral (53/1) Conta registada sob o nº 2/663 Jornal do Baixo Guadiana, 01 Abril 2013

CARTÓRIO NOTARIAL DE ALCOUTIM A cargo da Adjunta de Notário Lic. Margarida Rosa Molarinho de Brito Simão Certifico para efeitos de publicação que por escritura outorgada hoje neste Cartório Notarial, a folhas cento e dez do Livro de Notas para Escrituras Diversas número “trinta e três – D”, Manuel António Simão, N.I.F. 140.261.311, natural da freguesia do Pereiro, concelho de Alcoutim e mulher, Maria Luísa Mestre Simão, N.I.F. 140.261.320, natural da freguesia do Pereiro, concelho de Castro Marim, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes em Tenência, freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim: Que são donos e legítimos possuidores com exclusão de outrem dos seguintes prédios, não descritos na Conservatória do Registo Predial de Castro Marim: a)Prédio rústico, sito em Retorta, freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, composto por vinha, cultura arvense e mato, com a área de seiscentos e quarenta metros quadrados, que confronta do norte com António João, do sul com herdeiros de Sebastião da Palma, do nascente com herdeiros de Lopes Silveira e poente com herdeiros de Domingos Belchior, inscrito na matriz cadastral em nome do justificante marido, sob o artigo 110 da secção M, com a proveniência no artigo não cadastral 4958, com o valor patrimonial tributário e atribuídos de cento e vinte e três euros e oitenta e cinco cêntimos. b)Prédio rústico, sito em Carvão, também conhecido por Gavião, freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, composto por mato e cultura arvense, com a área de sete mil e setecentos e vinte metros quadrados, que confronta do norte, sul e nascente com herdeiros de António João Cavaco e poente com ribeira da Foupana, inscrito na matriz cadastral em nome do justificante marido, sob o artigo 129 da secção J, com a proveniência nos artigos não cadastrais 4757, 6278 e 6287, com o valor patrimonial tributário e atribuído de vinte e cinco euros e catorze cêntimos. c)Prédio rústico, sito em Porto Largo, freguesia de Odeleite concelho de Castro Marim, composto por vinha, com a área de quinhentos e sessenta metros quadrados, que confronta do norte com caminho e herdeiros de Alberto Cavaco Pereira; sul com herdeiros de Adelino Mestre; nascente com Francisco Sebastião Ribeiro Mestre e poente com herdeiros de António Sequeira, inscrito na matriz cadastral em nome do primeiro ante possuidor Manuel Mestre, sob o artigo 99 da secção V, com o valor patrimonial tributário e atribuído de cento e vinte e oito euros e setenta e seis cêntimos. d)Prédio urbano, sito em Tenência, freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, composto por edifício térreo, destinado a arrecadações e arrumos com uma divisão, com a área coberta de vinte metros quadrados, que confronta do norte com Francisco Pereira; sul, nascente e poente com rua, inscrito na matriz em nome do primeiro ante possuidor Manuel Mestre, sob o artigo 822, com o valor patrimonial tributário e atribuído de seiscentos e oitenta euros. Que o prédio, identificado na alínea a) lhes pertence por o haverem adquirido em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e um, portanto há mais de vinte anos, por compra verbal e nunca reduzida a escrito feita a Maria Cavaco Martins, solteira, maior e residente em Balurcos de Baixo, freguesia e concelho de Alcoutim. Que o prédio, identificado na alínea b) lhes pertence por o haverem adquirido em data qye não podem precisar do ano de mil novecentos e oitenta, portanto há mais de vinte anos, por compra verbal e nunca reduzida a escrito feito a Sebastião António Beatriz e mulher Ana Maria Afonso, casados sob o regime de comunhão geral e residentes em Furnazinhas, freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim. Que as referidas compras foram efetuadas na constância do seu matrimónio, celebrado em sete de Agosto de mil novecentos e setenta e seis, pelo que os referidos imóveis têm a natureza de bens comuns do casal. Que os prédios, identificados nas alíneas c) e d) lhes pertencem por os haverem adquirido, em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e um, portanto há mais de vinte anos, por doação verbal e nunca reduzida a escrito feita pelos pais da justificante mulher e sogros do justificante marido, Manuel Mestre e mulher Emília Antónia, casados sob o regime de comunhão geral e residentes em Tenência freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, pelo que os indicados prédios têm a natureza de bens comuns do casal. Que tendo-se tratado de aquisições meramente verbais, por compra e por doação, não tituladas por escritura pública, não dispõem eles justificantes de títulos formalmente válidos que as comprovem. E que sem qualquer interrupção no tempo, desde então, portanto há mais de vinte anos, eles justificantes entraram na posse e fruição dos citados imóveis ininterruptamente, sempre com ânimo de quem exercita direito próprio, posse essa exercida de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, de modo público, porque com conhecimento de toda a gente, pacífica porque sem violência, sem oposição de quem quer que seja, e contínua com a consciência de utilizar e fruir coisas exclusivamente suas, adquiridas de anteriores proprietários, pagando as respetivas contribuições e impostos, fazendo sementeiras, plantações e culturas, cuidando da sua reparação e manutenção, enfim deles retirando todos os seus normais frutos, produtos e utilidades por eles proporcionadas, pelo que adquiriram os referidos prédios por usucapião não tendo todavia, dado o modo de aquisição, título extrajudicial, capaz de provar o seu direito de propriedade para fins de registo. Está conforme o original. Cartório Notarial de Alcoutim, aos doze de Março de dois mil e treze. A Adjunta do Notário, em substituição legal, (Margarida Rosa Molarinho de Brito Simão) Conta: Art.º 20º nº 4.5………€ 23,00 São: Vinte e três euros. Conta registada sob o nº 12 Jornal do Baixo Guadiana, 01Abril 2013

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JORNAL DO BAIXO GUADIANA |ABRIL 2013

DESPOR T O

Futebolândia

Olá e sejam bem-vindos á edição de Abril de mais uma crónica sobre o mundo do futebol. Ao que parece Vítor Pereira, treinador do F.C. do Porto, tem os dias contados na equipa do “Bobby e do Tareco”. Em pouco espaço de tempo colocou a sua equipa fora da Liga dos Campeões como ficou comprometida a revalidação do título de campeão nacional. Alguns dirão que Vítor Pereira continua firme no cargo, como alguns comentadores “da treta” que dizem que em Portugal não vai acontecer o que esteve prestes a acontecer no Chipre, porque segundo eles os bancos portugueses são muito sólidos, basta só olhar para o caso do BPN, mais sólido é impossível…digo eu. Agora pergunta-se qual vai ser o adversário da equipa portista na Liga dos Campeões. Como ele perguntou ao Jorge Jesus, porque será que falta humildade aos treinadores que rumam à cidade invicta? Vítor Pereira que além de treinar o F.C. do Porto tinha treinado uma equipa de matraquilhos em Vila nova de Gaia. Humildade tem a Manuela Ferreira Leite de sobra, ela que depois do corte na sua pensão admitiu que ia deixar de ir ao cabeleireiro e eu a pensar que ela nunca lá tinha ido. O José com sobrenome de um dos grandes filósofos da história (Sócrates) vai comentar a atualidade política, ui a barraca que aí vem, estou curioso em saber se vai falar em português ou em francês e eu a pensar que só ria nas conferências de imprensa do Jorge Jesus. Além disso está arriscado a levar um “enxerto de porrada” dos adeptos do Vitória de Guimarães que ultimamente batem em tudo o que mexe ou de um qualquer português que esteja no aeroporto á sua chegada. Wolfswinkel avançado do Sporting foi vendido ao Norwich para pagamento de salários, depois vão vender o Ruí Patrício, Diego Capel, Rinaudo, Carrillo e quando venderem todos os jogadores, o Jesualdo Ferreira para o Porto (aliás o F.C. do Porto é o asilo dos que saem do Sporting) e o roupeiro “Paulinho”, os lugares atrás do ecrã gigante, o estacionamento á frente do estádio e o leão ao circo do Victor Hugo Cardinali e os azulejos do estádio para decoração de casas de banho no parque de campismo da Trafaria.

Eusébio Costa, radialista e licenciado em ciências da comunicação eusebiocosta@live.com.pt

Complexo Desportivo vai integrar Rede Nacional de Alto Rendimento O secretário de Estado do Desporto, Alexandre Mestre, garantiu que o complexo desportivo de Vila Real de Santo António vai passar a integrar a rede nacional de Alto Rendimento. O anúncio foi feito à margem da inauguração do Mundialito 2013. O governante disse que “pelo menos desde 2009” que foi feita “uma tremenda injustiça” ao não incluir o complexo naquela rede”. Alexandre Mestre mostrou-se impressionado com as condições do complexo desportivo após a visita guiada feita pelo presidente da câmara municipal de Vila Real de Santo António, Luís Gomes. Este autarca por sua vez, em declarações ao JBG, congratulou-se com o anúncio feito pelo secretário de Estado. “Este complexo tem

todas as condições para integrar a rede nacional de alto rendimento”, insistiu Luís Gomes que lembrou que “está a ser feito um enorme esforço para equilibrar as contas” desta estrutura, nomeadamente, através “do reforço da promoção externa do complexo, pelas condições excelentes que tem, sobretudo, para a prática do atletismo e de futebol”.

Na rota das grandes competições Esta estrutura está na rota das grandes competições, como garantem os certificados de Centro de Preparação Olímpica, pelo Comité Olímpico de Portugal; Centro Oficial de Treinos, pelo Euro 2004, e Centro de Treino

acreditado pela International Association of Athletics Federations nas disciplinas de Meio Fundo, Fundo e Corta-Mato. Recorde-se que com modernas instalações, o Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António é escolhido por atletas e clubes de renome, de várias modalidades da alta competição, para fazerem estágios e preparações. Este complexo inclui um pavilhão, três polidesportivos, dois ginásios, quatro campos de ténis, estádio com campo de futebol relvado, dois campos de futebol relvados para treinos, pista de atletismo com piso sintético, campo de treino de lançamentos e pista de Cross. Possui também um sistema simulador de treino em altitude, essencial para os atletas de alta competição.

Natação para bebés em Castro Marim Compreendendo os benefícios da natação a nível muscular, mas também a nível psicológico, a Câmara Municipal de Castro Marim tem em desenvolvimento a 2ª edição de “Encontros para Bebés”, na Piscina Municipal de Castro Marim para bebés entre os 9 e os 36 meses, com periodicidade mensal, decorrendo esta edição até ao mês de Maio. Os “Encontros para Bebés”, que são monitorizados por técnicos credenciados da Autarquia, além de fortalecer os laços afetivos entre pais e filhos, contribuem, significativamente, para proporcionar uma maior socialização entre os bebés. A participação dos bebés nas aulas de natação é gratuita, estando sujeita a inscrição prévia na Piscina Municipal, através do telefone 281 510 748 ou pelo e-mail: gam@cm-castromarim.pt.

Baixo Guadiana recebeu Jornadas «Desporto na Natureza» Os concelhos de Vila Real de Santo António e Castro Marim receberam a quinta edição das Jornadas Desporto na Natureza. O objetivo do certame passa por fomentar o desporto aliado às excelentes condições naturais existentes na região algarvia. Estas jornadas tiveram lugar a 22 e 23 de março e proporcionaram a formação de cerca 30 professores da área de educação física. Os formando oriundos de todo o Algarve, mas também de Ayamonte e da Mancomunidad de Beturia, na vizinha Espanha. Estiveram presentes na cerimónia de abertura o diretor regional do Instituto Português e do Desporto, Luís Romão que salientou a importância das sinergias para que “projetos com este alcance aconteçam em parcerias com diversas entidades e com vista a um objetivo tão importante como é o desporto na natureza”. Em consonância com este responsável esteve o diretor regional da educação

Iniciativa da Direção Regional do Algarve do Instituto Português do Desporto e Juventude e parceiros que lembrou também a necessidade de descentralizar estas ações, lembrando “as condições excecionais do Baixo Guadiana para estas modalidades”. De referir que o programa das jornadas versou formação em diversas

frentes. Desde orientação, pedestrianismo, triatlo, escalada e BTT. A formação teórica decorreu na biblioteca municipal de VRSA e a prática teve como palco a mata de Monte Gordo, o Complexo Desportivo e o Parque Aventura de Odeleite.

Esta foi uma iniciativa da Direção Regional do Algarve do Instituto Português do Desporto e Juventude - IPDJ, em parceria com o Desporto Escolar/Escola Ativa Algarve, associação ODIANA e o núcleo sportinguista «Os leões de Olhão».

Sara Carreiras sonha com o basquete nacional A altura de Sara Carreiras despertou a curiosidade de um treinador de basquete em vê-la jogar. Desde logo, a jovem com apenas 10 anos mostrou que tinha muito para dar à modalidade. O basquete é desde há cinco anos a esta parte a sua prioridade desportiva, estando integrada na equipa campeã «Juventude Basquetebol Clube», de Vila Real de Santo António. Para trás deixou o ballet, o padel, o ténis e a natação. “Sem arrependimento” porque o basquete é a “verdadeira paixão”. A jovem é peremtória ao afirmar que “o mais importante é experimentar muitas modalidades desportivas” para se

perceber o que se gosta mais. Porque, tal como afirma, “nada se consegue sem trabalho”, o seu esforço valeu-lhe já o lugar nos treinos da seleção nacional de basquete no Algarve, que têm lugar em Albufeira, bem como tem feito parte dos estágios de observação da seleção de Portugal. Este ano pode ser decisivo para a integração desta jovem do Monte Francisco, concelho de Castro Marim, na equipa das quinas ao nível nacional. Sara Carreiras treina até quatro vezes por semana e chega a ter duas competições semanais. “Cada vez que marcamos um cesto, que roubamos a bola é uma sensação plena de

realização”, descreve ao JBG. O seu maior objetivo é superar no basquete o maior número de metas possível. Para já a sua maior expectativa é fazer parte do Europeu sub-16 de basquete que este ano acontece em terras lusas no mês de Agosto.

Desporto não interfere nos estudos Sara Carreiras, que um dia gostaria de vir a ser jornalista, sublinha que a paixão e o esforço que dedica ao basquete “não interferem no rendimento escolar”. Pelo contrário, a jovem garante que “ajuda a ter maior concentração nos estudos”.

Jovem integra já os estágios de observação da seleção de Portugal


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D ESP O R TO

Taekwondo de VRSA é campeão do Algarve No passado dia 2 de Março o Taekwondo Clube de Vila Real de Santo António sagrou-se campeão distrital de técnica. três freguesias

O evento desportivo teve lugar em Faro no pavilhão da Escola Afonso III e foi uma organização da Associação de Taekwondo do Distrito de Faro. O Taekwondo Clube de Vila Real de Santo António renovou o título de campeão distrital, deixando para trás o Clube de Taekwondo de Faro (3.º classificado), Clube de Taekwondo de Portimão (2.º classificado) e Louletano Desportos Club. As equipas participaram com escalões infantis, cadetes, juniores e seniores. Recorde-se que no ano passado o campeonato distrital teve lugar em Vila Real de Santo António.

O Clube dá aulas nas

O Taekwondo Clube de Vila Real de Santo António é um clube sem fins lucrativos que tem como objecto divulgar, promover e desenvolver a prática da Modalidade Olímpica e Arte Marcial de Defesa Pessoal denominada TAEKWONDO. Foi constituído a 11 de Junho de 2000. Focado em promover o Taekwondo no concelho de Vila Real de Santo António, são ministradas aulas nas localidades de Vila Real de Santo António , Monte Gordo e Vila Nova de Cacela. São treinadores do clube, os Mestres José Teixeira com graduação de 5º Dan e Rogério Rosa com graduação de 4º Dan .

Equipa foi campeâ distrital pelo segundo ano consecutivo

 Canoagem de Alcoutim

GDA é Campeão Regional de Fundo Decorreu no passado sábado, dia 16, o Regional de fundo de canoagem em Alcoutim. A prova contou com a participação de 7 clubes algarvios e alentejanos e mais de uma centena de atletas, tendo o Grupo Desportivo de Alcoutim conquistado o 1º lugar, com 1510 pontos. No pódio ficaram também o KCC Arade, em 2º lugar, e o ADD Mexilhoeira da Carregação, na 3ª classificação. Na competição estiveram também o CN Olhão, CN Portimão, Clube Fluvial Odemirense e CN Mértola.

De forma geral, os atletas alcoutenejos conseguiram uma ótima classificação em todas as categorias.

Resultados K1 menor masculino: Ricardo Faustino - 2º, Alexandre Palma 3º; K1 menor Feminino: Joana Ramos - 1º, Ana Mestre - 2º; K1 Iniciado Feminino: Mariana Costa - 1º, Beatriz Ribeiro - 2º, Daniela Mestre - 3º, Barbara Teixeira - 6º;

K1 Infantil Masculino: André Madeira - 2º, Bruno Ramos - 3º, Ricardo Martins - 4º, João Melo - 6º; K1 Infantil Feminino: Joana Mestre - 2º, Ana Filipa Simão - 4º, Soraia Marques - 6º; K1 Cadete masculino: Mikael Marques - 1º, Pedro Jeremias - 2º, Rodrigo Romão - 3º, João Domingues - 4º, Pedro Cavaco - 14º; K1 Júnior Masculino: Hugo Carmo - 3º, João Rodrigues - 11º K1 sénior Masculino: Daniel Cavaco - 4º;C1 Sénior Masculino: João Simão - 1º

Começou nova época de ciclismo

«Por Trilhos de Castro Marim»

Humberto Fernandes Entramos na primavera e já temos a nova epoca de ciclismo a todo gás, com os «cavaleiros» do Baixo Guadiana a competirem em diferentes frentes. Enquanto que a nível nacional a Volta ao Alentejo marco um mês de Março com representação de Samuel Caldeira, a nível internacional os melhores deste desporto mediram forças no país vizinho na Volta a Catalunha onde esteve Ricardo Mestre.

Volta a Catalunha 2013 Vencedor: Daniel Martin (Garmin Sharp) Tempo: 29:02:25

96º Ricardo Mestre (Euskaltel Euskadi) Tempo: +46m14s Com uma Volta a Catalunha a cumprir 100 anos de existência, esta é uma das provas mais importantes da do calendário internacional e onde muitos ciclistas apontam baterias. Mestre foi um dos participantes, mas apesar de um resultado pessoal modesto, o seu papel foi cumprido ao serviço dos seus lideres, para quem trabalhou. No final destes sete dias de competição, o balanço foi positivo e mais uma prova de excelência para juntar ao curriculo.

31ª Volta ao Alentejo

Canoagem de Alcoutim mais uma vez em destaque a nível nacional

Vencedor: Jasper Stuyven (Bontrage Cycling Team) Tempo: 19:30:47 41ºSamuel Caldeira (OFM/Quinta da Lixa) Tempo: +9m22s Mais um ano a Alentejana foi para a estrada e Samuel Caldeira voltou a ser um dos participantes tentando lutar pelos bons resultados nas chegadas ao sprint. Com cinco etapas a disputar foi na 4º em que o natural da Manta Rota obteve o seu melhor resultado, um quarto lugar. As outras etapas forem entregues ao trabalho colectivo em prol dos seus chefes de fila o que levou a serem os vencedores por equipas no final da prova.

Foi no 3 de Março que a Associação RODACTIVA/SEM ESPINHAS, pelo segundo ano consecutivo, proporcionou aos amantes do desporto de duas rodas, um dia de cheio de desporto, diversão e emoção pelos maravilhosos trilhos do nosso Concelho de Castro Marim. Apesar da chuva e do vento que se fazia sentir nesse dia, os participantes aderiram num número total de 212, sendo que 176 eram BTTistas e 36 na vertente de pedestria. Este Raid «Por Trilhos de Castro Marim», apesar de não ter a vertente competitiva, tem vindo a ganhar alguma fama no mundo do BTT, não só pelos praticantes locais mas sim pelos de todo o País assim e pelos “nuestros hermanos” Espanhóis, pelo seu grau de dificuldade, pela excelente organização e pela forma carinhosa como

são recebidos na nossa Vila. Este maravilhoso Evento não terminou ao pisar da meta, pois foi no Restaurante «SEM ESPINHAS NATURA» na Praia da Retur, onde todos os Participantes, poderam brindar e recuperar as energias perdidas, com um maravilhoso almoço, com vista para o mar. Após concluído o Evento, a Associação RODACTIVA/ SEM ESPINHAS, não baixou os braços, pois ao verificar que ainda abundava logística alimentar, decidiu contactar o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim, e doá-la em prol do bemestar das pessoas que acolhe. A RODACTIVA/SEM ESPINHAS agradece aos Patrocinadores, Câmara Municipal de Castro Marim, a todas as outras entidades envolvidas assim como em nome individual e participantes.


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Mundialito 2013: «invasão pacífica» de 4 mil crianças No total foram 4 mil as crianças que ao longo da semana da Páscoa fizeram a maior festa de futebol infantil do mundo. Este é torneio que atingiu já uma dimensão ibérica, e pela primeira vez contou com o apoio do Governo português, que se fez representar pelo secretário de Estado do Desporto Alexandre Mestre. O Secretário de Estado do Desporto reconheceu “o mérito” do Mundialito, ao mesmo tempo que elogiou as instalações do Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António, acreditadas pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), desde 2002, e classificadas como Centro de Preparação Olímpica, desde 2004. Este é um torneio de dimensão transnacional e que mostra como Portugal sabe receber e organizar eventos que potenciam o desporto”, disse Alexandre Mestre. O Mundialito voltou a crescer, contando com a participação de 4 mil crianças de 54 nacionalidades e de 200 equipas, vindas dos quatro cantos do mundo. As partidas tiveram lugar nos nove campos do Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António, nos campos do Lusitano e do Beira-mar, e nos Estádios Cidade de Ayamonte e Blas Infante (Espanha). Um torneio que se dividiu em quatro grupos: além das formações habituais (7/8 anos, 9/10 anos e 11/12 anos). Pelo segundo ano consecutivo o «Mundialito» reuniu a classe dos Querubins, destinada às crianças nascidas em 2007 (futebol de 6). A alegria e a festa dos mais pequenos é sempre crescente neste evento desportivo e mexe com o calor humano das duas cidades raianas.

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Sal de Castro Marim são requisitados nos quatro cantos do mundo

1 milhão de euros de investimento no saneamento básico em VRSA

Crise afeta apoios Com um investimento total de 245 mil euros [200 mil de VRSA e 45 mil de Ayamonte] este torneio tem visto os apoios reduzirem-se de ano para ano. Os apoios públicos representam agora menos de metade do que aconteceu nas primeiras edições. A crise tem afetado esta festa do futebol, mas os responsáveis políticos das duas cidades anfitriãs referem que o retorno gerado na economia local atinge a fasquia dos 2 milhões de euros.

Cartoon

Governo anuncia mais despedimentos no setor público

sotavento algarvio

ECOdica Evite comprar e utilizar produtos descartáveis e com excesso de embalagens. Copos, talheres e copos de plástico são utilizados em minutos e demoram centenas de anos a decompor-se. A reciclagem não justifica o uso de materiais descartáveis, porque o próprio processo de reciclagem é poluente e consome muita água, energia e combustíveis fósseis. Compre produtos reciclados, biodegradáveis ou recarregáveis sempre que puder.

JBG Abril 2013  

Em destaque na edição de Abril do JBG 2013 o sal de Castro Marim e o TEA - Teatro Experimental de Alcoutim.