A Hora – 21 e 22/06/2025

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Avisita da comitiva federal à região escancara uma realidade que os moradores conhecem bem. Há um abismo entre os anúncios e a aplicação. Por vezes explicado pela burocracia. Palavra genérica, porém rasa. O uso recorrente esconde erros sistemáticos em todas as esferas como falta de coordenação, de planejamento e de conhecimento técnico. Muito disso está na distância entre governo central, estadual e municipal. As estruturas para cadastro, análise e aprova-

Mais uma vez, para ficar grifado: o Vale do Taquari precisa de ações concretas, não de promessas que se perdem em papéis e planilhas.”

ção são custosas, complexas e demoradas, em especial quando se exige urgência. Neste sistema incapaz de atender o anseio das comunidades, fica claro a diferença entre o tempo dos governos e o cotidiano das pessoas. Sem dúvida é preciso haver gatilhos para evitar distorções, desperdícios e, até mesmo, desvios. Nas cidades, enquanto o poder público debate prazos e normas, famílias seguem desabrigadas, empresas lutam para se reerguer e infraestruturas essenciais continuam comprometidas.

Cansativo repetir as mesmas afirmações. Mais uma vez, para ficar grifado: o Vale do Taquari precisa de ações concretas, não de promessas que se perdem em papéis e planilhas. Os projetos, do monitoramento às estradas e moradias, precisam ser concluídos o mais rápido possível, de preferência antes da grande inundação.

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Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“O

pessoal dos caminhões é muito unido, todo mundo ajudou”

Márcio José Rohr, 44, mais conhecido como Luki, recebeuamedalhaCapitão Pedro Siebra em nome do TruckClubdeLajeado,do qualépresidente.Natural de Arroio do Meio, Luki, juntodoscolegasdo clube,foireconhecidopela atuaçãonasenchentes de 2023 e 2024. Além deajudarnaretiradade famíliasnaépocadas cheias, o clube também foiatuantenaentregade suprimentosemdezenas de locais inacessíveis depoisdatragédiademaio.

Qual o sentimento de receber essa medalha?

Acho que o principal é o reconhecimento, nos sentimos reconhecidos pelo que fizemos. Não esperávamos nada do tipo. O Truck Club fez tudo que fez sem esperar nada do gênero, o intuito sempre foi ajudar as pessoas.

Qual foi a atuação do clube nas enchentes?

Em setembro e novembro de 2023 ajudamos a tirar famílias das áreas alagadas, como nossos caminhões são maiores, conseguimos chegar nos locais que os veículos das prefeituras não conseguiam mais. A enchente de maio de 2024 foi um pouco diferente.

O clube estava em viagem em maio de 2024, certo?

Saímos em uma expedição para o Pantanal no dia 28 de abril, uma viagem

que planejávamos há um ano e meio. Quando chegamos no acampamento, para iniciar a trilha, decidimos abortar. Todo mundo pensou nas famílias e nos amigos e voltamos ao Vale. A casa dos meus pais, por exemplo, ficou completamente debaixo d’água. Como estávamos longe, não chegamos a tempo de ajudar na retirada das pessoas, mas nosso trabalho foi depois.

Você estava entre os primeiros a levar água para Travesseiro, não é?

Trabalhamos mais de 20 dias sem parar levando suprimentos para as localidades mais afastadas. O pessoal dos caminhos é muito unido, recebemos mais de R$ 50 mil em dinheiro de doações de todo o país, que usamos para comprar suprimentos. O pessoal de outros estados que estava na trilha do Pantanal desceu aqui para o Vale depois e veio carregado de materiais. Assim foi por semanas, trabalhamos levando comida e água para famílias, alimento para os animais. Travesseiro foi um exemplo, a comunidade estava isolada. Quando a água baixou, meu caminhão foi o primeiro a chegar na margem do Forqueta, do lado de Marques de Souza, onde fizemos uma corrente humana para carregar água até os barquinhos, que levaram para Travesseiro, do outro lado. Era muito lodo no chão, mas alguém tinha que começar o trabalho. São mais de 15 caminhões no clube e todos ajudaram, o combustível saiu todo do nosso bolso, mas fizemos o que fizemos para ajudar.

Filiado à
Neitzke
Raica Franz Weiss raica@grupoahora.net.br
FOTOS

É preciso buscar algo melhor do que a EGR, CCR e Sacyr

OVale do Taquari é impactado por três modelos distintos de concessão rodoviária. O mais antigo é com a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), compactuado a partir da criação da “estatal” há mais de 10 anos, e que trouxe poucos avanços rodoviários às principais rodovias estaduais da região. Afora os serviços extraordinários de reconstrução pós-enchente, a EGR não entregou duplicações, viadutos, passarelas, vias marginais, iluminação contínua e afins na última década. E ainda apresenta muitas dificuldades para fazer o básico – roçadas, tapa-buracos, sinalização. Um atraso que gera um prejuízo incalculável. Após a EGR, veio a CCR ViaSul. O grupo privado iniciou os serviços na BR-386 em fevereiro de 2020, com uma tarifa de R$ 4,40, e a partir de uma concessão federal realizada em 2018. Cinco anos e meio após o início dos trabalhos e a empresa já conseguiu entregar alguns quilômetros de duplicação, e também um bom número de passarelas, viadutos e outras obras de arte. Entretanto, a tarifa já subiu a R$ 5,50 e a empresa tem

enfrentado problemas nos prazos de entrega de elevadas e duplicações, na manutenção das pistas em áreas urbanas, na comunicação e na reconstrução dos trechos impactados pelas enchentes. Por fim, a Sacyr assinou acordo em julho de 2021, por meio de processo de concessão da RSC-287 conduzido pelo governo estadual. Por lá, algumas obras avançam, mas as queixas sobre atrasos também são recorrentes – afora os acessos e outras adequações –, e o tão festejado deságio foi parcialmente “compensado” por reajustes autorizados pela Agergs. Ou seja, somos impactados por diferentes modelos, e todas possuem bons e maus exemplos na aplicação do nosso dinheiro. À região, cabe aprender com esses exemplos para construir coletivamente um modelo de concessão melhor do que EGR, CCR e Sacyr. Para isso, sobram informações, dados e avaliações técnicas para melhor modelar a concessão do bloco 2 e evitar erros já detectados. Agora, só não podemos permitir que os problemas justifiquem os discursos mais retrógrados. É preciso seguir em busca de algo melhor, reforço!

Boa relação em Taquari

Após retomar a boa relação com o ex-prefeito Maneco Hassen (PT), o atual prefeito de Taquari, André Brito (PDT), também fez questão de demonstrar publicamente a boa relação com o ex-vice-prefeito, Ramon de Jesus (PT), que deixou a antiga coligação com o PDT e concorreu pela oposição em 2024. Durante encontro entre prefeitos e representantes do governo federal, nessa sexta-feira, nos ambientes do CRIE_Ti Univates, eles circularam juntos pelo auditório

e compactuaram demandas para o desenvolvimento do Vale do Taquari e da nossa cidade-mãe.

rodrigomartini@grupoahora.net.br

Manhã de cobrança (e agradecimentos)

O encontro entre prefeitos do Vale do Taquari e representantes do governo federal foi de alto nível. Um evento para retomar a necessária diplomacia e comunicação tête-à-tête, “olho no olho”. Com maturidade e, também, justiça. Diante de gestores de diferentes partidos e alas ideológicas, o deputado federal e ex-ministro Paulo Pimenta (PT) conduziu a conversa ao lado do Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, e do Secretário Federal de Reconstrução, Maneco Hassen (PT). O petista ouviu queixas e novos pedidos, reapresentou empenhos e rubricas, contextualizou a criação de novos programas habitacionais, criticou e questionou as ações (e aplicações) do governo estadual junto ao Funrigs, e prometeu adequações em detalhes envolvendo a liberação de recursos às casas populares. Do outro lado, prefeitos e prefeitas não titubearam na hora de pedir mais ao Vale e, ao mesmo tempo, foram enfáticos nos agradecimentos ao governo federal. E distribuíram convites para futuras inaugurações aos representantes do presidente Lula. Sobre isso, e durante entrevista nos estúdios da Rádio A Hora, Pimenta brincou. “Só recebia convites para limpar o espeto. E também é bom receber convite para comer a carne”. E é isso. A reconstrução do Vale não pode ser uma questão partidária, bélica e tensa. É uma questão humanitária.

TIRO

- Ex-prefeito e atual Secretário Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Marcelo Caumo (União Brasil) percorreu os municípios mais atingidos pelas chuvas e inundações nessa semana. Prometeu levar horas máquinas e reforçar os serviços de desassoreamento. E aproveitou para tentar estreitar relações com líderes regionais.

- A prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher (PP), e o prefeito de Arroio do Meio, Sidnei Eckert (MDB), foram estratégicos ao reservar o evento público com representantes da Defesa Civil Nacional para a entrega do novo projeto à ponte sobre o Forqueta. E os agentes do governo federal já demonstraram predisposição para aceitar o aporte de R$ 15 milhões ao projeto original.

- Gláucia Schumacher (PP) já havia utilizado evento semelhante para solicitar, junto à ANTT, DNIT e CCR ViaSul, a construção de uma nova ponte sobre o Rio Taquari, ao lado da atual travessia entre Lajeado e Estrela pela BR-386.

- Aliás, o assunto “ponte sobre o Rio Taquari” fervilha nos bastidores e o governo estadual analisa duas propostas: uma entre Cruzeiro do Sul e Estrela, e outra bem mais urbana entre Lajeado e Estrela. A diferença entre as travessias está no tamanho e, claro, no investimento.

Via Láctea fora do plano de pedágio?

Os prefeitos de Teutônia, Renato Altmann (PSD), e de Fazenda Vilanova, Amarildo da Silva (PDT), são categóricos: se o governo estadual não atender às demandas dos municípios, é melhor retirar a Via Láctea (ERS-128) do plano de concessão do Bloco 2. Mais do que isso. A exclusão da rodovia estadual que interliga a Rota do Sol com a BR-386 foi tema de debate entre o prefeito teutoniense e representantes da Secretaria Estadual de Parcerias

e Concessões, durante encontro realizado nessa semana em Porto Alegre. Ou seja, é um pedido –ainda – extraoficial, mas que pode ganhar corpo se o governador Eduardo Leite (PSD) – hoje no mesmo partido de Altmann – não prestar mais atenção aos impactos urbanos que podem ser causados pelo novo modelo de pedágios no Vale do Taquari. Em tempo, a foto é de (mais) um acidente registrado no início da tarde dessa sexta-feira.

vinibilhar@grupoahora.net.br

A força do HBB no desenvolvimento regional

Na próxima quarta-feira, 25, a Associação

Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) promove mais uma edição da sua tradicional reunião-almoço, reunindo empresários, líderes de classe e formadores de opinião. O tema vai além da saúde: o papel estratégico do Hospital Bruno Born (HBB) no desenvolvimento econômico e social de Lajeado e região.

Os palestrantes — Marcos Frank, presidente do HBB, e Cristiano Dickel, diretor — conduzem a palestra, a partir do tema “HBB: de onde viemos e para onde vamos”.

Com uma operação robusta, emprega hoje cerca de 1,5 mil funcionários diretos e conta com um corpo médico de 420 profissionais. Esses números, por si só, já revelam a potência econômica que representa. E os reconhecimentos reforçam essa trajetória: pelo quinto ano consecutivo, em 2025,

o hospital integra a lista dos melhores do mundo, figurando entre os 60 melhores do Brasil e como o 8º no Rio Grande do Sul.

Neste ano, o HBB ingressou em um seleto grupo de hospitais brasileiros a ostentar a Certificação Planetree – Nível Ouro, ao lado de gigantes como o Hospital Albert Einstein e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

Em abril, foram entregues duas novas estruturas fundamentais: o Centro de Cardiologia e o Centro Obstétrico, fruto de um aporte de R$ 6,6 milhões, viabilizado em parceria com o Governo do Estado, via Secretaria da Saúde (SES).

A modernização dos serviços e a ampliação da capacidade refletem diretamente na atração de profissionais altamente qualificados e na geração de empregos — diretos e indiretos.

Em julho, o HBB celebra seus 94 anos de fundação. Mais do que longevidade, são mais de nove

décadas construindo um legado que combina tecnologia de ponta, atendimento humanizado e investimento constante em pessoas. Uma região que oferece um sistema hospitalar forte, moderno

Acil promove capacitação sobre IA para empresas

A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) realiza no dia 23 de junho, às 19h, a capacitação “Inteligência Artificial na prática”. O evento é voltado a empresários, gestores e profissionais que buscam entender como a IA pode ser aplicada nos negócios. Ministrada por Rafael Zanatta, a atividade abordará como a tecnologia tem transformado setores estratégicos das empresas. A programação, com duração de três horas, inclui conceitos, exemplos práticos e uma atividade monitorada para estimular a inovação. O objetivo é mostrar como a IA pode ser uma aliada na otimização de processos e na melhoria da gestão empresarial.

e qualificado, não apenas cuida de sua população — ela também se torna mais atrativa para novos investimentos, estimula a retenção de talentos e fortalece seu ambiente de negócios.

É um pilar silencioso, mas indispensável, que sustenta a qualidade de vida, a competitividade e o desenvolvimento econômico de Lajeado e do Vale do Taquari.

A partir de 1º de julho, a lajeadense Demander assume a operação do PlugSales, até então controlado pela paranaense TecnoSpeed. A aquisição fortalece a estratégia da Demander em liderar o mercado de soluções para gestão da força de vendas. Com 13 anos de atuação e presença na América Latina, a empresa atende mais de mil clientes que movimentam mais de R$ 1 bilhão em vendas mensais. O acordo foi oficializado em 16 de junho e inclui suporte técnico e desenvolvimento de novos projetos. Segundo o CEO da Demander, Douglas Lutz, a integração permitirá acelerar a inovação e ampliar a entrega de valor aos clientes. A TecnoSpeed destacou que a transição oferece segurança e melhores perspectivas aos usuários do PlugSales.

FILIPE FALEIRO/ARQUIVO
DIVULGAÇÃO

NOVA PONTE

Lajeado e Arroio do Meio solicitam mais R$ 15 milhões

Projeto dentro da Defesa Civil Nacional tinha aporte de R$ 10 milhões. Necessidade de ajustes em ruas, nas cabeceiras e aterro para passagem em duas vias pelas áreas urbanas encareceu a obra. Comitiva federal visita a região para destravar programas voltados à infraestrutura, prédios públicos e habitação

Aconstrução de mais uma ponte entre Arroio do Meio e Lajeado custará R$ 25 milhões. Esse é o orçamento apresentado à Defesa Civil Nacional, durante reunião entre prefeitos e comitiva federal na manhã da sexta-feira, 20 de junho. Pelo primeiro projeto aprovado, em julho do ano passado, havia cerca de R$ 6 milhões destinados por verba da União para reconstrução da Ponte de Ferro. Como foi feita pela iniciativa privada, uma nova ideia foi trabalhada. Construir ao lado. Mais alta e capaz de receber trânsito nos dois sentidos, inclusive de caminhões. O

ca

aporte subiu para algo próximo aos R$ 10 milhões.

Como a licitação parte dos municípios, foi necessário uma terceira análise, entregue ao secretário nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff, nessa sexta-feira.

Com o recálculo, os prefeitos, Sidnei Eckert (Arroio do Meio), e Glácia Schumacher (Lajeado), solicitam mais R$ 15 milhões.

Como resposta, o secretário da Defesa Civil Nacional destaca que, com a formalização do pedido para ampliar o aporte federal, é necessário avaliar os trâmites legais. Mesmo assim, não descarta maior aporte.

“Temos como assumir uma parte maior do custo, mas é preciso aprovação. Se é o que o projeto de engenharia exige, vamos avaliar e, cumprido os critérios técnicos, vamos aprovar também”, antecipa.

Além do secretário Wolnei Wolff, a comitiva federal tinha ainda o secretário da Reconstrução, Maneco Hassen, e o deputado federal, ex-ministro do governo Lula, Paulo Pimenta.

A reunião ocorreu no salão da Biblioteca da Univates, e teve presença de gestores públicos do Vale do Taquari, também da Região Metropolitana, e do Centro do RS.

“Ver onde os projetos travam”

da Reconstrução e responsável pela implantação de programas do governo federal. De acordo com ele, a visita desta sexta teve como objetivo destravar obras aprovadas. Para tanto,

e a escuta ativa, pois é muito diferente o servidor do governo federal receber os prefeitos lá em Brasília ou ele vir até aqui, ver a realidade”, acredita.

Para ele, existem alguns impasses que vão além da competência do poder público federal. “Algumas obras avançam com rapidez em certos municípios, mesmo em contextos semelhantes, o que demonstra a necessidade de revisão nos entraves burocráticos.”

Como exemplo, cita Imigrante.

“Vamos inaugurar 11 estruturas, incluindo pontes e passarelas. Por que uma cidade já conseguiu fazer todas as obras e outra ainda não? É preciso identificar onde está o problema, seja no programa, na Caixa ou na licença ambiental, e resolver. Esse é o nosso papel”, frisa.

Mais de R$ 112 bilhões para o RS

O secretário adjunto da Casa

O deputado federal, Paulo Pimenta (PT-RS), foi o ministro

VALE DO TAQUARI
Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Novo projeto foi entregue na sexta. Orçamento cou em R$ 25 milhões. Passagem
ao lado da Ponte de Ferro

Civil do Governo Federal, Maneco Hassen, apresentou um balanço das ações federais no Rio Grande do Sul e no Vale do Taquari no último ano.

Hassen destacou que 66 mil empresas acessaram programas federais desde as enchentes. Só no Vale do Taquari, o número de moradias aprovadas passou de 2, 5 mil, com 720 contratos assinados até o momento. “Estamos avançando mais lentamente do que gostaríamos, mas avançando. O Compra Assistida já autorizou mais de 10 mil moradias no RS.”

O secretário afirma que o total de investimentos do governo federal já passa de R$ 112 bilhões. Por isso, acredita, os resultados econômicos do RS são positivos, com crescimento acima da média nacional, aumento da arrecadação de ICMS, geração de empregos e inflação abaixo da média do país. “O esforço do governo federal teve papel fundamental nesse desempenho”, assegura.

Impossibilidade orçamentária

O prefeito de Muçum e presidente da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat), Mateus Trojan, destaca que há entraves ainda das enchentes de setembro de 2023, que vão desde acessar verbas relacionadas à recuperação de

MANECO HASSEN

SECRETÁRIO DA RECONSTRUÇÃO

Estamos avançando mais lentamente do que gostaríamos, mas avançando. O Compra Assistida já autorizou mais de 10 mil moradias no RS.”

Relatório federal

O secretário Nacional da Reconstrução, Maneco Hassen, apresentou aos prefeitos uma prestação de contas sobre as iniciativas em âmbito estadual e regional. Confira um resumo:

MATEUS TROJAN

PRESIDENTE DA AMVAT E PREFEITO DE MUÇUM

estradas, quedas de barreiras e serviços com máquinas, mas, em especial, com habitação.

“Há requisitos que, nas condições atuais, a maioria dos municípios não consegue cumprir”, observa. Em Muçum, há 177 unidades habitacionais aprovadas pela Defesa Civil Nacional, com valor estimado de até R$ 150 mil por moradia. Segundo ele, esse montante é insuficiente para viabilizar tanto a infraestrutura do loteamento quanto a construção das casas devido às condições técnicas e geográficas da região. Trojan calcula que o investimento necessário chegue a R$ 12 milhões. “Hoje estamos numa ilusão de que será possível executar com os mesmos recursos. Precisamos revisar as condições para que esses projetos saiam do papel.”

Como resposta, o secretário da Defesa Civil Nacional, Wolnei Wolff, existe a possibilidade de aumentar o valor unitário por moradia construída pelo programa de Calamidade para R$ 200 mil. Já a questão de preparo do terreno e desapropriação, isso permanece como obrigação do poder público local.

Hoje estamos numa ilusão de que será possível executar com os mesmos recursos. Precisamos revisar as condições para que esses projetos saiam do papel.”

Obra assinada, mas não iniciada

A prefeita de Estrela, Carine Schwingel, afirma que os entraves burocráticos impedem o avanço das ações habitacionais, mesmo após a formalização de autorizações por parte do Governo Federal. Ela destaca que há cerca de 800 moradias aprovadas, mas que continuam sem liberação por parte da Caixa Econômica Federal. “A mesma empresa que está autorizada a construir em Cruzeiro do Sul ainda aguarda liberação para executar o projeto de Estrela”, aponta. Segundo ela, os trâmites não justificam uma espera de quase sete meses. “Isso não é burocracia, é burrocracia”, dispara.

Schwingel afirma que o governo tem sido paciente, mas agora exige uma intervenção direta do Governo Federal junto à Caixa, uma vez que o município cumpriu as diretrizes do processo. “Quando falamos com a Caixa, dizem que falta documentação da empresa. Vamos até a empresa, afirmam que entregaram. O município fica no meio disso, sem solução. Isso precisa de uma definição”, conta. A prefeita ressalta que o impasse atinge também outros municípios, como Encantado e Bom Retiro do Sul, que enfrentam situação idêntica em relação à liberação de unidades habitacionais federais.

Mantemos esse contato direto e a escuta ativa, pois é muito diferente o servidor do governo federal receber os prefeitos lá em Brasília ou ele vir até aqui, ver a realidade.”

PAULO PIMENTA

DEPUTADO FEDERAL

Habitação

25 mil moradias com recursos garantidos em todo o RS.

Compra Assistida 13 mil unidades (somando autorizações e contratos assinados)

720 chaves entregues no Vale.

Minha Casa Minha Vida Na região

2,5 mil construções aprovadas. 815 contratadas 1.175 pendentes de contratação.

Educação

970 unidades escolares com apoio federal no RS. 230 escolas com recursos aplicados na região. 20 escolas em reconstrução total. 15 escolas em reforma.

Emprego e Economia

66 mil empresas atendidas no RS.

No Vale

7 mil empresas incluídas nos programas federais.

4 mil micro e pequenas empresas atendidas pelo Pronampe.

Mais de R$ 711 milhões em contratações via programas de crédito.

R$ 1 bilhão contratados pelo Fundo Social do BNDES.

11 mil empregos receberam R$ 27 milhões como complemento salarial.

Auxílio Emergencial e Assistência Social

430 mil pessoas com Auxílio Reconstrução (Repasse de R$ 5,1 mil para pessoas atingidas) 4 mil cestas básicas entregues para cozinhas solidárias na região. R$ 28 milhões aplicados em assistência humanitária no Vale. Reconstrução de 8 unidades de Assistência Social (CRAS) no Vale.

Saúde

521 unidades de saúde contempladas em todo o RS. 87 unidades no Vale. Reconstrução total e reforma de 8 unidades.

33 unidades receberão equipamentos.

35 hospitais da região receberam repasses superiores a R$ 10 milhões R$ 28 milhões em recursos de custeio hospitalar devido ao aumento de demanda. Total investido na saúde na região: mais de R$ 39 milhões

Agricultura

229 mil agricultores atendidos no Estado.

No Vale

8 mil produtores R$ 65 milhões em descontos diretos. R$ 650 milhões de dívidas renegociadas.

EGR prepara novo contrato para recuperação de asfalto em rodovias

Danos causados pela chuva geraram buracos. Novo contrato será elaborado pela estatal

Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br

Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br

AEmpresa Gaúcha de Rodovias (EGR) prepara um novo contrato de manutenção para recuperar o asfalto em trechos críticos da ERS-130, de Lajeado até Encantado, e da ERS-129, de Encantado até Guaporé. As duas rodovias sofrem com problemas de infraestrutura, agravados após as sucessivas chuvas dessa semana.

A informação foi confirmada pelo diretor-presidente da EGR, Luis Fernando Vanacôr. O novo contrato visa restaurar a trafegabilidade e a segurança nas estradas que sofreram danos ainda na enchente de maio de 2024 e na enxurrada mais recente.

Em entrevista à Rádio A Hora, Vanacôr destacou que as equipes, durante o período de chuva, estiveram de prontidão percorrendo os trechos mais críticos. “Até hoje estamos atuando com dois tipos de ações. No serviço emergencial de tapa-buracos e na contratação

de uma empresa para realizar a manutenção e conservação dos trechos de forma mais estruturada”, afirmou.

Entre os pontos mais danificados, segundo relatos de motoristas, estão os trechos da ERS-130 em Arroio do Meio e Lajeado, na saída da Barra da Forqueta, além da RSC-453, no bairro Boa União, em Estrela.

Segundo Vanacôr, o novo contrato será exclusivo para o Vale do Taquari e incluirá recapeamento e

conservação das vias. “A iniciativa seguirá o modelo de melhorias já aplicadas entre Cruzeiro do Sul e Venâncio Aires. É uma ação semelhante à que fizemos em março do ano passado.”

Danos em veículos

Durante a semana, motoristas relataram problemas com buracos em diversos pontos na região. Na ERS-130, vários veículos sofreram avarias ao caírem em buracos abertos em Arroio do Meio, próximo à saída da Ponte do Exército. Ao todo, pelo menos 10 carros foram afetados.

A Defesa Civil chegou a ser acionada para fazer sinalização do trecho no local, bem como o Comando Rodoviário da Brigada Militar e técnicos da EGR. Em outro ponto da rodovia, na rótula em frente ao Posto do Arco, ao menos quatro veículos foram afetados após caírem em buracos na manhã de quarta-feira.

Na BR-386

Outra rodovia afetada neste período chuvoso foi a BR-386. Houve um bloqueio parcial na manhã dessa sexta-feira, 20, na pista sul (sentido interior-capital). A interdição ocorreu entre a ponte sobre o Rio Taquari e a ponte do Arroio Boa Vista.

A medida foi adotada após o surgimento de diversos buracos

no asfalto nos últimos dias. Por questões de segurança, uma das faixas precisou ser interditada para a realização de reparos emergenciais. Motoristas que passaram pelo local enfrentam lentidão, principalmente nos horários de pico.

Em outro ponto, pelo menos seis veículos tiveram pneus furados ao passarem por buracos no bairro Conventos, na manhã de quinta-feira, 19. Entre os motoristas afetados estava Maurício Bottega, que seguia para o trabalho quando o acidente aconteceu. “Tirei de um buraco e entrei no outro. Cortou o pneu”, relatou.

Vias municipais

Após a redução do nível do Rio

Taquari, a Secretaria de Obras de Lajeado iniciou o trabalho emergencial de recuperação das vias. Três equipes atuaram na operação tapa-buracos, que contempla trechos danificados na rua Beira Rio, Bento Rosa e avenidas Benjamin Constant, Alberto Pasqualini e a Theobaldo Breidenbach e a saída da Carlos Spohr Filho, próximo ao entroncamento com a ERS130.

O serviço é coordenado de perto pelo secretário de Obras, Fabiano Bergmann, que, em entrevista à Rádio A Hora, explicou os principais desafios enfrentados. Segundo ele, em muitos trechos, a água penetrou em locais onde já havia rachaduras e falhas no asfalto, agravando a situação e aumentando o risco de acidentes.

VALE DO TAQUARI
Na ERS-130, vários veículos sofreram avarias ao caírem em buracos abertos
FOTOS GABRIEL SANTOS
Na 386, pelo menos seis veículos tiveram pneus furados na manhã dessa quinta-feira, conforme apurado pela reportagem

Liberação de estivas é prioridade na região alta

Elevação de arroios interditou passagens construídas após a enchente de 2024

Os volumes de chuva registrados durante a semana voltaram a provocar transtornos em municípios do Vale do Taquari. Em Relvado, onde o

acumulado se aproximou dos 250 milímetros, a situação se agravou na quarta-feira, 18, quando a elevação do Arroio Jacaré interrompeu a ligação com Encantado. A água subiu sobre a estiva provisória, construída às margens da ERS-433 após a enchente de maio de 2024, tornando o trecho intransitável. Além disso, a estiva que liga Relvado a Doutor Ricardo, na localidade de Linha Pontão, também sofreu danos. A força do Arroio Putinga danificou parte

da estrutura que cedeu cerca de 50 centímetros, comprometendo o tráfego de veículos e pedestres.

“É preciso aguardar o nível da água baixar para analisar melhor. Se tudo der certo, até segunda-feira temos chance de liberar a passagem”, explica o secretário de obras de Relvado, Onei Giacomolli.

O trecho próximo ao pontilhão que dá acesso às comunidades de Linha Carlos Gomes, Cuias e Cordilheira ficou danificado e precisou do trabalho das máquinas para restabelecer a passagem de veículos.

“Conseguimos ser rápidos para poder entregar aos moradores um acesso restabelecido em menos de 24 horas”, diz o vice-prefeito e coordenador da Defesa Civil, Adalberto Dalla Vecchia.

O governo do Estado assinou nesta semana a ordem de início para a construção da ponte na ERS-433. A estrutura antiga sobre o Arroio Jacaré está interditada desde a enchente de maio de 2024. A nova ponte terá 67 metros de extensão e investimento de R$ 7,5 milhões.

Sem maiores problemas

O Rio Taquari não trouxe problemas graves aos moradores de Encantado, Muçum e Roca Sales. O nível ficou distante da cota de inundação. Em Encantado, o pico foi 11,72 metros por volta das 2h de quinta-feira (a água atinge as primeiras casas com 14 metros).

Em Teutônia, Linha Harmonia passa por monitoramento

Grasi Nabinger grasielinabinger@grupoahora.net.br

TEUTÔNIA

A comunidade de Linha Harmonia, em Teutônia, voltou a registrar sinais de movimentação de massa nesta semana. O solo instável, que já havia apresentado risco em 2024, voltou a ceder. Um novo deslizamento foi identificado à beira da estrada principal da localidade, embora, segundo a Defesa Civil municipal, a área afetada tenha sido menor do que os episódios do ano passado. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Teutônia, Marco Franck, o principal desafio, no que diz respeito ao monitoramento das movimentações, é a ausência de um sistema de alerta. “A administração colocará, futu-

ramente, réguas físicas em pontos específicos para monitoramento. Hoje, tudo é feito visualmente, com o apoio dos moradores da região”, explica. Um parecer técnico elaborado pelo Grupo de Avaliação de Movimento de Massa do Rio Grande do Sul (Gamma) em 2024 já havia alertado para a vulnerabilidade da região. O estudo identificou escorregamentos rotacionais reativados devido às chuvas intensas iniciadas em 30 de abril daquele ano, além de áreas com movimentação de massa do tipo rastejo. Com base no laudo, três áreas foram classificadas com diferentes níveis de risco. Duas delas, localizadas na Linha Harmonia Alta, foram apontadas como de alto risco e resultaram na recomendação de evacuações dos moradores. A terceira, de risco moderado, abrange quatro famílias que foram orientadas a permanecer em estado de atenção constante, principalmente diante de chuvas mais volumosas.

SOLO SATURADO
VALE DO TAQUARI
Elevação de arroios trouxe transtornos no interior de Relvado
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
DIVULGAÇÃO
Chuva constante interferiu no solo e provocou deslizamentos

MARQUES DE SOUZA

Aideia de construir um cemitério da comunidade evangélica no distrito de Tamanduá, em Marques de Souza, vira tema de discórdia entre moradores. Pelo projeto, o campo do futebol do União, seria o local escolhido.

O assunto foi tratado na câmara de vereadores nesta semana, reacendendo divergências que envolvem moradores, líderes religiosas, o Ministério Público e vereadores. Uma assembleia extraordinária está marcada para este domingo, dia 22, na comunidade evangélica.

A iniciativa surgiu após o antigo cemitério evangélico ter sido atingido pela enchente de maio de 2024. No entanto, a escolha do novo local, um campo que ainda hoje serve de ponto de encontro para as crianças e jovens da comunidade, gerou protestos liderados por Tânia Fanti, presidente da recém-reativada Associação de Moradores do Distrito de Tamanduá.

Espaço de lazer

Tânia relatou que a mobilização começou após crianças da comunidade serem expulsas do campo. “A enchente destruiu nossa praça, e o campo virou o único espaço de lazer. As crianças me procuraram pedindo ajuda”, diz. Com o apoio delas, um abaixo-assinado com 120 assinaturas foi entregue ao Ministério Público.

Segundo a presidente, o projeto avançou sem diálogo e sem o devido licenciamento ambiental. “Fui informada de que a licença existia, mas descobri que não havia nenhum processo aberto. Só após minha denúncia, em setembro de 2024, o pedido foi protocolado”, relata.

Tânia questiona a escolha do local, que fica próximo de açudes e vertentes. “É um banhado. Se houver contaminação, vai afetar todo o lençol freático. Nossos poços e a água potável estarão em risco.”

Tânia afirma que até mesmo membros da comunidade evangélica não se sentem representados. “Eles não são ouvidos. A decisão está sendo tomada por poucos. E

CONFLITO COMUNITÁRIO

Cemitério planejado em campo de futebol sofre resistência em Tamanduá

Projeto da comunidade evangélica enfrenta resistência da Associação de Moradores, que teme impactos ambientais e acusa falta de diálogo. Polêmica foi levada à câmara de vereadores

ainda fomos acusados de atacar outras religiões, o que não é verdade. Nosso foco é proteger a água e o futuro da comunidade.”

Licença ambiental em debate

Segundo Tânia, a empresa contratada pela prefeitura informou que análises da água serão feitas a cada seis meses. “Isso só reforça a vulnerabilidade do projeto. O cemitério católico, por exemplo, está num ponto elevado e exige laudo a cada dois anos. Aqui será em área baixa, com sepulturas no solo. E se algo der errado? Quem vai garantir nossa segurança?”, questiona.

A Associação de Moradores

contratou uma empresa de geólogos para avaliar os riscos e solicitou oficialmente a cópia do processo de licenciamento para análise.

“Queremos apenas ter tempo para avaliar o que está sendo feito e garantir que Tamanduá não enfrente uma crise hídrica no futuro.”

Vereador contesta e defende projeto

O vereador Flávio Bruch (Republicanos), que também preside a comunidade evangélica, rebateu as críticas. “Nunca atacamos a igreja católica. Estão criando intriga. O licenciamento foi uma das primeiras ações que toma-

A iniciativa surgiu após o antigo cemitério evangélico ter sido atingido pela enchente de maio de 2024

mos. Seria burrice não fazê-lo”, afirmou durante a sessão.

Bruch reforça que o debate será encerrado na assembleia deste domingo. “Só quem é sócio da comunidade evangélica poderá votar. Vamos decidir democraticamente.” Ele também destacou o vínculo afetivo da comunidade com o local. “Meus antepassados estão enterrados lá. Queremos respeitar nossa história e preservar a dignidade dos falecidos.” Ele ainda fez um apelo emocional, lembrando dos corpos de familiares arrastados pela enchente. “Preservamos nossos ancestrais. Não queremos abandonar o

A enchente destruiu nossa praça, e o campo virou o único espaço de lazer. As crianças me procuraram pedindo ajuda”

antigo cemitério, mas precisamos de um novo espaço, dentro da legalidade e com dignidade.”

Assembleia será decisiva

A assembleia extraordinária da comunidade evangélica, marcada para este domingo, deve ser decisiva na definição do futuro do projeto. Apenas os sócios da comunidade terão direito a voto. A Associação de Moradores, por sua vez, segue mobilizada para garantir que o processo seja transparente, seguro e com participação efetiva da população local. “Vamos discutir com quem é sócio, dentro da comunidade. Se formos derrotados, tudo bem, aceitaremos. Mas precisamos de um novo cemitério, e queremos fazer tudo conforme a lei”, afirma o vereador Flávio Bruch. Já a presidente da associação reforça: “Não somos contra o cemitério, somos contra o local escolhido e a forma como tudo foi conduzido. Nosso dever é proteger a saúde das pessoas e o futuro de Tamanduá.”

Saiba mais

O cemitério também abrigava sepulturas dos colonizadores alemães que chegaram à localidade a partir de 1888, sendo considerado um marco histórico, assim como a igreja Luterana de 1936, situada ao lado do cemitério e que não foi atingida pelas águas. A intenção é de deixar a população optar em recuperar e manter sepulturas no cemitério danificado ou transferir os túmulos para um novo cemitério.

TÂNIA FANTI,
PRESIDENTE DA RECÉM-REATIVADA
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO DISTRITO DE TAMANDUÁ
DANIEL STORCK/DIVULGAÇÃO
Zique Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

ENCHENTE DE 22,65 METROS

Famílias iniciam volta para casa. Em Lajeado, DC monitora repique

Moradores foram retirados de residências em cota de inundação, como forma de prevenção durante enchente entre quarta e quinta-feira, 19. Retorno iniciou na sexta-feira

Maira Schneider mairaschneider@grupoahora.net.br

Bibiana Faleiro bibianafaleiro@grupoahora.net.br

As fortes chuvas dos últimos dias, que causaram cheias no Vale do Taquari, levaram 153 famílias que vivem em cotas de inundação para abrigos municipais. A enchente atingiu 22,65 metros às 11h15min de quintafeira, 19, e os primeiros dos cerca de 420 moradores que tiveram que sair de casa começaram a retornar nessa sexta-feira, 20. O Rio Taquari começou a subir já na quarta-feira, 18, quando moradores da rua Borges de Medeiros, no centro de Lajeado, iniciaram, por conta própria, a retirada de móveis e pertences de suas casas. As famílias foram

LUÍS MAYA, COORDENADOR DA DEFESA CIVIL DE LAJEADO

Estamos aguardando uma garantia de que não teremos um repique de inundação para que a gente possa iniciar a operação de retorno dessas pessoas para os seus lares.”

encaminhadas ao Parque do Imigrante.

O nível do Rio Taquari atingiu 20,61 metros às 23h45min de quarta-feira no município, e novos moradores foram encaminhadas ao abrigo, como é o caso da auxiliar de higienização, Adriana Vaz Calheiro. Natural de Taquari, ela mora há quatro anos em Lajeado, e está no abrigo junto com o esposo e os filhos. “Não esperamos o rio despejar água para fora. Depois que perdemos tudo na enchente passada, achamos melhor não esperar. Perder o pouco que ganhamos da enchente passada, não queria perder tudo novamente.”

A família retirou tudo e agora aguarda para poder retornar à residência. “Não é o conforto da nossa casa, mas não temos o que fazer. Estamos sendo bem assistidos, porém, na expectativa de voltar com segurança.”

“Em

dois anos, essa é a terceira vez”

Em Lajeado, 101 famílias, contabilizando 261 pessoas, precisaram de abrigo. Dessas, 45 eram estrangeiras. Patrício Massala Zikanda, 39, é angolano e reside há dois anos no município.

Chegou no Parque do Imigrante na noite da quinta-feira, após a água avançar e invadir sua casa, localizada na rua Borges de Medeiros, parte mais baixa da área central de Lajeado. Esta é a terceira vez que precisa recorrer ao abrigo.

“Quando percebi que a água ia avançando, recolhi o que consegui e saí. Pequenas coisas acabei deixando para trás. Agora é a chuva dar uma trégua e poder voltar para casa, limpar tudo e seguir a vida.”

Já a cuidadora Clarice da Silva, 54, mora há três meses na rua Francisco Oscar Karnal. Por precaução, deixou a casa ainda na quarta-feira, 18. No dia seguinte, a enchente tomou a estrutura.

“Ali é o primeiro lugar que enche. Mesmo a água tendo ido embora, ainda não podemos retornar porque precisa limpar tudo. Mas com a previsão de mais chuva, ainda não podemos sair do abrigo. Isso nos deixa um pouco tristes. A expectativa é de retornar o mais breve possível.”

Equipes preparadas

Segundo a secretária do Desenvolvimento Social de Lajeado, Eliana Heberle, o plano de contingência foi acionado às 5h da manhã da quarta-feira, após alerta da Defesa Civil. “Foram 24 horas de bastante tensão, mas estávamos organizados e preparados. Conseguimos atender todas as famílias com alimentação, entrega de agasalhos e o que mais foi necessário”, relata Eliana.

Passaram pelo abrigo, moradores dos bairros mais afetados, como Conservas e o Centro. Em meio à rotina de acolhimento, ainda houve o nascimento de um bebê, filho de uma jovem abrigada, que foi levado ao Hospital Bruno Born (HBB).

A alimentação foi fornecida por uma empresa credenciada, com distribuição de café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. “As pessoas chegaram muito organizadas desta vez, algumas até em silêncio, descarregando seus pertences com calma”, conta Eliana.

À espera

O município saiu da cota de inundação às 6h dessa sexta, quando o Rio Taquari atingiu 18,93 metros. “Estamos aguardando uma garantia através do boletim de meteorologia da defesa civil estadual, de que não teremos um repique de inunda-

ção para que a gente possa iniciar a operação de retorno dessas pessoas para os seus lares”, destaca o coordenador da Defesa Civil de Lajeado, tenente-coronel Luís Marcelo Gonçalves Maya. O profissional comenta sobre a retirada antecipada das famílias em residências próximas ao rio. “Algumas resistiram no primeiro momento, mas depois nos ligaram para nós retornarmos lá. No fim da operação, em todas as áreas que foram atingidas, as pessoas foram retiradas com segurança”. A operação de retorno ocorre ao longo dos próximos dias.

Com a redução do nível do

Rio Taquari, equipes da prefeitura deram início, na manhã dessa sexta-feira, ao trabalho de limpeza das ruas atingidas pela enchente. Máquinas e caminhões são usados para a retirada de lama, entulhos e resíduos acumulados nas vias públicas. O objetivo é garantir o restabelecimento da mobilidade urbana e reduzir os riscos para a população que precisa transitar pelas regiões afetadas. A orientação das autoridades é que os moradores evitem circular pelas áreas em limpeza até a conclusão dos trabalhos.

Marques de Souza

Na noite de quarta-feira, a Defesa Civil de Marques de Souza também decidiu pela retirada de sete famílias da Vila Esperança, diante do risco de deslizamentos.

A secretária municipal de Assistência Social, Renata Cherini, ressaltou o acolhimento prestado no abrigo montado no salão da OASE, onde 24 pessoas foram recebidas com segurança.

Após avaliação técnica realizada na manhã de quinta-feira 19, pela Defesa Civil, as famílias começaram a retornar para suas residências. “A ação emergencial evitou possíveis tragédias durante a noite, já que as fortes chuvas encharcaram o solo e aumentaram significativamente o risco de deslizamentos”, afirma o prefeito Fábio Mertz.

VALE DO TAQUARI
Clarice da Silva - Cuidadora teve a casa tomada pela água até o teto e segue no abrigo com esperança de retornar
FOTOS MAIRA SCHNEIDER

Não esperamos o rio despejar água para fora. Depois que perdemos tudo na enchente passada, achamos melhor não esperar”

Primeiros moradores começaram a deixar suas casas na quartafeira, 18, em Lajeado

Moradora de Lajeado há quatro anos, Adriana Vaz Calheiro decidiu sair de casa antes da água subir, com receio de nova perda

Precaução

Nessa sexta-feira, as primeiras famílias também deixaram o abrigo no Ginásio do Cristo Rei, em Estrela, e retornaram para suas residências no bairro Imigrantes. Ainda ficaram no local, seis famílias, com cerca de 26 pessoas.

Em Cruzeiro do Sul, famílias também tiveram que ser retiradas. O número chegou a 34, com cerca de 90 pessoas, como forma de precaução. Apenas seis residências foram atingidas pela inundação no município.

FAMÍLIAS

LAJEADO: 101 famílias, 261 pessoas

ESTRELA: 11 famílias, 45 pessoas

CRUZEIRO DO SUL: 34 famílias, 90 pessoas

MARQUES DE SOUZA: 7 famílias, 24 pessoas

*Número máximo de famílias em cada abrigo

ADRIANA VAZ
CALHEIRO MORADORA NO ABRIGO
GABRIEL SANTOS

Educação oferece formação

Base sólida impulsionou carreiras e garantiu aprovação de integrantes em concursos altamente concorridos

s primeiros membros da família começaram a frequentar o CEAT há 110 anos. Desde então, pelo menos 50 pessoas da família passaram pelo colégio. O vínculo se fortalece a cada nova geração.

A história da família Schlabitz no CEAT começou com Arno Schlabitz, o primeiro a ingressar na escola há um século. “Hoje ele teria 110 anos. Dez filhos do meu avô estudaram na escola”, conta o bancário aposentado Roberto Schlabitz. Nos anos 1950, ele conheceu o jardim de infância do colégio. Era comum que os luteranos encaminhassem seus filhos ao CEAT, pela proposta de educação global. “Os alunos saíam do colégio e conseguiam empregos facilmente”, relata.

A aptidão para cálculos o aprovou no concurso do Banco do Brasil, considerado concorrido e muito visado à época. Tornou-se bancário e estimulou os filhos a seguirem o mesmo caminho. “Eu era bom em exatas, mas também em português e redação. Fui orador da turma”, relembra. O colégio preparava para competências universais, com ênfase em conteúdos essenciais. As excelentes notas em matemática ajudaram a moldar, na família, uma tradição no campo do raciocínio lógico. Dentre os Schlabitz, formaramse bancários, professores, servidor do Judiciário, nutricionista, contadores, comerciante e até um prefeito. “O segredo da família Schlabitz é a facilidade de se adaptar e aceitar diversas atividades, e isso é consequência da base educacional. A família saiu da escola com segurança para prosseguir”, ressalta Roberto. O bancário aposentado reforça a essência da pedagogia do CEAT, que prioriza o trabalho em comunidade e a participação ativa na sociedade. Para ele, esses pilares impulsionam a vida social. Os Schlabitz incorporaram essa filosofia ao cotidiano, definindo o olhar coletivo como um legado

foi

familiar.

Um leque de opções no vestibular

Eliane Ahlert Schlabitz sempre teve um apreço especial pelo estudo, paixão que a impulsionou a prestar concursos públicos ainda jovem. Aprovada na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, seguiu a carreira bancária, assim como seu marido. Mas foi a educação que ampliou suas possibilidades. “Eu gostava de várias profissões, e o colégio me deu uma base sólida, especialmente em matemática e português”, conta. Dos 3 aos 18 anos, período em que estudou no CEAT, Eliane absorveu muito mais do que o conteúdo das matérias: levou consigo lições para a vida. “Meu pai sempre dizia que a educação é a melhor herança. É algo que ninguém tira da gente, nem mesmo a água de

” O CEAT me inseriu no mundo e aprimorou habilidades.”

Luciana Ramos

” O esporte foi muito importante. Aumentou meu foco e disciplina.”

Fabrício Schlabitz

formada em Nutrição servidor público

uma enchente”, relembra. Os filhos e netos seguiram o mesmo caminho escolar, cumprindo um desejo comum a tantos pais: “Que os filhos saiam da escola preparados para se realizar na vida”, destaca. Para Eliane, uma educação sólida vai além da sala de aula. É a forma de cultivar valores como empatia e solidariedade, essenciais para a construção de uma sociedade mais humana. “A educação

que perduram até hoje, muitas

mentalidade que seria decisiva anos depois: a disciplina do atleta o ajudou a conquistar a aprovação no concurso para escrivão judicial. A trajetória de Fabrício no Judiciário reforçou o perfil da família Schlabitz como concurseiros resilientes, estudiosos e focados. No colégio, as quadras de vôlei foram verdadeiras lições de trabalho em equipe. “A educação engloba a prática esportiva, e isso foi importante em minha formação. Aumentou meu foco e disciplina. Guiou meu futuro”, ressalta Fabrício. Para ele, a educação nunca

A educação
fundamental para as escolhas profissionais da família Schlabitz

global à família Schlabitz

se limitou às salas de aula. Essa filosofia atravessou gerações: casado com Luciana, também ex-aluna do CEAT, o casal retornou a Lajeado anos depois, deixando outra cidade para oferecer aos filhos a mesma base educacional que os marcou. Firme defensor do poder transformador da educação, Fabrício acredita que os governos deveriam investir mais nessa ferramenta.

“Pessoas com acesso a ensino de qualidade mudam o mundo, cultivam o respeito e reduzem polarizações”, avalia.

Formação pessoal e profissional

Assim como o marido Fabrício, Luciana Ramos acredita ao colégio as bases de seu desenvolvimento pessoal e profissional. Ela guarda memórias que vão muito além das salas de aula.

“As viagens da escola ensinam a sair da comodidade, do ninho, e a aprender a dividir o espaço com o colega. Essas vivências ensinam”, relembra. Para ela, a formação recebida

foi além do acadêmico. “A escola aprimora a empatia e o comprometimento, essenciais para o convívio em sociedade”, salienta.

Luciana vê na educação um espaço de possibilidades, e a escola teve um papel fundamental para toda a família Schlabitz: “O CEAT me inseriu no mundo. Minhas habilidades são resultado da formação escolar que recebi no colégio”, aprofunda-se.

Hoje, mãe de dois alunos da mesma instituição, ela enxerga nos filhos o traço comunitário que marca o núcleo familiar. “Quero que meus filhos sejam boas pessoas, solidárias e respeitosas”, afirma.

O futuro nos netos

A nova “geração Schlabitz” se encaminha para o futuro. Benjamin, de 12 anos, aluno da sétima série do CEAT, pratica futebol e atletismo. “Gosto do modo de ensinar na escola”. As amizades, cultivadas em aulas e nas quadras, marcam sua adolescência.

Sophia, de 9 anos, está na quarta série e aproveita para aprender alemão, música e educação física. No próximo ano, a expectativa pela quinta série inclui a novidade de ter várias disciplinas com professores diferentes. Benjamin e Sophia representam a continuidade de valores construídos ao longo de gerações na mesma escola.

Alunos saíam do colégio e conseguiam empregos facilmente.”

Roberto Schlabitz,

bancário aposentado

Roberto Schlabitz ingressou no CEAT na década de 1950
Roberto Schlabitz ingressou no CEAT na década de 1970. Para Eliane Schlabitz, netos se encaminham a um futuro de possibilidades
Sophia e Benjamin fazem a trajetória dos pais

UMAS & OUTRAS

QUE COISA MAIS SÉRIA...!

Diz o meu Cumpádi

Belarmino que tentar convencer determinadas correntes politico-ideológicas a pelo menos não elevar ainda mais os impostos já existentes é tipo colocar buzina em avião: não adianta pra nada!

Pelo jeito, a idéia de entrar mais a fundo nos IOFs alheios não vai colar. E como parece que por aí a coisa não vai “evoluir positivamente”, já surge outra inovadora proposta: taxação sobre aplicações em letras de crédito imobiliárias e agropecuárias.

Duas fontes importantes de

A expressão é antiga e imagino que bem conhecida. Tem que agitar o ambiente? Larga um bode na sala, só pra ver o rebuliço que vai dar.

Em tempos recentes parece que a coisa tá um pouco mais sofisticada, tipo assim: larga dois bodes de uma vez, se der muita bronca tira um e deixa o outro.

aplicações dos poupadores (não de “especuladores”) em setores econômicos relevantes, inclusive por aqui.

Imaginem se o cumpádi gerenciasse mal o seu bolicho, com despesas e endividamentos exagerados, e resolvesse tirar o couro da clientela pra cobrir os seus buracos orçamentários... Já teria fechado as portas desde o último torneio de bocha.

O “problema” do cumpádi é que o seu bolicho tem concorrentes e se o dele quebrar é a grana e o patrimônio pessoal que vão pro brejo, não tem como simplesmente jogar as dívidas no lombo da clientela.

FAZ O “L”

Sem provocações e com o devido respeito, apenas aproveitando uma figura de linguagem e de comunicação consolidada e até muito bem bolada: o “L” em questão é de Letras de Crédito Imobiliário e Agrícola, bem entendido? Duas baitas mãos na roda para destinar recursos de poupadores para atividades econômicas relevantes.

A liquidez não é imediata, como também não são os retornos desses investimentos. Em compensação o rentabilidade é boa e a segurança é adequada para eventuais riscos.

Altas liquidez, rentabilidade e segurança são difíceis de serem alcançados simultaneamente em qualquer investimento, pelo menos dentro das leis estabelecidas.

ARTIGO

O medo do medo de novas enchentes

“Eu perdi o meu medo, o meu medo O meu medo da chuva...” Raul Seixas

Otranstorno do estresse pós-traumático (EPT) é definido como um sofrimento psíquico que provoca ansiedade e sintomas desagradáveis em pessoas que foram expostas a uma experiência traumática. Essa experiência pode ser um assalto, um acidente de trânsito, uma guerra ou uma catástrofe natural como as enchentes que afetaram o Vale do Taquari recentemente.

EPT causa manifestações físicas e psíquicas que interferem diretamente na qualidade de vida da pessoa, podendo surgir lembranças recorrentes do evento traumático por vários meses ou anos. Ele pode ainda dificultar a confiança nos outros, levando a problemas com intimidade e proximidade nos relacionamentos. Alem disso sintomas como irritabilidade, apatia emocional e dificuldade em expressar sentimentos podem dificultar a comunicação eficaz, causando conflitos e mal-entendidos.

Entre ter que acolher dois bodes numa tacada e no final ficarem só com um na sala, muitos vão ficar até agradecidos.

Tipo assim: criar outro imposto, anunciando uma alíquota de dez por cento e depois baixar para seis. Que legal, tchê! Mas antes não tinha alíquota nenhuma? Me enrola que eu gosto...

BOTA O BODE NA SALA NA HORA DO TORMENTA...

Não se troca o timoneiro. Ditado antigo, que qualquer marinheiro conhece.

Decisões tomadas no meio de uma tormenta podem não parecer as melhores mais tarde, depois de passado o vendaval. Mas aí é tipo bancar o “profeta do passado”: tava lá no meio do entrevero, quando era preciso tomar decisões imediatas e a pior situação é não tomar decisão nenhuma?

A mais ótima e precisa decisão

talvez nunca se toma na vida. Um mês ou seis, um ano ou dez depois, sempre aparece uma visão maior, já com outro cenário e novas circunstâncias.

Tipo coluna de jornal, cada vez que o próprio sujeito que escreveu a relê já faz uma autocrítica e pensa como deveria ter sido melhor escrita. Ossos do ofício.

Em síntese: na hora pareceu uma boa idéia. E na falta de uma melhor...fumo que fumo!

Esse tripé não mudou muito ao longo dos séculos, só ficou cada vez mais sofisticado com o passar do tempo.

E não custa lembrar: confiança e honestidade de propósitos são valores e princípios basilares que estão aí para serem preservados.

E isso desde os tempos em que o cavalo de Tróia era um simples potrilho e até antes, quando um tal de Noé construiu uma arca e convenceu todo o bicharedo de então para embarcar nela, como diz o meu xucro Cumpádi Belarmino em sua vã filosofia.

Melhor não assustar os poupadores, que de “especuladores” tem pouco ou nada.

SAIDEIRA

Nona pro nôno:

- Apesar dos teus defeitos...eu ainda te amo!

- Eu também, apesar dos teus defeitos continuo te amando...

- Quais defeitos?

De igual forma os indivíduos podem se retirar de situações sociais, parar de participar de reuniões e se isolar de amigos e familiares.Por outro lado alguns podem se tornar excessivamente protetores de seus entes queridos, levando a relacionamentos tensos e problemas de controle.

Como se não bastasse tudo que foi relatado existe sempre a possibilidade do medo de reexperimentar o trauma, algo que ficou bem claro nos últimos dias com as notícias de novas enchentes.As manifestações nas redes sociais locais nas últimas semanas variaram de medo e pavor a irritabilidade, explosões de raiva e o comportamento agressivo.

Para piorar o stress pós traumático pode ocorrer concomitantemente com outras condições de saúde mental, como depressão, ansiedade e transtornos por uso de substâncias, impactando ainda mais o bem-estar social.

Quem sofreu um trauma ou vivenciou uma situação difícil, precisa se atentar aos sintomas de transtorno de estresse pós-traumático e se eles estão prejudicando a rotina.

De forma geral, quanto antes a pessoa buscar ajuda, maiores serão as chances de uma recuperação.

Mas há algo que a imprensa e as mídias sociais tem de repensar: a cobertura midiática de eventos traumáticos em massa e de forma maciça, especialmente à medida que as mídias sociais se tornam mais onipresentes, têm o potencial de aumentar a prevalência de EPT nas comunidades que sofreram catástrofes naturais.

1ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DAS CIDADES

Lajeado define propostas e elege delegados para Conferência Estadual

Representantes do poder público, de entidades civis e da comunidade se reuniram para discutir os caminhos para uma cidade mais justa, sustentável e democrática

Jéssica R. Mallmann jessicamallmann@grupoahora.net.br

LAJEADO

A1ª Conferência Municipal das Cidades de Lajeado, realizada na quinta-feira, 19, no CTG Raízes do Sul, marcou uma importante etapa de diálogo e planejamento para o desenvolvimento do município. Ao longo do dia, representantes do poder público, de entidades civis e da comuni-

dade se reuniram para discutir os caminhos para uma cidade mais justa, sustentável e democrática. Idealizado por Sophia Maia e Nadini da Silva, o evento, gratuito e aberto à população, teve como tema central “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”. “A conferência municipal integra a etapa preparatória rumo às conferências estadual e nacional, e se propôs a garantir espaço de fala e decisão para os diversos setores da sociedade”, explica Sophia. Durante a manhã, o público participou de painéis e palestras sobre desenvolvimento urbano, habitação, mobilidade e meio ambiente. Já à tarde, a plenária foi o momento de debates abertos e de consolidação das propostas que Lajeado levará às próximas etapas. No total, 45 pessoas participaram das atividades.

As propostas foram desenvolvi-

das com base nos três eixos debatidos na Conferência, sendo eles o de Articulação entre os principais setores urbanos e planejamento das políticas públicas; Gestão estratégica e financiamento; e Grandes temas transversais. Além das discussões, a confe-

rência também foi dedicada para a eleição de delegados e suplentes que representam o município na etapa estadual. A escolha dos nomes garantiu presença de lideranças sociais, representantes do poder público e membros de entidades da sociedade civil.

com base nos três eixos debatidos na Conferência

De acordo com Sophia, “foram eleitos seis delegados e quatro suplentes para a etapa estadual. Durante o evento também foram priorizadas quatro propostas”.

Propostas foram desenvolvidas
DIVULGAÇÃO

MEMÓRIA ÀS ORIGENS

Família Weiss organiza 2º encontro neste domingo

Para celebrar os 152 anos da vinda dos antepassados ao Brasil, a família organiza um encontro na Aert, em Vila Terezinha, Venâncio Aires, neste domingo, 22 de junho

FOTOS DIVULGAÇÃO

PROGRAMAÇÃO DO DOMINGO:

8h30 – Recepção com café colonial; 9h – Identificação com crachás; 9h30 – Roda de chimarrão; 11h – Celebração ecumênica; 12h30 – Almoço; 14h – Reunião dançante; 18h – Encerramento.

VENÂNCIO AIRES

Os descendentes Weiss comemoram os 152 anos da imigração do casal Wilhelm e Agnes Weiss ao Brasil neste fim de semana. A celebração ocorre em meio ao 2º Encontro da Família Weiss, marcado para este sábado e domingo, 21 e 22, na Associação Esportiva e Recreativa Teresinha (Aert), de Vila Terezinha, em Venâncio Aires.

Conforme um dos organizadores, Paulo Weiss, em torno de 350 pessoas são esperadas. “Mas depende do tempo, é claro. São esperados familiares do Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, da fronteira e até do Paraguai”, comenta.

A Aert sediou o primeiro encontro da família também, em 2023, quando celebraram os 150 da imigração ao Brasil. Na ocasião, foram pouco mais de 300 presenças, muito em função do contexto recente das enchentes de setembro de 2023.

O local foi escolhido novamente

porque Linha Terezinha foi a localidade onde a família do primeiro imigrante Weiss se instalou ainda no século XIX. Paulo não descarta, porém, que as próximas edições sejam realizadas em outras cidades.

Para ele, o encontro é uma forma de valorizar as origens da família. “Antes de participar do primeiro, eu nem mesmo sabia de onde vinha nosso sobrenome, qual era a história dos primeiros imigrantes, onde se instalaram. O legal é trocar ideias e histórias no dia”, destaca.

A programação inicia ainda no sábado à noite, 21, com a recepção das primeiras delegações. Um jantar será servido na Aert e depois haverá cantorias alemãs. O ponto alto será no domingo, 22, que já inicia com café colonial e roda de chimarrão. Ainda pela manhã será feita a identificação dos presentes, com retomada da árvore genealógica da família, fotos antigas e ainda um culto ecumênico.

O almoço será servido a partir das 12h30min, ao custo de R$ 40 por pessoa. Interessados podem comparecer mesmo sem a confirmação de presença. Pela tarde terá reunião dançante e, durante todo o dia, as crianças podem aproveitar brinquedos dentro da Aert.

Um pouco da história

Wilhelm e Agnes Weiss vieram da cidade de Neudorf, na Boêmia, (na época, parte do Império Austro-Húngaro, hoje, República Tcheca). Trouxeram junto os seis filhos e a irmã Bárbara Weiss Roeshler e os filhos dela.

Os imigrantes desembarcaram em Porto Alegre em agosto de 1873 e vieram de barco pelo Rio Taquari até o Porto de Mariante, em Venâncio Aires. Junto de outros colonos, desbravaram e criaram a Vila Terezinha. Na localidade, a família Weiss fundou uma casa de comércio. Anos mais tarde, a estrutura foi demolida e reconstruída com as mesmas características. Até hoje, a pequena casa de 50 metros quadrados existe.

Um brasão para a família

Por conta do primeiro encontro da família, em 2023, foi elaborado um brasão para a família descendente de Wilhelm e Agnes. O desenho incorpora elementos da terra natal, como a jóia da bandeira de

Antiga casa de comércio construída pelo primeiro imigrante Weiss, em Vila Terezinha. A estrutura original foi demolida e refeita com as mesmas características

Neudorf e o leão de calda dupla da Boêmia. Também mostra as ferramentas agrícolas da nova terra, os primeiros cultivos e também a cuia de Venâncio Aires, representando Vila Terezinha.

Raica Franz Weiss raica@grupoahora.net.br
O primeiro encontro ocorreu em 2023, no mesmo local, e reuniu 300 pessoas. Família chegou ao Rio Grande do Sul em 1873, vinda de Neudorf

www.coquetel.com.br

Penduricalhos

Stricto (?), a pós-graduação como o mestrado

Objeto ou fonte de calor

Enviei; despachei

Estrelas cadentes (Astr.)

Pico da serra dos Órgãos (RJ)

Letra que recebe o til, no espanhol

Lembrança comestível de festa de casamento (pl.)

Cruzadas

Luísa Sonza, cantora de "Penhasco"

Criador de Cascão e Cebolinha (HQ)

Trama; enreda Setor de admissão e demissão da empresa

Nome da sexta letra do alfabeto

Direção (fig.)

Ponto direto de saque, no vôlei

Código, em inglês

OBITUÁRIO

IVONE HAMSTER, 71, faleceu na sexta-feira, 20. O sepultamento

ocorreu no Cemitério Evangélico de Linha Harmonia Baixa, em Teutônia.

(?) Biden, ex-presidente dos EUA

"Cama" da viagem de barco pelo Amazonas

Adiciona; acrescenta Ilusão de (?): é criada no diorama

Atitude pedante e estudada

Inspiro alegria (fig.)

A primeira esposa de Jacó (Bíblia)

3/lac. 4/code. 5/reduc — sensu.

Prefixo de "trifásico"

Lago, em francês Maranhão (sigla)

Harry Potter bruxo da Literatura

Labuta; trabalho

Filme clássico de Alfred Hitchcock

De (?) a Z: do início ao fim

Sufixo de "amilase": enzima

ÁRIES: Conversas de hoje motivarão novos projetos e associações. Invista na sua imagem e jogue a autoestima para cima.

TOURO: Pense positivo, se abra para novos aprendizados e invista nos estudos ou num projeto de divulgação do seu trabalho.

GÊMEOS: Oportunidades de crescimento financeiro não faltarão nesta fase. Invista no seu conforto e num futuro com mais segurança.

CÂNCER: Confie nas suas habilidades e competência, finalize um longo ciclo e dê um passo maior na carreira.

LEÃO: Você pode retomar um plano antigo de viagem, começar um curso ou simplesmente mudar de ambiente e conquistar espaços.

VIRGEM: Transforme padrões emocionais. Velhas angústias simplesmente desaparecerão se você apostar em mudanças e assumir seus poderes.

Solução

ADEMAR DOS SANTOS MACHADO, 76, faleceu na sexta-feira, 20. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico do Hidráulica, em Lajeado.

ANGELINA SCHNEIDER, 84, faleceu na quinta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Luterano do Florestal, em Lajeado.

NELSON NORBERTO, 53, faleceu na quinta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico do Florestal, em Lajeado.

LEOCI NIRES MAZOCCO, 86, faleceu na quinta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico São Pedro, em Encantado.

IVALDINO ZENI, 82, faleceu na quinta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Linha Arroio Augusta Alta, em Roca Sales.

LIBRA: Deixar claro o que você sente e dividir melhor as responsabilidades produzirá efeito positivo numa relação próxima ou no amor.

ESCORPIÃO: Pequenas ações devolverão energia e foco. Movimente o corpo, fortaleça a saúde, organize a agenda e otimize seu tempo.

SAGITÁRIO: Tome a iniciativa nos relacionamentos com o par, os filhos, pessoas próximas e proponha programas divertidos.

CAPRICÓRNIO: Aproveite para reorganizar espaços, alinhar expectativas e criar um ambiente mais leve.

AQUÁRIO: Reestruturações trarão mais liberdade e leveza. Conte com mais organização e conforto. Reencontros à vista!

PEIXES: Conte com apoio da família para acertar as contas e resolver pendências. Você poderá firmar bons acordos e ganhar tranquilidade.

Banha de porco
Trecho de rodovia que cruza uma ferrovia
Repartido
Refinaria fluminense
Horós C opo

365 VEZES NO VALE

365vezesnovaledotaquari@gmail.com

FÁBIO KUHN

Patrocínio

Teutônia ganha cabana a menos de cinco minutos da Lagoa da Harmonia

OParaíso da Harmonia oferece a primeira cabana turística de Teutônia. Inaugurada em junho, a opção sofisticada de hospedagem fica a menos de cinco minutos de carro de um dos principais destinos do Vale: a Lagoa da Harmonia.

Idealizado por Agenor Rührwiem e família, o empreendimento surgiu com a aquisição de uma chácara na Linha Harmonia Alta. Após abrir a mata, perceberam uma bela vista panorâmica de Teutônia. Também construíram um lago artificial para deixar o terreno ainda mais atrativo.

A cabana foi projetada para oferecer sossego e contato genuíno com a natureza. É um refúgio ideal para quem busca descanso, aconchego e renovação de energias. Com dois andares, o espaço tem cozinha completa, sala e quarto com jacuzzi.

As locações podem ser feitas pelo Airbnb. Mais informações pela página @paraiso_da_harmonia no Instagram.

Outras cabanas próximas de pontos turísticos

VALE DA FIGUEIRA – Uma

cabana de madeira ao lado da famosa Figueira Centenária, de Venâncio Aires. Tem deck, banheira de hidromassagem e quarto integrado à cozinha. Página o cial: @cabana_valeda gueira.

RANCHO MARTINS – No caminho do Morro da Carapuça, em Taquari, a cabana tem lareira, vista para o lago e banheira de hidromassagem. A hospedagem é focada em casais com decoração especial em datas festivas. Página o cial: @ ranchomartinstk.

SÍTIO CAMPIOL – Uma cabana está em construção no Sítio Campiol, em Progresso. O diferencial é estar de frente à Cascata do Moinho, queda com 98 metros de altura. Além da vista, a hospedagem terá banheira de hidromassagem, sacada e lareira. Página o cial: @ sitiocampiol.

CABANA MIRANTE – Localizada de frente à Cascata Rasga Diabo, em Vespasiano Corrêa. É ideal para casais com vista panorâmica da queda de água. Conta ainda com trilha até os pés da cachoeira. Página o cial: @cabanamirante.

Primeira cabana do Paraíso da Harmonia oferece conforto, contato com a natureza e sossego num dos pontos mais altos de Teutônia
CABANA
charmosa

ATLETA DA JUVENTUS REALIZA SONHO DE JOGAR NOS ESTADOS UNIDOS

Müller embarca para a cidade de Garden City, no estado do Kansas

DIVISÃO DE ACESSO

LAJEADENSE GANHA TEMPO PARA RECUPERAR ATLETAS

Com oito anos e meio de dedicação à Juventus Voleibol, a atleta Gabriela Müller está prestes a realizar um grande sonho: embarcar rumo aos Estados Unidos para estudar e jogar vôlei. O destino é a cidade de Garden City, no estado do Kansas.

“Comecei esse processo no ano de 2023. Não é fácil. Tem provas, entrevistas, uma rotina corrida e muitas aulas de inglês”, explica Gabriela, que começou a jogar vôlei ainda criança, incentivada pela mãe. “Sempre foi um sonho fazer algo fora do país, mas parecia tão distante”, comenta. A oportunidade veio através da Agência Tiebreak. Mesmo com receios no início, o apoio do técnico Pablo Dias Martin foi decisivo. “Ele falou que tinha certeza que eu iria, e logo depois disso comecei todo o processo, que agora está chegando ao fim”, comemora.

Em postagem, a Juventus Voleibol diz se orgulhar por fazer parte da trajetória da atleta e deseja muito sucesso nessa nova etapa.

OUTRO DESTAQUE

Uma outra atleta da Juventus também irá se aventurar em terras internacionais. Vallentina

Biondo Rohsig foi mais uma vez convocada para integrar a Seleção Brasileira Sub-19 de Voleibol. Desta vez, a jovem representará o Brasil no Campeonato Mundial de Voleibol Feminino Sub-19, que ocorre entre os dias 2 e 13 de julho.

Uma fase de treinamentos foi realizada entre os dias 9 e 15 de junho, no centro de desenvolvimento da Confederação Brasileira de Voleibol, em Saquarema, no Rio de Janeiro. Com o grupo definido, a delegação embarcou nessa quinta-feira, 19, para a cidade de Metz, na França, onde realizará amistosos e parte da preparação para a competição.

Na sequência, a equipe segue para a Sérvia, país-sede da primeira fase do campeonato. Se avançar às etapas finais, o Brasil viaja para a Croácia, onde a competição será concluída no dia 13 de julho.

“É sempre um prazer poder vestir essa camisa e representar meu país com o que eu amo fazer. Estamos nos preparando para colocar o Brasil novamente no pódio”, destaca Vallentina.

Partida que ocorreria neste domingo foi transferida para terça-feira devido a condição climática

Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br

OLajeadense ganha uns dias a mais para treinar e se preparar ao confronto válido pela oitava rodada da Divisão de Acesso contra o Brasil de Farroupilha. Devido a situação climática do Vale do Taquari, o jogo que ocorreria neste domingo foi transferido para a próxima terça-feira, às 19h30min. O comunicado foi emitido pela Federação Gaúcha de Futebol ainda na noite de quarta-feira, 18.

Lajeadense mantém 100% de aproveitamento em casa neste ano

Além do jogo em Lajeado, outras duas partidas foram transferidas: Santa Cruz x Real e Glória x Novo Hamburgo.

Ao Lajeadense, o adiamento da partida pode ser positivo, uma vez que o clube tem dois dias a mais para recuperar jogadores. Julio César e Mazia, por exemplo, não atuaram na partida anterior devido a sintomas gripais. Natan também teve um desconforto muscular e ganha tempo para poder retornar. O jogo diante do Brasil de Farroupilha é importante para o Alviazul retomar a confiança após perder de goleada para o Veranópolis. O Dense entra na oitava rodada ocupando a sexta colocação, dentro da zona de classificação. O clube mantém aproveitamento de 100% jogando em casa no ano.

Alteração de datas

Lajeadense x Brasil de Farroupilha

De: 22 de junho, 15h

Para: 24 de junho, 19h30min

Local: Arena Alviazul, Lajeado

Santa Cruz x Real

De: 22 de junho, 15h

Para: 24 de junho, 19h

Local: Estádio dos Plátanos, Santa Cruz

Glória x Novo Hamburgo

De: 22 de junho, 15h

Para: 25 de junho, 19h

Local: Estádio Altos da Glória, Vacaria

INGRESSOS À VENDA

O torcedor pode adquirir os ingressos nas lojas DMF Esportes, do Centro e Lajeado Shopping, também no site eleventickets. com. A entrada para a arquibancada geral custa R$ 20. A social custa R$ 35 e as cadeiras R$ 55.

Gabriela
Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br
DIVULGAÇÃO
LUIS FELIPE AMORIN

FUTEBOL AMADOR

CLIMA INSTÁVEL PODE

ADIAR DECISÕES NA REGIÃO

Caso rodada venha a acontecer, Estrela conhece os campeões neste domingo

Após a semana que registrou altos volumes de chuva no Vale do Taquari, as competições de futebol de campo ficam na expectativa de sol para que as disputas voltem a ocorrer. Caso venha a ter rodada, Estrela conhecerá os campeões. Os jogos da Ouro e Prata ocorrem na sede do Arroio do Ouro. Na principal final, os donos da casa, Arroio do Ouro, necessitam vencer o União para levar a decisão do título aos pênaltis. Já o União precisa apenas de um empate para conquistar o bicampeonato consecutivo. Na Prata, o Aimoré joga pelo empate contra o Delfinense, no clássico da Delfina.

COPA SERRANA

A competição que integra as cidades de Venâncio Aires e Mato Leitão, promove neste domingo a partida de ida das finais da segunda divisão. O jogo ocorre em Linha Grão-Pará, sede da Assespe. Os donos da casa recebem o São Luiz,

na categoria titular.

Já a final da segunda divisão, prevista para o domingo, foi cancelada em virtude das condições do gramado do Juventude, de Vila Arlindo.

OUTROS

DESTAQUES

Boqueirão do Leão promove

a partida de ida da final. O jogo ocorre em Alto Boqueirão. Taquari conhece o primeiro finalista. A partida será disputada na sede do Taquariense. Já Lajeado inicia com a disputa das semifinais. No Bairro Jardim do Cedro, o Brasil encara o Projeto Guarani. O Grupo A Hora transmite o jogo no Rádio e em live na página do Youtube do A Hora Esportes, a partir das 14h30min.

JOGOS

CANCELADOS

Em virtude das chuvas, a partida de ida da final de Imigrante, mais a partida de volta da semifinal de Bom Retiro do Sul foram cancelados.

AGENDA AGENDA DOMINGO

ESTRELA  FINAL/JOGO DE VOLTA

União x Arroio do Ouro (série Ouro)

Delfinense x Aimoré (série Prata)

COPA SERRANA  FINAL/JOGO DE IDA

PRIMEIRA DIVISÃO

Assespe x São Luiz (titular)

AERT x Santo Antônio (aspirante)

BOQUEIRÃO DO LEÃO

FINAL/JOGO DE IDA

Independente x Esportivo (titular/aspirante)

PAVERAMA

SEMIFINAL/JOGO DA VOLTA

União x Laranja Mecânica

Amigos x Brasil

TAQUARI  SEMIFINAL/JOGO DA VOLTA Taquariense x Juventude (titular) Taquariense x Colorado (aspirante)

LAJEADO

SEMIFINAL/JOGO DE IDA

TITULAR

Brasil x Projeto Guarani Guarani x Internacional

ASPIRANTE

São José x Brasil

Guarani x Internacional

Após vencer partida de ida por 2 a 0, o Aimoré precisa de uma igualdade no clássico para conquistar a taça
União está a um empate de conquistar o título da Ouro. Equipe é a atual campeã em Estrela
FOTOS DIVULGAÇÃO

Comenda do Moinho reunia 500 pessoas no Sete

A tradicional Comenda do Moinho, no Clube Sete de Setembro, reunia mais de 500 pessoas na sua 16ª edição. O tema de 2005 era “Uma noite no Copacabana Palace”. Na época, a decoração foi inspirada no hotel carioca e a entrada da festa trazia uma passarela lembrando o padrão da calçada de Copacabana e coqueiros. O salão em si estava decorado em branco e dourado, assim

Maria Cecília ao centro, entre José Zagonel e Marlete Presser

como o famoso hotel. Houve apresentação de capoeira e até de samba na noite, além da apresentação dos novos comendadores, responsáveis pelo baile de 2006. Eram eles: Deise e Gerick Fenalte, Irenice e Flávio Müller, Lisiane e Edson Thomas, Márcia e Alain Viegas e Silvia Regina e Edson Weimer. Todos os recursos arrecadados na

Morria o ex-prefeito Oscar Karnal

Era notícia nos jornais da época a morte do ex-prefeito de Lajeado, Oscar da Costa Karnal, que faleceu em Porto Alegre, aos 76 anos. Na época, foi decretado luto oficial de três dias.

Karnal nasceu em 1898, filho de Francisco Oscar Karnal (que também foi prefeito de Lajeado) e de Antonieta da Costa Karnal. Conhecido como Cazinho, estudou no antigo Colégio São José dos Irmãos Maristas, no Colégio Lajeadense (atual Ceat) e depois fez o ginásio em Porto Alegre. Voltou a Lajeado por volta de 1917, onde passou a ajudar o pai no cartório. Se envolveu em clubes esportivos, incluindo o Tiro de

noite seriam destinados à Fundef. Vários prêmios foram sorteados durante o baile, um deles eram estadias no Hotel Copacabana Palace, que foram sorteadas para o casal Vanessa e Roberto Ely. Os comendadores de 2005 eram: Célia e Neri Paz, Paula e Adriano Bottezini, Magali e Ricardo Neutzling, Janice e Rogério Müller, e Vanessa e Sandro Duarte.

Os comendadores de 2005 junto de Vanessa e Roberto Ely, Iedi Schnorr e Ivete Mallmann

Maria Cecília à frente do Lions Lajeado

A nova diretoria do Lions Clube Lajeado Centro era empossada no Salão Panorâmico do Clube Tiro e Caça. A presidente era Maria Cecília Maciel da Rocha, que substituía Edilma Lima. A noite teve a presença de representantes dos Lions Lajeado Florestal, de Estrela, Venâncio Aires, do Rotary Club e da Câmara Júnior (JCI).

Guerra 236 (que deu origem ao Clube Tiro e Caça). Ingressou no serviço público nos anos 1920 e trabalhou em Santo Amaro, Encantado, Erechim e Nova Prata, onde foi nomeado prefeito até 1932.

Logo depois, foi nomeado prefeito de Lajeado, de 1932 a 1934. Foi candidato a deputado estadual e fundador de diretórios do antigo Partido Republicano Liberal. Tanto é que entrou na Assembleia Legislativa como suplente em 1936. Karnal chegou a ser preso político durante a ditadura de Getúlio Vargas no Estado Novo, anos em que saiu da vida política e atuou

como advogado. Em 1945 ajudou na criação do antigo partido União Democrática Nacional (UDN), pelo qual foi eleito deputado estadual diversas vezes. Encerrou sua carreira política como diretor do Departamento da Loteria do Estado, em 1959, quando se aposentou.

Oscar Karnal era casado com Anarolina Lamaison, mais conhecida por Morena, desde 1918. O casal teve quatro filhos. Hoje, é homenageado com a rua Oscar da Costa Karnal, definida em 2004,

no bairro Jardim Botânico.

Sábado

KARINE PINHEIRO

karine@grupoahora.net.br

ARTIGO

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da

Após 20 dias, a reta final

CPUm pedaço do Brasil na Alemanha

Educação de qualidade também pode ser herança

resenciar o alcance da cultura brasileira em solo europeu é perceber o quanto nossas tradições são valiosas. Os Grupos Folclóricos de Estrela, conhecidos pela preservação da dança e da música alemã no Vale do Taquari, fazem o caminho inverso ao apresentar ritmos de diversos cantos do Brasil. O samba, o Carnaval,

om três níveis de ensino, o sistema educacional na Alemanha define o futuro profissional de jovens desde os anos iniciais. Além de suprir a necessidade de mão de obra, ocupações estratégicas e produção acadêmica, a estrutura oferece trilhas de aprendizagem com base no desenvolvimento de cada estudante. O resultado da

o forró e as danças gauchescas encantam o público que assiste a performance dos dançarinos e músicos.

Ao longo de mais de 20 dias pela Alemanha, Áustria e Eslovênia, a receptividade da população ainda impacta a cada apresentação. A participação das comunidades durante os espetáculos deveria ser replicada na região. Seja na

neve ou sob o sol forte, as pessoas sambam até o fim da coreografia. A expectativa dos dançarinos é superada a cada dia. Com quatro dias pela frente e as apresentações finais, a sensação de uma melhor performance permanece a mesma. Que a sensação de preservar e impulsionar a cultura e a recepção do público permaneçam após o retorno a Estrela.

mento às universidades, de forma respectiva. Em alguns estados, a Gesamtschule, escola sem divisões, também está presente. Após 200 anos de imigração alemã, os descendentes ainda celebram aspectos educacionais herdados dos imigrantes, sobretudo a estrutura originária da escola ao lado da igreja e salão comunitário. A estrutura educacional atual da Alemanha também poderia servir de exemplo, assim como os bons impactos no mercado de trabalho e na economia.

Idioma desconhecido

Cidade grande é grande mesmo fora do Brasil

Percepções

Metade da turnê

A passagem por Liubliana, capital da Eslovênia, gerou alguns transtornos por conta do idioma. Grande parte da população utiliza o inglês, no entanto, a maioria das informações são encontradas em esloveno. A curta passagem reforça a necessidade de possuir um segundo idioma, seja para trabalho ou turismo. O transtorno gerado foi a impossibilidade de estacionar. Mas poderia ter sido algo mais grave que comprometesse a turnê.

Sejamos justos, não tem como comparar a tecnologia e o desenvolvimento existentes entre as cidades do Brasil e da Alemanha. Mas se percebe as diferenças de municípios grandes e municípios pequenos. Em Berlim, cidade que respira história e cultura, também estão presentes as mazelas de grandes centros urbanos. A bem da verdade, partes da cidade exalam forte cheiro de urina e o lixo se faz presente pelas ruas. Já em cidades menores, como a coirmã de Estrela, Ehrenfriedersdorf, as semelhanças com o Vale do Taquari aparecem.

Há 16 dias os Grupos Folclóricos de Estrela decolaram em direção à Europa para a sétima turnê internacional. O espetáculo ganha o público onde passa e quebra a percepção

A vida em comunidade, a integração entre as pessoas –mesmo com o mito dos alemães serem pessoas “frias” – a busca pelo desenvolvimento de regiões e incentivos à educação e ao esporte. Além disso, a limpeza e a beleza das cidades se assemelham ao nosso querido Vale.

de que os alemães são pessoas frias. No entanto, passadas duas semanas, além das danças, os desafios de viajar de cidade em cidade também aparecem na rotina estabelecida pelos dançarinos. Desde a chegada em solo germânico, em 31 de maio, mais de 2 mil quilômetros foram rodados, hospedagens em sete locais, mudanças na alimentação de acordo com cada local visitado e muitas horas em um ônibus. Por trás das danças, que por sinal encantam muita gente, a resiliência de manter o bom humor, a adaptação aos horários e atividades diferentes e aos costumes de cada região

Percepções

- Grande parte das cidades do interior da Alemanha possuem corpo de bombeiros voluntários. Os integrantes, em alguns casos, recebem valor simbólico. A estrutura é mantida pelas comunidades e prefeituras;

Inclusive, desde a chegada, a comida “brasileira” esteve presente somente três vezes no cardápio. Uma delas, preparada pelos integrantes dos grupos folclóricos. De resto, foi pão, linguiça e batata. Além da cerveja.

- A coleta seletiva é levada muito a sério em solo germânico. Até as garrafas de vidro são separadas por cores. Com exceção de grandes centros urbanos, a limpeza urbana e a quantidade de compartilhamentos para resíduos chamam a atenção;

A primeira passagem por três estados da Alemanha surpreendeu tanto no estilo de vida do país quanto nas belas paisagens. Mas a passagem pela Áustria encantou os viajantes. A vista dos Alpes austríacos desafia a percepção de realidade.

PERCEPÇÕES

Nas escolas, também vale ressaltar, o incentivo ao esporte e o aprendizado de um segundo idioma estão presentes desde o ensino primário.

- Sobre a beleza das cidades: um grande fator que contribui para as lindas paisagens são os cabos subterrâneos. A poluição visual gerada pelo excesso de fios em postes é um problema a ser resolvido na região. Com tantas boas heranças dos imigrantes alemães, a inspiração para uma possível solução a esse problema pode ser encontrada nas origens;

• A culinária, apesar de boa e farta, não chega aos pés do bom e velho feijão com arroz. Os alemães também não têm o costume de almoçar. Os lanches são à base de pão, batata, salsicha e porco. E, na maioria das vezes, bastante apimentados. Ainda que com algumas diferenças, uma gastronomia digna de ser experimentada. Um destaque ao salsichão de peru.

- O verão europeu realmente é intenso. Em um dia com 20 graus, a sensação é de quase 30 graus Deve ser por isso que na Alemanha o povo bebe muita cerveja.

Os brasileiros são hiperconectados. Pouco se percebe, principalmente nas cidades pequenas, pessoas mexendo de forma frenética nas redes sociais. Inclusive, existem desafios relacionados à conexão de internet. Na Áustria, ficamos hospedados em uma pousada sem rede wi-fi.

Abrir a mente para crescer

Lucro é ego.

Caixa

EELíder pelo exemplo

é verdade.

Éxpandir um negócio para outros mercados é um passo importante para qualquer empreendedor. Representa validação, crescimento e novas possibilidades. Mas essa decisão também traz um grande desafio: como manter viva a cultura da empresa e garantir resultados consistentes quando a equipe está distante da sua presença direta?

comum ouvirmos empresários comemorarem o lucro do mês ou do ano. Planilhas mostram números positivos, balanços apontam resultado contábil crescente e, no papel, tudo parece ir bem. Mas a pergunta que realmente importa é: tem dinheiro no caixa?

m muitas empresas, especialmente nas familiares, ainda persiste a crença de que o melhor caminho é o empreendedor “botar a mão na massa” e resolver tudo sozinho. Nesse contexto, a figura de conselheiros que não estão no dia a dia da operação é, muitas vezes, vista com desconfiança — como se fossem meros palpiteiros distantes da realidade da empresa. Essa visão, além de equivocada, pode ser um obstáculo silencioso ao crescimento sustentável do negócio.

Empresas bem-sucedidas não crescem apenas pela qualidade dos seus produtos ou serviços, mas também pela força da cultura que sustenta seus processos e decisões. E cultura não se implanta por decreto ou e-mail. Ela é construída no dia a dia, nos pequenos gestos e nas atitudes constantes — especialmente da liderança.

Criar lideranças locais não é uma tarefa secundária — é o coração do crescimento saudável.

Um conselho consultivo não é uma consultoria, nem tampouco uma ameaça à autonomia do dono. Ele é, na prática, uma poderosa ferramenta de apoio à gestão, pensada justamente para ampliar a capacidade estratégica da empresa sem tomar o controle das decisões. Ao reunir profissionais com experiência e visão externa, o conselho consultivo contribui com insights valiosos, promove reflexões estratégicas e ajuda os gestores a saírem do modo reativo para construir uma agenda de longo prazo.

Para empreendedores acostumados a centralizar decisões, acompanhar cada detalhe de perto e garantir que tudo saia como imaginado, a expansão exige uma virada de chave. É o momento de confiar em pessoas. É o momento de formar líderes.

Ou seja, o conselho não substitui a liderança, mas amplia sua capacidade de refletir com clareza em um ambiente cada vez mais incerto e competitivo, estimulando a liderança empresarial pensar o negócio.

São essas lideranças que representarão os valores da empresa nas unidades mais distantes. Por isso, não basta promover quem tem bom desempenho técnico. É preciso desenvolver líderes que tenham visão do todo, saibam tomar decisões com autonomia e, ao mesmo tempo, estejam alinhados com os princípios que sustentam a cultura da empresa.

Empresas bem-sucedidas não crescem apenas pela qualidade dos seus produtos

ou serviços...”

Mas nada disso se sustenta sem confiança verdadeira entre o dono e sua equipe. Confiança não é ingenuidade — é clareza. Ela nasce de relações baseadas em transparência, respeito mútuo e, principalmente, coerência entre o discurso e a prática. Quando o que se diz não se reflete no que se faz, a credibilidade se perde — e com ela, a cultura também se enfraquece.

Um conselho consultivo não é uma consultoria, nem tampouco uma ameaça à autonomia do dono”

Nas empresas familiares, esse movimento é ainda mais desafiador. O fundador, muitas vezes responsável por tirar o negócio do papel e fazê-lo prosperar, pode ter dificuldade em abrir espaço para opiniões diferentes. Mas é justamente essa abertura — difícil, porém necessária — que pode garantir a continuidade do negócio no médio e longo prazo. O conselho atua como um espaço seguro para debater ideias, antecipar cenários e alinhar estratégias com base em experiências diversas e complementares.

O lucro, por mais relevante que seja como indicador, é uma construção contábil. Pode incluir vendas a prazo, depreciações, provisões e uma série de ajustes técnicos que refletem apenas parte do desempenho da empresa. Já o caixa é concreto. Ele é a verdade. É o que está disponível na conta e garante que o negócio siga respirando: pagando fornecedores, salários, impostos, financiamentos e investimentos. É ele que mantém a operação de pé, todos os dias. Vamos a um exemplo prático. Imagine um negócio que vende R$ 100 mil em produtos no mês e registra um lucro contábil de R$ 10 mil. No papel, tudo certo. No entanto, 80% dessas vendas foram feitas em 10 vezes no cartão. Esse dinheiro só será recebido ao longo dos próximos 10 meses — já descontadas as taxas da maquininha e os custos financeiros. Enquanto isso, a empresa precisa pagar o fornecedor já, manter o estoque, cobrir despesas fixas, impostos e folha de pagamento. No fim do mês, apesar do “lucro” registrado, o caixa está apertado. A empresa começa a fazer malabarismos para honrar compromissos e, em muitos casos, recorre a empréstimos — com juros altos — para cobrir o buraco. Resultado: o lucro não virou liquidez. E sem liquidez, o negócio corre risco de paralisar. Vivemos tempos desafiadores. Juros altos, crédito caro, consumo retraído e um cenário político-econômico instável. Nesse ambiente, o lucro pode até enganar, mas o caixa nunca mente. Empresas quebram por falta de caixa, não por falta de lucro.

A gestão de liquidez precisa ser prioridade absoluta. É fundamental construir uma reserva nanceira, acompanhar o uxo de caixa com rigor e realismo”.

Por isso, mais do que falar sobre valores como comprometimento, ética, ou foco no cliente, é preciso vivê-los. O líder ensina com atitudes. A equipe aprende mais com o que vê do que com o que ouve.

Além disso, o conselho consultivo é uma instância livre de vaidades operacionais. Ele não está ali para “mandar”, mas para provocar, questionar e contribuir com um repertório construído ao longo da carreira dos conselheiros.

Por isso, a gestão de liquidez precisa ser prioridade absoluta. É fundamental construir uma reserva financeira, acompanhar o fluxo de caixa com rigor e realismo.

Essa coerência inspira. Dá segurança para que os líderes locais também ajam com clareza e firmeza. E essa rede de confiança, construída com o tempo e com consistência, é o que garante que a cultura se mantenha forte — mesmo longe da matriz.

Outra oportunidade a partir do conselho é discutir a sucessão nas empresas familiares. A sucessão, quando não planejada, vira urgência — e urgência costuma custar caro. O conselho consultivo, nesse contexto, ajuda o empresário a enxergar que preparar um sucessor não é apenas treinar um nome para ocupar o cargo. É criar uma cultura de governança, onde o papel da liderança é compreendido, respeitado e exercido com responsabilidade.

O empreendedor precisa entender: ter lucro e não ter caixa é como estar saudável no laudo e doente na prática. Já o contrário — ter pouco lucro, mas caixa forte — permite tomar melhores decisões, manter a estabilidade e aproveitar boas oportunidades.

A comunicação também tem um papel estratégico nesse processo. Não basta repassar recados. É preciso criar canais abertos, frequentes e significativos. Compartilhar decisões, reforçar valores, celebrar conquistas e, principalmente, ouvir com atenção. Isso fortalece o senso de pertencimento e mantém o time unido, mesmo a quilômetros de distância. No fim das contas, resultado não se sustenta apenas com cobrança. Ele se multiplica com engajamento, clareza e confiança. Uma cultura forte, vivida na prática, é o maior ativo que uma empresa pode levar consigo em qualquer expansão. Liderar não é controlar tudo — é formar pessoas que saibam pensar e agir como donos, mesmo quando você não está por perto. Essa é a essência da liderança pelo exemplo.

Não se iluda com números bonitos no papel. O que paga as contas é o caixa. Ele é o sangue da empresa. E sem sangue, nenhum corpo se mantém de pé.

É nesse processo que o dono começa a entender, na prática, a diferença entre herdeiro e sucessor. O herdeiro recebe patrimônio; o sucessor assume um legado com visão de futuro, preparo técnico e compromisso com os valores e a sustentabilidade da empresa.

Em tempos desafiadores, abrir espaço para escutar é um sinal de força — não de fraqueza. A abrir a mente para crescer, com ajuda de um conselho consultivo pode ser o primeiro passo para transformar um bom negócio em uma empresa sólida, longeva e preparada para o futuro.

O empreendedor não pode se deixar levar apenas pelo ego do lucro, pelas aparências de resultado positivo nos relatórios. É preciso acompanhar a realidade do caixa com humildade e disciplina. Desde o início do negócio, adote controles simples, mas eficazes, que mostrem claramente o que entra e o que sai, o que é promessa de recebimento e o que já está na conta. Não precisa ser especialista em finanças. Use indicadores básicos que bem acompanhados com frequência, ajudam a antecipar problemas e tomar decisões conscientes.

FOTOS: KARINE PINHEIRO

Fim de semana, 21 e 22 junho 2025

Fechamento da edição: 18h MÍN: 10º | MÁX: 20º O sábado ainda começa com nebulosidade e condições para alguma chuva fraca ou garoa.

Mobilidade sem dor

De atletas a idosos, as queixas de problemas no joelho são cada vez mais comuns. Fortalecimento muscular, diagnóstico precoce e prevenção são as principais ações para evitar cirurgias Páginas 4 e 5

EDITORIAL

Cuidar do futuro

Os joelhos são as maiores articulações do corpo humano e, talvez por isso, estejam entre as mais castigadas ao longo da vida. Eles sustentam nosso peso, amortecem impactos e garantem mobilidade nas tarefas mais simples do dia a dia, como caminhar, subir escadas, agachar, correr, brincar com os filhos ou netos. E, é justamente por essa funcionalidade toda, que os problemas no joelho têm se tornado cada vez mais comuns, e precoces, na população.

Nesta edição, você vai conhecer as lesões mais frequentes que afetam essa articulação, os tratamentos disponíveis e os avanços na medicina para preservar ou recuperar a função do joelho.

Entre as queixas mais comuns, estão as lesões de ligamento, o desgaste da cartilagem (artrose) e as famosas lesões de menisco. Quadros que, se não tratados a tempo, podem comprometer a qualidade de vida.

Mas além de tratar, é fundamental falar de prevenção. E é aí que entra um alerta importante: boa parte dos problemas no joelho poderia ser evitada com cuidados simples, mas muitas vezes negligenciados.

Manter o peso corporal adequado, fortalecer a musculatura das pernas, respeitar os limites do corpo durante atividades físicas e escolher calçados adequados são atitudes que fazem a diferença. Alongamentos regulares e uma boa orientação de profissionais da área da saúde também são aliados. Cuidar dos joelhos é cuidar do futuro. É garantir autonomia e mobilidade por muitos anos. Afinal, saúde não é só ausência de doença, mas a capacidade de viver com qualidade, movimento e bemestar.

Boa leitura!

EXPEDIENTE

AGENDA

Cultura, esporte e solidariedade

A presença e influência das divindades femininas africanas como símbolos de força, sabedoria, fertilidade, justiça, amor e transformação na cultura afro-brasileira são tema da exposição “Força e Sabedoria Ancestral: A

Novos atletas

Jornada das 7 Yabás”. A mostra ocorre de 16 a 30 de junho no hall do Prédio 7 da Univates, como um iniciativa dos cursos técnicos em Modelagem do Vestuário, em Processos Fotográficos e em Publicidade, em parceria com o Centro de

Cultura Afro-brasileira de Lajeado. A abertura oficial ocorreu no dia 18 de junho, às 19h15min, no auditório do Prédio 7. O evento, aberto à comunidade, contou com desfile das Yabás, apresentação e performance.

Raízes da República Tcheca

O Museu de Venâncio Aires recebe a exposição “Gigantes da Cultura Tcheca”, que destaca a vida e obra de dois ícones da literatura da República Tcheca: Franz Kafka e Karel Čapek. A mostra também busca valorizar escritores venâncio-airenses com raízes na região tcheca. O destaque vai para Hilda Hilgert Hibner Flores, de 93 anos, que foi homenageada na abertura. Autora de diversos livros sobre imigração, Hilda tem papel importante na preservação da memória cultural dos descendentes de boêmios e alemães.

Solidariedade no inverno

O Sistema Fecomércio-RS/ Sesc/Senac e IFEP promovem, ao longo do mês de junho, a tradicional campanha do agasalho. Até o dia 30, todas as unidades do Sesc e do Senac, bem como os sindicatos empresariais ligados à Fecomércio no Rio Grande do Sul são pontos de arrecadação de agasalhos e peças de inverno, incluindo municṕis do Vale. São aceitos, por exemplo, casacos, blusas, meias, luvas, toucas e cobertores em bom estado de conservação.

A Associação de Atletismo dos Vales (AAVA) está com inscrições abertas para o projeto de atletismo da equipe AAVA/ Univates/Prefeitura de Lajeado, promovido pela instituição, em parceria com a Secretaria da Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e com apoio da Univates. Os treinos são semanais, nas quartas e sextas-feiras, das 13h30min às 18h30min, na pista atlética do Complexo Esportivo da universidade. Podem participar do projeto, crianças e adolescentes com idades entre 7 e 17 anos, regularmente matriculados em instituições de ensino.

Textos: Bibiana Faleiro

Diagramação: Lautenir Azevedo Junior Coordenação e edição: Felipe Neitzke

Força ancestral em exposição
FOTOS DIVULGAÇÃO

Vacinação melhora, mas ainda enfrenta desafios

ENVATO/REPRODUÇÃO

Em Lajeado, cobertura vacinal é de 93,6%. Há 10 anos, o percentual chegava a 108,7%

Curvas de imunização indicam queda das taxas de cobertura desde 2015. Na região, município desenvolve estratégias para incentivar vacinação

Apesar das coberturas vacinais no Brasil estarem em rota de recuperação, as diferenças entre estados e municípios e os esquemas incompletos ainda são desafios que ameaçam a saúde pública brasileira.

Essas são as principais conclusões do Anuário VacinaBR, produzido pelo Instituto Questão de Ciência (IQC), em parceria com a Sociedade Brasileira de

Imunizações (Sbim) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A publicação mostra que, em 2023, nenhuma vacina infantil do calendário nacional atingiu a meta de cobertura em todos os estados. O destaque negativo ficou com os imunizantes que protegem contra a poliomielite, meningococo C, varicela e Haemophilus influenzae tipo B. Nesses casos, nenhum estado vacinou 95% do público-alvo, porcentagem necessária para evitar a transmissão.

Em queda

De maneira geral, as curvas de vacinação no Brasil indicam diminuição das taxas de cobertura desde 2015, com queda mais brusca em 2021 e movimento de recuperação em 2022 e 2023.

Um exemplo é a vacina tríplice viral. Em 2023, a maior parte do país vacinou entre 80 e 85% do públicoalvo e apenas quatro estados atingiram a cobertura ideal na primeira dose. O índice de aplicação da segunda dose não chegou a 50% em 14 estados, e a meta não foi atingida em nenhuma unidade federativa.

A tríplice viral previne contra o sarampo, a caxumba e a rubéola e deve ser tomada aos 12 e aos 15 meses de idade. Hoje, há surtos de sarampo em diversos países, e cinco casos isolados foram registrados no Brasil este ano.

Na região

O Vale do Taquari também tem apresentado recuperação das coberturas vacinais, como é o exemplo de Lajeado. De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Demarchi, no entanto, ainda não foram recuperados os patamares de 2019, antes da pandemia.

Em 2024, a cobertura vacinal média para 14 imunizantes foi de 93,6%, enquanto em 2019 era de 96,2%. Já em 2014, FOI de 108,7%.

Segundo Juliana, os desafios continuam, desde a busca da população por canais confiáveis de informação, até a disponibilidade por parte do poder público de horário alternativo e novas estratégias para facilitar o acesso à vacinação.

“A divulgação da importância da vacinação, estratégias que facilitem o acesso, parcerias com instituições de ensino, são algumas ações que devem ser mantidas e ampliadas com

o objetivo da recuperação e manutenção das coberturas vacinais adequadas”, destaca a especialista. Coordenadora da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Rafaela Fagundes ressalta que 92% das pessoas hospitalizadas e 94% dos óbitos entre todas as idades neste período de superlotação hospitalar devido às doenças respiratórias, não eram vacinadas. “A vacina é a maior forma de prevenção”, destaca.

ARQUIVO A HORA

Da prevenção à cirurgia

Fortalecimento muscular, fisioterapia e estilo de vida são as primeiras práticas de prevenção aos problemas de joelho

Dor no joelho, dificuldade para subir escadas, estalos incômodos ou limitações para praticar esportes. Esses são alguns dos problemas comuns, desde jovens atletas até os idosos, e estão entre os principais fatores que levam um paciente ao ortopedista.

Os problemas relacionados a essa articulação podem ser simples, mas também evoluir para cirurgias. Em 2021, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou mais de 9 milhões de atendimentos ortopédicos, incluindo exames e cirurgias no joelho, segundo o Ministério da Saúde. Foram feitos 5,2 milhões de exames e 16,7 mil cirurgias no joelho em casos mais graves.

No consultório do médico ortopedista Bruno Führ, especialista em cirurgia de joelho, entre os principais pacientes, estão jovens atletas, em especial, corredores amadores. “A corrida é uma atividade excelente, mas a evolução costuma ser muito rápida e mal orientada. No primeiro dia

Em números

- Estima-se que mais de 528 milhões de pessoas sofrem de osteoartrite, um aumento de 113% desde 1990.

- Cerca de 69% dos brasileiros com mais de 18 anos sentem dores na articulação do joelho;

- As mulheres são as que mais sofrem, com 70,5% de incidência.

- Já 65% dos homens declararam ter desconfortos neste local.

Mesmo com lesões complexas, a gente sempre tenta uma abordagem não cirúrgica antes”

Bruno Führ, médico ortopedista

alerta.

Outro problema frequente é a artrose, condição degenerativa que desgasta a cartilagem e afeta a qualidade de vida, em especial, nos idosos. “Muita gente pensa que é só um problema mecânico, mas a inflamação tem papel fundamental. Alimentação, estilo de vida e predisposição genética influenciam no processo”.

a pessoa corre duas quadras, em poucas semanas já está fazendo 10 quilômetros, e aí aparecem as dores e lesões”,

A artrose pode afetar diferentes regiões do joelho, como a parte central, a região anterior (rótula) ou envolver os três compartimentos ao mesmo tempo. Apesar disso, o ortopedista reforça que a cirurgia nem sempre é o primeiro caminho.

“É raro o caso que não cabe um tratamento conservador.

Mesmo com lesões complexas, a gente sempre tenta uma abordagem não cirúrgica antes. Trabalhamos junto com fisioterapeutas e investimos em fortalecimento e reabilitação”, explica. Segundo o especialista, um dos principais erros no tratamento de problemas no joelho é focar apenas no sintoma local sem olhar o corpo como um todo.

Quando operar?

Entre os procedimentos mais comuns, está a artroscopia de joelho, uma

Apesar do tratamento iniciar de forma conservadora, em muitos casos, problemas de joelho evoluem para a cirurgia

cirurgia minimamente invasiva, feita com pequenas incisões e o uso de uma câmera. “Ela não é uma cirurgia a laser, como muitos pensam, mas permite tratar lesões no menisco, cartilagem e realizar reconstruções ligamentares com menos agressão ao paciente”, explica Führ. Já as fraturas e as próteses de joelho exigem cirurgias abertas. “A prótese é sempre a última opção, indicada para quem tem desgaste avançado da

articulação, sem melhora com tratamentos conservadores”, reforça o ortopedista. Segundo ele, a durabilidade média de uma prótese é de 15 anos, mas pode variar conforme o perfil e os cuidados de cada paciente. Para o especialista, manter o corpo em movimento é uma das melhores formas de proteger os joelhos. “A pior decisão que alguém pode tomar é permanecer sedentário. A atividade física melhora o condicionamento muscular, o equilíbrio e reduz o risco de lesões. Mesmo quem já teve um problema deve retomar, com orientação”, aconselha.

Reabilitação

Responsável por sustentar o peso do corpo e garantir a mobilidade nas atividades

mais simples do dia a dia, o joelho é uma das articulações mais exigidas e, por isso, uma das mais suscetíveis a lesões. Para o fisioterapeuta Fernando Jordan, o cuidado com essa estrutura vai muito além da tecnologia ou dos recursos modernos de reabilitação. “De nada adianta ter aparelhos de última geração se não houver um bom trabalho manual, personalizado, feito por um profissional que realmente entende o movimento e as necessidades de cada paciente”, afirma.

Jordan destaca que o avanço tecnológico trouxe grandes

Você não pode exigir do corpo dez horas de trabalho sem oferecer a ele uma estrutura de força para aguentar”

Problemas mais comuns

Artrose: desgaste da cartilagem do joelho, causando dor, inchaço e rigidez. Não tem cura, mas pode ser controlada com fisioterapia e medicamentos.

Condromalácia patelar: desgaste da cartilagem da patela, com dor na parte frontal do joelho. Tratamento é feito com fortalecimento muscular e fisioterapia.

benefícios para o diagnóstico e o acompanhamento da recuperação, mas a essência da fisioterapia continua sendo movimento e fortalecimento.

De acordo com o profissional, as causas de dor no joelho variam conforme o perfil do paciente. Entre atletas amadores e profissionais, os traumas esportivos, como entorses e lesões de ligamento, são os mais frequentes. “No futebol, por exemplo, o ligamento cruzado anterior é um dos mais afetados. Já na corrida, vemos muitas lesões por sobrecarga ou alterações no padrão de pisada”, explica.

No entanto, o público mais comum nos consultórios de fisioterapia é o que sofre com o desgaste crônico, principalmente por hábitos de vida inadequados ao longo dos anos. “Muita gente passa o dia em pé ou sentado por longos períodos, com pouca atividade física e sem fortalecer a musculatura. Isso gera sobrecarga na articulação, levando à dor e, em muitos casos, ao desenvolvimento de artrose”, alerta Jordan. A falta de preparo muscular é um dos principais fatores de risco. “Você não pode exigir do corpo dez horas de trabalho sem oferecer a ele uma estrutura de força para aguentar”, ressalta o fisioterapeuta. Segundo ele, o joelho está sempre em movimento e sob carga, o que acelera o desgaste ao longo do tempo.

Outro ponto é o uso de calçados inadequados, especialmente entre mulheres. “Saltos altos, calçados com pouca base de apoio ou solados instáveis podem provocar alterações na pisada, afetando diretamente a articulação do joelho”, observa.

Para prevenir

Para Jordan, a abordagem ideal começa sempre de forma conservadora, com fisioterapia focada no fortalecimento e na melhora da função articular. “Muitas vezes, o paciente chega achando que precisa de cirurgia, mas com um bom trabalho de reabilitação é

Lesão meniscal: lesão no menisco, que protege a articulação do joelho. Pode ser causada por trauma ou desgaste natural. Provoca dor e inchaço. Em casos graves, pode exigir cirurgia.

Lesões ligamentares: ruptura ou estiramento de ligamentos do joelho, causando dor, inchaço e instabilidade. Tratamento pode envolver fisioterapia, imobilização ou cirurgia.

Síndrome do trato iliotibial: inflamação comum em corredores e ciclistas, com dor na lateral do joelho. Tratamento inclui fisioterapia, gelo e medicamentos.

Fisioterapia é aliada no tratamento de dores, assim como no pré e pósoperatório

possível evitar procedimentos invasivos”, comenta. Nos casos em que a cirurgia é inevitável, o acompanhamento fisioterapêutico no pré e pósoperatório é fundamental. “A recuperação de uma cirurgia de joelho não depende só da técnica do cirurgião. Envolve um trabalho intenso de fisioterapia, com foco em mobilidade, força e

readaptação funcional”, reforça.

Para ele, investir na prevenção é o caminho mais seguro. Isso inclui prática regular de exercícios de fortalecimento, atenção à postura, escolha adequada de calçados e, principalmente, acompanhamento profissional antes que a dor se torne incapacitante.

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Avanços na cardiologia pediátrica ampliam o diagnóstico precoce

Tecnologias e estruturas qualificadas aumentam as chances de tratamento das doenças cardíacas infantis

Saber se o coração de uma criança é saudável não é tarefa simples. A saúde cardíaca dos pequenos vai além dos sintomas e deve ser levada à sério desde o nascimento.

Médico especialista em cardiologia infantil, Mateus Lima afirma que, na infância, as doenças cardíacas mais comuns são as chamadas cardiopatias congênitas, ou seja, alterações na estrutura ou função do coração que surgem ainda durante a gestação.

O especialista afirma que um dos motivos mais frequentes para encaminhamento ao cardiopediatra é a identificação de um sopro cardíaco durante uma consulta de rotina. "Sopro não é uma doença, é um sinal. É um som que indica que o sangue está passando de forma diferente pelo coração", explica o médico.

A maioria dos sopros diagnosticados na infância são os chamados "sopros inocentes", sem risco à saúde. Mesmo assim, a avaliação por um especialista é fundamental para diferenciar os

casos que precisam de acompanhamento.

Avanços

Graças aos avanços tecnológicos, muitas cardiopatias podem ser identificadas ainda na barriga da mãe, por meio da ecocardiografia fetal. O exame, realizado a partir da 18ª semana de gestação, permite avaliar a anatomia e o funcionamento do coração do bebê.

Desde 2013, o exame faz parte do protocolo de pré-natal oferecido pelo SUS, principalmente em casos com maior risco. “Mais de 90% das crianças que nascem com cardiopatia não têm nenhum fator de risco detectado na gestação. Por isso, o ideal seria que todas as gestantes tivessem acesso ao ecocardiograma fetal”, defende Lima.

Segundo Lima, o diagnóstico pré-natal é importante, em especial, em casos de cardiopatias graves que exigem cirurgia logo após o nascimento. "Se o problema é identificado antes, o parto já pode ser programa-

Graças aos avanços tecnológicos, muitas cardiopatias podem ser identificadas ainda na

do em um centro especializado, com a equipe de cirurgia cardíaca pediátrica pronta para intervir."

Outro aliado no diagnóstico precoce é o Teste do Coraçãozinho, obrigatório nas maternidades desde 2014. Realizado após as primeiras 24 horas de vida, o teste mede a oxigenação no sangue do bebê por meio de um oxímetro, que é colocado

na mão e no pé do recém-nascido. Diferenças significativas nos níveis de oxigênio podem indicar a presença de cardiopatias graves.

O médico indica, além das triagens de rotina, o acompanhamento pediátrico. Consultas mensais até o sexto mês, e regulares nos primeiros anos de vida, ajudam a detectar alterações no desenvolvimento.

presente que os pais aos filhos é estimular hábitos saudáveis desde cedo”

Lima, cardiopediatra

“Uma criança que cansa mais do que os colegas durante a educação física, que sente dor no peito com frequência ou apresenta desmaios deve ser avaliada”, reforça o médico.

Riscos atuais

Hoje, uma das maiores preocupações dos profissionais da área, é a obesidade infantil. Segundo o IBGE, cerca de 15% das crianças brasileiras estão obesas e mais de 30% apresentam sobrepeso. “Já vemos casos de hipertensão em crianças de oito, nove anos”, alerta Lima.

A obesidade na infância pode abrir caminho para problemas como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares na vida adulta. “O melhor presente que os pais podem dar aos filhos é estimular hábitos saudáveis desde cedo”, conclui.

Mateus
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Um doce consciente, com raízes na saúde integral

Para quem aprecia um doce no dia a dia, mas não quer abrir mão da saúde, o fudge de chocolate pode ser um verdadeiro aliado. Rico em sabor, fácil de preparar e feito com ingredientes de qualidade, ele oferece uma experiência prazerosa e nutritiva, unindo os conhecimentos da nutrição moderna com os princípios milenares da Ayurveda, a ciência da vida.

Segundo a nutricionista e terapeuta Ayurveda, Ana Paula Dexheimer, nessa tradição, os alimentos são escolhidos não apenas por seus nutrientes, mas também por seus sabores e efeitos no corpo e na mente. O cacau amargo, conforme explica Ana Paula, quando consumido de forma pura, ajuda a equilibrar os “doshas” Pitta e Kapha, importantes para acalmar a irritabilidade, inflamação, e fome em excesso, e reduzir o acúmulo

de mucos e peso corporal. “Esses sabores também favorecem o foco, a introspecção e a leveza”, destaca a nutricionista. Além disso, o cacau é rico em flavonoides, magnésio e teobromina, substâncias que melhoram a circulação, o humor e a função cerebral. Mas, de acordo com Ana Paula, para que os benefícios do cacau estejam presentes, é essencial escolher um chocolate com, no mínimo, 70% de cacau, sem adição de gorduras vegetais, aromatizantes artificiais ou excesso de açúcar.

Outro ingrediente fundamental do fudge saudável é a pasta de amendoim pura. Na perspectiva ayurvédica, ela oferece o guna de estabilidade e nutrição, sendo ideal para sustentar a energia vital, especialmente em dias frios, períodos de muito trabalho ou em fases de transição

Fudge de chocolate

Ingredientes

- 200g de chocolate 70% cacau (ou mais)

- 1/2 xícara de pasta de amendoim 100% pura

- 1 colher (sopa) de óleo de coco (opcional, para maciez e digestibilidade)

- Pitada de sal marinho ou flor de sal

- Finalize com sementes de abóbora, nibs de cacau, cardamomo ou castanhas (opcional, para agregar texturas e propriedades dos seis sabores)

Modo de preparo

Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas, em potência média. Misture a pasta de amendoim e o óleo de coco até obter uma textura cremosa. Adicione o sal. Mexa bem.

Despeje a mistura em uma forma pequena forrada com papel manteiga. Decore com os toppings opcionais. Leve à geladeira por 2 horas. Corte em cubos e armazene em pote fechado na geladeira.

emocional.

Rica em gorduras boas, proteínas e fibras, a pasta de amendoim contribui para uma saciedade duradoura, nutre o sistema nervoso e pode ser um ótimo alimento para momentos de pausa e reconexão com o corpo.

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APRESENTA

APRESENTA APRESENTA

FNova sede à Apae

Educação e cultura para todos

riência diferenciada aos usu ários, explica a profissional.

Arquiteta e urbanista formada pela Univates em 2022/B

Orientadora: Jamile Maria da

é a grande aposta do projeto da arquiteta recém-formada pela Univates, Débora Caterine Costa, para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O prédio, pensado como uma nova sede para as três empresas que formam o Grupo Popular, também possui espaço para abrigar outros empreendimentos.

projeto desenvolvido pela arquiteta formada pela Univates em 2022/A, Denise Andréia Führ, para o trabalho de conclusão do curso.

CSacadas e visuais foram adotados para garantir uma expe -

riar uma nova sede para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Lajeado, foi o objetivo do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), da arquiteta Larissa Rieth Peuhs, formada pela Univates.

A ideia foi inserir o centro na cidade de Estrela, como um espaço adequado para diversas atividades. Assim, o Criar Centro de Desenvolvimento Cultural e Educacional também propõe ofertar eventos e atividades diurnas, para os idosos, crianças e jovens, em especial, no turno inverso escolar. Para os adultos, as atividades serão concentradas nos turnos vespertino e noturno. Além disso, ocorrerão diferentes eventos abertos ao público, como palestras, encontros gastronômicos e pequenos eventos musicais. A ideia é que o espaço se torne referência para os municípios e atraia moradores de toda a região.

Com orientação da professora Jamile Maria da Silva Weizenmann, a ideia foi projetar um espaço de acordo com as necessidades cotidianas de todos os usuários, facilitando a mobilidade dos alunos e ampliando a estrutura da instituição.

Parcerias

Denise destaca que para a viabilização do projeto, foi pensado em uma parceria público-privada, com o objetivo de ofertar oficinas gratuitas, em especial, às pessoas carentes e alunos de

PATROCINADORES

O projeto foi desenvolvido em dois níveis: o térreo abriga o setor comercial, com salas destinadas à locação, como forma de contribuir para a geração de renda da instituição, enquanto o pavimento superior concentra as atividades institucionais.

O acesso principal

escolas públicas. Além de pro porcionar apresentações teatrais e músicas por meio de editais e leis de incentivo à cultura.

A construção busca ampliar a visibilidade e a interação das empresas com a comunidade, por isso, o projeto também prevê uma cafeteria no andar térreo. “A ideia é atrair tanto o público que trabalha e fre quenta o prédio, como a co munidade em geral”. Na parte externa, cores neu tras como cinza, preto e tom de madeira foram escolhidas para transmitir sensação de aconchego, destaca Débora. o que garante

A ideia é que o espaço também sirva como locação para eventos e palestras de empresas e pessoas interessadas. O centro contará com salas comerciais, cafeteria, e abrigará a biblioteca pública em um ponto de fácil acesso e visibilidade.

“O propósito do centro cultural é realizar o encontro de pessoas, indiferente de raça, cor e classe”, destaca a arquiteta.

conta com cobertura para embarque e desembarque, estacionamento em vagas oblíquas e brises verticais que garantem conforto térmico e aproveitamento da iluminação natural.

cada incidência solar, bem como a perfuração da laje superior para se ter o efeito chaminé, possibilitando a refrigeração dos ambientes e a entrada de luz natural.

jardins internos que favorecem a iluminação, ventilação e setorização do projeto.

Além disso, na fachada, foram utilizados painéis em concreto polímero e estrutura metálica para a ventilação, com aumento, também, da inércia térmica e diminuição da entrada de calor.

Materiais utilizados

Quanto à estrutura, além do uso de Laje nervurada, o projeto optou por deixar os ângulos de 90º arredondados com aplicação de madeira no pavimento térreo, de modo a facilitar o trajeto do pe-

12 | Você. | FIM DE SEMANA, 12 E 13 FEVEREIRO 2022 PATROCINADORES

12 | FIM DE SEMANA, 30 E 31 DE MAIO DE 2020

12 | Você. | FIM DE SEMANA, 6 E 7 DE FEVEREIRO DE 2021

A recepção dá acesso aos setores administrativo, de apoio e de saúde, este último com recepção própria e salas de atendimento de diferentes tamanhos, além de espaços específicos, como salas de hidroterapia, de snoezelen, de vida e de descompressão. Segundo a arquiteta, claraboias e jardins internos no corredor de acesso às salas clínicas promovem bem-estar, ventilação e contato com a natureza. Além disso, o setor educacional está organizado em três blocos perpendiculares ao eixo principal, separados por

“Esta materialidade exige pouca manutenção, apenas a sua higienização”, destaca a arquiteta.

A cobertura conta com a impermeabilização e colocação de argila expandida para uma melhor eficiência térmica. Assim como espelhos d’água e vegetação para o resfriamento evaporativo.

Larissa destaca que entre os principais materiais utilizados, está o concreto aparente, paredes em tons de cinza e branco, vidro e acabamentos em madeira. As cores neutras foram escolhidas para transmitir uma sensação de tranquilidade, enquanto os brises de madeira funcionam como controle da entrada da incidência solar e trazem elementos naturais para o interior do edifício, contribuindo para o bem-estar dos usuários. No pátio interno, ainda foram criados canteiros sensoriais com vegetações aromáticas, como sálvia e lavanda, que proporcionam relaxamento.

PATROCINADORES

mais conforto acústica e térmica. personalidade ao projeto.
Larissa Rieth Peuhs
Silva Weizenmann

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