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FICHA TÉCNICA

2020 ANO VI EDIÇÃO 20 ABRIL/MAIO/JUNHO

COLABORADORES

Anna Gardemann / Mariana Vidotti / Adrian Lovagnini Jordana Magalhães Ribeiro / Mário Ribeiro / Abrint Lacier Dias / Ciabrasnet / Rogério Couto / Andres Madero Vinicius Ochiro / Câmara Abrint Mulher / Ronaldo Couto Paulo Vitor / Eloi Piana / Daniele Frasson / Alan Silva Faria / José Maurício dos Santos Pinheiro

OBS: Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade dos autores e não refletem a opinião da Revista ISP Mais.

DIRETOR DE ATENDIMENTO Ayron Oliveira

REVISÃO

André Kamide / Mônica Geska Fernandes/ Jéssica Paz

IMAGENS

Shutterstock / Pexels / Pixabay

IMPRESSÃO

Eskenazi Gráfica Online

Quer anunciar conosco? ispmais.com.br/comercial marketing@ispmais.com.br

CAPA

EDIÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Mateus Vitor Borges


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SUMÁRIO 06 ARTIGOS

PROVEDOR EM DESTAQUE 36

24

Entre Informação e Opinião, o Que Decidir?

38

O Caminho para 800G na América Latina Características do Controle de Banda em Redes GPON

06

Contrato de Trabalho Verde e Amarelo

08

5G e VoIP

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10

A Adesão ao “Convênio Arrecadação” pelas Empresas Prestadoras dos Serviços de Comunicação

46

12

A Ascenção dos Provedores Regionais

14

Vender Pode Não Ser a Resposta Para o Seu Grande Desafio de Crescer

16

Oferta de Vídeo sob Demanda Torna-se o Principal Diferencial Competitivo dos ISPs

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22

Reforma Tributária: Todos Queremos, Mas Como Fazer?

CIABRASNET

Através de evolução constante e reinventando-se a cada dia, a empresa se consolida como referência no mercado.

48 COLUNAS 48

Qualidade no Atendimento é Suficiente?

49

Os Cuidados Jurídicos na Estruturação de uma Oferta Combo

Veja a Visão Sobre esta Pandemia em Diversos Prismas

52

Os 7 Passos do Planejamento de Redes de Telecom

30

A Pandemia do COVID-19 e o Absurdo Incentivo à Inadimplência

COLUNA 54 FIBRA ÓPTICA

32

Qual o Impacto do Coronavirus no seu Provedor?

Redes Ópticas Densas

34

COVID-19: Uma Corrida Contra o Tempo

30

COVID-19

RQUAL e os PPP’S

RedeTelesul promove o IBussiness 2020.

COLUNA ABRINT MULHER

ONTEM E HOJE

NA 58 VC REVISTA


A melhor equipe para os melhores clientes


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CONTRATO DE TRABALHO VERDE E AMARELO NOVA MODALIDADE DE CONTRATAÇÃO QUE TRAZ ECONOMIA TRIBUTÁRIA PARA SEU PROVEDOR E OPORTUNIDADE PARA JOVENS TRABALHADORES

C

om o objetivo de criar novos postos de trabalho, o Governo federal, por meio da Medida Provisória nº 905/2019, posteriormente complementada pela Portaria SEPRT nº 950/2020, criou o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, modalidade de contratação para pessoas entre 18 e 29 anos de idade, para fins de registro do primeiro emprego. Em contrapartida, para incentivar os empregadores a adotar esta nova modalidade de contratação, a referida medida provisória trouxe uma série se isenções tributárias que serão apresentadas neste artigo. O Contrato de Trabalho Verde e Amarelo poderá ser utilizado para qualquer tipo de atividade, transitória ou permanente; e para substituição transitória de pessoal permanente. A nova modalidade de contratação fica limitada ao período de 1º de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2022 e apresenta vários diferenciais em relação aos contratos de trabalho em geral, os quais serão abordados a

seguir. Primeiramente, cabe esclarecer que para fins de caracterização de primeiro emprego, não serão considerados os trabalhadores com vínculos laborais sob a forma de: a) menor aprendiz; b) contrato de experiência; c) trabalho intermitente; e d) trabalho avulso. Ou seja, o trabalhador poderá firmar o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo ainda que já tenha prestado serviços anteriormente

“A contratação de trabalhadores na nova modalidade fica, ainda, limitada a 20% do total de empregados da empresa[...]”

na condição de aprendiz, experiência, intermitente ou avulso. Por outro lado, importante destacar que é vedada a contratação, sob a modalidade de Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, de trabalhadores submetidos à legislação especial (ex.: rurais, domésticos, temporários, etc.). Para se classificar os novos postos de trabalho, será adotado como referência a média do total de empregados registrados na folha de pagamentos entre 1º de janeiro e 31 de outubro de 2019, de tal maneira que será entendido como novo posto de trabalho o que ultrapassar essa média. A contratação de trabalhadores na nova modalidade fica, ainda, limitada a 20% do total de empregados da empresa, levando-se em consideração a folha de pagamentos do mês corrente de apuração, ou, no caso de empresas com até 10 funcionários, o limite será de duas contratações. Ainda, a medida provisória determina que apenas poderão ser contratados na modalidade Contrato de Trabalho Verde e


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Amarelo, os trabalhadores com salário-base mensal de até um salário-mínimo e meio nacional. Todavia, será garantida a manutenção do contrato nesta modalidade, quando houver aumento salarial, após 12 meses de contratação. Outro aspecto relevante desta nova modalidade, é que esta se trata de contrato com prazo determinado, por até vinte e quatro meses, a critério do empregador. Sendo que a contratação será convertida automaticamente em contrato por prazo indeterminado quando ultrapassado o prazo estipulado, passando a incidir as regras do contrato por prazo indeterminado previsto Consolidação das Leis do Trabalho, a partir da data da conversão. A medida provisória também aborda a possibilidade de, caso acordado entre as partes, ao final de cada mês o empregado receber o pagamento imediato das seguintes parcelas: remuneração; 13º salário proporcional; e férias proporcionais com acréscimo de um terço. Também, a indenização sobre o saldo do FGTS, poderá ser paga, por acordo entre empregado e empregador, de forma antecipada, mensalmente, ou em outro período de trabalho acordado entre as partes, desde que inferior a um mês, junto com as parcelas supracitadas. A referida indenização será paga sempre por metade, sendo o seu pagamento irrevogável, in-

“Outro aspecto relevante desta nova modalidade, é que esta se trata de contrato com prazo determinado, por até vinte e quatro meses, a critério do empregador. “ dependentemente do motivo de demissão do empregado, mesmo que por justa causa. Por fim, uma das grandes vantagens da contratação da modalidade de Contrato Verde e Amarelo reside nos incentivos tributários ao empregador, à medida que ficam as empresas isentas das parcelas incidentes sobre a folha de pagamentos de: contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha; salário-educação; e contribuição social destinada ao sistema S. Assim como, fica estipulado que no Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, a alíquota mensal relativa à contribuição devida para o FGTS, será de 2% (dois por cento), independentemente do valor da remuneração.

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Dessa maneira, a contratação de jovens nesta nova modalidade pode resultar em uma redução da carga tributária do seu provedor. Por outro lado, destaca-se que a referida isenção diz respeito apenas aos colaboradores contratados na modalidade verde e amarela, de sorte que a incidência dos tributos sobre a folha se dará de forma normal para os colaboradores admitidos na forma geral de contratação. Bem como, é importante que o empregador que deseje adotar a modalidade de contratação verde e amarela se atente aos limites trazidos pela medida provisória com relação ao número de colaboradores que podem ser admitidos nesta forma, caso contrário poderá haver incidência de multa e automática conversão dos contratos para modalidade normal (prazo indeterminado e nos moldes da CLT), encerrando-se, assim, os benefícios tributários.

Dra. Anna Gardemann Dra. Mariana Vidotti Ambas compõem o corpo de Advogados da Gardemann & Vidotti Advogados Associados


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5G E VOIP

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entre as vantagens operacionais do LTE, temos observado VoLTE (Voice over LTE) a qual representa uma redução de custos interessante no core das redes baseadas em IP. As operadoras móveis permitem com essa tecnologia conectar chamadas mais rapidamente (o aparelho não precisa mudar para 3G ao fazer a ligação), não interromper descargas de dados 4G durante a chamada, e assegurar qualidade de serviço. Claro, desde que os terminais do cliente tenham essa possibilidade. Cada ano oferece novas tecnologias melhoradas de celular e no 2020 com 5G, a última e melhor aparição de tecnologia mobile, os usuários poderão esperar internet mobile a custos baixos. As principais vantagens incluem velocidades de até 100x mais rápidas do que no 4G, baixa latência e a habilidade de poder fazer negócios desde qualquer lugar do mundo que possua uma conexão à internet. Em contrapartida teremos que esperar novos hardwa-

res para suportar a tecnologia. Conforme as redes de telefonia estão sendo migradas para 4G VoLTE e logo para 5G, milhões de dispositivos no mundo inteiro entram direto na população VoIP o que será traduzido em alguns benefícios para Operadoras e Usuários Finais, e também implicará para as operadoras ter cuidados extras para proteger seus equipamentos e não colocar em risco aos clientes (dispositivos infectados com malware podem ser utilizados para realizar ataques do tipo Denial of Service (DoS) e/ou fraude contra as redes Core). A tecnologia 5G promete uma latência de 1 a 5 ms. Que oferecerá muitas vantagens. Com os preços de equipamentos para tecnologia VoIP caindo a cada ano, e a evolução das redes LTE (devagar mas funcionando ao fim) as operadoras mobile começaram a oferecer também serviço de VoWiFi (Voice over WiFi ou Wifi Calling) o que permite que o usuário possa realizar chamadas sobre a rede móvel, 4G ou Wifi segundo seja necessário.

Qualquer chamada VoIP precisa de duas coisas: uma conexão à internet e uma conta com um provedor VoIP. Na época do 3G ainda era complicado ter uma conexão estável num dispositivo móvel para realizar uma chamada VoIP, mas com o 4G isso mudou. Embora o 4G é geralmente suficiente para as ligações dos usuários finais, em alguns casos não é suficiente para uso corporativo então o seguinte passo é a evolução do VoIP sobre o 5G. As vantagens do 5G ajudarão às operadoras VoIP e provedores de serviços OTT (Over the Top) de comunicações já que permitirão que eles se beneficiem da alta velocidade, o que possibilitará a conexão mais rápida das ligações, e melhor qualidade. 5G vai levar o VoIP para um novo nível. A adoção do VoIP mobile será importante para os consumidores também visto que gerará maior concorrência no mercado, obrigando aos fornecedores a incluir novos serviços nos pacotes e finalmente conseguindo reduções de custos dos serviços.


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Visto que a tecnologia 5G permite o uso de até 1.000.000 de dispositivos por quilômetro quadrado, será também reduzido o problema de capacidade limitada no 4G para áreas de alta densidade, eventos multitudinários, etc. No corporativo A necessidade das Empresas de automatizar a atenção ao cliente tem dado lugar a aparição de soluções de atendimento e automação como os Chatbots, os quais são utilizados para ajudar a tirar dúvidas do cliente, oferecer informações básicas em tempo real e realizar vendas sem esperar por atendimento em largas filas telefônicas. Porém as novas integrações com Chatbots com voz permitem mediante IA interagir mediante VoIP com os mesmos para realizar estas tarefas. Esse novo jeito de interação é possível com apps corporativos com sistemas VoIP embebidos para realizar chamadas a custo zero e completar as transações com a Empresa. Os novos sistemas VoIP de comunicações unificadas para Empresas, em conjunto com a possibilidade de uma conexão estável e de alta velocidade constante nos dispositivos móveis, são uma combinação perfeita para deixar atrás os antigos PABX ou sistemas proprietários sobre tecnologias analógicas.

Por outro lado, já existem aproximadamente 26 bilhões de dispositivos IOT em conjunto com os celulares. Nesse caso as operadoras VoIP que possuem numeração vão poder conectar as tecnologias facilmente. A alta conectividade entre todos estes dispositivos permitirá realizar tarefas a altas velocidades e sem margem de erro. A contínua demanda de banda larga móvel para aplicações de vídeo em alta definição e realidade virtual nos obriga a ter em consideração o desenvolvimento de 5G e aproveitá-lo para unificar nossos serviços e produtos mediante formatos OTT. Como case de exemplo, podemos ver a resposta da Cisco, a qual acaba de lançar um stack para entrega de conteúdos cloud para atender aplicações de baixa latência e grande largura de banda com a impronta “Mais software, mais automação, e mais ganho para o cliente”. O serviço de Telefonia IP como OTT A possibilidade de evitar roaming e conexões internacionais, permite que as operadoras que possuem VoIP dentre suas carteiras de produtos possam oferecer ao seus clientes grandes experiências de usuário permitindo que utilizem o serviço de Telefonia ainda sobre as redes de outras operadoras. A interoperabilidade permite

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que qualquer outra rede seja alcançada e as altas velocidades de internet móvel fazem possível as comunicações usando codecs de alta qualidade e vídeo HD. Focar-se nesses aspectos, fazem com que possamos aproveitar os serviços que possuímos não só dentro de nossa própria rede, mas também fora dela. Hoje um provedor com um Softswitch, um Session Border Controller, e também uma plataforma de PABX Virtual pode gerar níveis de serviço altíssimos, a baixo custo. As notificações PUSH embebidas em aplicativos VoIP permitem também que o usuário não precise ter aplicativos Softphone rodando em segundo plano e consumindo bateria, senão que ao receber uma chamada, uma notificação é recebida no celular (como se fosse uma mensagem de texto) e ao aceitar a mensagem o app é aberto automaticamente atendendo a chamada na hora. Como consequência, as Empresas estão reduzindo a quantidade de equipamentos e linhas físicas no local, a flexibilidade e habilidade de escalar na telefonia cloud é um pilar indiscutível para o crescimento das mesmas. E o 5G vai alavancar esse crescimento. E você? Já pensou em como crescer aproveitando essas novas tecnologias com seus próprios serviços?

Adrian Lovagnini, Engenheiro de Telecomunicações com formação em Finanças. Atualmente é Gerente de Operações da VoIP Group. alovagnini@voipgroup.com


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A ADESÃO AO “CONVÊNIO ARRECADAÇÃO”

PELAS EMPRESAS PRESTADORAS DOS SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA (SCM) PARA A REDUÇÃO DOS CUSTOS DE COBRANÇA DOS CLIENTES

A

s empresas prestadoras dos serviços de comunicação multimídia (SCM) atualmente, em sua grande maioria, estão sendo obrigados a celebrar contratos com as instituições financeiras, no intuito de receber os valores devidos pelos seus clientes em contrapartida aos serviços prestados, sobretudo mediante a emissão de boleto bancário. Os serviços de cobrança prestados pelas instituições financeiras impõem aos prestadores do SCM uma série de custos operacionais relacionados à emissão e ao envio dos boletos bancários aos clientes, custos estes que podem chegar a 2,5% (dois e meio por cento) do valor da mensalidade cobrada pela empresa em face dos seus clientes, o que, sem dúvida, representa, ao final do mês, um valor elevado se considerado o número de boletos emitidos mensalmente. Visando facilitar a cobrança dos clientes e a diminuição dos custos operacionais, as empresas prestadoras dos serviços de

comunicação multimídia (SCM) podem aderir ao “Convênio Arrecadação”, modalidade de procedimento bancário em que os valores de cobrança são reduzidos se comparados aos demais procedimentos de cobrança disponibilizados pelas instituições financeiras, pois nesta modalidade os documentos de cobrança são emitidos pela própria empresa, e os bancos ficam responsáveis apenas por arrecadar e repassar os valores para o prestador do SCM. Para aderir ao “Convênio Arrecadação” as empresas devem solicitar à Federação Brasileira dos Bancos – FEBRABAN a disponibilização de uma codificação/numeração para ser utilizada pelo prestador do SCM perante as instituições financeiras associadas à FEBRABAN, para a realização da cobrança dos clientes, possibilitando a referida modalidade, inclusive, o débito automático mensal dos valores ajustados. Ocorre que a Federação Brasileira dos Bancos – FEBRABAN, por diversas vezes, se negou a fornecer aos prestadores do SCM

o código/numeração para adesão ao “Convênio Arrecadação”, sob o infundado argumento de que tal convênio seria destinado exclusivamente aos órgãos públicos e às concessionárias de serviços públicos. No entanto, diversas empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, sobretudo as concessionárias do serviço de telefonia fixa comutada (STFC), há muito já se beneficiam do “Convênio Arrecadação”, com a redução das tarifas praticadas pelas instituições financeiras em comparação com as tarifas cobradas para a cobrança dos clientes através do boleto bancário, o que acaba por criar uma situação discriminatória entre as concessionárias e as demais empresas prestadoras dos serviços de telecomunicações. Com efeito, é fato notório que a prestação dos serviços de telecomunicações engloba dois regimes jurídicos diversos, o público e o privado, sendo que a prestação de serviços por meio de concessão/ permissão insere-se no regime público, enquanto a prestação dos


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serviços por meio de autorização insere-se no regime privado. Contudo, somente o serviço de telefonia fixa comutada (STFC) é objeto de concessão, sendo que as concessionárias, ao prestarem outras modalidades dos serviços de telecomunicações, a exemplo dos serviços de TV por assinatura (SeAC), telefonia móvel (SMP) e, principalmente, os serviços de comunicação multimídia (SCM), o fazem na qualidade de autorizatárias, do mesmo modo que os demais prestadores dos serviços de comunicação multimídia (SCM). Logo, se o “Convênio Arrecadação” está disponível para as concessionárias dos serviços de telecomunicações prestadoras dos serviços de telefonia, bem como das demais modalidades dos serviços de telecomunicações

prestados sob o amparo de autorização concedida pela ANATEL, o mesmo deve ser estendido a todas as empresas que prestam os serviços de comunicação multimídia (SCM), de modo a viabilizar o recebimento dos valores dos seus clientes, não havendo que se falar em qualquer diferenciação entre as empresas, sob pena de afronta ao princípio da isonomia previsto na Lei Geral de Telecomunicações. A Silva Vitor, Faria & Ribeiro Sociedade de Advogados, no final do ano passado, obteve sentença judicial favorável, reconhecendo o direito de empresa prestadora dos serviços de comunicação multimídia (SCM) obter junto à Federação Brasileira dos Bancos – FEBRABAN o código/numeração para a adesão ao “Convênio Arrecadação”. É como se vê a se-

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guir na FIGURA 1. Frisa-se que a Federação Brasileira dos Bancos – FEBRABAN não recorreu da sentença proferida, a qual já transitou em julgado. Diante disso, a adesão ao “Convênio Arrecadação” se mostra uma oportunidade para que as empresas prestadoras dos serviços de comunicação multimídia (SCM) facilitem os procedimentos de cobrança dos seus clientes, e via de consequência, reduzam os custos operacionais cobrados pelas instituições financeiras com a emissão e envio dos boletos bancários.

FIGURA 1

Jordana Magalhães Ribeiro, Advogada e Consultora Jurídica, Sócia da Silva Vitor, Faria & Ribeiro Sociedade de Advogados


A Ascensão dos Provedores Regionais

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Entre 2018 a 2019, os provedores regionais demonstraram um crescimento expressivo em todas as regiões do país, o uso de todas as tecnologias (rádio, fibra óptica, etc.) confira logo abaixo os dados por região:

NORTE REGIONAIS 45 % PROVEDORES -0,6% GRANDES GRUPOS

NORDESTE REGIONAIS 43 % PROVEDORES -8,6% GRANDES GRUPOS

CENTRO-OESTE

41 %

-6,5%

PROVEDORES REGIONAIS GRANDES GRUPOS

SUDESTE REGIONAIS 57 % PROVEDORES -6,5 % GRANDES GRUPOS

SUL REGIONAIS 61 % PROVEDORES -13 % GRANDES GRUPOS

99 % 46 %

PROVEDORES REGIONAIS

Fibra Óptica é o principal foco NORTE

107 %

PROVEDORES REGIONAIS

360 % GRANDES GRUPOS

NORDESTE

91 %

PROVEDORES REGIONAIS

BRASIL

81 %

GRANDES GRUPOS

GRANDES GRUPOS

Os dados do último ano revelaram que os Provedores Regionais num geral tiveram um aumento gigantesco da rede de Fibra Óptica em todo o Brasil.

CENTRO-OESTE

140%

PROVEDORES REGIONAIS

168% GRANDES GRUPOS

SUDESTE

98 %

PROVEDORES REGIONAIS

41 %

GRANDES GRUPOS

SUL

101 %

PROVEDORES REGIONAIS

5%

GRANDES GRUPOS


 

 



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VENDER PODE NÃO SER A RESPOSTA PARA O SEU GRANDE DESAFIO DE CRESCER! A INSANIDADE DE ENCARAR OS DESAFIOS DE HOJE COM AS RESPOSTAS DADAS AOS DESAFIOS DE ONTEM, OU ENTENDER QUE OS DESAFIOS DE HOJE REPETEM OS DO PASSADO, SÃO ERROS FATAIS QUE DESTINAM AS EMPRESAS AO INSUCESSO!

E

m uma das histórias sobre Einstein conta-se que ao ser confrontado por um jornalista com a pergunta sobre o que seria insanidade, ele respondeu: “não lhe responderei o que é insanidade, pois prefiro falar sobre o que é uma pessoa insana”, e mais uma vez ele foi indagado: “Então diga o que é uma pessoa insana”, e que ele respondeu: “uma pessoa insana é aquela que deseja obter resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa”. É comum minha constatação de pessoas e organizações tentando, ardorosamente, e com dedicação extraordinária reforçada com a melhor das intenções, obter melhores resultados e performar além de seus limites atuais, entretanto não evoluem rumo a seus objetivos, e no melhor dos casos o que conseguem é uma estagnação apática. Não tenho dúvidas de que estão tentando ir além, outras vivem dizendo: “quase cheguei lá”, como se “quase lá” fosse um bom lugar para se chegar, apesar de

não terem estagnado também não conseguem obter o resultado almejado, vivem “batendo na trave”. O mais assustador é que, apesar de não chegarem lá, continuam tomando sempre o mesmo caminho. E quanto aqueles que já obtiveram sucesso no passado e venceram grandes desafios e hoje não alcançam mais esse feito? Mesmo utilizando o mesmo modelo que no passado lhes proporcionou sucesso, está fazendo tudo certo mais o resultado está dando errado, como explicar esse fato? Em se tratando de desafios, os provedores de internet no mercado brasileiro mantém vender como o grande desafio para os dias atuais, dessa forma mobilizam todo seu esforço no sentido de aumentar sua base de clientes por meio de aquisição de players locais, expansão da rede, mudança de tecnologia e de desenvolvimento de estratégias de aumento de market share. Crescer, aumentar base de clientes e incrementar receita configuram como os desafios que norteiam o

comportamento das empresas do segmento. Com base no que tenho visto e vivenciado em minha experiência como consultor junto a provedores por todo Brasil, tenho constatado que vender, imputar clientes novos na base, já tornou-se uma habilidade por eles dominada, saltos quânticos de vendas tem deixado de ser um fenômeno e se tornado um fato comum entre grande parte dos provedores regionais. Vender não é sinônimo absoluto de Crescimento Já fui convencido pela experiência de que vender é uma ação, que sozinha, não promove ou sustenta o crescimento de uma empresa, em contrapartida reter e fidelizar clientes é o fundamento básico do crescimento. Constatamos que existe um deficit entre a grande capacidade de vender de um provedor de internet e a sua eficácia em manter clientes na base. A curva de perda de clientes da base tem sido vertiginosa, e a solução mais comum para “manter o crescimento” é vender mais,


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e para cada cliente que cancela é necessário colocar ao menos outros dois para corrigir a perda de receita. Na maioria das vezes não se considera o fator C.A.C (Custo de Aquisição de Cliente), ou o payback que é a soma de todos os custos que envolvidos para imputar um cliente na base, com base em um estudo que a Expertise Training Consulting realizou junto a 180 provedores regionais em várias regiões do Brasil, a média de custo para se adquirir um novo cliente corresponde a permanência do mesmo por um período mínimo de 7 meses na base pagando rigorosamente em dia sua mensalidade. No mesmo estudo constatou-se que 28% (vinte e oito por cento) dos clientes cancelam os serviços com a operadora entre o primeiro e o sexto mês de permanência na base. Isso equivale dizer que além do fato de existir um crescimento acelerado de perda de clientes, isso tem acontecido em um volume exponencial, antes do cliente “pagar” o custo gerado para atraí-lo. Uma simples equação Veja como calcular o tempo

“O que o seu cliente tem para contar para você sobre a expectativa que ele tinha e não foi atendida poderá revelar informações que te ajudarão a identificar causas de cancelamentos atuais e futuros.”

necessário para que um cliente permaneça na base para que seja recuperado o investimento de aquisição. Considerando o valor de payback (PB), que é o custo de aquisição do cliente, e o ticket médio (TM), que é o valor médio que você arrecada por cliente mensalmente, onde o PB é dividido pelo TM você

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encontra como resultado o ciclo de vida (CV) mínimo que o cliente tem que permanecer na base para pagar o seu custo (PB ÷ TM = CV). Exemplo prático: se o custo de aquisição for R$ 630,00 e seu ticket médio for R$ 90,00 o ciclo de vida do cliente não poderá ser inferior a 7 meses para que se recupere o custo de última milha para imputação do cliente na base. Fórmula: R$ 630,00 (PB) ÷ R$ 90,00 (TM) = 7 meses (CV) Um cenário real 2019 foi um ano onde o churn (perda de clientes) foi o grande protagonista entre os problemas enfrentados pelas grandes operadoras assim como pelos provedores regionais de pequeno e grande porte. Apesar dos indicadores apresentarem um crescimento de 32% (trinta e dois por cento) indo de 7,5 em 2018 para 9,9 milhões em 2019 teve um índice de cancelamento superior a 600 clientes. A Gigante Vivo encerrou 2018 com 7,6 milhões de assinantes e ao final de 2019 seu saldo foi de 7 milhões de clientes, com uma perda de 600 mil clientes. A Oi, no mesmo


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período, teve uma baixa de cerca de 700 mil, ela finalizou o mês de dezembro de 2019 com 5,3 milhões de clientes na base, contra 6 milhões que tinha em 2018. Me responda, diante do exposto o grande desafio de seu provedor é vender? Olhe para o comportamento de sua base de clientes antes de responder a essa pergunta. Existe uma outra pergunta importante para ser respondida: você já identificou por quais razões seus clientes estão indo embora? Descobrir as causas dos problemas que têm motivado seus clientes a migrarem para seu concorrente pode ajudar as empresas a se reposicionarem no mercado, essa é a palavra que pode responder o desafio de manter a base de clientes, reposicionamento de mercado, isso implica em mudança de comportamento organizacional, abandonar velhos comportamentos, assumir o olhar do cliente em relação a empresa,

descobrir as novas expectativas dos clientes, mudar a experiência do cliente. Esses são novos comportamentos para responder aos novos desafios. Não atender as expectativas dos clientes e não ouvi-los causa altos índices de cancelamento O que o seu cliente tem para contar para você sobre a expectativa que ele tinha e não foi atendida poderá revelar informações que te ajudarão a identificar causas de cancelamentos atuais e futuros. Estimular os clientes a dizerem aquilo que os incomoda no relacionamento com sua empresa, essa informação tem valor inestimável. Quando o cliente reclama, mesmo que não saiba, está representando muitos outros que, apesar de não falar para você, ficaram insatisfeitos com determinado aspecto do serviço por sua empresa prestado.

A única constância na era onde somos protagonistas, que é a era do cliente, é a inconstância, a mudança é o único elemento estável. A mudança nos desafios exige das empresas mudanças em suas respostas frente a eles. O comportamento do cliente que utiliza serviços de telecomunicações mudou, ele busca mais que serviços ou soluções.

Mário Ribeiro Diretor Executivo da Expertise Training Consulting, especialista em comportamento humano nas organizações: mmribeiro0001@gmail.com, http://gestaodareclamacao.com.br/


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OFERTA DE VÍDEO SOB DEMANDA TORNA-SE O PRINCIPAL DIFERENCIAL COMPETITIVO DOS ISPS PARCEIRA DO PROVEDOR DE INTERNET, A PLATAFORMA BRASILEIRA WATCH BRASIL BUSCA DEMOCRATIZAR O ACESSO AO STREAMING EM TODO O PAÍS

O

fertar serviços de internet em uma época em que todos os negócios no mundo ocorrem online tornou-se um desafio e tanto. O fato é que, para ser considerado um provedor regional de qualidade, além de ter que garantir a sua rede com altíssima segurança, baixa latência e capacidade de escalabilidade, o consumidor tem uma expectativa que vai além da banda larga, ele quer que o seu provedor ofereça uma

ótima experiência. E quando o assunto é experiência, conteúdo diferenciado ganha destaque. Uma das grandes tendências mundiais é o vídeo sob demanda (VOD). Ofertar séries e filmes tornou-se o grande diferencial competitivo nos últimos anos. De acordo com a Technavio, o mercado global de VOD atingirá um crescimento incremental de US$ 33 bilhões até 2023, e mais, a expectativa é de um crescimento acelerado ao ano, de 11%.

Embora o fato de o Brasil ser um país continental implique em mais desafios do que em outros países do mundo, é perceptível no mercado brasileiro que o interesse por serviços de VOD só aumenta. Desde 2018, com o lançamento da Watch Brasil, plataforma de SVOD (conteúdo por meio de assinatura) e TVOD (lançamentos para locação), os provedores parceiros passaram a oferecer conteúdo relevante aos seus assinantes, de séries e filmes a desenhos, documentários e programas de humor sob demanda. “Agora, os provedores regionais ocupam uma posição muito mais privilegiada, podem ofertar produtos que concorrem de igual para igual com os grandes players, o que agrega valor aos seus atuais produtos e colabora para a retenção de seus clientes”, declara Maurício Almeida, sóciofundador, que antes de abrir a empresa teve um provedor regional e sentiu na pele a dificuldade de oferecer conteúdo em vídeo. Além disso, a Watch Brasil fornece capacitação sobre a oferta


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de SVA às equipes de vendas de seus clientes, isto já incluso no preço do serviço. A Watch entende que a venda de SVA é ativa, diferente da venda exclusiva de banda larga. Boas parcerias são diferenciais competitivos para ISPs Atualmente, mais de 180 provedores regionais do Brasil todo já estão investindo na plataforma Watch Brasil como principal diferencial competitivo. É o caso do ISP DBUG, que opera em 18 cidades do Paraná, sendo as principais: Palmeira, Campo Largo e Ponta Grossa. “Nossa parceria com a Watch Brasil nos posiciona com um diferencial competitivo frente à concorrência. Hoje, não podemos ofertar apenas internet. O conteúdo faz toda a diferença na visão do consumidor”, conta Rafael Padilha, gerente Comercial e de Marketing da DBUG. “Notamos que muitos dos nossos concorrentes não oferecem serviços de vídeo sob demanda e, aqueles que oferecem, não são tão diversificados e amplos como o da Watch Brasil”, explica o executivo da DBUG. A Watch Brasil possui mais de 3 mil horas de entretenimento. A oferta de seu catálogo conta com séries exclusivas de Awesomeness TV, filmes da Sony Pictures recém-lançados no cinema, séries e filmes da Paramount+ para todos os gostos, programas da Nicke-

lodeon, entre outros. Além de canais de humor que estão super em alta, como o Comedy Central ou realities e shows musicais, do canal MTV. A programação infantil também inclui no marketplace o Noggin, aplicativo de desenhos e jogos interativos do canal Nick Jr. “Nosso objetivo é crescer e fomentar o crescimento dos ISPs e do mercado nacional. Além de ofertar conteúdos clássicos, a Watch Brasil tem investido fortemente em conteúdos exclusivos. Atualmente, somos a única plataforma no Brasil a ofertar o streaming da ‘Awesomeness’ para a geração Z, que fora do país ostenta 158 milhões de fãs de suas famosas séries. É uma oportunidade única para o ISP se aproximar desse pú-

blico que é um dos mais relevantes para o streaming no mundo”, afirma Maurício Almeida, CEO da Watch Brasil. O ISP DBUG trabalha com conversão de vendas 100% via marketing digital e, para eles, os diferenciais competitivos são parte essencial do sucesso do negócio. “Parcerias como da Watch Brasil e de cursos à distância, por exemplo, são as que mais dão resultados. Passamos a divulgar nossos diferenciais em 70% de nossas campanhas, somado ao foco para leads mais qualificados. Com essa estratégia, temos conseguido gerar cerca de mil pessoas interessadas em assinar nossos serviços mensalmente em nosso atendimento”, declara Padilha.


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VOD e SVOD podem ampliar escopo e melhorar a lucratividade. Um dos pontos na jornada de um ISP é a necessidade de investimento em infraestrutura para manter o crescimento, que muitas vezes é dificultoso a partir da venda de um único serviço. “Com o streaming, existe não só a fidelização dos clientes, como também a possibilidade de vender mais para o mesmo cliente, o que antes não existia. À medida que o cliente tem o serviço da Watch em seu plano e cria o hábito de assistir ao conteúdo, ele passa a precisar de mais internet do provedor”, explica Almeida. Outra vantagem que a plataforma apresenta é o potencial de marketing. A Watch Brasil tem como principal pilar dar suporte e treinamento ao ISP. Com atendimento diferenciado, os clientes recebem materiais online e offline prontos para serem usados em suas campanhas de lançamentos de títulos da plataforma. “Isso é particularmente interessante para os novos ISPs ou aqueles que ainda não estão com uma marca fortalecida em sua região. Imagina que o ISP passa a mostrar na timeline da sua empresa publicações autorizadas e oficiais dos últimos filmes de Hollywood. Isso coloca o ISP em outro nível perante o consumidor, traz respeito”, comenta Maurício Almeida. Para conhecer a lista completa de ISPs que já são parceiros da Watch Brasil, visite https://watchbr.com.br/provedor/

LEVE O MELHOR EM STREAMING DE VIDEO PARA SEU PROVEDOR VISITE: https://watchbr.com.br/


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RQUAL E OS PPP’S

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á um tempo atrás, além das Prestadoras de Telecom, o MCTIC e a própria Anatel chegaram a conclusão que as exigências de qualidade da regulamentação não refletiam a qualidade percebida pelo Usuário e sendo assim, não passavam de um peso regulatório. Na mesma direção da ideia de regulação responsiva que a Anatel levantou a bandeira nos últimos anos, onde a Prestadora do serviço é que faz um esforço para atender e até superar as expectativas de qualidade, foi editado o novo Regulamento de Qualidade dos serviços de telecomunicações – Resolução 717/2019. O GTQUAL Muitos itens continuam obrigatórios para as empresas com PMS – Poder de Mercado Significativo (Ouvidoria, condições de solicitação de serviços, ....) e mesmo assim elas agora participam da construção do “Manual Operacional” dentro de um grupo técnico de estudos chamado GTQUAL.

No Grupo participam também a Anatel as PPP’s que façam a opção de participar da avaliação periódica do sistema – o “Selo de Qualidade”. Além do MOP – Manual Operacional, o GTQUAL elaborará o DVR – Documento de Valor de Referência, onde constarão os valores de referência dos indicadores, os métodos que serão usados para obtê-los e demais critérios para o funcionamento do sistema

de qualidade proposto pela regulamentação. A ESAQ Uma entidade externa à agência, chamada de ESAQ – Entidade de Suporte e Aferição da Qualidade e mantida pelas PMS’s, ficará incumbida de fazer as medidas e pesquisas e dentro do que for acordado no MOP e no DVR emitirá os “Selos de Qualidade” para as Prestadoras participantes do


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sistema. O GTQUAL já escolheu a ABR Telecom como entidade aferidora. A empresa já é a ESOA (Entidade Supervisora de Ofertas no Atacado) com gestão do SNOA – Sistema Nacional de Ofertas no Atacado (ofertas obrigatórias) e SOIA – Sistema de Ofertas de Insumos no Atacado (ofertas espontâneas). O Selo de Qualidade Os índices que comporão a avaliação para a emissão do selo serão o IQS – Índice de Qualidade do Serviço (medições de diversos índices, conforme o tipo de serviço), o IQP – Índice de Qualidade Percebida (pesquisa com os Usuários das Prestadoras) e o IR – Índice de Reclamação (percentagem das reclamações que chegam à Anatel) e serão apurados semestralmente. Os resultados serão apresentados por região (municípios e/ou estados). Os selos terão as classificações de “A” a “E” e o Usuário terá então a opção de escolher a sua Prestadora levando também em conta esta classificação. As Prestadoras que obtiverem as piores classificações, “D” e “E”, não poderão exigir contrapartida nos contratos com fidelização, podendo o Usuário mudar de Prestadora sem ônus. O “Selo de Qualidade” propõe um modelo de competição por qualidade, na medida que deverá apresentar informações claras e úteis aos Usuários e impelirá as Prestadoras participantes do sistema a um trabalho constante por melhoria na qualidade. O IQS Para o SCM – Serviço de Comunicação Multimídia, os índices de

Rua Henrique de Faria, 155 Monte Verde Santa Rita do Sapucaí-MG

qualidade de serviço que serão verificados são o IND4 (Velocidade de Upload e Download); IND5 (Latência); IND6 (jitter); IDN7 (perda de pacotes), IND8 (disponibilidade do serviço) e o IND9 (Cumprimento de prazos de instalação e reparo); Quando O GTQUAL já foi criado e está funcionando a todo vapor. O grupo tem um prazo de um ano para criar o MOP e o DVR e fazer um ciclo de avaliação experimental. Ao fim do prazo, o GTQUAL enviará os trabalhos para aprovação do Conselho Diretor da ANATEL. Após a aprovação, haverá um período de seis meses para implementação do sistema e no final a emissão dos primeiros selos. Flexibilidade A regulamentação dá condições para que a Anatel adote previdências com as Prestadoras no caso de muita divergência de classificação entre elas, tendências negativas ao longo do tempo, participação de mercado na região e competitividade no município. A

agência poderá valer-se de medidas, sempre no sentido da regulação responsiva, como a maior transparência aos Usuários, a exigência de planos de ação, a edição de medidas cautelares e até a compensação aos Usuários. Conclusão As PPP’s poderão optar por serem avaliadas com o selo e desta forma terem seu serviço comparado com os serviços das demais Prestadoras. Não ter o selo poderá representar o receio de ser mal avaliada e ter um selo com uma avaliação ruim constrangerá a venda dos serviços. Leia a resolução e faça sua escolha! *Foram usadas imagens da apresentação do conselheiro Emmanuel Campelo, relator da matéria no CD.

(35)3471-1584 (35)3471-4311

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REDETELESUL PROMOVE O IBUSINESS 2020, O MAIOR ENCONTRO DE PROVEDORES DE TELECOMUNICAÇÕES DO PARANÁ

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REDETELESUL está promovendo o iBusiness 2020, o maior evento de Tecnologia, Informação e Comunicação (TIC) do Paraná. O encontro será sediado na cidade de Foz do Iguaçu/PR que iria acontecer nos dias 26 e 27 de março, vai acontecer em julho, nos dias 09 e 10 no Rafain Palace Hotel & Convention. Especialistas de diversas áreas das telecomunicações estarão presentes no encontro para com-

partilhar conhecimentos e experiências sobre temas pertinentes aos Provedores de Internet, como: prevenção e segurança a ataques via internet; matéria jurídica, fiscal e trabalhista para ISPs e suas atualizações; transição do IPv4 para o IPv6; compartilhamento de postes e as alterações na NTC 855901, entre outros. A edição ano 2020 do iBusiness terá palestras sobre estratégias de negócios, marketing, inovação e vendas para provedores e empresas no ramo de internet,

Telecomunicações e Tecnologia da Informação. O evento conta com mais de 10 palestrantes – dentro e fora da área técnica. São eles: Dr. Alan Silva Faria, André Ribeiro, Lacier Dias, Carlos Alberto Júlio, Conrado Adolpho, Gilberto Zorello, Leandro Quintão, Matheus Marmentini, Dr. Paulo Henrique da Silva Vitor, Nicola Sanchez, Ronaldo, Rogério Couto e, ainda, do comunicador e professor livre-docente Clóvis de Barros Filho.

Haverá mais de 60 expositores este ano, destacando a força dos provedores associados. Conforme já citado em outra ocasião pelo presidente da REDETELESUL, Rosauro Baretta: “As empresas, principalmente fornecedores de equipamentos para o setor, fortalecem muito suas marcas ao associá-las ao iBusiness”. O iBusiness 2020 oferece aos provedores e suas equipes a oportunidade de atualização técnica e aperfeiçoamento profissional, além de propiciar um ambiente com discussões sobre ideias novas tecnologias e oportunidades de negócios para o futuro.


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CIABRASNET

Através de evolução constante e reinventando-se a cada dia, a empresa se consolida como referência no mercado


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A Ciabrasnet atua desde o ano de 2002, evoluindo, se reinventando e se consolida como uma referência no Mercado de Comunicação Multimídia do Sul do Brasil. Conheça mais sobre o provedor destaque desta edição!

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A História da Ciabrasnet

s primeiros passos da Ciabrasnet passaram longe da atuação como provedor de internet, no início, em meados do ano de 2002, iniciaram seus trabalhos voltados para o ramo de manutenção em computadores, ainda de maneira informal. Pouco tempo depois os negócios já começaram a expandir, ainda em 2002 e de maneira tímida, com a comercialização informal de equipamentos de informática. Ali era o impulso inicial para uma história de muito sucesso, com perseverança e muito trabalho. Em 2005, o trabalho informal é deixado de lado com a inauguração da JCA informática, empresa com atividade principal voltada para o comércio especializado de

equipamentos e suprimentos de informática. Mas o sonho era ainda maior, por isso os fundadores sempre almejaram levar o trabalho adiante, evoluindo e buscando novas perspectivas sobre tecnologia para a região. Com espírito empreendedor desde muito cedo, perceberam que este ramo apresentava um potencial promissor e foi aí que a principal iniciativa foi tomada: expandir os negócios e investir em algo ainda não explorado na cidade: ser o primeiro provedor de internet via rádio. Neste momento a JCA informática passa a se chamar Ciabrasnet, começando a sua caminhada no município de Porto União em Santa Catarina, no mês de abril do ano de 2009, agora oferecendo

serviços de internet Banda Larga Via Rádio e Fibra Óptica. A velocidade entregue nos primeiros planos eram de apenas 200Kbps. Atualmente a empresa expandiu suas fronteiras e presta serviços a várias cidades, abrangendo Papanduva-SC, Monte Castelo-SC, Porto Vitória-PR, União da Vitória-PR e claro, Porto União-SC, prestando serviços de Provedor de internet, Consultorias de Redes, Conexão Ponto a Ponto, Interligação de Unidades e Soluções VPN/MPLS. Em 2013 a empresa dá início ao que hoje se consolida como a sua principal atuação: a Fibra óptica, determinados em sempre ofertar o melhor ao se cliente, a fibra foi um verdadeiro divisor de águas na época.


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ispmais.com.br Uma meta: estar cada dia mais próximo dos clientes O serviço da Ciabrasnet se expande por cinco municípios do sul brasileiro, e por isso a meta da empresa é estruturar pontos de atendimentos em todas as cidades. Porto União, Papanduva, e União da Vitória já contam com suas sedes. No mês de Janeiro de 2020 a cidade de União da Vitória recebeu um ponto de atendimento no Bairro São Cristóvão, como uma alternativa para ficar mais próximo aos clientes da região, em especial aos moradores do Distrito de São Cristóvão, para oferecer o melhor atendimento, com ampla comodidade e praticidade, pois no mês de setembro de 2019 São Cristóvão recebeu 100% de cobertura da fibra óptica Ciabrasnet. Monte Castelo é a próxima a receber um ponto de atendimento: os preparativos já estão em fase final e todos estão ansiosos para mais este empreendimento que visa tornar o atendimento ainda melhor e mais humanizado, aproximando ainda mais os clientes da nossa equipe. Propósitos A empresa destaca que sua missão é oferecer a cada cliente um serviço de alta qualidade, por um valor justo, atendendo as demandas de maneira individualizada, pensando na experiência do usuário de forma humanizada. Além disso, busca diariamente se consolidar como uma empresa líder e referência no Mercado de Comunicação Multimídia através da prestação de serviços de qualidade, seriedade, rapidez aos clientes e colaboradores, atendendo as necessidades os setores públicos e privados, contribuindo dessa maneira para a realização da inclusão digital e melhoria da qualidade de vida nos locais onde atuamos. Para a Ciabrasnet, a inclusão digital através do acesso à


ISP Mais internet é um importante caminho para que as pessoas tenham acesso à informação, reduzindo distâncias, integrando e compartilhando conhecimentos das mais diversas formas. Um dos propósitos da empresa é retribuir diariamente o acolhimento que cada pessoa tem com a Cnet, como é chamada carinhosamente. Por isso, atuam em diversas causas sociais, promovendo a prática de esportes, a educação, a preservação ambiental, e muitas outras ações. A equipe: os verdadeiros responsáveis pelo sucesso até aqui! O segredo do sucesso da empresa está diretamente ligado à

equipe que é super engajada com todos os ideais e propósitos. O atendimento é altamente prestativo e compreensivo com as necessidades de cada cliente que busca auxílio, o que torna a experiência tranquila e oferece uma resolução eficiente. A Ciabrasnet ainda conta com uma equipe técnica especializada, que está em constante aperfeiçoamento e treinamento, alinhados com as novas tecnologias para que a empresa seja sempre pioneira em suas ações e serviços. Mas, muito além de relações profissionais, a empresa se destaca por construir relações que se assemelham à uma verdadeira família, onde as conquistas de

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cada um são celebradas como uma vitória coletiva, e as dificuldades são tomadas como desafios de todos em busca de soluções por todo o coletivo. É assim, com colaboradores comprometidos, motivados e valorizados que os resultados são refletidos positivamente. A empresa compreende a importância de estimar o trabalho de cada um dos profissionais que compõem a equipe, pois é através da atuação de cada um que as ações se consolidam. O que dizem os clientes? Ao observar os feedbacks deixados pelos clientes é onde podemos observar a consolidação das


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ações da empresa. Confira a seguir alguns: “Ciabrasnet é uma ótima internet, atendentes atenciosos, educados no meu caso nunca cai, caso necessário eles estão prontos a resolver qualquer problema. Abraço grandioso.” Amilcar | Novembro de 2019. “Recomendo a Ciabrasnet pois fazem alguns anos que sou cliente, desde quando só tinha internet via rádio. Nunca fiquei na mão sempre me deram suporte técnico, agora tenho fibra óptica que não trava. Venha você também para Ciabrasnet.” João Daniel | Outubro de 2019. “Também estou satisfeita! 6 anos com Ciabrasnet e não mudo nunca!!! Parabéns!” Dirlene | Fe-

vereiro de 2020. Este é o resultado da humanização do atendimento, um dos ideais que permeiam a atuação, em especial, do setor de atendimento que diariamente se propõe à compreender cada cliente como único e que suas demandas sejam ouvidas, entendidas e solucionadas de maneira eficiente e com o menor impacto negativo possível, melhorando cada vez mais a experiência do usuário. Mesmo sabendo de todo este reconhecimento recebido, a busca por evolução não cessa. Quando o assunto é tecnologia, a Ciabrasnet é pioneira na região. Além de investir continuamente em infraestrutura, a empresa investe massivamente em oferecer suporte com mão de obra qualificada, a partir de colaboradores que recebem pe-

riodicamente treinamentos, cursos e capacitações. Reforçando a cada dia mais a essência de empreender para oferecer sempre tecnologia de ponta. A empresa reconhece seu papel social como uma facilitadora da comunicação simplificada, que ocorre desde mensagens instantâneas, redes socais, agregação de conhecimentos e outras milhares de possibilidades, pois é a partir da internet que surgem a exploração de novas oportunidades, que a inclusão social dá seus primeiros passos, que a informação é descentralizada, e principalmente onde a cultura e a educação ganham espaços para transformar vidas.


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COVID-19

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A PANDEMIA DO COVID-19 E O ABSURDO INCENTIVO À INADIMPLÊNCIA

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Mundo inteiro está sofrendo com os efeitos da Pandemia do COVID-19. E para os ISP, principais agentes prestadores de serviços essenciais (internet e telecomunicações) no plano nacional, esse fardo tem sido ainda maior. Sob a roupagem de “proteção aos consumidores”, iniciou-se, recentemente, uma ofensiva, errônea, por parte de alguns Órgãos ou Autoridades, no sentido de impedir que durante a Pandemia as empresas atuantes nos serviços de internet e telecomunicações procedam com o bloqueio dos clientes inadimplentes. O que é um tremendo absurdo, principalmente, porque tais empresas atuam em regime essencialmente privado! Desde o início da Pandemia a classe dos ISPs tem visto inúmeras ofensivas (legislativas, executivas e perante o Poder judiciário) no sentido de validar a inadimplência neste segmento. E todas essas ofensivas têm sido realizadas diante da completa ausência de conhecimento do setor de internet e telecomunicações! Aclarando esse desconhecimento podemos identificar diante dessas ofensivas, completamente desarrazoadas, que todas elas estão colocando os ISPs (regime privado) em um mesmo “balaio regulatório”, junto com outras empresas que prestam serviços em regime de concessão (regime público), como por exemplo as Cias de Energia Elétrica, Cias de Água e Esgoto, e até mesmo junto as Concessionárias dos Serviços Públicos de Telecomunicações (modalidade

STFC ), grandes grupos (Oi, Algar, Sercomtel, Embratel, e Telefônica). No entanto, não está sendo observado que a sobrevivência do ecossistema (internet e telecomunicações) passa, atualmente, pela atuação dos ISPs, principalmente, porque, somados, são a primeira operadora do País no quesito prestação de serviços de banda larga fixa. E mais, os ISPs possuem redes (de alta performance) em lo-

“Tudo isso pode fazer com que ocorra a paralisação dos serviços essenciais e a afetação coletiva.” cais onde as grandes operadoras não tem nenhuma presença. E o mais importante, os ISPs possuem atendimento diferenciado e humanizado. E sendo incentivada a inadimplência perante os ISPs não há dúvidas de que o resultado será um só, qual seja, afetação a toda coletividade sem qualquer exceção. Não apenas a classe dos ISPs será prejudicada, não apenas aqueles que dependem dos serviços ou os funcionários serão afe-

tados, e não apenas os clientes inadimplentes ou adimplentes serão afetados, mas, sim toda a coletividade! Sem recebimentos o ISP não conseguirá dar andamento na sua atividade, pois: a) não conseguirá pagar seus fornecedores: link e parceiros, não conseguirá pagar o compartilhamento de infraestrutura (aluguel de postes), e outros demais insumos necessários a atividade; b) não conseguirá pagar os funcionários; c) não vai recolher tributos, especialmente o ICMS que serve para o Estado e os Municípios custearem a saúde pública – inclusive no combate do COVID-19; d) não conseguirá manter acordos de interconexão e/ou compartilhamento de redes com outras empresas; e) faltará capital para fazer investimentos; e outros compromissos não serão cumpridos. Tudo isso pode fazer com que ocorra a paralisação dos serviços essenciais e a afetação coletiva. E este é o ponto que os órgãos, governantes e o judiciário ainda não conseguiram entender. O prejuízo gerado para os ISPs vai criar um efeito cascata devastador. E ao contrário, por exemplo, do o que ocorre no setor de energia (regime público), não haverá remessa de dinheiro vindo do Governo Federal. A saber, para o setor de energia o Governo Federal editou a Medida Provisória MP nº 950, em 8 de abril de 2020, autorizando a União a destinar 900 milhões de reais para a CDE – Conta de Desenvolvimento Energético. Isso permitirá que as Cias de Energia possam dar isenções


VEJA A VISÃO SOBRE ESSA PANDEMIA EM DIVERSOS PRISMAS.

de tarifa para os clientes de baixa renda. E mais, toda a inadimplência do setor elétrico vai parar em uma conta chamada receita irrecuperável, que de tempos em tempos serve para fomentar o aumento da tarifa de energia elétrica. Ou seja, quem vai pagar pela inadimplência no setor elétrico serão todos nós! O prejuízo não ficará com as Cias. Mas, quem poderá defender os ISPs? O segmento (dos ISPs) obteve algumas vitórias recentes, frente essa ofensiva inconcebível, como por exemplo: •A retirada de Projeto de Lei pelo Dep. Requião Filho, na Assembleia Legislativa do Paraná, depois de intervenção da Redetelesul contra a legalização da inadimplência; •O Veto integral do projeto de Lei advindo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro pelo Gov. Wilson Witzel, em matéria idêntica, tomando como escopo a notória invasão de com-

petência da União para legislar sobre matéria de telecomunicações; •Decisão liminar proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, diante de mandado de segurança coletivo proposto pela ABRINT para proteger os seus Associados naquele Estado (provedores regionais) de medida prevista no Decreto Executivo nº 609/20, publicado pelo Governador do Estado do Pará, justamente prevendo a impossibilidade do corte do serviço residencial de acesso à internet. Fato é que desde o início da massificação dos serviços de acesso à internet e telecomunicações no Brasil, a classe dos ISP já foi compelida a enfrentar inúmeras ilegalidades e abusividades. E já enfrentou várias ofensivas que também buscavam a extinção dessa classe. Essa não é a primeira vez! E não será a última. Estamos jogando um “jogo infinito”. E tenho certeza que vamos ganhar mais essa ba-

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talha. Portanto, órgãos, governantes e o judiciário também ainda não entenderam o quanto é forte o lema que acompanha o DNA dos ISPs: “NUNCA PARE DE LUTAR”!

Dr. Alan Silva Faria Advogado, Sócio da Silva Vitor, Faria & Ribeiro Advogados Associados, bacharel em Direito pela FESBH, com MBA em Direito Empresarial pela FGV - Fundação Getúlio Vargas.


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COVID-19

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QUAL O IMPACTO DO CORONAVÍRUS NO SEU PROVEDOR?

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ão tem escapatória. A pandemia do novo Coronavírus que atinge o mundo inteiro em 2020 está afetando todos os setores. Desde o comércio, restaurantes, a rotina e o trabalho das pessoas e até mesmo o sistema de saúde, que fica sobrecarregado com a quantidade de casos suspeitos, de testes a serem realizados e de pacientes para tratar. Da mesma forma, acontece com as redes de internet. Com todo mundo em casa por conta da quarentena obrigatória em alguns países e voluntária em muitos casos, as pessoas passaram a acessar ainda mais a internet. O número de pessoas acessando a internet ao mesmo tempo pode ser o maior já registrado em toda a história. Não há precedentes de algo parecido. Até porque, no tempo recente da internet não houve tantas crises de saúde pública como a que estamos vivenciando hoje. Nem gripe aviária, nem H1N1 fizeram as pessoas ficarem tanto em casa e acessarem tanto as redes sociais e os serviços de streaming. Só para se ter uma ideia, fora do Brasil o tráfego via redes IP já subiu 40% enquanto que o consumo de dados móveis cresceu 25%. E o Brasil, no fim de março, ainda nem viveu o pico da pandemia do Coronavírus. Veja: a Itália, país que tem o maior número de mortes pela doença Covid-19, causada pelo Coronavírus – mais que a China, inclusive –, foi onde o aumento registrado é de 40%. Países como a Alemanha e o Reino Unido tiveram crescimento de 10% e 20%

no consumo de banda. Estudos do IX.br já mostram que houve um aumento de banda consumida e uma mudança no perfil do uso em cada horário: cresce durante a manhã, atinge um nível intermediário à tarde e explode num pico à noite. É mais ou menos parecido com o que ocorre de domingo, dia em que boa parte das pessoas está em casa ou uma final de jogos importantes transmitidos online.

“O problema é simples de se entender: a demanda e o consumo subiram, consequentemente a velocidade vai cair.” O problema é simples de se entender: a demanda e o consumo subiram, consequentemente a velocidade vai cair. E a conexão também, ficando instável em muitas ocasiões. Afinal, está todo mundo sobrecarregando a internet. Então, não adianta muito oferecer pacotes, franquias ou velocidades maiores. O gargalo está na infraestrutura, que precisa se adequar à demanda e à quantidade de pessoas acessando as redes ao mesmo tempo. Os roteadores

e switchs dos backbones internet não estavam dimensionados para tamanha demanda simultânea e, infelizmente, os provedores maiores com suas enormes redes legadas sobrecarregadas têm sofrido para garantir a estabilidade da rede para seus clientes. Menos imune a isso, os provedores regionais vem sofrendo menos com está mudança de tráfego, contudo são eles quem mais tem dificuldades na arquitetura da rede que está escoando o tráfego, o que, muitas vezes, não está relacionada à qualidade dos equipamentos e, sim, como eles estão na topologia da rede e quais configurações eles possuem. Autoridades e empresas de telecomunicações no mundo estão preocupadas com essa quantidade maior de pessoas acessando os serviços de streaming. Tanto que a União Europeia pediu que as plataformas, entre elas Netflix e YouTube, reduzam a qualidade de suas transmissões de vídeos, diminuindo a qualidade de imagem padrão, para evitar prejuízos ao bom funcionamento da internet. Mesmo que na Europa existam leis de neutralidade que proíbam a limitação em serviços online de entretenimento, os órgãos acreditam que é um momento de exceção e que exige medidas excepcionais, contudo o principal motivo dos stress das redes é difícil de ser atacado, os streaming ao vivo, VoIPs e videoconferência, que não geram volume em banda passante, mais uma enorme enxurrada de pps(pacotes por segundos) que são capazes de sucumbir a capacidade de comutação dos equipamentos que formam a internet.


VEJA A VISÃO SOBRE ESSA PANDEMIA EM DIVERSOS PRISMAS.

O conteúdo de Netflix, Google, Facebook estão em sua grande maioria em CDNs próximas aos usuários finais, sendo assim, o percurso fica mais curto onerando menos as redes, entretanto, quando a comunicação é “ao vivo”, as duas pontas precisam que a comunicação seja mantida de forma permanente e a quantidade de pacotes de dados enviados de um lado ao outro é brutalmente maior pra garantir que se perca o mínimo possível do conteúdo transmitido. É fácil voltar e rever qualquer parte de um vídeo de youtube ou do netflix. Mas é preciso dizer “repete por favor” quando perdemos o áudio/vídeo de alguém numa chamada. O que a dinâmica do “home office” tem feito, de fato, é levado para as redes domésticas esse estresse adicional causado por aplicações e serviços que demanda de banda do ponto A ao Ponto B, sem interrupção e sem nenhum tipo de “aproveitamento” deste tráfego. O Brasil é um país gigante e tem muita gente acessando a in-

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ternet. Dados da pesquisa TIC Domicílios mostram que existem 126,9 milhões de usuários no país, o que representa 70% da população. Até existe boa interconexão na maioria dos provedores, entretanto, também há sérios proble-

“O Brasil é um país gigante e tem muita gente acessando a internet.” mas de rede interna, de modo especial nos provedores regionais. É um paradoxo porque os provedores regionais prestam um serviço maravilhoso aos clientes e ao país, contudo, tenho visto muitos erros de dimensionamento que custarão caro agora e mais ainda se a quarentena demorar muito. Nem tudo está perdido. Em que

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precisamos ficar atentos? Na qualidade da interconexão BGP, no aumento dos PPS e não apenas da banda, no número de assinantes por porta xPON, na capacidade dos seus equipamentos de transporte no backbone e no equipamento de CGNAT. Isso seria o básico.

Lacier Dias, Professor de Arquitetura, Design e Roteamento para redes, consultor para provedores de acesso e redes corporativas. Diretor Técnico das empresas, Solintel, Moga e VLSM.


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COVID-19

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COVID-19: UMA CORRIDA CONTRA O TEMPO

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pandemia da Covid-19, doença respiratória infecciosa causada pelo novo coronavírus, paralisou o mundo e transformou a forma como a humanidade trata o bem mais precioso da atualidade, o tempo. Na mitologia grega, Chronos é considerado o deus do tempo por ser a personificação do dele e, com isso, governar o destino dos deuses imortais. Nos dias atuais, essa criação mitológica que sempre governou a vida da sociedade, torna-se ainda mais importante para a humanidade. A Covid-19 se tornou um problema mundial que ultrapassa a esfera da saúde e afeta todos os setores produtivos da economia de um país. Para o setor de telecomunicações a tarefa é árdua na medida em que a sua infra-

estrutura se torna um remédio imprescindível para combater a disseminação do vírus, devido à necessidade de isolamento social. As pessoas são orientadas a se recolherem em suas casas e, com essa medida, a internet passou a ser o principal meio capaz de manter a roda da engrenagem em movimento. O trabalho home office, as aulas a distância por meio de plataformas online e, até mesmo, o entretenimento dentro de casa passaram a ser uma realidade na vida de todos nós. A consequência dessa mudança de comportamento reflete no aumento significativo de consumo de internet e consequente sobrecarga das redes de telecomunicações. E por que a conta não fecha? A Covid-19 adormeceu os antigos hábitos, mas não paralisou o uso da internet. Muito pelo contrário,

acelerou um movimento que naturalmente aconteceria por força da evolução da tecnologia e pegou a todos de surpresa. As autoridades do governo precisam encontrar um equilíbrio na medida em que os investimentos serão necessários sob pena de sucumbir a iniciativa privada ao maior desastre de toda a história. Contextualização dos Provedores Regionais Primeiramente, precisamos destacar a diferença entre regime de concessão e regime de autorização. No passado, a Constituição Federal estabelecia que a exploração dos serviços de telecomunicações caberia exclusivamente à União de forma direta ou por meio de concessão. Posteriormente, por meio de emenda constitucional, devido à necessidade de privatização do setor e com o advento da Lei Geral de Telecomunicações, o


VEJA A VISÃO SOBRE ESSA PANDEMIA EM DIVERSOS PRISMAS.

serviço passou a ser prestado por meio do regime público e privado, mediante concessão e autorização, respectivamente. Nesse sentido, ressaltamos a principal característica da prestação dos serviços de comunicação multimídia – SCM em caráter de regime privado – a menor intervenção possível do Estado, atribuído o princípio de livre iniciativa. Por meio do Decreto nº 10.282/2020, que regulamenta a Lei nº 13.979 de 2020, para definir os serviços públicos e as atividades essenciais, telecomunicações e internet são considerados serviços de natureza essencial durante o período de crise do coronavírus. No entanto, o sistema jurídico não pode, em hipótese alguma, tratar empresas de telecomunicações que atuam em regime privado com as mesmas condições das concessionárias de telecomunicações que atuam em regime público e, até mesmo, as concessionárias de serviços de energia elétrica, por exemplo, como se tudo fizesse parte do mesmo cesto

regulatório. Na medida em que o governo determina a manutenção dos serviços para clientes inadimplentes, promove diretamente a afetação da livre iniciativa e destitui o princípio como pilar da sustentação da república ao atingir diretamente a liberdade econômica e as garantias de livre mercado. As empresas regionais são as primeiras a serem afetadas, em virtude da baixa disponibilidade de fluxo de caixa, causando um efeito cascata em toda a cadeia do setor e, principalmente, pelo fato de que não possuem outras relações secundárias capazes de prover receitas em caráter de contraponto. Se de fato existe a escassez, em todos os sentidos, o correto a se fazer neste momento é garantir uma equação capaz de indicar um resultado positivo e culminar em ações colaborativas, onde não haja espaço para omissões do poder público na ausência de políticas públicas, nem mesmo ausência da iniciativa privada quanto ao dever de função social de sua atividade.

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Então, será que nesta altura do campeonato cabe ao Governo submeter a iniciativa privada a uma série de obrigações sem “separar o joio do trigo”? Não há mais o que possa ser exigido do mercado; a crise por si só já é um grande desafio a ser vencido pelos heróis que levam a conectividade Brasil afora. Ao que cabe a quem decide “prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém”.

Daniele Frasson, Advogada e Consultora Jurídica em Direito das Telecomunicações e TICs. Assessora Jurídica na ABRINT, Sócia-Fundadora da COSTA FRASSON ASSOCIADOS.


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ENTRE INFORMAÇÃO E OPINIÃO, O QUE DECIDIR?

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eus amigos, quero confessar a vocês que estava preparado um artigo que trazia uma análise de comportamento quanto à inadimplência de provedores regionais. Porém, em meio ao turbilhão do isolamento como prevenção ao Covid-19, acabei mudando o foco e resolvi trazer algumas reflexões a respeito de como informações se transformam em fato. Vamos começar com algumas definições: O que é um fato? Um fato geralmente se refere a algo que é verdadeiro e pode ser verificado como tal. Ou seja, um fato é algo que pode ser provado verdadeiro. O que é uma opinião? Uma opinião se refere a uma crença pessoal. Está relacionada ao sentimento de alguém sobre algo. Outros podem concordar ou discordar de uma opinião, mas não podem prová-la ou refutá-la. Isso me remete a uma figura que vocês já devem ter visto por aí

na internet (FIGURA 1). Não podemos fixar a verdade como sendo propriedade de um lado só. Cada faceta da imagem é verdadeiro dentro do contexto proposto. O que é contexto? Contexto são as circunstâncias que cercam um evento, uma afirmação ou uma ideia, em cujos termos o evento, a afirmação ou a ideia podem ser totalmente compreendidos. Fatos e opiniões devem ser colocados em contexto para que se tirem conclusões. Diante disso, podemos chegar a uma conclusão absoluta: não existe verdade absoluta. Alguns pensadores como o filósofo alemão Husserl vai dizer que a verdade se dá através dos fenômenos, que são observáveis, perceptíveis e sensíveis. A isso se dá o nome de fenomenologia. Já o filósofo francês Sartre, no contexto do final da 2ª guerra mundial, vai levar em conta o existencialismo. Para ele, a verdade está na essência do indivíduo, ela é resultado dos valores de uma sociedade.

Nietzsche, também nascido na Alemanha, faz uma crítica forte ao pensamento clássico, centralizado no mundo das ideias de Platão e Sócrates. Ele vai defender que a verdade não existe. Seu contemporâneo francês Foucault afirma que, para algo ser verdade, precisa ser livre (totalmente). Não pode estar vinculado a uma instituição porque, desta forma, a verdade será manipulada, gerando constrangimentos e formas de comportamento. Não quero transformar esta reflexão em uma aula de filosofia. Na verdade, o que queremos é buscar uma informação, ou até mesmo uma opinião, para tomarmos a melhor decisão. Exemplificando: imagine que eu diga que comi um boi. Trazido para o contexto, alguns podem imaginar que eu, de fato, comi um boi inteiro. Para outros, fica a opinião que eu comi a carne do boi a ponto de não aguentar mais comer carne. As mídias sociais possuem o grande benefício de aproximar pessoas e fortalecer seu relacio-


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FIGURA 1

namento e sua convivência. Porém, por outro lado, permitem que sejamos bombardeados por informações, ou seja de fatos e opiniões. Aqui é onde começam os problemas. Quando uma pessoa tira uma conclusão por si só e a passa adiante, corre o sério risco de estar errada em sua conclusão, e gerar a tão falada “fake news”. Trazendo para a realidade do provedor regional, por vezes, são tomadas decisões baseando-se em boatos ou opiniões. Sem se perceber, ficamos refém de nossas próprias decisões. Neste contexto, tabulei em um gráfico o conteúdo das mensagens que costumo receber em grupos das redes sociais dos quais participo. Na Figura 2 está o que encontrei. Proponha que você faça o mesmo. Possivelmente encontrará também uma quantidade maior de mensagens irrelevantes do que mensagens relevantes, bem como uma fatia maior de opiniões do que de fatos. Agora, pensem comigo: como podemos tomar uma decisão em meio a um universo de informa-

ções baseadas em opiniões? Acredito verdadeiramente que a chance de errar é muito grande. Segundo o site MindTools, decisões envolvem: •Incerteza - quando os fatos são desconhecidos; •Complexidade - quando há muitos fatores inter-relacionados a se considerar; •Consequências de alto risco - quando o impacto da decisão pode ser significativo; •Alternativas - quando há várias alternativas, cada uma com seu próprio conjunto de incertezas e consequências; •Questões interpessoais quando é preciso prever de que forma diferentes pessoas reagirão. Para chegar a decisões bem fundamentadas, precisamos ter por base informações e, pelo que me recordo, são mais de 10 tipos de premissas da informação que permitem uma conclusão, como: dedução, frequência, modelação, classificação, teorias, causas, especialidades, metáforas, semelhança, intuição, e por aí vai... A fim de tornar suas decisões mais assertivas — ou menos arriscadas — sugiro os seguintes passos: 1. Crie um ambiente construtivo - incentive as pessoas envolvidas a contribuir em discussões, debates e análises, sem medo de serem rejeitadas por suas ideias; 2. Investigue a situação em detalhes - utilize a regra dos 5 porquês para identificar se você está tratando de um problema real ou de um sintoma temporário; 3. Gere boas alternativas promova debates criativos e posi-

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tivos que tragam mudanças, melhorias e ganhos para todos; 4. Explore suas opções - análise mais de uma opção para que o risco seja modulado e minimize os impactos; 5. Selecione a melhor solução mesmo que pareça simples, a escolha requer uma análise reversa. Ou seja: avalie os ganhos e perdas daquilo que não foi escolhido, e compare com a opção vencedora; 6. Avalie seu plano - ao chegar a uma decisão, é hora de implementar. Para isso, pense em um plano piloto ou modelo; 7. Comunique sua decisão e tome medidas - após ter dado todos os passos anteriores, é hora de informar ao grupo a decisão, os porquês, o impacto, as expectativas e os objetivos (metas) esperados. Sei que, normalmente, as decisões em um provedor regional cabe aos donos. E, na maioria das vezes, eles não possuem tempo suficiente para tomar as decisões baseadas nos passos acima. Porém, sabemos que tempo está ligado a prioridades; e, por sua vez, prioridades requerem um entendimento de causas e consequências. Este é o objetivo final desta reflexão: que não tenhamos de investir mais recursos e tempo reconstruindo consequências, e que tenhamos mais discernimentos para agir nas causas. Forte abraço, Rogério Couto.

FIGURA 2

Rogério Couto,

Formado em Direito e MBA de Gestão Empresarial pela UNITAU e Filosofia pelo IAE. É fundador da RL2m - Consultoria e Treinamento, Consultor e Instrutor para Desenvolvimento Comercial e Qualidade do Atendimento. Instrutor na Primori e na Voz e Dados Cursos.


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O CAMINHO PARA 800G NA AMÉRICA LATINA

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sede insaciável pela banda larga desencadeada por novos serviços de comunicação, como 5G, vídeo 8k de ultra-alta densidade e conectividade em nuvem em hiperescala, tem levado a infraestrutura de telecomunicações a estudar novas maneiras de aumentar a capacidade de redes de transmissão, como também reduzir a latência para serviços em tempo real. No coração das redes de transmissão de alta velocidade está a inovação de sistemas de transmissão óptica ultra eficientes. Estes estão em constante busca para exceder os limites de capacidade, alcance e eficiência espectral. Em 2010, por exemplo, a chegada da tecnologia coerente e do processamento digital de sinais (DSP) trouxe consigo novas portadoras de ondas, como 100G, 200G, 400G e a mais recente 600G. Para a América Latina, esses avanços significaram um salto significativo na capacidade de aproveitar a infraestrutura de fibra na planta externa, a fim

de aumentar as capacidades de largura de banda de forma mais eficiente. Com a chegada dessas tecnologias ao território, também foi catapultado o surgimento de data centers e redes de conteúdo. Em 2020, a necessidade de estar conectado por velocidades ainda maiores é inerente e, portanto, a necessidade de invenção deu origem a uma nova tecnologia para aproveitar o poder da luz.

“A necessidade de estar conectado por velocidades ainda maiores é inerente.”

O caminho para 800G Este ano representa um marco importante na transmissão óptica de alto desempenho com a chegada da quinta geração da tecnologia DSP, capaz de transmitir 800G por segundo através de um único comprimento de onda na fibra óptica. Como pioneiros da tecnologia de integração vertical para dispositivos ópticos e líderes em tecnologias DSP, estamos orgulhosos de demonstrar as capacidades desta nova geração em uma implantação em campo de um comprimento de onda de 800G ao longo de 950 km. Este teste foi realizado na rede de uma grande operadora nos Estados Unidos em sua rede de produção. A transmissão de 800G usando 96Gbaud é um recorde mundial em telecomunicações e representa um avanço significativo em direção à meta de reduzir o custo por bit. Essa tecnologia permite que as operadoras resolvam a necessidade de largura de banda, mantendo ou melhorando os níveis de eficiência espectral, aumentando assim a fonte de recei-


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FIGURA 1: O caminho para a quinta geração, 800G enfrenta desafios tecnológicos de mo-

dulação de ordem muito alta a taxas de transmissão bastante elevadas. (Fonte: Cignal Ai)

ta de seus serviços. Os números por trás do transporte de dados com baixo custo por bit Nos mercados latino-americanos, a concorrência tem corroído os preços e as operadoras têm sido forçadas a criar modelos de negócios para reduzir o custo da adesão ao TCO (Custo Total de Propriedade). As tarifas de serviços na América Latina são uma das mais baixas do mundo, graças à estratégia de preços disruptiva entre os concorrentes do território. Isso tem levado as operadoras a maximizar o retorno do investimento das fibras implantadas, de modo que a implementação de novas tecnologias ópticas coerentes têm sido o foco das atenções nos últimos anos. Embora cada geração da tecnologia prometa ter um custo por bits mais baixo, transmissões como a de 800G exigem que os projetos de módulos tenham tolerâncias extremamente rígidas, resultando na necessidade de técnicas de processamento digital altamente avançadas. Talvez os avanços mais significativos estejam no uso de fosfeto de índio InP (indium posphide) para a fabricação de circuitos integrados fotônicos. Estes permitem que múltiplas funções ópticas sejam executadas

em um único circuito integrado. Essa tecnologia nos permitiu desenvolver tecnologias como as subportadoras Nyquist e PCS (Probabilistic Constellation Shaping), com as quais uma maior capacidade por transportadora pode ser entregue, aumentando também a eficiência espectral e mantendo o alcance. Ao contrário dos sinais ópticos tradicionais que sofrem penalidades mais altas à medida que a taxa de transmissão aumenta, as subportadoras Nyquist separam o sinal em várias portadoras com uma taxa de transmissão mais baixa usando o processador coerente no transmissor. Essas subportadoras de baixa taxa de transmissão sofrem menos com as penalidades não lineares da transmissão óptica, aumentando o desempenho do dispositivo óptico em distâncias maiores e em espaçamento espectral mais reduzido. A PCS (Modelagem por constelação probabilística) é uma técnica que também nos permite otimizar a modulação do sinal, fornecendo taxas de adaptabilidade altamente granulares e ganhos na eficiência energética. Essas duas tecnologias são os alicerces da nova era da transmissão óptica de 800G. Aprendemos que a única maneira de obter um dispositivo fo-

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tônico capaz de incorporar estas tecnologias junto com um DSP suficientemente avançado é incorporar ambos em um único pacote integrado. Em altas taxas de transmissão, as tolerâncias entre esses dispositivos são medidas em femtossegundos, para que os fabricantes especialistas em integração vertical de sistemas tenham uma clara vantagem no desenvolvimento e inovação desta tecnologia. Esta é a razão pela qual existem poucos fabricantes no mercado que podem desenvolver essa tecnologia. Menor potência, mais alcance, mais largura de banda na mesma fibra. É por isso que a quinta geração permite uma eficiência ainda maior nos modelos de negócio das operadoras latino-americanas. Um passo para o futuro Está comprovado que a tecnologia de transmissão óptica coerente continuará sendo o componente fundamental para a infraestrutura de rede à medida que aplicativos que exigem maior largura de banda e baixa latência são desenvolvidos. Quando a quinta geração de óptica coerente 800G chegar ao mercado até o final de 2020, o setor verá aplicações com maior retorno sobre o investimento (ROI) e flexibilidade na implantação de redes de transmissão óptica. A América Latina está pronta para a chegada desta nova geração.

Andres Madero, Diretor de Desenvolvimento de Arquitetura para Fornecedor de Serviços e de Desenvolvimento de Negócios da América Latina na Infinera.


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CARACTERÍSTICAS DO CONTROLE DE BANDA EM REDES GPON

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m português, a sigla GPON (Gigabit Passive Optical Network) significa Rede Óptica Passiva Gigabit, uma rede com um tráfego acima de 1 Gbps ou 1 Gigabit por segundo. Essa tecnologia, normatizada pelo órgão ITU-T (International Telecommunication Union – Telecommunication Standardization Sector) e patrocinada pela Associação Mundial de Fabricantes e Operadoras de Telecomunicações, a FSAN (Full Service Access Network), teve sua primeira versão da família de normas GPON (ITU-T G.984) lançada em 2003 e aperfeiçoada nos anos seguintes. Mas, o que significa a rede ser passiva? Tecnicamente é não existir nenhum elemento energizado entre a OLT e a ONU ou entre o conector da rede e os clientes. Ou seja, no PON a comunicação acontece baseada na óptica, na transmissão e na recepção do sinal de luz. Esse processo específico possui algumas vantagens, tais como chance zero de quei-

mas equipamentos justamente por não haver energia elétrica na rede. Ou então permitir distâncias maiores sem necessidade de amplificadores. Obviamente que esse aspecto também depende do tipo de equipamento utilizado. A tecnologia GPON é cada vez mais utilizada e incluída nos serviços de banda larga oferecidos pelas empresas e operadoras da tecnologia. Isso porque o GPON é

“É preciso especificar com rigor e detalhes os objetivos da rede, a fim de fazer a melhor escolha para cada caso específico”

um dos padrões que fazem parte das normas PON. Atualmente, a norma que descreve todo o funcionamento do GPON vai do G.984.1 até o G.984.5. Dentro dela existem diversas partes que descrevem especificidades da tecnologia, desde a camada física, o hardware, o protocolo de comunicação entre Optical Line Terminal (OLT) e as Optical Network Unit (ONU). São elas: •G.984.1: Características gerais; •G.984.2: Especificação de camada física, Physical Media Dependent (PMD); •G.984.3: Especificação de camada de transmissão convergente; •G.984.4: Especificação de gerência e controle de interface da ONT (OMCI); •G.984.5: Aprimoramento de banda para coexistência com futuras redes WDM PON no mesmo meio físico. Entre as características das redes GPON está a variação da largura da banda assimétrica, que pode estar entre 2,5 Gbps para


ISP Mais downstream e 1,25 Gbps para upstream. A assimetria significa que a taxa no downstream é maior e no upstream é menor. Mas, qual a vantagem disso? É que a maior parte do tráfego ocorre na direção downstream, sentido no qual a navegação deve acontecer de forma superior, pois exige mais e faz com que a capacidade do GPON seja também elevada. Dessa forma, é possível atender melhor os serviços que se valem dessa quantidade de tráfego. Na prática, o download recebe uma quantidade maior de informações, por isso a navegação da internet deve ser superior no downstream. O que é o contrário no caso do upload, ou seja, do upstream, que exige menos da rede. Além disso, para que haja maior confiabilidade de sinal, o que pode atingir até 93% de eficiência e eficácia na transmissão, a plataforma é desenvolvida com o objetivo de se poder operar multisserviços, mesmo que sejam com diferentes protocolos. No caso, encapsulados

“É preciso especificar com rigor e detalhes os objetivos da rede, a fim de fazer a melhor escolha para cada caso específico

em protocolos GEM (GPON Encapsulation Method) para o transporte, justamente o que garante a confiabilidade do processo. O alcance físico é até o mesmo que o GEPON, o que significa

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uma distância de cerca de 20 km. O nível de splittagem, no entanto, alcança o dobro, ou seja, 128 ONTs por porta PON. No quesito segurança, é preciso destacar que o GPON oferece uma criptografia AES-128 para os dados que são enviados das ONTs para a OLT. Tudo isso representa uma maior segurança em relação a outros processos. Além disso, oferece a proteção do Tipo B, do Tipo C e Dual Parented, todos com garantia de redundância eficiente quando conectados aos pontos. Sabemos ainda que a infraestrutura que compõe o backbone da internet é compartilhada pelos inúmeros usuários do mundo inteiro. O princípio das redes PON segue o mesmo conceito: trata-se de uma rede ponto-multiponto onde, a partir de uma mesma fibra conectada à OLT, atende-se vários assinantes com uso de divisores (splitters) óticos. Aliás, diga-se de passagem, as redes GPON são muito indicadas em casos como esse, em que os provedores


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de internet são utilizados por um grande número de usuários e serviços. Devido ao compartilhamento de estrutura e limite da capacidade dos equipamentos, uma das necessidades básicas de qualquer provedor é realizar o limite de uso de banda de cada usuário de forma que se tenha uma entrega dos serviços adequada aos assinantes e também que não onere o desempenho e capacidade da rede. Por conta da tendência e da crescente oferta de serviços de vídeos e streaming, que intensificam o uso da banda, a rede GPON se configura como sendo mais recomendada justamente por conta da alta performance, pela alta velocidade e pela qualidade das conexões. O custo é um pouco maior, obviamente, mas, se torna vantajoso em relação às redes GEPON, inclusive porque suportam o backhaul de redes móveis, outra grande tendência do mercado.

Temos visto que a grande maioria dos provedores realizam o controle de banda nos seus concentradores PPPoE que possuem a função de autenticar os usuá-

“A tecnologia GPON é cada vez mais utilizada e incluída nos serviços de banda larga oferecidos pelas empresas e operadoras da tecnologia.”

rios legítimos e adimplentes. Entretanto, muitos não estão cientes que a tecnologia GPON possui um recurso nativo que otimiza este controle e que não causa impacto no desempenho da OLT chamado de DBA (Dynamic Bandwidth Allocation). Para se compreender o funcionamento, é necessário antes conhecer o princípio da comunicação entre a OLT e as ONUs. A rede GPON é uma rede ponto-multiponto onde uma fibra é conectada a uma interface PON da OLT e, em seguida, passa por splitters até se chegar às várias ONUs. Utiliza-se um método de WDM (Wavelength Division Multiplexing) onde se usa comprimento de onda de 1490 nm para o downlink (sentido OLT-ONU) e 1310 nm para o uplink (sentido ONU-OLT). Downlink: os dados são transmitidos de modo broadcast. Desta forma, o sinal é recebido por todas as ONUs e elas aceitam so-


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FIGURA 1

mente o que vier identificado com seu próprio ONU ID, descartando os dados que são destinados às demais ONUs (FIGURA 1). Uplink: utiliza-se o método TDMA (Time Division Multiple Access) onde é a OLT quem define o slot de tempo no qual cada ONU poderá enviar os dados. Desta forma, em cada período de tempo, apenas uma ONU transmite o sinal de uplink enquanto as demais aguardam sua vez evitando, assim, a colisão dos pacotes vindo dos usuários (FIGURA 2). O mecanismo DBA atua justamente neste tempo alocado para cada ONU. Os assinantes que precisarem de mais banda em um determinado momento possuem mais tempo para realizar a comunicação de uplink. Isto é feito de forma dinâmica uma vez que os usuários também possuem com-

portamento dinâmico em relação ao uso da banda. De qualquer forma, existem algumas situações em que as redes GPONs são imprescindíveis e até recomendadas. Por isso, é preciso especificar com rigor e detalhes os objetivos da rede, a fim de fazer a melhor escolha para cada caso específico. Dados como quem serão os usuários ou que serviços serão prestados por meio da rede são fundamentais para definir que tipo de padrão adotar. Assim, é possível elaborar um projeto para atender a necessidade de cada provedor. É quase que uma consultoria, a fim de estabelecer e indicar o melhor produto para o melhor serviço. Veja alguns exemplos: existem ISPs que têm uma variedade maior de serviços enquanto outros podem, no futuro, agregar

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serviços diferenciados. Já alguns possuem assinantes com nível de SLA um pouco mais restrito e aí é preciso algo específico para essa realidade. Do mesmo jeito que algumas exigências de QoS e controle mais avançados. Viu como existem diferenças de caso para caso? Um dos maiores problemas desconhecidos pelos que operam redes GPON é o fato de que, caso não seja definida a banda reservada ao cliente, o sistema considera a capacidade da porta PON da ONU: 1 Gbps. Como a capacidade de tráfego de uplink em redes GPON é 1,25 Gbps, é fácil de verificar que a probabilidade de existir um congestionamento da banda alocada às ONUs é alta. Em uma porta PON que tenha 100 ONUs ativas, por exemplo, o sistema tentará alocar 1 Gbps para cada uma. Isto pode ocasionar problemas no desempenho da rede, não muito fácil de ser encontrado. Portanto, é importante que o administrador da rede conheça este recurso disponibilizado por qualquer fabricante das OLT uma vez que é inerente ao padrão GPON. Na maioria das vezes, retirar o controle de banda dos concentradores PPPoE resulta em um aumento significativo do desempenho destes equipamentos e, ao mesmo tempo, aproveita-se melhor os recursos da rede de acesso FTTx.

FIGURA 2

Vinicius Ochiro, Professor de Redes de Acesso FTTx xPON e consultor para provedores de internet na VLSM, com experiência em redes de IP/MPLS, L2/L3VPN, BGP e acesso FTTx xPON.


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OT-2200-GP A ONU XPON (HÍBRIDA) DA OVERTEK

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ONU GPON OT-2200GP é uma ONU xPON (Híbrida), ou seja, ela funciona tanto em redes ópticas com tecnologia EPON quanto em GPON.

A OT-2200-GP foi desenvolvida justamente para que os provedores de internet tenham mais flexibilidade e facilidade no momento de implantarem as suas redes ópticas. Estes poderão iniciar suas redes com uma OLT EPON – que possuem um custo bem menor se comparado com as de tecnologias GPON – e futuramente substituí-la por uma OLT GPON, com a vantagem de não ter necessidade de substituir todas as ONUs de seus clientes. “Mas, afinal de contas, qual a diferença entre as tecnologias EPON e GPON?” Em resumo, utiliza-se EPON em operações menores e GPON para grandes operações ou com vários

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE AS TECNOLOGIAS

EPON

GPON

•Velocidade de transmissão Simétrica; •1,25 Gbps em Downstream e Upstream; •Quantidade máxima de ONUs por porta PON: 64.

•Velocidade de transmissão Assimétrica; •2,4 Gbps de Downstream e 1,25 Gbps deUpstream; •Quantidade máxima de ONUs por porta PON: 128.

serviços agregados como (TV por IP, VoIP, etc.). Assim, o custo da GPON torna-se mais elevado se comparado com as redes EPON, pois a tecnologia GPON, que é considerada uma evolução do EPON, é capaz de suportar mais serviços ao mesmo tempo, devido a sua largura de banda ser maior.

Por isso, a escolha da tecnologia vai depender da realidade/ necessidade do cliente, já que o alcance físico de ambos é igual (20 km), assim como o comprimento de onda (1490 nm para down e 1310 nm para up).


ISP Mais A ONU GPON OT-2200-GP reconhece automaticamente qual tipo de rede ela está conectada: EPON ou GPON. Mais especificamente falando: o GBIC óptico da ONU identifica automaticamente qual é a tecnologia que está conectada nela no momento, não sendo necessário nenhuma configuração prévia. Ela possui as seguintes interfaces: 01 porta PON SC/UPC (máximo de Downlink 2,5 Gbps / Uplink 1,25 Gbps) e 01 porta Gigabit Ethernet. Especificações técnicas •ITU-T G.984/G.988; •Padrões da Comunidade de Indústria de ONU GPON (PRC) no acesso; Requisitos de tecnologia •IEEE 802.1D, Spanning Tree; •IEEE 802.1Q, VLAN; •IEEE 802.1w, RSTP; •ITU-T Y.129; •IPv4 e IPv6; •GBIC Classe B+; •Distância máxima de transmissão: 20km; •Sensibilidade óptica: -27dBm; •Potência óptica: 0.5 ~5dBm. Outras informações técnicas importantes •Como é uma ONU bridge ela: •Não realiza PPPoE, NAT, ou qualquer outro tipo de função de gerência; e, •Não possui acesso por página web para configuração e nem telnet. •Ela é compatível com as OLTs dos modelos OT-8832-GO e OT-8835-GP, da marca Overtek, e também com alguns modelos de outras marcas do mercado (para saber quais são compatíveis, consulte o suporte técnico da Overtek).

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COMPARAÇÃO ENTRE MODELOS DE ONU DA OVERTEK

OT-8010U-Z (EPON)

OT-2200-GP (Híbrida)

•01 porta LAN 1 Gbps;

•01 porta LAN 1 Gbps;

•Distância máxima de transmissão de 20Km; •Sensibilidade da ONU: -27dBm; •GBIC (PX20+).

•Distância máxima de transmissão de 20Km; •Sensibilidade da ONU: -27dBm; •GBIC (classe B+).

PORTAS DE ENTRADA/SAÍDA

PORTA DE ENTRADA DA FIBRA ÓPTICA (CONECTOR SC/UPC)

FONTE DE ANIMAÇÃO 12V, 0,5A

PORTA ETHERNET (RJ45) DE 10/100 MBPS OU 1GBPS

? WWW.OVERTEK.COM.BR Dúvidas

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COLUNA ABRINT MULHER

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CÂMARA ABRINT MULHER

A Câmara ABRINT Mulher é um movimento associativo empresarial, organizado por mulheres, com o objetivo de estimular as melhores práticas de gestão e fortalecer a participação das mulheres no setor de Telecomunicações.

REFORMA TRIBUTÁRIA: TODOS QUEREMOS, MAS COMO FAZER?

O

s impasses sobre a reforma tributária no Brasil se estendem há décadas. A recente criação da Comissão Mista, formada por senadores e deputados, é legítima, mas é preciso ter cuidado para que não vire simples palanque de debates antigos. Ninguém nega a importância da simplificação da cobrança de impostos no país e a necessidade de redução da carga tributária. Mas a divergência está em “como fazer isso”, ainda mais deixando de lado a distinção tradicional entre os setores da economia. As duas principais propostas sob análise são a PEC 45 e a PEC 110. A primeira delas, mais adiantada no quesito de deliberação legislativa, prevê a unificação de cinco tributos – ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins – em um único imposto do tipo IVA (Imposto sobre Valor Agregado), denominado IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Na verdade, a proposta de mi-

gração do modelo de tributação atual para o tipo IVA não é original. A novidade agora está no padrão de transição proposto tanto para as empresas, que teriam uma transição progressiva

ao longo de dez anos, quanto para a distribuição federativa da receita do IBS, escalonada em 50 anos, além de contar com um novo modelo de partilha que reduz a rigidez orçamentária. Muito se fala sobre as experiências dos IVAs implementados em outros países. Bem, nada é tão simples e fantástico assim. É verdade que os IVAs mundiais agregam mercadorias e serviços em uma única base. Mas também é verdade que as constituições dos diversos países não regulam tão detalhadamente o sistema tributário, como a brasileira o faz. Isso resulta em um custo político e setorial muito mais complexo para o Brasil. Além disso, todos os países possuem, em maior ou menor grau, problemas com a sua tributação e o IVA não é a “solução mágica” para todos eles. Os países europeus, por exemplo, possuem muitos problemas quanto ao IVA, em razão da diferença entre as


COLUNA ABRINT MULHER

regras nacionais, da persistência de isenções e de deslocamento das bases tributáveis quando o bem em questão é móvel. Nos Estados Unidos, outro exemplo, o sistema do Sales Tax é tão complexo que ensejou uma decisão da Suprema Corte que desobrigou as empresas que não tivessem presença física em outros estados a recolher o imposto, porque seria um ônus muito grande sobre elas o conhecimento de todas as legislações estaduais. O modelo apresentado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) tem muitas semelhanças com a PEC 45, mas a grande diferença é que se trata de um IVA Dual, implementado de maneira modular, em três fases, começando no nível federal e depois passando para os níveis estadual e municipal. Diferentemente de outras propostas de “fatiamento” da reforma tributária, nos parece que a modulação apresentada pelo IPEA é mais consistente e pode ser um caminho saudável para o setor de serviços. Já o fatiamento proposto pelo governo federal, que se inicia com a junção do PIS e da COFINS, seria desastroso para o nosso setor, pois repercutiria em um agravamento significativo da carga tributária sobre a parcela de SCM dos planos de oferta da banda larga. Entendamos: uma ampla reforma tributária envolveria tributação sobre a renda, consumo e folha de pagamento. O foco da PEC 45 é a tributação do consumo. Por quê? Porque as diversas distorções na tributação de bens e serviços brasileiros são as principais responsáveis pelo impacto do sistema tributário sobre a produtividade e o potencial de crescimento do nosso País. Entretanto, essa mesma premissa pressupõe a descaracterização total dos setores da economia. Assim, a longo prazo, todos os setores seriam igualmente tributados, o que resultaria em um aumento de carga tributária para o setor de serviços. Haveria, dessa forma, um rebalanceamento: serviços passarão a recolher mais tributos e

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mercadorias passarão a recolher menos tributos. Ocorre que, aquilo que parece bom, não é. O aumento da carga tributária sobre o setor de serviços importa em um verdadeiro desequilíbrio para toda a economia, um impacto tão grande que prejudicaria a empregabilidade no Brasil e a saúde dessas empresas. Para os prestadores de serviços focados em atendimento de pessoas físicas, a gravidade da situação é maior ainda, visto que nem mesmo a mudança na lógica de aproveitamento de créditos do tomador de serviço poderia ajudar. Os defensores da PEC 45 não negam que haverá aumento de preço relativo a serviço prestado para o consumidor final. Mas erram ao justificar que apenas os mais ricos da população consomem serviços. Esquecem da composição de serviços (essenciais!) de acesso à banda larga, que demandam uma significativa e crescente parcela de serviços de valor adicionado, incluindo o serviço de conexão à internet, que nem mesmo na lista de serviços do ISS está tipificado. No resumo da ópera, temos: a redução da carga tributária sobre a parcela de telecomunicações – SCM, não será suficiente para contrabalancear o aumento

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da carga tributária sobre a parcela do SVA. Sobre a parcela do SCM, vamos lembrar que estamos falando da maior carga tributária no país e uma das maiores do mundo, na casa dos 40%. Qualquer redução é condição primária para o desenvolvimento do país. Cumpre destacar que a reforma tributária ainda discute a inclusão dos tributos setoriais, tais como Fust, Funtel e Condecine. Para complicar ainda mais a situação, para as empresas optantes do Simples Nacional, a reforma discute as novas sistemáticas de pagamento de imposto na modalidade simplificada e a geração e aproveitamento de créditos por essas mesmas empresas. De maneira bastante resumida, mesmo que a empresa opte por permanecer no Simples, haverá aumento de carga tributária para a maior parte dos contribuintes. Todas as discussões e dúvidas que permeiam a reforma ainda estão longe de terminar, mas devem ser feitas o quanto antes. A Abrint está atenta e atuante na defesa dos interesses dos provedores.


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RONALDO COUTO

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COLUNA DEPENDE...

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ENGENHEIRO ELETRICISTA, COM ÊNFASE EM TELECOMUNICAÇÕES. ESPECIALISTA EM REDES DE FIBRA ÓPTICA. FUNDADOR DA PRIMORI TECNOLOGIA.

QUALIDADE NO ATENDIMENTO É SUFICIENTE?

empre questiono em meus treinamentos qual o principal diferencial que o provedor apresenta ao seu cliente, e em 90% das vezes a resposta é: “Nosso principal diferencial é o atendimento!” Sempre me questionei se este atendimento é realmente um diferencial que valha a pena ser destacado ao cliente. A meu ver, o cliente que precisa sempre de atendimento está tendo uma má experiência com sua internet e mais hora ou menos hora ficará insatisfeito com o serviço que está obtendo. Como sabemos esta insatisfação será na maioria vezes a razão para que o cliente busque outro provedor de internet. Uma vez que o mercado está

cada vez mais competitivo e que os clientes tem muitas ofertas de provedores, temos de nos preocupar cada vez mais em manter nossos clientes satisfeitos e “blindados” de nossos concorrentes, por este motivo devemos dedicar cada vez mais tempo para atender os desejos de nossos clientes e suas expectativas.

Aqui vale um questionamento: “Devemos atender as necessidades ou expectativas de nossos clientes?”

Aqui vale um questionamento: “Devemos atender as necessidades ou expectativas de nossos clientes?” Será que necessidade e expectativas são sinônimos? Bem, aqui não tem depende, devemos estar atentos a ambos, necessidade e expectativa. Para diferenciarmos, vamos a um exemplo: •Imagine que um cliente procure seu provedor e solicite um plano de 50 Mbps porque já tinha um plano deste e com ele tinha uma boa experiência. Esta é a expectativa do cliente. No entanto, você identifica que a necessidade dele é menor e oferece ao cliente um plano de 30 Mbps. Mesmo que sua necessidade seja atendida, ele não terá sua expectativa atendida e provavelmente ficará insatisfeito com o plano apresentado, ou seja,


COLUNA DEPENDE...

quando a expectativa do cliente é alta, não adianta somente querermos atender sua necessidade. •Agora imagine que um cliente procure seu provedor e solicite um plano de 20 Mbps porque é seu plano mais em conta. Esta é a expectativa do cliente! Agora você identifica que a necessidade dele é de 50 Mbps, mas vende o plano que ele pediu. Neste caso, você atendeu a expectativa dele, mas como sua necessidade é maior, provavelmente ele ficará insatisfeito com a experiência do plano contratado, ou seja, quando a expectativa do cliente é baixa, devemos nos certificar que sua necessidade também será atendida. Tudo isto pode parecer confuso, mas, na verdade, pode ser resumido pela seguinte expressão:

SATISFAÇÃO PERCEPÇÃO EXPECTATIVA

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“Qualidade no atendimento é importante, mas está longe de ser suficiente para fidelizar o cliente.” Desta equação existem 3 possibilidades: 1. Expectativa menor que percepção (satisfação positiva) Qualidade percebida é boa, leva ao encantamento do cliente. Necessidade atendida e qualidade ideal. (cliente encantado). 2. Expectativa igual a percepção (satisfação nula) - Qualidade percebida é aceitável, leva a normalidade. Expectativa atendida e qualidade satisfatória. (cliente satisfeito). 3. Expectativa maior que a percepção (satisfação negativa) Qualidade percebida é pobre, leva a insatisfação. Expectativa não atendida e qualidade inaceitável. (cliente insatisfeito).

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Em geral, conversamos pouco com nossos clientes e raramente entendemos suas necessidades e expectativas! Este será nosso desafio, dedicar tempo suficiente para entender nossos clientes e prover a eles uma experiência única, que esteja acima da sua expectativa e ao mesmo tempo o encante e consequentemente o fidelize. Portanto, respondendo à pergunta inicial... Qualidade no atendimento é importante, mas está longe de ser suficiente para fidelizar o cliente, invista tempo e recursos para entender seus clientes para superar suas expectativas, isto será um dos grandes diferenciais dos ISPs de sucesso nos tempos atuais. Bons projetos!


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PAULO VITOR

A

COLUNA COM LICENÇA

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ADVOGADO E CONSULTOR JURÍDICO. SÓCIO-FUNDADOR DA SILVA VITOR, FARIA & RIBEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS

OS CUIDADOS JURÍDICOS NA ESTRUTURAÇÃO DE UMA OFERTA COMBO

palavra COMBO já é amplamente conhecida no mercado Brasileiro, sobretudo no mercado de telecomunicações. Os consumidores há muitos anos associam a palavra COMBO a um pacote de serviços e, na atual conjuntura, esta palavra ainda possui amplo prestígio sob a ótica comercial, especialmente porque as ofertas COMBO são usualmente atreladas a descontos no preço dos serviços que integram a oferta. E neste ponto, é necessário esclarecer um detalhe importantíssimo: os descontos na estruturação de uma oferta COMBO, ou também conhecida como “oferta conjunta”, são obrigatórios. De modo que, o preço de um serviço integrante do COMBO deve ser necessariamente menor se comparado ao preço avulso do mesmo serviço. Para se chegar a esta conclusão, basta visualizar o conceito de “Oferta Conjunta” previsto no Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações – RGC, aprovado pela Resolução ANATEL nº 632/2014, a saber: “V – Oferta Conjunta de Serviços de Telecomunicações: prestação de diferentes serviços de telecomunicações pelo Grupo ou por meio de parceria entre Prestadoras, cuja fruição se dá simultaneamente e em condições comerciais diversas daquelas

existentes para a oferta individual de cada serviço”; Veja que o próprio RGC estabelece que, na oferta COMBO, a fruição dos serviços deve ocorrer em condições comerciais mais favoráveis se comparadas a oferta individual de cada serviço. Semelhante conclusão se alcança a partir da análise do Parágrafo Único do Artigo 54 do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações – RGC, que assim estabelece: “O preço relativo à oferta de um dos serviços de forma avulsa não pode exceder aquele relativo à Oferta Conjunta de Serviços de Telecomunicações de menor preço em condições semelhantes de fruição”. Conforme dispositivo acima, caso um cliente opte por contratar um serviço individualmente, seu preço não pode ser superior ao preço total do pacote (COMBO). O que demonstra que o preço de um serviço dentro do COMBO deve ser necessariamente mais atrativo sob a ótica comercial. Este dispositivo também remete a outro detalhe fundamental na estruturação de uma oferta COMBO: além do preço COMBO, é obrigatório que as operadoras divulguem ao assinante o preço avulso de cada serviço, pois é facultado ao cliente contratar apenas um serviço, de forma isolada. É o que também estabelece o seguinte dispositivo do RGC: “Art. 54. Na Oferta Conjunta

de Serviços de Telecomunicações, além das condições previstas no art. 50, a Prestadora deve informar o preço de cada serviço no conjunto e de forma avulsa.”. Em outras palavras, é vedado a uma operadora obrigar o cliente a contratar a oferta COMBO, sob pena de caracterização de prática de venda casada, motivo pelo qual devem sempre ser divulgados ao assinante tanto o preço COMBO, quanto o preço avulso de cada serviço (aplicado em caso de contratação avulsa), para que o próprio cliente decida livremente qual a melhor forma de contratação. E acerca do cancelamento dos serviços ofertados no formato COMBO, aí reside uma polêmica de interpretação, eis que apesar de a ANATEL dispor, na edição n.º 17 do “ANATEL Explica”, que “não é possível cancelar apenas um dos serviços do COMBO, o contrato do COMBO deve ser cancelado como um todo”, a regulamentação não é totalmente clara neste sentido. Ou seja, não há claramente na regulamentação, seja no Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações – RGC, seja nos Regulamentos de cada espécie de serviços de telecomunicações, uma disposição inequívoca no sentido de vedar o cancelamento específico de um serviço integrante da oferta COMBO. Motivo pelo qual, particularmente, na estruturação de COM-


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BOS realizada em favor dos clientes atendidos pelo meu escritório, tenho recomendado uma estratégia diferente, ou seja, recomendo estabelecer no Contrato (ou Termo de Adesão) assinado pelo assinante que o cancelamento de apenas um serviço integrante do COMBO acarretará inevitavelmente na revogação dos descontos concedidos em relação aos serviços remanescentes (não cancelados pelo CLIENTE), e, por conseguinte, na majoração do preço dos serviços remanescentes, conforme preço avulso de cada serviço divulgado ao assinante. Este tipo cláusula no Contrato (ou Termo de Adesão) certamente gerará um desestímulo à intenção de algum cliente descaracterizar o COMBO, ou seja, desestimulará o cancelamento pelo cliente de apenas um serviço integrante da oferta conjunta, pois, nesta hipótese, como os demais serviços integrantes da oferta conjunta serão cobrados pelo preço avulso,

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o valor a ser pago pelo assinante aumentará. Por fim, importante também pontuar que, apesar de toda a regulamentação da ANATEL se limitar à tutela das ofertas conjuntas de serviços de telecomunicações, nada impede que este formato de oferta COMBO seja também aplicado, por analogia, em ofertas envolvendo serviços de telecomunicações e serviços de valor adicionado (SVAs). Inclusive, esta é uma prática cada vez mais comum em relação as operadoras de todos os portes, eis que, como parte da estratégia tributária e comercial, é possível se agregar outros serviços de valor adicionado (SVAs) ao Plano de Internet, no formato COMBO, a exemplo de: a)Disponibilização de IP Fixo; b)Serviços de hospedagem de dados (Cloud); c)Serviços de hospedagem de e-mail; d)Serviços de EAD (Plataforma

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de Ensino à Distância). e)Serviços de Streaming de Vídeo/OTT; f)Serviços de Streaming de Música; g)Serviços de licença de uso de Plataforma de Revistas/Jornais; h)Serviços de Firewall; i)Serviços de licença de uso de software Antivírus; j)Serviços de Assistência Técnica Premium. Sendo que, quanto mais serviços de valor adicionado (SVAs) forem acrescentados ao Plano de Internet, no formato COMBO, mais sustentável inclusive será a proporção atribuída aos serviços de valor adicionado (SVA) dentro da estratégia tributária.


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COLUNA FAZENDO PLANOS

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ELOI PIANA

ENGENHEIRO ELETRICISTA FORMADO PELA UNIOESTE DIRETOR DA INSTELPA ENGENHARIA ELÉTRICA CERTIFICADO EM PROJETO E EXECUÇÃO DE REDES ÓPTICAS

OS 7 PASSOS DO PLANEJAMENTO DE REDES DE TELECOM

N

o ciclo das telecomunicações iniciou-se uma nova fase após a descoberta do Corona vírus, a demanda por serviços nunca foi tão grande, o tráfego de dados aumenta de forma exponencial, e a comunicação mais do que nunca é atividade essencial. Inseridos nesse meio, constatamos a importância do dimensionamento e planejamento de redes, pois com o aumento da necessidade por serviços de qualidade levamos as operações a limites muitas vezes não planejados. Uma boa rede é construída com a adoção de procedimentos e planejamento de forma cíclica, onde a as fases vão se completando e as informações relevantes levadas adiante, os problemas sendo resolvidos e a concepção do projeto tanto de rede passiva quanto de adequação eletromecânica que se compatibilizam, levando ao executor o conjunto de informações necessárias para o funcionamento e atendimento ao que foi estabelecido. Os trabalhos de campo para coleta de dados deverão ser realizados afim de obter informações e definir parâmetros de projeto e construção. Somente desta forma conseguiremos aplicar as técnicas mais viáveis de atendimento. Listamos abaixo parâmetros e fases de projeto que poderão ser realizadas e auxiliarão muito no

desenvolvimento das suas atividades: 1. Obtenção de dados sobre o local da implantação. É essencial a realização de consultas variadas antes de realizar o dimensionamento da rede passiva, levantar características demográficas do local, obter projeto com divisão de lotes, análise de renda, perfil de clientes para aí fazer o dimensionamento de portas.

“O bom gestor certamente já entendeu que estamos vivendo em uma nova era onde a essencialidade dos serviços é consenso.” 2. Existe viabilidade técnica para instalação da minha rede? Analisar todas as rotas (principalmente os Backbones), levantar as ocupações da mesma forma que o pessoal da concessionária. Sendo mais claro, as concessionárias de energia espalhadas pelo país muitas vezes consideram a contagem de pontos de fixação

de forma distinta, sendo que algumas consideram o número de BAP’s nos postes, outras os pontos de fixação de cada ocupante, independente do número de cabos. Verificar também, pois em alguns locais é considerada como fixação agrupada quando há pontos distintos de empresas pertencentes à mesmos grupos econômicos, como por exemplo Embratel, Claro e NET; 3. Obtenção de rotas compatibilizadas do Projeto de Rede Passiva x Projeto de Compartilhamento de Infraestrutura. Este item é muito importante, em nossas atividades diárias constantemente nos deparamos com os projetos de distribuição elaborados via Google. Certamente essa é uma ótima ferramenta para retirada de dúvidas, consultas e elaboração de projetos, porém, há de se lembrar que na maioria dos locais não há uma atualização frequente dos dados, bem como inexistência da função Street View, que poderá ser utilizada para poupar tempo do projetista, que poderá ir a campo revisar com prioridade vistoriar rotas onde haverá necessidade de readequação; 4. Aferição de alturas e distâncias de rede externa. A medição deverá levar em conta a distância entre o cabo de


COLUNA FAZENDO PLANOS

fibra projetado e as redes de Baixa e Média Tensão, bem como distância do cabo em relação ao solo no meio dos lances de postes e no meio das faixas de cruzamento de rodovias, avenidas, ruas e acessos. O número de ocorrências (algumas fatais) está aumentando, campanhas de conscientização estão sendo realizadas em várias concessionárias do país. Vale lembrar que o Ocupante poderá ser responsabilizado caso seja constatado o não atendimento aos critérios técnicos de alturas e distâncias, podendo responder civil e criminalmente; 5. Vistoria em locais onde será implantado infraestrutura própria de postes. Deverá ser realizado análise de necessidade de engastamento utilizando base de concreto ou escora em locais onde o solo poderá ceder e desalinhar a estrutura, também é importante definir os locais exatos de implantação, levando em conta o alinhamento de redes de água, esgoto e gás, que normalmente estão em distância padrão do meio-fio, e poderão ser obtidas em consultas aos órgãos

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competentes como prefeituras e empresas concessionárias de serviços. É importante analisar o impacto do posteamento aos moradores do local, escolhendo os locais minuciosamente com objetivo de não atrapalhar entrada e saída de veículos e também a estética de prédios comerciais e residências;

“Uma boa rede é construída com a adoção de procedimentos e planejamento.” 6. Análise de implantação de redes subterrâneas. É indispensável o levantamento de redes subterrâneas que possam existir nos locais de implantação, como por exemplo: gasodutos, água e esgoto, telefonia, elétrica e dutos de infraestrutura em geral. O rompimento de redes subterrâneas pode ser muito difícil de consertar, além de causar

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grande risco de acidentes, explosões e descargas elétricas, que poderão ter consequências catastróficas. 7. Definição de locais de instalação de cabos com tração reduzida e lances com cordoalha. Você certamente já viu locais onde a rede elétrica “embarriga”. É necessário que a flecha da rede óptica acompanhe a flecha da rede elétrica, nesses casos normalmente utiliza-se tração reduzida e engastamento de cabo lance a lance. Também existem locais onde o cabo óptico não poderá ter flecha, onde recomenda-se a instalação de cordoalhas lance a lance com espinamento de cabos; O bom gestor certamente já entendeu que estamos vivendo em uma nova era onde a essencialidade dos serviços é consenso. Portanto, devemos investir da maneira correta os recursos a fim de prover bons serviços, agregando valor para a operação e não entrando em disputas com concorrentes que não têm a mesma qualidade!


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COLUNA FIBRA ÓPTICA ONTEM E HOJE

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JOSÉ MAURÍCIO DOS SANTOS PINHEIRO

C

SÓCIO DIRETOR DA RATIO CONSULTORIA E PROFESSOR UNIVERSITÁRIO WWW.PROJETODEREDES.COM.BR

REDES ÓPTICAS DENSAS

onvergência é a palavra-chave para as redes de telecomunicações atuais. Analistas do setor apontam para o crescimento dos serviços de transporte de dados e Internet, de onde vem a maior parte da receita das operadoras e dos ISP’s. Por esse motivo, um ISP deve investir constantemente em sua infraestrutura e na modernização de sua rede de telecomunicações como um todo, buscando soluções que permitam a oferta de novos tipos de serviços (voz, dados, streaming etc.) por meio de tecnologias que ofereçam capacidade de transmissão e segurança das informações trafegadas como acontece com as redes de fibra óptica. Embora a capacidade máxima de transmissão de uma fibra óptica ainda seja desconhecida, uma vez que ainda existam limitações tecnológicas impostas pelos equipamentos eletrônicos que codificam os pulsos luminosos, pesquisadores estimam uma capacidade máxima de transmissão para as atuais fibras ópticas em torno de 25Tbps a 50Tbps (terabits por segundo: 1Tbps = 1000Gbps), por fibra. Para compreender o que significa este valor, um cálculo aproximado mostra que a capacidade de uma única fibra óptica poderia acomodar o tráfego gerado pelo uso simultâneo de cerca de 800 milhões de telefones fixos. Cabe aqui observar que, apesar dos constantes aumentos nas velocidades das interfaces eletrônicas, os sistemas ópticos mais modernos chegam a apenas

FIGURA 1: WDM

“No planejamento de redes ópticas, deve-se ter em mente a melhor utilização da rede, junto aos requisitos de transparência, arquitetura adequada e protocolos de comunicação eficientes.” 0,04% dessa capacidade teórica das fibras. O elemento básico de transmissão numa rede óptica é o comprimento de onda de luz. Como muitos comprimentos de onda são transportados pela rede, torna-se importante gerenciar e comutar cada comprimento de onda individualmente. Assim, no planejamento de redes ópticas, deve-se ter em mente a melhor utilização

da rede, junto aos requisitos de transparência, arquitetura adequada e protocolos de comunicação eficientes. Portanto, o ponto chave no projeto de redes ópticas está nas arquiteturas e protocolos que combinem as transmissões de múltiplos feixes de luz, transportando múltiplos canais de dados por uma única fibra, o que otimiza muito o projeto, a manutenção e, consequentemente, o custo da rede. A maneira mais eficiente de se beneficiar dessa largura de banda atualmente consiste na utilização de vários comprimentos de onda dentro da mesma fibra, o que é denominado Multiplexação por Divisão do Comprimento de Onda (Wavelength Multiplexing Division – WDM), e suas variações, a Multiplexação Densa por Divisão de Comprimento de Onda (Dense Wavelength Division Multiplexing – DWDM) e Multiplexação Esparsa por Divisão de Comprimento de Onda (Coarse Wavelength Di-


COLUNA FIBRA ÓPTICA ONTEM E HOJE

vision Multiplexing – CWDM) ou WDM Esparso. Wavelength Division Multiplexing - WDM A Multiplexação por Divisão do Comprimento de Onda (Wavelengh Multiplexing Division – WDM) é a técnica de transmitir vários “feixes de luz virtuais” simultaneamente dentro de uma única fibra óptica. É uma técnica para a utilização de uma fibra para transportar diversos canais ópticos separados e independentes, portanto, sem interferência. Os sinais são transmitidos em diferentes comprimentos de onda e transportam a informação através de uma única fibra com o objetivo de aumentar a capacidade de transmissão e, consequentemente, usar a largura de banda de maneira mais eficiente. A utilização de redes WDM requer uma variedade de dispositivos passivos e ativos para combinar, distribuir, isolar e amplificar

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a potência óptica em comprimentos de onda diferentes. Em contrapartida, os sistemas que utilizam esta tecnologia aumentam significativamente a capacidade de transmissão de um enlace sem a necessidade de aumento do número de fibras, ou seja, economia na infraestrutura. No WDM básico, LASER’s com diferentes comprimentos de onda

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são acoplados dentro da mesma fibra óptica. No receptor, um filtro óptico é usado para selecionar apenas um dos comprimentos de onda que chegam, permitindo assim a passagem de um único sinal e o estabelecimento da conexão entre fonte e destino (Figura 1). A grande vantagem associada ao WDM é a possibilidade de modular o aumento da capaci-

FIGURA 2: Espaçamento de canais DWDM


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COLUNA FIBRA ÓPTICA ONTEM E HOJE

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cidade das redes de longa distância (terrestre e submarina), como também em aplicações em redes metropolitanas. A tecnologia atual permite que mais de 100 canais ópticos sejam multiplexados em uma única fibra (Figura 3).

FIGURA 3: DWDM

dade de transmissão de acordo com a necessidade de tráfego. Atualmente, a utilização da tecnologia permite a transmissão de sinais com taxas de 400Gbps até 1Tbps atualmente. A principal razão para o uso destes sistemas é a economia. Eles permitem uma melhor relação entre custos operacionais e bits transmitidos. Dense Wavelength Division Multiplexing – DWDM A técnica de transmissão de Multiplexação por Divisão de Comprimento de Onda Densa (Dense Wavelength Division Multiplexing - DWDM), emprega comprimentos de onda de luz para transportar dados em altíssima velocidade através da rede de telecomunicações. O DWDM combina múltiplos comprimentos de onda na mesma fibra (tipicamente entre 40, 80, ou mais canais, entre 1530nm até 1560nm). A Figura 2 apresenta as bandas e espaçamento de comprimentos de onda conforme dividido pelo ITU-T. Com o DWDM, os ISP’s podem planejar o crescimento de largura de banda conforme o crescimento das necessidades, de forma bastante flexível, além de permitir o crescimento em partes de uma

rede onde porventura estejam ocorrendo problemas de congestionamento. No DWDM, em vez de utilizar uma fibra física, torna-se possível utilizar “fibras virtuais” onde comprimentos de onda diferentes podem trafegar na mesma fibra física. O DWDM é usado para expandir a capacidade de enlaces de telecomunicações, permitindo que um maior número de sinais transportados por diferentes comprimentos de onda seja transmitido simultaneamente numa única fibra, multiplicando assim a capa-

Coarse Wavelength Division Multiplexing - CWDM O desenvolvimento do CWDM (Coarse Wavelength Division Multiplexing), tecnologia derivada do DWDM, respondeu à demanda crescente da rede de fibra óptica em redes de menor área de cobertura, como acontece normalmente em grandes centros urbanos e áreas conurbadas. Com uma capacidade menor que o DWDM, o CWDM permite que um número menor de comprimentos de onda, tipicamente oito ou menos (1470nm, 1490nm, 1510nm, 1530nm, 1550nm, 1570nm, 1590nm, 1610nm), seja transmitido pela mesma fibra óptica, barateando o projeto dos sistemas. A Figura 4 apresenta a faixa de comprimentos de onda para operação CWDM. Para reduzir o custo dos equipamentos, o CWDM utiliza LASER com tolerância de ± 3 nm. Enquanto os sistemas DWDM utilizam canais espaçados em torno

FIGURA 4: Faixa de comprimentos de onda do CWDM


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FIGURA 5: CWDM

de 0,4nm, o CWDM utiliza um espaçamento de 20nm. Este espaçamento acomoda as variações dos comprimentos de onda do LASER que ocorrem quando a tempera-

tura ambiente varia. O sistema permite tratar os dados com taxas de até 10Gbps (1.25Gbps por canal e direção). Também permite a conexão en-

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tre redes em distâncias de 50km a 70km, em média. Redes ópticas passivas e CWDM são tecnologias complementares que, utilizadas em conjunto, podem maximizar o uso da capacidade de transmissão das fibras ópticas já instaladas nas redes metropolitanas. A Figura 5 apresenta um enlace DWDM com a multiplexação/ demultiplexação de oito canais ópticos. Podemos observar que as tecnologias de comutação totalmente ópticas tornaram-se importantes para o futuro das redes de altas velocidades e a alocação e reutilização de comprimentos de onda têm sido apresentadas como uma técnica promissora para tornar as redes ópticas mais densas, flexíveis e baratas. Até o próximo artigo!


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EM CASA

A galera da ISP Shop, empenhada no combate ao COVID-19, colocou parte da equipe em regime de Home Office, e eles mandaram uma série de fotos! Parabéns Equipe! Vocês são incríveis!


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Chegou a 20º Edição da Revista ISP Mais, em que a CIABRASNET faz sua participação como provedor destaque!

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