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Edição 06 | Julho 2017 | R$ 4,70

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Apontada como uma das oito tecnologias que mais afetarão os negócios até 2020 mundialmente, RA avança timidamente no Brasil em varejo, entretenimento, marketing, construção e arquitetura

Realidade Aumentada Mapa da IoT

Entrevista

Multi-Cloud

Inspiradas na tecnologia, revendas apostam em soluções verticais

Ken McCray, da McAfee, fala sobre o retorno da empresa e o impacto no canal de distribuição

O que é preciso saber para uma atuação bem-sucedida na oferta de cloud privada e pública

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Veja a capa em realidade aumentada. Siga os passos na página 09

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Disruptivo é só o começo Que oportunidades de vendas se abrem quando falamos de tecnologias disruptivas? Dessas que alteram rotinas e trazem com o seu uso novos comportamentos. Nesta edição, fomos investigar como o canal pode se beneficiar de Realidade Aumentada e o que já está sendo oferecido por aí via parceiros. Também falamos de IoT, que tem gerado leads para revendas especializadas em verticais. Mais do que nunca, elas precisam entender o negócio do cliente e aceitar riscos maiores. Entrevistamos o VP de canais da McAfee para a América Latina para saber os novos rumos da companhia e trazemos um panorama da Multi-Nuvem, oferta que surge do acordo entre Nutanix e Google. Boa leitura!

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Flávia D’Angelo flavia.dangelo@inforchannel.com.br

Expediente Diretor: Cláudio Miranda Editorial redacao@inforchannel.com.br Editora: Flávia D’Angelo Editor de Arte: Guilherme Gomes Colaboradores: Cristiane Bottini, Marcelo Gimenes Vieira, Patricia Santana, Perla Rossetti e Roberta Prescott (texto), Alexia Raine (revisão).

Projeto Editorial: Comercial comercial@inforchannel.com.br Gerente Comercial: Pedro Brescianini

Atendimento ao leitor

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contato@inforchannel.com.br Tel: 11 2272-0942

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Infor Channel é uma publicação da Editora Mais Energia. Site: www.inforchannel.com.br Facebook: facebook.com/InforChannelOficial Instagram: @inforchannel LinkedIn: linkedin.com/inforchannel Twitter: @inforchannel

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odas as tecnologias necessárias para a de transformação digital da alemã T-Systems. Internet das Coisas já existem. Conectar Se por um lado este novo modelo traz grandes objetos, extrair dados valiosos e transfordesafios, por outro “o integrador ganhou vida má-los em aplicações disruptivas é possível por nova. É uma oportunidade para se reinventar”. meio de um conjunto de recursos que vão dos É uma mudança bastante característica da chasensores aos softwares, do processamento em mada Transformação Digital: agora executivos de nuvem às redes de alta velocidade. negócio contratam soluções, geralmente vendidas Trata-se de um mercado em franca expancomo serviço, ao invés da TI comprar um conjunto são que, segundo a Frost & Sullivan, deve alcande servidores e softwares. Isso significa que agora çar US$ 3,29 bilhões em 2021 no Brasil. No muncabe às revendas pensar em pacotes fim a fim que do, a União Internacional de Telecomunicações, resolvam problemas de verticais específicas da ina UIT, calcula um potencial de US$ 1,7 trilhão dústria e sejam vendidos como serviço. (você não leu errado) até o fim de 2019. “É muito complexo”, admite Renato CarCidades, empresas, linhas de produção, estruneiro, presidente da 2S. “IoT exige muita inteturas e serviços governamentais, tudo já poderia gração de sensores, infraestrutura, software, estar conectado. Mas então por que ainda não está? etc. Dá trabalho empacotar porque o cliente Apesar do alto potencial disruptivo para clientes, os quer receber como serviço”. integradores e as revendas ainda têm dúvidas soNo entanto, diz o executivo, há um aspecto bre que modelos realmente bastante positivo desse novo podem trazer retorno sobre momento: a revenda ganhou ÀS VEZES SÓ UM os investimentos. papel de protagonista na era do SENSOR JÁ DÁ UM “IoT é uma transforIoT. “O integrador ganhou um mação porque realmente RETORNO GRANDE valor que achava ter perdido. Não inova os processos de nevamos mais a um shopping para E SERVE DE PORTA gócio. É uma nova forma vender WiFi, mas sim um serviço DE ENTRADA de gerar informação, rede mídia, por exemplo. Sabe essa Luis Fernando Tadei, ceita e qualidade”, reflete conversa de vender mais valor e da T-Systems Luis Fernando Tadei, head resultado? Não há nada melhor do que IoT para mostrar”. Sergio Basílio, diretor comercial da Westcon e veterano da indústria de distribuição e canais, não só concorda como sentencia: o coração do IoT não são os sensores ou redes de telecomunicações, mas o software que gerencia tudo isso. “Ninguém acorda e decide ligar o sensor no carro. Tem que ter uma aplicação”, diz.

Linguagem doParacliente Basílio, as revendas têm duas opções: ei, Tad s o and stem

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não mudar e continuar vendendo produtos tradicionais, como servidores e switches, que naturalmente deverão suportar o tráfego das aplicações e sensores de IoT; no entanto, esse mercado já sofre – e deve continuar sofrendo – retração. A outra é se transformar e escolher verticais específicas e desenvolver soluções end-to-end, ou seja, completas. Claro que esse modelo impõe desafios. “Muda a forma de receber. Se antes ele recebia por projeto, agora terá a receita recorrente do serviço que presta. Isso é uma tremenda mudança. Vai chegar o ponto em que [a revenda] vai receber mais, mas antes tem que ter dinheiro para investir”, explica. Para Carneiro, da 2S, IoT permite que as revendas falem a “linguagem do negócio do cliente”, o que exige mais do integrador, que precisa primeiro comprar a solução toda para só então ofertar o serviço. Isso exige criatividade na hora de monetizar. “Risco tem, inclusive do cliente comprar soluções e desistir. Mas se você consegue mostrar na prática que aquilo funciona, consegue minimizar riscos”, explica. Outro modelo bastante comum é o de encontrar parcerias para o financiamento de projetos de IoT – como anunciantes que aceitem bancar WiFi em pontos de ônibus ou mercados em troca de disparar anúncios para os usuários, por exemplo. Nem sempre quem custeia é o

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Para Cyrano Rizzo, CTO para compuusuário, e as formas de pagar variam de tação em nuvem do Grupo Binário, esacordo com os projetos. pecializado em infraestrutura de redes Mas como mostrar resultados deste para aplicações de IoT, estes projetos tipo de solução? Primeiro é preciso ouvir trazem uma enorme economia de temo cliente, explica Tadei, da T-Systems. A po e dinheiro e o apelo na hora de “venempresa adotou como método falar antes der” esses resultacom quem realmendos para o cliente te vai usar aquelas A REVENDA sempre passa pelo tecnologias no dia a GANHOU PAPEL dinheiro. dia, afinal, ninguém DE PROTAGONISTA “Em um supermelhor do que o NA ERA DO IOT mercado, por exemusuário para dizer Renato Carneiro, da 2S plo, o cliente paso que uma solução saria menos tempo precisa resolver. procurando uma vaga para estacionar e “Se for na área de saúde, vou ouvir mais nos corredores escolhendo produo médico, o paciente, o plano de saúde, tos. O benefício é claro”, pondera. a secretária que agenda exames. Assim Tadei ainda chama atenção para a consigo criar uma viabilidade financeira falta de “ousadia” das empresas brasicom roteiro para o business, e a chanleiras na hora de arriscar um projeto. “O ce de errar é menor”, explica. “Às vezes Brasil ainda é conservador, está na zona chegamos com um projeto enorme, às vezes só um sensor já dá um retorno de conforto. Boa parte do mercado usa mal as informações geradas”, diz. grande e serve de porta de entrada.”

Receita do fracasso Confira os cinco principais motivos apontados por executivos de TI e negócios de companhias que falharam em implantações de IoT

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Os projetos eram longos demais;

A empresa possuía conhecimentos limitados sobre as tecnologias envolvidas;

Os dados colhidos pelos dispositivos eram de baixa qualidade ou mal aproveitados; Faltou integração entre as equipes envolvidas no projeto;

Os custos ficaram altos demais.

Fonte: Estudo Connected Futures: IoT Value, da Cisco, de maio de 2017

Show me the money Segundo os executivos ouvidos pela Infor Channel, estas são as verticais mais avançadas na adoção de IoT no Brasil atualmente

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Agronegócio

Automotivo

Mineração

Saúde

Seguradoras

Utilities

Varejo

sensores capazes de reconhecer o momento certo para usar fertilizantes ou inseticidas;

plantas fabris conectadas e carros inteligentes;

veículos e trabalhadores conectados transmitem informações do subsolo para a matriz em tempo real;

sensores permitem monitorar ativos e recursos humanos, além de prestar informações aos pacientes e médicos;

carros conectados permitem saber por onde andam os motoristas, tornando os custos de apólices mais adequadas;

na distribuição de energia, medidores inteligentes detectam falhas e fazem cobranças automáticas;

mercados e lojas usam IoT para saber onde os clientes estão e oferecer promoções de acordo com o perfil.

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m todo debate sobre Internet das “Coisas” (IoT) com a participação de executivos de TI e/ou gestores das áreas de negócios das empresas, um dos primeiros aspectos a ser citado como inibidor do investimento em projetos envolvendo IoT é a dificuldade em se definir quem é o fornecedor de IoT. Seria um fabricante de sensores inteligentes para habilitar “coisas”? Ou um grande integrador de soluções de TI qualificado para incorporar as “coisas” aos sistemas em produção nas organizações? Que tal uma operadora de telecom, já que uma solução IoT não sobrevive sem a presença de uma internet qualificada? E se a opção for uma empresa de consultoria atuando como um provedor único, integrando produtos/ soluções dos agentes acima? Falar de um modelo de negócio no mercado de IoT ainda é um exercício complexo. São inúmeras possibilidades, em especial no cenário atual em que pululam PoCs (Provas de Conceito) para se avaliar: a integração com os sistemas/aplicações já em produção; a efetividade no negócio da empresa, a viabilidade econômico-financeira e, principalmente, como esses produtos/soluções poderão melhorar a experiência dos clientes das empresas. Dois modelos de negócio destacam-se atualmente: Modelo 1. É o modelo de negócio que vem se expandindo com mais facilidade e rapidez. Vem sendo adotado pelas empresas que já convivem há algum tempo com a automação de máquinas que utilizam sensores em busca da melhoria da eficiência e da eficácia de equipamentos em linha de produção (chão de fábrica). As soluções de IoT, ao agregar

IoT – Novos Modelos de Negócio & a Experiência do Usuário funcionalidades de Big Data/Analytics, proporcionam uma nova visão dessa realidade tanto pelas equipes operacionais quanto pelos times de TI que as suportam. Os principais provedores são, em sua maioria, os atuais fornecedores de equipamentos de automação industrial que complementam suas ofertas atuais fazendo parcerias com empresas de TI, de telecom e de outros segmentos. O usuário interno das empresas passa a ter sensíveis melhorias na sua experiência operacional. Consequentemente, de forma indireta, os consumidores externos tendem a ser brindados com produtos e serviços de melhor qualidade. Segmentos como metalurgia, saúde e mineração são os grandes clientes desse modelo de negócio que se mostra claramente evolutivo em suas ofertas e traz pouca disrupção ao cenário já existente. Modelo 2. Proposições de negócio oriundas de provedores de TI, consultorias, integradores ou operadoras e que se caracterizam pela disrupção; apostando em IoT como um dos principais pilares

da Transformação Digital que vem se inserindo cada vez mais nas organizações e nas vidas das pessoas. Soluções de IoT se compõem de diversos elementos (sensores, comunicação, apps, protocolos, etc) e não há um provedor que esteja habilitado para fornecer uma solução completa (end-to-end) e o que se assiste é o estabelecimento de parcerias entre fornecedores até então bem distantes. Falando em custos, as ofertas são diversificadas: propostas que cobram por projetos completos; outras que propõem implementação modular - por microsserviços ou criando MVPs (Minimum Valuable Produto) - e que, em geral, têm cobrança no modelo as-a-service, em que se paga apenas pelos recursos efetivamente utilizados. Esse modelo, que em minha opinião tende a ser quase um padrão do negócio IoT, tem tido grande receptividade em finanças, indústria automotiva, agribusiness, saúde e educação. São inúmeros projetos-pilotos buscando principalmente melhorar a experiência do consumidor. Alguns exemplos? Os carros conectados, cada vez mais presentes nas ruas; ou veículos, animais e plantas chipadas, todos gerando informações em tempo real. Por fim, um destaque para a estratégia de grandes fornecedores de TI que vêm investindo somas expressivas em projetos com potencial de se transformar em referências locais/globais. Essas compras de casos de sucesso irão acelerar a evolução de soluções de IoT para todos os segmentos da Economia.

Anderson B. Figueiredo é analista independente de TI

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Inovação

As tecnologias de imersão, como realidade virtual e realidade aumentada, fazem parte de uma nova onda de dispositivos de computação que transformam a maneira como as pessoas interagem umas com as outras por meio de tablets, smartphones, óculos ou lentes de contato.

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REALIDADE AU NOVAS POSSI DE NEGÓ

Ainda tímida, a tecnologia avança n o varejo, entretenimento, marketin

Celso Perroud, da Autodesk Brasi

Por Cristiane Bottini

Foto: Divulgação

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partir do estudo Tech Breakthroughts Megatrends, realizado no ano passado com 1300 CEOs, a PwC acredita que a Realidade Aumentada é uma das oito tecnologias que mais afetarão os negócios até 2020 mundialmente, dentro de uma lista com 150 inovações. A Realidade Aumentada surge como a possibilidade para oferecer experiências personalizadas em acessos massificados. É o que está fazendo a varejista sueca Ikea, especializada em móveis, que permite ao usuário verificar a disposição de um móvel ou qualquer item de decoração na sua própria sala antes de comprá-lo. Segundo Reinaldo Sakis, Gerente de Pesquisas da IDC Brasil, essa tecnologia está em ascensão no Brasil. “A expectativa é que o mercado de RA dobre este ano no País, o que movimentará a venda de mais de 100 mil produtos utilizados nesse tipo de solução, incluindo celular, software, óculos, etc. Por outro lado, RA é um segmento que demanda muita integração e desenvolvimento”, afirma Sakis. Ele ressalta, por isso, que existem muitas possibilidades de negócios a serem exploradas pelos canais. Por exemplo, uma construtora pode usar RA como um forte argumento comercial para vendas na planta de um apto do 19º andar, onde essa tecnologia permitirá ver o pôr do sol e a vista (filmada com um drone) que terá da sua unidade. “No exterior, essa área está mais amadurecida com soluções em saúde e entretenimento. Se atualmente o mercado publicitário é o maior consumidor dessa tecnologia, que permite novas experiências e novos conteúdos, a tendência aponta para outros mercados em expansão: educação, turismo, varejo e indústria automobilística”, comenta o executivo da IDC. No exterior, a Sony é uma dessas precursoras ao criar uma patente de lentes de contato que gravam vídeos e são movidas com um piscar de olhos, ainda sem previsão de quando chegará ao mercado. À moda Black Mirror permitirá a projeção de imagens diretamente do olho, um diferencial comparado aos projetos que estão sendo desenvolvidos pelas concorrentes Samsung e Google.

No mercado de óculos para RA, a briga é de gigantes como o Google, Microsoft e Samsung, que no Brasil não têm uma estratégia específica para essa nova área e seguem suas vendas para a atual demanda: o mercado de realidade virtual. A versão do dispositivo da Microsoft é o HoloLens, que usa holografia e, atualmente, só está disponível para desenvolvedores nos Estados Unidos e Canadá pela módica quantia de US$ 3 mil. O Facebook também entrou nessa briga ao comprar a Oculus VR, desenvolvedora do Oculus Rift. No mês passado, na palestra de abertura da conferência F8 (voltada para desenvolvedores, nos EUA) o CEO e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, declarou que os óculos serão a próxima grande plataforma de computação.

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Infor Channel em realidade aumentada

AUMENTADA: SIBILIDADES GÓCIOS

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vança no País com soluções para arketing, construção e arquitetura

A previsão foi feita por Michael Abrash, pesquisador-chefe da Oculus. Segundo ele, 2022 pode ser o ano em que os óculos para realidade aumentada começarão a substituir o smartphone para se tornar o novo gadget indispensável na vida das pessoas. Outro gigante do mercado que atua em RA é a Autodesk. Na área de Arquitetura, Engenharia e Construção o carro-chefe é o Autodesk LIVE, um novo serviço de visualização interativa que oferece aos usuários do Revit (nas indústrias de arquitetura, engenharia e construção) a capacidade de transformar seus projetos em modelos 3D totalmente interativos. Em parceria com construtoras, por exemplo, a ferramenta pode ser usada para customizar apartamentos decorados. O visitan-

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te pode alterar a cor da parede, o lugar dos móveis e levar os óculos VR para casa, para compartilhar com a família a planta do apartamento que visitou. “Neste momento estamos analisando a homologação de novas revendas para essa área. O perfil desse parceiro é ser um canal que pensa no futuro e sabe utilizar tecnologias de ponta, com pessoas bem treinadas e capacitadas para poder apresentar todas as soluções que a Autodesk dispõe”, adianta Celso Perroud, Gerente de Canais na Autodesk Brasil. De acordo com Sakis, RA trará muitas oportunidades aos canais e ISVs brasileiros, porque são eles que entendem as reais demandas no nosso mercado e o caminho são as verticais em que eles já atuam.

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Esse é o caso da Visual Mix, especializada em automação comercial, que apresentou sua solução de RA no mês passado na 30ª Edição da ExpoSuper – Feira de Produtos, Serviços e Equipamentos para Supermercados, em Joinville, Santa Catarina. A proposta é oferecer ao supermercadista a opção de ter informações adicionais sobre determinado produto, através da realidade aumentada em seu dispositivo mobile (celular ou tablet). Quem também atua com varejo e vai mergulhar em RA é a Consinco, desenvolvedora de softwares de gestão (ERP) para o varejo alimentar, que acaba de anunciar o protótipo de um app de Realidade Aumentada, com previsão de lançamento em 2018. “O aplicativo identificará o produto e o cliente conseguirá visualizar (como um raio-x) desde informações nutricionais e preço até promoções personalizadas para cada cliente de acordo com o perfil de consumo”, ressalta João Alberto Giaccomassi, gerente de produto da Consinco, que já está aberta às novas parcerias para o app. Outra empresa nessa área é a Blumer – especializada em tecnologias interativas como games, virtual, holografia, sampling/vending machines, RA, entre outras soluções. “Sempre estamos em busca de parcerias estratégicas para apoiar, dinamizar e alavancar negócios. No Brasil, há muito a ser explorado em RA, principalmente em ações para a área educacional”, avalia Nanni Brandão, sócia-diretora da Blumer art. Interativa.

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O designer de animação Mauro Castro e o artista plástico Bel Borba se uniram para criar uma ação cultural, usando Realidade Aumentada, para a cidade de Salvador em homenagem à cantora Janis Joplin. Bel Borba desenvolveu o desenho e o conceito da ação, enquanto Mauro Castro transformou a arte em uma escultura virtual em movimento, criada com a ferramenta Autodesk 3Ds Max, que só pode ser visualizada pelo smartphone.

www.arteaumentada.com.br

Vale a pena conferir

Resultados práticos

O Blippar é um aplicativo gratuito para Android (inclusive as versões mais antigas) que captura imagens virtuais trazendo a ilusão de realidade através da câmera do celular. O serviço permite que o usuário jogue, assista a vídeos, ouça músicas, acesse links, entre outras possibilidades. Ao apontar a câmera para alguma coisa (uma foto ou produto), o app revela inúmeras formas de interação e também traz informações sobre um item. Atualmente, empresas como Samsung, XBox, Nike e Heinz já usam o Blippar para suas ações. Ou seja: o Blippar é uma ótima oportunidade para ISVs e integradores que querem começar em RA. A Beenoculus, de Curitiba, desenvolveu óculos nacionais que prometem mergulhar o usuário em uma experiência mais profunda de apps e jogos. A proposta do Beenoculus é a mesma de outras marcas famosas, como o Samsung Gear VR e o Oculus Rift. Entretanto, a empresa brasileira oferece a tecnologia a custo muito menor. Enquanto os óculos do Galaxy custam em torno de R$ 700, a versão nacional custa R$ 159.

Na Boeing, trainees da fábrica trabalharam na montagem de uma asa de avião simulada 30% mais rápida e 90% com mais precisão consultando instruções animadas com realidade aumentada, se comparada à consulta das instruções em PDF. A DHL, por sua vez, equipou os funcionários do seu depósito com óculos inteligentes com realidade aumentada para coletar os itens relacionados à execução dos pedidos. Isso resultou em menos erros e um ganho maior de eficiência em 25%.

Foto: Divulgação

Nanni Brandão, da Blumer

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Internacional

Por Perla Rossetti, correspondente de Nova York

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previsão de despesas das organizações com hardware, software, serviços e conectividade para habilitar IoT mundialmente aponta para um crescimento de 16,7% em 2017, atingindo pouco mais de US$ 800 bilhões. Até 2021, a despesa total prevista chega a US$ 1,4 trilhão conforme aponta o guia de gastos em IoT da consultoria International Data Corporation (IDC), de Massachusetts, EUA, que fornece insights sobre uso e investimentos para alcançar o valor de negócios e a transformação esperadas por IoT. O guia reúne dados relacionados a 12 tecnologias, 54 casos de uso vertical de IoT em 20 indústrias de oito regiões e 52 países. “O verdadeiro valor da IoT está sendo percebido com software e serviços sendo vistos em conjunto para permitir a captura, interpretação e ação em dados produzidos pelos endpoints”, avalia Carrie MacGillivray, vice-presidente de IoT e mobilidade da IDC. Com o estudo, a IDC identificou que os processos fabris irão atrair os maiores investimentos em IoT (US$ 105 bilhões), seguido de monitoramento do frete (US$ 50 bilhões), e gerenciamento de ativos de produção (US$ 45 bilhões). A América Latina está entre as regiões que devem experimentar um crescimento rápido de investimentos em IoT, de 21,7% ao ano, seguidos de Oriente Médio e África (21,6%), e Europa Central e Oriental (21,2%). “Analisando Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru podemos dizer que os principais usos e investimentos em IoT serão em monitoramento de frete, eletricidade, casas e edifícios inteligentes, processos de fabricação, veículos conectados e gerenciamento de ativos de produção. A expectativa de investimento para o mercado de IoT no Brasil está entre US$ 5,7 bi e US$ 14,88 bi de 2016 até 2021”, afirmou à Infor Channel o diretor de pesquisas da IDC para Latam, Diego Anesini. Entretanto, Ásia e Pacífico, excluindo o Japão (Apej), é que vão liderar os investimentos em IoT com cerca de US$ 455 bilhões em 2021. A segunda e terceira maiores regiões serão os Estados Unidos (US$ 421) e Europa Ocidental (US$ 274 bilhões). Manufatura encabeça os investimentos em IoT em todas as três regiões, seguidos de utilidades e transporte em Apej e Europa Ocidental, e transportes e consumo nos Estados Unidos. As parcerias tecnológicas entre indústrias de diferentes segmentos, conhecida como cross-industries com projetos conjuntos para carros conectados, por exemplo, também se destacam em todas as três regiões.

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O MAPA DOS

GASTOS EM IOT Previsão de investimentos mundiais chega a US$ 800 bi em 2017, de acordo com o guia da IDC

Divisão Tecnologias de redes inteligentes de eletricidade, gás e água receberão investimentos significativos neste ano de US$ 56 bilhões destinados à construção de novas soluções US$ 40 bilhões. Enquanto esses setores permanecem liderando os gastos em IoT até 2021, tecnologias domésticas inteligentes também devem experimentar um crescimento de 19,8% em 2017. Entre os usos com crescimento acelerado, projeções anuais apontam que estão as instalações aeroportuárias de automação (33,4%), de carregamento de veículos elétricos (21,1%) e marketing (20,2%). Entre as indústrias dispostas a realizarem os maiores aportes em IoT em 2017 está a de manufatura (US$ 183 bilhões), transporte (US$ 85 bilhões) e utilidades (US$ 66 bilhões). Há também dados sobre investimentos cruzados em casos de uso comuns às indústrias, como veículos conectados e edifícios inteligentes, com US$ 86 bilhões este ano, ambos setores classificados entre os principais segmentos ao longo dos próximos cinco anos. A aquisição por parte dos consumidores será o quarto maior segmento de mercado com US$ 62 bilhões, subindo para o terceiro maior segmento em 2021.

Na prática Os principais usos e investimentos em IoT no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru estão divididos entre: Monitoramento de frete Eletricidade Casas e edifícios inteligente Processos de fabricação Veículos conectados Gerenciamento de ativos de produção

Cifras x indústrias (em bilhões de dólares) 183

Manufatura

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Transporte Utilidades

66

Veículos Conectados e Edifícios Inteligentes

86

Áreas em alta (em %) Software horizontal

29 20,5

Analítico Hardware de segurança Software de segurança

15,1 16,6

Crescimento acelerado em 2017 (em %) América Latina Oriente Médio e África Europa Central e Oriental

21,7 21,6 21,2

*Previsão para 2017

A PROJEÇÃO DE INVESTIMENTO PARA O MERCADO DE IOT NO BRASIL É DE ATÉ US$ 14,88 BILHÕES ATÉ 2021

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Tendências

Por Roberta Prescott*

A próxima nuvem é múltipla Entender a integração de nuvens privada e pública e a extensão delas para computação na ponta fará a diferença em uma atuação bem-sucedida dos parceiros

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ontrolar em qual nuvem — privada ou pública — os aplicativos de negócios devem rodar e conseguir movê-los com facilidade para acomodá-los na infraestrutura que melhor se adapta às necessidades. Mover a capacidade de computação para as pontas (do inglês edge computing), de forma que os dados possam ser processados e analisados localmente, nos dispositivos, reduzindo a necessidade de banda de telecomunicações entre os sensores e o datacenter central. Essas são algumas tendências que se desenham para o futuro da computação em nuvem. Fundada em 2009, mas tendo vendido seu primeiro produto apenas em 2011, a Nutanix enxerga um futuro híbrido, mais flexível e bastante integrado para computação em nuvem. É o que a companhia sediada em San José (EUA) está chamando de multi-nuvem. Em ambientes de múltiplas nuvens, os dados e as aplicações estão dispersos em nuvens privadas e públicas, bem como ambientes de escritórios remotos e de recuperação de desastres (DR, na sigla em inglês) e casos de uso de computação na ponta (edge computing). Sunil Potti, chefe de produto da Nutanix, foi enfático ao dizer que a nuvem que existe hoje é a pública, porque proporciona uma carga de trabalho elástica, enquanto a nuvem privada está direcionada a cargas previsíveis. E é este conceito que a empresa pretende mudar, de modo a unir ambos ambientes e facilitar a gestão das nuvens por meio do sistema operacional para nuvem. Entender como o futuro da computação em nuvem se desenha é condição primária para uma atuação bem-sucedida dos canais de distribuição e parceiros. Isto porque este mercado está, cada vez mais, direcionado para vendas consultivas e de serviços, em vez de “caixas”. Este entendimento

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Sudheesh Nair, CEO da Nutanix

faz com que dos 5 mil canais e distribuidores que trabalham com Nutanix apenas cerca de 250 sejam empresas bastante focadas, conforme explicou o vice-presidente de canais da Nutanix, Christopher Morgan. O VP detalha que a Nutanix trabalha com o canal mais com um papel de investidor, venture capital, e não por meio de um programa tradicional. Morgan lembra que a computação em nuvem tem apenas aproximadamente uma década e que foi a Amazon a maior impulsionadora do modelo. “Mas eles são uma companhia de vendas diretas e para o canal, a menos que eles tenham profissionais de software construindo aplicações em cima da AWS, não é rentável”, disse. “Nós entendemos isto e, por esse motivo, fizemos um sistema operacional, uma plataforma baseada em APIs [interfaces de programação de aplicativos]. Eles podem programar”, afirmou. Com 254 clientes, América Latina e Caribe representam entre 3% e 5% do faturamento global. A Nutanix tem presença na região desde o fim de 2013 e, atualmente, conta com 125 parceiros, sendo aproximadamente 30 a 40 no Brasil, onde Servix e AddValue destacam-se como os principais. Leonel Oliveira, diretor para o Brasil, conta que o País começou como sendo o único a vender apenas software, devido ao alto custo de importação do hardware.

Desafios Os desafios para os canais da região têm mudado, segundo revelou Andres Hurtado, vice-presidente para América Latina. Em 2014, explicou, era introduzir um conceito, evangelizar as pessoas acerca de hiperconvergência, um conceito que iria substituir a arquitetura. “Hoje, a indústria segue a Nutanix em hiperconvergência, mas a visão final não era hiperconvergência e, sim, construir uma infraestrutura para focar nos aplicativos e fazer a infraestrutura invisível. É a camada de software que está em cima da hiperconvergência que permite ao cliente instalar as funcionalidades, os aplicativos”, detalhou o VP. Esta mudança, reforçaram os executivos, permitirá às empresas contar com uma nuvem privada nos mesmos moldes que encontram nas nuvens públicas como AWS e Google Cloud. “Elas podem criar nuvem privada, mas tendo liberdade para ter integração com a pública. E os canais terão de aprender [a fazer isto]”, pontua Leonel Oliveira. “A grande demanda do usuário é por ter liberdade de escolha de trabalhar dentro de casa ou passear pela nuvem pública, de forma a saber qual é a mais barata”, completou.

*A jornalista viajou a Washington (EUA) a convite da Nutanix

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Edição Edição05 06//Junho Julho 2017

Entrevista

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epois de passar alguns anos (4 para ser mais específico) sob a marca Intel Security, a McAfee volta a operar de maneira independente no mercado. A Intel, que havia comprado a companhia em 2010 e a transformado em Intel Security em 2014, decidiu ficar com 49% da operação e vender o restante ao grupo de investimento TGP. A partir deste ano, fase nova para a McAfee. Em entrevista para a Infor Channel, o chefe de Vendas e Operações de Canais das Américas, Ken McCray, conta que não haverá mudanças impactantes para o canal de distribuição da companhia e destaca que segurança cibernética está passando por uma mudança importante, trazendo grandes oportunidades na área de segurança da informação para os parceiros. Segundo o executivo, a América Latina é muito importante para a McAfee e, embora o Brasil esteja passando por um momento difícil, representa uma região de importante atuação para a companhia. Leia abaixo a entrevista completa: QUAL É O MAIOR DESAFIO DA EMPRESA NO MOMENTO, APÓS A SAÍDA DA INTEL NO ANO PASSADO? Ken McCray: A segurança cibernética está passando por uma mudança importante e está amadurecendo. Nosso objetivo é ajudar a definir seu futuro de uma forma notável. Não descansaremos enquanto não atingirmos essa meta.

NO MOMENTO DA VENDA, A EMPRESA DECLAROU QUE SEU FOCO SERIA A SEGURANÇA DIGITAL. HAVERÁ ALGUMA MUDANÇA NAS OPERAÇÕES DE CANAL? KM: Não haverá mudanças em nossa estratégia de canais atual em virtude da alteração de marca. Mantemos nosso compromisso em ser a melhor fornecedora de segurança para nossos parceiros e clientes. Nossos canais sempre foram e sempre serão importantes em nossa estratégia. Hoje, os canais são essenciais para o processo de migração dos nossos clientes para a nova plataforma. O compromisso da McAfee com os parceiros é oferecer-lhes mais oportunidades de trabalhar com nossas equipes de vendas locais, assim que convencermos os clientes de que a migração é a melhor abordagem para gerenciar sua estratégia de segurança. COMO A EMPRESA PRETENDE CONSOLIDAR A REDE DE PARCEIROS? KM: Todos os anos avaliamos nossos parceiros e distribuidores para identificar os mais dedicados, com base no nosso relacionamento mútuo e na compatibilidade de nossas estratégias de mercado. Nossa abordagem não se baseia em uma perspectiva de consolidação, mas sim de negócios. Nosso foco são os parceiros que compartilham nossos objetivos comerciais e que almejam garantir a segurança de nossos clientes. A McAfee pretende manter a proximidade com os parceiros por meio de iniciativas como eventos especializados para os parceiros de canal. Vários contatos e eventos são realizados ao longo do ano para manter seu alinhamento com a estratégia. Neste mês de julho haverá um evento de treina-

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OPORTUNIDADES DA SEGURANÇA DIGITAL Por Redação

Foto: Divulgação

Ken McCray, da McAfee

Prioridades estratégicas para 2017 Entender cada vez mais as prioridades e necessidades dos nossos clientes Conscientizar sobre vulnerabilidades e emergências, como os ataques do WannaCry

Conscientizar sobre as ameaças de ransomware

Conscientizar, treinar e ter uma das melhores abordagens de segurança cibernética para a nuvem Priorizar a região; alinhar nossa abordagem de go-to-market à realidade do País Aumentar a cobertura para contas prioritárias e a participação de mercado por meio de parceiros no Brasil Maximizar a capacidade técnica; expandir os serviços através dos distribuidores Ampliar os serviços de suporte para provedores de serviços gerenciados e telecomunicações. Sempre priorizar o desenvolvimento e o reconhecimento de pessoas

mento técnico com a participação de mais de 120 parceiros de canal das Américas. Em outubro, realizaremos a Conferência de Parceiros da McAfee anual em Las Vegas com mais de 300 parceiros de canal das Américas. Nosso forte compromisso com os parceiros continuará e não há necessidade de consolidá-los. Sempre avaliaremos nossos relacionamentos para assegurar que estejamos trabalhando com parceirosKen-McCray, que compartilham nossos objetivos e que pretendem manter a segurança dos amda McAfee bientes dos nossos clientes. A EMPRESA TEM MUDANÇAS PLANEJADAS PARA ESTE ANO? KM: Não há nenhuma mudança programada no momento. No entanto, pretendemos avaliar nosso programa de canal periodicamente para fazer ajustes com base no feedback que recebermos dos parceiros. O objetivo é sempre simplificar o programa e oferecer cada vez mais benefícios. Ficará a nosso critério fazer mudanças conforme necessário para aumentar os benefícios e ampliar a participação de nossos parceiros. QUAL É A IMPORTÂNCIA DA AMÉRICA LATINA, PRINCIPALMENTE DO BRASIL, NA ESTRATÉGIA DA EMPRESA? KM: A América Latina é muito importante para a McAfee. Nossa estratégia é aumentar a participação de mercado, bem como enfatizar nosso compromisso com parceiros e distribuidores. Sabemos que o Brasil está em um momento delicado por conta de problemas políticos e econômicos. Mesmo assim, acreditamos que existam muitas oportunidades no País para a área de segurança da informação. Esse não é o momento de concentrar-se nos problemas, mas sim de buscar oportunidades, conscientizar nossos parceiros e distribuidores sobre a estratégia de promover a segurança e ajudar os clientes a superar os desafios de segurança cibernética. HÁ NOVIDADES OU ANÚNCIOS PLANEJADOS PARA OS PRÓXIMOS MESES NA ÁREA DE CANAIS? KM: Fiquem atentos, pois haverá anúncios interessantes sobre liderança em inovação, colaborações no setor e novas melhorias de produtos nos próximos meses.

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Tributos

Por Patricia Santana

Com a possibilidade de redução de multa e juros, a Medida Provisória 783/17 permitirá uso de créditos tributários para quitação de dívidas

E

m tramitação no Legislativo, o segundo Refis de dívidas tributárias do ano oferece uma alternativa para a quitação de débitos tributários federais em aberto ou em discussão. Pessoas físicas ou jurídicas têm o prazo de adesão até 31 de agosto de 2017. O texto do Programa Especial de Regularização Tributária (PERT), conforme a Medida Provisória 783/2017, ainda segue para aprovação da Câmara do Deputados e Senado Federal nos próximos 60 dias. Já que a primeira tentativa do Governo Federal de oferecer recuperação tributária não foi convertida em lei no tempo previsto pela Constituição Federal, esse Novo Refis tenta aliviar os impactos da instabilidade econômica e política atual. “O governo necessita de caixa para suas contas e, ao mesmo tempo, precisa aliviar as empresas sufocadas com a inadimplência”, avalia Fábio de Almeida Garcia, Sócio da Área Tributária do MRA Advogados e Consultores. De acordo com Garcia, a indústria de TI e Canais de forma geral deve se beneficiar essencialmente pela redução das dívidas com descontos de multas e juros por meio do uso de créditos tributários que as empresas não conseguiam dar vazão. “Algumas acumulam créditos numa linha crescente em razão das quedas nas vendas internas, importações e exportações”, pondera. De acordo com a nova medida, que já recebeu mais de 300 emendas, há um prazo de pagamento de 60 a 180 parcelas. O valor de entrada caiu de 20% para 7,5% para dívidas inferiores a R$ 15 milhões, viabilizando a adesão de pequenas e médias empresas ou contribuintes. Para Murillo Sarno Martins Villas, gerente sênior de tributos da EY, o novo parcelamento traz mudanças significativas. “É possível ter uma redução de juros em até 90% e de até 50% em multas, o que vai variar dependendo da modalidade de parcelamento, quantidade de parcelas”, diz. O valor mínimo de cada prestação será de R$ 200,00 para pessoa física e R$ 1 mil para pessoa jurídica. Receita Federal já publicou as regras do parcelamento e inseriu uma condição controversa que obriga os contribuintes a aderirem ao Domicílio Tributário Eletrônico (DTE), sistema criado para transmissão e recebimento de intimações somente de forma eletrônica. “O que é questionável juridicamente, pois a legislação prevê que a opção ao DTE é facultativa”, avalia Garcia.

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Novo Refis tem mais atratividade para contribuintes Fique atento! Com a aproximação do prazo de adesão, consultores ouvidos pela reportagem elencaram 5 pontos de atenção para as companhias que estão com dívidas tributárias:

1. 2. 3. 4. 5.

Faça uma revisão do valor do débito a ser declarado Faça uma análise da base do prejuízo fiscal

Confira a consolidação dos débitos do contribuinte para que seja condizente com o crédito de prejuízo fiscal

Analise criteriosamente quais casos pretende inserir no programa, checando o que realmente compensa Calcule a tributação sobre a renúncia e sobre os créditos que podem ser transferidos de uma empresa para outra

Fonte: EY

Termos e Condições Receita Federal: À vista:

Parcelado:

20% de entrada e o restante com créditos fiscais, dividindo o saldo em até 60 parcelas sem reduções;

20% de entrada + 145 parcelas com desconto de 80% de juros e 40% das multas;

20% de entrada e o saldo com desconto de 90% de juros e 50% das multas.

20% de entrada + 175 parcelas com desconto de 50% de juros e 20% das multas.

Para dívidas inferiores a R$ 15 milhões, a entrada será de 7,5%, com a possibilidade de utilizar, simultaneamente, créditos fiscais e os descontos de multas e juros conforme opção.

Procuradoria: À vista:

20% de entrada + desconto de 90% de juros, 50% das multas e 25% dos encargos.

Parcelado:

20% de entrada + 145 parcelas com desconto de 80% dos juros, 40% das multas e 25% dos encargos; 20% de entrada + 175 parcelas com desconto de 50% de juros e 25% das multas e encargos. Para dívidas inferiores a R$ 15 milhões, a

entrada será de 7,5% e o saldo pode ser pago com outros bens (dação em pagamento), se aceitos pela União. Fonte: MRA Advogados e Consultores

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Edição 06 / Julho 2017

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3 perguntas para

Novidades

O secretário municipal de Inovação e Tecnologia, Daniel Annenberg, falou sobre as iniciativas da Pasta em entrevista à Infor Channel. Leia a íntegra em www.inforchannel.com.br

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Daniel Annenberg

Como se dará a contratação de tecnologia na Pasta?

A mudança para negócios digitais com foco em dados está levando as empresas a criarem e reinventarem cargos, funções e tarefas voltadas especificamente para Data & Analytics. Segundo o Gartner, a transformação para uma empresa digital exige um novo perfil de executivos de dados. Entre eles estão o Chief Data Officer (CDO) e o Chief Analytics Officer (CAO), líderes de TI com foco em dados e em Analytics (por exemplo, executivos de business intelligence e gerenciamento de dados mestre), além de outros cargos dentro da empresa.

Existe uma crença geral, mesmo entre os profissionais de segurança, de que os equipamentos Mac, da Apple, são imunes a ataques. Embora exista uma certa verdade por trás dessa crença, já é hora de levar mais a sério esse vetor de ataque em particular. A equipe FortiGuard Labs acabou de relatar uma nova variante de ransomware que ataca dispositivos Mac. O aumento de participação no mercado e a popularidade dos equipamentos despertaram a atenção dos cibercriminosos.

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Cibercrime em Mac

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Dados estão em ascensão

Evolução das APIs

São Paulo inteligente

As APIs (do inglês Application Programming Interface) ganharam relevância a partir de Redes Sociais, gerando a exposição de dados abertos para troca de informações e compartilhamentos, depois, evoluíram para uso em integrações internas e inovação aberta. Segundo Kleber Bacili, CEO da Sensedia, as APIs serão importantes para criar novas interações com o usuário final e as previsões estão divididas em 5 propostas: Era Pós Apps, Governança, Propriedade de Dados, Internet das Coisas (IoT) e Ecossistemas Digitais.

São Paulo é a cidade mais inteligente e conectada do Brasil, aponta pesquisa realizada pela Urban Systems. Segundo a 3ª edição do levantamento “Connected Smart Cities”, Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES) vêm na sequência. A Região Sudeste concentra as cidades mais inteligentes e conectadas e possui seis municípios entre os 10 mais bem colocados. O estudo da Urban Systems analisa 11 setores de mais de 700 municípios, a partir de 70 indicadores.

As bases de dados na área pública não conversam e estamos trabalhando na integração desses dados. Estamos avaliando várias tecnologias. Já temos colaboração da Huawei, mas temos conversado com Google, Waze, Microsoft e IBM. A Cisco homologou recentemente uma série de equipamentos para uso da educação. Estamos em um ótimo momento para implantar tecnologias de cidades inteligentes. Porém, nossa infraestrutura de equipamentos é muito antiga e, por isso, a importância das doações.

E o projeto da Prefeitura Digital? Criamos o Sistema Eletrônico de Informação (SEI) que vai transformar os processos relacionados à prefeitura - como os trabalhistas, tributários - em meios eletrônicos. O outro projeto é o Empreenda Fácil, que diminui o prazo de abertura de empresas para alguns dias. Temos a tecnologia proprietária, mas atuamos com várias frentes. Por exemplo, temos sistemas que foram doados pelo Tribunal Federal, outros podem ser comprados. A inovação muitas vezes acontece quando você acha a tecnologia certa para o tipo de problema que você está lidando. Inovar é conseguir resolver um problema que está aí há décadas e não consegue ser resolvido.

Que iniciativas possui de fomento para inovação? Temos o Mobilab, um laboratório de mobilidade que ajuda a incubar startups, e a SP Negócios, que tem como principal objetivo estimular o empreendedorismo. Estamos até considerando fazer hackatons e ouvir projetos. Estamos participando da Campus Party, TechWeek, e trabalhamos em uma inciativa de mulheres empreendedoras. Temos feito um trabalho para que São Paulo seja a cidade amiga do empreendedor.

VOCÊ VAI LER NA PRÓXIMA EDIÇÃO IMPRESSÃO 3D: COMO ESTÁ A EVOLUÇÃO DOS FORNECEDORES E QUE OPORTUNIDADES O CANAL DE DISTRIBUIÇÃO TEM NESSA ÁREA EMPREENDEDORISMO DIGITAL: COMO AS STARTUPS BRASILEIRAS TÊM SE DESTACADO E TOMADO PROTAGONISMO NA AMÉRICA LATINA A IMPORTÂNCIA DO CDO: NASCE UM NOVO PERFIL DE PROFISSIONAL

E MAIS: ENTREVISTA, GESTÃO, MARKETING www.inforchannel.com.br

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Edição 04 / Maio 2017

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Infor Channel - Jul2017 #06  

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