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O Setor Educativo do Instituto Moreira Salles elaborou este material para que você possa conhecer um pouquinho mais sobre Charles Landseer, um artista que registrou, com desenhos e aquarelas, paisagens e pessoas dos diversos lugares por onde passou, e que por isso foi chamado de artista viajante. Essa publicação quer despertar em você esse olhar de quem viaja para outros lugares, que está sempre atento a tudo em sua volta e registra de diferentes maneiras aquilo que mais lhe chama atenção. Além de um pequeno texto sobre quem foi Charles Landseer, este livreto traz informações sobre seu trabalho: as técnicas e linguagens que utilizou para realizar seus registros. A partir disso, iremos propor uma atividade em que você possa pensar em possibilidades de registrar aquilo que vê. Cada um tem um modo pessoal de observar as coisas e, consequentemente, de registrá-las. Há quem prefira escrever sobre elas, desenhar, pintar, colar, fotografar... mil maneiras. Com um caderno de registros, você poderá escolher a que mais se identifica. Boas descobertas!


Rua do Desterro, atual Florian贸polis, l谩pis, 11,2 x 18,5 cm, 1825-1826


Charles Landseer nasceu na cidade de Londres, em 1799. Seu pai e dois de seus irmãos eram importantes artistas da época. Para treinar e melhorar seus desenhos, Landseer se tornou um artista viajante. Seu pai lhe conseguiu uma vaga de artista oficial em uma missão diplomática liderada por sir Charles Stuart em 1825, que tinha o objetivo de negociar o reconhecimento, do recém-independente Império do Brasil por parte de Portugal e da Grã-Bretanha. A tarefa de Landseer era registrar e documentar em um caderno toda a missão com seus desenhos. A viagem teve início em Lisboa, onde o maior interesse do artista foi a arquitetura da cidade e as paisagens dos campos e das cidades. Antes disso, ele já tinha feito muitos retratos de pessoas que estavam com ele no navio. Landseer ficou aqui no Brasil por cinco meses e a primeira cidade que visitou foi o Rio de Janeiro. Diferentemente de Lisboa, o que mais chamou sua atenção no Rio foram as belezas naturais, como a Mata Atlântica, o morro do Pão de Açúcar e o Corcovado. Além disso, ele também registrou muitas cenas do dia a dia, principalmente as que envolviam escravos. Visitou e registrou também cidades como São Paulo, Santos, Salvador, Olinda, Vitória e Desterro (atual Florianópolis).


Escravos, Rio de Janeiro, lápis, 11 x 18,5 cm, 1825-1826

Quando voltou à Inglaterra, Stuart quis ficar com o caderno de desenhos. A ideia era que ficasse com Landseer, afinal esses desenhos também serviriam de rascunho para outros trabalhos de pintura. Depois de entregá-lo, o artista nunca mais viu seu caderno. Então, começou a se dedicar a novos temas, baseando-se na literatura para criar pinturas mais narrativas.


O caderno passou a ser conhecido como รlbum Highcliffe porque Stuart morou num castelo de mesmo nome e foi onde ficou guardado por muito tempo. O รกlbum sรณ voltou a ser encontrado quase 100 anos depois, em 1924, por um historiador brasileiro, e depois disso passou por vรกrios donos. Em 1999, foi comprado pelo Instituto Moreira Salles.

Sir Charles Stuart, lรกpis, 11 x 9,5 cm, 1825


Panorama do Bonfim visto dos jardins pĂşblicos, Bahia, lĂĄpis, 25,6 x 42 cm, 1825-1826


Além das lembranças presentes em nossa memória, existem alguns recursos para que possamos rever ou reviver certos momentos, e até para que possamos entrar em contato com algo que nem conhecíamos. Em uma fotografia, você pode, por exemplo, ver o corte de cabelo que a sua mãe usava quando ainda estava grávida, esperando você nascer, e rir do bigode esquisito que seu avô tinha nessa mesma época. Ao lermos uma carta, é possível imaginarmos cenas ou paisagens que lá estão descritas, sem nem termos colocado os pés no local descrito. Por meio de desenhos, você pode analisar o quão diferentes são os cachorros de sua vizinhança, percebendo como cada raça tem suas características. E com folhas e flores coletadas em um parque, é possível mostrar o quão vasta é a nossa biodiversidade. Essas são somente algumas das formas de registrar, anotar e documentar algo que você deseja relembrar ou mostrar para alguém. Há muitos significados para a palavra registro, mas o que pretendemos aqui é mostrar que as imagens produzidas podem nos dizer muito sobre o que foi registrado. São muitos os objetivos para se registrar algo e os meios que cada um tem para fazê-lo. Duas pessoas podem fazer fotografias de uma mesma coisa, e elas saírem totalmente diferentes. Podemos perceber isso quando nos deparamos com os desenhos e as pinturas feitos por diversos artistas viajantes que passaram pelo Brasil no passado. São vários olhares para a mesma paisagem.


Charles Landseer foi um desses artistas viajantes que passaram pelo nosso país. Por estar sempre se deslocando, indo a diversos lugares, utilizou materiais que pudessem acompanhá-lo a todo canto. Com um pequeno caderno, lápis, pincéis e um estojo de aquarela, fez desenhos e pinturas, registrando aquilo que estava conhecendo do Brasil. Para entender melhor as escolhas de Landseer na realização dos registros que sua função exigia, os textos a seguir falam um pouco sobre o caderno como suporte, a linguagem do desenho e a técnica da aquarela. Mas, pensando nisso... Hoje em dia, existe alguma profissão que se dedique a registrar coisas? Pense em como você faz registros em seu dia a dia e para que eles servem. Se fosse desenvolver um caderno de registros, o que você documentaria e como?


Ilha do Rato, Santa Catarina, aquarela, 14,2 x 26,4 cm, 1825-1826


Geralmente, quando a gente pensa em caderno, logo vem a nossa cabeça a ideia de algo que serve pra escrever. Mas a ideia de caderno que queremos apresentar aqui não é igual ao que usamos na escola, cheio de linhas, no qual fazemos nossa lição de casa. Vamos falar sobre aqueles que os artistas usam para desenhar. Eles usam cadernos por diversos motivos: anotar ideias, fazer desenhos de observação, registrar determinadas cenas e treinar a prática do desenho. Normalmente, os artistas usam cadernos com folhas lisas, sem linhas e não muito grandes. O tamanho facilita na hora de carregá-lo, possibilitando praticar o desenho em vários lugares, como no ônibus, no carro, em restaurantes, praças e onde mais eles queiram. O tipo de folha varia de acordo com o material usado para desenhar. Se for apenas lápis ou materiais secos, a folha pode ser fina, já se forem utilizadas tintas, é recomendável que ela seja mais grossa. O caderno possibilita deixarmos vários desenhos juntos e, assim, quando quisermos ver um que fizemos há muito tempo, é só voltarmos algumas páginas. Revisando nossos desenhos, podemos perceber o quanto nossa técnica está evoluindo com a prática. Se tivermos vários cadernos ao mesmo tempo, dá para determinar temas para cada um deles. Podemos ter, por exemplo, um só com imagens de flores e, em outro, imagens de pessoas.


Às vezes, o caderno pode servir como máquina fotográfica. Quando virmos algo interessante, ao invés de fotografar, podemos desenhar. Quando olharmos esse registro, lembraremos da imagem que vimos anteriormente. Ele também pode servir de álbum para colagens, no qual são fixadas coisas que achamos interessantes e são significativas para nós, como folhas caídas de uma árvore ou um bilhete escrito por um colega. Ou então, um único caderno pode ser espaço para tudo isso ao mesmo tempo!


Basílica da Estrela vista do cemitério inglês, Lisboa, lápis, 37,4 X 55,2 cm, 1825 - 1826


Para pensarmos em desenho, primeiro precisamos pensar no que o compõe. Um dos principais elementos de um desenho é a linha e, para ela existir, é necessário o ponto. A linha só é formada com o deslocamento desse ponto. A partir daí, é possível desenhar qualquer coisa. Mas, antes, vamos entender melhor o que é a linha. Algumas de suas características a torna essencial para o desenho, como ser capaz de se dividir em pequenos traços, ser infinita e gerar a ilusão de que ela está apenas de passagem no papel, vinda de algum lugar e indo para outro. A linha define espaços, separa planos e, a partir dela, é possível construir diversas formas e texturas. A maneira como fazemos essa linha também é importante. Um traço leve é visualmente e conceitualmente diferente de um traço feito com força. Essa intensidade pode indicar raiva, pressa, tranquilidade e outras sensações que ficam explícitas no desenho a partir da leitura desse elemento. E isso também vale para a espessura da linha. Quanto mais fina, o desenho será visualmente mais delicado. As duas linhas ao lado não foram feitas com o mesmo material e intensidade: possuem texturas e espessuras diferentes. Com isso, provocam efeitos visuais e percepções diversas.


O desenho é, além de tudo, uma representação do que a gente está pensando, seja ele usado como anotação, estudo ou obra final. É possível fazê-lo em diversos tipos de suportes e inúmeros materiais podem ser utilizados, mas alguns elementos estão sempre presentes, independentemente do que se escolhe para realizá-lo, como a linha e formas diversas.

Cena de rua em Lisboa, lápis, 11 x 19 cm, 1825-1826


O desenho está inserido no nosso dia a dia: ao olhar uma paisagem – montanhas, por exemplo –, automaticamente você construirá com o pensamento uma linha dividindo o céu e a terra, criará formas com o que se vê. A linha é algo que está presente em tudo. Por mais que não seja possível visualizá-la, o cérebro constrói uma linha imaginária que define espaços e coisas. É essa linha que faz a relação do desenho com tudo o que está presente no nosso cotidiano. E é todo esse pensamento que faz com que o desenho continue a ser desenvolvido e explorado como linguagem até hoje.

Cena de rua em Lisboa, lápis, 8 x 10 cm, 1825-1826


Serra dos 贸rg茫os vista do Rio Comprido, Rio de Janeiro, aquarela,18,4 x 27 cm, 1825-1826


A aquarela é uma técnica de pintura muito antiga. Em geral, é feita sobre papéis ou telas de cor clara, pois é utilizada uma tinta específica a base de água. Quanto mais água adicionarmos à tinta, mais transparente ficará sua cor. Por essa característica, as camadas de tinta de aquarela são visíveis quando sobrepostas, diferentemente da tinta a óleo, por exemplo, que é densa e opaca. Para percebermos melhor o efeito de sobreposição de cores, é necessário que a primeira pincelada seque sobre a superfície utilizada. Quando sobrepusermos camadas de tinta de uma mesma cor, teremos dois tons diferentes dessa mesma cor, um tom um pouco mais fechado (forte) e outro mais aberto (fraco). Pode-se também utilizar uma cor diferente nesta sobreposição, o que fará surgir uma nova cor e, se for o caso não sobrepor uma cor na outra. Pode-se misturar duas cores diferentes com as tintas um pouco mais úmidas ao mesmo tempo para dar um maior efeito a essas cores, diversificando-as. Para criar dégradés de uma mesma cor, que vai do tom mais claro para o escuro, não é preciso esperar secar a primeira pincelada, basta pincelar a tinta com o pincel mais aguado, deslizando sobre a superfície. A tinta, por ser diluída em água, seca bem rapidamente, ou seja, assim que a água evapora, mas quando está muito aguada é melhor não aplicá-la sobre um papel fino, pois, ao absorver a água, ele acaba enrugando e adquirindo um aspecto de amassado.


Vista de Belém e Almada de Cascais, à beira do Tejo, aquarela, 12,2 x 29,2 cm, 1825-1826

A tinta à base de água pode ser encontrada em formato de pastilhas (vendidas individualmente ou em estojos com várias cores) ou em tubinhos, na textura de pasta.


Os estojos de pastilhas são muito utilizados por artistas em pinturas externas, feitas fora de seus ateliês, pois seu uso não requer nenhuma preparação. Os pigmentos de cor aderem facilmente ao pincel úmido, que, de preferência, deve ter cerdas de pelo bem macio, pois assim absorve mais água e espalha a tinta de maneira suave e delicada. Apesar de ser um processo antigo, a aquarela é amplamente utilizada nos dias de hoje.

Vista da Ilha do Governador, Rio de Janeiro, aquarela, 18,1 x 27,8 cm, 1825-1826


Índio do Espírito Santo, lápis e aquarela, 20,6 x 18,2 cm, 1825-1826


Ao observar a imagem ao lado, podemos perceber as características da pessoa retratada. Vemos que é um homem, com a pele de tom escuro, de cabelo preto e liso. Observamos também o tipo de roupa que ele usa, o acessório no pescoço... Tudo isso representa esse personagem, que é identificado pelo título: “Índio do Espírito Santo”. Além disso, podemos imaginar coisas que não estão na imagem, como, por exemplo: Onde esse índio mora? Como é a casa dele? Será que ele estava posando para Landseer fazer seu retrato? E você, consegue imaginar alguma coisa sobre esse índio? Nesse desenho, percebemos também algumas cores. Ao analisar as cores utilizadas por Landseer, podemos observar a quantidade de cor branca que ele utilizou para proporcionar alguns efeitos. Que efeito seria esse? Vemos que a cor branca usada principalmente no lado esquerdo do desenho, entre o cabelo, o rosto e a vestimenta, serve para proporcionar o efeito de luz. Na roupa, a cor branca, além de proporcionar esse efeito, destaca do próprio papel, que é mais acinzentado, destacando o volume e evidenciando a cor da vestimenta do índio. Quais são as outras cores utilizadas pelo artista nesse trabalho que podemos perceber? E de que forma ele pincelou? Com muita ou pouca tinta?


Almada e Cacilhas, à beira do Tejo, lápis, 8,9 x 37,2 cm, 1825-1826

Observe a imagem acima e os elementos que a compõem. Ao ver os navios, pode-se desconfiar de que ela retrata um mar ou um rio, mesmo sem ter o desenho da água. Os navios nos dão essa indicação, mas sem eles será que também poderíamos ter a mesma impressão? Por não estar pintado, você pode imaginar cores para esse desenho. Será que ele foi feito na hora do pôr do sol? Imagine que cores esse céu poderia ter! A partir do que falamos sobre os tipos de linha, analise se o artista levou muito ou pouco tempo para desenhá-lo.


Bananeiras, aquarela e lápis, 1825-1826

Além de pessoas e paisagens, Landseer também registrou a flora de alguns lugares por onde passou. Na imagem acima, podemos ver algumas bananeiras. Várias outras plantas e flores também foram desenhadas e pintadas por ele. Em sua opinião, por que Landseer fez trabalhos sobre esse tema? Será que ele já conhecia os tipos de vida vegetal que via em suas viagens? Você se interessa em fotografar aquilo que considera novo ou diferente quando está viajando?


Proposta de Conhecemos até então o artista Charles Landseer e seu trabalho. Vimos o quanto a observação era importante para que ele pudesse captar todos os detalhes do que queria registrar. Agora vamos pensar um pouco... Por que era importante ter um artista em uma viagem expedicionária no início do século XIX? Qual a importância histórica de seus trabalhos? Por que ele não usou máquina fotográfica como recurso para seus registros? Ao pesquisar para obter essa resposta, pense: Seria diferente se ele a utilizasse? Por quê? Quais seriam essas diferenças? E hoje? Por que e como fazemos registros? O que procuramos documentar? Buscando ativar o seu olhar e as suas percepções, fazemos a seguinte proposta: faça você também um caderno de registros!


Existem várias formas de montarmos um caderno. Para fazer o miolo (o meio do caderno), você pode escolher papéis diferentes, que podem ser coloridos e com texturas. Experimente materiais para desenhar e ver seus diferentes resultados. Também é legal utilizar papéis com dimensões variadas, fazendo dobras para explorar desenhos, pensando-os de acordo com o formato de cada um deles. É bom usar papéis mais grossos para fazer a capa e contracapa, assim ambas ficam mais firmes. Veja a seguir algumas opções para prender as folhas do seu caderno. 1. Colocar uma espiral Esse é um método bem prático de se fazer um caderno. É só juntar os papéis que você selecionou, levá-los a uma papelaria e pedir para que encadernem com uma espiral.


2. Montar uma pequena “sanfona”

Separe algumas folhas de papel e junte-as colando a lateral de uma na lateral da outra. Faça uma grande tira, unindo muitas folhas. Espere secar para, em seguida, poder dobrar.

Determine um tamanho para as páginas de seu caderno, assim elas serão sempre iguais. Utilize essa medida para dobrar a tira feita no passo anterior, montando uma pequena “sanfona”.

Feche a “sanfona” e cole na primeira página um papel mais firme para fazer a capa. Cole o mesmo papel na última página do caderno, para fazer a contracapa.


3. Furar e amarrar

Reúna as folhas de papéis e corte todas no mesmo tamanho. Marque suavemente o meio de cada uma das folhas em uma de suas laterais.

Essa marquinha servirá de referência no momento em que a folha for perfurada com um furador. Desse modo, quando todas as folhas forem empilhadas, os furos estarão no mesmo lugar.

Separe duas tiras de barbante, ou qualquer outro fio resistente, para amarrar as páginas. Passe os fios pelos orifícios e finalize dando um nó ou laço para unir as folhas.


Com o seu caderno finalizado, saia por aí fazendo desenhos de observação, ou seja, escolha algo para olhar atentamente e fazer um registro com desenho. Experimente usar lápis grafite de diversas densidades (HB, 2B, 6B, entre outros), lápis de cor, canetas, canetinhas e outros materiais mais inusitados, como batom e esmalte. E pense sobre o tipo de papel em que você irá usá-los, pois um lápis branco só é visível sobre um papel de cor escura, assim como um papel muito fino não suporta tinta. Aproveite para fazer muitas experimentações. Se precisar, leve também uma prancheta para apoiar o caderno. Use algumas folhas de seu caderno para fazer outro tipo de desenho: o de memória. A ideia é que você registre algo sem olhar diretamente para ele, mas sim lembrando dele. Utilize também a sua imaginação para criar desenhos de coisas que não existem. Você pode colorir alguns desenhos, usando aquarela, outras tintas, lápis de cor (experimente o lápis de cor aquarelável), giz de cera, durex colorido, canetinha, recortes de papéis, enfim, mil coisas. Além disso, como já foi dito, você pode colar pequenos objetos e fazer anotações. Escreva poemas sobre algo que viveu, descreva cenas e situações... O caderno é um espaço só seu, nele terá somente aquilo que você escolheu guardar dentre tantas outras coisas que poderia registrar. Portanto, tudo o que estiver nele será um registro pessoal.


Para explorar as cores com Materiais necessários para esta atividade Aquarela ou lápis aquarela; um pote ou um copo para colocar água; um pincel, de preferência com pelos macios; um paninho para secar o pincel; uma folha em branco ou uma folha do caderno de registro.

Brincando com as cores O que é necessário para sobrepor uma cor na outra? E para criar novas cores? Como surgem as nuances? E as tonalidades? E para ficar mais transparente? Para essa atividade, pode-se usar as cores que desejar.


Dicas Para sobrepor as cores, espere a tinta da primeira pincelada secar para pincelar novamente em cima dela. Se você usar a mesma cor, com a sobreposição, aparecerá um novo tom. Mas, se usar uma cor e depois colocar outra cor em cima, surgirá uma nova cor. Com o papel úmido, você vai ter mais facilidade de fazer a tinta deslizar sobre ele. Para deixá-lo úmido, você pode passar o pincel molhado, sem tinta, por toda a sua superfície. Misturar uma cor com um pouco de branco gerará uma nova totalidade. Quanto mais branco usar, mais a tonalidade mudará. E para ficar mais escuro, qual cor você deve usar? Ao adicionar água na tinta, a cor ficará mais transparente. Uma nova cor: sobreposição de pinceladas da cores diferentes

Um novo tom: sobreposição de pinceladas da mesma cor

Compartilhe com seus pais, amigos, professores e colegas de classe essas ou novas descobertas e os convide a pintar também!


Charles Landseer, por William Jonh Burchell , lรกpis, 13 x 10 cm, 1825


Fontes de BETHELL, Leslie (Org.). Charles Landseer – Desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil 1825-1826. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2010 MENEGHETTI, Carolina Plumari. Cadernos de desenho: impressões cotidianas. São Paulo, 2009. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado) – Centro Universitário Belas Artes de São Paulo http://ims.uol.com.br/Highcliffe_Album/D61


INSTITUTO MOREIRA SALLES EDUCATIVO - São Paulo Odette Vieira Coordenadora / Centro Cultural Responsável pela área Roseli M. Evangelista Supervisora geral / educadora Luciana Nobre Assistente / educadora Carolina Plumari Educadora Ana Estaregui Educadora EDUCATIVO - Rio de Janeiro Elizabeth Pessoa Coordenadora / Centro Cultural Gabriela da Silva Lima Educadora Maya Dikstein Estagiária EDUCATIVO - Poços de Caldas Vera Regina Magalhães Castellano Coordenadora / Centro Cultural Isabela Magalhães Brasileiro Educadora

Elaboração do conteúdo Equipe EducAtivo IMS-SP Carolina Plumari, Luciana Nobre e Roseli M. Evangelista Projeto Gráfico e Diagramação Luciana Nobre Ilustrações Carolina Plumari e Luciana Nobre Revisão de texto Flávio Cintra do Amaral


Para conhecer outras publicações educativas, acesse o blog: www.educativoims.wordpress.com

Praia de Copacabana vista do forte do Leme, Rio de Janeiro, lapis e aquarela realçada com branco, 27 x 36 cm, 1825-1826

Este é mais um material educativo produzido pela equipe do Educativo IMS-SP baseado no acervo do Instituto Moreira Salles e nas exposições que a instituição organiza.


Charles Landseer e seu Caderno de Desenhos