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INSTITUTO MOREIRA SALLES

CINEMA

AGOSTO 2016

OS CAMPOS VOLTARÃO ERMANNO OLMI


OS CAMPOS VOLTARÃO

NAS TRINCHEIRAS DO HUMANO JOSÉ GERALDO COUTO

Alguns artistas atingem na maturidade uma tal sabedoria e um domínio tão grande de seus meios que, a partir de um mínimo de recursos e elementos, atingem o máximo de intensidade expressiva. É o caso de Ermanno Olmi e de seu esplêndido Os campos voltarão. O mínimo que se pode dizer sobre ele é que está à altura de obras-primas anteriores do diretor, como O emprego (1961) e A árvore dos tamancos (1978). Um cenário único – uma trincheira italiana na Primeira Guerra Mundial, em meio a um campo coberto de neve –, um punhado de homens, no tempo concentrado de poucos dias e noites, e faz-se o milagre: vemos não apenas o absurdo da guerra (daquela e de todas as outras), mas a vacuidade das ambições humanas, a inexorabilidade do tempo, o valor do afeto, da solidariedade e da compaixão. O enredo é exíguo: um destacamento no front, perto das linhas austríacas, é acossado pelo frio, pela fome e pelo medo. Mesmo sem recursos, os soldados recebem a ordem de instalar um posto de comunicação numa colina próxima. Uma missão suicida, dada a proximidade do inimigo. Dilemas íntimos Mas o que conta é menos a ação (não se trata propriamente de um filme de guerra, mas de um filme “na” guerra) do que os dilemas íntimos de cada soldado e oficial, os sentimentos violentos que os atravessam, da saudade de casa ao desejo de urinar, da fome ao delírio paranoico, do humor ao pânico. Nesse contexto de despojamento e depuração, em que as próprias cores são esmaecidas quase ao ponto do monocromatismo, cada imagem e cada palavra ganham uma força tremenda. Um soldado faz bolinhas de miolo de pão para atrair um camundongo, que ele acaricia como a um bicho de estimação. Outro fica à espreita para ver uma raposa que passa todas as noites sob um lariço desfolhado – até que o lariço é fulminado por uma bomba inimiga. Os animais, aliás, servem de permanente contraponto ou refração às ações e sentimentos dos personagens. Antes de partir para a missão suicida, um soldado pede para urinar e comenta: “Todos os bichos, quando sentem medo, mijam ou cagam”. Os movimentos de câmera são sempre contidos e precisos, jamais supérfluos, e os enquadramentos, tanto no interior apertado da trincheira como no vasto campo de neve, dão o máximo de informação visual ao mesmo tempo em que sublinham a atmosfera geral de melancolia.

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Barbárie e sublimação Baseado em parte no conto La Paura (1921), de Federico De Roberto, e em relatos que Olmi ouviu de seu próprio pai, combatente da Primeira Guerra, Os campos voltarão é um filme tristíssimo, mas com aquela qualidade de sublimação das grandes obras de arte. É, de certa forma, um ensaio sobre a pequenez do homem e a grandeza do humano, com perdão do paradoxo. Dito de outra maneira, é uma busca desesperada do que resta de humano no homem. E, embora seu tom seja sombrio, talvez prevaleça a esperança expressa em seu título e na cena magnífica em que um sentinela, no monte de neve à beira da trincheira, entoa cantigas de sua terra, sob gritos alegres de incentivo vindos da trincheira inimiga. Por um momento, a humanidade triunfa sobre a barbárie – e a arte de Ermanno Olmi reverbera e eterniza esse momento.

Os campos voltarão: de Ermanno Olmi, em cartaz no cinema do IMS-RJ a partir de 11 de agosto.

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DVD | IMS

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Últimas conversas, de Eduardo Coutinho, A viagem dos comediantes, de Theo Angelopoulos, Nostalgia da luz, de Patricio Guzmán, Imagens do inconsciente, de Leon Hrszman, Os dias com ele de Maria Clara Escobar, A tristeza e a piedade, de Marcel Ophuls, e Contatos 1 - A grande tradição do fotojornalismo. Contatos 2 A renovação da fotografia contemporânea e Contatos 3 A fotografia conceitual são os mais recentes lançamentos da coleção DVD | IMS que reúne os seguintes filmes: Shoah, de Claude Lanzmann. La Luna, de Bernardo Bertolucci. Cerimônia de casamento, de Robert Altman. Conterrâneos velhos de guerra, de Vladimir Carvalho. Vidas secas, de Nelson Pereira dos Santos. Memórias do cárcere, de Nelson Pereira dos Santos. São Bernardo, de Leon Hirszman. O emprego, de Ermanno Olmi. Iracema, de Jorge Bodsnazky. Cerimônia secreta, de Joseph Losey. As praias de Agnès, de Agnès Varda. A pirâmide humana e Cocorico! Mr. Poulet, de Jean Rouch. Diário, de David Perlov. Elena, de Petra Costa. Sudoeste, de Eduardo Nunes. A batalha de Argel, de Gillo Pontecorvo. Libertários, de Lauro Escorel, e Chapeleiros, de Adrian Cooper. Seis lições de desenho com William Kentridge. Memórias do subdesenvolvimento, de Tomas Gutiérrez Alea. E três edições de poesias: Poema sujo, dedicado a Ferreira Gullar; Vida e verso e Consideração do poema, dedicados a Carlos Drummond de Andrade.

“Meus filmes começam com a procura de lugares e pessoas. Quando encontro um tema, antes de começar a escrever um roteiro, vou em busca de personagens reais e de um espaço real. Trabalho então com as pessoas ali mesmo, no ambiente em que elas vivem. Peço que se movimentem e digam pequenas frases, coisas simples, para se acostumarem com a presença da câmera. A câmera fica na minha mão, como parte do meu corpo, um prolongamento de meus olhos. Em seguida proponho uma situação não muito definida, apenas dou a entender como eles devem se comportar. Na prática o meu tema estimula as reações deles, o filme que realizamos em conjunto resulta de minha provocação e do envolvimento pessoal deles. Meus primeiros empregos, minha experiência de trabalho, me ensinaram a fazer cinema, e continua a ser assim, aprendo com o trabalho. Nos documentários que fiz por iniciativa própria (além dos trinta ou quarenta que realizei por opção ou compreensível imposição da empresa em que trabalhava) existe uma tentativa de representar o mundo do trabalho de uma perspectiva particular: a observação dos problemas pessoas do trabalhador. Meus três primeiros filmes de ficção, O tempo parou, O emprego e Os noivos, abordam esta questão e registram as mudanças verificadas nas décadas de 1950 e 1960, entre o início e o fim do boom econômico italiano. São três testemunhos intimamente ligados a esses anos, voltados para problemas na época definidos como ‘secundários’, mas a meu ver os mais importantes: os dos homens em seus ambientes de trabalho.” Depoimento de Ermanno Olmi no livreto que acompanha o DVD de O emprego, parte da coleção de DVDs do IMS


OS FILMES DE AGOSTO Por ocasião da exibição de O botão de pérola, de Patricio Guzmán, o cinema do IMS-RJ promove duas exibições em cópia 35mm de Nostalgia da luz, longa anterior do diretor chileno.

Nostalgia da luz e O botão de pérola, de Patricio Guzmán

Rocco e seus irmãos, de Luchino Visconti

Serão exibidos também Os campos voltarão, novo filme de Ermanno Olmi; Rocco e seus irmãos, realizado em 1960 por Luchino Visconti e recentemente restaurado pela Cineteca di Bologna; e Improvável encontro, filme de Lauro Escorel exibido como parte da programação relacionada à exposição Modernidades fotográficas, 19401964, em cartaz no IMS-RJ.

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TERÇA 2

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QUARTA 3

QUINTA 4

14h00, 16h00, 18h00, 20h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

14h00, 16h00, 18h00, 20h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

14h00, 16h00, 18h00, 20h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

O oceano contém a história de toda a humanidade. No mar estão as vozes da Terra e de todo o espaço. O litoral chileno esconde o segredo de dois misteriosos botões encontrados no fundo do mar. Com mais de 4 mil km de costa e o maior arquipélago do mundo, o Chile apresenta uma paisagem sobrenatural, com vulcões, montanhas e glaciares. Nessa paisagem estão as vozes da população indígena da Patagônia, dos primeiros navegadores ingleses que chegaram ao país, e também a voz dos presos políticos do governo de Augusto Pinochet. Alguns dizem que a água tem memória. Este filme mostra que ela também tem voz. Segundo Guzmán, a porta de entrada para o filme é um encadeamento que mostra “a Terra, os vestígios fotográficos dos indígenas desaparecidos e a água, que é ao mesmo tempo a matéria da qual nosso planeta é feito e que era o modo de vida desses indígenas do extremo sul do continente, que mal conhecemos. Eles merecem ser nomeados: são os Kawéskar, os Sélknam, os Aoniken, os Hausch, os Yamanas.” “Foi um padre austríaco, Martin Gusinde, que os fotografou maravilhosamente entre 1900 e 1913. Fiz questão de inserir essas fotos, que vemos ao longo do filme, porque elas mostram quem são essas pessoas, sua incrível doçura, suas crenças e sua cosmogonia pintadas no próprio corpo, e que permanecem um mistério apesar das interpretações que foram feitas. Essas fotos são também o testemunho da última fase da sua vida coletiva. Vinte anos mais tarde, é o fim definitivo desse mundo. Restam hoje dezenove sobreviventes desse povo, dos quais filmei alguns.”

“Os indígenas mortos e os mortos de Pinochet. Essa analogia não estava lá desde o começo”, conta Patricio Guzmán. “Duas visitas ao museu suscitaram-na. A primeira, ao museu de Punta Arenas, onde fui ver as fotos dos indígenas. Foi lá que tomei conhecimento da história de Jemmy Button, esse indígena que aceitou ir para a Inglaterra em troca de um botão perolado. Ele retornou transformado, alguns anos depois, como se fosse um marciano entre seu povo. Essa história para mim era a imagem que anunciava a morte iminente dessa cultura. A segunda visita foi ao museu Villa Grimaldi em Santiago, onde vi um daqueles trilhos aos quais os torturadores fascistas amarravam suas vítimas antes de afogá-las, com um botão de pérola colado sobre elas. Fiz imediatamente a ligação com o outro botão e o filme se construiu sobre essa relação.”

“Narrado em voz off cadenciada e serena pelo próprio Guzmán, O Botão de Pérola é um desdobramento de Nostalgia da Luz”, escreveu Eduardo Escorel no blog Questões cinematográficas. “Ambos compõem, de fato, um único ensaio elaborado, filmado e montado em estilo igual. São duas obras unidas por uma mesma meditação que se desdobra e aprofunda, criando um marco do cinema contemporâneo.” “Transcorridos mais de trinta anos desde que Guzmán concluiu, em 1979, A Batalha do Chile, seu primeiro documentário de repercussão internacional, ele foi capaz de se reinventar como cineasta, passando da militância a quente da mocidade à reflexão madura”. [Trecho de O botão de pérola - Vestígios do corpo, texto de Eduardo Escorel.]

Nostalgia da luz: “Nenhum inseto, animal ou pássaro. Nada. O deserto, no entanto, está cheio de histórias”.


SEXTA 5

SÁBADO 6

13h00: modernidades fotográficas Improvável encontro de Lauro Escorel (Brasil, 2016. 24’)

13h00: modernidades fotográficas Improvável encontro de Lauro Escorel (Brasil, 2016. 24’)

14h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

14h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

16h00: Nostalgia da luz (Nostalgia de la luz) de Patricio Guzmán (Chile, Alemanha, França, 2010. 90’)

16h00: Nostalgia da luz (Nostalgia de la luz) de Patricio Guzmán (Chile, Alemanha, França, 2010. 90’)

No deserto do Atacama, astônomos tiram proveito da transparência do céu para explorar galácias longínquas em busca de vida extraterrestre: arqueólogos estudam múmias e outras relíquias pré-colombianas; enquanto um grupo de mulheres procura os corpos de parentes perseguidos durante a ditadura militar de Pinochet. Para Guzmán, “a arte do documentário consiste em encontrar pequenos sinais dramáticos. Esses sinais são como palavras perdidas, soltas, flutuando no ar. Encontrá-las torna possível criar frases. Um documentário se faz mais ou menos assim. Ele resulta da observação de um artista que busca na realidade um sinal dramático, um pequeno sinal que tem um valor dramático. Encontrado esse sinal estamos na metade do caminho. Resta ainda organizar a narrativa, selecionar os temas que você quer explorar e isso toma tempo. Eu trabalho lentamente, levo de três a quatro anos para fazer um documentário, às vezes mais. No caso de Nostalgia da luz trabalhei por mais de quatro anos e meio para descobrir como fazer um filme sobre o passado astronômico e o passado histórico, em conversas com astrônomos e arqueólogos, e em conversas comigo mesmo”.

Em Atacama, lado a lado, os grandes observatórios que examinam o universo e os abandonados acampamentos de mineiros de cobre, na época de Pinochet transformados em cárcere para presos políticos. Em Atacama, o tão distante que quase escapa à vista e só pode ser visto pela lente do telescópio, e o tão perto que igualmente quase escapa à vista e só pode ser visto por quem se dispõe a examinar cada grão da areia do deserto. Alexander Kluge criou, certa vez, no final da década de 1970, no filme A patriota (Die Patriotin), uma imagem da relação do indivíduo com a história: uma professora insatisfeita com a história da Alemanha no século 20, decide, com uma pá, abrir um buraco no meio do Congresso, e escavar até encontrar a verdadeira história de seu país. Guzmán encontrou no deserto de Atacama uma imagem real ainda mais forte: com pequenas pás de jardinagem, parentes de presos políticos que morreram nos cárceres que a ditadura de Pinochet montou no deserto, vasculham a areia em busca de fragmentos de ossos para, por meio de um exame de DNA, comprovarem que o filho, ou o marido, ou o irmão, que o familiar desaparecido, morreu ali, nas prisões do deserto de Atacama.

18h00, 20h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

18h00, 20h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

DOMINGO 7 13h00: modernidades fotográficas Improvável encontro de Lauro Escorel (Brasil, 2016. 24’) Totalmente realizado sobre fotografias de José Medeiros e Thomaz Farkas, o filme narra suas trajetórias, seu encontro, o desenrolar da sua amizade e as influências recíprocas. Através do diálogo entre as imagens, o documentário nos mostra a contribuição que os jovens José Medeiros e Thomaz Farkas deram para a consolidação da moderna fotografia brasileira, inaugurada nas décadas de 1940/50. As fotografias de Medeiros e Farkas daquele período, contribuíram de forma significativa, para o estabelecimento de uma nova representação visual do país. O filme mostra como a ideia de mostrar o Brasil aos brasileiros, já se encontrava presente na obra fotográfica dos futuros cineastas. 14h00, 16h00, 18h00, 20h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

Patricio Guzmán, O botão de pérola

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TERÇA 9

QUARTA 10

14h00, 16h00, 18h00, 20h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

14h00, 16h00, 18h00, 20h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

“Um dos personagens”, diz Guzmán, “chama-se Claudio Mercado, é antropólogo e músico. É um especialista do canto dos índios. Ele tomou deles a maneira de cantar para imitar a água. É muito estranho. Quando eu o encontrei pela primeira vez, falávamos dos indígenas, e de repente ele me disse ‘posso cantar para você alguma coisa em torno da água’. Ele fechou os olhos, respirou profundamente e lançou essa sequência de onomatopeias muito estranha e bela que me surpreendeu. É um personagem extraordinário, que faz concertos de canto tradicional que têm um certo sucesso junto aos jovens. Fiz questão de filmá-lo novamente, mas dessa vez no exterior, à beira de um curso de água. Ao adotar esse costume indígena ele é o único que pode, finalmente, de certa forma, restituir um som a essas fotografias mudas.”

“Os indígenas mortos e os mortos de Pinochet. Essa analogia não estava lá desde o começo”, conta Patricio Guzmán. “Duas visitas ao museu suscitaram-na. A primeira, ao museu de Punta Arenas, onde fui ver as fotos dos indígenas. Foi lá que tomei conhecimento da história de Jemmy Button, esse indígena que aceitou ir para a Inglaterra em troca de um botão perolado. Ele retornou transformado, alguns anos depois, como se fosse um marciano entre seu povo. Essa história para mim era a imagem que anunciava a morte iminente dessa cultura. A segunda visita foi ao museu Villa Grimaldi em Santiago, onde vi um daqueles trilhos aos quais os torturadores fascistas amarravam suas vítimas antes de afogá-las, com um botão de pérola colado sobre elas. Fiz imediatamente a ligação com o outro botão e o filme se construiu sobre essa relação.”

QUINTA 11 14h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo de soldados enfrenta uma série de dificuldades no front italiano, após os sangrentos combates em Altipiano, nordeste do país. A história se passa durante uma noite, na qual os acontecimentos se sucedem sem um padrão definido: as calmas montanhas podem se tornar um lugar onde os homens morrem. 16h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’) Sobre Razul Zurita, poeta e personagem do filme, diz Guzmán: “Sem dúvidas, o possível continuador de Neruda. É um poeta que escreveu uma grande parte da sua obra em relação com o oceano e a cordilheira dos Andes. É um homem em transe. Ele está sentado diante de você, mas fala de um outro mundo, ele pertence a uma outra dimensão. No tempo da ditadura, ele foi preso e colocou intencionalmente sua vida em perigo por meio de jejum e de automutilação, feridas corporais das quais tem até hoje graves sequelas. É um lutador épico. O que ele diz sobre a história chilena e sobre a responsabilidade moral do mal cometido sobre o outro é evidentemente perturbador. É um homem de uma beleza trágica, que lembra este país. 18h00, 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

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O botão de pérola, de Patricio Guzmán


SEXTA 12 14h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) “Meu pai tinha 19 anos quando foi chamado a se alistar. Nessa idade, a exaltação do heroísmo inflama corações e mentes, sobretudo dos mais jovens”, conta Olmi, cujo roteiro foi inspirado em histórias contadas pelo pai, veterano da Primeira Guerra. “Ele escolheu fazer parte dos atiradores, dos batalhões de assalto, e se encontrou dentro da carnificina das batalhas de Carso e de Piave, que marcou sua juventude e o resto de sua vida. Era criança quando ele contava para mim e meu irmão mais velho as dores da guerra, dos instantes terríveis que antecediam a ordem de ataque em que você sabia que a morte estava ali, te esperando no limite da trincheira. Recordava-se de seus amigos, e mais de uma vez o vi chorar.” 16h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’) O oceano contém a história de toda a humanidade. No mar estão as vozes da Terra e de todo o espaço. O litoral chileno esconde o segredo de dois misteriosos botões encontrados no fundo do mar. Com mais de 4 mil km de costa e o maior arquipélago do mundo, o Chile apresenta uma paisagem sobrenatural, com vulcões, montanhas e glaciares. Nessa paisagem estão as vozes da população indígena da Patagônia, dos primeiros navegadores ingleses que chegaram ao país, e também a voz dos presos políticos do governo de Augusto Pinochet. Alguns dizem que a água tem memória. Este filme mostra que ela também tem voz. 18h00, 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi (Itália, 2014. 80’)

SÁBADO 13

DOMINGO 14

13h00: modernidades fotográficas Improvável encontro de Lauro Escorel (Brasil, 2016. 24’)

13h00: modernidades fotográficas Improvável encontro de Lauro Escorel (Brasil, 2016. 24’)

Totalmente realizado sobre fotografias de José Medeiros e Thomaz Farkas, o filme narra suas trajetórias, seu encontro, o desenrolar da sua amizade e as influências recíprocas. Através do diálogo entre as imagens, o documentário nos mostra a contribuição que os jovens José Medeiros e Thomaz Farkas deram para a consolidação da moderna fotografia brasileira, inaugurada nas décadas de 1940/50. As fotografias de Medeiros e Farkas daquele período, contribuíram de forma significativa, para o estabelecimento de uma nova representação visual do país. O filme mostra como a ideia de mostrar o Brasil aos brasileiros, já se encontrava presente na obra fotográfica dos futuros cineastas.

Totalmente realizado sobre fotografias de José Medeiros e Thomas Farkas. Narra o encontro, a amizade e as influências recíprocas que contribuíram para a consolidação da moderna fotografia brasileira, inaugurada nas décadas de 1940/50.

14h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) 16h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’) 18h00, 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo de soldados enfrenta uma série de dificuldades no front italiano, após os sangrentos combates em Altipiano, nordeste do país. A história se passa durante uma noite, na qual os acontecimentos se sucedem sem um padrão definido: as calmas montanhas podem se tornar um lugar onde os homens morrem.

14h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo de soldados enfrenta uma série de dificuldades no front italiano, após os sangrentos combates em Altipiano, nordeste do país. A história se passa durante uma noite, na qual os acontecimentos se sucedem sem um padrão definido: as calmas montanhas podem se tornar um lugar onde os homens morrem. 16h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’) 18h00, 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

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TERÇA 16 14h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

14h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

16h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

16h00: O botão de pérola (El botón de nácar) de Patricio Guzmán (Chile, França, Espanha, 2015. 82’)

O oceano contém a história de toda a humanidade. No mar estão as vozes da Terra e de todo o espaço. O litoral chileno esconde o segredo de dois misteriosos botões encontrados no fundo do mar. Com mais de 4 mil km de costa e o maior arquipélago do mundo, o Chile apresenta uma paisagem sobrenatural, com vulcões, montanhas e glaciares. Nessa paisagem estão as vozes da população indígena da Patagônia, dos primeiros navegadores ingleses que chegaram ao país, e também a voz dos presos políticos do governo de Augusto Pinochet. Alguns dizem que a água tem memória. Este filme mostra que ela também tem voz.

Segundo Guzmán, a porta de entrada para o filme é um encadeamento que mostra “a Terra, os vestígios fotográficos dos indígenas desaparecidos e a água, que é ao mesmo tempo a matéria da qual nosso planeta é feito e que era o modo de vida desses indígenas do extremo sul do continente, que mal conhecemos. Eles merecem ser nomeados: são os Kawéskar, os Sélknam, os Aoniken, os Hausch, os Yamanas.” “Foi um padre austríaco, Martin Gusinde, que os fotografou maravilhosamente entre 1900 e 1913. Fiz questão de inserir essas fotos, que vemos ao longo do filme, porque elas mostram quem são essas pessoas, sua incrível doçura, suas crenças e sua cosmogonia pintadas no próprio corpo, e que permanecem um mistério apesar das interpretações que foram feitas. Essas fotos são também o testemunho da última fase da sua vida coletiva. Vinte anos mais tarde, é o fim definitivo desse mundo. Restam hoje dezenove sobreviventes desse povo, dos quais filmei alguns.”

18h00, 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo de soldados enfrenta uma série de dificuldades no front italiano, após os sangrentos combates em Altipiano, nordeste do país. A história se passa durante uma noite, na qual os acontecimentos se sucedem sem um padrão definido: as calmas montanhas podem se tornar um lugar onde os homens morrem.

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QUARTA 17

18h00, 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi (Itália, 2014. 80’) Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo de soldados enfrenta uma série de dificuldades no front italiano, após os sangrentos combates em Altipiano, nordeste do país. A história se passa durante uma noite, na qual os acontecimentos se sucedem sem um padrão definido: as calmas montanhas podem se tornar um lugar onde os homens morrem.

QUINTA 18 13h00: modernidades fotográficas Improvável encontro de Lauro Escorel (Brasil, 2016. 24’) Totalmente realizado sobre fotografias de José Medeiros e Thomas Farkas. Narra o encontro, a amizade e as influências recíprocas que contribuíram para a consolidação da moderna fotografia brasileira, inaugurada nas décadas de 1940/50. 15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) 16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’) Em busca de uma vida melhor, a viúva Rosaria Parondi e seus filhos - Rocco, Simone, Vincenzo, Ciro e Luca - trocam a miserável Sicília pela industrial Milão. Na cidade grande, cada irmão segue um rumo diferente. Quando Simone é abandonado pela amante, que se envolve com Rocco, tem início a degradação de uma família corrompida pelos valores e costumes de uma sociedade hostil. Rocco e seus irmãos foi restaurado pela Cineteca di Bologna no laboratório L’Immagine Ritrovata, em associação com Titanus, TF1 Droits Audiovisuels e The Film Foundation. 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)


SEXTA 19 15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) 16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’) Sobre o filme, o diretor Luchino Visconti (O leopardo, Morte em Veneza) comenta: “É sobre uma tragédia: a desintegração de uma família do Sul que não consegue se adaptar às condições de vida do Norte; um drama contemporâneo, porque a incapacidade dessas duas regiões italianas se comunicarem permanece de um jeito inquietante. Eu continuo a insistir na incomunicabilidade entre italianos do Norte e do Sul. Também temos o nosso racismo.” Rocco e seus irmãos foi restaurado pela Cineteca di Bologna no laboratório L’Immagine Ritrovata, em associação com Titanus, TF1 Droits Audiovisuels e The Film Foundation.

SÁBADO 20 13h00: modernidades fotográficas Improvável encontro de Lauro Escorel (Brasil, 2016. 24’) 15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) “Meu pai tinha 19 anos quando foi chamado a se alistar. Nessa idade, a exaltação do heroísmo inflama corações e mentes, sobretudo dos mais jovens”, conta Ermanno Olmi, cujo roteiro foi inspirado em histórias contadas pelo pai, veterano da Primeira Guerra. “Ele escolheu fazer parte dos atiradores, dos batalhões de assalto, e se encontrou dentro da carnificina das batalhas de Carso e de Piave, que marcou sua juventude e o resto de sua vida. Era criança quando ele contava para mim e meu irmão mais velho as dores da guerra, dos instantes terríveis que antecediam a ordem de ataque em que você sabia que a morte estava ali, te esperando no limite da trincheira. Recordava-se de seus amigos, e mais de uma vez o vi chorar.”

20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’)

Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo de soldados enfrenta uma série de dificuldades no front italiano, após os sangrentos combates em Altipiano, nordeste do país. A história se passa durante uma noite, na qual os acontecimentos se sucedem sem um padrão definido: as calmas montanhas podem se tornar um lugar onde os homens morrem.

20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

DOMINGO 21 13h00: modernidades fotográficas Improvável encontro de Lauro Escorel (Brasil, 2016. 24’) Totalmente realizado sobre fotografias de José Medeiros e Thomaz Farkas, o filme narra suas trajetórias, seu encontro, o desenrolar da sua amizade e as influências recíprocas. Através do diálogo entre as imagens, o documentário nos mostra a contribuição que os jovens José Medeiros e Thomaz Farkas deram para a consolidação da moderna fotografia brasileira, inaugurada nas décadas de 1940/50. As fotografias de Medeiros e Farkas daquele período, contribuíram de forma significativa, para o estabelecimento de uma nova representação visual do país. O filme mostra como a ideia de mostrar o Brasil aos brasileiros, já se encontrava presente na obra fotográfica dos futuros cineastas. 15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi (Itália, 2014. 80’) 16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’) Em busca de uma vida melhor, a viúva Rosaria Parondi e seus filhos - Rocco, Simone, Vincenzo, Ciro e Luca - trocam a miserável Sicília pela industrial Milão. Na cidade grande, cada irmão segue um rumo diferente. Quando Simone é abandonado pela amante, que se envolve com Rocco, tem início a degradação de uma família corrompida pelos valores e costumes de uma sociedade hostil. 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

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15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’)

16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’)

16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’)

20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

Em busca de uma vida melhor, a viúva Rosaria Parondi e seus filhos - Rocco, Simone, Vincenzo, Ciro e Luca - trocam a miserável Sicília pela industrial Milão. Na cidade grande, cada irmão segue um rumo diferente. Quando Simone é abandonado pela amante, que se envolve com Rocco, tem início a degradação de uma família corrompida pelos valores e costumes de uma sociedade hostil. Rocco e seus irmãos foi restaurado pela Cineteca di Bologna no laboratório L’Immagine Ritrovata, em associação com Titanus, TF1 Droits Audiovisuels e The Film Foundation. 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo de soldados enfrenta uma série de dificuldades no front italiano, após os sangrentos combates em Altipiano, nordeste do país. A história se passa durante uma noite, na qual os acontecimentos se sucedem sem um padrão definido: as calmas montanhas podem se tornar um lugar onde os homens morrem.

Os campos voltarão, de Ermanno Olmi

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QUINTA 25


SEXTA 26 15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) 16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’) Sobre o filme, o diretor Luchino Visconti (O leopardo, Morte em Veneza) comenta: “É sobre uma tragédia: a desintegração de uma família do Sul que não consegue se adaptar às condições de vida do Norte; um drama contemporâneo, porque a incapacidade dessas duas regiões italianas se comunicarem permanece de um jeito inquietante. Eu continuo a insistir na incomunicabilidade entre italianos do Norte e do Sul. Também temos o nosso racismo.” Rocco e seus irmãos foi restaurado pela Cineteca di Bologna no laboratório L’Immagine Ritrovata, em associação com Titanus, TF1 Droits Audiovisuels e The Film Foundation. 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

> Os filmes de agosto Programa sujeito a alterações. Confira a programação completa do Instituto Moreira Salles em www.ims.com.br, em nossas redes sociais ou pelo telefone 3284-7400

SÁBADO 27

DOMINGO 28

13h00: modernidades fotográficas Improvável encontro de Lauro Escorel (Brasil, 2016. 24’)

13h00: modernidades fotográficas Improvável encontro de Lauro Escorel (Brasil, 2016. 24’)

Totalmente realizado sobre fotografias de José Medeiros e Thomas Farkas. Narra o encontro, a amizade e as influências recíprocas que contribuíram para a consolidação da moderna fotografia brasileira, inaugurada nas décadas de 1940/50.

Totalmente realizado sobre fotografias de José Medeiros e Thomaz Farkas, o filme narra suas trajetórias, seu encontro, o desenrolar da sua amizade e as influências recíprocas. Através do diálogo entre as imagens, o documentário nos mostra a contribuição que os jovens José Medeiros e Thomaz Farkas deram para a consolidação da moderna fotografia brasileira, inaugurada nas décadas de 1940/50. As fotografias de Medeiros e Farkas daquele período, contribuíram de forma significativa, para o estabelecimento de uma nova representação visual do país. O filme mostra como a ideia de mostrar o Brasil aos brasileiros, já se encontrava presente na obra fotográfica dos futuros cineastas.

15h00, 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) “Meu pai tinha 19 anos quando foi chamado a se alistar. Nessa idade, a exaltação do heroísmo inflama corações e mentes, sobretudo dos mais jovens”, conta Olmi, cujo roteiro foi inspirado em histórias contadas pelo pai, veterano da Primeira Guerra. “Ele escolheu fazer parte dos atiradores, dos batalhões de assalto, e se encontrou dentro da carnificina das batalhas de Carso e de Piave, que marcou sua juventude e o resto de sua vida. Era criança quando ele contava para mim e meu irmão mais velho as dores da guerra, dos instantes terríveis que antecediam a ordem de ataque em que você sabia que a morte estava ali, te esperando no limite da trincheira. Recordava-se de seus amigos, e mais de uma vez o vi chorar.” “Hoje celebramos o centenário daquela guerra, com discursos e bandeiras, mas ainda precisamos desatar o nó de hipocrisia e covardia. Espero que com essas celebrações encontre-se uma maneira de pedir desculpas aos tantos soldados que enviamos para a morte sem lhes explicar por quê. Da Primeira Guerra Mundial não sobrou nenhum de seus sobreviventes, e nenhum outro poderá testemunhar com a própria voz toda a dor daquela carnificina. Ficam apenas os escritos: aqueles dos escritores e aqueles dos poucos humildes para quem a verdade não tem contornos de retórica”.

15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) 16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’) 20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

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DVD | IMS PRÓXIMO LANÇAMENTO

TERÇA 30 15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

15h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’)

16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’)

16h45: Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli) de Luchino Visconti Com Alain Delon, Renato Salvatori, Rocco Vidolazzi, Annie Girardot, Katina Paxinou (Itália, França, 1960. 177’)

Em busca de uma vida melhor, a viúva Rosaria Parondi e seus filhos - Rocco, Simone, Vincenzo, Ciro e Luca - trocam a miserável Sicília pela industrial Milão. Na cidade grande, cada irmão segue um rumo diferente. Quando Simone é abandonado pela amante, que se envolve com Rocco, tem início a degradação de uma família corrompida pelos valores e costumes de uma sociedade hostil. Rocco e seus irmãos foi restaurado pela Cineteca di Bologna no laboratório L’Immagine Ritrovata, em associação com Titanus, TF1 Droits Audiovisuels e The Film Foundation.

Sobre o filme, o diretor Luchino Visconti (O leopardo, Morte em Veneza) comenta: “É sobre uma tragédia: a desintegração de uma família do Sul que não consegue se adaptar às condições de vida do Norte; um drama contemporâneo, porque a incapacidade dessas duas regiões italianas se comunicarem permanece de um jeito inquietante. Eu continuo a insistir na incomunicabilidade entre italianos do Norte e do Sul. Também temos o nosso racismo.”

20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo de soldados enfrenta uma série de dificuldades no front italiano, após os sangrentos combates em Altipiano, nordeste do país. A história se passa durante uma noite, na qual os acontecimentos se sucedem sem um padrão definido: as calmas montanhas podem se tornar um lugar onde os homens morrem.

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QUARTA 31

Grey Gardens de Albert Maysles, David Maysles, Ellen Hovde e Muffie Meyer (EUA, 1975) Com os extras:

As Beales de Grey Gardens filme de Albert e David Maysles. Entrevista de Albert Maysles a João Moreira Salles. Faixa comentada por David Maysles, Albert Maysles, Ellen Hovde e Susan Froemke.

20h00: Os campos voltarão (Torneranno i prati) de Ermanno Olmi Com Claudio Santamaria, Alessandro Sperduti, Francesco Formichetti, Andrea Di Maria, Camillo Grassi (Itália, 2014. 80’) “Meu pai tinha 19 anos quando foi chamado a se alistar. Nessa idade, a exaltação do heroísmo inflama corações e mentes, sobretudo dos mais jovens”, conta Olmi, cujo roteiro foi inspirado em histórias contadas pelo pai, veterano da Primeira Guerra. “Ele escolheu fazer parte dos atiradores, dos batalhões de assalto, e se encontrou dentro da carnificina das batalhas de Carso e de Piave, que marcou sua juventude e o resto de sua vida. Era criança quando ele contava para mim e meu irmão mais velho as dores da guerra, dos instantes terríveis que antecediam a ordem de ataque em que você sabia que a morte estava ali, te esperando no limite da trincheira. Recordava-se de seus amigos, e mais de uma vez o vi chorar.”

Todos os títulos da coleção DVD | IMS encontram-se à venda nas principais livrarias, e na loja e no site do Instituto Moreira Salles www.ims.com.br


Instituto Moreira Salles

DVD | IMS

Rua Marquês de São Vicente, 476. Gávea. Telefone: (21) 3284-7400

PRÓXIMO LANÇAMENTO

WWW.IMS.COM.BR

Vinicius de Moraes,

Aberto ao público de terça a domingo das 11h00 às 20h00. Guarda-volumes aberto até às 20h00. Acesso a portadores de necessidades especiais. Estacionamento gratuito no local. Café wifi Fundado em 1992, o IMS é uma entidade civil sem fins lucrativos que tem por finalidade exclusiva a promoção e o desenvolvimento de programas culturais. A sede do Rio de Janeiro abriga espaços expositivos, sala de cinema, sala de aula, biblioteca, cafeteria, loja de arte e ateliê infantil. O Instituto possui também centros culturais em São Paulo e em Poços de Caldas.

um rapaz de família de Susana Moraes (Brasil, 1983) Extras: Faixa comentada por Adriana Calcanhotto, Eucanaã Ferraz, Julia Moraes e Tuca Moraes. Livreto com textos de Pedro Butcher, Walter Salles e depoimento de Robert Feinberg.

para O botão de pérola, Os campos voltarão e Rocco e seus irmãos: terça, quarta e quinta: R$ 22,00 (inteira) e R$11,00 (meia) sexta, sábado, domingo e feriados: R$26,00 (inteira) e R$ 13,00 (meia). para Nostalgia da luz: R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia) As sessões de Improvável encontro têm entrada franca. Meia entrada com apresentação de documentos comprobatórios para professor da rede pública municipal, estudantes, menores de 21 anos, maiores de 60 anos, portadores de HIV e aposentados por invalidez. Cliente Itaú: desconto para o titular ao comprar o ingresso com o cartão Itaú (crédito ou débito).

O IMS conta com um acervo de fotografia (mais de 550 mil imagens), de música (cerca de 28 mil gravações), de literatura e de artes plásticas, instalados em reservas técnicas para conservação e restauração. Entre as coleções, fotografias de Marc Ferrez, Marcel Gautherot, Augusto Malta, José Medeiros, Thomaz Farkas, David Zingg, Haruo Ohara, Jorge Bodanzky, Maureen Bisilliat e Mário Cravo Neto, desenhos de J. Carlos, Millôr Fernandes e Glauber Rocha, as discotecas de Humberto Franceschi e José Ramos Tinhorão, os arquivos pessoais de Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Elizeth Cardoso, Baden Powell, Hekel Tavares e Mário Reis, e originais dos escritores Ana Cristina Cesar, Rachel de Queiroz, Otto Lara Resende, Clarice Lispector, Paulo Mendes Campos e Carlos Drummond de Andrade. No site do IMS está hospedada a Rádio Batuta, ponto de seleção, entretenimento e análise da música popular brasileira. O Instituto edita uma revista quadrimestral de ensaios, serrote, uma revista semestral de fotografia, Zum, e uma coleção de DVDs. Superintendente Executivo: Flávio Pinheiro Coordenação do ims-rj : Elizabeth Pessoa Curadoria de cinema: José Carlos Avellar (in memoriam) Produção de cinema e DVD: Bárbara Alves Rangel

Ingressos

Passaporte no valor de R$ 40,00 com validade para 10 sessões das mostras organizadas pelo IMS. Ingressos e senhas sujeitos à lotação da sala. Capacidade da sala: 113 lugares. Ingressos disponíveis também em www.ingresso.com Devolução de ingressos: em casos de cancelamento de sessões por problemas técnicos e por falta de energia elétrica, os ingressos serão devolvidos. A devolução de entradas adquiridas pelo ingresso.com será feita pelo site. Sessões para escolas e agendamento de cabines pelo telefone (21) 3284 7400 ou pelo e-mail cinema@ims.com.br

O programa de junho tem o apoio da Cinemateca do MAM do Rio de Janeiro, Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro, Cinemateca da Embaixada da França, das distribuidoras Bretz Filmes e Filmes da Mostra e do Espaço Itaú de Cinema.

As seguintes linhas de ônibus passam em frente ao ims: Troncal 5 - Alto Gávea - Central (via Praia de Botafogo ) 112 - Alto Gávea - Rodoviária (via Túnel Rebouças) 537 – Rocinha - Gávea 538 – Rocinha - Botafogo 539 – Rocinha - Leme Ônibus executivo Praça Mauá - Gávea

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ROCCO E SEUS IRMÃOS LUCHINO VISCONTI

O BOTÃO DE PÉROLA | NOSTALGIA DA LUZ | IMPROVÁVEL ENCONTRO

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Cinema IMS-RJ - Folheto Agosto/2016  

Programação de cinema Instituto Moreira Salles - RJ Agosto 2016

Cinema IMS-RJ - Folheto Agosto/2016  

Programação de cinema Instituto Moreira Salles - RJ Agosto 2016

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