Issuu on Google+

tes o de transplan sã is m o c a d adora iciar uma Para a coorden é impossível in , ELENA H r do HOSPITAL DONA s sem antes fala ão rg ó e d ão e doaç rsível conversa sobr processo irreve o a, ic ál ef c en ós sobre morte cial doador, ap n te po m u o ternad ção pela que torna o in zação da capta ri to au a e s, o o diagnóstic nciais doadore te po o it o a ad il, de c país é o família. No Bras Ainda assim, o . o ad c fi ti o n splantes apenas um é úmero de tran n em o d n u m segundo do r ano. realizados po

Recentemente, o Hospital Dona Helena fez um processo de captação de órgãos que poderia beneficiar cinco pessoas, no mínimo. Como a equipe de captação funciona e qual a importância da sintonia dos profissionais neste momento? Para o sucesso de um transplante, a equipe de médicos e da enfermagem tem que estar em sintonia desde a suspeita diagnóstica, durante o processo de manutenção do potencial doador e, sobretudo, na abordagem familiar. Essas etapas bem feitas são essenciais para o sucesso. Santa Catarina se destaca como um dos cinco principais Estados doadores de órgãos no Brasil. Qual a contribuição de Joinville para esse quadro? Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), no primeiro semestre de 2012, o Estado liderou o ranking nacional no número de doadores de órgãos por milhão de população (PMP), alcançando o índice de 26,6 PMP, número maior que o registrado em 2011, que foi de 25,4 doadores por milhão de população. Joinville vem apresentando um papel importante no processo, sobretudo a partir de 2011, quando, no 14º Congresso Sul-Brasileiro de Medicina Intensiva, realizado na cidade com apoio do Dona Helena, foram elaboradas as diretrizes para manutenção de múltiplos órgãos no potencial doador adulto falecido. O objetivo das diretrizes foi o de nortear e uniformizar os cuidados prestados ao doador falecido, otimizando o processo da doação e, consequentemente, incrementando o número e a qualidade dos

transplantes. Atualmente, existem equipes de profissionais em Joinville que fornecem treinamento para as outras cidades catarinenses. Qual a principal dificuldade no processo de captação de órgãos? Hoje, as causas de não efetivação de potenciais doadores são falta de notificação (às vezes por não reconhecimento da morte encefálica), recusa familiar, parada cardíaca, contraindicação médica e problemas logísticos. É possível intervir em algumas dessas variáveis mediante educação continuada, capacitação dos profissionais da área da saúde e otimização de todo processo logístico

O ideal é que a sociedade fale sobre esse tema em conversas informais, expressando seu desejo de doar órgãos. da captação. O que ainda é preciso evoluir para que as pessoas aceitem mais facilmente a possibilidade de doar órgãos? O ideal é que a sociedade fale sobre esse tema em conversas informais, nas quais cada um possa expressar o seu desejo. Campanhas como o Dia Nacional de Doação de Órgãos, que ocorre em 27 de setembro, são uma oportunidade para disseminar mais informações a respeito do assunto, sobre o conceito de morte encefálica, da quantidade de pessoas que necessitam de um transplan-

te e do tempo de espera nas filas. O Hospital Dona Helena dispõe de uma estatística das doações de órgãos? Segundo dados estatísticos do SC Transplantes, que é a Central de Captação, Notificação e Distribuição de Órgãos e Tecidos no Estado, em 2013, o Dona Helena figura na 21ª posição, dentre os 35 hospitais catarinenses cadastrados, quanto ao número de notificações e de doações efetivadas. Conforme dados da Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), do HDH, foram registrados 158 óbitos de janeiro a setembro de 2013. Dentre esses, quatro foram por morte encefálica, sendo que houve uma doação, duas recusas de familiares e uma parada cardíaca. Vale ressaltar que o Dona Helena não é o hospital de referência no atendimento de vítimas de traumatismo crânio-encefálico em Joinville, que é uma das principais causas que podem levar à morte encefálica. Quando é possível captar órgãos para a doação? Quais critérios são avaliados? O que determina o uso de partes do corpo para transplante é o estado de saúde do potencial doador. Em geral, se aceita os seguintes limites, em anos: rim (75), fígado (70), coração e pulmão (55), pâncreas (50), válvulas cardíacas (65), córneas (sem limite), pele e ossos (65). Não podem ser doadores pacientes portadores de doenças infecciosas incuráveis e câncer generalizado, ou, ainda, aqueles com doenças que, por sua evolução, tenham comprometido o estado dos órgãos.

DH[notícias] Nº 123 • nov/dez 2013

Enxaqueca afeta

15% da população brasileira m botox Tratamento co crises e trazer pode diminuir s da aos paciente qualidade de vi No Brasil, calcula-se que entre 15% e 40% da população sofre com algum tipo de dor crônica. A enxaqueca está entre as principais. De acordo com um perfil epidemiológico traçado pela Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), aproximadamente 15% dos brasileiros padecem com a dor de cabeça tipo enxaqueca. A patologia figura entre as maiores causadoras de faltas no trabalho, além de promover mudanças de humor, menor rendimento e risco maior para acidente vascular cerebral (AVC). Para tais pacientes, um tratamento inovador vem sendo apresentado. É a aplicação de toxina botulínica, o famoso botox, para diminuir as crises. Wladimir Kümmer, médico coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Dona Helena, explica que a toxina começou a ser utilizada na área neurológica após estudos e observações que relataram melhora da enxaqueca em pacientes que utilizavam o botox com fins estéticos. Hoje, a prática já é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento preventivo da migrânea crônica em adultos. São classificadas nesse grupo pessoas que têm dores de cabeça com frequência, durante 15 dias por mês e por três meses consecutivos. O estudo que baliza o uso do botox para o tratamento de enxaqueca envolveu 1.384 pacientes de 122 centros da Europa e dos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o número de pessoas com dor

Wladimir Kümmer demonstra pontos de aplicação de toxina botulínica

de cabeça diminuiu 50%, depois do uso da toxina. “É uma alternativa para um tratamento que, geralmente, é realizado com remédios diários fortes. Com o botox, podemos obter resultados similares com menos efeitos colaterais”, ressalta. O paciente com enxaqueca é avaliado pelo médico e, se for constatada a síndrome de dor crônica, poderá fazer aplicações a cada três meses. Se depois da primeira e da segunda aplicações a pessoa não apresentar resultados positivos, o tratamento pode ser abandonado e sugerida uma nova estratégia. O objetivo da toxina botulínica é impedir um ciclo vicioso que envolve o envio de informação do cérebro para gerar inflamação nos terminais nervosos e o consequente reenvio dessa informação para que apareça a dor. Com os resultados positivos no tratamento de enxaqueca, a toxina botulínica também vem sendo utilizada no tratamento de sequelas de derrame e paralisia infantil, dor de cabeça, dor lombar crônica, fasceíte plantar, câimbra do escrivão, espasmo hemifacial, bem como alguns sintomas da doença de Parkinson. A medicação tem como propriedade relaxar a musculatura, facilitando os movimentos e melhorando a dor e o desconforto. Não é um tratamento curativo, mas quando bem indicado e aplicado traz benefícios para a qualidade de vida do paciente.

Fique atento à dor de cabeça quando • Não tiver histórico de sofrer com a doença • O padrão da dor mudar • Depois dos 50 anos • For atrelada a outro problema, como tumores e traumatismos

Cuide de sua saúde • Fique atento aos causadores da enxaqueca • Mantenha uma rotina de atividades físicas • Evite alimentos industrializados e fortes, como queijos, vinhos e cafeína • Tente alterar hábitos inadequados

O Serviço de Neurologia do Hospital Dona Helena fica no 10º andar do Centro Clínico. Para agendar uma consulta, ligue: (47) 3451-3543.

IMPRESSO

Um trabalho conjunto que pode salvar vidas

Glauce Lippi de Oliveira

ENTREVISTA


SAÚDE EM FOCO

Tempo de compartilhar a alegria do dever cumprido Em cada um dos 365 dias de 2013, procuramos ser melhores. Nem sempre conseguimos, nem tudo aconteceu da forma como planejamos. Mas podemos nos orgulhar de nosso esforço e dedicação – de termos colaborado para construir um mundo melhor, seja o mundo do trabalho, da família, da comunidade toda à nossa volta. Nas festas de final de ano, vamos compartilhar esta alegria de ter a excelente sensação do dever cumprido – e de disposição máxima para os novos desafios que virão. Vamos fazer novos planos, desfrutar da companhia dos amigos e dos familiares. Sobretudo, vamos dar e receber todo afeto – que é o fundamento maior do viver. Ao honrar a data mais importante da Cristandade, ao homenagear o menino pobre que veio trazer as maiores lições do amor mais verdadeiro à humanidade e nos oferecer exemplos e vivências fundamentais de humildade e respeito ao próximo, vamos aproveitar para renovar nossos propósitos de seguir Seus passos sagrados. Que, no novo ano, sejam de amor os nossos gestos, de gratidão as nossas palavras. E que nossos espíritos permaneçam plenos de disposição para tempos sempre mais bonitos, produtivos, alegres, justos e fraternos.

Hilário Wolfgramm, presidente do Hospital Dona Helena

Boas festas!

Doações no projeto Missão Criança marcam Natal do Hospital Dona Helena

O espírito natalino chegou mais cedo ao Hospital Dona Helena. Na primeira quinzena de novembro, já era possível apreciar a tradicional decoração enfeitando os setores da instituição. Mais do que pinheiros, bolas e laços, o Natal veio marcado pela doação. Isso porque o HDH apoiou a Maratona da Solidariedade, organizada pela RIC/Record. Durante algumas semanas, os funcionários escolheram cartas das crianças do Missão Criança para presentear. As lembranças foram entregues pelo Papai Noel, em uma tarde de atividades na sede do projeto. Além disso, na noite de Natal, pacientes e funcionários receberam uma ceia especial e o livro “Gotas de orvalho”, com salmos. A passagem de ano também seria lembrada com taças para o brinde, que, dependendo da dieta de cada internado, poderia ser água ou refrigerante.

97 anos de história

No dia 12 de novembro, o Hospital Dona Helena completou 97 anos de fundação. Para comemorar a data, foi preparado um almoço especial para os funcionários. Além disso, o setor de Marketing expôs fotos antigas da instituição, demonstrando a evolução e a modernização da estrutura e das instalações. O hospital se prepara para a passagem do centenário, que ocorre em 2016. Várias ações estão sendo planejadas, entre elas o lançamento de um livro e atividades culturais.

Publicação do Hospital Dona Helena. | Diretor Técnico: Bráulio Cesar da Rocha Barbosa (CRM 3379). | Produção: Mercado de Comunicação. | Edição e reportagem: Letícia Caroline. | Coordenação: Guilherme Diefenthaeler. | Analista de Marketing: Gizele Leivas | comunicacaoemarketing@donahelena.com.br | Fotografia: Peninha Machado. | Impressão: Ipiranga. | Endereço: Rua Blumenau,123, telefone: (47) 3451-3333 – Joinville/SC.

a iz im t o o t n e m a ip u Novo eq s e t n ie c a p e d o t n e tratam com dor no peito O Laboratório de Cateuma obstrução causa alguterismo Cardíaco do Hospital ma limitação de fluxo (cirDona Helena entra em nova culação) a uma determinafase com a aquisição dos da região do coração. “Essa equipamentos de Ultrassoinformação é de extrema nografia Intracoronária e de importância, pois ajuda a reAnálise da Reserva de Fluxo forçar a necessidade ou não Coronário, mais conhecido de tratamento invasivo com pela sigla FFR, equiparando- Dimitri foi angioplastia com implante de se aos principais hospitais do responsável pelo stent ou mesmo de cirurgia Brasil nessa especialidade. O exame de ponte de safena”, reforça. HDH é a primeira instituição Até agora, o único modo do Estado a contar com o equipamento, de obter a informação era indireto, por desenvolvido e produzido pela empresa meio de exames como teste ergoméamericana Volcano Corporation, localitrico e cintilografia. O problema é que zada no Vale do Silício, na Califórnia. todos apresentam limitações que, por O primeiro exame ocorreu no dia vezes, fazem com que não seja possível 13 de novembro, sob a responsabiavaliar com segurança a presença de islidade do cardiologista intervencioquemia. Além do aspecto logístico, que nista Dimitri Zappi. Com o estudo da faz o paciente sair do consultório médireserva de fluxo, afastou-se a presença co, agendar exames e retornar, procesde isquemia no paciente – falta de cirso que pode durar até 30 dias. culação para uma parte do coração –, Com os novos equipamentos, um apesar de uma obstrução coronariana paciente com sintoma de angina, que encontrada no cateterismo cardíaco, é a dor no peito com origem em uma estimada angiograficamente em 70% obstrução da circulação, pode ser a 80%. Desse modo, não houve a neencaminhado diretamente do concessidade de implante de stent. “É o sultório de seu cardiologista para o que existe de mais moderno no tratacateterismo. Se for encontrada uma mento da doença obstrutiva coronária obstrução, e ainda existir dúvida se estável, que em geral é aquela em que esta é a causa da dor, no mesmo moo paciente é encaminhado por seu carmento é possível analisar a reserva de diologista clínico para um cateterismo, fluxo coronário. Ao se comprovar a ispara avaliar a causa da dor no peito”, quema, o problema deverá ser tratado explica Dimitri. com implante de um stent, com a vanAlém de agregar aos procedimentos tagem de realizar o processo completo coronários maior capacidade diagnóstiem um único dia. ca e segurança nas intervenções de alto Além do médico Dimitri Zappi, pargrau de complexidade, os exames traticiparam também do procedimento os zem a possibilidade da análise funcional cardiologistas intervencionistas Alberto das lesões coronárias, identificando se Cury, Bruno Migueletto e Edilson Roma.

Enfermeiros participam de seminário virtual A tecnologia elimina fronteiras na capacitação dos profissionais da saúde. O Hospital Dona Helena investe nesse tema integrando-se a treinamentos virtuais para disseminar conhecimentos entre suas equipes. Os enfermeiros participaram do seminário “Cuidado de enfermagem e segurança do paciente”, oferecido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Durante a aula, os participantes puderam aprender mais sobre estimulação de produção científica, segurança do paciente potencial doador de órgãos, eventos adversos, entre outros temas que devem auxiliar no processo de certificação da Joint Commission International, que a instituição está buscando. “Tivemos uma boa adesão e, sempre que possível, realizaremos parcerias com instituições de saúde ou de ensino para promover treinamentos. O seminário foi muito importante para o momento que estamos vivendo, buscando a certificação internacional”, ressalta Bruna Ladeira, enfermeira do Programa de Educação Continuada (PEC).

Pesquisa indica melhores empresas na área da saúde A equipe do Hospital Dona Helena foi convidada a participar da pesquisa “Great Place to Work – Melhores empresas para se trabalhar”. O levantamento é realizado anualmente, em diversas áreas, e o instituto é reconhecido no mundo todo. Em parceria com a Editora Globo, por meio da Revista Época, é a primeira vez que serão analisadas instituições da área da saúde, em um ranking específico.


SAÚDE EM FOCO

Tempo de compartilhar a alegria do dever cumprido Em cada um dos 365 dias de 2013, procuramos ser melhores. Nem sempre conseguimos, nem tudo aconteceu da forma como planejamos. Mas podemos nos orgulhar de nosso esforço e dedicação – de termos colaborado para construir um mundo melhor, seja o mundo do trabalho, da família, da comunidade toda à nossa volta. Nas festas de final de ano, vamos compartilhar esta alegria de ter a excelente sensação do dever cumprido – e de disposição máxima para os novos desafios que virão. Vamos fazer novos planos, desfrutar da companhia dos amigos e dos familiares. Sobretudo, vamos dar e receber todo afeto – que é o fundamento maior do viver. Ao honrar a data mais importante da Cristandade, ao homenagear o menino pobre que veio trazer as maiores lições do amor mais verdadeiro à humanidade e nos oferecer exemplos e vivências fundamentais de humildade e respeito ao próximo, vamos aproveitar para renovar nossos propósitos de seguir Seus passos sagrados. Que, no novo ano, sejam de amor os nossos gestos, de gratidão as nossas palavras. E que nossos espíritos permaneçam plenos de disposição para tempos sempre mais bonitos, produtivos, alegres, justos e fraternos.

Hilário Wolfgramm, presidente do Hospital Dona Helena

Boas festas!

Doações no projeto Missão Criança marcam Natal do Hospital Dona Helena

O espírito natalino chegou mais cedo ao Hospital Dona Helena. Na primeira quinzena de novembro, já era possível apreciar a tradicional decoração enfeitando os setores da instituição. Mais do que pinheiros, bolas e laços, o Natal veio marcado pela doação. Isso porque o HDH apoiou a Maratona da Solidariedade, organizada pela RIC/Record. Durante algumas semanas, os funcionários escolheram cartas das crianças do Missão Criança para presentear. As lembranças foram entregues pelo Papai Noel, em uma tarde de atividades na sede do projeto. Além disso, na noite de Natal, pacientes e funcionários receberam uma ceia especial e o livro “Gotas de orvalho”, com salmos. A passagem de ano também seria lembrada com taças para o brinde, que, dependendo da dieta de cada internado, poderia ser água ou refrigerante.

97 anos de história

No dia 12 de novembro, o Hospital Dona Helena completou 97 anos de fundação. Para comemorar a data, foi preparado um almoço especial para os funcionários. Além disso, o setor de Marketing expôs fotos antigas da instituição, demonstrando a evolução e a modernização da estrutura e das instalações. O hospital se prepara para a passagem do centenário, que ocorre em 2016. Várias ações estão sendo planejadas, entre elas o lançamento de um livro e atividades culturais.

Publicação do Hospital Dona Helena. | Diretor Técnico: Bráulio Cesar da Rocha Barbosa (CRM 3379). | Produção: Mercado de Comunicação. | Edição e reportagem: Letícia Caroline. | Coordenação: Guilherme Diefenthaeler. | Analista de Marketing: Gizele Leivas | comunicacaoemarketing@donahelena.com.br | Fotografia: Peninha Machado. | Impressão: Ipiranga. | Endereço: Rua Blumenau,123, telefone: (47) 3451-3333 – Joinville/SC.

a iz im t o o t n e m a ip u Novo eq s e t n ie c a p e d o t n e tratam com dor no peito O Laboratório de Cateuma obstrução causa alguterismo Cardíaco do Hospital ma limitação de fluxo (cirDona Helena entra em nova culação) a uma determinafase com a aquisição dos da região do coração. “Essa equipamentos de Ultrassoinformação é de extrema nografia Intracoronária e de importância, pois ajuda a reAnálise da Reserva de Fluxo forçar a necessidade ou não Coronário, mais conhecido de tratamento invasivo com pela sigla FFR, equiparando- Dimitri foi angioplastia com implante de se aos principais hospitais do responsável pelo stent ou mesmo de cirurgia Brasil nessa especialidade. O exame de ponte de safena”, reforça. HDH é a primeira instituição Até agora, o único modo do Estado a contar com o equipamento, de obter a informação era indireto, por desenvolvido e produzido pela empresa meio de exames como teste ergoméamericana Volcano Corporation, localitrico e cintilografia. O problema é que zada no Vale do Silício, na Califórnia. todos apresentam limitações que, por O primeiro exame ocorreu no dia vezes, fazem com que não seja possível 13 de novembro, sob a responsabiavaliar com segurança a presença de islidade do cardiologista intervencioquemia. Além do aspecto logístico, que nista Dimitri Zappi. Com o estudo da faz o paciente sair do consultório médireserva de fluxo, afastou-se a presença co, agendar exames e retornar, procesde isquemia no paciente – falta de cirso que pode durar até 30 dias. culação para uma parte do coração –, Com os novos equipamentos, um apesar de uma obstrução coronariana paciente com sintoma de angina, que encontrada no cateterismo cardíaco, é a dor no peito com origem em uma estimada angiograficamente em 70% obstrução da circulação, pode ser a 80%. Desse modo, não houve a neencaminhado diretamente do concessidade de implante de stent. “É o sultório de seu cardiologista para o que existe de mais moderno no tratacateterismo. Se for encontrada uma mento da doença obstrutiva coronária obstrução, e ainda existir dúvida se estável, que em geral é aquela em que esta é a causa da dor, no mesmo moo paciente é encaminhado por seu carmento é possível analisar a reserva de diologista clínico para um cateterismo, fluxo coronário. Ao se comprovar a ispara avaliar a causa da dor no peito”, quema, o problema deverá ser tratado explica Dimitri. com implante de um stent, com a vanAlém de agregar aos procedimentos tagem de realizar o processo completo coronários maior capacidade diagnóstiem um único dia. ca e segurança nas intervenções de alto Além do médico Dimitri Zappi, pargrau de complexidade, os exames traticiparam também do procedimento os zem a possibilidade da análise funcional cardiologistas intervencionistas Alberto das lesões coronárias, identificando se Cury, Bruno Migueletto e Edilson Roma.

Enfermeiros participam de seminário virtual A tecnologia elimina fronteiras na capacitação dos profissionais da saúde. O Hospital Dona Helena investe nesse tema integrando-se a treinamentos virtuais para disseminar conhecimentos entre suas equipes. Os enfermeiros participaram do seminário “Cuidado de enfermagem e segurança do paciente”, oferecido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Durante a aula, os participantes puderam aprender mais sobre estimulação de produção científica, segurança do paciente potencial doador de órgãos, eventos adversos, entre outros temas que devem auxiliar no processo de certificação da Joint Commission International, que a instituição está buscando. “Tivemos uma boa adesão e, sempre que possível, realizaremos parcerias com instituições de saúde ou de ensino para promover treinamentos. O seminário foi muito importante para o momento que estamos vivendo, buscando a certificação internacional”, ressalta Bruna Ladeira, enfermeira do Programa de Educação Continuada (PEC).

Pesquisa indica melhores empresas na área da saúde A equipe do Hospital Dona Helena foi convidada a participar da pesquisa “Great Place to Work – Melhores empresas para se trabalhar”. O levantamento é realizado anualmente, em diversas áreas, e o instituto é reconhecido no mundo todo. Em parceria com a Editora Globo, por meio da Revista Época, é a primeira vez que serão analisadas instituições da área da saúde, em um ranking específico.


tes o de transplan sã is m o c a d adora iciar uma Para a coorden é impossível in , ELENA H r do HOSPITAL DONA s sem antes fala ão rg ó e d ão e doaç rsível conversa sobr processo irreve o a, ic ál ef c en ós sobre morte cial doador, ap n te po m u o ternad ção pela que torna o in zação da capta ri to au a e s, o o diagnóstic nciais doadore te po o it o a ad il, de c país é o família. No Bras Ainda assim, o . o ad c fi ti o n splantes apenas um é úmero de tran n em o d n u m segundo do r ano. realizados po

Recentemente, o Hospital Dona Helena fez um processo de captação de órgãos que poderia beneficiar cinco pessoas, no mínimo. Como a equipe de captação funciona e qual a importância da sintonia dos profissionais neste momento? Para o sucesso de um transplante, a equipe de médicos e da enfermagem tem que estar em sintonia desde a suspeita diagnóstica, durante o processo de manutenção do potencial doador e, sobretudo, na abordagem familiar. Essas etapas bem feitas são essenciais para o sucesso. Santa Catarina se destaca como um dos cinco principais Estados doadores de órgãos no Brasil. Qual a contribuição de Joinville para esse quadro? Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), no primeiro semestre de 2012, o Estado liderou o ranking nacional no número de doadores de órgãos por milhão de população (PMP), alcançando o índice de 26,6 PMP, número maior que o registrado em 2011, que foi de 25,4 doadores por milhão de população. Joinville vem apresentando um papel importante no processo, sobretudo a partir de 2011, quando, no 14º Congresso Sul-Brasileiro de Medicina Intensiva, realizado na cidade com apoio do Dona Helena, foram elaboradas as diretrizes para manutenção de múltiplos órgãos no potencial doador adulto falecido. O objetivo das diretrizes foi o de nortear e uniformizar os cuidados prestados ao doador falecido, otimizando o processo da doação e, consequentemente, incrementando o número e a qualidade dos

transplantes. Atualmente, existem equipes de profissionais em Joinville que fornecem treinamento para as outras cidades catarinenses. Qual a principal dificuldade no processo de captação de órgãos? Hoje, as causas de não efetivação de potenciais doadores são falta de notificação (às vezes por não reconhecimento da morte encefálica), recusa familiar, parada cardíaca, contraindicação médica e problemas logísticos. É possível intervir em algumas dessas variáveis mediante educação continuada, capacitação dos profissionais da área da saúde e otimização de todo processo logístico

O ideal é que a sociedade fale sobre esse tema em conversas informais, expressando seu desejo de doar órgãos. da captação. O que ainda é preciso evoluir para que as pessoas aceitem mais facilmente a possibilidade de doar órgãos? O ideal é que a sociedade fale sobre esse tema em conversas informais, nas quais cada um possa expressar o seu desejo. Campanhas como o Dia Nacional de Doação de Órgãos, que ocorre em 27 de setembro, são uma oportunidade para disseminar mais informações a respeito do assunto, sobre o conceito de morte encefálica, da quantidade de pessoas que necessitam de um transplan-

te e do tempo de espera nas filas. O Hospital Dona Helena dispõe de uma estatística das doações de órgãos? Segundo dados estatísticos do SC Transplantes, que é a Central de Captação, Notificação e Distribuição de Órgãos e Tecidos no Estado, em 2013, o Dona Helena figura na 21ª posição, dentre os 35 hospitais catarinenses cadastrados, quanto ao número de notificações e de doações efetivadas. Conforme dados da Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), do HDH, foram registrados 158 óbitos de janeiro a setembro de 2013. Dentre esses, quatro foram por morte encefálica, sendo que houve uma doação, duas recusas de familiares e uma parada cardíaca. Vale ressaltar que o Dona Helena não é o hospital de referência no atendimento de vítimas de traumatismo crânio-encefálico em Joinville, que é uma das principais causas que podem levar à morte encefálica. Quando é possível captar órgãos para a doação? Quais critérios são avaliados? O que determina o uso de partes do corpo para transplante é o estado de saúde do potencial doador. Em geral, se aceita os seguintes limites, em anos: rim (75), fígado (70), coração e pulmão (55), pâncreas (50), válvulas cardíacas (65), córneas (sem limite), pele e ossos (65). Não podem ser doadores pacientes portadores de doenças infecciosas incuráveis e câncer generalizado, ou, ainda, aqueles com doenças que, por sua evolução, tenham comprometido o estado dos órgãos.

DH[notícias] Nº 123 • nov/dez 2013

Enxaqueca afeta

15% da população brasileira m botox Tratamento co crises e trazer pode diminuir s da aos paciente qualidade de vi No Brasil, calcula-se que entre 15% e 40% da população sofre com algum tipo de dor crônica. A enxaqueca está entre as principais. De acordo com um perfil epidemiológico traçado pela Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), aproximadamente 15% dos brasileiros padecem com a dor de cabeça tipo enxaqueca. A patologia figura entre as maiores causadoras de faltas no trabalho, além de promover mudanças de humor, menor rendimento e risco maior para acidente vascular cerebral (AVC). Para tais pacientes, um tratamento inovador vem sendo apresentado. É a aplicação de toxina botulínica, o famoso botox, para diminuir as crises. Wladimir Kümmer, médico coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Dona Helena, explica que a toxina começou a ser utilizada na área neurológica após estudos e observações que relataram melhora da enxaqueca em pacientes que utilizavam o botox com fins estéticos. Hoje, a prática já é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento preventivo da migrânea crônica em adultos. São classificadas nesse grupo pessoas que têm dores de cabeça com frequência, durante 15 dias por mês e por três meses consecutivos. O estudo que baliza o uso do botox para o tratamento de enxaqueca envolveu 1.384 pacientes de 122 centros da Europa e dos Estados Unidos. Durante a pesquisa, o número de pessoas com dor

Wladimir Kümmer demonstra pontos de aplicação de toxina botulínica

de cabeça diminuiu 50%, depois do uso da toxina. “É uma alternativa para um tratamento que, geralmente, é realizado com remédios diários fortes. Com o botox, podemos obter resultados similares com menos efeitos colaterais”, ressalta. O paciente com enxaqueca é avaliado pelo médico e, se for constatada a síndrome de dor crônica, poderá fazer aplicações a cada três meses. Se depois da primeira e da segunda aplicações a pessoa não apresentar resultados positivos, o tratamento pode ser abandonado e sugerida uma nova estratégia. O objetivo da toxina botulínica é impedir um ciclo vicioso que envolve o envio de informação do cérebro para gerar inflamação nos terminais nervosos e o consequente reenvio dessa informação para que apareça a dor. Com os resultados positivos no tratamento de enxaqueca, a toxina botulínica também vem sendo utilizada no tratamento de sequelas de derrame e paralisia infantil, dor de cabeça, dor lombar crônica, fasceíte plantar, câimbra do escrivão, espasmo hemifacial, bem como alguns sintomas da doença de Parkinson. A medicação tem como propriedade relaxar a musculatura, facilitando os movimentos e melhorando a dor e o desconforto. Não é um tratamento curativo, mas quando bem indicado e aplicado traz benefícios para a qualidade de vida do paciente.

Fique atento à dor de cabeça quando • Não tiver histórico de sofrer com a doença • O padrão da dor mudar • Depois dos 50 anos • For atrelada a outro problema, como tumores e traumatismos

Cuide de sua saúde • Fique atento aos causadores da enxaqueca • Mantenha uma rotina de atividades físicas • Evite alimentos industrializados e fortes, como queijos, vinhos e cafeína • Tente alterar hábitos inadequados

O Serviço de Neurologia do Hospital Dona Helena fica no 10º andar do Centro Clínico. Para agendar uma consulta, ligue: (47) 3451-3543.

IMPRESSO

Um trabalho conjunto que pode salvar vidas

Glauce Lippi de Oliveira

ENTREVISTA


Dh noticias enxaqueca