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ANO XXIV • Nº 295 JUNHO DE 2017

ALERGIAS RESPIRATÓRIAS O número de pessoas acometidas por asma ou rinite aumenta à medida que a temperatura cai. Aposte em higienizadores nasais, antialérgicos, inaladores e umidificadores de ar

OPORTUNIDADE Alicerce do sistema imunológico, a vitamina C também atua na prevenção e no tratamento de gripes e resfriados. Existem diversos formatos disponíveis no mercado

PESQUISA PARA A VIDA Estudos de potenciais medicamentos envolvem um longo e custoso processo. O nível de exigência é tamanho que, desde a fase inicial até o término, apenas uma molécula em cada dez mil consegue se tornar um produto eficaz e seguro

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EDITORIAL

Longo, complexo e dispendioso caminho Os processos da indústria farmacêutica que envolvem a descoberta de uma nova molécula e a produção de um promissor medicamento são custosos, sobretudo, quando a evolução da ciência e o avanço da tecnologia tornam as etapas mais sofisticadas e, consequentemente, complexas. Atualmente, apenas uma droga deve custar algo em torno de US$ 2,6 bilhões, além disso, o caminho é longo, aproximadamente dez anos. Ainda dentro do laboratório, pesquisadores modelam uma molécula, que pode chegar à fase pré-clínica, no entanto, somente 12% das moléculas pesquisadas recebem aval para avançar à etapa de pesquisa clínica, em que começa a ser ministrada em humanos, de forma experimental. Se chegar até aí, existem outras três fases. A reportagem de capa desta edição mostra todas as etapas que envolvem esse processo. Conheça todas elas e veja quão importante são os investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento de novos produtos, para que a saúde

DIRETORIA Gustavo Godoy, Marcial Guimarães e Vinícius Dall’Ovo EDITORA-CHEFE Lígia Favoretto (ligia@contento.com.br) ASSISTENTE DE REDAÇÃO Laura Martins EDITOR DE ARTE Junior B. Santos ASSISTENTE DE ARTE Giulliana Pimentel COMERCIAL (EXECUTIVAS DE CONTAS) Jucélia Rezende (jucelia@contento.com.br) e Luciana Bataglia (luciana@contento.com.br) IMAGEM: SHUTTERSTOCK

esteja assegurada e todas as áreas tenham cobertura. Outro destaque fica por conta da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico 2016 (Vigitel), divulgada no último mês, pelo Ministério da Saúde. Os resultados revelam um momento de preocupação no Brasil, onde o número de pessoas acima do peso cresce constantemente, fato que faz com que aumente a quantidade de indivíduos portadores de doenças crônicas em todo o País. Nos últimos dez anos, o excesso de pesou aumentou 26,3%, acometendo 53% da população, no ano passado. Veja ainda de que forma a vitamina C pode ser uma aliada importante para a imunidade e o tratamento preventivo de gripes e resfriados. Com a queda de temperatura, esses quadros podem ser frequentes entre os pacientes de sua farmácia. Boa leitura.

Atualmente, apenas uma droga deve custar algo em torno de US$ 2,6 bilhões, além disso, o caminho é longo, aproximadamente dez anos

Lígia Favoretto Editora-chefe

ASSISTENTE COMERCIAL Mariana Batista Pereira ASSINATURAS Morgana Rodrigues COORDENADOR DE CIRCULAÇÃO Cláudio Ricieri FINANCEIRO Cláudia Simplício e Fabíola Rocha ASSESSORIA TÉCNICA E LISTA DE PREÇOS Kátia Garcia MARKETING E PROJETOS Luciana Bandeira ASSISTENTES DE MARKETING Flávia Marcochi e Noemy Rodrigues

COLABORADORES DA EDIÇÃO Textos Adriana Bruno, Flávia Corbó, Laura Martins, Renata Martorelli, Tatiana Ferrador e Vivian Lourenço Revisão Maria Elisa Guedes Colunistas Patricia Cotti e Silvia Osso IMPRESSÃO Abril Gráfica CAPA Shutterstock

> www.guiadafarmacia.com.br Guia da Farmácia é uma publicação mensal da Contento. Rua Leonardo Nunes, 198, Vila Clementino, São Paulo (SP), CEP 04039-010. Tel.:(11) 5082 2200. E-mail: contento@contento.com.br Os artigos publicados e assinados não refletem necessariamente a opinião da editora. O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade única e exclusiva das empresas anunciantes. O Guia da Farmácia é uma revista vendida e distribuida ao varejo farmacêutico, dirigida principalmente ao profissional farmacêutico, mas também aos demais profissionais de saúde: médicos, odontólogos, prescritores e dispensadores de medicamentos.

2017 JUNHO GUIA DA FARMÁCIA

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SUMÁRIO #295 JUNHO 2017

86 E MAIS

CAPA

32 > PROCESSOS Para que um medicamento possa ser comercializado, há um caminho que deve ser percorrido até o registro nas agências regulatórias. Desenvolvimento é caro e demorado

06 > GUIA ON-LINE 08 > ENTREVISTA 14 > ANTENA LIGADA 22 > ATUALIZANDO

ESPECIAL SAÚDE 36 > ATUALIDADE Pesquisa Vigitel 2016 atualiza os dados sobre obesidade e doenças crônicas no Brasil. Estudo alerta sobre as informações de sobrepeso

80 > OPORTUNIDADE A vitamina C é um dos itens buscados para prevenção e tratamento de gripes e resfriados. Entender a importância do produto ajuda no aumento das vendas

86 > SORTIMENTO A procura por inaladores e umidificadores de ar aumenta nos meses mais frios do ano. A diferença de funcionamento é essencial para o uso correto de cada produto

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GUIA DA FARMÁCIA JUNHO 2017

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> GRIPES E RESFRIADOS > ALERGIAS RESPIRATÓRIAS > INFECÇÃO URINÁRIA > RESSECAMENTO VAGINAL > CÓLICA > OLHO SECO > IMUNIDADE

90 > ESPECIAL HOT 96 > PUERICULTURA 102 > SEMPRE EM DIA

ARTIGOS 28 > VAREJO Silvia Osso 30 > CONCEITO Patricia Cotti IMAGEM: SHUTTERSTOCK

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Apesar de comum na vida das mulheres, ainda há muitas dúvidas sobre o uso da pílula anticoncepcional. Alguns mitos e verdades sobre o assunto são revelados.

O QUE ROLA NAS REDES SOCIAIS CONHEÇA AS PRINCIPAIS CURIOSIDADES SOBRE O VÍRUS DA GRIPE (INFLUENZA), MAIS COMUM NOS MESES FRIOS DO ANO

PONTO DE VENDA

Multivitamínicos têm espaço para crescer no canal farma. Pontos de venda (PDVs) devem trabalhar os produtos de maneira correta para que as vendas sejam bem-sucedidas.

BELEZA

Os tipos de pele oleosa e mista são os mais comuns entre os brasileiros. Entender as diferenças entre uma e outra é essencial para o tratamento correto.

GESTÃO

Avaliação de Desempenho ajuda colaboradores e empresa a discutir de maneira mais clara sobre expectativas. Ferramenta identifica e analisa o comportamento do empregado em certo período de tempo. 6

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MERCADO

O público feminino é responsável por 65% das vendas feitas nas farmácias. Saber como atendê-lo é parte importante da experiência de compra nos estabelecimentos. IMAGENS: DIVULGAÇÃO/SHUTTERSTOCK


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ENTREVISTA – PFIZER

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IMAGEM: IMAGENS: GUILHERME FABIANO VIANA BESSA


Solução nutricional O USO DIÁRIO DE UM MULTIVITAMÍNICO COMPLEMENTA OS NÍVEIS RECOMENDADOS DE VITAMINAS E MINERAIS QUE PODEM FALTAR NA ALIMENTAÇÃO. A PFIZER CONSUMER HEALTHCARE APOSTA NA VERSÃO MASTIGÁVEL DE CENTRUM

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POR LÍGIA FAVORETTO

A Pfizer Consumer Healthcare (PCH), divisão de consumo do grupo Pfizer, atua em mais de 90 países e comercializa produtos isentos de prescrição médica que promovem saúde e bem-estar para mais de quatro bilhões de consumidores em todo o mundo. No Brasil, a empresa atua nas categorias de analgésicos, antiácidos, multivitamínicos e nutricosméticos. Desde 1952, a Pfizer está comprometida em fazer o melhor para colaborar com a qualidade de vida das pessoas em todas as etapas da vida, oferecendo opções terapêuticas para prevenção e tratamento de uma variedade de doenças. Como alternativa de prevenção, aposta em uma linha de multivitamínicos: Centrum, que já tem diversos produtos consolidados no mercado. A novidade apresentada fica por conta de Centrum Vitamints, em formato de pastilhas mastigáveis. O Guia da Farmácia conversou, com exclusividade, com a diretora de marketing da PCH,

Cristina Viana da Fonseca e com o diretor de vendas e trade marketing da PCH, Silvio Silva. Os executivos revelam que o produto chega para ser um aliado saboroso, refrescante e prático na busca do bem-estar, se encaixando perfeitamente no dia a dia do consumidor brasileiro multitarefas. Acompanhe! Guia da Farmácia • Centrum é a marca especialista em soluções nutricionais, que ajuda na saúde e no bem-estar das pessoas. Com 38 anos de experiência no mercado, inova e apresenta uma solução mastigável. Quais são os objetivos deste novo lançamento? Cristina Viana da Fonseca • A PCH tem uma grande preocupação em oferecer produtos inovadores que contribuam para a qualidade de vida dos brasileiros. As principais apostas da empresa estão na personalização, ou seja, investimos para trazer produtos que atendam às necessidades específicas do consumidor, o que é uma tendência mundial. Centrum Vitamints é um suplemento vitamínico em formato de pastilhas mastigáveis que contém 17 2017 JUNHO GUIA DA FARMÁCIA

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ENTREVISTA – PFIZER

vitaminas e minerais com sabores de menta e citrus para consumir onde e quando quiser, todos os dias, sem a necessidade de água. Guia • O público que se pretende atingir é o mesmo que já faz uso das outras versões de Centrum ou seria um novo público, ainda não consumidor? Cristina • Centrum Vitamints é direcionado para um novo público, que ainda não é consumidor da categoria. Para muitas pessoas, complementar a alimentação com multivitamínicos é parte do ritual diário. Para outras, a rotina é tão agitada que não existe um horário regrado para as atividades corriqueiras, incluindo as refeições, além disso, essas pessoas buscam mais praticidade e experiências mais prazerosas de consumo. E foi pensando nisso que a PHC lançou Centrum Vitamints, para atender as pessoas que estão dispostas a fazer algo pela saúde, mas ainda não consomem multivitamínicos e não querem inserir mais uma “atividade” em sua rotina corrida. Guia • Quais são os diferenciais e principais benefícios de Centrum Vitamints? Cristina • Centrum Vitamints é uma maneira nova, deliciosa e fácil de complementar a dieta com vitaminas e minerais e combina com o estilo de vida dos consumidores. É um suplemento vitamínico em formato de pastilhas mastigáveis, com agradável sabor refrescante, que pode ser con-

Diretora de marketing da Pfizer Consumer Healthcare, Cristina Viana da Fonseca

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sumido todos os dias, onde e quando a pessoa quiser, e não precisa de água. Por isso, é recomendado para aquelas pessoas que possuem uma rotina agitada, se importam com a saúde, buscam soluções prazerosas e práticas. O produto contribui para a imunidade, pois traz a vitamina C, que ajuda na manutenção das defesas do organismo; possui vitaminas do complexo B, essenciais para o funcionamento celular e produção de energia; e tem também ação antioxidante, pois as vitaminas C e E, o manganês e o selênio ajudam a proteger as células da ação dos radicais livres. Guia • Por que cada vez mais as empresas estão apostando no formato mastigável? Cristina • Porque são formatos fáceis de consumir e trazem uma experiência de consumo diferente. Guia • Por que o mercado de suplementação é interessante para a Pfizer? Cristina • O segmento de multivitamínicos é o terceiro do mercado Over The Counter (OTC) no Brasil, representando cerca de R$ 580 milhões. Além disso, existe um grande potencial de desenvolvimento para a categoria, pois a penetração ainda é baixa – somente 14% da população brasileira consome multivitamínicos (segundo dados do U&A). Guia • Por que acontecem tantos lançamentos na linha de Centrum? De que forma o consumidor pode identificar qual seria o mais adequado para suas necessidades? Cristina • Cada tipo de Centrum foi desenvolvido para atender às necessidades de um tipo de público específico, ou seja, as linhas são customizadas para diferentes perfis, levando em consideração a idade, o gênero e os benefícios específicos (por exemplo: Centrum Ômega 3). As informações contidas nas embalagens podem ajudar o consumidor a identificar qual o Centrum mais adequado para sua necessidade. Guia • Quais as expectativas da Pfizer com o lançamento de Centrum Vitamints? Cristina • A expectativa com esse lançamento é a de reforçar a essência de inovação que está no DNA da Pfizer, oferecendo mais bem-estar para um maior número de pessoas que estão dispostas a ter uma vida mais saudável, mas ainda não sabem por onde começar. A PHC pretende, com esse lançamento, aumentar a penetração de consumo de multivitamínico na categoria, que hoje representa 14% no Brasil (fonte: U&A). Guia • Por que cada vez mais cresce a necessidade entre a população de fazer uso de um multivitamínico? Cristina • Em meio à vida corrida, cada vez mais, as pessoas tendem a ter uma alimentação desregrada


e acabam não consumindo a quantidade total de nutrientes necessários para uma vida saudável. A complementação ajuda as pessoas a alcançar os níveis diários de vitaminas e minerais essenciais para o funcionamento normal do corpo. Guia • Quais as diferenças entre um multivitamínico e um polivitamínico? Cristina • Na verdade, são a mesma coisa. Nós preferimos usar multivitamínicos, já que é de mais fácil entendimento pelos consumidores. Guia • A Pfizer tem a missão de oferecer soluções modernas. O que isso significa e como é possível? Cristina • Inovação é um pilar muito importante para a Pfizer. Investimos globalmente US$ 7,5 bilhões ao ano em Pesquisa e Desenvolvimento de novos produtos, e temos nove centros de pesquisa (sete nos Estados Unidos e dois no Reino Unido). A missão é melhorar a vida das pessoas em todo o mundo, incentivando-as a assumir os cuidados com a própria saúde e bem-estar. É com essa premissa que trabalhamos todos os dias para trazer produtos que possibilitem um dia a dia mais pleno e ajudem as pessoas a ultrapassar os obstáculos que possam surgir no caminho. Guia • De que forma a Pfizer busca conhecer as necessidades dos consumidores? Cristina • Para lançar um novo produto, nosso primeiro passo é entender as necessidades dos consumidores brasileiros, seus hábitos e vontades. A inovação de Centrum Vitamints foi muito bem fundamentada por esse processo. Um estudo aprofundado nos ajudou a identificar dois perfis distintos de consumidores no Brasil: os atuais – que têm uma rotina estabelecida, são mais preocupados com a saúde e, geralmente, já consomem um multivitamínico diariamente; e os potenciais – aqueles que não têm uma rotina definida, não consomem multivitamínicos, mas se preocupam com a saúde e procuram soluções que se adaptem ao dia a dia corrido. Guia • De que forma a nova apresentação deve ser trabalhada no ponto de venda? Silvio Silva • Centrum Vitamints é um multivitamínico integrante da família Centrum, por isso, o ponto natural de exposição do produto é ao lado dos multivitamínicos. Porém, como se trata de uma apresentação diferenciada (pastilhas mastigáveis, sabor e refrescância) e que visa atrair novos consumidores para a categoria, a estratégia de exposição e presença em pontos extras no ponto de venda (PDV) também são muito importantes. Por isso, trabalhamos as mensagens-chave da marca tanto na gôndola natural (onde o produto aparece em primei-

Diretor de vendas e trade marketing da Pfizer Consumer Healthcare, Silvio Silva

ro lugar, abrindo a exposição) quanto em outros pontos extras (como checkout e balcão, buscando novos usuários). Guia • Como a Pfizer se relaciona com o varejo farmacêutico? Silva • As vendas de multivitamínicos no Brasil acontecem quase que em sua totalidade no canal farma, por isso, ele é altamente relevante para a categoria. O aumento nas vendas ocorrido nos últimos anos, e sua consequente importância para as farmácias, se deve à crescente preocupação do brasileiro com a qualidade da sua nutrição. Dentro do mercado OTC no Brasil, suplementos vitamínicos são considerados TOP 3 em valores (reais, dados da consultoria QuntilesIMS) e, por isso, têm uma importante contribuição no faturamento. Guia • É importante que o balconista/farmacêutico saiba indicar a melhor opção ao consumidor? Como isso é possível? Silva • É importante, sim. Hoje, somente 14% da população brasileira consome multivitamínicos (fonte: U&A), ou seja, a maioria da população ainda não conhece a importância de incluir um multivitamínico em sua rotina e complementar a alimentação. O papel do balconista é auxiliar os consumidores e apresentar-lhes os benefícios de cada produto, como energia, saúde muscular e defesas do organismo; além de orientar sobre a opção mais adequada para cada necessidade específica. 2017 JUNHO GUIA DA FARMÁCIA

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SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

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ANTENA LIGADA

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

ESTABELECIMENTOS SE REINVENTAM E DÃO ESPAÇO PARA NOVOS TIPOS DE SERVIÇO. LOJAS TIVERAM EXPANSÃO PARA OFERECER MELHOR EXPERIÊNCIA DE COMPRA AOS SEUS CLIENTES POR LAURA MARTINS

FARMÁCIAS COM CLÍNICAS CRESCEM Atualmente, 39 farmácias de 12 municípios de Minas Gerais já possuem serviços clínicos. E de acordo com a regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Lei 13.021/14, é possível fazer revisão de medicamentos, ter acompanhamento do tratamento prescrito pelo médico, checar o nível de diabetes e hipertensão ou receber informações de como regular o nível do colesterol no sangue. Segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), as clínicas já estão presentes em todos os estados brasileiros. Já são mais de 600 salas de atendimento personalizado em 150 municípios. • www.abrafarma.com.br 14

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GUIA DA FARMÁCIA JUNHO 2017

FARMARCAS CHEGA À MARCA 600

A Farmarcas acaba de abrir a loja número 600, em Manaus. O estabelecimento, da Ultra Popular, faz parte de uma grande expectativa das redes que estão com mais 100 farmácias em processo de abertura. Atualmente, fazem parte da empresa oito redes: Drogarias Ultra Popular, Farmácia Super Popular, Farma100, Entrefarma, Drogarias Maxi Popular, Farmácias BigFort, AC Farma e Megapharma. • www.farmarcas.com.br

IMAGENS: SHUTTERSTOCK/DIVULGAÇÃO

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ANTENA LIGADA

COMBATE À DEPRESSÃO RECADASTRAMENTO NO PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR

O Ministério da Saúde (MS) informou que todas as farmácias credenciadas no Programa Farmácia Popular do Brasil – Aqui Tem Farmácia Popular necessitam renovar seu credenciamento, para o ano de 2017, no período de 2 de maio de 2017 até 31de julho de 2017. Para realizar o recadastramento, o responsável legal da farmácia ou usuários autorizados devem acessar o Portal no endereço www.caixa.gov.br/farmaciapopular, ingressar no Sistema Farmácia Popular (SIFAP) com o Número de Identificação Social (NIS) e senha do Cartão do Cidadão cadastrada na agência da Caixa e atualizar o cadastro utilizando “Renovar Cadastro” na opção “Credenciamento”. Quem não possuir o número de identificação necessário ou não conseguir acessar o SIFAP, deve se dirigir até a agência da Caixa onde se encontra o cadastro da empresa e rever os procedimentos para acesso. • www.caixa.gov.br/farmaciapopular

Com o objetivo de aumentar o acesso ao tratamento da depressão, a Medley, unidade de negócios responsável por genéricos e similares da Sanofi, lançou, durante evento ocorrido no último mês, na capital paulista, o primeiro similar da molécula succinato de desvenlafaxina monoidratado do mercado. O medicamento é cópia idêntica da droga de referência, e conta com uma molécula que possui baixa interação medicamentosa com outros tratamentos, não interfere na libido, nem causa ganho de peso no paciente. Com o objetivo de ampliar o acesso ao tratamento da doença, o produto chega ao mercado com o valor final de até 30% menos que o medicamento de referência. Dessa forma, o similar sustenta um dos principais pilares da Medley, que é oferecer saúde de qualidade a toda população brasileira. • www.medley.com.br

BONS RESULTADOS NA BOEHRINGER INGELHEIM

O ano fiscal da Boehringer Ingelheim foi bem-sucedido, com crescimento de vendas líquidas em todos os negócios, chegando a € 15,9 bilhões, alta de 7,3% em relação a 2015. Como o lucro operacional melhorou 27%, o retorno sobre as vendas líquidas foi de 18,1%. A farmacêutica empregou cerca de 45.700 pessoas em todo o mundo. No segmento de saúde humana, a farmacêutica trabalhará no desenvolvimento de inovações nas áreas de doenças respiratórias, cardiovasculares, diabetes, doenças raras, oncologia, doenças do Sistema Nervoso Central (SNC) e imunologia. • www.boehringer-ingelheim.com.br

ARTISTA E MARCA CELEBRAM DEZ ANOS

Com uma parceria que completa dez anos, o cantor Leonardo estreou uma nova campanha publicitária da Apracur. De acordo com o artista, “é uma parceria muito sadia e tenho muito orgulho de fazer parte da história desse medicamento em que acredito e que é tão consolidado no mercado. Faço sempre o meu melhor para somar o que apresento diante das câmeras”. A campanha foi gravada em um boliche, em São Paulo (SP). • www.apracur.com.br 16

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USO DE AGULHAS

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) se posicionou oficialmente contra a reutilização de agulhas e seringas para a insulina. De acordo com a entidade, a prática coloca em risco a saúde do paciente e não é recomendada. Ainda que a instrução exista, os pacientes chegam a usar o mesmo material em três a cinco aplicações. Os principais motivos são conveniência, economia, falta de outra agulha ou seringa e falta de orientação apropriada. O uso contínuo dos materiais pode ajudar no desenvolvimento de lipo-hipertrofia, infecções do tecido subcutâneo, casos inexplicados de hipoglicemia, variabilidade glicêmica, leve aumento de hbA1C e dor e desconforto nas aplicações. • www.diabetes.org.br

MERCK TRANSFERE PROMOÇÃO MÉDICA

A farmacêutica alemã Merck transferiu a promoção médica de cinco produtos da Urologia e Psiquiatria para a Life Farmacêutica. São eles: Mesidox® (mesilato de doxazosina); Flaxin® (finasterida), Clindal AZ® (azitromicina di-hidratada), Floxocip® (cloridrato de ciprofloxacino) e o Psiquial® (fluoxetina). Entre março de 2016 e fevereiro de 2017, o mercado desses medicamentos movimentou R$ 549 milhões. Em volume, as vendas chegaram a 40,8 milhões de unidades. O contrato com a Life Farmacêutica tem objetivo de ampliar em 20% a participação da Merck nestes mercados. • www.merck.com.br

SINDUSFARMA HOMENAGEIA EXECUTIVO TAKEDA É EXEMPLO DE INCLUSÃO

A Takeda recebeu a certificação do Great Place to Work® Mulher, que destaca a excelência da empresa em promover acesso e inclusão feminina em diferentes setores. A empresa foi vencedora como pioneira no segmento de farmácia e biotecnologia e na categoria de grandes empresas, conquistou o sexto lugar. A farmacêutica foi premiada por concretizar práticas diferenciais em áreas, como desenvolvimento de liderança, gestão de desempenho, cultura organizacional, remuneração e benefícios. Hoje, as mulheres são mais de 50% do número de colaboradores, 42% dos cargos de liderança e 50% da diretoria da Takeda. • www.takedabrasil.com 18

GUIA DA FARMÁCIA JUNHO 2017

O CEO da Natulab, Wilson Borges, foi homenageado na Solenidade de Outorga do Colar Cândido Fontoura do Mérito Industrial Farmacêutico 2017, concedida pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma). O executivo está à frente da empresa desde 2016 e seu principal desafio é expandir a presença da Natulab no mercado nacional. Com mais de 30 anos de experiência no mercado farmacêutico, Borges passou por cargos de alta direção na Medley, no Laboratório Zambon, e esteve por 21 anos na Pfizer. • www.natulab.com.br


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ANTENA LIGADA

ANVISA ABRE CONSULTA PÚBLICA PARA VACINAÇÃO

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no uso das atribuições que lhe confere o art. 15, III e IV aliado ao art. 7º, III, e IV, da Lei 9.782, de 26 de janeiro de 1999, o art. 53, III, §§ 1º e 3º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 61, de 3 de fevereiro de 2016, resolve submeter à consulta pública, para comentários e sugestões do público em geral, proposta de ato normativo anexo, conforme deliberado em reunião realizada em 18 de abril de 2017. • portal.anvisa.gov.br

CAMPANHA COM ATORES GLOBAIS

Benegrip acaba de lançar uma nova campanha publicitária com dois garotos-propagandas, os atores Adriana Estes e Vladimir Brichta. O filme traz o slogam da marca “É gripe? Benegrip sempre” e destaca as funcionalidades dos comprimidos verde e amarelos que, juntos, se complementam no combate a gripes e resfriados. A nova campanha terá spots em rádio, anúncios em revista e ações para o digital. • www.benegrip.com.br

DEBATE EM PORTO ALEGRE

A Associação dos Distribuidores de Medicamentos do Estado do Rio Grande do Sul (ADIMERS) e o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Rio Grande do Sul (Sinprofar-RS), levaram a Porto Alegre o tributarista Ricardo Bernardes Machado e o diretor de relacionamento com parceiros estratégicos da QuintilesIMS, Eduardo Rocha. Os dois foram palestrantes no 3º Fórum ADIMERS. No evento, foram discutidos temas que impactam, diretamente, no bolso dos gaúchos, como o preço dos medicamentos. O objetivo do Fórum é ampliar discussões sobre a regulação e os preços de medicamentos, especialmente, no que se refere à sistemática de tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre estes produtos. Hoje, além de gerar o encarecimento dos produtos para a população, a carga tributária inviabiliza o desenvolvimento econômico das empresas distribuidoras de medicamentos. A ADIMERS alerta para o fato de seus associados estarem sujeitos a um regime de tributação muito complexo, que exige extrema atenção e cuidado para ser gerido, sob pena de arcar com elevados encargos que se transformam em demandas judiciais. O Fórum realizou um amplo debate sobre o impacto do ICMS no dia a dia das empresas e dos consumidores. • www.adimers.com.br

LIBBS INVESTE EM PARQUE TECNOLÓGICO

O Centro Tecnológico da Libbs Farmacêutica é o primeiro a chegar ao Parque Tecnológico do Jaguaré. Ele foi idealizado para promover conexões no segmento de saúde, além de centros de pesquisas; nanotecnologia; novos fármacos; tecnologia da informação, usabilidade e comunicabilidade para pessoas com deficiência, integrando setor público e empresas privadas. A farmacêutica investirá até R$ 100 milhões no Centro que unificará as áreas de negócios, administrativa, jurídica, regulatório, patentes e pesquisa clínica com a de desenvolvimento galênico e de fármacos. • www.libbs.com.br 20

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ATUALIZANDO

COMBATE EFETIVO INDÚSTRIA FARMACÊUTICA DESENVOLVE PRODUTOS QUE FACILITAM O CONTROLE DOS PACIENTES DIABÉTICOS. NOVOS MEDICAMENTOS E DISPOSITIVOS CHEGAM PARA PROPORCIONAR MAIOR QUALIDADE DE VIDA POR LAURA MARTINS

AMAGLYN® E GLIMEPIRIDA LABORATÓRIO TEUTO

O Laboratório Teuto disponibiliza ao mercado o medicamento Amaglyn® e seu genérico glimepirida, antidiabéticos indicados para o tratamento oral de diabetes mellitus não insulino dependente (Tipo 2 ou diabetes do adulto), quando os níveis de glicose não podem ser adequadamente controlados por meio de dieta alimentar, exercícios físicos e redução de peso. O princípio ativo, a glimepirida, diminui as concentrações sanguíneas da glicose, principalmente pela estimulação da secreção de insulina. Os produtos estão disponíveis nas concentrações de 1 mg, 2 mg e 4 mg em caixas com 30 comprimidos. AMAGLYN® MS 1.0370.0614.002-1 (1 mg com 30 comprimidos) MS 1.0370.0614.005-4 (2 mg com 30 comprimidos) MS 1.0370.0614.008-9 (4 mg com 30 comprimidos) GLIMEPIRIDA MS 1.0370.0617.002-6 (1 mg com 30 comprimidos) MS 1.0370.0617.005-0 (2 mg com 30 comprimidos) MS 1.0370.0617.008-5 (4 mg com 30 comprimidos) • www.teuto.com.br

ONETOUCH® SELECT PLUS FLEX™ JOHNSON & JOHNSON MEDICAL DEVICES

OneTouch®, marca da Johnson & Johnson Medical Devices, acaba de lançar seu novo medidor de glicemia, o OneTouch® Select Plus Flex™, equipado com a inédita tecnologia ColorSure™, que indica o resultado do teste por meio de cores, além de possuir display amplo e com números grandes, simplificando a leitura e proporcionando mais segurança e facilidade para os pacientes a medição diária. O produto conta ainda com o inédito lancetador OneTouch® Delica®, que oferece testes mais suaves e com maior conforto. REGISTRO ANVISA 80145909082 • www.onetouchla.com/br 22

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Seu CLIENTE protegido neste inverno!

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Solução Oral

Sem Açúcar

Jato contínuo aplicação em 360o

Cápsulas gelatinosas

Óleo de Alho Uso tradicional 2 cápsulas ao dia

Xarope de Guaco Herbarium

Guaco Edulito Herbarium

Rinospray Spray nasal

Para tosse e expectoração

Para tosse e expectoração

Fluidificante

1 Xarope de guaco

Pode ser utilizado por

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registrado na ANVISA.

diabéticos

Sem Conservante

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GUACO EDULITO HERBARIUM, RINOSPRAY E XAROPE DE GUACO HERBARIUM SÃO MEDICAMENTOS. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA. . • XAROPE DE GUACO HERBARIUM* - Mikania glomerata 0,5 ml/5 ml. Indicação: Possui ação broncodilatadora e expectorante, o que torna o produto indicado para o tratamento de tosses persistentes e tosses com expectoração. Contraindicações: Gravidez, lactação, diabéticos e crianças menores de 2 anos. MS: 1.1860.0039. • GUACO EDULITO HERBARIUM* - Mikania glomerata 81,5 mg/ml - Solução oral (isento de açúcar). Indicação: Elaborado com o extrato de guaco, auxilia no tratamento de afecções do trato respiratório, como tosses persistentes, tosses com expectoração e rouquidão. Contraindicações: Gravidez, lactação e crianças menores de 2 anos. MS: 1.1860.0078. *Advertências: Pacientes com problemas hepáticos podem apresentar toxicidade com o uso prolongado. Recomenda-se maior critério na administração de guaco em pacientes com quadros respiratórios crônicos não diagnosticados, devendo-se afastar a hipótese de tuberculose e câncer. • ÓLEO DE ALHO - Allium sativum - 45 cápsulas. Na forma de cápsulas proporciona uma administração prática dos óleos voláteis presentes nos bulbos do alho. NÃO CONTÉM GLÚTEN. MS: 4.8697.0017. O Ministério da Saúde adverte: não existem evidências científicas comprovadas de que este alimento previna, trate ou cure doenças. • RINOSPRAY – Solução de cloreto de sódio - estéril 0,9%. Indicação: Fluidificante e descongestionante nasal. Contraindicações: Pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Advertências: Em bebês, o tempo de administração deve ser curto, de modo a não prejudicar a sua respiração. MEDICAMENTO DE NOTIFICAÇÃO SIMPLIFICADA RDC ANVISA N°199/2006. AFE n° 1.01860.6. Central de Relacionamento Herbarium: 0800 723 8383 • www.herbarium.com.br. ABRIL/2017

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ATUALIZANDO

ESTOMAZIL

HYPERMARCAS

SUSTAGEN®

MEAD JOHNSON NUTRITION

De olho nas necessidades do público adulto, Sustagen® Nutrição e Energia acaba de lançar uma nova formulação, com 26 vitaminas e minerais e, em especial, maior quantidade de vitamina D. Desenvolvido para pessoas com mais de 50 anos de idade, o complemento alimentar traz em sua formulação proteínas que contribuem para a formação dos músculos, cálcio e vitamina D, vitaminas do complexo B, zinco e vitaminas A, C, D e E. A nova fórmula está disponível nos sabores baunilha, chocolate, morango e banana. MS Dispensa registro por se enquadrar na categoria “Pós ou Misturas para o preparo de alimentos e bebidas”, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) • www.sustagen.com.br

Estomazil, medicamento indicado para azia, estufamento e má digestão, lança novas apresentações: Abacaxi e Sem Sabor de Estomazil Efervescente em frasco com 100 g. São embalagens econômicas que rendem até 20 doses. Além disso, a marca conta com Estomazil Pastilhas e Estomazil Sachê. A versão Estomazil Pastilhas atua no alívio da queimação, dor de estômago e azia e é encontrada em versões com 10 e 20 comprimidos mastigáveis, em três sabores: abacaxi, menta e limão. Já a linha efervescente é indicada para os sintomas de azia, estufamento, má digestão e mal-estar e está disponível nos sabores abacaxi, sem sabor, guaraná e laranja. MS 1.7817.0039 (Estomazil Sachês) MS 1.7817.0094 (Estomazil Pastilhas) • www.estomazil.com.br

BISSULFATO DE CLOPIDOGREL NEO QUÍMICA

A Neo Química lança mais uma opção de medicamento da classe dos antiagregantes plaquetários: o bissulfato de clopidogrel. A novidade é uma versão genérica do Plavix® (Sanofi-Aventis) e é indicado para a prevenção de novos incidentes em pacientes com histórico recente de infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC). O medicamento pode ser usado também no tratamento da doença arterial periférica estabelecida. O genérico do bissulfato de clopidogrel poderá ser encontrado em apresentações com 75 mg e 14 comprimidos e 75 mg e 28 comprimidos. MS 1.5584.0510 • www.neoquimica.com.br 24

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LEUCOGEN ACHÉ

Leucogen é um medicamento usado para estimular o sistema imunológico e aumentar a defesa do organismo contra infecções. Única timomodulina do mercado brasileiro, Leucogen está disponível em xarope para as crianças e cápsulas para adultos. Agora, o Aché lança a apresentação com 30 cápsulas pelo mesmo preço da apresentação com 20 cápsulas, que deixará de ser comercializada. MS 1.0573.0062 • www.ache.com.br


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ALIVIUM

HYPERMARCAS

O ano de 2017 inicia um novo marco na história de Alivium. A marca está apostando em um novo produto para o seu portfólio adulto: Alivium Cápsulas Líquidas. A nova apresentação pode ser encontrada nas dosagens de 400 mg, em blister com três cápsulas ou caixas com oito e dez cápsulas, e também na versão 600 mg em caixa com dez cápsulas – uma novidade, por ser a primeira versão ibuprofeno 600 mg em cápsulas líquidas do mercado. MS 1.7817.0826 • www.hypermarcas.com.br

STETIC HAIR ABBOTT

A Abbott acaba de entrar no mercado de nutracêuticos com o lançamento do Stetic Hair, suplemento voltado para o fortalecimento das unhas e cabelos. O produto foi desenvolvido com fórmula exclusiva, o BiotiGeno, mix de biotina com complexo antioxidande, capaz de prevenir os efeitos da carência de nutrientes, garantindo mais força e vitalidade aos cabelos. MS Produto isento de registro, conforme a RDC 27/10 • www.abbottbrasil.com.br

HIDROCLOROTIAZIDA NEO QUÍMICA

A Neo Química lança extensão da linha do medicamento hidroclorotiazida, com apresentação em 25 mg. Indicado para o tratamento de quadros de hipertensão, regula a pressão arterial. O princípio ativo é indicado para efeitos diuréticos em quadros edematosos; cirrose hepática; e tratamento de edemas causados pelo uso de corticoides e estrógenos. Além da apresentação em 25 mg e 30 comprimidos, a hidroclorotiazida pode ser encontrada também em 50 mg e 30 comprimidos em todo o País. MS 1.5584.0485 • www.neoquimica.com.br

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STARFOR C NATULAB

Starfor C é a associação da vitamina C com o aspartato de arginina, que estimula a produção de óxido de nitrogênio e produz diversos efeitos benéficos aos sistemas muscular, cardiovascular e imunológico. Starfor C é indicado como antioxidante, auxiliar do sistema imunológico, auxiliar na recuperação durante o período pós-cirúrgico e como suplemento para casos de carência de vitamina C. A Natulab já comercializa apresentação com 10 comprimidos efervescentes e está lançando uma nova versão com 16 comprimidos efervescentes. MS 1.3841.0041 • www.natulab.com.br


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VAREJO

Em se falando de Gerenciamento por Categorias...

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MODELO VISA OTIMIZAR DIFERENTES FRENTES DO VAREJO PARA ATENDER MELHOR O CONSUMIDOR

SILVIA OSSO Palestrante e consultora de empresas. Especialista em varejo e autora dos livros destinados ao varejo e serviços denominados ATENDER BEM DÁ LUCRO; ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS EM FARMÁCIA, PROGRAMA PRÁTICO DE MARKETING EM FARMÁCIAS; LIDERANÇA PARA TODOS . Para adquirir os livros, acesse: www.lojacontento.com.br E-mail siosso@uol.com.br 28

Muito se discute sobre a implementação do Gerenciamento por Categorias (GC), embora poucas empresas varejistas brasileiras o pratiquem e raras aquelas que o fazem corretamente. No varejo farma, ainda poucas o praticam em sua totalidade e há muito achismo de consultores pouco preparados para fazê-lo. Ainda estamos no processo de conscientização e preparação e para o trabalho de GC. O GC é um modelo de gestão de desempenho com foco no consumidor, que visa otimizar os resultados das categorias de produtos; mix; sortimento; precificação; espaço e promoção, gerando ganhos para o negócio e toda a cadeia envolvida. Em outras palavras mais esclarecedoras, GC é um modelo de gestão de negócio com uma estrutura de gestão, processos e indicadores que partem sempre da ótica do shopper. Ele é feito, especificamente, para gerenciar as variáveis do mix para cada categoria de produto, de modo a obter respostas e ações mais rápidas e equalizar as melhores decisões de portfólio por categoria [mix ideal, aumento e redução de SKU (sigla que representa o termo Stock Keeping Unit, em português Unidade de Manutenção de Estoque, definida como um identificador único de um produto e utilizada para manutenção de estoque)]; preço (estratégias e táticas de precificação); promoções (sazonais, de oportuni-

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dades, de produtos obsoletos e planejadas); merchandising (layout e disposição da categoria na loja, planograma/técnicas de exposição nas gôndolas, comunicação visual para atrair/comunicar/vender ao shopper); e estratégias de compras e abastecimento (visão da cadeia de abastecimento para cada categoria de produtos) para assegurar a disponibilidade do produto na gôndola, considerando o nível de serviço necessário para a farmácia e o consumidor. O cenário de mudanças constantes não permite que a farmácia seja gerida da mesma forma de décadas. Isso fará com que raríssimos sobrevivam. É importante não sair “queimando etapas”, visto que elas precisam ser cumpridas uma após a outra, levando em consideração: compreender profundamente o consumidor; revisitar a estratégia e proposta de valor do negócio; e revisar os formatos que são fundamentais para o sucesso da implementação do GC no varejo farma. Das 74 mil farmácias e drogarias existentes no Brasil, cerca de sete mil estão em fase de pré-GC que significa arrumação por categorias; as demais precisam primeiro entender o que significa para depois partir para a execução. Nesse momento, é importante ter um consultor especialista em GC Farma, para orientar e treinar todos os envolvidos. IMAGEM: DIVULGAÇÃO


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CONCEITO

Rentabilidade Omnichannel CLIENTES TÊM MAIS DECISÃO DE COMPRA. VAREJISTAS DEVEM ESTAR ATENTOS À NOVA DEMANDA PARA ENGAJAR SEU PÚBLICO-ALVO

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PATRICIA COTTI

Diretora vogal do Instituto Brasileiro de Executivos e Mercado de Consumo (Ibevar) e coordenadora acadêmica da Academia de Varejo 30

Com as mudanças na concorrência, no comportamento do consumidor e o advento do canal de e-commerce, o varejo se viu diante de um desafio: ele não seria somente um distribuidor de produtos, preocupado apenas com a transação final e venda a seu cliente, mas também um gerador de experiências, fornecendo momentos de prazer durante toda a jornada de compra. A venda passou a ser uma consequência de um processo de envolvimento e engajamento do consumidor, em um ambiente facilitador. Dentro desse contexto, os múltiplos canais de atuação surgem como uma maneira de manter contato com o cliente durante a escolha do produto, maximizando as possibilidades de concretizar o consumo. Assim, surge uma série de termos que definem os meios comerciais, como o Multicanal, o Cross-Canal, o Omnicanal, entre outros. Às vezes, essas múltiplas formas de comercialização se confundem diante da di-

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nâmica de mercado. Para ficar mais claro, definirei algumas, começando com o conceito de Multicanal. Entende-se que o Multicanal são os diversos pontos de venda (PDVs) (física, on-line, porta a porta, via telefone), com o objetivo de maximizar a comercialização e o lucro. A multicanalidade é uma característica do varejo moderno e permite alcançar o público cada vez mais engajado com tecnologias, com vida atribulada e aberto à experiência. Esse engajamento, entretanto, não se dá de maneira única – canal-cliente –, mas de forma integrada e dinâmica. É esse fenômeno que chamamos de Cross-Canal, o entendimento da alternância entre canais em uma única jornada de compra. De uma maneira simples, durante a venda de um produto ou serviço, o consumidor, tentando maximizar o seu benefício (melhorar o conceito custo-benefício), tende a pesquisar os diversos canais para obter a melhor aquisição. IMAGEM: DIVULGAÇÃO


BIOARGI C (aspartato de arginina 1g + ácido ascórbico 1g) Indicado como suplemento vitamínico pós-cirúrgico/cicatrizante, em dietas restritivas e inadequadas, em doenças crônicas/convalescença, antioxidante e como auxiliar do sistema imunológico. MS - 1.0497.1382. BIO-C® (ácido ascórbico) MS-1.0497.0247 / BIO-C® ZINCO (ácido ascórbico + zinco) MS 1.0497.0021. Indicados como suplemento vitamínico auxiliar do sistema imunológico. CONIDRIN® SALINA (cloreto de sódio) MEDICAMENTO CONFORME RDC ANVISA Nº 199/2006. AFE Nº:1.00.497-7. CONIDRIN® 3% (cloreto de sódio) Indicado como descongestionante e fluidificante nasal. MS 1.0497.1383.002-4. ECOS (dropropizina) Indicado para o tratamento sintomático da tosse improdutiva ou exagerada, irritativa, espasmódicas e secas. MS - 1.0497.1184. FLUCISTEIN® (acetilcisteína) Indicado como expectorante que ajuda a eliminar as secreções produzidas nos pulmões, facilitando a eliminação pelas vias respiratórias. MS - 1.0497.1149. HISTADIN (loratadina) Indicado para o alívio temporário dos sintomas associados com rinite alérgica, como: coceira nasal, coriza, espirros, ardor e coceira nos olhos; alívio dos sinais e sintomas de urticária e outras alergias da pele. MS - 1.0497.1185. HYTÓS® PLUS (cloridrato de clobutinol + succinato de doxilamina) Indicado para tosse de qualquer etiologia, principalmente quando envolve componente alérgico. MS - 1.0497.0226. MUCOFAN® (carbocisteína) Indicado como mucolítico e expectorante. MS - 1.0497.1315. PERFENOL® (paracetamol + maleato de clorfeniramina + cloridrato de fenilefrina) Indicado como antigripal múltiplo com ação em gripes, resfriados, congestão nasal, coriza, febre, cefaleia, dores musculares e demais sintomas presentes nos estados gripais. MS - 1.0497.1367. SAC 0800 11 15 59 - www.uniaoquimica.com.br - junho/17. BIOARGI-C, BIO-C® E BIO-C®ZINCO CONTÊM ÁCIDO

ASCÓRBICO. NÃO USE ESTES MEDICAMENTOS EM CASO DE DOENÇAS GRAVES DOS RINS. ECOS® CONTÉM DROPROPIZINA. NÃO USE ESTE MEDICAMENTO EM CASO DE TOSSE COM SECREÇÃO E EM CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS DE IDADE. PERFENOL® CONTÉM PARACETAMOL E CLORIDRATO DE FENILEFRINA. NÃO USE JUNTO COM OUTROS MEDICAMENTOS QUE CONTENHAM PARACETAMOL, COM ÁLCOOL, OU EM CASO DE DOENÇA GRAVE DO FÍGADO. NÃO USE ESTE MEDICAMENTO EM CASO DE DOENÇAS DO CORAÇÃO, PRESSÃO ALTA E GLAUCOMA. HYTÓS® PLUS E PERFENOL® SÃO MEDICAMENTOS. DURANTE SEU USO, NÃO DIRIJA VEÍCULOS OU OPERE MÁQUINAS, POIS SUA AGILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR PREJUDICADAS. CONIDRIN® SALINA, CONIDRIN® 3%, FLUCISTEIN®, HISTADIN E MUCOFAN® SÃO MEDICAMENTOS. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA.

SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO

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PROCESSOS

Da molécula à prateleira ANTES QUE UM MEDICAMENTO SEJA REGISTRADO E POSSA SER COMERCIALIZADO COMO TRATAMENTO SEGURO E EFICAZ DE UMA ENFERMIDADE, UM LONGO, COMPLEXO E DISPENDIOSO CAMINHO É PERCORRIDO POR FLÁVIA CORBÓ

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Em 1975, quando algumas das mais tradicionais indústrias farmacêuticas já estavam em atividade, a produção de um novo medicamento custava cerca de US$ 138 milhões, segundo dados da Federação Internacional de Associações de Indústrias Farmacêuticas (IFPMA, na sigla em inglês). A cifra, um tanto volumosa, parece pequena perto dos valores investidos hoje em dia. Com a evolução da ciência e o avanço da tecnologia, os processos utilizados pelas indústrias farmacêuticas tornaram-se mais complexos

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e sofisticados na tentativa de desenvolver tratamentos efetivos e seguros contra doenças antes sem controle. Como consequência, os custos aumentaram. A mesma IFPMA estima que, atualmente, apenas uma droga custe em torno de US$ 2,6 bilhões. Além de elevar os custos, os avanços obtidos na área de pesquisa e desenvolvimento fizeram com que o tempo entre a descoberta de uma nova molécula até a comercialização de um medicamento se alongasse. Hoje, são necessários, em média, dez anos até que um medicamento receba o registro das agências reguladoras e chegue às prateleiras das farmácias. IMAGENS: SHUTTERSTOCK


INÍCIO DO CAMINHO Tudo começa ainda dentro do laboratório. Grupos de pesquisadores operam equipamentos sofisticados, que chegam a custar R$ 1 milhão, para realizar a modelagem de moléculas. Isto é, programas computacionais testam novas configurações de moléculas em busca de resultados inovadores. “Já se tem conhecimento de que tal molécula é eficaz contra hipertensão, mas, de repente, se um átomo ou grupamento de átomos for trocado de lugar, a molécula se torna mais solúvel, aí é absorvida mais rápido pelo organismo e tem um tempo de ação mais curto”, exemplifica a diretora-geral do Centro Avançado de Estudo e Pesquisa (Caep), Dra. Ana Noboli. Em seguida, as moléculas que chegaram a um resultado satisfatório avançam para a fase pré-clínica, em que os potenciais medicamentos são testados em animais – geralmente roedores, caninos e primatas. Nessa etapa, são avaliadas a toxicidade e a terotogênese (risco de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez) do fármaco. “É necessária uma série de processos para que se consiga entender como tal molécula vai funcionar em um modelo animal. São avaliações físicas, químicas e biológicas para chegar num modelo que se entende ser seguro e promissor”, explica a presidente executiva da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC), Dra. Greyce Lousana. No entanto, apenas 12% das moléculas pesquisadas recebem aval para avançar à etapa de pesquisa clínica, em que o composto começa a ser ministrado em pacientes como droga experimental. Um exemplo dado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) ilustra bem o nível de risco a que estão submetidas as empresas de inovação: entre 1998 e 2014, das 386 pesquisas contra mal de Alzheimer, melanoma e câncer de pulmões apenas 14 estudos acabaram sendo aprovados para avançar como pesquisa clínica. A boa notícia é que mesmo o estudo de um fármaco não bem-sucedido pode trazer benefícios. “As descobertas do processo de pesquisa beneficiam a ciência do setor em busca de novas soluções contra doenças e em benefício da saúde”, afirma o presidente executivo da Interfarma, Antônio Britto.

PESQUISA CLÍNICA Os estudos de potenciais medicamentos em seres humanos envolvem um novo, longo e custoso processo, dividido em quatro fases. A primeira delas, chamada de Fase I,

A PESQUISA CLÍNICA ATUALMENTE Mais de sete mil medicamentos estão em desenvolvimento no mundo todo: • 1.256 voltados para doenças infecciosas; • 1.813 para câncer; • 1.120 para doenças imunológicas; • 1.329 para doenças neurológias; • 599 para doenças cardiovasculares; • 159 para o HIV/AIDS; • 475 para diabetes; • 551 para transtornos mentais. Fonte: Federação Internacional de Associações de Indústrias Farmacêuticas (IFPMA, na sigla em inglês) – Facts and Figures 2015

avalia o perfil farmacocinético do fármaco em um número pequeno de voluntários saudáveis. “A ideia é conhecer o medicamento. Se ele tem absorção rápida, quanto é absorvido, quais são os metabólicos que ele vai gerar, se são tóxicos e ativos, como serão eliminados pelo corpo, além de ser avaliada a dose mais adequada”, detalha a Dra. Ana. Esse estágio inicial da pesquisa clínica oferece aos profissionais subsídios e informações necessárias para partir para a Fase II do estudo, em que é utilizado um grupo um pouco maior de voluntários (100 e 200 pessoas) com a patologia-alvo do fármaco. A intenção dessa etapa é delinear os critérios que servirão de base para a terceira fase da pesquisa, em que a eficácia e segurança do medicamento são testadas. A taxa de resposta para um estudo Fase II precisa ser igual ou maior que a obtida em um tratamento já existente no mercado para que se passe para um estudo Fase III. Nessa última etapa, é preciso testar o tratamento em centenas de pacientes, de diversos países, para garantir a eficácia e a segurança em grupos distintos de pessoas. É nesse momento que se estabelece o perfil terapêutico. Todo esse processo de pesquisa clínica, por ser minucioso e preciso, pode levar entre seis e sete anos para ser finalizado. O nível de exigência é tamanho que, desde a fase inicial do estudo da molécula até o término 2017 JUNHO GUIA DA FARMÁCIA

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PROCESSOS

O DESENVOLVIMENTO DE UM MEDICAMENTO

1ª ETAPA

2ª ETAPA

Pesquisa do Ensaios farmáco pré-clínicos 250 moléculas

3ª ETAPA

4ª ETAPA

5ª ETAPA

6ª ETAPA

Ensaios clínicos

Submissão do pedido à Anvisa

Aprovação do registro e do preço

Estudos pós-comercialização

5 moléculas

5.000 — 10.000 moléculas

1 molécula aprovada pelo orgão responsável

FASE 1

FASE 2

FASE 3

20-100 voluntários

100-500 voluntários

1.000-5.000 voluntários

3-6 anos

6-7 anos

1-2 anos

Indefinido

Fonte: PhRMA

dos testes em humanos, apenas uma em cada dez mil moléculas pesquisadas consegue se tornar um medicamento eficaz e seguro o suficiente para ser aprovado e comercializado. Além do tempo requerido no processo, são necessários profissionais com conhecimentos muito específicos e aprofundados em diversas áreas das ciências médicas. É devido a essa estrutura complexa e avaliações rigorosas que os medicamentos chegam a custar até US$ 2,6 bilhões para ser desenvolvidos.

OBSTÁCULOS BUROCRÁTICOS Uma vez finalizada a Fase III, ainda é preciso enfrentar um processo de registro junto às agências reguladoras que, com base em um completo dossiê técnico-científico, avaliam o produto do ponto de vista sanitário. No Brasil, essa etapa costuma ser vagarosa. De acordo com a Dra. Greyce, da SBPPC, na teoria, os prazos requeridos pelas agências reguladores no Brasil são aceitáveis. “O que acontece é que, em muitos casos, os prazos não são cumpridos. Se fossem seguidos, seríamos um país muito mais competitivo”, comenta. Segundo a Interfarma, um dos agentes causadores desse atraso é a exigência no Brasil de uma dupla 34

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validação do sistema Comitê de Ética em Pesquisa e Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP/CONEP), responsável pela análise ética dos pedidos de estudos clínicos. “Levam-se em média 12 meses, o dobro da média mundial. Defendemos que, para que o País se torne inovador no setor farmacêutico, é preciso mais agilidade”, afirma Britto. Ainda segundo o executivo, outro grande obstáculo para a inovação e a pesquisa clínica no Brasil tem sido a resistência das universidades em trabalharem com a iniciativa privada, enquanto a iniciativa privada resiste em assumir o risco da inovação.

PÓS-REGISTRO As exigências quanto à segurança e eficácia são tão firmes que continuam mesmo após a liberação do registro do medicamento. Ao longo dos anos que sucedem o início da comercialização do fármaco, é executada a Fase IV da pesquisa clínica. Esse estágio tem a missão de confirmar se os resultados obtidos na Fase III, ocorrida em ambiente controlado, são os mesmos em uma grande parte de população doente ou se são observadas novas reações adversas.


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ATUALIDADE

O Brasil está obeso DADOS DA VIGITEL 2016 REVELAM QUE A POPULAÇÃO ESTÁ CADA VEZ MAIS ACIMA DO PESO E COM DOENÇAS CRÔNICAS. FALTA ORIENTAÇÃO SOBRE HÁBITOS DO DIA A DIA

S

Se antes o Brasil tinha problemas com desnutrição, o novo desafio é chamado de obesidade. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico 2016 (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), revela dados importantes sobre a rotina alimentar e a saúde dos brasileiros. O estudo mapeia a situação de doenças crônicas, como diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial. Entre fevereiro e dezembro de 2016, foram entrevistadas por telefone 53.210 pessoas com mais de 18 anos de idade em todas as capitais do País. Os resultados revelam um momento de preocupação no Brasil, onde o número de pessoas que es-

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tão acima do peso cresce constantemente, aumentando a existência de doenças crônicas em todo o País.

BRIGA COM A BALANÇA Nos último dez anos, o excesso de peso aumentou 26,3%, acometendo mais da metade (53%) da população em 2016. A complicação é mais recorrente entre os homens (57,7%) do que nas mulheres (50,5%) e tende a ser pior conforme o público fica mais velho – entre os jovens entre 18 e 24 anos de idade, somente 30,3% apresenta sobrepeso. Rio Branco, capital do Acre, é a cidade com maior número de pessoas com excesso de peso, 60,6% da população. Já Tocantins (TO), revela o menor índice (47,7%). Em geral, as outras capitais flutuam no decimal de 50%. IMAGENS: SHUTTERSTOCK


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ATUALIDADE

A tendência acompanha o preocupante valor de obesidade, que cresceu 60% no mesmo período, batendo a marca de 18,9% em 2016, contra 11,8% dez anos antes. Diferente do excesso de peso, homens e mulheres têm praticamente a mesma incidência de obesidade. Após os 25 anos de idade, a prevalência duplica, saindo de 8,4% para 17 anos de idade,1% até os 34 anos de idade. Ambos têm algo em comum: quanto menor a escolaridade do público, maior o índice de obesidade e excesso de peso. Enquanto as pessoas que estudaram 12 anos ou mais têm 14,9% da totalidade obesa, a porcentagem chega a 23,5% entre aqueles com escolaridade entre zero e oito anos.

CÁLCULO DO IMC Para classificar um indivíduo em relação ao peso, é usado o Índice de Massa Corporal (IMC), que indica o risco para a saúde e levanta algumas complicações metabólicas. IMC = Peso (kg) / Altura (m)² Considera-se excesso de peso: IMC igual ou maior que 25 kg/m². Considera-se obesidade: IMC igual ou maior que 30 kg/m².

MELHORES HÁBITOS Por outro lado, parece que o público está entendendo que precisa de um ritmo de vida melhor para não ficar doente. A prática de exercícios físicos aumentou, chegando a 37,6%, ainda que a prática diminua conforme a faixa etária. Enquanto 52% dos jovens entre 18 e 24 anos de idade praticam alguma atividade, o número abaixa para 46% para 25 e 34 anos de idade e 36% entre 35 e 44 anos de idade, diminuindo regularmente até a terceira idade. Já a alimentação está pior. No ano passado, 37,6% da população adulta costumava se alimentar com frutas e hortaliças. Em 2016, esse dado caiu para 35,2%. No total, somente um a cada três adultos consome esse tipo de alimento cinco dias da semana. As mulheres costumam ter alimentação mais saudável. Do total, 40,7% afirma38

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ram comer frutas e hortaliças, enquanto apenas 28,8% dos homens têm a mesma rotina. Elas têm melhor desempenho, também, no consumo de refrigerantes. O público feminino é inferior, com 13,9% sendo consumidor regular de bebidas gasosas ou sucos artificiais, contra 19,6% dos homens. Em geral, o consumo diminuiu. Em 2007, o indicador apontava para 30,9% das pessoas e, em 2016, 16,5%. O lado positivo dos homens está no consumo de feijão, onde eles lideram com 67,9% contra 55,7% das mulheres. Porém, em geral, as pessoas estão comendo menos feijão. Em 2012, 67,5% afirmaram se alimentar com o grão e, no ano passado, o número caiu para 61,3%. O consumo abusivo de bebidas alcoólicas permanece estável, saindo de 15,7% em 2006 para 19,1% no ano passado. O público masculino se destaca com até 27,3%, contra 12,1% das mulheres.

DOENÇAS CRÔNICAS Assim como o sobrepeso cresceu, as doenças crônicas seguem a mesma tendência. O número de pessoas com diabetes aumentou 61,8%, chegando a 8,9% em 2016. As mulheres apresentam mais casos, com 9,9%, contra 7,8% dos homens. De acordo com a idade, a doença aumenta consideravelmente. Enquanto somente 0,9% daqueles entre 18 e 24 anos de idade são acometidos, pessoas com mais de 65 anos de idade apresentam 27,2%. A capital carioca tem a maior prevalência de diabetes em todo o Brasil, com 10,4% da população. No contraponto, Boa Vista (RR) tem somente 5,3% de pessoas com diabetes. Pessoas com menor estudo (zero a oito anos) são mais atingidas pela doença, chegando a 16,5%. O número abaixa consideravelmente entre aqueles que estudaram entre nove e 11 anos (5,9%) e 12 ou mais (4,6%). A hipertensão também afetou mais pessoas. No ano passado, 14,2% mais pessoas foram diagnosticadas com pressão alta. O número total de pacientes passou de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016. Assim como diabetes, a hipertensão tem mais casos femininos (27,5%) do que masculinos (23,6%). O Rio de Janeiro continua sendo o campeão, com 31,7% de casos de hipertensão. Palmas (TO) tem a menor incidência, 16,9%. A diferença entre as pessoas com menos estudos é ainda mais agravante. Enquanto aqueles que estudaram entre zero e oito anos chegam a 41,8% com o problema, o número cai para 20,6% quando estudada a faixa entre nove e 11 anos e 15% para 12 ou mais anos de estudo.


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GRIPES E RESFRIADOS GRIPES E RESFRIADOS

Os diferentes vírus

MUITAS PESSOAS CONFUNDEM OS SINAIS DE GRIPES E RESFRIADOS. É NECESSÁRIO COMPREENDER O QUADRO CORRETO PARA A ORIENTAÇÃO MAIS ADEQUADA NO TRATAMENTO

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POR FABIANA GRILLO E KATHLEN RAMOS

Apesar dos sintomas serem bastante parecidos, as gripes e os resfriados não são a mesma coisa. Com a maior incidência da doença nos meses mais frios do ano, faz-se necessário o conhecimento das patologias para a orientação correta em cada caso. O resfriado apresenta sintomas mais brandos, como pouca tosse ou dor no corpo de forma leve. Entre os principais sinais, estão coceira no nariz ou irritação na garganta, os quais são segui-

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dos após algumas horas por espirros e secreções nasais. A congestão nasal também é comum, mas ao contrário da gripe, a maioria das pessoas não apresenta febre ou apenas febre baixa. Já a gripe, causada pelo vírus Influenza, é marcada pelos sintomas semelhantes ao resfriado, mas eles aparecem de modo mais intenso, coriza, dor no corpo, tosse, febre alta, dor de garganta são bastante característicos. O paciente com gripe fica bastante afetado. IMAGENS: SHUTTERSTOCK

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ESPECIAL SAÚDE

GRIPES E RESFRIADOS

DEZ MANEIRAS DE EVITAR GRIPES E RESFRIADOS Orientação aos clientes da farmácias é fundamental. 1. Lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, principalmente após o contato com pessoas infectadas, o manuseio de equipamentos compartilhados e o uso de transporte público. 2. Carregar álcool gel para, quando necessário ou na falta de água e sabão, higienizar as mãos. 3. Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com lenço de papel descartável. Se usar as mãos, higienizar logo após o espirro. 4. Evitar ambientes fechados e sem ventilação, pois eles favorecem a circulação e a multiplicação dos diversos tipos de vírus respiratórios. 5. Não compartilhar objetos pessoais ou trocar abraços e beijos com pessoas que estejam com sintomas de gripe ou resfriado. 6. Sempre que estiver em locais públicos, evitar encostar as mãos na boca, nos olhos ou no nariz após contato com maçanetas, corrimãos ou qualquer apoio de transportes públicos. 7. Beber bastante água, manter a alimentação saudável, praticar atividade física regularmente e dormir bem são hábitos que fortalecem o sistema imunológico e ajudam a afastar o risco de gripes e resfriados. 8. No ambiente escolar, é fundamental incentivar as crianças a lavar as mãos constantemente, assim como higienizar diariamente com água e sabão os brinquedos e objetos compartilhados. 9. Evitar ficar por muito tempo em locais com aglomeração de pessoas, como shopping ou transporte público. 10. A vacina é uma das formas mais eficazes de prevenir a gripe. Ela deve ser aplicada, sobretudo em pacientes que se enquadram nos grupos de risco, como idosos e crianças. Fonte: Ministério da Saúde (MS)

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Em relação à incidência, nos casos de gripe, são notificados os de síndrome respiratória aguda grave. No Brasil, em 2016, foram notificados 54.224 casos, sendo 27,5% positivos para influenza e, destes, 87% foram do vírus H1N1. Entre esses casos, houve 7.171 mortes. Já os resfriados não costumam ter notificações, então não há estatísticas para a quantidade de casos. Admite-se que toda a população apresenta de um a três episódios de resfriado por ano. Os resfriados não são graves, mas têm impacto no absenteísmo dos trabalhadores e estudantes. A gripe e o resfriado podem acometer pessoas de quaisquer idades, mas o público infantil tende a ser mais suscetível. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe comum ocorre mundialmente, acometendo entre 5% e 10% da população adulta e entre 20% e 30% das crianças.

OS NOVOS VÍRUS As mutações que o vírus da gripe sofre faz com que os casos se tornem mais graves, já que a maioria das pessoas ainda não tem imunidade ao novo agressor. Isso ocorre em intervalo variável de cinco a 15 anos. Na chegada do vírus H1N1, ocorreu esse fenômeno. A otorrinolaringologista do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), Dra. Maura Neves, recorda uma pandemia ocorrida em 2009, quando um novo sorotipo combinava genes da gripe humana, aviária e suína, denominada H1N1 ou gripe suína. Segundo ela, em 2017, aproximadamente 70% das infecções foram causadas pelo vírus Influenza e cerca de 30% por outros vírus respiratórios, como Adenovírus, Parainfluenza e vírus Sincicial Respiratório (uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos e crianças pequenas, podendo causar bronquilite). “Entre os casos de influenza, 62,5% foram tipo A subtipo H1N1, 30% foram Influenza B, 5,5% foram Influenza A não substipado e 1,7% foram de Influenza A H3N7. Até o momento, a principal notificação de 2017 foi de vírus Sincicial Respiratório e Influenza A H3N7”, diz ela. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), como os medicamentos não são capazes de curar as duas doenças respiratórias, o paciente deve recorrer a analgésicos e antitérmicos. Além disso, deve repousar, beber bastante água, sucos naturais e chá. O mais indicado é iniciar o tratamento nas primeiras 48 horas de sintomas.

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ALERGIAS RESPIRATÓRIAS

Protagonistas do inverno ENQUANTO A TEMPERATURA CAI, O NÚMERO DE PESSOAS ACOMETIDAS POR ASMA OU RINITE AUMENTA. A PREVENÇÃO É A MELHOR MANEIRA DE COMBATER O MAL-ESTAR

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POR LAURA MARTINS

No Brasil, 15 milhões de pessoas são afetadas por asma e 20 milhões têm rinite alérgica. A cada dez brasileiros, dois são afetados por uma doença respiratória crônica, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). E se muitos já sofrem com as doenças crônicas, muitos outros viram estatística com as alergias respiratórias, que pioram até 50% nos meses mais frios do ano, segundo o otorrinolaringologista do Hospital Cema, Dr. Andy Vicente.

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Diferentes agentes agravam o quadro alérgico nesta época. A mudança brusca de temperatura baixa a imunidade, assim como os ambientes mais fechados facilitam a transmissão de vírus. “O frio e o tempo seco acabam ressecando muito o revestimento mucoso do sistema respiratório, que funciona menos, e acumulando mais secreção, o que pode virar uma infecção”, explica o Dr. Vicente. Os quadros de alergia podem ser sinusite, bronquite, asma e rinite – sendo os dois últimos os mais comuns. Os IMAGENS: SHUTTERSTOCK


DOENÇAS RESPIRATÓRIAS CRÔNICAS Nem sempre as alergias respiratórias são tão fáceis de lidar. As doenças podem evoluir para um quadro crônico, quando não há mais cura. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as Doenças Respiratórias Crônicas (CRD) são aquelas que acometem as vias respiratórias e outras estruturas dos pulmões. Para que as patologias possam ser controladas e o paciente não tenha tantas crises, é necessário entender quais são as causas que inflam a possibilidade de uma crise. Saiba mais sobre cada uma das doenças, abaixo: Rinite: é a inflamação da mucosa que reveste internamente o nariz que ocorre por uma reação imunológica exacerbada do corpo a substâncias alergênicas. Coriza no nariz, entupimento nasal, coceira nos olhos, ardor nos olhos e espirros constantes são alguns dos sintomas. O quadro de rinite pode evoluir para a necessidade de uma cirurgia. Isso acontece quando os medicamentos e as vacinas não são mais eficazes. Sinusite: é uma inflamação autolimitada nos seios da face que pode acontecer por causa de qualquer quadro gripal viral. Após 12 semanas de alergia, é considerado um quadro crônico. Os principais sintomas são dor de cabeça, secreção amarela/esverdeada, tosse com catarro. Quem tem rinite tem predisposição para desenvolver sinusite. Asma: o que popularmente é chamado de “bronquite”, na verdade, é asma. Durante uma crise, a mucosa dos brônquios fica com acúmulo anormal de líquidos, estreitando as vias áreas e reduzindo a passagem de ar para dentro e para fora dos pulmões. A asma tem quatro diferentes graus: • Grau 1 – Intermitente: sintomas ocorrem uma vez por semana, os despertares noturnos quase não acontecem e o dia a dia não é afetado. • Grau 2 – Persistente leve: crise pode acontecer uma ou mais vezes por semana, mas pelo menos uma vez por dia. O paciente pode despertar uma ou mais vezes no mês durante a noite. • Grau 3 – Persistente moderada: sintomas diários que afetam a vida do paciente, além de acordar durante a noite toda semana. • Grau 4 – Persistente grave: sintomas diários ou contínuos, atividade limitada e paciente despertando praticamente todas as noites. Bronquite: junto com o enfisema pulmonar, a bronquite crônica é um fatores da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). De acordo com a OMS, em todo o mundo, 80 milhões de pessoas sofrem com DPOC grave e outras milhões com DPOC ligeira. Enquanto as vias respiratórias que são reduzidas na asma voltam ao normal, isso não ocorre no quadro de bronquite crônica. Entenda os quatro graus de DPOC: • Grau 1: limitação leve (mais de 50% do fluxo aéreo funcionando), tosse crônica e expectoração estão frequentemente presentes. O paciente pode não entender que a função pulmonar não está trabalhando bem. • Grau 2: limitação ainda leve, aumento de falta de ar ao fazer esforços, tosse e expectoração mais frequentes. • Grau 3: perda da função pulmonar (menos de 50% funcionando), ainda não há a presença de muitos sintomas. • Grau 4: perda da função pulmonar, dificuldade para respirar, dificuldade para realizar exercícios e tarefas do dia a dia e fadiga. Fontes: otorrinolaringologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Dra. Estelita Betti; médico alergista do Hospital Sírio-Libanês, Dr. Luis Felipe Ensina; otorrinolaringologista do Hospital Cema, Dr. Andy Vicente; e Organização Mundial da Saúde (OMS)

números da OMS revelam que a rinite alérgica acomete aproximadamente 20% a 25% da população em geral. Embora com sintomas de menor gravidade, está entre as dez principais razões no atendimento primário à saúde no Brasil. A otorrinolaringologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Dra. Estelita Betti, afirma que a rinite tem sintomas parecidos a uma gripe, não provoca febre e não

é infecciosa. “Com a rinite, o paciente vai ter coceira no nariz, espirro, nariz entupido, coriza clara como se fosse água escorrendo do nariz e, às vezes, pode ter coceira nos olhos, dentro do ouvido e na garganta e pode ter dor de cabeça. Na asma, os sintomas são falta de ar, cansaço, chiado no peito como se fosse um ‘miado de gato’ e tosse”, complementa o médico alergista do Hospital Sírio-Libanês, Dr. Luis Felipe Ensina. 2017 JUNHO GUIA DA FARMÁCIA

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ESPECIAL SAÚDE

ALERGIAS RESPIRATÓRIAS

Como em outras doenças, crianças, idosos e pessoas com patologias crônicas podem ter maior incidência. “Dados da OMS relatam que a rinite afeta 10% dos adultos e 20% das crianças. No Brasil, estima-se que 10% da população tenha sintomas de asma e 30%, de rinite”, pontua a Dra. Estelita. O Dr. Ensina frisa a preocupação, também, com quem tem pais alérgicos. Uma criança que tem mãe com rinite aumenta suas chances em 40% de também desenvolver a doença. Se ambos os pais têm, essa porcentagem pode subir para 60% ou até 80%.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO AJUDAM NAS CRISES Os pacientes que sofrem com as alergias respiratórias podem se prevenir de diferentes maneiras para não ter uma crise. O Dr. Ensina aborda a importância de conhecer o que provoca a alergia. “Normalmente, as causas mais comuns são pelo de animais, fungos, mofo, ácaro ou poeira. Depois de identificado, é ficar o mais longe possível do que faz mal.” A OMS cita alguns outros fatores de risco para desenvolver doenças respiratórias (não somente alérgicas, mas crônicas): hábito de fumar cigarro ou tabagismo passivo; poluição doméstica; poluição ambiental; alérgenos; e exposição a riscos ocupacionais (como poeira e substâncias químicas). A hidratação é fator determinante para ajudar na prevenção de todas as alergias respiratórias, já que um dos agravantes é o tempo seco e frio que prejudica o funcionamento das mucosas nasais. A otorrinolaringologista do Albert Einstein cita outras maneiras de preocupação: evitar ambientes fechados e aglomerados; deixar a casa bem arejada e com cortinas laváveis; evitar bichos de pelúcia e tapetes; fazer boa higiene nasal.

ATUAÇÃO DOS MEDICAMENTOS ANTIALÉRGICOS • Ação sistêmica: são os medicamentos que atingirão todo o sistema do paciente. Normalmente tomados via oral no caso de antialérgicos. • Ação tópica: age somente no local onde foi aplicado. Em caso de alergias respiratórias, são classificados como os medicamentos de via nasal, na maioria das vezes.

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O Dr. Vicente alerta para a importância de ter boas noites de sono e tentar diminuir o estresse diário, já que o cansaço diminui a imunidade. A baixa imunidade pode estar atrelada a outras doenças que também têm maior incidência nos meses mais frios do ano. Por isso, é importante ter cuidado com ações que podem fazer com que um resfriado ou uma gripe sejam contraídos. De acordo com o médico do Hospital Cema, a vacinação para gripe é importante (principalmente para os grupos de risco) – assim como não dormir com o cabelo molhado ou sair da cama quente e pisar no frio – para ajudar a prevenir doenças virais. Os cuidados nem sempre são o suficiente para que uma pessoa não tenha uma crise. Caso a alergia continue, o paciente poderá recorrer a medicamentos, como antialérgicos sistêmicos e tópicos. A umidificação de ambientes auxilia na melhora da respiração e diminuição do entupimento das vias nasais. Por fim, aqueles que sofrem com muitas crises de alergias respiratórias devem fazer tratamentos para evitar a reincidência. “Pode ser um tratamento medicamentoso ou imunoterapia – vacinas para a alergia. Ambos são preventivos”, afirma o Dr. Ensina.


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INFECÇÃO URINÁRIA

Presença incômoda AS MULHERES SÃO AS QUE MAIS SOFREM COM OS PROBLEMAS NO TRATO URINÁRIO. ENTENDER OS SINTOMAS E COMO EVITAR AS INFECÇÕES AJUDA NA ORIENTAÇÃO CORRETA P O R L A U R A M A R TI NS

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A Infecção do Trato Urinário (ITU), popularmente conhecida como infecção urinária, pode acometer qualquer parte do sistema urinário e é dividida em dois grupos: infecção alta (rins e ureteres) e baixa (bexiga e uretra), sendo a segunda mais comum. A infecção ocorre quando bactérias do intestino passam a colonizar o trato urinário. Segundo a ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital Sírio-Libanês, Dra. Leila Domingues de Oliveira Corrêa, geralmente, as bactérias que causam a infecção urinária vivem no organismo, principalmente, na região intestinal. Por isso, principalmente, as mulheres devem ser orientadas na higienização correta, da região vaginal para anal, evitando assim “levar” as bactérias patogênicas para a proximidade da uretra.

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O ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Sérgio Podgaec, cita alguns outros momentos propícios para a contaminação: durante a relação sexual, na época da menopausa (a falta de hormônio deixa a região genital mais ressacada, tornando a mulher mais suscetível à infecção), além da presença de cálculos renais. “As infecções mais altas, que são menos comuns, também podem ter a ver com cálculo renal, alguma má formação de trato urinário ou com alguma doença que abaixa a imunidade, por exemplo, diabetes”, diz. O tipo mais recorrente de infecção ocorre na bexiga (chamada de cistite) e, se tratada de maneira correta, não traz graves consequências, apesar de ser bastante incômoda por causar dor ao paciente. “Os principais sintomas da infecção urinária são dor ou ardor ao urinar (disúria) e sensação de esvaziamento inIMAGENS: SHUTTERSTOCK

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Referências Bibliográficas. 1. Close Up Mat Out/2016. 2. Bula do Produto Pyridium®. 3. Carlos F. Amábile – Cuervas – José Luis Arredondo-García, Nitrofurantoin, phenazopyridine, and the superoxide – response regulon soxRS os Escherichia coli – J. Infect Chemother, 2013 19:1135-1140. 4. Kaijun Li, Qin – huan Chen, Zhuo Zhang, Peng Zhuo Zhang, Peng Li, Jia Lui, and Jun Zhu Department of Pharmacy, Affiliated Dongfeng General Hospital YungYang Medical College, Hubei 442008 PB China; Determination of Phenazopyridine in Human Plasma by CG-MS and its Pharmacokinetics, Journal of Chromatographic Science, Vol. 46, September 2008, 686-689. PYRIDIUM® (cloridrato de fenazopiridina). Reg. MS - 1.2214.0075. Indicações: PYRIDIUM® é indicado para o alívio da disúria, dor, ardor, desconforto para urinar e outros sintomas decorrentes da irritação da mucosa do trato urinário inferior causados por infecção, trauma, cirurgia, procedimentos endoscópicos ou passagens de sondas ou cateteres.

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ESPECIAL SAÚDE

INFECÇÃO URINÁRIA

completo da bexiga ao urinar, levando o indivíduo a realizar a ação com maior frequência (polaciúria). Também pode haver urgência miccional e incontinência urinária associadas à infecção urinária”, explica a Dra. Leila. Apesar de não acontecer na maior parte dos casos, o quadro pode evoluir para pielonefrite (infecção nos rins). Esse segundo estágio é mais preocupante. “A cistite eventualmente não tratada pode evoluir para infecção nos rins. A infecção de bexiga não traz nenhuma complicação, mas nos rins pode causar uma infecção sistêmica em que a pessoa pode chegar a ser internada”, comenta o Dr. Podgaec. Para entender a diferença entre elas, o médico cita os principais sintomas de cada infecção. O problema típico da cistite é a dor ou ardência ao urinar, ir ao banheiro diversas vezes e urinar pouco, além da urgência de ir ao banheiro. Já a infecção renal, além de apresentar todos esses sintomas, deixa o paciente com febre, mal-estar e dor na região lombar. Apesar de inconveniente, a infecção pode ser evitada no dia a dia com pequenas atitudes. “Tomar água em quantidade adequada ao longo do dia, não segurar a urina, urinar sempre logo após as relações sexuais, fazer uma boa higiene íntima após cada evacuação, lavar as mãos, manter a resistência do organismo boa com alimentação balanceada, atividade física regular, boas noites de sono e gerenciamento de estresse”, pontua a ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, Dra. Bárbara Murayama. Todas as infecções devem ser tratadas da mesma maneira: com antibióticos. O que muda é a intensidade do tratamento de cada uma delas. Segundo o ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein, um quadro de cistite pode ser tratado com dose única ou três se for algo simples, mas casos mais delicados podem precisar de sete, dez e 14 dias de medicamentos.

MAIOR INCIDÊNCIA Muito mais comum em mulheres do que em homens, a ITU está presente na rotina de 10% a 20% da população feminina pelo menos uma vez na vida, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O problema ocorre pela uretra mais curta se comparada aos homens, facilitando a ascensão de bactérias da região genital até a bexiga. Para se ter noção da discrepância entre os homens e mulheres, o coordenador do Centro de Referência em Saúde do Homem do Hospital de Transplantes, Dr. Claudio Murta, afirma que os homens têm 50 vezes menos chances de ter infecção urinária do que as mulheres. 52

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OS SINTOMAS DA INFECÇÃO URINÁRIA

Cistite • Dor ou ardência ao urinar. • Urgência de ir ao banheiro. • Sangramento, apesar de não ser comum. • Dor na região pélvica. Pielonefrite • Todos os sintomas urinários. • Febre. • Mal-estar. • Dor na região lombar.

“A origem da infecção urinária em mulheres começa com a colonização da entrada da vagina por microrganismos que fazem parte da flora fecal normal e são capazes de causar infecção, caso cheguem ao canal da urina. Como o canal urinário na mulher é mais próximo do ânus do que o do homem, facilita o trânsito desses microrganismos”, explica a Dra. Bárbara. Há um aumento das infecções urinárias também após o início da atividade sexual. “Assim, um dos cuidados importantes a se ter é urinar após o término da relação sexual, a urina ácida acaba por tornar o ambiente inóspito às bactérias, diminuindo consideravelmente o número de infecções”, complementa a Dra. Leila. Por outro lado, as infecções urinárias que acometem as mulheres tendem a ser menos sérias do que as dos pacientes masculinos. Os homens costumam ter uma mudança anatômica associada à infecção urinária, facilitando o agravamento do problema nos rins, principalmente em idosos e pacientes com alguma outra recorrência. “Já nas mulheres, 90% são cistites, não dão febre e não são quadros sintomáticos gerais. A evolução dessa infecção é relativamente rara”, frisa o Dr. Murta.


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RESSECAMENTO VAGINAL

Dificuldades íntimas APÓS A MENOPAUSA, A MULHER COMEÇA A SENTIR INCÔMODOS DEVIDO À FALTA DE HIDRATAÇÃO VAGINAL. PROBLEMA PREJUDICA VIDA SEXUAL E SOCIAL DAQUELAS QUE PRODUZEM MENOS HORMÔNIOS POR LAURA M ART I N S

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Aproximadamente metade (47%) das mulheres na pós-menopausa terá ressecamento vaginal, principalmente pela diminuição da produção hormonal pelos ovários que resulta na queda dos níveis de estrogênio e progesterona circulantes. O problema é bem menor em mulheres na idade reprodutiva (3%) e no período pré-menopausa (4%), segundo a ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital Sírio-Libanês, Dra. Leila Domingues de Oliveira Corrêa. “A diminuição do estrogênio faz com que ocorram mudanças nas mucosas da vagina e do trato urinário inferior – o epitélio torna-se mais seco, inflamado e fino (com menor número de camadas celulares); há uma perda de elasticidade; perda de rugosidades vaginais; diminuição e estreitamento do canal vaginal, perdendo sua distensibilidade; diminuição das secreções vaginais pela metade do volume regular e aumento do pH vaginal (>5)”, explica a médica. Mas a falta de hormônios não é exclusiva daquelas que já passaram pelo período da menopausa. A ginecologista e coordenadora da clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, Dra. Bárbara Murayama, cita alguns dos estados hipoestrogênicos no caso de mulheres na fase reprodutiva. “Período pós-parto, lactação, amenorreia hipotalâmica – ausência de menstruação por mais de três meses por problemas hormonais e durante a administração de medicações antiestrogênicas”, diz. A lubrificação natural é importante não só para a vida sexual saudável, mas para proteger a região. A secreção vaginal contém água, albumina, leucócitos e mantém o pH vaginal ácido, entre 3,8 e 4,2. “As principais funções são lubrificar e proteger a mucosa vaginal, facilitar a penetração durante o ato sexual e proteger a mulher contra infecções”, afirma a Dra. Leila. Os principais sintomas apresentados são ardor/dor na relação sexual com a penetração, secura vaginal, queimação ou irritação vaginal, sangramento vaginal e sintomas urinários, como urgência miccional e incontinência urinária.

SENSIBILIDADE APONTADA Por afetar diretamente a vida sexual das mulheres, o ressecamento vaginal pode ser um grande problema na vida a dois. O desconforto durante a relação sexual leva a mulher a perder o prazer. O problema é agravado pelo número de pacientes que não buscam auxílio. A Dra. Bárbara considera que cerca de 70% das mulheres não procuram ajuda médica. Algumas delas acreditam que seus sintomas são uma parte esperada e necessária do processo de envelhecimento, outras por crenças culturais, religiosas e sociais, que também podem desempenhar um papel importante para que se sintam desconfortáveis ao discutir preocupações relacionadas ao tema. “Vale lembrar que a atividade sexual regular tende a melhorar tanto o ressecamento como os sintomas de desconforto na relação e sua prática deve ser estimulada. Podemos utilizar, em alguns casos específicos, dilatadores vaginais, principalmente se desejosas de manter relações sexuais e com contraindicações ao uso de estrogênios tópicos”, aconselha a ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital Sírio-Libanês. O ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Sérgio Podgaec, alerta para a necessidade da não simplificação do assunto. Segundo ele, o ressecamento vaginal pode não só incomodar a vida sexual da mulher, como pode ser reflexo de outros fatores da vida pessoal dela, assim como seu relacionamento e vida social.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO Diferentes produtos auxiliam na melhora dos sintomas e do problema no dia a dia, como os hidratantes e lubrificantes. “Os hidratantes são usados na rotina e os lubrificantes na hora do sexo”, cita a ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho. Além disso, há a terapia hormonal tópica. “Como a principal causa é a falta de hormônio, o tratamento é hormonal. Existe um hormônio que é usado via vaginal, ele não é absorvido pelo sangue e é um ótimo tratamento. Mas só pode ser usado pelas mulheres que estão na menopausa. Há, também, o tratamento de reposição hormonal sistêmico com estrogênio”, cita o Dr. Podgaec. As mulheres que sofrem de dores no ato sexual podem recorrer aos lubrificantes. “Eles são feitos 2017 JUNHO GUIA DA FARMÁCIA

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ESPECIAL SAÚDE

RESSECAMENTO VAGINAL

MITOS E VERDADES

- Todas as mulheres terão ressecamento vaginal? MITO. A atrofia ou ressecamento pode e deve ser tratada somente se a mulher tiver queixas. - Camisinha pode causar ressecamento? DEPENDE. O preservativo pode causar alergia, por isso, a mulher pode sentir coceira e acabar aumentando a frequência de higiene, o que causa o ressecamento. - Mulheres com ressecamento deixam de ter prazer sexual? MITO. Com o tratamento adequado, é possível manter uma vida sexual normal. - Estresse é um fator que acarreta no ressecamento vaginal? VERDADE. É um fator que pode causar o ressecamento. Normalmente, o que causa mesmo é a baixa do estrógeno, mas o estresse pode ser um dos agentes que potencializam o ressecamento. - A maior parte das mulheres após menopausa terá ressecamento vaginal? VERDADE. Quinze por cento das mulheres nos primeiros anos e depois de certo tempo, a maior parte sofrerá com o problema. Fontes: médica ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital Sírio-Libanês, Dra. Leila Domingues de Oliveira Corrêa; médica ginecologista e coordenadorada Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, Dra. Bárbara Murayama; e farmacêutica da DKT Brasil, Amanda Santos

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à base de água, especialmente desenvolvidos para ser semelhantes à lubrificação natural, causando mais conforto para a mulher”, explica a farmacêutica da DKT Brasil, Amanda Santos. Esse tipo de produto é de uso somente local, não causa nenhuma relação sistêmica e não tem contraindicações, já que não é absorvido pelo corpo. Amanda frisa que os géis lubrificantes à base de água são compatíveis com o uso de preservativos. Já os hidratantes vaginais são uma boa opção para as mulheres que não podem usar os hormônios. “É um creme vaginal que deve ser aplicado dentro da vagina. Eles têm um papel interessante, o problema é que precisam ser usados durante muito tempo, pois se a mulher parar de utilizá-los, há chance de voltar ao estágio inicial, então a adoção não é tão eficaz”, alerta o Dr. Podgaec. A grande diferença desse creme e do lubrificante é a ação no corpo. “O hidratante tem ação prolongada, de 72 horas, e é usado para melhorar a saúde vaginal, enquanto o lubrificante é usado sob demanda, de forma recreativa vaginal – apenas durante o sexo”, diz o médico da Teva, Dr. Tomas Andriotti. O produto deve ser utilizado com um aplicador que será descartado após o uso. Segundo o Dr. Andriotti, a frequência de uso é de a cada três dias e sua ação é local e não sistêmica. Além disso, pacientes com alergia ao ácido poliacrílico não devem tentar usar os cremes hidratantes. A assessora médica da linha de ginecologia da FQM, Dra. Fernanda Marano, ressalta que o hidratante vaginal se adere às células da mucosa e libera água, promovendo a hidratação. “Assim ele é dispensado através da renovação celular que naturalmente ocorre no corpo a cada média de três dias.” Apesar de ser um problema que acontece, geralmente, por conta do processo de envelhecimento da mulher, alguns detalhes podem ajudar a evitá-lo. Manter os cuidados com a região íntima de forma adequada, não usar produtos no local sem orientação médica e procurar ajuda médica se sentir algum desconforto local, são detalhes importantes.

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Dor intensa que provoca espasmos repetidos, a cólica está ligada à distensão do tubo digestivo, dos canais glandulares ou das vias urinárias. Aquela pontada intensa na barriga pode representar disfunções em diversos órgãos do corpo humano. A dor costuma ser impactante e causa desconforto e mal-estar. “Em primeiro lugar, devemos entender o significado da palavra cólica. É de origem grega ( kolikós) e se refere ao cólon, estrutura final do trato digestivo. No entanto, o termo se difundiu na linguagem médica como sinônimo de dor de característica espasmódica, relacionada à contração da musculatura lisa de vísceras abdominais ocas, que são órgãos com espaço interno (luz) revestido por mucosa e cuja função é promover a propulsão ou excreção de conteúdos sólidos, líquidos e/ou gasosos. São inervadas pelo nervo vago, do sistema parassimpático”, explica o coordenador do Centro de Coloproctologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Dr. Alexandre Fonoff. As cólicas podem acontecer no trato digestivo, esôfago, estômago, duodeno, jejuno, íleo, apêndice cecal, cólons, reto, vesícula biliar, ductos hepáticos, colédoco e ducto pancreático; no trato urinário, nos rins, ureteres, bexiga e uretra; e no aparelho reprodutor, no útero. Segundo o Dr. Fonoff, os espasmos dolorosos ou cólicas ocorrem devido à exacerbação das ondas de contração da musculatura lisa do órgão, normalmente por um empecilho mecânico à propulsão de tais ondas ou reflexo da irritação de sua mucosa. “São mais conhecidas e frequentes as cólicas intestinais (diarreias infecciosas), biliares (pedra na vesícula), renais e ureterais (pedra no rim) e menstruais. As cólicas ureterais se destacam pela intensidade da dor.” As dores são muito semelhantes, independentemente do órgão. “O local da cólica varia de acordo com o órgão acometido e da sua projeção anatômica. Começa geralmente com intensidade fraca, se acentua rapidamente até atingir um pico doloroso extremo que cede com fim da contração. Se não há eliminação do fator obstrutivo ou irritativo, ela se

perpetua e se acentua. Geralmente é acompanhada de outros reflexos autonômicos, como mal-estar, náuseas e vômitos, sudorese, palidez, hipotensão, bradicardia e lipotímia”, explica o Dr. Fonoff, que afirma que a causa da cólica deve ser identificada e tratada de forma específica, porém a medida geral para o alívio da dor deve ser com medicação analgésica e antiespasmódica, iniciada prontamente. “Quando muito intensa, a via sistêmica em ambiente hospitalar é recomendada. Quando leve, a medicação via oral domiciliar normalmente atenua o quadro.” Para a ginecologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Dra. Maria Cristina Meniconi, quando a cólica é investigada, tanto na mulher como no homem, deve-se pensar em várias hipóteses. “Observa-se se é aguda ou crônica, se há alguma alteração com relação ao trato urinário, algum distúrbio intestinal, relação com período menstrual ou atividade sexual. Também é importante observar se é acompanhada de outros sintomas, como febre, distensão abdominal, corrimento vaginal, etc. Feito isso, podem-se descartar causas que não são de origem ginecológica e infecciosas. As causas ginecológicas que podem provocar cólica na mulher são: endometriose, doença inflamatória pélvica, ovulação, Dispositivo Intrauterino (DIU), miomas, estenose do canal cervical e menstrual.”

EXCLUSIVAMENTE FEMININAS As mulheres são acometidas pelas famosas dores mensais, as chamadas cólicas menstruais. Elas não costumam ter uma causa determinada, já que fazem parte do período menstrual. O endométrio, camada que recobre a parte interna do útero, é preparado durante o ciclo menstrual para a gravidez e, quando ela não ocorre, ele sofre uma descamação para liberar o sangue. Nesse processo, o útero se contrai para controlar a saída, causando a dor. “A cólica menstrual é a mais frequente e pode aparecer um ou dois dias antes ou junto com a menstruação. Geralmente, a duração está ligada aos dias de fluxo mais intenso. Como tratamento, são usados anti-inflamatórios, que diminuem as prostaglandinas; antiespasmódicos ou, às vezes, essa associação”, explica a Dra. Maria Cristina, que ainda afirma que a mulher deve valorizar a cólica que sai das características da menstrual ou ovulatória. Outra observação a ser feita é se tem uma intensi2017 JUNHO GUIA DA FARMÁCIA

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ESPECIAL SAÚDE

CÓLICA

dade tão alta que chega a interferir nas atividades diárias, podendo estar relacionada à endometriose. De acordo com o ginecologista Dr. Nicola F. Gentile, a endometriose é uma doença ginecológica marcada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo estar em qualquer parte do organismo, como nas trompas e ovários. “Esse problema geralmente está ligado à genética ou às disfunções no sistema imunológico, causando dores intensas durante e após o período menstrual, além de dores durante a relação sexual.” Existe também a cólica de mioma, que se trata de um tumor benigno que cresce na parede do útero graças à ação dos hormônios estrogênio e progesterona; a cólica por infecção de órgãos genitais por meio de bactérias, que pode afetar os ovários, o útero e as 60

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trompas; e a cólica de ovulação, podendo ocorrer no meio do ciclo menstrual, sentida apenas pelas mulheres que não fazem uso de anticoncepcionais. “É necessário observar a causa da cólica, se é menstrual, se possui miomas ou algum problema. Para reduzir as dores, é indicada a prática regular de exercícios físicos, compressas quentes na barriga e medicação; além da investigação, no caso de dores fortes ou incomuns, para ver a causa”, explica a ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Dra. Alessandra Bedin.

CÓLICAS RENAIS A cólica renal é considerada uma das piores já sentidas pelos pacientes que chegam aos hospitais. “É uma dor, em geral forte, na região abdominal,


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ESPECIAL SAÚDE

CÓLICA

A CAUSA DA CÓLICA DEVE SER IDENTIFICADA E TRATADA DE FORMA ESPECÍFICA, PORÉM A MEDIDA GERAL PARA O ALÍVIO DA DOR DEVE SER COM MEDICAÇÃO ANALGÉSICA E ANTIESPASMÓDICA, INICIADA PRONTAMENTE normalmente nos flancos (região lateral do abdomen), com possível irradiação para a região inguinal (virilha), resultante de uma obstrução parcial ou total do ureter, um tubo muscular longo que liga cada rim à bexiga. Essa obstrução é causada em geral por cálculos (pedras) que se formaram nos rins. Também pode ser decorrente de coágulos, porém é raro”, aponta o médico urologista e membro dos Conselhos Deliberativo e Médico do Hospital Santa Cruz, Dr. Antonio Monteiro da Fonseca Neto. Em geral, a cólica renal vem acompanhada por náuseas e/ou vômitos, e algumas vezes de sensação de bexiga cheia (tenesmo) ou ardor para urinar (disúria). “Por vezes, é difícil diferenciar de outras manifestações clínicas derivadas de outros órgãos abdominais, como intestino, útero e vesícula biliar. A cólica renal é mais frequente em homens e costuma haver história familiar prévia e é associada a erros alimentares, como hidratação inadequada, consumo excessivo de sal e proteínas de origem animal, em especial carnes vermelhas, e obesidade”, explica o Dr. Fonseca Neto. O tratamento inicial é o controle da dor, com anti-inflamatórios e analgésicos variados. A seguir, deve ser feita uma investigação para confirmação do diagnóstico e identificação do cálculo, analisando o tamanho e a posição. “Pedras menores que 5 mm costumam ser eliminadas espontaneamente. No entanto, as maiores que 5 mm podem apresentar maior dificuldade para chegarem até a bexiga, mesmo apesar da melhora da cólica. Há então a necessidade de intervenção”, diz o Dr. Fonseca Neto. 62

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A cólica abdominal é sentida entre o tórax e a virilha

Para o médico, todo caso de cólica renal merece acompanhamento com urologista; mas pacientes grávidas, com um único rim, com indícios de infecção, como febre e queda do estado geral, têm, muitas vezes, necessidade de internação de urgência, bem como casos com dor de difícil controle. “Em muitos casos, há a indicação de remoção dos cálculos através de cirurgia endoscópica, procedimento minimamente invasivo, que permite um retorno do paciente à sua rotina mais rapidamente”, destaca o Dr. Fonseca Neto.

CÓLICAS ABDOMINAIS A cólica abdominal é bastante comum e geralmente é sentida entre o tórax e a virilha, conhecida mais popularmente como dor de barriga, dor de estômago ou gases, podendo ser apenas uma indisposição, ou então representar sérios problemas de saúde. Muito frequente nos consultórios de gastroenterologia atualmente, a Síndrome do Intestino Irritável (SII), que se caracteriza por flatulência, diarreia ou obstipação, traz incômodos, mas sem gravidade. Após sua confirmação diagnóstica, os medicamentos específicos controlam os sintomas. “A intolerância à lactose, que tem sintomas semelhantes à SII, também traz desconfortos e o simples afastamento da ingestão da lactose ou a introdução da enzima lactase na dieta acaba melhorando o quadro”, comenta o Dr. Fonoff, do Hospital Samaritano de São Paulo. Quando a dor é intensa ou inédita no contexto da vida do paciente, deve haver maior preocupação e procura por auxílio médico imediato, especialmente via pronto-socorro. São inúmeras as doenças importantes ou graves que apresentam cólicas como parte dos sintomas. “Litíase biliar e pancreática, geralmente, necessitam de tratamento endoscópico ou operatório. Obstruções intestinais decorrentes de hérnias encarceradas e aderências pós-operatórias tardias também necessitam de atendimento rápido, evitando complicações infecciosas e vasculares. Tumores também podem ter como primeiro sintoma uma cólica de leve intensidade, mas quando acompanhada de anemia, icterícia, sangramentos e emagrecimento (sinais de alarme), a preocupação deve ser maior e o retardo no diagnóstico pode fazer toda a diferença na obtenção da cura”, conclui o Dr. Fonoff.


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POR VIVIAN LOURENÇO

Sensação de ardência, coceira e de areia nos olhos. Esses sintomas que incomodam são reflexos da Síndrome do Olho Seco, também chamada de Síndrome da Disfunção Lacrimal, uma das doenças oculares mais comuns. Ela é caracterizada pela diminuição da produção de lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes. A qualidade da lágrima pode ficar alterada quando uma das três camadas (a de água, a de mucina e a de gordura) que a compõem está deficiente. Por isso, o membro da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR), chefe do setor de superfície ocular da Universidade de São

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Paulo (USP) e chefe do setor de catarata da Santa Casa de São Paulo, Dr. Richard Yudi Hida, destaca que é de extrema importância o equilíbrio desses componentes para a saúde da superfície ocular. A camada gordurosa é responsável por não deixar a água evaporar. Se houver deficiência nessa camada, por exemplo, não é possível permanecer com os olhos abertos por mais que dois a três segundos, devido ao excesso de evaporação.

SINTOMAS E ACOMETIDOS Segundo o oftalmologista do Hospital CEMA, Dr. Omar Assae, os sintomas mais comuns são: a sensação de areia nos olhos, coceira, vermelhidão e olhos embaçados. Mas IMAGENS: SHUTTERSTOCK


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ESPECIAL SAÚDE

OLHO SECO

a oftalmologista e gerente médica da Johnson & Johnson Vision Care, Dra. Liane Touma Falci, explica que não é somente a sensação de ressecamento que caracteriza o olho seco. “A alteração da lacrimação pode ter sintomas mais leves ou mais intensos, como a sensação de corpo estranho.” O oftalmologista do H.Olhos – Hospital de Olhos Paulista, Dr. Ibraim Viana Vieira, destaca ainda a fotofobia e a queimação que, habitualmente, pioram ao longo do dia. Embaçamento transitório da visão, olho vermelho e formação de secreção ou crostas nos cílios também são frequentes. Segundo a oftalmologista, Dra. Samantha de Albuquerque, a Síndrome do Olho Seco é mais comum em mulheres, especialmente após a menopausa, idosos e em pacientes com doenças reumatológicas, independente do sexo. “A incidência de olho seco é maior entre as mulheres, principalmente entre a quarta e sexta décadas de vida, quando ocorre uma redução natural do hormônio estrógeno. Ao longo da vida, ocorre redução progressiva na produção lacrimal, sendo que, por volta dos 65 anos de idade, há uma produção de cerca de 60% menos lágrima do que ocorre aos 18 anos de idade”, acrescenta a oftalmologista e membro da Sociedade Brasileira de Ceratocone, Dra. Mônica Feitas. O Dr. Hida completa destacando que indivíduos que usam computador/tablet /celular, pessoas acima dos 40 anos de idade e quem usa lentes de contato estão mais propensos ao problema. Acredita-se que essa síndrome afete cerca de 18 milhões de brasileiros, segundo dados de uma pesquisa da Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco (APOS). Quando não diagnosticada e corretamente tratada, pode evoluir para lesão da superfície ocular e, em alguns casos, até à perda da visão, alerta o oftalmologista e membro da Sociedade Brasileira de Ceratocone, Dr. Leonardo Torquetti.

AMBIENTE HOSTIL Fatores, como poluição, umidade, temperatura ou ar condicionado, são os principais causadores do olho seco devido ao aumento da evaporação da lágrima por alterações na sua qualidade. “O uso de qualquer dispositivo eletrônico ou não eletrônico que faça com que o indivíduo permaneça constantemente fixando os olhos por muito tempo, pode causar também a Síndrome do Olho Seco devido à deficiência no piscar, principal ato na estabilização da superfície do olho. Outros fatores importantes são a maquiagem e doenças sistêmicas”, alerta o Dr. Hida. As pessoas que trabalham em escritórios estão sujeitas a mais fatores de risco, destaca o Dr. Vieira. Ambientes re66

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frigerados por ar condicionado apresentam redução da umidade relativa do ar. Nessas condições, ocorre o aumento da evaporação da lágrima, com alteração de sua composição e OSMOLARIDADE.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

É a quantidade de partículas dissolvidas em um determinado solvente.

Uma das maneiras de prevenir o incômodo pelo olho seco, segundo explica a Dra. Liane, é que as pessoas evitem se posicionar embaixo de saídas de ar; lembrarem-se de piscar mais quando estiverem na frente de aparelhos eletrônicos. “A tela deve estar na linha dos olhos e manter uma postura adequada, com os braços a 90º do tronco, são maneiras de amenizar o problema.” Pacientes que não respondem à revisão dos fatores ambientais são inicialmente tratados com lágrimas artificiais ou géis. “A segunda linha de tratamento inclui anti-inflamatórios e tetraciclinas tópicos ou por via oral. Em alguns casos mais graves, pode ser necessário o tratamento cirúrgico com redução da fenda palpebral ou oclusão transitória dos pontos lacrimais”, avalia o Dr. Vieira. Existem, de acordo com a oftalmologista e ex-chefe do setor de doenças externas oculares e córnea do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dra. Myrna Serapião dos Santos, várias opções de lágrimas artificiais, que podem ser usadas sem prescrição médica, uma vez que não possuem efeitos colaterais. Alguns produtos vão além e têm em sua composição substâncias, como ácido hialurônico e carboximetilcelulose. Estes dois compostos potencializam a lubrificação e a hidratação, proporcionando mais conforto, alívio, sem a sensação de embaçamento visual. Esse tipo de lágrima artificial é indicado para pacientes com qualquer grau da doença e àqueles que usam lentes. Recentemente, novas modalidades de tratamento com objetivo de atingir a causa do olho seco têm sido introduzidas. Ele envolve cinco estágios: 1. Substituição da lágrima: existem as lágrimas artificiais aquosas e as viscosas para quadros mais severos. Atualmente, algumas lágrimas artificiais não possuem ou neutralizam os conservantes. Esse tipo pode ser utilizado mais frequentemente do que o habitual.


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ESPECIAL SAÚDE

OLHO SECO

COMO PINGAR O COLÍRIO - ORIENTE PARA O PROCEDIMENTO CORRETO 2 Pingar uma gota sem encostar o frasco no olho. 3 Comprimir o canto do olho para o canto do nariz e não contra o próprio olho (diminui a absorção nasal). 1 A gota que sai da superfície do frasco já é o suficiente para cobrir todo o olho.

4 Fechar os olhos por dois minutos (não precisa ficar piscando) para aumentar o tempo de exposição do colírio com o olho.

5 No caso do gel, colocar no fundo da pálpebra inferior uma gota e dar de duas a três piscadas para distribuir.

Fonte: oftalmologista e gerente médica da Johnson & Johnson Vision Care, Dra. Liane Touma Falci

2. Conservação da lágrima: a oclusão dos pontos lacrimais pode ser feita com plugs, provisórios de colágeno ou permanentes de silicone, que permanecem dentro dos ductos lacrimais. Os plugs podem ser introduzidos no olho manualmente pelo médico no consultório, sem que o paciente sinta dores. Outra opção é a cauterização dos pontos lacrimais ou oclusão cirúrgica. 3. Estimulação da produção de lágrimas: existem certos medicamentos que aumentam o lacrimejamento, como a pilocarpina. 4. Terapia anti-inflamatória: esse tipo de tratamento pode ser baseado no uso adequado e controlado de cor68

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ticoide tópico e da ciclosporina tópica. A ideia é minimizar o efeito do processo imune nas glândulas lacrimais e superfície ocular. 5. Terapia hormonal: utilização de hormônios andrógenos orais ou tópicos, ainda em estudo.

TIPOS DE COLÍRIOS A lágrima é o tipo mais comum. Ela recobre e ajuda a manter a umidade adequada da superfície externa ocular. Além disso, o diretor médico da Hypermarcas, Dr. João Fittipaldi, destaca que ela contém substâncias bactericidas que protegem o olho, impede a aderência


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ESPECIAL SAÚDE

OLHO SECO

DICAS DE PREVENÇÃO AOS PACIENTES DA FARMÁCIA Cada tipo de olho seco tem suas peculiaridades no tratamento. De maneira geral, algumas orientações no dia a dia devem ser consideradas. • Descansar os olhos: usar computador ou ler por muito tempo força a vista e reduz o número de piscadas. Faça pequenos intervalos, direcionando os olhos para um ponto distante. Esse exercício também ajuda relaxar a musculatura responsável pelo foco de perto. • Acertar a altura da tela do computador: o ideal é que a tela fique um pouco mais baixa do que a linha do olhar. Os olhos voltados para baixo ficam mais relaxados e menos abertos. • Piscar com mais frequência: quando a pessoa está diante de atividades que exigem o olhar mais atento, pisca-se menos, o que prejudica a lubrificação da córnea. • Beber bastante líquido: assim como os lábios, os cabelos e a pele, os olhos também se desidratam. • Usar óculos de sol: eles protegem os olhos de fatores externos que podem irritar a vista, como os raios ultravioleta B (UVB) e o vento. • Higienizar bem a região dos olhos: retirar a oleosidade da pele e resquícios de maquiagem, utilizando sabonetes neutros. Esse cuidado evita a danificação da lágrima e o entupimento das glândulas que secretam componentes para a lágrima. • Complementação com ômega 3: ele ajuda na composição da camada mais oleosa da lágrima, importante para evitar que ela evapore facilmente. • Descansar bem: boa qualidade e quantidade de sono são de extrema importância para descansar os olhos. Fonte: membro da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR), chefe do setor de superfície ocular da Universidade de São Paulo (USP) e chefe do setor de Catarata da Santa Casa de São Paulo, Dr. Richard Yudi Hida

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de corpos estranhos, atua na oxigenação da córnea, remove detritos e sujeira, age na lubrificação – evitando atrito com as pálpebras – e agrega substâncias nutritivas para o olho. “As ‘lágrimas artificiais’ e ‘colírios umidificadores’ são termos utilizados por médicos e pacientes quando se referem a quaisquer colírios prescritos pelo médico oftalmologista com intuito de repor a lágrima natural do indivíduo”, completa o Dr. Hida. Não existe um consenso com relação à nomenclatura. Além disso, existem diversas substâncias lubrificantes oculares disponíveis atualmente no mercado para tratamento do olho seco, sendo que as principais são à base de hialuronato de sódio, carmelose sódica, glicerol, glicerina, carboximetilcelulose, propilenoglicol, etc. “Dispomos de algumas dessas drogas sob a forma de colírio e outras sob a forma de gel, para permanência no globo ocular por período mais prolongado. Vale lembrar que a maioria das substâncias visa interferir na camada aquosa da lágrima; enquanto outras são mais direcionadas para tratar situações que interferem sobre a camada gordurosa mais externa da lágrima, controlando a sua evaporação”, orienta a Dra. Mônica.

COMO TRABALHAR O PRODUTO Em farmácias e drogarias, vale a pena investir numa categoria de saúde dos olhos, que traz um bom tíquete médio. Entretanto, é importante trabalhar o Gerenciamento por Categorias (GC) para facilitar a identificação dos produtos por parte do paciente. “Por exemplo, os colírios vendidos sem prescrição médica devem ser expostos do lado de fora do balcão”, explica a gerente de produto da Alcon, Marcia Martins. “É preciso se diferenciar para chamar a atenção dos clientes nos pontos de venda (PDVs). É vital definir e identificar o perfil da loja, público-alvo e a rotina de compra. Com esse conhecimento, é possível estabelecer qual o espaço ideal para os colírios, assim como a política de preços, ofertas e promoções, rentabilizando mais a loja e oferecendo soluções”, explica o diretor comercial da Allergan, Ailton Paiva. Além disso, de acordo com o Dr. Fittipaldi, a categoria deve estar sempre bem abastecida para evitar perda de vendas por rupturas. “O PDV deve ter comunicação clara, com correta precificação e exposição de medicamentos referências lado a lado com seus respectivos similares para que o consumidor possa fazer a associação e entender as diferentes apresentações disponíveis no mercado.”


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IMUNIDADE

Proteção invisível SEMPRE ALERTA, O SISTEMA IMUNE PROTEGE O ORGANISMO HUMANO DO ATAQUE DE BACTÉRIAS E VÍRUS QUE PODEM CAUSAR DOENÇAS, PREJUDICANDO A SAÚDE DO INDIVÍDUO

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POR ADRIANA BRUNO

Um verdadeiro soldado pronto para a batalha. É assim que o sistema imune se comporta, sem descanso, 24 horas por dia. O termo é usado para definir uma série de mecanismos de defesa do corpo (células e moléculas) contra a invasão de agentes patogênicos, como vírus e bactérias, que podem causar doenças e infecções. “O sistema imune garante uma linha de defesa contra processos infecciosos, assim como vigia e controla o aparecimento de cé-

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lulas tumorais, além de ficar atento e tentar reduzir células e anticorpos que possam agredir o organismo”, explica a imunologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Dra. Nathália Coelho Portilho. Segundo a médica, ocorrências, como inflamações ou formação de pus, são sinais de ação do sistema imunológico do corpo “se defendendo” de agentes patogênicos. O sistema imune começa a ser formado durante o período fetal e se desenvolve no decorrer dos anos. “As células do sistema imune são formadas na meduIMAGENS: SHUTTERSTOCK

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ESPECIAL SAÚDE

IMUNIDADE

la óssea, sendo que a maioria delas amadurece para depois entrar na corrente sanguínea”, explica a imunologista e membro do departamento científico de Imunoterapia e Imunobiológicos da Associação Brasileira de Alergia e Imunoterapia (Asbai), Dra. Veridiana Aun Rufino Pereira. Durante o primeiro ano de vida, o desenvolvimento é mais intenso, porém não é igual para todo mundo, conforme explica a imunologista do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Dra. Cristina Maria Kokron. “Até os quatro anos de idade, ele estará mais completo, mas há pessoas que só tem o sistema mais

INIMIGOS DA BOA IMUNIDADE O estresse, a ansiedade e a insônia são distúrbios que sobrecarregam o organismo, afetando o seu equilíbrio e impactando negativamente no sistema imune. Quando está sob essas condições, o organismo aumenta o nível de cortisol – hormônio responsável por, entre outros, controlar o estresse, reduzir inflamações e contribuir para o funcionamento do sistema imune –, criando um estado de alerta dentro do corpo. “Quando se está muito estressado, o corpo fica neste estado permanentemente, gastando energia para combater um inimigo que não vem, inibindo as células do sistema imunológico”, explica a imunologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Dra. Nathália Coelho Portilho. Assim como acontece com o estresse, a insônia também resulta em sobrecarga física e emocional com consequências sobre a imunidade. “Sem o sono reparador que restaura o organismo e suas funções físicas e mentais, o sistema imunológico ficará comprometido e sem capacidade plena de atuar em defesa do corpo”, comenta o médico especialista em Homeopatia e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Roberto Debski.

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maduro aos dez, 12 anos de idade. Tudo vai depender de como o indivíduo será exposto a agentes patogênicos para que o organismo passe a criar anticorpos e se defender”, explica. A imunidade pode ser classificada em duas fases: a primeira delas, logo ao nascer, é chamada de imunidade inata e atua igualmente contra qualquer agente invasor. Ela protege o organismo como se fosse uma barreira e é formada pela pele, pelas mucosas, além de uma defesa celular, composta por leucócitos ou glóbulos brancos do sangue, e também uma defesa chamada de humoral, que são as enzimas presentes nas secreções, nas mucosas e no sangue. Depois do nascimento e com o decorrer dos anos, passa a ser chamada de imunidade adquirida e diz respeito às adaptações que o organismo faz, uma espécie de aprendizado para combater especificamente os microrganismos invasores patogênicos. “Entra-se em contato com esses microrganismos e o sistema imune os reconhece e fabrica anticorpos para combatê-los e eliminar as infecções”, explica o médico especialista em Homeopatia e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Roberto Debski. Outro aspecto relacionado ao amadurecimento da imunidade é que ela também pode ser adquirida por meio de vacinas, uma vez que estas têm papel fundamental ao apresentar ao sistema imune diversos microrganismos atenuados para que o organismo produza os anticorpos necessários à sua defesa. Além de vírus e bactérias, substâncias consideradas estranhas ao organismo também podem desencadear resposta imune. De acordo com a Dra. Veridiana, a defesa contra os micróbios ocorre de forma precoce pelo sistema imune inato e de maneira tardia pelo sistema imune adaptativo. “O sistema imune inato consiste na primeira linha de defesa contra os micróbios, sendo representado por células, como neutrófilos e macrófagos, além de barreiras físicas e químicas, como as células epiteliais e seus produtos. O sistema imune adaptativo é representado pelos linfócitos e seus produtos, como os anticorpos. Diferente do sistema inato, as ações do sistema adaptativo são específicas contra o referido micróbio e, ao término da infecção, deixa uma memória, possibilitando uma resposta mais rápida e eficaz frente a uma nova exposição ao mesmo agente infeccioso”, explica a imunologista da Asbai.


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ESPECIAL SAÚDE

IMUNIDADE

IMUNODEFICIÊNCIAS ADQUIRIDAS Quando há uma redução na função do sistema imunológico, o corpo fica mais suscetível a infecções bacterianas e virais e há um desequilíbrio e um descontrole de funções que vigiam células tumorais e anticorpos. A redução dessa vigilância imunológica leva à baixa imunidade. “Esse quadro pode ocorrer por diversos fatores, desde doenças, crônicas ou passageiras, como a AIDS, distúrbios do sono ou casos de depressão e ansiedade que também podem afetar o sistema imunológico”, diz a Dra. Nathália, do Hospital Samaritano de São Paulo. Além disso, sintomas, como cansaço, resfriados e infecções frequentes, como herpes, alterações cutâneas, gastrointestinais e baixa vitalidade estão relacionados à baixa imunidade. “Em algum momento, a imunidade pode se alterar, seja por estresse intenso, por erros alimentares, toxinas ambientais, fumo, radiação, obesidade e doenças crônicas, principalmente se não controladas”, diz o Dr. Debski. Situações como dietas pobres em nutrientes, treino físico excessivo, desnutrição, falta de vitaminas e micronutrientes também podem interferir na resposta imune. “O sistema imune tem um ajuste fino e a medicina ainda não conhece o funcionamento do mecanismo de todos os gatilhos que podem derrubar a imunidade, o estresse é um destes casos”, comenta a Dra. Cristina Maria. A baixa imunidade, também chamada de imunodeficiência, pode ser primária (congênita) ou adquirida e o corpo emite sinais de alerta, mostrando a necessidade em se investigar a fundo o que está acontecendo. “No caso da imunodeficiência primária, alguns desses sinais são: duas pneumonias ou oito novas otites no último ano, estomatites de repetição por mais de dois meses, um episódio de infecção sistêmica grave, como meningite, osteoartrite, e septicemia, entre outros”, diz a Dra. Veridiana. Segundo ela, a imunidade pode ser determinada pela contagem de células de defesa, anticorpos e a avaliação do bom funcionamento destes. “Na grande maioria das vezes, os pacientes encaminhados por baixa imunidade apresentam exames normais”, afirma. A médica ainda esclarece que as imunodeficiências primárias ocorrem por defeitos genéticos que aumentam a susceptibilidade a infecções. “Já as imuno76

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deficiências adquiridas devem-se a infecções virais, como o HIV, desnutrição, uso de medicamentos, como quimioterápicos, imunossupressores, e doenças malignas, como o câncer, por exemplo”, completa. No Brasil, a frequência das imunodeficiências primárias varia muito. De acordo com a Dra. Veridiana, acredita-se que um a cada dois mil nascidos vivos apresentem algum tipo de imunodeficiência congênita. O defeito mais comum e mais leve que é a deficiência seletiva de IgA, que pode ocorrer em um a cada quinhentos indivíduos. Por outro lado, há defeitos que – se estima – aconteçam em uma a cada cem mil pessoas, enquadrando-se no grupo de doenças raras. “Na verdade, a frequência com que acontecem essas doenças não é conhecida com exatidão, pois, por desconhecimento dos profissionais de saúde e da população em geral, a maioria dos casos não é diagnosticada”, comenta a imunologista da Asbai. Ela acrescenta ainda que a maioria dos casos de imunodeficiência primária manifesta-se na infância. “Algumas imunodeficiências podem iniciar sintomas na idade adulta, principalmente a Imunodeficiência Comum Variável, que é um defeito de produção de anticorpos”, diz. Para tratar a imunodeficiência primária, há diferentes recursos terapêuticos aplicáveis, entre eles, a reposição de imunoglobulina humana e outros imunobiológicos, o uso de antibióticos preventivos e o transplante de células hematopoiéticas (medula óssea ou cordão umbilical). “A melhor forma de evitar as imunodeficiências adquiridas é a prevenção, com alimentação adequada, uso de preservativos, não usar drogas injetáveis, exames periódicos para detecção precoce de câncer, etc.”, afirma a Dra. Veridiana.

IMUNIDADE EM ALTA Quando alguém compra um carro zero quilômetro, vai para casa com um veículo em perfeitas condições, com as peças novas, todo regulado. Ao começar a usar o veículo, o dono precisa abastecê-lo com combustível de qualidade, trocar o óleo, calibrar os pneus regularmente e por aí afora. Caso contrário, o carro começará a apresentar problemas, falhas que podem ser sérias ou não. Com o corpo humano é mais ou menos a mesma coisa. O bom funcionamento vai depender, na grande maioria dos casos, de como esse corpo será tratado no decorrer da vida. 2017 JUNHO GUIA DA FARMÁCIA

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ESPECIAL SAÚDE

IMUNIDADE

“Vários estudos comprovam que o segredo para evitar as doenças e manter a imunidade e a boa saúde do organismo é viver de maneira saudável, com uma alimentação o mais natural possível, fazer atividade física regular, saber gerenciar o estresse e harmonizar as emoções, ter relacionamentos afetivos harmoniosos”, diz o Dr. Debski. Além disso, ele destaca que é preciso realizar exames preventivos, de rotina, além de evitar ou, quando não possível, controlar as doenças crônicas. “Precisamos ter a consciência que quanto mais cedo cuidarmos da nossa saúde, menos iremos sofrer com as doenças crônicas e com problemas imunológicos. Devemos nos cuidar bem, agir de maneira saudável, ativa, positiva, nos conectarmos com os outros, amar muito, e aproveitar a vida em sua plenitude”, recomenda. Para entender como a alimentação influencia o funcionamento do sistema imune, a Dra. Nathália explica que a falta de nutrição prejudica diversas funções no organismo, como função de células e pro-

DEZ SINAIS DE ALERTA PARA IMUNODEFICIÊNCIA PRIMÁRIA 1. Duas ou mais pneumonias no último ano. 2. Quatro ou mais otites no último ano. 3. Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses. 4. Abcessos de repetição ou ectima. 5. Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia). 6. Infecções intestinais de repetição/ diarreia crônica. 7. Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune. 8. Efeito adverso ao Bacillus Calmette-Guérin (BCG) ou infecção por microbactéria. 9. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência. 10. História familiar de imunodeficiência. Fontes: Fundação Jeffrey Modell; e Cruz Vermelha Americana

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GRIPES, RESFRIADOS E O SISTEMA IMUNE De uma forma geral, as gripes e os resfriados não representam nenhum problema sério para o sistema imune. Na verdade, o quadro viral se instala quando o hospedeiro consegue se instalar no organismo vencendo mesmo que momentaneamente a barreira do sistema imune. A partir daí, os sintomas sentidos pelo indivíduo, como febre, por exemplo, são respostas do sistema imune àquele vírus. “Um exemplo clássico é o início de crianças pequenas nas creches. Essas crianças não apresentam ainda um sistema imunológico totalmente amadurecido, sendo, por isso, mais suscetíveis a infecções, particularmente a infecções virais do trato respiratório”, comenta a imunologista e membro do departamento científico de Imunoterapia e Imunobiológicos da Associação Brasileira de Alergia e Imunoterapia (Asbai), Dra. Veridiana Aun Rufino Pereira. A médica ainda diz que as alergias, também ligadas ao sistema imune, ocorrem por um aumento da resposta imunológica frente a um determinado alérgeno. “Indivíduos com rinite e asma descompensada, por exemplo, têm mais infecções respiratórias, como sinusites, otites e pneumonias. Em geral, esses pacientes não apresentam problemas de imunidade”, diz.

cessos primários que o organismo realiza para defesa, além de atrapalhar a produção de anticorpos. “A ingestão inadequada de nutrientes aumenta o estresse oxidativo do corpo e, com isso, a ocorrência de infecções, além de reduzir a produção de radicais livres que participam da defesa do corpo. Essas defesas são constituídas por ácidos graxos poli-insaturados de cadeias longas, enzimas derivadas da dieta, como vitamina C, D, E, carotenoides e alguns elementos, como zinco, selênio e cobre”, diz.


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OPORTUNIDADE

Alicerce do sistema imunológico A VITAMINA C ATUA NA BUSCA DA PREVENÇÃO OU MELHORA DOS QUADROS DE GRIPES E RESFRIADOS. ENTENDA POR QUE ESSE RITUAL É TÃO PRESENTE NA VIDA DOS BRASILEIROS E O POTENCIAL DESSES MEDICAMENTOS NA SAZONALIDADE POR KATHLEN RAMOS

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Laranja, limão, acerola, manga, abacaxi, goiaba, melão... Esses são alguns dos alimentos ricos em vitamina C e que deveriam estar presentes nas refeições dos brasileiros. Mas nem sempre isso é o que acontece. “Estudos epidemiológicos conduzidos por universidades independentes comprovam que pelo menos 80% dos brasileiros não possuem o nível adequado do nutriente no organismo”, revela a gerente de produto da Consumer Health da Bayer, Ana Paula Fontes.

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ESTEJA SEMPRE A FRENTE,

PROTEJA SUA SAÚDE. C

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Vitacin® (ácido ascórbico). MS 1.5423.0045. Indicações: Recomendado como suplemento vitamínico nos casos: pós-cirúrgicos/cicatrizantes, auxílio nas anemias carenciais, dietas restritivas e inadequadas, doenças crônicas/ convalescença, idosos, antioxidante, auxílio do sistema imunológico. MAIO/2017.

NÃO USE ESTES MEDICAMENTOS EM CASO DE DOENÇA GRAVE DOS RINS. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

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OPORTUNIDADE

Essa realidade pode trazer diversos prejuízos. Também conhecida por ácido ascórbico, a vitamina C é essencial para inúmeras reações metabólicas e para fortalecer o sistema imunológico. Aliás, estudos apontam que resfriados frequentes podem estar relacionados com a deficiência dessa substância.

DIVERSAS APRESENTAÇÕES Hoje, o mercado oferece apresentações de vitamina C adaptadas para os diferentes públicos e necessidades. O formato efervescente, por exemplo, é conhecido pela facilidade de adesão devido aos sabores. Elas podem ser encontradas com o aroma de laranja e lima-limão, por exemplo.

Já as versões sob forma de comprimidos revestidos oferecem uma leve proteção contra oxidação devido ao filme de celulose. Têm um custo-benefício bem melhor que os efervescentes e, praticamente, não há perdas, garantindo a entrega de todo o ativo ao organismo.

Há, ainda, as vitaminas C apresentadas sob a forma de gomas, com foco em facilitar a adesão do público infantil. Podem ser encontradas em sabores, como laranja, morango e uva. Fontes: Sundown Naturals; Grupo Cimed; e Bayer

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TOP 10 MARCAS NO MERCADO DE VITAMINA C RANKING

MARCAS

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Redoxon (Bayer)

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Cewin (Sanofi)

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BIO (União Química)

4

Cenevit (EMS)

5

Redoxitos (Bayer)

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Vitergyl (Cifarma)

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Cebion (Merck)

8

Viter C (Natulab)

9

SUN (Sundown Vitaminas)

10

Energil (EMS)

Fonte: QuintilesIMS. Ranking baseado em Preço ao Consumidor – Ano 2016

“A vitamina C desempenha um importante papel na proteção do organismo contra infecções, aumentando a função bactericida no sangue e participando na formação de anticorpos que reforçam o sistema imune. Dessa forma, pode, sim, ajudar na prevenção de quadros de gripes e resfriados, elevando a imunidade”, garante a gerente de produto da linha de vitaminas da Merck, Bianca Cadah. Além da ação diante do sistema imune, a vitamina C desempenha, ainda, outras ações importantes. “Há a ação antioxidante, ou seja, combate os radicais livres que atuam no envelhecimento das células. E é por isso que a vitamina C passou a ter relevância no mercado de dermocosmético”, reforça Bianca. Assim, quando a alimentação não é suficiente, a reposição pode ser feita via suplementação. “Esse tipo de reposição é indicado, principalmente, em situações pré e pós-cirúrgicas, não só para auxiliar no processo de cicatrização, mas também por fortalecer o sistema imunológico”, sinaliza Ana Paula.


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OPORTUNIDADE

ATENÇÃO À SAZONALIDADE Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que é possível observar uma tendência no aumento de número de casos de doenças respiratórias entre março e outubro, segundo afirma a gerente de produto da linha de vitaminas da Merck, Bianca Cadah. E é justamente nesse período que as vendas de vitamina C aumentam e alcançam o seu pico (veja gráfico abaixo). Vale lembrar, ainda, que a sazonalidade pode mudar de acordo com as regiões do País. “As farmácias das Regiões Sul e Sudeste tendem a dar mais visibilidade e espaço para essa categoria no inverno. Já no Norte e Nordeste, o consumo da categoria é menos sazonal, pois estas regiões sofrem menos o efeito da variação de temperatura referente ao inverno”, acrescenta a gerente de produto da Consumer Health da Bayer, Ana Paula Fontes.

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. /1 5 Fev . /1 5 Ma r. / 1 5 Ab r. / 1 5 Ma i. /1 5 Jun . /1 5 Jul . /1 5 Ag o. / 15 Se t. /1 5 Ou t. /1 5 No v. / 1 5 De z. / 15 Jan . /1 6 Fev . /1 6 Ma r. / 1 6 Ab r. / 1 6 Ma i. /1 6 Jun . /1 6 Jul . /1 6 Ag o. / 16 Set . /1 6 Ou t. /1 6 No v. / 1 6 De z. / 16

Sazonalidade — Vitamina C

Fonte: QuintilesIMS. Sazonalidade de vitamina C (Unidades ano 2015 e 2016)

NAS GÔNDOLAS Dentro do universo de vitaminas, a C é uma das mais consumidas pelo brasileiro e, hoje, costuma possuir um espaço dedicado, seja em farmácias independentes ou grandes redes. “Por ser uma das categorias mais consumidas entre os Medicamentos Isentos de Prescrição (MPIs), elas devem ficar em área de fácil acesso ao público”, recomenda Bianca. 84

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Além disso, trata-se de uma categoria destino na gôndola de vitaminas, o ideal é sempre posicioná-las na altura dos olhos, ao lado dos multivitamínicos, segundo indica Ana Paula, que também orienta para ações de cross-merchandising em segmentos específicos, como na gôndola de produtos para gripe e resfriados; e também na de infantis, no caso de vitaminas para este público.


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SORTIMENTO

Ar mais puro INALADORES E UMIDIFICADORES AJUDAM PACIENTES NA LUTA CONTRA DIFICULDADES RESPIRATÓRIAS. PRODUTOS SÃO MAIS BUSCADOS NOS MESES FRIOS DO ANO POR LAURA MARTINS

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Dois dos grandes aliados na luta contra as doenças respiratórias são os inaladores e os umidificadores de ar. Com maior procura nos meses mais frios do ano, os aparelhos podem ajudar as pessoas alérgicas ou com alguma infecção a se recuperarem de maneira mais tranquila e a evitar os sintomas que tanto incomodam. “Principalmente no período de inverno, as doenças respiratórias, como tosses, mucosas do nariz, resfriados, rinite, sinusite e outras, se agravam. Uma das soluções é repor a umidade do ar por meio de umidificadores e utilizar os nebulizadores para amenizar os proble-

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mas respiratórios. A praticidade de ter um inalador em casa favorece ao usuário ter mais comodidade e conforto no momento do procedimento, não necessitando se deslocar até o hospital ou clínica”, explica o diretor executivo da Incoterm, Andreas Weimer. Os produtos agem de maneira distinta, ajudando o paciente direta ou indiretamente. “O umidificador atua no ambiente, enquanto que o inalador leva a umidade juntamente com medicamentos orientados por médicos diretamente às vias respiratórias, agindo de forma mais rápida, especialmente em crianças pequenas”, afirma o diretor técnico e de comércio exterior da Mondial, Jacques Ivo Krause. IMAGENS: SHUTTERSTOCK


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SORTIMENTO

AMBIENTE MELHOR Para que um ambiente esteja confortável e saudável, é preciso que a Umidade Relativa do ar (UR) esteja entre 40% e 70%. Abaixo disso, as mucosas podem ficar ressecadas, causando irritações no sistema respiratório. Essas situações ocorrem, normalmente, nos meses de inverno, quando a temperatura é mais baixa e há falta de chuva, ou em lugares onde o ar condicionado é usado a todo o momento. “O ar seco faz com que a poeira no ambiente se espalhe com mais facilidade, levando consigo ácaros e batérias que prejudicam o sistema respiratório. Pessoas com alergias são mais afetadas pelo ambiente seco. Os umidificadores aumentam a umidade do ar, colocando até 350 mL /h de água no ar ambiente. Com isso, a distribuição de ar seco e com pó é reduzida, melhorando as condições respiratórias”, explica Krause. Para o executivo, apesar de não ter ligação direta com estresse ou fadiga, um ambiente agradável ajuda a dar comodidade ao paciente. O executivo da Incoterm complementa dizendo que as crises respiratórias podem ser as causadoras do mal-estar, em casos extremos, então os nebulizadores e inaladores são aliados na diminuição de certos casos de estresse. De acordo com Weimer, os umidificadores trabalham quebrando as partículas da água e transformando-as em uma névoa úmida lançada no ambiente. “As principais diferenças [dos produtos] são a capacidade de litragem, facilidade da limpeza, área de abrangência, autonomia em horas, possibilidade de controlar a intensidade da névoa, filtro purificador de água e a capacidade de névoa”, pontua.

A PRATICIDADE DE TER UM INALADOR EM CASA FAVORECE AO USUÁRIO TER MAIS COMODIDADE E CONFORTO NO MOMENTO DO PROCEDIMENTO, NÃO NECESSITANDO SE DESLOCAR ATÉ O HOSPITAL OU CLÍNICA 88

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RESPIRAÇÃO COM QUALIDADE Segundo dados da Soniclear e da Mondial, o canal farma representa 70% da distribuição dos inaladores do mercado, com crescimento de 9,3% nos últimos três anos. Eles são considerados produtos mindset de destino, já que a farmácia é apontada pelo consumidor como o primeiro local indicado para a compra desse tipo de equipamento. “Muito embora o item não gere uma compra tão grande no volume, a sua presença em loja é estratégica para que o consumidor enxergue o canal como solução para a sua enfermidade”, explica a diretora vogal do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e coordenadora acadêmica da Academia de Varejo, Patricia Cotti. O diretor da Incoterm explica que os inaladores servem para o uso individual. Eles produzem uma névoa fina para aliviar as vias respiratórias de irritações e/ou ajudam a transportar determinados medicamentos aos pulmões e brônquios, provocando assim um tratamento mais eficaz. Por ser usado com medicamentos, é importante que o consumidor tenha a orientação médica correta na escolha do fármaco. “Não há contraindicação para a inalação somente com soro fisiológico. Todavia, o uso com medicamentos deve ser realizado conforme orientação médica”, finaliza Weimer, da Incoterm.


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PUERICULTURA

Para bebês e crianças

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ARTIGOS INFANTIS COMO MAMADEIRAS, BICOS, CHUPETAS, TALHERES, PRATOS, HIGIENIZADORES E PEQUENOS BRINQUEDOS GANHAM CADA VEZ MAIS ESPAÇO NAS FARMÁCIAS E DROGARIAS POR TATIANA FERRADOR

Produtos para os pequenos vêm ganhando destaque no varejo farmacêutico, pois complementam a lista de compras de mães que consideram estas lojas como destino certo para a aquisição de fraldas e lenços umedecidos. Entre as categorias que mais se desenvolveram nos últimos anos, a que mais cresce no canal farma é a “Universo Baby”, em que estão os produtos de puericultura e que já representam em torno de 13% de todo o volume de faturamento registrado no autosserviço das lojas. Para a gerente de marketing sênior da Lillo, Rosana Fiorelli, existe um novo perfil da mulher e mãe moderna, que faz com que a demanda de produtos para gestantes e bebês aumente.

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“Embora tenha um dia muito atarefado, essa nova mãe não abre mão do cuidado com seu filho e está sempre à procura de inovação, porém com a qualidade e a experiência da marca. Cada vez mais atenta, leva em consideração tudo, como, por exemplo, o formato do bico da mamadeira e chupeta, e se são livres de bisfenol”, lembra. O desafio no mercado de puericultura é diário, pois o shopper procura sempre por produtos de qualidade inquestionável e preço competitivo. O tíquete médio dessa categoria é de R$ 40,00, considerando-se a compra essencial (mamadeira e chupeta), sendo que há um aumento significativo na compra de itens de alimentação e higiene oral, como copos e mordedores. IMAGENS: SHUTTERSTOCK/DIVULGAÇÃO

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A aquisição desses produtos é costumeiramente feita no canal farma por reposição, mensalmente. Dessa forma, o atendimento personalizado e a busca por preços baixos e promoções fazem o shopper optar pela farmácia ao autosserviço. Por essa razão, o cuidado com organização dessas linhas e produtos merece atenção especial do varejista que busca aumentar seu faturamento. “A exposição dos produtos é restrita apenas nas áreas reservadas para a categoria de puericultura ou em displays próprios da marca”, explica a gerente da Lillo. “O mais indicado é seguir o planograma sugerido pela empresa, que expõe os itens de forma prática e visivelmente atrativa ao consumidor. Outro ponto importante é a organização por tamanho de produto, faixa etária e preço. O ideal é expor primeiro chupetas para menores de seis meses de idade, seguidas pelas de maiores de seis meses de idade, atentando para que itens da mesma coleção e

EXPOSIÇÃO NO PDV • Os produtos podem ser divididos em categorias: destino, rotina, sazonais e os de compras por impulso (aqueles que complementam a cesta de compras, possibilitando ao shopper ampliar suas experiências e experimentarem novas oportunidades); • Além disso, precisam estar dispostos no campo primário de visão, na altura dos olhos, bem sinalizados e com algum tipo de material que chame a atenção, pois não são produtos primários, aqueles que o shopper irá procurar dentro da loja; • O sortimento deve ser adequado ao tamanho da loja e perfil de público, sendo que o foco principal deve ser direcionado às principais marcas da categoria, privilegiando as extensões de cada linha em detrimento de um grande número de marcas; • Banners, folders, take one, stoppers, wobblers, displays expositores, tira strip e faixas de prateleira são alguns itens do extenso arsenal que compõem a estratégia de orientação aos consumidores e devem ser considerados para uma ação eficaz dentro da farmácia.

categoria estejam sempre juntos, estimulando a venda por impulso”, conclui. A Boni Brasil, que trabalha com massageador de gengiva, escova de dente, gel dental sem flúor e toalhas umedecidas, tem no canal farma um pilar de vendas. “Por se tratar de um item de cuidado bucal, um dos canais que os pais buscam por esse produto é o farma, por passar mais segurança no oferecimento dos produtos”, explica a coordenadora de trade da empresa, Thaiane Santos. O mercado de gel dental infantil ainda é pequeno, representando apenas 1% do total, mas a empresa acredita que a demanda deve ser despertada no consumidor, pois muitos pais e responsáveis já têm a consciência da importância de introduzir o hábito da escovação na criança desde os primeiros meses. No ponto de venda (PDV), a utilização de banner para destacar os produtos e promotores treinados e com conhecimento para orientar de forma assertiva os interessados em informações e produtos de qualidade contribuem para o aumento das vendas. O gasto médio com produtos de higiene bucal para os primeiros três anos de vida, segundo a coordenadora, é de R$ 15,00 a cada dois meses e meio.

NA LOJA No atual cenário econômico do País, as marcas têm buscado adequar seus portfólios com produtos que garantem melhor custo-benefício sem impacto na qualidade. Apesar da taxa de fecundidade estar se mantendo abaixo de 2,1 filhos por mulher nos últimos anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultando na redução da taxa de natalidade, o setor de puericultura leve tem apresentado crescimento em faturamento no geral. As brasileiras estão engravidando cada vez mais tarde, devido a maiores oportunidades no mercado de trabalho. “Com base nessa tendência, temos observado que os shoppers têm investido mais na categoria, por meio da compra de produtos com maior valor agregado, tornando-se cada vez mais exigentes, pois querem proporcionar o que há de melhor aos seus filhos”, exalta a gerente de marketing da NUK, Ana Carolina Di Grigoli. Fatores como indicação de outras mães, parentes, amigos e boas resenhas na internet, são levados em consideração na escolha da marca. No Brasil, a recomendação médica também influencia de forma significativa na hora da decisão. Para o shopper, principalmente, mães de primeira viagem, a experiência anterior de outras mães com o produto e a credibilidade que a marca detém são fundamentais, gerando confiança e segurança para a aquisição. 2017 JUNHO GUIA DA FARMÁCIA

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“É importante que o varejo conte com uma equipe de vendedores bem treinada, que ressaltem as qualidades do produto e da marca, facilitando a jornada de compra do shopper e contribuindo para uma experiência positiva, sem se esquecer de que a exposição de produtos bem planejada e corretamente implementada A gerente de marketing chama a atenção dos conda NUK, Ana Carolina sumidores e impulsiona-os a Di Grigoli, ressalta que comprar”, pontua a gerente. os shoppers estão cada Para Ana Carolina, os provez mais exigentes, pois dutos devem ser estrategiquerem proporcionar camente posicionados, leo que há de melhor vando em conta a categoaos seus filhos ria, a quantidade exposta, a visibilidade do público e o acesso ao local. “Uma dica para facilitar mães e pais na hora da compra é expor todos os produtos relacionados à rotina para os cuidados com o bebê em um espaço específico a esse segmento, separado no PDV: o ‘Cantinho do Bebê’”, diz. A empresa reestruturou sua oferta de mix de produtos para o canal farma, composto por itens mais convenientes e de alto giro nas farmácias, como bombas para extração de leite e utensílios para ajudar durante a amamentação; até chupetas; mordedores; mamadeiras; copos de transição; pratos e talheres; acessórios para higiene e passeio. Para resultados mais encorpados, a gerente sugere, ainda, que além da utilização de materiais promocionais e comunicação visual própria, com a oferta de displays, o cliente também tenha acesso ao material explicativo das linhas oferecidas. “Em grandes redes, personalizações desse tipo são mais restritas, porém treinamentos e identificação de promoções vigentes por meio de clip strip e encartes promocionais são uma prática comum da marca”, destaca. “Importante ressaltar a necessidade de seguir um planograma de exposição estratégico para a categoria, considerando a exposição por tipo de produto, faixa etária e agrupando as marcas de acordo com o seu posicionamento de mercado”, conclui. As estratégias para chegar ao consumidor e conquistá-lo são as mais variadas, mas todas têm um mesmo 92

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objetivo: aumentar o valor do tíquete médio e induzir à recompra. A Marco Boni, por exemplo, conta com promotores no PDV para orientar o shopper. “Hoje, temos mais de 200 espalhados em lojas por todo o País”, afirma a gerente de marketing, Vanessa Rodrigues. Atualmente, a linha da empresa é composta por escovas; pentes; tesourinhas e cortadores para unhas; elásticos e tic-tac para cabelos; esponjas de banho e kit copinho; saboneteira e porta-escovas de dente. “Estudamos o canal para entender quais produtos são mais procurados, avaliamos o tíquete médio de cada um e, assim, definimos o sortimento”, explica. Fato é que o mercado está sendo cada vez mais atendido com produtos diferenciados que, por sua vez, atendem a demandas específicas – como funcionalidades e design – com preços mais competitivos, o que aumenta o acesso dos consumidores. Além disso, o consumidor final tem conhecimento de lançamentos nacionais e internacionais em tempo real, o que torna o mercado mais exigente e, logo, cria mais oportunidades. “Os estudos mercadológicos e os de perfil de compras estão cada vez mais sofisticados e produzem novas e sedutoras lojas sempre no caminho de ida ou de volta dos clientes, ou seja, o primeiro passo para atender ao comportamento de compras do shopper dessa categoria é a conveniência, fazer com que as mães não precisem se desviar de sua rota para adquirir o que precisam. Em segundo lugar está o mix, uma vez variado, permite ao consumidor encontrar tudo o que precisa no mesmo lugar; em terceiro, o preço que, muitas vezes, é superado pela atenção que o shopper recebe em um PDV farma”, defende a CEO da Babudeas, Jackeline Niehues. Para a fundadora da Itté, importadora e distribuidora, Mariane Tichauer, os produtos infantis têm um apelo grande e alta prioridade dentro das famílias, e a diferenciação é uma promissora forma de atuar nesse segmento. “Atende-se primeiro à necessidade das crianças e bebês e depois às exigências e preferências dos adultos e, por esta razão, muitos desses produtos também contribuem para compras de impulso”, diz. “É preciso explicitar às farmácias o quanto vale a pena ter produtos de puericultura de marcas de alto valor agregado. Os produtos comuns serão sempre necessários, mas as marcas premium fazem diferença no tíquete médio dos consumidores”, conclui.

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SEMPRE EM DIA

Unhas bem cuidadas OS ESMALTES SÃO SEMPRE PROTAGONISTAS NO DIA A DIA DAS MULHERES. CONHECER AS ÚLTIMAS TENDÊNCIAS E ORIENTAR AS CONSUMIDORAS A USAR AS CORES DA MODA PODEM SER UM DIFERENCIAL POR LAURA MARTINS

DICAS QUE AUXILIAM

Para ajudar na orientação da escolha certa de esmaltes, Risqué sugere as cores corretas para cada estilo. Básica: as escolhas mais discretas são as mais indicadas, como branquinho de Risqué Tititi, o rosa cintilante de Risqué Pérola e o nude-acinzentado de Risqué Doce Pérola. Clássica: os esmaltes também tradicionais, como Risqué Nude, Risqué Gabriela (vermelho) e Risqué Café Brasileiro (marrom). Romântica: nude metalizado Risqué Gota dos Anjos ou Risqué Astral podem ser escolhas certeiras. Moderna: as cores da coleção Risqué Mulher-Maravilha aposta nos tons metalizados. Descolada: a linha Risqué Color Effect ajuda a ter unhas criativas. • www.risque.com.br

IMPALA REPRESENTA SUPER-HERÓIS

O conceito de super-heróis e o cotidiano feminino foram combinados na nova linha da Impala. Cinco cores de esmaltes e batons nasceram inspirados nos superpoderes dos personagens de desenho: Ataque duplo (marrom cremoso); Arma Secreta (nude-amarronzado cremoso); Super Poder (vermelho cremoso); Raio Púrpura (roxo semibrilho); e Plano Perfeito (rosa semibrilho). • www.impala.com.br

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PRODUTOS REPAGINADOS

A Perfumes Dana revitalizou sua linha de Cremes Desodorantes Tabu e Herbíssimo. A marca apresenta nova fórmula e embalagem mais moderna, com destaque para as informações referentes aos benefícios. A exclusiva fórmula hidra+ promove a hidratação das axilas por até 24 horas, além de manter a proteção ao longo de todo o dia. • www.perfumesdana.com.br

COLETOR TRAZ COMODIDADE

Confeccionado em silicone cirúrgico, hipoalergênico e sem químicos, o Violeta Cup é um coletor menstrual. Sua capacidade de fluxo é superior aos absorventes normais, garantindo comodidade pelo uso prolongado. A higienização pode ser feita durante o banho com sabonete neutro e água. O produto pode ser reutilizado por até dez anos, quando respeitados os cuidados adequados de limpeza e armazenamento. • www.violetacup.com.br

PROTEÇÃO E HIDRATAÇÃO PARA OS HOMENS

Desenvolvido especialmente para a pele masculina, o novo desodorante NIVEA MEN Original Protect protege por 48 horas contra o suor e mau odor e traz tecnologia hidratante NIVEA, ajudando a evitar possíveis irritações. A fórmula é dermatologicamente testada, livre de álcool e minimiza possíveis irritações nas axilas. Entre os ingredientes, estão glicerina e cloridóxido de alumínio. • www.niveamen.com.br

RECUPERAÇÃO DOS FIOS

A Monange acaba de lançar uma nova linha de hair care. Focada na recuperação da espessura e estrutura dos fios, a linha Monange Fios Mais Encorpados possui xampu e condicionador e é formulada com extrato de quinoa. O ingrediente – rico em ômegas e sais minerais – repara a fibra capital de dentro para forma e torna os cabelos mais fortes e saudáveis, criando uma camada que protege duas vezes mais contra quebra. • www.monange.com.br 2017 JUNHO GUIA DA FARMÁCIA

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SEMPRE EM DIA

SÉRUM AGE CONTRA ENVELHECIMENTO

Um dos fatores cruciais para o aparecimento de rugas e a diminuição da firmeza é a perda do ácido hialurônico. Para ajudar a repor os estoques da substância, a SkinCeuticals apresenta H.A. Intensifier, um sérum corretor capaz de aumentar os níveis do ácido na pele e, assim, redefinir o volume e a densidade, preenchendo as rugas e recuperando a firmeza. O produto age em três frentes: estimula a produção natural de ácido hialurônico, inibe sua degradação e auxilia a repor seus estoques superficiais. • www.skinceuticals.com.br

PÓ COMPACTO PARA BRASILEIROS

A La Roche-Posay desenvolveu um produto exclusivo para o Brasil: Effaclar BB Blur Pó Compacto, que cuida da pele unindo a expertise da linha Effaclar para pele oleosa ao efeito blur. O produto, além de uniformizar, age na qualidade da pele, cuidando progressivamente da aparência dos poros, brilho e suavidade da cútis, além da tecnologia blur, que reflete a luz e proporciona um efeito óptico instantâneo, alisando e cobrindo as imperfeições. O pó compacto está disponível em duas cores: clara e média.

LUTA CONTRA VERMELHIDÃO

Indicado para peles sensíveis com tendência à vermelhidão, o Eucerin® Fluído Neutralizante Anti-Redness traz a tecnologia SymSitive, que age diretamente na raiz da hipersensibilidade. O produto neutraliza a vermelhidão, acalma a pele e oferece conforto imediato e contém pigmentos verdes que neutralizam o tom da pele. Além disso, o fluído tem proteção contra raios ultravioleta (UVA e UVB). • www.eucerin.com.br

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PARCERIA CONDOR E BARBIE

A remoção da maquiagem é tão importante quanto fazê-la. Pensando nisso, a Condor e a Barbie fizeram uma parceria para lançar os lenços umedecidos demaquilantes. O produto remove a maquiagem, limpa, hidrata e tonifica a pele, auxiliando no equilíbrio hidrorregulador da cútis. Os lenços não possuem álcool etílico em sua composição, possibilitando o uso na região dos olhos sem irritá-los. • www.condor.ind.br 96

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Recentemente, no dia 4 de abril de 2017, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de reunião da Diretoria Colegiada, resolveu verificar a viabilidade de se lançar uma consulta pública para se discutir a atualidade da Portaria 802, que entre outras regras, estabelece a impossibilidade de comercialização de medicamentos, ao fim e ao cabo, entre distribuidores. De fato, argumenta-se que a Portaria 802 estaria desatualizada frente às atuais regras de mercado, bem como se buscaria, com uma revisão de suas especificações, harmonizá-la com os requerimentos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Evidentemente, essa revisão encontraria eco nas normas presentes no Guia de Boas Práticas de Distribuição para Produtos

Farmacêuticos da OMS – World Health Organization (WHO) – Tecnical Report Series (TRS) 957 – Anexo 5 – 2010. Não há dúvida de que uma flexibilização da referida norma, com a permissão da entrada de mais intermediários no processo de comercialização de medicamentos, considerando as novas regras de rastreabilidade, umas já em vigor e outras para se fazerem vigentes em futuro brevíssimo, garantiria uma maior capitalização do setor, sem o risco do passivo sanitário. Evidentemente, deve-se estar bastante atento para a real concretização de uma melhora da capitalização do setor. Explica-se: é preciso que se reconheça que o limite de duas distribuidoras para o reabastecimento do mercado não será suficiente para grande parte do mercado, consi-

derando-se que muitas indústrias carregam o seu próprio centro de distribuição. De fato, cuidar para uma melhor definição da norma sobre a capacidade de abastecimento de distribuidoras por outras empresas do mesmo elo do segmento farmacêutico é fundamental para a efetivação de capitalização que se espera com o lançamento de uma nova regra para a distribuição, o transporte e a armazenagem de produtos farmacêuticos. De toda a sorte, será necessário também se ater, em termos práticos, em qual será o impacto do sistema de logística neste novo momento do mercado e como as empresas responsáveis por essa gestão poderão contribuir para a fluidez das mercadorias, atendendo a todas as regras, no tempo determinado, do sistema de rastreabilidade lançado pela Anvisa.

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Edição 295 - Pesquisa para a vida  
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