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BRASIL Realizada por

8a EDIÇÃO

MAVAM

Monitor Acision de Valor Adicionado Móvel © Copyright Acision Junho 2011

Monitor Acision de VAS Móvel


MAVAM | Monitor Acision de Valor Adicionado Móvel

Editorial Há 18 meses, Acision lançou o MAVAM para brindar a indústria de telefonia móvel com uma ferramenta periódica sobre a evolução do setor de serviços adicionados no Brasil. A iniciativa se estendeu e passou a incluir mais países da América Latina: hoje contamos com o MAVAM Argentina e o MAVAM México, este com sua próxima edição a ocorrer no final de junho/2011. O MAVAM já percorreu um longo caminho, tanto adicionando países como ampliando o tamanho da amostragem para a realização das pesquisas, além de gerar dados que permitem comparar semelhanças e diferenças da demanda de serviços de valor adicionado. A cada edição, reforçamos o compromisso com o maior entendimento do comportamento do usuário e mais informações sobre o volume de negócios de valor adicionado.

Rafael Steinhauser

Devemos destacar alguns pontos-chave desses quase dois anos. O Brasil superou a marca de 100% de penetração de telefones móveis, os serviços de valor adicionado – VAS (sigla em inglês de value added services) cresceram 60% na contribuição de receitas das operadoras, e representam hoje 18% das vendas líquidas de serviços móveis.

Acision Presidente para América Latina

O mercado de SMS passou de 10 SMS por usuário para 22, em média, no primeiro trimestre de 2011. Estima-se que o mercado seguirá crescendo devido ao esforço das operadoras, que estão se concentrando na geração de ofertas atrativas que estimulem a adoção desses serviços, os quais, em muitos países, são tão expressivo quanto o de voz. A internet móvel representa 48% das receitas líquidas de VAS no Brasil, um caso particular na região, onde, à exceção do Chile e Colômbia, a maior contribuição de VAS provém dos serviços de mensagens SMS e MMS. O volume de vendas líquidas de internet no primeiro trimestre foi de US$ 615 milhões, e coloca o Brasil como o responsável por 45% do negócio de internet móvel na América Latina. No Brasil existem 6,8 milhões de minimodens, dos quais 4,8 milhões são 3G, o que torna o país responsável por 47% do parque de minimodens na América Latina. Ademais, o crescimento das vendas dos smartphones que chegam ao mercado com preços cada vez mais acessíveis ao consumidor juntamente com pacotes de dados das operadoras, posicionam o Brasil como o mercado mais importante para o desenvolvimento da banda larga móvel. Por esse motivo, o tema principal desta edição do MAVAM é Banda Larga Móvel. Nós, da Acision, estamos muito felizes em poder dispor essa ferramenta que permite conhecer melhor o mercado de serviços de valor adicionado, que, mantido o ritmo de crescimento atual, representará 50% das vendas na América Latina, em 2015. Boa Leitura!

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MAVAM | Monitor Acision de Valor Adicionado Móvel

Indice 2

Editorial

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1. Introdução

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1.1. Serviços de valor adicionado no mundo

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1.2. Serviços de valor adicionado na América Latina

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1.3. Os serviços de valor adicionado (VAS) no Brasil

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2. MAVAM (Monitor Acision de VAS Móvel)

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3. Tema especial: Banda Larga Móvel

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3.1. A banda larga móvel no Brasil

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3.2. Internet móvel (pelo telefone)

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3.3. Banda larga móvel (por meio de dongle para conectar netbook/notebook ou utilizando o telefone como modem)

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3.4. Conclusões

32 32 33 35 37 38 39

4. MAVAM Brasil 4.1. Serviços de mensagens 4.1.1. SMS 4.1.2. MMS 4.1.3. Instant Messaging (IM) 4.1.4. Voice Mail 4.1.5. e-mail

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MAVAM | Monitor Acision de Valor Adicionado Móvel

39 41 42 43 44 45 45

4.2. Entretenimento 4.2.1. Games (Uso e downloads) 4.2.2. Música (downloads) 4.2.3. Ringtones (downloads) 4.2.4. Imagens (download) 4.2.5. Vídeos (downloads) 4.2.6. Mobile TV (visualização)

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4.3. Redes Sociais

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4.4 Mobile Marketing

49

4.5 Mobile Banking

49

4.6 GPS e Mapas

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5. Considerações Finais

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6. Glossário

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7. Ficha técnica

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8. Equipe de trabalho

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MAVAM | 1. Introdução

1

Introdução No final do primeiro trimestre de 2011existiam no mundo 5,6 bilhões de conexões1, das quais 581,5 milhões na América Latina. Ainda existe mundialmente um grande volume de pessoas para serem conectadas pela telefonia móvel. Players desse mercado prevêm que, em 2015, haverá um terminal por habitante. Nota-se que a banda larga móvel vem assumindo um papel cada vez mais importante. No fechamento deste relatório, a Wireless Intelligence estimava que, no mês de junho de 2011, as conexões HSPA (3G) superaram os 500 milhões, e as conexões LTE, logo após um ano de lançamento das primeiras redes comerciais, já alcançavam o primeiro milhão de conexões.

Simultaneamente, o IDC estimava que, para 2011, os fabricantes de terminais distribuirão no mundo 472 milhões de smartphones (54% a mais que em 2010). A mesma consultoria estima que, a partir de 2015, serão comercializados 1 bilhão de telefones inteligentes por ano, a nível mundial. Os smartphones representam algo em torno de 26% dos telefones comercializados no mundo – no primeiro trimestre de 2011, foram vendidos mais telefones inteligentes do que computadores. Em paralelo ao crescimento dos terminais e das conexões de dados, cresce o percentual de contribuição dos serviços de valor adicionado - VAS (value added services) nas receitas totais das operadoras. Estima-se que atualmente, a nível global, essa contribuição represente mais de 29%2 para algumas operadoras, como, por exemplo, a NTT Docomo, onde os VAS respondem por 54% de sua receita total. O crescimento das conexões de dados, somado à necessidade dos operadores em aumentar suas receitas provenientes dos serviços de valor adicionado, está acelerando discussões e processos sobre novas atribuições de espectro em praticamente todo o mundo. Além disso, os governos vêm acelerando os planos de redução da lacuna digital, incluindo as redes móveis como infraestrutura relevante para cumprir seus objetivos. Os tablets invadiram o mercado, o qual espera para ver qual será o uso desses dispositivos, assim como qual será sua real demanda. Reconhecidamente trata-se de um novo dispositivo, cujo uso talvez não se assemelhe ao de dispositivos já testados. A todos esses dados positivos, que projetam um crescimento dos serviços de valor adicionado e do consumo de dados, se soma o HTML 5, que facilitará a criação de aplicações e o interesse de outras indústrias – como a financeira, que analisa os serviços móveis como ferramenta para incluir mais pessoas ao sistema financeiro, assim como a indústria da saúde, pensando em soluções de mobilidade que ajudem a melhorar a qualidade de vida dos pacientes, a prevenir e diagnosticar, a distância, chegando a zonas não atendidas, ou ainda a indústria de energia, incorporando chips nos medidores para gerenciar o consumo, entre outras ações. 1 Fonte: Wireless Intelligence 2 Fonte: PyramidResearch - 2010

Concluindo, a indústria está na trilha do crescimento do valor adicionado, que agrupa mais pessoas, aumenta o uso dos VAS e incorpora novos dispositivos a serem conectados.

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MAVAM | 1. Introdução

1

1. Serviços de Valor Adicionado no mundo Para poder ilustrar o impacto global dos serviços de valor agregado na telefonia móvel foi selecionada uma mostra de sete operadoras com atuação em diversos países (Ver gráfico 2); em cada uma das empresas selecionadas foi analisada a evolução da receita total e da receita específica oriunda de serviços de valor agregado (VAS), entre o o primeiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011. Os serviços de valor adicionado (VAS) incluem basicamente: SMS e MMS (mensagens), música, vídeos, jogos, ringtones (entretenimento), pagamentos e transações com dinheiro através do celular (mobile money), banda larga e internet móvel, redes sociais e marketing/publicidade móvel.

Gráfico 2.

Operadoras analisadas • América Móvil - América Latina • AT&T - Estados Unidos • France Telecom France Telecom França • NTT Docomo - Japão • Telefónica Telefónica Espanha Telefónica Irlanda Telefónica Latino América • Verizon – Estados Unidos • Vodafone Vodafone Reino Unido Vodafone Alemanha Vodafone Índia

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MAVAM | 1. Introdução

Variação entre receitas de Voz vs. VAS Durante o primeiro trimestre de 2011, para o grupo de operadoras analisadas, observou-se a tendência à queda da contribuição da receita proveniente do uso de voz e o aumento da receita gerada pelos dos serviços de valor adicionado. Nessa seleção de operadoras, os serviços de voz vêm reduzindo sua contribuição para o ARPU total entre 19% (Telefónica Irlanda) e 2% (Verizon USA). A única exceção foi o Vodafone Índia, que aumentou o ARPU de Voz em 3%, situação considerada coerente para um mercado que registra 60% de penetração de linhas móveis sobre um volume populacional que ainda oferece espaço para o crescimento de novos assinantes. A queda da contribuição ARPU nos serviços de voz é particularmente alta no Japão (NTT DOCOMO -15%) e na Irlanda (Telefónica Irlanda -19%), chegando a registrar índices de dois dígitos.

Gráfico 3.

Variação da contribuição das vendas de Voz e VAS T12010 - T12011

Fonte: Convergencia Research com base nos relatórios financeiros das operadoras

1 Vodafone Preliminary Results 31/1/2011 page 9: ¨ First year that Group data revenue increase exceeds voice revenue decline.

As receitas de VAS, em alguns casos, já compensam as quedas de receita de voz. Por exemplo, no caso da empresa Vodafone, a companhia destaca em seu balanço que essa é a primeira vez que o aumento da receita de serviços de dados supera a queda de receita de serviços de voz1.

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MAVAM | 1. Introdução

S

Nos mercados mais tradicionais (União Européia, Estados Unidos, Japão), as operadoras mostram crescimento da contribuição dos serviços de valor adicionado menores que 5%, em comparação com o primeiro trimestre de 2010. Na América Latina, as empresas América Móvil e Telefónica (Movistar) registram crescimento da contribuição de VAS de 8% e 7%, respectivamente. Os SMS são uma parte muito importante dos VAS nas operadoras de países emergentes e em fase de desenvolvimento. Já nos países desenvolvidos, onde a penetração de telefones inteligentes é muito superior2, os SMS estão perdendo terreno para os demais serviços de dados.

Gráfico 4.

Penetração da telefonia móvel por país vs. contribuição VAS por operadora Fonte: Convergencia Research

2 Como exemplo do incremento da penetração de telefones inteligentes (smartphones) podemos citar que 32% da base pós-paga da Verizon Wireless, durante o primeiro trimestre de 2011, correspondeu a smartphones, quase 4 pontos percentuais a mais que no final de 2010. Verizon First Quarter Highlights, Page 5. ¨At the end of the first quarter, 32 percent of Verizon

Os serviços de valor adicionado, na mostra de operadoras analisadas, variam entre 13% e 54%. No caso da NTT Docomo (Japão), esses serviços já representam 54% da receita da operadora. Nos países da União Europeia, variam entre 25% (Telefónica Espanha) e 45% (Vodafone Reino Unido). Nos Estados Unidos, Verizon obtém 38,3% de sua receita a partir dos serviços de valor adicionado.

Wireless’ retail post-paid customer phone base were smartphones, up from 28 percent at the end of fourth-quarter 2010”.

Na América Latina esses serviços já respondem por cerca de 25% da receita total da operadora, volume similar ao registrado na China.

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MAVAM | 1. Introdução

Gráfico 5.

Análise da contribuição do VAS no ARPU móvel As oportunidades de crescimento do ARPU das operadoras de celulares nos países desenvolvidos já se baseiam quase exclusivamente nos VAS de última geração (vinculados ao uso de internet móvel) e é através desses serviços que as companhias esperam recuperar o que perdem atualmente na receita de voz.

Dezembro 2010

Fonte: Convergencia Research com base nos balanços patrimoniais das operadoras

3 Podemos citar como exemplo o caso da AT&T, que no primeiro trimestre do ano vendeu mais de 5,5 milhões de telefones inteligentes (smartphones), sendo o terceiro trimestre de maior crescimento. AT&T Investor Briefing First Quarter 2011 Page 3.

No caso das operadoras da União Europeia e Estados Unidos, é importante compreender que seu ARPU é claramente superior ao do resto do mundo, o que lhes permite introduzir, de maneira mais rápida, novos e mais sofisticados serviços de VAS, que geram novas oportunidades de receita adicional. Para introduzir esses novos serviços de valor adicionado é fundamental a rápida adoção dos dispositivos móveis avançados3: Smartphone e tablets. As operadoras dos países emergentes e dos países em desenvolvimento estão focadas em manter suas receitas, aumentando a penetração de voz e introduzindo telefones que lhes permitam oferecer mais e melhores serviços de valor adicionado. Como os ARPUs desses países são mais baixos (ao redor de 10-15 USD) o desafio está tanto nos telefones inteligentes como naqueles que, mesmo sem ter esse status, possuam interfaces e características apropriadas para estimular o uso de valor adicionado.

¨THIRD-HIGHEST SMARTPHONE SALES QUARTER EVER: AT&T had another strong quarter of Smartphone sales.

O que se espera em todos os mercados é que os VAS continuem crescendo, uma vez que as operadoras irão introduzindo esses serviços adicionais para manter a vitalidade do negócio.

(Smartphones are voice and data devices with an advanced operating system to better manage data and Internet access.) More than 5.5 million Smartphone were sold in the first quarter, the third-highest quarter ever.

Nos próximos anos as operadoras de celulares deverão realizar mudanças em sua estrutura de negócio para poder ampliar as contribuições dos VAS em suas receitas. Grande parte de seu futuro dependerá de como promoverão essas mudanças e como oferecerão comercialmente esses serviços aos clientes.

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MAVAM | 1. Introdução

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2. Serviços de valor adicionado na América Latina No final do primeiro trimestre de 2011, a América Latina somava 581,5 milhões de clientes de Telefonia Móvel1, volume que representa uma penetração de 98%2 na população da região, com 9 pontos percentuais a mais de penetração em relação ao computado em março de 2010, quando havia cerca de 9 linhas por habitante. Esses dados significam que ao longo de doze meses, entre março de 2010 e março de 2011, foram incorporadas 50,2 milhões de novas linhas que, por dia, representam 137 mil novas adições.

1 Estimativa da Convergencia Research com base nos balanços das operadoras, reguladores, organismos de estatísticas, ministérios relacionados e informações

19% das linhas da região estão sob contrato pós-pago. Na maioria dos países da região o volume de linhas pós-pagas está muito próximo do percentual de 19%. Ainda assim, encontramos mercados particulares, como o de Porto Rico, onde as linhas com contrato (pós-pagas) totalizam 76,6%, e o da Jamaica, onde esse tipo de linha representa apenas 3,5% do total de clientes.

próprias. Não inclui os clientes de trunking da Nextel na Argentina, Brasil, Chile, México, Perú e da cidade de Avantel, na Colômbia, que somam 9,5 milhões de clientes. 2 Fonte: CEPAL – Comisión Económica para

O negócio de Telefonia Móvel tem receitas que podem ser agrupadas em quatro grandes categorias: de serviços de voz, tais como o tráfego de minutos e pacotes de assinaturas de serviços de voz, de Serviços de Valor Adicionado, que incluem internet, mensagens e outros serviços (conteúdos, aplicações e VAS de Voz), de receitas por vendas de Terminais e Acessórios e de outras receitas em geral3.

América Latina y el Caribe www.eclac.org. População da América Latina: 594 milhões de habitantes (inclui todos os países e todas as ilhas do Caribe). 3 As demais receitas de Telefonia Móvel são as de menor proporção e, como geralmente estão incluídas nas receitas de Serviços Básicos, decidimos agrupá-las da mesma maneira neste relatório.

Nos primeiros três meses de 2011, a indústria de telefonia móvel4 na América Latina gerou receitas de US$ 21,475 bilhões. Os serviços de voz5 responderam por US$ 14,832 bilhões (69%), os VAS por US$ 4,973 bilhões (23%) e a venda de terminais pelo valor restante, de US$ 1,670 milhão (8%). O crescimento da indústria, em comparação com o primeiro trimestre de 2010, quando o faturamento total alcançou US$ 19,440 bilhões, foi de 10%. Os serviços que mais explicam a variação das receitas provenientes dessa indústria são os VAS, que cresceram 33% nos últimos 12 meses. Em segundo lugar aparecem as mudanças tecnológicas que sustentam os VAS – os terminais, que cresceram 18%.

4 Estimativa de Convergencia Research com base nos balanços das operadoras, reguladores, organismos de estatísticas, ministérios relacionados e informações próprias. Não inclui as receitas de trunking da Nextel na Argentina, Brasil, Chile, México, Perú e da cidade de Avantel, na Colômbia, que somam US$ 1,5 milhão. 5 Inclui a categoria Outras Receitas.

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MAVAM | 1. Introdução

Gráfico 6.

Crescimento das receitas de telefonia móvel na América Latina Entre 1T10 e 1T11

Gráfico 7.

Variação das receitas de telefonia móvel na América Latina Entre 1T10 e 1T11

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MAVAM | 1. Introdução

Os Serviços de Valor Adicionado – VAS são os protagonistas desse relatório e do estado atual em que se encontram os negócios de serviços móveis na nossa região, assim como no mundo todo. Diariamente, observamos como as ofertas da maioria das operadoras focam cada vez mais em incentivar o uso desses novos serviços. Essas ofertas sempre têm dois argumentos de venda: o produto com um pacote de serviços, e o smartphone6, adicionado ao pacote, elevando a exposição desses telefones. Durante o primeiro trimestre de 2011, o uso de Serviços de Valor Adicionado por assinantes de telefonia móvel gerou, na América Latina receitas de US$ 4,973 bilhões, 33% a mais que os US$ 3,743 bilhões computados no primeiro trimestre do ano anterior. Dos US$ 4,973 bilhões que foram faturados no primeiro trimestre, os SMS e MMS responderam por US$ 3,024 bilhões (61%), a internet por US$ 1,371 bilhão (28%) e outros serviços por US$ 578 milhões (12%).

Gráfico 8.

Distribuição das receitas por serviços de telefonia móvel na América Latina 1T11, em milhões de dólares (US$)

6 Os telefones inteligentes ou smartphones, entre outras características, são os que dispõem de algum tipo de conectividade, seja por GPRS, 2G ou 3G e/ou Wi-Fi.

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MAVAM | 1. Introdução

Gráfico 9.

ARPU de Serviço de Voz e de VAS na América Latina Primeiro trimestre de 2011, em US$.

Gráfico 10.

Evolução e ARPU de VAS na região Primeiro trimestre de 2011.

A Costa Rica ostenta o ARPU mais alto em US$ dentro dos países da região, ainda que sua posição em relação à penetração do serviço de telefonia móvel seja praticamente oposta (57%). Isto se deve principalmente ao fato de que apenas a partir de 2010 esse mercado incorporou a modalidade prépaga e, ao mesmo tempo, existe apenas uma operadora local (ICE), ainda que esteja prevista a estreia da Claro e da Movistar até o final de 2011. Em relação ao valor relativo do ARPU de VAS sobre o ARPU total de serviços, a Argentina é o país líder na região, com uma representatividade de 42%. O último país classificado nessa comparação é o Panamá: seu ARPU de VAS alcança apenas 12% do ARPU de serviços.

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MAVAM | 1. Introdução

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3. Os serviços de valor adicionado no Brasil Nessa edição do relatório, fizemos algumas modificações na leitura de cifras de vendas, concentrando a análise nas receitas de vendas de serviços isentas de impostos (vendas líquidas de serviços) para permitir comparações com países de toda a América Latina. Também utilizaremos cifras em reais e seu equivalente em dólares, com a mesma finalidade – facilitar a comparação entre países da região. No fechamento do primeiro trimestre de 2011, o Brasil contava com mais de 208,71 milhões de celulares (108,4% de penetração). Em quantidade de linhas, o mercado brasileiro responde por 36% do total da América Latina2. Os usuários pré-pagos representam 82,13% do total de assinantes, valor que se alinha com a média geral de pré-pagos da América Latina. O ARPU total3 médio no Brasil, durante o primeiro trimestre, foi de R$ 21,2 (US$ 12,7). Avaliado em dólares, o índice é ligeiramente superior à média regional. No entanto, se observa uma queda de 7,4% no ARPU total em reais em relação ao ARPU do primeiro trimestre de 2010. Em dólares, os valores se mantiveram praticamente intactos, devido ao tipo de câmbio. O ARPU de serviços4 (sem contar a venda de terminais) foi de R$19,4 (US$ 11,4).

1 Fonte: Balanços das operadoras. O número

Gráfico 11.

da Anatel é de 210 milhões mas tomamos

Linhas de Telefonia Móvel por operadora

por base a informação dos balanços das

1T de 2010 e 1T de 2011

operadoras para manter a consistência nos cálculos das receitas e no ARPU dos serviços. 2 América Latina: Nessa edição do MAVAM estão incluídos todos os países da América do Sul, Central, México e Caribe, além de Porto Rico, Cuba e as ilhas do Caribe que não usam idioma hispânico. 3 ARPU total: Inclui os serviços de voz e dados e a venda de terminais. Fonte: Balanços das operadoras. 4 ARPU de Serviços: vendas líquidas de serviços de voz + vendas líquidas de serviços de dados. Fonte: Convergencia Research com base em dados do balanço e cálculos próprios. O ARPU de serviços é a base do cálculo do volume de vendas de valor agregado, por isso é importante sua diferenciação.

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MAVAM | 1. Introdução

As vendas de serviços (isentas de impostos) do primeiro trimestre de 2011 somaram R$ 11,897 bilhões (US$ 7,124 bilhões), e representam 48% do total do negócio móvel da região. O crescimento das vendas de serviços móveis, líquidas de impostos, medido em volume de US$, comparada ao primeiro trimestre de 2010, foi de 15% (11 pontos percentuais superior à média de incremento de negócio na América Latina). O crescimento em dólares está impactado pelo tipo de câmbio. A Vivo, com 33% de participação de mercado, continua sendo a operadora com maior quantidade de linhas no Brasil, ainda que, no cômputo total, a quantidade de linhas da operadora haja diminuido 2,8%. A TIM foi a operadora que mais cresceu (25%), seguida pela Claro (17%) e Oi (13%). Gráfico 12.

Market Share de quantidade de linhas Em milhares

1T 2010

1T 2011

Nos 12 meses transcorridos entre março de 2010 e março de 2011, as participações de mercado das operadoras sofreram sensíveis alterações. A Claro agora dispõe de 26% de participação, e reduziu os sete pontos percentuais que a separava da Vivo a apenas três pontos percentuais. Se a tendência continuar, é possível que no fechamento do primeiro trimestre de 2012, vejamos uma igualdade de participação de mercado entre essas duas operadoras (ou mesmo antes disso). Diante dessa possível situação, o dado a ser observado deverá ser o ARPU de cada uma delas.

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MAVAM | 1. Introdução

Gráfico 13.

ARPU total das principais operadoras No fechamento do 1T de 2010 e do 1T de 2011, em US$ e R$.

R$

ARPU em US$

US$

No fechamento do primeiro trimestre de 2011, todas as operadoras diminuíram seu ARPU total. A Vivo foi a operadora que registrou a menor redução de seu ARPU total (-1%). Esta operadora também detém o maior ARPU do Brasil, com USD 14,7 (R$ 24,60). A Claro, que vem em segundo lugar em quantidade de clientes, apresenta um ARPU total 37% menor que o da Vivo, com R$ 18,00 (US$ 10,8), o menor ARPU do mercado. 5 Estimativa da Convergencia Research com base em balanços das operadoras, ANATEL e informação própria. Receitas líquidas de impostos. Não inclui receitas de Trunking de Nextel, de US$ 780 milhões (R$ 1,302

O negócio de telefonia móvel no Brasil gerou receitas líquidas de impostos de US$ 7,635 bilhões5 (R$ 12,750 bilhões). A venda de terminais representa 7% dessas receitas, ou US$ 511 milhões (R$ 853 milhões). Os restantes US$ 7,124 bilhões (R$ 11,897 bilhões) correspondem aos serviços de voz e VAS.

bilhões).

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MAVAM | 1. Introdução

Gráfico 14.

Receitas brutas e líquidas de serviços

Fechamento do 1T de 2010 e do 1T de 2011, em US$ e R$

R$

US$

Gráfico 15.

Evolução dos VAS nas receitas líquidas de serviços no Brasil

As vendas líquidas de serviços de valor adicionado (medidas em US$) foram as que mais cresceram, 41%, seguidas pelas vendas de terminais, 32%. Ambas estão relacionadas, posto que as operadoras estão focando a venda de dispositivos inteligentes, que, além de ter maior preço, impulsionam os serviços de valor adicionado mais avançados. No Brasil, as receitas de VAS representam 18% do faturamento líquido de serviços. Esse valor se encontra sete pontos percentuais abaixo da média regional. No primeiro trimestre de 2010, os VAS representaram 15% do faturamento líquido de serviços, enquanto no primeiro trimestre de 2009 esse percentual era de 12%. Isso significa que a participação dos VAS no negócio cresceu quase 60% em dois anos.

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MAVAM | 1. Introdução

Gráfico 16.

Evolucão dos VAS nas receitas líquidas de serviços das três principais operadoras6 (Não inclui a Claro, que não fornece tais informações)

Com relação à participação das receitas de VAS no faturamento total de serviços, a Vivo aparece novamente como líder, com 22%, ainda que haja registrado uma retração de um ponto percentual em comparação com o trimestre anterior. Em seguida, aparecem a TIM e a Oi, com o mesmo resultado, 15%. Ambas ampliaram suas contribuições de VAS na receita total – a TIM em 1 ponto percentual, e a Oi, em três pontos percentuais. Na Claro, a participação dos VAS é estimada em valores próximos a 15% das vendas líquidas de serviços.

Gráfico 17.

Distribuição das receitas líquidas de serviços da telefonia móvel no Brasil No 1T11, em milhões de US$

6 Fonte: Convergencia Research com base no balanço das operadoras. Não inclui a operadora Claro, porque não declara essa informação no balanço. Sua participação é estimada.

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MAVAM | 1. Introdução

MOU7 (Minutos de uso) por operadora

No sentido praticamente oposto ao que ocorre no resto dos países de América Latina (exceto Chile e Colômbia), 48% das receitas de VAS são oriundas do uso da internet e 41% dos serviços de mensagens. O percentual restante representa outras receitas de VAS. A internet mantém a tendência de crescimento na sua contribuição para os VAS, e coloca o Brasil como o responsável por 45% das vendas líquidas de serviços de internet móvel na região. Dentre os serviços de valor adicionado, as vendas líquidas, medidas em dólares, dos serviços de internet foram as de maior crescimento (+66%), seguidas pelos serviços de mensagens (+29%) e em outros VAS (11%). Como a contribuição dos VAS ainda é inferior a 20%, é importante continuar monitorando alguns indicadores do negócio de voz. As vendas líquidas de serviços de voz cresceram 11% (em US$) e das três maiores operadoras do país, duas aumentaram seus MOUs7 (Vivo e TIM), enquanto a Claro registrou uma leve redução. Os indicadores de voz ainda concentram a maior competitividade entre as companhias.

Gráfico 18.

Vendas líquidas VAS

7 Sigla em Inglês para Minutes Of Use. Representa a quantidade de minutos por mês utilizados em média para cada linha.

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MAVAM | 2. MAVAM (Monitor Acision de VAS Móvel)

2

MAVAM (Monitor Acision de VAS Móvel) O estudo MAVAM, patrocinado pela Acision, tem o objetivo de analisar a evolução dos serviços de valor adicionado (VAS) na América Latina. Desde 2009, vem sendo realizado no Brasil e, em 2010, passou a ser acompanhado também no México. A partir de 2011, se iniciou o processo de pesquisa na Argentina.

Brasil: Regiões Geográficas

Esta 8ª Edição MAVAM Brasil difere metodologicamente das versões anteriores na busca de mais abrangência e representatividade. A seguir, destacamos alguns pontos:

Participação na amostragem

a. Houve um aumento do número de pesquisados e 1.494 pessoas foram entrevistadas; desse total, 1.294 foram contatadas via web (CAWI) e 200 por telefone (CATI).

Regiões do Brasil 3%

Norte Nordeste

18%

Sudeste

56%

Sul

16%

Centro Oeste

b. A área geográfica da amostra se expandiu, cobrindo agora todas as regiões do Brasil. A amostra considera o número de habitantes, o nível econômico e a penetração geográfica da internet (a entrevista é via web), a fim de melhorar a representatividade a nível nacional.

8%

c. O método de coleta de dados foi alterado. A pesquisa foi realizada através de um questionário via web (CAWI) respeitando as taxas para o nível sócio-econômico, idade e sexo, que preservam as proporções da população brasileira. Como o número de usuários da internet (801 milhões, aproximadamente) é menor que o número de usuários de celular (208,7 milhões), a mudança na coleta de dados significa que a população pesquisada está mais familiarizada com a tecnologia, fazendo com que alguns dados extrapolem o número total de usuários de celular e outros, não. Na apresentação dos resultados, estão esclarecidos, detalhadamente, quando os dados representam apenas a amostra, e também quando podem ser considerados representativos do total de usuários de telefonia móvel do Brasil.

1 Convergencia Research com base em World Stats e NIC.br. A diferença com os 60 milhões de usuários da edição anterior não significa crescimento e sim correção do dado.

d. As pesquisas pela internet foram complementadas por entrevistas por telefone (CATI), para obter um grupo de controle e de comparação de dados.

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MAVAM | 2. MAVAM (Monitor Acision de VAS Móvel)

e. Mudou, também, o questionário de coleta de dados, que agora permite novas avaliações e diferentes tipos de análises que as realizadas em edições anteriores. f. Os serviços analisados nessa edição são: • Mensagens • SMS • MMS • E-mail • Mensagens Instantâneas • Caixa de Correio de Voz

• Internet móvel (Tema especial) • Redes Sociais • Serviços de localização (LBS – Location Based Services) • Pagamentos e Mobile Banking • Mobile Marketing

• Entretenimento • Música • Imagens • Jogos • Ringtones • TV • Vídeo

A presente edição do MAVAM foi conduzida pela Convergencia Research e pela Quanti Pesquisa de Mercado no mês de maio de 2011.

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MAVAM | 3. Banda Larga Móvel

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Banda Larga Móvel

TEMA ESPECIAL Desde o lançamento das redes de 3G na América Latina, a partir de 2007, a indústria vem discutindo qual é o papel da banda larga móvel, se seu uso deve ser considerado um substituto ou um complemento da banda larga fixa, ou de que maneira conviverão essas duas formas de consumo de dados por meio das redes móveis. Na verdade, até o momento, não existe uma única forma, entre operadoras e entidades estatísticas de diversos países, para medir a evolução da banda larga móvel.

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O que observamos é que existem três usos diferentes para as redes de dados móveis: aquele que se pode fazer por computador (netbook ou notebook), por meio de um modem USB, e com o uso do telefone como modem (Tethering), que é habilitado mediante uso de telefones, e o de novos dispositivos móveis, como os tablets. Nos dois primeiros, tanto os clientes como as operadoras, já avançaram em boa parte da trajetória. No último modelo, o dos tablets, se estão dando os primeiros passos e é importante observar como e com que finalidade as pessoas utilizam esses novos dispositivos móveis.

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A esses três tipos de conexão devem se somar outros dispositivos individuais, como, por exemplo, câmeras de fotos, porta-retratos digitais e dispositivos industriais conectados, batizados de M2M (Machine to Machine), com diversos modelos de negócios, ainda que em crescimento. No fechamento desse estudo, existiam no mundo 500 milhões de conexões HSPA (3G)1, aproximadamente 10% das conexões móveis totais. Nessa edição, nos concentraremos no uso da rede móvel para conectar netbooks/notebooks a dongles ou modems USB e o uso de serviços de internet por telefone móvel. Antes de abordar os dados obtidos, é necessário que se façam alguns esclarecimentos sobre os usuários pesquisados.

1 Fonte: Wireless Intelligence.

Por um lado, é importante dizer que a mostra utilizada apresenta características especiais, já que se tratam de usuários familiarizados com o uso da tecnologia e da navegação via web, uma vez que a pesquisa foi realizada pela internet. Por outro lado, ao não serem massivamente usuários de internet, em algumas análises os dados não podem ser vistas como representativos, considerando a pouca quantidade de respostas. Nesses casos, se explicitará a possibilidade máxima de leitura.

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3.1. A banda larga móvel no Brasil No final de março de 2011, existiam no Brasil 14,49 milhões de acessos à banda larga fixa2, com velocidades médias de 2Mbps por conexão. Segundo as estimativas da Convergencia Research no Brasil, contava-se no final do primeiro trimestre aproximadamente 803 milhões de usuários de internet por computadores. Para o mesmo período, havia no Brasil 22,94 milhões de terminais de banda larga móvel 3G. Dentre essas conexões, existem 4,8 milhões de terminais de dados (não telefones) 3G. Ainda que nem todos os equipamentos 3G, como os smartphones, estejam ligados a planos de navegação pela internet, se estima5 que, em março de 2011, aproximadamente 50% desses terminais contavam com um plano de dados. O parque atual de minimodems no Brasil representa, de acordo com as estimativas da Convergencia Research, cerca de 47% do total de terminais da América Latina6.

Gráfico 19.

Brasil: Acessos e total de banda larga fixa e móvel 1T 2011

2 As tecnologias de banda larga fixa são: xDSL, cablemodem, wireless/wimax fixo, e banda larga satelital. Fonte da quantidade de acessos: Anatel. 3 Fonte: Convergencia Research com base em World Stats, nic.br. 4 Fonte: Anatel, Teleco. Existem na realidade um total de 24,4 milhões de terminais de dados, mas somente 22,9 são 3G. 5 Fonte: Convergencia Research com base em consultas a operadoras e organizações da indústria. 6 Fonte: Convergencia Research, segmento trimestral de acessos de banda larga móvel.

O vertiginoso crescimento nas vendas de telefones 3G e terminais de dados (minimodems) impulsionaram o aumento no tráfego de dados, que nos últimos 12 meses aumentou entre 130% e 150%, de acordo com medições variadas. A estimativa é de que até 2015 o incremento no tráfego de dados se aproxime a 140% ao ano.

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Gráfico 20.

Composição da distribuição de terminais no Brasil 1T 2011

Globalmente, com a expansão das redes 3G e o aumento do parque de minimodems, começaram a surgir problemas de qualidade no serviço, já que um usuário de minimodem consome quase 10 vezes mais do que um usuário de telefone 3G. Foi assim que, a partir do final de 2009, começou a se observar uma tendência, por parte das operadoras, de estimular mais o uso de telefones 3G do que de modems USB. Em paralelo, com o aumento da oferta de aplicações e conteúdos adaptados para o celular, as operadoras começaram a questionar o modelo de negócio fundamentado em tarifas fixas e, ao mesmo tempo, começou a se espalhar, em diversos países, a preocupação em lidar com as demandas de tráfego de dados móveis. Essa mesma tendência é observada no Brasil. Desde o ano passado, as principais operadoras começaram a reduzir o esforço promocional nas vendas de minimodems e ampliaram os recursos para estimular o crescimento da quantidade de telefones inteligentes no mercado. Tal tendência é confirmada, por exemplo, no fato de que, entre março de 2010 e março de 2011, o total de dispositivos móveis 3G cresceu 343%, enquanto o de minimodems aumentou apenas 37,5%. A Convergência Research prevê que, nos próximos cinco anos, a banda larga fixa no Brasil crescerá a taxas entre 15% e 17% ao ano, enquanto o total de terminais de banda larga móvel (celulares 3G e dispositivos de dados) terá expansão em torno dos 80% ao ano. No segmento de celulares, serão os telefones e, mais lentamente, os tablets, os dispositivos com a maioria dos usuários. Esses dispostivios transformaram a experiência da internet móvel numa internet móvel pessoal, com uso diferente do feito no computador, e até mesmo com um nível de preferência que ainda não podemos imaginar o impacto. É por isso que acreditamos que o acesso à internet através do telefone ou via tablet é um novo fenômeno de mercado, que não chega a ser nem substituto nem complementar ao acesso através do computador. Ao mesmo tempo, o acesso através de minimodems se transformará em complementar à banda larga fixa para os usuários de grandes e médias cidades, e será um substituto nas áreas com baixos níveis de concorrência ou de fraca cobertura em serviços fixos. Parte do crescimento de mercado de minimodems na América Latina está ligada aos planos do governo para reduzir a lacuna que contempla a distribuição de netbooks e minimodems para estudantes e/ou áreas de baixa renda ou outras áreas sem concorrência efetiva. No caso do Brasil, a proximidade da Copa do Mundo colocou em foco a importância do espectro de novas discussões e acelerou as futuras licitações para atender a demanda de pico

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que será gerada por esse evento. A título de ilustração, em eventos semelhantes recentes, o tráfego de voz aumentou 200%, enquanto o volume de SMS cresceu 30 vezes mais, e os picos de tráfego de dados até 500% acima dos padrões normais. As receitas de dados móveis (banda larga e/ou internet móvel) no primeiro trimestre foram de aproximadamente US$ 617 milhões, o equivalente a quase 8% da receita líquida de serviços da telefonia móvel. As vendas líquidas de serviços de dados e internet móvel no Brasil já representam 45% dos negócios da internet móvel na América Latina. É interessante observar as atuais ofertas de banda larga móvel das grandes operadoras. A Claro, por exemplo, oferece vários planos entre 250 MB a 10 GB, com velocidades de 1Mbps e valores que variam entre US$ 30,5 e US$ 122,2 por mês. Além disso, para promover o uso da banda larga móvel, lançou em abril último um plano de assinatura semanal de venda de conteúdo móvel. Nesse caso, é um plano voltado especificamente para jogos, com um preço abaixo da média do mercado. Este "clube do jogo" tem um pagamento semanal de US$ 2,43, que permite baixar um jogo por semana. Devemos recordar que, segundo o estudo MAVAM, os jogos são os conteúdos com a maior propensão de pagamento e sobre os quais existem a maior consciência de preços por parte dos usuários. Por sua vez, a Vivo espera ser também a número um no mercado de banda larga móvel. Nesse intento, a operadora lançou recentemente um plano pós-pago de banda larga móvel para desktops e notebooks com um valor mensal de US$ 17, preço semelhante ao divulgado pelo governo brasileiro para o Plano Nacional de Banda Larga. O plano da Vivo permite que o usuário navegue a uma velocidade de até 1Mbps com tráfego de até 150 MB. Quando a capacidade atingir o nível máximo, o cliente receberá um aviso e poderá optar por reduzir a velocidade de acesso (até 32 Kbps) ou continuar com a mesma velocidade pagando um extra de US$ 0,2 para cada megabite a mais. A TIM, por sua vez, foi a primeira operadora que decidiu priorizar a comercialização de banda larga móvel, para a qual apresentou um plano de US$ 0,30 por dia para o acesso, independentemente do tempo de navegação, com velocidade de 300 Kbps, considerada ideal para navegar em conteúdo em celulares. Também foi a primeira operadora a lançar planos de banda larga móvel por horas, que variam desde 20 horas (com 10 horas grátis) a um custo de US$ 20,11, até 120 horas, a um valor de US$ 61,08. No caso da Oi, a operadora possui uma ampla variedade de planos, onde se destaca o de 10 GB de tráfego de dados a um custo de US$ 59,8.

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3.2. Internet móvel

(pelo do telefone)

Do total de entrevistados, 72% afirmam que seu dispositivo permite o acesso à internet móvel. Esse dado é importante porque significa que os usuários incorporaram em seu conhecimento a ideia de que o celular permite o acesso à internet. O importante na interpretação da questão é reconhecer que o parque de dispositivos que permite o acesso à internet é muito maior que o realmente utilizado. Isso acontece, em parte, por razões de demanda e preço do serviço, e, em parte, porque a maioria desses dispositivos não é amigável ou não facilita a navegação – como os equipamentos mais antigos (por exemplo, os chamados telefones de recursos de tecnologia 2G). Mesmo com essas considerações, o número de terminais que permite acesso à internet cresceu 15% em comparação com a 7ª Edição do MAVAM. Dentre os 72% dos entrevistados que afirmam ter dispositivos que permitem acesso à internet móvel, apenas 35,4% o fizeram nos últimos Gráfico 21. três meses; outros 16,7% já acessaram alguma vez a Uso de internet e de dispositivos internet pelo telefone celular, mas não durante os que permitem o acesso à internet últimos três meses; e o restante dos entrevistados nunca usou a internet no celular. Esses dados indicam que 25% dos entrevistados já utilizaram a internet móvel nos últimos três meses. Os índices são um pouco elevados para o Brasil, onde apenas 8% dos usuários possuem telefones celulares 3G, e se estima que cerca de 15% do total têm ou smartphones ou modelos 2G (soma os telefones 2G e 3G e aqueles outros aparelhos para uso de dados móveis, ou seja, aqueles que poderiam ser considerados como aptos para o uso da internet móvel). Os entrevistados que possuem um equipamento que lhes permitem o acesso à internet sem fio, mas não o utilizaram nos últimos três meses, mencionam a falta de necessidade como principal barreira, tendo o preço como motivo secundário. A falta de necessidade de um serviço é um problema de demanda. Por exemplo, em outros estudos da Convergência Research em diferentes países da região, quando se pergunta aos usuários que dispõem de um telefone

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inteligente e não utiliza a banda larga móvel, também surge como resposta mais frequente a falta de necessidade. A criação da necessidade pode ser estimulada através da alfabetização digital, tanto para o telefone como do computador, mas também está profundamente ligada à conquista de uma massa crítica de usuários (as economias de rede) que desperte ou force a necessidade de uso naqueles que ainda não a encontraram.

Gráfico 22.

Razões para não utilizar a internet pelo telefone móvel Base: Usuários que têm telefone que permite o acesso à internet e que não o utilizaram nos últimos três meses. Resposta de múltiplas escolhas.

Aqueles que não utilizam internet móvel mas dispõem de um dispositivo que lhes permite o acesso, foram questionados sobre sua opinião a respeito do uso nos próximos 12 meses. Das respostas surgiram as aberturas para novas oportunidades. Cerca de 25% acreditam que devem se informar mais e melhor antes de se decidir pelo uso, o que nos remete à importância de trabalhar o estímulo à demanda e a comunicação do produto. Outros 8% consideram que se conectarão, mesmo sabendo que aumentarão os custos; essa constatação nos diz que já existem pessoas que querem ter o serviço, colocando em segundo plano a questão do preço. Dos respondentes, 23% usariam o serviço se os preços fossem menores. Outros 26% consideram a possibilidade de utilizar o serviço, passados 12 meses, e 18% acreditam que não necessitam da banda larga móvel.

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Gráfico 23.

Comportamento futuro de uso de internet móvel Base: Usuários que têm dispositivo que permite o acesso à internet móvel e que não a acessa = 36% da base. Resposta de múltiplas escolhas.

Entre aqueles que acessaram à internet móvel nos últimos três meses, 76% empregam mais tempo de uso em assuntos pessoais do que em questões profissionais (24%). Gráfico 24.

Divisão de tempo entre uso pessoal e profissional Base: Usuários que utilizaram a internet móvel nos últimos três meses.

Solicitou-se a quem acessou no período a internet móvel, que dividisse o uso de acordo com o tipo de atividades que realizou. O maior tempo é dedicado a sites de redes sociais (32%), seguido de navegação pela web (19%) e responder e-mails (17%). Tais respostas reforçam a tendência da internet móvel para atividades de caráter pessoal. 31% dos que acessaram a internet móvel dizem que utilizam a conexão em média de meia hora por dia, e um índice semelhante (31,6%) diz que entre meia hora a uma hora. O tempo médio, de acordo com a amostra, é pouco mais de uma hora por dia.

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Gráfico 25.

Divisão do tempo de uso da internet móvel de acordo com a atividade Base: Usuários que acessaram a internet pelo telefone celular nos últimos três meses.

3.3. Banda Larga Móvel

(por meio de dongle para conectar netbook/notebook ou utilizando o telefone como modem) Para facilitar a coerência nas respostas, foi mostrada aos usuários uma imagem com diferentes opções de conectividade wireless ou telefone celular para uso em um laptop, um netbook ou um tablet. Em seguida, perguntou-se qual seria a forma de conectividade utilizada, permitindo-lhe dar tantas respostas quantas fossem necessárias.

Fixed wireless internet

Banda larga móvel

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25% dos entrevistados disseram não possuir notebook/netbook ou tablet. Já 57% usam conectividade Wi-Fi. Apenas 19% acessam a internet por meio da rede de banda larga fixa. Outros 20% estão conectados através de um modem usando a rede móvel da operadora e 3% utilizando seu celular como um modem (Tethering). Os valores são referência e não podem ser aplicados sobre o total de usuários de celular no Brasil, uma


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vez que são representativos somente para aqueles que possuem um notebook/netbook e/ou tablet. Ainda assim, servem como orientação de como se utiliza a conectividade sem fio para acesso por meio de computadores.

Gráfico 26.

Usuários que conectam netbook ou tablet por meio de redes sem fio e/ou móveis Base = Total dos entrevistados. (múltipla escolha)

Entre aqueles que conectaram seus notebooks, netbooks ou tablets à internet de maneira móvel (3G), 85% usaram um modem, 9,4% o Tethering e 5% ambos os recursos.

Gráfico 27.

Qual ou quais dessas maneiras de acessar à internet móvel (num notebook, netbook ou tablet) você utiliza?

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Gráfico 28.

Divisão do uso de internet Base: 22,7% da amostra. Usuários que acessam a banda larga móvel. Perguntas múltiplas.

A conexão é, em grande parte, motivada por questões pessoais (53,2%) mais do que por assuntos profissionais (46,8%). No netbook conectado sem fio ou móvel, 22,2% do tempo é gasto respondendo a e-mails, 20% na navegação em sites da web e 20,2% em redes sociais. Esses dados mostram que o uso da banda larga móvel para o computador é ainda mais semelhante ao uso no computador fixo (ler e-mails/navegar), enquanto que no telefone móvel, como vimos na seção anterior, as redes sociais consomem a maior parte do tempo (32%). Em aplicações móveis comerciais, tais como o Skype, o Google Maps ou o Shazan, se gastam 7,1% do tempo médio de conexão, enquanto 6,9% desse tempo é usado no software de vendas ou sistemas educativos escolares ou universitários.

3.4. Conclusões Mesmo com baixos níveis de penetração, a banda larga móvel vai definindo dois tipos de perfis de consumidores.

Gráfico 29.

Divisão do uso de internet Base: 22,7% da amostra. Usuários que acessam a banda larga móvel.

Mediante o telefone móvel, o acesso se torna preferencialmente motivado pelo uso pessoal, e as redes sociais representam o maior tempo de uso. Com o crescimento dos smartphones e dos aplicativos, é provável que o uso da internet no celular se distancie do que hoje entendemos como internet. No computador, são relativamente semelhantes os usos para fins pessoais e profissionais, ainda que predominem os primeiros. Nesse caso, o maior tempo é dedicado em responder e-mails, enquanto que as redes sociais ocupam o mesmo tempo utilizado na navegação de sites da web.

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MAVAM Brasil 4.1. Serviço de Mensagens Os serviços de mensagens curtas, mensagens multimídia, e-mail móvel e mensagens móveis podem ser agrupados sob o título Serviços de Mensagens. De acordo com dados de várias consultorias, esse pacote de serviços representa um mercado global de US$ 180 bilhões a US$ 200 bilhões em vendas por ano. Dentre os serviços de mensagens, o que ganhou mais popularidade são as mensagens de texto. No Brasil, o mercado de SMS e MMS (mensagens multimídia), durante o primeiro trimestre de 2011, gerou vendas de cerca de US$ 526 milhões dólares (R$ 878 milhões). Como discutido nas edições anteriores do MAVAM, o mercado de SMS no Brasil ainda tem amplo espaço para o crescimento se considerarmos que a média mundial de envio de SMS é superior a 100 mensagens por mês por usuário. O baixo uso do SMS no Brasil deriva de uma combinação de fatores. Em geral, os diferentes fatores coincidem em que o preço médio de US$ 0,20 por unidade é uma barreira, especialmente nas classes mais baixas, combinado com outros, tais como as ofertas agressivas do serviço de voz, e a ainda baixa diversidade de ofertas que incentivam o uso dos pacotes de uso ilimitado, entre outros. No entanto, desde 2010 observa-se uma mudança na disponibilidade de ofertas de SMS. Por exemplo, desde o final de 2010, a TIM, com a campanha Infinity Pré, oferece a opção de enviar SMS ilimitados cobrando R$ 0,30 por dia. A Vivo também aumentou a sua agressividade na venda de pacotes de SMS, nesse caso é um exemplo a campanha VivoOn (www.vivoon.com.br), que é dirigida aos jovens. Com essa oferta, os clientes têm acesso direto a redes sociais e utilizam SMS gratuito e ilimitado de acordo com o valor da recarga efetuada. No caso da Claro, a operadora oferece três pacotes de SMS para os usuários pré-pagos, com diferentes margens de desconto: 20 SMS a US$ 2,30 (R$ 3,90), equivalente a um desconto de 35%; 40 SMS a US$ 3,27 (R$ 6,90), com 43% de desconto, ou 80 SMS por US$ 7,36 (R$ 11,90), com 50% de desconto. N

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4.1.1. SMS Essa edição do MAVAM mostra que quase 90% dos usuários utilizaram o serviço SMS nos últimos três meses. Esses valores são 2 pontos percentuais (pp) superiores à obtida pela investigação MAVAM em sua edição anterior, onde 88% dos inquiridos utilizaram os serviços de SMS. O percentual dos que enviam mais de um SMS por dia aumentou de 35,9% para 46,2%, confirmando a tendência para o aumento da frequência de utilização de SMS a partir da edição anterior do MAVAM. Esse aumento no uso reduziu a percentagem de entrevistados que raramente usam SMS (27,4%) e também daqueles que usam o SMS apenas uma vez por dia (26,4%).

Gráfico 30.

Usou SMS nos últimos 3 meses Base: Quem utiliza o serviço SMS

Razões para não usar SMS

Frequência de uso de SMS

Base: Quem quase não usa o serviço SMS

Base: Quem utiliza o serviço SMS

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Entre aqueles que "dificilmente não usam SMS" e aqueles que não usam o serviço em absoluto, é maior o percentual de respostas que se relacionam com a falta de interesse pelo serviço ou preferência para fazer chamadas (81,4%). Essas barreiras são suportados pelo custo do serviço, que responderam por 12,1% das respostas dadas por este grupo, tanto por considerar que o valor de cada SMS é caro, por si só, e considerando que ele é caro comparado com o valor de um plano de minutos de chamadas. Quanto ao uso futuro do serviço SMS, 51,4% da amostra consideram a possibilidade de aumentar. Apenas 14,3% dos entrevistados prevêem que vão usar este serviço em menor grau. Os números confirmam a tendência crescente do uso de SMS observada no trimestre anterior. Gráfico 31.

Uso futuro de SMS - Momemtum

De acordo com a amostra estudada nessa pesquisa, os usuários enviam 62 SMS por mês em média, valor quase 50% maior do que a média de 41 SMS por mês obtidos em pesquisas da edição anterior. Conforme discutido na edição anterior do MAVAM, os entrevistados estão mais familiarizados com a tecnologia e, portanto, o uso de SMS é maior em nossa amostra, do que os números que surgem nas estimativas para o total geral no Brasil, que é de cerca de 22 SMS por mês por usuário.

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Ao analisar a frequência de uso nos entrevistados pelo MAVAM, existem quatro grandes grupos. A maior parte se concentra naqueles que enviam um SMS por dia (36%); o grupo seguinte, com 14% dos casos, envia cinco SMS por dia em média e, finalmente, com 10% dos casos encontramos aqueles que enviam três SMS, em média por dia e, por último, a mesma proporção (10%), que enviou 10 SMS por dia. Em termos estatísticos, os valores são apenas indicativos e não devem ser extrapolados para o total no Brasil, mas são um bom indicador de como está sendo usado cada vez mais, sendo os 30 SMS por mês o valor que poderá ser atingido antes do final do ano. Em conclusão, os resultados do MAVAM mostram a aceleraração do uso do SMS no Brasil, em parte por consequência das novas disponibilidades de ofertas das operadoras. No entanto, para compreender o estado atual dos negócios de SMS é necessário ir um pouco além dos indivíduos (também conhecida como comunicação peer to peer ou P2P). No Brasil, como no resto do mundo, o SMS começa a ser maciçamente usado nas aplicações do mundo de negócios em segmentos como o bancário, energia, transporte, governo, etc. Novos usos do SMS se abrem: permitem, por exemplo, as transações para o pagamento de táxis, para frotas de veículos, para confirmação de registro de serviços, para utilização pelos órgãos de saúde em reconfirmações de agenda, entre muitos outros usos relacionados ao aumento da produtividade.

4.1.2. MMS 70% dos entrevistados possuem o equipamento capaz de enviar MMS. No entanto, apenas 21,7% o usam. Na edição MAVAM de março de 2011, a porcentagem de usuários que enviaram mensagens MMS foi de 17%, e os valores deste ano mostram um aumento no envio de MMS, nos últimos três meses, de quase cinco pontos percentuais, o equivalente a quase 42%. De qualquer forma, metade daqueles que utilizam MMS somente o fazem esporadicamente. Os valores são semelhantes aos obtidos no trimestre anterior. No entanto, quase triplicou o número de respondentes que enviaram uma mensagem multimídia por semana, e aumentou, em 30%, o número daqueles que enviam um MMS por semana.

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Gráfico 32.

Uso de MMS

Ao falar sobre o MMS é importante considerar que os usuários não entendam o jargão técnico, ou seja, eles não necessariamente sabem se estão enviando um MMS. O que sabem é que estão trocando fotos e mensagens multimídia com outros usuários, alguns podem considerar que enviar MMS é mesmo que fazer upload de uma foto no Facebook por meio do seu dispositivo móvel como uma mensagem MMS. Na leitura dos resultados é importante destacar o crescente número de usuários que trocam imagens e dados multimídia através de seus telefones móveis. Do ponto de vista das alternativas que o usuário tem no momento de consumir MMS, observam-se mais ofertas como no caso da Vivo, que oferece pacotes de mensagens multimídia com as mensagens SMS, englobando desse modo um serviço, de mensagens que vai além do texto.

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1.3. Instant Messaging (IM) 55% dos entrevistados dizem ter um terminal que permite usar as mensagens instantâneas. 27,7% dos usuários utilizaram o serviço de mensagens instantâneas nos últimos três meses. Se observa um aumento de 42% em relação a edição anterior do MAVAM, em que apenas 19,5% dos usuários já usaram o serviço de mensagens instantâneas. Esses valores são aproximados, ou seja, implica que está aumentando a quantidade de usuários de mensagens instantâneas no grupo estudado, embora o aumento para o mercado total pode ter diferentes taxas em relação a esses usuários que estão mais familiarizados com a tecnologia, Os valores são um bom indicador estatístico da tendência atual. Para os serviços de mensagens instantâneas, o MAVAM define como usuários ativos aqueles que acessam mensagens instantâneas diariamente, várias vezes, ou pelo menos uma vez por semana. A frequência de uso é importante porque o negócio adquire volume à medida que aumenta ambos a massa de usuários e seu uso. Para essa pesquisa, aqueles que podem ser considerados usuários ativos do serviço equivalem a 18,2% dos entrevistados, ou seja, quase 25% na edição anterior do MAVAM (14,5%). O crescimento confirma o que é afirmado no relatório anterior sobre o potencial de estimular a demanda desse serviço.

Gráfico 33.

Frequência de uso de Mensagens Instantâneas (IM)

Entre os usuários ativos, os homens (36%) tendem a usar mensagens instantâneas mais do que mulheres (30%). Quanto às idades, a faixa de maior utilização do serviço é entre 25 a 34 anos (37%), seguida pelos indivíduos entre 18 e 24 anos (36%).

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A percentagem de utilizadores é semelhante àqueles com planos pós-pagos e os que têm planos pré-pagos, embora o uso diário é maior entre os planos pós-pagos. O fato de o percentual de usuários ativos ser idêntico nos serviços pré-pagos e pós-pagos, pode indicar um elevado potencial de massificação do serviço, dependendo dos modelos a serem implementados pelas operadoras.

Gráfico 34.

Perfil de usuários de Mensagens Instantâneas (IM) por plano, idade e gênero Base: total da amostragem.

4.1.4. Voice Mail Dos entrevistados, 66% usaram o serviço de correio de voz nos últimos três meses, cerca de 12% a mais do que na edição anterior do MAVAM. Em média, esses usuários recebem entre uma e duas mensagens por semana. 40,7% daqueles que têm esse serviço não pagam pelo mesmo (é gratuito ou não é discriminado no plano e, assim, os usuários tendem a considerá-lo sem custo), enquanto outros 39,4% não sabem quais as despesas envolvidas. Os valores relativos ao uso e as despesas são semelhantes às da 7a edição do MAVAM (dados relativos ao quarto trimestre de 2010). As taxas de utilização são ligeiramente superiores para o caso de homens (67%) em comparação com as mulheres (65%). Em termos de grupo etário, o uso de correio de voz aumenta para 69% dos usuários entre 25 e 45 anos. O uso do correio de voz tende a ser maior nos usuários pós-pagos (77%).

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1.5. e-mail Nessa pesquisa, 61,8% dos usuários possuem telefones celulares capazes de receber e-mails, mas apenas 39,2% criaram uma conta de e-mail. Pouco menos de metade desses usuários têm um tipo de conectividade PUSH (43,9%).

Gráfico 35.

Uso de e-mail no celular

Se considerarmos o total de entrevistados, push e-mail está sendo utilizado em 10,5% dos casos, enquanto 13,6% utilizam para receber e-mails em um navegador. Os números são estáveis em relação à edição anterior do MAVAM.

4.2. Entretenimento Conforme observado na edição anterior, uma vez que os entrevistados estão mais familiarizados com a tecnologia, o acesso ao entretenimento móvel é geralmente maior do que naqueles que não utilizam a internet de forma intensiva.

Gráfico 36.

Download de entretenimento no celular

Durante o primeiro trimestre, 21,6% dos entrevistados fizeram pelo menos um download de algum tipo de entretenimento no período. Verifica-se que os downloads de música e imagens continuam no topo da lista de preferências, conforme a edição anterior do presente estudo.

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Se mantém a tendência para fazer o download gratuito de entretenimento, algo que representa um desafio para os modelos das operadoras e produtores de conteúdos. O download do jogo aparece não só como entretenimento, com a maior porcentagem de downloads pagos, mas também como o que tem maior conhecimento sobre o seu custo.

Gráfico 37.

Entretenimento: downloads gratuitos vs. downloads pagos

Música

Ringtones

Jogos

Vídeo

Fotos

Frequência de downloads por mês

6 vezes

4 vezes

3 vezes

5 vezes por mês

5 vezes por mês

Preço médio por download2

R$ 4,4

R$ 4,5

R$ 1,9

R$ 6

R$ 6,6

2 Dado o baixo número de usuários que consomem entretenimento pago, os dados relativos ao custo de downloads e o número de downloads são meramente ilustrativos, e não podem ser consideradas representativos

Dado o baixo número de usuários que consomem entretenimento pago, os dados relativos ao custo de downloads e o número de downloads são meramente ilustrativos, e não podem ser consideradas representativos para todo o Brasil. Enfim, há uma coerência com o estudo anterior que identificou downloads entre três e seis vezes por mês. Os montantes pagos pelos downloads têm aumentado no caso de ringtones, vídeo e imagens. A variabilidade desses dados é afetada pelo baixo número de usuários que fizeram downloads pagos e são capazes de recordar ou estimar o preço pago por eles.

da amostra total.

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4.2.1. Games (Uso e downloads) 88% dos entrevistados sabem que o seu telefone permite o acesso a jogos, mas apenas 59% dos entrevistados fazem uso de jogos instalados em seus telefones. Os números indicam que há uma grande quantidade de terminais que permitem o uso de jogos, mas os usuários ainda não estão interessados no serviço. Quanto a utilização de jogos, o MAVAM define como usuário ativo aquele que usa diariamente e/ou várias vezes por semana, constatando que 44,9% dos usuários pertencem a esse grupo. A média de utilização de jogos pré-carregados é de uma vez a cada três dias, ou seja, pelo menos 10 vezes por mês. O uso de jogos é maior pelos homens do que pelas mulheres, e quase inexistente em indivíduos acima de 45 anos. Analisados por tipo de plano, quase não há diferenças entre usuários pré-pagos e pós-pagos.

Gráfico 38.

Frequência de uso de jogos no celular Base: Usuários de jogos carregados no celular (59% do total da base).

Quanto ao download de jogos, 12% da amostra relatou terem feito pelo menos um download nos últimos três meses, semelhante à edição anterior. No entanto, 44% desses usuários não chegam a um download por mês, e se considerarmos apenas aqueles que fizeram download de jogos na média de um a 10 por mês (usuários ativos), estes representam apenas 5,7% dos entrevistados. 73,9% daqueles que baixaram os jogos, o fizeram apenas uma vez por mês.

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Dois de cada três downloads que, em média, foram realizados por mês, eram gratuitos. Cada jogo custa, em média, R$ 1,9 por download. Os jogos são também o entretenimento com mais memória ou percepção do preço (só 3,9% dos usuários que fizeram download não sabem o valor dele), informação que pode pesar na tomada de decisão e deve ser tida em conta no momento da preparação do jogos pagos para downloads.

4.2.2. Música (downloads) O consumo de música e rádio no celular é uma consequência da grande quantidade de aparelhos celulares com rádio e MP3. Assim, 78,9% dos usuários entrevistados indicam que podem ouvir o rádio com seus equipamentos e 71,6%, que podem reproduzir arquivos de áudio em formato MP3. A música conduz o tipo de preferência de conteúdo baixado para 21,6% do total da amostra. No entanto, aqueles que são ativos (fazem download diariamente, várias vezes por semana ou uma vez por semana) representam apenas 8% dos entrevistados. Embora os valores tenham caído em relação ao trimestre anterior, a variação não é significativa em termos estatísticos, visto que o número de usuários que fazem download de músicas ainda é pequeno em relação ao universo de estudo.

Gráfico 39.

Frequência de download de música Base: 21,6% da amostra.

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Principalmente, baixam conteúdo de música grátis (57,1%), atingindo 12,1% do total de usuários aqueles que baixam conteúdo com algum tipo de custo, que teve a média de R$ 4,4 por unidade baixada. Aqueles que fazem download de música (21,6%) baixam em média cerca de sete vezes por mês, uma vez a cada quatro dias aproximadamente. Download de música tende a polarizar em torno de dois grupos: aqueles que são ativos (48%) e aqueles que apenas o fazem mensalmente ou até de modo mais disperso (45%). O download de música tende a ser maior nos usuários pré-pago do que pós-pago (lembrando que se trata, sobretudo, de downloads gratuitos) e concentrado na faixa entre 25 a 44 anos.

4.2.3. Ringtones (downloads) 10,2% dos pesquisados na amostragem se recordam de haver baixado um toque de ringtone nos últimos três meses. Destes, a metade tinha realizado esse tipo de atividade, em média, uma vez por mês. Esse conteúdo é, em grande parte, gratuito, apenas 19,6% daqueles que baixaram ringtones pagaram por eles, o segundo percentual de valor de download mais alto da amostra. No trimestre anterior, os valores permanecem constantes.

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4 4.2.4. Imagens

(download)

21% dos entrevistados fizeram downloads de imagens nos últimos três meses. Junto com a música, esse é o tipo de conteúdo de entretenimento móvel mais popular no Brasil. Do total da amostra, 7,8% são usuários ativos em baixar imagens (diariamente, várias vezes por semana ou pelo menos uma vez por semana). Em média, se realizaram cinco downloads por mês. Em 57,8% dos casos, o download é gratuito e 37,1% não sabe exatamente o quanto gasta. Quem paga pela transferência de imagens recorda um custo médio de R$ 6,6 (os valores são apenas indicativos, uma vez que apenas 5,1% dos entrevistados que baixam música lembram o custo médio).

Gráfico 40.

Frequência de download de imagens Base: 21% da amostra (usuários que fizeram download de imagens nos últimos três meses)

Como no caso de download de música, a frequência de download de imagens é polarizada entre usuários ativos (37%) e muito eventuais (44%).

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4.2.5. Vídeos

(downloads)

Quem se lembrava de ter feito downloads de vídeos nos últimos três meses foram 12% do total da amostra. No entanto, aqueles usuários que baixaram ativamente (diariamente, várias vezes por semana ou uma vez por semana) são apenas 5% dos entrevistados. Os valores permanecem constantes ao longo do trimestre anterior. Os entrevistados têm baixado uma média de cinco vídeos por mês, e em 56,7% dos casos, é de conteúdo gratuito. Somente 8,9% dos que baixaram vídeo podem associar um custo médio de download, cujo valor percebido é de R$ 6. Como dados de referência, podemos incluir que os homens (15%) fizeram download de vídeo mais do que as mulheres (9%) e a faixa etária que mais faz downloads está entre 25 e 34 anos (14%). O download do vídeo é maior por usuários pós-pagos (14%) do que pré-pagos (11%).

4.2.6. Mobile TV

(visualização)

Essa edição do MAVAM avançou na forma de perguntar sobre a televisão móvel, a fim de ajudar os usuários a identificar e diferenciar do serviço do de download de vídeo. Com base na experiência da Convergencia Research para o MAVAM e outros estudos, é importante considerar que os usuários, concretamente, ainda não diferenciam o consumo de um vídeo do que nós consideramos, em termos de tecnologia, como transmissão de TV móvel. É por isso que os resultados de todas as pesquisas que tentam investigar a utilização da TV móvel devem ser interpretados com cuidado. No nosso caso, ao alterarmos as perguntas, os resultados da consulta não são comparáveis com os da edição anterior do MAVAM. De acordo com essa edição do MAVAM, aproximadamente 15% dos usuários possuem dispositivos que permitem ajuste de televisão digital aberta. Quase todos esses entrevistados afirmaram ter visto a TV móvel no último trimestre. Usuários ativos (assistem TV no celular diariamente ou pelo menos uma vez por semana) são cerca de 9%. Em média, assistem a conteúdos de televisão no celular uma vez a cada três dias, o equivalente a cerca de 10 vezes por mês. O consumo de programa de TV para esse grupo de usuários se concentra em notícias e informação (25%) e novelas (19,5%).

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4.3. Redes Sociais Para colocar em contexto a importância do mercado de redes sociais móveis no Brasil, é importante lembrar que, de acordo com último relatório da comScore, em março de 2011, as redes sociais foram responsáveis por 25 bilhões de page views na web e quase 99% da população online (usuários de internet) usam as redes sociais. Em média, segundo o mesmo estudo, os brasileiros visitam sites de redes sociais 30,6 vezes por mês. Os números colocam o Brasil como a terceira maior audiência do mundo em acesso a redes sociais. 29,4% dos entrevistados pelo MAVAM entraram em uma rede através de seu telefone celular nos últimos três meses. Os dados obtidos representam um aumento de 39% em relação ao quarto trimestre de 2010, quando apenas 22% dos entrevistados haviam usado as redes sociais em seus celulares. Como nossa pesquisa é feita através da internet, é necessário usar algumas estimativas e suposições (ver Ficha Técnica - Metodologia) para evitar distorções metodológicas e definir o valor orientativo da percentagem de usuários de redes sociais sobre o total de usuários móveis. A Convergencia Research estima que aproximadamente, 12% dos usuários móveis do Brasil usam redes sociais em seus celulares.

Gráfico 41.

Uso de Redes Sociais

Dado o uso intenso de redes sociais por meio do computador, é interessante olhar para as ofertas que as operadoras de telefonia móvel estão fazendo para capturar a demanda por acesso móvel a redes sociais e que integram a combinação de acesso à rede com o uso de SMS. Por exemplo, a Claro oferece acesso ao Twitter por meio de SMS por R$ 2,99 por semana, enquanto para o Facebook permite operar com SMS por R$ 0,29, MMS por R$ 0,60, ou a partir do portal no browser do telefone por R$ 9 por MB, ou de acordo com o plano de dados contratado. Por sua vez, a TIM lançou os serviços Twitter SMS, Facebook SMS, o.facebook.com, Orkut, SMS, buscando facilitar o acesso a redes sociais. Tem também um integrador de redes sociais, o pacote "Social TIM Box", que custa R$ 0,31 mais imposto por dia. Os "posts" são cobrados pelo mesmo valor, e se recebem, por SMS, comentários ou posts em resposta. Enviar fotos ou vídeos via MMS, custa R$ 0,49. No caso da Vivo, todos os terminais têm permitido o acesso a redes sociais e esse pode ser cobrado por tráfego ou nos pacotes.

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MAVAM | 1. Introdução

Voltando ao nosso estudo em 82,2% dos casos, a rede social Orkut é a mais visitada, seguida pelo Facebook e Twitter, com 75,4 e 57,2% do total da amostra, respectivamente. Comparado ao último trimestre de 2010, houve um aumento de 9% no acesso ao Facebook, e queda de 7% no acesso ao Twitter e Orkut. Facebook é a rede de acesso mais comum (45% acessam diariamente) e a LinkedIn a de acesso menos frequente, em média uma vez a cada três dias. Orkut e Twiter têm acesso com frequência de uma vez a cada dois dias, em média. Em 43% dos casos, usuários dizem empregar cerca de meia hora por dia na interação com as redes sociais por meio do seu telefone móvel. O número é um pouco alto, e deve ser interpretado como a percepção do usuário quanto à distribuição do seu tempo. É provável que 30 minutos é o tempo total dedicado, em geral, às redes sociais, tanto no computador quanto no celular.

Gráfico 42.

Redes sociais mais utilizadas

Base: Usuários de redes sociais (29,4%). Pergunta de múltiplas escolhas.

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4.4. Mobile Marketing 91,2% dos entrevistados receberam um SMS ou MMS com conteúdo promocional em seu telefone celular, quase três pontos percentuais acima do registado no final de 2010. As mensagens recebidas, em geral, promovem os serviços da própria operadora contratada. Isso acontece em 55,% dos casos entrevistados. Entre as principais minorias aparecem as respostas que vinculam as mensagens SMS ou MMS recebidas de um fornecedor de serviços (8,2%) ou de uma empresa de anunciante de produtos de consumo (9,8%).

Gráfico 43.

Você poderia informar de que empresa ou de quem foram os últimos torpedos com promoções ou propaganda que você recebeu?

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5. Mobile Banking 6,9% dos entrevistados realizaram algum tipo de serviços bancários ou financeiros via celular. O mais utilizado é o de consultas de saldos bancários, com 6,5% dos entrevistados, seguido pela realização de transferências (4,5%) e pagamento de contas (3,8%).

Gráfico 44.

Uso de serviços bancários no celular

N

E

O S

4.6. GPS e Mapas 9,6% de todos os usuários entrevistados disseram que usaram o serviço de rastreamento por GPS de seu telefone celular nos últimos três meses. Em média, usam seis vezes por mês. Considerando-se que quase 18% da amostra indicou que o aparelho estava equipado com o serviço de GPS, a porcentagem de usuários é relativamente baixa.

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MAVAM | 5. Considerações Finais

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Conclusões Finais Essa edição do MAVAM confirma o avanço dos serviços de valor adicionado(VAS) no Brasil. Durante o primeiro trimestre de 2011, representaram 18% das vendas líquidas de serviços das operadoras de telefonia. O volume de vendas líquidas de VAS foi de R$ 2.141 bilhões, valor 31% maior do que no primeiro trimestre de 2011.

N O

E

A internet móvel representa 48% das vendas dos serviços de valor adicionado no Brasil. O mercado brasileiro de internet móvel equivale a 45% do total da América Latina.

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Ao final do primeiro trimestre, o parque de dispositivos de dados, somados os telefones e os minimodems, era de 24,4 milhões, em sua maioria 3G. Os minimodems alcançaram 6,8 milhões (dos quais 4,8 milhões são 3G). 47% do parque de minimodems da América Latina estão no Brasil. A internet móvel através de telefone é usado, principalmente, para fins pessoais (76%). E a atividade que ocupa mais tempo de acesso à internet por telefone móvel é a visita às redes sociais (32%). A banda larga móvel pelo computador é usada quase em igual proporção, tanto para fins profissionais ou pessoais, mas com predomínio da última. Aqui, a maior parte do tempo é utilizada para responder e-mails (22,2%). A navegação na web e visitas às redes sociais têm a mesmo utilização de tempo (20% cada). O uso de conexão móvel em netbooks tendem a replicar o uso de computadores na rede de banda larga fixa. O uso de SMS cresce ao mesmo tempo que crescem os serviços oferecidos pelas operadoras nesse tipo de serviço. Estima-se que o usuário envie 22 SMS, em média, por mês. As receitas de SMS e MMS representam 41% das receitas de VAS, o equivalente a US$ 526 milhões. Isso coloca o Brasil com uma participação de 17% do negócio de SMS na América Latina. O uso de MMS apresenta uma tendência crescente de troca de imagens. O download de entretenimento segue com as imagens e a música como favoritos. A demanda está concentrada na faixa etária entre 25 e 44 anos. O download do jogos é o serviço com maior percentagem de downloads pagos, assim como o maior percentual de lembrança dos preços efetivamente pagos. Ainda, assim, a quantidade de downloads é bem baixa. O número de usuários que receberam promoções no seu celular por SMS ou MMS aumentou dois pontos percentuais, e as operadoras ainda são o principal gerador de mensagens promocionais (mobile marketing).

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MAVAM | 6. Glossário

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Glossário Apresenta-se, a seguir, a descrição dos serviços descritos nesse relatório.

Mensagens SMS (Short Message Services): serviço de envio de mensagens curtas de texto, também conhecido como Torpedo. MMS (Multimedia Message Service): serviço de envio de mensagens curtas de texto com imagem, foto, ou vídeo, também conhecido como Torpedo Multimídia. e-mail: serviço de recebimento ou envio de e-mails via celular. O recebimento ou envio pode ocorrer de forma manual, ou seja, por iniciativa do usuário: ou pode ser ativado através de mecanismo push, que de forma periódica e automática recebe e envia os e-mails. Mensagem Instantânea: serviço de acesso aos sistemas de mensagem instantânea do tipo MSN ou Yahoo. Secretária Eletrônica ou Correio de Voz (Voice Messaging): acesso ao serviço automático de gravação de recados oferecidos pelas operadoras, em caso de recebimento de chamadas que não puderam ser atendidas.

Entretenimento Música: serviço de download de músicas para serem tocadas no celular. O celular deve ter capacidade para reproduzir vários formatos de música, tais como MP3, AAC, MP4, WAV, entre outros. Ringtone: serviço de download de ringtones para serem usados como toques no celular. O celular deve ter capacidade para reproduzir vários formatos de toques, tais como MIDI, AAC, MP3, MP4, WAV, entre outros. Imagens: serviço de download de imagens e fotos para serem visualizadas no celular. O celular deve ter capacidade para visualizar vários formatos de fotos e imagens, tais como JPEG, GIF, entre outros. Jogos: serviço de download de jogos para serem jogados no celular, de forma individual, ou através da internet ou de conexões do tipo Bluetooth, em grupos. O celular deve ter capacidade de rodar tanto os jogos existentes no aparelho como os jogos baixados, além de, adicionalmente, apresentar conectividade Bluetooth ou de dados para acesso à internet (por exemplo: EDGE, EVDO ou 3G).

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MAVAM | 6. Glossário

Vídeo: serviço de download de vídeos ou de streaming de vídeo para serem apresentados no celular. O celular deve ter capacidade de apresentar os vídeos baixados ou os streamings de vídeo recebidos, e de reproduzir vídeos nos formatos 3GP, MP4, WMV, AVI, entre outros. TV aberta: funcionalidade presente em alguns celulares que permitem assistir à programação dos canais transmitidos pelas emissoras de TV aberta com o telefone celular funcionando como receptor de TV analógica ou digital, e captando a programação através dos mesmos sinais (frequências), que são recebidos pelos aparelhos tradicionais de TV nas residências.

Internet móvel Acesso à internet: serviço de acesso banda larga à internet pelo do celular ou de modem. Em ambos os casos o usuário deve ter um plano de dados contratado com a sua operadora. Esse serviço tem as seguintes características: Internet móvel: o acesso à internet a partir do telefone celular pode acontecer das seguintes formas: 1. Utilizando um navegador (browser) para acessar os mesmos sites acessados na internet fixa através do computador. Exemplos de navegadores: os oferecidos pelo próprio celular ou Smartphone (Internet Explorer Mobile, no caso do Windows Mobile), ou navegadores alternativos como o Skyfire ou o Opera. 2. Acessando sites WAP que estão dentro da rede da operadora com um navegador WAP. 3. Através de programas específicos instalados no telefone celular (Widget, Web-App) fornecidos por empresas como o Yahoo Mobile. Modem: são dispositivos que podem ser conectados a computadores dos tipos desktop (de mesa) ou notebooks (portáteis). Permitem o acesso banda larga à internet usando o navegador do computador (Internet Explorer, Firefox, entre outros). Redes sociais: são serviços que incluem todos os elementos necessários para permitir o acesso às redes sociais, tais como Orkut, Twitter, Facebook, entre outras. Esse acesso pode ser feito através do navegador e do acesso à internet, presentes no telefone celular ou através de uma aplicação específica para ese fim, fornecida pelas operadoras ou outras empresas.

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MAVAM | 6. Glossário

Pagamentos e banking: são serviços normalmente oferecidos por bancos ou outras operadoras de serviços de crédito, que permitem a consulta às contas dos usuários nessas instituições. Esses serviços podem variar desde simples consultas de saldo até o pagamento de faturas ou a realização de operações de investimento. Serviços de localização: são serviços que permitem identificar a localização geográfica do usuário. Esses serviços têm as seguintes características. N

O E

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Localização: pode ser obtida da seguinte forma: 1. Através de um processo de triangulação usando as informação das ERB’s e aplicação existente nos sistemas da operadora para essa finalidade; 2. Através de GPS existente no próprio telefone celular. Serviços oferecidos: 1. Localização: serviço normalmente oferecido pela operadora que permite informar a localização geográfica de um determinado assinante. Exemplo: serviço contratado pelos pais para acompanhar os hábitos de seus filhos, ou com objetivo de promover sua segurança. 2. Mapas: serviço oferecido por outras empresas que apresenta mapas no celular, normalmente para localização de endereços, e que permite identificar a localização do usuário no mapa, quando seu celular dispõe de um GPS incorporado. 3. Filtro contextual: permite à operadora ou a outros provedores de serviço, oferecer endereços ou outros tipos de promoções de lojas, restaurantes, cinemas, entre outros, baseados na localização instantânea do usuário.

Mobile marketing e publicidade Mobile marketing: são serviços implementados pelas operadoras, para fazer propaganda própria ou de terceiros para a sua base de assinantes. Normalmente, essas propagandas são enviadas através de SMS. Essas propagandas também podem ser feitas diretamente por operadoras concorrentes ou por outras empresas, usando também as mensagens SMS como veículo. Mobile advertising: da mesma forma, também são serviços de propagandas implementados por operadoras ou outras empresas, mas que, se o assinante concordar em receber, ele pode fazer parte de promoções do tipo minutos gratuitos, pacotes de SMS gratuitos, entre outros, como forma de contrapartida para receber os anúncios veiculados.

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MAVAM | 7. Ficha técnica

7 Objetivo

Coleta de dados

Ficha técnica Analisar a evolução dos serviços de valor agregado na América Latina (Brasil, México e Argentina)

Realizada via web (CAWI), com cotas por CSE, idade e sexo, e IPC* das regiões geográficas do Brasil.

Tamanho da amostra

1.494 entrevistas (CAWI + CATI) Margem de erro estatístico de ± 2,5 p.p. com 95% de confiança estatística.

Período de coleta

13/Maio a 30/Maio (Resultados referentes ao 1T11 – MAVAM 8ª Edição)

Target

Sample frame

*Fonte: IPC-Target

Ambos os sexos entre 18 e 65 anos, classes econômicas A/B/C (Critério Brasil), usuários de telefonia celular. Pessoas com maior familiaridade com tecnologias. Portanto, espera-se que alguns resultados deste estudo sejam maiores que os valores encontrados na população em geral.

Pessoas cadastradas no Painel de Acesso da Quanti Pesquisa de Mercado.

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MAVAM | 8. Equipe de trabalho

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Equipe de Trabalho Rafael Steinhauser | Presidente para América Latina Jorge Leonel | VP Marketing e Business Development Edson Melo | Gerente de Marketing Latam

Mariana Rodriguez Zani | Diretora Ines Leopoldo | International External Advisor Matías Guardiola | Jefe de Research Pablo Castro | Analista Mónica Perez Serantes | Diseño

Humberto Perissé | Director José Vasquez Fernandez | Estatístico Zil Neumann | Comercial

Fabio Cardo | Antonio Costa Filho |

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