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SuMáRIO

WE

VINIL

Em meio ao crescimento tecnológico, em um mercado onde a concorrência é cada vez mais acirrada, e a palavra de ordem é “diferenciação”, o que dizer do ícone da comunicação visual?

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EDITORIAIS E ExpEDIEnTE

CLASSIFICADOS GF

GF nEWS

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o seu espaço para anunciar máquinas usadas ou serviços gratuitamente

saiba mais sobre a “nova gF”

ESpAçO DE nEGÓCIOS

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software caldera passa a integrar equipamentos Ampla em 2014

ARTIGO TéCnICO

29 GF+G

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tÉcnicAs dE AdEsivAção, por diomédes souza

Mercado gráfico: 10 perguntas e respostas, e 50 ideias para contornar a crise

SuAS IMpRESSõES

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ARTIGO TéCnICO

pARCEIROS GF

FluXo dE trABAlHo, por marcelo copetti

onde encontrar soluções para o mercado de comunicação visual

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ARTIGO GESTãO

zECA VInIL

10 CAnTInhO DA pRODuçãO As dúvidas respondidas por quem está “com a mão na massa”

11 GF nEWS EFi apresenta novo executivo de contas na área de Fiery

o PAPEl do lÍdEr É inovAr, por nilson caldeira

24 ESpECIAL SEGuRADORAS conheça um pouco mais sobre os seguros para impressoras


EDITORIAL

Expediente Abril 2014 | Ano 8 – nº 90 Editora/Diretora Luciana Cristina Andrade Jornalista

Luciana Andrade Editora

Andressa Fonseca MTB 9186/PR faleconosco@grandesformatos.com

editora@grandesformatos.com Atendimento ao Assinante +55 (41) 3023-4979 Assinaturas Claudia Pinheiro

Queridos leitores

assinaturas@grandesformatos.com

É com muita satisfação que anuncio esta grande novidade da Revista GF se transformar em GF+G! Sempre percebemos as ligações estreitas entre o segmento de Grandes Formatos e o de Gráficas tradicionais, confesso que sempre me senti insegura em colocar em pauta temas pelo pouco conhecimento que tinha no assunto. Em Grandes Formatos trabalhei em “chão de bureau” por muitos anos, tendo assim acesso ao funcionamento das empresas em si, gerenciais, estratégicos, de produção, comerciais, instalações, colaboradores, clientes, enfim, todo este referencial “prático” mantém a nossa base, o relacionamento direto com leitores e fornecedores do mercado. No ramo gráfico não, porém tive a oportunidade de conhecer Ana Paula Cecília em Lisboa. Mulher guerreira, com conhecimentos gráficos avançados, diretora da Revista Intergráficas. Além da revista, ela ministra palestras em toda Europa sobre os direcionamentos deste setor. E a partir desta edição ela será nossa parceira editorial! Estamos aprendendo muito com ela e novidades vêm por aí! Agora a GF+G será distribuída também em gráficas tradicionais!

Anúncios Liana Andrade atendimento@grandesformatos.com Administrativo/Financeiro Luka financeiro@grandesformatos.com Criação Cameron Biscaia criacao@grandesformatos.com Projeto e desenvolvimento gráfico Paolo Malorgio Studio paolo.malorgio@gmail.com

Espero que gostem das novidades!

ASSESSORIA DE IMPRENSA E REDES SOCIAIS

Um forte abraço

Andressa Fonseca Jornalista

Conectados Assessoria de Imprensa jornalismo@conectadosassessoria.com

faleconosco@grandesformatos.com A Revista GF é publicada 11 vezes ao ano pela GF Editoração Ltda

Da redação Sou suspeita em dizer que esta foi a edição que mais amei escrever, pois digo isto em todas. Mas algo especial aconteceu em Abril. Acredito que foi pelo fato de ter tantas novidades. O inédito me fascina, e saber que agora estamos entrando para um novo mercado, cheio de opções para explorar, chega a dar um frio na barriga. GF+G, mais uma inovação da Grandes Formatos. Descobri que o mercado gráfico é tão fascinante como o segmento de comunicação visual, e não sei como não tinha percebido antes o quanto os dois se completam. No mês onde comemoramos o dia do Jornalista, eu não poderia receber presente maior que este. Mais um desafio a cumprir. Mais um mercado a explorar, mais coisas para aprender, e muito mais informações para compartilhar com vocês. Espero que gostem desta primeira edição da GF+G, e podem apostar que muito mais vem por aí. Ainda nesta edição, um especial sobre vinil, do jeito que você pediu, com a fantástica história de Mauricio Marques, o cara que adesivou uma piscina cheia! Cantinho da Produção, Artigos técnicos, Classificados, enfim, conteúdo de verdade você encontra aqui! Boa leitura, e até Maio! 6

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ABRIL de 2014 GF Editoração LTDA

To d os os dire itos res erva dos . Todos os direitos reservados. A reprodução total ou parcial deste material é permitida mediante autorização prévia expressa pela GF Editoração Ltda e desde que tenha citada a fonte. O conteúdo dos artigos é de responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da revista. Os informes técnicos são de caráter informativo, não são comercializados e a revista é imparcial, não prevalecendo nenhum fabricante em detrimento de outro. Os anúncios são de total responsabilidade dos anunciantes.

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ESpAçO DE nEGÓCIOS AMpLA

PrimEiros EQuiPAmEntos com o riP são ProduZidos Em PinHAis (Pr)

Software Caldera passa a integrar equipamentos Ampla em 2014

A Ampla, maior fabricante brasileira de impressoras de grandes formatos da América latina, dando continuidade ao processo de inovação e melhoria dos serviços prestados aos empresários nacionais e internacionais de comunicação visual, firmou no ano passado um contrato de parceria com a caldera, empresa francesa que é a principal desenvolvedora de software de gestão de fluxo de impressão para grandes formatos do mundo. neste ano, os primeiros equipamentos com o software riP caldera começaram a ser produzidos na fábrica da

Ampla, em Pinhais (Pr), e comercializados pelo departamento de vendas. A partir de agora, os clientes que comprarem impressoras da Ampla terão acesso ao novo software riP caldera. Para aqueles clientes que já possuem impressoras das linhas targa Xt, samba Xt e tArgA uv e tem interesse em adquirir este novo software, basta entrar em contato com a equipe de vendas da Ampla. A parceria da Ampla com o caldera coloca a empresa em um seleto grupo de companhias escolhidas por eles para integrar suas soluções

de tecnologia. “com esta parceria demos um importante passo para continuar oferecendo as melhores soluções de impressão digital aos nossos clientes. o novo software caldera é de simples operação e muito rápido no processamento de dados, o que vai poupar muito tempo na preparação dos arquivos para impressão. Para quem não tempo tempo a perder, o caldera é a melhor escolha”, disse o diretor geral da Ampla, lie tji tjhun. FoNTE : Ampla


SuAS IMpRESSõES

Comentários

DA EDIÇÃO DE MARÇO

Proponho aqui um brinde mesmo à qualidade estética e principalmente ao conteúdo dessa edição! Parabéns por terem atingido em cheio o objetivo de brindar sempre o leitor com conteúdo esclarecedor e prático verdadeiramente preocupado com seu crescimento e sucesso. comprometer-se com o sucesso de seu cliente é o segredo dos campeões dos negócios e vejo isso estampado nas páginas da gF. matérias excelentes! contem comigo e sigam assim! sucesso cada vez maior! EdSEl lOnZA Estou até emocionado com a matéria... Ficou linda, leve e objetiva como tem que ser! Parabéns a todos vocês que fazem a revista grandes Formatos... Que deus os abençoe mais e mais a cada dia. Adorei. rOnI MOntInI surpreendendo-nos a cada edição, parabéns e muito sucesso a toda essa equipe maravilhosa! Fraternal abraço a todos (as). WIlSOn gIglIO

OpS, ErrAMOS!

um trabalho fantástico. Parabéns! MArCElO CHAgAS nASCIMEntO

A tabela de máquinas, edição 88 saiu sem os dados da AkAD. Confiram: máQuinAs PiEZoElEtricAs E microPiEZo • Novajet 2302S/3302S SKY330SW | Micropiezo 2,2m/3,2m | Qualidade de impressão até 720 X1440 dpi | até 62m2/h em 3 passadas no modo 360 X1080 dpi com 2 cabeças | 4 cores | compatível Epson dX7 | china | Acima de 100 unid. no Brasil | Pronta Entrega • SKY330SW | Piezoelétrica 3,17m | Qualidade de impressão até 360 X 1200 dpi | até 62 m2/h em 2 passadas no modo 360X 360 dpi com 8 cabeças | 4 cores | spectra skywalker | china | Acima de 60 unid. no Brasil | Pronta Entrega imPrEssão Em tEcido • Novajet 1601S | impressão digital sublimático 1,50m | Qualidade de impressão até 720 X1440 dpi | até 31m2/h em 3 passadas no modo 360 X1080 dpi com 1 cabeça | 4 cores | compatível Epson dX7 | china | Acima de 100 unid. no Brasil | Pronta Entrega • Novajet 2302S/3302S | impressão digital sublimático 2,2m/3,2m | Qualidade de impressão até 720 X1440 dpi | até 62m2/h em 3 passadas no modo 360 X1080 dpi com 2 cabeças | 4 cores | compatível Epson dX7 | china | Acima de 100 unid. no Brasil | Pronta Entrega

máQuinAs uv • Novajet UV M10 | Piezoelétrica Plana 1 a 100mm espessura | 2,05 m X 3,2 m (largura X comprimento) | Qualidade de impressão até 1440 X1440 dpi | até 58m2/h no modo draft ( 360 X360 dpi com 8 cabeças ) | 8 cores (C, M, Y, K, Lc, Lm, Verniz e Branco) | KM1024-14 PL | China | 10 unid. no Brasil | Prazo de entrega sob consulta • Novajet UV FR3210 | Piezoelétrica Híbrida (esteira) 1 a 50 mm espessura | 3,2m | Qualidade de impressão até 1440 X1440 dpi | até 60m2/h no modo draft ( 360 X360 dpi com 8 cabeças ) | 8 cores (C, M, Y, K, Lc, Lm, Verniz e Branco) | KM1024-14 PL | China | Prazo de entrega sob consulta máQuinAs dE cortE • GCC Jaguar IV JG132S | Plotter de recorte 1320 mm | 1530 mm/s | China | Acima de 100 unid. no Brasil | Pronta Entrega • GCC Mercury III 40W | Laser Co2 635 x 458 mm | 42 ips | China | Acima de 100 unid. no Brasil | Pronta Entrega

AkAD >> (11) 3829-7700 ramais 124, 286 ou gf@akad.com.br | www.akad.com.br

O que você gostaria de encontrar nas próximas edições da sua Revista? Mande sua sugestão!

Envie suas sugestões, comentários e críticas: www.facebook.com/revistagf Twitter: twitter.com/RevistaGF Siga a gF no twitter!

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E-mail: faleconosco@grandesformatos.com Cartas: gF Editoração ltda - revista gF Av. Presidente Affonso Camargo, nº 2491 | loja 2 cristo rei, curitiba/Pr - cEP 80050-370 telefone: (41) 3023-4979

* Em razão do espaço ou compreensão, os textos podem ser resumidos ou editados


oduç r p a ã d

tenho uma pergunta para o cantinho da produção: Qual a melhor maneira de trabalhar com ACM na impressora UV Arizona? Ao tirar o liner e imprimir sempre ficam as marcas dele, se limpo com álcool isopropílico também ficam marcas após impressão. ROSAnE WOLFART hARTMAnn – Isoflex Soluções para Gestão Visual

David Mendes, gerente de Produção da identidade visual, direto da produção, vai responder as suas dúvidas, e falar um pouco sobre o dia a dia dos bureaus de impressão, os problemas e as possíveis soluções!

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Amiga, uma opção que testamos e deu certo é usar desengordurante, esses de uso residencial mesmo além de limpar bem ele elimina boa parte da estática do material. outra alternativa no caso da impressão já pronta e queira eliminar essas marcas sem perder material é aplicar verniz a base d’água sobre a placa impressa, além de disfarçar imperfeições, pode escolher por brilho ou fosco e ainda garante maior resistência na impressão principalmente para trabalhos externos.

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o cAntinHo dA Produção É um EsPAço ondE As dúvidAs dos lEitorEs, QuE muitAs vEZEs vÊm Por EmAil, outrAs AtrAvÉs do gruPo comunicAção visuAl BRASIL, Do FACEBooK, são rEsPondidAs Por QuEm Está diAriAmEntE com A “mão - nA - mAssA”. dAvid mEndEs, gErEntE dE Produção dA idEntidAdE visuAl, do rio dE JAnEiro, AlÉm dE lEitor AssÍduo, É nosso PArcEiro E AJudA nEstA sEção! conFirA!

n t i a nh C o

CAnTInhO DA pRODuçãO

Consigo um resultado bom de prOJEÇÃO (video) em lOnA FOSCA, sem precisar de um acabamento do tipo laca, ou...? Obrigado! GABRIEL LAuRIA gabriel, consegue sim se você usar uma lona 440g como um banner fica bem bacana e é fácil transportar. caso você queira algo fixo com o acabamento mais padrão faça um quadro de metalon com vergalhão liso na face de cada vara, instale a lona por meio de ilhós e abraçadeiras com espaçamento de 0,20cm para ficar bem esticada aplique cantoneira de letreiro na cor branca nas laterais. conseguirá uma projeção muito bacana vale a pena.

Quer participar do Cantinho da produção? Envie email para faleconosco@ grandesformatos.com


GF NEWS EFI

EFI apresenta novo executivo de contas na área de Fiery

A EFI, líder mundial em inovação para impressão digital, apresenta seu novo Gerente de Vendas para a linha Fiery, que atuará no Brasil para expandir os negócios da empresa e difundir essa tecnologia no país. Há 21 anos, o servidor de impressão Fiery tem sido o carro chefe da EFI, e foi criado com o intuito de minimizar os problemas de impressão em cores. A solução está disponível para diferentes sistemas operacionais e disponibiliza ferramentas de controle e precisão de cor, suporte à impressão de dados variáveis, gerenciamento de fluxos de trabalho e segurança. Natural de São Paulo, Marcelo Tomoyose é formado em marketing, pela Universidade Anhembi Morumbi, com

especialização na área de softwares e tecnologia. Há mais de 15 anos o executivo atua no mercado gráfico, na área técnica e comercial, com passagens por empresas de destaque, como a Agfa e a Kodak. “O mercado digital está cada vez mais promissor no Brasil. A evolução contínua da linha Fiery e sua integração às soluções e equipamentos EFI, trazem boas perspectivas para os negócios esse ano com os nossos OEMs”. Marcelo também acumula experiência na área editorial e é um dos autores do livro Web to Print, da editora Bytes & Types, o primeiro título sobre o tema, escrito por um autor brasileiro.

Sobre a EFI Brasil A EFI está presente no mercado latinoamericano desde 1994. Abriu o primeiro escritório no Brasil na cidade do Rio de Janeiro, em 1997, e em 2000 mudou-se para São Paulo de onde suporta toda a Região da América Latina. Em 2012, deu um importante passo para sua expansão com a aquisição da Metrics, empresa líder no mercado brasileiro em prover sistemas de gestão ERP para as indústrias gráficas e de embalagens. Hoje a EFI Brasil possui uma forte presença na América Latina, com aproximadamente 100 colaboradores, disponibilizando serviços e suporte técnico para todos os produtos EFI. Fonte: Assessoria de Imprensa - Comunicale

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S O d A C I F SI

S A l C

VEnDE-SE

VEnDE-SE

VEnDE-SE

MáquInA DE IMpRESSãO #Airon3204; Área de impressão: 3,20m; 04 cabeças de impressão Konica 14 pcl. Altura da cabeça de impressão: 3-5mm a partir do substrato Tipo de tinta: #CMYK à base de solvente Fonte de alimentação: 220 V 50/60 Hz + Pc com monitor e no-break comando 5 kva. máQuinA Em PErFEito FuncionAmEnto, ótimo estado de conservação e disponível para apreciação! MAIS InFORMAçõES www.grupocb.com/airon-3204 Fone: (41) 3275-6911 com Marcel E-mail : marcel@cblonas.com.br

COLADEIRA LáTEx pORCO ESpInhO r$ 15.000,00. Acopladeira radial com bomba de cola e prensa r$ 23.000,00. 0xx51 99169538 0xx51 93280505

MáquInA SpYDER 320 Fabricante: Inca. Quantidade de cabeças de impressão: 08. ( CYAN, MAGENTA, YELLoW, BLACK, WHITE (02), LIGHT CYAN E LIGHT mAgEntA).( a nossa só possui ás 06 primeiras, estamos sem os lights.) velocidade de impressão metro/ hora: Modo qualidade 10m/h, modo produção 20m/h. Tamanho da Área de impressão: 3,2x1,6m. uranus2 geiseane oliveira (71) 3272-8007/ (71) 9202-0161 – geiseane@uranus2.com.br

VEnDE-SE MáquInA DE IMpRESSãO SOLVEnTE dgi 1,80m Contatos: Alessandra Belini mAstEr signs (11) 2409-3187 / (41)4965-1681 atendimento@mastersinalizacao.com

VEnDE-SE pLOTTER IMpRESSORA uV ocE AriZonA 550 gt completa rolo a rolo - rígido cmyk+branco Barra anti-estática CoNTATo: (31) 8793-6322

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Agora você tem um espaço para anunciar GRATUITAMENTE na GF. Tem máquina para vender? Precisa contratar algum funcionário? Terceiriza algum serviço? Utilize este espaço. Envie email para faleconosco@grandesformatos.com, e coloque no título CLASSIFICADOS GF


ARTIGO TéCnICO

Dicas de Adesivação todos os meses nosso amigo e instrutor do gF centro de capacitação Profissional, Diomédes souza, vai trazer dicas preciosas de adesivação. nas próximas 3 edições, vamos falar sobre a escolha correta do produto para cada superfície a ser coberta.

diomédes Souza,

15 anos de experiência no mercado, instrutor do curso de Aplicação de Adesivos, no gF centro de Capacitação Profissional

o atrito com o ar é um ponto a ser observado em casos de aplicações locais não estáticos como, por exemplo: barcos, carros, aviões, trens e outros, mas como evitar que esta situação prejudique a durabilidade do trabalho?

segundo diomédes, devemos estar atentos principalmente a três aspectos do ponto a ser adesivado: - umidade - temperatura - Atrito com o ar nesta edição vamos falar sobre o aspecto Atrito com o Ar.

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Figura 01

CARROS Para carros deve-se observar o acabamento. Esconder as pontas pode ser a melhor das soluções, ou cortar com 2mm, esta segunda opção é a mais utilizada, pela agilidade na aplicação e principalmente porque é a mais indicada pelos fabricantes de adesivos, porém o acabamento escondendo as pontas além de ficar com um aspecto melhor tem a vantagem de, se bem aplicada a técnica, ter uma durabilidade maior, podemos observar nas duas figuras como fazer os acabamentos. No figura 01 observamos como fazer o corte para o acabamento que esconde as pontas, devemos utilizar como base para corte a peça que está ao lado, para moldar podemos abusar do soprador até o ponto onde o adesivo fique com aspecto emborrachado, isso irá ajudar para que o adesivo molde perfeitamente o canto arredondado dos carros e acelerará a reação da cola, no caso de termos uma curva devemos fazer cortes que vão do final do canto até o final do adesivo isso fará com que a parte que aparece fique perfeita e se esconda a parte com cortes, no caso das quinas devemos fazer um corte em “v” e aplicar de baixo para cima, ou de trás para frente, para peças encostadas não se deve utilizar está técnica, neste caso devemos fazer o corte rente, passar o soprador e dar acabamento com a espátula de plástico ou silicone.


Figura 02

Aviões A aplicação de adesivos em aviões devese além do forte atrito com o ar levarmos em consideração as baixas temperaturas enfrentadas durante o vôo, as emendas na fuselagem que em suas emendas utilizam rebites, neste caso os adesivos mais indicados são os CAST, que proporcionam uma moldagem perfeita dos rebites e resistência suficiente para suportar as intempéries que esta aplicação vai enfrentar. Na figura acima, podemos observar que se desvia das emendas da fuselagem, isto

Figura 03 reduz as partes que terão atrito com o ar, neste caso também aconselho o uso de veda borda ou verniz por cima do adesivo.

Caminhões Os caminhões podem apresentar furgões corrugados (figura 04), no caso de superfícies com baixo e alto relevo a melhor sugestão de aplicação ainda são os adesivos cast que tem a característica de moldar e não sofrem com a “memória” que faz com que o adesivo volte sempre ao seu tamanho original, porém nem todos os caminhões possuem partes

Figura 04 corrugadas, nestes casos podemos utilizar adesivos calandrados sem problema nenhum, para a cabine dos caminhões as dicas são as mesmas das aplicações em carros pequenos (figura 03), ou seja, não é necessário a utilização de adesivos cast.. No caso da figura 04 a arte teve que ser dividida em 05 partes, é importante nestes casos fazer a divisão na vertical para facilitar os encaixes e na hora de aplicá-los devemos sempre começar de trás para frente, assim diminuirá o atrito com o ar e o acumulo de água e sujeira.


Artigo tĂŠcnico

Otimizando os recursos de impressĂŁo


nA últimA Edição, lAnçAmos A sÉriE dE Artigos EsPEciAis soBrE FluXo dE trABAlHo com mArcElo coPEtti, A PEdido dE nossos lEitorEs. AgorA, no tErcEiro Artigo, mArcElo FAlA soBrE A otimiZAção dos rEcursos dE imPrEssão AProvEitE A lEiturA!


As empresas da era digital são criadas para atender a uma demanda cada vez mais segmentada e cada vez mais personalizada. Parece quase impossível pensar em otimização em um cenário como este, pois as empresas procuram equipamentos que possam atender as demandas de seus clientes e ao mesmo tempo mantê-las em uma situação de pioneirismo. Pioneirismo pode ser difícil de ser aplicado a empresas, custa dinheiro e tempo, mas os resultados sempre frutificam. Os clientes buscam hoje maneiras diferentes de realizar seus trabalhos. Chegam até as empresas de impressão e colocam desafios a cada novo pedido. Este é o cenário da nossa era digital. Queremos tudo para agora e sempre do nosso jeito, ou seja, personalizado. Esta é a grande dificuldade de unirmos a otimização dos processos de impressão com as novas tecnologias. Assim, quando falamos em otimizar os recursos de impressão temos que buscar meios de padronizar nossas ferramentas, no que for possível para diminuirmos as variáveis e então conseguirmos produzir mais modelos com uma mesma plataforma. Isto parece loucura? Não. A indústria automobilística vem sobrevivendo assim por muito tempo. Uma marca de renome internacional teve que ser vendida pois não era capaz de construir diferentes modelos sobre a mesma plataforma. Ou seja, carros diferentes, para diferentes públicos, para diferentes segmentos, com diferentes características sobre a mesma linha de produção, a mesma plataforma. Então a primeira vista pode parecer que estou dizendo para comprar mais da mesma impressora. Também não. Estou falando em unicar a plataforma de trabalho, ou seja, ter diferentes impressoras, utilizando o mesmo fluxo de trabalho. Hoje no mercado é possível encontrar soluções de controle da imspressoras (software RIP), a que estou chamando aqui de plataformas, que estejam comprometidas em controlar o maior número possível de equipamentos, permitindo assim que você possa optar por utilizar sempre a mesma plataforma. Esta idea é uma mudança na maneira

como os empresários pensam hoje em dia. O investimento é feito apenas olhando para a impressora. O primeiro passo para isso é equacionar a compra do equipamento de impressão e então buscar junto ao fabricante da sua plataforma uma solução para este equipamento. É importante pensar no investimento da impressora como uma solução com duas metades. A primeira. O equipamento, com as suas características técnicas. A segunda, o software com suas qualidades e funcionalidades, dentro da sua plataforma. Se por um lado a impressão nos trará possibilidades novas, o software poderá nos trazer uma plataforma comum de controle dentro da empresa, tornando assim o controle da produção mais fácil. Algumas vantagens de utilizar o mesmo fluxo de trabalho são:

1. Economia de custos. Imagine que você poderá ter atualizações mais baratas por comprar em volume, adiquirir apenas novos drivers de impressão para o servidor ao invés de um software RIP novo. Utilização dos mesmos recursos extras dos softwares em todas as máquinas, sem ter que comprá-los separadamente para cada estação de impressão, uso da mesma ferramenta de criação de ICCs em todas as impressoras, entre outros.

3. Flexibilidade da sua força de trabalho. Se todos conhecem o software RIP, é possível que qualquer membro da equipe possa substituir outro com uma facilidade muito maior, evitando problemas nas horas críticas em que se precisa remanejar a equipe, como feriados, férias de funcionários ou ainda nas horas extras. Busque soluções integradas ao seu fluxo de trabalho. Pense no seu software RIP como parte de um fluxo, que deve ser integrado e que é tão importante como a impressora (a outra metade). Se a sua empresa é pequena ou média, e não tem ainda a necessidade de buscar um fluxo de trabalho desde a entrada do orçamento, comece padronizando o fluxo da produção. Inicie a sua busca por economia de recursos nas novas compras, flexibilidade para gerenciar a sua equipe e manter uma equipe melhor treinada a um custo mais baixo.

2. Economia em treinamento de pessoal. Com a mesma plataforma, a sua equipe não precisará ser re-treinada para cada nova solução. A transmissão de informações dentro da equipe fica mais fácil. Os procedimentos de trabalho ficam mais parecidos e portanto mais fáceis de serem seguidos por qualquer um dentro da equipe. Novos funcionário não levarão meses para conhecer todos os softwares que são usados na impressão.

Marcelo Copetti é Especialista em Gerenciamento de Cores,

processos gráficos e digitais. Atualmente, é distribuidor de soluções de workflow e economia de tinta para o Brasil. Ministra treinamentos e palestras no Brasil inteiro sobre Gerenciamento de Cores, Colorimetria, Calibração Fotográfica, Calibração Profissional de Monitores, economia de tinta, otimização de fluxos de trabalho, dentre outros. Participou de cursos sobre cores, equipamentos e workflows no Brasil e no exterior. Skype: mar.coralis E-mail: marcelo@easycolor.com.br Site: www.easycolor.com

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ARTIGO GESTãO

O Papel do líder é inovar os modElos dE lidErAnçA tEm EstAdo PrEsEntE nA HistÓriA dA HumAnidAdE dEsdE os sEus PrimÓrdios. PlAtão, Por EXEmPlo, ArgumEntAvA Em “A rEPúBlicA”, QuE o rEgEntE PrEcisAvA sEr EducAdo com A “rAZão FilosÓFicA”. Já conFúcio diFundiA A idEiA do “rEi sáBio” EnQuAnto o tAo o sEu “lÍdEr sErvo”. R E V I S TA G F • A b r i l 2 0 1 4

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nEstEs modElos dE lidErAnçA coEXistEm váriAs comPEtÊnciAs, PorÉm dEntrE todAs ElAs, EXistE umA QuE Está vinculAdA A PErPEtuAção dAs EmPrEsAs. EstA comPEtÊnciA sE cHAmA inovAção.

GESTãO DE pESSOAS

A grAndE QuEstão É: PARA SoBREVIVER Eu PrEciso inovAr? como Posso FAZEr isto Em minHA orgAniZAção? como PlAtão, conFúcio E o tAo PodEm mE AJudAr? vAmos vEr AgorA um Pouco mAis soBrE isso Em 3 árEAs dA EmPrEsA cuJA A inovAção É FundAmEntAl.

muitas perguntas cuja as respostas talvez possam ser encontradas no modelo tao do “líder servo”. James Hunter explorou muito bem este tema no livro “o monge e o Executivo”.

Quando falamos em inovação na gestão de pessoas com certeza discutimos um dos temas mais polêmicos para a liderança. Estruturas tradicionais de gestão de pessoas são capazes de criar equipes inovadoras? modelos modernos de organização podem afastar os colaboradores do seu foco?

É através de uma liderança servidora que o líder encontrará novos horizontes nos seus relacionamentos e formas inovadoras de gestão. Quando se quer inovar através da gestão de pessoas se deve em primeiro lugar estar aberto a ser influenciado pelas equipes e ter a intuição como conduzir esta relação. da mesma forma que o “tao”, é através da intuição que aprendemos a inovar com os talentos da nossa organização, tornando a gestão de recursos humanos um diferencial realmente competitivo.

MODELO DE nEGÓCIOS será que a forma como realizamos negócios é a mais adequada para a empresa? como será que as grandes organizações que conhecemos hoje se tornaram marcas poderosas? Em primeiro lugar elas começaram mudando o seu modelo mental, ou seja, alteraram este mecanismo do pensamento pelo qual procuravam explicar como funcionava os seus negócios. A grande questão do modelo mental é que assumimos como verdades absolutas e perenes. Provavelmente vocês já ouviram as frases “eu sempre fiz deste jeito e deu certo, então porque vou mudar?” ou, “em time que está ganhando não se mexe?” Para criar modelos de negócios inovadores deve-se mudar primeiro nossa forma de ver os negócios, ou seja, mudar o nosso modelo mental. será que o meu processo de produção é o mais adequado? será eu só posso vender desta maneira? E se o meu cliente comprasse a matéria prima e eu apenas transformasse, qual seria o resultado? grandes marcas começaram desta forma. michael dell achou melhor o cliente definir primeiro que computador ele queria para depois fabricá-lo. steve Jobs pensou porque não usar o dedo ao invés de teclados, mouses e canetas? mudanças de modelos mentais geram inovações nos modelos de negócios. E sua empresa, será que pode atender os seus clientes de uma forma diferente? se não tem a resposta agora faça com Platão, crie boas perguntas que com certeza através delas virá a inovação. Filosofar é uma forma para inovar.

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VISãO GLOBAL

COnCLuSãO

onde está nosso cliente? Em curitiba, Puebla no méxico ou Helsinque na Finlândia? Ele pode estar em todos estes lugares e eu posso atendê-lo com uma variedade de itens de forma rápida e eficiente.

A inovação que mantém a perenidade da sua empresa. se você pensa em passar sua empresa para seus filhos, talvez não deve pensar só dá forma como você pensa. tem que pensar de uma forma diferente, talvez como a forma do seu filho.

os custos para venda, armazenagem e distribuição permite a venda de produtos para várias pessoas, ao invés de limitar aos poucos produtos populares que vendem em maior quantidade. Hoje, por exemplo, se eu preciso criar um logotipo, mesmo sendo uma empresa de pequeno porte, posso contar com os designs mais renomados do planeta. Basta em entrar no site www.logotournament.com e descrever como eu quero o meu logotipo. Automaticamente o briefing será enviado a vários designers que apresentarão suas ideias. você escolhe aquele que está mais próximo daquilo que você imagina, interage pela internet, e recebe seu logo no seu computador.

Hoje não existem limites para uma companhia e isto é ótimo porque permite ao líder inovar tendo o mundo inteiro como prováveis fornecedores, parceiros ou clientes. ter uma visão global para inovação é saber como podemos utilizar em nosso negócio, parceiros e clientes, que estão em hoje em algum lugar do mundo. Que tal produzir um banner para um jovem que faz aniversário em Helsinque na Finlândia? se sua empresa for somente um bureau de impressão provavelmente não poderá atendê-lo, mas se sua organização for bureau de criação poderá atendê-lo, fechar o pedido, finaliza a arte e mandar imprimir no seu parceiro finlandês que ficará muito feliz em ganhar uma comissão por um cliente que ele nem conhecia.

se inspirando em confúcio e seu “rei sábio”, a responsabilidade da inovação é do líder, ou seja, se você não é um inovador, contrate alguém.

nilson Caldeira,

especialista no desenvolvimento de inovação e criatividade aplicadas no planejamento estratégico, coach, colunista de motivação e liderança, desenvolve cursos e palestras.


ESpECIAL SEGuRADORAS

s o r u Seg e u q a r pa ? o r e te qu sE sEu PrinciPAl EQuiPAmEnto EstrAgAr HoJE, QuAl o PrEJuÍZo QuE vocÊ tErá?

por Andressa Fonseca luciana Andrade, nossa editora, em visita recente a Portugal, voltou cheia de ideias. uma delas, escrever uma matéria sobre seguros para impressoras. “sempre que viajo ao exterior, percebo diferenças gritantes com o nosso país. claro que muitas delas, nem cabe discussão, devido às diferenças culturais e políticas. no entanto, têm outras coisas, ações diferentes que vejo nas empresas estrangeiras, onde percebo um resultado bacana, e me pergunto por que aqui não podemos fazer o mesmo. uma destas coisas, é o seguro para equipamentos. não costumo ver isso aqui no Brasil. mas lá fora é de praxe. sendo assim, achei interessante que pudéssemos escrever sobre isso e esclarecer alguns pontos para nossos leitores”, conta luciana. missão dada, missão cumprida. Para começar a escrever esta matéria, fiz um teste e perguntei no facebook, quem

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tinha seguro para impressora. silêncio absoluto. Mandei alguns emails e fiz algumas ligações... todas frustradas. Alguns dias depois, recebo um email do roni montini, que já deu entrevista à GF na edição passada sobre a profissão de Personal Buyer. seu email era para colaborar com a matéria, pois roni também atua com venda de seguros para equipamentos. É claro que aceitamos a ajuda. Então vamos lá, com a palavra roni montini.

Existe uma infinidade de possibilidades no mundo dos seguros em relação aos equipamentos de impressão de grandes formatos. o que vai determinar o que vamos fazer pelos clientes são eles mesmos, em relação ao: 1. Faturamento da empresa 2. Mentalidade da empresa 3. Desde qual momento ser assegurado 4. Tipo de dano do equipamento

FATuRAMEnTO DA EMpRESA o mercado gráfico e o de grandes formatos ainda passam por um momento de amadurecimento empresarial, talvez por isso ainda não seja tão comum aqui a aquisição de seguros para impressoras.

se o faturamento da empresa estiver totalmente relacionado ao equipamento de impressão de grandes formatos, podemos ter uma cobertura para lucro cessante, porém se a empresa continuar trabalhando normalmente com a parada súbita e imprevisível do equipamento, não precisamos ter tal cobertura, o que fará com que a apólice seja mais acessível economicamente.


Mentalidade da empresa

Tipo de dano do equipamento

Pontos esclarecidos

Se a empresa for do tipo “depois a gente vê o que faz”, esqueça, nem ofereça um seguro para essa empresa, visto que o seguro tem que ser percebido como valor agregado e não como um fardo custoso. O empresário tem que ter uma mente realmente empreendedora alinhada com a visão geral do negócio no qual ele está incluído para ter a questão do seguro como um item de alta importância para o sucesso do negócio dele.

Os seguros para equipamentos de impressão de grandes formatos devem ter uma cobertura total, ou seja, todo e qualquer defeito súbito e imprevisível estará coberto pelo seguro, porém para tal cobertura deverá ser feito um laudo técnico do fabricante e ou fornecedor local, onde estará declarado para qual tipo de trabalho o equipamento serve qual o ambiente mínimo necessário para o funcionamento normal do mesmo, qual tipo de insumos e todos os requisitos elegíveis para que o equipamento tivesse sua garantia de fábrica. Um ponto muito importante é que como os seguros dependem de um uso correto do equipamento e também do uso de suprimentos originais, podemos criar a necessidade que somente equipamentos operados por pessoas TREINADAS poderão ter seguro, que somente suprimentos ORIGINAIS darão a oportunidade de seguro... Ou seja, podemos normalizar o mercado de uma forma que nunca existiu!!! Pensaram nisso?

Conversamos também com Amorim Fernandes, CEO da MSCOL/AXA PORTUGAL.

Desde qual momento ser assegurado O seguro de um equipamento de impressão de grandes formatos pode ser acionado e ter sua validade, desde a retirada no fornecedor, transporte, instalação, treinamento e utilização dia a dia. Quem vai determinar o momento do início é o contratante, e isso influenciará no preço final do seguro.

O nosso negócio é a proteção financeira dos nossos clientes particulares e empresas. Pela natureza desta atividade, estabelecemos relações de longo prazo baseados na transparência e na confiança. Conscientes da nossa contribuição para o desenvolvimento econômico e social dos nossos clientes. No que se refere aos seguros para equipamentos para o mercado de comunicação visual, a AXA dispõe de uma solução que se destina a compensar situações de perdas e danos materiais súbitos e imprevistos ocorridos durante o período seguro, num local de risco especificamente designado. R E V I S TA G F • A b r i l 2 0 1 4

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Todos empresários cujo rendimento dependa essencialmente do trabalho do seu parque gráfico, como ele iria garantir o cumprimento dos compromissos assumidos com os seus clientes, com os seus funcionários, em caso de algum problema em seus equipamentos, em que paralisasse toda a sua atividades durante um período indeterminado? O seu negócio seria comprometido, assim como seus funcionários ficariam sem emprego! Por exemplo, garantir um equipamento novo cujo valor é de 250 mil Euros, o custo de seguro anual está em torno de 800 Euros. Um custo muito baixo a pagar para garantir a continuidade do seu negócio. Existem riscos que têm consequências graves e de grande impacto econômico na vida das empresas. Um problema nos equipamentos pode afetar seriamente a sustentabilidade de um negócio, com impactos nos recursos familiares, levando à redução dos rendimentos. Estes são riscos que devem ser partilhados ou transferidos para um segurador, através de um seguro de equipamentos. Assim, o seguro surge como forma de prevenir, a nível econômico, as consequências de um eventual problema. A prevenção é a base e a razão de ser do seguro.

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Fenômenos da natureza, nomeadamente inundações, enxurradas, ciclones, furacões ou tempestades Fumo, fuligem e gases corrosivos

Quais os tipos de problemas no equipamento, um seguro cobriria? O seguro cobriria inúmeras situações, como por exemplo, o pagamento das despesas de reparação ou substituição, em caso de avaria do equipamento de origem interna ou externa e fortuita como, por exemplo:

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Defeitos de projeto, de materiais, de fabricação ou montagem, que não possam ser detectados por exame exterior e que sejam desconhecidos à data da celebração do seguro. Erros de manobra, imperícia e incompetência. Queda, choque, colisão ou ocorrências similares, obstrução ou entrada de corpos estranhos. Efeitos diretos da corrente elétrica, nomeadamente sobre tensão e sobreintensidade, incluindo os produzidos pela eletricidade atmosférica, curto-circuito, arcos voltaicos ou outros fenômenos semelhantes. Vibrações, maus ajustamentos ou desprendimento de peças, cargas anormais, fadiga molecular, ação da força centrífuga, velocidade excessiva, falha ou defeito dos instrumentos de proteção, medida ou regulação. Incêndio, Raio e Explosão.

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Choque, colisão, capotamento ou descarrilamento. Queda de objetos Intempéries, desmoronamentos ou deslizamentos de terrenos. Danos por água

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Roubo ou Furto

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Queda ou estampido de aviões Responsabilidade Civil Extracontratual Greves, tumultos e alterações de ordem pública Gastos extraordinários Frete aéreo Fenômenos sísmicos Cobertura valor em novo Equipamento móvel ou portátil Transporte e/ou movimentação pelos próprios meios

Ao subscrever um seguro de Máquinas e Equipamentos tenham sempre cuidado ao tipo de seguro que pretende efetuar como, por exemplo, se é um equipamento móvel ou fixo, que tipo de coberturas pretende ter, que franquias deve contratar, ou seja deve contratar um especialista neste segmento. Roni e Amorim elucidaram as questões sobre a importância de ter um seguro para equipamentos. Esperamos ter ajudado a você que ainda não conhecia, ou sabia pouco sobre o assunto. Mas o tema ainda rende muito, e queremos dar continuidade nesta matéria. Mas para isso, agora precisamos da sua ajuda. Ficou com alguma dúvida? Já pensou em contratar seguro para seus equipamentos? E você, que tem seguro, já precisou usar? Conte para nós, e acompanhe a continuação desta matéria em nossa próxima edição! Envie suas dúvidas para faleconosco@grandesformatos.com


GF nEWS GF + G

O que é bom ainda pode ficar melhor rEvistA grAndEs FormAtos AgorA vAi ABrAngEr tAmBÉm o mErcAdo gráFico você reparou na logo da revista? viu que tem algo diferente? Pois é, o “+G” , significa “mais gráficas”. isto mesmo, agora a revista é “grandes Formatos + Gráficas” A partir desta edição, vamos abordar também o mercado gráfico. luciana Andrade conta como surgiu a ideia “sempre observei a proximidade dos segmentos. mesmo porque quando uma empresa atende agências de publicidade os “Jobs” geram demanda

gráfica e de grandes formatos ao mesmo tempo. como vendedora de impressão participava das oportunidades conjuntas de venda. Hoje para uma empresa ter força precisa atender seu cliente como um todo, muitas empresas já fazem isto e têm sucesso. neste mês conheci pessoalmente Ana Paula cecília, diretora da Revista portuguesa Intergráficas, reconhecida mundialmente. Fechamos uma parceria editorial e isto nos impulsionou a abraçar este segmento através da gF+g”

não é raro em nossas entrevistas, conhecer empresários que já foram do ramo gráfico e hoje estão na comunicação visual, ou vice-versa. Além de muitos que trabalham nas duas áreas. Por este motivo, a revista gF acredita que as informações de ambos os mercados se complementam, e que os leitores vão se beneficiar muito deste novo conteúdo. o que você achou da ideia? gostaria de sugerir alguma pauta? Envie email para faleconosco@ grandesformatos.com e participe! R E V I S TA G F • A b r i l 2 0 1 4

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GF + G

10 perguntas e respostas, e 50 ideias para contornar a crise

AgorA QuE vocÊ Já sABE o PorQuÊ dA rEvistA gF sEr gF+g, conHEçA AnA PAulA cEcÍliA, nossA novA PArcEirA E APrEndA muito com A EXPEriÊnciA dEstA PortuguEsA QuE FAZ diFErEnçA no mErcAdo gráFico EuroPEu.

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A Revista Intergráficas que já é uma revista forte no mercado Europeu, agora vai começar a publicar matérias relacionadas ao mercado de comunicação visual, onde nós, da GF, contribuiremos com artigos mensais. E o mesmo vai acontecer aqui a GF, contando com artigos mensais da Revista Intergráficas, sobre o mercado gráfico. Para estrear este espaço, escolhemos um artigo onde Ana Paula fala sobre medidas para contornar a crise no mercado. Aproveitem a leitura!

Sou diretora da Revista Intergráficas desde 1997, ano em que criei este projeto para o mercado gráfico português. Estudei Comunicação

É possível contornar a crise? É mesmo possível encontrar uma oportunidade aonde todos veem um problema? Na verdade não é fácil, não é simples, mas também ninguém disse que se vence uma maratona sem esforço e, sobretudo, sem inteligência. O que este artigo pretende ser é antes de tudo, um resumo de ideias, dicas, sugestões e tópicos que podem ser usados pelos empresários gráficos, no combate à crise.

Social na Universidade Técnica, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Atuei como jornalista em algumas publicações nacionais relacionadas à área de marketing e comunicação. Como diretora da Revista Intergráficas, realizo conferências, workshops e seminários sobre temas específicos relacionados com a indústria gráfica, e produzo publicações empresariais para o setor. No mercado desenvolvo atividade de consultoria sobre segmentos de mercado, tendências e novos modelos de negócio.

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1. Quase todas as empresas gráficas são familiares. Isso é um problema? Não! Os especialistas, consultores e acadêmicos informam que muitas vezes algumas da melhores empresas do mundo continuam a ser familiares, a ser detidas por uma ou duas famílias. Sugestão? Encontrar uma gestão profissional. Mesmo que uma empresa gráfica tenha sido fundada por uma família, e que grande parte dos seus membros detenham funções nela, a gestão deve ser entregue a alguém competente, preparado(a) e apto para encontrar formas de impulsionar a empresa, agindo com os olhos no futuro. A remuneração de uma gestão profissional deve ser paga e funcionar por objetivos.

Quanto mais longe o gestor conseguir colocar a empresa, maior devem ser os incentivos oferecidos.

2. Um empresário gráfico pode ser também um operário especializado, dentro da sua empresa? Poder pode, mas não é aconselhável. Um empresário gráfico deve focar-se no essencial, no importante, na gestão da empresa. Se tecnicamente for muito bem preparado, esse empresário deve delegar funções aos seus colaboradores. Se dividir entre a gestão da empresa e a parte técnica, o empresário acabará por ser meio gestor e meio operário, não fazendo bem nem uma coisa nem outra.

3. Um empresa gráfica deve ser uma fornecedora de serviços de impressão em geral, ou deve se especializar? Depende da estratégia definida pela sua administração. Se a gestão da empresa optar por se especializar, deve se certificar de que não existem muitas outras empresas a oferecer o mesmo tipo de serviços ou produtos. Se o caminho for a especialização, a empresa deve investir de forma a oferecer ao mercado e aos seus clientes, algo único, e com valor agregado. Se a estratégia da empresa for pela oferta generalizada de serviços, a primeira ideia é que a gráfica não precisa ter todos os equipamentos e soluções existentes no mercado. O importante é saber criar sinergias e parcerias com outras empresas que possam complementar os serviços que a gráfica não tem capacidade de executar. Sugestão: Para poder decidir o caminho que percorrerá no futuro, a empresa gráfica deve fazer uma avaliação setorial, deve pedir ajuda a consultores, especialistas ou mesmo aos fornecedores da indústria gráfica, de modo a poder analisar as tendências. As informações de fontes confiáveis podem ser uma arma de defesa muito importante.


4. SE uMA EMpRESA GRáFICA TIVER uM FATuRAMEnTO quE DEpEnDA EM MAIS DE 80% DE ApEnAS DOIS Ou TRÊS CLIEnTES, DEVE REVER A SuA FORMA DE FunCIOnAMEnTO? sim, deve! se a existência da sua empresa estiver “sentada” em cima de apenas dois ou três clientes que lhe garantem 80% do faturamento, deve rever toda a área comercial e preparar o “desmame” desses mesmos clientes. nada dura para sempre e sobretudo nos dias de hoje onde a fidelização é instável. Deve procurar diminuir o peso desses clientes, encontrando outros novos, mesmo que estes sejam “muito pequenos”, já que muitos pequenos fazem um conjunto grande. se esses dois ou três clientes que lhe garantem a quase totalidade do faturamento da sua empresa, forem organizações estatais ou entidades de administração central do estado, então é motivo para ficar de cabelos em pé, porque a sua empresa está mesmo em risco.

5. A DEpEnDÊnCIA DE CRéDITO BAnCáRIO é uM pROBLEMA? Atualmente é um problema! se puder, renegocie esses créditos bancários e livre-se de equipamentos e materiais obsoletos. se não conseguir ter acesso ao crédito para aquisição de equipamentos totalmente novos, fale com o seu fornecedor e procure uma solução que pode passar por um equipamento semi-novo ou mesmo um modelo de entrada por exemplo de impressão digital. Em muitos casos, há alterações muito positivas que podem ser feitas na estrutura das empresas que custam pouco ou quase nenhum investimento.

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6. é VIáVEL FAzER uMA FuSãO COM uMA EMpRESA quE ESTEJA COM pROBLEMAS FInAnCEIROS?

9. uMA EMpRESA GRáFICA DEVE SER uMA ESpéCIE DE “COnSuLTOR” DOS SEuS CLIEnTES?

Possível é, mas deve ser evitado. A menos que a sua empresa também tenha os mesmo problemas e enfrente dificuldades idênticas, o ideal é procurar unir-se a empresas que estejam saudáveis e tenham uma clara visão de futuro. se não estiver em condições de juntar física e comercialmente as duas empresas, o ideal é criar parcerias informais que beneficiem as duas empresas. o mais básico sentido de uma parceria informal passa por ambas terem acesso aos equipamentos uma da outra e por partilharem clientes e oferecerem soluções conjuntas.

Pode e deve! Hoje as empresas gráficas estão completamente equipadas, com máquinas de primeira linha, sendo a qualidade, uma oferta de quase todas as empresas. Assim, um dos seus argumentos de diferenciação pode passar pela consultoria, aconselhamento, disponibilidade para oferecer soluções, ou mesmo para acompanhá-los em reuniões com os clientes dos seus clientes. deixe de ver o seu cliente como tal e passe a encará-lo como um parceiro de negócio onde os dois têm a ganhar.

7. uMA EMpRESA GRáFICA DEVE ApOSTAR nA FORMAçãO DOS SEuS COLABORADORES? E SE DEpOIS DA FORMAçãO ESTES FOREM EMBORA? A formação dos colaboradores é muito importante, mas a formação dos gestores é essencial. Quem não sabe fazer, não sabe mandar, diz o ditado. E neste caso, para perceber como funcionam os meandros do negócio, os gestores devem investir na sua formação e informação. não é bom que a formação seja evitada com o argumento de que depois o colaborador vai embora para a concorrência. Aqui existem muitas formas de aliciar e manter a fidelidade dos colaboradores. E não pense que estou apenas a falar de aumentos salariais. muitas vezes o trazer o seu colaborador motivado passa apenas por dar-lhe melhores condições de trabalho e de organização da sua vida pessoal.

8. COMO é quE uMA GRáFICA pODE InOVAR? Para inovar, a empresa, independentemente da sua área de atividade deve ouvir os seus clientes. são eles que dirão o que precisam. Aprenda a escutar e a partir daí pense em formas de inovar na relação com o cliente ou mesmo na produção de determinados produtos.

10. AS GRáFICAS TRADICIOnAIS, quE ApEnAS OFERECEM IMpRESSãO ESTãO COM OS DIAS COnTADOS? não! o que acontece é que hoje a impressão não é só feita no substrato papel. Hoje a impressão está em todo o lado e é possível em madeira, cerâmica, vidro, tecido, etc. Ainda assim, depois de analisar os vários segmentos de mercado que podem ser uma porta aberta para o futuro, as empresas gráficas devem estudar também a possibilidade de oferecer novos serviços relacionados com cada uma das áreas onde pretendem investir. Por exemplo, se uma gráfica decidir focar mais na produção de material para ponto de venda, deve também equacionar a integração de uma equipe de montagem na sua estrutura! se possível, dedique algum tempo à sua empresa, e coloquese no lugar do seu cliente, perguntandose, o que é que este pode precisar mais.


Resumo de 50 ideias para contornar a crise 1

Concentre-se em ser empresário e não outra coisa;

2

Analise se pode investir mais na sua formação empresarial;

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Veja como pode respeitar a ética empresarial;

4

Reinvente a sua atividade,

desenvolva-a;

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Melhore a gestão da sua empresa;

6

Reoriente o seu segmento de atividade;

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Visite eventos e feiras e verifique a evolução de produtos e tecnologias;

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Renegocie os créditos e livre-se de equipamentos obsoletos;

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Preste atenção a novos modelos de negócio;

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Procure aprender com os casos de sucesso da indústria, mas também com os fracassos;

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Estabeleça relações de confiança com outras empresas e celebre acordos de parceria, ainda que informais. Dê a palavra;

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Apoie os seus clientes em reuniões com os clientes deles;

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Seja consultor dos seus clientes. Ajude-os a poupar dinheiro, dando dicas sobre gramaturas ou aplicações que lhe reduzam custos. Terá depois o retorno;

Obtenha maior e melhor informação sobre o mercado;

Premie os seus colaboradores em troca de ideias inovadoras;

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Ofereça valor agregado aos produtos impressos;

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Crie vouchers ou cupons de desconto para os seus clientes;

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Aposte mais na personalização dos produtos;

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Faça uma análise dos seus custos e reduza-os;

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Se optar pela especialização numa determinada área, certifique-se que os seus colegas, empresários gráficos podem ser, em grande percentagem seus clientes;

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Se quer manter-se como prestador de serviços gráficos, não precisa ter a casa cheia de todos os equipamentos existentes no mercado. Agregue um leque de serviços, produtos e equipamentos, criando parcerias com um conjunto de empresas que possam garantir-lhe essa ampla oferta; R E V I S TA G F • A b r i l 2 0 1 4

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Aposte na qualidade. Implemente medidas para poder ter um rígido controle de qualidade;

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Mesmo que não esteja a pensar em investir agora, analise juntamente com o seu banco as condições que este lhe pode oferecer;

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Preste especial atenção à variedade de acabamentos especiais disponíveis no mercado;

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Aposte mais no marketing da sua empresa. O ditado “Quem não é visto não é lembrado” é válido;

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Reorganize a área comercial da sua empresa. Aposte em profissionais tecnicamente preparados e dê-lhes ferramentas úteis para que possam vender melhor;

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Invista tempo e dedicação à sua empresa, e vai certamente encontrar pontos de desperdício, quer seja no processo ou nos tempos de resposta;

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Invista num programa de gestão gráfica. Se considerar o investimento demasiado elevado, procure junto ao fabricante, saber se pode adquirir apenas os módulos mais adequados à sua área de atividade. Alguns podem ser pagos apenas pela utilização;

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Marque uma reunião com alguns empresários que mantenham atividade em outros segmentos de mercado de modo a poderem ajudar-se mutuamente neste momento de crise;

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Certifique-se de que os comerciais que vendem impressão offset também conseguem vender impressão digital. Há diferenças que devem ser analisadas;

Não centre em grande escala a atividade da sua empresa nos concursos públicos. O preço é aqui o único fator determinante e as relações com o cliente são nulas ou inexistentes;

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Procure novos mercados;

Pesquise entre os chamados “nichos de mercado” se há algum que possa ser servido pela sua empresa, inclusive com os equipamentos e a equipe que já dispõe;

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Não esteja dependente apenas de um fornecedor de equipamentos, serviços ou consumíveis. Trabalhe com pelo menos dois fornecedores de cada área; 34

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Procure ajuda profissional para que tenha um plano de competitividade em suas mãos;

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Não trabalhe por preço. Ofereça um orçamento com o justo valor para o trabalho. Se possível converse com os clientes sobre este assunto;

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Considere um valor diferenciado para de trabalhos de novos clientes;

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Seis meses depois de estabelecida uma relação com esses mesmos clientes novos e caso não haja inconvenientes, passe a dar-lhe um prazo de pagamento maior;

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Não demore tempo a implementar medidas de redução de custos;

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Aposte em tecnologias sustentáveis;

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Faça uma aposta num plano de formação em novas tecnologias. Para a direção da empresa e para os seus colaboradores;

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Compare a sua empresa com os principais concorrentes do mercado. Faça uma lista das fragilidades e pontos fortes da mesma e tire conclusões;

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Converta o seu fornecedor de tecnologia numa espécie de “sócio” tecnológico;

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Faça um curso sobre motivação para a área de vendas. Há bons coachs no mercado que podem ajudar;

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Analise em conjunto com outros empresários gráficos a possibilidade de estabelecerem uma entidade tipo “central de compras”. Obtenha vantagens de compra em grupo;


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se não puder ou quiser trabalhar para exportação, veja se não pode expandir a área de atuação da sua empresa. A hipótese de trabalhar com um comercial que esteja em qualquer outra zona do país é muito fácil e pode trazer resultados em curto prazo;

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marque uma reunião com alguns dos clientes que considera mais importantes para a sua empresa. não lhes venda nada. Peça que lhe dêem opinião sobre a empresa, o que pode fazer melhor e que serviços gostariam que lhes oferecesse mais;

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Peça a cada cliente que se mostre satisfeito, que indique a sua empresa gráfica a algum outro potencial cliente. Peça contatos. marque reuniões de apresentação;

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invista no site da sua empresa. crie um catálogo que seja o espelho do melhor que a gráfica oferece. invista na divulgação do projeto gráfico;

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ofereça um serviço de qualidade em termos de design gráfico. se não tem designer na empresa estabeleça parceria com algum que seja bom profissional.

O que achou do artigo? Envie seus comentários, dúvidas e sugestões para faleconosco@grandesformatos.com

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GF nEWS COnECTADOS

Muito mais que curtir, comentar e compartilhar vocÊ Já PArou PArA PEnsAr no PodEr dAs rEdEs sociAis?

As redes sociais ultrapassam qualquer outro veículo de comunicação! tudo isso devido a rapidez com que elas disseminam as informações. depois que elas surgiram, muita coisa mudou na maneira das pessoas se relacionarem umas com as outras. Essa nova forma de comunicação, que permite o compartilhamento de interesses e experiências, tende a aproximar muitas pessoas, seja através de assuntos pessoais ou comerciais, já que as empresas também estão aderindo às redes sociais. A partir daí, surgiu a profissão de Social media. Pessoas que são especializadas em criar conteúdo para as redes sociais, gerando engajamento e melhorando o relacionamento com os clientes. Ao contrário do que muitos possam imaginar, o trabalho do social media vai muito além da criação de posts. Envolvem muitos números, relatórios e pesquisas para transmitir a mensagem para o público-alvo, e principalmente no tempo certo.

A conectados Assessora de imprensa, além de assessoria de comunicação, desenvolve um trabalho sério de social media para as empresas. “desde que a conectados passou a administrar nossas redes sociais, conseguimos potencializar nosso relacionamento, e os seguidores passaram a ser leitores assíduos, alunos de cursos e até anúncios já vieram através das redes sociais”, afirma Luciana Andrade, cliente da conectados Assessoria de imprensa. Para as empresas que ainda não tem um social media, a conectados dá as dicas para uma boa gestão de conteúdo: 1. COnHEÇA O SEU púBlICO-AlVO Parece óbvio, mas neste caso, além de saber com quem está falando, é importante saber como seu público interage, como ele usa o seu serviço ou produto, e como ele responde às suas publicações.

2. rEFErÊnCIAS neste caso estamos falando de concorrência. diretos e indiretos. o que ele está fazendo? como o seu público alvo se comporta em outras páginas/perfis? não queremos dizer aqui que você deve copiar a concorrência, mas entendê-la vai te ajudar a entender o teu público, e como trabalhar de forma diferenciada o seu conteúdo. 3. pESQUISA E FEEdBACk É a lei da ação e reação. o que você publicou, causou o efeito que queria? É fundamental entender quais mensagens estão dando certo e quais não estão. Qual tipo de conteúdo as pessoas curtem mais? E por quê? se desejar saber mais sobre a conectados Assessoria de Imprensa, acesse: www.conectadosassessoria.com, ou ligue para (41) 3503-7177 EMAIL: jornalismo@conectadosassessoria.com


capa

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O nosso amor a gente inventa Em meio ao crescimento tecnológico, em um mercado onde a concorrência é cada vez mais acirrada, e a palavra de ordem é “diferenciação”, o que dizer do ícone da comunicação visual? Ele se reinventa de tantas formas diferentes que merece o título de destaque em versatilidade. Qual será sua próxima atuação? Liquido, metalizado, em cores diferentes... Enfim, sempre nos surpreendemos com as inovações multifacetadas de um substrato, em sua concepção, tão básico!

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Por Andressa Fonseca Ele está em todas, e tem história para contar! Suas formas de utilização e apresentação estão cada vez mais diferenciadas. Ganhou cor, textura, peso e leveza. O valor do seu metro quadrado está sempre em discussão, exceto pelas empresas que aproveitaram a vasta gama de mercado e se dedicaram em nichos mais rentáveis (que os vinis entram com maestria) e hoje estão satisfeitos com os resultados! Sim, o especial deste mês, é sobre o queridinho dos Bureaus de Impressão. O famoso vinil. O foco desta matéria é dar o valor que ele merece. Para esta missão, de detalhar tudo sobre o vinil, desde os processos de fabricação até as formas de utilização e aplicação, conversamos com especialistas do mercado. Boa leitura! 40

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Processos de Fabricação e diferenças entre os vinis Para falar sobre os processos de fabricação e as diferenças entre os vinis, convidamos Maurício Marques, do departamento técnico da Starpac. Todo vinil auto-adesivo tem em sua construção em quatro partes: Frontal, Cola, Silicone e Liner.

1. Frontal Temos dois processos construtivos para o PVC, processo CAST e processo CALANDRADO.

Para o Processo CAST, utiliza as melhores matérias primas: PVC, plastificantes, pigmentos, filtros, estabilizantes etc... Todas as matérias são misturadas em uma extrusão e derramadas em uma manta carregadora levando a massa para um forno aproximadamente de 50 metros e sua manta é descartada tornando o processo caro pelo desperdício, mas com altíssima resistência a flexibilidade para aplicação por não sofrer tração de calandras. Vinil CAST tem em sua indicação a aplicação, curvas complexas e acentuadas respeitando quinas em ângulos 45graus. Para o Processo Calandrado, você utiliza as mesmas matérias primas podendo produzir dois modelos de PVC, o PVC Polimérico e o PVC Monomérico. A diferença entre eles será determinada pela qualidade do plastificante utilizado no momento da extrusão, obtendo uma flexibilidade e durabilidade maior nos Poliméricos e um PVC menos flexível e com menor durabilidade nos Monoméricos. Essas durabilidades são mensuradas pelas intempéries que são: sol, chuva, fluído químico e produtos utilizados para limpeza ao manter a comunicação limpa.


Os fabricantes orientam para melhor higienização e durabilidade, a utilização de shampoo neutro sendo um produto não abrasivo aos FILMES PVC. Também no processo calandrado após a extrusão, o fabricante determina qual será a sua espessura regulando as espessuras entre as calandra determinando em PVC 08/80 mícron, 09/90 mícron, 010/100 mícron e assim para os demais produtos nos mesmos processos construtíveis. No PVC Calandrado é natural todos os filmes apresentarem uma memória maior devido seu processo construtível. O filme de PVC ao passar pela calandra sofre deformações que com o tempo a própria matéria prima quer voltar ao seu estado in-natura consequentemente limitando suas indicações para curvas leves e superfícies planas. A determinação da durabilidade refere-se à espessura do PVC e onde serão aplicados, expressamente em locais externos.

2. Cola Existem dois tipos principais de cola ou adesivo, tecnicamente falando, no mercado, um adesivo solvente e outro adesivo base d’água. Ambos apresentam a mesma durabilidade, mas na remoção do substrato o adesivo base d’água apresenta maior facilidade. Existem adesivos com propriedades: Permanentes, Removíveis e Reposicionáveis utilizados em aplicações específicas.

3. Silicone Uma base aplicada sobre o papel tendo objetivo de proteger o adesivo sem grudar no liner (papel) tornando anti-aderente na remoção para aplicação.

4. Liner Base de papel usado como carregador do autoadesivo, pois impede o adesivo de contra colar o material. O liner também tem como função dar estabilidade ao material durante a impressão digital ou serigráfica. Existem diversas gramaturas disponíveis de liner no mercado, adequadas aos processos de conversões.


Vinil Cast X Vinil Calandrado Para te ajudar a entender melhor a diferença, separamos 5 itens e comparamos entre eles. VINIL CAST APLICAÇÃO

Em todos os tipos de superfícies

FLEXIBILIDADE

Mais flexível

ESPESSURA

Mais fino

DURABILIDADE

Mais durável

VALOR

Mais alto VINIL CALANDRADO

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APLICAÇÃO

Em superfícies planas e curvas simples

FLEXIBILIDADE

Mais rígido

ESPESSURA

Mais espesso

DURABILIDADE

Menos durável

VALOR

Mais baixo

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tipos de aplicação

Quem fala sobre o tipo de aplicação indicado para cada caso, e as particularidades de aplicação, é Diomédes Souza, instrutor do Curso de Aplicação de Adesivos, do GF Profissional

Aplicação a seco A aplicação de adesivo mais comum é feita sem o auxilio de nenhuma substância para retardar a reação da cola. Recomendo sempre que possível utilizar este método, pois apesar de parecer o mais difícil é o que traz um resultado final melhor e mais rápido. Para acabamentos onde são necessárias dobras no final do adesivo, esse método tem se mostrado muito eficiente. Quando esta técnica é indicada? Para todas as situações onde não houver calor excessivo somado com grandes medidas, ou seja, é a forma de aplicação que mais deve ser utilizada. Quando esta técnica não é indicada? Quando a pessoa que irá aplicar não possuir experiência com aplicação de adesivos e não houver a possibilidade de substituição do adesivo a ser aplicado.

Aplicação com água Apesar de não parecer, está é a forma mais fácil de provocar problemas pós-

aplicação, pois a água pode causar diversos problemas em contato com a cola do adesivo, são eles: Perda da cola: Após a aplicação de adesivos com auxilio de água, muitos utilizam o soprador térmico para eliminar a água, essa soma pode ser muito perigosa para o resultado final da aplicação, pois pode ocasionar na perda da cola que é a situação onde apesar da cola estar ali ela perde sua função de aderência. Essa “técnica” é utilizada na maioria das vezes no final da peça, e se o final da peça fica sem cola os efeitos nocivos como o acúmulo de sujeiras entre o adesivo e a peça a ser aplicada seja mais intenso, e cada vez aumente em direção ao centro da aplicação. Manchas na cola: Esse efeito ocorre quando a cola, que na sua maioria já é a base d’água, fica muito tempo em contato com a água, neste caso em especial notamos estas manchas em adesivos transparentes ou que sejam utilizados por trás da peça (aplicação em acrílicos, vidros ou qualquer outra superfície transparente); Modo de aplicação: Abre-se totalmente a peça de adesivo, aplicando uma quantidade suficiente de água para umedecer totalmente o lado da cola do adesivo sem que haja escorrimento da mesma, aplica-se o adesivo sobre a superfície a ser adesivada, espatulando do centro para as extremidades até remover totalmente a água do adesivo, após alguns minutos de aplicação deve-se passar o soprador em cima de toda a peça para auxiliar na reação da cola. Quando esta técnica é indicada? Em situações onde há uma exposição ao sol e não há possibilidade de sombra, ou em um veículo que precisa ser adesivado rapidamente sem que

possa esperar o tempo necessário para resfriamento de sua lataria, neste caso principalmente capô, teto e outras partes com grande incidência de calor. Quando esta técnica não é indicada? Em situações onde houver pequenos recortes de adesivos sendo colados em superfícies muito lisas como o vidro, por exemplo, que o clima esteja frio e/ou úmido; para a colagem de adesivos perfurados, para aplicação em superfícies de papel, MDF, madeira e outras superfícies que possam sugar a água.

Aplicação com detergente Esta técnica é específica para utilização em superfícies onde a visão do adesivo seja pelo lado da cola ou em que o adesivo seja transparente Modo de aplicação: Deve-se aplicar o detergente diretamente sobre a peça. Para retirar o excesso de detergente podemos utilizar uma espátula de silicone, fazer movimentos a fim de não criar espuma. Em seguida, abrimos o adesivo por inteiro de uma vez, e aplicamos rapidamente sobre a peça, no caso do adesivo ser muito grande a ponto de dificultar a abertura por inteiro, devemos abri-lo em uma velocidade constante sem parar, isso evitará manchas na cola que irão aparecer. Esta técnica deve ser utilizada apenas quando houver tempo suficiente para secagem total da peça antes da entrega ao cliente, em situações normais de temperatura por volta dos 30º e umidade relativa do ar por volta de 40%, leva por volta de 48h a secagem para entrega segura da peça.

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Materiais indicados para cada finalidade Carros Para carros em geral não é necessário a utilização de adesivos cast, para estes casos os calandrados dão conta, atualmente temos também adesivos ditos “supercalandrados” que funcionam também. Claro que devese aplicar a técnica certa para cada caso. Mas como saber qual a melhor técnica a ser utilizada? A resposta desta pergunta é bem simples, devemos respeitar as limitações de cada adesivo.

Paredes Outras situações em que há muita dúvida na escolha do adesivo são para paredes e ainda mais quando o cliente pergunta que tipo de pintura utilizar para preparar a superfície. Para a preparação da superfície, recomendamos a utilização de pinturas PVA e Acrílica Fosca, mas se já houver uma pintura na parede recomendamos a avaliação prévia e teste com o adesivo que se deve utilizar. Deve-se tomar muito cuidado com superfícies porosas, pois os poros dificultam a aderência.

Aplicações Promocionais

Outras superfícies

Para estas aplicações a orientação é utilizar adesivos baratos e neste caso os chineses e outros adesivos de baixa qualidade vêm com tudo, pois tem um preço muito abaixo dos praticados por adesivos de qualidade, mas devemos levar em consideração que a aplicação irá demorar mais, o acabamento não será perfeito e que haverá um gasto extra na remoção, pois irá aumentar o uso de produtos para remoção da cola e pode haver danos na superfície, esta dica vale não somente para paredes, mas para todas as superfícies a serem aplicadas.

Para outras superfícies devemos analisar aspectos como incidência de sol, chuva e outras intempéries, irregularidades e porosidade, lembrese é possível aplicar adesivo em qualquer lugar que houver aderência.

Pisos lisos Para estas situações podemos aplicar praticamente qualquer adesivo, porém aconselhamos a utilização de um adesivo jateado para proteção das impressões, coloração e para melhor aderência.

Pisos Irregulares Para superfícies irregulares como azulejos, lajotas ou com qualquer outro tipo de emenda, não recomendamos a utilização de adesivos por longos períodos, salvase aqui eventos onde os mesmos permanecerão no máximo uma semana. É recomendado cuidado extra com a limpeza da superfície. Antes de executar a aplicação, devese em alguns casos utilizar lavadoras de alta pressão para remover completamente as impurezas, mas após a limpeza é necessário que se deixe secar completamente.

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Como evitar o desperdício? A melhor forma de se poupar qualquer tipo de material na produção, é calcular todo o tempo que será demandado. Nesta parte do processo será recuperado na hora da aplicação, mas não podemos pensar em poupar a ponto de interferir na qualidade do produto final. No caso de envelopamento de uma só cor, sem impressão, tirar as medidas de todo o veículo e produzir um esquema de aproveitamento, (como na figura abaixo), proporciona uma grande economia de material e em caso de utilização de produtos com textura, esta economia vem acompanhada de diminuição de erros por conta de desencontro no sentido do desenho impresso na película.


LUCRATIVIDADE Aplicadores bem treinados maximizam tempo, ou seja, pode se fazer mais no mesmo período aumentando a produtividade, já que dominam a matéria prima. Evitam desperdícios, muitas vezes parte do lucro se perde ao longo do processo devido aos desperdícios.

maurício marques responde de forma clara e direta. É possível ganhar dinheiro com adesivação? o importante é lembrar que para ganhar mais com a adesivação é necessário buscar melhorar todo o processo que envolve o produto final. neste sentido segue abaixo algumas dicas que podem maximizar o lucro e consequentemente “ganhar mais dinheiro com a adesivação”.

EVITAnDO DESpERDíCIO

ApLICAçãO conhecimento dos produtos e indicações, suas características, resistências, durabilidade e necessidades para cada aplicação evitando também os retrabalhos e desperdícios. utilizando qualquer produto de forma adequada, consequentemente evita o retrabalho, desperdício, e aumenta o resultado da qualidade de qualquer comunicação visual.

considerando o processo, considero dois fatores como críticos. IMpRESSãO Ajuste de perfil de cor para cada produto, evitando o desperdício e um custo excessivo de tinta, desgastes das cabeças de impressões por gerar mais disparos, aproveitando melhor as larguras dos materiais evitando perdas e desperdícios.

InDICAçãO DO pRODuTO CORRETO neste sentido a melhoria esta em atender a expectativa do cliente com o produto adequado. lembrar que nem sempre ganhar mais, está relacionado a comprar o material mais barato. indicar o material correto evita problemas futuros.

InVESTIMEnTO EM TREInAMEnTO vendedores bem treinados tem maior capacidade de apresentar a solução adequada, além de ter argumentos técnicos que agregam valor na venda. Aumentando desta forma a proposta de valor para o cliente. desta forma é necessário conhecer tecnicamente o produto e entender os benefícios.

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Fique ligado! Se você já é um “dinossauro” do mercado de comunicação visual, (termo muito usado por nosso amigo Vinícius Timi), talvez já conheça ou saiba até mais do que isso que explanamos aqui. Se você é um Babyssauro (este eu acabei de criar, só para seguir a mesma linha de raciocínio), este material vai te ajudar muito daqui para frente. Mas acreditamos que o verdadeiro sentido e objetivo deste especial, foi dar o valor que o vinil merece. Ele, que chegou ao nosso mercado discretamente na década de 40, hoje é o principal suprimento do ramo, e assim como os empresários brasileiros, está sempre se reinventando. Nossa intenção foi mostrar que apesar das várias opções de novos suprimentos que temos no mercado, muitas até bem mais rentáveis que o vinil, ele continua firme e forte em seu posto de ícone. E nossa dica final para você leitor, é atenção na hora de escolher o melhor tipo de vinil. Considere sempre: - Garantia do Produto - Procedência - Validade E claro, o bom e velho suporte comercial e técnico.

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E para fechar o Especial Vinil, com chave de ouro: Você leu nesta matéria, algumas dicas do Maurício Marques. Você o conhece? Não? Mas com certeza já ouviu a história do cara que adesivou uma piscina com ela cheia, né? Pois é, Maurício Marques é o “O Cara”, e conta para nós, como foi esta experiência.

Foi um trabalho realizado no Club Med, em Itaparica-BA pela empresa ARTFIX. Nós realizamos um teste em São Paulo, em uma piscina com fundo de azulejo e pela metade com água, onde o adesivo se comportou o desejado em um período de uma semana, prazo que deveria durar também para o cliente. Sabíamos que o material não poderia entrar na água com o liner de papel, então transferimos para um liner de acetato para o mergulho inteiro na piscina.

A aplicação Chegando no Club Med eu tinha apenas cinco horas para aplicar, notei que se tratava de pastilha e não de azulejo, como a piscina testada em São Paulo, aí o desafio ficou melhor ainda. Utilizei cintos de chumbo na cintura, faixas de chumbo nas canelas e nos braços para sustentar o corpo no fundo da piscina, com todos os equipamentos necessários para mergulho. A aplicação é simples, mas devido à movimentação em baixo d’água ser lenta e a força para espatular te empurra para cima, torna uma aplicação complexa. O processo é o mesmo de uma aplicação molhada, espatular do meio para fora até a remoção total da água para fixação do adesivo no fundo, como era para uma semana foi a melhor opção para a comunicação inusitada.

Sobre a dificuldade nas pastilhas Devido à irregularidade no fundo da piscina em ser de pastilha porosa dificultando mais ainda a adesão, utilizei sacos com cinco centímetros de espessura com areia e grampeei em volta do adesivo na parte de baixo. Para não comprometer a comunicação, fiz alguns furos para entrada da água umedecendo a areia, se tornando pesada, moldando toda a volta irregular. Espatulei todo o adesivo, e o mesmo ficou fixo pelo tempo estimado da campanha. Hoje já utilizo aplicação de vinil autoadesivo em mantas magnéticas com espessuras de 02mm, soltando no fundo de qualquer piscina mantendo com seu próprio peso a facilidade de instalações e remoções.

Porque não esvaziaram a piscina? A campanha era para uma semana e a piscina media aproximadamente 10 metros de largura no formato de (L) com aproximados 20 metros de comprimento cada lado e com 2,5 de profundidade no local adesivado, aí o desafio da aplicação sem esvaziar a piscina. Medida do adesivo: 02,40 X 05,00 em recorte eletrônico.


tendÊncias dEPois dEstA EsclArEcEdorA EXPlicAção soBrE os tiPos dE vinis, suAs FormAs dE APlicAção E utiliZAção, vAmos conHEcEr As PrinciPAis novidAdEs do mErcAdo, com umA dAs PionEirAs no rAmo. A rosAnA ArAuJo dA imPrimAX trAZ As PrinciPAis tEndÊnciAs. COM quAIS TIpOS DE VInIL A IMpRIMAx TRABALhA hOJE? A imprimax produz vinis calandrados monoméricos e poliméricos, tanto nas versões de acabamento liso (que vão do fosco ao super brilho, além dos transparentes) quanto texturizados (fibras de carbono, canvas, bambu, couro, telado, entre outros).

OS BuREAuS hOJE TÊM BuSCADO OFERECER ALGO DIFEREnCIADO pARA O SEu CLIEnTE. O quE EM TERMOS DE VInIL hOJE, SERIA O MAIS InDICADO pARA quEM DESEJA ALCAnçAR nOVOS nIChOS? Alguns bureaus já oferecem opções de serviços diferenciados usando nossos produtos, e esses já se encontram em vantagem em relação à concorrência. como exemplo, podemos citar o revestwall, que é uma linha de revestimentos de Pvc autoadesivos composta por várias texturas em alto e baixo relevo, desenvolvida para revestir paredes (acabando com a necessidade de aplicação de cola nos papéis convencionais, sujeira na instalação, etc.), móveis e onde mais a criatividade permitir, atendendo assim um nicho maior de mercado, agregando decoradores, designers de interiores e arquitetos. TEMOS VISTO uM CRESCIMEnTO DO MERCADO DE DECORAçãO DE InTERIORES, quE hOJE BuSCA SOLuçõES pERSOnALIzADAS. quAIS TIpOS DE VInIS SãO MAIS InDICADOS pARA ESTES TIpOS DE ApLICAçõES? Além do já citado revestwall, temos também a linha de fibra de carbono perolizado, fibra opaco, perolizados lisos (gold Perolizado Fosco ou Brilho) e a linha de transparentes decorativos (jateados e 3d). As opções são infinitas para quem tem ideias.

quAIS SãO COnSIDERADOS AS pRInCIpAIS TEnDÊnCIAS, E pOR quÊ? As principais tendências do mercado são as de customização veicular, decoração de ambientes e comunicação visual. o autoadesivo é um produto muito versátil que permite tais aplicações, funcionando perfeitamente quando aliado à tecnologia de impressão digital/gráfica, o que possibilita oferecer, inclusive, serviços de total exclusividade. R E V I S TA G F • A b r i l 2 0 1 4

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A Esko também apresenta linha completa para o segmento

O mercado automobilístico também está a cada dia mais, buscando vinis diferenciados para envelopamentos. Quais são as novidades nesta área? A Imprimax possui uma linha específica de películas automotivas chamada Gold Tuning. Essa linha tem cola reposicionável e é dividida em 07 subgrupos, que vão desde películas super brilho (Highlight) e películas foscas (GoldFosco), até as texturizadas (PVC automotivo e fibras de carbono). Como complemento ao mercado automotivo, possuímos também a linha Power Revest, que é um revestimento aplicado em forma de aerossol e removido como película (sem deixar resíduos na superfície), vendido em embalagens diversas.

A Imprimax é uma empresa 100% nacional que está há 21 anos produzindo o maior mix de cores e larguras de películas nacionais no mercado, provendo soluções para comunicação visual, impressão digital, decoração, mercado têxtil e mercado automotivo.

• Com uma vasta opção de formato e velocidades de produção, a empresa tem diversos modelos de equipamentos compatíveis com corte e meio corte de vinil e vinil adesivo. • São diversos formatos de equipamentos, indo de 0,80 m de largura até 3,20 m de largura para entrada do rolo do vinil. • Os sistemas Esko contam com avançadas tecnologias para desenvolvimentos de ferramentas e lâminas para corte ou meio corte de vinil e adesivo. • Com a solução completa em equipamentos e softwares, que permitem a automatização do workflow, eliminação de erros, redução de desperdício de material, aumento da produtividade e garantia do aumento de qualidade. • Com o recente lançamento da Kongsberg Serie C, a Esko apresenta um equipamento de 3,20 m de largura por até 3,20 m de comprimento, com a incrível velocidade de corte de 100 metros lineares por minuto. • O sistema de câmera de registro de imagem, i-Cut, permite um registro mais que perfeito do material, com compensação de possíveis variações e distorções na impressão e na matéria-prima, para permitir sempre um corte acurado. Com isso, garante-se sempre a qualidade e a repetibilidade do serviço. • Além disso, os equipamentos Esko não são apenas para o corte de vinil. Essa é apenas uma das muitas aplicações e possibilidades que o mesmo equipamento pode fazer, como corte de cartão, corrugado, reboard, acrílico, MDF, PS, PVC , espuma, etc.

Gostou da matéria? Envie seu comentário para faleconosco@grandesformatos.com, e veja-o publicado em nossa próxima edição!

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