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# 01 / mai Jun 2012

exclusivo sabrina sato em nova fase

ensaio

entrevista

velocidade

refúgio

brasília faz 52 anos

pilotos locais rumo à fórmula i

filippelli e a capital

tulum, a riviera dos modernos


Editora-chefe Paula Santana Coordenadora Marcella Oliveira Reportagem raquel JOneS Editora de arte chica MagalhãeS Assistente de arte allan larckS Editor de Fotografia Convidado celSO JuniOr Fotografia celSO JuniOr e BrunO PiMentel Produção de moda e imagem FaBríciO viana Assistente de produção nathalia aBi-ackel Colaboradores BrunO Stuckert, eraldO PereS, JOãO caMPellO, kelly Piquet, MarciO vieira, Marri nOgueira, MauríciO liMa, MurillO de aragãO, ney liMa, Patrícia JuStinO, SergiO liMa Marketing e Relacionamento guilherMe Siqueira Comercial e Administrativo raFael Badra Assessora Administrativa vaneSSa PereS Tiragem 30 Mil exeMPlareS Circulação e Distribuição BadF exPreSS Impressão e Acabamento gráFica cOrOnáriO

GPS|BraSília Editora ltda. www.gpsbrasilia.com.br

SócioS-dirEtorES PAulA SAnTAnA paulasantana@gpsbrasilia.com.br GuIlhERME SIquEIRA guilhermesiqueira@gpsbrasilia.com.br RAfAEl BADRA rafaelbadra@gpsbrasilia.com.br ShiS qi 05, bloco F, sala 324 centro comercial gilberto Salomão ceP: 71615-560 Fone: (61) 3364-4512


equiPe GPS|BraSília FaBríciO viana homem da produção

chica MagalhãeS atenção, concentração

nathalia aBi-ackel aprendiz atenta raquel JOneS não para, não para, não para

Marcella Oliveira 360 graus

Sarah caMPO dall’OrtO toca o barco

celSO JuniOr arte e precisão

Marina MacêdO importada do portal

allan larckS corta, recorta, amplia, diminui

BrunO PiMentel fotografia em campo


ANO 1 – Nº 1 – Maio / Junho 2012

22 30 32 36 38 42 45 48

JK, ELE ESTÁ ENTRE NÓS Os 30 anos do Memorial JK VIDA DUPLA Exposições que valem ver ALMAS QUE SE ENCONTRAM Marc Jacobs fala da LV EXISTENCIALISMO COM PIPOCA Uma mostra de Ingmar Bergman MÚSICA QUE ENCANTA A Orquestra Sinfônica Brasileira ARTE, UM BOM NEGÓCIO Maurício Lima e o mercado SALÃO DE MILÃO As novidades do salão italiano HORA DO BANHO Louças com design

64 66 68 72 74 76

SELECT PEOPLE Marcelo Araújo e Felipe Leão fazem aniversário COM GELO, POR FAVOR Degustação do destilado Chivas CORES DE ATENAS Ana Paula Gonçalves e Mary Katrantzou TASTING Absolut Elix chega na capital SEMPRE JOVEM Elson Cascão faz 80 anos A FORÇA DOS JOVENS Empresários movimentam o mercado

Pulseira Emar Batalha

Divulgação

80 84 50 55 62

PEDRA RARA Brasília tem uma galeria de mármores A MELHOR SAFRA Os pilotos de Brasília NO TEMPO CERTO Os relógios de colecionadores

86 90 94

AS VILLAS DE BALI A nova forma de relaxar PASSAGEM SECRETA Tulum, o paraíso dos descolados NOVA YORK Kelly Piquet desvenda a metrópole VIDA EM MOVIMENTO Os festivais de música mundo afora ELES SÓ PENSAM EM DANÇAR Conheça a noite de Brasília


Celso Junior

Ilca veste Dolce&Gabbana

98 101 104 106 108 111 116 120 123 126 128 130 134 137 142

Fórmula de SuceSSo Ruy Hernandez celebra mais um ano Pool Party Claudia Salomão em dia de branco BodaS O casal Tonet faz 25 anos BorBoletaS no Jardim Victor e Leo cantam para Arlete Egido Pink Zeferino lança coleção no Iguatemi neo cinderelaS Incríveis festas de 15 anos FiFteen Isabella Bittar completa 15 anos Pedalando As bicicletas grifadas tem Solução Tratamento para depressão SoluçõeS reaiS e imediataS O construtor Rodrigo Nogueira carroS Os lançamentos do ano ele SaBe o que Faz Paulo Roberto, empresário de sucesso charme na água As embarcações com design BraSília 52 Murillo de Aragão fala de política gaStronomia A coluna de Marcio Vieira

148 150 152 154 158 164 174 180

184 186 188 194 196 198 204

Blindagem natural Os alimentos funcionais cacau em curvaS Os chocolates de Niemeyer BeBidaS Sabores do mundo reServado Confraria dos charutos tadeu FiliPPelli Novas obras na capital ilca rock and love Ilca Lira estrela o editorial de moda cloSet man Yan Acioli, o stylist das estrelas diane von FurStenBerg Mulher de fibra e tecidos eStreando Patrícia Justino e suas dicas arte e Fetiche Christian Louboutin em duas décadas trêS vezeS Sim As noivas de Brasília o arteSão As peças artesanais de Antonio Henrique com amor As joias da temporada a vida até Parece uma FeSta Entrevista com Sabrina Sato uma tarde com SaBrina Making of com a modelo


Divulgação

Bolsa Burberry, da linha Prorsum, em rattan e couro

208 210 212 214 218 222

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Sabrina Sato fotografada por André Schiliró, com styling de Yan Acioli e beauty de Daniel Hernandez. Joias de Carla Amorim e Grifith

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Bling Bling Tendências em acessórios ÜBer Bolsas Os modelos das iniciadas Fazer Como as avós das nossas avós Faziam Hermès em história espelho meu Novidades de make up viagem da Fé As obras de João de Deus Brasília, só Tenho olhos para voCê Ensaio fotográfico da capital eFeiTo polaroid Os Instagrans de Brasília meninas de ouro Tiffany recebe teens girls a noiTe da CliCquoT Degustação da La Grande Dame Tudo azul Johnnie Walker lança nova garrafa À espera de soFia A filha de Tamara Rudge Cenas As fotos que ninguém viu


Cá ESTAMOS, EM SuAS MãOS GuILhERME SIquEIRA

O

intenção de fazer uma revista nasceu com o portal há seis meses. Somos uma editora, e nossas mentes não param de pensar em projetos nesse segmento que unam mercado, conteúdo e pessoas. Mas tudo ao seu tempo, na hora certa. Foi assim que há 50 dias começamos a gestação da revista GPS|Brasília. Com uma equipe compacta e comprometida, botamos nesta publicação o melhor de cada um para que nascesse um produto apto a circular em Brasília e nos centros de consumo premium do País. Publicação esta que volta ao mercado em agosto e novembro deste ano, consolidando, assim, sua trimestralidade. A data de nossa estreia não foi escolhida à deriva. Atingimos em seis meses um milhão de visitas no portal gpsbrasilia.com.br e percebemos que nosso leitor estava pronto para receber um outro veículo com as mesmas características, mas impresso. Algo que ele pudesse pegar, folhear. Nas 260 páginas, falaremos de arte, cultura, moda, lifestyle, gastronomia, destino. De Brasília, nossa essência. E do mundo, nossa referência. Temas que são bons de ler. Para isso, contamos com amigos, leitores, parceiros e profissionais do segmento.  Ao lado de Guilherme Siqueira, que está em campo contando a nossa história, e Rafael Badra, que zela por nossa existência diária, pudemos todos ter nomes como Sabrina Sato na capa, uma das mulheres mais assediadas do País. Tivemos a chance de conversar com Diane von Furstenberg, nome que investirá em Brasília. E entrevistar o vice-governador Tadeu Filippelli, para que ele pudesse nos falar da situação real de nossa capital. Numa cena mais divertida, elegemos Ilca Lira a nossa model  para o editorial de moda. E a sempre bem-sucedida presença de grandes fotógrafos da cidade, que extraíram de suas lentes o melhor de Brasília em seus 52 anos.  Agora, o GPS|Brasília também é revista, e você pode levar para casa. Faça isso. Leia com prazer. Ela foi feita para você. Esperamos que goste.

RAFAEL BADRA


Jk hOMenageM

trinta anos depois, o Memorial Jk ainda emociona todas as gerações. recebe oitenta mil pessoas por mês e perpetua a imagem do ex-presidente, recebendo crianças para conhecer sua história

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ele eStá entre nóS


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Por Marcella Oliveira Fotos: Celso Junior

  28 metros de altura, no centro de Brasília, a estátua do ex-presidente Juscelino kubitschek sorri e acena para a cidade que criou. a infância de nonô em diamantina (Mg), a coragem de criar uma nova capital e a vivacidade de Jk são eternizadas no Memorial Jk, na capital federal. a história se recria ali. a carteira de identidade de Jus-

a

celino, a aliança de casamento com dona Sarah e a casaca usada durante o baile de posse no itamaraty, no rio de Janeiro, são alguns dos objetos que estão expostos no museu. construído após a morte do ex-presidente pela viúva Sarah kubitschek, o local mantém viva a vida de Jk. um mês após a morte do marido, ocorrida em um acidente de carro na via dutra em agosto de 1976, a ideia do memorial surgiu. quando apresentou a

proposta ao arquiteto Oscar niemeyer, responsável pelos grandes monumentos de Brasília e parceiro de Jk, dona Sarah não imaginou que receberia o projeto tão rápido: em apenas uma semana o esboço estava pronto. Por meio de doações de amigos de Juscelino, políticos e empresários brasileiros, o acervo foi sendo construído. O terreno de 25 mil metros quadrados foi doado pelo gdF, em um local escolhido pela própria

dona Sarah: no centro de Brasília, próximo à Praça do cruzeiro, onde foi rezada a primeira missa na nova capital, em 1957.  O ritmo da construção foi rápido como o da capital: ficou pronto após um ano e cinco meses de obras. a inauguração foi em 12 de setembro de 1981, dia do aniversário de Jk. Os restos mortais do ex-presidente foram transferidos do cemitério campo da esperança para a câmara portuária, dentro do memorial.


homenagem

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A câmara mortuária é um dos locais que mais impressiona os visitantes

O memOrial andar pelo memorial é como entrar na vida de JK. a exposição permanente exibe os objetos pessoais. além da identidade, outros documentos, como título de eleitor, diplomas e comendas, podem ser observados pelo público. Placas, o anel de formatura em medicina, inúmeras fotos e condecorações recriam a história de um dos presidentes mais queridos que o Brasil já teve. Um mapa do Brasil trabalhado em ouro com um diamante indicando a localização

da nova capital é um dos destaques. Dentro do memorial, um ambiente em especial é característico de JK: a biblioteca. ela foi desmontada do apartamento do ex-presidente no Rio de Janeiro e trazida para Brasília. os livros foram colocados da mesma forma que ele mesmo fez. Dentre eles, os de medicina e uma coleção de Shakespeare datada de 1802, presente da Rainha elizabeth II. assim como a cidade idealizada por ele, o memorial tem um estilo clean. Um aconchegante café, com fotografias,

proporciona um encontro do visitante com a história de Brasília. em uma das salas é possível conhecer algumas metas do governo do ex-presidente e apreciar um autêntico quadro do artista Cândido Portinari, de 1956, presente dele para Juscelino. o público se emociona ao ler a carta de despedida ao povo brasileiro quando seu mandato terminou. o antigo gabinete de dona Sarah, local onde ela recebia os visitantes, foi mantido da mesma forma. o tapete do hall foi feito

por senhoras de Diamantina, cidade natal de JK. o auditório márcia Kubistchek recebe mostras de filme, palestras e eventos. As 310 poltronas formam a letra K. o passeio termina com a câmara mortuária, onde estão os restos mortais de JK, com vitrais criados pela artista marianne Peretti e painéis de athos Bulcão. ao sair do memorial, mais um olhar para a estátua de bronze, do escultor honório Peçanha, situada sobre o pedestal de 28 m à frente do memorial. JK parece acenar, se despedindo.


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lEMBrançaS do aVô quando Jk morreu, anna christina tinha apenas dez anos. Mas os intensos momentos que viveu com o avô foram inesquecíveis para ela. “no dia em que ele morreu, lembro que estava sozinha na casa do meu pai, quando entrou o plantão na televisão. Fui até a casa da minha avó e a vi sentada, já de preto, sozinha. nós viajamos para Belo horizonte, Brasília, São Paulo e voltamos para o rio. todos queriam homenageá-lo. Foi lindo ver aquilo tudo”, lembra.

Para anna christina, o “vovô Juscelino” era muito carinhoso. “quando dormíamos na casa dele, ele nos acordava muito cedo para aproveitarmos o dia, tocando um sino na varanda. nos levava para andar a cavalo e pescar. lembro com muito carinho de tudo isso”, revela a neta. além do jeito bem-humorado do avô, anna lembra ainda de uma outra característica: apaziguador da família. “Qualquer conflito, ele chegava para acalmar. era uma presença muito boa”, conta.

Entrada do museu

a adMiniStração atualmente, o Memorial Jk está sob direção da terceira geração da família kubitschek. a neta de Jk e d. Sarah, anna christina, assumiu a presidência em outubro de 2000, após a morte de sua mãe, Márcia kubitschek. dona Sarah chegou a presidir o memorial. Mudou para Brasília em 1991, quando passou a frequentar diariamente o museu. Os visitantes podiam conversar com ela e ouvir as histórias do criador de Brasília. com sua morte, em 1996, a filha Márcia passou a presidir o museu. após a morte da mãe, anna christina foi escolhida presidente do memorial. desde ou-

tubro de 2000, a neta de Jk é a responsável pelo local. “comecei um trabalho de resgatar e revitalizar todo o acervo, catalogar. reformei o auditório, fizemos projetos de iluminação, tudo para tornar o ambiente mais aconchegante”, revela anna christina. Preocupada com a modernização, a neta de Jk já planeja um projeto para levar atrações multimídias e interativas para o museu. além disso, os 34 funcionários frequentam duas vezes por semana aulas de inglês, para não fazer feio ao receber os turistas durante os grandes eventos esportivos que serão realizados no Brasil.

acervo das roupas de Dona Sarah

Fotografias e objetos pessoais de JK


hOMenageM

O memorial em números • •

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Mais de 80 mil visitantes por ano 120 metros de comprimento, 32 metros de largura estátua em bronze localizada a 28 metros de altura 5.784 m² de área construída 4.560 quilos de arame recozido 5.800 metros cúbicos de areia 64 mil sacas de cimento 5 mil metros cúbicos de brita 400 quilos de ferro 5 mil chapas de compensado 6 mil m² de mármore 5 mil m² de granito 104 mil pontaletes 68 mil m² de tábuas

Anna Christina, neta de JK, no auditório do espaço

FaMília KuBitSchEK EM BraSília A história de Anna Christina com a cidade começou no final da década de 80, quando, em uma visita à capital. conheceu seu marido, Paulo Octávio Pereira. “quando me formei no rio, ele me pediu em casamento e vim morar em Brasília. Meus dois filhos, Felipe e André, nasceram na capital, são os bisnetos de Jk, fazendo história na cidade que ele criou. acho isso muito significativo”, comentou. anna christina abraçou Brasília como sua cidade e hoje se sente brasiliense. “Só depois que eu vim morar aqui é que entendi a importância da cidade, e como meu avô foi corajoso. Plantei minha raiz aqui”.

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hiStória Para aS criançaS

  O objetivo do memorial não foi só perpetuar a história de Jk, mas também contar para as novas gerações um pouco da história do Brasil. Por meio de um convênio com o governo do distrito Federal, o projeto Museu escola leva, diariamente, dezenas de crianças ao museu. “eles são os formadores de opinião do futuro e precisam conhecer o que aconteceu”, opina anna christina. a direção tem muita preocupação em contar para as novas gerações a história da sua cidade. nas comemorações do centenário de Jk, em 2002, um livro infantil foi publicado, contando sobre a vida de Juscelino. a neta de Jk acompanha muitas das visitas e as crianças se encantam por conhecer pessoalmente a criança que está em muitas fotos ao lado de Jk. “elas perguntam se sou eu na foto, qual minha relação com ele”, conta anna christina, que herdou da avó Sarah essa característica de receber os visitantes. “Sinto o amor que os brasilienses têm pelo meu avô”, conclui a neta de Jk.

anna recebe alunos da rede pública


exPOSiçãO

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vida duPla Por Paula Santana

t

em se tornado cada vez mais cool essa sintonia entre a moda e galerias ou museus. antes bastante comum em Paris, que celebra roupa e arte igualmente, várias metrópoles iniciam esse approach entre ambos os mercados, que comungam do desejo de criar e comercializar suas ideias. e agora, por que não, eternizá-las.   alexander Mcqueen foi o nome que consolidou essa tendência. em 2011, sua exposição Savage Beauty registrou 600 mil visitas. Foi a mais procurada do Metropolitan Museum of art, o Met, em nova york. também encorpou esse momento a inovação de valentino com seu museu virtual, uma tecnológica plataforma de acessibilidade da moda.  este ano começou bem, e promete render. Os 50 anos do cFda, o conselho fashionista norte-americano, reuniram os principais nomes do Fashion institute os technology, o Fit, e apresentou o acervo de nomes como diane von Furstenberg, Tommy Hilfiger, Marc Jacobs, Oscar de la renta, carolina herrera, ralph lauren. cada um deles elegeu o look que o identificava em suas carreiras. neste primeiro semestre, várias exposições merecem destaque. a principal delas é a retrospectiva de yves

Moda e arte voltam a se encontrar em museus e galerias de arte, celebrando datas históricas dos grandes acervos do segmento

diana vreeland Fortuny Museum, em Veneza, desde março

Fotos: Divulgação

ballgowns: british glamour since 1950 Victoria and albert Museum, em londres, de 19 de maio até 26 de janeiro de 2013

Yves Saint Laurent — The Retrospective  Denver art Museum, Denver, no Colorado


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christian louboutin Design Museum, em Londres, até 1º de julho

louis vuitton marc Jacobs  les arts Décoratifs, em Paris, até 16 de setembro

elsa schiaparelli and miuccia prada: on fashion The Costume Institute at the Metropolitan Museum of art, Nova York, até 19 de agosto

Saint laurent, uma mostra que celebra o cinquentenário da maison, organizada pela Fundação Pierre Bergé. São 200 peças de alta-costura, além de filmes, desenhos e fotos, que datam 1958 até 2002, ano de sua aposentadoria.   há também a mostra de louis vuitton e Marc Jacobs, celebrando a longa parceria entre o designer e a marca francesa, cuja curadoria é da stylist katie grand. christian louboutin faz sua retrospectiva em comemoração aos 20 anos da abertura de sua loja em Paris. não menos fashion é o cinquentenário de James Bond, que apresentará os cem figurinos usados pelo agente 007 em seu icônicos filmes, de Tom Ford a Thierry Mugler.  as italianas elsa Schiaparelli e Miuccia Prada são celebradas juntas numa trilha histórica de desenhos e roupas. de 1920 a 1950, entra em cena elsa, dando sequência a

Miuccia, de 1980 até a atualidade.  Por fim, a moda britânica é cultuada com os modelos de gala que marcaram época desde 1950, do vestido de norman hartnell feito para a rainha Mãe ao ralf & russo usado por Beyoncé na posse do presidente Barack Obama.

fifty years of James bond style The Barbican, em londres, desde abril


hiStória

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uma das exposições mais badaladas do ano revela a trajetória de dois mestres da louis vuitton: o fundador e o criador. Saiba o que Marc Jacobs pensa a respeito do universo lv

alMaS que Se encOntraM

l

ouis vuitton e Marc Jacobs já têm histórias em comum para contar. vuitton fundou a casa em 1854. Marc cuida da casa desde 1997. dois mestres. cada um com sua linguagem conveniente à época, eles criaram novos códigos da moda. vuitton sagrou-se por sua qualidade artesanal, que beira a perfeição. Jacobs porque reinventou a marca em meio à globalização do século xxi. Pois esta parceria, mesmo que imaginária, expandiu-se para o mundo com a exposição Louis Vuitton – Marc Jacobs. 

Fotos: Divulgação/louis Vuitton


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Você tem 15 anos de trabalho na LV. Você os vê como se fossem arquivos? não é uma coisa que pensamos antes de começar uma coleção, mas durante o processo criativo podemos nos lembrar de coisas que fizemos no passado com vários tipos diferentes de mulher.  Nós nunca simplesmente fazemos uma peça e a refazemos. Mas pensamos o que a tornou tão apelativa para tanta gente. a resposta, frequentemente, é a feminilidade, um certo sex appeal sem vulgaridade. Você tem a imagem da mulher LV na sua cabeça? não acho que exista apenas uma. a mulher lv é mais sobre qualidade dentro de várias mulheres que precisam se apresentar para serem notadas e reconhecidas.


hiStória

A sua visão sobre o universo feminino mudou? Muito mudou desde o princípio. em qualquer processo criativo, e particularmente no caso da LV,  que não havia nenhuma herança.  O tempo tem um papel nisso. eu pessoalmente sou um grande credor da evolução ao invés da revolução. você não pode chegar no ponto Z sem ter passado por X e Y.  Como você trabalha com sua equipe? a gente separa equipes de criação para o ready to wear, bolsas e sapatos. Basicamente, todos nós trabalhamos em tudo

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Fotos: Divulgação/louis Vuitton

juntos e alimentamos as ideias de cada um. um sapato pode inspirar um vestido, assim como um vestido pode inspirar uma bolsa. Porém, todos nós temos nossos espaços de trabalho separados. estamos no mesmo andar, então é fácil de dividir e de se comunicar. nós reavaliamos constantemente cada um dos produtos, enquanto criamos outros novos. isso mantém a coleção indefinida o tempo todo. Como é criar uma coleção? no começo há uma ideia, mas o caminho nem sempre é tão claro. a claridade vem com o fazer e fazer, tentar e tentar nova-


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mente. Foi-me dito por pessoas que eu, na verdade, sei sim, desde o começo, sobre o que a coleção será. Mas eu mesmo não vejo isso. eu realmente acredito que é o processo. não é a ideia inicial que cria o resultado final. Você apenas espera que o processo criativo aconteça naturalmente? Felizmente, existem várias pessoas ao meu redor que,

talvez, naqueles dias tenham ideias. É aquela coisa do papel em branco. tem dias que me sinto paralisado e penso: “Oh, não tenho uma grande ideia”, mas às vezes uma pequena ideia ganha impulso. Às vezes, você só tem que limpar sua cabeça e sair para ver outras coisas. É muito importante ser alimentado. eu amo ir a museus e galerias, gosto de assistir teatros, filmes, dança.

qualquer coisa criativa. isso não promete inspiração, mas alimenta sua alma criativa. A transgressão caracteriza sua abordagem criativa. Você pode explicar? É lógica. como as coisas podem andar para frente se você nunca as questionou ou as desafiou? Posso pensar em exemplos na arte ou na música ou nos filmes. Mudança é uma

coisa ótima e péssima, e as pessoas a amam ou a odeiam ao mesmo tempo. contudo, sem elas você simplesmente não se move. acho que somos bem sucedidos em criar um universo paralelo. você entra numa loja da lv, e toda a luxúria e engenhosidade está lá. eu fui trazido para atrair pessoas a carregarem uma lv nas ruas ou no tapete vermelho. esse é o mundo em que vivemos hoje.


cineMa

Fotos: Divulgação

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Morangos Silvestres o sétimo selo

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a Fonte da Donzela

ngmar Bergman estará em Brasília em breve. Para deleite dos cinéfilos,  cinquenta títulos do sueco estarão acessíveis a partir de junho. trata-se da maior retrospectiva já realizada no Brasil sobre o cineasta. quem apresenta é o ccBB, que também a transporta para o Rio de Janeiro e São Paulo.   Sob curadoria de giscard luccas, o projeto resgatou os 40 anos de Bergman, e traz clássicos como O sétimo selo e Morangos silvestres. e mais:

exiStencialiSMO cOM PiPOca Primeira grande retrospectiva do cineasta sueco, ingmar Bergman, falecido em 2007 aos 89 anos, chega a Brasília com 50 títulos restaurados

a compilação traz à tona um Bergman ainda desconhecido do grande público, que assina os bem-humorados Olho do diabo, Sorrisos de uma noite de amor e Para não falar de todas essas mulheres.  “Bergman é um diretor que, apesar de sempre trabalhar de forma marcante os fatores psicológicos da natureza humana, trazia originalidade em cada um de seus longas-metragens, não somente no que diz respeito à técnica, mas, principalmente, na diversidade de temas que propunha”, afirma Luccas.  admirado por nomes como Woody allen e Oliver Stone e citado por colegas como o criador do chamado cinema de autor, Ingmar Bergman  ganhou inúmeros prêmios, incluindo três Oscars de melhor filme em língua estrangeira, com A fonte da donzela, Através de um espelho e Fanny e Alexandre. e seis prêmios em cannes: O sétimo selo, No limiar da vida, Sorrisos de uma noite de amor, A fonte da donzela, entre outros.  Serviço mostra ingmar bergman De 19 de junho a 22 de julho Centro Cultural Banco do Brasil


cOncertO

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Por Marina Macêdo

Juliano Coutinho

a

estrutura do teatro nacional cláudio Santoro vai receber o melhor da música erudita. atrás das enormes cortinas ou na frente dos painéis de Betty Betiol, músicos com  violinos,  contrabaixos, flautas, trompetes e percussão. O mais tradicional conjunto sinfônico do País, a  Orquestra Sinfônica Brasileira traz para a capital federal uma série de concertos ao longo do ano. Fundada em 1940 pelo maestro José Siqueira, a orquestra foi a primeira a se apresentar na capital federal. Precisamente  na inauguração de Brasília, dia 21 de abril de 1960,  com a presença do presidente  Juscelino Kubitschek. com plano urbanístico assinado por lúcio costa e grandes construções projetadas por Oscar niemeyer, a cidade ganhava então sua trilha sonora. O som do coração. após 52 anos de sua grande noite, a OSB desembarca em terras brasilienses novamente com o projeto batizado de Ágata. a série traz quatro apresentações no teatro nacional, sempre com a presenca de um expressivo músico.  a estreia do projeto foi no dia 1º de abril, e teve como convidado o  pianista palestino Saleen abboud askhar, com regência do maestro titular da OSB, roberto Minczuk. na ocasião, a orquestra fez uma singela homenagem ao compositor radicado em Brasília cláudio Santoro, que dá nome ao teatro, ao interpretar a obra Frevo de sua autoria.

Orquestra Sinfônica Brasileira volta a Brasília 52 anos depois de estrear a Sala Villa-lobos

MúSica que encanta Orquestra Sinfônica Brasileira volta a Brasília 52 anos após inaugurar o teatro nacional e traz série com quatro concertos e convidados especiais dando continuidade ao projeto, dia 12 de maio, a segunda passagem da orquestra pela cidade contará com regência do maestro brasileiro Marcelo lehninger, regente assistente da Sinfônica de Boston. dia 11 de julho, os brasilienses recebem um dos grandes destaques da temporada de 2012: a homenagem ao centenário de nascimento do maestro eleazar de carvalho. vídeos

editados especialmente para o concerto comporão o projeto. a noite contará ainda com a participação especial de um dos filhos do homenageado, o violonista e maestro Sergei de carvalho. Para encerrar o primeiro ano da série em Brasília, no dia 11 de agosto, sob a batuta de roberto Minczuk, a OSB contará com a presença especial do violonista cubano Manuel Barrueco.

Marcelo Lehninger  cresceu nos bastidores dos teatros brasileiros. Filho da pianista Sônia Goulart e do violinista erich lehninger, o maestro assume o cargo de regente assistente da Sinfônica de Boston.   manuel barrueco cubano, tem conhecimento internacional e está entre os guitarristas mais importantes do nosso tempo. O músico frequentou conservatório esteban Salas, e completou seus estudos no conservatório de Peabody de Música. Por três décadas, se apresenta nos eua.


artigO

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POr MauríciO liMa

uM BOM negóciO Obra de Hilal Sami Hilal

e

m 1907, quando um empresário da indústria de açúcar pediu para o pintor gustav klimt fazer o retrato de sua esposa, adele Bloch-Bauer, ele nunca poderia imaginar que um dia esse quadro seria vendido por uSd 135 milhões. esse é só um exemplo de várias obras de arte que alcançaram altíssimos valores em leilões em todo o mundo, inclusive no Brasil. apreciar e colecionar arte é um refinamento que poucos têm, mas felizmente isso está mudando. as artes plásticas são expressões culturais importantíssimas, pois fazem parte de um conjunto de intervenções que ajudam a definir e manter uma sociedade.

e o colecionador tem um papel fundamental nesse processo, pois ele é o guardião de pequenos retratos da cultura de um momento específico. Mas independentemente do papel das artes plásticas na cultura, as pessoas sempre se perguntam: “comprar um quadro é um bom negócio?” a resposta é: pode ser. Pois depende se você comprou a obra de um artista que realmente seja bom.  Sendo assim, como todo bom investimento, é preciso que o comprador entenda muito a respeito de arte ou seja bem orientado para obter bons lucros. Se você estiver lendo esse artigo de sua casa, pare por um momento e olhe em volta. Se não estiver, feche os olhos e imagine-se lá. Observe todas as coisas que você comprou e estão perto de você – seu computador, cadeira, tv, cama,

sofá, relógio, carro, eletrodoméstico etc. agora imagine que você tenha um bom quadro em sua parede. em dez anos, praticamente tudo que você tem em sua casa, com exceção da obra de arte, não valerá quase nada. Se há dez anos você teve a orientação ou sorte de comprar um quadro da Beatriz Milhazes, você deve ter pago algo em torno de uSd 5 mil a uSd 20 mil e ponto final. Hoje essa tela é vendida por aproximadamente r$ 2 milhões, dependendo do tamanho pode custar até mais.     e esse não é um fato isolado, o Brasil tem excelentes artistas, como eduardo Sued, Siron Franco, hilal Sami hilal e muitos outros. em 2008, o mercado mundial de arte ainda estava em seu pico e contabilizou aproximadamente uSd 40 bilhões em vendas. logo depois, o mundo atravessou crises que atrapalharam todos os mercados. hoje,

Quadro de Siron Franco

estima-se um valor perto 15 bilhões de dólares, ou seja, ainda é um grande mercado.   não tenha dúvida de que um bom quadro acrescentará muito à sua casa, pois a arte é capaz de mudar de forma positiva a leitura que as pessoas que visitam sua casa têm de você. além disso, antes de ser um ótimo investimento, um bom quadro é apaixonante. não é preciso comprar uma obra de arte com o intuito de vendê-la um dia. Pode ser que ela lhe faça companhia o resto de sua vida. Mas é bom saber que, e caso um dia precise, você terá um patrimônio em sua parede. *Maurício lima é marchand  


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artigO

POr ney liMa Fotos: ney lima

tOrtOna e laMBrate rOuBaM a cena nO SalãO de MilãO

a

rquitetos e designers dos cinco continentes se reuniram na itália para o maior encontro do segmento, o Salão do Móvel de Milão. Influenciadas, talvez, pela crise europeia, a feira apresentou produtos menos extravagantes e mais funcionais. uma espécie de reedição do que é sucesso no segmento, mas com roupagem nova. em comum, cores sóbrias, como o marrom, cinza, preto e bege.  este ano, destacaram-se as marcas Moroso, kartell, Molteni & c, edra e a mais cobiçada do design de luxo, a vitra design. no salão satélite, que se realiza dentro da feira, jovens designers apresentaram seus produtos na expectativa da aceitação de alguma indústria para comercializá-los. São criações conceituais, experimentais, e necessárias para o fôlego do evento.

O arquiteto esteve em Milão e fala das novidades no setor

ambiente assinado por Omer arbel Galpão com instalação em lED


artigO

Mas é fora da feira, nas ruas do centro, nos museus, palácios e em outros bairros que Milão se mostra, de fato, como a verdadeira capital mundial do design. Zona tortona, ventura lambrate e Brera design district são os exemplos mais significativos do circuito paralelo à feira. tortona e lambrate são antigas zonas industriais, com imensos galpões antes utilizados para depósito. agora, cederam lugar para a arte, tornando-se um pólo cultural de vanguarda. diferentemente do que é apresentado na feira, esses dois circuitos dão uma visão artística e lúdica ao mundo do design por meio de instalações críticas nem sempre mostrando o belo. na tortona, destaque para grandes apresentações em projeções de vídeos. O estande da Bisazza deu um show

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de montagem ao expor fitas em leds, interagindo com os produtos. na lambrate, destaque para o royal college of art, que reuniu criações de estudantes inspiradas no tema Paradise.  Os jovens propuseram a criação de refúgios para a atual conjuntura econômica e ambiental. O prédio que abriga a escola foi recuperado e ganhou telhado verde, mas manteve algumas de suas características originais para impedir que as pessoas se esqueçam da história do bairro. Outros destaques: Fuori Saloni triennale, tradicional instituição milanesa voltada para o design  belga e o pavilhão de vidro para a lasvit, com projeções num espaço futurista e minimalista. e o Jardim Botânico, que mostrou instalações de Paola navone e as obras da famosíssima  arquiteta  iraniana Zaha hadid.


caSa

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conheça as novidades da linha banho da deca antes de serem apresentadas na casa cor 2012

hOra dO BanhO

Chuveiro Acqua Plus Quadratta a consagrada tecnologia do acqua Plus agora tem design quadrado. Bem-sucedida no mercado, oferece a sensação de relaxamento por meio do jato intenso.Tem sistema autolimpante. 

O

s banheiros ganham a cada dia mais importância e sofisticação. Primeiro, marido e mulher foram separados geograficamente para melhor comodidade para ambos, sem falar na privacidade. depois, os projetos passaram a apresentar espaços mais amplos, com pontos específicos: maquiagem, banho, spa...  Em meio a toda essa nova atmosfera, a louça não poderia ficar atrás. Imediatamente, designers passaram a desenvolver produtos com novos traços, aliados à tecnologia, sustentabilidade e, claro, durabilidade. este ano, a mostra casa cor, que se apresenta Brasil afora, trará as novidades. em especial da linha Deca, que chega com exclusividade na loja Sebba.  

cuba de sobrepor l1044 Exclusiva saboneteira integrada com válvula de escoamento própria que facilita a limpeza. Cuba retangular de sobrepor com mesa para metal.  

Serviço Sebba SIA, trecho 3, lotes 250/280 Fone ( 61) 3233-2211  www.sebbamoveis.com.br

bacia linha quadra Tem sistema dual flux, duas opções de acionamento, reduzindo em até 60% o consumo de água. A bacia é mais alta, oferecendo maior conforto. O assento com slow close garante o fechamento suave.

Torneira Decalux Save Funciona com a energia da força da água com bateria recarregável. Tem sensor de presença. O arejador embutido de vazão valoriza as linhas e proporciona economia de até 70% no consumo de água.


cOnStruçãO

Celso Junior

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Pedra rara Os clássicos e imponentes mármores chegam a Brasília com tratamento de obra de arte e são instalados numa galeria

Por raquel Jones

r

ecém-chegados na capital federal, os mineiros carlos Manoel e ana cristina Ballesteros trouxeram na mala um item especial para o mercado local: uma galeria de mármores. ela se chama galeria della Pietra e é a nova referência em pedras naturais da américa latina. um dos motivos do sucesso é por tratar como obra de arte uma criação da natureza. a ideia criativa logo ga-

nhou fama. vinda da parceria entre um brasileiro e um italiano, a intenção é preservar a suntuosidade clássica do mármore, granito ônix, limestone ou travertino numa época contemporânea. Outra bossa são as pedras semi-preciosas, ícones na joalheria, amestistas, malakitas, olhos de tigre, ágata e cristais são inseridos na decor de maneira muito elegante e despretensiosa. grande parte das rochas e pedras vem da Europa. As me-

lhores extrações são selecionadas ainda nas pedreiras. “a galeria tem um alto volume de compra, por isso consegue preços convidativos”, diz Ballesteros.  “como em qualquer galeria de arte, temos peças especiais que custam r$ 10 mil o metro quadrado. Ou r$ 200 para a mesma medida”. aos adoradores das rochas, vale a visita.  Serviço Galleria della Pietra SIA Trecho 4- Lotes 1.180/1.210  Fone: (61) 3361-0826 www.galleriadellapietra.com.br


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velOcidade

SaFra

a MelhOr

Felipe Nasr em seu galpão no Autódromo de Brasília

quatro jovens brasilienses de duas gerações distintas voam nas pistas do mundo em busca da Fórmula i. uma nova leva de garotos tecnológicos que caminha para o estrelato Por Marcella Oliveira Fotos: Celso Junior


velOcidade

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O

 O kart é um esporte caro e seguir o sonho não é fácil. O talento já é verificado quando o piloto ainda é criança. Em Brasília, há três kartódromos: um no autódromo, um no guará e outro no Parque da cidade. Por ali é possível encontrar quem busca apenas diversão, mas outros que pretendem levar adiante o espírito competitivo. apesar de há 21 anos o Brasil não ver nenhum brasileiro ganhar o Mundial de Fórmula 1, o desempenho verde e amarelo em outras categorias é muito bom. em Brasília, o autódromo internacional nelson Piquet é palco de competições como Fórmula 3 Sul americana, a Fórmula renault, a copa clio, a Stock car, a Fórmula truck e o Brasileiro de Motociclismo.  O sonho de todo jovem piloto é chegar à Fórmula 1, categoria considerada o topo do automobilismo mundial. atualmente, além do talento, a tecnologia do carro e a estrutura da equipe influenciam no bom desempenho nas pistas. E, no coração de cada piloto, o desejo de voltar a dar orgulho ao País, que desde 1991 não vê um brasileiro vencer o campeonato. Será que o próximo destaque nas pistas do mundo pode sair de Brasília?

eM 1974 FOi inauguradO O autódromo internacional de brasília, cOM a cOrrida de FórMula 1, extra-caMPeOnatO, vencida POr eMerSOn FittiPaldi PilOtandO uMa Mclaren

4 pilotos de brasília Já PaSSaraM Pela FórMula 1: nelSOn Piquet, rOBertO PuPO MOrenO, alex diaS riBeirO e nelSinhO Piquet

15 pilotos SaíraM de BraSília Para iniciar a carreira nO autOMOBiliSMO Pela inglaterra

3 pistas em brasília POdeM Ser uSadaS Para treinOS OFiciaiS: a PiSta de kart dO autódrOMO, a PiSta PrinciPal e a PiSta dO kartódrOMO dO guará

Felipe nasr

ritmo acelerado da construção de Brasília se reflete também nas pistas de kart da cidade. a velocidade atrai jovens pilotos, que começam aqui e, aos poucos, conquistam vitórias pelo Brasil e pelo mundo. as pistas dos kartódromos do Planalto central funcionam como ponto de partida para os novos talentos da velocidade. São as novas apostas no mundo do automobilismo, saindo de Brasília.

Muito perto da Fórmula 1

  quando se vê a paciência de Felipe nasr, 19 anos, com uma vara de pescar na beira de um rio, não se imagina a velocidade que ele chega nas pistas de corrida. O hobby é a pescaria, o automobilismo, o trabalho. estreante na gP2, nasr já é um dos nomes mais conhecidos no automobilismo mundial. este ano, o piloto trocou a Fórmula 3 pela gP2, a principal categoria de acesso à Fórmula 1. O carro passou de 250 para 620 cavalos de potência, e a velocidade pode chegar a 300 km/h. Já em sua segunda prova, nasr subiu ao pódio ao conquistar o terceiro lugar na Malásia, em março. “É um momento desafiador e difícil, por ser muita novidade. nesta profissão é preciso ter dedicação, concentração e calma”, avalia.  A história do jovem piloto começou nas pistas de kart de Brasília, quando ele tinha oito anos. Foram sete anos de competições em diversos campeonatos regionais e nacionais, até


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a estreia fora do Brasil, na Fórmula BMW da europa. em 2010 e 2011, participou da Fórmula 3 inglesa. ao relembrar os tempos de kart, nasr conta que já sabia que a velocidade seria seu futuro. “Sempre quis ser piloto. nunca foi hobby, apesar de ser um prazer enorme correr”, conta.   Para Nasr, a Fórmula 1 atual vive uma fase excelente, com vencedores de equipes

diferentes, em provas muito disputadas. O que o encanta é a tecnologia. “queria saber como os pilotos de 40 anos atrás conseguiam guiar os carros sem nenhum dos auxílios eletrônicos de hoje em dia. devia ser difícil e sensacional ao mesmo tempo”, acredita.   Filho de Brasília, para Felipe nasr o mais difícil é ficar longe da família. “Morar

“Sempre quis ser piloto. nunca foi hobby, apesar de ser um prazer enorme correr”

fora nos ensina muita coisa, mas eu volto sempre. tenho o maior orgulho de representar Brasília mundo afora. e, para mim, a família é muito importante, a base de tudo”, diz. quando tem um tempo, volta para casa. “gosto de ir para lugares que me levem de volta à minha vida de não piloto. Festa, casa dos amigos e, principalmente, pescar”, revela.


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lucas Foresti De duas rodas para alta velocidade

  O brasiliense lucas Foresti, 20 anos, ainda guarda a pequena moto que ganhou quando tinha apenas três anos. Foi o primeiro contato com a velocidade, por mais que a moto só chegasse a 60

km/h. quando voltava da escola, deixava a mochila no meio da caminho, enquanto corria para subir na moto. a brincadeira de criança ficou séria. Lucas começou a competir sobre duas rodas. Mas após um acidente em uma prova no interior de goiás aos 14 anos, quando fraturou duas costelas, a clavícula e o ombro, seu pai, vitor Foresti, o proibiu

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“vai chegar o dia em que os brasileiros vão ligar a televisão no domingo para me assistir” de correr. Mas a paixão pela velocidade ainda existia. e passou de duas para quatro rodas.  Após uma volta no kart do tio, aos 15 anos, convenceu seu pai a lhe comprar um modelo igual. O bom desempenho o encorajou a investir na carreira de kartista. em 2007, iniciou no automobilismo e conquistou quatro dos mais importantes títulos do kartismo regional. a

evolução o levou em 2010 a deixar o Brasil para disputar a Fórmula 3 inglesa, onde obteve ótimos resultados, com vários pódios. “quando fui para a inglaterra, percebi que o automobilismo não era hobby, mas sim o que eu queria fazer para o resto da vida”, conta.   Para 2012, mais um desafio: a World Series, uma das vitrines para a Fórmula 1. atualmente, lucas mora em le Mans, na França. a rotina inclui academia, simulador, jogos de coordenação motora, muitas conversas com o engenheiro da equipe e concentração. “Minha meta é a Fórmula 1, e não vai demorar. acredito no meu trabalho e uma das minhas principais características é o bom desempenho na chuva”, analisa.


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Morar fora de casa também é um desafio. “Troquei uma casa grande por um apartamento minúsculo, sem mordomias, onde tenho de lavar banheiro e cozinhar. Mas quando você faz o que gosta, tudo vale a pena”, acredita. Mas Brasília é sempre o destino nos dias de folga, quando aproveita para se divertir com os amigos em festas, além de curtir a família. “amo a minha cidade”, diz. a grande expectativa de lucas é para o teste de pilotos, realizado no fim do ano. “Chegar na Fórmula 1 é um esforço conjunto. tem que ter determinação e patrocinador. Se deus quiser, até o final do ano eu dou uma volta em um carro de Fórmula 1”, garante. “vai chegar o dia em que os brasileiros vão ligar a televisão no domingo para me assistir”, promete.

Pedro cardoso Piloto prodígio

  as prateleiras do quarto nem cabem os quase 80 troféus. Parecem de um veterano nas pistas, mas são do jovem Pedro tavares cardoso, de apenas 13 anos. O menino quase se perde em meio a tantas vitórias. um ótimo início para quem já pensa na Fórmula 1.

Pedro nunca tinha andado de kart até participar de uma corrida, em 2008, aos oito anos. ninguém acreditou que era sua estreia, pois conquistou a pole position, e ainda na chuva. de lá para cá, coleciona vitórias em campeonatos regionais, brasileiros e também nos estados unidos. em março, Pedro foi campeão da FWt, um dos principais campeonatos de kart da américa. ele venceu sete das 12 corridas.


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caçula de três irmãos, muito extrovertido e brincalhão, Pedro é o orgulho da família. O pai, Sérgio cardoso, acompanha de perto a carreira do filho. “Quando ele começou, eu falei que era um hobby muito caro, que eu entraria para levar a sério. hoje, minha função é traduzir o que está acontecendo em toda a política que tem por trás dessa carreira”, conta. aos poucos, Pedro foi descobrindo seu talento e habilidade. “não deixa de ser diversão, mas já se tornou meu trabalho”, afirma Pedro.   Se do lado de fora do kart Pedro é um menino que gosta de brincar, quando está dentro de um, ele leva muito a sério. “todo mundo acha que é só ganhar que importa. Mas a performance é muito mais importante para quem sabe o que está acontecendo do que o resultado”, analisa. Por meio de um programa de teleme-

tria, cada corrida é analisada por ele, pelo pai e pela equipe. “Tudo fica registrado. A força que piso no freio, o momento que começo a acelerar, a virar o volante, a velocidade em cada ponto da pista”, conta Pedro.  O mais difícil hoje é administrar a escola. “eu perco muita aula, viajo pelo menos duas vezes por mês. Mas meus amigos me ajudam muito e faço muita aula de reforço”, diz. e quando sobra horas vagas, ele corre direto para o videogame. e, claro, é viciado em jogos de corrida. a facilidade com o inglês é uma aliada do jovem piloto. como a equipe que trabalha é canadense, a comunicação é toda em inglês. Pedro está em uma fase de adquirir experiências, mas leva cada vez mais a sério o automobilismo. “existem vários caminhos, quero chegar na Fórmula 1 o mais cedo possível, até os meus 20 anos”, revela Pedro.

Pedro Piquet

“todo mundo acha que é só ganhar que importa. Mas a performance é muito mais importante para quem sabe o que está acontecendo do que o resultado”

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Talento além do sobrenome

  no dia a dia de Pedro estácio Piquet, de 13 anos, ele circula pelos inúmeros troféus de seu pai, o tricampeão nelson Piquet, espalhados pela sala de casa, em Brasília. Mas o interesse em praticar o automobilismo partiu dele mesmo.   Aos seis anos, entrou pela primeira vez em um kart. de uma família repleta de homens, as conversas sobre carro despertaram seu interesse. começou no kartódromo de Brasília e hoje já competiu em várias cidades do Brasil e na Flórida. O foco, por enquanto, é nas competições brasileiras. O pai acompanha todas as corridas. dá conselhos, orienta. não é qualquer jovem piloto que tem como conselheiro um tricampeão da Fórmula 1. “ele diz que eu sou bom, que sou rápido. Mas é muito realista também, en-

“O conselho do meu pai é, neste momento, não me estressar, pois estou aprendendo. Mas até meus 23 anos quero estar na Fórmula 1”


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tende muito de mecânica e tem muita experiência. É muito bom tê-lo por perto, ele é meu ídolo e minha inspiração”, revela Pedro. além da pressão do próprio pai, também enfrenta o peso do sobrenome. Se por um lado nelson Piquet incentiva o filho, por outro cobra dele um ótimo desempenho na escola. “Minhas notas precisam ser boas e só

posso faltar um dia na semana, senão não posso continuar no kart”, conta Pedro. Mas o investimento é grande: são duas a três horas por dia de treino.  Os domingos são em frente à televisão e ao lado do pai. “ele me conta como era na época dele, as diferenças. a gente analisa o desempenho dos pilotos”, revela. Mas os momentos com o pai tam-

bém são de diversão. Pedro gosta muito de ficar em casa, receber os amigos. uma paixão é o videogame, onde ele já correu as pistas do mundo inteiro. “Sonho em correr na da Bélgica”, conta.  Para Pedro, o kart ainda é um hobby, mas ele pretende que o automobilismo se torne sua profissão. A timidez de Pedro esconde um menino determina-

do. “O conselho do meu pai é, neste momento, não me estressar, pois estou aprendendo. Mas até meus 23 anos quero estar na Fórmula 1”, espera Pedro Piquet. O pai tri-campeão espera o mesmo, e não poupa investimento. Pedro viaja a bordo de um motorhome  customizado e equipadíssimo. uma minicasa com oficina. Estrutura digna de um futuro campeão.


relógiOS

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nO teMPO certO

colecionadores cada vez mais se encantam com a harmonia da tecnologia aliada à manufatura da alta relojoaria

rolex sky dweller – duplo fuso horário e calendário anual. Ouro branco com marfim e acabamento em cetim. uSd 50 mil

baume mercier – Ouro rosa, vidro de safira anti reflexivo. R$ 51,7 mil

cartier santos dumont skeleton – Ouro branco, pulseira em couro de crocodilo. r$ 120 mil

breitling o chronomat 44 – caixa resistente até 500 m de profundidade. em aço com lunete em ouro ou todo em ouro. r$ 36,5 mil.

radiomir panerai 42mm – caixa de aço polido movimento mecânico, pulseira em couro de jacaré. r$ 20,5 mil cartier baignoire – Ouro amarelo, diamantes, pulseira de cetim, movimento quartzo. r$ 103 mil

bentley supersports light body – Série limitada assemelha-se a um sofisticado automóvel coupé. r$ 26,6 mil.


SOcial

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Marcelo Araujo e Felipe Leão

Select PeOPle

DJ convidado

Os aniversariantes Marcelo araújo e Felipe leão, amigos e sócios, comandam a Black list e chamam os amigos para uma noite de brinde FOtOS: BrunO PiMentel

Monique Pimentel e Hugo Vilas

Fabiana rodopoulos e Juliano Moura

Tata Canhedo com Janine Faria e Ana Maria Barbosa


SOcial

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cOM gelO, POr FavOr em noite de degustação, eduardo rotella vem a Brasília lançar o Whisky Book do destilado Chivas. Eugênio e Tatiana Lacerda são os anfitriões FOtOS: BrunO PiMentel

Tatiana Lacerda, Angelina Albanezzi e Eugênio Lacerda


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Ronaldo Posada e Margarida Kalil

Claudia e Claudio Melo

Embaixador da Chivas no Brasil, JosĂŠ Eduardo rotella

Marcela Vilas Boas e Claudia Valadares


SOcial

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cOreS de atenaS ana Paula gonçalves traz a grega Mary katrantzou para o Brasil. Em sua casa, reuniu as clientes para ver as  famosas estampas de perto FOtOS: celSO JuniOr


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ana Paula Gonรงalves

Melissa Gontijo e Lilian Lima

anรกlia de aragรฃo e isabella Carpaneda

Yara Curi e Odette Trotta

ingrid Caetano, Fรกtima Galletti, leda Caetano e Micaella Galletti


SOcial

Daniela lyra

Margot albuquerque e Virna Smith

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Welk Bicalho e Claudia Tolentino

Juliane ramires

Daniela Endres, ana Paula, Caroline Collor e isabela lira


SOcial

Bruno Braga e o anfitrião, André Bontempo

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Daniel Warner

taSting

embaixador da absolut elix, daniel Warner desembarca pela primeira vez no Brasil para uma experiência de drinks. André Bontempo foi o anfitrião FOtOS: BrunO PiMentel

luciana Monteiro e Joel reis

Bruno Pinto, João Paulo Verano e andré Bontempo


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Marcelo Ara煤jo e Daniel Warner

Bruno Sart贸rio


social

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Elma Cascão e Eduardo Couto

Beth Mattos, Duda Almeida e Rejane Innecco

sEmPrE jovEm

Elson Cascão

Não é uma data qualquer. Elson cascão reuniu amigos e familiares para celebrar 80 anos. Um dia de alegria no jardim de casa Fotos: BrUNo PimENtEl Pioneiro celebra seu aniversário ao lado da família

Fernando Monteiro

Luis Eduardo Cascão e Julia Miari


empreendedorismo

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a força e dos jovens

Por Marcella Oliveira

Bruno Pimentel

empreendedores de até 40 anos se unem em associação para interagir, aprender e unir forças para consolidar seu negócio no mercado local

Elany Leão comanda a Associção dos Jovens Empresários

Serviço Associação dos Jovens Empreendedores do DF (AJE-DF) Contato: (61) 3037-3515 www.ajedf.org.br

  m uma cidade que respira funcionalismo público, um grupo de jovens mostra seu espírito empreendedor. Unem-se para destacar a força empresarial que já existe no distrito federal. juntos, quase 200 empresários formam a associação de jovens empresários do df (aje-df). a aje/ df existe há dez anos. Quando a nova diretoria assumiu, em abril de 2011, a entidade tomou um novo rumo. passou de 30 para quase 200 membros e começou a realizar encontros. “o objetivo é criar uma rede de relacionamentos, que é importante para o crescimento e desenvolvimento dos negócios”, avalia elany Leão, 31 anos, presidenta da aje/df. a entidade reúne jovens empresários representantes de todos os setores da economia do df, como indústria, comércio, turismo, comunicação e gastronomia. podem ter até 40 anos. de micro a grandes empresários, em sua maioria, são jovens que nasceram, cresceram e se formaram em Brasília. optaram por montar seu próprio negócio. rafael Lopes, 30 anos, conta que a principal dificuldade é lidar com os altos impostos. “muitas empresas fecham antes de completarem cinco anos de existência. os encargos tributários do Brasil são muito altos. deveria ter uma linha de crédito para quem está começando”, sugere. proprietária de uma casa de eventos e de um buffet, Caroline Borges, 35 anos, acredita que muitos aspirantes a empresários encontram na associação também uma orientação. “É um apoio para quem quer abrir seu negócio. muitos anseiam por informações e não sabem onde buscar”, diz Caroline.  nos encontros é possível conhecer a realidade do mercado empresarial, com participação de experientes empreendedores. “É importante para mostrar a realidade e incentivar a não desistir diante da primeira dificuldade”, avalia Caroline Borges. para elany, o distrito federal é um ótimo lugar para investir em seu próprio negócio. “É uma região com um poder aquisitivo alto, com pessoas esclarecidas. não precisa ter medo de investir em uma empresa. mas é necessário ter planejamento, orientação e comprometimento”, avalia a presidenta da aje/df. de acordo com a associação, o Brasil está entre os cinco países mais empreendedores do mundo. no entanto, 40% das empresas quebram em três anos. o objetivo da aje é fazer o brasiliense perder o medo de empreender. a curto prazo, a associação quer aumentar o número de associados, tornar-se referência para a juventude empresarial do df e mostrar que o sucesso vem com a união. “aprendemos também com as histórias dos outros. Queremos formar líderes empresariais em Brasília”, finaliza Elany Leão.


deStinO

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Bali aS villaS de


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Por raquel Jones

u

hotelaria de luxo investe na indonésia e cria as luxuosas villas, novo modo de hospedar-se com discrição e serviço que atende desejos individuais Fotos: Divulgação

m novo conceito de hospedagem ganha cada vez mais espaço no turismo mundial. São as chamadas villas, que aliam o luxo de um hotel cinco estrelas ao aconchego da sua casa. localizadas em visuais paradisíacos, as villas são refúgios para quem gosta de luxo, discrição e serviço personalizado. hospedar-se em uma villa é ter a certeza de que vai encontrar a privacidade que tanto almeja e um atendimento totalmente voltado aos seus anseios. O inusitado é que tudo é feito especialmente para cada hóspede. a villa se adapta à rotina de quem lá está, e não o contrário, como é de costume.   de acordo com eduardo gaz, responsável pela agência de turismo paulista Selection, as villas são ambientes isolados, no estilo bangalô. “São quartos isolados que possuem equipe particular e serviço especial. eles parecem te conhecer como ninguém”, explica Gaz.  O atendimento personalizado começa na hora em que o cliente faz a reserva. a equipe de gerência já solicita ao hóspede informações como: a comida preferida, o que incomoda, o que pretende, os passeios de interesse e o estilo musical. em algumas villas, os serviços vão além. nas redes Bulgari e aman, referências mundiais de hospedagem, o cliente pode discutir com o chef de cozinha o cardápio pretendido. e até solicitar a reserva da praia só para o casal ou a família.


deStinO

Os detalhes da decor são preciosos. algumas villas oferecem bangalôs suspensos sob o mar, os próprios jardins, piscina e decoração customizada. eduardo garante que o charme das villas é o serviço. “chegar a um hotel com

vista bonita é esperado, mas ter alguém se preocupando 24 horas por dia com o seu bem-estar é o diferencial. isso é luxo. e o luxo não está no óbvio”, finaliza. Por oferecer muita discrição, este tipo de hospedagem

bulgari hotels& resorts localizada em Uluwatu, Bali, indonésia http://www.bulgarihotels.com/en-us/bali/villas/overview/villas • São 59 moradias com vista para o mar. alguns quartos têm paredes feitas de pedra vulcânica, outras de vidro. a decoração inclui peças de arte antiga balinesa e tecidos feitos por artistas locais.  

amandari resort

Localizada em Kedewatan, Ubud, Bali, Indonésia http://www.amanresorts.com/amandari/home.aspx • Suítes com telhados de bambu, piscina e jardim privados. algumas unidades são duplex, com quarto de vestir e dois banheiros. O jantar é servido ao ar livre.  

amanusa

localizada em Nusa Dua, Bali, indonésia • São 35 suítes com pé direito alto, jardins particulares e praia privada. As janelas grandes e de vidro permitem um belo visual. Destaque para o campo de golfe e salas de massagem. 

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tem sido o destino de famosos, como tom cruise, kate Moss, david Beckham. quatro dias numa villa custa a partir de uSd 3,5 mil por casal. um dos locais onde esse tipo de hotelaria teve grande

investimento é Bali, na indonésia. apesar da distância, o difícil acesso faz parte do ritual. até porque todos os que desfrutam deste roteiro certamente não poupam esforços para chegar com conforto.


reFĂşgiO

Aos feriados Kelly Piquet e

Antonio Marcondes Ferraz

fogem para Tulum

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PaSSageM Secreta


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Por raquel Jones

 

n

ovo hot spot do caribe, tulum é uma das últimas praias da riviera Maia, que desponta para quem quer redescobrir um paraíso repleto de ruínas, areia branca e sol intenso. com instalações ecológicas em ambiente boêmio, a cidade reúne o que há de melhor no litoral mexicano. cercada por muros de pedras, tulum é um sítio arqueológico habitado pelos maias, que se transformou em ruínas próximas às praias. apesar de antiga,

foi na última década que migraram para lá resorts, atraindo os apreciadores de roteiros de luxo. de acordo com a agente de viagem da designer tours, carla cecchele, surgiram outras possibilidades de explorar as praias do México. “a riviera Maia era uma região com muita vegetação e pouca infraestrutura. com o tempo, foram surgindo os resorts e atraindo gente”, conta. a riviera Maia é uma extensão de praia dividida entre Puerto Morelos, Playa del carmen, Puerto aventuras, tulum, dentre outros. São 120 km de

litoral. uma das vantagens de se hospedar em tulum é que a região está a 15 minutos da Playa del carmen, que oferece vida noturna aos jovens.  “há diversas opções de boates, bares, festas com tequila e saídas para cozumel. Próximo a tulum, há ainda a Praia da Maroma, que está entre as dez praias mais bonitas do mundo”, revela carla. há, ainda, uma cozinha que engloba sabores da itália, França e alemanha. kelly Piquet, colaboradora da revista GPS|Brasília, é frequentadora da praia. Mora-

dora de nova york, sempre que pode, dá uma escapadinha. “O lugar é simplesmente mágico. Sugiro a Pousada cesiak e o restaurante hechizo para apreciar o pôr-do-sol”, diz. tulum é muralhada no nível do mar e mantém uma avenida central com artesanatos e comércio local. O jornal The New York Times a define como uma faixa de praia e floresta temperada com elegante boêmia. tudo reunido dentro dessa fortaleza maia, com três lados de pedras e um quarto lado que se abre para o mar do caribe.

na riviera Maia, tulum é o refúgio de nova-iorquinos cool que fogem da metrópole em busca de sossego e sol. hotéis boutique são a atração à parte em meio a ruínas e muros onde ficar

restaurantes

passeios ecológicos

roteiros arqueológicos

casa violeta (www.casavioletatulum.com). experimente o carpaccio e o peixe. Jantar para dois custa a partir de uSd 65.

ocho tulum (www.ochotulum.com). É o restaurante do resort Ocho tulum. a especialidade da casa e o ceviche. um jantar custa entre uSd 135 e uSd 320, o casal.

posada margherita (www.posadamargherita.com). O restaurante oferece alta gastronomia italiana com um preço acessível. O jantar para o casal sai por uSd 70.

dreams tulum: Situado na floresta de Tulum, este resort de luxo tem vistas fantásticas para o mar e acesso direto à praia. inclui uma piscina, um spa e quartos espaçosos com um terraço privativo. diárias a partir de USD 250. 

las ranitas (www.lasranitas.com): a partir de uSd 200 a diária.

ocho tulum (www.ochotulum.com): a partir de uSd 175, diária.

dica da kelly • coqui-coqui, Posada dos ceibas, ana y Jose hotel Spa, hip hotel tulum, hotel Posadas 06, azulik

dica da kelly • casa Banana (argentina), el tabano (mex fusion), el chivo rojo.

Passear pelo Grand Cenote, rios subterrâneos com água cristalina. está localizado a 20 minutos de tulum, em direção a coba. no passeio, o turista encontra a opção de fazer mergulho e snorkel. em xcaret, há parques temáticos com muitas opções de lazer.

não pode deixar de visitar chichén itzá, as pirâmides maias,  três horas de carro de tulum. há ainda as famosas ruínas, que são o antigo porto maia, localizadas uma hora de tulum.


nOva yOrk

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POr kelly Piquet

northside Festival em Junho, Williamsburg e greenpoint, no Brooklyn, recebem o northside festival. com direito a música, artes e filmes, o festival promete ser super animado. ainda não foram divulgadas todas as atracões, mas serão oito dias de festa, com 350 bandas, 45 filmes, mais de 100 artistas em 25 locações diferentes. entre os já confirmados estão Of Montreal, Tinariwen, e ?uestlove. Visite o site já para comprar o seu ingresso.  >> nOrthSideFeStival.cOM

death of a Salesman a peça do momento em nova york é a nova montagem Death of a Salesman (A Morte do Caixeiro Viajante), de arthur Miller. não tem como não gostar: um dos maiores clássicos do teatro americano sendo interpretado por um dos melhores atores desta geração, Philip Seymour Hoffman. Com Andrew Garfield também no elenco, o diretor Mike nichols decidiu recriar o visual original da primeira edição da peça, apresentada em 1949. Fica em cartaz até dia 2 de junho.  >> BrOadWay.cOM

vFiles + gallagher’s no coração do Soho, esta pop-up oferece uma vasta coleção de revistas antigas, aquelas bem antes da atual era do Photoshop. lá você pode encontrar edições antigas da GQ, Esquire, Sports Illustrated, Details, Playboy, Vogue da era twiggy, Interview. em algumas semanas será lançado o site da loja para poder pesquisar por revista, ano e até mesmo por pessoa. O site também disponibilizará a compra online. Para quem é adepto de uma nostalgia, vale a pena dar uma olhada.  >> 12 Mercer Street. New York, NY 

Bozu Provavelmente o meu japonês preferido em ny. localizado no bairro fofo de Williamsburg, no Brooklyn, o Bozu é como quem chamaria de “buraco na parede”. tipicamente japonês, o restaurante é pequeno e estreito e não aceita reservas. referido como o restaurante japonês de tapas, o Bozu possui uma qualidade de peixes frescos inigualáveis. Missão impossível dizer qual é o meu prato favorito, mas entre eles estão os Party Bombs e o Salmon Sea Urchin. Então, esqueça o Nobu e corra para o BOZU.  >> 296 Grand St., Brooklyn, NY 11211 – 718-384-7770


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ginny’s Supper club O Harlem está ficando cada vez mais descolado. Há um pouco mais de um mês, os sócios Marcus Samuelsson e andrew chapman abriram um old-school-style supper club debaixo do famoso e sempre cheio red rooster. O ginny’s Supper club tem um menu de coqueteis incríveis e pratos small bites do chef executivo Jeremie tomczak, que se inspira em influências francesa, chinesa e southern. Os pratos também são inspirados diretamente nos menus dos supper club da época dourada do harlem. além disso, o ginny’s Supper club é conhecido pelos shows de jazz que acontecem entre domingo e terça-feira. vale muito a pena conferir. >> ginny’s Supper club, 310 lenox ave., nr. 125th St.

nite hawk cinema Situado no coração do bairro artístico e cool de Williamsburg, Brooklyn, o nighthawk cinema oferece uma experiência nova para quem tem paixão por filmes. Como funciona? A compra do ingresso é através do site e é preciso chegar de 30 a 45 minutos antes do filme começar para garantir a sua mesa e fazer o pedido de bebida e comida. Antes do filme começar, o cinema oferece um pré-show envolvendo trabalhos de artistas locais ou cineastas. O line up de filmes é principalmente de produções independentes, como The Rum Diary, My Week with Marilyn ou The Descendants. Com cada filme, há um menu único para acompanhar o tema do filme. Por exemplo, ao assistir The Rum Diary, as pessoas degustaram comida latina. Os tickets custam uSd 11 para adultos e uSd 8 para crianças. gostaram? >> nitehaWkcineMa.cOM

The Book of Mormon O musical The Book of Mormon é uma sátira religiosa que ganhou nove prêmios no tony awards, incluindo melhor musical, diretor (casey nicholaw e trey Parker), libreto (trey Parker, robert lopez e Matt Stone), música original e atriz secundária (nikki James). a peça é uma sátira sobre dois jovens missionários mórmons enviados para uma vila no uganda, onde um líder tribal ameaça a população. Os missionários tentam transmitir seus conhecimentos religiosos diante da incompreensão dos nativos locais, preocupados com a fome, a pobreza e a Sida. não podem deixar de ver. Preparam-se para rir muito.


nOva yOrk

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5 POintZ Não se trata de um museu ou de uma galeria, mas de um galpão coberto de graffiti artístico, um living collage. a apenas algumas quadras do P.S. 1, o 5 Pointz abrange estúdios de artistas por dentro, e arte de novos grafiteiros por fora, cobrindo a faixada toda do prédio. O galpão possui um rooftop onde é possivel subir para ver mais graffitis e babar com a vista de Manhattan. Para quem costuma usar o trem 7, ele  passa logo atrás do 5 Pointz, podendo-se admirar a famosa fachada. a visita não costuma demorar mais de 30 minutos e é de graça. um must de NY.  >> 5 Pointz, Jackson avenue at crane Street and davis Street, the whole block, long island city, ny 11101

torrisi Para quem está planejando dar uma passada em ny, não pode deixar de ir no torrisi. trata-se se um restaurante italiano super pequeno na Mulberry Street, no Soho. O menu varia, dependendo do que está fresco e disponível no mercado, tornando cada visita diferente uma da outra. São os chefs e sócios Mario carbone e rich torrisi que estão por trás deste restaurante maravilhoso com especialidades italianas super elaboradas. O difícil mesmo é conseguir uma reserva. O preço de um jantar normal é de $60, e o tasting menu custa USD 125.  >> 250 Mulberry St. new york, ny ph: 212.965.0955


FeStival

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vida eM MOviMentO grandes festivais entram no calendário trendy dos jovens brasileiros, que viajam o mundo em busca de fortes emoções, cujo contexto remezte a causas sociais e ambientais

Por Nathalia Abi-Ackel 

t

udo começou com Woodstock em agosto de 1969. na época, o manifesto hippie, símbolo da contracultura, reuniu centenas de milhares de pessoas em um só espaço para uma das maiores manifestações comportamentais de todos os tempos, que se deu por meio da música. des-

de então, festivais se tornaram uma forte arma de expressão, um statement. apesar de todas as voltas e reviravoltas que o mundo deu nesses quarenta anos passados, a atitude hypster se mantém em sua essência. Os problemas são outros, as necessidades coletivas, idem. Mas a forma pacífica de desejo por algo que seja pelo bem comum ainda continua arrebanhando multidões. e como não pode deixar se ser, os porta-vozes são os músicos. Só eles falam todas as línguas.   a bandeira da hora, que desperta a atenção e a preocupação da nova juventude, são as causas ambientais. crescidos e dispostos a viver mais e melhor que seus pais, eles querem salvar o planeta. nem que seja cantando. Sustentabilidade, green life style ganham força quando entoados por The Cure, Chemical Brothers, Jay Z e os melhores dJs internacionais. 

Tomorrowland http://www.tomorrowland.be O mais louco dos festivais foge da onda hippie. Sem bandas, gritos de guerra e rock and roll, o Tomorrowland exala a nova era. David Guetta, Swedish House Mafia e Dimitri Vegas dão o tom de uma experiência considerada por muitos, insana. Com cenários incríveis, dignos de Hollywood, a Bélgica é a casa desse festival, o maior de música eletrônica do mundo, que virou mania entre todos os jovens do mundo. Em julho.

Glastonburry http://www.glastonburyfestivals.co.uk http://www.youtube.com/watch?v=dZ8GXgfQjKU& feature=fvst  Um dia depois de Jimi Hendrix morrer, nos anos 70, nascia outro festival. O mais velho dos aqui citados, o Festival de Glastonburry é uma lenda viva, localizada nos campos de Somerset, inglaterra. O favorito de artistas como Kate Moss e Alexa Chung, ele é conhecido não só pelos shows, mas por outras atrações, como teatro, dança, circo e a lama que reina no local. Em junho.


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Coachella Em 1999, o Coachella entra em cena no deserto da Califórnia. Chegou, chegando com Paul McCartney, The Killers, Phoenix. Conhecido por seu line-up sensacional, misturando grandes nomes, bandas clássicas e muitas novidades, o pôr-do-sol icônico e a temperatura desértica garantem ingressos esgotados todos os anos. É o preferido dos fashionistas. Uma grande roda-gigante e tendas dão o tom lúdico ao valley. Hip-hop, bandas alternativas e rock são as atrações.  Em abril. 

SWU http://www.swu.com.br  A versão tupiniquim é a mais ideológica de todas. O nosso festival é chamado de SWU ou Starts With You – Começa por você. Como o nome já diz, o SWU é um movimento de conscientização ambiental. E não poderia haver lugar melhor. Brasil, o pulmão do planeta. reúne inúmeras atrações internacionais e nacionais em solo brasileiro. Eduardo Fischer idealizou na cidade de Paulínia, São Paulo. Em novembro.

Fotos: Divulgação

http://www.coachella.com/


nOite

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eleS Só PenSaM eM dançar

Por raquel Jones Fotos: Celso Junior

B

rasília tem seus momentos de vida noturna. Ora a cidade acorda e fica repleta de  boas opções. Ora submerge num sono profundo. de uns tempos para cá, tudo mudou. atualmente, a noite brasiliense pulsa. Ferve. nos últimos seis meses, as pistas aconteceram. q5 club, kiss & Fly, Bulla. este ano, um novo formato de night também se instalou na cidade, e agradou. O famoso esquenta com as casas Black List e Enfim. Boa parte dessas atrações está concentrada no Plano

Piloto. em especial no lago Sul. três delas no gilberto Salomão, centro icônico no que se refere a balada. haja vista as lendárias Zoom, tequila rock, trend. de acordo com Juliano amorim, um dos proprietários da kiss & Fly, franquia de nova york, “antes da chegada dessas boates, só havia espaços para grande concentração de gente. agora, as casas noturnas são menores, aconchegantes e privilegiam áreas vips. O perfil mudou”, explica. a ideia de fazer um espaço mais intimista motivou

alguns empresários da cidade a abrirem a boate q5 club, em outubro de 2011, a primeira dessa bem-sucedida fase. “nós temos um espaço onde os nossos amigos se sentem à vontade. Sobem no sofá, se soltam”, aponta João Paulo Verano.     As opções surgem para diversos tipos de consumidor. Para aqueles que querem se divertir sem cair na pista de dança existem ambientes que tocam lounge music e servem um cardápio de alta gastronomia. É o caso do Enfim, restaurante recém-inaugurado na asa Sul.

Outra opção para os adeptos da calmaria, a sugestão  é a novíssima casa Black list. O local é bastante selecionado e não tem fila na porta. “Só entra com nome na lista. não interessa quem vai pagar e sim quem vai estar lá”, resume Marcelo araujo, um dos proprietários. Para os que buscam algo além da música eletrônica, há uma boa opção: a Boate Bulla, a mais eclética delas. Sempre cheia, todas os estilos musicais são bem-vindos. em especial, shows sertanejos.


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cena noturna vive nova fase, com clubes pequenos, boa bebida, DJs convidados e ambientação sofisticada. Não importa o preço, eles só querem se divertir

Black List •

Quanto custa:  só com nome na lista

Bebidas sugeridas: as principais marcas importadas

Melhor dia:  sexta e sábado

O que toca:  house

Quem frequenta:  21 a 35 anos


nOite

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Kiss & Fly  •

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Quanto custa: entrada r$ 50, feminino e R$ 100, masculino  Camarote: para 12 pessoas, r$ 3 mil Bebidas sugeridas: whisky chivas, champanhe Perrier Jouet , vodka absolut elix Melhor dia: sábado O que toca:  house music Quem frequenta:  pessoas de 21 a 35 anos

Q5 •

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• • •

Quanto custa:  r$ 50, feminino e r$ 100, masculino Mesa: de R$ 2 a R$ 4 mil  Bebidas sugeridas:  whisky chivas, champanhe Perrier Jouet, vodka absolut elix Melhor dia: sexta-feira O que toca: house Quem frequenta: 21 a 45 anos

Bulla • •

• • •

Quanto custa:  r$ 20, feminino e r$ 40, masculino Bebidas sugeridas:  absolut, Ballantine, Mumm, Stella artois Melhor dia: quarta a sábado O que toca:  música eletrônica e sertanejo Quem frequenta:  18 a 45 anos


SOcial

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O aniversariante ruy Hernandez

Karinne Pantazis e Ruy Hernandez

FórMula dO SuceSSO

ruy hernandez reúne os amigos em sua casa para uma noite eletrizante. gente linda e muita animação com dJs e boa bebida FOtOS: celSO JuniOr e BrunO PiMentel

Daliene Oliveira, Kelly Paiva e Simone Amorim

Suelen Centofante e amiga

A mãe Fernanda Hernandez entre os filhos Luiz Felipe e Ruy

Jordana Diniz, Cecilia Seleme e Caroline azeredo

Flavia Moraes, Giovana Monteiro e Georgiana ripper

Georges Pantazis e lucyanna Baracat


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SOcial

claudia Salomão abre as portas de sua incrível casa para comemorar seu aniversário ao lado de amigos que se vestiram de branco FOtOS: celSO JuniOr e BrunO PiMentel

POOl Party

Claudia Salomão


SOcial

Guilherme Siqueira, Marina Slaviero, Juliana Sabino

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Cleucy Oliveira

Márcio Salomão

Bailarinas Performáticas

DJ analú Giacomolli


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Vivianne Piquet

Stephanie Zarif, Victoria Salomรฃo, Bรกrbara Fuentes

Valdir Piran e Karen Kounrouzan

Tatiana Vartuli, Rafael Roda, Luciana Carminati


SOcial

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Mariza de Macedo-Soares, Stella Guerra e Mara amaral

BOdaS Paulo e Valeska Tonet

valeska e Paulo tonet trajaram-se com black-tie para celebrar os 25 anos de casamento em noite seleta para amigos e família FOtOS: BrunO PiMentel Os filhos do casal: Carmela e Caetano Tonet

Abadia e Alberto Teixeira

Eduardo Ferreira e rosemeri Podeleski

Catherine Taffarel e Rodolfo Becker

Ana Maria e José Celso Gontijo

rosália Peixoto, Denise Zuba

Cesar e Jaqueline Oliveira


social

Keila e Marcos Cardoso

Luiz Estevão e Cleucy Oliveira

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BorBolEtas no Jardim a dupla Victor e leo foi a grande surpresa no aniversário de arlete Egido. ao lado de amigos, ela celebrou a data repleta de boas vibrações Fotos: cElso Junior E Bruno PimEntEl

Arlete e William Egido

Léo entre Isa Matias, Arlete Egido e Benigna Venâncio

O sertanejo Victor

Arlete Egido, Tatiana Lacerda, Georgia De Luca


SOcial

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Maita e Bruna Von Sperling

luana de Oliveira

O designer da marca, Cristiano rodriguez

Pink O designer cristiano rodriguez veio a Brasília lançar os novos sapatos da coleção de inverno da Zeferino na loja do iguatemi FOtOS: BrunO PiMentel

Diana Morais

Fernanda Sabino e Elaine Costa

roseane Jordão

Betty e Beatriz Bettiol


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liFe Style

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neO cinderelaS elas são lindas, divertidas e sonhadoras. querem uma festa de 15 anos inesquecível, e terão. Juntas, prometem revolucionar os debuts de Brasília

Por Raquel Jones   Fotos: Celso Junior

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o passado, quando uma menina completava 15 anos, o corriqueiro era participar do debut de clubes e salões. era o momento de apresentá-las à sociedade. depois, o gesto personalizou-se e vieram as festas em casas. Muito chique. nas décadas seguintes, o ritual caiu em desuso. tempos

das viagens internacionais com os amigos. Foi bom também.   agora, completar 15 anos é quase uma cerimônia de casamento. aliás, a que precede o grande dia. especialistas dizem que, atualmente, a família faz duas festas para a sociedade: 15 anos e casamento. e o debut, que em francês significa iniciar, marca a transição de moça para a fase adulta. 


liFe Style

“elas querem fugir do tradicional, querem inovar” valéria leão, decoradora

Isabella Bittar • • • • • • •

Onde estuda: escola americana Tema da festa: o clássico 15 anos do passado Cores: vermelho, preto e branco Nº de convidados: 650 Valsa: com 14 daminhas e 14 daminhos Vestidos: três. dois longos e um curto O que não pode faltar: aparatos tecnológicos

aniversariantes do primeiro semestre de 2012, as brasilienses isabella nogueira lim, isabella Bittar, Fernanda villas Boas e natália alckmin são exemplos de uma nova geração que mantém os clássicos hábitos, mas criam sofisticadas noites. românticas, elas sonham. Mas não com príncipes. elas querem uma pista fervida, os amigos em volta e os mais belos vestidos. conheça as quatro jovens que prometem mudar o conceito de festa de 15 anos na cidade.

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as quatro amigas planejam a festa há pelo menos um ano. cada uma elegeu em um tema, que define sua personalidade, conta sua história e que serve para nortear toda a decoração.  Apesar de a noite ser bastante personalizada, rituais em geral são mantidos. dançar valsa é quase uma unanimidade. apesar de não ter o domínio do ritmo, elas deslizam graciosamente pelo salão ao lado do pai, namorado, irmão. 

Outro momento bastante cultuado é a famosa troca de vestido. São três os momentos: para receber os convidados e para entrar na festa. não é regra, mas elas gostam de usar longo. a última troca é o momento onde todo o protocolo já foi cumprido. É hora de vestir um curto e abrir a pista. detalhe muito importante: cabeleireiro e maquiador têm que estar presentes para a mudança de look a cada performance. 


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Fernanda Villas Boas • • • • • • •

Onde estuda: escola americana Tema da festa: Paz Cores: neon e fluo Nº de convidados: 500 Valsa: com 14 daminhas e 14 daminhos Vestidos: três, um deles bem clássico O que a sua festa tem que ter: um bom DJ 

responsável pela criação do ambiente das quatro festas, a decoradora valéria leão conta que o interesse das jovens tem sido pelo que há de mais moderno. uma das principais atrações está relacionada à projeção de imagens. Laser, luzes em led e filmes em 3D são exemplos de cobiçados aparatos tecnológicos. “elas

querem fugir do tradicional, querem inovar”, revela valéria. além da tecnologia, a novidade também está na cor da ambientação. O tradicional branco é deixado de lado. Fernanda villas Boas, por exemplo, optou em usar tons fluo. Já isabella Bittar pensou em cores fortes e de personalidade, como vermelho e o preto.

O luxo mora nos detalhes. e o convite é um deles. a começar com o Save the Date, uma mini reprodução, solicitando ao convidado a reserva da data. natália alckmin fez uma cópia fiel da caixa de joias da marca tiffany & co., enquanto isabella lim preferiu fazer uma homenagem à tradição chinesa da família e  criou um chaveiro em man-

darim, significando felicidade. Para valéria, modernizar é fundamental. “Particularmente, gosto de festas de 15 anos sem cara de casamento, mas tem que seguir os rituais, senão perde o sentido”, enfatiza. “a valsa é a apresentação da menina. Pode ser com uma música que a aniversariante goste. Mas tem que ter essa apresentação”, avalia. 


liFe Style

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Natália Alckmin • • • • • •

Isabella Nogueira Lim • • • • • • •

Onde estuda: Mackenzie Tema da festa: Felicidade Cores: laranja, branco e prata Nº de convidados: 600 Valsa: não terá damas, nem valsa Vestidos: dois curtos O que a sua festa tem que ter: pista bombada

Onde estuda: galois Tema da festa: tiffany & co. Cores: azul da tiffany Nº de convidados: 600 Valsa: com 14 daminhas e 14 daminhos Vestidos: dois curtos


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isabella Bittar

FiFteen isabella Bittar reúne todas as gerações de Brasília para celebrar seu aniversário de 15 anos. Uma noite memorável, divertida e sofisticada FOtOS: celSO JuniOr e BrunO PiMentel alice e Salim Bittar

Thiago Gonçalves e Luiza Bittar

Nathália abi-ackel e a mãe, Valéria leão Bittar

Silvana Homsi


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Isabela Lira, Daniela Endres e Cristiane Adriano

Laura Le達o e Celso Nunes

Marcia Bittar e Carlos Blaese com os filhos Mariana, Matheus, Pedro e Gabriela

Cesar Canhedo entre Claudia e Sarah Tolentino

Tata Canhedo e Luiz Felipe De Luca

Isabela Lima


SOcial

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Valéria leão

Vivianne Piquet

Ana Cecilia, Ana Maria Gontijo e Maria Maia

alessandra e Debora Pinheiro

lucia Bittar

lucas, Claudia, Marcelo, Valeria e luiz Henrique Bittar

Geiza e José Eduardo alckmin

O anfitrião Roberto Bittar

Paula alckmin, Gabriela Figueiredo, Giovanna Machado e rafaella Oliveira

Juliana Marques e Caroline Anjo


eStilO

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PedalandO

na onda ambiental, maisons e grandes marcas investem no veículo mais cool da atualidade. as bicicletas são incrivelmente charmosas

fendi – usd 10 mil

hermès – usd 4,5 mil

chanel – usd 12,4 mil

missoni – usd 400

gucci. bianchi – usd 14 mil

dolce & gabbana animalier – usd 3 mil


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Saúde

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teM SOluçãO

além de psicoterapia e medicamentos, a depressão pode ser tratada por meio da estimulação Magnetica transcraniana repetitiva (eMtr), ainda pouco conhecida no Brasil

Por Marcella Oliveira

Divulgação

d

esânimo, falta de vontade de encontrar as pessoas, angústia, apatia e ansiedade. Passar longos períodos com esses sintomas pode ser mais do que uma tristeza, pode ser uma doença. a depressão atinge mais pessoas do que se pode imaginar. dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 17 milhões de brasileiros sofrem da doença. e mais: 75% não recebem o tratamento adequado. a OMS prevê que até 2020 a depressão passará da quarta para segunda colocada entre as principais causas de incapacidade no trabalho no mundo. “É muito mais comum do que se pensa, mas ainda há muito preconceito. e todas as pessoas estão suscetíveis a serem atingidas por essa doença”, afirma o neurologista Nasser allam, pesquisador-adjunto do laboratório de neurociências da universidade de Brasília (unB). Os principais sintomas emocionais da depressão são a tristeza, ansiedade, culpa, angústia e, em alguns casos, pensamento suicida. há também sintomas físicos, como a falta

de energia, problemas durante o sono (insônia ou vontade de dormir além do normal), alterações de apetite e dores pelo corpo. O que ocorre no organis-

mo é uma disfunção do sistema nervoso central, que desequilibra os neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina.  Além disso, do ponto

de vista neurofisiológico, observa-se uma falta de balanço na excitabilidade cortical das duas regiões frontais do cérebro. “É uma reação ao desequilíbrio neuroquímico”, explica nasser. Por exemplo, o lado direito fica super excitado e o esquerdo fica com a excitabilidade diminuída. “esse desequilíbrio pode ser um dos responsáveis pelo quadro depressivo”, completa. a causa da depressão é desconhecida. Pode ser uma predisposição genética, um desequilíbrio hormonal ou reativa, estimulada por um acontecimento inesperado da sua vida, como a morte de um ente querido, infelicidade ou mudança brusca de rotina. “em todos os casos, afeta neuropsicologicamente a pessoa”, diz o neurologista. na maioria das vezes, a depressão é uma doença crônica, assim como diabetes e hipertensão. caso seja tratada adequadamente, o paciente leva uma vida normal. Os tratamentos mais comuns englobam psicoterapia, medicamentos e terapias não medicamentosas, orientadas por um médico especialista.


Saúde

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SOBre a eStiMulaçãO Magnetica tranScraniana rePetitiva (eMtr)

eStiMulaçãO MagnÉtica

quanto custa: o tratamento com dez sessões custa, em média, R$ 1,8  mil

Celso Junior

O neurologista Nasser Allam realiza o tratamento em seu consultório

o tratamento: são realizadas sessões com duração, em média, de 20 minutos cada, cinco vezes por semana. São recomendadas de dez a vinte sessões, de acordo com cada situação. em cada sessão, são disparados, em média, 1,2 mil estímulos

ainda pouco usada no Brasil, a estimulação Magnética transcraniana repetitiva (eMtr) tem ajudado os depressivos. É a aplicação de ondas eletromagnéticas no cérebro. de acordo com nasser allam, é feita a estimulação com baixa frequência no lado do cérebro que está super excitado, para equilibrar as duas regiões. após uma avaliação do psiquiatra para saber o nível de depressão, as sessões são iniciadas. após pelo menos dez sessões de aplicações, os estímulos são capazes de gerar mudanças nos neurônios, ativando-os ou inibindo-os. O tratamento no Brasil foi liberado em outubro de 2011 pela agência nacional de vigilância Sanitária (anvisa). Mas o método já era usado mundo afora desde meados da década de 90. Segundo nasser allam, no início, o medicamento é mantido. Mas, dependendo do caso, se não estiver tendo resultado, o paciente fica apenas com a estimulação. “cada caso é um caso. na medicina não há uma receita de bolo. Mas o acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra é fundamental. É um trabalho em conjunto”, diz. alguns medicamentos usados no tratamento da depressão causam efeitos colaterais, como ganho ou perda de peso, queda da libido e dificuldades de concentração. E, na maioria dos

casos, demora meses para fazer efeito. “na estimulação, com dez sessões já se observa bons resultados”, diz nasser. há casos de depressão também em pacientes com Mal de Parkison ou doença de alzheimer. “esses pacientes têm quadros depressivos associados, por consequência da doença”, explica o neurologista. nasser allam explica que a estimulação Magnética nada tem a ver com o eletrochoque, um procedimento agressivo, invasivo e com grandes riscos à saúde do paciente, indicado para casos extremos de depressão. “São procedimentos absolutamente distintos. a estimulação magnética é indolor e não tem nenhum efeito colateral”, garante o médico. a depressão atinge mais as mulheres do que os homens, por conta dos fatores genéticos e hormonais envolvidos. e também os idosos, especialmente após a aposentadoria e a saída dos filhos de casa. Serviço Na Neurociências Consultoria & assessoria Endereço: SEPS 709/909 Centro Médico Julio Adnet Bloco a Sala 226 Telefone: (61) 3242-3060 / 3244-5452 E-mail: na.neurociencia@gmail.com

onde é aplicado: é feito um mapeamento cerebral do local para saber a melhor região a ser aplicada a estimulação efeito colateral: não tem nenhum. O paciente não sente dor nem choque restrição: não é realizado em crianças, gestantes e portadores de marcapasso ou qualquer outro artefato de metal outras patologias: estudos atuais sugerem novas possibilidades de uso, podendo ser indicado também na melhora da função motora em pacientes vítimas de acidente vascular cerebral (avc); transtorno Obsessivo compulsivo (tOc); zumbidos crônicos e intratáveis; fibromialgia; enxaqueca; além de outros casos de dor crônica Fonte: Neurologista Nasser allam


perfil

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Construtor fala sobre problemas no crescimento desordenado de Brasília e sugere melhorias para que a cidade mantenha seus traços originais, mas crescendo como metrópole Por Raquel Jones

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odrigo Nogueira é mestre no que faz. Discreto e concentrado, ele está à frente de uma das maiores construtoras do país, a JCGontijo. Da sua sala cercada por imagens de Brasília, na sede da empresa, na Asa Sul, ele comanda, atualmente, 14 grandes obras que serão finalizadas até 2014. Graduado em engenharia Civil pela UfMG, também possui Mestrado em Administração com especialização em finanças e Marketing pela fundação Getúlio Vargas de São paulo. Não é por menos que José Celso Gontijo, o idealizador da construtora que leva seu nome, o chamou para ser acionista, sete anos atrás, data da inauguração, depois de ver rodrigo atuando em outros empreendimentos do segmento. A JCGontijo anda a passos largos no mercado, sempre no sentido de reestruturar a cidade. São 715 mil metros quadrados em obras simultâneas no Distrito federal, entre prédios, pontes, estações de água, estradas, hotéis. Durante uma conversa com a revista GPS|Brasília, rodrigo iden-

O engenheiro Rodrigo Nogueira na sede de sua construtora

SolUçõeS reAiS e iMeDiAtAS tificou quais as dificuldades que a capital enfrenta e faz previsão de melhorias.

Os problemas de Brasília    e como estará a capital federal na década de 20 do novo século? “São muitos os desafios. para enfrentá-los, a iniciativa privada e o governo têm que estar alinhados para o futuro”,

diz, referindo-se especialmente a três problemas que Brasília precisa atentar: infraestrutura, ocupação indevida do solo e crescimento desordenado. “Só vejo uma maneira de inibir a ocupação indevida: governo e empresas lançarem juntos condomínios formais, legalizados. Só assim será possível crescer amparados pelos valores ambientais, impedindo ocupações irregulares”, explica. Um bom exemplo é o setor park Sul. “foi criado numa área que não

compromete o tombamento, está dentro da cidade e ainda diminui a pressão sobre o plano piloto”. o crescimento desordenado das cidades satélites é outro agente que merece bastante atenção e estudo. A interligação de cidades como taguatinga, Ceilândia e Samambaia, assim como Santa Maria e Valparaíso. São regiões metropolitanas e precisam de um elo de ligação entre elas. “É preciso entender que Brasília é uma metrópole, tem


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Moradia 

Celso Junior

O Living Superquadra Park Sul traz o conceito de condomínios fechados com mais de 50 opções de lazer. A localização permite que o morador faça tudo a pé. “Resgatamos o conceito das superquadras. Com 14 blocos, o Living foi planejado para atender plenamente as necessidades do morador, a começar pela excelente localização, ao lado de um dos melhores shoppings da cidade, próximo à via Epia e ao metrô”. 

“É preciso pensar Brasília como uma região metropolitana. Já estamos atrasados. Não adiantam medidas somente para cidades do DF. Goiás precisa participar” Rodrigo Nogueira

problemas de uma metrópole”, diz. E a questão se torna ainda mais delicada porque há dois estados envolvidos, o DF e Goiás. Nessa esfera, Rodrigo cita o empreendimento Reserva Santa Mônica, na região do Tororó, na DF-140. O condomínio de casas oferece lotes a partir de 1 mil m², sendo, ao todo, 1.500.000 m² dentro de uma reserva ecológica. A localização privilegiada faz com que o morador tenha a qualidade de vida de Brasília, além da segurança e tranquili-

dade de um bairro planejado. “A falta de agilidade é incrível. Demorou oito anos para conseguirmos uma licença de instalação, que foi assinada em abril pelo governador Agnelo”, enfatiza. “Todos nós temos que pensar Brasília para os nossos filhos e nossos netos. Somos um patrimônio mundial e temos nossos deveres com a cidade. Especialmente nós, que somos empreendedores, temos uma responsabilidade maior ainda”, finaliza Rodrigo.

Hotelaria Brasília também vai receber bem seus turistas. O Parque Hoteleiro da cidade será reestruturado e a JCGontijo assina três novos hotéis: Nações, Alvorada e Cullinan. Segundo Nogueira, a Copa do Mundo trará a grande mudança. “Serão hotéis de alto padrão, com capacidade para atender turistas de todo mundo. É o que falta hoje em Brasília”.

Setor Médico Hospitalar Não há mais terrenos disponíveis no local. Hospitais de alto padrão querem se instalar em Brasília, mas encontram dificuldades físicas. Rodrigo acredita que o Centro Clínico Advance, na 915 Sul, assim como o Centro Clínico Cléo Octavio, composto por 208 consultórios e oito lojas.


carrO

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mini cooper salt – O modelo comemora três anos no Brasil e lança o mais novo queridinho dos adeptos, o Mini Roadster de apenas dois lugares. R$ 154 mil. 

bugatti grand sport vitesse – lançado no international geneva Motor Show, é o mais potente de todos os tempos. O vitesse também impressiona por suas características dinâmicas de direção. r$ 10 milhões.

OBSeSSãO Os esportivos mais desejados do mundo se estabelecem no Brasil cheios de autoridade. em edições limitadas ou customizados, eles estão na garagem dos importantes

a1 quattro – Só existem 333 unidades desse veículo da audi. O compacto premium alemão combina um motor extremamente potente a uma carroceria pequena e leve. vai a 100 km/h em apenas 5,7 segundos. r$ 165 mil.

bmW série 1 m coupé – design exterior robusto, completamente dedicado ao alto desempenho e um interior que traz a sensação de esporte automobilístico. R$ 227 mil. 

Bentley Continental V8 – Os novos v8 continental gt coupé e conversível alcançaram padrões excepcionais em potência e emissões no setor de carros esportivos de alto luxo. Preço: R$ 335 mil. 


BATE-PAPO

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Bruno Pimentel

A história de um jovem de 36 anos que, em apenas 10 anos no mercado de TI, conquistou um patamar global com sua empresa

Paulo Roberto em seu escritório de Tecnologia da Informação, em Brasília

Por Raquel Jones 

V

árias reuniões por dia, ponte-aérea Brasília-São Paulo, voos de madrugada. É assim que o empresário Paulo Roberto Moura, proprietário da CDS, uma das maiores empresas de Tecnologia da Informação do País, coordena os escritórios em Brasília, São Paulo, Chile, Equador e Colômbia.  Da disputa com as cem maiores consultorias do mundo pelo contrato da GM – uma das principais empresas do planeta – até se tornar o maior parceiro da Oracle na América Latina, a CDS  tem a previsão de fechar 2012 com um faturamento de R$ 100 milhões. 

ELE fAz SABE O quE

A história de Paulo Roberto envolve trabalho, família, fé e sorte. É estar no lugar certo e na hora certa. A revista GPS|Brasília conta a trajetória de um jovem que começou a trabalhar aos 12 anos e hoje transformou-se em um grande executivo.   Como começou sua história com tecnologia? foi bem antes da universidade. Aos 12 anos, meu pai me deu o primeiro computador pessoal da época, um MSX da Gradiente. Comecei a estudar Informática, desenvolver sistemas e até dar aula. Me apaixonei por computador. Com 16 anos, eu já ganhava mais do que meu pai, que era assessor de ministro.


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era um negócio em ascensão e vi que poderia ser uma oportunidade. Paralelo a isso, fiz parte de um movimento relacionado à igreja e viajei a europa. Falava em público, exercia liderança e participava de discussões. estive em nove países, conheci novas culturas e observei muito a questão da informática. na europa, caiu a ficha de que o Brasil estava defasado. 

“Me apaixonei por computador. com 16 anos, eu já ganhava mais do que meu pai que era assessor de ministro”

Qual é a sua formação acadêmica? Optei pelo curso de administração de empresas. não quis fazer ciências da computação, pois pensei que assim que me formasse, já haveria novas informações. Preferi fazer várias especializações na área de informática. na própria faculdade, juntei dois colegas, um de finanças e outro de recursos humanos, e praticamos o empreendedorismo dentro da universidade. Você acha que o apoio a esse tipo de iniciativa pelas universidades ainda é tímido? É uma iniciativa dos alunos, o apoio é mínimo. quando fui presidente da associação dos Jovens empresários do dF, criei o núcleo do talento empreendedor (nte), que é uma espécie de célula empreendedora dentro da universidade. vimos que 60% dos jovens que entram na universidade querem montar o seu negócio, mas só 2% conseguem. criamos, em parceria com o Sebrae, um modelo de capacitação de dois anos que está em vigor em várias universidades de Brasília desde

2008. há uma linha de crédito para universitários que querem montar um negócio. Como foi que você montou a sua empresa? começamos com a consultoria Júnior da unB. durante um ano e meio trabalhamos dentro da universidade e somente depois regularizamos. quando me formei, em apenas dois anos a empresa já contava com mais de 50 clientes. Fizemos plano de negócios e pesquisas. É importante essa orientação. dentre nossos primeiros trabalhos,  Schincariol e embrapa.

A concorrência na época era grande? não tinha concorrência neste segmento, existiam apenas grandes empresas. nós pegávamos o mercado das pequenas e médias empresas. Foi quando surgiu o conceito da cdS, um condomínio de Soluções. Pelas demandas dos clientes, criamos os serviços e indicávamos os melhores fornecedores. Qual foi o momento da virada? a oportunidade que mudou a nossa história foi quando a gM nos contratou em Brasília para o escritório regional, em 2003. Fizemos um trabalho de desenvolvimento de mercado no segmento de peças. No final do mesmo ano, a gM lançou uma concorrência internacional e convidou as dez maiores consultorias do mundo para reestruturar o segmento de pós-venda da empresa. era um projeto complexo, que envolvia tecnologia, consultoria, pesquisa de mercado, treinamento e propaganda em 40 concessionárias no Brasil e em toda a américa latina. eles queriam modernizar esses distribuidores, eles vendiam cerca de r$ 500 milhões por ano num mercado potencial de R$ 15 bilhões.  E a empresa ganhou a concorrência? Passamos um ano disputando. Perto do natal de 2004, recebi uma ligação da gM, pedindo que em três dias a nossa equipe fosse defender o projeto para toda a direto-

ria. durante a reunião, disse que queríamos para o negócio simplicidade, atitude e resultado. no final, tirei panetones com a nossa logomarca e deixei em cima da mesa, e completei dizendo que aquilo representava a nossa vontade de estar juntos deles. e a nossa simples ação teve efeito.  Ainda atua com a multinacional? hoje, já ganhamos 14 projetos dentro da gM. Já não cuidamos somente de pós-venda, mas também de venda e exportação. nós viramos o melhor case mundial de pós-venda e estamos hoje no chile, na colômbia e no equador, implementando a mesma coisa que nós implementamos no Brasil. Se tenho uma dica é: seja ousado, criativo e diferente. Essa expertise com a iniciativa privada lhe deu fôlego para sua expressiva atuação no governo, atualmente? com nosso know how em tecnologia, vimos que tínhamos capacidade para atender o governo. Nosso primeiro cliente foi a agência de exportação Brasileira (apex), para a qual montamos uma sala de controles para verem todos os indicadores de importação e exportação. atualmente, somos a maior empresa da américa latina no desenvolvimento de  indicadores de gestão com ferramentas de tecnologia. Medir o quanto o negócio está bem ou mal, de vários ângulos e em tempo real. Fa-


bate-papo

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Em qual projeto a CDS está investindo atualmente? Fizemos o maior projeto que se tem notícia hoje de integração de informações do mundo: a Central Nacional de Informações processuais e Extraprocessuais (CNIPE). Ela permite que qualquer pessoa consulte um processo pela internet em todos os tribunais do brasil. atualmente, o país tem 80 milhões de processos, já conseguimos colocar 40% deles em tempo real para consultoria. Quem tem isso hoje é só o sistema bancário e o de telefonia. antigamente, para saber a ficha criminal de uma pessoa, precisava acionar os 26 estados e o DF. eram dois dias para fazer essa consulta, que hoje é feita em alguns segundos. esse projeto tem se tornado um modelo para o judiciário mundial. É difícil encontrar profissionais capacitados nessa área? temos hoje 300 funcionários. Foi muito difícil formar nossa equipe. a maioria dos nossos profissionais recebe treinamento da empresa. temos uma universidade Oracle.  a cada dois anos, formamos de 30 a 40 profissionais. Um programa trainee dentro das universidades recruta alunos que podem tornar-se futuros funcionários. 

Bruno Pimentel

zemos isso hoje para banco do Brasil,  Conselho Nacional de Justiça, Ministério da Saúde e Ibama. Nos tornamos parceiros da maior empresa de tecnologia do mundo, a Oracle. 

“Já fui um workaholic, cheguei a trabalhar 20 horas por dia. Hoje busco o equilíbrio, com mais tempo para a minha filha e para a vida pessoal”

Quantas empresas tem a CDS hoje? São seis empresas, todas interligadas. antes trabalhávamos com parceiros, hoje somos um grupo só. Saímos do segmento de consultoria e hoje somos uma empresa de tecnologia. temos três escritórios em brasília, dois em São paulo e vamos abrir um em porto alegre e outro em Curitiba. Além da presença no Chile, na Colômbia e no equador. Como você leva o seu trabalho?   tive uma educação baseada na humildade, na simplicidade e em tratar bem aqueles que atuam para a minha empresa. as pessoas sentem prazer de trabalhar aqui, temos uma relação de família mesmo. Há cooperação e amizade em nosso ambiente de trabalho.

temos espírito de equipe, que foi e é importante para estarmos onde estamos.  Após todo esse sucesso, como você administra a vida profissional e a pessoal? Já fui um workaholic, cheguei a trabalhar 20 horas por dia. Hoje busco o equilíbrio, com mais tempo para a minha filha e para a vida pessoal.  Quais são os planos profissionais para o futuro?  temos três grandes frentes para atuar. primeiro, queremos estar entre os cinco maiores provedores de tecnologia do brasil, hoje estamos entre os 20 maiores. o segundo ponto é fortalecer e aumentar nossa atuação no mercado privado. por último, queremos consolidar nossa presença na américa Latina.


nO Mar

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charMe na água Mergulhe no universo das lanchas. as embarcações ganham estilo próprio e são ambientadas com mobiliário personalizado por grandes marcas

intermarine 65 – a embarcação possui excelente performance, muito espaço, design original e o interior sofisticado. Além disso, é única da categoria no mundo a oferecer quatro confortáveis cabines

Numarine 78 HT – a lancha tem design inovador e tecnologia. esportiva e elegante, com dois motores Man de 1.550 hp, pode atingir a velocidade máxima de 38 nós sem qualquer esforço

Atlantis 48 – Dinamicidade e sofisticação são as palavras- chave para descrever este novo modelo. com excelente organização de espaço, seu layout é ideal para a socialização. na parte interna conta com confortável sala e janelas amplas

bayliner 330 br – É um dos mais completos da categoria. O modelo mantém amplo espaço, várias janelas, painel e cozinha completa. Bayliner é uma das marcas que mais comercializa barcos no mundo

bmW intermarine 55 – Projetada pelo conceituado estúdio BMW group designworks uSa, a nova 55 é um dos grandes destaques da nova linha intermarine e exala inovação da proa à popa


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ARTIGO

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POR MURILLO De ARAGÃO

BRASíLIA A

qui estou eu, com filhos e neto candangos e uma história de 30 anos em Brasília. Desde que me mudei para cá, no início dos anos 80, ouço comentários recorrentes sobre a cidade. Muitos no Brasil ainda não perdoam Brasília. A nova capital despertou a raiva daqueles que viviam ou desejavam viver na antiga.  Recentemente, por ocasião do aniversário de 52 anos da cidade, as críticas recrudesceram. Duas delas merecem nota.  Uma é a de Fernando Rodrigues, brilhante jornalista que parece ter sido deportado para a capital federal por conta de compromissos profissionais; a outra é a do mais extraordinário ainda Ferreira Gullar, que foi o primeiro presidente da Fundação Cultural de Brasília.  Rodrigues não inova nas críticas. Surpreende apenas que – tal qual na história do traído – ele atribua a culpa ao sofá. No caso, o sofá é Brasília.  De forma superficial, muitos pensam que se não

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Bruno Pimentel

existisse Brasília não haveria tanta corrupção, pois a sociedade estaria mais perto para acompanhar o processo. Ledo engano. Basta ler a história da política nacional – uma coleção de compadrios, nepotismos, favorecimentos, corporativismos, entre outras doenças.  O mais notável dos textos criticando Brasília é o de Ferreira Gullar. Com uma

ponta de melancolia, ele afirma que a construção de Brasília era a expressão do novo – arquitetura, urbanismo, uma promessa utópica de sociedade justa. Mas, segundo ele, a cidade terminou se tornando provinciana e, de certa forma, a expressão do arcaico, por conta das desigualdades, dos benefícios e privilégios de alguns e, ainda, dos escândalos. 

Com todo o respeito, tanto as expectativas criadas por Gullar relacionadas a Brasília das pranchetas quanto os defeitos e problemas apontados são despropositados e desconectados da realidade.  O sonho igualitário de Brasília, por melhor que fossem as intenções, ainda não cabe na realidade social de hoje. Imaginem nos anos 50! Penso tam-


artigO

Celso Junior

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O hábito da faixa de pedestres foi criado em Brasília

bém que ao desenhar uma cidade com poucas calçadas, não se estava pensando no democrático exercício de andar por aí. a linda utopia dos anos 50 não se realizou nem tampouco fracassou. É um relativismo simplificador e pueril ir a um ou a outro extremo. Brasília não é nem provinciana nem a metrópole da justiça social. assim como é errado acreditar que todos os políticos de Brasília ou do Brasil são ladrões. Ou, por exemplo, homenageando as origens de gullar, acreditar que seriam ladrões todos os políticos do Maranhão. Ou do rio de Janeiro ou de goiás ou, até mesmo, de São Paulo.  O que é velho em Brasília é o velho do Brasil que já

estava presente no rio quando capital federal e que continua presente nos escândalos de corrupção Brasil afora. vale lembrar que os protagonistas dos principais escândalos da política nacional vieram de vários lugares. alguns são daqui, mas a maioria, não.  apesar dos pesares, a bela e nova Brasília continua sendo símbolo de esperança e de transformação. não apenas porque foi projetada como uma utopia. Mas por ter aberto os horizontes de um país que vivia de costas para o seu interior.  as mudanças, no Brasil e aqui em Brasília, vão ocorrer conforme a sociedade esteja melhor, bem como as suas instituições. É o lento processo de

um país que foi criado pelo estado e não pela sociedade.  assim, se o que é velho em Brasília é o velho do Brasil, temos algo novo em Brasília que modernizou o Brasil. com todos os defeitos, Brasília é capaz de provocar o desenvolvimento no interior do país.  Foi ainda fator de nacionalização do debate político, antes oligopolizado no Sudeste. e foi capaz de expurgar um governador do exercício de seu mandato por obstruir o funcionamento da Justiça.  Foi aqui, também, que se implantou o sistema de cotas para afrodescendentes em universidades. Foi em Brasília que se estabeleceu o hábito de se respeitar as faixas de

pedestres e de não buzinar por qualquer motivo. Foi no dF que o Bolsa-escola se robusteceu e inspirou o Bolsa-Família.  no âmbito federal, atravessou o fim do regime militar e o alvorecer da nova democracia com ordem e respeito. É palco de manifestações da sociedade civil, além de ter sido centro do debate constitucional e de reformas importantes que fortaleceram o MP, a cgu, o TCU, entre outros organismos.  Brasília, bem como o Brasil, está longe da utopia da justiça social imaginada por seus construtores. Porém, não deixa de influenciar decisivamente a construção de um Brasil melhor, mais fraterno e menos safado. 


gastronomia

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Por marcio viEira

Para viPs

todo Luxo, PodEr E gLória à gastronomia

Que venham as trufas brancas. Em outubro, o proprietário do Le tambouille (61 3047-5925), giancarlo Bolla, deverá trazer para Brasília pela primeira vez o seu exclusivo festival de trufas brancas, que acontece anualmente no restaurante. a iguaria, muito apreciada por chefs de cozinha devido ao seu inigualável aroma, só dá dois meses por ano: outubro e novembro. as trufas de alba, na itália, por serem as melhores, podem custar entre três e cinco mil euros o quilo. no restaurante, a casa oferecerá entrada e prato principal com lascas finíssimas desta delícia. o prato predileto dos apreciadores é o ovo all’occhio di bue, que reúne a simplicidade do ovo e a exuberância da trufa branca fresca. no ano passado, essa entrada custou r$ 350 na casa.    

s

ou fã confesso do chef americano anthony Bourdain. de origem francesa, ele não tem papas na língua. Li todos os seus livros, a começar pelo Cozinha Confidencial, que conta os bastidores dos restaurantes de alta gastronomia dos Estados unidos e deixou os chefs de cabelo em pé. assim como ele, penso que gastronomia é uma viagem. Poderosa, porque impõem sensações. Luxuosa, porque não há nada tão delicioso como comer bem e ser muito bem servido. E cara, para quem quer um serviço de primeira. Afinal, todo e qualquer tipo de exclusividade você tem um preço a pagar. viajar para outros países e ter o privilégio de um jantar completo no refinado French Laundry, do chef thomas Keller, na califórnia, ou a cozinha do restaurante estre-

lado de José maria arzak, em Bilbao, Espanha, convenhamos, é uma experiência que envolve todos os sentidos. cada ser humano é viciado em algo. tem aqueles que pagam fortunas por carros. outros ficam anos para conseguir determinada roupa, sapato ou bolsa. E muitos, como eu, que pagam o que podem – quando podem, é claro – por uma bela refeição. se eu viajo, é para comer e beber bem. E muito bem. E é isto a que esta coluna se propõe: contar histórias de restaurantes, cujos pratos dão significado à vida. Longe de ser um crítico gastronômico, sou um curioso pela arte da gastronomia. vamos viajar juntos pelas melhores casas de Brasília, do Brasil e do mundo. E, como meus amigos sabem, LPg sempre. ou seja, Luxo, Poder e glória e muito bom humor.

surPrEsa, surPrEsa! Quem já curte a excelência do gero (61 3577-5520), no iguatemi, vai adorar a novidade. a casa criou dois novos pratos para brindar o lançamento da revista GPS|Brasília. um deles é o spaguetti chitarra con ragù di agnello e funghi freschi, uma massa trabalhada no cilindro, depois cortada na guitarra (é esse mesmo o nome!). trata-se


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excluSidade É aMOr exclusividade é um dos pontos que mostram o quanto o dono de um restaurante é apaixonado pela alta gastronomia. Só isso explica os ingredientes que o mais que simpático Manoelzinho trouxe à Brasília para seu estrelado antiquarius (61 3047-5181), no espaço gourmet. ele usa cardo, uma plantinha de coloração lilás que cresce em locais rochosos e pode ser encontrada na forma selvagem em Portugal. lá, ela é prensada e usada para coalhar o queijo, servido na casa, e é uma das delícias da entrada. Outro queijo servido no restaurante é de produção própria e vem da região serrana do rio de Janeiro. este último você pode pedir como tapas, na versão queijo com tâmaras. e não abra mão das entradinhas. Peça uma taça de prosecco e os croquetes de carne, bolinhos de bacalhau e o queijo derretido (aquele de fabricação própria) com torradas.  Não é à toa que o expert em gastronomia Boni de Oliveira, sua lu e uma turma de estrelados da tv globo e empresários batem ponto na casa instalada no leblon desde 1977. no mês de maio há um festival de bacalhau, como só a casa sabe fazer. ah! toda a trilha sonora foi escolhida pelo Boni. tenho que contar: Manoelzinho me deu toda a trilha de presente. amei! Para fechar, Manoelzinho tem na casa o conhaque luís xiii (na foto), cuja garrafa – feita de cristal baccarat – custa r$ 13 mil. a dose sai por r$ 1,7 mil e se você der a sorte de pedir a última dose da garrafa, pode levá-la para casa. Fotos: Gilberto Evangelista


Gastronomia

de uma peça de madeira e fios de aço. A massa tem formato achatado e acompanha ragù de paleta de cordeiro e cogumelos frescos (hummmm!!). E tem mais. Bigoli con ragù di anitra e funghi. Esse último é uma massa branca, prensada no bigolari. Para começar a noite ou a tarde, a sugestão é o prosecco Faè, uma exclusividade da Enoteca Fasano. Informação cultural: Ragoût ou ragu é um tradicional molho à base de carne cozida, uma tradição de origem italiana (porém, o nome ragoût é de origem francesa) usado na culinária brasileira, principalmente paulista de origem italiana. É um tempero para massas, o dito molho da “mamma” para macarronada de domingo. Não é vergonha perguntar quando não se sabe. Eu pergunto o tempo inteiro.  

DIREto DE NY o presidente da Autoridade Pública olímpica, Marcio Fortes, ex-ministro das Cidades, é extremamente exigente quando o assunto é gastronomia. Diplomata, já viajou o mundo e destaca à coluna para quem estiver em NY, o the Modern, restaurante localizado dentro do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York e comandado pelo chef alsaciano Gabriel Kreuther. Fortes comemorou

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o aniversário da mulher Elma lá. Ele sugere o salmão escocês levemente tostado com sementes de papoula, beterraba em emulsão de pistache italiano. A casa ainda tem uma estrela do Guia Michelin. the Modern (9 West 53rd Street, Midtown, 212/333.1220)  

FIM DE uMA tradição

Só EM BRASílIA Elaborado pela chef Ilda Vinagre, o Bela Sintra (61 3242-4001) tem um prato criado especialmente para a casa de Brasília. Regale-se com gente bonita, staff idem e com o Bacalhau do lago (em homenagem ao lago Paranoá, simpático, não?). Vem servido grelhado e em lascas, acompanhado de batatas panadeiras, espinafres salteados, gratinado com mussarela fresca de búfala e coberto por molho suave de tomate. Fotos: Mauro Holanda

Francamente, não conheço ninguém que não fique chocado com o fim de tradições. Isso vale também para o ramo da gastronomia. Fiquei passado – para não dizer indignado – ao ler em uma revista de circulação nacional que o personagem criado por Ian Fleming, o mundialmente conhecido James Bond, iria trocar o famoso Martini, a bebida favorita do escritor e de seu personagem, por cerveja no próximo filme. onde ficará o charme do agente de Sua Majestade? Gosto de beber cerveja e chope com os bons e velhos amigos no Rio. Agora, ir ao bar do Dukes Hotel, em londres, e não pedir ao barman (que são sempre de primeira!) um Martini é um crime. É neste bar do hotel onde Ian Fleming tomava seus martinis. É por onde já passaram todos os belos e conhecidos do mundo. Quando morei em londres – e era um estudante duro – vivia passando em frente ao hotel apenas para admirar e ver


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Fotos: Divulgação

aquele monte de gente bonita do bar de hotel. Fora que é super bem localizado. Fica perto da regent Street, Piccadilly circus e do green Park.  Para quem quiser conferir de perto a magia de se pedir um Martini no dukes, não peça apenas um, mas dois, três... e deixe o tempo passar. e, claro, depois me conta tudo. dukes hotel – St James’s Place, londres, tel. + 44 20 7491-4840

carneS nOBreS Para celebrar seu primeiro aniversário, a linha de carnes Swift Black traz grandes novidades. a linha apresentará aos consumidores uma edição comemorativa com um novo corte exclusivo no Brasil. Batizado de Black Strip, ele é longitudinal, retirado da parte mais nobre do bife de chorizo e preserva três pequenos ossos das últimas costelas do animal. a presença dos ossos enaltece o paladar, mantém a textura do bife de chorizo e garante o máximo sabor de uma carne com osso. esta linha da JBS, maior processadora de alimentos do mundo, é destinada à alta gastronomia e a um público sempre ávido para degustar o que há de melhor. aqui em Brasília, a dica é o Pobre Juan, no iguatemi. apesar de a estrela ser a carne, nada impede os acompanhamentos. Sugiro as papas fritas argentinas (aquelas batatinhas fritas quadradinhas e ocas por dentro), farofa de ovos e arroz com brócolis. e se o tempo estiver bom, escolha a varanda da casa. adoro.

Fina criatividade adoro quando a criatividade toma conta da gastronomia. não ao ponto de chegar àquelas químicas absurdas do el Bulli da espanha, que já fechou as portas, mas quando a inspiração vem para fazer a felicidade do paladar do comensal. Para mim. O Soho, privilegiadamente localizado no Pontão, tem esta receita. São nos pequenos detalhes que a casa me pegou e aos meus amigos que quando visitam Brasília faço questão de levar. Faço duas recomendações – porque minha editora não me dá mais espaço para escrever – o Soho Maki camarão. É um salmão maçaricado – isso mesmo! – com camarão empanado, cream cheese e molho levemente picante e o Pontão Maki, um enrolado de salmão com camarão flambado e molho mais do que especial. não tem como não sair feliz de lá!!! O telefone da casa é o 3364-3979.


Saúde

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BlindageM natural alimentos funcionais entram na rotina dos que prezam pela longevidade. quando customizados por especialistas, são capazes de prevenir doenças fatais

Por raquel Jones

h

ipócrates, o pai da medicina, disse há mais de dois mil anos: “Faça do seu alimento o seu remédio”. atualmente, os mais atentos à saúde têm tentado tornar esse lema um mantra diário na rotina, apesar das dificuldades em adotar bons hábitos de alimentação. um dos caminhos para a boa saúde são os alimentos funcionais, aqueles que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos por meio da atuação de um nutriente, ou não nutriente, no crescimento, desenvolvimento, manutenção do organismo humano. especialistas garantem que tais alimentos são fundamentais na prevenção de doenças e podem ser imprescindíveis para uma vida longa, aliados à prática de exercícios físicos, noites bem dormidas e acompanhamento de um profissional. É ele quem dirá qual alimento condiz com seu organismo.

O farmacêutico rogério tokarski, proprietário da Farmacotécnica, uma das pioneiras em manipulação de medicamentos e venda de alimentos funcionais em Brasília.  “Nos alimentos funcionais estão contidas as necessidades es-

senciais para cada pessoa, são bem personalizados”, explica. apesar de parecer distante da rotina, inseri-los no dia-a-dia não é tão complicado quanto parece. eles podem estar nas microvitaminas, como os óleos de coco, de bor-

ragem, o óleo de peixe. É tudo uma questão de hábito. O nutricionista Max xavier alerta que nem tudo que é natural faz bem ao indivíduo. É preciso orientação e prudência. “O óleo de coco, por exemplo, não pode ser usado


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Confira abaixo os alimentos funcionais e seus benefícios óleo de coco

rico em vitamina e, antioxidante, combate as ações danosas dos radicais livres. Fonte de ômega 6 e 9, que são ácidos graxos essenciais. no emagrecimento, possui ação termogênica para acelerar o metabolismo.

óleo de borragem

rica fonte de ácido graxos essenciais, ômega 6 e ômega 3.

cálcio de ostras

importante fonte de cálcio para a manutenção da integridade óssea, auxilia na contração muscular e na preservação da dentição.

Fotos: Divulgação

óleo de linhaça

Fonte de ômega 3, 6 e 9, melhora o metabolismo de gordura, a produção de energia, a regulação de funções celulares e a cicatrização de tecidos e ferimentos.

Levedo de cerveja em pó

por pessoas com problemas hepáticos e de vesícula. Outro exemplo são os cogumelos, que podem ser alimentos ou drogas”, orienta. O avanço nas pesquisas gera expectativa da descoberta de muitos benefícios nessa área. Estudos científicos do dna e seus cromossomos estão personalizando cada indivíduo. Pessoas que têm predisposição

ao Mal de Parkinson, por exemplo, podem prevenir a doença ingerindo alimentos que contêm Ômega 3. “em poucos anos, devemos alcançar uma saúde que nos deixe mais longevos. longevidade saudável é estar harmonicamente dotado de todos os micronutrientes e hormônios equilibrados em seu organismo”, complementa Tokarski.  

Fonte natural de proteínas, vitaminas do complexo B e sais minerais, melhora o funcionamento cerebral a nível da memória, potente metabólico, imunogênico e antioxidante. 

óleo de fígado de bacalhau

Fonte de vitamina a e d, necessárias para a integridade das mucosas e da pele. alto teor de dha e ePa.

colágeno

Fonte natural de aminoácidos. rico em hidroxiprolina e prolina, os dois aminoácidos que mais trabalham para manter a sustentação dos tecidos. Fornece energia quando os carboidratos e os lipídeos são insuficientes para satisfazer as necessidades energéticas.

gelatina • contém 9 dos 10 aminoácidos essenciais. estimula a síntese de colágeno presente na pele, ligamentos, articulações, cartilagens, ossos, sangue, vasos sanguíneos, epitélios e outras estruturas.xw


SaBOr

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cacau eM curvaS Por raquel Jones Fotos: divulgação

O

scar niemeyer já dizia que não era o ângulo reto que lhe atraía, e sim a curva livre e sensual. “a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. de curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”.  as curvas agora também fazem parte do universo do chocolate. Produto de uma pesquisa minuciosa, a família aquim apresenta o chocolate q, cuja característica é extrair o melhor cacau de cada safra. além disso, o design  da iguaria é desenvolvido por Oscar niemeyer. a parceria com o arquiteto começou quando a fórmula do chocolate Q ficou pronta, há dois anos. Foram cinco anos de pesquisa até que  a fórmula fosse aprovada e vendida na loja da família, em ipanema, no Rio de Janeiro.  de acordo com Samantha aquim, segunda geração da família ítalo-portuguesa, que há duas décadas iniciou uma trajetória de sucesso na alta gastronomia, todos ficaram surpresos com a força do sabor. Para iconizá-lo, o produto precisava de uma apresentação à altura.

Oscar niemeyer assina o design de um dos mais cultuados chocolates, o q, cuja receita extrai o melhor cacau de safras da Bahia

serviço Rua Garcia D’Ávila  Ipanema, Rio de Janeiro  Fone (21) 2523-5090

de um artista, um arquiteto. de niemeyer, precisamente. Samantha aprendeu a fazer bombons com o poderoso chocolatier Thierry Atlan, que atua no lenôtre, na França. a patissier voltou entusiasmada com as técnicas francesas e as aplicou nos produtos vendidos na loja da família. Mas foi só na Bahia, em uruçuca, que os aquim puderam viver a realidade do cacau e descobrir o quanto esses dois mundos são diversos e separados.  “Foi uma outra realidade que se descortinou e nos obrigou a sair em uma busca obstinada pelo verdadeiro chocolate.

aquele que não fosse mais uma importação dos tradicionais e maravilhosos pralinés ou ganaches, mas fiéis aos aromas da sua principal matéria-prima”, complementa Samantha. O modo como a família aquim produz os seus produtos tem rendido críticas de especialistas internacionais. Para o diretor da École lenôtre, Philippe gobet, “eles não deixam nada ao sabor da sorte. Sabem que a perfeição passa, obrigatoriamente, pela seleção dos melhores ingredientes”, afirma.


BEBIDA

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Domaines Ott Chateau de Selle Rose 2010 – Produzidos a partir de algumas vinhas velhas de produtores selecionados em Provence. O vinho tem tons de rosa pálido e cobre. O buquê é intensamente frutado com notas de pêssego branco, maçã e frutas exóticas. R$ 278.

SABORES DO MUNDO Safras limitadas, design exclusivo, degustadores seletos. Veja as bebidas que têm circulado pelas noites especiais mundo afora

Belle Époque Leather Hat Case – O case desenvolvido pela Perrier-Jouët é uma maleta feita por artesãos italianos, utilizando couro branco, seda verde natural e fios de ouro em formato de caixa de chapéu. A maleta também traz um balde de gelo Christofle. R$ 27 mil.

Whisky Royal Salute 62 – A garrafa é fechada com uma coroa em ouro 24 quilates e uma pedra de cristal. Cada garrafa é o resultado de 40 horas de trabalho. Uma verdadeira obra de arte. R$ 10 mil.

Absolut Elyx – Produzida manualmente em edição limitada, a vodka tem textura mais sedosa. Percebese algumas notas florais, de baunilha e limão. R$ 175.

Veuve Clicquot La Grande Dame – Produzido somente em safra excepcionais, o champagne é uma homenagem à grande dama da marca, a madame Clicquot. R$ 670.

Johnnie Walker Blue Label Baccarat – Parceria histórica entre a tradicional cristallerie do mundo e a família produtora de whisky. A garrafa lembra o frasco de um perfume. Apenas 170 unidades no Brasil. R$ 10 mil.

Whisky The Balvenie DoubleWood 12 Anos – Um single malte que chegou agora ao Brasil. The Balvenie Doublewood é um whisky proveniente da região de Speyside, que adquiriu o seu caráter distinto em virtude da maturação vivida em dois cascos, de duas diferentes cepas. R$ 190


reServadO

cOnFraria

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Por raquel Jones Fotos: Celso Junior

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apreciadores de charuto se ressentem de não haver uma tabacaria na cidade e formam grupos fechados, que se encontram semanalmente para degustar o fumo

umar charuto é um hábito que não sai de moda. Já foi símbolo de poder. Mesmo com as leis que restringem o fumo no Brasil e no mundo, os apreciadores do tabaco estão se reunindo em ambientes mais reservados, tornando os grupos cada vez mais seletos.  a origem do charuto é desconhecida, sabe-se que foi em cuba, onde hoje se fabricam os melhores exemplares do mundo. Outros grandes produtores estão na república dominicana, estados unidos, honduras e até mesmo no Brasil. Segundo daniel guerra, apreciador de charutos e integrante de um seleto grupo de fumadores da capital federal, cuba é o país que tem o melhor terroir de todos, termo geralmente usado para avaliar um vinho. “É o mesmo que definir o melhor clima, o melhor solo e a melhor condição geográfica. O charuto cubano tem paladar acentuado. Por isso é o melhor do mundo”, explica guerra. Os entendidos do assunto explicam que o charuto não tem sabor, e sim intensidade. Por exemplo, a diferença de um charuto cubano para um dominicano é a mesma de um  cigarro da marca Marlboro para a marca Free. e isso se deve principalmente ao terroir que determina nas folhas de tabaco uma característica única. Para o político inglês Winston churchill, o charuto era um objeto de inspiração, fonte de grandes ideias. “Bebo muito. quase não dur-


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mo e fumo um charuto atrás do outro. É por isto que estou duzentos por cento em boas condições físicas e mentais”, dizia. Já para o guerrilheiro cubano che guevara, o charuto era como um amigo. “O fumo é um ótimo companheiro para a solidão do soldado”, dizia. apesar de ser uma inspiração para muitos, o fumo está cada vez mais limitado a ambientes fechados. de acordo com daniel, em Brasília não há uma tabacaria onde se possa fumar. “Os grupos de apreciadores de charuto estão ficando mais seletos. ao invés de irem a restaurantes, bares, eles estão indo a lugares privados, casas de amigos”, conta guerra, que se reúne no mínimo quatro vezes por semana com companheiros para apreciar o legítimo cubano.  

Marcas  Os charutos cubanos mais conhecidos são o cohiba, Partagás, romeu e Julieta e Monte cristo. devido ao embargo comercial imposto a cuba pelos estados unidos, essas mesmas marcas passaram a ser produzidas também em outros países, como honduras e a república Dominicana, a fim de atender à demanda norte-americana, o maior mercado do mundo.  hoje em dia é considerado o melhor charuto do mundo o cubano cohiba Behike. uma unidade custa r$ 150. no Brasil, as marcas mais conhecidas são dona Flor, alonso Menendez e angelina. todas elas fabricadas na Bahia.  

independentemente da marca, o mais importante é o ritual, a companhia e o prazer do momento. “O tabaco é a planta que transforma pensamentos em sonhos”, dizia victor hugo.

Edição limitada

Conservação   charuto não pode ser conservado em locais quentes. a temperatura não pode ultrapassar 25 graus e a perfeita conservação exige que esteja entre 18ºc e 20ºc. a umidade do ar deve estar entre 60% e 70%. O umidor é uma caixa que propicia a correta armazenagem dos charutos mesmo por longo tempo.

Os charutos mais especiais são as edições limitadas. Todo ano,  se realiza a Feira Internacional de Del Habano, em cuba, onde são lançadas três edições limitadas de charutos. eles escolhem algumas fábricas, todas estatais, e desenvolvem um formato de charuto para cada uma delas. esse conceito é o que mais se assemelha ao de safra no universo dos vinhos.


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tadeu “eu não falo, eu faço” FiliPPelli À margem da crise política, o vice-governador tadeu Filippelli fala de melhorias, novas obras e da reestruturação da capital. e diz que não há tempo a perder. tem muito trabalho pela frente


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Por Paula Santana Fotos: Celso Junior

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ábado pela manhã. normalmente, um dia mais calmo, mas às 8h40 ele já havia recebido um telefonema do governador, agnelo queiroz. logo depois, uma outra conversa ao celular que levou cerca de 15 minutos. Sempre muito discreto, de gestos informais, mas elegantes, o vice-governador tadeu Filippelli, enfim, sentou-se em sua sala para uma conversa que deveria levar quarenta minutos. era o tempo que ele dispunha antes de iniciar seu dia de trabalho. ele mora na qi 05, dolago Sul, onde está instalada a vice-governadoria do dF. a casa não é grande. tem os traços de niemeyer. Mas o acomoda bem, que pode conciliar os momentos de trabalho com as raras horas de folga. Mas Filippelli parece não querer muito tempo para descanso. grudado em seu iPad, ele conversa com nossa equipe ao mesmo tempo que ilustra todos os seus comentários. e quando fala de uma Brasília futura, ele vibra. tanto que os 40 minutos se transformaram em duas horas. Pouco tempo para descrever uma Brasília tão exata.  além de ser engenheiro, ele também é um exímio gestor. quer realizar, fazer com que tudo se cristalize dentro do prazo. quando isso não acontece, e nem sempre acontece, ele tem um segredo, uma válvula de escape. “quando preciso desestressar, sair um pouco da burocracia, largo tudo e vou para um

Em construção, o Estádio Nacional Mané Garrincha emprega 3 mil pessoas

“não adianta trocar calçadas e deixar a W3 como está. ela precisa ser totalmente repensada. ali, passa um ônibus a cada oito segundos. É insuportável para o morador”

canteiro da cidade. entre engenheiros e pedreiros, visto o capacete, caminho pela obra, vejo seu andamento... Ganho novo fôlego”, diz.  estudioso, Filippelli tem a cidade nas mãos. todas as obras de Brasília, as em andamento e as futuras, são milimetricamente decifradas por ele. em vídeos que revelam o futuro urbanístico da capital federal, ele nos mostra, em off, como ele pretende que Brasília cresça ordenadamente. “uma metrópole, a quinta do País. São quatro milhões de habitantes, sendo 2,6 milhões só em Brasília. tudo tem que ser revisto já”, inquieta-se em sua poltrona, como se quisesse levantar e resolver tudo naquele momento. Mas sua inquietude é por uma Brasília melhor. em todos os sentidos. com os problemas visíveis pelas quais a cidade passa, Filippelli mostra estudos, planos, realizações, projetos. Fala dos sucessos e das frustrações. “na saúde falta mão-de-obra; a Segurança está retomando o controle frente à comunidade; a educação tem professores que ganham mais que o piso salarial da categoria; no Transporte Público os ônibus estão sucateados”.  ele ressalta. “quando assumimos o governo, tivemos que iniciar. dar o ponto de partida. a cidade estava parada. havia contratos vencidos, certidões sobre pendências financeiras, 157 obras paralisadas e até uma notificação de suspensão da coleta de lixo. Um quadro trágico, que se arrastava desde a crise de 2009/2010, quando Brasília teve quatro governadores em um ano. isso deixou um rastro, uma crise administrativa sem precedentes”.  


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A Torre Digital promete ser o maior centro turístico da capital

aniversariante do mês de maio, dia 10, Fillippelli é um homem de fé. na sala onde conversamos há dois livros de nossa Senhora em cima da mesa. e seu aniversário, como de costume, ele celebra na igreja. “Sou político, tenho que comemorar com o povo. e gosto de fazer isso com uma grande missa”, diz. gosto muito de nossa Senhora de nazaré, Santo expedito e São Judas tadeu. este é um santo poderoso”.  a conversa começou na sala e terminou na mesa do café da manhã. enquanto degustava um pão integral com queijo branco e suco de laranja, Filippelli falava com entusiasmo sobre os congressos onde esteve representando o Brasil. em especial no Congresso Mundial da Água, em Marselha, na França. “É o momento do Brasil. todos nos querem. temos água, temos espaço, somos jovens, o solo nos favorece, o clima também. e Brasília, a capital, tem que estar inteira para ser vista e apreciada pelo mundo”.  Ao final da entrevista, ele nos levou à porta, num gesto muito gentil. eu disse: “governador, tomamos uma hora e meia a mais do seu tempo. nos desculpe”. e ele espondeu: “Foi um prazer. É sempre assim. eu acabo perdendo a hora quando falo o quanto podemos fazer por Brasília. É um árduo trabalho. não podemos parar”. e emendou. “você podia visitar a torre digital. está linda. Foi limpa e pintada hoje. Vai lá ver”. 

Ao longo de sua carreira política, o senhor foi deputado, administrador, secretário e agora vicegovernador do DF. Qual a fórmula para trazer de volta a autoestima do brasiliense depois de tanta crise?  Os benefícios do nosso governo ainda não chegaram à população. em muitos estados que vêm com uma boa administração, o governo teve uma reeleição ou a troca do governante, mas com o mesmo grupo político. em Brasília foi absolutamente diferente. Passamos o primeiro ano arrumando os rastros anteriores. Foi sofrível. Pegamos uma situação que beirava o insuportável.


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Quais foram as primeiras dificuldades? O vlt, por exemplo. Só em outubro de 2011, depois de dez meses parado, conseguimos na Justiça a liberação da obra. de anulação de contrato à nova licitação.  E o transporte público? É ruim, um dos piores do País. Mas em 15 meses fizemos o que jamais foi feito, como a bilhetagem automática, composição com o metrô. rompemos a relação das empresas que atuavam nesse segmento há cinquenta anos. elas podem permanecer como prestadoras do serviço, desde que passem por todo o trâmite. As regras são outras.  A Saúde era uma área que a comunidade esperava melhorias expressivas, mas ela tem dado bastante trabalho. É uma dificuldade, um enorme desafio sua reestruturação. O governo não tem domínio sobre a resposta do que é ofertado. a ampliação de unidades amortecedoras é um caminho. Fizemos melhorias nas instalações, mas não há mão-de-obra suficiente. Defendo a legalização do diploma estrangeiro no Brasil.  E os professores, nossos eternos mestres, que reivindicam salários melhores? tiveram 14% de aumento. É três vezes o piso salarial da categoria. de 650 escolas públicas, 350 passaram por reformas ao longo do último ano. estamos implementando um novo sistema de gestão escolar vindo de demandas represadas ao longo do tempo.  A Segurança Pública está com um problema pontual ou, de fato, estamos desamparados? a Polícia Militar está retomando sua normalidade. você está se referindo a casos pontuais que ocorreram com a Operação tartaruga. tenho plena convicção de que ela é a melhor do Brasil. temos os melhores equipamentos. E fizemos novas compras para PM e Corpo de Bombeiros. a crise acabou. Brasília clama por melhorias, respira obras. O que está sendo realizado neste momento? estamos com 300 obras em andamento. É importante dizer que priorizamos obras necessárias. São quatro projetos que abordam a mobilidade do dF. não são obras faraônicas, mas têm qualidade e envergadura.  Quais são elas? Saída do eixo norte rumo à Planaltina e Sobradinho. nunca foi feito nada nessa região. haverá Brt (bus rapid transit). O percurso que era feito em 1h40 diminuirá para quarenta minutos. a Ponte do Braguetto terá um trevo e mais duas pontes, de entrada e saída. isso deixará o lago norte isolado do tráfego.

estádio nacional É um legado. estamos vivendo o estádio, vendo-o crescer a cada dia. São três mil  empregos numa obra que não para um minuto sequer. O conjunto da obra é fantástico. um túnel ligará o centro de convenções até o estádio. haverá várias edificações e uma área multiuso.

vlt estamos negociando a dívida pregressa na Justiça. São seis veículos. eles serão concluídos de forma organizada. a população deseja vê-los em atividade. assim como o Brt, a segunda maior obra em volume de Brasília. 

torre digital um belo mirante. um paliteiro, uma antena só. este será o maior ponto turístico da capital. O assédio é imenso. haverá lojas ao redor. e o parque digital fica no subsolo. 

Parques estamos atentos e levando muito a sério esta questão. quero que todos os parques saiam do papel. São quase 70 projetos, e 30% deles estão implantados. É uma necessidade. O brasiliense ama parques.

noroeste Ele vai nascer sem as dificuldades vividas pelo Sudoeste. É uma bela solução para a classe média-alta. São 300 obras em andamento. vamos ter o Parque Burle Marx, cujo investimento é de r$ 35 milhões. 

Ponte do lago norte ainda está em estudo. há um grande projeto para aquela região.


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Quadra 901  É um projeto casado com a copa do Mundo, mas não existiu só por causa dela. esta é a última área nobre para construir um empreedimento de porte. não se trata da expansão do Setor hoteleiro. nada a ver. É um espaço para suportar a demanda das atividades empresariais. um projeto integrado.

condomínios irregulares Falta ação do governo. Precisamos equacionar o problema dessa classe, que em diversas situações fica nas mãos de entes criminosos.

vila Planalto Minha querida vila Planalto. tem que haver um pacto entre moradores da vila e o governo. É a história de Brasília que precisa ser preservada, precisa ser mantido seu aspecto bucólico. quanto mais demorar essa ausência do estado na aproximação com o morador, pior. É um jogo onde todos perdem.

Orla anda mais devagar do que deveria. Mais uma questão onde governo e empresariado precisam se entender. O governo não tem competência para abrir casas de excelência na Orla. isso cabe à iniciativa privada. há coisas ótimas, como o calçadão do lago norte e o Pontão. e casos de difícil solução, como a Concha Acústica. 

W3 não adianta trocar calçadas e deixá-la como está. ela precisa ser totalmente repensada. ali, passa um ônibus a cada oito segundos. É insuportável para o morador. ao mesmo tempo, não há estacionamento suficiente para a demanda de um comércio mais intenso. Falta gente transitando na W3.

Sede do governo O centro administrativo é a terceira maior obra de Brasília. Será ao lado do estádio de taguatinga e abrigará 15 mil pessoas. em 18 meses estaremos lá.

E as demais? O eixo Sul também terá Brt rumo ao gama e Samambaia, assim como Santa Maria. a expansão da ePtg, uma das vias mais movimentadas do dF. teremos um túnel que atravessa a parte central de taguatinga até a avenida elmo Serejo. não será mais necessário passar pelo centro da cidade. e o Metrô, que faremos muitas melhorias. O Metrô é um projeto vital para desopilar o trânsito. Quais serão as iniciativas? Fizemos um pacto de mobilidade com o governo federal. nossa proposta não é uma obra mirabolante. É para ações imediatas. O projeto ao todo custa r$ 2 bilhões para dois anos de obra. na asa norte faremos um túnel. no centro da cidade, ele será de superfície, sem a necessidade de desapropriar regiões habitadas. A ampliação do metrô é a grande melhoria funcional deste governo? O metrô está há onze anos em operação. transporta 160 mil pessoas diariamente. O dF tem 1,5 mil ônibus saindo do entorno todos os dias. É impossível organizar o trânsito em Brasília sem o metrô. Ainda mais com o aumento do transporte individual.  Você acredita que o brasiliense de classe média e alta perderá o preconceito em andar de metrô quando mais linhas de acesso estiverem disponíveis? É necessário. Só em Brasília existe essa postura. Os moradores do Plano Piloto são culturalmente resolvidos para persistirem nesse preconceito. eles andam de metrô em outros países. O nosso é lindo, limpo e bastante seguro. Além da reestruturação funcional de Brasília, o que o senhor gostaria de fazer por ela? certamente a conclusão do conjunto arquitetônico. a Praça do Povo, aquela atrás do teatro nacional que segue até o primeiro ministério. isso é de grande valia para a o desenvolvimento cultural da cidade. uma bela concha acústica, com garagem subterrânea e comércio voltado para a área de cultura. 


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ilca rOck and lOve textO: Paula Santana FOtOS: celSO JuniOr

inquieta, agitada, doce, divertida, feliz da vida, ilca lira é muitas coisas ao mesmo tempo. ela vibra com arte moderna e rock. ela ama sua casa e a família. não se controla ao ver um lindo vestido ou uma bolsa assinada. quando está concentrada, mergulha no universo de gustav Jung. Louca por tattoos, uma singela a define: float on. ela clama por festa e celebração. Mas aos domingos, vai à missa com a família. Psicóloga, 33 anos, formada em george Washington university, nos estados Unidos, casada, dois filhos. This is ilca.


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“acredito que alguma parte do eu, ou da alma, não está sujeita às leis do espaço e do tempo” O livro vermelho, de carl gustav Jung

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“Somente através da arte nós conseguimos sair de nós mesmos e conhecer a visão do outro sobre o universo” Marcel Proust


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Edição: Paula Santana Estilo: Fabricio Viana Beauty: Ricardo Maia Look 1 Vestido Valentino (acervo pessoal) Scarpin Talie para Fato Brincos Sr Alberto (acervo pessoal) Look 2 Calça de couro Thellure para Fato Braceletes Gucci Sandália Louis Vuitton (acervo pessoal) Look 3 Saia de couro Débora Mangabeira para Amelie Body Filhas de Gaia para Amelie Sapato Dolce&Gabbana (acervo pessoal) Gargantilha Rosely Maia (acervo pessoal) Bracelete Rosely Maia (acervo pessoal) Look 4 Bolero Lilly Sarti para Fato Regata em seda para Fato Legging Fato Sandália Miu Miu (acervo pessoal) Look 5 Vestido Bordado Mixed Braceletes Gucci Scarpin Louboutin


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G. Prado

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yan acioli deixou Brasília rumo a São Paulo para dedicar-se à Moda. tornou-se personal stylist de grandes estrelas Por raquel Jones

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udo começou na faculdade de Publicidade em Brasília. Ao produzir um filme que contava a vida de uma modelo, o brasiliense yan acioli percebeu que seu business seria com Moda. ele não queria ser estilista, mas sua intimidade em inserir a roupa num estilo definido era o suficiente para ingressar no segmento. Em São Paulo, durante um curso na área, descobriu o que a profissão de personal stylist tinha a lhe oferecer. dedicado, atento e observador, em pouco tempo adquiriu o que o mercado paulista solicitava: agilidade, humor, discrição e, claro, talento. yan começou como assistente da então BBB Sabrina Sato. Junto com ela, cresceu e apareceu. aos poucos, foi revelando sua capacidade

Você se formou em Publicidade em Brasília e fez um curso de Marketing na Austrália. Quando descobriu a moda?  no último semestre do curso de Publicidade, dirigi um curta-metragem que falava da vida de uma modelo. Foi um dos melhores trabalhos na época. Isso influenciou a minha vontade de trabalhar com produção. em paralelo, eu tinha um amigo que era fotógrafo em Brasília, o geraldo Prado. ele tinha ido para São Paulo e me chamou para fazer um trabalho no qual eu tinha que produzir 15 meninas para uma campanha. Fui atrás dos

figurinos e, neste momento, percebi que era com isso que eu queria trabalhar.   Quando você decidiu deixar Brasília?   há sete anos, em Brasília o contato maior que poderia ter com moda era trabalhar no comércio. e se eu fosse exercer a minha profissão na área da Publicidade, acabaria atendendo uma conta do governo. não tinha para onde correr. hoje muita coisa mudou, mas na época era difícil. Formei em 2003, passei o ano seguinte agoniado. em 2005 sentei com minha mãe e falei: preciso trabalhar com produ-

transformadora até tornar-se responsável  por toda a evolução de imagem pela qual a apresentadora passou ao longo desta década. nessa trajetória foram sete anos. há pouco, yan, mais que solicitado, decidiu ampliar sua cartela de atendimento às celebridades. “Faço todo o figurino da Sabrina, mas ela tem uma ótima equipe que a acompanha, e por isso foi possível abrir minha agenda”, conta yan, que atua com Juliana Paes, Fernanda vasconcelos, dentre outros. Sempre presente e solícito, Yan é requisitado a todo instante para vestir seus clientes em festas, aparições em vídeos, fotos publicitárias. Sem contar o assédio por parte de estilistas e lojistas, que sempre ficam na expectativa de terem seus produtos solicitados por ele. yan sempre diz: “a roupa é uma forma de falar sem abrir a boca”.

ção. ela perguntou o que um produtor fazia e eu disse que não sabia, mas que precisava ir para São Paulo descobrir.   O início em São Paulo foi difícil?  eu posso dizer que tive muita sorte. quando cheguei na capital paulista fiz um curso no Sesc e logo geraldo Prado me apresentou para o luciano Botolotti, que era assistente do rafael Mendonça, personal stlylist da Sabrina Sato na época. O rafael me chamou para ser o segundo assistente dela. e eu me dei muito bem com a Sabrina. cinco meses depois o rafael se mu-

dou para nova york e eu passei a assinar as produções dela.   Conhecer a Sabrina foi um divisor de águas na sua carreira? Sem dúvida. conheci a Sabrina em 2005, no dia das Mães. a imagem dela como apresentadora no Pânico na TV já era assinada por mim. em setembro do mesmo ano, minha mãe teve câncer e eu voltei para Brasília para cuidar dela. logo depois, a Sabrina me ligou, pedindo para ajudá-la a comprar uma calça na diesel. karina, irmã e responsável pela carreira dela, me disse que a demanda estava aumentando, e me propôs oficializar o trabalho.


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G. Prado

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Como você fez para construir a atual imagem da Sabrina? a essência da Sabrina do BBB e de hoje é a mesma. nada mudou. no início, ela deixou de lado o jeito moleca para usar roupa íntima no quadro Lingeries em Perigo. depois, passou a   entrevistar os políticos no congresso nacional e personalidades internacionais, como hugh Jackman e cameron diaz. O vestido teve que descer e o vestuário foi mudando de acordo com a necessidade. em paralelo, eu e ela amadurecemos. E como foi o trabalho com a cantora Cláudia Leitte? Foi adriane galisteu quem nos apresentou, na época ela estava saindo da banda Babado novo para iniciar sua carreira solo. eu me apaixonei pela cláudia logo que a vi. ela se parece com uma miss, qual-

quer roupa nela fica bem. Com a cláudia eu podia fazer muita coisa, ela tinha um palco só para ela. Propus trocar a guitarra rosa por uma de cristal.   E os looks que a Cláudia Leitte usou no Carnaval? a ideia era minha, aprovada por ela e executada pelo estilista Walério araújo. a roupa precisa seguir um tema, ser luxuosa e, ao mesmo tempo, confortável. no carnaval de Salvador de 2011, ela ganhou o prêmio de melhor figurino.   Por trabalhar com celebridades, você se tornou famoso?   não acho que eu seja famoso. nada mudou na minha rotina. Participo da escolha do figurino, do corte de cabelo, da maquiagem. como as pessoas que eu trabalho são famosas e


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com as redes sociais aumentando, automaticamente as pessoas passam a me conhecer. nunca quis ser famoso, só quero ser reconhecido no meu trabalho e quero que a profissão de personal stylist cresça.   Você também atende quem não é celebridade? Sim, presto consultoria para quem precisar do serviço. É claro que o tempo disponível é menor, mas atendo da mesma forma, com o mesmo carinho.   E como é trabalhar com o público masculino? O homem tem que ser clássico e com roupas bem cortadas. com a mulher eu tenho mais liberdade. Os looks masculinos são clean. não gosto de muita informação nas roupas masculinas.   O jogador Kaká, como é o trabalho com ele? O kaká é um príncipe, uma pessoa extremamente comprometida com tudo o que faz. certa vez, ele me disse que admirava meu trabalho e iniciamos a parceria. ele tinha um guarda-roupa cheio de opções, mas queria a leitura de um profissional. Entrei como consultor. Fotografo os looks e os deixo montados. roupa de coletiva de imprensa, para o dia a dia, para eventos sociais, festas.   Como é o passo a passo com o cliente? Primeiro, preciso de uma longa conversa, para conhecer o estilo, saber qual a intenção da pessoa. então eu viro um

membro da família. Olho tudo o que a pessoa tem no armário, o que pode ser aproveitado e o que não será mais usado. não é jogar roupas fora, é fazer adaptações. normalmente, o tempo para a sincronia é de um ano. Faço tudo junto com o cliente.   Com seus clientes, você utiliza muitas marcas internacionais. Por quê? em viagens, temos acesso a ótimas marcas com preços bons. vale a pena comprar roupa fora do Brasil. Qual dica você daria para um personal stylist que está começando agora? Persistência. eu sempre acreditei e acho que tudo o que você quer, você consegue. É clichê, mas é verdade. além disso, a humildade. você tem que ouvir o que o cliente tem para falar. ter sensibilidade. eu posso chegar com um vestido de ouro, mas se não houver identidade, jamais ficará bom.  

Qual dica você daria para uma mulher que quer se vestir melhor? tem que fazer o casamento do desejo com o bom senso. não adianta querer se vestir como uma mulher magra, sendo gordinha. todo mundo tem como ficar incrível, expressar a personalidade de uma forma bacana. e o principal: sentir-se bem. Se você não está feliz, não está bonita.    Com quem você ainda gostaria de trabalhar? tenho muita admiração pela Beyoncé e Jennifer lopez. elas transitam no universo sexy e têm essa coisa da latinidade. também adoraria trabalhar com a Madonna e victoria Beckham. dentre as brasileiras, algumas novas apostas têm me chamado atenção, como a laura neiva e a isabelle drumond.


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em entrevista exclusiva, a estilista diane von Furstenberg fala de moda e, sobretudo, de como tornar-se dona de seu próprio nariz Por raquel Jones

acervo pessoal

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uando pequena, a estilista diane von Furstenberg não imaginava o que seria quando crescesse, mas sabia exatamente o tipo de mulher queria ser: independente. nascida na Bélgica e naturalizada norte-americana, aos 27 anos inventou um produto que revolucionou a moda mundial: o wrap dresses, o vestido envelope. Diane tornou-se um ícone de moda e de estilo. Vendeu 25 mil vestidos em uma semana. até 1976, mais de cinco milhões de unidades foram vendidas. Mas em 1983 veio a fase ruim, quando precisou vender sua empresa. logo depois, se mudou para Paris. viu sua marca perder o foco e a identidade. uma década depois, de volta a nova york, iniciou o retorno ao sucesso. comprou todas as licenças e retomou o mundo fashion. Para Diane, uma das suas maiores inspirações de vida é sua mãe, uma sobrevivente do holocausto. “ela me ensinou a nunca ter medo”, lembra. É com palavras de motivação que diane concede essa entrevista exclusiva à revista.

diane vOn FurStenBerg Mulher de FiBra... e tecidOS


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Fotos: Getty image

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Nós sabemos que você tem um carinho especial pelo Brasil. Já esteve por aqui diversas vezes, escolheu São Paulo para sediar sua primeira loja na América Latina. Como é sua relação com o Brasil? eu amo o Brasil e sempre amei. as mulheres são muito confiantes, livres e bonitas. E elas têm uma boa relação com o corpo. e isso é muito o estilo da dFv. Você tem planos de inaugurar uma loja em Brasília? O Brasil tem sido um grande mercado para nós. temos planos de abrir uma loja em Brasília. aguardem noticias em breve. Suas roupas são muito femininas, fáceis de usar e atemporais, peças que só poderiam ser idealizadas por alguém com muita personalidade. Quando você descobriu o seu talento e decidiu tornar-se uma designer de roupas? no começo, eu não sabia o que eu queria fazer, com o que iria trabalhar, mas eu sabia que queria ser uma mulher independente, trabalhar e pagar as minhas próprias contas. assim que fiquei noiva, comecei a trabalhar em uma fábrica têxtil italiana. Foi quando me interessei por moda e aprendi sobre cores, tecidos. ao mesmo tempo, eu entendia as mulheres e o que elas queriam. com toda essa experiência e seguindo a minha intuição, eu criei o wrap dress, que era um vestido fácil de vestir e, ao mesmo tempo, feminino. ninguém tinha feito um vestido simples assim.

Sua mãe foi uma pessoa fundamental na sua formação. Conte para nós um pouco sobre ela. Minha mãe era uma mulher muito forte, que sempre me ensinou a não ter medo. ela era uma sobrevivente do holocausto, mas nunca permitiu ser uma vítima. ela me deu poder para que eu fizesse tudo e nunca me disse que algo era muito complicado ou impossível. eu aprendi muito com ela.   Quando você se separou do príncipe Egon Von Furstenberg, seu primeiro marido e pai dos seus dois filhos, você tinha 27 anos, filhos pequenos e já trabalhava muito. Foi um momento difícil?

Egon e eu ficamos grandes amigos. quando nos separamos, minha mãe morou comigo metade de um ano. eu era jovem, tinha muita energia, vontade de viver. eu também atingi o sucesso muito rápido, o que me deu uma situação financeira favorável, que me ajudou muito na época.  

O Wrap Dress é considerado a sua maior criação, você revolucionou a moda, o jeito da mulher se vestir e se tornou um ícone. Qual foi a sua inspiração? isso tudo começou por causa do jersey de seda. O tecido era incrível e abraçava o corpo de uma forma espetacular. ele permitia que a mulher se movimentasse. eu já havia usado o jersey para criar saias e tops em wraps e assim surgiu a ideia de juntar os dois e criar um vestido. Acredito que tenha sido uma grande ideia.   Você imaginou na época que faria tanto sucesso? de forma alguma, eu não tinha ideia que esse vestido iria mudar tanta coisa. ele era exatamente o que as mulheres buscavam naquele momento.


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acervo pessoal

Aos 28 anos você chegou a vender cinco milhões de vestidos e “viveu um sonho americano”. Mas tempos depois você teve que vender a sua marca. Como foi dar a volta por cima? Você mudaria algo nessa trajetória? quando as coisas estavam difíceis no mundo da moda, eu licenciei meu nome para uma grande empresa e comecei um negócio de cosméticos que, mesmo tendo sucesso, eu vendi. naquela época, eu não tinha controle sobre as coisas, meus filhos eram adolescentes e foram estudar em internatos. então eu cortei meu cabelo, me apaixonei e mudei para Paris para abrir uma editora. após cinco anos, o meu relacionamento amoroso enfraqueceu e eu sentia muita falta de nova york. Foi uma época muito difícil, provavelmente a mais difícil da minha vida, pois eu não tinha controle sobre nada. Minha marca tinha se deteriorado e perdido seu foco e sua visão. então, voltei para nova york. decidi reerguer e reconstruir minha marca. comprei todas as licenças e comecei a construir algo de que eu teria orgulho novamente. eu aprendi muito e hoje sou muito feliz com a minha posição. eu tenho uma família incrível, um negócio de sucesso e nenhum arrependimento.   Você faz parte do Vital Voices, uma ONG que capacita mulheres empreendedoras ao redor do mundo. Como funciona esse trabalho? O vital voices é uma organização maravilhosa e eu me sinto uma mulher de sorte por fazer

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parte desse grupo. a missão dessa Ong é ajudar mulheres extraordinárias pelo mundo a serem grandes líderes. eu faço parte do conselho e a dvF ajuda a arrecadar dinheiro para essas mulheres empreendedoras. além disso, há três anos, comecei o DVF Awards. nós homenageamos mulheres maravilhosas que transformam

a vida de outras mulheres nas suas comunidades.  Em suas palestras, você sempre lembra que, quando criança, não sabia o que iria fazer, mas sabia que queria ser dona do seu destino. Existe algo que você gostaria de realizar e que ainda não realizou?

Sempre há o que fazer. eu me tornei a mulher que eu sonhava e fico animada em poder ajudar outras mulheres a serem assim. eu quero ajudar mais e mais. Seja por meio dos meus desenhos, da filantropia ou sendo uma mentora, inspirando mulheres assim como elas sempre me inspiraram.


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POr Patrícia JuStinO

eStreandO toda estreia dá aquele friozinho na barriga, ansiedade para ver o trabalho pronto e aquela adorável sensação de se jogar num universo novo... é bom demais, não é? escrever para a revista gps|brasília está sendo tudo isso, além do prazer de fazer parte de um time apaixonante que desempenha um trabalho em grande  estilo. Dividirei com vocês deliciosas experiências e dicas preciosas para quem gosta de viver a vida, admirar o belo e usufruir daquilo que faz bem. Welcome.

O cÉu É O liMite após ter conquistado new york, a estilista Martha Medeiros voltou ao Brasil cheia de novos projetos. Mostrou a cara de uma mulher fresh e muito, muito rica no desfile de abertura do Minas Trend, onde todos os seus looks foram exibidos com brilhantes de, no mínimo, cinco quilates. Fechou contrato com a portuguesa vista alegre para lançar, este ano, uma linha de louça em renda renascença em alto relevo. isso é só o start para a sua linha home que vem por aí. Martha não para: lançará coleção para a riachuelo, especial dia dos namorados. eu quero.

BeautÉ nove entre dez it girls não largam seus produtinhos milagrosos da marca Jöelle ciocco. Parisiense, a bioquímica Jöelle dedicou 30 anos de estudo à pele e seu ecossistema. tornou-se uma cientista dos cosméticos. Seu salão na Place de la Madeleine atende famosos como John galliano, carla Bruni e carine roitfeld. um de seus bestsellers é o Eyelisse – Micro fluid Pur, um fluido para contorno dos olhos e lábios que protege, fortifica e previne o envelhecimento dessas áreas. www.joelle-ciocco.com

the POWer infelizmente, nem sempre temos a tiracolo nossos queridos cabeleireiros. e para facilitar aquele momento do it yourself, encontrei  o que podemos chamar de a evolução das escovas. Sim, elas existem e são desenvolvidas da união entre o alumínio, a cerâmica e as fibras ionizadas. dessa forma, elas conduzem melhor o calor do secador e tiram o efeito arrepiado dos cabelos. Orifícios em sua base aumentam a circulação do ar quente, diminuindo o tempo de secagem. São ou não são o poder? testei e aprovei estas três marcas: a italiana airPower, a inglesa denman e a brasileiríssima termix. (www.3me.biz/www.denmanbrush.com/www.escovastermix.com.br)


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aB Minhas loucurinhas têm nome: acessórios! Estou cada vez  mais encantada com as peças da designer francesa aurélie Bidermann. exótica, conquistou fashionistas no mundo inteiro e figura entre as top 10 jewerly da estação. aurélie consegue unir o requinte e o artesanal como ninguém. entre suas inspirações estão o fetichismo e a natureza. até o Brasil já foi tema de sua coleção. recentemente, a moça lançou uma linha exclusiva  para a Barneys New York, um luxo. aurélie está na collete, Paris; na nk Store, rio e São Paulo; e no site www.aureliebidermann.com.

Stk

deStinO

não adianta, Miami é a cidade queridinha dos brasileiros. e tem coisa melhor do que estar lá reunido com seu grupo de amigos em um lugar descolado? desfrutei desta agradável experiência na moderna casa de carnes Stk, em South Beach. O espaço possui a mesma bossa da prima em ny, no Meetpacking district, e acomoda desde grupos de 12 pessoas até festas vips para 250 lugares. O Stk possui um menu requintado e uma variedade incrível de drinks. durante a noite, dJ’s animam o ambiente fazendo-nos sentir nos melhores night clubs. Às segundas-feiras, o hot spot ferve de gente bonita com as especiais Monday Night Party. vale super a pena. Fica na 2377 Collins Avenue, Miami Beach.  www.togrp.com

numa das mais belas regiões do canadá, as Montanhas rochosas, dentro do Parque nacional Banff, está o histórico chateau lake louise, propriedade com mais de cem anos que já recebeu reis, rainhas e nobres do mundo inteiro. O hotel, hoje administrado pela Fairmont hotels & resorts, foi eleito como a melhor vista do mundo pela revista Gourmet. além do lago de cor turquesa e a geleira Victória em sua volta, o hotel oferece uma fina gastronomia, wine bar, clube de saúde e diversos mimos extras para quem se registrar no Fairmont President’s Club, o programa de fidelidade da rede.

deSign Uma dica para quem adora mergulhar no luxo: Kenoa Villa.  Este é o nome da acomodação mais glamourosa do Kenoa Exclusive Spa & resort, em Barra de São Miguel, alagoas. São 200 m² de requinte e design repletos de mimos que a gente adora: amenities francesas, lençóis de algodão egípcio, travesseiros de pena de ganso, salas de jantar e estar, adega, e o melhor: jardim externo com piscina aquecida de borda infinita e  o mar turquesa ao fundo. É de babar. Projeto do premiado arquiteto Osvaldo Tenório. 


ateliê

acervo pessoal

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louboutin lança capsule collection pelas duas décadas do solado vermelho e também celebra os 52 anos de Brasília

arte e Fetiche c

hristian louboutin celebra em 2012 vinte anos de história com a moda. em seu ateliê, em Paris, surgiram ideias que perpetuarão seu legado. dos sapatos inspirados em Maria antonieta, bordados por Jean Francoise lesage, até os modelos criados para Fetiche, de David Lynch.  louboutin ama arte, arquitetura e design. estes temas

fazem parte do seu ofício. Por esta razão, o designer francês, em meio a capsule collection, exposição e demais feitos envolvendo as celebrações de aniversário, parou para criar um presente para Brasília. com seus traços inconfundíveis, criou uma gravura especialmente para a revista gps|brasília.  quando esteve em Brasí-

lia para conhecer a cidade e as clientes que vestiriam seus icônicos sapatos, encantou-se não só pelos monumentos de niemeyer, como também pelas mulheres brasilienses, que ele disse serem “tão lindas e bem-cuidadas”.  Mas ele não esconde seu fetiche pela estética feminina. da energia de tina turner à sedução de dita von teese,

louboutin é um fetichista assumido. gosta de ver as mulheres sinuosas em seu saltos nas alturas. Imperativas, imperatrizes.  “na França, vinte anos definem uma geração. Essa é a celebração da primeira geração da marca, o aniversário de sua primeira jovem aventura”, disse um dos sapateiros mais visionários do mundo. 


caSaMentO

trêS veZeS Por Marcella Oliveira Fotos: Celso Junior

  ápice dos preparativos do casamento é quando a noiva coloca pela primeira vez um vestido branco. É quando “cai a ficha” de que ela realmente vai casar e não está apenas organizando uma festa. Por mais diferentes que sejam os estilos da

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SiM cerimônia e recepção, o vestido da noiva arrepia e emociona. É a grande surpresa quando os convidados ouvem a Marcha Nupcial, ainda a canção preferida para este momento triunfal. Para falar sobre o grande dia, a revista gps|brasília convidou três noivas que estão organizando o casamento em grande estilo. aline guimarães constrói

numa manhã entre vestidos, véus, grinaldas e muito bate-papo, aline, Bruna e yara falam sobre o encantado mundo do casamento

uma estrutura em sua casa para receber amigos e familiares no mês de junho. agosto será a vez de yara curi subir ao altar, em nova york. e em setembro, Bruna Slaviero desfila seu modelo nas praias de trancoso, na Bahia. durante uma manhã, as três experimentaram os mais variados modelos expostos na loja idea Sposa, no lago Sul.

vestidos brancos ou off-white. rendados ou sem nenhum detalhe. rodados no estilo chamado “bolo de noiva”, mais justos com saia-sereia e até curtos. véus longos e curtos. grinaldas grandes, pequenas ou em formatos de flores. As opções são muitas, mas elas garantem que quando encontram o modelo, os olhos enchem de lágrimas e não tem erro.


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Bruna Slaviero, a moderna Foi o clima despojado de trancoso, na Bahia, que a designer de moda Bruna Slaviero, 25 anos, escolheu para viver seu grande dia, em 18 de agosto. depois de cinco anos de namoro com o empresário Filipe lima, 27 anos, a cerimônia cumprirá alguns protocolos, mas com atmosfera moderna. “não vai ser careta, será em um estilo mais rústico, mas com muito charme”, garante a noiva. trancoso foi escolhido como cenário por ser um destino constante dos noivos. a ce-

rimônia será em uma igrejinha isolada, num fim de tarde, com recepção em uma pousada na praia, para os 300 convidados. “Será uma coisa bem íntima. vão realmente pessoas que gostam da gente, será muito especial”, espera Bruna. ela conta que sempre sonhou em casar com uma cerimônia despojada. “as pessoas poderão ir mais à vontade. Os homens não precisam vestir terno. e as mulheres podem deixar de lado o brilho e o sapato de salto”, comenta a noiva.

  Assim como a festa, o vestido também será diferente. “tem um estilo mais leve”, adianta. O modelo foi desenhado por sua mãe e confeccionado pela estilista paulista Wanda Borges. “É a única vez que vou vestir um vestido de noiva, tinha que ser especial”, completa.   Bruna lembra a primeira vez que experimentou um vestido de noiva, em Barcelona. “antes de desenhar meu vestido, quis provar alguns prontos. É um momento emocionante, pois é muito bonito se ver vestida”, diz.

amigos de infância a amizade entre os pais de Bruna e Filipe fez com que eles crescessem juntos. Foram muitas viagens e encontros familiares antes de descobrirem o sentimento. O namoro começou em 2007. O pedido de casamento foi em las vegas, em março de 2011, durante um jantar com a família dela. “quando pedimos a sobremesa, veio uma caixinha no prato. Foi inesperado”, lembra Bruna.


caSaMentO

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yara curi, a noiva de ny São muitas as viagens que a empresária yara curi, 28 anos, tem feito para nova york, a cidade escolhida para celebrar sua união com o também empresário Phelipe Matias, 30 anos. em 22 de setembro, os dois se casam na cidade que já foi palco de muitas viagens do casal, incluindo a participação em uma maratona.  A cerimônia será para 400 pessoas. apesar de ser um casamento fora de Brasília, ela levará alguns profissionais da capital, como o cerimonial, decoradora, maquiador, fotógrafo, cabeleireiro e filmagem. “Tenho mais seguran-

ça com os profissionais que eu já conheço”, afirma.   Curiosamente, Yara conta que nunca teve o sonho de casar. “Sou mais moderna, mas vou casar do jeito mais tradicional, com igreja, padre e festa”, revela.  Assim como a festa, a escolha do vestido também foi em nova york, um modelo do estilista Oscar de la renta. “até o dia que experimentei meu primeiro vestido, parecia que eu estava organizando uma festa normal. Fiquei muito emocionada, minha mãe chorou”, conta yara, que mandou fazer um modelo personalizado para ela.

amizade antes de começarem a namorar, yara e Phelipe eram apenas bons amigos. Foram oito anos de amizade até que Felipe começou a se interessar por ela. O pedido de casamento foi “de cinema”, como define a noiva. Durante um almoço no terraço de um restaurante na beira do lago Paranoá, em junho de 2011, um helicóptero sobrevoou o local e jogou pétalas de rosas e vários papéis com o escrito “quer casar comigo?”. E, é claro, ela disse “Sim”. 


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a história O irmão de aline namora a irmã de andré. Mas não foi assim que eles se conheceram. durante uma viagem com amigos em comum para goiânia, começou a história do casal. Os irmãos também estão noivos, mas casam somente em 2013. O pedido de casamento foi há dois anos, quando aline voltava de uma viagem do egito. andré foi esperá-la no aeroporto de São Paulo. durante um jantar, fez o pedido. O hotel Fasano foi decorado com flores e fotos do casal. a lua-de-mel será na itália.

aline guimarães, a tradicional  Aos 27 anos, a empresária aline guimarães está ansiosa com a proximidade do grande dia. depois de cinco anos de namoro com o advogado andré leite cabral, 30 anos, o casamento será no dia 16 de junho. a cerimônia e recepção serão na residência da noiva, no lago Sul. “Sempre quis uma festa íntima, por isso optei por fazer em casa. vou receber os amigos e familiares no jardim da minha casa, em um ambiente bem aconchegante”, conta aline, que diz que a

mãe reformou a casa pensando em seu casamento. a festa, para 350 convidados, está toda programada e os serviços contratados. a escolha do vestido foi um dos momentos mais esperados pela noiva. “tinha o receio de mandar fazer, pois sempre achei que no corpo o modelo poderia não ficar a mesma coisa do papel”, lembra. a saga começou durante uma viagem com a mãe para nova york. Marcou várias lojas para visitar, mas foi um exclusi-

vo modelo carolina herrera que a conquistou. “quando vesti, sabia que era aquele, comecei a chorar”, revela. Para a noiva, que se considera tradicional e fará o casamento como manda o figurino, experimentar o vestido foi a parte mais emocionante do momento pré-casamento. “não foi nem quando vesti o primeiro vestido, mas quando encontrei o certo. É quando realmente você se dá conta que vai casar. É lindo”, conta aline.


deSign

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O arteSãO na contramão da produção em série, antônio henrique desenvolve peças manualmente, com coleção de anéis inspirada na euro-ásia Por raquel Jones

e

xclusividade. É assim que o designer de joias antônio henrique atua. Parte da segunda geração de joalheiros da família, para ele, quem usa suas peças valoriza arte e história. Seu trabalho é caracterizado por criações únicas, esmeradas em experiências vividas pelo designer em inúmeras viagens de pesquisa mundo afora. a mais recente delas é uma coleção cuja referência vem de istambul e da índia. O contato com diferentes culturas sempre esteve presente na vida de antônio henrique. colecionador de arte étnica e tribal, o artista já morou sete anos na índia e 15

anos na holanda. dessa vez, foi no oriente que buscou inspiração para criar a nova coleção. “Percebi a importância do legado deixado pelas culturas orientais e trouxe isso para a mulher moderna, contemporânea”, conta. trabalhando como um artesão, antônio henrique desenvolve cada peça manualmente.

Segundo o designer, sua linha de anéis é feita como se fossem peças de museu. a pedraria utilizada é rara, como a ágata tibetana, e possui significado. “Alguns são inspirados em monumentos, como o anel Sissi, que lembra o interior da cúpula de uma Mesquita. Outros têm detalhes que parecem escavações antigas”, explica o designer.

  Ao mesmo tempo em que suas criações rememoram viagens exóticas, as peças são carregadas de cores. assim fazem referência ao universo feminino, alegre,  sem perder a identidade do estilo único que tem a mulher brasileira. uma mistura que resulta numa das principais tendências mundiais: o look étnico.   O lançamento mais recente marca a nova fase do designer, que há dois meses deixou de lado o nome da loja abinave para assinar com seu próprio nome. Segundo ele, desde que começou a trabalhar com joias, aos 18 anos, suas clientes o conhecem pelo nome. conheça os novos anéis do designer. Serviço Antônio Henrique  Centro Comercial Gilberto Salomão  QI 05, no Lago Sul www.abinavejoiasunicas.com.br/  


JOIA

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COM AMOR

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Joias são eternas manifestações de carinho. Designers criam verdadeiras obras de arte com pedrarias e suas multicores

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1. Coleção Chocolate, Carla Amorim, R$ 9,5 mil 2. Tiffany, sob consulta 3. Silvia Furmanovich, sob consulta 4. Godoni, Tiffany, R$ 76 mil 5. Juste un Clou, Cartier, R$ 15 mil e 24,5 mil 6. Land Scape, Antonio Bernardo, R$ 12,5 mil 7. Van Cleef and & Arpels’, sob consulta 8. Coleção Sagrado, Carla Amorim, R$ 9,9 mil 9. Mirror, Antonio Bernardo, R$ 4.6 mil 10. Van Cleef and & Arpels’, sob consulta


Por Paula Santana Fotos: André Schiriló Styling: Yan acioli

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ê-la aos domingos na televisão nos aproxima dela de alguma maneira. as crianças a adoram. Os homens a desejam. as mulheres, mesmo que veladamente, a admiram. Afinal, quem não queria ter o corpo de Sabrina, a alegria de Sabrina, o sucesso de Sabrina? O fato é que Sabrina Sato tornou-se uma unanimidade no País. Sem se levar muito a sério, ela foi chegando, chegando e explodiu. está em todas. na avenida, em campanhas publicitárias, nas melhores festas, nos grandes prêmios.  ela sempre quis ser atriz. desde criança. nunca pensou em outra possibilidade. até entrou para a faculdade de Jornalismo, na época do Big Brother Brasil, mas nem teve tempo de conclui-la. a fama atropelou sua vontade paralela. “aos nove anos eu pedia para meu pai me gravar. Também trabalhei em rádio, fiz figuração, e dancei no Faustão, e sempre errava os passos”. Mas emenda, cheia de orgulho: “Sou bailarina. Fiz balé clássico”.  descendente de japoneses, Sabrina não se deslumbra. e, claro, sabe aproveitar as oportunidades. ao lado dos irmãos, ela tem um salão de beleza na vila Madalena em São Paulo, o depil k. hair design. e ainda um escritório de artistas, que abriga, dentre vários clientes, o próprio programa Pânico. Seus negócios não param por aí. a marca Sabrina Sato está licenciada para jeans,

cosméticos, sapatos. distraída, esquecida, meio estabanada. ela é tudo isso, mas sabe muito bem onde quer chegar. Sabrina não é apegada a dinheiro. ela compra tudo o que quer, mas não esbanja. Seu faturamento mensal está na casa dos seis dígitos. um dos motivos é sua irmã de pulso firme, Karina, dois anos mais velha, advogada. a empresária, a que toma conta de tudo. da agenda aos negócios. e Sabrina é muito disciplinada. cumpre todos os compromissos, mesmo que tenha que sacrificar suas horas de sono, sua rotina alimentar e a malhação. ela diz que tal comprometimento é herança de seus pais, que sempre a instruíram a “tentar entender o lado do outro”.  “eu não consigo ser diferente. Eu fico pensando o quanto de gente há envolvida por trás de um compromisso, e o transtorno que causa quando tenho que desmarcar”, diz, referindo-se à agenda inesperada do Pânico, que envolve reuniões de pauta e gravações. “O programa é a minha prioridade. Foi lá que eu cresci profissionalmente. O emílio marca, a gente tem que ir”.  Seu tempo é cronometrado. na verdade, uma correria que requer agilidade e bom staff. “Às vezes me dá um frio na barriga. Porque isso influi na vida das pessoas”, diz, aflita. “Olha só para você. Veio de Brasília com uma equipe. imagina se desmarco? ao mesmo tempo, tenho gravação no rio de Janeiro e não posso perder o voo”, comenta Sabrina dentro do carro, enquanto

a vida atÉ Parece uMa

Sabrina Sato entra no estúdio na estreia da revista GPS|Brasília e conta tudo sobre sua escalada ao sucesso, que envolve disciplina, família e sua inesgotável alegria de viver


look total Blumarine para ana Paula Joias Grifith


Blusa P atelie e saia Marcelo Quadros para Miss Fancy


look total louis Vuitton


pergunta ao motorista se ele consegue driblar o trânsito ao mesmo tempo em que fala no rádio, pedindo que alguém no aeroporto agilize seu check in.   Ao contrário do que parece, Sabrina é caseira. E grudada na família. Mora num triplex em Perdizes com os dois irmãos, Karina e Karin. Namora o deputado federal pelo Rio Grande do Norte Fábio Faria há três anos e, quando estão juntos, preferem ficar em casa. “Eu quero ter uma família enorme. Quatro ou cinco filhos. Não agora, mas vou casar e me dedicar à família”. São sua raízes. Ela é filha de pais psicólogos, nasceu no município paulista de Penápolis.  Sobre Brasília, Sabrina conta que seu pai estudou na UnB, e que na adolescência ela conheceu a cidade. Fez um turismo cívico. Sua relação com a capital começou em 2009, quando iniciou a jornada política na cobertura do Congresso Nacional. Jornada de sucesso. Com figurino micro, sua cara de pau e o jeito piadista, ela fez o que quis com os parlamentares. Até vestir o senador Eduardo Suplicy de sunga vermelha e capa do Super Homem. Sempre, claro, dando risada de tudo. “Uma vez fui malhar na Body Tech. Me falaram da aula ótima de um professor (Almyr Barros). Quando cheguei, fiquei chocada com as mulheres. Elas eram lindas, malhadas, davam de mil em mim. Sem contar que eu não consegui fazer a metade da aula”, lembra, rindo. “E elas usavam malha branca. Que poder. Mas em Brasília adoro sair para comer. Já estive no Gero, e agora quero conhecer

o SoHo, que eu amo. Tenho vontade de ir à festas. Me disseram que a vida social de lá é intensa”. Quando o assunto é política, ela não se esvai. “Não sou entendida, sou curiosa. Sempre fiquei atenta ao tema. Meu pai e meu avô foram vereadores em suas cidades. Aprendi muito a escutar. Na verdade, me sinto obrigada a saber o que está acontecendo”. Sobre a atual polêmica com o senador Demóstenes Torres, ela se espanta: “Geeeente, nunca imaginei. Foi uma decepção. Ele sempre pagando de mocinho”.  Sabrina diz que anda tão tumultuada com a nova fase do Pânico que está sem tempo para cuidar de si. “Nessas horas eu corro. Porque posso fazer isso no horário que der. Ainda mais agora que arrumei uma cozinheira baiana. Ela faz de tudo, e eu como”. Ela confidencia que engordou três quilos depois do Carnaval. “Não vou nem falar quanto estou pesando... 59 kg. Mentira...60, 62 kg”, emenda, lembrando que tem 1,69m, mas sempre aumenta para 1,70m “porque não sou boba, nem nada, né?”.   Empolgada, ela vibra ao falar do novo programa. “É como uma família. A mudança serviu para dar uma apimentada na relação”, conta. “Eu saí bem da Rede TV. Sem estresse, deixei amigos. Mas não há como negar que temos uma estrutura muito melhor”. Sabrina diz que a equipe continua tendo liberdade criativa. “A gente faz o que tem vontade”. Sobre a companhia dos colegas CQC na mesma emissora, ela diz: “rivalidade alguma. Eu sempre digo que eles são os nerds e a gente a turma do fundão”. 


Vestido P atelie para Miss Fancy Sapatos Christian louboutin Joias Griffith e Carla Amorim


Making OF

uMa tarde cOM SaBrina

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Por Paula Santana Fotos: Celso Junior

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um dia acalorado em São Paulo, desembarcamos eu e celso Junior, editor de fotografia, para acompanhar a produção de Sabrina Sato para a capa da revista. Paramentados com inúmeras produções e equipamentos, chegamos ao estúdio do famoso andre Schiriló, na avenida rebouças. uma enorme casa transformada para tal função.  Fomos recebidos pela equipe da apresentadora, um time bem-humorado de três pessoas: karina, irmã e empresária. Super ágil, daquelas que resolve

tudo num segundo. ronnie, assessor particular de Sabrina, um fofo. e yan, o personal stylist que nos ciceroneou naquela tarde sobretudo prazerosa.  Sabrina estava lá para uma sessão fotográfica de um aparelho estético. nós seríamos os próximos. quando chegamos, ela estava se maquiando. Faz isso com daniel hernandez, beauty top e

darling dos fashionistas. “e aí turma de Brasília?”, disse ela quando nos viu. “estou super animada para as fotos”.  logo que se desocupou, foi dar uma espiadinha nos looks. “nossa, as mulheres de Brasília se vestem assim? que riqueza”, brincou. “Já me disseram que você é poderosa”, disse ela para mim, sorridente, me deixando bem à vontade


Making OF

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para produzi-la ao lado de yan. nesse momento, percebi que tudo daria certo. logo que celso Junior começou a fazer este making of, ela parou, pensou e perguntou para ele: “de onde nos conhecemos? aaaahhhh, do congresso nacional. você já me deu várias dicas. Que legal revê-lo”.  tudo aconteceu muito rápido. ao longo de uma tarde. com os super profissionais

envolvidos não poderia ser diferente. Sabrina rende. ela incorpora, faz festa, se diverte no trabalho. ela faz tudo parecer muito fácil. da nossa chegada esbaforida, cheia de equipamentos, até a ida para o aeroporto no carro dela, foi o suficiente para termos a certeza de que não havia melhor escolha para a capa. ela é pop, ela é luxo, ela é autêntica. Ela nasceu de bem com a vida. 


TENDÊNCIA

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Tom Binns

Prada

BLING BLING O inverno no Hemisfério Norte será de pedrarias, brilhos, cristais. Tudo bordado em acessórios e momentos pontuais da roupa. Veja quem aderiu aos balangandãs

Valentino

Diane von Furstenberg

Charlotte Olympia

Nina Ricci

Dannijo


eStilO

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ÜBer BOlSaS

elas gostam de discrição. descartam etiquetas ou monogramas. e só são reconhecidas pelas iniciadas no luxo

Por Paula Santana

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Fotos: Divulgação

uem disse que o luxo só se revela quando estampado ou exposto? não que exibir o símbolo de sua escolha seja demais, mas o fato é que marcas consagradas e avessas à superexposição resolveram correr na contramão da sazonalidade e dos efeitos menos clichês de identidade de uma boa bolsa. nas ruas, elas facilmente passam desapercebidas. São identificadas apenas por olhos treinados, que reconhecem qualidade e imponência. elas geralmente são clássicas, mas têm uma pitada de ousadia. Preferem investir em materiais mais que nobres em detrimento de uma agressiva publicidade.

henry beguelin uma das mais novas marcas artesanais. criada há duas décadas, na ilha de elba, na itália, ela surgiu para confrontar as produções em série das das grandes maisons. tudo é feito à mão. tem estilo hippie chique. 800 euros

loeWe alemã, a maison de couro foi fundada em 1846 e ao longo destes anos abastece a família real espanhola. atualmente, integra o grupo lvMh, que a repaginou por completo. no comando, Stuart vevers, ex-Mulberry. 1,4 euros


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reed krakoff O designer é atualmente o hot ticket do mercado norte-americano. há dois anos em carreirasolo, depois de deixar a coach, ele cria clássicos modernos em coleções lançadas mensalmente na Madison avenue. em média, uSd 1,5 mil.

valextra há quem diga que a milanesa é a número um no segmento do couro. Feita à mão, os modelos são elegantes, discretos e dispensam qualquer relação com temporadas. Bolsa de mulher imponente. em média, 4,0 mil euros.

delvaux É a mais antiga casa de luxo especializada em couro do mundo. data de 1829 e tem origem belga. as preferidas de rainhas e princesas. O relançamento de alguns clássicos da marca gerou um corner na Barneys, nova york. Média de 5 mil euros.

moynat ela ressurgiu. Parisiense de 1849, caiu no anonimato, mas voltou discretamente pelas mãos da lvMh. abriu uma bela loja vizinha da hermès, na St. honore. luxuosíssima, está nas mãos das editoras mais importantes. em média, 2,7 mil euros.


luxO

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FaZer cOMO aS avóS daS nOSSaS avóS FaZiaM este é o lema que se mantém na tradicional hermès, atualmente em sua sexta geração familiar. Saiba mais sobre os icônicos lenços e os recentes lançamentos da casa, que chegam em edição limitada

Por Paula Santana

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uem poderia imaginar que 90cm de pura seda poderiam estimular tantas mentes criativas? Pois ao longo dos últimos setenta anos, cerca de cem designers afloraram suas ideias e as imprimiram em cerca de 1,5 mil versões dos famosos carrés da hermès. uma união de arte, cultura e tradição.  tudo começou em 1937. robert dumas, genro de uma das filhas da quarta geração hermès, produziu o primeiro deles: Jeu des omnibus et Dames blanches, que registrava a inauguração da linha de ônibus de Madeleine até a Bastilha. 

em 1978, Jean-louis Dumas, filho de Robert, assumiu o posto e deu sequência à tradição. em 2006, é chegada a vez de Pierre-alexis dumas, neto de Robert e filho de Jean-Louis, abraçar a liderança artística das sedas e convidar artistas novos para manter vivo o projeto. todos até hoje são impressos à mão. anualmente, saem duas coleções, que também reimprimem as edições limitadas. dos modelos mais aclamados, estão dois: Noivas de Gala, de 1957, reproduzido em mais de cem mil unidades. e Astrologie, de 1963, um dos preferidos dos designers de moda. Fala-se que a cada 25 segundos, um lenço é vendido no mundo. 


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herança familiar em sua sexta geração familiar, a hermès ainda mantém viva a essência de Thierry Hermès, que fundou sua loja atendendo o beau monde parisiense e a realeza europeia: nada de política de imagem, e sim de produto. na geração dumas, por exemplo, robert não citava a palavra “luxo”. achava fora da medida para a identidade da marca. Falava “refinamento”. não se usa celebridades em publicidade, não é possível licenciar seu nome. e, claro, nenhuma obra imperfeita, por menor que seja, deixa o ateliê, atualmente dividido em 12 setores com poucos e especialíssimos artesãos. 

Semanalmente, são pro-duzidas uma média de sete bolsas. cada uma leva um dia para ficar pronta. Na verdade, a famosa lista de espera serve para aquelas que querem produzir  o seu modelo. O que vale é o quesito sorte. entrar na loja e encontrar a bolsa disponível. e passar pelo  crivo dos vendedores.     e uma vez antiga, sempre antiga. Para a família hermès dumas, se os valores e forma de trabalho são mantidos, por que não seus artesãos? Os que se aposentam na casa não perdem o vínculo. tornam-se associados do club des anciens, onde se reúnem mensalmente, programam viagens e mantêm viva a memória da empresa. 

Fotos: Divulgação

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haute bijouterie um dos mais recentes lançamentos da casa é um verdadeiro tesouro. em ouro rosa e branco, diamantes e metais preciosos, as bolsas kelly e Birkin foram editadas em miniatura pelo joalheiro Pierre hardy. Feitas em crocodilo, elas são articuladas e podem ser penduradas como pingentes em braceletes Hermès. Algo nunca visto antes. 

Star bags Para celebrar a cordialidade entre reino unido e França,  a casa criou quatro bolsas distintas, uma para cada país: inglaterra, irlanda, escócia e País de gales. cada um com seu emblema: pele de urso, trevo, um kilt e o dragão alado. na verdade trata-se de uma homenagem, que rememora a visita oficial de Sua Majestade, em 1972, quando a hermès aplicou brasões com pregos esmaltados ao longo da St. honoré para a passagem da realeza.


BeleZa

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eSPelhO Meu clinique lança chubby stick eyes new em várias colorações invernais. Preço médio: r$ 32.

linha limitada da la Façon: Sabonete cremoso (r$ 53) e perfume Pérolas (r$ 79)

kit make de O Boticário: máscara mastercils 3d alongadora, batom hidralip Boca Spot, blush Sugar, pó iluminador dourado e sombras nas cores verde, satin, azul, bronze e rosa. acompanha necessaire. r$ 141.

nova fragrância no mercado: Jeanne lanvin couture, da lanvin. Preço médio: r$ 220.

Sabrina Sato lança esmalte talismã, da marca Passe nati. r$ 1,80 cada.

coleção de cores sensuais e vibrantes da Mac: batom nikki Minaj (r$ 79), lipglass love by rick Martin (r$ 79), sombra Mineralize (r$ 99) e esmalte Breezy Blue (r$ 69)


religiãO

viageM da John of god, Jean de dieu, Johannes von gott. Seja em que idioma for, há quase quarenta anos João de deus realiza seu ofício espiritual em abadiânia, reconhecido mundo afora e atraindo famosos e anônimos em busca de cura

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Por Paula Santana Fotos: Eraldo Peres

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badiânia é um centro de peregrinação internacional. a cidadezinha de 15 mil habitantes, a 115 quilômetros da capital federal, abriga um espaço chamado por chico Xavier de   “o abençoado local de sua iluminada missão e de sua paz”. O médium se refere a João de deus, um espiritualista de 70 anos que há quase quarenta anos instalou-se por lá para realizar seu ofício: curar. O local onde tudo acontece chama-se casa de dom inácio, um conjunto de construções que soma 12 mil m2. as casas são pintadas de azul celeste, e os que lá trabalham ou vão consultar-se vestem-se de branco. não é norma, mas até os moradores da cidade, em sua grande maioria, optam naturalmente pela cor. entre quarta-feira e sexta-feira, das 8h às 17h, João de deus atende cerca de duas mil pessoas. É um trabalho exaustivo. a casa mediúnica, onde ele fica, tem cinco salas para realizar diversos tipos de atendimentos. as cirurgias visíveis com bisturis e sem anestesia, apesar da fama, não são tão frequentes. São realizadas principalmente em estrangeiros. não se sabe quantas entidades João incorpora. Fala-se de até 30. Os voluntários muitas vezes nem sabem o nome de todas elas, uma vez que nem todas se identificam. Mas distinguem as mais assíduas pelos trejeitos e voz, incorporados no médium durante cada atendimento. João diz que não se lembra de nada do que acon-

tece. Sequer tolera ver sangue. Este ensaio fotográfico foi realizado por eraldo Peres, que ao longo de 15 dias do mês de fevereiro deste ano esteve próximo de João de deus. eraldo registrou toda a saga pela qual o paciente tem que passar. da chegada à cidade, geralmente na madrugada, até o retorno para casa. “há vários

anos realizo meu trabalho, documentando a cultura popular brasileira. especialmente as festas populares e de origem religiosa. nesses mais de dez anos de atuação me deparei constantemente com questões relativas à fé. Porém, tudo o que eu vi e vivenciei se revelou de forma diferente na casa de dom iná-

cio. O contato com o trabalho desenvolvido por João de deus é algo que vai muito além de tudo o que já tinha presenciado. a fé nesse verdadeiro hospital espiritual tem dimensões e complexidades bem maiores, pois trata-se da busca incessante de milhares de pessoas pela cura”.


religiãO

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queM É ele João teixeira de Faria, 70 anos. aos nove anos começou sua jornada, quando previu, sem querer, que sua casa seria destruída por uma forte chuva, em itapaci, interior de goiás. caçula de cinco irmãos, foi em busca de seu sustento. aos 14 anos, em campo grande, ouviu uma voz lhe dizendo para ir ao centro espírita. Foi. lá, perguntaram seu nome e disseram que o estavam esperando. nesse dia, entre preces e sono profundo, João realizou 50 atendimentos. Ele ficou um tempo na cidade, mas logo ganhou  a estrada. Não se vinculou a nenhum grupo religioso, e sua fama crescia no boca a boca. esteve na Bahia, tocantins, Maranhão, onde sobrevivia como pedreiro, engraxate e alfaiate, nas horas vagas de sua atividade-mor. ele foi parar em abadiânia em 1976, depois de ter que deixar anápolis por causa de uma forte pressão da classe médica local, incomodada com as suas curas. Mas João fez abadiânia prosperar. as pequenina cidade de poucas ruas vive em função da casa de dom inácio. Pousadas, restaurantes, tradutores, taxistas, lojas de conveniência, centros de massagem e esoterismo... tudo gira em torno de João.

“Minha missão é servir de instrumento às entidades de luz. quem cura é deus, eu nunca curei ninguém” João de deus

quando não está em atendimento, João, goiano típico, forte, alto, de voz grave e simpático, faz vários trabalhos assistenciais na cidade, concentrados numa casa filial que mantém numa outra rua. lá, distribui refeições e oferece abrigo. Paga escolas para alguns jovens, uma vez que interrompeu seus estudos no segun-

do ano primário, e até veículos para a polícia ele já comprou. João de deus tem um mantra que entoa para todos. ele diz: “Minha missão é servir de instrumento às entidades de luz. quem cura é deus, eu nunca curei ninguém”, diz. “É tão difícil alguém chegar a deus pelo amor. a maioria chega pela dor”. além de estrangeiros de

todas as nacionalidades imagináveis virem ao Brasil para serem curados, João atende igualmente desconhecidos, políticos, artistas. Seja quem for, tem que esperar na fila. Haja vista a apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, que veio especialmente para entrevistá-lo. Passou dois dias à espera e  saiu emocionada após o encontro.


enSaiO

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BraSília, quatro fotógrafos homenageiam a capital da república em

Por Paula Santana

O

dia 21 de abril é sempre um grande dia. O dia em que a cidade que nos abriga, nos acolhe e nos envolve faz aniversário. este ano, completou 52 anos. um dia certamente lindo como tantos que ela nos oferta ao longo de todos esses anos. Brasília é muito bela. e adorada. É mais amada quando sofre. e ainda mais enaltecida quando ferida ou violentada pelas agruras da postura que lhe foi conferida: a anfitriã da

capital da república. Mas mesmo quando desafiada, ela não se deixa abater. Mostra o quanto é capaz de emocionar com seus ipês e flamboyants. Ou ser sedutora com suas curvas. imponente com seus monumentos. Sagaz com seu clima desértico. Precisa com sua simetria.  E, claro, imensamente generosa com seu céu, que não se mede em palavras. Brasília é quase humana. Às vezes está linda. tem dias que nem tanto. no verão costuma chorar, mas fica exuberante na primavera. no inverno,


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Só tenhO OlhOS Para vOcê ensaios fotográficos que celebram sua majestosidade

celSO JuniOr geralmente, está de mau-humor. Mas no outono... ai, Brasília, como és viva. não é raro Brasília aparecer mal acompanhada. receber hóspedes indesejados. Ou até mesmo encantar-se por quem não a merece. acontece. Brasília é muito boa, crê que as pessoas vão tratá-la sempre bem. Mas Brasília tem 2,6 milhões de amantes. amantes apaixonados, insanos, que não a deixam vacilar. que saem em sua defesa, que a protegem, que levantam sua autoestima quando ela mais precisa. 

tantos admiradores não se cansam de vê-la em seu esplendor. ainda se emocionam com cenas corriqueiras do dia-a-dia. tudo é muito lindo quando Brasília sorri.  quatro fotógrafos nascidos ou residentes em Brasília dividem este momento com a revista gps|brasília. celso Junior, João campello, Sergio lima e Bruno Stuckert no ensaio fotográfico Brasília, só tenho olhos para você.   Brasília, fica bem. Você é muito amada.  


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sĂŠrgio lima


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JO達O caMPellO


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BrunO Stuckert


fotografia

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EfEito polaroid Janaina Ortiga

instagram é a função do momento. de modo divertido e autoral, o aplicativo tornou-se o maior fenômeno das redes sociais. a revista GPS|Brasília convidou fãs do aplicativo para um breve ensaio sobre a capital

Matheus Gontijo Melissa Gontijo

André Kubitschek Pereira

Caio Barbieri Juliana Souza

Isabela Lima

Cristiano Araújo

Liliane Roriz Agenor Netto


SOcial

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MeninaS de OurO tiffany & co recebe lindas jovens para celebrar seus 15 anos e convida as blogueiras teens de BrasĂ­lia para fazer o registro FOtOS: celSO JuniOr

Giovanna adriano, Beatriz Oliveira, isabela Stochiero, Luiza e Maria Adriano Araujo

Julia Mendes, isabela Stochiero e isabela Fialho

ana FlĂĄvia Napoli


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Barbara de Carli, ana Carolina Cunha Campos, ana Flavia Napoli, Eduarda Novita e Maria luisa Drummond

Natalia alckmin, isabella lim, isabella Bittar, Fernanda Vilas Boas, Maria Clara Casc達o

Maria Valentina Salom達o

as blogueiras recebem presentes

Blogueira em a巽達o


SOcial

a nOite da clicquOt

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veuve clicquot, em turnê nacional, desembarca em Brasília para apresentar a seletos apreciadores la grande dame, bebida de sabor especial frutado que data de 1998. Murillo e anália aragão foram os anfitriões da sofisticada noite à beira Lago FOtOS: celSO JuniOr

Os anfitriões da noite: Thiago, Murillo, Anália e Lucas de Aragão


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Kika e Sérgio Cardoso

Sonia e inloon lim

Eduardo lyra e Diomedio Santos

O embaixador do Canadá, Jamal Khokhar

Carlos, isabela e Erick Carpaneda com renata Hanones

robério Negreiros e Flávia

Karina Guarita, chef de cave da Veuve Clicquot, Dominique Demarville, Gabriela Sanches, Guilherme Siqueira, adriana Celes


SOcial

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Georgia De luca, Caio e Cláudia Vilhena e luiz de luca

tudO aZul Família de luca apresenta a nova garrafa do whisky Blue label com a presença do escocês Mr. collins e de Paola Orleans de Bragança nas picapes FOtOS: Marri nOgueira

Mr. Collins

Guilherme Henriques e isabela Guerra

Sérgio amorim e Paola de Orleans e Bragança

Mônica Haddad e Geórgia


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Mônica e Eunício Oliveira

Paulo Octávio e alice Yung

Fernando adriano, Daniel Slaviero, Fábio andrade

Soêmia Araujo e Patrícia Justino

Junia Souto, Janine Brito

renato e ana Cláudia Barbosa

adriana Chaves agenor Netto

Eliana e almyr Barros


social

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À espera de sofia Tamara rudge Gontijo vem a Brasília para seu chá de bebê. Joyce Cardoso é a anfitriã e ambienta a varanda para uma bela tarde foTos: Bruno pimenTel


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Tamara Gontijo entre Melissa, Ana Maria, Ana Cecília, a mãe Ana Maria e a anfitrã Joyce Cardoso

Tatiana Egidio e Bruna Santoro

Bruna Teixeira, Isabela Gontijo e Marina Sotero

Cláudia Pereira

Marina Slaviero e Lilian Lima

Marcela, Mônica Oliveira e Gabriela May


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Patríca, Lara, Amanda, Raissa e Tereza Baeta

Suely Nakao

aline Guimarães e Mariana Ferrer

luana Sarkis e Martina Oliveira

Elisabeth amorim e Eliana Starling

Tainah Nóbrega e Maria Tereza Cavalcanti

Larissa Benevides e Mariana Tajra

Élida Weyne e lúcia Flecha de lima

Salma e Áurea Farah


cenaS

BOM de ver O requinte mora nos detalhes. em cada festa, cada encontro, um pedacinho do luxo se revela FOtOS: celSO JuniOr

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cenaS

em cada ambiente, um gesto inesperado. Fragmentos de estilo. Olhares atentos FOtOS: celSO JuniOr

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Desde 8 de março, o BRB reduziu suas taxas de juros para operações de crédito. Porque, para o BRB, acreditar é realizar. Reduzimos nossas taxas de juros. E não é apenas um gesto, é uma política de crédito para o brasiliense colocar em prática todos os seus projetos, gerar empregos e melhorar de vida. Mas, além das melhores taxas, o BRB também é o banco que possui o melhor atendimento da região, que tem a maior rede de conveniência, que incentiva a nossa cultura, que apoia o nosso esporte e as nossas empresas. Enfim, o BRB é o banco que o brasiliense tem orgulho de falar que é de Brasília e é da gente.

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É de Brasília. É da gente.


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