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Revista Comemorativa dos 65 anos do Mackenzie Esporte Clube • 2008

...mas parece que foi ontem


Editorial

Parece que foi ontem Gilson de Souza

e convívio, não apenas do grupo de amigos, mas de bairros inteiros. Hoje, localizado na Zona Sul da cidade, já que o endereço original se tornou modesto para abrigar todos os nossos sonhos, o Mackenzie se transformou numa praça aberta a toda população. Há quase quatro anos, e por dois mandatos sucessivos, recebi a honrosa confiança dos associados para dar continuidade a esse ideal. Tenho a esperança de que não os decepcionei. No plano esportivo, a Diretoria colocou o Mackenzie em posição de absoluto destaque nacional. Nosso clube faz parte do seleto grupo, no qual todos querem entrar, mas que é acessível apenas a uma dúzia de agremiações. Estou me referindo à “Super Liga de Voleibol Feminino”, que reúne as maiores equipes brasileiras dessa modalidade esportiva, que acabou de se sagrar campeã olímpica. Peço licença para comentar, que nossa querida Sheilla, uma das principais atletas da memorável campanha de Pequim, deu os primeiros passos em sua vitoriosa carreira, aqui, no Mackenzie.

É com muita satisfação que ofereço aos nossos associados a Revista do Mackenzie, uma iniciativa editorial inédita no nosso clube. O propósito é o de registrar, de forma inesquecível, os 65 anos de história da nossa agremiação. Parece que foi ontem aquele primeiro de setembro de 1943. Um grupo de rapazes, sem local para praticar esportes, se organiza e constrói uma quadra na rua Sergipe, atrás do prédio onde hoje funciona o Detran, com o objetivo de realizar torneios de vôlei e basquete entre amigos. De certa forma, foi uma generosa resposta às administrações municipais que se seguiram ao projeto de Aarão Reis, e se esqueceram de oferecer praças e locais de lazer para o convívio dos moradores desta nossa querida capital. Deus percebeu que era boa a idéia daqueles garotos e iluminou seus caminhos e das gerações que os seguiram. A quadra acanhada passou a ser local de lazer

Em outro campo, o do convívio social, temos o orgulho de informar que somos um dos três clubes que mais realiza eventos sociais no estado, entre os quais se destacam 52 happy hours por ano, além dos tradicionais bailes do Reveillon e do Aniversário do Clube. Os associados são brindados a cada semana, com os melhores grupos musicais, que se apresentam regularmente na cidade. O nosso Ginásio, após uma onerosa reforma, é o palco não apenas dos confrontos da Super Liga, mas, também, o local escolhido por grandes seleções internacionais para os treinamentos que antecedem aos seus jogos na capital. A seleção francesa utilizou nossas instalações nos preparativos para enfrentar a seleção brasileira, em junho último. Nas páginas seguintes o associado vai se deparar com toda a glória do Mackenzie ao longo dos seus 65 anos. Mais que isso, do esforço, que se realiza a cada dia, para o fortalecimento desse fantástico patrimônio social e esportivo que pertence a todos os sócios e que se renova a todo instante. Boa leitura. Carlos Rocha Presidente

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Gilson de Souza

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Mackenzie

Vista aÊrea do Mackenzie Esporte Clube com detalhe da rua Viçosa 04


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Esporte Clube:

um espaço de lazer no coração da Zona Sul 05


Expediente

Índice

Editorial: Parece que foi ontem ........................ 03 Índice e Expediente............................................. 06 Pretenda ser sempre feliz . ................................. 09 História ................................................................ 10 Fundadores . ........................................................ 10 Sede para os Troféus .......................................... 10 Hino do Mackenzie ............................................ 16 Sócios Beneméritos ............................................ 17 Origem do Nome Mackenzie . .......................... 17 Origem do Escudo MEC ................................... 17 Ex-presidentes .................................................... 18 Palavra dos Fundadores: Márcio Paulino ................................................ 20 Celso Vidal Gomes . ........................................ 21 Foto Histórica ..................................................... 22 Túlio Guimarães Gama . ................................. 25 Ideologia para Viver . ......................................... 26 Voleibol: orgulho do Mackenzie . ..................... 28 Convênios . .......................................................... 33 Campeã Olímpica . ............................................. 39 Damas do Volei . ................................................. 40 Basquete . ............................................................. 42 Natação ................................................................ 46 Bodas de Prata .................................................... 50 Com a palavra: Governador Aécio Neves . .............................. 51 Pedro Paulo Drumond ................................... 51 Jornalista Emanuel Carneiro ......................... 51 Ex-ministro Paulo Paiva ................................. 52 Vereador Totó Teixeira ................................... 52 Secretário Gustavo Corrêa ............................. 53 Empresário Kouros Monadjemi .................... 53

Revista Mackenzie Esporte Clube Presidente Carlos Roberto Gonçalves da Rocha Vice-presidente Durval Campos Guimarães Diretor financeiro Antonio Geraldo de Pádua Junior Diretor jurídico Sandro Benedito Meira Starling Diretor administrativo Silvio Ramon Andrade Capuchinho Diretora ajunta administrativa Maria do Rosário Dupin Coutinho Diretor de Comunicação Jackson Drummond Zuim Diretor de Esporte Felipe Roscoe Martins da Costa Diretor de Basquete Volnei Ferreira Prado Assessor do Presidente Maurílio Henriques Nogueira Conselho Deliberativo Presidente José Milton Alves da Silva Vice-presidente Leonardo Guimarães Faleiro Antonio Luce, Atussi Watanabe, Camilo Teixeira da Costa Filho, Carlos Tadeu da Silva, Carlos Alberto de V. Rocha, Débora de Alvarenga F. Campos, Deuslene Dias Vieira, Eduardo Cota Guimarães, Emerson Botellho Diniz, Eugênio Cota Guimarães, Fernando de Assis Géa, Fernando Antonio Salomé, Jader Benedito Ferreira, José Magno Senra Fernandes, José Tarcisio Vieira Filho, Joselito Ferraz da Silva, Lincon Amorim David, Luiz Alberto Barbosa Palhares, Magda Maria Botelho de Andrade, Manoel Pereira Brum, Marcelo Coelho Marques de Araújo, Marilda Lopes de Araújo, Paulo Eugenio Vieira Franco, Sandro Duarte da Cunha, Saulo de Tarso Magalhães Conselho Fiscal Geovane Veloso da Silva Eduardo Marques Eduardo Soares Website www.mackenziebh.com.br E-Mail mackenzie@mackenziebh.com.br Mackenzie Esporte Clube Endereços • Sede Social Rua Benvida de Carvalho, s/n Santo Antônio Cep: 30.330-100 - BH/MG • Ginásio Rua Congonhas, 450 Santo Antônio Cep: 30.330-100 • Secretaria Rua Congonhas, 450 Santo Antônio Cep: 30.330-100 Horários de funcionamento Clube Segunda-feira: 15h às 23h Terça a Sexta-feira: 6h às 23h Sábados, domingos e feriados: 7h às 18h Secretaria Administrativa Segunda a Sexta-feira: de 9h às 18h Sábados, domingos e feriados: fechada Secretaria Esportiva e Escola de Esportes Segunda-feira: 15h às 18h Terça a Sexta-feira: 8h às 18h Sábado: 9h às 12h Domingos e feriados: fechada Telefones úteis Mackenzie Esporte Clube: (31) 3223-2611

Secretário Paulo Roberto Prestes .................. 53

revista Comemorativa dos 65 anos do mackenzie esporte clube

Amigos do Mackenzie ....................................... 54

Jornalista Responsável: Gilson de Souza CTPS: 12.251 / MG Fotografia: Gilson de Souza e Arquivo Mackenzie Esporte Clube Projeto Gráfico e diagramação: Gilson de Souza Revisão: Gercione Pinto 009987 JP

PRODUTOS BH

Finais de Semana ................................................ 58 Douradinha de Confraternização .................... 60 No Clube há quatro gerações . .......................... 61 Fotos . ................................................................... 62 Espaço para Crianças . ....................................... 65 Baile 65 anos ....................................................... 66 Fotos Inesquecíveis ............................................ 68

Colaboradores: João Hélio Andrade Paula Villela Pedro Paiva Tatiane Coelho Sirqueira Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do Mackenzie Esporte Clube.


Arquivo Mackenzie

Arquivo Mackenzie

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Pretenda sempre ser feliz

por Durval Guimarães

O sucesso ou o fracasso de um livro depende da primeira frase, a que inaugura a obra. Essa é a opinião unânime dos mais famosos críticos literários em todo o mundo, a despeito de suas tendências ou ideologias. Um livro pode começar sonolentamente, assim: “A noite estava chuvosa, um manto escuro cobria o céu e não se ouvia nada, exceto o barulho da água nos telhados, etc, etc”. Pode também começar de forma surpreendente, como fez o escritor Garcia Marques em Cem anos de solidão: “Diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendia iria se lembrar do remoto dia em que seu pai o levou para conhecer o gelo, etc, etc”. Eu me lembro dessas observações ao me deparar, agora, com a urgência deste artigo. Poderia abrir o meu texto de forma dramática: “Dentro de pouco tempo, Belo Horizonte vai sentir saudade dos seus clubes. O desinteresse da administração pública é tão grande que não há um único dia sem notícias do fechamento ou de dificuldades enfrentadas por nossas agremiações sociais e esportivas”. Sinto-me mais feliz, porém, ao informar aos leitores que resta vender apenas 15 cotas para se completar o quadro social do Mackenzie. Em setembro completamos o número de 685 sócios cotistas, para o máximo de 700, permitido pelo nosso estatuto. Além desse total, a diretoria está autorizada a admitir 140 sócios individuais, que correspondem a 20% do número de cotistas. Mas o número de sócios individuais já foi alcançado há algum tempo e existe uma grande

fila à espera de vagas nessa categoria. Esses números são bem diferentes dos que foram encontrados há quase 40 meses, início da nossa gestão. Naquela época tínhamos pouco mais de 500 cotistas e menos de 70 associados contribuintes. O quadro social estava em declínio e o destino da nossa agremiação imitava o de tantos outros clubes da capital que foram vendidos, alugados ou simplesmente cerraram suas portas. As dificuldades financeiras eram tão grandes que o nosso clube quase foi a leilão por falta de pagamentos de impostos. Esse crescimento demonstra o acerto do projeto de fazer desse clube a praça do bairro, o lugar do amplo convívio dos moradores numa cidade tão desprovida de parques e jardins. Hoje o Mackenzie é o clube que mais realiza eventos sociais no estado, com festas semanais e bailes inesquecíveis, como o Reveillon que repetiremos na inauguração do próximo Ano Novo. No campo esportivo, disputaremos novamente a Super Liga de Vôlei Feminino, que é o maior campeonato mundial de clubes de um mesmo país. Apenas 12 clubes brasileiros fazem parte desse seletíssimo grupo e um deles é o Mackenzie. Há poucos dias retomamos a hegemonia estadual da mesma modalidade, ao conquistarmos o campeonato mineiro de voleibol feminino de 2008. Essas realizações são conquistas de todos e agradecemos em especial àqueles que acordam a cada manhã preocupados com o que podem fazer durante o dia pelo seu clube. Arquivo Mackenzie

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nos primórdios

História Capital mineira, década de 1930, esquina da rua Sergipe com Aimorés. Foi este o local que um grupo de jovens elegeu, à sombra de uma gameleira, como ponto de encontro para desfrutarem de uma mesma paixão: o esporte. À sombra dessa árvore, que, há 65 anos, começou a ser construída a história do Mackenzie. “A sede era na garagem da casa do Celso Vidal Gomes”, lembra Túlio Guimarães da Gama, sóciofundador do Clube, e um dos integrantes da turma da Gameleira, como eram conhecidos. Os anos se passaram e o esporte, especialmente o basquete, foi ficando cada vez mais presente na vida desses jovens. Para jogar, não mediam esforços. Podia ser na quadra do América, do Colégio Santo Antônio ou do Sesi. Qualquer lugar era bom para os jogos, até mesmo um terreno esburacado ao lado de uma casa na rua Sergipe.

Tudo servia como quadra de esporte, ainda que a cesta fosse formada por um aro de bicicleta preso a uma tábua. Independente desses transtornos, os treinos prosseguiam. “Em 1943, resolvemos participar do Campeonato Estadual. Para isso, resolvemos fundar oficialmente um clube e nos filiar à Federação de Basquete e Vôlei”, relembra Túlio. Na mesma garagem da casa do Celso Vidal Gomes, em primeiro de setembro de 1943, a turma da Gameleira, ou Clube Chacaristas, fundou o Mackenzie Esporte Clube. O Clube ganhou um escudo, o qual é usado até hoje. Conseguiram inclusive um local para treinos: o Campo da Guarda Civil, na avenida João Pinheiro, onde atualmente funciona o Detran/MG. Durante mais de 10 anos esse campo da Guarda Civil servira de palco para as festas. Ali foi a primeira sede do Mackenzie.

linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo Fotos: Reprodução de Gilson de Souza

Fundadores:

Afonso Arinos Penna Fundador

Celso S. Libânio Fundador

Celso Vidal Gomes Fundador

Cícero C. Araújo

Sede para os troféus

O sexto aniversário do Mackenzie aconteceu em 1949 e teve tudo para marcar o fim de um Clube que já conquistara alguns títulos nos campeonatos estaduais de vôlei da segunda divisão. Naquele dia, cumprindo determinação do Governo do Estado, começava a demolição da quadra. No local seria edificada a 10

Fundador

sede do Departamento Estadual de Trânsito, o Detran e poderia, realmente ter sido o fim do Mackenzie, se não fosse a maturidade de seus idealizadores que alugaram quadras e apegaram-se ao espírito guerreiro de Joel de Sá. No ano seguinte, o time feminino de vôlei iniciava uma série de vitórias que o levaria a ser hepta-


Biomedicina Enfermagem Educação Física* *Bacharelado presencial Licenciatura a distância.

Fisioterapia Fonoaudiologia Terapia Ocupacional


nos primórdios Em 1º de setembro de 1943, 21 rapazes se reuniram, em uma garagem, para criar um novo clube em BH. A intenção de seus fundadores era exatamente a de construir um espaço onde o esporte e o lazer pudessem ser praticados, em busca, antes de mais nada, de saúde e diversão.

Fotos: Reprodução de Gilson de Souza

linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo

Fundadores:

Heleno C. Guimarães Fundador

Hélio C. Guimarães Fundador

campeão estadual. Sete anos depois Lia de Freitas, Neide, Jurinha, Mirtes, Zuzu, Silvinha, Mirian, Oraida, Stela, Zezé e outras, completariam a jornada iniciadaem 1950 por Valdete, Ada, Neuza, Alda, Efigênia e Dejanila. Muitos títulos depois, consagrado como uma das tradições do vôlei mineiro, o Mackenzie conseguiria o reconhecimento nacional ao se tornar, em 1963, vencedor do Campeonato Brasileiro de Clubes Campeões. O Troféu Guarany disputado naquele ano, em Juiz de Fora, com a participação do Pinheiros de São Paulo, do Fluminense do Rio e do América do Ceará foi vencido sob o comando do técnico Betinho. A equipe era formada por Lia de Freitas, Silene, Íris, Necy, Hilda, Leonésia, Carminha, Neusinha, Lúcia, Jacira e Rosinha. Foi o título mais importante da história do Clube. O início de um patrimônio O presidente Américo de Castro Ribeiro inaugurou, em 29 de janeiro de 1961, a praça do Mackenzie. Ela estava encravada entre os barrancos e buracos que separavam as ruas Viçosa, Sagarana, Congonhas e Santo Antônio do Monte, no bairro Santo Antônio e na época havia apenas uma piscina e uma quadra. Três outros lotes foram comprados. Uma pequena sede com secretaria seria construída ao lado do barranco da rua Santo Antônio do Monte. No local, foi depositado o material necessário para a construção. Porém o projeto foi abandonado quando, durante uma noite de seresta, os sócios viram a chuva arrastar todo o material adquirido para o fundo de um buraco no terreno. A natureza mudava então, o corpo do Mackenzie. Com mais alguns caminhões de terra, o tal buraco desapareceu e pôde ser construída a quadra de futebol de salão. O Mackenzie ganhara mais um espaço. A próxima providência seria a construção do ginásio coberto. A inauguração aconteceu junho de 1970, na gestão do presidente Roberto Pinto de Aguiar. Seis anos depois o último barranco, até então sustentado por um muro de arrimo, foi substituído pelos quatro andares da nova sede. O início das obras se deu em 1976, na administração de Joel Aragão e inaugurada pelo presidente Mauro Cotta Guimarães, em 1980. Nesse mesmo ano, o presidente Maurício Sarreiro construiu o solarium do Clube e adquiriu um novo lote para construção da quadra que marcou o 39º aniversário do Mackenzie.


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Arquivo Mackenzie

nos primórdios

Canteiro de obras da atual sede

linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo Fotos: Reprodução de Gilson de Souza

Fundadores:

Edward R. Prado Fundador

Fábio P. Mascarenhas Fundador

Felicissimo Barros Fundador

Francisco José de Carvalho Fundador


nos primórdios

Fotos: Reprodução de Gilson de Souza

Fundadores:

Hunyade B. Tavares Fundador

João S. Marinho Fundador

Márcio Araújo Paulino Fundador

Mário Clark Fundador

Mackenzie é o nome de um rio ao norte do Canadá. País que me fascinou pela sua organização, limpeza e que recomendo a todos que façam uma visita pelo menos uma vez na vida. Márcio Araújo Paulino Fundador e um dos idealizadores do nome “Mackenzie”


nos primórdios linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo Fotos: Reprodução de Gilson de Souza

Fundadores:

Paulo S. Marinho Fundador

Túlio Guimarães Gamma Fundador

Wilson Ramos Fundador

Amintas Vidal Gomes Presidente de Honra

Hino do Mackenzie O glorioso hino do Mackenzie foi escrito por Gabriel Pinto de Aguiar e nesta página reproduzimos sua letra que tanto foi cantada nas inúmeras vitórias:

Já é uma tradição Mackenzie ser campeão Ninguém pode duvidar Porque sua glória é lutar Quem sente no peito ardente Um grande amor pelo tricolor Só veste sua camisa Que sintetiza muito valor José Pedro, figura folclórica do basquete mineiro, também escreveu uma música em homenagem ao Mackenzie:

Aonde o Mackenzie está, eu sei Pelo movimento eu sei Que o Mackenzie vai jogar Mackenzie Vai crescendo dia a dia Conquistando simpatia Ser Mackenzie é bom demais Mackenzie, Mackenzie, Mackenzie Mackenzie, orgulho de Minas Gerais 16


nos primórdios linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo

Fotos: Reprodução de Gilson de Souza

Beneméritos:

Afonso Paulino

Benemérito

Joel de Sá Benemérito

José Mendes Júnior Benemérito

Sylvio J. Raso Benemérito

Origem do nome Mackenzie

Nas décadas de 1930 e 1940, a influência de nomes de clubes argentinos era intensa. Por causa disso, alguém teve a idéia de nomear o então recém-criado clube de “Chacaritas”. “Até meados de 1943, todos conheciam o nosso Clube por esse nome. A partir dessa data começou a reformulação do Clube. Estávamos criando “corpo” de atletas e necessitava de algo bem mais sério, já que o nome “Chacaritas” era o nome de um cemitério na cidade de Buenos Aires, capital da Argentina”, disse Márcio Paulino. Outros nomes foram citados, porém, na noite

de primeiro de setembro de 1943, na garagem da casa do Dr. Jarbas, dois nomes estavam na disputa final: U.S.A. - “União Sportiva de Amadores” e Mackenzie. Esse último que dá nome ao rio que corta o Canadá de norte a sul, foi o vencedor da noite. Os fundadores acreditavam que Mackenzie era um nome forte para atletas fortes. E, assim, há 65 anos, registrou-se na imprensa mineira (Estado de Minas, Folha de Minas, Diário da Tarde, O Diário, etc.) o Mackenzie Esporte Clube, agremiação criada por um grupo de jovens esportistas.

Origem do Escudo MEC

O escudo ou logomarca do Mackenzie foi criada numa conversa em roda de bar. De acordo com Márcio Paulino, fundador do Mackenzie, o idealizador do escudo foi Roberto de Faria, sobrinho do ex-governador do Estado Magalhães Pinto. Márcio

conta que Roberto era engenheiro e desenhista e adaptou a logomarca da cerveja Antárctica, que tirou de um daqueles porta-copos de papelão, às iniciais do Mackenzie Esporte Clube que é utilizado ainda hoje.


galeria de fotos

Ex-presidentes

1943

1947 a 1948

1949 a 1950

1951 a 1952

Ano de fundação do Mackenzie Esporte Clube

Fotos: Reprodução de Gilson de Souza

ha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo

1943 a 1946

Celso Vidal Gomes Fundador-presidente

Henrique S. Neto

Celso Vidal Gomes

Otávio Santa Cecília

ha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo 1953 a 1954

Afonso A. Lamounier

1955 a 1956

Américo C. Ribeiro

1957 a 1958

Antônio J. S. Freire

1959 a 1960

Alcides Freitas

1961 a 1962

José Flávio Vieira

1963 a 1964

Oreste Stefanini

ha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo 1965 a 1966

José Silvério Horta

1967 a 1968

Antônio dos Santos

1969 a 1970

1971 a 1972

Roberto P. de Aguiar Carlos Barcelos Costa

1973 a 1974

Luiz C. Gonçalves

1975 a 1976

Joel M. Aragão

ha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo 1977 a 1978

1979 a 1980

Maurício Sarreiro Mauro C. Guimarães

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1981 a 1982

Paulo Angelo Souza

1983 a 1984

Esmeraldo Pizarro

1985 a 1986

Danilo Bellesia

1987 a 1988

Fernando Andrade


galeria de fotos

linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tem 1989 a 1991

Maurício H. Nogueira

1992 a 1994

Mauro Guimarães

1995 a 1998

1999 a 2000

Marco C. Almeida Antônio Pádua Rocha

linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tem 2001 a 2004

2005 a 2009

Carlos Rocha Presidente

José A. T. Freire

Ano de Comemoração dos 65 anos do Mackenzie Esporte Clube

2008

linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tempo linha do tem

Palavra do Presidente do Conselho Deliberativo do Mackenzie

Sessenta e cinco anos pode ser a idade ideal para se fazer o balanço de uma vida, recordar o que foi conquistado e os desafios vencidos ao longo do tempo. No nosso caso, a vida de um clube, que no dia primeiro de setembro alcança a maturidade podendo se orgulhar das diversas gerações e das árduas batalhas que superou na formação de atletas que ajudaram, de uma forma ou de outra, o país a conquistar o destaque que hoje desfruta no mundo, principalmente, no seu produto atual mais glorioso, o voleibol feminino. O que se comemora hoje é a longa jornada de um clube que, durante décadas, ajudou a forjar personalidades, modeladas na convivência esportiva e social, que vem sendo cultivada e solidificada de pais para filhos há mais de meio século. O Mackenzie, pelo espaço físico que ocupa e pelo número de associados que comporta, pode ser comparado a uma família, com todos os defeitos e qualidades inerentes aos seres humanos, mas buscando sempre o espírito de cooperação, de superação e de vitórias. Elementos básicos para a forja de um corpo saudável e vencedor. Nunca faltará quem brinde a isso, com os merecidos parabéns. José Milton Alves da Silva


fundador

Márcio Paulino São apenas cinco os fundadores do Mackenzie que ainda estão vivos. Eu (Márcio Paulino), Celso Vidal Gomes, Hélio Coutinho Guimarães, Túlio Gama e Paulo de Souza Marinho. Infelizmente as pessoas vão morrendo ao longo dos anos, mas assim é a vida. Cabe a nós, que continuamos vivos, relembrar as boas fases que vivemos. Lembro-me de quando subíamos a Serra do Curral e lá no alto ficávamos acampados. Excursionistas, tínhamos um sonho de algum dia chegar ao Monte Everest, quando conseguíssemos juntar algum dinheiro. O tempo passou e nunca fomos lá, mas esse mesmo grupo realizou um outro grande sonho, o de fundar um Clube. Na época tínhamos entre 16 e 19 anos. Wilson Ramos era o mais velho da turma e, oito de nós, servíamos no exército depois dos tempos no colegial. Aliás, foi no Colégio Marconi, com seu horário integral que nos apaixonamos pelo esporte. Jogava vôlei, basquete e ainda era corredor de 100 metros rasos. Na esquina da rua Sergipe com Aimorés existia uma centenária Gameleira e ali nos encontrávamos para prática de esportes. Jogávamos futebol no gramado da igreja e na época (décadas de 1930 e 1940) os padres começaram a plantar árvores para atrapalhar nossa pelada. Éramos conhecidos como o grupo da gameleira e ali nascia uma associação de futebol com o nome “Chacaritas”. Como esse nome era feio, nome de um cemitério na cidade de Buenos Aires, nos reunimos na casa do Dr. Jarbas (Vidal Gomes), na rua Sergipe, 220, para votarmos um novo nome e ali fundar um clube. Assim nascia o Mackenzie Esporte Clube. Filiamos em 1944 na Federação Mineira de Vôlei quando nosso técnico era Afonso Arinos. Com dois ou três anos conseguimos tirar a hegemonia do Minas Tênis Clube. Em 1949, enquanto minha irmã, Wanda Bello de Araújo Paulino conquistava o título de “Miss Mackenzie”, perdíamos nossa quadra da João Pinheiro. 20

Gilson de Souza

Me lembro de um jogo histórico, quando riscamos de giz o chão da Praça da Liberdade para ali jogarmos uma partida. Precisávamos de uma quadra com urgência. Conseguimos então a quadra do Colégio Santo Antônio, na rua Pernambuco, para treino e foi o Mackenzie quem construiu o ginásio do colégio. Mas não estávamos satisfeitos. No desespero procuramos Américo Renné Gianetti, então prefeito de Belo Horizonte, para pedir um terreno e construirmos nosso próprio ginásio. Ele já nos conhecia do Colégio Marconi e nos recebeu no seu gabinete. As portas estavam se abrindo para nós e soubemos aproveitar bem cada momento. Daquele pequeno grupo saíram diversos casamentos, inclusive o meu. Quem diria que, sessenta e cinco anos depois, estaria relembrando e ainda vivendo esses momentos.


primeiro presidente

Celso Vidal Gomes Estou surpreso pelo tanto de tempo decorrido. São 65 anos desde que o Mackenzie Esporte Clube foi inaugurado. E em muitos momentos na minha vida, senão todos, eu recordo daqueles tempos da criação do Clube. Completo, em dezembro próximo, 84 anos e recordo como se fosse ontem aquela “meia dúzia” de adolescentes que se reuníam na garagem de minha casa para conversar sobre esportes que gostávamos. Vim para o Rio de Janeiro no início da década de 1950, mas continuei a acompanhar a evolução do Mackenzie e de todos os heróis que nos sucederam. Recebo as diversas publicações e tenho um imenso orgulho de ver como está o Clube atualmente. Deixo claro que o clube faz parte do sonho de todos nós, que acreditamos, e do fruto de pessoas como o saudoso Joel de Sá. Em resumo, e com toda a sinceridade do meu coração, declaro meu grande amor pelo Mackenzie Esporte Clube e por tudo aquilo que ficou definitivamente gravado na minha vida. Tenho sempre que agradecer a todos que prestigiam minha pessoa, e aos diretores atuais pelo belíssimo trabalho realizado. Que os próximos mantenham esta mesma característica: de fazer com que o clube tenha o reconhecimento que possui hoje, na sociedade mineira. Conforme discursei, quando da inauguração da sala com os quadros dos ex-presidentes e fundadores, recordo das grandes dificuldades que tivemos para completar a criação do Mackenzie. Lembro-me da fase que não tínhamos local para a prática de esportes, foi quando meu pai, dr. Jarbas Vidal Gomes, então advogado e procurador da República do Estado de Minas Gerais, sendo Governador de Minas, Juscelino Kubitschek (1950 - 1955), através de seu prestígio e amizade com o ministro Afrânio de Melo Franco, nos cedeu um terreno na atual av. Prudente de Morais. Era um terreno baldio, só tinha mato, mas fincamos uns paus, esticamos uma rede e ali jogávamos nosso “voleizinho”. Lembro de uma frase do dr. Afrânio, quando ele disse que a responsabilidade pelo o que acontecia no seu terreno era inteiramente minha e como confiava em mim, podíamos jogar à vontade. Mais tarde, aquele terreno foi vendido. Meu tio, Amintas Vidal Gomes, então delegado especial da Polícia Mineira, superintendente da Guarda Civil, nos emprestou um campinho de futebol que ficava próximo ao terreno que jogávamos, também na av. João Pinheiro, e mais uma vez a responsabilidade ficou em minhas mãos. Lembro do meu tio me dizendo: “eu conheço você e sei que não vai me dar nenhum aborrecimento. O campo da Guarda Civil está liberado para você e seus amigos praticarem esportes. Se é algo relacionado ao esporte, respeito e pode ficar à vontade, vou emprestar com gosto”, completou. Durante muitos anos jogamos ali, onde hoje está o Detran. Me recordo que a quadra se chamava Ernesto Dornelles, chefe de Polícia de Minas Gerais, era de saibro, mas um saibro bem fofo e que levantava muita poeira. Conseguimos então, mais uma vez, com a intervenção do meu tio Amintas, a doação de toda a mão-de-obra para cimentarmos a quadra. Américo René Gianetti, que era secretário de Agricultura, foi quem nos cedeu o pessoal para cimentar todo o terreno. Foi quando o Governador de Minas Gerais, Milton Campos, pediu o terreno onde ficava nossa quadra para construir o Departamento de Trânsito. Nos vimos, mais uma vez, sem lugar. Ali era nosso maior patrimônio. A volta por cima veio com o esforço pessoal de uma rapaziada entusiasmada na área esportiva. Este mesmo esforço que hoje enxergo naqueles que ficam e continuam escrevendo a história do grande sonho que vimos realizar.


Foto enviada pelo primeiro presidente do Mackenzie Esporte Clube, dr. Celso Vidal Gomes, esta fotografia mostra o primeiro time de basquete do Clube. Da esquerda para a direita: Francisco Carvalho, Huniade B. Tavares, Túlio Guimarães Gama, Edvar Rigotto Prado e Celso Vidal Gomes Abaixo, trecho de uma carta lida pelo próprio Celso, quando da ocasião dos 38 anos do Mackenzie.

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Arquivo Pessoal

foto histórica


Foto tirada no dia 20 de junho de 1952 na Quadra do América. Era a 1ª partida da série melhor de três entre Mackenzie e Atlético para a decisão do título de 1952.

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Arquivo Mackenzie

foto histórica


fundador

Túlio Guimarães Gama

Tínhamos um grupo fiel ao esporte. Todos os domingos de manhã jogávamos basquete, as mulheres jogavam volei e aquilo tudo foi evoluindo muito rápido. O Mackenzie foi fundado sem ter nada, era tudo emprestado e o que nos movia era o amor pelos jogos. Na segunda divisão eram mais que 12 times de vôlei tentando o título. Foi nessa época que conhecemos Joel de Sá que se entrosou rapidamente com a turma e praticamente assumiu o vôlei feminino. Conquistamos um terreno e o número de pessoas que se associavam era grande. Lembro que aos domingos, tínhamos uma escala de quem iria comprar gelo na fábrica da Antárctica (atualmente Shopping Oiapoque). Voltávamos com o carro lotado de gelo para vender refrigerante aos visitantes do clube. Na época eu tinha um “jeep” e costumava usar a mão inglesa nas ruas vazias de Belo Horizonte. Parabenizo à atual diretoria pela elaboração dessa revista. Tenho certeza que vai trazer boas lembranças para todos nós e alavancar outras grandes idéias. Precisamos voltar a viver tempos de amor ao esporte, jogar pelo simples prazer de jogar. Vejo isso nas grandes jogadoras que pelo Mackenzie passaram: a Érica, a Sheila, que fala do clube com orgulho e mantém a mesma simplicidade do início.

Fotos: Arquivo Mackenzie

Gilson de Souza

Almoço na Churrascaria Camponeza em comemoração ao bicampeonato da cidade em 17 de novembro de 1951

Pose das campeãs - Vôlei feminino hepta-campeão


ie Mackenz Arquivo

joel de sá

Ideologia para viver Poucas são as pessoas que têm uma ideologia para viver. Frase imortalizada pelo cantor Cazuza, “eu quero uma para viver”, pode-se dizer que Joel de Sá, tinha de sobra. Ele é o sócio do Mackenzie Esporte Clube com a carteirinha de “número 001”. Infelizmente, já não o temos em nosso meio. Joel de Sá morreu aos 89 anos de idade no ano em que o Mackenzie completa 65 anos. Foi no domingo de Páscoa e, de acordo com sua filha mais velha, Maria

Arquivo Mackenzie

Arquivo Mackenzie

Arquivo Pessoal

Gilson de Souza

Um provérbio diz que grandes homens morrem num feriado.

de Fátima Freire de Sá, “um provérbio diz que grandes homens morrem num feriado”. Maria de Fátima é advogada e professora da Universidade Católica - PUC, em Belo Horizonte. Reside atualmente em Caxias do Sul, mas está sempre vindo à capital mineira para dar aulas. Sempre que possível, vem ao Clube Mackenzie matar saudades da infância. “Vinha para cá, de bicicleta fazer dever de casa”, relembra saudosa. Seu pai, Joel de Sá foi um dos sócios-benemé-

ritos do Clube. Ele materializou a praça de esportes do Mackenzie. Nascido na cidade de Guaxupé, interior de Minas, veio para a capital com o importante cargo de diretor da extinta “Diretoria de Esportes do Estado de Minas Gerais”, atual Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Esportes - SEDESE. Em 1943, quando o time feminino de vôlei do Mackenzie ganhava o sétimo campeonato mineiro, por meio de sua influência na prefeitura, conquistava uma área para a construção da Praça de Esportes do Mackenzie Esporte Clube na região Sul da capital. “Ele buscava as jogadoras para treinar no Clube que por muitas vezes eram proibidas pelos pais de jogar. Mas conquistou a confiança deles e com isso, ajudou a formar o time hepta-campeão mineiro”, diz Maria de Fátima. “Joel de Sá teve duas paixões em sua vida: Mackenzie e minha mãe”, explica Maria de Fátima, se referindo à Myriam Freire de Sá que teve duas filhas: Maria de Fátima 26


joel de sá cio benemérito, mas continuou pagando as mensalidades do Clube. Maria de Fátima afirma que seu pai ensinava sempre aos filhos que é necessário competir de forma saudável, “sendo sempre humildes, mas nunca deixarem ser humilhados”. E para aqueles que continuam fazendo história, ensina uma dádiva que guardou por toda vida: “vejam o passado com os olhos do presente. E com esses olhos farão o Mackenzie crescer mais e mais”, relembra. Fotos: Arquivo Mackenzie

e Maria Amélia. “Eles se conheceram nestas idas e vindas dos treinos, já que minha mãe era uma jogadora brilhante e participou dos campeonatos vencidos”, diz. Ela conta que sempre assistida pelo marido, Joel de Sá chegou a fingir desmaio para parar os jogos quando estavam perdendo e assim desestimular o time adversário. Ao completar 40 anos como quotista do Mackenzie, Joel de Sá, mesmo sem sua autorização, se tornou só-

Joel de Sá foi o treinador do time campeão de volei. Ao lado, uma foto dele na construção da piscina na sede do Mackenzie


voleibol

Orgulho do Mackenzie

Arquivo Mackenzie

O vôlei do Mackenzie teve início na segunda divisão. Mas durante uma reunião entre Joel de Sá e Afonso Arinos, que era responsável pela equipe feminina, foi feito um plano para que o Mackenzie fosse campeão por oito anos consecutivos. Nesta reunião foi traçado todos os planos possíveis, os pós e os contras e foram arregimentadas novas jogadoras. A partir daí, começou a caminhada de glória do Mackenzie, praticamente inédito no Brasil e, principalmente, em Minas Gerais. De uma segunda divisão passaram a ganhar todos os campeonatos, tanto do Estado quanto de Belo Horizonte. Foram por sete anos consecutivos campeãs municipais. Mas a trajetória não foi fácil. Com a perda da quadra da João Pinheiro não tinham onde treinar. Entretanto, isso não diminuiu o entusiasmo das atletas. Elas treinavam no Senai, no colégio Santo Antônio, no Colégio Anchieta, no América. Onde tinha uma quadra vaga, lá estavam elas. Aos poucos foram conseguindo trazer excelentes jogadoras para a equipe. O título mais importante foi o hepta-campeonato. Com uma das partidas mais emocionantes. O Mackenzie jogava contra o Minas, que era uma equipe muito forte, e perdia o primeiro set por 14 a 2. Virou o jogo e acabou ganhando. Infelizmente, na disputa pelo octa-campeonato, a equipe teve alguns tropeços e não conseguiu conquistar o título. Todavia, chegaram a 90% do que haviam planejado. Os maiores adversários que o Mackenzie possuía na época eram o Atlético e o Minas Tênis Clube. Algumas jogadoras do Mackenzie também fizeram parte da Seleção Brasileira de Vôlei, como Zezé, Juracy, Lia e Silvia. O Mackenzie possuía todas as divisões funcionando, tanto feminina quanto masculina. O mais interessante é que não tinham quadra. Isto era uma coisa difícil de acontecer, mas no Mackenzie acontecia. Treinavam em todos os lugares inclusive, no meio da rua quando não conseguiam uma quadra emprestada. Suas jogadoras nem sempre moravam perto e, para compensar o esforço de todas, eles mandavam uma velha jardineira que Joel de Sá providenciava para buscá-las e levá-las em casa. “Nenhum outro clube fazia isso”, relembra Íris Alves, uma das jogadoras da época. Outro título importante para o Mackenzie foi o Campeonato de Clubes Campeões - Troféu Guarani, realizado em Juiz de Fora, no ano de 1963. Neste jogo, o Mackenzie ganhou de 3 a 2 do Pinheiros de São Paulo, que, na época, possuía jogadoras que faziam parte da Seleção Brasileira. As titulares desse saudoso time do Mackenzie eram: Ilda, Neuza, Íris, Silene, Lia e Necy. Dentre os diversos títulos daquela época conquistados pela equipe feminina de vôlei, os mais importantes foram: • Hepta campeão da cidade de Belo Horizonte – 1ª Divisão (1950-1956) • Campeão do Troféu Brasil de Clubes Campeões – 1ª Divisão (1963) • Penta campeão do Estado – 1ª Divisão (19681977) • Campeão do Torneio Internacional do Chile (1970) • Vice-campeão do Troféu Brasil de Clubes Campeões – 1ª Divisão (1975)


Eugênio Gurgel / Divulgação

voleibol

Time atual: Super Liga

Jogadoras: • Ana Maria

Posição: levantadora Altura: 1,80 Peso: 73 kg Principais títulos: Brasileiro Infanto (2001-Seleção RJ), Juvenil (2002-Seleção RJ) e Jogos Abertos Brasileiros (2006-São Caetano) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Ana Carolina (Carol) Posição: meio-de-rede Altura: 1,80 Peso: 70 KG Principais títulos: Regional Juvenil (2007-Mackenzie) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Fernanda (Fê) Soares

Posição: ponta Altura: 1,84 Peso: 76 kg Principais títulos: Liga Nacional (2006-Cimed) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Flavia Assis

Posição: meio-de-rede / Ponta Altura: 1,83

Peso: 76 kg Principais títulos: Salonpas Cup (2000-BCN) e (2005Pinheiros) e Copa São Paulo (2007-Pinheiros) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Heloiza (Helô) Lacerda

Posição: oposta / ponta Altura: 1,86 Peso: 76 kg Seleção Brasileira: Infanto (2007) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Indira Mestre Baro

Posição: meio-de-rede / oposta Naturalidade: Havana - Cuba Altura: 1,83 Peso: 78 kg Principais títulos: Mundial (1998-Cuba), Gran Prix (2000-Cuba), vice Gran Prix (1997/98/99-Cuba) e vice Pan-americano (1999/2003Cuba) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie) Seleção Cubana durante 10 anos

• Juliana (Ju) Serafim

Posição: ponta / oposta Altura: 1,79 Peso: 74 kg Principais títulos: Jogos Abertos de São Paulo (2004Bauru) e (2005-Paulistano) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Marcilene (Marci)

Posição: oposta Altura: 1,85 Peso: 80 kg Principais títulos: Brasileiro Infanto (2002-Seleção Mineira) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Mariana (Mari)

Posição: ponta Altura: 1,80 Peso: 73 kg Principais títulos: Paulista (2004/05/06-Finasa), Salonpas Cup (2004-Finasa), vice – Superliga (2005/2006 e 2006/2007-Finasa) e Copa São Paulo (2007-Pinheiros) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Priscila

Posição: levantadora Altura: 1,76

No Marista, cada aluno é acompanhado de perto. E é assim, com educação integral e ensino de excelência, que o Colégio Marista sabe muito bem como elevar o potencial do seu filho.

Peso: 66 kg Seleção Brasileira: Infanto (2008) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Samanta

Posição: ponta Altura: 1,81 Peso: 64 kg Principais títulos: Regional Juvenil (2007-Mackenzie) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Tássia

Posição: líbero Altura: 1,72 Peso: 64 kg Principais títulos: Jogos Abertos de São Paulo (2006Suzano) e Copa São Paulo (2007-Suzano) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Thaís

Posição: ponta Altura: 1,85 Peso: 74 kg Principais títulos: Copa Báltica e Copa da Finlândia (2004-Salon Viesti), Torneio da Áustria (2007-Btv Luzern) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

• Viviane (Vivi)

Posição: levantadora Altura: 1,79 Peso: 73 kg Principais títulos: Copa São Paulo (2007-Pinheiros) Seleção Brasileira: Juvenil (2007) Campeonato Mineiro (2008 Mackenzie)

Com. Técnica: Ténico:

Jamison Morais Assistente técnico:

Bruno Martins Supervisor:

Sérgio Vera

Dep. Médico: Médico:

Thiago Brustolini Fisioterapeuta:

Vinícius Araújo


voleibol

Promessa de Vitórias Na Superliga 2007/2008, o Mackenzie Cia. do Terno foi a equipe de vôlei com a menor média de idade da competição, entre 18 e 19 anos. Para comandar o time, a aposta foi em Antônio Rizola, técnico das categorias de base da seleção brasileira, há 15 anos. A maioria das atletas era das categorias infanto-juvenis e juvenis. As meninas venceram três partidas e ficaram na nona colocação.

Para a disputa da Superliga 2008/2009, Jamison Amaral, treinador das categorias de base do Mackenzie, durante 12 anos, é o novo comandante. Mais da metade do elenco foi renovado. O grupo ficou mais experiente e encorpado com a contratação de seis reforços e a subida dos atletas da base. É exatamente essa mescla de experiência e juventude que será a força do Mackenzie Cia. do Terno para a competição.

Fotos: Gilson de Souza

Jamison Morais

Conheça quem é o técnico da um bom trabalho”, comenta Jamison Morais. O time tem garra, determinação, é competitivo Super Liga para 2008 e 2009:

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e o que se espera são bons resultados. A tendência, segundo o treinador, é melhorar, em muito, o resultado anterior de nono colocado. “Esse time de hoje tem muita vontade de fazer bonito, essas meninas estão acostumadas a ganhar todos os jogos”, acrescenta Delicério Rodrigues, técnico do time de base do Mackenzie. Gilson de Souza

Jamison Morais, técnico de voleibol feminino, há 18 anos, sendo 12 só no Mackenzie. Passou pelos times do infantil, infanto, juvenil e agora assume o time profissional que vai encarar a Super Liga nos anos de 2008 e 2009. Modesto diz que chegou ao cargo de técnico, como resultado de um trabalho que vem realizando ao longo de mais de 20 anos. Na sua trajetória, conta-se diversas vitórias e uma vasta experiência. Para o time atual, Jamison afirma ter uma mescla de experientes jogadoras, como a Cubana Indira Mestre, Thaís, que passou uma temporada na Suíça, e, outras seis jogadoras, que são “Prata da Casa”, ou seja, já faziam parte dos times de base do Mackenzie. “Para a Super Liga, que acontece de outubro de 2008 a abril de 2009, o time tem tudo para ficar numa boa posição. Conhecemos muito bem nossos adversários, sabemos das dificuldades, mas queremos fazer


voleibol Fotos: Gilson de Souza e Eugênio Gurgel / Divulgação

O que vier é conseqüência do bom trabalho que temos feito e da garra dessas meninas Jamison Morais

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Fotos: João Hélio Andrade

voleibol

Campeão mineiro

O Mackenzie Cia. do Terno conquistou o Campeonato Mineiro de 2008 depois de vencer o Lagoa Santa por 3 sets a 0 dia 5 de outubro no ginásio do clube em Belo Horizonte. A partida teve menos de uma hora de duração e as parciais foram 25/13, 25/07 e 25/14. A conquista deu fim a um jejum de 30 anos sem um título estadual de vôlei para o Mackenzie. O time da casa não deu muitas chances ao adversário. Com um bom ataque e bem na distribuição das bolas o Mackenzie Cia. do Terno sempre foi superior em quadra e impôs o ritmo da partida. Na terceira etapa o técnico Jâmison Morais fez várias alterações na equipe e mesmo assim o Mackenzie Cia. do Terno se manteve melhor. A bola do título saiu das mãos da meio-de-rede Ca-

rol que fechou o jogo com um ace. Foi o primeiro título dela como profissional. O treinador também comemorou o primeiro título estadual como profissional: “Cumprimos a nossa meta de ganhar do Campeonato Mineiro. Valorizamos a competição, tivemos muito respeito com os adversários, demonstramos que éramos o time mais forte da competição e o resultado foi justo. O título é um presente para o Mackenzie que fez 65 anos e que volta a ser campeão mineiro depois de trinta anos”, declarou Jamison.


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voleibol

a k i r É a m e g a n e m o H

Rocha e Íris Alves, Érika, Carlos atleta da e Marlene, mã

João Hélio Andrade

No jogo entre Mackenzie Cia do Terno e o Brasil Telecom a jogadora Érika foi homenageada pelo Clube com uma placa.


campeã olímpica

Carinho especial pelo Mackenzie Sheilla Tavares de Castro nasceu, em Belo Horizonte, em primeiro de julho de 1983. Atua, no time do São Caetano (SP) na posição oposto e, atualmente, é considerada como uma das principais jogadoras da Seleção Brasileira de Voleibol. Entre os títulos conquistados estão: medalha de ouro nas olimpíadas de Pequim pela Seleção Brasileira (2008), campeã Italiana, campeã da Supercopa na Itália (2008), Campeã da “World Grand Champions Cup” (2005), Campeã Sulamericana (2005). E na categoria individual, como maior pontuadora brasileira nas Olimpíadas de Pequim (2008), maior pontuadora do Campeonato Italiano (2006/2007), melhor saque e maior pontuadora brasileira no Mundial de 2006. Na última vez que entrou em quadra pela Seleção Brasileira de Vôlei, foi dia 7 de setembro de 2008, venceu a República Dominicana por 3 sets a 0 na decisão do “Final Tour”. Não deu outra, subiu mais uma vez no lugar mais alto do pódio diante da torcida que

lotava o Ginásio Paulo Serasate, em Fortaleza (CE). Mas uma campeã não se faz só de títulos. Sheilla disse, em entrevista exclusiva para a Revista 65 Anos do Mackenzie, que “para se formar um campeão é necessário partir do início com calma e ao mesmo tempo com garra. Dar atenção e confiar no atleta que está começando”. Sheilla lembra orgulhosa do seu início: “aprendi jogar vôlei no Mackenzie e nunca vou esquecer da atenção que o Clube dá aos atletas que estão começando, desde a musculação, hidro-ginástica, do técnico Jamison, enfim, toda infra-estrutura que dispunha no Mackenzie. Se algum dia o clube resolver me chamar de volta, ficarei muito honrada”, finaliza. Pela Seleção Brasileira, o próximo jogo será em novembro, mas está ansiosa para começar a Superliga 2008/2009 em que terá a chance de se encontrar com o time do Mackenzie. “É bom que mato saudades”, diz Sheilla.

Alexandre Arruda / CVB

Aprendi jogar vôlei no Mackenzie e nunca vou esquecer da atenção que o Clube dá aos atletas que estão começando

Fotos: D iv

Sheilla conquistou seu grande sonho: ser campeã olímpica

ulgação

Sheilla Tavares de Castro

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voleibol

Damas do Vôlei

Gilson de Souza

Um grupo alegre de senhoras, cuja idade mínima é de 50 anos, se reúne no ginásio do Mackenzie religiosamente, toda terça-feira à noite por mais de 15 anos. São atletas que passaram da idade de competir no Máster 40, mas não perderam a vontade e a garra de jogar um bom voleibol. Experientes e com histórias para contar, carregam no currículo títulos que poucos conseguiram ou vão conseguir conquistar. Como é o caso da jogadora Zezé, única mineira bicampeã pan-americana ou Juracy Raso,

pentacampeã pela seleção mineira, heptacampeã pelo Mackenzie, campeã brasileira, campeã sulamericana e bicampeã juvenil. Juracy foi uma das jogadoras que Joel de Sá teve de convencer os pais para participar dos treinos de vôlei nas décadas de 1940 e 1950. “Era um tempo memorável, onde éramos as melhores do Brasil”, explica sorridente. Ela, no seu tempo, foi a levantadora mais alta do Brasil e relembra com orgulho do time que mais trouxe títulos para o Mackenzie. Quem treina o time das Damas do Vôlei há pouco mais de um ano é Wildine Mesquita, o Mineiro. “É um trabalho muito gratificante que não trocaria por nada nesse mundo”, define orgulhosamente Mineiro. Arquivo Mackenzie

Juracy Raso, hepta-campeã pelo Mackenzie. Ao lado, o time das “Damas de Ouro” no X Campeonato Brasileiro de Voleibol em setembro de 2001

Títulos nacionais na bagagem: Damas de Ouro (50 anos): Bicampeãs; Damas de Esmeralda (55 anos): Tricampeãs; Damas de Diamante (60 anos): Tricampeãs. Também há times de “Damas e Brilhante” (65 anos) e “Damas de Vinho” (70 anos). Abaixo, as Damas de Ouro e Esmeraldas Fotos: Gilson de Souza

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basquete

Boas lembranças

por Geraldo Teixeira da Costa Neto Diretor Executivo dos Diários Associados

guía há mais de 10 anos na categoria juvenil! Contra o outro rival, o Ginástico, lembro-me de uma virada histórica que fizemos dentro da casa do adversário quando perdíamos o jogo por mais de vinte pontos com apenas 10 minutos para acabar o jogo. Para complicar as coisas, havíamos perdido os dois pivôs e o nosso querido técnico Jurandy não teve escolha senão colocar os baixinhos para correr atrás do prejuízo. Não é que deu certo? De tudo o que eu vi e vivi no Mackenzie carrego com muito carinho o tratamento que o nosso Eduardo Avelar, apelidado (não sei porque) de Cabeça, teve comigo. Foi ele que acreditou no meu potencial e me deu a oportunidade de treinar e jogar nas categorias acima da minha. E com ele aprendi que mesmo tendo menos estrutura e menos dinheiro é possível competir contra os mais “poderosos”. É claro que as meninas do vôlei deram um colorido todo especial a estes anos de Mackenzie! Por falar em vôlei, continuo afirmando que não fui eu quem chutou a bola no treino do Ricardo “Jesus” naquele dia chuvoso. Não dá para esquecer também da Olimec, das maratonas de basquete que duravam 24 horas, da Kombi do seu Cid que nos levava aos jogos fora de casa, dos métodos não ortodoxos de motivação do Zoiudo e de grandes craques inspiradores como Beto (irmão do Ico), Capacete, André Beltrão e Eugênio. Quis o destino que eu me cassasse com a Letícia, filha de um dos fundadores do Mackenzie: o advogado Celso Vidal Gomes, que me contou pouco como foi o processo de doação do terreno pela prefeitura a um grupo de jovens atletas, como foi a construção do estatuto do clube e pude saber a origem da escolha do nome do clube.

Arquivo Mackenzie

Comecei a jogar basquete no Mackenzie em 1976, quando eu tinha 7 anos. Vi um cartaz na portaria que convidava os sócios para fazer uma peneira na escolinha e não tive dúvidas! Do teste feito na extinta “quadra externa” até o último jogo com a camisa do Mackenzie foram 10 anos seguidos de muita dedicação e alegria. Saí para jogar no Minas, AABB e Atlético, para depois voltar e encerrar a minha carreira. Sou muito grato ao Mackenzie até hoje, depois de ter parado de jogar há mais de 15 anos, por ter tido a oportunidade de desenvolver um espírito de luta, dedicação e paixão pelo esporte. Carrego na minha carreira profissional esta vontade de vencer e de superar os obstáculos. Acho que não encontraria este aprendizado em nenhum outro local. Dentro das quatro linhas, tive vários jogos marcantes e títulos inesquecíveis. Contra o Minas, lembro com muito carinho de quatro jogos: Em 1978, jogando de armador pelo Mini-A e com apenas 8 anos de idade - enquanto a maioria tinha 12 - fiz a última cesta de lance livre que nos deu a vitória. Mais tarde, em 1981, decidimos o título em casa e, desta vez jogando de pivô e com o ginásio lotado, conseguimos trazer de volta o título que o clube não ganhava há quase 10 anos. A rivalidade entre os dois times era tão grande, que alguns jogos terminavam em guerra de ovos entre a torcida! O terceiro jogo inesquecível contra o Minas foi no infanto-juvenil, quando ganhamos o jogo superando a contagem centenária. E por fim, no juvenil, quando derrotamos o time do Minas que tinha bons atletas que jogavam até no Adulto. Foi uma vitória que o Mackenzie não conse-

Guiné, o craque laureado

por Durval Guimarães

Único craque laureado do Mackenzie, Wagner Avelar Fonseca (Guiné para sua multidão de amigos) iniciou sua vitória trajetória no basquete do Clube junto com o próprio time, em 1963. Seus primeiros arremessos, ainda com oito anos de idade, foram na primeira equipe que o Mackenzie formara desde que se transferiu da modesta sede perto da Igreja da Boa Viagem para suas atuais instalações no Santo Antônio. 42


basquete Era um tempo em que o Clube fechava para o almoço”, recorda bem humorado. Ao meio dia, todas as atividades eram suspensas, incluindo os treinamentos, para serem retomadas às 14h30. “Como o Mackenzie era pequeno - apenas a quadra e ginásio -, não dava sequer para se esconder do porteiro. A gente tinha que ir para casa e voltar mais tarde”, lembrou com saudade. Depois de muitos anos de paralisação da atividade, o basquete do Mackenzie voltou com força. Exceto no primeiro jogo, quando perdeu 44x2 do Quinze Veranistas. Sua primeira categoria foi a de mirim, que venceu todos os campeonatos até a equipe chegar à condição de time adulto. Guiné participou de todas essas vitórias, incluindo a de campeão mineiro. Por conta do seu imenso talento, foi convocado para a seleção brasileira para disputar um campeonato mundial na África do Sul, que acabou não se realizando. O time brasileiro não viajou, em protesto contra a política de segregação racial, o “apartheid”, que vigorava naquele país, na época. Muitas são as recordações felizes que dominam as lembranças de Guiné daquelas equipes vitoriosas do

Mackenzie. Uma curiosidade que ressalta era a paixão das famílias pelo basquete, que se orgulhavam não apenas de ver seus filhos jogando no time, mas como verdadeiros “proprietários” de camisas da agremiação. A família Avelar era detentora da camisa 10, que foi defendida seguidamente por Wagner, Ernâni, Marcelo, Eduardo e Sérgio. A família Pizarro se apossou da 11, com Beto, Grão, Flávio e Esmeraldo. A família Quintino dos Santos detinha a camisa cinco, com Sérgio e Moube entre outros. Também a família Cota ofereceu para o clube os craques Renato, Mauro, Fernando, Dudu e Eugênio. E, por último a família Palhares, com destaque para o nosso atual conselheiro Luís Palhares. Hoje, prematuramente afastado das atividades desportivas Guiné não abandonou o Mackenzie. Todas as manhãs ele comparece ao clube para musculação na piscina de hidroginástica. À noite e também nos fins de semana o craque acompanha todo o movimento da sua mesa praticamente cativa na pérgula da piscina. O craque recebeu a distinção de laureado por conta de ter defendido nossas cores por dez anos seguidos. Arquivo Mackenzie

Guiné em destaque - atleta laureado por ter defendido as cores do Mackenzie por dez anos seguidos

Time Bicampeão Metropolitano Juvenil em 1968


basquete

Geração vencedora Dois são os treinadores de Basquete no Mackenzie Esporte Clube: Júlio Eduardo Cançado (Piu) e Leonardo Borçato Lima. Ambos atuam respectivamente há 10 e 3 anos no clube e são responsáveis pela escolinha e pelo time. Leonardo, professor e técnico dos times de basquete Cadete e Mirim, diz ser um trabalho ao mesmo tempo árduo, mas que permite prever uma geração vencedora e cheia de títulos pela frente. “O time mirim, dos meninos de 11 e 12 anos, é a melhor geração dos últimos 10 anos. Estou trabalhando com eles desde cedo e é assim que se faz um bom trabalho: temos soluções caseiras, estamos plantando hoje para colhermos no futuro”, explica. A maioria dos alunos da escolinha não são sócios do Mackenzie. “O Clube tem um nome muito

forte e conhecido, somos procurados a todo momento por pais que querem oferecer aos filhos uma boa escola de basquete”, diz Leonardo Borçato que tem um sonho: formar um time adulto, acima de 19 anos. Para esse sonho se tornar realidade, é necessário patrocínio diz o professor. “Tivemos um encontro Sulamericano de times Petiz, de crianças com 13 anos de idade. Conseguimos apoio de dois patrocinadores, Mapear e Deva Motos. Através desse apoio, fomos de avião para Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, com alimentação paga para os 10 jogadores. “Esse time, que são todos Prata da Casa, é um time que promete, realmente é uma geração vencedora no basquete, que vai fazer história. Basta um incentivo para os meninos que já nasceram campeões”, finaliza o professor. Arquivo Pessoal

Treinadores de Basquete: Júlio Eduardo Cançado (Piu) e Leonardo Borçato (Léo)


basquete Fotos: Gilson de Souza

Estamos formando a base com olho no futuro dessa geração vencedora. Leonardo Borçato


natação

Formando campeões

Arquivo Mackenzie

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A natação no Mackenzie começou como esporte competitivo após a inauguração da atual piscina, isto é, em 1961. Foram muitos anos para a formação dos atletas. A partir de 1970, os resultados desses investimentos começaram a surgir, pois a equipe do Mackenzie se colocava entre as primeiras do Estado, ao lado do Minas Tênis Clube. Foi a época do apogeu na natação. Bons técnicos passaram pelo Clube, como Adilson Fernando, Milton, Sérgio, Raimundo, Tuca e Jair. Atualmente o Clube conta com uma equipe de ponta para a escola e para a equipe de Natação, coordenado por Daniel Teodoro (Teo), técnico dos nadadores. Teo é formado em educação física e responsável pela empresa Teo´s Sport Team. No Mackenzie a equipe de natação tem figurado entre as melhores equipes do estado. No decorrer do ano, o Clube participa das competições organizadas pela Federação Aquática Mineira e dos Campeonatos Brasileiros organizados pela Confederação Brasileira do Desporto Aquático - CBDA. Confira alguns dos resultados: • Atleta campeã categoria júnior - Travessia dos Fortes 2006; • 2007 - Campeonato Mineiro Juvenil a Sênior Verão - Terceiro lugar geral de Minas Gerais, Campeão Mineiro categoria sênior, Campeão Mineiro categoria júnior, CONQUISTAMOS: 27 medalhas de ouro, 21 de prata, 15 de bronze; • 2007 - Campeonato Brasileiro Verão Juvenil - Eduardo Botelho - classificado duas vezes em oitavo lugar do Brasil nas provas de 100m e 200m peito; • 2007 - Campeonato Brasileiro Verão Júnior e Sênior - Júlia Mazzoni - classificada duas vezes em sétimo lugar do Brasil nas provas de 100m e 200m peito, e classificada para disputa do Troféu Brasil e Troféu José Finkel 2008; • 2008 - Campeonato Mineiro Juvenil a Sênior Inverno - Quarto lugar geral de Minas Gerais, segundo

lugar geral categoria sênior, conquistamos: 10 medalhas de ouro, 14 medalhas de prata, 4 medalhas da bronze; • 2008 - Campeonato Brasileiro Júnior Inverno Eduardo Botelho: 5° e 8° lugar geral nas provas de 100m e 200m peito; Júlia Mazzoni: 5° e 7° lugar geral nas provas de 100m e 200m peito; Christiano: 9° lugar geral na prova de 100m costas; Revezamento Júnior 1 (Eduardo, Christiano, Mateus e Lucas): 6°, 6° e 5° nas provas de 4 x 100m livre, 4 x 50m livre e 4 x 100m Medley, respectivamente. O Mackenzie terminou a competição em 15° lugar geral do Brasil; • 2008 - Campeonato Brasileiro de Seleção - O atleta convocado Eduardo Botelho Andrade integrou o revezamento 4 x 50 Medley Junior I e sagrou-se campeão brasileiro, batendo a seleção de São Paulo. Ele ainda participou da prova de 50 e 100m peito terminando as duas provas em  4° lugar; • 2008 - Atleta Júlia Mazzoni conseguiu bolsa para estudar e treinar na Universidade de Michigan (USA).

METAS

• Consolidar a imagem de um Clube revelador de talentos e eficaz na formação de atletas, sendo reconhecido como referência no estado de Minas Gerais. • Participar do TROFÉU JOSÉ FINKEL e TROFÉU BRASIL, competições mais importantes do calendário da natação brasileira, com transmissão ao vivo pelo SPORTV; • Participar nos campeonatos brasileiros de categoria juvenil, júnior e sênior, com objetivo de classificar atletas entre os oito melhores nadadores do país; • Participar em campeonatos estaduais juvenil a sênior, colocar vários atletas entre as três primeiras colocações e a equipe entre as três principais do Estado; • Participar de torneios regionais com objetivo de dar oportunidades aos nossos atletas de obterem índices de classificação para Campeonatos Brasileiros e Estaduais.


natação Fotos: Gilson de Souza

Quando os meninos da escola de natação fazem 12 anos, incentivamos que entrem para a equipe de competições do Clube. Assim trabalhamos individualmente para formar grandes nadadores. Daniel Teodoro (Teo) 46


natação

Atletas de destaque Acervo Pessoal

Eduardo Botelho • Campeonato Mineiro Inverno e Verão - conquista de cinco medalhas de ouro, duas de prata; • Campeonato Sudeste Infantil /Juvenil - Medalha de bronze - 100m peito; • Campeonato Brasileiro Inverno - classificado duas vezes em sexto lugar do Brasil nas provas de 100m e 200m peito; • Campeonato Brasileiro Verão - classificado duas vezes em oitavo lugar do Brasil nas provas de 100m e 200m peito.

Júlia Mazzoni • Campeonato Mineiro Inverno e Verão – conquista de 4 medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze; • Campeonato Brasileiro Inverno - classificada duas vezes em oitavo lugar do Brasil nas provas de 100m e 200 m peito; • Campeonato Brasileiro Verão - classificada duas vezes em sétimo lugar do Brasil nas provas de 100m e 200m peito; • Classificada para disputar o Troféu Brasil e José Finkel 2008. Arquivo Mackenzie


Academia

Bodas de Prata Era o ano de 1983 e o presidente Esmeraldo Pizarro, apoiado por diretores e alguns sócios como Fernando Géa, Eugênio Guimarães, Mauro Cotta, professora Eny Tolentino, Magda Botelho dentre outros. Estavam antenados com a evolução da área de condicionamento, musculação e com a popularização das academias e decidiram oferecer mais benefício aos sócios. Convidaram a jovem fisioterapeuta Maria Auxiliadora Pereira Damasceno e o renomado ortopedista Alberto Peres para a montagem do “Centro de Ginástica, Recuperação Física e Fisioterapia” e presenteavam seus associados com um dos primeiros “gladiadores” de Belo Horizonte, que foi a “vedete” da época, marcando assim, o aniversário de 40 anos do Mackenzie. Nossa querida Dôra faz parte dessa história e agregou valor à cota do clube, ofereceu um serviço de qualidade para os associados, cedeu a academia para treino dos atletas e hoje comemora os 25 anos da Cínesis (originário do grego “kínesys”, que significa movimento). Ela tem orgulho de atender uma segunda e até

terceira geração de usuários, trazendo-lhes mais beleza, disposição e bem estar, com saúde e descontração. Com ela a palavra: “Nessa comemoração dos 65 anos do clube, hoje uma referência nos esportes e um verdadeiro oásis no meio da cidade, sinto-me orgulhosa de participar dessa história. O Clube é um local seguro para o desenvolvimento de nossas crianças, formação dos jovens, ao mesmo tempo acolhedor para a turma mais madura e um palco para o encontro da família e amigos, tanto nas “peladas” como na academia, nos happy hours e tradicionais festas do clube. Só tenho a agradecer todo apoio e carinho que recebi por parte de todos os sócios, funcionários, diretores, presidentes e conselheiros ao longo destes 25 anos. E é com muita alegria que comemoro as Bodas de Prata da academia (quase metade da minha vida) nesta data significativa que são os 65 anos do nosso querido clube. Parabéns Mackenzie!” Maria Auxiliadora - Dôra


com a palavra...

Governador Aécio Neves Em nome de todos os mineiros, congratulome com o Mackenzie Esporte Clube nas comemorações de mais um aniversário. Ao longo de 65 anos, o Mackenzie vem dando importante contribuição para o desenvolvimento da cultura e do esporte na capital de nosso Estado, sobressaindo-se como grande formador de atletas. Merecem também os aplausos de Minas os esforços e os investimentos feitos no esporte concebido

Divulgação

Aécio Neves Governador de Minas Gerais

Pedro Paulo Drumond

Pedro Paulo Drumond é Presidente da Cia. do Terno A Cia. do Terno, como todas as empresas brasileiras, enfrentou , durante a sua historia, toda a espécie de problemas que sofre qualquer equipe que queira crescer no Brasil com uma atitude honesta, empreendedora, desvinculada de favorecimentos, ou seja, crescer pelo valor de seus profissionais e pela multiplicação deste valor através do trabalho em equipe. Sabemos que, provavelmente, por toda a nossa vida seremos obrigados a conviver com os sobressaltos econômicos, com as vaidades políticas, com a fúria tributaria de um Estado que é um sócio no sucesso, não nas horas de dificuldade. Mesmo assim, nosso espírito empreendedor, e nossa aversão à “tranquilidade” dos gabinetes e à “segurança” de se trabalhar sempre com o risco e o dinheiro dos outros (paz dos cemitérios), nos levam a preferir viver nesta montanha russa que são os negócios privados no Brasil. Tentamos fazer o melhor possível, todos os dias, perseguindo, através da qualidade, do atendimento, da vontade de evoluir, da garra, a excelência no atendimento de nossos clientes. Divulgação

como importante instrumento de integração social de crianças e adolescentes. Parabéns, Mackenzie Esporte Clube.

Quando tivemos a oportunidade de nos associar ao Mackenzie Esporte Clube, como patrocinadores da equipe feminina de voleibol, não titubeamos. Das primeiras conversas com a Leonésia e o Durval, rapidamente brotou um clima de empatia, de amor conjunto pelo desafio e pelo esporte. De orgulho de participar da vida de uma Agremiação tão correta e com uma historia tão rica. Aos que nos perguntam: porque o esporte, e porque o Mackenzie, respondemos: é que, entre calmarias e turbulências, há valores que unem a Cia. do Terno, o Mackenzie Esporte Clube e o Voleibol: a competição, o comportamento correto, a impetuosidade, o gosto pelo risco, a independência de favorecimentos excusos, a lisura de comportamento, a contribuição através do esporte como exemplo para nossa juventude e para nossa querida Belo Horizonte. Que nossa parceria seja duradoura, que sirva de exemplo para outros clubes e patrocinadores de médio porte como nós, e que os resultados venham, aos poucos, comprovar a força da identidade de crenças e linha de atitude diante das dificuldades e das conquistas, que unem nossos interesses. Parabéns e longa vida ao Mackenzie Esporte Clube, são os votos da Cia. do Terno.

Emanuel Carneiro

Emanuel Carneiro é presidente da Rádio Itatiaia

Na minha juventude o vôlei feminino enchia os ginásios em Belo Horizonte. São inesquecíveis até hoje na minha memória os clássicos Minas e Mackenzie. Marta Miraglia

de um lado e Lia de Freitas do outro, defendendo o Mackenzie. O Mackenzie ao chegar aos 65 anos deixa uma história muito viva no esporte mineiro e neste momento é justo reverenciar todos os que vestiram a sua camisa. Mas eu continuo sentindo saudades de Lia de Freitas... 51

Divulgação


com a palavra... Divulgação

Paulo Paiva

Paulo Paiva, ex-ministro do planejamento na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele também foi vicepresidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), instituição que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento dos países da América Latina e Caribe. Hoje, ele é presidente do BDMG (Banco de desenvolvimento de Minas Gerais), entidade responsável por financiar projetos empreendedores de diferentes portes e setores de nosso Estado. Na segunda metade dos anos sessenta, após a interrupção da democracia, dois sonhos desfeitos. Então, um encontro, um novo amor, um novo projeto comum. Clotilde recomeça na UFMG e eu na PUC. Logo viemos morar em um apartamento próximo ao Mackenzie. Emília começando a andar e Pedro ainda bebê. O clube nos acolheu e nos permitiu ver as crianças alegres interagirem com outras. Passavam toda a manhã no Mackenzie e nos fins de semana nos juntávamos a elas. Foi nos seus bailes infantis de Carnaval que meus filhos usaram as primeiras fantasias. Foi na sua piscina que deram os primeiros pulos na água. O Mackenzie foi nessa época um porto seguro para o redirecionamento de nossas vidas. Parecia-me um clube de casais jovens, construindo suas famílias. Muitas crianças, muita vida correndo, brincando a espera do futuro. Hoje quero cumprimentar o Mackenzie por seus 65 anos e agradecer os momentos felizes que nos proporcionou. Como o primeiro beijo, o primeiro clube ninguem esquece. Parabéns família Mackenzie!

Totó Teixeira

Totó Teixeira é vereador de Belo Horizonte, eleito para o quarto mandato em 2004, tem como principais realizações os trabalhos sociais na capital, principalmente na Região do Barreiro, nas áreas de esporte, lazer, educação, segurança e transporte coletivo de massa.

Rodrigo de Oliveira / Divu

O Mackenzie Esporte Clube é um dos clubes mais tradicionais de Belo Horizonte e com prazer tenho participado de quase todos os “Happy Hour” das sextas feiras, que é uma prova viva do bom trabalho social que a atual diretoria tem feito no Clube. Trazendo os bons tempos de volta à região Sul da capital mineira com ótimos encontros nos inícios de finais de semana. Parabenizo também o Mackenzie pela coragem ao voltar à Superliga de Vôlei Feminino. Time que tem revelado grandes jogadoras mineiras ao mundo e tem investido neste esporte maravilhoso.

lgação


com a palavra... Divulgação SEEJ

Gustavo Corrêa Secretário de Estado de Esportes e da Juventude Em 1º de setembro de 2008, 65 anos terão se passado desde que, em 1943, 21 jovens, reunidos em uma garagem, decidiram buscar um espaço para a prática do esporte e do lazer em Belo Horizonte. O que nasceu então como uma pequena quadra de saibro, palco dos jogos de basquete e das noites dançantes dos sábados, transformou-se em um dos mais tradicionais e importantes clubes

de Minas Gerais. Hoje, ocupando posição de destaque entre os clubes que investem na formação do atleta e do cidadão, o Mackenzie Esporte Clube é reconhecido pelas atividades sociais e culturais que desenvolve e pelo compromisso em aliar a criação de oportunidades para o aperfeiçoamento técnico e do espírito de equipe de seus atletas ao fortalecimento da solidariedade entre os cidadãos que freqüentam suas quadras e piso Minas Tênis Clube Clóvis Campos / Divulgaçã

Prova deste marcante compromisso com o futuro, a atual administração do Mackenzie Esporte Clube, sob a presidência de Carlos Roberto Gonçalves da Rocha, busca continuamente assegurar as condições para que o clube, como sempre foi, prossiga sendo instrumento complementar na educação e integração social de jovens e crianças. Convencida de que os espetáculos esportivos que o clube virá a sediar terão a capacidade de motivar a juventude, a direção do clube buscou junto ao Governo do Estado de Minas Gerais aquilo que é dever da administração pública promover e, com o apoio da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude, moderniza seu ginásio poliesportivo. Esta determinação, esta opção pela formação do ser humano, este compromisso com as gerações futuras são as razões pelas quais me orgulho de ter recebido, em abril do ano do 65º aniversário do Mackenzie Esporte Clube, a Comenda Amigo do Mackenzie. Ela me deu a honra de ver-me incluído entre os privilegiados beneficiários do legado daqueles 21 jovens de visão.

Kouros Monadjemi

Sócio do Minas Tênis há mais de 40 anos, e presidente do clube por seis anos. Kouros tem sólida formação profissional - Administração pela UFMG, Economia pela Universidade de Bruxelas/Bélgica e MBA (Master Business Administration) pela Universidade de Columbia/ Nova York. Trabalhou durante 13 anos na Usiminas e atualmente preside a Siderco Trading S/A, empresa de comércio exterior da áera de siderurgia.

Divulgação

cinas.

O Mackenzie Esporte Clube é um clube tradicional em Belo Horizonte. Como atleta, desde minha infância, convivo com os atletas do Mackenzie como ótimos adversários que somos. O principais dirigentes de hoje do clube também foram atletas no passado e assim se formou uma grande amizade entre o Minas Tênis Clube, onde fui por seis anos presidente. A rivalidade entre o Minas e o Mackenzie, sempre foi sadia, somente dentro das quadras. Somos clubes co-irmãos que sempre se ajudaram mutuamente na formação de atletas e para o engrandecimento do esporte como um todo. São clubes que se unem num mesmo propósito.

Paulo Roberto Prestes

Paulo Roberto Prestes, Secretário Municipal Adjunto de Esportes e ex-jogador do Atlético Poucos clubes desenvolvem suas atividades

esportivas com tamanha competência na formação de seus atletas, principalmente no esporte especializado. Só os grandes completam 65 anos com tantas glórias. Parabéns Mackenzie Esporte Clube.... 53


homenagem

“Amigos do Mackenzie”

Fotos: Arquivo Mackenzie

A Comenda “Amigo do Mackenzie” foi criada pela atual diretoria para homenagear aquelas pessoas que, de alguma maneira, ajudaram o Mackenzie Esporte Clube nos seus 65 anos de história. Na primeira edição do prêmio, ocorrida dia 24 de abril de 2008, 14 pessoas foram agraciadas. A solenidade de entrega foi realizada no salão do clube com presença maciça de homenageados e conselheiros. O presidente Carlos Rocha foi um dos idealizadores. “O Mackenzie precisava homenagear de alguma forma essas pessoas que vêm contribuindo para o crescimento e desenvolvimento do clube, esse foi o intuito de criar a Comenda. Aqueles que ficaram de fora não se preocupem porque não temos como homenagear a todos ao mesmo tempo, mas ninguém será esquecido”, afirma o presidente. Os primeiros contemplados com a Comenda “Amigo do Mackenzie” foram: Gustavo Corrêa (secretário de Estado de Esporte e da Juventude), Totó Teixeira (presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte), Rogério Romero (secretário de Estado Adjunto de Esportes e da Juventude), Camilo Teixeira da Costa Filho (Conselheiro do Mackenzie), Pedro Paulo Drummond (diretor Presidente da Cia do Terno), Eustáquio de Andrade Valle (empresário e Sócio do Mackenzie), Kouros Monadjemi (ex-presidente do Minas Tênis Clube), Fernando Vilanova (conselheiro do Mackenzie),

Ronaldo Lewinsk Cunha Melo (sócio do Mackenzie), Olímpio Rocha Neto (sócio do Mackenzie), Associação Beneficente do Mackenzie Esporte Clube na pessoa de sua presidenta Milka Gonçalves Dungas, Júnior Brasil (coordenador de Esportes da Rádio Itatiaia), Ivan Drummond (jornalista) e Raquel Faria (jornalista). Ivan Drummond trabalha como repórter da editoria de esportes do jornal Estado de Minas há 20 anos. Ele é um dos responsáveis pelo conteúdo do esporte especializado e ficou feliz com a homenagem: “O Mackenzie tem uma fase muito importante na minha vida, quanto na minha família, quando eu era criança, a minha irmã (Andréia Furacão) jogava vôlei pelo clube. Fiz muitas amizades, é um clube muito simpático. Isso é como se fosse um resgate dos tempos felizes” finalizou Ivan. A atual diretoria espera que a Comenda “Amigo do Mackenzie” passe a ser uma tradição na história do Clube. A idéia é que todo ano, as pessoas que foram importantes nessa história sejam homenageados. “Eu espero que as próximas diretorias continuem prestando essa homenagem às pessoas que muito engrandeceram o Clube. Só quem participa do cotidiano de um clube sabe das dificuldades enfrentadas pela instituição. Nós sabemos que aqueles que nos ajudam ficam muito satisfeitos com uma singela homenagem como essa”, afirma Carlos Rocha.


amigos do mackenzie

Amigo de todos Gilson de Souza

Aluísio Pereira da Silva é porteiro do Mackenzie Esporte Clube a pouco mais de 20 anos. Está sempre animado e pronto para atender a todos que por ali passam diariamente. “Conheço a todos no Clube, converso, ajudo, dou atenção, estou sempre pronto a atender no que for preciso aos associados e demais pessoas que entram e saem pelas portas, deste nosso espaço todo especial, o Mackenzie” diz Aluísio. “No início do próximo ano completo 21 anos de Mackenzie e nesse tempo conheci muita gente, inclusive, o saudoso Joel de Sá que sempre me cumprimentava com aquela alegria contagiante dele”, lembra Aluísio. Todas as amizades cultivadas ao longo desses anos, de acordo com o funcionário, são fruto de um bom trabalho realizado. “Aqui fiz muitas amizades sinceras que me ajudam quando preciso, me cumprimentam na rua longe do Clube. Nossa amizade vai além dos seus mandatos”, explica Aluísio. Perguntado se já passou muito aperto com pessoas que gostariam de entrar no Mackenzie e não podiam, disse categoricamente que seu “posto não é brincadeira”. “Antigamente a meninada era mais brava. Já teve caso de arrancarem minha roleta e devolverem no outro dia. Hoje eles são muito mais tranquilos, nos respeitam, têm cuidado com as coisas do Clube”, diz. “Aqueles meninos de antigamente cresceram e hoje lembramos com alegria daqueles momentos”, relembra. “Lembrar com alegria” é o que motiva o dia-a-dia de funcionários como Aluísio, que de tantos, não se pode citar todos. Sócios ou freqüentadores de uma forma ou outra escrevem histórias como essa e continuarão escrevendo pelos próximos 65 anos.


mackenzie

Sábado sem estresse Para aliviar o estresse do dia-a-dia as manhãs de sábado no Mackenzie Esporte Clube é bem freqüentado por sócios assíduos. São grupos que se reúnem para praticar esportes e para “encontrar os amigos”, como explica o jornalista Alex Capella. Participante das famosas peladas que ocupam o ginásio principal aos sábados pela manhã, Alex fala dos benefícios que enxerga na pelada: “encontro sempre a turma, jogo muita conversa fora, além da saúde que deixo em dia”. Durante as peladas, que são freqüentadas por jogadores de 20 a 40 anos, é comum discussões, disputas entre um time e outro, mas Henrique Stancioli, o “Nico” diz que é normal e faz parte do show. “Depois dos jogos voltamos à harmonia do princípio. Isso é muito bom para aliviar o estresse da semana”. Analista de Meio Ambiente, não consegue enxergar uma forma melhor de começar o final de semana e fala das amizades que vão além dos jogos e da turma que se encontra a mais de 20 anos. “Tem gente aqui que joga comigo desde quando tinha 8 anos de idade, faz parte da minha vida”, completa. Henrique comprou uma cota para sua família, para continuar a freqüentar o Mackenzie quando completou a idade de dependência dos pais. Arquivo Mackenzie

Gilson de Souza

Gilson de Souza

Encontro sempre a turma e deixo a saúde em dia. Alex Capella, jornalista


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As peladas não são o único point para os sábados. Tem também os petequeiros de plantão no espaço que leva o nome de Joel de Sá. Lá se reúnem cerca de 12 duplas para um bom jogo. As quadras definem os petequeiros. De acordo com Manoel Pena, o “Peninha”, que se diz “o bom”, na “quadra um” mais próxima do ginásio, jogam os melhores. Muitos ficam de fora, esperando a vez de jogar, ou por não ter condições de jogo no dia. É o caso de Paulo Diniz, representante comercial no ramo de guindastes, que estava contundido no dia que foi feito esta matéria. Sentado num canto, tentava “erguer” o ânimo dos jogadores como

se manobrasse um dos seus guindastes. Sempre alegres, as duplas formadas por jogadores de 30 a 70 anos, suam a camisa nos jogos. Mesmo caso dos atletas da pelada, que se encontram para colocar a conversa em dia e para um happy hour depois dos jogos. As mesas em volta da piscina principal são totalmente ocupadas por eles. Às vezes para almoçarem no restaurante do Clube, ou para, na maioria das vezes, tomarem uma cerveja geladinha acompanhada por tira-gostos. “Antes da Lei Seca, nossas resenhas de pós-jogos, eram mais animadas”, relembra Paulo Diniz. Fotos: Gilson de Souza


mackenzie Arquivo Mackenzie

Campeonato da douradinha. Dias 17 e 24 de maio

Douradinha de confraternização Outra turma que frequenta o Clube aos sábados pela manhã, é da Douradinha. Ficam nas mesas de jogos, tranquilos jogando uma partida de Truco diferente em que participam seis pessoas. E não falta animação para essa turma. Jogam há mais de 20 anos e se dizem “os mais experientes”, tanto em idade (muitos já passaram dos 70 anos) quanto nas outras áreas da vida.

Sr. Olympio, o Comendador, é o mais idoso. Perguntado pela sua idade, responde alegre: “mais ou menos 40 anos de verdade. De mentira tenho 84 anos” brinca com um sorriso no rosto. Ainda se considera um atleta e que pratica corrida “quando procurado pelos credores”. Mas sempre é visto na piscina do Mackenzie dando suas braçadas. “Gosto da engarrafada e daquela do esporte”, brinca.


maior família

No clube há quatro gerações Gilson de Souza

Embalado pelas peladas matutinas dos sábados, Eduardo Cota Guimarães, analista de sistemas de 52 anos, apresenta seu neto-sobrinho. Trata-se de Daniel Faleiro, filho de sua sobrinha Marília Faleiro. A família Cota é a maior família sócia do Mackenzie há quatro gerações. A cota foi comprada em 1961 por Benone Guimarães (in memorian) que se casou com Maura Cotta Guimarães e tiveram nove filhos, dentre eles, Mauro Cota que foi presidente do Mackenzie por dois mandatos e o próprio Eduardo Cota. Tiveram ainda 21 netos e 7 bisnetos, sendo a maioria deles (aqueles que ficaram em Belo Horizonte), todos sócios do Mackenzie Esporte Clube. Peladeiro assíduo, conta que joga aos sábados de manhã, por mais de 38 anos. “Sou da época em que todos os sócios eram atletas e nós mesmos que jogávamos pelo Clube nas diferentes modalidades”, relembra.

Sou da época em que todos os sócios do Clube eram atletas. Nós mesmos jogávamos pelo Mackenzie nas diferentes modalidades Eduardo Cota


fotos Fotos: Gilson de Souza

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fotos Fotos: Gilson de Souza

Espaços para jogos, alimentação e diversão são os pontos altos dos privilegiados associados do Mackenzie Esporte Clube


mackenzie

Espaço para crianças

Fotos: Gilson de Souza

Novos brinquedos com total segurança fazem a festa da garotada No dia 14 de junho de 2008, ano em que o Mackenzie completa 65 anos de fundação, a criançada, nova geração do Clube, ganhou um espaço todo especial só para elas. Neste dia, a garotada teve acesso ao parquinho, que agora oferece novos brinquedos, planejados de acordo com as normas de segurança do Clube. Personagens de desenho animado e palhaço fizeram a festa e acompanharam a criançada nos brinquedos. Durante a inauguração, foram distribuídos bolinha de sabão, álbuns de figurinha, pipoca e algodão-doce.


Baile

Baile dos 65 anos por Gabriela Santos Em noite glamourosa a orquestra Anos Dourados regou com muita alegria o aniversário de 65 anos do tradicional Mackenzie Esporte Clube. O baile chamado carinhosamente de “Parece que foi ontem” aconteceu na sexta-feira, dia 26 de setembro de 2008, e o evento encerrou com Chave de Ouro as comemorações do mês de aniversário do Clube. O baile esbanjou requinte, sofisticação, além de música de boa qualidade. O Mackenzie mostrou mais uma vez que elegância e “glamour” caminham juntos e o público pôde avaliar bem isso, pois o ambiente se encontrava em perfeita sintonia. A organização fez com que todos os detalhes tornassem a noite peculiar, desde o som da orquestra Anos Dourados, à decoração com rosas vermelhas e velas. As toalhas das mesas pretas e algumas com bolas brancas remeteram aos anos 60, ano em que foi inaugurada a sede do Clube. A orquestra abriu a noite com a música instrumental Garota de Ipanema, de Tom Jobim. Os convidados logo se levantaram e partiram para a pista de dança, embalados pela musicalidade da banda Anos Dourados que animou o baile durante toda a noite. Foi preparado um “repertório nacional e internacional formado por músicas eruditas e populares, escolhido especialmente para a importante data. No intervalo da orquestra, o presidente do Clube, Carlos Rocha, foi à frente do palco. Ele disse que estava muito feliz pela comemoração dos 65 anos do Clube e fez agradecimentos a todos os presentes ressaltando a importância de cada membro que trabalha no clube. Em seguida quem tomou posse do microfone foi o vice-presidente Durval Guimarães. Ele também agradeceu a presença de todos na noite chuvosa e falou um pouco sobre a história do Mackenzie. Lembrou ainda do time feminino de vôlei do Clube que disputa a Superliga. Após as falas, todos cantaram parabéns em um coro uníssono saudando o Mackenzie pelos seus 65 anos de existência. Após os festejos comemorativos, a orquestra voltou a agitar os convidados que novamente invadiram a pista e se renderam à dança. A noite parecia que estava apenas começando e a madrugada seria longa com felicidade e alegria contagiante de todos os presentes. Gilson de Souza

Orquestra Anos Dourados


Baile Fotos: Gilson de Souza


Baile Fotos: Gilson de Souza


Baile Fotos: Gilson de Souza

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