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N0$QR>GLVWULEXLomRJUDWXLWD@,661 0DQDXVMXOKRDVHWHPEURGH

Injeรงรฃo de pesquisa na saรบde

Investimentos e aรงรตes estratรฉgicas em pesquisas FLHQWtร€FDVHGHLQRYDomRPHOKRUDPFHQiULRGD VD~GHQR(VWDGRGR$PD]RQDV Pรกg. 30 INCUBADORAS (PSUHVDVHPFHQWURVGHLQFXEDomR JDQKDPIRUoDHFRQWDELOL]DPUHVXOWDGRV FRQFUHWRVQDJHUDomRGHRSRUWXQLGDGHV Pรกg. 21 VIVER MELHOR 7HFQRORJLDVDVVLVWLYDVVmRLPSXOVLRQDGDV DIDYRUGHSHVVRDVFRPGHร€FLrQFLD Pรกg. 42 E MAIS, CONFIRA AS SEร‡ร•ES: 5DGDUGH2SRUWXQLGDGHV 9LGDGH&LHQWLVWD,GHQWLGDGH /HLWXUD$FHQWXDGDH0XOWLPtGLD


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Foto: Divulgação MINC

ESPAÇO DO LEITOR 07 CANAL CIÊNCIA 08

10

(FRQRPLDFULDWLYDpDERUGDGD SRU/XL]$QW{QLR*RXYHLDGR 0LQLVWpULRGD&XOWXUD

CENÁRIO 14

)DSHDPPDUFDFHQiULRGD SHVTXLVDFLHQWtÀFDFRP investimentos superiores a 5PLOK}HV

ECONOMIA 21

0RYLPHQWRGHHPSUHVDVHP LQFXEDGRUDVYHPJDQKDQGR FDGDYH]PDLVIRUoDHJHUD RSRUWXQLGDGHV

AGRICULTURA 25

0RGHORLQRYDGRUDSHUIHLoRD SURGXomRGHODUDQMDVQR(VWDGR

30

Investimentos em pesquisas WUD]HPUHVXOWDGRVSRVLWLYRVSDUD iUHDGHVD~GHQR$PD]RQDV

INOVAÇÃO 42

$PD]RQDVLQFHQWLYD GHVHQYROYLPHQWRGHWHFQRORJLDV YROWDGDVSDUDTXDOLGDGHGHYLGD GHSHVVRDVFRPGHÀFLrQFLD

CLIMA 46

3HVTXLVDGRUHVGLVFXWHPVHFKHLDV VmRUHVXOWDGRGDLQÁXrQFLDGDV PXGDQoDVFOLPiWLFDVJOREDLV

SAÚDE 51

*UXSRGHSHVTXLVDWHPDOFDQoDGR UHFRQKHFLPHQWRLQWHUQDFLRQDO GHVHQYROYHQGRHVWXGRVVREUH PDOiULDHP0DQDXV

EXATAS 55

3HVTXLVDVQDViUHDVGH(QJHQKDULDV H7HFQRORJLDGD,QIRUPDomR WUDQVIRUPDPRGLDDGLD QDVRFLHGDGH

EDUCAÇÃO 62

$PD]RQDVpGHVWDTXHQDFLRQDOQD SURPRomRGHWUDEDOKRVFLHQWtÀFRV HQWUHMRYHQVSHVTXLVDGRUHV

Seções Multimídia 20 Leitura acentuada 20 Ciência responde 29 Radar de Oportunidades 41 Vida de cientista 54 Identidade 66


Foto: Ricardo Oliveira/ Agência Fapeam

2PDU-RVp$EGHO$]L] Governador do Estado do Amazonas -RVp0HORGH2OLYHLUD Vice-Governador do Estado do Amazonas 2GHQLOGR7HL[HLUD6HQD Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas - SECTI-AM 0DULD2OtYLDGH$OEXTXHUTXH5LEHLUR6LPmR Diretora-Presidenta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas - FAPEAM $QGUHD9LYLDQD:DLFKPDQ 'LUHWRUD7pFQLFR&LHQWtÀFD -RUJH(GVRQ4XHLUR]GD6LOYD Diretor Administrativo-Financeiro

3XEOLFDomR7ULPHVWUDOGD)DSHDP GHVHQYROYLGDSHOR'HSDUWDPHQWR GH'LIXVmRGR&RQKHFLPHQWR'(&21 Editora-chefe &ULVWLDQH%DUERVD 07E$0

Editoria de Arte %HUQDUGR%XOFmR 3URMHWR*UiÀFR'LDJUDPDomR  &DUOD%DWLVWD 'LDJUDPDomR H5{PXOR3RUWR 3XEOLFLGDGH

Capa %HUQDUGR%XOFmR )RWR'LRPLFLR*RPHV$( Fotos da edição 5LFDUGR2OLYHLUD Revisão -HVXD0DLD Colaboradores (GLOHQH0DIUD(VWHUIIDQ\0DUWLQV-HVVLH 6LOYD-~OLR&pVDU6FKZHLFNDUGW/XtV0DQVXrWR 1HID&RVWD5DIDHOD9LHLUD5RVLOHQH&RUUrD 6HEDVWLmR$OYHV6LJULG$YHOLQR8O\VVHV9DUHOD e Vanessa Brito. FAPEAM 7UDYHVVDGR'HUDVQ)ORUHV &(30DQDXV$0 7HO   HPDLOGHFRQ#IDSHDPDPJRYEU ZZZIDSHDPDPJRYEU 7ZLWWHUZZZWZLWWHUFRPIDSHDP eSHUPLWLGDDUHSURGXomRGRVWH[WRV GHVGHTXHFLWDGRVRVDXWRUHVHDIRQWH


Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

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Foram atendidas no primeiro trimestre de 2012 cerca de 420 demandas, que vão desde troca de senha, atualização de emails a sugestþes. Os assuntos mais recorrentes foram os pedidos de esclarecimentos de editais e programas e informaçþes sobre bolsas. Em caso de dúvidas, elogios, sugestþes, reclamaçþes e denúncias relativas à Fapeam, a ouvidora Anne Lêda e sua equipe estarão à disposição para responder e orientå-lo. Para isso, basta enviar um e-mail para ouvidoria@ fapeam.am.gov.br ou, se preferir, contate-nos pelo telefone (92)3878-4001. A ouvidoria da Fapeam mantÊm o compromisso de não deixar ninguÊm sem resposta.


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http://youtu.be/0-�jBIOlmiCY

Ane Caroline Aniceto 0DQDXV$PD]RQDVSRUHPDLO

Gostaria de agradecer a oportunidade que o Programa de $SRLRj,QLFLDomR&LHQWtÀFD 3DLF PHGHXGHHVWDUQHVVD WUDMHWyULDFLHQWtÀFD(VWHSURJUDPDPXGRXHDLQGDHVWiPXGDQGRPLQKDH[SHULrQFLDSURÀVVLRQDOEHPFRPRDSHVVRDO tambÊm. Submeti o meu projeto para o Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malåria, que serå realizado no Rio de Janeiro, e jå recebi a notícia de que o mesmo foi aceito. Estou supercontente, pois acredito que o Paic realmente proporciona mudanças em nossas vidas e Ê possível obter resultados, pois a semente que me foi plantada serå VHPSUH DOLPHQWDGD SDUD ÀQV GH SHVTXLVD HP QRVVR 3DtV especialmente na Amazônia. Muito grata à Fapeam. $VFDUWDVRXHPDLOVSRGHPRXQmRVHUSXEOLFDGRV$ 5HGDomRVHUHVHUYDRGLUHLWRGHHGLWiORVEXVFDQGR SUHVHUYDUDLGHLDJHUDOGRWH[WR

O estudo ‘Protocolo de pesquisa com cĂŠlulas-â€? tronco em pacientes com cardiopatia isquĂŞ-â€? mica ĂŠ realizado em Manaus, sob o comando da doutora Adriana Malheiro. A pesquisa estĂĄ sendo desenvolvida na Fundação de Hemato-â€? logia e Hemoterapia do Estado do Amazonas )+HPRDP HFRQWDFRPĂŽQDQFLDPHQWRGD)D-â€? peam e do CNPq, por meio do Programa de Pesquisa para o SUS: gestĂŁo compartilhada HPVD~GH 33686$0 &RQĂŽUD

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


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A atuação e a expectativa de pesquisadores que desenvolvem projetos na ĂĄrea de desenvolvimento sustentĂĄvel foi um dos diferenciais da programação do Estado do Amazonas na ConferĂŞncia das Naçþes Unidas sobre o Desenvolvimento SustentĂĄvel (Rio+20), ocorrida, no Rio de Janeiro. As atividades do Estado na ConferĂŞncia foram mostradas em um espaço de 25 metros quadrados chamado de ‘AmazĂ´nia Brasileira’. Na abertura das exposiçþes, na programação paralela Ă  Rio+20, foi lançada a edição da revista Amazonas Faz CiĂŞncia, em dois idiomas, com matĂŠrias sobre pesquisas ambientais desenvolvidas no Estado. As atividades no espaço foram coordenadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento SustentĂĄvel (SDS), com o apoio da Fapeam, Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento EconĂ´mico (Seplan) e Tribunal de Contas do Estado (TCE). $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

A ciência se fortalece cada vez mais no Amazonas devido à crescente aprovação de projetos submetidos ao Programa de Apoio à ParticipaomR HP (YHQWRV &LHQWtÀFRV H 7HFnológicos (Pape). Das 140 propostas aprovadas pela Fapeam, 42 projetos, tanto da capital quanto do interior serão apresentadas no maior evenWRFLHQWtÀFRQDFLRQDOD�5HXQLmR Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada no Maranhão no período de 22 a 27 de julho de 2012. Desse total, 23 pesquisas foram desenvolvidas em unidades de instituiçþes de ensino e pesquisa instaladas no interior do Estado nos municípios de Parintins, Coari e TefÊ. Assim como em anos anteriores, a Fapeam vai participar ativamente do encontro onde DOpPGRDSRLRÀQDQFHLURHPIRUPD de passagens aÊreas a pesquisadores que vão apresentar projetos no evento, a Fundação terå tambÊm um espaço para divulgar os resultados de pesquisas realizadas no Estado.

Foto: Divulgação

PESQUISAS DO AMAZONAS TERĂƒO DESTAQUE NA SBPC 2012

Foto: Cristiane Barbosa

AMAZONAS NA RIO +20

JOGOS SĂƒO USADOS NA REVITALIZAĂ‡ĂƒO DA CULTURA INDĂ?GENA Revitalização da cultura indĂ­gena e valorização dos jogos e brincadeiras da Comunidade Wahuit– Y’apyrehyT – SaterĂŠ MawĂŠ, do bairro Santos Dummont. Esses foram os objetivos do projeto ‘Cultura Corporal: o estudo dos jogos e as brincadeiras tradicionais na comunidade Wahuit– Y’apyrehyT – SaterĂŠ MawÊ’. A pesquisa foi realizada, durante o segundo semestre de 2011, por cinco estudantes da Escola Estadual Santo AntĂ´nio, que resultou em uma cartilha bilĂ­ngue (PortuguĂŞs/SaterĂŠ-MawĂŠ), a qual conta com 20 jogos e brincadeiras praticados pelas crianças GD FRPXQLGDGH 2V UHVXOWDGRV GR WUDEDOKR IRUDP DSUHVHQWDGRV QD Â? Mostra do Programa CiĂŞncia na Escola (PCE), da Fapeam, ocorrida em junho deste ano. As apresentaçþes orais e de pĂ´steres ocorreram nas dependĂŞncias da DivisĂŁo de Desenvolvimento Profissional de MagistĂŠrio, na zona centro-sul de Manaus


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A Fapeam lançou um concurso cultural e pĂşblico para selecionar o melhor selo criado para ser usado em comemoração aos 10 anos de existĂŞncia que a Fundação farĂĄ em 2013. O concurso ĂŠ aberto ao pĂşblico e a todos os servidores da Fundação. As trĂŞs melhores propostas serĂŁo divulgadas no portal da FAP para votação, no qual o que tiver maior voto receberĂĄ um prĂŞmio em dinheiro no valor de R$ 2 mil. A divulgação do vencedor serĂĄ dia GHQRYHPEURGHVWHDQR2&RQcurso Cultural para a Criação do Selo Comemorativo ĂŠ uma parceULD FRP RV &RUUHLRV )RL GHĂ€QLGR que a realização do concurso seria aberta Ă  sociedade, que poderĂĄ se manifestar quanto Ă  escolha da imagem que representa a Fapeam. Segundo a diretora-presidenta da FAP, Maria OlĂ­via SimĂŁo, nĂŁo seria justo restringir a escolha apenas Ă  Instituição. “Queremos compartilhar esse processo com todos que contribuĂ­ram com o crescimento da FAP e queremos saber como a sociedade nos vĂŞâ€?, pontuou.

SNCT 2012 Jà TEM TEMA DEFINIDO Com data para ocorrer no período de 15 a 21 de outubro, a Semana NaFLRQDOGH&LrQFLDH7HFQRORJLD 61&7 MiWHPWHPDGHÀQLGR20LnistÊrio da Ciência, Tecnologia e Inovação, responsåvel pela coordenação nacional do evento, após receber vårias sugestþes e realizar consultas conVHJXLXGHÀQLURWHPDGDVHPDQDSDUDHVWHDQRœ(FRQRPLDYHUGHVXVWHQtabilidade e erradicação da pobreza’ O tema da SNCT 2012 foi escolhido em função de este ter sido utilizado durante a Conferência Rio+20, evento de enorme importância e preparado pela Organização das Naçþes Unidas (ONU). TambÊm contribuiu para a escolha do tema o fato de a Assembleia Geral das Naçþes Unidas ter declarado o ano de 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentåvel para Todos. No Amazonas, o evento tem se consolidado ano após ano como espaço de difusão de ciência e tecnologia. Em 2011, foram realizadas mais de 2 mil atividades na capital e em todos os municípios do interior, o que conferiu ao Estado o segundo lugar no ranking nacional em número de atividades realizadas. A expectativa para este ano Ê bastante positiva. Na semana, serão promovidas e estimuladas em todo o país, atividades de difusão e de apropriação social GHFRQKHFLPHQWRVFLHQWtÀFRVHWHFQROyJLFRVUHODFLRQDGRVDRWHPD6HUmR debatidas estratÊgias e mudanças necessårias para uma economia verde que, em conexão com um desenvolvimento sustentåvel, contribua para a erradicação de pobreza e a diminuição das desigualdades sociais no País.

Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

A CAMINHO DOS DEZ ANOS

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


Foto: Divulgação MINC

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$0$=21$6)$=CIÊNCIA


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Economia criativa: oportunidade de negócios inovadores

A

economia criativa se opõe radicalmente à velha economia ‘fordista’, pois se caracteriza pela abundância (dos recursos culturais) e não pela escassez (dos recursos naturais), pela sustentabilidade social e não pela exploração de recursos humanos”.

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Amazonas Faz Ciência>> (P WHPSRVGHFULVHHFRQ{PLFDDHFR QRPLDFULDWLYDUHSUHVHQWDXPDDO WHUQDWLYD LQFOXVLYD GH FUHVFLPHQWR VRFLDOHHFRQ{PLFR" Luiz Antônio Gouveia >>6LPVHP G~YLGD 'H  D  VHJXQ GRD8QHVFRRYROXPHGHUHFXUVRV QR FRPpUFLR LQWHUQDFLRQDO GHVVHV VHJPHQWRV FUHVFHX GH 86  ELOK}HV SDUD 86  ELOK}HV (P  RV SURGXWRV GD HFRQR PLD FULDWLYD WRUQDUDPVH D PDLRU SDXWD GH H[SRUWDo}HV GRV (8$ XOWUDSDVVDQGR WRGDV DV GHPDLV LQG~VWULDV WUDGLFLRQDLV DXWRPREL OtVWLFDDJUiULDDHURHVSDFLDOHGH GHIHVD 6HJXQGR HVWLPDWLYDV GD 8QHVFR R FRPpUFLR LQWHUQDFLRQDO HP EHQV H VHUYLoRV FULDWLYRV FUHV FHX HP PpGLD  DR DQR HQ WUH 86ELOK}HV H 86ELOK}HV 1RHQWDQWRHVVH FUHVFLPHQWR FRQWLQXD FRQFHQWUDGR QRV SDtVHV GHVHQYROYLGRV UHVSRQ ViYHLV SRU PDLV GH  GDV H[ SRUWDo}HVHLPSRUWDo}HVPXQGLDLV

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(175(9,67$

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AFC>>1R$PD]RQDVTXDLVDo}HV HVWmRVHQGRGHVHQYROYLGDV" Gouveia>> 3RU VHU VXEVHGH GD &RSD GR 0XQGR R $PD]RQDV HVWi HQWUHDVQRVVDVSULRULGDGHV3UHWHQ GHPRVFRQYHQLDUDLQGDHVWHDQRFRP R(VWDGRDLPSODQWDomRGR¶&ULDWLYD %LU{·HLQVWDODUR2EVHUYDWyULR(VWD GXDOGD(FRQRPLD&ULDWLYD AFC>>4XDLVGHVDÀRVSUHFLVDPVHU VXSHUDGRV SDUD HVWLPXODU D HFRQR PLDFULDWLYDQR%UDVLO" Gouveia>> (P QRVVR 3ODQR  HOHQFDPRV DOJXQV GH VDILRV 3UHFLVDPRV GH SHVTXLVDV GH QRYDV PHWRGRORJLDV SDUD D SURGXomR GH GDGRV FRQILiYHLV QHFHVVLWDPRV GH OLQKDV GH FUpGLWR SDUD HVVHV HPSUHHQGHGRUHV GH IRUPDomR SDUD DV FRPSHWrQFLDV FULDWLYDV H GH LQIUDHVWUXWXUD TXH JDUDQWD D SURGXomR FLUFXODomR H FRQVXPR GH EHQV H VHUYLoRV FULD WLYRV GHQWUR H IRUD GR 3DtV &D UHFHPRV DLQGD GH PDUFRV OHJDLV WULEXWiULRVWUDEDOKLVWDVHFLYLVTXH nos permitam avançar. AFC>> 2V EDQFRV H DV LQVWLWXLo}HV ÀQDQFHLUDV HVWmR SUHSDUDGRV SDUD WUDWDUFRPRHPSUHHQGHGRUFULDWLYR" Gouveia>>,QIHOL]PHQWHDLQGDQmR 1RTXHWDQJHDRIRPHQWRGHHPSUH HQGLPHQWRV FULDWLYRV SRGHPRV SRU H[HPSOR HVWLPXODU R XVR GR PLFUR FUpGLWR GH EDQFRV H GLYHUVLÀFDU RV PHFDQLVPRV GH ÀQDQFLDPHQWR DVVLP FRPR SURPRYHU D LQVWLWXFLRQDOL]DomR GHJUXSRVRXDVVRFLDo}HVGHHPSUH HQGHGRUHV FULDWLYRV (VWDPRV WUDED OKDQGRSDUDTXHLVVRRFRUUD

AFC>> $ WHPiWLFD GHVWH DQR GD 5HXQLmR$QXDOGD6RFLHGDGH%UD VLOHLUDSDUDR3URJUHVVRGD&LrQ FLD 6%3&  p ¶&LrQFLD &XOWXUD H 6DEHUHV7UDGLFLRQDLVSDUD(QIUHQ WDU D 3REUH]D· &RPR R JRYHUQR HDVRFLHGDGHSRGHPVHDUWLFXODU SDUDHQIUHQWDUDSREUH]DDSDUWLU GHVWDSURSRVWD" Gouveia>> $SHVDU GDV SROtWL FDV VRFLDLV GRV ~OWLPRV JRYHUQRV R %UDVLO DLQGD OXWD FRQWUD VXD GH VLJXDOGDGH VRFLDO 1R VHQWLGR GH IRUWDOHFHUDSDFWXDomRIHGHUDWLYD QRSURFHVVRGHGHVHQYROYLPHQWRGH SROtWLFDV S~EOLFDV SDUD R FDPSR GDHFRQRPLDFULDWLYDD6HFUHWDULD FRQWRXFRPDSDUWLFLSDomRGHJHV WRUHV S~EOLFRV UHSUHVHQWDQWHV GDV 6HFUHWDULDV H )XQGDo}HV GH &XOWX UDGRV(VWDGRVHPXQLFtSLRVGDVFD SLWDLVSDUDGLVFXVV}HVUHODFLRQDGDV jV GHPDQGDV ORFDLV H UHJLRQDLV 1HVVH VHQWLGR D 6HFUHWDULD GD (FRQRPLD&ULDWLYDSURS}HXPFRQ MXQWRGHLQLFLDWLYDVHDo}HVDVHUHP LPSOHPHQWDGDV SHOR 0LQLVWpULR GD &XOWXUDDUWLFXODGDVGHPRGRLQWHU PLQLVWHULDOHFRPGLYHUVRVSDUFHLURV S~EOLFRV H SULYDGRV D SDUWLU GRV VHXV HL[RV GH DWXDomR LQVWLWXFLR QDOL]DomR GH WHUULWyULRV FULDWLYRV GHVHQYROYLPHQWR GH SHVTXLVDV H PRQLWRUDPHQWRV HVWDEHOHFLPHQWR GHPDUFRVOHJDLVIDYRUiYHLVjHFR QRPLD FULDWLYD EUDVLOHLUD IRPHQWR WpFQLFR H ÀQDQFHLUR YROWDGR SDUD QHJyFLRV H HPSUHHQGLPHQWRV GRV VHWRUHV FULDWLYRV SURPRomR H IRU WDOHFLPHQWR GH RUJDQL]Do}HV DV VRFLDWLYDV FRRSHUDWLYDV UHGHV H FROHWLYRV HIRUPDomRSDUDFRPSH WrQFLDVFULDWLYDVGHPRGRDSURPR YHUDLQFOXVmRSURGXWLYD


(175(9,67$

Gouveia>> $ &XOWXUD SRGH VLP FRQWULEXLUHPXLWRSDUDRGHVHQYRO YLPHQWRGR3DtV(TXDQGRIDORHP GHVHQYROYLPHQWR QmR FRQGLFLRQR R WHUPR DSHQDV D VXD IDFHWD HFR Q{PLFD PDV FRQVLGHUR WDPEpP R DVSHFWR VRFLDO GR GHVHQYROYLPHQ WR 2V WUDEDOKDGRUHV GD &XOWXUD H RV HPSUHHQGLPHQWRV FXOWXUDLV OL GDP FRP R VLPEyOLFR H R LQWDQJt YHO FULDWLYLGDGH H FRQKHFLPHQWR  H HVVHV DWULEXWRV KRMH VmR PXLWR YDORUL]DGRVFRPRDJUHJDGRUHVGH YDORU DRV SURGXWRV H VHUYLoRV GD LQG~VWULDWUDGLFLRQDOGHEHQVWDQJt YHLV$RPHVPRWHPSRHPTXHJHUD ULTXH]DPDWHULDOD&XOWXUDpWDP EpPFDSD]GHSURPRYHURGHVHQ YROYLPHQWRSHODLQFOXVmRHRIRUWD OHFLPHQWRGRWHFLGRVRFLDOGR3DtV SRLVVXDOyJLFDHFRQ{PLFDVXEYHUWH D OyJLFD GD HFRQRPLD WUDGLFLRQDO IXQGDGD QD HVFDVVH] GH UHFXUVRV 1RkPELWRGDHFRQRPLDGD&XOWXUD RVLQVXPRVHUHFXUVRV FULDWLYLGDGH HFRQKHFLPHQWR VmRDEXQGDQWHVH VHPXOWLSOLFDPQDSURSRUomRGLUHWD HP TXH VmR FRQVXPLGRV Portanto, DFUHGLWR TXH VLP HVWDPRV SUHSD UDGRVSDUDHVWDWHPiWLFDPDVWH PRV FRQIRUPH GLWR DQWHULRUPHQWH DOJXQVGHVDร€RVDYHQFHU

6HJXQGR HVWLPDWLYDVGD 8QHVFRRFRPpUFLR LQWHUQDFLRQDOHP EHQVHVHUYLoRV criativos cresceu, HPPpGLD ao ano entre  86 ELOK}HV H 86ELOK}HV ยต

Foto: Divulgaรงรฃo MINC

AFC>> Na economia criativa, o YDORUGRWUDEDOKRpGDGRSHORVLP EyOLFRSHORWDOHQWRHSHODVHQVLELOL GDGHDSOLFDGRVSHORDUWLVWDQDSUR GXomR GD REUD $ VRFLHGDGH H DV HPSUHVDV HVWmR SUHSDUDGDV SDUD HVVHWLSRGHHFRQRPLD"

$0$=21$6)$=CIรŠNCIA 


&(1É5,2

$FDPLQKRGRVGH]DQRV)DSHDPPDUFD WUDMHWyULDGDSHVTXLVDFLHQWtÀFDQR$PD]RQDV FRPLQYHVWLPHQWRVVXSHULRUHVD5PLOK}HV 3RU&ULVWLDQH%DUERVD

5HYROXomRFLHQWtÀFD no $PD]RQDV

2

FHQiULRGDSHVTXLVDFLHQWtÀFDGHÀQLWLYDmente mudou no Amazonas. Ao longo dos nove anos de existência da Fapeam (comemorados no último dia 21 de PDLR DVRFLHGDGHIRLEHQHÀFLDGDFRP DFRQFHVVmRGHPDLVGHPLOEROVDVGHHVWXGRVGHVGHDV sÊries iniciais do Ensino Fundamental atÊ o Doutorado. Ao todo, jå foram formados 1.090 mestres e 208 doutores, o que impacta de forma emblemåtica na base da nova geração de cientistas amazônidas. Só para se ter uma ideia, em 2002, o Amazonas contava com 433 doutores e este número saltou para 1.291, em 2010, ou seja, um acrÊscimo de 198%, de acordo com os últimos dados GR&RQVHOKR1DFLRQDOGH'HVHQYROYLPHQWR&LHQWtÀFRH Tecnológico (CNPq). Esses recursos humanos serão capazes de transformar o cenårio em vårios setores. Por exemplo, Ê consenso que a riqueza da diversidade biológica da Amazônia Ê um as$0$=21$6)$=CIÊNCIA

pecto bastante positivo do PaĂ­s, elevando-o na perspectiva FLHQWtĂ€FDWHFQROyJLFDHGHHPSUHHQGLPHQWRVLQRYDGRUHV Mas, para que isso aconteça, precisamos de investimentos HSHVVRDVFULDWLYDVTXDOLĂ€FDGDVFDSD]HVGHDSURYHLWDUHVVH potencial da regiĂŁo amazĂ´nica de forma sustentĂĄvel. “O Amazonas do futuro dependerĂĄ do processo de aceleração do conhecimento sobre essa regiĂŁo, da capacidade de transferĂŞncia tecnolĂłgica e aplicação disso SDUDDVROXomRGRVSUREOHPDVTXHDĂ LJHPDVRFLHGDGH e a promoção da inovação no setor produtivo de forma a transformar suas potencialidades em realidades, valorizando a população que aqui vive e que sempre cuidou desse patrimĂ´nioâ€?, explicou a diretora-presidenta da Fapeam, Maria OlĂ­via SimĂŁo. Em entrevista exclusiva na edição nÂş 24 Amazonas faz CiĂŞncia, o titular do MinistĂŠrio da CiĂŞncia, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, explicou que DSHVTXLVDFLHQWtĂ€FDpFRQVLGHUDGDGHFLVLYDSDUDDQXODURV


&(1É5,2

O Amazonas do futuro dependerå do processo de aceleração do conhecimento sobre essa região, da capacidade de transferência tecnológica e aplicação disso para a solução dos problemas que DïLJHPDVRFLHGDGHHDSURPRomRGDLQRYDomRQRVHWRUSURGXWLYRGH forma a transformar suas potencialidades em realidades, valorizando a população que aqui vive e que sempre cuidou desse patrimônio�. 0DULD2OtYLD6LPmR GLUHWRUDSUHVLGHQWDGD)DSHDP

FRQĂ LWRV HQWUH GHVHQYROYLPHQWLVPR e ambientalismo na AmazĂ´nia. “Os assuntos relacionados Ă  AmazĂ´nia tomam dimensĂľes de debate nacional e geram radicalismos que podem levar Ă  criação de um antagonismo: uns querem transformar a AmazĂ´nia em cemitĂŠrio, outros, em santuĂĄrio intocado. Sou contra o radicalismo e defendo que a conservação possibilite a interação dinâmica e sustentĂĄvel entre os diversos biomas da regiĂŁo. Precisamos construir um modelo de aliança entre o conhecimento FLHQWtĂ€FRHDHFRQRPLDÂľDĂ€UPRX É nesse aspecto que o desenvolvimento do PaĂ­s passa pela necessidade de formação de recursos humaQRV TXDOLĂ€FDGRV QDV iUHDV FLHQWtĂ€FD tecnolĂłgica e de inovação. Atento a isso e preocupado com as pessoas, o Governo do Amazonas, via Fapeam, jĂĄ investiu mais de R$ 300 milhĂľes em pesquisa, inovação e formação de recursos humanos no Estado, no perĂ­odo de 2003 a 2012 (dados consolidados de janeiro a maio de 2012). “Para concretizarmos o desenvolvimento em bases sustentĂĄveis, ĂŠ fundamental a ampliação do conjunto de pessoas aptas a compreenderem o papel estratĂŠgico da ciĂŞncia

e da inovação tecnolĂłgica para o avanço do Estado e do PaĂ­s e, assim, oportunizar a valorização da ciĂŞncia e o acesso aos resultados gerados pelos investimentos realizados neste setor pelo conjunto da sociedadeâ€?, explicou a diretora-presidenta. De acordo com ela, a Fundação continuarĂĄ investindo fortemente na divulgação da ciĂŞncia, tecnologia e inovação, e no desenvolvimento de novas estratĂŠgias que facilitem sua produção, difusĂŁo e popularização no Amazonas. “A necessidade de um esforço contĂ­nuo de formação de UHFXUVRV KXPDQRV TXDOLĂ€FDGRV SDUD promover a elaboração do conhecimento e a criação de novas tecnoloJLDV QRV LPS}H R GHVDĂ€R GH LQRYDU no processo de formaçãoâ€?, disse.

(Secti), Odenildo Sena, que dirigiu a Fundação de julho de 2005 a dezemEUR GH  DĂ€UPRX TXH XPD GDV tantas formas de avaliar a importância da Fapeam estĂĄ no impacto local, regional e nacional de suas açþes. Segundo Sena, no primeiro caso, hĂĄ consenso de que no Amazonas a FAP jĂĄ consagrou um marco a separar antes e depois de sua existĂŞncia. No plano regional, atĂŠ 2007, a Fundação despontava como a Ăşnica fundação de amparo Ă  pesquisa da RegiĂŁo Norte. “Lembro-me do quanto viajei a convite dos Estados da regiĂŁo para falar sobre a diversidade de suas açþes e de sua importância como estratĂŠgia de avanço da ciĂŞncia e como mecanismo de redução das desigualdades sociaisâ€?, revelou. INSTITUIÇÕES COMEMORAM O secretĂĄrio relembrou ainda que INVESTIMENTOS esse contĂĄgio positivo acabou se espalhando e estimulando mobilizaOs gestores e pesquisadores ou- çþes ao ponto de, nesse curto espaço vidos pela revista Amazonas Faz de tempo, Ă  exceção de Roraima, toCiĂŞnciaIRUDPXQkQLPHVHPDĂ€UPDU dos os demais Estados do Norte jĂĄ que a criação da FAP ĂŠ considerada contarem com sua fundação de amcrucial para iniciar o processo de for- paro Ă  pesquisa. talecimento da ciĂŞncia no Estado. “No plano nacional, por sua vez, O titular da Secretaria de Estado a Fapeam ganhou notoriedade pelo de CiĂŞncia, Tecnologia e Inovação volume de investimentos, quando $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


&(1É5,2

passou a compor parcerias antes exclusivas do Sudeste, como no dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), cinco dos quais instalados em Manaus. Nesse caminho, pode-se dizer, sem receio, que o Amazonas passou a fazer parte do mapa da ciência brasileira�, comemorou. Na avaliação dele, o surgimento da FAP trouxe um grande salto de competitividade na SURGXomRFLHQWtÀFDGR(VWDGR ´$ÀQDO WRGDV DV LQVWLWXLo}HV GH HQVLQR H pesquisa hoje no Amazonas (todas!) são beneÀFLDGDVSHORIRPHQWRGD)XQGDomRQDVGH]Hnas de programas disponibilizados que passam pela pesquisa em todas as åreas do conhecimento, infraestrutura laboratorial, iniciação FLHQWtÀFD GLYXOJDomR FLHQWtÀFD IRUPDomR GH mestres e doutores e tantas outras iniciativas�, detalhou, destacando que tambÊm hå o apoio ÀUPHjVIXQGDo}HVGHVD~GHFXMDVDWLYLGDGHV de pesquisa e produção de novos conhecimentos se confundem com a idade da Fapeam.

O reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), JosĂŠ Aldemir de Oliveira, foi o primeiro presidente da instituição. Ele recebeu a incumbĂŞncia de, em 2003, implanWDUDQRYDLQVWLWXLomRFRPWRGRVRVGHVDĂ€RV de iniciar o difĂ­cil processo de construção de suas atividades pioneiras. Em sua visĂŁo, a criação da FAP marca a histĂłria da CiĂŞncia e da Tecnologia no Amazonas. Antes da Fapeam, o percentual de investimentos nessa ĂĄrea era praticamente nulo. “AtĂŠ o momento, o montante de investimentos nĂŁo pode ser ignorado diante da sua importância para o desenvolvimento WpFQLFRFLHQWtĂ€FR QR WHUULWyULR DPD]RQHQseâ€?, informou o reitor. “AlĂŠm disso, hĂĄ que se destacar que, nos Ăşltimos cinco anos, especialmente, os investimentos tambĂŠm passaram a ser direcionados para a inovação, o que implica na criação de produtos e GHVHUYLoRVFRQWULEXLQGRVLJQLĂ€FDWLYDPHQWHSDUD o desenvolvimento do nosso Estadoâ€?, ressaltou.

Tabela 1 - Recursos Executados pela FAPEAM – ano a ano (2003-2011) Ano

Total de recursos executados (R$)

2003

5.830.726,39

2004

17.058.484,76

2005

30.324.175,07

2006

24.901.000,76

2007

35.537.114,63

2008

45.335.576,40

2009

38.709.482,89

2010

39.420.611,51

2011

46.591.647,18

2012

16.782.568,12

Total

300.491.387,71

(janeiro a maio)

)RQWH '$))DSHDP %D ODQoRV$QXDLV 

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

1RV ~OWLPRV DQRV FRQVLGHUDQGR R FD UiWHU HVWUDWpJLFR GD &7, SDUD R GHVHQ YROYLPHQWR GR (VWDGR IRL HVWUXWXUDGR R 6LVWHPD (VWDGXDO GH &LrQFLD 7HFQRORJLD H,QRYDomRGR$PD]RQDV 7DEHOD FR RUGHQDGR SHOD 6HFUHWDULD GH (VWDGR GH &LrQFLD 7HFQRORJLD H ,QRYDomR 6HFWL  1HVWH6LVWHPDD8QLYHUVLGDGHGR(VWDGR GR $PD]RQDV 8($  R &HQWUR GH (GXFD omR7HFQROyJLFDGR$PD]RQDV &HWDP H D)DSHDPVmRyUJmRVGDHVIHUDHVWDGX DOTXHHVWmRYLQFXODGRVj6HFWLSDUDĂ€QV GH VXSHUYLVmR H FRPS}HP R TXH VH WHP GHQRPLQDGRGH6LVWHPD3~EOLFR(VWDGXDO GH &7 , 7RGDYLD D PLVVmR H D DWXDomR GD6HFWLVmRPXLWRPDLVDPSODVRTXHVH PDWHULDOL]D VREUHWXGR SHOD JRYHUQDQoD H HVWtPXOR HP WRGR R (VWDGR GH Do}HV GH&7 ,QDVLQVWLWXLo}HVTXHDWXDPQHVWD iUHDQR$PD]RQDV


&(1É5,2

PLANO DE AĂ‡ĂƒO PARA O BIĂŠNIO 2012-2013 No âmbito da UEA, Aldemir destacou o ProJUDPD GH ,QLFLDomR &LHQWtĂ€FD TXH praticamente ĂŠ mantido graças aos recursos repassados pela Fapeam. “Destacaria o esforço feito pelo RH Interiorização em que parte dos nossos professores podem ter acesso a bolsas de mestrado, o que possibilita continuar a sua formaçãoâ€?, disse. Segundo ele, devem ter destaque, ainda, os projetos feitos em convĂŞnios com aportes de recursos da Fapeam e com outros que a UEA consegue captar em outras agĂŞncias nacionais, o que possibilita alguns processos estruturantes, em especial na ĂĄrea de engenharia. “Ultimamente, hĂĄ que se destacar o PrĂł-Engenharias, que apesar de nossa instituição ainda nĂŁo ter acessado, temos grandes esperanças de que num futuro edital possamos obter recursos que nos possibilitarĂŁo formar melhor os nossos futuros engenheirosâ€?, declarou. Na avaliação do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da AmazĂ´nia (Inpa), Adalberto Val, o papel da Fapeam ĂŠ uma clara demonstração de que ciĂŞncia, tecnologia e inovação representam ferramentas vitais para o desenvolvimento sustentĂĄvel, para a inclusĂŁo social e para a geração de renda. AlĂŠm disso, Val explicou que a Fundação ĂŠ responsĂĄvel ainda pela implantação de polĂ­ticas para a capacitação de pessoal em todos os nĂ­veis, tornando o Estado do Amazonas autossuficiente para produzir as informaçþes que precisa, bem como ter pessoal qualificado para os processos normativos e gerenciais.

1RV~OWLPRVDQRVR$PD]RQDVWHYHRFHQiULRGH&7 ,SRVLWLYD PHQWH DOWHUDGR PXGDQGR VXD LQVHUomR QR FHQiULR QDFLRQDO H DFHOHUDQGRDLQFOXVmRGDVSHVVRDVHGDVLQVWLWXLo}HVGR(VWDGR QRSURFHVVRGHGHVHQYROYLPHQWRHFUHVFLPHQWRFLHQWtĂ€FRTXHVH WHPYHULĂ€FDGRQR3DtV &LHQWHGHTXHPXLWDVTXHVW}HVDLQGDSUHFLVDPVHUDERUGDGDV RXHQIUHQWDGDVD)XQGDomRWHPDFRQYLFomRGDGLPHQVmRHLP SRUWkQFLDGRVGHVDĂ€RVSUHYLVWRVSDUDRHQIUHQWDPHQWRQRELrQLR &RQKHoDRVHPOLQKDVJHUDLV 1. ExpansĂŁo da base de recursos humanos para CT&I: Do ensino bĂĄsico Ă  pĂłs-graduação. Ação:$OpPGHDPSOLDUDRIHUWDGHEROVDVGHVGHR(QVLQR)XQ GDPHQWDO DWp R GRXWRUDGR GH IRUPD SLRQHLUD D )DSHDP LUi LQYHVWLU QD IRUPDomR GH QRYRV WDOHQWRV SDUD PHOKRUDU D TXD OLĂ€FDomR SURĂ€VVLRQDO QD iUHD WHFQROyJLFD FRP D LPSODQWDomR GHSURJUDPDVHVWUDWpJLFRVGHLQGXomRjIRUPDomRGHFDSLWDO LQWHOHFWXDOSDUDHVWDiUHDMiDSDUWLUGR(QVLQR0pGLRpRFDVR GR 3URJUDPD (VWUDWpJLFR GH ,QGXomR j )RUPDomR GH 5HFXUVRV +XPDQRVHP(QJHQKDULDVQR$PD]RQDV 3Uy(QJHQKDULDV HGR 3URJUDPD(VWUDWpJLFRGH,QGXomRj)RUPDomRGH5HFXUVRV+X PDQRVHP7HFQRORJLDGD,QIRUPDomR 5+7,  2. Interiorização da ciĂŞncia Ação: 1R ELrQLR  D )DSHDP GDUi FRQWLQXLGDGH D HVVDVDo}HVGHIRUPDomRGHUHFXUVRVKXPDQRVGHIRUPDSULRUL WiULDFRQWLQXDQGRDDUWLFXODomRFRPLQVWLWXLo}HVTXHWHQKDPXQL GDGHVQRLQWHULRU2LQFUHPHQWRQDRIHUWDGHEROVDVQRVSURJUD PDVTXHDWHQGHPDRLQWHULRUVHUiXPDSULRULGDGHDVVLPFRPRD FULDomRGHFULWpULRVGHVHOHomRTXHSRWHQFLDOL]HPDUHDOL]DomR GRIRPHQWRjSHVTXLVDHLQRYDomRQRLQWHULRUQRVGLYHUVRVSUR JUDPDVTXHVmRRIHUWDGRVSHOD)DSHDP 3. Redução das assimetrias regionais Ação: +DYHUi D FRQWLQXLGDGH GRV HGLWDLV GR 3URJUDPD GH )L [DomR GH 5HFXUVRV +XPDQRV SURPRYLGR SHOD )DSHDP&13T H)DSHDP)LQHSDOpPGDLQWHUIDFHTXHD)XQGDomRIDUiFRP R 3URJUDPD &LrQFLD VHP )URQWHLUDV GR *RYHUQR )HGHUDO PDLV HVSHFLĂ€FDPHQWH SRU PHLR GR 3URJUDPD GH $WUDomR GH -RYHQV $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


&(1É5,2

7DOHQWRV %-7  H 3HVTXLVDGRU 6rQLRU 1HVVHV SURJUDPDV D )DSHDPRIHUWDUiEROVDVHDX[tOLRSHVTXLVDFRPSOHPHQWDUHV DRVRIHUWDGRVSHORJRYHUQRIHGHUDOGHIRUPDDWRUQDUD YLQGDSDUDR(VWDGRPDLVDWUDWLYD 4. Internacionalização da ciência Ação:2SULPHLURSDVVRWHPFRQVLVWLGRHPDo}HVGHIRPHQWR jPRELOLGDGHGHHVWXGDQWHVHSHVTXLVDGRUHVHPSDUFHULDV ELODWHUDLVFRPD)UDQoD FDVRGR3URJUDPDGH&RRSHUDomR %LODWHUDO)DSHDP$LUGHGR3URJUDPDGH&RRSHUDomR,Q WHUQDFLRQDO)DSHDP,QULD,16L&156 HD,WiOLD FRPR 3URJUDPD GH $SRLR j &DSDFLWDomRGH 5HFXUVRV +XPDQRV HP'HVLJQ 5+'HVLJQ)DSHDP6HEUDH$0HP&RVPRE 3HVDUR0DUFKH,WiOLD  2XWUDHVWUDWpJLDDGRWDGDFRQVLVWHQDSDUWLFLSDomRQRVSUR JUDPDV%-7H%ROVD9LVLWDQWH6rQLRUGR3URJUDPD&LrQFLD VHP)URQWHLUDVFRPDRIHUWDGHEROVDVHDX[tOLRVFRPSOH PHQWDUHVDRVRIHUWDGRVSHOD&DSHVH&13TDRVSURMHWRV DSURYDGRVSDUDR(VWDGRGR$PD]RQDV 5. Inclusão Social, Difusão e Popularização de CT&I Ação: 1RYDVWHFQRORJLDVHVXDGLVVHPLQDomRWDPEpPFRQWUL EXHPVLJQLÀFDWLYDPHQWHSDUDDLQFOXVmRVRFLDOHSDUDDUH GXomRGDVGHVLJXDOGDGHVGHRSRUWXQLGDGHVHGHLQVHUomR RFXSDFLRQDO$WHFQRORJLDDVVLVWLYDSRUH[HPSORpHVVHQ FLDOSDUDDLQFOXVmRGHSHVVRDVFRPDOJXPWLSRGHGHÀFLrQ FLDHSDUDDFULDomRGHRSRUWXQLGDGHVLJXDLVSDUDWRGRV 6. Inovação no setor produtivo e economia verde Ação: $)DSHDPFRQWLQXDUiLQYHVWLQGRIRUWHPHQWHQDVXE YHQomRHFRQ{PLFDSRUPHLRGR3URJUDPD3DSSH,QWHJUD omR  $OpP GLVVR IRL ODQoDGR R 3URJUDPD GH $SRLR D ,Q FXEDGRUDV 3Uy,QFXEDGRUDV FRPRREMHWLYRGHDODYDQFDU QHJyFLRV LQRYDGRUHV WHQGR D HVWUXWXUD RIHUWDGD SHODV LQ FXEDGRUDVFRPRXPDHVWUDWpJLDDPDLVSDUDSURPRYHUD LQRYDomR2XWUDDomRTXHHVWiVHQGRJHVWDGDQD)DSHDP HPSDUFHULDFRPD6HFWLHFRPD)XFDSLFRQVLVWHQD&RP SHWLomRGH3ODQRGH1HJyFLRV,QRYDGRUHV #EQORCPJGPQUUCVTCLGV³TKCCǜPCNQHWVWTQFQ#OC\QPCU passa por aqui. $0$=21$6)$=CIÊNCIA

Val informou que hĂĄ dois momentos distintos na histĂłria da ciĂŞncia, tecnologia, inovação e educação para todas as instituiçþes de ensino e pesquisa do Estado do Amazonas: antes e depois da criação da Fapeam. “A Fundação permitiu a inserção de forPD VXEVWDQWLYD GR ID]HU FLHQWtĂ€FR ORFDO QR cenĂĄrio nacional e internacional. Foi possĂ­vel quebrar paradigmas e produzir ciĂŞncia de alto nĂ­vel, como uso de tecnologias de Ăşltima geração aqui mesmo, sem depender de instituiçþes externasâ€?, comentou. Segundo a prĂł-reitora de Pesquisa e PĂłs-graduação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Selma Baçal, o papel da FAP ĂŠ indispensĂĄvel para o desenYROYLPHQWR WpFQLFRFLHQWtĂ€FR QR (VWDGR uma vez que a Fundação cumpre esse importante papel. “Para o desenvolvimento da pesquisa podemos destacar os inĂşmeros projetos Ă€QDQFLDGRVHPWRGDVDViUHDVGRFRQKHcimento, sobretudo em ĂĄreas estratĂŠgicas como SaĂşde e Biotecnologiaâ€?, disse. Na formação de Recursos Humanos, segundo Baçal, a Fapeam se destaca pelo Ă€QDQFLDPHQWR GH EROVDV GH PHVWUDGR H doutorado, via Posgrad, para os 35 programas de pĂłs-graduação da Ufam. “Nos Ăşltimos dez anos, a Fundação formou a maioria dos pesquisadores que o Estado possui entre mestres e doutoresâ€?, informou. Na ĂĄrea de tecnologia e inovação, o coordenador do NĂşcleo de Estudos e Pesquisas em Inovação da Fucapi, Guajarino AraĂşjo, considera que o Programa de Apoio Ă  Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte na Modalidade Subvenção EconĂ´mica (Pappe Integração), Ă€QDQFLDGRSHOD)DSHDPH)LQDQFLDGRUDGH Estudos e Projetos (Finep), em suas vĂĄrias ediçþes, ĂŠ o exemplo de maior sucesso. ´( SRU PRWLYRV GLYHUVRV R GHVDĂ€R de trabalhar com subvenção econĂ´mica


&(1É5,2

em um ambiente de insegurança jurĂ­dica, o esforço de cooperação que aproximou e estreitou laços entre importantes instituiçþes locais que compĂľem o comitĂŞ gestor do programa, a cultura da inovação sendo disseminada nas empresas de menor SRUWHHWFÂľDĂ€UPRX O pesquisador disse que, como consequĂŞncia disso, um conjunto de aprendizados vem sendo desenvolvido no ambiente local, incluindo a capacidade na elaboração e gestĂŁo de projetos de inovação e a cooperação entre empresas e instituiçþes do conhecimento (universidades e institutos tecnolĂłgicos). “Tive a oportunidade de me relacionar com a Fapeam em distintas situaçþes, ao longo dessa trajetĂłria. E, antes disso, venho acompanhando o cenĂĄrio de CT&I do Estado hĂĄ alJXPDVGpFDGDV3RVVRDĂ€UPDUTXHR

conjunto de oportunidades proporcionadas pela Fapeam tem agregado valor ao trabalho de pesquisadores e outros atores locais, alĂŠm de estimular o surgimento de empresas mais TXDOLĂ€FDGDVÂľUHODWRX Segundo a diretora da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Graça Alecrim, ĂŠ inegĂĄvel a participação da Fapeam no desenvolvimento tĂŠcniFRFLHQWtĂ€FR GH JUXSRV GH SHVTXLsadores, levando ao desenvolvimento institucional e inserindo o Ama]RQDV QD FRPSHWLWLYLGDGH FLHQWtĂ€FD com outros Estados brasileiros. “Na ĂĄrea de pesquisas em saĂşde, foram vĂĄrios projetos implementados com o apoio da fundação, tal como o Rede MalĂĄria, proposto pelo secretĂĄrio de CiĂŞncia, Tecnologia e Inovação do Amazonas e levado para

discussĂŁo com outras FAPs, sendo DSURYDGRÂľDĂ€UPRXFLWDQGRWDPEpP os recursos destinados em infraestrutura em laboratĂłrios de entomologia, enfermaria de pesquisa clĂ­nica, Programa Doutor SĂŞnior e Programa de ,QLFLDomR&LHQWtĂ€FDHQWUHRXWURV Hoje, a pesquisa no Amazonas nada lembra Ă  do inĂ­cio do sĂŠculo 19. Os cientistas contam com laboratĂłrios modernos, como o Centro de Entomologia, que estĂĄ em pleno funcionamento. “Os pesquisadores do Estado tĂŞm como principal fonte de recurVRVĂ€QDQFHLURVHVWHyUJmR,QHJDYHOmente quando comparamos os grupos de pesquisadores cadastrados no CNPq e as pesquisas realizadas antes da existĂŞncia da Fundação, o Estado nĂŁo apresentava competitividade na ĂĄreaâ€?, disse Alecrim.

Tabela 2 - Bolsas para Formação de Recursos Humanos para atuarem em CT&I concedidas pela Fapeam (2003-2011) Ano

Iniciação Científica Junior

Iniciação Científica

Mestrado

Doutorado

GLOBAL

2003

155

260

81

26

522

2004

312

767

117

23

1219

2005

231

811

48

2

1092

2006

539

895

151

44

1629

2007

254

957

206

98

1515

2008

787

1201

220

116

2324

2009

1561

1064

163

57

2845

2010

1050

1027

269

155

2501

2011

1497

1162

295

162

3116

Total

6.386

8.144

1.550

683

16.763

)RQWH'HFLV}HVGR&RQVHOKR'LUHWRUGD)DSHDP   H[WUDtGDV GD SiJLQD HOHWU{QLFDGD)XQGDomR $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


Foto: Renato Moraes/Fucapi

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SITE

RENILSON RODRIGUES DA SILVA

Doutor em Economia e pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Inovação Tecnológica (Nepi) da Fundação Centro de Anålise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi)

A obra do fĂ­sico Leonard Mlodinow, ‘O andar do bĂŞbado’, ĂŠ uma leitura obrigatĂłria para quem deseja obter uma melhor compreensĂŁo de como o aleatĂłrio e a probabilidade interferem em nossas vidas. O autor começa com a explicação dos fundamentos da teoria da probabilidade e da distribuição estatĂ­stica, mas faz isso sem nenhuma fĂłrmula matemĂĄtica. Ao contrĂĄrio, brinda o leitor com um entendimento claro, com exemplos do nosso cotidiano ligados ao esporte, mercado de açþes, negĂłcios, etc. Uma histĂłria bem interessante contada no livro ĂŠ a de Marilyn Vos Savant, a qual detĂŠm o recorde de maior QI do mundo. Ela decifrava alguns enigmas. Em um dos casos, Marilyn causou grande polĂŞmica dando uma resposta contrĂĄria ao que era aparentemente Ăłbvio. Na ocasiĂŁo, ela recebeu mais 10.000 cartas de leitores, dentre as quais havia cerca de 1.000 doutores, especialmente em matemĂĄtica. Eles DĂ€UPDYDPTXHHODHVWDYDHUUDGDQDVXDUHVSRVWD1RHQWDQWRQmRHVWDYD O fato ĂŠ que as pessoas simplesmente nĂŁo tĂŞm conhecimentos sĂłlidos de probabilidades. O livro explica muitos quebra-cabeças e paradoxos interessantes. O estilo da escrita ĂŠ fĂĄcil e estimulante. Embora haja alguns exemplos um pouco mais complicados, nĂŁo ĂŠ nada que com um mĂ­nimo de esforço nĂŁo se consiga entender. Se vocĂŞ acredita em destino, ao ler esse livro terĂĄ uma visĂŁo muito mais esclarecedora do que isso representa. Vale a pena a leitura! FICHA TÉCNICA: Autor:/HRQDUGR0ORGLQRZ Editora: -RUJH=DKDU PĂĄgs.:

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

ONDE ENCONTRAR: ZZZOLYUDULDVDUDLYDFRPEU/LYURV

2VLWHGRSURMHWR6HUYLUGD1DWLRQDO$H URQDXWLFVDQG6SDFH$GPLQLVWUDWLRQ 1DVD  http://www.nasa.gov/mission_pages/ servir/index.htmlGLVSRQLELOL]DGDGRVGH WRGR R SODQHWD REVHUYDGRV D SDUWLU GH VDWpOLWHV H RXWUDV WHFQRORJLDV GH PRQLWR UDPHQWR SHUPLWLQGR DRV SHVTXLVDGRUHV H WRPDGRUHV GH GHFLVmR PHOKRUDUHP VXD YLVmRDUHVSHLWRGRPHLRDPELHQWH$OpP GH REVHUYDU R HPSUHJR GH WHFQRORJLDV HVSHFtÀFDV FRPR UHGHV GH VHQVRUHV VHP ÀR R VLWH WDPEpP SURYr XPD DSOLFDomR GH0DSD,QWHUDWLYRTXHSHUPLWHDREVHU YDomRGHGDGRVHPUHJL}HVGHLQWHUHVVH FRPRSRUH[HPSORD$PD]{QLD

DVD 2 '9' 0RGHUQ 0DUYHOV  7KH &UHDWLRQ RIWKH&RPSXWHU +LVWRU\&KDQQHO DSUH VHQWDDKLVWyULDGDPDLVLPSRUWDQWHIHUUD PHQWDSDUDRDYDQoRGDFLrQFLDQRPXQ GRPRGHUQRRFRPSXWDGRU&RQVLGHUDGR por muitos autores como a terceira gran GHUHYROXomRGDKXPDQLGDGHDFRPSXWD omRDYDQoRXQRV~OWLPRVDQRVDSDVVRV ODUJRVHFULDPXLWDVH[SHFWDWLYDVSDUDD H[LVWrQFLDGHXPPXQGRPDLVLQWHUDWLYRH PDLVHĂ€FLHQWH 'RXWRUHP&LrQFLDGD&RPSXWDomRSHOD8QLYHUVLGDGH)HGH UDOGH0LQDV*HUDLV 8)0* HFRRUGHQDGRUGR1~FOHRGH 3HVTXLVDHP&RPSXWDomRGD)XQGDomR&HQWURGH$QiOLVH 3HVTXLVDH,QRYDomR7HFQROyJLFD )XFDSL &DUORV0DXUtFLR 6HUyGLR)LJXHLUHGR HPDLOPDXULFLRĂ€JXHLUHGR#IXFDSLEU


(&2120,$

0RYLPHQWRGHHPSUHVDVHPFHQWURVGHLQFXEDomR YHPJDQKDQGRFDGDYH]PDLVIRUoDHMiFRQWDELOL]D UHVXOWDGRVFRQFUHWRVSDUDJHUDomRGHRSRUWXQLGDGHV 3RU9DQHVVD%ULWRHVSHFLDOSDUD$)&

$

competição empresarial exige maior criatividade na hora de montar um empreendimento. Mas como tirar do papel uma ideia de produto ou serviço? Nesse momento, as incubadoras surgem como alternativa viåvel, uma vez que dão o auxílio necessårio para que boas ideias sejam lançadas no mercado. No Amazonas, assim como no restante do País, o movimento das incubadoras vem ganhando cada vez mais força e jå contabiliza resultados concretos para a economia. Nesse contexto, podem ser encontrados empreendimentos de sucesso, como Ê o caso da Amazongreen e da Fabriq, empresas apontadas como exemplos para quem deseja entrar no mundo dos negócios. Resultantes de ideias que surgiram na mente de empresårios visionårios, as empresas receberam o auxílio, em Manaus, do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide), o qual oferece aos empresårios consultoria, assessoria empresarial e espaço de divulgação em feiras e eventos. As duas empresas representam uma nova abordagem em termos de empreendedorismo na região, que Ê baseada na agregação de vaORUDRSURGXWRÀQDO2VSURSULHWiULRV)UDQFLVFR$JXLDU $PD]RQgreen) e Fredson Encarnação (Fabriq), reconhecem que a decisão de se associar a uma incubadora foi primordial para a garantia do sucesso empresarial. $0$=21$6)$=CIÊNCIA 


(&2120,$

4XHUHPRVSRWHQFLDOL]DUHVVHHVSDoRQR(VWDGR QmRVySDUDDODYDQFDURHPSUHHQGHGRULVPRPDV SULQFLSDOPHQWHSDUDJHUDUQHJyFLRVLQRYDGRUHVKDMD YLVWDRSRWHQFLDOGR$PD]RQDVFRPLQVXPRVUHJLRQDLV HPDWpULDVSULPDVTXHSUHFLVDPVHULQGXVWULDOL]DGRVH FRPHUFLDOL]DGRVÂľ

A Amazongreen passou pelo processo de incubação durante seis meses. Atualmente, a empresa Ê referência na oferta de produtos à base de matÊria-prima regional, tais como perfumes, cremes, óleos e atÊ maquiagem. O empresårio Francisco Aguiar apontou o acompanhamento especializado como uma das principais vantagens do processo de incubação. Jå a Fabriq esteve durante três anos no processo de incubação, tendo o prazo estendido por mais dois anos. Em 2010, o empreendimento ganhou autonomia e deixou de ser residente no Cide. A empresa, especializada no desenvolvimento de softwares, passou a investir recentemen-

condição de aliada para ingressar no mundo do empreendedorismo o aumento da rede de relacionamentos, que permite acesso a novos clientes e maior visibilidade da empresa.

DESAFIOS

O mercado exige novas ideias, mas, na maioria das vezes, a falta de experiĂŞncia e a burocracia desestimulam aqueles que desejam abrir Maria OlĂ­via SimĂŁo um negĂłcio. Na visĂŁo dos empreGLUHWRUDSUHVLGHQWDGD)DSHDP endedores, o processo de incubação foi essencial para driblar esses te em consultoria e treinamento na entraves, os quais sĂŁo apontados ĂĄrea de Tecnologia da Informação. como obstĂĄculos tanto para a geraA orientação recebida na ĂĄrea de ges- ção quanto para a permanĂŞncia de tĂŁo de negĂłcios foi primordial para empresas no mercado. ´$VSULQFLSDLVGLĂ€FXOGDGHVVmRD o aprimoramento de produtos e serviços, na avaliação do proprietĂĄrio, falta de conhecimento quanto aos procedimentos para colocar novos Fredson Encarnação. “A necessidade de desenvolver produtos no mercado e no que se um plano de negĂłcios, como prĂŠ refere Ă s linhas de crĂŠdito voltadas requisito do processo de incubação, a esses itens, alĂŠm da questĂŁo da triauxilia o empreendedor a ter uma butação, cujo Ă­ndice ainda ĂŠ bastante visĂŁo em longo prazo de seu empre- elevado, principalmente para os peendimento. AlĂŠm disso, o acesso a TXHQRV HPSUHHQGHGRUHVÂľ DĂ€UPRX consultorias e treinamentos permite Francisco Aguiar. “Mesmo assim, o a conquista de maturidade gerencial, GHVDĂ€R GH HPSUHHQGHU VXSHURX DV R TXH UHĂ HWH QR DSULPRUDPHQWR GD barreiras e a motivação de fabricar organizaçãoâ€?, frisou o empresĂĄrio. SURGXWRV H[WUDtGRV GD SUySULD Ă REle destacou ainda como benefĂ­cios resta amazĂ´nica fez com que tudo adicionais de ter uma incubadora na fosse recompensadoâ€?, completou.

COMO FUNCIONA UMA INCUBADORA DE EMPRESAS? $ $QSURWHF GHĂ€QH LQFXEDGRUD FRPR R ORFDO FULDGR SDUD DEULJDU HPSUHVDV RIHUHFHQGR DSRLR JHUHQFLDO H WpFQLFR VHUYLoRVGHUHFHSomRHVHFUHWDULDVDODVGHUHXQLmRLQWHUQHWWHOHIRQHHWF FRPIRFRQRGHVHQYROYLPHQWR GRHPSUHHQGLPHQWR$VLQFXEDGRUDVGHHPSUHVDVGHEDVHWHFQROyJLFDWDPEpPDEULJDPHPSUHHQGLPHQWRVFXMRV SURGXWRVSURFHVVRVRXVHUYLoRVVmRJHUDGRVDSDUWLUGHUHVXOWDGRVGHSHVTXLVDVDSOLFDGDV $VLQFXEDGRUDVSRVVXHPFRPRSULQFLSDOS~EOLFRDOYRHVWXGDQWHVFLHQWLVWDVHPSUHHQGHGRUHVHHPSUHVDVFRP QRYRVSURMHWRVEDVHDGRVHPLQLFLDWLYDVLQRYDGRUDV $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA


Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

(&2120,$

APOIO A NOVAS EMPRESAS

$QHFHVVLGDGHGHGHVHQYROYHUXPSODQR GHQHJyFLRVFRPRSUpUHTXLVLWRGRSURFHVVR GHLQFXEDomRDX[LOLDRHPSUHHQGHGRU DWHUXPDYLVmRHPORQJRSUD]RGHVHX HPSUHHQGLPHQWR$OpPGLVVRRDFHVVR DFRQVXOWRULDVHWUHLQDPHQWRVSHUPLWHD FRQTXLVWDGHPDWXULGDGHJHUHQFLDORTXH UHĂ HWHQRDSULPRUDPHQWRGDRUJDQL]DomRÂľ

EMPREENDER SEM MEDO A inovação ĂŠ o principal atrativo para o mercado. Por outro lado, WDPEpP VLJQLĂ€FD D DPSOLDomR GH exigĂŞncias quando se trata de buscar apoio para fortalecer o negĂłcio. “O maior prĂŠ-requisito ĂŠ ter um produto ou processo inovador. A partir daĂ­, orientamos os empresĂĄrios a concorrer a editais de fomento, pois o Cide QmRDMXGDDVHPSUHVDVQRODGRĂ€QDQceiro. Nossa expertise ĂŠ trabalhar a ideia e dar o suporte na ĂĄrea de assessoriaâ€?, destacou a consultora. O incentivo constante para os novos empresĂĄrios tambĂŠm ĂŠ uma das marcas da incubação. “Buscamos motivar os empreendedores de maneira que as empresas possam cresFHU FRQWUDWDU PDLV SURĂ€VVLRQDLV H consolidar-se no mercadoâ€?, comenta Cleide Furtado. Segundo ela, para as incubadoras ĂŠ importante que as empresas possam fechar negĂłcios nĂŁo sĂł no varejo, mas tambĂŠm no ata-

Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

no modelo de gestĂŁo empregado na Amazongreen. “O processo de O Cide ĂŠ um dos centros que incubação foi simples e prĂĄtico. oferece apoio a novas empresas, Apresentamos um plano de negĂłtendo como requisito o critĂŠrio da cios, a incubadora o analisou e nos inovação. O Centro estĂĄ entre os orientou a adequarmos alguns tĂłpivinte maiores do PaĂ­s, no ranking cosâ€?, disse Aguiar. da revista Exame, com 52 empresas Isto tambĂŠm foi o que motivou incubadas, de acordo com levanta- o empresĂĄrio Fredson Encarnação, mento realizado no ano passado e que inclusive recebeu fomento por oferece auxĂ­lio na geração e consoli- meio do Pappe Subvenção a abraçar dação das empresas. RGHVDĂ€R(QFDUQDomRWHYHRSURMHWR O modelo de seleção do Cide Ă€QDQFLDGRSHOD)DSHDPH)LQDQFLDconsiste na apresentação de um dora de Estudos e Projetos (Finep). plano de negĂłcios. “O perĂ­odo de “Soubemos que o Cide estava incubação de empresas ĂŠ de trĂŞs com o processo de incubação aberto anos, dependendo do tipo de pro- e oferecia cursos de empreendedoduto fornecido por ela e de como rismo e plano de negĂłcios. Isto foi a empresa estĂĄ inserida no merca- RVXĂ€FLHQWHQDpSRFDSDUDQRVPRGRÂľDĂ€UPRXDFRQVXOWRUDGR&LGH tivar a realizar a associação, tendo Cleide Furtado, em palestra duran- ocorrido em um momento em que te o 1Âş Workshop de Start-Ups do a empresa jĂĄ estava montada e com Amazonas, realizado no Ăşltimo dia ponto alugado. Vimos como uma 24 de maio. oportunidade de melhorar o prĂłprio Apesar de aparentemente sim- negĂłcio que ainda tinha pouco temples, a orientação fez a diferença SRGHYLGDÂľDĂ€UPRX

Fredson Encarnação SURSULHWiULRGD)DEULT

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


(&2120,$

cado. “Não adianta o empresário ter medo de arriscar”, ressaltou.

FORTALECIMENTO DE INCUBADORAS

O Amazonas está buscando cada vez mais incentivar a instalação de novas incubadoras. No mês de maio, o Governo do Amazonas por meio da Fapeam, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, lançou o edital do Programa de Apoio a Incubadoras (Pró-Incubadoras). O edital prevê investimento da Fapeam da ordem de R$ 1,7 milhão para garantir o apoio ao fortalecimento das incubadoras já existentes, por meio da formação de redes, e promover a implementação de novas incubadoras, preferencialmente, na Região Metropolitana de Manaus (RMM). Os recursos poderão ser investidos em capital, custeio e bolsa. Os investimentos para cada proposta selecionada variam de R$ 100 mil até R$ 500 mil. O titular da Secti-AM, Odenildo Sena, destacou o caráter inédito da ação e a possibilidade de estimular a criação de novas incubadoras, principalmente, no interior do Estado. “O lançamento desse primeiro edital vol-

tado para incubadoras é um produto das discussões promovidas pelo Fórum de Inovação, órgão consultivo da secretaria, permitindo a criação de políticas públicas e de ações práticas voltadas para a promoção da inovação e o desenvolvimento do Estado”, disse. Segundo a diretora-presidenta da Fapeam, Maria Olívia Simão, o programa visa fortalecer o movimento de incubadoras, preferencialmente de base tecnológica nos municípios amazonenses, via apoio técnico, ecoQ{PLFR H ÀQDQFHLUR GH LQFXEDGRUDV já implantadas no Estado. Simão explicou ainda que o Programa faz parte do Plano de Ação 2012/2013 da FAP e consiste em uma forma de alavancar negócios inovadores, tendo a estrutura ofertada pelas incubadoras como uma estratégia a mais para promover a inovação no Amazonas. “O fortalecimento das incubadoras existentes, de forma a torná-las autossustentáveis e o próprio processo de criação de novas incubadoras, tem sido pauta de discussão do governo e apontado como alternativa de extrema importância para o desenvolvimento da região”, frisou.

INCUBADORAS: CENÁRIO NACIONAL

No levantamento nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Associação Nacional

de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) foi constatado que no Brasil já são PDLVGHPLOHPSUHVDVLQVWDODGDVHP 384 incubadoras em todas as regiões do País. Os dados são resultado do Estudo, Análises e Proposições sobre as Incubadoras de Empresas no Brasil. Além disso, o estudo comprovou que 55% das empresas desenvolvem produtos em nível nacional, 28% têm atividades voltadas para a economia local e 15% alcançam o mercado internacional. Quase dois terços (58%) das empresas têm como foco o desenvolvimento de novos produtos ou procesVRVRULXQGRVGHSHVTXLVDFLHQWtÀFDH 38% apontaram a inserção de Arranjos Produtivos Locais (APLs) de alta tecnologia. “Através desses números percebemos a importância que as incubadoras têm para propiciar uma oportunidade de negócios, principalmente os negócios inovadores e é isso que nós queremos”, destacou a diretora-presidenta da Fapeam. Segundo Simão, o Amazonas tem poucas incubadoras e somente uma é considerada robusta. “Queremos potencializar esse espaço no Estado não só pra alavancar o empreendedorismo, mas principalmente para gerar negócios inovadores, haja vista o potencial do Amazonas com insumos regionais e matériasprimas que precisam ser industrializados e comercializados”, disse.

Quer saber mais? Para obter mais informações sobre os projetos, entre em contato com as empresas: 1. Fabriq: (92) 3213-8309 | 3302-6886 - www.fabriq.com.br 2. Amazon Green: (92) 9902-1600 - www.amazongreenstore.com.br 3. Edital do Pró-Incubadoras: www.fapeam.am.gov.br/editais $0$=21$6)$=CIÊNCIA


$*5,&8/785$

1RYRPRGHORGHSURGXomRDSDUWLUGHSHVTXLVDVFLHQWtILFDV DSHUIHLoRDHDPSOLDDFLWULFXOWXUDQR$PD]RQDV 3RU5RVLOHQH&RUUrD

Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

2

Brasil ocupa lugar de destaque em nĂ­vel mundial na ĂĄrea de citricultura, principalmente na produção de laranja-pera. Apontado pelo MinistĂŠrio da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento (Mapa) como o responsĂĄvel por GDSURGXomRPXQGLDOGHVXFRGHODUDQMDR3DtV tambĂŠm ĂŠ o campeĂŁo de exportaçþes do produto in natura e tem como principal comprador da bebida a UniĂŁo Europeia. Apesar desse quadro positivo na produção brasileira, a RegiĂŁo Norte, sobretudo o Amazonas, ainda necessita de melhorias na qualidade e na produtividade GR IUXWR 'DGRV GR ,QVWLWXWR %UDVLOHLUR GH *HRJUDĂ€D e EstĂĄtica (IBGE) indicam que em 2010, o Amazonas produziu 24.429 toneladas de laranja. 3DUD DOJXQV SURGXWRUHV PXGDQoDV VLJQLĂ€FDWLYDV jĂĄ foram alcançadas. Em 2008, o Amazonas passou a fazer parte de um sistema de cultivo denominado ‘Produção Integrada (PI) de Citrus’, uma iniciativa da Unidade Mandioca Fruticultura da Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuĂĄria (Embrapa) que trouxe para o Estado o projeto ‘Desenvolvimento da Citricultura e Implantação do modelo de Produção Integrada no Estado do Amazonas’, fomentado pelo Governo do Estado, via Fapeam, e desenvolvido em parceria com a Secretaria de Produção Rural (Sepror). $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 25


$*5,&8/785$

O sistema consiste na adoção de boas prĂĄticas agrĂ­colas, como uma IRUPD HĂ€FLHQWH GH UHGXomR GH FXVtos, aperfeiçoamento e ampliação da comercialização do produto para os grandes e pequenos produtores. 2SURMHWRWURX[HEHQHĂ€FLDPHQWRVD pessoas como o citricultor Francisco AntĂ´nio de Souza Melo, proprietĂĄrio da Fazenda FMI Citrus, localizada no Ramal do ProcĂłpio, Km 113, da Rodovia AM-010. “Com as informaçþes que recebemos atravĂŠs do projeto de PI de Citrus jĂĄ foi possĂ­vel melhorar muito, principalmente na parte tĂŠcnica da produção, pois jĂĄ aprendemos a identificar, por exemplo, onde e quando ĂŠ necessĂĄrio aplicar os produtos contra as pragas, isso traz redução de custos e perigos para o meio ambiente e para o funcionĂĄrio que ficava exposto demasiadamente ao produto quĂ­mico da forma como era feita a aplicação manualâ€?, explicou. Melo ĂŠ cearense, chegou ao Amazonas hĂĄ 28 anos e cultiva laranja hĂĄ 15 anos. O citricultor informou que sua produção em 2011, foi de 2,7 milhĂľes de frutos, que abasteceram exclusivamente as escolas estaduais de Manaus e, com as orientaçþes recebidas atravĂŠs do projeto, novas perspectivas estĂŁo surgindo e ele pretende aplicar as tĂŠcnicas nas outras culturas com as quais trabalha. “Com as informaçþes e conhecimento que tenho recebido atravĂŠs do projeto, acredito que minha produção serĂĄ ampliada. Quero tambĂŠm futuramente aplicar o sistema nas culturas de banana e abacaxi, mas ainda ĂŠ preciso pesquisar. Isso ĂŠ ouWURSDVVRÂľDĂ€UPRXRSURGXWRU $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

NEGĂ“CIO EM EXPANSĂƒO O pesquisador da Embrapa e coordenador do projeto no Amazonas, Marcos Garcia (pesquisador doutor da Embrapa Amazonas), explica que a PI foi trazida para o Estado por dois motivos. “Trouxemos esse sis-

&RPDVLQIRUPDo}HVH FRQKHFLPHQWRTXHWHQKR UHFHELGRDWUDYpVGR SURMHWRPLQKDSURGXomR VHUiDPSOLDGDTXHUR WDPEpPIXWXUDPHQWH DSOLFDURVLVWHPDQDV FXOWXUDVGHEDQDQDH DEDFD[LPDVDLQGDp preciso pesquisar, isso ĂŠ RXWURSDVVRÂľ )UDQFLVFR0HOR FLWULFXOWRU

tema para cå, por dois motivos. O primeiro foi pelo fato de que o governo apostou e investiu nesse projeto e na divulgação dessa tecnologia. O segundo Ê que o Amazonas tem se expandido na citricultura, sendo o município de Rio Preto da Eva um dos maiores produtores do fruto no Estado�, salientou. Ele aponta que o sistema de PI tem, entre outras açþes, atuação efetiva na prevenção ao aparecimento de pragas e doenças nos pomares. Segundo o pesquisador, a tecnologia segue no Estado, o mesmo modelo que

foi desenvolvido no restante do PaĂ­s. O sistema de PI investe na capacitação dos produtores, na manutenção das boas prĂĄticas agrĂ­colas e no monitoramento de pragas, onde o agrotĂłxico ĂŠ aplicado em determinado perĂ­odo, utilizando os dados obtidos por meio de um monitoramento do solo e das folhas. “Ou seja, eles aprendem a manejar o solo de forma a nĂŁo agredir o mesmo e a aplicar determinados produtos apenas quando necessĂĄrioâ€?, explicou. Por sua vez, o coordenador-geral do projeto de PI, JosĂŠ Eduardo %RUJHVGH&DUYDOKRDĂ€UPRXTXHRV produtores do Estado estĂŁo buscando aderir ao programa. “Iniciamos os trabalhos aqui hĂĄ quatro anos e, HP  WLYHPRV DSRUWH Ă€QDQFHLro da Fapeam. Atualmente aqui no Amazonas, quatro produtores jĂĄ implantaram o sistema nas suas proSULHGDGHVÂľDĂ€UPRX

PRODUTORES ADEREM AO SISTEMA SebastiĂŁo Siqueira foi um dos primeiros produtores que aderiu ao sistema. Desde o ano de 1999 a ‘Citro Mudas Fazenda Vale do Panorama’, localizada no Km 84, da AM-010, vem trabalhando constantemente na citricultura e, atualmente, lidera a produção de laranja no Estado, com 40 toneladas do fruto por hectare. A propriedade possui no total 700 KHFWDUHV GH iUHD GRV TXDLV  VmR destinados Ă  preservação ambiental em conformidade com a legislação. Ele atribui o sucesso Ă  utilização das modernas tecnologias existentes em todas as fases do trabalho. Siqueira explicou que atualmente a produção ĂŠ bem mais rigorosa, pois


$*5,&8/785$

Inovação tecnológica permite produção HÀFLHQWHGHODUDQMDVQR$PD]RQDV

Amazonas estĂĄ superando as 40 toneladas por hectare, estando acima da mĂŠdia brasileira. “Isso sĂł foi possĂ­vel atravĂŠs das inovaçþes tecnolĂłgicasâ€?, frisou. Siqueira ĂŠ o segundo maior produtor de laranja da RegiĂŁo Norte e sua produção atende ao mercado de Manaus e de Roraima. Atualmente, o produtor estĂĄ investindo em uma nova modalidade de porta-enxerto, que ĂŠ o sistema radicular da planta. O pesquisador da Embrapa da Bahia, Claudio Leone explicou que a regiĂŁo possui alta umidade e a proposta agora ĂŠ trocar os portas-enxertos jĂĄ existentes por outros mais resistentes. ´4XHUHPRV FKHJDU D  SODQtas por hectare, ou seja, uma maior quantidade de plantas em um espaço menor. Para isso, estamos trazenINOVAĂ‡ĂƒO IMPULSIONA CITRICULTURA do dez variedades de copa e sete de porta-enxerto. Para ter uma nova alNo Estado de SĂŁo Paulo, o maior ternativa para produção diferenciada, produtor de citrus do Brasil, a mĂŠdia uso de ĂĄreas mais adensadas, alĂŠm de por hectare ĂŠ 32 toneladas, Sergipe, que testar a capacidade de resistĂŞncia Ă s ĂŠ o segundo maior produtor, produz, pragas, Ă  precocidade e Ă  produçãoâ€?, HPPpGLDWRQHODGDVSRUKHFWDUHMiR disse o pesquisador.

ele utiliza mudas selecionadas e livres de pragas e doenças. “Preparamos o solo com adubação necessĂĄria e dentro dos padrĂľes tĂŠcnicos recomendados pelos consultores. Utilizamos equipamentos modernos na aplicação de defensivos e outros produtos para garantir a saĂşde e a produtividade das plantasâ€?, declarou. Mas nem sempre foi assim. Siqueira contou que antes, em uma ĂĄrea de 10 mil metros quadrados, o equivalente a um hectare, eram mantidas 204 plantas. “Nossa produção nĂŁo era tĂŁo grande. Hoje, na mesma ĂĄrea, conseguimos manter 570 plantas. Numa ĂĄrea nova plantada hĂĄ FLQFR DQRV Mi Ă€]HPRV VRPHQWH QR primeiro semestre de 2012, cinco colheitasâ€?, revelou.

OTIMIZAR

CUSTOS E PRODUZIR ALIMENTOS SEGUROS

O sistema de Produção Integrada ĂŠ uma tĂŠcnica moderna de se produzir alimentos com monitoramento permanente em diferentes fases da produção, o que leva Ă  obtenção de alimentos de melhor qualidade com segurança para consumidor e produtor. “AlĂŠm disso, diminui o uso de insumo contaminante, reduz gastos de produção e colabora na preservaomR GR PHLR DPELHQWHÂľ DĂ€UPRX R coordenador-geral do projeto. 2VSHVTXLVDGRUHVDĂ€UPDUDPTXH a citricultura ĂŠ uma atividade viĂĄvel Ă  agricultura no Amazonas e ĂŠ favorecida pelos preços compensadores dos frutos e pelas condiçþes de clima adequadas para a produção ao longo do ano. Coordenador local do projeto, Marcos Garcia informou que as limitaçþes tecnolĂłgicas e o manejo inadequado dos pomares representam ameaças Ă  sustentabilidade da cultura no Estado. “O que os pes$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


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SAIBA MAIS $VSHVTXLVDVUHDOL]DGDVQR$PD]RQDVWrP R DSRLR H SDUFHULD GH GLYHUVDV LQVWLWXL o}HVGHHQVLQRSHVTXLVDHJRYHUQRHQWUH DVTXDLVD(PEUDSD$PD]{QLD2FLGHQWDO TXHFRRUGHQDRSURMHWRQR(VWDGRD8QL YHUVLGDGH)HGHUDOGR$PD]RQDV 8IDP H R,QVWLWXWR1DFLRQDOGH3HVTXLVDVGD$PD ]{QLD ,QSD0&7, TXHGHVHQYROYHPSHV TXLVDVYROWDGDVSDUDDQXWULomRGRVROR )UXWRGHLQYHVWLPHQWRVÀQDQFHLURVGD)DSH DPHPSDUFHULDFRPD6HSURUHVVDLQLFLD WLYDVHWRUQDPRGHORGHDomRTXHFRQWULEXL SDUDTXHDSHVTXLVDDSOLFDGDFKHJXHDR SURGXWRU GR VHWRU SULPiULR PHOKRUDQGR WHFQRORJLFDPHQWHRPRGRSURGXWLYR $OpP GHVVHV WDPEpP DWXDP QD iUHD R ,QVWLWXWRGH'HVHQYROYLPHQWR$JURSHFXiULR H)ORUHVWDO6XVWHQWiYHOGR(VWDGRGR$PD ]RQDV ,GDP HD$PD]RQFLWUXVHDLQGDR 6HUYLoR GH $SRLR jV 0LFURV H 3HTXHQDV (PSUHVDV 6HEUDH  6HUYLoR 1DFLRQDO GH $SUHQGL]DJHP 5XUDO 6HQDU  6XSHULQWHQ GrQFLD )HGHUDO GD $JULFXOWXUD 6)$  GR 0DSDH&RQVHOKR1DFLRQDOGH'HVHQYROYL PHQWR&LHQWtÀFRH7HFQROyJLFR &13T  Mercado Interno 3URMHo}HV GR 0LQLVWpULR GD $JUL FXOWXUD HVWLPDP FUHVFLPHQWR GH QDWD[DDQXDOGHSURGXomR GH ODUDQMD R HTXLYDOHQWH D  PLOK}HV GH WRQHODGDV GD IUXWD HP  Exportação 2 VXFR GH ODUDQMD p R VXESURGXWR PDLV YHQGLGR PDV RXWURV FRPR R EDJDoR WDPEpP VmR QHJRFLDGRV $V H[SRUWDo}HV GH VXFRV SURQWRV SDUD R FRQVXPR UHSUHVHQWDP  GRVQHJyFLRVQRVHWRU Importação 2 %UDVLO p DXWRVVXÀFLHQWH QD SUR GXomRGHODUDQMDHXPGRVPDLRUHV SRORVPXQGLDLVQDSURGXomRGHVX FRVGHIUXWDV

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quisadores trouxeram para o Amazonas foram algumas tĂŠcnicas jĂĄ comprovadas para implantar a PI na regiĂŁo, tentando adaptĂĄ-la jVFRQGLo}HVORFDLVÂľDĂ€UPRX

INVESTIR PARA AMPLIAR O NEGĂ“CIO

O investimento em produção de citrus no Amazonas ĂŠ uma prĂĄtica que iniciou em 1975, segundo o presidente da Amazoncitrus, Ozires Silva. Ele informou que foi um dos primeiros produtores de citrus no Estado. “Eu e mais dois outros produtores iniciamos essa prĂĄtica aqui e hoje, como presidente da Amazoncitrus, percebi que era necessĂĄrio investir em novas tecnologias para alavancar o negĂłcio. Os demais produtores tambĂŠm jĂĄ sentiram essa necessidade. Durante uma visita Ă  Embrapa na Bahia, me foi apresentado esse sistema de produção integrada e vi que seria vantajoso WUD]HUSDUDR$PD]RQDVÂľDĂ€UPRX Silva, que ĂŠ proprietĂĄrio da Fazenda Brejo do MatĂŁo, localizada no Km 15, da BR-174, frisou que o projeto ĂŠ resultado de uma demanda dos produtores da Amazoncitrus. “Esse ĂŠ um dos poucos projetos resultantes da demanda do produtor. Isso ĂŠ um avanço espetacular nesse momento que estamos caminhando na consolidação desse manejoâ€?, acrescentou. O presidente salientou que o produtor, seja de pequeno, mĂŠdio ou grande porte, precisa dessa intervenção tĂŠcnica para avançar no negĂłcio. “Todos precisamos, principalmente o pequeno produtor que depende disso para o seu sustento. O produtor nĂŁo pode plantar em cima de pau e toco, para produzir, gerar renda e pagar RVVHXVĂ€QDQFLDPHQWRVÂľGHVWDFRX

Quer saber mais? Fale com o pesquisador (a) Marlene AraĂşjo de Faria (UEA) - marlene260310@gmail.com Jose Eduardo Borges - jeduardo@cnpmf.embrapa.br Marcos Garcia - mvbgarcia@gmail.com


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QUE ร‰ O FENร”MENO LA NIร‘A E COMO ELE AFETA O CLIMA DA REGIรƒO AMAZร”NICA? $PDQGD)HUQDQGHVGD6LOYDDQRV FDEHOHLUHLUD

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COMO O USO DE PESTICIDAS E FERTILIZANTES AFETA A VIDA DO SER HUMANO? 5DIDHO*RPHVDQRVWpFQLFRGHLQIRUPiWLFD

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Foto: Ricardo Oliveira/Ag. Fapeam

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O Programa Pesquisa para o SUS: GestĂŁo Compartilhada em SaĂşde (PPSUS), desenvolvido em parceria com o MinistĂŠrio da SaĂşde e CNPq, ĂŠ uma dessas iniciativas que sĂŁo realizadas por meio de recurVRVĂ€QDQFHLURVDSURMHWRVGHSHVTXLVDTXHREMHWLYDP DSURPRomRGRGHVHQYROYLPHQWRFLHQWtĂ€FRWHFQROygico e de inovação na ĂĄrea de saĂşde. HĂĄ ainda outra iniciativa voltada a garantir recurVRVKXPDQRVTXDOLĂ€FDGRVQRVHWRUQDFDSLWDOHLQWHrior, por meio do Programa EstratĂŠgico de Apoio Ă  Integração de Estudantes do Interior Ă s CiĂŞncias de SaĂşde (IC-SaĂşde), cujo objetivo ĂŠ incentivar a conFHSomRGHSHVTXLVDFLHQWtĂ€FDHQWUHRVDOXQRVGDiUHD oriundos do interior do Amazonas. O programa tambĂŠm visa aprimorar o processo formativo e estimular os professores/pesquisadores a engajarem estudantes de graduação em atividades de pesquisa, otimizando a capacidade de orientação, produção de conhecimento e qualidade da pesquisa na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Segundo a diretora-presidenta da Fapeam, Maria OlĂ­via SimĂŁo, os investimentos em CT&I na ĂĄrea da saĂşde renderam bons frutos para o Amazonas, pois, VHXVUHVXOWDGRVHDTXDOLĂ€FDomRGHUHFXUVRVKXPDQRV resultantes desses investimentos otimizam a oferta de serviços de saĂşde Ă  sociedade amazonense. “Antes da criação da Secti (Secretaria de Estado de CiĂŞncia, Tecnologia e Inovação) e da Fapeam, o Estado possuĂ­a apenas 28 Grupos de Pesquisa em SaĂşde. O Q~PHURVDOWRXSDUDHPUHĂ H[RGRVXUJLPHQWR GDVGXDVLQVWLWXLo}HVHP$WXDOPHQWHJUXSRV da ĂĄrea de saĂşde aparecem no DiretĂłrio de Grupos de 3HVTXLVDGR&RQVHOKRGH'HVHQYROYLPHQWR&LHQWtĂ€FRH TecnolĂłgico (DGP/CNPq), um crescimento acumulado de 143%â€?, enfatizou.

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


Vim para a região atravÊs do Programa de Desenvolvimento &LHQWtÎFR5HJLRQDO '&5 (P por meio da Fundação Alfredo da Matta, montamos um projeto e submetemos à Fapeam e ao CNPq�.

Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

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Felipe Naveca SHVTXLVDGRUHYLFHGLUHWRUGD)LRFUX]$PD]{QLD

KIT DE DIAGNĂ“STICO

que ataca os ULQVjVYH]HV GHVHQFDGHDQGR FRQYXOV}HV GHUUDPHVHFRPDV $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

Um exemplo prĂĄtico destas açþes de fomento da Fapeam ĂŠ o resultado do trabalho desenvolvido pela pesquisadora da Fiocruz, pĂłs-doutora em CiĂŞncias BiolĂłgicas / Microbiologia Molecular, PatrĂ­cia Orlandi, que criou um kit rĂĄpido de diagnĂłstico para identificar as principais variantes da bactĂŠria Escherichia coli diarreiogĂŞnicas na RegiĂŁo Norte. Orlandi iniciou, em 2007, um importante estudo envolvendo crianças de 0 a 10 anos que apresentavam diarreia aguda e, juntamente com a mestra Carolinie Nobre, desenvolveu um mĂŠtodo de diagnĂłstico rĂĄpido por ‘multiplex PCR’ (sigla para ‘Polimerase Chain Reaction’, que ĂŠ uma enzima usada para multiplicar o DNA in vitro), que identifica as variantes da bactĂŠria causadora da diarreia. Segundo Orlandi, o projeto intitulado ‘Investigação dos fatores de virulĂŞncia de

Escherichia coli diarreiogĂŞnicas emergentes na cidade de Manaus’ possibilitou compreender a via de transmissĂŁo da E. coli que ocorre por meio da ingestĂŁo de alimentos e ĂĄgua contaminados com fezes de gado. O perĂ­odo de incubação no organismo varia de trĂŞs a quatro dias e se agrava apĂłs sete dias do inĂ­cio da infecção. De acordo com orientaçþes da Organização Mundial de SaĂşde (OMS), o tratamento recomendado ĂŠ apenas com soro para repor a hidratação perdida, sendo os antibiĂłticos usados apenas nos casos graves, em que a diarreia persiste por mais de quatro dias. “Antes de medicar os pacientes, se ID]QHFHVViULRLGHQWLĂ€FDUDFDXVDGDGLDUUHLD se ĂŠ por vĂ­rus ou bactĂŠriaâ€?, frisou Orlandi. No caso da bactĂŠria estudada, nĂŁo se deve tratar com antibiĂłticos, pois estes causam ‘estresse bacteriano e a liberação das Shiga Toxinas 1 e 2, que juntas causam


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Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

a Síndrome Hemolítica-UrÊmica (SHU), provocando anemia hemolítica microangiopåtica, fezes sanguinolentas e falha renal, agravando o quadro em 25% dos casos e levando a óbito de 3% a 5% dos infectados�, explicou a pesquisadora. Durante o estudo, Orlandi e Nobre observaram que hå muitos casos de infecção pela E.coli no Amazonas, porÊm não detectaram, nas amostras, a existência de duas toxinas ao mesmo tempo. A pesquisadora não descarta a possibilidade de ocorrer casos da Síndrome Hemolítico-UrÊmica (SHU) no Amazonas, por isso enfatiza que Ê necessårio fazer o diagnóstico precoce, e evitar, dessa forma, as complicaçþes que podem levar o paciente a óbito.

que ataca os ULQVjVYH]HV GHVHQFDGHDQGR FRQYXOV}HV GHUUDPHVH comas GHVWUXLomRGDV FpOXODVYHUPHOKDV GRVDQJXH

INCENTIVO Ă€ FORMAĂ‡ĂƒO DE RH E PESQUISA

Outro bom exemplo dos investimentos na årea de saúde, vem da Fundação Centro de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), que, por meio de um trabalho desenvolvido em nível de Iniciação Científica (IC), estuda os procedimentos para detectar os sintomas de câncer de próstata entre os pacientes atendidos na Fundação. Na pråtica, o estudo consiste em detectar, SRUPHLRGHXOWUDVVRQRJUDÀDLPDJHQVTXHSRVsam revelar, com o måximo de exatidão, a existência de lesþes, nos pacientes encaminhados à FCecon para, na sequência, ser feita biopsia e LGHQWLÀFDomREHQLJQDRXPDOLJQDGRWXPRU

Pesquisas de ponta na ĂĄrea de saĂşde foram incrementadas por meio do apoio da Fapeam

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Antes da criação da Secti 6HFUHWDULDGH(VWDGRGH&LrQFLD Tecnologia e Inovação) e da )DSHDPR(VWDGRSRVVXtDDSHQDV *UXSRVGH3HVTXLVDHP6D~GH 2Q~PHURVDOWRXSDUDHP UHïH[RGRVXUJLPHQWRGDVGXDV LQVWLWXLo}HVHP¨ Maria Olívia Simão GLUHWRUDSUHVLGHQWDGD)DSHDP

Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

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O trabalho intitulado ‘Achados ultrassoQRJUiĂ€FRVGRVSDFLHQWHVVXEPHWLGRVDELySsia de prĂłstata na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas – FCecon no perĂ­odo de agosto de 2011 e agosto de 2012’ estĂĄ sendo realizado pela acadĂŞmica do curso de graduação de Medicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Ana Carolina Ribeiro do Amaral Scariot, que, a partir do trabalho, espera proporcionar dados para complementar estudos anteriores feitos na instituição. “Sem dĂşvida, um padrĂŁo de imagem que possa sugerir a malignidade de um tumor vai EHQHĂ€FLDURSDFLHQWHXPDYH]TXHHVVHWLSR de avaliação ĂŠ mais simples, rĂĄpida, fĂĄcil e barataâ€?, destacou a estudante que ĂŠ bolsista do 3URJUDPDGH$SRLRj,QLFLDomR&LHQWtĂ€FDGR Amazonas (Paic), sob a orientação do professor doutor Jorge Roberto Di Tommaso LeĂŁo, especialista em diagnĂłstico por imagens. A pesquisa conta com uma equipe formada por um doutor, quatro acadĂŞmicos de Medicina e um mestre, e engloba pacientes entre 50 e 70 anos, nos quais o Ă­ndice de casos ĂŠ maior. Segundo dados do orientador do projeto, sĂŁo realizadas anualmente cerca de oitocentas a mil biopsias de prĂłstatas na FCecon. Estes pacientes sĂŁo encaminhados Ă  Fundação pelos diversos serviços de saĂşde de atenção primĂĄria e secundĂĄria da capital Manaus e dos municĂ­pios do Estado. “No Brasil, o rastreamento de pacientes com fatores de risco estĂĄ acima de 45 anos, estando, deste modo, indicado o toque retal e dosagem de PSA anualmente em todo homem, com ou sem sintomas de aumento prostĂĄticoâ€?, destacou LeĂŁo. De acordo com a Ăşltima apresentação parcial dos resultados do trabalho no inĂ­cio do ano, atĂŠ aquele momento, 100% dos pacientes apresentavam sintomas relacionados ao aumento do volume prostĂĄtico e em 51% estes sintomas eram considerados como tendo grande impacto na qualidade de vida do paciente.


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“Apesar destes dados, sabemos que o tamanho desta glândula nem sempre guarda relação com a presença de sintomas. Com o exame de XOWUDVVRQRJUDĂ€D WRGRV RV SDFLHQWHV DSUHVHQWDUDP DXPHQWR VLJQLĂ€FDWLYR do volume prostĂĄticoâ€?, disse a estudante que faz questĂŁo de enfatizar que este ĂŠ seu quinto projeto de Iniciação &LHQWtĂ€FDFRPREROVLVWDGD)DSHDP “Acredito que o apoio Ă  iniciação FLHQWtĂ€FDGXUDQWHDIRUPDomRDFDGrmica ajuda no despertar do interesse SHOR PXQGR FLHQWtĂ€FR H SRU QRYDV descobertas e novos questionamentos. Dessa forma, o meio acadĂŞmico ĂŠ fortalecido e sĂŁo lançadas novas possibilidades de renovação e aprimoramento na ĂĄrea de atuação do pesquisadorâ€?, concluiu Scariot. ncluiu Scariot.

melhorias na ĂĄrea da saĂşde, possibilitando o ingresso de pesquisadores de outros Estados do Brasil e atĂŠ estrangeiros no programa visando Ă  troca de experiĂŞncias na pesquisa entre as fundaçþes de saĂşde do Estado e outros grandes centros. De acordo com a diretora-presidenta da Fapeam, Maria OlĂ­via SimĂŁo, a atração de pesquisadores de diferentes localidades impulsiona a captação de recursos de instituiçþes de outras partes do PaĂ­s, alĂŠm de formar e fixar recursos humanos na regiĂŁo. “Em experiĂŞncias anteriores, notamos que muitos pesquisadores locais acessaram recursos de editais nacionais oportunizados tambĂŠm pela presença da massa crĂ­tica de cientistas de grandes centros de fora do EsNOVOS INVESTIMENTOS E tado em suas equipes, o que aumenta ATRAĂ‡ĂƒO DE PESQUISADORES a visibilidade do Amazonas no cenĂĄDE EXCELĂŠNCIA rio da pesquisa em saĂşdeâ€?, destacou. Segundo o titular da Secti, OdePara garantir as pesquisas na nildo Sena, o Pecti/AM-SaĂşde tem ĂĄrea de SaĂşde, a Fapeam lançou como base um projeto-piloto exium programa visando atrair pes- toso desenvolvido pela Fundação quisadores nacionais e estrangei- de Medicina Tropical, em parceria ros para fortalecer os grupos de com a Fapeam. pesquisa do Amazonas. “A experiĂŞncia foi um sucesso. O Programa Ação EstratĂŠgica Os dez pesquisadores de ponta que CT&I – SaĂşde – Fundaçþes de SaĂş- vieram para o Amazonas alavande (Pecti/AM-SaĂşde) vai implantar e caram o nĂşmero de publicaçþes aprimorar pesquisas que contribuam FLHQWtĂ€FDVHGHL[DUDPXPDKHUDQoD com a melhora da prestação dos ser- HQRUPHÂľDĂ€UPRX viços de saĂşde e ou programas estaSena disse que isso levou a Fapeduais de controle de doenças. Para am a tomar como referĂŞncia o proisso, prevĂŞ novos investimentos na grama e lançar outro similar com ĂĄrea da saĂşde, fortalecendo a rede de abrangĂŞncia maior. “Iniciativas como pesquisa entre instituiçþes da regiĂŁo. esta proporcionam a formação da Integrante das açþes do Governo instituição, de modo completo, com GR$PD]RQDVSDUDHVWHĂ€PR3HFWL prestação de atendimento, desenvolAM-SaĂşde vai injetar mais R$ 2,5 vimento de pesquisa e geração de coPLOK}HV HP HVWXGRV FLHQWtĂ€FRV SDUD nhecimentoâ€?, destacou. $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


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CÉLULASTRONCO: PESQUISA DE ALTO NÍVEL

Foto: Ricardo Oliveira/ Agência Fapeam

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Doutora Adriana Malheiro que FRRUGHQDMXQWRFRPR PpGLFRFDUGLRORJLVWD-DLPH$UQH]XPDSHVTXLVDFRP FpOXODVWURQFRHPSDFLHQWHVFRPGRHQoDVFDUGtDFDV

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8IDP HSHVTXLVDGRUDGD)XQGDomRGH+HPDWRORJLDH+HPR WHUDSLDGR$PD]RQDV )+HPRDP 0DOKHLURFRRUGHQDMXQWRFRP RPpGLFRFDUGLRORJLVWD-DLPH$UQH]XPDSHVTXLVDFRPFpOXODV WURQFRHPSDFLHQWHVFRPGRHQoDVFDUGtDFDVFRPRSRUH[HPSOR D FDUGLRSDWLD LVTXrPLFD RX LQVXÀFLrQFLD FDUGtDFD XPD GRHQoD FRQVLGHUDGDXPJUDYHSUREOHPDGHVD~GHS~EOLFD 1RPXQGRWRGRH[LVWHPGLIHUHQWHVDOWHUQDWLYDVWHUDSrXWLFDV GH FRPEDWH j GRHQoD YDULDQGR GHVGH XP DFRPSDQKDPHQWR FOtQLFR DWp WUDQVSODQWHV FDUGtDFRV 'HQWUH HVWDV DOWHUQDWLYDV D WHUDSLDFRPFpOXODVWURQFRWHPJDQKDGRGHVWDTXHQRPHLRFLHQ WtÀFRFRPRDPDLVSURPLVVRUDDERUGDJHPSDUDHVVHWLSRGHGR HQoD$SHVTXLVDFRPFpOXODVWURQFRHPSDFLHQWHVFRPFDUGLR SDWLDLVTXrPLFDFRQVLVWHHPSRUPHLRGHPHGLFDomRFROHWDU FpOXODVWURQFR GR SDFLHQWH H UHLPSODQWiODV SRVWHULRUPHQWH por cateterismo. 2SURMHWRpGHVHQYROYLGRSRUPHLRGHXPDSDUFHULDHQ WUHD)+HPRDPHR+RVSLWDO8QLYHUVLWiULR)UDQFLVFD0HQ GHVGD8IDP2SUHSDURGDFpOXODWURQFRpIHLWRQR+H PRDPHWRGDDSDUWHFOtQLFDGHWUDWDPHQWRGRSDFLHQWHp IHLWDQR)UDQFLVFD0HQGHVSHODHTXLSHGHFDUGLRORJLVWDV FRRUGHQDGDSRU-DLPH$UQH] (VWXGRV Mi UHYHODUDP TXH HP SDFLHQWHV FDUGtDFRV R XVRGHFpOXODVWURQFRGLUHFLRQDGDVDRFRUDomRIDFLOLWDR VHXLPSODQWHHLUULJDomRSRUpPKiSRXFRVHVWXGRVFOtQLFRV QHVVHVHQWLGR 2 SURMHWR WHYH DSURYDomR QR 3URJUDPD GH 3HVTXLVD SDUDR6LVWHPDÔQLFRGH6D~GH 33686 GD)DSHDPHP HQRHGLWDOGH&LrQFLDH7HFQRORJLDGR&13TFRP XPDYHUEDLQLFLDOGHDSUR[LPDGDPHQWH5PLOGDV GXDVLQVWLWXLo}HV ´$V FpOXODVWURQFR TXH WUDEDOKDPRV VmR DV DGXOWDV 1mR VH SRGH FRQIXQGLU FRP D FpOXOD HPEULRQiULD 8WLOL ]DPRV D FpOXODWURQFR KHPDWRSRLpWLFD TXH ÀFD DORMDGD QDPHGXODyVVHD(ODWHPDFDSDFLGDGHGHIRUPDUQRYRV YDVRVVDQJXtQHRVQRFRUDomRHDFRQVHTXrQFLDGLVVRp DPHOKRUDGRVEDWLPHQWRVFDUGtDFRVGRSDFLHQWHµ H[SOLFRX0DOKHLURGHVWDFDQGRTXHDSHVTXLVDMi pUHIHUrQFLDQR%UDVLO ´3HVTXLVDV FRPR HVVD OHYDP WHPSR SDUD REWHU UHVXOWDGRV 9DPRV HVWXGDU DYDOLDU H SXEOLFDU WUDEDOKRV UHIHUHQWHV DR HVWXGR 1R%UDVLOVmRDSHQDVVHLVJUXSRVTXHWUD EDOKDP FRP LPSODQWH GH FpOXODVWURQFR HPSDFLHQWHVFDUGtDFRV1R1RUWHVRPRV R~QLFR$HTXLSHFRVWXPDGL]HUTXHHVVH SURMHWRpUHJLRQDOSRLVIRLFULDGRDTXLIRL DSURYDGRSHOR(VWDGRHRVSDFLHQWHVVmR WRGRVGDTXLµHQIDWL]RX

$0$=21$6)$=CIÊNCIA 


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Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

De 2003 a 2011, cinco instituiçþes locais receberam R$ 12,4 milhþes do Governo para pesquisas na årea de saúde

Na avaliação da chefa do Departamento de Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Maria Paula MourĂŁo, a instituição agregou experiĂŞncias capazes de contribuir com o novo programa. “O projeto trouxe crescimento e consolidação do programa de pĂłs-graduação, aumento de publicaçþes, projeção das pesquisas do Estado para fora do PaĂ­s e atração de agĂŞncias de fomento internacionais, o que melhorou a captação de UHFXUVRVSDUDSHVTXLVDÂľDĂ€UPRX Segundo MourĂŁo, em curto prazo, alguns procedimentos de laboratĂłrios foram desenvolvidos e incorporados com o intuito de diminuir o tempo de diagnĂłstico para algumas doenças de IRUPDPDLVFRQĂ€iYHO “Agora vemos que expandindo essa proposta para outras instituiçþes do Estado, teremos um FUHVFLPHQWRPDLRUHP&7 ,ÂľGLVVHFRQĂ€DQWH

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

RECURSOS INVESTIDOS NESTA TRAJETĂ“RIA Estrategicamente, a Fapeam vem investindo na ĂĄrea de saĂşde desde que surgiu. De 2003 a 2011, cinco instituiçþes locais receberam juntas R$ 12,4 milhĂľes em recursos do Governo do Estado, por meio da Fundação. Do total de investimentos, a FMT-HVD que ĂŠ uma das mais experientes, contou FRP5PLOK}HVRTXHUHSUHVHQWD destes recursos. “Desde a sua criação, a Fapeam tem a preocupação de incentivar a pesquisa nesse setor. O novo programa, Pecti/AM-SaĂşde, resultou de experiĂŞncias anteriores cujos resultados alavancaram e trouxeram procedimentos mais moderQRV H SURFHVVRV WHFQROyJLFRV PDLV HĂ€FLHQWHV H menos invasivos, possibilitando atendimento de qualidade para a populaçãoâ€?, explicou a diretora-presidenta da Fapeam.


&$3$

PROGRAMA

VALORES (R$)

DCR3URJUDPDGH'HVHQYROYLPHQWR&LHQWtÀFR5HJLRQDO



PPOPE3URJUDPD$PD]RQDVGH$SRLRj3HVTXLVDHP3ROtWLFDV3~EOLFDVHP ÉUHDV(VWUDWpJLFDV



PPP3URJUDPDGH,QIUDHVWUXWXUDSDUD-RYHQV3HVTXLVDGRUHV3URJUDPD Primeiros Projetos



PIPT 3URJUDPD,QWHJUDGRGH3HVTXLVDH,QRYDomR7HFQROyJLFD



TEMĂ TICO3URJUDPDGH&LrQFLDH7HFQRORJLDSDUDR$PD]RQDV9HUGH



PAICI 3URJUDPD$PD]RQDVGH,QWHJUDomRGD&LrQFLDQR,QWHULRU



IC SAĂšDE3URJUDPD(VWUDWpJLFRGH$SRLRj,QWHJUDomRGH(VWXGDQWHVGR ,QWHULRUjV&LrQFLDVGH6D~GH



PPSUS3URJUDPD3HVTXLVDSDUDR686*HVWmR&RPSDUWLOKDGDHP6D~GH



INFRA3URJUDPD,QIUDHVWUXWXUDSDUDR'HVHQYROYLPHQWRGH&LrQFLD  7HFQRORJLDQR$PD]RQDV



PRĂ“-ESTADO3URJUDPDGH$SRLRj&RQVROLGDomRGDV,QVWLWXLo}HVGH (QVLQRH3HVTXLVDGR$PD]RQDV3963URIHVVRU9LVLWDQWH6rQLRU



REDE MALĂ RIA



PROGRAMA TEMĂ TICO DE DIAGNĂ“STICO DE TUBERCULOSE



TOTAL

22.052.120,93

2V GDGRV FRUUHV SRQGHPDRSHUtRGR GHD 2. 2V SURJUDPDV OLV WDGRV QmR QHFHV VDULDPHQWH VmR H[FOXVLYRV SDUD D iUHDGHVD~GH Investimentos na iUHDGDVD~GHUH presentam cerca GHGHWRGRR LQYHVWLPHQWR KLVWy ULFR GD )XQGDomR 5PLOK}HV

“Esse ĂŠ o objetivo do Governo do Estado e a Fapeam estĂĄ oportunizando esse mecanismo de atração de pesquisadores experientes para colaborar com os grupos de pesquisa locaisâ€?, completou OlĂ­via SimĂŁo.

DOUTOR FIXADO O vice-diretor da Fiocruz AmazĂ´nia, Felipe Naveca, ĂŠ um exemplo dos que entraram SDUD DVHVWDWtVWLFDVGHSHVTXLVDGRUHVĂ€[DGRV na regiĂŁo. “Vim para a regiĂŁo atravĂŠs do ProJUDPDGH'HVHQYROYLPHQWR&LHQWtĂ€FR5HJLRnal (DCR). Em 2008, por meio da Fundação Alfredo da Matta, montamos um projeto e submetemos Ă  Fapeam e ao CNPqâ€?, contou. Segundo Naveca, durante o perĂ­odo no DCR ele participou de um concurso na Fundação Oswaldo Cruz de Manaus e conquistou uma vaga. “Como eu tinha interesse que o projeto nĂŁo parasse, continuei tocando atĂŠ a conclusĂŁo em 2009â€?, contou.

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


&$3$

&RODERUDGRUHV&DUORV)iELR*XLPDUmHV (OLHQD0RQWHLUR5DIDHOD9LHLUDH $QD3DXOD/RXUHQoR

PECTI/AM-SAÚDE O principal objetivo do Pecti/ AM-Saúde, que serå implementado a partir de agosto de 2012, Ê implantar e aprimorar pesquisas que contribuam com a melhora da prestação dos serviços de saúde e ou programas estaduais de controle de doenças. Para alcançar esse objetivo, o programa vai ampliar D SURGXomR ELEOLRJUiÀFD FLHQWtÀca, tecnológica e/ou de inovação relativa às atividades de cursos de pós-graduação (Stricto ou Lato sensu) consolidados e/ou em implantação,

com os quais as instituiçþes estaduais tenham vínculo. Com isso, a Fapeam espera consolidar e formar novos grupos de pesquisas no Diretório de Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de 'HVHQYROYLPHQWR &LHQWtÀFR H 7HFnológico (CNPq) nas fundaçþes de VD~GH$RWRGRVHUmRÀQDQFLDGDVDWp 35 bolsas na modalidade Pesquisador Visitante Sênior (PVS), com valores mensais que variam entre R$ 4,48 mil H5PLOFRQIRUPHQtYHOHWHPpo de atuação dos pesquisadores.

Quer saber mais? Fale com o pesquisador SÊrgio Nunomura – smnunomu@inpa.org.br Ivoneide de Carvalho Lopes Barros – ibarros@ufam.edu.br Antônia Queiroz – antoniaqlsouza@yahoo.com.br JosÊ de Castro Correia – jcastro@ufam.edu.com.br Rubem CÊsar Souza – rubem_souza@yahoo.com.br $0$=21$6)$=CIÊNCIA


5$'$5'(2325781,'$'(6

3RU(VWHUIIDQ\0DUWLQV

A

6HFUHWDULDGH(VWDGRGH&LrQFLD7HFQRORJLDH,QRYDomRSRUPHLRGR'HSDUWDPHQ-โ€ WRGH$SRLRj,QRYDomRODQoRXHPR5DGDUGH2SRUWXQLGDGHV7UDWDVHGH uma iniciativa que atua no monitoramento sistemรกtico de oportunidades de fo-โ€ mento e ofertas de aรงรตes voltadas para empresas e pesquisadores de forma gra-โ€ tuita; serviรงos de atendimento e orientaรงรฃo sobre as possibilidades de participa-โ€ รงรฃo em editais; alรฉm do acompanhamento da execuรงรฃo de projetos e divulgaรงรฃo de resultados e demais oportunidades que possam contribuir para difundir a ciรชncia e a cultura de inovaรงรฃo QR(VWDGR1R5DGDUGH2SRUWXQLGDGHVGHVWDHGLomRFRQKHoDGRLVHGLWDLVGLVSRQtYHLV

OLIMPรADAS DE CIรŠNCIAS $ )DSHDP HVWi FRP HGLWDO DEHUWR HP IOX[R FRQWtQXR SDUD R SURJUDPD 2OLPStDGDV GH &LrQFLDV3RGHPSDUWLFLSDUSHVTXLVDGRUHVH SURIHVVRUHVGHLQVWLWXLo}HVS~EOLFDVGHHQVLQR RX SHVTXLVD TXH FRRUGHQHP DV 2OLPStDGDV GH&LrQFLDVQR(VWDGRGR$PD]RQDV2SUR JUDPDDSRLDDSDUWLFLSDomRGHHVWXGDQWHVH SURIHVVRUHV $ 2OLPStDGD p FRQVLGHUDGD XP GRVLQVWUXPHQWRVGHPHOKRULDSDUDRVHQVLQRV )XQGDPHQWDO H 0pGLR H DMXGD D LGHQWLILFDU MRYHQVWDOHQWRVTXHSRVVDPYLUDVHJXLUDFDU UHLUDFLHQWtILFRWHFQROyJLFD (VWH HGLWDO p XPD LQLFLDWLYD GR *RYHUQR GR $PD]RQDVSRUPHLRGD)DSHDPHFRQWDFRP UHFXUVRVร€QDQFHLURVGDRUGHPGH5PLO2V LQWHUHVVDGRV SRGHP VH LQVFUHYHU REHGHFHQGR jVQRUPDVGR(GLWDOGLVSRQtYHOQR VLWHGDLQVWLWXLomRZZZIDSHDPDPJRYEU

RECURSOS PARA NOVAS TECNOLOGIAS 2)XQGR7HFQROyJLFR )XQWHF GR%DQFR1D FLRQDO GH 'HVHQYROYLPHQWR (FRQ{PLFR H 6R FLDO %1'(6  HVWi UHFHEHQGR SURSRVWDV GH SURMHWRV TXH HVWLPXOHP R GHVHQYROYLPHQWR WHFQROyJLFRHDLQRYDomRGHLQWHUHVVHHVWUD WpJLFRSDUDR3DtVHPFRQIRUPLGDGHFRPRV SURJUDPDVGHSROtWLFDVS~EOLFDVGR*RYHUQR )HGHUDO 3RGHP UHFHEHU R DSRLR SRU PHLR GRVUHFXUVRVILQDQFHLURVSURMHWRVGHSHVTXL VD DSOLFDGD QR GHVHQYROYLPHQWR WHFQROyJLFR H LQRYDomR GLUHFLRQDGRV SDUD iUHDV FRPR QRYRV PDWHULDLV TXtPLFD HOHWU{QLFD HQHU JLDPHLRDPELHQWHHQWUHRXWURVYLQFXODGRVD ,QVWLWXLo}HV7HFQROyJLFDV ,7V H,QVWLWXLo}HVGH $SRLR ,$V FRPDLQWHUYHQomRQDRSHUDomR GHILQDQFLDPHQWRGHHPSUHVDVSDUWLFLSDQWHV GRSURMHWRTXHH[HUoDPDWLYLGDGHHFRQ{PLFD GLUHWDPHQWHOLJDGDDRREMHWLYRGRSURMHWR 3DUDPDLVLQIRUPDo}HVVREUHRHGLWDODFHVVH RVLWHGR%1'(6RX5DGDUGH2SRUWXQLGDGHV GLVSRQtYHOQRVLWHGD6HFWL$0

Para saber mais sobre o Radar de Oportunidades

Utilize um aplicativo para leitura de QR Code ou acesse o site: http://www.secti.am.gov.br/

$0$=21$6)$=CIรŠNCIA 


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$PD]RQDVLQFHQWLYDGHVHQYROYLPHQWRGH WHFQRORJLDVDVVLVWLYDVYROWDGDVSDUDDPHOKRULDGD TXDOLGDGHGHYLGDGDVSHVVRDVFRPGHĂ€FLrQFLD

Viver

melhor

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proximadamente 790 mil pessoas no Amazonas sĂŁo portadoras de algum tipo de neFHVVLGDGHHVSHFLDOHHQFRQWUDPGLĂ€FXOGDGHV na sociedade, que nĂŁo estĂĄ preparada para conviver com essas diferenças. A acessibilidade ĂŠ apontada por quem tem algum tipo de limitação como o principal obstĂĄculo social. Segundo o servidor pĂşblico estadual e universitĂĄrio, Uriel Izel Benjamin, 22 anos, essa situação tem melhorado aos poucos. “Em relação Ă  acessibilidade nos locais pĂşblicos e SULYDGRV WHPRV JUDQGHV GLĂ€FXOGDGHV SRLV DLQGD YHPRV poucos lugares verdadeiramente preparados para receEHUXPDSHVVRDFRPGHĂ€FLrQFLDRTXHGLĂ€FXOWDTXHQyV tenhamos uma vida social mais ativa. Isso ĂŠ triste, pois DGHĂ€FLrQFLDQmRDOWHUDQRVVDVYRQWDGHV7HPRVDQVHLRV como qualquer outra pessoa e queremos ter as mesmas oportunidadesâ€?, declarou Benjamin, que ĂŠ cadeirante. $LQFOXVmRGDVSHVVRDVFRPGHĂ€FLrQFLDpDPSDUDGDSRU lei, mas na prĂĄtica pouco ĂŠ feito. “Existem leis que auxiliam QD LQFOXVmR GDV SHVVRDV FRP GHĂ€FLrQFLD QR PHUFDGR GH trabalho e as que exigem que lugares pĂşblicos e privados estejam de acordo com as normas de acessibilidade, com o LQWXLWRGHID]HUFRPTXHDVSHVVRDVFRPGHĂ€FLrQFLDSDUWLFLSHPPDLVHIHWLYDPHQWHGRFRQYtYLRVRFLDOÂľDĂ€UPRX $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

Foto: Divulgação/Projeto CPqD

3RU5RVLOHQH&RUUrD

PorĂŠm, segundo Benjamin, nĂŁo ĂŠ isso que acontece na prĂĄtica. “Muitas vezes, as vagas de trabalho sĂŁo atĂŠ oferecidas, mas me parece que apenas com o intuito de cumprir a lei, pois os locais que as ofertam nĂŁo tĂŞm preSDURSDUDUHFHEHUSHVVRDVFRPGHĂ€FLrQFLDRTXHDFDED sendo contraditĂłrioâ€?, frisou. %HQMDPLQGLVVHTXHDVGLĂ€FXOGDGHVQmRGHYHPVHWRUQDUMXVWLĂ€FDWLYDSDUDRLVRODPHQWR´-iSDVVDPRVGDpSRFD GH GLIHUHQFLDU XPD SHVVRD SHOD GHĂ€FLrQFLD$FKR TXH R foco agora tem de ser a construção de meios para que as SHVVRDVFRPGHĂ€FLrQFLDH[HUoDPVXDFLGDGDQLDHLVVRVy poderĂĄ ser feito a partir da acessibilidadeâ€?, opinou. De acordo com Benjamin, garantir o pleno acesso seja a locais pĂşblicos ou privados, ao mercado de trabalho ou a TXDOTXHUDPELHQWHVRFLDOTXHDSHVVRDFRPGHĂ€FLrQFLDGHVHje estar, deve ser o primeiro passo de qualquer polĂ­tica pĂşblica voltada para esses cidadĂŁos. “Acredito que muito mais do que a criação das leis, ĂŠ preciso que elas sejam colocadas em prĂĄtica. NĂŁo apenas por uma questĂŁo de obrigação, mas por uma questĂŁo de consciĂŞncia socialâ€?, declarou. Benjamin ĂŠ um dos mais de 45 milhĂľes de brasileiURV FRP DOJXP WLSR GH GHĂ€FLrQFLD QR 3DtV 1HVWH DQR de 2012, o Governo do Amazonas, por meio da Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de CiĂŞncia,


Prótese passa por testes de duração SDUDYHULÀFDUYLGD~WLO PLO GHÀFLHQWHV  PLO WrP DOJXP WLSRGHGHÀFLrQFLDPRWRUD$OJXPDV iniciativas como a da pesquisadora e doutora da Coordenação de Engenharia e Mecatrônica da Escola Superior de Tecnologia (EST), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Marlene Araújo de Faria, que desenvolveu um protótipo voltado para a modelagem de próteses de membros inferiores (pÊs e tornoze-

Foto: Divulgação

Tecnologia e Inovação (Secti-AM) e Secretaria de Estado dos Direitos da 3HVVRD FRP 'HÀFLrQFLD 6HSHG YDL estimular o surgimento de produtos, mÊtodos e processos que favoreçam acessibilidade e qualidade de vida dos GHÀFLHQWHVGR(VWDGR Isso serå possível por meio de investimentos da ordem de R$ 2,5 milhþes por meio do Programa de Apoio à Pesquisa para o Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva (Viver Melhor/Pró Assistir), relacionado ao Programa Estadual de Atenção à 3HVVRDFRP'HÀFLrQFLD O objetivo do programa Ê apoiar ÀQDQFHLUDPHQWH SURMHWRV GH SHVTXLsa que visem ao desenvolvimento de produtos ou protótipos de produto de tecnologia assistiva, para promoção da funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas FRPGHÀFLrQFLDREMHWLYDQGRVXDDXtonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. No Amazonas, segundo dados GR ,QVWLWXWR %UDVLOHLUR GH *HRJUDÀD e Estatística (IBGE) dos mais de 791

Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

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los) a partir de madeiras amazĂ´nicas, podem auxiliar na melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. No Brasil, a maioria dos pacientes amputados de pĂŠ e tornozelo utiliza prĂłtese do tipo Solid Ankle Cushion Heel (Sach), ou pĂŠs articulados/dinâmicos. “Apenas 3% dos usuĂĄrios poGHP VH EHQHĂ€FLDU FRP XPD SUyWHVH de pĂŠ e tornozelo com absorção de HQHUJLDÂľDĂ€UPRX

-iSDVVDPRVGDpSRFDGHGLIHUHQFLDUXPDSHVVRD SHODGHĂ€FLrQFLD$FKRTXHRIRFRDJRUDWHPGH VHUDFRQVWUXomRGHPHLRVSDUDTXHDVSHVVRDV FRPGHĂ€FLrQFLDH[HUoDPVXDFLGDGDQLDHLVVRVy SRGHUiVHUIHLWRDSDUWLUGDDFHVVLELOLGDGHÂľ 8ULHO%HQMDPLQ IXQFLRQiULRS~EOLFRHXQLYHUVLWiULR

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


'UD0DUOHQH$UD~MRGH)DULD SHVTXLVDGRUDGD8($

Faria faz parte de um projeto pioneiro no Brasil e no mundo, que visa ao desenvolvimento de produtos voltados para atender pessoas amputadas nos membros inferiores, o que pode incentivar a inserção desses cidadĂŁos em sociedade e melhorar a qualidade de vida deles. â€œĂ‰ uma forma de minimizar os limites enfrentados por essas pessoasâ€?, declarou.

BIOPRĂ“TESES Denominado ‘MĂŠtodos de Desenvolvimento BiotecnolĂłgico para modelos, simulação, protĂłtipo e testes de bioprĂłteses’, o projeto foi Ă€QDQFLDGR SHOD )DSHDP H &RQVHOKR Nacional de Desenvolvimento CienWtĂ€FR H 7HFQROyJLFR &13T  SRU meio do Programa de DesenvolviPHQWR &LHQWtĂ€FR 5HJLRQDO '&5  H faz parte do conceito de tecnologia DVVLVWLYD TXH EXVFD LGHQWLĂ€FDU WRGR o arsenal de recursos e serviços que contribuam para proporcionar ou $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

ampliar habilidades funcionais de SHVVRDV FRP GHĂ€FLrQFLD H FRQVHquentemente, promover vida independente e inclusĂŁo social. “Existe um nĂşmero muito grande GH GHĂ€FLHQWHV VHP SUyWHVHV QR %UDsil. Cerca de 80% deles dependem do Sistema Ăšnico de SaĂşde (SUS), mas apenas 20% tĂŞm condiçþes de adquirir uma prĂłtese. Esse cenĂĄrio nos motivou a implantar na EST uma linha de pesquisa em engenharia de reabilitação. É uma forma de contribuirmos para diminuir essa desigualdade, principalmente na rede pĂşblica de saĂşdeâ€?, informou a pesquisadora. O projeto de pesquisa foi desenvolvido no âmbito do curso de Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e rendeu Ă  pesquisadora o tĂ­tulo de doutora, sendo orientada pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da AmazĂ´nia (Inpa) Luiz AntĂ´nio de Oliveira, que falou da importância do projeto dentro do contexto social.

Foto: Acervo Musa

([LVWHXPQ~PHURPXLWRJUDQGHGHGHÀFLHQWHV VHPSUyWHVHVQR%UDVLO&HUFDGHGHOHV GHSHQGHPGR6LVWHPDÔQLFRGH6D~GH 686  PDVDSHQDVWrPFRQGLo}HVGHDGTXLULU XPDSUyWHVH(VVHFHQiULRQRVPRWLYRXD LPSODQWDUQD(67XPDOLQKDGHSHVTXLVDHP HQJHQKDULDGHUHDELOLWDomR¾

Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

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“As prĂłteses vendidas no mercado QmRVmRHPJHUDOGHĂ€EUDGHFDUERQR sĂŁo produtos caros e pouco acessĂ­veis Ă s classes de baixa renda. O uso de madeiras da regiĂŁo, assim como a modelagem e simulação usando mĂŠtodos matemĂĄticos, pode ser uma alternativa na diminuição dos custos atuais das prĂłteses. Dessa forma, a pessoa pode adquirir um produto resistente a um SUHoRPDLVDFHVVtYHOÂľDĂ€UPRX O produto obedece a padrĂľes internacionais da Norma ISO 10328, na qual estĂŁo prescritas as regras para a realização dos testes de fadiga, no laboratĂłrio de marcha e de campo, todos obrigatĂłrios. O material utili]DGR IRL GLYHUVLĂ€FDGR VHQGR XWLOL]Ddas dez espĂŠcies de ĂĄrvores. “Entres elas, as que mais apresentaram resistĂŞncia foram o Cumaru, o Pau d’arco e Roxinho. O critĂŠrio, utilizado para selecionĂĄ-las, consistiu nas propriedades que lhes conferiam resistĂŞncia e elasticidade, alĂŠm de outros fatores mais tĂŠcnicosâ€?, explicou a pesquisadora.


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Foto: Divulgação/Projeto CPqD

tĂłrico de ligaçþes, contatos, mensagens de texto, nĂ­vel de sinal, nĂ­vel de bateria e data/hora. Na medida em que a pessoa toca ou desliza o dedo sobre a tela touchscreen do aparelho, uma voz sintetizada informa a função correspondente Ă quela ĂĄreaâ€?, detalhou. AlĂŠm disso, com outro toque, o usuĂĄrio tem acesso Ă  função. Se ela envolver uma informação, como o nĂ­vel de bateria do aparelho ou uma mensagem de texto recebida, ela tambĂŠm serĂĄ transmitida por meio de voz. Essa primeira versĂŁo do VozMĂłvel foi desenvolvida para o sistema Benedito de Oliveira, voluntĂĄrio do operacional Android, que de acordo VHUYLoRGH9R]0yYHOGHĂ€FLHQWHYLVXDO com Martins, atualmente, lidera as vendas de smartphones no mercado mundial. “O pĂşblico-alvo do VozCELULARES PARA QUEM SURMHWR (VVDV SHVVRDV Ă€FDUmR FRP 0yYHO VmR DV PDLV GH  PLOK}HV os aparelhos por trĂŞs meses. Durante de pessoas cegas ou com grande diTEM LIMITAÇÕES esse perĂ­odo elas irĂŁo avaliar a usabi- Ă€FXOGDGH SHUPDQHQWH GH YLVmR UHVLPensando em atender ao grande lidade dessa aplicação no dia a dia e dentes no Brasil, mas no futuro, essa nĂşmero de pessoas com limitaçþes terĂŁo a oportunidade de fazer suges- WHFQRORJLDSRGHUiEHQHĂ€FLDUWDPEpP visuais, o Centro de Pesquisa e De- tĂľes de melhorias. Os primeiros tes- idosos ou pessoas com baixo nĂ­vel de senvolvimento em Telecomunicaçþes tes foram positivosâ€?, explicou. letramentoâ€?, acrescentou. (CPqD), instalado em Campinas-SP, Martins informou que o VozMĂłdesenvolveu um aplicativo que poderĂĄ vel foi desenvolvido com recursos 352-(726  Âś0pWRGRV GH GHVHQYROYLPHQWR ELRWHFQROyJLFR ser utilizado em celulares como forma do Fundo para o Desenvolvimento SDUD PRGHORV VLPXODomR SURWyWLSR H WHVWHV GHELRSUyWHVHV¡ de auxiliar o uso de dispositivos mĂł- TecnolĂłgico das Telecomunicaçþes  Âś9R]0yYHO¡ YHLVSRUSHVVRDVFHJDVRXFRPGHĂ€FL- (Funttel), do MinistĂŠrio das ComuniĂŞncias visuais, o VozMĂłvel. caçþes, administrado pela Financia- 02'$/,'$'(  3URJUDPD GH 'HVHQYROYLPHQWR &LHQWtĂ€FR 5H “O serviço utiliza a tecnologia dora de Estudos e Projetos (Finep). JLRQDO²'&5 )DSHDP&13T

de sĂ­ntese de voz como base de um Ele explicou que no modelo uti-  5HFXUVRV GR )XQGR SDUD R 'HVHQYROYLPHQWR 7HFQROyJLFR GDV 7HOHFRPXQLFDo}HV )XQWWHO  novo modelo de interação do usuĂĄrio lizado para o serviço, a tela do apaGR 0LQLVWpULR GDV &RPXQLFDo}HV DGPLQLVWUD com o celular dotado de tela touchscreen relho celular ĂŠ dividida em seis quaGRV SHOD )LQDQFLDGRUD GH (VWXGRV H 3URMHWRV )LQHS ²&3T' (sensĂ­vel ao toque)â€?, explicou o coor- drantes (ĂĄreas), correspondentes Ă s denador do projeto Claudinei Martins. principais funçþes do aparelho. &225'(1$'25(6 O projeto estĂĄ em fase de teste e “SĂŁo os serviços mais utilizados  'U/XL]$QW{QLRGH2OLYHLUD ,QSD

 &ODXGLQHL0DUWLQV &3T'

os primeiros resultados sĂŁo positivos, como a realização de chamadas, hissegundo Martins. “Entregamos dez VPDUWSKRQHVDGHĂ€FLHQWHVDWHQGLGRV Quer saber mais? pelo Centro de Prevenção Ă  Cegueiwww.cpqd.com.br ra (CPC), de Americana, interior de Acesse o edital do Viver Melhor – PrĂł-Assistir: www.fapeam. am.gov.br/edital SĂŁo Paulo, que estĂŁo participando do $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


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Foto: Ricardo Oliveira/ Agência Fapeam

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Para o pesquisador do Instituto Max Planck de Limnologia, Jochen Schongart, a $PD]{QLDMiHVWiVHQWLQGRDVLQà XrQFLDVGDV mudanças climåticas globais. Desde 2005, ele conduz estudos sobre modelagem para prever as cheias no Estado a partir de informaçþes de levantamentos históricos feitos no 3RUWRGH0DQDXVHQR3DFtÀFR(TXDWRULDO As pesquisas tambÊm são apoiadas por dados do índice chamado Oscilação Sul, que indica se El niùos e La niùas serão intensos ou fracos e, consequentemente, os efeitos serão sentidos na Amazônia por meio de cheias ou secas extremas. As previsþes são feitas anualmente e estão sendo testadas em Óbidos (PA) e Manaus (AM), alÊm de Mamirauå (AM) e Ilha do Bananal (TO). As informaçþes obtidas têm demonstrado os efeitos dos fenômenos El niùo e La niùa no regime de chuvas e na hidrologia da bacia amazônica, que se deve ao fato de causarem mudanças na circulação atmosfÊrica. O resultado foi o fenômeno La niùa como provåvel causa da cheia recorde desse ano, conforme o cientista do Inpa, Antônio Manzi. Ele disse que estå em processo a avaliação do tipo, o período em que apareceu e como evoluiu.

6LJQLÀFDTXHDFKHLDQmRHQYROYH VRPHQWHFRQÀJXUDo}HVHVSHFtÀFDVGH WHPSHUDWXUDGRVRFHDQRVPDVHVWiDVVRFLDGD DRUHJLPHKLGUROyJLFR1mRWHPRVXPD UHVSRVWDÀQDO¾

Foto: Ricardo Oliveira/Ag.Fapeam

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Amazonas passou por uma das maiores cheias dos últimos 110 anos de sua história neste ano, quando foi registrada a maior cota do Rio Negro, no dia 29 de maio, de 29,97 metros. A marca permaneceu sem alteraçþes durante seis dias. A cheia deixou 50 municípios em situação de emergência e três em estado de calamidade pública. Cerca de 80 mil famílias foram afetadas, conforme balanço feito pela Defesa Civil. A cheia de 2012, conforme pesquisadores ouvidos pela reportagem da revista Amazonas Faz Ciência, segue uma tendência histórica, pois estudos conduzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em parceria com o Instituto Max Planck de Limnologia, conseguiram prever, FRPHUURPpGLRGHFPDVFKHLDVGH e de 2010, assim como a maior amplitude entre a cheia e a seca, em 2011. Hoje, os estudiosos do tema discutem se realmente o Amazonas passarå a sofrer com HQFKHQWHV PDLV VHYHUDV GHYLGR j LQà XrQFLD das mudanças climåticas globais ou se Ê apenas uma adequação da variabilidade do clima.

AntĂ´nio Manzi SHVTXLVDGRUGR,QSD

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


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9É5=($ FDUDFWHUL]DVHSHOD YD]mRFRQVWDQWH GRVULRVRXVHMD SHODHQWUDGDH VDtGDGHiJXD GDVPDUpVà XYLDLV ,*$3�6LWXD se em terrenos EDL[RVSUy[LPRV DULRVHTXHVmR IUHTXHQWHPHQWH LQXQGDGRV

“O grupo estĂĄ analisando a distribuição de WHPSHUDWXUDGRVRFHDQRV$WOkQWLFRH3DFtĂ€FR D LQĂ XrQFLD GD PDVVD GH iJXD VREUH DV VXEbacias do Rio Negro e SolimĂľes e os valores PHQVDLVGHFKXYDDSDUWLUGHÂľSRQWXRX Doutor em FĂ­sica da Atmosfera pela Universidade Paul Sabatier (Toulouse III), na França, Manzi explicou que quando se estuda o clima existem muitas variĂĄveis. Devido ao fato, por exemplo, de que ocorreram outras La niĂąas que nĂŁo causaram cheias tĂŁo intensas no Amazonas. Por isso, os cientistas estĂŁo avaliando diversas questĂľes, como o histĂłrico dos Ăşltimos anos de estoque de ĂĄgua nas bacias e sub-bacias do Rio Amazonas, especialmente, as sub-bacias dos rios SolimĂľes e Negro; e a vazante de 2010 – perĂ­odo em que foi registrada a cota mais baixa dos Ăşltimos 110 anos no Porto de Manaus. “Em 2010 e 2011, houve a maior variação do rio entre os valores mĂ­nimo e mĂĄximo registrados, o qual foi de 15 metros. É quase 50% da mĂŠdia histĂłrica, a qual ĂŠ de 10,10 m. SĂŁo quase 5 metros acima. Esse DQRRULRMiHQFKHXPHWURV6LJQLILca que a cheia nĂŁo envolve somente configuraçþes especĂ­ficas de temperatura dos oceanos, mas estĂĄ associada ao regime hidrolĂłgico. NĂŁo temos uma resposta finalâ€?, salientou Manzi.

HISTĂ“RIA DO CLIMA

FLFORGDViJXDV GRVULRVGR $PD]RQDV

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

A saída para entender melhor os fenômenos climåticos, bem como os efeitos deles sobre a Amazônia, de acordo com Schongart, passa pela reconstrução histórica do clima de sÊculos atrås, pois ajuda a entender os regimes hidrológicos atuais. Ele disse que as tendências de cheias e secas podem ser observadas em outras Êpocas, quando os níveis de gases do efeito estufa não estavam elevados. Estudos dessa natureza têm sido feitos por meio de anålises de anÊis de crescimento encontra-

dos em ĂĄrvores localizadas em ĂĄreas alagadas (vĂĄrzea e igapĂł). “As ĂĄrvores param de cresFHUTXDQGRDViUHDVĂ€FDPDODJDGDVGHYLGRj falta de oxigĂŞnio nas raĂ­zes. Nesse momento hĂĄ a formação do anel de crescimento no interior do tronco. Na vazante, elas voltam a crescer novamente. Durante as cheias, o cresFLPHQWRpPtQLPR6LJQLĂ€FDTXHDODUJXUDGR anel de crescimento corresponde Ă  duração da fase alagadaâ€?, informou. Conforme Schongart, o anel de crescimento funciona como um arquivo das condiçþes climĂĄticas e hidrolĂłgicas em cada ano, e dizem como variam anualmente. O crescimento ĂŠ conforme a duração da fase nĂŁo alagada. Ou seja, as ĂĄrvores funcionam como uma biblioteca, onde ĂŠ possĂ­vel entender o comportamento do clima durante seus ciclos de vida, que registram os eventos climĂĄticos de 400 anos atrĂĄs, por exemplo. O estudo reconstruiu o regime hidrolĂłgico de 200 anos atrĂĄs, no qual foi posVtYHO FRPSURYDU D LQĂ XrQFLD GH El niĂąos e La niĂąas no clima, e indicou que em 1850 H  R 2FHDQR 3DFtĂ€FR SDVVRX SRU IDses frias, as quais resultaram em cheias na AmazĂ´nia Central. “O planeta estĂĄ entrando novamente em uma fase fria, que demora entre 20 e 30 DQRVHVXDLQĂ XrQFLDHVWiOLJDGDGLUHWDPHQte ao ciclo hidrolĂłgico da regiĂŁo. Tivemos uma fase fria de 1947 a 1977. Em 1953 e em anos consecutivos foram registradas cheias atĂŠ o inĂ­cio dos anos 1970. Em seguida, entrou em uma fase quente, que terminou na virada do sĂŠculoâ€?, lembrou.

VARIABILIDADE DO CLIMA OU MUDANÇAS CLIMà TICAS? Os modelos globais do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climåticas (IPCC, sigla em inglês) preveem que os extremos irão aumentar nos próximos 25 a 30 anos.


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ANÉIS DE CRESCIMENTO $QpLVÀQRVDiUYRUHWHQGH DSDUDUGHFUHVFHUQDFKHLD

3RUpP0DQ]LDĂ€UPRXTXHQmRVH pode dizer com certeza se as cheias e as secas sĂŁo uma consequĂŞncia da variabilidade natural do clima ou se estĂŁo sendo afetadas pelas mudanças climĂĄticas globais. Todavia, ele disse que se espera TXH KDMD D LQWHQVLĂ€FDomR GD YDULDELOLGDGHQDWXUDOGRFOLPD6LJQLĂ€FDTXH os anos mais frios e mais quentes podem se tornar mais frequentes. Da mesma forma, os perĂ­odos secos e chuvosos, com tempestades mais severas. O que estĂĄ acontecendo, em SULQFtSLRSRGHULDVHUMXVWLĂ€FDGRSHODV mudanças climĂĄticas globais, mas nĂŁo conhecemos muito bem a variabilidade natural do clima. “Isso se deve ao fato de que hĂĄ escalas de variação interanuais, decadais e seculares. Mas ĂŠ provĂĄvel que as mudanças climĂĄticas estejam atuandoâ€?, explicou Manzi.

AnĂŠis grossos: D iUYRUH WHQGHDFUHVFHUQDYD]DQWH

2HVWXGRUHFRQVWUXLXRUHJLPHKLGUR OyJLFRGHDQRVDWUiVQRTXDOIRL SRVVtYHOFRPSURYDUDLQà XrQFLDGH El niùos e La niùas QRFOLPD 2VDQpLVLQGLFDUDPTXHHPH R2FHDQR3DFtÀFRSDVVRXSRU IDVHV IULDV DV TXDLV UHVXOWDUDP HP FKHLDVQD$PD]{QLD&HQWUDO 2SODQHWDHVWiHQWUDQGRQRYDPHQWH HPXPDIDVHIULDTXHGHPRUDHQWUH DDQRVHVXDLQà XrQFLDHVWiOL JDGDGLUHWDPHQWHFRPRFLFORKLGUROy JLFRGDUHJLmR7LYHPRVXPDIDVHIULD GHD(PHHPDQRV FRQVHFXWLYRVIRUDPUHJLVWUDGDVFKHLDV DWpRLQtFLRGDGpFDGDGH(P VHJXLGDHQWURXHPXPDIDVHTXHQWH TXHWHUPLQRXQDYLUDGDGRVpFXOR

TENDĂŠNCIAS DOS ĂšLTIMOS 25 ANOS

2SODQHWDHVWi HQWUDQGRQRYDPHQWHHP XPDIDVHIULDTXHGHPRUD HQWUHHDQRVHVXD LQĂ XrQFLDWHPOLJDomRGLUHWD FRPRFLFORKLGUROyJLFRGD UHJLmR7LYHPRVXPDIDVH IULDGHDÂľ Jochen Schongart SHVTXLVDGRUGR,QVWLWXWR0D[3ODQFN GH/LPQRORJLD

Os pesquisadores tĂŞm observado nos Ăşltimos 25 anos tendĂŞncias de aumento nas cheias e vazantes. Existe uma sĂŠrie de acompanhamentos ao longo de mais de 100 anos no Porto de Manaus. Entretanto, para os pesquisadores seria interessante que esse perĂ­odo fosse mais longo para terem mais FRQĂ€DQoDQDVDQiOLVHVSRLVDVpULHp curta do ponto de vista climĂĄtico. Entre dĂşvidas e incertezas, mais XPDOX]QRĂ€PGRW~QHODSDUHFHXSDUD dirimir os debates sobre as mudanças climĂĄticas versus variação natural do clima. Trata-se do artigo ‘TendĂŞncias de Ă­ndices de extremos climĂĄticos para a regiĂŁo de Manaus-AM’, publiFDGR QD UHYLVWD FLHQWtĂ€FD $FWD $PDzĂ´nica, volume 42, nÂş 03, de 2012. $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

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Realizado pelos pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Prakki Satyamurty, do Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)/ UEA, Edilanê Mendes dos Santos, e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Carlos Antônio Costa dos Santos, o artigo ressaltou que a cidade de Manaus poderå sofrer com o aumento do número de dias no ano com chuvas extremas. As consequências serão inundaçþes e alagamentos devido à impermeabilidade do solo, perdas materiais e humanas, aumento das enxurradas, desabamentos, entre outros. A publicação analisou as tendências dos índices de extremos climåticos, dependentes da precipitação pluvial diåria, GHÀQLGRVSHOD2UJDQL]DomR0HWHRUROygica Mundial para a cidade de Manaus. Os pesquisadores analisaram as tendências nos índices de extremos climåticos baseados em dados de precipitação em três estaçþes localizadas na capital e na região circunvizinha do período de 1971 a 2007. Os estudos se concentraram em dados obtidos nas estaçþes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), zona urbana, da Reserva Florestal Adolpho Ducke, årea de proteção ambiental pertencente ao Inpa, GR&HQWURGH3HVTXLVD$JURà RUHVWDO da Amazônia, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuåria (Embrapa), alÊm das informaçþes sobre as anomalias mensais nas regiþes dos RFHDQRV3DFtÀFRH$WOkQWLFRREWLGDV do site do Climate Prediction Center (CPC) da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

EFEITO LA NIÑA &RQIRUPH0DQ]LDPDLRULDGDVLa niùasHVWiDVVRFLDGDDRDX PHQWRGDVFKXYDVHPERDSDUWHGD$PD]{QLDVHQGRXPVLQDOHVWD WtVWLFRIRUWH(OHSRQWXRXTXHQHPWRGDVWrPDPHVPDFRQÀJXUDomR ,VWR p HODV SRGHP VHU GLYLGLGDV HP TXDWUR WLSRV GR SRQWR GH YLVWD FOLPDWROyJLFR 2V WLSRV  H  RFRUUHP SUy[LPDV j &RVWD GD $PpULFDGR6XO 2HVWH HQTXDQWRDHQDSDUWHFHQWUDOGR2FH DQR3DFtÀFR /HVWH (QWUHWDQWRGHSHQGHQGRGDpSRFDGRDQRHODV SRGHPVHUPDLVRXPHQRVIRUWHV´7LYHPRVLa niùasPXLWRIRUWHVQR LQtFLRHGXUDQWHDSULPHLUDPHWDGHGDHVWDomRFKXYRVD2HIHLWRp DSURGXomRGHTXDQWLGDGHVGHFKXYDVPDLVIRUWHV¾VDOLHQWRX $V La niùas DFRQWHFHUDP GXUDQWH WRGR R VHJXQGR VHPHVWUH GR DQRSDVVDGRDIHWDQGRRSHUtRGRFKXYRVR1RVPHVHVGHRXWXEUR QRYHPEUR H GH]HPEUR HQIUDTXHFHUDP &RQWXGR DLQGD KDYLD La niùasHDWXDQGRDWpRPrVGHDEULOGHHPERUDIUDFDV ´$OpPGHVVHVIHQ{PHQRVH[LVWHPRXWURVPDVDLQGDHVWDPRVDYDOLDQ GR 1mR p SRVVtYHO GLYXOJDU DJRUD¾ ODPHQWRX DFUHVFHQWDQGR TXH tiveram La niùas SUDWLFDPHQWHHPTXDVHWRGRVRVVHWRUHVSULQFLSDO PHQWHQRVHJXQGRVHPHVWUHGRDQRSDVVDGR

AUMENTO DA INTENSIDADE DAS CHUVAS

VHQWDQGRVLJQLĂ€FkQFLDHVWDWtVWLFDXP aumento predominante da precipitação total anual, o que pode trazer Segundo os pesquisadores foi pos- problemas para a população urbana VtYHOLGHQWLĂ€FDURDXPHQWRGDSUHFLSL- de Manausâ€?, ressaltaram. tação total anual. O Ă­ndice analisado Estudos utilizando modelagem mostrou o aumento de, aproximada- tĂŞm previsto que o desflorestamente, 11,5 mm ao ano na estação mento da AmazĂ´nia pode causar meteorolĂłgica da Embrapa e, um redução na precipitação, segunaumento da ordem de 7,4 e 7,7 mm do os pesquisadores. Entretanto, DQRVHPVLJQLĂ€FkQFLDHVWDWtVWLFDSDUD esse efeito ainda nĂŁo foi observaas estaçþes meteorolĂłgicas da Reserva do na regiĂŁo de Manaus, conforDucke e do Inmet, respectivamente. me os resultados obtidos atravĂŠs “Esses resultados indicam, mes- dos Ă­ndices de extremos climĂĄtimo com apenas uma estação apre- cos analisados. Quer saber mais? Para obter mais informaçþes sobre os projetos, entre em contato com os pesquisadores: Jochen Schongart, pesquisador do Instituto Max Planck de Limnologia jschongart@yahoo.com.br Antonio Ocimar Manzi, pesquisador do Inpa - manzi@inpa.gov.br Prakki Satyamurty, pesquisador do Inpa - saty.prakki@gmail.com


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Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

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uanto tempo leva para uma equipe de cientistas se consolidar e contribuir de forma decisiva para mudanças importantes no tratamento de doenças e oferta de serviços de saĂşde de qualidade para a sociedade? O Centro Internacional de Pesquisa ClĂ­nica em MalĂĄria levou apenas cinco anos. Liderado pelo doutor em Medicina Tropical pela Universidade de BrasĂ­lia (UnB), Marcus Lacerda, o grupo foi criado em 2007 e, de lĂĄ para cĂĄ, atraiu a atenção de instituiçþes nacionais e internacionais. Tudo começou em 2003, quando Lacerda iniciou o doutorado na UnB. Ao retornar a Manaus, em 2007, o cientista montou uma equipe com linhas de pesquisas “Nossa ideia voltadas ao estudo da malĂĄria na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT- HVD), ĂŠ formar que na ĂŠpoca jĂĄ possuĂ­a um grupo especializado na doendoutores para ça, coordenado pelo doutor Wilson Alecrim e pela doutora Graça Alecrim. que se tornem Inicialmente, para implementar suas pesquisas a equipesquisadores. pe contou com recursos da Fapeam, por meio do projeto ‘Impacto da malĂĄria sobre o rendimento escolar de É uma forma de crianças de uma unidade de Ensino Fundamental no Murealimentar o nicĂ­pio do Careiro (Amazonas)’, submetido ao edital do Programa Integrado de Pesquisa e Inovação TecnolĂłgica grupoâ€?. 3LSW  XP Ă€QDQFLDPHQWR TXH DEULX RSRUWXQLGDGHV SDUD atrair mais recursos. “A agĂŞncia de fomento local nos deu Marcus Lacerda GRXWRUHP0HGLFLQD dinheiro para começar a carreira. Depois, conseguimos 7URSLFDOSHOD8QLYHUVLGDGH Ă€QDQFLDPHQWRDWpIRUDGR3DtVÂľUHVVDOWRX/DFHUGD GH%UDVtOLD

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Foto: Ricardo Oliveira/ AgĂŞncia Fapeam

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Mosquito vetor da malĂĄria

INCENTIVOS

Janeiro (UFRJ), e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, da AmazĂ´nia e Durante esses cinco anos de existĂŞncia o de Belo Horizonte. “Colaborar com vĂĄrias JUXSRFRQTXLVWRXDFRQĂ€DQoDGHYiULDVLQV- instituiçþes ajuda a amadurecer a ideia da tituiçþes, entre elas o Conselho Nacional de pesquisaâ€?, enfatizou. 'HVHQYROYLPHQWR &LHQWtĂ€FR H 7HFQROyJLFR Fora do Brasil, o grupo recebe apoio &13T  TXH Ă€QDQFLRX SHVTXLVDV GH TXDVH da Universidad Del Valle da ColĂ´mbia, da R$500 mil atravĂŠs do projeto CT-AmazĂ´nia; Universidade de Barcelona da Espanha, da a Fundação Sellex da Espanha, que liberou Ă?ndia, de Nova GuinĂŠ, entre outros. Lacerrecursos, principalmente para desenvolver da estima que nesses cinco anos, o grupo estudos no Careiro-Castanho (municĂ­pio conseguiu atrair para o Estado, aproximalocalizado a 102 quilĂ´metros de Manaus) e damente, R$ 4 milhĂľes em recursos para inFundação Bill e Melinda Gates. vestimento nas pesquisas. 8PDSDUFHULDĂ€UPDGDHQWUHD)07+9' REFERĂŠNCIA EM ESTUDOS e a Universidade do Estado do Amazonas SOBRE A MALĂ RIA (UEA) possibilitou a inserção de alunos de mestrado e doutorado na equipe. “Nossa Os estudos do grupo se concentram em ideia ĂŠ formar doutores para que se tornem pesquisadores. É uma forma de realimentar o dois ambientes. O primeiro espaço utilizado pelos pesquisadores ĂŠ a prĂłpria FMT-HVD. grupoâ€?, disse o pesquisador. A equipe de pesquisadores ĂŠ parceira No hospital hĂĄ uma enfermaria de pesquisa de outros grupos que estudam a malĂĄria clĂ­nica. Com dez leitos, o espaço ĂŠ utilizado no Brasil, como a Universidade Federal do para desenvolver ensaios com drogas antimaAmazonas (Ufam), Fundação de Hemato- lĂĄricas em pacientes internados. “A vantagem logia e Hemoterapia do Amazonas (He- ĂŠ que os doentes chegam aqui, especialmente moam), Universidade de Campinas (Uni- os que apresentam casos graves. Nem precicamp), Universidade Federal do Rio de samos sairâ€?, avaliou Lacerda. $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA


6$Ă”'( Para acessar o site utilize um aplicativo para leitura de QR Code O outro ambiente sĂŁo as comunidades que apresentam alta incidĂŞncia de malĂĄria. Nesses cinco anos, os pesquisadores se concentraram no Assentamento do PanelĂŁo, localizado no municĂ­pio de Careiro-Castanho, onde residem cerca de 500 pessoas. “Nesse perĂ­odo, acompanhamos os moradores para tentar entender a epidemiologia da malĂĄria. QuerĂ­amos saber quantas vezes as pessoas haviam contraĂ­do a doençaâ€?, ressaltou Lacerda. Entre os resultados mais expressivos, os cientistas concluĂ­ram que crianças com malĂĄria apresentaram um pĂŠsVLPR UHQGLPHQWR HVFRODU QR Ă€P GR ano letivo. No mesmo assentamento, o grupo estudou a associação entre verminoses e malĂĄria. “SĂł ĂŠ possĂ­vel realizar esse experimento na ĂĄrea de transmissĂŁo. No hospital nĂŁo ĂŠ possĂ­vel acompanhar o paciente por muito tempoâ€?, analisou o pesquisador. ApĂłs a concentração dos cientistas no Careiro, a incidĂŞncia da doença diminuiu. Lacerda atribuiu o resultado Ă s condiçþes climĂĄticas da regiĂŁo. “A cheia lava os criadouros, o que faz diminuir a população de mosquitos nessa ĂŠpoca. Na vazante, os lagos que se formam em volta dos rios formam criadouros do insetoâ€?, explicou. Mosquiteiros cedidos pela Fundação de Vigilância em SaĂşde do Amazonas (FVS) tambĂŠm contribuĂ­ram para a redução da doença no municĂ­-

pio. “O cortinado ĂŠ impregnado com um veneno que mata o mosquito. AlĂŠm de evitar a picada, controla a quantidade de insetos nas residĂŞnFLDVÂľDĂ€UPRX/DFHUGD Atualmente, o grupo concentra o estudo no Ramal do Brasileirinho, situado na zona leste de Manaus. Localizada na periferia da capital, onde hĂĄ uma comunidade endĂŞmica. “Hoje, a maior incidĂŞncia da malĂĄria estĂĄ ao redor da cidade, nos ramais e estradas. Diferente do Careiro, o Ramal do Brasileirinho possui outra dinâmica: apresenta XP Ă X[R PDLRU GH SHVVRDVÂľ DOHUtou o pesquisador. Neste ano, uma aluna de pĂłs-doutorado da Alemanha vai estudar a malĂĄria no Amazonas, no Ramal do Brasileirinho. Um dos projetos deVHQYROYLGRV QD FRPXQLGDGH VHUi Ă€nanciado pela Fundação Bill e Melinda Gates. O estudo busca compreender porque a doença ĂŠ predominante em determinadas localidades.

DROGA ANTIMALĂ RICA O grupo de pesquisa conquistou credibilidade junto Ă  indĂşstria farmacĂŞutica. A equipe realiza testes com uma droga que deve substituir a Primaquina, medicamento usado durante sete dias para combater a malĂĄria. A nova droga (Tafenoquina) ĂŠ consumida em apenas um dia.

SAIBA MAIS $ PDOiULD p XPD GRHQoD LQ IHFFLRVDIHEULODJXGDFXMRDJHQWH HWLROyJLFRpXPSDUDVLWDGRJrQH UR 3ODVPRGLXP $ WUDQVPLVVmR QD WXUDOGDPDOiULDRFRUUHSRUPHLR GDSLFDGDGDIrPHDLQIHFWDGDGR PRVTXLWR GR JrQHUR $QRSKHOHV TXHVHLQIHFWDDRVXJDURVDQJXH GHXPGRHQWH 6HQmRIRUWUDWDGDFRUUHWDPHQ WH D GRHQoD SRGH HYROXLU UDSLGD PHQWHSDUDXPDIRUPDPDLVJUDYH HFRPSOLFDGD (VVDGRHQoDWDPEpPpFRQKHFL GD FRPR LPSDOXGLVPR SDOXGLVPR IHEUH SDOXVWUH IHEUH LQWHUPLWHQWH IHEUH WHUom EHQLJQD IHEUH WHUom PDOLJQDDOpPGHQRPHVSRSXODUHV FRPR PDOHLWD VH]mR WUHPHGHLUD EDWHGHLUDRXIHEUH )RQWH0LQLVWpULRGD6D~GH

De acordo com Lacerda, a publicação de artigos tambĂŠm atraiu investimentos da indĂşstria farmacĂŞutica. “As viagens internacionais e as apresentaçþes em congressos, aos poucos, mostraram que hĂĄ capacidade tĂŠcnica instalada em Manausâ€?, ressaltou. Em cinco anos de atuação, o grupo ampliou a competĂŞncia de realizar pesquisa clĂ­nica com novas drogas. AlĂŠm disso, os estudos em ambientes de transmissĂŁo da doença tambĂŠm apontam caminhos para novas vacinas.

Quer saber mais? Fale com o pesquisador Dr. Marcus Lacerda - Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado e-mail:marcuslacerda.br@gmail.com

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Foto: Acervo pessoal

“VI CRIANÇAS QUE FICAVAM DEITADAS EM REDES OU EM COLCHONETES PORQUE NÃO TINHAM A MENOR CONDIÇÃO DE PRESTAR ATENÇÃO AO ASSUNTO DADO PELA PROFESSORA, MAS ESTAVAM LÁ”. Por Sheila Vitor da Silva *

Em 2008, durante a pesquisa de mestrado ‘Associação de risco entre infecção malárica e rendimento escolar dos alunos de duas unidades de Ensino Fundamental no município do Careiro, Amazonas, Brasil’ tive uma experiência incrível de solidariedade e carinho ao conviver com a população daquele município. As atividades, desenvolvidas em duas comunidades rurais consideradas áreas de alto risco para a contaminação por malária, tiveram a participação dos moradores e também dos alunos das escolas municipais Fred Fernandes da Silva e Antônia Oliveira da Silva. Nas comunidades foram implantados laboratórios para diagnóstico de malária, que se tornavam lugares de concentração, e, a cada seis meses, realizávamos um corte transversal, ou seja, uma equipe vinha de Manaus para realizar atividades mais efetivas para a detecção da doença durante um período de 15 dias. Trabalhar em uma comunidade rural é bem diferente, pois temos a oportunidade de conheFHUSHVVRDVFRPRXWUDUHDOLGDGH$VGLÀFXOGDdes são enormes, e o que chama a atenção são as crianças, que frequentam a escola mesmo estando doentes de malária, pois necessitam da merenda escolar, que muitas vezes é a úni$0$=21$6)$=CIÊNCIA

ca refeição que fazem durante o dia. 9LFULDQoDVTXHÀFDYDPGHLWDGDVHPUHGHVRX em colchonetes porque não tinham a menor condição de prestar atenção ao assunto dado pela professora, mas estavam lá. Na dissertação, pude mostrar, através dos dados coletados, que os alunos infectados, tiveram rendimento escolar inferior ao daqueles alunos que não tiveram nenhum episódio de malária. Tive a oportunidade de trabalhar nestas coPXQLGDGHV SRU PDLV GH  DQRV H SRVVR DÀUmar que foi uma experiência única, onde pude aprender muito. É claro que tivemos alguns problemas, mas nada que não pudesse ser contornado ou resolvido. Trabalhar em campo é muitas vezes cansativo. É necessário ter coragem e empenho para alcançar os objetivos e saber lidar com as pessoas, sejam elas membros da equipe de trabalho ou pessoas da comunidade. * Enfermeira e doutoranda em Doenças Tropicais e Infecciosas pelo Programa de Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas (UEA em parceria com a Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT-HVD).


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SUiWLFD GD GLYXOJDomR FLHQWtÀFD QDV PtGLDV VRFLDLVHVSHFLÀFDPHQWHQR7ZLWWHUHQR)Dcebook, vem avançando cada vez mais no País. Considerado um microblogging pela limitação de 140 caracteres para cada postagem, o Twitter ganhou relevância na mídia pela divulgação de temas que vão do lazer e entretenimento a assuntos jornalísticos de grande alcance social, tal como a ciência. Assim tambÊm, o Facebook tem cada vez mais adesão entre as instituiçþes de pesquisas e o grande público. E, nessa tendência, no Amazonas, as redes sociais jå ganharam o alcance de importantes instituiçþes de ensino e pesquisa. Um dos exemplos Ê o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que utiliza esse tipo de mí-

dia desde 2009, com o Twitter, realizando coberturas em tempo real e postagens de links das matĂŠrias jĂĄ editadas. “O trabalho com o Face começou no ano passado, 2011, e vem crescendo muito. As respostas sĂŁo rĂĄpidas e servem como sugestĂŁo de pauta, assim como nas demais redes sociais’’, informou a jornalista Tatiana Lima, coordenadora de Comunicação do Instituto. Segundo Lima, nas mĂ­dias sociais sĂŁo postadas a produção jornalĂ­stica diĂĄria, compartilhados materiais sobre pesquisas publicadas em outras mĂ­dias e notĂ­cias sobre pesquisadores do instituto ou de interesse da comunidade. AlĂŠm de eventos relacionados ao tema. Atualmente, o Inpa conta com mais de 3.100 ‘amigos’ HPVHXSHUĂ€OQR)DFHERRN $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 55


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“Mas para melhor interação e retorno dos internautas criamos a Fan Page SiJLQDRĂ€FLDOGR,QVWLWXWR1DFLRQDOGH Pesquisas da AmazĂ´nia - Inpa/MCTI) neste ano com 794 pessoas que curtem DSiJLQDMiR7ZLWWHUSRVVXLVHguidores. HĂĄ ainda muito o que fazerâ€?, informou a coordenadora. Segundo ela, a principal mudança social que essas mĂ­dias trouxeram para a sociedade pĂłs-moderna foi a possibilidade de interação imediata entre quem informa e o leitor. “Sem esquecer que essa interação ainda ĂŠ OLPLWDGD KDMD YLVWD DV GLĂ€FXOGDGHV de acesso Ă  rede em nossa regiĂŁo, do acesso ao prĂłprio meio de utilização dela, que ĂŠ o computador, e a compra desse acesso Ă  grande redeâ€?, explicou. Para ela, a utilização das mĂ­dias sociais facilita sim o acesso Ă s inforPDo}HVFLHQWtĂ€FDVPDVDLQGDQmRKi como competir com a abrangĂŞncia de outros meios de comunicação como o rĂĄdio e a TV. “Por outro lado, os cientistas tĂŞm nos auxiliado muito abrindo canais antes fechados; esforçam-se para nos ajudar a entender nĂŁo apenas a pesquisa em $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

Foto: Divulgação

Penso que as redes sociais podem repercutir informaçþes dadas em FDQDLVFRQÎiYHLVPDV elas não têm o poder de passar em primeira mão informaçþes nesse nível.

proporcionou a ampliação do nĂşmero de pessoas que passaram a conhecer o museu, muitas de outros paĂ­ses e cidades, e a divulgação das atividades do Musa junto a esses usuĂĄrios. ´1R HQWDQWR DLQGD p tQĂ€PD D quantidade de pessoas que costuma participar das palestras e outros eventos do Musa, ou visitar o Jardim Botânico. Nesse sentido, hĂĄ uma constatação de que as redes informam, mas tĂŞm deixado as pessoas mais dependentes dessa ferramenta e acomodadasâ€?, destacou a jornalista Regina Melo, atuante no Musa. Atualmente, o Museu da AmazĂ´si, mas tambĂŠm se seus resultados nia conta com uma pĂĄgina no FacevĂŁo melhorar a vida da comunidade. book, com acesso chegando a 9 mil 'HVWDIRUPDĂ€FDPDLVIiFLOXWLOL]DU pessoas; e, no Twitter, registrava, no os 140 caracteres (ou atĂŠ menos) do momento do fechamento desta matĂŠTwitterâ€?, frisou. ria, 317 seguidores, entre instituiçþes de educação e ciĂŞncia, Organizaçþes MUSA: AMAZĂ”NIA EM NĂŁo Governamentais (ONGs), veĂ­UM CLIQUE culos de comunicação, estudantes e demais usuĂĄrios interessados. O Museu da AmazĂ´nia (Musa), loFAPS E MĂ?DIAS SOCIAIS calizado em Manaus, tambĂŠm se rendeu ao poder de persuasĂŁo das mĂ­dias Entre as Fundaçþes estaduais de sociais. Implantado em 2009, o Musa tem a proposta de levar as pessoas ao Amparo Ă  Pesquisa (FAPs) de todo encontro da vasta e rica complexida- o PaĂ­s, o Twitter da Fapeam, que existe desde 2008, se destaca como de da biodiversidade amazĂ´nica. O espaço utiliza o Facebook e o o segundo que mais utiliza a mĂ­dia Twitter para divulgação das ativida- social como instrumento contĂ­nuo des do Musa, no Jardim Botânico GH GLYXOJDomR FLHQWtĂ€FD H LQVWLWXFLRAdolpho Ducke, projetos desenvol- nal. Em primeiro lugar na utilização vidos junto Ă  comunidade, palestras GR 7ZLWWHU D )DSHVS Ă€JXUD j IUHQWH realizadas semanalmente e mensal- das outras fundaçþes em termos de mente, entrevistas e outros eventos quantidade de postagens e seguidoque tĂŞm a participação de outras en- res, bem como da qualidade e forma de uso do instrumento. tidades, como por exemplo, o Inpa. Em relação ao Facebook, a Fapeam Com a adesĂŁo a essas redes hĂĄ um ano, segundo informaçþes da Comu- conta com mais de 5.130 ‘amigos’ em nicação do Musa, a marca foi reforça- sua pĂĄgina, onde sĂŁo compartilhadas da junto aos usuĂĄrios da rede, o que notĂ­cias sobre resultados de pesquisas e


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tambÊm sobre açþes voltadas para o incentivo à ciência, tecnologia e inovação. (VVHVQ~PHURVQmRVmRGHÀQLWLYRV e podem mudar dentro de segundos, visto que o crescimento dessa mídia Ê contínuo devido às suas características.

Mesmo com as redes, nĂŁo houve muito municaçþes e Artes da Universidade avanço nessas questĂľes do acesso. Os de SĂŁo Paulo (USP), Ricardo Alexino, periĂłdicos online continuam fechados discorda da contribuição dessas ree caros. O que se tem ĂŠ a divulgação des. “Eu, particularmente, nĂŁo conassistemĂĄtica do prĂłprio pesquisador, Ă€DULD HP XPD LQIRUPDomR FLHQWtĂ€FD Ă s vezes. Mas isso nĂŁo resolve. A segun- passada pelo Facebook ou pelo Twitda questĂŁo ĂŠ a divulgação, a ‘ciĂŞncia do ter. Essas ferramentas primam pela SOCIEDADE DA INFORMAĂ‡ĂƒO leigo’. Aqui, sim, hĂĄ grandes avanços de velocidade e rapidez da informação e, por esse motivo, demonstram erros acessibilidadeâ€?, explicou. UsuĂĄrio ativo das redes sociais, Por meio do Grupo de Pesquisa JUDYHV  ,QIRUPDomR FLHQWtĂ€FD QmR p doutor em LinguĂ­stica e professor do Discursos e PrĂĄticas Sociais da Ufam, compatĂ­vel com a ultravelocidade do Programa de PĂłs-Graduação em CiĂŞn- Freire contou que hĂĄ pesquisadores Twitter ou do FB. Um outro aspeccias da Comunicação, da Universidade preocupados com a nova organização to ĂŠ que informaçþes erradas nesse Federal do Amazonas (Ufam), SĂŠrgio social, com os deslocamentos na ĂĄrea ambiente virtual podem ser apagadas Freire explicou que a sociedade se or- da Comunicação, com as questĂľes do IDFLOPHQWH1mRFRQĂ€DULDÂľGLVVH ganiza hoje em torno do conceito de ciberativismo e da ciberdemocracia. $OH[LQR DĂ€UPRX TXH DV PtGLDV informação. “Informação ĂŠ sentido. As “Estamos tambĂŠm preocupados com sociais nĂŁo sĂŁo capazes de atrair e redes sociais vieram conectar as pesso- as caracterĂ­sticas discursivas do Dis- aproximar ainda mais o pĂşblico leias de formas diferenciadas e com uma FXUVRGH'LYXOJDomR&LHQWtĂ€FDRQOL- JR GH SHVTXLVDV FLHQWtĂ€FDV H WHFQRrapidez nunca vista antes. O que cor- ne. A linguagem atravessada nessas lĂłgicas. “Penso que as redes sociais UHQRVĂ€RVGHVVDVUHGHVpLQIRUPDomR questĂľes ĂŠ o nosso focoâ€?, revelou. podem repercutir informaçþes dadas que as pessoas podem transformar em $DWXDomRGH)UHLUHpWmRVLJQLĂ€- HP FDQDLV FRQĂ€iYHLV PDV HODV QmR conhecimento. Conhecimento ĂŠ isso: cativa no Twitter que gerou, inclusi- tĂŞm o poder de passar em primeira informação relevanteâ€?, apontou Freire. ve, o livro com 500 microcontos de mĂŁo informaçþes nesse nĂ­vel. AcreA principal mudança, entĂŁo, ĂŠ na 140 caracteres cada. “Eles nasceram dito que o jornalismo, em suas vĂĄrias organização social. “De uma socieda- no Twitter, daĂ­ o tamanho e a for- manifestaçþes, tem esse poder. Mas o de hierarquizada, vertical, passamos ma. É uma experiĂŞncia muito inte- FB ou Twitter sozinhos afogariam as a uma sociedade ‘heterarquizada’, ou ressante contar uma histĂłria com LQIRUPDo}HV FLHQWtĂ€FDV HP XP PDU seja, horizontal. Da centralização, pas- FRPHoRPHLRHĂ€PGHQWURGHXPD de informaçþes fakesâ€?, explicou. samos Ă  distribuição. Todos tĂŞm fun- temĂĄtica em tĂŁo pouco espaço. Mas Por outro lado, Alexino aponta ção e possibilidades de ocupar os mais dĂĄ. Graças Ă  plasticidade da lingua- que os cientistas podem utilizar esdiversos papĂŠis. Isso, inevitavelmente, gem, que se molda aos cenĂĄrios e ses recursos para estimular o interleva o sujeito a se organizar de outra DRVVXMHLWRVÂľDĂ€UPRX nauta a linkar na pĂĄgina da agĂŞncia forma, seja no ensino, no jornalismo, de fomento ou da instituição de CONTRAPONTO nas relaçþes pĂşblicas, ou em qualquer pesquisa. “Ou seja, utilizar a Rede ĂĄrea. Esse ĂŠ o grande ganho. A explocomo uma isca para ser levado para O doutor em CiĂŞncias da ComusĂŁo de possibilidadesâ€?, pontuou. RV VLWHV RĂ€FLDLVLQVWLWXFLRQDLV H GH Sobre a utilização das redes sociais nicação e professor da Escola de Co- credibilidadeâ€?, indicou. como ferramenta facilitadora do acesso jSURGXomRFLHQWtĂ€FDDOpPGDDEHUWXUD Ă s possibilidades de vĂ­nculo entre a ‘ciQuer saber mais? ĂŞncia do leigo’ e a ‘ciĂŞncia do cientista’, E-book: RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet, Editora Freire aponta duas questĂľes. “A primeira Sulina: 2009. DisponĂ­vel em: http://ebooksgratis.com.br/wppRDFHVVRjSURGXomRFLHQWtĂ€FDLQWUDSDcontent/uploads/2009/11/redes-sociais-raquel.jpg res (entre especialistas da mesma ĂĄrea). $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


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3HVTXLVDVQDViUHDVGH(QJHQKDULDVH7HFQRORJLDGD ,QIRUPDomRWUDQVIRUPDPRGLDDGLDQDVRFLHGDGH

(QWUHDVDWLYLGDGHVTXHR9DQW SRGHH[HUFHUQRPXQGLDOHVWmRD SRVVLELOLGDGHGHPRQLWRUDUDVHJXUDQoD GRVWRUFHGRUHVQR(VWiGLR$UHQDGD $PD]{QLDHWUiIHJRGHYHtFXORVSUy[LPR DRORFDOGRHYHQWRµ -RVp3LR GRXWRUHP&LrQFLDGD&RPSXWDomR $0$=21$6)$=CIÊNCIA

Foto: Acervo particular do pesquisador

Foto: Acervo UFMG

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esquisas nas åreas de tecnologia e de engenharias no Amazonas têm repercutido socialmente em vårios aspectos. Desde a possibilidade de utilizar a robótica na substituição de atividades que antes eram essencialmente manuais atÊ a busca por soluçþes para potencializar as diversas åreas da Engenharia Civil. Um exemplo na årea de Tecnologia da Informação (TI) Ê a iniciativa da equipe de pesquisadores, professores e alunos dos cursos de Engenharia, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ao criar o Grupo de Pesquisa em Visão Computacional e Robótica (VCR). Juntos, por meio do Instituto de Computação (Icomp) da Universidade, eles desenvolvem pesquisas para construção de protótipos de pequenos aviþes adaptados para contribuir com grandes estudos. Nesse contexto, são criados os Veículos AÊreos Não Tripulados (Vant) que, de acordo com o Departamento de Controle do Espaço AÊreo (DCEA), consistem em pequenas aeronaves, projetadas para operarem sem piloto a bordo e com carga útil embarcada. (OHVRIHUHFHPà H[LELOLGDGHRSHUDFLRQDODEDL[RFXVWRH podem ser utilizados principalmente em atividades onde Ê difícil o acesso humano como, por exemplo, na vigilância e monitoramento de determinadas åreas ou ainda na operação de armamentos e sensoriamento remoto.

grupo tambĂŠm estĂĄ na coordenação do NĂşcleo de ExcelĂŞncia em Desenvolvimento de Sistemas Embarcados para VeĂ­culos AĂŠreos NĂŁo Tripulados e RobĂ´s TĂĄticos MĂłveis, no âmbito do Programa de Apoio a NĂşcleos de ([FHOrQFLDHP&LrQFLDH7HFQRORJLD 3URQH[ Ă€QDQFLDGR pela Fapeam e Conselho Nacional de Desenvolvimento &LHQWtĂ€FRH7HFQROyJLFR &13T VRERULHQWDomRGRSHVquisador Raimundo da Silva Barreto. Recentemente, o grupo foi procurado pelo comitĂŞ gestor da Copa com o interesse de usar essa tecnologia durante o Mundial de 2014, em Manaus. A ideia ĂŠ um veĂ­culo equipado com software de monitoramento embarcado com dispositivo de ĂĄudio e vĂ­deo. “Entre as atividades que o Vant pode exercer no mundial estĂŁo a possibilidade de monitorar a segurança dos torcedores no EstĂĄdio Arena da AmazĂ´nia e o trĂĄfego de YHtFXORVSUy[LPRDRORFDOGRHYHQWRÂľDĂ€UPRX3LR

DETECĂ‡ĂƒO DE FALHAS NO SERVIÇO DE ENERGIA ELÉTRICA

No campo da Engenharia ElĂŠtrica, destaca-se uma pesquisa voltada para gerenciar possĂ­veis falhas no serviço de distribuição de energia. VocĂŞ jĂĄ imaginou ter o controle em tempo real de toda a distribuição de energia elĂŠtrica de uma cidade como Manaus, com quase 2 milhĂľes de habitantes e milhares de casas? COPA 2014: TECNOLOGIA DE AERONAVES Foi nesse sentido que foi feita a proposta de um proTRIPULADAS NĂƒO jeto ousado e inovador, realizado por pesquisadores, estudantes e professores da Universidade do Estado do Em parceria com a Universidade Federal de Minas Amazonas (UEA), que criaram uma rede inteligente que Gerais (UFMG), por meio de um edital da Financiadora monitora e desenvolve processos utilizados para melhode Estudos e Projetos (Finep), o grupo estĂĄ desenvol- rar o serviço de energia elĂŠtrica, na capital. vendo o protĂłtipo de um Vant de pequeno porte, com O Sistema EletrĂ´nico para Gerenciamento de Cargas autonomia de voo e envergadura de atĂŠ 2,20m. da Rede SecundĂĄria de Distribuição de Energia ElĂŠtrica “O aviĂŁo foi construĂ­do pela UFMG e vai ser encami- foi criado dentro do NĂşcleo de Sistemas Embarcados nhado a Manaus para inserir a parte do software que vai (NSE) e possui vĂĄrias atribuiçþes, dentre as quais estĂŁo: GHĂ€QLUDPLVVmRGHVWH9DQW$SURSRVWDpXPDDHURQDYH medir e tarifar o consumo de energia, supervisionar e para ser lançada, cobrindo em 20 minutos uma deter- controlar a rede, fazer desligamentos e religamentos em minada ĂĄrea. O controle deste veĂ­culo pode ser feito de tempo real, detectar falhas no sistema de distribuição e forma autĂ´noma ou controlado por operador humanoâ€?, LGHQWLĂ€FDUVREUHFDUJDVQDUHGHHOpWULFD informou o doutor em CiĂŞncia da Computação, JosĂŠ Pio. “NĂŁo serĂĄ mais necessĂĄrio alguĂŠm fazer a consulta no Em Manaus, duas dissertaçþes de mestrado estĂŁo tra- relĂłgio que mede a energia nas casas. Todas as informabalhando em um software para controlar as atividades do çþes sobre o consumo de energia dos moradores serĂĄ coVant. AlĂŠm desse projeto, em parceria com a UFMG, o letada e transmitida automaticamente atravĂŠs dos softwa$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


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res. Isso permite a automatização de processos, melhor comunicação no sistema e monitoramento em tempo realâ€?, disse o professor da UEA e um dos idealizadores do projeto, Raimundo ClĂĄudio Gomes. O sistema permite que o consumidor saiba quanto estĂĄ consumindo e de que forma pode economizar energia. AlĂŠm disso, auxilia na detecção de ligaçþes clandestinas de energia, os conhecidos ‘gatos’, comuns em muitos bairros da cidade. O sistema ĂŠ capaz de detectar essa sobrecarga e avisar o consumidor ou fazer desligamentos em tempo real. O projeto que começou a ser desenYROYLGRHPUH~QHSURĂ€VVLRQDLVH estudantes dos cursos de engenharia da 8($ H FRQWRX FRP R Ă€QDQFLDPHQWR da Fapeam e da concessionĂĄria Amazonas Distribuidora de Energia S/A, com bolsas de estudos para os pesquisadores envolvidos no projeto.

SOFTWARE AUXILIA ENGENHARIA CIVIL Com o crescimento da Engenharia Civil em Manaus, pesquisadores $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

desenvolveram um software que vai ajudar na elaboração de orçamentos e cronogramas para a construção de obras, por meio do projeto intitulado ‘Sistema PadrĂŁo de Orçamentos e Cronogramas (Spoc Plus)’. O projeto criado a partir da ĂĄrea de Tecnologia da Informação disponibiliza um programa que permite, entre vĂĄrias funçþes, o armazenamento de dados e informaçþes que incluem desde os projetos, obras, LQVXPRV FXVWRV FRPSUDV HVSHFLĂ€caçþes tĂŠcnicas, planilhas, prazos e faturamento das obras. “Durante a elaboração de orçamentos e cronogramas para obras e serviços de engenharia e construção FLYLORSURĂ€VVLRQDOGDiUHDSUHFLVDGH ferramentas e informaçþes que lhe permitam executar seu trabalho com rapidez e precisĂŁoâ€?, disse o empresĂĄrio e um dos idealizadores do software, Francisco Furtado. O sistema jĂĄ foi implantado em alguns ĂłrgĂŁos do Amazonas, como a Secretaria de Obras do Estado, e em empresas locais. Por meio da desenvolvedora do projeto, a Ciclo Soluçþes, foram elaborados sistemas rela-

cionados Ă  ĂĄrea de desenvolvimento de softwares com uso do geoprocessamento, entre eles, o GeoManaus: sistema web de praças e mutirĂľes para a Prefeitura de Manaus e o Macrozee: sistema de publicação de mapas na internet para o MinistĂŠrio do Meio Ambiente (MMA). O ‘Sistema PadrĂŁo de Orçamentos e Cronogramas Spoc Plus’ foi executado no âmbito do Programa Amazonas de Apoio Ă  Pesquisa em Micro e Pequenas Empresas (Pappe 6XEYHQomR Ă€QDQFLDGRSHOD)DSHDP e Financiadora de Estudos e Projetos )LQHS QRSHUtRGRGHD

PRODUTOS AMAZĂ”NICOS E SISTEMA DE INFORMAĂ‡ĂƒO

Ainda na årea de TI as matÊriasprimas da Amazônia agora ganham um aliado na divulgação de potencialidades e possível desenvolvimento de negócios. Essa Ê a proposta de um projeto que criou um sistema de armazenamento de informaçþes para alavancar a produção dos Arranjos Produtivos Locais (APL) nas mais diversas åreas, entre elas: artesanato regional, setor oleiro, construção naval, biocosmÊticos, madeiras e artefatos, polpas e concentrados de frutas regionais, produção de pescado, setor de moda, SURGXWRVà RUHVWDLVQmRPDGHLUHLURVH turismo regional. Estes setores da economia local podem ser divulgados e acessados virtualmente por meio do Sistema Integrado de Promoção e Comercialização de Produtos Amazônicos (Siamazon), base de dados capaz de ligar a cadeia produtiva do Amazonas aos canais de distribuição do mercado nacional e atÊ mundial.


Foto: Acervo particular do pesquisador

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1mRVHUiPDLVQHFHVViULRDOJXpPID]HUDFRQVXOWD QRUHOyJLRTXHPHGHDHQHUJLDQDVFDVDV7RGDVDV LQIRUPDo}HVVREUHRFRQVXPRGHHQHUJLDGRVPRUDGRUHV VHUmRFROHWDGDVHWUDQVPLWLGDVDXWRPDWLFDPHQWHDWUDYpV GHVRIWZDUHVLVVRSHUPLWHDXWRPDWL]DomRGHSURFHVVRV PHOKRUFRPXQLFDomRQRVLVWHPDHPRQLWRUDPHQWRHP WHPSRUHDOÂľ 5DLPXQGR&OiXGLR*RPHs SHVTXLVDGRUGD8($

“Esse sistema gera e armazena informaçþes sobre a matĂŠria-prima, sua disponibilidade, os serviços que podem surgir a partir dela, possibilidades de tecnologia e capital intelectualâ€?, informou o empresĂĄrio e idealizador do sistema, Marivaldo Albuquerque. O sistema alĂŠm de fazer a interação entre a potencialidade e o mercado, vai ajudar no desenvolvimento de emprego e renda para as populaçþes da regiĂŁo, principalmente para o interior do Amazonas.

PROJETO 1. Núcleo de excelência em desenvolvimento de sistemas embarcados para Veículos AÊreos Não Tripulados e Robôs Tåticos Móveis 2. Sistema Padrão de Orçamento e Cronograma 3. Sistema Integrado de Promoção e Comercialização de Produtos Amazônicos MODALIDADE 1. Programa Núcleos de Excelência (Pronex) 2. Pappe Subvenção 3. Pappe Subvenção COORDENADORES 1. Raimundo da Silva Barretos (Ufam) 2. Francisco Furtado (Ciclo Soluçþes) 3. Marivaldo Albuquerque (Sistema Integrado de Promoção e Comercialização de Produtos Amazônicos - Siamazon) INVERTIMENTO 1. R$ 381 mil (Fapeam/CNPq) 2. R$ 200 mil (Fapeam/Finep) 3. R$ 73,6 mil (Fapeam/Finep)

(VVH SURMHWR WDPEpP IRL ÀQDQciado pela Fapeam e Finep, por meio do Pappe Subvenção, no período de 2008 a 2010.

tratÊgico de Indução à Formação de Recursos Humanos em Tecnologia da Informação (RH-TI) têm como ÀQDOLGDGHDWUDLUHSUHSDUDUHVWXGDQtes do Ensino MÊdio para essas åreas. EST�MULO PARA ENGENHARIAS E TI O edital do Pró-Engenharias selecionou 40 alunos de vårias escolas Para estimular cada vez mais pro- públicas do Amazonas, seis profesjetos, pesquisas e estudos em enge- sores do Ensino MÊdio, sendo um nharias e em TI, a Fapeam, em par- especialista na årea, alÊm de quatro ceria com a Secretaria de Estado de tutores graduandos nos cursos espeEducação (Seduc) e a Secretaria de FtÀFRVGRHGLWDO Estado de Ciência, Tecnologia e InoO RH-TI funcionou no mesmo vação (Secti), lançou dois editais que formato, a diferença foram os aluWrP SRU ÀQDOLGDGH HVWLPXODU D IRU- nos, professores e graduandos selemação de recursos humanos nessas cionados não só do Amazonas, mas åreas que crescem no mundo todo e tambÊm dos Estados que compþem QDVTXDLVIDOWDPSURÀVVLRQDLVFDSDFL- a Amazônia Ocidental (Acre, Rondôtados para trabalhar no Polo Indus- nia e Roraima). trial de Manaus (PIM) e em micro e As atividades das duas iniciativas pequenas empresas voltadas para a tiveram início em 9 de julho com a industrialização de produtos inova- aula inaugural reunindo gestores, tÊcdores com insumos regionais. nicos educacionais, pesquisadores, &RPLQYHVWLPHQWRWRWDOGH5 professores, alunos e pais dos alunos milhão, tanto o Programa EstratÊgico envolvidos nos programas, em um de Indução à Formação de Recursos movimento integrado de motivação Humanos em Engenharias (Pró-En- e formação para a melhoria das engegenharias), quanto o Programa Es- nharias no Amazonas. Quer saber mais? Grupo de Pesquisa em Visão Computacional e Robótica, da Ufam: (92) 3305-2808/2809 Núcleo de Sistemas Embarcados, da UEA: (92) 3236-6820 Spoc Plus: www.ciclosys.com.br Siamazon: www.siamazon.com.br $0$=21$6)$=CIÊNCIA 


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,QYHVWLPHQWRVHPSURMHWRVGHSHVTXLVDQDHGXFDomR EiVLFDSRUPHLRGR3URJUDPD&LrQFLDQD(VFROD 3&(  WRUQDPR$PD]RQDVGHVWDTXHQDFLRQDOQDSURPRomRGH WUDEDOKRVFLHQWtÀFRVHQWUHMRYHQVSHVTXLVDGRUHV 3RU6HEDVWLmR$OYHVH5DIDHOD9LHLUD

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educação båsica no Amazonas tem alcançado avanços extraordinårios quando se trata GDSHVTXLVDFLHQWtÀFDQDUHGHS~EOLFDGHHQsino. Uma das iniciativas promotoras desse desenvolvimento Ê o Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam, que tem apresentado a milhaUHVGHHVWXGDQWHVRXQLYHUVRFLHQWtÀFR 'HVGHR3&(YHPLQFHQWLYDQGRFRPUHFXUVRVÀnanceiros e bolsas, estudantes dos ensinos Fundamental e MÊdio de escolas públicas estaduais e municipais da rede de ensino pública de Manaus e de vårios municípios do Amazonas. Essa realidade inÊdita no Amazonas e considerada referência nacional tem mudado a vida desses estudantes. Por conta disso, em 2009, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) apoiou 20 $0$=21$6)$=CIÊNCIA

projetos selecionados entre 120 indicados pela Secretaria de Estado de Educação daquele Estado, aderindo a essa experiência bem-sucedida. Nesse contexto, o PCE, que tem entre seus parceiros a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Secti-AM), a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (Seduc AM), as Secretarias Municipais de Educação de Manaus (Semed/Manaus) e de Itacoatiara (Semed/Itacoatiara) e a Fundação Amazonas Sustentåvel (FAS), tem contribuído para a interação entre educação e ciência, despertando a cultura da pesquisa em jovens estudantes. Atualmente em sua sexta edição, o PCE jå recebeu, desde sua criação, investimentos superiores a R$ 10 milhþes, para concessão de bolsas em projetos, vi-


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sando formar novos talentos para a ĂĄrea cientĂ­fica. Ao longo de sua existĂŞncia, o Programa jĂĄ viabilizou a execução de 759 pesquisas aprovadas em escolas da capital e do interior, concedendo bolsas para mais de 5 mil estudantes dos ensinos Fundamental e MĂŠdio. Para a Edição de 2012/2013, o Programa conta com investimentos superiores a R$ 4 milhĂľes. De acordo com a diretora-presidenta, Maria OlĂ­via SimĂŁo, as atividades desenvolvidas pelo Programa sĂŁo pioneiras no Estado do Amazonas e no PaĂ­s, sendo voltadas ao desenvolvimento da ciĂŞncia na Educação BĂĄsica. Ela ressaltou ainda que este ĂŠ o JUDQGHGHVDĂ€RDVHUHQIUHQWDGRSRLV somente com uma mĂŁo de obra qualiĂ€FDGDpSRVVtYHODOFDQoDURGHVHQYROvimento de forma sustentĂĄvel, apostando na inovação tecnolĂłgica para o futuro promissor do Amazonas. “Para promover o desenvolvimento inovador em bases sustentĂĄveis hĂĄ necessidade de se ter boas ideias, mas para que isso ocorra, a preparação de jovens ĂŠ fundamental, pois, eles serĂŁo o legado que irĂĄ construir o futuro deste Estadoâ€?, disse a diretora-presidenta.

AVALIAĂ‡ĂƒO POSITIVA Para o secretĂĄrio de Estado de Educação, GedeĂŁo Amorim, hoje, o programa tem uma avaliação positiva. Desde sua implantação, existe uma grande interação entre o PCE e as instituiçþes parceiras que estĂŁo contribuindo para a difusĂŁo da ciĂŞncia em todo o Estado e, mais ainda, facilitando a mobilização da comunidade escolar em torno das atividades do Programa que, a cada ano, vem nutrindo

a integração entre alunos, professores e gestores das escolas. Segundo o titular da Seduc, o interior tambĂŠm evoluiu com um expressivo aumento de propostas de projetos. “Desde o inĂ­cio do programa noWLĂ€FDPRVXPH[SUHVVLYRDXPHQWRQR Q~PHURGHSURMHWRVLQVFULWRVHĂ€QDQciados. Para 2013, por exemplo, cerca GH  QRYRV SURMHWRV SDVVDUmR D VHU desenvolvidos. Tal realidade aponta para o sucesso do planejamento estabelecido pelas açþes estratĂŠgicas das entidades parceirasâ€?, contou Amorim.

Para promover RGHVHQYROYLPHQWR LQRYDGRUHPEDVHV VXVWHQWiYHLVKi QHFHVVLGDGHGHVHWHU ERDVLGHLDVPDVSDUD que isso ocorra, a SUHSDUDomRGHMRYHQVp IXQGDPHQWDOSRLVHOHV VHUmRROHJDGRTXHLUi FRQVWUXLURIXWXURGHVWH (VWDGRÂľ Maria OlĂ­via SimĂŁo GLUHWRUDSUHVLGHQWDGD)DSHDP

MODERNIZAĂ‡ĂƒO DOS EQUIPAMENTOS NAS ESCOLAS

Outro impacto positivo do projeto ĂŠ a introdução de muitos equipamentos que sĂŁo adquiridos para o desenvolvimento dos projetos e que, DRĂ€QDOGDSHVTXLVDVmRGRDGRVjVHVcolas onde o projeto foi desenvolvido. Assim, muitos estabelecimentos de ensino estĂŁo equipados com modernos computadores, retroprojetores, PiTXLQDVIRWRJUiĂ€FDVHLQVWUXPHQWRV de precisĂŁo para o ensino de QuĂ­mica, FĂ­sica e Biologia. Esses equipamentos melhoram a qualidade das aulas e as tornam mais dinâmicas, permitindo o entendimento e a assimilação de conhecimentos e sua aplicação no contexto de vida dos estudantes. Para a doutoranda em Psicologia Cognitiva, Genoveva Chagas de Azevedo, que proferiu a palestra ‘O PCE como mediador de formação, pesquisa e envolvimento escolar’, no evento de avaliação realizado em junho de 2012, o Programa fortalece o processo pedagĂłgico na escola para a construção do conhecimento e tambĂŠm para a prĂłpria replicação $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


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dele como um processo de compreensĂŁo de fenĂ´menos que fazem parte da realidade.

que trabalha e, de lĂĄ para cĂĄ, ela vem obtendo sucesso apresentando bons resultados nas exposiçþes dos trabalhos. Um bom exemplo disso foi quanPESQUISA QUE FAZ A DIFERENÇA do a Escola Estadual Ondina de Paula Ribeiro em que, atualmente trabalha, A atual gestora da Escola Estadual foi escolhida para representar o EstaOndina de Paula Ribeiro, Adriana Pas- do do Amazonas na Feira Nacional de VRV0RUHQRDĂ€UPRXTXHTXDQGRHUD CiĂŞncias, em razĂŁo do projeto, desenpedagoga na Escola Estadual Djalma volvido no âmbito do PCE, apresentar Batista teve seu primeiro contato com a proposta de estudo sobre substâncias o PCE, isso foi no ano de 2008, quan- FLFDWUL]DQWHV GR PDPmR D Ă€P GH QR do interagiu de forma integral junto futuro, gerar uma pomada cicatrizante aos professores e alunos, acompa- para ferimentos de queimadura. nhando sistematicamente a execução A pesquisa ‘PapaĂ­na a enzima do dos projetos, o que lhe permitiu co- mamĂŁo e suas propriedades farmanhecer todas as etapas dos trabalhos colĂłgicas’, coordenada pela bioquĂ­desenvolvidos ali. mica e professora ValĂŠria de An“Essa experiĂŞncia possibilitou o drade, foi desenvolvida utilizando meu entendimento sobre a importân- o mamĂŁo hawaĂ­. De acordo com a FLDGDSHVTXLVDFLHQWtĂ€FDXPDYH]TXH pesquisadora, a espĂŠcie alĂŠm de ser eu nĂŁo era motivada a desenvolver pro- mais fĂĄcil de ser encontrada na rejetos no âmbito escolarâ€?, comentou. giĂŁo tambĂŠm possui um dos mais Moreno disse ainda que no ano de importantes princĂ­pios ativos que ĂŠ 2009, foram aprovados quatro projetos a papaĂ­na, uma enzima que ajudar a durante sua gestĂŁo na atual escola em acelerar a cicatrização das feridas.

Para Azevedo, a participação dos gestores durante o processo de elaboração e desenvolvimento dos projetos Ê fundamental, não somente sob o ponto de vista dos resultados para exposição, mas, por causa do processo educativo que irå desencadear a aprendizagem de ambas as partes, tanto de alunos quanto de professores.

EXPERIĂŠNCIA NA INICIAĂ‡ĂƒO CIENTĂ?FICA

O atual gestor da Escola Estadual Djalma Batista, Orlando Moura, disse que desde a primeira edição do PCE, ele quis que sua escola participasse do programa, pois sabe que projetos assim incentivam a formação de alunos com SHUĂ€OFLHQWtĂ€FR “Percebemos que as açþes desenvolvidas pelo PCE, ajudam no desenvolvimento da escola, tanto do ponto GH YLVWD GD SHVTXLVD FLHQWtĂ€FD TXDQWR no ponto de vista intelectual do aluno. ,QLFLDWLYDVFRPRRĂ€FLQDVH[SRVLo}HVH palestras foram realizadas para despertar o interesse pela ciĂŞncia na comunidade escolarâ€?, disse o gestor da escola.

JOGOS ELETRĂ”NICOS NA INICIAĂ‡ĂƒO CIENTĂ?FICA

,QĂ XrQFLDGHMRJRVHOHWU{QLFRVIRLDERUGDGD HPSHVTXLVDGR3URJUDPD&LrQFLDQD(VFROD $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

Uma iniciativa simples, porÊm digna de aplausos, pois se tornou motivo de mudanças comportamentais. Assim pode ser conceituado o projeto œ$ LQà XrQFLD GRV MRJRV HOHWU{QLFRV na aprendizagem’, desenvolvido na Escola Estadual Alfredo Campos. O projeto Ê responsåvel por revolucionar o cotidiano de estudantes que anWHVWLQKDPGLÀFXOGDGHVHPVROXFLRQDU questþes de matÊrias como Português, 0DWHPiWLFD +LVWyULD H *HRJUDÀD H


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Secretårio Gedeão Amorim avalia programa de forma positiva que, após o projeto, passaram a ter maior interesse pelas disciplinas, o que resultou no aumento das notas. Segundo a professora e coordenadora do estudo, Valdinelza Corrêa, os jogos pedagógicos e video games utilizados na pesquisa despertaram o raciocínio lógico dos alunos, aliando estudo e diversão. ´)RLXPJUDQGHGHVDÀR$PHOKRra dos alunos foi bastante perceptível, desenvolveu não só o interesse deles pelas matÊrias escolares, mas, o desenvolvimento de suas personalidades. Antes do projeto iniciar, todos eram bastante tímidos e o rendimento escoODUHUDSRXFRDWUDWLYR¾DÀUPRX Segundo a coordenadora, após a implementação do estudo houve um estímulo para os estudos, o que fez a diferença nas notas e levou os alunos a adquirirem mais conhecimento, possibilitando a formulação de ideias para melhorar ainda mais a pesquisa cientíÀFDQDHVFRODGLVVH

Segundo a aluna Emilly da Silva Fonseca, 13 anos, participante da pesquisa, o projeto fez a diferença em sua vida escolar. “Quando iniciei, tinha GLĂ€FXOGDGHV GH DSUHQGL]DJHP DJRUD sinto melhoras na maneira de pensar e de agir diante da realidade. Os meus colegas que tambĂŠm participaram do Programa passaram a melhorar seu desempenho nas provas e nas atividades desenvolvidas pelos professores. (X DLQGD WHQKR GLĂ€FXOGDGHV HP 0DtemĂĄtica, mas comparado a quando comecei, melhorei muitoâ€?, concluiu. A coordenadora disse que aliar disciplinas a jogos e brincadeiras ĂŠ uma alternativa para o professor que quer se adaptar Ă  realidade do aluno. “Estamos vivendo em plena era da tecnologia na qual computador, celu-

lar e video game, por exemplo, fazem parte do cotidiano de uma sociedade. A questão maior Ê aliar essa tecnologia ao ensino, fazendo disso um instrumento de percepção para aquele aluno, possibilitando o desenvolvimento GHP~OWLSODVFDSDFLGDGHV¾DÀUPRX

Quer saber mais? Para saber mais sobre o projeto, entre em contato: 1. ValĂŠria de Andrade - valeriavk@bol.com.br 2. Valdinelza Correa de Souza - valdinelza@hotmail.com $0$=21$6)$=CIĂŠNCIA 


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Um entusiasta amazĂ´nida Heitor Vieira Dourado (1938-2010) 3RU-~OLR&pVDU6FKZHLFNDUGW

1938

Nasce Heitor Vieira 'RXUDGR

1963

)RUPDVHHP0HGLFLQD

1964

Ingressa em um curso GH(UUDGLFDomRGD 0DOiULDQD)DFXOGDGH GH+LJLHQHH6D~GH 3~EOLFDGD863

1968

7RUQDVHSURIHVVRU GD)DFXOGDGHGH &LrQFLDVGD6D~GH QD8QLYHUVLGDGHGR $PD]RQDV

1970

3DUWLFLSRXGDFULDomR GD)07

1971

3UHVLGHSHODSULPHLUDYH] R&RQJUHVVRGD6RFLHGDGH %UDVLOHLUDGH0HGLFLQD 7URSLFDO

2012

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$0$=21$6)$=CIĂŠNCIA

+HLWRU9LHLUD'RXUDGRQDVFLGRHP%HOpP 3$ QRGLD GHGH]HPEURGHGHGLFRXVXDYLGDjSHVTXLVDHPGR-� enças tropicais, deixando como herança para o Amazonas grandes avanços alcançados nas pesquisas sobre malåria. Pesquisador vinculado às mais respeitadas sociedades brasileiras relacionadas à Medicina Tropical, Dourado cons-� truiu uma carreira brilhante e digna de reconhecimento.

Após formar-se em Medicina, pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Parå, no DQRGHHPIH]XPFXUso de Erradicação da Malåria, na Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), patrocinado pela organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Dourado se transferiu para o Amazonas logo após concluir o curso, onde exerceu com brilhantismo a carreira de malariologista. Dourado foi professor da Faculdade de Ciências da Saúde, na Universidade do Amazonas, no SHUtRGR GH  D  FRPELnando suas atividades na Secretaria de Saúde e sua atuação como pesquisador no Instituto de Medicina Tropical de Manaus. Entre 1988 e 1992, foi professor no Departamento de Patologia Tropical da Universidade Federal do Parå. Os seus mais de 150 trabalhos

FLHQWtÀFRVFREUHPDVGLYHUVDViUHas da Medicina Tropical. O ponto alto da carreira de Dourado foi sua participação no grupo que fundou a Fundação de Medicina Tropical de Manaus (FMT) em 1970, que foi justamente homenageada com o seu nome. Dourado tambÊm presidiu três Congressos da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical: 7º (1971), 24º (1988) e 28º (1992), os dois primeiros realizados em Manaus e o último, em BelÊm. Os cientistas que conheceram Heitor Dourado destacam a sua grande capacidade de criação, e seu brilhantismo no incentivo à criação de projetos institucionais e dos espaços de ciência na Ama]{QLD 1R ÀQDO GRV DQRV  R mÊdico refugiou-se em Majorlândia (CE), para viver sua aposentadoria, cidade onde faleceu no dia 22 de agosto de 2010.


n0 6 Ano 1 Este suplemento é parte integrante da revista Amazonas Faz Ciência n0 25 e sua distribuição é gratuita.

Você pode estar abrigando eles sem saber. Veja dicas de como evitá-los Págs. 4 e 5

Carta para Terra: O que as crianças podem fazer para ajudar o meio ambiente. Pág.2

É brincadeira: Atividades divertidas levam a uma educação mais sadia.Pág.3

Experimente: Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Veja como. Pág. 7


“

Somos  crianças  brasileiras.  Queremos   ajudar.  Alô,  planeta  Terra:  a  vida   pode  melhorar! Nós,  crianças,  somos  uma  parte   importante  na  Teia  da  Vida. Jå  nascemos  preocupadas  com  o  futuro   da  Terra. Quanto  mais  se  cuida  de  uma  geração,   mais  ela  cuidarå  do  mundo. Por  que  Ê  preciso  destruir  a  natureza   para  ganhar  desenvolvimento? Seria  melhor  usar  outros  mÊtodos  para   ter  desenvolvimento  saudåvel�.

O trecho acima foi retirado da Carta das Crianças para a Terra, elaborada por meninos e meninas de todo o País (ribeirinhos, indígenas, quilombolas, moradores de fronteira, semiårido, da årea ruYHSJVTKLÄJPvUJPHZLKLNYHUKLZ centros urbanos). O texto estå dividido em tópicos: o que as crianças podem fazer para favorecer o desenvolvimento sustentåvel; o que pode ser feito no âmbito das comunidades; o que as comunidades podem fazer junto com o governo; o que o governo deve fazer; e a importância de dar voz às crianças, garantir a elas uma vida sem violência; e acesso à educação de qualidade. O próximo passo do projeto Ê a criação de uma rede nacional infantil sobre sustentabilidade. *VUÄYHHxU[LNYHKHJHY[HUVSPUR! ^^^QVYUHSKHJPLUJPHVYNIYSPURZJHY[H*YPHUJHZWKM

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EXPEDIENTE DO SUPLEMENTO Editora-chefe e Criação Cristiane Barbosa (MTb 092/AM) Redação Cristiane Barbosa, Esterffany Martins, Nefa Costa e Soraia Magalhães

Editoria de Arte %HUQDUGR%XOFmR 3URMHWR*UiÀFR Diagramação e ilustraçþes) Revisão Jesua Maia


Amarelinha, cabra-‐cega, barra-‐bandeira, bola de gude e outras brincadeiras que divertiam seus pais e avós, hoje fazem parte da cultura popular. Que tal levá-‐las para a escola? Por Nefa Costa e Cristiane Barbosa

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ocê já pensou em como os seus pais e avós devem ter se divertido com os amigos deles quando eram crianças? Eles brincavam de pega-pega, barrabandeira, amarelinha, elástico, boca de forno, queimada, corrida de saco, tacobol, piqueesconde, bola de gude e tantas outras brincadeiras de rua conhecidas por várias crianças e adultos de todo o Brasil. Em Manaus, o professor Joel Wilson Soldera, da Escola Estadual Djalma da Cunha Batista coordenou o trabalho ‘Jogos lúdicos na escola: resgate das brincadeiras de rua como suporte a uma educação mais sadia’, realizado no âmbito do Programa Ciência na Escola*. O projeto

voltou-se para a prática de jogos lúdicos como uma atividade que auxilia crianças a serem espontâneas, livres, desinibidas e alegres. “Uma das metas foi o levantamento das brincadeiras, jogos e canções que compõem uma educação sadia”, disse. Que tal você ajudar a resgatar essas brincadeiras junto com seus amigos? As brincadeiras de rua são criativas e têm um papel superimportante para o crescimento de toda criança e ainda ajudam você a se tornar menos tímido entre seus colegas. Aqui vai um exemplo de brincadeira de rua muito divertida que as crianças praticavam. Existem variações, mas a essência se mantém.

* 7YVNYHTHÄUHUJPHKVWLSH-HWLHTLYLHSPaHKVLTWHYJLYPHJVTH:LK\J:LTLK4HUH\Z:LTLK0[HJVH[PHYHL-\UKHsqV Amazonas Sustentável.

až×מ¡žÍ¢¾Ÿ×ž¥Î ץў¡žÍ¢¾Ÿ×ž Os participantes são divididos em dois grupos com o mesmo número de crianças. Delimita-se o campo e, em cada lado, nas duas extremidades, é colocada uma bandeira (ou um galho de árvore). Para jogar, cada grupo tem que tentar roubar a bandeira do outro, sem ser tocado por qualquer jogador adversário. Quem não conseN\LÄJHWYLZVUVSVJHSVUKLMVPWLNVLWHYHKV como uma estátua, até conseguir que um companheiro de equipe o salve tocando-o. Vence o grupo que tiver menos participantes presos ou quem pegar primeiro a bandeira, independente do número de crianças ‘presas’. 3


DE SAÚ

Lavar as mãos e andar calçado faz a diferença para evitar doenças causadas por vermes Por Cristiane Barbosa e Nefa Alves

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A

sua mãe sempre manda você lavar as mãos antes das refeições ou após uma brincadeira? Com certeza você também já deve ter ouvido a seguinte frase: “Ô menino, ô menina, vai calçar uma sandália. Não sabe que faz mal andar descalço”. Essas dicas têm uma razão, a cada brincadeira, após ir ao banheiro, antes das refeições, devemos sempre lavar as mãos corretamente, pois tudo aquilo que engolimos ou tocamos pode estar contaminado por organismos que não conseguimos ver, mas que podem trazer futuras doenças. Atitudes simples de higiene pessoal podem evitar que o Ascaris lumbricoides e a Entamoeba histolytica façam parte do nosso dia a dia. Opa! talvez você não reconheça pelos nomes difíceis citados, mas já deve ter ouvido falar nos vermes como a lombriga (Ascaris lubricoides) e a ameba (Entamoeba histolytica). Eles são na verdade bichinhos que por meio de algo contaminado vivem dentro da barriga tanto de crianças quanto a de adultos. Esses parasitas intestinais ou vermes, apesar de pequeUVZJH\ZHTKVLUsHZLPUÅ\LU-

ciam na saúde, no crescimento e nos estudos de uma criança. Pesquisa No Amazonas, um grupo de LZ[\KHU[LZ KV ,UZPUV -\UKHmental da Escola Estadual Júlio César de Moraes Passos realizou pesquisas relacionadas ao tema. Eles encontraram uma forma de prevenir e ao mesmo tempo divulgar na escola sobre verminoses (doenças causadas por vermes). Os adolescentes espalharam no corredor placas informativas, JHY[HaLZLWYVTV]LYHTVÄJPUHZ tudo com o objetivo de orientar os frequentadores sobre as medidas de prevenção. O estudo realizado por meio do Programa Ciência na Escola (PCE)*PUÅ\LUJPV\KLMVYTHWVsitiva os costumes e hábitos de higiene pessoal dos alunos. Resultado O Programa de Prevenção foi executado no prazo de um mês e direcionado a todos os alunos KV¢HUVKV,UZPUV-\UKHTLUtal. As atividades incluíram palestras abordando desde o ciclo de vida dos parasitas intestinais, importância da higiene pessoal ,até as medidas de prevenção. A faixa etária em que as tais parasitoses são bastante comuns é entre 10 e 12 anos.

atenção crianças: um dos meios de se prevenir é lavar bem as mãos antes de se alimentar, após ir ao banheiro, andar sempre com os pés calçados, conservar as mãos sempre limpas, as unhas aparadas, evitar colocar a mão na boca, não brincar em terrenos baldios, com lixo ou água poluída. Essas são algumas das medidas que devem ser adotadas para evitar a doença.

PERGUNTE AO SEU PROFESSO R

Quais são os ou tros vermes existen tes?

* 7YVNYHTHÄUHUJPHKVWLSH-HWLHTLKLZLU]VS]PKVLTWHYJLYPHJVTH:LK\J :LTLK4HUH\Z:LTLK0[HJVH[PHYHL-\UKHsqV(THaVUHZ:\Z[LU[m]LS

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6

quando eles lançam suas redes no rio, às vezes, acabo preso nelas e, com isso, corro risco de vida. Uma pesquisa desenvolvida no Amazonas*, coordenada pelo mestre em Zoologia e professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Thiago Elisei, indicou que em Tefé, um dos municípios do interior do Amazonas, há registros de agressões a irmãos meus. Ligue os pontos e descubra quem sou eu. Resposta: Boto-‐vermelho o ERWRFRUGHURVD ,QLDJHRǺUHQVLV

S

V\ V THPVY NVSÄUOV dos rios. Estou por todo o Rio Orinoco (Venezuela) e Rio Amazonas (AM) e posso ser encontrado também em Belém (PA) e até no Peru. Atraio as pessoas pela minha beleza exótica e também por meus atributos comerciais. Posso atingir até dois metros e meio de comprimento LWLZHYX\PSVZ4L\ZÄSOVtes nascem cinzas, mas logo se tornam rosados com o decorrer da idade. Sou amigo dos ribeirinhos e inimigo dos pescadores, pois

*3URMHWRîQDQFLDGRSHOD)DSH-‐ am por meio do Programa de Apoio j,QLFLDomR&LHQWtîFD 3DLF 


Foto: Divulgação

EXPE R Foto: Arquivo Pessoal

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&DUR DPLJXLQKR FRQÎUD XPD HQWUHYLVWD com o futuro cientista Victor Hugo Caldas Torres, 11 anos, que cursa o 6º ano no ColÊgio 3DODV$WHQDHP0DQDXV(OHSRVVXLJUDQGH DÎQLGDGH FRP D OHLWXUD H FRP D )LORVRÎD )LOKRGDprofessora doutora da Universidade )HGHUDO GR $PD]RQDV 8IDP  Iraildes &DOGDV7RUUHV9LFWRUVRQKDVHUPpGLFR Amazonas Faz Ciência - Criança: Sua mãe realiza estudos junto às sociedades amazônicas. Este Ê um tema que chama sua atenção? Que carreira você pensa em seguir quando crescer? Victor Hugo: Não muito, eu sou mais interessado em Medicina. Quero ser mÊdico. Amazonas Faz Ciência - Criança: Na Medicina, você pensa em seguir a carreira de pesquisador ou tem outros sonhos? Quais? Victor Hugo: Sim, quero me formar em Medicina e fazer mestrado e doutorado. Meu sonho Ê me tornar um grande mÊdico neurocirurgião. Amazonas Faz Ciência - Criança: Você jå viveu uma aventura inesquecível com sua mãe em algo relacionado a pesquisa ou estudo? Victor Hugo: Minha mãe sempre me incentivou a ler. Aos oito anos, li o livro clåssico Os Miseråveis, do escritor francês Victor Hugo, de 687 påginas. Concluí em 29 dias, resumi e contei a história pra ela. Depois desse livro, vieram: O pequeno príncipe (Antoine de Saint-Exupery), Os três Mosqueteiros (Alexandre Dumas), A volta ao mundo em 80 dias (Julio Verne), Dom Quixote (Miguel de Cervantes) e outros. Amazonas Faz Ciência - Criança: O que você diria para uma criança que tem o sonho de se tornar um pesquisador? Victor Hugo: Ela deve seguir o caminho da leitura, ler bons livros, saber interpretå-los (saber resumir e contar o enredo).

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Para esse experimento serĂŁo necessĂĄrios os seguintes materiais:

Coloque a luva na parte superior da garrafa e, em seguida, coloque a parte inferior dentro d`ågua, pressionando atÊ o fundo da vasilha. Perceba que a luva começa a se movimentar. Quanto mais ao fundo da vasilha chega a NHYYHMHTHPZHS\]HZLSL]HU[H0ZZVHJVU[LJL porque a ågua entra na garrafa e empurra o HY WHYH H S\]H 0ZZV WYV]H X\L KVPZ JVYWVZ não ocupam o mesmo lugar no espaço! Assista ao vídeo do experimento:

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Dica de leitura

Dica multimĂ­dia

Cida, a macaca travessa

Procurando Nemo

Neste livro da jornalista Leyla Leong, você vai se divertir com uma macaquinha chamada Cida, que apronta muitas travessuras em bairros da cidade de Manaus. Você vai descobrir se Cida gosta de viver na cidade ou se sente falta da à RUHVWD TXH p D VXD FDVD $ obra trata sobre a importância de pensarmos em como podemos cuidar da natureza. Título: Cida, a macaca travessa Autor: Leyla Leong Editora Valer Ano: 2009, 1a. Edição Disponível em: www.ecenter.com.br

desenho de observação Copie o retrato do Albert usando os quadradinhos como referência

Nemo Ê um peixinho-palhaço que mora com seu pai Marlin. Quando vai pela primeira vez à escola, Nemo se sente ansioso por explorar as belezas do oceano e desobecendo seu pai segue na direção de um barco de pesca, sendo capturado. A partir daí, SDL H ÀOKR YmR YLYHU JUDQGHV aventuras e novas descobertas atÊ se reencontrarem. Se você tem vontade de estudar sobre o fundo GRPDUHDIDXQDHà RUDPDULQKD esse desenho pode ser o ponto de partida. Gênero: ComÊdia Animada Ano de lançamento: 2003 Distribuidora: Walt Disney Pictures


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