Lembrar | José Malhoa

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JOSÉ MALHOA 1855 - 1933


JOSÉ MALHOA

1855 - 1933

José Vital Branco Malhoa nasceu nas Caldas da Rainha, na Região do Centro de Portugal, em 28 de Abril de 1855 e faleceu em Figueiró dos Vinhos a 26 de Outubro de 1933. Com apenas 12 anos entrou para a escola da Real Academia de Belas-Artes de Lisboa. Em todos os anos ganhou o primeiro prémio, devido às suas enormes faculdades e qualidade artísticas. Realizou inúmeras exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, designadamente em Madrid, Paris e Rio de Janeiro. Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo do Leão. Destacou-se também por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista. José Malhoa foi indubitavelmente um dos mais emblemáticos pintores da geração fino-oitocentista, e dos inícios do século XX, cuja reputação e prestígio se estendeu bem da data da sua morte, em 1933.

Tanto a crítica, como a historiografia, não deixaram de prestar uma atenção especial a esta figura singular do panorama artístico nacional embora, no cômputo final, o pintor acabe por advir, simultaneamente, como protagonista e vítima do seu próprio sucesso. Malhoa não é certamente um pintor consensual, tornando-se alvo de diversas interpretações ao longo do tempo e, paralelamente, de valorizações críticas divergentes, que é sobretudo sintoma de “peso” irredutível que a sua figura ainda mantém, no panorama artístico nacional. Nuno Saldanha, in José Malhoa, 1855-1933 - A exaltação da luz

Paisagem com casario, 1916 José Malhoa (1855 -1933) Óleo s/ Tela 240x320 N. Inv. 0230



Retrato de José Maria Alpoim, 1899 José Malhoa (1855-1933) 640x510 s/ mold. e 932x805 c/ mold. Óleo s/ Tela N. Inv. 1013

José Maria Alpoim José Maria Alpoim ( Mesão Frio, 1858 - Lisboa, 1916), Jornalista, Fundador do Correio Português, Deputado, Par do Reino, Administrador dos Concelhos de Mesão Frio e Lamego, Conselheiro de sua Majestade Fidelíssima, Ministro da Justiça, Ministro e Secretário dos Negócios da Justiça, Procurador-Geral da Coroa, Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, Procurador-Geral da República, Delegado do Governo na Companhia do Niassa.

Os dois retratos presentes neste catálogo foram encomendados a José Malhoa pelo Presidente da Câmara Municipal de Águeda em 1897 e entregues, pelo pintor, a 4 de Julho de 1899. Esta encomenda deveu-se tão-só aos esforços destes dois políticos para darem ao concelho condições e infraestruturas para o seu desenvolvimento e para o início do seu potencial industrial na viragem do século. Segundo uma crónica do Professor Adolfo Portela, ambos os retratos foram inaugurados na Câmara Municipal de Águeda no dia 6 de Agosto de 1899.



Retrato de José Luciano de Castro, 1899 José Malhoa (1855-1933) 640x510 s/ mold. e 932x805 c/ mold. Óleo s/ Tela N. Inv. 1014

José Luciano de Castro José Luciano de Castro (Oliveirinha, 1834 - Anadia, 1914), Advogado, Jornalista, Fundador do Partido Progressista, Deputado, Par do Reino, Presidente do Concelho de Ministros, Diretor Geral dos Próprios Nacionais, Vogal do Supremo Tribunal Administrativo, Ministro da Justiça e Cultos, Ministro dos Negócios Eclesiásticos, Ministro do Reino, Governador da Companhia Geral do Crédito Predial Português, Fundador e 1º Diretor da Revista O Direito, Fundador do Jornal a Imprensa, Sócio Correspondente da Real Academia de Jurisprudencia y Legislación, Sócio Honorário da Associação de Advogados de Lisboa.



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Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro Praça Dr. António Breda, 4 3750– 106 Águeda

Tel. +351 234 105 190 Email: conservador.museu@ fundacaodionisiopinheiro.pt www.fundacaodionisiopinheiro.pt


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