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Prefácio Conectar os micro-cosmos, um universo aparentemente sem propósito. Alimentação de palavras perdidas que se encontram nos poemas dispostos no livro. 31 poemas, 31 anos. E ainda existem muitas coisas fragmentadas que batem e ainda não consegui escrever ou expressar. E antes que pensem que seja pretensioso em dizer que meus poemas são uma revolução, não se engane. Sou pretensioso, sem dúvida, mas a revolução está inerte, precisamos provoca-la e disposição de palavras dentro de uma sequência ritmica é um procedimento revolucionário. Por mais que você leia e ache mais do mesmo. A minha revolução tem um componente poético a partir do momento que entendi que a revolução não é minha, é nossa. Boa leitura. Fábio Emecê.

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Revolução Poética I Titubeie amor, titubeie pois a revolução há de chegar assim como somos idiotas por ocupar espaços mesmo que os espaços não sejam nossos afetividade provoca laços assim como frestras vigiam passos ofensas detonam traços e as pessoas sempre escolhem abraçar casas recebem visitas e conversas sugerem intrigas também sugerem projetos para um Mundo tomar escrevemos tortamente para a pedagogia de um conflito, de uma autonomia para ter um tempo para defecar hein, não somos realmente atrativos extremamente reflexivos para alguma coisa queimar cordialidade é o cacete estamos fugindo das redes e das cameras a escoltar covardias com sementes perenes recuando em situações aparentes

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pessoas atravacam ruas a linha de passe é pra te derrubar então é normal minha preta, normal não segurar a onda e de vez em quando titubear te perdoo amor, te perdoo pois a revolução tá caminhando nós estamos nos amando e a bomba irá detonar...

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Revolução Poética II Onda Limpa Palavras Curtas Ser lembrado é algo maravilhoso Celebração é algo espantoso Estamos nas casas permissões claras para doações em espécie gritem, gritem fumem, fumem falem, falem qual o significado? Piadas? Agressões? Mestiços? Condutas? Os vínculos são construídos para a fama as formas são vinculados para a gama o marketing, o lighitinhg, o site Onde estamos? Estamos aqui ó No quadrado sem saber o que é passado sem saber nós somos

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estamos aqui 贸 No quadrado ouve o barulho? Botinas? Quer saber o que 茅? Bote o olho para fora para fora para fora aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah

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Revolução Poética III Sentem na mesa negociem pontos simulem eleições comprem domos Olhem para o lado joguem com os donos deslocados peçam modelos cremes e gessos peçam respeito entendimento com jeito barulho, barulho indigentes correm correm e correm com medo do vento e do trovão qualquer poça molha os sentimentos e o coração vidros quebram com seu pranto o caos arrebentam cantos e agora, onde estamos? E agora, onde estamos? No limbo, no infinito, de canto a pedra chegou ao seu alcance!!!!

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Revolução Poética IV Corpo contorcido lábio mordido seio em arrepio alguém faça algo liberaram o frenesi também o chantili seu corpo imergir água te limpa te sustenta te alimenta enquanto penetro na sua alma na sua pleura no seu sexo o quadril em movimento trajetória em lépido eu mandei você subir eu mandei você descer eu mandei você gritar eu mandei

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você gemer e você só mordeu os lábios e me fez crescer....

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Revolução Poética V Jogos de interesses para ver se perco a linha deixo os testes começarem vejo que as coisas se assentarem não há hostilidades quando se perde o encanto não há passagens quando se muda o antro Que respostas certeiras dá respostas evasivas some e dá umas curtidas comunica e não dá sinal de vida quem vai acreditar? Quer, mas não pode? A produção de texto é intensa mesmo que a leitura seja tensa resumo de sentimentos só com palavras tortas resumo de momentos só quando fecham a porta sempre se encanta e joga com a banca sabe que não pulo fora e por isso nem se espanta to ligado!

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Meu repertório tá desatualizado sou um poeta frustrado que te ama pra caralho a vida é mais dinâmica a vida é mais dinâmica

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Revolução Poética VI Ídolos forjam discursos mornam preparos endolam e organizações já não nos servem caramba humoristas gozam de audiências que adornam problemáticas esquecidas em 7 minutos de imagens tortas imagens tortas não belas imagens de paisagens maquiadas nas paragens alimentos de cirandas alienantes atencioso e trabalhador vai pra casa tomar um café ou uma cachaça trepar com a mulher ou com a máquina precisamos das mesma regras de sempre só para perceber que não funciona com a gente e quem é a gente? Olhe pra sua matiz...

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Revolução Poética VII Bela defesa uma virada estratégica Solidarizamos precisamos tomar a rédea precisamos a instituição no exclui precisamos ser solidários amamos e somos amados verdadeiro mãe com sentimento não se brinca nem com a trinca muito menos com a dupla use luvas o corpo está estendido prepare as pernas pois vamos dançar para desviar as balas e dos olhares gordos e vamos dosar nossos momentos com banhos cheirosos adoro

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admiro também entendo seu direito de meter o pé ué? pode perguntar o que quiser as armas estão carregadas?

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Revolução Poética VIII Iconoclastas nirvanas, brasas volte a música com um dedo veja o filme com zelo genial é meu pau que não funciona quando passo mal putz O estomâgo tá irritado pois a caixa está distorcida inibida as contas estão atrasadas estou com pouca comida cada qual com seu caminho depois das 20horas é melhor dormir Reciclado mente, corpo, alma vamos começar de novo quero o cigarro o isqueiro o copo descartável um gole de vinho convença a preta pois depois embate

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pedirei-a em casamento nossas lutas tem um que de romantismo...

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Revolução Poética IX Espanto diante da fortuna Lombroso está em fúria as histórias não estão puras de conceito intrapessoais resquicios reais de situações banais ninguém quer ouvir muito menos sentir bloco do nós sozinhos difíceis de desarramar tanto esforço para calos nos dedos e na garganta arranca coloque créditos e ligue para o proxeneta alivios, alivios nos braços do capeta e de Deus não acredita em mais nada em alguma coisa em sei lá, na tese da relatividade confusos expurgos que alimentam mundos

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acho que nem rebolando agrada...

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Revolução Poética X Parcerias buscam coerência coerência busca honestidade imagem busca beleza e beleza mascara podridão acabou a eleição acabou a sapiência a ignorância é uma benção pois pingo nos is depende de autorização e rimas raras são coisas de falta de alimentação de tato, de lastro de fogo no rabo cobranças gesticulações templo esconde desejos mas não esconde lições molharam a garganta do profeta bêbados não andam em linha reta mas abrem os bolsos quando o calo aperta tá afim de me encarar, né? afia as espadas, ué!

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Revolução Poética XI Esquerdistas estão perdidos sem consideração sem animação com amor ao barão snif, snif, snif precisamos de expertizes formado em diretrizes escritores de relatórios gritos ocos pescoços expostos cheirosos enrolados pernas abertas eretas completas demoram pra aceitar qualquer convite sincero Vamo chegar e arrepiar surpreender anarquizar quem sabe a vida melhorar o prédio a demolir

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a rua a afastar a pobreza remover vamos comeรงar a gritar

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Revolução Poética XII Morfeo conversa com os sábios cansa os néscios ilude os otários ficar quieto é uma ode quando o orgulho é mais forte negociem fórmulas e cópulas ingressos são sempre o norte finjam que não conhece também é o forte mania de querer se comunicar quando dá e quando não dá também as pessoas tem sua disposição e sua forma de alteração quando é que estamos bem ou não estamos lá essas coisas querem brigar por algo diferente querem reconhecer o tamanho da gente querem colocar a vida de lado querem negociar o meu retrato? Não, retrato não articulistas do nada, prestem atenção articuladores do óbvio, entreguem a moção o calcanhar foi quebrado

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o compromisso ĂŠ ali do lado...

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Revolução Poética XIII Os binóculos são comprados pois a justiça não enxerga fomentaram a democracia os votos e a agonia o raso e a letargia e conhecimentos laicos para palhaços castros pequenos-burgueses transparentes prazeres não definem nossas prioridades organizaram o coeficiente povo da cidade babaca minha pele nunca é representada ops tiraram os remédios o dinheiro e o doce favoreceu o caderninho e os curralzinhos renovação na gaiola dos passarinhos indicaram a marmota o elefante

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e o cavalinho e a humanidade olha sem nem nenhuma perspectiva 30 dias para o fim do mundo 30 dias para percebemos que essa organização não nos pertencem...

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Revolução Poética XIV Pipocas com sabor de mel Já assistiu Lua de Fel? Não se deixa uma mulher ao léu nem supervalorize sua dor tonteado com shorts curtos e 1000 taças de licor breaks beats comemoram aniversários e nos pedem para cumprir horários reserva de mercado e funcionários em novas funções escolhidas pelo “Capo” admita, admita honradez e honestidade só nas páginas íntimas sujas com graxa da caminhonete cinza o que isso tem haver comigo? O que isso tem haver conosco? Estamos em busca do desgosto o mel vira açúcar cristalizado e verme dança em seu estômago solte o cachorro, pois o sol o incomada solte os gatos, pois só temos meia hora

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solte os picaretas, pois os salvadores estão na moda solte suas emoções, pois não há mais espaço na roda quem sabe uma vaga na obra...

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Revolução Poética XV Cafés, vinhos escuros, tintos acordam defuntos, embebedam símios e ainda desconfiam do artista planos de 6 anos quantificaram o ônus arrebentaram o ânus experiência tardia se livrar da alergia quem dia? 2 mil corpos expostos gozos propostos máquinas e ócios não se cruzam baby! Rádio preto com música de preto pesado porra santa ignorância sociedade do espetáculo e dos sem herança acreditamos no boato e na liderança

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cantores afinados pra que tantos coquetĂŠis molotovs...

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Revolução Poética XVI Passionalidades provocam choros novelas provocam coros de barbárie entretenimento vil esporro pueril travestem até a catarsis popular eu? Li pra caralho só pra confundir o mercenário e quem chega de mansinho percebe que não raso só minha conta e meu bolso não tá furado mas vazio tá e aí, sou popular? Tá, deixa pra lá vamos chegar e tocar o piano dançar uma jazz e descer a até o chão com o funk, é óbvio? Direito administrativo para abrir vários escritórios

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de burrice aguda ando me sentindo inĂştil ĂŠ a nuestra luta que nunca acaba entorta a cuca...

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Revolução Poética XVII Procurem formúlas de absorção realidade é mesma, o que sobra é a confusão legitimação legitimação legitimação não querem aparecer no vídeo por desinteresse também por compaixão não fazem nada porque não precisa se expressam bem porque sabem bem lidam bem somos ignorados pulmões inchados ares viciados estamos quebrados tentando fazer as pessoas pensarem conta até 50 espera eles se esconderem só não esperem eles voltarem estranho estudou pra cacete ninguém te dá uma moral

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pagaram o café a cerveja o contra-filé só não pagaram pra alguém te ouvir vamos resistir vamos....

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Revolução Poética XVIII Olho para nudez não sou castigado conectivo enviezado obnubilado ando travado meu corpo é inúmeros pedaços tons de cinza são tão tons de cinza o samba é sincopado tons e semi tons libertam fantasmas fantasmas libertam jogos de máscaras onde iremos dessa vez as fotos me lembram de vez não dá pra ficar mais rodeado corra amigo, corra ligue e deixe correr corra amigo, corra atenda e deixe morrer qualquer hábito impeditivo de reinvenção qualquer diálogo sorve consideração abram buracos, cavem destinos resumo de raízes que nunca tivemos exclusivo, exclusivo é a assinatura da revista de aceitação

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aceitação que a porra toda tem que sofrer intervenção!!

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Revolução Poética XIX Quebradiças portas fechaduras tortas olha o sustoooooooo ele chegou bateu xingou o povo comemorou desligue os gadgets a tecnologia aliena pena, que pena fique calma e abra as pernas o exame deu negativo uuuuuufa votação pra secretário? Classe de vanguardas é o caralho inovação furada meia furada cueca furada calcinha enfiada todo enfiado é o crédito da intelectualidade

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deixa pra mais tarde. Preciso sonhar....

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Revolução Poética XX Pra que serve o Estado? Ele não me provém dar garantia as pessoas estimula o desdém grande pensador está na frente do seu rebento senhor senhora quem mandou trabalhar? Sua necessidade acabou com o núcleo familiar quem foi castigado acha que é exemplo não perceberam que o castigo é o pai dos omissos veneno direito pra que? Nós queremos é reeprender quem sabe bater para não mais fazer manda quem pode obedece quem nasceu no prejuízo a conta tá na nossas costas juízo

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vamos arrumar confusão para sair sem pagar mas logo com aquele? Por que não? Aquele é o dono do restaurante...

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Revolução Poética XXI Preguiça para um banho pensando em possíveis ganhos olho atentamente gritaram algo estranho oprimiram seu filho com o grito alheio acharam a moeda no bolso esquerdo compre a paçoca e a vida nem é rota droga prisão perpétua para os anôminos nomes trocados em sonhos o leitor, o criador e perceptor encontro no quarto o meu momento criador com a amada, com a charada, com a levada deite nas minhas costas e não diga nada batidas do meu coração batidas da minha pulsação o que ele disse? Leia para mim esta nota “prezado senhor, veio por meio deste dizer está em falta conosco seus cartões serão bloqueados seus bens serão penhorados”

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Nรฃo achava que era bom em nada ela quer pular para a prรณxima etapa fecha as portas saia estรก perto de descobrir a fรณrmula mรกgica

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Revolução Poética XXII Tá difícil amor não se movimentar com ardor você por perto deixa meu animo indolor vamo brincar lembrar do que dá do que não dá deixe as conexões pra lá o modem não chegou o presidente não registrou os pulos continuam altos sorrisos e vontade de assalto aos corações imaculados da décima rua qual é a tua? Cadê a coerência açúcar entopem os dentes e aquecem a inocência formigas moram em buracos mijados sem nenhuma pena fogem e picam nossos pés inchaços fiéis provoquem os céus agora estamos em combustão

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chamem as crianças pularemos pularemos pularemos podemos aprender algo...

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Revolução Poética XXIII Não adianta ficar falseando ela está te evitando não adianta ficar driblando ela está te enganando tá nada sua mente é uma neurose nata esportes radicais cervejas quase banais e ae negão chegou com a oferenda? Quero 10 conto to cheio de rango entenda não quero celular para não ser aporrinhando as pessoas com as vontades estão com seus seres falseados acredite o caminho foi traçado mostrar potenciais é passaporte do descartado não nem sempre

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pode rolar amor profundo dedicação extrema superação do absurdo não adianta sondar aqui não vai chegar inimigo a gente mata quando não dá a gente falseia hoje é seu dia de comer a ceia amanhã é o dia de ver a preta dançar dançar dançar os espaços tão fracionados a economia é um grande fracasso

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Revolução Poética XXIV Coisas acontencendo mentalize sedentarismo tendinite, burcite movimento pélvico medo do sexo da potência do nexo não olhe para trás estar no meio de amigos é o que satifaz há uma evolução carnal sambe até não poder mais perto de penetrar medo demais é melhor lorotar medida eficaz pros bobos pros tolos pros bundas sujas não faz língua malcriada, suja, imunda liga o botão

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fingir maturidade enganar a vida? Dá não mal de família não finja uma postura não sabe que ele nunca te assumiria? O que importa? Jogos e troças fofocas e fofocas desejos molhados aprenda existem vários lados não adianta se esconder...

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Revolução Poética XXV Alonguei meu pensamento manual de redação redução de vocábulos aumento da paixão entrego cartas de bares uma noite para plurais admito, admito nunca participei de bacanais ervas medicinais pedaladas amorais desviar de pessoas, de carros tombos colossais todo quebrado o jeito tá elevado pede pra eu autorizar que otário estica cria novos cenários amor na produção atingir quem e o que irmão? Sei musicalidade evolutiva agora eu sei

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rimando fora do tempo agora eu sei quem experimenta tem que ter talento? Agora eu sei não sou legitimado onde que errei já cheguei corpo ereto mãos no chão reclama de tudo menos do coração sístole apreensão se envenena. Vai...

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Revolução Poética XXVI A mente confude imunidade com solicitude porrada com atitude comportamento com alimento o nego tá no relento comentários televisos direcionamento nocivo ah, nada demais leve sua vontade para passear um bom roteirista sempre tá a beira mar nas custas de vários bestas fazer o que? Bota o corpo pra ferver alguma coisa acontecer unificar propostas bota pra fuder ou não? Diapasão pra afinar a sua noção rebola mais não to cheio de tesão instrumentos não metálicos

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penetram com emoção huuuuuuuum tá bem na foto ou quem tirou que tá bem foto? Troço desconfia de tudo até do sócio fecharemos o comércio queremos ócio mas antes vamos gritar no teatro municipal

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Revolução Poética XXVII Notas sobre a evolução não notas sobre o som não políticas de juventude voam sem virtude sobrevivendo slam palavras pulam sortimento refrigerante elegante é a forma de descarte ignorante bandidos sem armas presídios sem armadas muros são escadas para a perdição em perna aberta ereta alongamento conserta concerto renega sua música profana me esgana quero novas conexões

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novas interpretações velhas canções escolaridade para os de meia idade solos de instrumentos solo é a terra precisamos estar vivos será que importa?

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Revolução Poética XXVIII O submisso reclama dos submissos os espertos reclamam disso e daquilo não adianta ser jovem se tudo acabou em lágrimas não em seu ridículo temos um novo campeão em cena temos um novo motivo pra pena lutei até o final ando tão banal feliz por ser retardatário culpa do sistema de avaliação música com só uma frase? Retrocesso ou fase? Defesas propostas em linha afrontas da loja da esquina lógica, lógica não esquece as tintas nem as mãos grossas puuuuuuf cansado da mesma paisagem sempre devendo mesma paisagem sempre acreditando

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mesma paisagem 360 graus caos saiu sem o cartucho carregado o telefone vibra amores suam a camisa alguém mais perto alguém mais perto diga-me porque é tão difícil estar na contra-mão...

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Revolução Poética XXIX Miserabilidade olho pra mão sinto uma grande emoção uma comiseração cheguei perto do objeto extra-virgem mente calcificando tá de sacanagem ou o que? Não quis me dar sou feio pra danar colocar no meu lugar me dê um café e um saco de chá chá deixa pra cê vou defecar calma ae construção reforma instituição? Aqui e agora quem mandou acreditar? Agora chora vai ter reação

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não ignora teu corpo tá maculado ferido destroçado mais um irmão se foi organizar um levante ou como sempre deixar pra depois?

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Revolução Poética XXX Conheci a preta na praça nervosismo, ansiedade, brasa conheci a preta e sua lágrima conheci a preta e sua nudez assustei admirei apaixonei amei ainda amo no fundo das minhas entranhas alma que se expande arranha preta sensitiva da minha vida me assanha corporalidades vontades o nexo perdoa fases não saia de frente nem considere as crases a perfectibilidade é falha critérios são critérios mistérios são mistérios

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n達o cravo o eterno pois j叩 entranhou espero caminhos s達o caminhos se ligou n達o estamos mais sozinhos....

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Revolução Poética XXXI Acordei caricatura vida insegura antes de me assustar as esquinas são calcanhares micro-cosmos lugares quase ignorantes por transeuntes inúteis canaliza respiração, suor, ojeriza corra, corra desvia da baliza eles fazem seus clãs nós chegamos amanhã mudando a porra toda esforço em ser alguém melhor mesmo que a avaliação seja de alguém pior não diga nada, apenas tenha dó dos seus pés pois tu andas pra caralho compra uma bicicleta acende um baseado beba um suco seja vegano

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saco não sou de esquerda, nem de direita sou preto conquisto respeito escrevo por direito denuncio desespero só fodo com a preta bem daquele jeito não há revolução se não há compreensão da letargia não há revolução se não houver um pouquinho de ousadia não há revolução se não acordar todo dia não há revolução se sua vontade não for poesia! Entende agora, seu porra?

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Revolução Poética