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LESÕES NO ESPORTE: da prevenção ao tratamento Prof. Dr. Guilherme Borges Pereira guilhermebp_

musculacaoclinica


O que é lesão? “Qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo.”

siga-nos:

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Grau III (grave)

Grau II (moderado)

Tecido muscular esquelético possui a maior massa do corpo humano ( 45%). Causas: contusões, estiramentos ou lacerações.

Grau I (leve) guilhermebp_


LOCALIZAÇÃO E EXTENSÃO DAS LESÕES MUSCULARES FUNCIONAIS E ESTRUTURAIS

Semitendinoso

Bíceps femoral

Lesão muscular estrutural (avulsão tendínea)

Semimembranoso

Desordem muscular funcional (fadiga e DOMS)

Hans-Wilhelm Mueller-Wohlfahrt et al. Br J Sports Med doi:10.1136/bjsports-2012-091448.


CLASSIFICAÇÃO DAS DESORDENS E LESÕES Entorse Lesões articulares

Lesões ligamentares

Luxação

Grau II Grau III (Grave) (moderada) Deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição normal na articulação Grau I (leve)

Fratura

Perda da integridade do osso

Grau I (leve)

Estiramento, sem ruptura macroscópica, pouco edema ou sensibilidade, perda mínima funcional e sem instabilidade articular.

Grau II

Ruptura macroscópica parcial com dor moderada, edema e sensibilidade, perda na mobilidade articular e instabilidade articular de leve a moderada.

Grau III (grave)

Ruptura completa, edema, hemorragia e sensibilidade; perda de função articular, mobilidade anormal e instabilidade.

(moderada)


CLASSIFICAÇÃO DAS DESORDENS E LESÕES Lesões ósseas

Lesões nervosas

(Centrais ou Periféricas) Seddon HJ, 1975

Fechada: não perfura a pele Exposta: rompe a pele lesão leve com perda motora e Neuropraxia sensitiva, sem alteração estrutural Esmagamento, estiramento ou por percussão; perda de continuidade Axonotmese axonal e subseqüente degeneração Walleriana do segmento distal. Separação completa, desorganização do axônio causada Neurotmese por uma fibrose tecidual e interrupção do crescimento axonal.


MECANISMOS DE LESÕES Contato Sobrecarga dinâmica Excesso ou sobrecarga de uso Vulnerabilidade estrutural Redução de flexibilidade Desequilíbrio muscular

• Contato traumático. Ex.: tanto o choque de um atleta com o outro. • Tensão súbita e insuportável. Ex.: estiramento muscular. • Somatório de tensões ou pressões repetidas e não resolvidas do tecido. • Fadiga, insuficiência e/ falha tecidual e/ou estrutural, secundária à sobrecarga, tensão ou estresse excessivo. Ex.: hiperpronação do pé durante a corrida. • Desvios no contato articular e sua degeneração. • Condicionamento e utilização musculares impróprios para o movimento.

Crescimento rápido • mecanismo observado na criança ou adolescente que pratica esporte.


CAUSAS DAS LESÕES ESPORTIVAS 1. Erros de treinamento (falta de técnica esportiva); 2. Domínio da técnica ou desigualdade física; 3. Falta de treinamento; 4. Audácia excessiva; 5. Falta de respeito regras do jogo; 6. Excesso de rigor na aplicação das regras; 7. Idade do jogador; 8. Alterações climáticas; 9. Improvisação; 10.Reingresso do jogador antes da recuperação total da lesão.


ERROS DE TREINAMENTO

60% das lesões esportivas:

• Avaliação inadequada das capacidades e necessidades • Quantidade inadequada de treino (volume e/ou intensidade) • Técnica inadequada de execução Na presença de outros mecanismos, frequentemente o excesso de sobrecarga/uso é o “estopim” para as lesões.


PRINCIPAIS LESÕES ESPORTIVAS • Entorses articulares (ex.: tornozelo) • Lesões musculares (ex.: distensões) • Tendinites (ex.: paratendinite com Tendinose) • Lesões meniscais e ligamentares (ex.: ruptura completa do LCA)


Mas o que é dor lombar? “dor ou desconforto nos últimos 12 meses não relacionada à trauma ou à dor menstrual.” “...a melhor definição é a que deve incluir o local da dor, sintomas, duração, frequência e severidade.”


COLUNA VERTEBRAL E MEDULA ESPINAL

L2

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SINAIS E SINTOMAS DE DOR LOMBAR Avaliação – Prescrição – Evolução

• Dor na região lombar. • Medo de realizar o movimento devido a dor. • Padrão anormal de movimentos lombopélvicos. • ê Força e resistência dos extensores da coluna.


Teste Biering-Sorensen • Objetivo: avaliar a força de resistência isométrica da musculatura extensora do tronco. • Posicionamento: decúbito ventral sobre uma maca com o tronco livre (altura da crista ilíaca). • Medida: tempo ('') com o tronco suspenso na posição horizontal (máx 240''). Homens sem histórico de dor lombar: 198''. Homens e mulheres: < 58'' 3x mais propensos a desenvolver dor lombar.

Demoulin et al. Joint Bone Spine 73 (2006) 43–50.


Variaçþes do Teste Biering-Sorensen


Variações do Teste Biering-Sorensen

Sem histórico de dor lombar: 116 – 198'' Antes da dor lombar: 85 – 166'' Durante dor lombar: 39 – 163'' Prognóstico: < 58'', 3x mais propensos Demoulin et al. Joint Bone Spine 73 (2006) 43–50.


ESCALA DE DOR: INTENSIDADE DA DOR Escala numérica de 11 pontos • 0 (zero): ausência de dor • 10 (dez): dor insuportável

ACTA ORTOP BRAS 15(4:227-230, 2007).


QUESTIONÁRIO ROLAND-MORRIS: INCAPACIDADE • 24 perguntas de autoresposta; • 5 min para responder; • Resposta dicotômica (sim ou não); • Resultado: • Soma das respostas sim. • 0 e 24 pontos. 0: pessoa sem queixas. 24: doente com limitações muito graves.

“Medida é válida e confiável para a amostra brasileira com dor crônica.”

Rev Dor 2010;11(1):28-36.


DOR LOMBAR CRÔNICA Quais pacientes/clientes podem se beneficiar do exercício LEVANTAMENTO TERRA? 2/3 dos pacientes: • Redução da atividade e intensidade dor; • Aumento da força muscular dos extensores do tronco.

1/3 não! Por que?

Quais características dos pacientes podem indicar o sucesso deste exercício?


LEVANTAMENTO TERRA +11 variações • • • •

Sumô Tradicional Romeno Stiff

A principal diferença entre as variações é a amplitude de movimento da articulação do joelho.

Strength & Conditioning Journal: April 2010 - Volume 32 – Issue 2.


LEVANTAMENTO TERRA: 4 variações


LEVANTAMENTO TERRA: TRADICIONAL 1. Posição e alinhamento da barra: sobre a linha e vertical ao mediopé. 2. Pés: posição neutra (<15°) ; largura do quadril e mediopé embaixo da barra. 3. Pegada: pronada ou combinada na barra com DBA. 4. Braços: vertical no plano frontal e ligeiramente inclinados no plano lateral. 5. Cotovelos: extensão (leve flexão, < 5°). 6. Peitoral: em expansão 7. Ombros: relaxados e a frente da barra no plano lateral 8. Escápulas: alinhado ao mediopé no plano lateral 9. Coluna cervical, torácica e lombar: posição neutra.


LEVANTAMENTO TERRA: TRADICIONAL 10.Fase da subida (concêntrica): puxe lentamente a barra próxima ao corpo; extensão de quadril e joelhos simultâneas. Contração forçada de glúteos na fase final da subida. 11.Fase da descida (excêntrica): desça a barra até altura do joelho com predomínio da flexão do quadril. 12.Complete a descida com flexão de joelhos. 13.Contração abdominal e Valsalva (opcional). Ajustes finais: barra sobre o mediopé, escápulas sobre a barra, alinhamento neutro da coluna cervical, torácica e lombar.


DOR LOMBAR CRÔNICA Quais pacientes podem se beneficiar do exercício LEVANTAMENTO TERRA?

• Intensidade da dor: < 6 • Teste Biering-Sorensen: > 60'’ – Ótimo preditor: avalia atividade e estabilidade dos extensores do quadril e coluna lombar Berglund, L, Aasa, B, Hellqvist, J, Michaelson, P, and Aasa, U. Which patients with low back pain benefit from deadlift training? J Strength Cond Res 29(7): 1803–1811, 2015.


LEVANTAMENTO TERRA Qual variação proporciona menor sobrecarga na região lombar e na cadeia muscular posterior? TRADICIONAL

SUMÔ

Resposta: variação com a maior ADM da articulação do joelho e a menor de tronco.

Proposta de evolução: 1. Sumô 2. Tradicional 3. Romeno 4. Stiff


LT Romeno

Observe ADM do joelho!

LT Stiff


LEVANTAMENTO TERRA SUMÔ

RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS: 1. Distância entre os pés > largura dos ombros. Pés rodados para fora (< 45°). 2. Pegada combinada na barra entre as pernas na frente do tronco; DBA ou menor. 3. Contração abdominal e Valsalva.


LEVANTAMENTO TERRA SUMÃ&#x201D;


PROPOSTA DE INICIAÇÃO: LEVANTAMENTO TERRA 1. Flexibilidade muscular e fáscia muscular • Coluna vertebral, quadril, joelho e tornozelo 2. Mobilidade articular • Coluna vertebral, quadril, joelho e tornozelo


TESTE DE FLEXIBILIDADE: BANCO DE WELLS MEDIDA: ADM da parte posterior do tronco e pernas.

Forte correlação para avaliar extensibilidade de Isquiotibiais, mas fraca para extensibilidade da Lombar


TESTE DE DEDOS AO CHÃO • Joelhos completamente estendidos. • Flexão do tronco em direção ao chão. • Braços e cabeça relaxados. • Momento final da flexão indicado por sensação de tensão muscular e desconforto. • Classificação (distância): • < 10 cm: flexibilidade normal. • > 10 cm: flexibilidade reduzida. Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 11, n. 2, p. 139-145, mar./abr. 2007.


TESTE DE ELEVAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES EM EXTENSÃO • Elevação passiva, • Medida: ângulo entre o eixo da perna e a horizontal. Classificação (angulação): • > 65º: flexibilidade normal • < 65º : flexibilidade reduzida (Q°: ângulo do quadril, P°: ângulo da perna, R°: rotação do quadril, A: faixa de fixação do membro contralateral). Rev. Bras. Fisioter., São Carlos, v. 11, n. 2, p. 139-145, mar./abr. 2007.


TESTES PARA AVALIAR A FLEXIBILIDADE 1 – Sentar e alcançar. Fonte: A prática da Avaliação Física - 1999, p. 131 2 - Extensão de tronco e pescoço. Fonte: A prática da Avaliação Física - 1999, p. 132 3 - Afastamento Lateral dos membros inferiores. Fonte: A prática da Avaliação Física - 1999, p. 133 4 - Teste de Schoberlike - avaliar coluna cervical Teste de Schober - avalia a coluna torácica e lombossacro Teste de Ott - avalia a coluna torácica e lombossacro. Fonte: Avaliação Médica e Física 2000, p. 167 5 - Teste de tocar os dedos para Flexibilidade do Manguito Rotador. Fonte: O manual do Personal Trainer - 1999, p. 171 6 - Teste de Sentar e Alcançar. Fonte: Programa de Condicionamento Físico da ACSM - 1999, p. 3 7 - Teste de sentar e alcançar. Fonte: Avaliação Física - José Fernandes Filho - 1997, p. 58 8 - Teste de Amplitude de Movimento das Costas Passivo. Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde - 2000, p.222 9 - Teste de Amplitude de Movimento das Costas Ativo. Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde - 2000, p.222 10 - Testes Combinados de Flexão do Tronco e da Articulação do Quadril de Calliet. Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde - 2000, p.222 11 - Teste de Sentar e Alcançar de Hopkins e Hoeger. Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde - 2000, p.222 12 - Teste de Sentar e Alcançar Modificado. Fonte: Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde - 2000, p.222.


LIBERAÇÃO MIOFASCIAL • • • • •

é Mobilidade é AMM ê Cicatrizes ê Tônus dos músculos hiperativos é Qualidade do movimento


LIBERAÇÃO MIOFASCIAL As evidências científicas suportam a prática? Qual técnica? Ativa, passiva, manual, equipamento Qual objetivo? ADM, recuperação, alívio de dor Qual lesão/doença? encurtamento, dor lombar, fascite plantar


TÉCNICAS DE ALONGAMENTO – Alongamento balístico – Alongamento estático (ativo ou passivo) – Facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP): • Sustenta-relaxa • Sustenta-relaxa com inversão lenta • Contrai-relaxa siga-nos:

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FACILITAÇÃO NEUROMUSCULAR PROPRIOCEPTIVA

Sustenta – Relaxa 1. Passivamente alongar o músculo a ser alongado (limite de dor). 2. Contração isométrica do músculo a ser alongado, contra resistência (5 a 10’’). 3. Participante relaxa a musculatura e em seguida alongamento novamente do músculo (limite de dor) por 30’’. 4. Realizar de 3-6 ciclos/sessão.


OPÇÕES DE ALONGAMENTOS CADEIA POSTERIOR

Todas as variações são válidas, apenas faça os ajustes necessários ao cliente com dor lombar!


OPÇÕES DE EXERCÍCIOS PARA ATIVAR GLÚTEOS

(máximo, médio e mínimo)


PROPOSTA DE INICIAÇÃO: LEVANTAMENTO TERRA 1. Flexibilidade muscular e fáscia muscular • Coluna vertebral, quadril, joelho e tornozelo 2. Mobilidade articular • Coluna vertebral, quadril, joelho e tornozelo 3. Posição ortostática (estático) • Ereto segurando o bastão; posição intermediária e final 4. LT na unilateral (estático) • segurando o bastão na posição final. 5. LT na posição inicial (estático) 1. Posição com barra no chão; 6. LT com a barra (dinâmico)


PROPOSTA: INICIAÇÃO AO LEVANTAMENTO TERRA Posição ortostática (estático): LT na posição inicial – Ereto segurando o bastão; posição intermediária (apoiado), posição final (livre).

Bastão deve tocar: – Cabeça – Torácica – Sacral


PROPOSTA: INICIAÇÃO AO LEVANTAMENTO TERRA LT na unilateral (estático) – Segurando o bastão na posição final.

• Bastão deve tocar os mesmos pontos. • Simetria do quadril. • Alinhamento com o pé apoiado. • Alinhamento da perna livre.


PROPOSTA: INICIAÇÃO AO LEVANTAMENTO TERRA LT na na parede.


PROPOSTA DE INICIAÇÃO: LEVANTAMENTO TERRA LT na posição inicial (estático) •

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

Posição com barra no chão.

Posição e alinhamento da barra: sobre a linha e vertical ao mediopé. Pés: posição neutra (<15°) ; largura do quadril e mediopé embaixo da barra. Pegada: pronada ou combinada na barra com DBA. Braços: vertical no plano frontal e ligeiramente inclinados no plano lateral. Cotovelos: extensão (leve flexão, < 5°). Ombros: relaxados e a frente da barra no plano lateral. Escápulas: alinhado ao mediopé no plano lateral


PROPOSTA DE INICIAÇÃO: LEVANTAMENTO TERRA LT com a barra (dinâmico) Erros: perda curvatura neutra da coluna; iniciar com a barra em cima; não tocar o solo entre as repetições; bater a carga e impulsionar entre as repetições; grande AM de joelhos; hiperextensão coluna; elevar os ombros; “acertar” canela/joelhos com a barra; flexão de cotovelos; calçado inadequado.


Exercícios individualizados de controle motor de baixa intensidade e educação vs. Levantamento Terra e educação para melhorar o nível de atividade, intensidade da dor e performance física em pacientes com dor lombar


LMC Exercises

Estágio 1: homebased (10 repetições 2 a 3x/dia) Estágio 2: exercícios ergonômicos Estágio 3: exercícios globais

HLL Exercise

8 semanas de treinamento 12 sessões com duração de 20-30 min no LMC e 60 min no HLL.


Dor, escala específica funcional do paciente, força e ponte pronada.


Ponte lateral, Biering-Sorensen e testes controle de movimento


CONCLUSÃO “Exercícios de controle motor e levantamento terra aumentaram atividade funcional, o controle motor, a endurance e força muscular e reduziu a intensidade da dor em pacientes com dor lombar.


Similaridades e diferenças entre o levantamento terra e o agachamento

• Grande ângulo articular do quadril durante o movimento. • Agachamento: ângulo articular do joelho maior durante o movimento.


“...Existe um conceito difundido entre profissionais de educação física, fisioterapeutas e ortopedistas de que o joelho não deve ser demasiadamente anteriorizado em relação à ponta do pé na direção ântero-posterior durante qualquer tipo de agachamento de modo a diminuir a carga mecânica sobre o joelho...”

Mito ou verdade? Revista Brasileira de Fisioterapia. São Carlos, v. 11, n. 2, p. 121-125, mar./abr. 2007.


- Indivíduos saudáveis, 25 anos - Experiência no agachamento Joelho ultrapassando a linha vertical (U) Joelho não ultrapassando a linha vertical que passa pelos dedos do pé (NU)


Aumento de 49 ± 34% na Força Patelofemoral

CONDROMALÁCIA E OSTEOARTRITE Revista Brasileira de Fisioterapia. São Carlos, v. 11, n. 2, p. 121-125, mar./abr. 2007


AGACHAMENTO Agachamento uni ou bilateral resulta em mínima força de tensão sobre o LCA. – Coativação de quadríceps, isquiotibiais e gastrocnêmico: é estabilização ânteroposterior do joelho

Maior inclinação de tronco é atividade de Isquiotibiais ê força de tensão no LCA


Os joelhos ultrapassando os dedos dos pés excessivamente durante o agachamento pode aumentar a força de tensão sobre o LCA. DICA: não ultrapassar mais do que 8-10 cm. Escamilla et al. Cruciate ligament loading during common knee rehabilitation exercises. Journal of Engineering in Medicine 2012 226: 670.


AGACHAMENTO PROPOSTA DE APRENDIZADO E CORREÇÕES TÉCNICAS


PROPOSTA: EXERCÍCIOS DE CORREÇÃO 1. Flexibilidade muscular e fáscia • Coluna torácica e lombar, quadril, joelho e tornozelo

2. Mobilidade articular • Coluna torácica e lombar, quadril, joelho e tornozelo

3. Agachado na posição final livre (estático) • Adicionar: sobressalto

4. 5. 6. 7. 8.

Agachado na parede (estático) Agachamento com apoio (fase descendente) Agachamento livre com faixa elástica (dinâmico) Agachamento na parede (dinâmico) Agachamento com a barra (dinâmico)


SUGESTÃO: TORNOZELO


SUGESTÃO: TORNOZELO Teste de mobilidade articular do tornozelo • 7 a 12 cm da parede. • Tentar tocar o joelho na parede. • Não “levantar” o calcanhar. • Resultado: o não toque, restrição de mobilidade.


PROPOSTA: EXERCÍCIOS DE CORREÇÃO


MOBILIDADE DO QUADRIL

TÉCNICAS DE LIBERAÇÃO MIOFASCIAL


SUGESTÃ&#x192;O: MEMBRO SUPERIOR TESTE DE FLEXIBILIDADE: Teste de Apley Ombro


SUGESTÃO: MEMBRO SUPERIOR


SUGESTÃO: COLUNA TORÁCICA E MEMBRO SUPERIOR


TÉCNICAS DE LIBERAÇÃO MIOFASCIAL


PROPOSTA: EXERCÍCIOS DE CORREÇÃO

3. 4. 5. 6.

Agachado na posição final livre (estático) Agachado na parede (estático) Agachamento com apoio (fase descendente) Agachamento livre com faixa elástica (dinâmico) 7. Agachamento na parede (dinâmico) 8. Agachamento com a barra (dinâmico)


Dica: ensine o paciente/cliente a olhar no espelho o movimento. Traรงar linhas paralelas imaginรกrias entre o tronco e joelhos.


A técnica no agachamento de indivíduos com lesão no LCA é mesma de indivíduos sem lesão?


Redução da AST (10%-15%). Redução do pico de torque > 49 meses após a cirurgia. CARACTERÍSTICAS DO ESTUDO • 27 anos, 30 semanas pós-operatório (ligamento patelar; sem lesão em outros ligamentos ou meniscos; ADM completa e sem dor; ausência de edema ou dor articular) • Agachamento livre com barra posterior • 3 séries de 10 repetições; carga 35% peso corporal, 3 min intervalo entre séries • •


Ângulo articular das articulações do tornozelo, joelho e quadril igual entre o membro intacto e o lesionado. • Exceto para a dorsiflexão de tornozelo (>7,3% no membro intacto).

• Força de reação do solo igual entre o membro lesionado e o intacto (dados não apresentados).


25% maior o pico de forรงa dos extensores do joelho no membro intacto.


Indivíduos lesionados com predomínio da ação dos extensores do quadril durante o agachamento.

46,5 % maior

HKR > 1: predomínio da ação dos extensores do quadril. HKR < 1: predomínio da ação dos extensores do joelho.


CONCLUSÕES • Ângulos articulares do movimento (dorsiflexão de tornozelo + flexão de joelho + flexão de quadril) similares entre os membros. • Forças de reação do solo igual entre os membros. • Pico de força dos extensores do joelho 25% menor no membro lesionado. • Predomínio da ação dos extensores do quadril durante o agachamento (46,5%) em indivíduos lesionados.


10. Qual musculatura está ativa no AGACHAMENTO? É possível aumentar a atividade dos glúteos durante o agachamento? • • •

Livre parcial Livre completo Smith (guiado)

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Agachamento paralelo

Agachamento parcial

Agachamento completo

Texto

Mas qual a aplicação prática desta estratégia?

Caterisano et al. Journal of Strength and Conditioning Research, 2002, 16(3), 428–432


PROVAVELMENTE PARA INDIVÍDUOS - Síndrome da Dor Femoropatelar - Síndrome do Trato Iliotibial - Lesão do Ligamento Cruzado Anterior - Instabilidade Crônica do Tornozelo

Fundamentais para a estabilidade estática e dinâmica da articulação (quadril e joelho)


SÍNDROME DA DOR FEMOROPATELAR


SÍNDROME DA DOR FEMOROPATELAR Lesão muito comum no joelho (25%). JOELHO DE CORREDOR

Causa? Origens múltiplas. Hipótese aceita: estresse excessivo na articulação femoropatelar com subsequente lesão na cartilagem articular.


ETIOLOGIA DA SDFP • • • • • • • • • • • •

Desalinhamento patelar (importante fator) Aumento do “ângulo Q” Patela alta ou baixa Rotação lateral da tíbia Anteversão femoral Pronação subtalar excessiva Valgismo ou varismo em joelhos Encurtamento do retináculo lateral Retração dos músculos isquiotibiais e do trato iliotibial Má incongruência entre a patela e o sulco troclear femoral Desequilíbrio de forças e contração muscular entre VM e VL Fraqueza dos músculos abdutores e rotadores do quadril


É possível aumentar a atividade do VASTO MEDIAL durante o exercício?

Se sim, como fazer isso?


ISOLAÇÃO DO MÚSCULO VASTO MEDIAL OBLÍQUO DURANTE O EXERCÍCIO FÍSICO


- Saudáveis, 25 anos, não-atletas e sem histórico de lesões. - Testes de força no isocinético e eletromiografia do vasto medial, vasto lateral e vasto intermédio.

CONCLUSÕES • Não foi observada maior atividade do vasto medial em nenhum dos 9 exercícios. • Dica: isometria em 15° de extensão de joelhos com quadril em posição neutra para otimizar a atividade do quadríceps, especialmente o vasto lateral.


REVISÃO SISTEMÁTICA

“é uma revisão planejada para responder uma pergunta específica e que utiliza métodos explícitos e sistemáticos para identificar, selecionar e avaliar criticamente os estudos, e para coletar e analisar os dados destes estudos incluídos na revisão.”


387 participantes (87 com SDFP) - Homens e mulheres (média de idade 25 anos) • Adução ou abdução do quadril • Rotação interna ou ALTERAR A POSIÇÃO DAS ARTICULAÇÕES OU COexterna do quadril • A Rotação interna ou CONTRAÇÃO NÃO AUMENTA ATIVIDADE DO externa da tíbia VASTO MEDIAL • Flexão plantar ou dorso flexão do tornozelo • Pronação ou supinação do pé


Indivíduos com SDFP unilateral apresentam menor espessura muscular do quadríceps (vasto lateral, vasto medial/oblíquo, reto femoral e intermédio) no membro afetado comparado ao contralateral. A ATROFIA MUSCULAR NÃO É ESPECÍFICA AO VMO!

Giles LS, Webster KE, McClelland JA, Cook J. Atrophy of the Quadriceps Is Not Isolated to the Vastus Medialis Oblique in Individuals With Patellofemoral Pain. J Orthop Sports Phys Ther. 2015 Aug;45(8):613-9.


IndivĂ­duos com SĂ­ndrome da Dor Femoropatelar podem realizar leg press e/ou agachamento?


Participantes com SDFP (dor sentado, subir escadas, agachar, correr, saltar e início da dor sem trauma agudo) Intervenção: • Adução de quadril no leg press (LPHA group) • Somente leg press (LP group) • Sem exercício (control group). ü Treinamento (leg press 45°): 3x/semana, durante 8 semanas •


Adução de quadril no Leg press 45° com faixa elástica

Ultrassom (área e volume)


COMPARAÇÃO ENTRE PRÉ E PÓS INTERVENÇÃO Dor, função e morfologia do VMO

8 semanas de treinamento no leg press 45° promove hipertrofia do VMO, redução da dor e melhora da função em indivíduos com SDFP.

AMPLITUDE COMPLETA DO MOVIMENTO NO LEG PRESS


Leg Press

O VILÃO DA MUSCULAÇÃO?


Gastrocnêmico Assistência na flexão plantar

Abdômen

Estabilização do tronco

Quadríceps

Extensão do joelho

Sóleo Coluna Vertebral Isometria Quadril Extensão

Joelho

Extensão

Eretores da Coluna Tornozelo

Estabilização do tronco Flexão plantar

Flexão plantar

Isquiotibiais

Assistência na extensão de quadril e estabilização da tíbia

Glúteo máximo

Extensão do quadril


PRINCIPAIS ERROS TÉCNICOS LEG PRESS 1. Retirar o quadril e a coluna lombar do banco de apoio. 2. Joelhos para dentro (geno valgo). 3. Extensão excessiva na fase final do movimento. 4. Retirada do calcanhar da plataforma.


POSSÍVEIS DOENÇAS RELACIONADAS • Síndrome da dor Femoropatelar –Condromalácia

• Dor lombar • Artrite e Artrose • Microfratura óssea por estresse


RETIRAR O QUADRIL E COLUNA LOMBAR DO BANCO DE APOIO


RETIRAR O QUADRIL E COLUNA LOMBAR DO BANCO DE APOIO • Reduzir ADM durante o movimento. • Faixa elástica (propriocepção). • Flexibilidade da cadeia posterior. • Fortalecer Eretores da coluna e/ou Quadrado lombar.


POSICIONAMENTO PARA DENTRO (GENO VALGO) DOS JOELHOS

Conduta: exercícios corretivos, fortalecimento de glúteo máximo e/ou rotadores externos do quadril.


OUTRAS ESTRATÃ&#x2030;GIAS


EXTENSÃO EXCESSIVA NA FASE FINAL DO MOVIMENTO Articulação: tipo dobradiça atípica (pequena rotação). Meniscartroses: fibrocartilagem que aumenta a superfície articular e a torna mais côncava. Conduta: Limitar a amplitude de movimento.


LEG PRESS: MODELOS E VARIAÇÕES LINEARES

ANGULARES

• Força de descarga do peso não • Arco de movimento: direção sofre alteração angular durante do quadril e plano inclinado do o curso de movimento. carrinho. • Articulações do quadril e • Articulações do quadril e joelhos em padrão 1°:1° joelhos trabalham em padrão (extensão e flexão). 1,5 – 2°:1° (extensão e flexão). Carrinho móvel

horizontal 80°

Plataforma móvel 45°


ESTUDO DE CASO Sr. Carlos Eduardo, 39 anos, sedentário, 12 meses de reconstrução ligamentar (LCA) direito (tendão patelar) lhe procura pois deseja fazer musculação. • Ele te pergunta: 6. Eu posso fazer Leg press? Agachamento? Cadeira Extensora? Sim ou não. 7. Qual destes exercícios é potencialmente mais lesivo ao joelho operado? 8. Quais serão as medidas de precaução e adaptação aos exercícios?


Mínima força de tensão foi produzida durante a realização do LP e agachamento.

Motivo? Coativação da musculatura (quadríceps, Isquiotibiais e gastrocnêmico) aumenta a estabilização ântero-posterior do joelho.


Objetivo: minimizar a sobrecarga no LCA na cadeira extensora. Ajuste: realizar em ângulos grandes (50-100°) e com o apoio inferior mais próximo ao joelho possível.

Journal of orthopaedic & sports physical therapy. volume 42, number 3, march 2012.


“Atividades com rápida desaceleração (aterrissar em uma perna após o salto, corrida com mudança brusca de direção) são associadas a elevada sobrecarga ao LCA e relacionadas à lesões. salto com aterrissagem em uma perna 1.300N: força de tensão no LCA 2.000N: força de tensão PROGRESSÃO E ATENÇÃO AOS EXERCÍCIOS máxima no LCA saudável e COM GRANDE DESACELERAÇÃO reconstruído Salto com aterrissagem em duas pernas 250N de força de tensão no LCA


Programa de Pós-Graduação em Educação Física

NOVAS PERSPECTIVAS NO TRATAMENTO DAS LESÕES ISQUIOTIBIAIS


30 anos de estudos cientĂ­ficos

Aumento da IncidĂŞncia RecorrĂŞncia extremamente elevada de Visser et al. Br J Sports Med. 2012; Brukner P. Br J Sports Med 2015; Ekstrand et al. Br J Sports Med. 2016; Blanch et al. Br J Sports Med. 2016; Ramos et al. rev bras ortop. 2017.


“NOT ALL HAMSTRING INJURIES ARE THE SAME” DIFERENTES MECANISMOS DE LESÕES • Corrida em alta velocidade (cabeça longa do bíceps femoral)

• Alongamento máximo (região proximal do tendão do semimembranoso)

• Arquitetura do tendão • Aponeurose PROGRAMA DE REABILITAÇÃO E O TEMPO DE RETORNO AO ESPORTE Hans-Wilhelm Mueller-Wohlfahrt et al. Br J Sports Med, 2012; de Visser et al. Br J Sports Med. 2012; Brukner P. Br J Sports Med 2015; Ekstrand et al. Br J Sports Med. 2016; Blanch et al. Br J Sports Med. 2016; Ramos et al. rev bras ortop. 2017.


PRINCIPAIS FATORES QUE DETERMINAM O RETORNO AO ESPORTE • Lesão próxima à tuberosidade isquiática, tempo maior para o retorno; • Magnitude da lesão via Ressonância Magnética; • Tamanho da lesão e área da seção transversa/volume; • Achados via ultrassom; * qualidade moderada/baixa das evidências científicas. Askling et al. Am J Sports Med 2007; Petersen et al. Am J Sports Med 2014; Reurink et al. Sports Med 2015; Brukner P. Br J Sports Med 2015.


CHANCES DE RECORRÊNCIA “As lesões recorrentes são um dos maiores problemas e desafios, especialmente, se a lesão for no músculo bíceps femoral.” Fatores de recorrência: • Número de lesões; • Déficit na extensão ativa de joelho; • Déficit de força isométrica de flexão a 15°; • Desconforto local a palpação nos primeiros dias de RTP; • Redução da atividade mioelétrica (inibição neuromuscular pela dor?); • Redução da performance em testes de sprint; Askling et al. Am J Sports Med 2007; Petersen et al. Am J Sports Med 2014; Reurink et al. Sports Med 2015; Brukner P. Br J Sports Med 2015.


PROGRAMAS DE REABILITAÇÃO O componente excêntrico é fundamental para o processo de reabilitação, no entanto, recomenda-se que os

exercícios sejam feitos na “posição alongada”. QUAIS EXERCÍCIOS INCORPORAR? • Levantamento Terra • Flexão Nórdica • Exercícios de Askling

(extender, diver e glider)

Askling et al. Am J Sports Med 2007; Petersen et al. Am J Sports Med 2014; Reurink et al. Sports Med 2015; Brukner P. Br J Sports Med 2015.


FLEXÃO NÓRDICA Musculatura alvo: posteriores de coxa e perna. Tipo de contração: isotônica. Fase excêntrica: extensão dos joelhos (carga gravitacional) com freio excêntrico no movimento (flexão dos joelhos). Pico de torque: final da fase excêntrica. Fase concêntrica: Pico de torque: início da fase concêntrica.

PREVENÇÃO DE LESÕES Am J Sports Med. 2015 Nov;43(11):2663-70; Br J Sports Med. 2015 Nov;49(22):1466-71; J Strength Cond Res. 2015 Nov;29(11):3124-33; Br J Sports Med. 2015 Oct;49(19):1241-4.


Músculos-Alvo da Flexão Nórdica

Pode ocorrer insuficiência ativa dos isquiotibiais no exercício de Flexão Nórdica? Não. • Qual a influência do posicionamento dos membros superiores no momento da execução da Flexão Nórdica? Aumento ou redução do braço de alavanca do torque resistivo gravitacional do peso corporal. Ex.: mãos cruzadas na nuca: aumenta o esforço muscular da musculatura sinergista estabilizadora e, da musculatura-alvo. • O exercício de Flexão Nórdica é seguro? Há compressão patelofemoral? Atenção: fixação dos pés; assistência ao movimento. Sim, mas nada fora do normal.


Músculos-Alvo da Flexão Nórdica

Lachlan Wilmot - Athletic Performance Coach


FLEXÃO NÓRDICA

Progressão e Variações • Decomposição do exercício em fases isométricas para isotônico.


FLEXÃO NÓRDICA

Progressão e Variações • Nórdico com flexão de quadril.

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FLEXÃO NÓRDICA: Progressão e Variações Ativo e assistido por bola suíça. Ativo e assistido por elástico.


FLEXÃO NÓRDICA

Progressão e Variações


Objetivo: Comparar a realização do exercício nórdico com os tornozelos na posição de dorsiflexão ou flexão plantar sobre a atividade muscular do bíceps femoral e gastrocnêmio.

CONCLUSÃO A posição dos tornozelos não influenciou a atividade muscular durante o exercício. Os autores sugerem realizar o nórdico com os pés em dorsiflexão, pois replica a fase final de swing durante a corrida (lesões de isquiotibiais).


PROPOSTA DE REABILITAÇÃO Impact Factor: 4.1

JUL 2017

UM ALGORITMO PROGRESSIVO MULTIFATORIAL PARA O TRATAMENTO DE LESÕES DOS ISQUIOTIBIAIS • Duplo cego, randomizado controlado; jogador de futebol (2 grupos: Tradicional e Algoritmo), 5 dias após lesão. • Fatores do algoritmo: mecanismo de lesão e recorrência. Fases: AGUDA – REGENERAÇÃO - FUNCIONAL • Critérios clínicos e funcionais avaliados semanalmente;


FASE REGENERAÇÃO

Periodização em bloco divida (3 dias/semana): Terapia manual e eletroestimulação, flexibilidade, fortalecimento de glúteo máximo, médio e isquiotibiais, pliometria, estabilização de tornozelo, controle lombo-pélvico e técnicas de corrida. Mendiguchia J, et al. Med Sci Sports Exerc. 2017.


Mendiguchia J, et al. Med Sci Sports Exerc. 2017.


FASE FUNCIONAL

Periodização em bloco divida (3 dias/semana): Terapia manual, flexibilidade, fortalecimento de glúteo máximo, médio e isquiotibiais, pliometria, estabilização de tornozelo, controle lombo-pélvico e técnicas de corrida. Mendiguchia J, et al. Med Sci Sports Exerc. 2017.


Mendiguchia J, et al. Med Sci Sports Exerc. 2017.


JUL 2017

Os jogadores de futebol submetidos ao algoritmo reduziram a recorrência de lesþes, melhoraram a performance em sprints e as propriedades mecânicas comparado ao protocolo tradicional.


“Um dia você vai acordar e não haverá mais tempo para fazer as coisas que você sempre quis. Faça-as agora.” Paulo Coelho

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Download dos slides e artigos: www.esaber.wordpress.com

Musculação Clínica: prevenção e tratamento de lesões  
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