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Revista da Secretaria Municipal de Cultura

Fevereiro 2018 Edição 114

ME Mó RIAS PERDIDAS

Cia. Hiato festeja 10 anos com reencenação do premiado O Jardim; espetáculo fala sobre memória

MÚSICA Funkeira Linn da Quebrada é convidada do Circuito Municipal de Cultura

TEATRO Vida e obra do escritor Henry James inspira espetáculo emcartaz | fevereiro 2018

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A TV Em Cartaz é uma revista eletrônica semanal que traz informações sobre o melhor que acontece na Secretaria Municipal de Cultura.

O programa dá dicas culturais de teatro, dança, música, cinema e exposições, além de mostrar bastidores dos espaços culturais e bate-papo com artistas. Tudo para deixar você ligado com a agitação cultural paulistana.

Veja algumas das edições anteriores:

Especial Verão

Espetáculo Forever Young

Noite de Gala do Circo

Escola de Dança de São Paulo

Acompanhe os programas em nosso Facebook e YouTube

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/SaoPauloCultura

/smcmusical

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@smcsp

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editorial

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este mês de fevereiro, a Secretaria Municipal de Cultura engata a segunda e, após as atividades especiais de férias, dá início a uma programação extensa em várias linguagens artísticas por todos os lados da cidade. No Teatro João Caetano, entra em cartaz O Jardim, da Cia. Hiato. Delicado, o texto de Leonardo Moreira fala sobre questões que envolvem a memória, e é bom levar um lenço quando for assistir. Destaco também a estreia de Aproximando-se de A Fera na Selva no Porão, do Centro Cultural São Paulo. O espetáculo é inspirado na obra A Fera na Selva, de Henry James, e no convívio dele com a também escritora Constance Fenimore Woolson. James é um dos maiores autores ingleses do século XIX. Muitos livros seus foram adaptados para o cinema, entre eles Os Bostonianos, com direção de James Ivory, e Pelos Olhos de Maise, de Scott McGehee e David Siegel. Numa abordagem descontraída, O Cabaré das Tias reúne quatro delas para declamar 40 poemas de autores como Gregório de Matos, Clément Marot e Goethe. A apresentação faz parte do 70+, projeto que destaca o trabalho de artistas veteranos. Essas são algumas das atrações do mês de fevereiro. Para saber de toda a programação da Secretaria Municipal de Cultura, acesse www.emcartaz. prefeitura.sp.gov.br.

Boa leitura! André Sturm Secretário Municipal de Cultura

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João Caldas Fo

Nubia Abe

índice

12 EM FOCO SUA AGENDA CAPA: O JARDIM

MÚSICA: LINN DA QUEBRADA TEATRO: APROXIMANDO-SE DE A FERA NA SELVA

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Renato Soares

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MÚSICA: DICK DANELLO

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TEATRO: O CABARÉ DAS TIAS

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MÚSICA: CHORO NO ARTHUR AZEVEDO

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CIRCO: COMPREI UM CIRCO E AGORA? VEM AÍ NOSSOS ENDEREÇOS

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em foco

FESTA DA CIDADE 25 horas de alegria Para comemorar os 464 anos de São Paulo, a Secretaria Municipal de Cultura preparou a Festa da Cidade. Foram mais de 100 atrações gratuitas em todas as regiões, que atraíram 2 milhões de pessoas. No Vale do Anhangabaú, foram 25 horas de shows no palco Centro Cultural Banco do Brasil. O Vale reuniu um público como nunca se viu antes. Os fãs da grande atração: Anitta, que lotaram todas as imediações,

não foram embora depois do show dela para poder curtir as atrações programadas para a madrugada. Desde as 11h do dia 25, revezaramse nesse palco artistas como Paula Fernandes, que cantou “Parabéns” para a cidade; Tulipa Tuiz e outras, no show em homenagem a Rita Lee; André Frateschi e Banda Heroes, no tributo a David Bowie; BaianaSystem e Karol Conka, Banda Uó e Gilmelândia. As atrações foram apresentadas pela drag Tchaka, “a rainha das festas”. No dia 26, às 11h, foi a vez da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana. Festas com música eletrônica também

Paula Fernandes Palco Anhangabaú

Tulipa Ruiz Tributo a Rita Lee

Anitta Palco Anhangabaú

Fotos: Equipe Letícia Godoy

Palco Anhangabaú Tchaka apresenta as atrações no Palco Anhangabaú

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Karol Conka Canta com BaianaSystem


espec ial

aconteceram no Anhangabaú. Encerrada a programação, em pouco tempo o Vale já estava totalmente limpo. Outro ponto forte no centro foi o palco montado na Praça da República, o Hip Hop Celebration, gênero que pela primeira vez participou das comemorações de aniversário da cidade. Por lá, passaram Dexter, Sampa Crew, Ndee Naldinho, Thaíde, Negredo, atraindo milhares de pessoas durante dez horas de festa. Filas davam a volta em todo o Theatro Municipal para ver as apresentações da Orquestra Sinfônica

Municipal, Balé da Cidade e Orquestra Experimental de Repertório. Na Biblioteca Mário de Andrade, leituras dramáticas com Rosi Campos e Zezé Motta, entre outras atrações, lotaram o auditório. Outras regiões também participaram da Festa da Cidade. A programação contou com atrações diversas, como o rap do grupo Uterço e de GOG, respectivamente no Centro Cultural Grajaú e Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, a cantora Tania Alves no Centro Cultural Tendal da Lapa e a funkeira Linn da Quebrada no Centro Cultural da Juventude.

Uterço Centro Cultural Grajaú

Orquestra Sinfônica Theatro Municipal de São Paulo

Rosi Campos Biblioteca Mário de Andrade

Negredo - Hip Hop Celebration Palco República

Fotos: Equipe Letícia Godoy

Linn da Quebrada Centro Cultural da Juventude

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Sua Agenda O que você não pode perder neste mês! Leekyung Kim

2 Sexta 21h Funâmbul@s estreia no Centro Cultural São Paulo. A comédia dramática tem direção de Eric Lenate e texto de Priscila Gontijo sobre o reencontro de três irmãs para cuidar do pai doente. Em cena, três planos distintos: cotidiano, sonho e a peça escrita por uma das irmãs. 6ª e sáb., 21h. Dom., 20h. R$ 20

3 Sábado 16h Na Casa de Cultura Vila Guilherme, a Cia. Flamenco Ale Kalaf mostra a tradicional dança espanhola em um contexto urbano atual. No espetáculo Experimentos Concretos, os típicos trajes andaluzes dão lugar às roupas e acessórios comuns do dia a dia. Outros sete espaços também recebem a apresentação. Grátis

10 Sábado 16h Estreia, no Teatro Cacilda Becker, Darwin BR, espetáculo infantojuvenil do grupo BuZum!. Com texto de Beto Andreetta e direção de Wanderley Piras, a peça é encenada com bonecos em um ônibus-teatro e mostra a visita do naturalista britânico Charles Darwin ao Brasil. Até dia 4/3. Sáb. e dom., 16h. Grátis

16 Sexta 21h A Raça Cia. de Dança apresenta, no Teatro Alfredo Mesquita, À Flor da Pele (2015), de Jhean Allex, atual diretor artístico do grupo que comemora 35 anos; e Novos Ventos, coreografia criada em 1999 por sua fundadora, Roseli Rodrigues. Reapresentações nos dias 17, às 21h, e 18, às 19h. Grátis 6

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Claudrio Arouva

17 Sábado 15h No Teatro Martins Penna, Ary Sanches apresenta Emoções, show com sucessos dos anos 60 e 70. Convidado do projeto 70+, o cantor interpreta músicas italianas, boleros e canções da Jovem Guarda, programa na TV Record do qual participou. O show chega dia 23, às 15h, à Casa de Cultura Chico Science. Grátis

Gal Oppido

25 Domingo 16h Melvin Santhana apresenta-se no Centro Cultural da Juventude. No show, o cantor e guitarrista antecipa as músicas de seu primeiro álbum autoral, Abre Alas, que será lançado este ano. Santhana também integra o Boogie Naipe, projeto de Mano Brown que foi indicado ao Grammy Latino 2017. Grátis

Patríicia Ribeiro

25 Domingo 19h É a última apresentação, no Teatro Arthur Azevedo, de 12 Homens e uma Sentença, do Grupo Tapa. Em cartaz há sete anos e ganhador do APCA, o espetáculo transcorre em uma sala de júri, onde deve-se decidir sobre a vida ou morte de um possível assassino do próprio pai. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h. R$ 20

25 Domingo 19h Também no Teatro Arthur Azevedo, mas na sala multiuso, encerra-se a temporada de Réquiem para um Rapaz Triste. Na peça, o ator Rodolfo Lima interpreta uma mulher solitária que relembra seus amores. O monólogo é inspirado em personagens femininas de Caio Fernando Abreu. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h. R$ 20

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Veja a programação completa no site www.emcartaz.prefeitura.sp.gov.br emcartaz | fevereiro 2018

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Em comemoração aos 10 anos da Cia. Hiato, a premiada O Jardim volta aos palcos; espetáculo aborda a delicada questão da memória Juliana Pithon

Ligia Jardim

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á parou para pensar sobre o que seria de nós sem nossa memória? Não saberíamos, por exemplo, onde estamos, o que faremos, nem sequer conseguiríamos estabelecer quem somos. Essa questão está presente no espetáculo O Jardim, da Cia. Hiato. Nele, a memória é a principal protagonista. Com dramaturgia e direção de Leonardo Moreira, a peça estreou em 2011 e ganhou oito prêmios, dentre eles o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de Melhor Direção, o Shell de Autor e o Governador do Estado e Guia da Folha de Melhor Espetáculo. fevereiro 2018 | emcartaz

Em comemoração aos 10 anos da companhia, O Jardim é reencenado entre os dias 9 e 25 de fevereiro, no Teatro João Caetano.

A peça Construído a partir de um estudo sobre Alzheimer feito por meio de entrevistas com idosos e depoimentos dos próprios atores, o processo de criação do espetáculo foi norteado por três perguntas: Quais são as memórias que você não consegue apagar? Existe alguma que você não quer esquecer? E outras que você gostaria de ter, mas não teve? Além disso, livros importantes também inspiraram a dramaturgia, entre eles Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, e a autobiografia do neurologista Eric Kandel. O título da peça faz uma


teatro

A encenação A plateia fica disposta em três arenas que têm o propósito de fazer com que o público esteja sempre conectado às ações que se desenvolvem ao mesmo tempo. Enquanto um fragmento termina, uma nova cena começa. São três histórias que ocorrem em tempos diferentes, cruzando-se, sobrepondo-se e chocando-se para formar uma paisagem contemplada pelo público. Trata-se de um jardim que une as memórias perdidas, as que não se apagam e as imaginadas. A conexão entre as histórias, situadas em 1938,

Ligia Jardim

Ligia Jardim

Ligia Jardim

referência ao clássico O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchekov.

1979 e 2018, dá-se em meio a um aglomerado de caixas de papelão que reflete sobre mudanças, despedidas e desamparos. Os atores usam os próprios nomes para os personagens, e os diálogos giram em torno de assuntos como família, amor, dinheiro, vida e morte. Segundo o autor e diretor, cada ato tem um destino: futuros soterrados, presentes inventados e coisas que duram mais do que pessoas. “A memória está totalmente ligada ao que nós somos e, consequentemente, ao que vivemos. Em O Jardim, há uma troca de experiências entre nós e o público, e é por meio dela que a gente se percebe, se reconhece e se identifica”, conclui Moreira.

APRESENTAÇÕES

Teatro João Caetano. +14 anos. De 9 a 25/2. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h. R$ 20

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Veja a programação completa no site www.emcartaz.prefeitura.sp.gov.br emcartaz | fevereiro 2018

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O D N A R B E U Q

S U B TA

Funkeira Linn da Quebrada ganha espaรงo na luta pela quebra de paradigmas Ju l i a n a P it h o n 10

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música

Os shows

APRESENTAÇÕES Casa de Cultura do Butantã. Dia 3, 19h Casa de Cultura Chico Science. Dia 4, 18h Casa de Cultura São Rafael. Dia 8, 19h

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Com produção musical de BadSista, o show Pajubá –título que significa um conjunto de expressões africanas muito utilizado pela comunidade LGBT– tem acompanhamento da cantora Jup do Bairro, do percussionista Valentino Valentino e do DJ Pininga. Em suas apresentações performáticas, as canções ganham batidas “afro-funk-Vogue”, ilustradas por danças e projeções audiovisuais. No palco, Linn interpreta, de forma carismática, canções como Enviadescer, Bixa Preta, Mulher, blasFêmea e Talento.

Nubia Abe

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ascida no interior paulista, a artista transexual Linn da Quebrada tornou-se, em pouco tempo, uma referência na cena LGBT brasileira, tanto na música, quanto no cinema. Em 2017, participou como atriz de dois filmes elogiados pelo público e crítica, o documentário Meu Corpo é Político, de Alice Riff, e o longa-metragem de ficção Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano. Como funkeira, lançou seu primeiro álbum, Pajubá, por meio de financiamento coletivo. Pelo trabalho, foi indicada, em 2017, a Artista Revelação pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Em fevereiro, Linn é convidada do Circuito Municipal de Cultura para levar o show com músicas do disco às Casas de Cultura do Butantã, Chico Science, São Rafael, Salvador Ligabue e ao Centro Cultural do Grajaú Palhaço Carequinha.

Testemunha de Jeová na infância, Linn da Quebrada passou anos reprimida por “ser diferente” até o momento em que decidiu libertar-se, de corpo e alma, dos estigmas que sofria para se transformar no que sempre desejou: uma mulher trans.

Casa de Cultura Salvador Ligabue. Dia 9, 21h Centro Cultural do Grajaú – Palhaço Carequinha. Dia 10, 19h | Grátis

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João Caldas Fo

O O LUGAR LUGAR DO DO NÃO NÃO DITO DITO

Aproximando-se de A Fera na Selva estreia no Porão do Centro Cultural São Paulo; peça fala de coisas que as pessoas deixam de dizer Gabriel Fabri

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teatro

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ohn é um homem que possui uma certeza: um dia, sua vida será marcada por um grande acontecimento, algo que ele não sabe precisamente o que é, mas que mudará sua trajetória para sempre. Junto com sua amiga May, os dois passam a vida esperando o tal fato ocorrer.

a diretora inspirou-se nas artes plásticas e encontrou nas telas do norte-americano Edward Hopper a melancolia de pessoas solitárias. “Os quadros dele trazem seres profundamente sozinhos, que não se olham”, explica. “No palco, os personagens dialogam o tempo todo, mas sem realmente se expor. Há a solidão de Essa é a história de A Fera na Selva, novela do escritor inglês Henry estar no mesmo lugar sem realmente estar”. Outros dois pintores também James (de A Volta do Parafuso). O romance, com traços autobiográficos, foram referência para a peça: o surrealista belga René Magritte e o é fonte de inspiração para a peça impressionista francês Claude Monet. Aproximando-se de A Fera na Selva, que estreia dia 2 de fevereiro, no Em cena, os atores Gabriel Espaço Ademar Guerra, o chamado Miziara e Helô Cintra vivem cada um Porão, no Centro Cultural São Paulo três personas diferentes: Henry e (CCSP). Além do livro, o texto teatral Constance, os personagens da vida de Marina Corazza tem como base as real; John e May, os personagens do biografias de James (1843-1916) e de livro; ator e atriz, trazendo a si messua amiga, a também escritora Cons- mos para a peça. O espetáculo brinca tance Fenimore Woolson (1840-1894). o tempo todo com essa triplicidade “A peça fala sobre coisas que a gente deixa de dizer, sobre relações no espaço do não dito”, afirma a diretora Malú Bazán. De fato, A Fera na Selva, escrito dez anos após a morte de Constance, parece marcado pela melancolia do autor com relação ao que poderia ter sido e não foi. “Na obra, os personagens aguardam, e a vida passa”, sintetiza Malú. “E isso tem muito a ver com a história pessoal de James, que viveu a Guerra Civil, mas não foi lutar, ficou olhando pela janela.” Para a concepção do espetáculo,

de personalidades, de início bem definidas para, depois, suas vozes se misturarem e confundirem. Tendo como tema central a relação entre homem e mulher e suas diversas facetas, Aproximando-se de A Fera na Selva leva também um jogo de camadas ao palco underground do CCSP, que possui em si a dualidade de estar e não estar em um teatro. “Você entra em um espaço vazio, o Porão, e o local se monta e desmonta a partir de camadas de cortinas que os personagens vão abrindo e fechando”, conclui a diretora.

APRESENTAÇÕES Centro Cultural São Paulo – Espaço Ademar Guerra. +14 anos. De 2/2 a 11/3. 5ª a sáb., 21h. Dom., 20h. Grátis (retirar ingresso a partir de uma hora antes)

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Dick Danello leva o show “Rock Italiano” à Sala Olido Gilber to De Nichile

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os anos 60, sempre que Roberto Carlos chamava o “italianíssimo” ao palco do programa Jovem Guarda, na TV Record, a plateia aplaudia com entusiasmo. O Rei se referia ao cantor Dick Danello, que interpretava, em ritmo de rock’n’roll, famosas músicas italianas, além de lançamentos do tradicional Festival de Sanremo. Nascido na Calábria (Itália), mas radicado desde a adolescência no Brasil, o cantor tem hoje mais de 50 anos de carreira. No sábado, dia 3, Danello apresenta, na Sala Olido, Rock Italiano, show nos mesmos moldes que o consagrou na Jovem Guarda. A atração faz parte do projeto 70+, que valoriza artistas veteranos em plena atividade.

Como vinho tinto “Dizem que sou como vinho tinto, quanto mais velho, melhor”, afirma o cantor. “E é 14

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realmente como me sinto, pois minha voz é a mesma e tenho a mesma disposição. Talvez porque sempre tive uma vida profissional muito ativa.” Para a apresentação de Rock Italiano, Danello buscou instrumentistas que, além de amigos, fossem afinados com sua maneira de cantar. Assim, convidou para acompanhá-lo o guitarrista Caverna, o baixista Jorge Potalej, o tecladista Marcelo Loureiro e o baterista João Guilherme. O cantor afirma que muitas músicas italianas, principalmente as mais modernas, têm um quê de rock. “É claro que eu enfatizo essa característica. No show, canto alguns lançamentos atuais, mas não posso deixar de interpretar os clássicos de sempre, como Roberta e Torneró, sucesso na voz de Peppino di Capri; Canzone per Te, de Sergio Endrigo; e Volare, de Domenico Modugno.


música

50 anos de carreira Durante a apresentação, além de cantar, Danello interage com o público, contando um pouco de sua vida e da história de cada música. “Gosto de falar do tempo da Jovem Guarda, quando cantava ao lado de Vanderley Cardoso e Jerry Adriani, por exemplo. Lembro como formei minha própria gravadora, além das atuações em filmes que participei, ao lado de Renato Aragão, Dedé Santana e David Cardoso; e na ópera rock Jesus Christ Superstar”. Como músico, compôs a canção-tema de Sinal Vermelho - As Fêmeas (1972), de Fauzi Mansur, longa que marcou a estreia de Vera Fischer no cinema; e fez a pesquisa para a trilha sonora de Terra Nostra, novela da TV Globo (1990). “Ainda em relação à música italiana, durante anos divulguei no Brasil os sucessos do Festival de Sanremo e tive, por mais de três décadas, o programa de rádio Parlando de Amore.” Em 2017, quando completou 50 anos de carreira, Danello lançou a autobiografia Grazie Musica (editora Chiado). Escrita por Rafael Spaca e Giancarlo D’Anello, a obra tem prefácio assinado por Ignácio de Loyola Brandão.

APRESENTAÇÃO Galeria Olido – Sala Olido. Dia 3, 19h. Grátis (retirar ingressos a partir das 14h)

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Cabaré Poético O Cabaré das Tias leva a irreverência dos saraus de poesias às casas de cultura Gabriel Fabri

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inguém mais lê poesia, ninguém conhece”, ironiza a atriz Maria do Carmo Soares. Para poder declamar em público os versos que sempre gostou de ler, ela teve a ideia de criar O Cabaré das Tias. “Eu sou do tempo no qual recitar era só em sala de aula”, conta. “Pensei então em montar, inicialmente, um sarau descontraído e ver como as pessoas reagiriam.” Neste mês, a apresentação chega às Casas de Cultura Vila Guilherme, no dia 17, e de Santo Amaro - Manoel Cardoso de Mendonça no dia 23, a convite do 70+, projeto que dá visibilidade ao trabalho de artistas veteranos. Além de Maria do Carmo, o sarau ganhou o reforço de outras três atrizes: Cibele Troyano, Jô Rodrigues e Salete Fracarolli, que, sob a direção de Ligia Pereira, assumem papéis diversos, como os

de Ingênua, Dama ou Vilã. Inspirados nos cabarés dos anos 20, o figurino e a caracterização das atrizes contam com roupas pretas básicas, botas, batom vermelho e um toque pessoal de cada uma na escolha dos acessórios. Para dar um tom intimista, a iluminação principal é a de um abajur. Após uma cuidadosa seleção de textos antigos, que inclui poesias escritas em sua maioria antes do século XX, Maria do Carmo chamou Tato Fischer para musicar os poemas com gêneros como fado, valsa, samba-canção e rap. Embora haja muita música, as quatro atrizes não dançam coreografias burlescas ou sensuais. “A gente faz dois passos para lá e um para cá”, explica a atriz. “É simples, mas eficaz, todo mundo gosta”. No palco, elas são acompanhadas pelo músico Sérvulo Augusto.

"�Eu sou do tempo no qual recitar era só em sala de aula "

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teatro Se poesia parece uma coisa séria, as “tias” se esforçam para que o espetáculo seja o contrário disso. “Virou uma comédia porque a gente brinca em cima dos textos”, afirma Maria do Carmo. Apesar da forte comicidade e da presença de poemas eróticos, a atriz esclarece que, no seu cabaré, tudo é muito elegante. “Somos mulheres mais velhas e eu queria que tudo fosse muito delicado, que não chocasse as pessoas. Não tem malícia, nem pornografia”, afirma. Composto por 40 poemas, o espetáculo conta com obras como Definição do Amor, de Gregório de Matos; A Bela Teta e O Monge e a Velha, de Clément Marot; Gosto de Rapazes, de Goethe; e Bacurinha, do Pastoril do Velho Faceta, manifestação folclórica de Pernambuco.

Renato Soares

Maria do Carmo Soares declama em público os versos que sempre gostou de ler APRESENTAÇÕES Casa de Cultura Vila Guilherme - Casarão. Dia 17, 18h Casa de Cultura Santo Amaro. Dia 23, 20h. Grátis

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música

CHORO DE DE BOAS-VINDAS Saguão do Teatro Arthur Azevedo recebe apresentação de choro com o grupo Serau, Ruas e Nascimento G i ovan n a Lo n g o

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ixinguinha, Radamés Gnattali, Tom Jobim e Jacob do Bandolim têm algo em comum, além de serem grandes instrumentistas e compositores da música brasileira: são “chorões”, apelido que ganham os intérpretes do choro, esse ritmo musical tipicamente brasileiro.

em seu saguão, dando um caráter descontraído à apresentação, quase como um encontro de amigos em que o público também participa.

"PARA ME TORNAR UM BOM MUSICO, EU TIVE DE APRENDER CHORINHO"

A partir deste mês, o Teatro Arthur Azevedo, na Mooca, volta a receber shows intimistas com grupos que se revezam 18

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Quem dá início à temporada 2018 é o Serau, Ruas e Nascimento, grupo que apresenta o show Outros Choros no dia 3, às 18h. O trio é formado pelo violonista Paulo Serau, o pianista Luciano Ruas e o saxofonista e flautista Rodrigo Nascimento.


O choro e a cidade

Acostumado a se apresentar em dupla, desta vez ele e Ruas decidiram convidar Rodrigo Nascimento para incrementar a apresentação. “Ele é dessa nova leva de bons instrumentistas de sopro. Rodrigo tem um timbre lindo de saxofone alto, toca muito bem flauta e clarinete”, explica Serau. Para formatar o repertório desta apresentação que tem cerca de uma hora, o trio –que não é uma formação tradicional de choro– buscou afinidades entre os gostos particulares de cada um. No dia 3 de março, quem se apresentará no Teatro Arthur Azevedo será o projeto Brincando de Chorinho.

Mais de 100 anos se passaram e hoje o choro é um gênero musical estabelecido, reconhecido internacionalmente. Na Flórida, por exemplo, existe um grupo formado por brasileiros que se chama Chorões de Orlando. Seus shows atraem um público sempre atento às obras autorais dos músicos e dos clássicos dos grandes mestres do chorinho.

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A história de Serau com o choro remete à sua infância. “Quando eu ainda era pequeno, com cerca de 9 ou 10 anos, eu já queria tocar violão e comecei a aprender com um professor do meu bairro que dizia que eu devia começar com chorinho para me tornar um bom músico. Foi o que fiz”, relembra.

Para muitos dos representantes do gênero, este poderia ser definido como um lamento marcado pelo virtuosismo de seus intérpretes. Para transformar esse lamento em música, recorreram ao som da flauta, violão, cavaquinho e, por vezes, até mesmo de um pandeiro.

Veja a programação completa no site www.emcartaz.prefeitura.sp.gov.br

Por sua origem nas camadas populares do Rio de Janeiro no fim do século XIX, o choro começou a ser interpretado por músicos que trabalhavam em outras funções durante o dia e se reuniam nos subúrbios à noite para improvisar.

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circo

CADÊ OS ARTISTAS? Comédia circense acompanha dois palhaços que inauguram um circo, mas se esquecem de chamar os artistas Aryanne Valgas

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magina o que aconteceria se dois palhaços atrapalhados comprassem um circo e, no dia da inauguração, percebessem que se esqueceram do mais importante: dos artistas! Esse é o grande desafio enfrentado por Pataquada e Jujubinha em Comprei um Circo e Agora?, espetáculo que marcou o início da Cia. Circle em 2007. A comédia circense volta agora, reformulada, a vários espaços do Circuito Municipal de Cultura. “Sem artistas convidados para a inauguração de seu circo, os dois palhaços precisam criar, eles mesmos, números excepcionais para oferecer ao ‘respeitável público’ um grande espetáculo”, conta a diretora Daniele Ribeiro. Artista circense, ela também participa

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da apresentação ao lado do palhaço e acrobata Wellington Ramos. Em cena, ambos demonstram técnicas tradicionais, como trapézio, lira (aparelho utilizado para fazer acrobacias aéreas, suspenso por uma corda ou tecido) e roda Cyr (aparelho redondo que desafia a gravidade do corpo em diversas posições e direções). Além de diretora, Daniele é fundadora da Cia. Circle. “A companhia surgiu com a proposta de levar o circo de forma inovadora, criativa e com muita alegria por onde passasse, unindo minha experiência em várias técnicas circenses e o vasto conhecimento de Wellington”, explica. O resultado pode ser constatado neste espetáculo itinerante.

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NO MAPA DA CULTURA Cidy Dionísio

Conheca o Batalha S

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m dos nomes mais conhecidos dentro da Secretaria Municipal de Cultura é o do Batalha, como é chamado Roberto Alves Batalha, o supervisor técnico da área de controle orçamentário (contabilidade). É com ele que as pessoas falam quando o assunto é dinheiro. “Todo mundo me procura para saber de contratações, questões de pagamento, recursos orçamentários, balanços de fundos, demonstrações contábeis... me sinto o cara do dinheiro”, comenta, com um sorriso tímido no rosto. Batalha trabalhou durante 14 anos nessa mesma função, no departamento de edificações da antiga Secretaria de Serviços e Obras e, desde 1998, compõe a equipe da Cultura. “Está perto de sair a minha aposentadoria, se tudo der certo isso acontece já em outubro do ano que vem. Aí vou querer tirar um tempo para a minha família e fazer uma viagem dos sonhos. Penso em Europa, Estados Unidos ou até mesmo um cruzeiro, mas aí o cara do dinheiro aqui não vai ter

mais dinheiro depois disso, né? Só eu, minha esposa e meus filhos somos em seis pessoas, vai sair uma viagem muito cara!”, brinca o contador ao falar sobre seu casamento de 20 anos. Econômico também nas palavras, Batalha faz questão de falar sempre sobre sua equipe, composta por 22 funcionários. “Eles são muito comprometidos e sem eles este departamento não existiria. Todos gostam muito do que fazem e, em épocas de festas grandes na cidade, como por exemplo a Virada Cultural, eles ficam até bem mais tarde. A gente compra uns salgadinhos e fazemos a nossa parte por aqui.” Batalha tem consciência que sua missão como servidor público é ajudar a Cultura a desempenhar o seu papel, enquanto toda a equipe da Secretaria agradece por toda a sua dedicação. “Eu fico muito feliz por dar essa entrevista e também por todo esse reconhecimento. Eu realmente vivo para o meu trabalho, e é ele que me enche de orgulho. Obrigado!”

Video completo da entrevista www.youtube.com/user/smcsaopaulo emcartaz | fevereiro 2018 21


vem aí vem Aí

em MARÇO

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Theatro Municipal de São Paulo estreia a temporada 2018 da Orquestra Sinfônica Municipal (OSM) com a apresentação, no dia 2 de março, da grandiosa 8ª Sinfonia de Mahler. Conhecida como “sinfonia dos mil” devido ao grande número de artistas que exige, a obra reunirá 306 participantes. Além da OSM, sobem ao palco do Theatro cantores do Coral Paulistano, do Coro Lírico Municipal e do Coro Infantojuvenil da Escola Municipal de Música de São Paulo. E os solistas convidados: Gabriella Pace, Rosana Lamosa e Raíssa Amaral (sopranos), Ana Lucia Benedetti e Denise de Freitas (mezzo-sopranos), Fernando Portari (tenor), Licio Bruno (barítono) e Savio Sperandio (baixo). Nos dias 9 e 10 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a OSM, sob a regência da maestrina Mônica Vasquez, realiza um concerto com obras das compositoras Fanny Hensel Mendelssohn, Clara Schumann e Amy Marcy Beach. A pianista Cecília Moita é a solista convidada. Temporada 2018 Com o tema Theatro Municipal. Onde Arte é Sentido, a programação contará, até o fim do ano, com quatro óperas, coreografias em comemoração aos 50 anos do Balé da Cidade, entre elas A Sagração da Primavera, que completa 105 anos de estreia, com música de

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Stravinsky interpretada ao vivo pela Orquestra Sinfônica Municipal (OSM), e inúmeros concertos com a OSM, a Orquestra Experimental de Repertório, o Coral Paulistano, o Coro Lírico Municipal, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, além de homenagens ao centenário de nascimento do maestro, compositor e pianista Leonard Bernstein e aos 120 anos de nascimento do dramaturgo Federico García Lorca. Compra de assinaturas Assinaturas para ex-assinantes do Theatro Municipal podem ser adquiridas até dia 8 de fevereiro e, para o público em geral, de 9 a 27 de fevereiro. Serão diversas séries de assinaturas com programas que contemplam apresentações nas estreias, sábados, domingos e em dias da semana. Os valores variam de R$ 54 a R$ 501,60. A aquisição de pacotes de assinaturas pode ser feita pela internet (theatromunicipal.org. br/assinaturas), pelo telefone (11) 4571-0587 (de 2ª a 6ª, das 10h às 19h, exceto feriados) ou pelo e-mail assinaturas@institutoodeon. org.br . Ingressos avulsos a partir do dia 27 de fevereiro diretamente na bilheteria do Municipal ou pelo site eventim.com.br Programação completa: theatromunicipal.org.br/ programacao


gostou da programação? Veja onde vai acontecer CASAS DE CULTURA

Casa de Cultura Vila Guilherme - Casarão | Sylvia Masini

Casa de Cultura do Butantã Av. Junta Mizumoto, 13, Jardim Peri Peri. Zona Oeste. | tel.: 3742-6218 Casa de Cultura Chico Science Av. Tancredo Neves, 1.265, Moinho Velho. Zona Sul. | tel. 2969-7066 Casa de Cultura do Itaim Paulista R. Monte Camberela, 490, Vila Silva Teles. Zona Leste. | tel.: 2963-2742 Casa de Cultura do M’Boi Mirim Av. Inácio Dias da Silva, s/nº, M’Boi Mirim. Zona Sul. | tel.: 5514-3408 Casa de Cultura de Santo Amaro Manoel Cardoso de Mendonça Pça. Dr. Francisco Ferreira Lopes, 434, Santo Amaro. Zona Sul. | tel.: 5522-8897

Casa de Cultura de São Miguel Paulista R. Irineu Bonardi, 169, Vila Pedroso. Zona Leste. | tel.: 2297-9177 Casa de Cultura São Rafael Rua Quaresma Delgado, 376, Parque São Rafael. Zona Leste Casa de Cultura Salvador Ligabue Lgo. da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 215, Freguesia do Ó. Zona Norte. | Tel.: 3931-8266 Casa de Cultura Vila Guilherme - Casarão Pça. Oscar Silva, 111, Vila Guilherme, Zona Norte

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CENTROS CULTURAIS

Centro Cultural do Grajaú - Palhaço Carequinha | Sylvia Masini

Centro Cultural do Grajaú Palhaço Carequinha R. Prof. Oscar Barreto Filho, 252, Capela do Socorro. Zona Sul | tel.: 5925-4943

TEATROS MUNICIPAIS Teatro Alfredo Mesquita Av. Santos Dumont, 1.770, Santana. Zona Norte | tel. 2221-3657

Centro Cultural da Juventude Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Teatro Arthur Azevedo Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte Av. Paes de Barros, 955, Mooca, | tel. 3984-2466 Zona Leste | tel. 2604-5558 Centro Cultural de Santo Amaro R. Antonio Bandeira, 114. Zona Sul Teatro Cacilda Becker | tel. 5541-7057 R. Tito, 295, Lapa. Zona Oeste Centro Cultural São Paulo R. Vergueiro, 1.000, Paraíso. Centro. | tel. 3397-4002

| tel. 3864-4513 Teatro João Caetano R. Borges Lagoa, 650, Vila Clementino. Zona Sul | tel. 5573-3774 e 5549-1744

Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes R. Inácio Monteiro, alt. do nº 6.900, Teatro Martins Penna Cidade Tiradentes. Zona Leste Lgo. do Rosário, 20, Penha. | tel.: 3343-8900 Zona Leste. | tel. 2295-0401

A relação completa dos espaços culturais está no site: www.emcartaz.prefeitura.sp.gov.br

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expediente

Revista da Secretaria Municipal de Cultura

Fevereiro 2018 Edição 114

Secretário de Cultura André Sturm Secretária adjunta Marilia Barbour

ME Mó RIAS PERDIDAS

Cia. Hiato festeja 10 anos com reencenação do premiado O Jardim; espetáculo fala sobre memória

CINEMA

O Jardim

Cinesolar exibe filmes com projeção movida a energia solar

Chefe de Gabinete Juliana Velho

Redação

Editor-chefe Luiz Quesada Editora-assistente Giovanna Longo Redação Aryanne Valgas Carolina Bressane Cidy Dionisio (+redes sociais) Gabriel Fabri Gilberto De Nichile Luísa Bittencourt Projeto gráfico Viviane Lopes Isoda Fotografia Sylvia Masini Secretária de redação Ivani Yara dos Santos

Foto: Ligia Jardim

TEATRO Vida e obra do escritor Henry James inspira espetáculo

Estagiários Isabela Almeida (audiovisual) Juliana Pithon (redação) Paulo Vinícius (design) Wesley Morais (redação) Impressão Gráfica Print Tiragem 50.000 exemplares Em Cartaz é uma publicação da Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo Endereço Av. São João, 473 10º andar São Paulo | SP CEP. 01035-000 Tel: 3397-0000 | Fax: 3224-0628 e-mail leitoremcartaz@prefeitura. sp.gov.br Sites da Secretaria Municipal de Cultura www.prefeitura.sp.gov.br/ cultura (geral) www.emcartaz.prefeitura. sp.gov.br (programação)

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Em Cartaz - Fevereiro de 2018  

Neste mês de fevereiro, a Secretaria Municipal de Cultura engata a segunda e, após as atividades especiais de férias, dá início a uma progra...

Em Cartaz - Fevereiro de 2018  

Neste mês de fevereiro, a Secretaria Municipal de Cultura engata a segunda e, após as atividades especiais de férias, dá início a uma progra...

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