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Virtualmente PONTOS DE INTERESSE ESPECIAIS: 

N Ú M E R O

rente… por

M A I O

2 0 1 4

Ao leitor

Tamara Alves 

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O amor é dife-

Portugal-Nação guerreira por Ana Teixeira

Obesidade infantil… por S. Correia e B. Jardim

Ainda está a tempo, por Emanuel Freitas

NESTA EDIÇÃO: Simplesmente tu

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Humor

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Apanha da cana...

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Ainda está a tempo

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Grito

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Poema de amor

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As palmatórias

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Mais um número do jornal online que existe graças à carolice de umas poucas professoras que fizeram participar alguns dos seus alunos, a quem aproveitamos desde já para agradecer. Às professoras Filomena Costa, Vera Rodrigues e Mónica Reis. Também agradecemos o contributo assíduo da Luísa Sardinha e do Raúl Matos e de todos os alunos que participaram no concurso sobre o São Valentim. Fica aqui uma palavra de reconhecimento à professora Élia Freitas e à técnica Lígia Rodrigues pelo apoio informático. O leitor vai ler neste número textos poéticos sobre o ambiente, sobre o amor e prosa sobre a realidade regional ou sobre comportamentos de risco. Verá também BD, o humor e o problema matemático. Lamentamos que a maioria dos professores de língua por-

tuguesa não façam participar no jornal alguns membros do corpo discente. Se calhar o jornal não faz sentido e talvez não passe de uma figura de estilo e, como tal, supérfluo. Temos de infligir aos alunos também austeridade na produção de textos literários ou outros? Que esses textos não precisam de ser par-

Os Lusíadas Poema épico E valoroso Que os feitos Pretende cantar De um povo nobre E corajoso Nas aventuras Além- mar. Ao longo Nos teus dez cantos

Enalteces reis, heróis Deuses e mortais E outros seres surreais. Tudo em ti É contado Com grandeza e esplendor Desde viagens e descobertas Até os encantos De D. Pedro e Inês Em tão bela História de amor. Luísa Sardinha

tilhados… Pedimos desculpa pelo facto de certos textos já não saírem neste número apesar de entregues a tempo. É que implicava uma alteração do formato de uma parte do jornal. Leonardo Fernandes


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O mar O mar é grande Está sempre a mexer, Os barcos a navegar E as ondas a bater. Lua cheia Noite estrelada O som do mar A sereia encantada. Sardinhas e polvos Peixes encantadores Que profissão mais bonita Que tem o pescador. O mar tem ondas Grandes e pequenas As noites de luar São muito serenas. O mar é um meio de navegação

O porto do Funchal… Está a «dois passos» do centro da cidade e é daí que se parte para conhecer a ilha e as suas gentes

Por ele navegam Barcos e navios Que partem o coração. Um navio a passar A praia está cheia Que vida maravilhosa Aquela extensão de areia. Navios e barcos Lanchas e canoas Vivo perto da praia Que coisa tão boa! O mar é lindo Grande e forte, É preciso ter cuidado E muita sorte. O mar beija a praia A praia beija o mar Os peixinhos são felizes

Na água a nadar. Mar escuro e agitado É sinal de tempestade Navegar pelos mares Era essa a minha vontade. Maria Conceição, 6ºA

O porto do Funchal O porto do Funchal está localizado na ilha da Madeira. Está a “dois passos” do centro da cidade e é daí que se parte para conhecer a ilha e as suas gentes. Do Cais da Pontinha (porto do Funchal) observa-se uma vista única da cidade. É um local privilegiado para admirar o espetáculo de fogo-deartifício na Passagem de Ano. Durante décadas e até à II Guerra Mundial, a Madeira

foi ponto de passagem dos grandes paquetes oceânicos, devido à sua localização no centro do Atlântico, tendo constituído um importante porto de escala das rotas entre a Europa e os continentes africano e americano. Neste momento, o porto do Funchal é dos portos com maior afluência de navios de cruzeiro. Uma das vantagens que contribui para seu sucesso no mercado turístico de

cruzeiros é a forte tradição turística. Outras vantagens são os fatores de ordem geográfica como o ambiente, o clima e a localização geográfica. Beatriz Nunes, Leonor Pereira, Tânia Elisabete

Simplesmente tu És chama ardente Alma que vibra Sorriso terno Primavera florida Após gélido inverno Doce amanhecer Após imensidão Da noite. És cancão de embalar A cada adormecer. Contigo sou… Rio que flui

VIRTUALMENTE

Em margens De amor. Pássaro livre Que irrompe os céus E voa rumo Ao Olimpo de Zeus. És paixão Amor, desejo Cumplicidade Em terno beijo És mar de fogo És vida em mim

És simplesmente tu… Flor de Lótus


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Humor No início, Eva não queria comer a maçã. - Come – disse a serpente – e serás como os anjos! - Não – respondeu Eva. - Terás juízo e o conhecimento do Bem e do Mal – insistiu a víbora. - Não! - Serás imortal. - Não! - Serás como Deus! - Não, e não! A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer para que a Eva comesse a maçã. Até que teve uma ideia: ofereceu-lhe novamente a fruta e disse:

- Vamos lá… Come… que emagrece…

- Oh, oh, queres ver que vão levar o homem para minha casa? In Almanaque de Santo António, 2013

Um bêbado estava sentado no jardim, quando de repente viu um funeral ao fundo da rua e pensou: «já agora vou ver o que é aquilo». Quando chegou ao pé do funeral gritava a viúva: - Ai meu querido, vais para onde não há televisão, vais para onde não há camas, vais para onde não há luz, vais para onde não há feijão nem arroz, vais para onde não há vinho… E tu gostavas tanto, vais para onde não há nada. Vira-se o bêbado e diz:

O 1º automóvel na ilha da Madeira

Este carro ainda existe e

O primeiro automóvel a circular na Ilha da Madeira chegou ao Funchal em 1903, mas começou a circular em 1904. A viatura, um Wolseley, pertencia ao cidadão britânico Harvey Foster que trouxe o seu carro para a sua estadia na Ilha. O Sr. Harvey Foster tinha experiência na área do automobilismo que fora adquirida nas primeiras provas automobilísticas realizadas em França.

No mês de Junho de 1902 dois Wolseley modificados para correr, foram construídos para realizar a corrida automóvel Paris-Viena. Outros 3 Wolseley tomaram parte numa outra prova "desastrosa" que ligava Paris-Madrid no ano de 1903, e foram conduzidos por Herbert Austin, Harvey Foster e Leslie Porter Esta prova foi “desastrosa” pois o Sr. Harvey Foster sofreu um acidente que o deixou com feri-

mentos graves. Acredita-se que veio à Madeira para recuperação, pois pensava-se que o clima e o mar eram os melhores remédios que se podiam encontrar. Apesar das estradas da ilha não estarem preparadas para este meio de transporte, a circulação, mesmo que por vezes difícil, era possível. Este carro ainda existe e está na Inglaterra, curiosamente esteve à venda por cerca de 25.000€ há alguns anos atrás.

Lenda de Boaventura Há décadas surgiu um julgamento num tribunal da Região. O motivo foi o roubo de um vinhático, madeira muito utilizada na construção de pipas e outros utensílios, para a conservação do vinho e não só. Certa noite vinham três agricultores a conversar sobre este tema, sendo que um deles tinha estado presente no julgamento como testemunha.

O juiz decidiu quanto pagaria o ladrão que se apoderou da árvore ilegalmente. Mas o dono da mesma disse: - Senhor Doutor juiz, esse valor é o preço da árvore, falta-me a estima da mesma. Então este valor elevou-se. Era disto que falavam os três junto de uma lavada na sua zona. Nisto, viram uma ave à sua frente no chão. Esta deu um grito e voou.

Até hoje não sabemos porque sucedeu tal ruído. A partir daí, todos quantos por lá passavam ouviam constantemente o barulho da ave. Raúl Gonçalves de Matos

está na Inglaterra, curiosamente esteve à venda por cerca de 25.000 €...

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A apanha da cana de açúcar A história da cana-deaçúcar deixou marcas significativas na sociedade madeirense. Foi uma espécie de “ouro branco” para a economia regional. Esta cultura desenvolve-se sobretudo em cotas relativamente baixas onde é maior a exposição solar. É nestes concelhos que predominam a cana-de-açúcar: Ponta do Sol, Calheta, Ribeira Brava e Machico. A época de colheita iniciase em Abril e prolonga-se até ao mês de Julho. A apanha da cana-de-

açúcar é um trabalho exigente sobretudo em termos físicos. Familiares, amigos e vizinhos juntam-se nos terrenos para acelerar os trabalhos. Em alguns locais, a apanha manual começou a ser substituída pela mecanizada, o que garante resultados mais rápidos a custos inferiores. Depois de devidamente acomodada, a cana é transportada para os engenhos. A produção da cana-deaçúcar duplicou na última década. Em média, a produção anual varia entre as 5 000 e as 6 000 toneladas.

Os derivados O mel de cana é dos derivados mais conhecidos da canade-açúcar que é um ingrediente fundamental na doçaria e culinária típicas da Região. A aguardente de cana (Rum da Madeira) é outro dos derivados. Resulta exclusivamente da fermentação alcoólica e destilação do sumo de canade-açúcar, que serve de base a bebidas como a “poncha” e os licores. Webgfia:http:www.cantinh odamadeira.ptidex.phpoption =com_content&view=article& id=70&Itemid=81(adquirido no dia 23 de Março de 2014)

Eu sou como a chuva Eu sou a passagem Imagem, mensagem Sou na natureza Uma busca constante.

Olho para estas velhas árvores, mais belas Do que as árvores novas, mais amigas Tanto mais belas quanto mais antigas Vencedoras da idade e das cantigas. Respiro o ar da natureza Que me preenche a vida E penso no verde á minha volta Com amizade e com destreza.

Observo as árvores Como amigos Lembro-me das figueiras Que nos dão figos Como os amigos nos dão carinho! Jéssica Silva, 11ºC Eu sou como a chuva O vento e o mar Que vem e vai Como a esperança no ar.

O vinho da Madeira A Madeira tem o melhor vinho do mundo não só pelo seu sabor mas também pelo seu aroma delicioso e raro que desde sempre tem sido inigualável. O «Vinho Madeira» foi conhecido no séc.XVI. Teve fama mundial e no séc.XVII tornou-se a maior exportação.Nós escrevemos um poema sobre o vinho:

VIRTUALMENTE

O vinho é bom Bom como uma uva Uva que se apanha Apanha com a luva Luva roxa Roxa como o vinho «Vinho Madeira» Madeira é o ninho. Andreia Reis, Carlota Gouveia, Daniela Ornelas, 6ºA

Eu sou a passagem Imagem, mensagem Sou na natureza Uma busca constante. Do equilíbrio que a chuva traz Da harmonia perfeita do mar É da turbulência dos ventos Que as coisas trocam de lugar! Rui Ornelas, 11ºC


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BD de Cláudia e Daniela

Cuide da Natureza! Quando acordei, cedo, contemplei -me mais uma vez na natureza, A chuva chegava muito fina, Ficaria encantado com o aroma matinal se não fosse o ar poluído. O meio ambiente pede socorro, nós homens devemos ir em seu auxílio. O homem pensa que está construindo, no entanto está destruindo a sua casa. O mundo não se fez para ser des-

feito mas sim para ser respeitado e acarinhado. O nosso mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza Antes de se dominarem a si mesmos. A nossa tarefa deverá ser a de ter compaixão com as criaturas E toda a natureza com a sua beleza! Nuno Perez, 11ºC

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BD de Sofia Martins

Poema O mar é azul Rodeado de água límpida Profundo e cheio de peixes Gaivotas e pássaros Hoje está revolto, bravo E até com a areia da praia Está chateado.

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O brilho do sol O mar azul Que revolto e bravo Debaixo do céu Limpo permanece. Cândida Barbosa, 7ºF


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BD de Susana e Mariana

Ainda está a tempo... Ainda está a tempo… Hoje acordei cedo, contemplei uma vez mais a natureza. A chuva fina chegava de mansinho. O encanto e o aroma matinal traziam um ar de reflexão. Enquanto isso, o meio ambiente pedia socorro. Era o Homem construindo e destruindo a sua casa. Poluição, fome e desperdício dei-

xam o mundo frágil e degradado. Dias mais quentes aquecem o «planeta água». Tenho um instante de paz e harmonia. Reflita e preserve uma consciência coletiva. Ainda há tempo, cuide bem da natureza, para poder cuidar de si! Emanuel Freitas, 11ºC

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Obesidade infantil em Portugal A obesidade infantil é, em Portugal e na nossa sociedade atual, um problema que nos preocupa a todos. Na nossa opinião a obesidade infantil é causada por se estar sempre sentado no sofá a ver televisão ou à frente do computador e também pelo facto de as crianças comerem alimentos pouco nutritivos. Com efeito, algumas crianças sofrem por terem dificuldades em lidar com o stress, pelo que recorrem à comida como forma de sentirem algum reconforto quando se sentem stressadas, muitas

crianças têm a tendência de comer para responder a emoções negativas, como estar aborrecida, sentir-se ansiosa ou estar zangada. Devemo-nos prevenir, tomando sempre o pequenoalmoço, ingerindo uma dieta rica em fibras (cereais, frutas, legumes, verduras), estimulando a amamentação até aos 6 meses de idade, praticando exercício físico moderado e intenso, no mínimo 60 minutos por dia, fazendo mais passeios a pé e usando o carro quando for mesmo necessário.

Parece-nos que as principais consequências da obesidade infantil são as seguintes: colesterol, diabetes, hipertensão arterial, AVC, vítima de bullying, depressão, suicídio, fadiga, apneia do sono, osteoporose e hérnias. Estimado leitor, ainda acha que vale a pena não ter um estilo de vida saudável?

Sofia Correia, Beatriz Jardim, 6ºD

O amor O amor faz-te pensar, faz-te sentir feliz, mas também faz-te sofrer.

O amor é complicado… Quando nos apaixonamos por uma pessoa, Mas ela não entende o quanto gostamos dela, Quem sofre somos nós. Quem ama extremamente, Deixa de viver em si E vive no que ama. O amor é lindo à sua maneira… Mas também é triste,

Quando ele não é correspondido, Ou quando nos traem pelas costas. O amor faz-te pensar, Faz-te sentir feliz, Mas também faz-te sofrer. Existem muitos tipos de amor… Como o amor da amizade, O amor do romance, E o amor da família.

Grito O Homem não tem vergonha do que faz? Maltratam as matas, plantas e animais! Desrespeita os seres e polui o ambiente Acaba com vidas, isso não é inteligente! Destrói a natureza com má intenção

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Acaba com seres e vegetação! E isso tudo que ajudas traz? Sabes que as consequências serão más! Pensa melhor sobre a natureza Preserva e cuida da sua beleza! Carlos Vieira, 11ºC

O amor nasce duma amizade verdadeira, O amor do romance só permanece se for verdadeiro, Mas o amor da família é eterno, Aconteça o que acontecer. João Ferrão, 8ºD


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A cana-de-açúcar Em época de grande produtividade de cana-de-açúcar na nossa região, esta atividade proporcionava muito trabalho. A minha freguesia também era uma localidade com muita concentração deste produto. No momento da sua recolha, eram contratadas as pessoas para executarem esta tarefa. Algumas destas cobravam o seu dia, outras caíam naquela situação de trabalharem grátis ou “por favor”. Avançava um grupo de pessoas na apanha, logo atrás, vinha outro grupo, a introduzir a cana em

arcos metálicos preparando os braçados. Depois deste procedimento, esta era transportada para as estradas para serem transferidas em camiões para os engenhos. Uma vez ali introduzidas começava a moagem e o processo do fabrico do açúcar, mel e aguardente. Posteriormente, estes produtos seriam vendidos na região, mas também exportados. Uma percentagem alta desta produção era enviada para o continente português e outros países. Realmente, estas receitas eram muito importantes para equilibrar a balança comercial na região.

Como é evidente, estas práticas ainda continuam, a nível mundial, porque todos os países querem exportar os seus produtos, sendo o ingresso de divisas importantíssimo! Havia canas às toneladas, mas nós não podíamos chupar uma daquelas caninhas tão apetitosas, porque tudo era controlado. As recordações daquela época, não são muito admiráveis! Raul Gonçalves de Matos

Poema de amor Dou-te uma rosa charmosa Para não te esqueceres de mim É da tua namorada muito carinhosa O nosso amor é mesmo assim. Lembras-te daquele dia Que te falei de amor Viraste-me a cara Como se isto fosse um horror.

te Então comprei-te com tanto amor E nem sequer provaste Mas derreteram com o calor. Pensei que eras amoroso… Mas não provaste o mesmo Também disseste que eras carinhoso Mas afinal não passas de um grande torresmo. Carla J. R. Alves, 6ºA

Lembraste daquele dia Que te falei de amor Viraste-me a cara Como se isto fosse um horror.

Disseste que gostavas de chocola-

Amor é uma palavra pequena Amor é uma palavra pequena Que sorri a pouca gente Pequena quando se diz Grande quando se sente. Amei-te no passado Amo-te no presente E se o futuro deixar Amar-te-ei para sempre. Bom dia, meu amor Amo-te mais um dia neste planeta

Porque eu sou teu Romeu E tu a minha Julieta. Martim Moura, 6ºA

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O amor é muito diferente do que ouve por aí O amor é Acordar com a alvorada e pensar em alguém, Adormecer com essa pessoa. É suspirarmos cada vez que nos lembramos dela, É perder o fôlego só de pensar que ele pode estar longe, E ao mesmo tempo tão perto, até ouvindo o bater do seu coração. E ao ver os seus olhos, O seu sorriso, Sinto-me diferente. E a sorrir, Em seu olhar, Vejo o que desejar, Mesmo sem nesses olhos

Conseguir entrar. Ainda me imagino à tua espera Quando vens de lá de longe. E quando chegas, Sinto o teu cheiro, O calor da tua boca, E quando me acordas com um beijo… Tu eras tão bonito, E ao teu lado, Não era nada. Mas, na verdade, eu só queria Aquele beijo outra vez. Porque todos os meus sentimentos Se concentram num só coração,

E daí, sem mais nem menos, Foi quando nasceu a paixão. Acreditar neste sentimento, Pois, mesmo não dá para esquecê-lo, Porque ao longe e mesmo com o vento, Consegues ouvir o bater do coração, Que jamais te irá esquecer. Tamára Alves, 9ºD

As palmatórias ...com as palmatórias e o frio, os alunos ficavam impossibilitados de segurar o lápis.

Na época do estado novo, todos os professores recebiam ordens superiores para castigarem não só verbalmente como fisicamente as crianças durante o período de aulas. O castigo era para todos. Quem chegasse tarde ou não fizesse os trabalhos de casa, era castigado severamente, igualmente quem fizesse ditado e tivesse erros ortográficos também era

punido com uma palmatória por cada erro. Quando as crianças não consentiam todos aqueles golpes nas mãos, levavam-nos nas pernas ou em outras partes do corpo. A longa cana era usada frequentemente quando os alunos estavam a conversar. Assim, inesperadamente, chegava-lhes aquela surpresa. Uma espécie de “cana voadora” que maltratava a criança em qualquer lado, inclusive

na cabeça. Naquela época havia um senhor chamado “Manuel do Nascimento”, conhecido com a alcunha de “Manuel Ferreiro”, irmão da minha avó materna, o qual era incumbido de facilitar estes dois instrumentos às professoras. Aquele indivíduo era pouco apreciado pelos alunos daquela escola. Em certas alturas frias do ano, com as palmatórias e o frio, os alunos ficavam impossibilitados de segurar o lápis. Raúl Gonçalves de Matos

Portugal - Nação guerreira Portugal, A minha terra natal Em que guardo no meu coração Uma grande paixão, Que por esta terra ninguém tem igual. Hoje relembro as tuas vitórias E os teus guerreiros valentes, Que conquistaram grandes histórias

VIRTUALMENTE

Que valem mais do que presentes. Um exemplo de guerreiro É Luís de Camões, Que deixou para mim e para todos As suas obras de aventuras e paixões. A ele e todos eles devemos agradecer,

Pois foram eles que marcaram as nossas vitórias E por isso posso dizer, que para mim Ser português é uma glória! Feliz dia para ti, Meu Portugal querido, Que vais ficar sempre para a memória De qualquer indivíduo. Ana Teixeira, 9ºD


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Poemas à Natureza Natureza vive Respira o ar Consome a água Sustenta-se pela terra. Devemos protegê-la, Cuidá-la e amá-la, É a nossa casa A casa de todos! Agora mais do que nunca, Devemos tratá-la, Muito mal foi feito e acumulado Nós não vivemos sem a nossa casa! Jéssica Sousa, 11ºC

Pediram que escrevesse sobre ti, Fiquei sem saber o que dizer, então refleti, Por ti passo todos os dias, mas nem sempre Reparo em ti, desculpa! Afinal sem ti quem sou eu, e nós todos? Basta de incêndios, poluição, construções a todo o custo E todo o mal que te causamos. Quanto aos outros não sei, Mas eu respeito-te e admiro-te! Tu dás-nos paisagens únicas, ajudas-nos! Basta, vamos salvar uma mãe! A grande MÃE NATUREZA. E é assim que me despeço,

A te ver e a sentir, Mesmo com a chuva a me distrair. Paulo Nóbrega, 11ºC Natureza tão bela Estás sendo destruída pelo Homem O Homem maltrata a natureza Destrói o meio ambiente Coitada da natureza Polui a minha mente. Cuida da natureza Senão ela não cuida de ti Seja amigo da natureza Para que a vida humana não tenha fim! José Manuel, 11ºC

A parteira Levantava-se Levantava-se a qualquer hora da

de lágrimas das famílias em causa.

O significado desta palavra será

madrugada para chegar a pé à

Sinto-me muito feliz por escre-

provavelmente desconhecido nos

casa daqueles seres que se encon-

ver este tema e dedicá-lo àquelas

hora da

dias de hoje na nossa região, só

travam aflitos.

senhoras que já não estão con-

madrugada

estará patente na memória de pessoas com certa idade. Estas

senhoras

Este tema toca-me muito, porque foi esta grande “Dama”, é

chamadas

assim que a devo chamar, quem

“parteiras”, eram praticamente

atendeu a minha progenitora em

médicas sem curso ou melhor

todos os seus partos. Portanto,

dizendo sem canudo.

conheci-a muito bem, era bastan-

nosco, porém sendo muito recordadas. Bem-hajam! Raúl Gonçalves de Matos

a qualquer

para chegar a pé à casa daqueles que se

Pessoas maravilhosas dispostas

te popular até nas suas expres-

a ajudar mulheres carenciadas,

sões verbais, muito querida na

encontravam

naqueles momentos tão difíceis

zona, todos a conheciam e trata-

aflitos.

como são os de dar à luz.

vam-na por comadre.

Na minha freguesia havia uma

Felizmente, hoje tudo mudou,

senhora bem conhecida até mes-

temos os médicos que as substi-

mo fora da localidade, o seu pseu-

tuíram, além disso, existem os

dónimo era muito interessante;

hospitais bem equipados e por

chamavam-lhe a “Pata”, sendo o

sua vez baixou a mortalidade in-

seu nome verdadeiro “Maria Fran-

fantil.

cisca de Andrade”.

Estas senhoras que referi não

Esta senhora que devemos utili-

tinham nada, apenas a sua boa

zar letras maiúsculas para nomeá-

vontade e experiência própria,

la, por ser uma pessoa tão digna e

faziam o melhor, no entanto, mui-

generosa, não cobrava nada para

tas mães e crianças sucumbiam,

exercer aquela prática, davam-lhe

ficando estas senhoras tristes e

algo se quisessem.

desoladas, vendo os rostos cheios

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Envia os teus textos, sugestões e críticas para o email do jornal: virtualmente11@sapo.pt Cria um logótipo para o jornal da escola e envia-o para o email do jornal. O jornal sai no final de cada período letivo, ou devia sair, envia os teus trabalhos com 30 dias de antecedência.

Provérbios Portugueses Do mês de maio o calor, de todo ano o valor. Em maio come a velha as cerejas ao borralho e ainda guarda o canhoto para o mês de junho. Tempo não é o que foi , mas o que vem. O tempo rói o ferro e ainda mais o amor. In Almanaque de Santo António, 2012, 2013

A prenda de anos A família estava toda reunida para festejar mais um aniversário do Filipe. - Vamos lá cantar os parabéns e apagar as velas… -apressou a irmã mais nova, sem deixar de observar o bolo pelo canto do olho. - Calma! Ainda falta um presente – alertou o Filipe enquanto soltava o laço. – E é logo a prenda do pai… Fez-se silêncio. – Que belo relógio! Obrigado, pai! – agradeceu ao mesmo tempo que o colocava no pulso. - E fica-te muito bem… - elogiou a mãe. - Que coincidência! – admirou-se o Filipe. – São exatamente 9 horas da noite… - E o que tem de especial esta hora? – perguntou a irmã Beatriz também impaciente. - Já viram que o triângulo definido pelos ponteiros das horas e dos minutos é retângulo. Ora isto só acontece 2 vezes em cada hora. A partir deste momento só volta a acontecer às 9h30, às 10h05, 10h35, e assim sucessivamente. Ou seja, 48 vezes num dia! - Pois eu acho que estás enganado em vários aspetos – sentenciou o avô, que, entretanto, se aproximara do Filipe. – Só tens razão quanto às 9h. Por outro lado, o que dizes não ocorre 48 vezes por dia… - Vamos lá apagar as velas e partir o bolo! – interrompeu a mãe, acompanhada, em coro, pelas irmãs do Filipe. - «Parabéns a você…» Depois todos tiveram direito a uma fatia de bolo. Mas o Filipe não deixou de olhar o relógio cada vez que levava o bolo à boca. Onde teria falhado? Quantas vezes num dia e a que horas o triângulo definido pelos ponteiros das horas e dos minutos é retângulo? Carlos Roque e Luísa Cruz


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