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“Finalmente, a teologia bíblica se tornou acessível à igreja mais ampla! Goldsworthy lança este novo livro indispensável sobre teologia bíblica, tendo em vista um maravilhoso início na exploração instrutiva e edificante do Filho de Deus em toda a Escritura. Este livro produzirá maior amor pela Bíblia, maior adoração ao Filho e maior anseio pela nova criação.” David P. Murray, professor de Antigo Testamento, Puritan Reformed Theological Seminary; pastor, Grand Rapids Free Reformed Church, Grand Rapids, Michigan; autor, Jesus on Every Page e The Happy Christian

“Goldsworthy tem dedicado sua vida em ajudar-nos a entender a unidade orgânica da Bíblia. Ele exerceu grande influência em meu entendimento de como o Antigo Testamento prenuncia Cristo. Eu recomendo esta obra importante a todos os leitores, especialmente a pastores que desejam ver Cristo no Antigo Testamento.” Tremper Longman III, professor de Estudos Bíblicos, Westmont College

“Neste livro de foco específico, Goldsworthy faz o que ele faz de melhor – nos ajudar a conectar os pontos que marcam a Bíblia desde o início até ao fim. Àqueles de nós que talvez já leram rapidamente referências bíblicas a Jesus e pensaram haver assimilado o sentido do termo, este livro oferece um tour por suas variações e implicações nas Escrituras, apresentando-o no


contexto de erros de filhos do passado – Adão, Israel e Salomão – para que cresçamos na graça e no conhecimento de nosso Senhor, Jesus Cristo.” Nancy Guthrie, professora de Bíblia; autora, série de estudos bíblicos Seeing Jesus in the Old Testament

“Goldsworthy oferece a estudantes sérios da Bíblia uma excelente consideração a respeito de como Deus, o Filho, assumiu a carne humana para salvar os filhos de Deus para o reino de Deus. Ligando temas do Novo Testamento às suas fontes do Antigo Testamento, Goldsworthy demonstra a importância da unidade da Bíblia, da união com Cristo e da esperança baseada na vinda do reino de Deus. Este livro é um sólido começo para uma série importante.” Paul R. House, professor de Divindade, Beeson Divinity School; autor, Old Testament Theology

“O ressurgimento do interesse por teologia bíblica se deve muito, talvez na maior parte, a Graeme Goldsworthy. Então, quem melhor poderia iniciar esta série da Crossway sobre estudos em teologia bíblica? E não há outra maneira melhor para começar esta série do que começá-la com o Filho de Deus, em quem todas as promessas são o sim e o amém.” James M. Hamilton Jr., professor associado de Teologia Bíblica, The Southern Baptist Theological Seminary; autor, God’s Glory in Salvation through Judgment


“Um estudo diligente, cativante e incitador de pensamento sobre uma noção importante e muitas vezes mal compreendida. Uma grande fonte de reflexão posterior!” C. John Collins, professor de Antigo Testamento, Convenant Theological Seminary; autor, The God of Miracles, Science, and Faith: Friends or Foes?

“Goldsworthy escreve com uma clareza que é possível somente para alguém que refletiu profundamente sobre os assuntos e é senhor de seu conteúdo. Este não é apenas um excelente estudo de um tema bíblico, e sim um excelente exemplo de método de teologia bíblica correto. Não deixe de ler as páginas seguintes, que lhe mostrarão como este livro é significativo para o ministério pastoral.” Barry G. Webb, pesquisador sênior em Antigo Testamento, Moore Theological College

“Há muitos temas ricos e vibrantes que permeiam a Bíblia, e Goldsworthy mapeou a ideia concernente ao Filho de Deus com clareza, precisão e discernimento. As Escrituras são enormes, mas neste pequeno livro temos uma luz clara para aprendermos mais sobre o significado desta ideia, ou como filhos de Deus, ou quando contemplamos a glória daquele que é o único Filho de Deus, Jesus Cristo. Qualquer pessoa pode se beneficiar da leitura desta obra escrita por um dos mais discernentes teólogos bíblicos.” J. V. Fesko, deão acadêmico e professor de Teologia Histórica e Sistemática, Westminster Seminary California


“Neste livro agradável, Goldsworthy focaliza o Filho de Deus encarnado como o clímax da história de redenção e considera como o seu papel se relaciona com o fato de ele ser, também, o Filho de Deus, uma pessoa da Trindade. Este livro é para todos aqueles que valorizam a Jesus e querem entender melhor como toda a Bíblia dá testemunho dele. Recomendo alegremente este livro.” Jason S. DeRouchie, professor associado de Antigo Testamento, Bethlehem College and Seminary


O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE SER FILHO DE DEUS

o de

FILHO

DEUS

NOVA CRIAÇÃO ea

GRAEME GOLDSWORTHY


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Goldsworthy, Graeme O Filho de Deus e nova criação: O que a Bíblia ensina sobre ser filho de Deus / Graeme Goldsworthy ; [tradução: Francisco Wellington Ferreira]. – São José dos Campos, SP: Fiel, 2017. 147 p. Tradução de: The everlasting righteousness Inclui referências bibliográficas ISBN 9788581324401 1. Filho de Deus – Doutrina bíblica. 2. Filho do Homem – Doutrina bíblica. I. Título. CDD: 231.2

Catalogação na publicação: Mariana C. de Melo Pedrosa – CRB07/6477 O FILHO DE DEUS E A NOVA CRIAÇÃO O que a Bíblia ensina sobre ser filho de Deus Traduzido do original em inglês The Son of God and the New Creation Copyright © 2015 by Graeme Goldsworthy

Todos os direitos em língua portuguesa reservados por Editora Fiel da Missão Evangélica Literária Proibida a reprodução deste livro por quaisquer meios, sem a permissão escrita dos editores, salvo em breves citações, com indicação da fonte.

Publicado originalmente por Crossway 1300 Crescent Street Wheaton, Illinois 60187 Copyright © 2017 Editora Fiel Primeira edição em português: 2017 Versão bíblica utilizada Almeida Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica do Brasil

Diretor: James Richard Denham III Editor: Tiago J. Santos Filho Tradução: Francisco Wellington Ferreira Revisão: Marilene Paschoal Diagramação: Rubner Durais Capa: Rubner Durais ISBN: 978-85-8132-440-1 Caixa Postal 1601 CEP: 12230-971 São José dos Campos, SP PABX: (12) 3919-9999 www.editorafiel.com.br


Aos meus netos: Jake Goldsworthy Ethan Goldsworthy Keira Goldsworthy


Sumário

Introdução ............................................................................11 Capítulo 1

Estudos temáticos: uma abordagem de teologia bíblica............... 15 Capítulo 2

Jesus, o Filho de Deus: o testemunho do Novo Testamento........ 33 Capítulo 3

Adão, o Filho de Deus: o testemunho do Antigo Testamento..... 65 Capítulo 4

Filho de Deus e filhos de Deus................................................... 93


Introdução

B

em-vindo a este estudo de O Filho de Deus e a Nova Criação. Nas páginas seguintes, passaremos por toda a Bíblia para notar como o tema “Filho de Deus” se desenvolve desde Gênesis até Apocalipse e, também, que Jesus, como Filho de Deus, inaugura a nova criação pela qual todos anelamos profundamente – e, pela graça, pode ser parte do aqui e agora. Considero um grande privilégio contribuir para o conhecimento de teologia bíblica. Esta disciplina tem sido uma de minhas paixões desde que fui apresentado ao conceito durante meus estudos iniciais em teologia no Moore College, em meados de 1950. Tenho pregado, ensinado e escrito sobre teologia bíblica durante mais de 40 anos. E acho, como sempre achei, que descubro constantemente novos discernimentos e ideias relacionadas ao grande e abrangente plano de Deus para a salvação revelado nas Escrituras. A Bíblia é uma unidade magnífica de revelação de Deus. Mas é também complexa e diversa, com muitas ideias e temas importantes permeando toda a história desde a criação até à nova criação.


O FILHO DE DEUS E A NOVA CRIAÇÃO

A unidade da Bíblia significa que todas as partes ou textos se relacionam com todas as outras partes. A teológica bíblica é a maneira como investigamos estas relações internas com o “quadro maior”. No âmago desta diversidade, está o grande fator unificador: a pessoa de Jesus Cristo. Enquanto aluno e nos meus primeiros dias como professor, conheci obras importantes de teologia bíblica, escritas por Geerhardus Vos, Edmund Clowney, John Bright, Oscar Cullmann, C. H. Dodd e muitos outros. Não demorei a compreender a importância de ter uma assimilação do grande quadro de revelação bíblica. Quanto mais penetrava neste estudo, tanto mais percebia quão pouco ele era ensinado e compreendido nas igrejas. Achei difícil entender a negligência deste assunto importante. Fiquei convencido de que teologia bíblica deveria ser ensinada não somente no seminário, mas também na igreja local, para capacitar todos os cristãos a lerem e entenderem a Bíblia nos termos da própria Bíblia. Convenci-me também de que uma teologia bíblica correta deveria guiar a maneira como ensinamos nossos filhos a conhecerem e entenderem a mensagem da salvação na Bíblia. Acredito que estes estudos sobre teologia bíblica podem fazer uma contribuição valiosa para a formação de interpretação bíblica centrada em Cristo por parte daqueles que podem não ter desfrutado do benefício de treinamento teológico formal. Mas não desejo excluir aqueles que estudaram num seminário! Teologia bíblica é realmente apenas um título formal do que deveria ser, para todos os cristãos, uma abordagem normal às Escrituras, direcionada pela natureza da própria Bíblia. Os currículos de Escola Dominical e de discipulado deveriam ser 12


Introdução

desenvolvidos com o alvo de instruir cristãos de qualquer idade em como toda a revelação progressiva da Bíblia dá testemunho de Cristo e de seu reino. Este livro, eu creio, será uma contribuição importante para a literatura não técnica da teologia bíblica. Há muitos livros escritos por teólogos eruditos para outros teólogos eruditos. E assim deve ser. Mas creio que existe uma grande disparidade entre o que é escrito para discussão acadêmica e o que é escrito para edificação dos cristãos comuns. Estou confiante em que este livro possa ajudar a corrigir o problema com estudos bíblicos saudáveis a respeito de temas importantes. Teologia bíblica evangélica e reformada prossegue na convicção de que todas as partes da Bíblia têm uma relação orgânica com todas as outras partes. Também afirma que todas as partes dão testemunho de Cristo e da graciosa salvação que ele traz. Sou grato à Crossway pela oportunidade de envolver-me neste estudo do tema “Filho de Deus”. Sou grato ao Dr. Dane Ortlund e ao Dr. Miles Van Pelt por sua avaliação cuidadosa do manuscrito e suas muitas sugestões proveitosas. Discordei de algumas das sugestões deles e, por isso, tenho de assumir a responsabilidade por quaisquer erros no produto final. Se peço a meus leitores que deixem ocasionalmente sua zona de conforto, espero que eles apreciem por que eu faço isso. Quando o considero necessário, entro em áreas da teologia sistemática e da história das doutrinas. Mas tudo isso tem em vista a edificação de meus irmãos em Cristo nas verdades do evangelho. Sei que há muitas outras pessoas que trabalharam com dedicação, em segundo plano, para trazer este volume à luz, e lhes 13


O FILHO DE DEUS E A NOVA CRIAÇÃO

sou muito agradecido. Além disso, em minha aposentadoria, continuo a gozar do amável apoio de Miriam, minha esposa há 50 anos, que atende silenciosamente às minhas necessidades e tem apoiado o meu ministério. Eu lhe sou muito agradecido. No entanto, a minha maior gratidão é ao Deus todo-poderoso, que me chamou em minha juventude, tornou-me propriedade sua e me deu este ministério de teologia bíblica. Pelo menos a metade de minha vida de trabalho tem sido no contexto de igrejas locais. Ali, tenho me interessado pelo ensino de todas as idades, especialmente das crianças e de cristãos jovens. Dedico este livro aos meus netos: Jake Goldsworthy, Ethan Goldsworthy e Keira Goldsworthy, com a oração de que cresçam para serem cada vez mais confiantes e competentes em sua leitura e aplicação da mensagem bíblica e sempre se regozijem no evangelho de nossa salvação.

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Capítulo 1

ESTUDOS TEMÁTICOS: Uma Abordagem de Teologia Bíblica

A

Bíblia começa em Gênesis 1 e 2, com a criação, e termina em Apocalipse 21 e 22, com a nova criação. Esta é a maneira simples e direta de descrever os dois limites da história bíblica. Entre estes “marcos”, na história que vai desde Gênesis 3 até Apocalipse 20, temos o relato da queda da humanidade, a resultante corrupção do universo e a obra graciosa de Deus para redimir a situação. Alfa e Ômega: Cristo e Criação No âmago desta história redentora, está a majestosa pessoa de Jesus e sua obra salvadora por meio de seu nascimento, vida, morte, ressurreição e ascensão. É admirável que uma das últimas declarações do Jesus exaltado foi esta autodescrição: Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã (Ap 22.16).


O FILHO DE DEUS E A NOVA CRIAÇÃO

O testemunho para as igrejas nestes últimos dias se refere a Jesus como o Filho de Davi. Por quê? Afinal de contas, a Escritura também dá testemunho do fato de que Jesus, nosso Salvador, é Deus desde toda a eternidade, a segunda pessoa da Trindade. Por que, então, Jesus se focaliza em sua linhagem humana como algumas de suas últimas palavras na grande narrativa da salvação? Um pouco antes disto, em Apocalipse 22.13, Jesus havia tomado para si mesmo o título de “Alfa e Ômega”, aplicado anteriormente a Deus, em Apocalipse 1.8 e 21.6. Claramente, estas duas perspectivas significam que não podemos evitar o fato de que Jesus é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Também não podemos evitar o fato de que jamais podemos separar estas duas realidades: Jesus continua sendo identificado como o Deus-homem na história de redenção e até à sua conclusão eterna. Neste estudo, veremos esta verdade conforme revelada no desenvolvimento da história desde a criação até à nova criação. No âmago desta história, está Jesus, que é chamado o “Filho de Deus”. Neste estudo, veremos especificamente como o Filho de Deus é o autor e o mediador da nova criação. Entre os cristãos evangélicos, há uma tendência de entenderem a nova criação em termos de regeneração individual, ou novo nascimento, como uma experiência puramente pessoal que está relacionada à nossa conversão a Cristo.1 E, se pensam na criação mais ampla, é frequentemente como algo separado de 1

E.g., 2 Co 5.17 – “Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” – é frequentemente entendido como uma referência ao indivíduo se tornar uma nova criatura e não ao indivíduo ser introduzido na nova criação mais ampla que Cristo traz. Retornaremos a esse texto no capítulo 4.

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Estudos temáticos: uma abordagem de teologia bíblica

nosso novo nascimento. Pensamos no novo nascimento como uma realidade presente e na nova criação como uma realidade futura. Esta separação é, eu creio, um engano. Podemos distinguir os dois eventos, mas não devemos separá-los. Isto, eu espero, se tornará mais claro quando seguirmos nosso estudo de o “Filho de Deus”. Palavras e significados “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16.16). A confissão de Pedro recebeu apreciação da parte de Jesus como algo que lhe fora revelado por “meu Pai, que está nos céus” (v. 17). Muitos cristãos têm formado ideias sobre o significado do título “Cristo”. É uma tradução grega da palavra hebraica que significa “Messias”,2 mas para muitas pessoas é apenas um rótulo. No entanto, o título “filho de Deus” parece transmitir a ideia de que Jesus tem um relacionamento especial com Deus e que pode até ser Deus mesmo. O que o título “Filho de Deus” deveria significar para você e para mim conforme aplicado a Jesus no Novo Testamento? O que Pedro entendia pela expressão “o Filho do Deus vivo”? E o que lhe foi revelado pelo Pai, que está no céu? Ele queria dizer o mesmo que “filho de Deus”? O título “Filho de Deus” indica claramente um relacionamento especial entre Jesus e Deus, o Pai. A princípio, pode parecer razoável tomarmos este título como uma indicação da deidade do Filho e, em especial, quando refletimos no fato de 2

A palavra hebraica que significa messias ocorre duas vezes na Bíblia, em Daniel 9.25-26 (“Ungido”, na versão portuguesa), embora as formas verbais da raiz mšḥ, ungir, ocorram em vários textos.

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O FILHO DE DEUS E A NOVA CRIAÇÃO

que outro título que Jesus aplicou a si mesmo foi “Filho do Homem”. À primeira vista, este último parece significar mais obviamente que ele era humano, visto que esse é o significado literal da expressão. No entanto, as coisas nem sempre são o que parecem ser à primeira vista. Esta compreensível atribuição de significados aos dois títulos tem pelo menos isto a recomendá-la: parece oferecer uma base para compreendermos a confissão histórica da igreja cristã de que Jesus é tanto verdadeiramente Deus quanto verdadeiramente homem. Mas, para muitos, este entendimento de que Jesus possui duas naturezas aparentemente incompatíveis é uma dificuldade e até um obstáculo. Afirmar que uma e a mesma pessoa pode ter essas duas naturezas completas mas diferentes, de uma maneira que não compromete nenhuma das duas naturezas, parece ser contrário à lógica simples e racional. O problema não para aí. Certa vez, um capelão de escola foi questionado por um aluno: “Se Jesus é Deus, quem cuidava das coisas no céu enquanto ele estava aqui na terra?” Quando começamos a investigar as duas naturezas de Jesus, a doutrina da Trindade emerge. De fato, podemos dizer que o evangelho nos leva à confissão de que Deus é trino. Confessamos que Deus é um só, mas o Pai não é o Filho, e o Filho não é o Pai. Então, agravamos o problema ao incluirmos o Espírito Santo, que não é o Pai nem o Filho. Mas estamos falando sobre o Deus indivisível. Investigar o título “filho de Deus” pode até parecer uma tarefa simples que envolve o exame de cada ocorrência da expressão. Mas isto deixaria inexplorados quaisquer possíveis sinônimos. Por exemplo, as palavras do Pai “este é o meu Filho”, 18


Estudos temáticos: uma abordagem de teologia bíblica

aplicadas a Jesus, significam o mesmo que chamá-lo “filho de Deus”? Lucas sugere que sim, quando liga as palavras de aprovação no batismo de Jesus com a sua genealogia humana que retrocede até “Adão, filho de Deus” (Lc 3.21-38).3 Além disso, filiação é expressa por mais de uma palavra grega no Novo Testamento, incluindo huios, teknon e pais. Esta última é traduzida frequentemente por “servo”, e sua aplicação a Jesus não parece enfatizar filiação, e sim o seu papel como servo obediente. A palavra de filiação usada mais frequentemente para Jesus é huios. João usa teknon para se referir aos crentes como filhos de Deus, mas isto não é, com certeza, totalmente idêntico ao relacionamento que Jesus tem com o Pai (Jo 1.12; 1 Jo 3.12). No entanto, isto levanta, sem dúvida, a questão a respeito da ligação entre a filiação de Jesus e a nossa filiação. Refletiremos sobre a natureza de nossa filiação no capítulo 4 deste estudo. O alvo deste livro é investigar o título “Filho de Deus” e outros títulos de filiação relacionados, para aprofundarmos a nossa apreciação da pessoa e da obra de Jesus de Nazaré. Veremos que não podemos estudar estes títulos sem nos envolvermos profunda e pessoalmente, porque, como crentes, somos definidos por nosso relacionamento com Jesus. Entretanto, há algumas armadilhas que devemos evitar. Estudos que abordam um tema específico da Bíblia podem nos ajudar a focalizar o sentido da unidade geral da Bíblia ou, infelizmente, podem servir para isolar o tema escolhido dessa unidade e, assim, enfraquecer a própria coisa que desejamos entender. Este erro pode resultar 3

O texto grego tem a palavra “filho” somente em Lucas 3.23; daí para frente, ela está implícita na sequência: “de Eli, de Matate, de Levi”, etc.

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de uma abordagem a estudos de palavras que sofrem da crença errônea de que uma palavra ou expressão específica é sempre usada de modo uniforme e consistente em toda a Escritura, e, por isso, tudo que precisamos fazer é estabelecer um tipo de definição uniforme. Focalizar uma palavra ou expressão também pode facilmente ignorar o mesmo conceito expresso por outras palavras ou expressões. Há vários erros que devem ser evitados num estudo como este. Primeiro: a noção de que a palavra ou expressão escolhida sempre tem o mesmo significado; segundo: que este significado é comunicado apenas pela palavra ou expressão considerada. A questão é complicada pela variedade de maneiras pelas quais palavras e expressões chegaram a ser traduzidas nas várias versões da Bíblia. Às vezes, palavras ou expressões importantes usadas nos documentos antigos são tomadas e repetidas em documentos posteriores para fazerem uma ligação significativa. Um título específico, por exemplo, talvez pareça ser preservado nas palavras atuais para cumprir um propósito específico. Assim, por exemplo, “filho do homem” traduz literalmente as expressões hebraica e aramaica que significam “ser humano”. Mas traduzir a expressão por “ser humano” ou “mortal” em Daniel 7.13 obscurece a razão por que Jesus chamou a si mesmo de “o Filho do Homem” em muitas passagens dos evangelhos (nas quais Jesus parece estar retomando a linguagem específica de Daniel 7). A maneira como ele usou a expressão sugere que estava afirmando ser a figura referida por Daniel. E, em Daniel, o filho do homem não é qualquer simples mortal e sim uma pessoa singularmente majestosa. Em Ezequiel, há diversas referências a 20


Estudos temáticos: uma abordagem de teologia bíblica

“filho do homem” que designam o próprio profeta como um ser humano (e.g., Ez 2.1, 3, 6, 8; 3.1). Não existem referências ao homem visionário no céu como existem em Daniel. Então, como evitamos erros deste tipo? Primeiramente, devemos dizer que não há nada errado em começar com uma investigação preliminar da maneira como uma expressão importante, neste caso “filho de Deus”,4 é usada nas Escrituras. Há um ditado bem conhecido que se aplica aqui: um texto sem o seu contexto é um pretexto.5 Em outras palavras, é possível provar qualquer coisa na Bíblia por tomar um versículo fora do seu contexto. Portanto, a pergunta que exige uma resposta é esta: qual é o contexto de qualquer texto bíblico que desencoraja seu uso como um pretexto? Nisto, somos desafiados a considerar nossas opiniões sobre a unidade da Bíblia. O contexto mais amplo de uma palavra ou expressão é o que nos ajuda a determinar seu significado. O uso é mais revelador do que uma definição estática de dicionário. A unidade da Bíblia A Bíblia é, como alguns diriam, uma coleção de 66 livros tão intimamente relacionados que sua unidade não é uma consideração real? Ou é uma coleção que mostra diversidade dentro de uma inevitável unidade orgânica? Se aceitarmos esta última opinião, ainda teremos de decidir sobre a natureza da unidade. Por que a igreja cristã chegou 4

Onde a referência é a Jesus, uso a forma com maiúscula “Filho”; e, onde não se refere a Jesus, eu uso “filho”. 5 Um texto isolado não se torna necessariamente um pretexto, mas é usado facilmente como um pretexto.

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a receber estes diferentes livros e não outros como Escritura? Se há uma unidade orgânica genuína em relação ao conteúdo dos livros bíblicos, concluímos que o contexto mais amplo de qualquer texto específico é toda a Bíblia. É claro que isto não significa que o lugar de um texto dentro das unidades menores é irrelevante. Unidades literárias imediatas (e.g., uma parábola ou um oráculo profético), perícopes6 inteiras (e.g., a narrativa sobre Noé, a narrativa de Lucas sobre o nascimento de Jesus, o Sermão do Monte), o livro em que o texto ocorre e o cânon inteiro de Escritura são aspectos do contexto que molda o significado de um texto.7 Este não é o lugar para oferecermos uma consideração detalhada de como a Bíblia pode ser considerada uma unidade. Além disso, uma das funções da teologia bíblica é ajudar-nos a articular a natureza desta unidade. O processo canônico (ou seja, a maneira como a Bíblia chegou a ser composta de certos livros e não de outros), que levou certo tempo para se completar, deve certamente ter envolvido certas pressuposições sobre por que estes 66 livros deveriam ser considerados as Escrituras da igreja cristã. E a diversidade dentro do cânon de Escritura é mais óbvia: os vários livros foram escritos em três línguas diferentes durante um período de mais de 1.500 anos. Os livros da Bíblia também manifestam uma grande variedade de gêneros ou tipos literários, que possuem, todos eles, suas próprias características que afetam a maneira como os lemos e os entendemos. Cerca 6 7

Uma perícope é uma porção mais ou menos autocontida de texto. Kevin Vanhoozer se refere a “uma série de estruturas interpretativas expansivas”. K. J. Vanhoozer, “Exegesis and Hermeneutics”, em New Dictionary of Biblical Theology, ed. T. D. Alexander e B. S. Rosner (Downers Grove, IL: InterVarsity, 2000), 62.

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Estudos temáticos: uma abordagem de teologia bíblica

de três quartos do total da Bíblia – o que chamamos “Antigo Testamento” – lida com uma religião que antecede a vinda de Jesus. Portanto, somente o último quarto da Bíblia, o Novo Testamento, é distinta e evidentemente cristão. No entanto, o Novo Testamento está cheio de citações e alusões que nos mostram que os dois Testamentos estão intimamente conectados. De fato, é claro que Jesus, os apóstolos e a igreja primitiva consideravam o Antigo Testamento como Escritura cristã. Além de continuidade histórica, o âmago desta unidade dos Testamentos é a pessoa e obra de Jesus de Nazaré. Ele não somente é o personagem central e o principal interesse do Novo Testamento, mas também é considerado pelo Novo Testamento como o cumprimento, e a razão de ser, do Antigo Testamento. De uma maneira muito importante, Jesus é considerado como aquilo de que Antigo Testamento fala (Lc 24.27, 44; Jo 5.39-46). Investigar palavras e seus significados, no Antigo ou no Novo Testamento, é, portanto, um exercício em entender sua relação com a pessoa e a obra de Jesus Cristo. Neste estudo, examinaremos algo do ímpeto no Antigo Testamento que nos leva a Jesus Cristo nos evangelhos, enquanto refletimos juntos sobre o tema “filho de Deus” em toda a Bíblia. Uma estratégia para uma teologia bíblica temática Para a investigação de qualquer tema bíblico, sou a favor do que descrevo como abordagem de teologia bíblica norteada e centrada no evangelho. Visto que começamos nossa jornada cristã por chegarmos à fé na pessoa e obra de Jesus, faz sentido 23


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começarmos com ele. Em quem e em que colocamos nossa confiança, para nossa salvação e nosso crescimento cristão em direção à maturidade? Se começamos aqui, estamos em melhor condição de ligar nossa investigação ao nosso relacionamento pessoal com Deus por meio de Cristo. Além disso, visto que o objeto de nossa fé é a pessoa e a obra de Jesus – sua entrega, morte e ressurreição por nós e por nossa salvação – então, conectar explicitamente nossa investigação à nossa fé nele torna nosso estudo muito mais pessoalmente significativo. Isto não quer dizer que somos motivados principalmente por nosso interesse pessoal no assunto, pois buscamos a glória de Deus em tudo isto. Nossa participação pessoal não deve ser corrompida e se tornar um exercício egocêntrico, subjetivista e totalmente introspectivo. Mas, apesar disso, estamos íntima e pessoalmente envolvidos por meio de nossa fé em Cristo. A maneira de avançar é fazermos esta pergunta, antes de todas as outras: como este texto dá testemunho de Jesus? Em vez de: o que este texto diz a respeito de nós? Esta última pergunta é válida, mas é secundária em relação à primeira. A abordagem que estou propondo e tenciono seguir neste estudo é a seguinte:8 1) Fazer contato preliminar com o tema escolhido no Novo Testamento que se relaciona com Jesus e seu ministério. Como crentes em Cristo, estamos ligados pessoalmente às nossas investigações, desde o começo. 8

Ver Diagrama 1.

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2) Identificar maneiras como Jesus, os apóstolos e os autores do Novo Testamento relacionam este tema com seu começo e seu contexto de desenvolvimento no Antigo Testamento. Começamos, assim, a engajar-nos com a pessoa de Jesus nos termos da própria Bíblia, ou seja, como o cumprimento do Antigo Testamento. 3) Traçar o desenvolvimento do tema ao longo da história de redenção no Antigo Testamento. Podemos achar outros temas relacionados que iluminam nosso tema central e contribuem para a riqueza de seu significado no contexto da revelação progressiva. É importante entendermos como os planos de Deus para seu povo e o mundo são revelados progressivamente. Proponho uma estrutura básica para a revelação histórico-redentora nestes termos:9 i) Revelação da estrutura de redenção nos eventos históricos do povo de Deus no Antigo Testamento. Isto é a fonte de “tipologia”, ou seja, como pessoas, eventos e instituições criam padrões que, em última análise, prefiguram a Cristo e se cumprem nele. ii) Revelação da estrutura de redenção na escatologia10 profética que comenta a história passada do povo 9

Ver Tabela 1. Ampliei esta abordagem e expliquei sua origem para mim em meu livro Christ -Centered Biblical Theology: Hermeneutical Foundations and Principles (Downers Grove, IL: InterVarsity, 2012). 10 Escatologia (gr., eschatos, “último”) se refere aos tempos finais e, mais amplamente, aos eventos futuros na história de redenção.

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de Deus e recapitula (ou seja, repete, mas com intensidade acentuada) sua estrutura redentora no futuro Dia do Senhor, em que todos os planos de Deus são vistos como totalmente realizados. Isto provê confirmação da tipologia dentro da história de redenção. iii) Revelação da estrutura de redenção na pessoa e na obra de Jesus Cristo. A revelação do reino de Deus e de salvação que tem sua expressão tipológica em (i), acima, e é confirmada na escatologia profética em (ii), acima, é agora declarada como cumprida em Cristo. (Este cumprimento do tipo é referido como o “antítipo”.) De acordo com a natureza do tema que investigamos, o estudo de seu uso no Novo Testamento pode exigir uma distinção adicional entre os três estágios ou modos de cumprimento em Cristo. Estes se preocupam respectivamente com: a) o que Jesus fez por nós no evento histórico e evangélico passado em cumprimento das promessas do Antigo Testamento; b) o que a palavra de Jesus e seu Espírito continuam fazendo em nós, enquanto vivemos agora, no mundo, a nossa vida de fé à medida que o evangelho é proclamado; 26


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c) o que será a consumação do fim do tempo conosco quando Jesus retornar em glória para julgar os vivos e os mortos e introduzir a plenitude de seu reino. Esta maneira de distinguir a obra de Jesus “por nós”, “em nós” e “conosco” é apenas outra maneira de distinguir nossa justificação (no passado), nossa santificação (no presente) e nossa glorificação (no futuro). É o que expressamos quando dizemos: “Fui salvo, estou sendo salvo e serei salvo”. A estrutura da metanarrativa11 bíblica é importante para qualquer investigação de teologia bíblica. A linha de tempo da Bíblia envolve uma progressão que vai desde o evento da criação no passado remoto, atravessa a história antiga que levou ao chamado de Abraão e se estende à história de Israel. Entretanto, chegamos ao fim do período do Antigo Testamento sem uma resolução das expectativas proféticas da vinda do reino de Deus. O Novo Testamento dá continuidade à progressão com a história de Jesus: sua vida, morte, ressurreição e ascensão. O Novo Testamento apresenta Jesus como o cumprimento de todas as expectativas do Antigo Testamento (os evangelhos). Em seguida, vem o testemunho e o ministério dos apóstolos às primeiras igrejas (as epístolas) e as visões do fim (Apocalipse). Há claramente uma dinâmica não apenas de eventos históricos, mas também de revelação progressiva 11 Metanarrativa é um termo técnico usado para se referir ao grande quadro ou à narrativa geral da Bíblia. Inclui mais do que um historiador incluiria, pois leva em conta toda a história desde a criação até à nova criação como a Bíblia a apresenta. É, portanto, a estrutura para todos os livros da Bíblia, incluindo aqueles que não são de gênero especificamente narrativo.

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do plano e dos propósitos de Deus. Esta dinâmica significa que devemos sempre considerar as palavras e expressões que são os objetos de nosso exame não em termos estáticos e abstratos, e sim dentro de uma revelação redentora progressiva12 que pode indicar um entendimento desenvolvente destas palavras e expressões. Isto significa que nem todas as partes da Bíblia possuem a mesma relação exata conosco em nosso andar cristão. À medida que examinamos nosso assunto e temas relacionados, devemos ter em mente a estrutura de revelação redentora. Começamos com o evangelho conforme apresentado no Novo Testamento e, depois, retornamos ao Antigo Testamento para tentarmos entender os fundamentos de nosso tema como o achamos agora no Novo Testamento. Em seguida, retornamos ao Novo Testamento com um entendimento aprimorado da profundeza e da natureza multifacetada de nosso tema. Este entendimento aprimorado forma, então, a base para um novo estudo que usa o mesmo processo básico. Resumo e conclusão Palavras e expressões que podem formar a base de um tema bíblico não são usadas necessariamente de modo uniforme nas Escrituras. Uso é uma coisa flexível, e como um escritor usa uma palavra ou expressão específica pode depender de muitos fatores. 12 Estou usando revelação redentora como sinônimo da expressão história de salvação. Textos de diferentes partes desta revelação progressiva terão relações diferentes com a pessoa de Cristo e conosco.

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Estudos temáticos: uma abordagem de teologia bíblica

Por exemplo, o significado de palavras ou expressões que são o assunto de um estudo como este pode ser afetado pelo contexto histórico-redentor da metanarrativa bíblica. Consequentemente, o ponto em que as palavras ou expressões ocorrem na história bíblica afetará seu significado e importância. Também reconhecemos que outras palavras e expressões podem ter os mesmos conceitos ou conceitos relacionados das principais que estão sob investigação. Além disso, pode haver temas relacionados que precisam ser considerados como enriquecedores de nosso entendimento do tema escolhido. Nossas ideias sobre a natureza e a unidade das Escrituras podem necessitar de ajuste à luz de nosso exame constante do texto. A estrutura histórico-redentora do testemunho bíblico exige que levemos em conta tanto a história factual desde Gênesis até Apocalipse quanto a revelação de Deus e de seu reino que está contida na história. No âmago de ambos, está a pessoa e obra de Cristo, que procuramos entender melhor por meio deste exame temático. Isto é assim principalmente para que nossa resposta de fé a Jesus seja fortalecida por um entendimento crescente de sua pessoa e seu ministério e da natureza consequente de nosso relacionamento com ele, com o Pai e com a eternidade. O propósito supremo deste estudo é, portanto, adoração.

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O FILHO DE DEUS E A NOVA CRIAÇÃO

Diagrama 1: Como este Estudo é planejado13 Cap. 1 Considerações sobre o método deste estudo Cap. 2 Fazendo contato com o tema no Novo Testamento Cap. 3 Antecedentes do tema no Antigo Testamento Cap. 4 Aplicação do Novo Testamento à vida cristã

1

Considerações sobre o método deste estudo

3

Gênesis Investigue os antecedentes para Filho de Deus no Antigo Testamento

História do Antigo Testamento e Salmos

2

Escatologia profética

Fazendo contato com Filho de Deus no Novo Testamento

NT

4

Como o NT liga Filho de Deus a Adão, Israel, Davi e à ressureição

Filho de Deus e Filhos de Deus: aplicação do Novo Testamento à vida cristã

Apocalipse

13 Não estou sugerindo que o método descrito neste capítulo é a única maneira de investigação de teologia bíblica que pode ser realizada. Defendi esta abordagem em Christ-Centered Biblical Theology, mas reconheço que há outras maneiras de se realizar esse estudo temático.

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Estudos temáticos: uma abordagem de teologia bíblica

Tabela 1: os três estágios de revelação

1. Revelação na história bíblica, Antigo Testamento

2. Revelação na escatologia profética

Criação Aliança Cativeiro Redenção de êxodo Entrada na terra Rei Jerusalém (Sião) Templo

Nova criação Nova aliança Novo cativeiro e nova redenção de êxodo Entrada na nova terra Novo Rei davídico Nova Jerusalém Novo templo

3. Revelação em Cristo

Jesus Cristo é a nova criação Nova aliança em seu sangue Jesus é o cordeiro da Páscoa e o novo êxodo Jesus: onde Deus e o homem habitam Jesus é o Filho de Davi Jesus é o novo templo, a nova Jerusalém

Tabela 2: Textos relacionados a Jesus como o Filho de Deus Filho de Deus

Seu Filho

“Meu Filho”

O Filho (do Pai)

Mateus 4.3, 6 Mateus 8.29 Mateus 14.33 Mateus 16.16 Mateus 26.63 Mateus 27.40, 43, 54 Marcos 1.1 Marcos 3.11 Marcos 5.7 Marcos 15.39 Lucas 1.32, 35 Lucas 4.3, 9, 41 Lucas 8.28 Lucas 22.70 João 1.34, 49 João 3.18 João 10.36 João 11.4, 27 João 19.7 João 20.31 Atos 8.37 Atos 9.20 Romanos 1.4 2 Coríntios 1.19 Gálatas 2.20 Efésios 4.13 Hebreus 4.14 Hebreus 6.6 Hebreus 7.3 Hebreus 10.29 1 João 3.8 1 João 4.15 1 João 5.5, 12, 13, 20 2 João 3, 9 Ap 2.18

João 3.16, 17 Romanos 1.3 Romanos 5.10 Romanos 8.3, 29, 32 1 Coríntios 1.9 Gálatas 1.16 Gálatas 4.4, 6 Colossenses 1.13 1 Tessalonicenses 1.10 1 João 1.3, 7 1 João 3.23 1 João 4.9, 10, 14

Mateus 2.15 Mateus 3.17 Mateus 17.5 Marcos 1.11 Marcos 9.7 Lucas 3.22 Lucas 9.35 Atos 13.33 Hebreus 1.5 Hebreus 5.5 2 Pedro 1.17 Ap 21.7

Mateus 11.27 Mateus 28.19 Lucas 10.22 João 3.35, 36 João 5.19, 20, 21, 22, 23, 26 João 8.36 João 14.13 João 17.1 1 Coríntios 15.28 Hebreus 1.2, 8 Hebreus 3.6 Hebreus 5.8 Hebreus 7.28 1 João 2.22, 23, 24 1 João 5.9, 10, 11, 12

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