Revista Controle & Instrumentação nº287

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Instrumentação, Elétrica, Controle de Processos, Automação Industrial, Predial e Metrologia

Instr umentação, Elétrica, Contr ole de Processos, Automação Industrial, Predial e Metr ologia

Ano 26 – nº 287 – 2024 – www.controleinstrumentacao.com.br 26–nº 287–2024–www.controleinstrumentacao.com.br

Soluções de automação para embalagens sustentáveis

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Tecnologias viram a mesa

Você, leitor, vai notar que esta edição está maior, traz de volta artigos sobre os temas de capa – que desta vez são as variáveis temperatura e pressão, e o setor de alimentos e bebidas. São nichos vultosos: o tamanho do mercado de sensores de temperatura foi estimado em US$ 8,80 bilhões, neste ano de 2024, e deve atingir US$ 11,94 bilhões, até 2029, crescendo a um CAGR de 6,28%, durante o período de previsão (2024-2029), enquanto o tamanho do mercado de sensores de pressão é estimado em US$ 18,22 bilhões, em 2024, e deve atingir US$ 28,51 bilhões, até 2029, com crescimento de 9,37%, durante o período de 2024-2029 (Fonte: mordorintelligence).

O tamanho do mercado global de alimentos e bebidas foi avaliado (futuredatastats) em US$ 17,8 trilhões em 2023, e deve crescer a uma taxa anual (CAGR) de 5,8%, atingindo um valor de US$ 25,5 trilhões, até 2030. Esse crescimento é mais que necessário, vistas as diretrizes globais sobre a segurança alimentar, e o Brasil lidera o tema junto ao G20, na busca por uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Alcançar as metas sobre isso, só mesmo com muita vontade política e muita tecnologia aplicada desde o grão, passando pelo processamento e distribuição até a mesa das pessoas. E essa tecnologia esteve exposta na última Fispal/Tecnocarne: dos sensores e CLPs até o uso de IA e machine learning, o que se viu foi a integração de toda a cadeia de forma controlada, digitalizada. Envolvendo a logística e muito a mão-de-obra, que está mudando de perfil, o que leva à requalificação e a mais treinamento. Ficou claro que o setor está digitalizando os processos, usando robótica colaborativa, e possui muitos projetos-piloto de aplicação de IA – e a regra aí é começar pequeno, e ir aumentando tanto de canal quanto de horizonte. O aprendizado está sendo grande, e as empresas entendem que é preciso engajar as pessoas dos diversos departamentos para alcançar o sucesso, e aproveitar todos os benefícios que as tecnologias trazem – lembrando que não é de todo investimento que se consegue calcular precisamente o retorno, e isso é ainda mais verdade nos testes com IA, já que existem diversas ferramentas, e testá-las demanda tempo.

A lição que o segmento deixa é que, mais importante que prever o futuro, é estar preparado para reagir rápido e atender o mercado.

Esta, leitor, é uma edição especial: é a primeira totalmente digital/online – impressa agora, só on demand! Ela continua completando nosso diálogo via mídias sociais e newsletters.

Boa leitura

Controle & Instrumentação

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Cover Page

Fábricas para alimentar o futuro

Art

45 Ameaças cibernéticas na indústria de alimentos e bebidas: desafios e estratégias de mitigação

48 O impacto da tecnologia na indústria de alimentos e bebidas

50 Temperatura e Pressão

51 Eficiência das medições de Temperatura e Pressão com conhecimento

53 XTS em máquinas flow pack

55 Temperatura – história e evolução

62 Sensores de Pressão – princípios básicos

72

Seções Permanentes

04 News

19 Market 25 Energies

Próxima Edição

33 Flash

69 Impressions

81 Cast

– Próxima edição: Automação nos setores de Life & Pharma

O editor

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Colaboraram com informações e imagens, as assessorias e assesores de imprensa

Capa: criação sobre foto da Bem Brasil

Vencedoras do Prêmio “TOTVS Brasil que FAZ” 2024

Os vencedores do Prêmio “TOTVS Brasil que FAZ” 2024 foram anunciados no Universo TOTVS, megaevento promovido pela TOTVS. Em sua 3ª edição, a premiação reconheceu projetos de clientes do Grupo TOTVS que, a partir do uso das soluções de Gestão, Business Performance e Techfin, impactaram positivamente os resultados dos negócios. O Centro Universitário Adventista de São Paulo UNASP foi o grande destaque, reconhecida como Empresa do Ano, além de vencedora da categoria Educacional.

Esta edição do prêmio trouxe como novidade a nova categoria especial Inovação – Lei do Bem, criada para reconhecer clientes que investem em atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (PD&I), por meio do incentivo fiscal da Lei do Bem. A BBM Logística foi a grande vencedora, com um projeto que compreende o desenvolvimento de uma plataforma digital em parceria com a TOTVS, que engloba os pilares de gestão de oferta e demanda, sistema de gestão de transporte e otimização. O projeto atende aos critérios da Lei do Bem, no que diz respeito ao progresso da ciência, tecnologia e inovação, no Brasil e Mercosul, gerando conhecimento e atendendo a requisitos de compliance e preservação do meio ambiente.

Ao todo, foram mais de 670 cases inscritos, de empresas de Norte a Sul do país, avaliados por comissões compostas por especialistas internos e de mercado. Os cases inscritos nas categorias de segmentos e na especial RH foram avaliados com base em cinco critérios: digitalização, inovação, ganho operacional, impacto financeiro e ESG. Já os projetos inscritos na categoria Inovação – Lei do Bem foram avaliados em quatro parâmetros: inovação, ganho operacional, impacto financeiro e ESG.

A cerimônia de premiação contou com a condução de Diana Rodrigues, diretora de Marketing e Comunicação da TOTVS, como mestre de cerimônia, e de Alexandre Apendino, vice-presidente de Atendimento e Relacionamento da TOTVS, e Dennis Herszkowicz, presidente

da TOTVS, que realizaram a entrega dos prêmios para os vencedores. Para fechar com chave de ouro, o prêmio de Empresa do Ano foi entregue por Rick Chesther, autor de três best-sellers, diretor-presidente do Instituto Pega a Visão, e palestrante do Universo TOTVS 2024.

“Acredito que essa turma de finalistas conseguiu fazer o extraordinário com a tecnologia. Mesmo aqueles que não levaram o troféu para casa, devem comemorar a vitória, e seguir dedicando-se, para levar no ano que vem. Nós, como clientes, só temos a ganhar, quando as empresas investem na digitalização com sistemas da TOTVS!”, reforçou Rick Chesther, no palco.

Os 15 vencedores, com base nas suas categorias e setores de atuação:

• Agro: GGF

• Construção: Diagonal Engenharia

• Distribuição: Uniagro

• Educacional: UNASP

• Food Service: Tradicional Bolos e Tortas

• Hotelaria: Bourbon Hospitalidade

• Jurídico: Pacheco Neto Sanden Teisseire Advogados

• Logística: Multilog

• Manufatura: Delpi Conexões Elétricas

• Prestadores de serviços: Grupo Iter

• Saúde: CEJAM

• Supermercados: Supermercado Guanabara

• Varejo: Atacadista Super Adega

• Categoria Especial - RH: Helisul Aviação

• Inovação – Lei do Bem: BBM Logística

• Empresa do ano: UNASP

@Divulgação

Unilever apresenta suas estratégias de descarbonização

A busca pela descarbonização e sustentabilidade, há muito, se tornou uma prioridade nas estratégias das principais indústrias globais. Estimuladas pelo urgente combate às mudanças climáticas, e pela visão de longo prazo para um futuro mais sustentável, essas empresas se têm empenhado em implementar medidas para reduzir seu impacto ambiental.

O webinar “Cases de Descarbonização no Setor de HPPC”, realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), trouxe a experiência da Unilever acerca do tema.

Juliana Abreu, gerente de sustentabilidade da Unilever, compartilhou os planos ambiciosos da empresa, que incluem a meta de alcançar zero emissões líquidas, em toda a sua cadeia de valor, até 2039.

Essa visão de futuro da Unilever também se traduz em ações imediatas. Até 2030, a empresa se compromete a reduzir em 100% as emissões absolutas de gases de efeito estufa (GEE) em suas operações, em comparação com os níveis de 2015. Além disso, já atingiu 92% de sua energia elétrica a partir de fontes renováveis, em todas as suas operações.

A gestão responsável do plástico é outra frente para a organização, que, com metas definidas, planeja reduzir o uso de plástico virgem em 30% até 2026, e em 40%, até 2028, baseado nos números de 2019. “Essas iniciativas refletem o compromisso da Unilever de enfrentar os desafios ambientais com ações concretas”, afirmou Juliana.

Além disso, a empresa estabeleceu metas globais em relação à conservação da natureza e ao seu impacto social. Buscando um fornecimento livre de desmatamento, e a proteção e regeneração de 1 milhão de hectares de ecossistemas naturais, a Unilever também se compromete a implementar práticas de agricultura regenerativa em larga escala, até 2030. No âmbito social, pretende auxiliar 250 mil agricultores de pequeno porte, e apoiar 2,5 milhões de pequenas e médias empresas (PMEs) até 2026, além de promover a garantia de salários dignos.

ABB vai integrar projeto de lítio zero carbono

A empresa de automação ABB vai integrar um projeto de extração mineral em desenvolvimento na Alemanha, que promete ser o primeiro no mundo a disponibilizar lítio dissociado de emissões para o mercado de baterias.

A organização assinou um memorando de entendimento com a Vulcan Energy Resources, para integrar o projeto Zero Carbon Lithium, que pretende extrair lítio de água salobra do subsolo do Alto Rio Reno, onde estão os maiores depósitos do metal na Europa.

Pelo acordo anunciado, ABB e Vulcan vão combinar expertises e tecnologias, para tirar do papel a primeira fase do projeto, que consiste na implantação de uma usina de eletricidade geotérmica, gerada com o calor do subsolo, peça central no objetivo de extrair e beneficiar lítio no local, sem o uso de combustíveis fósseis.

De acordo com as empresas, a ABB vai colaborar com a Vulcan, para conceber, otimizar e consolidar projetos de eletrificação e automação para os processos de extração, beneficiamento e produção de energia na planta. A empresa também vai envolver-se nas tratativas com os demais parceiros e provedores de tecnologias recrutados para o projeto.

“A associação da ABB com a Vulcan oferece perspectivas empolgantes porque, se conjugadas, nossas abordagens, expertises e tecnologias têm potencial de impactar a produção de baterias para usos industriais e domésticos”, afirmou, em comunicado, Michael Marti, diretor global da Divisão de Growth Industries, da ABB. “A ação tomada hoje visa a garantir oferta de energia estável e segura ao longo da década de 2030.”

No texto, reforçando a importância da parceria, as empresas destacaram que a meta da União Europeia de somente comercializar veículos elétricos a partir de 2035 vai multiplicar a demanda por lítio no continente em mais de 50 vezes, até o ano de 2050, em relação à atual.

Além de usar a eletricidade renovável para produzir lítio, a Vulcan também pretende disponibilizar energia e aquecimento da futura usina para as comunidades do entorno da extração. O projeto é o maior do tipo já anunciado na Europa, segundo a organização.

Novo estudo descobre a GenAI como o principal investimento em tecnologia para fabricantes, enquanto 94% esperam manter ou expandir sua força de trabalho

O relatório do estado global da produção inteligente revela o impacto das tecnologias emergentes na abordagem dos desafios de força de trabalho, qualidade, cibersegurança e sustentabilidade.

A Rockwell Automation, Inc. (NYSE: ROK), a maior empresa do mundo dedicada à automação industrial e transformação digital, anunciou hoje os resultados do 9° “Estudo anual do estado da produção inteligente.” O estudo global entrevistou mais de 1.500 fabricantes em 17 dos principais países produtores.

O relatório deste ano revela um foco no aproveitamento de tecnologias novas e emergentes para criar resiliência, melhorar a qualidade, maximizar o potencial do pessoal e impulsionar o crescimento sustentável.

“Uma força de trabalho qualificada é o pilar de qualquer operação de produção bem-sucedida, mas atrair, gerenciar e reter trabalhadores está provando ser um desafio contínuo”, disse Cyril Perducat, vice-presidente sênior e diretor de tecnologia da Rockwell Automation. “A pesquisa descobriu que a tecnologia sozinha não é a resposta. Para permanecerem competitivos, os fabricantes precisam concentrar seu pessoal em adotar novas tecnologias como parte central da sua cultura organizacional em evolução, criando uma parceria tecnologia/trabalhador que impulsione seus negócios.”

As principais descobertas globais incluem:

• A IA é classificada como a principal capacidade que os fabricantes acreditam que impulsionará os maiores resultados de negócios. 83% dos fabricantes esperam usar a IA generativa (GenAI) em suas operações em 2024.

• 95% dos fabricantes estão usando ou avaliando a tecnologia de produção inteligente, em comparação com 84% em 2023.

• 94% dos fabricantes planejam manter ou aumentar sua força de trabalho devido à adoção da tecnologia de produção inteligente, com foco pesado em reaproveitar os trabalhadores para funções novas ou diferentes e/ou contratar mais trabalhadores.

• Os fabricantes citam a “qualidade aprimorada” como o principal resultado positivo que esperam alcançar com a tecnologia de produção inteligente existente pelo segundo ano consecutivo. Além disso, o “controle de qualidade” é classificado como o principal caso de uso de IA/aprendizado de máquina em 2024.

• Pela primeira vez, a cibersegurança está listada como um dos cinco principais riscos externos para os fabricantes em 2024, ficando em terceiro lugar no geral.

As conclusões completas do relatório podem ser encontradas no qrcode ao lado.

AEA discute rotas tecnológicas para a descarbonização no Brasil

Sob o tema “Vocação Brasileira para a Descarbonização da Mobilidade”, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva – reuniu (em abril) especialistas na 10ª edição do Simpósio de Eficiência Energética, Emissões e Combustível. O evento, no qual a entidade completa 40 anos de atividades, foi considerado simbólico pelo presidente Marcus Vinicius Aguiar, em virtude das oportunidades proporcionadas pelo Programa de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), do Governo Federal.

“ O programa encaminha as próximas diretrizes para o setor automotivo. O Brasil se posiciona com vantagem em relação a outros países, pela diversidade de matrizes energéticas, mas temos de fazer as escolhas corretas para defender a indústria nacional ”, resumiu o presidente da AEA, durante abertura do encontro no auditório do Milenium Centro de Convenções, em São Paulo.

Enquanto as consequências das mudanças climáticas pedem urgência, os desafios são muitos e exigem diversas medidas políticas, que envolvem muitos atores. Conforme apresentou Marlon Arraes Jardim, diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), calcula-se em mais de 2 bilhões de motores a combustão no mundo, dos quais 1,5 bilhão são veículos. “Trata-se de um passivo ambiental, que precisa de solução, não só na frota circulante, que terá de ser sucateada em algum momento, como também por meio de outras plataformas”.

Para o representante do Governo, no entanto, uma transição energética massiva e abrupta é muita onerosa.

“Estimam-se, ao menos, R$ 1 trilhão para infraestrutura de carregamento de elétricos no Brasil, por exemplo. Mas temos matrizes energéticas comparáveis aos elétricos ”,

observa. “Integrar as soluções de biocombustível que temos permite uma transição com menor custo e sob o conceito do poço à roda, ciclo interessante para o meio ambiente.”

Com a proposta de reflexão, Henry Joseph Jr., diretor técnico da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores –, apontou o etanol como uma grande vantagem para a descarbonização, mas questiona se os atores envolvidos estão considerando esse privilégio. “Países que queriam pular fora do monopólio do petróleo estão caindo no monopólio da bateria.”

Joseph Jr. lembrou que todas as metas colocadas pelos programas setoriais, como o Inovar-Auto e o Rota 2030, foram e estão sendo cumpridas. Mas alertou que a trajetória encareceu o automóvel, afastando o consumidor do balcão. “ Ano após ano, verificamos quedas nas vendas. Estamos empurrando o consumidor para a motocicleta. Será que é isso que queremos como mobilidade? ”.

O diretor técnico da Anfavea observou, por exemplo, que o Combustíveis do Futuro , texto já aprovado pela Câmara dos Deputados e em análise no Senado, pode trazer ainda mais custo. Isso porque o PL estabelece aumentos sucessivos de misturas de combustíveis, que impõem testes aos fabricantes. “ Os veículos não foram originalmente projetados para isso. Hoje, apesar de uma frota de 41,7 milhões de automóveis flex, despejamos 60 milhões de toneladas de CO 2 na atmosfera. Caso a frota passe a usar o etanol, de uma hora para outra, ocorreria uma redução de 50% na emissão de carbono. Mas o etanol vende pouco. E eu não sei responder o porquê .”

As soluções que encaminham a descarbonização também avançam pela evolução do powertrain, como apon-

tou Gustavo Santos Lopes, engenheiro da área de P&D da Robert Bosch. Em sua apresentação, destacou o potencial da injeção múltipla e vela de ignição por pré-câmera, com foco nos híbridos. “As soluções otimizam e aceleram a queima do combustível, reduzindo emissão de hidrocarbonetos e monóxido de carbono, bem como a quantidade de catalisadores no pós-tratamento e de óleo na fase fria”, esclarece.

Por outra frente, iniciativas pioneiras mostram como empresas do setor agronegócio podem contribuir. Ricardo Tomaczyk, executivo de Relações Institucionais da Amaggi, levou para o simpósio a experiência do uso do B100 (100% biodiesel) nas operações da companhia. O projeto coloca foco na descarbonização e na autossuficiência energética. Em parceria com a fabricante John Deere, a Amaggi abastece as máquinas com o biocombustível produzido internamente. O projeto começou em 2018 e, por meio de avaliações comparativas com o uso do diesel convencional, se constatou a viabilidade. “Não houve perda de potência, avarias ou diferenças substanciais no consumo ao longo do tempo. E importante: em máquinas originais de fábrica, sem qualquer adaptação. Teremos lá um ciclo completo do biodiesel, do cultivo da matéria-prima ao consumo, passando pela produção”, contou. Nas aplicações rodoviárias, em cooperação técnica com a Scania, a Amaggi colocou em suas rotas logísticas, em agosto de 2023, dois caminhões adaptados pela fabricante. Hoje, cada um deles já estão perto dos 60 mil quilômetros rodados, sem apresentar problemas, e aprovados após avaliação veicular ambiental. A experiência bem-sucedida se tornará perene na empresa, com a chegada 100 caminhões Scania que rodarão com B100, a partir de maio. Uma segunda iniciativa da Amaggi nas operações rodoviárias tem parceria com a Volvo, que fornecerá quatro caminhões. No caso, porém, os veículos estarão em testes com uso de diferentes misturas de biodiesel, sem qualquer modificação de fábrica.

A pretensão da Amaggi também é buscar viabilidade do B100 em suas operações náuticas. A empresa já recebeu autorização para fazer a primeira viagem fluvial com 100% de biodiesel. Em breve, uma embarcação navegará entre Porto Velho/RO e Itacoatiara/AM, pelos rios Madeira e Amazonas.

Outras rotas tecnológicas que priorizam o potencial brasileiro na descarbonização vêm de projetos como bioeletrificação a partir do hidrogênio. Representantes da AVL, Toyota e Hyundai mostraram soluções que possibilitam aproveitar o combustível, a depender da tecnologia, em estado sólido, gasoso ou líquido. Como destacou Thiago Lopes, do Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa, da Universidade de São Paulo (USP), para alcançar emissão zero “precisaremos de todos os hidrogênios renováveis”.

Daniel Cantane falou sobre o hidrogênio como vetor para a descarbonização; Gustavo Noronha, sobre a experiência da Toyota com FCEV; e Anderson Suzuki, sobre a experiência da Hyundai Motor Group com veículos pesados a célula de combustível a hidrogênio, e o sistema de célula de combustível HTWO. O painel foi moderado por Vinicius Massa, vice-coordenador da comissão H2 da AEA. Com foco na redução de gases, o pesquisador da USP apresentou projeto piloto, em parceria com Marcopolo, no qual três ônibus entrarão em operação com o uso de hidrogênio a partir do etanol produzido pela própria universidade. “O potencial, no futuro, pode levar o setor de transporte para intensidade negativa de carbono”, acredita Lopes. Experiências avançadas também se mostram por meio do Centro de Tecnologias de Hidrogênio do Parque Tecnológico Itaipu (PTI). O local atua, há mais de 10 anos, com o propósito posicionar o combustível como vetor energético eficiente. “Queremos transformar o hidrogênio mais sustentável, e encaminhar projetos para alcançar autossuficiência”, conta Daniel Cantene, gerente do centro. Com planta experimental de hidrogênio e laboratório de desenvolvimento, um dos projetos do centro estuda o armazenamento de hidrogênio em estado sólido em um transportador. O arranjo permite, por exemplo, fornecer energia renovável a lugares isolados para diversas aplicações, desde a eletricidade doméstica até a mobilidade.

@Anderson Suzuki
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Pesquisadores da Coppe desenvolvem softwares para conectividade segura de automóveis

A privacidade passou a ser um ponto crítico para o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a conectividade veicular, em função da enorme coleta de dados em diversas e variadas plataformas e dispositivos.

Os veículos elétricos modernos possuem sensores que geram um grande volume de informações, que envolvem o funcionamento e estado dos componentes automotivos, a sua localização, as rotas que percorreu com mais frequência, e a forma como foi conduzido pelo motorista, dentre outras. Por outro lado, a partir desses dados coletados, a indústria automotiva pode desenvolver diversificadas aplicações, como forma competitiva, para ter um produto bem mais próximo ao estilo do motorista.

ligência Artificial (IA). Isso, sem que os usuários precisem ceder informações pessoais, como explica Miguel Campista. O professor, que é do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe, diz que a proposta é estudar o uso de duas aplicações de IA, mas a arquitetura que está sendo construída poderá viabilizar várias outras aplicações, com a finalidade de potencializar o uso de dados gerados pelos veículos conectados no ecossistema de serviços com interfaces públicas.

Essa equação vem sendo estudada a fundo pelos pesquisadores do Grupo de Teleinformática e Automação (GTA) da Coppe/UFRJ, que estão desenvolvendo uma inovadora arquitetura de softwares. O projeto conta também com a participação de pesquisadores do Laboratório de Fontes Alternativas de Energia (Lafae).

Como parte do projeto “Aplicações veiculares com aprendizado distribuído e manutenção de privacidade (AVADiP)”, a arquitetura está sendo estruturada para ser utilizada em qualquer aplicação de coleta de dados, com garantia de privacidade.

De acordo com o professor da Coppe, o insumo de qualquer sistema de aprendizado de máquina são estes dados gerados a partir do comportamento dos usuários, que são coletados e armazenados em nuvem para serem utilizados pela indústria automotiva no desenvolvimento de diversificadas aplicações, como forma competitiva, para ter um produto bem mais próximo ao estilo do motorista.

Coordenado pelo professor Miguel Elias Mitre Campista, do GTA/Coppe, o projeto foi aprovado, em 2023, no Programa Prioritário Conectividade Veicular, liderado pela Fundação de Apoio da UFMG (Fundep), e que integra o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), uma expansão do antigo Rota 2023. A meta é estimular o investimento e o fortalecimento das empresas brasileiras do setor automotivo, por meio do desenvolvimento e da aplicação de novas tecnologias, e com maior sustentabilidade. O projeto da Coppe conta com a participação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, da Stellantis e da Startup Mobway.

Com previsão de três anos de execução, o projeto tem como objetivo fornecer ferramentas computacionais à indústria automotiva, que permita a esta dar continuidade na produção de novos modelos de aprendizado de máquina, como parte do uso da Inte-

O professor da Coppe diz que o projeto está sendo executado com três eixos de trabalho, começando pela coleta e gerenciamento dos dados, que estão sendo realizadas com apoio técnico da Stellantis, com uso de dois veículos da marca, dos quais um totalmente elétrico já foi disponibilizado recentemente, no final de janeiro, e encontra-se na Coppe. “O primeiro desafio é produzir e armazenar os dados, para que possamos treinar os modelos das aplicações. Nesta parte inicial, a coleta está sendo feita em bancada, de forma off-line. Em paralelo, estamos construindo os modelos de aprendizagem de máquina, mantendo a privacidade e a arquitetura de softwares. Mais adiante, quando houver um volume suficiente de dados armazenados, então faremos a integração de todas as etapas do trabalho, reunindo-as em um único sistema”, explica Miguel Campista.

O professor da Coppe diz que, a partir da arquitetura de softwares, serão desenvolvidas duas novas aplicações. A primeira é voltada a identificar os usuários vulneráveis ao redor dos veículos.

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A segunda é a predição da saúde da bateria e o alcance do veículo eletrificado. Ambas as aplicações são afetadas por padrões de condução, e utilizam modelos gerados por algoritmos de aprendizado de máquina (Machine Learning), com aquisição distribuída de dados.

Novo CMO Global do Grupo Stefanini

O Grupo Stefanini, referência em tecnologia aplicada a negócios e presente em 41 países, terá pela primeira vez um Chief Marketing Officer (CMO) Global. A partir de agora, quem assume essa posição é Guilherme Stefanini, que também é CEO da Haus, plataforma de serviços de marketing, composta pela Gauge, W3haus, Brooke, Inspiring e Ecglobal. O executivo, que conciliará as duas funções, tem pela frente a missão de escalar a oferta das soluções de marketing globalmente, e de reforçar a imagem do grupo muito além do mundo da tecnologia. Atualmente, o Grupo Stefanini está focado em seis principais áreas de negócios: Analytics e IA; Banking e Meios de Pagamento; Cibersegurança; Indústria 4.0, Marketing e Tecnologia.

“Estou muito feliz de assumir o desafio de mostrar globalmente o valor da marca, e os resultados que estamos alcançando em vários clientes, com soluções de ponta a ponta, impulsionadas pela inteligência artificial – tecnologia com a qual trabalhamos há mais de 12 anos. Em parceria com as equipes de marketing regionais, tenho certeza de que encontraremos oportunidades para colocar a marca em um novo patamar”, afirma Guilherme Stefanini, que atuará com um Comitê de Marketing, formado por lideranças globais e por um especialista externo a ser definido.

E para atingir esse objetivo, o CMO Global utilizará sua expertise à frente da Haus, que tem crescido cerca de 30% ao ano, com resultados vertiginosos em vários de seus clientes. Em um grande banco brasileiro, a utilização da solução proprietária de IA do Grupo Stefanini, em conjunto com algumas ferramentas de marketing da Haus, permitiu gerar insights que resultaram na redução de 85% no tempo de processamento.

Formado em Administração de Empresas na FGV-EAESP, Guilherme Stefanini iniciou sua carreira trabalhando em Investment Banking e Consultoria Estratégica. Na Stefanini, gerenciou operações de tecnologia e desenvolvimento de novos serviços digitais. Liderou a Stefanini Ventures, braço de novos negócios da Stefanini, que conta com mais de 30 empresas, alavancando – durante o período de cinco anos – as vendas, em seis vezes. Também organizou o Leading Digital Tranformation Programme, uma parceria entre o Grupo Stefanini e o INSEAD, uma das principais escolas de negócios do mundo.

Atlas

Eletrodomésticos

amplia sua presença

nacional com nova operação no Nordeste

Referência e líder em vendas no segmento de fogões de piso, a Atlas Eletrodomésticos, proprietária das marcas Atlas e Dako, tradicional indústria de linha branca no Brasil, tem instalada sua primeira operação no Nordeste, situada na cidade de Escada, em Pernambuco. A nova planta começará as atividades em maio, marcando um novo capítulo na história da empresa.

A Atlas tem sua principal fábrica na cidade paranaense de Pato Branco, que conta com 2 mil colaboradores, e comercializa mais de 2 milhões de produtos Atlas e Dako.

Com a inauguração desta unidade estratégica, os consumidores e o varejo da região Nordeste serão os grandes beneficiados.

“Nossa expansão para o Nordeste representa, não apenas um marco significativo em nossa jornada como empresa, mas também uma oportunidade emocionante de atender a um mercado pujante”, afirma Márcio Veiga, CEO da Atlas Eletrodomésticos. “Estamos ansiosos para contribuir para o desenvolvimento econômico da região, fornecendo produtos de alta qualidade, e gerando oportunidades de emprego local.”

A nova fábrica em Escada contará com uma linha completa de produtos, especialmente desenvolvida para atender às necessidades e preferências dos consumidores do Nordeste, atendendo todos os Estados da região.

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Nestlé Brasil avança em indústria 4.0

A Nestlé Brasil vem acelerando os investimentos em iniciativas para conectar, monitorar e extrair dados, em tempo real, das cerca de 300 linhas de produção que operam em 14 fábricas da empresa, espalhadas pelo país. A iniciativa parte da premissa de que, quanto mais informações coletadas e depuradas de maneira customizada nesse ecossistema tecnológico, maiores as chances de obter mais eficiência, mais segurança, mais qualidade e mais inovação – tanto de processos, como de produtos. A expectativa da empresa é atingir cerca de 90% do parque fabril brasileiro conectado, até o final deste ano.

Atualmente, são mais de 24.000 instrumentos instalados nas linhas de produção da Nestlé (como sensores de diversos tipos, transmissores de pressão, câmeras com diferentes funcionalidades, entre outros), que produzem um alto volume de dados tratados e transformados por softwares robustos e customizados para análise de informações, como a quantidade de energia utilizada no dia ou no mês, e a comparação com períodos anteriores.

Tecnologias, como Data Analytics e Inteligência Artificial, realizam as correlações mais complexas dos dados para identificar padrões de funcionamento de equipamentos, por exemplo, gerando insights, como predições de manutenção preventiva a partir da previsão de falha de uma peça, por exemplo. Neste ponto, as tecnologias já são capazes de ajustar automaticamente certos controles de automação, isso significa que o equipamento pode ajustar suas configurações por conta própria, antecipando-se a oscilações de processo com base em modelos de inteligência artificial.

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que cada projeto pode oferecer ao negócio. Esta jornada está redefinindo como as pessoas trabalham, além de aumentar a eficiência e retroalimentar a inovação em todo o espectro da operação brasileira – que encerrou 2023 como a terceira maior em vendas da companhia, pelo segundo ano seguido, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

“Os esforços da Nestlé Brasil para inovar e avançar com a digitalização do parque produtivo geraram resultados notáveis, como a redução de 30% das paradas não planejadas nas linhas de produção em 2023, na comparação com 2019. Uma parada inesperada implica em perdas, tempo ocioso e, consequentemente compromete a produtividade”, afirma Gustavo Moura, gerente executivo de Automação e Transformação Digital da Nestlé.

Na prática, isso significa que a empresa tem as informações mais importantes sobre o desempenho e o funcionamento de cada linha conectada. E tudo em tempo real e formato amigável, para que todas as pessoas envolvidas na operação – da área de gestão à linha operacional – visualizem e tomem rapidamente as melhores decisões. A conectividade, não só permite mostrar quantas unidades de um determinado produto foram produzidas e se estão dentro do tempo planejado, como também disponibiliza dados que são necessários para a construção de modelos preditivos para alterações no comportamento da linha, antecipando respostas e indicando causas prováveis.

A transformação digital das fábricas envolve a implementação de diversas camadas de tecnologia, e um cuidadoso planejamento para orientar os resultados potenciais

O executivo explica, ainda, que houve um aumento de 23% da flexibilidade das linhas de produção (de 2019 para 2023) – para que uma mesma linha possa produzir formatos diferentes de produtos, sem impactar o planejamento de parada. Aqui, é preciso explicar que, para mudar o produto de uma linha, é necessário parar a produção em andamento, realizar limpezas, alterar formatos de máquinas e matérias-primas, para, só depois, retomar a atividade. Em 2023, houve, portanto, quase um quarto a mais de trocas de formatos nas linhas da Nestlé Brasil, na comparação com 2021.

Isso possibilita a entrada de novos produtos, para atender a crescente demanda dos consumidores por variedade e novidades, sem que haja impacto na eficiência da operação. As automações industriais permitiram reduzir o tempo de troca de formatos, e o uso de IA vem auxiliando para determinar o melhor momento para parar uma linha para limpeza, por exemplo. Por fim, foi detectado aumento de produtividade de 7% na média das fábricas localizadas no Brasil, desde 2019.

Perfilor investe R$ 100 milhões em nova fábrica em Santa Catarina

O município de Araquari, localizado no litoral Norte de Santa Catarina, sedia o novo investimento da Perfilor – joint venture formada entre a ArcelorMittal e a Tekno – da ordem de R$ 100 milhões. As obras para a construção da nova fábrica, que produzirá telhas e painéis termo isolantes, se iniciaram no mês de abril, e a previsão é de que o início da operação ocorra no 1º trimestre de 2025. A empresa já possui uma fábrica em Lorena, no interior de São Paulo.

“A implementação da nova unidade é estratégica para a empresa, e se trata da expansão geográfica com uma operação na região Sul, para atender segmentos da construção com coberturas termo isolantes para obras industriais e comerciais, como também câmaras frias e salas limpas para o agronegócio e indústria farmacêutica”, explica Eduardo Zanotti, Vice-Presidente Comercial da ArcelorMittal Aços

Planos para América Latina.

De acordo com o executivo, há mais de uma década, o mercado de telhas e painéis termo isolantes cresce, entre 5% e 7% ao ano. “Apostamos no crescimento deste mercado no Brasil, e queremos continuar crescendo com esta nova unidade, aproveitando a experiência que temos neste segmento, na Europa”, completa Zanotti.

Stellantis deve investir R$14 bilhões em Betim

O polo automotivo da Stellantis (Fiat, Citroën, Jeep e Peugeot), em Betim/MG, deve receber, entre 2025 e 2030, o maior investimento em quase 40 anos. Segundo o presidente da Stellantis para a América do Sul, Emanuele Cappellano, o aporte será realizado para introduzir novas tecnologias, produtos e motores. “Será, basicamente, a introdução de novas plataformas, novas motorizações bio-hybrid e produtos, alguns deles novos e outros são inovações de carros existentes”, informou o executivo.

O investimento faz parte dos R$ 32 bilhões anunciados pela montadora para a América do Sul, e vai impulsionar o lançamento de 40 novos produtos, oito powertrains, e o desenvolvimento de novas e inovadoras tecnologias de descarbonização em toda a cadeia de suprimentos.

Anteriormente, a empresa havia anunciado que, do total a ser investido, R$ 13 bilhões serão destinados para a fábrica de Goiana, em Pernambuco. O presidente da Stellantis não revelou quanto, dos R$ 5 bilhões que restam, vão ser direcionados para a unidade industrial de Porto Real, no Rio de Janeiro.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participou do evento que marcou o anúncio dos planos da mon-

tadora para Betim, e ressaltou a importância do aporte. E destacou que haverá geração de empregos e aumento de arrecadação no Estado com a inversão.

“Minas Gerais precisa melhorar a sua arrecadação. Somos contrários ao aumento de quaisquer tributos, mas somos favoráveis ao aumento da produção econômica. A Stellantis, além disso, está produzindo um veículo verde, tendência mundial, ajudando o Estado a cumprir o Race to Zero, que é a meta de zerarmos as emissões de gases de efeito estufa (GEE), até 2050”.

A Stellantis também confirmou que está investindo R$ 454 milhões em 2024, para expandir sua linha de motores em Betim, polo automotivo que produzirá os motores dos futuros lançamentos da montadora, o que inclui produtos equipados com bio-hybrid.

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Lemon reforça lideranças e cria área de sustentabilidade

A Lemon Energia deu mais um passo no seu processo de expansão, e acaba de reforçar a equipe, com a contratação de novos líderes nas áreas estratégicas de comunicação e tecnologia. Os profissionais chegam em meio à fase de expansão da startup, que aumentou a base de clientes, de 5 mil, para mais de 10 mil.

Com passagens como head de Políticas Públicas na Buser Brasil e na administração pública, Zé Gustavo, ficará à frente da área de aspectos Regulatórios, Políticas Públicas e Comunicação Institucional da empresa (RCP). O executivo tem ampla experiência em políticas de sustentabilidade, um dos focos da área que acabou de ser criada dentro da startup, reforçando a atuação da Lemon dentro do processo de transição energética que vem ocorrendo no Brasil.

“Aceitei o desafio de criar uma área dentro da Lemon, pautado pela percepção de que o serviço que oferecemos é uma importante ferramenta de democratização de acesso à energia solar. Quero muito contribuir para que mais pessoas saibam como nosso trabalho ajuda na redução da emissão de gases de efeito estufa, e que é possível compartilhar essa energia sem a necessidade de instalar módulos, além de reduzir custos com o consumo”, diz o executivo.

O avanço na aquisição de clientes será sustentado pelo novo VP do setor de engenharia da Lemon, Gabriel Melo, que traz a experiência de quase 20 anos em desenvolvimento de sistemas e produtos digitais. Com passagens pelo Nubank, CVC Corp e VOX Capita, ele tem o desafio de aplicar essa expertise para, não apenas alcançar a excelência em produtos e serviços, mas também garantir a sustentabilidade e escalabilidade técnica, impulsionando a inovação e o crescimento, e preparando a empresa para liderar a revolução no setor de energia.

O processo para o reforço de contratações começou no final de 2023, quando Carolina Bigonha passou a

ser a nova chefe de produto da companhia. Ex-Trybe e uma das fundadoras da Hekima, empresa de IA comprada pelo iFood em 2020, ela atua nos planos da Lemon de digitalizar o setor elétrico.

A Lemon está presente hoje em seis regiões brasileiras (SP, RJ, MG, GO, DF e MS) e conecta usinas de energia limpa, a maior parte de fonte solar, a pequenos negócios que desejam economizar na conta de luz, e contribuir para o avanço da sustentabilidade.

A startup viabiliza, através de seus serviços de tecnologia, que pequenos empreendedores, que não têm condições financeiras para investir na instalação de placas solares, gerem a própria energia de forma remota. Através da Geração Distribuída Compartilhada, a Lemon oferece a possibilidade de acesso à energia solar, sem a necessidade de investimentos em infraestrutura.

Com softwares próprios, a Lemon Energia gerencia todo o processo de gestão dos créditos de energia. Tecnicamente, os associados produzem sua própria energia em usinas remotas. Os créditos gerados pela injeção da energia dessas usinas são compensados nas contas dos associados, de acordo com seu respectivo consumo. Com tecnologia de ponta, a empresa monitora a produção de energia das usinas, avalia a energia consumida pelos seus associados, e interage com as distribuidoras, para garantir a aplicação dos créditos de energia da forma mais eficiente possível para todos os envolvidos. Esse sistema, não só simplifica a gestão de energia para os consumidores de energia, mas também assegura um desconto de 10% a 20% na conta de luz elétrica.

Pequenas e médias empresas devem fechar US$ 40 mi em exportações, após rodadas de negócios em Manaus

Durante a LAC Flavors, evento organizado pelo BID com apoio da ApexBrasil, empresas de alimentos e bebidas da América Latina e Caribe participaram de reuniões com importadores internacionais. Com equidade de gênero e foco em sustentabilidade, o evento gerou significativos resultados em vendas. Café feito de açaí, geleia de vitória régia, chocolate de cupuaçu, extrato de jambo. Talvez o consumidor brasileiro ainda não esteja acostumado com esses produtos, mas eles já estão sendo apresentados para os compradores do mundo todo.

Durante dois dias, em Manaus, mais de 300 empresários do setor de alimentos e bebidas tiveram a oportunidade de conquistar, com iguarias como essas, os 87 compradores estrangeiros, de 29 países, presentes no evento. A estimativa é de que as mais de 800 reuniões realizadas resultem em mais de US$ 40 milhões em exportações.

As rodadas de negócios ocorreram durante a 12ª edição da LAC Flavors, nos dias 5 e 6 de junho. O evento, organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), reúne pequenas e médias empresas latino-americanas e caribenhas, e potenciais importadores internacionais.

Pela primeira vez no Brasil, a edição deste ano contou com o apoio da ApexBrasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos –, representando o país anfitrião. Mais de 130 empresas brasileiras marcaram presença no evento, realizando 281 reuniões, que devem resultar em negócios estimados em US$ 14,4 milhões.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, a escolha da cidade de Manaus, no Amazonas, como sede, reflete a importância da inserção das pequenas empresas no comércio exterior, para gerar desenvolvimento sustentável na região. “Atualmente, a Agência trabalha com três pilares prioritários, que estão alinhados com esse objetivo: inclusão de mais mulheres no comércio exterior, diversificação regional das

exportadoras brasileiras – com foco em Norte e Nordeste – e sustentabilidade socioambiental”, ressaltou.

O representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, reforçou que o objetivo fundamental da LAC Flavors é gerar oportunidade para as pequenas e médias empresas. “Facilitamos o acesso ao mercado internacional, porque sabemos que as empresas que exportam pagam melhores salários, são mais produtivas, mais inovadoras, sobrevivem mais”, lembrou. “E aqui, no coração da Amazônia, vão fomentar uma série de oportunidades para manter a floresta em pé”, adicionou.

Em alinhamento com o Programa Mulheres e Negócios Internacionais da ApexBrasil e com o programa Mulher Connect Americas do BID, a inclusão de gênero foi uma das tônicas desta edição da LAC Flavors. A paridade de gênero foi um fator observado com cuidado, na etapa de arregimentação das empresas participantes, e gerou resultados, já que 52% das selecionadas apresentam liderança feminina.

América Latina investe na digitalização para otimizar o consumo de água e energia

Segundo dados da ONU, projeta-se que, até o ano de 2035, o consumo mundial de energia aumentará em 35%, o que acarretará um incremento de 85% no consumo de água. Isso se deve, principalmente, ao crescimento populacional, à melhora da qualidade de vida e à escassez do fornecimento hídrico, como consequência dos efeitos das mudanças climáticas.

Essa situação tem levado países e empresas da América Latina a priorizarem a otimização de recursos para uma produção sustentável.

Segundo o relatório “Fostering Effective Energy Transition 2023 Edition”, do Fórum Econômico Mundial, dos 120 países, 113 progrediram ao longo da última década na transição para a sustentabilidade, destacandose na primeira metade da lista Brasil (14º), Uruguai (23º), Costa Rica (25º), Chile (30º), Paraguai (34º), Colômbia (39º), El Salvador (47º), Panamá (51º) e Peru (53º).

Segundo o Especialista em Sustentabilidade da Rockwell Automation, Tadeo Rodríguez, diversas iniciativas têm sido realizadas na região, a fim de reduzir o consumo de energia, além de outras ações relacionadas ao meio ambiente, como captura de carbono, hidrogênio verde, sistemas de armazenamento de energia, novas plantas de água potável, produção de biocombustíveis e energia geotérmica.

“Todos esses projetos têm uma rota crítica de execução, impulsionada pelo mercado e pelas regulamentações que já estão presentes em várias regiões. O esperado é que avancem nos próximos anos, refletindo o interesse das indústrias em otimizar suas infraestruturas e o conceito de seu modelo de negócios”, explica.

Quanto aos recursos hídricos, Rodríguez indica que também há um aumento de projetos de plantas dessalinizadoras em regiões onde esse recurso é escasso, tanto para uso industrial quanto para consumo humano. “Adicionalmente, há

uma quantidade significativa de projetos focados na purificação adequada das fontes de água potável”, complementa.

O especialista destaca, ainda, a transformação significativa que vem ocorrendo na indústria, desde o design dos produtos, até a operação e a cadeia de suprimentos. “Estamos observando avanços acelerados na otimização de processos e na utilização de menos recursos para a produção. Por exemplo, com o uso de controle avançado e Inteligência Artificial, é possível reduzir as emissões globais, de 5% a 10%, conforme estudo da BCG”, afirma Rodríguez.

Tanto a tecnologia quanto a automação se tornaram ferramentas relevantes para impulsionar uma maior eficiência nos processos operacionais das indústrias. É o que confirma o relatório “The Digital Utility Plant: Unlocking value from the digitization of production”, da Capgemini, que destaca como a digitalização pode levar a uma redução de 27% nos custos, e uma diminuição de 5% nas emissões de carbono, associadas à produção de energia.

Nesse contexto, Rodríguez enfatiza que é crucial lembrar de que a sustentabilidade deve ser um motor de aprimoramento para a sociedade como um todo. “Avançar nessa direção implica o uso inteligente dos dados, a melhoria contínua dos processos, o fortalecimento da cibersegurança e a proteção das pessoas nas plantas industriais. Esses fatores, em conjunto, constituem várias das dimensões presentes na sustentabilidade”, acrescenta.

Por fim, ele destaca o compromisso da Rockwell Automation, com relação à rota de melhoria que as empresas adotaram. “Como empresa tecnológica, temos uma responsabilidade fundamental nesse processo, ao apoiar indústrias estabelecidas e emergentes, pois, contamos com recursos tecnológicos e ferramentas para gerar um impacto duplo, no qual se otimizam os recursos e se incrementa a produtividade”, conclui o especialista.

Dahua Technology apresenta treinamento com foco em verticais

A Dahua Technology, fornecedora global em soluções de AIoT inteligentes e segurança eletrônica, apresenta novidade inédita no seu relacionamento com os canais, que envolve treinamento e certificação de integradores, com foco em verticais. O programa busca aproveitar a experiência dos parceiros em nove segmentos, que são varejo, educação, smart cities, mobile, construção, financeiro, energia, tráfego e soluções em LED, para certificá-los em áreas de maior interesse.

“Vamos focar nos setores de maior vocação, experiência e interesse dos parceiros, maximizando assim os resultados”, comenta Lucas Kubaski, diretor de Produtos da Dahua Technology. “Dessa forma, os integradores terão conhecimento e autonomia para fazer negócios, como se fossem do nosso time”, explica o diretor.

Faz parte da capacitação, a promoção de webinars para apresentação de produtos e treinamento com certificação, por meio da plataforma de e-learning da Dahua, com sessões teóricas e práticas. As datas dos treinamentos são enviadas a todos os interessados gratuitamente, e cada turma tem um limite de 60 alunos, já que as aulas são online e ao vivo, o que traz praticidade e acessibilidade.

e consumidores, com soluções de alta tecnologia, que visam a criar uma vida inteligente e segura. Também fornece soluções em Sinalização Digital para grandes projetos no mundo, desde 2007. No Brasil, as soluções e produtos Dahua foram instaladas em grandes projetos, como o Aeroporto Internacional de São Paulo, Allianz Parque, Metrô de Salvador, Metrô de Recife e Prefeitura de São Paulo. Como uma empresa de alta tecnologia, a Dahua Technology se tornou, com sucesso, uma empresa publicamente listada na Bolsa de Valores de Shenzhen (SZSE: 002236), em maio de 2008.

A meta é treinar 2.000 pessoas em um ano, e atender 150 parceiros das nove verticais diferentes. É possível um mesmo integrador ter mais de uma especialização, caso tenha expertise e clientes em mais de uma área.

O treinamento está focado nas equipes comercial e pré-vendas, para que o parceiro possa entender todas as necessidades do cliente naquele segmento, e oferecer a melhor solução. Para isso, é preciso entender bem o portfólio oferecido pela empresa, para que a Dahua possa gerar mais leads e oferecer cada vez mais clientes para a carteira do distribuidor.

A Dahua Technology é uma empresa de soluções e serviços de AIoT inteligentes, baseados em vídeo e análise de imagens. Por meio de inovações tecnológicas, dispõe de soluções completas para criar valor às operações em cidades, organizações empresariais

A empresa conta com mais de 23 mil colaboradores, em que mais de 50% são técnicos dedicados à pesquisa e ao desenvolvimento. Comprometida com inovação tecnológica, investe aproximadamente 10% de seu capital em pesquisa, anualmente. Atualmente, a Dahua conta com um Instituto de Tecnologia Avançada, AIoT, Central de Pesquisa, Cibersegurança e Smart City. Com insights aprofundados e layout AIoT, a empresa continua a explorar novas oportunidades para ampliar negócios inovadores, incluindo Imou, iRAYPLE, Pixfra, Waytchan, Wisualarm, Dahua Memory, dentre outras subsidiárias.

A Dahua Technology é reconhecida (2019), pelo órgão americano National Institute of Standards and Technology, como um dos 10 melhores sistemas de reconhecimento facial do mundo. A Tecnologia de Segmentação de Imagens da Dahua Technology, utilizada na coleta de metadados, também é apontada como a nº 1 em todo o mundo pelo MIT (2020). A companhia, é referência em cibersegurança, conquistando a certificação ISO/IEC 27701 da British Standards Institution (BSI), certificação internacional referência em segurança da informação. A empresa também tem mais de 8.000 patentes solicitadas, e é o segundo maior fornecedor de equipamentos de vigilância por vídeo do mundo, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Omdia (anteriormente conhecida como IHS).

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Gêmeos digitais ganham rápida aceitação

em oil & gas

Os gêmeos digitais são representações digitais de ativos físicos, sistemas, pessoas ou processos. Eles ajudam a detectar, prevenir, prever e otimizar o ambiente físico, usando inteligência artificial (IA), análises em tempo real, visualização e ferramentas de simulação. No caso de petróleo e gás, os gêmeos digitais podem apoiar todo o ciclo de vida do projeto, desde a concepção do projeto até o comissionamento. Também podem ajudar a supervisionar o desempenho dos ativos durante as operações, e auxiliar no treinamento de pessoal, afirma a GlobalData, uma empresa líder em dados e análise.

O relatório “Gêmeos Digitais em Petróleo e Gás” fornece uma visão geral da tecnologia de gêmeos digitais e suas implicações potenciais nas operações de petróleo e gás. Também destaca o papel das principais empresas de petróleo e gás, como ADNOC, BP, Eni, Equinor, ExxonMobil, Repsol, Rosneft, Shell e TotalEnergies no desenvolvimento e adoção de gêmeos digitais para cumprir os seus objetivos empresariais.

Os analistas de petróleo e gás da GlobalData comentam que “os gêmeos digitais estão rapidamente se tornando um pilar nas operações de petróleo e gás, à medida que as empresas se esforçam para otimizar o desempenho dos ativos e minimizar interrupções não planejadas. Isto visa a tornar as operações de petróleo e gás relativamente mais seguras, ao mesmo tempo que reduz a pegada de carbono e melhora a rentabilidade. Além disso, as empresas também estão implantando essas ferramentas para monitoramento remoto e manutenção preditiva, entre outros benefícios.”

Os gêmeos digitais podem simular com eficácia o gerenciamento de um ativo de petróleo e gás, e prever cenários potenciais. Eles também têm a capacidade de modelar dinamicamente o desempenho do ativo em tempo real.

Ao aproveitar dados, simulações e análises em tempo real, os gêmeos digitais podem oferecer insights profundos sobre ativos operacionais. Podem permitir que

as empresas de petróleo e gás simplifiquem processos, evitem avarias, reforcem medidas de segurança e, assim, aumentem a rentabilidade global. Com a sua capacidade de fornecer uma visão abrangente das operações, os gêmeos digitais auxiliam na formulação de decisões mais informadas e precisas, tornando-os em ferramentas indispensáveis nas operações de petróleo e gás. O objetivo final é alcançar operações autônomas nas unidades de produção, para aumentar a segurança e a produtividade.

Os gêmeos digitais foram inicialmente implantados em instalações de produção de petróleo e gás de capital intensivo para agilizar processos, mitigar a pegada de emissões, e gerar economias de custos. Desde então, as empresas criaram gêmeos dos seus sistemas de gasodutos, fábricas de gás, terminais de GNL, bem como refinarias e complexos petroquímicos.

As empresas de petróleo e gás também estão interessadas em utilizar essa tecnologia para os seus empreendimentos mais recentes, além do petróleo e do gás, incluindo na captura e armazenamento de carbono (CCS), e em projetos de energia renovável. Existe um potencial considerável para os gêmeos digitais na melhoria da eficiência e eficácia dos projetos CAC, e na previsão da produção de energia dos parques eólicos ou solares. Outro caso de uso emergente está na cadeia de suprimentos e no gerenciamento de estoques, onde os produtos podem ser rastreados em tempo real, para garantir sua disponibilidade oportuna para aplicações de uso final. Isso ajudaria a racionalizar os custos logísticos e a manter a qualidade do produto para os consumidores finais.

Avanços em sustentabilidade: aprendizados-chave

A quarta edição Relatório de Sustentabilidade da Aveva é a primeira que coincide com o calendário anual da companhia. Ele detalha o progresso alcançado em 2023 em relação aos três pilares principais da Aveva: impressão tecnológica, pegada operacional e cultura inclusiva.

O relatório mostra que a Aveva continuou a progredir em seus principais objetivos estruturais de ESG, incluindo permitir a transformação sustentável da indústria por meio de seu software, modelar a gestão ambiental e as melhores práticas éticas, bem como promover uma cultura de local de trabalho inclusiva, onde cada funcionário se sinta engajado e capacitado para aprender e crescer.

“Além dos esforços para reduzir a nossa própria pegada de carbono, a Aveva reconhece que a sua maior oportunidade de causar um impacto positivo, e acelerar a nossa jornada rumo ao Net Zero, é por meio dos nossos produtos principais, soluções digitais que podem ajudar as indústrias a melhorarem a eficiência, a circularidade, a rastreabilidade e a resiliência”, destaca Lisa Wee, Chefe Global de Sustentabilidade da Aveva.

Caspar Herzberg, CEO da companhia, destaca que “ouvir as necessidades dos clientes e compreender os seus desafios é a forma como a Aveva inova e desenvolve soluções personalizadas, que os ajudarão a enfrentar os desafios atuais e futuros.”

os critérios RE100, e reduziu em 21% sua frota total ao longo do ano, sendo 25% da frota restante híbrida ou elétrica.

As conquistas notáveis, relacionadas às emissões a montante, incluem uma redução de 36% nos bens e serviços adquiridos, e uma diminuição de 49% nas emissões de viagens de negócios. Esse último indicador vai além da meta ESG da Aveva para 2025, de uma redução de 20%, e a empresa lançou um orçamento interno de carbono para manter este nível de redução sempre que possível.

Ainda em relação ao escopo 3, a Aveva integrou dados de lixo eletrônico no inventário de emissões da empresa na categoria de resíduos, e as equipes de P&D concluíram testes de bancada de energia para os produtos Aveva com maior consumo de energia, permitindo cálculos de emissões mais precisos. A companhia também fez progressos no avanço da circularidade em todo o negócio.

Nesse sentido, a Aveva desenvolveu um novo programa verde que, em seus primeiros seis meses, apoiou a implantação de atividades de tecnologia limpa para 25 clientes. Além disso, com 13 novos estudos de caso, que quantificam a redução de emissões que o software Aveva permite aos clientes, a empresa tem demonstrado conquistas tangíveis, que contribuem para a sustentabilidade. Promoveu ainda hackathons, que geraram 80 ideias tecnológicas, orientadas à sustentabilidade para inovações futuras. Ainda em 2023, a Aveva apresentou o programa Acelerador de Sustentabilidade, para ajudar a promover casos de uso e capacidades de sustentabilidade em todo o portfólio da empresa e ecossistema de parceiros, inclusive por meio da sua plataforma de inteligência industrial, o Aveva CONNECT. “O programa Acelerador de Sustentabilidade da Aveva visa a permitir uma adoção mais rápida das soluções de sustentabilidade existentes em todo o cenário industrial, enquanto continuamos a investir em capacidades de produtos e parcerias, que ampliarão as fronteiras da inovação em sustentabilidade para a indústria”, destaca Joana Mainguy, Diretora do programa de Sustentabilidade.

No ano passado, a Aveva cumpriu 4 das 15 metas ESG de 2025, incluindo alcançar uma redução de 93% nas emissões de escopo 1 e escopo 2, por meio de uma combinação de medidas. A empresa adquiriu 100% de eletricidade renovável em todos os mercados globais, de acordo com

“Nossa meta inicial, de desviar 5 toneladas de lixo eletrônico dos aterros em 2025, foi superada em 22,75 toneladas, em 2023. Estamos avaliando a melhor forma de aproveitar essa conquista, para gerar uma conscientização maior e um alinhamento com os princípios da economia 100% circular em relação ao lixo eletrônico, que não é mais enviado para aterros”, explica Lisa Wee.

O compromisso da Aveva, em desenvolver um ambiente de trabalho no qual todos os funcionários se sintam incluídos e sejam tratados com dignidade e respeito, também é destacado no relatório.

“Globalmente, com 39,9% das novas contratações, 29% dos gestores e 26,5% dos líderes sendo mulheres, a Aveva aumentou significativamente a representação de gênero em 2023, e continuará com iniciativas para aumentar esses números para 50% das novas contratações, sendo 40% dos gestores e 30% de líderes até 2030”, afirma a Chefe Global de Sustentabilidade da Aveva. “Também atingimos o nosso objetivo de reduzir a disparidade salarial entre homens e mulheres para menos de 1%, e estamos a trabalhar em toda a empresa para manter este progresso”, comenta Lisa Wee. Além disso, a Aveva demonstrou seu compromisso com a sociedade, doando £ 310.000 para causas apoiadas pelas comunidades de funcionários da Aveva em todo o mundo.

A Aveva também lançou iniciativas de diversidade em regiões-chave. Nos EUA, desenvolveu uma parceria com duas universidades historicamente negras (HBCUs) para o Programa de Bolsas Aveva. Com duração de três anos, o programa inclui bolsas de estudo e experiências imersivas, abrindo caminho para que acadêmicos negros talentosos em Engenharia e Ciência da Computação se juntem à equipe da Aveva depois de formados. O programa piloto começará em meados de junho de 2024, com 12 alunos.

Transformação digital reduz o prazo de obras em até 21% na construção civil

A digitalização está transformando e agilizando os serviços da construção civil. O uso de uma tecnologia na fase de planejamento das construções está reduzindo em até 21% o prazo das obras. É o caso do escritório de engenharia Joal Teitelbaum, por exemplo, que conseguiu reduzir o cronograma das obras em 18% — o que equivale a um total de seis meses e meio a menos, dentro dos 36 meses estipulados inicialmente como prazo da obra.

Para isso, o software especialista em planejamento Prevision utiliza a metodologia “Lean” (“construção enxuta”, no português), uma técnica de planejamento que auxilia as construtoras e incorporadoras a definirem os recursos necessários, o prazo e cronograma da obra, e o custo do projeto.

“Com isso, obtemos uma compreensão melhor de como as atividades se desdobrarão, ao longo do tempo programado”, explica Paula Lunardelli, diretora-executiva e fundadora da Prevision.

A tecnologia também facilita a comunicação no canteiro de obras, e a rotina dos colaboradores, já que permite uma visualização em tempo real

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das fases da obra e dos recursos que estão sendo utilizados. Para as equipes da incorporadora Sollarys, a atividade de replanejamento do cronograma de obra dispendia um dia completo de trabalho (8 horas) para ser realizada – e, com o uso do software, essa demanda passou a ser feita em apenas 30 minutos, 16 vezes mais rápido que antes.

“Profissionais do setor que usaram a ferramenta obtiveram um ganho de 18% em eficiência operacional. Se, atualmente, um engenheiro gasta duas horas por semana para planejar e replanejar o cronograma da obra, esse tempo pode ser reduzido para 6 minutos, por exemplo”, destaca Paula.

BYD envia primeira turma de brasileiros da fábrica de Camaçari/BA para intercâmbio na China

A BYD começou a promover a troca de experiências entre brasileiros que trabalham na fábrica de Camaçari, na Bahia, com os colegas que trabalham na sede da greentech em Shenzhen, na China. A equipe é formada por especialistas, engenheiros e líderes das áreas de qualidade, processos, planejamento, logística e armazenamento. Serão três meses de intercâmbio na China, para os profissionais conhecerem o funcionamento de toda a cadeia de produção de automóveis que é desenvolvida pela matriz da BYD. Os participantes irão interagir com engenheiros e profissionais técnicos que cuidam dos projetos e da linha de produção dos carros elétricos da companhia, que é líder mundial em vendas.

“Os treinamentos vão possibilitar a troca de conhecimento entre equipes e processos. Vamos construir aqui na Bahia o que há de mais moderno em tecnologia automotiva, tendo a nossa matriz na China como espelho. Temos hoje colaboradores chineses aprendendo aqui com a gente, e agora chegou a vez dos brasileiros irem para a China conhecer a fundo como os projetos nascem e são desenvolvidos por lá. Vamos transformar a Bahia num hub de exportação, e temos muito trabalho pela frente”, afirma Alexandre Barbosa, diretor técnico da BYD Auto Camaçari.

vel problema, antes mesmo que ele aconteça”, diz Sheina. Um grande conhecimento que ela vai trazer da fábrica de carros elétricos mais moderna do mundo, e que será replicado para a equipe na Bahia. A única apreensão é com o marido e a gatinha Princesa, que vão ficar em Salvador sozinhos até setembro. “Dá mesmo um frio na barriga, mas é uma grande oportunidade para nós, que estamos fazendo parte desse momento de implantação”, ressalta Sheina.

O engenheiro baiano Fernando Hage também está na expectativa para a viagem.

A equipe com 14 profissionais é formada por 12 baianos, um piauiense e um paulista. Todos foram contratados no começo do ano para a unidade BYD Auto Camaçari, onde está sendo construída a maior fábrica da BYD fora da Ásia. Entre eles, uma mulher, a engenheira de Qualidade Sheina Tura, que nasceu em Irecê, no centro-norte baiano. A profissional tem uma larga experiência em processos de qualidade de fabricação de automóveis e, na BYD Auto Camaçari, será uma das responsáveis pela análise de diagnóstico das peças que compõem o carro para prevenir problemas ou gerar ações corretivas, quando necessárias. Durante o treinamento em Shenzhen, a engenheira vai conhecer os detalhes das peças e equipamentos, e a origem de toda a produção.

“Conhecer o produto BYD num alto nível de detalhe vai ajudar a entender o processo, e chegar na raiz de um possí-

Ele fazia parte da equipe de monotrilhos de uma das empresas da BYD Brasil, e foi transferido para a BYD Auto Camaçari em maio. Hage é especialista em planejamento, e agora o foco é na construção da nova fábrica de automóveis da BYD na Bahia.

Ele espera poder vivenciar, durante o treinamento, toda a rotina dos colegas chineses, e aprender mais sobre a forma de trabalho e sobre toda a tecnologia desenvolvida na BYD China. “Como resultado dessa viagem, pretendo estreitar os laços com minha liderança chinesa e poder contribuir de forma assertiva com a construção da fábrica de veículos em Camaçari, provendo para toda sociedade brasileira e, principalmente, a baiana, produtos altamente tecnológicos e com qualidade e segurança”, comenta Hage.

Durante todo o processo de implantação da fábrica, outras turmas serão enviadas para o intercâmbio na China com o objetivo de aprender sobre alta tecnologia, mas também ensinar sobre o jeito brasileiro de fazer carro. É uma troca de conhecimento enriquecedora para o mercado automotivo do Brasil, e em especial, da Bahia.

Combustível renovável reduzirá em 100% as emissões de gases do efeito estufa

A Haleon, multinacional de saúde do consumidor, e dona das marcas Advil, ENO, Sensodyne, Centrum e Corega, fechou contrato com a Gás Verde, para fornecimento de 830 mil m3 por ano de biometano, para abastecer sua fábrica de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em substituição ao gás natural. Com isso, a Haleon passa a usar biometano em seu processo produtivo. Esta também é a primeira unidade do grupo britânico a utilizar o biocombustível em todo o mundo.

O biometano é um combustível 100% renovável, e produzido a partir de resíduos orgânicos de aterro sanitário. No caso da Haleon, a Gás Verde irá ofertar o biometano produzido no aterro de Seropédica, município também localizado no Rio de Janeiro. O combustível chegará à fábrica por meio de caminhões movidos, também, a biometano, completando o ciclo sustentável.

“Na Haleon, temos o compromisso de entregar a melhor saúde diária, com humanidade. Nossa fábrica possui uma área de desenvolvimento constante dos produtos que aqui são fabricados. Nesse sentido, aprimorar o processo produtivo, e tornar a unidade mais eficiente e ecologicamente limpa, é um passo fundamental de nossa missão”, aponta Yanir Karp, presidente da Haleon no Brasil.

A fábrica de Jacarepaguá é a única da Haleon no Brasil, e produz anualmente cerca de 90 milhões de unidades, sendo cremes dentais das marcas Sensodyne e Parodontax. Também é uma das únicas unidades da companhia, fora da América do Norte, a produzir o multivitamínico Centrum. A planta de Jacarepaguá é a maior da Haleon na América Latina, responsável por grande parte do faturamento do Brasil e da região.

Nossa unidade de Jacarepaguá conta com sistema de reuso de água e tratamento de efluentes, o que permite a reutilização de 22 milhões de litros de água, por ano. Também caminhamos para a detenção de 100% de sua energia

elétrica vinda de fontes limpas e certificadas, como parte do nosso compromisso de redução das emissões de carbono. A parceria com a Gás Verde, e a adoção do biometano, é mais um passo na direção dos compromissos de sustentabilidade da Haleon, e uma solução inovadora para a companhia, dentro do segmento”, destaca Graziela Soares, Diretora Industrial da unidade de Jacarepaguá.

A unidade ainda adota metas de redução e circularidade de resíduos e embalagens, e tem implementado uma série de medidas para garantir que os resíduos gerados na fábrica sejam reaproveitados, evitando que sejam descartados de forma inadequada no meio ambiente.

“Ao optarem pelo uso do biometano em seus processos produtivos, as indústrias conseguem reduzir drasticamente suas emissões de gases do efeito estufa no escopo 1, ou seja, aquelas diretamente ligadas à sua atividade principal. Nesse sentido, podemos dizer que a Gás Verde atua para oferecer soluções alinhadas às metas ESG das companhias, apoiando o processo de descarbonização das indústrias”, afirma o CEO da Gás Verde, Marcel Jorand, acrescentando que o biometano pode substituir combustíveis fósseis, em processos produtivos e em frotas leves e pesadas, como o diesel, o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás natural, a gasolina e o GNV.

O contrato para fornecimento de biometano tem prazo de seis anos, e entrará em vigor no segundo trimestre de 2024. Com isso, será possível à Haleon evitar a emissão de 1,718 mil toneladas de Dióxido de Carbono equivalente, por ano.

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China instala a primeira turbina eólica de 18 MW do mundo

A Dongfang Electric Corporation, fabricante de geradores de energia, instalou a primeira turbina eólica de 18 MW do mundo na província de Guangdong, no sul da China. Com um rotor de 260 m de diâmetro, a turbina tem área de 53 mil m2, e está programada para gerar 72 GWh de eletricidade limpa anualmente, o que pode abastecer 36 mil residências, e pode evitar a queima de 22.000 toneladas de carvão, e a libertação de 59.000 toneladas de emissões de carbono.

A DongFang apresentou suas turbinas de 18 MW no China Wind Power do ano passado.

Furto de energia bate recorde e supera geração de Belo Monte

Levantamento foi feito pela Abradee – Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica – a partir de dados da Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – mostram que os furtos cresceram 20%, e atingiram 40,8 terawatts por hora, em 2023; percentual de perdas não técnicas está acima da meta regulatória; em 2022, tinham somado 34,2 TWh; em 15 anos, o volume furtado acumula mais de 500 TWh (ou 500 milhões de MWh). O cenário tem impacto direto nas contas de luz dos consumidores, porque o impacto financeiro, contabilizando apenas os custos de compra de energia, é de R$ 10,1 bilhões. O cálculo é feito a partir do custo médio de aquisição de energia pelas distribuidoras em 2023, de R$ 249 bilhões, com a multiplicação do valor pelo montante de energia perdida, de 40,8 TWh. A quantidade de energia furtada supera a geração da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que é a 2ª maior do Brasil. A usina localizada no rio Xingu tem capacidade de gerar 11.233 MW, mas sua garantia de geração física é de 4.418 MW, em média. Enquanto isso, os furtos equivalem a 4.655 MW médios. Essa verdadeira usina de furtos também corresponde a 60% do fornecimento de energia elétrica da usina de Itaipu para o mercado brasileiro. Segundo a Abradee, a situação extrapolou o controle das distribuidoras de energia: técnicos não conseguem entrar em áreas em que falta a presença de policiais, como os dominados pelo tráfico e por milícias – tornou-se um problema de segurança pública: o furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal. A pena é de 1 a 4 anos de reclusão.

A entidade que representa as distribuidoras afirma que, além de aumentar a conta de luz, a prática provoca risco de acidentes e incêndios, e compromete investimentos e sustentabilidade de empresas do setor.

O Ministério de Minas e Energia estuda permitir a co-

brança de uma tarifa fixa, a ser definida pela Aneel, em áreas de difícil acesso – isso consta de rascunho de decreto enviado à Casa Civil para renovação das concessões das distribuidoras.

A Aneel define anualmente uma meta para o índice de perda não técnica (furto) de cada concessão, mas a cada ano o índice real fica mais distante do limite regulatório. Em 2023, foi furtado o equivalente a 16,9% da energia efetivamente fornecida e faturada no país. A meta era 10,6%.

A região Norte é a de maior incidência de furtos: de toda a energia fornecida em 2023, quase metade (46,2%) foi furtada, e o Amazonas é o estado com o maior número de furtos – supera a energia cobrada na conta de luz, e representa 117,8% do total fornecido.

No Sudeste, os “gatos” chegaram a 20 milhões de MWh na região, no ano passado, com destaque para Rio de Janeiro (11,27 milhões de MWh furtados em 2023), seguido de São Paulo (6,98 milhões de MWh). A região Sudeste foi responsável por 46,04% do total de furtos do país.

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Iniciativa para ampliar presença no mercado livre de energia com foco em pequenas e médias empresas

A Eneva lança a Voltta como comercializadora varejista do grupo, e reforça sua atuação no mercado livre de energia elétrica, com a ampliação de seu portfólio de oferta de soluções energéticas. O objetivo do novo negócio, que tem na tecnologia o diferencial, é aproveitar o ingresso de mais clientes no ambiente de livre de contratação de energia – no qual a Eneva já é um dos maiores players do mercado.

“Esse movimento segue a nossa meta de diversificação para oferecer novas soluções e produtos, a diferentes nichos de mercado. Com a expansão do mercado livre de energia, ocorrida em janeiro deste ano, preparamo-nos para ofertar soluções energéticas, para pequenas e médias empresas, através da Voltta, como parte do nosso plano de crescimento em comercialização de energia”, comentou Marcelo Lopes, diretor executivo de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva.

O diretor ressalta que a Voltta tem um grande potencial para gerar negócios e complementar a estratégia da Eneva, que já atende empresas de grande porte, e mais alto consumo, por meio da sua comercializadora de energia. “Nossa meta com a Voltta é comercializar 1,7 GW médios em energia para o segmento varejista, e atingir ao menos 5 mil clientes, até 2030. Acreditamos que, aqui no Brasil, como em outros lugares do mundo, essa tendência de os consumidores buscarem preços mais competitivos, além de produtos, serviços e soluções customizadas, vai alavancar de forma substancial o crescimento desse mercado.”

proporcionar uma boa experiência do consumidor. Marcelo Lopes ressalta que o acesso à energia é um fator de competitividade de empresas de menor porte. “Passamos a atender empresas que têm na conta de energia um fator competitivo importante em seus custos, como hospitais, supermercados, padarias, academias, pequenas e médias indústrias, e condomínios, por exemplo”, comentou. Desde janeiro de 2024, o Ministério de Minas e Ener-

Para atingir os clientes de varejo, a aposta da Voltta, que tem origem como uma energy tech voltada para eletromobilidade, e DNA 100% digital, é investir pesado em tecnologia e inovação. “Oferecemos um sistema completo, uma plataforma digital com foco na melhor experiência do usuário e nossos parceiros de negócios, que permite a análise e projeção do consumo de energia. Todos os processos são realizados de maneira 100% digital, fácil, rápida e flexível, e com os menores custos, com foco em pequenas e médias empresas, que buscam otimizar seus custos com energia”, afirmou Maurício Sant´Anna, CEO da Voltta.

Uma característica peculiar da Voltta é conjugar soluções em energia elétrica para o segmento de pequenas e médias empresas com a eletro mobilidade. Este diferencial vem da expertise da Voltta em gestão de carregamento de carros elétricos e desenvolvimento de tecnologia voltada a

gia concedeu a empresas (pequenas e médias) do Grupo A, atendidas em média e alta tensão, a possibilidade de selecionar o seu fornecedor de energia, migrando, do mercado cativo (atrelado às distribuidoras de energia), para o mercado livre. Segundo dados da Abraceel – Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia –, essa fatia de mercado conta com 202 mil unidades consumidoras, sendo que apenas 40 mil estão no mercado livre.

A Voltta foi criada em 2019, no âmbito do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Aneel. A Eneva investiu na então startup, que nasceu com o foco em prover soluções para a gestão de recarga elétrica veicular. A Voltta já conta com mais de 300 MWh transacionados nesse segmento. Com essa nova onda de expansão da companhia, o objetivo é se apoiar em inovação e tecnologia, para ganhar espaço na comercialização de energia para pequenas e médias empresas, além de ampliar as ofertas de eletro mobilidade.

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Air Liquide Brasil assina com a Casa dos Ventos para fornecimento de energia renovável

A Air Liquide e a Casa dos Ventos assinaram um Contrato de Compra de Energia de longo prazo para a aquisição de energia renovável, com uma capacidade total de 24 MW, para abastecer as operações da Air Liquide no Brasil.

A energia eólica gerada permitirá à Air Liquide reduzir as emissões de CO2 associadas às suas operações. Se comparado, o valor é equivalente à eletricidade de quase 3.000 domicílios brasileiros. A Casa dos Ventos, empresa brasileira líder em energia renovável, fornecerá a energia renovável de seu Complexo Eólico Folha Larga Sul, localizado na Bahia, que possui 151,2 MW de capacidade.

"Nossa parceria com a Casa dos Ventos representa um passo significativo na descarbonização das operações da Air Liquide no Brasil. Em linha com a estratégia do Grupo, permite-nos não só reduzir a nossa pegada de carbono, mas também apoiar os nossos clientes no seu processo de descarbonização", disse Rodrigo Jorge, Diretor Geral da Air Liquide Brasil.

Este acordo representa um novo passo nas ações que a Air Liquide já vem realizando, para operações cada vez mais sustentáveis. No nível do Grupo, e no contexto dos seus objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a Air Liquide pretende reduzir em um terço as suas emissões de CO2 de escopo 1 e 2, até 2035, e alcançar a neutralidade de carbono, até 2050.

"Estamos honrados em contribuir com a trajetória da Air Liquide, empresa líder no mercado de gases industriais. Por meio do nosso portfólio de ativos e soluções customizadas, conseguimos apoiar nossos clientes com maior previsibilidade e soluções competitivas”, afirmou Lucas Araripe, DiretorExecutivo da geradora de energia Casa dos Ventos.

Ambev avança na transição energética e já tem

100% das operações funcionando com energia elétrica renovável no Brasil

A Ambev anunciou, antes do prazo previsto, o marco de ter 100% de suas operações diretas já operando com energia elétrica renovável, no Brasil. Com usinas solares próprias e parques eólicos recém-inaugurados, o objetivo é seguir reduzindo o consumo de energia elétrica e a vapor, e ganhar maior eficiência no uso dos recursos.

Isso antecipa a ambição firmada em 2018, de ter 100% de eletricidade vinda de fontes renováveis até 2025, para atender a demanda das cervejarias e refrigeranteiras. A meta foi atingida por meio da implementação de parques fotovoltaicos, e também parcerias estratégicas com fornecedores, como a 2W, Engie e Neoenergia. “Todo esse processo faz parte da nossa jornada de redução das emissões de carbono nas operações. Hoje, contamos com parcerias

estratégicas para o desenvolvimento de usinas eólicas no Nordeste, que já estão em funcionamento, além de projetos solares em desenvolvimento nas operações da região e no Sudeste”, comenta Lisa Lieberbaum, Head de Sustentabilidade da Ambev.

Em 2020, a companhia anunciou a parceria com a startup Lemon, que leva eletricidade renovável para diversos locais do Brasil, inclusive para pontos de venda parceiros da Ambev. Atualmente, já são mais de seis mil bares e restaurantes contratando energia fotovoltaica, uma fonte limpa e renovável, que ajuda na descarbonização. Além do Brasil, outras oito operações da Ambev também já trabalham com 100% de energia elétrica renovável. São elas, as cervejarias da Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, El Salvador, República Dominicana, Panamá e Guatemala.

@Divulgação/Os Caras do Drone

ISA CTEEP triplica capacidade da linha de transmissão

A ISA CTEEP concluiu a modernização da linha de transmissão de 138 kV Bauru-Bariri, na região central do Estado de São Paulo. Com o investimento Aneel de R$ 42,5 milhões, a obra de reforço ampliou em quase três vezes a capacidade do sistema elétrico, com a substituição de sete torres de transmissão e 37,8 quilômetros de cabos condutores.

A renovação – que atendeu uma demanda por ampliação do escoamento das usinas hidrelétricas do Médio Tietê e de biomassa – permitiu elevar a confiabilidade do sistema, e aumentar o atendimento local de energia por parte da indústria, incluindo a ceramista, com a finalidade de ampliar a produção de suas fábricas, contribuindo, significativamente, para o desenvolvimento econômico da região.

No projeto, os cabos condutores foram substituídos por um modelo termorresistente, ou seja, resistente a altas temperaturas, com núcleo de fibra de carbono em vez de alumínio, o que possibilitou a instalação alcançar 206 MVA (mega-volt-amperes) de capacidade de transmissão e escoamento de energia, em uma das principais regiões de Bauru.

“Com a entrega dessa obra, o sistema elétrico da região central do Estado de São Paulo se torna mais robusto, pois, os riscos de desabastecimento de energia por sobrecarga do sistema de transmissão serão eliminados. Assim, elevamos a confiabilidade do fornecimento, além de aumentar a disponibilidade de energia para a indústria local, permitindo a sua expansão e, consequentemente, o desenvolvimento econômico”, afirma Dayron Urrego, diretor-executivo de projetos da ISA CTEEP.

As obras foram realizadas entre julho de 2023 e março de 2024, e geraram cerca de 60 empregos, com contratação de mãode-obra local.

A iniciativa faz parte do Plano de Renovação de Ativos da companhia, que engloba reforços (instalação, substituição e reforma de equipamentos em ativos existentes ou adequação de instalações para aumento de capacidade, confiabilidade, vida útil ou conexão de usuários) e melhorias (execução de obras para instalação, substituição

ou reforma de equipamentos em ativos existentes ou adequação de instalações para manter a prestação de serviços adequados).

No primeiro trimestre, a ISA CTEEP investiu R$ 243,1 milhões na renovação de seus ativos, um volume 19,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Entre 2024 e 2028, a empresa investirá aproximadamente R$ 5 bilhões em cerca de 250 projetos já autorizados pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica. Os investimentos nos projetos são realizados com a colaboração do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Como prevenir incidentes durante o comissionamento fotovoltaico

Imagine que, durante a execução de um serviço de comissionamento em uma usina fotovoltaica, cuja corrente elétrica é contínua, aconteça o rompimento de um cabo. A consequência seria o desenvolvimento de um enorme arco elétrico, uma descarga elétrica de temperatura tão elevada, que é capaz de derreter ou fazer com que determinados materiais evaporem. Tamanha potência poderia resultar em um acidente sem precedentes. Essa é uma situação a que qualquer sistema fotovoltaico – que converte a luz solar em eletricidade – está sujeito, contudo, a preocupação com a segurança ainda é muito negligenciada, mesmo com a adoção desses sistemas em ascensão. Para se ter uma ideia, a evolução da fonte solar fotovoltaica no Brasil cresceu, de 14 MW de potência instalada em 2013, para 39.857 MW, em fevereiro de 2024, um aumento de mais de 284 mil por cento, em pouco mais de 10 anos, segundo dados da ANEEL e da ABSOLAR deste ano. Os órgãos apontam, ainda, que a matriz elétrica brasileira corresponde a 227.735 MW, sendo a fonte solar fotovoltaica responsável por 17,5% deste montante.

tempo de inatividade por falhas, otimizando custos. Assim, ao finalizar a instalação de um sistema fotovoltaico, é crítica a importância de realizar o comissionamento, para garantir que toda a estrutura esteja funcionando da maneira correta, conforme projetado. Durante essa atividade, são avaliados todos os componentes do sistema, que incluem conectores, isolamento, inversores e tensão elétrica. Para tanto, o mercado conta com equipamentos robustos e especializados, que oferecem medições precisas, e garantem a proteção contra acidentes, como o desencadeamento de arcos elétricos.

Prevenindo incidentes

Apesar da engenharia e da tecnologia empregada nos sistemas fotovoltaicos, nenhum deles é à prova de falhas. Tendo em vista este cenário, é fundamental contar com equipamentos adequados para executar a instalação, o comissionamento e a manutenção dos sistemas a fim de garantir a segurança.

Diego Guillen é Key Account Manager da Fluke do Brasil, companhia líder mundial em ferramentas de teste e medição presente em diversos segmentos da indústria.

Um sistema fotovoltaico é formado por um conjunto de modo, placas, inversor, cabos, conexões e quadro de distribuição e, justamente por conta dessa estrutura complexa, demanda a realização de um comissionamento, para assegurar, não só a segurança, como também o desempenho e a eficiência energética, e ainda reduzir o

Após essa checagem, também é fundamental manter um fluxo de manutenção do sistema, com limpezas e verificações completas periódicas. E, ainda, outro passo essencial é o treinamento adequado dos profissionais que atuam com os sistemas fotovoltaicos, a fim de elevar ainda mais a segurança.

À medida que a energia solar continua a crescer globalmente, especialmente em países líderes como o Brasil, a atenção à segurança e à manutenção preventiva se torna ainda mais crucial. A instalação e a manutenção dos sistemas fotovoltaicos, portanto, exigem um cuidado meticuloso e a aplicação de práticas de segurança rigorosas, para evitar incidentes graves. Isso, não apenas protege os negócios e o meio ambiente, mas salva vidas, e reforça a importância de uma abordagem proativa para a segurança em energia solar.

Eneva impulsiona inovação voltada à descarbonização

A Eneva, maior operadora privada de gás natural onshore no Brasil, prevê impulsionar a inovação para projetos de descarbonização em 2024. São 12 iniciativas na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), para soluções alinhadas aos princípios ESG da empresa. Entre esses projetos, destacam-se o Hidrogênio Azul, que visa a aprimorar a reforma do gás natural para maximizar a produção de hidrogênio, contribuindo assim para a geração sustentável de energia. Outro destaque é a produção de Hidrogênio Verde, que será empregado em diversos processos, como na refrigeração da UTE Parnaíba II, no Maranhão. Cerca de R$ 20 milhões serão investidos nos projetos de P&D da empresa em 2024, em conformidade com as regulamentações da Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica.

Segundo Rafael Coitinho, diretor de Engenharia da Eneva, a empresa incentiva a inovação, para contribuir significativamente com a descarbonização da matriz energética, e promover uma transição segura e inclusiva. Ele destaca que a área de P&D desempenha um papel crucial nesse processo, desenvolvendo projetos que visam a melhorar a eficiência operacional, e promover a sustentabilidade.

sa frações pesadas, e capturando o CO2 resultante em uma escala comercial.

Outro grande motivador deste projeto é atuar diretamente na descarbonização de termoelétricas movidas a gás natural. Um ciclo combinado tradicional atualmente emite em torno de 350 tonCO2/GWh.

O uso de um ciclo combinado de hidrogênio associado com captura de carbono pode reduzir emissões na faixa de 60% a 95%, chegando a um índice na faixa de 17,5 a 140 tonCO2/GWh.

O estudo sobre a produção de hidrogênio azul inclui o desenvolvimento de uma ferramenta computacional interativa, para identificar e avaliar possíveis configurações de planta para a geração de energia elétrica, priorizando critérios econômicos e ambientais. O objetivo do projeto é determinar se é possível produzir eletricidade, de forma eficiente e rentável, usando hidrogênio azul. Isso seria feito através da reformulação do gás natural, incluindo uma etapa prévia que proces-

Quanto à produção de hidrogênio verde, a meta é instalar e demonstrar a operação de um eletrolisador com tecnologia nacional, cuja principal inovação será o desenvolvimento de um sistema com capacidade para controlar automaticamente a demanda de potência instantânea do equipamento, e operar de acordo com modos prédefinidos, garantindo assim a geração de hidrogênio verde. Também serão identificadas e apresentadas novas oportunidades de negócios na cadeia de valor do hidrogênio, tanto em instalações já existentes em ativos da Eneva quanto em locais específicos para produção e comercialização de hidrogênio.

Outro projeto importante é o Imageamento Sísmico, que visa a desenvolver softwares para atividades de exploração de gás natural, em colaboração com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Esses softwares serão capazes de produzir imagens precisas das estruturas geológicas, contribuindo para uma exploração mais eficiente e segura, além de aumentar a produção de energia elétrica através de usinas termelétricas.

Além das iniciativas em andamento, a Eneva também está finalizando alguns projetos em 2024, como o Data Life e os projetos GNL Opt e GIMPSI da CELSE. Esses projetos trouxeram benefícios significativos em segurança do trabalho, gestão operacional e otimização de processos.

ENGIE vence prêmio Melhores do ESG na categoria Energia pelo terceiro ano consecutivo

A ENGIE Brasil Energia foi a vencedora na categoria Energia, no Melhores do ESG, pelo terceiro ano consecutivo. A cerimônia de premiação ocorreu em São Paulo, celebrando organizações que se destacam, não apenas pelo lucro, mas também pelo compromisso com o desenvolvimento social e a preservação ambiental. O ranking, elaborado pela Exame, reconhece as empresas que mais contribuíram para o desenvolvimento sustentável do país.

O Melhores do ESG da Exame é o principal guia de sustentabilidade do Brasil, realizado há mais de duas décadas. A publicação foi criada em 2000, como Guia Exame de Boa Cidadania Corporativa, e foi rebatizado, à medida que o tema evoluiu na sociedade. Em 2020, a metodologia foi reformulada para dar mais ênfase aos critérios ESG. A ENGIE Brasil Energia também já tinha vencido na categoria Energia em 2022 e 2023, e aparecido como destaque em outras edições.

“É uma enorme satisfação para a ENGIE Brasil Energia estar presente, e receber mais uma vez o prêmio Melhores do ESG. O reconhecimento demonstra que estamos no caminho certo. Nossa atuação em ESG está profundamente integrada ao nosso propósito de agir para acelerar a transição rumo a uma sociedade neutra em carbono. Trabalhamos, todos os dias, para gerar e compartilhar valor de forma sustentável, e estamos certos de que não há

outro caminho, senão o foco em ESG”, destaca Eduardo Sattamini, Diretor-Presidente da ENGIE.

A Companhia foi novamente premiada por conta de suas ações e iniciativas, em relação a questões como o combate aos efeitos das mudanças climáticas. Desde 2016, a Companhia investiu R$ 22 bilhões na expansão em renováveis e transmissão, e a previsão é aportar outros R$ 14 bilhões até 2025, na construção de conjuntos eólicos e fotovoltaicos, além de um novo sistema de transmissão.

“Alcançar esse reconhecimento não é tarefa simples; requer planejamento, antecipação e a conquista da confiança de diversos públicos, ao longo dos anos. Por isso, quero expressar minha gratidão aos colaboradores da Companhia, que são nossos verdadeiros protagonistas. Além de gerar, comercializar e transmitir energia 100% proveniente de fontes renováveis, a ENGIE promove projetos e ações socioambientais, que impactam positivamente as comunidades onde está inserida. Nossas iniciativas na área de educação, por exemplo, devem beneficiar 30 mil pessoas, apenas neste ano. Buscamos engajar cada vez mais pessoas, entre colaboradores, fornecedores e clientes, para juntos construirmos um mundo mais justo e sustentável”, acrescenta a Diretora de Pessoas, Processos e Sustentabilidade da ENGIE, Luciana Nabarrete, que representou a Companhia na premiação em São Paulo.

Fispal Tecnologia mostra Fispal Tecnologia mostra eficiência e produtividade eficiência e produtividade

nos processos industriais de nos processos industriais de alimentos e bebidas e bebidas

O setor de alimentos faturou R$ 1,2 trilhão em 2023, segundo dados da Abia – Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação –, mostrando crescimento de 7,2% em 2023, na comparação com 2022. Responsável por 10,8% do PIB do país, o setor é um ambiente rico em conhecimento, inovação e oportunidades de negócios, em processamento, embalagem e automação.

Os visitantes da Fispal tiveram acesso, ao longo dos 40 mil m² de área de exposição, às mais recentes tecnologias e equipamentos que visam a otimizar a produção, garantindo eficiência, qualidade e segurança alimentar; puderam explorar uma variedade de opções de embalagens, com novidades que garantem a integridade dos produtos, durante

todo o ciclo de vida; e observar sistemas de monitoramento, controle e robótica aplicada à produção e logística. A Fispal Tecnologia ainda promoveu cinco atrações, ao longo dos quatro dias de evento: Arena FispalTec – que abordou temas como inovação & tecnologia industrial, embalagem, comunicação & e-commerce e ESG; a Arena da Cerveja Artesanal – com conteúdos dinâmicos e degustação; a Jornada da Pequena Indústria – que buscou potencializar a visita de micro e pequenas indústrias no evento; e o Fispal Women’s Connected, espaço para networking com mulheres comandando painéis de discussão; e o Lounge Premium – espaço para geração de negócios e networking entre profissionais C-Levels da indústria e expositores. Si-

multaneamente à Fispal, aconteceu a TecnoCarne, ponto de encontro para as indústrias de proteínas.

Na Arena FispalTec, o painel “Estratégias de Gestão –Inovações para alcançar eficiência, produtividade e agilidade dentro dos processos industriais” trouxe como mediador, Magno Yamaguchi, GPM e sócio da consultoria Falconi, que pontuou que, diferentemente do que muitos ainda podem pensar, inovar não é apenas inventar coisas novas, mas também transformar processos para agregar valor às empresas. “E a inovação também não é voltada à resolução de problemas do futuro, mas dos problemas de agora”, ressaltou.

Gileno Correia, diretor industrial da Solar Coca-Cola, abordou as dificuldades de as empresas inovarem utilizando os processos de transformação digital, em que cerca de 70% dos projetos-piloto acaba não avançando, e 90% das empresas não obtêm a captura esperada em seus cases. “Por que as distrações e a dissipação de forças acontecem? Vejo cinco fatores. Primeiro, a ausência de cultura: a empresa tem de ter a inovação como valor intrínseco. Depois, o baixo envolvimento das altas lideranças. Em terceiro lugar, a falta de capacitação. Em quarto, o foco. As empresas precisam alocar dinheiro e energia onde sentem dor, não copiar ou fazer algo por achar moderno. Por último, é fundamental a integração dos modelos e processos da empresa aos métodos de inovação”.

Luiz Noda, Head de Operações da Dori Alimentos, comentou que “As inovações em processos são mais rápidas. Inovações em produtos podem levar meses, às vezes até anos. As empresas muitas vezes não têm paciência para esperar esse resultado”. Marcelo Jodar, Gerente Executivo de Vendas da Festo, salientou a importância de as empresas mapearem seus processos para poderem inovar. “Isso não vale só para grandes corporações, mas para negócios de qualquer porte. Nós temos 60 colaboradores, e possuímos uma área de Métodos e Processos. Isso não é distração, é investimento puro, que traz muito retorno”, afirmou.

Os debatedores abordaram ainda o desafio da inovação em um cenário de escassez de mão-de-obra altamente capacitada e conectada com os desafios da Indústria 4.0. “As máquinas e equipamentos trazem eficiência, mas, no final do dia, quem faz as inovações são as pessoas. O motor da inteligência artificial é o ser humano. Por isso, é importante as companhias terem ambientes mais flexíveis, e programas que trabalhem o clima organizacional. Até os programas simples

são oportunos”, comentou Charles Giovanella, Diretor Executivo da Uniti Soluções para Envase.

A Arena Tec contou ainda com o painel “Aumentando a Produtividade da Indústria Alimentícia, Integrando Tecnologias de Automação com Inteligência Artificial”, ministrada por André Paes, Business Development Manager for Digital

Solutions da Festo; o painel “Digital Revolucionando o Supply Chain: Tecnologias Inovadoras Impulsionam Eficiência, Economia e Resiliência”, com as participações de Daniel Augusto, Diretor de Customer Service e Logística da Kellanova, Thiago Carvalho, Supply Chain Vice President da Natural One, Graciela Civolani, Supply Chain Director da Danone, Rafael Grandelle, Diretor de Projetos em Supply da AMBEV e Carolina Abrantes, da área de Tecnologia da Bridge & Co; e as palestras “Automatização Robótica: Conheça os Benefícios e Desafios dos Robôs Automatizados e Colaborativos nas Operações Industriais”, por André Araújo, Gerente Executivo de Manutenção & Embalagem da Nestlé Brasil, e “Desafios e Inovações na Jornada Rumo à Fábrica Inteligente: Integração Avançada de Dados na Nuvem”, a cargo de Ricardo Rebouças, Gerente Corporativo de Arquitetura de TI e Inovações da M. Dias Branco; e “Transformando o Futuro do Sistema Alimentar em Regenerativo Conectando Inovação e Sustentabilidade”, com Bárbara Sapunar, Diretora Executiva de Business Transformation, da Nestlé Brasil.

A Arena Fispal Tec recebeu também o painel “E-commerce estratégico: decifrando os clientes – O Desafio de Compreender para Conquistar”. Estiveram presentes no painel, Livia Seabra, diretora de E-commerce da Mondelez International, Luiza Fontana, senior e Retail Manager da HEINEKEN Company, e Andrea Sylos, diretora de CPG e E-commerce do Rappi Brasil.

De acordo com Andrea Sylos, o Rappi tem atuado tanto com varejistas, como parceiro de tech e logística, quanto com a indústria, no papel de retail e mídia para ampliar a conversão das marcas no mercado digital.

“O retail media é muito forte, o Rappi, inclusive, foi pioneiro lá atrás, e vem desenvolvendo toda a parte tech e marketing de performance. Essa questão dos resultados é superimportante, então, a gente fornece todos os dados, as comprovações, todos os estágios do funil de conversão. Isso vai, desde um search, index, até espaços de visibilidade. Temos um cardápio bem amplo”, afirma Sylos.

A Heineken entende a importância de plataformas como o Rappi, porque, segundo Luiza Fontana, como indústria, a marca não vai diretamente ao consumidor, e “depende 100%” dos e-commerces e varejistas. “Elas [plataformas] nos ajudam a entender melhor esses shoppers. Coletamos dados importantes dos nossos parceiros. Queremos entender também em quais canais a gente pode fazer isso, como a gente junta esses canais online e físicos ou qualquer outro que possa vir a ter”, explica a senior eRetail de Heineken.

A Mondelez também é um grupo que não trabalha com o modelo D2C (Direct to Consumer), e também precisa de plataformas de e-commerce para vender seus produtos, assim como dos varejistas e marketplaces.

“A omnicanalidade não é mais o futuro, é o presente. Venho trazer uma provocação. O que a gente está fazendo e como a gente pode acelerar essa integração entre o on e o off, por meio de dados, por meio da personalidade dos consumidores, para a gente alcançar e potencializar mais as

vendas, tanto no varejo quanto na indústria?”, diz a diretora de e-commerce da Mondelez Internacional.

Soluções sustentáveis deram a tônica para expositores de embalagens, além de novas fronteiras tecnológicas para acondicionamento e transporte dos produtos – o que foi bem discutido na Arena Fispal Tec com o painel “Desvendando o Futuro Sustentável das Embalagens: Estratégias na Era do Reduzir, Reutilizar, Reciclar!”. Participam do debate, Camila Vila Verde, Gerente de Marketing e Novos Negócios da Ball Corporation; Luciana Sousa, Diretora de P&D Categoria Nutrition LATAM da Unilever; Luciana Pellegrino, Diretora Executiva da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) e Presidente da Organização Mundial de Embalagem (WPO); Edgar Galbiatti, Gerente de Marketing da Minalba; e Gustavo Siemsen, CMO Global da Natural One.

A tecnologia tem sido uma grande aliada na otimização de todas as etapas dos processos nesse setor. Entre as tecnologias, a IA (Inteligência Artificial) tem surpreendido os profissionais da área, diante dos benefícios que ela tem apresentado, impactando diretamente na qualidade da operação. Como a gigante JBS, que trouxe Talita Pugliese, coordenadora de Garantia de Origem, e Rodrigo Stelin, especialista em Rastreabilidade e Certificação, para o painel “Evolução nos processos – IA nos frigoríficos e visão tecnológica”, que contou também com a presença de Renan Salinas, CEO e fundador da Yank Solutions, e seu gerente de vendas, Gustavo Bortotti.

Pugliesi contou que procuraram soluções de IA para otimizar a mão-de-obra. Porém, as expectativas foram superadas, diante das facilidades e benefícios que essa tecnologia apresentou em todas as etapas do processo. “A parte de pessoas virou consequência. Com a IA, conquistamos muito mais do que a otimização de tempo. Reduzimos erros e riscos do processo. Os impactos, hoje, de ter um processo emitido errado são muito maiores e mais impactantes do que simplesmente o tempo de uma pessoa. É um container que não vai internalizar num país de destino, ou atraso no atendimento do processo, quando o cliente está esperando aquela carga e ela não chega”, afirma.

A coordenadora destacou também a redução no desgaste com os órgãos fiscalizadores do Ministério da Agricultura, porque a IA ajudou a eliminar os erros em documentos. “Então, toda essa redução de risco e de impacto é muito maior do que só a questão da mão-de-obra”, finaliza.

A jornada das pequenas e médias indústrias foi parte importante da Fispal Tecnologia: elas estão cada vez mais próximas de ter tecnologias acessíveis, que oferecem flexibilidade na produção, melhoram a qualidade dos produtos, e permitem competir com grandes fabricantes. O projeto “Jornada da Pequena Indústria”, iniciativa da Informa Markets, promotora do evento, é uma ação de sustentabilidade para facilitar a visita de micro e pequenas indústrias na Fispal Tecnologia e na TecnoCarne. Para isso, foram mapeados os expositores que têm soluções para atender este público, por meio de uma pesquisa realizada no pré-evento. As indicações dessas empresas estão no site e no mapa de bolso do visitante. A promotora também buscou valo-

rizar o aumento da ainda modesta atuação das mulheres na indústria de alimentos e bebidas com a Fispal Women Connected, iniciativa exclusiva para mulheres, com painéis de discussões e momentos de networking, que colocou em destaque mulheres líderes do setor, com o objetivo de fomentar diálogos construtivos e conexões valiosas.

O painel, intitulado “Inspiração no prato: Histórias de mulheres que moldam o mercado de alimentos e bebidas”, levou para as participantes a história de Alessandra Alves, diretora Industrial da Cepêra, e Giordania Ribeiro Tavares, CEO da Rayflex.

Com a mediação de Katya Hemelrijk, CEO da Talento Incluir, os emocionantes relatos passaram pela vida pessoal e profissional das executivas, e falas inspiradoras sobre os desafios, as potencialidades e os diferenciais da mulher em cargos de gestão. “A todo momento, a gente tem de provar que o que estamos fazendo é certo, que a gente sabe tanto quanto [os homens]. Então, todo momento, pelo menos comigo, foi assim. Eu aprendi a trabalhar com muita segurança, ter certeza daquilo que estou fazendo.” E, como dica, Alessandra completou: “Vão vir perguntas que talvez você não saiba responder e aí vem a nossa fragilidade. Na dúvida, diz que vai verificar. Não tenta criar alguma coisa.”

Todas as histórias emocionaram as participantes, que relembraram suas maiores conquistas pessoais e profissionais, e levando palavras de incentivo.

A logística pode agilizar os processos de todas as indústrias, mas é especialmente sensível no setor de alimentos e bebidas. E foi um assunto de discussões e foco de alguns expositores, porque pode gerar muitas perdas. Essa indústria ainda perde, de US$ 4.000 a US$ 30 mil por hora, em decorrência de paradas não programadas de máquinas, de acordo com a pesquisa O Valor da Confiabilidade, realizada pela ABB e pelo Sapio Research, em 2023. Diante dessa “quebra”, a busca por soluções se torna essencial para economizar, principalmente com as preventivas.

Parte importante da solução, a Abecom reuniu, durante a Fispal Tecnologia, casos de indústrias de alimentos e bebidas que economizam milhares de dólares com seu modelo de contrato integrado de produtos e serviços, que envolvem eliminação de estoque, redução de quebras de rolamento, reutilização de lubrificantes, controles de vazamento e muito mais.

“ Nosso programa integ rado reúne produtos premium, serviços e engenharia de aplicação, visando à melhoria da confiabilidade, eficiência e aumento da vida útil dos ativos. Isso inclui desde o monitoramento online das máquinas, com base em sensores ligados ao nosso REP Center ”, explica Rogério Rodrigues, CEO da Abecom. “ Além disso, este modelo de contrato inclui a otimização dos estoques de peças, que podem ser despachadas por nós para todo o Brasil, e planos de redução de desperdícios, gerando economia e diminuindo o impacto ambiental ”, completa.

Rastreabilidade na Tecnocarne

Falta de legislação específica, escassez de mão-deobra qualificada, nível de tecnologia e custos de implantação são os principais entraves que os frigoríficos brasileiros enfrentam em relação à rastreabilidade.

É o que defendeu Lara Bonfim, consultora técnica nas áreas de bem-estar animal e controle de qualidade em frigoríficos, durante sua palestra na Arena de Conteúdo TecnoCarne. O público lotou o espaço.

“A rastreabilidade está muito focada na identificação dos animais e, mais recentemente, na procedência, na origem, dos animais”, afirmou a especialista. “Ela figura hoje como um dos pilares da sustentabilidade, e é um dos holo-

A Beckhoff mostrou como o controle baseado em PC e outras tecnologias inovadoras de automação podem ajudá-lo: sistemas de transporte inteligentes, como XPlanar, XTS e XTSNCT, combinados com nosso sistema de visão integrado ao sistema, e soluções de controle e acionamento de alto desempenho, formam o centro de processos eficientes de produção e embalagem. Com o MX-System para automação sem gabinetes de controle, você não só reduz a área ocupada por suas máquinas, como também economiza muito tempo, durante a engenharia e a montagem.

Dentre os destaques apresentados está o MX-System, solução de sistema flexível, otimizada e inteligente, que pode substituir completamente os painéis de controle convencionais, abrindo assim possibilidades totalmente novas na automação da planta. Como uma substituição de gabinete de controle modular, que também pode ser descentralizada na máquina, se necessário: o MX-System economiza engenharia, montagem, instalação, bem como esforço de manutenção, o que permite processos altamente eficientes para os fabricantes e operadores de máquinas e sistemas – desde o planejamento, configuração e instalação do MX-System, até a manutenção de máquinas. Também se pode ver o XTS, que trabalha conceitos de máquinas muito superiores, e o XTS com NCT (No Cable Technology) possibilita novas soluções, com ele é possível processar e verificar a qualidade dos produtos no mover, enquanto o processo está em execução. E a mais recente

fotes mundiais no segmento.”

Para a consultora técnica, um dos problemas do mercado atual é a falta de leis que regulamentam, de forma mais específica e clara, o setor. Ela explicou que o tema se restringe ao Decreto 30.691/52, que institui o Riispoa (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal), e à Lei 12.097/09, que dispõe sobre rastreabilidade, com apenas nove artigos. “Apesar de termos uma lei de rastreabilidade da cadeia de carne, ela não fornece todos os parâmetros necessários para as empresas, que ficam expostas a adotar a rastreabilidade a seus modos”, lamentou Lara.

solução de motion, o XPlanar, também será exibido, um novo conceito em aplicações gerais, principalmente nas indústrias alimentícia e farmacêutica. O conceito consiste em múltiplas bobinas energizadas estacionárias (nas placas), e ímãs permanentes móveis (movers), e o efeito de levitação garante movimento do produto sem desgaste e sem ruído em até seis graus de liberdade – incluindo rotação de 360°. E a Beckhoff apresenta as atualizações significativas que abrangerão também o software TwinCAT, além do TwinCAT HMI e o TwinCAT Vision, o TwinCAT Machine Learning Creator da Beckhoff adiciona a criação automatizada de modelos de IA ao fluxo de trabalho TwinCAT 3. Isso permite que os usuários lidem com todo o processo, desde a coleta de dados até o modelo treinado, por conta própria – sem qualquer conhecimento próprio de IA.

Uma equipe da Abimaq esteve presente para apoiar e participar da Fispal e, com ela, mais de 80 empresas associadas estiveram com stands próprios, e quatro participaram do evento na ilha Abimaq.

O tema da Fispal Tecnologia foi “Conexões que transformam vidas”, e a Altus mostrou que seu propósito é conectar pessoas e tecnologias para tornar a indústria mais eficiente. Ela expôs as bancadas didáticas; a solução AUSUP2000 equipada com um CLP XP340 Altus; o gêmeo digital da SMART 4.0 Concept, para indústria 4.0.

A Emerson expôs produtos ASCO, AVENTICS, Movicon, PACSystems, SolaHD TESCOM e TopWorx, que criam uma base robusta para manter uma alta produtividade em qualquer ambiente. Com essas soluções de software e conectividade de ponta, se podem mover os dados de uma máquina ou de uma planta inteira para uma nuvem dentro ou fora da instalação.

A Fiedler Automação Industrial apresentou seu programa de descarbonização industrial High Tech Low Carbon (HTLC) e soluções integradas dos fabricantes Gestra do Brasil, GRUNDFOS, SPX FLOW, Inc., BAS, Flowserve Corporation e Burkert-Contromatic Brasil Ltda.

A Siemens, que levou a Enseye Predictive Maintenance, sistema que utiliza inteligência artificial e machine learning para gerar automaticamente modelos de comportamento de máquinas para direcionar a atenção e a experiência das equipes de manutenção para onde é mais necessário. Ao permitir decisões de manutenção mais rápidas e fáceis, é possível aumentar a produtividade, promover a sustentabilidade e acelerar a transformação digital em toda a organização.

https://controleinstrumentacao.com.br/coberturaeventos/

Fábricas paraalimentar o futuro

Anecessidade de alimento acompanha o ser humano, e as indústrias de alimentos e bebidas precisam constantemente inovar, para garantir o atendimento à demanda, atual e futura. E, dependendo do segmento, as especificidades variam, quanto ao que uma fábrica de alimentos e/ou bebidas pode fazer. Mas, independentemente do segmento de alimentos e/ou bebidas, a tecnologia e principalmente a automação se destacam como solução para aumentar a capacidade de produção, minimizando o desperdício, e dando flexibilidade para permitir mudanças, seja qual for o produto. Robótica, sistemas de visão e automação, com sensores ligados à inteligência artificial (IA), sendo refinada por algoritmos de aprendizado de máquina, já são realidade em algumas empresas, e vão permitir a automatização de tarefas mais complexas. Todos os processos do setor de alimentos e bebidas ganham muito, com a aplicação das novas tecnologias que, somadas aos conceitos da Indústria 4.0, produzirão oportunidades por toda a cadeia.

A Bem Brasil, líder de vendas de batatas congeladas no país, tem colhido bons resultados nos últimos anos. E, parte deste sucesso vem exatamente da tecnologia e da automação, porque é através delas que se ganha mais agilidade na produção, e se evitam desperdícios. Na Bem Brasil, todos os processos de operação e controle dos equipamentos são automatizados. A Bem Brasil trata TI e TA como estratégicas, pois, permi-

Isabela Navarro

tem a integração de sistemas, otimização de processos e tomada de decisões baseada em dados.

“A automação desempenha papel fundamental na garantia dos processos na indústria de alimentos, frente aos requisitos cada vez mais justos do processo, que visam a atender os padrões de qualidade e segurança de alimentos, também cada vez mais elevados, sejam dos clientes, sejam das certificadoras. São tolerâncias estritas, que seriam impossíveis de atender sem processos automatizados, instrumentação bem instalada e calibrada, malhas de controle bem sintonizadas – que buscam o valor predeterminado no menor tempo possível para um determinado processo, com o mínimo de variabilidade –, além de uma estrutura de aquisição de dados alinhada com as demandas da empresa, para nortear tomadas de decisão, visão estratégica e estatística do processo, a fim de contribuir para uma performance ótima para cada matéria-prima que entra

na linha de produção”, afirma Isabela Navarro, Gerente de Sustentabilidade da Bem Brasil.

Isabela pontua que a automação é fundamental para o sistema de gestão de segurança de alimentos, através dos controles de tempo e temperatura dos processos térmicos e dos detectores de metal e, principalmente, a rastreabilidade dos produtos e processos. Os tratamentos térmicos garantem a eliminação e/ou a redução dos perigos de origem biológica (microrganismos patogênicos) a níveis aceitáveis, nos pontos críticos de controle, tornando o produto seguro para consumo. E os detectores de metal eliminam do processo todas as embalagens que possam conter corpos estranhos de origem metálica. A automação dos controles de temperaturas também garante a manutenção da qualidade percebida dos produtos. E a rastreabilidade do processo é uma realidade através da integração de sistemas da tecnologia da informação e da tecnologia de automação.

Na indústria de alimentos e bebidas, frio e calor são muito importantes. Então, ao longo dos processos de preparo e empacotamentos, há monitoramento de temperaturas dos processos térmicos (retirada da pele da batata, branqueamento, secagem, cozimento, pré-fritura); temperaturas de conservação (resfriamento, congelamento e armazenamento dos produtos); monitoramento de pressão em todos os equipamentos que utilizam vapor e ar comprimido. Isabela conta que o controle de temperatura varia muito, de acordo com cada etapa em que o produto está submetido.

Da recepção ao armazenamento, temos, dentro deste longo processo, temperaturas que passam pelos extremos de -34°C a +180°C. São vários equipamentos, com funções e temperaturas diferentes, para cumprir funções específicas. Mas, de uma forma geral, esses equipamentos e ambientes possuem instrumentação dotada de elemento sensor, controlador e elemento final de controle. Para os processos de aquecimento, em sua maioria, utilizam-se termo resistências do tipo PT100, válvulas de controle

com posicionadores eletropneumáticos, que vão dosar o fluxo de vapor saturado de água em trocadores de calor, promovendo trocas caloríferas indiretas de fluidos, que vão ter contato com o produto, como água, ar e óleo. Para os processos de refrigeração, têm-se os mesmos componentes, porém, usando líquidos refrigerantes no lugar do vapor de água, para atingirmos temperaturas negativas. Na sala de comando, são definidas as temperaturas alvo do processo (set points), que variam de acordo com as características da matéria-prima e o produto final pretendido, ao passo que o CLP garante o controle do processo, através de suas malhas PID (Proporcional-Integral-Derivativo). A automação permite ainda um bom controle do estoque, evitando desperdícios, e garantindo melhor aproveitamento no período de estocagem. E o controle das plantas de refrigeração é automatizado, mantendo as condições ideais para a conservação dos produtos.

de Segurança dos Alimentos, que norteia nossa política de segurança de alimentos. Na medição de temperatura, teremos medições comuns, por termo compensadores e termo resistências, mas também medições sem contato, por micro-ondas, na temperatura final do produto, já embalado, encaixotado e paletizado” conta a executiva.

Também analisadores online de umidade trazem mais entendimento do processo de secagem e tomada de decisão ágil, para adequar o funcionamento dos equipamentos à matéria-prima em processamento. Selecionadores ópticos, através do processamento

Ao longo de toda a linha de produção, existem muitas tecnologias aplicadas para garantir a qualidade e a segurança do produto. E a instrumentação e a automação estão intimamente ligadas, sendo as responsáveis por captar as informações em tempo real do processo, e disponibilizar em formato adequado a quem seja de interesse, para que possa monitorar e ajustar o processo, caso necessário, a fim de garantir a manutenção de valores dentro dos limites estabelecidos.

“A exemplo disso, certamente podemos citar as malhas de controle de temperatura, que constituem pontos de pré-requisito operacional e pontos críticos de controle, dentro do plano Análise de Perigos do Sistema de Gestão

de imagens, vão identificar e descartar automaticamente produtos com defeitos, objetos estranhos e produtos não adequados ao processamento, garantindo um produto padronizado e sem defeitos na mesa do consumidor, de acordo com a especificação de cada produto/cliente, além de trazer informações estratégicas de percentual de defeitos, volume rejeitado, análises químicas, etc. Muito importantes são os detectores de metal, porque vão garantir isenção de contaminação por metais e rejeição instantânea, sem interrupção de produção, assim como as balanças do processo trazem informações de rendimento, atendimento ao peso, rejeição de produtos fora de especificação, e atendimento a legislação do INMETRO.

Os processos da Bem Brasil mostram que, da recepção das matérias-primas até a disponibilização ao consumidor, a tecnologia está em pequenos detalhes ou grandes equipamentos, como, por exemplo, geradores de alta tensão sendo usados no processo para conferir mais durabilidade e maleabilidade ao produto, além de facilitar o processo de corte, garantindo um palito com corte perfeito; sistemas de codificação aliados aos procedimentos internos, garantindo a rastreabilidade do processo do campo à mesa do consumidor; sistemas

Planta de Araxá

de captação de vibração e temperatura de equipamentos, usando IA, analisando, gerando avisos e alertando equipes de manutenção para intervenções preventivas necessárias; sistemas de armazenagem totalmente automatizados, com trans elevadores e carros satélites, garantem armazenamento rápido, preciso e controlado a baixas temperaturas, conservando as características do alimento; e analisadores online de pH, cloro e condutividade, que trazem em tempo real os parâmetros da água do processo.

A arquitetura de automação na Bem Brasil utiliza Ethenet/IP como principal rede industrial, e, em alguns complexos, também redes como Profibus DP, PA e DeviceNet. Os inversores e dispositivos inteligentes para partida direta de motores são incorporados à rede industrial, trazendo diversos parâmetros de funcionamento e autodiagnóstico.

As informações de processo são aquisitadas por um sistema SCADA proprietário, em um arquitetura servidor-cliente, em todos os complexos fabris. Softwares também proprietários fazem a interface entre a captação dos dados da fábrica e o armazenamento de dados nos bancos. Os dados são tratados, e as informações são espelhadas em uma IDMZ (Zona Desmilitarizada Industrial), após passarem por firewalls internos, firewalls de borda completam o caminho, para

então serem publicadas informações relevantes para usuários selecionados do BI.

Através de indicadores de eficiência operacional, é possível monitorar o desempenho das plantas industriais da Bem Brasil. Com a chamada “Gestão à Vista”, estes indicadores são expostos em painéis visíveis, para toda a equipe. Este processo permite uma tomada de decisão mais ágil e eficaz. Na Bem Brasil, ferramentas que garantem a auditoria e o compliance dos processos administrativos foram desenvolvidos. Isso inclui a conformidade com regulamentações, políticas internas e boas práticas. Esta automação, atrelada aos processos, traz benefícios, como a redução de erros, agilidade na análise de dados, e mais facilidade para a identificação de possíveis inconsistências no processo.

“A TI oferece suporte à infraestrutura tecnológica, como redes, servidores e sistemas de gestão, garantindo a disponibilidade e segurança dos dados. A Automação, por sua vez, permite a operação contínua das plantas industriais, reduzindo a dependência da intervenção humana, e aumentando a eficiência”, diz Marcelo dos Santos Ferreira, Gerente de Tecnologia da Informação da Bem Brasil.

Em 2024, a Bem Brasil deve aumentar o uso de algumas tecnologias que, além de otimizarem processos, preveem falhas de equipamentos e permitem a personalização da produção em massa, resultando em melhorias significativas, na qualidade do produto e redução de custos.

“Não podemos finalizar sem reforçar a importância da automação industrial para a Indústria 4.0. A implantação deste conceito permite grandes ganhos em produtividade, velocidade de tomada de decisão e registros e/ou históricos que permitem conhecimento e rastreabilidade de todo o processo produtivo”, finaliza Isabela.

Ameaças

cibernéticas

na indústria de alimentos e bebidas: desafios e estratégias de mitigação

Introdução

A integração de soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) nas linhas de produção tem aprimorado a qualidade, eficiência e conformidade, com os altos padrões de segurança alimentar exigidos pelos consumidores. No entanto, essa transformação digital coloca a cibersegurança como uma preocupação central. Empresas de alimentos e bebidas que automatizam e otimizam operações enfrentam novas vulnerabilidades, que podem ser exploradas por cibercriminosos. Ataques cibernéticos podem interromper a produção e distribuição de alimentos, causando escassez e aumento de preços, além de riscos de contaminação alimentar.

Ameaças Cibernéticas na Indústria de Alimentos e Bebidas

Desde 2020, os setores de alimentos, bebidas e agricultura têm sido alvos crescentes de ameaças cibernéticas. Em 2021, ocorreram 65 incidentes cibernéticos significativos, indicando uma tendência alarmante de ataques direcionados. A adoção da Indústria 4.0 e a fabricação inteligente trouxeram

eficiência e aumento de produtividade, mas também introduziram vulnerabilidades significativas.

Principais Incidentes de Ransomware

O ransomware continua sendo uma ameaça significativa, especialmente na indústria de alimentos e bebidas. Em maio de 2021, o REvil exigiu um resgate de US$ 11 milhões da JBS, destacando a gravidade dos ataques. Em fevereiro de 2023, um ataque à Dole PLC resultou em uma perda de cerca de US$ 10,5 milhões, devido à interrupção temporária de suas plantas de produção na América do Norte. Esses incidentes exemplificam o impacto devastador que ataques cibernéticos podem ter, em empresas e na segurança alimentar global.

Táticas de Ataque Utilizadas

Os ataques de ransomware como o REvil utilizam diversas táticas para comprometer sistemas e extorquir dinheiro das vítimas. Essas táticas incluem a utilização de serviços remotos para criptografar arquivos, execução de scripts maliciosos, e interrupção de serviços críticos para facilitar a criptografia de

dados. Além disso, técnicas como o roubo de informações operacionais e a execução de código malicioso, por meio de anexos de e-mails de phishing, são comuns.

Desafios na Resiliência Cibernética

A complexidade da cadeia de suprimentos de alimentos, que inclui desde fornecedores terceirizados até redes de distribuição intricadas, aumenta a suscetibilidade a ameaças cibernéticas. A crescente digitalização e automação em cada elo da cadeia torna esses sistemas em alvos atrativos para criminosos.

Dependência Tecnológica e Modernização da Cibersegurança

A rápida digitalização exige que as medidas de cibersegurança acompanhem o desenvolvimento tecnológico. Infelizmente, as medidas de segurança muitas vezes ficam atrás, devido ao ritmo acelerado da inovação digital. Empresas devem investir em soluções de segurança avançadas, e diferenciar claramente as responsabilidades de gestão de TI/OT e cibersegurança. Além disso, é necessário adotar uma abordagem proativa na atualização de sistemas de segurança e na implementação de tecnologias de detecção e resposta a ameaças cibernéticas.

Riscos na Cadeia de Suprimentos e Terceiros

Empresas dependem cada vez mais de fornecedores de serviços de TI/OT, que podem introduzir vulnerabilidades. Pequenas e Médias Empresas (PMEs) são particularmente visadas, devido à falta de medidas de segurança internas robustas e avaliações de riscos externos. A segurança da cadeia de suprimentos deve ser reforçada, por meio de revisões rigorosas e contínuas dos fornecedores, e da implementação de padrões de segurança obrigatórios.

Sistemas Legados

Sistemas legados, comuns em muitas indústrias, são vulneráveis a ataques, devido ao software e hardware desatualizados. A integração desses sistemas com tecnologias modernas amplia os pontos de entrada para ataques. Empresas devem gradualmente substituir sistemas legados e implementar segmentação de rede rigorosa, e medidas de Detecção e Resposta de Sistemas Ciberfísicos (CPSDR).

Melhores Práticas para a Cibersegurança Industrial

Para fortalecer a cibersegurança na indústria de alimentos e bebidas, recomenda-se:

1. Validação de Controles de Cibersegurança por Terceiros:

avaliações periódicas dos riscos associados a ativos OT/ ICS, utilizando ferramentas como o Portable Inspector, que realiza avaliações de vulnerabilidades e remoção de malware.

2. Inventário de Ativos: atualização regular do inventário de todos os ativos com endereços IP, com suporte de ferramentas como EdgeFire e Stellar, para visibilidade e inventário de sistemas ICS.

3. Mitigação de Vulnerabilidades Conhecidas: aplicação de patches ou segmentação de rede e monitoramento com soluções como EdgeIPS, que oferece proteção contra ameaças desconhecidas e patching virtual.

4. Segmentação de Rede: controle rigoroso do acesso à rede OT, utilizando firewalls e segmentação com EdgeFire e EdgeIPS Pro, para gerenciamento de micro segmentação.

5. Detecção de Tentativas de Login Malsucedidas: monitoramento e alerta de tentativas de login falhas, com EdgeIPS e Stellar, fornecendo detecção e análise de anomalias comportamentais.

6. Desativação de Recursos Desnecessários: política de desativação de recursos não essenciais, com Stellar prevenindo a execução não autorizada de aplicativos.

7. Documentação das Configurações de Dispositivos: manutenção de registros atualizados de configurações críticas de TI e OT, com proteção de escrita e monitoramento oferecidos por Stellar.

8. Planejamento e Preparação para Incidentes: desenvolvimento e atualização regular de planos de resposta a incidentes cibernéticos, com SageOne fornecendo uma visão multidimensional da postura de cibersegurança da organização.

Conclusão

À medida que a indústria de alimentos e bebidas se torna cada vez mais dependente de sistemas digitais, a responsabilidade de se proteger contra ameaças cibernéticas se intensifica. Empresas devem adotar medidas robustas de cibersegurança, para garantir a continuidade operacional e a segurança dos consumidores.

A TXOne Networks é líder mundial de soluções para cibersegurança Zero-Trust. Suas soluções avançadas OT-Native promovem um ambiente seguro e resiliente contra ameaças cibernéticas, sem interromper as operações das plantas industriais.

A Westcon Redes e Conectividade Industrial é distribuidor oficial para todo o Brasil e Certified Partner da TXone Networks.

O white paper completo em inglês pode ser baixado aqui: https://wii.com.br/ameacas-ciberneticas-na-industria-de-alimentos-e-bebidas-desafios-e-estrategias-de-mitigacao/

O impacto da tecnologia na indústria de alimentos e bebidas

Nos últimos anos, a indústria de alimentos e bebidas passou por mudanças constantes, adaptando-se às novas tendências de consumo, que priorizam o sabor e o valor nutricional dos produtos. Essa realidade tem feito com que os processos de produção sejam executados com eficiência, em função de fatores como a importância de rótulos claros, opções à base de plantas, rastreabilidade como parte do plano de segurança alimentar, e maior sustentabilidade na entrega dos alimentos.

Para isso, a tecnologia se tem tornado cada vez mais uma grande aliada do setor, operando uma transformação digital naquelas indústrias que ainda não possuem seus processos automatizados, bem como uma evolução digital naquelas que buscam otimizar exponencialmente suas operações. Por meio das mais diversas implementações tecnológicas, como a produção inteligente, é possível simplificar os processos na indústria de alimentos e bebidas, melhorar as linhas de produção para cada turno e cada lote, e otimizar cada detalhe, desde o conceito do produto, passando pelos ingredientes e pela formulação, até a disposição dele nas prateleiras.

Um cenário tecnológico promissor

aplicação de uma produção inteligente e da transformação digital para vencer os desafios e atingir o sucesso desejado.

O papel da produção inteligente na indústria de alimentos e bebidas

A produção inteligente, portanto, se tem destacado cada vez mais no setor de alimentos e bebidas, com o propósito de revolucionar a forma como os fabricantes operam, oferecendo acesso a informações importantes em tempo real, por meio de um conjunto integrado de softwares e hardwares com conectividade a todo o sistema produtivo, o qual pode englobar as tarefas de controle, visualização e otimização.

Desta maneira, todo o ecossistema industrial é conectado, desde os projetistas, passando pelos fabricantes de máquinas e integradores de sistemas, até os usuários finais, a fim de criar os produtos que os clientes desejam, preservar o lucro, otimizar a cadeia de fornecimento, para maior resiliência e chegar mais rapidamente ao mercado, sem comprometer a qualidade ou a segurança da equipe.

Neste sentido, a transformação digital e a produção inteligente provam ser capazes de mudar completamente as operações de produção em uma indústria de alimentos e bebidas. De acordo com uma pesquisa realizada pela Food Engineering, por exemplo, 66% das empresas utilizam a rastreabilidade por lotes, como parte do plano de segurança alimentar.

Além disso, segundo o relatório “The Internet of Things: Mapping Value Beyond the Hype”, divulgado pela McKinsey, o uso de tecnologias avançadas, como Machine Learning, gêmeos digitais e tecnologia robótica, pode movimentar até US$ 72 bilhões neste setor, até 2025.

Estes dados reforçam que a junção das novas tendências de consumo e a disseminação da tecnologia tem mudado a cara da indústria global de alimentos e bebidas. Atualmente, o setor possui metas ambiciosas, e conta com o auxílio da

Ao implementar a tecnologia da produção inteligente, as indústrias podem medir, monitorar e otimizar em tempo real seus principais indicadores de desempenho, como produção, tempo de parada não programada, segurança e qualidade. E, ao invés de dados em silos, que limitam a propriedade intelectual, as empresas passam a ter acesso a dados integrados em todos os processos, que podem ser utilizados para otimizar a mistura de ingredientes, o projeto, a produção, a manutenção e, até mesmo, o suporte ao cliente.

Assim, o principal objetivo dos avanços tecnológicos constantes na indústria de alimentos e bebidas é garantir que as empresas tenham informações necessárias para tomarem decisões estratégicas, além de contar com operações automatizadas que assegurem segurança e confiabilidade aos produtos que chegarão aos consumidores finais. Desta maneira, é possível criar um setor com menos paradas, mais produtividade e segurança.

Paulo Rocha Especialista do setor de CPG na Rockwell Automation
Paulo Rocha é Especialista do setor de CPG na Rockwell Automation, empresa multinacional com mais de 100 anos de experiência em tecnologia e inovação

A importância do monitoramento ao longo de todo o processo

A indústria de alimentos e bebidas envolve um grande conjunto de processos diferentes. Café, iogurte, chocolate, cerveja, têm uma série de detalhes específicos que os diferenciam. Mas, em todos eles, há aspectos básicos que devem ser seguidos.

Quando se fala de RECEBIMENTO DE INSUMOS, há sempre dois aspectos fundamentais:

– SEGURANÇA ALIMENTAR: Garantir que os insumos sejam recebidos a temperaturas adequadas, para evitar microorganismos que podem contaminar e comprometer o produto.

– QUALIDADE: A temperatura correta permite a preservação das características dos insumos.

No PROCESSAMENTO, ganham relevância: Qualidade e Segurança.

Qualidade, porque o controle de temperatura é necessário para que as várias reações biológicas e químicas sigam o caminho esperado, no sentido de garantir que o produto final será o melhor possível. Segurança, porque a temperatura adequada é fundamental para evitar a proliferação de bactérias.

tados à Internet, levando os dados para sistemas centralizados de monitoração.

É indispensável que os sensores captem as temperaturas. Mas é importante que esses dados possam ser corretos e confiáveis, e têm de ser levados a controladores que propiciem uma leitura e controle em tempo real, e informem essas condições aos diferentes sistemas de monitoramento mencionados na questão anterior.

Normas na hora do monitoramento

Há muitas normas que regem esse monitoramento. A ISSO 22000 que trata de segurança alimentar, a legislação

No TRANSPORTE, voltam as questões da qualidade e da segurança.

Além disso, há a necessidade do cumprimento de normas de segurança alimentar, em que as condições devem ser monitoradas e, muitas vezes, registradas, para efeito de validação.

O rastreamento das temperaturas

Há muitos elementos de medição nesses processos – termopares, sensores digitais e analógicos, em diferentes pontos do processo. O registro das temperaturas é feito por data loggers e historiadores, para registro e, se necessário, análise futura.

Esses instrumentos medem e informam os valores de temperatura para controladores e sistemas de visualização e supervisão. IIoT é outra possibilidade, com sensores conec-

do FSMA (Food Safety Modernization Act) - USA, entre outros. Importante citar o NIST (National Institute of Standards and Technology), tanto na calibração dos instrumentos, como na condução dos dados pela infraestrutura da empresa. Quanto aos protocolos de comunicação, destaque para Ethernet/IP e também o MQTT.

Tudo integrado ao sistema de Business Intelligence (BI)

As informações de temperatura, assim como as outras informações de processo pertinentes a cada produto, fluem dos sensores para controladores que comandam a produção. Estes têm conectividade com computadores onde são executados softwares de supervisão/visualização. Esses dados podem ser armazenados em data-logs ou sistemas historiadores. Redes de comunicação levam esses dados a outros servidores ou à nuvem, e permitem ao ERP receber o feedback do que foi produzido e como foi produzido, numa integração que permite antecipar que o produto está de acordo com todos os requisitos de qualidade.

Back to the basics – I Temperatura e Pressão

Em uma forma bem simplista, “Instrumentação” é definida por alguns como a ciência que estuda, desenvolve e aplica “instrumentos” para medição e controle de processos industriais, comerciais, residenciais, etc.

Ou seja, se deseja medir e/ou controlar alguma variável mesurável, o estudo técnico que coordena, desde as medições, controles e inclusive as atuações no processo, fazem parte deste universo abrangente, e por que não dizer, cativante e viciante, que é a Instrumentação.

Seria esta ciência abrangente ao ponto de dizermos que ela é igual para todas as indústrias? Sim e não. Se considerarmos que um controle de processo é basicamente medição, análise e correção, poderíamos dizer que seria igual para todas as indústrias.

Mas aí é que vem a magia desta Ciência!

Cada indústria e mesmo cada processo dentro de uma mesma indústria tem suas particularidades. Existem instrumentos específicos nas diferentes indústrias, caracterizados pela sua capacidade e adequação para trabalhar com diferentes temperaturas, a necessidade de padrões sanitários ou não, robustez requisitada pelo ambiente, periculosidade da área, efeito de corrosão, a presença de atmosferas explosivas, etc.

aquecimento, para manter a variável do processo de acordo com o desejável (Set Point).

O mesmo princípio se aplica para as medições de pressão, onde também instrumentos medem esta variável, e traduzem o valor medido em sinais eletrônicos para os controladores.

Se tomarmos como exemplo a indústria de Alimentos e Bebidas, a Instrumentação é fundamental para monitorar e garantir a Qualidade e inclusive a segurança dos produtos.

Temperatura e Pressão são duas variáveis fundamentais na produção da indústria alimentícia. O controle destas variáveis está diretamente relacionado à repetibilidade e estabilidade nos processos.

Assim, obtendo a Qualidade buscada e controles de processos seguros, iremos garantir melhores resultados, não apenas para o consumo, mas para armazenamento e de validade dos produtos. Como exemplos práticos na indústria, podemos citar os controles de temperatura e pressão.

As temperaturas são medidas normalmente por termo sensores, que transformam a variável “temperatura” em variáveis eletrônicas (resistência, milivoltagem, etc).

Estas variáveis eletrônicas são transmitidas para os sistemas de controles, onde são interpretadas como as variáveis do processo.

Tendo o conhecimento da variável do processo e comparando com o valor desejado (Set Point), será possível atuar em válvulas, velocidades de motores, ou inclusive resistências de

Onde as variáveis de processo se inserem nos programas de digitalização das empresas?

Bom, quando se fala em digitalização, se está referindo a ações que utilizam métodos digitais para tornar as operações mais eficientes, buscando aumentar a produtividade e controle dos resultados.

Atualmente, os instrumentos normalmente utilizados para controles de processos utilizam tecnologias inteligentes, desde suas medições, controle, e até nos elementos dedicados ao controle final. Isto facilita a digitalização das informações e as deixa disponíveis para controle, não apenas do processo, mas principalmente gerenciais.

Mesmo que aumente a digitalização de uma empresa, não eliminaremos a necessidade do Instrumentista.

Adquirir novos dispositivos ou automatizar processos já faz parte da cultura empresarial moderna. Mas, para a garantia em obter o melhor proveito dos elementos das malhas de processo e principalmente garantir o funcionamento estável e seguro dos instrumentos, é fundamental a existência dos profissionais técnicos dedicados a Instrumentação – estes profissionais serão sempre fundamentais.

Eficiência das medições de Temperatura e Pressão com conhecimento

Os trabalhos e desafios na indústria continuam a requerer ações e conceitos cada vez mais contundentes no dia-a-dia. Nas áreas de manutenção, cuidados com a segurança e a manutenção da qualidade, fica cada vez mais evidente a necessidade de fazer certo, fazer melhor, e ser mais assertivo.

A rotina nos remete a pensar e analisar os diversos tópicos requeridos pelos órgãos regulatórios, onde, em especial, está a atenção para a gestão metrológica e para as ações de execução das atividades de calibração de temperatura e pressão, pelos técnicos e pelo entendimento dos usuários dos serviços metrológicos no dia-a-dia.

Um tema cada vez mais recorrente é TREINAMENTO, podendo ser aprender fazendo, aprender com experiência de uso, aprender na prática, porém sustentados por conceitos metrológicos e pelas normas.

A Presys Instrumentos, em conjunto com diversos clientes, tirou uma ideia do papel, e está transformando a rotina em algumas organizações. Para tal, montamos uma VAN Showroom Móvel com a grande maioria dos produtos de nossas soluções metrológicas, visando a exemplificar, demonstrar, tirar dúvidas e conceituar como as calibrações são realizadas.

Segurança. Tudo integrado aos Tablets e Laptops Presys com o Software Isoplan 5S. Durante um período determinado, estamos demonstrando e explicando como tudo funciona e como impactam, dia a dia, o profissional do segmento. Quais os ganhos e quais os desafios para uma implementação assertiva.

Entendemos que quem executa calibração, quem gerencia calibração, tem de saber os “porquês” e os “como” fazer de forma inovadora. E também quem analise certificados de calibração e são usuários de serviços metrológicos, passam pela VAN em um determinado tempo. Este é o público alvo. São os técnicos, engenheiros, supervisores, área de qualidade, manutenção, instrumentação, produção, segurança.

É importante demonstrar e explicar que de equipamentos, como o banho térmico tipo bloco seco, será possível extrair gráficos do sensor que está sendo calibrado, onde o equipamento tem total conexão Wi-Fi, TCP/IP em rede com o sistema de gerenciamento. Então a ideia é que no futuro elimine-se totalmente o papel do processo de calibração, para ganhar produtividade. Sabemos que a homogeneidade axial, radial e bons níveis de Incerteza será obtida e aliada a agilidade, fazendo cada vez menos trabalhos manuais e mais trabalhos semi ou totalmente automáticos.

Com calibradores de pressão automático, banhos térmicos avançados, multicalibradores portáteis e montados na Estação de Calibração. Além de bancada de Ensaio em PSVs – Válvulas de

Procuramos apresentar orientações aos clientes e parceiros quanto à utilização dos padrões de calibração Presys, evidenciando aspectos, como manuseio, conservação e segurança dos

Newton Bastos Presys

equipamentos e de seus usuários. Orientamos para não transportar, em hipótese alguma, o banho térmico com os blocos de prova inseridos no poço. Não enviar ou coletar banhos térmicos por meio de motoboy, pois são equipamentos extremamente sensíveis a choques e trepidações.

Estar atento ao material do bloco de prova e ao range de temperatura em que opera o banho térmico, pois materiais me-

nos resistentes às altas temperaturas podem fundir-se ao poço do instrumento, inutilizando-o.

Na parte de pressão, para certificar-se de conectar mangueiras com especificações corretas à cápsula de pressão de seu calibrador, a não observância dessa orientação pode danificar as cápsulas, por excesso de pressão aplicada. Não se deve utilizar, em hipótese alguma, para qualquer líquido em calibrações que envolvem o uso de cápsulas de baixa pressão, ranges de 250mmca, 1psi e 5psi. Orientamos a utilização de um Separador de Impurezas, sempre que houver a utilização da saída de pressão do calibrador, com a finalidade de evitar que resíduos líquidos danifiquem os solenoides do equipamento. Executar um teste de vazamento, antes de executar uma tarefa automática, tendo em vista que, em muitos casos, conexões inapropriadas não permitem que a pressão seja devidamente estabilizada.

Os profissionais do segmento de Metrologia & Calibração estão buscando sempre aperfeiçoar conhecimentos nos assuntos referentes à Calibração nas Grandezas de Pressão & Temperatura. Além do entendimento dos processos de Validação de Sistemas Computadorizados e Validação

de métodos e cálculos.

Executar de forma correta e assertiva as calibrações nas grandezas de pressão e temperatura, realizar de forma correta análise crítica de certificados de calibração, e muitos outros assuntos referentes ao tema, e que são importantes ao dia-a-dia dos técnicos.

Estes encontros técnicos com a Van nas indústrias são reali-

zados para ajudar no entendimento de adoção de critérios para análises de ciclos de vida de instrumentos de medição. O objetivo é propagar conhecimentos e “estar junto” com o usuário, que irá incorporar ferramentas de pesquisa e melhor divisão de tarefas, e também incentivar a formação e discussões do TAC (Time de Análise Crítica), normalmente formado por pessoas da engenharia, qualidade, manutenção e produção.

Todos os players envolvidos sabem que não existe uma fórmula mágica, que o “Conhecimento do Processo no qual o Instrumento é utilizado” é o que é mais relevante e, por fim, que cada organização deve definir seus próprios procedimentos e métodos. Sugerimos sempre aos profissionais dos diversos segmentos que ajam de acordo com o conhecimento adquirido! Agir de acordo com este conhecimento é fundamental para o desempenho e para aumentar a empregabilidade. O caminho para uma carreira bem-sucedida começa por uma autoanálise sincera. O saber vem do estudo e da prática, e ambos contribuem para elevar a régua do conhecimento.

Estamos juntos nesta jornada!! Calibração requer PACIÊNCIA, CONFIANÇA & CONHECIMENTO!

XTS em máquinas flow pack: Sistema de transporte inteligente como componente de alimentação econômico, compacto e altamente flexível em embalagens de biscoitos

Frank Würthner

Global Business Management Packaging, Beckhoff Automation

A Cavanna Packaging Group da Itália é especialista, líder no segmento flow-pack para produtos alimentícios e não alimentícios. Começando pelo segmento de embalagens de biscoitos, a Cavanna tomou recentemente a decisão estratégica de equipar suas máquinas flow-pack com o sistema de transporte inteligente XTS, e a tecnologia de comunicação EtherCAT, da Beckhoff.

A Cavanna foi fundada em 1960, na região italiana de Piemonte, como uma das primeiras fabricantes de máquinas flow-pack eletromecânicas. Com o tempo, a empresa familiar concentrou-se em máquinas totalmente eletrônicas e linhas de embalagem completas: flow-packs primárias, para produtos individuais e grupos de produtos; flow-packs secundárias, ou embalagens em caixa, e embalagens terciárias, em caixas expositoras. Hoje, cerca de 6.000 máquinas Cavanna estão instaladas em mais de 900 clientes em todo o mundo.

A primeira aplicação com XTS da Cavanna é um sistema de transferência de 90 graus para embalar biscoitos

consumidor também deve conseguir abrir a embalagem com facilidade.

As principais áreas de aplicação são todo o setor alimentício e o setor não alimentício, especialmente as indústrias cosmética e farmacêutica. O amplo espectro de aplicações em alimentos abrange, desde embalagens uniformes e mistas de biscoitos, chocolate, produtos para café da manhã e lanches doces e salgados, até produtos substitutos de pão, bem como queijos, pastilhas de café e produtos congelados. Seja qual for o produto, a Cavanna se concentra em proteger o produto e manter sua qualidade, através de embalagens adequadas. O

Todos esses requisitos devem ser considerados, no projeto das máquinas flow-pack, em combinação com a alta qualidade da embalagem, a disponibilidade da máquina e o menor custo total de propriedade possível.

Parceria tecnológica para design de máquina otimizado Para atender todos esses requisitos, de forma otimizada e inovadora, a Cavanna procurou um parceiro tecnológico ativo globalmente. O principal objetivo, segundo Cavanna, era melhorar a flexibilidade das máquinas para trocas de produtos e, ao mesmo tempo, reduzir a área ocupada, os requisitos de

* Este artigo destina-se apenas a uma única publicação para a qual você solicitou o artigo, e não se destina à publicação em qualquer outro meio. Publicações posteriores em outro meio deverão ser acordadas com o autor do artigo.

(Beckhoff_Cavanna_Italy_2021_02_Note_copyright) © Cavanna

tempo e os custos. A empresa também teve de atender aos crescentes requisitos relativos ao manuseio cuidadoso e eficiente dos produtos, para os quais o controle baseado em PC da Beckhoff forneceu a solução ideal de controle e acionamento. A Cavanna também apreciou o facto de a Beckhoff se caracterizar pela mesma filosofia da empresa italiana, com a sua paixão pela qualidade, excelência tecnológica e fiabilidade.

A inovação tecnológica e o desenvolvimento contínuo do controle baseado em PC foram especialmente importantes para a Cavanna, porque lhe permitem avançar de acordo com as mudanças nas necessidades dos clientes. O exemplo proeminente disso é o sistema de transporte inteligente XTS, que – em combinação com a poderosa comunicação EtherCAT – proporciona excepcional flexibilidade de transporte de produtos, em um espaço muito pequeno.

XTS oferece suporte a novos recursos de manuseio de produtos

Do ponto de vista da Cavanna, o XTS abriga um enorme potencial de inovação, devido às suas altas funcionalidades de software, com recursos de configuração principalmente automáticos, e suas variações e geometrias modulares e específicas de aplicação, que facilitam a implementação de uma ampla gama de aplicações para transporte de produtos individuais, em combinação com um fluxo contínuo de material. Com sua alta eficiência energética e pegada significativamente reduzida, o XTS oferece a melhor solução possível em termos de custo, compacidade e inovação, para as máquinas de embalagem da Cavanna. Um sistema tão compacto e confiável, com movers controlados individualmente, abre as portas para um novo mundo de aplicações de embalagens, que permitem aos fabricantes adaptar suas máquinas de forma ainda mais eficaz às necessidades de seus clientes.

De acordo com Cavanna, a alta velocidade e sincronização precisa são os objetivos de todos os avanços baseados no XTS. A empresa planeja estender o sistema a áreas de aplicação adicionais, com a ajuda dos especialistas da Beckhoff, que já foram fundamentais nas melhorias contínuas da Cavanna nas suas máquinas atuais.

Alimentação de biscoitos em embalagens

Como sua primeira aplicação XTS, a Cavanna desenvol-

veu um novo sistema de empacotamento, que pode embalar 4.200 biscoitos, depois de compilados em grupos. Mais uma vez, a alta flexibilidade do sistema foi um grande benefício, porque os biscoitos podem ter formato redondo, retangular ou quadrado. Além disso, a máquina pode embalar os biscoitos em diversos formatos de flow-pack, em velocidades de até 130 pacotes por minuto, com até 32 biscoitos por pacote.

O XTS funciona como uma unidade alimentadora neste sistema. Dois motores XTS recebem os biscoitos de uma esteira de corrente, depois de terem sido girados 90 graus. Os movers então transportam os grupos de biscoito para o saco tubular no final da flow-pack. Segundo Cavanna, a principal vantagem do sistema XTS é que todas as configurações necessárias para mudar para um novo formato de produto ficam armazenadas no software de controle, e podem ser executadas automaticamente. Desta forma, o XTS pode adaptar-se ao produto “on the fly”, o que representa uma grande melhoria em relação às soluções convencionais baseadas em servomotores, que requerem extensas conversões mecânicas.

Outro exemplo de como a Cavanna usa o XTS é um sistema para transferir pilhas de produtos de uma esteira para outra, com distâncias variadas entre os separadores em cada corrente. A Cavanna também utiliza o XTS como sistema de distribuição para dividir um fluxo de produto recebido em dois fluxos, a baixo custo, e com flexibilidade excepcional.

Links:

 www.cavanna.com  www.beckhoff.com/xts

A primeira aplicação com XTS da Cavanna é um sistema de transferência de 90 graus para embalar biscoitos

Temperatura – história e evolução

INTRODUÇÃO

A temperatura é uma das variáveis mais usadas na indústria de controle de processos, nos seus mais diversos segmentos, e ainda vale lembrar que a temperatura é uma grandeza básica para a medição e controle de vazão, densidade, etc. Praticamente 94% dos processos possui medições de temperatura. Comentaremos neste artigo a medição de temperatura e sua história, as principais características das tecnologias utilizadas, assim como alguns detalhes em termos do mercado e tendências com os transmissores de temperatura.

É notável o avanço da Física e eletrônica nos últimos anos. Sem dúvida, de todas as áreas técnicas, foram as mais marcantes em desenvolvimentos. Hoje, somos incapazes de viver sem as facilidades e benefícios que estas áreas nos proporcionam em nossas rotinas diárias. Nos processos e controles industriais, não é diferente, somos testemunhas dos avanços tecnológicos, com o advento dos microprocessadores e componentes eletrônicos, da tecnologia Fieldbus, o uso da Internet, etc. E ainda, com a busca de desenvolvimentos na área de energia renovável, novos combustíveis, a nanotecnologia, existem inúmeras aplicações com a medição e o controle de temperatura.

A medição e o controle de temperatura na indústria de bebidas e alimentos são cruciais por várias razões:

1. Segurança alimentar: a temperatura desempenha um papel fundamental na prevenção do crescimento de microrganismos prejudiciais, como bactérias e fungos, que podem causar deterioração dos alimentos e, em casos extremos, intoxicação alimentar. Manter os alimentos e bebidas em temperaturas seguras ajuda a garantir que estejam livres de contaminação e próprios para o consumo.

2. Qualidade do produto: a temperatura pode afetar significativamente a qualidade dos alimentos e bebidas. Por exemplo, certos alimentos podem perder textura, sabor ou nutrientes, se forem armazenados ou processados em temperaturas inadequadas.

3. Conformidade regulatória: em muitas jurisdições, existem regulamentações rígidas relacionadas à temperatura na produção, armazenamento e transporte de alimentos e bebidas. As empresas do setor de alimentos e bebidas devem cumprir essas regulamentações para garantir a segurança e a qualidade dos produtos, além de evitar penalidades legais e danos à reputação da marca.

4. Eficiência operacional: o controle preciso da temperatura também é importante para a eficiência operacional das instalações de produção. Manter as temperaturas adequadas pode ajudar a otimizar os processos de fabri-

Marco Antonio Graton Engº Eletrônico e Gerente de Projetos da Vivace Process Instruments. cação, reduzir o desperdício de energia, e minimizar os custos de produção.

A medição e controle de temperatura são aspectos essenciais para garantir a segurança, qualidade e conformidade regulatória na indústria de bebidas e alimentos.

Ao longo deste artigo, serão explorados vários tipos de transmissores de temperatura, abrindo muitas possibilidades de aplicações na indústria de bebidas e alimentos.

Em medições:

• Não aja com negligência (omissão irresponsável), imprudência (ação irresponsável) ou imperícia (questões técnicas).

• Lembre-se: cada planta e sistema tem os seus detalhes de segurança. Informe-se deles, antes de iniciar seu trabalho.

• Sempre que possível, consulte as regulamentações físicas, assim como as práticas de segurança de cada área.

• É necessário agir com segurança nas medições, evitando contatos com terminais e fiação, pois a alta tensão pode estar presente e causar choque elétrico.

UM POUCO DE HISTÓRIA

A medição de temperatura é ponto de interesse da ciência há muitos anos. O corpo humano é um péssimo termômetro, pois só consegue diferenciar o que está frio ou quente em relação à sua própria temperatura. Portanto, com o passar dos tempos, o homem começou a criar aparelhos que o auxiliassem nesta tarefa. Vejamos a seguir mais detalhes:

Galenus

Uma das primeiras tentativas de construção de uma escala de temperatura ocorreu por volta de 170 d.C. Claudius Galenus de Pérgamo (130-201), médico grego, teria sugerido que as sensações de “quente” e “frio” fossem medidas com base em uma escala com quatro divisões numeradas acima e abaixo de um ponto neutro. Para tal escala termométrica, atribuiu a temperatura de “quatro graus de calor” à água fervendo, a temperatura de “quatro graus de frio” ao gelo, e a temperatura “neutra” a uma mistura de quantidades iguais daquelas duas substâncias. Galenus não foi um excelente médico, mas sim um excelente fisiologista. Ele escreveu vários tratados médicos, frutos de seu trabalho no tratamento dos gladiadores romanos e das suas dissecações de animais vivos. Ele foi o primeiro médico a dar diagnósticos pela medição do pulso da pessoa.

Galileu Galilei

O primeiro termômetro foi idealizado por Galileu Galilei (1564-1642). Ele consistia em um longo tubo de vidro, com um bulbo preenchido com vinho. Este primeiro tipo de aparelho utilizado para a medição de temperatura foi chamado de termoscópio (instrumento que indica a temperatura através da mudança do volume). Alguns tinham o ar do bulbo retirado antes de se colocar o líquido (podia ser água colorida no lugar do vinho), fazendo com que o líquido subisse dentro do tubo. Conforme o ar restante no tubo era aquecido ou esfriado, o líquido do tubo variava, refletindo a mudança na temperatura do ar. Mais tarde, seu colega Sanctorius acrescentou uma escala gravada no tubo para facilitar a medição da alteração da temperatura.

Fernando II

Como o vinho era altamente influenciado pela pressão atmosférica, em 1641, Fernando II, Grão-Duque da Toscana (1610-1670) desenvolveu o primeiro termômetro selado. Ele utilizou o álcool em seu interior, e fez 50 marcas (graus) na sua haste. Este termômetro não utilizava nenhum ponto fixo para a calibração da escala. O termômetro com utilização de substância orgânica (álcool etc.) em seu interior passou a ser conhecido como termômetro “spirit”.

Robert Hook

Robert Hook (1635-1703), curador da Sociedade Real em 1664, usou tintura vermelha no álcool. Sua escala, na qual cada grau representava um incremento do volume equivalente a 1/500 parte do volume do líquido do termômetro precisava somente de um ponto fixo. Ele selecionou o ponto de congelamento da água. O termômetro original de Hook tornou-se padrão do Colégio Gresham, e foi usado pela Sociedade Real até 1709. A primeira leitura meteorológica compreensível foi feita nesta escala.

Ole Christensen Rømer

Em 1701, Ole Christensen Rømer (1644-1710) criou o primeiro termômetro, com dois pontos de referência. O termômetro usava vinho vermelho como indicador da temperatura. Rømer criou a escala de seu termômetro com 60 representando o ponto de ebulição da água. Rømer não sabia que o ponto de ebulição da água dependia da pressão atmosférica, fato descoberto depois por Fahrenheit. Quanto ao ponto inferior, isto é questão de debate, já que partes de suas anotações foram destruídas pelo fogo. Alguns dizem que 0 representava uma mistura de água, gelo e cloreto de amônia, outros que ele usou o ponto de desgelo da água, que marcou com 7.2 Rø. Mais tarde Rømer adotou por razões práticas outros pontos de referência como a água congelada e a temperatura do sangue (temperatura do corpo humano) que ele marcou como 22.5 Rø. Apesar da criação do termômetro, Rømer é mais conhecido pelo seu trabalho com a medição da velocidade da luz.

Fahrenheit

Daniel Gabriel Fahrenheit (1686-1736) devotou a maior parte de sua vida a criação de instrumentos meteorológicos. Em 1708, Fahrenheit visitou Rømer em Copenhague, e viu seu termômetro com dois pontos de calibração. Impressionado com o termômetro, ele passou a utilizá-lo quando voltou à Alemanha. Mais tarde, não gos-

tando do inconveniente (e das frações) de dividir os graus, Rømer, de modo a permitir a medição de pequenos intervalos de temperatura, ele multiplicou a escala de Rømer por 4. Isto fez com que o ponto de derretimento da água fosse 30 graus e a temperatura do corpo humano, 90 graus. Depois, ele mudou estes valores para 32 e 96 graus respectivamente para simplificar a marcação da escala (em 64 divisões).

Fahrenheit ainda adicionou mais um ponto com referência, a temperatura de equilíbrio de uma mistura de gelo e sal, que foi definida como zero em sua escala. Infelizmente, o uso de três referenciais causou mais incerteza do que precisão. Após a morte de Fahrenheit, a temperatura do corpo humano foi considerada inconstante para a definição de um ponto na escala de temperatura, então, sua escala foi modificada para dar a ela novamente 2 pontos de referência. Tudo isto resultou no desajeitado padrão numérico, com o ponto de congelamento da água definido como 32oF e o ponto de ebulição (na pressão atmosférica padrão) definido como 212oF. Fahrenheit também percebeu que o álcool não tinha precisão e repetibilidade para a medição da temperatura. Em 1714, ele adotou o mercúrio, o qual se mostrou uma excelente alternativa, devido ao seu coeficiente de expansão térmica ser altamente linear, e não se dissolver no ar. Por outro lado, ele é menos sensível à mudança de temperatura.

Réamur

Em 1731, Réne Antoine Ferchault de Réamur (16831757) propôs uma escala diferente, calibrada em apenas um ponto, com as divisões da escala baseada na expansão do fluido no termômetro. Réamur fez muitos experimentos para selecionar o fluido termometricamente adequado, e estabeleceu o conhaque diluído em uma certa quantidade de água. A diluição escolhida foi uma que dava a diluição de 80 em 1.000, conforme aquecido da temperatura do congelamento até a temperatura de ebulição da água (80 porque era um número fácil de se dividir em partes). Por causa desta seleção, as pessoas passaram a acreditar que, na escala de Réamur, a água fervia em 80 graus. Devido a isto, a escala de Réamur passou a ser graduada utilizando dois pontos fixos, o ponto de congelamento (0) e o ponto de ebulição da água (80). Esta escala foi oficialmente adotada na Europa, exceto na Grã Bretanha e na Escandinávia, mas, com a adoção da escala centígrados pelo governo revolucionário da França, em 1794, ela gradualmente perdeu popularidade, e finalmente caiu em desuso no século 20.

Delisle

Um termômetro com escala similar à de Réamur foi inventado em 1732 por Joseph Nicolas Delisle (1688-1768), astrônomo francês, que foi convidado para ir a Rússia por Pedro, o grande. Naquele ano, ele construiu um termômetro que usava mercúrio com fluido de trabalho. Delisle escolheu sua escala usando a temperatura de ebulição da água como o ponto fixo, e mediu a contração do mercúrio (com baixas temperaturas) em cem milésimos. Os termômetros antigamente tinham 2.400 graduações apropriadas ao inverno em São Petersburgo, onde Delisle viveu. Em 1738, Josias Weitbrecht (1702 - 1747) recalibrou o termô-

metro de Delisle com 0 grau como o ponto de ebulição da água, e 150 graus como o ponto de congelamento da água. Este termômetro permaneceu em uso na Rússia por mais de um século.

Celsius

Muitas tentativas de transformar a escala de Delisle para um intervalo de 100 graus foram feitas, antes que o suíço Anders Celsius (1701-1744), em 1742, propusesse graduar o termômetro com 100 graus como o ponto de ebulição da água, e 0 graus como o ponto de derretimento da neve.

Aparentemente desejando evitar o uso de números negativos para as temperaturas, Celsius determinou o número 100 para o ponto de congelamento da água e 0 para o ponto de ebulição, dividindo a distância em intervalos de 100 graus.

Linnaeus

Em 1744, o amigo de Celsius, Carl Linnaeus (17071778) inverteu a escala centígrado para atender um sentimento psicológico que quente deveria corresponder à maior temperatura. O uso da escala de Celsius no século 19 foi acelerado pela decisão das autoridades revolucionárias da França, de adotar o sistema decimal para todas a quantidades mensuráveis. A escala centígrado tornou-se popular, primeiro na Suíça e na Franca (onde ela coexistiu com a escalar de Réaumur), e depois na maior parte do mundo. A comissão de Pesos e Medidas, criada pela Assembleia Francesa, decidiu, em 1794, que o grau termométrico seria 1/100 da distância entre o ponto do gelo e o vapor d´água (originando a palavra centígrado). Em outubro de 1948, na IX conferência de Pesos e Medidas, o nome da unidade foi alterado para Celsius.

Seebeck Em 1821, Thomas Seebeck (1770-1831) descobriu que, quando dois fios de metais diferentes são unidos em duas extremidades e um dos extremos é aquecido, circula uma corrente elétrica no circuito. Estava desta forma descoberto o termopar, hoje em dia o mais importante sensor de temperatura para aplicações industriais.

Figura 1

Humphrey Davy

Sir Humphrey Davy (1778-1829) foi um brilhante cientista, responsável pelo uso do gás do riso (óxido nitroso) como anestésico, e por algumas descobertas, como: o

elemento sódio, potássio, boro, a solda por arco elétrico e a lâmpada de segurança para a mineração. Em 1821, ele descobriu também que a resistividade dos metais apresentava uma forte dependência da temperatura.

William Siemens

Baseado na ideia da resistividade dos metais, Sir William Siemens (1823–1883) propôs, em 1861, o uso de termômetros de resistência de platina, com o qual a medição da temperatura seria feita à custa da variação da resistência elétrica de um fio de platina com a temperatura. A escolha da platina se deu por ela não se oxidar em altas temperaturas, e por ter uma variação uniforme da resistência com a temperatura em um amplo range.

William Thomson

Em 1848, William Thomson (1824-1907) desenvolveu uma escala termodinâmica baseada no coeficiente de expansão de um gás ideal.

Esta ideia se deve à descoberta de Jacques Charles sobre a variação de volumes dos gases em função da variação da temperatura, onde Charles concluíra, com bases em experimentos e cálculos, que, à temperatura de –273 °C, todos os gases teriam o volume igual a zero. Kelvin propôs outra solução: não era o volume da matéria que se anularia nessa temperatura, mas sim a energia cinética de suas moléculas. Sugeriu então que essa temperatura deveria ser considerada a mais baixa possível, e se a chamou de zero absoluto. Então, foi criada uma escala baseada na escala de grau centígrado. Esta escala absoluta foi mais tarde renomeada para Kelvin e sua unidade designada graus Kelvin (símbolo °K). Observe que a unidade de temperatura no SI é chamada de Kelvin (não “graus Kelvin”).

Rankine

Em 1859, William John Macquorn Rankine (18201872) propôs outra escala de temperatura, na qual especificava 0 para o zero absoluto, mas usava como base a escala de graus Fahrenheit. Devido à escala de Rankine ter o mesmo tamanho da escala de Fahrenheit, o ponto de congelamento da água (32°F) e o ponto de ebulição da água (212°F) correspondem respectivamente a 491.67°Ra e 671.67°Ra. Esta escala foi mais tarde renomeada Rankine e sua unidade designada graus Rankine (símbolo °R).

Callendar

Em 1887, Hugh Longbourne Callendar (1863-1930), aperfeiçoou o termômetro com resistência de platina, obtendo grande concordância de resultados entre o termômetro de platina e um termômetro de gás. Atualmente, a medição de temperaturas por meio de termômetros de platina assume grande importância em numerosos processos de controle industrial.

A TEMPERATURA NOS DIAS DE HOJE

Com a criação das diversas escalas, houve a necessidade da definição das curvas dos vários sensores e de seus pontos de calibração. Isto foi alcançado nas diversas reuniões, desde 1889 até hoje, onde finalmente chegamos ao ITS-90 (International Temperature Scale), mas esta é uma longa história. Atualmente, as escalas mais utilizadas são Celsius e Fahrenheit. Kelvin e Rankine são mais utilizadas por cientis-

tas e engenheiros. Quanto às outras escalas, elas acabaram sendo esquecidas.

Figura 2 - Comparação das escalas de temperatura

Várias normas e padrões, dependendo do país e região, são utilizadas na medição de temperatura: ANSI (EUA), DIN (Alemanha), JIS (Japão), BS (Inglaterra), etc.

Nesta evolução da medição de temperatura, os Transmissores de Temperatura são muito importantes na área de automação e controle de processos. Em conjunto com uma diversidade de sensores, contribuem para a melhoria contínua dos processos e qualidade final dos produtos. Veremos a seguir mais alguns detalhes deste importante equipamento.

EXEMPLO DE UM TRANSMISSOR HART 7 / 4-20 mA - VTT10-FH

Espera-se que o tamanho do mercado global de transmissores de temperatura ultrapasse a casa dos US$ 3.5 bilhões em 2024, com um CAGR de 4% a 5%.

Em relação ao mercado global de sensores de temperatura, este tem um CAGR de 5,0 %, e deve ultrapassar US$ 6.4 bilhões, este ano.

Analisando o mercado, podemos observar 4 linhas de transmissores de temperatura associados com a aplicação e o custo. Um transmissor inteligente combina a tecnologia do sensor, mais sua eletrônica.

1) Transmissores à prova de explosão e à prova de tempo Normalmente, utilizados em aplicações críticas, com alta e média performance; possuem carcaça com duplo

compartimento, separando eletrônica e sensores, dando robustez, segurança e confiabilidade; possuem indicação local, sensor matching (Callendar Van Dusen), auto diagnose, comunicação digital, ajuste local; e são utilizados com os mais diversos sensores em medições simples, dupla, diferencial, sensor backup, etc. Exemplo: VTT10-F da Vivace.

2) Transmissores para painel, montagem em trilho DIN

Sua principal aplicação é monitoração, permitindo facilmente a instalação, inúmeras opções em ambientes fechados, e conexões com sensores, alta flexibilidade de instalação e manutenção, dando segurança e confiabilidade, possuem auto diagnose, sensor matching (Callendar Van Dusen), comunicação digital, e são utilizados com os mais diversos sensores, em medições simples, dupla, máxima, mínima, média, diferencial etc. Exemplo: VVT10-P da Vivace.

Figura 3 - TT10-FH
Figura 4 – VTT10-FH

3) Transmissores para montagem em cabeçote (poço)

Sua principal aplicação é a montagem em cabeçotes, permitindo facilmente instalação e conexões com sensores, alta flexibilidade de instalação e manutenção, dando segurança e confiabilidade, possuem auto diagnose, sensor matching (Callendar Van Dusen), comunicação digital e são utilizados com os mais diversos sensores em medições simples, dupla, máxima, mínima, média, diferencial etc. Exemplo: VTT10-H da Vivace.

4) Transmissores para montagem em cabeçote (poço) baixo custo, puro 4-20 mA

Sua principal aplicação é a montagem em cabeçotes, permitindo facilmente instalação e conexões com sensores, com comunicação proprietária via USB, e com baixo custo. Exemplo: VTT01-1(isolado) e VTT01-2(não isolado), ambos da Vivace.

Em termos de protocolos, como com qualquer outro equipamento de campo, o predomínio no mercado é por protocolos abertos, como HART e Profibus-PA.

EXEMPLO DE UM TRANSMISSOR HART 7 / 4-20 mA - VTT10-FH

Vejamos a figura 7, onde temos o diagrama de blocos do transmissor de temperatura HART 7 da Vivace.

VTT10-FH

Este transmissor possui as seguintes características:

o Entrada Universal com ampla escolha de sensores: RTDs padrões, Termopares padrões, ohm, mV e sinal 4-20mA, como um isolador;

o Medição Simples ou Diferencial: 2, 3 ou 4 fios e sensor backup;

o Isolado;

o Compensação de junta fria;

o Compensação de resistência de linha;

o Linerarização:

o 0.01% de precisão básica;

o 4-20mA + Protocolo HART 7;

o Re-range;

o Autodiagnóstico;

o Detecção de Burn-out;

o Fácil upgrade para Profibus-PA;

o Display de 5 dígitos, rotativo (permite 4 posições de montagem), com bargraph;

o Montagem em campo;

o À prova de explosão e tempo;

o Intrinsecamente Seguro;

o Alta Imunidade a EMI e RF;

o Robusto;

o Ajuste local ;

o Corrente de saída de acordo com a NAMUR-NE43;

o Proteção de escrita;

o Verdadeira carcaça com duplo compartimento.

Benefícios:

o Baixo custo com manutenção:

o Autodiagnóstico;

o Somente um modelo de sobressalente para estoque: um único transmissor para qualquer aplicação e ampla faixa e tipos de sensores;

o Baixo custo de instalação:

o Configuração remota ou local e fácil calibração (rerange);

o Flexibilidade, um único transmissor para qualquer aplicação e ampla faixa e tipos de sensores;

o Redução dos custos de produção:

o Redução do tempo de paradas (process downtime);

o Melhor uniformidade da produção;

o Redução da variabilidade dos processos: economia de matéria-prima e melhor qualidade final do pro-

Figura 5 – VTT10-HH
Figura 6 – VTT01
Figura 7 – Diagrama de blocos do transmissor

Sensores de Pressão – princípios básicos

César Cassiolato Presidente da Vivace Process Instruments.

Veremos a seguir detalhes de vários tipos de sensores, porém, vejamos antes alguns conceitos importantes na medição de pressão.

Princípios Básicos da Medição de Pressão

Vejamos o conceito de Pressão Estática. Tomemos como base a figura 1, onde temos um recipiente com um líquido, onde este exerce uma pressão em um determinado ponto proporcional ao peso do líquido, e à distância do ponto à superfície (o princípio de Arquimedes: um corpo submerso em um líquido fica sujeito a uma força, conhecida por empuxo, igual ao peso do líquido deslocado. Por exemplo, baseado neste princípio, pode determinar o nível, onde se usa um flutuador que sofre o empuxo do nível de um líquido, transmitindo este movimento para um indicador, por meio de um tubo de torque. O medidor deve ter um dispositivo de ajuste para densidade do líquido, cujo nível está sendo medido, pois, o empuxo varia com a densidade).

A pressão estática P é definida como sendo a razão entre força F, aplicada perpendicularmente a uma superfície de área A: P = F/A [N/ m2]

Dado um paralelepípedo, conforme a figura 2, onde temos a área de um lado A e comprimento L, a pressão em sua face superior e em sua face inferior são dadas respectivamente por P D = h ρ g e P U = (h + L) ρ g A pressão resultante sobre o mesmo é igual a PU - PD = L ρ g . A pressão que exerce uma força perpendicular à superfície do fluido é a chamada pressão estática. O princípio de Pascal diz que qualquer aumento de pressão no líquido será transmitido igualmente a todos os pontos do líquido. Esse princípio é usado nos sistemas hidráulicos (por ex, nos freios dos carros) e pode ser ilustrado pela figura 3. Em outras palavras: as forças aplicadas têm intensidades proporcionais às áreas respectivas.

Vale ainda citar a Lei de Stevin (1548-1620): em um fluido homogêneo e incompressível, em equilíbrio sob a ação da gravidade, a pressão cresce linearmente com a profundidade; a diferença de pressão entre dois pontos é igual ao produto do peso específico do fluido pela diferença de nível entre os pontos considerados.

Figura 3 – A pressão é perpendicular à superfície, e as forças aplicadas têm intensidades proporcionais às áreas respectivas.

Vejamos agora, a pressão exercida pelos fluídos em movimento na seção transversal de um tubo. Tomemos a figura 4, onde:

F1 = força aplicada à superfície A1;

P1 = razão entre F1 e A1;

ΔL1 = distância que o fluido deslocou;

v1 = velocidade de deslocamento;

h1 = altura relativa à referência gravitacional;

e

F2 = força aplicada à superfície A2;

P2 = razão entre F2 e A2;

ΔL2 = distância que o fluido deslocou;

V2 = velocidade de deslocamento;

h2 = altura relativa à referência gravitacional.

Figura 1 - Pressão em um ponto P submerso
Figura 2- Pressão em corpo submerso

Figura 4 - Equação de Bernoulli – Pressão exercida pelos fluidos em movimento na seção transversal de um tubo

Supondo um fluido ideal, que não possui viscosidade, ele se desloca sem atritos e, portanto, sem perdas de energia.

O trabalho realizado pela resultante das forças que atuam em um sistema é igual à variação da energia cinética, teorema trabalho-energia. Com isto, temos:

P1+ (1/2) ρ v12 + ρ g h1 = P2 + (1/2)ρ v22 + ρ g h2

Esta é a equação de Bernoulli, que comprova que o somatório das pressões ao longo de um tubo é sempre constante para um sistema ideal. O interessante aqui é que, nesta equação, podem reconhecer-se as seguintes pressões:

• P1 = Pressão Aplicada

• (1/2) ρ v12 = Pressão Dinâmica

• ρ g. h1 = Pressão Estática

Rearranjando essa relação, chegamos à equação:

Essa relação é muito útil para o cálculo da velocidade do fluido, dadas a pressão de impacto e a pressão estática. A partir dessa relação, pode-se calcular, por exemplo, a vazão do fluido:

Onde C = vazão_real/ vazão_teórica

Os valores de C são resultados experimentais e, para cada tipo de elemento deprimogênio e sistema de tomada de impulso, C varia em função do diâmetro (D) da tubulação, do N° de Reynolds (Rd), e da relação dos diâmetros

referentes à seção A1, e A2 ( )

C = f(D,Rd,β)

Unidades de Pressão no Sistema Internacional (SI)

O Pascal [Pa] é a unidade de pressão do Sistema Internacional de unidades (SI).

Um Pa é a pressão gerada pela força de 1 Newton, agindo sobre uma superfície de 1 metro quadrado à Pa = N/m2

A tabela 1 mostra as principais unidades, e a conversão entre as mesmas.

Tipos mais usuais de Medição de Pressão

Em função da referência, pode-se classificar a medição de pressão como: manométrica, absoluta e diferencial ou relativa. Tomemos como referência a figura 5:

Figura 5 – Referências de Pressão e tipos mais usuais.

• Pressão absoluta: é medida com relação ao vácuo perfeito, ou seja, é a diferença da pressão, em um deter-

inH2O @20oC atmbarkPakgf/cm2

mmH2O @20oC mmHg @0oC inHg @32oF psi inH2O @20oC 10,00250,002490,248640,0025425,40001,864970,073420,03606 atm 407,51311,01325101,3251,0332310350,8759,99929,921314,6959 bar 402,1850,986921100,0001,0197210215,5750,06229,530014,5038 kPa 4,021850,009870,0100010,01020102,1557,500620,295300,14504 kgf/cm2 394,4070,967840,9806698,0662110017,9735,55828,959014,2233 mmH2O @20oC 0,039370,000100,000100,009790,0001010,073420,002890,00142 mmHg @0oC 0,536200,001320,001330,133320,0013613,619510,039370,01934 inHg @ 32oF 13,61950,033420,033863,386380,03453345,93525,400010,49115 psi 27,72960,068050,068956,894750,07031704,33351,71492,036021

Tabela 1

minado ponto de medição, pela pressão do vácuo (zero absoluto). Normalmente, quando se indica esta grandeza, usa-se a notação ABS. Ex.: A pressão absoluta que a atmosfera exerce ao nível do mar é de 760mmHg.

• Pressão diferencial: é a diferença de pressão medida entre dois pontos. Quando qualquer ponto diferente do vácuo ou atmosfera é tomado como referência, dizse medir a pressão diferencial. Por exemplo, a pressão diferencial encontrada numa placa de orifício.

• Pressão manométrica (Gauge): é medida em relação à pressão do ambiente, ou seja, em relação à atmosfera. Ou seja, é a diferença entre a pressão absoluta medida em um ponto qualquer e a pressão atmosférica. É sempre importante registrar na notação que a medição é relativa. Exemplo: 10Kgf/cm2 Pressão Relativa.

Note que a pressão manométrica é dada pela diferença entre a absoluta e a atmosférica.

Sensores Utilizados na Medição de Pressão

Em geral, os sensores são classificados conforme a técnica usada na conversão mecânica da pressão em um sinal eletrônico proporcional. Todas as tecnologias têm um só propósito, que é transformar a pressão aplicada em um sensor, em um sinal eletrônico proporcional à mesma:

• Capacitância Variável (Capacitivos);

• Piezo-resistivo (Strain Gage);

• Potenciométrico;

• Piezo-elétrico;

• Relutância Variável;

• Ressonante;

• Ótico;

• Outros.

Vamos comentar alguns destes sensores e princípios brevemente.

1) Piezo-resistivo ou

Strain Gage

A piezo-resistividade se refere à mudança da resistência elétrica com a deformação/contração, como resultado da pressão aplicada. Na sua grande maioria, são formados por elementos cristalinos (strain gage), interligados em ponte (wheatstone) com outros resistores que provêm o ajuste de zero, sensibilidade e compensação de temperatura. O material de construção varia de fabricante para fabricante, e hoje em dia é comum sensores de estado sólido.

Desvantagens: faixa limitante de temperatura de operação, aplicável em ranges baixos de pressão, por gerarem um sinal muito baixo de excitação, muito instável.

Atualmente, existe o chamado “Film Transducer”, o qual é construído com a deposição de vapor ou injeção de elementos strain gage, diretamente em um diafragma, o que minimiza a instabilidade devida ao uso de adesivos nas ligas nos modelos “Bonded Wire”. A grande vantagem é que já produz um sinal eletrônico num nível maior, porém, em altas temperaturas, são totalmente vulneráveis, já que a temperatura afeta o material adesivo utilizado, ao colar o silício ao diafragma. Várias técnicas baseadas na fabricação de sensores de silício piezo-resistivo (silicon substrate) estão emergindo, mas são suscetíveis à degradação de seus sinais, em função da temperatura, e exigem circuitos complicados para

a compensação, minimização do erro e sensibilidade do zero. Totalmente inviáveis em aplicações sujeitas a temperatura altas, por longo períodos, uma vez que a difusão degrada os substratos em altas temperaturas.

2) Piezo-elétrico

O material piezo-elétrico é um cristal que produz uma tensão diferencial proporcional à pressão a ele aplicada em suas faces: quartzo, sal de Rochelle, titânio de bário, turmalina, etc. Este material acumula cargas elétricas em certas áreas de sua estrutura cristalina, quando sofrem uma deformação física, por ação de uma pressão. A piezo-eletricidade foi descoberta por Pierre e Jacques Curie, em 1880.

Tem a desvantagem de requerer um circuito de alta impedância e um amplificador de alto ganho, sendo susceptível a ruídos.

Além disso, devido à natureza dinâmica, não permite a medição de pressão em estado sólido. Porém, tem a vantagem de rápida resposta.

A relação entre a carga elétrica e a pressão aplicada ao cristal é praticamente linear: q = Sq x Ap p - pressão aplicada, A - área do eletrodo, Sq - sensibilidade, q - carga elétrica, C - capacidade do cristal, Vo - tensão de saída

Figura 6 – Sensor Piezo-Resisitivo
Figura 7a – Sensor Piezo-Elétrico

3) Ressoantes

Possuem, em geral, o princípio da tecnologia que é conhecida como “vibrating wire”. Uma mola de fio magnético é anexada ao diafragma que, ao ser submetido a um campo magnético e ser percorrido por uma corrente elétrica, entra em oscilação. A freqüência de oscilação é proporcional ao quadrado da tensão (expansão/compressão) do fio. No sensor Silício Ressonante, não se usa fio, e sim o silício, para ressonar com diferentes frequências que, são funções da expansão/compressão (é uma função do tipo 1/f2). O sensor é formado por uma cápsula de silício, colocada em um diafragma que vibra, ao se aplicar um diferencial de pressão, e a frequência de vibração depende da pressão aplicada. Alguns sensores ressonantes exigem técnicas de compensação em temperatura via hardware/software complicadas, aumentando o número de componentes, o que, em alguns equipamentos, exigem mais placas eletrônicas.

4) Cerâmicos

A célula de medição de cerâmica é resistente a choques de temperatura e à abrasão, e pode ser utilizada em transmissores para a medição de gases, vapores e líquidos. Possuem baixos custos para manutenção e conservação, devido à célula de medição de cerâmica resistente a desgastes, sobrecarga e vácuo. Alguns fabricantes disponibilizam modelos com sensor capacitivo de cerâmica livre de óleo.

5) Capacitivos

Estes são os sensores mais confiáveis, e que já foram usados em milhões de aplicações. São baseados em transdutores, onde a pressão aplicada a diafragmas sensores faz com que se tenha uma variação da capacitância entre os mesmos, e um diafragma central, por exemplo. Esta variação de capacitância tipicamente é usada para variar a frequência de um oscilador, ou usada como elemento em uma ponte de capacitores. Esta variação de capacitância pode ser usada para variar a frequência de um oscilador. Esta frequência pode ser medida diretamente pela CPU, e convertida em Pressão. Neste caso não existe conversão A/D, o que contribui na exatidão e eliminação de drifts embutidos nas conversões analógicas/digitais. Possuem respostas lineares e praticamente insensíveis a variações de temperatura, sendo os mais indicados em instrumentação e controle de processos, já que possuem excelentes performances em estabilidade, em temperatura e pressão estática. Algumas de suas vantagens:

• Ideais para aplicações de baixa e alta pressão.

• Minimizam o Erro Total Provável, e consequentemente a variabilidade do processo.

• Ideais para aplicações de vazão.

• Por sua resposta linear, permitem alta rangeabilidade com exatidão.

6) Óticos

São ainda pouco difundidos, mas vejamos abaixo alguns marcos da evolução da fibra ótica:

• Foi inventada em 1952, pelo físico indiano Narinder Singh Kanpany.

• 1970: Corning Glass produziu alguns metros de fibra ótica, com perdas de 20 db/km.

• 1973: Um link telefônico de fibras óticas foi instalado no EUA.

• 1976: Bell Laboratories instalou um link telefônico em Atlanta de 1 km, e provou ser praticamente possível a fibra ótica para telefonia.

• 1978: Começa, em vários pontos do mundo, a fabricação de fibras óticas, com perdas menores do que 1,5 dB/km.

• 1988: Primeiro cabo submarino de fibras óticas mergulhou no oceano, e deu início à super estrada da informação.

• 2004: A fibra ótica movimenta cerca de 40 bilhões de dólares anuais.

• 2007: Fibra óptica brasileira faz 30 anos, e o merca-

Figura 7b – Sensor Piezo-Elétrico
Figura 8 – Sensor Ressoante
Figura 9 – Sensor Cerâmico
Figura 10 - Exemplo de construção de um sensor capacitivo da VIVACE

do americano de sensores com fibra ótica movimentou 237 milhões de dólares

• 2024: perspectiva de movimento de 3.8 bilhões de dólares no mercado norte-americano de sensores com fibra ótica

A sensitividade dos sensores a fibra, ou seja, o distúrbio menos intenso que pode ser medido, pode depender de:

• Variações infinitesimais em algum parâmetro de caracterização da fibra usada, quando a fibra é o próprio elemento sensor;

• Mudanças nas propriedades da luz usada, quando a Fibra é o canal através do qual a luz vai e volta do local sob teste.

Os sensores a Fibras Óticas são compactos, e apresentam sensitividades comparáveis aos similares convencionais. Os Sensores de pressão são construídos com o emprego de uma membrana móvel numa das extremidades da fibra. Podemos citar as seguintes vantagens destes sensores: alta sensibilidade, tamanho reduzido, flexibilidade e resistência, baixo peso, longa vida útil, longa distância de transmissão, baixa reatividade química do material, ideal para operar em ambientes com risco de explosão e intrinsecamente seguros, isolamento elétrico, ideal para operar em ambientes com alta tensão, imunidade eletromagnética, multiplexação de sinais (uma única fibra pode possuir dezenas de sensores: pode medir vibração, pressão, temperatura, fluxo multifásico, deformação etc.).

Uma técnica utilizada em construção de sensores óticos é o Interferômetro Fabry-Perot: este dispositivo é usado geralmente para medidas de comprimentos de onda com alta precisão, onde essencialmente dois espelhos parcialmente refletores (de vidro ou quartzo) são alinhados, e se obtém o contraste de franjas máximo, e a distância entre os mesmos pela variação mecânica. Esta variação da distância poderia ser gerada por pressão e, com isso, teríamos um sensor de pressão.

Equipamentos Industriais para Medição de Pressão

Na indústria, dentre os diversos equipamentos usados para medir pressão, podemos destacar dois deles: o manômetro e o transmissor de pressão.

O manômetro é usado para leituras locais da pressão, possuindo normalmente uma conexão com o processo e um display (quando eletrônico) ou ponteiro (quando mecânico), para que se possa ler a pressão localmente. Normalmente, são dispositivos de baixo custo, e são usados quando a pressão não precisa ser transmitida para um sistema de controle, e não se precisa exatidão. Por exemplo, pressões estáticas, pressões de bomba, etc. Existem também modelos diferenciais, vacuômetrros, sanitários, etc.

Um transmissor de pressão inteligente combina a tecnologia do sensor mais sua eletrônica.

Tipicamente, deve prover as seguintes características:

• Sinal digital de saída;

• Interface de comunicação digital (HART/4-20mA, Profibus-PA etc.);

• Compensação de pressão e de temperatura;

• Estabilidade;

• Deve permitir fácil e amigável calibração;

• Re-range com e sem referência;

• Autodiagnósticos;

• Fácil instalação e calibração;

• Alta confiabilidade;

• Baixos custos e curtos tempos de instalação e manutenção;

• Redução na intrusão/penetração(processo);

• Economizar espaços na instalação;

• Recursos de interface EDDL e FDT/DTMs.

• Protetor de transiente, sem polaridade de alimentação,

• Etc.

Alguns pontos que os usuários devem estar atentos, para não pagarem a mais por algo que não vão usar, ou que sua aplicação não exija:

• Exatidão & Rangeabilidade: se é necessário equipamentos com tais requisitos, analise as fórmulas de exatidão e veja que, às vezes, a exatidão não é a anunciada em toda a faixa. Veja outras características também, como tempo de resposta, Totalização, etc., pois podem ser mais úteis nas aplicações.

• Proteção ao investimento: analise o preço de sobressalentes, intercambiabilidade entre modelos, simplicidade de especificação, atualização para outras tecnologias (Profibus PA, etc.), prestação de serviços, suporte técnico, prazo de reposição, etc. São fatores que podem fazer com que a disponibilidade da planta possa ficar comprometida.

Figura 11 – Sensor de Pressão com Princípio de Fabry-Perot.
Figura 12 - Exemplos de manômetros.

13 – VPT10 – Transmissor de Pressão HART/4-20mA com sensor capacitivo

Os transmissores de pressão microprocessados possuem a grande vantagem de permitirem uma melhor interação com o usuário, com interfaces amigáveis. Além disso, possuem características de auto diagnose, que facilitam a identificação de problemas. Com o advento das redes fieldbuses, podem-se agora extrair ao máximo os benefícios da tecnologia digital. Estes transmissores possuem melhor exatidão, uma estabilidade eletrônica superior aos modelos analógicos, além de facilitarem ajustes e calibrações. A tecnologia digital também permite que poderosos algoritmos possam ser implementados a favor da melhoria de performance e exatidão da medição, e a monitoração on-line da vida do equipamento.

Exemplo de Aplicações Típicas com Transmissor de Pressão

A seguir, vêm exemplos típicos de aplicação com transmissor de pressão. Para mais detalhes sobre cada aplicação, consulte a literatura disponível nas referências do artigo. Vale a pena lembrar que a correta instalação garante o melhor aproveitamento dos equipamentos em termos de performance.

Medição de nível de líquidos

Medição de volume e massa

Figura 17 - Medição de volume e massa

Acessórios Importantes na Medição de Pressão e suas Variantes

Pela ampla gama de aplicações possíveis, há a necessidade de dispor de alguns acessórios no uso dos transmissores de pressão. Os mais comuns são os manifolds e os selos remotos. Os selos remotos têm a função de transmitir a pressão de um ponto distante do sensor, ou mesmo garantir condições adequadas à medição, no que se refere à temperatura de processo. Os manifolds são pequenas válvulas, usadas para facilitar nas operações de manuseio dos equipamentos, calibração e manutenção em geral.

Como Especificar Transmissores de Pressão

Especificações incompletas ou mesmo com dados inconsistentes são bastante comuns na documentação para compra de transmissores de pressão. À primeira vista, parecem itens simples de projeto, porém, são muitos os detalhes que, se não corretamente especificados, poderão gerar um prejuízo na hora da montagem, ou mesmo durante a operação, podendo este ser maior que os valores dos equipamentos envolvidos.

Este tópico procura esclarecer algumas questões fundamentais no processo de especificação de transmissores de pressão.

Figura
Figura 14a - Medição de nível em tanque aberto
Figura 14b - Medição de nível em tanque fechado
Figura 15 - Medição de vazão usando tubo de Pitot
Figura 16 - Medição de vazão usando placa de orifício

O que se pretende medir?

Pressão manométrica, pressão absoluta, pressão diferencial; outras grandezas inferidas a partir de medições de pressão (vazão, nível, volume, força, densidade, etc.).

Vale ressaltar que as medições de pressões abaixo da atmosférica não necessariamente requerem transmissores de pressão absoluta. Os transmissores de pressão absoluta são recomendados apenas para evitar as influências das variações da pressão atmosférica. Essa influência só será crítica quando se medem pressões muito próximas (acima ou abaixo) da pressão atmosférica. Nos demais casos, podem ser usados, sem problemas, transmissores de pressão manométrica.

Para que medir pressão?

Em geral, mede-se pressão para: controle ou monitoração de processos; proteção (segurança); controle de qualidade; transações comerciais de fluidos (transferências de custódia, medição fiscal); estudos e pesquisas; balanços de massa e energia. Esses objetivos devem ser considerados na escolha dos equipamentos. Quesitos mais rigorosos de desempenho, tais como: exatidão, limites de sobre pressão e pressão estática, estabilidade e outros, podem encarecer desnecessariamente o projeto. Todos os fabricantes em geral oferecem ao mercado mais de uma versão de transmissores, com características técnicas distintas, e obviamente com preços também distintos.

Qual é o fluido do processo?

O fornecedor deverá ser informado das características do fluido. Em geral, o fabricante poderá recomendar materiais ou conexões especiais. Vale lembrar que a decisão final será sempre do usuário ou da empresa de engenharia envolvida. Alguns dados do fluido de processo são fundamentais na escolha do transmissor:

• Estado (líquido, gás, vapor): define a posição da válvula de dreno/vent;

• Pressão máxima do processo: importante para a avaliação dos limites de sobre pressão e pressão estática do transmissor;

• Temperatura máxima do processo: poderá ser determinante para o uso de selos remotos, ou apenas manter uma distância mínima na linha de impulso (tubing).

Opcionais?

Alguns opcionais podem ser incluídos no fornecimento dos transmissores:

• Indicador local: esse item não tem um custo muito alto, e é muito útil, pois, não só permite a leitura da variável em unidades de engenharia (kgf/cm2, bar, mmH2O, Pa, psi, etc.), como também facilita a configuração do transmissor, quando não se dispõe de um configurador.

• Manifold : a compra casada (transmissor + manifold) traz vantagens comerciais, e evita qualquer incompatibilidade técnica na montagem.

• Suporte para tubo de 2”: esse item é quase obrigatório. Alguns suportes permitem também a montagem em superfícies planas. Recomenda-se especificar o suporte com pelo menos os parafusos e porcas em aço inox, garantindo-se uma melhor resistência a atmosferas corrosivas.

• Prensa-cabos: esse item pode ser encomendado junto com o transmissor. Recomenda-se, porém, incluí-lo na compra do material de montagem, garantindo a compatibilidade com a bitola do cabo a ser utilizado.

Protocolo de comunicação?

Os protocolos de comunicação mais comuns são: 420 mA + HART; WirelessHART e Profibus PA.

Alguns fabricantes oferecem, ao mercado, transmissores que com a simples substituição da placa de circuito eletrônico ou apenas do firmware, o transmissor muda sua versão de protocolo. Podendo ser usado em sistemas distintos.

Os fabricantes também fornecem junto com os transmissores os arquivos (DDs e DTMs) de seus transmissores, garantindo a comunicação e interoperabilidade com os diversos sistemas de controle do mercado.

Ferramentas especiais?

Hoje existem várias ferramentas para laptops, tablets, celulares permitindo a fácil e rápida configuração.

Em alguns transmissores, a configuração poderá ser feita diretamente nos instrumentos, com uso de recursos como chave magnética ou botoeiras locais.

Pré-configurações?

Em geral, é possível solicitar ao fabricante, sem custos adicionais, algumas pré-configurações: extração de raiz quadrada; faixa calibrada; indicação no display em unidades de engenharia (pressão); indicação no display em unidades especiais, por exemplo: m3/h, l/h, m3. Nesse caso, deve-se informar previamente a unidade e a escala.

Certificações?

É comum o usuário solicitar, ao fabricante, certificados de calibração emitidos por laboratório rastreado pela RBC. Os fabricantes sempre fornecem certificados padronizados, que são gerados e emitidos durante a fase de fabricação dos instrumentos. Outros certificados de calibração, quando emitidos por laboratório de metrologia rastreado pela RBC, podem demandar um maior prazo de entrega e, em geral, resultam em custos adicionais.

Outra certificação importante deve ser observada, quando se usam transmissores em área classificadas. Os projetos de instrumentação para esses casos adotam normas, atendendo: prova de explosão, segurança aumentada ou segurança intrínseca. Os certificados são distintos, e é responsabilidade do usuário sua correta utilização.

Conexões especiais?

Em aplicações com fluidos agressivos, temperatura ou viscosidade alta, sólidos em suspensão, recomenda-se o uso de transmissores com selos remotos ou integrais (os transmissores com selos integrais são chamados de transmissores de nível). Deve-se, sempre que possível, evitar o uso de selos, pois, estes degradam a exatidão da medição, aumentam o tempo de resposta do transmissor, e sofrem grande influência da temperatura ambiente. Os selos com conexões flangeadas deverão ser compatíveis com os flanges de processo,

e respeitar as classes de pressão estabelecidas nas tabelas de pressão e temperatura das respectivas normas.

Faixa de pressão / rangeabilidade?

Os fabricantes adotam uma terminologia padronizada, que precisa ser conhecida:

• URL – Limite superior para a faixa de calibração;

• LRL – Limite inferior para a faixa de calibração (em geral LRL = - URL);

• URV– valor superior da faixa calibrada (deverá ser menor ou igual à URL);

• LRV – valor inferior da faixa calibrada (deverá ser maior ou igual à LRL);

• SPAN – URV – LRV (deverá ser maior que o SPAN mínimo do instrumento);

A relação URL / SPAN mínimo define a rangeabilidade do instrumento.

Os catálogos dos fabricantes em geral mostram os valores de URL, LRL, e SPAN mínimo, para as diversas faixas dos transmissores. Pode-se observar que o SPAN mínimo de uma determinada faixa será sempre maior que o URL da faixa imediatamente inferior.

Todas as especificações de estabilidade, efeito da temperatura, efeito da pressão estática, são determinados com valores percentuais de URL. Uma exceção para essa escolha se dá quando os limites de sobre pressão ou pressão estática podem ser atingidos.

Recursos funcionais, por exemplo, Totalização de vazão

O transmissor de pressão diferencial, quando usado em medições de vazão, pode ser configurado para indicação local da vazão totalizada, além da instantânea.

Alguns importantes conceitos

Calibração é o nome dado a uma série de conjunto de operações, que estabelecem, sob condições especificadas, a relação entre os valores indicados por um instrumento (calibrador) ou sistema de medição, e os valores representados por uma medida materializada ou um material de referência, ou os correspondentes das grandezas estabelecidas por padrões. As operações de calibração são baseadas na comparação dos instrumentos padrão, de modo determinar a sua exatidão, e verificar se essa exatidão continua de acordo com a especificação de fabricante. Resumidamente, calibração é a comparação entre os valores indicados por um instrumento de medição e os indicados por um padrão.

Em termos práticos, a calibração é uma ferramenta básica que visa a assegurar a confiabilidade de um instrumento de medição, por meio da comparação do valor medido com um padrão rastreado.

A exatidão de um transmissor de pressão

Vale lembrar que, nas últimas décadas, uma enorme variedade de equipamentos se espalhou pelo mercado, em diversas aplicações. A exatidão da caracterização de pressão só teve seu real valor a partir do momento em que conseguimos traduzi-la em valores mensuráveis.

Todo sistema de medição de pressão é constituído

pelo elemento primário, o qual estará em contato direto ou indireto ao processo onde se têm as mudanças de pressão, e pelo elemento secundário (Transmissor de Pressão), que terá a tarefa de traduzir esta mudança em valores mensuráveis para uso em indicação, monitoração e controle.

A performance estática ou exatidão (muitas vezes confundida com precisão, onde exatidão está associada à proximidade do valor verdadeiro, e precisão à dispersão dos valores resultantes de uma série de medidas) de um transmissor de pressão depende de quão bem calibrado é o transmissor, e quanto tempo ele pode manter sua calibração.

A calibração de um transmissor de pressão envolve o ajuste de zero e span. A exatidão normalmente inclui efeitos de não-lineraridade, histerese e repetibilidade.

Normalmente, a exatidão é dada em % do span calibrado.

A relação entre entrada e saída de um transmissor de pressão

Usualmente, a relação entre entrada e saída de um transmissor de pressão é predominantemente linear (y = ax + b), onde a é conhecido como ganho e o b é o zero ou offset, como podemos ver na figura 18.

Range: é a faixa de medição, compreendendo da mínima até a máxima pressão que o transmissor pode medir, por exemplo, 0 a 5080 mmH2O. O Span máximo é 5080 mmH2O. Zero: é a menor pressão na qual o transmissor foi calibrado.

Figura 18 - Curva de Calibração de um Transmissor de Pressão

URL (Upper Range Limit): é a mais alta pressão que o transmissor de pressão foi setado para medir, respeitando-se o limite superior do sensor.

LRL (Lower Range Limit): é a mais baixa pressão que o transmissor de pressão foi setado para medir, respeitandose o limite inferior do sensor.

Span (Range Calibrado): A faixa de trabalho onde é feita a calibração é conhecida como span, por exemplo, de 500 a 3000 mmH2O, onde o span é de 3000-500 = 2500 mmH2O. O Span é igual a URL – LRL.

Figura 19 – Terminologia de Calibração

Supressão de Zero (é a quantidade com que o valor inferior supera o valor zero da pressão): a supressão acontece quando o transmissor indica um nível superior ao real. Em medições de nível, por exemplo, onde o transmissor não está instalado no mesmo nível que sua tomada de alta, e há então a necessidade de compensação da coluna de líquido na tomada do transmissor. Este tipo de instalação é requisitado onde se tem o transmissor a um nível inferior, que muitas vezes é na prática a maneira preferencial por facilitar acesso, visualização e manutenção. Neste caso, uma coluna líquida se forma com a altura do líquido dentro da tomada de impulso, e o transmissor indicará um nível superior ao real. Isto deve ser considerado. É o que chamamos de Supressão de Zero. Elevação de Zero (é a quantidade com que o valor zero de pressão supera o valor inferior): onde se pode ter o tanque fechado e o transmissor de pressão diferencial, localizado abaixo de sua tomada Hi, e não há selagem líquida na tomada de Low, é necessária a compensação da coluna de líquido aplicada na tomada Hi, fazendo-se a Supressão de Zero. No caso, onde existe a selagem líquida na tomada de pressão baixa (low), é necessária a compensação da coluna de líquido aplicada na tomada Hi e na tomada Low. É o que chamamos de Elevação de Zero. Desvio de Zero (Zero Shift): este é um erro constante em todas as medições. Pode ser positivo ou negativo. Pode acontecer por várias razões, como, por exemplo, mudanças de temperaturas, choque mecânico, diferenças de potenciais, aterramento inadequado, etc. Vide figura 20.

Figura 20– Desvio de Zero e Desvio de Span Desvio de Span (Span Shift): uma mudança na derivada da relação entrada/saída é referida como desvio de span. Um erro de span pode ou não ser acompanhado por um erro de offset. Tipicamente, erros de calibração envolvem somente erros de span, e são menos comuns que erros que envolvem erros no span e no zero ao mesmo tempo. Na grande maioria dos casos, os erros em transmissores são desvios de zero. Vide figura 20

Histerese: é o fenômeno no qual a saída do transmissor de pressão difere da mesma entrada aplicada, dependendo da direção em que é aplicado o sinal de entrada, isto é, se ascendente ou descendente. Normalmente, a calibração de um transmissor de pressão é feita usando-se a sequência: 0, 25, 50, 75, 100, 75, 50, 25 e 0% do span. Vide figura 21.

Figura 21– Histerese

Repetibilidade: é o desvio percentual máximo com o qual uma mesma medição é indicada, sendo todas as condições reproduzidas exatamente da mesma maneira.

Turndown (TD) ou Rangeabilidade: é a relação entre a máxima pressão (URL) e a mínima pressão medida (span mínimo calibrado). Por exemplo, um transmissor tem o range de 0-3814 mmH2O, e vai ser usado em 10:1, isto significa que transmissor irá medir de 0 a 381,40 mmH2O. TD = URL/Span Calibrado.

Pressão Absoluta: valor medido sob as condições de vácuo, isto é, ausência de pressão. Também conhecida como zero absoluto.

Pressão Atmosférica: pressão exercida pela atmosfera, e que depende da altitude. Este valor diminui com o aumento da altitude, e ao nível do mar vale 14,696 psia.

Pressão Manométrica ou Gage: pressão em relação à atmosfera. Pressão Diferencial: a pressão tomada em relação a uma referência.

Pressão estática ou de linha: pressão exercida em uma linha de pressão onde se tem vazão de fluido. É a pressão de processo aplicada em ambas as tomadas de um transmissor diferencial. Pressão Hidrostática: pressão exercida por um líquido sob a superfície abaixo do mesmo.

Erro Total Provável (ETP): todos os transmissores independentes de fabricantes possuem um erro que depende de vários pontos. Este erro é conhecido como Erro Total Provável (ETP). Este erro depende de certas condições:

• Variação da temperatura ambiente;

• Pressão estática;

• Variação da tensão de alimentação;

• Span Calibrado;

• URL do Transmissor;

• Range do Transmissor;

• Material de Construção;

• Etc.

O ETP tem a seguinte fórmula:

ETP2 = Acc2 + ZeroStaticErr2 + SpanStaticErr2 + TempErr2 + VSErr2 + StabilityErr2….

Acc = Exatidão

ZeroStaticError = Erro no Zero, devido à influência da pressão estática

SpanStaticError = Erro no Span, devido à influência da pressão estática

TempErr = Erro devido à variação de temperatura

VSErr = Erro devido à variação da tensão de alimentação

Máquinas que garantem a mesa

Armando Luiz de Aquino

Diretor da Varpe Brasil Tecn. Insp. Pesagem Ltda., e presidente da Câmara Setorial de Máquinas para a Indústria Alimentícia, Farmacêutica e Refrigeração Industrial (CSMIAFRI) da Abimaq

Mesmo antes da Pandemia, havia escassez de mãode-obra na indústria, especialmente aquela com habilidades em automação. E, à medida que a Pandemia avançava, essa escassez crescia. Mas a indústria de alimentos e bebidas respondeu com alternativas ao trabalho humano, especificamente, com automação avançada, que vai de robôs a sistemas IoT e IA, que reduzem as paradas de trabalho, devido à melhoria da manutenção: a automação se tornou uma solução crescente, mesmo para pequenos fabricantes, sem contar que a automação avançada está tornandose mais fácil de usar, já que não se precisa mais saber programação para implantá-la.

Armando Luiz de Aquino, Diretor da Varpe Brasil Tecn. Insp. Pesagem Ltda., e presidente da Câmara Setorial de Máquinas para a Indústria Alimentícia, Farmacêutica e Refrigeração Industrial (CSMIAFRI) da Abimaq, conta um pouco sobre o mercado de máquinas para o setor de alimentos e bebidas: “Em uma análise abrangente, observamos que a indústria de máquinas e equipamentos começou a se recuperar de uma crise, a partir de meados de 2018, com um crescimento particularmente forte em 2021. No entanto, a partir de 2022, houve uma reversão desse quadro, com retração das receitas do setor. No início de 2024, um novo declínio das receitas foi registrado. Esse movimento já era esperado, devido à desaceleração observada no final de 2023, influenciada pela diminuição dos investimentos ao longo do último ano. Este fenômeno foi impulsionado pelas elevadas taxas de juros, que, apesar de estarem em trajetória descendente, ainda permanecem em níveis substanciais.

terá um impacto positivo em setores ligados ao consumo, como o varejo e a indústria de bens de consumo duráveis, além do setor de alimentos e bebidas, que corresponde a uma fatia importante do consumo das famílias.

Entre outros fatores, além do crescimento do PIB, para avaliar a qualidade desse crescimento, está a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que representa essencialmente o investimento em bens de capital e infraestrutura. Apesar do crescimento do PIB, temos assistido a um baixo desempenho dos indicadores da FBCF, o que levanta preocupações sobre a sustentabilidade desse crescimento.

Para que um país alcance um desenvolvimento econômico sustentável, é essencial que o crescimento do PIB seja acompanhado por um aumento no investimento em capital fixo. E, na indústria de máquinas de alimentos e bebidas, essa situação é particularmente relevante. A modernização e a expansão das instalações produtivas são cruciais para manter a competitividade e atender à crescente demanda por produtos de alta qualidade e segurança. Iniciativas para o crescimento dos investimentos industriais, como o programa de depreciação acelerada, são fundamentais.

Este programa oferece incentivos fiscais para empresas que investem em modernização e expansão de suas instalações produtivas, estimulando os investimentos em capital fixo, e promovendo a atualização tecnológica do parque industrial brasileiro.

Mas, é positivo notar que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um aumento de 2,9% em 2023, e iniciou o primeiro trimestre de 2024 com um aumento de 0,8%, em comparação com o período anterior, indicando que a trajetória de expansão econômica continua – para o restante do ano, prevê-se uma expansão da renda das famílias, o que

É crucial que a indústria de máquinas de alimentos e bebidas esteja no debate nacional, pois ela desempenha um papel vital na geração de empregos, na arrecadação de impostos, no desenvolvimento tecnológico e na promoção da inovação. Além disso, essa indústria tem um impacto significativo na cadeia produtiva como um todo, agregando valor, impulsionando outros setores da economia, e contribuindo para o crescimento sustentável no longo prazo ”.

Hub de dados para Pernambuco

A Um Telecom, empresa de infraestrutura de serviços digitais, com portfólio variado dentro de cinco verticais de produtos – Computação em Nuvem (Cloud), Segurança da Informação, Conectividade, Mobilidade (MVNO) e Serviços Gerenciados–, anunciou a construção de seu datacenter Tier 3, que faz parte dos planos da empresa de transformar o estudo em um hub de dados.

Rui Gomes, CEO da Um Telecom, explica que já existem operações de data centers em Fortaleza e João Pessoa, que são parceiras da companhia. “Tanto somos seus clientes, como eles são nossos. Há também vários clientes dessas operações que usam nossa rede para transportar dados. Além disso, no mercado de datacenters, o fundamental é ter vários deles – quanto mais, melhor. Para o cliente final, é interessante saber que ele tem opções, que pode instalar uma segunda instância, redundância e equipamentos. Claro que serão competidores, mas isso é positivo para o ecossistema como um todo. Por exemplo, é o que está acontecendo em Barueri/SP, no Rio e em Fortaleza/CE. Quanto mais projetos houver, mais o local se tornará um hub de datacenters, e mais o cliente se sentirá confortável em estar lá”, esclarece o executivo.

cidade em que inicia operações, a empresa abre um novo POP. “Temos, também, uma rede de mais de 20 mil km de fibra ótica distribuída por todo o Nordeste, em todas as capitais e em mais de 200 cidades. Esta rede é uma alternativa para escoar tráfego. E estamos também interconectados com os principais datacenters do Brasil – Fortaleza, São Paulo e Rio”, completa o CEO.

Em relação à capacidade total do projeto, a tendência é de que, na segunda e terceira fases, ela vá aumentando para mais 2 MW, cada uma. Ou seja, o projeto, da forma como o temos desenhado hoje, chegaria até 5 MW. Mas tudo isso dependerá da demanda. O terreno onde ficará o Datacenter tem 14 mil m². “Na primeira fase, devemos utilizar cerca de 30% disso, considerando a parte de escritório e administrativa, portanto, há espaço para crescimento”, explica Daniel Gomes.

No que diz respeito ao início de atividades comerciais, Rui Gomes esclarece que estão com algumas conversas iniciais, no entanto, a Um Telecom ainda não iniciou a pré-venda comercial do datacenter. “Temos visto um interesse enorme, inclusive de empresas e investidores que não imaginávamos”, disse o CEO.

A ativação do datacenter Tier 3 deve acontecer até o final de 2025, quando da entrega da primeira fase, que tem capacidade para até 150 racks e potência útil de TI de até 1 MW, em um Data Hall. Nesta primeira etapa, o investimento ficará em torno de R$ 40 milhões. O projeto será executado no Parque Tecnológico (Parqtel) de Recife/PE, localizado no bairro do Curado, em uma região que conta com três importantes rodovias federais (BR-232, BR-408 e BR-101). Isso facilita a logística de equipamentos, além de contar com redes de fibra óptica ao longo dessas estradas e, ainda, as redes de transmissão de energia estarem próximas. O local está, por exemplo, muito perto de uma subestação de energia da distribuidora local e, também, da geradora Chesf.

Neste momento, a Um Telecom está com o projeto na fase de concorrência, especificamente na etapa final de avaliação das propostas. “Temos uma shortlist com quatro empresas que participam do processo, com a definição da escolha feita no início de maio de 2024. Todas são empresas do segmento, que já construíram datacenters no país”, explica Rui Gomes. “A previsão é de que, em junho ou julho de 2024, a obra tenha início”, completa.

Daniel Gomes, COO da Um Telecom, explica que o Datacenter da empresa foi concebido em três fases. A primeira com capacidade para até 150 racks, e potência útil de TI de até 1 MW, em um Data Hall. A segunda e a terceira fases acrescentarão 300 racks, cada uma. No entanto, como o terreno é grande, há espaço para crescer. “É isso o que esperamos que aconteça, dadas as oportunidades identificadas por nossas pesquisas de mercado”, afirma o executivo.

De acordo com o estudo “Estratégia para a implementação de política pública para atração de Datacenters”, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), até junho de 2021, o Brasil contava com 58 data centers em operação, sendo 48 concentrados na região Sudeste. São 38 data-centers em São Paulo, sete no Rio de Janeiro e três em Minas Gerais. O Nordeste conta com apenas três equipamentos: dois no Ceará e um na Paraíba.

Para o COO da Um Telecom, Daniel Gomes, a implementação de políticas públicas direcionadas ao setor de datacenters é crucial para fortalecer a posição do Brasil e do Nordeste nesse mercado em crescimento. “Ao aproveitar as oportunidades oferecidas pelo segmento de hyperscale, e fortalecer aspectos estruturais, como infraestrutura de conectividade e formação de mão-de-obra qualificada, o Brasil pode posicionar-se como um hub global de datacenters, impulsionando a economia digital, e promovendo a inovação em todo o país”, esclarece.

Com a sociedade em constante digitalização e uma demanda cada vez maior por armazenamento e processamento de dados, o mercado de datacenters tem vivenciado um crescimento exponencial. O advento da internet globalizada, aliado à expansão da banda larga móvel, impulsionou modelos de negócios digitais e serviços on-line em diversas áreas, desde saúde até governo digital. A Pandemia acelerou essa transformação, consolidando práticas virtuais que vieram para ficar.

Rui Gomes esclarece que, até então, o grupo só tinha um datacenter para consumo próprio. A Um Telecom possui mais de 200 POPs, espalhados pelas cidades onde atua. Em cada

Apesar do crescimento impressionante, o Brasil ainda se encontra aquém de seus pares globais, no setor de datacenters. Enquanto países como os Estados Unidos, Chile e Índia demonstram avanços significativos, o Brasil enfrenta desafios, como a infraestrutura de conectividade concentrada em poucas regiões, complexidade tributária e custos burocráticos elevados.

Manufatura brasileira avança em digitalização, mas Indústria 4.0 ainda não é realidade da maioria, aponta estudo

As indústrias brasileiras avançam na digitalização das operações, mas a Indústria 4.0 ainda é uma realidade distante para a maioria, aponta a 2ª edição do Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) da Manufatura. O estudo, realizado pela TOTVS, em parceria com a h2r insights e trends, registrou que os players da manufatura brasileira evoluíram no ganho de produtividade tecnológica nos últimos cinco anos, obtendo média de 0,71 pontos – em uma escala de 0 a 1 –, frente ao resultado de 0,52 pontos, registrados em 2019.

O IPT tem como objetivo avaliar o uso, internalização e ganho de performance a partir da adoção de sistemas de gestão e tecnologias complementares. O comparativo de cinco anos mostra que, embora o setor seja tradicionalmente visto como menos suscetível à disrupção digital rápida, a transformação digital está em curso, e impactando várias áreas do setor, da produção à logística e interação com o cliente. Em 2019, 79% das empresas estavam em posição intermediária, no que diz respeito a maturidade tecnológica, no segundo e terceiro quartis do IPT (0,25 a 0,75 pontos) e hoje, houve uma mudança importante do cenário, com 87% das empresas saltando para a metade superior da pontuação, o terceiro e quarto quartis (0,5 a 1).

“ Muito dessa evolução se deu pela pressão trazida pela Pandemia. A indústria precisou investir em tecnologia para continuar operando e tendo resultados. Além disso, o avanço tecnológico registrado pela pesquisa também é provocado por um movimento das áreas de negócios, em buscar soluções e pressionar o departamento de TI para essa maior adoção ”, destaca Angela Gheller , diretora de produtos para Manufatura da TOTVS.

entrevistados afirmaram que o time ainda não está plenamente capacitado para lidar com os sistemas da melhor forma possível, e 42% acreditam que a empresa ainda não está extraindo todo o potencial que as tecnologias podem oferecer. “ O investimento tecnológico, de fato, só trará os melhores resultados quando as empresas entenderem – em todos os níveis – os motivos e as estratégias por trás desses investimentos. Por isso, é fundamental haver capacitação e treinamento dos profissionais, para que eles consigam fazer a gestão dos sistemas e, principalmente, das informações da maneira mais eficiente possível. Esse é um dos principais impulsionadores do índice ”, reforça Angela Gheller.

Voltando nossos olhos agora para o chão-de-fábrica, a adoção de sistemas para gerenciamento de todas as etapas da produção tem um papel fundamental, para que as indústrias tenham um salto de produtividade e eficiência na jornada da Indústria 4.0. No geral, 62% das indústrias afirmaram utilizar sistemas para gestão da produção, mas ainda existe um grande desafio, para que as indústrias brasileiras possam acompanhar em tempo real o ritmo de produção das máquinas, evitando a formação de gargalos na linha de produção.

O estudo avaliou o uso, internalização e ganho de performance a partir da adoção de sistemas integrados de gestão (ERP) e de tecnologias complementares. Nesse sentido, 85% dos entrevistados afirmam que as soluções e sistemas implementados apoiam muito ou totalmente os objetivos da empresa, mostrando que as indústrias têm sido mais intencionais e estratégicas, no investimento e uso de tecnologia. No entanto, paralelo a isso, 30% dos

“ Esses resultados reforçam que, mesmo com a presença de sistemas na produção, ainda há gaps para que as empresas possam ter uma gestão industrial escalável, capaz de atender todas as necessidades operacionais de ponta a ponta ”, complementa Angela. O cenário futuro, porém, traz um bom prognóstico: para as empresas que ainda não têm sistemas de gestão na produção, a implantação dessas soluções é uma prioridade nos próximos dois anos, principalmente para: controle da produção (47%), planejamento de produção (47%), qualidade (36%), manutenção de ativos (34%), distribuição/logística (29%) e engenharia (32%).

“ O IPT também trouxe a visão de que 31% das empresas não possuem um setor de planejamento de produção, e 29% não possuem setor de controle de produção e qualidade. Esses dados reforçam a falta de maturidade das indústrias, uma vez que esses processos acabam sendo realizados

em meio a outras atividades de produção, sem ser em uma área propriamente dita. Chama a atenção para o quanto o setor ainda não está estruturado e organizado para essas demandas ”, reforça Angela Gheller.

O IPT também olhou especificamente para soluções tecnológicas, voltadas para planejamento e controle de produção. Para o gerenciamento de recursos operacionais e atividades, 49% das empresas afirmaram utilizar solução de MRP (Planejamento das Necessidades de Material); 32%, CRP (Planejamento das Necessidades de Capacidade); 23%, S&OP (Planejamento de Vendas e Operações); e apenas 18%, APS (Planejamento Avançado). Na área de controle de produção, a automação e coleta de dados do processo de fabricação com soluções, como o MES, está presente em 37% das organizações. Por outro lado, cerca de 80% fazem o apontamento manual da produção (com uso de ERP), e 66% fazem apontamento por processo (diretamente no sistema). Na área de qualidade, somente 19% dos respondentes afirmaram ter aplicativos ou digitalização aplicada e, na área de manutenção de ativos, apenas 15% das empresas possuem aplicativos voltados para a manutenção de ativos, retratando baixa mobilidade no controle desses processos, o que pode acarretar gargalos no chão-de-fábrica.

aderente a uma venda online; e, segundo, pela ampliação dos marketplaces que permitem que as indústrias disponibilizem seus produtos em plataformas de terceiros, não precisando internalizar realizando a gestão do e-commerce ”, esclarece a diretora de produtos para Manufatura da TOTVS.

Com a internalização dos sistemas integrados de gestão, 32% das empresas observaram ganhos expressivos em relação à performance do negócio e, delas, 80% apontaram principalmente facilidade na gestão de indicadores, aumento no controle de vendas, planejamento de produção e estoque, e eficiência operacional no geral, assim como um aumento na receita líquida (percebida por 70% dos entrevistados).

O estudo também avaliou o uso de soluções complementares ao sistema de gestão. A pesquisa mostrou que o uso dessas soluções está mais ligado à segurança, tomada de decisões, mobilidade e atendimento ao cliente. E, ainda assim, o uso é relativamente baixo, visto que apenas 49% das empresas implementaram soluções de segurança, 41% utilizam ferramentas de Business Intelligence (BI), 37% possuem cloud, e 31% usam CRM. Enquanto soluções, como gestão eletrônica de documentos e de processos (GED e BPM), ainda não foram incorporadas por 2/3 das empresas e, no ponto mais extremo, 75% ainda não possuem solução de e-commerce.

“ Hoje em dia, já observamos um movimento de indústrias investindo em e-commerce, porém, é importante salientar que há duas possibilidades para uma indústria não investir nesse caminho: primeiro, por seu produto não ser

Em paralelo, 97% das empresas perceberam algum tipo de ganho na gestão da produção, mas somente 10% conseguem identificar ganhos de forma integrada, ou seja, em todos os critérios de avaliação de performance da produção. “ O objetivo da adoção de sistemas integrados de gestão é ter uma visão completa da operação. Esse dado do estudo mostra que as indústrias ainda têm certa dificuldade de perceber benefícios de forma integrada, o que pode ser o reflexo de investimentos em soluções pontuais, que endereçam pequenos processos ou apenas parte de processos, e não a performance como um todo .”

Para esta 2ª edição, foram realizadas 500 entrevistas, com profissionais de indústrias de 23 estados brasileiros, com faturamento acima de R$ 3 milhões. Dessa amostra, 42% correspondem a indústrias de pequeno porte; 40%, de médio porte; e 13%, de grande porte. As empresas se enquadram em nacionais (93%) e multinacionais (7%) – tendo esta pequena parcela performado 9% acima na média do IPT, em relação às nacionais.

NIS 2: como a nova lei europeia de cybersecurity impacta as empresas brasileiras

Novo Nordisk. Nestlé. Hermes. L´Oreal. Novartis. Shell. Siemens. HSBC. Airbus. Allianz. As empresas brasileiras que desejam realizar negócios com essas e outras gigantes europeias precisam estudar, com urgência, a nova lei de segurança digital, que está mudando a face da União Europeia. Trata-se da Network and Information Systems 2 (NIS 2), legislação já consolidada no Parlamento Europeu e que, a partir de 17 de outubro de 2024, deverá ser adotada como lei nacional pelos 27 EstadosMembros da União Europeia. Da mesma forma como, em 2016, a Europa saiu na frente em relação à privacidade de dados, com o desenho e a implementação da GDPR (General Data Protection Regulation) – o modelo sobre o qual foi criada a brasileira LGPD – a NIS 2 se posiciona como uma pedra angular na proteção de regiões inteiras contra cyber ataques e terrorismo digital.

Os setores mais críticos – aqueles que, ao sofrerem ataques, afetam a sociedade como um todo – são Energia, Transporte, Bancos, Infraestrutura para o mercado financeiro, Saúde, Água potável, Água servida, Infraestrutura digital, Gestão de serviços de TIC, Administração pública (central e regional) e Indústria Aeroespacial. A lei exige que as organizações que sofrerem violações relatem incidentes.

A Europa encontrou, na NIS 2, um roteiro completo de reinvenção de processos e posturas de segurança digital, para elevar a maturidade digital de um continente estratégico. Há um descontentamento geral com o que foi conquistado com a primeira versão da NIS 2 – a NIS 1, lançado em 2016. De lá para cá, os ataques se multiplicaram.

O mais recente relatório da ENISA (European Union Agency for Cybersecurity), acerca do panorama de ameaças na UE, revelou que 10 terabytes de dados são roubados todos os meses na região. O ransomware ocupou o primeiro lugar da lista de ataques cibernéticos na UE, seguido de perto pelos ataques de negação de serviço distribuída (DDoS).

Para melhorar esse quadro, a NIS 2 impõe novos controles sobre as empresas europeias e sobre quem vende produtos e serviços a esse universo. A regulamentação introduz um conjunto de medidas obrigatórias que cada entidade precisa adotar para prevenir incidentes de segurança cibernética:

• Análise de riscos e políticas de segurança para sistemas de informações;

• Tratamento de incidentes;

• Continuidade de negócios, como gestão de backups e recuperação de desastres, e gerenciamento de crises;

• Segurança da cadeia de abastecimento (Supply Chain);

• Políticas e procedimentos para avaliar a eficácia das medidas de gerenciamento de riscos de segurança cibernética;

• Práticas básicas de higiene cibernética e treinamento em segurança cibernética;

• Políticas e procedimentos referentes ao uso de criptografia e, quando apropriado, encriptação;

• Segurança de RH, políticas de controle de acesso e gestão de ativos;

• Uso de autenticação multifatorial ou soluções para autenticação contínua.

A NIS 2 trata de forma diferente organizações “essenciais” e “importantes”. A meta é deixar claro quais empresas estão no centro de ecossistemas que dependem da organização central para realizar negócios, gerar e compartilhar informações, etc. Um ataque a uma empresa com esse perfil pode gerar um efeito “dominó” na economia europeia. Uma entidade grande é definida como uma empresa com um mínimo de 250 funcionários, ou com turnover anual mínimo de 50 milhões de euros, ou um balanço anual total de, no mínimo, 43 milhões de euros. Entidades importantes são empresas de médio porte – com um mínimo de 50 funcionários ou turnover anual (ou balanço total) de, no mínimo, 10 milhões de euros, porém, com menos de 250 funcionários, e turnover anual não superior a 50 milhões de euros, ou balanço total de 43 milhões de euros.

As empresas que violarem as normas da NIS 2 pagarão pesadas multas:

• Para organizações essenciais: multas administrativas de até 10 milhões de euros (55 milhões de Reais) ou, no mínimo, 2% do turnover total anual mundial no ano fiscal anterior. Prevalece o maior valor.

• Para organizações importantes: multas administrativas de até 7 milhões de euros (cerca de 38 milhões de Reais) ou, no mínimo, 1,4% do turnover total anual mundial no ano fiscal anterior. Prevalece o maior valor.

A nova legislação europeia é especialmente rigorosa em tudo o que diz respeito a Supply Chain (cadeias de suprimentos) das organizações europeias. Há uma lógica nesta abordagem: segundo o Gartner, sessenta por cento dos executivos do C-level consideram os ataques à cadeia de suprimentos o tipo de ameaça cibernética que mais poderia impactar seus negócios.

Há casos que confirmam esta análise. A europeia Airbus, por exemplo, foi afetada por um ataque à cadeia de suprimentos em janeiro de 2023, efetuado por um agente de ameaças conhecido como USDoD. A Airbus confirmou que o ataque havia sido realizado por meio de uma conta de usuário comprometida da Turkish Airlines, uma das clientes da Airbus. Os dados vazados incluíram informações pessoais associadas a mais de 3.000 fornecedores da Airbus.

Na visão da União Europeia, a cadeia de suprimentos é

Alex Rodriguez, Deputy Sales Director Brazil da Hillstone.

um ponto vulnerável, que pode levar ataques à Europa por meio dos parceiros de negócios das empresas europeias. Essa é a razão da longa série de provisões específicas referentes à segurança de cadeias de suprimentos de TIC, e aos relacionamentos com fornecedores B2B em geral.

As políticas da NIS 2 para segurança da cadeia de suprimentos incluem a verificação da maturidade de segurança digital dos fornecedores que atendem o mercado europeu. É necessário apresentar evidências ligadas aos cuidados com a cyber segurança de funções, como projeto e gestão de redes, e desenvolvimento de software, incluindo as políticas que esse fornecedor adota em relação ao tratamento e à revelação de vulnerabilidades.

As organizações brasileiras envolvidas em cadeias de suprimentos europeias precisam compreender quais são seus ativos digitais e quais são os principais riscos às operações e à estratégia de negócios – e, com base nisso, fortalecer sua postura de segurança para comprovar seu

alinhamento às normas NIS 2 – que impõem uma transformação contínua das estratégias de segurança cibernética de países e organizações. Tecnologias avançadas de segurança, como soluções XDR e NDR baseadas em Inteligência Artificial, são claramente recomendadas pela lei, que compreende a escala planetária dos negócios digitais, e considera a IA uma peça-chave na automação de defesas e ações corretivas. A NIS 2 exige, ainda, programas de treinamento mais estruturados, simplificação do relato de incidentes, aprimoramento da postura geral de segurança, e uma consistente e constante dotação orçamentária para segurança cibernética.

Padrões globais, como a NIS 2, poderão tornar-se a norma, à medida que o mundo digital evolui para enfrentar ataques cada vez mais sofisticados e eficazes. As empresas brasileiras que entenderem isso estarão um passo à frente da concorrência, destacando-se por sua maturidade digital e pelo crescimento de seus negócios.

O System 800xA 6.2 está disponível para instalações novas e existentes, demonstrando o compromisso da ABB, em resolver os desafios de execução, integração e custo de propriedade de automação.

As plantas de processo hoje precisam ser mais ágeis, escaláveis e flexíveis. Para se adaptarem, os projetos de automação de processos estão enfrentando desafios intensos, como locais de fábrica maiores, com contagem crescente de tags, integração de dispositivos de campo mais sofisticados e diversificados, e a implementação de tecnologias e padrões emergentes. Graças às inovações e atualizações de desempenho, incluídas na versão mais recente da principal plataforma de automação, o ABB Ability System 800xA Versão 6.2, as equipes de engenharia, integradores e proprietários de plantas podem enfrentar

esses desafios enquanto reduzem a complexidade e o custo dos projetos de automação.

A conectividade aprimorada é garantida por meio de melhorias no suporte ao OPC UA, integração de dispositivos APL Ethernet nativos, e maior quantidade de dispositivos PROFINET, suportados para atender o crescente número de dispositivos de campo e E/S centrados na rede. A conectividade nativa e direta com os dispositivos PROFIsafe aumenta a segurança, enquanto reduz os custos de engenharia, instalação e manutenção para instalações SIS (Sistema Instrumentado de Segurança). Também inclui suporte para as últimas tendências e padrões de tecnologia, aprimoramentos de qualidade e atualizações do ciclo de vida, para garantir operações seguras, e seguras 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Stellar homogado pela Siemens para uso com WinCC

Stellar, a poderosa solução de cibersegurança de endpoint da TXOne Networks, foi oficialmente homologada pela Siemens, como um produto auxiliar compatível para o WinCC.

Este poderoso software anti-malware industrial, agora, está listado na conhecida ferramenta de compatibilidade Compatibility Tool da Siemens.

Fazer parte da listagem oficial da Siemens facilita o processo para que nossos clientes mútuos protejam seus ambientes OT, garantindo uma integração perfeita do Stellar nos sistemas de controle e automação da Siemens. Além disso, os usuários agora podem receber suporte técnico

para o Stellar diretamente da Siemens.

A TXOne Networks, pioneira em segurança de sistemas ciber-físicos (CPS), oferece soluções de cibersegurança que garantem a confiabilidade e a segurança dos sistemas de controle industrial e dos ambientes de tecnologia operacional.

A TXOne Networks trabalha em parceria com os principais fabricantes de sistemas de automação e controle, bem como com os operadores de infraestrutura crítica, para desenvolver abordagens práticas e de fácil operação para a defesa cibernética.

A Westcon Redes e Conectividade Industrial é o distribuidor oficial para o Brasil e Certified Partner da TXone Networks.

Minas de Lítio: o papel da TI na exploração sustentável e otimizada desta riqueza

O Brasil tem muito a ganhar com a exploração do lítio, componente essencial de fontes renováveis de energia, como painéis solares, turbinas eólicas e carros elétricos. Este minério é encontrado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais; na província de Borborema, localizada entre os estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, e na província de Solonópole, também no Ceará. Os recursos e reservas dessas localidades formam um montante de mais de 1 milhão de toneladas, posicionando o Brasil como a 7ª maior reserva do mundo. Segundo o estudo US Geological , o Brasil é o quinto maior produtor de lítio do mundo, atingindo 4.900 toneladas, em 2023. Em 2022, a quantidade de minério retirada do solo brasileiro foi de apenas 2.630 toneladas – esse crescimento confirma os investimentos em novas minas, e na expansão das minas já existentes.

a alta densidade energética necessária para as ferramentas sem fio Antes de ser aplicado nas indústrias acima, o lítio tem de ser extraído do solo. A extração do lítio é feita tipicamente por meio de um processo denominado mineração de salmoura, que envolve extrair lítio de reservas de água salgada do subsolo. Esse processo envolve bombear água salgada para a superfície, onde ela é evaporada para remover o lítio e outros minerais. Infelizmente, esses metais tóxicos podem contaminar fontes de água, ameaçando, não somente os seres humanos, mas também a biodiversidade animal.

Cada tonelada de lítio minerado resulta em 15 toneladas de emissões de CO2 no ambiente. Além disso, estima-se que aproximadamente 500.000 litros de água sejam necessários para minerar aproximadamente 2,2 milhões de litros, por tonelada de lítio.

Uma razão para isso pode ser o fato de que o preço do lítio no mercado global subiu, de aproximadamente USD 12.000 por tonelada, em 2019, para USD 46.000 por tonelada, em 2023

As baterias de íons de lítio são a pedra angular do uso do lítio, sendo responsáveis por aproximadamente 90% do consumo global de lítio em 2022. Essas baterias alimentam uma ampla gama de produtos:

• Eletrônicos de consumo: smartphones, laptops, carregadores portáveis e tablets estão em toda parte na atual era digital; todos eles são alimentados por baterias de íons de lítio.

• Veículos elétricos (EVs): a transição da indústria automotiva para a mobilidade elétrica aumenta de maneira significante a demanda por lítio, pois, os EVs dependem de baterias de íons de lítio para armazenamento de energia.

• Sistemas de armazenamento de energia: baterias de lítio são cruciais para o armazenamento de energia solar e eólica, facilitando a transição para fontes de energia renovável.

• Ferramentas elétricas portáteis: desde furadeiras até cortadores de grama elétricos, as baterias de lítio oferecem

Solo e ar livres de contaminação

A universidade de Stanford, nos EUA, compilou diretrizes que, se implementadas nas operações de mineração de lítio, poderiam reduzir os danos dessa indústria à natureza e, ao mesmo tempo, preservar investimentos críticos para o crescimento econômico do Brasil.

1. A extração do lítio requer tipicamente escavação de poços abertos e tratamento com ácidos para extrair o minério para um meio aquoso. Uma quantidade considerável de rejeitos (resíduos sólidos) precisará ser contida durante longo tempo. É fundamental evitar que elementos tóxicos e contaminantes auxiliares sejam transportados para o meio ambiente. Com a ajuda de ferramentas de monitoramento preventivo, as barragens com rejeitos estarão sob controle, o que facilita a fase de remineração do lítio, algo extremamente rentável nesta indústria.

2. Todos os processos requerem bombeamento e eliminação de salmoura, e ações para remover o lítio da salmoura. Líquidos residuais devem ser injetados de volta no solo – evita-se o uso de líquidos não residuais.

3. Poeira e emissão de contaminantes voláteis precisam ser cuidadosamente avaliados. Geralmente, a recuperação de

Luis Arís é gerente de desenvolvimento de negócios da Paessler LATAM.

Produção e reservas mineiras mundiais: Reservas para Argentina, Austrália, Brasil, China, Estados Unidos e “Outros países” foram revisados com base em relatórios da empresa e do governo

lítio a partir de barragens requer ácido sulfúrico, o que exigirá ações de monitoramento para minimizar a liberação de dióxido de enxofre no ar.

4. Os dados acerca de sistemas de monitoramento da mineração de lítio devem ser tornados públicos e disponibilizados online. Regulamentações globais estabelecem que as minas precisam ser operadas com segurança, como prioridade fundamental para minimizar impactos adversos sobre os trabalhadores.

5. As consequências da mina a longo prazo serão, principalmente, determinadas por ela estar adequadamente fechada e recuperada. As barragens com os rejeitos devem ser monitoradas regularmente, produzindo dados acerca do status real da mineração encerrada.

Barragens de rejeitos de lítio sob controle

A descaracterização das barragens de lítio é um processo extremamente delicado, que exige o uso de tecnologias de monitoramento, para ser realizado com segurança. Essa empreitada é regulada por um protocolo criado em 2020, a partir de uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), e dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI). O marco para a segurança das barragens de lítio – incluindo as que não serão descaracterizadas – é o Global Industry Standard Tailings Management. A meta é realizar a gestão de todo o ciclo de vida dos depósitos de rejeitos de lítio.

A conformidade aos princípios do GISTM é suportada por dados gerados por plataformas de monitoramento, que medem, de forma proativa e preditiva, fatores críticos. Isso inclui controlar a tensão do concreto dos muros, o nível de água na barragem, a temperatura dos rejeitos na barragem, se houve movimentações nos rejeitos, se a barragem produziu ruídos, etc.

O sucesso da exploração de lítio no Brasil depende de que, desde o projeto da mina, esteja contemplada a monitoração preditiva de um ambiente extremamente crítico. Estudo da consultoria Mordor Intelligence de 2022 indica que o mercado de soluções de conectividade e monitoração para a indústria global de mineração deverá chegar a 24 bilhões de dólares, em 2026.

Monitoração integrada OT e TI

O fato da mina ser um ambiente hostil e de altíssimo custo – um caminhão autônomo para uso em minas pode facilmente custar milhões de reais – exige que esse setor avance na conectividade entre setores OT e TI. Numa mina de lítio, um data center irá processar dados produzidos ao longo de toda a cadeia de extração, desde a pressão das bombas, volume nos dutos de minérios, até a vida útil dos equipamentos (dados de OT). Passa-se a contar, por exemplo, com uma visão preditiva da manutenção dos equipamentos, o que evita os prejuízos causados por interrupções não planejadas. Outro centro de dados, instalado no porto, pode tratar especificamente das tarefas comerciais e administrativas, ligadas à exportação do produto (dados de TI).

Uma forma de otimizar os processos envolvidos na mineração e exportação do lítio é utilizar soluções de monitoração de ambiente digitais capazes de unificar, em uma única interface, dados sobre toda a cadeia de produção e comercialização de minérios.

Relatório divulgado pela Delloite, no início de 2022, indica que a indústria mineradora brasileira está atrás de países, como Canadá e Austrália, em relação a questões relevantes da pauta ESG. Para ajudar o Brasil a receber cada vez mais investimentos, a exploração deste ouro branco tem de ser baseada nas melhores práticas da mineração. Isso pode ser controlado em tempo real, 24x7, com a ajuda de plataformas de monitoramento multiprotocolo e convergentes OT/TI.

38% dos riscos cyber físicos são ignorados em abordagens tradicionais

Para entender o escopo da exposição e do risco associado enfrentado pelos ambientes de sistemas ciberfísicos, o Team82 da Claroty analisou dados de mais de 20 milhões de ativos de tecnologia operacional (OT), dispositivos médicos conectados (IoMT), IoT e ativos de TI em ambientes CPS. Os estudos revelaram que 38% dos riscos nos ativos de sistemas cyber físicos são ignorados em abordagens tradicionais de gerenciamento de vulnerabilidades, dando luz a um grande ponto cego, pronto para ser explorado por agentes maliciosos. Para enfrentar a questão, a Claroty anunciou uma solução completa de gerenciamento de exposição construída para sistemas ciberfísicos, que capacita organizações a minimizar sua superfície de ataque, e prioriza as ameaças mais eminentes.

A pesquisa focou em ativos definidos como de “alto risco”, que têm uma conexão de internet insegura, e contêm pelo menos uma vulnerabilidade explorada conhecida (KEV, na sigla em inglês). Os pesquisadores definiram “alto risco” como tendo uma alta probabilidade e alto impacto de serem explorados, com base em uma combinação de fatores de risco, como condições de fim de ciclo de vida, comunicação com protocolos inseguros, vulnerabilidades conhecidas, senhas fracas ou de padrão de fábrica, dados PII ou PHI, consequências devido a falhas, e vários outros.

As principais descobertas incluem:

• 20% dos ativos OT e IoMT têm pontuações ¹CVSSv3.1 de 9.0 ou acima – uma métrica representando a abordagem tradicional de gerenciamento de vulnerabilidades, confiando exclusivamente no Common Vulnerability Scoring System, versão 3.1. Este volume é muito avassalador e intensivo em recursos para a maioria das organizações, pela abordagem realista, especialmente nos ativos de sistemas ciberfísicos com janelas limitadas para correções, e por fornecer indicação de onde os esforços de remediação devem iniciar.

radas no mundo real.

• Desses dispositivos OT e IoMT de ultra alto risco, 38% não têm uma pontuação CVSS de 9.0 ou acima – isto significa que passam despercebidos por métodos tradicionais de gerenciamento de vulnerabilidades, mas estão alarmantemente prontos para serem explorados por atores maliciosos, sinalizando um ponto cego de alto risco às organizações.

“É importante entender as implicações de qualquer número maior que zero, ao medir o risco associado a ativos que têm hiperexposição, usados para controlar sistemas, como uma rede elétrica, ou fornecer assistência médica que salva vidas”, destaca Amir Preminger, Vice-Presidente de Pesquisa do Team82 da Claroty.

“As organizações devem adotar uma abordagem holística para o gerenciamento de exposição, que se concentre em bombas-relógio no seu ambiente, porque, mesmo que de alguma forma dominassem a tarefa impossível de abordar todas as vulnerabilidades CVSS 9.0+, ainda perderiam quase 40% das ameaças mais perigosas para a organização.”

As descobertas do Team82 da Claroty estão no relatório, “O Ponto Cego dos CPS”

• 1.6% dos ativos OT e IoMT são definidos como de "alto risco", têm uma conexão de internet insegura e contêm pelo menos uma vulnerabilidade explorada conhecida – o ápice dos fatores de exposição é que juntos representam um perigo real e iminente às organizações. Isso pode gerar dezenas de milhares de ativos de sistemas cibernéticos de alto risco, que podem ser acessados remotamente por agentes maliciosos, e que podem conter vulnerabilidades ativamente explo-

“Na América Latina, enfrentamos um desafio significativo no campo da segurança de sistemas ciberfísicos, um ambiente ainda em grande parte desconhecido para muitos. A complexidade desses sistemas e a escassez de especialistas tornam a abordagem de todas as vulnerabilidades em uma tarefa quase impossível. O lançamento da solução da Claroty, voltada para o gerenciamento de exposição em sistemas ciberfísicos, representa um avanço crucial. Essa funcionalidade capacita CIOs, CISOs e diretores de riscos a priorizarem ações de remediação nos ambientes mais suscetíveis a exploração, permitindo uma redução significativa nos custos operacionais, e um foco preciso em questões críticas.” diz Italo Calvano, Vice-Presidente da Claroty para a América Latina.

A TSEA energia lançou um produto exclusivo, que inova a forma de teste e simulação para configuração de operação dos reguladores de tensão. O SIM-Volt é um equipamento que emula tensões, correntes e funcionalidades de um regulador de tensão, permitindo que os operadores testem o controlador eletrônico do regulador, antes mesmo de instalá-lo nas linhas de distribuição.

Uma das principais vantagens do SIMVolt é a capacidade de treinar os operadores por meio de uma simulação do que aconteceria em campo, caso houvesse uma variação da tensão da rede elétrica, causado por alterações de parâmetros da linha, e variações e inversões do fluxo de potência.

Além disso, o SIM-Volt também pode ser utilizado para identificar possíveis falhas nos controladores já instalados. O equipamento permite que as distribuidoras de energia simulem o comportamento dos reguladores de tensão em diferentes condições de operação, permitindo uma manutenção mais eficiente e segura.

O equipamento é compatível com os controladores TSEA (TVC e TB-R1000), e pode ser facilmente adaptado para atender às necessidades específicas de cada cliente. Além disso, seu custo é relativamente baixo, se comparado a outras soluções disponíveis no mercado para teste de relés eletrônicos, o que o torna uma opção acessível para as distribuidoras de energia de todo o país.

Está disponível para clientes e parceiros da TSEA, e em breve estará disponível no mercado, representando mais um avanço significativo para o setor de energia elétrica no Brasil.

A Neutrik Américas, parte do Grupo Neutrik – empresa de soluções em conectividade AVL profissional – apresenta ao mercado três novos modelos de interface DLINE: o NA-2I2O-DLINE, o NA-2I-DLINE e o NA-2O-DLINE. Todas essas interfaces foram desenhadas para conectar equipamentos de áudio tradicional, para o novo e cada vez mais popular protocolo Dante. A versão NA2-IO-DLINE oferece duas entradas e duas saídas, em comparação ao modelo anterior NA2-IO-DLINE. Para ambientes onde não são necessárias duas entradas e duas saídas, a interface NA-20-DLINE tem duas saídas, e o NA-2I-DLINE tem duas entradas.

Os três produtos compartilham o mesmo design para uso em qualquer lugar, e contam com capas de proteção de borracha resistente, que podem ser retiradas para montar as unidades em mesas, treliças ou racks de equipamento de 19 polegadas, usando os acessórios opcionais da Neutrik. O desempenho do áudio é melhorado nos produtos da nova geração DLINE, com níveis máximos de 24 dBu para ambas entradas e saídas; faixa dinâmica de > 100 dB; relação sinal-ruído de > 108 dB; e diafonia de -100 dB @ 20 kHz, para saídas, e -110 dB @ 20 kHz, para entradas. As três interfaces são compatíveis com a tecnologia AES67.

Os conectores de chassi XLR da Neutrik têm entradas e saídas analógicas. As entradas dos XLR possuem uma lingueta assimétrica, com proteção contra choque eletrostático. O conector robusto etherCON aceita os conectores padrão RJ45 ou conectores robustos etherCON para conexões seguras. Ligar os produtos é fácil, ao usar alimentação por internet (PoE) de um switch de rede, até um injetor PoE (802.3 af/at, class 1).

O NA2-IO-DLINE foi um produto de sucesso, mas descontinuado. A boa notícia é que estes novos produtos apresentam um desempenho superior, e as diferentes configurações permitem que os clientes selecionem as variações de entrada ou saída que melhor atendem suas necessidades específicas.

O conector halo etherCON proporciona um sinal atraente do estado da rede, que é maior e mais clara que a proporcionada pelos LEDs anteriores. “Os novos produtos estão mais preparados para o cenário, graças às abas de pressão dos XLR fêmea, que são pretas, assimétricas, com antirreflexo e à prova de ESD. Essas abas substituem as metálicas brilhantes da geração anterior. O robusto design DLINE, que tanto teve sucesso no produto anterior, se transfere para estes novos modelos. Em poucas palavras, aos que gostavam do antigo NA2-IO-DLINE, devem apreciar muito desses novos produtos. Os novos usuários terão agora a oportunidade de experimentar a combinação única de características que oferecem estes produtos DLINE.

A provedora de serviços de Cloud Privada/Hibrida, DataCenter e Edge Computing do Grupo Stefanini, consolidou sua oferta ao mercado, combinando plataforma e serviços ponta a ponta. De maneira diferenciada, o serviço impulsiona o potencial das empresas, com planejamento, desenho, modernização de aplicações, infraestrutura e sustentação, acompanhando o forte movimento global de “repatriação” dos dados das nuvens públicas.

A nuvem híbrida permite a integração de recursos da nuvem pública à nuvem privada, proporcionando um equilíbrio entre flexibilidade e escalabilidade. Hoje, para uma aplicação que vai passar a utilizar IA como um de seus componentes, é possível fazer uma conexão física, que permite o consumo da inteligência artificial em algum dos principais provedores.

O modelo híbrido da Teccloud é uma das apostas da companhia. Indústria, bancos e muitos outros setores da economia podem optar por utilizar a solução. Entre os benefícios do modelo, estão eficiência financeira, por ser um formato de negócio flexível e ajustável à estratégia financeira Opex/Capex, que permite maior previsibilidade e transparência, e reduz a complexidade na operação. Há ainda a questão de segurança, em que é oferecido o desenho de uma estratégia de proteção, detecção, reação e recuperação “All in one”; e disponibilidade/latência, em que exploram o que há de mais moderno em termos de “edge computing” – estruturas que vão de mini data centers a estruturas modulares de maior porte –, sendo uma continuidade da operação em alta velocidade e baixa complexidade de implementação.

Nova Smar oferece ao mercado soluções de IIoT (Industrial Internet of Things) iIoTView para que se publiquem dados na nuvem com segurança; se visualizem dados em qualquer dispositivo, em qualquer lugar; se monitorem e se controlem seus ativos remotamente; se realize análise na borda; se integre com equipamentos existentes; se armazenem e se encaminhem dados históricos.

Com suas soluções, os usuários podem conectarse a praticamente qualquer equipamento de automação, por meio dos protocolos industriais suportados, como o OPC UA, Modbus, BACnet, SNMP, Web services e tunelamento de OPC clássico, além de tornar as Operações mais acessíveis e eficientes com o poder de IoT – IoT Hyper Collector.

O iIoTView conecta suas indústrias e equipamentos por meio de criptografia TLS segura e plataformas de nuvem

populares, como Microsoft Azure e Amazon. A solução de iIoT da Nova Smar potencializa ao máximo os serviços de nuvem do Azure da Microsoft, para fornecer visibilidade global, escalabilidade e confiabilidade.

Os gateways integram dispositivos, sensores e outros equipamentos, para publicar mensagens na nuvem independentemente dos assinantes. Cópias de segurança de sistemas SCADA na Nuvem podem ser feitas fora do local; desta forma, seus dados ficam protegidos contra eventuais danos de equipamentos ou desastres naturais.

Por mais de quatro décadas, as soluções de software de automação industrial da Nova Smar atenderam e superaram as necessidades reais dos clientes em vários setores, incluindo Petróleo e Gás, Sucroalcooleiro, Petroquímico, Farmacêutico, Químico, Papel e Celulose, Alimentos e Bebidas, Saneamento, Mineração e Siderurgia.

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A Coca-Cola de Singapura e a Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa (A*STAR) lançaram uma nova solução robótica, projetada para automatizar linhas de montagem e embalagem, na fábrica da empresa de bebidas em Singapura.

Desenvolvida em conjunto com o Centro Avançado de Remanufatura e Tecnologia (ARTC) da A*STAR, a nova solução de robô colaborativo personalizado (‘cobot’) automatiza as linhas de embalagem da Coca-Cola para seus sacos de ingredientes em pó, o que reduz significativamente trabalho manual, melhora a produtividade, e permite que os técnicos de produção da Coca-Cola assumam habilidades de maior valor agregado.

de sistemas, para finalizar esta solução cobot na linha existente da fábrica.

Esta solução foi desenvolvida como parte da estratégia de transformação digital da Coca-Cola Singapura, que continuará a alavancar tecnologias novas e digitais, como robótica avançada baseada em IA, análise de dados e Internet das Coisas, para melhorar sua operação gestão de processos e cadeia de suprimentos.

A A*STAR trabalhou com a Coca-Cola e a PME local Kowa Skymech Pte Ltd (Kowa Skymech), uma integradora

O novo robô tem sistema de detecção de visão inteligente, que pode identificar e localizar sacos de pó de vários tamanhos, antes de pegálos e colocá-los em caixas de papelão. Para melhorar o reconhecimento dos sacos brancos e transparentes usados pela Coca-Cola, que são difíceis de detectar, devido à falta de características distintivas e contraste com seu entorno, a ARTC desenvolveu algoritmos avançados, com a capacidade de detectar características sutis, para permitir ao sistema melhor identificar tais bolsas; ferramenta de ponta de braço expansível da RoPlus, uma spin-off da Universidade Nacional de Singapura (NUS) do Programa Nacional de Robótica (NRP), também foi integrada ao sistema. Ele pode ajustar sua aderência de acordo com o tamanho de cada saco de pólvora, sem a necessidade de os técnicos de produção mudarem manualmente a aderência e a configuração dos braços do robô, economizando tempo e esforço. Isso adiciona flexibilidade ao sistema, e oferece escalabilidade para sites globais.

A Rockwell Automation adicionou ordens de serviço prescritivas de inteligência artificial generativa (GenAI) de ponta ao seu Software Fiix Asset Risk Predictor , criando a primeira solução completa de manutenção preditiva e prescritiva, para ajudar os fabricantes a eliminar o tempo de inatividade não planejado.

A poderosa IA do Fiix Asset Risk Predictor pode ser configurada em apenas duas semanas, e começa a prever falhas de ativos com dias de antecedência. Com a adição da Manutenção Prescritiva Fiix, agora apresenta recursos GenAI, que transformam previsões de falhas em ordens de serviço detalhadas e acionáveis para equipes de manutenção. As ordens de serviço são geradas usando dados de ativos, ordens de serviço concluídas, e fontes de manutenção confiáveis. As equipes podem

então revisar e editar ordens de serviço e enviá-las instantaneamente para qualquer sistema computadorizado de gerenciamento de manutenção (CMMS) ou ferramenta de gerenciamento de ativos empresariais (EAM). Todos os dados são mantidos totalmente privados e protegidos pelos mais altos padrões de segurança. Ao reunir manutenção preditiva alimentada por IA e ordens de serviço GenAI acionáveis, o Fiix Asset Risk Predictor garante que os fabricantes vejam os resultados no tempo mais rápido possível. O Fiix Asset Risk Predictor, agora incluindo a Manutenção Prescritiva Fiix, pode ser adquirido e usado independentemente do Fiix CMMS, ou perfeitamente integrado a ele. Também pode ser integrado a qualquer CMMS ou EAM que sua empresa utilize.

A Ethernet-APL permite uma infraestrutura de rede para acesso ininterrupto à sala de controle ou da direção a partir de zonas perigosas – para obtenção de informações sobre a qualidade e o estado da produção. Trata-se de uma tecnologia simples e fiável, com elevada transmissão de dados, que permite aos utilizadores aceder às informações de dispositivos altamente diagnosticáveis e configuráveis.

Através do switch de campo Ethernet-APL da FieldConnex da Pepperl+Fuchs, múltiplas aplicações podem consultar informações do campo em simultâneo. Uma camada

A Moxa Inc. atualizou sua principal série EDS-4000/G4000 de switches Ethernet, controlados com suporte para a versão 4.0 do firmware MX-NOS (V4.0). O novo firmware traz diagnósticos aprimorados, medidas de segurança reforçadas e recursos mais poderosos, para a primeira linha de switches Ethernet com certificação IEC 62443-4-2 do mundo. A série EDS-4000/G4000 agora conta com 68 modelos de switch, todos projetados para acelerar a transformação digital em espaços industriais, como energia, transporte, marítimo e automação de fábrica.

Aderente com IEC 624434-1, a plataforma de firmware MX-NOS permite a expansibilidade nos switches Moxa EDS4000/G4000 Series, permitindo a adição de novas funções e recursos ao longo da vida útil do dispositivo. Ao garantir que os switches compartilham uma funcionalidade consistente e uma interface intuitiva, o MX-NOS V4.0 também melhora a experiência do usuário. O MX-NOS V4.0 funciona perfeitamente com o software de gerenciamento de rede Moxa MXview, para simplificar as operações em todas as operações industriais.

adicional de diagnóstico sobre a própria camada física permite que o pessoal detecte e elimine erros ou a degradação progressiva da qualidade na instalação. Pode dizer-se simplesmente que os diagnósticos com a tecnologia Ethernet-APL ajudam os utilizadores a manterem a qualidade da produção e o tempo operacional. O switch comunica medições das camadas físicas, mesmo para transmissão por fibra ótica. Os módulos SFP especialmente concebidos conectam o switch à rede, através de cabos de fibra ótica monomodo e multimodo, suportando cabos com comprimentos de até 30 km. Estão certificados como acessório do switch para instalação em Zonas 2/Div. 2.

“man-in-the-middle”.

O fortalecimento da resiliência operacional requer um diagnóstico rápido e preciso de problemas de rede, para detectar as causas básicas. O MX-NOS versão 4.0 adicionou duas importantes ferramentas de diagnóstico ao seu arsenal: espelhamento de porta RSPAN, e uma verificação de fibra definida pelo usuário. Ambos limitam o tempo de inatividade da rede. O RSPAN permite que os administradores espelhem o tráfego das portas de origem em uma VLAN, permitindo que o tráfego da sessão seja transportado por vários switches. Como o próprio nome indica, a verificação de fibra mostra o status da interface das conexões de fibra no switch.

O MX-NOS V4.0 traz o DHCP Snooping para switches da série EDS-4000/G4000. Uma tecnologia de segurança de camada 2, o DHCP Snooping filtra e descarta o tráfego DHCP considerado inaceitável, impedindo que servidores DHCP desonestos acessem a rede OT usando ataques

O MX-NOS V4.0 incorpora novos recursos, incluindo o Protocolo de Redundância de Mídia, IEEE 1588 PTP para sincronização de tempo, juntamente com suporte para Modbus TCP, Ethernet/IP e PROFINET; o protocolo de redundância de mídia ou “MRP” usa um anel para fornecer redundância em redes Ethernet. Redes em anel com até 50 dispositivos podem usar MRP, o que garante um comportamento de alternância totalmente previsível; segue o IEEE 1588 PTP (Precision Time Protocol), sincroniza relógios em toda uma rede na faixa de sub-microssegundos para sistemas de medição e controle; o suporte aos protocolos EtherNet/IP e Modbus TCP fornece gerenciamento e monitoramento de dispositivos, enquanto a compatibilidade com o PROFINET permite a transmissão transparente de dados.

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