25 Instrumentação, Elétrica, Controle de Processos, Automação Industrial, Predial e Metrologia
Ano 26 - nº294 - 2025
Data-Driven na Indústria 4.0 Veja o que os maiores especialistas revelam sobre o tema Seção especial de Cibersegurança 10 anos de Vivace Retrospectiva HANNOVER MESSE 2025
SUMÁRIO
talking about
Data vs Fellings
COVER PAGE
30.Data-Driven na Indústria 4.0
capa
Existem atualmente 40 trilhões de gigabytes de dados disponíveis – e contando. No último relatório do Capgemini Research Institute sobre o assunto, eles descobriram que, apesar de 50% das empresas em geral estarem voltadas para dados, apenas 39% delas consegue transformá-los em insights para gerar vantagens competitivas sustentáveis – essa minoria é cerca de 22% mais lucrativa, segundo o levantamento “Data-powered enterprises: The path to data mastery”. Mas veja que esses mestres conseguem transformar seus insights em resultados de negócios porque suas empresas possuem infraestrutura, governança e operações necessárias para tanto. O Capgemini destaca, ainda, que eles conseguem levantar dados externos para melhorar seus insights. Alguns dizem que seus insights carregam, sim, uma dose de “feeling” , mas sempre levando os dados em consideração. Ou seja, é preciso ter dados confiáveis e saber usá-los. Mas o levantamento mostrou que apenas 20% dos executivos de negócios confiam nos dados ainda que 62% dos executivos técnicos acreditem que seus usuários de negócios confiam neles! Só 27% dos executivos de negócios afirmam estar satisfeitos com a qualidade dos dados ainda que 54% dos executivos técnicos acreditem no contrário. E dados confiáveis são essenciais para a agilidade organizacional. Diferenças semelhantes entre executivos de tecnologia e executivos de negócios também existem em áreas de coleta de dados, visibilidade e políticas de acesso a dados. É um mercado que de US$ 4,03 bilhões em 2023 deve crescer para US$ 9,5 bilhões até 2032 – ou antes porque os dados são a base do novo hit tecnológico (assunto de nossa próxima edição), a Inteligência Artificial. E claro, tudo começa na instrumentação, no sensoriamento. Nesta edição trazemos uma conversa sobre empresas data driven na atual indústria 4.0, com a visão de usuário e fornecedores de TI e TO. A edição traz um pouco mais dos negócios e eventos que marcaram os últimos dois meses, complementando nossas divulgações diárias nas mídias sociais e semanais nas duas newsletters. À conclusão desta edição não havia mudança nos tarifaços dos EUA em relação à China – apenas estava-se na iminência de uma redução desses números. Então, não há insight que dê conta.
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Boa leitura O editor
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Colaboraram com informações e imagens as assessorias de imprensa. Agradecimentos especiais ao amigo Claudio Makarovsky
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Novo Nordisk anuncia investimento de R$ 6,4 bilhões @RicardoStuckert
A Novo Nordisk anunciou investimento de R$ 6,4 bilhões (8 bilhões de coroas dinamarquesas) para expandir sua unidade de produção em Montes Claros, norte de Minas Gerais, com o objetivo de aumentar a capacidade de produção de tratamentos injetáveis para pessoas com obesidade, diabetes e outras doenças crônicas graves. Marcando um dos maiores investimentos farmacêuticos da história do Brasil, a expansão irá aumentar significativamente a capacidade da unidade com a adição de novos processos de produção asséptica, um almoxarifado e um novo laboratório de controle de qualidade. A unidade atenderá a diversos formatos de produtos, incluindo produtos GLP-1, e contará com tecnologia avançada e preparada para o futuro.
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“Com esta expansão da unidade de Montes Claros, estamos fortalecendo nossa capacidade global de produção, o que nos permitirá atender tanto à demanda atual quanto à futura por medicamentos inovadores em todo o mundo”, afirma Henrik Wulff, vice-presidente executivo de Química, Produção, Controle & Suprimento de Produtos da Novo Nordisk.
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C&I NEWS As obras de construção já começaram e as operações estão previstas para começar em 2028. Espera-se que o investimento gere 600 empregos permanentes após a conclusão das instalações. Durante a fase de construção, até 2.000 empregados externos trabalharão no local. A unidade foi projetada com foco em sustentabilidade e buscará a certificação LEED. Materiais de construção de baixo carbono serão utilizados sempre que possível, e 100% do fornecimento de energia da unidade virá de painéis solares fotovoltaicos (PVs). Além disso, a unidade utilizará estratégias inovadoras de gestão da água, incluindo captação e reuso de água da chuva para a produção.
“Este anúncio é um marco histórico para a Novo Nordisk no Brasil e destaca o nosso compromisso inabalável com a inovação e a excelência no país, à medida que continuamos a investir nesta unidade de produção estratégica”, afirma Reinaldo Costa, vice-presidente corporativo da fábrica da Novo Nordisk em Montes Claros.
Voith Paper fornece pacote de instrumentação para a planta da Cocelpa
A Cocelpa, em sua busca contínua por excelência operacional, firmou mais uma importante parceria com a Voith Paper para aprimorar sua planta, localizada na cidade
de Araucária, no Paraná. O projeto contempla o fornecimento de válvulas de controle e transmissor de vazão, essenciais para garantir a eficiência, a segurança e a qualidade do
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C&I NEWS processo produtivo na planta. Com o objetivo de maximizar o desempenho de um novo depurador adquirido da Voith, a Cocelpa investiu na instrumentação completa da empresa. Esses instrumentos de campo são fundamentais para o funcionamento ideal do depurador, assegurando operações fluidas e sem interrupções. A instalação reforça o papel da Voith como fornecedora completa, ao oferecer desde equipamentos principais até instrumentação de campo. A decisão da Cocelpa de adquirir toda a instrumentação diretamente da Voith elimina a necessidade de interfaces duplas, sim-
plificando a gestão e aumentando a confiabilidade do projeto. Isso representa um marco importante para a Voith, que se posiciona cada vez mais como referência no mercado de instrumentação, com soluções integradas e alinhadas às exigências de seus clientes. Outro fator determinante na escolha foi o profundo conhecimento da Voith sobre os processos específicos da Cocelpa. A presença constante da multinacional alemã no dia a dia da planta permitiu um entendimento detalhado das operações e desafios, possibilitando a oferta de soluções customizadas que agregam valor e aumentam a competitividade da unidade.
Tecnologia otimiza a primeira aeronave 100% autônoma do Brasil
A inovação e a eficiência das soluções da Sumitomo Chemical integram o moderno e revolucionário Pyka Pelican 2, primeira aeronave agrícola elétrica e 100% autônoma do Brasil. As formulações da centenária companhia japonesa são cuidadosamente ajustadas para assegurar que o produto chegue ao alvo de forma precisa, reduzindo perdas e maximizando os resultados no campo. Essa tecnologia pode ser vista na prática por cerca de 80 produtores de algodão e soja quando a aeronave foi usada para pulverizar uma área da Fazenda Santa Isabel, em Luís Eduardo Magalhães (BA). O portfólio para proteção de cultivos e BioRacionais da Sumitomo Chemical foi desenvolvido para oferecer alta performance
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em diferentes modalidades de aplicação, incluindo a tecnologia embarcada no Pelican 2, e isso assegura mais eficiência e segurança nos resultados da aplicação ao produtor. Coordenador de Stewardship da Sumitomo Chemical, Rafael Ferreira explica que a iniciativa de fazer essa demonstração, na prática, nas condições reais dos agricultores, é uma ação muito importante para tornar concreto e tangível como as soluções e formulações da companhia atuam em uma aeronave autônoma. A empresa norte-americana Pyka é a desenvolvedora da aeronave, que, no Brasil, é representada pela Synerjet. A aeronave cobre até 90 hectares por hora.
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ZEN investe em gerenciamento de processos em tempo real @Divulgação
Sediada em Brusque (SC), a ZEN S.A. opera no setor automotivo desde 1960, sendo, atualmente, a maior fabricante independente de impulsores de partida do mundo. Além disso, destaca-se como uma grande fornecedora de peças para o mercado original e de reposição. Com mais de 1000 colaboradores, é considerada uma das empresas mais inovadoras do sul do Brasil, destinando cerca de 5% de seu faturamento anual à Pesquisa e Desenvolvimento. O processo produtivo realizado na fábrica da ZEN é bastante complexo, constituído de uma gama diversificada de máquinas que utilizam muitos protocolos de comunicação. Em busca de centralizar o controle de sua produção e otimizar sua manutenção, a empresa decidiu investir em duas plataformas da Elipse Software, o Elipse E3 e o Elipse Plant Manager (EPM). A aplicação de ambos os softwares foi implementada pela TagInfo Treinamentos e Manutenção de Softwares e Hardwares, empresa especializada na prestação de serviços nas áreas de automação industrial e tecnologia da informação. O Elipse E3 permite gerar alarmes e cadastrar limites de setpoints relativos a algumas variáveis das máquinas e suas horas de funcionamento. O EPM monitora as variáveis, condições e comportamentos dos diferentes equipamentos (prensas, fornos, caldeiras e compressores) sob a forma de dashboards e gráficos. Também possibilita supervisionar o consumo de energia na fábrica, tanto o mensurado nos horários de ponta quanto o mensal.
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“Estes sistemas nos permitem executar mais manutenções preventivas, o que reduz as interrupções e torna a produção mais eficiente e confiável. Com essa abordagem, a estrutura de manutenção da ZEN se posiciona, hoje, entre as mais avançadas globalmente”, afirmou Ciro Quaiato, Analista de Manutenção da ZEN.
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Governo do Pará realiza leilão para concessão de saneamento básico @Cauê Dinz/B3
Helder Barbalho, governador do Estado do Pará, e Jader Filho, ministro das Cidades, batem o martelo para celebrar o resultado do leilão Foi realizado na B3 o leilão promovido pelo Governo do Pará para a concessão da prestação regionalizada dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 99 municípios paraenses dos bloco A, B e D da Microrregião de Água e Esgoto do Pará – MRAE, por 40 anos. A concessão prevê R$ 15,21 bilhões em investimentos para alcançar metas de universalização do abastecimento de água em 2033 e do esgotamento sanitário até 2033 para 90% do bloco A e, até 2039, nos blocos B e D. A Aegea Saneamento e Participações S.A. foi a vencedora nos três blocos, tendo apresentado proposta de outorga fixa de R$ 1,16 bilhão, 140,9 milhões, e 117,8 milhões nos blocos A, B e D, respectivamente. “Destaco aqui a importância deste momento para apontar a solução, certamente, de um dos maiores desafios de infraestrutu-
ra e desafios à qualidade de vida, particularmente à saúde paraense. (...) Com esta agenda hoje consolidada, nós apontamos soluções efetivas e prazos na busca da universalização” disse o governador Helder Barbalho durante o discurso. “O objetivo do governo Lula é um só: que levemos água tratada para a casa das pessoas e o esgoto sanitário não fique mais nas ruas porque isso significa saúde”, disse Jader Filho, ministro das Cidades. “Agradecemos a confiança do Governo do Estado do Pará por reconhecer a credibilidade e a capacidade da B3 para auxiliá-lo em mais um processo de concessão de serviço para a iniciativa privada. Temos orgulho de, há mais de 30 anos, oferecer um ambiente que promove o encontro de bons projetos a investidores, em prol do desenvolvimento do nosso país”, afirmou Rogério Santana, diretor de relacionamento com clientes da B3.
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Novo comando na EDP A portuguesa EDP terá novo comando na América do Sul a partir de junho deste ano, quando João Marques da Cruz, atual presidente das operações na região, vai deixar a companhia. Em seu lugar, deve ser nomeado o ex-vice-presidente de Distribuição da empresa, Joao Brito Martins, que atualmente faz parte do conselho de administração da E-Redes, braço que opera redes de distribuição em Portugal. A transição de comando marca o encerramento de um ciclo de grande expansão e fortalecimento da empresa na região, consolidando a EDP South America como um dos principais players do setor elétrico. Durante sua gestão, João Marques da Cruz impulsionou os resultados financeiros, liderou a estratégia de rotação de ativos e aprimorou os indicadores operacionais da empresa. Além disso, foi peça-chave na criação da EDP América do Sul, resultado da integração das atividades da EDP Brasil e da EDP Renováveis no Brasil e no Chile. Entre os desafios que ainda estão sob sua condução até maio, destaca-se a prorrogação das concessões de distribuição de energia da empresa por mais 30 anos. A aprovação da minuta do
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termo aditivo pela Aneel foi uma vitória significativa para a companhia e o caso da concessão do Espírito Santo teve especial relevância para a EDP. A partir de 1º de junho de 2025, João Brito Martins assume o cargo de Diretor-Presidente da EDP Brasil e, simultaneamente, será o responsável pela gestão da EDP na América do Sul. Com uma sólida carreira dentro do grupo, João Brito está na EDP desde 2005 e já ocupou posições estratégicas tanto no Brasil quanto em Portugal. Entre 2017 e 2020, atuou como Diretor-Geral da EDP Espírito Santo, sendo promovido posteriormente a Vice-Presidente de Distribuição da EDP Brasil até 2021. Nos últimos anos, esteve à frente da E-Redes, em Portugal, fortalecendo sua experiência na área de distribuição e gestão operacional. Com essa transição, a EDP South America inicia um novo ciclo, dando continuidade à sua estratégia de crescimento, inovação e sustentabilidade no setor elétrico. A expectativa é de que sua liderança reforce a posição da companhia como referência em distribuição, geração renovável e soluções energéticas na América Latina.
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Os Riscos de Aplicar Cibersegurança TI em Redes OT Com a crescente digitalização da indústria, a cibersegurança OT tornou-se essencial para a proteção de redes industriais. No entanto, muitas empresas ainda tentam aplicar soluções de TI em OT, ignorando as diferenças fundamentais entre esses dois mundos. Essa abordagem pode trazer riscos significativos para a operação, comprometendo a disponi-
bilidade, a compatibilidade com sistemas legados, a detecção de ameaças específicas do ambiente industrial e, ainda pior, podendo comprometer o funcionamento dos chamados Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS), que desempenham função excepcionalmente crítica de proteger a planta (processo/ ativos) e as pessoas contra situações de risco.
As Diferenças Entre TI e OT
A segurança de TI segue o princípio de confidencialidade, integridade e disponibilidade (CID). Em OT, essa ordem se inverte: a disponibilidade é a prioridade, seguida da integridade e da confidencialidade. Isso ocorre porque, no chão de fábrica, qualquer interrupção pode gerar grandes prejuízos financeiros. Em processos críticos que envolvem safety, os Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS) realizam a parada
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de emergência dos processos, levando-os para uma condição segura quando ocorre uma situação anormal de alto risco. A atuação indevida do SIS pode parar uma linha de produção inteira ou causar danos catastróficos na planta, pondo em risco a vida das pessoas. Por isso, soluções de cibersegurança para OT precisam ser projetadas para garantir proteção sem comprometer a continuidade operacional.
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Impacto na Disponibilidade Soluções de TI, como firewalls tradicionais, podem bloquear comunicações legítimas entre PLCs e sistemas SCADA, resultando em paradas inesperadas. Além disso, atualizações automáticas e verificações de segurança
podem exigir reinicializações, algo inviável em uma operação industrial contínua. A segurança OT deve ser projetada para atuar de forma passiva e garantir proteção sem afetar a estabilidade dos sistemas.
Sistemas Legados e Incompatibilidade com TI Máquinas industriais operam por décadas, muitas vezes utilizando sistemas antigos como Windows XP, sem suporte oficial. Enquanto em TI a solução seria atualizar hardware e software, em OT isso pode ser inviável devido ao impacto na produção. Soluções de TI frequentemente exigem atualizações constantes, o que pode levar a dois problemas:
• Incompatibilidade com sistemas antigos, impedindo a instalação de softwares de segurança modernos. • Reinicializações frequentes, algo impraticável em processos industriais contínuos. Soluções OT são projetadas para operar nesses ambientes sem exigir atualizações disruptivas.
Protocolos de Comunicação e Segurança As redes OT utilizam protocolos específicos, como PROFINET, EtherNet/IP e Modbus TCP, que exigem determinismo para garantir operações precisas. Firewalls de TI não são projetados para interpretar esses protocolos corretamente, podendo gerar: • Bloqueio de tráfego essencial, comprometendo processos produtivos.
• Falsos positivos, identificando comunicações normais como ameaças. • Falta de análise especializada, permitindo ataques não detectados. Soluções OT oferecem inspeção profunda de pacotes de dados, garantindo segurança sem interferir na operação.
A Falta de Detecção de Ameaças OT As ameaças em OT diferem das de TI. Enquanto TI foca em ataques como roubo de dados e phishing, OT enfrenta riscos como: • Alteração de parâmetros de controle, podendo causar danos às máquinas. • Interrupção de sistemas de seguran-
ça, colocando operadores em risco. • Ataques à comunicação entre sensores e atuadores, afetando processos críticos. Soluções OT são desenvolvidas para identificar essas ameaças sem comprometer a operação.
Conclusão: Segurança OT Exige Soluções OT Aplicar cibersegurança TI em redes OT pode resultar em paralisações, falhas na detecção de ameaças e dificuldades na proteção de sistemas legados. A segurança OT exige soluções desenvolvidas para esse ambiente, garantindo disponibilidade, compa-
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tibilidade e proteção eficiente dos processos industriais. Para evitar riscos e manter a operação segura, é essencial adotar estratégias específicas para OT, protegendo a produção sem comprometer sua continuidade.
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X-Force Threat Intelligence Index 2025
O IBM X-Force Threat Intelligence Index é o culminar do conhecimento e insights derivados de dezenas de analistas especializados em todas as equipes de segurança da IBM. A cada ano, a equipe da IBM analisa as ameaças e ações que compõem o cenário de ameaças em todos os principais setores e regiões para fornecer insights que permitam que clientes e profissionais de segurança entendam melhor as ameaças que enfrentam. Armado com esse conhecimento, medidas de segurança eficazes podem ser implementadas. Entre as várias descobertas dignas de nota no relatório deste ano, três tendências subiram ao topo: • Os invasores continuam a “fazer login” depois de abusar das identidades dos usuários com ataques de credenciais
• As organizações de infraestrutura crítica estão sendo vítimas da exploração de vulnerabilidades • A interseção da segurança cibernética e da tecnologia de IA está no horizonte Ocorrendo em 30% dos casos, o abuso de identidades de usuários continuou sendo o ponto de entrada preferido para invasores em 2024. Um aumento nos e-mails de phishing que entregam malware infostealer e conduzem phishing de credenciais está alimentando essa tendência e pode ser atribuído a invasores que aproveitam a IA para escalar a distribuição. Com quase um em cada três incidentes resultando em roubo de credenciais, não há fim à vista para o abuso de identidade.
Os 10 principais CVEs discutidos em fóruns da dark web Para piorar a situação, existe o próspero mercado da dark web que negocia credenciais roubadas. A análise indica que houve
um aumento de 12% nas credenciais de infostealer à venda na dark web em comparação com o mesmo período do ano passado.
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Em 2024, os cinco principais infostealers sozinhos tinham mais de 8 milhões de anúncios na dark web, com cada listagem tendo o potencial de conter centenas de credenciais, o número real é, sem dúvida, muito maior. No ano passado, 70% dos ataques aos quais a X-Force respondeu envolveram uma organização do setor de infraestrutura crítica; em mais um quarto desses casos, os invasores exploraram com sucesso uma vulnerabilidade para obter acesso à infraestrutura da vítima. Isso destaca os desafios contínuos de aplicação de patches que estão afetando as operações críticas do sistema. Uma vez comprometidos, os invasores implantaram malware em 40% dos casos, sendo o ransomware o malware preferido em quase um terço dos incidentes. De todos os setores, dentro e fora do espaço de infraestrutura crítica, a manufatura continua sendo o principal alvo, respondendo por 26% dos incidentes. As organizações de manufatura experimentam o maior número de casos de ransomware, pois o ROI da criptografia se mantém forte devido à baixa tolerância do setor ao tempo de inatividade. Embora os ataques em larga escala às tecnologias de IA ainda não tenham se materializado, os pesquisadores de segurança estão correndo para ficar à frente, identificando e corrigindo vulnerabilidades antes que os agentes de ameaças possam explorá-las. Problemas como a vulnerabilidade de execução
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remota de código que o X-Force encontrou em uma estrutura para criar agentes de IA se tornarão mais frequentes e, onde houver pontos fracos, os invasores seguirão. O uso de ferramentas de IA disponíveis publicamente para melhorar a produção e automatizar tarefas como codificação e escrita de e-mail também foi documentado pela X-Force. Com a adoção prevista para disparar este ano, o mesmo acontecerá com os incentivos para que os adversários desenvolvam kits de ferramentas de ataque especializados direcionados à IA. O X-Force Threat Intelligence Index oferece os insights exclusivos sobre o cenário de segurança cibernética de 2024 para clientes da IBM, pesquisadores do setor de segurança, formuladores de políticas, mídia e a comunidade mais ampla de profissionais de segurança e líderes de negócios.
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Vulnerabilidade do WinRAR (CVE-2025-31334) permite execução silenciosa de malware no Windows Incidentes recentes de segurança cibernética incluem a descoberta do malware furtivo TCESB , implantado pelo grupo ToddyCat, visando sistemas Windows por meio de uma falha de sequestro de DLL na ESET (CVE-2024-11859) e uma técnica BYOVD usando um driver Dell vulnerável. Também foi relatada a exploração ativa de uma vulnerabilidade de escalonamento de privilégios de dia zero (CVE-2025-29824) no Windows Common Log File System (CLFS), usada em campanhas de ransomware direcionadas pelo grupo Storm-2460 por meio de arquivos MSBuild maliciosos e manipulação de tokens. Além disso, ataques cibernéticos sofisticados foram observados visando desenvolvedores, utilizando o Visual Studio Code e pacotes npm com carregadores de malware ofuscados e iscas com tema de recrutamento vinculadas ao Lazarus Group, facilitando a exfiltração de dados e o acesso remoto. Os pesquisadores também descobriram uma vulnerabilidade no WinRAR (CVE-2025-31334) que permite a execução silenciosa de malware, contornando as proteções do Mark of the Web por meio de arquivos .rar criados com links simbólicos. Enquanto isso, uma falha crítica de bypass de autenticação
(CVE-2025-31161) no CrushFTP está sendo ativamente explorada, permitindo o comprometimento total do sistema por meio de sessões falsificadas e acesso não autorizado de administradores. Esses desenvolvimentos ressaltam a necessidade urgente de as organizações permanecerem vigilantes e aplicarem atualizações de segurança prontamente. (SISA)
Digital Threat Report 2024 A SISA lançou o Digital Threat Report 2024 para o setor bancário, de serviços financeiros e de seguros (BFSI). Durante a cerimônia de lançamento, o Secretário S. Krishnan enfatizou a importância da conscientização sobre segurança cibernética em todos os setores da indústria. O relatório de ameaças, idealizado pela SISA e pelo CERT-In para o setor de BFSI, reflete uma troca contínua de conhecimento moldada por incidentes de segurança cibernética do mundo real, táticas adversárias em
evolução e inteligência de ameaças emergentes. O setor financeiro, não apenas na Índia, mas em todo o mundo, está passando por uma rápida transformação digital e adotando novas soluções baseadas em tecnologia. Embora a intervenção tecnológica ajude a otimizar os processos e a prestação de serviços ao cliente, ela também expande o cenário de ameaças à segurança, exigindo uma estrutura de segurança cibernética robusta e eficaz.
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À medida que o setor continua a adotar Fintechs e soluções digitais, os ataques cibernéticos estão se tornando mais sofisticados, frequentes e direcionados. Um ataque cibernético a uma instituição financeira pode ter resultados desastrosos. Ataques cibernéticos em instituições financeiras podem ter efeitos sistêmicos que são exacerbados por laços tecnológicos e financeiros entre outras instituições financeiras e não financeiras, resultando em perdas exponenciais. Portanto, uma resposta eficiente e eficaz e uma recuperação rápida são essenciais para limitar esses riscos à estabilidade financeira. Além disso, considerando a interconexão e a interdependência das entidades financeiras e a natureza sem fronteiras dos incidentes cibernéticos, o risco cibernético de qualquer entidade não se limita mais aos sistemas, redes e ativos de sua propriedade ou controlados pela entidade. O CERT-In e o CSIRT-Fin notaram um padrão claro no qual os ataques cibernéticos no setor financeiro estão se tornando mais complicados e sofisticados. O cenário da segurança cibernética está mudando em paralelo
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com a disseminação de tecnologias de ponta, como computação em nuvem, Interfaces de Programação de Aplicativos (APIs) e Inteligência Artificial/Aprendizado de Máquina (IA/ML). Descobertas notáveis também mostram que algumas empresas ainda têm dificuldades com procedimentos básicos de higiene cibernética e não seguem as políticas e procedimentos de segurança estabelecidos. O relatório oferece uma análise aprofundada do cenário de ameaças cibernéticas em evolução, com foco nos métodos, táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) empregados por agentes de ameaças que visam o setor de BFSI. O relatório descreve recomendações práticas e acionáveis que as organizações do setor de BFSI podem implementar em três pilares: pessoas, processos e tecnologia.
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Uma abordagem integrada para segurança cibernética abrangente em TO @Divulgação
A Rockwell Automation participou do InCyber Forum que aconteceu de 1 a 3 de abril, no Grand Palais em Lille, apresentando uma abordagem holística e integrada para aprimorar as necessidades imediatas e contínuas de segurança cibernética de TO. Com o aumento dos ataques cibernéticos, os fabricantes precisam ir além das defesas reativas. Então a Rockwell Automation combinou sua profunda experiência em automação industrial com conhecimento especializado em cibersegurança de TO para fornecer soluções e serviços abrangentes. Isso inclui gerenciamento proativo de riscos, resposta rápida e gerenciamento integrado de vulnerabilidades por meio do Verve Security Center. Essa abordagem, que abrange todo o espectro de ataques, ajuda os fabricantes a protegerem ativos críticos, garantir
a continuidade operacional e mitigar riscos cibernéticos em seu ambiente de TO. O Verve Security Center oferece inventário de ativos de TI-TO, gerenciamento de vulnerabilidades e correção que ajudam as empresas a estabelecerem rapidamente uma visão abrangente de seu cenário de riscos de OT e tomar decisões informadas sobre sua segurança. “Com a integração das soluções de segurança cibernética da Rockwell e da Verve, podemos atender melhor às preocupações iniciais dos clientes com segurança cibernética, com métodos avançados para quantificar e mitigar riscos cibernéticos”, disse Pierre Paterni, gerente de vendas de serviços cibernéticos da Rockwell Automation.
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Contextualizar o risco para definir e priorizar ações de remediação é um dos maiores desafios da cibersegurança em TO. Utilizando pontuação de risco proprietária, a Verve identifica os riscos mais críticos, permitindo que os clientes se concentrem nas áreas que precisam de mais atenção. Gerentes de TI sobrecarregados com alertas e dados precisam priorizar incidentes com base em sua real importância. A análise contextual de dados é, portanto, essencial, fornecendo insi-
ghts inteligentes para o processamento eficaz de informações. Durante o evento, Paterni mostrou como a plataforma Verve, combinada com a expertise da Rockwell Automation e em paralelo às ferramentas existentes, fornece uma visão de 360° do ambiente industrial, identificando ativos e suas características detalhadas, gerenciando vulnerabilidades, backups e configurações, e priorizando as medidas a serem implementadas o mais rápido possível.
Microsoft corrige mais de 130 vulnerabilidades
Nas atualizações mensais de segurança de abril, a Microsoft corrige mais de cem vulnerabilidades diferentes; incluindo uma falha de dia zero que estava sendo explorada ativamente. Os usuários devem garantir que seus dispositivos sejam atualizados o mais rápido possível para evitar possíveis ameaças.
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As atualizações de segurança estão disponíveis aqui e abordaram onze problemas de gravidade crítica e destes, cinco afetavam o Microsoft Excel, dois existiam nos Serviços de Área de Trabalho Remota do Windows e um no Windows Hyper-V, no Windows Lightweight Directory Access Protocol (LDAP) e
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patrocinada por: no Windows TCP/IP. Além disso, a atualização inclui 110 vulnerabilidades de gravidade que podem levar à execução remota de código (22), negação de serviço (14), escalonamento de privilégios (48), desvio de recurso de segurança (9), divulgação de informações (16) e falsificação (1). Algumas das falhas incluem: CVE-202526670 (crítico; CVSS 8.1): Uma falha de uso após liberação no cliente Lightweight Directory Access Protocol (LDAP) permitindo a execução remota de código de um invasor não autorizado em uma rede. CVE-202526686 (crítico; CVSS 7.5): Uma vulnerabilidade de execução remota de código que existia devido ao armazenamento de dados confidenciais em memória bloqueada incorretamente no TCP/IP do Windows. CVE2025-27740 (importante; CVSS 8.8): Uma vulnerabilidade de escalonamento de privilégios nos Serviços de Certificados do Active Directory que pode permitir que um invasor autenticado manipule os atributos das contas e obtenha privilégios de administrador de domínio por meio do certificado ADCS. CVE-2025-26669 (importante; CVSS 8.8): Uma leitura fora dos limites no Serviço de Roteamento e Acesso Remoto do Windows (RRAS) que poderia permitir que um invasor não autorizado lesse partes da memória heap e divulgasse informações pela rede. Um invasor poderia acionar a falha enganando o usuário vítima, fazendo-o enviar uma solicitação ao servidor malicioso, que, em troca, enviaria dados maliciosos, levando à execução arbitrária de código. CVE-2025-26678 (importante; CVSS 8.4): Havia um desvio de recurso de segurança devido ao controle de acesso impróprio no Controle de Aplicativos do Windows Defender, permitindo ataques de um adversário não autorizado. Explorar a vulnerabilidade poderia permitir que o invasor vencesse uma condição de corrida, levando à execução remota de código. Para acionar essa vulnerabilidade, o invasor precisava apenas enviar mensagens maliciosas. A vulnerabilidade de dia zero corrigida
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fica no driver do Sistema de Arquivos de Log Comum do Windows. De acordo com o comunicado da Microsoft, uma falha de uso após liberação no driver poderia permitir privilégios elevados a um adversário autorizado, incluindo privilégios de Sistema - esta vulnerabilidade recebeu o ID CVE CVE2025-29824 e uma pontuação CVSS de 7,8. Embora a vulnerabilidade tenha permanecido em segredo, ela chamou a atenção de agentes de ameaças antes de ser corrigida. A Microsoft também confirmou a detecção de tentativas ativas de exploração dessa falha. O patch foi lançado para os dispositivos mais recentes, e os sistemas Windows 10 ainda aguardam uma correção. Conforme explicado no comunicado, as atualizações para o Windows 10 (para sistemas baseados em x64 e 32 bits) estarão disponíveis em breve. Até lá, os dispositivos permanecem vulneráveis à ameaça, exigindo que os usuários os utilizem com cautela. A alternativa é atualizar os sistemas para o Windows 11 e receber todas as atualizações de segurança imediatamente.
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Vivace Process Instruments: 10 anos de inovação, coragem e transformação na automação industrial brasileira
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Em maio de 2025, a Vivace Process Instruments celebra uma trajetória de 10 anos marcada por inovação, coragem e transformação no setor de automação industrial brasileira. A comemoração vai além de uma simples marca cronológica: representa a consolidação de uma empresa 100% brasileira, com capital próprio, que nasceu da união entre amizade, paixão, competência e a determinação inabalável de seus fundadores. Em um mercado historicamente dominado por grandes corporações multinacionais, a Vivace é uma prova viva de que é possível construir
uma história de sucesso, competitividade e excelência a partir do solo nacional. A Vivace trilhou um caminho ímpar. Desde o primeiro momento, seus sócios demonstraram coragem ao apostar em uma visão independente, baseada em soluções tecnológicas de ponta desenvolvidas no Brasil, com foco em qualidade, inovação e atendimento às reais necessidades do mercado nacional e internacional. A Vivace se tornou um símbolo de ousadia, excelência técnica e visão de futuro em um cenário altamente competitivo e desafiador.
Resiliência como base da construção A Vivace não nasceu de grandes investimentos ou estruturas herdadas. Nasceu da coragem e da resiliência de seus fundadores, que enfrentaram os primeiros anos com recursos limitados, noites em claro e inúmeros desafios técnicos e comerciais. A descrença de parte do mercado, que não acreditava
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que a empresa sobreviveria além de dois anos, serviu apenas como combustível para provar o contrário. Ao invés de recuar, os sócios e colaboradores seguiram com convicção, transformando obstáculos em oportunidades e consolidando uma base sólida para a empresa.
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SPECIAL As Origens: de uma ideia à inovação A trajetória da Vivace começou com César Cassiolato, um nome reconhecido no setor de instrumentação industrial, que decidiu dar um passo ousado: fundar uma empresa 100% brasileira, com capital próprio, que unisse amizade, conhecimento técnico e paixão por inovação. Mas o diferencial não estava apenas na proposta técnica da empresa — estava também na capacidade de liderança estratégica que Cassiolato trouxe desde o primeiro dia e na energia dos sócios em desenvolver e fabricar produtos para automação no Brasil. Com visão empreendedora afiada, espírito inquieto e profundo conhecimento do mercado, ele soube unir pessoas certas, montar uma equipe multidisciplinar de excelência, e estruturar uma gestão sólida, resiliente e voltada ao longo prazo — o que fez toda a diferença para transformar sonhos em realizações concretas. Cassiolato é engenheiro eletrônico graduado pela USP e engenheiro certificado em tecnologia e instalações Profibus pela Universidade Metropolitan de Manchester, é um dos fundadores da Associação Profibus na América Latina, onde foi presidente, foi
presidente da ISA Seção Sertãozinho e muito mais. Com mais de 35 anos de experiência em automação industrial, com mais de 1000 artigos técnicos publicados e centenas de projetos executados, tem colaborado em todo este tempo no cenário nacional e internacional da automação industrial com seu conhecimento. A ideia de inspirar, mudar, crescer e iniciar uma nova fase no desenvolvimento e fornecimento de produtos e serviços na automação industrial no Brasil nascia então em 2015. Com ela, veio uma forte estratégia de desenvolvimento e de negócios, junto de um grupo de sócios e amigos, profissionais de alto nível técnico, como Leandro Torres ((in memoriam e que iniciou os negócios na área predial), Benedito Sinastre, Alex Ginatto, Evaristo Orellana, Valéria Venturini, seguidos por Edson Emboaba, Marco Antonio Graton, Rodrigo de Felício e Tércio Loureiro de Carvalho. O time de amigos, altamente capacitado e multidisciplinar, trouxe à empresa a perspectiva de oferecer produtos e soluções com altíssimo valor agregado, pensados e desenvolvidos com DNA brasileiro e inovação global.
Gestão sólida como pilar da inovação O crescimento da Vivace não se deu por acaso. Sob a gestão de Cassiolato, a empresa estabeleceu bases firmes para o seu desenvolvimento. Seu modelo de gestão equilibra ousadia com responsabilidade, inovação com planejamento, e foco técnico com escuta ativa ao mercado. Com isso, mesmo nos momentos mais desafiadores — como os anos iniciais de estrutura enxuta e ceticismo do setor — a empresa manteve sua rota com firmeza, investindo pesado em pesquisa, desenvolvimento e propriedade intelectual. Essa gestão também estabeleceu uma cultura de valorização do conhecimento, da
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colaboração e da criatividade. Mais do que uma empresa de tecnologia, a Vivace se consolidou como um verdadeiro ecossistema de inovação. Seu ambiente de trabalho estimula o compartilhamento de conhecimento, a liberdade criativa e o desenvolvimento de ideias ousadas. A empresa conta com engenheiros, técnicos e desenvolvedores oriundos de centros de excelência como USP, UNIP, IFSP, FEI, Barretos, Senai e ETE de Santa Rita do Sapucaí etc.
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SPECIAL Uma equipe de sócios altamente qualificada O sucesso da Vivace também se deve muito ao talento técnico e à especialização de seus sócios, que atuam de forma integrada e estratégica nas diversas áreas de desen-
volvimento e gestão da empresa. Além de Cassiolato, a empresa conta com os seguintes sócios:
Alex Ginatto, engenheiro eletrônico formado pela USP, é especia-
lista em posicionadores, protocolos de comunicação industrial como HART, wirelessHART e redes sem fio. Também é reconhecido por seu domínio em desenvolvimento de ferramentas de gestão e arquitetura de sistemas inteligentes de instrumentação. Também é um dos grandes responsáveis pela gestão da empresa e visão empreendedora.
Evaristo Orellana, engenheiro mecânico formado pela tradicio-
nal FEI – Faculdade de Engenharia Industrial, é expert em medições de pressão, nível, vazão e densidade. Sua visão mecânica integrada à eletrônica permite à Vivace entregar soluções completas e robustas ao mercado. Possui grande experiência do mercado nacional e internacional.
Marco Antonio Graton, engenheiro eletrônico formado pela Universidade de Barretos, é um grande especialista em medições de temperatura e protocolos digitais como o HART, wirelessHART, Profibus-PA, Foundation fieldbus.
Rodrigo de Felício, engenheiro mecatrônico graduado pela UNIP,
é considerado um dos maiores especialistas brasileiros em sensores de pressão de alta performance. Seu conhecimento técnico garante aos produtos Vivace altíssimo desempenho e confiabilidade em aplicações críticas. LINKEDIN
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Tércio Loureiro de Carvalho, engenheiro formado pela USP, é
referência nacional em posicionadores de válvulas. Sua expertise impulsionou o desenvolvimento dos modernos posicionadores eletrônicos da Vivace, com recursos como autossintonia, sensores remotos e retorno de posição de fábrica.
Valéria Venturini, pós-graduada em Profibus pela USP, é especia-
lista em redes digitais industriais, com profundo domínio sobre tecnologias como FDT/DTM, EDDL e Profibus, linguagem de alto nível, aplicativos para celulares e muito mais. Sua atuação técnica e visão de integração entre sistemas são fundamentais para a inovação da Vivace no campo da comunicação inteligente entre dispositivos.
Destaque entre os sócios, Edson Emboaba tem mais de 40 anos de atuação, é referência mundial em desenvolvimento de hardware low power para instrumentação, para atender projetos com segurança intrínseca, domina os meios físicos dos protocolos digitais, circuitos digitais/analógicos, as técnicas de proteções a EMI e muito mais. Seu conhecimento técnico e experiência de mais de quatro décadas garante aos produtos Vivace altíssimo desempenho e confiabilidade.
Esse time de especialistas é o que permite à Vivace manter um portfólio técnico tão diversificado e inovador — com cada produto
refletindo o DNA técnico, a criatividade e a excelência de seus criadores.
Superando o impossível Começar uma empresa de tecnologia no Brasil, sem capital e com concorrência de gigantes multinacionais, parecia um salto no escuro. Mas foi justamente essa adversidade que fortaleceu a determinação do grupo. Os primeiros anos foram desafiadores: desenvolvimento de produtos com recursos próprios, noites em claro, finais de semana projetando, ausência de receitas e um mercado cético. Ouvir que não durariam dois anos serviu apenas de combustível para provar o contrário. Mesmo assim, a Vivace desenvolveu rapidamente produtos de baixo investimento,
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como transmissores de temperatura HART/ Profibus-PA, interfaces de comunicação USB e Bluetooth com app em celular — inovação inédita na época — e, já em 2015/2016, iniciou o desenvolvimento de um ASIC de comunicação Profibus-PA/Foundation Fieldbus, um dos projetos mais ambiciosos e técnicos já feitos pela empresa. Com o projeto do ASIC, a Vivace deu um grande passo, se capitalizando, o que alavancou seus negócios, permitindo a ampliação de sua linha de produtos com o desenvolvimento de transmissores de pressão, temperatura, posição e posicionadores de
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SPECIAL válvulas. Nesta etapa, investiu pesado nestas duas linhas, comprando matrizes, moldes de injeções, câmeras térmicas, ferramentas poderosas de desenvolvimento, e com isso, em
2017 lançava seu primeiro transmissor de pressão com sensor capacitivo e seu posicionador de válvulas com bobina eletrônica.
Clientes que acreditaram Logo nos primeiros passos, a Vivace conquistou clientes importantes como do Grupo Santa Terezinha, Bunge, Raízen, Zilor, Agropeu, Ingredion, Brenco, MOSAIC, Seara e Vale. Hoje, seus produtos estão presentes em todos os principais mercados e seguimentos industriais do país, e ainda,
exportados para mais de 30 países. A empresa ainda possui contratos de fornecimento de produtos em OEM/Private Label e de tecnologia com grandes players da indústria mundial, destacando-se no cenário da automação com um portfólio de transformações com produtos inovadores.
Tecnologia com assinatura brasileira Entre suas inovações mais notáveis estão: • ASIC de comunicação Profibus-PA/ Foundation Fieldbus — know-how raríssimo em nível mundial; • Interfaces USB e Bluetooth para HART e Profibus-PA, com usabilidade simples e eficiência de custo; • Transmissores de Pressão com Inteligência Artificial, pioneiros globais na aplicação de IA para compensação de pressão e temperatura; • Posicionadores de válvula com bobina eletrônica, com recursos avançados como
autossintonia, sensores remotos e retorno de posição de fábrica; • Transmissores multivariáveis e multipontos de temperatura • Transmissor de nível com selo eletrônico e compensação de densidade; • E uma linha inteira sem polaridade de alimentação, com proteção de transientes embutida; • Funcionalidades únicas como a “Agile”, que dispensa troca de arquivos GSD em Profibus-PA. Cada produto refle o DNA técnico, a criatividade e a excelência da Vivace.
Pessoas são o coração da Vivace A trajetória da Vivace é marcada por soluções genuinamente brasileiras, fruto da criatividade e expertise de sua equipe multidisciplinar. Se há algo que define o sucesso da Vivace, é o seu capital humano. Formada por engenheiros eletrônicos, mecatrônicos, mecânicos, técnicos e especialistas em firmware e software, a equipe da empresa é o pilar de sua inovação contínua. A empresa fomenta um ambiente criativo, colaborativo e orientado ao futuro. Essa pluralidade técnica e cultural permitiu à Vivace construir um ambiente de cria-
tividade, experimentação e pensamento futurista — elementos fundamentais para sua evolução. Possui uma equipe multidisciplinar com profissionais formados em escolas técnicas e universidades importantes, como Senai, ETE de Santa Rita do Sapucaí, USP, UNIP, IFSP, FEI, Barretos etc., o que faz com que a empresa esteja bem-posicionada para enfrentar mudanças e desafios. Essa bagagem de conhecimento, alinhada aos valores da Vivace, é fundamental para o desenvolvimento contínuo da organização. Todos os sócios possuem formação, espe-
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SPECIAL cializações e muito conhecimento do mercado nacional e internacional em instrumentação, automação industrial, protocolos de comunicações e redes de campo, em desenvolvimento eletrônico, mecânico, firmware e software e muito mais. As equipes atuam com foco na exploração dos mercados e estudam suas extensões criando diferenciais sobre a concorrência. Isso é facilitado com estes times multidisciplinares. Criar diferentes perfis dentro dos
times ajuda a empresa com ideias variadas e maior performance para a tomada de decisão e para situar o potencial de cada iniciativa. A empresa incentiva ideias, criando um ambiente favorável à exploração do futuro. A diversidade de formações e experiências contribui para um ambiente fértil de ideias, onde a inovação surge da colaboração, do conhecimento compartilhado e do desejo coletivo de transformar o setor.
Parceiros estratégicos Uma grande conquista é a parceria com a Altus desde 2018, onde possui um contrato de colaboração tecnológica envolvendo atuação conjunta no mercado, para fornecimento de soluções para automação de processos, utilizando o potencial conjunto das empresas para sistemas de controle, instrumentação e ferramentas de software pertinentes. Esta criativa aliança é uma ousada resposta aos desafios criados pela globaliza-
ção, alta necessidade de competitividade e modernidade tecnológica que caracterizam o mercado de automação e instrumentação em nossos dias. Com outros grandes players possui contratos de fornecimentos em OEM de produtos e tecnologias, o que estrategicamente ampliam sua capacidade de atuação no mercado mundial.
Fornecedores de confiança Como uma empresa enxuta e altamente eficiente, a Vivace foca no que é forte e conta com fornecedores de primeira linha e es-
tabelece parcerias estratégicas que ampliam sua capacidade de atuação.
Compromisso com a excelência: garantia vitalícia Desde 2020, a Vivace oferece garantia vitalícia em todos os seus produtos — um feito inédito no setor de automação industrial mundial. Este diferencial expressa não só a
confiança na durabilidade de seus equipamentos, mas também o compromisso e seriedade com que trata seus clientes.
Olhando para o futuro A Vivace não para. Sua área de P&D trabalha incansavelmente no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, técnicas de medições, tudo envolvendo transmissores de pressão, nível, vazão, temperatura, concentração, posicionadores, LCDs gráficos para equipamentos de campo, acessórios de redes, tecnologias sem fio, radar/ultrassom,
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IoT, Ethernet-APL, entre outras inovações que prometem transformar ainda mais o setor. O foco está na gestão do conhecimento, propriedade intelectual, produtividade e eficiência operacional, com o objetivo de impactar positivamente o mercado e a sociedade.
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SPECIAL Neste exato momento, sua equipe de pesquisa e desenvolvimento está trabalhando com foco no futuro, identificando tendên-
cias, antecipando necessidades e criando soluções que vão agregar valor aos seus clientes e para a própria empresa nos próximos anos.
10 anos e um novo ciclo Ao completar 10 anos de fundação, a Vivace reafirma seu propósito: tornar a tecnologia acessível, confiável e com impacto positivo no desenvolvimento do Brasil. Mais do que comemorar conquistas, a empresa celebra o espírito resiliente e visionário de seus fundadores, sócios e colaboradores. E, como reforça César Cassiolato, hoje à frente da liderança estratégica da empresa: “O nosso maior valor está nas pessoas. São elas que movem a Vivace, que constroem o futuro, que desafiam os limites e que acreditam que é possível fazer diferente. Nossa missão é continuar inovando, sem perder a nossa essência. Para a Vivace, tecnologia é transformação. Transformar a vida das pessoas, das empresas, da sociedade é o que faz a diferença em nosso dia a dia. É promover e somar ao desenvolvimento sustentável por um Brasil melhor, mantendo as nossas relações com a comunidade as mais estreitas possíveis, desenvolvendo tecnologias que proporcionam benefícios, de forma responsável e legal, preservando o meio ambiente e gerando riquezas para o nosso país. Inovação, qualidade das relações, geração de valores para todos, meio ambiente seguro, consumo e produção sustentáveis. Isto é Vivace Process Instruments.” E se orgulha: “Comemorar 10 anos de existência é celebrar um marco de superação e visão empreendedora. É reconhecer o valor da independência, da perseverança e da competência brasileira em um mercado globalizado. A Vivace é exemplo de que é possível, sim, criar tecnologia de ponta no Brasil, competir com os grandes, gerar
empregos qualificados, desenvolver soluções sustentáveis e contribuir para o progresso do país. A Vivace inicia agora um novo ciclo, com a mesma paixão de quando deu seus primeiros passos, mas com ainda mais força, maturidade e reconhecimento. O futuro é promissor — e continuará sendo escrito com coragem, ética, excelência técnica e o compromisso firme de transformar a realidade da automação industrial no Brasil e no mundo.”
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Data-Driven na Indústria 4.0 Vivemos a era da transformação digital, e a capacidade de tomar decisões baseadas em dados se tornou essencial para empresas que buscam não apenas eficiência, mas também inovação sustentável. Então, o conceito de empresa data-driven/orientada a dados emerge como um dos pilares da Indústria 4.0 e a integração entre Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia Operacional (TO), padrões como o O-PAS, e soluções de automação modernas estão moldando o futuro da manufatura e da gestão industrial. A Indústria 4.0 representa a convergência de tecnologias onde automação e TICs desempenham papel central — e os dados se tornam insumo estratégico para a produção.
Para Victor Halfeld, Electronic Intelligence Analyst da Nova Smar, uma empresa data-driven ou orientada por dados “basicamente toma decisões com base em dados reais, e não só por instinto ou hierarquia; integra dados de diferentes áreas (produção, vendas, manutenção, etc.); investe em infraestrutura para coletar, analisar e agir sobre os dados; usa ferramentas de analytics, IA e machine learning para gerar insights e valoriza a governança e qualidade dos dados. Um exemplo prático seria detectar padrões em falhas de máquinas para programar manutenções preventivas automaticamente”.
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“Para a Yokogawa, uma empresa data driven é aquela que coloca os dados no centro de seus processos de tomada de decisão em todos os níveis. Isso significa que as decisões, desde as mais estratégicas até as operacionais do dia a dia, são baseadas em análises e insights extraídos de dados relevantes, em vez de intuição ou experiência isolada. Uma cultura data driven fomenta a coleta, o tratamento, a análise e a interpretação de dados para otimizar processos, melhorar a performance, prever tendências e inovar em produtos e serviços”, resume Cassius Magdo De Barros, Solutions Application Manager/YSA Disruptive Business POR/Product Compliance Manager da Yokogawa.
“Uma empresa data driven é aquela que baseia suas decisões estratégicas na análise e interpretação de dados. Isso significa que as decisões são tomadas com base em informações concretas e analisadas, em vez de intuições ou experiências passadas. Pode-se dizer também que é a empresa que possui uma maturidade de governança em que seus processos e macroprocessos estão bem estruturados e as pessoas contemplam e colaboram com a governança estabelecida. E essa definição se aplica a todas as áreas da empresa, incluindo corporativo, produção, logística, entre outras. Cada área pode se beneficiar da análise de dados para melhorar suas operações e tomar decisões mais adequadas para cada negócio”, resume Ronaldo Neves Ribeiro Gerente de Tecnologia Informação e Telecom do Depto de Tecnologia Informação e Telecom – DETIN da Cenibra - Celulose Nipo-Brasileira S.A.
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Então, o sensoriamento da planta e a convergência entre TI e TO é vital nesse processo, é condição sine qua non da estratégia da empresa. E, por definição, data driven se aplica a todas as áreas da empresa: no corporativo – dados são fundamentais para decisões estratégicas sobre investimentos, expansão, desenvolvimento de novos produtos e serviços, análises de mercado e consumo, etc.; na produção – para otimização de processos, controle de qualidade, manutenção preditiva, gestão de ativos etc.; na logística - gestão de estoque, otimização de rotas, previsão de demanda, rastreamento de mercadorias são impulsionados por dados de sistemas de gestão da cadeia de suprimentos, sensores de localização, etc.
“A necessidade de integrar o chão de fábrica a gestão corporativa vem desde o desenvolvimento do Kanban e MRP (Material Requirement Planning) na transição dos anos 1950 para 1960. Ainda que fossem métodos visuais para gerenciar pedidos e movimentação de insumos, materializavam o desejo de se ter um planejamento mais próximo possível das atividades que ocorriam no processo. Podemos entender isso como o primórdio da gestão de produção orientada por dados. Se o MRP II (Manufacturing Resource Planning) nos anos 1980 conseguiu se expandir para o planejamento de produção, finanças e mão de obra, ainda assim não obteve sucesso na tão desejada integração com os dados da automação”, lembra Tarcísio Romero, Diretor de Desenvolvimento de Produtos Cloud de Supply Chain e Manufatura (SCM) da Oracle para a América Latina.
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Foi só em 1996, com a OPC Foundation, que ocorreu a primeira grande iniciativa de padronização para trazer os dados de maneira estruturada, que ajudasse assim a criar um arcabouço em cima do qual se pudessem desenvolver soluções orientadas a dados sem gastar mais tempo desenvolvendo drives de comunicação do que entendendo e modelando processos. “Veio a Internet, o IIoT (Internet Industrial das Coisas) e estávamos indo para o mesmo caminho dos anos 1980: diferentes nuvens, dispositivos, protocolos de comunicação e drives. E mais uma vez, de maneira muito objetiva, a OPC Foundation definiu como melhor prática para integração entre TI e TO o padrão REST API. É irreversível que as mais diversas camadas de aplicação industrial, sejam de ERP, SCM e até mesmo MES, PIMS e LIMS também estejam na nuvem, especialmente agora que capacidades de Inteligência Artificial Preditiva e Generativa são requeridas. Ter uma maneira estrutura e padronizada de apoiar essa gestão da produção orientada a dados é
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fundamental e evita perda de tempo naquilo que não acrescenta valor ao processo fabril”, pontua Tarcísio. Victor chama a atenção para o O-PAS Open Process Automation Standard (padrão promovido pelo Open Group) que faz muito sentido na área de produção, uma vez que é uma norma para controle de processos de automação industrial, padronizando o acesso e os dados no chão de fábrica. “Com a convergência TI/TO, ferramentas que são usadas para o data-driven como por exemplo softwares de análise de dados para prevenção de falhas, ficam cada vez mais integradas a um sistema O-PAS que tem o objetivo de desacoplar hardware e software na automação industrial; garantir interoperabilidade e modularidade dos sistemas; estimular uma arquitetura plug-and-play com interfaces padronizadas (como OPC UA, MQTT, REST APIs); facilitar a coleta, compartilhamento e análise de dados em tempo real; e promover a independência de fornecedores e eliminação de silos de dados. O O-PAS habilita a
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COVER PAGE transformação data-driven na produção ao permitir que dados fluam livremente entre sistemas distintos, oferecendo suporte técnico e arquitetural para que a inteligência baseada em dados seja aplicada de forma contínua e evolutiva”. Cassius concorda que idealmente, os dados de diferentes áreas deveriam convergir em um ambiente centralizado, como um data lake ou uma plataforma de dados unificada porque isso permite uma visão holística do processo e possibilita a análise dos dados de diferentes fontes em conjunto para identificar correlações, tendências e insights que não seriam visíveis em silos separados. “E ainda uma análise avançada com técnicas como inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (Machine Learning - ML), e um conjunto de dados mais amplo e diversificado. Também facilita a Governança de Dados. Mas embora o data lake seja uma opção popular para armazenar grandes volumes de dados brutos em diferentes formatos, a escolha da arquitetura ideal depende das necessidades e da maturidade digital de cada empresa. O importante é ter uma estratégia clara para a coleta, armazenamento, processamento e análise dos dados. E claro, em muitas empresas, infelizmente, ainda existem silos de informação separados por área. Isso ocorre devido a diferentes sistemas legados, culturas organizacionais distintas e falta de integração entre as áreas de TI e TO. A Yokogawa acredita que romper esses silos é crucial para se tornar uma empresa verdadeiramente data driven. A colaboração entre TI e TO, a implementação de plataformas de dados integradas e a adoção de uma cultura de compartilhamento de informações são passos essenciais para superar essa barreira”. “Um dala lake unificado permite correlação entre áreas. E com o O-PAS, dados de produção já nascem padronizados e poder ser enviados facilmente; outras áreas podem alimentar o mesmo data lake via APIs por exemplo. É verdade que muitas empresas
ainda têm silos (produção, TI, manutenção, etc) e o O-PAS combate isso na produção, pois abre os dados do chão de fábrica para outros sistemas, permitindo que diferentes fornecedores coexistam e compartilhem dados”, afirma Victor. Ronaldo conta que os dados utilizados na Cenibra vêm de diversas fontes, internas e externas, estruturadas ou não, e que essas informações podem ser originadas de sistemas corporativos, sensores, planilhas, documentos, imagens, entre outros formatos — e até de órgãos reguladores ou parceiros externos. “Cada dado, independentemente da sua origem ou formato, tem o potencial de impactar diretamente nossas decisões, nossos processos e os indicadores estratégicos da empresa. Por isso, tratá-los com qualidade, segurança e propósito é fundamental para garantir uma gestão eficiente, responsável e orientada a resultados. Idealmente, todos os dados deveriam ser centralizados em um data lake. Um data lake permite armazenar grandes volumes de dados em seu formato bruto, facilitando a análise e a integração de informações de diferentes áreas. Isso evita a criação de silos de informação e permite uma visão holística da empresa. Uma arquitetura bem engenheirada é muito útil, pois manusear dados custa dinheiro, e os exageros terão custos elevados. Os silos de informação são uma realidade comum, onde diferentes departamentos armazenam e gerenciam seus dados de forma isolada. Isso acontece principalmente quando a área tem sistemas próprios, processos específicos e, muitas vezes, pouca integração entre os dados gerados. A Cenibra, incentivada pela governança de dados, busca organizar os dados em domínios, trazendo assim uma organização dos dados por assunto e a oportunidade de gerir o conhecimento corporativo sobre esses dados. Em uma empresa data driven, o objetivo é eliminar os silos de informação. Silos de dados ocorrem quando informações ficam isoladas em departamentos ou sistemas espe-
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COVER PAGE cíficos, dificultando o compartilhamento e a análise integrada. A centralização dos dados em um data lake ajuda a evitar esses silos”, destaca Ronaldo. Para começar a ser uma empresa data driven, é essencial ter um alto grau de automação e integração dos sistemas, o que inclui coleta automática de dados, processamento e análise em tempo real e sistemas interconectados que permitem o fluxo contínuo de informações entre diferentes áreas. “A automação e a integração podem evoluir continuamente, permitindo a implementação de tecnologias avançadas como inteligência artificial e machine learning para otimizar processos e prever tendências. Mas primeiro é necessário compreender o nível de maturidade que se está para iniciar uma caminhada voltada para dados e fatos, e não achismos. O primeiro passo é coletar e organizar dados de maneira estruturada, seja de forma manual ou sem a integração total de sistemas. O foco inicial deve ser em identificar fontes de dados e gerar insights básicos a partir deles – e o processo de evolução dessa maturidade vai ser gradual e contínuo”, explica Ronaldo. Cassius acredita que não existe um nível absoluto de automação e integração para iniciar a jornada data driven. Para ele, uma empresa pode começar com a coleta e análise de dados de processos críticos, mesmo que alguns deles ainda sejam manuais. “No entanto, quanto maior o nível de automação e integração, maior será a quantidade e a qualidade dos dados disponíveis, e mais eficaz será a tomada de decisão baseada em dados. Porque o potencial de automação e integração é vasto e continua a evoluir com o avanço das tecnologias como a Internet das Coisas Industrial (IIoT), a computação em nuvem e a inteligência artificial. Uma empresa pode almejar um futuro em que a maioria dos processos seja otimizada automaticamente com base em análises de dados em tempo real, levando a operações mais eficientes, seguras e sustentáveis”. Ou seja, não é necessário ter tudo automa-
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tizado, mas é preciso dispor de sensores e sistemas conectáveis (gateways, OPC-UA), utilizar padrões como O-PAS, Redfish, MQTT; implantar plataformas de dados integradas (data lake, hubs); ter times multidisciplinares com habilidades em TI, TO, análise e negócio; investir em infraestrutura de rede, segurança e armazenamento; avaliar a aplicação de edge computing em contextos industriais específicos. Victor conta que a infraestrutura mínima para uma empresa que busca ser data-driven, seria uma coleta estruturada de dados; uma infraestrutura para armazenar/analisar dados (data lake, banco de dados, nuvem); ter ou estar construindo uma cultura de decisão baseada em dados; pessoas treinadas e sistemas conectados. “Já uma infraestrutura mínima O-PAS inclui equipamentos compatíveis ou adaptáveis (gateways/DCNs); uso de padrões como OPC-UA, Redfish, AML e O-PAS Signal; plataforma de orquestração ou integração; time de automação + TI para configurar e sustentar. Sempre tendo em mente que o O-PAS pode ser gradual, ou seja, as atualizações e modernizações podem ser feitas por partes”. Ronaldo destaca que é importante que todos os colaboradores entendam o conceito de data driven e como ele se aplica ao seu trabalho.” Isso promove uma cultura de tomada de decisão baseada em dados e garante que todos estejam alinhados com os objetivos estratégicos da empresa. O objetivo é aproximar cada vez mais a cultura de dados dos processos e domínios específicos de cada área operacional. Para isso, buscamos simplificar a linguagem do que é tornar-se uma organização data driven e tornar o uso de dados acessível e relevante para todos os colaboradores. Acreditamos que dessa forma, conseguimos incorporar os dados diretamente nos processos operacionais, e promover uma maior compreensão e engajamento por parte de todos, do chão de fábrica até a alta gestão, respeitando a função de cada um no universo de dados”.
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Mas não se direciona toda uma cultura para dados porque isso está na moda. Sobre os desafios de criar uma cultura de dados nas empresas, valem as palavras do Fernando Garcia – gerente geral na Petrobras – que compartilhou que “segundo uma pesquisa da PwC, 58% das decisões corporativas são feitas baseadas em intuição, não em dados. Apenas 29% são realmente fundamentadas em dados. Há um caminho de 5 estágios que as empresas frequentemente precisam seguir. Começa com resistência a dados, passa por curiosidade e convivência até atingir níveis de conhecimento e, finalmente, orientação a dados. Cada estágio é uma etapa crítica na transição para uma organização que utiliza dados de forma eficaz. Saber onde você está nesse caminho é fundamental para planejar os próximos passos. Portanto, se você quer ou você está ainda resistindo ou abraçando os dados, o que importa é continuar avançando passo a passo. Pessoal, cultura só se muda com novos hábitos”.
É fato que os dados melhoram a performance da produção de diversas maneiras e essa melhoria pode ser medida através de diversos indicadores-chave de desempenho (KPIs), como OEE (Overall Equipment Effectiveness) que mede a eficiência geral dos equipamentos, considerando disponibilidade, performance e qualidade; a Taxa de Utilização dos Ativos, que indica a porcentagem do tempo em que os equipamentos estão em operação; a Taxa de Defeitos, que mede a proporção de produtos defeituosos em relação ao total produzido; o Tempo de Ciclo, que indica o tempo necessário para completar um ciclo de produção, ou ainda o Consumo de Energia e Matérias-Primas porque o acompanhamento desses dados permite identificar oportunidades de redução de custos e aumento da sustentabilidade. “Todo este aparato é realizável por um processo contínuo e longo, pois envolve a cultura de cada negócio, e quando se deseja transforma a cultura, já sabemos o quão difícil é isso, entretanto, é um caminho sem
volta, pois o futuro depende deste presente. Quando me referencio ao futuro, quero dizer que a IA já está em curso e o sucesso dela dependerá fortemente da capacidade de governar adequadamente nossos dados”, finaliza Ronaldo. Mas IA é assunto da próxima edição!
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Comunicação rápida de dados, diagnósticos fáceis e aumento significativo na eficiência da produção LINKEDIN
Stefan Ziegler, Gerente Editorial de Relações Públicas, Beckhoff Automation
Controle baseado em PC e EtherCAT para uma nova era de tecnologia chassis-by-wire Como líder global em componentes automotivos, a ZF está na vanguarda da transformação da mobilidade com suas tecnologias inovadoras e sustentáveis. Pioneira em sistemas chassis-by-wire, a ZF também requer tecnologia de fabricação avançada para seus produtos brake-by-wire a fim de obter uma produção mais rápida e eficiente com maior qualidade. A linha de produção na China compreende várias áreas de montagem com processos centrais sofisticados. Uma ampla gama de componentes e soluções da Beckhoff foi utilizada para superar os desafios associados. A solução de automação da Beckhoff para a nova linha de produção utiliza o gabinete de controle C6675 de alto desempenho, PC industrial com sistema de software TwinCAT, juntamente com E/Ss EtherCAT com tecnologia XFC, servo drives das séries AX5000 e AX8000 e o XTS (eXtended transport system). Bu Yuli, responsável pela Engenharia de Manufatura Avançada na divisão de cartuchos de válvulas solenoides da ZF na China, confirma a eficiência dessa tecnologia de controle contínuo e baseado em PC: “A primeira coisa que notamos após a implementação da solução da Beckhoff foi uma redução notável no tempo do ciclo de produção de cartuchos de válvulas solenoides, de 2,6 para apenas 2,4 segundos por unidade. Essa melhoria representa um au-
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© ZF
O XTS sistema de transporte inteligente da Beckhoff contribuiu significativamente para aumentar a eficiência da produção da ZF na China. mento significativo na produtividade que foi alcançado simplesmente pela mudança para um controlador Beckhoff e EtherCAT.” A tecnologia de controle baseada em PC da Beckhoff é de nível industrial, utilizando hardware de PC padrão, como processadores de vários núcleos e, nesse caso, a arquitetura x86 de alto desempenho para fornecer uma potência de computação excepcional. Isso permite que o sistema gerencie tarefas de controle sofisticadas e grandes conjuntos de dados e, ao mesmo tempo, atenda aos requisitos de alto desempenho da automação industrial avançada.
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ART.COM Em combinação com a resposta ultrarrápida em tempo real e a transmissão de dados em alta velocidade do EtherCAT, os atrasos anteriores causados por interações de sinal também são significativamente minimizados. Além disso, a tecnologia de sobreamostragem e o osciloscópio do software TwinCAT 3 Scope ajudariam a identificar rapidamente possíveis otimizações e a reduzir efetivamente os processos de gargalo durante a programação.
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Os diversos servoeixos implementados além do XTS são controlados por servo drives AX5203, entre outros.
A ampla gama de E/Ss EtherCAT da Beckhoff também inclui módulos de caixa IP67 que podem ser montados diretamente no local.
O gabinete de controle Industrial C6675, que é uma estrela da resistência, é a base da nova linha de produção da ZF.
Integração de plataformas e economia de custos “A plataforma de controle baseada em PC não só permite a integração perfeita dos sistemas de execução de manufatura (MES) e aplicações de IoT, mas também funciona perfeitamente com os sistemas de teste da ZF. Essa solução baseada em plataforma simplifica a configuração e a manutenção do sistema, proporciona economias de custo sig-
nificativas e melhora a eficiência operacional geral”, explica Shi Wenjie, responsável pelos testes na divisão de Engenharia de Manufatura Avançada da ZF. A ZF escolheu o PC industrial do gabinete de controle C6675 para essa linha de produção devido ao seu design de hardware padronizado e modular, que permite configuração e upgrades flexíveis e
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ART.COM orientados para a demanda. O alto desempenho também significou que os sistemas de software anteriormente separados para aquisição de dados, análise e controle de motion puderam ser integrados ao C6675, reduzindo assim os custos gerais. Além disso, as tarefas que anteriormente exigiam outras plataformas de controle são habilitadas por meio da interface TwinCAT para LabVIEW™ ou das E/Ss e servo drives da Beckhoff. No futuro, as ferramentas de qualidade baseadas em IA também serão integradas por meio do Machine Learning do TwinCAT 3 para aumentar ainda mais a produtividade. Os servomotores AM8000 da Beckhoff com One Cable Technology (OCT) também garantem movimentos altamente dinâmicos.
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Comissionamento eficiente para multiusuários Com um número cada vez maior de funções de máquinas e dispositivos sendo implementadas via software, agora é padrão que várias equipes de programação trabalhem no código de controle e no comissionamento. Isso pode levar a desafios durante o processo de comissionamento, como acesso limitado ao sistema de controle de versão, discrepâncias entre o status atual do software na máquina e no sistema local e erros resultantes de alterações irreversíveis. “Nossa extensa linha de produção geralmente exige a integração e o comissionamento de vários engenheiros, o que levou a problemas de colaboração no passado”, acrescenta Tian Xiaofei, responsável pela Engenharia de Manufatura Avançada no desenvolvimento da linha de produção.
A função de comissionamento multiusuários do TwinCAT agora permite que vários engenheiros trabalhem no mesmo projeto ao mesmo tempo, sem exigir conhecimento específico de controle de versão. O controle de versão é incorporado ao fluxo de trabalho padrão e transfere automaticamente o status atual do projeto para o sistema de destino, ao mesmo tempo em que cria um histórico de todas as alterações, incluindo nomes de usuários, registros de data e hora e comentários sobre cada alteração. “Com a função multiusuário, obtivemos eficiência e economia de tempo durante o comissionamento. A função de histórico também nos ajuda a rastrear as alterações ao longo do programa”, confirma Tian Xiaofei.
Comissionamento eficiente para multiusuários “Implementamos o XTS, sistema de transporte inteligente da Beckhoff em várias linhas de produção para montar peças críticas, garantindo flexibilidade e eficiência”, diz Shi Anton, gerente de manufatura avançada da ZF.
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ART.COM “Os movers do XTS, que podem ser posicionados de forma independente, precisa e rápida, nos permitem obter uma montagem de peças de alta qualidade. Além disso, os movers controláveis individualmente permitem configurações dinâmicas das linhas de produção. Ao carregar receitas diferentes, os movers podem permanecer em posições predeterminadas para permitir a transferência de produtos com um toque na linha de produção. Além disso, o suporte especial à topologia do XTS facilita um projeto de linha compacto e maximiza o espaço no chão de fábrica.” No processo de montagem, em que uma pequena porcentagem dos produtos pode apresentar defeitos, a inspeção em tempo real é crucial para garantir a confiabilidade dos sistemas de controle de freio. O XTS melhora a eficiência da inspeção ao permitir o controle rápido e preciso da posição e da velocidade do mover. Os movimentos flexíveis do mover permitem que os
produtos defeituosos sejam desviados para uma estação de análise para inspeção manual, um benefício que é difícil de obter com os sistemas de transporte convencionais. “O uso do XTS em nossa linha de montagem tornou a produção consideravelmente mais flexível. O controle de motion nos permite atingir tempos de ciclo mais rápidos, enquanto a flexibilidade programável garante transições suaves entre diferentes posições. O generoso espaço de carga e o layout versátil do XTS também nos permitem testar processos de produção mais sofisticados sem precisar remover os produtos de seus paletes”, explica Li Xiao, gerente de manufatura avançada da ZF. “Também vemos mais potencial para o futuro no uso do sistema de motor planar XPlanar para melhorar os processos de montagem e fabricação existentes. Dito isso, ainda precisamos de mais tempo para validá-lo para aplicações específicas.”
Conclusões
O sistema de controle baseado em PC da Beckhoff, particularmente o XTS, demonstrou desempenho e adaptabilidade excepcionais em linhas de produção chassis-by-wire, de acordo com a ZF. Com tempos de ciclo mais rápidos, integração eficiente da plataforma, comissionamento multiusuário e funções de controle avançadas, a ZF conseguiu obter
A equipe da ZF China e da Beckhoff China ao lado de Tilman Plaß, gerente do setor automotivo da Beckhoff Automation, primeiro à direita. melhorias significativas na produtividade e na qualidade do produto. “A ZF está comprometida com a inovação contínua para aumentar a competitividade e a adaptabilidade das futuras linhas de produção, integrando novas tecnologias como XPlanar, TwinCAT Vision, MX-System e XFC”, resume Li Xiao.
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Gerenciamento de Dados na Automação Industrial:
desafios, boas práticas e as tendências futuras impulsionadas por tecnologias disruptivas e inteligência artificial. LINKEDIN
César Cassiolato, Presidente & CEO – VIVACE PROCESS INSTRUMENTS
Resumo A transformação digital nas indústrias está impulsionando uma nova era de hiperconectividade, em que dispositivos, sensores e sistemas geram volumes massivos de dados. O gerenciamento eficiente dessas informações tornou-se essencial para garantir produtividade, confiabilidade e competitividade. Este
artigo aborda o papel estratégico do gerenciamento de dados na automação industrial, destacando práticas adequadas, os desafios enfrentados atualmente e as tendências futuras impulsionadas por tecnologias disruptivas e inteligência artificial.
1. Introdução Com a digitalização das operações industriais e a ascensão da Internet das Coisas (IoT), a automação industrial vive uma explosão de dados. Sensores, máquinas, sistemas SCADA, CLPs, e dispositivos móveis geram constantemente informações sobre o desempenho dos ativos, condições ambientais, consumo energético, qualidade da produção, entre outros. Gerenciar adequadamente esse volume crescente de dados é um grande desafio. Isso envolve coletar, processar, proteger, armazenar e contextualizar as informações de forma
eficiente para transformá-las em valor real para o negócio. Desde o surgimento dos primeiros controladores lógicos programáveis (PLCs) na década de 1970, a automação industrial tem passado por profundas transformações. A cada nova geração tecnológica, surgem possibilidades mais avançadas de controle, monitoramento e, principalmente, coleta e análise de dados. Vamos explorar essas mudanças com base em quatro décadas de evolução.
Anos 1980: A Era do PLC e SCADA: A década de 1980 foi marcada pela adoção massiva dos PLCs e dos primeiros sistemas SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition). Nessa época, a coleta de dados era limitada e voltada apenas ao controle direto dos processos. O armazenamento e análise de dados eram locais e restritos. Anos 1990: Redes de Campo e Integração: A introdução das redes de campo, como Profibus e Modbus, permitiu a comunicação padronizada entre dispositivos industriais. A geração de dados aumentou, assim como a complexidade dos sistemas. Começaram a surgir os primeiros sistemas integrados MES (Manufacturing Execution Systems).
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ART.COM Anos 2000: Ethernet Industrial e Sensores Inteligentes: Com a entrada da Ethernet industrial e a disseminação de sensores inteligentes, a aquisição de dados se tornou mais robusta. O uso de sistemas ERP começou a se integrar aos dados de chão de fábrica, possibilitando uma visão mais ampla e em tempo real da produção. Anos 2010: IoT Industrial e Computação em Nuvem: A chamada Indústria 4.0 se consolidou nesta década, com a massificação de sensores IoT, conectividade em nuvem e aumento exponencial na geração de dados. As empresas passaram a enfrentar desafios de armazenamento, processamento e segurança dessas informações. Anos 2020–2025: IA, Gêmeos Digitais e Edge Computing: Com a disseminação da Inteligência Artificial, aprendizado de máquina e gêmeos digitais, os dados passaram a ser não apenas coletados, mas utilizados em tempo real para previsões, otimizações e diagnósticos automatizados. O edge computing permite o processamento próximo à origem dos dados, reduzindo a latência e aumentando a eficiência. Crescimento da Geração de Dados Desde 2000, a geração de dados industriais tem crescido exponencialmente, saltando de menos de 1 zettabyte por ano para mais de 20 zettabytes em 2025. Esse crescimento está diretamente relacionado à digitalização dos processos e à inserção de tecnologias mais sofisticadas. Apesar das vantagens, o gerenciamento de dados industriais enfrenta desafios como a interoperabilidade entre sistemas legados e modernos, a segurança da informação, e a necessidade de profissionais capacitados para interpretar e utilizar esses dados de forma estratégica.
As próximas décadas apontam para a hiperautomatização com uso intensivo de IA, autonomia dos sistemas, redes 5G industriais, e integração total entre cadeia produtiva e digital. A gestão de dados será cada vez mais estratégica e decisiva.
2. Mas o que é Gerenciamento de Dados na Indústria? O gerenciamento de dados industriais é um conjunto de processos e tecnologias voltado para o controle, organização e uso estratégico dos dados gerados por uma planta industrial. Ele compreende: • Coleta: Captura de dados a partir de sensores, máquinas, sistemas MES, ERP, entre outros. • Processamento: Limpeza, agregação e estruturação de dados brutos. • Armazenamento e Proteção: Uso de bancos de dados seguros e compliance com normas (como LGPD, ISA/IEC 62443). • Contextualização: Integração dos dados com o processo produtivo para fornecer significado e relevância. • Distribuição e Acesso: Disponibilização dos dados para os sistemas e pessoas certas no momento certo.
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ART.COM 3. Desafios Atuais no Gerenciamento de Dados a) Volume e Velocidade dos Dados • Com milhares de sensores e dispositivos IoT conectados, a quantidade de dados cresce exponencialmente. • Isso exige soluções escaláveis e de alta performance para ingestão e análise em tempo real.
b) Qualidade e Confiabilidade dos Dados • Dados incompletos, duplicados ou inconsistentes prejudicam a análise e a tomada de decisão. • A governança de dados é crucial para garantir sua integridade e rastreabilidade.
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ART.COM c) Cibersegurança • Dispositivos conectados ampliam a superfície de ataque da rede industrial. • É necessário proteger os dados contra vazamentos, ataques e acessos não autorizados. d) Integração de Sistemas • Muitas indústrias operam com sistemas legados e isolados que dificultam a integração e o fluxo de dados. • A interoperabilidade é um desafio chave. 4. Boas Práticas no Gerenciamento de Dados Adotar uma Arquitetura de Dados Industrial (como ISA-95, RAMI 4.0). Implementar Edge Computing para pré-processamento local de dados e redução de latência. Usar Plataformas IIoT (Industrial IoT) para conectar dispositivos e centralizar a coleta. Garantir a Qualidade de Dados com validações e auditorias periódicas. Investir em Cibersegurança Industrial com firewalls, criptografia, autenticação robusta e segmentação de redes. Treinar Pessoas e Criar Cultura de Dados para que operadores e engenheiros compreendam o valor das informações. Adotar padrões abertos e APIs para facilitar a integração entre sistemas.
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ART.COM 5. Tendências e Futuro do Gerenciamento de Dados na Automação a) Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning • A IA permite identificar padrões complexos e prever falhas com base em grandes volumes de dados históricos e em tempo real. • Aplicações incluem manutenção preditiva, controle de qualidade automatizado e otimização de processos. b) Gêmeos Digitais (Digital Twins) • Réplicas virtuais de ativos e processos que usam dados em tempo real para simular e prever comportamentos. • Requerem gerenciamento contínuo e estruturado de dados. c) Computação em Nuvem Industrial • •
Armazenamento e processamento escaláveis para análise avançada de dados. Facilita colaboração entre fábricas, fornecedores e parceiros.
d) Plataformas Unificadas de Dados Industriais • Soluções que integram dados de múltiplas fontes (IoT, ERP, MES, sensores) em uma visão única do processo produtivo. e) Automação da Governança de Dados • Uso de IA para automatizar a classificação, monitoramento e auditoria de dados, garantindo conformidade e segurança.
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6. Considerações Finais A gestão eficaz de dados na automação industrial não é mais opcional: é um requisito estratégico para manter a competitividade na Indústria 4.0. À medida que tecnologias como IoT, IA e computação em nuvem evoluem, o potencial de valor dos dados também cresce. A automação também está sendo integrada ao monitoramento e gerenciamento de dados. Ferramentas modernas permitem análises em tempo real, alertas automáticos e ações corretivas imediatas, reduzindo o impacto de problemas e simplificando a gestão de ambientes complexos. Entretanto, para colher esses benefícios, é fundamental implementar práticas robustas de gerenciamento de dados e investir em
infraestrutura, segurança e capacitação de pessoas. O futuro da automação será definido por quem conseguir transformar dados em inteligência operacional de forma segura, escalável e sustentável. O gerenciamento de dados é a espinha dorsal da automação moderna. Com a aceleração digital, torna-se ainda mais importante investir em estratégias robustas, que envolvam não só tecnologia, mas também pessoas e processos. À medida que tecnologias disruptivas como inteligência artificial, gêmeos digitais e computação em nuvem evoluem, a capacidade de transformar dados em inteligência operacional será um fator decisivo para o sucesso e a sustentabilidade das indústrias.
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O que é o Padrão O-PAS®
O O-PAS Standard é uma norma desenvolvida pelo The Open Group Open Process Automation™ Forum (OPAF). Ela define uma
arquitetura aberta, interoperável e segura para sistemas de automação de processos industriais.
Aspectos chave do O-PAS Standard: • É descrito como um “padrão de padrões” (“Standard of Standards”). Isso significa que ele utiliza e integra padrões existentes de outras organizações sempre que possível, em vez de criar novos padrões do zero. • O objetivo é definir interfaces comuns que suportem o desenvolvimento de produtos de automação de processos abertos. Estas interfaces são críticas para alcançar atributos de qualidade como intercambialidade, interoperabilidade, portabilidade e modularidade. O padrão especifica a interação entre componentes, separando a interface da implementação. A portabilidade refere-se à facilidade com que um sistema ou componente pode ser transferido entre diferentes ambientes de hardware ou software. A padronização de interfaces reconhece e suporta Máquinas Virtuais (VMs) e contêineres como mecanismos avançados para uma ampla classe de aplicações utilizadas em ambientes OT e IT. • O padrão considera a segurança projetada (“designed-in security”) como um atributo de qualidade fundamental. O O-PAS Part 2 define especificamente o Security Framework (Estrutura de Segurança) para o padrão. • O padrão de referência de segurança geral identificado para o O-PAS Standard é o ANSI/ISA 62443 (adotado pela IEC como IEC 62443). • Para produtos certificados O-PAS, o padrão exige que eles estejam em conformidade com o ANSI/ISA-62443-4-2 Security Level 2 (SL2) através do SEC-F-001 Facet. O SL2 é de-
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ART.COM finido como o nível mínimo de segurança alvo para componentes certificados O-PAS. • O O-PAS Standard é dividido em funcionalidades específicas chamadas Perfis. O programa de Certificação O-PAS (para produtos) é baseado nesses Perfis, e o produto de um fornecedor certifica-se sendo aderentes a um ou mais Perfis. Um Perfil é um conjunto documentado de Requisitos de Conformidade que definem as capacidades que um produto deve suportar para ser certificado. • Exemplos de Perfis disponíveis para certificação incluem aqueles relacionados ao Connectivity Framework (OCF-001), Global Discovery Server (GDS-001), System Management (OSM-003, que se baseia no padrão DMTF Redfish), e Physical Platform (PP-001, PP-002, PP-003).
•
O O-PAS Standard, Versão 2.1, consiste em várias partes. As principais são: o Parte 1 – Technical Architecture Overview (Informativo) o Parte 2 – Security o Parte 3 – Profiles (Informativo) o Parte 4 – O-PAS Connectivity Framework (OCF), que utiliza OPC UA o Parte 5 – System Management, que utiliza Redfish o Partes 6 (em várias subpartes) – Information and Exchange Models, que utilizam AutomationML, IEC 61131, IEC 61499, IEC 62682 (ISA 18) o Parte 7 – Physical Platform (plataforma física) • Requisitos e critérios de conformidade são definidos nas várias partes normativas do padrão. Um Componente em conformidade é aquele que atende a todos os requisitos declarados. • O Padrão O-PAS visa permitir que os usuários finais construam sistemas com produtos de múltiplos fornecedores, proporcionando maior flexibilidade em áreas como gestão de obsolescência, atualizações de sistema e adoção de tecnologias. Busca mudar de arquiteturas proprietárias fechadas para uma arquitetura aberta.
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ART.COM • O padrão também endereça a cibersegurança que, em sistemas legados, era frequentemente adicionada depois (“bolted on”). A versão 2.1 adiciona capacidades de portabilidade de configuração. Estão planejadas em versões futuras incluir portabilidade de aplicações e orquestração. • IEC 61499 é um dos padrões que o OPAF (F de Fórum) adota com sua abordagem de “padrão de padrões”. O IEC 61499 é baseado em funções orientadas a eventos e permite o modelamento de sistemas distribuídos e independência de hardware. Isso permite a portabilidade de aplicações.
Testes e demonstrações do O-PAS estão sendo realizados por várias empresas de usuários finais, incluindo ExxonMobil, BASF, Koch Industries – Georgia Pacific, PETROBRAS, Saudi Aramco, e Petronas. A ExxonMobil, por exemplo, tem uma instalação de teste operacional com a Yokogawa como integradora de sistemas. A BASF construiu um sistema de automação aberta para a indústria química. A Coalizão para Automação de Processo Aberto (COPA) também está envolvida. Fornecedores como Schneider Electric, Siemens, Yokogawa, Phoenix Contact, e
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Nova SMAR estão ativos no desenvolvimento e suporte ao O-PAS. A Nova SMAR (uma empresa brasileira baseada na cidade de Sertãozinho - SP) é uma importante empresa que atua efetivamente no desenvolvimento do O-PAS e já comercializa produtos que adotam este padrão. Ela se tornou uma referência do O-PAF e é muito atuante no fórum Global, pois já tem no seu DNA o O-PAS, desde o seu Presidente (Libânio Souza) até as áreas operacionais. Uma real referência mundial para o fórum (OPAF).
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ART.COM O-PAS e o conceito de “Data Driven” - Orientação a dados
Definindo “Orientado por Dados” (Data-Driven) Ser “orientado por dados” num contexto industrial significa aproveitar os dados recolhidos de vários níveis de operação, desde a ponta operacional (como dispositivos de campo) até aos sistemas de negócio de nível superior. Isto implica usar esses dados para diferentes propósitos, incluindo: • Permitir novas tecnologias e funcionalidades, descritas como “uma nova tecnologia baseada em Ethernet, orientada por dados” ou “funcionalidades orientadas por dados, como, por exemplo, manutenção preditiva” • Misturar diferentes tipos de dados, como dados de processo em tempo real com dados de Gêmeos Digitais, para executar simulações. • Obter “acesso total aos dados de todos os níveis operacionais” para viabilizar a inovação e implementar com sucesso a transformação digital. • Garantir que “os dados possam fluir livremente de onde são gerados para onde são necessários” para conectar sistemas de negócio com sistemas de manufatura controlados por processo. Essencialmente, uma abordagem orientada por dados baseia-se na capacidade de acessar, trocar e utilizar dados facilmente em diferentes sistemas e níveis para informar decisões, permitir aplicações avançadas (como IA ou machine learning), e alcançar os importantes objetivos de negócio.
Como o O-PAS Impacta o Conceito de Ser Orientado por Dados O O-PAS Standard não muda o conceito fundamental ou a definição do que significa ser orientado por dados, mas impacta significativamente a capacidade de uma empresa ser efetivamente orientada por dados na automação de processos industriais. Os sistemas de automação tradicionais são
frequentemente descritos como fechados e proprietários, o que leva a vários pontos problemáticos para os utilizadores finais, incluindo a incapacidade de introduzir facilmente novas tecnologias e barreiras à geração de valor a partir de novo hardware ou software. Esta natureza proprietária dificulta o “acesso total aos dados de todos os níveis operacionais” e impede que os dados fluam “livremente de onde são gerados para onde são necessários”. Recapitulando o que é o Padrão O-PAS: • Define uma arquitetura aberta, interoperável e segura. • Utiliza uma abordagem de “padrão de padrões”, integrando padrões existentes como OPC UA para conectividade e modelagem de informação e Redfish para gestão de sistemas. • Inclui a O-PAS Connectivity Framework (OCF), que é uma estrutura de rede de dados que fornece um serviço lógico de troca de dados. Utilizando OPC UA, a OCF fornece mecanismos de representação e transporte de informação necessários para as trocas de dados suportarem várias funções. • Visa permitir que os utilizadores finais construam sistemas com produtos de múltiplos fornecedores, proporcionando maior flexibilidade. Ao definir interfaces de padrão aberto entre componentes e facilitar a troca de dados através de estruturas como OCF, o O-PAS aborda diretamente as barreiras ao acesso e interoperabilidade de dados inerentes aos sistemas proprietários. A arquitetura é projetada para priorizar interoperabilidade, modularidade, conformidade com padrões, escalabilidade e portabilidade. Isto permite um sistema mais integrado e flexível onde os dados podem realmente fluir livremente de várias fontes, tornando muito mais fácil implementar estratégias orientadas por dados, integrar soluções de software melhores da categoria e alavancar tecnologias emergentes como manutenção preditiva, gêmeos digitais e IA.
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Portanto, embora o objetivo de ser orientado por dados permaneça o mesmo, o O-PAS fornece a arquitetura aberta fundamental e interfaces padronizadas necessárias para superar os obstáculos técnicos coloca-
dos pelos sistemas legados, tornando assim a implementação prática de uma abordagem orientada por dados na automação de processos muito mais alcançável e eficaz.
Estratégia, Produção e Logística O Padrão O-PAS influencia as áreas estratégicas, de produção e de logística dentro dos sistemas de automação de processos industriais, ao promover um ambiente aberto, interoperável e seguro. Estrategicamente, o O-PAS visa a transição de arquiteturas fechadas e proprietárias para uma abordagem baseada em padrões abertos. Esta mudança destina-se a estimular a inovação, reduzir os custos do ciclo de vida do sistema e dar aos utilizadores finais maior flexibilidade em áreas como a gestão da obsolescência e as atualizações de sistema. Ao permitir sistemas construídos com componentes de múltiplos fornecedores, o
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O-PAS oferece uma escolha estratégica e a capacidade de integrar facilmente novas tecnologias e conceitos, o que pode aumentar a competitividade nas empresas. Um aspeto estratégico fundamental é também o foco na cibersegurança sendo incorporada desde o início (“secure by design”), em vez de ser uma reflexão tardia. O O-PAS V2.1 Parte 2 foca-se na segurança e faz referência a várias normas ISA/IEC 62443. Em termos de produção, o O-PAS define uma arquitetura técnica que suporta atributos de qualidade fundamentais, incluindo segurança (“safety”), confiabilidade (“reliability”) e segurança (“securability”), junta-
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ART.COM mente com outros como interoperabilidade, intercambialidade, portabilidade e modularidade. A arquitetura envolve componentes como Nós de Controle Distribuído (DCNs) e Plataformas de Computação Avançada (ACPs), com interfaces padrão que facilitam a comunicação e a gestão. A Estrutura de Conectividade O-PAS (OCF), que aproveita padrões como OPC UA, é fundamental para padronizar a troca de dados e os fluxos de
informação entre aplicações e componentes. Esta troca aberta de dados torna mais fácil implementar e gerir aplicações de múltiplos fornecedores e implementar funcionalidades avançadas tais como otimizações de alto valor, agendamento, algoritmos de controle avançados, IA e machine learning dentro do ambiente de produção. Exemplos de componentes e interfaces são descritos no O-PAS Parte 1.
No que diz respeito à logística, o O-PAS influencia estas áreas ao permitir a conectividade entre sistemas de manufatura controlados por processo e sistemas de negócio de nível superior. A arquitetura é concebida para facilitar o fluxo livre de dados de onde é gerado para onde é necessário. Isto inclui conectividade a funções de negócio tais como Planeamento de Recursos Empresariais
(ERP), Planejamento de Recursos Materiais (MRP) e Gestão da Cadeia de Abastecimento (SCM) a rodar em Datacenters. A capacidade de trocar dados de produção em tempo real de forma contínua, facilitada pelas interfaces abertas do O-PAS e pela OCF, é crucial para melhorar a visibilidade, informar decisões e potencialmente otimizar operações logísticas que são dependentes de dados de produção.
Origem dos Dados Para as áreas estratégicas, os dados que as influenciam vêm principalmente de sistemas de negócio de alto nível e de análises de mer-
cado. O O-PAS não gera diretamente dados estratégicos. No entanto, a sua arquitetura aberta e interoperável permite a integração
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ART.COM de dados de produção em tempo real com sistemas de negócio, como Planeamento de Recursos Empresariais (ERP), Planejamento de Recursos Materiais (MRP) e Gestão da Cadeia de Abastecimento (SCM). Esta conectividade permite que os dados de produção informem e alimentem as decisões estratégicas. A influência estratégica do O-PAS deriva da sua capacidade de permitir a inovação, reduzir custos operacionais e fornecer flexibilidade na escolha de fornecedores e na gestão da obsolescência, aspectos que devem ser avaliados estrategicamente. Na área de produção, o O-PAS influencia a geração e troca de dados diretamente. Os dados de produção são gerados a partir de: • Dispositivos de Campo: Medições do campo e comandos para atuadores são trocados através da Estrutura de Conectividade O-PAS (OCF) utilizando modelos de informação do O-PAS (sinais). • **Nós de Controle Distribuído (DCNs): estes dispositivos trocam dados através da rede OCF e podem ligar-se a dispositivos de campo para medição e controle. Aplicações executadas em DCNs, como sistema de execução de blocos de função, alarmes e logs, também trocam dados através da OCF. DCNs podem atuar como gateways, tornan-
do a informação de sistemas legados ou redes de campo disponível através da OCF. • Equipamentos com Interface de Comunicação O-PAS (OCI): Uma variedade de equipamentos de automação, como instrumentos de campo, DCSs, PLCs, analisadores e sistemas de segurança, podem ser integrados num sistema O-PAS ao implementar a funcionalidade OCI, permitindo que participem na comunicação OCF e troquem dados. • Aplicações (Camada-F): especialmente as aplicações Camada-F definidas nas sub-partes da Parte 6 do O-PAS, processam dados e realizam funções de controle. A troca de dados entre aplicações é padronizada através da OCF e da Interface de Software da Estrutura de Conectividade. • Gestão do Sistema e Segurança: O-PAS Part 5 (System Management) e Part 2 (Security) definem interfaces e requisitos que geram dados relacionados com a gestão e segurança do sistema, como inventário de componentes, registos de eventos e segurança, e informações de autenticação e autorização. Estes dados são cruciais para a operação segura e confiável do ambiente de produção.
Armazenamento de Dados A princípio não são necessários “data lakes” como um local onde os dados gerados pelo O-PAS são ou deveriam ser armazenados. Mas talvez seja claro citar quais são as manipulações de dados executadas: 1. Origem dos Dados: Os dados O-PAS são gerados principalmente dentro do ambiente de Tecnologia de Operação (OT Operational Technology). Esta geração de dados ocorre a partir de dispositivos de campo (como medições de processo e comandos para atuadores), processados por componentes O-PAS, como Nós de Controle Distribuído (DCNs) e Aplicações (Camada-F).
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Equipamentos que implementam a Interface de Comunicação O-PAS (OCI) também podem participar na comunicação e troca de dados. 2. Troca de Dados (Dentro do O-PAS): O O-PAS Connectivity Framework (OCF), que utiliza padrões como o OPC UA, é fundamental para padronizar a troca de dados e fluxos de informação entre as aplicações e componentes dentro de um sistema O-PAS. Isto facilita a comunicação e a gestão de dados em tempo real. 3. Armazenamento Interno (No Ambiente OT): Embora não seja explicitamente detalhado em todas as fontes, alguns componen-
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ART.COM tes O-PAS, como os DCNs ou Plataformas de Computação Avançada (ACPs), podem incluir funcionalidades de armazenamento histórico. Isto implica que algum armazenamento de dados gerados pode ocorrer dentro do próprio ambiente OT interligado pelo O-PAS. 4. Fluxo de Dados para Níveis Superiores: A arquitetura O-PAS é concebida para facilitar a conectividade entre os sistemas de manufatura controlados por processo e os sistemas de negócio de nível superior. As interfaces O-PAS e o OCF permitem que os dados gerados na produção fluam para onde são necessários. As fontes mostram ligações a centros de dados empresariais (Enterprise Data Centers) para conectividade com fun-
ções de nível de negócio como ERP, MRP e SCM, e ilustram conexões do OCF para “Enterprise systems” e “Business Platform”. Assim, o O-PAS gera e padroniza a troca de dados no nível de produção e facilita a sua disponibilização para sistemas empresariais. Os data lakes são frequentemente implementados nestes sistemas empresariais de nível superior para armazenamento a longo prazo, análise e inteligência de negócio. Portanto, os dados O-PAS podem fluir para data lakes através desta conectividade com os sistemas corporativos. A decisão de usar data lakes para armazenar dados de produção O-PAS seria parte da arquitetura de TI da empresa que se integra com o O-PAS, e não uma exigência do padrão.
Infraestrutura necessária A infraestrutura mínima necessária para utilizar o O-PAS pode ser definida através de sistemas que possuem componentes em
conformidade com o padrão O-PAS interligados pelo O-PAS Connectivity Framework (OCF).
Quem deve conhecer O-PAS na empresa Nem todos os colaboradores de uma organização precisam saber o que é o O-PAS. Em vez disso, deve-se criar um ecossistema que envolve diferentes tipos de organizações e indivíduos em papéis específicos que precisam de conhecer e trabalhar com o padrão O-PAS. Estas incluem organizações membros do OPAF (Nova SMAR no Brasil), como empresas operadoras (utilizadores finais, como a PETROBRAS), fornecedores (fabricantes de componentes) e integradores de sistemas. O programa de certificação O-PAS, por exemplo, tem como objetivo assegurar aos clientes da integridade das interfaces e beneficia
utilizadores finais, integradores de sistemas e fornecedores, garantindo confiança e diferenciação no mercado. O conhecimento detalhado do O-PAS é necessário para aqueles que estão diretamente envolvidos no desenvolvimento de produtos compatíveis, na integração de sistemas, na certificação e na implementação ou gestão de sistemas de automação baseados em O-PAS, logo, o conhecimento sobre O-PAS é crucial para as equipes e indivíduos que trabalham ativamente no ciclo de vida de produtos e sistemas O-PAS.
Certificação e treinamento Sim, existe um programa de certificação O-PAS gerido pelo The Open Group para produtos que utilizam o padrão. Este programa de certificação faz parte do
Portfólio de Certificação de Produtos do The Open Group e baseia-se no próprio padrão O-PAS. Os produtos são certificados em uma ou mais funcionalidades específicas definidas
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ART.COM no padrão, que já falamos, chamadas de Perfis. A obtenção da certificação O-PAS significa que um produto demonstrou conformidade com o padrão através de um Laboratório de Verificação Reconhecido independente. O The Open Group atua como a Autoridade de Certificação para o programa. Produtos certificados têm permissão para usar o logotipo registado da marca O-PAS. O conhecimento e a educação sobre o O-PAS estão sendo desenvolvidos e fornecidos por várias entidades envolvidas no ecossistema OPAF - como a Nova SMAR, por exemplo, no Brasil. O próprio OPAF (fórum)
está envolvido na educação e adoção do mercado. Integradores de sistemas estão desempenhando um papel fundamental; por exemplo, a Collaborative Systems Integration (CSI) serve como integrador de sistemas para o sistema COPA QuickStart, que é um produto comercialmente disponível acompanhado por um programa de treinamento projetado para ajudar fabricantes a aprender e adotar soluções de arquitetura aberta. Vários integradores de sistemas com conhecimento em O-PAS estão desenvolvendo kits de iniciação e treinamento OPA (por exemplo, a Nova SMAR no Brasil).
Como se envolver e se tornar membro do fórum OPAF do The Open Group
Para se envolver e tornar-se membro do Open Process Automation Forum (OPAF), basta se afiliar ao The Open Group e do Fórum OPAF. O Open Group é um consórcio global composto por uma afiliação diversificada, incluindo clientes (usuários finais), fornecedores, integradores de sistemas, acadêmicos e pesquisadores. Juntar-se ao The Open Group permite que as organizações participem dos seus fóruns e grupos de trabalho, no caso, o OPAF. Ser membro do OPAF, possibilita beneficiar-se e influenciar o Padrão O-PAS. Os membros podem interagir com outros profissionais e líderes da indústria, obter acesso antecipado a desenvolvimentos e insights,
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influenciar os resultados que beneficiam as suas organizações e crescer profissionalmente. Organizações interessadas em saber mais sobre o membership (afiliação) no Brasil e países da América Latina, podem entrar em contato com Roberto Severo, Country Manager do Brasil, Perú e Colômbia (r.severo@ opengroup.org).
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Pequenas empresas brasileiras não corrigem vulnerabilidades conhecidas LINKEDIN
Juan Alejandro Aguirre, Diretor de Engenharia de Soluções da SonicWall América Latina
O mais novo Ranking Mundial de Competitividade Digital revela as contradições da economia digital brasileira e as dores causadas por ambientes digitais que se expandem sem cessar, sem, no entanto, que isso aconteça de forma alinhada às melhores práticas de cybersecurity. Esse estudo, divulgado em 2024, retrata as descobertas de pesquisas realizadas pelo suíço International Institute for Management Development (IMD) em parceria com a Fundação Dom Cabral. Fica claro que a superfície de ataque é cada vez mais complexa e distribuída. Em 2024, apenas no tocante à vida digital dos consumidores, 96,7% dos domicílios brasileiros contavam com telefone celular. 92,5% das residências utilizavam Internet – 94,1% em áreas urbanas, 81% no mundo rural. O outro lado deste contexto é que, num ranking que inclui 67 países, o Brasil ficou em 59º em relação à segurança cibernética. Em relação à capacidade de responder a ameaças, o país ficou na posição 53º. O tó-
pico habilidades digitais e tecnológicas da população, por outro lado, nos coloca no 63º lugar. Esse quadro pode ser agravado pelas estratégias que muitas empresas adotam na guerra digital: focarem seus recursos e atenção em ameaças cibernéticas inéditas, baseadas em IA, ou zero-day. É uma política absolutamente correta. Ainda assim, uma abordagem como essa pode deixar de fora ameaças igualmente destrutivas. Há um segmento de organizações, em especial, que constantemente luta com outros tipos de violações. Trata-se do imenso setor PME brasileiro. Em 2024, o Brasil contava com 19.913.545 micro e pequenas empresas. Em muitos casos, os gestores deste setor não conseguem remediar vulnerabilidades conhecidas - algumas divulgadas há vários anos. Isso coloca os processos de negócios em risco. Uma das razões para esse quadro é a baixa maturidade digital do segmento. Estudo da PEGN de outubro
de 2024 informa que, numa escala de 0 a 80, a maturidade digital – e a resiliência em cybersecurity – deste segmento está na faixa dos 35 pontos. Essa realidade torna crítico o fato de as PMEs não remediarem as vulnerabilidades conhecidas de seu ambiente de produção. Vulnerabilidades são fragilidades em sistemas, aplicações, processos e até no comportamento humano que podem ser exploradas por atacantes para obter acesso não autorizado, roubar dados sensíveis ou interromper operações. Essas vulnerabilidades se manifestam de diversas formas. Erros de programação e falhas de software podem criar brechas para a injeção de código malicioso ou bypass de controles de segurança. Sistemas ou dispositivos configurados de maneira inadequada ficam expostos a acessos não autorizados. Senhas fracas, um dos maiores problemas para os profissionais de segurança, são facilmente decifradas ou roubadas, permitindo que atacantes invadam contas
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IMPRESSIONS e redes. Estudos retratam a tempestade perfeita: 78% dos usuários usam a mesma senha para mais de uma conta - 14% confessam usar
a mesma senha para acessar Apps pessoais e aplicações de missão crítica da empresa onde trabalham. 43% afirmam não atualizar suas se-
nhas há mais de cinco anos. E, entre as pessoas que sofreram ataques, 18% seguem usando a senha anterior à violação.
ACESSO A TABELA COMPLETA Ransomware avança 259% na América Latina As consequências da exploração de vulnerabilidades podem ser devastadoras. Vazamentos de dados expõem informações sensíveis de clientes, propriedade intelectual e registros financeiros, levando a perdas financeiras, danos à reputação e até repercussões legais. Ataques de ransomware, uma ameaça crescente, criptografam dados críticos, paralisando operações até que
resgates sejam pagos. O relatório de ameaças SonicWall 2025 ressalta como esse tipo de ameaça continua forte na nossa região – a incidência de ataques de ransomware cresceu 259% em relação ao ano anterior. Em todos os casos, as interrupções causadas por ataques cibernéticos podem custar milhões de reais e comprometer a confiança do consumidor.
ACESSE O RELATÓRIO
O panorama das vulnerabilidades não remediadas É essencial destinar recursos para identificar e mitigar novas ameaças. Ainda assim, dados recentes confirmam que vulnerabilidades conhecidas continuam sendo um dos desafios mais significativos para as PMEs. Os dados do Intrusion Prevention Sys-
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tem (IPS) da SonicWall, de janeiro de 2022 a março de 2024, revelam as cinco vulnerabilidades mais exploradas contra pequenas empresas: •Log4j (CVE-2021-44228) (43%) •Fortinet SSL VPN CVE-
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2018-13379 (35%) •Heartbleed (CVE-20140160) (35%) •Atlassian CVE-202126085 (32%) •VMware CVE-202121975 (28%) Das cinco vulnerabilidades mais exploradas em ata-
IMPRESSIONS ques contra PMEs, a mais recente tem quase três anos, enquanto a mais antiga tem mais de uma década. Há fatores que explicam a estratégia dos criminosos de seguir explorando vulnerabilidades conhecidas. É o caminho da menor resistência – preferem violar exploits conhecidos, para os quais já desenvolveram técnicas de ataque. Conforme o modelo de negócio do atacante, isso pode ser preferível a investir tempo e esforço em intrusões mais elaboradas.
Para as PMEs, é um desafio equilibrar a continuidade de suas operações com os custos e habilidades necessários para corrigir vulnerabilidades conhecidas. Em função disso, muitas dessas falhas permanecem sem solução por tempo indeterminado. Nesse cenário, o uso de Managed Security Service Providers (MSSPs) torna-se uma opção atraente, pois permite contar com testes especializados, ferramentas avançadas e aplicação automática de patches.
O MSSP representa para o segmento PME, ainda, uma solução para a falta de pessoas capacitadas em segurança digital no mercado. Um estudo divulgado em 2024 revela que faltam 750 mil experts nesta área no Brasil. Além de aportar as mais avançadas tecnologias de cybersecurity ao cliente PME, os MSSPs destacam-se, também, por atuarem como co-gestores do ambiente do cliente, aumentando a resiliência do negócio.
Como as PMEs podem reduzir o risco de explorações conhecidas? A luta contra ameaças cibernéticas é um exercício contínuo. Vulnerabilidades surgem constantemente, e atacantes seguem explorando-as mesmo anos após serem identificadas. Isso reforça a importância de manter-se informado sobre ameaças, corrigir vulnerabilidades rapidamente e adotar uma abordagem de segurança em camadas.
Para PMEs, construir um futuro digital mais seguro exige uma estratégia sólida de cibersegurança e a contratação inteligente de MSSPs, provedores de serviços que podem empregar as melhores ferramentas e conhecimentos para mitigar os riscos de vulnerabilidades conhecidas. Os líderes de cibersegurança precisam priorizar
corretamente as ameaças e alocar recursos com base na realidade de suas organizações. Essa estratégia, essencial para fortalecer a segurança cibernética, exige um entendimento profundo do panorama de ameaças. E, em certos casos, inclui dar ênfase à mitigação de vulnerabilidades que representam um risco real e imediato para o negócio.
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O impacto do armazenamento inteligente de energia na eficiência dos data centers LINKEDIN
Luis Cuevas, Diretor de Secure Power e Negócios de Data Centers da Schneider Electric no Brasil
O avanço acelerado da economia digital impõe um novo paradigma à infraestrutura crítica global: soluções cada vez mais sofisticadas são exigidas para garantir o equilíbrio entre disponibilidade, eficiência operacional e sustentabilidade energética. Nesse cenário, os data centers, espinhas dorsais da era da informação, enfrentam uma combinação inédita de desafios - calor extremo, consumo crescente e a busca ininterrupta por continuidade, fatores que colocam à prova até mesmo os projetos mais robustos. A resposta para esse momento passa, inevitavelmente, pela consolidação do armazenamento inteligente de energia como peça-chave na arquitetura elétrica desses ambientes. A pressão por opções eficazes é sustentada por números expressivos. De acordo com um relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), publicado em 2024, a carga de insumo elétrico dos data centers triplicou nos últimos dez anos. E o ritmo segue acelerado: o órgão projeta
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que esse volume poderá dobrar - ou até triplicar - novamente até 2028, impulsionado principalmente pela adoção em massa de aplicações baseadas em inteligência artificial (IA), machine learning e grandes volumes de dados. No Brasil, a tendência é semelhante. Dados do Ministério de Minas e Energia (MME) mostram que somente no ano passado houve um crescimento significativo nos pedidos de estruturas voltadas para o setor, com uma previsão de demanda máxima que pode atingir 9 GW até 2035. Esse crescimento traz consigo uma expansão na complexidade da operação. A solicitação energética dos data centers não se limita, contudo, à alimentação dos servidores. Segundo o DOE, cerca de 40% da energia total consumida são destinados exclusivamente ao resfriamento desses sistemas. Esse percentual pode ser ainda maior em países de clima tropical, como o Brasil, onde as temperaturas elevadas tornam a dissipação de calor um desafio técnico e financeiro adicional. A ine-
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ficiência térmica, se não for tratada com inteligência, compromete não apenas o desempenho, mas a própria segurança da operação. É nesse contexto que a estocagem eficiente assume um papel estratégico. Mais do que um recurso de contingência, ela se transforma em um componente ativo na gestão energética dos data centers, permitindo maior previsibilidade, eficiência e resiliência. Por meio de tecnologias como baterias de íon-lítio, sistemas híbridos e integração com fontes renováveis, é possível estocar energia nos períodos de baixa utilização - geralmente com tarifas mais acessíveis e utilizá-la em momentos de pico, reduzindo custos operacionais, aliviando a pressão sobre a rede elétrica e assegurando a continuidade das cargas críticas. Essas soluções modernas possibilitam uma lógica elétrica dinâmica, com respostas em tempo real a oscilações, picos e até falhas no fornecimento externo. Combinadas a sistemas térmicos otimizados, elas mantêm a operação estável mes-
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mo sob condições adversas, oferecendo autonomia para o resfriamento emergencial sem depender exclusivamente de geradores a diesel - mais poluentes, caros e ruidosos. Outro ponto cada vez mais relevante, embora ainda pouco discutido, é a função desse mecanismo na transição energética do setor de tecnologia da informação. À medida que empresas globais assumem compromissos ambientais mais ambiciosos e exigem o mesmo de seus fornecedores, cresce a necessidade de modernização de equipamentos. Soluções com monitoramento em tempo real, conexão com internet das coisas (IoT), algoritmos preditivos de uso
e gestão baseada em dados deixaram de ser diferenciais competitivos e são hoje requisitos essenciais para qualquer operação que pretenda alinhar eficiência e sustentabilidade. Nesse ambiente complexo, empresas de engenharia elétrica, automação, climatização e infraestrutura crítica ocupam uma posição central. São elas que projetam, integram e operam os sistemas que conservam os data centers funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, muitas vezes com tolerância zero a falhas. Sua posição vai além da prestação de serviços: são agentes ativos na transformação de recursos energéticos do setor, com capacidade de ofe-
recer soluções customizadas às particularidades climáticas, regulatórias e operacionais de cada região do país. Investir em soluções como essa, adaptáveis às realidades brasileiras, é também uma questão de soberania virtual e energética. Afinal, na era da hiperconectividade, não há mais como dissociar energia, estabilidade térmica e digitalização. Os data centers do futuro serão mais potentes, ágeis, resilientes e, sobretudo, mais estratégicos. Nesse contexto, plataformas de estocagem representarão o elo crítico entre a potência tecnológica e a prudência estratégica necessária para sustentar a próxima geração desse ecossistema.
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Positivo Servers & Solutions firma parcerias para oferecer portfólio de soluções de IA @Divulgação
A Positivo Servers & Solutions, empresa da Positivo Tecnologia especializada em servidores e soluções de infraestrutura em TI, reforça a sua oferta de inovação sustentável para data centers ao firmar parcerias estratégicas com marcas líderes do setor de tecnologia. Entre elas, destacam-se colaborações com gigantes como NVidia, Supermicro, Nutanix, Intel, AMD e Microsoft. Essas alianças têm como objetivos oferecer soluções que garantam alta performance e confiabilidade, alinhadas às melhores práticas ambientais. O CEO da Positivo Servers & Solutions, Silvio Ferraz de Campos, afirma que a cada nova geração de produtos, a companhia busca aprimorar tanto a capacidade computacional quanto a eficiência energética por meio de melhorias na arquitetura, no gerenciamento térmico e no consumo dinâmico de energia.
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“O foco está na adoção de tecnologias de resfriamento inovadoras e equipamentos mais eficientes, como servidores de última geração e softwares otimizados para inteligência artificial, cujos avanços permitem equilibrar desempenho e sustentabilidade”, diz.
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Com um portfólio robusto e parcerias estratégicas com as empresas mais inovadoras do mundo, a Positivo Servers & Solutions se firma como referência em oferta de servidores de IA de última geração e inovação sustentável para data centers, apoiando organizações que buscam reduzir seu impacto ambiental sem comprometer eficiência e desempenho operacional. “Sustentabilidade e eficiência energética são fatores essenciais para a evolução dos data centers.
Nossas soluções reduzem o consumo de energia e a pegada de carbono”, reforça Campos. De acordo com o executivo, a aliança com parceiros como NVidia, Supermicro e Nutanix permite a oferta de um avançado portfólio de servidores de IA e soluções para nuvem híbrida do mercado. Isso possibilita aos clientes atingirem seus objetivos de negócios e de crescimento sustentável no mercado brasileiro. As tecnologias fornecidas por nossos parceiros permitem que os data centers dimensionem as suas infraestruturas de forma eficiente e escalável, reduzindo o número de servidores físicos e otimizando o espaço interno, além de integrar os benefícios da nuvem pública”, explica. O avanço da inteligência artificial é outra preocupação da Positivo Servers & Solutions na transformação na infraestrutura dos data centers. O crescimento exponencial das soluções de IA exige data centers equipados com milhares de GPUs operando simultaneamente, o que demanda a substituição dos modelos tradicionais de resfriamento a ar pela tecnologia de refrigeração líquida, capaz de reduzir o consumo energético e melhorar o PUE (Power Usage Effectiveness). “Trabalhamos com a Supermicro, precursora no desenvolvimento dessa tecnologia, que oferece um ecossistema completo de soluções para data centers de alta densidade computacional, alinhado às exigências de ESG”, exemplifica Campos. Há mais de 15 anos, a Positivo Servers & Solutions detém a cessão de tecnologia para a fabricação local do portfólio de infraestrutura da Supermicro, referência global em Green IT. Esse catálogo inclui servidores de alto desempenho, storages escaláveis e equipamentos de rede de alta velocidade, projetados para otimização energética e escalabilidade em diferentes cargas de trabalho, desde aplicações empresariais críticas até ambientes de computação de alto desempenho (HPC) e inteligência artificial.
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Relatório DeepTechs no Brasil @Freepik
As deep techs estão no centro da inovação tecnológica no Brasil. Baseadas em ciência, engenharia e pesquisa aplicada, essas startups representam a fronteira da transformação nos setores de saúde, energia, agro e indústria. As startups deep tech estão transformando a forma como ciência e tecnologia chegam ao mercado. Baseadas em pesquisa aplicada, engenharia avançada e desenvolvimento científico, essas empresas têm o potencial de reconfigurar indústrias inteiras — da saúde à energia, do agro à mobilidade. No Brasil, as deep techs vêm ganhando força com um ecossistema estruturado, políticas públicas de fomento e protagonismo crescente de universidades e centros de pesquisa. O cenário aponta para uma década decisiva na consolidação de soluções que nasceram na academia, mas que já começam a gerar impacto direto na economia e na sociedade. O termo deep tech se refere a empresas que criam produtos ou processos com base em avanços científicos significativos. São tecnologias desenvolvidas a partir de anos de pesquisa, que envolvem alto risco de desenvolvimento, mas também um enorme potencial de transformação. Diferente das startups digitais tradicionais, voltadas para soluções comerciais de rápida
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validação, as deep techs enfrentam longos ciclos de P&D e dependem de validações técnicas complexas. Segundo o Relatório Deep Techs Brasil 2024 da Emerge Brasil, a diferenciação, em especial das tecnologias puramente digitais (“Hard tech”, “tough tech”, “frontier tech”, “deep tech”), onde não há mais risco de desenvolvimento, é fundamental para a redução de assimetria entre fundadores e investidores. Atualmente, o Brasil possui 875 startups deep techs mapeadas, o que o posiciona como líder na América Latina. A concentração dessas empresas está no Sudeste, com destaque para São Paulo (55%), impulsionado por universidades como USP, UNICAMP, ITA e programas de fomento como o PIPE-FAPESP.
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Mas outras regiões começam a se destacar, apoiadas por programas como o Inova Amazônia, Catalisa ICT e Embrapii, que atuam na descentralização da ciência aplicada e na valorização de biomas estratégicos. O mapeamento mostra uma forte presença das deep techs em setores críticos. As áreas com maior concentração de startups são: • Saúde humana e farmacêutica (243 empresas);
• Agronegócio e saúde animal (202); • Química, petroquímica e materiais (71); • Energia, sustentabilidade e alimentos aparecem em seguida. Esses dados refletem a conexão direta dessas tecnologias com os grandes desafios da sociedade brasileira e com agendas globais como segurança alimentar, bioeconomia e descarbonização.
ACESSE O RELATÓRIO COMPLETO
Tecnologias que sustentam o avanço das deep techs A biotecnologia aparece como a tecnologia dominante entre as deep techs brasileiras, seguida por inteligência artificial, computação em nuvem, nanotecnologia e cleantech. Essa diversidade tecnológica mostra como essas empresas estão na vanguarda da inovação. A combinação entre algoritmos, biologia molecular, novos materiais e sensoriamento remoto, por exemplo, tem gerado soluções para áreas como saúde de precisão, agricultura regenerativa e energia renovável. Grande parte das deep techs brasileiras ainda se encontra nas fases iniciais do desenvolvimento de suas tecnologias. Segundo o relatório, apenas 30% chegaram às etapas de comercialização e expansão. O foco da maioria ainda está em validar a viabilidade científica, técnica e de mercado de suas propostas. Além disso, 70% das startups possuem até 10 pessoas em suas equipes, o que reforça o caráter enxuto e altamente técnico desse tipo de negócio. O desenvolvimento de deep techs no Brasil está fortemente ligado ao investimento público. 70% das startups que receberam aportes superiores a R$ 5 milhões utilizaram recursos públicos, especialmente via FAPESP,
Finep, Embrapii e Sebrae. Essa dependência de subvenções evidencia a necessidade de fortalecer o ecossistema privado de financiamento, com fundos especializados e maior apetite por risco tecnológico. Ainda assim, os dados apontam para um crescimento da presença de investidores-anjo e de venture capital corporativo, sobretudo nos setores de saúde e energia. O relatório da Emerge Brasil destaca um dado relevante: deep techs foram consideradas o setor mais inovador do mundo em 2024, segundo pesquisa da Techstars. Isso reforça o posicionamento estratégico dessas empresas em um momento de transformação global, onde a ciência aplicada se torna o principal vetor de competitividade. Esse reconhecimento fortalece o ecossistema brasileiro, que já reúne casos reais de spin-offs universitárias adquiridas por grandes grupos nacionais e internacionais. A consolidação das deep techs no Brasil mostra que o país tem capacidade técnica, científica e institucional para ser referência global em inovação de base científica. Com um ecossistema formado por pesquisadores empreendedores, universidades ativas e políticas públicas consistentes, o desafio agora é avançar no acesso a capital privado e ampliar a conexão entre ciência, indústria e mercado.
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Aceleradora ingressa no Sistema Paulista de Ambientes de Inovação
O Sistema Paulista de Ambientes de Inovação (Spai), política pública da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Governo do Estado de SP, ganhou novas adesões nos três primeiros meses de 2025 e conta atualmente com 67 ambientes credenciados. Na capital, ingressou no Spai a Quintessa Aceleradora de Negócios de Impacto, sediada no bairro de Pinheiros, zona oeste da cidade. A empresa, para além da tarefa de aceleração, promove agendas de inovação, impacto positivo e atua com o conceito de ESG – ambiental, social e governança – prática empresarial que equilibra esses três aspectos. A nova integrante do Spai estabelece parcerias entre empreendedores, mentores, investidores e executivos de grandes empresas, institutos, fundações, filantropos e famílias empresárias que se interessam por iniciativas inovadoras. Foi fundada há 15 anos e está focada em temáticas de uso da terra (bioeconomia e restauração), descarbonização, inclusão produtiva e ecossistema de impacto.
endimentos, a Quintessa ingressou no Spai motivada a “aproximar o ecossistema de impacto ao de ciência e tecnologia, e assim desenvolver ainda melhor os programas de deep techs que buscam soluções climáticas e apoiar empreendimentos com soluções de base tecno científica”. “Mesmo as aceleradoras que já estão consolidadas no mercado podem se beneficiar da interação promovida pelo Spai”, diz o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Vahan Agopyan. O Spai é um programa estratégico criado para incentivar a interação entre os ambientes inovadores do Estado de São Paulo, com o objetivo de gerar benefícios concretos, econômicos e sociais, para as cidades e suas populações.
“Queremos superar desafios sociais e ambientais relevantes por meio de soluções empreendedoras. Trabalhamos pela integração estratégica entre impacto positivo e resultado”, descreve Anna de Souza Aranha, sócia e Co-CEO da empresa. Tendo mapeado mais de 5 mil soluções de impacto e impulsionado mais de 800 empre-
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App inédito de gestão inteligente e inclusiva de resíduos usa SaaS
A cidade de Ponta Grossa entra na liderança da inovação pública com o lançamento do Recicla Ponta Grossa, programa municipal que aplica a tecnologia de gestão e comportamento da SO+MA para transformar o modo como materiais recicláveis são tratados e valorizados no município. O lançamento oficial aconteceu com apoio da Heineken e do Governo do Estado do Paraná. O grande diferencial do Recicla Ponta Grossa é que ele já nasce estruturado dentro da própria Prefeitura, com o apoio da metodologia da SO+MA. O programa forma um conjunto de modelos únicos no país que reúnem, de maneira coordenada e efetiva, poder público, iniciativa privada, cooperativas, recicladores, com foco total em mudar o comportamento de todos os agentes da cadeia – e, principalmente, do cidadão, peça-chave para romper com o ciclo da economia linear. A plataforma da SO+MA, no modelo Software as a Service (SaaS), foi personalizada para atender às demandas da cidade, oferecendo um painel de dados estratégicos em tempo real para a Prefeitura e um aplicativo acessível para a população. A jornada é simples: o cidadão leva materiais recicláveis a estações de entrega, acumula pontos via app e troca por cupons da Rede Assaí, Uber, Brasil Cacau, C&A e até ingressos para a experiência dentro da fábrica da Heineken “Inside The Star”,C fortalecendo tanto o impacto ambiental quanto o social. “A tecnologia da SO+MA foi criada para empoderar o cidadão, fortalecer as coope-
rativas, otimizar a gestão pública e estabelecer parcerias com a iniciativa privada. O que fazemos é conectar dados, comportamento e impacto em um sistema que transforma o que antes era considerado lixo em valor real e rastreável. Estamos muito orgulhosos em ver Ponta Grossa assumir essa liderança com um modelo digital, escalável e inclusivo”, afirma Claudia Pires, CEO da SO+MA. Além de estimular o consumo consciente e empoderar o cidadão, o programa beneficia diretamente as cooperativas locais, que operam as estações e recebem 100% dos materiais recicláveis. Toda a estrutura foi desenhada para garantir inclusão produtiva, rastreabilidade e eficiência operacional – pilares sustentados pela tecnologia de gestão de dados da SO+MA, startup que já reciclou mais de 5,1 mil toneladas de resíduos no Brasil. “Mais do que reciclar, estamos ressignificando o papel de cada pessoa e instituição nesse processo. O cidadão, ao fazer a separação correta, deixa de ser apenas consumidor e passa a ser agente de transformação. É o comportamento dele que ativa toda uma cadeia que hoje passa a funcionar de forma mais eficiente e justa”, finaliza Claudia Pires. O lançamento oficial do programa contou com a presença da prefeita Elizabeth Schmidt, da secretária de meio ambiente Carla Kritski, da Diretora de Sustentabilidade da Heineken Lígia Camargo e Gerente de assuntos governamentais Marília Robles, do presidente da câmara e secretário estadual da SEDEST Rafael Greca, além de representantes da SO+MA, cooperativas e demais parceiros.
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Ajudando operadoras a remodelar negócios, infraestrutura e O&M com IA
Durante o MWC Barcelona 2025, a Huawei reuniu operadoras, parceiros do setor e líderes de opinião de todo o mundo para explorar a intersecção de redes 5G e IA e como eles podem apoiar uns aos outros para desbloquear novas oportunidades de crescimento. A empresa apresentou soluções AI-to-X (AI-to-Consumers), AI-to-Businesses e AI-to-Homes, incluindo uma série de soluções que podem ajudar as operadoras a expandir para serviços de IA para domínios novos e mais direcionados e alcançar o crescimento dos negócios; solução de rede centrada em IA para construir redes que possam atender às demandas desafiadoras de novos aplicativos de IA para garantir uma experiência suave e superior; soluções que usem IA para revitalizar O&M de rede e ajudar as operadoras a alcançar redes autônomas L4 (AN) para O&M totalmente inteligente Essas discussões ocorrem em um momento em que modelos de IA de código aberto de alta qualidade estão se desenvolvendo rapidamente, impulsionando uma nova e mais diversificada onda de inovação em aplicativos de IA. A empresa apresentou também inovações em infraestrutura digital e aplicativos de serviços para indivíduos, residências e empresas, bem como histórias de sucesso criadas em conjunto com seus clientes e parceiros. E disponibilizou soluções de redes 5G
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para aproveitar novas oportunidades. Em 2024, várias operadoras pioneiras já lançaram o 5G-Advanced (5G-A) comercial, lançando pacotes 5G-A para usuários em mais de 200 cidades ao redor do mundo. Para os consumidores, esses pacotes aproveitam os recursos aprimorados do 5G-A para fornecer uma experiência de usuário otimizada para cenários como transmissão ao vivo e jogos, bem como viagens metropolitanas e de negócios. Para as operadoras, esses pacotes são uma oportunidade de ir além da conectividade tradicional e começar a monetizar uma experiência mais personalizada para diferentes usuários. O progresso da operadora nesses domínios impulsionou o setor para uma era de conectividade 5G-A alimentada por IA. A Huawei está trabalhando ativamente com operadoras na China, Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico para explorar modelos inovadores de monetização de experiências, definir cenários de aplicativos, projetar novas ofertas e construir sua base de usuários. Essa mudança de foco da conectividade para a experiência melhorou a experiência do usuário e aumentou a receita da operadora. No MWC deste ano, o Enterprise Business da Huawei demonstrou como diferentes setores podem incorporar a IA em seus cenários de negócios exclusivos usando a arquitetura de referência de inteligência industrial da empresa.
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Siemens e O₂ Telefónica fazem parceria para desenvolver soluções baseadas em 5G
A Siemens e a O₂ Telefónica Deutschland cooperam (da esquerda para a direita): Axel Lorenz, CEO de Automação de Processos, Siemens; Alfons Lösing, Sócio Chefe e Diretor de Atacado, O₂ Telefónica; Herbert Wegmann, Gerente Geral de Conectividade Digital e Energia, Siemens.
A Siemens e o provedor de telecomunicações O2 Telefónica firmaram uma parceria na Alemanha para avançar no interligação do setor da água com uma nova solução de conectividade para redes móveis 5G personalizadas. A solução será comercializada pela Siemens para milhares de pessoas de serviços públicos de água e esgoto na Alemanha. Ao contrário da indústria manufatureira com suas redes locais de campus 5G privado, as instalações do setor de água são distribuídas e precisam ser conectadas em longas distâncias. A nova solução de conectividade “5G Slice for the Water Indústria” permite que as
concessionárias de água monitorem e controlem todo o seu sistema de tecnologia de automação em uma rede 5G virtual usando fatiamento de rede 5G Tecnologia. Essas redes são otimizadas para fornecer de forma confiável a qualidade definida de Serviço (QoS) para aplicações de automação. Isso é fundamental para processos como controle de pressão, medição de vazão e resposta automatizada a emergências na água sites distribuídos principalmente pelas concessionárias. O fatiamento de rede 5G é uma tecnologia que divide a rede móvel 5G física da Alemanha em redes virtuais personalizadas
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Roteador 5G industrial da Siemens
chamadas Fatias. Essas fatias 5G são limitadas regionalmente e otimizadas para uso individual casos em termos de velocidade, tempo de resposta e segurança. Os dois parceiros trabalharam juntos para desenvolver e testar uma solução composta por roteadores 5G da Siemens e fatias 5G da O2 Telefónica para cumprir os requisitos de protocolos de automação. Graças à separação de ponta a ponta de tráfego de dados da Internet pública, a solução garante um alto nível de cibersegurança e proteção de dados para as empresas de água que estão sujeitas a regulamentos de infraestrutura crítica. “Ao trabalhar com a O2 Telefónica Alemanha, podemos oferecer a nossos clientes do setor de água uma solução de comunicação segura e confiável para seus aplicativos distribuídos. A combinação de hardware Siemens e o 5G fatiado oferece a qualidade, confiabilidade e segurança necessárias para aplicativos de automação exigentes”, disse
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Axel Lorenz, CEO da Process Automação na Siemens. “Como empresa líder em tecnologia, a Siemens é a parceira ideal para a aplicação prática do fatiamento de rede 5G. Pela primeira vez, esta tecnologia está impulsionando aplicações industriais por meio de comunicações móveis com parâmetros de desempenho. Nossa solução desenvolvida em conjunto marca o avanço do fatiamento de rede 5G em aplicações industriais críticas e distribuídas na Alemanha”, disse Alfons Lösing, sócio-chefe e diretor de atacado da O2 Telefónica. A solução já está sendo testada por uma concessionária de água no estado do Norte Renânia-Vestefália, na Alemanha, e aborda um dos maiores desafios da indústria da água: uma orquestração central segura e eficiente de infraestrutura, desde estações de bombeamento e reservatórios até torres de água e estações de tratamento de água.
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Liderado pelo MCTI, CGEE coordena diálogo do BRICS sobre foresight no campo da política de CT&I @Divulgação
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), realizou o International Workshop on Technological Foresight: STI Opportunities for BRICS Cooperation. A reunião foi de forma virtual e contou com representantes dos países do BRICS para debater o futuro da ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Esta é a primeira reunião que será presidida pelo MCTI durante a presidência rotativa do BRICS. Ao longo do ano serão 14 eventos presenciais e virtuais realizados pela pasta. A atividade integra o calendário oficial da presidência brasileira do BRICS em 2025 e foi incluída na agenda de cooperação em CT&I aprovada na 12ª Reunião Ministerial do grupo, realizada em Moscou em 2024, atualizada em reuniões do Comitê Gestor da cooperação do BRICS para CT&I. O objetivo central do workshop foi fortalecer a colaboração entre os países membros por meio da troca de experiências e da construção con-
junta de estratégias voltadas à inovação, ao desenvolvimento sustentável e ao uso de metodologias de foresight, que envolvem a antecipação e análise de cenários futuros. Com condução do presidente do CGEE, Fernando Rizzo, o evento contou com representantes do Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul, além dos novos integrantes do grupo: Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Cada delegação compartilhará experiências nacionais e discutirá oportunidades conjuntas para o avanço da CT&I no contexto internacional. Entre os temas discutidos estão a aplicação do foresight para prever tendências tecnológicas com impacto social e econômico, o papel da inteligência artificial e das tecnologias disruptivas na formação das sociedades do futuro, a sustentabilidade e a transição para cenários de baixo carbono, a integração de big data e IA nas políticas públicas, e a diversidade cultural como vetor de inovação.
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Expansão de data centers no Brasil @Divulgação
A Aggreko, empresa de soluções de energia, anunciou um investimento de USD 5 milhões em equipamentos de última geração dedicados exclusivamente a projetos de data centers. Com uma trajetória consolidada em projetos de data centers nos Estados Unidos, Europa e Ásia, a Aggreko traz para o Brasil e América Latina sua expertise em soluções energéticas eficientes, bancos de carga para testes de geradores e sistemas de ar-condicionado, além de consultoria especializada para garantir a performance e segurança das operações. A nova frota permitirá à empresa atender com agilidade e precisão a demanda crescente por energia neste setor, especialmente em um momento em que as concessionárias de energia enfrentam desafios para suprir as necessidades a curto prazo. A América Latina tem se consolidado como um polo estratégico para data centers, registrando crescimento expressivo especialmente no Brasil e no México. O Ministério da Fazenda projeta que, nos próximos 10 anos, o Brasil poderá atrair até R$ 2 trilhões em investimentos para o setor. Atualmente, o país conta com 163 data centers, com destaque para São Paulo, que concentra 56 unidades - somente na região de Sumaré, há 10 novos data centers em construção. Em Querétaro, por exemplo, já estão em operação 15 data centers, com previsão de adição de mais 35 unidades até 2027. O Chile, por sua vez, acaba de lançar um pla-
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no específico para desenvolver o segmento, criando oportunidades de negócios na região. Os data centers exigem uma fonte de energia confiável, pois qualquer interrupção pode representar perdas milionárias. O investimento visa atender essa demanda com soluções flexíveis, eficientes e seguras, permitindo que empresas ampliem sua capacidade operacional sem comprometer a confiabilidade dos serviços. Um exemplo da expertise da Aggreko nesse segmento foi um projeto realizado para uma das maiores empresas de data centers da América Latina. O desafio envolveu a instalação de mais de 60 bancos de carga para testar a eficiência de equipamentos essenciais, como sistemas de climatização e geradores, assegurando a manutenção da temperatura ideal e a estabilidade energética. A Aggreko forneceu 15 MW de potência para o comissionamento da estrutura, com um tempo de resposta ágil: a instalação dos equipamentos foi iniciada em apenas 24 horas após a assinatura do contrato, e os testes começaram em 12 dias. Os rigorosos testes realizados pela equipe da Aggreko permitiram que o cliente obtivesse certificações Tier, garantindo a confiabilidade e eficiência dos seus serviços. Além disso, a capacidade de simulação de carga remota reduziu significativamente os riscos operacionais, protegendo os dados armazenados e evitando prejuízos financeiros. A confiabilidade no fornecimento de energia é um dos principais desafios do setor de data centers, dada a natureza crítica de suas operações. Além disso, a busca por soluções sustentáveis e o caminho em direção ao net zero têm ganhado destaque. A Aggreko está alinhada a essa tendência, oferecendo soluções que combinam estabilidade energética com fontes mais limpas, ajudando os data centers a alcançarem seus objetivos de sustentabilidade sem comprometer a eficiência operacional.
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Hannover Messe atrai 127.000 visitantes A Hannover Messe deste ano mostrou que IA, automação, digitalização e eletrificação estão impulsionando a eficiência da indústria. @HannoverMesse/RainerJenser
@HannoverMesse/RainerJenser
Cerca de 127.000 visitantes de 150 países trocaram ideias com 4.000 expositoras, sobre como podem usar a IA de forma lucrativa, automatizar suas fábricas e usar a energia com mais eficiência. Mais de 40% dos visitantes vieram de países como China, Holanda, Canadá, Polônia, Coréia do Sul, Brasil e Japão. Além das aplicações de IA, eficiência e da sustentabilidade, o hidrogênio foi destaque: em apenas um pavilhão, cerca de 300 empresas apresentaram os mais recentes desenvolvimentos e aplicações no campo do hidrogênio e células de combustível na área Hydrogen + Fuel Cells Europe.
Da esquerda para direita: Jochen Köckler, presidente do conselho de administração da Deutsche Messe AG, Gunther Kegel, CEO da Pepperl + Fuchs SE, e presidente do conselho consultivo de expositores da HANNOVER MESSE, Christina Bilyk, diretora sênior interina de investimentos/Canadá na Hannover Messe 2025, Innovation, Science and Economic Development Canada (ISED), Jayson Myers, CEO da Next Generation Manufacturing Canada (NGen).
“A Hannover Messe 2025 foi um poderoso compromisso com a viabilidade futura da indústria na Alemanha e na Europa – em estreita cooperação com seus parceiros internacionais” ”, diz o Dr. Jochen Köckler, CEO da Deutsche Messe.
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Contexto da HM O líder da CDU, Friedrich Merz, recebeu críticas da indústria antes mesmo de sua chancelaria. “Infelizmente, as negociações de coalizão entre a União e o SPD estão apontando na direção errada”, disse o presidente da Federação Alemã de Engenharia (VDMA), Bertram Kawlath, no início da Feira de Hannover. “O zelo pela reforma está desaparecendo antes de começar.” As reformas são urgentes e necessárias. “A Alemanha está atualmente paralisada devido à falta de orientação”, disse Kawlath. “Temos que acabar com essa situação muito rapidamente.” O próximo governo deve apresentar uma agenda de reformas corajosa, exigiu Peter Leibinger, presidente da Federação das Indústrias Alemãs (BDI). Esta é a única maneira de mudar o clima no país. Desde 2019, a produção industrial na Alemanha encolheu 11% segundo a BDI e este ano espera-se um quarto declínio, de 0,5%. Algumas indústrias esperam uma queda de 2% na produção em 2025. Contudo, a indústria está esperançosa com os bilhões planejados em investimentos em defesa e infraestrutura. Os investimentos financiados por dívida devem ajudar a remediar as fraquezas estruturais, mas isso não será suficiente. Entre outras coisas, o setor industrial pede impostos mais baixos e energia acessível e acima de tudo, menos burocracia. Em uma situação global caracterizada pela incerteza, Hannover Messe cumpriu seu papel como uma feira de tecnologia, exposição de negócios e plataforma para diálogo de política econômica e cooperação internacional; foi o lugar que mostrou que o mundo analógico das máquinas está conectado com a inteligência digital e IA, tornando o progresso industrial possível. “As empresas expositoras demonstraram de forma impressionante que, tecnologicamente, temos todas as cartas para uma produção competitiva, sustentável e inovadora.
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Debate no pódio “IA na indústria”, da esquerda para a direita: Onu Deutsche Messe AG, Fatma Kocer-Poyraz, vice-presidente de ciên fundador da NXAI e chefe do Instituto de Aprendizado de Máquin
A feira orientou e impulsionou a indústria – em tempos realmente desafiadores. Em muitas conversas, os expositores relataram uma confiança crescente que agora precisa ser consolidada”, disse Köckler. A feira foi também um lugar de sinais políticos claros: “... a indústria precisa de sinais positivos de Berlim e Bruxelas, eliminando consistentemente a burocracia, estabelecendo uma política industrial europeia forte e coordenada com novos acordos de livre comércio e estabelecendo condições gerais confiáveis para investimento, inovação e fornecimento de energia. Só se os políticos e a indústria agirem em conjunto é que a Europa
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uora Ogbukagu, moderadora e porta-voz corporativa da ncia de dados de engenharia da Altair e Sepp Hochreiter, na da Universidade Johannes Kepler de Linz).
poderá garantir e expandir a sua competitividade”, afirmou Köckler. Vale pra Europa, vale para todos os países industrializados. Expositores e associações parceiras traçaram um balanço positivo, com Dr. Gunther Kegel, Presidente da Associação Alemã de Fabricantes Elétricos e Eletrônicos (ZVEI) e Presidente do Conselho Consultivo de Expositores da Hannover Messe afirmando que a feira “mostrou mais uma vez que é a plataforma mais importante para a inovação industrial. A IA em aplicações industriais foi de particular interesse para os visitantes, especialmente os do exterior. Isso mostra que a indústria alemã pode continuar
a oferecer uma orientação global em tempos de mudança tecnológica. Nossas empresas são líderes na Indústria 4.0 e estamos convencidos de que podemos expandir ainda mais essa boa posição inicial. A IA industrial é uma nova área de crescimento que continuará a impulsionar a automação e a digitalização da indústria. E a feira refletirá esse desenvolvimento nos próximos anos.” Thilo Brodtmann, Diretor Executivo da Associação Alemã da Indústria de Engenharia Mecânica (VDMA) comentou que a “feira deste ano mostrou a importância de boas parcerias e mercados abertos para uma indústria orientada para a exportação e inovação, como a construção de máquinas e engenharia de instalações. A disposição do país anfitrião, o Canadá, de aprofundar o comércio com a Europa é uma notícia bem-vinda e encorajadora em um mundo cada vez mais caracterizado por disputas comerciais. Para dominar as principais tarefas que temos pela frente, precisamos de inovações como as que foram demonstradas de forma impressionante em todos os pavilhões do evento. Este ano, a Hannover Messe enviou um sinal de política econômica particularmente forte para Berlim: o setor industrial precisa urgentemente de uma atualização de localização para continuar demonstrando sua força inovadora aqui no país.” Mostrando o potencial da IA de mudar a indústria, os expositores usaram exemplos para mostrar como as empresas de manufatura podem se beneficiar da inteligência artificial, e até as pequenas e médias empresas podem reduzir custos e aumentar sua eficiência e competitividade. E um novo estudo apresentado em Hannover pela VDMA e pela empresa de consultoria Strategy& mostra isso em termos concretos: o uso de inteligência artificial generativa pode aumentar a margem de lucro em engenharia mecânica e de instalações em até 10,7 pontos percentuais.
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O país parceiro Canadá se apresentou com empresas inovadoras e com instituições em áreas-chave como inteligência artificial, digitalização e energias renováveis é particularmente notável. A estreita cooperação com parceiros internacionais e o forte foco em tecnologias sustentáveis destacam a importância do Canadá como um ator dinâmico nos mercados globais do futuro. As principais áreas em 2025 foram Manufatura Inteligente, Ecossistemas Digitais, Energia para a Indústria, Tecnologia de Ar Comprimido e Vácuo, Peças e Soluções de Engenharia, Future Hub e Comércio e Investimento Internacional. A feira teve um programa de conferência com cerca de 1.600 palestrantes. A próxima edição acontece em Hannover de 20 a 24 de abril de 2026 e o Brasil é um país parceiro. O ZVEI instou a União Europeia a responder com unidade e confiança ao anúncio de aumentos unilaterais e generalizados por parte dos EUA. “O governo dos EUA se comporta como o valentão no pátio da escola e obviamente quer desconsiderar deliberadamente os costumes internacionais. Temos que nos defender contra isso na Europa. A UE não deve se permitir ser empurrada “, diz o diretor administrativo da ZVEI, Wolfgang Weber.
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“A chave são contramedidas decisivas e direcionadas. As indústrias elétrica e digital alemã e europeia oferecem produtos dos quais a economia dos EUA não pode prescindir. Devemos nos lembrar disso. Se o governo Trump leva a sério a reindustrialização dos EUA, então eles precisam de nós como fornecedores para suas fábricas. E se o presidente dos EUA quiser fazer um acordo, então fazemos um acordo mas de igual para igual”, diz Weber com determinação.
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@HuaweiXinhua
Com quase mil expositores, a China foi o segundo maior país expositor da Hannover Messe deste ano, ficando atrás apenas da anfitriã Alemanha. A Huawei, fornecedora de infraestruturas de TIC e dispositivos inteligentes, mostrou uma seção transversal do que é possível no campo das fábricas inteligentes em Hannover e quais tecnologias já estão sendo usadas com sucesso em alguns casos. Há um escopo significativo para automação na produção industrial. Não é surpresa, portanto, que o tema “Fábrica Inteligente” esteja no topo da agenda da Hannover Messe 2025. A Huawei concentra-se em redes industriais e plataformas de nuvem que conectam os dispositivos industriais oferecidos pelos parceiros e hospedam o software industrial desenvolvido por eles. Isso cria uma solução
segura de ponta a ponta que apoia a transformação digital de clientes industriais. Ao promover tecnologias essenciais em disciplinas fundamentais, avanços em tecnologia de rede, a iteração da computação em nuvem e impulsionar a inovação em inteligência artificial, a Huawei adquiriu experiência no setor em toda a cadeia de valor. Os clientes do setor agora podem ser apoiados na aceleração de seu desenvolvimento digital e inteligente. No setor automotivo, por exemplo, os processos de fabricação da Huawei são utilizados para otimizar a integração de três fluxos de trabalho. Na fábrica da JAC Motors, mais de 10.000 dispositivos de produção são conectados por meio de diversos métodos de conectividade, incluindo 5G, Wi-Fi e conexões ópticas. A plataforma de internet industrial desenvolvida pela Huawei coleta
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FLASH e carrega dados de todas as instalações da fábrica e os integra aos processos de negócios. Esse “data lake” conecta TI e tecnologia operacional e oferece suporte a um fluxo de dados contínuo nas áreas de P&D, fabricação, entrega e vendas. A Huawei acumulou vasta experiência prática em pesquisa e desenvolvimento que esteve em exposição em Hannover: a profunda integração de tecnologias de inteligência digital em cenários de negócios como planejamento e controle de fábrica, processos de produção, controle de qualidade, gestão de planta e gestão de segurança. É evidente que a próxima geração de redes de produção integradas possui uma arquitetura unificada baseada em plataformas de internet industrial e soluções de IA recentemente desenvolvidas para inspeção visual. Dessa forma, as linhas de produção podem ser aprimoradas para contribuir para o desenvolvimento de fábricas inteligentes, ecologicamente corretas e com respeito ao clima. Com base em antenas inteligentes exclusivas e tecnologia Wi-Fi 7, as soluções da Huawei oferecem cobertura robusta e alta largura de banda, além de solucionar conflitos de frequência industriais em três faixas de frequência. Além disso, o roaming sem perdas para carrinhos AGV (Veículos Guiados Automaticamente) permite um planejamento inteligente, enquanto a aquisição de dados industriais oferece suporte à integração de dados de TI/TO. Os switches industriais da Huawei oferecem suporte a multiprotocolos e múltiplas interfaces com topologias de rede em anel visualizadas. Ainda a Plataforma de Internet Industrial “FusionPlant”, apresentada em Hannover, inclui cinco funções principais: IoT industrial, dados industriais, inteligência industrial, aplicações industriais e um marketplace para aplicações empresariais. Esta plataforma pode trabalhar com integradores de sistemas (SIs) e fornecedores independentes de software (ISVs) para desenvolver soluções personalizadas para os clientes.
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Na área “Aceleração da Inovação”, a Huawei apresentou a aplicação de computação em nuvem e inteligência artificial, na inovação empresarial. Por exemplo, o grande modelo Pangu da Huawei possibilita inovações em aplicações industriais de IA, enquanto parceiros desenvolvem soluções multirrobô colaborativas para linhas de produção e soluções de P&D para condução inteligente baseadas na Nuvem Huawei. As empresas também podem aprimorar a eficiência de P&D de seus produtos por meio de infraestruturas sem fio e de armazenamento.
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Neil Elliott Smith, Schneider Electric; Barbara Frei, Schneider Electr Olivier Blum, Schneider Electric; Caspar Herzberg, Aveva (da esque
FLASH Durante a feira, a Schneider Electric apresentou seus avanços em automação aberta definida por software e suas mais recentes inovações tecnológicas. Uma alavanca importante para superar os desafios atuais é a automação. No centro das operações industriais, a automação não apenas controla os processos, mas também gera dados críticos que podem ser usados para obter insights para melhorar a tomada de decisões que levam a uma maior eficiência e produtividade. “As inovações em automação são essenciais para que o setor seja adaptável e com-
ric; Cem Özdemir, Ministro Federal; uerda para a direita)
@Schneider Electric
petitivo no ritmo atual de mudança. Ao integrar a tecnologia da informação (TI) e a tecnologia operacional (OT) de última geração por meio de automação aberta definida por software, estamos permitindo que nossos clientes alcancem um novo nível de desempenho industrial que os sistemas fechados não podem alcançar”, disse Barbara Frei, vice-presidente executiva de automação industrial da Schneider Electric. “Nossas soluções vão além da virtualização para oferecer suporte à integração de qualquer software e hardware de terceiros construídos no padrão aberto da UAO.org, promovendo um ecossistema crescente e diversificado para as organizações escolherem. O crescimento de UAO.org para mais de 100 membros confirma o amplo interesse da indústria neste novo paradigma.” Para permitir que as empresas respondam rapidamente às mudanças de mercado e tecnologia e integrem tecnologias digitais com IA, a Schneider Electric desenvolveu o EcoStruxure Automation Expert. O sistema é caracterizado por sua abordagem de automação aberta e definida por software. Ele aumenta a eficiência técnica e operacional por meio de seu design adaptável e modular, aumentando a resiliência da cadeia de suprimentos e reduzindo o custo total de propriedade. No estande da empresa, os visitantes experimentaram em primeira mão como a automação aberta e definida por software e as soluções orientadas por IA conectam ecossistemas para melhorar os resultados todos os dias. Com base no EcoStruxure Automation Expert, a Schneider Electric apresentou a EcoStruxure Automation Expert Platform, um ambiente de automação unificado que fornece uma visão abrangente e gerenciamento de aplicações de controle, incluindo Lógica de Controle, Movimento, IHM, Segurança e Simulação. Ao integrar processos contínuos, híbridos e discretos, a plataforma agiliza o desenvolvimento e a manutenção. Ele per-
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FLASH mite que vários usuários desenvolvam seus dados de controle usando muitos ambientes de programação comuns e trabalhem no mesmo projeto ao mesmo tempo, aumentando a eficiência e acelerando o desenvolvimento e a entrega do projeto. Outras novidades que a Schneider apresentou no estande: Sistema de movimento de última geração, Controles visuais aprimorados com IA, Contator sem ferramentas que redefine a eficiência do controle do motor, Torres de sinalização Harmony XVB7, Proteção de energia de última geração para infraestrutura crítica, Sistema inovador de demonstração baseado em dados. A Innomotics GmbH e a dinamarquesa Unidades Danfoss estão embarcando em nova fase de sua parceria estratégica e não exclusiva. O anúncio foi feito por Michael Reichle, CEO da Innomotics, e Mika Kulju, presidente da Danfoss Drives, na Hannover Messe. A colaboração foi projetada para atender à crescente demanda por soluções de motor e acionamento eficientes e de alta qualidade. Por exemplo, os motores de baixa tensão da Innomotics podem ser combinados com inversores de baixa tensão da Danfoss em um pacote coordenado. Essa abordagem é
particularmente vantajosa para usuários que precisam de uma combinação muito específica de motor e acionamento como parte de um projeto. Ambas as empresas alinharão suas estratégias de entrada no mercado para abordagens conjuntas de clientes, mas continuarão a criar ofertas separadas para seus respectivos produtos. Além disso, eles continuam comprometidos com a independência de sua marca. Isso garante um alto nível de transparência e flexibilidade. “A parceria estratégica com a Danfoss Drives nos permite expandir ainda mais nossa oferta. Muitos de nossos clientes exigem combinações muito específicas de motor e acionamento com altas demandas de confiabilidade e eficiência”, explica Michael Reichle. Isso é especialmente verdadeiro para setores de rápido crescimento, como a indústria de água e esgoto. “Ao combinar nossos pontos fortes, podemos aumentar a competitividade de ambas as marcas e abrir novos mercados.” Mika Kulju está ansioso para o próximo passo na colaboração. “Por meio de pacotes de motores e acionamentos feitos sob medida, oferecemos soluções competitivas, eficientes e convenientes.” @Innomotics
A partir da esquerda: Christoph Salentin (CFO da Innomotics), Padhu Kailasam (Presidente da Divisão de Acionamentos Industriais e Conversão de Energia da Danfoss), Michael Reichle (CEO da Innomotics) e Mika Kulju (Presidente do Segmento de Eletrônicos de Energia e Inversores da Danfoss) selam a parceria.
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Premiações @Deutsche Messe AG/Rainer Jensen
Prêmio de Robótica 2025, Projeto premiado: MARI AARS, uma plataforma robótica controlada por IA para programação rápida e sem codificação, no pódio da esquerda para a direita: Annika Raatz, professora da Universidade Leibniz e membro do júri, terceiro vencedor Gerry Vanuffelen da Mantis Robotics, segundo vencedor Roman Weitchat da Leverge Robotics, Jochen Köckler, Jayson Myers, CEO da Next Generation Manufacturing Canada (NGen), presidente do conselho administrativo da Deutsche Messe AG, Christina Bilyk, diretora sênior interina de Investimentos/Canadá na Hannover 2025, Innovation, Science and Economic Development Canada (ISED) e Evelyne Coulombe, Encarregada de Negócios a.i. da Embaixada do Canadá na Alemanha, Berlim
O BMG Pure Water System é uma solução inovadora da Bosch para a produção sustentável de hidrogênio verde. O sistema permite tratamento de água altamente eficiente e uso em processos de eletrólise, otimizando o uso de recursos e reduzindo significativamente o consumo de água. A tecnologia inovadora ajuda a reduzir custos e aumentar a eficiência, abrindo caminho para a produção de hidrogênio ecologicamente correta. Friederike Lassen , presidente da Associação Alemã de Hidrogênio, enfatizou a força inovadora do projeto, que é exemplar para a indústria: “O BMG Pure Water System demonstra de forma impressionante como os avanços tecnológicos podem tornar a economia do hidrogênio mais sustentável e eficiente. Este sistema traz o hidrogênio verde
Com o BMG Pure Water System, a Robert Bosch Manufacturing Solutions GmbH convenceu o júri com sua solução inovadora para produção sustentável de hidrogênio.
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exatamente onde ele é necessário – limpo, eficiente, escalável.” “Com o desenvolvimento da nossa inovadora tecnologia de tratamento de água, estamos criando a base para um fornecimento de energia sustentável a partir do hidrogênio. Nosso sistema de baixa manutenção para condições offshore adversas permite uma produção de hidrogênio altamente eficiente e ecologicamente correta – sem emissões e sem aditivos químicos. Ganhar o primeiro lugar no Prêmio H2Eco não é apenas um reconhecimento da importância desta tecnologia e sua contribuição para a descarbonização, mas também um compromisso da indústria alemã com nosso meio ambiente e
um futuro sustentável. Meus agradecimentos especiais vão para nossos colegas da BMG em todo o mundo e para a equipe em torno de Wolfgang Schleifenbaum, que impulsionaram este desenvolvimento e o encheram de vida e paixão. Com o projeto de acompanhamento North H2, estamos agora dando o próximo passo junto com parceiros fortes: produção de hidrogênio offshore em larga escala. Este projeto desempenhará um papel fundamental na expansão da infraestrutura para hidrogênio verde e nos ajudará a avançar no caminho para um futuro sem emissões,” disse sobre a premiação Günter Krenz, gerente geral da Bosch Manufacturing Solutions / BMG.
Com sua ferramenta de IA Siemens Industrial Copilot, a Siemens ganhou o prêmio de inovação Hermes Award 2025. “O Prêmio Hermes é um dos maiores prêmios do setor para inovação. Com o Sie-
mens Industrial Copilot, estamos revolucionando a forma como as pessoas interagem com as máquinas. É tudo uma questão de velocidade e simplicidade. Isso tornará as vantagens da automação amplamente dis-
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FLASH poníveis, como acelerar a geração de código e tornar mais fácil e rápido concluir tarefas complexas”, diz Cedrik Neike, membro do Conselho de Administração da Siemens AG e CEO da Siemens Digital Industries. O Siemens Industrial Copilot permite o uso de inteligência artificial generativa (IA) para ambientes industriais em toda a cadeia de valor: desde o projeto, planejamento e desenvolvimento até a operação e serviço. O assistente, alimentado por IA generativa, permite que as equipes de desenvolvimento, por exemplo, gerem código para controladores lógicos programáveis em sua linguagem nativa. “O Prêmio Hermes é a prova da excelência e do espírito inovador de toda a nossa equipe”, enfatiza Rainer Brehm, CEO de Automação de Fábrica da Siemens Digital Industries. “Com o Siemens Industrial Copilot, estamos capacitando nossos clientes a se tornarem empresas digitais sustentáveis.” Ao mesmo tempo, a Siemens expandiu seu Industrial Copilot com uma nova oferta de manutenção suportada por IA generativa (Senseye Predictive Maintenance). Esta nova solução generativa baseada em IA foi projetada para oferecer suporte a qualquer tipo de manutenção e ajudar as empresas a evoluírem de abordagens de manutenção tradicionais para uma abordagem inteligente e orientada por dados. E além do Industrial Copilot, a Siemens está usando a Hannover Messe para apresentar importantes inovações digitais e de IA, como o primeiro Modelo de Fundação Industrial (IFM) junto com a Microsoft, que processa e contextualiza modelos 3D, desenhos 2D, bem como dados industriais e especificações técnicas. Ele foi projetado para fornecer recomendações baseadas em dados e não apenas acelerará significativamente a adoção de soluções de IA na indústria, mas também reduzirá a escassez de habilidades e aumentará a excelência operacional.
“O desenvolvimento do nosso Copilot Industrial é um passo significativo na transformação das operações de manutenção. Ao expandir nossas soluções de manutenção preditiva, estamos permitindo que as empresas façam a transição perfeita de uma estratégia de manutenção reativa para uma proativa. Dessa forma, estamos promovendo eficiência e competitividade em um cenário industrial cada vez mais complexo.” , disse Margherita Adragna, CEO de Atendimento ao Cliente da Siemens Digital Industries.
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A inscrição AI (“Inteligência Artificial”) acende no Hannover Congress Centrum HCC na cerimônia de abertura da feira industrial Hannover Messe 2025
Myriam Erath foi homenageada com o Prêmio Jovem Engenheira por suas contribuições excepcionais para a transformação digital no setor. A cerimônia de premiação ocorreu em 4 de abril como parte do FEMWORX Careers Congress. O prêmio reconhece jovens engenheiras que estão ajudando a moldar o futuro da tecnologia com ideias inovadoras e compromisso excepcional. O prêmio foi entregue por Angelique Mesch, Líder de Busca de Hidrogênio Verde da Schneider Electric SE, e pela Dra. Kamila Klug, Diretora de Desenvolvimento de Negócios, Soluções de Materiais da Altair – ambos membros do Conselho Consultivo da FEMWORX. Um júri selecionou Myriam Erath
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por suas soluções inovadoras no campo da automação de processos suportada por IA. A engenheira mecatrônica especializada em socioinformática é a chefe do grupo de trabalho “Jovens Engenheiros” da Associação de Engenheiros Alemães (VDI) desde 2016 e membro do conselho da Associação Distrital de Emsland/Osnabrück desde 2024. Sua visão empreendedora se tornou aparente em 2024 com a fundação da Erath-CWO e da CWO GmbH, que juntas desenvolvem uma solução baseada em IA para automatizar processos de pedidos na indústria de engenharia. Sua tecnologia permite a integração perfeita de pedidos de compra não estruturados em sistemas ERP e oferece enormes ganhos
de eficiência, principalmente para pequenas e médias empresas. Ela também publicará um artigo científico sobre os desenvolvimentos atuais no setor de TI em 2025. Com sua combinação de experiência tecnológica e abordagem sociotécnica, Myriam Erath é uma força motriz para a digitalização e o progresso tecnológico na indústria. O Prêmio Jovem Engenheira e o Prêmio Mulher Engenheira enfatizam a importância das mulheres nas profissões técnicas, promovendo o reconhecimento de suas realizações nas disciplinas STEM – incentivadas pelo 22º Congresso de Carreiras que aconteceu como parte do Hannover Messe e também discutiu a liderança feminina.
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Soluções de automação pioneiras para produção sustentável e para preparar sistemas para o futuro com controle baseado em PC aproveitando o TwinCAT PLC++ e o MX-System foram dois dos destaques da Beckhoff cujos especialistas mostraram como tornar as máquinas mais inteligentes com um sistema modular de IA e repensar os conceitos das plantas usando tecnologia de acionamento distribuído e novos sistemas de acionamento econômicos. A Beckhoff também divulgou sua plataforma de engenharia TwinCAT com suporte Linux integrado®, Core Boost e controle de movimento com capacidade para vários núcleos. E recebeu a visita do chanceler federal Olaf Scholz que testou a engenharia assistida por IA para programar sistemas de controle industrial O chanceler foi acompanhado por Stéphane Dion, enviado especial do Canadá para a Europa e a União Europeia. Hans Beckhoff, Diretor Administrativo e proprietário da Beckhoff Automation, apresentou sua empresa e sua ampla experiência no campo de software e inteligência artificial. A Beckhoff Automation é pioneira no campo da tecnologia de controle baseada em PC há 45 anos. Hans Beckhoff explicou:
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“Fabricamos produtos sofisticados de alta tecnologia que são desenvolvidos por uma verdadeira colmeia das mentes mais brilhantes que trabalham juntas em nossa empresa. É nosso trabalho desenvolver produtos e automatizar processos de produção para que consumam menos matérias-primas e menos energia do que no passado.” O software de controle TwinCAT da Beckhoff desempenha um papel central nas soluções de automação poderosas. Ele transforma quase todos os sistemas baseados em PC em um controlador em tempo real e, com sua estrutura modular, une todas as funções de controle necessárias, incluindo PLC, controle de movimento, segurança de máquinas, tecnologia de medição, processamento de imagens e inteligência artificial. A IA, em particular, abre um imenso potencial no desenvolvimento de máquinas e sistemas de forma mais rápida e eficiente: o TwinCAT CoAgent, a poderosa ferramenta Beckhoff para engenharia suportada por IA, é um assistente digital pessoal para engenheiros que revoluciona todo o fluxo de trabalho de engenharia - ao inserir um prompt simples no TwinCAT CoAgent, ele criou um programa de controle que fazia um motor Beckhoff XPlanar pairar em um círculo.
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“A implementação da inteligência artificial oferece aos nossos clientes e a nós uma vantagem competitiva. Já vimos um aumento de 10 a 30% em termos de eficiência de engenharia em vários projetos!”, afirmou Hans Beckhoff.
17ª Conferência Internacional MES
Na indústria, o gerenciamento inteligente e sustentável de energia é crucial para atingir metas de eficiência e, ao mesmo tempo, ser ambientalmente responsável. A conferência MES forneceu uma perspectiva sobre como o MES moderno pode ajudar as empresas a otimizarem sua eficiência energética e implementar práticas sustentáveis. Ao integrar análises de dados em tempo real, mecanismos de controle automatizados e ferramentas de previsão inteligentes, o MES permite o monitoramento e o controle precisos do consumo de energia em processos de produção. A implementação de tais sistemas não apenas leva
a uma redução nos custos operacionais, mas também ajuda a minimizar a pegada ambiental. A Hannover Messe deste ano mostrou que o novo indispensável para operações de alto desempenho é ser capaz de analisar e mapear dados do historiador e alavancar a expertise; que entender e gerenciar dados rapidamente é vital; que ter uma equipe interna para avaliar as soluções digitais disponíveis economiza tempo e recursos – porque é consenso que digitalização, data driven e IA devem fazer parte das estratégias das empresas, mas muitos não sabem por onde começar.
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Especificação MTP 2.0 concluída A versão final da especificação MTP 2.0 teve uma demonstração ao vivo no estande da PI – Associação Profibus na Hannover Messe. Namur, ZVEI e PI trabalharam juntas para concluir a especificação MTP 2.0 em setembro de 2024 e realizar sua revisão. Os documentos devem ser publicados conjuntamente pelos parceiros do projeto no verão de 2025. Ao elaborar as especificações para o MTP 2.0, as associações tinham dois objetivos principais em mente. Por um lado, era necessário coordenar os documentos MTP 1.0 disponíveis no início da cooperação e harmonizar os conteúdos. Por outro lado, novos requisitos foram formulados pelos usuários. Os requisitos diziam respeito a uma ampla gama de funções, pois o MTP deve ser usado em uma ampla variedade de indústrias, desde automação de processos pura até aplicações híbridas, como alimentos e bebidas e produtos farmacêuticos, e de automação de produção
pura. Além disso, todas as peças foram reestruturadas e revisadas para que possam ser transferidas para a padronização IEC quase inalteradas.
Na Hannover Messe, a ZVEI e a NAMUR apresentaram ainda o Process X: um espaço de dados para automação de processos que se baseia em conceitos da NAMUR/ZVEI, como Arquitetura Aberta NAMUR (NOA), MTP, FDI, PA-DIM, DPP, AAS, APL e muito mais.
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Durante a Hannover Messe 2025, a Associação PI apresentou um novo demonstrador que combina uma plataforma de transporte e uma aplicação de robô. A solução do transportador é baseada na tecnologia SuperTrak, que permite movimentos altamente dinâmicos e precisos. Os carros controláveis individualmente são movidos por motores lineares em um trilho de transporte. O robô de braço giratório é adaptado a esses movimentos de transporte com uma aplicação pick & place. A integração de Profinet, Profidrive e Profisafe garante uma comunicação confiável e segura e, portanto, a coordenação adequada de todos os movimentos e processos.
Brasil
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@Softex
Em mais uma ação do Brasil IT+, programa de internacionalização desenvolvido pela ApexBrasil Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos em parceria com a Softex, 10 empresas, startups e ICTs brasileiras tiveram a oportunidade de participar da Hannover Messe e da Missão Alemanha, um programa imersivo no ecossistema de inovação alemão que inclui encontros institucionais, networking com players locais, matchmaking personalizado e acesso a informações estratégicas de mercado.
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FLASH “Nesta primeira participação, nosso objetivo é posicionar o Brasil como um player inovador no cenário global de tecnologia e digitalização industrial”, destaca Gabriela Silva, líder da célula de internacionalização da Softex.
Integraram a delegação brasileira: CWS Platform, Espresso Labs, Fenix FDA, Infinite Foundry, PluGzOne, SBR Prime, SoftExpert, SoftGreen, Universidade Federal de Goiás e Stefanini.
@Divulgação/Luciano D’Andrea
Presidente da Deutsche Messe AG, Jochen Köckler (E) e o presidente da FIERGS, Claudio Bier
O presidente da Fiergs - Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Claudio Bier, que lidera a missão brasileira realizada pela entidade a Hannover, se reuniu com Jochen Köckler, presidente da Deutsche Messe AG, empresa que organiza a feira e outros eventos na Alemanha. Ambos iniciaram preparativos, conversaram sobre as perspectivas e reforçaram a expectativa para a edição de 2026, quando o Brasil será o país-parceiro do maior evento de tecnologia industrial no mundo. Bier falou sobre a importância desta janela aberta com a Alemanha. “Hannover é uma oportunidade para uma troca interessante de informações, estamos sempre aprendendo, mas também trazemos novidades”, afirmou. Claudio Bier informou que o Brasil preten-
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de ampliar a sua participação em 2026, passando para pelo menos 200 empresas. Este ano, a delegação brasileira contou com 75 integrantes. Segundo dados da Apex Brasil, atualmente a Alemanha é o quarto maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras para o país germânico totalizaram US$ 13,8 bilhões. Entre 2019 e 2024, as vendas externas para o mercado alemão cresceram em média 4,3%. A missão a Hannover é realizada pela Fiergs, apoiada pelo Sebrae-RS e promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Apex Brasil. Além dos pavilhões da Hannover Messe, a programação previa visita à fábrica da Volkswagen, em Wolfsburg.
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A Siemens levou à Hannover Messe deste ano soluções de automação, digitalização e sustentabilidade além de parceiros. Ao levar suas experiências e desafios para o cenário internacional, a Siemens contribui para o fortalecimento do ecossistema de inovação, proporcionando uma troca rica de conhecimentos que podem beneficiar mercados em todo o mundo.
“A Hannover Messe é uma vitrine estratégica e fundamental para o setor industrial brasileiro. Participar desse evento nos oferece a oportunidade de destacar os desafios e as tendências do mercado local, evidenciando não apenas as inovações desenvolvidas para atender às necessidades específicas do Brasil, mas também soluções com grande potencial de aplicação global. Além disso, a feira é uma oportunidade de fortalecer nossa indústria, através da troca de conhecimento em âmbito global e impulsionar o desenvolvimento econômico no país”, ressalta Bianca Menezes Cerveira, Gerente de Desenvolvimento de Parcerias da Siemens Brasil.
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MetroAmbiental 2025:
Avanços e Integração na Metrologia e Monitoramento Meteorológico Com o tema “O histórico, a atualidade e as perspectivas da modernização dos sistemas de monitoramento ambiental”, o evento reuniu instrumentistas, metrologistas, meteorologistas, hidrologistas, climatologistas e outros profissionais, além de contar com palestrantes de instituições e empresas renomadas.
O MetroAmbiental 2025, Simpósio de Metrologia Aplicada ao Monitoramento Meteorológico, realizado nos dias 20 e 21 de março no Parque de Inovação Tecnológica (PIT) de São José
dos Campos pela REMESP – Rede Metrológica do Estado de São Paulo, foi um marco para a comunidade de meteorologia, metrologia e monitoramento ambiental.
“A importância da confiabilidade dos dados do monitoramento ambiental para a meteorologia e clima”, ministrada por Osvaldo Luiz Leal de Moraes, diretor do departamento para o clima e sustentabilidade do MCTI
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“Importância do Nowcasting e o papel do INPE”, por Izabelly Carvalho da Costa, coordenadora do Programa de Nowcasting
No primeiro dia do evento, foram realizadas as seguintes palestras: “A importância da confiabilidade dos dados do monitoramento ambiental para a meteorologia e clima”, ministrada por Osvaldo Luiz Leal de Moraes, diretor do departamento para o clima e sustentabilidade do MCTI; “Desafios e perspectivas no monitoramento da Rede Hidrometeorológica”, apresentada por Wesley Gabrieli de Souza, superintendente adjunto de Gestão da Rede Hidrometeorológica da ANA; “Importância do Nowcasting e o papel do INPE”, por Izabelly Carvalho da Costa, coordenadora do Programa de Nowcasting; “Desafios e perspectivas no monitoramento meteorológico”, com Luis Fernando Magnani de Oliveira, diretor interino do INMET; “Rede de Monitoramento meteorológico do CENSIPAM”, pelo pesquisador Ivan Saraiva; “Infraestrutura de laboratórios de apoio à meteorologia”, por Luiz Vicente Tarelho, assistente técnico da DIMCI do Inmetro; “Vigilância Meteorológica na Aviação do CIMAER”, apresentada por Filipe Menegardo de Souza, capitão especialista em Meteorologia; e “Desafios e perspectivas no monitoramento meteorológico”, por Regina Célia dos Santos Alvalá, diretora substituta do CEMADEN. O dia foi encerrado com uma mesa redonda sobre “A confiabilidade das medições para a meteorologia e climatologia”, com participação de Júlio Cesar Hollenbach e Cristiano Carvalho (Sigma Sensors), Luiz Kruger (RoMiotto), Newton Bastos (ISA VALE) e Yoshiaki Sakagami (IFSC).
“Infraestrutura de laboratórios de apoio à meteorologia”, por Luiz Vicente Tarelho, assistente técnico da DIMCI do Inmetro
“Desafios e perspectivas no monitoramento meteorológico”, por Regina Célia dos Santos Alvalá, diretora substituta do CEMADEN
Mesa redonda sobre “A confiabilidade das medições para a meteorologia e climatologia”, com participação de Júlio Cesar Hollenbach e Cristiano Carvalho (Sigma Sensors), Luiz Kruger (RoMiotto), Newton Bastos (ISA VALE) e Yoshiaki Sakagami (IFSC).
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FLASH No segundo dia, com o tema “Conceitos metrológicos aplicados ao monitoramento meteorológico”, as palestras abordaram temas técnicos e inovações, sendo ministradas por: Márcio Santana (INPE), com “Requisitos, recomendações e orientações para a calibração da instrumentação hidrometeorológica”; Bruno Mascarenhas Lozano (Inmetro), com “A importância da rastreabilidade e acreditação para instrumentos utilizados nas previsões meteorológicas”; Julio Cesar Hollenbach (Sigma Sensors), com “CFR 21 Part 11 e a Criptografia: Como Garantir Confiabilidade na Aquisição e Transmissão de Dados”; Guilherme Miranda (EPAGRI), com “O histórico, atualidades e perspectivas sobre o monitoramento no âmbito do Estado de Santa Catarina”; Cesar Augusto Botura (DCTA), com “O Sistema de Metrologia Aeroespacial - SISMETRA e sua contribuição para a segurança de voo”; Cléo Quaresma e Leonardo
de Oliveira (INPA), com “Torre ATTO: Instrumentação Científica do Sistema Amazônico de Laboratórios Satélites”; Francisco Obelenis (Dualbase), com “Confiabilidade meteorológica: Como sensores inteligentes contribuem para a qualidade da informação além dos dados”; Leandro Peixoto (ICEA), com “As informações meteorológicas e sua importância para a segurança das operações aéreas”; Jonas José Bezerra Xavier, com “Drone Meteorológico: Preenchendo dados na baixa atmosfera”; Emerson Montero Ferrara (AlémMar), com “Instrumentação LI-COR: soluções para análises agronômicas e ambientais”; Ronei Miotto (UFABC), com “Análise Comparativa dos Métodos de Calibração Indoor e Outdoor de Piranômetros (ISO 9847:2023)”; e encerrando com Marcelo Antonio Barros de Cicco (Inmetro), com “Como a mudança climática pode afetar a medição do tempo”.
Palestra “Requisitos, recomendações e orientações para a calibração da instrumentação hidrometeorológica” por Márcio Santana da área de Metrologia Ambiental do INPE
O simpósio destacou: - a importância dos serviços essenciais e aplicações baseados em dados hidrometeorológicos em áreas como meteorologia, hidrologia, segurança de voo, agricultura, alertas de desastres naturais, de-
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fesa civil, operações offshore e laboratórios de metrologia e a rastreabilidade das medições e os requisitos técnicos, recomendações e orientações da metrologia aplicada à instrumentação hidrometeorológica.
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FLASH Além das discussões técnicas, uma feira paralela apresentou inovações em instrumentos e equipamentos para monitoramento ambiental. Para Márcio Santana, tecnologista sênior da área de Metrologia Ambiental do INPE, o evento permitiu que os participantes visualizassem todo o ciclo — desde a fabricação até a aplicação de instrumentos meteorológicos, passando por aquisição, verificação, calibração e gestão de redes de estações, plataformas de coleta de dados e sistemas de observação. Algumas instituições apresentaram a extensa infraestrutura de instrumentação insta-
Palestra “Desafios e perspectivas no monitoramento da Rede Hidrometeorológica” apresentada por Wesley Gabrieli de Souza (ANA)
lada no território nacional, enquanto outras mostraram inovações tecnológicas e soluções metrológicas visando garantir e aumentar a confiabilidade das medições meteorológicas. Um dos destaques foi a integração entre diferentes setores — usuários de dados, fabricantes, acadêmicos, técnicos de campo e laboratório —, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de novas soluções. O sucesso desta edição garantiu a realização do MetroAmbiental 2026, reafirmando o compromisso do evento com a excelência na disseminação de conhecimento e avanços em metrologia aplicada à instrumentação meteorológica.
Palestra “Desafios e perspectivas no monitoramento meteorológico” apresentada por Luis Fernando Magnani de Oliveira (INMET).
Requisitos, recomendações e orientações para a calibração da instrumentação meteorológica (requisito critérios de aceitação)
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Mural certificados MetroAmbiental 2025
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Oracle CloudWorld Tour São Paulo 2025 O Oracle CloudWorld Tour acontece por todo o mundo em diferentes datas ao longo do ano e reuniu cerca de 3 mil pessoas no WTC São Paulo.
O principal encontro da comunidade Oracle no Brasil desembarcou na capital paulista pela terceira vez após passar por regiões como Europa, Ásia, África e América do Norte e segue para outras capitais importantes da América Latina. Os participantes puderam acompanhar uma programação com mais de 50 palestras ao longo de aproximadamente 27 horas de conteúdo, incluindo keynotes, sessões de aprendizado, painéis com clientes e parceiros, laboratórios práticos e demonstrações, sobre temas como o futuro da IA, da nuvem e dos dados, as possibilidades da multicloud e as mais recentes tendências tecnológicas que estão moldando o futuro dos negócios. Na abertura do CloudWorld Tour São Paulo, Alexandre Maioral, Presidente da Oracle do Brasil, destacou o momento de ascensão da IA no mundo e como a tecnologia já está transformando a forma como enxergamos e fazemos as coisas nas nossas vidas, citando exemplos já disponíveis em nosso dia a dia, como assistentes virtuais, recomendações de conteúdos e diagnósticos médicos precisos.
“A IA não é mais uma ferramenta, mas um paradigma que veio para transformar as nossas vidas e os negócios. E ela não será definida apenas por códigos e algoritmos, mas pelas escolhas que fizermos agora. A inteligência artificial mais a inteligência humana vai se transformar na inteligência exponencial.”
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FLASH A IA foi um dos temas centrais do CloudWorld Tour São Paulo. Logo no keynote de abertura, apresentado por Steve Miranda, vice-presidente executivo de desenvolvimento de aplicações Fusion, abriu-se a discussão sobre o uso da IA como forma de gerar valor para os negócios, aumentar a produtividade e a eficiência por meio da automação. A inteligência artificial também esteve presente em demonstrações, sessões de conhecimento e hands-on labs, com apresentações sobre novos serviços de IA e IA generativa, incluindo soluções como Agentes de IA da Oracle Cloud Fusion Applications, Oracle AI Agent Studio, Oracle Database 23ai e Oracle Autonomous Database, além de sessões com parceiros estratégicos como a NVIDIA. As possibilidades de uma estratégia multicloud foi outro tema relevante no CloudWorld Tour São Paulo. A Oracle, por meio de suas parcerias inovadoras com Microsoft Azure, Amazon Web Services (AWS) e Google Cloud Platform, oferece flexibilidade para que as empresas escolham em qual provedor de nuvem querem executar os seus Oracle Databases.
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O evento teve também algumas sessões focadas em multicloud, incluindo palestras sobre as possibilidades de rodar bancos de dados Oracle em outras nuvens e a segurança dos dados em ambientes flexíveis. Em uma sessão em conjunto com o Google Cloud, o tema foi a possiblidade de executar bancos de dados Oracle e aplicações críticas nativas na Google Cloud, em um ambiente totalmente integrado e altamente seguro. Oracle e parceiros expuseram produtos e soluções que iam de entretenimento, passando por indústria, corporativo e saúde.
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A Oracle anunciou ainda durante o evento o lançamento do hub de inovação Oracle Innovation Center no Brasil. Localizado no escritório de São Paulo, o espaço proporciona uma experiência imersiva, interativa e um ecossistema colaborativo permitindo que empresas dos mais diversos segmentos conheçam as últimas inovações em IA, e vejam as possibilidades de futuro para os seus negócios.
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FLASH Entre as diversas seções, destaque-se a “Oracle AI em Fusion Apps: Uma visão exclusiva do que está por vir” com Alexandre Donner, Executivo de Tecnologia para Finanças, Jurídico, Suprimentos e Infraestrutura da Globo e Alberto Pereira, Diretor Sênior de Engenharia de Soluções da Oracle. Eles pontuaram que a IA exige os dados certos, muito poder de processamento, GPUs especializadas e conhecimento avançado; que o desafio é tornar a IA relevante, confiável, escalável e fácil de usar. A Oracle enfrenta esse desafio fornecendo IA de nível empresarial pronta para uso, adaptada às organizações e baseada em seus dados. Donner compartilhou sua jornada de transformação contínua assim como o uso e aplicação das soluções Oracle nos processos de negócio da Globo e como sua equipe trabalha diante do novo superciclo tecnológico. Donner contou como extrair valor no uso da tecnologia em conjunto com as áreas de negócio e como se preparar para qualquer que seja o futuro.
“Desenvolvendo o futuro da manufatura na nuvem com Smart Operations” foi outro destaque, apresentado por Tarcisio Romero, Diretor de Desenvolvimento de Aplicações em Nuvem, SCM, América Latina e Ricardo Affonso, Engenheiro de Soluções, ambos da Oracle. Eles contextualizaram um cenário de rápida evolução das operações empresariais, e como a gestão estratégica de ativos se tornou essencial para garantir a eficiência operacional e maximizar o retorno sobre o investimento, abordando as últimas melhorias para a manufatura em nuvem: smart operations para manutenção, experiência do usuário (UX) de última geração, gestão de ativos em todos os locais, aumento da recuperação de garantia de fornecedores e outras iniciativas significativas para garantir o sucesso e a satisfação do cliente.
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Chesf finaliza etapa de modernização na Usina Paulo Afonso II @Divulgação
A Eletrobras Chesf concluiu a modernização das turbinas das unidades geradoras G8 e G9 da Usina Paulo Afonso II, iniciada em 2022. A segunda unidade já foi devolvida à operação comercial, garantindo uma disponibilidade operacional de 76 MW e assegurando maior confiabilidade e eficiência à planta. A modernização contemplou a substituição dos rotores e componentes das turbinas Francis, além de diversas melhorias nos sistemas auxiliares mecânicos e elétricos. Também foram realizadas revisões nas seis comportas e em seus sistemas hidráulicos de acionamento, garantindo maior segurança operacional. A Usina Paulo Afonso II, construída na década de 1960, integra o Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso e conta com seis unidades geradoras, totalizando 443 MW de capacidade instalada. A modernização dessas unidades representa um avanço significativo em eficiência e segurança operacional. O projeto faz parte do maior pacote de investimentos em modernização das usinas do Rio São Francisco, com aportes previstos que ultrapassam R$ 2 bilhões até 2034.
“A conclusão da modernização das unidades geradoras da Usina Paulo Afonso II reforça o nosso compromisso, traduzido em investimentos, não apenas de ampliar a vida útil da usina, mas também de assegurar a geração e o fornecimento de energia de forma mais segura e estável para milhões de brasileiros. Seguimos avançando na modernização do Complexo do São Francisco, garantindo que nossa matriz hidrelétrica continue sendo um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável do país”, destaca o diretor de Operação e Manutenção da Eletrobras Chesf, Tony Ulysses.
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ABEEólica apresenta sua Agenda Legislativa Prioritária @Divulgação
ACESSE O PDF COMPLETO
Elbia Gannoum apresenta Agenda Legislativa Prioritária.
A presidente executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum, acompanhada do diretor Técnico Regulatório, Francisco Silva e do diretor de Novos Negócios, Marcello Cabral, além de integrantes do Conselho de Administração e empresários associados, estiveram na Câmara dos Deputados para apresentar as prioridades da indústria de energia eólica para o ano de 2025 na esfera legislativa. O documento contempla temas fundamentais para o desenvolvimento da indústria de eólicas e novas tecnologias no Brasil. Segundo Elbia, é papel da Associação contribuir para a implementação de leis e regulação que fortaleçam toda a potencialidade do Brasil na transição energética, promovendo uma efetiva revisão da economia e fazendo, de fato, uma política industrial verde. “Falamos em nome de uma vasta cadeia produtiva, desde
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fabricantes de turbinas até fornecedores de serviços e de componentes como pás eólicas, torres, freios, dispositivos eletrônicos e demais peças. Falamos em nome de eólicas onshore, offshore, da indústria do hidrogênio verde (amônia verde) e mercado de carbono. Nossa Agenda Legislativa traz tópicos fundamentais que requerem a atenção da administração pública para a reindustrialização e a sustentabilidade das operações do setor, no horizonte de curto, médio e longo prazo”, destaca. A Agenda foi entregue ao senador Eduardo Girão de deputados Danilo Forte, Hugo Leal, Newton Cardoso Junior, Félix Mendonça, Luísa Canziani, Leonidas Cristino, Lafayette Andrada e o presidente da Casa, Hugo Motta. O documento também foi entregue ao Secretário Nacional de Transição Energética e
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ENERGIES
Planejamento, Thiago Barral, pela presidente Elbia, pelos diretores Francisco e Marcello e pelo Conselho de Administração da Associação. A fonte eólica é a segunda maior na matriz elétrica brasileira, com participação em 2024 de 16,1% e potência instalada de 33,7 GW, teve o seu desenvolvimento impulsionado por importantes políticas públicas federais, estaduais e de instituições de fomento. Diante deste potencial evidenciado, a ABEEólica apresenta como prioridades legislativas do ano:
1 – Fim dos Subsídios e Sustentabilidade do SEB
A ABEEólica defende a não concessão de novos subsídios tarifários ou reservas artificias de mercado, que tenham o caráter de perpetuar benefícios injustificáveis do ponto de vista racional econômico em favor da exploração de tecnologias já amplamente conhecidas e inseridas no mercado brasileiro. Ao coibir novos subsídios, os princípios de modicidade tarifária, isonomia, livre concorrência e supremacia do interesse público sobre o privado são garantidos.
2 – Micro e Minigeração Distribuída (MMGD)
O sistema de mini e microgeração distribuída, regido pela Lei 14.300/2022 é a fonte de energia que mais se expandiu no Brasil nos últimos anos. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a tecnologia em sistemas distribuídos pode chegar a 70 GW em 10 anos. Não se fazendo mais necessários os incentivos de ordem fiscal e tarifária, já foram capazes de trazer os resultados almejados. Assim, a ABEEólica defende a rejeição dos projetos que tentam alterar a Lei 14.300 que tentam estender esses subsídios.
3 – Abertura do Mercado Livre
A ABEEólica reafirma seu compromisso com a abertura do mercado livre de energia de forma integral e democrática, isto é, incluindo a baixa tensão, a fim de trazer maior
competitividade e maior eficiência em termos de preço e qualidade de serviço prestado ao consumidor final. Defendemos uma ampliação gradual do acesso ao mercado livre de maneira controlada, garantindo a alocação de encargos, a redução de subsídios e isonomia entre os usuários do sistema.
4 – Autoprodução de energia
Atualmente, cerca de 80% da expansão das fontes solar e eólica está sendo viabilizada por consumidores do ACL, inclusive por autoprodutores. Porém, alterações no regime de Autoprodução podem prejudicar a expansão das fontes eólica e solar. É importante que a segurança jurídica-regulatória seja preservada para as outorgas existentes e já solicitadas. São decisões de investimento de longo prazo tomadas de acordo com as regras vigentes. Alterações nas regras atuais devem garantir, para novas outorgas, que a autoprodução seja de fato um investimento do consumidor com os riscos e comprometimento com o negócio.
5 – Revogação da expansão das termelétricas
Se refere à Lei de Privatização da Eletrobras (Lei nº 14.182/21) que estabeleceu, entre outros itens, a obrigatoriedade de contratação de 8 GW de usinas termelétricas a gás, em locais que ainda nem existem gasodutos. Os custos dessa decisão para o consumidor são elevadíssimos, além de ir contra as metas de redução de efeitos climáticos.
6 – Pagamento de compensação financeira por fontes renováveis
A compensação somente faz sentido quando os impactos negativos sobre um contingente determinados de pessoas (físicas ou jurídicas) superam os benefícios obtidos por esse mesmo contingente, de modo a promover a internalização de externalidades negativas. O que não é o caso da exploração do recurso renovável. O ônus excessivo, sem suporte técnico-regulatório penalizará justamente p consumidor final dado o incremento
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ENERGIES desse ônus ao custo de energia percebido em suas faturas.
7 – Reforma tributária da renda
A EC 132/23 foi promulgada em 20/12/2023 e promoveu reforma quase total do sistema tributário brasileiro, com a unificação de tributos sobre o consumo, e dentre outras medidas, determinou a apresentação de projeto de lei pelo Poder Executivo em 90 dias sobre mudanças relativas à tributação da renda. A ABEEólica reitera seu compromisso em contribuir para as discussões e análises técnicas que subsidiarão a elaboração dos futuros projetos de lei. A contribuição se dará por meio da contratação de estudos elaborados por assessorias especializadas na matéria a fim de apresentar contribuições robustas e coerentes aos princípios da EC 132/2023.
8 – Transformação digital, inteligência artificial e data centers
A ABEEólica defende a criação de iniciativas e esforços que estimulem o treinamento e o uso de modelos de inteligência artificial no Brasil, respeitando os limites e os possíveis impactos nas sociedades diversas que se utilizam de softwares construídos e operados por IA. Além disso, é importante, promover o adensamento da cadeia produtiva de software, hardware e outros equipamentos para construção de data centers para o uso em cloud e para inteligência artificial (grande escala).
9 – Programa de desenvolvimento da indústria de fertilizantes (profert)
A ABEEólica defende a criação de programas e políticas industriais que incentive o desenvolvimento e ampliação da capacidade industrial brasileira para atender a demanda de segmentos extremamente relevantes na economia, como por exemplo, o caso da produção nacional de fertilizantes. O Profert (PL 699/23) é um mecanismo que possibilita a retomada da economia por meio da indução de incentivos tributários e fiscais à indústria de hidrogênio verde e fertilizantes
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verdes e possibilitará a substituição das elevadas importações desse insumo, significando um ganho na escala industrial e no desenvolvimento econômico brasileiro.
10 – Soluções de armazenamento de energia para o sistema interligado nacional
Os sistemas de armazenamento em baterias são soluções de gerenciamento e armazenamento de energia para o sistema interligado nacional e é um ativo que possibilita elevada flexibilidade operativa e tendem a minimizar os impactos dos cortes de geração. Defendemos a inserção de sistemas de armazenamento a baterias (“BESS”) no sistema interligado nacional, visando maior eficiência na despachabilidade e para usufruir dos seus benefícios sistêmicos. Para isso, entendemos que leilões de reserva de capacidade, na forma de potência, são mecanismos regulatórios relevantes, que visam reduzir o custo dos despachos anuais e por conseguinte, o custo repassado ao consumidor.
11 – Exportações de serviços de engenharia e equipamentos
É preciso avaliar a competitividade da indústria brasileira e suas possibilidades de negócio durante momentos de crise ou baixa demanda no mercado interno. É importante apoiar a exportação de serviços de engenharia e o desenvolvimento de projetos, desde sua origem, aumentando com isso a capacidade de incluir equipamentos fabricados no Brasil ao longo da fase de concepção dos projetos. A Associação expressa seu apoio ao PL 5.719/2023 que autoriza o BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social a constituir subsidiárias integrais ou controladas, e altera a Lei nº 10.184, de 12 de fevereiro de 2001, que dispõe sobre a concessão de financiamento vinculado à exportação de bens ou serviços nacionais. Essa medida pode ampliar a capacidade do BNDES de oferecer recursos financeiros a projetos de infraestrutura.
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ENERGIES
EPE lança chamada pública para o Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB)
ASSISTA AO VÍDEO COMPLETO
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) iniciou chamada pública com o objetivo de coletar contribuições que subsidiarão a elaboração do Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB). A iniciativa foi formalizada por meio do Decreto nº 12.153/2024, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento coordenado da oferta, demanda e infraestrutura associadas ao gás natural e ao biometano no Brasil. O lançamento da chamada pública contou com transmissão ao vivo Lançamento da Chamada Pública de Informações para o PNIIGB - YouTube O plano abrange instalações de escoamento, processamento, estocagem e transporte de gás natural, bem como modalidades via gás natural comprimido (GNC) e gás natural liquefeito (GNL). Também estão previstas as estruturas para produção e transporte de biometano. Com um horizonte de planejamento de dez anos, o PNIIGB será desenvolvido em alinhamento com o Plano Decenal de Expan-
são de Energia (PDE) vigente. A elaboração do plano ficará a cargo da EPE, que poderá considerar os seus planos indicativos existentes, bem como informações fornecidas pelos agentes, como os planos coordenados das transportadoras, por exemplo. A chamada pública tem como propósito identificar a demanda efetiva por serviços de infraestrutura ao longo da cadeia do gás natural, além de mapear o potencial de oferta e de consumo de gás natural e biometano no país. A participação de agentes do setor e demais interessados é fundamental para a construção de um plano sólido, alinhado às necessidades atuais e futuras do mercado. Esta etapa de elaboração do PNIIGB permite a participação pública no período que se inicia em 17/04/2025 e se estenderá até 31/05/2025. Assim, convidamos os agentes do setor e demais partes interessadas a contribuir com o processo de construção do PNIIGB Cadastro do Participante e Seleção de Planilhas para Contribuição na Chamada Pública.
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Governo de SP destaca transição energética para o desenvolvimento do estado O Governador de São Paulo participou, em Piracicaba, do CTC Day, promovido pelo CTC - Centro de Tecnologia Canavieira . Durante o evento, que reuniu investidores, clientes e acionistas do setor sucroenergético, Tarcisio Freitas destacou a importância do ciclo da cana-de-açúcar, a primeira fonte de energia renovável no país, para a descarbonização da economia. Tarcísio também apontou o papel fundamental da energia limpa, considerada o “pré-sal caipira”, para a expansão do estado.
@Sergio Barzaghi/Governo do Estado de SP
“Temos debatido quais são os pilares para o desenvolvimento, como vamos superar a pobreza e nos aproximarmos daqueles países mais desenvolvidos. O segredo está na biotecnologia, na economia do conhecimento e na transição energética. Temos que investir muito na cana-deaçúcar. Dessa lavoura, nada se perde. Esse é nosso maior exemplo de economia circular. Produzimos etanol de primeira geração, de segunda geração, biogás, fertilizantes e biometano e vamos tirar combustível sustentável da aviação e o hidrogênio a partir da reforma do etanol”, afirmou o governador Tarcisio Freitas. Durante o CTC Day o público conheceu uma série inovações nas áreas de melhoramento genético e biotecnologia, além do Projeto Sementes e de um estudo da Fundação Getúlio Vargas sobre o potencial de descarbonização com base na adoção de novas tecnologias desenvolvidas pelo CTC. A meta
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do Centro é dobrar a produtividade do setor até 2040. O complexo sucroalcooleiro corresponde a 27% de participação nas exportações do agronegócio paulista, arrecadando US$ 1,09 bilhão, dos quais 91,6% referentes a açúcar e 8,4% a etanol. São Paulo tem cerca de 180
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ENERGIES usinas registradas, a maioria no interior do estado. Dessas, 70 estão a 20 quilômetros de gasodutos existentes. Dos 10 milhões de hectares de cana-de-açúcar plantados no Brasil, mais de 5,5 milhões estão em São Paulo. O produto é responsável por 15,4% da matriz nacional ou 32% de toda a energia renovável ofertada dentro do Brasil. Os números já posicionam o Brasil acima da média mundial, que é de 14,1%, e da média dos países desenvolvidos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que registram 11,5% no uso de energias limpas e renováveis. O estado de São Paulo estruturou incentivos em diversas áreas para impulsionar a transição energética. Uma das iniciativas é a primeira estação experimental do mundo dedicada à produção de hidrogênio renovável a partir do etanol, que realiza testes na Universidade de São Paulo (USP). O projeto, conduzido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da Universidade, representa um marco na bus-
ca por soluções energéticas limpas e na transição para uma economia de baixo carbono. A planta-piloto tem capacidade para produzir 100 quilos de hidrogênio por dia. Por meio da Coordenadoria de Transição Energética, as Secretarias de Agricultura e Abastecimento e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, junto com a Cetesb, trabalham na regulamentação do licenciamento ambiental para a implantação de biodigestores com o objetivo de gerar biogás/ biometano e bioinsumo. Já Instituto Agronômico (IAC), por meio do Programa Cana IAC, lançou 35 variedades de cana nos últimos 20 anos, representando 23% do total de variedades registradas, e implementou pacotes tecnológicos que aumentaram a produtividade média de 70 para 100 toneladas de colmos por hectare. Recentemente, o IAC também introduziu cinco novas cultivares com superioridade de 12 a 27% em produtividade e longevidade, adequadas para diferentes tipos de solo e clima, e com alto teor de sacarose.
Fusões e aquisições no setor fotovoltaico crescem 25% no 1º trimestre O mercado de fusões e aquisições do setor fotovoltaico manteve o ritmo de aceleração nos três primeiros meses de 2025, com 15 novas transações monitoradas - crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostra o novo Boletim M&A produzido pela Greener com base em monitoramento de transações públicas. A Geração Centralizada protagonizou 7 das 8 transações envolvendo usinas, mais que o dobro do registrado no primeiro trimestre de 2024. No total, foram negociadas 42 usinas de GC e GD, acumulando 1,1 GWp de potência.
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ENERGIES Empresas representaram 47% das transações, valor que já corresponde a quase metade de todas as operações nesse segmento ao longo de 2024. Destaque também para um novo momento do mercado, marcado por transações com motivações cada vez mais estratégicas. Ainda de acordo com o levantamento, 43% das transações entre empresas são aquisições de companhias de serviços de energia, como automação, monitoramento,
infraestrutura, smart grid e IoT (Internet das Coisas). Sobre o perfil das investidoras, 58% atuam com geração e/ou comercialização de energia. Até o momento, 2024 representa 44% do total de transações realizadas desde o início do monitoramento, em 2022. Porém, 2025 começou com expressiva movimentação, com os players investindo em reestruturação de portfólios e buscando oportunidades estratégicas.
LONGi e OCADE promovem reciclagem de módulos fotovoltaicos A LONGi assinou acordo de colaboração para transferência de conhecimento na reciclagem de módulos fotovoltaicos na Colômbia com a OCADE S.A.S., empresa especializada na gestão integral de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE). Este acordo visa estabelecer uma cooperação de longo prazo entre as duas empresas para desenvolver atividades relacionadas à gestão e reciclagem de módulos solares no país. Como parte dessa iniciativa, a LONGi fornecerá as informações e o treinamento necessários para otimizar os processos de reciclagem de componentes de módulos solares, capacitando a OCADE a expandir seus serviços atuais para o gerenciamento ambientalmente correto de painéis solares desativados. Com o rápido crescimento das instalações fotovoltaicas na Colômbia e na região, o gerenciamento adequado dos resíduos fotovoltaicos tornou-se um requisito fundamental para reduzir o desperdício de energia e mitigar o impacto ambiental. Este acordo reforça o compromisso
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de ambas as empresas com a economia circular e a sustentabilidade, promovendo soluções responsáveis para o setor de energia solar no país. “Na LONGi, a sustentabilidade é um pilar fundamental da nossa visão de negócios. Estamos empenhados em apoiar os nossos clientes na procura de soluções viáveis para o fim de vida dos seus projetos fotovoltaicos. Essa colaboração com a OCADE reforça nossa missão de garantir que a energia solar seja verdadeiramente sustentável em toda a sua cadeia de valor”, disse Hugo Fernández, Country Manager Colombia, Utility Business Group da LONGi.
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ENERGIES
Aneel autoriza melhorias no sistema de transmissão da Eletrobras @AgênciaBrasil/FernandoFrazão
illiam Borg
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“Essa autorização da Aneel é fundamental para que a Eletrobras siga com seu plano de modernização do sistema de transmissão e continue contribuindo com a melhoria da segurança elétrica do país. Estamos investindo na atualização de equipamentos estratégicos, reforçando a confiabilidade de uma das infraestruturas mais relevantes do setor elétrico nacional”, afirma o vice-presidente de Regulação, Institucional e Mercado da Eletrobras, Rodrigo Limp.
@Senado/ W
A Aneel- Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou a Eletrobras a realizar uma série de melhorias em seu sistema de transmissão de energia elétrica, com foco na modernização do elo em corrente contínua entre Itaipu (PR) e Ibiúna (SP). A medida estabelece um acréscimo total de R$ 47,5 milhões na Receita Anual Permitida (RAP) da companhia. As ações autorizadas integram o Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica – POTEE, Ciclo 2022 – Melhorias de Grande Porte e Reforços para Aumento da Vida Útil das Instalações. O valor total dos investimentos autorizados para a execução dessas melhorias é de R$ 290,4 milhões. O projeto contempla a revitalização de oito transformadores conversores – equipamentos fundamentais para o funcionamento do sistema em corrente contínua, que permite o transporte eficiente da energia gerada em Itaipu até o estado de São Paulo. Os equipamentos, atualmente em operação nas subestações de Foz do Iguaçu (PR) e Ibiúna (SP), passarão por um processo completo de modernização, com o objetivo de estender sua vida útil e garantir maior confiabilidade ao sistema. Após revitalizados, os transformadores serão reposicionados estrategicamente para reforçar a operação do bipolo 1 do sistema. A decisão foi aprovada por unanimidade em Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneel e as primeiras entregas devem ocorrer em até 24 meses.
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ENERGIES
Primeiro LiDAR de nacele do Brasil A Casa dos Ventos, líder em energias renováveis e referência na transição energética brasileira, instalou o primeiro LiDAR (Light Detection and Ranging) de nacele do Brasil em um de seus parques eólicos, em parceria com a Vestas, referência mundial em soluções de energia eólica. O LiDAR de nacele funciona por meio da emissão de pulsos de laser que medem a velocidade e a direção do vento a uma distância de até 700 metros à frente do aerogerador, na mesma altura da torre. Com essa tecnologia, a Casa dos Ventos terá mais precisão na análise da curva de potência das turbinas, podendo identificar desalinhamento em relação à direção do vento e otimizar o desempenho dos aerogeradores.
@Divulgação
“O equipamento de última geração reforça a estratégia da companhia de utilizar inovação e tecnologia para aprimorar a operação de seus ativos. A adoção do LiDAR de nacele nos permitirá elevar ainda mais o nível de conhecimento técnico da empresa e otimizar o desempenho dos nossos ativos. Com essa inovação, a Casa dos Ventos reafirma seu compromisso com a excelência operacional e a transição energética, consolidando-se como uma das empresas mais inovadoras do setor de energia renovável no Brasil”, comenta João Caldas, diretor de Inovação da Casa dos Ventos. “O equipamento também será essencial para estudos de modelagem do recurso eólico, permitindo uma melhor caracterização do vento para futuros projetos em desenvolvimento, além de aprimorar a aferição de performance dos parques em operação.”, explica Henrique Bezerra Diógenes, gerente de Data e Analytics da Casa dos Ventos.
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ENERGIES “A primeira campanha de medições acontece no Complexo Eólico Rio do Vento, em parceria com a Vestas, e servirá para validar os dados do LiDAR de nacele, comparando-os com medições realizadas em torres anemométricas. A empresa já conta com uma vasta experiência na utilização desses equipamentos e agora amplia o uso para otimizar ainda mais a geração de energia renovável”, acrescenta Breno Torres Carvalho, engenheiro de Desempenho e Confiabilidade da Casa dos Ventos. Segundo Rafael De Vecchi, Vice-Presidente de Tecnologia da Vestas para a América Latina, “esse é um avanço muito estratégico para a evolução do setor e estamos muito orgulhosos de poder apoiar nosso cliente Casa dos Ventos na exploração de novas tecnologias e projetos de inovação. Como bem comentado, a implementação do LiDAR de nacele permite ampliar a quantidade e qualidade de dados disponíveis, além de proporcionar uma compreensão mais profunda do comportamento das turbinas em condições operacionais típicas brasileiras. Este é um aspecto crucial da segurança da turbina eólica, pois evita possíveis danos às pontas das pás e garante que a turbina opere com eficiência máxima. Esta colaboração é um testemunho do nosso compromisso contínuo com a inovação e a excelência tecnológica”.
Para Guilherme Terceiro, Engenheiro de Produto da empresa, a ação colabora para o fomento de inovação no Brasil. “A Casa dos Ventos é uma empresa de conhecimento e inovação e essas tecnologias são importantes para a excelência em nossos processos”, finaliza o profissional
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ENERGIES
Municípios contemplados na Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética da EDP
A EDP, distribuidora de energia do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Alto Tietê, investirá cerca de R$ 5,5 milhões nos projetos selecionados na Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética (CPP 001/2024), iniciativa que tem como objetivo promover o uso eficiente e sustentável da energia elétrica. A expectativa é de mais de 2,2 mil MWh de economia de energia por ano, o que corresponde ao consumo de cerca de mil resi-
dências, por meio de 8 projetos, presentes em sete municípios da área de concessão da EDP no Estado de São Paulo: Taubaté, Aparecida e Lorena, do Vale do Paraíba; Poá e Guararema, do Alto Tietê; e São Sebastião, no Litoral Norte. De acordo com Marcos Campos, diretor da EDP em São Paulo, os projetos contemplados estão alinhados às diretrizes da companhia de impactar positivamente os territórios de sua atuação.
“Acreditamos que essas iniciativas ampliam a qualidade de vida da população das cidades atendidas de forma concreta, permitindo uma gestão municipal mais sustentável, moderna e com redução de custos com consumo energético em contextos de interesse social, como hospitais, escolas e iluminação pública”.
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ENERGIES Em Taubaté, Aparecida e Lorena, as unidades da Santa Casa serão beneficiadas com instalação de sistemas fotovoltaicos, troca de 18 refletores e de mais de 200 luminárias. O investimento total nas três cidades é de aproximadamente R$ 2,5 milhões. Em Suzano, três unidades da saúde municipal serão atendidas com a instalação de sistema fotovoltaico: a UBS Casa Branca, o Laboratório Municipal e o Almoxarifado da Saúde. O investimento é de aproximadamente R$ 990 mil. Já na cidade de Poá, as ações da concessionária acontecem em duas escolas municipais, Professora Walkiria Jannoni Vieira e Professor Walter de Almeida Monteiro. A cidade ainda contará com instalação de sistema fotovoltaico na CPTM Calmon Viana. O investimento
total nestes dois projetos é de R$ 984 mil. São Sebastião e Guararema serão beneficiados com a substituição de luminárias de iluminação pública por modelos LED. Serão 531 unidades na cidade do litoral e 622 no município do Alto Tietê. O investimento é de R$ 1 milhão para a implantação do sistema nos dois municípios. A Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética é regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Os projetos vencedores foram avaliados por uma comissão técnica com base nos critérios estabelecidos no edital. As inscrições aconteceram entre os dias 11 de novembro de 2024 e 24 de janeiro de 2025. A implantação dos projetos da Chamada Pública da EDP acontecerá ao longo de 2025.
Resumo do Projeto de Eficiência Energética
Investimento EDP
Energia poupada
Cidade
Local
Taubaté
Santa Casa de Taubaté
Instalação de sistema fotovoltaico de 200 kWp e substituição de 8 refletores
R$ 1.000.000,00
271
Aparecida
Santa Casa de Aparecida
Instalação de sistema fotovoltaico de 181 kWp e substituição de 209 lâmpadas
R$ 999.941,68
311
Suzano
3 Unidades Saúde municipal
Instalação de sistema fotovoltaico de 180 kWp
R$ 991.157,89
240
Lorena
Santa Casa de M. de Lorena
Instalação de sistema fotovoltaico de 78,6kWp e substituição de 10 refletores
R$ 496.262,21
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Poá
2 escolas municipais
Instalação de sistema fotovoltaico de 76 kWp e Substituição de 117 luminárias
R$ 485.531,09
125
Poá
CPTM Calmon Viana
Instalação de sistema fotovoltaico de 86 kWp
R$ 499.157,89
132
São Sebastião
Iluminação Pública
Substituição de 531 luminárias de iluminação pública para LED
R$ 500.000,00
538
Guararema
Iluminação Pública
Substituição de 622 luminárias de iluminação pública para LED
R$ 500.000,00
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MWh/ Ano
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MARKET
Estimativa inédita sobre o PIB do Nordeste de 2023-24 destaca setor elétrico Na edição de abril do Boletim Macrorregional Nordeste, produzido pelo Centro para o Desenvolvimento do Nordeste do FGV IBRE, a equipe do Monitor do PIB do IBRE publicou uma estimativa inédita do PIB dessa região no último biênio (2023-2024). O último dado oficial disponível é de 2022. O diferencial desse estudo foi produzir um resultado comparável com outras regiões, tendo como base metodológica as Contas Trimestrais do IBGE (CNT). Juliana Trece, economista do IBRE, destaca que as estatísticas realizadas por institutos regionais, apesar de também terem como referência as CNT, em geral não têm metodologias comparáveis. Por sua vez, a análise realizada pelo Banco Central, que usa uma mesma “régua” para medir o desempenho da atividade nas cinco regiões do país, não é compatível com o resultado das Contas Nacionais. As estimativas do IBRE apontam que o crescimento médio anual do Nordeste no referido biênio foi similar ao nacional: expansão de 3,3% no país, contra 3,2% na região. A composição desse crescimento, entretanto, registra diferenças. Os pesquisadores do IBRE mostram que a agropecuária respondeu por 0,9 ponto percentual (p.p.) do PIB brasileiro em 2023, e -0,2 p.p. em 2024; no caso do Nordeste, essa participação estimada foi de, respectivamente, 0,4 p.p. e 0,1 p.p. “Embora a agropecuária nordestina tenha sido a atividade com maior crescimento de valor adicionado em 2023, o expressivo desempenho do Brasil contribuiu para as diferenças de contribuição desta atividade para seus PIBs – evidenciando particularidades do setor, e não um problema nordestino”, explicam os economistas Claudio Considera e Juliana Trece no texto. Em 2024, por sua vez, o resultado do Nordeste demonstrou maior resiliência, enquanto o nacional foi impactado pelo desemprenho negativo da região Centro-Oeste.
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MARKET
3,9 3,7
3,1 3,3
1,6
6,6
5,5
3,9 3,4
Nordeste Brasil
-3,2 Agropecuária
Indústria
Serviços
No caso dos serviços, as estimativas apontam desempenhos similares entre Brasil e Nordeste no agregado, mas crescimento mais forte no Nordeste nas atividades de comércio, transporte e outros serviços. No setor industrial, por sua vez, o desempenho do Nordeste ficou abaixo do agregado do Brasil em ambos os anos – ainda que com uma diferença mais acentuada em 2023: retração de 0,9% contra alta de 1,7% no Brasil –, refletindo um desafio histórico da região. Há, entretanto, um segmento industrial
Impostos
PIB
Fonte: IBGE e BACEN. Elaboração: FGV/IBRE.
Valor adicionado setorial PIB Nordeste e Brasil - 2024 - variação %
no qual o Nordeste registrou crescimento acima do nacional: o de “Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos”. Em 2023, por exemplo, quando o total da indústria Nordestina registrou retração, essa atividade expandiu 8,5% na região, marcando 2,7 pontos percentuais acima do Brasil (5,8%). “A expansão da produção de energia eólica e solar tem fortalecido o papel do Nordeste como polo nacional de geração energética limpa”, escrevem os pesquisadores.
Participação do Nordeste na expansão da geração elétrica brasileira em 2023 e 2024 (em MW)
No biênio, a geração renovável representou mais de 90% da expansão
Fonte: Aneel.
2023
2024
BA
2.614
2.408
RN
2.278
1.816
PI
706
1.168
PE
834
654
PB
330
383
CE
265
349
AL
40
CE
265
349
TOTAL NE
7.067
6.778
TOTAL BRASIL 10.324
10.853
Dados da Aneel Agência Nacional de Energia Elétrica apontam que no biênio o Brasil ampliou em 21 GW a capacidade de geração, com mais de 90% renováveis. O Nordeste respondeu por 13 GW dessa expansão, com destaque para a Bahia e o Rio Grande do Norte. De acordo à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), de 2024 a 2034 estão previstos investimentos de R$ 600 bilhões no país em transmissão e geração, predominantemente de matriz renovável, o que poderá favorecer o Nordeste. Para que isso aconteça, entretanto, especialistas destacam a importância de aprovação de um novo marco legal para coordenar a ampliação do setor e evitar questões como o acionamento de fontes termelétricas em detrimento de eólicas e solares, como já aconteceu este ano, devido à sobre oferta e necessidade de garantir segurança ao sistema. Como geração renovável pode sofrer intermitências, sem equilibrar esse acionamento o Operador Nacional do Sistema ampliaria o risco de apagões, por exemplo.
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MARKET Em 2025, expectativa de que o saneamento continue movimentando a economia da região Fonte: Abcon/Sindcon.
Pernanbuco
Concessão parcial de saneamento
Investimento total: R$ 24,8 bilhões
Paraíba
PPP de esgoto
Investimento total: R$ 5,7 bilhões
Rio Grande do Norte
PPP de esgoto
Investimento total: R$ 3,2 bilhões
Maranhão
Concessão de saneamento ou PPP
Investimento total: R$ 18,7 bilhões
Outro segmento em que o Nordeste também tem potencial de ampliação é o do saneamento, posto que esta é uma das regiões com mais desafios para a universalização da
oferta de serviços de água e esgoto. Novas concessões previstas para acontecer este ano são um bom farol para essa atividade.
GS1 aponta recuperação das empresas nacionais
A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil sinaliza que os resultados da Taxa de Retração Industrial de março deste ano apontam uma tendência positiva para a indústria brasileira. O recuo da taxa acumulado de 10,1% no total Brasil e 10% entre as micros e pequenas empresas (MPEs) nos últimos 12 meses revelam que menos empresas encerraram seus portfólios de produtos, o que indica uma maior estabilidade e confiança no ambiente empresarial. Mesmo com oscilações pontuais no comparativo mensal, os dados reforçam que a indústria segue em um movimento de recu-
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peração e adaptação, com mais maturidade na gestão, maior resiliência após períodos desafiadores e confiança renovada por parte dos empresários. A Taxa de Retração Industrial é um levantamento estatístico mensal da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. Constitui-se em uma ferramenta para a tomada de decisões nos âmbitos público e privado para análises econômicas. Este indicador foi criado com base no número de empresas que encerram seu portfólio de produtos e tem a finalidade de aferir e identificar tendências no encerramento de atividades empresariais no Brasil.
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MARKET
Maior progresso no compartilhamento de dados @OPC Foundation
Stefan Hoppe (à esquerda) diretor administrativo da OPC Foundation, e Lars Nagel, CEO da IDSA
Para melhorar a interoperabilidade e a governança de dados no setor de automação, o Fundação OPC e a Associação Internacional de Espaço de Dados ( IDSA) vão trabalhar juntas para que sejam feitos maiores progressos no compartilhamento de dados. A OPC Foundation conecta o maior ecossistema de interoperabilidade semântica no mundo da automação por meio do OPC UA com mais de 150 padrões de domínio semântico. Essa estrutura abrangente garante comunicação e integração perfeitas entre diferentes sistemas de automação, promovendo um ambiente industrial mais conectado e eficiente. A IDSA complementa esses esforços adicionando uma base sólida de governança ao sistema. Isso determina quem pode usar os dados, por quanto tempo e em que condições, a fim de garantir uma troca de dados segura e controlada. Em suma, um padrão que impõe a soberania de dados. A colaboração permitirá que as empresas integrem perfeitamente os dois padrões em
suas arquiteturas. Isso permite que eles atualizem rapidamente seus ambientes existentes, regulando o compartilhamento de dados coletados e fornecidos com o OPC UA. Lars Nagel, CEO da IDSA, destacou o compromisso conjunto de complementar o papel de cada um na viabilização da troca de dados interoperável, soberana e confiável. “Ao aprofundar nossa colaboração, a OPC Foundation e a IDSA pretendem progredir ainda mais no compartilhamento de dados, impulsionar mudanças significativas e permitir um cenário digital conectado e confiável.” “A combinação do maior ecossistema de automação industrial com novos conceitos, como espaços de dados, permite que a indústria introduza rapidamente os novos conceitos”, diz Stefan Hoppe, presidente e diretor administrativo da OPC Foundation. “Como o OPC UA é amplamente utilizado e está disponível em fábricas e fábricas modernas e mais antigas, estamos orgulhosos de apoiar a conexão de todas essas fábricas aos sistemas de TI.”
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MARKET
Dispositivo da Cetrel possibilita monitoramento de recursos hídricos em tempo real A criação de novas soluções baseadas em tecnologias como Internet das Coisas (IoT) e Big Data, para o gerenciamento eficiente da água, já é uma realidade. Um exemplo desse tipo de inovação é o Hydrotrack, dispositivo desenvolvido pela Cetrel que utiliza sensores avançados para o monitoramento inteligente e de alta precisão de lagos, rios, poços, reservatórios e tubulações em tempo real. Atualmente em fase de testes, o protótipo permite a coleta de dados em cerca de 28 pontos de sete barragens de água localizadas no Polo Industrial de Camaçari, complexo fabril situado na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Na prática, o produto já possibilita o acompanhamento de parâmetros essenciais, como os níveis de água das barragens. “Se estiverem muito elevados ou baixos, podem comprometer a integridade das estruturas. Com isso, o monitoramento auxilia na identificação de cenários críticos e na elaboração de planos de ação”, explica Calvin Iost, gerente de soluções tecnológicas e inovação da Cetrel. Segundo Iost, uma das principais vantagens do Hydrotrack é a facilidade de monitoramento de locais de difícil acesso. Como as barragens costumam estar afastadas de infraestruturas elétricas e de telecomunicações, a inclusão do dispositivo torna possível inspecionar vários desses pontos simultaneamente.
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MARKET “Hoje, conseguimos ter uma visão clara sobre as alterações nos padrões dos parâmetros monitorados. Com base nisso, nossa equipe está avançando para o monitoramento de novos indicadores, relacionados à quantidade e à qualidade da geração de água. No futuro, pretendemos expandir esse acompanhamento para os nossos efluentes, ou seja, para o processo após o consumo”, afirma Calvin Iost. O Hydrotrack representa um primeiro passo para a geração de uma base de dados robusta, capaz de viabilizar o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial voltados à previsão de comportamentos ambientais. De acordo com o gerente, as ferramentas de IoT embarcadas no dispositivo utilizam microchips mais avançados que os métodos tradicionais de monitoramento empregados no Brasil. Enquanto as soluções convencionais dependem de infraestrutura elétrica e conexão fixa, os dispositivos do Hydrotrack são alimentados por baterias ou alimentação por energia solar e se comunicam via redes sem fio, o que permite sua instalação em diversas localidades e possibilita rápida substituição em caso de danos. Em relação à gestão dos recursos hídricos e à sustentabilidade, as chamadas tecnologias de água inteligente ajudam a otimizar o consumo e a tomar decisões com informações mais precisas. “A Cetrel pretende, a longo prazo, monitorar os pontos críticos da sua rede e utilizá-los nos cálculos de balanço hídrico. Isso permitirá determinar com precisão o consumo de água da empresa, os índices de perdas nos processos e outras variáveis essenciais para aprimorar as operações”, destaca Iost. Embora algumas dessas aplicações ainda estejam nos planos futuros, a primeira fase de implementação testou dados rela-
cionados à vazão de água, utilizando instrumentos de medição como hidrômetros. Nas sete barragens do Polo de Camaçari, as informações sobre níveis de água são coletadas por meio de poços piezométricos — estruturas utilizadas para monitorar o nível da água subterrânea, permitindo acompanhar o comportamento do lençol freático e avaliar a estabilidade das barragens. A adoção da Internet das Coisas vem crescendo nas empresas nos últimos anos, mas sua implementação ainda apresenta desafios. No caso do Hydrotrack, Iost ressalta que um dos principais obstáculos foi a jornada de aprendizado. “No Brasil, ainda há poucos profissionais especializados nessas tecnologias, então nosso departamento precisou se aprofundar nos estudos para viabilizar o projeto”, relata. Além disso, a equipe teve que desenvolver internamente softwares que não existiam no mercado nacional e formar especialistas em análise de dados. “Outro desafio foi trazer para o Brasil equipamentos que aumentam a cobertura de sinal e algumas das ferramentas de IoT. Como nunca haviam sido usadas no país, tivemos que cadastrá-las na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para garantir sua segurança e compatibilidade com os sistemas de telecomunicações brasileiros. Foram muitos investimentos da Cetrel para que o projeto finalmente saísse do papel”, conclui.
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1 Rastreador de curvas I-V O Fluke Solmetric PVA-1500 é um rastreador de curvas I-V de ponta, projetado para medir o desempenho de sistemas fotovoltaicos. Com esse equipamento de teste de alta precisão, pode-se avaliar de forma confiável a integridade e o desempenho de módulos e matrizes solares, tomando decisões informadas para melhorar sua produção e durabilidade. Ele mede e exibe curvas I-V até 1500V e 30A, incluindo em módulos de alta eficiência; o modelo FV avançado fornece verificação imediata de desempenho FV; trabalha com varredura de 9 segundos para medir 3,5 MW em menos de uma hora; tem medições ininterruptas mesmo em ambientes quentes; automatiza gerenciamento de dados, análise e relatórios e possui banco de dados com mais de 70.000 módulos com atualizações automáticas. Possui interfaces sem fio para configuração mais rápida, ambiente de trabalho mais seguro e liberdade de movimento durante a solução de problemas FV; está pronto para atualização de firmware em campo. Possui módulos de alta eficiência (>19% de eficiência do módulo) possuem alta capacitância, o que representa um desafio para alguns rastreadores de curva IV que podem não ser capazes de medi-los. O PVA-
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-1500HE2 foi projetado exclusivamente para medir todos os tipos de string, mesmo aqueles com módulos de alta eficiência, até 30A. Tem desempenho rápido em ambientes de alta temperatura, otimize o rendimento em fazendas e usinas solares. O PVA-1500HE2 opera com um rápido tempo de varredura de 9 segundos ( Voc<1350V). Isso resulta na capacidade de medir 3,5 MW em uma hora, mesmo em ambientes de alta temperatura, onde os rastreadores de curva padrão geralmente falham devido ao superaquecimento.
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de Solda YSH1 com 2 Célula Robô AR 2010 A Yaskawa Motoman Robótica do Brasil apresenta a Célula de Solda YSH1, equipada com o Robô AR 2010, solução capaz de otimizar o processo de soldagem, garantindo maior agilidade e eficiência na operação. Projetada para atender ambientes industriais de alta demanda, a Célula de Solda YSH1 otimiza o ambiente, sem ocupar muito espaço fabril, favorecendo a produção, tornando-a mais rápida e compacta. Por sua vez, o Robô AR 2010 está posicionado no centro da mesa giratória servo-controlada de três eixos, com capacidade de até 1250 kg (por lado), proporcionando flexibilidade e otimização do processo de soldagem. Ideal para uma produção eficiente e de alta qualidade, o potente robô possui design compacto, conferindo alta velocidade e precisão. O AR 2010 foi desenvolvido para aplicações de soldagem a arco para as mais diversas aplicações industriais, como equipamentos agrícolas, estruturas automotivas e máquinas de construção, entre outras. Destacam-se como benefícios do Robô AR 2010, o acesso facilitado - o braço simplificado do robô facilita o acesso a peças em locais confinados, permitindo sua aplicação em células de solda de alta densidade; o desempenho aprimorado - a velocidade composta do eixo e o alcance do pulso expandido garantem maior flexibilidade e capacidade de operação, enquanto o pulso simétrico oferece acesso igual aos dois lados das peças; a maior durabilidade e eficiência - o furo passante de 50 mm minimiza a interferência e o desgaste do cabo, enquanto a área de montagem do alimentador no braço reduz a obstrução do equipamento. O Robô AR 2010 – Solda a Arco suporta carga útil de 12,0 kg, tem alcance horizontal de 2010 mm, alcance vertical de 3649 mm, e repetibilidade de 0,03 mm.
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especial traz novas 3 Plástico possibilidades para peças elétricas e eletrônicas desafiadoras
Para componentes elétricos e eletrônicos (E&E) desafiadores com requisitos especiais, a Basf desenvolveu o Ultrason® D 1010 G6 U40 de alta fluidez. O blend, baseado em polietersulfona (PESU), é otimizado para atender às necessidades especiais de moldagem por injeção de peças energeticamente eficientes em transmissão de dados e energia, eletrônicos inteligentes e e-mobilidade. Devido à sua excelente fluidez em temperaturas de processamento mais baixas, o novo termoplástico da Basf oferece aos fabricantes maior flexibilidade ao projetar interruptores sofisticados, disjuntores e sensores, bem como IGBTs (transístores) e peças semicondutoras, como soquetes de teste burn-in. O Ultrason® D 1010 G6 U40 apresenta propriedades elétricas estáveis em temperaturas elevadas, com um alto índice térmico relativo (RTI) e um índice de rastreamento comparativo (CTI) superior ao da polieterimida (PEI) e Sulfeto de Polifenileno (PPS). Com a nova mistura, os moldadores por injeção podem reduzir a temperatura de fusão em 12,5% em comparação com um PESU padrão e economizar custos de energia sem comprometer a muito boa fluidez. Apoiado pela resistência química e à alta temperatura do PESU, o novo blend Ultrason® combina alta rigidez e resistência com bom desempenho elétrico e facilidade de processamento. Ele possui uma fluidez melhor do que o PESU Ultrason® E 2010 G6 padrão em temperaturas de processamento mais baixas: o Ultrason® D de baixa viscosidade atinge um comprimento de fluxo espiral de até 3,5 cm a uma espessura de 0,5 mm, com temperatura de fusão de 315°C e temperatura do molde de 160°C. Quando comparada a um PESU não reforçado, a classe preenchida com 30% de fibra de vidro moldada a 360°C mostra a mesma fluidez. Isso possibilita a produção de peças menores e mais finas, economizando espaço de montagem e, assim, levando a uma maior liberdade de design para montagens eletrônicas compactas. O Ultrason® D 1010 G6 U40 de alta fluidez também se caracteriza por alta estabilidade térmica, baixa absorção de água e propriedades elétricas aprimoradas, como alta resistência dielétrica. Ele é equipado com um retardante de chama não haloge-
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CAST nado e possui um excelente RTI elétrico. Em testes internos, foi classificado como V-0 a 0,4 mm (UL 94) e alcançou PLC 3 com um CTI de 200V (de acordo com IEC 60112). Isso apoia a miniaturização de peças E&E por meio de menor rastreamento e melhor isolamento do que PEI e PPS, que foram utilizados em componentes E&E desafiadores até agora. Ele se beneficia das excelentes propriedades do polietersulfona Ultrason® E já estabelecido, ao mesmo tempo em que oferece desempenho otimizado em E&E, fluidez excepcional e uso sustentável da energia de processamento. Isso abre novas possibilidades para peças de e-mobilidade e eletrônicos de consumo. Também contribui para maior segurança em aplicações com voltagens e taxas de dados elevadas em condições operacionais severas. O Ultrason® D 1010 G6 U40 faz parte do portfólio personalizado Ultrason® da Basf para a indústria E&E: essas classes aumentam a robustez, durabilidade e confiabilidade dos componentes E&E de hoje e da próxima geração para avançar na digitalização, big data e e-mobilidade. Elas são especialmente adequadas onde outros plásticos não conseguem atender às crescentes exigências de desempenho. Ultrason® é a marca comercial da gama de produtos da BASF de polietersulfona (Ultrason® E), polissulfona (Ultrason® S) e polifenilsulfona (Ultrason® P). O termoplástico de alto desempenho é utilizado para fabricar membranas de filtração de água, aplicações domésticas e de catering elegantes, duráveis e seguras, bem como componentes leves para as indústrias automotiva e aeroespacial. As marcas Ultrason® podem substituir termofixos, metais e cerâmicas em muitas aplicações devido ao seu extraordinário perfil de propriedades.
4 Calibrador portátil a bateria O TBA-25N é um calibrador de temperatura tipo bloco seco, operado por bateria, com uma faixa de operação de -25°C a 212°C. Ele oferece alta homogeneidade e estabilidade térmica, ideal para calibração tanto em campo quanto em laboratório. Possui display touchscreen de fácil uso, entradas para leitura de TCs e RTDs, e pode operar protocolos HART e Profibus. O TBA-25N também gera certificados de calibração com incerteza expandida e permite controle remoto via tablet ou smartphone. Pode ser usado tanto no campo – operando a bateria – quanto em oficinas ou laboratórios conectado à rede elétrica. Seu display touchscreen tem interface amigável, clara e intuitiva. Ele gera o Certificado de Calibração com Incerteza Expandida. Possui ar-condicionado na maleta ultra resistente para suportar severas condições em campo.
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de simulação 5 Software estabelece base para a
gestão de mudanças no ciclo de vida útil A Emerson anunciou a versão 6.LTS de seu software de simulação dinâmica DeltaV™ Mimic. O software foi aprimorado para apoiar o desempenho e a colaboração em toda a empresa, ajudando a eliminar silos de dados que limitam a visibilidade do desempenho do operador e fornecendo ferramentas para criar simulações de gêmeos digitais que agregam valor contínuo, muito além da execução do projeto. As equipes de projetos de capital sabem há muito tempo que softwares de simulação fornecem retorno rápido do investimento (ROI) durante a execução do projeto. O investimento em simulação como uma ferramenta para projeto de engenharia, testes de automação e treinamento de operadores geralmente oferece retorno bem antes da conclusão do projeto. No entanto, as equipes que pensam no futuro estão aumentando ainda mais o ROI ao longo do ciclo de vida útil de suas tecnologias de simulação, mantendo-as continuamente após a execução do projeto como soluções colaborativas e de fluxo de trabalho de gestão de mudanças. Na nova versão 6.LTS do DeltaV Mimic, um novo foco em conectividade empresarial, estratégia paralela de suporte de longo prazo (LTS) do ciclo de vida útil para o Sistema de controle distribuído DeltaV (DCS) e DeltaV Mimic, o ajuste e o suporte simplificados de modelos para controladores virtuais e simulações maiores ajudarão as empresas a atingirem mais facilmente seus objetivos de implementar essas soluções holísticas de simulação. Os novos recursos empresariais do Mimic Train ajudam a eliminar os silos de dados trazendo os dados de treinamento para fora da planta e para a empresa, onde as organizações podem usá-los em sistemas de aprendizado padrão. Armadas com dados abrangentes, as empresas melhorarão a manutenção de registros, garantindo o cumprimento dos requisitos dos treinamentos de acor-
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CAST do com os padrões da organização. As equipes corporativas também serão capazes de combinar dados operacionais com os históricos de treinamento para explorar como as diferenças de treinamento podem estar contribuindo para as disparidades de desempenho. A versão 6.LTS do DeltaV Mimic também melhora a escalabilidade. As opções de licenciamento de assinatura por meio da experiência digital Guardian™ da Emerson facilitarão a distribuição e a otimização do licenciamento pelas arquiteturas da empresa. Além disso, a Emerson adicionou compatibilidade para controladores virtuais DeltaV DCS, ao mesmo tempo em que aumentou a compatibilidade a nó por um fator de quase 10 para capacitar os usuários a construírem simulações maiores em uma única instância do software e facilitar ainda mais a escalabilidade à medida que as operações crescem. O sintonizador de vazão do DeltaV Mimic foi convertido para uma ferramenta voltada para o usuário para fornecer uma maneira de ajustar os modelos de acordo com variáveis de processo específicas, como vazão e temperatura. Armadas com a capacidade de ajustar modelos completamente no local, as equipes reduzirão o tempo necessário para alinhar os modelos ao desempenho real do processo na planta. Todas as novas funcionalidades do DeltaV Mimic são parte de uma transição para uma estratégia de software LTS, com maior alinhamento dos softwares DeltaV DCS e Mimic para garantir que as alterações feitas em qualquer uma das plataformas sejam refletidas em ambos, ajudando os usuários a atualizar e manter mais facilmente suas soluções DeltaV como parte de uma plataforma de operações corporativas mais ampla.
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