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Verdade

Objectividade

Feriados

Isenção

Carlos Jorge Monteiro / Imagereporter

Director: Carlos Borges | Sexta-feira | 5 Junho 2009 | Ano 1 | N.º 8 | Preço: 1 Euro | Bissemanal (Terça e sexta) | www.desportotal.pt

Dificuldades logísticas impedem-nos de, no próximo dia 12, regressarmos ao convívio dos nossos leitores. Os dias feriados – obrigam ao encerramento da gráfica – a causa. Assim, só no dia 19 regressaremos bancas. Páginas 4, 5,às 6, 7, 16 e 17

PAULO DUARTE

“SAÍ DE LEIRIA TARDE DE MAIS” Páginas 16, 17 e 18

Marinhense regressa à II B

Páginas 10 e 11

Fátima Campeão Nacional

Páginas 12 e 13

Tiago:

“ESTA É A VERDADEIRA ACADÉMICA DOS ESTUDANTES”

“Os últimos dez minutos foram terríveis”

RUI PITA – PRESIDENTE DA SECÇÃO Página 12 Páginas 4 e 5


Verdade

Objectividade

Feriados

Isenção

Director: Carlos Borges | Sexta-feira | 5 Junho 2009 | Ano 1 | N.º 8 | Preço: 1 Euro | Bissemanal (Terça e sexta) | www.desportotal.pt

“SAÍ DE LEIRIA TARDE DE MAIS” PAULO DUARTE Páginas 16, 17 e 18

Dificuldades logísticas impedem-nos de, no próximo dia 12, regressarmos ao convívio dos nossos leitores. Os dias feriados – obrigam ao encerramento da gráfica – a causa. Assim, só no dia 19 regressaremos às bancas.

Tiago:

“Os últimos dez minutos foram terríveis” Páginas 4 e 5

Marinhense regressa à II B Páginas 10 e 11

Fátima Campeão Nacional Páginas 12 e 13

Turquel no Play-off com o Paço de Arcos Páginas 20 e 21


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Obrigado, Manel! “Chegámos a estar em zona de descida, chegámos a ter a subida quase garantida, mas não, como bons proporcionadores de espectáculo que somos, os jogadores decidiram deixar tudo para a jornada das decisões, talvez para criar aquela onda de entusiasmo que todos puderam viver e assistir.” Bruno Fernandes

CARTA Mal consigo explicar o meu sentimento em relação à subida da minha União de Leiria. É uma mistura de alegria, surpresa, orgulho, euforia e felicidade. Pareço um daqueles putos que fica doido com uma grande prenda dada pelos pais. É assim que me sinto…eu e muitos outros, uns putos que receberam uma prenda do clube do coração. Esta subida vale mais que muitos 8º, 9º lugares na Liga Sagres. Esta subida de divisão poderá fazer com que nós leirienses nos aproximemos mais do nosso clube, e isso seria tudo, o suficiente para fazer o clube crescer. Desde bem novo me lembro de acompanhar o meu pai nas idas ao velho estádio, que grandes memorias me traz e que grande saudade; ao menos parecia sempre mais composto. A romaria de gente a caminho do estádio mesmo antes dos jogos, o peão norte repleto de povo, a bancada dos sócios sempre a apoiar o clube, os pilares de iluminação cheios de chicos espertos que tentavam ver melhor o jogo, a claque "Ultra Fantasmas", o café lagoa que era o ponto de encontro para muitos brindarem as vitórias do Leiria, a fonte luminosa cheia de gente a festejar, enfim, um vasto leque de momentos que me faziam acordar ao domingo de manhã ansioso por almoçar e ir direito ao estádio. Tudo isto em tempos que o Leiria apenas lutava pelas subidas. Nunca mais me esqueço da subida de divisão de 1998, tinha eu 13 anitos. Não me lembro de uma festa tão grande, com tanta gente, com tantos leirienses eufóricos, até o meu pai (homem que demonstra pouco os seus sentimentos), andava maluco a apitar e a gritar UNIÃO, UNIÃO. Outro dos factores que não podia deixar de realçar foi a criação de uma nova claque. Em 2001 nasceu a Frente Leiria, claque que muitas vezes é criticada por todos mas que sempre está lá, nos melhores e nos piores momentos, pelo que esta subida de divisão também não seria possível sem o apoio da FL. Um abraço ao meu amigo Joel Silva e todos os elementos da claque. Gostaria de ver algumas coisas mudadas na filosofia do clube tais como: bilhetes mais baratos (quanto mais

barato for mais gente vai ao estádio), apostar nos jovens da formação (quem não gostaria de ver conhecidos seus a jogar no nosso Leiria?) e permitir aos jovens menores de idade fazerem-se sócios sem nada pagarem por isso (temos de incutir a mentalidade de gostar do Leiria desde cedo), estas são as principais, pelo que, ao serem cumpridas, seria meio caminho andado para o crescimento enquanto clube e instituição. Falando propriamente desta época, uma época que muitos (admito que eu também), nunca acreditaram numa possível subida (cheguei mesmo a recear uma nova descida), foi absolutamente imprópria para cardíacos. Chegámos a estar em zona de descida, chegámos a ter a subida quase garantida, mas não, como bons proporcionadores de espectáculo que somos, os jogadores decidiram deixar tudo para a jornada das decisões, talvez para criar aquela onda de entusiasmo que todos puderam viver e assistir. Vou tentar explicar, no meu ponto de vista, como foi o decorrer da época que agora finda. Num acto um pouco suicida, os senhores dirigentes do meu clube, no início da época, apostaram num jovem treinador que o máximo que tinha conseguido era manter o Gil Vicente na Liga Vitalis. Já jogou em Leiria? Sim é verdade. Conhece a mística do clube? Não, de todo. Já tinha alcançado algum grande feito noutro clube? Zero. Talvez por isso, talvez com a entrada de Paulo Alves no início da época tivéssemos chegado à sétima jornada com o credo na boca. Não sei quem pensou nele, não sei quem o conseguiu ir buscar, mas o certo é que com a vinda de Manuel Fernandes tudo mudou. Custou no início mas as coisas foram-se compondo e com os seus métodos de trabalho, com o conhecimento que tem do futebol português e com a humildade que lhe é reconhecida, a União começou a dar o ar da sua graça e voltou a mostrar que estava viva e dos 54 pontos conquistados pelo Leiria, 47 foram obra do homem de Sarilhos Pequenos. Não é por acaso que o nosso Manel Fernandes já levara várias equipas à liga principal. Deve ser um dom que Deus lhe deu…e ainda bem que cá veio parar. Obrigado Manel!

Ao passar a metade do campeonato continuávamos a nossa recuperação, foi aí que fomos buscar o Carlão. Com ele o Leiria ficou melhor, o Cássio marcou mais golos: sem ele, tenho duvidas se tínhamos conseguido. Duvido que fique, como o Manel diz; é um diamante por lapidar, se ficar, melhor para nós. Chega a última jornada, tínhamos de ganhar em Aveiro e o Santa Clara não podia ganhar em Santa Maria da Feira. Fomos mais de mil a Aveiro dar apoio no que desse e viesse. Golo do Feirense!!! Euforia nas bancadas e nos cafés carros e casas onde se ouvia o relato. Leiria a ganhar 3-0 e com pé e meio na Liga Sagres. O Beira-Mar chega ao 3-2, não há mais unhas para roer, reza-se para conseguirmos manter o resultado… conseguimos, ESTAMOS LÁ!!! Um ano depois voltamos aos grandes palcos…em Leiria fez-se a festa como não se via há mais de dez anos. A chegada do autocarro que trazia a equipa foi um momento inesquecível, toda gente aos saltos e aos gritos, muitos choravam de alegria, muitos já estavam afónicos de tanto gritar. Fomos todos para o estádio, algumas palavras de pessoas responsáveis, ninguém queria ouvir, queríamos era invadir o relvado e ir ter com os nossos heróis. Fora nos dada a autorização para invadir o campo… Milhares no relvado a festejar com os heróis… alvos preferidos dos adeptos? Carlão, Cássio, Manel Fernandes e Tiago, apenas um aperto de mão era o suficiente para os deixar felizes. Eu já não tinha palavras e apenas fechei os olhos, saboreei o momento e pensei: estamos lá, vamos voltar a jogar na luz, em alvalade e no dragão…voltámos ao lugar que merecemos!!! O meu desejo para a próxima época é tentar manter esta equipa, com alguns reforços (pelo menos um G.R) tenho a certeza que faremos uma época tranquila e até poderemos surpreender muita gente. Estou confiante que esta época foi o "clic" para o que o clube precisava, para aproximar mais os leirienses do clube e para não sermos a vergonha dos estádios às moscas. Eu vou tornar-me sócio…e faço um apelo a todos os que gostam do Leiria para o fazerem… Somos Leiria, Somos UNIÃO!


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OPINIÃO

tracções, de faltas julgadas em claro, intoleráveis numa competição que se declara conferir prioridade à transparência; à exigência de elevado nível de verdadeira qualidade do espectáculo prestado. Exige-se o dever de proceder sem reservas mentais, sem preconceitos, sem suspeições indevidas, mas não pode transigir-se com um ambiente de complacência que tende a banalizar o erro (que é, por natureza, uma ocorrência excepcional). A distracção não se tolera, não se aceita a leviandade, não se justifica a irresponsabilidade, inadmissível a incúria. Se aqueles que superintendem na arbitragem não fazem o que lhes compete e não estão à altura das responsabilidades que lhe incumbem é toda a estrutura

que fica em causa, é a imagem da instituição futebol que sofre e fica irremediavelmente afectada. Comportamentos que desrespeitam obrigações implícitas e elementares para com as agremiações e o público, arrasam expectativas alimentadas, desacreditam projectos assumidos, comprometem a imagem de todo o fenómeno futebolístico. Por imperativos de justiça não podem ficar sem a devida punição. Acabados os campeonatos, subindo ao "Céu" uns, descendo ao "inferno" outros", entregues os lugares das competições europeias, todos tiveram queixas e queixinhas a fazer durante as trinta jornadas. "Justas", umas, menos "justas" outras. Para muitos, falar do passado nada resulta. Já passou, é verdade. O futuro é sempre o mais importante. Concordamos. Porém, será sempre bom que se dê uma olhadela para o que se viveu e daí tirar as ilações convenientes. Aprender com o erro, é uma "regra" de vida! Para quem sabe o que é a vida. O futuro risonho ou o horizonte negro preocupa número definido de equipas, obriga os respectivos associados a inúmeras contas e conjecturas. O futebol é feito com grande dose de emoção, de paixão. Infelizmente este último sentimento carreado para nome

quem erra, "pague a factura" desses mesmos lapsos! A rábula que está na forja - o diferendo CMVM-Benfica - vai ser, seguramente, julgado em sede própria e resolvido de forma exemplar. É a estratégia do "Chicoespertismo", com "o finório" a querer ludibriar as regras e não passar cavaco às normas! É verdade que, num país onde tudo e todos pretendem arranjar meios para ultrapassar as leis e daí tirar proveitos melhores, o futebol, muito dificilmente, poderia surgir como "paraíso", exemplo a seguir. Mas…pactuar com a máxima "salve-se quem puder" é inverter a pirâmide de valores… Tudo isto porque, mais uma vez, o presidente do Benfica - e a sua gerência… - tentou iludir a CMVM com a contratação de Jorge de Jesus! Mais. Mal saiu a manchete num jornal com a credibilidade do "RECORD", apressou-se a ameaçar com processos judiciais, como se isto bastasse para calar as bocas,

tolher as canetas, abafar a obrigatoriedade de dar a noticia! Conheço bem a linha editorial do diário desportivo; conheço bem o sentido profissional dos seus elementos e, embora as leis da vida nos tivessem separado, nada me impede de dizer "acredito no que li". As ameaças do Benfica são balas de pólvora seca. Repetente na estratégia - está na memória de todos a "finta" feita à CMVM no caso Ramires, emendando a mão após o sitio do Cruzeiro ter colocado on line o preto no branco - não tem, por isso, moral para apontar o indicador seja a quem for. E o tempo mostrará o resto… • A Liga Portuguesa de Futebol Profissional fez a sua Assembleia Geral. Normal. Os clubes, "senhores directores" da mesma, com forte agenda em mãos, decidiram que a partir de 2010, clubes que não cumprissem com as suas obrigações contractuais, perderiam pontos,

“Rectidão” A linha recta é, provavelmente, a mais óbvia e mais simples de todas as formas geométricas. Mais ou menos como os compêndios a definem, corta a direito, prolongando-se até ao infinito, sem início ou fim. Inquestionável que sendo recta e cortando a direito a linha cria divisão, transfigura a coisa real, antes em perfeita uniformidade de composição, em dois domínios separados, um de cada lado da fronteira que se criou. Se o raciocínio é linear e lógicas são as conclusões, não chegam, porém, para justificar o injustificável, tudo o que se vai ouvindo (nos últimos tempos) no futebol em geral e na arbitragem em particular, com intuito de explicar um insustentável crescimento do número de erros, de dis-

Ao correr da Pena Por Costa Santos

Há clubes que andam a brincar com cenas sérias. Muito embora, infelizmente, o ónus dos erros acabe por cair sempre sobre as colectividades, manchando a sua história e dificultando a sua vida - nas horas de aperto os dirigentes acabam sempre por não ser responsabilizados… - a verdade é que, também, pelo seu lado, os sócios não têm a força do antigamente para exigir responsabilidades - no mínimo - e fazer com que

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próprio tem na arbitragem causado amargos de boca nos quatro cantos de geografia futebolistica por manifesta falta de rectidão na execução das tarefas que lhe estão cometidas enquanto árbitro da modalidade. Sem perfil ou apetência para o cumprimento com rigor, critério e equidade das obrigações e responsabilidades inerentes à função, Paixão, sem enleio sentimental, tem semeado discórida, insatisfação e revolta pelos campos do país., em exemplo flagrante de como a responsabilidade pela gestãao do sector não passa de palavra vã. No momento particularmente difícil da competição para alguns emblemas,

torna-se imperioso que quem nomeia saiba aferir convenientemente prós e contras na designação de a ou b. Conhecer o perfil psicológico do designado, saber factos do mesmo ocorridos com os clubes, conhecer-lhe atitude, saber como actua perante situações de pressão, são factores primordias em detrimento de se saber se possui insígnia da FIFA ou está há muitos anos entre a elite da arbitragem. Mais que a rectidão de quem no terreno dirige a partida de futebol, , é bem mais imperioso sabermos e reconhercermos cuidados e reservas, que não mentais, na designação dos homens que terão responsabilidade de dirimir as partidas. Hoje como ontem; amanhã, como hoje! Mas não são só os árbitros a justificarem recticências. Quem superintende nos clubes deve igualmente mostrar atitude responsável, cumprimento das normas, respeito pelos horários, não enveredar pelo esquecimento de chaves ou dificuldades em fazer sair autocarro da frente de balneário. O futebol jogado nas quatro linhas pode gerar desconforto, provocar ira, atormentar espiritos, jamais pode servir para ensaios de estupidez e má educação.

desceriam de divisão. A partir de 2010! Por agora, apesar do cenário negro que anda por aí, tudo ficou em "banho Maria", quem sabe se à espera que os homens das Finanças entrem sedes dentro à procura de "papéis" e, simultaneamente, lancem as penhoras sobre o que houver para penhorar. Se houver alguma coisa. Não esperávamos que outra coisa acontecesse. Tudo isto, apesar de se perfilarem já, na linha de partida, todos os clubes que tiveram a desdita de descer de escalão ou não conseguiram atingir o patamar superior. O costume no final de cada época. Mas é o "costume" porque, infelizmente, as regras têm sempre uma porta de fuga, uma nesga por onde se esgueiram os incumpridores, graças às "brancas" que o legislador, distraído ou astuto, deixou ficar. Começa agora o período de inscrição das equipas, nas várias competições nacionais. Se bem me recordo, todas têm

de apresentar a documentação que ateste nada deverem à Segurança Social, finanças e…atletas. Vamos ficar na expectativa quanto à capacidade "criadora" dos dirigentes. E demais intervenientes… • Para fechar a época futebolística, o FCP, no tão malfadado (para as suas gentes…) Jamor, fez a dobradinha. Nada que não se estivesse à espera, não por menosprezarmos o valor do adversário mas, sim, porque numa situação destas, os "dragões" não costumam facilitar. Bastou um golo - é verdade, a diferença mínima…- e lá foi o caneco para uma viagem para a Invicta, para mais um S.João antecipado. Ao menos valha-nos isso: há quem faça festas atrás de festas em honra ao futebol! Mesmo não escondendo o amargo de boca de ter de se deslocar à capital para "mostrar serviço"…

Jorge Coroado

Arbitragem escrita


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ENTREVISTA

POR “DENTRO” DA SUBIDA

“Os últimos dez minutos

foram terríveis” “Estava sempre a olhar para o placard electrónico e… os ponteiros não andavam!” Por Costa Santos

Noventa minutos mais longos? “Nem foram os noventa minutos mas os últimos dez! Demoraram tanto a passar como os outros oitenta! Estava sempre a olhar para o placard electrónico e a hora não avançava. Foi terrível. Sofremos dois golos na segunda parte e…um ressalto qualquer poderia proporcionar uma igualdade! Foi terrível…”

Há gestos e palavras que, feitos e ditas, muitas vezes ao sabor do impulso, até podem parecer ter carga de “adivinhação”. Mas não têm. São, apenas e só, manifestações de pensamentos positivos, cadeia forte que se desenvolve no grupo e faz com que todo o balneário assim pense, assim se motive. Tiago, foi um desses elementos que, em entrevista ao nosso jornal, na véspera do “Dia D”, garantia sem hesitações: “Pode escrever: faremos a festa em Leiria”. Não vamos negar que muito boa gente, ao ler a manchete com tais palavras, não deixou escapar um sorriso amarelo, traduzido, facilmente, no pensamento “ era bom, era, mas…”. Na tarde soalheira de Domingo… a frase foi confirmada, as palavras ditas pelo “velho” capitão ganharam a força da verdade toda, tiveram todo o sentido: a festa fez-se em Leiria. E que festa! “Foi uma festa impressionante. Não contava que tal acontecesse com a força e alegria de tantos adeptos. É verdade que nas últimas jornadas, tanto nos jogos em casa como fora, já tínhamos tido uma

Por tudo isso, uma subida com muitos espinhos pelo meio… “Espinhos há-os sempre, porque não é fácil, frente a concorrência tão forte, chegar os lugares de acesso. Porém, julgo que é uma subida merecida, justa e acaba por ser um prémio para o nosso grupo, para o clube. Se nos lembrarmos de tudo quanto passámos no inicio da época, onde as coisas não começaram de melhor forma, mais grandeza tem este feito.”

“amostra” excelente de publico, mas ter a recepção que tivemos no nosso estádio, com aquela gente toda a aplaudir-

nos, não esperava, sinceramente. Foi bom de mais. Será uma indicação muito positiva para a próxima época.” E a tal frase que assegurava a festa em Leiria?... “Quando a disse, fi-lo perfeitamente convicto daquilo que estava a afirmar. Não me pergunta porquê, como ou outras coisa qualquer. Disse-o sem a menor hesitação, certo de que tal ia acontecer. E aconteceu. Não era fé, não era esperança: era convicção absoluta disso.

Um “veterano” saboreia as coisas de uma outra forma. Que “sabor” terá esta subida? Será como o “renascer ” de uma carreira? “Para mim é mais um título. Considero uma subida de divisão igual a um título. São momentos inesquecíveis – já tinha vivido essa experiência em Espanha, quando estive no Rayo Vallecano – que marcam uma carreira. Esta época, então, pior ainda: foi sofrer até ao último minuto da última jornada. Mas depois… sabe melhor!”.

Um balanço… porque é que tudo começou assim, mal? “Poderemos procurar várias causas, mas as principais têm a ver com a adaptação ao estilo de futebol que se pratica na segunda Liga, mais físico que técnico e, como tínhamos muitos jogadores que de certo modo estranharam isso, porque habituados à 1ª Liga, não “acertavam o passo”. Quero dizer que a adaptação não foi fácil, os resultados não apareciam e a mudança teve de acontecer…” Referência à “chicotada” que trouxe Manuel Fernandes? “Exacto. Mudou a equipa técnica e a entrada do mister Manuel Fernandes trouxe, na verdade, outro estilo, outra forma de trabalhar, outra ambi-


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balneários – já a vencer por 3-0 – não resisti, tentei perguntar aos enfermeiros, massagistas, médicos etc. E todos me respondiam “não sei, não sei!” Não desarmei, fui ter com o treinador e disse-lhe : “mister, tenho que saber o outro resultado. Estamos ganhar 3-0, acho que o jogo está ganho, já poderá dizer alguma coisa…” Sabe o que me respondeu? Assim: “Vou dizer, então. Neste momento nós subimos de divisão!”

ção. Nunca irei esquecer as palavras que teve para o grupo, no balneário: “Como é possível um grupo com este valor, com esta capacidade, estar na posição em que está?”. Esta motivação foi importante para todos os jogadores. Sentimos que havia ali qualquer coisa a “puxar-nos” para cima, que éramos capazes de dar a volta à situação. O que aconteceu a seguir, foi fruto desse novo estado de espírito, dessa nova confiança. Fizemos uma segunda volta fantástica, uma recuperação notá-

vel a todos os títulos, cheios de confiança, acreditando piamente na subida. Aconteceu. Por isso a minha frase. Não o disse por dizer. Senti muito e bem aquilo que proferi. Acertei… Pois… mas a partir de determinado momento alguém tinha que fraquejar… “Isso já não me diz respeito. O importante era passar a mensagem que acreditávamos, que sabíamos como estavámos e o que poderíamos atingir os objectivos. Os outros, teriam que fazer o trabalho deles, em-

bora também pensássemos, como aconteceu, que pudessem escorregar. E as nuances do jogo? As manifestações do banco, os sinais para dentro do campo… “Na palestra, no dia do jogo, o mister Manuel Fernandes recomendou-nos estivéssemos apenas concentrados no que tínhamos de fazer e avisou que não iria dar informações do jogo do Santa Clara. E na primeira parte isso aconteceu. Quando fomos para os

Foi uma alegria mas… faltavam 45 minutos! “Exactamente. E que tudo era possível. Mas, depois, a dada altura, vimos o nosso banco a saltar e a massa associativa a gritar golo! Percebemos logo o que tinha acontecido. Até ganhámos forças para sorrir… Depois foi como já lhe disse: sofrer até ao fim, desejar que os minutos passassem depressa e eles a serem lentos, lentos a esgotar-se. Quando o árbitro deu o jogo por terminado, não sei muito bem o que aconteceu a seguir. Todos ficámos em perfeito delírio…” Permanência… “Vai acontecer. A união de Leiria merece estar na Liga Sagres e isso vai acontecer. A Administração está atenta e irá fazer tudo – como o fez este ano – para haver tranquilidade no trabalho a desenvolver. O mister e a administração terão tempo para refazer uma boa equipa, reajustar o que for de reajustar, com calma de modo a termos uma equipa competitiva quando a prova começar. É que a Liga Sagres não é a Liga Vitalis…”

É DOLOROSO VER O BOAVISTA QUASE EM “QUEDA LIVRE” No Bessa esteve três épocas. Conhece bem os cantos à casa. Daí a questão levantada: Um percurso descendente – há oito anos campeão e, agora, despromovido em campo à segunda divisão… “Na verdade é um clube que me diz muito, Estive lá três épocas, uma e meia como “capitão”. Foram três anos muito bons e é uma pena chegar ao que chegou. Julgo que se deveria apurar quem é o responsável por tal quebra. Não é possível um clube com aquela grandeza e história, cair da maneira como caiu! Há culpados, seguramente, e os associados deveriam exigir responsabilidades a quem, levianamente, conduziu o clube para esta situação. Francamente, é doloroso ver um Boavista entrar numa espiral descendente e com as condições de trabalho que tem! Mas o futebol, às vezes, tem destas coisas!”


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TÉNIS

Centro Internacional de Ténis de Leiria convidado a comemorar o Dia da Criança

Mais de 300 crianças passaram pelos 8 mini courts e espaços de motricidade O Centro Internacional de Ténis de Leiria, tido como um dos melhores pólos nacionais da modalidade, marcou presença na celebração do Dia Mundial da Criança na passada segunda-feira 1 de Junho. Inserido no programa das Comemorações do Dia Mundial da Criança da Câmara Municipal de Leiria, o CITL foi responsável pela acção "Ser criança com Ténis", que teve lugar no Parque da Cidade.

Durante todo o dia, a equipa de 3 monitores permanentes do Centro Internacional de Ténis de Leiria montaram oito mini courts e possibilitaram desta forma a mais de 300 crianças um contacto com

uma modalidade em forte crescimento em Portugal. Para além dos 8 mini courts, o CITL organizou igualmente uma zona de motricidade para as crianças desenvolverem acções motoras, tirando assim

partido do bom tempo que se fez sentir na cidade. "É para nós um prazer poder participar nestas iniciativas que permitem um contacto directo das crianças com a prática desportiva. No caso do Ténis, o

Centro Internacional de Ténis de Leiria concebeu um espaço que, para nossa surpresa, acolheu mais de 300 crianças. Muitas delas puderam, assim, ter um primeiro contacto com esta modalidade e, quem sabe, ficar com o gosto

para continuarem ligados ao Ténis. Em balanço, a nossa presença nas Comemorações do Dia Mundial da Criança foi muito positiva", reconheceu Miguel Sousa, elemento do CITL presente nesta acção.

XADREZ Campeonato Distrital de Leiria - Fase Final

Título distrital discute-se em Leiria Depois de nos dois últimos anos a cidade de Peniche ter acolhido a fase final, é a vez de Leiria acolher a prova maior do calendário distrital, desta vez no Centro Associativo Municipal da cidade do Lis. A fase final do Campeonato Distrital de Xadrez, irá decorrer nos próximos dias 7, 10, 13 e 14 de Junho. Em competição estarão oito jogadores, onde se incluem os sete apurados na fase preliminar. O actual campeão distrital, José Manuel Bray (S. O. Marinhense), terá como concorrentes ao seu título António Mamede Diogo e Hugo Lima Santos, ambos da A. R. Penichense; Miguel Babo, João Martins e Ricardo Oliveira do Atlético Clube Sismaria; José Barrento da Academia Xadrez Benedita e Daniel Bray do Sport Operário Marinhense. A Arbitragem estará a cargo de Carlos de Oliveira Dias e André Russo. Orlando Joia


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TAÇA AF LEIRIA

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A 10 DE JUNHO EM LEIRIA

Portomosense e Bombarralense

disputam a final da Taça Bombarralense e Portomosense conseguiram no passado Sábado o apuramento para a final da Taça AF Leiria, ao vencerem, respectivamente o Caçadores de Ansião e o Guiense, respectivamente. Paulo Teixeira

Estamos a oito dias da grande final, que será disputado no Estádio Municipal Magalhães Pessoa. Ambas as equipas afirmam não ter grandes planos para este jogo em particular. No lado do Portomosense, o novo campeão da Divisão de Honra, garantindo a respectiva a subida à III Divisão Nacional, chegou a este jogo decisivo após bater fora de casa o Guiense. Rui Bandeira, o treinador do clube, não vai contar no jogo da final com

o jogador Bira, que foi castigado com uma expulsão neste jogo devido a acumulação de amarelos. "Está a ser um excelente ano para nós, com o título da Divisão de honra, com a consequente subida à III Divisão Nacional. Seria muito bonito se juntássemos os dois títulos, o campeonato e a Taça, pois era a cereja no topo do bolo. Mas temos a consciência que não vai ser fácil", afirmou. Quanto a ideia de fazer uma preparação em especial até ao dia da final, Rui Bandeira acha que não será necessário: "Vamos continuar as treinar três vezes por semana, a partir das 19:30. Esta vai ser uma final onde se irá decidir tudo. Estamos confiantes num bom resultado, apesar de encararmos um adversário difícil e valoroso. Estamos motivados para ganhar", concluiu.

RUI ALMEIDA – TREINADOR DO BOMBARRALENSE

“ESTAMOS PREPARADOS PARA A FINAL” Do lado do Bombarralense, que terminou esta temporada na nona posição da Divisão de Honra, o treinador Rui Almeida não pode contar com dois jogadores lesionados, o médio Nelson e o avançado Marco Patalino, do qual só o primeiro terá hipóteses de jogar: "O Nelson sofreu uma pancada no joelho, e acredito que seja recuperável para o jogo da final, caso não haja recaídas. Quanto ao Palatino, sofreu um toque na zona lombar, que lhe afecta um dos músculos da perna e o impede de correr. Enquanto esse problema não for resolvido, não posso contar com ele neste jogo.", afirmou. Em relação a algum plano especi-

al para concentrar os jogadores para este jogo, Rui Almeida disse que nada está planeado. "O que nos interessa é manter o nível actual de forma física. Estamos a treinar três vezes por semana, e vamos continuar assim até ao dia do jogo. Na próxima sexta-feira vamos ter um jantar convívio, onde vamos entregar um prémio aos nossos melhores jogadores, como prémio por esta passagem, para elevar a moral e criar um bom ambiente para estarmos animicamente preparados para o jogo da final.", concluiu. O jogo da final acontecerá no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, na próxima quarta-feira, 10 de Junho, a partir das 18 Horas.


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ENTREVISTA

“Esta é a verdadeira Acad Rui Pita – o presidente feliz: “Depois da Honra, queremos a 3ª Divisão Nacional” João Gaspar

"Rui Pita, estudante de 26 anos de Ciências do Desporto na Universidade de Coimbra, é o Presidente da Secção de Futebol da AAC (Associação Académica de Coimbra), a "verdadeira Académica" segundo diz. Há um ano e meio que preside o clube, há seis anos que joga e outros tantos em que veste a braçadeira de capitão. Apesar de jovem, Rui Pita tem os pés bem assentes no chão, esforçando-se por tornar a Secção de Futebol auto-suficiente, uma equipa onde o dinheiro é substituído pelo amor à camisola. Há, neste momento, alguma relação entre a secção de futebol da AAC e o clube que milita no 1º escalão do futebol nacional? Não há qualquer tipo de relação entre o Organismo Autónomo de Futebol da Académica e a secção de futebol da AAC. Quais são os vossos objectivos? A subida à Divisão de Honra, era o grande objectivo. Para o próximo ano desportivo, pretendemos consolidar a nossa posição na Divisão de Honra e vencer o torneio da FADU (Federação Académica do Desporto Universitário), sendo que neste ano a nossa participação foi apenas uma experiência em que tivemos que enfrentar diversos problemas logísticos. Há uma forte ligação entre os estudantes e esta secção?

Há, na medida em que mais de 90% do clube, incluindo equipa técnica e direcção, é constituída por estudantes, ou ex-estudantes de Coimbra. Normalmente, quem vem ver os jogos são amigos dos jogadores ou familiares, não há uma grande afluência nem apoio à equipa. Estamos agora a tentar dinamizar esta secção, de forma a haver uma maior ligação entre os estudantes e o clube. É então complicado atrair público para os vossos jogos? Como disse, a maior parte do público são amigos dos jogadores e também temos alguns simpatizantes do clube. Algo que também foi importante para uma maior assistência durante os nossos jogos foi a criação das escolinhas, com as crianças e mesmo os pais a assistirem aos jogos. Passámos de um clube com 25 atle-

tas para 140, com uma equipa de escolas, uma de infantis e ainda uma feminina, para além da sénior masculina. Para o ano esperamos ainda ter mais atletas com a criação de uma equipa de iniciados, para a qual estamos a realizar agora a captação. Têm qualquer tipo de subsídio? Não. Apenas temos o apoio da Direcção-Geral da AAC, o mesmo apoio que todas as outras secções desportivas recebem. Tudo o resto é fruto dos patrocínios que procuramos. A criação das nossas escolinhas, para além de atrair mais público para os nossos jogos, também nos ajudou financeiramente. Com o crescimento desse projecto, pretendemos que a secção se torne auto-suficiente.

Como definem a cooperação entre a Direcção-Geral da AAC e a vossa secção? Há bastante cooperação visto que quando temos algum problema é a eles que recorremos. Con-

tudo há um grande problema por resolver. O campo de Santa Cruz não está devidamente preparado para a realização de jogos profissionais. Temos que os realizar no Estádio Universitário.

Então, a maior dificuldade que apresentam é a realização dos jogos? Sim, o facto de treinarmos e jogarmos em locais diferentes, acaba por ser o nosso maior problema. As finanças também não estão muito bem, com a crise há menos patrocínios e temos ainda que pagar sempre à Associação de Futebol de Coimbra e à PSP para que os jogos em casa se possam realizar, e as receitas de bilheteira são muito reduzidas, não fazem face às despesas. Esta é a verdadeira Académica que venceu a 1ª Taça de Portugal e que foi ViceCampeã Nacional em 66/67? Sim, esta é a verdadeira Académica dos estudantes. Há quem queira destruir esta secção, con-


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ENTREVISTA

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démica dos estudantes!” tudo não gosto muito de entrar nesse tipo de discussões.

Foi sem dúvida um passo em frente, porque não tínhamos as condições adequadas no Estádio Universitário, onde não havia qualquer tipo de iluminação. Às vezes brincávamos com a situação, afirmando que precisávamos de usar coletes reflectores nos treinos. Agora já não temos esse problema, mas o campo de Santa Cruz acaba por pecar por não estar preparado para realizar jogos oficiais.

Não há qualquer possibilidade dessa Académica dos estudantes voltar aos grandes palcos? O futebol é altamente profissionalizado e o intuito deste clube é apenas poder dar a possibilidade aos estudantes de praticarem futebol onze. Subimos à Honra o futebol que mais condiz com o valor da nossa equipa mas, posso afirmar que passar para a 3ª Divisão Nacional seria bastante aliciante, porém tem que ser um passo de cada vez. É complicado gerir uma equipa de estudantes universitários? É complicado gerir uma equipa, não por ser de estudantes. Evidente que uma equipa de estu-

dantes agrega algumas situações inerentes. Muitos pensam que durante a Queima e a Latada os jogadores falham, mas as

vitórias que temos tido durante essas épocas festivas confirmam o contrário. O pior é durante a época de exames, sendo

que o nosso dever estudantil está em primeiro lugar, a equipa acaba por ter performances mais fracas durante esse tempo.

A renovação do campo de Santa Cruz foi um passo em frente na dinamização e crescimento do vosso futebol?

A tradição está sempre presente? Sempre! Arrisco-me a afirmar que somos a única secção da academia em que todos os atletas são sempre estudantes ou já o foram. Um exemplo da ligação entre a tradição estudantil e a nossa secção é o facto de em casa entrarmos sempre em campo com a capa pelos ombros.


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III DIVISÃO

MARINHENSE ATINGE OS OBJECTIVOS

Goleada marca regresso à Segunda Divisão “B”! Paulo Alexandre Teixeira

tadores e dirigentes. E quando mais para o final, Pedro Santos marcou o 6-0 final, aos 87 minutos, a festa já há muito se tinha instalado nas bancadas… e para melhorar as coisas, o Pombal tinha perdido o seu jogo por 3-2. Quando o arbitro apitou para o final do jogo, centenas de adeptos invadiram o recinto de jogo, comemorando junto dos jogadores a tão ansiada subida. O presidente recebeu das mãos de Alberto Cascalho, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, o Troféu 1923, que comemora o aniversário da fundação do clube, e no centro da relva, todos faziam a festa: jogadores, treinadores e dirigentes, comemorando um excelente ano para o clube da Marinha Grande.

Para comemorar o seu aniversário, o Marinhense decidiu entregar uma Taça e franquear as portas aos sócios e adeptos da Marinha Grande, numa tarde que mais convidava a banhos de sol e mar do que propriamente a assistir a uma partida de futebol. No entanto, mais de dois mil espectadores disseram “presente” para assistir a algo que a direcção sonhava desde 2003, que era a subida à II Divisão B. Os comandados de José Petana precisavam apenas de um ponto, ou então de nenhum, caso o Sporting de Pombal, o seu mais directo adversário, não conseguisse vencer o seu jogo frente ao Gândara. Mas em 15 minutos, o Marinhense mostrou a sua força, e num jogo com um só sentido, marcou dois golos. Pedro Santos e Pedro Emanuel foram os autores desses golos, entusiasmando a massa associativa, fazendo com que a subida se tornasse cada vez mais uma realidade. Nessa altura, o Pombal lá vencia por 2-0 o Gândara, mas era uma vitória inútil, dado que isso só teria importância caso as coisas na Marinha grande não fossem favoráveis à formação da capital do vidro. Mais para o final da primeira parte, mais dois golos do Marinhense, um de Fábio e outro de Pedro Emanuel, de grande penalidade, davam um 4-0 que lhes dava como garantida a subida à II Divisão, com o público a incentivar os jogadores nas bancadas, festejando uma subida, agora inevitável, e os jogadores a serem aplaudidos pelo público ao intervalo, quando recolhiam aos balneários. No início da segunda parte, Pedro Emanuel fez o seu “hat-trick” aos 50 minutos, e logo a seguir, Ludovic foi substituído na baliza por Rois devido a entorse. Mas mesmo assim, isso não diminuiu a festa nas bancadas por parte dos espec-

Imagereporter

No fim-de-semana em que comemorava o 86º aniversário da sua fundação, o Atlético Clube Marinhense carimbou o ponto que necessitava para concretizar a subida á II Divisão com uma goleada frente ao Benfica de Castelo Branco. Seis golos sem resposta foi o resultado final, num jogo avassalador, perante muito público.

Mais de dois mil espectadores disseram “presente” para assistir a algo que a direcção sonhava desde 2003, que era a subida à II Divisão B.


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HÉLDER FERNANDES (PRESIDENTE DO MARINHENSE)

P.A.T

Hélder Fernandes, o homem do leme da nau marinhense, não escondia a sua satisfação pelo feito da sua equipa. No meio dos festejos, entre abraços e palmadas nas costas, foi dizendo: Não haja dúvida que estamos a terminar bem um ano que não foi, desportivamente, fácil, mas acabou por ser um ano bom, que culmina com esta subida à II Divisão B.Era um projecto iniciado há quatro anos, que aconteceu um ano mais cedo do que o previsto. Ganhámos a aposta. Isto deixa-nos satisfeitos, vamos agora viver a festa para depois pensar na maneira como podermos manter a mesma postura do clube, que seja competitivo, que honre a cidade e as camisolas que vestimos.

Imagereporter

“Ganhámos a aposta” jogadores de cada lado, esperemos que tenhamos a sorte ao nosso lado e joguemos com o objectivo da manutenção. Esperemos consegui-lo, dentro daquilo que seja uma gestão equilibrada e correcta do Atlético Clube Marinhense.

Na próxima época o principal objectivo será a manutenção…

Sim, este trabalho foi programado com esse sentido. Quando subíssemos à II Divisão, ter-

mos uma equipa que evite esse tipo de situação. Sabendo que a bola é redonda e são onze

Esta goleada não será um pouco exagerada? O resultado espelha um bocado a força de vontade desses atletas da subida de divisão, foi exagerado nos números, mas quem presenciou a este jogo, assistiu a uma boa exibição da nossa equipa. A mim parece-me mal a dizer isto, mas eu acho que a jogar futebol, o Marinhense era a melhor equipa desta série da III Divisão. E hoje demonstrou exactamente isso, um bom futebol, uma boa prática, a concretizar em golos aquilo que fez ao longo do ano.

NOS FESTEJOS DA SUBIDA À II DIVISÃO

Um jogador do Marinhense foi esfaqueado na madrugada do passado Domingo, na Marinha Grande, quando comemorava a subida de divisão com a equipa. Luís Soares, mais conhecido por Róis, guardaredes de 23 anos do Marinhense, acabou por ser transportado para o Hospital dos Covões, onde permanece em observação... O atleta está bem, mas a festa acabou por ficar manchada... No passado Sábado, depois de iniciar a festa da subida no Estádio Municipal da Marinha Grande, o plantel do Marinhense juntou-se a alguns adeptos nos festejos que foram

transferidos para a sede do clube, no centro da cidade, onde funciona o Bar 1923. Daí, os atletas e equipa técnica foram para um bar que se situa na principal avenida da cidade, a Avenida do Vidreiro, onde permaneceram até cerca da uma da manhã. No regresso a pé para a zona da sede do clube, onde os atletas tinham os seus carros "houve uma troca de palavras com um grupo, onde estavam mulheres", explicou à Agência Lusa o presidente do Marinhense, Hélder Fernandes, admitindo que se tratou de "piropos". Na sequência desta situação, "um elemento, colega das miúdas, começou a provocar", ameaçando o grupo de atletas com um paralelo, desencadeando "confusão". Segundo o dirigente avançou ao site maisfutebol.iol “os nossos jogadores acalmaram as coisas, mas o indivíduo, que

não teria mais de 19 anos, foi a outro bar. Um lugar de frequência duvidosa. Quando saiu, trazia uma faca e a companhia de uma dúzia de rapazes, entre portugueses, brasileiros e africanos. Abordou novamente o nosso grupo, o Luís tentou separar e de repente caiu ao chão, aos gritos. Tinha sido esfaqueado”. De acordo com o responsável, o jogador foi transportado pelos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande com um ferimento “na zona do rim” para o Hospital de Santo André, em Leiria, sendo depois transferido para o Hospital dos Covões, em Coimbra, onde permaneceu até à hora de fecho desta edição. Hélder Fernandes referiu ainda que "o ferimento não atingiu qualquer órgão vital", acrescentando que o suspeito da agressão "está identificado" e que o clube vai dar "todo o apoio" à vítima.

Sérgio Claro / Imagereporter

Róis agredido com arma branca

O oficial de dia da PSP, força de segurança que tomou conta da ocorrência, confirmou a “agressão com arma branca de um

jogador”, que ocorreu “junto a um bar quando estava a comemorar a vitória do clube”. Orlando Joia


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II DIVISÃO

AMBIENTE DE FESTA CARIMBADO COM O TÍTULO DE CAMPEÃO

Fátima «explodiu» em festas e folias O Estádio do Águeda foi palco de um acontecimento invulgar. Invulgar não só pelo facto de lá se ter realizado a final do campeonato da 2ª Divisão, como também pela festa montada pelos adeptos do Fátima e do Chaves repartidos nos 3 mil lugares ocupados por ambas as falanges de apoio. Carlos Oliveira

Do jogo em si, o frenesim habitual. Se os transmontanos evidenciaram mais apetência para resolver a contenda o mais depressa possível, coube ao Fátima a destreza e paciência de saber esperar pelas oportunidades de golo. Em dois minutos, dois golos e a conquista do ceptro estava garantida. Festa nas bancadas, que se alastrou ao camarote dos responsáveis e com a respectiva troca de abraços efusivos. Luís Albuquerque, presidente da direcção, tinha a certeza de que o Fátima regressaria este ano à Liga Vitalis. Tal era a certeza e o sentimento da injustiça verificada na época pas-

Desportivo de Chaves 1 Grupo Desportivo de Fátima 2 Estádio Municipal de Águeda Árbitro Jorge Tavares (AF Aveiro) Desportivo de Chaves Rui Rego; Danilo, Ricardo Rocha, Tero e Vítor Alves; Siaka Bamba (Wang Gang INT), Bruno Magalhães e Carlos Pinto; Capuco (Romário 83'), Clemente e Carlitos (Élio Martins INT) Treinador: Leonardo Jardim GD Fátima Nené; Índio, Veríssimo, Samuel e Duarte; Vasco Varão, João Fonseca e Jorge Neves; Heldon (Miguel Xavier 89'), Bruno Matias (Ismael Gaúcho 80') e Luis Páez (Miguel Neves 70') Treinador: Rui Vitória Resultado ao intervalo: 0-2 Marcadores: 0-1, aos 43' por Heldon; 0-2, aos 45’, por Luis Páez e 1-2, aos 55' por Carlos Pinto Cartões amarelos: 51' Élio Martins, 78' Capuco, 88' Heldon, 90' Tero, 90+3' Miguel Xavier

sada, que não se fez rogado ao relembrar aos jornalistas presentes as excelentes infra-estruturas desportivas que o emblema do centro dispõe. Depois, a associação da conquista do título, algo que ainda não figurava nas vitrinas do clube. Festa, festa e mais festa e a promessa de jamais

recuar aos nacionais federativos. Arranjar um novo fôlego para desafios mais ousados, fez parte do discurso de Luis Albuquerque no balanço que se seguiu para acompanhar o cortejo até Fátima. Aí certamente que o champanhe jorrou como a despertar consciências adormecidas de uma equipa que já tinha assumido este estatuto. “É preciso apoiar estes heróis mas não poderemos, pensando no futuro, deixar de dizer que iremos para o lugar a que temos direito mas não deixaremos de ter o rigor orçamental que nos tem caracterizado. Temos sido exemplo nesse particular e queremos continuar a sê-lo”. Sobre a continuidade Rui de Vitória, o presidente do Fátima, Luís Albuquerque, foi claro ao afirmar que “o seu trabalho é reconhecido por todos nós e, naturalmente, desejamos que ele continue, mas há que

falar sobre isso. Sentarmonos à mesa falar sobre o que ele pensa sobre a próxima época, os novos objectivos e enquadrá-los nas capacidades económicas que temos, sempre, repito, dentro de um rigoroso plano orçamental. Quando há vontade das duas partes em acertar as coisas, tudo será mais fácil. Vamos aguardar,” finalizou o timoneiro dos “campeões”à despedida de Águeda.

A tarde soalheira do passado sábado foi o palco ideal para uma boa partida de futebol, onde o título de campeão estava em jogo, no desafio entre Desportivo de Chaves e GD Fátima. O jogo teve lugar no Estádio Municipal de Águeda, mas com o resultado ao intervalo de 2-0 para o Fátima, mais parecia que a equipa liderada por Rui Vitória jogava em casa. Héldon, a dois minutos do intervalo, fez o golo inaugural, como já havia feito frente o Carregado e Luis Páez, paraguaio emprestado pelo Sporting ao Fátima, fechou o marcador para os de Fátima. Já na segunda parte, aos 55' Carlos Pinto anulou a vantagem de dois golos, ao marcar para o Desportivo de Chaves, mas o resultado já estava feito, e com o apito final veio a festa bem merecida da equipa de Fátima e seus adeptos, com a consagração do título de Campeões da 2ª Divisão. TR


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II DIVISÃO RUI VITÓRIA RADIANTE

CAPITÃO SAMUEL

“Estamos orgulhosos” Rui Vitória foi o alvo principal dos jogadores quando o apito final soou no estádio. Correu para o centro do relvado e festejou com os seus pupilos de forma calma e tranquila. Disse sobre o jogo que a vitória foi “merecida” graças ao empenho e concentração dos seus jogadores. “Em dois minutos resolvemos a questão. Juntar a subida à conquista de um título é sem dúvida um grande orgulho para nós, para a direcção e para a cidade”, sublinhou reconhecendo também alguma felicidade pelo Desportivo de Chaves não ter aproveitado os lances desperdiçados ma primeira parte. O Fátima jogou num sistema 4x1x4x1 e soube dosear o esforço numa tarde em que a temperatura é já veranil. Relativamente ao seu futuro à frente da equipa que conduziu ao título

nacional, Rui Vitória não abriu muito o jogo: “estou há três temporadas em Fátima e não posso

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deixar de dizer que me sinto muito bem no clube. No entanto, essa decisão tem que ser muito

bem ponderada pela Direcção. A empatia é mútua – eu sei isso e os dirigentes também, há vontade de dar continuidade a este trabalho, mas há que falar. Por agora… vamos celebrar esta vitória, merecida pela época excelente que realizámos e pelo trabalho fantástico deste elenco directivo.” No meio de abraços e mais abraços com promessas em surdina, num clima nada propício a investimentos de vulto enquanto a crise teima em não passar. Mas isso são contas de outro rosário. O momento era de felicidade e a dores de cabeça aparecerão no início de Julho... C . O.

“PASSÁMOS NA “PROVA DE FOGO!” Samuel, o “capitão” de equipa, era outro dos elementos que “suava” felicidade pelo êxito conquistado.Por entre saltos, abraços e festa, as suas palavras… “Este é um dia muito feliz porque o Fátima retornou ao lugar onde nunca deveria ter saído e que por direito próprio foi conquistado. No ano passado descemos injustamente e fomos obrigados a competir no infernmo da segunda divisão, pois é uma prova muito longa. No entanto provámos que somos efectivamente os melhores e orgulhosamente conquistámos o ceptro- Creio que foi uma experiência positiva uma autêntica prova de fogo”.

LUÍS PAES EXUBERANTE

“REGRESSAR AO SPORTING!” O jovem Luís Paes foi o único avançado de raiz que actuou nesta final. Jogador cedido pelo Sporting, juntou o útil ao agradável e por momentos esqueceu o imediatismo do seu futuro. “Todos sabem que o meu desejo é regressar ao Sporting. Fui convidado a rodar aqui no Fátima e devo dizer que a minha passagem não podia ter sido mais marcante. Afinal de contas já sou campeão”, disse Luis Paes com um sorriso nos lábios.


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FUTEBOL

PLAY OFF JUVENIS

Pombal em vantagem Treinador do Guiense reconhece que vai ser difícil “a minha equipa dar a volta à eliminatória” Cid Ramos O Sp.Pombal venceu o Guiense por 1-0, em jogo a contar para a 1ª mão do play-off de juvenis e está em vantagem para o encontro que se realiza no próximo sábado às 15h30. Foi um jogo muito disputado, aquele a que assistimos, no campo das Cabecinhas, com o Sp.Pombal a ter maior pendor ofensivo, enquanto o Guiense revelava muita consistência defensiva. O único golo do encontro surgiu a sete minutos do final, com Pinheiro a bater João Gonçalo. O Guiense na parte final esteve muito perto de chegar à igualdade, mas a trave e a sorte protegeram Nuno. No final, Josélito salientou que a vitória do Sp.Pombal foi justa, apesar do equilíbrio existente no encontro. "Foi uma vitória difícil, frente a uma boa equipa que é o Guiense. Tivemos mais oportunidades e acabamos por chegar ao golo, já na parte final do encontro", salienta. No próximo sábado disputa-se a segunda mão e a turma

Campo das Cabecinhas, na Guia Guiense: João Gonçalo, João Mota, Bruno, João Pedro (Delmar, 67', Tiago, David Gomes, Hugo, Vitor, Mica, Daniel (Pinto, 70'), Jersey (Prancha, 35') Treinador: Dino Marques Sp.Pombal: Nuno; Daniel, Mica, Paulo e Alex; Xa, Branco e Varalonga; Romero, Pinheiro e Marco (Fred, 65') Treinador: Josélito Pereira Marcadores: Pinheiro (73') de Josélito Pereira parte como favorita para seguir em frente. "Temos uma vantagem de um golo e agora em nossa casa, queremos carimbar o apuramento para a final do campeonato, embora saibamos que a eliminatória não está ganha, porque o Guiense é uma boa equipa e

vai fazer tudo para dar a volta à eliminatória, por isso há que ter algumas cautelas.", reconhece. Dino Marques, técnico do Guiense referiu que " foi um jogo equilibrado entre duas boas equipas. Acabou por ganhar o

Sp.Pombal, embora nós na parte final, pudéssemos ter alcançado outro resultado". Em desvantagem na eliminatória, Dino Marques reconhece que vai ser difícil dar a volta à eliminatória, mas não atira a toalha ao chão.

DIVISÃO DE HONRA:

Campo das Cabecinhas, na Guia

Guiense ficou pelo caminho Portomosense na final O Portomosense garantiu a presença na final da Taça Distrital de Leiria, ao derrotar o Guiense por 1-0. O único golo surgiu a dez minutos do final, com Juliano a bater Gabi, num golo de belo efeito. O jogo foi equilibrado, com ambas as equipas a disporem de oportunidades de golo, mas acabou por ser mais feliz a turma de Rui Bandeira, que a dez minutos do final chegou ao golo. O Guiense entrou bem no encontro, mas foi o Portomosense que terminou melhor o primeiro tempo.

No segundo tempo, o equilíbrio manteve-se com ambas as equipas na procura do golo e com as oportunidades a surgirem. O Guiense dispôs de uma soberana oportunidade para marcar, não o conseguiu e a turma de Rui Bandeira, com um golo de Juliano selou a vitória no encontro. O Guiense até à final, tentou chegar ao golo do empate, mas sem sucesso, mérito da formação de Rui Bandeira. Jorge Faustino rubricou um trabalho irregular. No lance do golo, não assinalou

duas faltas a favor do Guiense a meio-campo e no seguimento do lance, surgiu o único golo do encontro. José Godinho (Treinador do Guiense) “Foi um bom jogo, mas infelizmente não conseguimos vencer. Ganhou quem foi mais feliz e o Portomosense acabou por ter a sorte do jogo. Era um dos objectivos para esta temporada, a ida à final da Taça distrital e infelizmente não o conseguimos. Em princípio vou permanecer no Guiense e na próxima época, pretende-

"Estamos em desvantagem na eliminatória e sabemos que vai ser difícil atingir a final, mas vamos para o encontro de sábado, com vontade de mudar vontade de alterar o rumo da eliminatória."

Árbitro: Jorge Faustino (AF.Leiria)

mos construir uma equipa para os lugares cimeiros.” Rui Bandeira (Portomosense) “Foi um jogo equilibrado, frente a uma boa equipa que é o Guiense. Conseguimos vencer o encontro e agora esperamos conquistar a dobradinha, embora saibamos que não vai ser fácil, dado que o Bombarralense é um conjunto de muito valor e concerteza vai complicar-nos a vida. Queremos encerrar a época, com mais um título.” C.R.

GUIENSE 0: Gabi; João do Touco, Gata, Gonçalo Ramos e Tiago Silva; Pedro Dias, João Carlos e Sopas; Luís Simões (Fábio Gomes, 55'), Sandro (Jean, 85') e Luís Cláudio Treinador: Rui Gama PORTOMOSENSE 1: Sérgio; Paulo Correia (Bruno, 65'), Orfão, Gigas e Morgado; Hugo Almeida, Elton, Miranda e Juliano (Pedrito, 87');Ferraz e Jackson (René,90'). Treinador: Rui Bandeira Marcadores: Juliano (80')


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MODALIDADES

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CAMPEONATO NACIONAL DE TRAMPOLIM

Equipa de Juniores Femininos é Campeã Nacional de Trampolim No passado sábado, em jogo disputado no pavilhão de Porto Mós, o Núcleo Sportinguista de Pombal, 2.º classificado da série norte da 1.ª divisão, venceu o Caldas Sport Clube, 2.º classificado da série sul por 2-1. Henrique Galinha

Decorreu no passado fim-de-semana dias 30 e 31 de Maio o Campeonato Nacional de Trampolim. A Prova realizouse na excelente Pavilhão Municipal de Tomar, que recebeu mais de 400 ginastas vindos de 47 clubes. O TCL participou com 9 ginastas, mercê das provas de apuramento realizadas.

O clube luta contra a falta de recursos para trabalhar, recorrendo quando é possível a clubes de cidades vizinhas para treinar os seus ginastas, mesmo assim, numa modalidade olímpica, consegue obter vários lugares de mérito. Em Iniciados Femininos, Sara Marques obtém um excelente 5º lugar, enquanto que Bruna Santos obteve o 10º posto entre 61 ginastas. Em Trampolim Sincronizado, o par Sara Mar-

ques/Bruna Santos classificou-se em 4º lugar com as mesmas notas do 3º, mercê das regras de desempate. Em Juniores Femininos, Alda Vieira classificou-se em 4º lugar, a escassas décimas do 3º posto, Mariana Sousa em 9º e Anaïs Santos em 10º lugar, conseguindo assim chegar ao primeiro lugar por equipas. Em Juniores Masculinos, Ricardo Mendes exvice campeão nacional de juvenis, realizou duas

boas séries, ficando em 5º lugar. Em Seniores Femininos, Margarida Pinto obteve também um excelente 5º lugar.

Participações de mérito Mercê das classificações até ao 5º lugar, ficaram apurados para a Taça FPTDA, Alda Vieira, Ricardo Mendes e Margarida Pinto.

ATLETISMO

Elite nacional compete hoje no Meeting Cidade de Leiria Neste mês de Junho, o atletismo vai ser rei em Leiria. E nas semanas que antecedem a Taça da Europa de Atletismo, o Estádio Municipal de Leiria irá acolher mais logo, a partir das 19 horas, o III Meeting Cidade de Leiria, uma competição que faz parte do Circuito Nacional de Meetings. Organizado pela Juventude Vidigalense, este evento vai servir como prova decisiva de selecção para o evento do dia 20 e 21 de Junho, onde espera-se a presença dos melhores atletas nacionais. A organização confirma a presença de atletas como Marco Fortes, Edivaldo Monteiro, Vânia Silva e Carlos Calado, que regressou à competição dois anos após a sua retirada da competição. Para além disso, conta-se a presença de 15 atletas participantes em selecções nacionais, nos quais se incluem Carla Tavares, Irina Silva, Eva Vital, Patrícia Mamona e Joana Frias. Também as selecções nacionais de 4 x 100 metros vão marcar presença na competição, de modo a preparar a sua participação na Taça da Europa. A competição começará pelas 19 horas com provas de Benjamins, Infantis e Iniciados, sendo que a partir das 20:15 iniciam-se as competições na categoria sénior. P.A.T

ORIENTAÇÃO MILITAR – GNR DOMINA 34º CAMEPONATO NACIONAL

GNR arrecada títulos individuais e colectivos Terminou na passada sextafeira o 34º campeonato nacional de orientação militar que começara no dia 25 e que teve como zona de provas a mata de São Pedro de Moel. Esta prova contou com a organização do Regimento de Artilharia nº4.

A GNR foi a grande vencedora do campeonato tanto a nível masculino como feminino uma vez que foi quem obteve os melhores tempos no conjunto das provas do primeiro e segundos dias com a prova de estafetas. A GNR teve um domínio quase a 100%, não conseguindo atingir o pleno já que na prova de estafetas 2º escalão masculino o vencedor acabou por ser o Exército. Em termos individuais o título feminino ficou ao cargo de Lídia Magalhães da GNR, no 1º escalão Masculino o

vencedor foi André Ramos do Exército (atleta com provas dadas nesta modalidade), no 2º escalão masculino o vencedor foi Armando Sousa também do exército; no 3º escalão o vencedor acabou por ser Francisco Cordeiro da GNR. Para além das provas competitivas este campeonato contou com um dia extra competição: quintafeira dia 28, que foi um dia aberto às escolas do distrito participarem numa pequena prova no centro histórico de Leiria. Nesta prova

participaram cerca de 30 jovens que deram alguma vivacidade extra ao centro histórico. A satisfação pela boa organização da prova é unânime, sendo que o espírito de camaradagem, contacto com a natureza e amizade foram valores que estiveram presentes durante estes cinco dias de competição. Para a história ficam as classificações e alguns nomes de atletas que representarão a selecção de orientação militar.


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ENTREVISTA

PAULO DUARTE VIVE MOMENTOS DE ÊXITO À FRENTE DA SELECÇÃO DE BURKINA FASO

“SAÍ DE LEIRIA TARDE DEMAIS” Por Costa Santos

Uma "aventura" africana depois de ter feito a estreia como treinador principal na "sua" União de Leiria. Outros tempos… Hoje, Paulo Duarte tem sobre os ombros a missão de levar uma selecção até aqui praticamente afastada do "top" das selecções africanas, ao "mostruário" desejado como é sempre a fase final da CAN e ...um contrato de dois anos com o Le Mans, no prestigiante campeonato francês. E para começar essa travessia, a vitória, em Janeiro, frente à Guiné (42), depois de uns quantos outros jogos em que os seus pupilos deram perfeita conta do recado, fazendo curriculum ante selecções mais traquejadas (a Tunísia foi uma delas…) e com historial diferente. Uma aventura que, para já, tem tido um sabor muito agradável… "Até ao dia de hoje, tem sido uma experiência fantástica. Parti para uma coi-

sa praticamente desconhecida, levava muitas interrogações na minha cabeça, o que me foi mostrado era algo muito vazio e, hoje, tudo isto pertence ao passado e posso dizer que me vou sentindo realizado, mais e mais, à medida que vamos conseguindo alcançar objectivos e maturidade, pontos importantes para o meu curriculum. Foi uma excelente oportunidade que me foi dada e que agarrei com muita vontade e determinação."

Sérgio Claro / Imagereporter

“Nunca fui visto pelo meu valor, pela minha qualidade, pela minha capacidade! Jogava porque era genro do presidente, estava lá porque era genro do presidente, treinava porque era genro do presidente! Fartei-me de ser só… genro do presidente!” vitórias e um empate. Vencemos o segundo Grupo à frente da Tunísia e, agora, estamos na recta final para o apuramento do Can Mundial. Já vencemos o primeiro jogo, estamos bem lançados. Por tudo isto está a ser uma experiência fantástica. Sabe bem o meu percurso enquanto jogador e, depois, a minha passagem para a equipa técnica da União de Leiria. Nunca tive "muletas". Agora…voltei a caminhar sozinho, longe de tudo e de todos, da família, dos amigos e ir para uma realidade diferente da que estava habituado. A África tem concepções de vida diferentes, enfim… tudo muito diferente! Falou em objectivos... Estamos no princípio… "É verdade, mas quando se treina uma selecção

os objectivos começam logo nesse instante, nos jogos que vamos realizando. Neste momento temos oito jogos disputados e…sete

Uma selecção, obviamente, diferente. "Sim, em quase tudo. As condições de trabalho, a própria estrutura organizativa de uma selecção, praticamente não existia quando chegámos, para não dizer que era zero. Não estou a exagerar para valorizar o meu trabalho; estou a dizer a verdade!" Como assim? "Eram hábitos diferentes, modos de reagir nada condizentes com a realidade. Era uma selecção que não tinha disciplina, não tinha ambição, não tinha organização. Só para lhe dar um exemplo, quando cheguei não havia um vídeo da selecção, de jogadores, não havia um plano de treinos e, perante isto, as minhas dificuldades estavam traçadas como traçada estava a minha tarefa inicial. Mas, claro, pensava como é que os treinadores anteriores

conseguiam fazer as convocatórias se não tinham elementos para visionar, para poder assentar as suas decisões. Percebi por-

"Até hoje tenho vivido uma experiência fantástica" que me diziam que "toda a gente fazia a equipa menos o treinador!" Começar do zero. Mas se não havia disciplina entre os jogadores, mudar hábitos não se consegue de um dia para o outro… "Um jogador é aquilo que o seu treinador lhe incute. Se, no inicio, os treinos estavam marcados para as 16 horas e apareciam às 16,30, os estágios marcados para o dia "x" e eles apareciam um ou dois dias mais tarde, teve que haver um pulso de ferro para mudar tal postura desde logo. Para todos, porque todos estavam no mesmo trilho de maus hábitos!" Lições de vida que só o ajudam a crescer… "É verdade, ajudou-me a crescer, mas tudo isso é uma antítese daquilo que sou! Sou muito calculista, muito organizado, muito disciplinado. Posso dizer que no primeiro estágio, em Portugal, na Quinta do Pinheiro, tive que mandar dois jogadores embora. E logo os dois jogadores mais antigos! Foi uma "bomba" porque eram os jogadores mais "conceituados", os que tinham estado em todas as selecções, com todos os treinadores, mas…não respeitaram os


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novos métodos. Só digo isto porque, apesar de ser um desafio importante para mim e para a minha carreira, não abdiquei de impor aquilo que julgava necessário e conveniente para o grupo de trabalho."

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Sérgio Claro / Imagereporter

ENTREVISTA

Às vezes… "Sei o que vai dizer e, por isso, a determinada altura, tive que parar para reflectir e dizer para comigo "calma, muita calma, porque se vais levar isto à risca, no espaço de um mês ou dois podes não ter meia equipa". Tal e qual…" Porquê essa precaução? "Porque não era um ou dois a falhar; eram seis, sete, dez! Cometiam erros imperdoáveis em matéria de disciplina, de saber estar. Até acredito que não o faziam por mal, para provocar; faziam-no por desconhecimento, por nunca ninguém lhes ter dito que não podia ser assim e tinha que ser assado! Tive que abrandar, que dar tempo a que se adaptassem aos meus métodos e, a mim mesmo, para me adaptar a uma mentalidade e uma realidade bem diferente. Foi, como, disse e bem, uma lição de vida que me trouxe maior conhecimento, maior flexibilidade em termos de gestão e de liderança de um grupo com uma mentalidade completamente diferente."

Sérgio Claro / Imagereporter

Ao longo da carreira, aprendeu com vários treinadores muitas

coisas que agora utiliza… "Sem dúvida, mas não fiz parte de nenhum grupo que agisse ou reagisse como o que fui encontrar. Por diferença da tal mentalidade. Mas com todos eles também aprendi exigência, rigor, profissionalismo. É isso que ponho em prática. Uma carreira de 25 anos, no futebol, aprendemos com os que sabem e com os que não sabem. Aprende o que deve fazer de bom e o que não deve fazer. Tive a felicidade de apanhar, já na curva descendente da minha carreira, os melhores treinadores: o Manuel José, o Jorge de Jesus, o Mourinho - o me-

lhor dos melhores - e, no último ano, o Vítor Pontes. Deixe-me dizer-lhe que o Jorge de Jesus, no capítulo técnico-táctico, deu-me algo que nunca tive. Depois, como sou daqueles que pensam que "não basta ir à igreja para se ser católico", coloquei em prática tudo o que aprendi e juntei-lhe a pitada necessária do meu cunho pessoal. Por isso consegui criar em mim o modelo daquilo que entendo ser o futebol, que é a liderança e disciplina de um grupo, o meu conceito de jogo. Sou um treinador como muitos outros que vai ter de galgar e caminhar pelos seus próprios pés para poder fazer uma carreira

"No estágio em Portugal, na Quinta do Pinheiro, tive de mandar regressar dois jogadores e logo os mais antigos. Foi uma bomba. Não abdico da disciplina."

que espero seja longa e o melhor possível". Vítor Pontes foi quem o "puxou" para treinador… "Exactamente. O Vítor deu-me a possibilidade e a felicidade de fazer parte da equipa técnica por ele comandada, logo no primeiro ano de transição de jogador para treinador. Estou-lhe muito grato por isso. É sempre o primeiro e, como tal, sempre uma recordação boa. A partir daí comecei a entender e a encarar, não de uma forma tão séria porque não estava nos meus objectivos fazer uma carreira de treinador, a realidade que existia no "outro lado", de ter de tomar decisões, de ter de gerir 25 cabeças e os dois ou três anos em que estive como adjunto trouxeram-me esse calo, essa experiência e… alertar-me que, se calhar, estava ali uma área que era capaz de gostar de fazer e dar continuidade. Não como adjunto mas como treinador principal". Lamenta o facto de ter sido "obrigado" a "ir para longe" para encontrar o trilho que quer seguir?

"Não lamento porque o futebol é universal. Claro que se me perguntasse há um ano ou dois se me passava pela cabeça ir para África treinar uma selecção, dir-lhe-ia, de imediato, que não. Mas a vida está em constante mutação… Leiria foi uma situação que me correu bem. Posso dizer isso. Tive sucesso na UEFA, fui o primeiro treinador a conseguir uma qualificação da Intertoto para a Taça UEFA. É um título que me fica e ninguém poderá tirar-mo. Ficámos a um golo da fase de grupos, contra uma equipa - o Bayer Leverkursen, com um orçamento dez ou doze vezes maior do que a União - e, no ano seguinte, qualifiquei a equipa para a Intertoto e ficámos a um ponto da UEFA, também

e, depois, na oitava jornada, demiti-me. Foi a posição mais correcta em função da posição que ocupava no clube e daquilo que gostava dele. Desconfiança nas suas capacidades? "Nada disso. Em oito jogos, estivemos, em cinco, a ganhar por 1-0 e permitimos que o adversário desse a volta ao resultado. Por uma questão de amor ao clube e quando senti que já não estava a dar os frutos esperados, pus o lugar à disposição e dei tempo ao clube de reestruturar e refazer toda a época. Faltava o triplo dos jogos e tudo, nessa altura, estava salvaguardado. Num balanço, direi que correu muito bem a nível internacional e… péssimo a nível nacional!"

No Le Mans 2 anos Aos 39 anos, Paulo Duarte entra na “alta roda” do futebol francês, pela “mão” do Le Mans. Um contrato de duas temporadas, acumulando com o de seleccionador do Burkina Faso.Naturalmente feliz... “Estou felicissimo! Estar num campeonato com o nível do Francês, aos 39 anos, é motivo para estar feliz, embora consciente das dificuldades que me esperam. Os dirigentes entenderamse com os da Selecção e...acumularei os cargos. É um acontecimento prestigiante para todos!”


União não pelo meu valor, não pela minha capacidade, pela minha qualidade, mas porque, muito simplesmente, era genro do presidente e, como tal, estava a usufruir de uma benesse." Magoado com tudo isso? Essa conotação era negativa para ele -João Bartolomeu - ou para si? "Para mim, sempre! Você sabe muito bem o que foi e é a minha postura, mas as pessoas, mesmo sabendo tudo isso, não se cansavam de dizer o contrário. Talvez porque se estivessem no meu lugar fizessem o oposto de mim! Por isso não posso deixar de dizer que estou muito magoado. Ao ponto de ter já concluído que saí de Leiria tarde demais. É verdade que aceitei conviver com isso durante muitos

Foi importante cortar esse "cordão umbilical"? "Foi importante…foi o mais importante da minha carreira, se calhar, porque tinha casado com uma senhora que é filha de um presidente. Não sei se isso é crime mas em Portugal, parece que sim! Sou homem, o presidente tem duas filhas, o casamento entre duas pes"Tive de parar para soas é normal reflectir e dizer para mas…casar com a fimim "calma, muita lha do presidente deve ser crime em Leiria! Ao calma". Se continuaslongo da minha car- se a levar isto à risca, reira senti sempre isso, arriscava-me a perder isto é, o meu trajecto, meia equipa…" nesta cidade, ficou sempre um pouco definido por isso. Jogava por- anos mas, agora, tive de que era genro do presiden- dizer BASTA! Cheguei ao te, estava lá porque era gen- ponto de saturação, farteiro do presidente, treinava me de ser só genro do preporque era genro do presi- sidente." dente! A minha imagem Volto à selecção do nunca foi desassociada desse facto. Estava na Burkina Faso. Não ter

história acabou por ser vantajoso… "Sim e não. Foi um risco, depois de tudo o que passei aqui. No futebol é assim: quem treina um grande arrisca-se a ser campeão e quem treina um pequeno arrisca-se a perder mais vezes! De facto o historial do Burkina não era muito, participaram em três Can's - num deles organizado pelo Burkina, logo só se qualificaram duas vezes - e nunca num Mundial, nunca tinham ganho fora duas vezes - já ganhámos três! -, nunca tinham ganho à Tunísia - e já ganhámos! -, nunca tinham ganho três vezes consecutivas

em casa - já ganhámos quatro! - enfim, pequenos títulos que nos vão dando alento, que nos vão fortalecendo! Quando chegámos o Burkina ocupava o lugar 109 no ranking da FIFA e, agora, estamos em 56º. Mas não percamos a consciência que somos uma selecção de média qualidade, não estamos no top. Digo sempre isto para travar a euforia que já existe…"

um facto, mas não podemos deixar de dizer que estamos no inicio de uma caminhada difícil, complicada e que ainda há muita coisa para fazer!" Regresso não está no pensamento? "Vou ser directo: nos próximos três/quatro anos não quero voltar. Humildemente posso dizer que já tive vários convites para regressar a Portugal, para ir para a Bélgica, para a Líbia (foi para lá o José Rachão), mas não… quero estar onde estou e fazer o trabalho que julgo posso e devo fazer!"

Euforia colectiva? "Sem duvida. Hoje temos trinta e cinco/quarenta mil pessoas nos estádios e, há um ano, iam seis ou sete mil! Melhorou tudo, é

Esses quatro anos que coloca como "bar-

"Nunca tive muletas e, agora, voltei a ter de caminhar sozinho, pelo meu próprio pé!"

Sérgio Claro / Imagereporter

Por isso, quanto mais longe melhor para reiniciar a carreira? "Talvez tivesse sido isso. Mas a aposta, sendo difícil em termos familiares, complicada pelo que desconhecia desta realidade e pela distância, já está ganha. Assumo, hoje, que foi a melhor coisa que fiz. Olhe, separei-me um pouco da história de Leiria, separei-me um pouco do ónus de estar ligado ao presidente…"

ENTREVISTA Sérgio Claro / Imagereporter

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reira" servirão para quê? Para adquirir mais experiência, aparecer noutras "montras" ou deixar diluir a tal imagem de ser "o genro do presidente"? "Perfeito…as duas coisas, mostrar as minhas capacidades, ganhar mais experiência, ficar ligado a um lindo projecto e deixar diluir essa imagem que não me foi benéfica mas aceitei-a de forma respeitosa como pessoa correcta que sou, mas acho-a injusta de todo, triste, negativa. A vida não tem que ser assim e cada qual tem que ser julgado pelas suas capacidades e nunca pelos laços familiares.


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MODALIDADES

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CICLISMO

Campeonato Nacional de Masters Joaquim Trindade

D. R.

Em Masters A (30/40 anos) a vitória final sorriu a Paulo Martins, do C. C. Salvaterra, antigo profissional e actual comentador da especialidade no canal Eurosport. Esta vitória surgiu como resultado de um forte ataque desferido na última volta, na passagem pela Serra de Grândola, que fragmentou o pelotão ainda restante em vários grupos, dos quais sobressaiu um quinteto que não mais seria apanhado até à meta. Nos lugares secundários ficaram Humberto Silva (Casa do

Benfica de Almodôvar) e José Rodrigues (C. R. C. Famalicão.com), outro ex profissional. Destaque nesta categoria para as prestações de Paulo Oliveira (Xyâmi/Casema/NovaVida), 5º classificado, com o mesmo tempo do vencedor, de Carlos Ferreira (casa do Benfica em Pataias), 13º Classificado, a 13 segundos do vencedor e Rui Romão (Xyâmi/Casema/NovaVida) 20º classificado, também a 13 segundos. Já em Masters B (> de 40 anos), a vitória viria a sorrir a Vitor Lourenço (Viveiros Vitor Lourenço/Sintra C. C.), que numa chegada ao sprint mais uma vez impôs a sua melhor

D. R.

Decorreu no passado domingo, 31 de Maio, o Campeonato Nacional de Masters (ciclistas c/ mais de 30 anos). Com partida e chegada em Grândola, a prova contou com a participação de 164 ciclistas, divididos por 3 categorias.

velocidade terminal arrecadou para si o título de Campeão Nacional. Nos lugares seguintes ficaram os homens "da casa" João Paulo Marques e Eduardo Madeira (Crédito Agrícola/Fundiarte/ C.C. Litoral Alentejano). No quanto lugar viria a ficar o leiriense Rui Costa (Aluvia/Valongo), um crónico favorito nesta categoria, mas que nesta prova viria a baquear no sprint final. De qualquer forma o quarto lugar acaba por ser meritório, se pensarmos que em

TRIATLO

Atletas do Ginásio em provas internacionais O ginasista Paulo Catarino, a residir na Alemanha, tem participado em várias provas internacionais, das quais nos deu agora nota: No Duatlo Powerman (Holanda) foi 23º no seu grupo etário (M45), e completou a Maratona de

Bona em 1h32m, sendo 38º do mesmo escalão. Vai agora participar na Maratona de Copenhaga, Triatlo de Bona e no Campeonato da Europa, em Holten, na Holanda. Outro tri atleta da Secção, Abel Condesso participou, no Ironman - Ironcat de Ampolla

(Catalunha) - 3.6 km de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida. Foi 58º da classificação geral, entre 164 concorrentes, e 42º do seu escalão etário. Abel Condesso

termos de equipa para o apoiar seria o que estava em maior desvantagem. Realce também para o 10 lugar de Pedro Alves (União de Ciclismo de Leiria), também com o mesmo tempo. Em Masters C (> de 50 anos), o vencedor foi o esperado Tito Timóteo (Aluvia/Valongo), que venceu com 2m e 10s de avanço sobre o duo Daniel Barbosa (Sporting Clube Vila Verde) e José Magalhães (Skoda/Bicicar/Tourencinho). Nesta cate-

goria, de salientar o 11º lugar do "eterno" Amério Vieira, da U. C. Leiria. Azar também para esta equipa, que viu o seu ciclista mais cotado, Luís Gregório, desistir vítima de queda, ele que era um dos candidatos aos lugares do pódio. De notar ainda que estas provas, nas distâncias de 123km, 98,5km e 75,8km, respectivamente, foram todas corridas a médias superiores aos 38 km/h, muito próximas daquilo que os profissionais fazem.


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HÓQUEI EM PATINS

TURQUEL VAI DISPUTAR O PLAY-OFF DA SUBIDA COM PAÇO DE ARCOS

“Estes jogadores fazem-me feliz” Assume João Simões, Treinador do Hóquei Clube Turquel Tiago Cordeiro Ramalho

a nós, tem muito valor. E a filosofia, no que diz respeito à formação, é muito semelhante à nossa. Vão ser dois jogos de muita ansiedade, muito esforço e que o pequeno erro pode ditar o resultado final.”

No passado sábado, o Hóquei Clube de Turquel jogou em casa contra a Escola Livre Az, e o resultado final de 7-0 mostra a superioridade da equipa comandada por João Simões. Apesar da dificuldade inicial em “facturar”, a partir da obtenção do golo o Hóquei Clube Turquel agigantou-se, muito graças a um “9” inspiradíssimo. Com o apuramento para o play-off garantido, o próximo objectivo é preparar os dois jogos que se interpõem entre a equipa de Turquel e a primeira divisão. Mas o adversário, Paço de Arcos, não será fácil, como afirma o treinador João Simões, e o importante será não cometer erros. A primeira mão será amanhã, pelas 18h30, no pavilhão do Paço de Arcos e a 2ª mão a 10 em Turquel. e que poderá

Que análise faz à época? “Ficámos à frente de equipas com muito valor, com outras condições, com outros orçamentos, com muitas capacidade, muita qualidade e isso faz com que a nossa época seja muito positiva.” ser o jogo decisivo nas aspirações de ascender à Primeira Divisão. João Simões está confiante e acima de tudo... feliz por treinar uma equipa “fantástica”. Com esta vitória importante, conseguiram o apuramento para o play-off. É um treinador feliz? “Sou feliz, porque para além da vitória e de assegurarmos o play-off, trabalho com jogado-

res de grande capacidade e com homens de H grande, que trabalham no limite, no dia a dia, e por isso conseguimos estar nesta posição. Considero-me um treinador feliz, pelo sucesso desportivo e pelo trabalho que desenvolvo com equipa.” Análise ao próximo adversário... “ O Paço de Arcos é uma equipa que se assemelha muito

Há tempos disse que a equipa para a próxima época já estava formada, independentemente da subida ou permanência. A opinião mantém-se? “Sim, a equipa mantém-se e se todos quiserem continuar, para o ano que vem o plantel está formado.” Acha que há jogadores imprescindiveis para a próxima temporada?

“Quando disse que era um treinador feliz, referia-me também por todos os jogadores serem imprescindíveis. Embora aos olhos do público, jogadores como o Vasco, o Daniel, o André, que acabam por ter mais tempo de jogo, o público acaba por canalizar mais para eles o sucesso da equipa. Mas a minha forma de olhar é diferente e jogadores como o Luís Coelho, como o Rui, como o Fábio, com menos tempo de jogo, acabam por ser também imprescindíveis.” Vê no Turquel jogadores de “Selecção Nacional”? “O Turquel tem jogadores de grande qualidade, tem o melhor marcador do campeonato nacional, tem jogadores de muito valor. Mas é claro que para se jogar na Selecção é necessário jogar ao mais alto nível, por isso há que chegar à primeira divisão. Se são ou não jogadores de Selecção Nacional, é discutível. Mas que temos jogadores de muito valor, isso é inegável.”

VASCO LUÍS – O “GOLEADOR”

“Não penso na selecção” Vasco Luís afirmava-se feliz com a vitória, com a exibição e com o apoio dos adeptos turquelenses que foram a grande inspiração para os jogadores dentro do ringue. Grande exibição, seis golos! “Estou feliz por ver também estas pessoas todas a apoiar e por poder retribuir dentro de campo, assim como toda a equipa, com esta exibição. Foi uma boa vitória e sinto-me muito feliz.” Os próximos dois jogos são fundamentais. Como os vai encarar? “Vou encarar com seriedade; não é profissionalismo, porque não somos profissionais, mas com grande seriedade e com muita vontade de vencer.”

Falou de não serem profissionais, mas pelo que se vê no público, são verdadeiros heróis... “Sim, dentro de campo somos verdadeiramente um exemplo para os jovens, até porque somos quase todos coordenadores dos escalões mais jovens. Servimos de exemplo dentro de campo, e esse pensamento acaba também por nos influênciar durante os jogos, porque sabemos que estamos ali pelo público.” A primeira divisão é uma liga mais cotada. Caso consigam a subia, espera manter as grandes exibições? “Sim, claro. Estamos sempre À espera de jogar ao melhor nível, porque sabemos que vai ser muito mais difícil. A pri-

meira divisão acarreta outras responsabilidades e dificuldades, e vai ser dificil manter estas exibições, mas...” Tem alguma meta de golos para a próxima temporada? “Não, eu nunca liguei muito a isso. Marco golos e é claro que gosto de saber quantos tenho, mas não tenho qualquer meta. Este ano foi especial, porque marquei mesmo muitos golos e sei que para o ano vai ser mais difícil.” E caso surjam propostas de grandes clubes, até de ligas internacionais? “Não sei, se aparecer alguma coisa e seja muito especial, talvez pondere sair. Mas tem de ser uma grande proposta, porque este clube é muito

especial para mim, o público é fantástico e só mesmo com uma proposta irrecusável,se bem que ache não haverem propostas irrecusáveis, pois também seria bom para mim mostrar-me a outro nível.” A Selecção Nacional senior é a próxima meta?

“Qualquer jogador anseia chegar À selecção, mas neste momento não penso nisso. Preocupo-me mais em ajudar o meu clube, a manter as boas exibições, e se por acaso o trabalho for reconhecido, então sim, era muito bom. Mas não tenho insónias com isso.”


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Afirma o Presidente Tiago Guerra

“Cap” André Luís:

“O futuro já começou!”

“O Paço d’Arcos não é fácil…”

Enquanto presidente, como vê o futuro do clube? “Já cá estou há 19 anos e sinceramente acho que o futuro já começou há um ou dois anos. Já não via neste pavilhão, há mais de 20 anos, pessoas de todas as idades e de todas as terras aqui àvolta. Penso que ainda estamos em crescimento. Por isso é que tenho medo na próxima época, relativamente às bilheteiras., porque queremos continuar a não obrigar as pessoas a pagar, mas ao invés, darem o que puderem.”

Tiago Guerra é o presidente do Turquel. Há 19 anos director da colectividade, sabe muito bem as linhas com que se cose. Traquejo e capacidade suficientes para fazer uma análise da época… “O balanço é muito positivo, já estou cá há cerca de 19 anos, como director, mas foi o primeiro ano em que tudo foi diferente: só atletas do clube, pavilhão sempre cheio, com um apoio fantástico e correu tudo bem. Também vamos ver se conseguimos subir à primeira divisão. Não era o objectivo inicial da direcção, mas estes miúdos, o publico, esta familia de turquel, merece. A comissão já está a tratar das excursões e levar pessoal ao jogo. penso que vai ser uma loucura. Três, quatro autocarros que irão até ao pavilhão do Paço de Arcos.”

estilo praticado no norte, o hóquei é muito mais forte, mais duro, e nota-se que a nossa equipa subiu muito, tornaramse muito lutadores e posso dizer agora que são os melhores do mundo.”

Como vê o hóquei em Turquel? “Há cerca de três anos passámos a pertencer à zona norte, acabei por gostar imenso do

Prevê alterações ao nível desportivo para a próxima temporada? “A equipa será a mesma, independentemente de subir-

mos ou não. Esta direcção sempre apostou nas escolas de formação e vamos tentar manter a equipa com jogadores da terra, que têm mais amor à camisola.” Como está a formação? “Muito bem, o coordenador é o João Simões, o treinador dos seniores, que está a fazer um trabalho muito bom.”

E em relação a competições internacionais? “Bem, já passou por mim, porque já fomos 2 vezes à Taça CERS, os nossos miúdos são os melhores, mas talvez faltem mais uns jogadores para equilibrar. Se conseguirmos subir e ficarmos nos 5 primeiros lugares, é algo a pensar. Mas o principal objectivo é assegurar a manutenção.”

André Luís, capitão do Hóquei Clube de Turquel, foi um dos jogadores mais efusivos dentro de campo. Grande jogo do Turquel, com a partida sempre dominada. Ainda assim a subida não está assegurada... “Acho que já devíamos estar apurados, o jogo com o Espinho em casa foi um atraso. Mas agora que conseguimos o 2 lugar, vamos tentar tudo no play-off para vencer os jogos e atingir a subida. O Paço de Arcos não é fácil, tem uma boa equipa com grandes individualidades, e muito experiente. Fora vamos tentar o melhor resultado possível e depois cá tentar vencer, frente a este público fabuloso.”


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FUTSAL

Lucie “oferece” título ao Abelha O Abelha conquistou na Martingança, o título distrital da 1 divisão em futsal feminino, ao vencer o Parceiros por 5-3, num encontro em que a guarda-redes Lucie, foi decisiva para a vitória da turma de Cristóvão Cláudio. Cid Ramos Ao intervalo, já o Abelha vencia por 1-0 com um golo de Kelly. No segundo tempo, o Parceiros chegou à igualdade com um golo de Sara. Não demorou muito a igualdade, porque pouco tempo depois, Patrícia voltou a dar vantagem à formação as Colmeias. A jogadora do Abelha voltou a estar em destaque ao apontar o 3-1. O Parceiros reagiu e chegou a 3-2 por Morgado. O parceiros carregou, mas na baliza do Abelha estava Lucie, que ia evitando o golo do empate, com algumas intervenções de vulto. Kelly voltou a aumentar a vantagem para o Abelha, passando o resultado para 4-2. Já perto do final, Morgado, voltou a marcar e a dar esperança aos Parceiros. Já ao cair do pano, Fátima selou o 5-3 e a vitória para O Abelha. Cristóvão Cláudio (Treinador do Abelha) "A nossa vitória é justa. Penso que fomos das melhores, diante de uma excelente equipa. A Lucie realmente rubricou uma exibição de grande qualidade. Um prémio justo para estas atle-

tas, que foram inexcedíveis ao longo de toda a época" Bruno Bértolo (Treinador do Parceiros) "Penso que na segunda parte, fomos globalmente superiores, mas a guarda-redes do

Abelha realizou uma grande exibição e contribuiu decisivamente para a vitória do Abelha. Apesar da derrota a minha equipa está de parabéns, pelo campeonato que fez e pela subida de divisão."

Pavilhão da Martingança, na Marinha Grande ABELHA: Lucie; Ana Rita, Daniela, Patrícia e Kelly. jogaram ainda: Sophie, Fátima, Rita, Sara, Vitoria e Simoa Treinador: Cristóvão Cláudio PARCEIROS: Vanessa; Sara, Lela, Morgado e Viola. Jogaram ainda: Cacau; Carina, Loira, Juju e Zuki Treinador: Bruno Bértolo Marcadores: 1-0 Kelly; 1-1 Sara; 2-1 Patrícia; 3-1 Patrícia;32 Morgado; 4-2 Kelly; 4-3 Morgado e 5-3 Fátima.


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FUTSAL TAÇA DISTRITAL

CONTRATAÇÕES

Casal Velho levanta a Taça no pavilhão do adversário Alfeizerenses venceram Pocariça nas grandes penalidades Bruno Fernandes

O Casal Velho é o novo vencedor da Taça Distrital de futsal depois de ter vencido, no sábado passado, a formação da Pocariça através da marcação de grandes penalidades. Para a história fica o resultado: 2-2 no final do prolongamento, 4-1 nos penáltis, totalizando um resultado de 63 a favor do Casal Velho. Uma festa à portuguesa com certeza e com muito champanhe e…pão de ló…à mistura. Num pavilhão completamente à pinha para receber esta final, a formação do Casal Velho não receou o facto de jogar no pavilhão do adversário e, após um jogo equilibrado mas que esteve sempre controlado, a formação de Rui Ribeiro acabou por ser a mais feliz e levantar o “caneco” para gáudio dos seus adeptos que se deslocaram à “portuguesa”. Depois dos 60 minutos complementares a partida contava com o resultado de 2-2, pelo que era necessário ir para prolongamento. Nos 10 minutos do prolongamento não se registou qualquer golo pelo que foi necessário recorrer à injusta lotaria de grandes penalidades. Nos pontapés da marca dos 6 metros a sorte sorriu aos homens de Alfeizerão que contaram com a pontaria dos seus jogadores e com a inspiração do seu guarda-redes Cristóvão que defendeu um remate e ainda teve a sorte de outro embater no poste.

A secção de Futsal do Casal Velho existe acerca de 4 anos e é conhecida pela forte aposta na formação dos jogadores. Quatro anos volvidos e já contando com duas subidas de divisão, o escalão sénior conquista, assim, o primeiro grande feito da sua história. Relembre-se que esta época foi uma época brilhante a todos os níveis para a secção de futsal do clube sendo que esteve presente em 5 finais. Um Casal Velho com novos hábitos, o hábito da vitória. “Foi um objectivo alcançado” Rui Ribeiro, técnico do Casal Velho e um dos fundadores da secção de fut-

sal mostrou-se um homem satisfeito pela conquista da taça e relembra que o clube não vive só do escalão sénior, pelo que toda a formação é importante. “Foi um objectivo alcançado. Fomos eliminando grandes equipas como os actuais campeões da 2.ª e 1ª divisões. Tornou-se um objectivo a atingir e estou muito feliz por o termos alcançado”. O técnico da formação de Alfeizerão relembrou ainda que “A minha motivação é sempre a mesma. A nossa motivação é sempre igual em qualquer escala” relembrando a importância da formação no seio do clube.

TAÇA NACIONAL DE JUNIORES/SÉRIE B

Académica e Casal Velho vencem fora Conimbricenses asseguram presença na 2.ª fase da prova Na série B da Taça nacional de juniores de futsal, a formação do Casal Velho deslocou-se ao terreno do Manteigas conseguindo uma confortável vitória por 3-0. Por sua vez, a formação da académica também venceu fora, desta feita a vítima foi o

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Vale Cambra, tendo ganho por 4-2. Com estes resultados a formação de Coimbra garante a presença na 2.ª fase da prova. O Casal Velho já á muito que tinha hipotecado essa hipótese pelo que a participação na prova acabará na próxima semana.

Amanhã realiza-se a 10.ª e última jornada onde o Casal Velho recebe o nelas e a Académica recebe a formação de Vale Cambra. B.F.

Xana é reforço da União de Leiria Alexandre Branco, mais conhecido pelos amantes do futsal por “Xana” vai representar a União de Leiria na próxima época. Desta forma Xana termina a sua ligação com o ADR Mata dos Milagres, equipa que representou na segunda parte da época. O guarda-redes já representou vários clubes de renome como Instituto Dom João V, NS de Leiria, Arnal e Amarense, entre outros. Depois de um namoro de vários anos, a União de Leiria chega finalmente a acordo com Xana, conseguindo a contratação de um jogador considerado dos melhores do distrito, na sua posição. A União de Leiria, clube que disputa a 3.ª divisão nacional e cujo projecto remonta a chegar à Futsagres em poucos anos, é uma porta por onde Xana reentra nas competições nacionais podendo entrar na recta final da sua carreira ao mais alto nível competitivo, dando desta forma, uma prova que “velhos são os trapos”. O jogador sente-se feliz por rumar ao clube do lis e deixa antever que acabar a carreira na União será uma forte possibilidade. “È bom finalmente jogar pelo clube da minha terra. Não sei, mas provavelmente terminarei a minha carreira neste cube. Se isso acontecer, não o quero fazer sem o deixar na 2.ª divisão nacional, se possível na 1.ª e tudo vou fazer para conseguir isso”. O guarda-redes afirma que o projecto do clube leiriense foi um aliciante que proporcionou este desenlace no romance Xana - U.Leiria. “que O projecto me foi mostrado foi determinante, mas tenho uma boa relação com o clube pelo que me sinto contente por o ir representar”, rematou o guarda-redes. Bruno Fernandes


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ANDEBOL

Vitória com sabor a injustiça Do lado do Gil Eanes destaque para as exibições de Tânia e Vera Lopes. Foi um grande espectáculo aquele a que assistimos no pavilhão de Ansião, com a formação de Aleksander Donner a sair para o intervalo a vencer por 10-9. No regresso, a formação de Lagos esteve sempre na frente do marcador até a um minuto do final, em que a formação da Madeira passou para a frente. Nos últimos segundos, o Gil Eanes conseguiu chegar à igualdade, com Tânia a facturar e a levar o encontro para prolongamento. No primeiro prolongamento, o equilíbrio foi uma constante, terminando empatado a 24 golos. No segundo tempo do prolongamento, a toada de no se alterou, mas acabou por ser mais feliz, a turma madeirense, ao vencer por 29-28. Num grande espectáculo de andebol, só foi pena a dupla de arbitragem não estar à altura do encontro. Errou para ambos os lados, mas com maior prejuízo para a turma de Lagos, que no prolongamento foi claramente prejudicada em duas decisões e numa fase decisiva do encontro.

DECLARAÇÕES Filipe Calado Foi uma vitória muito difícil, frente a um adversário de muito valor e que hoje aqui o demonstrou. Temos tido

Colégio João de Barros ficou-se pelas meias-finais

várias lesões e isso tem condicionado a nossa equipa. Hoje não estivemos bem em algumas partes do encontro, mas felizmente conseguimos vencer e somar mais um êxito para o clube. Esta época não perdemos qualquer encontro e somamos dois empates. As jogadoras estão de parabéns.

As expectativas eram elevadas e a turma de Paulo Félix ambicionava chegar à final, mas tal não aconteceu, dado que nas meias finais, a turma de Paulo Félix perdeu por 27-19. No final

Aleksander Donner Foi um jogo de sete contra nove. Considero que fomos prejudicados pela arbitragem. Penso que toda gente viu o que aconteceu. Fomos melhores, mas não conseguimos vencer. Parabéns às minhas jogadoras, que tudo fizeram para conquistar a Taça.

Helder Ferreira / Imagereporter

Cid Ramos

Helder Ferreira / Imagereporter

O Madeira SAD venceu pela 11ª vez a Taça de Portugal de Andebol feminino, ao derrotar na final o Gil Eanes, por 29-28, após dois prolongamentos. Ana Seabra foi a figura do encontro ao apontar 16 golos.

do primeiro tempo, a formação meirinhense vencia por 13-12, mas no segundo tempo, acabou por não ter argumentos, para contrariar a superioridade da formação de Lagos. No final, a desilusão era evidente, mas para a história fica nesta temporada, mais um apuramento para a Taça Challenge.


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BASQUETEBOL VI Torneio Fausto Rodrigues

Sábado em pleno para os Minis Mais um sábado de intensa actividade para os nossos Minis. Uma equipa de sub-12 participou no VI Torneio Fausto Rodrigues, em Torres Vedras. Sob a orientação do treinador Romero Júnior, jogaram com equipas de Grândola, Queluz, Alenquer e Física de Torres, com um desempenho a todos os títulos excelente, sobretudo quando defrontaram a equipa principal de sub12 da Física, o que lhes valeu grandes elogios do treinador adversário. Os sub-12 deslocaram-se também a Coimbra, acompanhados por José Costa, para participarem num Convívio do Torneio Primavera, organizado pela Académica,

estando presentes, além da equipa anfitriã, Olivais, Telecom, Lousanense e Ginásio. No Pavilhão Galamba Marques, os sub-10 do Ginásio, Olivais

(cada um com duas equipas) e Académica, no total de 40 mini-atletas, evoluíram em mais um Convívio do Torneio Primavera, tendo alguns atletas das equipas B e C

de sub-14 - Micael, Daniel, Eduardo, Tiago e Diogo - dado uma preciosa ajuda na arbitragem dos jogos.

VITÓRIA POR 75-49 SOBRE O GALITOS

Iniciados na Fase Final do Nacional Com uma vitória sem qualquer margem para dúvidas (75-49) sobre o Galitos, em Aveiro, a equipa de Iniciados A conseguiu o apuramento para a

fase final do XIV Torneio Nacional, a competição de topo desta categoria. Depois de um percurso brilhante, em que venceram o Campeonato Distrital e a Zona Centro

e alcançaram o 2º lugar da Zona Norte, os pupilos de Luís Dionísio vão agora discutir o título nacional na final 6 que terá lugar nos dias 12, 13 e 14 de Junho no

Seixal, tendo por adversários o clube da casa, Barreirense, F. C. Porto e os campeões dos Açores e da Madeira.

COMENTÁRIO

Ainda a Final de Sub-18 A decisão de marcar a final do Torneio InterAssociações para o pavilhão de um dos finalistas foi tomada "após acordo dos Directores Técnicos das Associações intervenientes", agrupando "uma final

masculina e uma feminina, no sentido de levar mais público às respectivas finais". Uma casa praticamente vazia - para aí uns 20 assistentes - ilustrou bem a clarividência dos referidos Directores Técnicos…

Para não falar das sucessivas faltas de luz que bastante prejudicaram o normal desenrolar do jogo e levaram um daqueles esclarecidos Directores, já na parte final do encontro, a propor a mudança para outro pavilhão, o

que foi recusado pelo Ginásio. O que contraria a afirmação anterior de que a opção pelo Formigueiro teria sido tomada "em função da disponibilidade dos pavilhões"!


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MODALIDADES

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RUGBY - FINAL DO CIRCUITO DE EMERGENTES

Torneio de Rugby na Marinha Grande O Estádio Municipal da Marinha Grande recebe pas Emergentes de Rugby e ainda jogos Orlando Joia

Numa organização do Rugby Atlético Clube Marinhense e do Comité Regional de Rugby do Centro, o Municipal da cidade vidreira acolhe Sábado cerca de 200 praticantes da modalidade, que competem no Circuito de Equipas Emergentes e ainda formações de Sub-16.

A Final do Circuito de Emergentes terá a participação das equipas habituais de Abrantes, Bairrada, Viseu e Marinhense e também uma novidade, o Rugby Clube da Madeira. No Torneio Nacional de Sub-16, a disputar na vertente Rugby 8, vão jogar as equipas de Abrantes, Agrária de Coimbra, Caldas, Vila da Moita, Benfica e Académica.

Os jogos têm início às 11h30, contando com entrada livre.

este Sábado a Final do Circuito de Equido Torneio Nacional de Sub-16. REMO

BRILHANTES VITÓRIAS NA INTERNACIONAL PONTE DA AMIZADE Vinte e dois clubes (15 portugueses e 7 espanhóis) disputaram no domingo em Vila Nova de Cerveira, a 4ª Regata Internacional Ponte da Amizade, para as categorias de infantis, iniciados e juvenis.

Os jovens do Ginásio Litocar brilharam a grande altura, pois venceram três provas, entre elas a mais importante do programa, o shell de 8 juvenil.

O oito ginasista não só reafirmou a supremacia sobre o Náutico de Vigo, 2º classificado, que já derrotara na Regata da Queima das Fitas, como repetiu o triunfo de 2008, ficando assim bem posicionado para conseguir em 2010 a posse definitiva do troféu, que implica três vitórias seguidas: Eis os vencedores: Double-scull – Pedro Moreira e Francisco Mesquita; Quadri-scull – Pedro Muja, Diogo Freitas, Rui Liceia e André Limede; Shell de 8 – Abílio Gonçalves (tim.), João

Maia, Francisco Cruz e os seis remadores já atrás nomeados. Destaque ainda para o quadri iniciado (Nuno Moreira, Diogo Silva, Tiago Miguéis e Ricardo Barroso), que subiu ao pódio no 3º lugar, mas viu a vitória escapar-lhe devido a uma “caranguejola” (coisas que acontecem) quando comandava a regata. Também Tiago Silva, o mais jovem infantil presente, teve uma excelente prestação, ficando a um escasso segundo do pódio do skiff.


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MOTORES

Coordenação Adélio Amaro adelio.amaro@gmail.com

EQUIPAS PLADUR LISTREZ 1 E 2 FORAM AS DUAS PRIMEIRAS DO PÓDIO

500 MILHAS da Batalha PALEXPO/CPRTP 2009 Depois de 13 anos a realizar provas de 24h, todas elas com alto nível competitivo, a Euroindy decidiu abandonar este figurino, partindo para uma nova etapa do seu longo historial desportivo motorizado.

Esta jornada foi mais uma grande organização da Euroindy e contou com 23 equipas, o número esperado seria superior, mas num ano de “crise” esta grelha acaba por ser bastante aceitável. Inovação contínua a ser a chave do sucesso da Euroindy e que a tem mantido no topo dos kartódromos nacionais, a novidade este ano foi a realização pela primeira vez em Portugal de uma prova de resistência que englobou os habituais karts fornecidos pela Euroindy mas também karts particulares. Nestes últimos foi ainda interessante o facto de terem participado além dos karts de equipas que já são habituais na Euroindy, karts de kartódromos que decidiram aceitar o repto e que motorizaram equipas inscritas como foi o caso do kartódromo de Oiã e o de Abrantes. O kartódromo de Oiã teve a particularidade de trazer à prova os recentemente estreados karts utilizados nas 24h de Gaia, embora “vestidos” com as habituais carenagens Formula K by Euroindy.

Sexta-feira A história competitiva desta prova começou pelas 18 horas e todas as equipas puderam fazer uma primeira abordagem ao asfalto e conhecer as suas “máquinas”. No caso dos karts particulares as equipas puderam fazer uma primeira experiência das afinações com que iriam tentar obter melhores resultados, desde as pressões dos pneus, relações de transmissão ou largura das vias. Quanto aos karts da Euroindy, não era possível fazer qualquer tipo de alteração, como já é habitual. No final dos treinos livres, os karts foram em cortejo para o centro da Batalha tendo passado a noite em exposição à frente dos Paços do Concelho.

Sábado A azáfama começou bem cedo não só para a organização, mas também para os pilotos. Os karts tinham de regressar à pista, desta feita, partindo do centro da Batalha, destino ao kartódromo, onde estava previsto o inicio dos treinos às 10:300h da manhã, uma vez que foi necessário proceder a pequenos ajustes no horario e reparações nalguns dos karts. 10h30- Início dos treinos cronometrados e do esgrimir de argumentos por parte das equipas, tendo-se assistido a mais uma luta entre os habituais dominadores das últimas edições das 24h da Batalha: ADT e Pladur Listrez, tendo o cronómetro pendido para a ADT, mas ficando a Pladur a escassas centésimas. Estes treinos foram aliás muito disputados, tendo quase todas as equipas conseguindo as suas melhores marcas nos primeiros minutos da sessão de treinos, uma vez que o bom tempo brindou a Batalha com um fantástico dia de sol e calor que foi tornando a pista mais lenta. De qualquer modo a competitividade foi tal que as nove primeiras equipas couberam todas no mesmo segundo.

13h00- Os karts já estavam alinhados, prestes a dar inicio a uma emocionante e espectacular partida tipo Le Mans. Dada a partida, 6 karts se começaram a destacar dos restantes, o kart 26 da ADT, 74 e 96 da Pladur Listrez, 52 NKT Transitex, 101 Radio Nova Era e 36 GRIND Abrasivos/ MCA Construções. Após uma hora de prova, as três primeiras posições eram pertença da ADT e Pladur, estando o 4º lugar na posse da GRIND/ MCA, que pouco tempo depois, por problemas na fixação da carenagem obrigou a equipa a uma paragem antecipada nas boxes e a fez cair da 4ª para a 11ª posição. Enquanto a ADT e a Pladur monopolizavam os 3 primeiros lugares, o lugar seguinte gerou grande disputa entre as equipas NKT Transitex, Jornal A Bola, GDBPI, Fiat Mirafiori e GRIND/ MCA.

Classificação Decorridas as 13horas, recheadas de luta, calor e cansaço, a vitoria na classificação geral desta primeira edição sorriu ao kart "particular" nº 96 Pla-

dur Listrez, o 2º lugar pertenceu ao kart 74 também da Pladur Listrez, que ultrapassou no último turno o kart 26 ADT, relegando esta equipa à terceira posição, seguiu-se o kart 36 GRIND/MCA, que conseguiu recuperar a 4ª posição, o kart 94 Jornal A Bola alcançou a 5ª posição, 6º 52 NKT Transitex (que perdeu o 5º lugar no último turno ao sofrer uma penalização por falta de peso) , seguiram-se os karts 90 GDBPI, 89 Jogos Santa Casa, 73 Fiat Mirafiori e a fechar o top ten o 21 Palexpo, de destacar ainda é o 13º lugar da 85 MF Chronoteam France, a única equipa estrangeira presente este ano. Quanto à classificação por categorias, os lugares cimeiros ficaram assim distribuídos: Karts Particulares - 1º - Kart 96 Pladur Listrez 2 c/ 983 voltas, 2º- Kart 36 GRIND Abrasivos/MCA Construções c/ 973 voltas, 3º Kart 98 Armindo Brochado c/ 947 voltas. Karts Euroindy - 1º - Kart 74 Pladur Listrez 1 c/ 981 voltas, 2º Kart 26 ADT c/981 voltas, 3º Kart 94 Jornal A Bola c/ 971 voltas, classificadas 13 equipas.


Coordenação Adélio Amaro adelio.amaro@gmail.com

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MOTORES

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Comentários É de salientar a presença dos conhecidos Armindo Araújo, Sérgio Paiva, Paulo Gonçalves, Bianchi Prata, entre outros, que se distribuíram pelas equipas MD Moldes, Só Visto, RTP e Palexpo. Outra participação especial foi o kart 40 da Câmara Municipal da Batalha pilotado por elementos das Junta de Freguesias, Assembleia Municipal e vereação. Entre as opiniões ouvidas, fica a de Carlos Freitas, chefe das equipas 96 e 74 Pladur Listrez e a de Luis Abreu chefe da equipa 36 GRIND Abrasivos / MCA Construções. Carlos Freitas, chefe de uma equipa com kart particular e de outra com kart Euroindy, admitiu que “foi uma iniciativa engraçada e diferente daquilo a que todos estamos habituados, foi tão interessante como a prova citadina das 24h de Gaia. Teve muitos pontos positivos mas a meu ver também teve alguns que deveriam ser analisados como por exemplo a mistura das classes de particulares com os karts by Euroindy, acho que perde um pouco a competitividade, só particulares seria mais giro. O formato com pneus mais macios como será para o ano vai tornar tudo mais competitivo e rápido, estou confiante que será melhor assim. Quanto à prestação da minha equipa, fizemos nesta prova o que fazemos em todas as provas longas, uma condução cautelosa de forma a proteger o material, é isso que nos tem dado vitórias e não o facto de sermos os melhores pilotos, uma vez que há muito bons pilotos noutras equipas. De resto a organização é a que já esperava, fizeram o que puderam conforme os meios que tinham à disposição. Para finalizar gostaria apenas de fazer uma chamada de atenção, nós não somos pilotos profissionais, mas con-

sidero que a participação de equipas sem a mínima experiência colocou em risco a integridade física de todos.". Já Luis Abreu, chefe da equipa GRIND/MCA que corria com kart particular, confessou: "Penso que esta nova forma foi uma aposta ganha pela Euroindy e na minha opinião deve ser mantida em futuros eventos do género. Da parte da nossa equipa, acho que a aposta de correr com kart próprio também foi ganha, o termos arriscado fazer uma prova de 13horas sem contar com o apoio de mecânicos profissionais e como tal tentar poupar ao máximo o material pois sabíamos que todos os problemas que fossem muito

graves deitariam por terra qualquer aspiração a uma boa classificação. Felizmente que no nosso caso, o problema mais grave que tivemos foi termos ficado sem travões no trajecto Batalha-Euroindy, mas conseguimos resolver esse problema até ao inicio dos treinos cronometrados. Notei ainda pela primeira vez, pouco trabalho nas oficinas da Euroindy, provavelmente porque esta prova não contempla karts de substituição e qualquer ida à oficina levava a perder muitas voltas, a nossa equipa não notou particularmente esse problema, porque em provas anteriores nunca abusávamos muito das idas à oficina, mas é

um facto que outros que usam e abusam de reclamar por tudo e por nada e exigem com frequência trocas de karts tiveram de mudar a sua atitude nesta prova, talvez também por isso a prova não tenha tido tantos inscritos, embora numa situação financeira como a actual, seja cada vez mais difícil arranjar apoios para participar nestas provas. Para terminar posso afirmar que gostámos, e, que a nossa equipa por certo irá participar em mais provas organizadas nestes moldes, além disso o Sr. António Pragosa já nos deixou com 'água na boca' ao falar na prova do próximo ano, que será feita nos mesmos moldes desta mas utilizando pneus HG1 (mais macios), tal como os que utilizamos nos troféus Honda EK3 / 4. Em relação ainda à nossa prova apenas lamento que o kart só tenha ficado pronto na quinta-feira à noite, o que não nos permitiu fazer qualquer ensaio antes.” No feminino contou-se com uma participação já habitual no Euroindy, Ana Abreu: “Habitualmente corro em provas de resistência pela NKT e adoro, foi com quem corri nas 24h da Batalha do ano passado e obtivemos o 3º lugar, mas para esta prova decidi aceitar o convite do meu pai e integrar a equipa 36 GRIND/ MCA. Já é hábito fazer corridas sprint pela GRIND, nomeadamente o troféu Honda EK3/4 light e também já fiz algumas corridas de resistência pela mesma, foi no fundo a equipa que me viu nascer para o karting, tal como o kartódromo Euroindy me ajudou a crescer como piloto. Sobre esta prova posso dizer que adorei, penso que a nossa posição foi excelente apesar de ter sabido a pouco, mas tenho que a aceitar porque à nossa frente ficaram duas equipas excelentes, com pilotos com muitas provas dadas. Também eu quero mais provas de resistência com karts particulares, é muito aliciante aliarmos ao prazer da condução desportiva o saber poupar material”.


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POOL

BRUNO ROCHA, CAMPEÃO DISTRITAL

EDUARDO MARQUES Por enquanto ainda é uma modalidade algo desconhecida, mas com o passar do tempo ameaça tornarse num caso de sucesso. Falamos na modalidade de Pool Português, que para o leitor menos identificado, pode ser denominada de snooker. No distrito de Leiria, a modalidade existe a nível oficial há 6 anos, e neste altura, o número de atletas federados ronda os 90, que disputam campeonatos distritais individuais e também por equipas. Não é de estranhar que no futuro o seu desenvolvimento possa ser uma realidade ainda maior, uma vez que, ano após ano, tem-se verificado um crescente número de jogadores a federarem-se. O feito mais recente e de maior gabarito conseguido pelo distrito de Leiria, foi a conquista da Taça de Portugal pela A.C.R. Maceirinha, na temporada passada, onde, por equipas, espantou tudo e todos, logrando alcançar o troféu. Terá assim sido dado o ponto de partida, ou o embalo necessário para que Leiria passasse a figurar no panorama nacional da modalidade. Segundo Armindo Cardoso, delegado distrital da Federação Portuguesa de Bilhar, "tem havido uma grande evolução, quer em quantidade, quer, principalmente, em qualidade. Temos jogadores a nível nacional, individualmente e também por equipas, a contribuírem para elevar o nome de Leiria bem alto. A conquista da Taça de Portugal por parte da equipa da Maceirinha foi um exemplo disso mesmo, bem como as excelentes prestações individuais que alguns jogadores têm tido nos campeonatos nacionais". Logicamente que as coisas ainda estão no início, logo, não é possível, pelo menos para já, competir com os melhores. Armindo Cardoso diz que "o distrito do Porto é o mais forte a nível nacional, o que se comprova pelo facto de terem cerca de 700 jogadores federados. Não quer dizer que a quantidade implique qualidade, mas existe sempre maior competitividade, o que

leva a que os atletas melhorem muito os seus níveis de jogo". Mas se num campeonato nacional "é muito difícil um jogador de Leiria ser o primeiro classificado, o mesmo já não se pode dizer da Taça de Portugal, onde se trata de uma prova a eliminar, o que dá, na teoria, mais vantagem aos jogadores menos cotados. Talvez por isso a Maceirinha tenha conseguido o brilhante feito de ter conquistado a Taça de Portugal por equipas na época anterior". Numa perspectiva futura, no distrito de Leiria, haverá mais competitividade. Segundo Armindo Cardoso, "já tenho conhecimento de jogadores e equipas que se pretendem federar e disputar as provas distritais. Logo, prevejo um crescimento nas nossas provas na ordem dos 20%. A modalidade está claramente em expansão, e estamos sempre abertos à inscrição de novos jogadores, quer a nível individual quer a nível colectivo". Sobre os apoios que são necessários para seguir com este trabalho de dedicação, Armindo Cardoso prefere "destacar o muito apoio do presidente da Federação Portuguesa de Bilhar, senhor José Alberto, que tem sido incansável". Assim, o trabalho é para continuar "já que Leiria tem potencialidades para se afirmar cada vez mais no panorama do Pool Português", conclui. Um dos jogadores mais credenciados a nível distrital chamase Bruno Rocha, que acaba de conseguir o título de campeão distrital. É federado há 4 anos,

Sérgio Claro / Imagereporter

Taco na mão, bolas na mesa, e competitividade quanto baste

tendo jogado os dois primeiros com a camisola da ACR Maceirinha, e estes dois últimos em representação do Núcleo Sportinguista de Leiria. Sendo a primeira vez que consegue sagrar-se campeão distrital individual, afirma estar "muito contente, já que é o culminar de um trabalho que já vem de trás". No que respeita ao desenvolvimento da modalidade, o jovem leiriense sente "que tem sido muito grande nos últimos tempos". "Nota-se uma clara aposta dos jogadores para fazerem mais e melhor, o que permite um aumento da competitividade e, logicamente, da qualidade. Têm-se verificado muitas alterações nas instalações dos locais onde se pratica a modalidade, nas próprias mesas, o que ajuda ao crescimento de todos. Mesmo no próprio material, nos tacos de jogo, de abertura, ou ainda nos de salto, o desenvolvimento tem sido grande e muito rápido". Tal como em outros desportos, o público também é importante no pool. Com a condição de terem que estar em silencio, ao contrário de tantos outras modalidades, para não perturbarem a concentração dos atletas, mas com a vantagem de poderem assistir a momentos muito bonitos, que não

se vêm todos os dias. Sobre este assunto, Bruno Rocha entende que "a presença dos adeptos da modalidade é muito importante, pois dão ainda mais responsabilidades aos jogadores para fazerem mais e melhor, no fundo, para proporcionarem bons momentos aos espectadores presentes". Quanto a objectivos mais ambiciosos, o recente consagrado campeão distrital afirma que "não é fácil pensar em títulos nacionais. As diferenças com jogadores de outros distritos, principalmente do Porto, são muito grandes, mas com trabalho e dedicação, quem sabe. Vou continuar a tentar melhorar a cada dia que passa para que, pelo menos, possa ir atenuando essas mesmas diferenças", salienta. Para que haja jogadores em competição, também é preciso instalações para que a modalidade se pratique. São nove as equipas que disputam, este ano, o campeonato distrital por equipas: Café Aquário/GD Nazarenos, Núcleo Sportinguista de Leiria, Café Central/Póvoa, A.C.R. Maceirinha, Gothic Caffé/Batalha, Pool Center, J.A. Convívio/Alcanena, G.D.R. Milagres e Café Ramiro/ Casa do Benfica de Leiria.

E foi precisamente Paulo Silva, representante do Café Ramiro que nos deu uma ideia de como funciona a modalidade em termos de instalações: "Temos no nosso estabelecimento duas mesas de competição. Este é o primeiro ano que jogamos federados, mas vamos querer mais e melhor para os anos seguintes. O café tem todas as condições para a prática da modalidade, obedece aos requisitos necessários no que às mesas diz respeito, e estamos muito satisfeitos com esta temporada que estamos a realizar. Os jogadores adaptaram-se muito bem ao espírito, e os jogos têm cativado o interesse de muita gente. Costumamos ter sempre imensas pessoas a ver os jogos, o que é gratificante para nós, e a quem queremos agradecer". Não se pense que os custos são diminutos, antes pelo contrário. Segundo Paulo Silva, "os custos são algo elevados, como as mesas, as inscrições dos jogadores e também as camisolas, mas é um investimento que compensa. Aliás, sentimos tanto isso, que na próxima temporada estamos a pensar criar uma nova equipa para ficarmos com duas em competição", acrescenta.


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CICLISMO

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S. L. MARRAZES

Da surpresa à confirmação O S. L. Marrazes será, porventura, das mais antigas associações desportivas da cidade de Leiria. Sendo um clube eclético na sua actividade, tem vindo a afirmar-se no panorama do ciclismo português, concretamente na vertente de BTT. Joaquim Trindade

Objectivo imediato, colocar a equipa nos 5 primeiros da Taça, ir ao pódio no C. N. de Maratonas. Já em Cross-Country, ficar nos 10 primeiros já é bom. A médio prazo, manter o que já foi feito pois a falta de meios não dá para muito mais. Para ir a uma Maratona com a equipa completa deslocamos 16 pessoas, no mínimo, o que cria grandes problemas a nível de transporte.

Neste âmbito, falámos com Nuno Cordeiro, um dos responsáveis da secção, e com André Filipe, atleta em destaque neste início de época. BTT no S. L. Marrazes. Quando e como surgiu esta actividade? Este grupo está em actividade desde a época de 2008 mas tem origem algum tempo antes noutro clube aqui próximo, o ARDOG. Tendo abandonado o clube e tendo em mente um projecto que passava pela realização de um passeio anual a favor de uma instituição local, a AMITEI, dirigimonos à Junta de Freguesia para expor o projecto. Uma coisa levou à outra e acabámos por criar esta secção no clube. No início só com 3 atletas de competição, um em Maratonas e dois em DownHill. E actualmente, por que vertentes se dividem? Competição (Maratonas e CrossCountry), Passeios e Raids. Temos cerca de 30 atletas, dos quais 15 são federados e, portanto, em competição. E no futuro, irão dedicar-se à formação? O futuro poderá passar por aí. No clube funcionam escolas e pretendemos envolver alguns desses miúdos na modalidade. Pretendemos criar alguns workshops junto de crianças e dos seus pais e dar-lhe a conhecer a actividade. Têm de ter alternativas. Não podem ser todos futebolistas. Nota-se uma grande expansão de 2008 para 2009. Quais eram as vossas expectativas para esta época? As expectativas passavam por dar a conhecer a equipa e os seus patrocinadores. Pelos bons resultados, estes também já assumem um papel importante. É com orgulho que temos, de momento, a equipa classificada em 5º lugar no ranking nacional e o André Filipe em 10º, sendo o melhor sub-23. Já nas provas do Regional de Santarém e não oficiais, temos sempre subido ao pódio. Por sermos uma equipa bastante numerosa, normalmente dividimo-nos, o que permite realizar duas provas por fim de semana. Para as provas da Taça de Portugal vão sempre 12 elementos, sendo 2 femininos).

Nesta evolução, nota-se que para 2009 fizeram algumas aquisições já com algum palmarés. Sim, apostámos em dois nomes já consagrados, no caso o Pedro Rasquete e a Catarina Anastácio. No entanto, a grande surpresa acabou por vir do André Filipe, que tem suplantado as expectativas. André, até que ponto a sua prestação tem sido uma surpresa? Muito grande. Nunca tinha corrido como atleta federado e como era o meu último ano na classe de Sub-23, decidi experimentar para ver como era. Quando a época começou o objectivo até passava pelo Cross-Country, mas fui fazer uma Maratona e a experiência correu tão bem que passei a dar prioridade às Maratonas, embora a Taça de Portugal e Campeonato de Cross-Country ainda sejam objectivos. Sendo o 1º ano, como é estar nesta equipa? Muito bom. A nível do apoio que me têm dado têm sido excelentes. Independentemente de obter um melhor ou pior resultado esse apoio sente-se, e é nos momentos menos bons que sabe bem ter alguém para nos incentivar. Para além disso, a possibilidade que me dão de escolher as vertentes em que vou competir também é muito bom. Ainda é um jovem. Até onde pretende chegar? Para já, tentar subir um pouco mais no ranking, se possível. Mas chegar ao fim com a consciência de que dei o meu melhor e não defraudei ninguém, já é óptimo.

E chegar à Selecção, não é objectivo? Sim, embora não uma obsessão. Os meus resultados falam por mim. Se os responsáveis repararem no meu trabalho e me chamarem, óptimo, se não… também não é grave. E quanto ao futuro, que perspectivas para a equipa?

Como tem sido obter patrocínios para manter a equipa? Não tem sido fácil. A equipa era desconhecida e os patrocinadores apostaram no escuro. Felizmente os resultados têm aparecido e o retorno nos media tem sido bom, especialmente na TV, onde o tempo de exposição da equipa tem sido elevado. Esperamos ter conseguido abrir caminho para um futuro mais fácil. Uma opinião final sobre o nosso jornal? Já conhecia. Já vi algumas edições e penso que faltava algo assim. Tanto a nível de conteúdos como de grafismo e qualidade de imagem, é um passo em frente em relação ao que estávamos habituados.


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ÚL TIMA ÚLTIMA ATLETISMO

Campeonato da Europa de Equipas SPAR Sérgio Claro / Arquivo – Imagereporter

Estádio Municipal Dr essoa Dr.. Magalhães PPessoa 20 a 21 de Junho

Reinaldo Silvério

A European Athletics lança uma nova e empolgante competição aberta às 50 Nações europeias conhecida como Campeonato da Europa por Equipas SPAR.

Nos próximos dias 20 e 21, Leiria vai ser palco de um acontecimento desportivo de rara importância, o Campeonato da Europa da equipa SPAR. Com um formato inovador, muitas das provas individuais conhecerão algumas alterações que poderão tornar os resultados mais imprevisíveis, finais mais empolgantes e provas mais espectaculares. Até à nossa cidade viajarão os melhores atletas europeus,

em representação de 13 Países – República Checa, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Irlanda do Norte, Grécia, Itália, Polónia, Rússia, Espanha, Suécia, Ucrânia e Portugal – prevendose, nos dois dias, excelente moldura humana no Magalhães Pessoa. Naturalmente, um evento desta grandeza, está a despertar nos meios desportivos nacionais e locais, à maior expectativa.

Nelson Évora em sessão de autógrafos em Leiria

Hélio Nascimento Chega agora a altura de analisar, ainda que superficialmente, a época do Benfica, não obstante outros temas, inclusive mais actuais, justificassem algumas linhas, casos, por exemplo, da "dobradinha" do FC Porto mais uma confirmação, se tal fosse preciso, da superioridade dos dragões a nível interno - e da despedida de Luís Figo, hoje por hoje o símbolo maior das significativas conquistas do nosso futebol a nível de selecção e nos últimos tempos. Fica para outra oportunidade. Do Benfica, então, importa avançar desde logo com a ideia de que a época roçou a mediania. O 3.º lugar no campeonato, a campanha modestíssima na Europa e a eliminação precoce na Taça de Portugal são "sinais menos" da aposta feita por Luís Filipe Vieira em Rui Costa e deste em Quique Flores. A vitória na Taça da Liga não compensa uma carreira de altos e baixos, em que para além dos resultados também as exibições não convenceram ninguém. Na altura em que ocupo este espaço ainda não se sabe se Jorge Jesus já tem luz verde ou se, ao invés, foi dada uma cambalhota em todo o processo relativo ao próximo treinador. Embarco, claramente, na linha de outros analistas, para quem a conduta serena, profissional e agradável de Quique Flores não é suficiente para apagar os muitos erros verificados durante toda a temporada. Erros na elaboração do plantel, na definição de um onze-base e na sistemática e exagerada troca de posição entre alguns dos elementos da equipa, com prejuízo, é evidente, do colectivo e até do sistema de jogo.

Os sinais menos do Benfica Em relação à formação do grupo de trabalho as culpas têm obviamente de ser repartidas com Rui Costa, que não acertou nas sonoras contratações feitas há pouco menos de um ano. Pablo Aimar andou um terço da época à procura da melhor forma (e do local mais indicado para se posicionar), outro terço em deficientes condições e... sobra um escasso terço onde logrou brilhar e aproximar-se daquela A vitória na Taça da Liga não compensa uma carreira de altos e baixos, em que para além dos resultados também as exibições não convenceram ninguém. imagem que outrora nos deliciou. Suazo prometeu muito e não cumpriu, Reyes foi decisivo em certas partidas mas Quique teve de lhe puxar as orelhas e Yebda, pese um registo de bastante utilidade, não conseguiu fazer a diferença. Nem isso se esperava. Urreta e Sidney estão possivelmente a crescer, Balboa veio de férias, Carlos Martins andou perto do... Carlos Martins do Sporting e acabou por ser Ruben Amorim o mais utilizado e o que maior proveito deu à equipa. Em suma, um ano nada abonatório das naturais pretensões das águias. Talvez se possa chamar o ano zero de Rui Costa, sinal de que merece total crédito para 2009/10, mas não pode facilitar. E as aquisições entretanto anunciadas podem pecar por algo já visto, ou seja, não haveria por cá apostas mais seguras? Há para aí já alguns exemplos que nos deixam a pensar...

Edição Nº 8 - 05/06/09  

Edição Nº 8 do Jornal Desportotal.

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