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Verdade

Objectividade

Isenção

Director: Carlos Borges | Sexta-feira | 29 Maio 2009 | Ano 1 | N.º 7 | Preço: 1 Euro | Bissemanal (Terça e sexta) | www.desportotal.pt

Leiria na Sagres faz festa

Páginas 4, 5, 6, 7, 16 e 17

UNIÃO DE COIMBRA FAZ “DOBRADINHA”

Carlos Jorge Monteiro / Imagereporter

Página 12

RUGBY AAC

“Queremos Europeu Universitário”

Página 27

Associação Académica Coimbra Sobe à Distrital de Honra Página 12

NA CARANGUEJEIRA DIVISÃO DE HONRA/A.F. LEIRIA

Falta de assistência pára jogo uma hora! Página 24


Verdade

Objectividade

Isenção

Sérgio Claro / Imagereporter

Director: Carlos Borges | Sexta-feira | 29 Maio 2009 | Ano 1 | N.º 7 | Preço: 1 Euro | Bissemanal (Terça e sexta) | www.desportotal.pt

União de Coimbra faz “dobradinha”

Página 12

ACRE DITÁMOS Páginas 4, 5, 6, 7, 16 e 17


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Costa Santos

“É HORA DE ARRUMAR A CASA” “Quem terá coragem de chamar a estas Ligas Sagres e Vitalis Ligas Profissionais ? Que Liga é esta que continua a encher-se com os dinheiros do futebol, a somar lucros atrás de lucros e assobia para o lado quando é confrontada com estas verdades, só admissíveis num pais do terceiro mundo?”

EDITORIAL Tocou a sineta indicadora da "última oportunidade" para os dirigentes do nosso futebol se assumirem com a dignidade que o cargo exige, com a verdade que deveria ser código de conduta levado à letra, e com o respeito pelas regras e leis - curiosamente que eles próprios aprovaram… que são a sustentabilidade da verdade desportiva. Com o correr do pano de mais uma época futebolística - não importa, agora, se limpa de processos, imaculada dos conhecidos erros de "conveniência" ou…"mais do mesmo" como da há anos a esta parte - já se travam nos bastidores as habituais lutas para garantir um lugarzinho no quadro competitivo mais alto. De um lado, os incumpridores, fazendo valer o seu esforço e os pontos ganhos em campo, não se cansam de anunciar "a viabilidade” do clube, o apoio associativo que tudo vai resolver e o direito conquistado em ter o tal lugar garantido e, do outro, aqueles que não conseguiram os pontos para, em campo, garantirem essa promoção e, agora, numa dialéctica cheia de pureza e em

apelo ao cumprimento das normas, não hesitam em dizer que "este ou aquele clube, devedor a tudo quanto é gente, não PODE continuar entre a elite, tal como determinam as regras e, por isso, o seu (deles) clube deverá ocupar esse lugar!". Enfim, a NORMALISSIMA tenda de feirantes, cada qual a tentar impingir o seu produto, mesmo tendo consciência que os problemas do vizinho serão os seus, dentro de muito pouco tempo! Mas, a "lista negra" já veio a terreiro e estamos na "última volta" das decisões. Como vivemos num país de brandos costumes, de muita parra e pouca uva que o mesmo será dizer de muita palavra e nenhuma acção, estamos na expectativa do que poderá acontecer. Não digam que "é necessário uma acto de coragem para assumir as decisões que a situação exige". Não é. Basta ter respeito pela imagem que damos para o exterior e querer cumprir rigorosamente as regras do jogo, perfeitamente definidas nos regulamentos. Sem olhar à história, antes, respeitando essa mesma história.

O "cardápio" dos incumpridores é impressionante. Vejamos: Estrela da Amadora, - não paga há NOVE meses -, Vitória de Setúbal (quatro meses de dívidas), Belenenses e Leixões (dois meses) e Naval 1º de Maio (mês e meio) na Liga Sagres e, na Liga Vitalis, Boavista (há seis meses sem dar a ver a cor do dinheiro), Varzim (quatro meses), Beira Mar (três meses) e Estoril Praia (dois meses e meio). Impressionante! Quem terá coragem de chamar a estas Ligas - Sagres e Vitalis - Ligas Profissionais ? Que Liga é esta que continua a encher-se com os dinheiros do futebol, a somar lucros atrás de lucros e assobia para o lado quando é confrontada com estas verdades, só admissíveis num pais do terceiro mundo? Situações drásticas exigem medidas drásticas. É hora arrumar a casa tomando essas decisões! E se estavam à espera de um momento oportuno para proceder à reorganização dos quadros competitivos redução do número de clubes nas tais ditas Ligas profissionais - aqui têm, de mão beijada, uma razão super suficiente para deitar mãos à obra. O futebol, a verdade e a ética desportivas, agradeceriam de joelhos!!!


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LIGA SAGRES

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A Liga terminou nos campos… vai começar a da… secretaria! Pronto: já estão galgadas as trinta jornadas da Liga Sagres e, de há algum tempo a esta parte, definidos os primeiros lugares, aqueles que permitem acesso à tal Liga dos "milhões", coisa sempre confortável para os cofres dos clubes.

Carlos Jorge Monteiro / Arquivo - Imagereporter

Na "Linha de Partida" muitos esperam que… muitos saiam!

Sem querer esmiuçar muito o que foi a prestação de todas as equipas, sempre adiantamos que Benfica, Guimarães, Braga e Maritimo, ficaram alguns furos aquém daquilo que se poderia perspectivar no inicio da temporada. Por estas ou aquelas razões, a verdade é que os encarnados, da Luz, prometendo "mundos e fundos", não con-

Ao correr da Pena Por Costa Santos

Os homens do futebol também choram! Vimo-los no passado fim de semana. Por motivos completamente opostos e, alguns, talvez, a chorar apenas por sentirem que o seu esforço não foi recompensado materialmente desde há um ror de meses e, agora, com o terminar da época, o habitual: dirigentes para férias, incontactáveis, indiferentes

ao rol de dívidas que deixaram e aos múltiplos e graves problemas que causaram! Não sabemos - pelo menos não é noticia - se nalguma parte do Globo se vivem cenas semelhantes; mas sabemos que somos noticia, em muitas partes desse mesmo Globo, com estas cenas. Pois, falem-nos no "ranking" da FIFA, nas glórias dos títulos, na cobiça que alguns jogadores lusos geram além fronteiras, na admiração com que alguns treinadores são presenteados lá fora que nós, por cá, agora, servimos sem vergonha, em bandeja dourada, a listagem dos caloteiros de colarinho branco do nosso futebol ou, se preferirem, mais comovente, ainda, as imagens dos atletas do Rio Maior, em greve de fome, com tendas montadas à porta do Estádio.

Chega de assobiar para o lado, de fazer de conta que nada se passa, de rir ao ver o "REI NÚ"! É altura de parar para pensar. E se o Governo, olimpicamente, deseja que a procissão continue assim para distrair muita gente, os senhores da Liga, principescamente pagos pelos clubes, deveriam ter a noção que não poderão rir muito mais tempo porque os artistas que os sustentam, choram! Quando as gentes de um País perdem a vergonha e a dignidade, já pouco mais terão a perder. Não merecem que se lhes olhe para a cara! • Luís Filipe Vieira teve, na inauguração da Casa do Benfica de S. Brás de Alportel, uma frase que "só" nos diz ser ele um homem de memória curta e de retórica que não se encaixa nos seus actos.

seguiram sair dos "fundos" e tiveram que se aplicar atè à derradeira jornada para, no mínimo, garantir o terceiro lugar, como "mal menor" de uma temporada onde, quer no campo como nos "bastidores", nem sempre respirou tranquilidade. Ao contrário, como surpresa das surpresas, o Leixões, de José Mota, segurou a mãos ambas um sexto lugar a todos os títulos brilhante, como brilhante acabou por ser a sétima posição obtida pela Académica. Relativamente ao Paços de Ferreira, finalista da Taça de Portugal por força de uma campanha brilhante - e com assento na Taça UEFA por ter como adversário, na final, o campeão - a posição "normal", mesmo tendo em conta que nunca foi uma equipa regular. Para os "fundos", a confusão. Claro que a descida do Belenense não deixa de surpreender - mais uma lição a reter face

à má preparação da época e à ilusão do "mercado barato" - , o que não acontece com o Trofense, muito por culpa da perda de humildade face a alguns resultados positivos que obtiveram.

Disse o presidente do Benfica: "A vida ensinou-me a desconfiar daqueles que não têm gratidão, porque a falta dela denuncia gente vulgar!" Como "máxima" é interessante. Só que, antes de proferir estas coisas bonitas, o dirigente do Benfica deveria fazer uma análise breve aos seus actos e, depois disso, optar por falar ou estar calado! Melhor…calado! Vejamos: no inicio da temporada que agora terminou, Luís Filipe Vieira "apadrinhou" a ida para o Benfica de Diamantino Miranda, na altura técnico principal do Olhanense. Com esse gesto, quis dizer às suas gentes que "naquela casa a gratidão é palavra forte e é dentro do clube que têm de estar as suas GLÓRIAS!". Fernando Chalana também lá estava, em posição de destaque.

Mas…a tal gratidão tão apregoada e tida como "rotulo" para definir a personalidade de uma pessoa, foi às malvas num estantinho! Bastou que chegasse um tal Quique Flores e vetasse a inclusão na sua equipa técnica, daqueles dois elementos, para que a tal gratidão fosse riscada e a obediência cega à vontade do novo mister, pactuasse com o "encostar às boxes" dos homens que ainda hoje são ídolos de quem NÃO SE ESQUECE do que eles foram num passado não muito longínquo. Há um ditado que o povo repete muitas vezes: "Bem prega Frei Tomás, mas olha para o que ele diz e não para o que ele faz!" Exacto. Até porque uma pessoa sem gratidão "é uma pessoa vulgar!"

Mas…estará tudo definido ? Apostamos que não. Mais: até nos atrevemos em dizer que a cómoda posição do Estrela da Amadora, conseguida graças ao brio e profissionalismo dos seus atletas, não está…segura! É que terminou a Liga dentro das quatro linhas mas…já começou a "outra", disputada exclusivamente nos terrenos da "SECRETARIA". Já há quem tenha descido e garanta que vai subir outra vez e…quem não tenha subido e aposte que "já está a fazer a equipa para a Liga Sagres". Será assim ? Se sempre o foi, porque será diferente este ano ? Mas…cá estaremos, se Deus quiser, para contar. C. S.


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A FESTA DA UNIÃO

Nuno Brites / Imagereporter

...e a festa duro Por Costa Santos

A União de Leiria carimbou o regresso à elite do futebol, em Aveiro, depois de uma cavalgada impressionante. Dir-se-ia que quando Manuel Fernandes “agarrou” a equipa, à sétima jornada, encontrou um grupo de trabalho mais próximo do “desastre” que da glória. Então, qual o segredo para tal reviravolta ? Apenas um. C O M P ET Ê NC I A! Mais palavras, para quê ? Esta caminhada galopante e triunfante da União de Leiria, depois de um inicio de temporada a raiar o descalabro, é bem a prova de que, num plantel, a disciplina e o rigor são patamares vitais para se atingir o sucesso! Não importa dissecar, nesta altura, este ou aquele pormenor que poderia ter deitado por terra todos os sonhos de um grupo de trabalho; não interessa, também, apontar o indicador para os muitos “ses” que existem numa organização onde nem sempre o bom senso marca presença!

am com a crença de quem sabe o terreno que pisa e qual o ca-

minho “mais curto” para atingir o degrau cimeiro.

admirar-se (???) com a postura competitiva do Feirense -, chamar a si os louros que não lhes pertence ou,

Manuel Fernandes – que curiosamente, há algumas épocas, também conduzira o Santa Clara ao escalão máximo do futebol português - foi sempre um homem de fé, de confiança, sobretudo, no seu trabalho, no trabalho dos que com ele partilhavam os segredos do balneário e no objectivo que persegui-

Nuno Brites /

Imagereporter

A história escrevese com factos e os factos resultam do esforço colectivo de quem acredita e rejeita liminarmente os “velhos do Restelo”, sempre prontos para lançar dúvidas ou incertezas. Porém, muitos poderão atirar para o ar insinuações torpes – como o fez o treinador do Santa Clara, ao

Nuno Brites /

Imagereporter

O que importa, isso sim, é enaltecer a caminhada iniciada à sétima jornada,

com “mestre” Manuel Fernandes ao leme da “nau” e apontando o indicador para o horizonte onde o esperava o momento de glória que uma subida de divisão sempre representa.

até, tentar evidenciar um trabalho como razão da subida… Mas, quem sabe o que é o futebol, quem conhece o fenómeno por dentro, nos segredos do balneário, poderá garantir que, independentemente de todas as ajudas serem sempre bem vindas e ne-


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A FESTA DA UNIÃO

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Também acreditámos neste regresso da União de Leiria e não hesitámos, nos momentos próprios, em fazer primeiras páginas que, associando-se à confiança dos nossos entrevistados, denunciavam a nossa própria confiança. Exemplos? Três, mais fortes: Nélson, o “único representante da formação da União de Leiria no plantel principal – “Há que acreditar até ao Fim!”; Carlão (um Diamante em bruto) que confirmaria o nosso título com quatro golos ao Olhanense e…a entrevista a Tiago, na nossa última edição, com o título bem claro e elucidativo “Pode escrever: faremos a festa em Leiria!” E fizeram!!! Naturalmente que muita gente olhou de soslaio e pen-

Nuno Brite

sou que eram títulos para vender jornais. O costume. Mas não eram. Não foram. Foram, sim, manifestações dessa mesma confiança, muito embora se soubesse que o êxito não dependeria exclusivamente dos resultados próprios, dependeria, também,

do sentido profissional de outros jogadores e do seu empenho na defesa da verdade desportiva.

mar menos claro do futebol, nem tudo é escuridão! costa.santos@desportotal.pt

E tudo isto aconteceu. Como sinal claro que, felizmente, no

Nuno Brites / Imagereporter

cessárias, o papel principal, os grandes mentores do êxito – ou do fracasso – são sempre os jogadores, os técnicos, enfim, aqueles traçam a estratégia e os que a colocam em prática dentro das quatro linhas!

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Nuno Brites / Imagereport

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Nuno B

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Nuno Brites / Ima

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u até às tantas!


A FESTA DA UNIÃO D. R.

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BRILHANTE RECUPERAÇÃO…

Segunda volta com apenas dez pontos perdidos!!! Muito se tem falado da recuperação da União de Leiria, do trabalho - e esforço - realizado para, contra ventos e marés, assegurar a subida de divisão. Para a história os resultados dos 30 jogos: 1ª Jornada Freamunde (f) D. 1-0 Portimonense (c) D. 0-1 Santa-Clara (c) E. 1-1 Gondomar (f) V. 0-1 Gil-Vicente (c) E. 1-1 Estoril (f) E. 2-2 Covilhã (c) E. 1-1 Vizela (f) D. 3-2 Varzim (c) V. 1-0 Boavista (f) D. 0-2 Aves (c) E. 1-1 Olhanense (f)E. 0-0 Oliveirense (c) V. 1-0 Feirense (f) E. 0-0 Beira Mar (c) V. 3-2

perdidos! Aqui está a razão de, após o apito final de Aveiro, a

16 Jornada Freamunde (c) V. 3-0 Portimonense (f) V. 0-1 Santa Clara (f) D. 2-0 Gondomar (c) V. 3-1 Gil Vicente (f) E. 1-1 Estoril (c) V. 4-2 Covilhã (f) V. 2-3 Vizela (c) E. 1-1 Varzim (f) V. 0-2 Boavista (c) V. 2-0 Aves (f) V. 0- 2 Olhanense (c) V. 5-1 Oliveirense (f) D. 1-0 Feirense (c) V. 2-1 Beira Mar (f) V. 2-3

festa ter começado com sabor a… ”brisas”!

Nuno Brites

Que ninguém pensava, que muitos garantiam, singelo contra dobrado, que “face aos fortes candidatos iniciais, como Olhanense, Santa Clara, Varzim, Gil Vicente, etc” e tendo em conta o começo mais ou menos desastroso, esta equipa acabaria o campeonato “perdida no meio da classificação”, temos de convir que…é verdade! Mas…no “lavar dos cestos” é que se pode ver a qualidade da vindima. E ela, aí está: de PRIMEIRA! E os números ? Pois, os números é que dizem tudo. E se na dobragem da primeira volta a União de Leiria somava uns parcos 16 pontos – perdendo 32! – na segunda volta…a safra foi de 35, isto é, apenas 10

Ponto prévio: conheço Manuel Fernandes há muitos anos e existe entre nós, convenhamos, uma relação de certa amizade. Nada disto, porém, retira justiça ao elogio que me proponho fazer-lhe, em virtude da sensacional campanha rubricada ao comando da União de Leiria, que culminou com a subida à principal divisão do futebol português. Uma proeza ainda maior se considerarmos que o treinador pegou na equipa à 8.ª jornada, em Novembro, ocupavam então os leirienses um modestissimo 13.º lugar... Paulatinamente, a recuperação ganhou forma. Dois ou três acertos no plantel contribuíram para uma caminhada

D.R.

Sérgio Claro

Hélio Nascimento

União, olé, olé! impressionante durante a segunda volta da Liga Vitalis. Foi sempre a subir. A meia dúzia de jornadas do fim a

União de Leiria estava na luta pelo regresso à Liga Sagres, sonho reforçado após a goleada sobre o líder Olhanense. Quis o destino, porém, que somente na recta da meta se decidisse quem acompanhava o conjunto algarvio... e quis o destino, também, que se tivesse de esperar pelo minuto 90 para estoirarem os foguetes! Depois de uma temporada no futebol angolano, ao serviço do ASA de Luanda, Manuel Fernandes voltou ao nosso futebol e arriscou pegar num conjunto que tinha descido de divisão e que dava mostras de alguma debilidade. Pelo menos, não mostrava no campo as aptidões que faziam dele um candidato.

Indiferente ao burburinho, Manel deitou mãos ao trabalho. Com a humildade que o caracteriza, não vacilou ao primeiro senão e procurou estabilizar a equipa em termos emocionais. O

Dois ou três acertos no plantel contribuíram para uma caminhada impressionante durante a segunda volta da Liga Vitalis. Foi sempre a subir. ciclo das vitórias transmitiu tranquilidade. Seguiu-se outro passo decisivo - o assumir que os muitos pontos ainda em disputa podiam

levar a União à subida de divisão. Como homem de fé, acreditou. Acreditou sempre. E em Aveiro, não obstante os nervos da parte final do encontro, gritou, saltou e cantou: "União, olé olé!". As decisões na Honra obrigaram-me a adiar por uma semana o tema prometido na última edição (a época do Benfica), mas este era um assunto quente e ao qual não podia fugir. Parabéns também ao Olhanense e a Jorge Costa e uma palavra de simpatia para o Santa Clara, que caiu na derradeira jornada após muitos domingos de vento em popa. Para acabar, sai mais um abraço para o Manuel Fernandes: é bom ter-te de volta!


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A FESTA DA UNIÃO

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Leiria sobe à Liga Sagres e fez-se festa na cidade Não só em campo se fez festa, com a subida da União de Leiria à primeira liga do futebol Nacional. Também as ruas se tornaram autênticas “bancadas”, com comemorações e festa, um pouco por toda a cidade. O DESPORTOTAL foi às ruas saber até que ponto o Futebol faz parte da vida das pessoas e de que forma pode a subida da UDL à Liga Sagres ajudar a cidade.

A subida do Leiria à Liga Sagres foi boa para a cidade?

José Viegas

Nuno Martins

47 anos

27 anos

António Almeida

Tiago Batista 27 anos

60 anos

“Penso que sim, é sempre positivo, tendo em conta que para além de ser uma equipa na primeira divisão, vai com certeza, unir muito mais a cidade e aproximar mais as pessoas do clube.”

“É positivo uma equipa da região estar na primeira liga e é positivo para a cidade. Quando o União desceu, toda a cidade sentiu essa falta. As equipas que vieram jogar a Leiria traziam poucos adeptos e…quase passavam despercebidas. Com os grandes e todos aqueles que estão na Liga Sagres, será diferente. Para melhor, naturalmente...”

“Não foi boa, foi óptima! Estávamos divorciados do resto do futebol, e assim estamos a criar ventos maiores, de modo a que acho que é uma alegria para todos”.

“Claramente que sim, espero que a partir de agora mais gente vá ao estádio ver jogos do Leiria. Apesar de eu próprio também não ir. Mas pelo que li no jornal, sei que houve grande festa aqui em Leiria, pelo menos quatro mil pessoas estavam à espera deles no estádio, acho que é bastante bom para a cidade.”

Costa Alves 65 anos

Eduardo Torres

Isabel 29 anos

33 anos

“É óptimo! O futebol movimenta muita gente e quando os meios são pequenos, esse movimento transforma sempre os ambientes das cidades. Leiria é uma cidade pequena e, por isso, com jogos em Leiria dos clubes da Liga principal, a “vida será outra”. O que é muito bom”.

“Sim, foi bom, porque em primeiro lugar, é a nossa equipa, da nossa região. E tem de ser conhecida, e é bom para a cidade, em todos os níveis.”

“Sim, será bom para a cidade se houver a vontade de fazer alguma coisa por ela. E o melhor a fazer pela cidade é que todos os fins-de-semana o estádio municipal estivesse ao serviço do desporto. Mas todos os fins-de-semana! Porque se há a primeira divisão num fim-de-semana, no seguinte poderia haver a divisão de honra do distrito de Leiria. E a vontade de ir ver jogar o União será muito boa, mas convinha que não fosse só a cidade, porque a cidade é pequena e o bairrismo também é pouco.

Maria Helena Fernandes 45 anos

“Foi, eu já fui ver um jogo do União de Leiria com o Estoril, e eles ganharam 4-2 ao Leiria. E também costumo ir ver os jogos do Marrazes. Acho até que os mais pequenos subiram e os seniores estão em sétimo lugar, ou assim. E com a subida do Leiria foi uma festa de arromba.”


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ENTREVISTA

FÁTIMA VAI TENTAR O TÍTULO

“Temos argumentos para vencer a final” Tiago Ramalho

A vitória foi importante, permitiu ao Fátima a subida e também a possibilidade de disputar a Final com o Chaves. Que análise faz do jogo? Foi um jogo de final, mas sabíamos também que podia ser complicado, que as vezes nestes jogos um pequeno erro poderia ser determinante. Preparamos os jogadores para não cometerem erros e sabíamos que ao longo do tempo íamos tendo mais vantagem. A equipa do Carregado poderia perder fulgor ao longo do tempo. Não tivemos muito bem na primeira parte, mas na segunda estivemos bem, a equipa soltou-se. E aconteceu o que esperávamos: a equipa do carregado com menor rigor posicional, menor fulgor físico e se a equipa do carregado estivesse a perder ia ser difícil dar a volta. Mas quer pelo desenrolar da época quer pelos 2 jogos fomos justos vencedores.

Nuno Abreu / Imagereporter

Agora segue-se a final. Tinha alguma preferência de adversário?

Nuno Abreu / Imagereporter

Afirma Rui Vitória, Treinador do Fátima vamos conhecendo do adversário, mas sempre pensando que temos os nossos argumentos. Temos é de pô-los em campo e dessa forma vencer. É um jogo onde vão estar as duas melhores equipas do campeonato. Qualquer equipa pode ganhar. Essencialmente queremos jogar um futebol agradável e no final sair com a vitória. Que expectativas tem para a Liga Vitalis? Neste momento estamos numa fase de comemorações, ainda não tivemos disponibilidade para pensar na Liga Vitalis. E o clube terá agora de apresentar o seu projecto e a visão sobre a própria época.

Não, sabíamos que qualquer das duas equipas ia ser difícil. Temos de nos preparar para vencer qualquer equipa, em qualquer campo. Nestes últimos jogos não perdemos, mas na maioria dos jogos fomos vencedores e com prestações positivas. Esta equipa já se habitou a vencer. Não vai ser fácil, mas quem chega a este momento com capacidade de ser campeão nacional, mas o

nosso objectivo era subida. Tem algumas condicionantes para o jogo? Em princípio não. A partir de quarta-feira vamos trabalhar mais a sério. Mas não temos nenhu-

mas condicionantes, a não ser o Neto afastado já algum tempo. Como vai encarar a partida? É uma final. Vamos preparar a equipa para aquilo que

Acha necessária alguma alteração no plantel? É prematuro porque não sei se serei o treinador. So clube quiser, tudo bem. Se vier outra pessoa, o clube terá de pensar noutra estratégia. Portanto ainda não me posso pronunciar sobre isso.

ISMAEL:

“JÁ SONHAVA COM A SUBIDA” Ismael Gaúcho. O nome é brasileiro mas o futebol vai-se adaptando aos poucos à Europa. Com alguns golos importantes ao serviço do Fátima, este avançado que veio da Islândia espera ansiosamente pela Liga Vitalis, que poderá ser uma montra quer permita um salto para um clube maior. Por enquanto.. o Fátima. Após o resultado da primeira mão, ao Fátima bastava neste jogo um empate sem golos, mas conseguiram um resultado muito dilatado...

Bom, estamos muito felizes por termos ganho este jogo e desde que estou no Fátima já andava a sonhar com a subida de divisão para fazer historia, porque os grandes jogadores só são reconhecidos pelas vitórias. E estou muito feliz por ter subido e este jogo mostrou que não só usamos o empate a zero mas entramos em campo com golos e atitude.

trabalhar esta semana para o jogo de sábado.

Marcou um golo, mas poderia ter feito mais ao nível individual... Sim, podia ter feito mais, mas quando fiz o primeiro golo, o professor achou melhor fazer a substituição e no segundo tempo meteu o Paez para segurar a bola mais na frente. Mas são coisas do futebol e agora temos de

Que expectativas tem para a Liga Vitalis? É uma vitrina muito maior. Uma coisa é fazer 8 golos numa Segunda B, outra é fazer 8 golos na segunda liga. É muito mais vistoso para o jogador e para o clube.

Tem feito boas exibições. Há possibilidade de mudar de clube na próxima temporada? Eu ainda estou a conversar com o meu empresário. Até agora a direcção do clube não me contactou nem o empresário mas estou aberto a propostas.


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ENTREVISTA

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FÁTIMA SOBE À LIGA VITALIS

“A médio prazo Liga Sagres é sonho” Admite Luís Albuquerque, Presidente do Fátima

Nuno Abreu / Imagereporter

terminante nas vitórias, como os jogadores. Entusiasmado com a vitória importante que permitiu a subida do Fátima, Luís Abuquerque, Presidente do Clube, não falou do futuro mas admitiu que, a médio-prazo, o Fátima pode conseguir coisas boas, desde que hajam os apoios para tal. Venceram este jogo importante, que ditou a nova subida do Fátima à Liga Vitalis. Como está a preparação da próxima temporada? Não estou a encarar ainda. Deixem-me saborear esta vitória.”, declarou um Presidente feliz com o regresso do Fátima à Liga Vitalis. “Nós estavamos até aqui focados neste objectivo. Ainda não pensei, tenho algumas ideias na cabeça. Terei de falar com os outros elementos da direcção para delinear o que poderá ser a próxima época.

já esta atingido, com mais brilhantismo que esperavamos, que é a equipa de iniciados, o outro é a equipa de juniores, que está a um ponto de atingir o seu objectivo. Temos uma equipa de juvenis que subiu ontem à Primeira divisão distrital de juvenis, com o objectivo de a curto prazo ascender aos nacionais. Temos a equipa de infantis que foi campeã distrital. Melhor que isto é dificil, vindo de um clube que há 7 anos atrás tinha formação zero. Também queria aproveitar para deixar uma palavra de incentivo a todo o departamento de formação, cujo coordenador tem feito um excelente trabalho. Como é que sente o apoio dos adeptos, mesmo a jogar fora? O Fátima tem um problema grave, pois o domingo é o dia mais forte do comércio. E isso impede que às vezes as pessoas não acompanhem como

nós, queriamos a equipa, nomeadamente fora de casa. Mas o fundamental, o que realmente queremos é o apoio aqui em casa, que é muito importante para nós, deu-nos muito alento e é importante para que a próxima Época venha a ser preparada também para eles, que é para eles que trabalhamos. Há o sonho de o Fátima chegar mesmo à Liga Sagres? Eu acho que Fátima pode a médio-prazo, se as pessoas assim o entenderem, aspirar a um lugar desses. Mas depende de muitas coisas, depende do apoio das empresas, dos sócios, dos particulares, depende das instituições, Câmaras, freguesias.

Portanto se as pessoas se quiserem unir em nome de um clube que pode representar uma região, penso que poderá acontecer e acho que as pessoas ainda não interiorizaram isso mas penso que isso poderá acontecer a médioprazo. As palavras de Luís Albuquerque revelam grande ambição, mas acima de tudo, confiança numa equipa que tem vindo a construir e que poderá sonhar com paragens mais prestigiantes no mundo do Futebol. A confiança no treinador é também importante, pois o trabalho de Rui Vitória tem sido óptimo e a subida de divisão devese também muito a ele. Apesar de o futuro ainda estar escondido nos cofres da Direcção do Fátima, há uma certeza: A dedicação do Presidente assegura os adeptos que o seu clube não irá estagnar e o prestígio do Fátima manterse-á inabalável.

Como é que está a formação do Fátima? Está muito bem. O Fátima pela primeira vez este ano teve duas equipas a disputar os campeonatos nacionais.” O futuro está bem encaminhado para o Fátima, segundo o Presidente, e todos os escalões da equipa tiveram boas prestações, como o próprio adiantou. “ Os iniciados, que foram à fase final e os juniores que ainda estão a lutar para se manter na segunda divisão nacional. São dois objectivos que tinhamos para esta temporada, penso que um Um dos mais efusivos a festejar a subida, Héldon foi também um dos protagonistas no passado domingo, onde conseguiu marcar o golo inaugural e ainda sofreu a falta que originou o penaltie. Apesar da tenra idade, Héldon é já uma mais valia para a equipa de Fátima e também na Selecção de Cabo Verde. Fez um bom jogo, marcou um golo importante e sofreu a falta do penaltie. Que análise faz?

Nuno Abreu / Imagereporter

Em Fátima a festa ainda dura, mas os maiores festejos ocorreram no passado domingo, quando o Centro Desportivo de Fátima goleou o Carregado por 4-1, no Estádio Municipal de Fátima, na 2ª mão da meia-final do play-off, onde a subida à Liga Vitalis estava em jogo. A jogar em casa, o Fátima não facilitou em função do resultado da primeira mão (empate a uma bola) e avançou para uma óptima partida, com uma mão cheia de golos, onde não houve dúvidas quanto ao mérito dos vencedores. Mais que um jogo de futebol, a tarde de domingo teve muitos golos, muita festa e acima de tudo, muito desportivismo (bonito o momento em que todo o estádio aplaude os jogadores do Carregado). Mas como o futuro é que importa, amanhã o Fátima vai a Águeda disputar a final da II Divisão com o Grupo Desportivo de Chaves, que bateu o Penafiel por 1-0 na segunda mão do play-off. O jogo será às 17h e promete ser uma final emocionante, com duas equipas que ultrapassaram todos os adversários para chegar ao último desafio e, com a Taça ali tão perto, nenhuma quer vacilar. Luís Albuquerque, Presidente do Fátima, falou com o DESPORTOTAL, mostrando que espera grande presença da massa associativa do Fátima em Águeda, que funciona, segundo o próprio, como um 12º jogador e que por vezes é tão de-

Foi um jogo bom, onde nós fizemos tudo para subir de divisão, e tinhamos de dar tudo. Dependiamos disso para subir e correu bem. Como antevê o jogo com o Chaves? É mais um jogo para ganhar. Vamos entrar para sermos campeões e ganhar o trofeu é muito apelativo. Quais são as expectativas para a Liga Vitalis? São as melhores, vamos tentar a manutenção na próxima época. Onde é que fez a formação?

Fiz na Académica, desde os júniores e vim este ano para o Fátima. Como vê jogar por outro clube na próxima temporada? Ainda não pensei nisso, por agora sou jogador do Fátima e é isso que me interessa. E Selecção de Cabo-Verde? Temos um torneio agora em Julho, pelos sub-21. Já fui internacional A e espero que no futuro consigamos ter a nossa selecção no devido lugar, que é entre os melhores de África.


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III DIVISÃO

POMBAL E MARINHENSE, SORTES OPOSTAS

“LEÕES” CAIRAM EM CASA MARINHENSE QUER 1 PONTO

Verdade que os responsáveis pelo futebol do s pombalenses, sempre disseram que po interesse da subida “era relativo” e, antes de tudo, “o importante será por as contas em dia”. Acreditamos, mas pensamos sempre que o “patamar de cima” pode trazer mais receita para os cofres do clube... Curiosamente, mesmo havendo a possibilidade matemática de ainda poder fazer a festa, ninguém acredita que tal seja possivel Do lado do Marinhense, a aposta na subida, mau grado, também, alguns desaires sofridos - mas que nada alteraram graças a igual comportamento do outro “candidato”... - está assumida. Falta um ponto - a obter nos dois jogos que restam... - para a festa e tudo está preparado que ela aconteça já no próximo Domingo, muito embora o adversário esteja apostado em não servir de “bombo da festa” e, por isso mesmo, venha preparado para a “estragar”, que o mesmo será dizer, ganhar!

Numa atitude de apoio à equipa e no sentido de criar no Municipal da Marinha Grande uma moldura humana condizente, a Direcção do Clube determinou que os portões do

Estádio estejam abertos a quem quiser associar-se ao “empurrão” preciso para a equipa conseguir, de facto, arrecadar o pontinho que avalizará a subida! João Matias / Imagereporter

Pois é assim mesmo: o Sporting de Pombal, sério candidato aos lugares de subida - pelo calendário que tinha e, fundamentalmente depois do empate obtido na deslocação à Marinha Grande acabou por “matar” essa hipótese muito por culpa dos resultados negativos obtidos no seu ambiente, principalmente o da última jornada, ante o Vigor da Mocidade, último classificado!

João Matias / Imagereporter

Amanhã, frente ao B. de Castelo Branco, um ponto basta para fazer a festa!

Duas sortes diferentes, sem dúvida, mas com “culpas” próprias como justificação. Porém, à cautela - em futebol nunca se sabe - deixamos a interrogação: será desta, Marinhense? C.S.


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DISTRITAL

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SÉRGIO, GUARDA-REDES DO PORTOMOSENSE

“Vamos tentar alcançar Cid Ramos

O Guarda-redes Sérgio é uma das figuras em destaque no Portomosense, na caminhada que ditou o regresso à 3ªdivisão. Após a subida, Sérgio sonha, agora, com a conquista da Taça distrital de Leiria, para encerrar a época da melhor forma. Tem em Buffon e Vitor Baia as suas referências e, na próxima época, não garante ainda a continuidade em no Portomosense. Qual o significado da subida divisão? Tem um significado especial, porque era um objectivo definido no início da época. É um momento bastante feliz para o clube, até porque o lugar do Portomosense não é nos distritais, mas sim nos campeonatos nacionais".

Carlos Barroso / Imagereporter

A continuidade da maioria do plantel foi decisiva para a subida? Sim. Porque a maioria dos nossos jogadores tem experiência em campeonatos nacionais

Helder Ferreira / Imagereporter

a dobradinha” e isso dá-nos outro ritmo competitivo na minha opinião, mas também tivemos a sorte de ir buscar bons jogadores para reforçar a equipa e todos juntos, alcançamos a subida. Qual o segredo para a subida? Talvez tenha sido prepararmos convenientemente a época. Sabíamos que tínhamos um bom lote de jogadores e conseguimos formar uma boa equipa, com a ajuda do mister Rui Bandeira.

Quem é sua referência como guarda-redes a nível internacional? E nacional? Para mim Buffon é o melhor guarda-redes do mundo. Falese muito ou pouco dele, considero-o o melhor na baliza. A nível nacional, Vítor Baia é a minha referência. Era um guardaredes de muita classe e transmitia muita segurança à equipa.

Agora o objectivo é a conquista da Taça Distrital de Leiria? Sim. Vamos tentar alcançar a dobradinha nesta temporada, o que seria um feito notável para o clube. Sabemos que vamos defrontar um adversário complicado, mas tudo faremos, para chegar à final e conquistar o troféu. Vai permanecer no Portomosense? Ainda não posso confirmar a minha continuidade no Portomosense. Vamos ver se surge alguma proposta ou não, mas em princípio vou permanecer no clube.

Quais são as suas ambições? As minhas ambições por tentar chegar o mais alto possível, embora me sinta bem no Portomosense. Gosto do clube, mas como todos os jogadores, tenho a ambição de conseguir a um clube de um patamar superior.

Bilhete de identidade

Mas devido à boa época que fez espera ter convites? Considero que realizei uma das melhores temporadas da

carreira e com isto ajudei o Portomosense a subir de divisão, que era o objectivo principal. Em relação aos possíveis convites, até ao momento não sei de nada.

Nome: Sérgio Carvalho Fonseca Data de Nascimento: 20-10-1983 Naturalidade: Leiria Altura: 1.80 Peso: 80 kg Clubes que representou: Marrazes, Arcuda, Bidoeirense, Portomosense

JUNIORES DO RIO MAIOR “TAPARAM” BURACO...! Não importam os números com que terminou o encontro entre Rio Maior e Sintrense. Para a história, ficarão os 16-1 oerfeitamente inusuais nos tempos que correm. Mas a história não deverá esquecer-se de mencionar, também, junto ao resultado, que a equipa da casa não foi a “normal”, por que os elementos deessa tinham terminadpo há poucas horas uma greve de fome às portas do Estádio, por falta de muitos meses de vencimentos!n Eram profissionais ? Que importa isso agora? tudo há-de ser averiguado e esclarecido. O que importa, sim, é que a equipa que sofreu a goleada foi a dos juniores, chamada à ultima hora para “tapar um buracão”e desgastada por, menos de vinte e quatro horas antes, ter jogado em Porto de Mós, contra os juniores locais”. Se houvesse um minimo de justiça e de interesse em coloocar a verdade desportiva à tona de água, já estaria a mexer um inquérito qualquer... Como não há...


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DISTRITAIS

União de Coimbra conquista a Taça da A.F.Coimbra pela primeira vez nos seus 90 anos de história

Em tempos de crise, “dobradinha”

é um prato acessível C.F.MARIALVAS 0 - C.F.UNIÃO DE COIMBRA 2

Não podia terminar da melhor forma a época para o União Futebol de Coimbra. Depois de garantir o título de campeão da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Coimbra, os unionistas saborearam a típica "dobradinha", depois de baterem o Marialvas na final da Taça do distrito, título conquistado pela primeira vez na história do clube.

Carlos Jorge Monteiro / Imagereporter

Depois de um campeonato onde, incontestável e reconhecidamente foram a melhor equipa, esperava-se que o União de Coimbra conseguisse vencer mais um troféu, o que acabou por acontecer, muito por culpa da qualidade da sua equipa, que foi sempre superior ao adversário, controlando praticamente toda a partida. Num bem tratado relvado do Municipal de Tábua (apesar da muita chuva que caiu durante todo o dia), os comandados de Pedro Ilharco foram quase sempre a melhor equipa cedo começando a ameaçar a baliza de Rodrigo e, a dois minutos do intervalo, as in-

MARIALVAS: Rodrigo; Bártolo, Costa, Fernando e Miguel; Lucas, João Filipe e Zé Novo; Arlindo "cap.", Ruben e Tiago. Substituições: Fernando por Samuel (54m) e Arlindo por Hugo (63m) Treinador: Pedro Costa

Carlos Jorge Monteiro / Imagereporter

Eduardo Marques

Jogo disputado no Estádio Municipal de Tábua Assistência: Cerca de 500 espectadores Árbitro: Luís Rocha Assistentes: Ivo Coelho e Telmo Galvão

UNIÃO DE COIMBRA: Marcos; Luís Paiva, Rui Costa, João Guilherme e Alex; Miguel Marques "cap.", Lebres e Diogo Nogueira; Daniel Gonçalves, Marito e Bandeira. Substituições: Diogo Nogueira por Diogo Gonçalves (59m), Marito por Moita (65m) e Daniel Gonçalves por Ivan (75m). Treinador: Pedro Ilharco

tenções unionistas eram postas em prática, por intermédio de Alex, que depois de sucessivas tentativas de remates dentro da área, consegue abrir o activo. A segunda parte não foi muito diferente, com o Marialvas a pouco conseguir fazer para contrariar o domínio contrário. Mas a festa só seria feita ao minuto 82, quando Moita, aparece bem no centro da área, e corresponde a um cruzamento da esquerda de Bandei-

ra, introduzindo o esférico no fundo das redes de Rodrigo, fazendo o golo que fecharia o placard. O União de Coimbra foi um justo vencedor da Taça da Associação de Futebol de Coimbra, numa partida nem sempre bem disputada. A arbitragem esteve em bom plano. No final da partida, Pedro Costa, treinador do Marialvas, era um técnico resignado: "Foi uma vitória justa do adversário, devemos admiti-lo. Tentámos esforçarmo-nos ao máximo, demos tudo o que tínhamos, mas a verdade é que não conseguimos. O União foi melhor equipa, para além de terem um excelente conjunto, e mostraram novamente porque fizeram tão boa época." Naturalmente bem mais satisfeito estava Pedro Ilharco, treinador do União de Coimbra: "Penso que fomos uns justos vencedores. Foi uma partida que dominámos durante grande parte do tempo, tentámos fazer um golo cedo, para baixar os níveis de ansiedade, mas não conseguimos. Ainda assim, o facto de termos ido para o intervalo em vantagem foi positivo, e permitiu-nos encarar a segunda parte de uma forma mais tranquila, na perseguição daquilo que era o nosso objectivo, que era a con-

quista da Taça. O Marialvas jogou com um bloco muito recuado, tentado explorar o contra ataque, mas penso que nós estivemos bem, controlando sempre as operações. Pelo que lutámos, e pelo futebol que praticámos, penso que somos os justos vencedores, apesar do Marialvas ter sido um adversário muito digno, o que valoriza ainda mais a nossa conquista." Um dos obreiros desta conquista, e que acabou por levantar o troféu, foi Miguel Marques, capitão da equipa vencedora: "Acho que foi uma vitória justa. Tivemos quase sempre o domínio do jogo, e apesar dos golos só aparecerem quase no fim de ambas as partes, fomos sempre a equipa mais perigosa e que mais vezes esteve perto de marcar. Este é o culminar de um trabalho que iniciámos em Agosto, e fazendo este balanço, estamos todos muito contentes e com o sentimento do dever cumprido. Esta é uma dobradinha histórica para o clube, o que enaltece ainda mais a nossa temporada, e deixa os jogadores muito gratificados. Relativamente ao futuro, vamos ver o que os dirigentes decidem. Eles é que têm que definir os objectivos a alcançar!"

Marcadores: 0-1, por Alex, aos 43 minutos; 0-2, por Moita, aos 82 minutos. Disciplina: Cartão amarelo para Lucas (20m), para Miguel Marques (24m), para Arlindo (50m), para Rui Costa (70m) e para Bártolo (76m).

Quem também acedeu a comentar ao DESPORTOTAL esta vitória, foi o presidente do União de Coimbra, Carlos Félix, que, logicamente, ficou muito satisfeito com a sua equipa: "Sim, estou muito feliz. A equipa esteve muitíssimo bem, não só nesta final, como também em toda a época, e a direcção ficou muito satisfeita com esta época. Julgo que somos uns justos vencedores, com uma vitória clara e inequívoca, tendo ficado uma vez mais demonstrado todo o valor e carácter desta equipa. Foi o culminar de uma época brilhante, não só para os seniores, como para a restante formação, e vamos tentar fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que mais conquistas aí venham. Estamos a tentar resolver os problemas financeiros do clube, e esperamos que, com o auxílio da Câmara Municipal de Coimbra e outras entidades, tudo esteja em conformidade para participarmos, por direito próprio que nos assiste, na III Divisão Nacional da próxima temporada. Aí, contamos com esta equipa técnica e com a maior parte dos jogadores".


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FUTEBOL

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Secção de futebol da Académica subiu à Divisão de Honra da AF Coimbra

Prémio de subida? Porco no espeto para todos Paulo Rodrigues Nesta equipa não existem ordenados em atraso. Porque, pura e simplesmente, não os há. Os jogadores até se podem dar ao luxo de entrar em campo com a capa de estudante, por cima do equipamento, como sucedeu no último sábado, porque todos frequentam o ensino superior e a esmagadora maioria, a Universidade de Coimbra.

Carlos Jorge Monteiro / Imagereporter

Bastam estes factos para ver que estamos perante uma equipa diferente das demais: a partici-

par nos campeonatos distritais da Associação de Futebol de Coimbra, a secção da Associação Académica de Coimbra garantiu no último sábado, frente ao Lagares da Beira, a subida à Honra distrital - quando ainda faltam disputar duas jornadas. "Era o nosso objectivo", refere o presidente da secção Rui Pita. Composta exclusivamente por estudantes do ensino superior, esta Académica - que muitos consideram "a verdadeira", mas que Rui Pita prefere não classificar, para evitar polémicas com o Organismo Autónomo de Futebol -, é 100 por cento amadora. Nem poderia ser de outra forma.

Carlos Jorge Monteiro / Imagereporter

A Secção de Futebol da Académica (SF/AAC) carimbou no último fim-de-semana a subida ao principal escalão do futebol distrital de Coimbra. A festa da subida terminou já noite dentro, com um porco no espeto. Foi o prémio de subida para quem joga por puro prazer.

Ainda assim, o amadorismo implica ter alguns milhares de euros para aguentar uma época desportiva inteira. Por alto, Rui Pita estima que "tenham sido gastos cerca de 15 mil euros, entre inscrições, alimentação e deslocações. E desta verba nem saiu qualquer fatia para prémios de subida. Festejouse o feito com um porco no espeto, que reuniu a família académica noite dentro, logo a seguir ao jogo da consagração." "Os atletas jogam pelo prazer de representar a Academia, nada mais. O porco no espeto, no final do jogo, não foi apenas um prémio para eles, mas também para todos que os costumam acompanhar", explica o dirigente. "O segredo do sucesso residiu," no seu entender, em dois factores: a manutenção do treinador Bruno Fonseca (que chegara à secção quase no

final da época anterior) e a assiduidade dos atletas aos treinos - não havendo remuneração, também não pode haver multas por falta de comparência. "O treinador foi uma aposta ganha e já o convidámos a continuar, mesmo antes de garantirmos a subida de divisão. Quanto aos treinos, dantes havia uma quebra grande em Janeiro, por altura dos exames, mas este ano a assiduidade foi muito positiva", adianta. Para o ano, os gastos vão aumentar um bocadinho. Mas nada que preocupe o presidente da secção, que apenas pede… "a manutenção o mais rapidamente possível". Mas antes há que definir a situação do treinador, esse sim "o primeiro objectivo". Por agora, Bruno Fonseca não fala do seu futuro. No final da partida do último sábado, quando confrontado com a

sua situação, o treinador apenas disse: "Ainda não decidi, mas comigo ou sem mim, sei que estes atletas se vão portar muito bem na Divisão de Honra". Aposta nos escalões de formação Esta época não ficou só marcada pelo regresso ao campeonato maior do futebol distrital. Também se assinalou o nascimento de duas novas equipas na secção: escolas e infantis, que disputaram os respectivos campeonatos da AF Coimbra. Uma outra começou a formar-se, de seniores fe-

mininos, mas ainda não participa em provas oficiais. "Passamos de 25 para 140 atletas", esclarece Rui Pita, que mais uma vez se recusa a alimentar polémicas com o Organismo Autónomo de Futebol, que não terá visto com bons olhos outras "Académicas" no futebol juvenil. "O OAF tem o seu espaço e vocação próprios. O nosso objectivo é proporcionar aos estudantes a prática do futebol", sublinha, em jeito de ponto final numa "polémica estéril". Em 2009/2010, mais uma equipa vai nascer: no escalão de iniciados, onde já decorrem treinos de captação. Mas o objectivo mais ambicioso é levar a equipa sénior que participará no campeonato nacional universitário (no fundo, quase a mesma que disputa o campeonato distrital, sem os atletas que não frequentam a Universidade de Coimbra) ao título de campeão. "Vimos este ano que as outras equipas estão ao nosso alcance. Por isso, vamos assumir o objectivo de sermos campeões nacionais", conclui.


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29 MAIO 2009

MODALIDADES

DIVISÃO DE HONRA:

Pilado fica mais um ano, Caranguejeira e Vieirense descem P.A.T À partida para a última jornada da divisão de Honra, com o Portomosense campeão, três equipas lutavam para escapar às duas vagas por preencher para a 1ª Divisão Distrital na época 2009/2010: o Pilado/Escoura, da Marinha Grande, o Caranguejeira e o Vieirense. Para o Pilado, as coisas estavam mais ou menos garantidas, pois bastava no minimo um ponto frente ao adversário desta última jornada, o Nazarenos. Logo, as coisas estavam mais ou menos facilitadas, pois os seus adversários iriam ter deslocações complicadas e contas mais difíceis de se fazer. Como o Vieirense, que para permanecer, teria de apelar ao milagre, pois não só teria de vencer, como os seus adversários teriam de perder por muito. Num jogo por vezes mal jogado, face a um relvado que não estava nas melhores condições, foi através do erro que os golos apareceram: aos 38 minutos, Ruben aproveitou um erro do lateral nazareno para cruzar largo e surgir Rodrigo, que rematou para o fundo das redes

adversárias. As coisas já de si facilitadas, resolveram-se logo ali. E mesmo com o golo do empate nazareno, aos 65 minutos, por Tiago Lopes, um jogador ainda em idade de júnior, o Pilado nunca esteve verdadeiramente aflito, pois nesta altura, já se sabia que o Caranguejeira estava a perder por 2-0 frente ao Guiense (apesar do jogo ter estado interrompido mais de uma hora devido à grave lesão de um jogador) da vantagem do Vieirense por 4-2 frente ao Figueiró dos Vinhos. Mesmo assim, o Pilado continuou ao ataque e aos 73 minutos, após outro erro da defesa nazarena, Ruben atirou de ângulo fechado e marcou o 2-1 final. No final da partida houve algum sururu entre jogadores, que acabou com a expulsão do avançado Rodrigo. Mas logo a seguir, a tensão acumulada explodiu em alegria efusiva, com todos os jogadores, equipa técnica e presidente a abraçarem-se no meio do campo e a comemorarem com uma fotografia de grupo a permanência por mais um ano na Divisão de Honra da AF Leiria.

Os técnicos tinham opiniões diferentes. José Ricardo (Pilado/Escoura) "Foi um jogo sofrido. Tinha uma carga emocional grande. Há muitos jogadores dos Nazarenos que moram na Marinha Grande, um jogador dos Nazarenos que até Dezembro jogou connosco, portanto, muita coisa estava em jogo. Sabíamos que o empate nos bastava para permanecer, mas queríamos a vitória, convinha ganhar para dar uma alegria aos nossos adeptos. Quanto à época que

fizemos, foi sofrida e gostaria que tivéssemos terminado com mais cinco ou seis pontos daqueles que alcançamos, mas no final atingimos os nossos objectivos". José Carlos (Nazarenos) "Resultado é injusto para o futebol que praticamos aqui. O nosso adversário teve sorte, pois aproveitou os nossos erros defensivos para marcar os seus golos. Logo, tive jogadores que se desconcentraram nos momentos decisivos, e isso em futebol não pode acontecer. O empate deveria ter sido um melhor resultado."

1ª DISTRITAL ZONA NORTE

Manuel Ferreira é o novo presidente Paulo Borges de saída da Ranha A AD Ranha é uma das desilusões na primeira distrital-Zona Norte, numa época que em ambição da formação do concelho de Pombal, passavam por obter um lugar na parte de cima da tabela. Em declarações a DESPORTOTAL, Paulo Borges deu a conhecer que não deve permanecer no comando técnico da Ranha. "Em princípio não vou permanecer no comando técnico, porque foi uma época muito negativa e acho que não devo continuar no clube", salienta. A Ranha é um das desilusões do campeonato e Paulo Borges realça que " sabíamos que o campeonato iria ser mais forte nesta temporada, mas nunca pensei, que tivéssemos uma prestação tão fraca. Na minha opinião, o jogo do Ansião marcou a época para nós, porque fizemos provavelmente o nosso melhor jogo e acabamos por perder. Esse jogo provocou um desânimo muito grande na minha equipa e durante o resto do campeonato, a minha equipa nunca mais se encontrou." Amanha a Ranha despede-se do campeonato, num jogo diante

da União Matamourisquense. Paulo Borges espera vencer, para desta forma terminar da melhor maneira a temporada. "Numa temporada negativa, espero terminar o campeonato com uma vitória. Na primeira volta perdemos diante da U. Matamourisquense, mas desta vez, esperamos que o resultado seja diferente", remata. Em Junho a Ranha vai viver um período eleitoral e Manuel Ferreira vai ser o próximo presidente do clube. De saída está Adelino Ferreira. O até agora presidente do clube faz um balanço positivo do seu mandato. "Conseguimos reduzir o passivo de 100 mil euros para 30 mil euros e acho que esta foi uma das grandes vitórias desta direcção que em Junho cessa funções. Quando entrei para a direcção do clube, ninguém queria assumir a presidência do clube, devido ao elevado passivo que tinha, mas neste momento já há uma direcção definida para entrar no clube e isso deixa-me extremamente satisfeito", realça. Cid Ramos

FUTEBOL JOVEM FINAL DA TAÇA DISTRITAL DE JUNIORES (2-3 g.p.) A Final da Taça Distrital de Juniores teve lugar no passado sábado, nas Caldas da Rainha, onde o Ginásio de Alcobaça defrontou o Grupo Desportivo Guiense, num jogo emocionante, onde foi preciso mais que 90 minutos para que o vencedor triunfasse. Com o resultado final de 2-2, foi necessário proceder-se ao

desempate por grandes penalidades, onde o Guiense foi mais feliz (mas também com mérito dos jovens jogadores, que na hora da verdade não vacilaram). Três penalties bem convertidos para a equipa da Guia e somente dois para os jovens de Alcobaça, decidiram o detentor da Taça desta temporada.


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DISTRITAIS

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JOGO ESTEVE INTERROMPIDO UMA HORA

Falta de ambulância e paramédicos arrastam socorros mais de uma hora! O jogo do passado Domingo entre o Guiense e o Caranguejeira, a contar para a 30ª e última jornada na Divisão de Honra da AF Leiria, foi marcado não só pela descida do Caranguejeira à I Divisão Distrital, como também pelo susto passado pelo avançado do Guiense, Joni Alberto. P.A.T

O incidente ocorreu ao minuto 26 da segunda parte, quando o jovem avançado de 20 anos partia para a baliza adversária e chocou com estrondo com o guardaredes Tiago Civito, caindo de cabeça e perdendo momentaneamente os sentidos. O lance assustou todos os que assistiram ao lance no Campo das Cabecinhas, a casa do Guiense.

"Após o choque, o nosso guarda-redes chutou a bola para fora e chamou o árbitro. Quando verificou a gravidade da situação, mandou parar o jogo e chamou os enfermeiros", afirmou o presidente do Caranguejeira, Rui Carreira. O jogador perdeu momentaneamente os sentidos e esteve imobilizado no local durante mais de trinta minutos até à chegada da ambulância do INEM, pois no local não existia uma presente. O jogador foi imobilizado pelos mé-

dicos e transportado logo de seguida para o hospital, onde os médicos suspeitavam de uma fractura na zona lombar, mas após aturados exames, os médicos já informaram que ele só teve uma contusão. "Felizmente os piores receios não se confirmaram. O Joni teve uma contusão cervical, mas os médicos não detectaram mais nada de especial. Passou a noite em observação e encontra-se em repouso absoluto, os médicos devem dar alta a

qualquer momento", afirmou Carlos Duarte, chefe do departamento de futebol do Guiense. Sabendo-se da importância da partida, pois jogava-se a manutenção de uma das equipas na divisão principal do futebol distrital, e como os regulamentos só concedem uma interrupção de 15 minutos em situações deste género, o jogo não teria condições para ser reatado após uma hora de interrupção. Porém, o árbitro perguntou aos delgados de ambas as

equipas se queriam jogar os minutos que restavam, algo que foi aceite por Guiense e Caranguejeira. "Como faltavam ainda uns vinte minutos para terminar o jogo, o árbitro perguntou se queriam jogar imediatamente os minutos que faltavam ou se fosse adiado para outra altura. Ambas as equipas concordaram no reatamento do jogo", continuou o presidente do Caranguejeira, que estava no campo como delegado. Algo que Car-

los Duarte confirma: " O árbitro do jogo entrou em contacto com um representante da Associação de Futebol de Leiria acerca do reatamento do jogo. Como nesta altura isso não afectaria a classificação final do campeonato, achou-se por bem jogar os minutos que faltavam", concluiu. O Caranguejeira acabou por perder o jogo por 2-0 e em consequência desceu à 1ª Divisão Distrital, em conjunto com o GD Ilha e o Vieirense.

DIVISÃO DE HONRA

DIVISÃO DE HONRA

Meirinhas garantiu pela primeira vez “Devíamos ter feito mais” permanência na Honra Acácio Domingues, treinador da Ilha Três pontos conquistados em trinta jornadas, foi o pecúlio da formação da Ilha, ao longo de todo o encontro. O último lugar e mais do que isso, nenhuma vitória alcançada no campeonato, traduzem uma péssima campanha.

Desde cedo se sabia das dificuldades que a formação de Acácio Domingues ia passar, mas nunca se imaginava uma campanha tão negativa. O técnico ilhense considera que “a época é extremamente negativa. Ficamos muito aquém do esperado. Tínhamos a obrigação de ganhar pelo menos um jogo, e não fomos capazes. Foi uma época de aprendizagem para todos e foi óptimo para todos, poder estar entre as melhores equipas do distrito, mas

volto a salientar que podíamos ter feito mais em prol do clube”. Em relação à sua continuidade no clube, o técnico realça. “Estamos numa fase de rescaldo. Há que analisar o que foi feito e verificar se é bom para o clube a minha continuidade ou não. A equipa está muito fragilizada, devido a uma época muito negativa, por isso ainda é cedo para dizer algo”. conclui.

Pela primeira vez no seu historial, o Meirinhas alcançou a manutenção na divisão de Honra. Desde o início da temporada, a formação de Paulo Silva deu mostras de ter argumentos para a concretização deste objectivo. O técnico Paulo Silva salienta que "foi um feito para o clube, dado que, nunca tinha conseguido manter-se na divisão de Honra. Foi uma alegria muito grande para as Meirinhas, numa época, em que a divisão de Honra foi deveras competitiva e uma das mais fortes de sempre". O técnico reconhece ainda que " a par da Ilha

éramos as únicas equipas com pelado, enquanto as restantes jogavam todas em relvado. Esta foi mais uma contrariedade que tivemos que enfrentar, mas os meus jogadores foram guerreiros e souberam dar a volta ao texto". Quanto ao facto de ser o primeiro treinador a conseguir a manutenção, Paulo Silva mostra-se natural-

mente satisfeito. "é um facto que fui o primeiro treinador a conseguir manter a colectividade no principal escalão do distrital e isso naturalmente encheme de orgulho. Já estou há dois anos no clube e sempre conseguimos concretizar os objectivos", remata. Cid Ramos


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29 MAIO 2009

ENTREVISTA

MANUEL FERNANDES: DO “INFERNO” AO “CÉU” EM 23 JORNADAS!

“NÃO CHAMEM SORTE A TODO O TRABALHO QUE FIZEMOS!” Sérgio Claro / Imagereporter

"…quando cheguei, a maior parte dos jogadores não aguentava mais do que 40 minutos, ao ritmo necessário para recuperar! Isto preocupou-me muito!" Por Costa Santos

Contas e mais contas. Vitória aqui, acolá, empate além…e derrotas poucas, para não estragar quem queria fazer as contas da subida… Porém, mau foi o começo. Em vinte e um pontos possíveis, só sete ficaram para as contas finais. Os restantes…sumiram-se por aí, em partidas mal jogadas, remates longe do alvo… De Angola veio a esperança. Manuel Fernandes de seu nome. Avesso à palavra "milagre", nada vocacionado para facilidades mas…empenhadíssimo num trabalho que, tarde ou cedo, acaba sempre por render os seus frutos. Mas…a subida… Vamos por partes: levantar o moral das "tropas", primeiro; engendrar a estratégia, depois e, então sim, partir para o assalto aos lugares de acesso. Confiante, transmitiu confiança; sereno, espalhou a serenidade e capaz, tirou o rendimento máximo dos que tinham o dever de espelhar no campo as ideias do mister! Houve quem não acreditasse; quem se limitasse a desejar um lugar a meio da tabela, mas o bom do Manel, sem dizer nada a ninguém, queria a subida, acreditava nela, apostava na glória! E, pé ante pé, vencendo e convencendo, contagiou uma cidade, uma população, fê-la acreditar. Ainda bem. Por isso…a União regressou ao seu lugar. Mas, e aqueles escassos sete pontos, quando chegou, não assustaram? "Sinceramente, não foram os poucos pontos que tínhamos que ma causaram preocupação. Podíamos ter 8 ou 9 pontos de diferença que…íamos para a luta. O que me assustou, isso sim, foi a descrença que senti na equipa e a deficiente condição física de todo o grupo. Como conheço muito bem a Liga Vitalis, senti que era necessário, fundamental, termos um ritmo competitivo mais

elevado mas, naquela condição e pondo em prática o tal ritmo, a maior parte dos jogadores não aguentava mais do que 40 minutos! Isto preocupou-me muito e, antes de tudo, importante era dar for-

"Nunca deixei de acreditar num campeonato excelente; Sempre demonstrei a minha enorme confiança. E dizia isso ao grupo, sempre com um discurso positivo. Se calhar…um pouco mais positivo daquilo que eu pensava pudesse acontecer" ça física à equipa. Falámos todos e aproveitando uma paragem de duas semanas, fizemos um trabalho físico espectacular. Posso dizer-lhe que, nesse instante, começou a nossa recuperação!"

Tudo mais fácil quando há "pulmão"… "Sem dúvida que sim. Naturalmente aparecem as rotinas tácticas, a assimilação do que se pretende é muito mais fácil! Arrancámos para uma segunda volta espectacular, fantástica. Depois do jogo com o Olhanense à 13ª jornada, só averbámos mais duas derrotas! Foi fácil perceber quer tinha ganho uma equipa. Mas não chamem sorte a todo o trabalho que fizemos! " Como diz o brasileiro "pensamento positivo" é meio caminho… "Vamos por partes: nunca deixei de acreditar num campeonato excelente; Sempre demonstrei a minha enorme confiança. E dizia isso ao grupo, sempre com um discurso positivo. Se calhar…um pouco mais positivo daquilo que eu pensava pudesse acontecer, mas não podia ser de outra forma! Sabe porque pensava assim? Por que à medida que as jornadas iam passan-

do, a equipa estava melhor em tudo e poderíamos chegar a qualquer campo e ganhar!" Segredo? "Tirar o máximo rendimento das características dos jogadores e utilizar um sistema que entroncasse na perfeição nessas mesmas características! Repare numa coisa: acabámos o campeonato em crescendo. Fomos a única equipa que estava melhor, muito melhor, à medida que nos aproximávamos do fim, enquanto os restantes…caiam. Não é fácil recuperarmos 17 pontos ao Santa Clara e nós conseguimo-lo! É verdade: chegámos a ter 15 pontos de atraso…" Cidade-Clube. Afinal…há amor mútuo! "Quando cheguei prepararam-me para esse "divórcio". As pessoas não iam ao estádio, estavam afastadas do clube. Avisei os jogadores e disse-lhes que teríamos de ser nós a inverter a situação.


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ENTREVISTA

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DOIS FACTOS, DUAS “ESTÓRIAS”

DA “CARECADA” À RUPTURA DOS GÉMEOS! As festas têm "praxes", promessas, rituais. Uns deixam crescer a barba, outros…rapam o cabelo! " Foi uma "boca" do grupo, uns dias antes e eu, naquela "boa onda", concordei. Mas confesso que pensei, no calor da festa, no meio daquele entusiasmo, que se tivessem esquecido disso. Qual quê…Ainda no meio da confusão e já meio coxo, houve quem desse o alerta e…pronto, aconteceu o rapanço. Com todo o gosto, deixe-me dizer…"

Sérgio Claro / Imagereporter

E aquele salto que…acabou em queda? "Estava concentradíssimo nos movimentos do árbitro. Sabia que poderia apitar a qualquer momento, seguia-o com o olhar e quase a correr como ele e, quando apitou, saltei e…lá se foram os gémeos. Estendi-me ao comprido! É uma lesão grave, mas como sei que o treinador não conta comigo para jogar, tudo bem!"

Como ? ganhando, jogando o melhor possível, dando-lhes alegrias. E isso aconteceu a partir de certa altura. Já vi gente na Covilhã, na Póvoa e por aí fora. Depois…houve gente no jogo com o Olhanense, em Oliveira de Azeméis, frente ao Feirense e…em Aveiro! Isso foi determinante. Como determinante foi o apoio da Administração, sempre a nosso lado e com as contas em dia. Que melhor galvanização poderíamos desejar ?"

Enfim…o jogo de Aveiro. Nervos, ouvidos noutro "lado"… "Pedi concentração no jogo e não pensassem no outro, em Vila da Feira. Entrámos bem, muito bem, quisemos resolver o jogo na 1ª parte. Eu sabia que tinha de ser assim porque, no segundo tempo, íamos quebrar um pouco. Há coisas que por mais que se recomende evitar, não se consegue: a ansiedade." Está a falar na manifestação da bancada ao golo do Feirense ? "Estou. E sabe o que aconteceu à equipa ? Bloqueou. Isso mesmo: blo-

Sérgio Claro / Imagereporter

"Acabámos o campeonato em crescendo. Fomos a única equipa que estava melhor, muito melhor, à medida que nos aproximávamos do fim"

queou! Por isso sofremos mais do que prevíamos, na ponta final do jogo. Deixámos o adversário galgar terreno. Mas aí…foi vital a entrada do Wagnão para o lugar do André Santos, esgotadíssimo. O Wagnão bloqueou todo o jogo do Beira Mar e a partir do momento que desataram a bombear bolas para a nossa área não mais causaram problemas."

A festa…a recepção… "Indescritível! Afinal há gente em Leiria que gosta de futebol e do clube! Não escondo que não esperava uma recepção com tanta gente e com tanto entusiasmo! Não tenho dúvidas que houve um reconhecimento ao mérito que tivemos. Não irão esquecer este grupo. Mas também mostraram que sabem que o suces-

so só se atinge quando todos puxamos para o mesmo lado!" França para…descontrair… "Vamos a Paris disputar um torneio, representar com dignidade este clube e esta cidade mas, perdoem-me, também nos iremos divertir um pouco! Será um Torneio em festa!"


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FUTSAL Taça Nacional de Juniores/Série B

1.ª DISTRITAL - AP 3º CLASSIFICADO

NSPombal vence Caldas SC e sobe à Divisão de Honra Bruno Fernandes Com esta vitória, a formação de Pombal contrariou o favoritismo dos Caldenses que apostaram forte esta época. Com a subida de divisão garantida, os Pombalenses vão, na próxima época, disputar pela primeira vez na sua história a Divisão de Honra, fazendo companhia às formações do Burinhosa (campeão) e do Anços. "Trabalhámos toda a época parta conseguirmos este objectivo" Ricardo Mota, mais conhecido no mundo do futsal por Rijkaard, em declarações ao DESPORTOTAL, mostrouse um homem satisfeito com o feito alcançado pela sua equipa. " Trabalhámos toda a época para conseguirmos este objectivo e neste momento encontramo-nos bastante satisfeitos". Em ralação à partida em si e à surpresa que causou para muitos ao eliminar a formação do Caldas o técnico do NS Pombal salientou que sem o esforço de todos isso não seria possível. "Tanto eu como a equipa tínhamos confiança que podíamos discutir o resultado e chegar lá e fazer um bom jogo, mas sabíamos também que ia ser bastante com-

D.R.

No passado sábado, em jogo disputado no pavilhão de Porto Mós, o Núcleo Sportinguista de Pombal, 2.º classificado da série norte da 1.ª divisão, venceu o Caldas Sport Clube, 2.º classificado da série sul por 2-1.

Casal Velho empata, Académica vence Na série B da Taça nacional de juniores de futsal, a formação do Casal Velho recebeu o Vale de Cambra e não foi além de um empate 1-1, sendo que continua na 4.ª posição, agora com 7 pontos alcançados. A Académica continua firme na frente e voltou a vencer, desta feita a vítima foi o Retaxo por 3-2. Com esta vitória a Académica tem agora 22 pontos alcançados e continua no primeiro lugar isolado da tabela. No próximo Domingo disputa-se a 9.ª jornada onde o Casal Velho desloca-se ao terreno do Manteigas e a Académica vai a Vale de Cambra. B.F.

Taça Nacional de Juvenis/Série B

Académica e Barreiros empatam a uma bola

plicado porque eles eram uma equipa que apostou muito forte este ano e tinha intenções de subir de divisão. Com o esforço de todos conseguimos contrariar um certo favoritismo que eles detinham", disse Ricardo Mota. No que diz respeito à próxima época, Ricardo mota deixou claro que o clu-

be pretende fazer uma época tranquila. " Os objectivos do ano que vem é tentar dignificar o clube e a cidade de Pombal e fazer uma época tranquila. Vai ser a nossa primeira época na Divisão de honra e vamos tentar fazer o melhor possível", concluiu.

Na série B da Taça nacional de juvenis de futsal, a formação do Barreiros recebeu a Académica e conseguiu um precioso empate a um golo, tendo agora quatro pontos conquistados, continuando, ainda assim, no último lugar da tabela, mas ainda a poder sonhar com a qualificação para a fase seguinte. No que diz respeito à Académica de Coimbra, com este resultado, a briosa continua no 1.º lugar da tabela, agora com 9 pontos conquistados e cada vez mais perto da qualificação. Amanhã realiza-se a 6.ª jornada que colocará frente a frente as formações da Académica e do CC Barro, bem como as formações da C:B. Viseu e dos Barreiros. B.F.

SÉNIORES FEMININOS - TAÇA NACIONAL /SÉRIE C

Golpilheira goleia, CE Fátima é goleado No sábado passado disputou-se a 5.ª jornada da Taça nacional de seniores femininos. Na série C, série onde se encontram os representantes regionais de Leiria, a Golpilheira continua de vento em popa e mostrou a sua força ao golear sem dó nem piedade a formação do Posto Santo por 20-1. B.F.

No outro jogo do grupo, o CE Fátima foi goleado no terreno do Ad Fundão por 4-1. Com estes resultados, as formações da Golpilheira e

do Ad Fundão partilham a liderança com 13 pontos e partilham também a passagem à fase final da prova. O CE Fátima é 3.º com 3 pontos conquistados e o Posto Santo é último, sem qualquer ponto conquistado até ao momento e ambas as equipas já há muito que

têm o bilhete de regresso a casa reservado. Amanhã realiza-se a 6.ª e última jornada na fase de grupos da prova onde o Ad Funda recebe a Golpilheira e o CE Fátima desloca-se aos Açores para defrontar o Posto Santo.

Mais equipas no distrito Surgem rumores que para o ano haverá mais equipas de futsal na 2ºdivisão distrital de Leiria, uma delas poderá ser a Casa de Benfica de Pombal e caso avance, vai apostar forte. O técnico falado para poder comandar a futura equipa, será o actual goleador do Pedroguense, Ricardo Silva e levará com ele vários jogadores do Núcleo Sportinguista de Pombal, clube que recentemente subiu á divisão de Honra após bater o Caldas por 2-1. Em ultima hora surge a noticia que a equipa do Ribeirense pondera abandonar o futsal e assim abrir uma nova vaga para uma equipa da 1ºdistrital, neste caso o Caldas SC, isto porque na ultima assembleia geral do clube não compareceu ninguém. M.L.


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FUTSAL

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1.ª DIVISÃO

Burinhosa Campeão da 1.ª Distrital Bruno Fernandes

O jogo, que colocara frente a frente os vencedores das séries norte e sul respectivamente teve lugar em Santiago da Guarda e foram muitos aqueles que se deslocaram algumas dezenas de quilómetros para poder assistir a mais um bom espectáculo de futsal do nosso distrito. A partida colocou frente a frente as duas equipas mais regulares da prova sendo que foi a Burinhosa que saiu por cima e arrecadou o troféu (o 1º na história do clube) e mais um recorde: terminou a época sem qualquer derrota averbada no campeonato.

Helder Ferreira / Imagereporter

No passado sábado, após vencer o Anços por 3-1, a formação da Burinhosa sagrou-se Campeão Distrital da 1.ª divisão.

"Temos a sensação de dever cumprido" Dominique Antunes, técnico da formação vitoriosa, em declarações

ao nosso jornal, mostrouse um homem satisfeito e com a sensação de dever cumprido. "É um momento de muita satisfação. Os adeptos, os jogadores e

principalmente a direcção do futsal mereciam este feito. Foi o primeiro título distrital que a Burinhosa conquistou. É a sensação de dever cumprido".

Em relação ao ambiente de festa vivido durante e pós o encontro, o técnico da Burinhosa salientou a importância do público no bom ambiente que se vive no seio da equipa. "O público da Burinhosa já tem muita tradição, os adeptos vivem com muita intensidade o futsal e com esta onda de bons resultados eles estão lá sempre a apoiar a equipa. Há um excelente ambiente entre nós e os adeptos, não há palavras para explicar", frisou Dominique Antunes. Na próxima época, a Burinhosa vai disputar o escalão máximo do nosso futsal, Dominique Antunes revelou que é uma oportunidade para criar

ainda mais raízes entre o clube e esta modalidade. "Temos a noção que a Divisão de Honra é diferente, mais exigente, mas se conseguirmos bons reforços vamos apostar forte, se eventualmente não o conseguirmos, vamos tentar estabilizar o clube na Honra, talvez começar a preparar escalões de formação e ganhar raízes para o futsal da Burinhosa crescer ainda mais". O Técnico da equipa campeã não deixou de enaltecer o trabalho realizado pela direcção. "Quero dedicar o título de campeão ao senhor Jaime Soares e a toda a direcção do futsal da Burinhosa", finalizou.

TAÇA DISTRITAL

FINAL 1.ª DIVISÃO DISTRITAL – SÉNIORES FEMININOS

Parceiros e Abelha discutem título da 1.ª divisão Amanhã mais uma final de futsal feminino. Parceiros e do Abelha defrontar-se-ão no pavilhão da Martingança pelas 17 horas. Vencedores das suas séries regulares, tanto Abelha como Parceiros entram para este jogo com vontade de vencer e levar mais um troféu para os seus adeptos. Recorde-se ainda que a formação dos parceiros é a primeira vez que participa numa prova oficial, pelo que já é um grande feito atingirem a subida de divisão. “A nossa juventude dará cabo das experientes «abelhas»” Bruno Bértolo, comandante das parceirenses mostrou-se um homem orgulhoso das suas pupilas e demonstrou muita confiança para o desafio. “O principal objectivo foi cumpri-

do que foi sagrarmo-nos campeões de série, mas estamos confiantes que poderemos conquistar o título de campeões distritais”. Em relação às suas jogadores, “as minhas jogadoras estão motivadas, gostam destes jogos com equipas semelhantes. Embora o adversário tenha uma equipa mais experiente, mais batida e nós tenhamos uma equipa com média de idades bastante baixa, considero que a nossa juventude vai dar cabo das experientes Abelhas”, disse Bruno Bértolo. “Favoritismo dividido” Do outro lado estará Cristóvão Cláudio, técnico da formação do Abelha que se mostrou confiante “é uma situação que a equipa já tem vindo a trabalhar,

a partir do momento em que garantimos a conquista da nossa série!” Em relação ao adversário, Cristóvão Cláudio enaltece que “apesar de ter um plantel jovem, a equipa dos parceiros detém algumas jogadoras com experiência, pelo que não será esse factor a interferir no desenrolar do encontro. Em relação ao estado de espírito das suas jogadoras, Cristóvão Cláudio assume que “é normal que exista sempre um certo nervosismo. Por mais que digamos que existe tranquilidade na equipa, não é verdade porque é normal que as jogadoras sintam que este jogo é diferente dos outros e que sintam um pouco de ansiedade.” B. F.

POCARIÇA E CASAL VELHO DISCUTEM FINAL No último sábado, as formações da Pocariça e do Casal velho garantiram presença na final da Taça Distrital que se realiza amanhã, após derrotarem Bombarralense por 7-1 e Mata dos Milagres por 7-6 respectivamente. Foi uma tarde emocionante que juntou quatro fortes equipas que queriam obter um lugar na final. O Casal Velho foi quem,primeiro garantiu o lugar na final após golear o Bombarralense .Do outro lado estará a Pocariça, 3.ª classificada da Divisão de Honra, que, num jogo muito emocionante, venceu a Mata dos Milagres por 7-6 . A Pocariça contará com um elemento extra uma vez que a final disputar-se-à no seu pavilhão. B.F. JUNIORES/ TORNEIO DE ENCERRAMENTO

Silveirinha e Quinta do Sobrado lideram No passado sábado realizou-se a 4.ª jornada do torneio de encerramento de Juniores, em futsal. Na série A, o Silveirinha foi ao terreno do Arnal e impôs uma goleada por 5-2, com as duas equipas a trocarem posições na tabela. No outro jogo desta série, NS Leiria e U.Leiria empataram a duas bolas. Na próxima jornada, o Silveirinha recebe o NS Leiria e a U.Leiria recebe o Vidigalense. Jogos a serem disputados amanhã. Na série B a liderança continua na posse da Quinta do Sobrado apesar da derrota caseira frente ao Catarinense por 4-5. A equipa da Batalha continua no primeiro lugar com 6 pontos, mas tem a companhia do E. Benedita, que foi à Nazaré vencer o Planalto por 7-4 e do Catarinense. Amanhã, o Catarinense recebe o Planalto da Nazaré e o E. Benedita recebe a formação do Amarense. B.F.


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FUTSAL

Portomosense garante subida

Pocariça recebe Encontro de Escolas de Futsal

Bruno Fernandes

O Portomosense foi uma das formações mais fortes esta época. Em relação ao campeonato, o Portomosense acabou a fase regular com os mesmos pontos que o campeão Planalto, com o melhor ataque de toda a 2.ª divisão com 109 golos apontados e arrecadou, também, o prémio de melhor defesa com apenas 35 golos consentidos. "Com muito esforço e dedicação, felizmente conseguimos" José Salgueiro, técnico da formação de Porto Mós, mostra-se um homem satisfeito. "Era o objectivo traçado já desde o início e é evidente que ficamos bastante

Nuno Brites / Imagereporter

No sábado passado a formação do Portomosense recebeu e venceu as Figueiras por 3-2 garantindo, desde já, a subida à 1.ª divisão distrital.

satisfeitos. Não conseguimos o primeiro objectivo que era ganhar a nossa série para podermos lutar pelo título de campeão distrital. O nosso outro objectivo também foi conseguido, com muito esforço, muito trabalho e muita dedicação". Muitos foram os anos passados a disputar a 2.ª divisão distrital, passado alguns anos, o Portomosense irá disputar a 1.ª distrital, José Salgueiro assegurou que a sua equipa tudo vai fazer para se estabilizar nessa divisão para poder sonhar com voos ainda mais altos. "Tudo de-

pende, queremos reforçar o plantel com dois ou três jogadores mais experientes, já estamos a trabalhar nesse sentido. Queremos formar uma equipa para andar nos primeiros cinco lugares da tabela e, claro, ver o que as outras equipas nos deixam fazer. Nunca tínhamos passado da 2.ª distrital e agora precisamos de ganhar um pouco de estabilidade para no futuro lutarmos por mais. Vamos tentar estabilizar a equipa no primeiro ano para no segundo atacarmos a subida à divisão de honra", concluiu.

No mesmo dia e no mesmo pavilhão onde se realiza a final da Taça Distrital de futsal em seniores masculinos, o pavilhão “a portuguesa” na Pocariça recebe o primeiro encontro distrital de escolas de futsal. Com o início marcado para as 14 horas de amanhã, este encontro vai proporcionar um enorme convívio entre as futuras estrelas do nosso futsal. Este encontro conta com quinze equipas participantes que disputarão dois jogos cada, cada jogo terá a duração de dez minutos sem intervalo, pelo que durante cerca de três horas serão realizados quinze jogos. Uma autêntica maratona para os nossos pequenos futsalistas. Quando terminado os jogos, seguir-se-á entrega de medalhas e de t-shirts alusivas ao evento bem como um pequeno lanche. Pelas 18 horas entrarão em campo os mais graúdos no jogo que decide o próximo vencedor da taça Distrital em seniores masculinos. Equipas participantes: Pocariça A; Louriçal A; Pocariça B; Louriçal B; Dino Clube; Sobrado; Amarense A; Martingança; Amarense B; Serro Ventoso; U. Leiria; Ribafria A; C.B. Caldas; Ribafria B; Stª Bárbara Calendário de jogos: 14h00- Pocariça A vs Dino Clube 14h13- Amarense B vs Ribafria B 14h26- C.B Caldas vs U. Leiria 14h39- Amarense A vs Louriçal B 14h52- Ribafria A vs Q. Sobrado 15h05- Martingança vs Stª Bárbara 15h18- Pocariça B vs Louriçal A 15h31- Serro Ventoso vs Dino Clube 15h44- U. Leiria vs Amarense A 15h57- Pocariça A vs C.B. Caldas 16h10- Louriçal B vs Martingança 16h23- Ribafria A vs Pocariça B 16h36- Stª Bárbara vs Amarense B 16h49- Q. Sobrado vs Ribafria B 17h02- Serro Ventoso vs Louriçal A


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CICLISMO/BTT

CRÉDITO AGRÍCOLA EM DESTAQUE EM ESPANHA

Amaro Antunes e Fábio Ferreira em destaque na Volta da Ascencion Joaquim Trindade

D.R.

A Volta Ciclista da Ascencion, em Santiago de Compostela, marcou o arranque da temporada da equipa de ciclismo do Crédito Agrícola em terras Espanholas. Com a presença de 19 equipas, as melhores espanholas, a sempre temida Lokomotiv, Russa e a representação Lusa, que esteve ao cuidado das equipas da Caixa Agrícola/Pombal e do Sta. Maria da Feira/E. Leclerc, a prova decorreu de 21 a 23 de Maio. Rafael Rodriguez da equipa Supermercados Froiz foi o vencedor da classificação geral.

Mais uma vez a CA/ Pombal marcou a sua presença de forma bastante positiva. Os 3 dias de prova foram sempre disputados a grande velocidade, e se na primeira etapa a equipa acabou surpreendida com a guerra táctica das equipas espanholas e não conseguiu colocar nenhum ciclista no grupo dianteiro, nas restantes

etapas conseguiu reverter a prestação menos conseguida e saiu de Compostela com a vitória na classificação das metas volan-

tes por intermédio de Amaro Antunes e com um honroso segundo lugar na 2ª etapa por intermédio de Fábio Ferreira.

Amaro integrou um pequeno grupo que de isolou na segunda etapa e conseguiu vencer a Meta Volante do dia, no entanto coube a Fábio Ferreira rematar o trabalho de Antunes e num sprint vigoroso, só foi batido por David Gutierrez (Camargo/Ferroatlantico). A última etapa mostrou a determinação da equipa. Etapa rainha, com cinco contagens para o prémio da montanha, colocava a fasquia alta para a concretização dos objectivos da Credito Agrícola, no entanto a equipa controlou o pelotão até a primeira Meta Volante e apesar de surpreendido pelo seu mais directo opositor, Antunes contou com um trabalho exemplar dos seus colegas que o levaram a vencer a ultima meta da prova e chegar a Santiago de Compostela com a camisola laranja. No final, Fernando Mota, D. Desportivo da equipa, fazia o seguinte

balanço: A Volta da Ascensão foi o primeiro dos vários compromissos que temos em Espanha. E nada melhor do que esta prestação para elevar os

níveis de confiança da equipa. Espero que na Volta a Lugo e na Volta à Corunha, próximos desafios da equipa, possamos estar ao mesmo nível.

FIM DE SEMANA EM GRANDE PARA O BTT NACIONAL

David Rosa (Centro de Estudos de Fátima) melhor Elite luso em Madrid A participação portuguesa nas provas da Taça do Mundo realizadas em Madrid, neste fim-desemana, ficou marcada pelo azar, que impediu os portugueses de conseguiram resultados mais significativos, mas o facto de três lusos terem terminado na mesma volta do vencedor é considerado positivo pelo seleccionador nacional, Paulo Pais. Numa prova desde cedo controlada pelo francês Julien Absalon e pelo suíço Ralph Naef, acabou por ser o francês a superiorizar-se, numa demonstração de enorme categoria, visto que assumiu a maior parte das despesas ao longo da prova. O terceiro foi o alemão Moritz Milatz. Quem não esteve bem foi o campeão nacional de elite, Luís Leão Pinto, que teve uma participação marcada pelo azar, vendo-se forçado a abandonar. Uma avaria nas mudanças impedia-o de trocar os andamentos, um problema que se revelou intransponível perante as rampas mais acentuadas do percurso. Tiago Ferreira, ressentindo-se de uma lesão lombar, também teve de desistir. Assim, acabou por ser David Rosa a assumir o papel de protagonista entre os Elites portugueses, embora todos os outros elementos tenham tido um comportamento meritório, no seguimento da histórica vitória obtida na véspera por David Rodrigues (Clube de Montanhismo da Guarda) na classe de Juniores. "Este fim-de-semana marca uma participação muito positiva e um feito histórico para o BTT nacional. Depois da vitória ontem conquistada pelo David Rodrigues na corrida de juniores, assistimos hoje a três betetistas nacionais a terminarem a prova na mesma volta do vencedor. Não fossem os azares do Luís Leão Pinto e do Tiago Ferreira e não seriam três mas cinco atletas nessa posição", disse Paulo Pais, seleccionador nacional. Joaquim Trindade


HÓQUEI EM PATINS CAMP. NACIONAL II DIVISÃO, ZONA NORTE

Sérgio Claro / Arquivo - Imagereporter

Turquel a uma vitória do play-off

Orlando Joia O HC Turquel foi brilhante na deslocação a Tomar, onde goleou, por 10-5, afastando o Sporting local da luta pelo 2º lugar, partindo para a última jornada com a ida ao play-off de subida, a uma vitória de distância. Depois da derrota caseira no jogo do título, frente à Acad.ª de Espinho, a resposta da jovem formação de Turquel não podia ser melhor. Na penúltima jornada da zona norte da II Divisão, o Turquel entrou de rompante na deslocação ao Sp. Tomar, que estava em igualdade pontual com a formação do concelho de Alcobaça, marcando cinco golos sem resposta na primeira parte. No segundo tempo, o Sp. Tomar reagiu, mas a equipa de João Simões geriu a vantagem, acabando com os mesmos cinco golos de diferença, vencendo por esclarecedor 10-5. No Turquel o destaque maior vai para os quatro golos obtidos pelo melhor marcador da II Divisão, Vasco Luís, assim

como para os três tentos da autoria de Daniel Matias. Fábio Alexandre, Luís Pedro e André Luís, também fizeram o gosto ao stick. Na formação de Nuno Lopes, Pedro Silva e Gonçalo Santos por duas vezes e Jorge Godinho por uma vez, fizeram os golos. Nos outros jogos com equipas da frente, a Acadª. Espinho derrotou o HC Mealhada, por 3-0 e garantiu o triunfo nesta zona norte. O Riba D'Ave venceu o Famalicense, por 5-2 e manteve-se a um ponto do Turquel, subindo ao terceiro lugar, por troca com o Sp. Tomar. Turquel recebe "aflito" Escola Livre Este sábado, pelas 18 horas, termina esta zona norte da II Divisão e o HC Turquel recebe o Escola Livre de Azeméis e precisa de vencer para garantir o 2º lugar e a consequente disputa o play-off de subida com o 2º classificado da zona sul, que será um de dois vizinhos Paço D'Arcos ou Parede, que se defrontam em Paço D'Arcos, com a equipa da Parede a apresentar-se com um ponto de vantagem. O adversário do Turquel, Escola Livre, ocupa

a antepenúltima posição, lugar de descida e para evitar a despromoção necessita de ganhar em Turquel e precisa ainda que o Juventude Pacense perca em Ourém, frente ao Juventude Ouriense que já está livre de perigo de despromoção. Caso o Turquel não consiga levar a melhor sobre a formação de Oliveira de Azeméis, ficará dependente de um deslize do Riba D'Ave nos Limianos, para conseguir segurar o 2º lugar. Desistência de Nortecoope abre vaga na II Divisão Com a chegada da ponta final dos campeonatos da I e II divisões, começam a decidir-se as subidas e descidas, mas

este ano, para além dessas decisões, há ainda as dificuldades sentidas por vários clubes para manterem a modalidade. Tudo começou há algumas semanas, com o Vilafranquense a abandonar a zona sul da II Divisão. Agora surgiu a desistência do Nortecoope, que militava na I Divisão, o motivo oficial para esta decisão não foi revelado, mas esta desistência não estará relacionada com motivos económicos. Ou seja, a prova 3 da I Divisão, onde se discutia a manutenção, está decidida, isto quando ainda faltam três jornadas para o fim. Carvalhos e HA Cambra serão os despromovidos e o Nortecoope desiste, sendo que, se pretender manter a equipa sénior, o que parece estar fora de questão, terá que recomeçar na III Divisão. Posto isto, abre-se uma vaga na II Divisão na próxima temporada. Tudo indica que venha a ser um dos despromovidos da presente temporada a permanecer no escalão secundário. Os relatos de incerteza quanto ao futuro vão surgindo sobre outros clubes, casos de Cambra, Porto Santo e a própria Oliveirense, que discute com o Benfica o 3º lugar da I Divisão.

SOBE E DESCE DO HÓQUEI EM PATINS NACIONAL

I Divisão - Descem (3): Nortecoope (desistiu); Carvalhos; HV Cambra II Divisão - Sobem (3): Acadª. Espinho; Física Torres Vedras; HC Turquel; Riba D'Ave; Parede ou Paço D'Arcos Descem (6): Vilafranquense (desistiu); Estremoz; Entroncamento; Nafarros ou Campo de Ourique; HC Mealhada; Bom Sucesso; Escola Livre ou Juv. Pacense III DIVISÃO - Sobem (6): Biblioteca; Académica; APDG Penafiel; Beja; Fund. Norteccope; Stella Maris

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O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, defendeu que o Centro de Alto Rendimento (CAR) para o Badminton "é uma outra forma de ver o desporto no país", ao mesmo tempo que disse ter "valido a pena investir" nesta infra-estrutura pelos "antecedentes históricos" numa obra de "consenso". Carlos Barroso "É uma obra excelente. É uma obra do Município e da Federação Portuguesa de Badminton. A obra está a desenvolver-se num excelente ritmo e corresponde aquilo que eram as nossas expectativas, que são o Badminton português ter as melhores condições de trabalho iguais ou melhores que as melhores têm. Os atletas portugueses terão a possibilidade de desenvolver a sua modalidade", disse. O representante do Governo considerou também que a construção de CAR "é a última oportunidade para o país e para o desporto nacional, porque depois já não há mais fundos comunitários".

BADMINTON Carlos Barroso / Imagereporter

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Centro de alto rendimento nas Caldas da Rainha "Esta é uma nova forma e séria de olha para o desporto no país. Nós gostamos dos nossos campeões e gostamos de ver atletas a ganhar. Normalmente são os atletas que se fazem campeões em condições muito difíceis. O que estamos a fazer com a rede de CAR é dar condições aos nossos atletas iguais ou melhores que os seus adversários europeus e mundiais têm. Isto, marca, uma nova era. Os nossos atletas irão bater-se com os melhores do Mundo", sublinhou. Segundo Laurentino Dias o pavilhão das Caldas "trará o Mundo do Badminton" e por isso acredita na sua potenciação. "O CAR será uma oportunidade para os atletas nacionais estarem em mais competições internacionais, mas também este espaço precisa de ser rentabilizado e deverá receber aqui atletas de outros países que precisam de treinar". "Eu não tenho nenhuma dúvida que este CAR terá muitas

selecções a quererem treinar aqui os seus atletas. Com isso ganhará o Badminton nacional e ganhará o centro com a rentabilização das suas instalações", disse. Laurentino Dias gostou daquilo que viu, pois o CAR das Caldas da Rainha integra cinco campos de jogo, para competições internacionais, ou nove em competições nacionais, com lotação máxima de 623 espectadores, uma nave de aquecimento com dois campos e 90 lugares sentados, um mini-auditório e ginásio, com um custo previsto de 4,5 milhões de euros. A Câmara das Caldas já investiu cerca de 1,2 milhões de euros na obra e aguarda que a secretaria de Estado transfira verba para colmatar o investimento e para pagar a restante parte da obra que deverá estar concluída em Setembro. No mesmo dia o secretário de Estado do Desporto apresen-

tou na Nazaré o CAR do surf para aquela Vila, depois de ter feito o mesmo na cidade de Peniche. "O investimento nos pólos de Alto Rendimento do surf tem duas vertentes associadas, a desportiva, que significa olhar para os milhares de portugueses que hoje já fazem desta modalidade a sua ocupação e dar-lhes melhores condições de trabalho e preparação, e a vertente do turismo, que não deixa de estar associada a desportos do mar", afirmou o governante. As sete infra-estruturas que serão criadas de Norte a Sul do país, significam um investimento

"muito próximo dos 5 milhões de euros, tendo sido já apresente em Fevereiro foi lançado em Peniche, na praia do Baleal, o primeiro de uma rede, que contempla ainda o apoio ao surf de alta competição em Almada, Aveiro, Sintra, Viana do Castelo e Vila do Bispo, além da Nazaré. A infra-estrutura nazarena, que fica localizada junto à Praia Norte e terá capacidade de alojamento para 30 pessoas, contando com sete quartos. Com um custo estimado de 700.000 euros, o CAR da Nazaré está incluído na Medida 6 da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto.


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ORIENTAÇÃO

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CAMPEONATO NACIONAL MILITAR DE ORIENTAÇÃO

Pinhal de Leiria palco do 34º campeonato nacional

A orientação como modalidade consiste em percorrer uma determinada distância em terreno variado e desconhecido, obrigando o atleta a passar por determinados pontos no terreno (postos de controlo ou balizas) e descritos num mapa distribuído a cada concorrente. Os tempos gastos são em função das capacidades físicas dos participantes, do treino de ler o mapa e da rapidez de se orientarem utilizando técnicas estabelecidas, assim como, das suas capacidades de adaptação ao terreno e da escolha correcta dos itinerários. Os percursos são variados e as características do terreno são diversas: areia, florestas mais ou menos densas, relevos mais ou menos acidentados, etc. O grau de dificuldade é estabelecido de acordo com a categoria dos atletas e conforme a sua idade. A orientação Militar é, em praticamente todos os aspectos, semelhante à orientação civil, embora com algumas diferenças. Na orientação militar só existe a vertente pedestre, na orientação civil, para além da pedestre, existem as vertentes de BTT e canoa. Também difere no que diz respeito aos escalões etários dos atletas que participam. No que diz respeito a mapas, percursos e regulamentos, a orientação militar é semelhante à orientação civil. A orientação militar, para além de uma competição entre equipas das forças armadas, tem como principal finalidade a prática de desporto como forma de manter os níveis físicos dos militares. GNR, Marinha, Força Aérea e Exército são as equipas participantes nesta prova que conta com cerca de 120 atletas divididos por diversos escalões nos

João Matias / Imagereporter

Esta prova conta com a organização do Regimento de Artilharia nº 4, bem como com a participação dos melhores atletas nacionais nesta modalidade.

Na quarta - feira repetiram-se as provas oficiais com alterações nas zonas dos percursos bem como outras alterações apuradas nas reuniões técnicas que se realizam durante as tardes dos dias de prova. Como prova extra competição, ontem realizou-se uma prova de orientação urbana, que decorreu no centro histórico de Leiria que foi alargada às escolas da região que quisessem participar como forma de divulgar esta modalidade junto dos jovens. Hoje terá lugar a prova de estafetas, a divulgação das classificações gerais, bem como a cerimónia de encerramento, que será por volta das 14h15. Esta competição tem o intuito também de mostrar alguns lugares de interesse da nossa região aos vários atletas que participam na prova. Para além da competição em si, esta prova proporciona momentos de recreio e lazer, um grande espírito de camaradagem reconhecido no seio militar, um contacto com a natureza e respectiva protecção, alguns dos principais valores patentes nesta modalidade.

João Matias / Imagereporter

Reportagem de Bruno Fernandes

João Matias / Imagereporter

Está a decorrer desde o passado dia 25 de Maio o 34.º Campeonato Nacional Militar de orientação, prova que termina hoje e tem o Pinhal de Leiria a sua zona de eleição.

sectores femininos e masculinos. O sector masculino está dividido em três escalões: até 35 anos, entre os 35 e os 45 anos e mais de 45 anos: o sector feminino conta apenas com um escalão único, ou seja, é destinado a mulheres de todas as idades. Neste campeonato, medem-se forças tanto a nível individual como colectivo e também está em jogo a selecção dos atletas que representarão o País no Campeonato do Mundo de orientação militar.

A passada segunda-feira teve como destaque a cerimónia de abertura da prova que contou com vários órgãos superiores das forças armadas, bem como uma prova de treinos que se realizou na zona da Mata de São Pedro de Moel. Na Terça - feira foi o primeiro dia de prova oficial. No sector masculino o primeiro escalão teve de percorrer uma distância de 6,2 km, o segundo uma distância de 5,2 km e o terceiro de 4.6 km: no sector feminino a distância foi de 4,2 km.


MODALIDADES Karate

Diogo Freitas e Inês Silva Ouro e Bronze em Bordéus

Tiago Simões campeão

Os remadores Juvenis do Ginásio Litocar, Diogo Freitas e Inês Silva, fizeram parte da Selecção Nacional de Juvenis que participou no último fim de semana na Regata Internacional de Bordéus. Diogo trouxe uma medalha de ouro, pois integrou o shell de 8 juve-

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REMO

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nil que venceu a regata de domingo; Inês conseguiu duas medalhas de bronze através dos 3ºs lugares no double juvenil (sábado) e no quadri-scull (domingo).

KENPO

Vários títulos no Torneio Internacional de Lisboa No Polidesportivo da Brandoa, decorreu no passado dia 16, o 6º Campeonato Internacional de Kenpo da Federação Portuguesa de Kosho Ryu. Contou com a participação de cerca de 500 competidores em representação de várias equipas de Portugal e Espanha. Destacaram-se os seguintes representantes das classes do Ginásio: Ana Sofia Graça - 1º Kata, 1º Kata Kobudo (infantis); Mariana Ribeiro - 1º Combate Open (iniciadas).

Carlos Barroso Realizou-se nas Caldas da Rainha o Campeonato Nacional da Federação Portuguesa de Karate Shotokan, numa organização conjunta do Clube Karate Shotokan da cidade, tendo o atleta caldense Tiago Santos sido consagrado Campeão Nacional de Kata na categoria de cadetes masculinos. O mesmo atleta e Bruno Santos, foram ainda segundos classificados na categoria de Kumite. Já Fernando Fidalgo foi segundo classificado na categoria de Kata veteranos. O clube caldense tinha já apurado do campeonato regional sul, onze atletas nas categorias de infantis A, B e Cadetes, mas neste campeonato realizado nas Caldas no passado fimde-semana teve a participação de 29 Clubes e 300 competidores. Desta competição, Fernando Fidalgo foi apurado para estar presente no Campeonato do Mundo a realizar em Atenas entre 20 e 26 de Julho, nas categorias de Kata individual e Kumite Equipa, Veteranos (50/55 anos). Também o atleta caldense Tiago Santos foi seleccionado para a categoria de Kata individual Junior para o mesmo campeonato. Para o presidente e responsável técnico do Clube Karate Shotokan de Caldas da Rainha, Fernando Fidalgo este torneio foi bastante dignificante para o Karate-Do, dentro do espírito do Budo sob a transmissão de Shian Mário Águas e Kancho Kanazawa. “Foi com grande satisfação que nos propusemos organizar o Campeonato Nacional da Federação Portuguesa de Karate Shotokan, integrando-o assim nas comemorações do 30º aniversário do Clube. O Campeonato Nacional, é o momento mais alto da competição da nossa Federação, temos, em meu entender, conseguido manter-nos dentro do espírito do Karate-Do, como uma verdadeira arte marcial em que a competição é um pilar, mas tam-

bém uma passagem, que na sua essência pode ajudar o karateka a atingir altos níveis técnicos, físicos e mentais”, disse.Também Mário Alberto Águas, director técnico da Federação Portuguesa de Karate acabou por elogiar a forma como Fernando Fidalgo tem divulgado a modalidade, congratulando-se ainda com a realização do Campeonato na altura em que o clube das caldas comemora o seu 30º aniversário. “O Sensei Fidalgo soube, com bom senso e inteligência, agregar à sua volta um conjunto de praticantes aos quais foi transmitindo, ao longo do tempo, os princípios fundamentais em que se baseia a verdadeira prática do Karate e que pode seguramente hoje em dia, com natural satisfação, constatar os frutos desse trabalho. O Dojo de Caldas da Rainha, para além de méritos de visibilidade mais imediata, como os excelentes resultados que tem vindo a obter nas diversas competições promovidas, pode ser apontado como um exemplar escola de formação de jovens no que concerne à sua dimensão física e mental. Numa fase da nossa sociedade em que muitos dos valores tradicionalmente aceites são esquecidos ou propositadamente desrespeitados, o Sensei Fernando Fidalgo e o Dojo das Caldas da Rainha têm dado um inestimável contributo no desenvolvimento de centenas de praticantes que, durante todos estes anos, têm frequentado as suas aulas”, afirmou.

Carlos Barroso / Imagereporter

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RUGBY

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SÉRGIO FRANCO, TREINADOR DA ACADÉMICA

“Queremos estar no Europeu Universitário” João Gaspar

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Sérgio Franco, treinador da equipa d rugby da Associação Académica de Coimbra, conduziu a equipa conimbricense às conquistas do Campeonato Nacional da 1ª Divisão e do Campeonato Nacional Universitário. Apesar da hegemonia de Lisboa na modalidade de rugby, a Académica vai somando vitórias importantes que colocam Coimbra no mapa do rugby nacional.

O rugby tem vindo a crescer em Portugal. Há cada vez mais estudantes a aderirem a este desporto? "O rugby em Portugal é, provavelmente, a modalidade que mais cresceu nos últimos dois anos. A visibilidade e os resultados obtidos pelas selecções nacionais de XV e VII trouxeram muitos jovens para os clubes e a Académica não foi excepção. Há também muitos estudantes a entrarem, particularmente nos escalões de formação." Foram campeões nacionais universitários. Era um objectivo completamente interiorizado dentro da equipa?

Carlos Jorge Monteiro / Arquivo - Imagereporter

"Ainda não há condições para profissionalizar o rugby"

"O nosso grande objectivo era vencer o Campeonato Nacional da 1ª Divisão de forma a trazer a equipa para o escalão principal do rugby português. Isso foi conseguido. Neste momento estamos concentrados nos sevens e obviamente que queríamos voltar a vencer o sevens universitário pois dá-nos acesso ao Campeonato da Europa Universitário que se disputa este ano em Bristol. Esta é uma competição muito forte onde os Ingleses, Galeses e Franceses costumam apresentar equipas de grande nível. Na época passada conseguimos chegar à meia-final no Campeonato de Roma e este ano o nosso objectivo é melhorar o 4º lugar alcançado em 2008." Há muita garra dentro da equipa? "Os jogadores de rugby normalmente têm uma boa atitude competitiva mas a garra sem treino competente, sistemático e continuado não serve para nada. No rugby como nas outras modalidades isso é que conta." Para quando o rugby profissionalizado em Portugal? É apenas um sonho?

"Há já clubes em Portugal a pagarem a jogadores para jogar. Pessoalmente só acredito que isso seja possível quando o rugby tiver capacidade para gerar receitas. As televisões começam a interessar-se pela modalidade e esse é seguramente um passo importante para que se possa pensar em profissionalismo." Coimbra é um dos grandes pólos nacionais de rugby? "O rugby tem uma grande tradição em Coimbra. Basta referir que a Académica é o único clube de fora da Região de Lisboa que alcançou o título principal. Também em femininos a Escola Agrária de Coimbra tem alcançado notório sucesso." Há jogadores na sua equipa capazes de serem "Lobos"? "Claro que sim. Ainda hoje, o Sérgio Franco, o meu filho, se estreou no circuito mundial de sevens, no Torneio de Londres, contra a Nova Zelândia. Para mim é um grande motivo de orgulho. Também o Ricardo Dias já esteve este ano na selecção de sevens. E há seguramente outros jogadores na Académica que

poderão integrar esta selecção. A Académica tem vencido quase sempre os torneios em que tem participado. Bateu há pouco tempo o Benfica em mais uma final por 36-0." Qual a qualidade mais importante a ter para se poder praticar rugby? "Qualquer pessoa saudável pode praticar rugby. Quando falamos de "Desporto Rendimento" está claro que a especificidade do rugby requer indivíduos com capacidades físicas de excepção. Os jogadores de rugby de alto nível são "super atletas". Mas as capacidades psi-

cológicas assumem igualmente grande importância. O jogo hoje em dia é muito rápido, joga-se cada vez sobre maior "pressão" e a capacidade de raciocinar e decidir rápido e bem é muito importante. " Os jogadores portugueses, normalmente, sentem-se mais à vontade no rugby de sevens. Porquê? "Porque somos um povo de homens pequenos e no sevens há muito mais espaço para se fugir dos adversários. " Portugal tem futuro nesta modalidade? "Claro que sim. Estivemos na fase final da últi-

ma taça do mundo e vamos voltar a estar na próxima. Somos campeões da Europa de sevens e 11º no "ranking" mundial também de sevens. Há alguns dias atrás, em Londres, empatámos 21-21 com a Argentina que é o actual vice-campeão do mundo de sevens." Quais as competições a vencer para o próximo ano desportivo? "Vamos consolidar a presença da Académica no escalão principal do rugby português e continuar a apostar na variante de sevens com presença em todos os torneios nacionais e boas perspectivas de vitória." As instalações que usam são as necessárias para a prática do rugby? "Sim, seria importante um campo alternativo pois quando o Inverno é mais rigoroso ficamos com o nosso campo condicionado e, por vezes, encerrado. Seria também importante um campo com bancada pois os espectadores não têm grandes condições no actual Universitário."


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MOTORES

Coordenação Adélio Amaro adelio.amaro@gmail.com

OS DS 19 E 21 MARCARAM UMA GERAÇÃO NO SÉCULO XX

Nuno Jesus

Citroën DS 21 BOCA DE SAPO e o seu design arrojado

obra de Flaminio Bertone e a técnica de Franchiset. Os motores do DS foram confiados a Walter Becchia, anterior engenheiro do grupo STD e mais tarde da Talbot. Becchia foi também o criador do motor do 2 CV. Os chefes do projecto DS foram Robert Puisseux e Pierre Bercot. O DS foi apresentado em 1955 no Salão Automóvel de Paris. Aquando da sua apresentação, no referido Salão, os jornalistas efectuaram, nos respectivos jornais, reportagens de grande relevo, Nuno Jesus

Nuno Jesus

O Citroën DS 21 Super 5, de 1973, que aqui apresentamos, do nosso amigo Renato Paz, é o eterno conhecido “Boca de Sapo”.

O DS 21 surgiu em 1967, substituindo o DS 19. O DS começou a tomar forma pelas mãos de Pierre Boulanger, em 1938. Após a morte deste, André Lefebvre manteve a direcção da produção do Citroën Traction e do 2 CV. André Lefebvre foi engenheiro piloto de Gabriel Voisin. Trabalhou com Paul Magès e assumiu-se sempre como um engenheiro autodidacta. Foi mentor dos circuitos hidráulicos que foram motivo de elogio no DS. Em relação ao DS, as linhas da carroçaria assim como do chassis foram Nuno Jesus

Adélio Amaro

pela novidade apresentada pela Citroën. No total foram produzidos 493.724 DS. Pouco tempo depois o DS começou a dar provas na área desportiva. Assim, em 1959 este modelo da Citroën venceu o histórico Rali de Monte Carlo. Alcançou ainda a vitória no Neige et Glace de 1960 e 1962, no Criterium des Cévennes de 1960, no LiègeRoma-Liège de 1961, no Tour da Córsega de 1961, no Mil Lagos, entre muitos outros. A dupla que venceu o Rali de Monte Carlo, em 1959, foi Paul Coltelloni e Alexander Desrosiers, ao volante de um ID 19. Algumas das características de evolução do DS são notadas, por exemplo, nos faróis. Desta forma, os faróis redondos deram lugar, em Setembro de 1967, a uma nova parte da frente com faróis que não sobressaíam. Com a adopção dos faróis duplos, a Citroën apresentou outra novidade no DS, os máximos moviam-se com a direcção assistida, já existente em algumas versões, no fim da década de 60, do século XX. Um outro pormenor, muito curioso, é o facto de os guarda-lamas traseiros serem fixados apenas com um parafuso, que obriga a uma desmontagem dos mesmos para se efectuar a mudança de uma roda. Um outro toque do DS são os vidros das portas que não tinham moldura e surgem apoiados numas juntas grossas de cauchu. Assim como outra situação característica do DS é a colocação da roda sobresselente junto ao motor, no interior do capô, devido ao motor se encontrar recuado.


Coordenação Adélio Amaro adelio.amaro@gmail.com

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MOTORES

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RENATO PITA (NISSAN MICRA) DISPUTA FINAL COM GIL ANTUNES (OPEL ASTRA)

Gil Antunes vence Super Especial Figueiró dos Vinhos Adélio Amaro

Nem a chuva evitou um bem disputado “Slalom Especial de Figueiró dos Vinhos”, organizado pelo Clube Automóvel da Marinha Grande, no passado dia 23 de Maio.

A chuva não impediu o espectáculo na vila de Figueiró dos Vinhos, onde 17 pilotos mostraram os seus dotes. Sendo esta uma prova disputada em conformidade com o Código Desportivo Internacional FIA, participaram viaturas de acordo com as especificações para qualquer Campeonato ou Troféu Nacional de Rallyes ou Velocidade.

Esta prova, "Especial de Slalom", foi desenvolvida em duas fases. Na primeira todas as equipas realizaram duas passagens. Contou, para efeitos de classificação da primeira fase, o melhor tempo efectuado numa das duas passagens. Assim, ficaram apurados para a segunda fase metade das equipas até se realizar uma final entre dois carros.

Classificação

Rui Pina

Adélio Am

aro

O grande vencedor desta prova foi Gil Antunes, em Opel Astra, que na final venceu Renato Pita, em Nissan Micra 1.3. Com a pista molhada os pilotos aproveitaram para dar algum espectáculo que o público tanto gosta mas, na maioria dos casos, prejudicial para o bom desempenho a nível de tempo. Uma prova prefeita para carros de tração dianteira, como são exemplos os dois

primeiros classificados. Todavia, não deixa de ser interessante o facto dos dois seguintes lugares serem conquistados por dois BMW. Mas, quem dominou esta prova foi, sem dúvida, Gil Antunes. Desde o primeiro ao último segundo, o pilto do Astra não se rendeu ao tempo nem aos adversários e ganhou na final por uma diferença mínima, tendo gasto 1’25’’442, contra 1’25’’707 de Renato Pita. Os terceiro e quarto lugares foram disputados entre Ricardo Costa, BMW 320 IS e Paulo Carvalheiro, BMW M3, com 1’27’’601 e 1’28’’188, respectivamente. Além dos primeiros quatro lugares, já referidos, é de sublinhar o 5.º lugar de Fernando Teotónio, em BMW 325, o 6.º lugar de André Pimenta, em Fiat Punto 55, o 7.º lugar de Mário Borges, em Fiat Punto 55 e o 8.º lugar de Luís Santos, em Opel 1604. Mas, os velhinhos Citroën Ax Sport e os Fiat Uno 45 S também mostram que estão para as curvas. Entre o top 10 esteve o Citroën Ax de Ricardo Soares, na 9.ª posição. A fechar esta lista ficou Júlio Sousa, em Nissan Micra 1.3. Logo a seguir aos dez primeiros classificados ficaram, então, os Fiat Uno 45 S, de Luís Carneiro e Afonso Araújo, respectivamente.

É JÁ NO DIA 21 DE JUNHO

3.º ENCONTRO do Clube Roadster de Leiria Já estão abertas as inscrições para o 3.º Encontro do Clube Roadster de Leiria, a decorrer no próximo dia 21 de Junho. As inscrições poderão ser feitas através dos telemóveis 912 174 960 (Filipe Gomes), 966 296 345 (João Pina) e ainda via e-mail: cluberoadster leiria@gmail.com, sendo que a organização avisa, desde já, que o percurso será surpresa! O encontro está marcado para o Largo da República, em Leiria (Frente ao Tribunal), às 9 horas.

Contudo, os interessados podem obter mais informações através do blog www.cluberoadsterleiria.blogspot.com . Este 3.º Encontro, como referiu ao Desportotal João Pina, elemento da organização, "como sempre, será um passeio onde pelo percurso irão ter lugar várias actividades, sendo que a maior surpresa será o trajecto do passeio a ser divulgado no dia". Todos os interessados neste Encontro têm que possuir, ou pedir emprestado, um carro cabrio de 2 lugares, de qualquer idade, desde que roadster.

Também é pré-requisito do clube que cada carro tenha um elemento feminino nos seus eventos, ou seja, trazer as senhoras para junto dos automóveis e mais concretamente dos roadsters.

Já está, também, activo o catálogo do merchandising do clube assim como os parceiros do mesmo e suas vantagens para quem faça parte deste clube.


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ATLETISMO

P.A.T O Estádio Municipal da Marinha Grande acolheu na passada sexta-feira o I Meeting Nocturno da Marinha Grande, organizado pelo Clube de Atletismo local. O evento contou com a presença de atletas vindos maioritariamente dos clubes do distrito de Leiria, como o Bairro dos Anjos e o Juventude Vidigalense, para além de alguns nomes sonantes do atletismo nacional. Simultaneamente com as provas em seniores, realizaram-se também algumas provas em benjamins, infantis e iniciados, com atletas da zona, no sentido de lhes proporcionar um primeiro contacto com uma prova de atletismo. Em Benjamins, nos 600 metros masculinos, Oleg Ribaschuk, do Clube de Atletismo de Rio Maior (1.52,54), e Francisco Cordeiro, da Juventude Vidigalense (1.52,84), venceram as suas séries. Na série feminina, Barbara Andrade, da Juventude Vidigalense (2.00,30), e Sónia Machado, do Clube de atletismo das Pedreiras (2.06,12), foram as vencedoras. No final do evento, o presidente do Clube de Atletismo da Marinha Grande, Luís Espinha, fez um balanço positivo do evento: "Em termos gerais, foi um sucesso, mesmo que este evento tenha sido realizado na véspera de um

Resultados (Seniores Masculinos)

Meeting Internacional como o de Elvas, que contou para o Circuito Nacional de Meetings. As condições para a prática de atletismo eram as ideais: sem vento, sem frio e céu limpo. Os mais pequenos ficaram entusiasmados com a perspectiva de competir com os grandes, perante um público que, apesar de muitos deles serem constituídos por familiares dos atletas mais pequenos, conseguiram compor o Estádio", concluiu. Quanto a futuras edições, o presidente do CluNuno Brites / Imagereporter

Nuno Brites / Imagereporter

Apesar de contarem com 227 atletas inscritos neste evento, não houve muitos nomes sonantes neste evento, dado que este aconteceu na véspera do Meeting Internacional de Elvas, a primeira prova do Circuito nacional de Meetings. Contudo, o meeting contou com atletas dos principais clubes nacionais, como o F. C. Porto, Sporting e Benfica. Edivaldo Monteiro, atleta olímpico do Sporting, foi um dos que abrilhantou o torneio, ao vencer com alguma facilidade os 400 metros planos, com o tempo de 48,27 segundos. Luís Sá, do F.C. Porto, e actual recordista nacional na disciplina, venceu nos 110 metros barreiras, com o tempo de 14,38 segundos. Nos 1500 metros, a prova mais esperada do dia, Miguel Moreira, atleta da Conforlimpa, levou a melhor sobre a concorrência, com o tempo de 3.50,58 segundos.

Nuno Brites / Imagereporter

Marinha Grande acolhe I Meeting Nocturno

be de Atletismo da Marinha Grande condiciona isso a eventuais apoios camarários: "Espero coordenar este evento futuramente com a Federação Portuguesa de Atletismo, para poder incluir, espero eu, no circuito de meetings. Mas para chegar até lá, precisamos de mais apoios, pois este evento teve este ano um orçamento de 1200 euros e os prémios foram meramente simbólicos, não havia qualquer cachet para pagar aos atletas," afirmou.

110 Metros Barreiras 1º Luís Sá (FC Porto) 14,38 s. Salto em Altura 1º Ricardo Silva (Bairro dos Anjos) 1,68 m. 400 metros planos Série 1 1º Edivaldo Monteiro (Sporting) 48,27s. Série 2 1º Rodolfo Lacerda (Bairro Anjos) 52,56 s. Dardo 2º Diogo Correia (Juv. Vidigalense) 47,69 m. Salto em Comprimento 1º Tiago Marto (G.A.Fátima) 7,19 m. 0,0 1500 metros Final 2 1º André Nazaré (Arneirense) 4.18,23 s. 2º Bruno Gaspar (Riachense) 4.18,98 s. 3º Patrick Santos (G.A.Fátima) 4.20,44 s. 4 x 400 metros 1º Bairro Dos Anjos S23 João oliveira (1990) / Alexandre Sousa (1987) / Rodolfo Lacerda (1989) / Sevin Gaspar (1991) 3. 35,91 s. 2º J. Vidigalense S23 Miguel Ganhão (1987) / João Marques (1992) / David Mota (1993) / Telmo Filipe (1992) 3.58,45 s. 3º GD Pedreiras Ricardo Pires (1993) / João Domingos (1971) / Tiago Cordeiro (1984) / Simão Vazão (1993) 4 1 1,94

Resultados (Femininos) 100 Metros plano Série 2 1ª Beatrysa Lyashchenko (CAMG) 13,27 s. 2ª Cyntia Silva (CAMG) 13,28 s. 3ª Ana Filipa Silva (CAMG) 13,55 s. 400 metros planos 2ª Cyntia Silva (CAMG) 64,93 s. 3ª Nádia Silva (CAMG) 66,06 s. Disco 1 kg 1ª Catarina Rosa (CAMG) 41,20 m. Salto em Altura 2ª Beatrysa Lyashchenko (CAMG) 1,48 m. 3ª Larissa Souza (Almansor) 1,40 m. 1500 metros 1ª Mariana Brás (Torreense) 4.53,23 s. 2ª Vanessa Rosa (Zona Alta) 4.56,49 s. 3ª Joana Brito (Arneirense) 4.57,90 s.

Resultados (Benjamins) 600 metros Masculinos Série 1 3º Alexandre Figueiredo (Juv. Vidigalense) 2.01,65 s. Série 2 1º Francisco Cordeiro (Juv. Vidigalense) 1.52,84 s. 600 metros Femininos Série 1 1ª Bárbara Andrade (Juv. Vidigalense) 2.00,30 s. 1000 metros Femininos 1ª Filipa Eutíquio (C. do Benfica de Alcobaça) 3.13,23 s. 2ª Beatriz Santos (Pego Longo) 3.26,01 s. 3ª Tatiana Rodrigues (CAMG) 3.31,78 s.


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MODALIDADES

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BASQUETEBOL

Benfica “salva-se” na negra Foi curta a distância que a Académica manteve do Slbenfica durante quase todo o jogo. Ainda assim os poucos pontos que os afastavam não chegaram para a Briosa dar a volta ao marcador. No quinto jogo do Play off, no Pavilhão Império Bonança em Lisboa, a Académica deixou o sonho da final para o Benfica. Na primeira parte Benfica foi superior (35-29). Na segunda parte, e em

D. R.

Eunice Oliveira

D. R.

Académica perde "negra" na Luz por 83-69. Benfica encontra Ovarense na final do Play off da Liga Portuguesa de Basquetebol. condições físicas débeis, mas deram grande contributo para o colectivo. Defensivamente estivemos exemplares, ofensivamente tivemos algumas lacunas.

especial no quarto período, os encarnados mantiveram a concentração

GINÁSTICA

Trampolins Clube de Leiria faz “pleno” em Iniciados e Juniores Femininos

defensiva e a vantagem dilatou-se. Resultado final, 83-69. O Benfica joga com a Ovarense este Sábado, mas sem antes ter tido um complicado "exame" em Coimbra no fimde-semana passado. Só depois de cinco jogos (três ganhos em casa), os encarnados conseguiram garantir a final. Conferência de Imprensa Henrique vieira, treinador do Benfica "Jogo difícil, de ressaltar o grande espírito de sacrifício desta equipa. Tivemos jogadores com

Decorreu no passado sábado o Torneio Aberto de Trampolim Individual prova realizada no Pavilhão dos Silvas, contando com 4 clubes do distrito e a Gualdim Pais de Tomar, que veio dar brilhantismo e qualidade à prova. Este torneio contou com cerca de 90 ginastas. Iniciados Femininos 1º Lugar - Sara Marques " Medalha de Ouro 2º Lugar - Bruna Santos " Medalha de Prata 3º Lugar - Inês Pinto " Medalha de Bronze Juniores Femininos 1º Lugar - Alda Vieira " Medalha de Ouro 2º Lugar - Mariana Sousa " Medalha de Prata 3º Lugar - Anaïs Santos" Medalha de Bronze Seniores Femininos 2º Lugar - Margarida Pinto " Medalha de Prata

Norberto Alves, treinador da Académica “Tivemos dificuldades no jogo interior. Mas quero enaltecer os meus jogadores. Fizeram uma época magnífica. Há jogadores que nunca estiveram a este nível. A pouca experiência revelou-se, mas compensaram com atitude e dedicação fenomenais. O Benfica é um justo vencedor. O sonho acabou mas para a história será sempre bom recordar que esta equipa da Académica obrigou o super Benfica ao jogo da negra depois de uma exibição em Coimbra, com 3 prolongamentos e um triplo a salvar a honra dos estudantes. Sair desta maneira da prova, longe de morrer na praia é uma saída com honra e com glória apesar de como dissemos o sonho ter acabado.

Jogos ½ final (à melhor de 5) 1ºjogo: Benfica-Académica, 78-54 2º jogo: Benfica-Académica, 105-103 3º jogo: Académica-Benfica, 64-54 4º jogo: Académica-Benfica, 90-87 5º jogo: Benfica-Académica, 83-69 Percurso da Académica: ¼ Final: Vagos 0-3 Académica ½ Final Benfica 3-2 Académica Final: Benfica-Ovarense


29 MAIO 2009

ÚL TIMA ÚLTIMA RUI MATOS DÁ A CONHECER NOVA MODALIDADE

Adélio Amaro

A Fundação INATEL Agência de Leiria e o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) vão levar a efeito um Colóquio no dia 6 de Junho próximo, no Auditório do Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, intitulado "TRIPELA – Inovação e Criatividade no Desporto". O estudo pelas actividades desportivas tem sido um dos grandes desafios de Rui Matos, autor do livro "Vamos falar de Desporto" e Professor do Instituto Politécnico de Leiria. Resultado de tal é a nova modalidade desportiva da sua autoria, Tripela, que será tema de um colóquio a realizar no próximo dia 6 de Junho no auditório do Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. Contactado pelo Desportotal, Rui Matos descreveu esta modalidade "como um produto criado em Portugal e, mais particularmente, em Leiria, motivo de orgulho e satisfação para nós". Contudo, o autor da Tripela prefere salientar o colóquio do próximo dia 6 de Junho, onde afirma que esta iniciativa "visa dar a conhecer esta nova modalidade desportiva. Assim, chamámos ao Colóquio «Tripela: Inovação e Criatividade no Desporto», tema acerca do qual o Professor Doutor Manuel Sérgio irá dissertar". Este evento servirá, também, para dar a conhecer a oferta Desportiva da Fundação INATEL, no âmbito do programa "Desporto e o Lazer". O colóquio é dirigido a todos os Agentes do Desporto, professores de Educação Física e Desporto, alunos de Desporto, técnicos desportivos, dirigentes associativos e tem o apoio Institucional da Câmara Municipal de Leiria, bem como, das Associações de Modalidade Federadas mais representativas do Distrito.

Adélio Amaro

I Colóquio sobre “TRIPELA” “TRIPELA TRIPELA””

Prof. Rui Matos, autor da modalidade Tripela O colóquio terá início às 9 horas com recepção aos participantes. Meia hora depois será a sessão de abertura seguida da intervenção de Rui Lança, da Fundação INATEL, com o tema "Desporto e o Lazer". Para as 10:15 horas está prevista a palestra de Manuel Sérgio, sobre "Inovação e Criatividade no Desporto". A demonstração da Tripela terá lugar às 11 horas, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa. Depois de um pequeno intervalo e da visita a uma exposição sobre a Tripela, será a vez do autor daquela Modalidade, Rui Matos, falar sobre "Tripela: Passado, Presente e Futuro". O colóquio terminará com um debate às 12:30 horas. As inscrições para este colóquio são gratuitas e obrigatórias e encontram-se abertas em: http://blogs.esecs.ipleiria.pt/tripela .

Prof. Rui Matos Rui Matos, natural da Figueira da Foz, é Licenciado e Mestre em Educação Física, Doutor em Motricidade Humana, Professor na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Leiria e autor de uma dezena de livros.

Prof. Manuel Sérgio Destaca-se a presença do Prof. Manuel Sérgio, licenciado em Filosofia, Doutorado e Professor Agregado em Motricidade Humana pela Universidade Técnica de Lisboa. A sua tese fundamentou a criação da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. É professor catedrático reformado da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. Foi professor catedrático da Universidade Fernando Pessoa e do Instituto Superior da Maia. Desde 2 de Outubro de 2001 é o presidente do Instituto Superior de Estudos Inter culturais e Transdisciplinares (ISEIT Instituto Piaget/Almada/Portugal). Já publicou 28 livros e inúmeros artigos em revistas portuguesas e internacionais.

Comissão de honra A Comissão de Honra é constituída pelos Governador Civil do Distrito de Leiria, Paiva de Carvalho, Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Isabel Damasceno, Presidente do Conselho de Administração da Fundação INATEL, Vítor Ramalho e o Presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Luciano de Almeida.

TRIPELA, modalidade desportiva inventada em Portugal, por Rui Matos. No próximo dia 14 de Junho, no Pavilhão Desportivo da Juventude do Lis, em Leiria, a partir das 15 horas, uma equipa de andebol (Juve Lis) e outra de futsal (Núcleo Sportinguista de Leiria) vão apresentar, pela primeira vez a nível mundial, esta nova modalidade desportiva. Trata-se da TRIPELA, onde mãos e pés têm papel preponderante. Inspirada, fundamentalmente, no futebol e no andebol, mas recorrendo, igualmente, a empréstimos de outras (basquetebol, corfebol, râguebi), estando a despertar enorme interesse nos meios desportivos da cidade do Lis. A grande novidade consiste no facto de o gesto básico desta modalidade começar numa recepção com as mãos e culminar com um pontapé sem que a bola toque, previamente, o solo. Assim, a habitual dicotomia entre modalidades onde o contacto com a bola é feito, essencialmente, pelos membros superiores (basquetebol, corfebol, voleibol, andebol) e, pelo contrário, pelos membros inferiores (futebol), é, aqui, ultrapassada! Será a única modalidade desportiva colectiva onde a recepção e a projecção da bola deverão, obrigatoriamente, ser realizadas por diferentes segmentos corporais. Pelo que nos tem sido dado a ver, para além da aparente aceitação entusiástica por actuais praticantes desportivos de diferentes modalidades, parece-nos que a tripela terá grandes potencialidades lúdicas e pedagógicas que justificarão a sua aceitação e introdução no domínio educativo, passando a constituir mais um recurso à disposição dos professores de Educação Física. Aliás, tendo em conta a excelente receptividade que diversos professores têm manifestado, face às primeiras informações que foram disponibilizadas em relação a esta modalidade, estão já a ser dados passos no sentido de se realizarem acções de (in)formação para aqueles que lidam de forma directa (professores de Educação Física dos Ensinos Básico e Secundário) e indirecta (professores de Educação Física e de Desporto do Ensino Superior) com jovens. As experiências já realizadas demonstram que se trata de uma modalidade com futuro, não apenas em Portugal mas em todo o mundo, o que, a acontecer, constituirá novo motivo de regozijo e orgulho para Portugal, Leiria (onde o professor/inventor lecciona e vive) e Figueira da Foz (sua terra natal). http://blogs.esecs.ipleiria.pt/tripela


Edição Nº 7 - 29/05/09