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Verdade

Objectividade

Isenção

Director: Carlos Borges | Sexta-feira | 24 Abril 2009 | Ano 1 | N.º 2 | Preço: 1 Euro | Bissemanal (Terça e sexta) | www.desportotal.pt

Alves Barbosa

“Sou o pai do BTT” Páginas 16, 17 e 18

Pedro Peres vence Rallye Vidreiro Páginas 13, 28 e 29


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“Sabemos perfeitamente os riscos que corremos mas assentamos as nossas convicções no facto importantíssimo de querer levar até ao leitor o que for possível do muito que se vem fazendo...” Por Costa Santos – chefe de redacção costa.santos@desportotal.pt

EDITORIAL Têm chegado às nossas mãos, cartas dos mais diversos pontos onde, para já, o nosso jornal chega, dando-nos conta do bom ou menos bom acolhimento das duas edições já colocadas nas bancas. Se, por um lado, nos dirigem palavras de incerteza por darmos corpo a um projecto numa altura em que o país vive uma profunda crise económica - no nosso caso com óbvios reflexos na captação de publicidade - por outro, não deixam de nos incentivar a cumprir o objectivo de darmos voz às colectividades que, pela sua dimensão, não têm merecido as honras de uma qualquer notícia. Entendemos. Sabemos perfeitamente os riscos que corremos mas assentamos as nossas convicções no facto importantíssimo de querer levar até ao leitor o que for possível do muito que se vem fazendo, mais ou menos anonimamente, nas muitas colectividades que se espalham pelas nossas terras. Não será tarefa fácil, naturalmente. Se o fosse, não precisaríamos de deitar mão a uma boa dose de coragem para vestirmos a camisola daquilo a que demos vida e que queremos ver crescer.

Anima-nos sobretudo a adesão das colectividades ciosas de dar a conhecer o seu trabalho e, com isso, captar mais gente para as suas fileiras; anima-nos os muitos e muitos atletas que se entregam à prática da modalidade desportiva da sua preferência, sem colocar à frente números à esquerda da vírgula e só têm a preocupação de obter resultados que engrandeçam a colectividade que representam; anima-nos a certeza de que hoje fomos melhores do que ontem e…amanhã seremos melhores do que hoje! Estamos a olear a máquina e nessa conformidade manteremos por mais umas edições uma periodicidade semanal, com saída à sexta feira. Desculpem-nos os leitores, mas a qualidade é mais importante do que a quantidade. Dificuldades ? Muitas. As naturais e que já faziam parte do nosso rol, estavam identificadas e tínhamos na manga o antídoto para as irmos ultrapassando ; as que nos surgem trazidas em mão por muito boa gente que

detesta a sã competitividade e teme que o Sol não chegue para todos, fazendo um jornalismo de caserna e emitindo opiniões rídiculas sem o mínimo conhecimento da realidade, não nos importunam minimamente! Melhor: nessas mesmas dificuldades vamos beber toda a força necessária para atingirmos o topo. Confiantes que a rectaguarda que vamos construindo não permite "passos atrás".

CARTAS AO DIRECTOR Exmº Senhor Director Foi com muita surpresa que li o seu DESPORTOTAL. Como número zero e apesar de algumas coisas desactualizadas, não está mal. Compreende-se - também andei nessas vidas quando era menino e moço - e espera-se que daqui para a frente seja sempre a melhorar. De uma coisa fiquei agradavelmente surpreendido: a qualidade da escrita. Para os dias que correm e para o muito que se vê noutros locais, não posso deixar de lhe endereçar os meus parabéns. Se cumprir o seu editorial, certamente que não lhe faltarão temas para muitas reportagens. É verdade que a maior

parte das colectividades necessitam desse apoio, dessa divulgação e serão elas as primeiras a procurar quem as possa ajudar. Fico a aguardar o número 1. Com alguma curiosidade, registe-se… Ate lá, cumprimentos e felicidades. Manuel Crisóstomo - Alcobaça

projecto, isto é, fala das várias modalidades desportivas e de várias colectividades. Fazia falta, sim senhor, na nossa zona, um jornal que nos trouxesse notícia e reportagens sobre os acontecimentos desportivos da nossa região. Que não vos faltem apoios para que o projecto singre. Aníbal Cremildo - Caldas da Rainha

Senhor Director Numa tabacaria das Caldas da Rainha, desfolhei o número l do seu DESPORTOTAL. Não foi feliz no título pois não é fácil de entrar no ouvido nem de dizer, mas o importante é o conteúdo e este, no exemplar que tenho em mãos, cumpre o seu

Ex.mº senhor Director O Desportotal que tenho nas mãos é o número um. Gostava de ver o número 0 mas por mais que procure não encontro. Não posso deixar de lhe dizer que não terá tarefa fácil,

devido ao momento que todos nós atravessamos, com o desemprego em alta e os ordenados em baixa. Um jornal vive da publicidade e até para isso a altura é má, as empresas só querem dinheiro para pagar os salários e não chega. No entanto, o conteúdo do jornal é atractivo, dá-nos informações do que se passa na nossa região, traz-nos as coisas que a outra imprensa não pega "por falta de espaço". Será bom que os clubes aproveitem e não deixem de mandar o noticiário mais importante. Parabéns e felicidades, António Jacinto - Turquel

Senhor Director Fiquei muito entusiasmado com a vossa primeira edição. É um tipo de informação variada mas, sobretudo, com notícias dos clubes da nossa região, o que é muito bom. Como nem sempre estou pelas Caldas, gostaria de assinar o jornal, mas não vejo como o posso fazer. Não é hábito haver um cupão no jornal? Vou esperar pelas edições seguintes para ver como melhoram o aspecto de apresentação e se continuam a manter o interesse nas noticias dos nossos clubes. Espero que sim! Longa vida. José Pinto de Abreu - Batalha


LIGA SAGRES Do Restelo a Braga, passando pela Figueira, há emoção a rodos… BRAGA-TROFENSE - Depois do pontinho conquistado na Choupana, ante o Nacional - do mal, o menos - é altura para somar três pontos, ante um Trofense claramente com a "corda ao pescoço" e a segurar a lanterna vermelha, símbolo negativo da ultima posição classificativa. Não sendo o futebol uma ciência exacta, só um cataclismo levaria a que os pupilos de Jorge Jesus não somassem mais três pontos ao seu pecúlio. Serve isto por dizer que o Trofense continuará no último lugar, a quatro jornadas do fim… Mau presságio! BELENENSES-NACIONAL - Há uma luz de esperança entre as gentes do Restelo. Nos últimos dois jogos somou 4 pontos e isso foi, seguramente, um passo importante

Ao correr da Pena Por Costa Santos O golo de Cristiano Ronaldo, no Dragão, foi de facto um golo lindo, com pormenores de grande técnica e muita força de músculo no remate. Mas…dar-lhe honras de golo do ano, da época ou, simplesmente, como o autor o definiu, como "o melhor golo da minha vida", julgamos que é algo exagerado, sempre de evitar. Se, muito simplesmente, avaliarmos o golo pela importância que teve decidiu uma eliminatória óbvio que terá mais valias, mas a analise do valor do golo tem que se abstrair desse factor. Não deixaria de ser um grande golo

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“DESCANSAM OS GUIAS… TREMEM OS DA CAUDA”

para fazer renascer a esperança. Mais a mais, - a infelicidade de uns é a felicidade de outros… - o Vitória de Setúbal, mergulhado numa profunda crise, vem somando derrotas atrás de derrotas. Este confronto com o Nacional, diríamos, é de capital importância para a fuga à cauda classificativa. Mas, convenhamos, não será tarefa fácil… BENFICA -MARITIMO Terá "ressuscitado" o ataque encarnado ou…os quatro golos de Setúbal aconteceram porque o adversário era demasiado fraco para constituir oposição capaz ? O Marítimo - pelo campeonato que vem realizando e, agora, com um astuto Carvalhal ao leme - é teste a essa situação com a particularidade de, por norma, fazer bons resultados na Luz. Sabido é o

mesmo que não tivesse decidido a eliminatória… Porém, para além do acto em si, fica o resto, também dito por Cristiano Ronaldo :"quando me assobiam tento mais a sorte do remate!" Não sabemos se o atleta estava a referir-se aos assobios que escutava sempre que a bola estava em seu poder; se era sobre isso que falava, então o golo foi mesmo de raiva! Fica o registo: sempre que se quiser ver o Cristiano Ronaldo marcar um golo, nada melhor do que assobiá-lo! • O presidente do Ericeirense está em greve de fome, porque tudo tem feito pela colectividade da terra e…os apoios oficiais não têm passado de meras promessas. Numa entrevista televisiva, com toneladas de emoção à mistura, o presidente do Ericeirense não escondeu a mágoa que lhe minava a alma, sobre a situação em que vive, e não escondeu, também, o monte de promessas que tem vindo a escutar mas que não têm chegado à realidade.

objectivo do Benfica e, para ser alcançado só a vitória conta… PAÇOS DE FERRREIRA ACADÉMICA - Uma boa oportunidade para os homens da capital do móvel se aproximarem um pouco de lugares mais confortáveis… se a Académica deixar, obviamente. Se a necessidade aguça o engenho, o Paços de Ferreira está super necessitado de pontos, enquanto os estudantes, a bem dizer, estão livres de qualquer perigo. Um percalço qualquer para os da casa e…a situação começa a complicar-se. É que estamos mesmo à beirinha da hora de todas as definições…

Amadora têm dado. Independentemente das greves aos treinos, não há jogos em que participem que não discutam o resultado, criando dificuldades a qualquer adversário, por muito poderoso que seja! Acreditamos que depois de um jogo na passada quarta feira - para a Taça de Portugal a condição física não seja a melhor, mas também temos a certeza que não entregarão de mão beijada os três pontos. Óbvio que o Sporting é favorito e não deverá ser obrigado a dar tudo, mas…não pense em facilidades!

SPORTINGESTRELA DA AMADORA - Se tem havido algumas "lições" nesta Liga Sagres, a maior é, seguramente, a que os profissionais da

LEIXÕES-GUIMARÃES Um bom jogo em perspectiva, A sensacional época leixonense contrasta com a do Vitória, nitidamente abaixo do que prometeu e do que a sua massa associativa esperava. O 6º lu-

É normal. Estranhamos esta tristeza. Na hora da euforia, não há promessa que não seja feita. É de bom tom. Melhor: politicamente correcto; depois é que são elas. Conseguido o apoio popular, ocupado o lugarzinho do poder, venha lá o mais pintado ou a colectividade mais nobre do concelho, pedir o que quer que seja! Ninguém se lembra de ter prometido, ninguém tem conhecimento do caso ou…todos estão surpreendidos porque a situação encontrada na Câmara, na Junta ou lá no que seja, é bem pior do que imaginavam! Mas, presidente do Ericeirense, desculpe lá: será que os destinos de uma colectividade, por muito amor que lhe tenhamos, pode arruinar a nossa saúde? • O Boavista está, como diz o povo, em maus lençóis. Quem havia de dizer. Uma colectividade com grande historial, com um título de campeão nacional e, num abrir e fechar de olhos, graças a gestões megalómanas, a cair no fosso de uma descida para a 2ª

Divisão, sem honra nem glória! Compreende-se a mágoa de quem sentiu aquela camisola ao longo de muitos anos; compreendo o choro do Manel do Laço, aquela figura típica que não dispensa a cartola sempre que se senta no seu lugar cativo do Bessa. Compreendo os jogadores que sentem os seus contratos tremidos e com alguns meses de atraso no que toca aos seus vencimentos. Compreendo tudo. É triste… È verdade que o Boavista enfrenta uma das piores crises da sua vida, está à beira de uma desqualificação - se vivêssemos num país a sério… - tem a sua imagem manchada com tudo o que se vai dizendo à sua volta. Mas…por acaso alguém se lembrou de exigir responsabilidades a quem levou a nobre colectividade do Bessa, à situação em que se encontra? Por acaso já alguém decidiu esmiuçar todo o caminho percorrido desde a conquista do titulo nacional até aos nossos dias? Se não, é melhor fazê-lo já, antes de procurar na zaragata,

gar classificativo do Leixões, espreitando os lugares europeus, é indicador de algum favoritismo para a partida no Estádio do Mar. NAVAL - RIO AVE - Duas equipas em nítida aflição. Se o sair de lanterna vermelha traz alguma moral, então os vilacondenses descerão até à Figueira com esperança.; porém… só o facto de terem de defrontar uma equipa que também precisa de dar o salto com três pontos no saco, será suficiente para perceber que o factor casa pode ser determinante para atingir esse patamar. A vitória sobre o Leixões foi muito importante, mas… a confirmação ante o Rio Ave será importantíssima!…

na agressão e na injúria a vingança para os cofres vazios e para a fila de credores que batem à porta do Bessa… Julgamos que não. E é pena. Talvez alguns dos se passearam nos grandes festejos devessem pedir desculpa pelos erros - os muitos erros - cometidos! A arbitragem portuguesa, ou anda com malapata, psicologicamente afectada pelos muitos deslizes dos seus homens ou…estes são mesmo mauzinhos e não conseguem demonstrar intra-muros - sabe-se lá porquê… - o mínimo de capacidade que demonstram na estranja! • Aquela grande penalidade perdoada ao FCPorto, com o resultado ainda em 0-0, é um hino à incompetência, para não dizer à falta de classe! Depois ficam todos irritados quando se diz que no reino da arbitragem o Rei anda nú… Mas anda mesmo!


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LIGA SAGRES

Académica deixou fugir cinco pontos nos últimos três anos já perto do apito final do árbitro

Má sina em Paços de Ferreira... Se, por mero acaso, os jogos durassem apenas 85 minutos, a Académica teria saído de Paços de Ferreira, nos últimos três anos, com duas vitórias e um empate. Mas os “ses” não contam no futebol e, por isso, o que ficou para a história foram dois empates e uma derrota, traduzidos em dois míseros pontos conquistados. Paulo Rodrigues

Má sina, pois, na “capital do Móvel” para os de Coimbra e…óbvio, excelente indicação para os da casa. Assim, nos três últimos jogos diante da Académica, tiveram sempre um final feliz para o Paços de Ferreira. Em 2005/2006, a vitória pacense surgiu ao minuto 90, em 2006/2007, o empate foi alcançado ao minuto 87 e na época passada, Wesley tirou a vitória aos estudantes ao minuto 92. Ou seja, nas últimas três épocas, a Académica viu “fugir” cinco pontos já perto do apito final do árbitro, quando os seus adeptos - e os próprios

jogadores e treinadores – já não o imaginariam. Apesar do histórico pouco feliz, a Académica parte para o (re)encontro da próxima segunda-feira (que encerra a jornada 26) numa posição bem mais confortável, o que poderá determinar outro desfecho na partida. A juntar aos quatro pontos de vantagem sobre o adversário, os estudantes têm a manutenção praticamente assegurada, o que lhes permite jogar de forma mais tranquila, sem a pressão de ter que somar pontos. Sai um, entram dois Para o encontro na capital do móvel, estão confirmadas na Académica duas ausências, por

castigo: Sougou (cumpre o último dos três jogos de castigo) e Pedro Costa (completou uma série de cinco cartões amarelos diante do FC Porto). Ainda assim, Domingos Paciência tem razões para sorrir, uma vez que regressam à equipa (mais concretamente ao sector defensivo) Luiz Nunes e Hélder Cabral, ausentes, também por castigo, diante dos dragões. Os últimos cinco resultados 2007/2008 – 1-1 2006/2007 – 1-1 2005/2006 – 2-1 2003/2004 – 1-0 2002/2003 – 0-0

Pacenses apadrinharam estreia de Pedrinho Para além do empate a um golo, a última visita a Paços de Ferreira, a 17 de Fevereiro de 2008, ficou também marcada pela estreia de Pedrinho a titular com a camisola da Académica. O lateral-direito estava há pouco mais de um mês em Coimbra, proveniente do Varzim, da II Liga, mas cedo mereceu a confiança de Domingos Paciência. Os

números viriam a dar razão ao treinador: nas 36 partidas realizadas pela Briosa no campeonato, desde então, Pedrinho esteve em 31. Não admira, assim, que o lateral de 24 anos, seja um dos activos mais valiosos da Académica e, de acordo com notícias recentes, alvo da cobiça por parte de clubes do principal campeonato alemão.

Equipa da Figueira da Foz acredita na melhor classificação de sempre

Naval perto de garantir a quarta permanência Diogo Godinho É com grande satisfação que se prepara a próxima partida na Figueira da Foz, a segunda da dupla jornada caseira que o calendário reservou para este final de época. Após uma suada vitória sobre o Leixões – 1-0, golo de Paulão aos 17’ – a permanência é já quase uma certeza e outros objectivos se erguem. Com vinte e sete pontos em vinte e cinco jogos disputados e uma margem de sete pontos sobre o décimo quinto classificado, os figueirenses podem olhar o que resta da Liga Sagres com mais segurança e procurar prosseguir a ascensão gradual que o clube tem conseguido: 13º em 2005/06, 12º em 2006/07 e 11º em 2007/08.

De modo a cumprir este objectivo secundário, a Naval dispõe de um calendário extremamente apelativo onde defrontará somente equipas da segunda metade da tabela, excepção feita à penúltima jornada com o clássico maior do Distrito de Coimbra. Aprofundando a análise ao ciclo que se segue é importante assinalar que, dos cinco jogos que faltam realizar, três serão cumpridos no Estádio José Bento Pessoa sendo dois dos quais frente aos depauperados Estrela da Amadora (28ª jornada) e Vitória de Setúbal (30ª e última jornada). Tendo em vista a próxima jornada, frente ao Rio Ave (domingo pelas 16h00), Ulisses Morais já pode contar com Dudu (traumatismo na tibiotársica direita) e Bolívia (trauma-

tismo nos gémeos) completamente recuperados. Peiser – com traumatismo no ombro direito – tem vindo a treinar condicionado e deverá ceder a baliza ao companheiro Jorge Baptista, já Kovacevic (operado ao joelho) queima a sua última etapa na reintegração no grupo. A cargo do Dr. Pedro Santos mantém-se Baradji – devido ao traumatismo que sofreu no joelho direito na última jornada – que deverá manterse afastado da competição nas próximas semanas. “Focados para atingir o nosso objectivo” Confiante revela-se Marcelinho. O avançado mostra-se optimista na abordagem à manutenção quando refere que “o

objectivo ainda não foi conquistado mas nós só temos de conquistar mais um jogo e estamos focados para atingir de uma vez o nosso objectivo”. Relativamente à possibilidade da Naval atingir a sua melhor classificação de sempre o jogador afirma que “enquanto os números tiverem em nosso favor e tivermos oportunidade nós acreditamos, depois de essa meta ser cumprida (a manutenção) nós temos esse objectivo de superar a melhor classificação da Naval na liga. Acabou um objectivo e tem que tentar outro. Então nós cremos que é possível sim.” Sobre a próxima época, o ponta de lança brasileiro não tem dúvidas ao afirmar que a Naval pode aspirar a algo mais do que a manutenção:

“É possibilidade. Todos vão começar do zero e nós vamos focar para isso, para cada vez alcançar alvos maiores”. Acrescenta ainda que conta fazer parte desse propósito ambicioso: “Eu tenho projecto de ficar aqui e espero que isso aconteça”. Confrontado com a fraca afluência do público, que não apoia a equipa tanto quanto poderia, o atleta confessa que fica desgostoso mas não esmorece: “A Figueira é uma cidade tão grande e os adeptos não podem apoiar os jogadores... Mas independente disso, nós temos de estar focados no nosso objectivo, que é somar pontos, e nós sabemos que é isso que é mais importante, que a Naval continue sempre na primeira liga”.


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FUTEBOL

Estrela da Amadora a imagem do desespero Muita gente pergunta como e porquê a Liga de Clubes não actua perante a situação cada vez mais dramática que se vai vivendo no Estrela da Amadora. Encolhem-se os ombros, franze-se o sobrolho, mas a verdade é que o jogadores continuam a estender a mão à caridade e a (des)confiar nas promessas que surgem mas nunca são cumpridas. Não falamos do triste retrato que por aí vai alargando - agora foi o Olivais e Moscavide que não conse-

guiu esconder o deficit de tesouraria…) e falamos, apenas, do Estrela. Por mais uma noticia triste…e preocupante: O jogo da Taça esteve em risco porque a Ocidental Seguros tinha anulado o seguro obrigatório aos jogadores. António Oliveira, o "teimoso" presidente do Estrela, não hesitou em afirmar que… "mal tomámos conhecimento da situação, providenciámos logo a regularização da dívida - qualquer coisa como 36 mil euros! - afim de que o jogo da Taça não estivesse em risco!"

Nesta Liga Sagres, há mais retratos destes. Escondidos pela capa do proteccionismo, mas há. Estranho mesmo é querer-se ter um futebol competitivo, "alto", capaz de discutir com os maiores, mesmo tendo conhecimento de que pelos cifres dos clubes, há mãos cheias de nada, promessas que não se cumprem, legislação que não se aplica, enfim, um ror de coisas que ajudam a manter este nacional porreirismo!

Vitória em jogo treino

Navalista Baradji no “estaleiro”

A Académica que só na próxima segunda feira defronta o Paços de Ferreira, aproveitou mais um dia de preparação para defrontar, em jogo treino a equipa do Tourizense, e pôr a “rodar” os jogadores menos utilizados nesta temporada. Vitória natural dos homens de Coimbra, com três golos sem resposta, apontador por Éder, Helder Cabral e Carlos Aguiar.

Numa altura em que necessitava de todos os seus elementos no máximo da forma, a Naval vê-se privada do concurso do médio Baradji, em repouso absoluto, devido a uma lesão no joelho que requer uma avaliação mais aprofundada. O médio francês sofreu uma lesão no joelho, durante o encontro com o Leixões e, por ordem do departamento médico, estará em repouso absoluto até hoje , sexta feira, sendo reavaliado de seguida.

ACADÉMICA-TOURIZENSE

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PAIXÃO “SALVA” BENTO A expulsão de Paulo Bento no encontro de Guimarães iria trazer, supunha-se, um castigo relativamente pesado ao técnico leonino. Não era a primeira vez que tal acontecia e, por isso, os “repetentes” na mesma cena levam sempre penas mais pesadas… Porém, com alguma surpresa para os adeptos, a Comissão Disciplinar da Liga aplicou apenas a multa de 500 euros, sem mais qualquer penalização. Isto quer dizer que Paulo Bento pode sentar-se comodamente no banco no encontro de amanhã, em Alvalade, frente ao Estrela…; isto quer dizer, também, que no relatório de Bruno Paixão foram omitidas as razões da expulsão – palavras – ou, então, não as declarando, não existiria matéria “de facto” que fosse suficiente para aquela atitude sempre prepotente do árbitro de Setúbal. Até nestas “coisinhas” as atitudes dos árbitros deveriam ser averiguadas…


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LIGA VITALIS

MANUEL FERNANDES (TREINADOR U. LEIRIA)

Sérgio Claro / Imagereporter

“Lutar pela vitória em todos os campos” À entrada para as cinco derradeiras jornadas da II Liga em futebol, a U. Leiria ocupa o 3º lugar, a quatro pontos de distância do 2º classificado (Olhanense) e de alcançar a subida de divisão. Está cada vez mais perto o objectivo que Manuel Fernandes nunca deixou de assumir, mesmo quando tal parecia uma utopia. Agora, o técnico leiriense, mantém a confiança na sua equipa e recusa qualquer pressão. Manuel Fernandes diz que "vamos aguardar, faltam cinco jogos, vamos esperar por eles", avançando que a sua equipa está "pronta para lutar pela vitória em todos eles, mas sabemos que vamos ter grandes dificuldades para ganhar em alguns campos. Nesta divisão é tão difícil ganhar em casa como fora". Quanto ao próximo adversário, o D. Aves, em partida a disputar na manhã do próximo Domingo, o técnico diz que "é uma grande equipa e a prova disso é que na última jornada

ganhou num campo difícil, como o do Freamunde". Admitindo não esperar facilidades, garante que "vamos tentar ser tão fortes como até aqui".

coisas brilhantes". "Eles sabem o que eu espero deles". O técnico diz que o seu discurso de hoje é precisamente igual ao do dia que entrou em Leiria. Explicando que os jogadores "estão à vontade, não podem jogar sobre pressão, porque a pressão limita determinados aspectos na alta competição". A terminar deixa uma frase esclarecedora: "Não quero que estejam pressionados a ter que ganhar tudo, mas eles sabem que só ganhando tudo podem ser felizes".

Técnico recusa pressão de ter que subir Apesar do sonho inicial estar cada vez mais próximo de se concretizar, Manuel Fernandes diz não estar "preocupado com isso" e que não está a transmitir isso aos seus jogadores. Afirmando mesmo que "não há pressão, porque eles já fizeram

Em Fevereiro, ainda a U. Leiria lutava pela manutenção na II Liga, Carlão veio do futebol brasileiro à experiência para Leiria. O treinador Manuel Fernandes não teve dúvidas de que se tratava do ponta de lança que ambicionava para a sua equipa. Na visita aos Açores, Carlão esteve no banco e não foi utilizado no que foi a última derrota sofrida até ao momento. Daí para cá, Carlão pegou de estaca na equipa do Lis. A sua estreia foi a 22 de Fevereiro e logo com um golo madrugador no triunfo caseiro frente ao Gondomar. Juntamente com Cássio, o artilheiro da equipa, que já soma 14 golos nesta Liga, faz uma dupla temível, pois ou dá a marcar, ou marca mesmo, como foi o caso do último triunfo unionista, em que Carlão apontou os dois golos da vitória por 2-0 sobre o Boavista. Também já havia apontado dois golos no triunfo obtido na Covilhã. Carlão foi titular nos últimos sete jogos, a equipa ainda não perdeu e o brasileiro já soma cinco golos na sua conta pessoal. No final do triunfo frente ao Boavista, que colocou a U. Leiria a 4 pontos do 2º lugar da Liga Vitalis, Carlão era o espelho da serenidade e confiança que parece imperar no seio do plantel da U. Leiria.

João Martias / Imagereporter

Carlão uma experiência com sucesso a equipa ter mais três pontos, que é o mais importante no momento. Seja com golos meus ou dos meus companheiros, o que vale é os três pontos.

Dois golos que valem 3 pontos. O Carlão chegou há pouco tempo a Leiria, mas já é titular indiscutível no ataque... É com muito trabalho que os resultados têm acontecido, para fechar e unir mais o grupo. Deus tem-me ajudado a fazer golos e quando não faço tenho ajudado o meu companheiro a fazêlos. Fico muito feliz por estes dois golos e por ter contribuído para

Dá ideia que você e o Cássio combinam, esta semana eu assisto e tu marcas, para a semana assistes tu e marco eu... Sim. Hoje eu cheguei a falar com o meu companheiro de posição, Cássio, ele estava tenso a querer marcar, mais eu disse: - Calma, nós somos uma equipa, quando não é você sou eu, quando não somos nós é outro elemento da equipa. O que interessa é que a bola entre. Temos que ter tranquilidade, somos uma equipa e com calma vamos chegar lá. Temos que ter tranquilidade para ajudar a equipa.

À medida que se estão a aproximar dos lugares de subida há ou não pressão sobre o grupo de trabalho? Existe uma certa pressão, mas neste momento temos que ter bastante tranquilidade e paciência. Esta recta final é como uma escada, eram oito degraus, temos que subir um a um, os degraus estão a diminuir, temos que pensar num adversário de cada vez, ter tranquilidade para matar um Leão por jogo, mas de vagar nós vamos conseguir chegar lá. Já se imagina a jogar na próxima época com a camisola na U. Leiria na I Liga? Sim. Nós temos grandes chances de conseguir a subida e temos fé que vamos lá chegar.


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FUTEBOL

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FÁTIMA

“Ganhar sempre o jogo seguinte continua a ser a nossa filosofia” Desabafo de Rui Vitória que não esconde esperar muitas dificuldades na deslocação à Pampilhosa

À entrada para a 8ª e antepenúltima jornada referente à Fase de Promoção da Série C, Segunda Divisão Nacional, a Equipa do Centro Desportivo de Fátima leva uma vantagem confortável de nove pontos para os segundo e terceiro classificados, deslocando-se este Domingo à Pampilhosa para defrontar a equipa local, actual terceiro classificado da prova, sendo um ponto suficiente para assegurar, desde já, a presença nas meias-finais da prova onde aí poderá discutir o acesso à Liga Vitalis. Um dos responsáveis pela boa temporada que a equipa está a realizar é o técnico Rui Vitória. Aniversariante há poucos dias... uma subida de escalão poderia ser a prenda. Para já as meias finais estão à distância de um ponto… “Para já, o objectivo é esse. Tentar atingir essa meta, falta um ponto e… há que alcançá-lo. As coisas estão muito perto e não me passa pela cabeça outra situação, independentemente de ser prenda ou não. A filosofia que traçamos no início do campeonato mantemo-la: ganhar o jogo que se segue. Assim sendo… queremos ir ganhar à Pampilhosa!” Que cenário está à espera nesta deslocação? Olhe, estou à espera de encontrar uma equipa forte, determinada e, como sempre, apostada em contrariar o nosso

jogo. O Pampilhosa é uma equipa difícil, com bons jogadores e excelentemente orientada. Uma equipa que até determinada altura da época se assumiu como favorita, como uma das candidatas a subir de divisão, tem que ter argumentos. E tem-nos. Sabemos isso. Daí não estar a pensar em facilidades. Bem pelo contrário. Como foi o campeonato no seu todo. Não tivemos caminho fácil e só pela qualidade dos nossos jogadores é que conseguimos chegar onde estamos!

Sérgio Claro / Imagereporter

David Agostinho

Quando planeou a época, era aposta a subida? Quando falaram comigo, com a equipa técnica, o que se falava era andar nos primeiros lugares mas nunca foi um objectivo definido com uma subida de divisão. Até porque se repararmos não é fácil uma equipa que teve alterações profundas estar, no ano seguinte, no patamar em que estamos. Normalmente as equipas que fazem esse trajecto têm quedas, têm desilusões no ano seguinte. Sabíamos que ia ser uma temporada tremendamente complicada, porque íamos ser um alvo a abater e não tínhamos estrutura financeira que nos permitisse construir uma equipa com esse objectivo. Mas construímos uma equipa com jogadores novos – no clube e em idade - e, felizmente, eles encaixaram na perfeição naquilo que eram os nossos propósitos e rapidamente começámos a entrar no trilho das vitórias. Tem sido um esforço colectivo que importa salientar. Agora é importante terminar bem.

União da Serra quer ficar o mais à frente possível

“Objectivo é o segundo lugar” O União da Serra joga este Domingo com o Monsanto, uma semana depois de ter conseguido uma vitória moralizadora por 1-0 frente ao Tourizense em Santa Catarina da Serra. Com um jogador castigado, o lateral Ruas, e sem lesionados no plantel, o treinador Ricar-

do Moura não espera facilidades na deslocação ao campo do Monsanto: “Vai ser um jogo difícil, num campo pequeno. Não espero facilidades contra esta equipa, apesar de estar a um ponto do segundo lugar, que é o nosso objectivo nesta fase. Apesar de tudo, vamos jogar para ganhar”.

Questionado sobre o facto de, ao terem vencido o Tourizense, terem ajudado o seu vizinho e rival Fátima a ficar a apenas um ponto do “playoff” de subida, o treinador reconheceu que “indirectamente, ajudamos o Fátima”, mas que isso não desvia dos objectivos traçados para esta fase, que é

o segundo lugar. Quanto ao problema mais premente do momento, a finalização, afirmou que apesar do problema ainda não estar resolvido, existem melhorias: “Nos últimos jogos, não temos marcado muito, mas estamos a aproveitar melhor as oportunidades. Neste último jogo, com o Tou-

rizense, marcamos no inicio da segunda parte, num lance estudado. Depois da expulsão do nosso jogador, recuamos para um esquema de 4-4-1, onde privilegiamos a posse de bola e aguentamos a pressão dos atacantes adversários”. PT


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REPORTAGEM

KIMMEL, desabafa:

“As camisolas ainda pesam” jogador, que partia isolado para a baliza. Caso tivesse acontecido com o meu guarda-redes, provavelmente seria expulso. Mas neste caso em particular, o jogador levou apenas um amarelo, devido ao critério do árbitro. O Estrela tem no plantel jogadores que vêm quer do Sporting, quer do Benfica, e como eles tem sempre a hipótese de regressar aos seus clubes de origem, o peso dessas camisolas ainda conta.

Como está a decorrer esta fase ao União de Leiria? Estamos a fazer bons jogos, mas os resultados não estão a ser muito favoráveis. Perdemos 1-0 com o Benfica, no Seixal, um resultado que achei muito injusto, pelo futebol que praticamos, e contra o Estrela da Amadora, eles tem uma boa equipa, mas apesar do resultado final, [empate a uma bola, em Santa Eufémia] acho que tivemos as melhores oportunidades do jogo. Ainda tem esperança de passar da segunda fase? A esperança só morre no fim, mas a gente pensa jogo a jogo, e o próximo é no Restelo, frente ao Belenenses, e vamos lá com a atitude de sempre, que é de jogar para ganhar. Como é treinar nas camadas jovens, é diferente de treinar jogadores seniores, por exemplo? Depende da ambição. Aqui no União de Leiria, quando se pega numa equipa de Juvenis, a ambição está sempre presente. Se fosse treinar os seniores, mas numa equipa de menor dimensão, já era mais complicado, pois podiam faltar jogadores para treinar, por exemplo. Aqui em Santa Eufémia, as condições são completamente diferentes, pois tenho o trabalho facilitado.

A sua função tem uma componente formadora? Nesta idade tenho de ser mais formador do que outra coisa. Nesta categoria, a dos Juvenis, os jogadores tem de ser muito mais competitivos do que nos Iniciados, pois nesta série apanham desde cedo os clubes da zona de Lisboa. Não quero que esta equipa se comporte como o CADE (Entroncamento), que a cada dois anos, ora sobem, ora descem de divisão.

E neste tipo de escalão, a camisola conta? A camisola conta muito, sim. Especialmente em termos de arbitragem, conta muito. Dou um exemplo: neste último jogo, contra o Estrela de Amadora, houve um lance em que o guarda-redes adversário rasteirou o nosso

E compensa este trabalho? Estou a gostar do trabalho neste clube. Já estive aqui anteriormente, durante dois anos. Espero ter condições ainda melhores no futuro, que é para poder aproveitar muito melhor os jogadores que vierem a surgir, porque ter meio campo durante o ano inteiro, por exemplo, é muito pouco para uma equipa que está a disputar os Nacionais. Apesar deste trabalho de formação, tem saudades de treinar os seniores? Às vezes tenho, e se me surgisse um clube com um bom projecto, era capaz de aceitar. Mas como estou sempre a trabalhar com malta mais nova, sinto-me satisfeito por estar aqui. Acho difícil sair daqui para treinar com jogadores mais velhos.

Foi profissional de futebol durante muitos anos, quer aqui, quer na Alemanha. Que tipo de diferenças sente em relação ao futebol que se joga, cá e lá? A diferença em ambos os campeonatos, por aquilo que observo, é que em Portugal, a maior parte das equipas não jogam para ganhar. Mesmo nesta categoria, nos Juvenis, quando a minha equipa joga contra Sporting ou Benfica, os jogadores começam instintivamente a defender, jogando para o empate, ou para perder por poucos. Nas minhas equipas, tento sempre fazer com que os meus jogadores joguem para ganhar, independentemente do adversário que defrontarem. Quando perdemos com o Benfica, há duas semanas, eles ficaram desiludidos com o resultado. Na Alemanha, não é assim, as equipas, independentemente do nome ou da classificação em que se encontram, entram sempre para ganhar, raramente jogam para o empate.

O BI DE KIMMEL

Nuno Brites / Imagereporter

A equipa de Juvenis do União de Leiria está neste momento na segunda fase do campeonato nacional da sua categoria, onde defronta equipas fortes como o Belenenses, Estrela de Amadora e o Benfica. Apesar dos resultados não serem muito favoráveis, o seu treinador, Michael Kimmel, está esperançado que poderá superar estes obstáculos. Em entrevista ao Desportotal, Kimmel fala da temporada actual, de trabalhar nas camadas de formação e das diferenças entre a mentalidade e da maneira de jogar em Portugal e na Alemanha, especialmente quando aqui, as camisolas “pesam” em situações criticas.

Nuno Brites / Imagereporter

Reportagem de Paulo Teixeira Fotos de Nuno Brites

Michael Kimmel nasceu a 8 de Janeiro de 1966 na Alemanha. Jogou em clubes como o Fortuna de Dusseldorf e o Eintracht de Frankfurt, onde chegou a pisar os palcos da Bundensliga. Em 1992, estava no Homburg quando recebeu o convite para jogar no União de Leiria, então na Divisão de Honra, e fez parte do plantel que na época de 1993/94, subiu à I Divisão, após 12 anos de ausência. Esteve no clube até 1996, altura em que se transferiu para o Vila Real. Depois jogou durante cinco anos no Beneditense, e a seguir rumou para o Bidoeirense, onde jogou durante meio ano, para terminar a sua carreira futebolística em 2003, ao serviço do Alqueidão da Serra. A carreira de treinador começou logo a seguir, treinando os Juvenis do União de Leiria durante duas épocas, ao que depois rumou a Alqueidão da Serra, para completar a época de 2006. Após isso, esteve parado durante um ano até regressar este ano ao União de Leiria.


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REPORTAGEM

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Luís Pedro – capitão de equipa

Luis Pedro é o “capitão” de equipa e a voz de comando dentro do campo. Médio defensivo, esteve no ano passado na selecção nacional sub-16, falou à Desportotal sobre a actual época desportiva, bem como as diferenças de jogar entre um clube grande como o F.C. Porto e o União de Leiria, e os seus ídolos desportivos. Como é vir de um clube grande, como o F.C. Porto, para chegar ao União de Leiria? É complicado mudar de cidade, mudar de clube. É diferente, o F.C. Porto tem as condições que tem, vir para Leiria foi diferente. Mas não é a primeira vez que faz esta mudança, pois já acontecera o mesmo quando saiu do Tourizense para o F. C. Porto. Sim. Quando soube que vinha para cá, pensava que iria para um clube com melhores condições. Foi um choque quando cá cheguei, mas com o tempo habituei-me, trabalhando sempre, e com a ajuda dos meus pais, que sempre me deram apoio. Custou-me vir embora do Porto, mas agora que estou aqui, gosto quer da cidade, quer do clube. Mas tem sempre a esperança de voltar um dia. Esperança, tenho sempre. Agora tenho de continuar a trabalhar, ser humilde, e esperar pelas oportunidades que surjam.

A actual época desportiva, como está a decorrer? Acho que está a ser uma época positiva, é um grupo bom, unido. Se calhar podíamos ter passado directamente à segunda fase, mas ainda fizemos um jogo de apuramento [com o Estoril, onde empataram a zero nas duas mãos, passando nas grandes penalidades por 5-3], mas acho que é uma época que está a correr bem. Nesta segunda fase, apesar dos resultados, há a esperança do apuramento? Claro, impossível não é. Temos de trabalhar para ganhar no Domingo com o Belenenses, no Restelo, e depois, se o Benfica escorregar, temos de aproveitar as oportunidades. Para concluir, uma pergunta pessoal: quem é o seu ídolo futebolístico? Para mim é o Xavi, do Barcelona. E trocarias de camisola com ele? Certamente que sim.

Nuno Brites / Imagereporter

O BI DE LUÍS PEDRO Luís Pedro Azevedo Pereira nasceu a 9 de Janeiro de 1992 em Coimbra. Em campo joga como médio defensivo. Iniciou a sua carreira no Tourizense, onde as suas exibições foram notadas pelos olheiros do Futebol Clube do Porto. Foi para a casa dos “dragões”, mas logo a seguir rumou para o União de Leiria, onde se mantêm até hoje, como capitão de equipa.

Nuno Brites Imagereporter

Daniel Cardoso

“Na Selecção, não há lugares cativos” Daniel Cardoso, juvenil de primeiro ano, joga como defesa central e destacou-se este ano no plantel, a ponto de ser convocado por Emílio Peixe para a selecção nacional de sub-16 para o Torneio de Carnaval, jogando em dois dos três jogos, e agora voltou a ser convocado para um estágio de dois dias. Nesta entrevista, para além do seu mais recente feito, fala também sobre a actual época desportiva do União de Leiria e dos seus ídolos em campo. Nuno Brites / Imagereporter

“Espero que as oportunidades surjam”

Como é que chegar à Selecção Nacional? Complicado. Cheguei a trabalhar. Não estava á espera. Trabalhar com o treinador Emílio Peixe, é exigente? É exigente, mas é um bom mister. Em relação à integração no grupo? Foi fácil, mas lá não há lugares cativos. Passando para o clube, que está a achar da sua época desportiva neste momento? Tá a correr bem. Empatamos agora com a Estrela, depois de termos apanhado o Benfica. É complicado, mas nada é impossível. Tem esperança para passar à fase final? Sempre há esperança, mas é complicado. Para concluir, uma pergunta pessoal: quem é o seu ídolo futebolístico? Os meus ídolos são o Puyol, do Barcelona e o Bruno Alves, do F.C. Porto Se algum dia estiver frentea-frente em campo com algum deles, como ficaria? Alegre, por estar a jogar frente a um ídolo. E trocarias a camisola com ele? Sim, claro que trocava.

O BI DE DANIEL CARDOSO Daniel Almeida Correia Cardoso nasceu 19 de Maio de 1993 em Leiria. Joga em campo como defesa central. Iniciou a sua carreira aos nove anos nas Escolinhas do União de Leiria, onde se mantêm até hoje. Neste seu primeiro como juvenil, as suas exibições foram notadas por Emílio Peixe, que o convocou por três vezes para a Selecção Nacional de sub-16, no Torneio de Carnaval, e jogou duas partidas completas com a Irlanda, em Torres Novas e com a Dinamarca, em Abrantes.


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III DIVISÃO NACIONAL

Marinhense mais próximo do sonho da subida Orlando Joia

O Marinhense disputa a subida à II Divisão de futebol e com três jornadas já decorridas na fase final da série D da III Divisão, é a única equipa que, nessa fase, ainda não perdeu, ocupando o 2º lugar a um ponto do líder, Sertanense e com três de vantagem sobre o Benfica e Castelo Branco e quatro sobre o Sp. Pombal. O emblema da Marinha Grande, com 86 anos de vida, que está associado a alguns dos momentos memoráveis do futebol da região de Leiria, isto apesar de nunca ter conseguido chegar à I Divisão, pode estar perto de voltar a festejar o êxito no desporto-rei. O Atlético Marinhense disputa a fase final da série D do Nacional da III Divisão e ocupa o 2º lugar, numa fase que irá apurar as duas equipas que irão subir à II Divisão. A presença entre os candidatos à subida é, por si só, surpreendente para quem no início do campeonato acompanhou as mexidas dos planteis. O Marinhense praticamente não se reforçou, apostou na continuidade do treinador José

Petana, um homem da casa, apesar de ser nazareno de gema. A aposta da equipa directiva liderada por Hélder Fernandes, também no que aos jogadores se refere, passou pela continuidade da estrutura da época anterior reforçada por elementos da equipa de juniores. Sem verba para contratar atletas de outras paragens, o Marinhense apresentou-se para disputar esta época 2008/09 recheado de juventude das suas escolas e atletas experientes do concelho vidreiro e de concelhos vizinhos. É uma equipa amadora, que vive de receitas reduzidas e, como tal, os subsídios que os seus atletas e equipa técnica auferem, são condizentes com os limitados recursos financeiros. Pedro Emanuel o "artilheiro" José Petana, teve desde a época passada um grande dilema, igual ao de muitos outros treinadores. Não tinha ponta-de-lança. Não tinha matador. Vai daí, entre muitos contactos e negociações falhadas, pois esses custam em euros o que prometem pagar em golos. Petana e a sua equipa técnica sacou um coelho da cartola... à medida de "quem não tem cão, caça com gato". No seio do plantel, com muitos anos de camisola alvi-negra vestida, estava a solução para grande parte dos problemas do Marinhense. Pedro Emanuel. O atleta de Vieira de Leiria, que fez a grande parte sua formação no SL Marinha e rumou aos seniores do Marinhense, ainda e sempre como

médio defensivo ou ala, eis que é colocado na frente de ataque. Os golos foram surgindo e Pedro Emanuel esta época já leva perto de duas dezenas de golos.

vens promessas, faz agora o papel de Ricardo Jorge.

Pedro Santos - o regresso do pequeno-grande jogador

O Marinhense pode assim estar próximo de fugir a uma III Divisão que irá ter a sua última época na próxima temporada, sendo o momento ideal, quem sabe? Para dar o salto e rumar a outras andanças do futebol nacional. O campo da Portela vai, finalmente, dar lugar a um espaço comercial e os milhões encaixados para a agremiação marinhense, irão servir para criar infraestruturas próprias para os escalões de formação. Mas será que os seus dirigentes vão resistir aos apelos dos resultados desportivos da equipa sénior, canalizando verbas para reforços sonantes? Hélder Fernandes é um homem da formação e de boas contas e promete muito rigor orçamental, mas, na prática, a resposta segue dentro de momentos... Até lá, a região de Leiria acompanha com especial atenção a recta final de uma história bonita de entrega a uma causa. Uma equipa de gente da casa que não tem barreiras para a sua ambição. Este domingo, pelas 16 horas, o Marinhense joga em Castelo Branco e, caso vença o Benfica local, o sonho do regresso à II Divisão poderá ficar do outro lado da esquina.

Os problemas da equipa vidreira não ficaram resolvidos com a solução caseira encontrada para o ataque, pois também aqui podemos recorrer a um ditado popular e afirmar que "uma andorinha não faz a primavera", eram necessárias outras soluções para o ataque. Os velozes Antero e Nunito produziam jogadas ofensivas, mas, por vezes faltava quem finalizasse. Um homem alto, dava muito jeito, mas eis que a solução, mais uma vez, passa por alguém que conhece os cantos à casa. Pedro Santos, um menino das escolas da U. Leiria, que no seu 1m60 consegue fazer esquecer os palmos que lhe faltam de altura com a muita inteligência e experiência que já acumula no futebol da região e mesmo além-fronteiras. Depois de mais uma experiência no futebol cipriota e antes de partir para nova aventura na ilha mediterrânica, Pedro Santos, não quis gozar um merecido descanso e aceitou reforçar o ataque marinhense na ponta final da época. Agora, dá um gozo especial ver Antero e Pedro Santos de novo com a camisola do Marinhense vestida, só faltando Ricardo Jorge para completar um tridente ofensivo que há cerca de uma década fez as delícias dos adeptos vidreiros. Pedro Emanuel, também ele dessa geração de, então jo-

Clube com resultados e encaixe financeiro à vista

Sp. Pombal quer regressar às vitórias O Sp.Pombal sofreu a primeira derrota na fase de subida 3ªdivisãoSérie D, ao ser derrotado pela terceira vez esta temporada, pela formação do Vigor. A equipa de Fernando Mateus, teve na ineficácia do remate a sua principal pecha e a formação de Fala acabou por vencer por 2-0. Esta derrota coloca, à terceira jornada, o Sp.Pombal a quatro pontos da subida,

embora esta não seja um objectivo assumido, nem pelos dirigentes, nem pelo grupo de trabalho. Na próxima jornada, o adversário que se segue é o Gândara, comandada pelo extreinador do Sp.Pombal, Nuno Raquete, perfeito conhecedor do plantel pombalense. A jogar perante o seu público, espera-se que a equipa "do Arunca" some mais três pontos para, desta forma, continuar a manter

esperanças na luta pela subida. O médio Rodolfo em declarações ao DESPORTOTAL salienta que " temos duas vitórias e uma derrota e estamos a quatro pontos do segundo lugar, por isso seria hipócrita se neste momento não pensasse numa possível subida. Ainda faltam sete jornadas e tudo pode acontecer. Vamos pensar jogo a jogo e manter a humildade que caracteriza a nossa equipa". Já o defesa central

Admilson refere que " há que levantar a cabeça, dado que, não fomos felizes no jogo de domingo. Agora diante o Gândara, esperamos regressar às vitórias." "Regressar aos bons resultados é também o pensamento de Thiago Faria. " viemos de um mau resultado, mas agora vamos procurar regressar aos bons resultados, para desta forma continuarmos a realizar uma boa época", realça.


DISTRITAL / DIVISÃO DE HONRA

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QUIM QUIM, JOGADOR E CAPITÃO DA EQUIPA DA ADPORTOMOSENSE

“Queremos cumprir os objectivos vencer Campeonato e Taça” Quim Quim (assim conhecido no mundo do futebol) jogador e capitão da equipa de futebol da Associação Desportiva Portomosense (ADP), aos 34 anos, a par da sua actividade profissional (CTT) pondera terminar esta época a sua carreira de jogador, conquistando troféus ainda em aberto (campeonato e taça). No futuro pretende continuar ligado ao futebol. Pedro Vale Há quanto tempo está ligado ao fenómeno desportivo? Comecei a jogar futebol aos 8 anos nas escolas da ADP (infantis). Aos 24 anos saí da ADP para a União Desportiva de Leiria, tornando-me profissional. Volvidos 3 anos, depois de ter estado emprestado uma época ao Sporting Pombal e outra à ADP, regressei definitivamente à ADP, onde estou de "corpo e alma". Como foi o regresso à ADP? Com o regresso à ADP, veio também a braçadeira de capitão. Como se sente nesse função? A chegada definitiva à ADP foi muito boa. Era uma casa que já conhecia. Ser capitão é, sempre, um marco na carreira de qualquer jogador. É uma função que desempenho com muito gosto e orgulho. Tento ser um líder, mantendo o grupo unido, mantendo uma forte ligação quer com a direcção, quer com os jogadores.

mação da ADP. A par da direcção, o Prof Rui Bandeira (actual treinador da ADP) tem vindo a fazer um óptimo trabalho, apostando também ele na formação.

Tem o apoio dos adeptos bem como da direcção? Em Porto de Mós, as pessoas não ligam muito ao futebol. Talvez isso aconteça porque nos anos anteriores havia muitos jogadores de "fora da terra", pelo que as pessoas não sentiam grande afinidade e não se identificavam com o clube. Neste momento o plantel é quase integralmente composto por jogadores formados na ADP. Tal facto faz com que os amigos e as famílias frequentem mais os jogos, aumentando assim o nº de adeptos. Temos um grupo de jogadores muito forte e a direcção está 100% connosco. Com a aposta forte da direcção na formação, da ADP têm surgido jovens com muito valor, pelo que daqui a 1 ou 2 anos prevemos que o plantel seja 100% da for-

Quais eram, à partida, os objectivos da ADP para esta época? Claramente a subida de divisão. Como na época passada tivemos uma boa prestação toda a gente falava de nós. Éramos o "alvo a abater". Mas o grupo é muito forte e coeso, pelo que trabalhamos todos os dias, e vamos continuar a trabalhar, para cumprir os objectivos - campeões e ganhar a taça. Como define o desempenho da ADP este ano? O desempenho da ADP esta época está a ser muito bom. Estamos muito bem classificados no campeonato (a 5 jornadas do final estamos em 1º, com 7 pontos de vantagem do 2º classificado) e atingimos a meia-final da taça. É com enorme satisfação que vejo este grupo a

caminhar tão bem rumo aos objectivos. Com a derrota do passado fim-de-semana, em casa, ante o Beneditense, vê comprometidos os objectivos? Bom… a derrota do passado fim-de-semana foi aquilo a que se chama "um acidente de percurso". Jogámos muito bem, mas entrámos a perder com um penalty. Depois durante todo o jogo fomos incapazes de finalizar. Mas penso que a equipa via rapidamente regressar aos bons resultados. Quais seriam as consequências para a ADP de um não cumprimento dos objectivos? Para a equipa e para os jogadores seriam um grande "balde de água fria". Temos trabalhado muito em prol da subida de divisão. A direcção apostou muito neste equipa e queremos para a próxima época estar um patamar acima. Como vê o futuro da ADP?

O futuro da ADP passa pela formação. O Clube tem formado "miúdos" com muito valor, que se têm integrado bem na equipa sénior e adaptado bem às diferentes competições. Pelo que, concretizando os objectivos desta época, na próxima queremos obter a melhor classificação possível no patamar acima, continuando a aposta na formação e nos jovens da ADP. E o seu futuro? Agora, e aos 34 anos, já planeia o fim da carreira como jogador? Tenciona ficar ligado ao fenómeno desportivo noutras funções? Bom, o que tenho planeado é terminar a carreira de jogador no final desta época. Gostava muito que fosse sendo campeão e ganhando a taça. No futuro tenciono ficar ligado ao fenómeno desportivo. Neste momento já obtive o Nivel II de treinador e sou treinador de uma equipa na ADP (na formação). Para a próxima época pretendo continuar no papel de treinador.

MIGUEL TAVARES, DIRECTOR DO GINÁSIO

“Nunca dissemos que queríamos subir de divisão” O Alcobaça não terá aproveitado da melhor maneira o deslize do Portomosense e, dessa forma, a possibilidade de ascender de divisão ficou mais distante. Mas… quereria o Ginásio de Alcobaça “subir mesmo” de escalão ? A pergunta que colocámos ao dirigente Miguel Tavares. Como resposta… Não se trata de querer ou não querer. Se os resultados

desportivos conduzissem a essa posição, naturalmente que assumiríamos a subida; porém, não vale a pena esconder que não estamos preparados para isso. Na época em que vivemos, não podemos alimentar coisas que, mais tarde, acabariam por se tornar negativas. Temos que olhar às realidades, às capacidades económicas e não ignorar que temos cada vez menos receitas tanto na bilheteira como em publicidade.

A realidade do país obriga a uma retracção em tudo… logo, no futebol, não poderíamos ser diferentes! Não será não acreditar na equipa ? Nada disso. Sabemos os jogadores que temos, o seu valor… Mas essa mensagem de “inoportunidade” foi passada aos jogadores? Foi. Nunca dissemos que não interessava subir de divisão – por isso se tal acontecesse o assumiríamos – porque tí-

nhamos e temos consciência do valor do nosso plantel e da equipa técnica mas, igualmente, nunca dissemos, também, que a subida era um dos nossos objectivos. Porque não era… Uma aceitação absoluta da classificação? Sim… e é uma honrosa classificação. Temos que agradecer a todos – jogadores, técnicos e massa associativa – o esforço que desenvolveram pela conquista dos melhores re-

sultados e pela qualidade do futebol que apresentámos. Estamos satisfeitos… Se subissem ficariam mais… Não era objectivo, não era meta a atingir. Não era, nem é. Mas a acontecer…aceitá-loíamos, embora conscientes de que teríamos muito mais dores de cabeça! O país está numa crise profunda e é ver o que se passa nas equipas de futebol para sentir que loucuras não podem acontecer…


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OPINIÃO

Jorge Coroado

Arbitragem escrita Na semana anterior referi que das dezassete regras que superintendem no futebol as que mais confusão e discussão propiciam são indiscutivelmente números 11 e 12. Porque, invariavelmente, as situações que envolvem confronto directo entre jogadores causam mais acalorada confrontação e ideias, entendi por bem transmitir o corpo principal da definição legal da regra XII – Faltas e incorrecções. Sobre a lei númeor XI – Fora de jogo, importa referir tratar-se, porventura, da que mais polémica e dificuldades causam, sobretudo a quem tem por missão avaliar e decidir, pois tudo é efectuado em movimento, por vezes

Ao tempo em que escrevo estas linhas não sei o que entretanto se vai passar na Ericeira e mais concretamente no Ericeirense, onde Mano da Silva, o presidente da colectividade, insiste numa greve de fome que tem tanto de insólito como de incrível. Respeitando, obviamente, as decisões de cada um, porque estamos numa nação democrática e tomadas de posição deste género só vinculam quem as toma, imagine-se a repercussão que o caso pode vir a desencadear num país que, desportivamente falando, tem tantos telhados de vidro. Não sei, também, o que vai na cabeça do protagonista da história, mas reconheço que o golpe é rude quando o pecúlio de uma vida se vê assim ameaçado. E constan-

com jogadores em sentido contrário. Se a lei XII é quase exclusivamente da responsabilidade do árbitro a que confere a posição lela dos atacantes respeita integralmente ao desempenho dos árbitros assistentes. Como preambulo a próxima explanação mais detalhada sobre a regra do fora-de-jogo, métodos de avaliação, dificuldades e tácticas de utilização da mesma, hoje o leitor terá oportunidade de conhecer na integra o texto oficial aprovado pelo IFAB – International Football Association Board, órgão que superinende na aprovação e divulgação mundial das dezassete regras. Posição de fora-de-jogo O facto de um jogador estar na posição de fora-de-jogo não constitui infracção em si. Um jogador estará em posição de fora-de-jogo se: Se encontra mais perto da linha de baliza contrária que a bola e o penúltimo adversário. Um jogador não estará na posição de fora-de-jogo se: . se encontra na sua própria metade do terreno de jogo ou; . está em linha com o penúltimo adversário ou; . está em linha com os dois últimos adversário.

Hélio Nascimento

Chutar para canto

Infracção: Um jogador em posição de fora-de-jogo será sancionado somente se no momento em que a bola toca ou é jogada por um seu companheiro, se encontra, de acordo com juízo do árbitro, envolvido no jogo activo: . interferindo no jogo ou . interferindo com um adversário ou . ganhando vantagem devido à dita posição No será considerado infracção: No existirá infracção de forade-jogo se o jogador recebe a bola directamente de: • um pontapé de baliza ou • um lançamento de linha lateral • um pontapé de canto Punição: Por qualquer infracção de fora-de-jogo, o árbitro deverá conceder um pontapé livre indirecto à equipa adversária, o qual será executado no local onde foi cometida a infracção Decisões do International F. A Board Decisão 1 A definição da posição do fora-de-jogo, “mais próximo da linha de baliza contrária”

temente destroçado. Fazer bem sem olhar a quem, afinal, não dá benesses de qualquer espécie. Só que o "fazer bem", nestes casos, é muito mais do que uma faca de dois gumes. Será, porventura, uma autêntica roleta russa, pronta a eliminar quem a desafie quando os contornos da situação extravasam os limites do bom senso.

Os clubes portugueses passam pelas dificuldades que são do conhecimento público. Mano da Silva tem recebido inúmeras visitas e apoios. A solidariedade é uma palavra que todos gostam de soletrar, não obstante, em certos

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significa que qualquer parte da cabeça, corpo ou pés está mais perto da linha de baliza contrária que a bola e o penúltimo adversário. Os braços não se incluem nesta definição.

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Deixa jogar

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Decisão 2 As definições dos elementos que determinam estar envolvidos em jogo activo são: Adélio Amaro • interferindo no jogo significa jogar ou tocar a bola que tenha sido passada ou tocada por um companheiro • interferindo com um adversário, significa impedir que um adversário jogue ou possa Jogar a bola, obstruindo o campo visual ou os movimentos, ou fazendo um gesto ou Movimento que, de acordo com o juízo do árbitro, engane ou distraia o adversário. • Ganhando vantagem da dita posição, significa jogar a bola que ressalta num poste, ou na barra depois de ter estado na posição de forade-jogo, jogar a bola que resssalta de um adversário depois de ter estado na posição de fora-de-jogo.

dramas, se revelar exígua perante o que é necessário resolver. Por outras palavras, nada se decide e tudo se adia. Quem é que, de pleno direito, com responsabilidades no quotidiano dos portugueses, intervém com pulso firme na resolução do imbróglio? Os clubes portugueses passam pelas dificuldades que são do conhecimento público. Todavia, há sempre quem contorne a questão, chutando-a para canto, ciente que o preço a pagar justifica o descaramento. Importa é competir e ganhar uns joguitos, depois logo se vê. Mal ou bem, Mano da Silva está aí, como triste exemplo de um tema também triste e do qual, agora, já tudo se espera.

adelio.amaro@gmail.com

Clube Automóvel da Marinha Grande O Clube Automóvel da Marinha Grande já nos habituou a grandes eventos desportivos motorizados. Uma vez mais, com grande sucesso e numa organização exemplar, teve lugar mais um rali “Vidreiro” a contar para vários Campeonatos. Nesta última prova nem a chuva afastou a multidão que teve oportunidade de ver bons momentos, como foi o caso da Super Especial em S. Pedro. Mas, além deste rali, que envolveu, na organização, uma grande moldura humana, é de salientar as diversas actividades que este Clube tem desenvolvido. Não se limita a organizar, apenas, uma prova por ano. Exemplos de tal são a “Super Especial de Figueiró dos Vinhos” a decorrer no próximo dia 23 de Maio naquele concelho, o “Rallye Centro de Portugal 2009”, nos dias 18 e 19 de Setembro ou mesmo o “Encontro de Clássicos e Desportivos” levado a efeito no passado mês de Fevereiro. E, além de organizar eventos, o CAMG tem ganho a confiança de todos os amantes do desporto automóvel, através do profissionalismo que impõem nas suas iniciativas. O CAMG é, sem dúvida, uma referência a nível nacional no desporto automóvel e, como tal, conta com a confiança da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.


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MODALIDADES

Futsal

Calendário dos jogos

GRAP organiza torneio de encerramento de época desportiva

27 de Abril- Abelha vs Milagres às 20h30 29 de Abril- Lugares Unidos vs Barreiros às 22h30 30 de Abril- Barreiros vs Sta Eufémia às 20h30

Como forma de prolongar por mais algum tempo a época desportiva e como forma de dar aos jogadores mais algum tempo de competição, o Grupo Recreativo Amigos da Paz, GRAP, está a organizar um torneio de Futsal que tem decorrido desde o passado dia 21 no pavilhão Gimnodesportivo dos Pousos.

Semana 3 4 de Maio- Abelha vs Lugares Unidos às 22h30 5 de Maio- Barreiros vs GRAP às 22h30 7 de Maio- Sta Eufémia vs Milagres às 20h30

BF

Semana 4 12 de Maio- Abelha vs Barreiros às 22h30 13 de Maio- Milagres vs GRAP às 22h30 14 de Maio- Lugares Unidos vs Sta Eufémia às 20h30

Com a duração de cerca de 8 semanas, o torneio conta com a participação de seis equipas, que são as seguintes: Abelha, Milagres, Lugares unidos, Barreiros, GRAP e Sta Eufémia. Com a época já terminada para quatros das seis equipas participantes no torneio, este evento serve não só para prolongar a época desportiva mas também para dar a conhecer a capacidade organizativa de pequenos clubes da nossa região. Sendo um torneio não oficial,

cada formação pode utilizar jogadores não inscritos no clube, sendo uma forma de poder observar possíveis reforços para a época que se avizinha. O torneio GRAP 2009 será realizado em quatro fases distintas. A primeira fase será em formato de campeonato com a realização de cinco jornadas. Na segunda fase o primeiro classificado da primeira fase defronta o sexto classificado (jogo A), o segundo defronta o quinto (jogo B) e o terceiro defronta o quarto (jogo C). Na terceira fase o vencedor do jogo A defronta o vencedor do jogo C e

o vencedor do jogo B defronta a equipa vencida que perca com mais golos marcados, com menos golos sofridos e na marcação de livres directos no final dos jogos. Na quarta e última fase, fase das finais, o primeiro classificado entre as equipas vencedoras defronta o segundo classificado entre as equipas vencidas. Em caso de empate pontual na primeira fase, os desempates serão feitos através do maior número de golos marcados, do menor número de golos sofridos e na marcação de livres de dez metros.

Futsal

HÓQUEI EM PATINS III Divisão - Apuramento de subida

NSPombal

Stella Maris mais perto da subida

derrota líder NSPOMBAL 3 ANÇOS 2 Pavilhão Eduardo Gomes, em Pombal NSPOMBAL: André; Xalan, Porta, Pandeca e Jairo. Jogaram ainda: Bronze, Pedro Pimpão, Joponte e João Nuno. Treinador: Raikar ANÇOS: Gil; Fernando Jorge, Luís Balhau, Canelas e Paulo Silva. Jogaram ainda: Ivo Monteiro, Ricardo e Miguel Silva Treinador: Carlos Carvalho Marcadores: Jairo (4’), Xalan (37’ e 47’), Canelas (43’) e Ivo Monteiro (59’).

Num jogo com uma boa assistência, o NSPombal venceu por 3-2 o Anços e desta forma continua a acalentar esperanças, quanto a uma possível subida.

A vitória da turma de Raikar é justa, dado que, soube gerir melhor o jogo e foi mais eficaz na fase decisiva do encontro. ONa primeira vez, que a turma de Raikar se acercou da baliza de Gil, chegou ao golo, por intermédio de Jairo. No resto do primeiro algumas oportunidades, para ambas as equipas, mas o resultado não se alterou. No segundo tempo, o Anços voltou a entrar melhor, mas foi a formação sportinguista a marcar, com um golo da autoria de Xalan, um dos seus melhores executantes. Não demorou muito a reacção da turma de Carlos Carvalho e Canelas seis minutos depois, reduziu para 21, colocando a incerteza quanto ao vencedor do encontro. Quatro minutos depois, ,mais um golo de Xalan e novamente a formação de Pombal a dispor de dois golos de vantagem. Este golo deu maior tranquilidade à equipa de Raikar , em contraste com o adversário, que acusou

Semana 5 19 de Maio- Lugares Unidos vs GRAP às 22h30 20 de Maio- Milagres vs Barreiros às 22h30 21 de Maio- Abelha vs Sta Eufémia às 20h30

em demasia, o golo sofrido. Na parte final, o Anços utilizou guarda-redes avançado e esteve perto do golo, mas André evito o golo. A um minuto do final, Ivo Monteiro fez o 3-2 e o resultado final. No final Raikar não escondeu o contentamente pela vitória. “ Era um jogo importante para NSPombal e felizmente conseguimos vencer e desta forma, vai continuar na luta pela subida, até quant fo o possível. Foi uma vitória justa”, salienta. Já Carlos Carvalho, técnico da formação que lidera o campeonato, também considera justa a vitória da turma sportinguista. “ o Anços não realizou uma grande exibição e a derrota acaba por ser justa. Foi um mau jogo frente a um adversário que ainda continua na luta pela subida. Quanto ao campeonato, o Anços continua na liderança e vai tentar conservá-la até final do campeonato”, realça. Cid Ramos

A meio deste mini-campeonato, a Fundação Nortecoope parece não ter oposição, assim como o Seixal parece não ter argumentos para as restantes formações. A dúvida reside entre as duas equipas do distrito de Leiria. Marrazes ou Peniche, quem irá jogar na II Divisão na próxima época? O Leiria e Marrazes foi derrotado, por 4-1, na Fundação Nortecoope e atrasou-se na luta por uma das duas vagas de subida à II Divisão. Já o Stella Maris venceu o Seixal por 3-0 e isolou-se no 2º lugar da fase de apuramento de subida do Nacional da III Divisão. Este Sábado (25 de Abril), pelas 18 horas, o Marrazes recebe o Seixal e no dia seguinte, às 20 horas, o Stella Maris joga na Maia, frente à Fundação Nortecoope.

Basquetebol em cadeira de rodas

APD-Leiria disputa primeira final da época A equipa de basquetebol da Delegação Distrital de Leiria da Associação Portuguesa de Deficientes irá marcar presença na primeira final da presente época desportiva: Supertaça. Na disputa deste troféu estarão frente-a-frente a actual detentora da Taça de Portugal - APD-Leiria e a actual Campeã Nacional APD-Sintra. Espera-se um excelente jogo com a emoção e o espectáculo a marcarem presença num dos encontros mais aguardados da tempo-

rada. A contribuir para esta festa do desporto estará o público que transmitirá a sua energia apoiando as equipas que tudo farão para a conquista deste importante troféu. Todos os que gostam de desporto de alto nível poderão disfrutar destas emoções no próximo Sábado, dia 25 de Abril de 2009 pelas 11h00 no Pavilhão Municipal dos Pousos - Leiria. Porque o teu apoio faz parte do espectáculo, junta-te a nós!!! Valter Mendes


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MODALIDADES I LIGA PORTUGUESA DE BASQUETEBOL - Fase regular

Estudantes abatidos por “tiros” exteriores ACADÉMICA 80 BARREIRENSE/ UNILOGOS 81 Jogo disputado no Pavilhão Multidesportos, em Coimbra ÁRBITROS: Carlos Santos, Paulo Sousa e Ana Miramon ACADÉMICA: Manuel Johnson (15 pontos); Nuno Sousa (2); Fernando Sousa (14); Anthony Williams (19); Karlton Mimms (27); Pedro Rebelo; Luís Jóia (3) e Diogo Simões. Treinador: Norberto Alves BARREIRENSE/UNILOGOS: Pedro Pinto; Manuel Sicó (4); João Santos (18); José Silva (8); Tyrekuz Bowman (25); João Guerreiro (3); Miguel Graça (16) e Pedro Pereira (7). Treinador: António Ferreira

Eduardo Marques Em jogo antecipado da 33ª jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol, o Barreirense venceu em Coimbra por um ponto de diferença. Num jogo nem sempre bem disputado, mas com imensa emotividade, a Académica fiou-se no já consumado apuramento para o play-off da competição, e deixou-se surpreender por uma turma forasteira ainda há procura de pontuação que lhe permita chegar a esse mesmo patamar. Do lado dos de Coimbra, Anthony Williams, Manuel Johnson e principalmente Fernando Sousa tentavam remar contra a maré, mas a verdade é que o Barreirense entrou para a segunda parte com outra atitude. A Académica está já qualificada para o play-off, já conhecendo, inclusivamente, o seu

adversário, ao passo que o Barreirense continua na luta, e a avaliar pelo que demonstrou no Pavilhão Multidesportos de Coimbra, tem todas as condições para ser um dos oito finalistas que lutarão pelo título nacional. No final da partida, Norberto Alves reconheceu a justeza da vitória do Barreirense pois, "quem ganha acaba sempre por ganhar bem". "Nós não tivemos a intensidade de jogo que costumamos ter, e isso teve o seu preço. Por outro lado, o Barreirense precisa de vitórias para alcançar o play-off." Um outro aspecto que também tem alguma importância, para o técnico estudantil, "é o facto de termos um plantel muito reduzido e condicionado". Olhando já para lá da fase regular, e perspectivando o play-off, diante do Vagos, Norberto Alves lembra que "são uma equipa forte, com

Andebol

jogadores muito experientes, o que vai dificultar a nossa tarefa. Ainda assim, como já atingimos o nosso principal objectivo, tudo o que vier daqui para a frente é óptimo! Vamos trabalhar para isso, e lutar por chegar o mais longe possível." Por outro lado, Fernando Sousa, um dos jogadores que

mais se destacaram, admite que "o Barreirense tem uma boa equipa e o resultado aceita-se". "O quarto lugar fica assim mais complicado, mas não é impossível". Sobre a eliminatória a disputar com o Vagos, afirma que "vai ser muito disputada, o Vagos é uma excelente equipa".

Futebol 5 - Escolinhas

Juve Lis ganha

G. D. Atouguiense

em São Paio de Oleiros

festeja 25 de Abril com torneio de escolinhas

A Juventude do Lis obteve uma excelente vitória por 35-28 na visita ao São Paio de Oleiros, em partida a contar para o grupo B da fase final da I Divisão de seniores masculinos. Orlando Joia Com o triunfo folgado, no terreno do líder desta fase da prova, a equipa leiriense igualou e o Ginásio do Sul, precisamente o próximo adversário da Juve, em partida a disputar este Sábado, pelas 18 horas. Na II Divisão nacional, as equipas leirienses foram derrotadas e continuam em posição muito desconfortável, com vista à manutenção na prova. A SIR 1º Maio perdeu na Académica, por 29-25 e o Batalha perdeu no Feirense, por 31-20. Este Sábado, pelas 18h30, a SIR 1º Maio

recebe o Benavente e, às 19h30, o Batalha recebe a Académica. Na III Divisão nacional, as equipas leirienses disputam a fase complementar e somaram dois triunfos. O Pombal frente ao Portalegre, por 40-24 e o Portomosense contra o Torres Novas, por 37-22. João de Barros reforça 3º lugar da I Divisão feminina Em seniores femininos, o Colégio João de Barros das Meirinhas disputa o grupo A da fase final da I Divisão e venceu o Gil Eanes, por 20-19, jogando no

Sábado, pelas 17 horas, no Madeira SAD. No grupo B, a Juve Lis perdeu no Santa Joana, por 22-20 e perdeu um lugar na classificação para o seu adevrsário. Segue-se uma jornada-dupla, jogando Sábado em Gaia frente ao Almeida Garrett e Domingo recebe o Porto Salvo, pelas 16h30. Na Taça de Portugal de seniores femininos, a SIR 1º Maio domina a zona 3 da 1ª fase, somando só vitórias. Desta vez a equipa de Picassinos ganhou no Empregados do Comércio, por 22-15. Sábado, pelas 15 horas, a SIR visita o Pontinha.

BF Como forma de festejar os 35 anos de liberdade em Portugal, o Grupo Desportivo Atouguiense, clube da Atouguia da Baleia, vai realizar, no próximo dia 25, o “torneio 25 de Abril”. Este é um torneio de futebol 5 direccionado para jovens nascidos entre 2002 e 2004, denominados “Bambis”, e vai se realizar no campo de futebol 11 da Atouguia, campo este que, especialmente para este evento, se divide em 4 sub-campos de futebol 5. O torneio é composto por duas fases, sendo que na primeira existem oito equipas divididas em dois grupos, os vencedores e 2.º classificados de cada grupo disputam o apuramento do 1.º ao 4.º lugar; os 3.º e 4.º classificados disputam o apuramento do 5.º ao 8.º lugar, jogos que terão lugar na 2.ª fase do torneio. Os jogos terão a duração de 15 minutos excepto a final que será de 20 minutos. A final está agendada para as 17h30, sendo que pelas 18h realiza-se a cerimónia de entrega de prémios seguida de um lanche para todos os participantes no torneio. Equipas participantes: Grupo 1 Grupo 2 G. D. Atouguiense S. C. Lourinhanense S. C. Portugal A. E. Óbidos G. D. Peniche G. D. Peso C. A. Cadaval S. L. Benfica


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ENTREVISTA

ALVES BARBOSA Sérgio Calro / Imagereporter

“Sou o pai do BTT” Entrevista de Costa Santos Fotos de Sérgio Claro

E recuando no tempo, como eram diferentes as bicicletas da época de Alves Barbosa… Eram diferentes, realmente. Muito diferentes. Mas ao contrário do que se possa pensar, não eram as bicicletas que faziam a diferença. Todos tínhamos máquinas idênticas. Por isso… Relativamente à minha capacidade, não posso esconder uma coisa: costumo dizer, comparativamente com as capacidades sócio-económicas dos meus colegas, que fui ciclista privilegiado. Sem duvida nenhuma! Não fazia mais nada do que treinar e correr. O meu pai administrava aquilo que eu ganhava e…nem com isso tinha de me preocu-

Barbosa com a sua bicicleta de BTT e nas suas costas pendurada a bicicleta com que ganhou a 1.º Volta a Portugal em 1951

par. Mais ninguém, nessa altura, tinha uma situação como a minha…

tudo com um público mais ou menos fidelizado…

Um salto ao presente. O ciclismo de hoje não terá perdido popularidade? Penso que não, mas depende do prisma com que possamos analisar as coisas. Hoje, as condições existentes são óptimas, quer em termos económicos quer, também, em material. Já toda a gente equipa bem, as equipas estão bem organizadas e abastecidas de material, não fazendo grande diferença das estrangeiras. Apenas, é verdade, estas são muito mais ricas. Estou a lembrar-me do Armstrong que tinha dois camiões enormes só para ele, mas isto são manias Américas…Só que estes exemplos não são para se seguir, não há necessidade disso. No essencial, os nossos ciclistas estão tão bem equipados como os melhores e a popularidade é a mesma, só que mais dispersa. No meu tempo as solicitações desportivas eram muito escassas. Não sei se para além do futebol, do hóquei em patins e do ciclismo, havia mais alguma modalidade que arrastasse público. Hoje… há o futsal, o voleibol, o andebol, o rugby e sei lá que mais,

Foi um defensor do ciclismo entregue às grandes empresas. Mas um pelotão sem Sporting, Benfica e FCPorto a adesão popular baixou claramente… Já disse isso várias vezes. Infelizmente, um dos grandes períodos de crise do

ciclismo nos últimos anos foi quando os clubes tradicionais, os que mobilizam grandes massas de público, estiveram fora do circuito e em seu lugar surgiu a Sicasal, o Lousa – embora este tivesse um núcleo duro de um clube – a Maia, a Âmbar, etc, com maiores capacidades económicas. Sentiu-se, de facto, a falta das camisolas dos grandes, na estrada…. Sérgio Calro / Imagereporter

Na história do ciclismo Português, o nome de Alves Barbosa surge como que gravado a letras de ouro. Foi um super campeão, ídolo de muita gente, uma figura ímpar que aliava à sua capacidade de atleta uma humildade só pertença dos grandes campeões. Muitos, quando o ciclismo arrastava multidões para as bermas das estradas, não se cansavam de gritar “TÓ…TÒ”, um diminutivo que ele entendia como gesto carinhoso que os seus admiradores lhe ofereciam. Temos que recuar muito no tempo. Tanto, que talvez muita gente se lembre do nome mas não tenha o privilégio de “rebobinar” a memória e reviver imagens, em estrada ou em pista, daquele que foi, sem dúvida, um dos melhores ciclistas portugueses de sempre! E mais : o primeiro a falar do BTT, a mostrar como eram as bicicletas de uma modalidade desconhecida, na altura, entre nós. Por isso “reivindica” o epíteto de “pai do BTT”. E com razão… Hoje, Alves Barbosa mantém o ar jovial de outrora, as sete décadas “e pique” de vida não se mostram e a sua memória está fresca. Conta histórias e em todas, solta gargalhadas sonoras como que o facto de ontem fosse realidade hoje, agora mesmo!

“Na minha carreira o melhor contrato fi-lo nos quatro anos de treinador do Benfica”


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O Sangalhos, onde fez todo o seu percurso como atleta, era um clube pobre… Pois era. Tinha-me a mim – o corredor mais caro que lá estava – muito embora possa dizer que deixei de ganhar muito dinheiro, mas mesmo muito, por não poder sair de lá. É que eu vivi no tempo em que os corredores estavam presos aos clubes e só com a chamada carta de desobriga é que nos podíamos transferir. E se tive muitas e boas propostas para sair! Só que o Sangalhos nunca me passava o tal documento para poder sair…Passei ao lado de contratos

“Sentiu-se – e sente-se – a falta das camisolas dos três grandes no pelotão” super vantajosos! E sabe quando é que ganhei mais dinheiro ? Nos quatro anos em que estive como treinador do Benfica! Acaba como corredor e abraça de imediato a carreira de treinador… Foi assim mas… não foi bem assim! O Benfica é que força, praticamente, que eu deixe de correr naquela época. Eu conto a história : no fim de 61, depois de ter feito os 6 dias de Nova York, trazia um programa para a época seguinte, com vista a participar em muitos dos “6 dias” que se realizavam, também, na Europa. Realmente, este tipo de prova cativou-me e queria continuar. Eram provas cansativas, sim senhor, mas não eram desgastantes. Nos planos trazia fazer logo os 6 dias de Madrid e, depois, preparar-me para a Volta a Itália, prova em que nunca tinha participado, e continuar com o programa de preparação para os 6 dias de Amsterdão. Mu-

Duas faces de uma carreira Recordações – a pior e a melhor

“Fui o primeiro português a correr a volta a França”

“A pior recordação é a da Volta a Portugal que me tiraram. As pessoas nem sequer imaginam o que foi que me fizeram… Por isso, no meu palmarés, falta-me mais uma vitória na prova máxima do ciclismo português. Porém, em termos de solidariedade e de simpatia do público para mim, tudo isso me trouxe ainda mais popularidade. Realmente, aquela prova marcou-me muito. E não pense que foi por me terem batido duas vezes e perder por causa daquilo… Depois de ter sido agarrado e agredido nos Carvalhos, da descida para a ponte e subida para o Estádio do Lima, foi impressionante todo esse percurso. Desde o alto de Santo Ovídeo até à entrada para o estádio, eram milhares de lenços brancos a acenar. Estavam a dizer-me adeus, a dizer-me que tinha perdido! A melhor recordação, não posso escondê-lo, foi a de ter sido o primeiro português a correr na Volta a França. Nem é nenhuma vitória da Volta a Portugal… E foi, inclusivamente, o sítio onde mais me comovi. Fui integrado na equipa nacional do Luxemburgo, porque naquela época as equipas eram representativas de países. E quando estava a tocar o hino do Luxemburgo eu estava a chorar… No primeiro ano fiz um décimo lugar e fiz a volta honra no Parque dos Príncipes. Em 58, fui integrado na equipa internacional e…só resisti eu. Na Volta de Honra estava sozinho para receber as palmas de uma multidão enorme.”

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nique, etc. Estava apostado em prolongar a minha carreira por mais três ou quatro anos… Mas quando cheguei aqui, o Benfica apresenta-me uma proposta para me contratar como treinador e coloca-me à frente uns números muito altos, direi mesmo um contrato principesco… Não tinha ideia nenhuma em deixar de correr. Pelo contrário, trazia os tais projectos para correr mais três ou quatro anos, mas face aos números, reuni-me com o meu pai para analisarmos qual a decisão a tomar. Era fácil – davam-me 100 contos à cabeça e mais do dobro daquilo que ganhava no Sangalhos!!! – e, naturalmente, fui para o Benfica. Curiosamente nunca me convenci que iria deixar de correr e pensava mesmo fazer a Volta a Portugal como corredor-treinador. Treinava com a equipa, fazia melhor do que eles… era o melhor corredor do Benfica! Mas não fez a Volta a Portugal como corredor-treinador… Infelizmente não. Um acidente deitou por terra esse sonho e, mais do que isso, pôs mesmo ponto final na minha carreira como corredor. Uma manhã, decidi que o treino da equipa era…cada um dar o seu melhor e fazer como que uma corrida. Saíamos do estádio da Luz, subíamos a serra de Montejunto e voltávamos. Dou a partida e logo aí o José Anastácio da Silva fugiu. Fiquei no grupo mas logo decidi que tinha era que puxar e ir para o lado do Anastácio. Quando chego à Calçada de Carriche vejo-o já quase ao fundo mas, uns metros mais à frente, um carro corta-me a estrada e…não tive hipótese de me desviar. Bati com a cabeça no pára-brisas e… fiquei com um pé ao contrário! Acabou aí a minha carreira de ciclista! Sérgio Calro / Imagereporter

Sérgio Calro / Imagereporter

ENTREVISTA


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Aceita que lhe chamem o “pai” do BTT. Aceito e… quase que o reivindico! Quando apareceram as bicicletas de BTT, estava a trabalhar numa casa e, Lisboa que fez a importação de bicicletas MBK e vieram as primeiras bicicletas de BTT e recordo-me que fui chocar as opiniões públicas, com uma bicicleta de BTT, numa prova de

ENTREVISTA moto-cross na Trafaria. Apareci lá com uma bicicleta que… não havia em Portugal, a pedalar no meio da areia! A primeira prova que se fez em Portugal foi em Vila da Feira. Claro que estive muito envolvido nos primeiros tempos da modalidade e hoje, felizmente, é o que é. Também sou o pai do BMX, só que este, por falta de impulsionadores, morreu “nas cascas”.

Como se justifica a evolução do BTT? É simples: porque é feito numa bicicleta que tanto pode andar em estrada como em pisos menos “doces”. Actualmente vive outro período eufórico com as “maratonas”. Fazem corridas em todo o lado e, a bem dizer, todos os dias! Ainda bem…

A HISTÓRIA DE UM ACIDENTE E DE UM PAI TREINADOR

“O meu pai estava 30 anos avançado!”

Sérgio Calro / Imagereporter

Uma queda… é coisa normal em ciclismo. Barbosa teve várias. Mas… uma muito grave quase lhe ia custando uma carreira… “É verdade… Foi num treino, com o meu pai à frente na motorizada, ali para os lados de Miranda do Corvo. Na estrada seguia um carro puxado por um boi e, o “condutor” do animal, quando ouviu um barulho da motorizada, deu com a corda no animal, talvez para o desviar mais para a berma da estrada. Porém, nesse preciso momento eu ia a passar

“Fui um corredor privilegiado” “No essencial os nossos ciclistas, hoje, estão tão bem equipados como os melhores”. o carro e o nó da ponta da corda veio enfiar-se na minha manete do travão. Resultado, fui ao chão e quando acordei estava numa clínica de Coimbra. Aliás, o que sei de tudo isso foi o meu pai quem me contou. Sei que caí e nada mais…”

“Há maior homogeneidade de valores!” “Mestre” Barbosa. Ídolo da sua época e de outras épocas. Uma figura marcante por muitos e muitos anos. Afigura necessária em tudo para actuar como dinamizadora de uma qualquer modalidade. É essa figura que falta hoje no ciclismo português, para recuperar a popularidade que já teve? Falta e não falta… A vida evolui e… aparecem sempre figuras que se desta-

cam. Não podemos negar que temos tido referências que aparecem ciclicamente. Para mim, o ciclismo que temos hoje, está muito bem conceituado. É evidente que o vejo com os olhos de um técnico, de um analista e, por isso, reparo no que subiu. Para haver agora um corredor que se distinga dos outros, que se saliente, não é fácil. E porquê? Porque há uma maior leque de idêntica capacidade, porque se preparam melhor, as condições sócio-profissionais estão mais ou

menos equilibradas, logo, há uma maior homogeneidade de valores. Não por baixo mas… por cima! “ Mas como o Joaquim Agostinho… Não há, é verdade. O Agostinho marcou muito o ciclismo português porque era um corredor “fora de série”. Fez a diferença. Podia ter ganho Voltas a França… Infelizmente perdemo-lo cedo demais…

Sérgio Calro / Imagereporter

FALTA UMA FIGURA NO CICLISMO PORTUGUÊS…

Fala muito no pai. Como gestor e como técnico… E é verdade. Quando comecei… ele fazia-me treinar três vezes por dia. Era o único corredor a seguir essa preparação. O meu pai tem as culpas todas naquilo que eu fui no ciclismo. Estava trinta anos avançado sobre todos os técnicos, em Portugal.


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FUTSAL “ESPANHOL” capitão do Núcleo Sportinguista da Leiria…

“Esta Taça é um consolo para a nossa época” Nuno Brites / Imagereporter

Se chamarem pelo nome de Francisco Martin Calado, os seus amigos desconhecem quem é; mas se o tratarem por Espanhol, a história é outra. Nascido a 4 de Julho de 1991, filho de pai português e mãe espanhola, começou a jogar no futebol de onze ao serviço do União de Leiria, desde as escolinhas até há duas épocas, altura em que mudou para o futsal. Ao serviço do Núcleo Sportinguista de Leiria, alcançou quatro finais, perdendo sempre no campeonato, mas vencendo na Taça. No passado Domingo, frente ao Instituto D. João V, ganhou a sua segunda Taça da AF Leiria, na categoria de Juniores, depois de ter perdido nos "penalties" com o Casal Velho no jogo de acesso ao Nacional. Sendo júnior de primeiro ano e podendo jogar mais uma época na mesma categoria, espera quebrar o enguiço e levar a equipa aos Nacionais. Esta Taça é o culminar de uma boa época no Núcleo Sportinguista de Leiria? Os objectivos eram o de ganhar o campeonato e ir ao Nacional. Mas como nós não conseguimos, a vitória na Taça acaba por ser um consolo para a nossa época competitiva. Já não é a primeira vez que tal coisa acontece… Sim. Em duas épocas, esta equipa já foi a quatro finais. No ano passado, estava a maior parte da equipa nos Juvenis, aconteceu exactamente a mesma coisa. Nessa altura, jogamos com o Benfica das Caldas, e empatamos 2-2 e perdemos nos "penalties". Acaba por ser injusto, porque eles não provaram que eram melhores do que nós. Neste tipo de jogos, devia-se fazer uma segunda partida para evitar situações de vitórias através dos "pe-

nalties". Uma semana mais tarde, voltamos a defrontá-los no final da Taça, e acabamos por ganhar por 1-0 durante o tempo regulamentar. Venceram por 4-1, mas só marcaram o primeiro golo a meio da segunda parte. Eles estavam a jogar com um esquema defensivo onde fechavam muito os caminhos à baliza. Como jogaram com um plantel limitado, a ideia deles era fechar defensivamente e bombear as bolas directamente para a nossa baliza, à espera de um desvio. É sempre difícil jogar contra equipas assim. Mas é uma vitória com mérito. Ganhamos o jogo, criamos mais oportunidades, acho que fomos os melhores em campo. O Espanhol, tal como a maior parte do plantel, é constituído

por juniores de primeiro ano. Os objectivos na próxima temporada passam a ser os mesmos? Sim, claro. A equipa, apesar de ser muito jovem, acaba por ser muito experiente. No ano passado fomos a duas finais, e este ano a outras duas. Para além disso, eu e mais alguns colegas de equipa já jogamos nos Seniores, portanto, já temos muita experiência competitiva. Qual é a sensação de levantar a Taça? É sempre boa. Mesmo assim, no ano passado teve mais sabor do que

este ano, pois éramos todos mais novos do que agora. Jogava no futebol de onze, mais concretamente no União de Leiria, antes de passar ao futsal. Há muitas diferenças entre jogar em pelado ou sintético, e num pavilhão? Sinceramente, acho que é totalmente diferente. Acho que nem se devia chamar de futsal, porque na minha opinião, não tem nada a ver com o futebol. Pensava que era um jogo muito mais fácil, mas quando cheguei, estava totalmente perdido e julgava que nunca iria adaptar-me. Agora, só me arrependo de não ter saído mais cedo do futebol de onze. Quando chegar à idade de sénior, pretende seguir o futsal? Sim, definitivamente. Para finalizar, porque é que ficou essa alcunha? Sou "arraçado". O meu pai é português e a minha mãe espanhola, da zona de Salamanca. Nasci cá, mas fui baptizado em Espanha, por exemplo.

É um benfiquista confesso. Não faz nenhum tipo de confusão jogar pelo rival Sporting? Faz confusão (risos), mas como a Casa do Benfica não tem uma equipa de futsal, acabei por jogar pelo Núcleo, que tem as cores do rival. Mas com o tempo, habituei-me. Contudo, quando marco golos, não beijo o emblema na camisola, como fazem outros jogadores (risos).

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HÓQUEI EM PATINS

Académica 3 - Biblioteca 3

Tudo na mesma Equipas seniores de hóquei em patins da Associação Académica de Coimbra e Biblioteca de Valado dos Frades empatam a 3ª Jornada de apuramento do Campeonato Nacional da 3ª Divisão e permanecem na mesma colocação Roberta Corrêa

A disputa, "típica de uma etapa final de campeonato" foi caracterizada por "muita luta e pouco jogo" pelos árbitros Rui Torres e João Rodrigues, da Associação de Patinagem do Minho. Durante a partida, o treinador da Acadêmica, Miguel Vieira, deu um pouco de trabalho a arbitragem, os gritos em meio à partida eram por conta de "alguns posicionamentos dos jogadores, mas nada de anormal!", explica Miguel. Até o 1º tempo, a Académica ganhava por 3-0, mas no 2º tempo a recuperação da equipa da Biblioteca moveu o placar para o empate de 3-3. As explicações para este empate com a equipa visitante

devem-se por vários motivos. O treinador da Académica diz que uma das razões pode ter sido "pela ausência do avançado Pedro Ferreira", que não compareceu ao jogo pela penalização do cartão vermelho que sofreu na última partida, contra a equipa do Penafiel (Zona A). Já o capitão do Académica, Gonçalo Carvalho, revela em poucas palavras que a culpa, "de facto, foi da equipa em jogo". A Biblioteca, que é a campeã da Zona C na primeira fase, continua a liderar frente aos demais campeões das Zonas. Mesmo subindo apenas 1 ponto pelo empate com o Académica, o time de Valado dos Frades soma um total de 7 pontos. Os universitários, que estão na 2ª colocação, sobem para 4 pontos. Ainda faltam três jorna-

das para saber quem será a vencedora da segunda fase deste campeonato. O treinador da Biblioteca, Pedro Almeida, mostra-se confiante para o próximo jogo, a ser realizado sábado, 25 de abril, em Valado dos Frades contra a equipa do Penafiel. "Esperamos continuar a fazer um bom campeonato e vencer este jogo", almeja Pedro. Mesmo que não ganhe o Campeonato Nacional da 3ª Divisão, a equipa sénior de hóquei em patins da Académica tem como garantia o acesso à 2ª Divisão 2009/2010, pelo ótimo desempenho adquirido na primeira fase da 3ª Divisão, "mas ainda assim é sempre bom esperar pelo melhor", concluí Fátima Valente, Presidenta da Secção de Patinagem da AAC.

Carlos Jorge Monteiro / Imagereporter

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VOLEIBOL

Sport Operário Marinhense No passado sábado o Operário venceu em casa por 3-1 a equipa de Vila Real com os parciais de 25-21; 25-16; 27-29 e 25-21. Com mais esta vitória a equipa marinhense ficou a um passo de assegurar a manutenção já na próxima jornada embora dependa dos resultados dos jogos dos seus adversários. O Sport Operário Marinhense mantém a liderança isolado com 22 pontos agora seguido de apenas 2 equipas com menos 1 ponto. Tudo correu consoante previsto já que a equipa de Cláudio Sousa só amealhou vitórias na 1ª volta. Cláudio Sousa

Para este jogo, o treinador marinhense iniciou o 1º set com Pedro Santos (cap.), Bruno Ramos, Ricardo Oliveira, Luís Cavaleiro, Mário Soares, André Almeida e Bruno Cunha a libero. Foi um set em que a equipa da casa controlou o marcador a partir dos 4-3 através de uma eficácia por Z4 embora tenha beneficiado igualmente da fraca eficácia do atleta adversário mais potente que acabou

por ser substituído aos 18-13. No 2º set, já com Anderson na saída da rede, Cavaleiro e Sequeira na entrada da rede e Nogueira no centro da rede em vez de Almeida, o jogo foi marcado pelo aumento de centímetros no bloco que fez mossa no caudal ofensivo adversário e pela eficácia de Anderson no ataque. No início do 3º set, Cláudio Sousa fez reentrar o seu capitão e Kiká para a entrada da rede, Mário deu lugar a Almeida e Cavaleiro e Anderson foram remetidos para o banco deslocando

VOLEIBOL – Divisão A2 masculina – Final do Play-off

Só falta a cereja no topo do bolo

Sequeira para o lugar de oposto e lançou igualmente Nobre na distribuição. Com o desenrolar do set a eficácia da recepção baixou, a estratégia do serviço tornou-se bastante previsível. Só aos 1722 é que a equipa sacudiu e tentou redimir-se dos diversos erros de ataque de Kiká. Inclusive este jovem atleta no final do set “partiu a louça” toda com diversos ataques mortíferos capazes de aleijar os mais desprevenidos. Contudo após a recuperação e com duas situações para fechar o set o Operário sucumbiu à re-

Voleibol Feminino – Divisão A2

Académica sem atitude garante manutenção Foram 3 sets sem resposta. Falta de atitude, empenho e desmotivação foram as justificações encontradas pelo técnico da briosa para o desaire com o S.C.S. Já com a manutenção garantida Rui Freitas afirma que este domingo, frente ao líder da prova “tudo pode acontecer ”.

centou. Quanto à manutenção, o técnico reconheceu ser difícil, “a nossa luta agora é formar a equipa”, afirmou. Já o treinador da Briosa, Rui Freitas mostrou-se resignado com a derrota. “Não tivemos atitude, comportamento desportivo empenhado, jogámos em economia de esforço, sem motivação. A equipa não se apresentou na sua melhor forma”, reconheceu.

A equipa feminina de voleibol da Associação Académica de Coimbra não teve “atitude” no jogo contra o S.C. Senhora da Hora, último classificado, que vê como quase certa a descida à II Divisão do Campeonato Nacional de Voleibol Feminino. Ainda assim, apesar da derrota, a manutenção da Briosa na Divisão A2 de Voleibol Feminino está garantida. Contas feitas, a briosa está em terceiro lugar, meio da tabela, e mesmo que perca todos os jogos que ainda faltam disputar já não fica em último lugar. No jogo da 2ª fase da Série dos Últimos da divisão A2, disputado no fimde-semana passado, a AAC perdeu pelos parciais 18-25, 22-25 e 26-28. No final, o treinador da S.C.S., Pedro Alves, não escondeu a satisfação pela vitória, sobretudo depois de na primeira volta ter perdido em casa por 3-1. Pedro Alves realçou a “atitude vencedora da equipa, ainda em formação”. “Aproveitámos este jogo para rodar equipa e correu bem”, acres-

Rui Freitas: "Sabíamos que era muito difícil ficar no grupo dos 4 primeiros" Afastado dos jogos da Série dos Primeiros devido ao sexto lugar na primeira fase do campeonato (o campeonato está dividido em duas fases: apenas as primeiras 4 equipas disputam a série dos Primeiros e consequente passagem à divisão A1; as restantes disputam a série dos últimos e lutam para não descer à segunda divisão), Rui Freitas mostra algum realismo quando olha o percurso da equipa. "Quando peguei na equipa encontrei um grupo desmotivado. O objectivo foi tornar o grupo coeso e forte. Sabíamos que era muito difícil ficar no grupo dos 4 primeiros." O próximo jogo, 26 de Abril, é fora contra o G. Santo Tirso, o líder com 25 pontos. Na antevisão ao jogo, o técnico da Briosa admite o favoritismo do G.S.T. mas afirma que "tudo pode acontecer". Em disputas anteriores, a AAC ganhou um jogo e perdeu dois.

Eunice Oliveira

O Sp. Caldas começa a disputar amanhã, 25 de Abril, a final da Divisão A2 de seniores masculinos em voleibol. A Académica de São Mamede, que terminou a 1ª fase no 3º lugar, é o adversário numa final disputada à melhor de cinco partidas. OJ A equipa do prof. Júlio Reis recebe a Acad.ª São Mamede pelas 17h30, no pavilhão Raul Jardim Graça, na 1ª partida de uma final disputada à melhor de cinco jogos, onde se luta pelo título nacional da Divisão A2 e ainda pela subida à Divisão A1, o principal escalão do voleibol nacional. Numa modalidade dominada pelas equipas nortenhas e das regiões autónomas e onde só o Benfica e noutras épocas, também a Académica, têm sido uns verdadeiros oasis no panorama geográfico nacional, o Sp. Caldas está a um passo de fazer história e alargar o principal mapa

voleibolístico também ao distrito de Leiria. Este Sábado, o jogo é nas Caldas da Rainha, segue-se a 1 de Maio a visita a São Mamede de Infesta e no dia 3 de Maio novo jogo no sul do distrito de Leiria. Caso haja necessidade de se recorrer a mais jogos, estes estão marcados para 9 e 16 de Maio, primeiro no norte e depois nas Caldas. Domínio completo do Sp. Caldas A formação das Caldas da Rainha está a rubricar uma época fantástica, pois na 1ª fase foi somando triunfos, vencendo 19 jogos consecutivos, só perdendo um jogo na recta final da prova, precisamente em São Mamede de Infesta, por 3-2, com 15-13 na negra, acabando com 21 triunfos em 22 jogos disputados. Nos play-off começou por eliminar a Académica com duplo 3-0 e depois deixou pelo caminho o Desportivo da Póvoa, com duplo 3-2. Ou seja, o Sp. Caldas apresenta-se na final com 25 vitórias em 26 jogos disputados na Divisão A2. É obra!

novada esperança da UTAD e teve de descer do céu e entrar com outra atitude no 4º set. Este set manteve-se equilibrado desde o início já que a equipa transmontana queria levar o resultado final para o 5º set, no entanto a experiência de alguns dos atletas marinhenses permitiram tranquilizar o público presente fechando o jogo em 4 sets. Amanhã pelas 16h30m, com algumas ausências no seu plantel, o Operário recebe no pavilhão da Nery Capucho o 2º classificado, D. Carlos I de Sintra.


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ATLETISMO

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Orlando Joia A Marinha Grande, terra de histórias ligadas a grandes lutas operárias e fortes raízes de movimentos e manifestações populares, que também elas escreveram a própria História, como não podia deixar de ser, comemora de forma sentida e calorosa a passagem do 35º aniversário sobre a "Revolução dos cravos". O atletismo, volta a provar que é uma modalidade do povo e como é de força popular e liberdade para correr atrás dos seus sonhos, que se vai estar a respirar em mais uma véspera de 25 de Abril, a Milha de Cristal volta a ser o baluarte da comemoração de uma data que, no que aos marinhenses diz respeito, parece jamais vir a ser esquecida. A partir das 20h30 e até depois das 23 horas, a Milha de Cristal vai encher as ruas do centro da cidade

Milha de Cristal na noite mágica da liberdade vidreira de cor e alegria. Começa pelos mais pequenos, a partir dos 6 anos de idade, depois é ver a idade dos atletas a aumentar e a competição sempre ao rubro... uma noite mágica que a Milha de Cristal promete.

Após a entrega de prémios, glória aos vencedores e honra aos vencidos e depois, mais momentos de magia, com palavras, canções e fogo de artifício. Tal como alguns sonharam há 35 anos atrás, na esperança de que um dia todos

serão iguais e terão as mesmas armas na luta do diaa-dia, nada melhor que o atletismo par assinalar esta data, pois também nesta noite, os que ali vão estar a correr, só irão depender das suas forças para chegar primeiro à meta.

Milha de Cristal Quadro de Honra das 4 últimas edições Edição 2005 - 19ª Milha de Cristal Elite Masculino 1º José Rocha (Ciclones) 2º Fernando Almeida (Sporting) 3º Ricardo Barbosa (FC Porto) Elite Feminino 1ª Sandra Teixeira (Sporting) 2ª Sónia Fernandes (FC Porto) 3ª Vanda Ribeiro (ND Gouveia) Edição 2006 - 20ª Milha de Cristal Elite Masculino 1º Manuel Damião (Maratona) 2º Luis Pinto (Marítimo) 3º João Pires (Sporting) Elite Feminino 1ª Lilian Silva (J. Vidigalense) 2ª Sandra Teixeira (Sporting) 3ª Madalena Carriço (CA Madeira) Edição 2007 - 21ª Milha de Cristal Elite Masculino 1º Hélio Gomes (Sporting) 2º Ricardo Barbosa (Benfica) 3º Adelino Monteiro (Benfica) Elite Feminino 1ª Sandra Teixeira (Sporting) 2ª Madalena Carriço (CA Madeira) 3ª Vanda Ribeiro (Boavista) Edição 2008 - 22ª Mlha de Cristal Elite Masculino 1º Manuel Damião (Maratona) 2º Adelino Monteiro (Sporting) 3º Hélio Gomes (Sporting) Elite Feminino 1ª Sandra Teixeira (Sporting) 2ª Mónica Rosa (Maratona) 3ª Maria do C. Tavares (Sporting)

4´.14´´ 4´.14´´ 4´.15´´ 4´.54´´ 4´.56´´ 4´.58´´

4´.12´´ 4´.12´´ 4´.13´´ 4´.54´´ 4´.58´´ 5´.01´´

4´.12´´ 4´.12´´ 4´.13´´ 5´.01´´ 5´.03´´ 5´.05´´

4´.06´´ 4´.07´´ 4´.08´´ 4´.52´´ 4´.53 5´.03´´


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FUTSAL

Hino ao futsal acaba em empate

Nadadouro mais perto do título “Estou convicto que não perdemos mais nenhum jogo até ao final do campeonato” Gabriel Fernandes, técnico do Nadadouro “À partida sabíamos que ia ser um jogo difícil e o empate era um dos resultados possíveis e bons para nós, mantemos três pontos de vantagem. Depois de jogarmos como jogámos na primeira parte e ir para o intervalo com uma vantagem de três golos, sabendo que o adversário iria arriscar naquilo que melhor sabe fazer, penso que falhámos em recuar e defender o resultado. A Mata foi um excelente adversário, tem uma grande equipa e soube dignificar este espectáculo”, considerou. Em

NADADOURO 6 MATA DOS MILAGRES 6 Pavilhão da ACR Nadadouro 19 horas Dupla de arbitragem: Eduardo Seco e Nuno Oliveira NADADOURO: Bacatela, Soveral, André Santos, Paulo Simões (C) e Bebé, Jogaram ainda: Norberto e Diogo Santos Treinador: Gabriel Fernandes MATA DOS MILAGRES: Xana, João Horta, Mário Tiago, BA e Bruno Gago ( C) Jogaram ainda: Pedro Sousa, Paulito e Horta Treinador: Bruno Costa (BA) Marcha do marcador: 1-0, 1-1, 2-1, 3-1, 4-1, 4-2, 5-2, 5-3, 54, 5-5, 6-5 e 6-6 Marcadores: Bebé (8’, 29’, 34’), Paulo Simões 16’, Diogo Santos 20’ e Soveral aos 48’ para o Nadadouro; João Horta (14’ e 35’), Mário Tiago (32’ e 37’), BA 42’ e Horta aos 50’ para a Mata. Acção Disciplinar: Amarelos a André Santos, Horta, Pedro Sousa, Bruno Gago

ralação ao resto do campeonato. “Temos já um jogo difícil na Pocariça que foi a única equipa que venceu o Nadadouro, mas estou super confiante depois do que vi hoje aqui e tenho visto em muitos jogos, que não vamos perder. “Eles ainda podem perder pontos…” Bruno Costa, treinador/ jogador da Mata dos Milagres “Entrámos um bocado apáticos, sabíamos que eles iam entrar fortes mas também tivemos azar na jogada que deu o 3-1. Penso que o resultado é justo, o Nadadouro foi muito melhor na primeira parte, nós fomos muito melhores na segunda”, afirmou. BA considera que a utilização do sistema “mais um” foi uma arma bem aproveitada pela sua equipa. “Ao intervalo disselhes que íamos dar a volta, conseguimos o empate, podíamos ter conseguido mais. Somos fortes no cinco para quatro.” Nuno Brites / Imagereporter

Com este empate, a formação das Caldas mantém 3 pontos à maior sobre a Mata e está mais perto do título, tendo agora apenas de controlar a vantagem nos quatro últimos desafios da época. Resta à equipa dos Milagres sonhar com um deslize do Nadadouro para poder aspirar ao título. Ao intervalo o resultado de 4-1 espelhava não só a superioridade da equipa da casa mas também a tremenda eficácia dos seus jogadores. No regresso dos balneários a Mata dos Milagres veio disposta a mudar os acontecimentos e para isso o treinador/jogador BA apostou num

jogada individual de Soveral chegou ao 6-5, aos 18 minutos. Não querendo demorar na resposta, a Mata igualou logo no minuto seguinte através de Horta, que assim estabeleceu o resultado final. Resultado justo num jogo que teve momentos de grande qualidade e de muita emoção.

Foto: N.B.

Jogo fantástico com muitos e bonitos golos, emoção e com um trabalho impecável da dupla de arbitragem… um hino ao futsal. O Nadadouro não foi além de um empate a seis golos frente à Mata dos Milagres, num jogo muito esperado pelos adeptos das duas equipas.

sistema de jogo que viria a ser fulcral para o desenrolar do encontro: com guarda-redes avançado, sistema denominado cinco para quatro, a Mata rapidamente reduziu para 4-2 através de uma jogada proveniente desse mesmo sistema finalizada por Mário Tiago, logo aos 2 minutos. Mas como este sistema pode ser proveitoso para quem o utiliza, também tem os seus riscos, através de uma perda de bola do 5.º homem da Mata, Bebé remata antes da linha divisória e aumenta a contagem para 5-2, obtendo assim o hat-trick, aos 4’ da segunda parte. Não desesperando, a Mata dos Milagres manteve o mesmo sistema e efectuou uma recuperação fantástica e em apenas dois minutos apontou dois golos e reduziu para 5-4, através de João Horta aos 5’ e Mário Tiago aos 7’, ambos a bisarem no encontro. Apenas 5 minutos depois, BA encarregou-se de apontar o tento da igualdade através de mais uma jogada de cinco para quatro., aos 12’. Após chegarem à igualdade, a Mata regressou ao sistema normal e diminuiu a capacidade atacante, quem aproveitou foi o Nadadouro que através de uma

Foto: N.B.

Bruno Fernandes (BF)


MODALIDADES

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EQUITAÇÃO

Contrair, cair. Descontrair, divertir Agnes Ao longo destes quatro anos aprendi duas coisas: é completamente injusto aqueles típicos comentários “o cavalo é que faz tudo”, “não estás lá em cima a fazer nada”, entre outros que tais. São completamente absurdos! Um cavaleiro tem de fazer muito, é dos desportos que trabalha mais músculos, (surpreendentemente!) da cabeça à ponta do pé tudo precisa de estar no sítio certo, a tocar no ponto certo, com a força certa. Ao contrário do que vulgarmente se pensa á bastante rigoroso e perfeccionista. A outra coisa que aprendi foi que não existe nenhum ca-

valo igual a outro, são todos diferentes de aspecto e personalidade, uns mais bonitos que outros, mais meigos, mais nervosos, mais agressivos, enfim, são todos diferentes e por isso, como qualquer animal, são únicos. No fim de contas, se pensarmos bem, é óptimo desporto para se praticar nos dias de hoje pois, para fazer, temos de nos deslocar e centros hípicos que se encontram geralmente no campo. Longe da poluição das grandes cidades. Só é necessário uma coisa para o contacto com os cavalos: não haver qualquer tipo de medo para com estes. Quando o ser humano sente medo tende a contrair os mús-

culos e montando num cavalo se os contrai os músculos do cavalo contraiem também, provocando um grande desconforto para ambos. Neste caso o cavalo toma o domínio em vez de ser o ser humano a ter o domínio. Isto pode resultar numa queda. Os cavalos assustam-se, tal como as pessoas, e é normal começarem a trotar ou galopar de forma desajeitada e rápida, e nesse momento se o cavaleiro se contrai ou entra em pânico basta um pequeno desequilíbrio do animal e estamos no chão. Não devemos nunca obrigar alguém que tenha medo de cavalos a montar, pois, basta um pequeno sacudir da cabe-

ça ou de uma pata para afastar uma mosca que a pessoa que está em cima do cavalo começa a entrar em pânico e a querer sair dali o quanto antes. Assisti a um caso em que o cavalo estava a andar calmamente, a passo, e tropeçou. O cavaleiro ficou com o coração nas mãos com medo e gritava para que o tirassem dali. Conclusão o cavalo, meio perdido, começou a galopar, cada vez mais rápido, e o cavaleiro ainda gritava mais alto! O cavalo fez uma espécie de cambio e o cavaleiro cai por terra.

Foto: Direitos reservados

Toda a gente tem um dom, uma inspiração, um talento. Não há ninguém que não tenha por muito que pense o contrário. É simples. O meu são os cavalos, a equitação, desporto que me fascina desde criança. No entanto só o pratico há cerca de quatro anos.

Não se magoou, mas esta situação podia ter sido resolvida apenas com um respirar fundo. Afinal, até as pessoas tropeçam. O ser humano entra em pânico quando sente que perdeu o domínio.


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BASQUETEBOL

BRUNO SANTOS, TREINADOR DO BASKET CLUBE DO LIS

“O basquetebol em Portugal não é um desporto de massas”

Na entrevista ao DESPORTOTAL, Bruno Santos falou-nos do “estado” do basquetebol em Portugal, do Basket Clube do Lis e ainda do seu futuro como treinador. Uma paixão herdada de quem? O meu pai começou a levar-me aos treinos de Mini-basket do Clube Atlético de Regueira de Pontes. Gostei e fiquei. Mais tarde ingressei na equipa do Núcleo Sportinguista de Leiria onde joguei até aos 16 anos. Terminada que está a Licenciatura em Desporto e já com o Nível I de treinador obtido, quais os seus objectivos como treinador? Para já é continuar a formação das jovens basquetebolistas do BCL, pelo menos até ao escalão de juniores (18,19 anos). Depois só elas decidirão o seu futuro, algumas irão para a faculdade, outras tomarão outras opções. Pretendo ainda continuar o trabalho que o grupo de treinadores e direcção têm desenvolvido aqui no BCL. E claro, continuar com as boas prestações do BCL no basquetebol. “Como está” o basquetebol em Portugal? Em particular, o basquetebol feminino em Leiria? Em Portugal, infelizmente, o basquetebol é um desporto pouco divulgado, não é um desporto de massas. Por outro lado, os media dão pouco ênfase à modalidade. As transmissões televisivas de basquetebol são diminutas. No que diz respeito ao basquetebol feminino, felizmente tem aumentado o nº de equipas (embora continue a ser um nº reduzido). Em Leiria, nos últimos anos a Associação de Basquetebol (ABL) tem vindo a fazer um melhor trabalho ao nível da formação. Neste momento, e porque o nº de equipas da ABL é reduzido, a ABL juntou-se à congénere de Coimbra (ABC) e organizaram um torneio, aumentando assim o nº de equipas e a competitividade. Bruno, como foi a chegada ao BCL? Entrei para o BCL após a sua fundação por convite a ser treinador de uma equipa. Comecei como treinador adjunto de Mini-basket. O gosto pelo treino come-

çou a aumentar e tirei o Nível I de treinador da Federação (FPB). Agora é o treinador principal da equipa de Sub 14. Quais os principais problemas que enfrenta o BCL, sabendo à partida que o basquetebol enfrenta todos os “problemas” falados anteriormente? Os principais problemas são: a angariação de jovens basquetebolistas – é uma captação a “conta-gotas” uma vez que é um clube deslocado do “centro da cidade” (para tentar uma captação mais eficiente no início do ano lectivo/época desportiva organizamos pequenos torneios nas escolas para promover a modalidade e o clube, tentando assim captar mais jovens); não temos um pavilhão próprio (treinamos habitualmente no Pavilhão da Carreira); patrocínios, entre outros. Por outro lado, e com muitos apoios, conseguimos garantir transporte aos nossos jovens através de uma carrinha. Como foi o percurso desportivo desta equipa de Sub 14 este ano? Esta equipa iniciou a época participando no campeonato distrital, vencendo a

Foto: Nuno Brites / Imagereporter

Bruno Santos é natural de Leiria. Tem 24 anos e após vários anos ligado à modalidade como praticante (passou em clubes como o Clube Atlético de Regueira de Ponte e o Núcleo Sportinguista de Leiria), em 2002 iniciou a sua ligação à formação de jovens desportistas no Basket Clube do Lis (BCL). É licenciado em Desporto, variante Psicologia do Desporto e Exercício pela Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Obteve em 2003 o Nível I de treinador de basquetebol. A par do papel de treinador é ainda árbitro (desde 2001) de basquetebol e Professor de Educação Física no 1º Ciclo. Actualmente desempenha funções de treinador principal da Equipa Feminina Sub 14 do BCL.

fase regular. Sendo campeãs na fase regular, foi-lhe cedido o direito de participarem na “Final Four” onde obtiveram o 3º lugar, não tendo assim acesso ao campeonato nacional. Para que a equipa não parasse de competir, a ABL e ABC organi-

zaram um campeonato regional integrando mais equipas. Campeonato esse que também venceram. Qual o futuro para esta equipa? Neste momento preparamos a próxima época. Esta equipa vai participar no Torneio do Futuro, que é um torneio do Escalão de Sub 13, em que vamos levar jogadoras com idades de 11 e 12 anos de modo a observá-las. O objectivo é o ingresso nos campeonatos nacionais na próxima época. Sendo o DESPORTOTAL um jornal recente, direccionado para a promoção da informação desportiva no centro do país, em que medida será benéfico para dar a conhecer o desporto e as diferentes modalidades? É, sem dúvida, uma mais-valia para Leiria (e para a região Centro) ter um jornal regional dedicado ao Desporto e às diferentes modalidades. Este jornal vem de alguma colmatar a lacuna até agora existente, podendo assim dar visibilidade aos diferentes clubes e modalidades praticadas na região.


NATAÇÃO

A Secção de Natação da Associação Académica de Coimbra convida todos os interessados a participarem no seminário "Alimentação e Prática Desportiva". A iniciativa terá lugar no próximo domingo, pelas 17h30, na Sala VIP do Pavilhão Multi-Desportos de Coimbra (Solum), e será ministrada pela Professora Doutora Filomena Calixto (Escola Superior de Desporto de Rio Maior - Instituto Politécnico de Santarém). O evento, de entrada livre, conta com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra e insere-se no Plano de Actividade 2009 da Secção de Natação da Associação Académica de Coimbra.

FESTIVAL AQUÁTICO ACREDITAR Da parceria estabelecida entre as duas entidades resulta ainda a realização do Festival Aquático Acreditar, evento de cariz beneficiante que se destina aos utentes da Secção Natação e ao público em geral. Deste modo, todos os interessados poderão experimentar as diversas actividades que se desenvolvem nos planos aquáticos da cidade de Coimbra. A acção desenvolver-se-á também no dia 26 de Abril, pelas 10h00, no Complexo Olímpico de Piscinas de Coimbra (Solum). Para mais informações: Miguel Abrantes 912573040 Marco Gomes

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Estudantes melhoraram tempos de inscrição Marco Gomes

A Secção de Natação da Associação Académica de Coimbra esteve representada em diversos palcos competitivos. Em Coimbra, Miranda do Corvo e Lisboa, a jornada do último fimde-semana foi transversal a todos os escalões. Dos cadetes aos masters. Num universo de quatro dezenas de participantes, vários foram os nadadores que melhoraram as suas marcas pessoais. Dobrado o calendário de Inverno, “os objectivos privilegiam, nesta fase da temporada, a aquisição de competências no sentido de preparar os atletas para os principais eventos que se avizinham, designadamente os campeonatos regionais e nacionais”, referiu o técnico Fausto Pinto Ângelo. O treino é a prioridade. As provas completam-no. E é neste contexto que os vários atletas cimentaram as suas performances. No XXV Torneio Shigeo Tsukagoshi, realizado na piscina olímpica da Solum, os estudantes ficaram em 14º lugar em termos colectivos. Os infantis João André Neves e Ana Rita Artur, ambos aos 200 m livres e

Foto: Direitos reservados

SEMINÁRIO ALIMENTAÇÃO E PRÁTICA DESPORTIVA

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100 m bruços, viram o seu esforço recompensado. Tal como o capitão de equipa Gonçalo Costa, nos 100 m mariposa. Os três baixaram os registos de inscrição. Já na piscina de 25 metros do Parque de Jogos 1º de Maio, em Lisboa, uma dezena de masters da Briosa representou a equipa do Grupo de Amigos da Natação, em mais uma edição do Campeonato Nacional Colectivo do INATEL, circuito competitivo que decorre à margem do calendário organizado pela Federação Portuguesa de Natação (FPN). Mas nem por isso menos entusiasmante e participativo.

Cerca de 250 nadadores marcaram presença no torneio. Se os conimbricenses não viram a sua formação colher os louros da vitória final, pelo menos lograram atingir alguns objectivos individuais, seguindo o exemplo de João André Neves, Gonçalo Costa e Ana Rita Artur. Melhoraram as respectivas marcas Mário Pinto, Hugo Figueiredo, Ana Teixeira Santos nos 400 e 800 m livres (400 e 800 m livres), e João Coroado aos 100 e 200 bruços. Um bom ensaio para os importantes testes que se avizinham. Para o presidente da Académica e também nadador master, Hugo Figueiredo, o objecti-

vo está bem definido: “Levantar, novamente, a Taça Masters” (FPN). E tudo até parece bem encaminhado, uma vez que lideram a classificação da edição 2009 (somatório do Open de Inverno, XI Campeonato Nacional e II Campeonato Nacional de Águas Abertas). Ainda numa primeira fase de abordagem à competição, onde a finalidade primeva passa por fidelizar os pequenos talentos à modalidade, os mais novos fizeram, mais uma vez, a festa. Desta vez, no Torneio de Cadetes Rota da Chanfana. Um regozijo que não é quantificável pelos pódios ou medalhas conquistados – apenas por enquanto. Antes por uma enorme vontade de participar, brincar, gritar e viver experiências alternativas ao quotidiano. Falamos de crianças com idades entre os 8 e 10 anos. A formação academista foi a mais representada do evento, com 21 nadadores. Marcaram presença oito emblemas. Alguns atletas terminaram nos lugares cimeiros. Outros nem por isso. No entanto, e utilizando as palavras do técnico Ricardo Madureira, “a atmosfera de convívio que se cultiva diariamente nos treinos sai sempre vencedora”.


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MOTORES

Coordenação Adélio Amaro adelio.amaro@gmail.com

“RALLYE VIDREIRO” COM CHUVA

Foi ao som de pneus a resvalarem no piso molhado que o concelho da Marinha Grande viu a realização do "Rallye Vidreiro", organizado pelo Clube Automóvel da Marinha Grande. O grande vencedor da edição 2009 foi Pedro Peres, ao volante do Ford Escort RS Cosworth, que soube dominar o piso molhado, deixando João Ruivo, Fiat Stilo, como segundo classificado, a um minuto e dez segundos. A um minuto e dezasseis segundos ficou Luís Mota em Mitsubishi Lancer EVO IV, ocupando, assim, o último lugar do pódio. Pedro Peres alcançou, desta forma, a sua terceira vitória no campeonato Open de Ralis, em quatro possíveis, usufruindo do humilde 35.º lugar do seu principal adversário, Ricardo Costa (este conta com uma vitória no Campeonato). Peres teve, assim, a vida, de certa forma, facilitada, limitando-se a gerir o primeiro lugar e controlando o Escort ao sabor do piso molhado. No entanto, o segundo e o terceiro lugar foram disputados de forma muito interessante e entusiasta. Luís Mota ficou apenas a seis segundo do segundo, João Ruivo. Mas, na luta pelos três primeiros, também Nuno Pina, em Peugeot 206 GTI, deu cartas, ficando a 10 segundos de alcançar um lugar no pódio. Curioso é o facto das quinta e sexta posições contaram com mais dois Peu-

Pedro Peres ao volante do Ford Escort RS Cosworth geot 206 GTI, de Daniel Ribeiro e Pedro Ortigão, respectivamente. Diogo Salvi levou o seu Mitsubishi EVO IV à sétima posição, enquanto Gil Antunes alcançou o oitavo lugar com um Opel Astra GSI. A fechar os 10 primeiros lugares estiveram André Pimenta com o seu TDI Skoda Favia e Paulo Correia ao volante do pequeno Peugeot 106. Já no próximo mês de Maio tem lugar em Vila Nova de Cerveira mais uma prova do Open de Ralis.

dos de Pimenta. O último lugar do pódio foi ocupado por Daniel Nunes, também em Citroën Saxo, a quatro minutos e quarenta segundos do primeiro. A fechar a grelha de chegada em Júnior, ficou Mariana Carvalho no honroso quarto lugar, com o seu Suzuki Ignis.

Campeonato de Portugal Júnior de Ralis Além do brilhante nono lugar da geral, André Pimenta, no seu Skoda Fabia TDI, venceu o rali Vidreiro em Júnior, somando a terceira vitória no Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, das quatro possíveis, seguindo, de certa forma, o mesmo trajecto de vitórias que Pedro Peres. Também Pimenta usufruiu dos maus resultados dos seus directos adversários, como foram exemplos as desistências de António Freitas e Francisco Grilo. O segundo lugar foi alcançado por Pedro Tavares em Citroën Saxo S1600, ficando a um minuto e vinte um segun-

João Matias / Imagereporter

Adélio Amaro

João Matias / Imagereporter

PEDRO PERES desliza em direcção ao pódio

Pedro Peres


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MOTORES

gueira foram os restantes classificados deste Troféu, nos quarto, quinto e sexto lugar, respectivamente.

Clássicos

No grupo Modelstand, mais conhecido como Peugeot 206, Nuno Pina com o seu GTI venceu pela terceira vez consecutiva em outras tantas provas já realizadas no grupo. Contudo, no rali Vidreiro não foi fácil para Pina assegurar o primeiro lugar, visto que Daniel Ribeiro ficou apenas as 15 segundos deste, tendo mesmo liderado a prova. Pedro Ortigão, a um minuto e dez segundos do primeiro, preencheu o pódio na terceira posição. Curioso, como já foi referido, é o facto de estes três pilotos conseguiram os quarto, quinto e sexto lugar da geral, respectivamente. José Cruz, Sérgio Arteiro e Francisco Trindade, quarto, quinto e sexto lugar, respectivamente, fecharam o lote de pilotos classificados.

Troféu Fastbravo Óscar Coelho no Troféu Fastbravo (Seat Marbella), com o seu Seat Marbella, alcançou o primeiro lugar no rali Vidreiro. Foi uma prova muito disputado, onde a diferença entre o primeiro e o terceiro foi apenas de 2,6 segundos. Paulo Barros, segundo classificado, a apenas 2,3 segundos do primeiro, chegou a liderar a prova, vendo o lugar máximo do pódio fugir por muito pouco. O terceiro posto foi conquistado por Fábio Ribeiro. Isaac Portela, Luís Campos e Ivo No-

Aníbal Rolo e o seu clássico Renault 5 Turbo

Luís Mota com Mitsubishi Lancer EVO IV, foi o grande vitorioso, ao vencer na prova a contar para o Campeonato Regional de Ralis do Centro e conquistar a terceira posição da geral, como atrás foi referido, ficando a liderar o campeonato e beneficiando das desistências dos principais adversários Armindo Neves e Ricardo Costa. Gil Antunes alcançou a segunda posição em Opel Astra GSI e Paulo Correia arrecadou o terceiro lugar do pódio com Peugeot 106.

OPINIÃO

CARLOS SABOGA Presidente do CAMG O Clube Automóvel da Marinha Grande fez correr no passado fim-desemana, a edição 2009 do Rally Vidreiro, prova a contar para os Campeonatos Nacionais Open, Clássicos, Júnior e Regional Centro de Ralis. Os 68 concorrentes inscritos no nosso rali, faziam antever uma disputa acesa pelas posições cimeiras nas diversas categorias. Além disso, alguns pilotos locais mostravam logo à partida, legítimas ambições de virem a brilhar na “sua” prova. A abrir o evento, a Super-Especial de sexta-feira à noite, constituindo um dos desafios organizativos para esta edição, criava grande expectativa, tanto pela sua localização e piso, como pelo estado de tempo que se faria sentir no decorrer da mesma. Afinal, tudo se combinou para um excelente espectáculo, com imenso público a assistir sem necessitar de abrigos ou guarda-chuvas. Sublinhe-se a compreensão e colaboração da população de S. Pedro

de Moel, que desde cedo na sexta-feira se viu privada da livre circulação em todo o traçado da Super-Especial, bem como de muitas das vias que lhe davam acesso. Já no sábado, a chuva caiu durante quase todo o dia, dificultando o trabalho dos mais de 200 elementos que colaboraram activamente na organização do rali, e pondo à prova a perícia dos pilotos, nos rápidos mas bastante exigentes troços dos Campos do Lis e do Pinhal do Rei. A meio da tarde e de volta a S. Pedro de Moel para a consagração dos vencedores, de realçar o interesse desportivo da prova, que apesar da chuva levou milhares de espectadores para a estrada. De salientar sobretudo, a capacidade que a nossa organização demonstrou para lidar com os diversos acidentes, que com consequências exclusivamente materiais, foram prontamente atendidos e resolvidos – resultado dum esforço meticulosamente preparado pela direcção

de prova, em total articulação com os comissários desportivos da FPAK e as autoridades de segurança e de socorro no terreno. Assim e sem falsa modéstia, orgulhamo-nos de termos mais uma vez cumprido os objectivos, a que por formação e tradição deste clube estamos obrigados: organizar provas do desporto automóvel, que primem pela segurança e pelos bons espectáculos, não descurando o impacto na actividade económica das regiões por onde passam.

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Modelstand

Campeonato Regional de Ralis Centro

João Matias / Imagereporter

O conhecido, de outros campeonatos, Renault 5 Turbo, conduzido por Aníbal Rolo, arrecadou o lugar mais alto no rali Vidreiro, em Clássicos, deixando para trás Frederico Ferreira com o seu Ford Escort RS 1800, com a diferença de um minuto e dois segundos. Em terceiro ficou José Pedro Figueiredo, em Datsun 1200. A fechar a classificação, embora na quarta posição, ficou Vítor Torres com o seu Ford Escort RS2000.

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Carlos Saboga


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24 ABRIL 2009

FUTEBOL – JUNIORES

Vitinha

Tiago Gonçalves

“Temos de fazer tudo para ganhar ao Estrela”

“Queremos ganhar, para assegurar a manutenção”

João Matias / Imagereporter

Que radiografia faz da época desportiva do União de Leiria? A época desportiva do União de Leiria começou com o Mário Artur como treinador principal e eu como adjunto. Começamos bem. Quando entrei, a equipa tinha 15 pontos, e a cinco jornadas do fim, tínhamos 31 pontos e uma posição tranquila, mas a partir dali, tivemos cinco derrotas consecutivas, a equipa sempre teve dificuldades em acabar a época, fruto da motivação dos miúdos, que vão para seniores. Está-se a trabalhar para colmatar essa parte, e uma das hipóteses é arranjar um clubesatélite, para motivar os miúdos, principalmente os juniores de segundo ano. O clube tem melhores condições do que há dois anos, mas falta mais, muito mais.

mos jogar nem para o ponto, nem para manter os pontos que temos. Todos os jogadores têm de estar mentalizados para jogar para vencer as partidas que entram. Gostaríamos de ter aqui uma massa associativa pronta a ajudar-nos. As pessoas que vem para aqui ultimamente tem sido para nos criticar, e nós queríamos agora que viessem para nos apoiar. Em relação ao adversário que irão defrontar, o Estrela de Amadora, como é que o classifica? Lá perdemos por 2-0, acho que não merecíamos ter saído com esse resultado. É uma equipa que também tem dificuldades, mas com um bom conjunto, tem uma escolha de jogadores maior do que a nossa, e conseguem formar bons miúdos, apesar das condições que tem.

E agora tem este jogo decisivo com o Estrela de Amadora. Em teoria, precisam de mais um ponto, mas pode não chegar. Pode chegar e não chegar. E se calhar os pontos que temos podem ser os suficientes. Mas temos de fazer tudo para ganhar ao Estrela de Amadora. Não va-

Mas estão numa posição mais tranquila do que a vossa. Vem jogar mais tranquilamente do que nós, isso é certo, mas vamos tentar mentalizar-nos que só dependemos de nós, darmos tudo para ganharmos este jogo.

Pedro Rodrigues

Esta época… Não está a correr como desejávamos. Todos nós temos a noção que te-

mos melhor equipa do que a classificação demonstra, mas agora falta um jogo, e já não há muito mais a fazer do que assegurar a manutenção.

João Matias / Imagereporter

“Vamos jogar para ganhar” Pedro Rodrigues, o sub-capitão da equipa de Juniores, faz habitualmente com Tiago Gonçalves a dupla de centrais do União de Leiria. Este Sábado, com o Estrela de Amadora, num jogo que decide toda uma época, refere aquilo que a equipa deseja: a vontade de vencer, para conseguir a manutenção sem depender de terceiros.

O jogo com o Estrela de Amadora vai ser complicado. Sim, vai ser um jogo complicado, mas nós em casa somos fortes e vamos jogar para ganhar. Estamos todos confiantes e acredito que isso vai acontecer.

João Matias / Imagereporter

Numa semana decisiva para as aspirações do União de Leiria nesta categoria, o Desportotal foi falar com Vitinha, o treinador dos Juniores, que pegou o comando a meio da época, substituindo Mário Artur. Recebendo o Estrela de Amadora este Sábado, precisam de pelo menos um ponto para garantir a manutenção, mas a matemática não lhes é muito favorável, em caso de derrota. Logo, vencer este jogo é o objectivo prioritário, para garantir a manutenção.

Tem consciência que o empate pode não chegar? Sim, empatar não chega, vamos jogar para ganhar desde o início. O Pedro e o Tiago forma a dupla de defesas centrais presumo que não tiveram este ano a melhor das épocas. Sim, não foi uma época fácil para nós. Numa época como esta, a defesa é o sector mais apontado, mas aqui todos são responsáveis, nas vitórias e nas derrotas.

Para Tiago Gonçalves, o capitão e defesa central da equipa, é uma temporada que está a correr abaixo das suas expectativas, pois neste momento, o União de Leiria está numa zona perigosa. Este Sábado, contra o Estrela de Amadora, joga-se toda a época. Uma temporada áquem do esperado… Sim… quando partimos para esta fase, não esperávamos entrar em zonas de despromoção. Na verdade estamos abaixo das nossas expectativas.Mas não é menos verdade que as coisas não nos têm corrido bem. O jogo com o Estrela de Amadora… Vai ser um jogo decisivo. Temos de ganhar. Até pode não ser necessária a vitória, mas queremos ganhar, para assegurar a manutenção. Apesar de precisarem de um ponto, o empate pode não chegar. Pode não chegar, é verdade, se o Oeiras ganhar. Exactamente por isso é que estamos apenas a pensar numa vitória. Como dependemos só de nós, não admitimos outro resultado.


TABELAS DE CLASSIFICAÇÕES

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Ribeiro Cristóvão

De candeias às avessas Não espanta que as relações actuais entre alguns agentes do futebol português não sejam as melhores nesta altura. Aliás, trata-se de um hábito instalado há muitos anos, que para alguns, habituados ao dividir para reinar, convém manter. Um exemplo: Há poucos dias, a Liga de Clubes entregou, final-

mente, as duas taças de campeão que “devia” ao Futebol Clube do Porto. Demorou, mas foi, E então, meio envergonhado, na companhia da sua Directora Executiva, o Presidente daquele Organismo, fez-se ao Estádio do Dragão, consciente do ambiente que o Presidente dos dragões lhe preparara. Depois, foi o que todos sabemos. Uma assobiadela monumental, e saída rápida pela porta dos fundos, para evitar estragos maiores. É esta a triste imagem que o futebol português é capaz de dar aos seus parceiros internacionais. Sem surpresa. Porque, ficou a saber-se no momento em que Hermínio Loureiro despoletou o

processo relacionado com o “apito dourado”, que a vingança haveria de chegar, mais cedo que tarde. Vingança que já se traduzia numa total falta de relações, e ao mesmo tempo numa contestação que, embora discreta, não deixava de fazer estragos. E que ficou mais à vista no momento da entrega das duas taças. Isto de mexer com o poder tem, em Portugal, e a vários níveis, consequências inevitáveis. Na política, já ameaçava Jorge Coelho, “dá-se nas fuças”. No futebol, para os todo-poderosos, “do pescoço até ao calcanhar é tudo canela”. E depois não querem que o sabidão do Platini nos tenha debaixo de olho…

BARBOSA na nossa equipa Sérgio Claro / Imagereporter

Foto: Direitos reservados

ÚL TIMA ÚLTIMA

Um jornal vence e ganha força quando leva aos leitores, assinado por quem sabe, artigos que possam, de alguma maneira, ajudar a formar opiniões. Assim pensamos e assim queremos agir nestes primeiros passos. Por isso, depois de Adélio Amaro, Artur Agostinho, Hélio Nascimento, Jorge Coroado e Ribeiro Cristóvão, é com muito orgulho que apresentamos aos nossos leitores, na nossa equipa, Alves Barbosa, ídolo nos anos 50,60 e 70, uma das grandes figuras do ciclismo português e…só o primeiro português a correr a Volta a França. O nome dispensa mais quaisquer apresentações e o seus conhecimentos são garante da qualidade de opinião que queremos levar aos nossos leitores.

Opinião pública Como gostamos de saber o que o público pensa acerca do nosso projecto para evoluirmos a cada edição, fomos para a rua “buscar” a opinião dos nossos leitores.... interessante, educativo, apelativo e até, lhe chamaram uma forma de incentivar a prática de desporto...” de conteúdo acessível e coerente para uma agradável leitura”, esperamos nesta sexta-feira chegar a um público ainda mais vasto.... Luís Santos Ourém

Jerónimo Magalhães Leiria

Ricardo Gaspar Caranguejeira

Joaquim Duarte Leiria

Micael Pereira Leiria

“Conheço desporto de Fátima e Ourém. A prática de desporto é importante, educativo portanto acho que o jornal é bom... não faço muito desporto mas... se tivesse mais tempo se calhar fazia mais...”

Após darmos conhecimento do nosso projecto, Jerónimo Magalhães deixa a sua opinião acerca de nós “Parece-me bem”

“O jornal Desportotal revelou-se uma agradável surpresa. Contém a informção essencial. Numa altura de crise, apostar num jornal desportivo, sem que este se centralize no futebol, e nomeadamente no que gira em torno dos três grandes infelizmente para muitos de nós, o que mais vende! Os meus parabéns pela a ideia e pela forma como está a ser concretizada, continuem o bom trabalho.”

“Gosto bastante de desporto... acho que já ouvi falar do Desportotal, de Leiria... Fala das actividades desportivas regionais, é um jornal com boa apresentação. Agora só vendo melhor as modalidades que o jornal abrange. Neste momento só pratico desporto amador, atletistmo, ginástica... faço de tudo um pouco... pelos vistos, tudo o que aborda o novo jornal desportivo da região.”

“Pratico desporto – equitação!!... conheço o jornal Desportotal, ainda não vi o jornal de forma séria, mas parece interessante, as cores da capa chamam a atenção, é um jornal apelativo.... aborda todas as modalidades ... até equitação tem!!!!!”

Patrícia Santos Oliveira de Azemeis (estudante Leiria)

“Não pratica desporto nem gosta muito. “De certa forma vai incentivar o desporto, pode até levar novos desportos às pessoas que o leiam, principalmente incentivar os mais pequeninos porque ficam entusiasmados quando vêem alguém a receber um prémio, ficam logo empolgados. É interessante, acho que é uma boa iniciativa.”

(61 anos) Marrazes

“Não conheço o Jornal mas fico contente pela iniciativa uma vez que, falta na nossa região a divulgação do desporto, não há muita iniciativa, não há rugby, por exemplo, não há basquetebol sem ser nas escolas.... precisamos de alguém que venha incentivar a prática de desporto em Leiria... Coimbra há bastante em comparação com Leiria... “

Nº. 2 - 24 de Abril de 2009  

Edição Nº 2 do Jornal Desportotal.

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