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RLM nº 29

Leal Moreira. Futuro e presente do verbo morar.

GENTE DESIGN ESTILO IDEIAS CULTURA COMPORTAMENTO TECNOLOGIA ARQUITETURA

ano 7 número 29

Marcelo Tas Conectado ao que há de mais novo no mundo da comunicação, ele fala sobre tudo. Basta perguntar.

Leal Moreira

Casa Cor Edyr Augusto Geeks Lúcio Mauro Filho Nova York Rock in Rio

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O que ĂŠ mais importante pra vocĂŞ


é mais importante pra gente.

25 anos de mercado e uma trajetória de sucessos. Esses são os motivos de milhares de pessoas depositarem a segurança de suas famílias em nosso trabalho.

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O ALTÍSSIMO PADRÃO GANHA AGORA UM NOVO CONCEITO DE VIVER COM SEGURANÇA.

AGUARDEM LANÇAMENTO NO UMARIZAL.

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Planejamento, Incorporação e Construção:

Planejamento, Realização e Incorporação:


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entrevista

ano 7 número 29

Marcelo Tas Conectado ao que há de mais novo no mundo da comunicação, ele fala sobre tudo. Basta perguntar.

Casa Cor Edyr Augusto Geeks Lúcio Mauro Filho Nova York Rock in Rio

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À frente de um dos programas jornalísticos - com veia humorística- mais cultuados da atualidade, o apresentador Marcelo Tas expõe suas ideias com a mesma velocidade da internet. Num bate-papo exclusivo, ele explica por que rir é o melhor remédio e o que nos diferencia dos outros animais.

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especial

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O fotógrafo Pedro Cunha emprestou seu olhar a uma das cidades mais retratadas pelo cinema e fotografia mundiais. Apaixonado pela temática urbana, o cearense declara a paixão por Nova York em imagens que dão ênfase ao ar seco e sujo da metrópole, tudo sem perder a poesia.

especial Depois de dez anos, o Rock in Rio volta ao Brasil abraçando diversos estilos musicais e com a proposta de provocar no público uma consciência ambiental. A contagem regressiva para 600 mil pessoas que esgotaram os ingressos em dois meses termina em setembro.

comportamento Você não precisa mais se envergonhar da sua coleção de bonecos de super-herói ou dos seus gibis favoritos. Foi-se o tempo em que ser nerd era um passaporte para o limbo social. A invasão dos aficionados em música, cinema e RPG chegou para ficar.

gourmet Do encontro especial entre os sabores regional e nacional nasce uma experiência única e saborosa. Assim foi a reunião das chefs Daniela Martins e Mônica Rangel no Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, um dos mais importantes eventos de culinária do norte do país.

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Belém se prepara para receber pela primeira vez, este ano, a Casa Cor, maior evento de arquitetura e decoração da América Latina que, em setembro, vai reunir mais de 100 profissionais, entre arquitetos, designers, decoradores e paisagistas. Tecnologia é o tema desta edição.

galeria

É com simplicidade e leveza que Lúcio Mauro Filho leva a vida e a carreira. Com peça em cartaz e programa de tevê no ar, ele encara agora o desafio de dublar o protagonista de “Kung Fu Panda 2” na versão brasileira do filme. Sua maior ambição, porém, é ser apenas um cara normal.

perfil

03/06/2011 20:03:09

capa Marcelo Tas Fotografado por Fernanda Brito

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dicas Edyr Proença Celso Eluan tech especial decor horas vagas Glauco especial cartas de amor confraria especial fertilidade especial Gyrotonic Nara destino enquanto isso vinho especial casa Menino Jesus institucional sex & sábado

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NOVO CITROËN Ŋ     

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Imagem Ilustrativa

Av. Governador José Malcher, 1655 Nazaré

Informações: (91) 3033-5759

CIA Belém Lançamentos Imobiliários: Rua dos Mundurucus, nº 3100 – 20º andar – Ed. Metropolitan Tower – Belém-PA – CRECI J-300. Diariamente, das 8h às 18h, inclusive aos sábados e doming das 8h às 18h, aos sábados e domingos no estande de vendas. Artes meramente ilustrativas. Os materiais e os acabamentos integrantes estarão devidamente descritos nos documentos de f representados nas plantas não fazem parte integrante do contrato. As medidas são internas e de face a face das paredes. Memorial de Incorporação registrado no Cartório de Imóveis do 2º Of


TORRE

nazaré

O alto padrão chegou ao bairro de Nazaré.

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187 m 4 suítes

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tWBHBTEFHBSBHFNQPSBQBSUBNFOUP Perspectiva da cobertura

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editorial Caro leitor, Esta Revista Leal Moreira foi produzida para aproveitar um momento muito especial para nós, que fazemos e vivemos esta publicação. Neste número, comemoramos sete anos de existência, acumulando expressivas 29 edições desde junho de 2004, quando esta aventura editorial foi idealizada. Refletir sobre as transformações ocorridas no planeta neste período e lembrar as ideias – grandes ou não - que ficaram pelo caminho neste espaço de tempo empresta, para nós, da Leal Moreira, ainda mais importância à longevidade de nosso projeto. Nossa entrevista de capa foi buscar as opiniões de um homem que também atravessou os anos na busca contínua por atualização e novos caminhos. Marcelo Tas, jornalista, blogueiro, educador, viciado por informação, cedeu à reportagem da RLM alguns minutos de sua atribulada agenda em São Paulo, onde grava o polêmico CQC, para explanar um pouco sobre sua formação profissional, a relação íntima com novas mídias e a maneira – desrespeitosa, em sua opinião – com que a educação é tratada no país. E já que começamos a conversa com o tempo que tudo transforma, que tal recordar uma época, nada distante, em que o verbete “nerd” era associado imediatamente à esquisitice e inabilidade social? Pois o século XXI chegou para virar a mesa. Capitaneados por Mark Zuckerberg, o estudante de Harvard que, ao criar o Facebook, deu novas feições à maneira como nos relacionamos no dia-a-dia, os nerds saíram do quarto, ganharam outra roupagem, um arsenal de gadgets novinhos em folha e viram sua versão 2.0, os geeks, prosperar. Fomos atrás desta história para contar exatamente o que aconteceu. Esta edição de aniversário ainda traz outros assuntos especiais. Do ator Lúcio Mauro Filho, que vive um ótimo momento profissional na TV e no Teatro, equilibrando com maestria a vida de celebridade com os pequenos prazeres da vida; da Nova York flagrada sob a ótica pouco convencional do fotógrafo Pedro Cunha; da tradição das cartas de amor e suas ricas manifestações através dos tempos; da aguardada primeira edição da Casa Cor Belém, da qual a Leal Moreira fará parte; do Rock in Rio, que volta ao Brasil em 2011 prometendo grandes espetáculos da música pop mundial... São muitos os temas para serem resumidos nestas linhas iniciais. O melhor mesmo é folhear as páginas e aproveitar tudo que esta RLM comemorativa tem a oferecer. Abraços e boa leitura André Moreira

expediente Tiragem e distribuição auditadas por

Atendimento: A Leal Moreira dispõe de atendimento de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 h e de 14h às 18:30h

Revista Leal Moreira

Criação Madre Comunicadores Associados Coordenação Door Comunicação Ilimitada Realização Publicarte Editora Diretor editorial André Leal Moreira Diretor executivo Hilbert Nascimento (Binho) Diretor geral Juan Diego Correa Gerente comercial Giovanni Mileo Diretor de criação e projeto gráfico André Loreto Gerente de conteúdo Lorena Filgueiras Editor-chefe Elvis Rocha Produção editorial Camila Barbalho Ilustrações e design Gabriel “Gabiru” Cavalcante Fotografia Diego Ventura Reportagem Arthur Nogueira, Bárbara Flores, Camila Barbalho, Catarina Barbosa, Guto Lobato, Leandro Moreira, Lorena Filgueiras, Leonardo Aquino, Leonardo Fernandes e Tyara De La-Rocque. Colunistas Celso Eluan, Edyr Proença, Glauco Lima, Nara Oliveira, Rodrigo Aguilera e Saulo Sisnando.

Telefone: João Balbi, 167. Belém - Pará f: [91] 4005-6800 www.lealmoreira.com.br Construtora Leal Moreira Diretor Presidente: Carlos Moreira Diretor Financeiro: João Carlos Leal Moreira Diretor de Novos Negócios: Maurício Moreira Diretor de Marketing: André Leal Moreira Diretor Executivo: Paulo Fernando Machado Diretor Técnico: José Antonio Rei Moreira Gerente Financeiro: Dayse Ana Batista Santos Gerente de Marketing: Ana Paula Guedes Gerente de Clientividade: Murilo Nascimento

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Online: Conheça um pouco mais sobre a construtora acessando o site www.lealmoreira.com.br. Nele, você fica sabendo sobre todos os empreendimentos em andamento, novos projetos e ainda pode fazer simulações de compras.

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Revisão José Rangel e André Melo Gráfica Halley Tiragem 12 mil exemplares Comercial Belém Giovanni Mileo F. 55 91 3321-6864 gio@door.net.br Assistente Comercial Emília Rodrigues comercial@editorapublicarte.com.br Fale conosco: (91) 3321-6864 revista@lealmoreira.com.br Revista Leal Moreira é uma publicação trimestral da Publicarte Editora para a Construtora Leal Moreira. Os textos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião da revista. É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem autorização.


Belém

Empório Davi Com a arquitetura típica de um grande celeiro americano, o Empório Davi mistura a sofisticação e modernidade da culinária mundial ao ar rústico de sua decoração. No restaurante, é possível encontrar cinco ilhas temáticas da gastronomia, que ficam espalhadas no salão: sushi, salada, buffet, grelhados e risotos - além dos pratos à la carte, que possuem certo sotaque europeu. À noite, as massas ganham destaque no cardápio da casa, criado com o auxílio de nutricionista e comandado pelo chef Flávio Rodrigues. O Empório Davi ainda conta com padaria, adega, espaço infantil e um amplo estacionamento – tudo isso em um complexo de 1500m² no meio da rodovia Augusto Montenegro.

Rodovia Augusto Montenegro, 5.002 • Parque Verde • (91) 3248-2322/ 3241-1482

Point do Açaí Para quem busca requinte até mesmo na hora de tomar o bom e velho açaí, a melhor pedida é ir ao ponto certo. Com um nome sugestivo, o restaurante Point do Açaí traz, em suas três filiais na capital paraense, diversas opções para o consumo deste que é um dos mais característicos alimentos da região. O cliente pode tanto solicitar o serviço delivery, como também, nas filiais localizadas no Bairro cidade Velha e na Estação das Docas, consumir o açaí com acompanhamentos diversos, tudo preparado ao gosto da gastronomia local e com muito primor.

Rua Veiga Cabral nº 450 • esquina com a Travessa Bom Jardim • Cidade Velha (91) 3225-4647 • www.pointdoacai.net www.revistalealmoreira.com.br

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Brasil

Cult 22

Inaugurado em janeiro deste ano, o Cult 22 apostou na atmosfera rock and roll que a capital do país sustenta desde a década de 80 e virou um espaço para celebrar o gênero, que é o mais popular do mundo. A ideia do local veio de um programa de rádio com o mesmo nome, veiculado há quase 20 anos na cidade. Bem decorado, o bar tem imagens de ícones da música dos anos 50 aos 2000 espalhados pelas paredes em sua ambientação interna. O piso superior dedica todo seu espaço à memória do rock industrial brasiliense. A casa abre de terça a sábado, sempre ao som dos DJs residentes, de bandas locais e artistas de outros estados. O cardápio reforça o estilo descontraído, com cervejas importadas, pizzas, sanduíches e petiscos.

Centro de Atividades 7 • Lago Norte • Brasília, DF • (61) 3468.4678 • http://www.cult22.com/blog/cult-22-rock-bar/

Kaá Restaurante Begônias, orquídeas e samambaias estão entre as sete mil plantas de espécies típicas da Mata Atlântica dispostas no jardim vertical que é ponto alto da decoração do Kaá Restaurante. São 700m² com salão de pé-direito alto, teto retrátil, lounge e espaço externo. O clima zen faz do local um oásis de tranquilidade em meio à agitação da metrópole desde 2008. Projetado pelo arquiteto Arthur Casas, o Kaá teve seu design premiado pelo American Institute of Architects em 2009, e em 2010 foi eleito pela revista Wallpaper de Londres como o melhor restaurante novo do mundo. A gastronomia tem inspiração franco-italiana, com o cardápio elaborado pelo chef Paulo Barros e pelo chef francês Pascal Valero. A casa recomenda o clássico francês com toque brasileiro Pato assado com molho de laranja, lascas de pequi e batata sauté. www.revistalealmoreira.com.br

Av. Juscelino Kubitscheck, 279 • Vila Olímpia • SP • (11) 3045.0043 http://kaarestaurante.com.br/

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mundo

Como água para chocolate Conhecido como Cocina Mágica, o restaurante Como Agua para Chocolate em Santiago, Chile, atrai a atenção de turistas de diversos lugares. Situado no bairro de Bela Vista, o lugar é totalmente inspirado no filme homônimo (por sua vez adaptado do romance de Laura Esquivel). Lá se encontra inclusive a famosa mesa-cama que aparece no longa mexicano. O ambiente é romântico e agradável – e a gastronomia é especializada em pratos afrodisíacos. O restaurante ainda oferece serviço especializado para quem pretende fazer proposta de casamento no local. Do cardápio, a casa sugere o côngrio com molho de amêndoas e espinafre. Para completar, a sobremesa que leva o nome da casa e três tipos de chocolate.

Constitución 88, Recoleta • Santiago • Chile • Tel: +56 2 7778740 • http://www.comoaguaparachocolate.cl/

Tokyo DisneySea O Tokyo DisneySea foi inaugurado em setembro de 2001. Prestes a completar 10 anos, o parque de diversões está em reforma e reabre em julho com novidades, bem a tempo das férias escolares. O complexo consiste em sete portos temáticos – entre eles, “Jornada ao Centro da Terra”, “Mysterious Island” (foto) e “Vinte Mil Léguas Submarinas” – que contam as histórias do mar para os convidados. Ainda há passeios, espetáculos de entretenimento, restaurantes e lojas em cada área. Dos parques da Disney espalhados por aí, Tokyo DisneySea é o mais adulto deles: vende bebidas alcoólicas, tem programação noturna e é romanticamente iluminado quando a tarde cai. Recomenda-se o uso do serviço Fastpass para evitar as longas filas na compra de entradas, disponível no site http://www.tokyodisneyresort.co.jp/en/. www.revistalealmoreira.com.br

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perfil

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Camila Barbalho

Quase

famoso

Com uma vida inteira dedicada à TV, ao teatro e ao cinema, Lúcio Mauro Filho demonstra talento para o papel mais difícil: ser um cara normal

A

ndando pelo Leme, no Rio de Janeiro, Lúcio Mauro Filho parece personificar o próprio bairro e seu ar familiar. Acessível, simples, extremamente simpático... Nem parece famoso, é o que diriam alguns. Mas Lúcio, ou Lucinho, é assim mesmo. O riso fácil e o jeito tranquilo escondem uma rotina quase assustadora, reflexo do excelente momento profissional: dublagem, peça de teatro, televisão. E Lúcio ri da falta de tempo, passeia por entre suas muitas habilidades – autor, diretor, roteirista, ator, até compositor de trilha sonora para teatro – e aproveita cada instante que a correria lhe concede para estar presente dentro de casa. E parece conseguir muito bem. No ar na série “A Grande Família” (exibida pela rede Globo às quintas de noite), terminando de gravar a voz do protagonista do segundo filme do “Kung Fu Panda” e em cartaz com o monólogo “Clichê”, ele recebeu a revista Leal Moreira em seu apartamento, numa manhã de segunda-feira, perdido em meio à mesa do café-da-manhã e aos muitos roteiros para estudar – e já meio de saída para um dia inteiro de gravações. Sem demonstrar pressa alguma e com o bom humor que lhe é peculiar, ele conversou com a gente e dividiu sua relação com a família, o trabalho, a música e suas inquietações. Você confere o resultado agora.

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Você passa mais a sensação de pai de família do que a de celebridade. A imprensa também parece não ser tão invasiva com você. Como é essa relação com a mídia e com a construção da sua imagem? É uma relação muito boa, mas foi realmente uma relação construída. Primeiro, porque a nossa produtora aqui no Rio também trabalha com assessoria de imprensa de atores, e a agência começou na noite, com a Cíntia (esposa dele) produzindo eventos e tudo o mais. Então você acaba participando do outro lado. Muitos dos jornalistas que poderiam me perseguir foram meus colegas durante esse período. Por isso é uma relação diferente daquela entre a celebridade e o jornalista que perturba. Seus filhos lhe acompanham em tudo: viajam para outros países, às vezes para lugares inóspitos, e vocês parecem ser muito companheiros uns com os outros. Como criá-los para mantê-los longe do deslumbre? A gente procurou uma escola em que as crianças que são filhas de artistas não sejam tratadas como alienígenas. A escola onde os meninos estudam tem vários filhos de artistas, e não só da TV. Isso afasta o deslumbramento. Você só se deslumbra quando você é o diferente, quando »»»

Wagner Meier


LĂşcio Mauro Filho aproveita o final da tarde para curtir um dos papĂŠis que mais aprecia: ser um cara normal www.revistalealmoreira.com.br

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você tem uma onda pra tirar. E isso eles não têm, porque todo mundo ali tem um pai bem-sucedido na sua área. Um dos parâmetros da criação deles é para que eles nunca usem desse artifício de ser filho de alguém pra conseguir qualquer coisa. E o próprio fato de eles terem sido criados com essas prerrogativas e essas precauções fez com que eles fossem bem resolvidos apesar de serem muito jovens. E essas viagens pra fora são uma oportunidade ótima de eles verem o pai sendo tratado como um ser humano normal, se virando como um cidadão comum. Eu gosto disso inclusive pra mim. É ótimo pra você não esquecer que às vezes você tem que resolver. E é por isso que eu também sou muito reticente com esse mundo VIP. Eu costumo dizer, e às vezes soa arrogante pra caramba, mas eu gosto de pagar por um serviço. Porque é aí que você tem autonomia e autoridade pra cobrar. Quando tá tudo de graça, muito no oba-oba, você fica refém daquele convite, e isso me dá uma certa agonia (risos). Você sempre pegou papéis muito marcantes na televisão. Desde o “Zorra Total” com o Alfredinho, e agora já está com o Tuco em “A Grande Família” há tanto tempo... Você tem receio de ficar estereotipado pelos papéis que faz? Eu tinha esse receio com o Zorra. Aliás, em vários sentidos o Alfredinho me quebrou paradigmas. Um deles foi esse negócio de que fazer um personagem gay ia me trazer coisas ruins na vida pessoal. E isso nunca aconteceu. E eu frequento o Maracanã, ando em lugares populares, onde eu interajo com o povão. E a minha surpresa foi perceber que o telespectador brasileiro é muito maduro, porque a televisão realmente faz parte da vida dele. Então a abordagem sempre foi carinhosa. Nunca me atrapalhou em nada, porque lá fui eu trabalhar com o Guel (Arraes) no teatro, ele ficou muito empolgado com a possibilidade de eu entrar n’A Grande Família, fiz testes com outros atores inclusive mais famosos do que eu... No mercado sério, como é o caso da televisão, e numa empresa como a Globo, você sempre vai ter uma chance, mesmo tendo feito um personagem marcante, de fazer outro teste. E aí só vai depender de você. Eu acabei fazendo de tudo, de chanchadas a Hamlet. Foi o que me possibilitou correr atrás de outro papel, e eu acabei saindo do gay pro vagabundo, que é o Tuco (risos).

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Como foi que você foi parar na dublagem do “Kung Fu Panda 2”? Eu sempre fiz dublagens amadoras de brincadeira com VHS, ligando som e dublando filmes famosos, geralmente com histórias esdrúxulas e palavrões (risos). Era um hobby que eu tinha. E quando eu comecei a trabalhar e fui ficando um pouco mais conhecido, a notícia foi espalhando e os amigos perguntavam quando eu ia fazer de novo. Foi quando pintou uma campanha publicitária da Pepsi que eram dois limõezinhos e eu fui fazer um teste. Passamos eu e Bruno Mazzeo. Foi um encontro que tinha que dar certo. Ficou aquela coisa: o filho do Chico (Anysio) com o filho do Lúcio, uma parceria ancestral. O que era pra ser um comercial virou uma campanha de dois anos, e foi quando a Xuxa fez um filme de animação, o “Xuxinha e Guto Contra Os Monstros do Espaço”, e me chamou pra fazer o pai do Guto. A coisa foi rolando e a galera da Paramount me indicou pra Dreamworks pra fazer um teste pra Kung Fu Panda. Fiz, foi muito bom e caí nesse trabalho que é bem diferente. Os diretores vêm de lá pra te dirigir, o nível de exigência é de Hollywood. Foi um divisor de águas pra mim, não só no que tange à dublagem, mas como artista. Foi difícil, porque ao mesmo tempo eu sou muito gaiato, quero ficar fazendo graça, brincando com as vozes, e não é isso que eles querem. Eles não querem um imitador, não querem um palhaço. Eles querem um ator. E foi uma luta pra chegar à voz do Panda e não perder depois. Fiquei muito apaixonado pelo trabalho, me deu um orgulho danado. Como foi a experiência de dividir o palco e rodar o país com pai e irmãos em Lúcio 80-30? Foi uma benção. Fazer uma peça com o papai era um sonho antigo e quase que uma obrigação. Aí quando o papai foi internado, a princípio pra uns exames, que viraram uma internação de 8 dias, foi que eu percebi que não tinha me preparado nem um pouquinho pra essa fase final da vida dele. Eu achava que meu pai era indestrutível. Ele é tão seguro, tão forte, que a gente fingiu que ele é pra sempre. E ali eu percebi que ele não só não é imortal como se ele quiser desligar o disjuntor, já dá. A ideia foi inevitável, pela caída de ficha e pelo fato de que a partir dali tinha uma urgência, porque todo mundo ficou com medo do que podia acontecer. E aí a peça foi um argumento maravi- »»»


Em cartaz com a peça “Clichê” no Rio de Janeiro e em São Paulo, Lúcio Mauro Filho planeja, para o ano que vem, uma temporada de pelo menos duas semanas em Belém lhoso e emotivo pra dar um gás nele, do tipo “olha, falta essa peça, cara, e eu tô escrevendo, segura as pontas”. Foi quando o olhinho dele brilhou e eu levei 8 meses fazendo. E como a peça passava num hospital, era impossível fazer sem pelo menos um médico e uma enfermeira. Aí eu pensei: “Cara, claro, Luly e Alexandre, meus irmãos que também são atores!”. Quando eu contei pro papai que tinha convidado os meninos, ele se desmanchou todo. E foi a melhor experiência da minha vida artística e afetiva. Ficou dois anos em cartaz e a gente conseguiu rodar todo o Brasil com ela. Claro que pra Belém a gente iria nem que fosse a pé, porque a história inclusive passa por lá. Pra ele foi uma injeção de vida, pra mim foi importantíssimo porque foi minha estreia como autor e como diretor de um espetáculo adulto, pra Luly e pro Alexandre foi importante pela oportunidade de trabalhar em família... Foi um projeto único, E que não acabou. Vai ser retomado, talvez na telona... Me conta mais da peça “Clichê”, que é a que você está apresentando agora. Do que se trata? O “Clichê” é um monólogo, e é uma peça muito diferente, começando pelo texto do Marcelo Pedreira. Ele é todo composto por clichês, frases feitas e chavões. São mais de 600. Quando eu li

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a peça, fiquei chapado de ver como a gente usa frases feitas e respostas prontas, muitas vezes pra fugir de aprofundar uma questão. E como o clichê ajuda em determinados momentos e atrapalha terrivelmente em outros. Então eu queria passar no palco a mesma surpresa que eu senti quando li o texto. É uma peça que não demoniza o clichê, mas mostra que às vezes é melhor aprofundar o assunto que se esconder atrás de um. Como a peça ganhou outra dimensão e a gente teve de se preparar pra isso, a gente resolveu que só viajaria com o espetáculo em 2012, pra ter a oportunidade de testar a peça nos maiores mercados brasileiros, que são Rio e São Paulo. Agora, eu quero começar o tour por Belém. Não quero deixar por último porque no final do ano a cidade achata. Em outubro tem o Círio, aí em novembro já tem gente se preparando para o natal... Como a gente privilegia os lugares menores pra esse espetáculo, a ideia é fazer uma temporada de duas semanas em Belém, dependendo da receptividade. E como é um lugar onde eu tenho laços afetivos, é um público que já me olha com outro carinho. Seria lindo fazer o monólogo no Teatro da Paz, mas tiraria o intimismo, que é muito necessário pra dar certo porque a peça é uma conversa. No início, todo mundo fica meio desconfiado, mas quando as pessoas começam a prestar atenção no próprio ridículo, a peça ganha.

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Edyr Augusto escritor

O

centroavante

botão de

Poucos sabem, mas fui um grande jogador de botão. Não o celotex, com aqueles botões grandes, cada um jogando uma vez, com juízes, federação e tudo. Meus botões eram daqueles vendidos em loja, de plástico, que vinham ou com a fotografia pequena de cada jogador ou o escudo do time. Lá em casa, quem trouxe a novidade foi o Edgar Augusto. Não sei de onde trouxe. Já comprava a Revista do Esporte, que auxiliava, com fotografias, o reconhecimento dos jogadores que disputavam o campeonato carioca, que nos interessava, completando a informação diária da Rádio Clube do Pará. O jogo vendido nas lojas trazia, além dos dez botões, um goleiro, que contava com uma espécie de cabo de metal que, imagino, servia para mover na direção da bola chutada. Bem, não era bola, e sim um disco plástico, como também eram as traves e as redes. Lá em casa, não. Pra começar, decidimos usar caixas de fósforos como goleiros. Depois, nossa mãe ajudou a confeccionar traves de arame com redes de filó e o toque final, bolas de lã, cuidadosamente preparadas. Mais emocionante, lá em casa, era na base do bate e leva, ou seja, a jogada seguia até que a bola tocasse no botão adversário ou se errasse a bola – para nós, um absurdo. Devo confessar que não estava bem preparado para meu primeiro jogo. Sem ainda me dar conta da cerimônia e circunstância de um jogo de campeonato, escandalizei meu irmão com uma equipe que contava com umas duas tampas de remédio, uma delas, Lilly, que chamei de jogador. Bom, o goleiro era Simbad (o marujo) e um dos laterais era Vlamir, em homenagem ao fabuloso armador da seleção brasileira de basquete da época. Chamado às falas, banimento, reunião do STJD, enfim, voltei atrás. Jogávamos basicamente o campeonato carioca. Nossas equipes preferidas, Flamengo e Botafogo, naturalmente, eram as favoritas, mas havia desde Campo Grande, Canto do Rio, Madureira, Olaria, São Cristó-

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vão e América, além de Vasco da Gama e Fluminense. Todos com suas escalações e alguns reservas. Nosso campo de jogo era uma mesa de fórmica, a qual foi devidamente demarcada. Os times jogavam com uma formação quase estática de dois, três, um, quatro, mas posso garantir que havia muita emoção e habilidade na condução das jogadas. Dribles, passes, lançamentos, chutes a gol e faltas bem cobradas. Creio que o Edgar era quem mais sentia as derrotas. Costumava jogar um por um dos atletas/ botões na parede, como punição. Se o goleiro frangava, era esmigalhado... Os jogos contavam com narração, claro, feita pelo Edgar, eu fazendo o ponta de gol. Puxa, como era bom! Uma brincadeira que depois virou séria. Meu irmão foi trabalhar narrando jogos de verdade e eu saí à procura de parceiros, encontrando minha turma de colégio. Rápido, decidimos fazer um torneio. Claro que desde o regulamento, houve discussões dignas não de um Conselho de Segurança da ONU, mas de moleques de esquina. Enfim, chegamos a uma decisão e os jogos foram marcados. A primeira rodada no estádio da casa de Abílio Cruz, meu saudoso amigo, que competia com seu Botafogo. Eu levei meu Flamengo. Haveria um rodízio de juízes. Enquanto dois jogavam, um apitava, e o restante ficaria no quintal, jogando futebol. E vem aquele competidor e começa a alinhar os jogadores em campo. Anuncia que é a equipe do Clube do Remo. Os botões têm a fotografia da equipe azulina da época. Pronto, estão as duas equipes preparadas para iniciar. Não. Temos um problema. Precisamos reunir para decidir uma grave questão. Aquele competidor escalou um jogador inexistente na equipe azulina. Ele argumenta que aquele é o seu Remo e não o do futebol. Houston, we have a problem. Afinal, que jogador é esse? De centro-avante, nada mais, nada menos que o hoje célebre Dr. Sérgio Zumero, o qual continuou argumentando sem parar, em discussão cada vez mais acalorada, em que gritava “o que é que tem eu jogar de centroavante do Remo no meu time de botão?...”


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comportamento

André Leão, Gustavo Nogueira, Janjo Proença e Arthur Napoleão: integrantes de uma tribo que se expandiu e hoje é cultuada pela gama de informações e relíquias que reúne

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Leandro Moreira

Diego Ventura

Nerd, muito prazer Entenda a reviravolta nos costumes que jogou o antigo sinônimo de esquisitice e isolamento social para uma galáxia muito, muito distante

O

s nerds sempre estiveram entre nós. Acuados pela sociedade no passado, conviveram por um bom tempo com a incompreensão e agora lidam com a surpresa de ver seu estilo de vida como algo que vai bem além do estereótipo de CDF. De alguns poucos anos para cá, vivemos uma era em que a cultura nerd superou o sinônimo de esquisitice e subiu vários andares no elevador social do status, fazendo até quem torcia o nariz para os mais antenados ter vontade de se inserir no processo não apenas como espectador, mas também como personagem. Alguns conservadores podem dizer que é tudo culpa da tecnologia, e eles não estarão errados. Afinal de contas, o processo de popularização em questão deve muito à importância que a tecnologia conquistou no cotidiano de boa parte da sociedade. A luta contra a exclusão digital abriu um espaço de interação entre cérebros e máquinas como nunca se viu antes. Hoje, é muito mais fácil - e barato - adquirir informação do que antigamente, o que torna o conceito de pessoa “cerebral

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demais” algo bem menos espesso. Essa é a opinião do crítico de cinema Marco Moreira, 46 anos, que passou boa parte da juventude cultivando coleções de vinis e filmes, e hoje não fica sem acompanhar redes sociais e blogs selecionados. “Como a informação era disponibilizada de um jeito diferente, quem tinha acesso a ela era visto como intelectual ‘demais’ e ocasionalmente isso gerava rejeição. Hoje em dia é totalmente diferente, é cult ser uma pessoa bem informada, tem um certo status nisso”, diz ele. A maior prova disso é que atualmente a cultura nerd entrou no rol das datas comemorativas. Em 25 de maio, comemora-se o Dia do Orgulho Nerd, em uma referência a um dos mais exaltados ícones do cinema: a data de estreia do filme “Uma Nova Esperança”, de George Lucas, que deu início à saga Guerra nas Estrelas – uma referência para todo bom nerd. Incompreensão histórica O estereótipo do nerd com muito conhecimento sobre assuntos complexos (como eletrônica ou »»»


Os símbolos da cultura nerd estão em todos os lugares e viraram objetos de desejo ao redor do mundo, seja você um geek ou não

tramas de ficção científica) e poucas habilidades sociais foi concebido nos Estados Unidos na década de 1930. Pouco depois do surgimento, o termo logo virou sinônimo de perdedor e taxou inúmeras vítimas de bullying ao longo do século XX. E as coisas ficaram ainda piores com uma certa “ajuda” da indústria cultural. Afinal, quem nunca viu qualquer filme em que alunos menos populares sofriam com a perseguição dos atletas robustos do colégio ou com os foras que recebiam das garotas bonitas? O panorama começou a mudar no fim dos anos 1980, com a popularização dos produtos eletrônicos no Japão, ao mesmo tempo em que aparecia Bill Gates, o nerd que fundou a Microsoft – empresa que fez com que até pessoas sem conhecimento em programação pudessem usar um computador. A partir daí, a tecnologia ficou mais descomplicada e acessível. Com o salto dos anos 90 e a popularização da internet, passar horas absorvendo informação deixou de ser uma atividade exclusiva de pessoas “muito intelectuais”. Outrora incompreendidos pela sociedade, hoje eles estão em todo lugar. A série americana “The Big Bang Theory” junta uma bela garçonete aspirante ao showbiz a um cômico grupo de nerds em um programa que tem mais de 70 mil telespecta-

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dores só no Brasil. O reality show “As Gostosas e os Nerds”, que reúne na mesma casa rapazes fãs de cálculo e modelos com corpos perfeitos e QIs baixos, no estilo Big Brother, também é um bom exemplo. O maior modelo de homem de negócios hoje em dia é o bilionário criador do Facebook (maior rede social do mundo com mais de 660 milhões de usuários), Mark Zuckerberg, eleito homem do ano de 2010 pela revista “Time” e que teve a história contada no blockbuster “A Rede Social”. O filme é também um dos responsáveis pelo crescimento da rede social em terras brasileiras. Seria pela junção do cinema com o hábito recente de estar sempre ligado nas nossas identidades virtuais? Ainda de acordo com Marco Antônio, “o cinema, em vários níveis, foi um dos grandes elementos transformadores do século passado e isso vai continuar neste novo século. O poder de inclusão da sétima arte é sem fronteiras e a cultura nerd não está fora desse universo”, diz. O designer de 23 anos Gustavo Nogueira, cujo trabalho é focado em experiências e conteúdo para mídias digitais, diz que as mídias sociais abrem portas para que as pessoas tenham acesso a contextos, pessoas e informações diferentes da realidade vivida por

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elas fora da internet. “Em uma ou duas gerações antes da que eu nasci, as pessoas consumiam os mesmos produtos, liam os mesmos jornais e revistas, assistiam aos mesmos programas na televisão e achavam que o mundo era isso: ser igual. Hoje, por meio das mídias digitais, temos acesso a um mundo de referências diversas e o diferente passou a ser normal. Hoje, está mais relacionado a buscar sempre o novo, estar atualizado, e manter a mente jovem”, diz. Fanatismo online Até pouco tempo atrás, havia apenas dois segmentos bem fechados: os nerds propriamente ditos e os geeks, que se diferenciavam pelo interesse em softwares. Hoje, os termos aumentaram em gênero, número e grau e mais – eles se misturam. “Antes, ou o cara entendia tudo de computador ou ele jogava RPG ou vivia lendo diversas revistas em quadrinhos. Hoje, pode ser tudo isso e muito mais”, opina Gustavo. O radialista e empresário Janjo Proença, 54 anos, discorda da diferenciação entre nerds e geeks. “Pra mim, ser nerd é muito mais que gostar de tecnologia. É usá-la para viver mais intensamente, mais ‘globalizadamente’. É se sentir no

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mundo, em qualquer capital, em qualquer país, sem sair da frente da sua tela”, argumenta ele, que há décadas acompanha a evolução da tecnologia. “Eu tinha uma máquina elétrica IBM na minha sala e também um eletrizante aparelho de Fax. Dali eu fazia tudo. Depois, comprei meu primeiro computador com 16 mg de RAM, que trazia lugar para colocar disquetes. Era um espetáculo. Conexão com internet era complicado. Discávamos umas 15 vezes até conectar. Hoje podemos ver TV, assistir shows pelo Youtube ao vivo. As pessoas com mais idade estão descobrindo o Facebook e contactando amigos de escola, promovendo reuniões e mandando e-mails uns para os outros. Uma nova realidade, sem dúvida”, conta. O estudante de direito André Leão, 23 anos, se considera um “nerd musical”, participa de diversos fóruns online e diz que a internet tem o poder de transformar interessados em aficionados. “Depende do interesse. As pessoas podem se tornar grandes conhecedoras de música, cinéfilos ou bibliófilos. Assíduos de cultura em geral. Para fazer parte desse mundo só é necessário ter uma boa conexão, as fontes certas e as perguntas certas. Qualquer um pode ser qualquer tipo de nerd, indo muito além do exímio conhecedor dos compo- »»»


Qual tipo de nerd você é?

A definição de nerd se expandiu muito e já engloba muitos conceitos. Eis alguns exemplos para descobrir se você tem atitudes nerds e descobrir que tipo (ou tipos) de nerd você é.

O fanático por ficção científica Conhece todas as Jornadas e Guerras nas Estrelas possíveis. Foi criado sob a leitura de William Gibson e toda a cibercultura do “neuromancer”, além das filosofias de George Orwell e Aldous Huxley. Costumam ir a estreias de cinema fantasiados dos personagens que admiram. O blogueiro Possui todos os gadgets que pode comprar (e até os que não pode). Checa seus status nas redes sociais o tempo todo. Bloga por vício e prazer, “vítima” da extrema necessidade de compartilhar informação e opinião com todos os seus contatos. O “gamer” Costuma virar noites ‘detonando’ qualquer jogo que lhe agrade. Quanto maior o nível de dificuldade, maior é o desafio para terminá-lo em menos tempo. O musical Sabe de todas as bandas que tocaram no último maior festival do leste europeu. Pode determinar as influências musicais de bandas que pouquíssimas pessoas conhecem. Também pode ser o primeiro a ter o mais recente trabalho de qualquer banda superpopular antes mesmo do lançamento oficial. O leitor de quadrinhos Gasta boa parte do salário para estar sempre por dentro das aventuras de Hulk, Wolverine e quaisquer personagens de qualquer universo fictício criado por roteiristas. Vai além do óbvio e pesquisa a fundo HQs, mesmo as que não estão na banca de jornal. O jogador de RPG É fã de mitologia nórdica, viu (e leu) tudo referente à saga do Senhor dos Anéis, é adepto de jogos de carta como Magic: The Gathering e tem Dungeons and Dragons como bíblia. O cinéfilo É fã de Stanley Kubrick, mas acha clichê quando qualquer um cita o filme Laranja Mecânica. Vidrado na Nouvelle Vague, gosta de agir e falar como os seus personagens favoritos dos filmes. Em Belém, ficou triste com o fechamento da locadora Cinema 4, que tinha o maior acervo de filmes da cidade.

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O crítico de cinema Marco Antônio Moreira lembra a época em que ser aficionado por alguma coisa causava rejeição

nentes de um computador”, aponta. O jornalista especializado em games Arthur Napoleão, 25 anos, acrescenta que a evolução do mercado de jogos eletrônicos também tem grande importância na disseminação da cultura nerd. “O nível de imersão e acessibilidade dos videogames hoje chegou a níveis nunca antes vistos. Captura de movimentos, alta definição, 3D, atores famosos atuando de verdade nos games e histórias cada vez mais complexas tornaram os videogames algo atraente para todas as idades. Videogames não são mais meros instrumentos de entretenimento e socialização. Agora são também portas de entrada para outras mídias”, comenta. Recentemente, a PlayStation Network (PSN), que conecta os jogadores do console mais avançado da Sony via internet para que possam jogar online e realizar compras, foi atacada e ficou fora do ar por quase um mês. A repercussão nos Estados Unidos foi enorme, com pessoas tratando o problema como se fosse tão sério quanto a falta de energia elétrica. Para Arthur, o fato mostra uma importância que os games não tinham antigamente na vida das pessoas. “Diria que a tendência é que isso fique

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cada vez mais forte. Esta geração de videogames foi extremamente dependente da internet, e a próxima provavelmente será ainda mais. No Brasil, ainda reunimos muito os amigos na sala para jogar, mas isso deve mudar em algum tempo.” Danilo Passos, um dos administradores do blog paraense de cultura pop 100Grana, afirma: tudo leva a crer que a moda não vá passar tão cedo. “Grandes pessoas da mídia dessa nova década são consideradas nerds, incluindo bilionários (como o próprio Mark Zuckerberg, que é um ótimo exemplo para mostrar que essa não é uma época passageira). Achamos que no futuro muita gente vai querer ‘virar’ nerd”, opina. O blogueiro ainda conta que ao longo dos últimos anos o interesse no conteúdo do blog cresceu. “Sem dúvida tivemos um aumento nos acessos, consequência desse boom da cultura nerd. Existem pessoas que nem sonhavam em ter o hábito de jogar videogame há cinco anos e hoje são viciadas em jogos pra família no Wii ou em smartphones e mídias sociais. A popularização das adaptações de HQs para o cinema também ajudou. Conquistar o público e mantê-lo interessado é um trabalho constante, assim como a disseminação da cultura nerd”, pontua.


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galeria

“Nova York é uma cidade que se vende muito bem visualmente”, diz o fotógrafo, atento aos pequenos rituais diários para compor suas imagens

E

Nova York somos

m meio ao ritmo acelerado da cidade, que vai transformando tudo por aí em um borrão de cores que se confundem por serem muito parecidas umas com as outras, o olhar de Pedro Cunha veste bem a ideia estética da fotografia: eternizar um instante – com todas as suas imperfeições e peculiaridades ardendo na retina. Apaixonado pela temática urbana e empenhado no objetivo de ver o mundo, o fotógrafo põe a mochila nas costas e viaja para sair registrando o que vê, de um jeito extremamente pessoal. E para respirar o ar seco e sujo da metrópole, poucos lugares seriam tão emblemáticos quanto Nova York. “É uma cidade que se vende muito bem visualmente”, define ele, que já visitou a Big Apple mais de dez vezes. “Nova York é um diferencial porque tem muitos elementos de identificação imediata, uma comunicação visual fantástica. Que outra cidade tem tanto apelo nesse sentido?”, argumenta. A relação afetiva de Pedro com Manhattan começou graças a um roteiro menos trivial, conduzido

nós

A beleza do caos urbano é a fonte de inspiração do fotógrafo Pedro Cunha*, que apresenta aqui a sua Big Apple particular

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Camila Barbalho

por um companheiro de viagem, que o levou a ver a cidade de um jeito menos imediato. “Fui da primeira vez com um amigo que gosta muito de lá; e quem gosta, gosta de mostrar, sabe se locomover, sem precisar ir pelos caminhos que todo mundo vai. Foi aí que eu conheci a Nova York que não está nos filmes.” Também foi buscando um caminho diferente que Pedro saiu de Fortaleza há 15 anos e se mudou para Belém. No primeiro contato, não pareceu que se sentiria em casa. “Estranhei”, resume. “Belém é uma cidade diferente, difícil de entender. Aqui não fica muito claro o que é centro, o que é afastado... Mas com o tempo a gente acaba se habituando.” À medida que esse vínculo foi se estabelecendo, Pedro deixou nascer, em paralelo ao trabalho, a paixão pela fotografia – em princípio, essencialmente diletante: fez um curso com o renomado Miguel Chikaoka, aprendeu a prática das câmeras, passou a fazer suas próprias imagens e encontrou seu per-

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fil como fotógrafo. “Quando você começa a fotografar, o olho muda. Você começa a enxergar texturas, detalhes, a enquadrar o que você vê.” Deixou de ser um hobby quando Pedro percebeu o interesse das pessoas em comprar as suas fotos. A partir de então, adquiriu mais confiança e adotou a fotografia como sua maneira de se expressar artisticamente. Participou de diversas exposições de grande destaque, como o Arte Pará e o Salão Pequenos Formatos da Universidade da Amazônia, e hoje tem sua obra exposta na galeria Kamara Kó – onde inclusive há fotos à venda. Nas suas viagens, Pedro Cunha passa longe da linha de fotografia turística. Em vez de destacar o obviamente belo dos pontos mais visitados e registrados dos locais por onde passa, o suporte de sua obra é o cinza, o cimento, o pesado – e o que conseguir emergir no meio disso tudo. Ele prefere a beleza »»»


Táxis amarelos e neve: símbolos do imaginário coletivo sobre a Big Apple captados sob uma visão bem particular

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do caos: confusão, excesso de informação, comércio de rua, misturando-se às pessoas e àqueles elementos que só são ícones de uma cidade para quem a conhece. “Com o tempo, a gente começa a perceber que as cidades se revelam pelas suas nuances. Passei a aproveitar muito mais as viagens quando comecei a fotografar”, avalia. Em NYC, não é diferente. Estão todos lá: o táxi amarelo, as placas de trânsito, a arquitetura, convivendo com a atmosfera da urbanidade em recortes extremamente subjetivos. “O trauma de todo fotógrafo é registrar o que todo mundo registra de um jeito seu, mostrar que você tem um olhar que é só seu”, explica Pedro. “No geral, essas fotos poderiam ter sido feitas em qualquer lugar. Mas a graça está nisso: em identificar a cidade pelos símbolos que ela tem. Além disso, o olhar muda de uma visita para a outra, e você percebe os mesmos lugares de outro jeito.” »»»

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O reaproveitamento de intervenções urbanas, como grafites, é muito presente na obra do fotógrafo cearense

Pedro tem uma peculiaridade no seu jeito de fotografar: ele não esconde as falhas ou submete-as ao que é imediatamente bonito. Ao contrário, evidencia e valoriza o que há de belo nelas. Utilizando-se do reaproveitamento de intervenções tipicamente urbes, como um grafite, um outdoor, um cartaz de poste, e associando-as a reflexos, texturas e outras sutilezas, o fotógrafo cria imagens que captam a atenção pelo inconsciente, antes mesmo de que se consiga decifrá-las. Para ele, misturar esses elementos funciona tão bem porque “eles são construção humana. Às vezes não tem uma pessoa na imagem, mas ela é extremamente humana. Dá pra sentir a presença do homem lá.” É através desse olhar que não se deixou acostumar com o banal que Pedro põe sua lente de aumento no que é praticamente invisível. A textura urbana da sua fotografia faz com que caiba perguntar por quantos belos quadros não se passa com pressa sem perceber, ou quantos pequenos pedaços de realidade não vemos justamente por vê-los demais. “O imperfeito é o real. É gente presente na cidade, e o apelo visual da cidade somos nós que fazemos. A cidade somos nós.” * Pedro Cunha é cliente Leal Moreira.

Onde encontrar www.kamarakogaleria.com.br Veja outros ensaios de Pedro Cunha em www.revistalealmoreira.com.br

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Celso Eluan empresário celsoeluan@ig.com.br

De

conversa em

Nos loucos anos 60, Desmond Morris publicou “O Macaco Nu”, uma análise zoológica do animal humano. Muito curiosas suas observações sobre este ser tão único. Num paralelo com outros primatas, comparou o ato de catar piolhos dos chimpanzés como uma estratégia de aproximação e gentileza para gerar uma identidade de grupo. Nos ‘macacos nus’, com a evolução da linguagem, esse ato foi substituído pela ‘conversa catadora’ na sua definição. Essa conversa é aquela típica de elevador: “O dia está quente hoje, não é?”, “Oi, como vai, tudo bem?”, e por aí afora. Esse hábito tem se mostrado uma excelente ferramenta de aproximação, cumplicidade e até civilidade. Mesmo quando há antagonismos, do tipo futebolístico, principalmente, não há rancores, e cria-se um ambiente de camaradagem: - Esse teu Paysandu, hein, virou saco de pancadas. - É, mas o teu Remo nem série tem, vai fazer exame de admissão esse ano de novo? E assim a vida segue, placidamente. No entanto, há um tipo de ‘conversa catadora’ que me intriga. É aquela que ultrapassa o limite da cordialidade para se tornar cúmplice. No afã de agradar o interlocutor, é comum concordarmos com seus pontos de vista sem nenhuma crítica ou análise mais detalhada. É quando nos tornamos juízes sem ouvir a outra parte. - Você viu o que o Fulano fez comigo? Isso não é coisa de amigo. - De fato, cara, isso é canalhice. Coitado do Fulano. Sem o constitucional direito de defesa, foi atirado no poço dos canalhas. Esse é um recurso muito

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conversa

usado em política, a arte de unir e separar pessoas. Um palanque por si só já é um ardil que não comporta críticas, só aplausos, e pode ser definido como o ápice dessa estratégia. - O que eles estão fazendo é neoliberalismo! - Isso só pode ser coisa dessa esquerda desmiolada! Pronto, assim resumindo, a claque entra em alvoroço e todos concordam em uníssono. E o que é neoliberalismo ou esquerda desmiolada? - Ah, isso não importa, vai ver que você é do outro lado por estar questionando tanto. Aquele ‘antagonismo catador’ do futebol descamba para uma ferrenha luta verborrágica, mas não de ideias. A crítica é vista como um ataque e os pelos se eriçam (mas o macaco não é nu?) em atitude de confronto. Daí pra frente, olhando novamente outros primatas, o que se ouvem são grunhidos e provocações. No entanto, a capacidade de criticar, questionar, pode se tornar inconveniente. Isso faz com que tenhamos esse comportamento de espécie, de tentar agradar. Basta olhar os comentários nas redes sociais. Você posta alguma coisa e os comentários que se seguem em geral são do tipo catador: nossa, que lindo, parabéns, valeu, que legal, etc. Só é assim porque é um código intrínseco dessa estratégia de aproximação e formação de rede. No entanto, isso não ajuda a melhorar, só mantém o status quo, o que não é pouco. Depois disso, atenção com o que você for comentar desse texto. Se forem elogios do tipo ‘catador’, cuidado porque pode ter que continuar lendo artigos toscos como este. Se for criticar e achar ruim, ARRGHHH, posso virar um orangotango.

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entrevista

Apaixonado por televisĂŁo, Marcelo Tas navega com desenvoltura por todos os outros tipos de mĂ­dia: o que importa, no final, ĂŠ o recado

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Mayara Luma

Pergunte ao

TAS

Jornalista, educador e fanático por novidades, o apresentador do CQC fala sobre tudo: dos EUA ao Professor Tibúrcio. É só perguntar.

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ão Paulo enlouquecia no trânsito das seis da tarde enquanto eu tentava, em vão, chegar ao Morumbi, onde fica a sede da Rede Bandeirantes, na hora marcada, para entrevistar Marcelo Tas. Com quarenta minutos de atraso, chego com todas as desculpas prontas mentalmente, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Tas estendeu a mão e disse: “É um prazer recebê-la”. A simpatia do apresentador do CQC - que também é comediante, jornalista e pensador da realidade - impressiona. Tas anda pelos estúdios da Band acenando para todo mundo, conhece os técnicos e produtores do programa pelo nome e nunca deixa de mostrar os dentes num sorriso bem peculiar. Carregando algumas décadas de televisão nas costas, Tas já passou pela Cultura, Record, MTV e Globo, e nelas encarnou personagens inesquecíveis, como o repórter Ernesto Varela e o Professor Tibúrcio. Hoje, no CQC, exibido nas noites de segunda-feira pela Band, colhe os louros de uma trajetória muito bem traçada. Nas próximas páginas, você curte o bate-papo descompromissado que tivemos.

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Tu estudavas engenharia civil quando começaste a trabalhar com comunicação. Por que continuaste estudando, mesmo depois de ter encontrado tua vocação? Não, não continuei estudando. Na verdade, descobri minha vocação para comunicação na Engenharia Civil. O que é mais maluco ainda. Durante a faculdade, fui editor por dois anos de um jornal anarquista, que misturava humor e jornalismo. E eu comecei a gostar muito daquilo, aí fiz vestibular, na USP também, para Comunicação Social. Por algum tempo, fiz os dois cursos ao mesmo tempo, além de outras coisas. Passei a me envolver com teatro, dança, pintura. Fazia de tudo e acabei abandonando os cursos. Quando já fazia televisão, meus pais me cobraram o diploma. Foi então que eu fiz uma conta - como, para Engenharia, faltavam só seis meses, decidi terminar. Mas sem abandonar a televisão. Tu já trabalhaste com rádio, impresso e TV. E parece que é a TV que é a tua praia mesmo... A TV é onde eu nasci, é o meu DNA. Eu amo TV! Não sou aquele cara que faz televisão enquanto não faz cinema. Eu amo televisão! É o meu veí- »»»

Fernanda Brito


Não sou aquele cara que faz TV enquanto não faz cinema. Eu amo televisão.

culo. Mas, ao mesmo tempo, as várias formas de comunicação sempre me interessaram. Na era em que gente vive hoje, o texto, o áudio, as imagens em movimento, a foto... está tudo interpenetrado. Eu também gosto muito de rádio, além de escrever, que é uma coisa que faço muito também. Sou colunista de duas revistas, a Istoé e a Crescer, e ainda tenho o blog (blogdotas.terra.com.br). Tu moraste nos Estados Unidos por quanto tempo? Foram quase dois anos... É que aqui no Brasil a gente tem uma mania de venerar os Estados Unidos. Acha que são melhores, têm políticas melhores. Como alguém que morou lá e conviveu com a cultura e os estilos de vida dos norte-americanos, tu achas que estamos corretos ou não? Os Estados Unidos são tudo isso? (Pausa longa) Olha, vamos por partes. Não gosto de dizer “os Estados Unidos”. Acho que não podemos colocar o país inteiro dentro de um mesmo pacote. Eu, por exemplo, morei em Nova York; nem dá para dizer que aquilo é Estados Unidos, porque é uma cidade que tem muita gente do mundo inteiro. Há um erro duplo aí: ou a gente fica dependendo demais do que é produzido lá ou fica cheio de preconceitos em relação a eles. Para mim, os Estados Unidos não são um local definível categoricamente, mas, sim, um encontro de muitas coisas. A grande virtude dos Estados Unidos é ser um caldeirão de

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culturas. O cinema americano falado, por exemplo, foi feito por diretores de teatro europeus. Tem também o Rock’n’roll, o Blues, o Jazz, a música negra americana... Eles são o berço da cultura pop que a gente vive hoje. Não podemos colocar no mesmo pacote isto tudo e os shoppings de Miami, que é o que todo mundo gosta de criticar (risos). Eu, particularmente, tenho um carinho especial pela temporada que passei lá. Foi quando tive condições de me dedicar ao estudo, porque eles levam a sério a educação, e isso é outra coisa que a gente precisa reconhecer. Eu tive aulas em salas ótimas, com estruturas ótimas e professores melhores ainda. O Scorsese (diretor de cinema) era professor de lá. A universidade americana não pode ser comparada à universidade brasileira. Qualquer universidade daqui é um lixo comparada às deles. Lá, as bibliotecas são maravilhosas e você tem acesso a elas, pode emprestar livro, xerocar, além de ser tratado com respeito. Aqui, é um lixo! É complicado falar mal de quem me tratou tão bem. Inclusive, a bolsa que me levou para lá é do governo americano; o Brasil não gastou um centavo comigo, foi o governo americano que pagou para eu estudar lá. O que vejo nos Estados Unidos é uma generosidade, inclusive, das pessoas ricas. Os museus, por exemplo, são todos bancados por iniciativas privadas. E não é Lei Rouanet! A gente tem que aprender muito com os americanos antes de falar mal deles. »»»

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Marcelo Tas acredita que o investimento em educação é a única maneira de promover debates quaificados dentro ou fora da televisão

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Adepto assíduo das redes sociais, Tas acredita que elas estão promovendo mudanças profundas nas relações on e off-line

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Dia desses, li uma frase tua: “A coerência não é uma virtude, muitas vezes é uma arma dos fracos e rasos”. O que quiseste dizer com isso? Hoje, a gente é cobrado demais por ser coerente e, geralmente, é cobrado fora do contexto. No Brasil, não se tem o costume de emitir opinião, a gente não está acostumado com isso, com alguém que deixa claro o que pensa. Aqui, a gente tem muito da tradição católica portuguesa, todo mundo meio que esconde a sua opinião, evita falar sobre um assunto que pode causar um choque de ideias. Então, geralmente, quem emite muita opinião, deixa claro o que pensa, como é o meu caso – assumo, tenho este defeito de fabricação –, começa a ser muito cobrado pelos outros por coerência. As pessoas acham que você precisa seguir uma linha exatamente reta, sem desvios. Se partilhou uma opinião política em determinado momento precisa ter esta mesma opinião para sempre? Não, não é assim. Acho que na nossa essência somos incoerentes... Não sei se a palavra é essa. Prefiro dizer que somos contraditórios. Vivemos o tempo todo em dúvida quanto ao que pensamos, e não vejo mal algum nisto. Mas tem gente que cobra uma linha reta entre “nasceu”, “cresceu” e “morreu”, sempre pensando do mesmo jeito. Somos seres humanos imperfeitos, erramos, tropeçamos e mudamos de ideia também. Ser contraditório não é um defeito, e acho que, no Brasil, precisamos aprender a conviver com isso. E aprender também, principalmente, a conviver com o confronto de ideias. Você pensa uma coisa, eu penso outra e nós podemos conviver mesmo assim. Outra frase tua é que “rir é a única coisa que nos diferencia dos animais”... É verdade! O riso é o reconhecimento da imperfeição. A gente ri quando vê um cara escorregando numa casca de banana. Ao cair de quatro, ele volta para situação do que era antes, um animal. E a gente ri disso, adora isso! A gente já foi animal e,

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às vezes, ainda é. Por exemplo, o quadro mais comentado do CQC é o Top Five, no qual se mostra o erro das pessoas. O comediante tem um papel legal nisso porque ele acusa, aponta o erro. No CQC, geralmente, quando entrevistamos um político, vamos no erro, vamos aonde o cara está escondendo que ele é humano. Então o rir é isso, é você se diferenciar dos animais, que são perfeitos, que vivem em harmonia com a natureza, que não precisam rir. A gente precisa usar o riso pra identificar nossos erros, nos criticar e tentar conviver com mais saúde com essa nossa condição humana. Você diz que “ouvir” é o verbo da nossa era, que precisamos ouvir para conseguir sobreviver. As pessoas têm que aprender a se ouvir. A gente só pensa em falar, principalmente quem é de televisão, que fica só falando para uma câmera e precisa acreditar que tem alguém do outro lado ouvindo. A gente vive numa era em que a televisão já está dentro da rede. Não tem mais como não sofrer influência de quem, antes, estava calado e agora começa a poder falar, criticar, denunciar. O Twitter é um bom medidor para isso. Um assunto nem precisa ser polêmico: abordado pela TV, vira um falatório interminável lá. As empresas já estão sentindo isso na pele, começam a ser criticadas pelos consumidores e precisam aprender a ouvir isso. O poder do consumidor hoje é enorme. Essa semana aconteceu aquela loucura com a Arezzo - os consumidores começaram a criticar diretamente, pela internet, a empresa por conta do uso de pele de animal em determinadas peças e não tardou para que a marca tivesse que emitir um comunicado oficial se desculpando e recolher toda a coleção das lojas. És uma das personalidades com mais seguidores no Twitter. Qual é o teu papel como um comunicador que tem uma enorme repercussão – não sei se esta é a palavra mais adequada – na internet? »»»


O jornalista diz que seu papel, além de provocar, é propor alternativas para os problemas que expõe www.revistalealmoreira.com.br

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O brasileiro tem interesse pela tecnologia no sentido de transformação de vida

Sempre atuei como provocador e, atualmente, tenho me dedicado a trabalhar como educador. Esse é o meu desafio atual, não só provocar, mas também propor coisas. Eu pergunto, hoje, por que não estudamos isso ou aquilo, ou por que não aprendemos a ouvir, ou por que não valorizamos a educação formal ao invés de jogá-la no lixo. O problema é que só pensamos em acelerar o crescimento, que se tornou até uma obsessão nacional. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para mim, é um erro estratégico, só se acelera o crescimento sem se preparar para essa aceleração. E aí fica todo mundo preso no trânsito como vocês ficaram hoje. Para mim, a educação tem muito a ver com isso, não adianta acelerar o crescimento se você não tiver engenheiro para preparar as estradas, as vias e os aeroportos. Tem ainda que preparar os leitores e os caras que vão escrever as normas, o manual de como a gente vai usar tanta coisa, tanta tecnologia. Hoje todo mundo quer comprar sua TV de LCD, seu som e botar tudo no volume máximo e aí não se consegue ouvir mais nada. Acho que a gente precisa saber ouvir até na hora de ouvir música ou ver TV. A metáfora é essa, se você só acelera o crescimento, só enche o país de caixas de som e acaba não promovendo nenhuma discussão ética ou educativa do que se vai fazer ou como se vai usar tudo isso. Falo de caixa de som porque é quase uma obsessão minha. Tenho dificuldade de encontrar um lugar para descansar no fim de semana que não tenha um maldito som ligado. As pessoas não sabem também conviver com o silêncio. Se estamos em casa, ligamos a TV, o rádio, mas não sabemos ficar no silêncio. Exatamente! O que as pessoas não entendem é que só com o silêncio conseguimos zerar a audi-

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ção e, assim, voltar a ouvir novamente. Se a gente continuar só na aceleração, não vai descobrir isso nunca. A gente vive hoje numa era de grandes transformações, acredito que devemos nos educar para essas transformações e não ficar só na aceleração. Vivemos num país pobre, cuja população não tem internet de graça - muitas escolas públicas, inclusive, nem computador têm. Mesmo assim, a internet é um fenômeno. Twitter, Youtube, Facebook, Orkut, tudo vira febre e a gente não encontra um jovem que não tenha perfil numa destas redes sociais. Acho que isso é uma virtude do Brasil. O brasileiro tem um interesse pela tecnologia no sentido de transformação de vida, talvez por conta da carência, da desigualdade social, da vida muito dura que a maior parte da população leva. Quando surge uma mudança de paradigma, como está acontecendo agora, o brasileiro enxerga uma oportunidade. Está certo, porque ele não tem nada. Pode ser que com o acesso a uma lan house, por exemplo, ele consiga também acesso à educação, à informação ou até a um emprego. O Brasil deveria valorizar isso. As nossas periferias, hoje, têm mais lan house que botequim. Isso é ótimo! Mas não adianta só isto, o que importa mesmo é investimento estratégico em educação e não o blá blá blá que a gente está acostumado a ver. Acho que, como educador e líder de um programa de TV, tenho que ter consciência e estimular isso. A tua trajetória é muito ligada à educação. Teus pais foram professores, tu ministras muitas palestras por todo o país e até teus personagens sempre tiveram algo voltado para essa questão educativa. Como é que tu vês a educação brasileira hoje? É uma tragédia, continua uma tragédia. O que existe é um descaso absoluto. A gente vê muito discurso e pouca ação efetiva, estratégica. Eu me »»»


“A sociedade brasileira precisa lutar regionalmente para que a TV espelhe a cultura local.”

pergunto: queremos virar gente grande? Se sim, vamos nos mirar em quem está num estágio parecido com o nosso e cuida da educação de uma maneira radicalmente diferente. Por exemplo, a Argentina. Ou o Chile. Ou a Índia. Eles levam a educação a sério, não é uma bobagenzinha como tratamos aqui. O Brasil não leva a sério a educação em nenhum nível. Existem ilhas de excelência, uma escola pública ou particular aqui, um professor ali, mas são iniciativas localizadas. Não há uma decisão estratégica, de Estado mesmo. É tudo cosmético, põe um ministro bonito para ficar falando dos índices, que melhoraram. A educação brasileira é uma tragédia. O programa “Os Netos do Amaral” (exibido pela MTV no início dos anos 1990, apresentando um país fora do eixo Rio-SP) era uma ideia interessante. Nem sempre nos sentimos representados pela televisão brasileira, nosso povo, nosso sotaque. Tenho maior carinho por este programa. Como quebrei o pé nas gravações, só deu para fazer três. A TV brasileira pode ser muito melhor. A gente vê que, quando se produz coisas de qualidade, tem repercussão. Eu, que tive experiência numa TV pública, sei bem disso. Até hoje, a série Rá-Tim-Bum e o Telecurso, por exemplo, têm muita repercussão. De maneira geral, as concessões de TV pelo Brasil foram doadas em troca de favores políticos. O que fez com que as tevês locais se desenvolvessem muito pouco, porque estão nas mãos de pessoas

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que não querem isto, que usam para fazer propaganda a seu favor, às vezes, para conseguir se eleger. A luta para que aconteça este desenvolvimento precisa ser local, a sociedade brasileira precisa lutar regionalmente para que aquela TV espelhe a cultura local. Fala-se hoje muito sobre a revolução digital. O que é esta revolução e como ela muda nossas vidas? Ela muda uma coisa fundamental, o poder de publicação, que antes vinha em uma direção, das editoras, das gravadoras, das televisões, da academia, que eram as donas das publicações e do pensamento. Agora, existe uma facilidade enorme de publicação, então, se você tem uma pesquisa ou um texto com um ponto de vista contrário ao da gráfica, da gravadora ou do dono da antena, você consegue publicar mesmo assim. Isto representa uma revolução gigantesca, que está só no começo, mas que já produziu grandes transformações. Citamos, há pouco, a mudança de comportamento do consumidor, que pode chegar ao eleitor também, pode gerar mudanças também no comportamento dos alunos, dos professores, das mães, dos pais... Isto, para mim, já está acontecendo. E quem não conseguir enxergar, vai ficar fora deste trem-bala que a gente está pegando e que muda os negócios, a política, a publicação. Acompanhe também

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especial

Mescla de cores refrescantes, como turquesa e azul, e neutras, como o branco, faz a integração entre projeto arquitetônico e meio ambiente para deixar aconchegantes os apartamentos

Estilo

família

Conheça o Torre Breeze, novo empreendimento da Leal Moreira que apresenta o traço requintado da arquiteta paulista Patrícia Anastassiadis

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Leonardo Fernandes

A

os 22 anos e recém-saída da universidade, a arquiteta paulista Patrícia Anastassiadis enfrentou o desafio do primeiro emprego criando o seu próprio

escritório de arquitetura, o Anastassiadis Arquitetos, em São Paulo. O investimento modesto foi montado em sua casa

projetos já desenvolvidos, com destaque para projetos em hotelaria como os resorts da rede Club Mediterranee, corporativos como a sede do Bank Boston e a recém-inaugurada loja-conceito da marca Valisere, ambos localizados em São Paulo.

em sociedade com o irmão Eudoxios Anastassiadis, administrador de empresas, em 1994. Dois meses depois, veio

Hoje, o escritório de arquitetura executa uma média de 80 projetos por ano, com clientes espalhados pelo Brasil e tam-

o primeiro trabalho, com o projeto do restaurante Filomena,

bém Estados Unidos, Espanha, Angola, São Tomé e Prínci-

na capital paulista. Não poderia haver melhor cartão de visitas. O estabelecimento abriu as portas para jovens e talentosos chefs de cozinha, como Alex Atala, atraindo em torno de nove mil

pe, Chile e Portugal. É esse prestígio e experiência que Patrícia Anastassiadis traz para o mais novo empreendimento da Leal Moreira: Torre Breeze, edifício de alto luxo que está sendo construído no bairro do Umarizal, em Belém.

pessoas por mês. Com 17 anos de carreira, o Anastassiadis Arquitetos conta com 45 profissionais e cerca de 450

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A Anastassiadis Arquitetos projetou a arquitetura de interiores das áreas comuns, que incluem academia de ginástica, »»»


Estilos clássico e contemporâneo se unem em quatro livings – home teather, bar de vidro, sala de jantar e espaço gourmet –, distribuídos em 350 metros quadrados e quatro suítes

Espaços personalizados

sport bar e salão de festas infantil e adulto. Os apartamentos oferecem área média de 350 metros quadrados e quatro suítes. “Nossa prioridade foi trabalhar ambientes aconche-

O apartamento é composto por uma área de quatro livings, que se unem através da varanda. O espaço é compos-

gantes e sofisticados que revelassem personalidade. Influências de Miami, como o design contemporâneo, tecnologia

to por um home theather, um bar de vidro, sala de jantar e espaço gourmet. Pensando no lazer da família dentro do

e cores trazem ao empreendimento um estilo internacional.

apartamento, a varanda mereceu atenção especial. “A sala

Por outro lado, como Belém tem um clima bastante quente, pensamos em ambientes confortáveis representados por

de jantar se integra ao terraço gourmet e cozinha, a ampla sala conversa com o terraço e se estende até a sala íntima

materiais leves, mas com um toque de cor, para trazer estilo ao apartamento”, afirma Patrícia Anastassiadis.

por um grande bar de vidro que as separa”, explica. Na área íntima, o destaque fica para a suíte do casal, com-

Como exemplos dessa integração entre projeto arquitetônico e meio ambiente, Patrícia elegeu cores refrescantes, como os tons turquesa e azul, e neutras, como o branco. Em cada cômodo nota-se a presença dos estilos clássico e contemporâneo, totalmente equilibrados. “Usamos um piso

posta por áreas de closet e banho exclusivas para cada um. O projeto inclui quartos personalizados para meninos, meninas e bebês. “É um apartamento para quem tem família consolidada, com filhos adolescentes. Uma família que viaja, que está ligada em tecnologia. Que gosta de passar tempo

frio na cor branca, marcenarias claras em madeira e laca

de qualidade juntos”, afirma Patrícia Anastassiadis.

gloss branca para dar brilho e sofisticação aos ambientes”, enumera a arquiteta.

O projeto luminotécnico de todos os ambientes mescla luminárias embutidas no forro com sancas de fluorescentes. Dessa forma, será aplicada uma iluminação mais cênica,

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Mendes

Sofás e sofás-cama

as Poltron

Varanda faz a integração dos espaços e surge para dar à família lazer dentro de casa, tendência internacional que a arquiteta Patrícia Anastassiadis traz a Belém

complementada com a luz de abajures, luminárias de piso e de marcenarias iluminadas. Além da sofisticação dos apartamentos, foi fundamental criar uma atmosfera de luxo e conforto para as áreas comuns do empreendimento. Na área de fitness se usam cores claras

es chõ Col

e iluminação natural, procurando deixar o ambiente leve para as atividades físicas. Compõem o local uma sala de squash e uma sauna. Já para o sport bar, foram privilegiados a tecnologia e o conforto. Próximo à quadra de squash, ele funciona como um ambiente descontraído para receber os amigos e para quem está na espera para o uso da quadra. O salão de festas adulto é um ambiente clean, com móveis de design e materiais claros e refrescantes. Com cores em nuances turquesa e verde, reflete estilo para o ambiente de festas. No caso do infantil, foi criado um ambiente lúdico e encantador, com espaço reservado para as brincadeiras das crianças junto aos adultos. Dentre as atrações, parede de rapel, minicozinha e um quarto suspenso que se assemelha à tão sonhada casa na árvore.

Dom Romualdo de Seixas, 1055. 59

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decor

Escolha as

cores

Com a ajuda de um bom profissional de iluminação, é possível transformar sua piscina em um festival multicolorido

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Catarina Barbosa

I

Diego Ventura

magine um objeto, pode ser qualquer um. Agora, imagine ele na cor amarela, vermelha, roxa. Apesar de ser o mesmo elemento, ficou diferente, certo? O mesmo acontece com ambientes, que conforme a tonalidade e a iluminação escolhidas podem ganhar aspectos totalmente distintos. E essa não é uma exclusividade de ambientes internos: a iluminação em cores também pode ser usada fora de casa, como em jardins, fachadas e até piscinas. Primordialmente, o papel da iluminação em qualquer ambiente é a funcionalidade, ou seja, permitir que possamos executar tarefas quando há pouca ou nenhuma luz. A segunda – e não menos importante – é utilizar a luz como peça da ambientação, no intuito de passar uma mensagem daquele espaço: criar clima, destacar obras de arte e até brincar com as cores do local. »»»

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O trabalho de um especialista em iluminação pode oferecer, para o mesmo ambiente, aspectos diferenciados. E tudo num clicar de botão. Assim, reunindo o design e a tecnologia empregada na iluminação, pode-se ir muito além. Com base nesses dois papéis, nasceu a iluminação de piscina por fibra ótica, que, além de funcional e bela esteticamente, é mais econômica do que os processos tradicionais. “Com esse método conseguimos reduzir o consumo de energia em até 165%”, afirma Leonardo Alves, arquiteto da L+A arquitetura de iluminação. A fibra ótica utiliza um único feixe de luz – de baixo consumo – e apenas uma lâmpada; além disso, a técnica oferece mais segurança para o usuário. “Antigamente, a corrente elétrica e térmica ficava em contato com a água, o que não era muito seguro. Outra vantagem é a facilidade de trocar lâmpadas, caso elas queimem, porque podem ser substituídas de fora da piscina, sem a necessidade de retirar água”, destaca. Além de mais segura e econômica, a iluminação por fibra ótica também não transmite raios infravermelhos (temperatura) e raios UV, ou seja, não danifica os objetos atingidos pela luz – e as lâmpadas também são mais duráveis. Além disso, os efeitos visuais vão desde simulação de estrelas, faíscas, até movimentos. Um dos trabalhos desenvolvidos por Leonardo na área foi a iluminação da piscina do prédio Torre de Toledo, da Leal Moreira, um projeto do arquiteto Alan Freitas. “Na área externa desse projeto em específico, resolvemos dar destaque para a piscina, que tem dimensões de 3,25 x 4,55 m e 1,35 m de

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profundidade. Nela usamos o modelo endlight, que consiste na emissão de luz pontual, levando a iluminação de uma extremidade à outra, apresentando menor perda de luz no caminho”, destaca. Agora você deve ter perguntado: como uma piscina muda de cor? O processo – para os usuários – é bem simples: basta apertar um interruptor e escolher entre 16 tons ou escolher um em que as luzes alternam as cores automaticamente. Tecnicamente, o sistema usado é o endlight, que emite luz apenas com a extremidade do cabo de fibra ótica e ilumina a piscina de maneira uniforme. Os cabos são iluminados por um equipamento: o projetor de luz, que é responsável pelos comandos eletrônicos e pela mudança de cores. Todo esse sistema fica na área externa, em uma espécie de compartimento, que pode ser acessado de fora da piscina. Apesar de o mais indicado ser ambientar o local antes do início da construção, nem tudo está perdido para quem já tem uma piscina em casa e quer usar a técnica. “O trabalho é um pouco mais demorado, já que teremos que quebrar a piscina, mas não é impossível e o resultado é satisfatório.” Uma dica, no entanto, não pode ser ignorada: a consulta a uma empresa especializada no ramo, pois o material utilizado precisa ser manuseado adequadamente. Caso contrário, o resultado pode não ser dos mais agradáveis. Aí é só escolher a cor que mais o agrada. E apertar o botão.

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especial

Casa Cor Maior evento de arquitetura e decoração da América Latina chega a Belém em setembro. Tecnologia em casa é o tema desta edição.

Mais de 100 arquitetos participam da próxima edição do encontro, que vai mostrar, em 67 ambientes simuladores de uma residência sofisticada, as tendências do bem-morar

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Leonardo Aquino

U

Diego Ventura

m desfile de alta costura dificilmente exibe roupas que você verá nas ruas, mas é um espaço para estilistas ousarem e propagarem ideias que acabarão reproduzidas em todas as vitrines, desde as das grifes mais renomadas até as das lojas de departamentos. Essa lógica

naqueles que a visitam. A Casa Cor Pará será aberta em se-

não se restringe à moda. Na arquitetura e na decoração,

bairro do Jardim Europa, em São Paulo, 22 ambientes cria-

por exemplo, existem exibições que lançam tendências graças à liberdade criativa dada aos profissionais. A Casa Cor é uma das referências internacionais neste segmento, o maior evento do setor na América Latina e o segundo maior do planeta. Belém recebe este ano pela primeira vez a mostra, que há mais de duas décadas provoca sonhos e desejos

dos por 25 arquitetos deram a largada para um evento que não parou de crescer nas décadas seguintes. Hoje, a Casa

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tembro e terá a Leal Moreira como patrocinadora estrutural. A Casa Cor surgiu em 1987, quando Yolanda Figueiredo, Angélica Rueda, Javier Campos Malbrán e Ernesto Del Castilho organizaram a primeira edição. Numa residência no

Cor é um case de sucesso com 21 franquias, 17 no Brasil e quatro no exterior: Chile, Panamá, Peru e Uruguai. As negociações para trazer a Casa Cor a Belém foram longas. Os contatos para a concessão da franquia começa- »»»


Expectativa é que a mostra receba 30 mil visitantes e movimente acima de R$ 10 milhões. Objetivo é mostrar como a tecnologia pode ser incorporada aos ambientes internos.

ram em março do ano passado e o contrato foi assinado em dezembro. “A escolha dos franqueados é feita de forma criteriosa, mas o que realmente nos motivou foi saber e apostar nos nossos profissionais capacitados da área e no mercado paraense, que cresce a cada dia”, conta Sandra Meira, uma das sócias da franquia paraense da Casa Cor. Em Belém, mais de 100 arquitetos, designers, decoradores e paisagistas estarão envolvidos no evento. Eles mostrarão as principais tendências regionais e mundiais do bem-morar em 67 ambientes que simulam uma residência sofisticada.

economizar tempo e colocar a casa em sintonia com o meio ambiente, por meio de soluções sustentáveis. Os ambientes da Casa Cor Pará vão celebrar a beleza, a funcionalidade e a inteligência dos espaços que fazem parte da vida das pessoas”, conta Sandra Meira. A expectativa é que a mostra receba 30 mil visitantes, gere 700 empregos diretos e indiretos e tenha uma movimentação financeira acima de R$ 10 milhões em investimentos. Gastronomia e inovações

O tema da mostra é “Dia-a-dia com a tecnologia”. Assim, a

O local da Casa Cor Pará já está definido: o quartel do 2º

mescla entre as inovações tecnológicas e a sustentabilidade dará o tom nos ambientes da Casa Cor.

Batalhão da Polícia Militar, que estava desativado. O espaço foi cedido pelo Governo do Pará e passou por uma grande

“As pessoas mudaram e o jeito delas viverem, também. A tecnologia foi integrada ao dia-a-dia para trazer conforto,

repaginação. A Leal Moreira foi a parceira estrutural da orga-

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nização do evento, fornecendo a mão-de-obra para a

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manifeste a sua feminilidade seja+Depyl

A maior rede de casas especializadas em depilação do Brasil é também a que melhor entende o universo feminino. São mais de 70 lojas em todo o País oferecendo bemestar, autoestima e beleza por meio de um serviço de qualidade, com uma técnica de depilação confortável e suave, à base de produtos descartáveis e 100% naturais que irão encantar você. reforma feita antes da entrega dos espaços para arquitetos, decoradores e demais profissionais envolvidos na mostra. “Íamos fazer mais uma edição do Living Leal Moreira este ano, mas, quando soubemos que a Casa Cor viria a Belém, decidimos juntar forças para fazer um evento ainda mais forte”, explica André Moreira, diretor da Leal Moreira. Esta não será, porém, a única participação da construtora no evento. A Leal Moreira terá dois espaços na Casa Cor Pará. O Lounge, em parceria com o restaurante Grand Cru, terá festivais de vinhos e gastronomia e será aberto para eventos. Já o Espaço Institucional terá o objetivo de apresentar a construtora, mas sob um conceito diferente. “Vamos mesclar a tecnologia, que é o tema da mostra, com um lado mais humano, mas não vamos dar muitos detalhes para não adiantar as surpresas”, diz André Moreira.

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3238-5002 t Shopping Castanheiras, L 321 t Castanheiras 3242-0614 t Av. Serzedelo Correa, 1.026 t Batista Campos 3241-3670 t Shopping Patio Belém, L 20/21 t Batista Campos 3269-1465 t Av. Gentil Bittencurt, 1748 t São Braz 3224-3711 t Rua Bernal do Couto, 77 t Umarizal 3263-4327 t Travessa WE 45, 441 A t Cidade Nova


Quartel da Polícia Militar do Pará, que estava desativado e passou por uma completa repaginação, servirá como sede da Casa Cor

Os espaços da Leal Moreira serão decorados por dois escritórios parceiros da construtora. O escritório Perlla et Jr será responsável pelo Lounge, que terá 185 metros quadrados e um mezanino. Para o arquiteto José Jr., um dos sócios do escritório, o Lounge será uma espécie de salão de festas da Casa Cor Pará e funcionará como um espaço múltiplo,

Harada Arquitetos Associados. O ambiente tem 27 metros

com galeria de arte, espaço de música, cinema, gastronomia e arquitetura. Ele será dividido em hall de entrada, bar

ser humano, lidar com ele como se fosse uma joia”, explica o arquiteto Henry Harada, sem, no entanto, revelar muitos

e salão, com móveis assinados por grandes designers ao lado de criações próprias como sofás e divisórias. “Participar

detalhes. Ele só adianta que o projeto é “audacioso”. Aliás, audácia e ousadia são virtudes fundamentais quan-

de um evento como a Casa Cor mostra principalmente o

do se vai participar de um evento como a Casa Cor. “A Casa

profissionalismo de arquitetos e fornecedores envolvidos e que temos mentes criativas que mostrarão cores, detalhes

Cor é um jogo de desejos, em que as pessoas vão se despertar por algum detalhe de algum projeto e ter vontade de

e elementos culturais tão fortes e presentes numa cidade

levá-lo para as suas vidas. O importante é não fazer o trivial,

como Belém”, afirma José Jr. Já o Espaço Corporativo ficará a cargo do escritório Henry

e sim pelo menos um ponto acima do que se faria num trabalho comum”, opina André Moreira.

Leia mais em www.revistalealmoreira.com.br

quadrados e, ao contrário do que o nome pode dar a entender, não será dedicado à venda de empreendimentos da Leal Moreira, e sim de mostrar o conceito dos produtos da construtora. “A ideia é mostrar que a Leal zela pela vida das famílias que moram nos seus empreendimentos, é focar no

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horas vagas • cinema DVD A fita branca Uma série de crimes misteriosos deixa atônitos moradores de uma aldeia numa Alemanha às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Excelente retrato das raízes do nazismo, “A fita branca”, que levou a Palma de Ouro em Cannes em 2009 e só este ano passou no circuito alternativo de Belém, é a dica de vídeo desta edição. Com primorosa fotografia e um clima tenso, o diretor Michael Haneke (de “Violência gratuita”) faz sua sutil analogia e crítica à repressão, mostrando um grupo de personagens num vilarejo que, em pleno século XX, ainda vive de acordo com regras medievais.

DICA

Um lugar qualquer O vazio da vida de um ator de cinema é o mote do novo filme de Sofia Coppola, “Um lugar qualquer”, que passou rapidamente no circuito alternativo em Belém. A cineasta mantém o clima melancólico e contemplativo de seus dois longas anteriores, com um pouco mais de domínio da linguagem, para remeter o público a uma existência sem raízes e laços típica em Hollywood. Autobiográfico – com ponta de um músico que ela mesma ouviu quando criança, ao lado do pai, Francis Ford –, o filme é uma pequena pérola que merece ser contemplada.

DESTAQUE Festival de Cannes O recluso diretor Terrence Malick e a talentosa (e bela) Kirsten Dunst foram os grandes vencedores do último Festival de Cinema de Cannes. “A árvore da vida”, o quinto filme do cineasta americano em 40 anos de carreira, arrebatou a Palma de Ouro, enquanto a atriz foi laureada pelo seu trabalho em “Melancolia”, o novo de Lars Von Trier, banido do evento após declarar-se simpático ao nazismo. Cannes este ano também presenciou a volta de Pedro Almodóvar, com “A pele que habito”, e a declaração de amor de Woody Allen “Meia-noite em Paris”. O ano promete.

INTERNET

MINISSÉRIE

IGN Para quem gosta de ficar por dentro das novidades do mundo do cinema, uma boa pedida, além das revistas especializadas – cada vez mais escassas – é a internet. O IGN Movies (http://movies.ign.com) é um dos portais sobre a sétima arte mais completos da atualidade. Com layout limpo e sedutor, o site tem tudo que um bom fã de cinema quer: notícias, fotos, pesquisas, promoções, entrevistas e espaços interativos. É possível também ver trailers e baixar roteiros inteiros, além de conteúdos para aparelhos portáteis, como celulares e tablets.

“True Blood – A terceira temporada completa” A Warner e a HBO acabam de lançar a terceira temporada completa de “True Blood”, série escrita e produzida por Allan Ball (roteirista de “Beleza americana”) que mostra vampiros e humanos convivendo, de maneira não tão harmoniosa, numa aparentemente pacata cidade do sul dos Estados Unidos. Desta vez,a novidade sobrenatural da trama é a aparição de lobisomens, seres que, segundo a mitologia fictícia, são inimigos ancestrais dos vampiros. Apesar de certa repetição e de clichês dispensáveis, a saga mantém-se com fôlego e certo frescor. www.revistalealmoreira.com.br

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Cultive o seu bem-estar

Diogo Noqueira, Malu Nogueira, Níthia Nogueira

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horas vagas • música Vídeo

Gravado em Parati (RJ), o DVD “Vanessa da Mata – Multishow ao vivo” virou um dos lançamentos mais vendidos do ano depois que a cantora lançou o CD “Bicicletas, bolos e outras alegrias”, seu quarto álbum de estúdio. Com uma estética urbana que não deixa de lado o bucolismo, a cantora aparece bem à vontade cantando sucessos ao lado das lendas do reggae jamaicano Sly Dunbar & Robbie Shakespeare. Foi este show que a mato-grossense trouxe a Belém, com pequenas adaptações, no começo deste mês.

CONFIRA

DICA

Vanessa da Mata Multishow ao vivo

Café Tacvba Donos de uma discografia impecável, os mexicanos do Café Tacvba já somam mais de 20 anos de carreira e dez discos lançados. A banda é de rock, mas faz como poucas uma mistura de sons que bebe em fontes como metal, hip-hop, samba e eletrônico e até os ritmos tradicionais mexicanos, como tejano, mariachi e música rancheira. O resultado é uma sonoridade ímpar, que emociona, diverte e causa arrepios. Vale a pena procurar, começando pelos álbuns “Revés/ Yo Soy” (1999) e o “MTV Unplugged” (2005).

Rock in Rio Mais de 150 atrações em seis dias de evento, 600 mil ingressos esgotados em menos de dois meses e a proposta de provocar no público uma consciência socioambiental. O Rock in Rio volta ao Brasil depois de dez anos rodando o mundo, com estilos que passam pelo bom e velho rock and roll e incluem ainda pop, hip hop, blues, jazz e música brasileira. Se você vai estar lá, fique atento para a localização dos palcos e o calendário de shows, que podem ser consultados no site oficial do festival: www.rockinrio.com.br.

INTERNET

CLÁSSICO

Jazz na rede Uma boa dica para quem procura informação sobre os lançamentos de jazz no Brasil e no exterior é o site E-jazz (www.ejazz.com.br), um dos mais completos do gênero e referência para músicos do mundo inteiro. Com seções exclusivas dedicadas aos grandes nomes, o endereço apresenta de maneira didática a trajetória do ritmo, desde seu surgimento, nos Estados Unidos, até os dias de hoje hoje. Traz ainda uma agenda completa dos shows espalhados pelo país e links bacanas, como as maiores obras-primas e o que diferencia o estilo dos demais de base instrumental.

Construção, de Chico Buarque (1971) Foi a partir de “Construção” (1971), lançado em plena ditadura militar no Brasil, que Chico Buarque ousou criticar o regime de maneira mais aberta, fazendo uso do lirismo que caracteriza sua obra conjugado com uma potente voz contra a repressão. Em seu quinto álbum, o compositor deixa de lado as harmonizações com a Bossa Nova para aguçar sua vertente crítica poética, com melodias que buscavam expressar a rebeldia em detrimento da harmonia. A faixa-título, clássico que ultrapassa datas, é uma crítica sobre um homem que trabalha arduamente até sua morte.

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horas vagas • literatura DICA

A conspiração franciscana

DESTAQUE

Para quem gosta de tramas misteriosas e teorias conspiratórias que têm como pano de fundo os supostos segredos mantidos pela Igreja, “A conspiração franciscana” é um prato cheio. O livro, lançado pela Sextante, é um best-seller instantâneo. A versão fictícia, mas bastante verossímil, para explicar o roubo dos restos mortais de São Francisco de Assis e o aparecimento dos estigmas em seu corpo transporta o leitor para a Idade Média e seduz com uma narrativa que, embora intrincada, tem uma conclusão satisfatória. Curioso exercício de suposições que deve agradar religiosos e agnósticos.

“O discurso do rei – como um homem salvou a monarquia britânica”

CLÁSSICO Tão curioso quanto o filme vencedor do Oscar este ano, “O discurso do rei – como um homem salvou a monarquia britânica”, lançado no Brasil pela José Olympio, tem como base os diários e arquivos de Lionel Logue, o terapeuta de fala que ajudou o rei George VI a superar a gagueira às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Um dos autores, Mark Logue, é neto do australiano que foi responsável pela superação pessoal do rei da Inglaterra. A improvável, mas verídica, relação de intimidade é narrada ainda com mais detalhes do que foi mostrado no cinema.

LANÇAMENTO

O estrangeiro

Cleópatra, uma biografia Eleito pelo “New York Times” como um dos dez melhores livros do ano passado, “Cleópatra, uma biografia” ganhou mês passado edição brasileira pela Zahar e vem se mantendo por semanas na lista dos mais vendidos das diversas publicações especializadas do Brasil. A partir de uma pesquisa intensa, a escritora Stacy Schiif faz um relato minucioso e humano da rainha que morreu aos 39 anos e conduziu o último grande império egípcio da história. O livro fez tanto sucesso que já foi vendido para o cinema. Será transposto para as telas com ninguém menos que Angelina Jolie no papel principal.

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Uma das obras-chave do escritor argelino Albert Camus, “O estrangeiro” (1942) consegue a proeza de mexer com os sentimentos do leitor retratando um personagem que, aparentemente, não sente nada, nem mesmo a morte da mãe. Tendo o existencialismo como tema central e revestido pelo verniz das melhores tramas policiais, o romance, considerado um dos dez melhores da segunda metade do século passado, foi relançado pela Record na coleção Best Bolso. É mais do que indicado para quem gosta de uma prosa complexa e, ao mesmo tempo, de fácil degustação. Uma obra-prima de um artista no auge de sua criação.

CONFIRA Bienal do Rio Um dos maiores eventos literários do país, a Bienal do Rio chega à sua 15ª edição no período de 1 a 11 de setembro, no Riocentro – o maior centro de convenções da América Latina. São 15 mil m² de estrutura para receber debates, palestras, programações culturais e as mais de 160 editoras que vão expor na mostra. Entre os autores que já confirmaram participação nesta edição, está o autor do best-seller A Cabana, William P. Young, além de Leonard Mlodinow – professor do Instituto de Tecnologia da Universidade da Califórnia, que lançou recentemente em conjunto com Stephen Hawking o livro O Grande Projeto – e a célebre escritora Anne Rice (foto), autora de obras como Entrevista com o Vampiro. É o evento editorial mais importante do país nos anos ímpares e um acontecimento cultural de mobilização nacional.

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Qual seu projeto de vida? Qual seu próximo Leal Moreira? Torre Sonata e Torre Farnese. Um na tranqüilidade da João Balbi. O outro, com vista para a baía do Guajará. Ambos em fase de acabamento, esperando você.

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#SOUNDHOUND

Sabe aquela música que ficou martelando na sua cabeça, e você não tem nem ideia do nome dela ou artista? Pois é, o SoundHound é um aplicativo que serve exatamente para estes casos. Basicamente, é um app para encontrar e explorar músicas. Parece simples, né? Mas não é! Para que você tenha uma ideia, não é preciso nem mesmo saber a letra da música, basta saber a entonação em que ela é cantada.O app se utiliza de um serviço que varre o banco de dados para localizar algo que tenha dados similares. Em suma, para identificar a música basta tocar em “What´s that Song? TAP HERE” segurar seu iPad próximo de você (caso vá cantá-la) ou na

caixa de som onde a música está tocando e esperar pela análise e resultado. Com SoundHound, além de identificar a música, você pode obter outros dados do artista, do álbum, e se estiver disponível, um vídeo do artista no youtube tocando a música, letras, dentre outras informações. O SoundHound também te dá opção de pesquisar se você sabe o título da banda, nome do artista. Ele pesquisa e te mostra várias opções para ouvir. Custo: Versão Free (com banners de publicidade) Versão Full $ 6,99 US

#APPBOX PRO

Na tela inicial do AppBox Pro observamos as 18 ferramentas que ele apresenta e um link para os livros do Google e um jogo clássico chamado Collapse, no caso, onde você tem que estourar as bolas de cores iguais. Até checagem do período fértil feminino (método da tabelinha) está incluída entre estas ferramentas. É realmente impressionante a gama de opções.Clicando na opção settings, várias opções de customização podem ser observadas. Destaque para a possibilidade de organização do aplicativo da maneira que o usuário preferir, apagando aqueles que não interessam. Outra função impressionante é a possibilidade de adicionar

aplicativos customizados da internet, os WebApps, e para isso basta adicionar o endereço URL do mesmo. Em data é possível fazer um Backup para o servidor da AllAboutApps para fácil recuperação de toda customização em caso de perda dos dados. É possível inclusive recuperar de outro dispositivo. São tantas as opções de customização que, acredite, você irá se surpreender. Só comprando e explorando esse aplicativo pra descobrir o quanto ele é funcional. Custo: Versão Pro $1.99 US

#BEEJIVEIM O BeejiveIM permite que você configure múltiplas contas ao mesmo tempo, e possui ainda a possibilidade de conversar com o iPad deitado (deixando o teclado maior e mais fácil para digitação). Ele guarda o histórico das mensagens na própria tela de cada chat que você fizer, até que você o remova. Ainda é possível enviar o histórico de uma conversa para qualquer e-mail com apenas 1 botão, permitindo que tudo fique bem armazenado. Mas o grande diferencial do BeejiveIM está no fato de não ser apenas um aplicativo, mas sim um serviço (não, você não precisa pagar mensalidade alguma, basta comprar o programa para ter direito a utilizar esta maravilha). Em vez de se conectar diretamente ao servidor

do seu messenger, o BeejiveIM se conecta em um servidor intermediário, fornecido pela própria empresa, e este sim, se conecta à sua conta. Com isso, você pode configurar quanto tempo deseja ficar online após encerrar o aplicativo (máximo de 24h) O BeejiveIM é, sem dúvida, um aplicativo único, que te permite ficar conectado 24 horas, 7 dias por semana no seu messenger, mesmo com o iPhone/iPod touch desligado, além de se tratar de um programa muito bem acabado e com constantes atualizações. Custo:Versão full $5,99 US

#AROUNDME

Em uma cidade como São Paulo, Miami, há geralmente um banco ou caixa eletrônico, provavelmente uma farmácia em algum lugar. Há geralmente um posto de gasolina nas proximidades. Mas você pode encontrar estes serviços quando precisa deles? O aplicativo AroundMe usa a funcionalidade GPS do iPad e mapas do Google para ajudar a localizar serviços e empresas em um determinado lugar. Você pode usar a sua posição atual como ponto de partida, ou entrar numa cidade ou bairro – ótimo quando você estiver planejando uma viagem pra outra cidade. Quando o aplicativo é aberto, há uma lista dos serviços mais populares: de bancos a farmácias e as mais importantes

lojas locais. Com um toque, você acessa uma lista de destinos relevantes e o quão longe eles estão. Com outro toque, você os vê como os pinos em um mapa do Google. É possível enviar os detalhes de um lugar que encontrou para um amigo via texto ou e-mail. Um dos pontos fortes do AroundMe é que você não está limitado apenas às categorias pré-definidas do aplicativo. Em vez disso, pode usar a funcionalidade de pesquisa inerente ao que você precisa. Pode ser lento quando você não está conectado a wi-fi. Custo: Free

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O açaí é mais uma prova de que produto é produto e marca é marca. O mesmo açaí, euterpe oleracea, consegue ter personalidade e estilos bem diferentes em Belém do Pará e em outras regiões do Brasil e do mundo, onde faz cada vez maior sucesso. Quem nasce no Pará ou mais precisamente na região da Grande Belém, nos municípios vizinhos e até na Ilha de Marajó, aprende praticamente desde a amamentação a conviver com o açaí. O açaí para o povo de Belém é mais que alimento, está integrado à cultura local, ao meio ambiente, ao jeito de ser e viver desta região. As palmeiras magras e altas, as baiucas de vender o produto nos bairros do centro e da periferia, a artesanal bandeira metálica cor de açaí, que identifica os locais onde é vendido, os caroços jogados nas ruas depois que são tiradas deles as cascas que viram o vinho de açaí, tudo faz parte da alma de Belém. Mas o aspecto do açaí o torna ainda mais integrado à vida local: é que para o paraense açaí é comida gostosamente pesada, um convite ao sono depois da refeição. A combinação de muito açaí com o calor úmido de quase 40 graus que faz em Belém depois do almoço sugere malemolência, barriga cheia, rede, cama ou qualquer plataforma que sirva para deitar depois de saborear esse quase sonífero com farinha de mandioca, com farinha de tapioca, com pirarucu seco, com jabá ou até mesmo com um suculento bife de filé de búfalo. Curiosamente o sucesso que o açaí faz no restante do Brasil e em outros lugares do mundo está relacionado a uma percepção contrária a tudo isso. Principalmente nas cidades do litoral, o açaí é percebido como energético puro e natural, como fonte de força, quase como um elixir sagrado que concentra em sua composição toda a energia www.revistalealmoreira.com.br

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da floresta amazônica, a vitalidade dos índios e caboclos, a seiva sagrada vinda da mais importante biodiversidade do planeta Terra. A personalidade do açaí é uma no Pará e outra além das fronteiras paraenses. Aqui se toma e vai deitar, por aí se toma para ir malhar. Até mesmo a forma como é consumido, com acompanhamentos totalmente diferentes aos dos paraenses, como o açaí com granola, com banana, com morango e mesmo com o nosso guaraná é muito estranha para nós nativos. Para o povo de Belém é tão bizarro tomar açaí com estas invencionices, como para um carioca comer feijoada com mel de abelha. É claro que não foi nenhuma campanha publicitária assinada por empresa ou instituição que fez o açaí ser percebido assim fora do Pará. O açaí é delicioso, tem seu valor nutritivo, mas acabou mesmo sendo beneficiado pela força de uma marca muito maior, chamada Amazônia. A mídia, aí entendida como imprensa, entretenimento e a publicidade em geral, criou toda uma aura mística em torno do universo amazônico. A maioria das pessoas de fora não vê a região como um lugar onde vivem mais de 18 milhões de pessoas, onde existem pelo menos duas grandes metrópoles e gigantescos empreendimentos empresariais. Para o imaginário geral a Amazônia é uma região de florestas nativas, de rios místicos, de uma fauna fantástica e que para evitar desmatamentos e conflitos deveria é permanecer intocada e deixar seus “índios” caçando e pescando. A gente que vive aqui sabe que isso não é bem assim, mas pode pescar de tudo isso umas boas ideias para ganhar com a força que essa propaganda pode gerar. A comunicação, o marketing, quando feitos com técnica, profissionalismo e investimentos sistemáticos podem dar alma, criar vida e destacar atributos para praticamente tudo. Isso serve para empresas, pode ajudar a construir grandes patrimônios de imagem, mas pode também ser um excelente caminho para ajudar a Amazônia a encontrar o equilíbrio entre o crescimento econômico e o respeito ambiental. Podemos transformar todo interesse que a região desperta no mundo em grandes marcas sustentáveis no turismo, na indústria de alimentos, de cosméticos, produtos culturais, em milhares de possibilidades. Permitindo que as pessoas e empreendimentos possam viver da Amazônia deixando a Amazônia viver. A gente aqui continua tomando açaí na nossa realidade e ganhando dinheiro só com o imaginário gostoso que o mundo tem da nossa região.


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Tyara De La-Rocque

De

volta

casa à

Abraçando estilos musicais variados e uma proposta de consciência ambiental para o planeta, o Rock in Rio está pronto para a edição que marca o retorno ao Brasil

E

m uma noite, o empresário Roberto Medina teve o chamado “insight”: de repente, sem pretensões, pensou em algo que pudesse contribuir para movimentar a juventude do país. As ideias ganharam vida e, na manhã seguinte, estavam prontas para serem executadas. Nascia assim o Rock in Rio. A tal intuição, palavra que Medina costuma usar para a situação, soava estranha aos ouvidos alheios, ou mesmo maluquice! Na época, o Brasil ainda não tinha cultura de eventos de música e o mercado do rock era pouquíssimo explorado – e também desacreditado comercialmente - no país. Era uma realidade vivida apenas nos EUA e Europa. Muitos artistas estrangeiros recusavam convites para vir ao Brasil por falta de credibilidade. O fato é que o insight “absurdo” de Medina abriu portas para grandes shows internacionais no verão de 1985 e convidou os brasileiros a comemorarem, em alto e bom som, a liberdade pós-ditadura militar. Em janeiro de 1985, a Cidade do Rock, localizada em Jacarepaguá, zona Oeste do Rio de Janeiro, viveu dez dias que mudaram o cenário musical do país, que entrava definitivamente na rota das turnês de estrelas internacionais. O roqueiro Ozzy Osbourne foi o primeiro a assinar o contrato do festival e, na sequência, a banda britânica Queen. Quem marcou presença na primeira edição provavelmente não esquece a emoção de ver e ouvir “Love of my life”, na voz de Fred Mercury. Para os

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fãs de James Taylor, a participação do músico no evento foi histórica. No período, o cantor enfrentava maus momentos, com dependência de drogas e o divórcio da também cantora Carly Simon. Sensibilizado com a recepção calorosa do público, Taylor decidiu abrir mão do plano de abandonar a carreira logo depois do Rock in Rio I. O músico compôs “Only a Dream Rio” para homenagear o momento; a canção cita versos como “I was there that very Day and my heart came back alive”. Anos depois, na terceira edição do evento, em 2001, Taylor afirmou que a participação no Rock in Rio era questão de honra! Quem também estava longe dos palcos e voltou com todo gás foi a roqueira Rita Lee. Longe dos holofotes dois anos antes do festival, a cantora subiu ao palco e mostrou ser “pau pra toda obra”. O rock nacional, por sinal, tinha explodido nos dois anos anteriores ao festival, com bandas como Titãs, Blitz, Paralamas do Sucesso, entre outras. Mas uma parte do público não ficou muito satisfeita com presença da safra brazuca no tablado e daí vieram as inesquecíveis vaias, fato que rendeu um protesto feito por Herbert Viana. Cazuza, então vocalista do Barão Vermelho, encerrou o show com a música “Pro dia Nascer Feliz”, que, em meio ao contexto de retomada da democracia no país, causou alvoroço na plateia. Nem a chuva que caiu na Cidade do Rock durante os três dias esfriou os ânimos de quem foi conferir a banda predileta. »»»

Divulgação


Roberto Medina (segundo à direita) no lançamento da edição deste ano do Rock in Rio. Ao lado, uma maquete eletrônica da Cidade do Rock 2011.

Na noite de heavy metal a movimentação estava diferente. Com vestimentas características, os metaleiros se destacavam na multidão. Os astros da noite foram Ozzy Osbourne, Scorpions e AC/ DC. Passado o êxtase do primeiro Rock in Rio, o que não faltavam eram expectativas para a segunda edição do evento. Em 1991, 700 mil marcaram presença no evento, dessa vez, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro para aplaudir artistas como A-ha, New Kids on the Block, Prince, Santana, Faith no More, George Michael, Run DMC e Guns´n´Roses. O festival de 91 foi assistido por quase 600 milhões de telespectadores em 55 países. Nessa edição, o mais rebelde da geração rock 80, Lobão, estreava no palco da Cidade do Rock. Escalado para a noite de rock pesado, o roqueiro foi alvo das latas de cerveja, xingou a multidão e saiu de cena. Em compensação, Axl Rose, foi ovacionado pelo mesmo público, o que levou alguns artistas nacionais a questionarem o desrespeito com os músicos nacionais por parte dos próprios brasileiros. O terceiro festival foi ocorrer dez anos depois, em 2001. Uma nova Cidade do Rock foi construída no mesmo local de estreia, em Jacarepaguá, com capacidade para 250 mil pessoas. Foi nesse ano que nasceu o projeto “Por um Mundo Melhor”, que apoia e promove projetos socioam-

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bientais com foco na educação. Um dos momentos mais marcantes do Rock in Rio III foi quando 3.232 emissoras de rádio e 425 de TV fizeram três minutos de silêncio para promover a reflexão e estimular ações “Por um Mundo Melhor”. As músicas africana e eletrônica ganharam espaço nesta edição, com a criação de outros espaços além do palco principal, voltados para apresentações divididas por gêneros musicais. Exportação O sucesso do Rock in Rio foi tanto que o país exportou o evento. Em 2004 o festival sobrevoou o Atlântico e ganhou a Europa. Das nove edições do evento, seis foram realizados fora do Brasil, quatro em Portugal (2004, 2006, 2008 e 2010) e duas na Espanha (2008 e 2010). Nos anos de estrada, o festival reuniu cinco milhões de pessoas, que assistiram ao vivo 656 artistas, quase 800 horas de música com transmissão para mais de um bilhão de telespectadores em 80 países. Atualmente, a marca Rock in Rio se tornou importante no mundo inteiro: é a maior de um evento na Penísula Ibérica, em Portugal é maior que a Copa do Mundo, na Espanha é o dobro da fórmula 1. O idealizador do projeto afirma que a proposta do Rock in Rio é ser para a música o que é a Copa do Mundo para o futebol.

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Responsabilidade Social Com a responsabilidade de ser um veículo de comunicação para causas socioambientais, o Rock in Rio não quer apenas unir as pessoas por meio da música, e sim incentivar a ideia de que pequenas mudanças de atitude no cotidiano têm um imenso impacto sobre o futuro do planeta. Com o slogan “Por um Mundo Melhor”, o festival sempre buscou o pioneirismo em seu modelo de negócios, tendo entre os focos ações com conceitos de sustentabilidade e socialmente responsáveis. Isto vai desde a compensação das emissões de carbono até a escolha de parceiros com atuação socioambiental. Cidade do Rock 2011 O Rock in Rio retorna às origens brasileiras após dez anos. Os fãs já podem comemorar a volta do festival que já tem data, hora e local: Barra da Tijuca, dia 23 de setembro. Às 14 horas, os portões da Cidade do Rock irão se abrir. Numa área de 150 mil metros quadrados, com lagoa natural na paisagem, a Cidade do Rock está mais bem estruturada do que nunca e com os dias contados para receber diversas celebridades do mundo da música. Para atender a todas as tribos que movimentam a indústria fonográfica em 14 horas por dia, os espaços serão diversificados, com o Palco Mundo

que receberá os grandes concertos com bandas mundialmente consagradas; a Tenda Eletrônica, com o som dos melhores DJs nacionais e internacionais; Palco Sunset, local em que os músicos brasileiros irão convidar artistas estrangeiros para fazer jam sessions; a Rock Street, uma rua cenográfica inspirada em Nova Orleans (EUA), onde bandas de street jazz se apresentarão em meio a bares e restaurantes; Tirolesa, com a emoção de voar sobre a plateia em frente ao Palco Mundo; a Roda Gigante, com 28 metros de altura e vista panorâmica de toda a região; e a adrenalina do Free Fall. No total, o Rock in Rio 2011 levará ao público mais de 150 atrações nos seis dias de espetáculos. Não à toa, os 600 mil ingressos disponibilizados para a quarta edição brasileira do festival se esgotaram em menos de 60 dias. Após a liberação das vendas dos bilhetes pela internet, 90 mil entradas foram compradas nas primeiras dez horas. Em menos de 40 horas, 75% dos ingressos colocados à venda online já tinham sido vendidos. Os fãs do grupo Guns N’ Roses podem se programar para ver e ouvir novamente, no último dia do Rock in Rio, sucessos como “Welcome to the Jungle” e “Sweet Child o’ Mine” cantados pelo vocalista Axl Rose. Numa enquete promovida no site do evento http://www.rockinrio.com.br), a banda americana foi umas das mais votadas para se apresentar no festival. »»»

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Na edição deste ano, os amantes de jazz e blues terão uma atenção especial na Rock Street, que recriará a atmosfera de New Orleans

O quarteto britânico Coldplay, que se apresentou no Brasil entre fevereiro e março do ano passado, confirmou presença no penúltimo dia do megafestival, que será dedicado ao rock alternativo. Já a “galera do metal” não precisará esperar tanto para conferir os espetáculos de suas bandas favoritas: a noite dedicada ao metal será no terceiro dia do evento, com Metallica, Motorhead, Slipknot no Palco Mundo e os brasileiros do Angra e Sepultura no Palco Sunset, entre outros. E para comprovar que é um festival feito para atender a todos os gostos musicais, o Rock in Rio 2011 traz as baianas Ivete Sangalo e Claudia Leite, Orquestra Sinfônica e Maria Gadú no palco principal, o Mundo. É importante lembrar que o Rock in Rio é voltado e adequado para o público de todas as faixas etárias. A classificação indicativa de idade é livre, porém os jovens menores de 14 anos precisam estar acompanhados de um responsável legal para participarem do evento.

jazz e terá uma cenografia que irá reproduzir a decoração e arquitetura dos prédios, bares e lojas da cidade americana. O ambiente é destinado, claro, aos amantes do jazz, e aos que queiram dar uma pausa na adrenalina de um festival de rock. O Rock Street funcionará desde a abertura dos portões do Rock in Rio, às 14h, até as 2h da manhã. Além de música, quem estiver no local também poderá curtir, todos os dias, shows dos sapateadores Stephen Harper e Max Pollack, acrobatas, mágicos, malabaristas, cartomantes e estátuas humanas. Entre as atrações musicais, estão o guitarrista e violonista Victor Biglione; o saxofonista Leo Gandelman, que se apresentará com Serginho Trombone; o grupo Roncadores; a cantora Taryn Szpilman; além dos americanos Seeley &Baldori, considerado o melhor duo de pianistas americanos da atualidade dentro do boogie-woogie. Agora é esperar para saber quais os próximos registros históricos que o festival irá trazer...

Rock street Um espaço com a atmosfera de Nova Orleans (EUA), berço do jazz. Assim será a Rock Street, uma das grandes novidades do Rock in Rio 2011. Com inspiração na musicalidade e vida artística de Nova Orleans, o espaço privilegiará o blues e Leia mais histórias e curiosidades do Rock in Rio em www.revistalealmoreira.com.br

Para mais informações sobre a programação do evento, visite o site: http://www.rockinrio.com.br

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Lorena Filgueiras

P.S., com amor No tempo das mensagens instantâneas e relações re relâmpago, as de ontem e hoje cartas mantêm o charme e o carinho entre amantes a

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ão basta estar apaixonado. Há que se gritar para todo mundo ouvir, registrar longas declarações ao ser amado. A necessidade de externar e eternizar acompanha a história da humanidade. Você, leitor, provavelmente já passou por essa experiência (para alguns, deveras dolorosa): como expressar – em sua total plenitude – sentimentos como o amor? Em tempos de internet e comunicação sem barreiras, ainda existem aqueles que acreditam em uma boa e velha carta de amor. Fernando Pessoa, ou melhor, Álvaro Campos, um de seus heterônimos, certa vez bradou que “todas as cartas de amor são ridículas”. Certamente porque quando amamos, ficamos bobos. É bom lembrar, porém, que nem só de amores plenos, felizes, vivem as cartas. Como são muitas as fformas de são d amar, mais i diversas di ã também t bé as maneiras de expressar tais sentimentos. Ao longo da história, são muitos os relatos de amores que encontraram nas páginas manuscritas sua mais

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fie fiel expressão. Um dos mais célebres exemplos é do gênio Beet ethoven. Em cartas endereçadas à sua “amada im imortal”, o músico confirmava sua sensibilidade: “( “(...) sim, resolvi vagar pelas distâncias até o mom mento em que possa voar até teus braços e ter e em ti minha pátria para mandar minha alma envo volta em ti ao país dos espíritos”. O compositor a alemão viveu por muito tempo em Viena, durante p períodos que chamava de “exílio”, e a distância de su sua amada era-lhe mais dolorosa que seus males físicos – Beethoven teve a surdez progressiva le diagnosticada e perdeu a audição completamente d aos 46 anos, no vigor de sua força criativa. a A identidade da “amada imortal” ainda permanece um mistério. Até para os biógrafos mais cuine dadosos. Estudiosos sugerem que, talvez, a bemd -amada de Beethoven seja alguém cujo nome ninguém nunca soube. Da Alemanha para a França, surge a história da Condessa Du Barry, filha ilegítima de uma co- »»»


Fico indeciso, com a pena suspensa, vendo esses olhos que me endoidecem

zinheira com um frade, de origem humilde, que acabou se tornando amante do rei Luís XV. Notória por sua beleza, a condessa virou amante oficial do monarca, dividindo-o com Maria Antonieta. Tal “exclusividade” não a inibia. Muito ao contrário: era uma mulher realista e desejava “servir” com exclusividade um homem por quem se apaixonara. Biógrafos dizem que a “nobre” vivera muitos romances, mas o admirador não-revelado detinha sua atenção. “Sim, caro amigo, já lhe disse e repito: tenho-lhe grande afeição. Você disse-me o mesmo, mas de sua parte trata-se de mero arrebatamento (...) vou fazer-lhe uma proposta: preste atenção. Não desejo continuar como caixeira: quero ser um pouquinho mais senhora de mim e por isso gostaria de encontrar alguém que me sustentasse. Se não lhe quisesse bem, trataria de lhe arrancar dinheiro. Em vez disso, digo-lhe: você devia começar alugando um quarto para mim e mobiliando-o, mas, como não é rico, pode instalar-me em sua casa. (...) se gosta de mim, aceite a proposta, mas se não gosta, tentemos a sorte, cada um por seu lado”. Não à toa, a Condessa Du Barry é um ícone de mulher que vivia à frente do seu tempo. Da Europa para o Brasil O escritor alagoano Graciliano Ramos, famoso por sua sisudez, revelou seu bom humor em uma carta de amor. Com

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uma pitada de sarcasmo, é bem verdade, mas por meio de intensas linhas. Era final da década de 1930 e a destinatária era Heloísa Medeiros. “Tenho tanto a te dizer... Nem sei por onde começar, fico indeciso, com a pena suspensa, vendo interiormente esses olhos que me endoideceram quando os vi pela primeira vez (...). É verdade que és minha noiva? Não é possível, sei perfeitamente que tudo isto é um sonho, que vou acordar, que ainda estamos em princípio de dezembro, que tu não tens existência real”. Qualquer semelhança de sua vida – e suas angústias amorosas – com algumas de suas obras não terão sido meras coincidências. É sabido que artistas (escritores, escultores, artistas plásticos) buscam inspiração para suas obras em suas vidas pessoais. Os gregos personificaram essa busca e a nomearam: “musa”. A máxima é levada a cabo por Machado de Assis para sua Carolina Novais, portuguesa e mais velha que o escritor. Casaram-se e viveram juntos por 35 anos. Consta que na mais perfeita harmonia. “Acusa-me de pouca confiança em ti? Tens e não tens razão, confiante sou; mas se não te contei nada é porque não valia a pena contar (...) Escreve-me e crê no coração do teu Machadinho”. O escritor e poeta Olavo Bilac, menos contido, dizia, em cartas curtas e apaixonadíssimas, à Amélia de Oliveira: “Amo-te! Amo-te! Como é bom poder enfim dizer o que nos enchia o coração! Amo-te, amo-te, amo-te cegamente, lou-

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camente, mais que a tudo!” Depois do sim, o êxtase Lembrado como um escritor pornográfico, com um estilo que mistura episódios autobiográficos com ficção, Henry Miller escrevia cartas passionais, intensas... obscenas. Grande parte de sua obra tinha como inspiração June Mansfield, sua segunda esposa. Apesar do casamento, Miller manteve um ardente caso amoroso com a também escritora Anaïs Nin, outro ícone da literatura erótico-pornográfica. As cartas de amor trocadas entre eles – neste interessante triângulo amoroso – transparecem que Henry Miller manteve a forma, mesmo após a doença que o afastou de sua antológica fome sexual. “(...) Preciso de você... Mas eu devo vê-la: vejo-a vibrante e maravilhosa e ao mesmo tempo tenho escrito para June (...) Anaïs, fique do meu lado. Você me envolve como uma chama acesa. Anaïs, por Deus, se você soubesse o que estou sentindo agora”. “Eu a amo. Amei-a quando você veio e se sentou na cama - toda aquela segunda tarde foi como um nevoeiro morno (...) Você desperta em mim tamanha mistura de sentimentos, que não sei como me aproximar de você. Apenas venha a mim - chegue mais perto de mim. Será belo, eu lhe prometo. (...) Tive um pensamento esta noite de que era com uma mulher como você que eu devia ter me casado”. Apesar das constantes insistências, Anaïs Nin não largou o marido, embora Miller tivesse se divorciado. Um amor passional, sobretudo intenso e artisticamente produtivo. Assim estudiosos definem o relacionamento da pintora mexicana Frida Kahlo com o muralista Diego Rivera. Frida teria dito a Diego, dias antes do casamento, que pedia dele “lealdade, não fidelidade”. Uma frase antológica, atribuída a Rivera, definia bem o estado de espírito do artista: “Dou aperto de mãos com mais afeição do que com que vou para a cama”. Assumidamente bissexual, dona de uma biografia controversa, intensa, foi para Diego Rivera que Frida endereçou suas letras mais apaixonadas. “Minha noite é como um grande coração batendo (...) Minha noite me precipita na ausên- »»»

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Minha noite pensa em você, sonha acordada e acentua minha solidão

cia sua. Eu o procuro, procuro seu corpo imenso ao meu lado, sua respiração, seu cheiro (...) Meu corpo, esse azarão mutilado, quer esquecer-se por um momento no seu calor, meu corpo pede algumas horas de serenidade(...) Minha noite pensa em você, sonha acordada (...) Minha noite acentua a minha solidão, todas as minhas solidões”. Relação escrita Não é só entre grandes personalidades da história que se encontram relatos de amores arrebatadores expressos em missivas de paixão. A funcionária pública Ana Maria Malcher foi passar férias no Rio de Janeiro, em 1988. E conheceu André. “Ficamos juntos, mas foi por um fim de semana”, conta, entre risos. Na volta para Belém, o carioca, flamenguista doente, não lhe saía dos pensamentos. Foi quando decidiu escrever uma carta. “Foi uma carta tímida, achei que ele nem responderia”. Mas André respondeu. “Achei uma graça ele ter contado que, desde que nos separamos, a sorte o havia abandonado. Começamos a trocar correspondências, desde então. Seis meses depois, quando voltei ao Rio, ficamos mais tempo juntos, e como só havia dois modos de comunicação na época – cartas ou telefone – mandava várias cartas e ligava todos os dias para desejar ‘boa sorte’ em um concurso que ela ia fazer”. Engana-se quem acha que a história do casal foi resolvida por meio de cartas. Eles ainda se separaram e André foi atrás de Ana, em Belém... de onde não saiu mais. São casados há oito anos, Leia mais cartas de amor - na íntegra - em www.revistalealmoreira.com.br

têm dois filhos e maços de cartas trocadas durante o tempo de namoro. A aposentada Maria Lúcia Araújo de Moraes tem quase 80 anos e se lembra “como se tivesse acontecido ontem” do primeiro encontro com o marido – já falecido –, Guapindaia Assu Moraes. “Eu era professora de um sobrinho dele e um dia acompanhei o pequenino até sua casa. Foi quando vi o Guapindaia pela primeira vez. Não foi amor à primeira vista. Pelo menos não da minha parte para com ele, mas depois desse encontro, ele começou a fazer a corte”, ri. Guapindaia era viúvo; havia casado outras duas vezes e, por isso, enfrentou alguma resistência da família de Maria Lúcia. “Ele passou a ir à escola e dizia que eu tinha olhos iguais aos da Elizabeth Taylor (Maria Lúcia tem olhos azul-violeta). O namoro começou firme e forte: o pretendente teve de ir à casa da família Miranda de Araújo, para pedi-la em namoro. “Aí, ele escreveu uma carta de amor, que guardo até hoje e tinha um único versinho: ‘tu me viste, eu te vi. Tu me amaste, eu te amei. Qual de nós amou primeiro? Nem tu sabes, nem eu sei’. Vivemos uma bela história de amor. Sempre que ele podia, escrevia cartas, deixava bilhetes pela casa. Guardo todos com muito carinho”. Se você ainda fica perplexo com as declarações de Álvaro Campos, saiba que a redenção vem alguns versos depois... “As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas. Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas”.

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confraria


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especial

Dirce e Domingos com os filhos: alegria em dobro para a famĂ­lia www.revistalealmoreira.com.br

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Catarina Barbosa

Diego Ventura

Emdonome

amor

Homens e mulheres que não podem gerar bebês recorrem cada vez mais a técnicas alternativas de fertilização

O

s bebês têm algo de fascinante. Talvez seja o olhar meigo, a fragilidade, o sorriso terno ou aquele cheirinho característico de talco. Não há quem resista à presença deles e há até quem assegure que uma família só se torna completa com a chegada de um bebê. Entretanto, passar para essa etapa exige disciplina de determinados casais, que, por algum motivo, não conseguem ser pais naturalmente. É o caso dos servidores públicos Dirce Nascimento, 41, e Domingos Rodrigues, 45, casados há quatro anos. “Sempre quis ser mãe, mas não encontrava a pessoa certa”, declara Dirce, explicando por que esperou para ter filhos após os 40. Com a relação sólida e depois de ter aproveitado a vida a dois, ela e o marido acharam que faltava algo em suas vidas e decidiram tornar-se pais, apesar de Domingos já ser pai de um rapaz de 17 anos. A escolha do casal implicou em uma decisão que Domingos fez há 15 anos. “Como ele fez vasectomia, a forma mais rápida de eu engravidar seria por meio da fertilização in vitro”, explica a esposa, uma vez que era possível reverter o processo, embora com menos chances de ela engravidar naturalmente. Nesse momento, o casal passou a pesquisar sobre o assunto e resolveu procurar um especialista para esclarecer as dúvidas e realizar o processo. “Infelizmente, nosso primeiro contato com um

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profissional da área não foi positivo. Mal entramos na sala e ele foi logo falando o valor do procedimento. Aquilo foi uma ofensa para a gente. Nossos filhos não têm preço”, relembra o pai, dizendo que depois encontraram outro médico, que realmente entendeu o desejo que eles tinham de se tornarem pais. Menos de um ano depois de iniciar o tratamento, Dirce engravidou, e de gêmeos. “A nossa primeira tentativa foi em dezembro de 2009 e eu não engravidei. Confesso que fiquei um pouco triste, mas, na segunda tentativa, em abril de 2010, eu estava mais tranquila. Foi quando engravidei dos meus filhos amados”, afirma a mãe. O resultado da fertilização in vitro, feita, na época, em São Paulo, trouxe ao mundo o belo casal Mateus e Isabela, que hoje estão com cinco meses – ela um minuto mais velha do que o irmãozinho. Limites O médico Arivaldo Meireles, que trabalha com técnicas de fertilização, atende em sua clínica cerca de 200 casais por mês, dos quais 25% são novos pacientes. Para que se obtenham bons resultados, alerta, a mulher deve fazer o procedimento até no máximo chegar à faixa de 40 anos. “Esse é o indicado, mas o importante é que cada mulher seja avaliada clinicamente para ter seu limite estabelecido”, aconselha. Meireles, que trabalha com técnicas de fertiliza- »»»


Aos 45 anos, Nádia Jorge comemora a saúde dos filhos, Gabrielle, 4, e Bernardo, 1, nascidos com a ajuda de técnicas de fertilização. Ao lado,o médico especialista Arivaldo Meireles.

ção desde 1992, esteve também na Europa, em Valência, no Instituto Valenciano de Infertilidade, e em Barcelona, no Instituto Dexeus, onde atuou como “fellow”, acompanhando os procedimentos com médicos renomados na área. Em 1997, retornou para Belém e continuou trabalhando com as técnicas. Em 2006, voltou a trabalhar em São Paulo, no Projeto Alfa - Laboratórios de Fertilização Humana Assistida, no qual viajava mensalmente com os casais que atendia na época, para fazer a fertilização em território paulista. Em setembro de 2010, Arivaldo Meireles inaugurou a Clínica Pronatus. Agora, é possível realizar todos os procedimentos na capital paraense. No total, existem dois tipos de fertilização in vitro. Uma é a chamada ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) e a outra, FIV, mais conhecida como “bebê de proveta”. A diferença é que, na fase de manipulação dos gametas, ou seja, na união do espermatozoide com o óvulo, a FIV se dá em uma incubadora especial que reproduz o ambiente similar ao da tuba uterina, onde milhares de espermatozoides nadam em volta do óvulo e somente um o penetra e fertiliza. Na ICSI, um único espermatozoide é injetado no óvulo, por meio de

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uma agulha, promovendo a fecundação. Além desses dois procedimentos, existe ainda a inseminação artificial ou intrauterina, que consiste na introdução de espermatozoides selecionados em laboratório no útero, processo que é “mais normal” do que a fertilização, pois apenas facilita a chegada do espermatozoide à cavidade uterina. Há ainda a indução de ovulação e o tratamento da infertilidade masculina. Com o avanço da tecnologia, Arivaldo Meireles declara que hoje praticamente não existe paciente que não engravide. “Em última instância podemos recorrer ao uso de gametas doados por terceiros anônimos ou até mesmo usar um útero de aluguel”, afirma. Os riscos são pequenos e por vezes é necessário que o casal faça uma triagem psicoafetiva, para resolver problemas que podem afetar o processo da gravidez. De fato, o progresso da medicina foi imprescindível para que casais – naturalmente inviáveis – pudessem realizar o sonho de formar uma família. E esse avanço, além do prêmio máximo, ainda permite planejar melhor a chegada da criança, não apenas financeiramente, mas psicologicamente, a fim de que pais e filhos possam gozar de todo o

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amor e carinho que só a genética explica. Expectativa Outro casal que obteve sucesso em duas técnicas de fertilização distintas foi a funcionária pública Nádia Jorge, 45, e o marido, também funcionário público, Carlos Jorge, 41. Eles são pais de duas crianças, Gabrielle, de 4 anos, que foi gerada a partir do procedimento de fertilização in vitro, e Bernardo, de 1 ano, que foi de inseminação artificial. O método da Gabrielle foi feito inteiramente em São Paulo e o do Bernardo, em Belém. “Quando decidi engravidar pela primeira vez, descobri que tinha alguns problemas, tanto que precisei fazer uma cirurgia para poder iniciar o procedimento, mas nunca vi nada como um problema. Sempre tive pensamento positivo que tudo ia dar certo”, declara. O bom humor e a tranquilidade da Nádia renderam a ela uma gravidez na primeira tentativa, que foi por fertilização in vitro. “Não adianta querermos atropelar o tempo e nos desesperar. As coisas acontecem no tempo de Deus e não no nosso”, afirma, revelando que perdeu um bebê

poucos meses depois de engravidar naturalmente, quando Gabrielle tinha 1 ano. Quando Gabrielle completou 4 anos, Nádia fez a inseminação e engravidou do Bernardo, mas dessa vez na segunda tentativa. Ela conta que sempre levou tudo com muita leveza, sempre com a participação do marido, que, diz, a ajuda a cumprir o terceiro expediente quando eles chegam em casa. Até Gabrielle completar 1 ano e três meses, os dois cuidaram dela sem a ajuda de babás. Depois dos procedimentos de fertilização, Nádia decidiu fazer laqueadura tubária para não engravidar mais. “O planejamento é essencial para manter a boa estrutura familiar. Assim como me estabilizei financeiramente para poder oferecer uma educação melhor para os meus filhos, acho importante saber quando parar”, afirma a mãe, que, mesmo assim, ainda pensa um pouco sobre a possibilidade de um novo bebê. E o que fazer na hora de contar para os bebês quando eles vierem com a célebre pergunta: “Mãe, pai, como foi que eu nasci?”. Os dois já decidiram: vão contar aos filhos a verdade. “Afinal, eles foram muito desejados”, justificam.

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especial

O dançarino e ginasta romeno Juliu Horvath desenvolveu mÊtodo que consiste em movimentos de leveza, ritmo e autocontrole, tudo em busca do equilíbrio entre corpo e mente www.revistalealmoreira.com.br

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Arthur Nogueira

ereta, coração tranquilo Espinha

Com o Gyrotonic, é possível garantir mais flexibilidade, condicionamento físico e o bom funcionamento do organismo

A

mente quieta, a espinha ereta, o coração tranquilo. O refrão é da canção de Walter Franco, que perpassa os anos incólume, gravada no Brasil no fim da década de 1970. No mesmo período, em consonância, um dançarino romeno, Juliu Horvath, chamava a atenção no Houston Ballet, nos Estados Unidos, ao lado de estrelas internacionais como Jacques d’Ambroise e Melissa Hayden. Lugares e trajetórias opostas, sim, mas que no fim “tocam”, pelas mãos da música, a mesma meta – afinar um instrumento. Juliu Horvath, ginasta, iogue e ex-bailarino de descendência húngaro-alemã, nasceu em Temesvar, Romênia. Um homem que, a vida inteira, dedicou-se ao estudo da relação corpo x mente, por meio da música, do esporte e de técnicas como Acupuntura e Tai chi chuan. Para ele, o corpo humano também é um instrumento que precisa ser “trabalhado, refinado, percebido”. Aliando força, alongamento e consciência corporal, Horvath desenvolveu o Gyrotonic – método que trabalha a flexibilidade, o condicionamento físico e auxilia o bom funcionamento do organismo. Em workshop ministrado em Belém, em maio de 2011, Horvath sentenciou que é possível se mover de dois modos – fazendo uso da inteligência

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ou, simplesmente, se movendo, a ação pela ação. O perigo desse caso, segundo ele, está relacionado ao autoconhecimento. “Os movimentos representam a energia que circula em nosso corpo. É preciso trabalhá-los a fim de ativar nosso campo energético”, advertiu. Dessa maneira, o método do Gyrotonic consiste em mover – lê-se exercitar – o corpo com leveza, ritmo e autocontrole. Para tanto, Horvath desenvolveu uma máquina chamada Gyrotonic Expansion System, com pesos, roldanas e rodas giratórias, que oferece uma ampla variedade de exercícios. O aparelho desenvolve a flexibilidade e a mobilidade da coluna, além de estimular os sistemas circulatório, neural, orgânico e glandular. Sem a máquina, porém, também é possível praticar o exercício, em atividade denominada Gyrokinesis, realizada diretamente no solo. De acordo com Juliu Horvath, o Gyrotonic é a representação de algo que ele experimentou energeticamente na juventude, ao interpretar as sensações do próprio corpo. “Coloquei em prática todos os movimentos para poder formar a metodologia”, contou o romeno, que também estudou os elementos da natureza e a movimentação dos animais. “Não digo que descobri, mas vivi”, explicou. »»»

Luiza Cavalcante


A bailarina Ana Unger, entusiasta do trabalho de Juliu Horvtah, é responsável pela abertura do primeiro estúdio especializado no método em Belém

Nesse sentido, Horvath defende a ideia de que a ciência é tardia. “Independente do que já é sabido, há coisas que você sente e, apesar de indefinidas, estão ali, ao seu alcance, não interessa o nome que você dê”, garantiu. Sem contraindicações, o Gyrotonic pode ser praticado por pessoas de qualquer idade, da infância à melhor idade, e gestantes (auxiliando o restabelecimento pós-parto). A ausência de restrições se dá porque o programa é personalizado, com uma rotina de atividades que se adapta a cada caso/aluno. De acordo com o site oficial do método no Brasil - www.gyrotonicbrasil.com, o Gyrotonic e o Gyrokinesis também fortalecem o sistema imunológico e combatem o déficit de concentração e outros sintomas do stress. Para Juliu Horvath, dedicação é imprescindível e “você precisa esvaziar o corpo, gerar e receber a energia”. Sereno e com um quê de misticismo, ele se classifica como um ser humano sempre em busca de respostas. “Nós somos constantemente bombardeados por informações externas (...) e o corpo precisa estar preparado para filtrar isso. Quando você libera o pensamento, as respostas vêm”, complementou. Gyrotonic na Amazônia Atualmente, o Gyrotonic é uma prática difundida em algumas das maiores cidades do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Florianópolis. Porém, o primeiro estúdio especializado no método foi aberto em Belém. Por trás dessa iniciativa, está a bailarina e coreógrafa Ana Unger, entusiasta do trabalho de Juliu Horvath na Amazônia. “Conheci o Gyrotonic em 1993, numa viagem aos Estados

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Unidos”, conta a empresária, que dirige o Centro de Dança e Fitness Ana Unger. Na época, ela estava no auge da carreira de bailarina, porém sentia fortes dores no corpo, devido à rotina atribulada de exercícios e apresentações. “Descobri que tinha lesões no joelho, na região lombar, nos ombros, e os médicos me condenaram a parar de dançar”, recorda. A solução, entretanto, veio durante um ensaio no American Ballet Theatre, em Nova York. “Saí da sala chorando, com muita dor, e uma colega me indicou a procurar o White Cloud Studios, onde àquela altura se estabelecia o Gyrotonic. Foi assim que melhorei”, lembra. A bailarina salienta que o método não curou as lesões que sofreu, mas protegeu o corpo e as estagnou. “Voltei a dançar e me aperfeiçoei, percebi que tinha mais equilíbrio, força, condicionamento físico”, conta. A fim de beneficiar outras pessoas, Ana Unger começou, então, um trabalho de divulgação do Gyrotonic e Gyrokinesis entre professores de educação física, chegando a levar grupos para treinamento nos Estados Unidos. Desenhava-se aí o Centro Gyrotonic Belém. Com o know-how de quem pratica e estuda, Ana Unger enfatiza a singularidade do método. “Ele trouxe o conhecimento milenar do Oriente para o Ocidente de uma maneira sagaz e abrangente, e que se adapta a qualquer rotina”, diz a profissional, referindo-se àquelas pessoas que não dispõem de tempo para praticar longas sessões de meditação ou Ioga. “Em vinte anos de estudos voltados ao condicionamento físico, percebo que não há técnica mais inteligente. Quem me conhece de perto sabe o quanto sou apaixonada. Recomendo com toda certeza”, orgulha-se.

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A

ressaca do

curso

Nara Oliveira Consultora empresarial

superior Se você está no começo de sua

ca programas de estágio como fonte para seus

carreira, agir pensando apenas

programas de trainees. Essas companhias enten-

na remuneração configura uma

dem que seria uma grande perda não continuar

visão de curto prazo. Suas de-

com seus jovens eleitos depois de formados, em

cisões devem estar pautadas

função do grande investimento efetuado no treina-

em um planejamento estra-

mento em sala de aula e no trabalho.

tégico de sua carreira. Você deve

perguntar-se:

“Aonde

da juventude. Um programa de trainee pode pare-

eu quero chegar?”. Com a conclusão de seu curso, um dia após a sua

cer modorrento com poucos atrativos financeiros. Uma boa dica é procurar amigos que já passa-

acordará

ram por este estágio e analisar as experiências,

como profissional. Sem a

para identificar quais trouxeram resultados mais

proteção do rótulo de estu-

sólidos em detrimento de outras com escopo esva-

dante, você se encontrará

ziado. Tomar decisões de carreira apenas focando

com uma realidade que

o salário é um procedimento pouco estratégico. A

o acompanhará por to-

decisão deve estar centrada em uma abordagem

dos os dias de sua vida

de longo prazo, levando à pergunta “aonde eu que-

formatura,

você

madura: a de construir sua carrei-

ro chegar profissionalmente daqui a cinco anos?”. Outra dica é a de uma conversa franca com seu

ra todos os dias. Esta construção deve basear-se em um pilar:

chefe atual. Como profissional experiente, ele pode

a garantia da sobrevivência por meio da realiza-

ajudá-lo a visualizar seu futuro tanto na empresa

ção pessoal. O capital inicial desta cruzada você

em que você está como naquela que o aguarda

angariou em sua época de estudante: bons está-

no mercado.

gios, monitorias, trabalhos consistentes entregues

Recentemente, o presidente da Ernst & Young,

a seus professores, a clareza de construir seu ne-

James Turley, ao ser perguntado sobre o porquê

twork desde a sala de aula, o desenvolvimento de

de ter passado a vida inteira em uma mesma com-

uma postura profissional já na faculdade.

panhia – ele entrou como estagiário na empresa

A maioria das empresas de grande porte com programas estruturados de desenvolvimento apli-

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É comum neste estágio da vida dos jovens a procura por saltos grandes, fortalecidos pela vitamina

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– respondeu: “Tive muitas oportunidades de aprendizado”.


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destino

O aroma do campo invade as ladeiras estreitas que sĂŁo um dos charmes do vilarejo francĂŞs

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Liliam Norat

Pedaço

do

paraíso

A Vila Saint Paul de Vence, na França, é o cenário ideal para quem busca alimento para o corpo e a alma

A

Vila de Saint Paul de Vence propõe um cantinho perto do céu. É bordada de arbustos floridos docemente distribuídos em volta da colina. Agradeço ao destino por ter me conduzido a ela e a Deus, pela certeza do paraíso. A região entre o mar Mediterrâneo e os Alpes é um convite ao fazer e à abençoada germinação de idéias. Cresci envolvida na paixão de meus pais pela arte. Acompanhava de perto os dois completamente absortos em discussões calorosas sobre cinema e arte em geral. É claro que minha aspiração maior frutificou na dança e entre os mitos cinematográficos. As horas contempladas no vinil com Yves Montand na capa, as vezes que assisti a filmes inesquecíveis, como ” Vivre pour Vivre”, de Calude Lelouch, em que ele encara um famoso repórter de televisão - com Annie Girardot, a belíssima Candice Bergen - e o encantamento por Matisse deram a minha alma o alimento necessário para cultivar, ainda muito menina, o desejo de conhecer a Provance-Alpes-Côte d’Azur, especialmente a Vila de Saint Paul, que é pura arte e vive a arte intensamente. Um verdadeiro templo do prazer da arte. Descobrir Saint Paul me lembra o seu Bené, um querido, nosso saudoso poeta e filósofo amazônida, Benedito Nunes. Ele, a Maria Silvia Nunes e o poeta Sérgio Vax estiveram por lá, provavelmente levados por outros sonhos. A aspiração também motivou numerosos afa-

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mados, como Jaques Prévert, Lino Ventura, Chagal e Montand, e Simone Signoret, que marcavam presença durante o verão, estimulados pela intensidade da estação, a luminosidade que entusiasma e ao mesmo tempo a discrição do vilarejo. As cidades da Côte d’Azur são todas muito próximas e as rodovias, excelentes e muito bem sinalizadas. Saímos de Nice e, no meio do percurso, vale a pena dar uma paradinha em cada um dos vilarejos. Normalmente de carro são 30 minutos, entre a cidade e a vila. O tempo estava a nosso favor, o que nos possibilitou a opção pelas paradas até a chegada ao nosso destino. Acompanhada de minha filha, estacionei o carro bem próximo à entrada da Vila. Ouvi meu coração bater descompassado. Andei mais rápido, e de frente para a praça Du Jeu de Boule, onde apostam no famoso jogo “de bolas” em frente ao La Petite Chapelle Restaurant, entrei na realização. Um desligamento total e completo do mundo exterior. Fechei os olhos e... sorri. Foi só o começo. Aquele que é perfeito em tudo que faz criou um lugar que parece ter inventado a joie de vivre. Je vous jure, a vida fica mais leve só de respirar o ar provençal, um ar que possui um aroma único e, acredito, singular em todo o mundo. Conduzida pelos caminhos estreitos com ladeiras ora subindo, ora descendo, embalada pelo extraordinário aroma do campo, vi de perto tudo o queria ver e sentir. Saint Paul de Vence é perfumada, tudo exa- »»»

arquivo pessoal


Vila cheia de história, que já pertenceu à Grécia e ao Império Romano, é privilegiada por um clima sempre ameno. Cores e formas enchem os olhos.

la a suavidade da lavanda. As charmosas edificações medievais, com objetos antigos, móveis de época e peças seculares dão morada aos visitantes, que preferem a proposta da acolhida. As lojas de souvenir, galerias e doçarias refinadas são uma tentação. Nem pense em dieta nessa região: as gostosuras e bobices são apetitosas e o vinho, então, é um caso a parte! Até o passeio público tem história. As calçadas de La Rue Grande à tradição provençal dão uma expressão atraente às ruas. As primeiras pedras usadas para pavimentar a aldeia vieram das praias de Cagnes sur Mer. Arrumadas em forma de rosetas, são encontradas em todos os lugares, dando um ar especial ao lugar. O labirinto das ruelas é de idade medieval, com uma imponente torre de sino que domina o topo da colina. Em qualquer lugar pode-se ficar à sombra das árvores ou em casas de café. O ritmo do lugar é orquestrado pela sinfonia da vontade. Passar o tempo no jogo de bola é uma alternativa agradável. Se quiser, pode somente andar papeando... Ou caminhar simplesmente, vendo das muralhas o Mediterrâneo e os Alpes - é outra alternativa. Uma visão verdadeiramente preciosa, creiam. Cercada por muros, a vila histórica tem vista iluminada para os vales. Seja qual for a estação, de dia ou à noite, há leveza: o outono é quente e o inverno, ameno, oferecendo uma luz suave; a primavera anuncia or-

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gulhosa o cololorido chamejante. Os prazeres não são variados somente para a alma e sentidos. O lar das artes tem restaurantes muito bons, como o Le Caruzo. Esta joia da Provence durante séculos foi moldada pela mãe natureza e pela mão do homem. Na antiguidade clássica, duas grandes civilizações tiveram sucesso, lançando as bases da cultura mediterrânica. Os navegadores gregos colonizaram as regiões que fazem fronteira com o Mar Mediterrâneo, principalmente pelos portos Marselha, Mônaco, Nice e Antibes. Introduziram a cultura do olival e vinhedos, que passará a ser a energia da agricultura local. Panorama Sob a luz do mediterrâneo, a imponente muralha - parte da paisagem provençal - é desenvolvida num local de prestígio, que pouco a pouco com o fascínio da Riviera vai atrair artistas e turistas. O desenvolvimento de novos meios de comunicação, as condições climáticas e os benefícios de um ambiente de luz excepcional foram elementos importantes para o crescimento da Côte d’Azur. Este panorama e a luz foram uma inspiração para muitos artistas. No século XIX, as montanhas são cobertas de flores, vinhas e olivais. As pedras marrom da aldeia, as cores da paisagem e a luz do meio-dia atraíram inúmeros pintores. No alvorecer do século XX, pintores como Signac e Dufy são

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Edificações medievais, com objetos antigos, móveis de época e peças seculares encantam visitantes de todo o mundo

Como chegar recebidos na Hospedaria da La Colombe d”Or, que ainda tem suas paredes decoradas com suas pinturas. Saint Paul reforça a filosofia de que sua história está viva e não é somente lida em livros, oferecendo um incrível passeio que começa na porta de Vence até a sua saída. Um edifício é um arco semicircular do lado que está o canhão Lacan. A capela de São Clemente, situada ali, é uma uma obra-prima da arte barroca. Na capela da Virgem do Rosário e na capela das Almas do Purgatório, o altar é datado de 1677. O tesouro da igreja tem raridades, joias preciosas e um pergaminho de 1588. A capela dos Penitentes decorada por Folon, com suas torres do século XVII, harmonizam a parte de cima da aldeia. Os vinhedos de Saint Paul têm em sua linhagem a mistura das videiras Mourvèdre, Braquet e Clairette. A horticultura estimula a economia local. A partir das muralhas o campo se revela para aqueles que conhecem o olhar. São visíveis as estufas do vale de Malva e as vinhas perto do cemitério onde repousa Marc Chagall. Até o calabouço, que é visto de fora da vila. A torre é um verdadeiro símbolo da antiguidade e tudo que restou de um castelo que se foi. Desde o século XVIII, abriga a Câmara Municipal. No alto se encontra um sino fundido em 1443. Sua criação é como a legenda encontrada: Badaladas sugerem - jam Sommo - as vezes que nos convidam a sonhar.

De carro: Auto estrada A8, saída n°47 - Villeneuve-Loubet, Cagnes-sur-Mer,Vence-indo Marcelle ou saindo da n°48 - Cagnes-sur-Mer, Vence – indo de Nice ou da Itália. Seguindo a direção - La Colle-sur-Loup -/ Vence – pela RD 436. Saint Paul de Vence fica entre La Colle-sur-Loup e Vence a 15 minutos pela auto-estrada A8. De avião: Aeroporto de Nice na Côte dÊAzur.Tel.08 20 42 33 33 Tome um taxi. Tel: 04 93 13 78 78 ou ônibus n°400 do aeroporto – 1 hora de trajeto – ou alugue um carro no aeroporto. De trem: A estação mais próxima: Cagnes-sur-Mer: Tel. 36 35 Tome o ônibus n°400(15 min. de trajeto até Saint Paul) Pode vir de Paris pelo TVG,estação mais próxima: Antibes ou Nice. De łnibus: de Nice, estação Routière, linha n°400(Nice/Vence). Todos de 30 a 45 min.Uma hora de trajeto.

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enquanto isso

Tirol da

Áustria André Coruja músico

Brasileiros que partem para a Europa fazem a rota que ainda guarda o ranço de riquezas levadas para as metrópoles. A gente vem pra cá achando que tem direito a um espaço. E que tudo, de alguma forma, dará certo. Saí d’O Meio do Mundo, de uma cidade grande estirada sobre uma ponta

o talento de ver. De maneira inevitável, a vocação deste lugar é essencialmente turística. Falo de um turismo economicamente tão rentável que mantém o Tirol

da floresta, para um ambiente bucólico e rural do

de Öberösterreich, o centro industrial do país.

Velho Continente. Um paradoxo para não perder o equilíbrio, nos passos iniciais do caminhar.

O inverno é a estação mais fascinante. Neve em planície é algo belo, sem dúvida. Mas neve nos

Da primeira vez era noite. Quando cruzei a fronteira entre Alemanha e Áustria, sabia que era tam-

Alpes é o enigma da prosperidade da região. Os esportistas de inverno de todo o mundo vêm para

bém o início dos Alpes austríacos, que o relevo se

treinos e competições, turistas de todas as partes

alteraria consideravelmente rumo ao alto, que paredes se ergueriam com e ao redor da estrada. Já estava lá e, como em todo o período anterior de expectativas, eu ainda imaginava. O Tirol se

da Europa, austríacos e os próprios tiroleses ornamentam a imensidão branca e colorem os bolsos de uma economia que angaria muitos de seus fundos desta febre gelada (não podia perder essa!).

mostrava aos poucos, com sopés que pareciam sustentar montanhas de escuridão. Uma tentativa do chão em sustentar a noite. Mal sabia o quão bem-sucedido ele era. A História lega ao hoje estado do Tirol um territó-

Innsbruck é a capital. O nome alude ao rio Inn e à palavra Bruck (ponte, em alemão), o que equivale a Ponte sobre o Rio Inn. Cidade com tradição em eventos esportivos de grande porte: já sediou dois Jogos Olímpicos de Inverno e sediará os Jo-

rio esfacelado, disputado, reconstituído. A nobreza

gos Olímpicos da Juventude em 2012. Porta de

tirolesa que por séculos foi a condutora do Império Austro-Húngaro não conseguiu, de Viena, a distante capital imperial, amainar os conflitos que repartiram a sua própria região entre Áustria e Itália, anos

entrada do Tirol, a cidade reúne todas as principais características arquitetônicas de cidades europeias

mais tarde. A rica província mistura características italianas em sua região de cultura germânica e o quase predomínio da língua alemã em sua porção itálica. Não é mesmo tão simples. É como pensar

qualidade, a tradicional Innsbruck se renova com os hábitos joviais da enorme população universitária. As lojas, restaurantes e edifícios históricos do

maiores e lembra Viena, Munique e Zurique. Com infraestrutura hoteleira, serviços e transporte de

em dois povos que se sentem o mesmo, porém divididos entre duas bandeiras.

centro sempre bastante movimentados com o vaivém de turistas e moradores. Os estudantes dão o tom do entretenimento na cidade. Com uma vida

O dialeto tirolês é diferenciado. Brasileiros, em

noturna agitada pela grande quantidade de jovens

geral, consideram a língua alemã muito forte, dura, militarizada até. Este parâmetro tem algum sentido, é verdade, ao se considerar o “alto alemão” (Hochdeutsch). Mas no Tirol, a pronúncia dos habitantes une o erre gutural dos bávaros e suíços

habitantes, Innsbruck possibilita ao turista ou morador que se divirta com programações baratas ou,

com a entonação mais melodiosa dos italianos, resultando numa oralidade imprevisível. É o alemão falado de uma forma engraçada, leve. Quase uma sátira. O povo deste estado é essencialmente camponês. Pessoas profundamente ligadas à natureza do seu lugar. A natureza montanhosa que, impecavelmente respeitada, retribui a seus habitantes com belíssimas paisagens, cenários impressionantes. Tudo isso se conserva da forma mais simples: educação e consciência ambientais. Reitera, assim, que a dádiva de enxergar pode descobrir-se como

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como o mais rico estado austríaco, à frente da cosmopolita capital Viena (que tem status de estado) e

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mesmo, de graça. Como a maior parte do público consumidor ainda está estudando (e alega não ter dinheiro), o mercado se adapta com alternativas em conta e todos ganham. Em dias ensolarados, as duas margens do Rio Inn se enchem de pessoas estiradas sob o sol, em grupos de amigos ou sozinhas imersas em leituras; famílias passeiam, indivíduos de todas as idades praticam atividades físicas das mais diversas; artistas exibem sua arte e a cidade brilha, alegre, com os reflexos dos raios solares nas águas calmas, nos prédios coloridos e nas montanhas que, mesmo nos verões mais escaldantes, conservam em seus cumes o gostinho de inverno que é o charme do Tirol.


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gourmet

Mônica e Daniela: experiências distintas unidas para dar vida a um prato que é a cara da culinária paraense

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Bárbara Flores

Diego Ventura

Delícia a

quatro mãos

As chefs Daniela Martins e Mônica Rangel juntam forças para preparar, a quatro mãos, o “Silveirinha de Camarão com agridoce de Taperebá”, uma delícia tipicamente paraense

U

ma tradição para os frequentadores do restaurante “Lá em Casa”, em Belém, o “Silveirinha de Camarão” tem a cara da culinária paraense. Um prato que oferece diversas maneiras de preparo, seja nas mãos das boieiras do Ver-o-Peso ou de importantes chefs da culinária nacional e regional, como as amigas Mônica Rangel e Daniela Martins, convidadas especiais da edição deste ano do Ver-o-Peso da Cozinha Paraense – um dos mais importantes eventos de

115

culinária do norte do país - e que reproduzem, nesta edição, uma das variações da popular receita. Acostumada a trocar experiências com renomados chefs brasileiros, mas sem deixar de valorizar as mulheres que convivem diariamente com os temperos, cheiros e sabores da maior feira livre da América Latina, Daniela aproveitou a edição deste ano para homenagear o pai – o lendário chef Paulo Martins, falecido ano passado –, com »»»


Preparado tradicionamente pelas “boieras” do Ver-o-Peso, o “Silveirinha” ganhou toques de requinte com o acréscimo do taperebá

um prato tradicional da família, mas acrescentando um olhar especial da colega, que veio de longe para participar pela quarta vez do festival. “Nossa brincadeira era de ser dona de restaurante”, diz Daniela, sobre o início, ainda prematuro, de seu envolvimento com a culinária paraense. Crescendo em meio a panelas e doces na casa de sua avó, a filha do eterno chef da cozinha paraense agora é uma das organizadoras, ao lado da mãe, Tânia, e da irmã, do “Ver-o-Peso da Cozinha Paraense”, idealizado por seu pai na década passada e que pôs o Pará, definitivamente, na rota dos grandes eventos gastronômicos brasileiros. Dona do premiado restaurante “Gosto com Gosto”, em Visconde de Mauá, a mineira Mônica Rangel promove há mais de 15 anos o “Concurso Gastronômico de Visconde de Mauá”, além de colecionar prêmios e participações importantes em encontros culinários dentro e fora do país, como o Madrid Fusion, principal encontro de gastronomia contemporânea, realizado na Espanha.

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Em Belém, Mônica recebeu a missão de ser coadjuvante no preparo de um prato no qual a principal elaboradora era uma “boiera” (tradicional cozinheira do mercado do Ver-o-Peso) que fez questão de preparar um prato em homenagem ao saudoso Paulo Martins. “Valorizar quem mora em Belém, quem convive diariamente com os ingredientes, isso é muito importante. Na hora de fazer o prato, nós chefs tínhamos que ser o segundo, a principal era a boiera, isso é que é interessante nessa troca de experiências. As pessoas da cidade é que têm que ser valorizadas, a gente vai pra incorporar, juntar, crescer”, enfatiza Monica. Foi com este espírito que Mônica e Daniela Martins juntaram conhecimentos para preparar, nesta e dição, o prato “Silveirinha de Camarão com agridoce de Taperebá”, o mesmo feito pela “boiera”. Trata-se de uma farofa de ovo com camarão, composta por temperos regionais, que ganhou um molho especial para ganhar um sabor indescritível. E aos que pensam que a elaboração pode ser complicada, veja como é simples prepará-lo.

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receita

Silveirinha de Camarão Ingredientes • 20 ovos • 1 quilo de camarão regional (de rio da Amazônia) • 3 tomates médios • 3 cebolas médias • 2 pimentões verdes grandes • 5 dentes de alho • 1 limão • A gosto farinha d’água de mandioca • A gosto temperos verdes (alfavaca, chicória.) • 1 pimenta-de-cheiro • A gosto Azeite de oliva e Sal

preparo Lavar os camarões em água corrente com 1 limão. Temperar os camarões com limão, sal e azeite a gosto. Em uma caçarola com azeite refogar o alho bem picadinho, a cebola cortada bem miudinha, o tomate cortado em cubinho, o pimentão picadinho e os temperos verdes todos bem picadinhos, sal a gosto e o camarão já temperado. Quando o camarão já estiver bem refogado reservar. Em uma frigideira grande com o azeite quente colocar os camarões, os ovos, mexer para misturar bem. Quando os ovos estiverem quase fritos acrescentar a farinha d’água de mandioca. Tornar a mexer até ficar no ponto.

Agridoce de Taperebá Ingredientes •500g de taperebás maduros picados •200g de açúcar •300 ml de vinagre de maçã •50g de gengibre bem picado •2 dentes de alho cortados em fatias •3 pimentas-de-cheiro picadas •1/2 colher (chá) de sal •200g de passas brancas

preparo Para fazer a calda, leve ao fogo alto o vinagre e o açúcar e mexa bem até dissolver completamente o açúcar e formar uma calda bem grossa. Quando a calda começar a ferver, é hora de juntar o taperebá. Mexa ligeiramente e acrescente os demais ingredientes e deixe reduzir.

como servir Em pratos individuais colocar o camarão mexido com os ovos e a farinha em volta e guarnecer com alface cortada em tirinhas. Colocar o molho sobre as tiras de alface e na lateral do prato.

Conheça as boieras em www.revistalealmoreira.com.br

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vinho

Rodrigo Aguilera empresário

Vinhos espanhóis

das nos EUA. No Brasil, há alguns meses, vejo que as importadoras estão dedicadas a colocar os vinhos

de Mesa VdM (vinho espanhol mais básico); Vino de la Tierra VdIT (um vinho de mesa com melhor qualidade); Denominacíon de Origen Pago DO Págo (propriedades únicas que produzem vinhos excepcionais); Denominacíon de Origen DO (vinhos de qualidade de uma região delimitada); Denominacíon de Origen Califi-

pelo método tradicional (o mesmo de Champagne) e os vinhos fortificados Xerez, ou seja, uma ampla variedade de estilos e gostos. Podemos dizer também que, atualmente, os vinhos espanhóis têm uma das melhores relações custo/prazer, com vinhos na faixa de R$35,00 a R$50,00 que não fazem feio em degus-

espanhóis na conquista de espaço entre os argentinos e chilenos — e isso tem motivos. A Espanha possui

cada DOCa (a maior distinção qualitativa que um vinho espanhol pode ter). As regiões mais conhecidas são:

tações às cegas. Sem falar em sua gastronomia, cada vez mais famosa, que vai além das tradicionais tapas e

a maior área de cultivo de videiras do mundo e uma

Costa da Galícia, Toro, Ribera del Duero, Rioja, Navarra,

da onipresente Paella; com chefs comprometidos com

variedade de uvas nativas (autóctones) sem precedentes, além de mais de 61 denominações de origem. País de grande tradição vinícola, sua produção se estende de norte a sul e, em ordem crescente de qua-

Somontano, Catalunha, Priorat e Andaluzia. Além dos famosos vinhos tintos feitos com as uvas Tempranillo e Garnacha, produzem ótimos brancos como os refrescantes Rueda feitos com a uva Verdejo e o Albariño

a inovação e valorização dos ingredientes locais. Vale conferir também os ambiciosos projetos arquitetônicos das vinícolas espanholas, os mais caros e arrojados projetos feitos hoje em dia, seguindo a tradição do país

lidade, seus vinhos podem ser qualificados em: Vino

da região de Ribeiro; os espumantes Cava elaborados

de valorizar monumentos arquitetônicos. Salud!

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Produtor Contador de Benjamin Romeo Região Rioja Uva(s) Tempranillo Barrica Francesa Álcool 14% Preço R$98,00 Importador Grand Cru

Predicador 2008

120

13,5% Preço R$98,00 Importador Grand Cru

*pontuação do crítico americano Robert Parker

Produtor Castellroig Região Penedes Uva(s) Macabeo, Parellada and Xarel•lo Álcool 12,00% Preço R$95,00 Importador Grand Cru

Cava Brut Nature Reserva 90RP

Arrocal 2008 90RP*

Produtor Bodega Arrocal Região Ribera del Duero D.O. Uva(s) Tinto Fino (Tempranillo) Barrica 8 meses (70% francesa e 30% americana) Álcool 14% Preço R$55,00 Importador Grand Cru

Produtor Cellers de Baronia Região Monsant D.O. Uva(s) 63% Red Grenache, 32% Carignen, 2% Merlot, 2% Syrah e 1% Ull d’llebre Barrica não Álcool

Flor de Englora 2009 90RP

De tempos em tempos o mundo do vinho é surpreendido por tendências de mercado. Foi assim com os vinhos feitos com a casta Pinot Noir depois do filme Sideways; resultado: um legítimo blockbuster de ven-


Cia. Paulista de E não é apenas pizza. São diversos pratos deliciosos. Venha comemorar com a gente esses 25 anos de dedicação. Você é parte desta história e desta qualidade. 121

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e Qual

idade


especial

Irmã Silvanisa Barbosa e suas crianças: exemplo de solidariedade e amor há mais de duas décadas www.revistalealmoreira.com.br

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Redação

A casa dos

meninos

Casa do Menino Jesus III ganha reforma e ampliação, em parceria com Leal Moreira, PDG e Banpará, e inicia nova etapa no acolhimento a crianças com câncer

O

s olhos da irmã Silvanisa Barbosa passaram a segunda metade do mês de abril marejados. Lágrimas de alegria. Não à toa. A religiosa, militante de décadas no trabalho de assistência social, foi presenteada, na manhã de 19 daquele mês, com um mimo significativo: a Casa do Menino Jesus III, entidade que comanda no auxílio a famílias que lutam para vencer o câncer, com um antigo prédio desativado de 420 metros quadrados, totalmente reformado. Após dois anos de uma empreitada que uniu forças da Construtora Leal Moreira, PDG Incorporadora e Banco do Estado do Pará (Banpará), a integrante da Congregação “Obra das Filhas do Amor em Jesus Cristo” pôde agradecer. “Quando chegamos aqui, não tínhamos dinheiro sequer para comprar uma saca de cimento. Agora vemos este belíssimo trabalho, uma obra que vai ajudar tantas pessoas na luta contra o flagelo da doença.” Corte para o final dos anos 1990. A religiosa Silvanisa Barbosa, 64 anos e uns poucos alfarrábios na mochila, desembarca em Belém com uma missão: repetir o sucesso do trabalho assistencial junto às crianças do município de Colares, no nordeste do Estado, e ir além: fundar, na capital, a versão número três da Casa do Menino Jesus, entidade sem fins lucrativos de apoio a meninos e meninas acometidos pelo câncer, uma iniciativa que já contava com Brasília e Fortaleza como pioneiras no país. Conversa daqui, negocia dali, não demorou muito para a irmã e suas companheiras chegarem à diretoria do Hospital Ophir Loyola, referência em tratamento oncológico na região norte do país; tardou menos ainda e o aluguel de uma casa anexa ao prédio do hospital, na travessa 14 de abril, já estava costurado. Ali, munidas

123

de boa vontade e pouquíssimos recursos, as religiosas deram início ao trabalho de assistência aos enfermos. “Lá, foram quatro anos de um trabalho feito na base de doações e ajuda de terceiros. Apesar das dificuldades, conseguimos apoiar pessoas vindas do interior e vencemos várias batalhas contra a doença, oferecendo o amor e o apoio espiritual que essas famílias precisavam.” A repercussão dos resultados da Casa do Menino Jesus III na capital e no interior, como era de se esperar, gerou uma demanda maior, deixando claro para a religiosa que o espaço na 14 de abril, mais cedo ou mais tarde, não abarcaria mais o serviço, ampliado para o atendimento de crianças e adolescentes em recuperação de problemas renais e cardíacos. A alternativa veio em um dos muitos passeios da religiosa pelas redondezas do Ophir Loyola: um prédio situado na travessa Castelo Branco, entre Gentil e Conselheiro Furtado, pertencente à União e antiga sede da Superintendência Nacional de Abastecimento (Sunab). Abandonado há alguns anos, o local apresentava, em termos de espaço, o necessário para o incremento na assistência às famílias. “Negociamos durante um ano e quatro meses com o governo federal antes de nos mudarmos para lá. Como o prédio estava abandonado, investimos do nosso próprio bolso e reformamos as dependências nos fundos do prédio, onde funcionávamos até que a Leal Moreira, a PDG e o Banpará nos oferecessem ajuda para a reforma do prédio.” Sensibilidade O gaúcho Paulo Machado trabalha como voluntário da Casa do Menino Jesus III desde os primórdios da iniciativa. Diretor Executivo do Grupo »»»

Diego Ventura


Arquitetos participantes Ana Perlla, Heluza Sato, Isolda Contente, José Júnior, Maurício Toscano, Marcos Nascimento, Vanessa Piva e Wallace Almeida Parceiros Albina Cruz, Amazonas Decorações, ˜ngela Belei Decorações, Arianna Silva, Armazém Sofisticatto, BC Frio, Belém Shopping Vidros, Beto Bordalo, Carolina Carvalho, Central Print, Comercial Mazza, Construsolo, Design Criações, Di Casa Home Center, DM Modulados, DR Modulados, Ebbel, Equipe Leal Moreira Engenharia, Estância Muiraquitã, Finger Móveis Planejados, Fórum de Empresários pelos Direitos das Crianças, Imperador das Máquinas, IT Center, Italínea, JN Metalúrgica, João Guilherme Carvalho de Macedo, Joel Maia, Juliane Moutinho, Kamilla Salgado, Kiko Locus, Leal Moreira Imobiliária, Luciana Amaro, Lucila Ribeiro, Luís Castro, M2P Arquitetura, Madre Comunicadores Associados, Marcenaria S L Móveis, Mariana Carvalho, Marmobraz, MM Construção, Oplima, Pomme DÊor, PP Comunicação, Priscila Aguilera, Produções e Cia, Qualitec Engenharia, Renato Barra Martins, REUNI Gestão Imobiliária, RezendeÊs, Robson Braz, Sistemaq, SKM Assessoria Imobiliária, Spazio Del Bagno, Todeschini, Treviso, Valle Construções, VGA Casa & Construção, Viana Print Center, Y. Yamada, Viana Print Center e Valle Construções.

Oito arquitetos e 59 parceiros estiveram envolvidos no projeto, que inclui sala de estar, dormitórios, brinquedoteca, consultórios médicos e uma capela Leal Moreira, foi ele o responsável por apresentar o projeto aos colegas. Não foi preciso muito esforço para convencer a todos da importância de usar o prestígio do grupo para apoiar iniciativas do gênero. “A Leal Moreira é uma empresa que preza pela responsabilidade social. Para nós, é uma forma de estarmos ativamente envolvidos na contribuição para atenuar os problemas sociais.” A reforma da Casa do Menino Jesus III foi tocada em parceria com a PDG e o Banpará, que dividiram os custos e a responsabilidade de estabelecer parcerias para a viabilização do serviço. Além de parte do financiamento, a construtora também assumiu o controle da obra e articulou a participação dos parceiros, arquitetos e fornecedores. “Além disso, com a aproximação que ocorreu e o entusiasmo todo, os próprios funcionários da construtora passaram a dar sua contribuição pessoal e espontânea ao trabalho da casa”, reforça. No total, foram oito arquitetos e 59 parceiros envolvidos. O resultado deixou orgulhosos tanto os profissionais quanto a direção da Casa. Após dois anos de trabalho, a entidade renascia com um espaço ampliado para oito ambientes – entre sala de estar, dormitórios, brinquedoteca, consultório méVeja mais em www.revistalealmoreira.com.br

dico e até uma capela. Um resultado final caprichoso e digno da grandeza do trabalho realizado pela instituição, que hoje recebe, com muito mais aconchego, famílias oriundas de todas as partes do Estado. “Ficamos muito felizes em ter contribuído, pois sabemos o quanto é sério e importante o trabalho realizado por eles. Muitas pessoas serão beneficiadas, agora com mais conforto e alegria. Isso é o que vale quando participamos de projetos e ações como esta: doar o que temos para fazer um pouco melhor a vida daqueles passam por momentos difíceis”, diz a arquiteta Heluza Sato. Como um espaço de acolhimento – denominação preferida por irmã Silvanisa -, a Casa do Menino Jesus III apresenta uma rotatividade grande de hóspedes, cujo período de permanência varia de acordo com as necessidades dos tratamentos individuais, feitos em instituições especializadas no combate aos problemas. Hoje, é possível que as mães – por regulamento interno da Casa, as únicas autorizadas ao acompanhamento - permaneçam ao lado de suas crianças com a certeza de que precisarão oferecer apenas aquilo em que costumam ser as melhores: paciência e amor.

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entrega

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Institucional 127 12 27

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Imponência e bom gosto

Imponência aliada a bom gosto. Mais uma vez a Leal Moreira impressiona ao entregar um empreendimento que agrega conceitos de bem-estar e beleza. Os moradores do Torre de Belvedere, localizado na avenida Senador Lemos, receberam as chaves de seus apartamentos no dia 23 de abril e agora desfrutam de uma estrutura completa que garante segurança, entretenimento e, consequentemente, qualidade de vida. Em cada detalhe o Torre de Belvedere revela algum diferencial. Além do espaço amplo dos apartamentos – cada um ocupando um andar, tendo tamanhos variados entre 271m² e 273m² e cobertura com 541 m² – o imóvel também tem outras vantagens. Com uma bela vista pra Baía de Guajará no horizonte e uma área condominial completa, o empreendimento conta com três vagas na garagem para cada apartamento, sendo que todas as unidades têm box privativo. O primor da construtora pelo projeto está explícito em todas as etapas da construção do Torre de Belvedere, desde a concepção da planta, com diversas opções de proposição do espaço, até o evento que marcou a entrega dos apartamentos. A ocasião que marcou a entrega das chaves contou com a apresentação do grupo Pandora Jazz, decoração do arquiteto Paulo Morelli e Buffet assinado por Wania Martins. Uma ideia ousada e criativa norteou o brinde para os proprietários. Cada cliente ganhou um álbum com fotografias próprias, feitas por uma equipe, que entregou o material em tempo real. E as vantagens de habitar um empreendimento de primeira qualidade como o Torre de Belvedere não param por aí. O prédio conta ainda com gerador total para apartamentos e área comum, sistema de segurança com monitoramento eletrônico, guarita blindada, e área condominial equipada e mobiliada. Se cansar de diversão entre as paredes do apartamento, o morador pode aproveitar o espaço externo que possui área de lazer composta por salão de festas, salão de jogos, fitness e brinquedoteca equipados, além de churrasqueira, sauna, piscina adulta e infantil, playground, quadra de squash e quadra poliesportiva. O que não faltam são opões para aproveitar a experiência de morar em um empreendimento como este.

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Luxo

Prevenção

Quando o assunto é o mercado de luxo e suas possibilidades um dos primeiros nomes que vem à cabeça é do especialista Carlos Ferreirinha. Ex-diretor da grife Louis Vuitton na América Latina, cargo que exerceu durante 7 anos, ele esteve em Belém no dia 20 de maio a convite da Leal Moreira e da PDG para ministrar uma palestra preparatória para os 60 corretores que irão atuar nas vendas do Torre Breeze, empreendimento de alto padrão assinado pelas duas construtoras associadas, cujo lançamento será no final de junho.

Entre os dias 27 de maio e 1º de junho foi realizada a quarta edição da Semana Interna de Prevenção ao Acidente de Trabalho. Uma série de atividades em todos os canteiros do grupo Leal Moreira marcou a programação. Entre as atrações se destacaram a apresentação do grupo de carimbó Pará Amazônico, palestras sobre higiene pessoal, peças teatrais e dinâmicas voltadas para segurança no trabalho com premiação aos ganhadores.

Saúde

Mães

Os colaboradores que estão trabalhando na construção do novo empreendimento da Leal Moreira, o Torres Ekoara, participaram de uma programação diferenciada no final do mês de abril. Ao invés de uma manhã de trabalho, o dia 20 foi marcado por atividades que primam pela qualidade de vida, como massagens anti-stress, teste de glicemia, verificação da pressão arterial e dicas de alimentação saudável. A programação faz parte da política de prevenção da construtora.

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Muito mais que trabalhadoras, elas são mães. Para comemorar o dia especial para estas mulheres, que carregam a responsabilidade de cuidar dos futuros cidadãos do mundo, a Leal Moreira realizou no dia 6 de maio uma animada programação para elas. O momento de confraternização foi vivenciado pelas colaboradoras da empresa, com direito a lanchinho e muito bate-papo.

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DM9 É DDB

Sabe com quantos tubos e conexões se faz uma relação de confiança? 1 bilhão de metros.

Conquistar a confiança do consumidor não é fácil. Para conseguir isso, a Amanco investe em alta tecnologia para oferecer uma linha completa de produtos. O resultado está aí para todo mundo ver: em apenas 6 anos, a Amanco já vendeu – só no Brasil – uma quantidade de tubos e conexões suficiente para dar aproximadamente 25 voltas no planeta Terra. Amanco, a marca que deu escolha para os brasileiros.

Amanco. Mais que um sucesso, um prodígio. www.amanco.com.br

Inovação em tubos e conexões. 131


Check List das obras Leal Moreira projeto

lançamento

fundação

estrutura

alvenaria

revestimento acabamento

Torre Parnaso 2 ou 3 dorm. (1 suíte) • 58,40m² e 79,20m² • Cremação • Av. Generalíssimo Deodoro, 2037 (com a Rua dos Pariquis) Torre Dumont 2 e 3 dorm. (1 e 2 suítes) • 64m² a 86m² • Pedreira • Av. Doutor Freitas, 1228 (entre Av. Pedro Miranda e Marquês de Herval). Torre Domani 3 e 4 suítes • 187,15m² • Nazaré • Av. Governador José Malcher, nº 1655 Torres Liberto 3 suítes • 122 m² e 260 m² • Batista Campos • Rua dos Tamoios, (esquina com Tv. Honório José dos Santos). Torre Vitta Office Salas comerciais (31,73 a 42m²) • 5 lojas (61 a 299,62 m²) • 31,73 a 42m² (sala comercial) • de 61 a 299,62m² (lojas) • Marco • Av. 25 de setembro, 2115 Torre Vitta Home 2 dorm. 1 suíte (58,02m²) • 3 dorm. 1 suíte (78,74 m²) • 58 m² e 78 m² • Marco • Travessa Humaitá, número 2115 Torre Triunfo 3 e 4 suítes (170,34 m²) • cobertura (335,18m²) • 170m² a 335,18m² • Marco • Trav. Barão do Triunfo, 3183 (entre 25 de Setembro e Almirante Barroso) Torre Floratta 3 e 4 dormitórios • 112,53m² a 141,53m² • Marco • Av. 25 de Setembro, 1696 (entre Travessas Angustura e Barão do Triunfo) Torres Trivento 2 e 3 dorm • Av. Senador Lemos, 3253 • Sacramenta Torre Résidence 2 ou 3 suítes (174m²) • Cobertura (361m²) • Cremação • TV. 3 de maio, 1514 (entre 3 de maio e 14 de abril) Torres Ekoara 3 suítes (138m²) • Cobertura (267 ou 273m²) • Utinga • Tv. Enéas Pinheiro, 1700 (entre Av. Alm. Barroso e Av. João Paulo II) Torre Umari 2 ou 3 dorm. sendo 1 suíte (107m²) • Umarizal • Rua Dom Romualdo de Seixas, 1500 (entre Antonio Barreto e Domingos Marreiros) Torre Vert 3 suítes (156m²) • Cobertura 312m² • Nazaré • Av. Gentil Bittencourt, 1014 (entre Quintino Bocaiúva e Generalíssimo Deodoro) Torre de Farnese 4 suítes (200 m²) • Umarizal • Av. Senador Lemos, 500 (entre Dom Romualdo de Seixas e Dom Romualdo Coelho) Sonata Residence 2 ou 3 suítes (174m²) • Cobertura (361m²) • Cremação • TV. 3 de maio, 1514 (entre 3 de maio e 14 de abril) em andamento

veja o andamento das obras no site: www.lealmoreiraimobiliaria.com.br 132 13 32

concluído


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Saulo Sisnando Escritor

vou

esperar

(talvez) Um dia tu dirás que me ama. Vou esperar... Mesmo que este dia esteja longe. Vou esperar tu encostares em meu peito para dormir, da mesma forma como eu me aconchego nos teus abraços... Sentindo-te como ninho, cama. Enlaçando-te fortemente com braços nus e sentindo-te contra mim: quente e macio. Vou esperar! Vou esperar quietinho um dia tu me admirares, como eu admiro os passos de tua dança. Vou esperar tu encontrares nos meus lábios a suavidade que encontro nos teus, ao mesmo tempo em que nossos cílios se tocam. Piscam. E nossos olhos se enxergam tão de perto... Pretos. Vou esperar cada abraço teu... Cada boa noite antes de dormir, como se essa fosse minha prece, meu caminho para o céu, minha salvação! Vou esperar pacientemente o meu corpo se encontrar ao teu. Um dia, quem sabe? Belamente... Completamente... Ser apenas um. Esperar o amor surgir nos teus olhos grandes e negros, vou esperar que me olhes cada vez como uma primeira vez... Apaixonando-te de novo... De novo... De novo... E no futuro, vou esperar tuas rugas refletirem as minhas; tuas esperanças se tornarem minhas expectativas e meus sonhos virarem teu maior empenho. Espero tua face corar a cada felicidade nossa e tua mão tentar conter as lágrimas nas inevitáveis tristezas. Espero caminhar. Caminhar de mãos dadas... Unidas... Úmidas... Suadas... Quero te ver temendo o futuro e entender por que não róis as unhas. Vou esperar... Esperar ao teu lado... Esperar pelo grande dia que tu dirás “eu te amo”. E eu direi o mesmo. Então o mundo poderá acabar. O rio salgar e morrer todos os peixes, o sol apagar. A noite ser eterna, e a existência humana se findar. Porque nós dois teremos um universo à parte. Girando... Girando... Um cata-vento... Uma eternidade... Um homem para amar intensamente. Um amor verdadeiro... INTEIRO. Saulo Sisnando escrevendo como Maria Eduarda www.revistalealmoreira.com.br

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O que ĂŠ mais importante pra vocĂŞ


RLM nº 29

Leal Moreira. Futuro e presente do verbo morar.

GENTE DESIGN ESTILO IDEIAS CULTURA COMPORTAMENTO TECNOLOGIA ARQUITETURA

ano 7 número 29

Marcelo Tas Conectado ao que há de mais novo no mundo da comunicação, ele fala sobre tudo. Basta perguntar.

Leal Moreira

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Revista Leal Moreira nº 29  

Marcelos Tas, conectado ao que ha de mais novo na comunicacao, ele fala sobre tudo. Basta perguntar.

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